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LUCIENE DE ASSIS SANTOS BENTO

SUPERVISÃO ESCOLAR: SABERES E TRANSFORMAÇÕES DE


PRÁTICA NA EDUCAÇÃO.

Divinópolis/MG
2015
LUCIENE DE ASSIS SANTOS BENTO

SUPERVISÃO ESCOLAR: SABERES E TRANSFORMAÇÕES DE


PRÁTICA NA EDUCAÇÃO.

PROJETO DE PESQUISA
apresentado como requisito parcial da
disciplina Metodologia Cientifica sob a
orientação da JORGE WASHINGTON
SILVA DOS SANTOS

Divinópolis/MG
2015

Sumário
Resumo:................................................................................................................................................1

1. Introdução:..................................................................................................................................2

2. Tema:............................................................................................................................................3

3. Definição do tema:....................................................................................................................4

4. Problematização:.......................................................................................................................5

5. Objetivos:....................................................................................................................................6

5.1 Objetivo Geral:...................................................................................................................6

5.2 Objetivos específicos:......................................................................................................6

6. Justificativa:................................................................................................................................7

7. Hipótese:......................................................................................................................................7

8. Fundamentação teórica:.............................................................................................................7

9. Metodologia:...............................................................................................................................11

10. Técnicas para coleta de dados:.......................................................................................12

10.1 Dados primários:...............................................................................................................12

10.2 Dados secundários: .........................................................................................................12

11. Análise e interpretação dos dados:................................................................................13

12. Considerações Finais:........................................................................................................13

13. Referências:..........................................................................................................................14
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SUPERVISÃO ESCOLAR: SABERES E TRANSFORMAÇÕES DE


PRÁTICA NA EDUCAÇÃO.

Luciene de Assis Santos Bento

Resumo:

A supervisão escolar, necessário ao bom andamento das ações da educação,


deve ser praticada com cuidado e conhecimento de causa. É importante uma
formação complementar para o educador que resolver assumir o compromisso de
supervisionar os trabalhos escolares. Objetiva-se que o supervisor deverá ser um
profissional consciente de seu papel de mediador do trabalho docente, de facilitador
das ações pedagógicas, de orientador de práticas condizentes com o cenário onde
se foca o seu trabalho. A supervisão perpassa a função burocrática e prioriza as
ações pedagógicas.
Num cenário de incertezas e incoerências nas práticas de ensino, o papel do
supervisor escolar é de fundamental importância para a construção de um novo
paradigma de educação, que priorize os saberes prévios dos alunos e concilie as
novas teorias da aprendizagem com as práticas necessárias para o sucesso do
ensino que, como consequência, conduzirá à aprendizagem.
No enfoque a supervisão escolar na organização pedagógica, a busca por
novas técnicas ou métodos que venham ao auxílio na aprendizagem, juntamente
com o professor, revelando criatividade e interação.
Surge o questionamento sobre as articulações necessárias no trabalho
pedagógico, quais as ações para que a educação surja como objeto constante de
estudo e reflexão.
Com os objetivos de investigar as atribuições do supervisor, identificar as
competências que se deve desenvolver na função de supervisão, entender o
significado das expressões supervisão e supervisionar e de agilizar as tomadas de
decisões com a necessidade de mudanças urgentes nas práticas inovadoras e
professores capazes de trabalhar em ambientes escolares.
Tendo como finalidade a de analisar a articulação do trabalho pedagógico na
respectiva instituição escolar.
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Palavras-chave: Supervisão – Organização - Ações - Atribuições

