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Fernando Castelo Branco – Direito Eleitoral

Curso Completo de Direito Eleitoral

Noções Iniciais de Direito Eleitoral

Conceito de Direito Eleitoral.


Ramo do Direito Público constituído por um sistema de regras e princípios que regulam o processo
eleitoral.

Objeto do Direito Eleitoral.


Ao disciplinar o processo eleitoral, o Direito Eleitoral necessariamente versa sobre:

a) O Eleitor e os Candidatos, seus direitos, liberdades, garantias, obrigações e proibições.


b) Os Partidos Políticos, sua autonomia em relação ao Estado, suas obrigações e garantias.
c) O Processo Eleitoral propriamente dito, desde o alistamento eleitoral, o processo de escolha e
registro das candidaturas, a campanha eleitoral, votação e apuração do resultado eleitoral, prestação
de contas, diplomação dos eleitos.

Finalidade do Direito Eleitoral.


Garantir que o processo eleitoral reflita uma manifestação do eleitor tão mais livre e consciente
quanto possível. Assim, garantir a normalidade e legitimidade do processo eleitoral, colocando-o a
salvo de corrupção abuso ou fraude, é objetivo do Direito Eleitoral.

Princípios do Direito Eleitoral.


Princípios são ideias que orientam uma ação, a partir da importância que a elas atribuímos diante de
situações concretas.

O direito eleitoral tem princípios de natureza informativa, material e processual, que, em síntese,
podem ser assim resumidos:

Princípios Informativos
Regras de ordem técnica e caráter universal.

a)Lógico
Coerência do processo eleitoral.

b)Jurídico
Submissão do processo eleitoral a um ordenamento jurídico.

c)Político
O processo eleitoral é um instrumento de manifestação da vontade política acerca da escolha de
agentes públicos ou formulação da vontade geral.

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d)Econômico
Busca do mínimo de custos econômicos, políticos, institucionais, para a máxima realização da vontade
manifestada pelo eleitor no processo eleitoral.

Princípios Materiais

a) Da Isonomia ou Lisura das Eleições


Busca da igualdade de condições de disputa entre as candidaturas e partidos políticos e um processo
eleitoral livre da influência determinante do poder econômico ou político.

b) Do Pluralismo Político e Partidário


A disciplina da matéria eleitoral deve fortalecer os canais institucionais de manifestação das mais
diferentes vontades e posições políticas do eleitor. Deve ainda garantir a liberdade de criação e
associação partidária.

c) Da Imediaticidade do Sufrágio
Ausência de intermediários entre o eleitor e manifestação de sua vontade política no processo
eleitoral. Voto Direto. (Art.14, CRFB)

e)Da Anualidade ou Anterioridade da Lei Eleitoral


Para garantir segurança e previsibilidade das regras que disciplinam o processo eleitoral, a lei relativa
ao tema entra em vigor na data de sua publicação, mas não pode ser aplicada às eleições que ocorrem
dentro do prazo de um ano da sua vigência. (Art.16, CRFB)

Segundo entendimento do STF, esta é uma garantia individual e, portanto, cláusula pétrea da
Constituição.

Princípios Processuais

a) Da Celeridade
A brevidade dos procedimentos eleitorais, impõe que os Órgãos da Justiça Eleitoral e seu processo
decisório sejam marcados pela agilidade.

b) Da Devolutividade dos Recursos


Possibilidade de aplicação imediata da decisão judicial enquanto a matéria é reexaminada pelo órgão
judicial recorrido.

c) Da Preclusão
Impossibilidade de, nas fases seguintes do processo eleitoral, se impugnar fatos ocorridos nas fases
anteriores. Impugnações e nulidades devem ser arguidas de forma imediata.

d) Da Responsabilidade Solidária entre Partidos e Candidatos


Candidatos e Partidos Políticos assumem juntos, as responsabilidades administrativas, cíveis, e penais
do processo eleitoral.

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f) Da Irrecorribilidade das Decisões do TSE
A não ser nas hipóteses excepcionais de recursos de natureza extraordinária, as decisões do TSE
possuem natureza terminativa e fazem coisa julgada. (Art.121, §3º, CRFB)

g) Da Proporcionalidade e da Razoabilidade.
Adequação entre os danos reais ou potenciais ao processo eleitoral, e as restrições, proibições,
obrigações e penas impostas aos partidos, agentes públicos, candidatos ou eleitores.

Fontes do Direito Eleitoral.

Fontes Próprias (Principais) e Fontes Impróprias (Acessórias).


Constituem fontes próprias do Direito Eleitoral todas aquelas cujo conteúdo diga respeito ao processo
eleitoral e seus sujeitos. São também chamadas de Fontes Principais ou Diretas.

Já as fontes impróprias são aquelas cujo conteúdo diz respeito a outros aspectos da vida em sociedade,
mas que, todavia, trazem conceitos importantes para o processo eleitoral. São também chamadas de
Fontes Acessórias ou Indiretas. Ex. Direito Processual Penal e Civil, Direito Administrativo, Direito
Tributário e Financeiro.

Fontes Primárias e Fontes Secundárias.


A Lei Eleitoral é a Fonte Primária do Direito Eleitoral. Tudo o mais que lhe explica e detalha, garante
fiel execução, ou ainda, nos ajuda a interpretá-la, é uma fonte secundária.

Assim, podemos apontar como fontes primárias do direito eleitoral: O Código Eleitoral, a Lei Geral das
Eleições, a Lei das Inelegibilidades, a Lei dos Partidos Políticos, as Resoluções do TSE.

E como fontes secundárias, as Instruções Normativas do TSE, a Jurisprudência e a Doutrina.

Relação do Direito Eleitoral com o Direito Constitucional.


A Constituição, sendo a norma jurídica de versa sobre a organização do poder político, precisa
necessariamente dispor sobre o processo eleitoral. Existem normas constitucionais relativas à origem,
titularidade e exercício do poder político, quem pode e quem não pode alistar-se como eleitor e
apresentar-se como candidato, regras relativas às eleições propriamente ditas, dentre outros. Assim,
não há, em nossa história constitucional, nenhum texto que tenha sido omisso quanto ao tema
eleitoral.

De mais a mais, cumpre sempre lembrar que, sendo o fundamento último de validade de todo o
ordenamento jurídico, toda a disciplina eleitoral está submetida à supremacia formal e material da
Constituição.

Histórico do Direito Eleitoral no Brasil


(http://www.tre-pi.jus.br/institucional/o-tre-pi/memoria-e-cultura/evolucao-da-justica-eleitoral-no-brasil)

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500 anos de eleições
As eleições não são uma experiência recente no País. O livre exercício do voto surgiu em terras
brasileiras com os primeiros núcleos de povoadores, logo depois da chegada dos colonizadores. Foi o
resultado da tradição portuguesa de eleger os administradores dos povoados sob domínio luso. Os
colonizadores portugueses, mal pisavam a nova terra descoberta, passavam logo a realizar votações
para eleger os que iriam governar as vilas e cidades que fundavam. Os bandeirantes paulistas, por
exemplo, iam em suas missões imbuídos da idéia de votar e de serem votados. Quando chegavam ao
local em que deveriam se estabelecer, seu primeiro ato era realizar a eleição do guarda-mor regente.
Somente após esse ato eram fundadas as cidades, já sob a égide da lei e da ordem. Eram estas eleições
realizadas para governos locais.

As primeiras eleições
As eleições para governanças locais foram realizadas até a Independência. A primeira de que se tem
notícia aconteceu em 1532, para eleger o Conselho Municipal da Vila de São Vicente-SP. As pressões
populares e o crescimento econômico do país, contudo, passaram a exigir a efetiva participação de
representantes brasileiros nas decisões da corte. Assim, em 1821, foram realizadas eleições gerais
para escolher os deputados que iriam representar o Brasil nas Cortes de Lisboa. Essas eleições
duraram vários meses, devido a suas inúmeras formalidades, e algumas províncias sequer chegaram
a eleger seus deputados.

Eleições livres
Até 1828, as eleições para os governos municipais obedeceram às chamadas Ordenações do Reino,
que eram as determinações legais emanadas do rei e adotadas em todas as regiões sob o domínio de
Portugal. No princípio, o voto era livre, todo o povo votava. Com o tempo, porém, ele passou a ser
direito exclusivo dos que detinham maior poder aquisitivo, entre outras prerrogativas. A idade mínima
para votar era 25 anos. Escravos, mulheres, índios e assalariados não podiam escolher representantes
nem governantes.

Os partidos políticos
Os partidos políticos no Brasil têm suas origens nas disputas entre duas famílias paulistas, a dos Pires
e a dos Camargos. Verdadeiros bandos, com o uso da força e da violência, eles formaram os primeiros
grupos políticos rivais.

A expressão "partido político" só passou a constar nos textos legais a partir da Segunda República. Até
então, só se falava em "grupos".

Admitiram-se durante muito tempo candidaturas avulsas, porque os partidos não detinham a
exclusividade da indicação daqueles que iriam concorrer às eleições, o que só ocorreu após a edição
do Decreto-Lei n.º 7.586 de 28 de maio de 1945, que deu aos partidos o monopólio da indicação dos
candidatos.

As eleições durante o Império eram controladas pelo Imperador, por meio da Secretaria do Estado
dos Negócios do Brasil, dos presidentes das províncias e da oligarquia rural.

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A legislação vigente durante o Império possibilitou à opinião pública exigir eleições diretas e criticar
os abusos e as fraudes. O novo quadro eleitoral levou o Conselheiro Saraiva a reformá-la,
encarregando Ruy Barbosa de redigir o projeto da nova lei, de nº 3.029/1881, que ficou conhecida
como Lei Saraiva. Ela aboliu as eleições indiretas e confiou o alistamento à magistratura, extinguindo
as juntas paroquiais de qualificação.

A Velha República (1889 - 1930)


A Proclamação da República inaugurou um novo período da nossa legislação eleitoral, que passou a
inspirar-se em modelos norte-americanos. A primeira inovação eleitoral trazida pela República foi a
eliminação do "censo pecuniário" ou "voto censitário".

Em 1890, o chefe do governo provisório, marechal Deodoro da Fonseca, promulgou o regulamento


eleitoral organizado por Aristides Lobo, o Decreto 200-A, considerado a primeira lei eleitoral da
República e que tratava unicamente da qualificação dos eleitores.

Regulamento Alvim
Faltava ainda uma lei que presidisse a eleição dos constituintes, marcada para setembro. Em 23 de
junho de 1890, ela foi publicada. Ficou conhecida como "Regulamento Alvim", em referência ao
ministro e secretário do Estado dos Negócios do Interior, José Cesário de Faria Alvim, que a assinou.

Eleição de Deodoro
A primeira Constituição Republicana criou o sistema presidencialista, em que o presidente e o vice-
presidente deveriam ser eleitos pelo sufrágio direto da nação, por maioria absoluta de votos.

Em 15 de setembro de 1890, uma das primeiras tarefas da Constituinte foi dar respaldo ao governo
provisório, promulgando a Constituição de 1891 e elegendo Deodoro da Fonseca no dia seguinte.

A "Política dos Governadores"


Durante a Velha República, também chamada de Primeira República, prevaleceu um esquema de
poder que ficou conhecido como "política dos governadores", montado por Prudente de Morais,
eleito em 1894: o presidente da República apoiava os candidatos indicados pelos governadores nas
eleições estaduais e estes davam suporte ao indicado pelo presidente nas eleições presidenciais.

Coronelismo
O plano dependia da ação dos coronéis, grandes proprietários de terras cujo título derivava de sua
participação na Guarda Nacional (instituição que durante o Império assegurava a ordem interna). Eles
controlavam o eleitorado regional, faziam a propaganda dos candidatos oficiais, fiscalizavam o voto
não secreto dos eleitores e a apuração.

O governo central também controlava a Comissão de Verificação de Poderes do Congresso, que era
responsável pelos resultados eleitorais finais e pela diplomação dos eleitos.

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"Degolas"
O trabalho da Comissão de Verificação de Poderes do Congresso consistia, na realidade, em negação
da verdade eleitoral, pois representava a etapa final de um processo de aniquilamento da oposição,
chamado de "degola", executado durante toda a República Velha.

Justiça Eleitoral
Em 1916, o presidente Wenceslau Brás, preocupado com a seriedade do processo eleitoral, sancionou
a Lei 3.139, que entregou ao Poder Judiciário o preparo do alistamento eleitoral.

Por confiar ao Judiciário o papel de principal executor das leis eleitorais, muitos percebem nessa
atitude o ponto de partida para a criação da Justiça Eleitoral, que só viria a acontecer em 1932.

A criação da Justiça Eleitoral


A Revolução de 1930 tinha como um dos princípios a moralização do sistema eleitoral. Um dos
primeiros atos do governo provisório foi a criação de uma comissão de reforma da legislação eleitoral,
cujo trabalho resultou no primeiro Código Eleitoral do Brasil.

O Código Eleitoral de 1932 criou a Justiça Eleitoral, que passou a ser responsável por todos os
trabalhos eleitorais - alistamento, organização das mesas de votação, apuração dos votos,
reconhecimento e proclamação dos eleitos. Além disso, regulou em todo o País as eleições federais,
estaduais e municipais.

Voto secreto
O Código introduziu o voto secreto, o voto feminino e o sistema de representação proporcional, em
dois turnos simultâneos. Pela primeira vez, a legislação eleitoral fez referência aos partidos políticos,
mas ainda era admitida a candidatura avulsa. Esse código já previa o uso de máquina de votar, o que
só veio a se efetivar na década de 90.

A Revolução Constitucionalista de 1932 exige a convocação de uma Assembléia Nacional Constituinte,


feita pelo Decreto nº 22.621/1933, que estabeleceu que, além dos deputados eleitos na forma
prescrita pelo Código Eleitoral, outros 40 seriam eleitos pelos sindicatos legalmente reconhecidos,
pelas associações de profissionais liberais e de funcionários públicos.

Era a chamada representação classista.

As críticas ao Código Eleitoral de 1932 levaram, em 1935, à promulgação de nosso segundo Código, a
Lei nº 48, que substituiu o primeiro sem alterar as conquistas de até então.

Estado Novo
Em 10 de novembro de 1937, sustentado por setores sociais conservadores, Getúlio Vargas anuncia,
pelo rádio, a "nova ordem" do País. Outorgada nesse mesmo dia, a "polaca", como ficou conhecida a
Constituição de 1937, extinguiu a Justiça Eleitoral, aboliu os partidos políticos existentes, suspendeu
as eleições livres e estabeleceu eleição indireta para presidente da República, com mandato de seis
anos.

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Essa "nova ordem", historicamente conhecida por Estado Novo, sofre a oposição dos intelectuais,
estudantes, religiosos e empresários. Em 1945, Getúlio Vargas anuncia eleições gerais e lança Eurico
Gaspar Dutra, seu ministro da Guerra, como seu candidato. Oposição e cúpula militar se articulam e
dão o golpe de 29 de outubro de 1945. Os ministros militares destituem Getúlio Vargas e passam o
governo ao presidente do Supremo Tribunal Federal, José Linhares, à época também presidente do
TSE, até a eleição e posse do novo presidente da República, o general Dutra, em janeiro de 1946. Era
o fim do Estado Novo.

O Decreto-Lei 7.586/1945, conhecido como Lei Agamenon, em homenagem ao ministro da Justiça


Agamenon Magalhães, responsável por sua elaboração, restabelece a Justiça Eleitoral, regulando em
todo o País o alistamento eleitoral e as eleições. A Constituição de 18 de setembro de 1946, a exemplo
da de 1934, consagra a Justiça Eleitoral entre os órgãos do Poder Judiciário e proíbe a inscriçãode um
mesmo candidato por mais de um Estado.

O Código Eleitoral de 1945, que trouxe como grande novidade a exclusividade dos partidos políticos
na apresentação dos candidatos, vigorou, com poucas alterações, até o advento do Código Eleitoral
de 1950.

Em 1955, a Lei 2.250 cria a folha individual de votação, que fixou o eleitor na mesma seção eleitoral e
aboliu, entre outras fraudes, a do uso de título falso ou de segunda via obtida de modo doloso. Outra
alteração significativa do Código Eleitoral de 1950 foi a adoção da "cédula única de votação". Ambas
foram sugestões do ministro Edgard Costa.

A cédula oficial guardou a liberdade e o sigilo do voto, facilitou a apuração dos pleitos e contribuiu
para combater o poder econômico, liberando os candidatos de vultosos gastos com a impressão e a
distribuição de cédulas.

O regime militar
A legislação eleitoral, no período compreendido entre a deposição de João Goulart (1964) e a eleição
de Tancredo Neves (1985) foi marcada por uma sucessão de atos institucionais e emendas
constitucionais, leis e decretos-leis com os quais o Regime Militar conduziu o processo eleitoral de
maneira a adequá-lo aos seus interesses, visando ao estabelecimento da ordem preconizada pelo
Movimento de 64 e à obtenção de uma maioria favorável ao governo. Com esse objetivo, o Regime
alterou a duração de mandatos, cassou direitos políticos, decretou eleições indiretas para presidente
da República, governadores dos estados e dos territórios e para prefeitos dos municípios considerados
de interesse da segurança nacional e das estâncias hidrominerais, instituiu as candidaturas natas, o
voto vinculado, as sublegendas e alterou o cálculo para o número de deputados na Câmara, com base
ora na população, ora no eleitorado, privilegiando estados politicamente incipientes, em detrimento
daqueles tradicionalmente mais expressivos, reforçando assim o poder discricionário do governo.

Lei orgânica dos partidos políticos


Em 15 de julho de 1965, é aprovada a Lei Orgânica dos Partidos Políticos (Lei nº 4.740). Logo depois,
em 27 de outubro do mesmo ano, o Ato Institucional nº 2 (AI-2) extingue os partidos políticos. Ainda
no referido ano, o Ato Complementar nº 4 determinou ao Congresso Nacional a criação de

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organizações com atribuições de partidos políticos, o que deu origem à ARENA - Aliança Renovadora
Nacional e ao MDB - Movimento Democrático Brasileiro.

O Ato Institucional nº 5 ( AI-5), de 13 de dezembro de1968, suspendeu as garantias da Constituição


de 67 e ampliou os poderes ditatoriais do presidente da República, permitindo-lhe, em 1968, decretar
o recesso do Congresso Nacional.

A Emenda Constitucional nº 11/78 revogou os atos institucionais e complementares impostos pelos


militares e modificou as exigências para a organização dos partidos políticos. Em 19 de novembro de
1980, a Emenda Constitucional nº 15 restabeleceu as eleições diretas para governador e senador e
eliminou a figura do senador biônico.

A Lei nº 6.767, de 20 de dezembro de 1979, extinguiu a ARENA e o MDB e restabeleceu o


pluripartidarismo, sinalizando para o início da abertura política.

A Nova República
A Emenda Dante de Oliveira, que previa eleição direta para presidente e vice-presidente da República,
foi rejeitada em abril de 1984. Assim, a eleição do primeiro civil após o período de exceção se deu em
1985, ainda indiretamente, por meio de um colégio eleitoral.

Em 15 de maio desse ano, a Emenda Constitucional nº 25 alterou dispositivos da Constituição Federal


e restabeleceu eleições diretas para presidente e vice-presidente da República, em dois turnos;
eleições para deputado federal e para senador, para o Distrito Federal; eleições diretas para prefeito
e vice-prefeito das capitais dos estados, dos municípios considerados de interesse da segurança
nacional e das estâncias hidrominerais; aboliu a fidelidade partidária e revogou o artigo que previa a
adoção do sistema distrital misto.

A informatização da Justiça Eleitoral


A Justiça Eleitoral, instituída em 1930, sempre teve como princípio a moralização das eleições. O
primeiro Código Eleitoral brasileiro, criado na mesma época, estabeleceu uma série de medidas para
sanar os "vícios eleitorais". E já previa o uso da máquina de votar. A Justiça Eleitoral, agora responsável
por todos os trabalhos eleitorais (alistamento, organização das mesas de votação, apuração dos votos,
proclamação e diplomação dos eleitos), buscava mecanismos para garantir a lisura dos pleitos.

Máquina de votar
Na década de 60, Ricardo Puntel inventou e apresentou ao TSE um modelo de máquina de votar que
nunca chegou a ser usado. Imaginava-se que a neutralidade das máquinas, que não têm emoções nem
ambições, não só tornaria as apurações quase que instantâneas, mas também diminuiria o volume de
fraudes.

Em 1978, pioneiramente, o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais apresentou ao TSE um


protótipo para a mecanização do processo eleitoral.

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Após iniciativas isoladas de alguns TREs, que desenvolveram novas idéias de automação das eleições,
o TRE-RS desenvolveu um projeto-piloto para a informatização do cadastro de eleitores do Rio Grande
do Sul.

Em 1981, o então presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Moreira Alves, encaminhou ao
presidente da República, João Baptista Figueiredo, anteprojeto que dispunha sobre a utilização de
processamento eletrônico de dados nos serviços eleitorais.

Em 1982, a Lei nº 6.996/82 dispôs sobre a utilização do processamento eletrônico de dados nos
serviços eleitorais. Três anos depois, em 1985, a Lei n 7.444 tratou da implantação do processamento
eletrônico de dados no alistamento eleitoral e da revisão do eleitorado, que resultou no
recadastramento de 69,3 milhões de eleitores, em 1986 a quem foram conferidos novos títulos
eleitorais, agora com número único nacional.

Totalização eletrônica
Na eleição presidencial de 1989, foi possível a totalização eletrônica dos resultados das eleições nos
estados do Acre, Alagoas, Mato Grosso, Paraíba, Piauí e Rondônia.

O sucesso desse empreendimento levou à informatização do TRE de Minas Gerais, em 1991; à


totalização eletrônica dos resultados das eleições municipais de 1992 em aproximadamente 1800
municípios; e à apuração eletrônica do plebiscito de 1993 em todos os municípios brasileiros. A eleição
geral de 1994 também contou com totalização de votos inteiramente informatizada.

Eleições informatizadas
Somente nas eleições municipais de 1996, no entanto, é que a Justiça Eleitoral deu início ao processo
de informatização do voto. Usaram a "máquina de votar", nesse ano, cerca de 33 milhões de eleitores.

Na eleição geral de 1998, o voto informatizado alcançou cerca de 75 milhões de eleitores. E no ano
2000, todos os eleitores puderam utilizar as urnas eletrônicas para eleger prefeitos e vereadores.

Questões

01. (2015. CESPE. TRE-RS. Analista Judiciário – Judiciária) O direito eleitoral, precisamente, dedica-se
ao estudo das normas e procedimentos que organizam e disciplinam o exercício do poder de sufrágio
popular, de modo a que se estabeleça a precisa equação entre a vontade do povo e a atividade
governamental. Para melhor ordenação lógica (das fontes), há que se partir da Constituição Federal
de 1988 (CF), que é a fonte suprema de onde promana a ordem jurídica estatal. Com relação a esse
tema, assinale a opção correta.

a) Incorporou-se no texto da CF a capacidade eleitoral ativa e passiva dos analfabetos.


b) A exemplo de alguns países europeus e americanos, a CF admite, em determinadas circunstâncias,
o registro de candidatos estrangeiros.
c) Conforme a CF, a soberania popular é exercida pelo sufrágio e pelo voto direto e secreto, com valor
igual para todos, e, nos termos da lei, mediante plebiscito, referendo e iniciativa popular.

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d) Não estando prevista na CF a eleição dos deputados por meio do sistema proporcional, a eventual
mudança do sistema pode ser realizada mediante apresentação de projeto de lei.
e) A CF autoriza, em determinadas circunstâncias, a eleição de cidadãos sem filiação partidária.

02. (2015. FEPESE. Prefeitura de Balneário Camboriú – SC. Analista Legislativo) Assinale a alternativa
que indica corretamente o princípio eleitoral em que a lei que alterar o processo eleitoral entrará em
vigor na data de sua publicação, não se aplicando à eleição que ocorra até um ano da data de sua
vigência.
a) Princípio da legalidade eleitoral
b) Princípio da celeridade eleitoral
c) Princípio da anualidade eleitoral
d) Princípio da democracia representativa
e) Princípio da irrecorribilidade das decisões eleitorais

03. (2015. AOCP. TRE-AC. Técnico Judiciário - Área Administrativa) Em relação à legislação eleitoral,
assinale a alternativa correta.

a) O Código Eleitoral é a legislação central do regime jurídico eleitoral, sendo as demais legislações
acessórias naquilo em que ele for omisso.
b) A Lei que alterar o processo eleitoral deve respeitara regra da anualidade eleitoral.
c) É inaplicável, dentro do sistema processual eleitoral, qualquer disposição do código de processo
civil, em razão da sua incompatibilidade com o que dispõe o código eleitoral.
d) A cada eleição, será publicada, pelo Tribunal Superior Eleitoral, Lei específica dispondo a respeito
do pleito a ser realizado.
e) Além das disposições constitucionais, somente Lei complementar pode dispor acerca de matéria
eleitoral.

04. (2015. CS-UFG. AL-GO. Procurador) Ao julgar o Recurso Extraordinário Eleitoral n. 633.703, em 23
de março de 2011, o Supremo Tribunal Federal entendeu que a Lei Complementar n. 135/2010 (Lei
da Ficha Limpa) não deveria ser aplicada às eleições de 2010 por desrespeitar o art. 16 da Constituição
Federal de 1988. Considerando o princípio da anualidade,

a) a emenda constitucional que altera o processo eleitoral possui aplicação imediata.


b) a lei que altera o processo eleitoral, assim que publicada, ingressa imediatamente no ordenamento
jurídico pátrio, inocorrendo a vacatio legis.
c) a lei que altera o processo eleitoral entra em vigor um ano após sua publicação, não tendo efeito
no período da vacatio legis.
d) a incidência da anualidade em relação à lei que altere o processo eleitoral dependerá de
ponderação no caso concreto, por tratar-se de um princípio.

05. (2015. FCC. TRE-RR. Técnico Judiciário - Área Administrativa) Incluem-se dentre as fontes diretas
do Direito Eleitoral:

a) os entendimentos doutrinários relativos ao Direito Eleitoral.


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b) as resoluções do Tribunal Superior Eleitoral.
c) as leis estaduais.
d) as leis municipais.
e) os julgados que compõem a jurisprudência dos Tribunais Eleitorais.

06. (2014. VUNESP. TJ-SP. Juiz) Sobre a legislação eleitoral, assinale a opção correta.

a) A lei ou Resolução do TSE que alterar ou regulamentar o processo eleitoral entrará em vigor na data
de sua publicação, não se aplicando à eleição que ocorra até um ano da data de sua vigência.
b) A lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação, não se aplicando
à eleição que ocorra no exercício seguinte à sua publicação.
c) A lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação, não se aplicando
à eleição que ocorra até um ano da data de sua vigência.
d) A lei ou Resolução do TSE que alterar ou regulamentar o processo eleitoral entrará em vigor na data
de sua publicação, não se aplicando à eleição que ocorra no exercício seguinte à sua publicação.

07. (2014. FCC. MPE-PA. Promotor de Justiça) Situada no capítulo da Constituição Federal dedicado
aos direitos políticos, a anterioridade da lei eleitoral desempenha função normativa de caráter
estruturante da ordem jurídica eleitoral. Tem por finalidade assegurar estabilidade e segurança ao
processo eleitoral, inibindo modificações legislativas casuísticas que, ante a proximidade do pleito,
alterem os seus parâmetros de forma a promover desequilíbrio entre partidos e candidatos. Nesse
sentido, o princípio constitucional da anterioridade da lei eleitoral

a) não obsta a aplicação às subsequentes eleições gerais (para Presidente, Governador, Senador,
Deputado Federal e Deputado Estadual) de Emenda Constitucional que, em vigor apenas há oito
meses da realização do pleito, imponha aos partidos políticos dever de coerência na definição dos
critérios que orientam suas coligações eleitorais, de forma que prevaleça a obrigatoriedade de
vinculação entre as candidaturas em âmbito nacional, estadual e distrital.
b) impede a aplicação à eleição subsequente de lei que, em vigor apenas há oito meses da realização
do pleito, estabeleça a responsabilidade solidária do candidato com o administrador da campanha
pela veracidade das informações financeiras e contábeis apresentadas à Justiça Eleitoral, exigindo que
ambos subscrevam a respectiva prestação de contas.
c) impede a aplicação à eleição subsequente de lei que, em vigor apenas há onze meses da realização
do pleito, limite, durante a campanha eleitoral, ao horário compreendido entre as 8 (oito) e as 24
(vinte e quatro) horas a realização de comícios e a utilização de aparelhagem de sonorização fixa.
d) não obsta a aplicação à eleição subsequente de lei que, em vigor apenas há oito meses da realização
do pleito, determine a proibição a partidos e candidatos de receber doação em dinheiro ou estimável
em dinheiro procedente de entidades beneficentes e religiosas, bem como de organizações não-
governamentais que recebam recursos públicos.
e) impede a aplicação à eleição subsequente de lei que, em vigor apenas há oito meses da realização
do pleito, determine a proibição de doações em dinheiro, bem como de troféus, prêmios, ajudas de
qualquer espécie feitas por candidato, entre o registro e a eleição, a pessoas físicas ou jurídicas.

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08. (2014. CESPE. Câmara dos Deputados. Analista Legislativo) Acerca dos princípios do direito
eleitoral, julgue os itens a seguir.

Tido como princípio basilar do direito eleitoral, e inscrito no texto constitucional, o princípio da
eficiência determina que o agente político ou administrador seja 100 % eficiente.

09. (2014. CESPE. Câmara dos Deputados. Analista Legislativo) Acerca dos princípios do direito
eleitoral, julgue os itens a seguir.

O princípio da anualidade da lei eleitoral foi consagrado no sistema jurídico brasileiro pela CF, cujo
texto pertinente, originalmente, limitava-se a estabelecer que a lei que alterasse o processo eleitoral
só entraria em vigor um ano após sua promulgação.

10. (2014. CESPE. Câmara dos Deputados. Analista Legislativo) Acerca dos princípios do direito
eleitoral, julgue os itens a seguir.

Introduzida no texto constitucional por meio de emenda, a nova redação do dispositivo que consagra
princípio da anualidade da lei eleitoral aperfeiçoou a redação do texto constitucional, ao igualar os
conceitos de vigência ou aplicação e de eficácia.

11. (2014. CESPE. Câmara dos Deputados. Analista Legislativo) Acerca dos princípios do direito
eleitoral, julgue os itens a seguir.

Entre os princípios norteadores do direito eleitoral brasileiro incluem-se o princípio da igualdade, o


princípio do devido processo legal, o princípio da publicidade e o princípio da preclusão ou da
eventualidade.

12. (2014. FUNDEP. TJ-MG. Juiz) Analise as afirmativas seguintes.

I. Independente e próprio, com autonomia científica e didática, o Direito Eleitoral está encarregado
de regulamentar os direitos políticos dos cidadãos e o processo eleitoral, cujo conjunto de normas
destina-se a assegurar a organização e o exercício de direitos políticos, especialmente os que
envolvam votar e ser votado.
II. A Lei Eleitoral é exclusivamente federal por força do Artigo 22, I, da Constituição Federal, podendo,
no entanto, os Estados e Municípios disporem de regras de cunho eleitoral supletivamente.
III. As Medidas Provisórias podem conter disposições com conteúdo eleitoral.
IV. Vigora no Direito Eleitoral o princípio da anterioridade, ou seja, embora em vigor na data de sua
publicação, a lei somente será aplicada se a eleição acontecer após um ano da data de sua vigência.

A partir da análise, conclui-se que estão CORRETAS.

a) I e II apenas.
b) I e III apenas.
c) II e III apenas.
d) I e IV apenas.
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Justiça Eleitoral

Histórico da Justiça Eleitoral no Brasil. (Fonte: TSE)


A ideia de que o Poder Judiciário deveria ser o responsável pela maior parte dos trabalhos eleitorais
começa a ser pensada no Império e ganha força no século XX. Em 1881, a Lei Saraiva delegou o
alistamento de eleitores à magistratura; em 1916, Lei nº 3.139 tornou o preparo do alistamento
eleitoral responsabilidade do Poder Judiciário.

O fim dos anos 1920 representou uma ruptura institucional, com grandes consequências para a vida
nacional. No que interessa à história da Justiça Eleitoral, a principal bandeira levantada pelo
movimento de 1930 foi a moralização das eleições. Foi nesse contexto que nasceu a Justiça Eleitoral.

Em 1932, o primeiro Código Eleitoral criou a Justiça Eleitoral para cuidar de todos os trabalhos
eleitorais: alistamento, organização das mesas de votação, apuração dos votos, reconhecimento e
proclamação dos eleitos, bem como o julgamento de questões que envolviam matéria eleitoral.

Em 10 de novembro de 1937, sustentado por setores sociais conservadores, Getúlio Vargas anuncia,
pelo rádio, a "nova ordem" do país. Outorgada nesse mesmo dia, a "polaca", como ficou conhecida a
Constituição de 1937, extinguiu a Justiça Eleitoral e aboliu os partidos políticos.

Durante o Estado Novo (1937-1945) não houve eleições para nenhum cargo. As casas legislativas
foram dissolvidas e a ditadura governou com interventores nos estados.

Com o fim do Estado Novo, o Código Eleitoral de 1945 reestabeleceu a Justiça Eleitoral que teve como
primeiro presidente o Ministro José Linhares. Com o novo Código, deu-se início, imediatamente, ao
processo de reestruturação deste ramo do Poder Judiciário. Afinal, da data em que foi publicado o
Código Eleitoral (28.5.1945) até o dia do pleito para cargos federais (2.12.1945) eram menos de 200
dias, pouco mais de seis meses. Além disso, a Resolução-TSE n° 1 fixava em 2.7.1945 o início do
alistamento dos eleitores, para o que recomendava que todos os tribunais regionais estivessem
instalados até o dia 16.6.1945. Essa ordem começou a ser cumprida e os tribunais regionais
começaram a ser instalados: em São Paulo, em 6.6.1945; na Bahia, em 8.6.1945; no Pará, em 6.6.1945;
e no Rio Grande do Sul, em 8.6.1945.

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Em sua segunda fase, a Justiça Eleitoral teve de enfrentar o rápido avanço do eleitorado brasileiro,
que aumentou mais de 10 vezes nos quase 50 anos entre 1945 e 1994, passando de 7.432.765 para
94.743.043, sobretudo porque a partir da Constituição de 1988 os alfabetos e menores de 18 anos
foram incorporados ao universo de pessoas aptas a votar.

A partir do início da década de 1990, discutiu-se com maior atenção o problema do desperdício de
recursos investidos no treinamento de funcionários cedidos ou requisitados que acabavam voltando
ao órgão de origem. A Justiça eleitoral não dispunha de quadros para ocupar todas as vagas
disponíveis em cartórios eleitorais, necessitava da colaboração, prioritariamente, de prefeituras
municipais para que cedessem funcionários, problema este que só foi, em parte, solucionado na
década seguinte, com a Lei 10.842, que previa o escalonamento na criação das vagas em cartório, a
primeira leva em 2004 e a segunda em 2006.

Organização da Justiça Eleitoral no Brasil.


A justiça Eleitoral é parte da justiça federal especializada e, de acordo com a Constituição Federal
(Art.118) está formada pelos seguintes órgãos: TSE, TREs, Juízes e Juntas Eleitorais, que podem ser
assim classificados:

1. Quanto à Instância Jurisdicional:

• Órgãos de Base, que exercem sua jurisdição sobre a Zona Eleitoral: Juízes e Juntas Eleitorais.
• Órgãos Intermediários, que exercem sua jurisdição sobre todo o território do Estado ou do
Distrito Federal: TRE.
• Órgão Superior, que exerce sua jurisdição sobre todo o território nacional: TSE.
• Observação:
• O TSE é a mais alta instância da Justiça Eleitoral, no Brasil.

2. Quanto à Composição:

• Órgãos Colegiados: Juntas Eleitorais, TREs e TSE.


• Órgãos Individuais ou Monocráticos: Juízes Eleitorais.

3. Quanto à Temporalidade:

• Órgãos Permanentes: Juízes Eleitorais, TREs e TSE.


• Órgãos Temporários: Juntas Eleitorais.

A Zona Eleitoral é a menor unidade territorial de jurisdição eleitoral. Ela é criada por iniciativa dos
TREs e com a aprovação do TSE, nos termos da Resolução 23.422, de 6 de maio de 2014.

Resolução nº 23.422, de 6 de maio de 2014 Brasília – DF

Estabelece normas para criação e instalação de zonas eleitorais e dá outras providências.

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O Tribunal Superior Eleitoral, no uso das atribuições que lhe confere o art. 23, inciso IX, do Código
Eleitoral, resolve:

Título I

DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 1º A criação e a instalação de zonas eleitorais, nos termos dos arts. 23, VIII, e 30, IX, do Código
Eleitoral, ficarão subordinadas ao atendimento das disposições desta resolução.

Art. 2º A proposta de criação de zona eleitoral somente será apreciada quando demonstrada a
necessidade da providência para solucionar deficiências permanentes dos serviços eleitorais na
circunscrição e a impossibilidade de se alcançar o resultado pretendido com:

I – a utilização de modalidades de atendimento de caráter provisório ou itinerante;

II – a instalação de postos de atendimento próximos aos núcleos populacionais a serem assistidos;

III – o remanejamento de zonas eleitorais;

IV – a mudança da sede da zona para outro endereço;

V – a redistribuição de eleitores.

Título II

PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS

Capítulo I

REQUISITOS E INSTRUÇÃO PROCESSUAL

Art. 3º A proposta de criação de zona eleitoral será examinada quando confirmada a insuficiência ou
a inadequação das medidas enumeradas no art. 2º desta resolução pela Diretoria-Geral dos tribunais
eleitorais ou por unidade para esse fim designada, e verificada a presença dos seguintes requisitos:

I – número mínimo de eleitores na zona eleitoral a ser criada e na remanescente, observados os


seguintes parâmetros:

a) capitais e municípios com mais de 200.000 (duzentos mil) inscritos: 80.000 (oitenta mil) eleitores;

b) Região Norte:
1. municípios com densidade demográfica até 2 hab/km2: 12.000 (doze mil) eleitores;
2. municípios com densidade demográfica entre 2 hab/km2 e 4 hab/km2: 16.000 (dezesseis mil)
eleitores;
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3. municípios com densidade demográfica entre 4 hab/km2 e 10 hab/km2: 20.000 (vinte mil) eleitores;
4. municípios com densidade demográfica superior a 10 hab/km2: 35.000 (trinta e cinco mil) eleitores;

c) Região Centro-Oeste:
1. municípios com densidade demográfica até 3 hab/km2: 14.000 (quatorze mil) eleitores;
2. municípios com densidade demográfica entre 3 hab/km2 e 6 hab/km2: 17.000 (dezessete mil)
eleitores;
3. municípios com densidade demográfica entre 6 hab/km2 e 15 hab/km2: 25.000 (vinte e cinco mil)
eleitores;
4. municípios com densidade demográfica superior a 15 hab/km2: 30.000 (trinta mil) eleitores;

d) Regiões Nordeste, Sudeste e Sul:


1. municípios com densidade demográfica até 15 hab/km2: 17.000 (dezessete mil) eleitores;
2. municípios com densidade demográfica entre 15 hab/km2 e 30 hab/km2: 20.000 (vinte mil)
eleitores;
3. municípios com densidade demográfica entre 30 hab/km2 e 60 hab/km2: 25.000 (vinte e cinco mil)
eleitores;
4. municípios com densidade demográfica superior a 60 hab/km2: 40.000 (quarenta mil) eleitores;

II – número máximo de 5 (cinco) municípios por zona eleitoral, salvo quando da aplicação do requisito
decorrer prejuízo para o eleitor ou não for atingido o número mínimo de eleitores, na forma do inciso
I;
III – existência de vara disponível, já instalada e em atividade, para designação do juiz titular no
município sede da zona a ser criada;
IV – existência de infraestrutura de comunicação compatível;
V – demonstração da estimativa de impacto orçamentário, nos termos da Lei de Responsabilidade
Fiscal, e respectiva inclusão na proposta orçamentária do ano anterior à sua instalação, que
contemple:

a) manutenção;

b) pessoal, encargos e benefícios;

c) imóvel;

d) mobiliário e equipamentos.
§ 1º Os quantitativos mínimos estabelecidos no inciso I deste artigo serão reduzidos em 10% (dez por
cento) quando se tratar de criação de zonas eleitorais em localidades comprovadamente de difícil
acesso, mediante fundamentada justificativa do Tribunal Regional Eleitoral, considerando-se os
seguintes parâmetros:
I – localidades situadas, no mínimo, a 200km (duzentos quilômetros) da sede da zona eleitoral
originária, se pavimentada a via de acesso;
II – localidades situadas, no mínimo, a 100km (cem quilômetros) da sede da zona eleitoral originária,
se não pavimentada a via de acesso;

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III – localidades acessíveis somente por via fluvial, cujo percurso demande, no mínimo, 4 (quatro)
horas de viagem em embarcação motorizada.

§ 2º Quando a criação de zona eleitoral envolver dois ou mais municípios situados em faixas distintas,
na forma do inciso I deste artigo, deverá ser observado o quantitativo mínimo de eleitores referente
ao de maior densidade demográfica.

Art. 4º As propostas de criação de zonas eleitorais deverão ser instruídas com a comprovação dos
requisitos previstos no art. 3º desta resolução e com as seguintes informações:

I – mapa geográfico, detalhando:


a) a área territorial abrangida pela zona eleitoral criada e pela remanescente, com indicação da
localização das respectivas sedes;
b) a localização dos núcleos populacionais ou dos bairros a serem assistidos pela nova zona;
c) a área territorial abrangida pelas zonas limítrofes, com indicação da localização das respectivas
sedes;
II – a distância entre a sede da zona criada e das limítrofes, em quilômetros, bem como o tempo médio
de viagem e o respectivo meio de transporte;
III – a distância entre os núcleos populacionais a serem atendidos pela nova zona e as sedes da zona
criada, da remanescente e das limítrofes, em quilômetros, bem como o tempo médio de viagem e o
respectivo meio de transporte;
IV – as vias de acesso e os meios de transporte utilizados para deslocamento entre os núcleos
populacionais ou bairros componentes da zona eleitoral criada e da remanescente e suas respectivas
sedes;
V – os sistemas de energia utilizados na localidade e a respectiva condição de fornecimento;
VI – o número de municípios abrangidos pela zona criada, pela remanescente e pelas limítrofes;
VII – o número de eleitores na zona eleitoral criada, na remanescente e nas limítrofes;
VIII – a previsão de imóvel para instalação da zona, com ônus, prioritariamente, para a Justiça Eleitoral,
sem prejuízo de parcerias acordadas com outros órgãos da Administração Pública, em relação aos
encargos financeiros decorrentes do imóvel;
IX – a previsão de servidores que integrarão a serventia eleitoral, mediante remanejamento,
requisição ou aproveitamento decorrente de extinção de zona eleitoral.

