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~ !

7t- POWER · 48W PARA O CARRO


fi AMPLI~ICADOR ESTÉREO· 12+12W
00 AMPLIFICADOR MONO. 24 W
~

EDITORA
T
SABER
LTDA

Élio Mendes
de Oli~eira

Hélio
Fittipaldi
Slim Power . 48W para o carro
. Amplificador Estéreo -12 + 12W
. Amplificador Mono - 24W
REVISTA . Mini Equalizador Ativo . 2
SABER
ELETRONICA
Tok Music ... 17

VU com 741 . 26
Élio Mendes
de Olheira Rádio Controle . 33
Newton
C. Braga Conversor Luz Som . 40

J. Luiz Construa um Multiteste Versátil ... 48


Cazarim

W. Roth
Projetando Reguladores à Zener 58
& Cia. Ltda.
Seção do Leitor. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 65
ABRIL. S.A. -
Cultural e
Industrial
Curso de Eletrônica - Lição 66 . 68

REDAÇÃO
ADMINISTRAÇÃO
E PUBLICIDADE:
A~. Dr. Carlos de
Campos, n9 275/9
03028 - S. Paulo - SP.

CORRESPONDÊNCIA:
Endereçar à
REVISTA SABER
ELETRONICA
Caixa Postal, 50450
03028 - S. Paulo - SP.

Os artigos assinados são de exc1usi~a responsabilidade de seus autores.


É totalmente ~edada a reprodução total ou parcial dos textos e ilustrações desta Re~ista, bem como a industria-
lização e/ou comercialização dos aparelhos ou idéias oriundas dos mencionados textos, s.ob pena de sanções
legais, sal~o mediante autorização por escrito da Editora.
NUM EROS ATRASADOS: Pedidos à CaJxa Postal 50.450-~ão Paulo, ao preço da última edição em banca.
mais despesas de postagem. SOMENTE A PARTIR DO NUMERO 47 (MAIOn6).
POWER

Um novo e potente Circuito Integrado de Áudio recém lançado pela IBRAPE pennite a reali-
zação de amplificadores ultra-compactos, econômicos e de excelente qualidade de som. Neste
artigo damos três versões básicas de amplificadores para os leitores que as podem utilizar de muitas
maneiras diferentes. Estes projetos vêm de encontro aos leitores desejosos em reunir num único
circuito a alta qualidade de som, a economia e a simplicidade. Os projetos são:
- Um Booster ou 4mplificador-Reforçador para o carro capaz de aumentar a potência do som
do carro para 24 +24 W ou seja, 48W por unidade.
- Um sistema estereofônico econômico para o lar com potência 'de .12+12W, para um toca-
discos ou sintonizador estéreo-FM
- Um módulo expansível de 24W para diversas aplicações como o reforço modulado de som
em carro, sonorização modulada de ambientes ou a montagem de caixas amplificadas.
Veja no artigo as inúmeras vantagens que estes amplificadores podem lhe oferecer.
Newton C. Braga

2 Revista Saber Eletrônica


A BASE Corrente quiescente total 88mA
Faixa de frequência de
A base destes projetos é o novo cir- operação. . . . . . . . . . . .. 20Hz à 90kHz
cuito integrado TDA1510, fabricado pela Ganho de tensão. . . . . .. 40dB
IBRAPE, e que fornece em cargas de Impedância de entrada
2 ohms, potências até 12W por canal, com (determinada externa-
alimentação de 14V. mente). . . . . . . . . . . . . .. 100k
Mas, o mais importante neste integrado Além disso, este integrado possui pro-
é que, num invólucro temos os dois canais teção contra curto-circuito na saída e pro-
de um amplificador estéreo, o que significa teção térmica.
que, com uma unidade apenas podemos ter
tanto um amplificador de 12W por canal, OS PROJETOS
com carga de 2 ohms, como um amplifica-
dor monofônico em ponte com 24W de As possibilidades de aplicação do
saída em carga de 4 ohms. TDA 1510 em projetos de som são mu itas,
conforme salientamos na introdução. Estu-

'. I
dando estas possibilidades escolhemos três
que julgamos abranger a maior parcela pos-
sível de interesses de nossos leitores.

~~
• rí Os projetos escolhidos caracterizam-se
pelo máximo de aproveitamento das pos-
sibilidades deste integrado, o que significa
a obtenção de qualidades que não podem
ser conseguidas com projetos similares cOm
tanta facilidade e economia. Os leitores.
FTE FTE exigentes facilmente perceberão isso na
A B
descrição de cada um dos projetos.
a) Booster ou Amplificador de Reforço
para o carro (potência 48W)
Este é o primeiro circuito que oferece-
mos aos leitores e que consiste num ampli-
ficador para o carro, que na sua versão
PONTE
básica fornece uma potência de 24W por
canal, ou seja, 48W totais "de verdade".
figura 1 Veja que esta potência é expressa em
termos reais e não "disfarçada" como
Combinando então um ou dois integra- ocorre em muitos amplificadores comer-
dos podemos ter sistemas de sons de diver- ciais. Um amplificador que forneça uma
sos tipos. Escolhemos três para a realização potência de 48W reais terá na realidade
deste artigo. mais de 65W IHF.
Interessa-nos as características deste inte- Este amplificador usa dois integrados
grado, através das quais o leitor pode ter em cada canal os quais são ligados em
uma idéia do seu desempenho em cada ponte e operam com cargas de 4 ohms.
projeto que propomos neste artigo. Veja que a operação em 4 ohms e não em
2 ohms, como normalmente se faz com a
CARACTERfSTICAS DO TDA1510 maioria dos amplificadores de carro, evita
(cada canal) as perdas de potência devidas a resistência
do fio de ligação ao alto-falante. Trabalhan-
Faixa de tensões de ali- do com impedância maior reduzimos as
mentação. . . . . . . . . . . .. 6 à 18V perdas.
Potência de saída com A principal característica de nosso pro-
14V em carga de 2 ohms 12W jeto, entretanto são suas dimensões físicas,
Potência máxima de dis- extremamente reduzidas conforme mostra
sipação (t = 105°C)..... 15W a figura 3.

Outubro/82 3
Vp=14.4\1.R1=4n
Po=24w

o
/ '"

\
/
-1
J
Cõ I
~ I I

I
~
U) -2
O
C-
U)
w I
a:
I
I
-3 I

-4

3
10 10 1if 105
FREQUÊNCIA (Hzl (Hz)_ Freq.

Vp=14.4VR1=4Q

0.8 ~4JKHz ~ll\HI

0.6
o
I
I-

0.4

I
0.2 I
I /
//
:,//
./'

POTÊNCIA (W)
figura 2

Este circuito é projetado para funcionar de toca-fitas já incluindo os recursos para


com rádios e sintonizadores de FM além acoplamento a tais aparelhos.

4 Revista Saber EletrÔnica


COLOCAÇÃO DAS
PLACAS NA CAIXA

figura 3

b) Estéreo 12+ 12W doméstico tendo um integrado amplificador ligado em


Para aplicações num sistema de som ponte, capaz de fornecer uma potência real
doméstico temos a segunda versão que usa de 24W em carga de 4 ohms.
apenas um integrado TOA1510, sendo por O leitor poderá ligar cada módulo a um
isso bastante econômica. alto-falante ou caixa acústica e obter com
isso a potência que quiser para seu carro,
para sua casa ou ainda para um sistema di-
CANAL
A
fusor de som.
RADINHO DECODIFICADOR Na figura--5 temos as diversas possibili-
DE FM
COMUM ESTÉREO dades, ilustrando no primeiro caso um
(REVISTA 1141
CANAL sistema de 96W para o carro, com 4 mó-
B

SISTEMA SINTONIZADOR ESTÉREO


dulos, um para cada alto-falante, no se-
gundo caso, um sistema trifônico domés-
figura 4 tico com 72W, e finalmente no terceiro
caso, aproveitando o. mixer-difusor da
Revista 120, um sistema de sonorização
o leitor poderá utilizar esta versão em ambiente de 120W.
um sistema de toca-discos estereofônico Pois bem, vejamos como com um simples
de 24W, ou então aproveitar este excelente integrado podemos fazer tudo isso.
amplificador para montar, com seu radinho
FM, um excelente "Receiver" (veja a OS CIRCUITOS
revista 114 como montar o decodificador
com o integrado MC131 O). O integrado TOA 1510 é apresentado
Para este projeto também daremos a num invólucro de pequenas dimensões
fonte de alimentação. facilitando assim sua montagem em placa
c) Módulo de potência de 24W de circuito impresso. Seu formato prevê
Temos finalmente a possibilidade de a colocação do dissipador de calor, neces-
montar diversos módulos, cada qual con- sário em todas as aplicações.

Outubro/82 5
MÓDULO MÓDULO
24W 24W

FTE FTE
ESQ. DIANTEIRO DIR. DIANTEIRO

MODULO MÓDULO
24W TOTAL: 24W
96W

FTE FTE
ESQ. TRASEIRO DIR. TRASEIRO

FTE
A

TOCA-DISCOS

DISTRIBUI CÃO FTE


B

SINTONIZADOR
AM - FM
FTE
C

figura 5

Evidentemente, os leitores que se pro- 10.11


+
puserem a realizar qualquer uma das
montagens devem ter os recursos para a 2
elaboração da placa de circuito impresso,
e da caixa, ou então consegu í-Ias prontas
de outro modo.
Para a versão menor utilizamos apenas
uma placa (módulo de potência), sendo que 7

para a versão doméstica usamos duas placas 5 9


(amplificador e fonte) enquanto que, para
a terceira que é usada no carro temos três figura 6
placas.
Analisemos o funcionamento do inte- ENT. A ENT. B

grado nas três versões:


Conforme vimos, cada integrado possui
dois amplificadores completos com en-
tradas independentes e sa ídas indepen-
dentes. Estes amplificadores fornecem 12W
em carga de 2 ohms e têm como facilidade
importante uma entrada inversora e uma
não inversora.
Na figura 6 temos sua representação.
FTE AM r\[FTE B
Numa aplicação simples, podemos usar (2n)~ ~12n} ESTEREO
separadamente os dois amplificadores, um 12+12W

para cada canal, ligando suas entradas sepa-


radas e também suas saídas em alto-falantes figura 7
diferentes. Isso será feito no caso do ampli-
ficador para uso doméstico, quando obte- Veja o leitor que neste circuito devemos
mos 12+12W. ter o controle de volume adicional na en-

6 Revista Saber Eletrônica


trada que pode ser facilmente conseguido Fazendo a relação P2/PI temos:
com dois potenciometros de 100k, e even- 4V/R
tualmente um Mini Equalizador Ativo, P2/PI = VIR = 4
sugerido mais adiante. Isso significa que podemos obter quatro
Na aplicação em ponte, cujo diagrama vezes a potência de um amplificador, usan-
básico é mostrado na figura 8, a ligação do dois deles! Na teoria poderíamos obter
permite uma multiplicação de potência. 48W de um único integrado, mas para
maior segurança de operação, dobramos a
carga mínima que seria de 2 ohms, passan-
do para 4 ohms, e obtemos 24W por par
em ponte, o que é mais do que suficiente
TDA1510
ENT.
para a maioria das aplicações.
Na aplicação no carro temos de prever
que o sinal usado já tem uma certa intensi-
dade porque vem da saída de um toca-fitas,
ou rádio.
Neste caso, uma rede atenuadora deve
ser usada para evitar a sobre-excitação do
amplificador o que se traduz em forte dis-
torção.
figura 8 Na aplicação residencial temos de prever
a utilização de um controle de volume e
Neste caso, cada amplificador trabalha tonalidade (vide mais adiante).
com uma fase do sinal. Assim, enquanto Estas particularidades inerentes às apli-
o amplificador A amplifica o sinal sem cações específicas serão abordadas em cada
inverter sua fase, o amplificador B ampli- caso.
fica-o invertendo sua fase.
Na figura 9 temos o que acontece então. AS MONTAGENS

Já lembramos o leitor para a necessidade


de ter os recursos para elaboração das
placas em todos os projetos. O material

---n-----
v
---(\-- v adicional, inclusive os circuitos integrados
podem ser conseguidos com facilidade.
As soldagens deve ser feitas com solda-
-~_~~~U_
_ D~_.__ :v
dor de pequena potência e ponta fina.
Como ferramentas adicionais o leitor deve
ter um alicate de corte lateral, um alicate
de ponta fina, chaves de fenda, etc.
DISSIPADOR
12,5 x 2cm

figura 9
Sem a inversão, a tensão no alto-falante .....
ni:I
'@\
-..........
tem um valor médio V, o que sobre uma 1i!J!-..........

carga Z significa uma potência PI dada por:


PI = V2/Z
Com a inversão da fase, a tensão de um é
Vedo outro é -V o que significa um valor
pico-a-pico de 2V. Sobre a carga Z a potên-
cia P2 será:
P2 = (2V)2/R ou P2 = 4V/R INTEGRADO
/~~'~ figura 10

Outubro/82 7
Importante é a montagem dos integrados Na figura 12 temos as placas de circuito
em dissipadores de calor que são feitos de impresso usadas. Veja que temos duas
alumínio (preferivelmente pintados de placas amplificadoras idênticas e uma placa
preto) com o formato e as dimensões mos- da chave comutadora/divisor de potência.
tradas na figura 1D. Na montagem são os seguintes os princi-
Vejamos então os projetos individual- pais cuidados que devem ser tomados:
mente: a) Solde em primeiro lugar o circuito
integ'rado, observando sua posição. O cir-
cuito integrado fica em posição vertical
BOOSTER na placa. Cuidado para que espalhamentos
de solda não curto-circuitem seus ter-
Amplificador de reforço para o carro minais.
48W b) Solde os resistores observando seus
Base: dois integrados TDA 151 D valores que são dados pelas faixas coloridas.
Placas de circuito impresso: 3 (dois am- c) Solde os capacitores eletrol íticos
plificadores, divisor e chave comutadora). observando que estes componentes são
O circuito completo desta versão do am- polarizados, ou seja, veja bem a posição dos
plificador é mostrado na figura 11. terminais (+) e (-).

Rl R2 ;'
100K 100K

(OI

4 10
C10
100nFT T'OO~F
Cl1

C,
220nF

(Alo--J ~onl

.:L
( El

(1 canal)

figura 11

d) Complete a montagem nesta placa Para a alimentação no carro devem ser


com soldagem dos capacitores não pola- usados fios vermelho e preto de boa espes-
rizados, ou seja, cerâmicos ou de poliester. sura, em vista da corrente exigida.
Seja rápido na soldagem destes capacitores Um interruptor geral e um fusível de
pois eles são sensíveis ao calor. proteção de 1DA completam o circu ito.
e) Faça as conexões de entrada e sa ída A coloração da caixa, de reduzidas di-
com pedaços de fios que devem ser ligados mensões não oferece dificuldades, devendo
à outra placa. a mesma ficar bem próxima do rádio, ou
f) Solde os componentes da outra placa toca-fitas de modo a termos os fios de.
observando os mesmos cuidados básicos. entrada os mais curtos possíveis.

8 Revista Saber Eletrônica


o o

o o

E3 ,,~ f('" 't5' dlG fG ~l'


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mc, e. ~ ~ --OO.-'k:{3 ~7
R4 . RS
..c=======C=S=="''' R6
9R7 ~2 $ Oc"
. R8
o VC2 ~-c::D- o
___ \?'.

---
A

DESLIGADO
B c OBS: OS FIOS vÃo TODOS PARA
A PLACA DA CHAVE
(' CANALI
D E

CANAL DIREITO
o o CANAL ESOUEROO

•• ÀS SAíDAS 00
RAOIO IT FITAS
(+1 I-I
BATERIA/FONTE

figura 12

Outubro/82 9
A ligação à massa é feita no próprio
chassi do carro, preferivelmente no mesmo
ESTÉREO 12+12W
ponto em que é feita a ligação à massa do
rádio, se esta não for o chassi.
Prova do Booster: Base: um único integrado TDA 1510
Feita a ligação no rádio ou toca-fitas, e Placa de circuito impresso: 1 (amplifi-
conectada sua alimentação, ligue em pri- cador eventualmente o do mini equalizador)
meiro lugar o amplificador, colocando a Dimensões da caixa: conforme desejo do
médio volume o som normal do carro. leitor
Ligue então a rádio ou toca-fitas, reajus- Existe ainda a possibilidade do leitor
tando seu controle de volume para obter montar o amplificador na própria caixa do
reprodução alta e sem distorção. toca-discos, já que 'suas reduzidas dimen-
O volume do som será controlado no sões não oferecem problemas para isso.
rádio ou toca-fitas do carro, assim como O circuito completo desta versão do am-
a tonalidade. plificador é dado na figura 13.

