Função Sintática

Conceitos essenciais
Em uma análise sintática podemos ter: 1- Frase É a reunião de palavras que expressam uma idéia completa, constitui o elemento fundamental da linguagem, não precisa necessariamente conter verbos. Ex.:"Final de ano, início de tormento". ( Revista Nova Escola, 11/00) 2- Oração É idéia que se organiza em torno de um verbo. Ex.: "Tudo começa com o pagamento da dívida." ( Revista Vida Pessoal, 12/99, p.07) 3- Período É o conjunto de orações. Ele pode ser constituído por uma ou mais orações. O período pode ser: simples- constituído por apenas uma oração Ex.: "Macunaíma é o herói com muita preguiça e sem nenhum caráter". (Época, 24.05.99, p.7) composto- constituído por mais de uma oração. Ex.: "Nós não podemos fingir /que as crianças não têm inconsciente". (Nova Escola, 11/00) Termos da oração:

Sujeito->termos ligados ao nome Predicado->termos ligados ao verbo Vocativo Período Composto
Conjunto de orações constituído por mais de uma oração O período composto pode ser:

Período composto por coordenação
No período composto por coordenação, as orações se ligam pelo sentido, mas não existe dependência sintática entre elas. As orações coordenadas de subdividem em: y y Assindéticas- Não são introduzidas por conjunção. Ex.: Trabalhou, sempre irá trabalhar. Sindéticas- São introduzidas por conjunção. Esse tipo de oração se subdivide em:

1- Aditiva: idéia de adição, acréscimo. Principais conjunções usadas: e, nem, (não somente) ...como também. Ex.: O professor não somente elaborou exercícios como também uma extensa prova. 2- Adversativa: idéia de contraste, oposição. Principais conjunções usadas: mas, contudo, entretanto, porém... Ex.: O professor elaborou um exercício simples, mas a prova foi bastante complexa. 3- Alternativa: idéia de alternativa, exclusão. Principais conjunções usadas: quer...quer, ora...ora, ou...ou. Ex.: Ou o professor elabora o exercício ou desiste de aplicar a prova. 4- Conclusiva: idéia de dedução, conclusão. Principais conjunções usadas: portanto, pois, logo... Ex.: O professor não elaborou a prova, logo não poderá aplicá-la na data planejada.

: O rapaz gostava / de que todos olhassem para ele. A concordância pode ser feita de três formas: 1 . o oração subordinada desempenha a função de objeto indireto da principal.5. O verbo (aplaudiram) concorda com a idéia da palavra povo (plural) e não com sua forma (singular). O adjetivo (adequada) e o artigo (a) concordaram com o substantivo (hora).: A maioria dos professores faltou. ou seja.Lógica ou gramatical ± é a mais comum no português e consiste em adequar o determinante(acompanhante) à forma gramatical do determinado(acompanhado) a que se refere.:O professor não elaborou a prova. Principais conjunções usadas: pois. As orações subordinadas se subdividem em: Substantivas Adjetivas Adverbiais Concordância É o mecanismo pelo qual as palavras alteram sua terminação para se adequarem harmonicamente na frase. A oração principal está incompleta. indireto. Ex. aplaudiram. . falta objeto indireto para o verbo gostar.: Escolheram a hora adequada. alguma função sintática está faltando. 2 .Ideológica ou silepse. complemento nominal. motivo. extasiado com sua fala. c) a outro termo da oração que não é o determinado: Tudo são flores. existem pelo menos uma oração principal e uma subordinada. Ex.Explicativa: idéia de explicação. O verbo (faltou) concordou com o núcleo do sujeito (maioria) Ex.. escolhendo-se aquele que está mais próximo: Escolheram a hora e o local adequado. Período composto subordinado No período subordinado. O adjetivo (adequado) está concordando com o substantivo mais próximo (local) b) a uma parte do termo determinado que não constitui gramaticalmente seu núcleo: A maioria dos professores faltaram. 3 . porque. O verbo (faltaram) concordou com o substantivo (professores) que não é o núcleo do sujeito. Ex. Oração principal: O rapaz gostava Oração subordinada: de que todos olhassem para ele.As orações subordinadas desempenham a função sintática que falta na principal: objeto direto. predicativo. porque ficou doente. O verbo (são) concorda com o predicativo do sujeito (flores)..consiste em adequar o vocábulo determinante ao sentido do vocábulo determinado e não à forma como se apresenta: O povo.A oração principal é sempre incompleta. sujeito.Atrativa ± é a adequação do determinante : a) a apenas um dos vários elementos determinados.

