Você está na página 1de 23

Londrina/PA

Ana Paula Aparecida Ferreira

A IMPORTÂNCIA DA MÚSICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Ensino de música; Educação Infantil.

Divinópolis/MG
2017
Ana Paula Aparecida Ferreira

A IMPORTÂNCIA DA MÚSICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Ensino de música; Educação Infantil.

PROJETO DE PESQUISA
apresentado como requisito parcial da
disciplina Pedagogia sob a orientação
da Coordenadora EAD: Patrícia
Siqueira Silva Gonçalves,

Divinópolis/MG
2017
Sumário

1 INTRODUÇÃO..................................................................................................................................1

2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA:..........................................................................................................3

3 PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DO PROJETO DE PESQUISA:..............................10

3.1 Descrição da Escola:..............................................................................................................11

3.2 Tema e linha de pesquisa:...........................................................................................................11

3.3 Justificativa:............................................................................................................................11

3.4 Problematização:....................................................................................................................12

3.5 Objetivos:.................................................................................................................................12

3.6 Conteúdos:...............................................................................................................................13

3.7 Processo de Desenvolvimento: Metodologia......................................................................14

3.8 Tempo Para a Realização do Projeto: Técnica de Pesquisa:...........................................15

3.9 Recursos Humanos e Materiais: Coletas de Dados – Caracterização da Amostra –


Instrumento Para Coletas de Dados:..........................................................................................16

3.10 Avaliação................................................................................................................................18

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS:.........................................................................................................18

5 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:...........................................................................................19
1

FERREIRA, Ana Paula aparecida. Email: anapaula8ferreira@gmail.com. Musicalização na educação


infantil. 2017. 78p. Projeto de Pesquisa (Especialização em Educação: Métodos e Técnicas de
Ensino). Universidade Norte do Paraná, 2017.

RESUMO

O referido estudo trata a música como ferramenta pedagógica na educação infantil e


teve como seu problema entender os aspectos favoráveis que o ensino de música
pode proporcionar às crianças da Educação Infantil, perceber as formas de interação
da música com os demais eixos de trabalho, ou seja, como a música pode auxiliar
em diversas atividades pedagógicas na educação infantil. O objetivo da pesquisa foi
analisar as contribuições que o ensino de música pode proporcionar no
desenvolvimento das crianças na educação infantil e a forma como é usada pelos
educadores que atuam nesta faixa etária e como objetivos específicos: verificar a
importância do aprendizado de música na socialização e aprendizagem, conhecer a
dinâmica do ensino de música nas escolas, perceber as formas de interação da
música com os demais eixos de trabalho nesta fase da escolarização e analisar as
contribuições que o ensino de música pode proporcionar no desenvolvimento das
crianças na educação infantil. A metodologia utilizada foi à pesquisa bibliográfica e
análise qualitativa. Concluiu-se até o momento que a música pode ser instrumento
de auxílio no trabalho pedagógico, porém, não deve limitar sua ação apenas como
ferramenta de trabalho de outras áreas de conhecimento, pois ela fala por si só e
contribui para o desenvolvimento integral do ser. Este estudo é consequência de
vivências na educação infantil e representa uma concepção e exemplos práticos
para as professoras da educação infantil

Palavras-chave: Ensino de música; Educação Infantil.

1 INTRODUÇÃO

Este artigo apresenta a música e a musicalização como elementos


contribuintes para o desenvolvimento da inteligência e a integração do ser. Explica
como a musicalização pode contribuir com a aprendizagem, traz algumas sugestões
de atividades e analisa o papel da música na educação. Remete também ‘a
2

Inteligência Musical, apontada por Howard Gardner, como uma das múltiplas
inteligências e à capacidade que a música tem de influenciar o homem física e
mentalmente, podendo contribuir para a harmonia pessoal, facilitando a integração e
a inclusão social. Busca também trazer contribuições relacionadas à acuidade da
música na Educação Infantil.
O estudo aborda um pouco do aspecto histórico e suas normas e legislações,
mostrando como é importante para o desenvolvimento do ser humano; atuando
sobre os aspectos cognitivo, social, afetivo e motor da criança e a função da música.
Para tanto, buscou-se verificar a importância da música na Educação Infantil
e identificar as dificuldades existentes para a aplicação da mesma.
Percebe-se hoje que se a musicalização não for trabalhada na educação
infantil, é bem possível que encontremos muitos problemas de aprendizagem,
timidez e medo posteriormente, no âmbito escolar. Percebendo que há indícios
significativos, que respalde esta problemática, que acaba prejudicando as nossas
crianças tiveram o ímpeto de estudar a integração da música na educação infantil
como recurso pedagógico, procurando com isso atrair e envolver os alunos,
elevando a sua autoestima, criatividade, sensibilidade e capacidade de
concentração.
A observação da espontaneidade da criança frente à musicalização pode
proporcionar excelente material de estudo a cerca de seu desenvolvimento
cognitivo, afetivo e motor, assim como a indiferença a uma estimulação musical
pode ser uma reação concreta e significativa a uma situação vivencial insatisfatória.
Tendo experiências musicais trabalhadas criativamente nos primeiros anos de
vida, muito provavelmente o adulto se realizará como Ser Humano, de forma
prazerosa.
Através da musicalização as crianças exaltam seus sentimentos e também
desabafam suas angústias. A musicalização na educação infantil trabalha através de
atividades diversas de movimento (danças, gestos, jogos, relaxamento, brincadeiras,
interpretações...), fazendo com que as crianças tenham um contato mais íntimo com
a música, oportuniza momentos de criatividade que podem ser a chave para que a
música não seja vista apenas como uma combinação de sons, mas como uma das
mais belas artes e como um meio privilegiado de favorecer a alfabetização, que é
antes de tudo uma alfabetização corporal (BARRETO, 2000).
Ela estimula também o desenvolvimento psicológico da criança, pois contribui
significativamente para que as crianças possam reestruturar suas emoções,
alcançando um equilíbrio natural. Facilita também a liberação das fantasias, da
3

