Aposto
Aposto é um termo que se junta a outro de valor substantivo ou pronominal para explicá-lo
ou especificá-lo melhor. Vem separado dos demais termos da oração por vírgula, dois-
pontos ou travessão.
Por Exemplo:
Ontem, Segunda-feira, passei o dia com dor de cabeça.
Segunda-feira é aposto do adjunto adverbial de tempo ontem. Dizemos que o aposto é
sintaticamente equivalente ao termo a que se relaciona porque poderia substituí-lo. Veja:
Segunda-feira passei o dia com dor de cabeça.
Obs.: após a eliminação de ontem, o substantivo Segunda-feira assume a função de adjunto
adverbial de tempo.
Veja outro exemplo:
Aprecio todos os tipos de música: MPB, rock, blues, chorinho, samba, etc.
Objeto Direto Aposto do Objeto Direto
Se retirarmos o objeto da oração, seu aposto passa a exercer essa função:
Aprecio MPB, rock, blues, chorinho, samba, etc.
Objeto Direto
Obs.: o termo a que o aposto se refere pode desempenhar qualquer função sintática
(inclusive a de aposto).
Por Exemplo:
Dona Aida servia o patrão, pai de Marina, menina levada.
Analisando a oração, temos:
pai de Marina = aposto do objeto direto patrão.
menina levada = aposto de Marina.
Classificação do Aposto
De acordo com a relação que estabelece com o termo a que se refere, o aposto pode ser
classificado em:
a) Explicativo:
A Ecologia, ciência que investiga as relações dos seres vivos entre si e com o
meio em que vivem, adquiriu grande destaque no mundo atual.
b) Enumerativo:
A vida humana se compõe de muitas coisas: amor, trabalho, ação.
c) Resumidor ou Recapitulativo:
Vida digna, cidadania plena, igualdade de oportunidades, tudo isso está na base de
um país melhor.
d) Comparativo:
Seus olhos, indagadores holofotes, fixaram-se por muito tempo na baía anoitecida.
e) Distributivo:
Drummond e Guimarães Rosa são dois grandes escritores, aquele na poesia e este
na prosa.
f) Aposto de Oração:
Ela correu durante uma hora, sinal de preparo físico.
Além desses, há o aposto especificativo, que difere dos demais por não ser marcado por
sinais de pontuação (vírgula ou dois-pontos). O aposto especificativo individualiza um
substantivo de sentido genérico, prendendo-se a ele diretamente ou por meio de uma
preposição, sem que haja pausa na entonação da frase:
Por Exemplo:
O poeta Manuel Bandeira criou obra de expressão simples e temática profunda.
A rua Augusta está muito longe do rio São Francisco.
Atenção:
Para não confundir o aposto de especificação com adjunto adnominal, observe a seguinte
frase:
A obra de Camões é símbolo da cultura portuguesa.
Nessa oração, o termo em destaque tem a função de adjetivo: a obra camoniana. É, portanto,
um adjunto adnominal.
Observações:
1) Os apostos, em geral, detacam-se por pausas, indicadas na escrita, por vírgulas, dois
pontos ou travessões. Não havendo pausa, não haverá vírgulas.
Por Exemplo:
Acabo de ler o romance A moreninha.
2) Às vezes, o aposto pode vir precedido de expressões explicativas do tipo: a saber, isto é,
por exemplo, etc.
Por Exemplo:
Alguns alunos, a saber, Marcos, Rafael e Bianca não entraram na sala de aula após
o recreio.
3) O aposto pode aparecer antes do termo a que se refere.
Por Exemplo:
Código universal, a música não tem fronteiras.
4) O aposto que se refere ao objeto indireto, complemento nominal ou adjunto adverbial
pode aparecer precedido de preposição.
Por Exemplo:
Estava deslumbrada com tudo: com a aprovação, com o ingresso na universidade,
com as felicitações.
