Você está na página 1de 78

ANO -37

ESP.NQ4 R$12,90
- 20011~.

. ;
TECNDLOGIA -INFDRMATIC

j~ll~{lli~llll~
~(1(llllllllll
~I~IIJIIJ

MINITERMINA'L
COMUNICANDO O
r
~.'6t'~55·
".-r(.,G~
MICROCONTROLADOR COM O PC O~, c: "OC~~sp.0~\'?
O ouy r- l'i ',i I '
FONTE' iC'HAVE~D~ilfA~
APLICATIVO E PROJETO

ELETRÔnl[R
Especial n04 - 2001

APLlCATIVOS
Raisonance
Cálculo 6,1 (Microcontrolador
de consumo de energia I
81'h •

PORTTOOL RadCom MIX - PG - PGR ~


AppCAD - PorTTool- MSP430~~
..
.. -.
~~
'.'~. ~.'
SIMULADOR DE CIRCUITOS Miniterminal
BASCOM-AVR (BasicStep2 ~(.-- .' .. • "~IB"-"
DIGITAIS (VERSÃO FULL) Cálculo de
Virtual Breadboard
da . (
r·· ')',.r.
'.-

DATA, BO:QKS
ON SEMICONDUCTOR
(3466 páginas de informações)

,#
Nº 4/2001
Editora Saber Ltda.
Diretores GUIA E CONTEÚDO DO CD-ROM 02
Hélio Fittipaldi
Thereza M. Ciampi Fittipaldi IHM (INTERFACE HOMEM MÁQUINA) 05
Conheça um pouco sobre a ·incrível evolução que as interfaces homem máquina (HM) sofreram
nos últimos anos.
Revista Saber Eletrônica Especial
Editor e Diretor Responsável
Hélio Fittipaldi SÉRIE MICROCONTROLADORES MSP430 TEXAS INSTRUMENTS 08
Documentação completa sobre o uso, aplicação tutorial de programação do microcontrolador
Diretor Técnico MSP430 da Texas Instruments.
Newton C. Braga

Publicidade PRÁTICAS COM 8051 12


Eduardo Anion - Gerente Veja como um microcontrolador 8051 pode solucionar vários problemas em campo.
Daniela Marques Silva
Ricardo Nunes Souza PORTTOOL 18
Impressão Simulador de circuitos lógicos digitais de grande utilidade.
Revista produzida sem o uso de
fotolitos pelo processo de APPCAD 22
"pré-impressão digital" por: Projeto de circuitos de RF sem mistérios. Software de uso imediato.
W.ROTH (11) 6436-3000

Distribuição VI RTUAL BREADBOARD 24


Brasil: DINAP A sua matriz de contatos no computador. Projete e simule seus próprios circuitos.
Portugal: Electroliber

REVISTA BASIC STEP 2K 26


SABER ELETRÔNICA ESPE- Interfaceie seu PC com automatismo e controles externos usando este software.
CIAL
(ISSN - 1518-5990) é uma publicação RADCOM MIX Ner 1.01 28
trimestral da Editora Saber Ltda.
Software para automação de rádio e sonorizações . Opera com arquivos no formato WAV
Redação, administração, assinatura,
números atrasados, publicidade e (ADPCM ou PCM), como em MP3.
correspondência:
R. Jacinto José de Araújo, 315 - CEP.: MINITERMI NAL 32
03087 -020 - São Paulo - SP - Brasil .
Comunique seu PC com outros PCs e Microcontroladores usando esta ferramenta do Windows.
Tel. (11) 296-5333
COOLSET 11 - UMA FONTE CHAVEADA EM UM ÚNICO CI 34
Atenção:
Esta edição não é comerciali- Confira como uma ferramenta, desenvolvida em Excel, pode facilitar o projeto de fontes
zada pelo sistema de assinatu- chaveadas.
ras
~DX - CONTROLADOR PROGRAMÁVEL COMPACTO 36
Tiragem desta edição:
Saiba como fazer a automação de sistemas de modo bem econômico.
25.030 exemplares

DATA-BOOK 44
Matriculada de acordo com a Lei de 3466 páginas de informações sobre circuitos integrados lineares, TVs (*) diodos zener e
Imprensa sob n° 4764. livro A, no 5° application notes.
Registro de Títulos e Documentos -
SE
PROGRAMA DE CONSUMO DE ENERGIA 46
Empresa proprietária dos direitos de Controle passo-a-passo seu consumo de energia. Não deixe sua cota estourar!
reprodução:
EDITORA SABER LTDA.
FERRAMENTA DE DESENVOLVIMENTO PARA MICROCONTROLADOR 8051 46
Você precisa transformar complicados mnemônicos em linguagem C? Saiba como fazer isso
Associado da ANER - Associação com um software muito simples.
Nacional dos Editores de Revistas e
da ANATEC - Associação Nacional
APLICAÇÕES BÁSICAS PARA TRIACs 48
Circuitos práticos de grande utilidade no controle de potência usando TRIACs.

FÓRMULAS PARA OSCILADORES 54


ANER Projetar osciladores: uma tarefa básica do profissional. Neste artigo damos uma coletânea de
fórmulas essenciais para cálculo de osciladores.

FIBRAS ÓPTICAS 57
www.anatec.org.br O que você precisa saber sobre as fibras ópticas: do funcionamento e fabricação ao uso e
circuitos práticos.

www.sabereletronica.com.br
e-mail: rsel@edsaber.com.br
I'

GUIA E CONTEUDO DO CD
Para iniciar a multimídia, sim-
plesmente coloque o CD no drive,
espere um pouco e a tela principal
surge automaticamente. No entanto,
este recurso não é apresentado
por todos os drives de CD-ROM.
Portanto, se não acontecer nada,
siga estas instruções:

. Clique no botão Start (Iniciar)


e então selecione a opção Run
(Executar) da janela de menu .

. Surge uma caixa de diálogo,


simplesmente digite
D:\especiaI4.exe, onde D ou E é a
letra do seu drive de CD-ROM.

Aperte a tecla Enter e depois


de alguns segundos, aparecerá no
monitor de seu computador a tela
principal da multimídia.
Através desta tela você poderá ir
para qualquer parte do CD.
Quando desejar voltar à tela
principal, clique na seta posicionada
no canto esquerdo superior, ou
feche o navegador que por ventura
venha abrir.
O programa multimídia será fina-
lizado clicando sobre o "X" que está
na parte inferior do lado esquerdo.
O mínimo que esta multimídia
necessita para um bom funcio-
namento é um microcomputador
486, com Windows 95, 16 MB de
memória e leitor de CD de 8x ou
superior.
A seguir, mostramos o mapa
do CD para que você não tenha
dúvidas sobre sua utilização.

MINICURSOS (versão full)


Reunimos dois minicursos de grande valia. Trata-se do minicurso "Controladores
Programáveis ", voltado para o segmento da Automação Industrial, e o minicurso de
"Comunicação Serial usando o RS-232".

2 SABER ELETRÔNICA ESPECIAL Nº 4 - 2001


PorTTOOL (versão full) via rede telefônica. O próprio
O PorTTOOL é um Simulador programa vem acompanhado
de Eletrônica baseado na por um manual que pode ser
Lógica Digital, permitindo impresso. Esta versão per-
projetar, aprender, ensinar mite apenas dois objetos de
e se divertir. Traz como dife- cada tipo (nodo, variável e
rencial não só o apoio no constante) e não possibilita
desenvolvimento de projetos salvar os dados no Arquivo
de eletrônica, mas também de Estações.
permite ao usuário utilizá-Io
no ensino e aprendizado de Cálculo de Energia (versão
disciplinas, tais como: Eletrô- full)
nica Digital, Arquitetura de Calcula a meta de consumo a
Computadores, Automação partir das contas de referên-
Industrial, etc. cia do ano 2000, para se ter
uma idéia de quanto será
RadCom Mix (versão sha- sua conta e poder otimizar
reware) os gastos.
Programa de alta performance
tecnológica, de baixo custo, a AppCad (versão full)
fim de automatizar totalmente Software utilizado para pro-
a programação de uma Emis- jetos de circuitos básicos,
sora de Rádio ou de qualquer Sistema de Sonorização, seja ele linhas de transmissão, ruídos e cálculos térmicos, contendo
fixo ou ambulante, operando tanto com arquivos em formato WAV recursos para calcular elementos de polarização, circuitos passivos
(ADPCM ou PCM) como em MP3. básicos, ativos, sistemas de sinal envolvendo reflexão, ruídos e
transferência de calor e ainda diversas ferramentas de engenharia
PG (versão full) tais como valores de componentes, constantes físicas mais
O software PG (Programador Gráfico) é utilizado para desenvolver usadas, etc.
aplicações para o jJDX(Controlador Programável Compacto),
sem fazer uso das linhas de programação nem instruções, BASIC Step 2K (versão full)
mas de blocos ("ícones") que são interligados como se fossem A nova versão do BASIC Step 2K apresenta um ambiente completo
componentes elétricos reais. Todas as operações são feitas por e amistoso, permitindo editar, compilar, simular, emular, testar e
meio do mouse, com poucas intervenções do teclado. gravar o seu programa. Confira!

PGR (versão full) Virtual BreadBoard (versão full)


O software PGR (Programa de Gerenciamento Remoto) versão O programa Virtual BreadBoard ou "proto-board" , permite fazer a
demo, é supervisório do controlador jJDX, capaz de monitorar ou montagem do circuito, escrever o programa para o microcontrolador
modificar nodos variáveis ou constantes do programa remotamente, e ver seu funcionamento, como também a execução do programa
passo-a-passo para verificar a existência de algum erro. Pode-se
gravar o microcontrolador apenas quando tivermos certeza de que
o programa e o circuito estão corretos.

CoolSet I1(versão full)


A novidade é que todo o circuito de controle e a etapa de potência
estão integrados em um único CI de 8 pinos.
Esta ferramenta mostra como é possível fazer o cálculo de fontes
chaveadas desenvolvido em "Excel".

Raisonance Rkit 6.1 (demo)


Este aplicativo foi desenvolvido para a plataforma dos microcon-
troladores 8051 .

MSP430 (versão full)


Apresentamos em Português um tutorial de instalação sobre a
família de microcontroladores MSP430, da Texas Instruments, e
suas ferramentas de desenvolvimento com todos os procedimentos
passo-a-passo.

CNZ (versão 1.01 full)


Este aplicativo conhecido pelo nome "Miniterminal", fornece aos
Data Books (versão full) desenvolvedores de software, principalmente aos que trabalham
Estamos disponibilizando neste CD mais de 3000 páginas com microcontroladores, uma solução simples e eficiente de
comunicação seria!.
de informações sobre componentes, as quais têm um valor
que não se mede pela quantidade de bits que ocupam no CD,
mas nas muitas horas de trabalho que elas podem ocupar do
profissional que precisa ter essas informações à mão.

SABER ELETRÔNICA ESPECIAL Nº 4 - 2001 3


EDITORIAL
Esta edição é diferente da que imaginávamos fazer
quando concluímos a anterior. Para isto, contamos com a
colaboração de alguns leitores que nos sugeriram temas a
serem abordados. HÉLIO FITTIPALDI

Todos aqui da Redação consideram que esta é a edição mais substanciosa


já editada, onde se pode encontrar por exemplo 3466 páginas de informações
sobre Cls lineares, TVs, diodos zener e notas de aplicações. Tudo isso é
impossível é publicar nas 80 páginas da revista, mas muito fácil de disponibi-
lizar pelo CO.

o leitor poderá montar um banco de informações


úteis para o seu trabalho de maneira que sempre
será fácil localizá-Ias. Atualmente, como a res-
posta técnica rápida e correta para o desenvol-
vimento de um projeto é vital para se garantir
o emprego, ter fontes de consulta eficientes é
muito importante.

Esperamos que o leitor aprecie este


~
trabalho tanto o impresso quanto o do
~~ ~(q'~' CO, e nos envie o mais breve possí-
~~ t<..,Cl6~}~~ vel suas críticas e sugestões para
i.~ .:.0
O0° ,:>/V o próximo número.

di> \~
'0',"
0"'v\00,,0
,.(,.(~ 0«;..,\,.0 ,0 ,',,-- ~ .'('.
O~ ,?-oo ~<:.<i'S o~~d Os artigos assinados são de exclusiva responsabilidade de seus autores. É vedada a reprodução

00\0\ p. O~ 0\('\0~. dos aparelhos ou idéias oriundas dos textos mencionados, sob pena de sanções legais. As consultas
p.,.( ~~\(j -..'"~ 'técnicas referentes aos artigos da Revista deverão ser feitas exclusivamente por cartas, ou e-mail (AlC
fl ,~0~,?-\0 ~O
() ~ ~ ,,~QP
O 01>6'0
\C ."-
.• do
fJ~(j<<.<:'~.".

~
,
1
totalDepartamento
ou parcial dos Técnico).
textos e ilustrações desta todos
São tomados Revista,
os bem
desta Revista, mas não assumimos a responsabilidade
como razoáveis
cuidados a industrialização e/ou comercialização
na preparação

montagens, pois tratam-se de projetos experimentais. Tampouco assumimos a responsabilidade


do conteúdo
legal por eventuais erros, principalmente nas
por
danos resultantes de imperícia do montador. Caso haja enganos em texto ou desenho, será publicada
errata na primeira oportunidade. Preços e dados publicados em anúncios são por nós aceitos de boa
fé, como corretos na data do fechamento da edição. Não assumimos a responsabilidade por alterações
nos preços e na disponibilidade dos produtos ocorridas após o fechamento.

4 SABER ELETRÔNICA ESPECIAL Nº 4 - 2001


I(INTERFACE HOMEM MÁQUINA)

Alexandre Capelli

Não é necessário trabalhar com TIPOS DE IHM processo. Muitas delas possuem
equipamentos industriais para até parte do software aplicativo do
notar como as Interfaces Homem Eu classifico as IHMs em duas sistema. Não é necessário dizer
/ Máquina evoluíram nos últimos categorias: passivas e ativas. que essas IHMs tem seu próprio
vinte anos.Os meus contemporâ- processador. Essa IHM é uma forte
A) Passivas: as IHMs passivas tendência na indústria, onde é comum
neos de colegial (início da década
são aquelas que apenas monitoram encontrarmos um ou mais PLCs utili-
de 80) devem lembrar-se dos
eventos, ou status da máquina sem zados apenas como IHM, e que se
"fliperamas" que sinalizavam os comunicam através de uma rede de
interferir no processo. Geralmente,
pontos através de números ilumi-
essas IHMs não possuem proces- dados "field - bus" (figura 1).
nados em "gigantescos" dísplays. sador interno e, como dissémos
Aliás, os displays, lâmpadas e
anteriormente, algumas delas são
buzinas constituíam o único meio QUANTIDADE DE
apenas lâmpadas ou buzinas.
de interatividade com o jogador. INFORMAÇÕES x OPERADOR
Como era de se esperar, esse B) Ativas: as IHMs ativas são
avanço tecnológico não ocorreu aquelas que constituem parte inte- "Quando devo utilizar uma lâm-
apenas nos "fliperamas". Os anti- grante do sistema. Além de monito- pada ou um PC / PLC como IHM ?"
gos NCs (controles numéricos) rar eventos, a IHM ativa é parte do
que antes possuiam apenas dís-
playscomo IHM, hoje, tornaram-se
CNCs que podem mostrar gráficos Fig. 1 - Comunicação
3 D em tela de plasma. de Sistemas e IHMs
em "field-bus"
Basicamente, todo e qualquer
sistema utilizado como sinalizador
de eventos ou "status" de uma
máquina pode ser considerado
uma interface homem/máquina,
seja ela uma simples lâmpada Níveis
ou um PC inteiro. Muitas vezes, das
alguns projetistas confundem informações
essa definição, pois, dependendo
do caso, uma lâmpada é uma
IHM mais adequada do que um
monitor.
A intenção deste artigo é explo-
Chão de
rar um pouco a tecnologia das fábrica
IHMs, e (quem sabe!) fornecer atuadores
alguma dica para quem está
desenvolvendo algum sistema
que necessita de sinalização. Boa
•,,~',;
- -

leitura!
SABER ELETRÔNICA ESPECIAL Nº 4 - 2001 5
o que o projetista de sistemas
deve ter em mente para escolher a
melhor IHM é o nível da informação
útil. Vamos imaginar o caso mais
óbvio:" Qual IHM você utilizaria para
indicar que determinado equipamento
(de perigo potencial ao operador)
está ligado?"
Primeira alternativa: uma pe-
quena mensagem monocromática
do tipo "máquina ligada", exposta no
canto superior direito de uma tela
de 9".
Segunda alternativa: uma grande
lâmpada vermelha, tipo giroflex, pis-
cando sobre a máquina.
A resposta é intuitiva, pois a segu-
rança vem em primeiro lugar.
Fig. 3 - Resumo sinótico de um injetora.

"Mas, será que a lâmpada ver- A grande maioria das IHMs inte- escolher uma IHM é: "O quê interessa
melha já configura uma IHM satis- ligentes contam com uma lista de a quem?".
fatória?" alarmes e , dependendo da falha, o Uma mesma IHM pode contentar
Para o operador desatento sim, técnico pode consultar as"páginas" da "gregos e troianos" através das
mas para o técnico de manutenção IHM e, através do respectivo alarme, senhas dos níveis de acesso. Nem
não.
chegar a um diagnóstico rápida e sempre é interessante permitir que o
Caso essa máquina esteja com precisamente. operador da máquina tenha acesso
algum problema de funcionamento, Uma máquina bem projetada deve aos parâmetros críticos da máquina,
com certeza, o técnico ou operador possuir vários níveis de informações que, geralmente, são otimizados em
espera uma informação mais precisa na sua IHM. A figura 2 mostra um bom função do processo. Por outro lado,
do que simplesmente "máquina exemplo, onde podemos ver uma habilitar uma ou outra facilidade da
ligada". IHM do sistema Control Master 4 máquina pode ser um"opcional" do
Isso é o que chamamos de nível de uma injetora para termoplásticos fabricante, que fornece esse recurso
de informação. Aliás, essa é a grande da ROMI. Notem que a figura 3 apre- através de outra senha (exclusiva do
tendência das IHMs modernas: o senta um"resumo sinótico" com as seu pessoal técnico autorizado).
auxílio à assistência técnica. respectivas temperaturas do canhão Através dos diferentes níveis de
de injeção, e ambiente. acesso, portanto, podemos selecionar
Na figura 4 temos gráficos das a tela mais conveniente à situação.
zonas de aquecimento do canhão, e Uma coisa é certa, cada página
na figura 5 mais informações, agora, mostrada em uma IHM deve conter
sobre os parâmetros da unidade de apenas as informações pertinentes
fechamento. Bem, a pergunta chave àquele procedimento. O excesso
que o projetista deve se fazer ao de informações"fora de hora" pode

Fig. 2 - IHM Contrai Master 4, ROMI. Fig. 4 - Visualização das zonas de aquecimento do canhão de injeção.

6 SABER ELETRÔNICA ESPECIAL Nº 4 - 2001


CONCLUSÃO

Algumas empresas são especial i-


zadas no desenvolvimento de IHMs, e
grande parte delas utilizam o próprio
PLC como parte da IHM. Outras,
entretanto, desenvolvem um hardware
dedicado e que, normalmente, operam
com plataformas de softwares conhe-
cidas (Windows, IBM PC DOS 6 -
22, etc ...). De uma forma ou de outra,
seguem alguns sites interessantes
para consulta:
www.atos.com
www.ab.com.br
www.gefanuc.com.br.
O primeiro deles, da altos, fornece
uma "ferramenta"muito interessante
chamada Win Sup, e que transforma
seu PC em um ambiente de desen-
Fig.5 - Parâmetros
doprocesso,
nocaso"fechamento".
volvimento de "Ladder" e telas de IHM.
confundir o operador, e aumentar a se discute: a IHM tem que ser um PC (Fig.?). O Win Sup é gratuito, e seu
possibilidade de erro."Enxugar" as (ou outro hardware qualquer) do tipo download pode ser feitodiretamente
industrial. do site. -
informações no momento certo é
outra importante qualidade da IHM.
Outro bom exemplo pode ser visto Fig.6 - Tela
deumtorno
na figura 6, e trata - se de uma IHM do Multiplic
torno Multiplic 30 D da ROMI. Notem 30D, da
que a tela, no momento da usinagem, ROMI
mostra apenas os dados essenciais
ao processo, simplificando a interpre-
tação do operador.
Esse, por sua vez, pode verificar
as medidas dos eixos"x" e"z" da peça
usinada, e qual a potência que está
sendo exigida pela máquina.
Outra característica interessante
dessa IHM é o seu aspecto constru-
tivo. Podemos observar que as teclas ~
~ .E.d'~ Etocma E~ PlOfeJo b;omunbõção [eltamenta-s 4.anela Ajuga
não são do tipo membrana, pois o Ci~~ ::;;:,,f ~ Q -i-:,--.-~-gr<[~ ~l -----. --------.--------
ambiente industrial é agressivo.
As teclas convencionais agregam 8- 1-: Pr(l{elD ~I R"",", I
um caráter mais robusto ao equipa- e<Z>D~.;ç!o
a lã Co.-I.,.õÇÕo 01 Elí o
Pseudo
Intl 1(;(2
mento. Além disso, elas têm cores ~Hõldo.A.>.afe
I PI;:~~
~
distintas por área de operação ou
_~r"""""",,,<

:; I(
~ -w~
programação, o que facilita o trabalho 100 0100 II
do operador. O cinescópio da tela está -lf IOU! J

200 !
protegido por uma tampa acrílica, i
I
e o botão de emergência está bem I
destacado dos demais.
Internamente essa IHM é um PC 'r-
Lft-------- - _
486 de 100 MHz, porém, do tipo 2!l1
-j~ H !I>~

industrial. 0800
lJ
001& i
Aqui vai a dica mais importante: I
Não importa o quão sofisticado seja
o menu de recursos que a IHM ofe- llOO2 lDl3 i,.,
reça, caso ela não esteja adequada r----· ._-, .--~------,- ,--_.~- --> ---------------~~---~--d 8
WM0CC5
0001 1XXl2\ I

(construtivamente) para suportar a li


"agressividade" do meio, ela não ~fnicialt '65(@<fii:"s2S
é a IHM certa. Quando falamos no
Fig.7- Telade PCtransformada
emIHMquevisualizaumdiagramadeLadder.
ambiente industrial, por exemplo, não

SABER ELETRÔNICA ESPECIAL Nº 4 - 2001 7


SÉRIE MICROCONTROLADORES MSP430
TEIAS INSTRUMENTS
-
,
TUTORIAL DE INSTALACAO - CD-ROM MSP430
Ultra-Low-Power Microcontrollers

Para o leitor que acompanhou Depois disso, você poderá acessar


a edição Nº342/JULHO/2001 da no CD o tutorial que lhe mostrará
Revista Saber Eletrônica e pôde passo a passo como processar a
conhecer um pouco sobre a família instalação da ferramenta de desen-
de microcontroladores MSP430 Texas volvimento.
Instruments e suas ferramentas de
desenvolvimento, estamos disponi-
bilizando no CD este tutorial que, CONTEÚDO DO TUTORIAL
de forma simples e eficiente, visa
auxiliá-Io na instalação do Simulador No tutorial o leitor encontrará todos
MSP430, que também se encontra no os procedimentos, passo-a-passo,
CD-ROM "MSP430 Ultra-Low-Power para instalar as ferramentas de desen-
Microcontrollers" através do qual volvimento contidas no CD-ROM
poderão ser avaliados os recursos "MSP430 Ultra-Low-Power Microcon-
e o potencial desses microcontrola- trollers". Trata-se de uma tarefa relati-
dores. vamente fácil, uma vez que ao inseri-Io
Antes da instalação propriamente na unidade leitora, automaticamente
dita de qualquer programa, devemos teremos a tela de abertura (figura 1),
lembrar que a configuração mínima onde são mostrados todos os tópicos
de hardware necessária indicada existentes no CD, os quais serão
pelo fabricante, garante a perfeita abordados neste tutoria!. Na figura o
instalação e posterior execução do leitor pode ter uma idéia da página
software. de abertura, que é mostrada ao ser
No caso do software de desenvol- aberto o CD e que é explicada em
vimento e simulador MSP430 isso não detalhes.
é diferente, sendo assim certifique-se O tutorial terá então os seguintes
de que possui: itens:

· IBMTM PC Pentium®100 ou compa-


tível I. Analisando as informações
· Microsoft Windows™ 95,98 ou NT contidas no CD
4.0
· 16 MB de memória RAM Neste primeiro item temos os
· 18 MB de espaço livre em disco procedimentos para o registro da fer-
rígido ramenta de desenvolvimento através
· Monitor de 800x600 pixels. de Iink, possibilitando ao leitor receber

SABER ELETRÔNICA ESPECIAL Nº 4 - 2001


j •.. ,. ..• @] f2f I ta w ~ I ~,. ~ 1M,. ~ 2

MSP430 fiUnily
250 JlA active
MSP-I30 Tool$ 0.8 !IA standby
0.1 ~ sleep
Typkal Appllartlons
- lowest system power
MSP430Contact5
w Integràted analog data conversion
Useful webllnks - Communication peripheral,s
- lCD drivers
MS - Rf Chlpset
a

da Texas Instruments as atualizações um Boletim do Produto onde podem receivers e transceivers acesse MS
dos softwares de desenvolvimento ser encontradas as configurações - RF Chipset.
da famíia de microcontroladores dos diversos microcontroladores que
MSP430. fazem parte dessa série bem como
Além disso, estão relacionadas suas inúmeras aplicações, além de 11.Localizando as ferramentas
as ferramentas de desenvolvimento uma breve Descrição sobre esses MSP430
para versões Flash e ROM dos componentes de baixíssimo consumo. Neste item do tutorial temos todos
microcontroladores MSP430, sendo Através de MSP Tools são mostradas os procedimentos para a instalação
que seus respectivos manuais de todas as ferramentas produzidas pela das ferramentas MSP430 desde
instalação podem ser obtidos em Texas Instruments e seus parceiros, o início em Click here to install
Read me First . para tornar mais ágil e eficiente o seu MSP430 Tools.
Em Literature poderão ser obtidas desenvolvimento. A partir daí terá início o processo
todas as informações referentes aos No item Typical Applications de download de arquivos possibili-
microcontroladores MSP430 e suas estão exemplificadas algumas aplica- tando ao leitor fazer o desenvolvi-
ferramentas de desenvolvimento, o ções que utilizam os microcontrola- mento dos projetos propostos na
que inclui desde manuais completos dores MSP430, tais como um Monitor Revista SABER ELETRÔNICA.
até o material utilizado nos últimos de Glicose e um Sistema de Áudio Após o download o leitor terá
seminários apresentados pela Texas Portátil. instruções para a instalação das
Instruments. Em MSP430 Contacts você ferramentas de desenvolvimento.
Já em Index você terá acesso a saberá onde encontrar a TI no mundo
todos os tópicos do CD-ROM. e solicitar o suporte técnico necessá-
É apresentada em MSP430 rio, bem como adquirir através dos 11I.Instalando passo-a-passo as
Family uma visão geral da família distribuidores mundiais os componen- ferramentas de desenvolvimento
MSP430, que inclui uma Tabela Para- tes e as ferramentas desejadas. lAR SYSTEMS
métrica cuja função é ajudá-Io na Havendo interesse em obter outras
identificação do componente que informações sobre a TI e seus parcei- A instalação passo-a-passo é o
mais atende as suas necessidades, ros acesse UsefulWeb Links e sobre item seguinte abordado no tutorial.

SABER ELETRÔNICA ESPECIAL Nº 4 - 2001 9


KITS 8051 e Pie
LeD

1ECl.AIIO
Programming
Compre

em nosso
Adapter
website
ou atrCNés do

te!:
(11\ 229-3192 Texas Instruments Incorporated
• KIT ~80C31 /80C32/87C51/87C52/8052 BAStC
aoC251 (16 bitll) f ATMEL (DIP-40pinos);
- Software de Comunlcaçlo direta com o PC; Figura 2
• SOftwares, manuais, compiladores, simuladores, exerCrCl08
• suporte completo em nosso websit8;
• ~32K EPROM. 32K RAM, 4 PORTS oom conector,
RS232C, 8 saldas 1'0 mapeado, Reg.5V Interno, clock 12MHz, Nela, são explicados os procedimen- TRÔNICA seja utilizado o simulador
todos os çhips com soqueles torneados, além de área para
protot:lpagem, no Impresso da CPUj tos que devem ser adotados a partir MSP430 Texas Instruments que se
- KIT DO AUTOR DO LIVRO "MICROCONTROLADOR 8051
DETALHADO" .. Ed. Érlca 2000. do diretório onde foi salvo o arquivo encontra neste mesmo CD-ROM.
I.VlIAIESm KITS PARA PIC: de instalação. Como fazer isso é justamente
MCFLASH MOSAICO MÓDULOI
0Dn..- __ EDailIDdoIoe-.ldOl A descompressão desse arquivo explicado neste item.
do IFUB lIIlcrocIIiD.l: JII1llIOIlOI no hro é realizada automaticamente sem Na figura 2 temos a tela de prepa-
•• O PIe STAIlTPWS R$IIMO "DIIbrMndo O d$60,OO
a necessidade de se ter instalado ração para a instalação do simulador.
t--: um programa compressor como o A partir das instruções dadas pelo
52 -- Kit8032
~- Kit8051 8asic
- R$
Kit80C251 - 298,00'
R$ 198,00'
178,00'
- R$ (com (interpreta BAStC)
8031)
(8051 de 16bits)
WINZlpTM.
v>' LCD- R$ 77,00' Tutorial, quando o leitor acessar esta
O· DIA- R$ 69,00'
tela será feita a cópia dos arquivos.
~ - A/D .. R$ 99,00'
LU- Tec:lado (16 teclas) - R$ 55,00' Neste tutorial o leitor terá então as
u... _7 Sego - R$ 90,00' IV. Instalando o simulador MSP430 instruções finais que, completadas,
ffi -Cargas (AClDC).. R$ 78,00' TEXASINSTRUMENTS
CL. • Fonte A1im.(110/220V) . R$ 23,00 levarão à instalação completa, o que
.0 INCWI FONTE DE ALIMENTACÃO E DESPESAS DE ENVIO
será dado pela tela inicial da figura 3.
Embora as ferramentas lAR SYS- Após a leitura do Tutorial e aplicação
TEMS já instaladas possuam um de suas instruções, o leitor estará
o
<D
GANHE DINHEIRO simulador, sugerimos que para reali- apto a trabalhar com as ferramentas
N
c
0'
INSTALANDO zar na íntegra todas as aplicações de desenvolvimento para a família
.;:g BLOQUEADORES que serão abordadas nas próximas
:s MSP430, e simular todas as aplica-
oc INTELIGENTES DE TELEFONE
<n
edições da Revista SABER ELE- ções que estão no CD-ROM .•
Ü
o Através de uma senha, você pro-
t:
'«l

«l grama diversas funções, como:


~
Ü
Q) .. BLOQUEIO/DESBLOQUEIO de 1 ..c
Õ
c
« a 3 dígitos u
- BLOQUEIO de chamadas a c: Welcome 10 lAR Syslems selup
cobrar Q)
..Cl versÚ,)n 2.3
- TEMPORIZA de 1 a 99 minutos
.::t.
as chamadas originadas t... Welcome to the lAR Systems selup program This program
- E muito mais ... will installlAR E mbedded \1/ orkbench t(ick~3 t,3rt for
MSP430 on }'our computeI.
Características: ~
Operaç';o sem chave
"O

Q)
Programável pelo próprio telefone "'O
Programação de fá!Jrica: bloqueio "'O
dos prefixos 900, 135, DDD e DDI Q)
Fácil de instalar .o
Dimensões:
E
43 x 63 x 26 mm w
Garantia de um ano, contra defei-
a:::
tos de fabricação. lAR
:;!; SYS1tMS
APENAS
R$ 48,30
He,:t> Cancel

Pedidos Disque e Compre


Figura 3
(1 I) 6942-8055
Saber Marl<eting Direto Ltda.

10 SABER ELETRÔNICA ESPECIAL Nº 4 - 2001


MICROCONTROLADORESMSP430 com memória Flash
Quebram a barreira de 1uA de consumo.
• Microcontroladores RISC de 16 bits de
baixíssímo consumo (800nA no modo
Standby)

• Ideal para aplicações portáteis aonde o


consumo de bateria é um fator
preponderante

• Oscilador digitalmente controlado


(OCO) permíte ir ao modo ativo, saindo
do modo de baixo consumo (sleep)

• em menos de 6us

Circuito supervisório de brown-out,


bootstrap loader para programação In-
circuit da memória interna flash

• Timer de 16 bits e um driver para LCO


de 98 segmentos

• Comparador analógico e portos de EIS


'.. 'I "'-'L::.:r
MSP430F412 4KB Flash $2.55 (1 Ku) FOB USA • Faixa de alimentação de 1.8Va 3.6V

t.·.'.'~~'~,-'~.-
-~.;l"
b' ~~
MSP430F413 8KB Flash $2.90 (1 Ku) FOB USA ~ . com performance de até 8MIPS

.... l:;i<X'f
MSP 430 Iload Map

Flash

OEM ROM •....•. Flash


..
..
Os primeiros membros da família MSP430, microcontroladores RISe de ..
16 bits a quebrar a barreira de 1uA de consumo são MSP430F412 e i
i1!

'"
lCD.DrIV~:..• ~, / ;,.."."

MSP430F413. A ferramenta de desenvolvimento


encontra disponível para começar
(MSP-FETP410) já se
a desenvolver com esses novos
. "'.
•.....••....•. //
".

•........•••....;;i•••.• V
.....
·/.,
'-

microcontroladores. .•. .....