imaginação, a criatividade, e através destas a criança pode se tornar um ser mais


feliz.
Dentro desta perspectiva o professor poderá utilizar a música em todos os
momentos de sua aula, e não só para quebrar a rotina ou para acalmar a petizada.
Através da musicalização o educador cria um ambiente favorável para que seus
alunos aprendam com entusiasmo.
Percebendo que as crianças estão em parte desinteressadas no sentido de
aprender, e assim pensando em trazer algo prazeroso que envolva as crianças que
faça com que elas se entusiasmem e sintam alegria em aprender, cativando e
ajudando a minimizar a timidez levou-se a cabo esta pesquisa.
A hipótese de estudo neste artigo é um processo de construção do
conhecimento que permite a criança conhecer melhor a si mesma, desenvolvendo
sua noção de esquema corporal e como reforço no desenvolvimento
cognitivo/linguístico, psicomotor e sócio afetivo da criança.
Na problematização, é possível tornar a sala de aula um ambiente
harmonioso, alegre, interessante, utilizando a musicalização como recurso
pedagógico na Educação Infantil?
Esta indagação surge em função da minha percepção enquanto educadora
inserida na rede de ensino, que percebo que a musicalização pode atrair e envolver
as crianças elevando sua autoestima, a criatividade e a imaginação.
Assim pensando na música como recurso pedagógico e não como um
instrumento para tornar a aula diferente, como instrumento que oferece ocupação e
entretenimento aos alunos.
Assim, o objetivo principal deste trabalho é analisar as contribuições que o
ensino de música pode proporcionar no desenvolvimento das crianças na educação
infantil e a forma como é usada pelos educadores que atuam nesta faixa etária. Os
objetivos específicos que orientaram o estudo foram: Entender os aspectos
favoráveis que o ensino de música pode proporcionar às crianças da Educação
Infantil; Perceber as formas de interação da música com os demais eixos de
trabalho, ou seja, como a música pode auxiliar em diversas atividades pedagógicas
na educação infantil; Analisar as contribuições que o ensino de música pode
proporcionar no desenvolvimento das crianças na educação infantil.
Este artigo se justifica pela importância da música na vida do ser humano e,
consequentemente, para o desenvolvimento das diversas competências sobre as
quais a música pode atuar. A música é uma linguagem e enquanto tal, seu ensino é
4

contemplado pelos PCNs na área de códigos e linguagens, e consideramos a


importância do contato do aluno com a música, mesmo na pré-escola, por meio de
estratégias diferenciadas em que ele perceba, por meios dos elementos constitutivos
da linguagem musical, tais como o ritmo, cadência, timbre, altura e tempo a
correlação possível com a linguagem verbal, por meio de atividades que envolvam
letra e música.
A presente pesquisa utilizou-se de um estudo bibliográfico do qual utilizamos
pesquisas já realizadas para compor nosso trabalho. Como considerações finais,
verificou-se que a música é de grande importância no processo de ensino-
aprendizagem e que os professores são os mediadores desse método.

2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA:

Presente em diversas atividades da vida humana, a música se apresenta


também de muitas formas no contexto da educação infantil. Podemos ver isso nas
diversas situações, como nos momentos de chegada, hora do lanche, nas
comemorações escolares como danças, nas recreações e festividades em geral. E
não é diferente na vida das crianças em suas relações com o mundo.
A música também possibilita a interação com o mundo adulto dos pais, avós e
outras fontes como: televisão e rádio, que rodeiam o dia a dia das crianças, que vem
formar um repertório inicial no seu universo sonoro.
Brincando fazem demonstrações espontâneas, quando em família ou por
intervenção do professor na escola, possibilitando a familiarização da criança com a
música. Em muitas situações do seu convívio social, elas vivem ou entram em
contato com a música.
Desde que se estuda a história da humanidade, tem-se observado que
a música sempre fez parte da vida do homem. Em qualquer parte do mundo, em
todas as épocas, a música e o homem sempre viveram juntos. Pode-se suprir que
no principio, o homem reproduzia os sons que ouvia na natureza, como o vento forte
e seu sussurrar nas folhagens, a água dos rios, o estalar dos galhos, o canto dos
pássaros e tantos outros não só com a intenção de imita-los, mas também porque
essa era a música que ele conhecia. Segundo Bréscia (2003),
A música é uma linguagem que se traduz em formas sonoras capazes de
comunicar sensações, sentimentos e pensamentos. Ela está presente em todas as
culturas nas mais diversas situações.
5

De acordo com Martins (2004) a música está presente em todas as culturas e


pode ser utilizada como fator determinante nos desenvolvimentos motor, linguístico e
afetivo de todos os indivíduos.
Em relação a isso o RCNEI explica que:

“O ambiente sonoro, assim como presença da música em diferentes e


variadas situações do cotidiano fazem com que os bebês, e crianças iniciem
seu processo de musicalização de forma intuitiva. Adultos cantam melodias
curtas, cantigas de ninar, fazem brincadeiras cantadas, com rimas
parlendas, reconhecendo o fascínio que tais jogos exercem”. (Brasil, 1998.
p.51)

Para Nogueira (2003, p.01) a música é entendida como experiência que:

“[...] a companha os seres humanos em praticamente todos os momentos


de sua trajetória neste planeta. E, particularmente nos tempos atuais, deve
ser vista como umas das mais importantes formas de comunicação [...]. A
experiência musical não pode ser ignorada, mas sim compreendida,
analisada e transformadas criticamente”.