R 1
100K
vp

4 3
" lO O.l~FI
C12

V1o---i TOA 1510


12
~Vl

Cl1
0.1~F

13

6 5 9 8 7

R3 ~ C3
100~F
C7
100~F
R7
100K 100K

C9
O.l~F

Cl0
4.7~F

-
figura 13

Na figura 14 temos a placa de circuito integrado, colocando posteriormente o


impresso do amplificador. Na figura 15 dissipador de calor. Cuidado para não
temos a nossa sugestão de fonte de alimen- deixar a. solda espalhar curto-circuitando
tação. seus terminais.
Veja que o transformador deve fornecer b) Solde os resistores em posição hori-
uma corrente de pelo menos 2,5A para zontal, observando que seus valores são
esta versão e que os diodos devem ter dados pelas faixas coloridas.
corrente mínima de operação de 1,5A. c) A seguir, coloque os capacitares ele-
Na montagem desta versão são os seguin- trai íticos, observando que estes compo-
tes 'os principais cuidados que devem ser nentes são polarizados, o que significa que
tomados: você deve ver a posição certa dos terminais
a} Solde em primeiro lugar o circuito (+) e (-).

10 Revista Saber Eletrônica


R5

c110i
'Cl0
~)
~~ C12
.
1

~
(8)C13
o o

ENT.l FTEl FTE2 1+1 l-I ENT.2

figura 14

d) pára a montagem dos capacitores não aparelho. Este interruptor pode ser inde-
polarizados, ou seja, cerâmicos ou de po- pendente ou conjugado ao controle de
Iiester não é preciso. observar sua polari- volume.
dade. Seja rápido na soldagem para evitar j) O cabo de entrada do amplificador
que o calor os danifique. deve ser blindado com a malha conectada
e) Faça a conexão ao controle de volume ao negativo comum. Veja que, preferivel-
e eventualmente a do mini equalizador que mente todos os pontos de blindagem devem
fica fora da placa usando fios os mais ser ligados ao mesmo local de negativo
curtos possíveis ou blindados para não comum da fonte de alimentação, evitando-
haver a captação de zumbidos. -se com isso a captação de zumbidos.
f) Faça a conexão ao alto-falante de cada Se sua versão for a de toca-discos pode
canal ou jaque de sa ída, conforme quiser ligar diretamente à entrada do circuito,
e à fonte de alimentação. passando pelo controle de volume e mini
g) Na montagem da fonte de alimentação equalizador tom a cápsula fonocaptora.
observe a polaridade dos diodos e do capa- Terminada a montagem, tendo colocado
citor eletrol ítico. o dissipador de calor no circuito integrado
(igual ao da versão anterior) o leitor pode
fazer uma prova de funcionamento.
Prova do estéreo 12+ 12:
+ Para a prova basta ligar à unidade à to-
mada e abrir seu volume até 1/2 de seu
curso, tendo na saída alto-falantes de
4 ohms ou ainda para maior potência,
caixas de 2 ohms.
Impedância de 2 ohms com alto-falantes
figura 15
de 4 pode ser conseguida com a ligação em
h) Um interruptor ligado no primário do paralelo mostrada na figura 16.
transformador serve para ligar e desligar o Ligando a fonte de sinal, ou seja, o sinto-

Outubro/82 11
nizador de FM, toca-discos ou ainda um cada, utilizando 2 pequenas caixas com
microfone de cristal, deve haver a reprodu- alto-falantes de pelo menos 15 cm que
ção do som nos alto-falantes. Veja o mini- suportem pelo menos 15W cada um.
-equalizador para esta versão. Obs: este amplificador também pode ser
usado em versão monofônica, utilizando-se
uma chave que ligue em paralelo as en-
tradas.
20HMS 40HMS 40HMS

MINI EQUALlZADOR ATIVO

figura 16 Para que você possa realmente usufruir


de toda a potencialidade e qualidade dos
Se houver algum tipo de ronco na ausên- circuitos descritos sugerimos a montagem
cia de sinal, verifique a montagem da fonte, do Mini Equalizador da figura 17;
aumentan'do se preciso o valor do eletrol í- Nesta montagem especial cuidado deve
tico, ou então blindando melhor os cabos ser tomado com as ligações de 'entrada de
de entrada. áudio que devem ser curtas e blindadas.
Os leitores que praticam eletrônica po- A polaridade dos capacitores eletrol í-
dem ter nesta versão de 12+ 12 watts um ticos assim como a posição do transistor
excelente amplificador de prova para a ban- deve ser observada.

Cl 1 canal
47nF

12Vcc

R7
3K9

01 SAíDA
6C548
ENT.

I -
-
RB
lK

(-)

SAíDA

1+1

figura 17

12 Revista Saber Eletrônica


O circuito do módulo é o mesmo do
Booster, apenas eliminando-se a placa da
MODULO DE POTENCIA chave. Veja os fios de entrada, sa ída e
alimentação daquela versão que são os
Cada módulo permite obter uma potên- mesmos.
cia de 24W em carga de 4 ohms. Do mesmo modo, a placa de circuito
Base: 1 integrado TDA 1510 (configu- impressotambém é a mesma.
ração em ponte) Importante: usando fonte, se houver
Placas de circuito impresso: uma ronco, deve-se ê Jmentar o valor do capa-
Dimensões da caixa: conforme a quanti- citor eletrolítico. Para cada módulo deve-
dade de módulos e a potência total dese- mos ter uma capacitância aproximada de
jada. 2200pF. .
Num sistema de sonorização ambiente, Na montagem desta versão são os se-
excitado por microfone ou toca-discos guintes os principais cuidados que devem
(saída de baixo nível de sinal) o leitor deve ser tomados:
fazer a ligação conforme sugestão dada no a) Solde em primeiro lugar o circuito inte-
artigo Mixer-Difusor de Som da revista 120. grado, tomando cuidado para que espaça-
O dimensionamento da fonte é impor- mentos de solda não curto-circuitem seus
tante nesta aplicação, caso ela seja usada. terminais. Fixe depois de terminada a mon-
Cada módulo exige uma corrente de pico tagem o dissipador de calor.
da ordem de 2,5A. b) Solde. os resistores em posição hori-
O leitor deve usar uma fonte para cada zontal. Os valores destes componentes são
módulo ou então uma fonte comum de dados pelos anéis coloridos em seus invó-
capacidade compat ível. lucros. Veja a lista de material.
Para aplicação no carro, não existe o c) A seguir, faça a soldagem dos capaci-
problema da fonte. tores eletrol íticos, observando que estes
.0 leitor pode usar 4 módulos conforme componentes são polarizados. Obedeça a
mostra a figura 18, um para cada alto- marcação (+) e (-) de seus invólucros.
-falante, caso em que temos, carga de d) Solde os demais capacitores apenas
4 ohms, 96W de potência real, ou mais de observando seus valores. Seja rápido pois
120W IH F! estes capacitores são sensíveis ao calor.
e) Faça a conexão da placa aos compo-
nentes externos, conforme a sua versão.
MÓDULO Os fios de entrada de sinal devem ser blin-
A
dados e os fios aos alto-falantes devem ser
preferivelmente de cores diferentes para
CANAL
ESQ.
que sua conexão possa ser feita em fase.
Isso é importante quando muitos alto-

ENTRADA
1 MÓDULO
8
-falantes devem trabalhar com o mesmo
sinal. Os fios de alimentação também
devem ter cores diferentes, observando-se
sua polaridade na ligação.
O interruptor pode ser ligado na alimen-
tação comum a todos os módulos ou então
MÓDULO
C
no primário do transformador da fonte
conforme a versão escolhida. '
CANAL
Terminada a montagem, a prova do mó-
DIR. dulo é simples:

1
Prova:
MODULO
D
Ligue o módulo à fonte de alimentação e
a fonte de sinal. Aplique o sinal controlan-
do sua intensidade no aparelho excitador e
veja a sua reprodução.
figura 18 Se houver captação de zumbidos ela

Outubro/82 13
pode ser devida a falta de blindagem do seguir um bom contacto térmico do cir-
cabo de entrada de sinais ou então a defi- cuito integrado com o dissipador é com a
ciência de filtragem de fonte. Verifique. ajuda de pasta especial de silicone, colocada
Se notar distorção no máximo volume entre o dissipador e o integrado.
ela se deve a excesso de excitação. Reduza Na caixa, o dissipador deve ficar de tal
o volume da fonte excitadora até obter modo colocado de maneira a transferir o
som puro. calor gerado para o meio ambiente, com
faci Iidade.
Dependendo do tipo de sinal usada na
CONSIDERAÇÕES FINAIS entrada, caso do amplificador de 12+ 12W,
um pré-amplificador pode ser necessário.
O circuito integrado deve transferir todo Isso acontecerá se forem usados microfones
o calor gerado para o dissipador e este para ou cápsulas de baixa impedância, por
o meio ambiente. Uma maneira de se con- exemplo.

LISTA DE MATERIAL
BOOSTER (I CANAL) C3- C6 - C7- C13 - 100pF x 16V - capaci-
Cf - TDA1510 - fbrape (circuito integrado) tares eletrolíticos
C8 - C5 - 1 OOOpFx 16 V - capacitares eletro-
Cl - C8 - 220nF - capacitar cerâmico
C2 - 47j.1F x 16V - capacitar eletrolítico líticos
C3 - C7 - Cll - 100pF x 16 V - capacitares Rl- R3 -R5 - R7 - 100k xI /8W - resistores
eletrolíticos (marrom, preto, amarelo)
C4 - C5 - CIO - 100nF - capacitares cerâ- R2 - R8 - 1k x 1/8W - resistores (marrom,
micos preto, vermelho)
C6 - 4,7pF x 16 V - capacitar eletrolítico R4 - R6 - 4R7 x 1/8W - resistores (amarelo,
C9 - 330pF - capacitar cerâmico violeta, prata)
RI - R2 - R3 - R7 - 100k x lj8W - resis- PI> P2 .- potenciômetros de 100k (volume)
tores (marrom, preto, laranja) Diversos: dissipador de calor, caixa, placa de
R4 - R6 - 4,7R x 1/8W resistores (amarelo, circuito impresso, fios, solda, etc.
violeta, prateado)
R5 - 2k2 x 1/8W - resistor (vermelho, ver- MINI EQUALIZADOR ATNO-l CANAL
melho, vermelho)
Ql - BC548, BC238 ou equivalente - tran-
R8 - 680R x 1/8W - resistor (azul, cinza,
sistor
marrom)
RI, R2 - 6k8 x 1/8W - resistores (azul, cinza,
R9 - 22R x 1/8W - resistor (vermelho, verme- vermelho)
lho, preto) R6 - R3 - 33k x 1/8W - resistores (laranja,
Módulo com a chave: laranja, laranja)
RI - 1k x 1/8W - resistor (marrom, preto, ver- R4 - 4k7 x 1/8W - resisto r (amarelo, violeta,
melho) vermelho)
R2 - 100k x 1/8W - resistor (marrom, preto, R5 - 180k x 1/8W - resistor (marrom, cinza,
amarelo) amarelo)
R3 - lM5 - 1/8W - resistor (marrom, verde, R7 - 3k9 x 1/8W - resistor (laranja, branco,
verde) vermelho)
SI - Chave de 8 pólos x 2 posições (ver placa) R8 - lk x 1/8W - resistor (marrom, preto,
Led - led vermelho comum vermelho)
Diversos: placas de circuito impresso, dissipador Cl - 47nF - capacitar cerâmico
para o integrado, fios, solda, caixa para mon- C2 - 1pF x 16 V - capacitar eletrolítico
tagem, etc. C3 - C4 - 2n2 - capacitares cerâmicos
C5 - 47pF x 16V - capacitar eletrolítico
AMPLIFICADOR 12 + 12W Diversos: placa de circuito impresso, fios, solda,
Cf - TDA1510 - fbrape (circuito integrado) etc.
Ci - C4 - C9 - Cli - C12 -100nF - capa-
citares cerâmicos MÓDULO DE 24W
C2 - Ci O - 4, 7pF x 16 V - capacitares eletro- Mesmo do booster exceto do módulo com a
liticos chave.

14 Revista Saber Eletrônica .



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.I~!t: '.. • i •
I •. r

Mais simples do que isso, só se não usar nenhum componente! Mais interessante do que isso,
só se for de verdade! Assim podemos introduzir este brinquedo eletrônico, um órgão que sem
dúvida alguma, servirá para despertar os talentos musicais dos pequenos e divertir os marmanjos
em festa de fim de ano, reuniões familiares, etc. O nosso "órgão eletrônico" é ultra simples e
barato, porém muito atrativo para os que desejam uma montagem acesSível de um brinquedo de
efeitos musicais atrativos.

Nada mais do que 4 transistores, um crianças, ou que simplesmente gostam de


capacito r e um conjunto de resistores para projetos simples e baratos, mas de grande
fazer o instrumento musical básico numa efeito final.
placa de circuito impresso. O alto-falante, O Tok-Music é alimentado por uma
a ponta de prova e a bateria completam única bateria de 9V, sendo portanto bas-
o conjunto necessário à construção do tante compacto e portátil. Sua placa de
Tok-Music, um simples órgão eletrônico de circuito impresso já é um teclado para ser
brinquedo para estudantes e hobistas e tocado pela ponta de prova, não sendo
também para "avançados" que gostam de portanto exigida habilidade mecânica para
divertir-se. esta parte de projetos mais avançados de
Mesmo sendo muito simples, o leitor se órgãos eletrônicos.
surpreenderá com o que pode ser feito com
este brinquedo já que ele cobre duas oitavas FUNCIONAMENTO
com 13 notas musicais. Músicas simples
podem ser tiradas com facilidade mesmo Como são produzidos os sons musicais
pelos menos habilidosos. pelos instrumentos eletrônicos?
Recomendamos a montagem deste brin- Um som musical distingue-se por sua
quedo aos leitores que desejam um instru- frequência e pelo seu timbre. A frequência
mento musical simples para animar as festas é o número de vibrações (Hertz) que este
de fim de ano, para dar de presente às som "tem" em cada segundo. Um som de

. Outubro/82 17
300Hz (300 vibrações por segundo) é dife- Assim, quando estas correntes circulam
rente em frequência ou altura de um som por alto-falantes, elas fazem seu cone vibrar
de 400Hz. na mesma frequência produzindo os sons
O timbre é dado pela "forma da onda do musicais.
som. Instrumentos musicais diferentes po- CORRENTE SOM DE •
440Hz (LA)
DE 440Hz
dem emitir a mesma nota, ou seja, sons de.
mesmas frequências, mas de timbres dife-
rentes em vistas de suas características
físicas, ou seja, o modo como são cons-
OSCILADOR

ELETRÔNICO )) ) )
figura 3
truídos.
O timbre do som produzido depende de
muitos recursos e é justamente a "cor" do
som, ou seja, aquele fator que nos permite
distinguir um instrumento de outro e que
dá riqueza a peça executada.
DOIS SONS DE MESMA
FREOUÊNCIA. MAS QUE
Com circuitos complicados podemos
.SOAM" DE MODO
DIFERENTE
dotar o som produzido de qualquer timbre,
ou seja, podemos modificar sua forma de
/ onda à vontade, mas isso não acontece com

0f\J( figura 1
nosso projeto. Somente os chamados "sin-
tetizadores"
isso.
possuem recursos para fazer

Como o que desejamos é um brinquedo,


Assim, mesmo tendo a mesma fre- contentamo-nos com o timbre caracterís-
quência (número de vibrações) a nota DO tico de seu circuito simples, deixando
de um violão é diferente da nota DO de apenas a preocupação da frequência para
um piano. produzir a nota desejada.
As frequências dos instrumentos musi- No nosso Tok-Music, o som é produzido
cais são bem determinadas e possuem por um oscilador cujo diagrama básico é
valores que seguem uma regra matemática. mostrado na figura 4.
Cada nota tem uma frequência 1/8 maior +
que a frequência da nota que a antecede.
Assim, partindo do LA 440Hz, o SI que
é a nota seguinte tem a frequência de Rl

493,88Hz, o DO 523, 25Hz e assim suces-


sivamente até que chegamos a um novo LA
que terá exatamente o dobro da frequência
do anterior, ou seja 880Hz. Dizemos então
que começa uma nova oitava, pois a sepa-
ração entre as notas cujas frequências são
dobradas é de 8 notas.