Art. 5º A proposta de criação de zona eleitoral será analisada, no âmbito dos tribunais regionais
eleitorais, pelas unidades técnicas de administração, orçamento, tecnologia da informação, gestão de
pessoas e pela corregedoria eleitoral, incumbindo-lhes manifestarem-se quanto às matérias afetas à
respectiva área de atuação, na forma regulamentada pelos respectivos tribunais regionais eleitorais,
sem prejuízo da coleta de dados, informações, documentos ou elementos de outras áreas.

§ 1º As propostas de criação de zona eleitoral serão examinadas, em sessão administrativa, pelo


Tribunal Regional Eleitoral competente, após a manifestação da Procuradoria Regional Eleitoral.

§ 2º As propostas de criação de zona eleitoral que forem apresentadas diretamente no Tribunal


Superior Eleitoral serão encaminhadas ao Tribunal Regional Eleitoral competente para exame de sua
viabilidade.
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Art. 6º Os tribunais regionais eleitorais encaminharão para autorização do Tribunal Superior Eleitoral
as propostas de criação de zona eleitoral que atendam aos requisitos previstos nesta resolução.

§ 1º A proposta de autorização de criação de zona eleitoral será encaminhada nos próprios autos do
procedimento administrativo instaurado perante o Tribunal Regional Eleitoral, com todos os
documentos e anexos que o compõem.

§ 2º As propostas de criação de zona eleitoral serão autuadas na Classe 12 – Criação de Zona Eleitoral
ou Remanejamento (CZER) e distribuídas automaticamente a um relator.

§ 3º A Diretoria-Geral promoverá a consolidação das informações das unidades técnicas relativas a


todas as propostas de criação de zonas eleitorais pendentes, a qual será juntada aos autos, antes da
remessa aos respectivos relatores.

§ 4º O relator ouvirá os órgãos técnicos do Tribunal Superior Eleitoral e a Procuradoria Geral Eleitoral.
§ 5º Verificado o desatendimento das disposições previstas nesta resolução e a possibilidade de seu
saneamento, o relator poderá determinar a baixa dos autos ou, se suficiente para tanto, requisitar à
Presidência do respectivo Tribunal Regional Eleitoral as informações e dados necessários à
complementação da instrução, fixando para isso prazo razoável, não superior a 30 (trinta) dias.

§ 6º A autorização para criação de zona eleitoral será deliberada pelo Plenário do Tribunal, em sessão
administrativa.

Capítulo II

INSTALAÇÃO DAS ZONAS ELEITORAIS

Art. 7º A instalação da zona eleitoral, após autorizada sua criação pelo Tribunal Superior Eleitoral,
ficará condicionada ao cumprimento das seguintes providências pelo Tribunal Regional Eleitoral
respectivo:
I – vistoria do imóvel para avaliação do atendimento dos requisitos relativos a segurança, salubridade,
acessibilidade e condições de armazenamento de equipamentos;
II – disponibilidade de servidores, mobiliário e equipamentos suficientes ao funcionamento da zona
eleitoral;
III – disponibilidade orçamentária do Tribunal Regional Eleitoral respectivo, inclusive para os encargos
de pessoal.

§ 1º A criação de zona eleitoral somente se aperfeiçoará com sua instalação, a qual ocorrerá
exclusivamente no ano em que não se realizarem eleições.

§ 2º É vedada a designação de juiz e a movimentação de eleitores para a nova zona eleitoral enquanto
não se efetivar a sua instalação.

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§ 3º Deixando de ser instalada a zona eleitoral no ano em que autorizada a sua criação pelo Tribunal
Superior Eleitoral, o Tribunal Regional Eleitoral deverá renovar a inclusão na proposta orçamentária,
visando à instalação no ano não eleitoral subsequente.

§ 4º O Tribunal Regional Eleitoral comunicará a instalação da nova zona eleitoral à Presidência do


Tribunal Superior Eleitoral no prazo de 48 (quarenta e oito) horas.

Título III

DISPOSIÇÕES GERAIS E TRANSITÓRIAS

Art. 8º O Tribunal Superior Eleitoral promoverá, nos anos eleitorais, a consolidação de todas as
propostas remetidas pelos tribunais regionais eleitorais, relativas à criação de cargos efetivos e de
funções comissionadas para as chefias das zonas eleitorais, e encaminhará o respectivo anteprojeto
de lei ao Congresso Nacional no mesmo exercício.

Art. 9º Os tribunais regionais eleitorais promoverão, no prazo de 180 (cento e oitenta) dias,
prorrogável por igual período, a redistribuição de eleitores vinculados a zonas com menos de 10.000
(dez mil) eleitores, com ou sem remanejamento das zonas eleitorais.

§ 1º Em casos excepcionais, devidamente justificados, a providência do caput poderá deixar de ser


efetuada, se a redistribuição impedir a atuação eficaz da Justiça Eleitoral na localidade, sujeitando-se
a decisão à homologação do Tribunal Superior Eleitoral.

§ 2º Durante 5 (cinco) anos, as zonas eleitorais descritas no § 1º terão a evolução do quantitativo de


eleitores acompanhada para verificação do cumprimento do disposto no caput, especialmente
quando da proposta de criação de novas zonas no respectivo estado.

Art. 10. Os servidores efetivos das zonas extintas em razão de remanejamento serão aproveitados, a
critério dos respectivos tribunais regionais eleitorais, por meio de concurso de remoção, em outras
zonas eleitorais, e os requisitados retornarão a seus órgãos de origem.

Art. 11. A designação de juízes para zonas que venham a ser fundidas obedecerá às regras previstas
na Res.-TSE nº 21.009, de 5 de março de 2002.

Art. 12. As funções comissionadas das zonas eleitorais extintas em decorrência da aplicação desta
resolução voltarão a compor o quadro da secretaria e poderão ser ocupadas provisoriamente, até que
alterações na conjuntura da circunscrição justifiquem a criação de nova zona eleitoral.

Art. 13. Na hipótese de manifestação de qualquer das unidades técnicas do Tribunal Superior Eleitoral
indicativa do desatendimento de disposições desta resolução, o relator poderá determinar seja
oficiada a Presidência do respectivo Tribunal Regional Eleitoral, visando à complementação da
instrução, fixando para isso prazo razoável, não superior a 15 (quinze) dias.

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Art. 14. A Diretoria-Geral do Tribunal Superior Eleitoral promoverá a consolidação das informações
das unidades técnicas relativas a todas as propostas de criação de zonas eleitorais apresentadas no
período, a qual será juntada aos autos de cada um dos processos em tramitação, antes da remessa
aos respectivos relatores.

Art. 15. A disciplina estabelecida por esta resolução será aplicada aos procedimentos em tramitação
no Tribunal Superior Eleitoral não apreciados até a data de sua publicação, em relação aos quais, os
respectivos relatores poderão determinar monocraticamente o retorno à origem para
complementação da instrução.

Art. 16. Esta resolução entrará em vigor em 1º de janeiro de 2015; revogadas as Res.-TSE nos 19.994,
de 9 de outubro de 1997; 20.041, de 4 de dezembro de 1997; 23.083, de 10 de junho de 2009; e
23.327, de 19 de agosto de 2010.

Brasília, 6 de maio de 2014.


Ministro MARCO AURÉLIO, presidente
Ministra LUCIANA LÓSSIO, relatora
Ministro DIAS TOFFOLI
Ministra LAURITA VAZ
Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA
MINISTRO HENRIQUE NEVES DA SILVA.
Publicada no DJE de 6.5.2014

Composição dos Órgãos da Justiça Eleitoral.


A Justiça Eleitoral não possui um quadro específico e fixo de magistrados. Assim, o exercício da função
eleitoral é marcado pelo princípio da temporalidade.

Em razão da temporalidade do exercício da função eleitoral, não há concurso público para o


provimento dos cargos da magistratura eleitoral nem, tampouco, uma carreira.

São múltiplas as origens institucionais daqueles que compõem os órgãos da justiça eleitoral. Em razão
disso, dizemos que sua composição é híbrida, ou mista.

O Ministério Público, no entanto, não é origem de nenhum integrante dos órgãos da justiça eleitoral.
Assim, a regra do chamado quinto constitucional não se aplica à composição dos tribunais eleitorais.

São origem dos integrantes dos Órgãos da Justiça Eleitoral:

1. De Dentro do Judiciário:
• STF
• STJ
• Justiça Estadual: Desembargadores dos TJs e Juízes Estaduais.
• Justiça Federal: Juízes dos TRFs ou Juízes Federais.

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2. De Fora do Judiciário:
• Advogados.
• Cidadãos.

Juízes Eleitorais.
Art. 32, Código Eleitoral. Cabe a jurisdição de cada uma das Zonas Eleitorais a um Juiz de Direito em
efetivo exercício e, na falta deste, ao seu substituto legal que goze das prerrogativas do art. 95 da
Constituição.

Refere-se à CF/46; corresponde, entretanto, ao mesmo artigo da CF/88.

Ac.-TSE nº 19260/2001: “O juiz de direito substituto pode exercer as funções de juiz eleitoral, mesmo
antes de adquirir a vitaliciedade, por força do que disposto no art. 22, § 2º, da Loman.”. Ac.-TSE nº
15277/1999: “A Lei Complementar nº 35 continua em vigor na parte em que não haja
incompatibilidade com a Constituição, como sucede com seu art. 22, § 2º. Assim, podem atuar como
juízes eleitorais os magistrados que, em virtude de não haver decorrido o prazo previsto no art. 95, I,
da Constituição, não gozam de vitaliciedade”.

Res.-TSE nº 22916/2008: impossibilidade de juiz de direito, durante período de substituição de


desembargador por convocação de Tribunal de Justiça, exercer o cargo de juiz eleitoral.

Ac.-TSE, de 29.3.2012, na Pet nº 33275: impossibilidade de juízes federais integrarem a jurisdição


eleitoral de primeiro grau.

Parágrafo único. Onde houver mais de uma Vara, o Tribunal Regional designará aquela ou aquelas, a
que incumbe o serviço eleitoral.

Res.-TSE nº 20505/1999: sistema de rodízio na designação dos juízes ou varas para o exercício da
jurisdição eleitoral; e Res.-TSE nº 21009/2002: “Estabelece normas relativas ao exercício da jurisdição
eleitoral em primeiro grau”; Prov.-CGE nº 5/2002: “Recomenda observância de orientações que
explicita, relativas à aplicação dos critérios concernentes ao rodízio eleitoral, estabelecidos na Res.-
TSE nº 21009, de 5 de março de 2002”.

Ac.-TSE, de 15.9.2009, no RMS nº 579: fixação de critério para definir a jurisdição de zona eleitoral
cuja base territorial é abrangida por mais de um foro regional, qual seja, rodízio entre todas as varas
que atuam no território correspondente ao da zona eleitoral.

Resolução nº 20.505, de 16 de novembro de 1999 Brasília – DF

Exercício da jurisdição eleitoral. Art. 32, parágrafo único, da Lei nº 4.737/1965. Critério objetivo para
designação.

Ac.-TSE, de 15.9.2009, no RMS nº 579: fixação de critério para definir a jurisdição de zona eleitoral
cuja base territorial é abrangida por mais de um foro regional, qual seja, rodízio entre todas as varas
que atuam no território correspondente ao da zona eleitoral.
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Considerando o disposto no art. 32, parágrafo único do Código Eleitoral;

Considerando a necessidade de um melhor disciplinamento do exercício da função eleitoral pelos


magistrados de primeiro grau;

Considerando a necessidade de adotar critérios objetivos para a designação de juízes ou varas para o
exercício da jurisdição eleitoral;

Considerando conveniente dar oportunidade a todos os magistrados ao exercício da função eleitoral;

O Tribunal Superior Eleitoral, usando das atribuições que lhe confere o art. 23, I, do Código Eleitoral,
por maioria de votos, vencido o Ministro Eduardo Ribeiro, resolve:

Art. 1º Na aplicação do art. 32, parágrafo único, do Código Eleitoral, os tribunais regionais eleitorais
deverão atender ao sistema de rodízio, obedecendo à ordem de antigüidade dos juízes na comarca.

Res.-TSE nº 21009/2002: “Estabelece normas relativas ao exercício da jurisdição eleitoral em primeiro


grau”; Prov.-CGE nº 5/2002: “Recomenda observância de orientações que explicita, relativas à
aplicação dos critérios concernentes ao rodízio eleitoral, estabelecidos na Res.-TSE nº 21009, de 5 de
março de 2002”.

Res.-TSE nº 21447/2003 e Ac.-TSE nº 128/2000: prevalência da antiguidade no foro regional ou


distrital, em caso de empate.

Res.-TSE nº 21081/2002: “Se, pela ordem, o mais antigo já tiver sido juiz eleitoral, deverá o TRE
conduzi-lo ao final da fila e designar o próximo que não tenha exercido tal função”.

Ac.-TSE nº 188/2004 e Res.-TSE nº 20592/2000: incompatibilidade da recondução com o sistema de


rodízio.

Art. 2º Esta resolução entrará em vigor na data de sua publicação.

Sala de Sessões do Tribunal Superior Eleitoral.

Brasília, 16 de novembro de 1999.

Resolução nº 21.009, de 5 de março de 2002 Brasília – DF

Estabelece normas relativas ao exercício da jurisdição eleitoral em primeiro grau.

Ac.-TSE, de 15.9.2009, no RMS nº 579: fixação de critério para definir a jurisdição de zona eleitoral
cuja base territorial é abrangida por mais de um foro regional, qual seja, rodízio entre todas as varas
que atuam no território correspondente ao da zona eleitoral.

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O Tribunal Superior Eleitoral, no exercício de suas atribuições e considerando a necessidade de
regulamentar os critérios concernentes às designações de juízes eleitorais de primeiro grau, resolve:

Art. 1º A jurisdição em cada uma das zonas eleitorais em que houver mais de uma vara será exercida,
pelo período de dois anos, por juiz de direito da respectiva comarca, em efetivo exercício (CE, art. 32).

Res.-TSE nº 22314/2006: magistrado, ex-membro efetivo ou substituto de Tribunal Regional, que


tenha completado o biênio ou não, poderá assumir a titularidade de zona eleitoral, devendo figurar
no final da lista, em observância ao princípio da antiguidade. Juiz substituto de TRE não pode assumir
a titularidade de zona eleitoral, ainda que seja apenas eventualmente convocado para tomar assento
na Corte, em virtude da impossibilidade de acumulação de funções.

Res.-TSE nº 20505/1999: sistema de rodízio na designação dos juízes ou varas para o exercício da
jurisdição eleitoral; Prov.-CGE nº 5/2002: “Recomenda observância de orientações que explicita,
relativas à aplicação dos critérios concernentes ao rodízio eleitoral, estabelecidos na Res.-TSE nº
21.009, de 5 de março de 2002”.

Ac.-TSE, de 29.3.2012, na Pet nº 33275: impossibilidade de juízes federais integrarem a jurisdição


eleitoral de primeiro grau.

Art. 2º Nas faltas, férias ou impedimentos do titular, a jurisdição eleitoral será exercida pelo substituto,
de acordo com a tabela do Judiciário Estadual.

Res.-TSE nº 21876/2004: “Vago cargo de juiz eleitoral, em decorrência de promoção, abre-se inscrição
para a escolha de magistrado, que iniciará novo biênio”.

§ 1º Poderá o Tribunal Regional Eleitoral, declinando motivo relevante, atribuir o exercício da


substituição a outro juiz de direito que não o da tabela do Judiciário Estadual.

Ac.-TSE nº 715/2005: a substituição temporária deve recair, preferencialmente, em juízes


pertencentes à mesma circunscrição judiciária eleitoral.

§ 2º Nas capitais, os juízes eleitorais serão substituídos uns pelos outros, mediante designação do
Tribunal Regional Eleitoral.

Art. 3º Nas comarcas com mais de uma vara, caberá ao Tribunal Regional Eleitoral designar o juiz de
direito que exercerá as funções de juiz eleitoral.

Res.-TSE nº 21227/2002: “É possível o exercício, em caráter excepcional e temporário, das funções


eleitorais por juiz de direito que goze das prerrogativas do art. 95 da Constituição Federal, como
auxiliar do juiz eleitoral, em comarca diversa da que sedia a respectiva zona eleitoral, porém da qual
faz parte. Circunstâncias especiais relacionadas ao número de municípios, grandes distâncias e
precariedade das vias de acesso”.

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§ 1º Na designação, será observada a antigüidade, apurada entre os juízes que não hajam exercido a
titularidade de zona eleitoral, salvo impossibilidade.

Parágrafo 1º com redação dada pelo art. 1º da Res.-TSE nº 22197/2006.


§ 2º O Tribunal poderá, excepcionalmente, pelo voto de cinco (5) dos seus membros, afastar o critério
indicado no parágrafo anterior (§ 1º) por conveniência objetiva do serviço eleitoral e no interesse da
administração judiciária. Nesse caso, o critério para a escolha será o merecimento do magistrado,
aferido pela operosidade e eficiência no exercício das jurisdições eleitoral e comum, segundo dados
colhidos pelos tribunais regionais eleitorais e pelos tribunais de justiça dos respectivos estados.

§ 3º A designação do juiz eleitoral, salvo nas comarcas de uma só vara, dependerá de inscrição do
interessado no respectivo Tribunal Regional.

Art. 3º-A Os tribunais regionais eleitorais terão o prazo de 30 (trinta) dias para promoverem as
designações de magistrados titulares para o exercício das funções nas zonas eleitorais vagas, contados
da data em que se verificar a vacância, salvo impossibilidade devidamente justificada.

Parágrafo único. Na hipótese de impossibilidade de preenchimento das referidas vagas no prazo


mencionado no caput deste artigo, o respectivo tribunal poderá aprovar a prorrogação, por igual
período, pelo voto de 5 (cinco) de seus integrantes.

Art. 4º O juiz eleitoral, ao assumir a jurisdição, comunicará ao Tribunal Regional Eleitoral o termo
inicial, para os devidos fins. E os tribunais regionais eleitorais deverão comunicar ao Tribunal Superior
Eleitoral as designações e reconduções dos juízes eleitorais, informando as datas de início e fim do
biênio.

Art. 5º Não poderá servir como juiz eleitoral o cônjuge, parente consangüíneo ou afim, até o segundo
grau, de candidato a cargo eletivo registrado na circunscrição, durante o período entre o registro de
candidaturas até apuração final da eleição (CE, art. 14, § 3º).

Art. 6º Não se farão alterações na jurisdição eleitoral, prorrogando-se automaticamente o exercício


do titular, entre três (3) meses antes e dois (2) meses após as eleições.

Art. 7º Havendo mais de uma vara na comarca e estando a titularidade da zona ocupada há mais de
dois (2) anos pelo mesmo juiz, o Tribunal Regional Eleitoral providenciará a designação e posse do
novo titular.

Art. 8º Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em
contrário.

Sala de Sessões do Tribunal Superior Eleitoral.


Brasília, 5 de março de 2002.

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Juntas Eleitorais
Art. 36, Código Eleitoral. Compor-se-ão as Juntas Eleitorais de um Juiz de Direito, que será o
Presidente, e de 2 (dois) ou 4 (quatro) cidadãos de notória idoneidade.

§ 1º Os membros das Juntas Eleitorais serão nomeados 60 (sessenta) dias antes da eleição, depois de
aprovação do Tribunal Regional, pelo Presidente deste, a quem cumpre também designar-lhes a sede.

§ 2º Até 10 (dez) dias antes da nomeação, os nomes das pessoas indicadas para compor as Juntas
serão publicados no órgão oficial do Estado, podendo qualquer partido, no prazo de 3 (três) dias, em
petição fundamentada, impugnar as indicações.

§ 3º Não podem ser nomeados membros das Juntas, escrutinadores ou auxiliares:

Lei nº 9.504/1997, art. 64: vedada a participação de parentes em qualquer grau ou de servidores da
mesma repartição pública ou empresa privada na mesma mesa, turma ou junta eleitoral.

I – os candidatos e seus parentes, ainda que por afinidade, até o segundo grau, inclusive, e bem assim
o cônjuge;
II – os membros de Diretórios de partidos políticos devidamente registrados e cujos nomes tenham
sido oficialmente publicados;
III – as autoridades e agentes policiais, bem como os funcionários no desempenho de cargos de
confiança do Executivo;
IV – os que pertencerem ao serviço eleitoral.

Art. 37. Poderão ser organizadas tantas Juntas quantas permitir o número de Juízes de Direito que
gozem das garantias do art. 95 da Constituição, mesmo que não sejam Juízes Eleitorais.

Refere-se à CF/46; corresponde, entretanto, ao mesmo artigo da CF/88.

Parágrafo único. Nas Zonas em que houver de ser organizada mais de uma Junta, ou quando estiver
vago o cargo de Juiz Eleitoral ou estiver este impedido, o Presidente do Tribunal Regional, com a
aprovação deste, designará Juízes de Direito da mesma ou de outras Comarcas, para presidirem as
Juntas Eleitorais.

TRE.

Art. 120, Constituição Federal. Haverá um Tribunal Regional Eleitoral na Capital de cada Estado e no
Distrito Federal.

§ 1º Os Tribunais Regionais Eleitorais compor-se-ão:

I – mediante eleição, pelo voto secreto:

a) de dois juízes dentre os Desembargadores do Tribunal de Justiça;

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b) de dois juízes, dentre juízes de Direito, escolhidos pelo Tribunal de Justiça;

II – de um Juiz do Tribunal Regional Federal com sede na capital do Estado ou no Distrito Federal, ou,
não havendo, de Juiz Federal, escolhido, em qualquer caso, pelo Tribunal Regional Federal respectivo;

III – por nomeação, pelo Presidente da República, de dois Juízes dentre seis advogados de notável
saber jurídico e idoneidade moral, indicados pelo Tribunal de Justiça.

Ac.-STF, de 29.11.1990, no MS nº 21.073 e, de 19.6.1991, no MS nº 21.060: a OAB não participa do


procedimento de indicação de advogados para composição de TRE.

Res.-TSE nºs 20958/2001, art. 12, parágrafo único, VI, e 21461/2003, art. 1º: exigência de 10 anos de
prática profissional; art. 5º, desta última: dispensa da comprovação se já foi juiz de TRE. Ac.-STF, de
31.5.2005, no RMS nº 24.334 e, de 29.11.2005, no RMS nº 24.232: a regra geral prevista no art. 94 da
Constituição – dez anos de efetiva atividade profissional – se aplica de forma complementar à regra
do art. 120 da Constituição Federal.

Ac.-STF, de 17.5.2006, na ADI nº 1.127: exclui apenas os juízes eleitorais e seus suplentes da proibição
de exercício da advocacia contida no art. 28, II, da Lei nº 8.906/1994 (EOAB).

§ 2º O Tribunal Regional Eleitoral elegerá seu Presidente e o Vice-Presidente dentre os


desembargadores.

Resolução nº 20.958, de 18 de dezembro de 2001 Brasília – DF

Instruções que regulam a investidura e o exercício dos membros dos tribunais eleitorais e o término
dos respectivos mandatos.

O Tribunal Superior Eleitoral, usando das atribuições que lhe confere o art. 23, IX, do Código Eleitoral,
resolve expedir as presentes instruções que regulam a investidura e o exercício dos membros dos
tribunais regionais eleitorais e do Tribunal Superior Eleitoral e o término dos respectivos mandatos.

Art. 1º Os juízes dos tribunais eleitorais, efetivos ou substitutos, servirão obrigatoriamente por dois
anos e, facultativamente, por mais um biênio.

Res.-TSE nº 23074/2009: “Contraria o art. 120, § 1º, incisos I, b, e II, da Constituição Federal a proposta
de alteração do art. 1º da Resolução-TSE nº 20958/2001, para restringir a escolha dos membros da
classe de juiz de direito pelo Tribunal de Justiça e de juiz federal pelo Tribunal Regional Federal a
magistrados que residam na capital do estado sede do Tribunal Regional Eleitoral”.

§ 1º O biênio será contado ininterruptamente a partir da data da posse, sem o desconto do tempo de
qualquer afastamento, salvo na hipótese do parágrafo seguinte.

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§ 2º Não poderão servir como juízes nos tribunais regionais, desde a homologação da respectiva
convenção partidária até a apuração final da eleição, o cônjuge, o parente consangüíneo ou afim, até
o segundo grau, de candidato a cargo eletivo estadual ou federal, no estado respectivo.

§ 3º Os juízes substitutos terão os mesmos direitos, garantias, prerrogativas, deveres e impedimentos


dos juízes titulares.

Art. 2º Nenhum juiz efetivo poderá voltar a integrar o mesmo Tribunal, na mesma classe ou em
diversa, após servir por dois biênios consecutivos, salvo se transcorridos dois anos do término do
segundo biênio.

§ 1º O prazo de dois anos referido neste artigo somente poderá ser reduzido em caso de inexistência
de outros juízes que preencham os requisitos legais.

§ 2º Para os efeitos deste artigo, consideram-se também consecutivos dois biênios quando entre eles
houver tido interrupção inferior a dois anos.

Art. 3º Ao juiz substituto, enquanto nessa categoria, aplicam-se as regras do artigo anterior, sendo-
lhe permitido, entretanto, vir a integrar o Tribunal como efetivo.

Art. 4º Servirá no Tribunal Regional Eleitoral, nas condições dos artigos anteriores, o juiz federal que
for escolhido pelo Tribunal Regional Federal.

Parágrafo único. Nas seções em que houver apenas um juiz federal, este será membro permanente
do Tribunal.

Art. 5º A posse dos juízes dos tribunais eleitorais realizar-se-á dentro do prazo de trinta dias da
publicação oficial da nomeação.

§ 1º O juiz efetivo será empossado perante o Tribunal e o juiz substituto perante a Presidência,
lavrando-se o termo competente.

§ 2º Quando a recondução se operar antes do término do primeiro biênio, será anotada no termo da
investidura inicial, havendo, entretanto, nova posse se ocorrer interrupção do exercício.

§ 3º O prazo para a posse poderá ser prorrogado pelo Tribunal respectivo, até mais sessenta dias,
desde que assim o requeira, motivadamente, o juiz a ser compromissado.

Art. 6º Os membros dos tribunais eleitorais serão licenciados:

I – automaticamente, e pelo mesmo prazo, os magistrados que hajam obtido licença na Justiça
Comum;

II – pelo Tribunal Eleitoral a que pertencerem os da classe dos advogados e os magistrados afastados
da Justiça Comum para servir exclusivamente à Justiça Eleitoral.
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Art. 7º Nos casos de vacância do cargo, licença, férias individuais ou afastamento de juiz efetivo, será
obrigatoriamente convocado, pelo tempo que durar o motivo, juiz substituto da mesma classe,
obedecida a ordem de antigüidade.

Art. 8º Nas ausências ou impedimentos eventuais de juiz efetivo, somente será convocado juiz
substituto por exigência de quórum legal.

Res.-TSE nº 22469/2006: não há como se convocar substitutos representantes de classe diversa para
complementação de quórum em tribunal eleitoral.

Art. 9º Compete ao Tribunal Eleitoral a que pertencer o juiz a apreciação da justa causa para dispensa
da função eleitoral antes do transcurso do primeiro biênio.

Art. 10. Perderá automaticamente a jurisdição eleitoral o magistrado que se aposentar na Justiça
Comum ou que terminar o respectivo período.

Art. 11. Até vinte dias antes do término do biênio de juiz das classes de magistrado, ou imediatamente
depois da vacância do cargo por motivo diverso, o presidente do Tribunal Eleitoral convocará o
Tribunal competente para a escolha, esclarecendo, naquele caso, se se trata de primeiro ou de
segundo biênio.

Art. 12. Até noventa dias antes do término do biênio de juiz da classe dos advogados, ou
imediatamente depois da vacância do cargo por motivo diverso, o presidente do Tribunal Eleitoral
convocará o Tribunal competente para a indicação em lista tríplice, esclarecendo, naquele caso, se se
trata de primeiro ou de segundo biênio.

Dec.-TSE s/nº, de 1º.6.2004, na ELT nº 394: inadmissibilidade de lista contendo apenas um nome.

Ac.-STF, de 29.11.1990, no MS nº 21.073 e, de 19.6.1991, no MS nº 21.060: a OAB não participa do


procedimento de indicação de advogados para composição de TRE.

Parágrafo único. A lista tríplice organizada pelo Tribunal de Justiça do Estado será encaminhada ao
Tribunal Superior Eleitoral, fazendo-se acompanhar:

I – da menção da categoria do cargo a ser provido;

II – do nome do juiz cujo lugar será preenchido e da causa da vacância;

III – da informação de se tratar do término do primeiro ou do segundo biênio, quando for o caso;

IV – de dados completos a respeito da qualificação de cada candidato, bem como declaração de


inocorrência de impedimento ou incompatibilidade legal;

V – em relação a candidato que exercer qualquer cargo, função ou emprego público, de informação
sobre a natureza, forma de provimento ou investidura, bem como condições de exercício;
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VI – comprovante de mais de dez anos de efetiva atividade profissional para juiz da classe de
advogado;

Res.-TSE nº 21461/2003, art. 1º: exigência de 10 anos de prática profissional; V. art. 5º dessa
resolução. Ac.-STF, de 31.5.2005, no RMS nº 24334 e, de 29.11.2005, no RMS nº 24232: a regra geral
prevista no art. 94 da Constituição – dez anos de efetiva atividade profissional – aplica-se de forma
complementar à regra do art. 120 da Constituição Federal.

VII – ofício do Tribunal de Justiça do Estado, com as indicações dos nomes dos candidatos da classe
dos advogados e da data da sessão em que foram escolhidos;

VIII – certidão negativa de sanção disciplinar da Seção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em
que estiver inscrito o integrante da lista tríplice;

IX – quando o candidato houver ocupado cargo ou função que gere incompatibilidade temporária com
a advocacia, deverá, ainda, apresentar comprovação de seu pedido de licenciamento profissional à
OAB (art. 12 da Lei nº 8.906/94) e da publicação da exoneração do cargo ou função;

X – comprovação do efetivo exercício da advocacia pela inscrição na OAB, observado o disposto no


art. 5º do estatuto daquela instituição;

Res.-TSE nº 21461/2003, art. 2º e Res.-TSE nº 21644/2004: aplicação do art. 5º do Regulamento Geral


do Estatuto da Advocacia e da OAB (exigência da prática anual de cinco atos privativos, em causas ou
questões distintas); Dec.-TSE s/nº, de 10.3.2009, no ELT nº 499 e, de 7.3.2006, no ELT nº 443: não se
considera o período de inscrição na condição de estagiário.

XI – certidões relativas a ações cíveis e criminais do foro – estadual e federal – da comarca onde reside
o integrante da lista.

Ac.-TSE, de 12.11.2013, na LT nº 5549: ações nas quais o advogado conste como exequente não obsta
a manutenção de seu nome na lista tríplice.

Art. 13. Estas instruções entram em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em
contrário.

Sala de Sessões do Tribunal Superior Eleitoral.

Brasília, 18 de dezembro de 2001.

TSE.

Art. 119, Constituição Federal. O Tribunal Superior Eleitoral comporse-á, no mínimo, de sete
membros, escolhidos:

I – mediante eleição, pelo voto secreto:


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a) três juízes dentre os Ministros do Supremo Tribunal Federal;

Súm.-STF nº 72/1963: “No julgamento de questão constitucional, vinculada a decisão do Tribunal


Superior Eleitoral, não estão impedidos os ministros do Supremo Tribunal Federal que ali tenham
funcionado no mesmo processo, ou no processo originário”.

b) dois juízes dentre os Ministros do Superior Tribunal de Justiça;

II – por nomeação do Presidente da República, dois Juízes dentre seis advogados de notável saber
jurídico e idoneidade moral, indicados pelo Supremo Tribunal Federal.

Parágrafo único. O Tribunal Superior Eleitoral elegerá seu Presidente e o Vice-Presidente dentre os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, e o Corregedor Eleitoral dentre os Ministros do Superior
Tribunal de Justiça.

Competência dos Órgãos da Justiça Eleitoral.

Competência das Juntas Eleitorais.


Art. 40, Código Eleitoral. Compete à Junta Eleitoral:

I – apurar, no prazo de 10 (dez) dias, as eleições realizadas nas Zonas Eleitorais sob a sua jurisdição;

II – resolver as impugnações e demais incidentes verificados durante os trabalhos da contagem e da


apuração;

III – expedir os boletins de apuração mencionados no art. 179;

IV – expedir diploma aos eleitos para cargos municipais.

Parágrafo único. Nos Municípios onde houver mais de uma Junta Eleitoral, a expedição dos diplomas
será feita pela que for presidida pelo Juiz Eleitoral mais antigo, à qual as demais enviarão os
documentos da eleição.

Art. 41. Nas Zonas Eleitorais em que for autorizada a contagem prévia dos votos pelas Mesas
Receptoras, compete à Junta Eleitoral tomar as providências mencionadas no art. 195.

Art. 195, Código Eleitoral. Recebida a urna e documentos, a Junta deverá:

I – examinar a sua regularidade, inclusive quanto ao funcionamento normal da Seção;

II – rever o boletim de contagem de votos da Mesa Receptora, a fim de verificar se está


aritmeticamente certo, fazendo dele constar que, conferido, nenhum erro foi encontrado;

III – abrir a urna e conferir os votos sempre que a contagem da Mesa Receptora não permitir o
fechamento dos resultados;
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IV – proceder à apuração se da ata da eleição constar impugnação de Fiscal, Delegado, candidato ou
membro da própria Mesa em relação ao resultado de contagem dos votos;

V – resolver todas as impugnações constantes da ata da eleição;

VI – praticar todos os atos previstos na competência das Juntas Eleitorais.

Juízes Eleitorais
Na condição de instâncias de base da justiça eleitoral, os juízes possuem apenas competência
originária, isto é, atuam apenas como primeira instância julgadora, exercendo o primeiro grau de
jurisdição sobre a matéria de sua competência.

Art. 35, Código Eleitoral. Compete aos Juízes:

I – cumprir e fazer cumprir as decisões e determinações do Tribunal Superior e do Regional;

II – processar e julgar os crimes eleitorais e os comuns que lhe forem conexos, ressalvada a
competência originária do Tribunal Superior e dos Tribunais Regionais;

Ac.-STJ, de 11.6.2003, no CC nº 38.430: competência do juízo da vara da infância e da juventude, ou


do juiz que exerce tal função na comarca, para processar e julgar ato infracional cometido por menor
inimputável, ainda que a infração seja equiparada a crime eleitoral.

Ac.-TSE, de 5.4.2011, no AgR-HC nº 31624: competência do juiz eleitoral para o julgamento de crimes
eleitorais praticados por vereador.

III – decidir habeas e mandado de segurança, em matéria eleitoral, desde que essa competência não
esteja atribuída privativamente à instância superior;

IV – fazer as diligências que julgar necessárias à ordem e presteza do serviço eleitoral;

V – tomar conhecimento das reclamações que lhe forem feitas verbalmente ou por escrito, reduzindo-
as a termo, e determinando as providências que cada caso exigir;

VI – indicar, para aprovação do Tribunal Regional, a serventia de Justiça que deve ter o anexo da
Escrivania Eleitoral;

VII – (Revogado pela Lei nº 8.868/94.);

VIII – dirigir os processos eleitorais e determinar a inscrição e a exclusão de eleitores;

IX – expedir títulos eleitorais e conceder transferência de eleitor;

X – dividir a Zona em Seções Eleitorais;

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XI – mandar organizar, em ordem alfabética, relação dos eleitores de cada Seção, para remessa à Mesa
Receptora, juntamente com a pasta das folhas individuais de votação;

XII – ordenar o registro e cassação do registro dos candidatos aos cargos eletivos municipais e
comunicá-los ao Tribunal Regional;

LC nº 64/1990, art. 2º, parágrafo único, III: arguição de inelegibilidade perante os juízes eleitorais.

XIII – designar, até 60 (sessenta) dias antes das eleições os locais das Seções;

XIV – nomear, 60 (sessenta) dias antes da eleição, em audiência pública anunciada com pelo menos 5
(cinco) dias de antecedência, os membros das Mesas Receptoras;

Lei nº 9.504/1997, art. 63, § 2º: vedada a nomeação, para presidente e mesários, de menores de 18
anos.

XV – instruir os membros das Mesas Receptoras sobre as suas funções;

XVI – providenciar para a solução das ocorrências que se verificarem nas Mesas Receptoras;

XVII – tomar todas as providências ao seu alcance para evitar os atos viciosos das eleições;

XVIII – fornecer aos que não votaram por motivo justificado e aos não alistados, por dispensados do
alistamento, um certificado que os isente das sanções legais;

Res.-TSE nº 21920/2004, arts. 1º e 2º: isenta de sanção e possibilita a emissão de certidão de quitação
eleitoral com prazo de validade indeterminado para a pessoa com deficiência que torne impossível ou
demasiadamente oneroso o cumprimento das obrigações eleitorais, relativas ao alistamento e ao
exercício do voto.

XIX – comunicar, até as 12 horas do dia seguinte à realização da eleição, ao Tribunal Regional e aos
Delegados de partidos credenciados, o número de eleitores que votarem em cada uma das Seções da
Zona sob sua jurisdição, bem como o total de votantes da Zona.

LC nº 75/1993, arts. 78 e 79: cabe ao promotor eleitoral o exercício das funções eleitorais perante os
juízes e juntas eleitorais; será ele o membro do Ministério Público local que oficie perante o juízo
incumbido do serviço eleitoral na zona ou, nas hipóteses de sua inexistência, impedimento ou recusa
justificada, o que for designado pelo procurador regional eleitoral, por indicação do procurador-geral
de justiça.

TRE.
O TRE, na condição de órgão colegiado, permanente e intermediário da justiça eleitoral tem
competências de duas naturezas: a) Originária, quando atua na condição de primeira instância
julgadora, exercendo o primeiro grau de jurisdição sobre a matéria de sua competência; e b) Recursal,

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quando, então, reexamina, na condição de segunda instância julgadora, exercendo o segundo grau de
jurisdição, matéria já julgada, em primeira instância, pelos juízes e juntas eleitorais.

Em razão da recorribilidade das decisões das instâncias judiciais de base, todas as decisões dos juízes
e das juntas eleitorais podem ser objeto de recurso para o TRE.

Competência Recursal do TRE


Art. 29, Código Eleitoral. Compete aos Tribunais Regionais:

II – julgar os recursos interpostos:

a) dos atos e das decisões proferidas pelos Juízes e Juntas Eleitorais;

b) das decisões dos Juízes Eleitorais que concederem ou denegarem habeas corpus ou mandado de
segurança.

Art. 268, Código Eleitoral. No Tribunal Regional nenhuma alegação escrita ou nenhum documento
poderá ser oferecido por qualquer das partes, salvo o disposto no art. 270.

Súm.-TSE nº 3/1992: possibilidade de juntada de documento com o recurso ordinário em processo de


registro de candidatos quando o juiz não abre prazo para suprimento de defeito de instrução do
pedido.

Art. 269. Os recursos serão distribuídos a um Relator em 24 (vinte e quatro) horas e na ordem rigorosa
da antigüidade dos respectivos membros, esta última exigência sob pena de nulidade de qualquer ato
ou decisão do Relator ou do Tribunal.

§ 1º Feita a distribuição, a Secretaria do Tribunal abrirá vista dos autos à Procuradoria Regional, que
deverá emitir parecer no prazo de 5 (cinco) dias.

§ 2º Se a Procuradoria não emitir parecer no prazo fixado, poderá a parte interessada requerer a
inclusão do processo na pauta, devendo o Procurador, nesse caso, proferir parecer oral na assentada
do julgamento.

Art. 270. Se o recurso versar sobre coação, fraude, uso de meios de que trata o art. 237, ou emprego
de processo de propaganda ou captação de sufrágios vedado por lei dependente de prova indicada
pelas partes ao interpô-lo ou ao impugná-lo, o Relator no Tribunal Regional deferi-la-á em vinte e
quatro horas da conclusão, realizando-se ela no prazo improrrogável de cinco dias.

Ac.-TSE, de 19.6.2008, no Ag nº 8062 e, de 6.3.2007, no REspe nº 26041: “No recurso contra a


diplomação, basta ao recorrente apresentar prova suficiente ou indicar, no momento da interposição
do recurso, as que pretende ver produzidas, nos termos do art. 270 do Código Eleitoral. Não se exige
a produção da prova e a apuração dos fatos em autos apartados”.

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§ 1º Admitir-se-ão como meios de prova para apreciação pelo Tribunal as justificações e as perícias
processadas perante o Juiz Eleitoral da Zona, com citação dos partidos que concorreram ao pleito e
do representante do Ministério Público.

§ 2º Indeferindo o Relator a prova serão os autos, a requerimento do interessado, nas vinte e quatro
horas seguintes, presentes à primeira sessão do Tribunal, que deliberará a respeito.

§ 3º Protocoladas as diligências probatórias, ou com a juntada das justificações ou diligências, a


Secretaria do Tribunal abrirá, sem demora, vista dos autos, por vinte e quatro horas, seguidamente,
ao recorrente e ao recorrido para dizerem a respeito.

§ 4º Findo o prazo acima, serão os autos conclusos ao Relator.

Art. 271. O Relator devolverá os autos à Secretaria no prazo, improrrogável de 8 (oito) dias para, nas
24 (vinte e quatro) horas seguintes, ser o caso incluído na pauta de julgamento do Tribunal.

Ac.-TSE, de 5.6.2012, no AgR-REspe nº 392368: a ausência de publicação de pauta de julgamento na


imprensa oficial acarreta a nulidade do feito por cerceamento de defesa.