Ao trabalhar a música na escola, não podemos deixar de considerar os


conhecimentos prévios da criança sobre a música e o professor deve tomar isso
como ponto de partida, incentivando a criança a mostrar o que ela já entende ou
conhece sobre esse assunto, deve ter uma postura de aceitação em relação à
cultura que a criança traz.
Em algumas situações pode ocorrer o fato de o professor, de uma maneira
despercebida, deixar de lado o meio cultural e social da criança, o que não é bom,
pois isso pode levá-la ao desinteresse pela educação musical. Usar uma
determinada música na hora de entoar a oração da manhã. Isso pode ser entendido
como uma forma de expressão e de louvor, porém é necessário ter cuidado, pois
nem todos têm a mesma religião. A alternativa, neste caso, talvez fosse pedir que
cada dia uma criança fizesse a oração ou cantasse uma canção, assim, todos teriam
a chance de expressar sua cultura religiosa na sala de aula. O envolvimento das
crianças com a música acontece desde quando são ainda pequenos.
As professoras cantavam músicas de maneira repetitiva, diariamente na hora
da chegada dos alunos na escola, depois da oração e antes do lanche, também
cantavam o hino nacional. Ao cantarem essas músicas repetitivas, ou o hino sem
saber o que estão cantando, estão fazendo do ato de cantar um ato mecânico, que
só serve para reproduzir a canção, mas não leva conhecimento algum a criança.
6

O Projeto Político Pedagógico de uma das escolas onde foram feitas as


observações de estágio, apresenta todas as áreas a serem desenvolvidas na
criança na Educação Infantil, mas em nenhum momento enfoca que a música é um
dos caminhos para alcançar tal objetivo.
A música aparece, de forma genérica na parte que trabalha a educação em
artes. Nas observações realizadas, ficou evidente a pouca ou até nenhuma
formação específica das professoras, já que reproduziam de forma mecânica
canções sobre o lanche, religiosas e ainda sobre profissões, não que isso seja
impróprio ou totalmente sem valor, mas é necessário contextualizar a atividade
proposta.
Em relação a essa discussão Souza (2000, p.164), explica que:

Ao incluir objetivos, justificativas, experiências e condições de ensino-


aprendizagem resultantes de uma reflexão profunda, num diálogo
permanente coma realidade sociocultural, os relatos apontam elementos
importantes relacionados às praticas pedagógicas de sala de aula, como,
por exemplo, a sua transformação numa ação pedagógica significativa.

O que precisa ser esclarecido, nesses casos, não é a música ou o que se


canta, mas a forma de repetir as canções de forma mecânica não explicando seus
significados aos alunos, ou pior, forçando-os a somente cantar, tirando deles a
oportunidade de se expressar e de participar do processo ativamente, não só
reproduzindo o que é pedido.
Ensinar música tem relação com a percepção e sensibilidade do professor em
perceber como esta pode ajudar em sua aula, considerando o que as crianças
querem trabalhar relacionado ao que o professor planejou. Ele pode propor
atividades e coordená-las, mas é preciso que as crianças participem também,
escolham músicas ou atividades musicais.
A música tem como propósito favorecer e colaborar no desenvolvimento dos
alunos, sem privilegiar apenas alguns alunos, entendendo esta, não como uma
atividade mecânica e pouco produtiva que se satisfaz com o recitar de algumas
cantigas e em momentos específicos da rotina escolar, mas envolve uma atividade
planejada e contextualizada, como prevê o RCNEI, além de explorar as múltiplas
possibilidades que a música tem em seu ensino, como explica Loureiro (2003,
p.141):

Atenção especial deveria ser dispensada ao ensino de música no nível da


educação básica, principalmente na educação infantil e no ensino
7

fundamental, pois é nessa etapa que o individuo estabelece e pode ser


assegurada sua relação com o conhecimento, operando-o no nível
cognitivo, de sensibilidade e de formação da personalidade.

Algumas situações mostram o uso da musica de forma pouco producente, e


às vezes até repetitiva.
Brito (2003) critica as apresentações musicais que utilizam gestos repetitivos,
pois acredita que esse molde não enriquece a proposta musical dentro da sala de
aula, apenas perde-se tempo com repetições e excluem a possibilidade de criação,
podando toda e qualquer chance de uma manifestação criativa da criança.
Muitas vezes, ainda, vemos que a criança é impedida de usar sua
criatividade, pois a elas são propostas músicas ou atividades já prontas, canções
folclóricas já cantadas há décadas de maneira mecânica e em momentos
específicos da rotina escolar, sem saber o significado e sentido daquilo do que está
cantando, realizam apenas a memorização e gestos corporais estereotipados que
deixam as crianças desinteressadas e poucos contribuem no seu desenvolvimento.

Ensinar música, a partir dessa óptica, significa ensinar a reproduzir e a


interpretar músicas, desconsiderando as possibilidades de experimentar,
improvisar, inventar como ferramenta pedagógica de fundamental
importância no processo de construção do conhecimento musical (BRITO
2003, p. 52).