1. Introdução:

A integração nas ações dos especialistas em educação é importante para a


inserção de propostas construtivas que permite à ação pedagógica o atingimento
dos objetivos propostos. Através do acompanhamento da prática docente e prática
discentes ambos os profissionais poderão dentro das suas atribuições agregarem
valores quanto ao papel de supervisor escolar e orientador educacional na escola.
Neste sentido, o supervisor escolar é também responsável pela leitura de sociedade
e de mundo procurando ir além dos aspectos individuais que permeiam a sala de
aula e todos os seus elementos conflituosos e o orientador educacional pela postura
metodológica do professor.
Objetivamos entender como alguns autores descrevem a função da
Supervisão Escolar e do Orientador Educacional. - Verificar a realidade vivenciada
por profissionais que atuam nessas áreas. - Identificar as atribuições que cabem aos
profissionais da Supervisão escolar e Orientação Educacional.
A presente pesquisa teve como foco a Supervisão Escolar e a Orientação
Educacional, contando com a pesquisa bibliográfica, onde se buscou suporte teórico
para concretizar o trabalho, e através da pesquisa de campo, onde buscou-se
informações com orientadores educacionais e professores sobre o tema aqui
estudado, tendo como instrumentos a leitura em diversas fontes, análise de
documentos escolares relacionados à pesquisa e observação do cotidiano da escola
e também a aplicação de entrevistas com os profissionais da escola.
Breve histórico da Supervisão escolar. Em seu início a supervisão escolar foi
praticada no Brasil em condições que produziam o ofuscamento e não a elaboração
da vontade do supervisor. O objetivo pretendido com a supervisão que se introduzia,
era o de uma educação controlada, para uma sociedade controlada, um supervisor
controlador e também controlado.
A equipe pedagógica é responsável pela coordenação, implantação e
implementação no estabelecimento de ensino das Diretrizes Curriculares definidas
no Projeto Político Pedagógico e no Regimento Escolar, em consonância com a
política educacional e orientações emanadas da Secretaria do Estado da Educação.
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O papel do supervisor escolar está centrada na ação pedagógica, processos


de ensino e aprendizagem. Entendemos que o papel do supervisor escolar é muito
importante, junto ao corpo docente e discente e toda equipe técnica escolar; não
apenas um solucionador de problemas, mas também que o mesmo desenvolva
trabalhos relacionados à prevenção da indisciplina na escola.
Visto que a indisciplina está relacionada não apenas a um problema “único”,
mas que muitas vezes acaba envolvendo aspectos relacionados à família, situações
sociais, escola, comunidade, entre outros; cabe ao supervisor possibilitar métodos
que auxiliem na ação/reflexão das práticas pedagógicas. Portanto a indisciplina
escolar ainda tem sido um desafio que precisa ser superado, não sendo considerado
um fenômeno estático e sim complexo, com isso suas expressões tem se mostrado
crescente nas últimas décadas.
Dessa forma cabe ao supervisor escolar analisar em ação conjunta com os
professores, as contradições existentes entre o fazer pedagógico e a proposta
pedagógica.

2. Tema:

O supervisor é, geralmente, o educador da Secretaria de Educação, cuja


responsabilidade é dar suporte a diretores e coordenadores para que estes exerçam
melhor suas tarefas.
Vamos ressaltar a importância da supervisão escolar de forma especial, seu
papel como mediador, explicitar as ações na formação continuada dos professores e
recuperação escolar. Especificando a função \ atribuições e concepções \ações da
supervisão escolar e também a integração da comunidade escolar em todas as
esferas do trabalho educativo visando sempre a melhoria na aprendizagem mais
eficaz aos novos tempos.
Seu papel de supervisor já passou por muitos caminhos com ações
questionadas e criticadas, mas com contribuições específicas e importantes ao
processo educativo. Fatos que foram baseados em pesquisas e leituras, levando a
uma reflexão sobre a importância do tema e sua trajetória ao longo da história.
As transformações que surgiram tanto no interior do sistema quanto no meio social
provocaram mudanças na concepção da educação.
A importância da função do supervisor escolar na escola, onde desempenha
um papel de desenvolver uma mentalidade de dialogar, orientar e mediar que seja
capaz de enfrentar desafios.
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Ação supervisora propriamente dita para que possamos compreender com


mais clareza a importância do supervisor escolar e qual a sua importância dentro do
processo educacional, a ação do supervisor perante o processo de avaliação,
recuperação, projeto pedagógico e também a supervisão e pesquisa buscando
ampliar nossa visão sobre a pratica educacional propriamente dita.
É essencial a ação do supervisor escolar junto ao processo de formação
continuada dos professores, atuando exercendo uma função de apoio,
acompanhando e orientando as atividades pedagógicas, onde terá condições de
promover a atualização e o estudo de prática coletiva dos educadores.