-"'"' // •...</
'; .i
/Y"'" '-" "r'- ". "
•.......
/,i~. /

1998 2000 2002

Contacte os nossos distribuidores Para cºnhe~ªr.gJarnW.ª-.MSP430. visite

autorizados para comprar a nova http://www.tLcom/sc/msp430


ferramenta de desenvolvimento
MSP-FETP410 por somente Para conhecer os novos lançamentos, visite
US$ 99.00 FOB.
http://www.tLcom/sc/docs/news/2001/01099.htm

Texas Instruments, tel: (OxxII 5506-5133) Website: http://www.ti.com/brasil


Distribuidores: Avnet : (OxxII 5079-2150) Insight : (OxxII 5505-650 I) e Panamericana/Arrow (OxxII 3613-9300)
Ednaldo dos Santos Marinho
José Edson dos Santos Marinho

Os microcontroladores, apesar os mais simples possíveis e, apesar O primeiro periférico a ser usado
de serem componentes dinâmicos de serem individuais, poderão ser é o Display de Cristal Líquido alfanu-
e versáteis, na maioria das vezes facilmente modificados para que mérico. Nesta tarefa usaremos um
necessitam de interfaces para auxiliá- os periféricos trabalhem juntos no LCD de 16 colunas por 2 linhas, o que
los em suas tarefas. Neste artigo mesmo programa. nos dá a possibilidade de 'escrever'
mostraremos como usar algumas Antes de programar o microcon- palavras e/ou símbolos de até 16
interfaces e explicaremos os pro- trolador para trabalhar com qualquer caracteres em até 2 linhas.
gramas para que estas funcionem periférico, devemos conhecer o funcio- O Display de Cristal Líquido é um
satisfatoriamente, lembrando sempre namento do periférico a ser utilizado; periférico que já vem com um micro-
aos leitores que os programas feitos por isso, neste artigo, faremos uma processado r, por isso é considerado
para microcontroladores podem ser breve descrição de como funcionam um display"inteligente", ou seja,
diferentes de um programador para os periféricos que serão usados. basta enviar-lhe comandos ou dados
o outro, mas o resultado final pode Para a elaboração do artigo e a para que ele execute as tarefas.
ser o mesmo. execução dos programas a seguir, Os displays "inteligentes" podem
Os programas aqui apresentados o microcontrolador escolhido foi o executar várias tarefas, tais como
foram elaborados de modo que sejam AT89S8252, da ATMEL. deslocarem as mensagens para a
esquerda ou para a direita, gerarem
novos caracteres, entre outras.
P1.0
39
35
22
36
37
P3.2
P3.5
P3.4
P3.1
P3.7 (INTO)
(T1)
(TO)
(RO) 12
21 (Txd/Clock)
3132 5
60e R/-W
05 PO.5
•••• 34 O circuito do display com o micro-
ATMEL 8958252
P2.411
P2.2
P2.1
P2.0
PO.1
PO.O
Vcc
PO.6
PO.4
PO.3
PO.2
PO.7
ALE
PSENEA 2
P2.3
P2.714
P2.5
P2.6 9 Vcc
04 30
02 40
07 24
27 I 9
LCD 14PIN05
P1.2
P1.3
P1.4
P1.5
RST29
P1.6
2328(Rxd/Data)
XTAL
25
26
Vss
39
33
P3.0 1 1371R6O/-C
43
108 03
01
DO
GNO
VO
06 controlador está na figura 1.
Vcc IIVCC
A pinagem do LCD alfanumérico
é a seguinte:

PINO GND
R/-W
+Vcc
NOME
RS
D1
D2
DO
E
D7
D4
D5
D6
VO
D3
942
714
8
5
11
12
10
1331
6

Obs.: Pino 4 = RS = D/-C


Pino 6 = E = OCo

SABER ELETRÔNICA ESPECIAL Nº 4 - 2001


Entre os pinos 1 e 2 é aplicada tabela que estará no final deste artigo. JMP DIN1
uma tensão de 5Vcc sendo que o Quanto ao comando CALL CMLCD ; se for salta p/ VOLT, se
positivo é ligado no pino 2, o pino trata-se de uma sub-rotina, o que será ; não chama a sub-rotina;
3 recebe uma tensão de ajuste de explicado mais adiante. ; que transfere os dados
contraste através do trimpotde 1Ok;o ; para o LCD
pino 4 recebe um sinal que indica para LCD11: JMP $
o LCD se a informação que está no ; ESCREVE UMA FRASE NA
barramento de dados é um caracter ; 1ª LINHA DO LCD
ou um comando. Um sinal de nível Essa seqüência de comandos faz
baixo aplicado neste pino indica LCD: MOV DPTR,#FRASE exatamente a mesma coisa que a
que a informação no barramento é ; move p/ o DPTR o seqüência anterior, só que antes
um comando e um sinal de nível alto ; endereço FRASE define para o display onde devem
mostra que a informação é um carac- começar a ser escritos os caracteres,
ter, este pino também está ligado DINO: CLR A no caso na 1ª coluna da 2ª linha.
ao pino 1 (P1.0) do microcontrolador. ; limpa o ACC Esse programa é um exemplo que faz
O pino 5 está diretamente ligado ao MOVC A, @A+DPTR com que sejam escritas apenas duas
terra e permite que se escreva no LCD ; move p/ ACC o conteúdo frases no display e após isso seja
quando um nível baixo for aplicado ; endereçado encerrado o programa. O comando
a ele possibilitando também que se JZ LCD1 responsável pela definição do fim do
leia qualquer posição de memória do ; pelo ACC mais o DPTR, programa é o "JMP $", colocado na
LCD. O pino 6 habilita o LCD a tratar ; verifica se o conteúdo última linha do mesmo.
a informação que está no barramento CALL ESCLCD
de dados quando recebe um pulso ; do endereço é igual a zero
.******************************
positivo, e os pinos 7 até o 14 formam JMP DINO ,
o barramento de dados do LCD. ; se for salta p/ LCD1, se não ; SUB-ROTINAS
Sempre que for inicializado um ; chama a sub-rotina que
programa com o LCD deve-se confi- ; transfere os dados ; TRANSFERE PARA O LCD O
gurá-Io, enviando comandos que ; para o LCD ; COMANDO CONTIDO NO ACC
indicam para seu processador como CMLCD: CLR P1.0
este irá trabalhar: ; coloca o LCD
Essa seqüência de comandos ; em comando
.***************************************
, possibilita que sejam inseridos carac- MOV P2,A
; CONFIGURA LCD teres na primeira linha do display. É ; transfere o conteúdo
importante citar que esses caracteres ; do reg A para P2
INICIO: MOV A,#38H são definidos em outra parte do pro- CALL TEMPO
; Inicializa o display grama, de modo que essa parte faz a ; e habilita o LCD
; em 16x2, 8bits 'captura' desses caracteres e 'lança' CALL ABIL
CALL CMLCD ao display, um por vez. SETB P1.0
MOV A,#06H ; coloca o LCD em dados
; Deslocamento do RET
; cursor a direita ; ESCREVE UMA FRASE
CALL CMLCD ; NA 2ª LINHA DO LCD
MOV A,#OEH
; Cursor não piscante. LCD1: MOV A,#OCOH Essas sub-rotinas são muito impor-
CALL CMLCD ; coloca o LCD na linha 2 tantes. No caso da sub-rotina acima,
MOV A,#01H CALL CMLCD este comando envia um sinal de nível
; Limpa todo o display MOV DPTR,#FRASE1 baixo para o pino P1.0 do micropro-
CALL CMLCD ; move p/ o DPTR o cessado r do display identificando ao
CALL TEMPO ; endereço FRASE mesmo que se trata de um comando
.*************************
, e, em seguida, envia o conteúdo
DIN1: CLR A do registrador A, que é definição
Essa seqüência de comandos é ; limpa o ACC deste comando,ao port P2 do micro-
responsável pela inicialização do MOVC A, @A+DPTR processado r e habilita o display, para
display propriamente dita, ela envia ; move p/ ACC o conteúdo que, logo após, possam ser inseridos
um comando identificando que ele ; endereçado os dados.
deve trabalhar com 16 caracteres por JZ LCD11
2 linhas em 8 bits, dá a opção de ; pelo ACC mais o DPTR,
'cursor piscante', além de opções de ; verifica se o ; TRANSFERE PARA O LCD O
deslocamento do cursor. Todos esses CALL ESCLCD ; DADO CONTIDO NO ACC
comandos podem ser modificados ; conteúdo do endereço é ESCLCD: SETB P1.0
no programa de acordo com uma ; igual a zero ; coloca o LCD

SABER ELETRÔNICA ESPECIAL Nº 4 - 2001 13


RST
P1.4
P1.5
P1.7
XTAL1
21 (Txd/Clock)
40
P1.639
37 DB2
DB3
DB6
4 Entrada
CLK
1 13
32
6
8
5 I
P3.7
7
PU\..J
P3.1
P3.2
P3.4
Vcc
P1.2
P1.0
Vss
P1.326
23
(RD)
(lNTO)
(TO)
10k.Q
2228 DGND
29
31
35
34
33
32
CS 20
AGND
RD8
P2.1
PSEN
ALE
P2.7
PO.1
EA
Vcc
PO.7
POA
PO.5
P2.2
P2A
P2.0
P2.5
P2.6
PO.O
PO.2
PO.3
PO.6
P2.3
2
10
Vcc
18 DbO
24CLKO
25
30
27
1936 DB4
DB5
DB7
DB1 IN -
Voe INTR
IN+
VR/2
WR
5
69
3
ADC0804
7 ~150PF
Ivcc
O

10kO

33~

Figura 2

; em DADOS para que o display possa executar


MOV P2,A as funções determinadas nas outras
; transfere o conteúdo rotinas. ENO
; do reg A para P2
CALL TEMPO O próximo circuito (figura 2) é com-
CALL ABIL ; HABILITA O LCD E posto por um conversor analógico-
; e habilita o LCD ; INCREMENTA O DPTR digital de 8 bits, no caso utilizamos
INC DPTR o integrado AOC 0804, cuja função
RET ABIL: SETB PU basicamente é transformar sinais
CALL TEMPO analógicos em níveis lógicos.
CLR P1.1 Um conversor analógico-digital
A sub-rotina a seguir faz com que RET é um componente que em sua arqui-
os dados sejam inseridos e enviados tetura interna tem um circuito que
ao display. É enviado um sinal de nível verifica os valores de tensão aplicados
alto no pino P1.0 do microcontrolador Esta sub-rotina, como já foi citado na entrada do chip e faz com que
indicando que agora se trata de dados. acima, habilita o displaye faz com sejam elevados ao nível 1 (alto) ou
Da mesma forma que a sub-rotina que sejam inseridos os caracteres na rebaixados ao nível O (baixo) , que são
anterior, é transferido o conteúdo seqüência pré-definida de acordo com enviados aos pinos correspondentes
do registrador A (que pode ser um o que for armazenado no registrador à saída do integrado.
caracter) para o port P2 do microcon- DPTR.
trolador, daí habilita o displaye envia
os dados para o mesmo. ; COLETA DE DADOS DO
; DEFINE AS FRASES ; CONVERSOR AD
FRASE: OB "SABER
ELETRONICA" CLR P1.2
; CONTA UM TEMPO OB 00 CLR P1.3
TEMPO: MOV R6,#200 FRASE1: OB "*** OISPLAYS ***" NOP
CML: NOP OB 00 NOP
NOP SETB P1.3
DJNZ R6,CML
RET Esta sub-rotina possibilita que seja DINO: JB P1.3,$
escrito o que se quer que apareça MOV A,P2
no display. Vale lembrar que pode-se JMP DINO
Esta sub-rotina faz com que seja escrever palavras e/ou frases de até
definida uma quantidade de tempo 16 caracteres por linha.

14 SABER ELETRÔNICA ESPECIAL N24 - 2001


P1.0
PU
P1.6
P1.7
3122
21
P1.2
36
27Vcc
35
32
P3.1
P3.2
P3.5
P3.7
Vcc (Txd/Clock)
(INTO)
(Ti)
(RD) 30 6
40 9 Saída I
XTAL
P1.4
39
37 - PSEN
1 GNDI10
3928(Rxd/Data)
P1.5
33
25
23
29
Vss
P3.4
P3.0 (TO)
PO.3
PO.1
P2.7
PO.4
PO.5
P2.4
P2.1
P2.2
EA
ALE
P2.6
PO.2
PO.O
P2.5
P2.3
PO.6
PO.7
P2.0
Vcc
12 20
70
80 1
40
34
13 15519
50 12
16
10
24
60
26
30 215
10 kn
74L5373 OC 11'G

Esta rotina faz com que os sinais cionamento - é voltada para aplicação
analógicos já cbnvertidos e enviados em diversos projetos eletrônicos,
ao port sejam transferidos para o ; COLETA DE DADOS tornando-se ótima ferramenta para o
registrador acumulador de modo que, ; DO CONVERSOR DA controle de circuitos que utilizam, por
uma vez armazenados, possam ser exemplo, sensores.
utilizados em outras sub-rotinas do PiA
PiA MOV
DACONV:
P2,A O que podemos salientar é que
8051. NOP
RET
CLR SETB para uma maior diversidade e versati-
O circuito dado na figura 3 é com- lidade na utilização do que foi descrito
posto de um conversor digital-analó- neste artigo, é importante o fator
gico utilizando o que chamamos de criatividade da parte de quem estiver
rede ponderada R-2R. trabalhando com ele, uma vez que há
Neste circuito utilizamos um inte- possibilidade de elaborar as rotinas de
grado que tem a função de latch (flip- acordo com as suas necessidades.
flop tipo D) e a rede R-2R funciona Essa sub-rotina faz com que o
da seguinte forma: contando a partir conteúdo do registrador acumulador
do bit mais significativo, quando seja enviado ao port P2 para que TABELA PRÁTICA
aplicarmos um nível alto numa das possa ser utilizados pelo latch. DE CÓDIGOS
entradas, ocasionará uma determi- O conteúdo do acumulador é HEXADECIMAIS DE INSTRUÇÃO
nada associação dos resistores de definido da seguinte forma: como se
forma que a tensão de saída seja trata de um conversor DA, o valor Assumindo que o módulo foi con-
equivalente a uma certa fração da máximo possível em hexadecimal (FF figurado para aceitar instruções de 8
tensão de entrada (Vcc). H) corresponderá ao valor máximo da bits (DL=1), as quais são direcionadas
É importante verificar no esquema tensão analógica (+ 5 Vcc) de modo ao registrador de instruções quando
acima que podemos ligar em paralelo que ao colocarmos um valor menor RS=O e R/W=O,organizamos a tabela
no port 2 do microcontrolador tanto as em hexadecimal, proporcionalmente de códigos hexadecimais de instru-
saídas dele quanto outros periféricos. o valor de tensão analógica também ções para consulta rápida de modo a
A seleção do que se quer utilizar no diminuirá. facilitar a escrita de programas.
port é feita através do que é enviado A elaboração deste circuito - que Veja na próxima página esta tabela
ao port P1. utiliza rotinas simples para o seu fun- prática.

SABER ELETRÔNICA ESPECIAL Nº 4 - 2001 15


Tabela 2
O
R/W
O
DESCRiÇÃO 00
01
06
14
OC
OE
CO
OF
02
04
07
05
1C
80
10COMANDO
18
AO,
DO
I CÓDIGO DA 08 RS
OOO
O OO O O O
INSTRUÇÃO OO ÀÀ
DESL.
ATIVO 1ºDIREITA
LINHA
ESQUERDA
ÀMODO
2º ESQUERDA
LINHA
(L1G) S/CURSOR O
O

MENSAGEM À SUA POSiÇÃO ORIGINAL


(HEXADECIMAL)

, Curso de PIC
G~RÂTI~S Padrão Mosaico Engenharia
Está na hora de você se atualizar
conhecendo o microcontrolador mais
CATÁLOGO DE ESQUEMAS E DE
popular do mercado. -4p
MANUAIS DE SERViÇO <=>
20 horas com turmas
em vários horários.
11$ enqS
<99
~ Ganhe o livro "Desbravando ,00
Srs. Técnicos, Hobbystas, Estudantes, Professores ~ o PIC" e um desconto para a aquisição de
~ um gravador para toda a linha Flash. Você
e Oficinas do ramo, recebam em sua residência sem ~ não precisa conhecer assembler.
nenhuma despesa. Solicitem inteiramente grátis a §Próximas turmas em nosso site:
~ www.mosaico-eng.com.br
ALV Apoio Técnico Eletrônico ~ Mosaico Engenharia
Caixa Postal 79306 - São João de Meriti - RJ ~ ~ 5 anos de experiência

CEP.: 25501-970 ou pelo Tel.: (21) 2756-1013 Õ


~ ~=':':E~=:j
.: em 4992-8775/4992-8003
(011) projetos eletrônicos

-------
SOLBET
----------

CURSO
MANUTENÇAO (11)
Mlcrocontroladores - DE
3746-6479
-

e Robatlca MAIORES INFORMAÇÕES:


1------
FINAIS DE SEMANAS
CIRCUITOS IMPRESSOS CONVENCIONAIS ~ rJT' INíCIO DE NOVAS TURMAS
C/ a Prat. BEZERRA
PLACAS EM FENOLlTE, COMPOSITE OU FIBRA
EXCELENTES PRAZOS DE ENTREGA PARA
~PROJETOS BASEADOS
-EL.A.BORAMOS
EM MICROCONTROL.ADORES
s~u CIRCUITO IMPRE;SSO
MICROONDAS
EM FORNOS
rJT' AULAS, INCLUSIVE, AOS

PEQUENAS PRODUÇÕES MóduJos para


RECEBEMOS SEU ARQUIVO VIA E-MAIL ,-AQUISIÇÃO DE DADOS "'Desenvolvemos
-CONTROl.ADORES
o produto que
PRODUÇÕES N
<=>
~CONTROL:E DE MOTORE.S
você precisa
<=>
N
<=>
<=>
-CONVERSORES <=>

~ FURAÇÃO POR CNC -INSTRUMENTOS DE MEDIDA


-DESENVOLVIMENTO DE ROBÔS
N
;;;- PLACAS VINCADAS, ESTAMPADAS OU FREZADAS 0,=
0,=
-PROGRAMAÇÃO DE PICs
~ CORROSÃO AUTOMATIZADA (ESTEIRA) .$ .$
'§ DEPARTAMENTO TÉCNICO À SUA DISPOSiÇÃO Vi Cursos "5
Ul
~ ENTREGAS PROGRAMADAS § ·ELETRÔNICA DIGITAL
·Curso por
oc:
8 Ü -MICROCONTROLADORES correspondencla U
~C
Cl
SOLICITE REPRESENTANTE

TEC-CI CIRCUITOS IMPRESSOS


RUA VILELA, 588 - CEP: 03314-000 - SP
\~

1;;
~
-ROBÓTICA MÓVEL

Para maiores informações


e em nossa sede

visite nossa página


www.solbet.com.br.·m.il:vendaS@solbet.com
o
t
'ClI

U
ClI

2 PABX: (Oxx11) 6192-2144 / 6192-5484 / 6192-3484 Õ ou entre em contato conosco


Q)
Õ
c:
~
« E-mail: circuitoimpresso@tec-ci.com.br
Site: www.tec-ci.com.br
~ Tel/Fax (OXX19) 3252-3260 Caixa Postal 6025
CEP: 13084-971 - Campinas - 5P
«
16 SABER ELETRÔNICA ESPECIAL Nº 4 - 2001
Com direito a registro no CREA

É realmente muito fácil. No Instituto Monitor você não precisa


assistir aulas, ou mesmo ir até a escola (apenas as provas são
presenciais). Você não gasta dinheiro com condução ou materiais. Tudo
o que você precisa lhe é fornecido. Você estuda as lições que lhe são
enviadas, no conforto do seu lar, e aprende facilmente, porque elas são
adequadas para o aprendizado a distância em linguagem simples e
acessível.

Uma vez matriculado(a) você pode concluir seus estudos e receber

seu Diploma (com registro no CREA) em um ano ...ou menos, no tempo


que o seu ritmo determinar, depende apenas de você. E, se você tiver
alguma dificuldade, professores estarão sempre prontos para atendê-
lo(a) por telefone, fax, correio, internet ou pessoalmente em nossa sede.

o Monitor também oferece


estes excelentes cursos:
• Técnico em Transações Imobiliárias -
Corretor de Imóveis (com CRECI)
• Técnico em Contabilidade (com CRC)
• Técnico em Secretariado (com DRT)
• Técnico em Informática
• Supletivo de Ensino Fundamental (12 Grau)
• Supletivo de Ensino Médio (22 Grau)

r-----------------------,
I Sr. Diretor: O Faça
Farei minha inscrição de
os pagamentos no acordo
curso de Técnico
com em Eletrônica.
o plano: ~
l!I I
I O 1 única mensalidadede R$ 640,00 O 3 mensalidades de R$ 217,00 I
I O O 6 mensalidades demais
Envie-megratuitamente R$11S,00 O cursos.
detalhes sobre os 9 mensalidades de R$ 80,00 I
FORMANDO TÉCNICOS DESDE 1939
I I
Caixa Postal 2722 • CEP 01060-970 • São Paulo - SP
Rua dos Tmbiras. 263 • Centro' São Paulo - SP
I Nome:
End.: N':
I
e-mail: monitor@uol.com.br I Bairro: -- I
www.institutomonitor.com.br
I TeleIOl1e-:-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-e.-m-a-il-: ------------------- I
PEÇA PELO TELEFONE:
I CEP: Cidade ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~-E-st-.--- I
(11) 3224-8350 IL __
REOU-IS-'-T-Os-:-s-e-r-m-a-io-r-d-e-1-7-anos
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
e ter concluido ou estar cursando o ensino médio. O aluno será informado.
__ ~
I
PorTTool
Software gráfico de simulação para aplica-
ção em ensino de Automação Industrial.

Este sistema computacional é Indicadores: recebem sinais na o Ambiente de Trabalho


resultado de estudo pedagógico apro- entrada e exibem o resultado. Esta
fundado, e foi testado em leigos terceira classe é representada pelo A tela básica do PorTTool é com-
e profissionais do ensino obtendo Diodo Emissor de Luz (LED), pelo posta pelas seguintes áreas:
excelentes apresentações didáticas. Analisador Lógico multipontas, que é
Sua implementação é baseada na um analisador virtual que pode anali- 1 - Menu Superior,
teoria de sistemas, portanto, ele é sar vários pontos do circuito. Existe, 2 - Barra de Ferramentas Horizontal,
composto por três classes básicas: também uma variação oferecida pelo 3 - Barra de Ferramentas Vertical,
Geradores, Transformadores e Indi- componente OUT, que recebe valores 4 - Área de Entrada de Dados,
cadores. do circuito contido na prancheta e 5 - Barra de Estados,
escreve-os na porta de saída para- 6 - Prancheta.
lela.

'W Por TT 001 •••••·i<


••• '/, .i.; ••"%it'" ."
1~1
O

I~I-
Çircuito .Qpções 'siuda
Geradores: fornecem sinais para

[/~D~I •
alimentar o sistema. Três tipos de
geradores foram implementados: .., fi:)
o Gerador de Onda Quadrada que
alterna entre O e 1 lógico de acordo
com uma freqüência estipulada pelo
usuário, o Gerador de Onda Contínua
que fornece O ou 1 em sua saída =[,p 'i{..'?
continuamente e o componente IN, =b-'itr
que lê os bits da porta de leitura :t,P ~
paralela e os insere no circuito. :ft>- ~
@
Transformadores: recebem sinais
na entrada, operam ou transformam
estes, e disponibilizam os resultados
na saída. Na classe dos transforma-
e .,
~I::" :;)1"

~
<>

dores incluem-se as portas lógicas:


E, OU e OU EXCLUSIVO, bem como,
suas pares com saída negada. Além
destas, está disponível o BUFFER
INVERSOR e o DIVISaR DE FRE-
- I~
~
ili
QÜÊNCIA. ~ ~ [Construindo Circuito

18 SABER ELETRÔNICA ESPECIAL Nº 4 . 2001


o Menu Superior
É composto por três sub-menus: Tocar Música ao Iniciar - Habilita/
Circuito, Opções e Ajuda . Desabilita o PorTTool a tocar a música
--=
= ~-=
==~
~ =- =-
-= =
=-.;;;. ~ == .LJ

O primeiro deles, Circuito, possui ao iniciar-se. = ~. =- -=-


'i@7
='='
<;õõ"

funções padronizadas para criar um Corrigir Erros de Lógica -


novo circuito; limpar a prancheta; abrir Habilita/Desabilita o PorTTooIa corrigir ~oftware para Eletrônica Industrial
circuito; salvar um circuito contido automaticamente erros lógicos no
na prancheta; salvar um circuito com circuito. Para maiores informações,
outro nome; e a principal delas: efetuar veja o tópico Simulando desta ajuda. ']fit:F'~,j;112Li(iIil;rEt~~
a simulação do circuito contido na Atualizar Gráficos - Atualiza a 'lil~i§1 im}(;:r~ J1p
prancheta. parte gráfica do PorTTool, redese- r:J: m!1." 1~ i1ít!l!1-1nf;l
O segundo, Opções, oferece pos- nhando o circuito contido na pran-
sibilidades de: cheta.
Configurar Cores - Mostra/
esconde o configurador de cores E por último, o menu de Ajuda.
da prancheta.
Fontes - Abre um sub-menu que
permite a alteração da fonte para A Barra de
os seguintes textos: Ferramentas Horizontal
Textos Livres: Textos adicionados
via barra de ferramentas vertical. Oferece acesso rápido a algumas
Textos Associados: Textos asso- funções dos menus, tais como, Ativar
ciados a um componente via a Barra de Ferramentas Vertical, Simulador de Eletrônica Digital
Entrar e Sair do modo de Simulação,
o PorTTool é uma ferramenta intuitiva
menu do componente.
de fácil aprendizagem. Apresenta uma
Atualizar os Circuito Gráficos. Salvar,
simulação gráfica realística realçando
Exibir Lista de Componentes abrir e criar um novo Circuito e Invocar os detalhes visuais de todos os
Instalados - Mostra/esconde a
lista de componentes do circuito
atual
a ajuda.

A Barra de Ferramentas Vertical


componentes,


Fl"-FlOflt.'utreE.KtllvoJK

• :-'.1' -m
.Jm]

j
-Ill =' ,.
Analisador Lógico - Abre um =V ;:l, :0;:.,
to. ,

sub-menu que permite a manipu- Dividida em cinco partes: --l. I, LC,y -V __


:: .Ir': I!I ,,;t -ri
lação do analisador lógico, com Geradores - Gerador de Onda 1J1 .• _ •

....~·l!Illb
.~ " ""'}\'jif"'" , ••• ~ •..••••. "
T'[ ••••
I'"
as opções:
Ocultar/Exibir Analisador Lógico:
Contínua, Gerador de Onda Quadrada
e componente de leitura via porta l ,- ---u- Jl..J
.
Mostra/esconde a tela do anali- paralela IN. "
sador lógico. Transformadores - Portas lógicas '",.'"
..~ ..- .
L- ~
...l . .......J.,
Limpar Analisador Lógico: Apaga com uma, duas ou várias entradas
o traçado presente na tela do (até oito). Destaca-se o divisor de Interação com elementos externos
analisador lógico freqüência, por ter uma função dife- A simulação permite:
renciada das portas lógicas. • Geração e captura de sinais através
Exibir Barra Principal Pequena Indicadores - LED, Analisador da porta paralela
• Comunicação entre sensores ou
- Alterna entre ícones grandes e Lógico multipontas e componente de quaisquer Circuitos externos e o
pequenos na barra de ferramentas escrita via porta paralela OUT. PorTTool
horizontal Comunicação com o ambiente
Exibir/Ocultar Grade - Mostra/ externo - Os componentes IN e OUT Aplicação em Ensino
esconde a grade de posiciona- oferecem a ligação com o ambiente • Eletrônica Digital
mento dos componentes da pran- externo através de uma das portas • Arquitetura de Computadores
cheta paralelas do computador, com ende- • Automação Industrial
• Controle de Processos
Salvar Opções ao Sair - Quando reço configurável.
este item está "ticado", o PorTTool Utilitários - Cursor do Mouse
salva todas as suas configurações Padrão e o editor de Texto Livre, ~
o A solução ideal para ensino
gerais ao sair, por exemplo, as utilizado para dar título e comentar ~ e aplicação em projetos
fontes utilizadas para nomear os o circuito. c~ de Eletrônica Digital
componentes do circuito.
Simular Circuito ao Abrir - ~ e Automação
Quando este item está "ticado", o Área de Entrada de Dados 8'coo (44) 263-8001 ~222
t::
PorTTool dispara o processo de co
WVV\N.even.com.br
Ü
simulação quando possível, assim Tem função apenas para os com- Q)
Õ even@even.com.br
que um circuito for carregado do ponentes com texto ou que utilizam «
c::

disco. parametrização. Os componentes que

SABER ELETRÔNICA ESPECIAL Nº 4 - 2001 19


necessitam de parâmetros on-line Ligando os Componentes quer componente, aparece um menu
são: Gerador de Onda Quadrada, com funções específicas. No menu
Divisor de Freqüência e Textos. Depois de instalados, os compo- PopUp dos Componentes Lógicos
nentes podem ser ligados de duas existe uma função muito inovadora,
formas: automática ou manual. que permite substituir qualquer com-
Barra de Estados ponente do circuito por outro da
Automática mesma classe, por exemplo, um porta
Indica a posição do mouse em Clíque com o mouse sobre o ter- lógica E por uma porta lógica OU
coordenadas x e y dentro da pran- minal do primeiro componente a ser EXCLUSIVO.
cheta, de acordo com a grade, e o ligado, soltando o botão clícado. Em
estado atual da operação corrente: seguida, leve o mouse até o terminal
construindo, simulando, abrindo, do segundo componente e clique nele Configuração de Cores
salvando, etc. para efetuar a ligação.
Opcionalmente, pode-se clícar O projetista pode configurar as
com o botão da direita sobre a região cores do ambiente de trabalho de
A Prancheta de terminais do primeiro componente acordo com suas preferências.
e escolher a opção "Selecionar termi- Se a opção Salvar Como Padrão
Área de desenvolvimento e simu- nal" através do menu PopUp. estiver "ticada", ao pressionar-se OK,
lação do circuito. Para inserir um a nova configuração de cores será
componente na prancheta, clique salva para que em todas as vezes que
inicialmente com o botão da esquerda o PorTTool for inicializado futuramente
do mouse sobre um dos componentes .~---------------~
as cores estejam configuradas dessa
contidos na barra de ferramentas ver- mesma forma.
tical. Durante esta fase, o respectivo Se a opção Mudar Cor de Todas
botão fica apertado e o cursor do Manual as Ligações estiver "ticada", ao
mouse se modifica para um retân- Proceda de forma semelhante pressionar-se OK, as cores de todas
gulo correspondente ao tamanho ao primeiro caso, porém você pode as ligações existentes na prancheta
do componente a ser instalado na estabelecer pontos intermediários serão mudadas para a cor estabele-
prancheta. entre os componentes, utilizando o cida para as ligações.
Caso se deseje inserir um compo- botão da direita do mouse.
Configuração de Cor.

~.-
nente com mais de duas entradas,
Contextos Cor Atual
aparecerá abaixo do componente
clícado um menu listando os números '~'.I!~Il?l~ - c::::J
de entradas disponíveis, como está
demonstrado na figura abaixo. Neste
ri~~~~~-:::::::::::::::::::::::::::
Selel;;;~ode Ligação
~
u>
iiii ..:J
c::::J
caso, é necessário optar por um
número de entradas, clícando sobre
Observação:
A ordem de ligação não importa, r Salvar Como Padrão
o número no menu. ou seja, o PorTIooI não exige que
o usuário escolha um terminal de
r Mudar Cor de Todas as Ligações

saída ou de entrada antes. OK I Cancela J __~_el~upera

Lista de Componentes
Simulando
Esta janela exibe todos os compo-
Após o circuito estar totalmente nentes instalados na prancheta.
interligado, utilize o botão "Simular"
da barra de ferramentas horizontal
~11l!~IJ~n~I'~lJIJ·aT;'";·~I-I
.• ~rmlr.1E-~F.r.I·[!·j(lllli%t'1!V""'i"11-1-1. ~~
__
ou a opção "Simular" no menu Cir- Componente
cuito. Pronto! Seu projeto já está
funcionado. GER OQ

~ z INVERSOR
·r.... 8 DIVISOR 1/2 da frequência
-1i•./
""""'I'. "E'!>

DIVISOR
"1-['10 LED
1/4 da frequênc:i.:;

Menus PopUp Bit I)

Para finalizar a inserção, movi- Sensíveis ao Contexto


LED Bit 1
mente o mo use até a posição dese-
jada e clique mais uma vez para fixar Existem menus PopUp sensíveis LED Bit 2

o componente na prancheta. O botão ao contexto. Se o usuário clicar o


do menu volta a posição normal. botão da direita do mouse sobre qual-

20 SABER ELETRÔNICA ESPECIAL Nº 4 - 2001


Esta janela oferece algumas fun-
ções para configurar os componentes Comunicação com o ambiente
instalados: localização do componente externo
na prancheta; alteração dos Textos
Associados de cada componente e lEm=
llD.I= I dados via porta
Componente de paralela
leitura de-
mudança do tamanho da janela para IN. Faz a leitura dos bits
facilitar a visualização da lista de da porta de entrada para-
componentes. lela (5 bits de entrada) e
disponibiliza-os nas suas
saídas.
As Funções dos Componentes O bit menos significativo
corresponde a saída no alto
As funções dos geradores do componente IN.
Pelo fato dos sinais serem
6~I
_, _ Alterna suaOnda
Gerador de saída entre O
Quadrada.
e 1 lógico, segundo uma
provenientes do ambiente
externo ao PorTTool, consi-
freqüência pré-estabelecida. dera-se este componente
Como um gerador real, deve um gerador.
ser ligado para gerar sinal
em sua saída.Tem uma freqü-
ência máximade 10.000Hz. ~I
~:mi11dados via porta
Componente paralela
de escrita de
- OUT. Recebe em suas
entradas os dados do cir-
LlL
-.FJJJ IAlterna
Geradorsua saída Contínua.
de Onda entre eO
1 lógico, caso esteja, desli-
cuito construído no PorT-
Tool e os escreve na porta
gado ou ligado. paralela (8 bits de saída). O
bit menos significativo cor-
As funções dos transformadores responde a entrada superior
do componente OUT. Pelo
+••. Tool baseiam-se nas fun- fato dos sinais serem envia-
dos para o ambiente externo
I
-i~~:-~'--·:~ CC0~0b -:ié
-..,:-:-:.- ..... ,
~, I
:::f
+L,;.#0 çõesportas
As da álgebra
lógicasboolena.
do PorT- pelo PorTTool, considera-se
este componente um indi-
-
l.!Jl:C
J'i'I't9t Idados
Recebe emFreqüência.
Divisar de sua entrada os
de um Gerador de
cador. A porta paralela pode
ser a porta LPT1 e LPT2 da
FUTII%c.2 $- :::::~~::;:;.~ íi Iâ~I.';
i
___ ~ ~---_ •••_ ••_w-'"i
Onda Quadrada e efetua a impressora, ou outra cons-
divisão por n da freqüência truída pelo usuário. fflAN;UJlI~ Of ffd Pfl'011SS'ONAl

-
_'
recebida em sua entrada, _ ª .;z_:.::""'-- 5~",.lJ~:l.>
r - <'
ta ~ '~i1ã

l-..
_ • >,--1e,I~"o".1:K
=
disponibilizando o resul- -

tado em sua saída. O n Conclusão - "'SMISSORoufll,.aoflS5l~":••. _ •••••.;;~~;.:; .••.;:; SPC'rl;'..:y

pode assumir valores intei-


ros entre 2 e 128, tendo O PorTTool é uma ferramenta
O
lU _ :~_·~"·-:-:"'ãi--P-
: .- ~-
= .:;:.:. -.-' -::' •
: ,-" ;.;"""J!."

como padrão o valor 2. intuitiva de fácil aprendizagem que ,- _'f'flAHJMI$W.~fAlP.O"UI~- 2,.,--":""";";;';' S~'jUtJ:

'l.,----
oferece simulação gráfica realística.
A simulação permite a geração de "-
O :::"".:=
~',,,,,~-:---- '.,
As funções dos indicadores
sinais para controlar equipamentos
6 --
~ __')IdeDiodo
(LED). Indica
Emissor ou de
1 lógico
O Luz
acordo com o valor rece-
externos e, além disso, captura sinais
que podem vir de sensores. -
) Ti\ANSmISSOi\tS m ~m
bido em sua entrada. iij"'G=!II'fl!~lI' BI1l"~~E'~I:i' 1li'~:I,·1E··l!l"iIl""~'··!Il"i1a'll'=::' l':'~::=!:.~:I, lI"Iii"'I1' IIIII,;,.'IIOJE UNFI'S m llH~ l
['" e,-·}·-n- nm. I C GH\A[JOtlHi m: E5Tftlm
DHAVt5 HIBf\\OAS )
--IId I I tas. Desenha
Analisador o gráfico
Lógico dos
Multipon-
valores recebidos em sua
50

$1
&..:s-:
..rJil

~!~
Demultiplexador de 1 para 4 linhas
l UNFI'S m VH~

entrada sincronizado com DOmpi\tSSOi\t!:J m ÁlllJIO l


o tempo. Cada componente l Pi\ODtSSA[lOPitS m ÁlllJIO
instalado representa uma AUAD CORREA EQUIPAMENTOS
ponta de provas. Assim, ELETRÔNICOS LTDA.
a cada ponta de provas n.' =tr<....J"'~ ---. r•••••••' Praça da Pirâmide 175
Centro Empresarial
instalada, a janela que Santa Rita do Sapucaí • MG :
simula o painel do analisa- nn •••• m-m.m-mc===D---- mnn.
__-----,;ti FONE: (35) 3471-1071 I
dor aumenta verticalmente. H OM E PA G.r;_:'!""'~:.!~~t!.~Lx-,-c~./l'lJ>_r:.J

SABER ELETRÔNICA ESPECIAL Nº 4 - 2001 21


....
•• ~g\\en\
. '\\ecn\\o\Og\es
..u~\Na'~
••••••••••
••• \\I{'\CI.r~\\í\9 tl\e II -
• ti'


• •••••

••

SOITWARE DE, PROJETO DE


CIRCUITOS E CALCULOS DE RF

o AppCAD da Agilent Technolo- - Polarização de FETs c) Passive Circuitos


gies é um software para projetos - Polarização de transistores bipo- - para os circuitos passivos de alta
de circuitos básicos, linhas de trans- lares (3 tipos) freqüência temos as características
missão, ruídos e cálculos térmicos - Polarização de transistores bipo- de linhas de transmissão, como:
contendo recursos para calcular lares (coleto r comum) - microstrips
elementos de polarização, circuitos - Eficiência de amplificadores. - waveguide (guia de ondas)
passivos básicos, ativos, sistemas de Com este recurso podemos sele- - cabos coaxiais redondos
sinal envolvendo reflexão, ruídos e cionar a configuração básica do cir- - cabos coaxiais quadrados
transferência de calor e ainda diversas cuito com janelas para serem coloca- - linhas paralelas
ferramentas de engenharia como dos os valores dos sinais desejados, - fio sobre plano terra.
valores de componentes, constantes correntes e características dos com-
físicas mais usadas, etc. ponentes usados. O software calcula Entrando com características das
A versão fuI! do AppCAD versão então os valores dos componentes de linhas de transmissão tais como
2.0, está disponível no CD e contém polarização, correntes e as tensões diâmetro e separação dos condutores
basicamente os seguintes recursos, nos principais pontos do circuito. e natureza do dielétrico, o software
que são acessados pelo Menu Prin-
cipal após instalação no arquivo de .=M.I2:9
Eie ºpbons !:i elo
programas.

a) Agilent 'o •.• '

- RF Products onde se acessa ........