Para ser significativa e atingir seus objetivos, a música deve ser trabalhada de
diferentes formas, como por exemplo, com exercícios de pulsação, parâmetros
sonoros, canto, parlendas, brincadeiras cantadas, sonorização de histórias.
Pode-se trabalhar com os alunos ruídos cotidianos, o que parece muito
interessante, uma maneira de explorar os sons ou ruídos de uma forma muito
completa.
Na educação infantil, podemos buscar um trabalho que permita o aluno a
experimentar sensações e sentimentos como de tristeza, alegria, e que ele venha a
expressar esses sentimentos através da manipulação dos instrumentos musicais
que lhes serão colocados a disposição pelo professor. Propor brincadeiras onde os
alunos descrevem os sons que emitem quando acordam, escovam os dentes,
comem e colocam suas roupas e sapatos. Eles ainda podem reproduzir sons de
animais, cachorros, cavalos e o som dos carros.
BRITO (2003) relata em especifico que “esses jogos trabalham usando ações
dos cotidianos dando base para desenvolver muito a criatividade e atenção das
crianças”.
8

Snyders (1997, p.30) diz que “resta ao professor situar e não restringir”, situar
aqui segundo as palavras do autor é contextualiza que o docente pode ser um
mediador, orientando seus alunos nas atividades com a música e não minando sua
criatividade. Para que o ensino de música na educação infantil relacione o prático
com o pedagógico, ela deve ser usada como ferramenta educacional e para isso é
necessário explorar diferentes possibilidades nos vários momentos da aula.
Temos de lembrar que trabalhar a música na educação infantil não se
restringe ao aspecto musical, mas também aos aspectos cognitivo e motor, o que
promove o desenvolvimento do sujeito no todo.
O uso ou o trabalho com a música tem como enfoque o desenvolvimento
global da criança na educação infantil, respeitando sua individualidade, seu contexto
social, econômico, cultural, étnico e religioso, entendendo a criança como um ser
único com características próprias, que interage nesse meio com outras crianças e
também explora diversas peculiaridades em todos os aspectos.
O ensino de música não tem o objetivo de formar músicos, a ela cabe
incentivar a criatividade, já que algumas vezes a escola deixa pouco espaço para a
criança criar e a música pode ser um caminho muito fértil para essa prática.
Em relação a isso, Bellochio (2001, p.46) explica:

“bastam 45 minutos de aulas de música semanais, de modo desarticulado


dos demais conhecimentos, que estão sendo trabalhados pelos professores,
para potencializar a educação musical nas escolas? Uma possibilidade que
vejo é da articulação mais consciente, crítica e madura entre o professor
atuante nos anos iniciais de escolarização e os profissionais especialistas
no ensino de música”.

O caminho para a viabilidade da música nas escolas, aqui especificamente na


educação infantil se dá pelo uso de ferramentas para sua reflexão, práticas para que
se faça o uso correto da música, trabalhar a diversidade e o contexto do aluno,
explorando suas potencialidades. A atividade musical e as demais artes, unidas ao
jogo recreativo, são uma base forte na educação infantil.
Em relação a estes aspectos, Brito (2003, p.46) explica que,

[...] importa, prioritariamente, a criança, o sujeito da experiência, e não a


música, como muitas situações de ensino musical consideram. A educação
musical não deve visar à formação de possíveis músicos do amanhã, mas
sim à formação integral das crianças de hoje.

Na prática escolar, o ensino de música deve ter atenção prioritária, já que


falar em ensinar música ou musicalizar é falar em educar pela música, contribuir na
formação do indivíduo, como um todo, lhe dando oportunidade de imergir em um
9

imenso universo cultural, enriquecendo sua inteligência através de sua sensibilidade


musical.
O ensino e, consequentemente, o aprendizado da música envolve a
construção do sujeito musical, a partir da constituição da linguagem da música. O
uso dessa linguagem irá transformar esse sujeito, tanto no que se refere a seus
modos de perceber, suas formas de ação e pensamento, quanto seus aspectos
subjetivos. Em consequência, transformará também o mundo deste sujeito, que
adquirirá novos sentidos e significados, modificando também a sua própria
linguagem musical.
Nogueira (2003) diz que a música deve ser vista além de uma “arma”
pedagógica, também como uma das mais importantes formas de comunicação do
nosso tempo.
No texto a autora ainda cita Snyders (1997), o qual contribui expressando que
uma geração nunca viveu mais a música que a nossa, mas o autor ainda ressalta
que para entendermos o processo de desenvolvimento de uma criança, temos de ir
muito além de seus aspectos físicos ou intelectuais, é um processo que envolve uma
grande rede de questões, questões que são uma complexidade muito além às da
maturação biológica.
Ao salientar atividades que trabalham gestos, dança, os sons do meio
ambiente e dos animais, estimula-se a criatividade, as crianças ganham noções de
altura, podem observar o próprio corpo em movimento, atentar-se ao meio onde
vivem, prestar atenção nele e explorar a criatividade, já que ela tira base de qualquer
ambiente em que a professora e seus alunos estejam.
Snyders (1997, p.27) diz que:

“os métodos modernos da pedagogia musical estão absolutamente corretos


ao propor atividades de escuta ativa, não somente para evitar que os
alunos, se não tiverem nada de preciso a fazer, conversem ou se evadam
da aula através de devaneios, mas por que faz parte da natureza da obra
musical despertar uma admiração ativa: o objetivo da escuta ativa não é
chegar a uma espécie de êxtase teológico, mas despertar emoções
controladas, que integrem a alegria ao conjunto da pessoa, tanto na sua
sensibilidade quanto na sua compreensão”.