3. Definição do tema:

O trabalho do Supervisor Pedagógico é fundamental e inegavelmente


significativo para que mudanças ocorram em decorrência dos resultados das
avaliações externas da educação em Minas Gerais. Nessa perspectiva, o Supervisor
Pedagógico deverá ter uma postura responsável como partícipe do contexto
educacional e não meramente como um crítico, mas como sujeito reflexivo capaz de
perceber a realidade, e a partir dela, assumir uma postura que otimize os projetos
educacionais dos sistemas de ensino, especialmente o Programa de Intervenção
Pedagógica –Alfabetização no Tempo Certo.
Apresentamos a sistematização do Guia do Supervisor Pedagógico como
apoio para a realização das ações junto às Escolas e Superintendências Regionais
de Ensino, ressaltando que não se trata de fórmulas prontas, baseadas na
racionalidade, mas de um fio condutor, um caminho para subsidiar o diálogo entre
todos os agentes do processo educativo.
Dentro da escola, a função do supervisor nem sempre é bem delimitada.
Muitos pensam que o profissional que exerce o cargo, apenas comparece à escola
para “fiscalizar” e dar “ordens”. Embora outros acreditem que cabe a ele resolver
problemas disciplinares dos alunos. Pode-se dizer que os professores, na sua
grande maioria, veem o supervisor como agente de fiscalização da sua prática
pedagógica. Para os educadores a presença do supervisor é apenas para observar
a sua aula, e posteriormente delegar o que deve ser feito ou não. Diante de tal
situação, o professor se sente desamparado, desprovido de auxílio, de trocas de
experiências e/ou vivências. Contudo, a presença do supervisor acaba se tornando
um incômodo. Buscamos aprofundar sobre o tema, acreditando que a constante
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interação, diálogo, e troca de experiências e vivências poderão contribuir para um


processo de ensino e aprendizagem significativo e contextualizado, como também,
tecemos algumas considerações sobre o importante papel do supervisor escolar no
processo educativo – formador.
Ser formador é oferecera teoria e as condições para aprimorar a
prática. É reunir opiniões e concepções da equipe em torno de um projeto
pedagógico. É fazer com que os professores consigam ver além dos hábitos e
conceitos adquiridos com a experiência e a formação inicial, por meio da
sistematização do que ocorre em sala de aula (HEIDRICH, 2009).
Para a Supervisão Escolar espaço para o desenvolvimento do seu trabalho
não é problema, ao contrário a relação entre direção, orientação e supervisão é
muito aberta.
A supervisão se diz contribuinte para o desenvolvimento da ação docente
dando o apoio necessário que o professor e aluno precisam e quando necessário
com embasamento teórico, mas os momentos em que isto acontece, infelizmente é
quando as dificuldades já apareceram, os problemas já surgiram e com certeza a
possível resolução também fica comprometida.

4. Problematização:

O eixo reflexivo deste trabalho nos trás como foco de estudo a seguinte
interrogação: como a supervisão escolar organiza os momentos de formação
docente?
Pretendemos problematizar alguns pontos das ações da Supervisão escolar
na organização pedagógica. Nesse sentido o estudo teve como objetivos investigar
as atribuições do supervisor e identificar as competências que se deve desenvolver
na função desse profissional. As ações do supervisor devem ser redefinidas com
base no seu objeto de trabalho, e o resultado da relação que ocorre entre o
professor e o aluno que aprende passa a constituir o núcleo do trabalho do
supervisor da escola. Sendo a escola um espaço que requer planejamento,
principalmente aos planos de ensino, faz-se necessário um momento de construção
do conhecimento, tanto por parte do professor, quanto do aluno. O trabalho
apresentado teve o evidencio bibliográfico, havendo uma reflexão dos autores lidos
sobre as ações e atribuições do supervisor escolar na organização pedagógica, bem
como a análise dos termos supervisão e supervisionar.
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5. Objetivos:

O objetivo é mostrar o papel do Supervisor Escolar em três etapas: o aspecto


histórico, nosso projeto de supervisão escolar e o resultado do projeto.
O aspecto histórico: enfocamos o conceito e a história da supervisão escolar
do século XVI ao século atual.
Nosso projeto de supervisão: elaboramos um projeto político pedagógico,
aplicamos e obtemos bons resultados.
Resultado do projeto: neste quesito mostramos deforma sintética qual é o
papel de atuação do supervisor escolar hoje.

5.1 Objetivo Geral:

Discutir as atribuições do supervisor escolar a partir do foco na formação de


professores, considerando que é a partir desta que muitas outras atribuições podem
ser contempladas.