É o termo que explica, desenvolve, identifica ou resume um outro termo da oração,
independente da função sintática que este exerça. Há quatro tipos de aposto:
Aposto Explicativo
O aposto explicativo identifica ou explica o termo anterior; é separado do termo que
identifica por vírgulas, dois pontos, parênteses ou travessões.
Ex.
• Terra Vermelha, romance de Domingos Pellegrini, conta a história da colonização
de Londrina.
Oração Subordinada Adjetiva Explicativa
É a oração que funciona como aposto explicativo. É sempre iniciada por um pronome
relativo e, da mesma maneira que o aposto explicativo, é separada por vírgulas, dois pontos,
parênteses ou travessões.
Ex.
• Terra Vermelha, que é um romance de Domingos Pellegrini, conta a história da
colonização de Londrina.
Oração Subordinada Substantiva Apositiva
Oração Subordinada Substantiva Apositiva é outra oração que funciona como aposto. A
função dela é complementar o sentido de uma frase anterior que esteja completa
sintaticamente. Por exemplo, quando se diz Ela só quer uma coisa a frase está completa
sintaticamente, pois tem sujeito-verbo-objeto, porém incompleta quanto ao sentido.
Portanto deveremos colocar algo que complete o sentido dessa frase. Por exemplo Ela só
quer uma coisa: que sua presença seja notada. Eis aí a Oração Subordinada Substantiva
Apositiva. Não confunda com a Oração Subordinada Adjetiva Explicativa, que também
funciona como aposto, mas que tem como função complementar o sentido de um
substantivo anterior, e não uma frase. Por exemplo: A vaca, que para os hindus é um
animal sagrado, para nós é sinônimo de churrasco. Eis aí a Oração Subordinada
Adjetiva Explicativa.
Aposto Especificador
O aposto especificador Individualiza ou especifica um substantivo de sentido genérico, sem
pausa. Geralmente é um substantivo próprio que individualiza um substantivo comum.
Ex.
O professor José mora na rua Santarém, na cidade de Londrina.
Aposto Enumerador
O aposto enumerador é uma seqüência de elementos usada para desenvolver uma idéia
anterior.
Ex.
• O pai sempre lhe dava três conselhos: nunca empreste dinheiro a ninguém, nunca
peça dinheiro emprestado a ninguém e nunca fique devendo dinheiro a ninguém.
• O Escoteiro deve carregar consigo seu material: mochila, saco de dormir e barraca.
Aposto Resumidor
O aposto resumidor é usado para resumir termos anteriores. É representado, geralmente,
por um pronome indefinido.
Ex.
Alunos, professores, funcionários, ninguém deixou de lhe dar os parabéns.
Vocativo
O vocativo é um termo independente que serve para chamar por alguém, para interpelar ou
para invocar um ouvinte real ou imaginário.
Aposto é o termo da oração que se anexa a um substantivo ou pronome substantivo para
esclarecer, desenvolver, resumir ou especificar a idéia expressa. Classifica-se em:
[editar] Aposto Explicativo
Explica ou esclarece o substantivo ao qual se refere. Vem sempre isolado por vírgulas.
Exemplo: Tiradentes, líder da Inconfidência Mineira, morreu enforcado.
[editar] Aposto Enumerativo
Enumera os elementos citados anteriormente.
Exemplo: Comprei tudo: arroz, feijão, batata e cenoura.
[editar] Aposto Resumitivo
Resume em um substantivo ou pronome substantivo os elementos citados anteriormente.
Exemplo: Comprei arroz, feijão, batata, e cenoura, tudo em promoção.
[editar] Aposto Especificativo
Especifica ou individualiza um substantivo de uso genérico. Normalmente é um nome de
próprio de pessoa ou lugar. Não é isolado por vírgulas.
Exemplo: Visitei a cidade de São Paulo.
Exemplo: Gosto do poeta Carlos Drummond de Andrade.