Os campos de desenvolvimentos são os que lidam com a afetividade, na


prática como a música, que se dá pelo aprendizado de um instrumento ou a
apreciação dos sons, isso, segundo o autor, potencializa o aprendizado, tanto no
emocional quanto no cognitivo.
Particularmente no campo do raciocínio lógico, ressalta mais uma vez o autor,
há um grande desenvolvimento da memória e nos espaço do raciocínio abstrato.
10

Então é preciso mostrar e entender a prática de como a música pode ser


usada na escola, ou seja, apresentar atividades com música que contribuam no
desenvolvimento das crianças da educação infantil, bem como atividades musicais
que possam contribuir no trabalho com o aluno e como pode ser usada.
Assim serão expostas práticas ao ensino da música na educação infantil, que
trabalham a interdisciplinaridade, e que permita explorar diferentes aspectos do
cotidiano de forma criativa favorecendo a socialização e a aprendizagem das
crianças.
Para Chiarelli (2005), a música é importante para o desenvolvimento da
inteligência e a interação social da criança e a harmonia pessoal, facilitando a
integração e a inclusão.
Para ele a música é essencial na educação, tanto como atividade e como
instrumento de uso na interdisciplinaridade na educação infantil, dando inclusive
sugestões de atividades para isso.
Assim, pensar as funções do ensino de música na educação infantil, nos leva
ao cotidiano escolar e as práticas dos professores e seus alunos, de como a música
aparece e suas particularidades, suas possibilidades e linguagens. Mas ainda é
necessário refletir a respeito de novas possibilidades da música na educação infantil.

3 PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DO PROJETO DE PESQUISA:

Os professores terão plena liberdade de adequar às atividades, visando à


idade da sua turma. Examinando as atividades com atenção antes de preparar sua
programação anual e fazendo o seu planejamento de acordo com, as necessidades
dos seus alunos e condições da escola. Deverá ser feita interdisciplinaridade sempre
que possível.
Poderão ser usados jogos e brinquedos industrializados ou confeccionados
manualmente e usar muita criatividade.
Poderão ser confeccionados diversos jogos e brinquedos utilizando materiais
recicláveis.

3.1 Descrição da Escola:

O público alvo desta pesquisa foram às crianças da Educação Infantil do


Centro Infantil Educacional Os Sete Anões, BRAZILANDIA, Divinópolis/MG.
(lembramos que usamos nome fictício)
11

3.2 Tema e linha de pesquisa:

Musicalizar é tornar a criança sensível e receptiva aos sons, promovendo o


contato com o mundo musical já existente dentro dela, e, melhor ainda, fazendo com
que ocorra uma apreciação afetiva e, indo mais além, uma apreciação criativa dos
sons que estão à sua volta. Da mesma forma, podemos definir a musicalização
como a pré-escola da música, um conjunto de atividades que visam à sensibilização
e que buscam ampliar os conhecimentos musicais da criança, de forma bastante
intuitiva, inclusive com sua participação criadora. Entretanto, é preciso que a
musicalização seja estimulada, de alguma forma, em todo o convívio social, a
começar em casa. Isso porque o desenvolvimento da musicalidade na primeira
infância depende da vivência musical.

3.3 Justificativa:

A Educação Musical é uma excelente ferramenta para o desenvolvimento de


habilidades verbais, físicas, sociais, mentais e emocionais.
A “liberdade” de criar e adaptar é uma das características próprias da
Educação Musical, através da qual as atividades tornam-se atraentes para as
crianças que buscam a cada instante novas descobertas que lhes satisfaçam a
curiosidade.
O corpo da criança é o ponto de partida para a Educação Musical, a voz da
criança também é um precioso instrumento.
A música deve fazer parte do cotidiano escolar como um dos elementos
formadores do indivíduo. Portanto, o professor precisa saber observar quais são as
necessidades de seus alunos e conhecer o desenvolvimento cognitivo de cada idade
e suas potencialidades para que possa escolher atividades que venham de encontro
com seus objetivos e realizar um trabalho interdisciplinar.
A música na educação, não deve ser usada apenas como experiência
estética, mas como instrumento facilitador do processo de aprendizagem, como
ferramenta para tornar a escola um lugar mais alegre e receptivo, possibilitando a
ampliação do conhecimento musical do aluno, afinal a música é um bem cultural e
seu conhecimento não deve ser privilégio de poucos.
12

A escola deve oportunizar a convivência com os diferentes gêneros,


apresentando novos estilos, proporcionando uma análise reflexiva do que lhe é
apresentado, permitindo que o aluno se torne mais crítico.

3.4 Problematização:

Atualmente, a mídia tem desviado a importância do conteúdo musical que é


direcionado nos programas infantis.
As crianças têm absorvido a música de forma prejudicial ao desenvolvimento
intelectual e social. Com a modernidade, os brinquedos e as brincadeiras foram
substituídos por telas de videogame, internet e a tradicional televisão. Com o avanço
tecnológico, a música também sofreu mudanças radicais e grande parte desse
mercado sonoro, está sendo introjetado às crianças como um produto sem
qualidade e de nenhum valor educativo.
A ausência da família tem grande influência na divisão de tempo das tarefas
diárias das crianças, incluindo os programas de TV a serem assistidos, na escolha
das atividades evitando rotinas e desgastes, lembrando que o ideal diversificar.
O que é música? Você considera importante a presença da música na
educação infantil? Por quê? De que forma você planeja a exploração da linguagem
musical com as crianças em seu cotidiano?

3.5 Objetivos:

Geral:

Proporcionar às crianças oportunidades de viver e refletir em seu cotidiano


sobre questões musicais, numa prática sensível e expressiva propiciadora de
condições para o desenvolvimento de habilidades de criação de hipóteses e de
formulação de conceitos.

