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CURSO DE ATUALIZAÇÃO

“CALCULANDO COM O SOROBAN”

I – Histórico

‘Soroban’ é o nome dado ao ábaco japonês, que passou por significativas mudanças
até se obter a configuração atual. O instrumento de cálculo, originário da China, foi
“importado” pelo Japão há quase 380 anos (em 1622). Ao Brasil foi trazido pelos primeiros
imigrantes, em 1908, ainda em sua versão antiga, mas já modificada do original chinês;
em 1953 é introduzido o soroban moderno, utilizado atualmente.
As origens primeiras do ábaco remontam a um método de calcular usando sulcos na
areia e pequenas pedras. O primeiro, conta-se, foi a substituição da areia por uma tábua
de argila; a seguir, as contas passaram a ser orientadas por uma haste que as
trespassava. O modelo chinês, devido ao sistema de pesos e medidas hexadecimal, possui
duas contas na porção superior e cinco na inferior, possibilitando registrar valores de ‘0’ a
‘15’, em cada coluna. A primeira adaptação feita no Japão foi a retirada de uma das contas
superiores. Ainda assim, podia-se escrever desde o ‘0’ até o ‘10’ em cada ordem,
totalizando 11 possíveis valores. Como o Japão utiliza o sistema decimal, apesar da
diferença de ordens por classe, foi natural que a quinta conta da porção inferior fosse
retirada, dando origem ao soroban moderno.
Outra modificação feita ocorreu com o formato das contas. Originalmente redondas
ou ovaladas, passaram a um formato lenticular, com secção transversal hexagonal. Esta
pequena mudança possibilitou aumentar a velocidade de manipulação e a precisão dos
movimentos, já que o volume livre entre cada conta/distância entre a área de contato de
uma conta e outra aumentou e o contato do dedo com a conta passou a estar menos
sujeito a deslizes.
Há ábacos de variadas configurações, desde o abax grego e o abacus romano, o
suan pan chinês e o soroban japonês, o modelo russo e mesmo o nepohualtzitzin azteca.

II - Histórico do Soroban no Brasil


(Síntese de texto extraído da obra de Joaquim Lima de Moraes, escrito em abril de 1965.)

Joaquim Lima de Moraes, criador do Soroban Adaptado para Cegos e


administrador da Oficina Protegida de Trabalho para Cegos da antiga Fundação para o
Livro do Cego no Brasil, hoje Fundação Dorina Nowill, possuía curso ginasial incompleto,
interrompido por uma alta miopia progressiva. Sempre teve predileção por Matemática e
podia calcular a lápis, com máquina e régua de cálculo. Em 1948, quando passou a utilizar
o sistema Braille , voltou sua atenção para o modo de calcular dos cegos. Naquela época,
tomou conhecimento dos aparelhos denominados chapa, cubarítimo e prancheta Taylor e
constatou a dificuldade dos métodos para os cegos. Iniciou, então, as pesquisas no sentido
de encontrar um aparelho de preço acessível em que os cegos pudessem efetuar os
cálculos matemáticos com mais facilidade, rapidez e precisão.
DE – Araçatuba /Luciana Funada-2009 1
Soube da existência de um aparelho usado pelos japoneses videntes, chamado
Soroban ou Ábaco Japonês, que talvez satisfizesse seu objetivo.
Após muitos estudos e pesquisas, fazendo de um cubarítimo às vezes de soroban e dos
cubinhos, o papel de contas, estudando a teoria das quatro operações no soroban concluiu
que era possível adaptar e simplificar o soroban dos videntes para o uso dos cegos.
A borracha compressora colocada abaixo das contas foi idéia do aluno e amigo José
Valesin, adaptação introduzida em julho de 1949 com a qual o soroban se tornou um
aparelho perfeito para o manuseio das pessoas cegas.
À medida que se exercitava no soroban, a velocidade aumentava até que, em agosto
de 1951, conseguiu igualar os tempos, nas quatro operações, aos dos estudantes videntes
do último ano ginasial, calculando a lápis.
Considerando a velocidade atingida bastante satisfatória para os cegos, percebeu-se
que o tempo gasto para efetuar cada uma das operações podia ser melhorado com
exercícios.
Convencido da excelência do sistema mas consciente da enorme resistência que a
introdução de um novo método de cálculo provocaria, iniciou já em 1950, sua divulgação,
através de palestras, demonstrações de cálculo em escolas para cegos e para videntes,
pela rádio e televisão. Destacam-se as demonstrações no Instituto Padre Chico e no
Instituto Benjamin Constant (escolas para cegos de São Paulo e Rio de Janeiro) e no
Departamento de Matemática da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, onde o
sistema de calcular no soroban despertou real interesse, criando-se, então, um curso
facultativo para os estudantes de engenharia, com a aquisição de 100 aparelhos,
diretamente do fabricante.
No exterior, a divulgação consistiu em enviar um soroban adaptado e as explicações
em Português, às principais escolas e entidades para cegos dos seguintes países:
Argentina, Chile, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Peru, Equador, Venezuela, Panamá, Costa
Rica, Salvador, Porto Rico, Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, Alemanha, Itália, Espanha
e Portugal. Dessa tentativa, poucos foram os pareceres animadores; maior foi o número de
pareceres desencorajadores.
D. Dorina de Gouvêa Nowill, presidente da FDNC e diretora do antigo Curso de
Especialização de Professores no Ensino de Cegos, mantido pelo Instituto de Educação
Caetano de Campos, São Paulo, prestou e vem prestando decidido apoio à introdução do
soroban, como aparelho ideal de cálculo para cegos, convidou o Sr. Joaquim, em 1956, a
ministrar aulas de Aritmética, pelo método soroban, no referido curso sendo depois
substituído pelo competente professor de nível universitário, Sr. Manoel Costa Carnahyba,
cego e consultor Braille da FDNC.
Por indicação do Sr. Joseph Albert Asenjo, especialista em organização de programas
de reabilitação para cegos e alto funcionário da “American Foudation for the Blind, Inc”
( AFB ) o Sr. Joaquim tornou-se bolsista da OIT (Organização Internacional do Trabalho),
com o objetivo de estudar a reabilitação de cegos no trabalho. Em 1959, trabalhando como
operário, estudando a organização e a administração de mais de vinte oficinas de trabalho
para cegos, nos Estados Unidos e Canadá, teve a oportunidade de demonstrar a eficiência
do soroban em Nova York, Washington, Mineápolis e Toronto.