Sol
392.00
Hz

440.00
Hz
Si
493.88
Hz

523.25
Hz

587.33
Hz
Mi
659.26
Hz

698Aô
Hz
Sol
783.99
Hz

88000
Hz
-
r=
CAPACITOR

~s

R2
SAíDA

figura 4
1 oitava

figura 2
Temos dois transistores que formam
A eletrônica pode criar sons musicais juntamente com um capacitor C e um
através de circuitos osciladores. Estes cir- resistor R um oscilador de relaxação (Os
cuitos produzem corrente variáveis que têm outros dois resistores não interferem no
sua intensidade alterada na mesma frequên- nosso raciocínio sobre o funcionamento).
cia dos sons que queremos produzir. Estes dois transistores operam como uma

18 Revista Saber Eletrônica


"chave" que liga quando o capacitor ligado Quando ocorre o disparo, o capacitor se
a eles adquire certa carga, ou seja, quando descarrega até um certo tempo quando
a tensão entre seus terminais chega a um então os dois transistores "desligam". Um
certo valor. novo ciclo de carga começa então.
Quando ligamos o aparelho, a tensão Conforme o valor do capacitor e do resis-
no capacitor não atinge de imediato o valor tor podemos ter a repetição deste ciclo
necessário à ligação da chave de imediato. tantas vezes por segundo quanto seja a
De fato, o capacitor carrega-se numa velo- frequência da nota musical desejada.
cida-de que depende da oposição que o Assim, se o ciclo ocorrer 400 vezes por
resistor R oferece à passagem de corrente. segundo, a nota produzida será de 400Hz.
O projeto do nosso brinquedo é simples
TENSÃO EM C
figura 5 quanto à produção de todas as notas.
O capacitor C é mantido fixo, enquanto
que, para cada nota é colocado um valor
de R.
Assim, para a primeira nota, a mais
baixa, o R tem um valor de 100k.
Na segunda nota, colocamos no circuito
um segundo resistor (R2) que se soma a R
de tal modo a obtermos a frequência dese-
jada.
Um problema que ocorre na prática é
que o valor necessário a obtenção da nota
FIM DA DESCARGA TEMPO
seguinte, segundo a relação matemática que
o gráfico da figura 5 mostra como a já vimos, nem sempre corresponde aos va-
tensão sobe no capacitor até atingir o lores de resistores que encontramos no
ponto de disparo. comércio.

+9V

Rl +R •
PONTA
DE
PROVA

R3

R3+R2+Rl+R.

SAibA

figura 6

Temos então de fazer combinações de barato, isso não é problema para o mon-
resistores o que significa que mesmo tendo tador ...
13 notas, o número de resistores é na reali- Completa o circuito um pequeno ampli-
dade maior. Como este componente é ficador de dois transistores para que o som

Outubro/82 19
no alto-falante tenha uma intensidade com- O único capacitor usado pode ser tanto
patível com a finalidade do projeto. cerâmico como de poliéster com 47nF de
valor.
COMPONENTES Importantes são os valores dos resistores
Todos os componentes podem ser conse- de 1/8W que devem ter 10% de tolerância.
guidos com facilidade. A montagem deve O uso de capacitores diferentes (que não
ser feita em placa de circuito impresso, o tenham o quarto anel dourado) pode pre-
que significa que o leitor deve ter os judicar a obtenção de notas afinadas para
recursos para sua elaboração. seu órgão de brinquedo.
Os transistores são comuns, podendo ser Temos ainda o alto-falante que pode ser
,os NPN do tipo BC548, BC238 ou seus de 5cm, para facilitar a instalação do apa-
equivalentes, e os PNP do tipo BC558, relho numa pequena caixa de madeira ou
BC308 ou seus equivalentes. plástico conforme a figura 7.

PLACA DE
CIRCUITO
IMPRESSO~

figura 7

Finalmente a ponta de prova que serve Para realizar a montagem com perfeição
para "tocar" nos ilhóses de contacto de proceda do seguinte modo:
cada nota e o conector da bateria de 9V, a) Solde em primeiro lugar os transis-
completam o conjunto. tores observando seu número (a marcação)
e também a posição que é dada pela parte
MONTAGEM achatada, fazendo-a cóincidir com os de--
senhas. Solde os transistores rapidamente
Comece. confeccionando a placa de pois eles são sensíveis-ao calor.
circuito impresso segundo o desenho em b) Solde o capacitar C1. Não é preciso
tamanho natural mostrado na figura 8. observar sua polaridade, mas seja rápido
Para a soldagem dos componentes na pois este componente é sensível ao calor.
placa você precisará de um soldador de Especial atenção deve ser dada a marcação
pequena potência e ponta fina além de deste capacitor. As possíveis marcações
um alicate de corte lateral, um alicate são: 0,047 - 473 - 47k - 0,05.
de ponta fina e chaves de fenda. c) Solde os resistores observando seus
Na figura 9 temos o diágrama completo valores que são dados pelas faixas colo-
do nosso órgão eletrônico onde todos os ridas. Acompanhe a lista de materiais. Seja
componentes aparecem com seus valores. rápido na soldagem destes componentes.

