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INTRODUÇÃO

Neste trabalho da disciplina de Economia, sob o tema a O Combate a Inflação,


orientado pelo professor da disciplina de Economia, vamos apresentar de um modo
suscinto e resumido o Combate a Inflação.

Inflação é um termo utilizado na área da Economia que representa um índice que


mede a variação dos preços de todos os produtos ofertados no mercado.
Esta variação costuma referir-se a um aumento contínuo e generalizado dos
preços de bens e serviços em um sistema econômico, representada normalmente através
de uma porcentagem.

Por exemplo, se em um determinado período observarmos que o preço do quilo


do tomate aumentou ou diminuiu, estamos então observação a inflação do preço deste
produto.

Para melhor entendimento traçou-se alguns objectivos gerais e específicos que


esperamos atingir ao longo deste trabalho.

É assim que como objectivo geral pretende-se conhecer a aprender sobre a


inflação.
Já por outro lado como objectivo específico, pretendemos aperfeiçoar os nossos
conhecimentos no combate a inflacção.

O trabalho está dividido em duas parte, numa primeira fase apresentamos o


conceito de inflacção e na segunda fase a o Combate a Inflação, seguida das conclusões
e referências bibliográficas.

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1. O COMBATE A INFLAÇÃO

1.1 Conceitos e definiçoes

Inflação refere-se a um aumento contínuo e generalizado dos preços em uma


economia. Alguns economistas (como os da Escola Austríaca) preferem defini-la como
um aumento no suprimento de dinheiro (expansão monetária). No entanto, esse
conceito não é amplamente utilizado. É comum que se divida a inflação em três
categorias, com base na causa: de demanda, de custos e inercial.

A inflação de demanda diz respeito ao aumento de preços que se observa em


casos onde o poder aquisitivo da população sobe em disparidade com a capacidade que
a economia tem de prover os bens e serviços demandados. Em outras palavras, quando a
demanda supera a oferta.

A inflação de custos ocorre quando os insumos necessários para a produção de


bens e serviços ficam mais caros, e os custos de produção são repassados ao consumidor
final. Dois dos exemplos mais comuns são a alta no preço da energia elétrica e a dos
combustíveis.

A inflação inercial é aquela que resulta do impacto psicológico de tendências


inflacionárias em períodos anteriores. Quando uma economia apresenta inflação de
demanda, ou de custos, em níveis muito altos, ou por períodos muito prolongados, é
comum que os agentes econômicos acostumem-se com o processo inflacionário, e
passem a praticar aumentos sistemáticos de preços, na tentativa de resguardarem-se. Ao
fazerem isso, no entanto, estão provocando mais inflação. O reconhecimento da inflação
inercial é mais recente do que o das inflações de demanda e custos.

A inflação pode causar sérios transtornos à economia de um país, mas não deve
ser confundida com a hiperinflação, que consiste em um aumento contínuo e
generalizado dos preços em uma proporção muito maior. Ao passo que um pouco de
inflação é um sintoma comum de economias saudáveis em crescimento, hiperinflação é
um processo completamente descontrolado, associado a severas recessões econômicas e
crises de estabilidade.

Ao longo da decadência do Império Romano, a cunhagem indiscriminada de


moedas para cobrir as crescentes despesas militares foi causa de um grande processo
inflacionário que agravou a situação da economia do império, já fragilizada. O
imperador Diocleciano, em face do problema, promulgou, em 301, o Édito Máximo,
que determinava valores máximos pelos quais os bens transacionados na economia
romana poderiam ser vendidos, alegando que o problema da inflação tinha origem na
ganância dos mercadores. Tal providência assemelha-se ao congelamento de
preços promovido pelo governo Sarney, em fevereiro de 1986, como parte do Plano
Cruzado.
O conceito de inflação pode ser contrastado com os conceitos de deflação, a
redução contínua e generalizada dos preços e estagflação, a inflação acompanhada de
estagnação econômica, ou baixo crescimento.

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2. CLASSIFICAÇÃO DA INFLAÇÃO

Os processos inflacionários podem ser classificados, segundo algumas


características como:

Inflação de custos - processo inflacionário gerado pelo aumento


dos custos de produção. Por causa de uma redução na oferta de fatores de produção, o
seu preço aumenta. Com o custo dos fatores de produção mais altos, a produção se
reduz e ocorre uma redução na oferta dos bens de consumo aumentando seu preço. A
inflação de custo ocorre ceteris paribus quando a produção se reduz, podendo também
ser efeito de choques de oferta negativos.