•••••
Agilent Technologies
a relação de produtos nesta área ...
..... Inno,;,ating lhe HP Way

oferecidos pela Agilent Technologies


- Contact Agilent - telefones para
os contactos locais
- Links da Agilent na WEB
- Informações sobre o AppCAD.
~~
b) Active Circuits
- Clicando neste botão acessamos
diversos tipos de configurações para
cálculos completos .
- Circuitos polarizados por tensão .•• YOU" Per-son!J Des:gn Ass s'"OI'1'"

- Circuitos polarizados por cor- for RF, l""lcrowcve, c:nd v-I.reles.s applco1ions
rente Passive Cifcuils

Signals·Systems
- Detectores de sinais fortes Re~abJllY
Tools
EI"lQl
- Detectores de pequenos sinais

22 SABER ELETRÔNICA ESPECIAL Nº 4 - 2001


I_.~,'·r.
~.rn~. =::======::::==========-----=:MJ~
i~~·'E'-.laIDmm.lZ-DIf.1!-~r.lDllllllllllJiilJ~i·~,,;';~~··k.~~';:"~"'~;"~' mento" que deve ser seguidos pelos
[ile Çalculale 8pplicalion Examples Qplions Jjelp "bons" engenheiros" (em inglês).
âel Number 01 Slages = 17mn Calculale IF4]
NoiseCalc E:·:arnple 1.9 GHz CDHl:.. Hand:;-et R~cel\'e{ f) EngineerTools - as ferramentas
dadas para os engenheiros que estão
disponíveis no AppCAD são:
~lage Oa!a Units
Noise Figure dB - Component Values - valores de
~ dB componentes - com esta ferramenta
OulpullP3 dBm
dBrc pode-se entrar com o valor desejado
dNF/dTe'!'E.
dG/dT emp dBre para um componente e sua tolerância,
Slage Analysís: e o software "calcula" o valor comercial
dB 3.80 0.90 3.50 1.70 9.00 3,10 6.00
NF [T emp corrI
Galn IT emp corri dB -3.80 13.80 -3,50 14.10 13.00 -3,10 52,00 mais próximo com o erro porcentual
-43,50 -29.40 -16.40 ·19.50
~~utPower dBm
--j ! -50.00 -53,80 AO.OO
e absoluto que pode ocorrer com o
Oulpul Power dBrn . -53.80 -40.00 -43,50 -29.40 -16.40 ·19,50 32,50
d NF/d NF dB/dB 0.08 0.11 0,02 0.00 0.00 uso deste componente. Ver figura
d NF/d Gain dB/dB -0.24 -0.08 -0.05 -0.02 0.00 0.00 0.00 abaixo.
d IP3/d IP3 dBm/dBrn 0,00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 1:00
- Engineering Constants - temos
Enter System Parameters: System ,6.nalysis:
finalmente uma tela em que as prin-
I"pul Power .-----J -50
dBrn cipais constantes usadas em projetos
~alysis Tempera~ 25 T -'~'~;~'-'82:50~dBl
Noise Figure 5,1 1=dB I
I OulpullP3 = 12,00 dBm de engenharia são fornecidas, tais
Noi,e BW ~.--.-l 1 MHz NOlSe Temp = 651.32 '!( .
! Inpu! 11·.·llevol= -9.00 dBrn
como a carga do elétron, Constante
T SNR = 58.86 dB II~Tr;puIIP3
InpullM levei =~- --:71J:50'dBml
41.00 dBC
sm Ternperalure
Ref ffor sensilivilvl .JI 25
10 dB MDS = ·108.86 dBm Oulpull~llev81 = 73.50 dBm i de Boltzmann, Velocidade da Luz,
Sensitivity = -98,86 dBm Ou!pullM levei 41.00 dBC I
l'loi,o Floor :.~:168.86.~t!:S S~~
=
25,57~J
Constante de Planck, Número de
Avogadro, etc.
O AppCad é fornecido gratuita-
1M Norrnal mente pela Wireless Semiconductor
Division, da Agilent Technologies.
calcula a impedância e comprimento ponente de modo que ele opere em Atualizações constantes são feitas
de onda além de outras características condições seguras, neste software e podem ser adicio-
importantes para projeto, - SPCS - trata-se de um interes- nadas no Website da Agilent em:
sante documento da "Associação de www.hp.woodshot.com.
d) Signal Systems Prevenção da Crueldade Contra os Outros sites da Agilent incluem:
Temos aqui uma série de recursos Semicondutores" - neste documento www.agilent.com/view/rf RF semi-
que envolvem o cálculo de: são dadas "leis básicas" que devem conductors
. reflexão de sinais ser seguidas por quem deseja o www.tm.agilent.com/tmo/hpeesof/
- ruídos - calcula o espectro de máximo de longevidade e operação Electronic design automation tools
ruídos, intermodulação, ganho, segura para os componentes, numa www.agilent.com Outros produtos
relação sinal/ruído, etc. espécie de "código de comporta- Agilent. -
- espectro *'AppCAO -(Standald Componenl Vatuei) • -1r5'llSl
- ponto de interceptação - calcula file I;alculate Component Type Qptions J:!elp
os produtos de intermodulação Main Menu [F8]
de terceira ordem. Standard Value Calculator
Este é um recurso bastante impor-
1. Enter raw value in any numeric formal, e.g,.
tante no projeto de amplificadores de F:a'N value = !612E.5

sinais onde são calculadas as diversas 0.00612 6.12340-3 41543 4.284

características como a atenuação e .00612 612E-5 41543.21 415E2

os ruídos ele estágios amplificadores


em cascata a partir do número de 2. Select component tolerance:

estágios. Na figura acima (NoiseCalc)


temos a tela deste recurso por onde (" 0.1% ("}% í 10% í
r T olerance-----
(Õ" 5% 20%

o leitor pode avaliar os cálculos que


podem ser realizados.

e) Reliability - neste setor temos 3. Click type of component to calcula te: . -t:"N\fv= 111t= I ~ I
os seguintes tipos de recursos para
cálculos: Calculated Standard Value =1 ~ ~

- Cálculos térmicos para os dispo-


sitivos - este recurso pode ser aplicado
Absolute Error = I I (ra'N number - standard vahJe)
tanto a componentes discretos como
a circuitos integrados, possibilitando Percent E rror = I I %

avaliar a quantidade de calor dissi-


pada e a temperatura final do com-

SABER ELETRÔNICA ESPECIAL Nº 4 . 2001 23


A utilização de componentes vir- possui poucos componentes e deve para o microcontrolador e ver o seu
tuais para teste de circuitos tem ser registrada para termos acesso a funcionamento. Podemos ainda ver
crescido muito ultimamente. Um dos todo o seu potencial. O registro é feito a execução do programa passo a
grandes problemas dos técnicos e pela Internet e é grátis. passo para verificar a existência de
engenheiros eletrônicos é ter em esto- Outra dificuldade que este pro- algum erro. É possível, então, gravar
que todos os componentes necessá- grama soluciona é a montagem com o microcontrolador apenas quando
rios para testar um circuito. microcontroladores como o BASIC tivermos certeza de que o programa
Muitas vezes queremos apenas Step, BASIC Stamp ou PIC. Para tes- e o circuito estão corretos.
testar uma idéia nova e não é viável tarmos circuitos com microcontrola-
comprar os componentes, geralmente dores precisamos de gravadores nem
caros e difíceis de encontrar. sempre baratos, e nunca podemos ALGUNS COMPONENTES
A montagem em "proto-boards" "ver dentro" do microcontrolador para DISPONíVEIS
(ou breadboards) já foi um avanço saber se o programa está sendo
para as montagens de teste. Agora é executado do modo que queremos. Microcontroladores BASIC Step,
possível fazer montagens sem ter que Pois bem, o Virtual Breadboard BASIC Stamp, PIC16F84, PIC16C71
soldar fios e componentes em placas possui o BASIC Step assim como e PIC16C54
de circuitos impressos. diversos PICs. É viável fazer a monta- Conversores analógico/digital e
A proto-board é uma matriz de gem do circuito, escrever o programa digital analógico
contatos onde é possível construir
praticamente qualquer circuito sem _~~-.m~·l!"'"!
.• _~.l!lImF.T7i!l.
·m,.ll!l~IT~'l!l!(O!lJml~.l!lH:I .• !!l'I!l"'!!ll1l!l'r~'If';I!I.1l1ll1f";!!.}-~~\;!lT.m:Il!"'"I!!lI.
[:Jl""",!!- '1!;1"r.F.ri!l!-!!.!!l.I!i!Mrn!l!.!l!.!I!l'l!.lll:l.!rolllli~!f,,!llIoI·:F.'r.lil!-m~II~l!'-'f:'l":'irn!!-lCI!·Il!r;n:E,,"
•.•
ijrt1·:1!:i·'tli~illft1·'[;~llaEl.ll"!a.i!l.1:l!~!l!·Ill·II-.r:;-JI~oill:i:x]11
ti) file !;dit loo~ ~imulatbn ',;'ndow !::!elp ~~
ter que ligar o ferro de solda.
Uma das dificuldades da proto-
board é que ainda necessitamos de
todos os componentes eletrônicos,
além de espaço na bancada, fonte
de alimentação, etc.
O programa Virtual Breadboard
veio para solucionar todos esses pro-
blemas. Ele é uma proto-boardvirtual,
que só existe no seu computador e
não custa nada, pois está incluído no
CO da Revista e não ocupa espaço
em sua bancada. Uma outra vanta-
gem é que você não pode "queimar"
nenhum componente, não importando
se você fez a montagem errada ou
ligou a alimentação invertida.
O Virtual Breadboard tem uma
grande variedade de componentes
em sua versão registrada. Aquela que
está no CO (ainda não registrada) Figura1- Circuitodeexemplo.

24 SABER ELETRÔNICA ESPECIAL Nº 4 - 2001


Figura2 - Circuitoemteste Mais de 70 circuitos integrados e
CMOS da linha 40XX
Comunicação serial RS-232
Disp/ay LCD de 16 caracteres x
2 linhas
••• \lrilO' 1:ho kscn charac1:u 1" b~ to LCD.
Osciloscópio digital de 2 canais
1.c »1'" • p1ns ~ .00010)00
1"t b~. "nu/H
d.l>uç o::har.b2
'rue hlÇh",bbl. of b3 ,,,to bZ Memórias EEPROM, EPROM e
ht :>:.ns - piuJ I -W-.j."".,...l."~
SRAM
_
,1"1:0];<.
'1
,10C b~ • ~hn ~ \0
,""000 , ,
I
fTm""'OT'~"'.
I 1""'''' I Motores de passo e step-motors.
letpins'pins' s~CorrIil<lÕdJ:

int.o Pi~:',,;•.•
c • l';"~ I r
- ~ Nas figuras apresentadas temos
p"1.0"1tE,l
~ alguns exemplos:
Na figura 1 vemos um circuito
utilizando um microcontrolador BASIC
Cli:iI,,1
:;;]MEl Step 1, um disp/ay LCD e uma porta
serial RS-232.
Na figura 2 mostramos o mesmo
circuito sendo testado, no qual pode-
mos observar o código fonte do BASIC
Step e uma janela simulando um
terminal serial no PC onde podemos
enviar e receber mensagens.
Já na figura 3 temos um microcon-
trolador PIC16C54, alguns circuitos
integrados CMOS e um disp/ay de
LED. Este circuito é um decodificador
binário/decimal.
Figura3 - Cir- Em resumo, o Virtual Breadboard
cuitodedecodi- é uma excelente ferramenta para nos
ficadorbinário/ ajudar no teste e desenvolvimento dos
decimal.
mais variados circuitos e montagens.

o MICROCONY'ROLAD.OIR
MAIS FÁCI,L DiE
}=1
BASIC Step1
Virtual Breadboard PROGRAMAR DO
~---
fkldif3:0g_1ociilljto:m~~
DIBlgll1t.l09l~l~1~kil"'I"'1
~ -",I'I~I ••.lul •••1
_,Olx

I IiII
MERCAD.O
•• Olx

:
I;$default
=~~~
=1..-1.....
~::I"..._.....
~1\ ""'
~ BASIC Step 2K
X:cen _, mmntI

~~: ~~~io~~) ]~~~ do ) o ammI

p~:~q~g:t: ~~. -'I ti


:ar IdIl • 1 To
Bl~~~l) •


T~~

t1 ,1m:n1 " • c.....l:J~:"IAI."" _ <; •••.•.• c BASIC Step 4K


~
Bascom
L~;';-";~;~~'"-'
~., - ~.,
~
Servos, AIO, '-'-'"
Compilador para BASIC Step 2K I 4K 18K Sensorde I ~
""...
...e

temperatura t
! ~~
a ••• _ t
Curso de BASIC Step 1 Fabricado
ProPic 2
,.
Programador de PIC
TATO no Brasil

CtJ Equipamentos Eletrônicos


Transformando idéias em rea#dade Rua Ipurinas,164 - São Paulo - SP - Tel (11) 5506-5335 - Fax (11) 5506-2328 - www.tato.ind.br

SABER ELETRÔNICA ESPECIAL Nº 4 - 2001 25


BASIC Step 2K
o BASIC Step 2K é a versão mais Figura 1
poderosa do microcontrolador BASIC IiJJOASCOIiI AVR IOE I!!I~Ef
Step 1, que teve grande sucesso no
mercado brasileiro.
O seu lançamento ocorre numa
época em que o dólar se encontra em
seu nível mais alto e os projetistas ---------------------------------------------------.
ARRAY.BAS
necessitam de um microcontrolador (c) 1998-1999 MCS Electron1cs
fabricado no Brasil.
$default Xram
A grande vantagem de se utilizar Dim Idx1 As Integer
a linguagem BASIC é que um projeto Dim 81(1000) As Byte
Dim I(500) As Integer
pode ser desenvolvido, testado e fina- Dim 5(100) As String * 20
lizado em tempo recorde, uma vez que
sua construção estruturada permite a For Idx1 ; 1 To 10
çriação de programas poderosos com 8;(~d~;) ; Idx1
um mínimo de esforço. ~
A versão do BASIC utilizada pelo [1: 1 [Insert
BASIC Step 2K é muito semelhante
ao QBASIC da Microsoft. Neste, vemos o editor de texto onde escrevemos o código fonte do nosso programa. A barra de
O ambiente de desenvolvimento ferramentas na parte de cima da figura nos dá acesso a todas as ferramentas necessárias.
é completo e amistoso permitindo
Figura 2
editar, compilar, simular, emular, testar
e gravar o seu programa. ~AVR Símulalor I!lliIf3
O ambiente de desenvolvimento
foi criado pela MCS Electronics, uma u ~.nnumu,~

empresa da Holanda, representada Variables I~ocals I &rf' W~ch I~ uP Ilnterrupts I


no Brasil pela Tato Equipamentos
Eletrônicos Ltda. A Tato fez um acordo r Io o 00000000
com a MCS Electronics e a versão
idx
Variable =: ;;;;
o
/vai:.e ~x
o
_.
00000000
~n -----.-- J
... ...-.J
para utilizar com o BASIC Step 2K ~
é totalmente gratuita e está incluída
no CD da Revista. Brevemente os .:J
.i.l .!.J
modelos BASIC Step 4K e BASIC
o
Step 8K estarão disponíveis.
Veja alguns exemplos nas figu'as
o 21 B
Dim
= B As Byte
&B0101 0101, Idx As Byte ,-IA;'BYC;-'.f :J
o 3 Config Portb = Output
1,2 e 3. o 4 Portd = 255
5
~
CARACTERíSTICAS:
Linguagem BASIC estruturada com
Ipc=o ICycles=O I I MI
labels. Esta tela do simulador e do emulador nos mostra que é possível ver o valor das variáveis assim
como a linha de programa que está sendo executada. É viável executar o código passo a passo ou
Programação estruturada com IF-
até determinada instrução e podemos observar os valores das portas e da memória.
THEN-ELSE-END IF, DO-LOOP,
O programa possui ainda simulador de hardware com LEDs nas saídas
WHILE_WEND, SELECT _CASE das portas e um display LCD de 16 colunas e 2 linhas onde podemos testar se o nosso programa
Código da máquina rápido ao invés está gerando as mensagens corretamente.

26 SABER ELETRÔNICA ESPECIAL Nº 4 - 2001


de código interpretado. Tabela 1
Variáveis e labels podem ter até 32 1520
10.000.000
O
QBASIC
6 canais QBASIC
de 10 8
8.000.000
2.000
TBASIC
O
bits
Comparação entre os modelos:
BASIC
BASIC
2048
4096 Step
bytes
256 Step
bytes
bytes
instruções/s
38400bps
384002400bps
bps
instruções/s
instruções/s 2K 4K
caracteres.
de
DaídasVariáveis
ação serial memória
BASIC Step 1
tipo Bit, Byte, Integer, Word,
Long, Single e String.
Comandos compatíveis com Visual
Basic e QBASIC.
Comandos especiais para displays
LCD, 12Ce 1 WIRE, teclado de PC e
de matriz, recepção de IR.
Variáveis locais, funções de usuário
e biblioteca.
Emulador e simulador integrados.

DECISÃO E ESTRUTURA FUNÇÕES NUMÉRICAS INTERRUPÇÕES


IF, THEN, ELSE, ELSEIF, END IF, AND, OR, XOR, INC, DEC, MOD, ON INTO/INT1/TIMERO/TIMER1/
DO, LOOP, WHILE, WEND, UNTIL, NOT, ABS, BCD, SIN,COS,TAN,EXP. SERIAL, RETURN, ENABLE, DISA-
EXIT DO, EXIT WHILE, FOR, NEXT, BLE, COUNTERx, CAPTUREx,
TO, DOWNTO, STEP, EXIT FOR, ON INTERRUPTS, CONFIG, START,
.. GOTO/GOSUB, SELECT, CASE. 12C LOAD.
12CSTART,12CSTOP,12CWBYTE,
12CRBYTE, 12CRECEIVE and
ENTRADA E SAíDA 12CSEND. MANIPULAÇÃO DE BITS
PRINT, INPUT, INKEY, PRINT, SET, RESET, ROTATE, SHIFT,
INPUTHEX, LCD, UPPERLlNE, BITWAIT, TOGGLE.
LOWERLlNE,DISPLAY ON/OFF, 1WIRE
CURSOR ON/OFF/BLlNK/NOBLlNK, 1WWRITE, 1WREAD, 1WRESET,
HOME, LOCATE, SHIFTLCD LEFT/ 1WIRECOUNT, 1WSEARCHFIRST, VARIÁVEIS
RIGHT, SHIFTCURSOR LEFT/ 1WSEARCH NEXT. DIM, BIT, BYTE, INTEGER,
RIGHT, CLS, DEFLCDCHAR, WAI- WORD, LONG, SINGLE, STRING,
TKEY, INPUTBIN, PRINTBIN, OPEN, DEFBIT, DEFBYTE, DEFINT,
CLOSE, DEBOUNCE, SHIFTIN, SPI DEFWORD.
SHIFTOUT, GETATKBD. SPIINIT, SPIIN, SPIOUT.

DIVERSOS
REM, , , SWAP, END, STOP,
Figura 3
CONST, DELAY, WAIT, WAITMS,
~" "AVR ISP Programmer" GOTO, GOSUB, POWERDOWN,
File Buffer Chip IDLE, DECLARE, CALL, SUB,