Termo dá "explicação" na frase
Da Página 3 Pedagogia & Comunicação
Entenda o que é o aposto, um dos termos acessórios da oração, do ponto de vista da análise
sintática.
A rosa, símbolo da paixão, é uma flor linda.
Essa oração também poderia ter sido dita da seguinte maneira, mais simples: "A rosa é uma
flor linda". Seria fácil analisá-la sintaticamente.
A rosa = sujeito
é = verbo de ligação
uma flor linda = predicativo do sujeito
Temos uma oração completa. Entretanto, ao adicionar "símbolo da paixão" à oração,
ganhamos uma "explicação" a mais. É esse o papel do aposto.
No famoso "Soneto de Fidelidade", o poeta Vinícius de Moraes refere-se à morte e à
solidão da seguinte maneira:
O poeta está definindo a morte e a solidão. Na maior parte dos casos, o aposto tem um
sentido explicativo. Ele busca dar maior precisão ao termo que o antecede, explicando
melhor o que foi dito anteriormente.
Vamos apreciar mais alguns exemplos de aposto.
Todos conhecem Vinícius de Moraes, o poeta.
Cleópatra, a rainha do Egito, era excêntrica.
Note agora um fato interessantíssimo. O aposto simplesmente tem a mesma função do
termo que o antecede. Nos exemplos acima, Vinícius de Morais seria objeto direto e rainha
do Egito seria sujeito.
Esquematizando:
Todos conhecem Vinícius de Moraes, o poeta.
objeto
Cleópatra, a rainha do Egito, era excêntrica.
sujeito
Vamos conhecer alguns outros tipos específicos de aposto:
Ele pode ser uma enumeração:
Pode ser um resumo do que foi dito anteriormente:
O aposto também pode ser uma comparação:
Como você pode notar, usamos o aposto a todo momento, seja para explicar, enumerar,
resumir ou para comparar. E então, gostou do aposto?
Tipos de sujeito
Por Araújo, A. Ana Paula de
A função sintática que denominamos sujeito, é um termo essencial da frase e pode se
comportar de várias maneiras, dependendo da intenção da mesma: agente, experienciador,
paciente, etc.
O sujeito tem a característica de concordar com o verbo, salvo raríssimas exceções.
Vejamos agora quais os tipos de sujeito existentes e como eles são caracterizados para que
possamos identificá-los.
Sujeito Simples: possui apenas um núcleo e este vem exposto.
Exemplos:
- Deus é perfeito!
- A cegueira lhe torturava os últimos dias de vida.
- Pastavam vacas brancas e malhadas.
Sujeito Composto: possui dois ou mais núcleos que também vêm expressos na oração.
Exemplos:
- As vacas brancas e os touros pretos pastavam.
- A cegueira e a pobreza lhe torturavam os últimos dias de vida.
- Fome e desidratação são agravantes das doenças daquele povo.
Sujeito Oculto: também chamado de sujeito elíptico ou desinencial, é determinado pela
desinência verbal e não aparece explícito na frase. Dá-se por isso o nome de sujeito
implícito.
Exemplos:
- Estamos sempre alertas para com os aumentos abusivos de preços. (sujeito: nós)
- Quero que meus pais cheguem de viagem o mais rápido possível. (sujeito: eu)
- Os pais terminaram a reunião. Foram embora logo em seguida. (sujeito: os pais)
Sujeito Indeterminado: Este tipo de sujeito não aparece explícito na oração por ser
impossível determiná-lo, apesar disso, sabe-se que existe um agente ou experienciador da
ação verbal.
Exemplos:
1- verbo na 3ª pessoa do plural
- Dizem que a família está falindo. (alguém diz, mas não se sabe quem)
- Disseram que morreu do coração.