Inflação de demanda - processo inflacionário gerado pelo aumento


do consumo com a economia em pleno emprego. Ou seja, os preços sobem por que há
aumento geral da demanda sem um acompanhamento no crescimento da oferta. Esse
tipo de inflação é causada também pela emissão elevada de moeda e aumento nos níveis
de investimento, pois, ceteris paribus, passa a haver muito dinheiro à cata de poucas
mercadorias. Uma das formas utilizadas para o controle de uma crise de inflação de
demanda, é uma redução na oferta de moeda, que gera uma redução no crédito, e
consequente desaceleração econômica. Outras alternativas são os aumentos de tributos,
elevação da taxa de juros e das restrições de crédito.

Inflação inercial - onde há um círculo vicioso de elevação de preços, taxas


e contratos, com base em índices de inflação passados.

Inflação estrutural - Há ainda aqueles que discutem a chamada inflação (por razão)
estrutural, proposta pela CEPAL, que tem a ver com alguma questão específica de um
determinado mercado, como pressão de sindicatos, tabelamento de preços acima do
valor de mercado (caso do salário mínimo), imperfeições técnicas no mecanismo de
compra e venda.

Inflação prematura - processo inflacionário gerado pelo aumento dos preços sem
que o pleno emprego seja atendido.

Inflação reprimida - processo inflacionário gerado pelo congelamento dos preços por
parte do governo.

Inflação de expectativas - consequência de um aumento de preços provocados


pelas projeções dos agentes sobre a inflação.

Inflação por câmbio flutuante - Ação também conhecida como Quantitative


Easing. Quando o governo intencionalmente ou por má administração, imprime
dinheiro, aumentando a oferta de moeda, é considerado como imposto silencioso pois o
governo adquire o dinheiro que deseja reduzindo o valor das notas impressas,
geralmente é a principal causa da hiperinflação, sendo esta a causa da hiperinflação
brasileira de 1980.

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3. O PAPEL DA INFLAÇÃO NA ECONOMIA
Um efeito da inflação de pequena escala é que se torna mais difícil renegociar
alguns preços, e particularmente contratos e salários, para valores mais baixos — então
com o aumento geral de preços é mais fácil para que os preços relativos se ajustem.

Muitos valores são bastante inelásticos para baixam, e tendem a subir; logo, os
esforços para manter uma taxa zero se o nível aumenta, irão punir outros setores com
queda de preços, lucros e empregos. Por conta disso alguns economistas e executivos
veem essa inflação suave como um mecanismo de "lubrificação" do comércio. Segundo
algumas escolas de economia, esforços para manter uma estabilidade completa de
preços podem também levar à deflação (queda constante de preços), que pode ser
bastante destrutiva segundo a maiorias das escolas de pensamento econômico,
estimulando falências, concordatas e finalmente a recessão, que é o "descontrole" ou
"descomando", da economia, alertado por Keynes, em sua obra editada finalmente
em 1936. mas não é o pensamento austríaco, de que se a deflação geral de preços
ocorre, dado um estoque de dinheiro relativamente constante, isso aumenta o salário real
dos trabalhadores mesmo que o salário nominal permaneça constante, a deflação de
preços seria apenas um resultado de mais bens e serviços sendo ofertados na economia.

Muitos na comunidade financeira lembram do "risco escondido" da inflação


como um incentivo essencial para o investimento, ao invés da
simples poupança, riqueza acumulada. A inflação, desta perspectiva, é vista como a
expressão no mercado do valor temporal do dinheiro, ou mais precisamente moeda, no
chamado "economês" (linguagem do mundo da ciência econômica). Ou seja, se
um real hoje é mais valioso que um real daqui a um ano, devido à desvalorização
dos meios de produção, fonte desse real, então, deve haver uma desvalorização também
do real na economia como um todo, no futuro. Desta perspectiva, a inflação representa a
incerteza - valorização de "algo" que na verdade não existe, ou seja sobre o valor ou
"renda, composta da e na moeda no e do futuro".