5.2 Objetivos específicos:

 Situar as principais atribuições do supervisor no contexto escolar;


Compreender a especificidade de ser supervisor pedagógico em Escola Técnica;

 Relacionar os pressupostos da preparação para o mercado de trabalho com a


formação do sujeito cidadão, situando o trabalho docente e pedagógico neste
contexto;

 Refletir sobre o papel do supervisor pedagógico como articulador do processo


de formação continuada do professor;

 Apresentar alternativas para que o supervisor desenvolva com eficiência seu


trabalho a luz dos princípios propostos pelos Institutos Federais de Educação,
Ciência e Tecnologia em suas legislações.

6. Justificativa:

O eixo reflexivo deste trabalho nos trás como foco de estudo a seguinte
interrogação: com a supervisão escolar organiza os momentos de formação
docente?
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Percebe-se que a formação docente é uma necessidade que vai além da


formação acadêmica obtida pelos professores. A formação continuada é uma
exigência desse atual contexto.
Este processo de formação onde ocorre a aquisição de novos conhecimentos
é dinâmico indo ao encontro da evolução da sociedade, pois sabemos que a escola
já não supre as reais formas e necessidades de aprendizagens que o aluno busca.

7. Hipótese:

Para entender como a supervisão contempla e organiza os momentos de


formação docente é necessário sabermos qual seu papel, suas funções e seu objeto
de trabalho.
Em decorrência da origem desta profissão ligada ao autoritarismo e poder, o
supervisor é visto como tal, autoritário, e necessita conquistar a confiança dos
educadores.
Conquistar a confiança dos educadores não é tarefa fácil, é preciso ser de
total transparência e honesto consegue mesmo. Estar confiante em si faz com que
os outros nos confiem.
A partir da pesquisa percebe-se que, em função desta conquista, a relação
entre supervisão e corpo docente se torna amigável e de total abertura mais a nível
pessoal do que profissional.

8. Fundamentação teórica:
Nunca foram tão disseminadas no contexto educacional as defesas de várias
ideologias. É provável que a escola varia entre uma ou outra como várias escolas do
Brasil.
Acreditamos que ao contrario à busca por diversas teorias na tentativa de
inovação é importante primeiramente que a escola não se desvie do seu contexto
histórico, cultural e social, não se desvincule do seu referencial (leis educacionais).
Mesmo considerando este atraso na educação, é notória a contribuição da
legislação para os avanços e melhoria do ensino nas escolas brasileiras.( CELI
TEREZINHA WOLFF: Supervisão Pedagógica, 2007)
O princípio básico deste trabalho será em mostrar que o importante não é a
busca por fundamentos desconhecidos, mas sim em aperfeiçoar o que já se tem
como proposta, ou seja, que faça valer na pratica verdadeiramente às leis da
educação e a proposta pedagógica que possibilite adequação a realidade da escola.
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Em síntese, não é a aprendizagem que deve se ajustar ao ensino, mas sim o


ensino que deve potencializar a aprendizagem. (PCN’s -vol. 1, 1997)
No decorrer do estágio, fez se necessário o embasamento fundamentado
para garantir credibilidade e segurança à equipe, que mesmo tendo uma política
administrativa e pedagógica organizada conseguiu rever algumas situações
perfeitamente adaptáveis, porém de acordo com uma fundamentação que atende
aos seus anseios e que sejam normas e propostas conhecidas, mas indiferentes
devido à onda de ideologias que vem tomando conta da educação e provocando
mudanças na organização e no planejamento educacional.
No cerne destas ideologias a escola pergunta-se pelo papel e função
enquanto instituição e espaço do saber. Intensifica seu amplo contexto. por
autonomia, gestão democrática e mais recursos. Como contrapartida imediata a
estas reivindicações, é desafiada a assumir a responsabilidade no exercício de
inúmeras ações, dentre as quais está à elaboração do seu Projeto Político
Pedagógico em consonância com os planos de educação e a Lei de Diretrizes e
Bases da Educação Nacional.
Portanto o que necessitamos na verdade não são as inúmeras ideologias ou
metodologias as quais estamos acostumados a ouvir falar, mas sim a aplicação
efetiva de leis coerentes com o nosso sistema de ensino e com o nosso período
histórico como a LDB e os Planos de Educação. A aplicação sistematizada, refletida
e principalmente praticada de uma proposta pedagógica definida comprovadamente
eficaz para nossa época como os Parâmetros Curriculares.