§ 1º Tratando-se de recurso contra a expedição de diploma, os autos, uma vez devolvidos pelo Relator,
serão conclusos ao Juiz imediato em antigüidade como revisor, o qual deverá devolvê-los em 4
(quatro) dias.

§ 2º As pautas serão organizadas com um número de processos que possam ser realmente julgados,
obedecendo-se rigorosamente à ordem da devolução dos mesmos à Secretaria pelo Relator, ou
revisor, nos recursos contra a expedição de diploma, ressalvadas as preferências determinadas pelo
Regimento do Tribunal.

Art. 272. Na sessão do julgamento, uma vez feito o relatório pelo Relator, cada uma das partes poderá,
no prazo improrrogável de dez minutos, sustentar oralmente as suas conclusões.

Parágrafo único. Quando se tratar de julgamento de recursos contra a expedição de diploma, cada
parte terá vinte minutos para sustentação oral.

Art. 273. Realizado o julgamento, o Relator, se vitorioso, ou o Relator designado para redigir o acórdão,
apresentará a redação deste, o mais tardar, dentro em 5 (cinco) dias.

§ 1º O acórdão conterá uma síntese das questões debatidas e decididas.

§ 2º Sem prejuízo do disposto no parágrafo anterior, se o Tribunal dispuser de serviço taquigráfico,


serão juntas ao processo as notas respectivas.

Art. 274. O acórdão, devidamente assinado, será publicado, valendo como tal a inserção da sua
conclusão no órgão oficial.

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§ 1º Se o órgão oficial não publicar o acórdão no prazo de 3 (três) dias, as partes serão intimadas
pessoalmente e, se não forem encontradas no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, a intimação se fará
por edital afixado no Tribunal, no local de costume.

Ac.-TSE, de 20.3.2014, no AgR-AI nº 150622: inaplicabilidade deste parágrafo quando o acórdão for
publicado nos termos da Lei nº 11.419/2006, que trata da comunicação eletrônica dos atos
processuais.

§ 2º O disposto no parágrafo anterior aplicar-se-á a todos os casos de citação ou intimação.

Art. 275. São admissíveis embargos de declaração:

Lei nº 13.105, de 16.3.2015 (Código de Processo Civil), art. 1.067 que dá nova redação ao art. 275 do
Código Eleitoral e entra em vigor após decorrido 1 (um) ano da data de sua publicação oficial (DOU de
17.3.2015):

“Art. 275. São admissíveis embargos de declaração nas hipóteses previstas no Código de Processo
Civil. § 1º Os embargos de declaração serão opostos no prazo de 3 (três) dias, contado da data de
publicação da decisão embargada, em petição dirigida ao juiz ou relator, com a indicação do ponto
que lhes deu causa.

§ 2º Os embargos de declaração não estão sujeitos a preparo. § 3º O juiz julgará os embargos em 5


(cinco) dias. § 4º Nos tribunais: I – o relator apresentará os embargos em mesa na sessão subsequente,
proferindo voto; II – não havendo julgamento na sessão referida no inciso I, será o recurso incluído
em pauta; III – vencido o relator, outro será designado para lavrar o acórdão. § 5º Os embargos de
declaração interrompem o prazo para a interposição de recurso. § 6º Quando manifestamente
protelatórios os embargos de declaração, o juiz ou o tribunal, em decisão fundamentada, condenará
o embargante a pagar ao embargado multa não excedente a 2 (dois) salários-mínimos. § 7º Na
reiteração de embargos de declaração manifestamente protelatórios, a multa será elevada a até 10
(dez) salários-mínimos.”

Res.-TSE nos 22886/2008 e 22254/2006: não cabem embargos de declaração em sede de consulta.

Ac.-TSE, de 10.4.2007, no REspe nº 25030: “Deixar o acórdão, em embargos declaratórios, de se


pronunciar sobre alegação de contradição, quando aguarda manifestação do dominus litis acerca da
instauração, ou não, da ação penal, não caracteriza insuficiência de fundamentação”.

Ac.-TSE, de 16.4.2015, no REspe nº 166034 e, de 13.8.2013, no Respe nº 13068: cabe à parte identificar
precisamente qual vício não teria sido sanado e sua relevância para o deslinde da causa, não sendo
suficientes alegações genéricas.

I – quando há no acórdão obscuridade, dúvida ou contradição;

Ac.-TSE, de 14.6.2012, nos ED-PC nº 54581: a contradição interna, que ocorre entre as proposições e
conclusões do próprio julgado, autoriza o acolhimento dos embargos. Ac.-TSE, de 5.6.2012, nos ED-
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AgR-AI nº 10301: “A contradição que autoriza a oposição dos embargos é a que existe entre os
fundamentos do julgado e sua conclusão e não entre aqueles e as teses recursais.”

II – quando for omitido ponto sobre que devia pronunciar-se o Tribunal.

Ac.-TSE, de 18.2.2014, no REspe nº 17387: “Se o vício apontado nos declaratórios contiver elemento
capaz de alterar o julgado [...], cabe ao julgador se manifestar sobre ele, ainda que para afastá-lo.”

§ 1º Os embargos serão opostos dentro em 3 (três) dias da data da publicação do acórdão, em petição
dirigida ao Relator, na qual será indicado o ponto obscuro, duvidoso, contraditório ou omisso.

Ac.-TSE, de 27.11.2007, no REspe nº 26904; de 20.11.2007, no REspe nº 26281 e, de 19.6.2007, no


REspe nº 28209: prazo de 24 horas para oposição de embargos de declaração contra acórdão de
Tribunal Regional em sede de representação fundada no art. 96 da Lei nº 9.504/1997.

§ 2º O Relator porá os embargos em Mesa para julgamento, na primeira sessão seguinte proferindo o
seu voto.

§ 3º Vencido o Relator, outro será designado para lavrar o acórdão.

§ 4º Os embargos de declaração suspendem o prazo para a interposição de outros recursos, salvo se


manifestamente protelatórios e assim declarados na decisão que os rejeitar.

Ac-TSE, de 23.6.2009, no Ag nº 8407; de 12.8.2008, nos ED-ED-REspe nº 26062 e, de 6.3.2007, no Ag


nº 5902: os embargos de declaração protelatórios não interrompem o prazo para a interposição de
outros recursos e sujeitam o embargante à multa prevista no art. 538, parágrafo único, do CPC (Lei nº
5.869/1973).

Ac.-TSE, de 15.3.2011, no AgR-AI nº 369422; Ac.-TSE nºs 12071/1994 e 714/1999: a hipótese é de


interrupção.

Ac.-TSE, de 17.12.2014, no AgR-REspe nº 121104: o uso da expressão “meramente protelatórios” – ao


invés de “manifestamente protelatórios” – não afasta a consequência desse dispositivo.

Competência Originária do TRE.


Art. 29, Código Eleitoral. Compete aos Tribunais Regionais:

I – processar e julgar originariamente:

a) o registro e o cancelamento do registro dos Diretórios Estaduais e Municipais de partidos políticos,


bem como de candidatos a Governador, Vice-Governadores, e membro do Congresso Nacional e das
Assembléias Legislativas;

LC nº 64/1990, art. 2º, parágrafo único, II: arguição de inelegibilidade perante os tribunais regionais
eleitorais.
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Lei nº 9.096/1995, art. 10, parágrafo único: “O partido comunica à Justiça Eleitoral a constituição de
seus órgãos de direção e os nomes dos respectivos integrantes, bem como as alterações que forem
promovidas, para anotação [...]”. Ac.-TSE nº 13060/1996: “A finalidade dessa comunicação,
entretanto, não é a de fazer existir o órgão de direção ou permitir que participe do processo eleitoral
[...]. A razão de ser, pois, é a publicidade, ensejando, ainda, aos tribunais, verificar quem representa
os partidos”.

b) os conflitos de jurisdição entre Juízes Eleitorais do respectivo Estado;

c) a suspeição ou impedimentos aos seus membros, ao Procurador Regional e aos funcionários da sua
Secretaria assim como aos Juízes e Escrivães Eleitorais;

Lei nº 10.842/2004, art. 4º, caput: as atribuições da escrivania eleitoral passaram a ser exercidas
privativamente pelo chefe de cartório eleitoral.

Ac.-TSE, de 30.5.2006, no MS nº 3423: a exceção de suspeição deve ser dirigida, inicialmente, ao juiz
tido por suspeito pelo excipiente; acolhida pelo excepto, a ação há de ser submetida ao exame e
julgamento de outro magistrado; não acolhida, deve a exceção ser mandada ao Tribunal a que
submetido o magistrado.

d) os crimes eleitorais cometidos pelos Juízes Eleitorais;

CF/88, art. 96, III.

e) o habeas corpus ou mandado de segurança, em matéria eleitoral, contra ato de autoridades que
respondam perante os Tribunais de Justiça por crime de responsabilidade e, em grau de recurso, os
denegados ou concedidos pelos Juízes Eleitorais; ou, ainda, o habeas corpus, quando houver perigo
de se consumar a violência antes que o Juiz competente possa prover sobre a impetração;

Ac.-TSE, de 28.2.2012, no HC nº 151921: incompetência do TSE para processar e julgar habeas corpus
contra decisão de juiz relator de TRE, sob pena de supressão de instância.

Ac.-TSE, de 2.5.2012, no HC nº 5003: a assunção ao cargo de prefeito, no curso de processo criminal


eleitoral, desloca a competência para o TRE, mas não invalida os atos praticados por juiz de primeiro
grau ao tempo em que era competente.

f) as reclamações relativas a obrigações impostas por lei aos partidos políticos, quanto à sua
contabilidade e à apuração da origem dos seus recursos;

V. Lei nº 9.096/1995, art. 35, caput: exame da escrituração de partido em decorrência de denúncia.

g) os pedidos de desaforamento dos feitos não decididos pelos Juízes Eleitorais em trinta dias da sua
conclusão para julgamento, formulados por partido, candidato, Ministério Público ou parte
legitimamente interessada, sem prejuízo das sanções decorrentes do excesso de prazo;

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Art. 30, Código Eleitoral. Compete, ainda, privativamente, aos Tribunais Regionais:

I – elaborar o seu Regimento Interno;

CF/88, art. 96, I, a.

II – organizar a sua Secretaria e a Corregedoria Regional, provendo-lhes os cargos na forma da lei, e


propor ao Congresso Nacional, por intermédio do Tribunal Superior a criação ou supressão de cargos
e a fixação dos respectivos vencimentos;

CF/88, art. 96, I, b.

Res.-TSE nºs 22020/2005 e 21902/2004: não compete ao TSE homologar decisão de TRE que aprova
criação de escola judiciária no âmbito de sua jurisdição.

III – conceder aos seus membros e aos Juízes Eleitorais licença e férias, assim como afastamento do
exercício dos cargos efetivos, submetendo, quanto àqueles, a decisão à aprovação do Tribunal
Superior Eleitoral;

V. CF/88, art. 96, I, f.

Res.-TSE nº 21842/2004: “Dispõe sobre o afastamento de magistrados na Justiça Eleitoral do exercício


dos cargos efetivos”.

Ac.-TSE, de 12.8.2014, no PA nº 50412: o afastamento de magistrados da Justiça Comum deve estar


compreendido no período entre os dias 1º de julho até cinco dias após a realização do segundo turno
das eleições.

IV – fixar a data das eleições de Governador e Vice-Governador, Deputados Estaduais, Prefeitos, Vice-
Prefeitos, Vereadores e Juízes de Paz, quando não determinada por disposição constitucional ou legal;

CF/88, arts. 28 e 29, II, e Lei nº 9.504/1997, arts. 1º, caput; 2º, § 1º; e 3º, § 2º: fixação de data para as
eleições presidenciais, federais, estaduais e municipais.

CF/88, art. 32, § 2º: eleições de governador e vice-governador e de deputados distritais coincidentes
com as de governadores e deputados estaduais.

CF/88, art. 98, II: criação da Justiça de Paz.

V – constituir as Juntas Eleitorais e designar a respectiva sede e jurisdição;

VI – indicar ao Tribunal Superior as Zonas Eleitorais ou Seções em que a contagem dos votos deva ser
feita pela Mesa Receptora;

V. art. 188 deste código.


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VII – apurar, com os resultados parciais enviados pelas Juntas Eleitorais, os resultados finais das
eleições de Governador e ViceGovernador, de membros do Congresso Nacional e expedir os
respectivos diplomas, remetendo dentro do prazo de 10 (dez) dias após a diplomação, ao Tribunal
Superior, cópia das atas de seus trabalhos;

VIII – responder, sobre matéria eleitoral, às consultas que lhe forem feitas, em tese, por autoridade
pública ou partido político;

V. inciso XII do art. 23 deste código: consulta no âmbito do TSE.

IX – dividir a respectiva circunscrição em Zonas Eleitorais, submetendo esta divisão, assim como a
criação de novas Zonas, à aprovação do Tribunal Superior;

Res.-TSE nº 23422/2014: estabelece normas para criação e instalação de zonas eleitorais; Dec.-TSE
s/nº, de 7.10.2003, na Pet nº 1386: competências para homologar criação, divisão e transferência de
zonas eleitorais.

X – aprovar a designação do ofício de Justiça que deva responder pela Escrivania Eleitoral durante o
biênio;

XI – (Revogado pela Lei nº 8.868/94.);

XII – requisitar a força necessária ao cumprimento de suas decisões e solicitar ao Tribunal Superior a
requisição de força federal;

Ac.-TSE, de 1º.10.2010, no PA nº 321007: insuficiência do pronunciamento do secretário de Segurança


Pública para a requisição de forças federais.

DL nº 1.064/1969, art. 2º: disponibilização da Polícia Federal em favor da Justiça Eleitoral por ocasião
de eleições; Res.-TSE nº 14623/1988: atribuições da Polícia Federal quando à disposição da Justiça
Eleitoral.

XIII – autorizar, no Distrito Federal e nas capitais dos Estados, ao seu Presidente e, no interior, aos
Juízes Eleitorais, a requisição de funcionários federais, estaduais ou municipais para auxiliarem os
Escrivães Eleitorais, quando o exigir o acúmulo ocasional do serviço;

Lei nº 10.842/2004, art. 4º, caput: as atribuições da escrivania eleitoral passaram a ser exercidas
privativamente pelo chefe de cartório eleitoral.

XIV – requisitar funcionários da União e, ainda, no Distrito Federal e em cada Estado ou Território,
funcionários dos respectivos quadros administrativos, no caso de acúmulo ocasional de serviço de
suas Secretarias;

Lei nº 6.999/1982 e Res.-TSE nº 23255/2010: dispõem sobre a requisição de servidores públicos pela
Justiça Eleitoral.
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XV – aplicar as penas disciplinares de advertência e de suspensão até 30 (trinta) dias aos Juízes
Eleitorais;

XVI – cumprir e fazer cumprir as decisões e instruções do Tribunal Superior;

XVII – determinar, em caso de urgência, providências para a execução da lei na respectiva


circunscrição;

XVIII – organizar o fichário dos eleitores do Estado;

XIX – suprimir os mapas parciais de apuração, mandando utilizar apenas os boletins e os mapas
totalizadores, desde que o menor número de candidatos às eleições proporcionais justifique a
supressão, observadas as seguintes normas:

a) qualquer candidato ou partido poderá requerer ao Tribunal Regional que suprima a exigência dos
mapas parciais de apuração;

b) da decisão do Tribunal Regional qualquer candidato ou partido poderá, no prazo de três dias,
recorrer para o Tribunal Superior, que decidirá em cinco dias;

c) a supressão dos mapas parciais de apuração só será admitida até seis meses antes da data da
eleição;

d) os boletins e mapas de apuração serão impressos pelos Tribunais Regionais, depois de aprovados
pelo Tribunal Superior;

e) o Tribunal Regional ouvirá os partidos na elaboração dos modelos dos boletins e mapas de apuração
a fim de que estes atendam às peculiaridades locais, encaminhando os modelos que aprovar,
acompanhados das sugestões ou impugnações formuladas pelos partidos, à decisão do Tribunal
Superior.

Atenção!!!!

Via de regra, as decisões do TRE são terminativas, isto é, são irrecorríveis.

Art. 121, § 4º, Constituição Federal: Das decisões dos tribunais regionais eleitorais somente caberá
recurso quando:

Art. 276, Código Eleitoral. As decisões dos Tribunais Regionais são terminativas, salvo os casos
seguintes em que cabe recurso para o Tribunal Superior.

As decisões recorríveis do TER constituem competência Recursal do TSE, ordinária e especial.

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TSE.
O TSE é o órgão colegiado e permanente da justiça eleitoral, que constitui a instância superior deste
ramo especializado do poder judiciário.

Suas decisões são, em princípio, terminativas, isto é, irrecorríveis. Salvo as exceções que permitem
que o STF exerça poderes recursais ordinários e extraordinários sobre aquilo originalmente decidido
pelo TSE.

Na condição de instância superior da justiça eleitoral, o TSE exerce dois tipos de competência: a)
Originária, quando atua na condição de primeira instância julgadora, exercendo o primeiro grau de
jurisdição sobre a matéria de sua competência; e b) Recursal, quando, então, reexamina, na condição
de segunda instância julgadora, exercendo o segundo grau de jurisdição, matéria já julgada, em
primeira instância, pelos TREs.

Já a competência recursal do TSE se divide em duas: a) Ordinária, quando o recurso da decisão do TRE
tem por objeto questões relativas ao processo eleitoral propriamente dito e; b) Especial, quando o
recurso da decisão do TRE versa sobre a interpretação da legislação eleitoral.

Competência Recursal do TSE.


Art. 121, § 4º, Constituição Federal. Das decisões dos Tribunais Regionais Eleitorais somente caberá
recurso quando:

CE/65, art. 276: hipóteses de cabimento de recurso especial e recurso ordinário.

I – forem proferidas contra disposição expressa desta Constituição ou de lei;

II – ocorrer divergência na interpretação de lei entre dois ou mais Tribunais Eleitorais;

III – versarem sobre inelegibilidade ou expedição de diplomas nas eleições federais ou estaduais;

IV – anularem diplomas ou decretarem a perda de mandatos eletivos federais ou estaduais;

V – denegarem habeas corpus, mandado de segurança, habeas data, ou mandado de injunção.

Art. 276, Código Eleitoral. As decisões dos Tribunais Regionais são terminativas, salvo os casos
seguintes em que cabe recurso para o Tribunal Superior:

Ac.-TSE, de 1º.9.2011, no AgR-AI nº 286893: recurso extraordinário contra acórdão de TRE constitui
erro grosseiro e inviabiliza a aplicação do princípio da fungibilidade recursal. Ac.-STF, de 18.12.95, no
Ag nº 164.491; Ac.-TSE nºs 4661/2004, 5664/2005 e Ac.-TSE, de 23.6.2005, no Ag nº 5117:
descabimento de recurso extraordinário contra acórdão de TRE; cabe recurso para o TSE, mesmo que
se discuta matéria constitucional. Ac.-TSE nº 5117/2005: não se aplica a regra de interposição
simultânea de recurso especial e extraordinário. Incompetência do Tribunal Superior Eleitoral para
apreciar recurso contra decisão de natureza estritamente administrativa proferida pelos tribunais
regionais: Ac.-TSE, de 22.2.2007, nos REspe nºs 25416 e 25434 (concessão de auxílio-alimentação e
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auxílio-creche); Ac.-TSE, de 22.2.2007, no REspe nº 25836 (alteração de função de confiança); Ac.-TSE
nºs 10/1996 e 12644/1997: “Competência do TSE para apreciar recurso contra decisão judicial de
Tribunal Regional sobre matéria administrativa não eleitoral”.

I – especial:

a) quando forem proferidas contra expressa disposição de lei;

Ac.-TSE, de 3.11.2010, no AgR-RESPE nº 403877: enunciado de súmula de tribunal superior não se


equipara a lei federal para fins de interposição de recurso especial.

b) quando ocorrer divergência na interpretação de lei entre dois ou mais Tribunais Eleitorais;

Ac.-TSE nºs 6208/2005,5888/2005,15724/1999 e 15208/1999: julgados do mesmo Tribunal não são


aptos a comprovar dissídio; Ac.-TSE nº 11663/1994: acórdão do mesmo Tribunal pode comprovar
dissídio quando verificada a diversidade de componentes; Ac.-TSE nº 2577/2001: julgado de tribunal
de justiça não é apto a comprovar dissídio; Ac.-TSE nº 17713/2000: julgado do STF não é apto a
comprovar dissídio; Ac.-TSE nºs 25094/2005 e 4573/2004: julgado do STJ não é apto a comprovar
dissídio; Ac.-TSE nº 6061/2006: decisão monocrática não se presta para a configuração de dissenso
jurisprudencial; Ac.-TSE, de 9.11.2006, no REspe nº 26171: resolução oriunda de consulta
administrativa não é apta à comprovação de dissídio; Ac.-TSE, de 3.11.2008, no REspe nº 31512:
súmula do TSE não é apta a comprovar dissídio jurisprudencial; Ac.-TSE, de 15.9.2009, no AgR-REspe
nº 27947: a transcrição de excertos de pareceres do Ministério Público Eleitoral não é apta a
caracterizar dissenso jurisprudencial.

II – ordinário:

a) quando versarem sobre expedição de diplomas nas eleições federais e estaduais;

Ac.-TSE, de 27.11.2014, no REspe nº 44853 e, de 26.11.2013, no REspe nº 504871: cabimento de


recurso ordinário se o feito versa sobre inelegibilidade ou envolve cassação de diploma ou mandato
nas eleições federais ou estaduais.

Ac.-TSE, de 8.5.2008, na MC nº 2323: cabimento de recurso especial na hipótese de perda de mandato


eletivo municipal.

b) quando denegarem habeas corpus ou mandado de segurança.

§ 1º É de 3 (três) dias o prazo para a interposição do recurso, contado da publicação da decisão nos
casos dos nºs I, letras a e b e II, letra b e da sessão da diplomação no caso do nº II, letra a.

§ 2º Sempre que o Tribunal Regional determinar a realização de novas eleições, o prazo para a
interposição dos recursos, no caso do nº II, a, contar-se-á da sessão em que, feita a apuração das
sessões renovadas, for proclamado o resultado das eleições suplementares.

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Art. 277. Interposto recurso ordinário contra decisão do Tribunal Regional, o Presidente poderá, na
própria petição, mandar abrir vista ao recorrido para que, no mesmo prazo, ofereça as suas razões.

Parágrafo único. Juntadas as razões do recorrido, serão os autos remetidos ao Tribunal Superior.

Art. 278. Interposto recurso especial contra decisão do Tribunal Regional, a petição será juntada nas
48 (quarenta e oito) horas seguintes e os autos conclusos ao Presidente dentro de 24 (vinte e quatro)
horas.

§ 1º O Presidente, dentro em 48 (quarenta e oito) horas do recebimento dos autos conclusos, proferirá
despacho fundamentado, admitindo ou não o recurso.

Ac.-TSE nºs 2447/2000,15964/1999,12265/1994 e 12074/1991: não estão sujeitos a juízo de


admissibilidade, pelo presidente do TRE, os recursos especiais relativos a registro de candidaturas.

§ 2º Admitido o recurso, será aberta vista dos autos ao recorrido para que, no mesmo prazo, apresente
as suas razões.

§ 3º Em seguida serão os autos conclusos ao Presidente, que mandará remetê-los ao Tribunal


Superior.

Competência Originária do TSE


Art. 22, Código Eleitoral. Compete ao Tribunal Superior:

I – processar e julgar originariamente:

a) o registro e a cassação de registro de partidos políticos, dos seus Diretórios Nacionais e de


candidatos a Presidência e Vice-Presidência da República;

Lei nº 9.096/1995, arts. 7º e 8º: aquisição da personalidade jurídica mediante registro no Cartório de
Registro Civil das Pessoas Jurídicas; art. 9º: registro do estatuto no Tribunal Superior Eleitoral; art. 28:
casos de cancelamento do registro civil e do estatuto dos partidos políticos.

LC nº 64/1990, art. 2º, parágrafo único, I: arguição de inelegibilidade perante o Tribunal Superior
Eleitoral.

b) os conflitos de jurisdição entre Tribunais Regionais e Juízes Eleitorais de Estados diferentes;

c) a suspeição ou impedimento aos seus membros, ao Procurador-Geral e aos funcionários da sua


Secretaria;

d) os crimes eleitorais e os comuns que lhes forem conexos cometidos pelos seus próprios Juízes e
pelos Juízes dos Tribunais Regionais;

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CF/88, art. 102, I, c: competência do STF para processar e julgar, nas infrações penais comuns e nos
crimes de responsabilidade, os membros dos tribunais superiores; art. 105, I, a: competência do STJ
para processar e julgar, nos crimes comuns e nos de responsabilidade, os membros dos tribunais
regionais eleitorais.

e) o habeas corpus ou mandado de segurança, em matéria eleitoral, relativos a atos do Presidente da


República, dos Ministros de Estado e dos Tribunais Regionais; ou, ainda, o habeas corpus, quando
houver perigo de se consumar a violência antes que o Juiz competente possa prover sobre a
impetração;

A Res. nº 132/1984, do Senado Federal, suspendeu a locução “ou mandado de segurança”. Entretanto,
no Ac.-STF, de 7.4.1994, no RE nº 163.727, o STF deu-lhe interpretação para restringir o seu alcance à
verdadeira dimensão da declaração de inconstitucionalidade no Ac.-STF, de 31.8.1983, no MS nº
20.409, que lhe deu causa, vale dizer, à hipótese de mandado de segurança contra ato, de natureza
eleitoral, do presidente da República, mantida a competência do TSE para as demais impetrações
previstas neste inciso. CF/88, art. 102, I, d: competência do STF para processar e julgar mandado de
segurança contra ato do presidente da República. CF/88, art. 105, I, b: competência do STJ para
processar e julgar mandado de segurança contra ato de ministro de Estado. CF/88, art. 105, I, h, in
fine: competência da Justiça Eleitoral para o mandado de injunção.

Ac.-TSE, de 3.6.2008, no AMS nº 3370; de 18.12.2007, no MS nº 3664 e, de 27.5.2004, no AgR-MS nº


3175: competência do Tribunal Regional Eleitoral para processar e julgar mandado de segurança
contra seus atos em matéria administrativa (atividade-meio).

Ac.-TSE, de 8.5.2001, no AG nº 2721 e, de 17.2.2000, no RMS nº 118: ato praticado a propósito da


atividade-meio da Justiça Eleitoral – matéria de direito comum –, o processo rege-se pela legislação
processual comum.

Ac.-TSE, de 7.6.2011, no HC nº 349682: incompetência do TSE para processar e julgar habeas corpus
impetrado contra sua decisão.

Ac.-TSE, de 28.2.2012, no HC nº 151921: incompetência do TSE para processar e julgar habeas corpus
contra decisão de juiz relator de TRE, sob pena de supressão de instância.

f) as reclamações relativas a obrigações impostas por lei aos partidos políticos, quanto à sua
contabilidade e à apuração da origem dos seus recursos;

g) as impugnações à apuração do resultado geral, proclamação dos eleitos e expedição de diploma na


eleição de Presidente e Vice-Presidente da República;

h) os pedidos de desaforamento dos feitos não decididos nos Tribunais Regionais dentro de trinta dias
da conclusão ao Relator, formulados por partido, candidato, Ministério Público ou parte
legitimamente interessada;

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i) as reclamações contra os seus próprios Juízes que, no prazo de trinta dias a contar da conclusão,
não houverem julgado os feitos a eles distribuídos;

j) a ação rescisória, nos casos de inelegibilidade, desde que intentada dentro do prazo de cento e vinte
dias de decisão irrecorrível, possibilitando-se o exercício do mandato eletivo até o seu trânsito em
julgado;

Ac.-STF, de 17.3.1999, na ADI nº 1.459: declara inconstitucionais o trecho grifado e a expressão


“aplicando-se, inclusive, às decisões havidas até cento e vinte dias anteriores à sua vigência”,
constante do art. 2º da LC nº 86/1996.

Ac.-TSE, de 7.11.2013, nos ED-AR nº 70453; de 30.8.2012, no AgR-AR nº 34977 e, de 16.11.2000, na


AR nº 106: competência do Tribunal Superior Eleitoral para processar e julgar ação rescisória de seus
próprios julgados que tenham analisado o mérito de questões atinentes à inelegibilidade.

Ac.-TSE, de 27.3.2001, na AR nº 89: incompetência de TRE para julgar ação rescisória. Ac.-TSE, de
25.6.2011, na AR nº 64621 e, de 14.8.2001, na AR nº 124: cabimento de ação rescisória contra decisão
monocrática de juiz do TSE. Ac.-TSE, de 20.9.2002, na AR nº 19617: cabimento de ação rescisória de
julgado de TRE em matéria não eleitoral.

Ac.-TSE, de 2.10.2013, no AgR-AR nº 59017 e, de 10.11.2011, na AR nº 93296: decadência da rescisória


proposta fora do prazo de 120 dias do trânsito em julgado da decisão rescindenda.

Art. 23, Código Eleitoral. Compete, ainda, privativamente, ao Tribunal Superior:

I – elaborar o seu Regimento Interno;

II – organizar a sua Secretaria e a Corregedoria Geral, propondo ao Congresso Nacional a criação ou


extinção dos cargos administrativos e a fixação dos respectivos vencimentos, provendo-os na forma
da lei;

III – conceder aos seus membros licença e férias, assim como afastamento do exercício dos cargos
efetivos;

IV – aprovar o afastamento do exercício dos cargos efetivos dos Juízes dos Tribunais Regionais
Eleitorais;

V – propor a criação de Tribunal Regional na sede de qualquer dos Territórios;

VI – propor ao Poder Legislativo o aumento do número dos Juízes de qualquer Tribunal Eleitoral,
indicando a forma desse aumento;

VII – fixar as datas para as eleições de Presidente e Vice-Presidente da República, Senadores e


Deputados Federais, quando não o tiverem sido por lei;

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VIII – aprovar a divisão dos Estados em Zonas Eleitorais ou a criação de novas Zonas;

IX – expedir as instruções que julgar convenientes à execução deste Código;

Ac.-TSE, de 9.9.2014, no REspe nº 64770: a competência para regulamentar disposições da legislação


eleitoral é exclusiva do Tribunal Superior Eleitoral.

X – fixar a diária do Corregedor-Geral, dos Corregedores Regionais e auxiliares em diligência fora da


sede;

XI – enviar ao Presidente da República a lista tríplice organizada pelos Tribunais de Justiça, nos termos
do art. 25;

XII – responder, sobre matéria eleitoral, às consultas que lhe forem feitas em tese por autoridade com
jurisdição federal ou órgão nacional de partido político;

Ac.-TSE, de 27.11.2012, no REspe nº 20680 e, de 20.5.2008, no AgR-MS nº 3710: a resposta dada a


consulta em matéria eleitoral não tem natureza jurisdicional, sendo ato normativo em tese, sem
efeitos concretos e sem força executiva com referência a situação jurídica de qualquer pessoa em
particular.

XIII – autorizar a contagem dos votos pelas Mesas Receptoras nos Estados em que essa providência
for solicitada pelo Tribunal Regional respectivo;

XIV – requisitar força federal necessária ao cumprimento da lei, de suas próprias decisões ou das
decisões dos Tribunais Regionais que o solicitarem, e para garantir a votação e a apuração;

XV – organizar e divulgar a súmula de sua jurisprudência;

XVI – requisitar funcionários da União e do Distrito Federal quando o exigir o acúmulo ocasional do
serviço de sua Secretaria;

XVII – publicar um boletim eleitoral;

O Boletim Eleitoral foi substituído, em julho/1990, pela revista Jurisprudência do Tribunal Superior
Eleitoral (Res.-TSE nº 16584/1990).

XVIII – tomar quaisquer outras providências que julgar convenientes à execução da legislação eleitoral.

Res.-TSE nº 22931/2008: a competência do TSE para tomar as providências necessárias à execução da


legislação eleitoral diz respeito especificamente ao seu poder normativo, não se enquadrando nessa
hipótese controle prévio de ato ainda não editado.

E das Decisões do TSE, cabe recurso?

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Em princípio, não. Assim como no caso do TRE, as decisões do TSE são irrecorríveis. No entanto,
devemos estar atentos às possibilidades que a Constituição Federal estabelece para os Recursos
Ordinário e Extraordinário, ao STF.

Art. 102, Constituição Federal. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da
Constituição, cabendo-lhe:

II – julgar, em recurso ordinário:

a) o habeas corpus, o mandado de segurança, o habeas data e o mandado de injunção decididos em


única instância pelos Tribunais Superiores, se denegatória a decisão;

b) o crime político;

III – julgar, mediante recurso extraordinário, as causas decididas em única ou última instância, quando
a decisão recorrida:

a) contrariar dispositivo desta Constituição;

b) declarar a inconstitucionalidade de tratado ou lei federal;

c) julgar válida lei ou ato de governo local contestado em face desta Constituição.

d) julgar válida lei local contestada em face de lei federal.

Art. 121, § 3º, Constituição Federal. São irrecorríveis as decisões do Tribunal Superior Eleitoral, salvo
as que contrariarem esta Constituição e as denegatórias de habeas corpus ou mandado de segurança.

Art. 281, Código Eleitoral. São irrecorríveis as decisões do Tribunal Superior, salvo as que declararem
a invalidade de lei ou ato contrário à Constituição Federal e as denegatórias de habeas corpus ou
mandado de segurança, das quais caberá recurso ordinário para o Supremo Tribunal Federal,
interposto no prazo de 3 (três) dias.

§ 1º Juntada a petição nas 48 (quarenta e oito) horas seguintes, os autos serão conclusos ao Presidente
do Tribunal, que, no mesmo prazo, proferirá despacho fundamentado, admitindo ou não o recurso.

§ 2º Admitido o recurso, será aberta vista dos autos ao recorrido para que, dentro de 3 (três) dias,
apresente as suas razões.

§ 3º Findo esse prazo, os autos serão remetidos ao Supremo Tribunal Federal.

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Questões

01. (2012 - Técnico e Analista | Prova: CONSULPLAN) Com base no Código Eleitoral e suas
atualizações, NÃO compete ao juiz eleitoral.

a) decidir habeas corpus e mandado de segurança, em matéria eleitoral, desde que essa competência
não esteja atribuída privativamente a instância superior.
b) representar sobre a necessidade de nomeação dos preparadores para auxiliarem o alistamento
eleitoral, indicando os nomes dos cidadãos que devem ser nomeados.
c) tomar conhecimento das reclamações que lhe forem feitas verbalmente ou por escrito, reduzindo-
as a termo, e determinando as providências que cada caso exigir.
d) fornecer aos que não votaram por motivo justificado e aos não alistados, por dispensados do
alistamento, um certificado que os isente das sanções legais.

02. (TJ-MG - 2012 - Juiz | Prova: VUNESP) Falecido um vereador, dois meses após tomar posse no
cargo, dois suplentes reivindicam o direito de assumir a cadeira à Câmara Municipal. A questão terá
de ser resolvida pela(o):

a) Justiça Eleitoral, porque se trata de matéria pertinente ao desdobramento do processo eleitoral.


b) Justiça Comum Estadual, por ser matéria alheia à competência da Justiça Eleitoral.
c) Poder Legislativo, por se tratar de matéria interna corporis.
d) Justiça Federal, porque compete à União legislar sobre Direito Eleitoral.

03. (TJ-MG - 2012 - Juiz | Prova: VUNESP) Um erro de apuração fez com que candidato a vereador
não eleito tomasse posse na vaga de outro candidato verdadeiramente eleito. O prejudicado, após
pedir judicialmente a recontagem de votos, foi diplomado e assumiu o mandato somente dois anos
após o início da legislatura. Reclamou indenização por perdas e danos, inclusive danos morais. É
competente para julgar a ação a(o):

a) Justiça Federal.
b) Justiça Comum Estadual.
c) Justiça Eleitoral de primeira instância.
d) respectivo Tribunal Regional Eleitoral.

04. (TJ-MG - 2012 - Juiz | Prova: VUNESP) O artigo 1.º, caput, da Resolução n.º 22.610/07, do Tribunal
Superior Eleitoral, estabelece que o partido político interessado pode pedir, perante a Justiça Eleitoral,
a decretação da perda de cargo eletivo em decorrência de desfiliação partidária sem justa causa. É
correto afirmar que a competência para decretar a perda do mandato de vereador, por infidelidade
partidária, será do:

a) juiz da zona eleitoral em que se situa o município no qual o vereador exerce o mandato.
b) Tribunal Regional Eleitoral do estado em que se situa o município no qual o vereador exerce o
mandato.

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c) juiz de direito da comarca em que se situa o município no qual o vereador exerce o mandato, ad
referendum do respectivo Tribunal de Justiça.
d) juiz da zona eleitoral em que se situa o município no qual o vereador exerce o mandato, ad
referendum do respectivo Tribunal Regional Eleitoral.

05. (TJ-RJ - 2011 - Juiz - Conc. 43 | Prova: VUNESP) Sobre a organização e competência da Justiça
Eleitoral, assinale a alternativa correta.

a) Os juízes eleitorais, os TREs e o TSE possuem atribuição para responder a consultas sobre matéria
eleitoral.
b) Os juízes eleitorais, oriundos da classe dos advogados, não podem exercer a advocacia enquanto
durar a investidura.
c) Em vista da regra de que as condutas vedadas aos agentes públicos também caracterizam atos de
improbidade administrativa (art. 73, § 7.º, da Lei Federal n.º 9.504/97), possui a Justiça Eleitoral
jurisdição para imposição das cominações da Lei de Improbidade Administrativa.
d) O TSE pode expedir resoluções com força de lei.

06. (Senado Federal - 2008 - Advogado | Prova: FGV) Havendo conexão entre crime comum e outro
eleitoral, a competência é do(a):

a) Justiça Comum.
b) Justiça Federal.
c) Justiça Militar.
d) Justiça Eleitoral.
e) Superior Tribunal de Justiça.

07. (TRE-PR - 2011 - Técnico e Analista/ FCC) A competência para processar e julgar originariamente
os crimes eleitorais e os comuns que lhes forem conexos cometidos pelos juízes do Tribunal Superior
Eleitoral é:

a) dos Tribunais Regionais Eleitorais.


b) do Tribunal Superior Eleitoral.
c) do Tribunal Superior Eleitoral e dos Tribunais Regionais Eleitorais, respectivamente.
d) dos Tribunais Regionais Eleitorais e do Tribunal Superior Eleitoral, respectivamente.
e) do Supremo Tribunal Federal.

08. (TRE-TO - 2010 | Prova: FCC) A requisição de força federal necessária ao cumprimento de decisão
do Tribunal Regional Eleitoral compete ao:

a) próprio Tribunal Regional Eleitoral.


b) Tribunal Superior Eleitoral.
c) Presidente do respectivo Tribunal Regional Eleitoral.
d) Governador do respectivo Estado.
e) Procurador Regional Eleitoral.

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09. (TRE-TO - 2010 | Prova: FCC) Compete aos Tribunais Regionais Eleitorais, dentre outras
atribuições, processar e julgar originariamente:

a) a suspeição e o impedimento do Procurador-Geral Eleitoral.


b) os conflitos de jurisdição entre Juízes Eleitorais do respectivo Estado e de outro Estado da
Federação.
c) a suspeição ou impedimento aos membros do próprio Tribunal Regional Eleitoral.
d) o registro de candidatos à Presidente e Vice-Presidente da República.
e) os crimes eleitorais e os comuns que lhes forem conexos cometidos pelos juízes do próprio Tribunal
Regional Eleitoral.

10. (TRE-TO - 2010 | Prova: FCC) Os membros das Juntas Eleitorais serão nomeados sessenta dias
antes das eleições:

a) depois da aprovação do Tribunal Regional Eleitoral, pelo Presidente deste.


b) pelo Juiz de Direito da respectiva Zona Eleitoral, independentemente de qualquer aprovação.
c) pelo Juiz de Direito da respectiva Zona Eleitoral, após aprovação dos partidos políticos.
d) pelo Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, após indicação do Tribunal Regional Eleitoral a que
pertencer.
e) pelo escrivão eleitoral indicado pelo Tribunal Regional Eleitoral a que pertencer.

11. (TRE-AP - 2011 | Prova: FCC) Compete aos Tribunais Regionais Eleitorais:

a) expedir títulos eleitorais.


b) processar e julgar originariamente o registro e o cancelamento do registro de candidatos a membro
das Assembleias Legislativas.
c) determinar a inscrição de eleitores.
d) conceder transferência de eleitor.
e) determinar a exclusão de eleitores.

12. (TRE-AP - 2011 | Prova: FCC) A respeito da competência dos Órgãos da Justiça Eleitoral, considere:
I. Compete ao Tribunal Superior Eleitoral, dentre outras atribuições, processar e julgar originariamente
o registro de partidos políticos.
II. Compete aos Tribunais Regionais Eleitorais, dentre outras atribuições, processar e julgar
originariamente o registro de candidatos a membro do Congresso Nacional.
III. Compete aos Juízes Eleitorais dividir a respectiva circunscrição em Zonas Eleitorais.

Está correto o que se afirma SOMENTE em:

a) I e II.
b) I e III.
c) II e III.
d) I.
e) III.

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13. (TRE-AP - Analista Judiciário - Contabilidade / FCC – 2011) Compete ao Tribunal Superior Eleitoral:

a) aplicar as penas disciplinares de advertência e de suspensão, até 30 dias, aos Juízes Eleitorais.
b) nomear os Juízes dos Tribunais Regionais Eleitorais.
c) aumentar, através de Resolução, o número dos Juízes de qualquer Tribunal Regional Eleitoral.
d) conceder aos seus membros licença e férias, assim como afastamento do exercício dos cargos
efetivos.
e) enviar lista tríplice ao Presidente da República, para escolha e nomeação do Presidente do Tribunal.

14. (TRE-AP - Analista Judiciário - Contabilidade / FCC – 2011) Compete aos Tribunais Regionais
Eleitorais:

a) processar e julgar originariamente as impugnações à apuração do resultado geral, proclamação dos


eleitos e expedição de diploma na eleição de Presidente e Vice-Presidente da República.
b) ordenar o registro e a cassação do registro dos candidatos aos cargos eletivos municipais.
c) julgar os conflitos de jurisdição entre Juízes Eleitorais de Estados diferentes.
d) fornecer aos que não votaram por motivo justificado e aos não alistados, por dispensados do
alistamento, um certificado que os isente das sanções legais.
e) constituir as Juntas Eleitorais e designar a respectiva sede e jurisdição.