2- verbo na 3ª pessoa do singular + se, índice de indeterminação do sujeito
- Precisa-se de mão de obra especializada. (não se pode determinar quem precisa)
Sujeito inexistente: também chamado de oração sem sujeito, é designado por verbos que
não correspondem a uma ação, como fenômenos da natureza, entre outros.
Exemplos:
1- Verbos indicando Fenômeno da Natureza
- Choveu na Argentina e fez sol no Brasil.
2- verbo haver no sentido de existir ou ocorrer
- Houve um grave acidente na avenida principal.
- Há pessoas que não valorizam a vida.
3- verbo fazer indicando tempo ou clima
- Faz meses que não a vejo.
- Faz sempre frio nessa região do estado.
Oração Subordinada Substantiva Subjetiva: quando o sujeito é uma oração. Pode ser
desenvolvida ou reduzida. (veja esse assunto em: Orações Subordinadas Substantivas)
- Fazer promessas é muito comprometedor. (sujeito oracional: fazer promessas)
Núcleo é a palavra que, dentre todas as que surgem na função sintática, realmente exerce a
função.
Ex: As crianças estimam seus brinquedos novos. Quem estima seus brinquedos novos ?
Resp:- As crianças. Núcleo :- Crianças . ( sujeito simples )
-----Todas as palavras que surgirem antes do núcleo de qualquer função sintática, chamam-
se " Adjunto Adnominal ".Portanto, no exemplo citado, o artigo " as " funciona como
adjunto adnominal.
--No seu exemplo:- " Meu amigo José estuda à noite ". Quem estuda à noite? Resp:- Meu
amigo José. Núcleo : José.
--Logo, " Meu " / " amigo " ( pronome e adjetivo ) funcionam como " Adjuntos
Adnominais.
De acordo com Mattoso Câmara “dá-se em gramática o nome de concordância à
circunstância de um adjetivo variar em gênero e número de acordo com o substantivo a que
se refere (concordância nominal) e à de um verbo variar em número e pessoa de acordo
com o seu sujeito (concordância verbal). Há, não obstante, casos especiais que se prestam a
dúvidas”.
Então, observamos e podemos definir da seguinte forma: concordância vem do verbo
concordar, ou seja, é um acordo estabelecido entre termos.
O caso da concordância verbal diz respeito ao verbo em relação ao sujeito, o primeiro
deve concordar em número (singular ou plural) e pessoa (1ª, 2ª, 3ª) com o segundo.
Já a concordância nominal diz respeito ao substantivo e seus termos referentes: adjetivo,
numeral, pronome, artigo. Essa concordância é feita em gênero (masculino ou feminino) e
pessoa.
Como vimos acima, na definição de Mattoso Câmara, existem regras gerais e alguns casos
especiais que devem ser estudados particularmente, pois geram dúvidas quanto ao uso. Há
muitos casos que a norma não é definida e há resoluções diferentes por parte dos autores,
escritores ou estudantes da concordância.
Concordância Verbal
Veja com mais detalhes esse assunto nos links a seguir: Concordância Verbal – Regra geral
e Concordância Verbal - Os casos especiais.
Regra Geral
O verbo de uma oração deve concordar em número e pessoa com o sujeito, para que a
linguagem seja clara e a escrita esteja de acordo com as normas vigentes da gramática.
Observe:
1. Eles está muito bem. (incorreta)
2. Eles estão muito bem. (correta)
O sujeito “eles” está na 3ª pessoa do plural e exige um verbo no plural. Essa constatação
deixa a primeira oração incorreta e a segunda correta.
Primeiramente, devemos observar quem é o sujeito da frase, bem como analisar se ele é
simples ou se é composto.
Sujeito simples é aquele que possui um só núcleo e, portanto, a concordância será mais
direta. Vejamos:
1. Ela é minha melhor amiga.
2. Eu disse que eles foram à minha casa ontem.
Temos na primeira oração um sujeito simples “Ela”, o qual concorda em pessoa (3ª pessoa)
e número (singular) com o verbo “é”.