Os Parâmetros Curriculares Nacionais estão situados


historicamente. Não são princípios atemporais. Sua validade depende de
estarem em consonância com a realidade social, necessitando, portanto, de
um processo periódico de avaliação e revisão. (PCN-vol. 1,1997)

A proposta dos PCNs. Precisa ser elaborada numa ação conjunta entre todos
os profissionais da escola explicitando a proposta no Projeto Político Pedagógico da
escola.
Apesar de apresentar uma estrutura curricular completa, os Parâmetros
Curriculares Nacionais são abertos e flexíveis, uma vez que por sua natureza,
exigem adaptações para a construção do currículo. (PCN- vol. 1,1997)
De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (9394/96):
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Art. 14º Os Sistemas de ensino definirão as normas da gestão


democrática do ensino público na educação básica, de acordo com suas
peculiaridades e conforme os seguintes princípios:
I- participação dos profissionais da educação na elaboração do
projeto político pedagógico da escola;
II- participação das comunidades escolar e local em conselhos
escolares e equivalentes.

Possibilitar a concentração das ideias em teorias e documentos que de fato


devam ser obedecidos e reconhecidos pela equipe foi um dos objetivos do estágio.
O qual não trouxe mais uma ideologia para escola, mas sim fez com que esta
refletisse e buscasse dentro do seu próprio contexto, seu referencial como instituição
redescobrindo sua passagem por um momento histórico, determinantemente
capitalista com suas leis e diretrizes, com propostas que é inerente a esse período
histórico. Nessa observação de estágio detecta-se uma variação entre uma proposta
e outra, entre uma ideologia e outra, sem definir entre o que propriamente a escola
pretende seguir. Isso é decorrente em especial, pela ausência de seu Projeto
Político Pedagógico. Por tanto faz se necessário apenas o cumprimento de sua lei
maior (planos e LDB), no tange ao âmbito pedagógico.
A fundamentação teórica aqui expressa é de fato relacionada à LDB e os
Parâmetros Curriculares Nacionais os quais precisam ser mais consultados dentro
da escola em uma ação pedagógica entre direção, supervisão e equipe docente.
Art. 3º São as seguintes Diretrizes Curriculares Nacionais para o
ensino fundamental:
IV- Em todas as escolas deverá ser garantida a igualdade de acesso
para alunos a uma base nacional comum, de maneira a legitimar a unidade
e a qualidade da ação pedagógica na diversidade nacional. A base comum
nacional e sua parte diversificada deverão integrar-se em torno do
paradigma curricular, que vise a estabelecer a
V- relação entre a educação fundamental e:
a) a vida cidadã através de vários aspectos como:
1.a saúde 2. a sexualidade 3. a vida familiar 4.o meio ambiente 5. o
trabalho 6.a ciência e a tecnologia 7. a cultura 8. as linguagens.
b)as áreas de conhecimento (LDB 9394/96)

Os Parâmetros Curriculares tem em suas vertentes temas similares e de


possível aplicação.
Fazer esse paralelo entre uma proposta e uma lei a ser cumprida é de fato
crucial para o desenvolvimento de um trabalho pedagógico fundamentado e
respaldado nacionalmente. Perder tempo com teorias fantasiosas ou de cunho
regressivo não determinará a razão da existência da escola. O que determinará com
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certeza é o que é proposto e seguido pela escola, de acordo com seus valores
socioculturais, no seu contexto histórico, econômico e atual.

Parâmetros Curriculares Nacionais, ao propor uma educação


comprometida com a cidadania, elegeram baseados no contexto
constitucional, princípios segundo os quais orienta a educação escolar:
Dignidade das pessoas humana, Igualdade de direitos, Participação e
Corresponsabilidade pela vida social. (PCNS-vol. 8-1997).