20 Revista Saber Eletrônica


o

-- -------- ]
o

G-~~~--T----l
o ,_~ __ , •• o
1+1 l-I

R25 R26 R27

••
FTE 02 01

~~~
PONTA
DE
PROVA

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

~JJ

figura 8

d) Faça a conexão do alto-falante, usan- Observamos que os pontos em que a


do para esta finalidade dois pedaços de fio ponta de prova toca que corresponde às
flex ível de 10cm cada. notas musicais são feitos com ilhóses presos
e) Para a ligação do conector da bateria é à placa de circuito impresso. Uma versão
preciso ter atenção com sua polaridade. O caseira pode fazer uso de parafusos de latão
fio vermelho corresponde ao pólo positivo para esta finalidade devendo o leitor ter
e o preto ao pólo negativo. especial atenção para seu contacto com a
f) Complete a montagem com a ligação parte cobreada da placa.
da ponta de prova. Esta ponta de prova é Terminada a montagem, confira todas as
do tipo comumente usado em multímetros ligações antes de fazer a prova de funciona-
e outros instrumentos podendo ser conse- mento.
guida com facilidade nas lojas de materiais.
Um pedaço de fio de 25cm será suficiente PROVA E USO
para fazer sua ligação e dar mobilidade no
seu uso. Para provar o seu Tok-Music basta ligar o

Outubro/82 21
conect9r a uma bateria de 9V em boas com diferenças de frequências conforme a
condições. escala musical.
A seguir, toque com a ponta de prova em Se acontecer algum sinal de falha aperte
cada um dos ilhóses da placa de circuito o ilhós corespondente ou passe uma lixa
impresso, verificando a emissão de som. para remover uma eventual camada de
Em todos deve haver a emissão de som, óxido que prejudique o contacto.

+9V
R23 R24
18K lOOK

figura 9

Obs: o sistema usado neste brinquedo projeto você pode acrescentar um interrup-
não permite acordes, ou seja, não podem tor para ligá-lo e desligá-lo evitando assim
ser usadas duas pontas simultaneamente o trabalho de tirar a bateria do conector
em duas notas musicais pois o som será quando fora de uso.
somente da mais alta. Outra idéia é a ligação de um jaque tipo
Verificando o funcionamento de seu "circuito fechado" junto ao alto-falante,
órgão você poderá instalá-lo em uma caixi- para a Iigação de uma caixa acústica externa
nha, conforme a sugerida na parte inicial ou mesmo de. um amplificador.
do artigo. Como melhoramentos para o

LISTA DE MATERIAL
Q1 - BC558 - PNP de uso geral R11 - 27k (vermelho, violeta, laranja),
Q2, Q3, Q4 - BC548 - NPN de uso geral R12 - R18 - 2k2 (vermelho, vermelho, ver-
C1 - 47nF - capacitar cerâmico ou de poliester melho)
R1 - R10 - R20 - 4k7 (amarelo, violeta, ver- R13 - 12k (marrom, vermelho, laranja)
melho) R14 - 8k2 (cinza, vermelho, vermelho)
R2 - R4 - 47k (amarelo, violeta, laranja) R16 -lk8(marrom, cinza, vermelho)
R3 - 1k (marrom, preto, vermelho) R19 -10k (marrom, preto, laranja)
R5 - R17 - 22k (vermelho, vermelho, la- R21, R22 - 15k (marrom, verde, laranja)
ranja) R24 -lOOk (marrom, preto, amarelo)
R6 -lk5 (marrom, verde, vermelho) R25 - R27 - 150R (marrom, verde, marrom)
R 7 - 39k (laranja, branco, laranja) R26 - 390R (laranja, branco, mimam)
R8 - R9 - R15 -R23 -18k(marrom, cinza, Diversos: falante de 8 ohms, bateria de 9V,
laranja) placa de circuito impresso, ponta de prova, etc.

22 Revista Saber Eletrônica


VU COM 741

Newton C. Braga

Acrescentar um VU-meter ao equipamento de som é o desejo de muitos leitores. Existem


muitos tipos de instrumentos à venda destinados a esta finalidade, mas como o leitor sabe, não basta
adquirí-lo para colocação direta no aparelho de som. A ligação no aparelho de som depende de
um circuito adicional e é este circuito justamente que damos neste artigo.

Com'o acrescentar um VU-meter a um


equipamento de som? O leitor que deseja
ligar este importante instrumento ao seu
aparelho de som sabe que não basta adqui-
rir um dos muitos tipos de instrumentos
existentes a sua disposição no comércio. ~
SIMPLES DUPLO
preciso um circuito adicional, um circuito
que seja capaz de converter a energia obtida figura 1
na saída de um amplificador ou outro apa-
relho em energia própria a deflexão da O circuito que descrevemos neste artigo
agulha do instrumento. pode ser utilizado não só em amplificadores
Os pequenos VU-meters simples ou de áudio comuns, cuja saída é de baixa
duplos, existentes no comércio possuem impedância, como também em pré-amplifi-
uma corrente máxima de deflexão da cadores, mixers, e outros aparelhos que
ordem de 200JlA ou 1mA e precisam de possuem saídas de altas impedâncias.
correntes contínuas para operação (figura A base deste circuito é um amplificador
1 I. Por outro lado, os amplificadores for- operacional 741 de baixo custo e que pode
necem tensões alternantes e que, aplicadas ser encontrado com facilidade, sendo ali-
diretamente num instrumento deste tipo mentado com uma tensão entre 6 e 12V,
provocam a circulação de correntes muito retirada do próprio aparelho de som.
maiores. Simples de montar e de instalar não

26 Revista Saber Eletrônica


oferecerá dificuldades aos leitores interes- 100k e 1M entre os terminais 2 e 5 do inte-
sados. grado, conforme mostra a figura 4.

COMO FUNCIONA ENTRADA figura 4


6
A base deste VU-meter é um circuito SAíDA

integrado 741, que consiste num amplifi-


cador operacional de alto-ganho (figura 2).

GANHO >1
_74'

Veja que o integrado apenas faz o casa-


8 4
~
23 mento de impedâncias entre o circuito de
1
áudio e o VU-meter, de modo que em sua
figura 2 saída temos ainda uma tensão alternante
com as mesmas características do som ori-
A característica principal deste circuito ginai, ou seja, frequência e forma de onda.
é a sua elevada impedância de entrada e Para excitar o instrumento é preciso
baixa impedância de saída. A elevada impe- retificar e filtrar este sinal o que é conse-
dância de entrada permite que ele opere guido com o circuito da figura 5. Este
com sinais de amplificadores comuns, pra- circuito leva dois diodos e um capacitor.
ticamente sem roubar sua potência, e que
ainda possa ser ligado em fontes de baixo figura 5
nível de potência como mixers ou pré- 'c

-amplificadores.
A finalidade deste amplificador opera-
SINAL
DE AÚDIO
>----J
cional é fazer o casamento da alta impe-
dância de entrada do sinal com a baixa
impedância do instrumento, daí seu ganho
RETIFICAÇÃO FILTRAGEM
ser mantido no mínimo. Este ganho mí-
nimo é conseguido com -a realimentação O circuito integrado utilizado é o ampli-
direta do sinal, interligando-se a saída à ficador operacional 741 que pode ser en-
entrada inversora (seguidor de tensão), contrado com denominações tais como
conforme mostra a figura 3. J.lA741 , MC1741, LM741, etc.
A placa de circuito impresso utilizada
ENTRADA figura 3
(ALTA
INPEDÃNCIAI
para a montagem prevê o integrado com
lMn
SAíDA invólucro D IL de 8 pinos. O leitor deve ter
6 (BAIXA
IMPEDÃNCIAI
os elementos para a elaboração desta placa.
150n. Os diodos são de sil ício para uso geral
como os 1N41480u 1N914.
GANHO:' Os capacitores eletrol íticos devem ter
uma tensão de trabalho de 25V pelo
Esta realimentação direta que propor- menos, e os demais são cerâmicos ou de
ciona um ganho unitário de tensão será poliéster.
utilizada no caso da operação com amplifi- P1 é um trim-pot comum de 10k e os
cadores de áudio de boa potência, caso em resistores são todos de 1/8W ou 1/4W com
que a alta impedância impede o "roubo" os valores indicados na lista de material.
de potência por parte do instrumento. Se, O VU pode ser simples ou duplo de
entretanto, o sinal dispon ível não for sufi- 200J.lA de qualquer tipo dispon ível no
ciente para excitar totalmente o circuito, comércio especializado.
ou seja, não houver uma boa deflexão da Na saída da ponte temos um trim-pot
agulha mesmo no máximo volume, pode-se para ajustar o funcionamento do instru-
aumentar o ganho do amplificador opera- mento conforme a potência do amplifi-
cional com a ligação de um resistor entre cador.

Outubro/82 27
OS COMPONENTES MONTAGEM

O circuito completo do VU-meter com


Todos os componentes podem ser encon-
741 é mostrado na figura 8 com os valores
trados com facilidade nas casas especializa-
dos componentes usados.
d.as. O VU pode ser de qualquer tipo,
A placa de circuito impresso com os
simples ou duplo. Se o aparelho for estereo-
componentes, em tamanho natural é mos-
fônico, dois circuitos iguais devem ser
trada na figura 9. Veja o leitor que em
montados, com a utilização de dois VUs
alguns casos, o circuito do VU pode ser
ou de um duplo.
colocado no próprio interior do amplifica-
A alimentação do circuito pode ser reti-
dor com o qual ele funcionar.
rada diretamente do aparelho com o qual
São os seguintes os principais cuidados
o VU vai funcionar, ou então de uma fonte
que devem ser tomados durante a monta-
separada.
gem:
Na figura 6 damos o circuito de uma
a) Ao soldar o circuito integrado observe
fonte separada para este VU-meter e na
em primeiro lugar sua posição em função
figura 7 um circuito redutor que permite
da marca que identifica o pino 1. Veja o
obter 9V de tensões entre 15 e 30V que
desenho. Na soldagem seja rápido e tome
podem ser encontradas em amplificadores
cuidado para que o espalhamento de solda
de áudio comuns ..
não envolva terminais próximos ao que está
sendo soldado. Se isso acontecer use um
~ ];;;~~ '"'00' + palito fino para limpar o excesso de solda
5 9
1000~F
25V mantendo-a aquecida com a ponta do sol~
110V
220V o dador.
CA
b) Ao soldar os diodos, observe sua pola-
ridade que é dada pela posição do anel em
se~ invólucro. Seja rápido na sua soldagem,
figura 6
pOIS estes conponentes são sensíveis ao
vin calor.
+
15 A 50V R \fi 1 vin (VI c) Para soldar os resistores não é preciso
47R-2W 15-20
100R-2W 20-30
observar sua posição, pois eles não são pola-
figura 7 150R-4W 30-40 rizados, mas tenha cuidado com seus va-
270R-4W 40-50
lores. Estes valores são dados pelas faixas
coloridas. Seja rápido na soldagem.
1+1

figura 8
C2
47nF
ENTRADA

l-I

1+1

VU

figura 9

28 Revista Saber Eletrônica


d) Os capacitores C1 e C3 são polari- do VU deve acompanhar as variações da
zados, isto é, têm posição certa para sua intensidade do som.
Iigação pois são eletrol íticos. Veja esta AMPLIFICADOR

polaridade pela marca em seu invólucro.


e) O capacitor C2 não é polarizado, mas
é sensível ao calor. Seja rápido na sua sol-
dagem. O valor deste capacitor pode ser
47nF ou ainda 0,047 ou 0,05pF.
f) Finalmente, solde o trim-pot de
ajuste. Os furos para encaixe deste com-
ponente devem ser um pouco mais largos
que os demais, para se ajustar á espessura
o
dos seus terminais. A posição de montagem +
do trim-pot é dada pelo desenho.
g) Finalmente, faça as ligações para a 2
figura 11
õ
entrada de sinal, para a fonte de alimen-
tação, observando sua polaridade e para o
Se as oscilações forem muito rápidas,
VU. Neste último, deve ser observada a
pode-se reduzir isso aumentando o valor
polaridade marcada nos seus terminais. Se
de C3. Se forem muito lentas, podemos
a fonte de alimentação usar pilhas ou trans-
aumentar a resposta -do instrumento com
formador, um interruptor geral deve ser
a redução de C3.
colocado (figura 10).
A sensibilidade do instrumento é ajus-
vu tada em P1.
O ajuste deve ser feito com meia potên-
cia, para que a deflexão seja de proximada-
mente 3/4 da escala, conforme a potência
de seu amplificador.
Se na potência máxima não for conse-
guida a deflexão máxima, deve-se interrom-
per a ligação entre os terminais 2 e 5 do
figura 10 integrado, e ligar neste ponto um resistor
de 100kà 1M.
Com a montagem completada, podemos
fazer uma prova de funcionamento já no
próprio aparelho de som em que ele vai LISTA DE MATERIAL
operar definitivamente, ou em outro. Este
outro pode ser um rádio portátil, um grava- CI-1 - 741, pA741, MC1741, LM741-ampli-
dor cassete, ou qualquer aparelho de som ficador operacional
Dl, D2 -lN4148 ou 1N914 - diodos para uso
que tenha uma potência de sa ída de pelo
geral de silício
menos 20mW. VU - VU-meter comum de 200pA
C1 - 1pF x 25 V - capacitar eletrolítico
PROVA E USO C2 - 47nF - capacitar cerâmico ou de po-
liéster
O VU-meter é ligado na saída do alto- C3 - 4 7pF x 25 V - capacitar eletrolítico
-falante do aparelho de som, ou na sa ída de RI - 560k xl /8W - resistor (verde, azul, ama-
áudio se for um pré-amplificador ou mixer. relo)
A figura 11 mostra como deve ser feita esta R2 - 470k x 1/8W - resistor (amarelo, violeta,
ligação. amarelo)
A fonte de alimentação do VU pode ser R3 - 1k2 x 1/8W - resistor (ma"om, verme-
lho, vermelho)
a mesma do aparelho de som ou separada,
P1 -10k - trim-pot comum
como já vimos. O importante é que ela
Diversos:.placa de circuito impresso, caixa para
tenha uma tensão entre 6 e 12V. montagem, fios, solda, fonte de alimentação
Para provar o VU devemos então ligar o (ver texto), etc.
aparelho de som a médio volume. A agulha

Outubro/82 29
As montagens práticas de sistemas de radio-controle são as que mais atraem os nossos leitores
por motivos óbvios. Já publicamos projetos de sistemas simples de um ou mais canais em grande
número de configurações e, já demos indicações para a construção de filtros, acionadores de relês
e servos, e muitas outras sugestões importantes para quem pratica ou gosta de radio controle.
Neste número abordaremos um projeto diferente e de grande utilidade. Trata-se de um "módulo-
-receptor", um circuito que pode servir de base para sistemas de recepção de 1 a 10 canais os quais
podem ser utilizados desde em sistemas de aberturas de portas de garagem, até aero-modelos,
barcos e carros tele-dirigidos.

o "módulo-receptor" que descrevemos Com relação ao transmissor, observamos


neste artigo, caracteriza-se por sua grande já, que pode ser usado qualquer tipo modu-
sensibilidade e simplicidade. Ele poderá ser lado em tom, que opere tanto na freqüên-
usado como etapa de entrada ou etapa cia de 27 MHz como 72 MHz. O impor-
receptora pala sistE!mas de 1 a 10 canais, e tante é que a bobina do receptor seja tal
com facilidade o leitor poderá instalá-lo em que responda à mesma frequência do trans-
barcos, carros e até mesmo aero-modelos, missor. Daremos elementos para a cons-
dependendo do espaço dispon ível. trução de bobinas para as duas frequências.
Neste número ensinaremos o leitor a Quanto ao alcance, evidentemente, ele
construir o módulo, e nos números se- depende muito mais do transmissor do que
guintes daremos as etapas que completam do receptor.
o sistema, tais como os filtros, as etapas Podemos adiantar que os transmissor de
de acionamento e finalmente um trans- 1 transistor (BF494) com alimentação de
missor. 9V permitem alcances de até 50m. Trans-

Outubro/82 33
missores pouco mais potentes com 1 ou 2 por uma tensão de 9V e seu. consumo é
transistores (2N22181, e alimentação de 9V bastante baixo.
ou 12V podem ter alcances de 200 a 500m Como antena pode ser usada uma vareta
em terreno aberto. de 30 a 60 em ou ainda uma antena teles-
O nosso módulo receptor é alimentado cópica comum.

ATÉ SOmW

lOCA
200mw
figura 1
Os ajustes para colocá-lo em funciona- O circuito básico da etapa super-regene-
mento são apenas 2 não se necessitando rativa é mostrado na figura 3.
de nenhum equipamento especial. Somente
o transmissor correspondente é necessário +
para a realização de seus ajustes de funcio-
namento.

O CIRCUITO

Na figura 2 temos uma estrutura em


blocos de nosso módulo receptor. REALIMENTAÇÃO

Trata-se de uma etapa super-regenerativa CHOQUE DE


com 1 transistor a qual é acoplada a uma RF

etapa amplificadora com mais 1 transistor.


SAlDA DE
AUDID
ANTENA
TELESCÓPIC A figura 2
DETECTOR
SAlDA PARA
SUPER AMPLIFICADOR OS FITROS.
REGENERATIVO EXCITADORES. figura 3
ETC ...

O ajuste de sensibilidade do receptor é


Usando apenas dois transistores, este feito no trim-pot P1 de modo a se ter o
circuito é sensível o bastante para captar máximo rendimento sem oscilação.
estações distantes que poderão ser ouvidas O choque de R F impede que os sinais
com o acoplamento de um fone de alta de alta-frequência passem para a etapa
impedância em sua saída (pontos A e S). seguinte de audio. O trimer Cv é que faz
A etapa super-regenerativa, dependendo o ajuste "fino" de frequência, levando
da bobina utilizada pode receber sinais em o receptor à receber o sinal do transmissor
72 ou 27 MHz, as duas faixas comumente com maior intensidade.
utilizadas para radio controle. O sinal de audio que corresponde ao tom

34 Revista Saber Eletrônica


que modula o sinal do transmissor é levado 11 espiras do mesmo fio. Não é preciso
a uma etapa de amplificação que tem por núcleo.
base um segundo transistor. O ganho de XRF é construído enrolando-se umas
amplificação desta etapa está em torno de 50 voltas de fio fino num palito de 2 ou
100 vezes de modo que se obtém em sua 3 mm de diâmetro. As espiras não preci-
saída um sinal capaz de excitar facilmente sam estar ordenadamente, conforme mostra
circuito de filtros ou ainda etapa de aciona- a figura 5. •
mento de relês e servos. O,8em 50 VOLTAS PALITO
Veja que, a frequência do sinal de audio ~ DE FIO Jil'2mm

"" \
obtido é a mesma que modula o trans-
missor. B}lem ()
;!IIDnUIiIUIITIi!ll!!17

Num sistema multi-canal, conforme mos- L1


PASSAR ESMALTE DE
tra a figura 4, podemos modular o trans- UNHAS PI FIXAR O FIO
missor com diversos tons, e obteremos estes figura 5
tons na saída deste circuito, já no modelo
controlado. Passando por filtros que fazem Cv é um trimer comum. O leitor pode
a seleção dos sinais, teremos o acionamento tanto usar o tipo plástico como o de porce-
de dive'rsos controles. lana.

I",,,
O trim-pot de 47k não oferece proble-

'I
II111
BC 238,
BC 54B,
BC239
BC549
mas de obtenção. Escolha um tipo que se
ajuste na placa, ou seja o menor possível.