@dB1Ql
~~~~J!J Bil311lfB1 l~1 C l 1; I II ChiPl9ÓS2313 3~ END SUB, MAKEDEC,MAKEBCD,
INP,OUT,ALIAS, DIM , ERASE, DATA,
READ, RESTORE, INCR, DECR,
Size 2KB rÜ3f) I
rLB 2 ..-J PEEK, POKE, CPEEK, FUNCTION,
READMAGCARD.
111

~lOOJ~J~1 ~
35 1 E: % 18 .c..I\.I.1111 DIRETIVAS DO COMPILADOR
95 1E: 95 18 % 18 E1 :3F E:D 81 E1 87 BD 81 ED 8F 1.1.I.álliláPilí1 $INCLUDE, $BAUD and $CRYS-
BF 8D EC CO E9 E7 2E 4E 27 D D 24 55 E1 8'3 B9 89 O\ll.éçN'i$UáI11 TAL, $SERIALlNPUT, $SERIALOU-
E1 88 B'3 ali. 27 :38 2E 6:3 DO 7.6, E6 ,1:..0Eo Bo 93 OC ál'll hElz.õeàl TPUT, $RAMSIZE, $RAMSTART,
DO 76 2F 00 27 11 94 E:3 F:3 t;O DO 27 DO 5C DO E;2 8v/'lel!lll'8\flb $DEFAULT XRAM, $ASM-$END
CF F7 E7 E.1l.EO FO E6 ,1:..0EO E:O 91 .I:..D91 BC OF ,11.1:..
f-;.çêàij~ à"·-·}~.! ASM, $LCD, $EXTERNAL, $L1B.

- I
1F BB OF E.I:..1 F FB '35 C8 2D E:[1 96 31 % C8 2D 90:> ê ult: -€11It:-~~. .•..
I
MANIPULAÇÃO DE STRING
STRING, SPACE, LEFT, RIGHT,
MID, VAL, HEXVAL, LEN, STR,
382 bytes read
~I HEX, LTRIM, RTRIM, TRIM, LCASE,
o gravador é integrado e extremamente simples de operar possuindo inclusive a opção de gravar o UCASE.
microcontrolador automaticamente após a compilação.

SABER ELETRÔNICA ESPECIAL Nº 4 - 2001 27


Eng. Rogério de Souza Corrêa

INTRODUÇÃO contra-senha, a mesma deverá ser do o usuário utilizá-Io normalmente


digitada no campo em branco na clicando em "Cancelar Registro"
A Teletronix (www.teletronix.com. figura abaixo, e posteriormente durante o período de avaliação.
br), empresa fabricante de Equipa- clicar em "Registrar Agora", veja a
mentos de Radiodifusão, em parceria figura 1. É totalmente aconselhável, antes
com a PS Digital, comercializa o Enquanto o Software não for regis- de instalar o RadCom Mix, ler cuidado-
software RadCom Mix para automa- trado a tela acima será mostrada sem- samente o manual de instalação conti-
ção de Rádios e Sonorizações. pre que iniciar o RadCom Mix, poden- do no CD porque este programa requer
Trata-se de um programa de alta
performance tecnológica, de baixo .,.
custo, a fim de automatizar totalmen- :d.gJ.iJ
te a programação de uma Emissora
de Rádio ou de qualquer Sistema de Esta é uma cópia de AVALIAÇÃO do RadCom tdix.
Sonorização, seja ele fixo ou ambu- Este programa irá funcionar apenas por um determinado
lante, operando tanto com arquivos em per í odo de tempo.
formato WAV (ADPCM ou PCM) como
em MP3. Par a regislr ar o RadCom tdIX envie o Código de
O Programa é concebido em ver- Registro para o revendedor e aguarde o recebimento
são shareware não possuindo qual- da sua Contra-Senha.
quer tipo de chave de hardware; a ins- Para iniciar o programa sem registrar dique em
talação inicial do programa já é defini- "Cancelar Reaistro".
tiva, funcionando de forma demons-
trativa pelo período de "UM" mês, e
normalmente com todos os seus re- Código de Registro: 1377F142842A5BFDB
cursos disponíveis. Durante esse pe-
ríodo, caso seja de interesse do usu- Contra-Senha: I
ário adquiri-Io, ele deverá obter jun-
to à Teletronix a Contra-Senha do
Regislr ar Agora
mesmo. I L~:~~:~~:~~:~:::~:~
Para isso, o usuário deverá forne-
cer a ela o "Código de Registro" obti-
Fig. 1 - Caixa de registro do programa RadCom Mix.
do pelo programa, e uma vez obtida a

28 SABER ELETRÔNICA ESPECIAL NQ4 / 2001


cuidados especiais que devem ser to- No lado direito do Modo Ao Vivo - O RadCom Mix possui também
mados na configuração do computador temos a parte de programações. Essas marcação de pontos de Mixagem, que
antes de instalá-Io como, por exem- programações são geradas pelo determina o início e final de músicas,
plo, ele só funciona com resolução de RadCom MIX com um dia de antece- trilhas, efeitos, etc., evitando espaços
vídeo configurado para 1024x768,etc. dência e são chamadas automatica- vazios entre uns e outros, veja a
mente pelo software na sua data. Des- figura 3.
sa maneira, quando o operador acio- O RadCom Mix deverá preferenci-
RECURSOS DO nar o Modo Ao Vivo, a programação almente ser utilizado em rede: um
PROGRAMA correspondente a aquele dia já estará computador para o estúdio que vai ao
pronta para ir ao ar. Toda a parte de "ar" e outro para o estúdio de grava-
o RadCom Mix possui uma inter- programações pode ser montada atra- ção/programação.
face totalmente amigável e prática (fig. vés da opção "programações" do - O RadCom Mix é completo, pos-
03), podendo ser utilizado no Modo ao menu principal ou podem também ser suindo também Extrator de Músicas,
Vivo manualmente (Lado Esquerdo) geradas automaticamente através da veja a figura 4.
por programação (Lado Direito), ou de tecla "SHUFFLE ", diretamente na tela Com ele o programador passará as
ambas as formas. do Modo Ao Vivo. músicas do CD para o computador; é
No Modo Ao Vivo do Lado Esquer- Outro recurso do RadCom Mix é aconselhável operar com formatos tipo
do, o programa possui 8 "players" in- a hora certa automática. Clicando-se "wav" para maior qualidade de áudio
dependentes que funcionam como se no botão "Hora Certa" o software "fala" e segurança do sistema.
fossem 8 mini-discs, ou 8 CO-players. a hora correspondente à hora do reló- - Possui também Editor de Áudio,
Cada player tem sua tecla de PLAY, gio do microcomputador .É possível figura 5.
STOP , FADE e Seleciona, e é capaz também fazer a substituição da voz O Editor de Áudio é uma ferramen-
de indicar em cada uma das 8 posi- da hora certa apenas regravando os ta útil para se retirar espaços em bran-
ções alguns dados do áudio que está arquivos de áudio que estão na pasta co no final e começo da música, bem
carregando, como o nome do spot, seu "Horas". como inserir a ela (ou qualquer outro
tempo, seu tamanho e a posição do A fim de dinamizar ainda mais a spot) efeitos aos mesmos, etc.
arquivo enquanto está tocando. O interface do Modo ao Vivo do RadCom - Possui Planilha para checagem
RadCom MIX trabalha com até 6 ti- Mix, foi criada a tela de Instant Play, de irradiação, figura 6.
pos distintos de spots: música, vinhe- (Fig. 2), que pode ser acionada a qual- Nesta planilha é listada a relação
ta, trilha, comercial, chamada e efeito. quer momento colocando disponíveis de todos os spots que foram irradia-
Outro recurso é a inserção automáti- ao operador Grupos de Áudio, conten- dos, indicando a data e hora de irradi-
ca de Blocos Comerciais na progra- do cada grupo um conjunto de 44 te- ação de cada um deles para controle
mação musical, permitindo assim a cias onde poderá ser adicionado a e futuras demonstrações a clientes.
operação totalmente automática em cada uma delas um spotdiferente, co- - O programa também suporta
uma emissora de rádio. Estes Blocos mo exemplo: sons de animais, aplau- duas placas de áudio, uma para a pro-
Comerciais podem conter todo tipo de sos, trilhas, efeitos, risadas e outros. gramação que vai ao "AR" e outra para"
spots, como trilhas, vinhetas, comer-
ciais, chamadas, etc. .~ ~~IGIJAl ,
RADlO STUDIO --
7ft~~
-
STOP
PLAY
1 SPOT I o c~

Fig. 2 - Instant PLAY. Fig. 3 . Interface do modo ao vivo.

SABER ELETRÔNICA ESPECIAL Nº 4 / 2001 29


Pré-Escuta"(cue), e muitos outros recur-
(\ Extrair Trilhas de CO' ~~.(•.~ 29
sos que você conhecerá instalando o
RadCom Mix em seu computador, Informações do Orive de CO
ou lendo o Manual de Operação (to-
talmente em português)
CD.
contido no Num: f1~ Nome: ILG ,CD·RVI CED-8080B v1.06 (O: IL~~~:~!:i~~

PRINCIPAIS APLICAÇÕES
DO RADCOM MIX
r
Velocidade de Leitura do CO

R ápida r.- N armal r Lenta


[
Num:
Info,mação
ro.11 Duração:
da T rifha do CD ~
r-
~ Automação de Emissoras de -
Rádio Comerciais ou Comunitárias.
Extrair Trilha Finalizar
~
~ Automação de Sistemas de
Sonorização por Alto-Falantes.

Fig. 4 . Extrator de Músicas.


~ Automação de Sistemas de
Som de Rodoviárias, Aeroportos e
Correlatos. r;;; PS DIgItal· Ed,tor de Áud,o c.\WINDO'Ir/S\MEDIA\The M'ctO$ofl Sound •• av E

~ Em Sonorização de sistemas
Balanço
móveis como, Carros de Som, com
r-:-.
gravação de comerciais e indicação de
Volume
Hora Certa.

~ Em sonorização de Super-
mercados, Lojas, Festas, Boates ou
qualquer outro tipo que requeira um
sistema de Automação de Áudio de
baixo custo e de alta performance
tecnológica .
. ...:.J-

[Pe"M 22.050Hz; , 6 8,; E'~;eo InSomple~ 12'536 rSlorlPoo:1 rEildPo~121536 1"'fiiTí.:S:51T837 see

CONFIGURAÇÕES MíNIMAS DO
COMPUTADOR PARA Fig. 5 . Editor de Áudio.

OPERAR O RADCOM MIX


2!J

M6qulno:
~ Processado r Pentium® MMX 151812001
TABELA GERAL (máqulnalo.al) Apllgar Tabela I
[Em ::1
10". IH~.
de no mínimo 233 MHz. Código do SPOT :
TESTE
1'81512001 :O~U2:30
~15I2OO~li
I Cfient$ :
rE '181512001 ,09:<2:<2
Infeto da Ptocw. :
r
~ Memória RAM de 64 Mbytes. 111
Final da Procura:
I f'od~O:
~ Monitor com capacidade para
suportar a resolução de 1024 x 768. r TODOS
TABELA DE PROCURA
r CODlGO r DAtA r ClI'"1' r PRODUTO I
Ptoc>.to U"l!Il.a H~.
~ Placa de vídeo com no míni-
mo dois megabytes de memória.

~ Placa de som Sound Blaster


16 ou superior.

~ Drive de CD-ROM.
Checar Irradiação j Gerar Helat6rio 1 Finalizar

~ Sistema operacional
WINDOWS 95 OSR2(com FAT32), Fig. 6 . Checar Irradiação.
WINDOWS 98,ME ou 2000.

O RadCom Mix está também dis- www.teletronix.com.br.


ponível para download em:

30 SABER ELETRÔNICA ESPECIAL Nº 4 I 2001


COMPLETE SEUS
CONHECIMENTOS
Autor: Pedro A. Medoe
128 páginas - R$12,50
~.., _~., Autor: Ni3wton C. Braga Conseguimos reunir neste livro, alguns
~ 64 páginas - R$ 4,50
asssuntos básicos da Telefonia em ge-
"~'f_ '-. Neste livro, os engenheiros, técnicos,
ral, onde combinamos com algumas prá-
tI.. ~\ fi1~1 estudantes e mesmo hobistas po-
ticas que podem ser desenvolvidas em
alguns casos, para aplicação direta
~ ~••~ ~ dem contar
tanto
+,
tos
como usandocom
utilizando circuitos
componentes
blocos básicos
discre-
fechados na como produtos acabados, para apli-
forma de circuitos integrados, o que Ihes economi- cação direta como produtos acaba-
dos, onde o leitor poderá usufruir
za tempo, dinheiro e até o dissabor de uma configura-
desses equipamentos, bem como
ção que não atenda as suas necessidades.
comercializá-Ios, se for o caso.

Autor: Newton C. Braga


80 páginas - R$ 9,50 Autor: Newton C. Braga
Neste livro, o leitor vai encontrar os pro-
104 páginas - R$ 9,90
cedimentos que vão desde a simples tro- Saiba como instalar periféricos e fazer
ca de um fusível até a instalação com- Up-grades, interpretar mensagens de
pleta de todos os elementos de uma casa erros com as possíveis causas e pro-
ou ainda a colocação de tomadas, ligações cedimentos para sanar problemas
à terra necessárias ao correto funcionamen- de hardware e software. Dicas de
to de dispositivos modernos como fornos de compras de peças e parte de
microondas e computadores, além das normas de se- computadores, como também
gurança fundamentais neste tipo de trabalho. configurar e tomar medidas de
proteção ao PC.

Autor: Newton C. Braga


Volume 1- 144 páginas - R$ 8,90
Volume 11 - 140 páginas - R$ 9,50
Nossa missão é abrir as portas do mun- Autor: Newton C. Braga
do fantástico da eletrônica e incentivar Volume I - 88 páginas - R$ 11,50
" os leitores a das o primeiro passo rumo Volume 11 - 119 páginas - R$ 12,50
às profissões do futuro. Professores e De todos os instrumentos de medidas elétri-
alunos das escolas de segundo grau agora cas, o multímetro é sesm dúvida o que apre-
devem escolher uma matéria Eletiva pela senta maior número de aplicações práticas.
nova LDB podem optar por uma que real- No primeiro volume o autor ensina como fun-
mente se enquadra nas necesidades do ciona o multímetro, como escolher um de
mundo atual que é a eletrônica e usar este acordo com sua atividade profissional ou
livro como texto básico para seu aprendizado. técnica, como usá-Io nas
medidas de grandezas elé-
tricas básicas com segurança e fi-
nalmente COrr"iOtestar uma grande
quantidade de componentes. No se-
gundo volume é tratado aplicações
em eletricidade, automóveis e os
usos avançados na eletrônica,
além de circuitos práticos para
obter mais de seu multímetro.
CNZ Engenharia e Informática Ltda.
http://www.cnz.com.br
e-mail: engenharia@cnz.com.br

Será que o leitor já utilizou o MiniT elminal CNZ 0~"l •• ' ..dQl29
Hyperterminal (Aplicativo de comuni-
cações do Windows) para testar um
firmware com comunicação serial, por
exemplo, para microcontroladores
8051 ou PIC? Se a resposta for afir-
mativa, provavelmente ele deve ter
notado duas deficiências muito gran-
des nesse aplicativo. A primeira é que
ele mostra apenas o conteúdo em
caracteres ASCII, e a segunda é que
ele apresenta os caracteres de con-
trole (ASCII não imprimíveis) de for-
ma esdrúxula (caretas e sinais incom-
preensíveis). O que fazer nessa hora?
Se você ainda é fã de aplicativos DOS, Figura 1.
provavelmente seu problema esteja
resolvido. Existe um software muito ~
conhecido chamado XTALK, do início r.; Eco local Limp;-j
da década de 80, e também uma sé-
rie de programas similares espalhados
8 (l)
pela Internet. MiniTerminal CNZ .~~
A CNZ desenvolveu o aplicativo
[CR]
MINITERMINAL com o intuito de for- [CR]
necer aos desenvolvedores de [CRI
[SOR]lA[STX]L01SE[ETX] [EOT] [CRI
software, principalmente aos que tra- [SOR] [.o.CR][EOT] [CR]
balham com microcontroladores, uma [CRI
[CR]
solução simples e eficiente de comu- [CR]
nicação seria!. Ele não requer instala- [CR]
[CRI
ção, apenas é necessária a cópia de [STX]CNZ Engenharia[ETX] [CRI
2 arquivos (TERMINAL.EXE e TERM. [STX]ok[ETX] [CRI

DLL) para um mesmo diretório do seu [CRI


[CR]
micro. Ao ser executado aparecerá a [CR]

seguinte janela (ver figura 1). [CR]

Os parâmetros que necessitam de


configuração estão listados de 1 a 8
na barra inferior da janela do aplicativo. Fig. 2 - Janela com caracteres ASCII.
São eles:
O - Porta de comunicação serial por
~
onde será feita a transmissão/recep-
r.; l(~?Jo.c..~.' Limpar I
ção de dados;

32 SABER ELETRÔNICA ESPECIAL Nº 4 / 2001


ldiniT erminal CNZ ~" ' @ - Forma de visualização dos dados;
[AHl C) - Taxa de transmissão/recepção de
[AHl
[AHl dados (baudrate);
[AAllA[AB1L015E[ACl [ADl [AHl 19 - Número de bits de dados;
[AAJ [AFl [ADl [AHl
[AHl
o- Paridade;
[AHl o- Número de stop bits;
[AHl
[AHl
6- Eco local - visualização na janela
[AHJ do aplicativo dos dados transmitidos;
[AB1CNZ Enqenharia[ACl [AHl (l) - Limpa janela de dados do aplica-
[ABlok[ACl [AHJ tivo.
[AHl
[AHl Uma vez configurados os parâme-
[AHl
[AHl
tros de comunicação e estando conec-
tado através de um cabo serial o hard-
ware alvo com o qual será estabeleci-
da a comunicação, o aplicativo trans-
Fig. 3 - Janela com caracteres de controle. mitirá pela porta serial os dados que
forem digitados pelo teclado, e apre-
~ sentará na janela os dados que forem
17 Eco local Limp~ recebidos pela mesma porta seria!.
O principal recurso do MINITER-
MINAL está ligado às diferentes for-
ldiniTerminal CNZ ,~'" r: mas de visualização dos dados trans-
(ro) mitidos e recebidos pelo canal de co-
(OD) municação seria!. A seguir, são apre-
(OD)
(01) (31) (41) (02) (4C) (4F) (31) (35) (45) (03) (04) (OD)
sentadas 3 janelas (figura 2, 3 e 4)
(01) (06) (04) (OD) com conteúdos idênticos, porém com
(OD)
(OD)
formas de visualização diferentes.
(OD) Para os que desejarem conhecer
(OD) um pouco mais sobre os conceitos de
(OD)
(02) (43) (4E) (5A) (20) (45) (6E) (67) (65) (6E) (68) (61) (72) (69) (61) (03) (OD)
comunicação serial de dados, pode-
(02) (6F) (6B) (03) (OD) rão consultar o minicurso disponível
(OD)
(ro) nesta edição. E os que desejam co-
(OD) nhecer sobre implementações práticas
(OD)
de comunicação serial com microcon-
troladores, a CNZ disponibilizou no
site www.cnz.com.br um aplicativo
desenvolvido em assemb/ycom imple-
mentações para o 8051 e para o
Fig. 4 - Janela com dados em hexadecimal. ~
PIC16F627. Basta fazer o down/oad
17 l~.·~~J~.c..~.!
Limpar I
dos arquivos fonte na seção PRODU-
TOS - KITs DE DESENVOLVIMENTO.

MÓDULOS HíBRIDOS (Telecontrolli)

RECEPTiOR
Utilidades: CARACTERíSTICAS:
_ controle remoto * Frequência de 315 e 418 MHz
sistemas de segurança * Ajuste de frequência a LASER
alarme de veículos * Montagem em SMD Obs: Maiores detalhes, leiam
etc. * Placa de cerâmica artigo nas revistas Saber
Eletrônica nº 313 e 314
Preço:
RR3 (2,5 mA) R$ 45,90 - 2 pçs Pedidos: Disque e Compre (11) 6942-8055
RR5LC (0,8 a 1,2 mA) R$ 55,80 - 2 pçs Saber Marketing Direto Ltda.

SABER ELETRÔNICA ESPECIAL Nº 4 / 2001 33


Até recentemente, desenvol-

,
ver circuitos de controle para
fontes chaveadas e converso-
res DC / DC era uma tarefa um
tanto quanto complexa, que
COOLSET - II
UMA FONTE
exigia do desenvolvedor um
grande investimento de tempo
em cálculos dos componentes
periféricos e CI de controle. O
novo Cool Set 11, da Infineon,
chegou para facilitar esse tra-
CHAVEADA
, EM
balho, pois todo o circuito de
controle e etapa de potência
estão integrados em um único
CI de 8 pinos.
UM UNICO CI
Com a etapa de potência ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS quando a carga voltar à demanda
equipada com um transistor normal.
MOS de altíssimo rendimento, A família Cool8ET - II tem encap- Como o ICE 2A 165 possui um
sulamento tipo P - Oip - 8 - 6 (figura circuito interno preciso de limite de
os únicos componentes exter-
1), o que torna o circuito da fonte corrente de pico, o transformador e o
nos são alguns diodos (etapa chaveada bem pequeno. As qualida- diodo retificador secundário (carga)
retificadora), o transformador e des principais desse CI são: podem ser otimizados, gerando uma
- dispensa dissipadores de calor; economia considerável no projeto.
o capacitor de filtro.
- sistema de auto proteção eficaz; A figura 2 ilustra o diagrama elé-
O circuito integrado em ques- - modo "auto-restart"; trico de uma fonte típica com o Cool
tão é o ICE2A165 (das famílias - baixa dissipação no modo 8tandby. 8et-lI, e a tabela 1 mostra as principais
Na verdade, o Cool8ET - 11 é a características dos circuitos integra-
265, e 365, 180, e 280).
segunda geração de uma linha de Cls dos que compõem essa família.
O objetivo deste artigo é de controle para fontes chaveadas,
explorar um pouco essa "ferra- que era composta pela família TOA
menta" que pode ser muito útil L6822, também da Infineon. ENCAPSULAMENTO E
A freqüência mínima de chavea- DESCRiÇÃO DOS PINOS
ao engenheiro ou técnico de mento do ICE2A 165 está limitada em
desenvolvimento. Boa leitura! 21 kHz para evitar ruídos audíveis. A figura 3 apresenta a vista supe-
Quanto à detecção de falhas rior do Cl, e a tabela 2 a função de
("open loop"; sobretensão; sobre- cada pino.
carga; ou curto-circuito), o Cl comuta
Figura 1 para o modo "Auto-Restart", blo-
queando as tensões de saída, e A) Soft S (Soft Start e Auto-Restart
~ retornando automaticamente apenas contrai)
o pino 1 com-
Typical A ppllc afio n
bina duas funções.
t Converter 80ft 8tart (partida
85",270VAC R starl-up IX Output suave) para o início
,..
de funcionamento
T Cvcc
da carga, e modo
Auto-Restart, que
atua quando um
erro é detectado.

B) FB (Feedback)
O pino 2 serve
como um sensor
CoolSE r" -11 para a regulação da
fonte. Ele atua dire-

34 SABER ELETRÔNICA ESPECIAL Nº 4 - 2001


tamente sobre a unidade de proteção Tabela 1
que controla o ciclo de trabalho do Type 39WSales
60W
53W
55W 650V
800V
230VAC
O,9Q
O,5Q
3,OQ
1,1Q
ROSon Code P-DIP-8-6
34W
47W
21W
37W
:t15%1)
Package
Uos 85·265 VAC1)
PWM e, conseqüentemente, a potên-
cia fornecida para a carga.

C) Isense (Current Sense)


O pino 3 é ligado com o resistor
de sensibilidade, que está em série
com o transistor MOS (Cool MOS). A
corrente pelo resisto r é, então, con- E)Vcc DIAGRAMA DE BLOCOS
vertida em uma tensão de controle. O pino 7 é o positivo da alimenta-
Essa tensão é a referência para o ção do CI, que pode operar numa A figura 4 mostra o diagrama de
circuito detector de sobrecorrente, faixa entre 8,5V e 21V. blocos do ICE2A 165.
que pode "desabilitar" a saída em Para evitar sobretensões, o driver
caso de sobrecarga. fica desabilitado durante a fase de
partida, quando essa tensão sobe SOFTWARE PARA
acima de 16, 5V. DIMENSIONAMENTO DE
D) Drain (Drain do transistor Cool COMPONENTES E
MOS) F) GND "APPLlCATION-NOTES"
Os pinos 4 ou 5 configuram o O pino 8 é o terra do CI, que
dreno do transistor driver de saída é comum ao terra do primário de Para os técnicos e engenheiros de
Cool MOS. Essa saída é ligada dire- transformador. desenvolvimento temos uma novidade
tamente ao transformador da fonte. muito interessante, pois trata-se
Package P-DIP-8-6 de um software capaz de calcular
(dimensionar) os componentes exter-
Tabela 2
nos ao Cool Set de acordo com as
11

Pin Oraln
N.C.
FB
Isense
SoftS
Nol
VCC
GNO connecled
Feedback
Soft-Slart
Functlon
Conlroller Ground
SoftS GND
650V'I/800V
Symbol
Conlroller
650V')/800V CoolMOSTM
Currenl Sense Oraln
CoolMOS™
Supply Voltage Inpul, características do projeto da fonte. O
CoolMOSTM Source Oulpul
usuário necessita apenas ter em seu
FB VCC micro o aplicativo Excel.
Ao preencher os campos da tabela
com as respectivas características
Isense N.C
desejadas para a fonte, os compo-
nentes são automaticamente dimen-
Drain Drain sionados.

Figura 3
Vale a pena conferir!
11 aIT)=110"C

t ConVII1.r

I'"r-±~.
T
85 ... 270 RS ••
VAC
Te~.
I\_""

+
ITe", Dev~::p"1

n. 0'0 •
PowerManagement
Undelyoltage- --
Lockolil

8.5V..JJ rr\3.SV

II Powef·Oown
Re8et
a.sv
5.3" Osclllalor
4.8'1 DQtyÇyçll
4.0'1

r~
Optocoupler

R s.•••

lsansa

GNOr
CooISET'M-1I

T Figura 4

SABER ELETRÔNICA ESPECIAL Nº 4 - 2001 35


~/'

...
'
,
,;:;\
-.<: .

~
CONTROLADOR
PROGRAMÁ VEL COMPACTO

INTRODUÇÃO a menos que cortem parte de sua gramado através do software PG


produção ou adotem o uso de grupos (Programador Gráfico), incluído no
Atualmente o assunto é a raciona- geradores próprios. Além disso, algu- CO desta revista. Este programa roda
lização no uso de energia elétrica. mas empresas já possuem grupos em janela DOS, no ambiente Windows
Nesse contexto, os controladores geradores para o caso de "apagões", 95 ou 98. O PG é um ambiente para
programáveis de pequeno porte, e esses geradores podem ser adap- desenvolver aplicações para o IJOX
como o IJOX, podem ser utilizados tados para funcionarem em paralelo de forma gráfica e amigável. Assim,
tanto para acionamento de iluminação com a rede elétrica, fornecendo a não existem linhas de programação
e ar condicionado, como para ativar energia excedente para essa rede. nem instruções, mas blocos ("ícones")
grupos geradores de energia. Neste artigo descreveremos a que são interligados, como se fossem
No caso de iluminação, ele pode programação do controlador IJOX componentes elétricos reais. Todas
decidir ligar ou não a mesma, con- e algumas aplicações. Ele é pro- as operações são feitas através do
forme a existência de pessoas no
recinto e as condições de luz natural.
JjDX
fi 't'DxIIArql 'Telal JHonJ
Além disso, através de seu relógio de 1/16 s
o
tempo real, o IJOX pode ser progra-
mado para desligar a iluminação em
determinados horários ou dias. Para
sistemas de ar condicionado, além
de evitar o uso nos horários de pico e
prevenir o esquecimento de equipa-
mentos ligados após o expediente em
uma empresa, por exemplo, permite
um controle preciso de temperatura
e umidade com os sensores comer-
cializados pela Oexter para leitura
dessas grandezas.
Em grupos geradores de energia ~
elétrica, o controlador programável
IJOX é capaz de automatizar o acio-
namento do motor diesel, efetuando
a comutação das cargas para o grupo DEXTER
gerador. Alguns consumidores, como Comuni cal; 1io OXNET vi.a LPT 1
ArQui 17:00
indústrias, não podem atingir as metas Fig. 1, Tela de apresentação.
YO:

de economia impostas pelo Governo, ~?~~~~


g:r ~~~O:~X: 18/11

36 SABER ELETRÔNICA ESPECIAL Nº 4 ' 2001


mouse, com poucas intervenções do
teclado. O software inclui um simula- o ~J.lDX~ ~An;lij ffi
dor, permitindo testar os programas
elaborados no PG mesmo sem o Il~~~l
controlador I-lDX.
A versão 5.2 do PG, que acompa-
nha o CD da revista, possui o triplo
C '-.'>;S
ntrada ~ B;
-Saída
"'-l
chá
••
da área da edição de programas em
comparação com versões anteriores,
além de várias outras melhorias. Ao
../f\
,;;}-
Relógio'~
l~t101 ~
(T+ CRtr.; ~
instalar o PG, são instalados também
os seguintes
Word):

INSTALAÇÃO DO PG
arquivos

Descreve a edição do atalho para


o PG criado em Windows, e também a
calibração
DOC

inicial para rede DXNET.


(para

--~
s S
~ Sl ;ls1
CONTROLADORES
PROGRAMÁ VEIS
Pequeno curso sobre controla-
dores programáveis, com grande
quantidade de exemplos.
Primeiro,capturamosuma
Faixa de lernpo .•..
T~'15
entradaatravés do mouse
MANUAL DO IJDX
Manual ~MINUTOS~
~SEGUNDOS~
Glu·ando
I-lDX, com
completo do
(j nCld()
mais de ent
de 150
controlador
~HORAS~
i
r ada f Of ,~1: v .adú
páginas.
~-

~
fiutiliza
liqará
Consu11e
confor",e
di cador
ATENÇÃO:
ATENÇÃO:
~:;:t~ bl (lCr:;
ouma 1:~ntF.;l
deooodo
iiçl~:~âcl
5.00s Se ford~
Manual
explicado
dut·
Cada ~
variávelsaíd~
qnando
deno,-e
as ulilizada
ao..
1ernpo"izador
DuraSao
jConst
a enerqizada
duran~e
PrograrnaSao
Manual
para aseu de
confi
urna
inserido
para
corltrole
gur
variável
~1
oPrograrnasao.
temp~
asno indicado~
o 'tE'mplJ.
aodelalhes.
interno.
z>?r·E:l dos
corno bi 1s
in-
(aponteparaas entradase c1ique
p,-ogt-arna
uma vez a tecla esquerdado
mouse).A seguir,lar-gamosa
entradana áreade edição(c1ique
PRODUTOS DEXTER nova-mentea tecla esquerdado
Lista completa da linha de pro- mouse).
dutos Dexter, com especificações Façao mesmocomos outros
técnicas. blocos (monoestável e saída).
Então,aponteparao vértice do
blocode en-tradae pressioneo
mouse.Comas setasdo teclado
COMO PROGRAMAR una a entradaE1à entradado
monoe sua saídaà saída S1.
Ao rodarmos o PG surge a tela de Porfim, apontecomo mouse
apresentação (figura 1). Ao pressionar parao centrodo monoestávele
pressione a tecla [E]do tecladodo computador.Programe5 segundosde duraçãodo pulsodo
qualquer tecla, essa tela é substitu-
monoestávelvia tecla [Const].Pressione[OK] e está prontoo programa!
ída pela tela principal do programa.
Parasimulareste programaselecionea tecla [Mon](cantosuperiordireitodo vídeo) e, a seguir,
Nela notamos, à direita, uma série [Simulador].
de desenhos que representam os Pressionea tecla [S] parainiciara simulação.A tecla [1] ativa a entradaE1do I-IDX simulado,
diferentes "componentes" que irão iniciandoa temporização.Utilizeas teclas [+] e [o] paraaumentarou diminuira velocidadede
formar o "circuito" a ser transmitido simulação,ou aindaa tecla [X] paraexecutaro programapassoa passo.
para o I-lDX. A área
livre, à esquerda, 11}] ~JJDxllllArqij ~Te Iall
é onde o "circuito"
é elaborado. Basta : NF

capturar
mouse
com
os blocos
existentes e ir mon-
tando o circuito
o
L/";I
b2J[]
âJ.
Entrada Saida
+-:. ~~
Chave
~~fl
~

Chave

......
nessa área. Por
exemplo, se quiser-
mos fazer um relé
..{:.r-
'-f"
\1
DEj"f.~Dl
temporizado que,
Relóqio Mono Atraso Funsao
uma vez ativado,
fique ligado durante
5 segundos, independentemente da ..
Fig. 2 - Seqüência Relóqio Mono Atraso Funsao
entrada, desenhamos:

SABER ELETRÔNICA ESPECIAL Nº 4 - 2001 37


~1/1651 DESCRiÇÃO DO BLOCOS
, Uariáveis, : F
O
: V 0= 255 v 8= 255
, v 1= 255 v 9= 255
_mC;;:,,2;~=

<
3'
v
v
2=
3=
255
255
vlO=
vll=
255 =üJ",~n
255
,
I Entrada
~~~~~; ~g~~~~,Fj
~
~Sl __ 1 a
,__ ~~~3~~
OP60'3'S via
~i~~
teclado:
2~~ 10
~ E>
a IJDX possui 4 entradas que podem ser utilizadas através deste
símbolo (E1 à E4), Estas entradas permitem até 48 V diretamente.
l-i Liqa/dE'SI. emr. jiDX
Ent~ada Além disso, têm alta impedância (10k), permitindo sensores de
r baixo "fan-out"(baixa capacidade de corrente de saída).

s
F"l-F8 Liqa/desl.
ESC Sai d;; simulen,tr.,
••~:.o EXP
~ ~~~~~~o~eIÓq~O E f;;
Up,08 ::;:, ,.1. de e""I' , Saída
+/~}( 0~r~~i;aa~;avelS~
Executa ulil,cldo O IJl,1
L1
I I '
Ciclo: 2169 OOtl,00:02: 16

-=
~
As saídas do IJDX (81 à 84) acionam relés capazes de comandar
até 1000 W Está disponível tanto o contato direto quanto o
Safd,~ reverso do relé.

Chave NA
.•.
: NA

+-j: (•••.
A Chave NA (normalmente aberta) só permite a passagem de
sinal por ela caso o nodo de controle (linha pontilhada) esteja
Ch.3;~le ligado, fechando-a chave (similar a uma chave interruptora
comum).
Figura3
Chave NF
Se transmitirmos este programa : NF
+-J.:.-- A chave NF (normalmente fechada) permite a passagem de sinal caso
ao ~DX, cada vez que for energizada a
entrada E1 a saída S1 será acionada não esteja acionada via nodo de controle (linha pontilhada), É similar as
Chaye chaves usadas em porta de geladeira que, quando pressionadas (nodo de
durante 5 segundos, Para transmitir
controle ativado), interrompem a passagem de energia elétrica,
o programa basta conectar o IJDX à
porta paralela do microcomputador '-"'. Relógio
via cabo próprio (acompanha o IJDX) .f};)-.~ste bloco permite disparar um processo em um determinado horário.
e pressionar a tecla [IJDX] existente E possível especificar dia da semana, hora e minuto. Graças ao relógio
na tela principal. Essa tecla abre uma RelÓgio interno do IJDX, ele sabe que horas são e qual o dia da semana atual.
janela com várias opções, entre elas Note o nodo de controle pontilhado, à esquerda, Este nodo deve estar
compilação do programa e transmis- ativo para que o nodo de saída ligue no horário determinado.
são para o IJDX:
Monoestável
Maiores detalhes podem ser obti-
dos no manual do Controlador
gramávellJDX
Pro-
e no curso sobre Con-
troladores Programáveis, disponíveis
Ll
[~J
flono
a bloco de monoestável simula exatamente essa função elétrica, ou seja,
ao acionar o nodo de entrada o nodo de saída é mantido ligado durante
o tempo especificado, independentemente do nodo de entrada, Assim, é
possível gerar pulsos de saída desde décimos de segundo até dias,
no CD que acompanha esta revista,
e também no endereço da Dexter na Atraso
Internet: www.dexter.ind.br. ~J
r=-.J
Att-,~so
a atraso liga o nodo de saída depois de transcorrido o tempo especificado.
Pode ser usado em um alarme, por exemplo, para permitir ao proprietário
um tempo, após a detecção, para desligar o sistema antes de seu
disparo.

~-. Função

l D1
!IRESET1[
r J variáveis
Este blocodemanipula
8 bits novariáveis
programa),internas
As funções
(podemos
permitidas
ter até são
16
M-~tl FunG'~o soma, subtração, mover valor, deslocamento de bit à direita
ou à esquerda, e operações lógicas como AND, aR e XaR.
n
Além disso, ele permite testes como se a variável é maior ou menor que
UAR1J determinado valor e teste de bit
lModo Discar/:
DXNET"
Modo DXNETli
Serial! Modo TX Este é o bloco que permite a intercomunicação com vários IJDX
fox"n1
, utilizando-se a rede local DXNET. Com ele podemos transferir
DXNET
DXrlet o estado de uma ligação (ativa ou inativa) ou o valor de uma
IIUarredura~ variável de um IJDX para qualquer outro IJDX. Com este recurso,
pode-se fazer programas bastante complexos apenas distribuindo as
Fon;:a Uat-DX'! tarefas entre os vários controladores ligados em rede.
Fon;:a NodoDX
Expansão

tJ!!LJ Pet- i f'ét- ico


I!l
II ? Ij L1
E><pan.
a bloco de expansão acessa o conector de expansão existente
no IJDX que, através de circuitos opcionais, permite aumentar o
número de entradas e saídas de 4 de cada para 12 de cada ou a
instalação de tecladoldisplay para entrada de dados.
Figura4

38 SABER ELETRÔNICA ESPECIAL Nº 4 - 2001


EXEMPLOS DE APLICAÇÕES

~
~:ft Energia
Este bloco permite forçar a ativação de determinada linha. Assim, ele
equivale a ligar essa linha ao positivo do circuito. Por exemplo, o bloco
Vamos mostrar algumas aplica-
ções do IJDX. O objetivo aqui é dar
uma idéia da facilidade de programa-
Energial de relógio tem uma linha de controle que deve estar ativa para permitir ção e suas particularidades. Note que,
seu funcionamento. Se quisermos que o relógio funcione constantemente, devido à programação ser por blocos,
basta conectar à sua linha de controle um bloco de energia. é muito fácil ter mais de um processo
sendo controlado pelo mesmo IJDX.
Rótulo
Basta desenhar o diagrama de con-
O rótulo permite conectar dois pontos do programa sem a necessidade de
trole de cada processo independen-
puxar uma linha de um ponto ao outro. Isto é útil em programas complexos,
1::1 em que há dificuldade para efetuar todas as ligações. Funciona como um
"Iabel" em linguagens tradicionais.
temente na tela do computador. A tela
real de programação é bem maior que
a área visível de tela, pois o programa
.-- NodoEL permite "scroll" (mover a tela para

r-'
[-:f" ~
Nodo EL
éEste l
energizado
interessante
pelabloco
rede produz
elétrica um
(note
pulso
quenahásaída
necessidade
sempre que
das opilhas
internas neste caso, já que o programa deve estar rodando mesmo
IJDX
cima ou para baixo). Dessa forma,
é possível, com o mesmo IJDX,
por exemplo, controlar a irrigação
com a falta de energia elétrica). Com isso, o programa pode tomar de jardim, o alarme residencial e
alguma providência necessária para reiniciar o processo a partir do retorno ainda um simulador de presença para
da rede elétrica.
quando o proprietário se ausenta. Os
programas de exemplo são fornecidos
-:f" Jl Este bloco efetua a mesma função do bloco anterior, só que o pulso é com o PG. Para carregá-Ios primeiro
~ r *-- gerado
NodoEDao faltar energia elétrica. Uma aplicação seria para avisar outros
clique na tecla [Arq] e, a seguir, em
[DIR], conforme mostra figura 5.
Nodo ED IJDX da rede DXNET de que faltou energia elétrica a um determinado
IJDX ( note que o programa e a comunicação em rede não necessitam Deverá surgir uma janela azul,
de rede elétrica para seu funcionamento, basta estarem instaladas as pilhas com todos os programas de exemplos
internas). que acompanham o PG. Selecione
o programa desejado apontando-o
Pulso
PULSO IL e pressionando a tecla esquerda do
~T~ Este bloco opera exatamente da mesma forma que o de atraso, exceto mouse. Por fim, pressione a tecla
que o atraso mantém a saída ligada (após o tempo de atraso especificado) [Ler], conforme ilustra figura 6.
Pulse- enquanto a entrada estiver ligada e produz apenas um pulso (de 1/16, 1/32,
1/64 ou 1/256 de segundo, conforme o bloco IJDX)na saída.

Oscilador Alarme
Este bloco produz pulsos constantemente na saída, espaçados por um
~+T"
~)S(:fLJI. ]j intervalo de tempo programável. Permite piscar lâmpadas ou acionar de O diagrama seguinte permite o
osc forma intermitente sirenes de alarme, por exemplo. controle de alarme. Note os sinais de
entrada: E1, E2 e E3. E1 dispara o
Inversor
~~ :: NF alarme com retardo de 10 segundos.
'-.J...- A chave inversora é, na verdade, uma chave NF com a entrada ligada Esta entrada pode ser ligada a um
diretamente à fonte positiva. Assim, se o controle estiver inativo, sua saída sensor magnético (reed-switch) ligado
Im"et"te estará ativa e vice-versa, produzindo a inversão de sinal.
na porta de entrada da residência.
Assim, o proprietário tem 10 segundos

~1
PU

PWM in
Este bloco de instrução permite que o IJDXconverta um sinal modulado
iN

em largura de pulso para um valor de 8 bits a ser guardado em uma


PWMin
variável do programa. O bloco possibilita a leitura de sinais analógicos,
para desativar o alarme após entrar
em casa, antes que ele dispare. A
entrada E2 dispara o alarme imediata-
pois efetua a conversão analógica para digital (AlD de 8 bits). Com um mente. Essa entrada pode sensorear
circuito usando o tradicional timer 555 e poucos componentes adicionais pode-se todas as outras aberturas (janelas,
monitorar tensões, temperatura, etc. outras portas) através de sensores
magnéticos colocados em série. Caso
Biestável
JJ qualquer um deles se abra, o alarme
r ' , Este é o popular "flip-flop", ou seja, a cada borda de subida do sinal
-':I:
-......-~. de entrada sua saída troca de estado. Com ele podemos memorizar
r8i~"l'.\'~\
será disparado. Por fim, E3 ativa o
F/F alarme. Tal entrada deve ser ligada a
algum estado (f1ag) no programa ou dividir a freqüência de saída de
um oscilador. uma chave, permitindo ligá-Io. A saída
S1 é usada para acionar uma buzina
ou sirene de forma intermitente (0,25
1/16 s Este bloco sempre está presente no canto superior esquerdo do vídeo. s ligado e 0,25 s desligado). Uma vez
I'. jJDX
o Bloco para
Serve IJDXindicar qual o endereço na rede local DXNET (note que podemos disparado, o alarme "toca" durante 1
ligar até 15IJDXs em rede) e a duração do ciclo. O ciclo de execução pode minuto e depois se rearma. Note que
ser programado para 1/16,1/32,1/64 ou 1/256 de segundo. foram usados apenas 8 blocos para

SABER ELETRÔNICA ESPECIAL Nº 4 - 2001 39


lI]
ElIJJDX~ NOMe:
"FunSâo C:ITela~
~JGravarl "'-DISCO,
Atraso
~ do
I PGI
-
ISai : IMonl J OK
JApagat-!
O
rol EJ +-
""t' J......•.
•.•••••••••••.

~
Figura I
5 CaMinho:
ILerl

..c!) trr:1

~ tGravarl ~Apagarl ISai do PG~


CaMinho: C:"'-DISCO,
IDIRI NOMe: ALARMe

I OK I lI]
Figura 6

elaborar este programa (entradas homogeneizar a mistura. Após essas cia de fazer um diagrama de estados
e saídas não são contadas como 4 horas o ~DX desligará o agitador e em processos mais complexos. Assim,
blocos). Como o limite de blocos para esperará outras 4 horas para decantar neste processo pode-se identificar
o ~DX série 100 é de 127, podemos o material não solúvel. Por fim, é 6 estados:
tornar o alarme muito mais complexo aberta a válvula de drenagem e acio-
ou colocar outros programas para nada a bomba, de forma a esvaziar o Estado O
rodar simultaneamente no mesmo reservatório. Ao atingir o nível inferior, Tanque Parado
~DX! a bomba é desligada, a válvula de Nenhum acionamento ligado.
drenagem fechada e retoma-se ao Estado 1
estado inicial, ou seja, se a botoeira Entrada de água
Reservatório de pausa não estiver acionada o Apenas válvula de água ligada.
processo se reinicia, com a entrada Estado 2
Digamos que devamos controlar de água no tanque. Este exemplo é Avisa operador
um reservatório, no qual temos sensor interessante para realçar a importân- Aviso luminoso acionado.
de nível inferior, sensor de nível
superior, válvula para entrada de IIllvOXIIAn.IITelaIIMonl
água, válvula de drenagem, botoeira
para operador, botoeira de pausa,
sinal luminoso para operador, bomba
para drenagem e agitador mecânico.
O processo é o seguinte: Inicialmente
o reservatório está vazio e, portanto,
o sensor de nível alto está desativado
e o senso r de nível baixo ativado.
Caso a botoeira de pausa não esteja
acionada devemos permitir a entrada
de água (acionando a válvula de
~~ : NF
entrada de água), até que o sensor ATIVA

de nível alto se energize. Desliga-se a


'"t·
válvula de entrada de água e liga-se
~
o aviso luminoso para o operador. O
operador irá diluir algum produto na
água do tanque (hipoteticamente) e
pressionará uma botoeira que avisa
ao ~DX que a diluição está completa.
A seguir o ~DX irá acionar o agitador Figura 7
~ 17:00
18/11
mecânico durante 4 horas, de forma a

40 SABER ELETRÔNICA ESPECIAL Nº 4 - 2001


Estado 3 Entradas: ~DX, além dos manuais de operação.
Agitação Sensor Inferior E1 Recomendamos a leitura do manual
Agitador acionado. Sensor Superior E2 do Controlador Programável ~DX para
Estado 4 Botoeira Operador E3 uma descrição completa do software
Decantação Botoeira Pausa E4 PG e dos programas de exemplo que
Nenhum acionamento ligado. o acompanham. Além disso, o curso
Estado 5 Saídas: sobre Controladores Programáveis
Descarga Válvula d'água S1 presente no CD (38 páginas) permite
Válvula de saída e bomba ligadas. Sinal Luminoso S2 uma introdução consistente à auto-
Válvula Saída e mação industrial.
Bomba de Drenagem S3
As condições para trocar de estado Agitador Mecânico S4
são as seguintes: PGR
Note que a válvula de saída e a
Estado O para Estado 1 bomba de drenagem são acionadas No CD desta revista também está
Chave nível baixo tanque acionada. simultaneamente pela saída S3. disponível o software PGR - Programa
Botoeira de pausa não acionada. Examine cuidadosamente o programa de Gerenciamento Remoto (versão
RESERV.UDX na figura 8. Foram demonstrativa). Trata-se de um sof-
Estado 1 para Estado 2 inseridos comentários para ajudar ... tware supervisório para o controlador
Chave nível alto tanque acionada. Agora digamos que, ao instalar ~DX, capaz de monitorar ou modificar
o sistema, surgiu a necessidade de nodos, variáveis ou constantes do
Estado 2 para Estado 3 abortar o ciclo de decantação via programa remotamente, via rede
Botoeira de operador ciente comando do operador. Ou seja, se o telefônica. O próprio programa contém
acionada. operador quiser, ele poderá encerrar o um pequeno manual, que pode ser
ciclo de decantação antes de concluir impresso. A versão demonstrativa
Estado 3 para Estado 4 as 4 horas programadas. Para isso vai permite apenas 2 objetos de cada
Passaram 4 horas desde início utilizar a própria botoeira de operador tipo (nodo, variável e constante) e
estado 3. (E3). Se ela for acionada durante o não possibilita salvar os dados no
estado 4 (decantação) o ~DX pula Arquivo de Estações. Contacte a
Estado 4 para Estado 5 para o estado 5 (descarga). O dia- Dexter para obter uma cópia integral
Passaram 4 horas desde início grama de estados fica: desse software.
estado 4. O programa que executa o dia-
DEXTER Indústria e Comércio de
grama acima é RESERV1.UDX (figura
Equipamentos Eletrônicos Ltda.
Estado 5 para Estado O 9). Visite nosso endereço na Internet
Av. Pernambuco, 1328, cj. 309
Chave nível baixo tanque acionada. - www.dexter.ind.br. onde está dispo- CEP:90240-001 Porto Alegre RS
nível informação sobre toda a linha Fone/Fax: (Oxx51) 3343-2378, 3343-5532
Ou seja, temos uma máquina de de periféricos para o controlador Internet: www.dexter.ind.br
estados com todos os estados defini- Nfvel baixo acionado

dos. Com base nisso é relativamente Pausa desativada

fácil elaborar o programa para o


~DX. No programa RESERV.UDX
(presente no CD) foi usada a variável
vO para criar a máquina de estados. DIAGRAMA DE ESTADOS PARA RESERV.UDX
Basicamente, esta variável vai assu-
mindo os valores de O a 5, conforme
o estado atual. A mudança de estado
é determinada pelas condições des- ESTADO 3
AGITAÇÃO
critas acima. Agitador ligado

Esta maneira de resolver proble-


mas de automação (via máquina ESTADO O

de estados) é muito poderosa, pois Nlvel baIXO aCIonado ••• TANQUE PARADO

mesmo processos muito complexos ESTADOS


~
_
•• Nenhum aClonamento ligado
DESCARGA
podem ser tratados de forma siste- Válvula de salda e bomba
ti~ados
mática. Além disso, o translado para
o ~DX é praticamente direto. Basta DIAGRAMA DE ESTADOS
PARA RESERV1.UDX
eleger uma variável que definirá o
estado corrente e colocar as condi-
ções para a mudança de seu valor.
Agora falta apenas definir as entradas ESTADO 3
AGITAÇÃO
e saídas necessárias. Os sinais de Agitador ligado
Figura 9
entrada e saída são:

SABER ELETRÔNICA ESPECIAL Nº 4 . 2001 41


PC-OVO ROM Creative 12X:
Assista filmes OVO no seu PC.
Faça um upgrade do seu leitor
de CD-ROM.

iArmazenamento
. de Dados:
Comparativo dos
JAZ 2GB
e o ZIP 250 MB
da lomega.