Já na segunda temos um período formado por duas orações: “Eu disse” que “eles foram à
minha casa ontem”. “Eu” está em concordância em pessoa e número com o verbo “disse”
(1ª pessoa do singular), bem como “eles” e o verbo “foram” (3ª pessoa do plural).
Lembre-se que período é a frase que possui uma ou mais orações, podendo ser simples,
quando possui um verbo, ou então composto quando possuir mais de um verbo.
Sujeito composto é aquele que possui mais de um núcleo e, portanto, o verbo estará no
plural. Vejamos:
1. Joana e Mariana saíram logo pela manhã.
2. Cachorros e gatos são animais muito obedientes.
Na primeira oração o sujeito é composto de dois núcleos (Joana e Mariana), que substituído
por um pronome ficará no plural: Joana e Mariana = Elas. O pronome “elas” pertence à
terceira pessoa do plural, logo, exige um verbo que concorde em número e pessoa, como na
oração em análise: saíram.
O mesmo acontece na segunda oração: o sujeito composto “cachorros e gatos” é substituído
pelo pronome “eles”, o qual concorda com o verbo são em pessoa (3ª) e número (plural).
Concordância Nominal - Regra Geral
A Concordância Nominal é o acordo entre o nome (substantivo) e seus modificadores
(artigo, pronome, numeral, adjetivo) quanto ao gênero (masculino ou feminino) e o número
(plural ou singular).
Exemplo: Eu não sou mais um na multidão capitalista.
Observe que, de acordo com a análise da oração, o termo “na” é a junção da preposição
“em” com o artigo “a” e, portanto, concorda com o substantivo feminino multidão, ao
mesmo tempo em que o adjetivo “capitalista” também faz referência ao substantivo e
concorda em gênero (feminino) e número (singular).
Vejamos mais exemplos:
Minha casa é extraordinária.
Temos o substantivo “casa”, o qual é núcleo do sujeito “Minha casa”. O pronome
possessivo “minha” está no gênero feminino e concorda com o substantivo. O adjetivo
“extraordinária”, o qual é predicativo do sujeito (trata-se de uma oração com complemento
conectado ao sujeito por um verbo de ligação), também concorda com o substantivo “casa”
em gênero (feminino) e número (singular).
Para finalizar, veremos mais um exemplo, com análise bem detalhada:
Dois cavalos fortes venceram a competição.
Primeiro, verificamos qual é o substantivo da oração acima: cavalos. Os termos
modificadores do substantivo “cavalos” são: o numeral “Dois” e o adjetivo “fortes”. Esses
termos que fazem relação com o substantivo na concordância nominal devem, de acordo
com a norma culta, concordar em gênero e número com o mesmo.
Nesse caso, o substantivo “cavalos” está no masculino e no plural e a concordância dos
modificadores está correta, já que “dois” e “fortes” estão no gênero masculino e no plural.
Observe que o numeral “dois” está no plural porque indica uma quantidade maior do que
“um”.
Então temos por regra geral da concordância nominal que os termos referentes ao
substantivo são seus modificadores e devem concordar com o mesmo em gênero e número.
Importante: Localize na oração o substantivo primeiramente, como foi feito no último
exemplo. Após a constatação do substantivo, observe o seu gênero e o número. Os termos
referentes ao substantivo são seus modificadores e devem estar em concordância de gênero
e número com o nome (substantivo).
Por Sabrina Vilarinho
Graduad
Uso da vírgula
Estando a oração em ordem direta (seus termos se sucedem na seguinte progressão: sujeito
→ verbo → complementos do verbo (objetos) → adjunto adverbial), isto é, sem inversões
ou intercalações, o uso da vírgula é, de modo geral, desnecessário. Assim:
1. Não se usa vírgula:
Não se usa vírgula separando termos que, do ponto de vista sintático, ligam-se diretamente
entre si:
a) entre sujeito e predicado.