15. (TRE-AM - Analista Judiciário - Biblioteconomia / FCC – 2010) As decisões que importarem em
declaração de inconstitucionalidade de lei e anulação geral das eleições, entre outras, só poderão ser
tomadas por:

a) maioria simples dos Membros do Tribunal e dos respectivos substitutos.


b) unanimidade dos Membros do Tribunal.
c) sentença do Presidente do Tribunal, após ouvido o Procurador Regional Eleitoral.
d) deliberação conjunta do Presidente do Tribunal e Corregedor Regional Eleitoral.
e) maioria absoluta dos Membros do Tribunal.

16. (TJ-MS - 2010 - Juiz | Prova: FCC) Na literalidade da Constituição brasileira de 1988, das decisões
dos Tribunais Regionais Eleitorais caberá recurso quando:

a) concederem ou denegarem habeas corpus, mandado de segurança, mas não mandado de injunção.
b) forem proferidas contra disposição expressa da Constituição, mas não de lei.
c) ocorrer divergência na interpretação de lei entre dois ou mais tribunais eleitorais.
d) versarem sobre inelegibilidade ou expedição de diplomas nas eleições estaduais ou municipais, mas
não federais.
e) anularem diplomas ou decretarem a perda de mandatos eletivos estaduais ou municipais, mas não
federais.

17. (TRE-SP - 2006 | Prova: FCC) Dentre outras atribuições, compete aos Juízes Eleitorais

a) expedir títulos eleitorais e conceder transferência de eleitor.


b) constituir as Juntas Eleitorais e designar a respectiva sede e jurisdição.
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c) dividir a respectiva circunscrição e Zonas Eleitorais.
d) processar e julgar os crimes cometidos por Juízes Eleitorais.
e) processar e julgar o registro de candidatos às Assembléias Legislativas.

18. (TRE-SP - 2006 | Prova: FCC) A competência para processar e julgar originariamente o registro e o
cancelamento do registro de candidatos a membros do Congresso Nacional é:

a) das Juntas Eleitorais.


b) do Tribunal Superior Eleitoral.
c) do Tribunal Regional Eleitoral.
d) do Corregedor-Geral da Justiça Eleitoral.
e) do Procurador-Regional Eleitoral.

19. (TRE-SP - 2006 | Prova: FCC) Compete aos Tribunais Regionais Eleitorais:

a) expedir títulos eleitorais e conceder transferência de eleitor.


b) processar e julgar originariamente o registro e o cancelamento do registro dos diretórios municipais
de partidos políticos.
c) dividir a Zona em Seções Eleitorais.
d) expedir diploma aos eleitos para cargos municipais.
e) nomear os membros das Mesas Receptoras.

20. (TRE-AP - 2006 | Prova: FCC) Dentre outras atribuições, compete ao Superior Tribunal Eleitoral:

a) dividir a Zona em Seções Eleitorais, expedir títulos eleitorais e conceder transferência de eleitor.
b) processar e julgar originariamente o registro e o cancelamento de registro de candidatos a
Governador e Vice-Governador dos Estados.
c) julgar os recursos interpostos dos atos e das decisões proferidas pelos Juízes e Juntas Eleitorais.
d) elaborar o Regimento Interno dos Tribunais Regionais Eleitorais dos Estados da Federação.
e) processar e julgar originariamente a suspeição ou impedimento ao Procurador-Geral Eleitoral.

21. Assinale a alternativa correta.

a) O Tribunal Superior Eleitoral é composto de no mínimo sete membros, sendo que três deverão ser
escolhidos entre os membros do Supremo Tribunal Federal, e, outros três dentre os membros do
Superior Tribunal de Justiça.
b) Os prazos na Justiça Eleitoral são contados de forma diversa da Justiça Comum, pois naquela
computam-se sábados, domingos e feriados.
c) Das decisões dos Tribunais Regionais Eleitorais somente caberá recurso quando forem proferidas
contra disposição expressa da Constituição Federal ou decretarem a perda de mandatos eletivos
federais.
d) Compete aos Juízes Eleitorais resolver as impugnações e demais incidentes verificados durante os
trabalhos da contagem e da apuração e expedir diploma aos eleitos para cargos municipais.

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e) Até 10 (dez) dias antes da nomeação, os nomes das pessoas indicadas para compor as juntas serão
publicados no órgão oficial do Estado, podendo qualquer cidadão, no prazo de 3 (três) dias, em petição
fundamentada, impugnar as indicações.

22. (TJ-PR - 2011 - Juiz Substituto) Das assertivas abaixo, assinale a única CORRETA:

a) Em face da obrigatoriedade do comparecimento às urnas nos pleitos eleitorais, o alistamento


eleitoral é ex officio.
b) A diplomação é ato administrativo da Justiça Eleitoral, que atesta que um determinado candidato
obteve os votos necessários para alcançar o mandato eletivo ou a suplência.
c) Embora conte com um corpo próprio de funcionários, não há magistrados e membros do Ministério
Público exclusivos, atuando nos feitos eleitorais juízes e procuradores federais.
d) Os membros dos Tribunais Regionais Eleitorais e do Tribunal Superior Eleitoral contam com as
prerrogativas da magistratura garantidas constitucionalmente, sendo inamovíveis e vitalícios.

23. (TJ-PR - 2009 – Juiz) Analise as assertivas e assinale a alternativa CORRETA.

I. O Tribunal Superior Eleitoral compor-se-á, no mínimo, de 7 (sete) membros, sendo escolhidos,


mediante eleição, pelo voto secreto, 2 (dois) juízes, entre os Ministros do Supremo Tribunal Federal,
e 3 (três) juízes, entre os Ministros do Superior Tribunal de Justiça.
II. É competência privativa do Tribunal Superior Eleitoral propor ao Poder Legislativo o aumento do
número dos Juízes de qualquer Tribunal Eleitoral, indicando a forma desse aumento.
III. A composição dos Tribunais Regionais Eleitorais, mediante eleição em escrutínio secreto, é de 2
(dois) Juízes, entre os Desembargadores do Tribunal de Justiça, e de 2 (dois) Juízes de Direito,
escolhidos pelo Tribunal de Justiça.
IV. Aos Tribunais Regionais Eleitorais compete processar e julgar originariamente o habeas corpus ou
mandado de segurança, em matéria eleitoral, contra ato de autoridades que respondam perante os
Tribunais de Justiça por crime de responsabilidade e, em grau de recurso, os denegados ou concedidos
pelos Juízes Eleitorais.
V. As Juntas Eleitorais são compostas por 2 (dois) Juízes de Direito, sendo um o Presidente e o outro
Vice-Presidente, e de 2 (dois) ou 4 (quatro) cidadãos de notória idoneidade.

a) As assertivas II, III e IV são verdadeiras.


b) Apenas a assertiva V é falsa.
c) As assertivas I, II e V são falsas.
d) Apenas as assertivas IV e V são verdadeiras.

24. (TRE-SC - 2009 | Prova: MS CONCURSOS) Analise as assertivas abaixo e assinale a alternativa
CORRETA.

I. O mandato eletivo poderá ser impugnado ante a Justiça Eleitoral, no prazo decadencial de quinze
dias, contados da diplomação, instruída a ação com provas de abuso do poder econômico, corrupção
ou fraude, devendo a ação tramitar em segredo de justiça.
II. O Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina é composto por sete juízes: quatro eleitos pelo
Tribunal de Justiça, mediante voto secreto, sendo dois dentre seus desembargadores e dois dentre
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juízes de direito; dois nomeados pelo Presidente da República, dentre seis advogados, de notável
saber jurídico e idoneidade moral, indicados pelo Tribunal de Justiça; e um juiz federal, escolhido pelo
Tribunal Regional Federal com jurisdição sobre o estado.
III. Das decisões dos Tribunais Regionais Eleitorais somente caberá recurso quando forem proferidas
contra disposição expressa desta Constituição ou de lei; ocorrer divergência na interpretação de lei
entre dois ou mais tribunais eleitorais; ver sar em sobre inelegibilidade ou expedição de diplomas nas
eleições federais, estaduais ou municipais; anular em diplomas ou decretar em a perda de mandatos
eletivos federais, estaduais ou municipais; denegar em " habeas--corpus" , mandado de segurança, "
habeas--data" ou mandado de injunção.
IV. O alistamento eleitoral e o voto são obrigatórios para os maiores de dezoito anos e facultativos
para os analfabetos, os maiores de setenta anos e os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos,
estando impedidos de se alistar, os estrangeiros e os conscritos.

a) As assertivas número I, II e III são verdadeiras.


b) As assertivas número I, II e IV são verdadeiras.
c) Todas as assertivas são verdadeiras.
d) Somente as assertivas número I e II são verdadeiras.

25. (TRE-PA - 2010 | Prova: FGV) São órgãos da Justiça Eleitoral

a) os Juizados Especiais.
b) os Tribunais do Júri.
c) os Juízes Eleitorais.
d) os Tribunais Regionais Federais.
e) as Juntas Trabalhistas.

26. (TRE-PR - Técnico de enfermagem / FCC – 2012) Paulo é membro do Ministério Público Estadual.
Em razão do seu cargo,

a) não poderá vir a integrar o Tribunal Superior Eleitoral, nem o Tribunal Regional Eleitoral do
respectivo Estado.
b) poderá ser nomeado pelo Presidente da República para integrar o Tribunal Superior Eleitoral.
c) poderá ser escolhido, mediante eleição e pelo voto secreto, pelo Superior Tribunal de Justiça para
integrar o Tribunal Superior Eleitoral.
d) poderá ser nomeado pelo Presidente da República para integrar o Tribunal Regional Eleitoral do
respectivo estado.
e) poderá ser escolhido, mediante eleição e pelo voto secreto, pelo Tribunal de Justiça para integrar o
Tribunal Regional Eleitoral do respectivo Estado.

27. (TRE-PR - Técnico de enfermagem / FCC – 2012) Integram os Tribunais Regionais Eleitorais, dentre
outros, dois Juízes de Direito:

a) escolhidos pelo Presidente do Tribunal Superior Eleitoral em lista tríplice enviada pelo Tribunal de
Justiça do respectivo Estado.
b) indicados pelo Tribunal de Justiça do respectivo Estado e nomeados pelo Presidente da República.
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c) designados pelo Presidente do Tribunal de Justiça do respectivo Estado dentre os que manifestarem
interesse na designação.
d) nomeados pelo Presidente da República em lista tríplice enviada pelo próprio Tribunal Regional
Eleitoral.
e) escolhidos, mediante eleição e pelo voto secreto, pelo Tribunal de Justiça do respectivo Estado.

28. (TRE-AP - 2011 | Prova: FCC) O Presidente da República poderá nomear para integrarem o Tribunal
Superior Eleitoral:

a) dois juízes dentre seis advogados de notável saber jurídico e idoneidade moral, indicados pelo
Supremo Tribunal Federal.
b) três juízes, dentre os Ministros do Supremo Tribunal Federal, dentre os integrantes de lista tríplice.
c) três juízes, dentre os Ministros do Superior Tribunal de Justiça, dentre os integrantes de lista tríplice.
d) um juiz oriundo do Ministério Público Federal, escolhido dentre os integrantes de lista tríplice.
e) um Desembargador de Tribunal de Justiça de qualquer Estado da Federação, indicado pelo Supremo
Tribunal Federal.

29. (TRE-AP - 2011 | Prova: FCC – 2011) A respeito da composição dos Tribunais Regionais Eleitorais,
é correto afirmar que:

a) deles não farão parte Desembargadores, a não ser por nomeação do Presidente da República.
b) o seu Presidente será nomeado pelo Presidente da República.
c) o Corregedor Regional Eleitoral será nomeado pelo Governador do Estado.
d) deles não farão parte advogados, ainda que de notável saber jurídico e idoneidade moral.
e) dois Juízes, dentre Juízes de Direito, serão escolhidos, mediante eleição e pelo voto secreto, pelo
Tribunal de Justiça.

30. (TRE-RS - 2010 | Prova: FCC) O juiz oriundo da classe dos advogados com notável saber jurídico e
idoneidade moral integrante do Tribunal Superior Eleitoral:

a) não pode ser eleito para o cargo de Corregedor Eleitoral.


b) pode ser eleito apenas para o cargo de Presidente desse Tribunal.
c) pode ser eleito apenas para o cargo de Vice- Presidente desse Tribunal.
d) pode ser eleito para os cargos de Presidente ou Vice-Presidente desse Tribunal.
e) pode ser eleito apenas para os cargos de Presidente desse Tribunal e de Corregedor Eleitoral.

31. (TJ-MS - 2010 - Juiz | Prova: FCC) A Justiça Eleitoral brasileira:

a) tem a sua organização e a sua competência confiadas à lei ordinária.


b) compreende apenas três espécies de órgãos: o Tribunal Superior Eleitoral, os Tribunais Regionais
Eleitorais e os juízes eleitorais.
c) não comporta a redução ou a elevação do número de juízes dos Tribunais Regionais Eleitorais.
d) tem como Corregedor-Geral Eleitoral um Ministro do Supremo Tribunal Federal.
e) faz parte do Poder Judiciário da União.

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32. (TRE-SP - 2006 | Prova: FCC – 2006) A respeito da composição dos órgãos da Justiça Eleitoral, é
correto afirmar que:

a) compõem o Tribunal Superior Eleitoral, dentre outros, dois Juízes, escolhidos e nomeados pelo
Presidente da República dentre os Ministros do Superior Tribunal Federal.
b) o Tribunal Superior Eleitoral elegerá o Corregedor Eleitoral dentre os Ministros do Supremo Tribunal
Federal que o integram.
c) compõem os Tribunais Regionais Eleitorais, dentre outros, dois Juízes escolhidos, mediante eleição
e pelo voto secreto, dentre os desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado.
d) o Tribunal Regional Eleitoral elegerá seu Presidente dentre quaisquer de seus integrantes.
e) compõem os Tribunais Regionais Eleitorais, dentre outros, dois Juízes, escolhidos pelo Tribunal de
Justiça do Estado, mediante eleição e pelo voto secreto, dentre os Membros do Ministério Público.

33. (TRE-SP - 2006 | Prova: FCC) Considere as assertivas a respeito da composição dos órgãos da
Justiça Eleitoral:

I. Integram o Tribunal Superior Eleitoral três juízes, escolhidos mediante eleição e pelo voto secreto,
dentre os Ministros do Supremo Tribunal Federal.
II. O Tribunal Superior Eleitoral elegerá o Corregedor Eleitoral dentre os Ministros do Supremo
Tribunal Federal.
III. Integram os Tribunais Regionais Eleitorais três juízes, dentre juízes de direito, nomeados pelo
Governador do Estado.
IV. O Tribunal Regional Eleitoral elegerá seu Presidente e o Vice-Presidente dentre os
Desembargadores que o integram.

Está correto o que se afirma APENAS em


a) I, II e IV.
b) I e IV.
c) II e III.
d) II, III e IV.
e) III e IV.

34. (TRE-AP - 2006 | Prova: FCC) Também fazem parte da composição dos Tribunais Regionais
Eleitorais:

a) um juiz do Superior Tribunal de Justiça, escolhido, mediante eleição e pelo voto secreto, pelo
Supremo Tribunal Federal.
b) dois juízes, dentre os desembargadores do Tribunal de Justiça, indicados em lista sêxtupla e
nomeados pelo Presidente da República.
c) dois juízes, escolhidos pelo Tribunal de Justiça, mediante eleição e pelo voto secreto, dentre Juízes
de Direito.
d) dois juízes, dentre seis advogados de notável saber jurídico e idoneidade moral, escolhidos,
mediante eleição, pela Ordem dos Advogados do Brasil.
e) um juiz do Tribunal Regional Federal com sede na capital do Estado, nomeado por livre escolha do
Presidente da República
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35. (TRE-RN - 2005 | Prova: FCC – 2005) Valdir é Ministro do Superior Tribunal de Justiça, Paulus é Juiz
Federal e Brutus é Desembargador de Tribunal de Justiça. Valdir, Paulus e Brutus, observados os
demais requisitos legais quanto à escolha e forma de provimento, podem vir a fazer parte:

a) de Tribunal Regional Eleitoral, de Tribunal Regional Eleitoral e do Tribunal Superior Eleitoral,


respectivamente.
b) de Tribunal Regional Eleitoral, do Tribunal Superior Eleitoral e de Tribunal Regional Eleitoral,
respectivamente.
c) do Tribunal Superior Eleitoral, de Tribunal Regional Eleitoral e de Tribunal Regional Eleitoral,
respectivamente.
d) do Tribunal Superior Eleitoral.
e) de Tribunal Regional Eleitoral.

36.(TRE-AC - 2003 | Prova: FCC) A respeito dos Tribunais Eleitorais é INCORRETO afirmar que:

a) o Tribunal Superior Eleitoral terá jurisdição em todo o território nacional e será composto, no
mínimo, por 7 membros.
b) os juízes dos tribunais eleitorais, salvo motivo justificado, servirão por 2 anos, no mínimo, e nunca
por mais de dois biênios consecutivos.
c) haverá um Tribunal Regional Eleitoral na Capital de cada Estado e também no Distrito Federal.
d) os membros dos tribunais eleitorais, no exercício de suas funções e no que lhes for aplicável,
gozarão de plenas garantias e serão irremovíveis.
e) o Tribunal Superior Eleitoral escolherá seu Presidente dentre quaisquer de seus integrantes,
mediante eleição e voto secreto.

37. (TRE-SC - 2005 | Prova: FAPEU) Assinale a alternativa CORRETA. Os Tribunais Regionais Eleitorais
são compostos:

a) de sete juízes de carreira eleitos pelo Tribunal de Justiça do respectivo Estado, para servirem por
dois anos.
b) de, no mínimo, sete juízes, sendo dois eleitos dentre desembargadores, três juízes de direito,
escolhidos pelo Tribunal de Justiça e, pelo menos, dois advogados indicados pelo Tribunal de Justiça
do respectivo Estado.
c) de sete membros, sendo dois desembargadores, dois juízes de direito, dois advogados e um
desembargador ou juiz federal.
d) de, pelo menos, sete membros, sendo, no mínimo, dois desembargadores, dois juízes de direito,
dois advogados e um desembargador ou juiz federal.

38. (TRE-BA - 2010 | Prova: CESPE) As juntas eleitorais não são órgãos da justiça eleitoral,
constituindo-se mera divisão regional realizada pelo juiz, que a preside.

( ) Verdadeito
( ) Falso

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39. (TRE-MA - Analista Judiciário - Área Administrativa / CESPE – 2009) Assinale a opção correta a
respeito da composição do TSE.

a) O advogado-geral da União integrará o TSE, caso seja indicado pelo presidente da República.
b) O advogado-geral da União integra o TSE, independentemente de indicação política.
c) Um juiz de trabalho de primeira instância faz parte do TSE por indicação do Tribunal Superior do
Trabalho.
d) Um advogado militante integrará o TSE mediante indicação do Superior Tribunal Militar.
e) O corregedor eleitoral do TSE será ministro oriundo do STJ.

40. (MPE-RO - 2008 - Promotor de Justiça | Prova: CESPE) Acerca da organização e do funcionamento
da justiça eleitoral e do Ministério Público Eleitoral, assinale a opção correta.

a) O procurador-geral da República acumula o cargo de procurador-geral eleitoral.


b) Juiz eleitoral irmão de candidato a vereador na circunscrição poderá permanecer no cargo caso
tenha sido nomeado antes da convenção partidária que indicou o candidato.
c) Advogado indicado pelo STF ocupará a vice-presidência do TSE.
d) Todos os tribunais eleitorais terão, no mínimo, um integrante indicado pelo MP.
e) O mandato dos juízes eleitorais, inclusive no TSE, é de três anos, vedada a recondução.

Alistamento eleitoral
O alistamento eleitoral é o meio pelo qual se permite ao cidadão o exercício dos direito políticos.
Entende-se por direitos políticos o conjunto de normas que disciplinam os meios necessários ao
exercício da soberania popular (plebiscito, referendo, iniciativa popular, voto e todas as implicações
deles decorrentes). Além de garantir esse direito ao eleitor, o alistamento propicia a organização de
todo o eleitorado nos sistemas da Justiça Eleitoral, facilitando, assim, o exercício do voto.

Prazos para o alistamento eleitoral


O alistamento eleitoral está sujeito a alguns prazos, não podendo ser feito a qualquer tempo. Deve
ser encerrado alguns dias antes das eleições e reaberto logo após.

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Encerra-se o alistamento eleitoral 150 dias antes das eleições (art. 91, Lei nº 9.504/1997 – LE), ou seja,
será possível realizar o alistamento até o 151º dia anterior às eleições, que geralmente ocorrerá
próximo a 4 de maio do ano das eleições. Reabre-se o alistamento em cada zona eleitoral logo que
estejam concluídos os trabalhos de apuração de sua junta eleitoral (art. 25 da Res. nº 21.538; e art.
70, CE).

Alistamento e voto obrigatórios


O alistamento eleitoral e o voto são obrigatórios para os alfabetizados entre 18 e 70 anos. O não
alistamento sujeita a pessoa a multa imposta pelo juiz eleitoral, a ser cobrada no ato da regularização
a situação eleitoral.

Entretanto, não se aplica a multa ao não alistado que requerer a inscrição eleitoral até o 151º dia
anterior à eleição subsequente à data em que completar 19 anos (art. 15 da Res. nº 21.538; c/c art. 8º
do CE). A pessoa que se encontra nessa condição e que não se alistar estará em atraso com a Justiça
Eleitoral apenas após completar 19 anos de idade. A legislação eleitoral flexibilizou esse prazo,
concedendo a oportunidade de o jovem alistar-se sem ônus até o encerramento do alistamento
eleitoral das próximas eleições, à data em que o alistando completa 19 anos de idade, pois não terá
havido prejuízo algum para sua vida política, visto que não terá deixado de votar em nenhuma eleição
para a qual estava obrigado.

Por fim, existe a situação do naturalizado, que deverá se alistar até um ano depois de adquirida sua
nacionalidade brasileira, sob pena de incorrer em multa eleitoral.

Alistamento e voto facultativos


O alistamento e o voto são facultativos para os analfabetos, para quem estiver entre 16 e 18 anos e
para os maiores de 70 anos de idade. O alistamento eleitoral do menor com 15 anos de idade é
facultativo, caso venha a completar 16 anos até a data das eleições, sendo que o título eleitoral
somente surtirá efeito após completados os 16 anos de idade (art. 14 da Res. nº 21.538/2003).

O alistamento do analfabeto
Quando o analfabeto deixar de sê-lo, deverá requerer sua inscrição eleitoral, não ficando sujeito a
multa (art. 8º do CE; c/c parágrafo único do art. 16 da Res. nº 21.538/2003).

O diretor, professor ou responsável pelo curso de alfabetização de adolescentes e de adultos


encaminhará o aluno que o concluir ao competente juiz eleitoral para obtenção do título de eleitor (§
1º, art. 1º, Lei nº 6.236/1975). O não encaminhamento sujeita o responsável a multa ou a suspensão
disciplinar de até 30 dias (art. 9º do CE; c/c § 2º do art. 1º da Lei nº 6.236/1975).

Alistamento vedado ou inalistáveis


O estrangeiro e o conscrito não podem se alistar. Considera-se conscrito quem estiver prestando
serviço militar obrigatório, o que inclui matriculados nos órgãos de formação de reserva, médicos,
dentistas, farmacêuticos e veterinários que prestam serviço militar inicial obrigatório.

No caso de o conscrito já estar alistado, ele deverá ficar impedido de votar (Res. 15.072/1989 e Res.
20.165/1998).
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Destaque-se que a inalistabilidade é fator impeditivo do exercício da cidadania.

Incapacidade civil e pessoa com deficiência


No caso de incapacidade civil absoluta, haverá a suspensão dos direitos políticos enquanto durar a
incapacidade, não podendo a pessoa se alistar como eleitor (art. 15, II, CF).

No caso de incapacidade civil relativa e de pessoa com deficiência, o alistamento eleitoral e o voto
são obrigatórios, pois não se pode excluí-los do exercício de seus direitos políticos, posto que não há
qualquer fator impeditivo.

Se o exercício das obrigações eleitorais vier a se tornar impossível ou excessivamente oneroso, a


pessoa com deficiência poderá requerer certidão de quitação com a Justiça Eleitoral com prazo de
validade indeterminado. A certidão não impede o alistamento nem o exercício do voto, não recaindo
sobre a pessoa com deficiência multa pelo não alistamento ou pela ausência à votação (art. 2º e 3º da
Res. nº 21.920/2004).

A pessoa com deficiência pode receber ajuda para votar, pois, entre o direito ao voto e o sigilo do
voto, prevalece o primeiro, podendo, inclusive, uma pessoa de confiança entrar junto na cabine de
votação para ajudá-la. No entanto, ela deve contar apenas com o auxílio NECESSÁRIO (Res. TSE nº
21.819/2004). De toda forma, não poderá auxiliar a pessoa com deficiência quem estiver a serviço da
Justiça Eleitoral, de partido político ou de candidato.

Existem seções eleitorais especiais adaptadas para receber pessoas com deficiência, em respeito ao
princípio da dignidade da pessoa humana. A Resolução TSE nº 21.008/2002 regulamenta a existência
dessas seções, que devem estar em local de fácil acesso, com estacionamento próximo e com
instalações sanitárias. Para ter direito de votar nessas seções, a pessoa com deficiência deverá solicitar
a transferência de seu título eleitoral para a seção especial até o encerramento do prazo para o
alistamento eleitoral (até o 151º dia anterior à eleição).

Alistamento eleitoral do indígena


A capacidade civil do índio está regulamentada em lei específica, o Estatuto do Índio – Lei nº
6.001/1973. De acordo com esse estatuto, eles estão sob a tutela da União por meio de órgão federal
de assistência aos silvícolas, a Fundação Nacional do Índio (Funai), até que se integrem à civilização
brasileira. Uma vez integrados, o alistamento eleitoral será obrigatório.

Considera-se integrado o índio que, cumulativamente, cumprir os seguintes requisitos: completar 18


anos, conhecer a língua portuguesa e tiver razoável entendimento sobre usos e costumes nacionais.

O índio não integrado não está obrigado a votar, e o índio integrado está obrigado a votar, conforme
jurisprudência do TSE:

Alistamento eleitoral. Exigências. São aplicáveis aos indígenas integrados,


reconhecidos no pleno exercício dos direitos civis, nos termos da legislação
especial (Estatuto do Índio), as exigências impostas para o alistamento
eleitoral, inclusive de comprovação de quitação do serviço militar ou de

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cumprimento de prestação alternativa. (Res. nº 20.806, de 15.5.2001, Rel.
Garcia Vieira)

No entanto, há posicionamentos doutrinários e jurisprudências mais recentes e mais flexíveis no


sentido de não exigir a completa integração do índio para permitir que ele se aliste, como, por
exemplo:

[...] Recepção. Constituição Federal. Artigo 5º, inciso II, do Código Eleitoral. -
Consoante o § 2º do artigo 14 da CF, a não alistabilidade como eleitores
somente é imputada aos estrangeiros e, durante o período do serviço militar
obrigatório, aos conscritos, observada, naturalmente, a vedação que se
impõe em face da incapacidade absoluta nos termos da lei civil. - Sendo o
voto obrigatório para os brasileiros maiores de 18 anos, ressalvada a
facultatividade de que cuida o inciso II do § 1º do artigo 14 da CF, não há
como entender recepcionado preceito de lei, mesmo de índole
complementar à Carta Magna, que imponha restrição ao que a norma
superior hierárquica não estabelece. - Vedado impor qualquer empecilho ao
alistamento eleitoral que não esteja previsto na Lei Maior, por caracterizar
restrição indevida a direito político, há que afirmar a inexigibilidade de
fluência da língua pátria para que o indígena ainda sob tutela e o brasileiro
possam alistar-se eleitores. - Declarada a não recepção do art. 5º, inciso II,
do Código Eleitoral pela Constituição Federal de 1988. (Res. nº 23.274, de
1º.6.2010, Rel. Min. Fernando Gonçalves)

Portanto, deve-se ter o cuidado de não adotar posicionamentos muito rígidos quanto ao alistamento
de indígenas.

Questões

01. (2016. CESPE. Delegado de Polícia) Com relação ao alistamento eleitoral, assinale a opção correta
à luz do Código Eleitoral.

a) Em razão do princípio da competência privativa dos juízes eleitorais e do princípio da vinculação do


processo eleitoral, no caso de perda ou extravio do título de eleitor, a sua segunda via deverá ser
requerida junto ao juiz da zona eleitoral em que o eleitor estiver inscrito.
b) Caso o eleitor mude de domicílio, ele poderá requerer a transferência de seu título, desde que
observado o tempo mínimo de residência no novo domicílio e o cumprimento da exigência de ter
votado em, pelo menos, uma eleição, no caso de inscrição primitiva.
c) O código eleitoral elenca as causas de cancelamento da inscrição eleitoral; a ocorrência de uma
dessas causas gerará a exclusão do eleitor, que poderá votar de forma válida até que se processe a
sua exclusão.
d) No alistamento eleitoral, será considerado o domicílio eleitoral do cidadão qualificado e inscrito o
lugar onde sua residência tiver sido estabelecida com ânimo definitivo.
e) O eleitor ficará vinculado permanentemente à seção eleitoral indicada no seu título.

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02. (2016. CESPE. Delegado de Polícia) Com relação ao alistamento eleitoral, à transferência de
domicílio eleitoral, à segunda via da inscrição e ao título eleitoral, assinale a opção correta à luz da
Resolução n.º 21.538/2003 do TSE.

a) Caso o título de eleitor seja inutilizado ou dilacerado, o eleitor poderá, pessoalmente ou por meio
de procurador nomeado, requerer junto ao cartório eleitoral competente a expedição de segunda via.
b) Requerimento de inscrição eleitoral ou de transferência não será recebido no prazo de cento e
cinquenta dias que antecedem a data da eleição.
c) Nas hipóteses de transferência, de revisão ou de emissão de segunda via do título eleitoral, a data
de emissão do título será a data de inscrição originária do alistamento do eleitor junto ao cartório
eleitoral competente.
d) A pena de multa será aplicada a não alistado maior de dezoito anos que tenha requerido sua
inscrição eleitoral após completar a referida idade.
e) Caso o juiz eleitoral defira o pedido de transferência de domicílio eleitoral de determinado eleitor,
o MP Eleitoral terá competência exclusiva para recorrer junto ao tribunal regional eleitoral, no prazo
legal, após a sua intimação.

03. (2016. CESPE. Delegado de Polícia) Com relação a acesso às informações constantes de cadastro,
restrição de direitos políticos, revisão do eleitorado e justificação do não comparecimento à eleição,
assinale a opção correta à luz da Resolução n.º 21.538/2003 do TSE.

a) No caso de perda dos direitos políticos, serão considerados documentos hábeis para comprovar a
reaquisição ou o restabelecimento de direitos políticos o decreto ou a portaria.
b) Informações de caráter personalizado constantes do cadastro eleitoral poderão ser fornecidas a
qualquer cidadão, em razão do princípio eleitoral da publicidade das inscrições dos eleitores.
c) No caso de fraude no alistamento dos eleitores de determinada zona eleitoral de um município,
caberá ao juiz presidente da junta eleitoral da comarca, em razão da sua competência, a realização de
correição e revisão do eleitorado.
d) O juiz eleitoral deverá, em regra, realizar a revisão do eleitorado do município ou da zona de sua
competência, no ano de realização do processo eleitoral, para garantir maior segurança jurídica ao
pleito.
e) O eleitor que deixar de votar devido ao fato de estar residindo, no dia do pleito, no exterior deverá
justificar a sua ausência, dentro do prazo legal, perante a embaixada do Brasil estabelecida no país
onde se encontrar, sob pena de incidência de multa eleitoral.

04. (2016. VUNESP. Câmara Municipal de Poá – SP. Procurador Jurídico) Quando o filiado pretende
desligar-se do partido político, é necessário:

a) comunicar ao partido a falta de interesse na filiação, sem demais formalidades.


b) deixar de pagar sua contribuição partidária por três meses consecutivos, independentemente de
outras formalidades.
c) deixar de comparecer a três assembleias ordinárias ou extraordinárias, o que acarreta sua
desfiliação tácita.
d) comunicar por escrito ao órgão de direção municipal e ao Juiz Eleitoral da Zona em que for inscrito.
e) protocolizar pedido de desfiliação partidária junto ao órgão estadual de direção.
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05. (2016. CESPE. TRE-PI. Técnico Judiciário – Administrativa) No que se refere ao voto, ao
alistamento eleitoral, aos órgãos da justiça eleitoral, bem como à composição desses órgãos, assinale
a opção correta.

a) O voto para a escolha dos indicados pelo Supremo Tribunal Federal para compor o Tribunal Superior
Eleitoral é direto e aberto, dado o princípio da publicidade eleitoral, que veda a adoção de medidas
sigilosas.
b) O Tribunal Superior Eleitoral é composto por seis magistrados de notório saber jurídico indicados
pelo Supremo Tribunal Federal.
c) Os juízes eleitorais são considerados órgãos da justiça eleitoral.
d) O eleitor que, por qualquer motivo, extraviar a via do seu título eleitoral poderá requerer às juntas
eleitorais a expedição de novo documento, desde que o faça até quarenta e oito horas antes do pleito.
e) É obrigatório o alistamento eleitoral dos analfabetos, visto que todos são iguais perante a lei,
conforme a Constituição Federal de 1988.

06. (2016. CESPE. TRE-PI. Técnico Judiciário – Administrativa) Considerando as normas que regem o
processo eleitoral, assinale a opção correta.

a) Por ocasião do alistamento, é indispensável a definição do domicílio do eleitor, faculdade


pertencente à justiça eleitoral quando o cidadão informar mais de um endereço residencial. Nesse
caso, a justiça eleitoral atribuirá ao eleitor o domicílio eleitoral cujo imóvel represente maior valor
venal.
b) O alistamento eleitoral não pode ser objeto de indeferimento, devendo o técnico judiciário, a quem
compete expedi-lo, requerer ao analista judiciário ou à autoridade superior da justiça eleitoral a
utilização do instituto da diligência em casos de dúvidas materiais.
c) Embora o alistamento eleitoral seja facultativo para os menores de dezoito anos de idade e maiores
de dezesseis anos de idade, no caso dos menores emancipados em razão do exercício de atividade
empresarial ou de casamento civil, a faculdade transmuta-se em obrigação perante a justiça eleitoral.
d) Constitui causa para o cancelamento do título eleitoral de cidadãos maiores de dezoito anos de
idade e menores de setenta anos de idade a situação de irregularidade perante a justiça eleitoral,
decorrente de inadimplência relativa a pagamento de multa por não terem votado nem justificado a
ausência em três eleições consecutivas.
e) Cancelado o título eleitoral, o cidadão deve aguardar o prazo mínimo de cinco anos para requerer
nova inscrição à justiça eleitoral, ainda que cessadas as causas que geraram o respectivo
cancelamento.

07. (2016. VUNESP. Prefeitura de Rosana – SP. Procurador do Município) Sobre o alistamento
eleitoral, é correto afirmar que:

a) podem alistar-se os eleitores que estejam privados temporariamente dos direitos políticos, os
analfabetos, os maiores de setenta anos e os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos.
b) para efeito da inscrição do eleitor considera-se domicílio eleitoral o lugar de residência ou moradia
do requerente e verificando-se ter o alistando mais de uma, considera-se como domicílio somente
uma delas.
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c) não podem alistar-se como eleitores os estrangeiros podendo, entretanto, os conscritos durante o
período do serviço militar obrigatório.
d) os partidos políticos, por seus delegados, podem promover a exclusão de qualquer eleitor inscrito
ilegalmente, vedada a defesa do eleitor cuja exclusão esteja sendo promovida.
e) a suspensão ou perda dos direitos políticos e a pluralidade de inscrição acarretaram a exclusão do
eleitor e podem ser promovidas ex officio, a requerimento de delegado de partido ou de qualquer
eleitor.

08. (2015. CESPE. TRE-RS. Técnico Judiciário – Administrativa) A respeito do sistema eleitoral
brasileiro, assinale a opção correta.

a) O princípio da moralidade eleitoral exige dos candidatos a prestação de contas uniforme, sem
previsão de prestação simplificada, independentemente do valor movimentado em seu processo
eleitoral.
b) O voto e o alistamento eleitoral são obrigatórios a todo cidadão brasileiro alfabetizado, em pleno
gozo de saúde física e mental, que se encontre em seu domicílio eleitoral.
c) As eleições presidenciais fundamentam-se no princípio da isonomia da concorrência, não
diferenciando o peso dos votos dos eleitores brasileiros.
d) Adotam-se no Brasil o caráter sigiloso (secreto) do voto, o pluripartidarismo e o sufrágio restrito e
diferenciado.
e) O partido político detém autonomia para definir em que município será instalada sua sede, sua
estrutura interna, sua organização, seu funcionamento e demais cláusulas.

09. (2015. CESPE. TRE-RS. Técnico Judiciário – Administrativa) As eleições para prefeitos, vice-
prefeitos e vereadores aproximam-se. Em determinado município, de acordo com a última pesquisa
do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na data das eleições, haverá pouco menos de
vinte e seis mil eleitores alistados. Considerando que a presente situação hipotética se concretize,
assinale a opção correta.

a) Os partidos de candidatos a vereadores têm a prerrogativa de coligarem-se para o registro de


candidatos comuns, desde que pelo menos três partidos queiram fazê-lo.
b) As eleições para prefeitos e vice-prefeitos têm de ser obrigatoriamente realizadas na mesma data.
Entretanto, não estão vinculadas ao sufrágio simultâneo para a escolha dos vereadores.
c) Ao final da apuração, serão considerados vencedores das eleições aqueles candidatos a prefeito e
vice-prefeito que auferirem a maioria dos votos válidos, desconsiderando-se os brancos e nulos, desde
que ao menos 50% mais um dos eleitores alistados exerçam efetivamente o ato de votar.
d) Nas eleições para prefeito e vice-prefeito do referido município, o número de eleitores alistados
em nada interfere no procedimento eleitoral, sendo que, se o prefeito obtiver a maioria dos votos
entre seus concorrentes, representará, de modo irretratável, sua eleição e a do vice-prefeito com ele
registrado.
e) Para concorrer às eleições, os vereadores deverão possuir domicílio eleitoral e filiação partidária
deferida na respectiva circunscrição há pelo menos seis meses antes das eleições.

10. (2015. CESPE. TRE-MT. Analista Judiciário – Judiciária) Cada uma das próximas opções apresenta
uma situação hipotética seguida de uma assertiva a ser julgada com base nas disposições
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constitucionais relativas aos direitos políticos e aos partidos políticos. Assinale a opção em que a
assertiva está correta.

a) Situação hipotética: Um prefeito e sua esposa, vereadora, ambos da mesma circunscrição municipal
e no último ano de seus mandatos, estão considerando a possibilidade de concorrerem a outros cargos
eletivos no próximo pleito eleitoral. Assertiva: Nessa situação, caso o prefeito resolva concorrer à
reeleição, sua esposa ficará inelegível.
b) Situação hipotética: O partido político Y, com base na alegação de existência de indícios de abuso
de poder econômico, propôs, no prazo legal, ação de impugnação de mandato eletivo em desfavor de
um prefeito. Assertiva: Nessa situação, a ação proposta deve tramitar em segredo de justiça, e o
partido Y pode ser responsabilizado caso fique comprovado ser a lide temerária.
c) Situação hipotética: Em ano de eleições para governador e presidente da República, os partidos
políticos se uniram em diferentes coligações, e cada uma lançou a candidatura de um político
específico à Presidência. Assertiva: Nessa situação, as coligações formadas em nível nacional devem
se repetir nos estados, no que se refere às eleições a governador, em razão do princípio da
verticalização.
d) Situação hipotética: Jair, analfabeto, assim que completou dezoito anos de idade, foi a um cartório
eleitoral para saber como poderia se registrar como eleitor. Lá, foi atendido por uma servidora, Lúcia.
Assertiva: Nessa situação, Lúcia deverá informar a Jair que, como ele já tem dezoito anos de idade,
seu alistamento eleitoral será obrigatório.
e) Situação hipotética: Jairo, governador de estado, no último ano de seu primeiro mandato, está
avaliando a possibilidade de se candidatar ou à reeleição ou ao cargo de senador. Assertiva: Nessa
situação, as duas opções que Jairo está considerando exigem sua renúncia ao seu cargo atual pelo
menos seis meses antes do pleito.

11. (2015. CESPE. TRE-MT. Analista Judiciário – Judiciária) De acordo com a legislação referente ao
alistamento eleitoral, ao voto e aos delegados dos partidos políticos, assinale a opção correta.

a) Na revisão do eleitorado, em cada zona eleitoral, que deve ocorrer no momento da migração para
o alistamento eleitoral mediante processamento eletrônico de dados, devem ser anistiados eventuais
débitos dos eleitores por falta com a justiça eleitoral.
b) No ano em que se realizarem eleições, deve ocorrer o alistamento facultativo dos menores que
completarem dezesseis anos de idade até o primeiro dia do ano eleitoral.
c) O eleitor no exterior que não tiver votado na última eleição nem efetuado o pagamento da multa
devida fica impedido de renovar o passaporte até que realize o pagamento dessa multa.
d) Os delegados nomeados por cada partido têm as atribuições de acompanhar os processos de
alistamento eleitoral e de instruir os membros das mesas receptoras sobre as suas funções.
e) No processo de alistamento eleitoral, se seu pedido de inscrição for indeferido, o alistando pode
interpor recurso e, se este for deferido, qualquer eleitor que houver comprovadamente observado
irregularidades no ato de inscrição tem legitimidade para recorrer do deferimento.

12. (2015. CESPE. TRE-MT. Técnico Judiciário – Administrativa) No que se refere ao alistamento
eleitoral, assinale a opção correta.