Segundo os economistas da Escola Austríaca, a inflação (no sentido clássico),


provoca efeitos sobre a estrutura de produção da economia. Numa reacomodação, no
que seria uma forma de se fazer algo para a sociedade, redistribuindo rendas e causando
uma desproporcionalidade sem rejeição, em relação ao volume de demanda para os
vários setores da economia, o que Keynes, concorda, já que os preços não mudam todos
juntos (ceteris paribus); e sim cada um com diferente intensidade econométrica. No caso
de inflação monetária, da moeda em si, em que a moeda é injetada no mercado de
crédito (que é a moeda), acaba por se tornar em investimentos ineficientes aos que são
criados, e o que leva finalmente, às crises econômicas, essa é a Teoria austríaca do ciclo
econômico

A inflação, entretanto, além destas consequências, tem vários outros efeitos


crescentemente negativos na economia. Efeitos que se relacionam com o "abatimento"
de atividade econômica prévia. A inflação é geralmente resultado de políticas erradas,
governamentais, segundo Keynes, para aumentar a disponibilidade de moeda, pois a
moeda tem que ser real, dessa forma, a contribuição do governo para um ambiente
inflacionário é vista como uma variação para mais ou para menos na chamada
"taxa sobre a moeda em circulação", o "juro", como controle ou comando. Com o
aumento ou diminuição da inflação, aumenta ou diminui o peso sobre o dinheiro em
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circulação - isso por sua vez promove um aumento da velocidade, na fórmula de
Keynes (vide obra), de circulação do dinheiro, mais precisamente ou
econometricamente moeda, o que por sua vez reforça para mais ou para menos o
processo inflacionário (veja teoria quantitativa da moeda), em um círculo virtuoso ou
vicioso, que pode levar à hiperinflação ou ao equilíbrio.

A crescente incerteza pode desestimular o investimento e a poupança.


Redistribuição da renda.

Haverá redistribuição da renda, que se transfere progressivamente daqueles com


rendas fixas (locatários, por exemplo) para aqueles com rendas mais flexíveis.
De modo similar será beneficiado o indivíduo que emprestou dinheiro ou moeda, a uma
taxa fixa, pois a política, como vimos acima é dinâmica, e será prejudicado o
emprestador, surpreendido pela inflação.

 Comércio exterior: se a taxa de inflação for maior do que a praticada em outros


países, uma tarifa fixa de comércio será solapada pelo enfraquecimento da
posição do país na balança comercial.

Aumento dos custos relativos a maior velocidade de circulação do dinheiro ou mais


precisamente moeda (o exemplo simples é das pessoas que precisarão ir mais ao banco).
Também devem ser considerados os custos, para empresas, da mudança continuada de
preços (por exemplo, restaurantes que precisam constantemente refazer seus cardápios,
ou cestas de aplicação financeira com vistas ao mundo real e não financeiro, com sua
"ciranda").

hiperinflação: ou "ciranda" (vide processo hiperinflacionário da Nova República


Brasileira (1985 - 1995), onde, se a inflação ficar totalmente fora de controle, interfere
pesadamente no funcionamento normal da economia; prejudicando sua capacidade real
de oferta de bens.

Numa economia em que alguns setores são "indexados" ou "realizados" ou


corrigidos" quanto à inflação e outros não, a inflação age como uma redistribuição em
sentido dos setores indexados (os reais, que verdadeiramente estão crescendo) e
afastando-se dos setores não-indexados (os falsos, super valorizados, uma vez que a
Economia se apresenta invertida, procure entender usando Cálculo Matemático, em
quadrantes diferentes de desenvolvimento econômico).
Por conta destes efeitos nefastos (em quadrantes diferentes, usando-se Matemática e
o Cálculo da Econometria), os bancos centrais costumam definir a estabilidade de
preços como um objetivo primordial de suas políticas, com uma inflação perceptível,
mas baixa, como ideal.

Por outro lado, segundo alguns economistas de formação heterodoxa, tais


como Celso Furtado, a inflação não é um fenômeno meramente monetário: sua raiz está
na questão distributiva, como Keynes também afirma, entre os grupos sociais de uma
economia. Isto é, a inflação de preços é o meio pelo qual os grupos sociais ligados às
atividades produtivas dispõem para ampliar a sua apropriação do acréscimo de renda
criado no processo de crescimento econômico, levando a economia para novos
equilíbrios distributivos entre esses grupos.

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4. CAUSAS DA INFLAÇÃO

A inflação segue os efeitos da lei de oferta e demanda na economia. Quando os


consumidores estão mais dispostos a gastar e têm disponibilidade para fazer isso, a
tendência natural é que os preços subam.
A oferta também tem participação sobre os preços. Quando, por algum motivo, um
determinado produto ou serviço tem sua quantidade reduzida no mercado, seu preço
sobe. É o que acontece, por exemplo, quando algum efeito climático reduz muito a
produção de um alimento e o valor dispara nos supermercados.