Todos os alunos da sala foram advertidos.
Sujeito predicado
b) entre o verbo e seus objetos.
O trabalho custou sacrifício aos realizadores.
V.T.D.I. O.D. O.I.
Entre nome e complemento nominal; entre nome e adjunto adnominal.
2. Usa-se a vírgula:
Para marcar intercalação:
a) do adjunto adverbial: O café, devido à sua abundância, vem caindo de preço.
b) da conjunção: Os cerrados são secos e áridos. Estão produzindo, todavia, quantidades de
alimentos.
c) das expressões explicativas ou corretivas: As indústrias não querem abrir mão de suas
vantagens, isto é, não querem abrir mão dos lucros altos.
Para marcar inversão:
a) do adjunto adverbial (colocado no início da oração): Depois das sete horas, todo o
comércio está de portas fechadas.
b) dos objetos pleonásticos antepostos ao verbo: Aos pesquisadores, não lhes destinaram
verba alguma.
c) do nome de lugar anteposto às datas: Recife, 15 de maio de 1982.
Usa-se vírgula para separar entre si elementos coordenados (dispostos em enumeração):
Era um garoto de 15 anos, alto, magro.
A ventania levou árvores, e telhados, e pontes, e animais.
Usa-se a vírgula para marcar elipse (omissão) do verbo:
Nós queremos comer pizza; e vocês, churrasco.
Usa-se a vírgula para isolar:
- o aposto:
João, sujeito ignorante, veio da Paraíba.
- o vocativo:
Ora, Thiago, não diga bobagem.
Verbos
Escolhida por votação
Que é verbo transitivo?
É o verbo de sentido incompleto que pede algum objeto, ao qual passa a ação.
Há dois tipos:
1) Transitivo direto - pede objeto direto.
Os meninos da classe compraram pipocas.
2) Transitivo indireto - pede objeto indireto
As meninas gostam de paçoca.
Que é objeto direto?
Consiste em fazer ao verbo uma das perguntas:
QUEM? ou O QUÊ?
A reposta será objeto direto.
Exemplo: João pegou a chave.
(Pergunta-se: João pegou o quê?
Reposta - a chave. Objeto direto: a chave.)
O cão pegou o menino.
(Pergunta-se: - O cão pegou quem?
Resposta: - o menino. Objeto direto: o menino.)
Que é objeto indireto?
Acha-se o objeto indireto, fazendo ao verbo, uma das seguintes perguntas:
A QUÊ? DE QUÊ? PARA QUÊ?
A QUEM? DE QUEM? PARA QUEM?
Exemplo: André obedece aos pais.
Obedece a quem? - aos pais.
Este é o objeto indireto, está indiretamente ligado ao verbo, isto é, por meio de uma
preposição.
Que é verbo intransitivo?
É intransitivo o verbo que não pede objeto. A ação que ele exprime, não passa
necessariamente a outro elemento.
Exemplo: A criança dorme.
O verbo intransitivo poderá vir acompanhado de adjuntos adverbiais, mas continua sendo
intransitivo.
Exemplos: A criança dorme bem. (bem: adjunto adverbial de modo)
A criança dorme em sua caminha. (em sua caminha: adjunto adverbial de lugar)
Observações:
1. Há verbos transitivos que pedem dois objetos: um, direto e outro, indireto.
Exemplos: Dar, mostrar, pedir, devolver, entregar, oferecer.
O namorado deu a Célia (indireto) um buquê (direto).
2. Pode haver objetos diretos preposicionados. Reflita-se para distinguir.
Exemplos: Deus ama aos homens. Aos homens é objeto direto porque indica os seres a
quem se dirige o sentimento do amor de Deus.
Quanto às formas pronominais oblíquas.
1. lhe, lhes - representam objeto indireto.
Exemplo: Deu-lhe o paletó.
2. O, a, os, as - representam o objeto direto.
Exemplo: Chamo-a.