.Existem dois tipos de concordância: verbal nominal Regência É a parte da Gramática Normativa que estuda a relação entre dois termos.: Aspiro o perfume da flor. obtivermos a expressão ao meio-dia. b) um termo regido que seja modificado pelo artigo a ou por um dos pronomes demonstrativos de 3.:Farei para o jantar uma bacalhoada (à moda de Portugal) à portuguesa. A palavra ou oração que governa ou rege as outras chama-se regente ou subordinante. Vou a sua casa.ª pessoa mencionados acima./ Vou à sua casa. (desejar) Regência Verbal Regência Nominal Crase É fusão da preposição a com o artigo a ou com o a inicial dos pronomes demonstrativos aquele. Não me referia a Eliana. 2) Nas locuções conjuntivas. à maneira de mesmo quando essas estiverem implícitas. adverbiais e prepositivas (formadas por a + palavra feminina ). À medida que passa tempo a violência aumenta. Ex. Na escrita é indicada por meio do acento grave ( ` ). aquilo. quando ao trocar o número de horas pela palavra meio dia. Retornou às oito horas em ponto. aquela. Gosto muito de sair à noite.etc. é necessário que haja: a) um termo regente que exija a preposição a./ Não me referia à Eliana.: Dirigiu-se à professora..Para que ela ocorra.) 4) Nas expressões à moda de./( Retornou ao meio-dia em ponto. (cheirar)/ Aspiro a uma vida melhor. 3) Na indicação do número de horas. verificando se um termo serve de complemento a outro. 2) Diante de nomes próprios femininos.= Vou à praia. Vou a a praia. os termos ou oração que dela dependem são os regidos ou subordinados. REGRA GERAL A crase ocorrerá sempre que o termo anterior exigir a preposição a e o termo posterior admitir o artigo a ou as. Ex. EMPREGO FACULTATIVO DA CRASE 1) Diante de pronomes possessivos femininos. EMPREGO OBRIGATÓRIO DA CRASE Sempre ocorrerá crase: 1) Nos casos em que a regra geral puder ser aplicada.. O povo brasileiro vive à mercê de políticos muitas das vezes corruptos. Ex.