Os resistores são de 1/8W para permitir
CEB CBE uma montagem bem compacta, e a tole-
figura 4 rância é a normal: 10% ou 20%.
Os capacitores são basicamente de dois
A alimentação do módulo é feita com tipos, havendo um terceiro que eventual-
uma bateria de 9V, mas suas durabilidade mente pode ser usado.
será grande, em vista do baixo consumo de Para os grandes capacitores, ou seja, C1
corrente. e C8 são usados eletrol íticos de 16V. Para
os d~mais o tipo básico é o cerâmico, mas
COMPONENTES em alguns casos, citados na lista de ma-
terial, podem ser usados os de poliester. i

Os componentes da parte eletrônica são Veja entretanto, que os de poliester são


os mais importantes para nós, já que esta- maiores em tamanho que os equivalentes
mos neste artigo abordando apenas a etapa de cerâm ica, devendo este fato ser levado
receptora. Futuramente ao abordarmos os em conta na montagem da placa.
sistemas completos é que falaremos de Temos ainda o conector para a bateria
outros componentes, inclusive dos mo- de 9V, a antena telescópica ou de outro
delos. tipo, e os fios que farão as ligações ex-
Os transistores são ambos NPN. O pri- ternas.
meiro é de RF do tipo BF494 que pode Evidentemente, o leitor deverá ter os
ser conseguido com facilidade. Observe que recursos para a elaboração da placa de
a disposição dos terminais deste transistor circuito impresso.
é CEB e não CBE como os tipos,comuns.
Se usar equivalentes veja se também têm a MONTAGEM
mesma disposição de terminais.
O segundo transistor pode ser BC238, Para a soldagem dos componentes reco-
BC239, BC548 ou BC549, todos facilmente mendamos a utilização de um ferro de
encontrados no comércio especializado. pequena potência e ponta fina. As ferra-
L1 e X R F devem ser constru ídas pelo mentas acessórias são as que todo mode-
próprio montador. L1 é formada por 5 es- lista deve possuir.
piras de fio esmaltado 24 ou 26 se a fre- Na figura 6 temos o circuito completo
quência escolhida for de 72 MHz. Se a do módulo receptor com todos os compo-
frequência for de 27 MHz, a bobina terá nentes dados por seus valores.

Outubro/82 35
o 1+1

C2 R6
1n2 22K

• +
C7 81 -
lOOnF C8 9V-
47~F

J-0A
8

E l-I

figura 6
Na figura 7 temos a placa de circuito panhe a figura, Seja rápido na soldagem
impresso. Se o leitor usar componentes pois os transistores são delicados.
equivalentes, deve tomar cuidado para b) Solde a bobina L1. Raspe bem os
eventuais alterações que sejam necessárias pontos de soldagem do fio esmaltado para
na placa. que a solda possa aderir.
c) Solde o chqque XRF. Raspe bem as
pontas dos fios esmaltados no ponto de
soldagem para que a solda possa aderir.
d) Solde todos os resistores. Veja que
seus valores são dados pelas faixas coloridas
de acordo com a relação de material. Seja
rápido na sua soldagem.
e) Para soldar o capacitor Cv você deve
observar a posição da armadura externa
que deve ficar do lado positivo da alimen-
tação. Se este capacitor for invertido o
c
aparelho ainda funcionará mas poderão
ocorrer instabi Iidades.
o f) Solde os capacitores eletrol íticos C1
e C8 atentando para seu valor e para sua
polaridade. Veja bem a posição do pólo (+)
e do pólo (-).
g) Na soldagem dos demais capacitores
o leitor deve ter cuidado com o calor exces-
sivo já que estes são componentes dei i-
cados. Os valores dos capacitores cerâmicos
eventualmente podem ser expressos de
modo que exije atenção.
figura 7 Assim, o capacitor de 100nF pode vir
como 0,1/lF ou 103, e o de 1n2 pode vir
Os cuidados q'úe dp.vem ser tomados na como 1 200p ou ainda 1k2.
montagem, assim como sua sequência são h) Complete a montagem com a ligação
dados a seguir: do conector da bateria, observando sua
a) Solde em primeiro lugar os dois tran- polaridade dada pela cor dos fios (verme-
sistores, atentando para sua posição que é lho-positivo e preto-negativo), a ligação dos
dada' em função de sua parte chata. Acom- fios da antena e de saída.

36 Revista Saber Eletrônica


Com tudo isto feito, o leitor pode fazer O fone ou o amplificador são ligados ao
uma prova de funcionamento. módulo recpetor, conforme mostra a fi-
gura 8.
PROVA E USO Conectando a bateria ao aparelho, e
ajustando o trim-pot P1 o leitor deve
Para a prova o leitor precisará de um chegar ao ponto em que se ouve um som
fone de cristal (outro tipo não serve) ou de semelhante a um chiado, como obtido em
um amplificador de audio. aparelhos de FM fora de estação.
ANTENA ANTENA
AMPLIFICADOR

D + D +
c 9V C 9V
-
1['0'
MÓDÚLO
RECEPTOR
A

B
JAOUE

11:-11-
Ç£;c?R~~T~t
MÓDULO
RECEPTOR
A

figura 8

Agora, ligando nas proximidades o trans- ter espiras retiradas ou re-enrolada com
missor, deve-se ajustar o trimer Cv até que mais voltas de fio (L 1).
o seu sinal seja ouvido no fone ou alto- Para melhor recepção a antena deverá
-falante do amplificador. ficar em posição vertical e seu compri-
Se o leitor não tiver ainda o transmissor, mento ajustado experimentalmente até se
ao girar o trimer Cv poderá ouvir estações obter o melhor ganho.
de telecomunicações ou mesmo radio-ama- Se o leitor notar instabilidade de funcio-
dores, conforme a faixa escolhida. namento deve procurar alterar a bobina e
Uma vez sintonizado o sinal retoca-se o também verificar a posição do trimer.
ajuste de P1 para se obter o máximo de No próximo número continuaremos com
sensibilidade. o sistema de rádio controle descrevendo
Se o aparelho não der alcance, ou seja, -alguns filtros que podem ser usados com
afastando-se o transmissor o sinal desapa- este receptor ~um sistema multi-canal.
rece, é sinal que está sendo sintonizado um Obs: os leitores interessados em colocar
sinal espúrio. - já em funcionamento este receptor, cons-
O procedimento para- corrigir o problema truindo o transmissor devem consultar a
consiste na alteração da bobina que poderá revista 94.

LISTA DE MATERIAL
Q1 - BF494 - transistor NPN de RF (ou equi- C1 - 22pF x 16 V - capacitar eletrolítico
valente) C2, C3 - 1n2 ou 1 200nF - capacitares cerâ-
Q2 - BC548 ou BC238 - transistor NPN de mico
uso geral C4 - 4p 7 - capacitar cerâmico
XRF - choque de RF (ver texto) C5 - 33nF ou 0,033 - capacitar cerâmico ou
L1 - Bobina de antena (ver texto) de poliéster
P1 - 47k - trim-pot C6, C7 - 100nF ou O,lpF - capacitares cerâ-
R1 - 47k x 1/8W - resistor (amarelo, violeta, mico
laranja) C8 - 4 7pF x 16 V - capacitar eletrolítico
R2 - 10kx 1/8W - resistor (ma"om, preto, Cv - trimer comum
laranja) B1 - bateria de 9V
R3, R4 - 3k3 x 1/8W - resistores (laranja, la- A - antena telescópica de 40 à 60cm
ranja, vermelho)
R5 - 2M7 x 1/8W - resistor (vermelho, violeta, Diversos: placa de circuito impresso, fios, fio
verde) esmaltado 24 ou 26 para L1 e fio esmaltado
R6 - 22k x 1/8W - resistor (vermelho, ver- 30 ou 32 para XRF, conectar para bateria de
melho, laranja) 9V, etc.

37
Outubro/82
\ CON\lERSOR
lUZ SOM
-J

Newton C. Braga

Um circuito eletrônico experimental que converte luz em som é o que levamos aos leitores neste
artigo. As variações da intensidade da luz incidente num elemento sensível são transformadas em
sons de [requências correspondentes. Experimentalmente este aparelho pode ser usado para
demonstrar o funcionamento dos sensores de luz ou então na detecção de variações de intensidade
luminosa ou na localização de fontes emissoras.
o que propomos neste artigo é uma
montagem experimental dirigida a estudan-
tes, principiantes e hobistas, pois sua faixa
de aplicações práticas é relativamente limi-
tada. Trata-se de um aparelho que converte
luz em som, e este som depende em sua
)~"'~ JJ>-~ V FREOuÊNCIA

frequência da intensidade luminosa da


fonte.
Propom'os duas configurações. Uma delas
tem uma ação positiva no funcionamento
~,tLv-1lM VERSÃO 2 OIMINUIÇÃO OA
FREOUENCIA
do circuito, ou seja, ao aumento da intensi-
dade da luz incidente corresponde um figura 1
aumento da frequência do som produzido.
A outra versão funciona de modo oposto A simplicidade do circuito e o baixo
pois ao aumentar a intensidade da luz inci- custo dos componentes usados são um con-
dente no elemento sensível a frequência vite aos montadores novatos e estudantes.
diminui. A alimentação do circuito pode ser feita
Nos dois casos, existem ajustes de sensi- com tensões de 6 ou 9V e sua instalação
bil idade e ponto de fu ncionamento. Estes tanto pode ser feita numa base de madeira
ajustes podem fazer com que a faixa de como numa pequena caixa de qualquer
resposta à luz do aparelho seja limitada a material.
certos valores. Passemos a análise do circuito:

40 Revista Saber Eletrônica


COMO FUNCIONA Um pulso de corrente circula então pelo
transistor e pelo resistor de carga.
Na figura 2 temos o circuito básico de Com a descarga do capacitor, o transistor
um oscilador de relaxação com transistor desliga, e um novo ciclo se inicia.
unijunção que é o coração de nosso con- Havendo uma alimentação constante no
versor. circuito ele ficará oscilando produzindo
pulsos numa razão que depende de valor
do capacitor e do resistor.
Esta frequência pode ser calculada apro-
ximadamente pela fórmula:
E
1
f = R. C
c
Onde f é a frequência em hertz (Hz),
R é a resistência em ohms (n) e C é a fre-
figura 2 quência em Farads (F).
Lembramos que 1 J1 F equivale à .
Neste circuito o transistor unijunção 0,000001 F ou 1Q-6F.
funciona como uma "chave" que liga Veja o leitor que, podemos variar R para
quando a tensão em seu emissor atinge alterar a frequência das oscilações. Assim,
um certo valor, normalmente situado entre para R podemos utilizar um potenciômetro
0,5 e 0,7 da tensão de alimentação. caso em que ele controlará a frequência do
No emissor do transistor temos a ligação circuito.
de um resistor (R) e de um capacitor (C) No nosso caso, o R será representado por.
formando portanto um "circuito de um dispositivo cuja resistência depende da
tempo". quantidade de luz que incide numa super-
Partindo de uma situação inicial em que fície sensível. Este dispositivo é um LDR.
ligamos a corrente, o que acontece é que o A resistência do LD R é alta no escuro,
capacitor inicialmente descarregado começa chegando normalmente a 1 ou mais
a se carregar via resistor. megohms (milhões de ohms). No claro,
Gradativamente a tensão entre' as arma- como por exemplo, exposto à luz direta do
duras do capacitor e consequentemente no sol, sua resistência cai para algumas dezenas
emissor do transistor vai subindo, conforme ou centenas de ohms.
mostra o gráfico da figura 3. O LDR ligado em série com o capacitor
na primeira versão, faz com que a frequên-
cia do oscilador seja maior no claro e
menor no escuro.
Podemos entretanto usar uma configu-
ração um pouco diferente que é mostrada
na figura 4.
+

SAíDA 2
figura 3
Entretanto, esta subida não é indefinida.
SAíDA'
No momento em que a tensão de disparo
do transistor unijunção é atingida, este
componente "liga" passando a apresentar
uma resistência muito baixa entre as arma-
figura 4
duras do capacitor. A consequência disso é
a descarga do capacitor, representada pela Nesta configuração o R é um resistor
queda de tensão no gráfico. mesmo (potenciômetro e resistor) que

Outubro/82 41
determinam basicamente a frequência do OS COMPONENTES
circuito. Todos os componentes podem ser encon-
Em paralelo com o capacitor é ligado o trados com facilidade nas casas especializa-
LDR que passa a formar um divisor de das. Começamos com a base de montagem
tensão com o resistor R. Este divisor altera que serve de "chassi" e que pode ser uma
o ponto de funcionamento do circuito e tábua de 20 x 30 cm, onde todos os com-
portanto sua frequência. ponentes são fixados com parafusos para
O que ocorre neste caso é o funciona- madeira ou comuns.
mento "ao contrário" que já explicamos. t= claro que o leitor pode utilizar uma
Com a diminuição da resistência do LDR caixa para instfllar todo o conjunto, mas se
cai a tensão no capacitor e consequente- o aparelho for montado com finalidade
mente diminui a frequência. didática será mais interessante deixar todas
Temos então que, quando a intensidade suas partes expostas para análises e explica-
de luz aumenta, a frequência diminui. Con- ções.
forme o ajuste do potenciômetro, podemos O transistor unijunção é do tipo 2N2646.
inibir o funcionamento do oscilador com Outros tipos podem ser experimentados,
determinadas intensidades de luz, de modo mas este sem dúvida é o mais comum.
que não seja atingido o ponto de disparo do O transistor de potência básico é o
transistor unijunção. BD135. Seus equivalentes mais próximos
Como o sinal obtido na saída do tran- são os BD137 e BD139. Podem também
sistor unijunção é fraco, é preciso utilizar ser usados NPNs de potência como os
uma etapa adicional de amplificação. TIP29, TIP31, AC187 mas estes possuem
Esta etapa utiliza um transistor de po- disposição de terminais que não coincide
tência o qual excita diretamente um com a dos originais.
alto-falante, conforme mostra a figura 5. O LD R é comum, redondo de qualquer
tipo. Pode ser aproveitado o LDR de tele-
visores abandonados que possuam controle
automático de luminosidade e que ficam no
seu painel frontal.
Os demais componentes tais .como resis-
tores, capacitores, alto-falantes são todos
figura 5
comuns.
MONTAGEM
Para a soldagem dos componentes deve
Se o leitor não estiver satisfeito com a ser usado um ferro de pequena potência e
potência sonora desta etapa experimental ponta fina (máximo 30W). Como ferramen-
pode utilizar uma outra que faz uso de dois tas adicionais sugerimos a utilização de um
transistores e é mostrada na figura 6. alicate de corte lateral, um alicate de ponta
+ 90U
fina e chaves de fenda.
12V Os circuitos completos das duas versões
(ação positiva e ação negativa) são mostra-
dos na figura 7.
As montagens das duas versões em ponte
de terminais são dadas na figura 8.
t= claro que nas versões em ponte, os
figura 6
componentes maiores devem ser fixados na
base de montagem. Estes elementos que
devem ser fixados são:
- Ponte de terminais
Esta etapa pode inclusive ser alimentada - Alto-falante
com tensões maiores, ou seja até 12V, mas - Suporte das pilhas
o transistor de potência deve ser montado - Potenciômetro P1
num bom dissipador de calor. - LDR

42 Revista Saber Eletrônica


+6 ou
9V

C2 C2
100~F
100~F

I VERSÃO 1) I VERSÃO 21
figura 7

VERSÃO 1

VERSÃO 2

figura 8

Outubro/82 43
Os principais cuidados que devem ser O alto-falante pode ser fixado em duas
tomados na montagem são os seguintes: pequenas dobradiças as quais serão parafu-
a) Solde em primeiro lugar os transis- sadas na base. O alto-falante é de 5 à 10 cm
tores observando sua posição. de diâmetro.
A posição do transistor unijunção é dada h) Completamos a montagem com a liga-
pelo pequeno ressalto em seu invólucro. ção do suporte das pilhas. Para este deve-
Veja o desenho na ponte de terminais. Para mos observar a polaridade dos fios. O fio
o outro transistor a posição é dada pela vermelho corresponde ao pólo positivo que
parte metálica do invólucro que deve ficar vai ligado ao coletor de Q2 (terminal do
voltada para baixo. meio) e o negativo que corresponde ao fio
b) Na soldagem do capacitor eletrol ítico preto vai ao resisto r R3. Veja o leitor que
deve ser observada sua posição pois este não usamos interruptor neste aparelho.
componente é polarizado. O outro capaci- Para desligar o conversor basta retirar as
tor não tem polaridade. Na verdade, este pilhas do suporte. O suporte de pilhas,
outro capacitor pode ter valores entre 33 n F conforme o tipo pode ser parafusado,
e 100 n F, dependendo deste a tonalidade colado ou preso por uma braçadeira na base
dos sons obtidos. Com capacitores menores de montagem.
os sons produzidos serão mais agudos. Terminada a montagem, o próximo
c) Os resistores não têm polaridade certa passo consiste em experimentar o con-
para ligação, mas seus valores devem ser versor.
observados. Os valores são dados pelos três
primeiros anéis coloridos. Solde-os rapida- PROVA E USO
mente pois eles são sensíveis ao calor.
d) As interligações na ponte de terminais Para provar o aparelho, em primeiro
são feitas com dois pedaços de fio enca- lugar coloque pilhas em boas condições no
pado. A primeira vai entre o extremo da suporte, observando sua polaridade.
esquerda de R2 e o terminal do meio de Já com as pilhas no suporte, dependendo
Q2. A segunda vai entre a junção de Q1 da posição de P1 e da iluminação do LDR
com R3 e o terminal da direita de Q2. o aparelho emitirá sons.
e) Para a ligação do potenciômetro P1 nas O leitor deve então ajustar o potenciô-
duas versões devem ser usados dois pedaços metro para haver emissão de sons pelo alto-
de fio de aproximadamente 10 cm cada -falante com a luz ambiente ou de uma lan-
um. O potenciômetro posteriormente pode terna incidente no LDR.
ser fixado num "L" de metal na base de O ponto de funcionamento do conversor
madeira. depende do tipo de demonstração desejada.
f) Para o LDR são usados na ligação Algumas experiências interessantes po-
dois pedaços de fio de 20 à 30 cm de com- dem ser feitas com este conversor ..
primento. Recomenda-se que os terminais 1. Operação do LDR
de ligação e o próprio LDR sejam prote- Nesta experiência demonstra-se de que
gidos contra o manuseio excessivo que modo a resistência de um LDR varia com
pode acabar por danificaclos. A montagem a quantidade de luz incidente.
num pequeno tubo, conforme mostra a O procedimento para esta experiência é
figura 9 é uma sugestão. o seguinte:
Com uma lanterna ilumine o LDR e em
FIOS OE
LIGAÇÃO seguida vá afastando-se até notar uma
/ variação da tonalidade do som. (figura 10)
Na versão da ação positiva, a tonalidade
do som tende para o grave à medida que
nos afastamos com a lanterna, indicando
que o LDR aumenta de resistência. Na