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a) A competência exclusiva para requerer o cancelamento do título eleitoral de um cidadão e a
consequente exclusão desse eleitor é do delegado de partido que verificar a ocorrência de uma das
causas legais de cancelamento do título ou que for dela informado por qualquer interessado.
b) Se houver indícios de fraude no alistamento de uma zona eleitoral, caberá ao TSE, em razão da sua
competência exclusiva, realizar a correição, e, caso sejam constatadas irregularidades, determinar a
imediata revisão do eleitorado.
c) A seção eleitoral indicada no título vincula permanentemente o eleitor, salvo se houver
transferência de zona ou de município ou se, até o prazo legal antes da eleição, o eleitor provar ao juiz
eleitoral que mudou de residência dentro do mesmo município, de um distrito para outro ou para
outro lugar muito distante da seção em que estava inscrito.
d) Caso o juiz eleitoral competente, em despacho fundamentado, indefira o requerimento de
alistamento, o alistado e o delegado de partido poderão interpor recurso junto ao TRE do estado com
o fim de obter a reforma da decisão.
e) Um eleitor que estiver fora de seu domicílio eleitoral deve ir ao município de sua zona eleitoral para
requerer a segunda via do seu título eleitoral e poder exercer seu direito de voto.

13. (2015. FCC. TRE-PB. Técnico Judiciário - Área Administrativa) De acordo com a Lei nº 9.504/1997,

a) é permitido a qualquer candidato comparecer, nos três meses que antecedem o pleito, à
inauguração de obras públicas.
b) as emissoras de rádio e televisão não terão direito à compensação fiscal pela cedência do horário
gratuito previsto na lei.
c) a contratação de pessoal por candidatos a Vice-Presidente e Vice-Governador não é, para todos os
efeitos, contabilizada como contratação pelo titular e a contratação por partidos não fica vinculada
aos limites impostos aos seus candidatos.
d) nenhum requerimento de inscrição eleitoral ou de transferência será recebido dentro dos cento e
cinquenta dias anteriores à data da eleição.
e) nos três meses que antecedem as eleições é permitida, nas inaugurações, a contratação de shows
artísticos pagos com recursos públicos.

14. (2015. FCC. TRE-PB. Técnico Judiciário - Área Administrativa) Brutus completou dezoito anos de
idade e formalizou requerimento de inscrição eleitoral, que foi deferido pelo Juiz Eleitoral. Dessa
decisão

a) cabe recurso de qualquer delegado de partido político.


b) não cabe recurso.
c) cabe recurso de qualquer eleitor.
d) cabe recurso de qualquer candidato.
e) cabe recurso de qualquer ocupante de cargo eletivo.

15. 2015. FCC. TRE-SP. Analista Judiciário - Área Judiciária) Considere:

I. Prova de quitação com a Justiça Eleitoral.


II. Transcurso de, pelo menos, um ano do alistamento ou da última transferência.

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III. Residência mínima de três meses no novo domicílio, declarada, sob as penas da lei, pelo próprio
eleitor.

Aplica-se à transferência de título eleitoral de funcionário público civil estadual que foi removido para
outro domicílio o disposto APENAS em

a) II.
b) I e II.
c) I e III.
d) II e III.
e) I.

16. (2015. IESES. TRE-MA. Técnico Judiciário – Administrativo) O Tribunal Regional Eleitoral do
Maranhão, tomou conhecimento através de seu fichário, da inscrição do mesmo eleitor em mais de
uma zona sob sua jurisdição. Diante disso, deverá comunicar tal fato ao juiz competente para o
cancelamento da inscrição, que de preferência deverá recair:

a) Naquela cujo título não haja sido entregue ao eleitor.


b) Na inscrição que corresponda ao domicílio eleitoral.
c) Na mais recente.
d) Naquela cujo título haja sido utilizado para o exercício do voto na última eleição.

17. (2015. IESES. TRE-MA. Técnico Judiciário – Administrativo) Tício é servidor público civil e residia
em São Luís, cidade onde votava. Contudo, foi transferido para a cidade de Imperatriz. Para ser
admitida a transferência de título eleitoral, Tício deve satisfazer a(s) seguinte(s) exigência(s):

a) Recebimento do pedido no cartório eleitoral do novo domicílio no prazo estabelecido pela


legislação vigente; transcurso de, pelo menos, um ano do alistamento ou da última transferência;
residência mínima de três meses no novo domicílio, declarada, sob as penas da lei, pelo próprio
eleitor.

b) Recebimento do pedido no cartório eleitoral do novo domicílio no prazo estabelecido pela


legislação vigente e prova de quitação com a Justiça Eleitoral.
c) Transcurso de, pelo menos, um ano do alistamento ou da última transferência; residência mínima
de três meses no novo domicílio, declarada, sob as penas da lei, pelo próprio eleitor.
d) Prova de quitação com a Justiça Eleitoral; recebimento do pedido no cartório eleitoral do novo
domicílio no prazo estabelecido pela legislação vigente; transcurso de, pelo menos, um ano do
alistamento ou da última transferência; residência mínima de três meses no novo domicílio, declarada,
sob as penas da lei, pelo próprio eleitor.

18. (2015. IESES. TRE-MA. Técnico Judiciário – Administrativo) O empregado mediante comunicação
com ____________ horas de antecedência, poderá deixar de comparecer ao serviço, sem prejuízo do
salário e por tempo não excedente a ____________, para o fim de se alistar eleitor ou requerer
transferência.

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a) 24 (vinte e quatro) / 2 (dois) dias.
b) 24 (vinte e quatro) / 1 (um) dia.
c) 48 (quarenta e oito) / 2 (dois) dias.
d) 48 (quarenta e oito) / 1 (um) dia.

19. (2015. IESES. TRE-MA. Analista Judiciário – Administrativa) Em relação ao alistamento eleitoral
assinale a alternativa INCORRETA:

a) Para o efeito da inscrição, é domicílio eleitoral o lugar de residência ou moradia do requerente, e,


verificado ter o alistando mais de uma, considerar-se-á domicílio qualquer delas.
b) O alistamento se faz mediante a qualificação e inscrição do eleitor.
c) O alistamento eleitoral obrigatório é previsto na legislação, sendo que estão nesta categoria os
maiores de 18 e menores de 70.
d) O alistamento eleitoral facultativo é previsto na legislação, sendo que estão nesta categoria os
maiores de 16 e menores de 18, os maiores de 70, os analfabetos e os conscritos.

20. (2015. AOCP. TRE-AC. Analista Judiciário - Área Judiciária) São exigências para a transferência de
título eleitoral (excluídos os casos de transferência ou remoção de servidor público civil, militar,
autárquico ou de membro de sua família), EXCETO:

a) o recebimento do pedido no cartório eleitoral do novo domicílio no prazo estabelecido pela


legislação vigente.
b) o transcurso de, pelo menos, um ano do alistamento ou da última transferência.
c) a residência mínima de três meses no novo domicilio, declarada, sob as penas da lei, pelo próprio
eleitor.
d) não ter faltado, sem justificativa, à convocação de mesário nas últimas duas eleições.
e) a prova de quitação com a Justiça Eleitoral.

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CONDIÇÕES DE ELEGIBILIDADE E HIPÓTESES DE INELEGIBILIDADE / REGISTRO DAS CANDIDATURAS

1. OBJETIVO:
Esta cartilha tem por objetivo auxiliar os partidos políticos e candidatos, nos procedimentos relativos
ao registro das candidaturas no pleito de 2016, visando facilitar e aprimorar a apresentação dos
pedidos de registro, dinamizar a execução dos trabalhos, e prevenir medidas que possam inviabilizar
uma candidatura.

2. LEGISLAÇÃO BÁSICA A SER OBSERVADA:


Constituição Federal de 1988 (condições de elegibilidade, hipóteses de inelegibilidade e reeleição);

Lei Complementar n° 64, de 18.5.1990, que estabelece casos de inelegibilidade, prazos de cessação e
determina outras providências;

Lei Complementar nº 135, de 4.6.2010, que estabelece, de acordo com o § 9º do art. 14 da CF, casos
de inelegibilidade, prazos de cessação e determina outras providências, para incluir hipóteses de
inelegibilidade que visam a proteger a probidade administrativa e a moralidade no exercício do
mandato, alterando dispositivos da Lei Complementar nº 64/90;

Código Eleitoral (Lei n° 4.737, de 15.7.1965) e Lei n° 9.504, de 30.9.1997, que estabelece normas para
as eleições, com as mudanças informadas pela Lei 13.165/15;

Lei n° 9.096, de 19.9.1995, que dispõe sobre os partidos políticos, regulamenta os arts. 17 e 14, § 3º,
inciso V, da Constituição Federal, com as mudanças informadas pela Lei 13.165/15;

Resolução TSE n° 23.450, de 10.11.2015, que aprova a Instrução nº 525-51.2015.6.00.0000, dispondo


sobre o Calendário Eleitoral (Eleições de 2016);

Resolução TSE n° 23.455, de 15.12.2015, que aprova a Instrução nº 535-95.2015.6.00.0000, dispondo


sobre a escolha e o registro de candidatos nas eleições de 2016;

Resolução TSE nº 23.465, de 17.12.2015, que aprova a Instrução nº 3 (750-72.1995.6.00.0000),


disciplinando a criação, organização, fusão, incorporação e extinção de partidos políticos;
Resolução do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro nº 933/15, de 18 de dezembro de 2015,
que designou Juízos Eleitorais para registro de pesquisas eleitorais e de candidaturas, as
representações a eles pertinentes, bem como pela totalização de resultados e diplomação, nos
municípios com mais de uma Zona Eleitoral, nas Eleições de 2016, no Estado do Rio de Janeiro,
alterada pelo Ato GP Nº 77/2016, de 18 de fevereiro de 2016.

Estatuto Partidário ou, na hipótese de omissão no Estatuto, as normas estabelecidas pelo órgão de
direção nacional do partido, relativas à realização das convenções para a escolha e substituição de
candidatos e para a formação de coligações, publicadas no Diário Oficial da União até 5.4.2016 e
encaminhadas ao TSE antes da realização das convenções.

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3. CARGOS DISPUTADOS NAS ELEIÇÕES DE 2016:
Eleições Majoritárias: Prefeito e Vice-Prefeito.
Eleições Proporcionais: Vereadores.

4. CONDIÇÕES DE ELEGIBILIDADE:
O candidato que pretende investidura em cargo eletivo nas Eleições de 2016 deve preencher os
seguintes requisitos:
a) Nacionalidade brasileira;
b) O pleno exercício dos direitos políticos;
c) O alistamento eleitoral;
d) O domicílio eleitoral na circunscrição, no mínimo desde 2 de outubro de 2015;
e) A filiação partidária deferida pelo partido desde 2 de abril de 2016, podendo o estatuto partidário
estabelecer prazo superior;

OBS: A idade mínima constitucionalmente estabelecida como condição de elegibilidade é verificada


tendo como referência a data da posse, salvo quando fixada em dezoito anos, hipótese que será
aferida no dia 15 de agosto de 2016.

5. QUEM NÃO PODE SER CANDIDATO:


Aquele que não preencher as condições de elegibilidade acima descritas e os inelegíveis não poderão
ser candidatos.

São inelegíveis:
a) Os inalistáveis e os analfabetos;
b) No território de jurisdição do titular, o cônjuge e os parentes consangüíneos ou afins, até o segundo
grau ou por adoção, do presidente da república, de governador de Estado ou do Distrito Federal, de
prefeito ou de quem os haja substituído dentro dos seis meses anteriores ao pleito, salvo se já titular
de mandato eletivo e candidato à reeleição;
c) Os que se enquadrem nas hipóteses previstas na Lei Complementar nº 64/1990.

OBS: As condições de elegibilidade e as causas de inelegibilidade devem ser aferidas no momento da


formalização do pedido de registro da candidatura, ressalvadas as alterações, fáticas ou jurídicas,
supervenientes ao registro que afastem a inelegibilidade (Lei nº 9.504/97, art. 11, § 10 e Resolução
TSE n° 23.455/2015, art. 27, § 12). Essas ressalvas também se aplicam às hipóteses em que seja
afastada a ausência de condições de elegibilidade (Resolução TSE n° 23.455/2015, art. 27, § 13).

6. INCOMPATIBILIDADE PARA SER CANDIDATO: DESINCOMPATIBILIZAÇÃO


A Lei Complementar 64/90 estabelece diversos prazos de afastamento de atividades para concorrer
às eleições, sob pena de inelegibilidade. Assim, desincompatibilizar-se significa afastar, interromper o
exercício de um cargo ou função para se tornar elegível.

Os artigos 13 e 14 da Resolução TSE nº 23.455/2015 estabelecem:

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“Art. 13. Os Prefeitos e quem os houverem sucedido ou substituído no curso dos
mandatos poderão concorrer à reeleição para um único período subsequente
(Constituição Federal, art. 14, § 5º).
Parágrafo único. O Prefeito reeleito não poderá candidatar-se ao mesmo cargo, nem
ao cargo de Vice, para mandato consecutivo no mesmo Município (Resolução nº
22.005/2005).

Art. 14 Para concorrerem a outros cargos, o Presidente da República, os


Governadores de Estado e do Distrito Federal e os Prefeitos devem renunciar aos
respectivos mandatos até seis meses antes do pleito (Constituição Federal, art. 14, §
6º).”

Os servidores públicos, empregados das empresas públicas, sociedades de economia mista e


fundações mantidas pelo poder público, bem como os detentores de cargo em comissão no serviço
público devem se afastar de suas atividades com antecedência mínima de 3 (três) meses da data da
eleição. (Confira outros prazos específicos na Lei Complementar 64/90).

Os prazos de desincompatibilização poderão ser consultados no endereço


http://www.tse.jus.br/jurisprudencia/prazo-de-desincompatibilizacao.

Para comprovar o afastamento (prova de desincompatibilidade), é necessário apresentar ao juízo


eleitoral, por ocasião da apresentação do pedido de candidatura, documento assinado pelo candidato
comunicando ao seu órgão ou entidade que estará se afastando das atividades durante todo o período
exigido pela lei. Deve constar carimbo de recebimento ou protocolo com data anterior ao início do
período de afastamento.

7. PARTIDO POLÍTICO:
Só participará das eleições de 2016 o partido que tiver o seu Estatuto registrado no Tribunal Superior
Eleitoral até 2 de outubro de 2015, e tenha até a data da convenção, órgão de direção constituído
no município, devidamente anotado no Tribunal Regional Eleitoral.

8. COLIGAÇÕES:
É o agrupamento de dois ou mais partidos com o objetivo de atuar na disputa eleitoral. Os partidos
políticos, dentro da mesma circunscrição, podem celebrar coligações para eleições majoritárias,
proporcionais, ou para ambas, podendo neste caso, formar-se mais de uma coligação para a eleição
proporcional dentre os partidos que integram a coligação para o pleito majoritário. O que não pode é
partidos adversários na coligação majoritária coligarem-se na proporcional.

A coligação terá denominação própria e poderá ser a junção de todas as siglas dos partidos políticos
que a integram, devendo funcionar como um só partido político no relacionamento com a Justiça
Eleitoral. A denominação da coligação não poderá coincidir, incluir ou fazer referência a nome ou
número de candidato, nem conter pedido de voto para partido político.

A coligação é representada perante a Justiça Eleitoral pelo representante ou por até três delegados
designados pelos partidos políticos que integram a coligação, que terão atribuições equivalentes às
de presidente de partido político.
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9. CONVENÇÕES PARTIDÁRIAS:
As convenções partidárias no Estado, que ocorrem no período de 20 de julho a 5 de agosto de 2016,
objetivam decidir sobre a formação ou não de coligação, os cargos que o partido disputará, a escolha
dos candidatos às eleições majoritárias e/ ou proporcionais, sorteio dos números dos candidatos e a
escolha de representantes e/ou delegados, obedecidas às normas estabelecidas no estatuto
partidário, lavrando-se a respectiva ata e lista de presença, em livro aberto e rubricado pela Justiça
Eleitoral.

Não havendo previsão estatutária para a escolha e substituição dos candidatos e para formação de
coligações, o órgão de direção nacional estabelecerá as normas e as publicará no Diário oficial da
União até 5 de abril de 2016 e encaminhará ao TSE, antes da realização das convenções.

NOVIDADE: A ata da convenção, digitada e assinada em duas vias, deverá ser encaminhada ao Juízo
Eleitoral, em vinte e quatro horas após a realização da convenção para que seja publicada e
arquivada em cartório, para integrar os autos de registro de candidatura.

O livro de registro da ata de convenção poderá ser requerido pelo juízo eleitoral para conferência e
veracidade das atas apresentadas.

As convenções partidárias poderão ser realizadas em prédios particulares ou públicos. No caso de


prédios públicos, deverá ser comunicada por escrito ao responsável pelo local, com antecedência
mínima de 72 horas, a intenção de realizar ali a convenção, responsabilizando-se por quaisquer danos
causados em decorrência de sua realização. Na hipótese de coincidência de datas, será observada a
ordem de protocolo da comunicação.

O Órgão de Direção Nacional do partido, quando a convenção partidária de nível inferior se opuser às
diretrizes legitimamente estabelecidas pelo órgão de direção nacional, nos termos do respectivo
estatuto, poderá anular a deliberação e os atos decorrentes da convenção, devendo ser comunicada
aos Juízes Eleitorais até 14 de setembro de 2016. Se da anulação for necessário à escolha de novos
candidatos, o pedido de registro deverá ser apresentado à Justiça Eleitoral nos 10 dias subseqüentes
à anulação.

10. IDENTIFICAÇÃO DOS CANDIDATOS E DAS LEGENDAS PARTIDÁRIAS:


Os números são escolhidos em convenção. Aos partidos políticos fica assegurado o direito de manter
os números atribuídos à sua legenda na eleição anterior, e aos candidatos, nesta hipótese, o direito
de manter os números que lhe foram atribuídos na eleição anterior, para o mesmo cargo.

A identificação dos números dos candidatos será feita, para o cargo de prefeito, com o número
identificador do partido político ao qual estiverem filiados. Para os candidatos ao cargo de vereador,
com o número do partido ao qual estiverem filiados, acrescidos de três algarismos à direita.

Os candidatos de coligações, na eleição majoritária, serão registrados com o número da legenda do


candidato a prefeito e, na eleição proporcional, com o número da legenda do respectivo partido,
acrescido do número que lhes couber.

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11. NÚMERO DE CANDIDATOS QUE PODEM SER REGISTRADOS:
Não é permitido registro de um mesmo candidato para mais de um cargo eletivo.

Cada partido ou coligação poderá requerer registro de um candidato a Prefeito e de seu vice.

NOVIDADE: Cada partido político ou coligação poderá requerer o registro de candidatos para a
Câmara Municipal até 150 por cento do número de lugares a preencher. Nos municípios de até 100
mil eleitores, cada coligação poderá registrar candidatos no total de até 200 por cento do número
de lugares a preencher. Neste cálculo será sempre desprezada a fração, se inferior a meio, e igualada
a um, se igual ou superior.

Assim, pela nova regra, no Município do Rio de Janeiro, por exemplo, cada partido ou coligação poderá
registrar 77 candidatos a vereador.

Do número de vagas requeridas, cada partido ou coligação preencherá o mínimo de trinta por cento
e o máximo de setenta por cento de candidaturas de cada sexo. Neste cálculo, qualquer fração
resultante será igualada a um no cálculo do percentual mínimo estabelecido para um dos sexos e
desprezada no cálculo das vagas resultantes para o outro sexo.

51 x 150% = 76,5 = 77 registros

Assim, no Município do Rio de Janeiro o cálculo será:

Percentual mínimo: 77 x 30% = 23,1 = 24 registros


Percentual máximo: 77 x 70% = 53,9 = 53 registros

IMPORTANTE: O cálculo dos percentuais de candidatos para cada sexo será sempre efetuado com
base no número de candidaturas efetivamente requeridas pelo partido ou coligação e deverá sempre
ser observado nos casos de vagas remanescentes ou de substituição, ficando o deferimento do DRAP
condicionado ao atendimento desse percentual.

12. PRAZO PARA REQUERER O PEDIDO DE REGISTRO DE CANDIDATURA:


A partir da realização das convenções os partidos ou coligações poderão apresentar os seus pedidos
de registro ao juízo eleitoral competente.

Pedido Coletivo: Os partidos e as coligações solicitarão ao Juízo Eleitoral competente, até às 19 horas
do dia 15.8.2016, o registro de seus candidatos (art. 21, da Resolução TSE nº 23.455/2015).

Pedido Individual: Na hipótese do partido político ou da coligação não requerer o registro de seus
candidatos, estes poderão fazê-lo, individualmente, no prazo máximo de 48 horas seguintes à
publicação da lista dos candidatos pelo Juízo Eleitoral competente para receber e processar os pedidos
de registro, desde que escolhidos em convenção (arts. 28 e 34, § 2º, inciso I, da Resolução TSE nº
23.455/2015).

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Pedido em Vaga Remanescente: No caso de a convenção municipal não indicar o número máximo de
candidatos a vereador, o órgão de direção do respectivo partido político poderá preencher as vagas
remanescentes, requerendo o registro até 2.9.2016, observados os limites mínimo e máximo para
candidaturas de cada sexo (art. 20, §§ 5º e 7º, da Resolução TSE nº 23.455/2015).

Pedido de Substituição: É permitida a substituição de candidato da eleição majoritária ou


proporcional até 20 dias antes do pleito, exceto no caso de falecimento, quando poderá ser efetivada
após esse prazo, devendo o pedido de registro ser requerido até 10 dias contados do fato ou da
notificação do partido da decisão judicial que deu origem à substituição (Resolução TSE nº
23.455/2015, art. 67, §§ 1º e 3º). Segundo o Calendário Eleitoral das Eleições de 2016 (Resolução TSE
nº 23.450/2015), 20 dias antes do pleito corresponde ao dia 12.09.2016.

13. JUÍZO COMPETENTE:


Os candidatos aos cargos de Prefeito, Vice-Prefeito e Vereador serão registrados nos Juízos Eleitorais,
conforme determina o art. 89, inciso III, do Código Eleitoral.

Nos municípios onde houver mais de uma Zona Eleitoral, será competente para o registro de
candidatos o juiz eleitoral designado pelo Tribunal Regional Eleitoral, podendo ser designado mais de
um para o processamento dos registros de candidaturas (art. 21, § 2º, da Resolução TSE nº
23.455/2015). III

A Resolução TRE/RJ nº 933/2015, de 18 de dezembro de 2015, alterada pelo Ato GP nº 77/2016, 16


de fevereiro de 2016, designou os Juízos Eleitorais responsáveis pelo registro de candidatura nos
municípios com mais de uma Zona Eleitoral, no Estado do Rio de Janeiro.

14. O QUE É CANDex?


O CANDex é a denominação dada ao módulo externo do Sistema de Candidaturas, que foi
desenvolvido pelo Tribunal Superior Eleitoral, para uso obrigatório pelos partidos políticos, coligações
e candidatos que pretendem concorrer nas Eleições de 2016, para os cargos de Prefeito e Vice-Prefeito
e Vereadores.

A Resolução TSE nº 23.465/2015 determina que, além dos formulários DRAP e RRC, sejam entregues
em formato digital:

• A declaração de bens;
• As certidões criminais;
• A fotografia;
• As propostas defendidas pelos candidatos a Prefeito.

Algumas Observações sobre o Sistema CANDex:

A Receita Federal não emitirá o CNPJ do candidato se o cep cadastrado para atribuição do CNPJ pela
Receita Federal, não corresponder ao cep válido para o endereço fornecido pelo candidato.

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Outro problema que ocorre na emissão do CNPJ é no caso do candidato que se encontra com os dados
divergentes entre o cadastro eleitoral e os dados da Receita Federal. O caso mais freqüente é em
relação ao nome da candidata, que no título de eleitor está com o nome de solteira e na Receita
Federal está com o nome de casada, ou vice-versa. Neste caso, qualquer alteração que se faça
necessária no cadastro eleitoral só poderá ser realizada até 4 de maio de 2016.

A declaração de bens do candidato deverá ser digitada no sistema CANDex, impressa e assinada, não
podendo ser substituída pela entrega da declaração do imposto de renda.

Todos os documentos emitidos pelo CANDex possuem um código de segurança próprio, impresso no
canto superior direito dos documentos. Qualquer alteração nos dados, tanto do DRAP, quanto do RRC
e anexos, implicará um novo código de segurança. Portanto, o arquivo só deverá ser gerado para
entrega a Justiça Eleitoral, quando todos os documentos estiverem conferidos e realizadas as
eventuais correções no CANDex. Observe-se também que, a cada nova emissão de RRC ou da
declaração de bens, o novo documento deverá ser novamente impresso e assinado, inclusive
reimpresso o DRAP, pois novo código de segurança será gerado.

Divergências entre o código de segurança do arquivo digital e os documentos impressos impedirão


o aceite dos dados no Sistema de Candidatura (CAND).

Para gravar os arquivos que serão entregues à Justiça Eleitoral, utilize mídias de boa qualidade.
Quando a gravação de dados for realizada em pen-drive ou similar, a mídia entregue fará parte do
processo de registro, permanecendo sob a guarda da Justiça Eleitoral e não será devolvida.

Não altere o nome do arquivo gerado, pois ele não conseguirá ser lido no Sistema de Candidaturas do
Tribunal Eleitoral.

O sistema CANDex poderá ser obtido nos sítios eletrônicos dos tribunais eleitorais ou do Tribunal
Superior Eleitoral (http://www.tse.jus.br), bem como seu manual.
15. O QUE É DRAP, RRC E RRCI?
DRAP – Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários – é o formulário de pedido de registro de
candidaturas, que é impresso pelo sistema

CANDex, contendo os dados do partido e da coligação e a lista dos nomes, números e cargos
pleiteados pelos candidatos.

RRC – Requerimento de Registro de Candidatura – é o formulário utilizado para o pedido de registro


de candidatura, contendo os dados, fotografia e documentos de cada candidato.

RRCI – Requerimento de Registro de Candidatura Individual – reúne as informações relativas a


candidato que pleiteia individualmente seu registro de candidatura, visto não constar seu nome da
relação do DRAP do partido/coligação.

16. SUBSCRITOR DO PEDIDO DE REGISTRO:


Aquele que assina o pedido de registro de candidatura é chamado de subscritor do pedido.
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PARTIDO QUE CONCORRE ISOLADAMENTE O SUBSCRITOR SERÁ:
a) presidente do diretório municipal;
b) presidente da comissão diretora provisória municipal;
c) delegado municipal devidamente registrado no SGIP;
d) representante autorizado (art. 23, inciso I, da Resolução TSE n° 23.455/2015).

COLIGAÇÃO PARTIDÁRIA O SUBSCRITOR SERÁ:


a) representante da coligação, que terá atribuições equivalentes às de presidente de partido político
no trato dos interesses e na representação da coligação, no que se refere ao processo eleitoral,
conforme estabelece o artigo 7º, inciso I, da Resolução TSE nº 23.455/2015;
b) presidentes dos partidos políticos coligados;
c) delegados dos partidos políticos coligados;
d) maioria dos membros dos respectivos órgãos executivos de direção;
e) delegado da coligação designado na forma do art. 7º, inciso I, da Resolução TSE nº 23.455/2015
(art. 23, inciso II, da Resolução TSE n° 23.455/2015).

Os subscritores do pedido de registro deverão informar no sistema CANDex o número de seu título
eleitoral e CPF.

NOVIDADE: O RRC, RRCI e a declaração de bens do candidato podem ser subscrito por procurador
constituído por instrumento particular, com poderes específicos para o ato.

17. PROVIDÊNCIAS DO CANDIDATO APÓS A APRESENTAÇÃO DO PEDIDO DE REGISTRO:


Após a apresentação do pedido de registro, os candidatos poderão acompanhar a publicação do edital
de candidatos, no Diário da Justiça Eletrônico ou no cartório eleitoral, até o dia 18 de agosto de 2016.

O candidato que não constar do edital, e que tenha sido escolhido em convenção e consta da ata de
convenção do partido ou coligação, poderá apresentar, em 48 horas após a publicação do edital,
Requerimento de Registro de Candidatura Individual – RRCI. Caso o partido ou coligação não tenha
apresentado o formulário de DRAP, será intimado pelo juiz eleitoral para apresentá-lo no prazo de 72
horas.

A partir da publicação do edital, os dados dos candidatos serão divulgados na internet para consulta
dos interessados no endereço: www.tse.jus.br- divulgaCand.

A partir do recebimento dos pedidos de registro de candidatura, a Justiça Eleitoral repassa as


informações constantes dos registros dos candidatos à Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB),
que gera automaticamente o CNPJ e divulga o número em sua página de Internet:
http://www.receita.fazenda.gov.br/PessoaJuridica/CNPJ/Eleicoes/consulta.asp.

Se após 48 horas do pedido de registro de candidatura, a Secretaria da Receita Federal do Brasil não
conceder o CNPJ, o candidato deve verificar na página de Internet da Justiça Eleitoral o motivo que
inviabilizou a concessão e regularizar a pendência.

18. DOCUMENTOS QUE DEVEM SER APRESENTADOS NO PEDIDO DE REGISTRO:

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1) DRAP:
Os partidos e coligações devem apresentar o formulário de DRAP, com cópia da ata da convenção,
digitada e assinada e acompanhada da lista de presença dos convencionais com as respectivas
assinaturas. As atas previamente entregues ao cartório comporão, junto com o DRAP o processo
principal.

O formulário DRAP deve ser preenchido com as seguintes informações (art. 24 da Resolução TSE nº
23.455/2015):

a) nome e sigla do partido político;


b) na hipótese de coligação, o nome da coligação e as siglas dos partidos políticos que a compõem;
c) data da convenção ou, no caso de coligação, datas das convenções;
d) cargos pleiteados;
e) na hipótese de coligação, nome de seu representante e de seus delegados;
f) endereço completo, endereço eletrônico, telefones e telefone de fac-símile;
g)lista dos nomes, números e cargos pleiteados pelos candidatos;

ATENÇÃO!

Na hipótese de partido concorrendo isolado:

Será necessária a apresentação de um único DRAP, devendo ser assinalado em campo específico do
formulário, quais são os cargos em que estará lançando candidatos.

Na hipótese de formação de coligação:

Se a composição da coligação majoritária for idêntica à coligação para a eleição proporcional,


apresentar-se-á à Justiça Eleitoral um único DRAP contemplando todos os cargos a que concorrerá no
pleito;

Se houver desmembramento da majoritária para a formação de coligações proporcionais, será


necessária a apresentação de um DRAP para a coligação majoritária e de tantos DRAPs quantos forem
as coligações proporcionais constituídas, inclusive para o partido que resolva concorrer isolado na
eleição proporcional.

2) RRC e RRCI:
Para cada um dos candidatos devem ser apresentados os seguintes documentos:

• Via impressa do formulário Requerimento de Registro de Candidatura (RRC), emitido pelo Sistema
CANDex e assinado pelo candidato ou procurador e pelo subscritor do pedido, de cada um dos
candidatos;

• Mídia, preferencialmente em pen drive, ou então em CD ou DVD, com o arquivo dos formulários em
meio digital do Requerimento de Registro de Candidatura (RRC), gerado pelo Sistema CANDex ;

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• Declaração atual de bens, preenchida no Sistema CANDex e assinada pelo candidato ou procurador
( não será aceita a declaração de imposto de renda);

• Fotografia recente do candidato, obrigatoriamente em formato digital e anexada ao CANDex,


preferencialmente em preto e branco, observando o seguinte:

Dimensões: 161x225 pixels (LxA) sem moldura


Profundidade de cor : 8 bpp em escala cinza;
Cor de fundo: uniforme, preferencialmente branca;
Características: frontal (busto), trajes adequados para fotografia oficial e sem adornos, especialmente
aqueles que tenham conotação de propaganda eleitoral ou que induzam ou dificultem o
reconhecimento pelo eleitor.

• Comprovante de escolaridade (poderá ser suprido por declaração de próprio punho);

• Cópia do documento oficial de identificação;

• Certidões criminais:
Justiça Federal de:

1ª instância - www.jfrj.jus.br ou na Av. Rio Branco, n.º 243 –Térreo (Cinelândia) – RJ) da circunscrição
na qual o candidato tenha seu domicílio eleitoral
2º grau (www.trf2.jus.br ou na Rua do Acre, 80, Centro) da circunscrição na qual o candidato tenha
seu domicílio eleitoral

Justiça Estadual de:

1ª instância (Na capital: 1º, 2º e 3º distribuidores – Avenida Almirante Barroso, Nº 90; 4º Distribuidor
– Rua do Carmo, nº 8 – Centro) da circunscrição na qual o candidato tenha seu domicílio eleitoral. Para
os demais municípios entrar em contato com o fórum de cada município.
2º grau (Avenida Dom Manuel, 37, 4º andar, 401 – Bl. F – Lâmina 1.) da circunscrição na qual o
candidato tenha seu domicílio eleitoral;

Certidão da Justiça Militar - somente para os candidatos militares:

Militares Estaduais – As certidões da Justiça Estadual já contém as informações referentes aos


processos da Auditoria Militar.

Militares Federais – Superior Tribunal Militar (STM). Obs: Esta certidão só é fornecida pela Internet –
www.stm.jus.br.

• Candidatos com Foro Especial devem apresentar também as seguintes certidões:

Senador e Deputado Federal – Supremo Tribunal Federal (STF)

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Vice-Governador – Tribunal de Justiça (TJ) e Tribunal Regional Federal (TRF)
Governador – Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Assembleia Legislativa (ALERJ)
Deputado Estadual, Juiz de Direito e Membro do Ministério Público Estadual – Tribunal de Justiça (TJ)
e Tribunal Regional Federal (TRF);
Prefeito – Tribunal de Justiça (TJ), Tribunal Regional Federal (TRF) e Câmara Municipal.

Obs: Vice-Prefeito não possui foro privilegiado.

• Prova de desincompatibilização, quando for o caso (Se exerce ou tenha exercido algum cargo. Vide
tabela constante no seguinte endereço: http://www.tse.jus.br/jurisprudencia/prazos- de
desincompatibilização)

• Propostas defendidas pelos candidatos a prefeito, impressas e anexadas ao sistema CANDex.

Observações:
1- Cada pedido de registro deverá ser apresentado com os documentos acima mencionados, na
ordem acima apresentada e entregue dentro de envelope, o que facilitará a montagem e análise
dos processos.

2- Se a fotografia não estiver nos moldes exigidos, o Juiz Eleitoral determinará a apresentação de outra
e, caso não seja suprida a falha, o registro deverá ser indeferido (Resolução TSE nº 23.455/2015, art.
27, § 10).
3- Além da via impressa, as certidões devem ser digitalizadas e anexadas ao pedido no CANDex.

4- Quando as certidões criminais forem positivas, o RRC E RRCI também deverão ser instruídos com
as respectivas certidões de objeto e pé atualizadas, de cada um dos processos indicados.

NOVIDADE: No caso de as certidões serem positivas em decorrência de homonímia e não se


referirem ao candidato, este poderá apresentar declaração de homonímia a fim de afastar as
ocorrências verificadas (Lei nº 7.115/1983 e Decreto 85.708/1981) formulário no anexo.

5 - Os candidatos estão dispensados de apresentação e comprovação dos requisitos legais referentes


à filiação partidária, domicílio eleitoral, quitação eleitoral e inexistência de crimes eleitorais, que serão
aferidos com base no banco de dados da Justiça Eleitoral.

6- A Justiça Eleitoral disponibilizará aos partidos políticos, na respectiva circunscrição, até 5 de junho
de 2016, a relação de todos os devedores de multa eleitoral, a qual embasará a expedição das
certidões de quitação eleitoral.

ATENÇÃO!!! - Orientações para os candidatos que possuem multas eleitorais na Procuradoria da


Fazenda Nacional:

Os candidatos condenados ao pagamento de multas eleitorais em representações, que não efetuaram


o seu pagamento na Justiça Eleitoral, tiveram a documentação dessas multas encaminhadas à
Procuradoria da Fazenda Nacional (PFN) para cobrança.
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Quando há tal encaminhamento, a Justiça Eleitoral não pode mais emitir guia para recolhimento
desses débitos, motivo pelo qual deve o devedor dirigir-se à PFN para fins de quitação do valor devido.

Uma vez efetuado o pagamento junto a PFN, o candidato deve comprovar tal pagamento perante a
Justiça Eleitoral, juntando os documentos comprobatórios do recolhimento do débito aos autos do
processo em que houve a condenação.
Algumas regras devem ser observadas quando da comprovação do pagamento:

* O DARF não é documento hábil a demonstrar o pagamento, pois não possui o número da
representação da Justiça Eleitoral.

* A certidão extraída do site da PFN também não é documento hábil a demonstrar o pagamento,
porque não abrange os débitos encaminhados ao órgão fazendário e ainda não inscritos em dívida
ativa.

Os documentos que devem ser apresentados são os seguintes:


* Consulta ao COMPROT (sítio http://comprot.fazenda.gov.br) + Consulta ao e-CAC (obtido junto à
PFN ou pela internet (https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx) OU cópia
integral do processo administrativo fiscal.

O importante é que os documentos apresentados tenham a informação de que a multa foi


integralmente quitada ou que o seu parcelamento está em dia. Além disso, deve conter o número do
processo da Justiça Eleitoral em algum desses documentos.

O formulário RRC conterá as seguintes informações (art. 26 da Resolução TSE nº 23.455/2015):


a) autorização do candidato;
b) endereço completo, endereço eletrônico (e-mail), números de telefones e de telefone de fac-símile
nos quais o candidato receberá intimações, notificações e comunicados da Justiça Eleitoral;
c) dados pessoais: título de eleitor, nome completo, data de nascimento, unidade da Federação e
município de nascimento, nacionalidade, sexo, cor ou raça, estado civil, ocupação, número da carteira
de identidade com órgão expedidor e unidade da Federação, número de registro no Cadastro de
Pessoa Física (CPF), endereço completo e números de telefone;
d) dados do candidato: partido político, cargo pleiteado, número do candidato, nome para constar da
urna eletrônica, se é candidato à reeleição, qual cargo eletivo ocupa e a qual eleição já concorreu.

19. DILIGÊNCIAS:
Havendo qualquer falha ou omissão no pedido de registro que possa ser suprida pelo candidato,
partido político ou coligação, inclusive no que se refere à inobservância dos percentuais previstos no
§ 5º, do art. 20, da Resolução TSE nº 23.455/2015 (mínimo e máximo de candidaturas por gênero), o
Juiz Eleitoral competente converterá o julgamento em diligência para que o vício seja sanado, no prazo
de 72 horas, contadas da respectiva intimação (art. 37, da Resolução TSE n° 23.455/2015).

O partido político/coligação fornecerá, obrigatoriamente, o número de fac-símile e o endereço


completo nos quais receberá intimações e comunicados. Ademais, a coligação deverá indicar o nome
da pessoa designada para representá-la perante a Justiça Eleitoral.
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Os formulários e todos os documentos que acompanham o pedido de registro são públicos e podem
ser livremente consultados pelos interessados, que poderão obter cópia de suas peças, respondendo
pelos respectivos custos e pela utilização que derem aos documentos recebidos.

Dados, documentos e estatísticas referentes aos registros de candidaturas estarão disponíveis no sítio
eletrônico do TSE (art. 70 da Resolução TSE nº 23.455/2015).

20. NOME DO CANDIDATO:


O Candidato será identificado pelo nome escolhido para constar na urna e pelo número indicado no
pedido de registro.

O nome indicado pelo candidato, que será também utilizado na urna eletrônica, terá no máximo trinta
caracteres, incluindo-se o espaço entre os nomes, podendo ser prenome, sobrenome, cognome,
nome abreviado, apelido ou nome pelo qual o candidato é mais conhecido, desde que não se
estabeleça dúvida sobre a sua identidade, não atente contra o pudor e não seja ridículo ou irreverente.
Não será permitido, na composição do nome a ser inserido na urna, o uso de expressão ou de siglas
pertencentes a qualquer órgão da administração pública direta, indireta federal, estadual, distrital ou
municipal.

O candidato que, mesmo depois de intimado, não indicar o nome que deverá constar da urna
concorrerá com o seu nome próprio, o qual, no caso de homonímia ou de excesso de caracteres, será
adaptado pelo Juiz Eleitoral no julgamento do pedido de registro.

21. HOMONÍMIA:
Verificando, no registro de candidato, que mais de um postulante escolheu o mesmo nome, o Juiz
Eleitoral procederá atendendo ao seguinte:

a) havendo dúvida, poderá exigir do candidato prova de que é conhecido pela opção de nome indicada
no pedido de registro (art. 32, I, da Resolução TSE nº 23.455/2015);

b) deferirá o uso do nome ao candidato que (art. 32, II e III, da Resolução TSE nº 23.455/2015):

• até 15.8.2016 esteja exercendo mandato eletivo;


• tenha exercido mandato nos últimos quatro anos;
• tenha se candidatado nos últimos quatro anos com o nome que indicou;
• por sua vida política, social ou profissional seja identificado pelo nome que indicou;

c) não se resolvendo a homonímia com as regras do item “b”, os candidatos serão notificados para
que, em dois dias, cheguem a acordo sobre os respectivos nomes a serem usados (art. 32, IV, da
Resolução TSE nº 23.455/2015);

d) inexistindo acordo, o Juiz Eleitoral registrará cada candidato com o nome e sobrenome constantes
do pedido de registro (art. 32, V, da Resolução TSE nº 23.455/2015);

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e)será indeferido todo pedido de nome coincidente com nome de candidato à eleição majoritária,
salvo para candidato que (art. 32, § 2º, da Resolução TSE nº 23.455/2015): esteja exercendo mandato
eletivo, tenha exercido mandato eletivo nos últimos quatro anos ou tenha concorrido em eleição, nos
últimos quatro anos, com o nome coincidente.

Observações:
Deferido o uso do nome, ficarão os outros candidatos impedidos de fazer propaganda com o mesmo
nome (art. 32, II e III, parte final, da Resolução TSE nº 23.455/2015).

Não havendo preferência entre candidatos que pretendam o registro da mesma variação nominal,
será deferido o do que primeiro o tenha requerido (art. 32, § 3º, Res. TSE nº 23.455/2015).

Quando o uso do nome puder confundir o eleitor, poderá o Juiz Eleitoral exigir do candidato prova de
que é conhecido pela opção de nome indicada no pedido de registro (art. 32, § 1º, da Resolução TSE
nº 23.455/2015).