:El t 4) E E . il .t ./ S li it it t t ti i : l ti V.:I t CASOS E ) i t E . ) i . E li em f l l s mes sej i samente segui a.E .: l j t f cara a cara. j t . ti t t i . l . i i i . i ela t . f .: árias ) l ) i i ti t t ti .: t i i i i d as i . t ô i t i ti .t t i t .:E t ) i t i t t t il t l Q E l lo a i ti l i l. concorrer t lt i ti ü fi i ma CA OCO E A CRASE li ./ C i i t i gp cd rgh f hg c fi fu t cd rfde g f d ec pfs cecd rpg ge pgi hg fud c hg fedcb„ cc ecpc r pc gecfe dgh fd chcv cpic cs ce c dc b ‡ w ˆ † c cpc fi y hf f s h t pc bf pcr c fuƒ hfsf rg cecrf grp cppg pcv dq h c hg fedcb„ rppg cpic cs ce g d… w c c f e g g cedgpg f c‚d f dfuƒggevdg fd ge g pf dg hhc  pgceqgpdd t € h r ch h r c c ‚ c f cw b cv hype fuh fe e gex c q fpigfgr f h t vg crb d d f c e g dc w hcpfec dcvdg fu c p h hgp fhhfs frf t cpb s fd cpic cs crb ge g dc e pc bqd h fd pgi hg f fedcb a HPV`PCQY X W D D VDG Q D VDG QCU Q QCU HQR DFDG HQGSQ QF GPF HQRQCGP HDIHHDGFED C E T ! !"%  ! ! ! ! 5!% 4 $ & & ) 0 49 % 4 ! ")#!%&!)5 4' A #4 @ !'" ( !" !'4B !" ! % A " 49  4 # &! ! 0 %( 4 8 &4 7%!$ !" !   6 "!)5  ) )! 4& ! 1) 0  ')(&%' &%$ 232!" !    # &     ¦ §£¢   ¦ £ ¦ §£¢ ¦  ¦ £  ¦ £©¨ ¤£¢¡§¢ ¦¥ ¤ £¢¡  i t i t . 6) i t E . fi fi i t ti . i i ) l ? fi f ti . l ) t t l. . i t .i . t .: É t ti t t t l s s lí s t s f se. t f ti i t . l C t ti l . algumas normas evem ser observadas sobretudo na linguagem escrita.: l Colocação pronominal 8) i E . E . ® · ® ¬ ® ¹º ·º·®­ ´ ¬ ¹¸¬´ ¬ ·´ ¬ ¬ ¬ ¬ ¬® ° º ·º· ³ ·¶µ · · ± ¯²·º··­ ·° ·¹¸¬´· ··° · ®®·´ · ° ¬ ¬® ° ¶µ ¬´ ¬ ¯ ¯ » Próclise: É a colocação ronominal antes do verbo.:C ) i t E . S Nossa Senhora f ti i .A róclise ­ ­ usada: ° ±¬¶ ® º ¬º ¬® ² ³²¬±± ¬° ¯ ®¬·­»¬ .Sª f t l . l ). . i ./ i i t t . i l i t pessoas t i t .: Assisti s àquela ¢ ¢œ ¢  œ ¥ « Ÿª ¢ œ©¨§ Ÿªœ œ©¨§ ž ©›¨§ § ¦ Ÿ ¥ž¤ž› £ž¢ ž¡  Ÿžœ› œ š š ) i t E . casa t . erra. CRASE A PREPOSIÇÃO A COM OS PRONOMES EMONSTRATIVOS P i .¼ ‰• … Š… ‡… Š… ‹ ‡ ŒŠ‹ ˜ ‰ … ”‰ Š Š– … Š„ ‹ƒˆ‰‡ Œ…Š Šˆ ƒ‡ ‹ƒ ‡‰ ‹•†‹ ƒ™ŒŠ…‰ Šƒ‰Š‹ ‹‰ ‹ƒ ƒˆ‡‰ †‰ ‹ ‰‡ ˆ…‰ ‹ ‰†ŠŒ“ ‡ — ˆ ƒ ‡‰‰“ƒ ’’ † ‰ Š … Š Š ‰” ‘ ƒ ‡†Š… ‰ ‰…‰„ ‹‰ƒ‹‹Š„ ‰ Šˆ ‡ƒ ƒˆ ˆŠ„ ƒˆ ƒŽ‰Œ… ‡ƒ ‰ ‰ ƒ  ƒ … Œ ˆŠ… Š‹ Šˆ Šˆ‰ˆ ‡† …ƒ„ƒz t |vs{‚ w |  ty uz v v z uv{t ty | tz||vx |zw u vwu |z t vy z€ yt {v {wt zu v~} |v{zuzyx vw v ut s rq npno m n m k j –”‰ ‘ ‘ih g –‰”• ‰ f”–””‘•‘ ‰— d‘—™‰ ‘ —e ™‰ ”‘’ ‰™‰l— d”–l–™ ‰˜—–“ ‰‰• ‰”“‰ ‰’ ‰ ‘‰ “ C lt j t l t i i à casa e me s pais t lt i . t i ifi t .:S i 3) )Q E .: 3) i E .) t i .: E .f t l. E . i l. E .