figura 9
versão de ação negativa, a tonalidade do
g) Para a ligação do alto-falante também som tende para o agudo à medida que nos
podem ser usados dois pedaços de fio fle- afastamos, indicando também um aumento
x ível de 15 a 20 cm de compri mento cada. da resistência do LD R.

44 Revista Saber Eletrônica


Conforme o ajuste do potenciômetro P1
podem ser obtidos nas duas versões pontos
em que o som para completamente. Este
ajuste depende também da iluminação
ambiente.
---- LDR
2. Alarme experimental
Para esta configuração usamos uma lâm-
pada incandescente comum de 40 ou 60W
montada conforme mostra a figura 11.
Ajusta-se o potenciômetro P1 na segunda
versão (ação negativa) para que tenhamos o
limiar da oscilação, ou seja, colocamos o
ajuste no ponto em que quase começa a
SOM haver som.
A passagem de uma pessoa entre a lâm-
pada e o LDR faz o circuito disparar emi-
figura 10 tindo som.

LÂMPADA
400U60W
PASSAGEM
,
-- ~-- "" LDR

,, I

/!I I. \
. I \
SOM

figura 11

LISTA DE MATERIAL

Ql - 2N2646 - transistor unijunção R2 - 470R x 1/8W - resistor (amarelo, violeta,


Q2 - BD135 - transistor NPN de potência (ou ma"om)
equivalente) R3 - 100R x 1/8W - resistor (ma"om, preto,
LDR - Foto resistor LDR comum ma"om)
P1 - 100k - potenciômetro comum linear ou Cl - 1OOnFou 0,1 f.1F- capacitor cerâmico ou
log de poliester
FTE - alto-falante de 5 ou 10 cm x 8 ohms C2 - 100f.1F x 12 V - capacito r eletrolítico
RI - 4k7 x 1/8W - resistor (amarelo, violeta, Diversos: suporte para 4 ou 6 pilhas, ponte de
vermelho) terminais, base de montagem, fios, solda, etc.

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Outubro/82 45
~C!MJ
MULTITESTE
i[)&7l1007J(J~

00000

Aquilino R. Leal.

o circuito proposto, além de avaliar o desempenho de diodos, é capaz de identificar os dois


terminais, anodo e catodo. Também pode ser utilizado para verificar continuidade e, ainda, para
testar outros componentes, tais como LDRs, transistores, alto-falantes, capacitares eletrolíticos,
leds, etc.
I:
bem provável que você já tenha tenta- Isso também aconteceu comigo! Desisti,
do 'bolar' algum aparelho de teste, simples por várias vezes, de 'bolar' um desses circui-
e eficiente, para avaliar o estado em que se tos de teste tão necessários em qualquer
encontram alguns dos componentes mais bancada, profissional ou não. Felizmente
corriqueiros de sua 'sucata', especialmente (para todos, é claro) sou do tipo persisten-
os de estado sólido, em particular diodos, te, que não desiste tão facilmente quando
transistores e leds. Creio até que essa tenta- surgem os primeiros problemas e, assim,
tiva de pr~jeto culminou em um circuito tentei ... tentei ...
deveras eficáz, resolvendo maior parte das 'Cabeçudo' como sou, não poderia dar
pretensões iniciais; contudo, acredito que o em outra coisa: acabou 'nascendo' o cir-
circuito seja bem 'bodoso', isto é, complica- cuito tão almejado que, por razões mais do
do 'pacas' e, portanto, de custo relativa- que óbvias, teria de ser do tipo '2B', ou
mente elevado, atingindo uns poucos mais seja, bom e barato!
privilegiados economicamente. Evidentemente, o circuito proposto não
Também acredito que a tentativa não te- é nenhuma maravilha, nem é fruto de algu-
nha passado de umas meras investidas ini- ma nova e brilhante idéia, até pelo contrá-
ciais, talvez movidas pela mui natural em- rio! Entrementes, o 'pouquinho' que o dis-
polgação, após as quais acabou desistindo positivo faz é, realmente, MUITO em rela-
da 'velha' idéia, por sinal, muito útil a to- ção a seu custo, simplicidade e sobretudo
dos àqueles que, de uma ou de outra for- facilidade de manuseio - não existe (nem
ma, se dedicam à eletrônica. rec;uer!) qualquer espécie de ajuste ou cali-

48 Revista Saber Eletrônica


bração, podendo ser utilizado e montado responde com o estado lógico alto, normal-
por qualquer um, desde que possua a mí- mente representado por H (de 'high'). E o
nima habilidade com o ferro de soldar! mais in1;eressante, com amplificação!
De fato, basta ver que qualquer sinal de
o CIRCUITO amplitude menor que 4 volts (1/3 de Vcc),
inclusive nula, leva à saturação a saída do
A única novidade, em termos de projeto, circuito, isto é, potenciais compreendidos
é a presença do 'velho amigo' 555 funcio- entre O a 1/3 de Vcc provocam o disparo
nando como ... um estágio inversor de po- do circuito que permanecerá nessa condi-
tência! Certamente mais uma outra aplica- ção mesmo que o estímulo de entrada, em
ção insólita para esse circuito integrado de nível L, ou baixo, seja retirado!
'n + l' utilidades! Parece até a palha de aço E isso mesmo! O circuito da figura 1
que anda por aí, com suas 1001 utilidades! também funciona como uma espécie de me-
De que forma utilizei o 555 como ampli- mória eletrônica! Isto é válido desde que o
.ficador (digital) inversor de potência é um potencial do sinal de entrada, se situe, após
'mistério' que é deslindado através da fi- o disparo do circuito, entre O a 8 volts, ou
gura 1. seja: entre O e 2/3 de Vcc.
Fica bem claro o fato do circuito poder
ser disparado por um único pulso de entra-
-
-
-_
+
81
da, aliás, pelo primeiro, ignorando os subse-
quentes, desde que não ultrapassem o valor
6
I máximo de 8 volts de amplitude. Esta pro-
priedade concede ao circuito uma espécie
3 de imunidade ao ruído ou histerese.
ENTRADA SAíDA
Pois bem, se sob tais condições o sinal de
2

1 1 entrada apresentar, ainda que por uma úni-


ca vez, amplitude superior a 8 volts (2/3 de
Vcc), a saída do circuito passa do nível
alto (H) para o nível baixo (aproximada-
mente zero volts), assim permanecendo até
figura 1 que a amplitude desse sinal de entrada se
torne ligeiramente inferior a 1/3 de Vcc.
Aparentemente, essa configuração do O diagrama da figura 2 apresenta todas
555 não faz nada, ainda que ela dê indícios as possibilidades acima mencionadas, perti-
da configuração astável clássica para o inte- nentes à entrada e à saída do circuito da fi-
grado em questão. gura 1. O leitor deve estar pensando que tal
Veja bem leitor: suponha que à entrada configuração para o integrado 555 não pas-
do circuito se aplique um sinal, digital ou sa de um 'disparador de Schmitt" (Schmitt
não, de amplitude inferior à terça parte da triggerl, cuja característica principal é bas-
tensão de alimentação, suposta igual a 12 cular sua saída em função de dois níveis
volts para efeito de raciocínio. Que tere- distintos de tensão aplicados à entrada.
mos na saída? Se assim pensou ... acertou em cheio!!
Ora, a entrada 'disparo' é sensibilizada Bem, após esse 'bate papo' todo, só me
(ela só 'percebe' sinais de amplitude infe- resta apresentar o circuito propriamente di-
rior a 1/3 de Vcc, no caso inferior a 4 to do MULTITESTE VERSÁTIL-vide.fi-
volts), aí a saída, devido às características gura 3.
intrínsecas do 555, assume um potencial O primeiro desses integrados, por coinci-
bem próximo de alimentação, isto é, dência um 555, e demais componentes
12 volts. associados formam um multivibrador cuja
Enquanto esse sinal de 'pequena' ampli- frequência das oscilações é estabelecida pe-
tude sé mantiver presente à entrada, tere- la rede R1-R2-C1, atendendo à seguinte
mos um sinal 'grande' na saída do circuito. expressão:
Ou, se o leitor preferir: a um nível (ou es- f - 1,44 H
tado) lógico baixo de entrada, o circuito -(R1+2.R2).C1 z

Outubro/82 49
R1 e R2 em M ohms e C1 em JiF. pode observar no diagrama em fases da fi-
De acordo com a lista de material, temos: gu ra 4( B). Desta forma consegue-se obter
um defasamento de 1800 entre os sinais
f = (0,0022 + 21~4~,0022) .0,1 Hz ~ 2,2 kHz presentes nos pontos A e B assinalados no
esquemático da figura 3, ou 'trocado em
O sinal digital de saída desse astável, fi- miúdos': se o potencial de um desses pon-
gura 4(A), é diretamente aplicado a CI-2, tos é positivo, o do outro será praticamente
o qual o complementa, como bem o leitor nulo, e vice-versa.

Vcc ------ --------------- ----- -- _ •.

AMPLITUDE DO ?0_~c:~ _
SINAL DE ENTRADA
IV)

TEMPO

,,, ,,
,, ,, ,, ,, ,
,,
I
' I
V cc
--- -- -- -- - -.- - - -- ..-- - - - - T--- - - - - - - -- - - "I,
--- -- - -~~---~~-- '
- - - - --...,---- - ---

AMPLITUDE DO
SINAL DIGITAL
DE SAiDA I V)

-
TEMPO

figura 2

tencial de Aé positivo em relação ao de B


~
-
-
- _ BI
e a corrente circulará no sentido de B para
A (sentido convencional), passando pela
resistência limitadora R3 e fotemissor led1
8 4 4 8 ~
7 - nestas condições o led2 se encontra re-
6 versamente polarizado. No segundo pulso
C.1.2
C.1. I 3 o B a corrente circulará de B para A, sendo a
3 2 vez do led2 emitir luz, enquanto o outro
6 diodo eletroluminescente se 'apaga'. No
2 ciclo 3, assinalado na figura 4, será a vez
do led1 emitir luz outra vez, e apenas ele,
CI repetindo as condições do primeiro ciclo.
O 'negócio' continuará assim indefinida-
mente: ora o led1 emitindo luz, ora o led2,
porém nunca ao mesmo tempo os dois.
Nós não perceberemos o efeito 'pisca-
figura 3 -pisca' porque o período de frequência das
oscilações é muitas vezes menor que o tem-
'Tá na cara' que ao interligar entre si os po de retenção da imagem em nossa retina
pontos A e B, figura 3, ambos fotemissores - esse período de retenção é da ordem de
emitirão luz, mas não simultaneamente, 0,1 segundos, enquanto o do sinal é de
ainda que tenhamos a sensação contrária. aproximadamente 455 milisegundos.
De fato, basta observar o diagrama em Contudo, ninguém irá negar que o fote-
fases da figura 4: no primeiro pulso o po- missor led1 permanece muito mais tempo

50 Revista Saber Eletrônica


emitindo luz que seu 'vizinho' led2 - é por menor luminosidade que o segundo (cor
essa razão que o primeiro é de cor verde, de vermelha): uma 'coisa' compensa a outra!

!
Vee - .. - -- - ---- --- - -- - - - -- - - --- - - - - - - - - - - - - - -- - - -- -- - --- -- - - - - -r=-=-=-=

TENSÃO I VI
1 2 3 4 5 6

,, ,, , , ,, ,
; ,
I ( AI I
I I I

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I I

,,
I

,, , ,, ,,:
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I

- -,- - - -- -- - - - - "Tr-=-=-;.=-=I- -- - -- - - - - -
'
- -- -- - - - ----
I
~- - - ----

TENSÃO IV I
1 2 3 4 5 6

I BI
-
figura 4

Ao se desfazer a interligação entre os bém indica que o anodo do diodo O cor-


pontos A e B (figura 3), nenhum dos dois responde ao terminal conectado ao ponto
leds emitirá. luz, caracterizando circuito de acesso A, ou seja, que ele se encontra
aberto, ou seja, que não há continuidade invertido em relação ao que deveria ser:
entre esses pontos. anodo -+ ponto A, catodo -+ ponto B.
É claro que se o posicionamento desse
diodo for invertido (figura 6), o fotemissor
led1 é quem emitirá luz, e porque a colora-
ção dessa luz é verde, concluiremos que o
ponto A realmente corresponde ao anodo
e o ponto B ao catodo desse diodo.
Entendeu a 'sutileza' do circuito?

LED LED
1 2

LEDl LED 2
figura 5

Veja agora o que ocorre ao se dispor um


diodo retificador entre esse par de acessos,
tal qual mostra a figura 5. O diodo O só
permitirá a circulação de corrente no senti- figura 6
do de anodo para catodo, isto é, de B para
A e por conseguinte apenas o led2 emitirá A ponta de prova A deve estar sempre
luz, de cor vermelha por sinal, indicando associada ao anodo do diodo em teste e,
que o diodo O sob teste não se encontra é claro, a ponta B a seu catodo, se isto
'aberto' e muito menos em curto; a emis- o
ocorrer (e se diodo estiver 'ok') teremos
são de luz vermelha por parte do led2 tam- a 'luzinha' verde, em caso contrário acende

Outubro/82
51
a vermelha, que nos informa que a ponta circuito é tão simples que dispensa qual-
de prova A não está conectada ao terminal quer comentário adicional.
anodo do semicondutor ou grosseiramente: Quanto à parte mecânica, o leitor deve
o diodo se encontra 'inversamente' polari- ter em mente o seguinte:
zado. De qualquer forma, ficam perfeita- a) Os pontos A e B, assinalados no desenho
mente identificados o anodo e o catodo. da figura 3, devem ir ter a um par de bor-
Adiante tratarei disso com mais detalhes. nes, para plugue do tipo banana, de cor
Como tensão de alimentação, o circuito vermelha e preta, respectivamente: à cor
admite qualquer valor compreendido entre vermelha (ponto A) estará associado o
5 a 15 volts cc, ainda que ele tenha sido potencial "+" (anodo) e à preta o poten-
projetado para funcionar com 6 volts cc. cial "-" (catodo).
Em meu protótipo experimental resolvi b) Esse par de bornes deve ser fixado a uma
medir o consumo do circuito em diversas das faces da caixa utilizada para alojar
condições de funcionamento, quando o circuito e de forma a ter-se livre acesso
alimentado a partir de uma fonte de 6 volts aos mesmos.
cc. Os valores medidos foram os seguintes: c) Também o par de diodos eletrolumines-
Curto circuito entre os pontos A e B: centes deve ser fixado à caixa, ficando
I ~ 20 mA. em lugar bem visível.
Circuito aberto entre A e B (circuito em re- d) Se for montada a fonte de alimentação
pouso): I ~ 7 mA. sugerida na figura 7, é recomendável que
Com a inclusão de um diodo 1N914 entre ela seja montada na própria plaqueta do
as pontas de prova A e B: circuito de teste propriamente dito (figu-
- led vermelho emitindo luz: I ~ 14 mA; ra 3) - tanto o fusível F1 como o inter-
- led verde emitindo luz (diodo em teste ruptor CH 1 são componentes externos à
invertido em relação à condição ante- plaqueta, devendo ser fixados à caixa do
rior): I ~ 9,6 mA. circuito.
OBS: Ainda que o led verde (Ied1) emita e) Quanto à caixa, recomendo as do tipo
luz por períodos maiores que o vermelho padronizado de plástico, as quais pos-
(led2), conforme disse antes, ele provoca suem uma tampa em alumínio que tam-
menor consumo devido à maior queda de bém permite a realização de furos sem
potencial entre seus terminais (da ordem muito sacrifício; além disso dispõem de
de 2,2 volts contra 1,6 do vermelho). várias torres no fundo para fixar a pla-
queta do circuito através de parafusos

r
FI
CHl Dl auto-atarrachantes.
+ OBS.: Se você montar a fonte de alimenta-
ção, cujo circuito se encontra na figura 7,

T" 1
tenha o máximo cuidado para que os ter-
02
minais "+" e terra não entrem em curto-
LtJ -circuito.
Uma vez pronta essa parte mecânica, o
leitor deve providenciar as duas pontas de
figura 7 prova, constituídas de um pedaço de fio
flexível (um de cor vermelha e outro de
Se o leitor quiser alimentar o aparelho cor preta), tendo em um dos extremos uma
através da rede elétrica poderá montar a garra-jacaré e no outro, um plugue-banana,
fonte cujo circuito se encontra na figura 7 vide figura 8.
à guisa de orientação - neste caso o inter- O 'Multiteste' estará em perfeito funcio-
ruptor CH1, figura 3, deverá ser omitido; namento se ele comportar-se corretamente
para que dois interruptores? ao executarem-se os testes mencionados na
descrição do circuito, ou seja:
MONTAGEM a) curto-circuitando-se as duas garras-jacaré
ambos os leds emitirão luz e em aberto
Tentar expor as diretrizes que segui para (alta impedância) nenhum desses fote-
montar o protótipo é perder tempo! O missores irá 'acender';

52 Revista Saber .Eletrônica


PLUGUE-BANANA ~ ta (ponto B), se em vez do verde for o ver-
@di cij: 7~ 30A40cm
melho, as condições acima se invertem, ou
seja, garra vermelha corresponde ao catodo
do diodo e a preta ao anodo do compo-
nente.
F<gUro8 ~
O procedimento para testar diodos fote-
GARRA-JACARE
missores (Ieds) é o mesmo já explicado aci-
b) utilizando um diodo, cujos terminais são ma, sendo que este deve acender se estiver
conhecidos, comuta-se a garra vermelha a em perfeito funcionamento. Utiliza-se a
seu anodo e a preta ao seu catodo, e ha- mesma sistemática na verificação de diodos
verá emissão de luz por parte do led ver- zener, pois, quando o zener é polarizado di-
de; invertendo essas garras, será a vez do retamente, ele se comporta como um diodo
led vermelho 'acender'. comum.

UTILIZAÇÃO 3. ALTO-FALANTES
O teste em alto-falantes é realizado li-
Para facilitar a memorização da utiliza- gando-se à bobina móvel as duas garras do
ção do 'Multiteste', convém que o leitor aparelho. Se o alto-falante estiver em bom
disponha dos componentes a serem verifi- estado, ambos os leds do instrumento acen-
cados, realizando todas as operações des- derão, podendo-se escutar no alto-falante.
critas para cada ensaio com componentes um ruído de baixa intensidade sonora. Caso
conhecidos e que se apresentem em bom os fotemissores não emitam luz, é sinal que
estado de funcionamento. Isto, certamen- a bobina do alto-falante está aberta, neste
te, não é impossível, pois raro é o caso da- caso não se escutará o som que caracteriza
quele que em sua sucata não possui alguns a frequência das oscilações do aparelho -
desses diodos, transistores, diodos emisso- aproximadamente 2 kHz.
res de luz, capacitores, foto-resistores, etc. Ainda, se ambos os leds acenderem e não
Convém ter sempre em mente o seguin- for possível escutar o mencionado som, a
te: a garra vermelha será considerada como bobina estará em curto.
a de potencial positivo em relação à preta.
4. FOTO-RESISTORES
1. ENSAIO DE CONTINUIDADE OU DE Você sabe que a resistência de um foto-
NÃO-CONTINUIDADE -resistor (LDR) é inversamente proporcio-
A continuidade pode ser verificada com nai à intensidade de luz a que ele está ex-
as garras 'A' e 'B' colocadas no elemento posto. Portanto, ligando-se este compo-
sob teste. Se ambos fotemissores emitirem nente entre as garras do aparelho e aproxi-
luz é sinal que existe continuidade entre mando-se da face sensível do LD R uma
os pontos ligados às garras; se nenhum dos fonte de luz, os fotemissores verde e ver-
dois diodos eletroluminescentes emitir luz, melho acenderão; ao afastar-se a fonte de