Específicos:

 Identificar elementos da música como forma de expressão e interação


com o outro, expandindo seu conhecimento de mundo;
 Ampliar o conhecimento musical, compreendendo as características
do som, suas propriedades e possibilidades de atividades ligadas ás variadas
formas de expressão artística como a música;
 Utilizar a improvisação, interpretação e composição musical para
identificar e expressar sensações, sentimentos e pensamentos.
13

3.6 Conteúdos:

Movimento: Utilização expressiva intencional do movimento nas situações


cotidianas e em suas brincadeiras; Percepção de estruturas rítmicas para expressar
– se corporalmente por meio de brincadeiras.
Natureza e Sociedade: Participação em brincadeiras, jogos e canções que
digam respeito às tradições culturais de sua comunidade e de outros grupos.
Música: Participação em situações que integrem músicas, canções e
movimentos corporais.
Artes: Exploração dos espaços bidimensionais e tridimensionais na
realização de seus projetos artísticos; Exploração e utilização de alguns
procedimentos necessários para construção.
Linguagem Oral e Escrita: Uso da linguagem oral para conversar e brincar;
Observação e manuseio de materiais impressos como livro e revistas; Valorização
da leitura como fonte de prazer e entretenimento; Participação em situações
cotidianas nas quais se faz necessário o uso da escrita.

3.7 Processo de Desenvolvimento: Metodologia

A metodologia utilizada no trabalho foi à pesquisa bibliográfica e uma


pesquisa de campo onde foi realizada uma análise observatório no Centro Infantil
Educacional Conta de Fadas, Nova Suíça, Divinópolis/MG que concluíra até o
momento que a música pode ser instrumento de auxílio no trabalho pedagógico, e
perceber as formas de interação da música com os demais eixos de trabalho, ou
seja, como a música pode auxiliar em diversas atividades pedagógicas, entender os
aspectos positivos e negativos do uso da música no desenvolvimento infantil

Cronograma de atividade:

Atividades 2ª F 3ª F 4ª F 5ª F 6ª F
Orientação do projeto pelo pedagogo
X
aos professores
Acompanhamento do projeto pelo
X
pedagogo
Apresentação do projeto X
Música mestre André X
14

Conhecendo os Instrumentos musicais X


Confecção de cartazes X
Roda musical X
Dança X
Apreciação de vídeo X
Percussão corporal X
Hora da história X
Dinâmica das notas musicais X
Apreciação musical X
Desenho X
Participação dos pais X
Show de voz e violão X
Avaliação do projeto X X X X X
Sintetização da avaliação X

3.8 Tempo Para a Realização do Projeto: Técnica de Pesquisa:

O estudo será realizado por meio de pesquisas bibliográficas utilizando fontes


primárias e secundárias que ajudarão na compreensão e na análise da mídia e
educação e qual o papel do professor e segue a abordagem da pesquisa qualitativa.
Segundo TRIVINOS, 1987( apud Molina e Lara 2011, p.129),

1º A pesquisa qualitativa tem o ambiente natural como fonte direta dos


dados e pesquisador como instrumento-chave; 2º A pesquisa qualitativa é
descritiva; 3º os pesquisadores qualitativos estão preocupados com o
processo e não simplesmente com os resultados e o produto; 4º os
pesquisadores qualitativos tendem a analisar seus dados indutivamente; 5º
o significado é a preocupação essencial na abordagem qualitativa [...].

Em uma pesquisa qualitativa é necessário o aprofundamento dos


conhecimentos, pesquisar não somente os resultados, mas a funcionalidade da

pesquisa.
Para a elaboração deste trabalho foram utilizadas fontes primárias o livro: O
que e mídia e educação do autor Maria Luiza Belloni (2001), fontes secundarias
Netto (1998), Kishimoto (2009), além de artigos e dissertações publicados da Capes,
as quais servirão como base para a fundamentação teórica da pesquisa.
A pesquisa de campo é aquela utilizada com o objetivo de conseguir
informações e ou conhecimentos acerca de um problema, para o qual se procura
15

uma resposta, ou de uma hipótese, que se queira comprovar, ou, ainda, descobrir
novos fenômenos ou as relações entre eles. Consiste na observação de fatos e
fenômenos tal como ocorrem espontaneamente, na coleta de dados a eles referente
e no registro de variáveis que, se presume relevantes, para analisá-los. A pesquisa
de campo propriamente dita:

Não deve ser confundida com a simples coleta de dados; é algo, mais que
isso, pois exige contar com controles adequados e com objetivos
preestabelecidos que discriminam suficientemente o que deve ser coletado.
(Trujillo, 1982, p.229).

As fases da pesquisa de campo requerem, em primeiro lugar, a realização de


uma pesquisa bibliográfica sobre o tema em questão. Ela servirá como primeiro
passo para se souber em que estado se encontra atualmente o problema, que
trabalhos já foram realizados a respeito e quais são as opiniões reinantes sobre o
assunto. Como segundo, permitirá que se estabeleça um modelo teórico inicial de
referência, da mesma forma que auxiliará na determinação das variáveis e

elaboração do plano geral da pesquisa.

3.9 Recursos Humanos e Materiais: Coletas de Dados – Caracterização da


Amostra – Instrumento Para Coletas de Dados:

• Recursos Humanos: Alunos, Professoras, Coordenadora, Diretora,


Funcionários, Pais, Amigos da Escola e Convidados...
• Recursos Tecnológicos: CD’s, DVD’s; MiniSysten; Aparelho de DVD;
TV; Data-Show; Caixa de Som; Internet; Computador; Impressora...
• Recursos Materiais: Papel de Ofício, Tintas para Cartuchos, Cartolinas,
Papel Cartaz; TNT; Emborrachado; Cola Quente (refil); Pistola de Cola Quente; Tinta
Pinta Cara; Tesouras; Colas Brancas; Tinta Guache; Cola Gliter.
A coleta de dados foi realizada através de uma observação no Centro Infantil
Educacional Conto de Fadas, Nova Suíça, Divinópolis/MG
Durante o desenvolvimento da pesquisa foi possível constatar o envolvimento
das crianças nas atividades realizadas, o prazer e a alegria com que participavam de
cada parte das aulas e a maneira como se apropriavam de tais conteúdos
transformando em significando-os para si.
Foi possível verificar com analise que a música representa uma importante
fonte de estímulos, equilíbrio e felicidade para a criança.
16