: Não se esqueça de mim. b) Advérbios. Ênclise: É a colocação pronominal depois do verbo. jamais.: Devo esclarecer-lhe o ocorrido/ Devo-lhe esclarecer o ocorrido.A ênclise é usada quando a próclise e a mesóclise não forem possíveis: 1) uando o verbo estiver no imperativo afirmativo.: Poucos te deram a oportunidade. d) Pronomes relativos. houver palavra atrativa./ Estavam-me chamando pelo alto-falante. Ex. 2) uando o verbo estiver no infinitivo impessoal./ Não lhe posso esclarecer o ocorrido. Ex. Ex.A mesóclise é usada: 1) uando o verbo estiver no futuro do presente ou futuro do pretérito./ Não me estavam chamando.: Se eu ganho na loteria. Ex. Ex.: Não posso esclarecer-lhe o ocorrido.: ue Deus o ajude.: Quem te fez a encomenda 3) Orações iniciadas pr palavras exclamativas. silenciem-se todos. etc. mas sem provas. ¾ ¿ Á ½ À Á Á Á Á Á Â Ã .: Vou-me embora agora mesmo.Ex. Ex. antes do locução verbal. na próxima semana.: Identificaram duas pessoas que se encontravam desaparecidas. o pronome oblíquo ficará antes do verbo auxiliar. b) Se. um grande evento em prol da paz no mundo. Colocação pronominal nas locuções verbais 1) uando o verbo principal for constituído por um particípio a) O pronome oblíquo virá depois do verbo auxiliar. 2) uando o verbo principal for constituído por um infinitivo ou um gerúndio: a) Se não houver palavra atrativa. o pronome oblíquo virá depois do verbo auxiliar ou depois do verbo principal.: Soube que me negariam.uando o verbo estiver no gerúndio. mudo-me hoje mesmo.: Quanto se ofendem por nada! 4) Orações que exprimem desejo (orações optativas).: Haviam-me convidado para a festa. Ex. Mesóclise: É a colocação pronominal no meio do verbo. f) Pronomes demonstrativos. Estavam chamando-me pelo alto-falante. 4) uando houver pausa antes do verbo.: Recusou a proposta fazendo-se de desentendida.: Não era minha intenção machucar-te.: Agora se negam a depor. Ex. 5. Ex. Ex. Ex. Ex. e) Pronomes indefinidos.: Realizar-se-á. o pronome poderá ser colocado antes do verbo auxiliar ou depois do verbo principal. c) Conjunções subordinativas. Não fosse os meus compromissos. Ex. Ex. nunca. Ex.: Não me haviam convidado para a festa. b) Se houver palavra atrativa. ninguém.: uando eu avisar. Ex. acompanhar-te-ia nessa viagem. 3) uando o verbo iniciar a oração. São elas: a) Palavra de sentido negativo: não. Ex. 2) Orações iniciadas por palavras interrogativas. contanto que esses verbos não estejam precedidos de palavras que exijam a próclise.1) uando o verbo estiver precedido de palavras que atraem o pronome para antes do verbo. Não estavam chamando-me.: Disso me acusaram. Ex.

ênclise ou mesóclise. õe.Observações importantes Emprego de o. a. 3) Em verbos terminados em ditongos nasais (am. os. em.).: Chamem-no agora. 4) As formas combinadas dos pronomes oblíquos mo.: (Encontrar)Encontrá-lo é o meu maior sonho. na.: Ele mo deu. õe. Ex. to. formas em desuso. 2) Em verbos terminados em r. os. lho. os pronomes o. (Fiz) Fi-lo porque não tinha alternativa. Põe-na sobre a mesa. (Ele me deu o livro) Ä . a. Ex. nos. Ex.os. la. no-lo. as 1) Em verbos terminados em vogal ou ditongo oral os pronomes o. nas. estas consoantes finais alteram-se para lo. Deixei-a mais tranq ila. ão. s ou z. Ex. vo-lo.as não se alteram. as alteram-se para no.a. las.: Chame-o agora. los. podem ocorrer em próclise.

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