Toda proposta pedagógica requer envolvimento de toda equipe e comunidade


escolar, porém a ação da supervisão e orientação é de fundamental importância
para a consolidação de determinadas propostas.
A ação da supervisão e orientação dentro da escola e do sistema realiza
incumbências diferentes estabelecidas nas diretrizes e bases da educação nacional.
É evidente que a legislação e as normas por si só nunca resolverão os problemas,
cabe a quem é de direito e de dever, colocá-las em prática, para beneficiar a
coletividade.
A escola observada não possui serviço de orientação e nessa ausência de um
profissional capacitado na área, não se desenvolve dentro da escola
acompanhamento constante dos alunos através do serviço de orientação escolar
(SOE) e o que é possível fazer é somente detectar alguns problemas por
professores e equipe técnico-administrativo e participar aos pais tais dificuldade, não
havendo assim uma sistematização nesse acompanhamento.
A supervisão e a gestão por sua vez tem o grande compromisso de orientar,
acompanhar, avaliar a implantação da legislação. Para tanto sua proposta político
pedagógica deve ser solidificada e baseada em fundamentos aplicáveis e de
conhecimento da equipe.

Estamos certos de que os Parâmetros serão utensílios útil no apoio


às discussões pedagógicas em sua escola, na preparação de projetos
educativos, no projeto das aulas, na reflexão sobre a prática educativa e na
análise de material didático. E esperamos, por meio deles, estar
contribuindo para sua atualização profissional-um direito seu e, afinal um
dever do Estado. (PCNS, 1997)

9. Metodologia:

Para o alcance dos objetivos propostos na presente pesquisa, e por acreditar


que só é possível transformar a realidade a partir de um olhar crítico – reflexivo,
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direcionado para aquilo que queremos transformar, foi feita a opção por uma
pesquisa qualitativa, dentro do paradigma construtivista, se justificando a utilização
desta abordagem porque a obtenção de dados descritivos resulta do contato direto
do pesquisador com a situação estudada, enfatizando mais o processo que o
produto e preocupando-se em retratar a perspectiva dos participantes.
Supervisor Escolar e educadores criam laços necessários para o
desenvolvimento do trabalho pedagógico proposto pela escola na qual atuam, e a
relação estabelecida entre eles precisa ser construída com base na confiança, na
lealdade, na parceira, em uma liderança que respeita, contribui, incita, desafia e
divide as glórias alcançadas, como a seguir:
Exposição verbal e/ou demonstração;
Este método didático exige raciocínio indutivo (observação dos fatos);
Cabe ao mestre a seleção e estruturação da matéria a ser aprendida;
Envolvem três etapas: introdução, desenvolvimento e conclusão.
Trabalhos em grupo, pesquisa, solução de problemas, experimentação;
As técnicas de ensino utilizadas na escola nova exigem o uso de muitos
recursos didáticos.
Determinados em função dos interesses dos alunos;
Trabalhos em grupo, pesquisa, jogos/criatividade, observação, experiências,
dinâmicas de grupo, pesquisa.
Fundamentados na relação transmissão/recepção dos conteúdos;
Proposta metodológica de eficientização e eficácia de aprendizagem.
Método Indutivo: A participação grupal deve ser obtida através de
assembleias, conselhos, eleições, reuniões, associações, de tal forma que o aluno
leve para a escola e para a vida cotidiana tudo que ele aprendeu;
Escolhida uma matéria, o aluno é estimulado à pesquisa independente.
Método Dialógico: Grupos de discussão (diálogo);
O método de ensino deve possibilitar a vivência de relações efetivas
educando-educador e educador-educando, já que as relações têm caráter reflexivo,
consequente, transcendente e temporal.
Metodologia de Ensino:
Método da Prática Social: Confronta os saberes trazidos pelo aluno com o
saber elaborado, na perspectiva da apropriação de uma concepção
científico/filosófica da realidade social, mediada pelo professor.

10.Técnicas para coleta de dados:

Existem dois tipos de dados:


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10.1 Dados primários: dados que ainda não sofreram estudo e análise. Para
coletá-los utilizar as seguintes técnicas:
1 - Entrevistas
a)Estruturadas
b)Não estruturada
c)Semiestruturada
d)Entrevista informal

2 - Questionários
 Questões abertas/ fechadas/Mistas
3- Formulários
 Questões abertas/fechadas/Mistas
Observação participante:

10.2 Dados secundários: dados que já se encontram disponíveis, pois já foram


objeto de estudo e análise (livros, teses, etc.).

11. Análise e interpretação dos dados:

 Exame minucioso dos dados.