Não só na Educação Infantil, mais no ensino fundamental e no ensino médio,


os fatos musicais devem induzir ações, comportamentos motores e gestuais (ritmos
marcados caminhando, batidos com as mãos, e até mesmo falados), inseparáveis
da educação perceptiva propriamente dita.
De acordo com Pena (1998), a música está presente em diversas situações
da vida humana. Existe música para adormecer, música para dançar, para chorar os
mortos, para conclamar o povo a lutar, o que remonta à sua função ritualística.
Presente na vida diária de alguns povos, ainda hoje é tocada e dançada por
todos, seguindo costumes que respeitam as festividades e os momentos próprios a
cada manifestação musical. Nesses contextos, as crianças entram em contato com a
cultura musical desde muito cedo e assim começam a aprender suas tradições
musicais.
Até o primeiro ano de vida. “A criança está aberta para receber”, diz Muszkat.
Contar histórias, pôr música na vitrola, agarrar e beijar, brincar com a fala são
estímulos que ajudam o aperfeiçoamento das ligações neurais das regiões
sensoriais do cérebro.
A teoria afirma que pessoas dotadas dessa inteligência não precisam de
aprendizado formal para colocá-la em prática. Isso é real, pois não está sendo
questionado o resultado da aplicação da inteligência, mas sim a potencialidade para
se trabalhar com a música.
Musicalização é um processo cognitivo e sensorial que envolve o contato com
o mundo sonoro e a percepção rítmica, melódica e harmônica.
A música é um meio de expressão de ideia se sentimentos mas também uma
forma de linguagem muito apreciada pelas pessoas. Desde muito cedo, a música
adquire grande importância na vida de uma criança. Além de sensações, através da
experiência musical são desenvolvidas capacidades que serão importantes durante
o crescimento infantil.
Em condições normais, os órgãos responsáveis pela audição começam a se
desenvolver no período de gestação e somente por volta dos onze anos de idade é
que o sistema funcional auditivo fica completamente maduro, por isso a estimulação
auditiva na infância tem papel fundamental. Sabe-se que os bebês reagem a sons
dentro do útero materno e que a música, desde que apropriadamente escolhida,
pode acalmar os recém-nascidos.
Quando estão cantando, as crianças trabalham sua concentração,
memorização, consciência corporal e coordenação motora, principalmente porque,
juntamente com o cantar, ocorre com frequência o desejo ou a sugestão para mexer
17

o corpo acompanhando o ritmo e criando novas formas de dança e expressão


corporal.
No setor linguístico percebemos a possibilidade de estimular a criança a
ampliar seu vocabulário, uma vez que, através da música, ela se sente motivada a
descobrir o significado de novas palavras que depois incorpora a seu repertório.
Todos esses benefícios são estendidos não só à linguagem falada, mas
também à escrita, na medida em que boa percepção, bom vocabulário e
conhecimento de estruturas de texto são elementos importantes para ser bom leitor
e bom escritor.
A música vai além daquilo que ouvimos. Quando inserida na rotina das
crianças e dos adolescentes, as canções contribuem para o desenvolvimento
neurológico, afetivo e motor da criança.
Então podemos constatar que a musica é muito importante para o
aprendizado a criança desde creche até educação infantil.
O uso ou o trabalho com a música tem como enfoque o desenvolvimento
global da criança na educação infantil, respeitando sua individualidade, seu contexto
social, econômico, cultural, étnico e religioso, entendendo a criança como um ser
único com características próprias, que interage nesse meio com outras crianças e
também explora diversas peculiaridades em todos os aspectos.

3.10 Avaliação

A avaliação deve acontecer através da observação e registro do envolvimento


e da participação da turma durante as aulas, levando em conta os processos vividos,
discussões e tarefas solicitadas, questionamentos individuais e coletivos, para
perceber o envolvimento e a aprendizagem. Constituindo-se numa ferramenta para a
readequação de objetivos, conteúdos, procedimentos e atividades e também de
conhecimento das crianças.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS:

Evidenciou-se através deste estudo que as diversas áreas do conhecimento


podem ser estimuladas com a prática da musicalização. De acordo com esta
perspectiva, a música é concebida como um universo que conjuga expressão de
sentimentos, ideias, valores culturais e facilita a comunicação do indivíduo consigo
mesmo e com o meio em que vive. Ao atender diferentes aspectos do
18

desenvolvimento humano: físico, mental, social, emocional e espiritual, a música


pode ser considerada um agente facilitador do processo educacional.
Nesse sentido faz-se necessária a sensibilização dos educadores para
despertar a conscientização quanto às possibilidades da música para favorecer o
bem-estar e o crescimento das potencialidades dos alunos, pois ela fala diretamente
ao corpo, à mente e às emoções.
A presença da música na educação auxilia a percepção, estimula a memória
e a inteligência, relacionando-se ainda com habilidades linguísticas e lógico-
matemáticas ao desenvolver procedimentos que ajudam o educando a se
reconhecer e a se orientar melhor no mundo. Além disso, a música também vem
sendo utilizada como fator de bem estar no trabalho e em diversas atividades
terapêuticas, como elemento auxiliar na manutenção e recuperação da saúde.
As atividades de musicalização também favorecem a inclusão de crianças
portadoras de necessidades especiais. Pelo seu caráter lúdico e de livre expressão,
não apresentam pressões nem cobranças de resultados, são uma forma de aliviar e
relaxar a criança, auxiliando na desinibição, contribuindo para o envolvimento social,
despertando noções de respeito e consideração pelo outro, e abrindo espaço para
outras aprendizagens.
Concluiu-se até o momento que a música pode ser instrumento de auxílio no
trabalho pedagógico, porém, não deve limitar sua ação apenas como ferramenta de
trabalho de outras áreas de conhecimento, pois ela fala por si só e contribui para o
desenvolvimento integral do ser.