22. DISSIDÊNCIA PARTIDÁRIA:

Resolução TSE nº 23.455/2015 prevê:

“Art. 33. No caso de ser requerido pelo mesmo partido político mais de um
pedido de registro de candidatura para o mesmo cargo, caracterizando
dissidência partidária, o Cartório Eleitoral procederá à inclusão de todos os
pedidos no Sistema de Candidaturas, certificando a ocorrência em cada um
dos pedidos.

Parágrafo único. Na hipótese prevista no caput, serão observadas as


seguintes regras:

I – serão inseridos, na urna eletrônica, apenas os dados do candidato


vinculado ao DRAP que tenha sido julgado regular;

II – não havendo decisão até o fechamento do Sistema de Candidaturas e na


hipótese de haver coincidência de números de candidatos competirá ao Juiz
Eleitoral decidir, de imediato, qual dos candidatos com o mesmo número
terá seus dados inseridos na urna eletrônica.”

23. CANCELAMENTO DO REGISTRO:


I. O partido político poderá requerer, até a data da eleição, o cancelamento do registro do candidato
que dele for expulso em processo no qual seja assegurada ampla defesa, com observância das normas
estatutárias (Resolução TSE n° 23.455/2015 art. 66).

II. Os Juízes Eleitorais deverão, de ofício, cancelar automaticamente o registro de candidato que venha
a falecer, quando tiverem conhecimento do fato, cuja veracidade deverá ser comprovada (Resolução
TSE n° 23.455/2015 art. 69).

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III – A Lei nº 13.165/2015 alterou o artigo 45, § 1º da Lei nº 9.504/1997, no sentido de que, a partir de
30 de junho do ano da eleição, é vedado, ainda, às emissoras transmitir programa apresentado por
pré-candidato, sob pena, no caso de sua escolha em convenção partidária, de imposição de multa e
de cancelamento do registro de candidatura do beneficiário.

24. SUBSTITUIÇÃO DE CANDIDATOS:


HIPÓTESES: (art. 67, caput, da Resolução TSE n° 23.455/2015).
a) registro indeferido, inclusive por inelegibilidade;
b) registro cancelado;
c) registro cassado;
d) renúncia;
e) falecimento.

Observações:
O ato de renúncia, datado e assinado pelo renunciante, deverá ser expresso em documento com firma
reconhecida por tabelião ou por duas testemunhas (art. 67, § 7º, da Resolução TSE nº 23.455/2015).

A renúncia ao registro de candidatura homologada por decisão judicial impede que o candidato
renunciante volte a concorrer ao mesmo cargo na mesma eleição (art. 67, § 8º, da Resolução TSE nº
23.455/2015).

O pedido de renúncia deve ser apresentado sempre ao juízo originário, cabendo-lhe comunicar o
referido ato à instância em que o respectivo processo se encontra (art. 67, § 9º, da Resolução TSE nº
23.455/2015).

A escolha do substituto far-se-á na forma estabelecida no estatuto do partido político a que pertencer
o substituído (art. 67, § 1º, primeira parte, da Resolução TSE nº 23.455/2015).

Nas eleições majoritárias, se o candidato for de coligação, a substituição deverá ser feita por decisão
da maioria absoluta dos órgãos executivos de direção dos partidos políticos coligados, podendo o
substituto ser filiado a qualquer partido dela integrante, desde que o partido ao qual pertencia o
substituído renuncie ao direito de preferência (art. 67, § 2º, da Resolução TSE nº 23.455/2015).

O pedido de registro de substituto, acompanhado da respectiva mídia digital (pen drive, CD ou DVD),
deverá ser apresentado por meio da via impressa e assinada do Requerimento de Registro de
Candidatura específico de pedido de substituição, gerado pelo Sistema CANDex, com as informações
e documentos previstos nos arts. 26 e 27 da Resolução TSE nº 23.455/2015, dispensada a
apresentação daqueles já existentes no

Cartório Eleitoral, certificando-se a sua existência em cada um dos pedidos (art. 68, da Resolução nº
23.455/2015).
Não será admitido o pedido de substituição de candidatos quando não forem respeitados os limites
mínimo e máximo das candidaturas de cada sexo previstos no § 2º do art. 20 da Resolução TSE nº
23.455/2015 (art. 67, § 6º, da Resolução TSE nº 23.455/2015).

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PRAZOS PARA SUBSTITUIÇÃO:

a) o pedido de registro deve ser apresentado no prazo de até 10 dias, contados do fato ou da
notificação do partido da decisão judicial que deu origem à substituição (art. 67, § 1º, da Resolução
TSE nº 23.455/2015);

b) caso a substituição decorra de renúncia, o prazo de 10 dias contar-se-á da publicação da decisão


que a homologar (art. 67, § 7º, segunda parte, da Resolução TSE nº 23.455/2015);

c) tanto nas eleições majoritárias como nas proporcionais, a substituição só se efetivará se o novo
pedido for apresentado até 20 dias antes do pleito, exceto no caso de falecimento de candidato,
quando a substituição poderá ser efetivada após esse prazo, observado em qualquer hipótese o
previsto no § 1º do art. 67 da Resolução TSE nº 23.455/2015 (art. 67, § 3º, da Resolução TSE nº
23.455/2015).

d) se, antes de realizado o segundo turno, ocorrer morte, desistência ou impedimento legal de um dos
candidatos, será convocado, entre os remanescentes, o de maior votação; remanescendo em segundo
lugar mais de um candidato com a mesma votação, qualificar-se-á o mais idoso (art. 165, §§ 2º e 3º,
da Resolução TSE nº 23.456/2015).

Se ocorrer substituição de candidatos após a geração das tabelas para elaboração da lista de
candidatos e preparação das urnas, o substituto concorrerá com o nome, o número e, na urna
eletrônica, com a fotografia do substituído, computando-se àquele os votos a este atribuídos (art. 67,
§ 4º, da Resolução TSE nº 23.455/2015).

Na hipótese da substituição, caberá ao partido político ou à coligação do substituto dar ampla


divulgação ao fato, para esclarecimento do eleitorado, sem prejuízo da divulgação também por outros
candidatos, partidos políticos ou coligações e, ainda, pela Justiça Eleitoral (art. 67, § 5º, da Resolução
TSE nº 23.455/2015).

25. IMPUGNAÇÃO AO PEDIDO DE REGISTRO DE CANDIDATURA:

LEGITIMIDADE ATIVA:
a) candidato;
b) partido político;
c) coligação;
d) Ministério Público Eleitoral (art. 39, caput, da Resolução TSE n° 23.455/2015).

PRAZO:
I - O prazo para impugnação do pedido de registro de candidato, em petição fundamentada, é de 5
dias, contados da publicação do respectivo edital relativo ao pedido de registro (art. 39, caput, da
Resolução TSE nº 23.4 55/2015).
II - O impugnante especificará, desde logo, os meios de prova com que pretende demonstrar a
veracidade do alegado, arrolando testemunhas, se for o caso, no máximo de seis (art. 39, § 3º, da
Resolução TSE nº 23.455/2015).
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Observação:
O prazo acima previsto também se aplica aos casos de pedido de registro:
1) individual - RRCI;
2) para preenchimento de vaga remanescente;
3) em substituição a candidato;
4) do DRAP - Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários.

CONTESTAÇÃO:
Terminado o prazo para impugnação, o candidato, o partido político ou a coligação serão notificados
para, no prazo de 7 dias, contestá-la, juntar documentos, indicar rol de testemunhas e requerer a
produção de outras provas, inclusive documentais, que se encontrarem em poder de terceiros, de
repartições públicas ou em procedimentos judiciais ou administrativos, salvo os processos que
estiverem tramitando em segredo de justiça (art. 40, da Resolução TSE nº 23.455/2015).

As intimações e os comunicados destinados a partidos, coligações e candidatos poderão ser realizados


preferencialmente por edital eletrônico, podendo, também, ser feitos por meio de fac-símile ou por
outra forma regulamentada pelo Tribunal Eleitoral, além das previstas na legislação (art. 38, da
Resolução TSE nº 23.455/2015).

INSTRUÇÃO E ALEGAÇÕES FINAIS:


A Resolução TSE nº 23.455/2015 prevê:

“Art. 41. Decorrido o prazo para contestação, se não se tratar apenas de matéria de
direito e a prova protestada for relevante, o Juiz Eleitoral designará os quatro dias
seguintes para inquirição das testemunhas do impugnante e do impugnado, as quais
comparecerão por iniciativa das partes que as tiverem arrolado, após notificação
judicial (Lei Complementar nº 64/1990, art. 5º, caput).

§ 1º As testemunhas do impugnante e do impugnado serão ouvidas em uma só


assentada (Lei Complementar nº 64/1990, art. 5º, § 1º).

§ 2º Nos cinco dias subsequentes, o Juiz Eleitoral procederá a todas as diligências que
determinar, de ofício ou a requerimento das partes (Lei Complementar nº 64/1990,
art. 5º, § 2º).

§ 3º No prazo de que trata o § 2º, o Juiz Eleitoral poderá ouvir terceiros, referidos
pelas partes ou testemunhas, como conhecedores dos fatos e circunstâncias que
possam influir na decisão da causa (Lei Complementar nº 64/1990, art. 5º, § 3º).

§ 4º Quando qualquer documento necessário à formação da prova se achar em poder


de terceiro, o Juiz Eleitoral poderá, ainda, no mesmo prazo de cinco dias, ordenar o
respectivo depósito (Lei Completar nº 64/1990, art. 5º, § 4º).

§ 5º Se o terceiro, sem justa causa, não exibir o documento, ou não comparecer a


juízo, poderá o Juiz Eleitoral expedir mandado de prisão e instaurar processo por
crime de desobediência (Lei Complementar nº 64/1990, art. 5º, § 5º).

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Art. 42. Encerrado o prazo da dilação probatória, as partes, inclusive o Ministério
Público Eleitoral, poderão apresentar alegações no prazo comum de cinco dias, sendo
os autos conclusos ao Juiz Eleitoral, no dia imediato, para proferir sentença (Lei
Complementar nº 64/1990, arts. 6º e 7º, caput).”

Observações:
O candidato cujo registro esteja sub judice poderá efetuar todos os atos relativos à campanha
eleitoral, inclusive utilizar o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão e ter seu nome mantido
na urna eletrônica enquanto estiver sob essa condição (art. 44, da Resolução TSE nº 23.455/2015).
Na hipótese de dissidência partidária, o Juiz Eleitoral decidirá qual dos partidos envolvidos poderá
participar da distribuição do horário eleitoral gratuito (art. 44, parágrafo único, da Resolução TSE nº
23.455/2015).

Constitui crime eleitoral a arguição de inelegibilidade ou a impugnação de registro de candidato feita


por interferência do poder econômico, desvio ou abuso do poder de autoridade, deduzida de forma
temerária ou de manifesta má-fé, incorrendo os infratores na pena de detenção de 6 meses a 2 anos
e multa (art. 72, da Resolução TSE nº 23.455/2015).

26. NOTÍCIA DE INELEGIBILIDADE:


Qualquer cidadão no gozo de seus direitos políticos poderá, no prazo de 5 dias, contados da publicação
do edital relativo ao pedido de registro, dar notícia de inelegibilidade ao Juiz Eleitoral competente,
mediante petição fundamentada, apresentada em duas vias (art. 43, da Resolução TSE nº
23.455/2015).

O Cartório Eleitoral procederá à juntada de uma via aos autos do pedido de registro do candidato a
que se refere à notícia e encaminhará a outra via ao Ministério Público Eleitoral (art. 43, § 1º, da
Resolução TSE nº 23.455/2015).
No que couber, será adotado na instrução da notícia de inelegibilidade o procedimento previsto para
as impugnações (art. 43, § 2º, da Resolução TSE nº 23.455/2015).

27. JULGAMENTO DO PEDIDO DE REGISTRO:


A Resolução TSE nº 23.455/2015 dispõe:

“Art. 45. O pedido de registro será indeferido, ainda que não tenha havido
impugnação, quando o candidato for inelegível ou não atender a qualquer
das condições de elegibilidade.

Art. 46. O pedido de registro do candidato, a impugnação, a notícia de


inelegibilidade e as questões relativas à homonímia serão processados nos
próprios autos dos processos dos candidatos e serão julgados em uma só
decisão.

Art. 47. O julgamento do processo principal (DRAP) precederá ao dos


processos dos candidatos, devendo o resultado daquele ser certificado nos
autos destes.

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Parágrafo único. O indeferimento definitivo do DRAP implica o prejuízo dos
pedidos de registros de candidatura a ele vinculado, inclusive aqueles já
deferidos.

Art. 48. O indeferimento do DRAP é fundamento suficiente para indeferir os


pedidos de registro a ele vinculado, entretanto, enquanto não transitada em
julgado aquela decisão, o Cartório e o Juiz Eleitoral devem proceder à
análise, diligências e decisão sobre os demais requisitos individuais dos
candidatos.

Art. 49. Os pedidos de registro das chapas majoritárias serão julgados em


uma única decisão por chapa, com o exame individualizado de cada uma das
candidaturas, e somente serão deferidos se ambos os candidatos forem
considerados aptos, não podendo ser deferidos os registros sob condição.

Parágrafo único. Se o Juiz Eleitoral indeferir o registro, deverá especificar


qual dos candidatos não preenche as exigências legais e apontar o óbice
existente, podendo o candidato, o partido político ou a coligação, por sua
conta e risco, recorrer da decisão ou, desde logo, indicar substituto ao
candidato que não for considerado apto, na forma dos arts. 67 e 68.

Art. 50. A declaração de inelegibilidade do candidato a prefeito não atingirá


o candidato à vice-prefeito, assim como a deste não atingirá aquele.

Parágrafo único. Reconhecida a inelegibilidade e sobrevindo recurso, a


validade dos votos atribuídos à chapa que esteja sub judice no dia da eleição
fica condicionada ao deferimento do respectivo registro (Lei Complementar
nº 64/1990, art. 18 e Lei n° 9.504/1997, art. 16-A).

Art. 51. O Juiz Eleitoral formará sua convicção pela livre apreciação da prova,
atendendo aos fatos e às circunstâncias constantes dos autos, ainda que não
alegados pelas partes, mencionando, na decisão, os que motivaram seu
convencimento (Lei Complementar nº 64/1990, art. 7º, parágrafo único).

Art. 52. O pedido de registro, com ou sem impugnação, será julgado no prazo
de três dias após a conclusão dos autos ao Juiz Eleitoral (Lei Complementar
nº 64/1990, art. 8º, caput).

§ 1º A decisão será publicada em cartório, passando a correr desse momento


o prazo de três dias para a interposição de recurso para o Tribunal Regional
Eleitoral.

§ 2º Quando a sentença for entregue em cartório antes de três dias contados


da conclusão ao Juiz Eleitoral, o prazo para o recurso eleitoral, salvo
intimação pessoal anterior, só se conta do termo final daquele tríduo.

Art. 53. Se o Juiz Eleitoral não apresentar a sentença no prazo do art. 52, o
prazo para recurso só começará a correr após a publicação da decisão (Lei
Complementar nº 64/1990, art. 9º, caput).

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Parágrafo único. Ocorrendo a hipótese prevista no caput, o Corregedor
Regional, de ofício, apurará o motivo do retardamento e proporá ao Tribunal
Regional Eleitoral, se for o caso, a aplicação da penalidade cabível (Lei
Complementar nº 64/1990, art. 9º, parágrafo único).

Art. 54. A partir da data em que for protocolada a petição de recurso


eleitoral, passará a correr o prazo de três dias para apresentação de
contrarrazões, notificado o recorrido em cartório (Lei Complementar nº
64/1990, art. 8º, § 1º).

Art. 55. Apresentadas as contrarrazões ou transcorrido o respectivo prazo,


os autos serão imediatamente remetidos ao Tribunal Regional Eleitoral,
inclusive por portador, se houver necessidade, decorrente da exiguidade de
prazo, correndo as despesas do transporte por conta do recorrente (Lei
Complementar nº 64/1990, art. 8º, § 2º).
Após decidir sobre os pedidos de registro e determinar o fechamento do Sistema de Candidaturas, o
Juiz Eleitoral fará publicar no Diário de Justiça Eletrônico, preferencialmente, ou no Cartório Eleitoral,
a relação dos nomes dos candidatos e respectivos números com os quais concorrerão nas eleições,
inclusive daqueles cujos pedidos indeferidos se encontrem em grau de recurso (art. 56, da Resolução
TSE n° 23.455/2015).

O trânsito em julgado dos processos dos candidatos somente ocorrerá com o efetivo trânsito dos
respectivos DRAPs (art. 58, da Resolução TSE n° 23.455/2015).

Todos os pedidos de registro de candidatos, inclusive os impugnados e os respectivos recursos, devem


estar julgados pelas instâncias ordinárias e publicadas as decisões a eles relativas até 12 de setembro
de 2016 (art. 57, da Resolução TSE n° 23.455/2015).

Transitada em julgado ou publicada a decisão proferida por órgão colegiado que declarar a
inelegibilidade do candidato, será negado o seu registro, ou cancelado, se já tiver sido feito, ou
declarado nulo o diploma, se já expedido (art. 71, da Resolução TSE nº 23.455/2015).

A decisão a que se refere à observação supra, independentemente da apresentação de recurso,


deverá ser comunicada, de imediato, ao Ministério Público Eleitoral e ao Juízo Eleitoral competente
para o registro de candidatura e expedição de diploma do réu (art. 71, parágrafo único, da Resolução
TSE nº 23.455/2015).

O parágrafo único do art. 98 do Código Eleitoral determina que o Juízo que deferir o registro de militar
candidato a cargo eletivo comunicará imediatamente a decisão à autoridade a que o mesmo estiver
subordinado, cabendo igual obrigação ao partido, quando lançar a candidatura.

28. RECURSO PARA O TRE:


Com a publicação da sentença, passa a correr o prazo de 3 dias para a interposição de recurso eleitoral
para o Tribunal Regional Eleitoral, observadas as disposições contidas nos arts. 52 e 53 da Resolução
TSE n° 23.455/2015.

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A partir da data em que for protocolada no Cartório Eleitoral a petição de recurso eleitoral, passará a
correr o prazo de 3 dias para apresentação de contrarrazões, notificado o recorrido em cartório (art.
54, da Resolução TSE n° 23.455/2015).

Apresentadas as contrarrazões ou transcorrido o respectivo prazo, os autos serão imediatamente


remetidos ao Tribunal Regional Eleitoral, inclusive por portador, se houver necessidade, decorrente
da exiguidade de prazo, correndo as despesas do transporte por conta do recorrente (art. 55, da
Resolução TSE n° 23.455/2015).

29. RECURSO PARA O TSE:


Com a leitura e publicação do acórdão em sessão, passa a correr o prazo de 3 dias para a interposição
de recurso para o Tribunal Superior Eleitoral, observadas as disposições contidas no art. 60, §§ 2º e 3º
da Resolução TSE n° 23.455/2015.

A partir da data em que for protocolado no TRE o recurso para o Tribunal Superior Eleitoral, passará a
correr o prazo de 3 dias para apresentação de contrarrazões, notificado o recorrido em Secretaria (art.
61, da Resolução TSE n° 23.455/2015).

Apresentadas as contrarrazões ou transcorrido o respectivo prazo, os autos serão imediatamente


remetidos ao Tribunal Superior Eleitoral, inclusive por portador, se houver necessidade, correndo as
despesas do transporte, nesse último caso, por conta do recorrente (art. 62, da Resolução TSE n°
23.455/2015).

O recurso para o Tribunal Superior Eleitoral subirá imediatamente, dispensado o juízo de


admissibilidade (art. 62, parágrafo único, da Resolução TSE n° 23.455/2015).

30. AUDIÊNCIA DE VERIFICAÇÃO E VALIDAÇÃO DE DADOS E FOTOGRAFIA:


Para o pleito de 2016, o Tribunal Superior Eleitoral não estabeleceu o procedimento para a
realização da audiência de verificação das fotografias e dos dados dos candidatos que constarão na
urna eletrônica.

Segundo o art.36, inciso II, alínea “d” da Resolução TSE nº 23.455/2015, o Cartório Eleitoral, por
ocasião da verificação dos requisitos do registro de candidatura, deverá informar no processo, para
apreciação do Juiz Eleitoral, a validação do nome e do número com o qual concorrerá o candidato,
do cargo, do partido, do sexo e da qualidade técnica da fotografia, na urna eletrônica. Já o seu
parágrafo único determina que a verificação dos dados e da fotografia dar-se-á por meio do sistema
de verificação e validação de dados e fotografia.

31. FUNCIONAMENTO DA JUSTIÇA ELEITORAL E CONTAGEM DOS PRAZOS:


Os Cartórios Eleitorais e as Secretarias dos Tribunais Regionais Eleitorais permanecerão abertos aos
sábados, domingos e feriados, em regime de plantão de 15.8.2016 até 16.12.2016 (Resolução TSE n°
23.450/2015 - Calendário Eleitoral).

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Os Cartórios Eleitorais e Tribunais Regionais Eleitorais divulgarão o horário de seu funcionamento para
esse período, que não poderá ser encerrado antes das 19 horas locais (Resolução TSE n° 23.455/2015,
art. 74, parágrafo único).

Os prazos a que se refere à Resolução TSE n° 23.455/2015 serão peremptórios e contínuos, correndo
em cartório ou secretaria, e não se suspenderão aos sábados, domingos e feriados, entre 15 de agosto
e 16 de dezembro de 2016 (data fixada no calendário eleitoral).

Os processos de registro de candidaturas terão prioridade sobre quaisquer outros, devendo a Justiça
Eleitoral adotar as providências necessárias para o cumprimento dos prazos previstos nesta resolução,
inclusive com a realização de sessões extraordinárias e a convocação dos Juízes suplentes pelos
Tribunais, sem prejuízo da eventual aplicação do disposto no art. 97 da Lei nº 9.504/1997 e de
representação ao Conselho Nacional de Justiça (Lei nº 9.504/1997, art. 16, § 2º).

As petições ou recursos relativos aos procedimentos disciplinados nesta resolução serão admitidos,
quando possível, por fac-símile, dispensado o encaminhamento do texto original, salvo quando
endereçados ao Supremo Tribunal Federal, ocasião em que deverão ser juntados aos autos no prazo
de cinco dias.

Os prazos contados em horas poderão ser transformados em dias.

32. CALENDÁRIO RELEVANTE PARA O REGISTRO DE CANDIDATURAS (Instrução 525-


51.2015.6.00.0000/DF)

• 2 de abril (6 meses antes) – data até a qual os que pretendam ser candidatos devem estar com a
filiação deferida no partido, salvo se o estatuto estabelecer prazo superior;

• 5 de abril (180 dias antes) – último dia para o órgão de direção nacional do partido publicar, no
D.O.U., as normas para a escolha e substituição de candidatos e para a formação de coligações, na
hipótese de omissão do estatuto;

• 4 de maio (151 dias antes) – último dia para o eleitor requerer inscrição eleitoral ou transferência
de domicílio, bem como para corrigir endereço. Eventuais pendências ou falta de atualização de dados
do candidato deverão ser solucionadas até esse dia, em especial a correção de nome de solteira para
casada.

• 5 de junho – data a partir da qual a Justiça Eleitoral deverá tonar disponível aos partidos políticos a
relação de todos os devedores de multa eleitoral, a qual embasará a expedição das certidões de
quitação eleitoral;

• 20 de julho – data inicial para a realização das convenções partidárias, para decidir sobre a formação
ou não de coligação, os cargos que o partido disputará, a escolha dos candidatos às eleições
majoritárias e/ ou proporcionais, sorteio dos números dos candidatos e a escolha de representantes
e/ou delegados, obedecidas às normas estabelecidas no estatuto partidário, lavrando-se a respectiva
ata e lista de presença, em livro aberto e rubricado pela Justiça Eleitoral;
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• 25 de julho – data a partir da qual, observado o prazo de três dias úteis contados do protocolo do
pedido de registro de candidatura, a Justiça Eleitoral fornecerá o número de inscrição do CNPJ aos
candidatos cujos registros tenham sido requeridos pelos partidos políticos ou coligações;

• 5 de agosto – último dia para a realização das convenções destinadas a deliberar sobre coligações e
escolher candidatos a prefeito, a vice-prefeito e a vereador;

• 15 de agosto – último dia para os partidos políticos e as coligações apresentarem no Cartório


Eleitoral competente, ATÉ ÀS 19 HORAS, o requerimento de registro de candidatos a prefeito, a vice-
prefeito e a vereador; a partir desse dia, os prazos processuais serão peremptórios e contínuos,
correndo em cartório ou secretaria, e não se suspenderão aos sábados domingos e feriados;

• 18 de agosto (45 dias antes)– último dia para a Justiça Eleitoral enviar à publicação lista/edital dos
pedidos de registro de candidatos apresentados pelos partidos políticos ou coligações;

• 20 de agosto – último dia, observado o prazo de 48 horas contados da publicação do edital de


candidaturas requeridas, para os candidatos escolhidos em convenção solicitarem seus registro ao
Juízo Eleitoral competente, até às 19 horas, caso os partidos políticos ou as coligações não os tenham
requerido;

• 22 de agosto – último dia para a Justiça eleitoral enviar à publicação lista/edital dos pedidos de
registro individual, observado o que consta acima;

• 23 de agosto (40 dias antes) – último dia, observado o prazo de 5 dias contados da publicação do
edital de candidaturas requeridas, para qualquer candidato, partido político, coligação ou do
Ministério Público Eleitoral impugnar os pedidos de registro de candidatos apresentados pelos
partidos políticos ou coligações; bem como para qualquer cidadão no gozo de seus direitos políticos
dar ao Juízo Eleitoral notícia de inelegibilidade de candidato com pedido de registro;

• 24 de agosto - último dia, observado o prazo de 48 horas contadas da publicação do edital de


candidaturas requeridas individualmente, para qualquer candidato, partido político, coligação ou do
Ministério Público Eleitoral impugnar os pedidos de registro individual de candidatos cujos partidos
políticos ou coligações não os tenham requerido; bem como para qualquer cidadão no gozo de seus
direitos políticos dar ao Juízo Eleitoral notícia de inelegibilidade de candidato com este tipo de pedido
de registro individual;

• 2 de setembro (30 dias antes) – último dia para os órgãos de direção dos partidos políticos
preencherem as vagas remanescentes para as eleições proporcionais, observados os percentuais
mínimo e máximo para candidatura de cada sexo, no caso de as convenções para a escolha de
candidatos não terem indicado o número máximo previsto em lei;

• 12 de setembro – data na qual todos os pedidos de registro de candidatos, inclusive os impugnados


e os respectivos recursos, devem estar julgados pelas instâncias ordinárias, e publicadas as decisões a
eles relativas; último dia para os TREs tornarem disponíveis ao TSE a relação dos candidatos às eleições
majoritárias e proporcionais, na qual constará, obrigatoriamente, a referência ao sexo e ao cargo a
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que concorrem; último dia para o pedido de registro de candidatura às eleições majoritárias e
proporcionais na hipótese de substituição, observado o prazo de até 10 dias contados do fato ou da
decisão judicial que deu origem à substituição, exceto em caso de falecimento, quando a substituição
poderá ser efetivada após esse prazo;

• 14 de setembro – data limite para a comunicação aos Juízes Eleitorais pelo Órgão de Direção
Nacional do partido, quando a convenção partidária de nível inferior se opuser às diretrizes
legitimamente estabelecidas pelo órgão de direção nacional, nos termos do respectivo estatuto,
anular a deliberação e os atos decorrentes da convenção. Se da anulação, for necessário à escolha de
novos candidatos, o pedido de registro deverá ser apresentado à Justiça Eleitoral nos dez dias
subsequentes à anulação.

• 2 de outubro – último dia para o partido político requerer o cancelamento do registro do candidato
que dele foi expulso em processo no qual seja assegurada a ampla defesa, com observância das
normas estatutárias;

• 16 de dezembro – último dia no qual os cartórios eleitorais e as secretarias dos TREs permanecerão
abertos de forma extraordinária, não mais funcionando aos sábados, domingos e feriados;

Tendo em vista o extenso rol, sugere-se a consulta dos PRAZOS PARA DESINCOPATIBILIZAÇÃO no site
http://www.tse.jus.br/jurisprudencia/prazo-de-desincompatibilizacao.

33. ANEXO
Presidência da República
Casa Civil
Subchefia para Assuntos Jurídicos
LEI Nº 7.115, DE 29 DE AGOSTO DE 1983.
Dispõe sobre prova documental nos casos que indica e da outras providências.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte
Lei:

Art. . 1º - A declaração destinada a fazer prova de vida, residência, pobreza, dependência econômica,
homonímia ou bons antecedentes, quando firmada pelo próprio interessado ou por procurador
bastante, e sob as penas da Lei, presume-se verdadeira.
Parágrafo único - O dispositivo neste artigo não se aplica para fins de prova em processo penal.

Art. . 2º - Se comprovadamente falsa a declaração, sujeitar-se-á o declarante às sanções civis,


administrativas e criminais previstas na legislação aplicável.

Art. . 3º - A declaração mencionará expressamente a responsabilidade do declarante.

Art. . 4º - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Art. . 5º - Revogam-se as disposições em contrário.

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Brasília, em 29 de agosto de 1983; 162º da Independência e 95º da República.

JOÃO FIGUEIREDO
Ibrahim Arbi-Ackel
Hélio Beltrão

Este texto não substitui o publicado no DOU de 30.8.1983


DECRETO Nº 85.708, DE 10 DE FEVEREIRO DE 1981
Simplifica, no âmbito da Administração Federal, a comprovação de homonímia.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso das atribuições que lhe confere o art. 81, itens III e V, da
Constituição, e tendo em vista o Decreto nº 83.740, de 18 de julho de 1979, que instituiu o Programa
Nacional de Desburocratização,

DECRETA:

Art. 1º. A prova de homonímia, perante os órgãos e entidades da Administração Federal Direta e
Indireta, bem como as fundações criadas ou mantidas pela União, obedecerá ao disposto neste
Decreto.

Art. 2º. Qualquer pessoa física poderá comprovar a ocorrência de homonímia, com relação a fatos e
informações constantes de registros ou assentamentos feitos ou mantidos por pessoas de direito
privado ou público, inclusive órgãos e serviços do Poder Executivo, Legislativo ou Judiciário - Federal,
Estadual ou Municipal - mediante declaração firmada perante o órgão ou entidade da Administração
Federal em que deva produzir efeitos.

§ 1º Da declaração constarão, obrigatoriamente, a nacionalidade, a filiação, o estado civil, a


naturalidade, a profissão, o endereço completo e o documento oficial de identificação, com indicação
do respectivo número e órgão expedidor, bem como a descrição sucinta do fato ou informação com
relação ao qual se pretende comprovar a ocorrência de homonímia, conforme modelo anexo.

§ 2º Havendo fundadas razões de dúvida quanto à identidade do declarante ou à veracidade da


declaração, serão desde logo solicitadas ao interessado providências, a fim de que a dúvida seja
dirimida.

§ 3º Na hipótese prevista no parágrafo anterior, a autoridade zelará para que as providências


solicitadas não resultem desnecessariamente onerosas para o interessado.

Art. 3º. A declaração, feita nos termos do artigo anterior, será suficiente para comprovar a ocorrência
homonímia perante o órgão ou entidade em que foi prestada, reputando-se verdadeira até prova em
contrário.
§ 1º A falsa declaração sujeitará o declarante às sanções previstas no código Penal e demais
cominações legais aplicáveis.

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§ 2º Verificada, a qualquer tempo, a existência de fraude ou falsidade na declaração, deverá o órgão
ou entidade dar conhecimento do fato à autoridade competente, dentro de 5 (cinco) dias, para
instauração de processo criminal.

Art. 4º. O Banco Central do Brasil, o Banco Nacional da Habitação, o Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e demais entidades oficiais de crédito do Governo Federal instituirão
seus agentes e instituições financeiras públicas e privadas, sujeitas à sua orientação e fiscalização, no
sentido de que adotem, em suas operações, o procedimento de comprovação de ocorrência de
homonímia estabelecido neste Decreto, com adaptações cabíveis.

Parágrafo único. O disposto neste artigo aplicar-se-á, também, às entidades privadas de previdência
complementar, cabendo aos órgãos federais competentes expedir as instruções que se fizerem
necessárias.

Art. 5º. Compete ao Ministro Extraordinário para a Desburocratização dirimir as dúvidas suscitadas na
aplicação deste Decreto.

Art. 6º. Este Decreto entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em
contrário.
Brasília, em 10 de fevereiro de 1981; 160º da Independência e 93º da República.
JOÃO FIGUEIREDO
Hélio Beltrão

DECLARAÇÃO DE HOMONÍMIA

Nos termos do Decreto nº 85.708, de 10 de fevereiro de 1981, ____________________________, filho


de______________________ (nome completo) (nome do pai) e de ___________________________, nascido
em _____________, (nome da mãe) (dia, mês e ano), na cidade de __________________________, Estado
_______________, portador da ______________________________ (profissão)
____________________________(documento oficial de identificação e órgão expedidor, DECLARA QUE NÃO SE
REFERE(M) A SUA PESSOA, E SIM A HOMÔNIMO, O (s) fato (s) ou informação (ões) a seguir caracterizados:
__________________________________________________________________________________________
__________ (caracterizar com clareza o fato ou informação a respeito dos quais se pretenda esclarecer a
homonímia, indicando o registro em que se acham consignados.)
________________________________________________________ A presente declaração é feita sob as penas
da lei, ciente, portanto, o declarante de que, em caso de falsidade, ficará sujeito às sanções previstas no Código
Penal e às demais cominações legais aplicáveis.
__________________________________
(local e data)
__________________________________
(assinatura)
A declaração acima foi assinada em minha presença e a identificação do declarante foi por mim verificada.
________________________________
(órgão, local e data)
________________________________
(assinatura do servidor)

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observações

1) - O presente modelo poderá sofrer adaptações em face de circunstâncias especiais, desde que
contenha os elementos essenciais à identificação do declarante e ao esclarecimento do assunto e
sejam observadas as disposições do Decreto nº 85.708, de 10 de fevereiro de 1981;

2) - A validade da declaração independe de formulário especial, sendo licita, inclusive, a declaração


manuscrita pelo interessado;

3) - A declaração será assinada perante o órgão ou entidade em que deva produzir efeito e encerrada
com a declaração e a assinatura do servidor presente à assinatura e identificação.

Este texto não substitui o original publicado no Diário Oficial da União - Seção 1 de 11/02/1981

Publicação:
• Diário Oficial da União - Seção 1 - 11/2/1981, Página 2852 (Publicação Original)
• Coleção de Leis do Brasil - 1981, Página 109 Vol. 2 (Publicação Original)

CRIAÇÃO E REGISTRO DE PARTIDOS POLÍTICOS

1. Autonomia partidária
O parágrafo 1º do art. 17 da Constituição Federal de 1988 e o artigo 3º da Lei nº 9.096/95 introduziram
no ordenamento jurídico nacional a autonomia que é assegurada ao partido político para definir sua
estrutura interna, organização e funcionamento. Até então, as referidas agremiações não gozavam
dessa autonomia, pois todos os seus atos internos dependiam de norma geral dirigida a todos os
partidos (Lei nº 5.682/71 – Lei Orgânica dos Partidos Políticos revogada).

Entre outras prerrogativas, os partidos podem estabelecer critérios para realização de suas
convenções, fixar prazos superiores àqueles previstos na lei para que o filiado possa concorrer à
convenção, criar uma estrutura diferente da existente em outros partidos.

Deverá, também, estabelecer em seus estatutos normas de fidelidade e disciplina partidárias.

2. Requisitos para a criação e registro de partidos políticos


Os requisitos para fundação de partidos políticos estão previstos na Lei nº 9.096/95 e na Resolução
TSE nº 23.465/15.

O partido político, após adquirir personalidade jurídica na forma da lei civil,registrará seu estatuto no
Tribunal Superior Eleitoral

Só é admitido o registro do estatuto de partido político que tenha caráter nacional, considerandose
como tal aquele que comprove, no período de dois anos, o apoiamento de eleitores não filiados a
partido político, correspondente a, pelo menos, 0,5% (cinco décimos por cento) dos votos dados na
última eleição geral para a Câmara dos Deputados, não computados os votos em branco e os nulos,
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distribuídos por um terço, ou mais, dos Estados, com um mínimo de 0,1% (um décimo por cento) do
eleitorado que haja votado em cada um deles.

O quantitativo do apoiamento mímino será informado pelo Sistema de Apoio a Partidos em Formação
– SAPF.

O apoiamento mínimo também poderá ser calculado acessando a seguinte página do TSE:

http://www.tse.jus.br/eleicoes/estatisticas/estatisticaseleitorais2014resultado

Selecionar a opção: Estatísticas de Resultados > Resultados > Comparecimento e votação

Parâmetros de Pesquisa:

1) Abrangência: UF todas

2) Turno: 1º turno

3) Eleição: Geral

4) Cargo: deputado federal

5) Consultar a coluna “quantidade de votos válidos”

Somente o partido político que tiver registrado o seu estatuto no Tribunal Superior Eleitoral pode
participar do processo eleitoral, receber recursos do Fundo Partidário e ter acesso gratuito ao rádio e
à televisão, nos termos da Lei.

Podemos, didaticamente, dividir o processo de criação de partidos em 4 etapas, a saber:

1ª ETAPA
Registro Civil Art. 10 da Res. TSE 23.465/15

FUNDADORES: Pelo menos 101 eleitores com domicílio eleitoral em, no mínimo, um terço dos Estados,
devem elaborar o programa e o estatuto do partido e eleger, na forma do Estatuto, os dirigentes
nacionais provisórios.

O requerimento do registro de partido político, dirigido ao cartório competente do Registro Civil das
Pessoas Jurídicas, da Capital Federal, deve ser subscrito pelos seus fundadores e será acompanhado
de:

I cópia autêntica da ata da reunião de fundação do partido?

II exemplares do Diário Oficial que publicou, no seu inteiro teor, o programa e o estatuto?

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III relação de todos os fundadores com o nome completo, naturalidade, número do título eleitoral
com a Zona, Seção, Município e Estado, profissão e endereço da residência.

O partido político em formação, no prazo de até 100 (cem) dias, contados da obtenção do seu registro
civil, deve informar ao Tribunal Superior

Eleitoral a sua criação, apresentando:

I – a respectiva certidão do Registro Civil de Pessoas Jurídicas?

II – o seu número de inscrição no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ)?

III – cópia da ata de fundação e da relação dos fundadores, acompanhada do estatuto e do programa
aprovados no momento da fundação? e

IV – o endereço, telefone e número de facsímile de sua sede e de seus dirigentes nacionais provisórios.

Neste momento, a Secretaria Judiciária do Tribunal Superior Eleitoral entregará ao presidente nacional
da agremiação a senha de acesso ao Sistema de Apoio a Partidos em Formação – SAPF.

Esse sistema, de uso obrigatório, é utilizado no gerenciamento dos dados de todos os processos de
criação
de partidos políticos.

2ª ETAPA
Apoiamento de eleitores Arts. 11 a 19 da Res. TSE 23.465/15

Com a adoção do Sistema de Apoio a Partidos em Formação – SAPF o procedimento descrito no art.
11 da Res. TSE nº 23.465/05, indicação dos nomes das pessoas responsáveis pela apresentação das
lista ou formulários de assinaturas de apoiamento, passa a ocorrer eletronicamente com a utilização
do referido sistema.

O apoiamento mínimo deve ser obtido no prazo de que trata o § 3º do art. 7º desta resolução (dois
anos a partir da data da aquisição da personalidade jurídica), mediante a assinatura de eleitor não
filiado a partido político em listas ou formulários de acordo com os modelos disponibilizados pela
Justiça Eleitoral, organizados pela agremiação em formação para cada zona eleitoral, as quais
conterão:

I – a denominação do partido político, sua sigla e o seu número de inscrição no CNPJ?

II – declaração de que o(s) subscritor(es) não é(são) filiado(s) a partido político e apoia(m) a criação
do partido político em formação?

III – o nome completo do eleitor que manifesta seu apoio à criação do partido político, indicando o
número de seu título de eleitor, zona e seção eleitoral?
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IV – a data do apoio manifestado?

V – a assinatura ou, no caso de eleitor analfabeto, a impressão digital do eleitor, de acordo com as
cadastradas perante a Justiça Eleitoral?

VI – informação de que a assinatura da lista de apoio não caracteriza ato de filiação partidária? e

VII – o nome de quem coletou a assinatura do apoiador, com declaração de quem pessoalmente a
colheu, sob as penas da lei.

O eleitor analfabeto manifesta seu apoio mediante aposição da impressão digital, devendo constar
das listas ou dos formulários a identificação pelo nome, número de inscrição, zona e seção, município,
unidade da Federação e data de emissão do título Eleitoral.

A assinatura ou impressão digital aposta pelo eleitor nas listas ou nos formulários de apoiamento a
partido político em formação não implica filiação partidária

O representante legal, mediante senha entregue pela Justiça Eleitoral, deve realizar o cadastro prévio
dos dados dos eleitores que manifestaram apoio à criação do partido político em formação, por meio
de sistema específico (SAPF), em relações individualizadas por zona eleitoral.

Não serão aceitos no momento do précadastramento:

I - nomes de eleitores que constem nos registros da Justiça Eleitoral como filiados a partido político e

II - ou que já tenham sido previamente cadastrados como apoiadores da respectiva agremiação.

O eleitor não filiado pode manifestar apoio à criação de mais de uma agremiação.

Preenchidos os dados do précadastramento, os responsáveis credenciados devem apresentar, em


duas vias (original e cópia), os formulários, listas ou fichas individuais de apoiamento ao cartório da
respectiva zona eleitoral para conferência das assinaturas.

O chefe de cartório dará imediato recibo de cada lista ou formulário que lhe for apresentado e, no
prazo de até 15 (quinze) dias, após conferir, por semelhança, as assinaturas e os números dos títulos
eleitorais, deve lavrar o seu atestado nas listas ou nos formulários, devolvendo a cópia ao
representante credenciado do partido em Formação.

O prazo referido no parágrafo anterior pode ser prorrogado pelo juiz eleitoral, por igual período,
quando houver motivo que o justifique.