 Verificação crítica, a fim de detectar falhas ou erros, evitando
informações confusas, distorcidas, incompletas, que podem prejudicar o resultado
da pesquisa.
 Exemplo: grande quantidade de dados instruções mal compreendidas.
 Técnica operacional utilizada para “categorizar” os dados que se
relacionam. Mediante a codificação, os dados são transformados em símbolos,
podendo depois ser tabelados e contados.
 Classificação dos dados em categorias.
 Atribuição de um código, número ou letra.
 Disposição dos dados em tabelas, quadros, gráficos se necessário
(pesquisas mais quantitativas), possibilitando maior facilidade na verificação das
inter-relações entre eles.
 Parte do processo técnico de análise estatística, permite sintetizar os
dados de observação, conseguidos pelas diferentes categorias e representá-los
graficamente.
 Atividade intelectual procura dar um significado mais amplo às
respostas, vinculando-as a outros conhecimentos/teorias (Referencial Teórico).
 Parte mais importante do PCE
 Interpretação - exposição do verdadeiro significado do material
apresentado, em relação aos objetivos propostos/ tema/teoria.

12.Considerações Finais:
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Acredita-se que o Supervisor Escolar tem a possibilidade de transformar a


escola no exercício de uma função realmente comprometida com uma proposta
política e não com o cumprimento de um papel alienado assumido.
Deve antes de tudo, estar envolvido nos movimentos e lutas justas e
necessárias aos educadores. Semear boas sementes, onde a educação se faz
presente e acreditar veemente que estas surtirão bons frutos.
A caracterização da Supervisão precisa ser definida e assumida pelo
Educador e pelo Supervisor. É uma opção que lhe confere responsabilidade e a
tranquilidade de poder. O Supervisor Educacional deverá ser capaz de desenvolver
e criar métodos de análise para detectar a realidade e daí gerar estratégias para a
ação; deverá ser capaz de desenvolver e adotar esquemas conceituais autônomos e
não dependentes diversos de muitos daqueles que vem sendo empregados como
modelo, pois um modelo de Supervisão não serve a todas as realidades.
O Supervisor possui uma função globalizadora do conhecimento através da
integração dos diferentes componentes curriculares. Sem esta ação integradora, o
aluno recebe informações soltas, sem relação uma das outras, muitas vezes inócua.
Para que o conhecimento ganhe sentido transformador para o aluno é
necessário ter relação com a realidade por ele conhecida, e que os conteúdos das
diferentes áreas do conhecimento sejam referidos à totalidade de conhecimento.
Assim, acredita-se que uma das funções específicas do Supervisor Escolar é
a socialização do saber docente, na medida em que há ela cabe estimular a troca de
experiências entre os professores, a discussão e a sistematização de práticas
pedagógicas, função complementada pelos órgãos de classe que contribuirá para a
construção, não só de uma teoria mais compatível à realidade brasileira, mas
também do educador coletivo.
Lembrando que não cabe ao supervisor impor critérios ou soluções, cabe-lhe
sem dúvida, ajudar na construção da conscientização necessária da luta para uma
educação libertadora.

13. Referências:

BRANDÃO, C. R. O que é educação. Disponível in: www.brasil.gov.br, 1999.

BRASIL, Ministério da Educação e Cultura. Parâmetros Curriculares Nacionais.


Ensino Fundamental / Ministério da Educação e Cultura. Brasil: Brasília, 1997.
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FREIRE, P. Pedagogia da autonomia. Saberes Necessários à Prática Educativa.


São Paulo: Paz e Terra, 1998.

GANDIN, D. Planejamento como prática educativa. São Paulo: Loyola, 1983.

MEDINA, A. S. Novos olhares sobre a supervisão. Supervisor Escolar: parceiro


político-pedagógico do professor. Campinas, SP: Papirus, 1997.

PASSERINO, L. R. l. M. O Supervisor educacional à luz da concepção


libertadora. Revista Acadêmica, PUC - PR: 1996.

SANTOS, R. C. G.; HAERTER, L. Reflexão acerca do projeto de ensino


interdisciplinar "resgatando histórias de vida" do CEFET-RS. Uma tentativa de
articulação entre trajetórias de vida de construção do conhecimento. Disponível in:
www.delasalle.com.br/artigos/historias-de-vida.htm. 2004.