Encontre informações privilegiadas


para obter um emprego de sucesso
na área de Informática.
6éll"'~e:100

f'tDX
CONTROLADO R
PROGRAMÁ VEL

Aplicé:lções em Automação Industrial,


Telecomando e Telemetria, Ensino de
Controle L_ógJco,Àutomação Residencial,
Alarmes, Controle de Acesso e muito mais .....
- Muito fátil de programar (linguagem gráfica).
- Funciona independente de computador externo.
- ~oftware inclui ferramentas de depuração.
- Testado contra ruídos elétricos (até 1500 V).
- 4 entradas digitais até 48 Vdc.
- 4 saídas digitais tipo relé para até 10 Ampéres.
- Coneétor de expansão para 8 II0s adicionais.
- Instruções de temporização, teste e aritmética.
- Relógio interno com instruções tipo despertador.
- Rede local DXNET para conexão de 151JDXs.
- Kit completo de baixo custo, com o IJDX, fonte
DEXTER de alimentação, cabo de comunicação, disquete
Arq1J1~~-A~ARMe:
di .-.:&s:
tK.., .••.•..;. ---
13:$ e manual detalhado.
"1l1l - Dimensões reduzidas: 117 x 100 x 33 mm.
31QC~ Plr<i O IID)(: 6

- Acessórios disponíveis: Modem, Expansão de


Entradas/Saídas, Interface Homem/Máquina,
Opto-acoplador, Conversor Analógico/Digital
com leitura de temperatura e umidade relativa,
Regulador Chaveado, Biblioteca de Funções.
Software de Supervisão Remota e/ou Local.

IMPOSTOS E SOFTWARE Visite nono ender6~o no InterneI':


INCLUSOS.
FRETE NÃO INCLUIDO.
OFERTA VÁLIDA ATÉ
.www.dexter.ind.br
01 DE OUTUBRO DE 2001.
I Download de softwores,
manuais, artigos & apllc:a~õos.
D'E T"E R INDÚSTRIA
Av. E COMÉRCIO
Pernambuco, DE EQUIPAMENTOS
1328, Cj.309 - Porto Alegre - ELETRONICOS LTDA.
RS - CEP: 90240-001 FONES: (Oxx51) 3343·2378, 3343·5532

MANUTENÇÃO EM EQUIPAMENTOS HOSPITALARES


o OBJETIVO deste curso é preparar técnicos para reparar equipamentos da área hospitalar, que
utilizem princípios da Eletrônica e Informática, como ELETROCARDIÓGRAFO, ELETROENCEFALÓGRAFO,
APARELHOS DE RAIO-X, ULTRA-SOM, MARCA-PASSO ele.

Programa: Válido até 10/10/2001


Aplicações da eletr.analógica/digital nos equipamentos médicos/hospitalares
Instrumentação baseados na Bioeletricidade (EEG,ECG,ETc.)
Instrumentação para estudo do comportamento humano
Dispositivos de segurança médicos/hospitalares
Aparelhagem Eletrônica para hemodiálise
Instrumentação de laboratório de análises
Amplificadores e processadores de sinais
Instrumentação eletrônica cirúrgica
Instalações elétricas hospitalares
Radiotelemetria e biotelemetria
Monitores e câmeras especiais
Sensores e transdutores
Medicina nuclear
Curso composto por 5 fitas de vídeo
Ultra-sonografia (duração de 90 minutos cada) e 5 apos-
Eletrodos
Raio-X
tilas, de autoria e responsabilidade do
prof. Sergio R. Antunes.

PREÇO: R$ 297,00 (com 5% de desc. à vista + R$ 5,00 despesas de envio) ou 3 parcelas, 1 + 2 de R$ 99,00 (neste caso o
curso também será enviado em 3 etapas + R$ 15,00 de desp. de envio, por encomenda normal ECT.) - PEDIDOS: Utilize a
solicitação de compra da última página, ou DISQUE e COMPRE pelo telefone: (11) 6942-8055
SABER MARKETING DIRETO LTDA.

SABER ELETRÔNICA ESPECIAL Nº 4 . 2001 43


Figura A.

TVS/Zener Device Data


a) Master Components Selection o projetista. Na parte de diodos zener
Guide R3 (SG388) destacam-se as informações comple- 11I_
tas sobre as famílias 1N6267, 6373 e
Trata-se do volume-guia da ON 6382 além dos tipos para montagem
onde o usuário pode, em função das em superfície. Ver figura B.
características que deseja, escolher o
componente que deve ser usado, par- c) Analogllnterface (DL128)
tindo então para a folha de dados es-
pecífica. Nele, temos a árvore com Este é sem dúvida o mais impor-
todos os componentes da empresa, tante dos data books oferecidos no
facilitando assim a escolha para uma CD. São nada mais do que 2677 pági-
aplicação particular. São 318 páginas nas de informações sobre todos os Cls
de informação que incluem Amplifica- lineares da ON incluindo amplificado-
dores Operacionais, Power Manage- res operacionais, comparadores, cir-
ment, Referências de Tensão, Regu- cuitos de reguladores de tensão, ele-
ladores de Tensão, Orivers, Circuitos trônica de consumo, circuitos de co-
Supervisores de Energia, Drivers municação, interface e muito mais. A Figura B.
MOSFET/IGBT, Funções Especiais vasta documentação é o próprio ma-
como circuitos de uso automotivo, re- nual da fábrica no formato PDF. Ver
®

-- I
0l1~.a.'D
MOTOROL.""
des, smart cards, controles de motor figura C. REV6

de passo, sensores, aplicações indus- ..


triais, e muito mais. Ver figura A.
I CONCLUSÃO
Analog/lnterface ICs

b) TransientVoltage Suppresion I Device Data Vai. I

lZener Device Data (DL 150) São mais de 3000 páginas


de informações sobre com-
Neste volume, além de vasta do-
ponentes, as quais têm um
cumentação sobre o uso dos TVS com
circuitos práticos, temos a linha com- valor que não se mede pela
pleta da ON relativa aos TVS e Diodos. quantidade de bits que elas
Este data book(em formato PDF) con- ocupam no CO, mas nas
tém 450 páginas com um guia de se-
leção e data sheets de uma grande muitas horas de trabalho que
quantidade de componentes. Os appli- podem poupar ao profissio-
cations-notes da parte final deste vo- nal que precisa ter essas in-
lume mostram a utilização dos TVS e
Zeners em muitas aplicações, consis-
tindo de valiosa documentação para
formações à mão.
---.I Figura C.

44 SABER ELETRÔNICA ESPECIAL Nº 4 / 2001


:J .. ,LVIJI
(~O~ J-'11 r) -A----IIr
I1 ~-rr~'----lI ;~~
~
:J ..U-~
,'j\
(.~ I r (~
~. OI-=...~ .J,~.~JI\ O i
.:J

PROMOÇÃO VÁLIDA PARA AS


Promoção:
EDiÇÕES: de Nº288/JAN/97
Ao comprar 6 edições ou mais (à sua escolha), até Nº338/MARÇO/01
você não pagará as despesas de envio. Obs.: edição Nº304 - (está esgotada)
[Válido até 10/10/2001]

Nº330 - Nº333 -
Nº335 -
JULHO/OO
máquinas cnc / Reparando ~~Il.~~;
-:-2...:..··!· .:: ..
OUTUBRO/OO
Iv digital / Repara-
ções de monitores
DEZEMBRO/OO
Uma introdução ao
monitores ~e vídeo -.afonte de
allmentaçao / Praticas de
ELETROnl[R
•__ ._.~,_ de vídeo campos DSP - (parte I) / Mul-
service - telefones celulares /
Termômetro diferencial/Uma
rápida abordagem do código de
==
M'ÃÕvi'NAi ÇNÇ

:::""""0
magnéticos e ima-
gem / Detectando
e medindo a radia-
limetros TRUE RMS
/ Conversor DCIDC /
Raios-orientaçâo

hamming / Eletroscópio / Som - ::.=:;. ção / Luz forte sobre procedimen-


tos gerais / Proble-
alguns termos técnicos / Módulo ,,- temporizada / Alar-
me sônico / Trans- mas de EMC - como
de auto mação por sinais alter- ---,
forma seu fax anti- evitar / LH0091 -
nados / Gravador de eprom
Conversores TRUE
2732 / Aterramento elétrico - go em impressora
parte 11/ Histerese / Lm1292 - ou scanner / Uni- RMS para DC / Ali-
sistema pll de vídeo para dades inglesas e mentando projetos a
monitores de sincronismo con- equivalentes métri- partir do PC / Motores DC e Caixas de Redução /
cos / Poluição ele- Analisadores de espectro (parte 11)/ Os circuitos de
tínuo / Lm1295 - sistema de correção de geometria
tromagnética / Modulação em frequência / Emi - vídeo / Teste de isolamento / Detector de nível
controlado por dc / Os padrões vesa / Barramento 12c
com microcontrolador /medidor de fase electromagnetic interference / Contador industrial
microcontrolado / Controle de movimento / Como
funcionam os sensores de imagem ccd / O senso r Nº336 -
""Itil'!~ fet / Bq2057 / Ucc3895 / Quik tech 98 JANEIRO/01
•••. m
DSP - parte 11-
Eb~JJ~.gt11~R As ferramentas
de trabalho /
SENHA Nº331 •
Análise da rede
AGOSTO/OO Nº334 -
AT"EJlRAMlNTO elétrica / Ondas
semáforos inteligentes / Impresso- NOVEMBRO/OO
..
IM~[SSOAAS - .
~'\." ras / Como eliminar interferências Analisadores de
estacionárias / O
ELETRÓNIC~A'
1".t"lItICO
••••PflUlPU11~ ~~,,- ··~-o 4-l que é PWM? /
em rádios e cd-players pares
NA INDUSlfUA ~\
termoelétricos / Pares termoelé-
Espectro / TV Di- Uma arquitetura o QUE l
PWM
~:-:~tl~~
~;Sf,: tricos / Senha eletrônica / Sistema
gital - (parte 11)/
Telefonia Digital e
computacional
alternativa /
de segurança para automóveis /
Multisserviços COP8 Flash / COpp>.
t~ <~..t"••
f;~~~~ ..: ',,,,o
I.EIlIlIl''Z\<%f) •.~:)
Apagador de eprom / Controle por Sobre Par-tran- LM1851 - Detec-
som (vox) / Aterramento elétrico -
parte 111/Fator de potência na indústria / Etapa classe b - (push-
çado / Energia tor de fugas para l'ilJJlllJ~1 --
Limpa Para Seu a terra / Placa
pull) / Conheça os diodos schottky / O mouse
Equipamento / microcontrolada para robôs móveis / Seletor de
Os Ultrassons / vídeo para câmeras CCD / Fonte simétrica / Ter-
Nº332 - Fases de Siste- mômetro microcontrolado
SETEMBRO/OO mas de Alto-fa-
usb - universal serial bus / Defeitos em equipamentos lantes / Redes Profibus e Ethernet / Conheça os TVS
de som / Reparação de monitores de vídeo - implosão / Reatância Capacitiva / Sensores de Imagens / Con- Nº337 -
e choques / Indicador de linha para deficiente visual / trole DC PWM / Práticas de Service / Contador Uni- FEVEREIRO/01
Fonte de 13,8 v x 25 a / Controle de display de 7 dígi- versal Usando PIC / Pré-amplificador de Volume Cons- Mini-Curso - Progra-
tos / Aromatizador eletrônico / Campainha audível e mação Delphi para
tante / Fontes de Alta Corrente / Temporizador Múlti-
luminosa / Como Eletrônica - Parte XI /
plo Modular / Simulador de Presença
funciona o gps (glo- Rádio digital / DSP -
bal positioning Processamento em
system) / Fator de Tempo Real - Amos-
,. potência na indús- Pedidos: tragem / Perigo Nucle-
tria (parte 11)/ Expe- ar - O Pulso Eletro-
rimentos com moto- SABER MARKETING DIRETO LTDA. magnético / Néon &
res de passo / Lm74 CMOS / Circuitos com
Verifique as instruções na solicitação de
- sensor digital de Reguladores de Ten-
temperatura / compra da última página. são / Fontes de Cor-
Lm2437 e Im2438 - Informações: rente Constante / Acionamento de motor DC
drive de trc para
monitores de vídeo /
Disque e Compre (11) 6942-8055. microcontrolado / Inversores de Frequência
Vetoriais / Informações sobre SCRs / Uso de Relé~
Discos flexíveis / Rua Jacinto José de Araújo, 309 em Robótica e Mecatrônica / Usando o Provador/
Osciloscópio x ana- Tatuapé - São Paulo - SP - Reativador de Cinescópios / Aplicações difel entes
lisador lógico CEP: 03087-020 para o 555 / Comande um LCD através de um PC
PROGRAMA DE
CONSUMO DE ENERGIA
Para todos os leitores que estão preocupados em
controlar seu consumo de energia, não só em função \fi
,,'? X

das metas de racionamento, mas também para ter uma


idéia de quanto será sua conta e poder otimizar os
gastos, estam os enviando aos leitores no CD um pro- Média Mensal Média
grama de gerenciamento de consumo da Engeware.
Este programa, extremamente simples de usar, :::1=~kWh kWh!Mês
calcula a meta de consumo a partir das contas de re- ou
:::1 = f6õO kWh
ferência do ano 2001. Depois, em fun-
ção da última leitura, ele faz uma previ- ;'J= f4õO ~Wh /400
J1"1 ~?;f(
são de seus gastos baseada na leitura Medidor
que você fizer em qualquer data a par-
tir daquela. r. Analógico
Bastará movimentar os ponteiros do
relógio indicador (se for analógico) ou r Ciclométrico

os dígitos lidos para a leitura atual, e o o.(jj 1.zJ -:..I


...i:J
2-:..1
3~
-:..I
""
programa se encarregará de fazer to-
dos os cálculos necessários para saber Dala da Leitura [Conta): 1/412001 Leilura Inicial [Conta): 0123

se você está dentro de sua meta, qual Dala desla Leilura: 11 1 4 12001..:.l Leitura [Medidor]: .. !!!ll
Média Diária [kWh)· [137 dias] .. O Consumo [kWh]: .. O
será o consumo na próxima leitura e
Seu consumo médio informado pela concessionária é de [kWh) .. 400
outras informações importantes.
Sua Meta de Consumo exigida pela concessionária é de [kWh]. .. 320
Os dados poderão ser gravados e Consumo Previsto até o dia 1/5/2001 [provável leitura]. ... O
Telas tiradas do programa.
usados em uma leitura seguinte bastan-
11m~ur:.:J:iH •• tfl~.nirili';tiTi"-
do para isso abrir o programa.

FERRAMENTA DE
DESENVOLVIMENTO PARA
MICROCONTROLADOR 80~1
Uma grande dificuldade que os varias linhas de códigos, e, muitas mília 8051, que inclui o XA da Philips,
desenvolvedores de sistemas com vezes, até o próprio compilador. e o ST6 da STM.
microcontroladores enfrentam é a Para saber mais sobre essa ferra-
constante modificação dos programas Pensando nisso, a Raisonance menta, consulte nosso CD, ou nave-
compiladores. criou uma ferramenta de desenvolyi- gue no site:
Além disso, quem trabalha com lin- mento para microcontroladores da httpl/www.raisonance.com.
guagem C, freqüentemente, desper-
diça tempo com a incompatibilidade
entre o set de instruções (mnemô-
nicos) e essa plataforma. Caso o pro-
grama esteja escrito em assembler,
torna-se necessária a modificação de

46 SABER ELETRÔNICA ESPECIAL Nº 4 / 2001


.-.
SHOPPING DA ELETRONICA
Saber Marketing Direto Ltda.
Rua Jacinto José de Araújo, 309 - Tatuapé - São Paulo - SP.

DISQUE E COMPRE (11) 6942 8055 Preços Válidos até 10/10/2001


Matriz de contatos PRONT-O-LABOR VIDEOCOP - PURIFICADOR
A ferramenta indispensável para protótipos. DE CÓPIAS
PL-551M: 2 barramentos 550 pontos " R$ 32,00
PL-551: 2 barramentos, 2 bornes, 550 pontos R$ 33,50 Equipamento para o profissional e
PL -552: 4 barramentos, 3 bornes, 1 100 pontos R$ 60,50 amador que queira realizar cópias
PL-553: 6 barramentos, 3 bornes, 1 650 pontos R$ 80,00 de fitas de vídeo de suas reporta-
gens, sem a perda da qualidade de
imagem ... R$ 163,00
Placa para frequencímetro Digital de 32 MHz SE FD1
Artiao publicado na revista Saber Eletrônica nQ 184) ....R$ 10,00
Placa PSB-1 VISITE NOSSA
(47 x 145 mm - Fenolite) - Transfira as montagens da placa Para movimentar
experimental para uma definitiva ",,,,,, , , R$ 10,00
LOJA VIRTUAL antenas internas, pre-
Placa DC Módulo de Controle - SECL3 sépios, cortinas robôs
www.sabereletronica.com.br e objetos leves em
(Artigo publicado na Revista Saber Eletrônica nQ 186) ""R$ 10,00
geral
Suas compras de eletrônica Online
MATRIZ DE CONTATO R$ 39,50

Somente as placas
de 550 pontos cada MONTE VOCÊ MESMO UM
(sem suporte) pacote
SUPER ALARME ULTRA-SONS
com 3 peças ... Esgotado

Não se trata de um alarme comum e sim de um


PLACAS VIRGENS
CONJUNTO detector de intrusão com o integrado VF 1010. (Leia ar-
PARA CIRCUITO
CK-3 tigo SE nll 251). Um integrado desenvolvido pela VSI -
IMPRESSO Vértice Sistemas Integrados, atendendo às exigências
da indústria automobilística. Venda apenas do conjunto
Contém: tudo do CK- 5 x 8 em - R$ 1,00 dos principais componentes, ou seja: CI - VF1010 - um
10, menos estojo e 5 x 10 em - R$ 1,26 par do sensor T/R 40-12 Cristal KBR-400 BRTS
suporte para placa 8 x 12 cm - R$ 1,70 (ressonador)
R$ 31,50
R$ 19,80
PONTA REDUTORA MICROFONES
SEM FIO DE FM MINI-FURADEIRA
DE ALTA TENSÃO CAIXAS PLÁSTICAS
Características: Furadeira indicada para:
KV3020 - Para multímetros
- Tensão de alimentação: 3 Circuito impresso, Artesana-
com sensibilidade 20 KQf Com alça e alojamento para
V (pilhas pequenas) - Corren-
VDC. te em funcionamento: 30 mA pilhas to, Gravações etc. 12 V - 12
KV3030 - Para multímetros c/ PB 117-123x85x62 mm R$ 7,70 000 RPM / Dimensões: diâ-
(tip) -
sensib. 30 KQ/VDC e digitais. PB 118-147x97x65 mm R$ 8,60
Alcance: 50 m (max) - Faixa metro 36 x 96 mm. R$ 28,00
As pontas redutoras são utili- de operação: 88 - 108 MHz - ACESSÓRIOS: 2 lixas
Número de transistores: 2 - Com tampa plástica
zadas em conjunto com multí- circulares - 3 esmeris em
metros para aferir, medir e lo- Tipo de microfone: eletreto PB112-123x85x52 mm ... R$ 4,10
de dois formatos diferentes (bola, tri-
calizar defeitos em alta ten-
sões entre 1000 V DC a 30 terminais ângulo, disco) - 1 politris e 1
Para controle
KV-DC, como: foco, MAT, (Não acompanha adaptor. R$ 14,00
CP 012 - 130 x 70 x 30 ..R$ 2,80
"Chupeta" do cinescópio, li- pilhas)
nha automotiva, industrial etc
R$ 15,00 Com painel e alça
R$ 44,00 PB 207-130x140x50 mm ..R$ 8,30

SPYFONE - micro-transmissor Conjunto CK-10


Um micro-transmissor secreto de FM , com microfone ultra-sen- (estojo de madeira)
sível e uma etapa amplificadora que o torna o mais eficiente do
mercado para ouvir conversas à distância. De grande autonomia
funciona com 4 pilhas comuns e pode ser escondido em objetos Contém: placa de fenolite,
como vasos, livros falsos, gavetas, etc. Você recebe ou grava con- cortador de placa, caneta, per-
versas à distância, usando um rádio de FM, ~e carro ou aparelho furador de placa, percloreto de
ferro, vasilhame para corro-
NÃO
de som. ACOMPANHA GABINElõE~
1!An~ .••.•.••...
1 \
são, suporte para placa
R$ 39,50 R$ 37,80
APLICAÇÕES BÁSICAS
PARA TRIACS
~e.~

Os TRIACs, pela sua capacidade de controlar correntes alterna-


das de alta intensidade, são cada vez mais usados em eletrodo-
mésticos, equipamentos médicos e industriais e em telecomunica-
ções. Eles podem, em muitos casos, substituir os relés com vanta-
gens, mas é preciso saber como fazer isso. Neste artigo mostra-
-v
11

'H
! Fig. 2 - Curva

característica.

t -----:::~'"
V

mos algumas de suas aplicações básicas, incluindo a de relé de IV


estado sólido, muito empregada nas aplicações industriais. ~:::::-mJ.'~
Os TRIACs são dispositivos As sensibilidades nos diferentes
semicondutores da família dos tiris- modos de operação variam, sendo os
tores e podem conduzir, quando dis- N N modos 1+ e 111-aqueles em que se
parados, a corrente nos dois sentidos. obtêm mais sensibilidade.
Com um TRIAC é possível contro- Nos casos habituais a corrente tí-
lar correntes intensas a partir de si- pica necessária ao disparo nesses
nais externos relativamente fracos que quadrantes pode ser de 4 a 5 vezes
podem ser gerados por sensores, cir- menor do que aquela exigida para o
cuitos de todos os tipos e chaves de disparo nos outros quadrantes.
baixa capacidade de corrente. Por este motivo, na maioria das
Entretanto, como todo semicondu- aplicações práticas, os TRIACs são
tor de ação rápida, existem algumas Se bem que possamos compará- usados com circuitos de disparo nes-
características que devem ser conside- 10a dois SCRs ligados em paralelo e ses quadrantes.
radas quando se usa um TRIAC numa contra-fase com um gafe comum, na
aplicação e que podem implicar em prática, seu comportamento não equi-
diferenças quando comparamos este vale a esta configuração. VANTAGENS E DESVANTAGENS
tipo de dispositivo a um relé comum Um TRIAC apresenta a curva ca-
de contatos mecânicos, ou mesmo a racterística ilustrada na figura 2. Quando usados como relés, os
uma chave comutadora manual. Para disparar o TRIAC existem 4 TRIACs apresentam tanto desvanta-
Neste artigo vamos discutir algu- possibilidades ou 4 modos que depen- gens como vantagens em relação aos
mas de suas aplicações e também dem do quadrante em que ele vai fun- relés de contatos mecânicos.
analisar estas características de co- cionar, conforme mostra a seguinte
mutação que o tornam um dispositivo tabela: As vantagens:
que necessita de cuidados especiais -- - a) Não há repique - quando os
+
1
Polaridadede 111-
111+
1 +
Quadrante
(gafe)
Comporta
operação
nas aplicações. contatos de um relé abrem ou fecham,
-+- +
de MT2 (modo) eles levam uma fração de segundo
para completar esta operação e duran-
OTRIAC te este intervalo fortes variações de
corrente podem ser geradas. Em
O TRIAC é um tiristor de quatro cargas fortemente indutivas estes re-
camadas com a estrutura básica mos- piques podem causar a geração de
trada na figura 1. pulsos de alta tensão, e em muitos

SABER ELETRÔNICA ESPECIAL Nº 4 / 2001 49


circuitos também são geradas interfe-
rências eletromagnéticas (EMI), con- Box:
forme ilustra a figura 3. Num TRIAC o
estabelecimento da corrente ou inter-
Os TRIACs são dispositi- comuns. Uma das séries
rupção ocorrem de forma constante.
vos semicondutores de po- mais empregadas em aplica-

it,
tência que controlam a cor- ções gerais é a TIC, que co-
rente nos dois sentidos. Num

T
meça com o TIC206 para 2
TRIAC temos 3 terminais de- ampéres e vai até o TIC263
V-46 nominados MT1, MT2 e G (ter-
minal principal 1, terminal
para 25 ampéres.

"'v principal 2 e gate) , conforme


mostra a figura A.
O terminal MT2 é ligado
normalmente à carga, o MT1

.r TRI~ Le, à terra e o sinal de controle à


comporta. Tipos com corren-
tes de alguns ampéres até
Fig. 3 - Ação do TRIAC no controle de Figura A.
uma carga sem repique.
mais de 100 ampéres, são

b) Não há formação de arco -


nos relés de contatos mecânicos que a uma sobrecarga do que os relés, dependem da potência da carga
controlem cargas fortemente indutivas, podendo queimar com muito mais controlada.
a abertura do circuito pode fazer com facilidade. g) Isolamento - não há isola-
que tensões muito altas sejam geradas b) Sensível a curto-circuito - os mento elétrico entre o circuito de dis-
provocando o aparecimento de faís- TRIACs são danificados com muito paro e o circuito controlado. Para que
cas ou arcos. Estas faíscas ou arcos mais facilidade do que os relés caso este isolamento seja obtido é preciso
reduzem a vida útil dos contatos cau- ocorra um curto-circuito no circuito da usar circuitos adicionais, tais como
sando posteriormente falhas de fun- carga que está sendo controlada. transformadores de disparo, opto-
cionamento. Nos circuitos com TRIACs c) Disparo por transientes - os acopladores, etc.
isso não ocorre. TRIACs são muito mais sensíveis a
c) Não existem partes móveis - transientes no circuito de disparo, que
os relés possuem partes móveis que podem levar a um falso disparo. Os APLICAÇÕES
estão sujeitas a falhas de funciona- relés, pelo fato de exigirem mais po-
mento, o que não acontece no caso tência e por serem fortemente Na aplicação típica o TRIAC tem a
dos TRIACs. indutivos, são menos sensíveis a es- carga ligada em série com o terminal
d) Maior velocidade - os conta- tes transientes. MT2' enquanto que o sinal de disparo
tos mecânicos precisam de um tem- d) Queda de tensão maior - nos é aplicado entre a comporta e o ter-
po muito maior para abrir ou fechar o relés a queda de tensão nos contatos minal MT1 que está aterrado, confor-
circuito do que os TRIACs. A veloci- é praticamente nula e, portanto, prati- me mostra a figura 4.
dade de operação dos TRIACs é bem camente nenhuma potência é dissipa-
maior.
e) Maior rendimento - os relés
da. Nos TRIACs existe uma queda de
tensão da ordem de 2 V no disparo, o
I'v Fig. 4 - Usando o
TRIAC.

exigem mais potência aplicada à bo- que faz com que tanto potência seja
bina do que o TRIAC à comporta para dissipada na forma de calor como tam-
comutar uma carga de determinada bém uma certa perda seja introduzida
potência. Isso ocorre porque nos relés no circuito .
é preciso haver uma força mecânica e) Falha de comutação - os ..A..
mínima aplicada aos contatos para TRIACs podem falhar ao ligar ou des-
mantê-Ios firmemente fechados, a ligar sob determinadas condições, o I'v
qual determina a corrente de disparo. que é mais difícil de acontecer com
No TRIAC a potência necessária ao os relés. O sinal para o disparo pode ser
disparo é menor. f) Necessidade de dissipador retirado antes ou depois da carga, veja
de calor - em razão da queda de ten- ilustra a figura 5.
Desvantagens: são que ocorre na condução, os Com este procedimento temos a
a) Maior sensibilidade à sobre- TRIACs precisam ser montados em operação nos quadrantes 1+ou 111+ em
carga - os TRIACs são mais sensíveis dissipadores de calor cujas dimensões que se obtém maior sensibilidade.

50 SABER ELETRÔNICA ESPECIAL Nº 4 / 2001


Vantagens importantes podem ser
citadas para este circuito:
A corrente no interruptor de
controle é muito baixa, assim como a
tensão.
O circuito do interruptor é to-
talmente isolado do circuito de carga
pelo transformador.
O interruptor pode ser colo-
(a) (b)
cado em lugar remoto, conectado por
Fig.5 - Alimentaçãodo circuitode disparo. fios comuns de baixa corrente.
d) Usando Opto-Acoplador
a) Interruptor de Potência um chuveiro, em um elemento de Os acopladores ópticos oferecem
Uma primeira aplicação prática aquecimento ou em uma lâmpada uma opção importante para os proje-
para um TRIAC como os da série TIC incadescente. Outra aplicação é como tos que envolvem o uso de TRIACs co-
é apresentada na figura 6. controle de duas velocidades para um mo, por exemplo, os relés de estado
Neste circuito a corrente de dispa- motor universal. sólido. Com o uso destes acopladores
ro é limitada pelo interruptor (81), fi- adicionamos o isolamento entre o cir-
cando em algumas dezenas de c) Chave remota isolada cuito de controle e o circuito con-
miliampéres. Podemos usar em lugar Uma aplicação muito interessante trolado, que é uma das desvantagens
do interruptor um reed-switch, um para TRIACs e com utilidade na indús- do uso do TRIAC sozinho em relação
reed-relay ou outro sensor mecânico tria é o interruptor remoto seguro usan- aos relés comuns, conforme já vimos.
de baixa corrente. do um TRIAC, que é mostrado na Para esse tipo de aplicação exis-
O TRIAC deve ser dotado de radia- figura 8. tem acopladores ópticos que utlizam
dor de calor compatível com a potên- como elementos sensíveis opto-diacs,
cia da carga que deve ser controlada. ou seja, DIACs sensíveis à luz, como
no caso dos MOC3010 e MOC3020.
Conforme ilustra a figura 9, esses
dispositivos têm características de dis-
1000 paro que os tornam ideais para levar
"" S~o-II~
~/~~
(")
os TRIACs à condução rapidamente,
110V aumentando assim sua eficiência.
",,110V 81 TRIAC
TIC226

Fig. 6 - Interruptorde potência.


Fig. 8 - Chave remotaisolada.

Neste circuito, ajusta-se o trimpot


1}=t~ Fig. 9 - Opto-diac.
para que a tensão aplicada à compor-
b) Interruptor de meia onda ta do TRIAC fique no limiar do disparo Para as aplicações práticas exis-
Na figura 7 temos uma aplicação quando o interruptor remoto estiver tem duas famílias de opto-diacs da
importante em que o pulso de disparo aberto. Motorola, que são extremamente im-
é aplicado em somente metade dos Quando o interruptor é fechado, ele portantes para os projetistas.
semiciclos da tensão alternada da põe em curto o enrolamento de baixa A primeira é a do MOC3010 para
rede de energia. tensão do transformador levando este a rede de 110 V, que pode controlar
curto a se refletir no enrolamento pri- diretamente TRIACs da série TIC de
mário como uma queda de impedân- até 32 ampéres ou mesmo mais, con-
cia. Isso faz com que a tensão na com- forme apresenta a figura 10 .
porta do TRIAC suba e ele dispare ali- Para a rede de 220 V, controlando
mentando a carga. os mesmos TRIACs, mas com tensões

"" TRIAC
110 V
TIC226
R 1800
1000

Fig.7 - Interruptorde meiaonda. TTL/CMOS

Com isso, temos a aplicação de


metade da potência na carga a ser
controlada. Podemos usar esta con
Fig. 10- Usandoo MOC301O
figuração para ter duas potências em

SABER ELETRÔNICA ESPECIAL Nº 4 / 2001 51


maiores, temos a série MOC3020 que um espectro de interferência que tem
é vista na figura 11. as características mostradas na
Os circuitos apresentados são para figura 13, com a intensidade irradiada
cargas resistivas. Para cargas diminuindo muito acima dos 30 MHz. circuito
indutivas devem ser feitas as modifi- com
TRIAC
cações que são indicadasna figura 12. intensidade Rede
O disparo é obtido quando uma 110/ C1/C4 =
220 V 100 nF /
corrente de 8 mA (no MOC301 O) e 15 10 400 V
mA (no MOC3020) circula pelo diodo
emissor de infravermelho (LED) do Fig, 14 - Um filtro contra
acoplador. interferência via rede.
Nas mesmas famílias existem
acopladores mais sensíveis, como o f (Hz) Os núcleos toroidais, em especial, são
MOC3012 para 110 V que precisa de 100 k.Q 1 MO 10 MO muito mais eficientes neste tipo de
apenas 3 mA no LED, e o MOC3023 Fig. 13 - A faixa interferida mais
aplicação.
que requer 5 mA nos circuitos de intensamente vai até uns 30 MHz. Os capacitores usados são de po-
220 V. liéster com tensão de trabalho de pelo
Estas características permitem que Para amortecer os pulsos de altas menos 200 V (na rede de 110 V) e no
estes acopladores sejam disparados freqüências que são gerados pelos mínimo de 400 V na rede de 220 V. A
diretamente pela saída de circuitos TRIACs existem diversas técnicas que ligação à terra para oferecer um per-
lógicos digitais das famílias TTL e podem ser adotadas para se evitar curso aos sinais de alta freqüência é
CMOS sem a necessidade de etapas problemas com este tipo de compo- muito importante para aumentar a efi-
de amplificação de corrente. nente. ciência do filtro.
Na figura 14 temos um primeiro Observe que sem o terra, os
circuito de filtro bastante comum em capacitores põem em curto os sinais,
EMI eletrodomésticos, que evita que a in- enquanto que com o terra eles são
terferência gerada se propague pela desviados para a terra, conforme ilus-
A comutação rápida dos TRIACs linha de alimentação chegando a ou- tra a figura 15.
passando da condução para a não tros equipamentos ligados à mesma
condução em tempos extremamente rede, ou mesmo evitando que esta li- ,---_ ..
",

li
nha funcione como antena irradiando I
curtos, faz com que interferência ele-
tromagnética (EMI) seja gerada po-
dendo afetar equipamentos de teleco-
municações, rádios, televisores, etc,
que estejam nas proximidades.
os sinais.
As bobinas são formadas normal-
mente por algumas espiras de fio de
espessura compatível com a corrente
I
\
\ ------
li I ~I
I I
I ,/
~-
circuito
com
TRIAC

Normalmente, os sinais gerados do equipamento, enroladas em núcleo


pelos circuitos com TRIACs possuem de ferrite que pode ser ou não toroida!.
Fig. 15 - Percurso dos sinais
interferentes sem o terra.

R Um outro tipo de filtro é o mostra-


do na figura 16, que é formado por
uma rede RC em série-paralelo com
TTL/CMOS
oTRIAC.

Fig. 11 - Usando o MOC3020


100 nF

1800 2,4 k.Q Fig. 16 - "Snubber" para evitar EM!.

6 Este circuito amortece os pulsos


100 nF gerados na comutação do TRIAC evi-
110V V' tando que gerem sinais irradiados ou
TRIAC
4 que se propaguem pela rede de ali-
mentação até outros equipamentos.
MOC3010
A bobina é formada por 70 espiras
de fio esmaltado enroladas num bas-
Fig. 12 - Circuito para cargas indutivas.
tão de ferrite. O fio usado deve estar

52 SABER ELETRÔNICA ESPECIAL Nº 4 / 2001


de acordo com a intensidade de cor-
rente no circuito. Este tipo de filtro é
recomendado para cargas inferiores a
1 kW.