3. Me, te, se, nos, vos - dependerá do sentido do verbo, Podem representar objetos diretos o
indiretos. Será preciso refletir.
Exemplos: Deu-me a bola. (Objeto indireto.)
Cumprimentou-me. (Objeto direto.)
Ofereceu-nos um livro. ( Objeto indireto.)
Alcançou-te, enfim. (Objeto direto.)
Classificação dos Verbos Quanto à Predicação
Quanto à predicação, o verbo costuma ser classificado em cinco tipos:
• Transitivo direto: aquele que vem acompanhado de um objeto sem preposição
obrigatória (objeto direto ou objeto direto preposicionado)
Ex:
O verbo transitivo direto, salvo raras exceções, admite transformação da voz ativa para a
voz passiva.
Voz ativa: Os alunos não comentaram o acidente.
Voz passiva: O acidente não foi comentado pelos alunos.
• Transitivo indireto: aquele que vem acompanhado de um objeto com preposição
obrigatória (objeto indireto).
Ex:
Observação: Esse tipo de verbo não admite voz passiva.
• Transitivo direto e indireto: aquele que vem acompanhado de um objeto sem preposição
(objeto direto) e de um objeto com preposição (objeto indireto).
Ex:
• Intransitivo: aquele que não vem acompanhado de objeto algum (nem direto, nem
indireto)
Ex:
• Verbo de ligação: aquele que, sempre com o significado se estado ou mudança de estado,
serve para estabelecer certo tipo de relação entre um atributo do sujeito e o sujeito.
Ex:
Voz passiva
Acontece muitas vezes que a pessoa ou coisa a que se atribui a ação verbal, recebe a ação
em vez de praticá-la. Na oração "O caçador matou o tigre", "o caçador" é o sujeito de
matou; nestoutra oração: "O caçador foi morto pelo tigre", o sujeito continua sendo o
mesmo (Quem foi morto? - O caçador), pois é a ele que se atribui o fato e "ser morto", mas,
agora, o sujeito não pratica, e , sim, recebe a ação verbal. Mas então o caçador deixou de
ser sujeito? - Não. Mas como não, se não foi ele quem praticou a ação de matar? -
Realmente, mas a ação agora expressa não é a de matar, mas a de ser morto. Por que a
diferença? - Porque no primeiro caso o verbo está na voz ativa e, no segundo, na voz
passiva. Voz passiva é, pois, a que expressa uma ação sofrida, recebida pelo sujeito; o
sujeito, nesse caso, é paciente ou recepiente da ação verbal. Obs: A palavra "passivo"
prende-se à mesma raiz latina de "paixão" (lat. passio, passionis); ambas tem relação com
sofrer, padecer (Paixão de Cristo = sofrimento de Cristo); daí a significação de voz
"passiva": voz que expressa ação sofrida pelo sujeito.
Voz Passiva e Voz Ativa - Vestibular
Enviado seg, 01/01/2007 - 05:00 por ficharionline
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• Gramática
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Os alunos estudarão um assunto novo - Voz Ativa
Um novo livro será comprado por você - Voz Passiva
• Ser:
Pretério
Perfeito Imperfeito Mais-que-perfeito
Fui Era Fora
− Nas escolas, os alunos recitavam muitas poesias - Voz Ativa
Nas escolas, muitas poesias eram recitadas pelos alunos - Voz Passiva
− O terreno tinha sido invadido pelo mato - Voz Passiva
O mato tinha invadido o terreno. - Voz Ativa
Obs.:
1. Somente orações com objeto direto podem ser apassivadas. O objeto direto da
ativa torna-se o sujeito da passiva.
2. Nem sempre o agente da passiva está expresso. Neste caso, a passagem para a
voz ativa se faz com o verbo na 3º pessoa no plural.
Ex.: Os mortos foram sepultados - Voz passiva
Sepultaram os mortos - Voz ativa