Outra causa da alta de preços é a indexação. Essa prática consiste em reajustar


preços baseados em valores anteriores – ou seja, uma alta de preços acaba puxando
outras.
O mercado de câmbio também influencia na inflação. Quando o dólar sobe, itens
importados ficam mais caros no Brasil. Além disso, mesmo que um produto seja
fabricado no Brasil, ele pode ter componentes importados – e, se o preço desses
insumos subir, pode ser repassado para o valor final.

A forma como o governo administra os recursos públicos também pode gerar


uma pressão no preço dos produtos e serviços. Isso porque, se gastar mais do que
arrecada, o governo pode emitir moeda para pagar seus débitos. Com mais dinheiro em
circulação na economia, os preços tendem a subir.

Outra ação do governo que influencia na inflação é a cobrança de impostos.


Quando o governo eleva tributos, acaba também puxando os preços para a cima na
economia.

4.1 Efeitos da inflação

 Perda do poder de compra das famílias;


 Redução dos investimentos dos empresários, que podem ficar
preocupados com os custos para produzir ou com a demanda dos
consumidores;
 Ambiente de incerteza sobre a economia pode paralisar projetos.
 Mas, apesar desses efeitos negativos, a inflação não representa apenas
que a economia vai mal – pelo contrário. Ela pode ser interpretada como
um sinal de que a economia de um país está em movimento, aquecida.
 Não é positivo para a economia a queda de preços de forma generalizada.
Isso pode fazer com que os consumidores adiem suas compras esperando
que os valores sejam ainda mais reduzidos no futuro, travando a
atividade do país.

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5. MEDIDAS DE COMBATE A INFLAÇÃO

Nesse quadro, e com esse diagnóstico, inicia-se o governo Collor, com a adoção
imediata de um plano que visava romper com a indexação da economia. As principais
medidas adotadas foram:

 Reforma monetária – centrou-se basicamente na drástica redução da liquidez da


economia, pelo bloqueio de cerca de metade dos depósitos a vista, 80% das
aplicações de overnight e fundos de curto prazo e cerca de um terço dos
depósitos de poupança. Bloqueou-se em torno de 70% do M4 da economia.
Visava-se com isso evitar as pressões de consumo e retomar a capacidade do
Banco Central de fazer política monetária ativa, em vez de ficar à mercê do
mercado financeiro e da necessidade de rolar a dívida pública – atender às
necessidades da moeda indexada;

 Reforma administrativa e fiscal, que tinha por objetivo promover um ajuste


fiscal da ordem de 10% do PIB, eliminando um déficit projetado de 8% do PIB e
gerar um superávit de 2%. Esse ajuste se faria por meio da redução do custo de
rolagem da dívida pública, suspensão dos subsídios, incentivos fiscais e
isenções, ampliação da base tributária pela incorporação dos ganhos da
agricultura, do setor exportador e dos ganhos de capital nas bolsas, tributação
das grandes fortunas, IOF extraordinário sobre o estoque de ativos financeiros, e
fim do anonimato fiscal, mediante a proibição dos cheques e das ações ao
portador. Ainda no que diz respeito à reforma administrativa, promover-se-ia o
programa de privatizações, a melhoria dos instrumentos de fiscalização e de
arrecadação com vistas a diminuir a sonegação e as fraudes (tributárias,
previdenciárias etc.), maior controle sobre os bancos estaduais, e várias outras
medidas que deveriam aumentar a eficiência da administração do setor público e
reduzir os gastos;

 Congelamento de preços e desindexação dos salários em relação à inflação


passada, definindo uma nova regra de prefixação de preços e salários, que
entraria em vigor a partir de 1o-5-90;

 Mudança do regime cambial para um sistema de taxas flutuantes, definidas


livremente no mercado;

 Mudança na política comercial, dando início ao processo de liberalização do


comércio exterior (a chamada abertura comercial), com redução qualitativa das
tarifas de importação de uma média de 40% para menos de 20% em quatro anos.

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5.1 O COMBATE A INFLAÇÃO ANÚNCIADA PELO EXECUTIVO

O Executivo angolano as medidas de combate à inflação como o objectivo


fundamental inscrito na proposta de Orçamento Geral de Estado (OGE) para 2019, entre
as opções estratégicas para assegurar o equilíbrio fiscal e a estabilidade monetária e
cambial.