CONCLUSÃO

o uso de TRIACs oferece soluções


importantes para projetos de eletrodo- 22 SALÃO INTERNACIONAL DE ELETRICIDADE E
mésticos e aplicações industriais. No ELETRÔNICA
entanto, devemos estar atentos para • 16 a 19/ OUTUBRO - Salão Setorial / Internacional/Anual.
as deformações que a presença de um
dispositivo desse tipo pode causar na Linhas de Produtos elou Serviços:
forma de onda da energia fornecida a Automação, iluminação, componentes eletroeletrônicos,
outros equipamentos de uma instala- informática, telecomunicações, geração, transmissão e distribuição de
ção e que podem trazer problemas energia. Com cerca de 120 expositores será aberta a empresários,
semelhantes aos que abordamos das 14h às 21 h.
quando falamos disso no artigo Promoção: Exponor Brasil Ltda. - www.exponor.com.br.
"True-RMS".
Local: Pavilhão da Bienal do Parque Ibirapuera - São Paulo - SP.
Isso significa que todos os proje-
tistas que pretendam usar TRIACs no
controle de potências elevadas devem
72 CONGRESSO DE INSTRUMENTAÇÃO E SISTEMAS DE
estar atentos aos picos e transientes
AUTOMAÇÃO
que eles podem gerar, e tomar as de-
• 23 a 26 / OUTUBRO Feira Setorial / Internacional/Anual.
vidas precauções para que não ve-
nham influenciar no funcionamento de
outros equipamentos. Linhas de Produtos elou Serviços:
O próprio uso do TRIAC também Equipamentos para instrumentação industrial e analítica, sistemas
implica em obervar até que ponto a de automação industrial e analítica, sistemas de automação industrial,
maneira como ele controla uma carga residencial e predial, controle ambiental, robótica, tecnologia e informa-
é eficiente. ção etc. Com cerca de 165 expositores será aberta ao público, das 13h
Com as indicações que demos às 20h.
neste artigo o leitor já tem uma idéia Promoção: FCC Assessoria e Consultoria de Marketing Ltda.
do que deverá observar e, se for ne- Local: Expo Center Norte - São Paulo - SP.
cessário, procurar em literatura
adicional.
ISE - 2ª EXPOSiÇÃO INTERNACIONAL DE SUBCONTRATAÇÃO
Box: 400
500
200V
600V
300
100V
50V
30VV
Tensão Vde • 20 a 22 / NOVEMBRO - Exposição Geral/Internacional/Anual.
..
Trabalho
TICseguinte
Para
letras
os de
pico sufixos
osindicam
TRIACs
na aforma
trabalho, da
tensão
série
de dea
conforme
tabela: Linhas de Produtos elou Serviços:
Sufixos
Sufixo
Metal-mecânico, metalúrgica, eletroeletrônica, usinagem, plástico,
borracha etc. Com cerca de 100 expositores será aberta a empresários,
das 10h às 19h.
Promoção: Miller Freeman do Brasil Ltda.
Local: Expo Center Norte - São Paulo - SP.

12 CONGRESSO DE INTERNET E TELECOMUNICAÇÕES


• 20 a 23 / NOVEMBRO
Feira Setorial / Internacional/Anual.

Linhas de Produtos elou Serviços:


Software, hardware, periféricos, serviços, networking e internet, tele-
comunicações. Com cerca de 100 expositores será aberta ao público,
das 10h às 22h.
Promoção: FENASOFT - Feiras Comercias Ltda.
Local: Centro de Convenções de Florianópolis - Florianópolis - SC.

SABER ELETRÔNICA ESPECIAL Nº 4 / 2001 53


Fórmulas para
Osciladores
UJT Onde: Usando a fórmula 4:
Transistor Unijunção f é a freqüência, em hertz (Hz)
103 1
R é a resistência, em ohms (Q) 0,82 x O,lx 10-6 X R
o transistor unijunção e o tran- C é a capacitância, em farads (F)
sistor programável unijunção PUT) 11 é a relação intrínseca de transfe- Isolando R:
são dispositivos semiconductores rência R 1
destinados ao uso como osciladores 0,82 x O,Ix 10-6 X 103
de relaxação e timers. _ 1 1 X 103 _ 3
Fórmula Derivada R~~~M .~,- 0,082 -12,19xlO=12,19kQ

Fórmula 1 Fórmula 4
Uma fórmula simplificada para Multivíbrador Astável
UD = Up + T] x UBB calcular a freqüência pode ser usada
em aplicações menos críticas. Um multivibrador astável é for-
Onde: mado por dois transistores bipolares
Upé a tensão de pico, em volts (V) f- 1
ligados. Este circuito gera um sinal
UD é a queda de tensão no UJT retangular cuja freqüência e ciclo ativo
polarizado no sentido direto (0,7 V) Onde: dependem do tempo de condução de
T] é a relação intrínseca de transferên- f é a freqüência, em hertz (Hz) cada transistor.
cia (0,3 a 0,8 para os UJT comuns) R é a resistência, em ohms (Q)
UBB é a tensão entre bases, em volts C é a capacitância, em farads (F) Fórmula 6 - Tempo de condução:
(V)
tp=0,69 x R x C

Fórmula 5 Onde:
Fórmula 2 Quando o circuito é usado como tp é o tempo de condução de um
timer. transistor, em segundos (s)
RBB = RBl + RB2 T= 0,82 x RxC R é a resistência, em ohms (Q)
C é a capacitância, em farads (F)
Onde: Onde:
RBB é a resistência entre bases, em T é o período, em segundos (s)
ohms (Q) R é a resistência, em ohms (Q) Fórmula 7 - Freqüência:
RB1 e RB2 são as resistências inter- C é a capacitância, em farads (F)
f= 1
nas equivalentes, em ohms (Q)
Exemplo de aplicação:
1
Determine a resistência a ser
Fórmula 3 usada num oscilador com UJT para
f = 0,69 x(RI xCI + R2 x C2)
Como oscilador de relaxação produzir sinais de 1 kHz com um Onde:
capacitor de 100 nF. f éa freqüência em hertz (Hz)
f= 1
Dados: f = 1.000 Hz =103 Hz R1, R2 são as resistências em ohms
RxCx In(I ~T]) C = 100 n F = 0,1 x 10-6 F C1, C2 são as capacitâncias em
R=? farads (F)

54 SABER ELETRÔNICA ESPECIAL Nº 4 - 2001


Fórmulas derivadas: Ut é a tensão de disparo, em volts Osciladorde
(V) - 70 V tipo Ponte de Wien
Fórmula 8 Uh é a tensão de manutenção, em
Oscilador quadrado (50% de ciclo volts (V) - 60 V tipo A configuração básica deste tipo
ativo) - R1=R2=R e C1=C2=C de oscilador produz sinais senoidais
numa faixa de freqüências de alguns
f= 1
Fórmula 11 - Freqüência: hertz a algumas dezenas de quilo-
hertz. Nas aplicações práticas reco-
Onde: f= 1
menda-se o uso de C1=C2 e R1=R2'
fé a freqüência, em hertz (Hz) R x C x In(UV -- Uh)
Vt
R é a resistência, em ohms (Q)
C é a capacitância, em farads (F) Fórmula 13
Onde:
f= 1
f é a freqüência, em hertz (Hz)
Fórmula 9 C é a capacitância, em farads (F)
Freqüência como função de C, U é a tensão de alimentação, em
quando R1=R2=R and C1=C2=C. volts (V) Onde:
1 Ut é a tensão de disparo, em volts fé a frequência, em hertz (Hz)
f= 2xtp (V) R1 e R2 são as resistências em ohms
Uh é a tensão de manutenção, em (Q)
Onde: volts (V) C1 e C2 são as capacitâncias em
f é a freqüência, em hertz (Hz) farads (F)
tp é o tempo de condução, em segun- rr é a constante 3.1416
dos (s) Oscilador de
Deslocamento de Fase
Exemplo de aplicação: Exemplo de aplicação:
Determine a frequência do multi- Um circuito produz sinais senodais Calcule a frequência de um oscila-
vibrador astável. de baixa freqüência. A faixa vai de dor por Ponte de Wien onde C1=C2=
alguns hertz a algumas centenas 20 nF e R1=R2=20 kQ.
Dados: R1=R2=100 k = 10 X 103 de quilohertz. Qualquer transistor
C1=C2=1 O nF = 0,01 x 10-6 NPN de uso geral pode ser usado Dados: R1=R2 = 20 kQ
na configuração básica. A seguinte C1 = C2 = 20 nF
Usando a fórmula: fórmula é usada para calcular a fre-
f= 1
qüência deste circuito.:
Usando a fórmula:
Formula 12 - Freqüência: 1
f---O 1 f = - - .. ,-- . - - - . - , - - - - " - - .-
1 f= 1
f = 0,138 x103 = 7,246x103 = 7,246 kHz
~1 ~ ~
Onde: f = . ..- •... •... .., •... '"

f é a freqüência, em hertz (Hz)


Oscilador com Lâmpada Néon Ilé a constante 3,1416
R é a resistência, em ohms (Q) f=~
Uma lâmpada néon típica dispara C é a capacitância, em farads (F)
com 70 V e com isso acende. Se a
tensão for reduzida para algo em Obs: 4,88 = 2 x\J6l f=1 ..- - •... ,- - - - ...

torno de 50 V, a lâmpada apaga


e deixa de conduzir a corrente. A Exemplo de aplicação:
fórmula seguinte é válida para estes Determine a freqüência de opera- 1
parâmetros. ção de um circuito oscilador. f 6,28 x4xlO-4
Dados:
Fórmula 10 - Período: C = 10 nF = 0.01 F = 0,01 x10-6 104
R = 20 kQ = 20 x 103 f=
6,28 x 4
T = R x C x In (~ ~~~) f=?

Onde: Aplicando a fórmula: 104


f- 25,12
T é o período, em segundos (s) 1

C é a capacitância, em farads (F) f= AOO~'214x20x103xO,OlxlO-6


R é a resistência, em ohms (Q) 103
f=398 Hz
U é a tensão de alimentação, em f = 3,06 = 326,8 Hz
volts (V)

SABER ELETRÔNICA ESPECIAL Nº 4 - 2001 55


LITERATURA TÉCNICA
MICROCONTROLADOR 8051 - PROCESSADORES Intel
DETALHADO Autores: Renato Rodrigues Paixão e
Autor: Denys Emílio Campion Renato Honda - 176 págs.
Nicolosi - 256 págs.
o objetivo principal deste livro é apresentar a evolução dos
o microcontrolador da família 8051 Micropocessadores da Família Intel, partindo do processador 4004
é o mais consumido e aplicado no mun- até o Pentium 111, e as tecnologias introduzidas com eles, tais como:
do. São mais de 300 milhões de peças MEMÓRIA CACHE, MMX, EXECUÇÃO DINÂMICA, DIS, AGP,en-
vendidas por ano! tre outras. São apresentadas também as características técnicas
A proposta deste livro é ensinar so- de Chipsets, Memórias DRAM e comparações de desempenho
bre os microcontroladores da família entre os prodessadores, levando-se em conta os três vetores
8051, com extenso material didático (INTEGER, FP e MULTIMEDIA), tornando o livro uma excelente
teórico para o estudante melhorar sua fonte de informação e também auxiliando na escolha adequada de
competência até poder projetar processadores, memórias e chipsets para a aquisição de PCs, ou
hardware e software com boa desen- especificação de Hardware para consultores ou departamentos
voltura. Ele contém: revisão geral deta- técnicos.
lhada de lógica e aritmética binária;
circuitos lógicos e memórias; teoria DESBRAVANDO O PIC
específica e de- talhada do microcon- Baseado no microcontrolador PIC16F84
trolador; listas
Autor: David José de Souza - 199 págs.
completas das
instruções; exer-
Um livro dedicado às pessoas que desejam conhecer e pro-
cícios propostos;
gramar o PIC. Aborda desde os conceitos teóricos do componen-
diagramas de
te, passando pela ferramenta de trabalho (MPASM). Desta forma
programação;
extensa biblio- o MPLab é estudado, com um capítulo dedicado à Simulação e
Debugação. Quanto ao PIC, todos os seus recursos são trata-
grafia e índice re-
dos, incluindo as interrupções, os timers , a EEPROM e o modo
missivo.
SLEEP.Outro ponto forte da obra é a estruturação do texto que foi
elaborada para utilização em treinamento ou por autodidatas, com
exemplos completos e projetos propostos.

AUTO MAÇÃO INDUSTRIAL AUTOMAÇÃO E CONTROLE DISCRETO


Autor: Ferdinando Natale - 256 págs. Autores Winderson E. Santos e
Paulo R. da Silveira - págs. 256
o assunto foi desenvolvido desde as
primeiras noções dos computadores e Uma obra destinada a técnicos e enge-
suas aplicações, até a utilização mais ele- nheiros já atuantes ou em fase de estudo de
vada do Controlado r Lógico Programável sistemas automatizados. São apresentadas
(CLP) com variáveis analógicas e demais técnicas para resolução de problemas de auto-
aplicações. Cada capítulo apresenta teo- matização envolvendo sistemas de eventos
ria, exercícios resolvidos com experimen- discretos como o controlador lógico progra-
tos testados e exercícios propostos, se- mável, a modelagem de sistemas seqüenciais
guindo uma linguagem comum a todos os fabricantes por meio de Grafcet e técnicas de programação oriundas da
de CLPs pela norma IEC 1131-3. experiência dos autores.

MONTAGEM, MANUTENÇÃO E CONFIGURAÇÃO DE COMPUTADORES PESSOAIS


Este livro contém informações detalhadas sobre montagem de computadores pesso- Autor:
ais. Destina-se aos leitores em geral que se interessam pela Informática. É um ingresso Edson D'Avila
para o fascinante mundo do Hardware dos Computadores Pessoais. Seja um integrador.
240 págs.
Monte seu computador de forma personalizada e sob medida. As informações estão base-
adas nos melhores produtos de informática. Ilustrações com detalhes requíssimos irão
ajudar no trabalho de montagem, configuração e manutenção.
Escrito numa linguagem simples e objetiva, permite que o leitor trabalhe com computa-
dores pessoais em pouco tempo. Anos de experiência profissional são apresentados de
forma clara e objetiva.

SABER MARKETING DIRETO LTDA - Verifique as instruções na solicitação de compra da última


página - Disque e Compre (11) 6942-8055 - Rua Jacinto José de Araújo, 309 - Tatuapé - São Paulo - SP
[REMETEMOS PELO CORREIO PARA TODO O BRASIL].
Comunicações! Vivemos

FIBRAS
em uma época em que quan-

,
tidades de dados cada vez
maiores devem ser transpor-
tados mais rapidamente de
um ponto a outro do planeta.
A velha linha telefônica de fios
metálicos, diante da evolução
dos meios de comunicações
modernos e da geração de
OPTICAS
-
informações tais como a Inter- A REVOLUÇAO NO TRANSPORTE
net rápida, a TV a cabo, etc.,
DAS INFORMAÇÕES
está completamente supe-
rada. A linha física de metal
que ainda interliga a maioria
~e. g'if494
dos lares do mundo deverá Embora já tenhamos publicado este novo meio deve conhecer o
ser substituída gradualmente artigos sobre fibras ópticas em edi- elemento fundamental em que elas se
ções passadas de nossa Revista na apoiam, que são as fibras ópticas.
pelas linhas de fibras ópticas.
época em que elas eram apenas uma Neste artigo veremos o que são as
Até mesmo dentro dos equipa- novidade promissora, com o passar fibras ópticas, como elas funcionam
mentos comuns e nas instala- do tempo, não só nossas previsões e como podem ser utilizadas na
ções domésticas e comerciais se concretizaram como até supera- transmissão de dados, substituindo
ram nossas expectativas. De fato, a as velhas linhas metálicas nos meios
que transmitem dados, os fios importância das fibras ópticas nas externos e as próprias trilhas de
de metal deverão desapare- comunicações cresceu exponencial- placas de circuito impresso dos cir-
cer dando lugar a uma nova mente e hoje a transmissão de dados cuitos dentro dos equipamentos ou
modalidade de transmissão. por meios ópticos tende a tornar-se dos próprios chips.
muito comum, não só em substituição
Os sinais elétricos irão tor- às linhas telefônicas e outros meios,
nar-se ópticos na maior parte como também dentro de equipamen- FIBRAS ÓPTICAS
tos, ou ainda, nos chips e em veículos. E FIOS METÁLICOS
do percurso até seu destino,
Com isso, a Fotônica, com o tempo
dando origem a uma nova deve adquirir uma importância tão As linhas físicas de transmissão
ciência que é a Fotônica. Com grande quanto a própria Eletrônica. como as telefônicas foram projetadas
A transmissão de dados usando originalmente para transportar a voz.
o início dessa substituição
luz ou fótons (que são as partículas Na época, não se pensava em Inter-
já em nossos dias, os pro- elementares de luz ou de ondas net ou na transmissão de qualquer
fissionais das Telecomunica- eletromagnéticas de curtíssimo com- outra forma de sinais por uma linha
ções, Eletrônica e Informática primento de onda) está sendo deno- de telefone, que não fossem sons
minada fotônica, e o emprego de produzidos por humanos.
devem estar preparados para Como os estudos mostraram que
fibras ópticas para esta finalidade
dominar mais um ramo da substituindo os fios metálicos ou bastava transmitir as freqüências
ciência, se quiserem ter êxito cabos coaxiais comuns e outros meios entre 300 e 3 000 Hz para que tudo
em suas atividades. Neste físicos, deverá ocupar os especialistas que se falasse pudesse ser entendido
nos próximos anos. do outro lado da linha, por que se
Especial vamos justamente O leitor que pretenda estar "por preocupar com a transmissão de
levar aos nossos leitores os dentro" de todas as técnicas que outras freqüências? Veja a figura 1.
fundamentos desta nova ciên- envolvam transmissão de dados gera- Assim, todos os equipamentos
dos em circuitos eletrônicos usando instalados, como amplificadores,
cia, a Fotônica, tratando do 16 15000 Hz
assunto que vai revolucionar o I I
Faixa audível
mundo das comunicações dos
próximos anos, começando 3000 Hz
com as fibras ópticas.
I
300

I Figura 1
Faixa inteligível

SABER ELETRÔNICA ESPECIAL Nº 4 - 2001 57


linhas, transformadores etc., não
ONDAS ELETROMAGNÉTICAS
previram nunca a utilização de fre-
qüências mais elevadas.
Ora, isso significa que as linhas Duas ondas eletromagnéticas podem se cruzar num ponto do espaço
são lentas, e informações rápidas que sem que uma interfira na outra. Isso significa que sinais eletromagnéticos
ocorram numa freqüência mais alta não interferem nos sinais luminosos que passam através de uma fibra
encontram enormes dificuldades em
ópica. Este fato faz com que as comunicações por fibras ópicas sejam
passar por linhas como as usadas
para os telefones. imunes a interferências de todos os tipos como, por exemplo, as geradas
Com o advento do Fax e dos por equipamentos elétricos e eletrônicos.
modems para acessar a Internet,
verdadeiros malabarismos foram a 3 000 Hz da voz, ou mesmo 256 A NATUREZA DA LUZ
feitos pelos projetistas para alcançar kbps ou 2 Mbps das linhas rápidas
maior velocidade de transmissão de chegando a centenas de milhões de Uma carga elétrica em movi-
dados pela linha comum e, hoje, com bps, ela é imune a ruídos. mento oscilatório ou mesmo deslo-
artifícios interessantes que já aborda- Um fio de metal funciona como cando-se de um ponto a outro (como
mos em outros artigos, consegue-se uma antena e capta diversos tipos na mudança de nível de energia
chegar aos 33 600 bps ou mesmo de ruídos ao longo de seu percurso de um elétron num átomo) produz
56000 bps usando uma linha comum, sendo sensível às interferências e ondas eletromagnéticas. Essas ondas
e até aos 256 kbps e 2 Mbps para descargas elétricas. Isso não acon- podem se propagar no vácuo a
as linhas rápidas (ADSL), mas estes tece com um meio que possa trans- uma velocidade de 300.000 km/s
valores estão muito próximos dos mitir a luz. e também através de determinados
limites teóricos.
meios materiais, se bem que com
Ora, essas velocidades ainda são Mas, qual seria esse meio? velocidade um pouco menor, mas
muito baixas em relação à geração de ainda extremamente elevada. Colo-
dados por um computador e outras Fios conduzem eletricidade, mas cando num gráfico todas as freqüên-
fontes digitais (como a que trabalha não a luz. Para conduzir a luz é cias em que podem ser produzidas
com imagens em tempo real: TV, preciso um meio que não só tenha essas ondas, teremos o que denomi-
etc.) e ao próprio tamanho dos arqui- a transparência apropriada como algo namos "espectro eletromagnético",
vos que devem ser transferidos, por mais, que é muito difícil de imaginar ilustrado na figura 2. Conforme pode-
exemplo, através da Internet. inicialmente: que seja capaz de con- mos ver, as freqüências mais baixas
Uma solução importante para isso duzir a luz em trajetórias curvas! correspondem às ondas de rádio, indo
consiste em substituir o sinal elétrico Esse meio existe e é dele que até a faixa de microondas. Depois,
que viaja pela linha física de metal por depende essa nova tecnologia da entramos na faixa das radiações
sinais luminosos, ou seja, por fótons qual vamos falar a seguir: as fibras infravermelho. Estas radiações são
de luz comum. ópticas. emitidas principalmente por corpos
A luz tem enormes vantagens em Para entender como elas podem aquecidos, já que, com a agitação
relação aos sinais elétricos quando "escapar" da lei da natureza que diz das partículas de um corpo que esteja
usada para essa finalidade.Além de que a luz se propaga em linha reta, acima do zero absoluto de tempera-
poder ser modulada por freqüências comecemos por estudar a natureza tura ocorre a emissão de radiações
muitíssimo mais altas que os 300 da luz. eletromagnéticas (concentradas em

(A) 106 400 x 103 60 X 103 15 X 103 7700 6220 5970 5770 4920 3900 3000 2000 100
\ AI AI AI I. ,\ II .\ ,\ ,I .1 AI I.

I v v V I

II Extremo Dlstan te Médio


Próximo : Vermelho Laranja Amarelo Verde
Azul Violeta I Próximo
I Médio Extremo I
I
I I" I I
......
...... "" // ,~~
...... " "" / ;
"" // ; ,,'"
/ ;
.................. ...... Infravermelho "" Espectro
/ Ultravloleta ; ; ;
......
...... "" vls(vel
// ,..;
...... "" // ;
;;
...... "" / ;;
......
......
......
""
"" // ;,'
...... // "",'"
'-'- ,I "" / .. ;;
Figura 2 .....
I /I I
I I I I
I I
Ondas de : I I Raios X Raios .
I I
Áudlo, oscilações rádio Microondas I I
I I": r-'~ ~_
::
gama RaiOS
cósmicos
-.',---:, •.----
~.
elétrlcas,C.A,etc. ~~
.
::' •• 1 I 1:1
I 1I ;1 I I
I
:
I
: I ::
,I

1014 1012 1010 108 106 104 102 10-2 10-4 10-6 10-8 10-10

58 SABER ELETRÔNICA ESPECIAL Nº 4 - 2001


V1
I Superficie FIBRAS ÓPTICAS NO ULTRAVIOLETA
Ar de separação
(meio 1)
. I
900 entre os meios
Já existem materiais que podem conduzir eficientemente a radiação
ultravioleta (com comprimento de onda menor do que o da luz violeta). Uma
freqüência mais alta como essa traz possibilidades ainda maiores para as
Vidrr! aplicações em comunicações como, por exemplo, a modulação.
(meio 2) VpV2
Vr300000 km/s
raios cósmicos, cujas freqüências se enquanto que para o caso ar-vidro
V2 estendem teoricamente até o infinito. comum é 1,52. Para os meios ar-
Figura 3 Para efeito de estudos e aplicações quartzo, este valor é 1,46.
Raio incidente das fibras ópticas, o espectro utilizado É importante observar que esses
e considerado como "óptico" não índices são normalmente especifica-
i Ângulo de incidência
corresponde exatamente ao espectro dos para uma determinada freqüência
que podemos ver, ou seja, o "espectro de luz (ou cor), uma vez que ocorrem
visível". variações em sua função.
Ar 1) \.
(meio rf'::flexão
\."0"1) "parcial índices Isso ocorre porque o compor- São estas variações justamente
tamento das radiações infraverme- que fazem com que a luz branca
I; n1;:. de lho, de freqüências próximas ao (que é a mistura de todas as cores)
Vidro)' n2 refração
fo-2
limite inferior da faixa visível, entre se decomponha ao passar por um
(meio 2)
12 000 e 7 700 ângstrons, pode ser prisma, veja a figura 5.
considerado bastante semelhante ao Vamos pensar agora em uma
i '\ Raio refratado
I Ângulo de refração das radiações do espectro visível. experiência interessante que envolve
Figura 4 Dessa forma, as fibras ópticas a refração: consideremos dois meios
podem trabalhar tanto com a radiação de naturezas diferentes como, por
sua maior parte nesta faixa). Vem do espectro visível como também exemplo, ar e vidro, conforme ilustra
depois a faixa das radiações cujos com parte do espectro infraverme- a figura 6. Inclina-se cada vez mais,
comprimentos de onda se situam lho, havendo inclusive dispositivos a partir da normal, um raio de luz que
entre 390 nm e 770 nm, o que equivale que geram e recebem esta faixa do seja emitido por uma fonte pontual
a 3 900 a 7 700 ângstrons, lembrando espectro com muita eficiência. que esteja dentro do vidro (um LED
que 1 nm (1 nanômetro equivale a "implantado", por exemplo).
10.9 metros e 1 ângstron equivale a Esta posição é importante, dado
10.10 metros). REFLEXÃO, REFRAÇÃO E que o seno do ângulo do lado do ar
Esta faixa é importante porque ÂNGULO CRíTICO (que é menos denso) é maior do que
temos em nosso corpo receptores o do lado do vidro (que é mais denso)
capazes de percebê-Ia, e até distinguir Se um raio de luz incide perpen-
sua freqüência: nossos olhos. dicularmente em uma superfície que Luz Prisma
Esta é a faixa das radiações que separa dois meios transparentes de
branca /de cristal
correspondem à luz visível onde a naturezas diferentes (ar e vidro, por \ :Vermelha
cor é dada pela sua freqüência. A exemplo), ocorre uma mudança de
menor freqüência que podemos ver sua velocidade de propagação.
corresponde à cor vermelha. À medida A direção e o sentido de propaga- ~ ~""""""·"~Laranja
••••• / " • '_ Azul
:e~:~elo
que ela aumenta, a sensação de ..... Violeta
ção se mantém, conforme mostra a
Figura 5
cor muda passando para o laranja, figura 3.
amarelo, verde, azul até atingir o No entanto, se o ângulo de inci-
violeta, que tem a maior freqüência dência for diferente de 90 graus em
que podemos discernir. relação ao plano que separa os meios,
Acima e abaixo dos extremos além da mudança de velocidade
dessa faixa não conseguimos ver as também teremos uma alteração de
Ar
radiações eletromagnéticas emitidas direção, de acordo com a figura 4.
ou refletidas por um corpo. Mas, da A relação entre o seno do ângulo
Vidro'"
mesma forma que abaixo da faixa que o raio incidente faz com a normal
É
existem as radiações infravermelho ao plano de separação dos meios e o ,;'
que alguns animais podem perceber, seno do ângulo que o raio emergente O
C
acima temos formas importantes de faz (denominado refratado) é um
radiação eletromagnética que são número constante, que depende
produzidas por corpos em determina- exclusivamente da natureza dos
das condições de excitação. dois meios. Esse valor constante é A, B e C conseguem passar de
Temos em primeiro lugar as radia- denominado "índice de refração". um lado para o outro.
ções ultravioleta, vindo depois os Assim, para o caso dos meios ar- Entretanto, O e E já não conseguem.
raios X, raios gama e finalmente os Figura 6
água o índice de refração é 1,33,

SABER ELETRÔNICA ESPECIAL Nº 4 . 2001 59


I Normal ,
I I
I I
I
I ,
,,
I Ar
I
I
I
I Vidro I
I,' Ar
~~
. ~ Ângulo crftico
Figura7
Os raios incidentes
nesta faixa
- lembramos que as velocidades de
são refletidos
propagação também mudam, já que,
enquanto no vácuo e no ar este valor
é de aproximadamente 300 000 km
por segundo, no vidro esse valor cai
Figura8
bastante.
À medida que o ângulo de inci-
dência (no vidro) vai aumentando, o
ângulo de refração (no ar) também vai ......... ....
~:"::-='~:-::-:------ +--.~~
.•..•....
------~:-::"::-='~~::=r:;::~:..~~
Ar

crescendo, mas em uma proporção ~ ...

mais rápida, pois seu seno é maior


e deve manter a relação constante IV- Figura9
-""-- ...

dada pela natureza dos meios.


Chega então um instante em que Mesmo que o meio de paredes para- de cabos flexíveis para dispositivos-
o ângulo de incidência ainda não lelas (não necessariamente planas) médicos (endoscopia) começavam
alcançou aos 90 graus, mas o de faça uma série de curvas (não muito a aparecer.
refração sim (raio d da figura 6, por fechadas a ponto de modificar muito Mas, foi somente em 1966 que,
exemplo), o que significa que a luz o ângulo de incidência, fazendo-o cair num comunicado dirigido à "British
não mais "consegue escapar" do abaixo do ponto crítico), ele poderá Association for the Advancement of
vidro, sendo refletida de volta para seu acompanhá-Io, conforme ilustra a Science", que os pesquisadores K.
interior. Esse é o denominado "ângulo figura 10. C. Kao e G. A.
crítico", mostrado na figura 7. Hockham (da Inglaterra) propuse-
Qualquer raio de luz que incidir a ram o uso de fibras e luz em lugar de
partir do vidro, segundo ângulo igual HISTÓRIA condutores metálicos e eletricidade
ou maior que este ângulo crítico, na transmissão de mensagens tele-
não conseguirá mais passar para o A possibilidade de se conduzir um fônicas.
"outro lado" (o ar). Esses raios serão raio de luz através de um determinado

>y'
refletidos de volta, conforme mostra meio, forçando-o a apresentar uma
a figura 8. trajetória não reta, já é conhecida há
Você poderá perceber isso se muito tempo. Em 1870, John Tyndall
conseguir um aquário com a super-
fície de água bem calma. Olhando
demonstrou aos membros da "Royal
Society" que uma luz podia ser cur-
Vld~{
diretamente por baixo, verá do outro vada ao se propagar por um jato de
lado (fora do aquário), mas se olhar água que se curvava ao sair de um
segundo um ângulo maior que o reservatório, veja na figura 11.
crítico, a supefície da água virá se
comportar como um "espelho"e você
Mais tarde, J. L. Baird registrou
patentes que descreviam a utilização Vld~{?Y~
verá de volta o fundo do aquário, de bastões sólidos de vidro na trans- Figura 10
observe a figura 9. missão de luz para utilização em Água
Veja, então, que se o meio em um primitivo sistema de televisão em "Fibra 6ptica"
que isso ocorre, no caso o vidro, tiver cores. simulada

paredes ou superfícies de separação


paralelas, um raio de luz que parta
de um determinado ponto interno e
incida numa das "paredes" segundo
O grande problema,

não permitiam a transmissão


contudo, é
que as técnicas e os materiais usados
da luz
com bom rendimento. As perdas eram
I
com água

ângulo maior que o crítico, virá se grandes e não existiam dispositivos


refletir indefinidamente nas paredes, de acoplamento óptico.
sendo conduzido pelo material até Foi somente a partir de 1950 que Trajetória
onde quisermos. Sendo as paredes as fibras ópticas começaram a des- do raio
paralelas, o ângulo de reflexão numa pertar o interesse dos pesquisadores. de luz
delas será igual ao ângulo de incidên- Aplicações como iluminação remota
cia na outra, e asim sucessivamente. ou transmissão de imagens a partir Figura 11

60 SABER ELETRÔNICA ESPECIAL Nº 4 - 2001


A obtenção de tais fibras exigiu
grandes esforços dos pesquisadores, TODAS AS COMUNICAÇÕES DO MUNDO
já que as fibras até então existentes
Foi testado recentemente um link usando uma fibra óptica entre duas
apresentavam perdas formidáveis, da
ordem de 1 000 dB por quilômetro, cidades norte-americanas, capaz de transportar informações numa
além de uma faixa passante estreita e velocidade na casa dos Terabits por segundo (1 Terabit = 1 000 000 000
uma enorme fragilidade mecânica. 000 bps!). Por esta fibra óptica podem ser transmitidas simultaneamente
Entretanto, como resultado dos todas as informações que atualmente estão em circulação pela Internet
no mundo inteiro.
esforços, novas fibras com atenuação
de apenas 20 dB por quilômetro e
uma faixa passante de 1 GHz para fazem uma trajetória de segmentos fabricação que consiste na utilização
um comprimento de 1 km tornaram-se retilíneos num único plano, como de uma capa óptica de proteção.
comuns com a perspectiva de subs- no caso de duas superfícies planas Conforme se observe na figura 15, ela
tituir os cabos coaxiais, o que já paralelas. Os raios se propagam se baseia numa camada de vidro ou
está ocorrendo em uma boa parte segundo uma trajetória formada por material de índice de refração mais
do mundo. pequenos segmentos de reta que baixo que o da parte condutora.
A utilização de fibras com 100 ~m unidos formam uma curva em hélice, É claro que este índice menor
de diâmetro, envolvidas em nylon como exemplificado na própria figura de refração da capa protetora ainda
resistente permitiam a construção de 12. significa um índice maior do que o do
fios tão fortes que não podiam ser É claro que um simples cilindro ar. Desta forma, o ângulo crítico para
rompidos pelas mãos. de vidro muito fino e de grande com- o meio condutor interno é alterado,
Hoje já existem fibras ópticas com primento que deva ser usado para gerando um cone de entrada de sinais
atenuações tão pequenas (menores conduzir luz da forma indicada é algo mais limitado conforme ilustra a figura
que 1 dB por quilômetro), represen- extremamente frágil. 16.
tando perdas menores do que as que Além disso, temos de considerar O ângulo entre o eixo da fibra e a
ocorrem nos fios metálicos comuns. outros problemas. Um deles é que a superfície que define o cone (8 = teta)
exigência principal para que ocorra é denominado "ângulo de admissão
a reflexão total da luz no interior da da fibra óptica". O seno deste ângulo é
o QUE É A FIBRA ÓPTICA fibra, e que nada escape, é que a
superfície de separação entre os dois f/ '" Parte da
A idéia básica em que se apóiam meios, um de alto índice de refração 11",~adiaçãO
'" escapa
as fibras ópticas é a trasmissão da luz (vidro) e o outro de baixo índice (ar),
(e, portanto, energia) aproveitando seja perfeita.
a reflexão total que ocorre nas con- O manuseio e imperfeições de
dições de ângulo crítico, e com fabricação, entretanto, fazem com Figura 13
isso levá-Ia às trajetórias desejadas que ondulações, riscos ou falhas
sem perdas (ou com um mínimo de apareçam. E, nestas falhas, conforme
indica a figura 13, pode ocorrer o Ângulo crítico
perdas).
menor refratado
Devemos observar que, enquanto escape de parte da luz que deveria ser
um fio elétrico que conduz um sinal totalmente refletida. Isso é mostrado n21"'ns
Raio
/Gota
está sujeito a interferências eletro- na figura 14 onde uma simples gota âe óleo
magnéticas externas e também emite de óleo afeta o funcionamento da
sinais interferentes, isso não ocorre fibra. Essa gota muda o índice de
com as fibras ópticas. refração e permite que o ângulo crítico Não há
Uma fibra óptica consiste então se altere fazendo com o que o raio de Luz/ " reflexão
num cilindro de material altamente Reflexão
luz escape para o exterior.
transparente e flexível, com um índice Problemas como esse podem ser
evitados com uma técnica especial de
Fibra óptica ---.t
de refração elevado em relação ao ar,
Figura 14
conforme ilustra a figura 12.
No entanto, dado seu formato (e d Material de menor
em alguns casos uniformidade de índice de refração (capa)
composição), os raios de luz não
Fibra

óPtica\
"
~,----------------------~-,------
""
•...

•...
•...