5 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

ALMEIDA, Renato. A História da Música Brasileira. Universidade do Texas, F.


Briguiet: 1926.
ANDRADE, Mário. Pequena Historia Da Música. Martins Editora, 1980.
BARRETO, Sidirley de Jesus. Psicomotricidade: educação e reeducação. 2.
ed. Blumenau: Acadêmica, 2000.
BARRETO, Sidirley de Jesus; SILVA, Carlos Alberto da. Contato: Sentir os
sentidos e a alma: saúde e lazer para o dia-a dia. Blumenau: Acadêmica, 2004.
BELLOCHIO, Cláudia Ribeiro. Educação Musical: olhando e construindo na
Formação e Ação de professores. Revistada ABEM, Porto Alegre: Associação
Brasileira de Educação Musical, nº6, p.41-47, set.2001.
19

BRASIL. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. Ministério


da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Brasília, v. 3.
Conhecimento de Mundo. MEC/SEF, 1998.
BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Nº 9.394 de 20 de
Dezembro de 1996. Editora do Brasil.
BRASIL, Ministério da Educação e do Desporto. Secretária de Educação
Fundamental.Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. Brasília:
MEC/ SEF, 1998.
BRÉSCIA, Vera Pessagno. Educação musical: bases psicológicas e ação
preventiva. Campinas: Átomo, 2003.BRITO, Teca Alencar. A música na educação
infantil. São Paulo: Peirópolis, 2003.
BRITO, T. A. Música na educação infantil–propostas para a formação integral
da criança. São Paulo: Editora Petrópolis, 2003.
CAMPBELL, Linda; CAMPBELL, Bruce; DICKINSON, Dee . Ensino e
Aprendizagem por meio das Inteligências Múltiplas. 2. ed. Porto Alegre: Artmed,
2000.
CHIARELLI, Lígia Karina Meneghetti. A música como meio de desenvolver a
inteligência e a integração do ser, Revista Recre@rte Nº3 Junho 2005: Instituto
Catarinense de Pós-Graduação.
CHIZZOTTI, A. A pesquisa em ciências humanas e sociais. São Paulo:
Cortez, 1991.
DAVIDOFF, Carlos. Bandeirantismo: verso e reverso. São Paulo: Brasiliense
8ª ed, 1994.
DELALANDE, F. Pédagogie musicale d’eveil. Paris: Institut National de
l‟Audiovisual, 1979.
DOHME, Vânia. Atividades lúdicas na educação: o caminho de tijolos
amarelos do aprendizado. Petrópolis: Vozes, 2004
ELMERICH,Luis. História da música. São Paulo: Editora Fermata do Brasil,
1979.
FELINTO, Marilene. Do que você gosta de brincar?. Folha de São Paulo. 500
Brincadeiras. São Paulo, 16 de Abril, 2000.
FRANÇA, Eurico Nogueira. A música no Brasil. Rio de Janeiro: Departamento
de Imprensa Nacional, 1953.
GAINZA, Violeta Hemsy de. Estudos de Psicopedagogia Musical. 3. ed.
São Paulo: Summus, 1988.
GARDNER, Howard. Inteligências Múltiplas: a teoria na prática. Porto
Alegre: Artes Médicas, 1995.
20

GREGORI, Maria Lúcia P. Música e Yoga Transformando sua Vida. Rio de


Janeiro: DP&A, 1997.
JEANDOT, Nicole. Explorando o Universo da Música. São Paulo: Scipione, 2º
ed, 1997.
KRAMER, Sônia. A Política do pré escolar no Brasil: A arte do disfarce. 7. ed.
São Paulo: Cortez . 2003.
LOUREIRO, Alicia Maria Almeida. O ensino de música na escola fundamental.
Campinas, SP: Papirus, 2003.
MÁRSICO, Leda Osório. A criança e a música: um estudo de como se
processa o desenvolvimento musical da criança. Rio de Janeiro: Globo, 1982.
NOGUEIRA, M.A. A música e o desenvolvimento da criança. Revista da UFG,
Vol. 5, No. 2, dez 2003. Disponível em: <www.proec.ufg.br>. acesso em: 12 de
agosto 2017.
PENNA, Maura. Reavaliações e buscas em musicalização. São Paulo:
Loyola, 1990
ROSA, Nereide Schilaro Santa. Educação Musical para Pré-Escola. Rio de
Janeiro: Libador, 1990.
SILVA, Patrícia, A Canção na Pré Escola. São Paulo: Paulinas, 6 ed, 2001.
SNYDERS, Georges. A escola pode ensinar as alegras da música? 3º ed. São
Paulo: Cortez, 1997.
SOUZA, Jussara (Org.). Música, cotidiano e educação. Porto. Alegre:
Programa de Pós-Graduação em Música da UFGRS, 2000
SNYDERS, Georges. A escola pode ensinar as alegrias da música? 2. ed.
São Paulo: Cortez, 1994.
WEIGEL, Anna Maria Gonçalves. Brincando de Música: Experiências com
Sons, Ritmos, Música e Movimentos n