A verificação dos dados do eleitor, em especial sua assinatura, deve ser realizada mediante a
comparação com os que constam do cadastro de eleitores e das folhas de votação utilizadas nas duas
últimas eleições.

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§ 5º Não devem ser atestadas como válidas as assinaturas que:

I – divirjam dos padrões constantes dos registros da Justiça Eleitoral?

II – não possuam registros suficientes para a comparação? ou

III – tenham sido obtidas antes do registro civil do partido em formação ou após o transcurso do prazo
previsto no § 3º do art. 7º desta resolução. (dois anos a partir da data da aquisição da personalidade
jurídica)

Em qualquer hipótese, a razão do não reconhecimento da assinatura deve ser informada ao partido
político em formação, ainda que de forma sucinta.
É facultado ao interessado e aos partidos em formação comprovar a autenticidade da assinatura
recusada pelo cartório mediante o comparecimento pessoal do eleitor para ratificação de seu apoio
e, se for o caso, atualização de seus dados.

O nome dos eleitores cujos dados forem atestados pelo chefe do cartório devem ser validados no
sistema de que trata o art. 13 desta resolução e podem ser consultados no sítio do Tribunal Superior
Eleitoral na internet.

Os dados constantes nas listas ou nos formulários devem ser publicados em cartório e no sítio do
Tribunal Superior Eleitoral (DJE) no prazo de 3 (três) dias contados do seu recebimento e podem ser
impugnados por qualquer interessado, em petição fundamentada, no prazo de 5 (cinco) dias contados
da publicação.

A impugnação deve ser apresentada diretamente ao juízo eleitoral competente, relatando fatos
devidamente comprovados.

Conhecida a impugnação, o juiz determinará a notificação do responsável indicado pelo partido


político em formação e, se for o caso, de quem mais estiver indicado na impugnação para que, no
prazo de 5 (cinco) dias, apresente(m) defesa, com as provas que entender(em) cabíveis.

Apresentada ou não defesa, o juiz eleitoral, após ouvir o Ministério Público Eleitoral, decidirá o
incidente em até 3 (três) dias.

Julgada procedente a impugnação, o juiz determinará a exclusão do nome do eleitor da respectiva


lista de apoiamento.

Havendo indícios da prática de crime na documentação apresentada para apoiamento, será remetida
cópia desta ao Ministério Público Eleitoral para as providências cabíveis, independentemente do
oferecimento de impugnação.

Com a adoção do SAPF não há mais a emissão de certidões comprobatórias do apoiamento mínimo
pelos Cartórios Eleitorais.

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O eleitor cujo nome tenha sido registrado no sistema de que trata o art. 13 desta resolução pode,
mediante requerimento justificado e endereçado ao juízo competente, requerer a exclusão de seu
nome.

3ª ETAPA
Do registro dos órgãos partidários nos Tribunais Regionais Eleitorais
Arts. 20 a 25 da Res. TSE 23.465/15

Feita a constituição definitiva e a designação dos órgãos de direção regional e municipais, o presidente
regional do partido político em formação deve solicitar o registro no respectivo Tribunal Regional
Eleitoral, por meio de requerimento acompanhado de:

I – exemplar autenticado do inteiro teor do programa e do estatuto partidários, inscritos no registro


civil?

II – certidão do Cartório do Registro Civil das Pessoas Jurídicas a que se refere o § 2º do art. 10 desta
resolução?

III – cópia da(s) ata(s) de escolha e designação, na forma do respectivo estatuto, dos dirigentes dos
órgãos partidários regionais e, se houver, municipais, com a indicação do respectivo nome, endereço,
número de telefone e de fac-símile e email.
As certidões comprobatórias do apoiamento mínimo serão impressas diretamente do SAPF e juntadas
aos autos pelo respectivo Tribunal Regional Eleitoral, sendo dispensada a sua apresentação pelo
partido em formação.

O pedido de registro, após o protocolo, deve ser autuado e distribuído, na classe própria, a um relator,
no prazo de até 48 (quarenta e oito) horas, devendo a secretaria do tribunal publicar, imediatamente,
no Diário da Justiça Eletrônico, edital para ciência dos interessados.

Cabe a qualquer interessado impugnar, no prazo de 5 (cinco) dias, contados da publicação do edital,
em petição fundamentada, o pedido de registro.
A impugnação deve ser formulada em petição fundamentada dirigida ao relator, com a clara
identificação dos fatos e dos fundamentos jurídicos do pedido.

Na impugnação, o impugnante deve juntar desde logo a prova documental pertinente e, se for o caso,
requerer, justificadamente, outras provas, inclusive requisição de documentos em poder de terceiros
ou de repartições públicas.

Oferecida impugnação, o relator determina a intimação do requerente do registro para apresentação


de defesa, no prazo de 7 (sete) dias.

Na defesa, o partido em formação deve juntar desde logo a prova documental pertinente e, se for o
caso, requerer, justificadamente, outras provas, inclusive documentos em poder de terceiros ou de
repartições públicas.

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Oferecida a resposta ou findo o respectivo prazo, o relator decidirá sobre a pertinência das provas
requeridas pelas partes, determinando a realização daquelas que contribuírem para decisão da causa
e indeferindo as inúteis ou meramente protelatórias.

Da juntada de qualquer documento, deve ser dada vista a outra parte para manifestação no prazo de
3 (três) dias.

Não havendo impugnação ou finda a instrução do feito, o relator deve ouvir o Ministério Público
Eleitoral no prazo de 10 (dez) dias e determinar, em igual prazo, as diligências para sanar eventuais
falhas do processo.

Ouvido o Ministério Público, os autos são conclusos ao relator, que os apresentará para julgamento
perante o Plenário do Tribunal no prazo de até 30 (trinta) dias.

Na sessão de julgamento, após o relatório, as partes, inclusive o Procurador Regional Eleitoral, podem
sustentar oralmente suas razões, no prazo improrrogável de 20 (vinte) minutos cada um.

4ª ETAPA
Do registro do estatuto e do órgão de direção nacional do Tribunal Superior Eleitoral
Arts. 26 a 34 da Res. TSE 23.465/15

Registrados os órgãos de direção regional em, pelo menos, 1/3 (um terço) dos estados, o presidente
do partido político em formação deve solicitar o registro do estatuto e do respectivo órgão de direção
nacional no Tribunal Superior Eleitoral, por meio de requerimento acompanhado de:

I – cópia da ata da reunião de fundação do partido político autenticada por tabelião de notas?

II – exemplar autenticado do inteiro teor do programa e do estatuto partidários, inscritos no cartório


competente do Registro Civil das Pessoas Jurídicas da Capital Federal?

III – relação de todos os fundadores com o nome completo, naturalidade, número do título eleitoral
com a zona, seção, município e unidade da Federação, profissão e endereço da residência?

IV – certidão do Cartório do Registro Civil das Pessoas Jurídicas a que se refere o § 2º do art. 9º desta
resolução?

V – certidões expedidas pelos tribunais regionais eleitorais que comprovem ter o partido político em
formação obtido o registro do órgão de direção nos respectivos estados? e

VI – cópia da ata da reunião que comprova a constituição definitiva do órgão de direção nacional, com
a designação de seus dirigentes, autenticada por tabelião de notas, quando se tratar de cópia.

As certidões comprobatórias do apoiamento mínimo e do deferimento do registro do órgão de


direção, nos respectivos estados, são impressas e juntadas aos autos pelo Tribunal Superior Eleitoral,
sendo dispensada a sua apresentação pelo partido em formação.
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O partido político em formação deve indicar, no pedido de registro, o nome, a sigla e o número da
legenda pretendidos, sendo vedada a utilização do número da agremiação juntamente com a sigla
partidária.

O número da legenda deverá ser escolhido entre o 10 (dez) e o 90 (noventa) e a preferência para a
utilização de determinado número pelo partido em formação será verificada pela ordem cronológica
dos pedidos de registro de partidos políticos protocolizados perante o Tribunal Superior Eleitoral,
observandose que:

I – é assegurada a exclusividade do número da legenda após o deferimento do registro do estatuto do


partido no Tribunal Superior Eleitoral? e

II – indeferido o pedido de registro, a preferência de uso do número é transferida em ordem


cronológica, se for o caso, para o próximo pedido de registro que o pretenda utilizar ou, não havendo,
pode ser requerida por qualquer interessado.

Protocolizado o pedido de registro, será ele autuado e distribuído a um relator no prazo de 48


(quarenta e oito) horas, devendo a secretaria do tribunal publicar, imediatamente, no Diário da Justiça
Eletrônico, edital para ciência dos interessados, cabendo a qualquer interessado impugnar, no prazo
de 5 (cinco) dias contados da publicação do edital, em petição fundamentada, o pedido de registro.

A impugnação deve ser formulada em petição fundamentada dirigida ao relator, com a clara
identificação dos fatos e dos fundamentos jurídicos do pedido.

Na impugnação, o impugnante deve juntar desde logo a prova documental pertinente e, se for o caso,
requerer, justificadamente, outras provas, inclusive requisição de documentos em poder de terceiros
ou de repartições públicas.

Oferecida impugnação, o relator determina a intimação do requerente do registro para apresentação


de defesa, no prazo de 7 (sete) dias.
Na defesa, o partido em formação deve juntar desde logo a prova documental pertinente e, se for o
caso, requerer, justificadamente, outras provas, inclusive documentos em poder de terceiros ou de
repartições públicas.

Oferecida a resposta ou findo o respectivo prazo, o relator decidirá sobre a pertinência das provas
requeridas pelas partes, determinado a realização daquelas que contribuírem para a decisão da causa
e indeferindo as inúteis ou meramente protelatórias.

Da juntada de qualquer documento, deve ser dada vista a outra parte para manifestação no prazo de
3 (três) dias.

Não havendo impugnação ou finda a instrução do feito, o relator deve ouvir o Ministério Público
Eleitoral no prazo de 10 (dez) dias e determinar, em igual prazo, as diligências para sanar eventuais
falhas do processo.

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Ouvido o Ministério Público, os autos são conclusos ao relator, que os apresentará para julgamento
perante o Plenário do Tribunal no prazo de até 30 (trinta) dias.

Na sessão de julgamento, após o relatório, as partes, inclusive o Procurado-Geral Eleitoral, podem


sustentar oralmente suas razões, no prazo improrrogável de 20 (vinte) minutos cada um.
Deferido ou não o registro do estatuto e do órgão de direção nacional, o tribunal deve fazer imediata
comunicação do resultado aos tribunais regionais eleitorais, e estes, da mesma forma, aos juízos
eleitorais.

Indeferido o pedido de registro pelo Tribunal Superior Eleitoral, os interessados podem requerer o
desentranhamento dos documentos juntados nos autos para posterior utilização, se for o caso, em
novo pedido.

PARTIDOS POLÍTICOS

Disciplina a criação, organização, fusão, incorporação e extinção de partidos políticos.

O TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL, usando das atribuições que lhe confere o art. 61 da Lei nº 9.096,
de 19 de setembro de 1995, resolve expedir a seguinte resolução:

TÍTULO I

DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

Art. 1º O partido político, pessoa jurídica de direito privado, destina-se a assegurar, no interesse do
regime democrático, a autenticidade do sistema representativo e a defender os direitos fundamentais
definidos na Constituição Federal (Lei 9.096/95, art. 1º).

Art. 2º É livre a criação, fusão, incorporação e extinção de partidos políticos cujos programas
respeitem a soberania nacional, o regime democrático, o pluripartidarismo e os direitos fundamentais
da pessoa humana, observadas as normas desta resolução (Lei nº 9.096/95, art. 2º).

Art. 3º É assegurada ao partido político autonomia para definir sua estrutura interna, organização e
funcionamento (Lei nº 9.096/95, art. 3º).

Art. 4º Os filiados de um partido político têm iguais direitos e deveres (Lei nº 9.096/95, art. 4º).

Art. 5º A ação do partido tem caráter nacional e é exercida de acordo com seu estatuto e programa,
sem subordinação a entidades ou governos estrangeiros (Lei nº 9.096/95, art. 5º).

Art. 6º É vedado ao partido político ministrar instrução militar ou paramilitar, utilizar-se de


organização da mesma natureza e adotar uniforme para seus membros (Lei nº 9.096/95, art. 6º).

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TÍTULO II

DA ORGANIZAÇÃO E DO FUNCIONAMENTO DOS PARTIDOS POLÍTICOS

CAPÍTULO I

DA CRIAÇÃO E DO REGISTRO DOS PARTIDOS POLÍTICOS

SEÇÃO I

DA CRIAÇÃO

Art. 7º O partido político, após adquirir personalidade jurídica na forma da lei civil, registrará seu
estatuto no Tribunal Superior Eleitoral (Lei nº 9.096/95, art. 7º, caput).

§ 1º Só é admitido o registro do estatuto de partido político que tenha caráter nacional, considerando-
se como tal aquele que comprove, no período de dois anos, o apoiamento de eleitores não filiados a
partido político, correspondente a, pelo menos, 0,5% (cinco décimos por cento) dos votos dados na
última eleição geral para a Câmara dos Deputados, não computados os votos em branco e os nulos,
distribuídos por um terço, ou mais, dos Estados, com um mínimo de 0,1% (um décimo por cento) do
eleitorado que haja votado em cada um deles (Lei nº 9.096/95, art. 7º, § 1º).

§ 2º O apoiamento mínimo de que trata o § 1º deste artigo é calculado de acordo com os votos válidos
apurados na eleição para a Câmara dos Deputados, considerando-se o número registrado na base de
dados da Justiça Eleitoral no dia previsto no respectivo calendário eleitoral, como data final para a
diplomação dos Deputados Federais eleitos.

3º O prazo de dois anos para obtenção do apoiamento de que trata o § 1º deste artigo será contado
a partir da data do registro da ata de fundação do partido político em formação no cartório civil.

Art. 8º Somente o partido político que tenha registrado o seu estatuto no Tribunal Superior Eleitoral
pode participar do processo eleitoral, receber recursos do Fundo Partidário e ter acesso gratuito ao
rádio e à televisão, nos termos da Lei (Lei nº 9.096/95, art. 7º, § 2º).

§ 1º Somente o registro do estatuto do partido no Tribunal Superior Eleitoral assegura a exclusividade


da sua denominação, sigla e símbolos, vedada a utilização, por outros partidos, de variações que
venham a induzir a erro ou confusão (Lei nº 9.096/95, art. 7º, § 3º).

§ 2º Pode participar das eleições o partido que, até um ano antes do pleito, tenha registrado seu
estatuto no Tribunal Superior Eleitoral, conforme o disposto em lei, e tenha, até a data da convenção,
órgão de direção constituído na circunscrição, de acordo com o respectivo estatuto e devidamente
registrado (Lei nº 9.504/97, art. 4º; Código Eleitoral, art. 90).

Art. 9º Os fundadores, em número nunca inferior a 101 (cento e um) eleitores no gozo de seus direitos
políticos, com domicílio eleitoral em, no mínimo, um terço dos estados, elaborarão o programa e o
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estatuto do partido político em formação e elegerão, na forma do estatuto, os seus dirigentes
nacionais provisórios, os quais se encarregarão das providências necessárias para o registro do
estatuto no cartório do Registro Civil competente e no Tribunal Superior Eleitoral (Lei nº 9.096/95, art.
8º).

§ 1º Deverá ser publicado no Diário Oficial da União o inteiro teor do programa e do estatuto
aprovados na reunião de fundadores do partido político.

§ 2º As alterações programáticas e estatutárias deverão ser registradas no Cartório Civil e publicadas


no Diário Oficial da União antes da apresentação para anotação perante a Justiça Eleitoral.

SEÇÃO II
DO REGISTRO CIVIL

Art. 10. O requerimento do registro de partido político em formação, dirigido ao cartório competente
do Registro Civil das Pessoas Jurídicas da Capital Federal, deve ser subscrito pelos seus fundadores,
em número nunca inferior a cento e um, com domicílio eleitoral em, no mínimo, um terço dos estados,
e será acompanhado de (Lei nº 9.096/95, art. 8º, incisos I a III, §§ 1º e 2º):

I – cópia autêntica da ata da reunião de fundação do partido político;

II – exemplares do Diário Oficial da União que publicou, no seu inteiro teor, o programa e o estatuto;
III – relação de todos os fundadores com nome completo, naturalidade, número do título eleitoral
com a zona, seção, município e unidade da Federação, profissão e endereço da residência.

§ 1º O requerimento deve indicar o nome e a função dos dirigentes provisórios e o endereço da sede
nacional do partido político, que deverá ser sempre na Capital Federal (Res.-TSE nº 22.316/2006).

§ 2º Satisfeitas as exigências deste artigo, além dos requisitos estabelecidos na Lei de Registros
Públicos, o Oficial do Registro Civil efetuará o registro no livro correspondente, expedindo certidão de
inteiro teor.

§ 3º O partido político em formação, no prazo de até 100 (cem) dias contados da obtenção de seu
registro civil, deve informar ao Tribunal Superior Eleitoral a sua criação, apresentando:

I. a respectiva certidão do Registro Civil de Pessoas Jurídicas;

II. seu número de inscrição no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ);

III. cópia da ata de fundação e da relação dos fundadores, acompanhada do estatuto e do programa
aprovados no momento da fundação;

IV. endereço, telefone e número de fac-símile de sua sede e de seus dirigentes nacionais provisórios.

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§ 4º As informações prestadas ao Tribunal Superior Eleitoral nos termos do § 3º deste artigo não
acarretarão a autuação do processo administrativo de que trata o art. 26 desta resolução, não serão
objeto de análise pela Justiça Eleitoral nesta fase e poderão ser divulgadas no sítio do Tribunal Superior
Eleitoral para efeito de consulta dos interessados.

SEÇÃO III
DO APOIAMENTO DE ELEITORES

Art. 11. O partido político em formação, por meio de seu representante legal, em requerimento
acompanhado de certidão do Registro Civil das Pessoas Jurídicas da Capital Federal, deve informar aos
tribunais regionais eleitorais o nome das pessoas responsáveis pela apresentação das listas ou dos
formulários de assinaturas e solicitação de certidão de apoiamento perante os cartórios eleitorais.

Parágrafo único. Os tribunais regionais eleitorais devem encaminhar as informações prestadas na


forma do caput deste artigo para os cartórios eleitorais em relação aos quais tenham sido indicados
responsáveis.

Art. 12. Adquirida a personalidade jurídica na forma do art. 10 desta resolução, o partido político em
formação promove a obtenção do apoiamento mínimo de eleitores a que se refere o § 1º do art. 7º
desta resolução e realiza os atos necessários para a constituição definitiva de seus órgãos e designação
dos dirigentes, na forma do seu estatuto (Lei nº 9.096/95, art. 8º, § 3º).

§ 1º O apoiamento mínimo será obtido no prazo de que trata o § 3º do art. 7º desta resolução,
mediante a assinatura de eleitor não filiado a partido político em listas ou formulários organizados
pela agremiação em formação para cada zona eleitoral, de acordo com os modelos disponibilizados
pela Justiça Eleitoral, os quais conterão:

I. denominação do partido político, sua sigla e o seu número de inscrição no CNPJ;

II. declaração de que o(s) subscritor(es) não é(são) filiado(s) a partido político e apoia(m) a criação do
partido político em formação;

III. nome completo do eleitor que manifesta seu apoio à criação do partido político, indicando o
número de seu título de eleitor, zona e seção eleitoral;

IV. data do apoio manifestado;

V. assinatura ou, no caso de eleitor analfabeto, sua impressão digital, de acordo com as cadastradas
perante a Justiça Eleitoral;

VI. informação de que a assinatura da lista de apoio não caracteriza ato de filiação partidária;

VII. nome de quem coletou a assinatura do apoiador, com declaração de quem pessoalmente a colheu,
sob as penas da lei.

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§ 2º O eleitor analfabeto manifesta seu apoio mediante aposição da impressão digital, devendo
constar das listas ou dos formulários a identificação pelo nome, número de inscrição, zona e seção,
município, unidade da Federação e data de emissão do título eleitoral (Res.-TSE nº 21.853/2004).

§ 3º A assinatura ou impressão digital aposta pelo eleitor nas listas ou nos formulários de apoiamento
a partido político em formação não implica filiação partidária (Res.-TSE nº 21.853/2004).

Art. 13. O representante legal, mediante senha entregue pela Justiça Eleitoral, deve realizar o cadastro
prévio dos dados dos eleitores que manifestaram apoio à criação do partido político em formação,
por meio de sistema específico, em relações individualizadas por zona eleitoral.

§ 1º Não serão aceitos no momento do pré-cadastramento nomes de eleitores que constem nos
registros da Justiça Eleitoral como filiados a partido político ou que já tenham sido previamente
cadastrados como apoiadores da respectiva agremiação.

§ 2º O eleitor não filiado pode manifestar apoio à criação de mais de uma agremiação.

Art. 14. Preenchidos os dados do pré-cadastramento, os responsáveis credenciados apresentarão, em


duas vias (original e cópia), os formulários, listas ou fichas individuais de apoiamento ao cartório da
respectiva zona eleitoral para conferência das assinaturas.

§ 1º O chefe de cartório dará imediato recibo de cada lista ou formulário que lhe for apresentado e,
no prazo de até 15 (quinze) dias, após conferir, por semelhança, as assinaturas e os números dos
títulos eleitorais, lavrará o seu atestado nas listas ou nos formulários, devolvendo a cópia ao
representante credenciado do partido em formação (Lei nº 9.096/95, art. 9º, § 2º, c.c. o art. 4º da Lei
nº 10.842/2004).

§ 2º O prazo referido no parágrafo anterior pode ser prorrogado pelo juiz eleitoral, por igual período,
quando houver motivo que o justifique.

§ 3º A via original das listas ou formulários permanecerá sob a guarda do juízo eleitoral até o
julgamento do pedido de registro do estatuto e do órgão de direção nacional do partido em formação
pelo Tribunal Superior Eleitoral, após o que, se sua autenticidade não estiver sendo discutida
judicialmente, poderá ser devolvida aos interessados ou descartada.

§ 4º A verificação dos dados do eleitor, em especial sua assinatura, deve ser realizada mediante a
comparação com os que constam do cadastro de eleitores e das folhas de votação utilizadas nas duas
últimas eleições.

§ 5º Não devem ser atestadas como válidas as assinaturas que:

I. divirjam dos padrões constantes dos registros da Justiça Eleitoral;

II. não possuam registros suficientes para a comparação; ou

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III. tenham sido obtidas antes do registro civil do partido em formação ou após o transcurso do prazo
previsto no § 3º do art. 7º dessa resolução.

§ 6º Em qualquer hipótese, a razão do não reconhecimento da assinatura deve ser informada ao


partido político em formação, ainda que de forma sucinta.

§ 7º É facultado ao interessado e aos partidos em formação comprovar a autenticidade da assinatura


recusada pelo cartório mediante o comparecimento pessoal do eleitor para ratificação de seu apoio
e, se for o caso, atualização de seus dados.

§ 8º Os nomes dos eleitores cujos dados forem atestados pelo chefe do cartório serão validados no
sistema de que trata o art. 13 desta resolução e poderão ser consultados no sítio do Tribunal Superior
Eleitoral na internet.

Art. 15. Os dados constantes nas listas ou nos formulários devem ser publicados em cartório e no sítio
do Tribunal Superior Eleitoral no prazo de 3 (três) dias contados do seu recebimento, e poderão ser
impugnados por qualquer interessado, em petição fundamentada, no prazo de 5 (cinco) dias contados
da publicação.

§ 1º A impugnação deve ser apresentada diretamente ao juízo eleitoral competente, relatando fatos
devidamente comprovados.

§ 2º Conhecida a impugnação, o juiz determinará a notificação do responsável indicado pelo partido


político em formação e, se for o caso, de quem mais estiver indicado na impugnação para que, no
prazo de 5 (cinco) dias, apresente(m) defesa, com as provas que entender(em) cabíveis.

§ 3º Apresentada ou não defesa, o juiz eleitoral, após ouvir o Ministério Público Eleitoral, decidirá o
incidente em até 3 (três) dias.

§ 4º Julgada procedente a impugnação, o juiz determinará a exclusão do nome do eleitor da respectiva


lista de apoiamento.

§ 5º Havendo indícios da prática de crime na documentação apresentada para apoiamento, será


remetida cópia ao Ministério Público Eleitoral para as providências cabíveis, independentemente do
oferecimento de impugnação.

Art. 16. As certidões comprobatórias do apoiamento mínimo podem ser obtidas diretamente no sítio
do Tribunal Superior Eleitoral na internet.

Art. 17. O eleitor cujo nome tenha sido registrado no sistema de que trata o art. 13 desta resolução
pode, mediante requerimento justificado e endereçado ao juízo competente, requerer a exclusão de
seu nome.

§ 1º Recebido o pedido de exclusão de apoio e verificada a autenticidade da representação do eleitor,


o Juiz Eleitoral determinará liminarmente a retirada do nome do requerente da lista de apoiamento à
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criação do partido político em formação, sem prejuízo da comunicação prevista no § 5º do art. 14
desta resolução.

§ 2º A exclusão do nome do eleitor somente é admitida até o encerramento da fase de instrução do


processo de registro do estatuto e do órgão de direção nacional do partido em formação pelo Tribunal
Superior Eleitoral.

§ 3º Havendo indícios de ilicitude, os pedidos formulados após a fase prevista no § 2º deste artigo
poderão ser encaminhados ao Ministério Público Eleitoral, sem prejuízo de o eleitor requerer
judicialmente o que for cabível.

Art. 18. Obtido o apoiamento mínimo de eleitores na unidade da Federação, o partido político em
formação constituirá, definitivamente, na forma do seu estatuto, órgãos de direção regional e
municipais, designando os seus dirigentes, organizados em, no mínimo, um terço dos estados, e
constituirá, também definitivamente, o seu órgão de direção nacional (Lei nº 9.096/95, art. 8º, § 3º).

Art. 19. Os partidos em formação têm o direito de obter, no respectivo cartório eleitoral, a lista de
eleitores com informações sobre o nome, o número do título, a zona, a seção e a eventual filiação a
partido político, vedada a divulgação de outros dados (Res.-TSE nº 21.966, de 2004).

SEÇÃO IV
DO REGISTRO DOS ÓRGÃOS PARTIDÁRIOS NOS TRIBUNAIS REGIONAIS ELEITORAIS

Art. 20. Feita a constituição definitiva e a designação dos órgãos de direção regional e municipais, o
presidente regional do partido político em formação solicitará o registro no respectivo tribunal
regional eleitoral, por meio de requerimento acompanhado de:

I – exemplar autenticado do inteiro teor do programa e do estatuto partidários, inscritos no registro


civil;

II – certidão do cartório do registro civil da pessoa jurídica a que se refere o § 2º do art. 10 desta
resolução;

III – cópia da(s) ata(s) de escolha e designação, na forma do respectivo estatuto, dos dirigentes dos
órgãos partidários regionais e, se houver, municipais, com a indicação do respectivo nome, endereço,
número de telefone e de fac-símile.

Parágrafo único. As certidões comprobatórias do apoiamento mínimo serão impressas diretamente


do sistema de que trata o art. 13 desta resolução e juntadas aos autos pelo respectivo tribunal regional
eleitoral, sendo dispensada a sua apresentação pelo partido em formação.

Art. 21. O pedido de registro, após o protocolo, será autuado e distribuído, na classe própria, a um
relator, no prazo de até 48 (quarenta e oito) horas, devendo a secretaria do tribunal publicar,
imediatamente, no Diário da Justiça Eletrônico, edital para ciência dos interessados.

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Art. 22. Cabe a qualquer interessado impugnar, no prazo de 3 (três) dias, contados da publicação do
edital, em petição fundamentada, o pedido de registro.

§ 1º. A impugnação deve ser formulada em petição fundamentada dirigida ao Relator, com a clara
identificação dos fatos e dos fundamentos jurídicos do pedido.

§ 2º Na impugnação, o impugnante deve juntar desde logo a prova documental pertinente e, se for o
caso, requerer, justificadamente, outras provas, inclusive requisição de documentos em poder de
terceiros ou de repartições públicas.

Art. 23. Oferecida a impugnação, o relator determinará a intimação do requerente do registro para
apresentação de defesa, no prazo de 7 (sete) dias.

Parágrafo único. Na defesa, o partido em formação deve juntar desde logo a prova documental
pertinente e, se for o caso, requerer, justificadamente, outras provas, inclusive requisição de
documentos em poder de terceiros ou de repartições públicas.

Art. 24. Oferecida a resposta ou findo o respectivo prazo, o relator decidirá sobre a pertinência das
provas requeridas pelas partes, determinado a realização daquelas que contribuírem para a decisão
da causa e indeferindo as inúteis ou meramente protelatórias.

Parágrafo único. Da juntada de qualquer documento deve ser dada vista a outra parte para
manifestação no prazo de 3 (três) dias.
Em seguida, será ouvido o Ministério Público Eleitoral, que se manifestará em 10 (dias); devolvidos os
autos, serão imediatamente conclusos ao relator.

Art. 25. Não havendo impugnação ou tendo sido encerrada a instrução do feito, o relator ouvirá o
Ministério Público Eleitoral no prazo de 10 dias e determinará, em igual prazo, as diligências para sanar
eventuais falhas do processo.

§ 1º Ouvido o Ministério Público, os autos serão conclusos ao relator, que os apresentará para
julgamento perante o Plenário do Tribunal no prazo de até 30 (trinta) dias.

§ 2º Na sessão de julgamento, após o relatório, as partes, inclusive o Procurador-Geral Eleitoral,


poderão sustentar oralmente suas razões, no prazo improrrogável de 20 (vinte) minutos cada uma.

SEÇÃO V
DO REGISTRO DO ESTATUTO E DO ÓRGÃO DE DIREÇÃO NACIONAL NO TRIBUNAL SUPERIOR
ELEITORAL

Art. 26. Registrados os órgãos de direção regional em, pelo menos, um terço dos estados, o presidente
do partido político em formação solicitará o registro do estatuto e do respectivo órgão de direção
nacional no Tribunal Superior Eleitoral, por meio de requerimento acompanhado de:

I – cópia da ata da reunião de fundação do partido político autenticada por tabelião de notas;
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II – exemplar autenticado do inteiro teor do programa e do estatuto partidários, inscritos no cartório
competente do Registro Civil das Pessoas Jurídicas da Capital Federal;

III – relação de todos os fundadores com o nome completo, naturalidade, número do título eleitoral
com a zona, seção, município e unidade da Federação, profissão e endereço da residência;

IV – certidão do cartório do registro civil da pessoa jurídica a que se refere o § 2º do art. 9º desta
resolução;

V – certidões expedidas pelos tribunais regionais eleitorais que comprovem ter o partido político em
formação obtido o registro do órgão de direção nos respectivos estados;

VI – cópia da ata da reunião que comprova a constituição definitiva do órgão de direção nacional, com
a designação de seus dirigentes, autenticada por tabelião de notas.

§ 1º As certidões comprobatórias do apoiamento mínimo e do deferimento do registro do órgão de


direção, nos respectivos estados, serão impressas e juntadas aos autos pelo Tribunal Superior
Eleitoral, sendo dispensada a sua apresentação pelo partido em formação.

§ 2º O partido político em formação deve indicar, no pedido de registro, o nome, a sigla e o número
da legenda pretendidos.

§ 3º É vedada a utilização do número da agremiação juntamente com a sigla partidária.

§ 4º o número da legenda deverá ser escolhido entre o 10 (dez) e o 90 (noventa).

Art. 27. Protocolizado o pedido de registro, será ele autuado e distribuído a um relator, no prazo de
48 (quarenta e oito) horas, devendo a secretaria do tribunal publicar, imediatamente, no Diário de
Justiça Eletrônico, edital para ciência dos interessados (Lei nº 9.096/95, art. 9º, § 3º).

Art. 28. Caberá a qualquer interessado impugnar, no prazo de 3 (três) dias contados da publicação do
edital, em petição fundamentada, o pedido de registro.

Art. 29. Aplicam-se no Tribunal Superior Eleitoral as disposições contidas nos arts. 22, 23, 24 e 25 desta
resolução.

Art. 30. Deferido ou não o registro do estatuto e do órgão de direção nacional, o Tribunal fará imediata
comunicação do resultado aos tribunais regionais eleitorais, e estes, da mesma forma, aos juízos
eleitorais.

Art. 31. Indeferido o pedido de registro pelo Tribunal Superior Eleitoral, os interessados poderão
requerer o desentranhamento dos documentos juntados nos autos para posterior utilização, se for o
caso, em novo pedido.

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Parágrafo Único. Salvo deliberação em contrário do Plenário do Tribunal Superior Eleitoral, o novo
pedido de registro do estatuto e do órgão de direção nacional do partido político, que tenha sido
anteriormente indeferido, somente poderá ser requerido em autos próprios, com a observância do
prazo previsto no § 3º do art. 7º dessa resolução e de todos os requisitos necessários.

Art. 32. Ficarão automaticamente sem efeito, independentemente de decisão de qualquer órgão da
Justiça Eleitoral, os registros dos órgãos de direção municipais e regionais se indeferido o pedido de
registro do estatuto e do órgão de direção nacional.

CAPÍTULO II
DA ANOTAÇÃO DOS ÓRGÃOS DIRETIVOS PARTIDÁRIOS
E DOS DELEGADOS
SEÇÃO I
DA ANOTAÇÃO DOS ÓRGÃOS PARTIDÁRIOS
NOS TRIBUNAIS REGIONAIS ELEITORAIS

Art. 33. O órgão de direção nacional ou regional deve comunicar ao respectivo tribunal eleitoral, no
prazo de 30 (trinta) dias contados da deliberação, por meio de sistema específico da Justiça Eleitoral,
a constituição de seus órgãos de direção partidária regional e municipais, seu início e fim de vigência,
os nomes, números de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) e do título de eleitor dos
respectivos integrantes, bem como as alterações que forem promovidas, para anotação (Res.-TSE nº
23.093/2009).

§ 1º A data do início de vigência do novo órgão partidário não pode ser anterior à data de deliberação.

§ 2º Devem ser informados, além dos dados exigidos no caput deste artigo, os números de telefone,
fac-símile, e-mail e endereço residencial atualizados dos membros da comissão provisória, comissão
executiva ou órgão equivalente (Res.-TSE nº 23.093/2009).

§ 3º Apenas no Distrito Federal é autorizada a anotação de órgãos de direção zonais, que


corresponderão aos órgãos de direção municipais para fins de aplicação das normas estabelecidas
nesta resolução (Lei nº 9.096/95, art. 54, c. c. o art. 1º da Lei nº 9.259/96).

§ 4º Nos demais tribunais regionais eleitorais, as anotações restringem-se exclusivamente aos órgãos
de direção regionais e municipais.

§ 5º Os tribunais regionais eleitorais podem solicitar que o órgão nacional do partido político
comunique diretamente ou ratifique a anotação de órgão regional.

§ 6º Protocolizado o pedido, não havendo necessidade de diligências, o presidente do tribunal regional


eleitoral determinará à unidade competente que proceda à anotação.

§ 7º Os pedidos de anotação apresentados extemporaneamente devem ser acompanhados de


justificativa, sob pena de indeferimento.

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§ 8º Na hipótese de erro no pedido de anotação, o presidente do tribunal determinará a notificação
do partido, para que se manifeste no prazo de 5 (cinco) dias.

§ 9º No prazo de 30 (trinta) dias da anotação a que se refere o caput deste artigo, o partido político
deve informar ao tribunal regional eleitoral
os números de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) dos órgãos de direção
regionais e municipais que houver constituído (SRF, IN nº 1.470/2014, art. 4º, § 6º), sob pena de
suspensão da anotação.

§ 10. Na hipótese de eleição de novos dirigentes, o requerimento de fornecimento de senha de acesso


ao sistema mencionado no caput deste artigo deve ser encaminhado com cópia da respectiva ata da
reunião em que foram eleitos.

Art. 34. Ocorrerá a caducidade do órgão de direção partidária sempre que ocorrer o encerramento
dos mandatos de seus dirigentes sem que haja pedido de anotação dos dirigentes para o período
subsequente.

Parágrafo único. Os órgãos regionais e municipais dos partidos políticos não podem receber recursos
do Fundo Partidário até que a situação de sua direção esteja regularizada.

Art. 35. A Justiça Eleitoral deve comunicar, por meio de sistema específico, aos órgãos nacional,
estaduais e municipais do respectivo partido político a caducidade das anotações de seus órgãos
diretivos para que a situação seja regularizada.

Art. 36. Na hipótese de intervenção ou dissolução dos órgãos partidários pelas instâncias
hierarquicamente superiores nas hipóteses previstas nos estatutos do partido político, o órgão
interventor deve comunicar ao tribunal regional eleitoral competente a relação dos nomes das
pessoas designadas para compor o órgão ou a comissão provisória e o prazo designado para a
constituição do novo órgão definitivo do partido político.

Art. 37. As anotações relativas aos órgãos provisórios tem validade de 120 (cento e vinte) dias.

§ 1º. Em situações excepcionais e devidamente justificadas, o partido político poderá requerer ao


Presidente do tribunal eleitoral competente a prorrogação do prazo de validade previsto neste artigo,
pelo período necessário à realização da convenção para escolha dos novos dirigentes.

§ 2º A prorrogação do prazo de validade dos órgãos provisórios não desobriga o partido de adotar,
com a urgência necessária, as medidas cabíveis para a observância do regime democrático a que está
obrigado nos termos dos arts. 1º, 2º e 46, parágrafo único, desta resolução.

Art. 38. Anotada a composição de órgão de direção municipal e eventuais alterações, os dados devem
ficar disponíveis para consulta pela intranet da Justiça Eleitoral e no sítio do Tribunal Superior Eleitoral
na internet, considerando-se efetivada a comunicação aos juízes eleitorais, independentemente de
qualquer outro expediente ou aviso (Res.-TSE nº 23.093/2009).

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Art. 39. Os órgãos de direção regional e municipal devem manter atualizados perante a Justiça
Eleitoral os seus dados de endereço, telefone, fac-símile e e-mail, bem como os de seus dirigentes.

§ 1º Os dados a que se refere o caput deste artigo são anotados pela secretaria judiciária do respectivo
tribunal regional eleitoral.

§ 2º A sede estadual dos partidos políticos deve estar sempre localizada na Capital do respectivo
Estado.

§ 3º A sede municipal dos partidos políticos deve estar sempre localizada no respectivo município.

Art. 40. Será suspenso o registro ou a anotação do órgão de direção estadual ou municipal que tiver
suas contas partidárias julgadas como não prestadas, até que seja regularizada a situação (Res.-TSE nº
23.432/2014, art. 47, § 2º).

Parágrafo único. A desaprovação das contas partidárias apresentadas à Justiça Eleitoral não enseja a
suspensão de que trata este artigo (Lei nº 9.096, art. 32, § 5º).

SEÇÃO II
DA ANOTAÇÃO DOS ÓRGÃOS PARTIDÁRIOS
NO TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL

Art. 41. O órgão de direção nacional deve comunicar ao Tribunal Superior Eleitoral, no prazo de 30
dias da deliberação, por meio de sistema específico da Justiça Eleitoral, a constituição de seu órgão de
direção, o início e o fim de sua vigência, os nomes, números de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas
(CPF) e do título de eleitor dos respectivos integrantes, bem como as alterações que forem
promovidas, para anotação (Res.-TSE nº 23.093/2009).

§ 1º A data do início de vigência do novo órgão partidário não pode ser anterior à data de deliberação.

§ 2º Devem ser informados, além dos dados exigidos no caput deste artigo, os números de telefone,
fac-símile, e endereço residencial atualizado dos membros da comissão executiva ou órgão
equivalente (Res.-TSE nº 23.093/2009).

§ 3º Protocolizado o pedido, não havendo a necessidade de diligência, o presidente do tribunal


determina à unidade competente que proceda à anotação.

§ 4º O pedido de anotação apresentado extemporaneamente deve ser acompanhado de justificativa,


sob pena de indeferimento.

§ 5º Na hipótese de eleição de novos dirigentes, o requerimento de fornecimento de senha de acesso


ao sistema mencionado no caput deste
artigo deve ser encaminhado com cópia da respectiva ata da reunião em que foram eleitos.

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Art. 42 Aplicam-se aos órgãos nacionais dos partidos políticos, no que couber, as disposições previstas
no art. 34 desta resolução.

Art. 43. O órgão de direção nacional deve manter atualizado perante a Justiça Eleitoral os seus dados
de endereço, telefone, fac-símile e e-mail, bem como os de seus dirigentes.

Parágrafo único. Os dados a que se refere o caput deste artigo são anotados pela Secretaria Judiciária
do Tribunal Superior Eleitoral.

SEÇÃO III
DOS DELEGADOS

Art. 44. O partido político com registro no Tribunal Superior Eleitoral pode credenciar,
respectivamente (Lei nº 9.096/95, art. 11, caput, I a III):

I – três delegados perante o juízo eleitoral;

II – quatro delegados perante o tribunal regional eleitoral;

III – cinco delegados perante o Tribunal Superior Eleitoral.

§ 1º Os delegados são credenciados no órgão competente da Justiça Eleitoral, a requerimento do


presidente do respectivo órgão de direção partidária.

§ 2º Quando o município abarcar mais de uma zona eleitoral, o tribunal regional eleitoral deve
designar uma delas para o credenciamento dos delegados; quando uma zona eleitoral abranger mais
de um município, o credenciamento deve ser realizado no juízo separadamente, por município.

§ 3º Protocolizado o pedido, que deve conter os nomes, endereços, números dos títulos de eleitor e
telefones dos delegados, e, se houver, o número de inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil
(OAB), o presidente do tribunal ou o juiz eleitoral determina, conforme o caso, à unidade competente
do tribunal ou ao cartório eleitoral que proceda à anotação.

§ 4º Os delegados credenciados pelo órgão de direção nacional representam o partido político perante
quaisquer tribunais ou juízes eleitorais; os credenciados pelos órgãos estaduais, somente perante o
tribunal regional eleitoral e os juízes eleitorais do respectivo estado, do Distrito Federal ou território
federal; e os credenciados pelo órgão municipal, perante o juiz eleitoral do respectivo município (Lei
nº 9.096/95, art. 11, parágrafo único).