-------------~-----------
"
"1

,, ,
.#
, ,, "
,
LUZifY_Y_·
"
Trajetória
"1> "2
Material de maior

heliocoidal n 2 índice de refração (cerne)

Figura 12 Figura 15

SABER ELETRÔNICA ESPECIAL Nº 4 . 2001 61


Cone

~) ~
,•• d ~11Il ~I" ~I
n3 n12• n22
NA = SEN&, = ...!...V P/PO

n1
-----n------------·
Ângulo
de admissão
n3 '\
Fibra óptica
0,5

0,25
0,125 d( km)
Figura 16
o
uma medida da capacidade de coletar Esse tipo de relação normalmente d 2d 3d
radiação que apresenta a fibra óptica é mais facilmente avaliado se for Figura 17
e é denominado "abertura numérica" expresso na forma logarítmica.
d 2d 3d d(km)
da fibra, ou abreviadamente NA (de Assim, usamos também o decibel
Numerical Aperture, em inglês). (dB) para expressar as perdas que
- 1
Este valor é especialmente impor- acontecem numa fibra óptica e a curva
tante quando trabalhamos com fontes de perdas torna-se linear, observe -2
extensas de luz. a figura 18. ---------
Para as fibras comuns os diâme- Para as fibras ópticas usuais é
tros variam tipicamente entre 1O ~m comum a expressão das perdas em -3r----
Atenuação ( db ) ~ 10 log (PO/P)
e 600 ~m e as aberturas numéricas dB por quilômetro, ficando os valores
(db)
entre 0,1 e 0,5. típicos na faixa de 1 a 1 000 dB/km.
Figura 18

Emissão
PERDAS RESPOSTA ESPECTRAL do LED I
Emissão AsGa ~ I
Este fator é de enorme importância Conforme vimos na introdução, o 1001 do LED I
nas considerações sobre a transmis- espectro eletromagnético cóm que AT. E
(dbH..
AsGaAI ~ -..........'
,
I
são de sinais a longas distâncias por operam as fibras ópticas inclui não
meio de fibras ópticas. Já vimos que somente a parte visível entre 3 900 e 7 *#
10!~ -- ........
-=..
--_
~"V
__ i_
I
'I,
I
essas perdas são muito menores do 700 ângstrons como também parte do
que as que ocorrem em fios conduto- *
11 - _ ..,~~,I I \\.(A)
o
espectro das radiações infravermelho 1 . ., ~ '" I
res de metal comum, o que as torna entre 7 700 e 12 000 ângstrons.
muito atraentes nessas aplicações, A estrutura atômica do vidro, entre- 5000 6000 7000 8000 9000 10000 /
Dispersão Comp. de onda À
pois não exigem tantos amplificadores tanto, apresenta flutuações que fazem (teórica)
intermediários. com que ocorram dispersões da Figura 19
Evidentemente, a quantidade de radiação de forma irregular. Isso
luz que chega ao final de uma fibra implica em que comprimentos de dem para os comprimentos de onda
óptica é sempre menor do que a que onda diferentes tenham níveis de menores.
aplicamos no seu início. Ocorrem, absorção diferentes ao longo de uma No entanto, a estrutura irregular
então, perdas que podem ser devidas fibra óptica comum. do material resulta também numa
a diversos fatores como as imper- A Lei de Rayleigh para dispersão distribuição irregular dos picos de
feições do material, absorção do diz que a sua intensidade é inversa- absorção, conforme ilustra a figura
material, etc. mente proporcional à quarta potência 19.
As perdas que acontecem numa do comprimento de onda, o que nos Nesta figura temos a resposta
fibra seguem uma relação exponencial leva a uma curva onde observamos espectral típica de uma fibra óptica
do tipo apresentado na figura 17. que as atenuações maiores se suce- de vidro observando-se que existem
freqüências em que acontecem fortes
TRANSMITINDO ENERGIA absorções e que devem ser observa-
das na sua utilização, principalmente
Com a criação de fibras ópticas com perdas cada vez menores, já se com fontes monocromáticas.
fala na possibilidade da transmissão de energia usando este meio em lugar Observe que na curva mostrada
dos fios comuns. Empregando lasers de altíssima potência seria possível existe um pico indesejável de absor-
transmitir enormes quantidades de energia por uma única fibra, as quais ção justamente nas freqüências de
seriam convertidas "do outro" lado em eletricidade, ou seja lá que forma de emissão dos LEDs infravermelho que
energia fosse necessária. As perdas seriam menores do que no caso da operam em torno dos 9 500 ângstrons.
transmissão por fios metálicos e o custo seria muito menor. Uma fibra de Essa absorção se deve à presença de
alguns milímetros de espessura poderia ser usada para transmitir toda a íons do tipo hidroxil, sendo por isso
energia de uma cidade sem perdas apreciáveis. denominada de "pico de absorção
pela água".
62 SABER ELETRÔNICA ESPECIAL NQ4 - 2001
Já para a freqüência de emissão d
dos LEDs infravermelho de 8 500
ângstrons, temos justamente o ponto
de menor absorção da curva, o que
leva estes componentes a serem
amplamente usados como fontes
ideais para muitos projetos que envol- -------------------------------
----,.~._>-~~.-._.~~
...
vam estas fibras.
índice de
refração
1,5
PROPRIEDADES E APLICAÇÕES (n)
DAS FIBRAS ÓPTICAS Figura 20

d
Na primeira parte deste artigo Trajetória
explicamos aos leitores o que são
as fibras ópticas, analisando o modo
como os raios de luz podem ser
mantidos em seu interior por meio
de reflexões totais sucessivas. Nesta
segunda parte teremos praticamente
uma continuidade do anterior, anali-
sando algumas propriedades impor- n
tantes das fibras ópticas comuns e o 1,5
modo como são fabricadas para que Figura 21
possam ser usadas mais eficiente-
mente nas comunicações modernas. capas sucessivas de materiais de dispersão. Isso não acontece com as
Uma estrutura de material tão frágil índices de refração cada vez menores. fibras de capa única de material, onde
como o vidro e com espessuras que De acordo com a figura 20, temos a dispersão é maior, pois ela ocorre
não ultrapassam frações de milíme- uma di'minuição em "degraus" do justamente nas transições entre os
tros, exige uma tecnologia muito índice até obter o menor valor na capa dois materiais.
avançada para o processo de fabri- mais externa que, ainda assim, tem Outro fator que deve ser levado
cação, e esse é o principal motivo índice maior que o do meio exterior. em conta é o seguinte: enquanto na
pelo qual hoje dispomos de facilidade Desta forma, um raio de luz que fibra que tem o cerne de material
maior para as aplicações práticas. tenha que se propagar por esta fibra, de densidade única, onde a luz se
Na parte anterior deste artigo , curvado segundo uma trajetória mos- propaga, a velocidade é constante
onde analisamos a estrutura de uma trada na mesma figura, acaba ficando (a mesma em qualquer ponto), na
fibra óptica comum, vimos que a totalmente "preso" no seu interior. fibra de densidade que decresce nas
utilização de uma capa de material de A trajetória será formada por bordas, os raios de luz viajam com
índice de refração menor envolvendo pequenos segmentos de reta que velocidade maior nessa região e com
um cerne que é a parte condutora têm seus extremos nos pontos em velocidade menor no centro.
propriamente dita, além de eliminar os que ocorre a transição de índice de O resultado final disso é que velo-
problemas causados por arranhões e refração de uma capa para outra. cidades diferentes de propagação
deformações durante o processo de Um outro tipo de fibra óptica, podem causar problemas de interfe-
fabricação, nos levava à possibilidade que apresenta um comportamento rências que afetam o desempenho
de fabricar fibras ópticas de maior semelhante à anterior, é o que tem a da fibra e são muito importantes na
confiabilidade com muito maior ren- estrutura ilustrada na figura 21. qualidade da transmissão de dados.
dimento. Nesta fibra temos um material
Essa técnica, entretanto, serviu em que o índice de refração diminui
de ponto de partida para se obter continuamente do centro para as INTERFERÊNCIAS
outras estruturas capazes de levar à bordas de modo a se comportar com
produção de fibras ópticas com muito uma fibra "escalonada", mas com Para facilitar o entendimento dos
melhor rendimento na transmissão degraus infinitamente pequenos. princípios básicos de funcionamento
dos sinais e até mesmo maior resis- Assim, um raio de luz que deva ser de uma fibra óptica é comum conside-
tência mecânica. transmitido por esta fibra curva-se rar a luz como uma forma de radiação
Um tipo importante de fibra óptica de uma forma suave numa trajetória que se propaga em linha reta como
é a obtida com materiais de índices espiral, se entrar nesta mesma fibra um raio infinitamente fino. Todavia,
de refração escalonados que são segundo um ângulo oblíquo, veja este modelo de descrição da luz não
depositados em torno de um cerne, exemplo na figura 22. corresponde ao que acontece na prá-
conforme ilustra a figura 20. Um ponto importante da trans- tica e, dependendo do fenômeno que
A partir do cerne de material de missão de luz através de uma fibra se analisa, pode até ser interessante
maior índice de refração são formadas que tenha esta estrutura é a baixa não tê-Io em mente.

SABER ELETRÔNICA ESPECIAL Nº 4 . 2001 63


ocaráter ondulatório das emis-
sões de luz é algo que deve ser muito
lembrado quando se trata da análise
Figura24
1\
Anteparo

de alguns fenômenos que podem


ocorrer e que são importantes no ~
caso das fibras ópticas. ) ))
Vamos supor inicialmente a exis-
=Q):: =~---n
tência de duas fontes pontuais de Fonte
) )
sinais eletromagnéticos (que podem
ser de luz comum) de freqüências
de luz
~--i )

únicas, conforme mostra a figura 23.


A combinação dos dois sinais em
escuras Raias
determinados pontos pode resultar claras
em uma soma de suas amplitudes ou
no seu cancelamento, de acordo com final exatamente em oposição de fase cia na transmissão de dados em que
a mesma figura: temos então pontos e, com isso, causando um fenômeno maior faixa passante significa maior
de máxima intensidade e pontos de de interferência destrutiva. quantidade de dados que podem ser
nulo em que não é notada a presença O diâmetro de uma fibra óptica é transmitidos. O que ocorre nesse
da radiação. muito importante na ocorrência desse caso é que, para uma fonte de certa
Esse fenômeno pode ser obser- fenômeno, pois pode ser responsável extensão, na produção do pulso, luz
vado quando usamos duas fontes pela sucessão de maior ou menor de diferentes regiões da fonte entra
pontuais de luz (simuladas por dois quantidade de trajetórias possíveis ao mesmo tempo na fibra óptica, mas
furos muito pequenos num obstáculo para a luz que se propaga através como os pulsos fazem trajetórias
opaco por trás do qual exista uma dela. Isso leva a uma classificação diferentes, chega ao final em instantes
fonte monocromática de luz) e se das fibras segundo os "modos" como diferentes.
formam anéis claros (nos pontos de a luz se propaga. Evidentemente, o Se a trajetória a ser percorrida for
máximo) e anéis escuros (nos pontos modo de ordem mais baixa é aquele muito longa e os pulsos que devem
de mínimo), observe a figura 24. que corresponde à propagação direta, ser transmitidos estiverem muito
Numa fibra óptica a interferência enquanto que o modo de ordem mais próximos uns dos outros (para uma
pode ocorrer com a radiação que se alta é aquele em que temos o maior alta velocidade de transmissão de
propaga em diversas trajetórias, dado número de reflexões. dados), a diferença de tempos de
que a fonte de emissão normalmente Na figura 26 mostramos três chegada pode tornar-se suficiente-
não consiste num ponto único, mas ordens de modos de propagação da mente grande para que tenhamos
tem uma certa extensão. Pode acon- luz em uma fibra óptica. uma perda da identidade do sinal,
tecer então que justamente no ponto É importante observar que uma como já visto na figura 27.
de "captação" (um sensor) da radiação quantidade maior de modos possíveis Para uma freqüência de 200 MHz,
tenhamos uma franja de interferência de propagação de um sinal numa por exemplo, a uma distância de
destrutiva ou um ponto "escuro" com fibra óptica reduz a faixa passante, 100 metros os pulsos já começam a
menor intensidade de sinal. É o que já que as possíveis interferências chegar suficientemente juntos, numa
sucede no exemplo da figura 25 em causam uma deformação dos pulsos fibra comum, para que tenhamos uma
que temos duas trajetórias diferentes de informação, conforme ilustra a considerável deformação do sinal,
para a luz de uma mesma fonte atra- figura 27. Isso é de extrema importân- mas a informação ainda pode ser
vés de uma fibra óptica, chegando ao

{f-Y-Y-_·Figura22
~
\'
Os sinais
A, BeC
chegam seguindo
Pontos de máximo
percursos diferentes
(sinais,em fase) Figura25

Fonte A

Fonte B

Pontos de mfnimo Modo de ordem Modo de ordem


(sinais fora de fase) mais baixa mais alta
Figura23 Figura26

64 SABER ELETRÔNICA ESPECIAL Nº 4 - 2001


Fibras Ópticas Plásticas
As fibras ópticas de plástico são
construídas com material transpa-
rente apresentando com o principal
característica o diâmetro elevado (da
ordem de até 1 mm), flexibilidade
Pulso
boa e fácil preparação dos acopla-
transmitido
mentos.
As extremidades podem ser pre-
a) Pequena deformação paradas para as conexões ópticas
que permite recuperar simplesmente pelo corte com uma
a informação lâmina afiada (uma lâmina de barbear,
por exemplo).
Entretanto, estas fibras apresen-
tam perdas elevadas, o que limita
suas aplicações à transmissão de
b) Grande deformação sinais a curtas distâncias, que não
que impede recuperação ultrapassam alguns metros.
da informação Deve ser levado em conta também
que o plástico não suporta tempera-
Figura 27 turas elevadas e, por isso, deve ser
prevista uma proteção especial.
recuperada. No entanto, com 200 densidade constante e maior do que
metros, nesta mesma freqüência, os o da periferia, uma vez que elas se Fibras Ópticas de Vidro
pulsos já se "embaralham" o suficiente propagam mais pelo centro da fibra. Pelas suas propriedades ópticas,
para que a informação não mais O resultado disso é uma velocidade esse é o material preferido para a
possa ser recuperada. menor. fabricação das fibras ópticas, se
É por isso que uma especificação Já os sinais de ordem mais alta bem que, pelas demais propriedades
muito importante para uma fibra óptica se propagam mais pelo material de (principalmente mecânicas), exija
é a sua sua faixa de utilização em índice menor da periferia onde a técnicas bem mais elaboradas para
Megahertz x quilômetro (MHz x km). velocidade é maior. Dessa forma, isso.
Assim, uma fibra óptica de 200 MHz a velocidade maior compensa a Na figura 28 temos o processo
x km pode transmitir uma informação trajetória mais longa e, com isso, os primitivo de fabricação em que se
na freqüência de 200 MHz até uma sinais tendem a percorrer a fibra no parte de um tubo cilíndrico de vidro de
distância de 1 km sem que ocorra mesmo intervalo de tempo, indepen- maior densidade que é envolvido por
o "embaralhamento" total da informa- dentemente de seu comprimento. uma capa de menor densidade.
ção, ou ainda uma informação na Submetido a uma temperatura
freqüência de 100 MHz a 2 km sem elevada na extremidade, o conjunto
problemas. TIPOS DE FIBRAS se funde e "escorre" dando origem
As fibras com diversas capas ou a um fio fino que é a própria fibra
com índice de refração que muda Além do vidro comum, o plástico óptica.
gradualmente apresentam um com- também pode ser usado na fabricação Esse processo resulta em fibras
portamento que torna a faixa de de fibras ópticas. Temos então três ópticas com perdas algo elevadas, da
utilização muito maior que as fibras tipos principais de fibras ópticas: ordem de 500 dB/km, mas a utilização
comuns. a) fibras com ceme de plástico e de materiais especiais têm levado à
Numa fibra desse tipo, a propa- capa plástica produção de fibras que podem ser
gação para as trajetórias de baixa Vidro
ordem se faz segundo um material de b) fibras com cerne de vidro e Vidro Cadinho
do cerne
capa plástica - também chamadas da capa de platina
Vidro
do cerne
PCS
Calor n\ l
-I
c) fibras com ceme de vidro e capa
Vidro de vidro - sílica - clad sílica.
da capa Os vidros empregados na fabrica-
ção das fibras podem ainda conter
materiais como o chumbo, sódio ou
inclusive o boro, com a finalidade de
dotar-Ihes de propriedades apropria-
Fibra das a aplicações específicas.
Vejamos a seguir como são fabri-
Figura 28 cadas as fibras mais comuns: Figura 29 li+- Fibra

SABER ELETRÔNICA ESPECiAL Nº 4 - 2001 65


FIBRAS PLÁSTICAS Esta técnica possibilita a fabrica-
ção de fibras ópticas de grandes diâ-
metros. As perdas conseguidas para
Embora este material tenha uma atenuação elevada que impede sua
estas fibras não são das menores,
utilização em comunicações a longas distâncias, nas aplicações a curta
ocorrendo uma certa penetração de
distâncias as fibras ópticas de plástico podem constituir-se numa solução
luz no material da capa externa, mas
bastante atraente. Assim, no futuro, as fibras de plásticos devem ser
os valores constatados são aceitáveis
usadas intensamente na comunicação de informações de sensores
para muitas aplicações práticas. Esta
e circuitos de controles em aplicações embarcadas, substituindo a
passagem da luz do cerne para o
função de metal.
material exterior acontece principal-
mente nos modos de propagação de
utilizadas com sucesso em sistemas gases, tanto a região interna de maior maior ordem, quando o ângulo de
de comunicação a curta distância. índice de refração como as capas incidência nas paredes (pontos de
Um processo alternativo é mostrado externas podem ser formadas. Como reflexão) é maior.
na figura 29. a composição dos gases em função Isso significa que a fibra deve
Tanto o vidro fundido de maior dos dopantes pode ser facilmente ser usada com ângulos de abertura
densidade como o de menor den- modificada e de maneira pratica- menores, de modo a se evitar justa-
sidade, mantidos em cadinhos de mente contínua, é fácil graduar-se a mente a incidência de radiação em
platina, são extrudados por uma produção de modo a resultar numa ângulos em que as perdas sejam
saída única de modo a formar a fibra estrutura com índice de refração que maiores.
óptica. se modifica continuamente, quando Fibras deste tipo possuem então
Este processo permite a produção a percorremos do cerne para as especificações de perdas que depen-
de fibras ópticas com baixas perdas camadas periféricas. dem do ângulo segundo o qual a luz
e, além disso, num processo contíuo, Com esta técnica é possível pro- incide, segundo uma característica
o que significa que não há limitação duzir fibras ópticas com perdas muito não linear.
para o comprimento da fibra a ser baixas, que chegam a apenas 1 dB
fabricada. por quilômetro, mas os tipos comer-
ciais, em geral, têm valores de perdas Fios e Cabos
um pouco mais elevados. Se bem que muitas fibras ópticas
Fibras de Sílica apresentem uma resistência mecâ-
A sílica (Si02) é uma substância nica considerável, a sua utilização
que existe na forma natural como Fibras PCS sem qualquer proteção externa não
quartzo. Esse material também pode Estas fibras são formadas por um é desejável. A própria ação do meio
ser produzido sinteticamente e apre- núcleo de sílica pura sobre o qual ambiente, contatos e choques mecâ-
senta perdas ópticas internas muito aplica-se uma camada de resina de nicos com outros objetos podem
baixas, o que o torna ideal para a silicone de menor índice de refração, levar a fibra óptica a sofrer danos
fabricação de fibras ópticas de boa conforme ilustra a figura 31. ou deterioração, além de alterações
qualidade. No entanto, esse material de suas principais características.
apresenta um índice de refração muito Cerne Capa de Por isso, existem proteções externas
baixo em relação ao vidro comum Tubo ôco para dopado menor semelhantes às usadas nos fios con-
e mesmo outros materiais, como o aplicação fios gases '\ fndic' dutores metálicos de sinal e energia
próprio ar, o que dificulta sua utilização elétrica comuns.
na prática, pois a capa externa, como
II II
I Nas fibras do tipo PCS a proteção
I I II
I I IIII Contração
vimos, deve ter um índice de refração
dopagem Figura30 Na I I I II Camada
externa
dopada
contraída
Depois de pode ser a própria resina de silicone.
ainda menor. Para a utilização desse Essa mesma resina também pode
material, técnicas especiais tiveram ser usada para servir de proteção
de ser desenvolvidas. I I--'team •• , externa para outros tipos de fibras
Uma das técnicas é a denominada ópticas. A capa externa de uma fibra
VOS (Vapour Deposited Si/ica) e que mantém contato direto com a
consiste na deposição de camadas mesma para sua proteção é denomi-
radiais de germânio dopado com nada "capa primária".
sílica num tubo central (cerne) que É importante observar que a pro-
passará a ter um índice de refração teção externa de uma fibra óptica deve
maior. ser cuidadosamente projetada de
O tubo é posteriormente contraído modo a não alterar as características
Capa de
de modo a formar a fibra óptica, silicone
ópticas apresentadas. Pequenas
conforme mostra a figura 30. imperfeições da capa que forcem uma
Essas camadas são produzidas fibra a pequenas curvas (microcurvas)
passando gases pelo tubo, ao mesmo Ceme em determinados pontos pode afetar
tempo em que ocorre o aquecimento. de sílica suas características e, com isso,
Figura31 causar perdas. Esas microcurvas, por
Pela variação dos constituintes desses

66 SABER ELETRÔNICA ESPECIAL Nº 4 - 2001


que tem por finalidade aumentar sua n2
resistência à tensão mecânica.

p~ J
FIBRAS ÓPTICAS NA PRÁTICA
RefexãO=(n1-n2
n1 + n2)2 . p
Capa' plástica Já analisamos o princípio de fun-
Figura 32 cionamento das fibras ópticas e seu
processo de fabricação, com destaque
para o comportamento que permite ~
sua utilização nas telecomunicações. 1ª Reflexão 2ª Reflexão

\< !)
extremidade pela pressão da capa
No entanto, na prática as coisas nem
sempre ocorrem como na teoria,
'Figura 35

Figura 33
e a utilização das fibras envolve o O que acontece é que, mesmo
conhecimento das soluções para numa terminação, perfeitamente plana
alguns problemas críticos assim como de uma fibra óptica, ocorre ainda uma
o desenvolvimento de circuitos espe- pequena reflexão da luz incidente, da
ciais. Agora, no terceiro capítulo de ordem de 4%, aproximadamente.
uma série falaremos dos problemas Assim, numa emenda feita con-
de emendas e acoplamentos das forme a ilustração da figura 36,
fibras com os dispositivos semicondu- temos a considerar a passagem da
Figura 34 tores que geram e recebem os sinais luz entre dois meios duas vezes, o
ópticos, bem como de alguns circuitos que implica em uma perda total que
exemplo, podem ser provocadas por práticos que fazem o interfaceamento pode chegar a 8%. Em termos de
uma pressão maior da capa sobre das fibras ópticas com os equipamen- sinal isso significa uma perda de algo
a fibra no momento da fabricação, tos de comunicação. em torno de 0,35 dB, que deve ser
deformando o seu material, conforme Evidentemente, as fibras ópticas considerada em qualquer projeto de
sugere a figura 32. não são emendadas da mesma forma longo alcance ou ainda que envolva
A contração do material da capa, como fazemos com os fios de metal níveis muito baixos de sinal.
principalmente no caso do plástico, comuns.
pode fazer também com que a fibra Para fazer uma junção ou uma Fibra Emenda
se dobre formando uma trajetória em
hélice, que é responsável por perdas
terminação com fios metálicos é
relativamente simples, pois podemos
!óptica J...
~-~~~-
indesejáveis. fazer uso de conectores ou de solda,
A adoção de um severo controle ou até mesmo simplesmente prender
de qualidade do material empregado firmemente um fio noutro com algum ~
na elaboração das capas dos fios é recurso mecânico mais acessível. Perdas por reflexão devidas ao ar
existente entre as superfícies
a melhor solução para se obter fibras Torcer dois fios juntos e isolá-Ios
ópticas com perdas muito pequenas. com fita isolante é um exemplo da Figura 36
Um problema importante que deve facilidade com que isso pode ser
ser ainda previsto utilizando-se uma feito. No entanto, quando temos de Essas perdas serão tanto maiores
capa que, por deformação, aperta a transferir o sinal no final de uma fibra quanto maior for a diferença entre o
fibra e dificulta seu acoplamento a óptica para outra fibra ou ainda para índice de refração do material da fibra
dispositivos externos como receptores um sensor, as coisas não são assim e o índice de refração do ar, que é o
e transmissores, é mostrada na figura tão simples. meio que existe entre as junções.
33. Para reduzir esta diferença de
Técnicas especiais prevêem essa índices e portanto as perdas, um
deformação para a utilização de EMENDANDO FIBRAS ÓPTICAS "casador de índices de refração" pode
conectores e acopladores especiais. ser usado. Esse "casador" consiste
Do mesmo modo que no caso dos Para que possamos emendar num liquido que tenha aproximada-
fios comuns, as fibras ópticas podem fibras ópticas, garantindo que o sinal mente o mesmo índice de refração
ser agrupadas em cabos, conforme passe de uma para outra com um do material usado nas fibras, observe
mostra a figura 34. mínimo de perdas e sem problemas, a figura 37.
Os mesmos cuidados em relação as superfícies, no local de contato, Esse mesmo líquido pode ser o
ao material, esforços mecânicos e devem ser perfeitamente paralelas, adesivo "óptico" para manter as fibras
deformações devem ser observados conforme mostra a figura 35. unidas, proporcionando assim uma
para evitar problemas que afetem as Mas, mesmo com este cuidado emenda sem problemas de perdas
características ópticas das fibras. extremo, existem ainda alguns pro- para o sinal transmitido.
Observe a existência de um mate- blemas que devem ser considerados, Uma outra maneira de se fazer
rial sólido de alta resistência mecânica e um deles é a chamada "Perda de emendas em fibras ópticas é apre-
como suporte central para o cabo, Fresnel". sentada na figura 38.

SABER ELETRÔNICA ESPECIAL Nº 4 - 2001 67


ns:::: n1 ção mecânica e também proporcionar Conector
nS:::: n2
um meio seguro para a transferência
dos sinais, mantendo-a em posição

j3E correta em relação aos outros dispo-


sitivos de acoplamento, evitando-se
Adesivo ou lí~O com mesmo
perdas e outros problemas mais
graves.
7
Fibra

índice de refração das fibras
Na figura 40 temos uma termina- 6ptica
Figura 37
ção óptica simples onde existe uma
"janela" para a saída de luz e que pode
Local fundido por meio de arco Figura 41
ser facilmente fixada em diversos

-)-
~~I?-- tipos de dispositivos.
Veja que essa terminação não pio, um fotodiodo de grande superfície
possui qualquer recurso óptico, ou ou outro elemento sensor.
seja, a luz trasmitida pela fibra apa- Note que a lente deve ser posicio-
rece em um ponto de saída com as nada de tal forma que a terminação
Emenda a quente mesmas características da transmis- da fibra óptica fique exatamente em
Figura 38
são, isto é, como uma fonte pratica- seu foco. Dessa forma, é possível
mente pontual, já que a espessura da obter um feixe paralelo (colimado).
Essa é uma junção "a quente" em fibra é muito pequena. Diversas são as vantagens que
que se utiliza um arco que produz Terminações com recursos ópticos decorrem do uso de uma terminação
calor de modo que a junção só pode de diversos tipos também podem ser com uma lente.
ser feita com a ajuda de uma máquina encontradas em aplicações eletrôni- Uma delas é a possibilidade de
e sob pressão. Veja que é importante cas, conforme damos como exemplo se obter um melhor acoplamento a
que neste tipo de junção as fibras a na figura 41. sensores eletrônicos cujas superfícies
serem unidas sejam exatamente do Assim, temos nessa figura uma sensíveis são muito maiores do que
mesmo tipo e que os pontos de con- terminação com um sistema para a superfície de terminação da fibra
tato sejam superfícies perfeitamente expandir o feixe de luz de modo a óptica.
planas e paralelas. permitir o acoplamento mais fácil num Outra vantagem está no fato de
Finalmente, temos na figura 39 dispositivo que tenha uma grande que em uma superfície maior, a pre-
uma emenda por pressão onde duas superfície sensora em relação às sença de pequenas partículas de
fibras ópticas com terminações per- dimensões da fibra como, por exem- sujeira tem um efeito muito menor
feitamente planas e paralelas são sobre o sinal (com menor atenuação),
colocadas em contato sob pressão Ponto Tubos que mantêm e é mais facilmente limpa.
e assim mantidas por meio de um Um outro recurso óptico utilizado
tubinho de metal ou plástico. em terminações é o acoplamnento
de fibras mostrado na figura 42, que

:[:~H.~fib:~~
é muito encontrado nos sistemas de
TERMINAÇÕES transmissão.
Figura 39
Uma fibra óptica é muito frágil,
principalmente numa extremidade
desprotegida, o que exige cuidados
especiais para sua conexão aos
diversos elementos de interfacea- ~ ~ ~
mento com os circuitos eletrônicos Fonte Fibras Espelho
de luz 6pticas
ou mesmo outras fibras e dispositivos
ópticos diversos (prismas, filtros, Figura 42

etc.).
Uma terminação de fibra óptica Janela Protéção O que temos nesse caso é um
tem por finalidade fornecer uma prote- Figura 40 multi-acoplador que permite aplicar o
sinal de uma única fonte ao mesmo
tempo em diversas fibras ópticas.
ACESSÓRIOS
Esse sistema faz uso de um espelho
parabólico que distribui o sinal de
Com a ampliação do uso das fibras ópticas já se pode dispor no maneira controlada para um feixe de
mercado de uma infinidade de acessórios para fazer a conexão, emenda, fibras.
utilização em cabos e diversas outras aplicações. Em geral, os fabricantes Recursos especiais podem tornar
das fibras e de componentes possuem catálogos de seus produtos, esse sistema seletivo de forma a se
inclusive disponíveis na Internet. poder comutar a aplicação do sinal
entre diversas fibras.

68 SABER ELETRÔNICA ESPECIAL Nº 4 - 2001


RECEPTORES E suem uma estrutura semelhante à Na figura 45 temos um exemplo
TRANSMISSORES dos LEDs comuns, mas com caracte- mostrando como funciona um modu-
rísticas adicionais que possibilitam lador de luz baseado em célula de
Para converter um sinal elétrico a produção de um feixe de radiação Kerr.
em um sinal luminoso precisamos de colimado, monocromático e coerente Certos cristais apresentam a pro-
dispositivos que tenham boa veloci- de muito maior intensidade. priedade de girar o plano de polariza-
dade de resposta, uma característica Na figura 44 temos um diodo laser ção de um feixe de luz polarizada
de freqüência (cor) que possa ser comum que pode ser usado com segundo a tensão que seja aplicada,
transmitida com facilidade pelas fibras fibras ópticas. em suas extremidades por meio de
ópticas, além de recursos que facilitem eletrodos.
seu acoplamento. Assim, utilizando-se dois filtros
A primeira fonte de sinal que
apresenta essas características e
que, por seu baixo custo, é a mais
([)J>- Figura 44 polarizados em ângulos previamente
planejados e aplicando-se um sinal
nas placas moduladoras, o feixe de
usada, é o diodo emissor de luz ou Os Lasers semicondutores luz terá seu plano de polarização
LED. também podem ser modulados com alterado, passando em maior ou
Além de uma resposta de fre- sinais de freqüências relativamente menor quantidade pelo segundo
qüência bastante boa, pois um LED elevadas. filtro.
pode ser modulado facilmente com Outras fontes de luz, tais como Temos então uma variação da
sinais de até várias dezenas de lâmpadas incandescentes, lasers a amplitude do sinal de saída, que
megahertz sem problemas, ele con- gas e e de outros tipos que não sejam dependerá justamente da intensidade
siste em uma fonte de dimensões semicondutores, lâmpadas néon e do sinal modulador. Este processo
bastante reduzidas e, portanto, de de outros gases, podem ter grandes permite, portanto, obter um sinal
acoplamento muito fácil a um sistema intensidades, mas apresentam duas óptico modulado em amplitude.
de fibras ópticas. limitações básicas para seu emprego As células de Kerr são muito rápi-
Na figura 43 temos uma maneira em transmissão de dados: velocidade das permitindo que sinais luminosos
simples de fazer um acoplamento de resposta e dimensões. sejam modulados até em freqüências
"caseiro" de um LED a uma fibra Uma lâmpada néon, por exemplo, de vídeo de diversos megahertz.
óptica, que pode servir para experi- não pode ser modulada por freqüên- Para os receptores temos diver-
ências e mesmo algumas montagens cias de sinais que vão além de algu- sas opções que dependem tanto da
simples usando os dois dispositivos. mas poucas dezenas de quilohertz. sensibilidade desejada quanto da
De forma semelhante, se bem que velocidade de resposta.
Fibra
uma lâmpada fluorescente ou incan- Na figura 46 temos diversos tipos
6ptica de sensores que podem ser utilizados
descente seja muito potente (várias
~ dezenas ou centenas de watts), suas em aplicações envolvendo fibras
I
lED~ dimensões são tais que dificultam o ópticas.
Figura 43 acoplamento às fibras ópticas. Em (a) temos um fototransistor
A modulação de fontes de luz bipolar comum que se caracteriza
A fibra é mantida em posição com intensa ou de resposta muito baixa pela sensibilidade e uma boa veloci-
a ajuda de uma gota de cola epoxi para um sistema de fibras ópticas dade de resposta. Este componente
nessa disposição experimental. pode ser feita com a ajuda das deno- pode trabalhar com sinais de alguns
O LED pode ser de qualquer tipo, minadas "Células de Kerr". megahertz.
mas os de cor vermelha ou infra-
vermelhos, são os que melhor se

~ ,
adaptam às características ópticas

('
"~~PlanOde
das fibras, conforme já vimos na ~ oJ polarização
parte anterior deste artigo quando
discorremos sobre as freqüências que
são mais facilmente transmitidas. Filtro
Polaroid
Devemos ainda citar como vanta-
(filtro)
gem importante para a utilização dos
LEDs como fontes de sinal nos siste-
mas de fibras ópticas a possibilidade
de trabalharmos numa freqüência
muito estreita de transmissão, uma
vez que esses dispositivos são fontes
monocromáticas.
Como extensão dos LEDs pode-
mos citar ainda como fontes de sinais Plano com tensão
para sistemas de fibras ópticas os (não passa)
Figura 45
diodos faser, que basicamente pos-

SABER ELETRÔNICA ESPECIAL Nº 4 - 2001 69


(a) (e) especiais que facilitam o acoplamento, Somente quando temos uma pas-
Fototransistor Foto-SCR tais como os mostrados na figura 47 sagem de um "um" para um "zero", ou
(LASCR) vice-versa, é que ocorre uma transição
do sinal enviado. Já, no sistema RTZ
(e) APLICAÇÕES PRÁTICAS (return to zero), se formos transmitir

~~
Foto-
diodo
~clL Naturalmente, a aplicação mais
uma seqüência de níveis altos ou
"uns", veja a figura 50, temos ao final
simples que nos vem em mente, de cada "um" o retorno do sinal ao
utilizando fibras ópticas, é um sistema nível zero.