isto indicará que não há continuidade entre luz, a luminosidade dos diodos fotemisso-
tais pontos. Se, porém, apenas um dos leds res irá diminuindo até que eles apaguem.
emitir luz, conclui-se que o elemento sob Caso o foto-resistor esteja em curto, ou
prova é unidirecional, ou seja, só deixa pas- 'aberto', os leds acenderão, ou ficarão apa-
sar corrente em um sentido. gados, respectivamente, independentemen-
te da fonte de luz.
2. DIODOS Alguns componentes sensíveis à luz são
Acendendo ambos fotemissores, o diodo unidirecionais; neste caso, apenas um dos
sob teste estará em curto; se nenhum acen- fotemissores do aparelho irá 'acender', a
der, o diodo estará 'aberto'. Se apenas um identificação do anodo e catodo será feita
dos fotemissores, emitir luz, o diodo em de forma semelhante à anterior descrita
teste se encontra em perfeito estado: acen- para os diodos comuns e fotemissores.
dendo o verde isto significará que o anodo
do diodo está ligado à garra de cor verme- 5. CAPACITORES
lha (ponto A) e o catodo à garra de cor pre- O teste dos capacitores baseia-se em sua

Outubro/82 53
carga e descarga, consequentemente o 'Mul- Obs.: O teste não se aplica para microfo-
titeste' só é aplicável para capacitâncias nes do tipo eletreto.
superiores a 0,06811 F.
Para se testar capacitores há necessidade 7. PONTES RETIFICADORAS
de conectar um diodo a uma das garras do Para estes componentes, que geralmente
aparelho, ficando em série com o capaci- apresentam quatro terminais (figura 10),
tor em teste e de tal forma que o catodo o Multiteste, além de verificar o estado da
do semicondutor aponte para o "+" do ponte, também identifica seus terminais.
capacitor, caso este seja do tipo eletrol í- Caso a ponte se encontre em bom esta-
tico - vide figura 9. Com isso o capacitor do, deve-se constatar que existirão apenas
se carrega através de um dos dois fotemis- dois terminais da ponte, tais que, prenden-
sores, que permanecerá aceso até que o do a um deles uma garra do aparelho e 'var-
capacitor complete sua carga, apagando-se rendo' com a outra os três terminais res-
em seguida - o tempo durante o qual o tantes, farão com que um único led do ins-
fotemissor fica acesso depende da capaci- trumento acenda a cada nova posição, das
tância do capacitor, sendo diretamente três possíveis, ocupadas por esta última.
proporcional. Estes dois terminais corresponderão ao
DIODO AUXILIAR
positivo (+) e negativo (-) da ponte retifi-
I cadorô - figura 10. Se apenas o led verde
emitir luz, o terminal ligado à garra verme-
~~ lha será o negativo da ponte, à outra corres-
GARRAS JACARE C APACITOR
DO APARELHO EM TESTE ponderá o positivo; se for o fotemissor ver-
melho que emitir luz, as 'bolas' se inverte-
figura 9 rão: o terminal positivo da ponte retifica-
dora estará associado à garra preta (garra
o ensaio pode ser refeito tantas vezes B) e o negativo à outra.
quantas se fizerem necessárias, havendo
necessidade, em cada ensaio, curto-circui-
tar entre si os terminais do capacitor para
descarregá-lo.
Caso nenhum dos diodos acender, o ca-
pacitor está 'aberto', ou sua capacitância
é muito pequena. Se o led permanecer
emitindo luz com forte intensidade, então
o capacito r se encontra em curto. Pode
ainda ocorrer que o capacitor em teste
apresente elevada corrente de fuga; essa figura 10
'fuga' será caracterizada pelo não 'apaga-
mento' total do diodo fotemissor em Os outros dois terminais da ponte reti-
pauta. 'Quanto maior for a luminosidade ficadora corresponderão aos pontos de en-
do led, maior será a corrente de fuga do trada da tensão alternada - com as garras
capacito r; no entanto, observe que, quanto conectadas a esses terminais nenhum dos
maior é a capacitância de um capacitor fotemissores do aparelho deverá emitir luz.
(principalmente os eletrolíticos), tão maior Caso ocorra alguma coisa diferente da
será a corrente de fuga. citada, a ponte retificadora se encontra da-
nificada.
6. MICROFONES CONVENCIONAIS
Estes componentes podem ser examina- 8. RETIFICADOR CONTROLÁVEL DE
dos ligando-se as garras do instrumento a SILrCIO (RCS ou SCR)
cada terminal do microfone; se ele estiver Nestes componentes de três terminais,
em bom estado, pode-se perceber o som figura 11, o instrumento tanto identifica
dos 2,2 kHz do astável - os leds do instru- os lides, como avalia o estado do semicon-
mento certamente não emitirão luz devido dutor. Se o retificador controlável de sil í-
à elevada impedância dos microfones. cio se apresentar em bom estado, verifica-

54 Revista Saber Eletrônica


-se que apenas um dos três terminais do condutor, só resta. localizar o coletor e
semicondutor fará com que nem o led ver- emissor do transistor. Ligam-se a esses dois
melho nem o verde emitam luz, quando terminais as garras do aparelho, mantendo-
uma das garras estiver conectada a esse ter- -se a base livre: nenhum dos leds do apare-
minal, estando a outra ligada a um dos ou- lho deverá emitir luz caso o transistor se
tros dois terminais restantes do componen- encontre perfeito. Através do dedo ume-
te. Esse terminal ligado à primeira garra decido, ou de um resistor de uns 500 ohms,
corresponde ao anodo do semicondutor. leva-se a base à garra vermelha seo transis-
A I ANODOI
tor é do tipo NPN e à preta se for PNP;
observa-se que o led correspondente ao
-+ figura 11 tipo do transistor (verde -+ NPN, vermelho
-+ PNP) emitirá luz, caracterizando a am-
}-----o
C (CATODO)
G (PORTA)
plificação oferecida pelo componente; co-
mutando entre si o par de garras, nota-se
que em uma dessas duas condições o led
Uma vez identificado o anodo, para se correspondente emite luz mais fortemen-
reconhecer a porta e o catodo do SCR, o te que na outra; será de interesse a posição
procedimento utilizado é o mesmo para que provoca maior luminosidade, sendo
testar diodos, sendo que o terminal porta que nesta condição a garra vermelha cor-
corresponderá ao anodo do diodo que exis- responde ao coletor e a preta ao emissor
te entre a porta e o catodo. do transistor.
O leitor deve ter em mente que as con-
9. TRANSISTORES BIPOLARES E DO siderações acima partem da premissa que
TIPO DARLlNGTON SEM PROTEÇÃO o transistor está em perfeitas condjções;
INTERNA A DIODO se alguma coisa falhar ... o 'pobre coitado'
Para transistores, componentes que apre- foi um transistor!
sentam, de forma geral, uma tríade de ter- Com o que foi apresentado tem-se uma
minais, o instrumento tem condições de idéia do vastíssimo campo de utilização
determinar se o semicondutor está 'jóia', do aparelho que, como seu nome indica,
identificar se ele é do tipo NPN ou PNP e, é realmente versátil e útil.
em alguns casos, seus elementos (base, co-
letor e emissor). LISTA DE MATERIAL
O primeiro passo consiste em fixar a Figura 3:
garra vermelha a um dos terminais, enquan- a-I, CI-2 - circuito integrado 555
to a outra garra é ligada alternadamente aos Ledl - fotemissor verde, tamanho grande
outros dqis terminais restantes. Um led do Led2 - fotemissor vermelho, tamanho grande
aparelho deverá acender em pelo menos RI, R2 - 2,2kohms, 1/8W
uma das posições ocupadas pela garra preta, R3 - 180 ohms, 1/4W
isto se o transistor estiver '100%'! Cl - 0,1 J1F, capacitor de poliéster metalizado
Repete-se o processo até que um mesmo CHl - interruptor simples do tipo liga-desliga
diodo do aparelho. acenda em ambas posi- Diversos: soquetes para os integrados, um par
de bornes e respectivos plugues banana (um de
ções ocupadas pela garra preta. Quando isto
cor vermelha e outro de cor preta), placa de
ocorrer, o terminal ligado à garra de cor
circuito impresso, caixa, fio flexível nas cores
vermelha (garra 'A') corresponderá à base vermelha e preta, solda, duas garras jacaré, etc.
do transistor e o led que acender indicará Figura 7:
o tipo de transistor: se for o verde, ele é Dl, D2 - diodos retificadores lN4001
do tipo NPN; se for o vermelho, o transis- TI - transformador, rede para 6 + 6 V, sob 200
tor é do tipo PNP. mA no máximo
Se em alguma dessas situações os dois Cl - 470 J1Fa 1000 J1F, 16 V, eletrolítico
diodos eletroluminescentes acenderem ao CHl - interruptor simples do tipo liga-desliga
mesmo tempo, a junção sob teste estará FI - fusível (200 mA) e respectivo porta-fusí-
em curto e, consequentemente, o transis- • vel
Diversos: placa de circuito impresso, fio flexí-
tor se encontra danificado.
vel, solda, caixa, etc.
Como já foi identificada a base do semi-

Outubro/82 55
PRO~ETANDO
REGULADORES
À ZENER
Aquilino R. Leal

Muito tem-se escrito a respeito de fontes de alimentação em diversas publicações técnicas, por
isso não se pretende com este trabalho reescrever aquilo que é demasiadamente conhecido pelo
leitor, nem tampouco dar a última palavra sobre o assunto. Apenas nos limitaremos a fornecer
alguns informes e aplicações do diodo zener nas fontes de alimentação.

Um diodo zener é um retificador de estado costuma ser polarizado inversamente de modo que
sólido, cuja característica inversa de ruptura é util: funcione na referida região de controle (figura 1).
na condução direta, o diodo zener comporta-se de
forma semelhante a um diodo convencional. Com 1...------,
uma tensão inversa aplicada, inferior à tensão de
I
ruptura da união, o mesmo se comporta como I
praticamente um circuito aberto, como acontece vi rII vo
ICONSTANTEI
com os diodos convencionais; porém, ao aproxi-
I
}
mar-se a tensão inversa ao valor da tensão da ~---- /

ruptura, passa a circular uma pequena corrente


pelo diodo (figura 1), a qual cresce rapidamente figura 1
(mais rapidamente que nos diodos usuais); para
valores de tensão inversa superiores à tensão de Na figura 2, estão apresentadas as curvas carac-
ruptura, também conhecida como 'tensão zener', terísticas volts x ampêres, típicas para alguns
a queda de tensão nos bornes do diodo mantém- diodos zener da série BZY88, extraídas do 'Data
-se praticamente constante ao longo de uma Handbook' da Philips. Na figura 2-A, aparece a
ampla gama de intensidades de correntes. É justa- curva de condução no sentido direto (primeiro
mente nesta região de controle do diodo zener quadrante) para esta série de diodos; esta curva
que o semicondutor se comporta como uma já é bastante familiar, em virtude da sua seme-
referência de tensão constante. lhança com a curva dos diodos retificadores con-
Em virtude da sua característica inversa ser vencionais. Na figura 2-B (terceiro quadrante),
aplicável na prática, conclui-se que o diodo zener temos as curvas características para os diversos

58 Revista Saber Eletrônica


tipos de diodos zener quando inversamente pola- nico, desde que se tenham as respectivas curvas
rizados. Observar que as escalas dos gráficos apre- características tensão versus corrente.
sentados são diferentes entre si; chama-se ainda
100
a atenção para o fato de que tanto a tensão entre
os terminais do diodo e a corrente que por ele
IF
circula são ambas negativas no terceiro quadrante, ImAI
se bem que estejam, por comodismo e pelo seu
amplo emprego, representadas como positivas.
Ainda em referência à figura 2-B, observamos 75

que na região do "cotovelo" das curvas, a corrente


cresce repentinamente quando se atinge a tensão
de ruptura e à medida que a corrente cresce, a
tensão zener permanece quase que constante, r(Plco
principalmente para os diodos zener do tipo 50

C5V1 a C9V1, no entanto para os démais diodos


desta série, a tensão zener sofre incrementos
bastante acentuados à medida que a corrente
aumenta. Podemos dizer, de um modo geral, que
a tensão zener aumenta à razão de 10mV por mA, 25
o que fornece, em média, uma resistência interna
para diodo de 10 ohms.
Desejando-se determinar, efetivamente, qual é
a resistência interna de um diodo, para uma dada
aplicação prática, basta determinar o coeficiente
angular (inclinação) da curva característica do
o
o 500
/ 750 VF(mVI 1000

diodo especificado. Este procedimento é válido figura 2 a


para qualquer elem;nto ou componente eletrô-

15 VzlVI 12.5 1.0 7.5 o


o

25

NI-
>
(I)
U
"'I
>
,..
U
COI
> N
l,Q
U
> tD
U

50

75

lz
ImAI

100
figura 2 b

Já que o diodo zener tem por finalidade manter a corrente de entrada. O valor desta resistência em
uma tensão constante, inclusive para elevadas cor- série, como se verá adiante, deverá ser várias vezes
rentes de entrada, o mesmo deve ser protegido maior que a resistência interna Rz do diodo zener.
contra as flutuações da tensão de entrada. Tal A figura 4 apresenta a curva característica, em
proteção consiste numa resistência conectada em escala ampliada, do diodo C4V7 em estudo, note-
série com o diodo, como se indica na figura 3, -se como a tensão zener aumenta ao crescer a
isto é, com uma resistência Rs' em série, que limita corrente de entrada, principalmente no trecho BC.

Outubro/82 59
A inclinação da curva no trecho AB é praticamente Vm, respectivamente, os valores máximo e mínimo
. (54-51)V de saída entregue pela fonte quando não estabiliza-
constante e vale aproximadamente (80 _ 20')mA
da; fixemo-los, digamos, entre 14,5V e 11,1 V -
ou 5 ohms, isto é, neste trecho a resistência interna estes dois valores são fixados no bom senso e na
do diodo é praticamente constante, valendo 5 pior das hipóteses após uma série de medições rea-
ohms. lizadas em condições temporais diversas.
Ainda para o diodo da figura 4, no trecho B a
C, a sua resistência interna varia exponencialmente 0.5 o
com a corrente. Para o ponto E (4,5 e 5mA) o o
valor desta resistência é dado pela inclinação da
reta 't' tangente à curva característica no ponto em 10

questão e vale (6,0 - 4,O)V ou 100 ohms.


(20,0 - O,O)mA
20
A partir do ponto C para a direita, a resistência
do diodo cresce violentamente, contanto que no
ponto F, por exemplo, esta resistência é de apro- 30

ximadamente 2k ohms.

figura 3 40

50

":'viz ro!
Voz
60

70
Visto como se determina a resistência interna
do diodo zener, voltemos à figura 3; observemos
que o diodo está polarizado inversamente, o que A 80

significa que Voz é menor que Viz' porém de


mesma polaridade. A corrente I que circula pela
90
resistência Rs é dada por Viz - Voz' IzlmAI
figura 4
Rs
Um diodo zener" costuma ser especificado pela Para o nosso projeto, optemos pelo diodo
sua tensão zener e pela potência que ele é capaz de BZY88- C9V1 (1W) para manter a tensão de
dissipar, sendo que esta última corresponde 30 pro- 9,1 volts nos bornes da nossa carga de 252,8 ohms.
duto da tensão zener pela corrente que circula A variação de tensões Viz - Voz, está compreendi-
pelo diodo. Para exemplificar, escolhamos o diodo da entre um valor mínimo de 11,1 - 9,1 = 2 volts
BZY88 - C4V7, o qual pode ser empregado para e um máximo de 14,5 - 9,1 = 5,4 volts. Devemos
estabilizar fontes de alimentação para os circuitos selecionar o valor de Rs, de forma a garantir uma
integrados TTL; suponhamos ainda que o mesmo corrente no diodo, para a máxima tensão de en-
manipule, no projeto, correntes de até 80 mA (to- trada (14,5V), que seja inferior ao valor máximo
lerâncias de até 10% são permitidas) à temperatu- admissível para o diodo ou, no nosso caso, 100mA
ra ambiente, isto é, 25°C. Evidentemente o diodo com 10% de tolerância, pois 1000mW -:- 9,1V "'"
deve dissipar nesta temperatura uma potência de "'"109mA.
4,7 V x 80mA ou 376mW; optaremos por um dio- Vejamos como uma resistência de 82 ohms limi-
do zener de maior potência, digamos, de 400mW, ta a corrente do diodo e da carga (figura 5):
desde que a temperatura se mantenha próxima - para a máxima t£:nsão de entrada (VM) a
dos 25°C; se houver grandes variações de tempera- corrente de entrada é:
tura, é conveniente optar por um diodo de maior 1= Viz-Voz = (14,5-9,l)V ""'659mA
potência; 1W para desencargo de consciência! Rs 820hms '
Posto isto, estamos aptos a analisar o primeiro sendo que pela carga circulará uma corrente de
projeto de estabilização de tensão. Suponhamos 36mA (9,1 -:-252,8) e pelo zener irá circular uma
para tal, uma fonte não estabilizada de 13 volts corrente de 65,9mA - 36mA = 29,9mA (figu-
de saída, para alimentar uma carga a 9,1 volts sob ra 6). Ao retirarmos a carga, a corrente a circular
36mA ou, o que é a mesma coisa, uma carga que pelo diodo zener aumenta para 65,9mA, requeren-
consuma 327,6mW (esta.carga equivale a uma do do mesmo a capacidade para dissipar uma po-
resistência de 252,8 ohms). Designemos por VM e tência de aproximadamente 600mW (65,9mA x

60 Revista Saber Eletrônica


9,1 V), bem abaixo da maxlma potência especifi- - 36mA = 78,9mA e exigindo mesmo um poder
cada pelo projeto para o diodo (1000 mW). de dissipação de 78,9mA x9,1v ""'i1BmW com a
82fi carga conectada, e sem carga, 1 OOOmW.
figura 5 - paraVm(11,1V)
•. I = (11,1 - 9,1) V "'" 42 6 mA
470hms '
C9Vl CARGA
circulando pelo dioâo uma corrente de 42,6mA -
82n
figura 8

82Q
figura 6 32.9mAj ~

65.9mA
.:. ".lV
j8.4V
-=- +

'4.5 29.9mA t 9.lV

Modifiquemos a carga de forma que se necessi.


tem 7,5 volts a 43,1 mA, o que equivale dizer que
a potência de carga continua a mesma, isto é,
82fi
figura 7 43,1 x 10-3 x 7,5 "'" 327,8mW. Empreguemos pa-
•. ra este caso o diodo BZY88 - C7V5, 1W (figura
2-B) mantendo, contudo, o resistor em série ainda
em 82 ohms. Podemos escrever:
.=.,i.ov - para VM (14,5V)

1= (14,5-7,5)V ""'854 A
820hms ' m .
Nesta condição irá circular pelo diodo, quan-
- para a mlnlma tensão de entrada (Vm) -
do a carga estiver conectada, uma corrente de
figura 7 - a corrente de entrada seria:
85,4mA - 43,7mA = 41,7mA e em vazio (sem
1= (11,1-9,1)V ""'244 A carga) esta corrente será de 85,4mA, onde se con-
820hms ' m .
clui que o diodo utilizado é perfeitamente aplicá-
Observemos que para manter os 9,1 volts sobre os vel neste caso, pois 85,4mA x 7,5V "'" 641 mW.