CAPÍTULO III
DO PROGRAMA E DO ESTATUTO

Art. 45. Observadas as disposições constitucionais e legais, o partido é livre para fixar, em seu
programa, seus objetivos políticos e para estabelecer, em seu estatuto, a sua estrutura interna,
organização e funcionamento (CF, art. 17, caput; Lei nº 9.096/95, art. 14).
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Art. 46. O estatuto do partido político deve prever, entre outras, normas sobre (Lei nº 9.096/95, art.
15, I a IX):

I – nome, denominação abreviada e estabelecimento da sede na Capital Federal;

II – filiação e desligamento de seus membros;

III – direitos e deveres dos filiados;

IV – formas de organização e administração, com a definição de sua estrutura geral e identificação,


composição e competência dos órgãos partidários nos níveis municipal, estadual e nacional, duração
dos mandatos e processo de eleição dos seus membros;

V – fidelidade e disciplina partidárias, processo para apuração das infrações e aplicação das
penalidades, assegurado amplo direito de defesa;

VI – condições e forma de escolha de seus candidatos a cargos e funções eletivas;

VII – finanças e contabilidade, estabelecendo, inclusive, normas que os habilitem a apurar as quantias
que os seus candidatos possam despender com a própria eleição, que fixem os limites das
contribuições dos filiados e definam as diversas fontes de receita do partido político, além daquelas
previstas nesta resolução;

VIII – critérios de distribuição dos recursos do Fundo Partidário entre os órgãos de nível municipal,
estadual e nacional que compõem o partido político;

IX – procedimento de reforma do programa e do estatuto partidários.

Parágrafo único. Os estatutos dos partidos políticos não podem conter disposições que afrontem a
legislação vigente, os direitos e garantias fundamentais previstos na Constituição da República ou que
atentem contra a soberania nacional, o regime democrático, o pluripartidarismo, os direitos
fundamentais da pessoa humana, e devem observar os seguintes preceitos (CF, art. 17):

I – caráter nacional;

II – proibição de recebimento de recursos financeiros de entidade ou governo estrangeiros ou de


subordinação a estes;

III – prestação de contas à Justiça Eleitoral;

IV – funcionamento parlamentar de acordo com a lei.

Art. 47. As alterações programáticas ou estatutárias, depois de registradas no ofício civil competente,
devem ser encaminhadas ao Tribunal Superior Eleitoral, e tal pedido será juntado aos respectivos
autos do processo de registro do partido político, ou, se for o caso, aos da petição que deferiu o
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registro do estatuto partidário adaptado à Lei nº 9.096/95, obedecido, no que couber, o procedimento
previsto nos arts. 26 a 31 desta resolução, acompanhado de:

I – exemplar autenticado do inteiro teor do novo programa ou novo estatuto partidário inscrito no
cartório competente do Registro Civil das Pessoas Jurídicas da Capital Federal;

II – certidão do Cartório do Registro Civil da Pessoa Jurídica a que se refere o § 2º do art. 10 desta
resolução;

III – cópia da ata da reunião que deliberou pelas alterações do programa ou do estatuto do partido
autenticada por tabelião de notas.

CAPÍTULO IV

DA FUSÃO, INCORPORAÇÃO E EXTINÇÃO DOS PARTIDOS POLÍTICOS

Art. 48. Fica cancelado, no Ofício Civil e no Tribunal Superior Eleitoral, o registro do partido político
que, na forma de seu estatuto, se dissolva, se incorpore ou venha a se fundir a outro (Lei nº 9.096/95,
art. 27).

Art. 49. O Tribunal Superior Eleitoral, após o trânsito em julgado da decisão, determina o
cancelamento do registro civil e do estatuto do partido político contra o qual fique provado (Lei nº
9.096/95, art. 28, I a IV):

I – ter recebido ou estar recebendo recursos financeiros de procedência estrangeira;

II – estar subordinado à entidade ou governo estrangeiros;

III – não ter prestado, nos termos da legislação em vigor, as devidas contas à Justiça Eleitoral;

IV – manter organização paramilitar.

§ 1º A decisão judicial a que se refere este artigo deve ser precedida de processo regular, que assegure
ampla defesa (Lei nº 9.096/95, art. 28, § 1º).

§ 2º O processo de cancelamento é iniciado pelo Tribunal à vista de denúncia de qualquer eleitor, de


representante de partido político, ou de representação do Procurador-Geral Eleitoral (Lei nº 9.096/95,
art. 28, § 2º).

§ 3º Apresentada a denúncia, o feito deve ser autuado na classe Cancelamento de Registro de Partido
político (CRPP), distribuído livremente a um relator, que, verificando as condições de conhecimento,
determina a citação do partido político para oferecer defesa no prazo de 15 (quinze) dias (Regimento
Interno do TSE, art. 79).

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§ 4º O processo que visa à extinção do partido político segue o rito e os prazos previstos nos arts. 3º
e seguintes da Lei Complementar nº 64/90.

Art. 50. Por decisão de seus órgãos nacionais de deliberação, dois ou mais partidos políticos podem
fundir-se num só ou incorporar-se um ao outro (Lei nº 9.096/95, art. 29, caput).

§ 1º No caso de fusão, observar-se-ão as seguintes normas: (Lei nº 9.096/95, art. 29, § 1º, I e II);

I – os órgãos de direção dos partidos políticos elaborarão projetos comuns de estatuto e programa;

II – os órgãos nacionais de deliberação dos partidos políticos em processo de fusão votarão em reunião
conjunta, por maioria absoluta, os
projetos e elegerão o órgão de direção nacional que promoverá o registro do novo partido político;

III – deferido o registro do novo partido político, devem ser cancelados, de ofício, os registros dos
órgãos de direção regionais e municipais dos partidos políticos extintos.

§ 2º No caso de incorporação, observada a lei civil, caberá ao partido político incorporando deliberar,
por maioria absoluta de votos, em seu órgão de direção nacional, sobre a adoção do estatuto e do
programa de outra agremiação partidária (Lei nº 9.096/95, art. 29, § 2º).

§ 3º Adotados o estatuto e o programa do partido político incorporador, realizar-se-á, em reunião


conjunta dos órgãos nacionais de deliberação, a eleição do novo órgão de direção nacional (Lei nº
9.096/95, art. 29, § 3º).

§ 4º O novo órgão de direção nacional providenciará a realização de reuniões municipais e regionais


conjuntas, que constituirão os novos órgãos municipais e regionais.

§ 5º Nos estados e municípios em que apenas um dos partidos políticos possuía órgão regional ou
municipal, o novo órgão nacional ou regional poderá requerer ao tribunal regional eleitoral que seja
anotada a alteração decorrente da incorporação.

§ 6º Na hipótese de fusão, a existência legal do novo partido político tem início com o registro, no
ofício civil competente da Capital Federal, do estatuto e do programa, cujo requerimento deverá ser
acompanhado das atas das decisões dos órgãos competentes (Lei nº 9.096/95, art. 29, § 4º).

§ 7º No caso de incorporação, o instrumento respectivo deve ser levado ao ofício civil competente,
que deverá, então, cancelar o registro do partido político incorporado a outro (Lei nº 9.096/95, art.
29, § 6º).

§ 8º O novo estatuto, no caso de fusão, ou instrumento de incorporação deverá ser levado a registro
e averbado, respectivamente, no ofício civil e no Tribunal Superior Eleitoral, obedecido, no que
couber, o procedimento previsto nos arts. 26 a 31 desta resolução (Lei nº 9.096/95, art. 29, § 7º).

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Art. 51. Somente será admitida a fusão ou incorporação de partidos políticos que tenham obtido o
registro definitivo do Tribunal Superior Eleitoral há, pelo menos, 5 (cinco) anos (Lei nº 9.096/95, art.
29, § 9º).

Art. 52. O Tribunal Superior Eleitoral fará imediata comunicação do trânsito em julgado da decisão
que determinar registro, cancelamento de registro, incorporação e fusão de partido político, bem
como alteração de denominação e sigla partidárias à Câmara dos Deputados, ao Senado Federal, ao
cartório competente do Registro Civil das Pessoas Jurídicas e aos tribunais regionais eleitorais, e estes,
da mesma forma, aos juízos eleitorais.

§ 1º Transitada em julgado a decisão de que trata o caput deste artigo, as agremiações partidárias
extintas, incorporadas ou fundidas devem, no prazo de 30 (trinta) dias, apresentar no Tribunal
Superior Eleitoral comprovação do pedido de cancelamento de contas bancárias e, no prazo de 90
(noventa) dias, a prova do cancelamento da inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ),
na Secretaria da Receita Federal.

§ 2º O não cumprimento do disposto no parágrafo anterior pode ensejar a desaprovação das contas
dos partidos políticos extintos ou originários da fusão ou incorporação.

§ 3º Em caso de cancelamento ou caducidade do órgão de direção nacional do partido, reverterá ao


Fundo Partidário a quota que àquele caberia (Lei nº 9.096, art. 42).

§ 4º A caducidade prevista no § 3º deste artigo configura-se com o encerramento dos mandatos dos
dirigentes do órgão nacional de direção partidária sem que haja pedido de anotação dos dirigentes
para o período subsequente.

TÍTULO III
DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS

Art. 53. Os partidos políticos devem encaminhar ao Tribunal Superior Eleitoral, para anotação, o nome
da fundação de pesquisa, doutrinação e educação política de que trata o inciso IV do art. 44 da Lei nº
9.096/95, a indicação do seu representante legal, número de inscrição no CNPJ, endereço da sede,
telefone, endereço eletrônico e fac-símile.

Art. 54. Para fins de aplicação das normas estabelecidas nesta resolução, consideram-se como
equivalentes a estados e municípios o Distrito Federal e os territórios e suas respectivas divisões
político-administrativas (Lei nº 9.096/95, art. 54).

Art. 55. As disposições procedimentais previstas nesta resolução aplicam-se aos processos de registro
de estatuto e de órgão de direção nacional de partido político que ainda não tenham sido julgados,
cabendo ao respectivo relator decidir sobre a adequação do feito, sem que sejam anulados ou
prejudicados os atos já realizados.

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Art. 56. O prazo de dois anos para comprovação do apoiamento de eleitores de que trata o § 1º do
art. 7º desta resolução não se aplica aos pedidos protocolizados antes de 30 de setembro de 2015 (Lei
nº 13.165/2015, art. 13).

Art. 57. Os sistemas de software de que tratam os artigos 13, 33, 35 e 41 desta resolução, assim como
os demais que se fizerem necessários, serão desenvolvidos e mantidos pela Secretaria de Tecnologia
da Informação do Tribunal Superior Eleitoral.

Parágrafo Único. A Secretaria de Tecnologia da Informação do Tribunal Superior Eleitoral, como


coordenadora, poderá manter parcerias, convênios ou projetos comuns com os órgãos técnicos dos
tribunais regionais eleitorais para o desenvolvimento e manutenção dos sistemas informatizados
previstos nesta resolução.

Art. 58. Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação, revogada a Res.-TSE nº 23.282, de
22 de junho de 2010.

SISTEMAS ELEITORAIS

A democracia tem uma relação direta com as eleições. Por meio dessa, os cidadãos escolhem qual a
representação política comandará o país e executará as políticas de governo apresentadas nas
campanhas eleitorais. Sem eleições legítimas, as democracias ficam vulneráveis a regimes autoritários,
a representantes autocráticos ou, mesmo, a fraude às eleições com a finalidade de conferir aparência
democrática ao governo.

A fim de preservar a legitimidade das eleições, o Estado deve instituir, na sua Constituição, quais as
formas e os requisitos exigidos para se assumir cargos públicos eletivos.

Neste breve ensaio, o nosso enfoque encampará apenas os sistemas eleitorais vigentes em nosso país.

As eleições são disciplinadas por princípios do direito eleitoral, por leis e por instruções normativas.
Na instituição e regulamentação desse compêndio normativo, serão escolhidos os sistemas eleitorais
que se utilizaram para a eleição dos candidatos aos diversos cargos políticos no Estado.

Logo, sistema eleitoral é a maneira que o Estado definiu e organiza a contagem de votos dos eleitores
com a finalidade de converte-los em mandatos para o Poder Executivo e para o Poder Legislativo,
ligando a vontade popular dos cidadãos aos poderes políticos do Estado.

Segundo esclarece (GOMES, p. 121, 2014) sistemas eleitorais:

“Tem por função a organização das eleições e a conversão de votos em


mandatos políticos. Em outros termos, visa proporcionar a captação
eficiente, segura e imparcial da vontade popular democraticamente
manifestada, de sorte que os mandatos eletivos sejam conferidos e
exercidos com legitimidade. [...]” 1

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O sistema eleitoral escolhido representa a melhor maneira de compor a vontade dos eleitores para
cada tipo de cargo político. Com base nisso, a Constituição Federal instituiu que as nossas eleições
serão regidas pelos sistemas eleitorais majoritário e proporcional.

Sistema majoritário
Pelo sistema majoritário, considera-se eleito o candidato que obtiver a maioria dos votos válidos,
excluindo-se os brancos e os nulos. A Constituição Federal o previu para os cargos do Poder Executivo
e para o Poder Legislativo (Senado Federal):

• Presidente e Vice – Presidente da República, (CF/1988, art. 77, § 2°);


• Governador e Vice-Governador de Estado, (CF/1988, art. 28 e 32, § 2°);
• Prefeito e Vice-Prefeito, (CF/1988, art. 29, II) e
• Senador e dois suplentes, (art. 46 da CF/1988).
Consoante Gomes (2014, p. 122), o sistema majoritário se fundamenta no princípio da representação
da maioria em cada circunscrição eleitoral, sem excluir as minorias.

No Brasil, o sistema majoritário está dividido em de maioria simples ou relativa (de turno único) e
sistema majoritário de maioria absoluta (de 02 turnos).

O primeiro, de maioria relativa, é aplicado para a eleição de prefeito e vice-prefeito em municípios de


até 200 mil eleitores e para a eleição de senador e seus 02 suplentes (respectivamente art. 29, II e 46
da CF/1988), pelo qual será considerado eleito o candidato que obtiver a maioria dos votos válidos.

A título de exemplo, considere que determinado município tenha uma população local de 240 mil
habitantes, dos quais 198 mil sejam eleitores. Nas eleições municipais para prefeito e vice-prefeito,
houve a disputa entre os candidatos A, B e C que representaram os seus partidos.

Nesse caso, após a votação, excluindo os votos brancos e nulos, apuraram-se 172 mil votos válidos,
distribuídos da seguinte maneira:

• Candidato A: 50 mil votos;


• Candidato B: 69 mil votos e
• Candidato C: 53mil votos.
No exemplo citado, em razão de o município contar com menos de 200 mil eleitores, foi considerado
eleito o Candidato B, pois obteve a maioria simples dos votos.

Observa-se que, ao adotar a maioria relativa, o representante político eleito pode, não
necessariamente, representar de fato a opção da maioria das pessoas naquele município. A
quantidade de votos recebidos pelo candidato B representa, em termos percentuais (desprezada
fração), 40% dos votos válidos, 34% dos eleitores e 28% dos habitantes dos municípios.

Para o sistema majoritário de maioria absoluta, o candidato será considerado eleito se obtiver a
maioria absoluta dos votos válidos, excluindo os brancos e nulos, tal que, se nenhum dos candidatos

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alcançar essa votação, ocorrerá nova eleição em segundo turno, com os dois candidatos mais votados
no primeiro turno.

A Constituição Federal previu que fosse observada a maioria absoluta, prevista em seu artigo 77, § 3°,
para os cargos de presidente da República, governador e vice-governador de Estado e prefeito e vice-
prefeito de município com mais de 200 mil eleitores.
Nº 21, 20 de julho de 2015

Sistema proporcional
O sistema proporcional fundamenta-se em dar voz no parlamento a todos os segmentos da sociedade
que tenham representações políticas mínimas nas eleições. Segundo os ensinamentos de José Jairo
Gomes: GOMES (2014, p. 122-123):

[...] Visa distribuir entre as múltiplas entidades políticas as vagas existentes


nas Casas Legislativas, tornando equânime a disputa pelo poder e,
principalmente, ensejando a representação de grupos minoritários. Por isso,
o voto tem caráter dúplice ou binário, de modo que votar no candidato
significa igualmente votar no partido (= voto de legenda); também é possível
votar tão só na agremiação. Assim, tal sistema não considera somente o
número de votos atribuídos ao candidato, como no majoritário, mas
sobretudo os endereçados à agremiação. Pretende, antes, assegurar a
presença no Parlamento do maior número de grupos e correntes que
integram o eleitorado. [...]2

Para que isso ocorra, o sistema proporcional tem como parâmetro uma quantidade mínima de votos,
que é representada pela divisão do número de votos válidos e pelo número de vagas no parlamento.
Essa quantidade mínima é chamada de quociente eleitoral e cada partido que conseguir atingi-lo terá
pelo menos um representante no parlamento. Assim, os partidos estarão proporcionalmente
representados.

A Constituição Federal estabeleceu o sistema proporcional para eleger os membros do Poder


Legislativo (exceto o Senado Federal): a Câmara dos Deputados, as Assembleias Legislativas, a Câmara
Legislativa e as Câmaras de Vereadores, consoante os artigos 45, 27, § 1°, 32, §3° e 29, IV todos da
Constituição de 1988.

Para identificar proporcionalidade partidária e distribuir as cadeiras parlamentares, necessita-se que


sejam realizadas determinadas sequências de cálculos que estão previstos no Código Eleitoral. Dessa
forma, o sistema proporcional depende que se apure o quociente eleitoral, em seguida o quociente
partidário para distribuição.

Nessa linha, o quociente eleitoral corresponde à quantidade de votos válidos necessários, somando-
se os em candidatos e em legendas, que um partido ou uma coligação partidária deverá atingir nas
eleições para ter representação no Parlamento. Para a sua apuração, o Código Eleitoral prevê tal
fórmula em seu artigo 106:

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Art. 106 – Determina-se o quociente eleitoral dividindo-se o número de
votos válidos apurados pelo de lugares a preencher em cada circunscrição
eleitoral, desprezada a fração se igual ou inferior a meio, equivalente a um,
se superior.

De posse do quociente eleitoral, apura-se o quociente partidário que expressa em números de


cadeiras no parlamento, a proporção alcançada nas urnas pelo partido ou coligação de legendas e em
seguida passa-se a indicar os eleitos conforme os comandos dos art. 107, 108 e 109 do Código
Eleitoral:

Art. 107 - Determina-se para cada Partido ou coligação o quociente


partidário, dividindo-se pelo quociente eleitoral o número de votos válidos
dados sob a mesma legenda ou coligação de legendas desprezada a fração.

Art. 108 - Estarão eleitos tantos candidatos registrados por um Partido ou


coligação quantos o respectivo quociente partidário indicar, na ordem da
votação nominal que cada um tenha recebido.

Art. 109 - Os lugares não preenchidos com a aplicação dos quocientes


partidários serão distribuídos mediante observância das seguintes regras:

I - dividir-se-á o número de votos válidos atribuídos a cada Partido ou


coligação de Partidos pelo número de lugares por ele obtido, mais um,
cabendo ao Partido ou coligação que apresentar a maior média um dos
lugares a preencher;

II - repetir-se-á a operação para a distribuição de cada um dos lugares.

§ 1º - O preenchimento dos Iugares com que cada Partido ou coligação for


contemplado far-se-á segundo a ordem de votação recebida pelos seus
candidatos.

§ 2º - Só poderão concorrer à distribuição dos lugares os Partidos e


coligações que tiverem obtido quociente eleitoral.

Para melhor compreensão das fórmulas expressas pelo Código Eleitoral para o sistema proporcional,
passemos a exemplificar os cálculos, utilizando como referência didáticas as tabelas exemplificativas
apresentadas pelo professor Ari Ferreira Queiroz3:

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Por exemplo, em uma eleição hipotética para Assembleia Legislativa, determinado estado dispõe de
24 vagas para a disputa do cargo de deputado Estadual. Participaram dessa eleição os partidos V, X,
W e a Coligação YZ que representa os partidos Y e Z.

O número de votos válidos (descontados os votos em branco, os nulos e as abstenções) foi de


7.842.000 votos. Ao apurar a votação, verificou-se o seguinte resultado, somado os votos em
candidatos e em partidos ou coligação: Partido V: 1.750.000; Partido X: 1.600.000; Partido W:
2.000.000;

Partido K: 280.000 e a Coligação Partidária YZ: 2.212.000.


a) Cálculo do quociente eleitoral: QE = VV/VP
QE = 7.842.000/24 = 326.750

Logo o quociente eleitoral que o partido ou coligação necessita atingir para eleger um deputado é de
326.750 votos. Verifica-se de plano que o Partido K com 280.000 votos não atingiu o quociente
eleitoral e não terá representantes eleitos.

b) Cálculo do quociente partidário: QP = VCL/QE

Pelo nosso exemplo, percebe-se que houve a divisão entre os partidos políticos e coligação de 21 vagas
considerando o quociente partidário de forma a buscar representar a proporcionalidade daquela
circunscrição eleitoral. No entanto, observa-se que restam 03 vagas a serem distribuídas aos partidos
ou coligações partidárias. Nessa situação aplica-se a regra disposta no artigo 109 do Código Eleitoral
até preencher as vagas restantes.

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c) Cálculo das vagas restantes VR = VCL / (QP+1)
Nesta etapa, as vagas restantes serão distribuídas considerando qual partido teria a maior média de
votos, caso a vaga remanescente tivesse sido atribuída a todos eles. Assim:

c.1 ) 22ª vaga para deputado estadual

Nesse primeiro cálculo das sobras de vagas restantes, o Partido X obteve a maior média com 320.000
votos ficando com 22ª cadeira na Assembleia Legislativa.

c.2 ) 23ª vaga para deputado estadual

Nesse segundo cálculo das sobras de vagas restantes, a Coligação YZ obteve a maior média com
316.000 votos ficando com 23ª cadeira na Assembleia Legislativa.

c.3 ) 24ª vaga para deputado estadual

Nesse último cálculo das sobras de vagas restantes, o Partido V obteve a maior média com 291.266
votos ficando com 24ª e última cadeira para deputado estadual na Assembleia Legislativa.

Assim, com essas breves considerações sobre os sistemas eleitorais, que organizam a contagem de
votos nas eleições, objetivamos, de maneira didática, demonstrar o caminho percorrido pelo voto

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para eleger nossos representantes, tal que eles sejam fruto da vontade expressa nas urnas e
reafirmem a democracia.

1 GOMES, José Jairo. Direito Eleitoral. 10 ed. São Paulo. Editora Atlas, 2014, p.121.
2 GOMES, José Jairo. Direito Eleitoral. 10 ed. São Paulo. Editora Atlas, 2014, p.122-123.
3 QUEIROZ, Ari Ferreira. Direito Eleitoral. 12 ed. Editora JHmizuno. 2014, p. 111.

VOTO E ELEIÇÕES

A expressão "sistema eleitoral" designa o modo, os instrumentos e os mecanismos empregados nos


países de organização política democrática para constituir seus Poderes Executivo e Legislativo.

No Brasil, chamamos de sistemas eleitorais o conjunto de normas que rege e organiza as eleições. O
Código Eleitoral prevê a coexistência de dois sistemas eleitorais: majoritário e proporcional.

Pelo sistema majoritário, são escolhidos o Presidente e o Vice-Presidente da República, os


Governadores e Vice-Governadores dos Estados, os Senadores da República e seus dois suplentes e
os Prefeitos e Vice-Prefeitos Municipais.

No caso de eleição para Prefeito e Vice, estará eleito o candidato que obtiver o maior número de votos
válidos (maioria simples, excluídos os em branco e nulos). Entretanto, nos municípios com mais de
200 mil eleitores, aplica-se a mesma regra da eleição para Presidente e Governador: será eleito
Prefeito, em primeiro turno, aquele que obtiver a maioria absoluta (metade mais um) dos votos
válidos. Caso contrário, realizar-se-á o segundo turno, concorrendo os dois candidatos mais votados.

Em que pese à eleição para Senador, será eleito em primeiro turno aquele que obtiver a maioria
simples dos votos válidos, lembrando que o Senador é eleito conjuntamente com os dois suplentes,
pois forma-se uma chapa única. Sendo assim, o eleitor não vota no suplente, porém ele poderá vir a
substituir ou suceder o Senador eleito.

Pelo sistema eleitoral proporcional, são escolhidos os Deputados Federais, Deputados Estaduais e
Distritais e Vereadores. Diferentemente da eleição majoritária, serão eleitos tantos candidatos
quantos os lugares a serem preenchidos na Câmara dos Deputados, nas Assembléias Legislativas e nas
Câmaras Municipais.

Para se apurar a quantidade de vagas destinada a cada partido e/ou coligação, será necessário
executar um cálculo matemático, por meio do qual se obterá o “quociente eleitoral” e o “quociente
partidário”. Esses quocientes serão a base para a apuração dos candidatos eleitos pelo sistema
proporcional. A partir dos votos apurados para determinada legenda, as vagas nas casas legislativas
serão preenchidas pelos candidatos mais votados que foram registrados pelos partidos ou coligações,
até o limite das vagas obtidas, segundo o cálculo do quociente partidário e distribuição das sobras.

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Diferença entre votar nulo e votar em branco
O voto em branco ocorre quando, ao usar a urna eletrônica, o eleitor escolhe a opção da tecla
específica denominada “BRANCO” e aperta a tecla “CONFIRMA”.

Já o voto nulo ocorre quando, ao usar a urna eletrônica, o eleitor digita um número que não
corresponde a nenhum candidato ou partido político oficialmente inscrito junto ao TSE. O voto nulo é
apenas registrado para fins de estatísticas e não é computado como voto válido, ou seja, não vai para
nenhum candidato, partido político ou coligação. Portanto, os votos em branco e nulos não são
contabilizados como votos válidos, por isso não afetam o resultado final das eleições.

Ao votar nulo o eleitor estará, em linhas gerais, beneficiando o candidato que obtiver mais votos
válidos, tendo em vista que, o candidato que for eleito precisará ter um número menor de votos, por
isso, acaba-se elegendo um candidato sem representação política. Logo, com essa abstenção do voto,
o cidadão deixa de participar daquele momento político, e em consequência não elege, de forma
consciente, um candidato que possa representar os interesses da comunidade onde vive. Deixar de
participar da vida política do seu país poderá acarretar uma realidade política prejudicial a todos.

É comum ouvir dizer que votar em branco ou nulo irá anular a eleição. Ouve-se dizer também que se
em uma eleição mais de 50% (cinquenta por cento) dos votos apurados forem nulos, a eleição será
anulada e o pleito será repetido. Isso é pura falácia, pois os votos em branco e nulos não são
computados, ou seja, não terão nenhuma validade.

O art. 224 do Código Eleitoral dispõe:

Art. 224. Se a nulidade atingir a mais de metade dos votos do país nas
eleições presidenciais, do Estado nas eleições federais e estaduais ou do
município nas eleições municipais, julgar-seão prejudicadas as demais
votações e o Tribunal marcará dia para nova eleição dentro do prazo de 20
(vinte) a 40 (quarenta) dias.

É verdade que o art. 224 do Código Eleitoral prevê a realização de nova eleição caso haja anulação de
mais da metade dos votos em uma determinada eleição, porém esses votos deverão ser declarados
nulos pela Justiça Eleitoral em um processo regular, no qual será oportunizado o contraditório e a
ampla defesa. Portanto, a ocorrência de nova eleição não se deve ao fato de os eleitores terem votado
em branco ou anulado os votos.

A melhor opção, então, é refletir sobre o destino de seu voto e sobre a importância da sua participação
na vida política do seu pais, elegendo com consciência e liberdade os seus representantes. É o seu
voto que pode mudar o rumo das eleições e das decisões políticas, sendo assim, seu voto não pode
ser jogado na lixeira. Vote consciente!

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Papéis dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário

Poder Legislativo
O Poder Legislativo é exercido pelo Congresso Nacional, que se compõe da Câmara dos Deputados
(com representantes do povo brasileiro, eleitos pelo sistema proporcional) e do Senado Federal (com
representantes dos Estados e do Distrito Federal, eleitos pelo sistema majoritário). O Tribunal de
Contas da União é um órgão que presta auxílio ao Congresso Nacional nas atividades de controle e
fiscalização externa.

No Brasil adota-se o sistema bicameral, ou seja, para a elaboração das Leis é necessária a manifestação
das duas Casas (Câmara dos Deputados e Senado Federal). Sendo assim, se uma matéria tem início na
Câmara dos Deputados, o Senado fará a sua revisão, e vice-versa, à exceção de matérias privativas de
cada órgão.

O Congresso Nacional tem como principais responsabilidades elaborar as leis e proceder à fiscalização
contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União e das entidades da
Administração direta e indireta.

As competências privativas da Câmara dos Deputados constam do art. 51 da Constituição Federal,


dentre elas incluem-se: a autorização para instauração de processo contra o Presidente e o Vice-
Presidente da República e os Ministros de Estado; a tomada de contas do Presidente da República,
quando não apresentadas no prazo constitucional; a elaboração do Regimento Interno, dentre outras.

A Câmara dos Deputados é a Casa em que tem início o trâmite da maioria das proposições legislativas.
É órgão de representação mais imediata do povo e centraliza grande parte dos debates e decisões de
importância nacional.

As competências privativas do Senado Federal constam do art. 52 da Constituição Federal, dentre elas
incluem-se: processar e julgar, nos crimes de responsabilidade, o Presidente e o Vice-Presidente da
República, os Ministros e os Comandantes das Forças Armadas, nos crimes da mesma natureza
conexos com aqueles, e ainda os Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), o Procurador-Geral da
República e o Advogado-Geral da União; aprovar previamente a indicação de Ministros do STF, de
Tribunais Superiores e do Tribunal de Contas da União (TCU) indicados pelo Presidente da República;
Governador de território; Presidente e Diretores do Banco Central; Procurador-Geral da República;
Chefes de missão diplomática de caráter permanente; Advogado-Geral e Defensor-Geral da União;
integrantes das agências reguladoras e titulares de entidades que a lei vier a determinar; autorizar
operações de natureza financeira de interesse da União, dos estados, municípios e Distrito Federal e
dispor sobre outras questões financeiras dos entes federativos, dentre outras.

Poder Executivo
O Poder Executivo Federal atua para colocar programas de governo em prática ou na prestação de
serviços públicos. É formado por órgãos de administração direta, como os Ministérios, e indireta,
como as Empresas Públicas e demais Autarquias.

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O Executivo age junto ao Poder Legislativo, participando da elaboração das leis e sancionando ou
vetando projetos. Em caso de relevância e urgência, adota medidas provisórias e propõe emendas à
Constituição, projetos de leis complementares e ordinárias e leis delegadas.
O Poder Executivo tem a função de governar o povo e administrar os interesses públicos, de acordo
com as leis previstas na Constituição Federal. No Brasil, país que adota o regime presidencialista, o
líder do Poder Executivo é o Presidente da República, que tem o papel de Chefe de Estado e Chefe de
Governo. O Presidente é eleito democraticamente para mandato com duração de quatro anos e
possibilidade de uma reeleição consecutiva para igual período.

O Presidente da República também possui a prerrogativa de decretar intervenção federal nos Estados,
o estado de defesa e o estado de sítio; manter relações com Estados estrangeiros e acreditar seus
representantes diplomáticos; celebrar tratados, convenções e atos internacionais, sujeitos a
referendo do Congresso Nacional; concessão de indulto e a comutação de penas, ou seja, substituir
uma pena mais grave, imposta ao réu, por outra mais branda.

Para concorrer ao cargo, o candidato ou candidata deve cumprir alguns requisitos:


• ser brasileiro nato;
• ter a idade mínima de 35 anos, completos na data da posse;
• ter o pleno exercício de seus direitos políticos;
• ser eleitor e ter domicílio eleitoral no Brasil;
• ser filiado a um partido político;

Em caso de viagem ou impossibilidade de exercer o cargo, o primeiro na linha de substituição a ocupar


o cargo de Presidente é o Vice-Presidente. Em seguida vêm o Presidente da Câmara dos Deputados, o
Presidente do Senado Federal e o Presidente do Supremo Tribunal Federal.

Poder Judiciário
A função do Poder Judiciário é garantir os direitos individuais, coletivos e sociais e resolver conflitos
entre cidadãos, entidades e Estado. Para isso, possui autonomia administrativa e financeira garantidas
pela Constituição Federal.

São órgãos do Poder Judiciário o Supremo Tribunal Federal (STF), o Superior Tribunal de Justiça (STJ),
o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), além dos Tribunais Regionais Federais (TRF) e Juízes Federais,
Tribunais e Juízes do Trabalho, Tribunais e Juízes Eleitorais, Tribunais e Juízes Militares e os Tribunais
e Juízes dos Estados e do Distrito Federal e Territórios.

Supremo Tribunal Federal – STF


O STF é o órgão máximo do Judiciário brasileiro. Sua principal função é zelar pelo cumprimento da
Constituição e dar a palavra final nas questões que envolvam normas constitucionais. É composto por
11 Ministros indicados e nomeados pelo Presidente da República após aprovação pelo Senado
Federal.

Superior Tribunal de Justiça – STJ


Abaixo do STF está o STJ, cuja responsabilidade é fazer uma interpretação uniforme da legislação
federal. É composto por, no mínimo, 33 Ministros nomeados pelo Presidente da República. Os
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Ministros do STJ devem ser aprovados pelo Senado Federal antes da nomeação pelo Presidente da
República.

Além dos Tribunais Superiores, o sistema Judiciário Federal é composto pela Justiça Federal comum e
pela Justiça especializada (Justiça do Trabalho, Justiça Eleitoral e Justiça Militar).

Justiça Federal
À Justiça Federal comum compete processar e julgar causas em que a União, Autarquias ou Empresas
Públicas federais sejam autoras, rés, assistentes ou oponentes – exceto aquelas relativas à falência,
acidentes de trabalho e aquelas do âmbito da Justiça Eleitoral e da Justiça do Trabalho.

É composta por Juízes Federais, que atuam na 1ª instância, nos Tribunais Regionais Federais (2ª
instância) e nos Juizados Especiais, que julgam causas de menor potencial ofensivo e de pequeno valor
econômico.

Justiça do Trabalho
A Justiça do Trabalho julga conflitos individuais e coletivos entre trabalhadores e patrões. É composta
por Juízes Trabalhistas, que atuam na 1ª instância e nos Tribunais Regionais do Trabalho, e por
Ministros, que atuam no Tribunal Superior do Trabalho.

Justiça Eleitoral
Com o objetivo de garantir o direito ao voto direto e sigiloso, preconizado pela Constituição, a Justiça
Eleitoral regulamenta os procedimentos eleitorais.

Na prática, é responsável por organizar, monitorar e apurar as eleições, bem como por diplomar os
candidatos eleitos. Também pode decretar a perda de mandato eletivo federal, estadual e municipal,
bem como julgar irregularidades praticadas nas eleições.

É composta por Juízes Eleitorais, que atuam na 1ª instância e nos Tribunais Regionais Eleitorais, e por
Ministros, que atuam no Tribunal Superior Eleitoral.

Justiça Militar
A Justiça Militar é composta por Juízes Militares, que atuam em 1ª e 2ª instância, e por Ministros, que
julgam no Superior Tribunal Militar. Sua função é processar e julgar os crimes militares.

Justiças Estaduais
A organização da Justiça estadual é competência de cada estado e do Distrito Federal. Nela existem
os Juizados Especiais cíveis e criminais. É composta por Juízes de Direito (1ª instância) e
Desembargadores (nos Tribunais de Justiça, 2ª instância).

A função da Justiça Estadual é processar e julgar as causas que não estejam sujeitas à Justiça Federal
comum, à Justiça do Trabalho, à Justiça Eleitoral ou à Justiça Militar.

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ELEIÇÕES MAJORITÁRIA E PROPORCIONAIS

Sistema Majoritário
Sistema utilizado nas eleições para os cargos de Presidente da República, governador de estado e do
Distrito Federal, senador e prefeito, em que será eleito o candidato que obtiver a maioria dos votos.

A maioria pode ser:


a) simples ou relativa, onde é eleito aquele que obtiver o maior número dos votos apurados? ou b)
absoluta, onde é eleito aquele que obtiver mais da metade dos votos apurados, excluídos os votos em
branco e os nulos.

A exigência de maioria absoluta visa dar maior representatividade ao eleito, ocorrendo nas eleições
para Presidente da República, governador de estado e do Distrito Federal e prefeito de município com
mais de 200.000 (duzentos mil) eleitores.

Nessas hipóteses, caso o candidato com maior número de votos não obtenha a maioria absoluta,
deverá ser realizado segundo turno entre os dois candidatos mais votados, em razão do disposto nos
arts. 29, inciso II, e 77 da Constituição Federal.
Em Santa Catarina, nas eleições municipais de 2008, os municípios de Florianópolis, Joinville e
Blumenau, cidades com mais de 200.000 (duzentos mil) eleitores, estavam sujeitos à ocorrência de
segundo turno de votação para a escolha do Prefeito.

No município de Blumenau, não ocorreu segundo turno porque o candidato mais votado obteve a
maioria absoluta em primeiro turno. Já em Florianópolis e Joinville foi necessária a realização de novo
pleito entre os dois candidatos mais votados.

Sistema Proporcional
Sistema utilizado nas eleições para os cargos de deputado federal, deputado estadual, deputado
distrital (DF) e vereador.

O sistema proporcional de eleição foi instituído por considerarse que a representatividade da


população deve se dar de acordo com a ideologia que determinados partidos ou coligações
representem. Dessa forma, ao votar, o eleitor estará escolhendo ser representado por determinado
partido e,
preferencialmente, pelo candidato por ele escolhido. Contudo, caso o mesmo não seja eleito, o voto
será somado aos demais votos da legenda, compondo a votação do partido ou coligação.

Neste sistema se aplica o cálculo do quociente eleitoral, obtidos pela divisão do número de "votos
válidos" pelo de "vagas a serem preenchidas".

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TABELA NÚMERO DE VEREADORES

CÁLCULO DE VAGAS (DEPUTADOS E VEREADORES)

O cálculo das vagas para deputados e vereadores é obtido através do quociente eleitoral.

QUOCIENTE ELEITORAL
O quociente eleitoral define os partidos e/ou coligações que têm direito a ocupar as vagas em disputa
nas eleições proporcionais, quais sejam: eleições para deputado federal, deputado estadual e
vereador.

Determina-se o quociente eleitoral dividindo-se o número de votos válidos apurados pelo de lugares
a preencher em cada circunscrição eleitoral, desprezada a fração se igual ou inferior a meio,
equivalente a um, se superior" (Código Eleitoral, art. 106).

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Nas eleições proporcionais, contam-se como válidos apenas os votos dados a candidatos
regularmente inscritos e às legendas partidárias" (Lei n. 9.504/97, art. 5º).

Obs.: anteriormente à Lei n. 9.504/97, além dos votos nominais e dos votos de legenda, os votos em
branco também eram computados no cálculo dos votos válidos.

Fórmula: Quociente eleitoral (QE) = número de votos válidos número de vagas

Exemplo:

Logo, apenas os partidos A e B, e a coligação D, conseguiram atingir o quociente eleitoral e terão


direito a preencher as vagas disponíveis.

QUOCIENTE PARTIDÁRIO
O quociente partidário define o número inicial de vagas que caberá a cada partido ou coligação que
tenham alcançado o quociente eleitoral.

Determina-se para cada partido ou coligação o quociente partidário, dividindo se pelo quociente
eleitoral o número de votos válidos dados sob a mesma legenda ou coligação de legendas, desprezada
a fração" (Código Eleitoral, art. 107).

Estarão eleitos, entre os candidatos registrados por um partido ou coligação que tenham obtido votos
em número igual ou superior a 10% (dez por cento) do quociente eleitoral, tantos quantos o respectivo
quociente partidário indicar, na ordem da votação nominal que cada um tenha recebido (Código
Eleitoral, art. 108).

O quociente partidário define o número inicial de vagas que caberá a cada partido ou coligação que
tenham alcançado o quociente eleitoral.

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Determina-se para cada partido ou coligação o quociente partidário, dividindose pelo quociente
eleitoral o número de votos válidos dados sob a mesma legenda ou coligação de legendas, desprezada
a fração" (Código Eleitoral, art. 107).

Estarão eleitos, entre os candidatos registrados por um partido ou coligação que tenham obtido votos
em número igual ou superior a 10% (dez por cento) do quociente eleitoral, tantos quantos o respectivo
quociente partidário indicar, na ordem da votação nominal que cada um tenha recebido (Código
Eleitoral, art. 108).

Fórmula: Quociente partidário(QP) = (número de votos válidos do partido ou coligação) / (quociente


eleitoral)

Exemplo:

CÁLCULO DA MÉDIA
É o método pelo qual ocorre a distribuição das vagas que não foram preenchidas pela aferição do
quociente partidário dos partidos ou coligações.

A verificação das médias é também denominada, vulgarmente, de distribuição das sobras de vagas.

Os lugares não preenchidos com a aplicação dos quocientes partidários e a exigência de votação
nominal mínima serão distribuídos mediante observância das seguintes regras:

I – o número de votos válidos atribuídos a cada partido político ou coligação será dividido pelo número
de lugares por eles obtidos pelo cálculo do quociente partidário mais um, cabendo ao partido político
ou à coligação que apresentar a maior média um dos lugares a preencher, desde que tenha candidato
que atenda à exigência de votação nominal mínima?

* O STF, na ADI n. 5420/2015, suspendeu a eficácia da expressão "número


de lugares definido para o partido pelo cálculo do quociente partidário do
art. 107", mantido – nesta parte – o critério de cálculo vigente antes da
edição da Lei n. 13.165/2015.
II – será repetida a operação para a distribuição de cada um dos lugares?

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III quando não houver mais partidos ou coligações com candidatos que atendam às duas exigências
do item I, as cadeiras serão distribuídas aos partidos que apresentem as maiores médias.

Fórmula:

Distribuição da 1ª vaga remanescente(1ª Média) = número de votos válidos do partido ou coligação,


dividido pelas vagas obtidas via quociente partidário + 1 Distribuição das demais vagas
remanescentes(Médias) = número de votos válidos do partido ou coligação, dividido pelas vagas
obtidas via quociente partidário + vagas remanescentes obtidas pelo partido + 1

Havendo mais vagas remanescentes, repete-se a operação.

Exemplo:

1ª Média

2ª Média

Resumo das vagas obtidas por partido ou coligação

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