~f
Fototransistor (d)
foto-DIAC de comunicações onde temos um
(b) ~~ 101110101010001
transmissor capaz de codificar a
informação (voz, dados, imagem, etc.)
e converte-Ia em luz, para ser enviada Figura 50

pela fibra óptica até um receptor,


conforme ilustra a figura 48. Observe que, neste segundo caso,
~
O receptor converte a luz em infor- para uma mesma informação a ser
Figura 46 transmitida temos maior número de
mação eletrônica (sinal) que, então,
Com maior sensibilidade, porém pode ser processado por circuitos transições do nível zero para o um,
e vice-versa.
menor velocidade, temos o fototran- especiais e novamente convertido
sistor Darlington, mostrado em (b) na para sua forma original (som, dados, A conseqüência desta diferença
mesma figura. imagem, etc.). Evidentemente, dada é que num sistema em que temos o
Em (c) temos um fotodiodo para a própria natureza do sistema, no retorno a zero (RTZ) precisamos de
o qual, em modelos especiais de uma largura de faixa duas vezes maior
caso da transmissão de informações,
grande superfície consegue-se além devemos levar em consideração que para uma transmissão de informações
de excelente sensibilidade, a maior a modalidade deve ser basicamente do que num sistema sem retorno
velocidade de resposta com várias a "serial", ou seja, aquela em que os a zero (NRZ). Entretanto, se uma
dezenas de megahertz, facilmente, dados são enviados um após outro seqüência muito longa de "uns" tiver
Para aplicações que envolvem num único canal de luz modulada. de ser transmitida, o sistema RTZ
comutação temos em (d) um fotodiac Isso ocorre normalmente para o será mais apropriado para se evitar a
e em (e) um foto-SCR ou fotodiodo caso da transmissão de sons (modu- perda de informações.
controlado de silício que opera como lação em amplitude ou freqüência) Para resolver o problema que
chave comutada por sinais ópticos ou para a transmissão de imagens, surge nos dois casos existe um sis-
com saída de alta potência. conforme sugere a mesma figura. tema denominado "Codificação Man-
Os LDRs (foto-resistores) não são No entanto, para a transmissão de chester" onde a polaridade do sinal se
tão empregados em aplicações que dados como a utilização da modali- inverte no final de cada bit indepen-
envolvem fibras ópticas tanto pela dade paralela (parallel) não é possível dentemente dele ser O ou 1.Na figura
sua grande superfície (que dificulta o com um canal e uma única fibra, é 51 temos o que ocorre.
acoplamento) como também pela sua preciso utilizar alguns artifícios tais 10110010
baixa velocidade de resposta. quais codificações apropriadas, códi-
Para aplicações específicas com gos especiais e até a multiplexação. Figura 51
fibras ópticas esses componentes Num sistema digital típico, o sis-
podem ser dotados de invólucros tema de codificação utilizado mais O mais importante nesta modali-
frequentemente é o NRZ ou "non- dade de transmissão é que mesmo
return to zero" (não retorno a zero). que um bit falhe, seja ele 1 ou O.
Nesse sistema, uma seqüência de o sistema tem a capacidade de se
níveis altos ou "uns" é codificada de manter sincronizado, não havendo
forma contínua com o nível alto se assim uma descontinuidade ou perda
~ Fibra mantendo, conforme a figura 49. de informação que se segue ao bit ou

MFDO"
~ ... 6)
~
10111010101000110 bits que falham.
Evidentemente, as técnicas mais
Figura 47 avançadas de codificação usadas
Figura 49
nos modems para a transmissão de
dados via linha telefônica também
Áudio. +
vídeo, ete. podem ser aplicadas às fibras ópti-
cas com vantagens, multiplicando a
velocidade de transmissão e confia-
D bilidade.
Fibra
6ptiea Assim, essas técnicas, usando
Áudio
UARTS apropriadas ou outros circui-
video, ete.
tos que serializem os dados, permitem
Figura 48 que a taxa de transmissão de dados

70 SABER ELETRÔNICA ESPECIAL Nº 4 . 2001


por meio de fibras ópticas seja muitas + Vcc + 9 a+ 20 V (+Vcc) + 60u
vezes maior que a freqüência máxima + 12 V
dos sinais que elas podem conduzir
por meio da modulação simples da
luz que conduzem.
Dentre as técnicas de transmissão
que são empregadas para comunica-
ções de dados podemos dar como
exemplo as seguintes:
~
t-o
ISDN de Banda Larga - ISDN
significa Integrated Services Digital
Network, consistindo numa plata-
Figura 52
forma de trabalho para possibilitar
a comunicação entre residências e Na figura 53 temos um conversor Figura 54
empresas, tendo por finalidade subs- NO que pode ser usado num link de
tituir a rede telefônica convencional. dados de baixa e média velocidade. FIBRAS ÓPTICAS
Nesta modalidade as velocidades de O que este circuito faz é converter NA INTERNET
transmissão estão entre 140 kbps e os sinais captados por um transdutor
155 Mbps. resistivo em pulsos de freqüência Os leitores que dominam a língua
correspondente, e que podem ser inglesa podem encontrar uma infini-
ATM - Asynchronous Transfer transmitidos por meio de uma fibra dade de informações sobre fibras
Mode - neste padrão de comunica- óptica. ópticas. Basta digitar "fiber optic"
ções os dados são divididos em paco- em qualquer sistema de busca para
tes de 53 bits para transmissão. Com +5a+12V
que milhares de documentos sejam
ele podem ser convertidos pacotes apresentados.
de muitas fontes de informações e
transmitidos ao mesmo tempo pelo Alguns sites merecem destaque:
mesmo canal de fibra óptica.
a) Fiberoptic Product News
FDDI - Fiber Distributed Data Este site, acessado por http://
Interface - este padrão de 100 Mbps www.fpnmag.com oferece boas infor-
é usado para comunicação de dados mações sobre o que há de novo no
em rede. O FDDI pode manipular setor.
sinais ATM com o uso de uma inter-
face apropriada.

Fiber Channel - neste padrão


pode-se transmitir sinais em quatro
!
Fibra
óptica
b) The Fiber Optics Challenge
Neste portal encontramos uma boa
quantidade de Iinks para documentos
velocidades até 1062 Mbps. Este sobre fibras ópticas, que vão desde
Figura 53
padrão é indicado para transmissões a história das fibras até aplicações e
em distâncias de até 10 quilômetros. Finalmente, na figura 54 temos um empresas. O endereço é:
circuito que possibilita o acionamento http://www.zdnet.com/anchordesk!
de um relé a partir de sinais enviados story/story- 4593.html
ALGUNS por meio de fibras ópticas.
CIRCUITOS Esse sistema pode ser usado em
robótica e outros sistemas de controle, c) Fapesp
Na figura 52 temos um circuito principalmente em locais que tenham Em português temos no portal da
simples com amplificador operacional elevados níveis de interferência que Fapesp a notícia do desenvolvimento
para a recepção de sinais contínuos impeçam a utilização de condutores de equipamento médico com fibras
ou modulados em freqüências relati- metálicos comuns. Em especial, as ópticas pela Komlux, uma empresa
vamente baixas (máximo de algunas fibras ópticas plásticas tem sido indi- de Campinas.
dezenas de quilohertz) recebidos por cadas como uma alternativa impor- http://www.fapesp.br/capa44a.htm
meio de uma fibra óptica. tante para os circuitos de controle em
O fototransistor deve ser escolhido eletrônica embarcada. Nos veículos os
de acordo com a velocidade de trans- níveis de ruído podem ser suficientes d)Cursos de Fibras Ópticas
missão e a intensidade do sinal. Este para interferir facilmente em sinais Este portal da UFRJ apresenta
circuito se destina à transmissão enviados por fios metálicos comuns. A uma relação dos cursos disponíveis
de dados ou sinais modulados em substituição desses dutos de comuni- no laboratório de Fotônica da Univer-
amplitude e freqüência de baixas cação por fibras plásticas pode evitar sidade Federal do Rio de Janeiro.
freqüências como voz, etc. tais problemas. Dentre os cursos destacamos o de

SABER ELETRÔNICA ESPECIAL Nº 4 - 2001 71


Tecnologia de Fibras Ópticas em
nível técnico, além de Telefonia a
Fibra Óptica em nível de extensão.
O endereço é:
http://lif.peb. ufrj.br/-cu rso-fo/

e) Curso da Itelcon
Outro local em que se pode obter
informações sobre cursos de fibras
ópticas está em:
ENDEREÇOS
http://www.itelcon.com.br/itelcon/
r02.htm

Os Controles Lógicos Programá- How a PLC Works


f) Pirelli veis (CLP) ou Programmed Logic
A Pirelli é um dos grandes fabrican- Controls (PLCs) são dispositivos Um tutoria I simples (em inglês)
tes de fibras ópticas em nosso país. fundamentais para o controle de explicando como funciona um PLC
Informações sobre a fabricação e máquinas industriais e largamente pode ser encontrado no seguinte
os tipos disponíveis podem ser aces- usados na indústria moderna. Na endereço:
sadas no portal da empresa no ende- Internet existe uma grande quantidade http://www.plcs.net/chapte rs/
reço: de informações importantes sobre howworks4.htm
http://www.pirelli.com.br/html/ tais dispositivos, que vão desde Este portal, denominado PLC
body_fibrasopticas. htm tutoriais ensinando para que servem e Tutor Site, além de trazer tudo o que
analisando seu funcionamento básico é preciso saber sobre PLCs, tem
até aplicações avançadas, fabricantes um departamento de consultas que
g) Soluções de Testes em Fibras e distribuidores. Nesta edição vamos permite aos usuários tirar dúvidas
Ópticas dedicar o espaço desta seção para sobre suas aplicações. Mais ainda,
Este é o nome da página da Sie- discorrer sobre os portais da Internet ele possui um livro sobre sobre o
mens que descreve equipamentos em que encontramos informações assunto que é escrito em linguagem
de medida para trabalhos com fibras sobre PLCs. Lembramos mais uma fácil para aqueles que pretendem
ópticas, tais como Refletômetros, vez que uma boa parte das informa- aprender agora sobre os PLCs de
Medidores de Potência, Fontes de ções está em inglês, daí a necessi- uma forma simples. Segundo eles,
luz, etc. dade dos leitores que não dominarem não é preciso conhecimento prévio
http://www.ic.siemens.pt/b2b/pt/ este idioma pensarem em fazer algum sobre o assunto para entendê-Ia. E,
products/se rvices/measu re_2. asp curso ou então aprenderem a usar se você é profissional da área pode
alguns dos tradutores disponíveis, que se inscrever para receber notícias
podem ser obtidos tanto na Internet e informações em seu e-mail a este
h) Conexões e Emendas como de outras formas. respeito.
Excelente artigos sobre o modo J ••. -i . @ @16'I'~ Gil (;1.1 ~:-~.!OO . 1],3 :g
prático de se fazer conexões e emen- fim" ~
das em fibras ópticas está disponível
em:
http://www.4720nline.hpg.com.br/
conexem.htm

Este texto é do curso do CEFET


do Rio Grande do Sul, que pode ser
acessado por:
http://www.cefetrs.tche.br

Os sites da Motorola,
Lucent, Luxtec e Texas Ins-
truments também contém
informações valiosas sobre
produtos relacionados com
II
Step 1-CHECK INPUT STATUS-First the PLC takes a look at each input to determine if it is on or off. ln
SendltNow
as Fibras Ópticas. other
third ..words, is lhethis
, 11records sensor
data mto to lhetofirst
its memary
,connected input dunng
be used on~ How
lheabout
next lhe
steps.econd input? How aboul lhe

Step 2-EXECUTE PROGRAM-Next lhe PLC executes your program une instruction aI a time. Maybe your ~~

72 SABER ELETRÔNICA ESPECIAL Nº 4 . 2001


I'
UTEIS
Modicon:

~E=~:~~;;:_~~;~~~'5If~
---------- ~'.,.:h,,,11 Autornat'e.•.• P,,,dr,,,,,", ';'-'I''PWt H••.,,, '~"'''''''5 '''''''''Id'',ide S"".:h
AoekweU
Automation
ti
http://www.modicon.com/

Siemens:
http://www1.ad.siemens.de/meta/
index_76.htm
~ A1len-8radley Industrial Control and Automation Products
!f'ord«adM 1!>e~1YIfõS
=t;;~Iuf/J(,M>{'S=

.~
~Reai5t., 10 t.ecn1l\" ••"
AS lnl~m.l M.",b~,
/lJUpl.-1/rusrm~!l1>1-8r.Jdl'Y
:rom-'f.ts.Am.st!u.1Me'.JJ!'ty:
,/J/~,;lf>OUf!pJ!,,~J
21/!t,~_<~AvUlIr .•l1ian
Curso Rápido de CLP

.~
."'" CColl/btres1f1gtJp1Wi.!fflWitlJ

O primeiro curso que encontra-


.~
theacs~i1f1p$e.'J,; __ ,,;(JH:f~ •
)~ sefI'i~.IT,a~"V;t,1:JD!e_

mos é ministrado por Célio Augusto


.Prod ••~DlliGl~lY f~ Product Diredory'" 3~ Machado (com 12 anos de experiência
.~
~Find aloeAll)~",butor
,~
.~ em treinamentos), que oferece a
.~
:~::I~I::~Q~M.; A1tend empresas .

ri
advanced degree ... m underslandmg. 1 ; ,', ~:::;::II:~~lh<>U'

.~ GUARDPLC

.AutOI't>.ti<)"B<>~ltrt"le
1200 AND 2000
lhe Al18t'l-Br.<l.
~ AUTOMATlON
- NewFair
Autom~tjon SAfET'l' PlC a.".
and earn
FAIR dia)'
2001

gains wilh lhe first in a line af A1len-Bradle)' safei)'


~\c;..<,

'I.
.•Op"-n'bo~
"~ -'..'.r~.1 ~ A.lle p""l~
.ovnm
•••.•.

~.::~~:xeu~r'I\l: Informações podem ser obtidas


~~
~~ control solullons
Now )lou can combine personnel safetl' and produclMI)'
1 - ~"r.~~~e~
no seu portal em:
li AB JOURNAl ONUNE IS NEW ANO IMPROVED

.~
.~ make it even more valuable to )'ou. 0;;=' ~~!~~1:1)l http://clp.8k.com/
.~ ~ AS Journal CHOOSES
NINTEI'DO Online nowCONTROllOGIX
has two very cool
ANOfeatures
NnLINx thal ~~~ .•.. C:oatn.1Enll'_"'!õI
• P,od"dC ••lllfie2tion

)~

1$.1IU$UI>DorlT'''''''IM
New
speedcontraI
~ FINO
and booststhroughput
s)'stem for High-Speed
OUTHow Vou
by more
Sorter
CAN
than increases
85%
BEATYOURCOMPETJTlON
~URNti.C'=
AD~ .'!..""'r.ifJI PDF
.. "~'

FREE CD and websile links have case studies Ihat


-,-.,,'~"-~ show you how 10 improve produclivily ..::I HI Tecnologia
~A-_~~~_', ,'-J;;;-;';::;;;;:~~~.~----.-~~-~--:-~-~-~----:~--;:-
_"_~;;=-::;::;;;_:=~~~~=~r;T.~]i-l~-:---=::;=::::
É uma empresa que possui progra-
Your Personal PLC Tutor temos a simbologia ISA para PLCs, mas de parcerias com Universidades
além de outros símbolos relaciona- e Cursos Técnicos para a montagem
É uma continuação do portal ante- dos. de laboratórios de treinamento em
rior bastante interessante sobre os http://www.prs.deltnt.procluctslgipsy/g4OdodPLCs.
PLCs e que traz informações básicas htmI/reichard/reicha rd-3.htmI Informações podem ser obtidos
a respeito do funcionamento e uso no seu portal em:
desse dispositivo. Neste caso, no http://www.hitecnol.com.br/
endereço dado abaixo temos uma Learning about PLC cursos.htm
completa descrição de como ele fun-
ciona e pode ser usado para controlar Este portal da Delta Wye Electric
temporizadores e solenóides. Inc. contém muitas informações impor- Curso de CLP,
http://www.plcs.net/whatis1.htm tantes sobre PLCs e inclusive Iinks da Universidade Santa Cecília
No mesmo site com link do ende- para os principais fabricantes como
reço anterior ou acessado diretamente a Allen-Bradley, General Electric, Este curso, dado em nível de está-
pelo endereço dado a seguir temos Modicon e Siemens. gio acadêmico de Engenharia Eletrô-
uma história do PLC para os leitores http://www.deltawye.com/se rvices/ nica tem por finalidade desenvolver
que desejarem esse tipo de informa- plcs.htm aplicações nas áreas de Controle de
ção para aulas ou trabalhos. Os endereços para os fabricantes Processos e Mecatrônica. Informa-
http://www.plcs.net/history2.htm principais são: ções podem ser obtidas no portal:
Allen-Bradley: http://www.stcecilia.br/pages/
http://www.ab.com/ projetos/clp/
Simbologia ISA para PLC
General Electric: A Universidade Santa Cecília fica
No portal com o endereço abaixo http://www.gefanuc.com/i ndex.asp em Santos - SP.

SABER ELETRÔNICA ESPECIAL Nº 4 - 2001 73


Curso de CLP da Siemens p....•-@ ffI ~ I ~ w ~ I ~. g} lii1l• lliL&
®
o excelentecurso básico de CLP control.com Linux meets factory automation
The PuffinPLC Project ~
Siemens (em português!) pode ser
obtido para download e também
outros como uma apostila sobre a
porta paralela, no site de Robson
Vilela, de portuga,1 cujo endereço é: * Guest
Beoome an official nerd in control. Re121ster with ControLcom by
August 31 for 8. chance to win your choice of 8. Palm Vx POA, Nikon Coolpix Qnen Controls Lab launched
http://www.terravista.ptl Lolti.~ 800, OrCre.lltive Labs JukeboxMP3 player! We'll also send you afree, nif\.y PaU below: Enierprise Integrat.i.on
Join n€1'd:s in control pocket protector The PLC Arcruve
portosanto/28951 auto. htm

Mais informações TecHelp

Este portal contém um excelente


-
~
PulIW'LC
0pefI~1l:1iI

forAutofrlõItbn

Articles
CSA standards to be met by european supplied
machine
Posted by mike on Saturday August 18,
~.~
Check out ilie fuU collection af
postings by topic.

l Applications ..:J G)

texto analisando o funcionamento @08:53AM


CiJ
dos CLPs podendo dizer que se trata Luminaries:
from tlt.e cn:zy c:an.adia..ns dept.
N eed to know the standards that have to be rnet for
~ News affecting our community:
LatestJimPinto.com eNews· 5 AU2".
New$&'-s 01 - on the web
de um curso rápido sobre o assunto. from brigbt Iight5
machinery to comply with CSA
ofautomiltion
Mais uma documentação importante
BulI!
para os leitores. ~ Read More 01' Replv ... Keyw,mls:
Grenard (842 bytos in body)
Deste portal pode-se facilmente Morlev
Pinto ._-,,!lIlrm,". •••~!:lIII"
•._•••••
_ ".'I!
••"••"••"""ra Match (' exact phtase, or (.' all :.:J
obter na mesma empresa mais rII._._"."', •••. 'I:
••••• IIII/lII__.,:I',"''''''''''''''''''_''

informações sobre CLPs com suas


aplicações: da maré forçando a saída a água tipos específicos para aplicações
http://www.techelp.com.br/ volte a gerar novamente energia. O específicas. Uma excelente literatura
automacao-mainframe.htm endereço é: sobre o assunto como informações
O texto em questão foi preparado http://br.geociti es. co m/n ea ufm ai técnicas, calibração, padrões, etc.,
por Luiz Carlos Rovari que, infeliz- fae.htm pode ser obtida em:
mente, não põe na página links de http://www.temperatures.com/
volta ou endereço para envio de Sensores Ultrassônicos
e-mails. Este tipo de página e que Uma outra empresa que trabalha Fusão a Frio:
é acessada pelos mecanismos de com sensores de proximidade ultras- A fusão a frio, que é a união de
busca, dificulta bastante para encon- sônicos e outros é a Sti. Informações núcleos de hidrogênio produzindo
trar-se o autor pois não há links para a sobre sensores com aplicações práti- núcleos de hélio com a liberação de
volta a uma eventual "home page". cas podem ser obtidas no endereço: enormes quantidades de energia,
http://www.automationsensors.com/ parece ser a solução natural para
o problema da falta de energia nos
o menor CLP do mundo Sensores de Temperatura próximos anos. Se o leitor desejar
Nas aplicações industriais os saber mais sobre este fascinante
Veja esta notícia no portal da sensores de temperatura ocupam assunto, visite:
Editora Saber em: uma posição de destaque havendo http://world.std.com/~mica/cft.html
http://www.sabereletronica.com.br/
noticia/c1p.htm ~~~~:_.i~ f~ __ ~,:=,~~~~~:~~~~~ __
~::~:_.~ .~ ~
Ii ,"v"", • <O • @ l1J G'! I 'ilP""",,, W,"""'"' (;Ho",,,,, I~' IlIIOO • 13 2 ""
~~ ~_::__
~_:'::=-=-=-."
.\
~_~~'~~
~ji~k~zw.~~~J:rli;~~!C!~:·:~;;"~~;;:i~~;;;;:~.~;;~~:H~i~··~~
Outros Endereços de Interesse !:i
SIEMENS """"""""""", ""''''',."''
Fontes Alternativas de Energia:
NEA é o Núcleo de Energia Alter-
nativa com uma página que oferece
uma grande quantidade de informa-
ções sobre energia eólica, marés,
solar, etc.
Destacamos neste caso a energia
das marés, que pode ser uma alter-
nativa importante para locais onde
sua amplitude seja maior. O que se
faz é uma barragem em uma baía de [>?i CortaC1 .; .. ~~
modo que ao subir a maré a água
forçando sua entrada pela barragem o!l S~men$Nj_ 2001. AulOlTIalion and Drive$ Ladupd""e:17.8.2001

gire turbinas e, depois, com a baixa

74 SABER ELETRÔNICA ESPECIAL Nº 4 - 2001


TÍTULOS DE FILMES DA ELITE MULTIMÍDIA
Filmes de Treinamento em fitas de vídeo M01 - CHIPS E MICROPROCESSADORES
M02 - ELETROMAGNETISMO
Uma coleção do Prof. Sergio R. Antunes M03 - OSCILOSCÓPIOS E OSCILOGRAMAS
M04 - HOME THEATER
Fitas de curta duração com imagens M05 - LUZ,COR E CROMINÂNCIA
M06 - LASER E DISCO ÓPTICO
Didáticas e Objetivas M07 - TECNOLOGIA OOLBY
M08 -INFORMÁTICA BÁSICA
M09 - FREQUÊNCIA, FASE E PERíODO
M10 - PLL, PSC E PWM
M11 - POR QUE O MICRO DÁ PAU
M13 - COMO FUNCIONA A TV
M14 - COMO FUNCIONA O VIDEOCASSETE
*05 - SECRETÁRIA EL. TEL. SEM FIO 26,00 M15 - COMO FUNCIONA O FAX
*06 - 99 DEFEITOS DE SECR.fTEL S/FIO 31 ,00 M16 - COMO FUNCIONA O CELULAR
*08 - TV PB/CORES: curso básico 31,00 M17 - COMO FUNCIONA O VIDEOGAME
*09 - APERFEiÇOAMENTO EM TV EM CORES 31,00 M18 - COMO FUNCIONA A MULTIMíDIA (CD-ROM/DVD)
*10 - 99 DEFEITOS DE TVPB/CORES 26,00 M19 - COMO FUNCIONA O COMPACTO/SC PLAYER
11 - COMO LER ESQUEMAS DE TV 31,00 M20 - COMO FUNCIONA A INJEÇÃO ELETRÔNICA
*12 - VIDEOCASSETE - curso básico 38,00 M21 - COMO FUNCIONA A FONTE CHAVEADA
16 - 99 DEFEITOS DE VíDEOCASSETE 26,00 M22 - COMO FUNCIONAM OS PERIFÉRICOS DE MICRO
*20 - REPARAÇÃO TVNCR C/OSCILOSCÓPIO 31,00 M23 - COMO FUNCIONA O TEL. SEM FIO (900MHZ)
*21 - REPARAÇÃO DE VIDEOGAMES 31,00 M24 - SISTEMAS DE COR NTSC E PAL-M
*23 - COMPONENTES: resistor/capacitor 26,00 M25 - EQUIPAMENTOS MÉDICO HOSPITALARES
*24 - COMPONENTES: indutor, trato cristais 26,00 M26 - SERVO E SYSCON DE VIDEOCASSETE
*25 - COMPONENTES: diodos, tiristores 26,00 M28 - CONSERTOS E UPGRADE DE MICROS
*26 - COMPONENTES: transistores, Cls 31,00 M29 - CONSERTOS DE PERIFÉRICOS DE MICROS
*27 - ANÁLISE DE CIRCUITOS (básico) ...................•............. 26,00 M30 - COMO FUNCIONA O DVD
*28 - TRABALHOS PRÁTICOS DE SMD 26,00 M36 - MECATRÔNICA E ROBÓTICA
*30 - FONTE DE ALIMENTAÇÃO CHAVEADA 26,00 M37 - ATUALIZE-SE COM A TECNOLOGIA MODERNA
*31 - MANUSEIO DO OSCILOSCÓPIO 26,00 M51 - COMO FUNCIONA A COMPUTAÇÃO GRÁFICA
*33 - REPARAÇÃO RÁDIO/ÁUDIO (EI.Básica) 31,00 M52 - COMO FUNCIONA A REALIDADE VIRTUAL
34 - PROJETOS AMPLIFICADORES ÁUDIO 31,00 M53 - COMO FUNCIONA A INSTRUMENTAÇÃO BIOMÉDICA
*38 - REPARAÇÃO APARELHOS SOM 3 EM 1 26,00 M54 - COMO FUNCIONA A ENERGIA SOLAR
*39 - ELETRÔNICA DIGITAL - curso básico , 31,00 M55 - COMO FUNCIONA O CELULAR DIGITAL (BANDA B)
40 - MICROPROCESSADORES - curso básico 31,00 M56 - COMO FUNCIONAM OS TRANSISTORES/SEMICONDUTORES
46 - COMPACT DISC PLAYER - curas básico 31,00 M57 - COMO FUNCIONAM OS MOTORES E TRANSFORMADORES
*48 - 99 DEFEITOS DE COMPACT DISC PLAYER 26,00 M58 - COMO FUNCIONA A LÓGICA DIGITAL (TTUCMOS)
*50 - TÉC. LEITURA VELOZlMEMORIZAÇÃO 31,00 M59 - ELETRÔNICA EMBARCADA
69 - 99 DEFEITOS RADIOTRANSCEPTORES 31 ,00 M60 - COMO FUNCIONA O MAGNETRON
*72 - REPARAÇÃO MONITORES DE VíDEO 31,00 M61 - TECNOLOGIAS DE TV
*73 - REPARAÇÃO IMPRESSORAS 31 ,00 M62 - TECNOLOGIAS DE ÔPTICA
*75 - DIAGNÓSTICOS DE DEFEITOS DE TELEViSÃO 31,00 M63 - ULA - UNIDADE LÓGICA DIGITAL
*81 - DIAGNÓSTICOS DE DEFEITOS EM FONTES CHAVEADAS. 31 ,00 M64 - ELETRÔNICA ANALÓGICA
*85 - REPARAÇÃO DE M65 - AS GRANDES INVENÇÕES TECNOLÓGICAS
MICROCOMPUTADORES IBM 486/PENTIUM 31,00 M66 - TECNOLOGIAS DE TELEFONIA
*86 - CURSO DE MANUTENÇÃO EM FLlPERAMA 38,00 M67 - TECNOLOGIAS DE VIDEO
87 - DIAGNÓSTICOS EM EQUIPAMENTOS MULTIMíDIA. 31,00 M74 - COMO FUNCIONA O DVD-ROM
*88 - ÓRGÃOS ELETRÔNICOS - TEORIA E REPARAÇÃO 31,00 M75 - TECNOLOGIA DE CABEÇOTE DE VIDEO
*94 - ELETRÔNICA INDUSTRIAL SEMICOND. DE POTÊNCiA 31 ,00 M76 - COMO FUNCIONA O CCD
M77 - COMO FUNCIONA A ULTRASONOGRAFIA

M78 - COMO FUNÇIONA A MACRO ELETRÔNICA 4!,:~~


M81-AUDI0,ACUSTICAE RF ~'
M85 - BRINCANDO COM A ELETRICIDADE E FíSICA ~~
Adquira já estas apostilas contendo uma série M86 - BRINCANDO COM A ELETRÔNICA ANALÓGICA ~ ~
de informações para o técnico reparador e estudante. M87 - BRINCANDO COM A ELETRÔNICA DIGITAL ~ ~
M89 - COMO FUNCIONA A OPTOELETRÔNICA 'V' "l
Autoria e responsabilidade do M90 - ENTENDA A INTERNET ~

prof. Sergio R. Antunes. M91 - UNIDADES DE MEDIDAS ELÉTRICAS


~
9~
~~~q
Pedidos: Verifique as instruções de solicitação de compra da última página ou peça maiores informações pelo
TEL.: (11) 6942-8055 - Preços Válidos até 10110/2001 (NÃO ATENDEMOS POR REEMBOLSO POSTAL)
SABER MARKETING DIRETO LTDA. Rua Jacinto José de Araújo, 309 CEP:03087-020 - São Paulo - SP
, l ••
VIDEO AULA VIDEOCASSETE
001-Teoria de Videocassete
002-Análise de Circuitos de Videocassete
003-Reparação de Videocassete
004- Transcodificação de Videocassete
005-Mecanismo VCRNídeo HI-FI
DISQUE E COMPRE (11) 6942-8055 015-CâmeralConcordes-Curso Básico
036- Diagnóstico de defeitos-
Método econômico e prático de treinamen- TECNOLOGIA DE VÍDEO DIGITAL Parte Elétrica do VCR
to, trazendo os tópicos mais importantes 037-Diagnóstico de Defeitos-Parte
sobre cada assunto. Com a Vídeo Aula você 158 - Princípios essenciais do Vídeo Digital Mecânica do VCR
159 - Codificação de sinais de Vídeo 054- VHS-C e 8 mm
não leva só um professor para casa, você 160 - Conversão de sinais de Vídeo
leva também uma escola e um laboratório. 057-Uso do Osciloscópio em Rep. de TV
161- Televisão digital - DTV eVCR
Cada Vídeo Aula é composta de uma fita 162 - Videocassete Digital
165 - Service Conversores de Satélite 075-Diagnósticos de Def. em Camcorders
de videocassete e uma apostila para acom- 077-Ajustes Mecânicos de Videocassete
175 - DAT - Digital Áudio Tape
panhamento. 078·Novas Téc. de Transcodificação em
TV eVCR
096-Tecnologia de CIs usados em
TELEVISÃO TELEFONIA Videocassete
006- Teoria de Televisão 017-Secretária Eletrônica 106-Dicas de Reparação de
007-Análise de Circuito de TV 018-Entenda o Te!. sem fio Videocassete
008-Reparação de Televisão 071-Telefonia Básica
009-Entenda o TV EstéreolOn Screen 087-Repar. de Tel si Fio de 900MHz
035-Diagnóstico de Defeitos de Televisão 104-Teoria e Reparação de KS (Key Phone
045-Televisão por Satélite System)
FAC-SÍMILE (FAX)
051-Diagnóstico em Televisão Digital 108-Dicas de Reparação de Telefonia OlO-Teoria de FAX \_
070- Teoria e Reparação TV Tela Grande 011-Análise de Circuitos de FAX
084-Teoria e Reparação TV por Projeçãol 012-Reparação de FAX
Telão 013-Mecanismo e Instalação de FAX
MICRO E INFoRMÁ TICA
086-Teoria e Reparação TV Conjugado com 038-Diagnóstico de Defeitos de FAX
VCR 022-Reparação de Microcomputadores 046-Como dar manutenção FAX Toshiba
095-Tecnologia em CIs usados em TV 024-Reparação de Videogame 090-Como Reparar FAX Panasonic
107-Dicas de Reparação de TV 039-Diagn. de Def. Monitor de Vídeo 099-Tecnologia de CIs usados em FAX
040-Diagn. de Def. de Microcomp. 110-Dicas de Reparação de FAX
041-Diagnóstico de Def. de Drives
LASER I 043-Memórias e Microprocessadores
115-Como reparar FAX SHARP
014-Compact Disc Player-Curso Básico 044-CPU 486 e Pentium
034-Diagnóstico de Defeitos de CPD 050-Diagnóstico em Multimídia ÁUDIO E VÍDEO
042-Diag. de Def. de Vídeo LASER 055-Diagnóstico em Impressora 0l9-Rádio Eletrônica Básica
048-Instalação e Repar. de CPD auto 068-Diagnóstico de Def. em Modem 020- Radiotran sceptores
088-Reparação de Sega-CD e CD-ROM 069-Diagn. de Def. em Micro Aplle 033-Áudio e Aná!. de Circo de 3 em 1
091-Ajustes de Compact Disc e Vídeo 076-Informática pl Iniciantes: Hardl 047-Home Theater
LASER Software 053-Órgão Eletrônico (TeorialRep.)
097-Tec. de CIs usados em CD Player 080-Reparação de Fliperama 058-Diagnóstico de Def. de Tape Deck
114-Dicas de Reparação em CDPNídeo 082- Iniciação ao Software
LASER 059-Diagn. de Def. em Rádio AMIFM
089- Teoria de Monitor de V ídeo 067-Reparação de Toca Discos
092-Tec. de CIs. Farrulia Lógica TIL: 081-Transceptores Sintetizados VHF
ÁREAS DIVERSASDE ELETRÔNICA 093-Tecnologia de CIs FamDia Lógica 094-Tecnologia de CIs de Áudio
C-CMOS 105-Dicas de Defeitos de Rádio
016-Manuseio de Osciloscópio 100-Tecno!. de CIs-Microprocessadores
021- Eletrônica Digital 112-Dicas de Reparação de Áudio
101-Tec. de CIs-Memória RAM e ROM 119-Anál. de Circo Amplif. de Potência
023-Entenda a Fonte Chaveada
113-Dicas de Repar. de Microcomput. 120-Análise de Circuito Tape Deck
029-Administração de Oficinas
116-Dicas de Repar. de Videogame 121- Análise de Circ. Equalizadores
052-Recepçãol AtendimentoNendasl
133-Reparação de Notebooks e Laptops 122-Análise de Circuitos Receiver
Orçamento 123-Análise de Circo Sinto AM/FM
138-Reparação de No-Breaks
063-Diag. de Def. em Fonte Chaveada
141-Rep. Impressora Jato de Tinta 136-Conserto Amplificadores de Potência
065-Entenda Amplificadores Operacionais
085-Como usar o Multímetro 142-Reparação Impressora LASER
143-Impressora LASER Colorida
111-Dicas de Rep. de Fonte Chaveada ELETROTÉCNICA E
118- Reengenharia da Reparação REFRIGERAÇÃO
128-Automação Industrial COMPONENTES ELETRÔNICOS
135- Válvulas Eletrônicas 030-Rep. de Fomo de Microondas
E ELETR. INDUSTRIAL 072-Eletr. de Auto - Ignição Eletrônica
073-Eletr. de Auto - Injeção Eletrônica
025-Entenda os Resistores e Capacitores 109-Dicas de Rep. de Fomo de
026-Ent. Indutores e Transformadores Microondas
TELEFONE CELULAR 027-Entenda Diodos e Tiristores
124-Eletricidade Bás. pl Eletrotécnicos
049-Teoria de Telefone Celular 028-Entenda Transistores
125- Reparação de Eletrodomésticos
064-Diagnóstico de Defeitos 056-Medições de Componentes 126- Inst. Elétricas Residenciais
de Te!. Celular Eletrônicos
127 -Instalações Elétricas Industriais
083-Como usar e Configurar o Telefone 060-Uso Correto de Instrumentação 129- Reparação de Refrigeradores
Celular 061-Retrabalho em Dispositivo SMD 130-Reparação de Ar Condicionado
098-Tecnologia de CIs usados em Celular 062-Eletrônica Industrial (Potência)
131-Rep. de Lavadora de Roupa
103- Teoria e Reparação de Pager 066-Simbologia Eletrônica 132- Transformadores
117-Téc. Laboratorista de Te!. Celular 079-Curso de Circuitos Integrados 137-Eletrônica aplicada à Eletrotécnica
139-Mecãnica aplicada à Eletrotécnica
PEDIDOS: Verifique as instruções na solicitação de compra da última página. 140-Diagnóstico - Injeção Eletrônica

PREÇO: Somente R$ 65,00 cada Vídeo Aula Preços válidos até 10/10/2001