bornes da carga, deverá circular, no mínimo, uma A máxima potência dissipada pelo resistor será:
corrente de 36mA pela resistência de 82 ohms, Ps = 12 • Rs = (85,4 • 10-3)2 • 82 "'" 598 mW -
corrente esta que iria alimentar adequadamente a optar-se-á por um resistor de 82 ohms e 1 W de dis-
carga, acontece que a corrente circulante é menor sipação.
que os 36mA exigidos pela carga, daí podemos - para V m (11,1 V)
concluir que a d.d.p. nos seus terminais é menor
que 9,1 volts, fazendo o diodo não conduzir; nes- 1= (11,1-7,5)V ""'439 A
820hms ' m .
tas condições, a corrente total do circuito será
Deduzindo os 43,1 mA demandados pela carga,
(figura 8):
restam 0,2mA para ser a corrente mínima a cir-
1= 11,1 V ""'33,2 mA. cular pelo diodo zener, mantendo em torno de
(82 + 252,8) ohms
7,5 volts a tensão de saída.
Esta corrente acarreta em uma queda de potencial O exemplo precedente, mostrou-nos duas carac-
sobre a carga, de: 33,2 mA x 252,8 ""'8,4 V, forne- terísticas importantes de um circuito simples regu-
cendo uma potência de saída aproximadamente lado a diodo zener:
igual a 278,9mW contra os 327,6mW entregues à 1) quando a tensão de entrada é variável, deve-
carga no primeiro caso e os 9,1 volts estabilizados remos empregar uma tensão zener consideravel-
que queríamos ... 'já eram'! mente mais reduzida que a tensão mínima de ali-
Para contornar o problema, basta reduzir o va- mentação (ou enúada) e,
lor do resistor Rs de 82 ohms para 47 ohms; nestas 2) a corrente zener para a tensão máxima de
condições teremos: entrada pode ser maior que a corrente de carga.
- para VM (14,5V) Ambas características nos mostram, por outro
1= (14,5-9,1)V ""'114,9mA lado, que um regulador zener pode ser bastante
470hms ineficaz; posto que os reguladores zener operam
circulando pelo diodo uma corrente de 114,9mA- com baixos níveis de rendimentos, não é costume
- 36mA = 6,6mA e garantindo neste pior caso empregar níveis de potência que excedem alguns
uma tensão de saída praticamente igual a 9,1 volts. watts.

Outubro/82 61
o diodo zener de 7,5 V/1 W do exemplo, apre- duziremos à metade o valor da resistência em série
senta uma resistência interna de 2 ohms aproxima- e comprovaremos novamente o seu rendimento.
damente. O regulador apresenta uma resistência Vamos reportamos ao seguinte exemplo: dis-
em série de 82 ohms em conseqüência, as trocas de pomos de uma fonte de alimentação, cuja tensão
tensão e ondulações da fonte (ripple) de alimenta- compreende-se entre 13V e 15V e queremos ali-
ção são reduzidos em um fator de 41. A caracterí s- mentar uma carga, digamos de 200 ohms, sob uma
tica mais importante de um regulador zener é que, tensão constante, compreendida entre 5,2V e 6,OV
ao contrário dos condensadores eletrolíticos, ele e sob uma corrente de 28m A aproximadamente;
é eficiente à baixas freqüências e inclusive com c.c. o problema é determinar o tipo de zener, bem co-
Como os reguladores zener são empregados mo o valor da resistência Rs que deve ser conecta-
constantemente, é conveniente dispor de um mé- da em série com o mesmo.
t~do para o projeto de tais reguladores. O método
figura 9
deve atender a um compromisso entre várias con-
dições contraditórias, a fim de torná-lo simples.
Um projeto pode resultar difícil e inclusive pode
2smAl
ser irrealizável se a tensão de entrada variar em
mais de uns 30%. Se a tensão de entrada é nitida-
..=.15V C5V6 5.6V 200n.

mente bastante constante e ainda se a carga per-


manece sempre conectada à fonte, devemos esco-
lher uma tensão zener de um ou dois volts abaixo
Inicialmente, escolhamos, dentre os diodos ze-
da tensão de entrada e optar por uma resistência
ner, aquele cuja tensão zener compreende-se entre
em série capaz de suportar a corrente zener e a cor-
os 5,2V e 6,OV; optemos pelo zener BZY88-
rente de carga ao mesmo tempo.
C5V6 - notar que pelo ítem 'a' anterior que a ten-
Resultados satisfatórios são conseguidos se apli-
são deveria ser de aproximadamente 8,6V, recain-
carmos o procedimento que a seguir se descreve:
a) selecionar uma tensão zener - Vz aproxima- do a escolha no zener caV2. Estipulemos a cor-
damente 2/3 da mínima tensão de entrada - Vm rente Iz como sendo de 90mA, já que Iz "" 310
- esperada, isto é: e lo "" 30mA, exatamente, 28mA, então, vem:
Pz "" 3Vzlo = 3 x 5,6 x 30 = 504mA ou 0,5W.
Vz "" ~ Vm O valor de Rs é determinado pela aplicação da ex-
3
b) a potência Pz dissipada pelo diodo zener é pressão do ítem 'b' precedente:
aproxima.damente o produto da tensão zener pela R "" (15 - 5,6)2 "" 176 ohms' daí deduzi-
s O~ ' ,
máxima corrente zener. Uma boa margem é con-
mos, conforme vimos anteriormente, o circuito da
siderar que a potência Pz chegue a valer, no mí-
nimo, 3 vezes a potência ministrada à carga ou, em figura 9, quando Viz =
15V e considerando Rs =
outros termos:
= 150 ohms, valor comercial. Quando Viz = 13V,
temos o circuito da figura 10 com as respecti-
Pz ""3Vz• lo
vas correntes. A potência que o resistor deverá
c) o valor nominal da corrente zener - Iz - dissipar nas piores condições (circuito aberto) é:
deverá valer em torno de 310 e em conseqüência, (63 x 10-3) 2 150 "" 600mW, optemos por 1W pa-
a corrente de carga poderá ser desprezada durante ra efeito de segurança.
a pesquisa do valor ideal para Rs. ~ óbvio que a
'resistência em série deve limitar a corrente zener figura 10
ao valor máximo da corrente nominal especifica-
da pelo fabricante quando a tensão de entrada na
fonte de alimentação for máxima. Desta forma po-
~13V
demos escrever: C5V6 200n
(VM - VZ)2
Rs"" Pz
d) comprovaremos o projeto encontrando a
corrente de entrada correspondente à máxima ten- Posto isto, o projeto final nos fornece os seguin-
são de entrada. A partir da corrente de entrada, en- tes dados:
contraremos o valor da potência a dissipar pela re- Rs: 1500hms/1W e D: BZY88 - C5V6/0,5W.
sistência em série, a máxima corrente no diodo e a
máxima entrada de potência ao diodo zener. A
partir do valor mínimo de tensão de entrada, Existem recursos a serem aplicados neste tipo
determinaremos a entrada mínima de corrente e a de reguladOres, que permitem aumentar a sua po-
mínima corrente no diodo. Se o projeto não apre- tência anexando ao circuito outros componentes,
senta resultados satisfatórios, duplicaremos ou re- isto porém será tema de outra publicação.

62 Revista Saber Eletrônica


SECÃO do LEITOR
Nesta seção publicamos projetos ou sugestões enviados por
nossos leitores e respondemos à perguntas que julgamos serem,
de interesse geral, assim como esclarecimentos sobre dúvidas que
surjam em nossos projetos. A escolha dos projetos a serem publi-
cados, assim como das cartas que são respondidas nesta seção,
fica a critério de nosso departamento técnico, estando a revista
desobrigada de fazer a publicação de qualquer carta ou projeto
que julgue não atender a finalidade da mesma.

Cuide bem de seu soldador! Para ter operação deve ser feita é algo que deve ser
êxito nas montagens é importante que o levado em conta, pois torna-se desagradável
leitor realize bem as conexões soldadas. depois de certo tempo.
Para isso, o estado do ferro de soldar é Com o controle sugerido pelo autor
muito importante. Suas pontas, em pouco deste projeto, a mudança de luz alta para
tempo, tendem a adquirir uma camada de baixa é feita automaticamente com a ação
óxido e não raro sofrem uma corrosão que da luz do carro que vem em sentido con-
provoca o aparecimento de cavidades e trário.
outras irregularidades. O circuito cd'lÍ1pleto é mostrado na
A camada de óxido escuro tende a irra- figura 1 e tem por elemento básico um
diar o calor, diminuindo deste modo a LOR.
temperatura da ponta e prejudicando as
soldagens. As irregularidades, por outro
lado, tendem a impedir o contacto da
ponta com os componentes que devem ser
soldados.
Para manter seu soldador em boas condi-
ções é simples. Periodicamente, notando
uma camada de óxido na sua ponta, lime-a
com uma esponja de aço ou palha de aço.
A ponta deve ser periodicamente limada
de modo a ter a superfície de contacto
onde adere a solda, plana.
Mas, vamos às montagens de hoje, que figura 1
são as escolhidas dentre as muitas que rece-
bemos de nossos leitores. Este LO R é colocado num tubo opaco
apontado para a frente do carro de modo a
I LUZ ALTA-SAI XA AUTOMATICA I receber a luz do farol do veículo que vem
em sentido oposto, conforme mostra a
Temos aqui um projeto muito interes- figura 2.
sante enviado pelo leitor Paulo de Almeida Um controle de sensibilidade permite
de Carpina - PE. Pelo funcionamento do obter o ponto ideal do disparo do circuito.
circuito os leitores poderão perceber Com a ação da luz sobre o LO R uma
facilmente sua utilidade. corrente de base maior aparece no transis-
Vem um carro em sentido contrário ao tor, tendo por conseq.uência a ação sobre
seu, e você está com a luz alta. O carro em o relê que fecha seus contactos. Nesta ação
sentido contrário lhe sinaliza, pedindo para temos a comutação da luz.
abaixar a luz. Você é obrigado a acionar o O relê se mantém fechado pelo tempo
controle de mudança de luz. Numa viagem em que a luz do farol do carro em sentido
prolongada, o número de vezes em que esta oposto atuar sobre o LOR mais um pouco,

Outubro/82 65
determinado pelo capacitor de 2200 /1F em ele fora de ação, permanece o funciona-
paralelo com o transistor. mento normal do sistema do carro de luz
Importante neste circuito é que, estando alta e baixa.

figura 2

orelê usado é de 12V ou 6V, conforme As ligações para os faróis devem ser
a alimentação disponível no seu carro, feitas com fio grosso, de acordo com a
podendo ser um RU101012 ou RU101006 corrente exigida pelas lâmpadas.
da Schrack.
O transistor pode ser de qualquer tipo
NPN para uso geral de média potência I PEGA LADRÃO-ESPERTO I
como o BC548, BC547 ou TIP29.
Um zener de 9V colocado em paralelo
com a alimentação mantém constante a Afirma o leitor EDIMAR PAULO DE
tensão no circuito, melhorando sua estabi- SOUSA de Soledade - PA que nós da ele-
lidade. trônica somos mais ou menos espertos, mas
O eletrol ítico é de 2200/1 F ou 1 500/1F os ladrões de hoje, são muito mais espertos
com tensão de trabalho de 16 ou 25V. do que podemos pensar.
O ajuste de sensibilidade é feito num E foi pensando nisso que o leitor
potenciômetro de 47k o qual deve ficar em "bolou" uma grande surpresa para os
local acessível, preferivelmente no painel. ladrões que tentam eventualmente desar-
Veja que, colocando este potenciômetro mar o sistema de segurança de uma resi-
no mínimo, ou seja, com o cursor todo dência, desligando sua chave geral.
para o lado da terra, o aparelho fica auto- Na figura 3 temos o circuito do sistema
maticamente fora de ação. em questão.
ENTRADA
DA
REDE
Tl

CH2
C2
1000~F 03
lN4002

o AO

r
ALARME
CHAVE
GERAL
o
I RELOGIO
DE LUZI
Cl
lOOO~F

02
T2 lN4007

SAlDA
DA REDE figura 3
São t:Jsados._doistransformadores com o dor, e eletrol íticos de filtragem, além de
primário de 11OV ou 220V, conforme seja um relê, um diodo de proteção para este
sua rede, e secundários de 12V com cor- relê e algumas chaves.
rente de pelo menos 100mA, ou de acordo O funcionamento do circuito é o se-
com o relê usado, ou ainda alarme. guinte: terminada a instalação do sistema
Como elementos adicionais temos dois no quadro geral de alimentação da casa
diodos retificadores em cada transforma- (normalmente fora da residência) liga-se

66 Revista Saber Eletrônica


CH1 e em seguida pressiona-se por um ins- O ajuste de frequência exata é feito num
tante CH2 (interruptor do tipo normal- trimer. O circuito completo é mostrado na
mente aberto). figura 4.
Com este procedimento, o relê é energi- O microfone usado neste aparelho é na
zado, passando seus contactos para a verdade um pequeno alto-falante de 8 ohms
posição fechado. Com isso, o relê fica ali- que é ligado ao circuito de um modo dife-
mentado pelos seus próprios contactos e rente, obtido experimentalmente pelo
ao mesmo tempo mantém o sistema de leitor.
alarme desativado. O ajuste de frequência é feito em C3 que
Se alguém desligar a chave geral, o trans- é um trimer comum. A antena usada deve
formador T1 fica sem alimentação, e deste ter de 10 à 30 cm de comprimento.
modo o relê é imediatamente desativado, O autor montou este aparelho tendo por
voltando seus contactos para a posição base o projeto de um gerador de sinais
inicial. publicado na Revista Saber Eletrônica, al-
Com isso, o sistema de alarme passa a terando sua bobina que consiste em 4
receber a alimentação do outro transforma- espiras de fio 28 ou 26 AWG, numa forma
dor (T2) que está ligado antes da chave. de 1 cm de diâmetro com núcleo de ferrite.
Veja que o alarme não pára, mesmo que A alimentação é feita com tensões entre
a chave seja religada. Para isso podemos 3 e 9V vinda de pilhas ou bateria comum.
desligar o alarme acionando CH3, ou então Os capacitores, com ex cessão de C5 são
pressionando o interruptor CH2 por alguns cerâmicos. O capacitor C5 é eletrol ítico
instantes. com valor obtido experimentalmente, se-
A chave CH 1 desativa o sistema de gundo o microfone.
alarme.
O relê usado deve ter dois contactos
reversíveis e uma bobina para 12V com cor- I CELULA FOTOSENSfvEL I
rente até 100mA. Os eletrol íticos devem
ter tensões de trabalho de 16V pelo menos,
O projeto é do leitor MILTON MALDO-
e os diodos retificadores são do tipo
NADO de São Paulo - SP. Este simples
1N4004 ou equitralentes.
circuito faz com que o led se mantenha
aceso enquanto o LDR estiver no escuro e
I PEQUENO TRANSMISSOR DE FM I apaga quando iluminado. E uma sugestão
para um sistema de alarme, já que pode-se
substituir o led por um relê sensível e çom
Este pequeno transmissor, enviado pelo isso obter-se o seu disparo na ausência de
leitor SERGIO APARECIDO CASTRIANI, luz.
de Sumaré - SP, envia seus sinais para um
receptor de FM colocado nas proximidades,
ou para um aparelho de TV sintonizado no
canal 6. +
~9V

C61
I I
I '1/
A
1 >-
(~::;>::.' C3
't'
I

;~=) r:~=,

+
---, '-r-'::' 12pF
I

lO~F
Cl C4
8,2K
I I'
I
+
_ B)
O transistor usado é o BC548, mas seus
16V ...J-{ I _3A equivalentes como o BC237, BC238, po-
I , len 9V
'1:\ I dem ser usados, o LD R é de qualquer tipo e
I '"
I
I
o resisto r R 1 eventual mente deve ter seu
I
valor alteradO'" em função do ganho do tran-
sistor e da intensidade da luz com que se
deseja o disparo do sistema. A alimentação
figura 4 de 9V é feita com uma bateria.

Outubro/82 67
ClUrRfO D[E A @

[El[E TROrn1IICrR1
LIÇAO 66
o assunto ainda é o amplificador operacional. Por sua importância devemos
abordá-lo em mais algumas aplicações práticas. O leitor, sem dúvida, aproveitará
o material desta lição para dar os primeiros passos no projeto de aparelhos tendo
por base o amplificador operacional. A base será ainda o 741, mas os princlpios
abordados servem para outros amplificadores operacionais já que o leitor já está
apto a analisar suas caracterfsticas e saber o que é preciso mudar em cada caso.

152. O amplificador operacional como regulador de


tensão

Já existem a disposição dos projetistas diversos circuitos


integrados específicos para regulagem de tensão, sendo usados
amplamente em fontes de todos os tipos e com capacidade de
correntes bastante elevadas, conforme sugere o tipo da figura
821.

ENTRADAY3
NÃO C.I.
SAíDA ,
REGULADA
Integrados regu ladores
REGULADA
de tensão
2 1
2 3

figura 821

o amplificador operacional 741 assim como seus equiva-


lentes, pode também ser usado em fontes como regulador de
tensão ou ainda como referência de tensão se sua capacidade de
corrente for insuficiente para a finalidade desejada.
Na figura 822 temos o modo de usarmos o amplificador ope- Operacionais como
racional 741 como ref'erência de tensão para uma fonte, ou referência de tensão
mesmo como regulador se a capacidade de corrente desejada
estiver em torno de 10mA.

6
SAlDA

lOK

1""""
figura 822
o funcionamento deste circuito é o seguinte:
Na entrada não inversora, ou seja (+), aplicamos a tensão
de referência, ou seja, a tensão que queremos na sa ída. Esta
tensão pode vir de um diodo zener como mostra a figura 823,
ou então de uma fonte externa conforme mostra a figura 824.

SAlDA

-
figura 823
-=-
lOK

1
-=-

Referências externas

6
SAíDA'

:r:
-
figura 824
--
10K

f"'"
--

A fonte externa é usada como a chamada "pilha de Weston" Pilha de Weston


que mantém a ddp padrãode 1,018V sendo por isso usada na
calibração de instrumentos. A altíssima impedância de entrada
do amplificador operacional que consome apenas O,03J.1A de
corrente da pilha de Weston impede seu desgaste e não a carrega.
A entrada inversora (-) do amplificador operacional é ligada
à saída obtendo-se a configuração já conhecida de seguidor de
tensão.
Pela configuração indicada percebe o leitor que a saída tende
a manter-se no mesmo valor da tensão de referência. Se a tensão
na saída cai, temos tensão maior na entrada de referência do
que na inversora, sendo a diferença amplificada de modo a
tender a haver uma subida na tensão de saída.
Se a tensão de saída sobe, temos uma tensão na entrada
inversora maior do que na entrada de referência. A diferença,
no caso negativa, é amplificada, diminuindo portanto a saída.'
Em suma, a saída tende a manter-se sempre no valor de Ação reguladora
referência.
Conforme vimos, o amplificador operacional 741 não é um
dispositivo de potência, de modo que, com esta configuração
podemos no máximo obter uma corrente de alguns miliampêres
em sua saída.
Para obter uma corrente maior com uma fonte que use o 741 Aumento de capacidade
como referência ou regulador, podemos utilizar dispositivos de corrente
amplificadores adicionais.
Na figura 825 temos então a colocação de um transistor de