A informação consta de uma mensagem do Presidente da República, José


Eduardo do Santos, à 15ª sessão plenária ordinária da Assembleia Nacional, convocada
para discutir e aprovar o OGE para 2019.

Considera a proposta de OGE para 2019 “uma peça fundamental das políticas
públicas para consolidar a trajectória promissora que se vislumbra para o crescimento
económico e desenvolvimento social de Angola para os próximos anos”.

Na missiva lida pelo ministro de Estado e Chefe da Casa Civil da Presidência da


República, Carlos Maria Feijó, o Executivo propõe ainda a execução equilibrada do
OGE para 2019 com transparência e boa gestão, preconizados na Constituição da
República e na Lei, e no uso de instrumentos fiscais e monetários mais eficazes para
combater a inflação.

“Este combate que será feito, quer na vertente da inflação de custos, aumentando
investimentos produtivos para eliminar pontos de estrangulamento da economia, quer na
vertente da inflação monetária, controlando os meios de pagamento, sem desequilibrar
as constas públicas e a um aumento sustentável da dívida pública titulada”, sublinha.

Refere-se também a necessidade de criar condições para a redução das taxas de


juros e para o aumento dos investimentos públicos e privados, que poderão de facto
eliminar os pontos de estrangulamentos que têm estado a submeter a economia nacional
aos efeitos nefastos de inflação de custos, tanto de origem interna, como externa.

O Chefe de Estado realça na missiva que no âmbito da diversificação da


economia o grande objectivo é o de prosseguir com a política económica, incluindo o
mercado interno e o comércio exterior, na vertente da substituição das importações e da
promoção das exportações.

Sublinha que as opções previstas decorrem dos objectivos gerais definidos pelo
Executivo e das propostas de programa de Governo contidos no seu Programa de
Desenvolvimento 2017/2022, com destaque para a agricultura como factor de
estabilização das populações no meio rural e de criação de melhores condições de vida
no campo.

Outra das prioridades é a implantação de indústrias modernas e competitivas que


valorizem o potencial de recursos do país.

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CONCLUSÃO
No final deste trabalho, chegamos a conclusão que as consequência inevitável da
inflação é o surgimento de uma tendência geral de aumento em todos os preços. Se o
governo tivesse obtido todo o dinheiro necessário para suas operações através da
taxação dos cidadãos, o aumento dessa demanda por parte do governo seria
contrabalanceado por uma queda da demanda por parte dos contribuintes, que agora têm
menos dinheiro. A expansão dos gastos do governo seria neutralizada no mercado por
uma restrição do consumo dos contribuintes. Mas havendo inflação, a demanda
adicional gerada pelos gastos do governo se junta à demanda não diminuída por parte
do público - e, assim, os preços sobem.

O que os burocratas têm em mente quando falam em "combater" a inflação não é


evitar a inflação, mas suprimir suas inevitáveis consequências através do controle de
preços. Mas esse é um empreendimento infrutífero. A tentativa de se fixar os preços em
um nível menor do que o determinado pelas livres e desimpedidas forças do mercado
resulta em negócios nada lucrativos para alguns produtores - aqueles que estariam
operando aos custos mais altos. E isso força-os a interromper a produção.

A inflação, em conjunto com o controle de preços, provoca escassez...

Os economistas sabem muito bem que há apenas um meio disponível para


impedir mais aumentos nos preços de todas as commodities: acabar completamente com
a inflação.

Portanto, o combate a inflação tem se levantado ao longo dos anos como sendo
um dos objectivos dos Estados, por aqui particulamente tem sido também a grande a
posta do Executivo angolano, medidas são várias e dentre elas foram aqui lançadas,
ademais, ficou claro que não dependerá unicamente de indicadores económicos mas
também de apostas políticas sérias.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Calvo, GA - On the time consistency of optimal policy in a monetary economy -


Econometrica, 1978

Dorfman, R - An economic interpretation of optimal control theory - The


American Economic Review, 1969

Fischer, S - Dynamic inconsistency, cooperation and the benevolent dissembling


government - Journal of Economic Dynamics and Control, 1980 – Elsevier

Friedman, M - A monetary and Fiscal Framework for Economic Stabilization -


The American Economic Review, 1948

Hirsch, AA, e Lovell, MC - Sales anticipations and inventory behaviour –


Wiley, 1969

Keynes, J. M. - The General theory of employment, interest and money - New


York, Harcourt, Brace, Jovanovitch, 1938

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