DE – Araçatuba /Luciana Funada-2009 2


De regresso ao Brasil Joaquim Lima de Moraes corrigiu falhas, eliminou o supérfluo e
introduziu os aperfeiçoamentos que a prática lhe ensinou, levando-o a ter por companheiro
inseparável de trabalho, o soroban.
III - Técnicas do Soroban Adaptado
para Deficientes Visuais

Antes de iniciarmos a adição propriamente dita, vamos fazer o reconhecimento do


soroban.
O soroban é composto por:

- eixos verticais, que representam as ordens (unidade, dezena, centena, etc.)

- régua longitudinal, que separa as contas de valor 5 das contas de valor 1

- pontos em relevo localizados sobre a régua para indicar a separação de classes


(unidade simples, milhar, milhão, etc.)

- borracha interna - serve para firmar as contas que só se movimentam quando as


deslocamos. O soroban japonês não possui esta borracha.

- contas - dispostas 4 na parte inferior da régua, cada uma com valor absoluto 1 e
uma na parte superior, com valor absoluto 5. As contas só passam a ter valor
significativo quando estão próximas à régua. Dependendo do eixo (ordem) onde
colocamos a conta, esta terá o seu valor relativo: unidade, dezena, centena, etc.

Como fazer o registro de números no soroban?

O registro de números no soroban é sempre feito da ordem maior para a menor.


Exemplo: no número 125, colocamos o 1 na centena, o 2 na dezena e o 5 na unidade.
No caso do deficiente visual, foi estabelecido que a primeira classe da direita seria
sempre a classe das unidades simples, pois facilita a leitura tátil.

Atividade – Colocando e removendo os números

Coloque e remova os seguintes números respeitando os dedos, observando bem os


seus lugares, isto é, as ordens da unidade, dezena, centena, milhar etc...

9 10 19 26 37 45 57 89 100 105 359 501 629 999

1.279 1.595 1.960 2.966 3.678 4.000 4.057 4.809 4.901 5.786

7.909.

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Adição
Registra-se a primeira parcela no soroban, observando a correspondência entre
o valor relativo dos números e os eixos. As demais parcelas vão sendo somadas à
primeira, uma a uma. A operação deve ser iniciada pela soma dos números que
correspondem à maior ordem existente nas duas parcelas que estão sendo somadas.

Exemplo: 5 + 3
1º Passo: Registra-se a primeira parcela (5) no soroban.

2º Passo: Adicionam-se (3) unidades às (5) unidades registradas.

Atividades
1+4=5

2+4=6

3+4=7

4+4=8

2+3=5

3+3=6

4+3=7 DE – Araçatuba /Luciana Funada-2009 4


3+2=5

4+2=6

4+1=5

5+6=11

6+6=12

7+6=13

8+6=14

5+7=12

6+7=13

7+7=14

DE – Araçatuba /Luciana Funada-2009 5


5+8=13

6+8=14

5+9=14

Adição - unidades
8 + 1 + 6 =.......... 6 + 2 + 7 =...........

8 + 9 + 2 =.......... 5 + 3 + 7 =...........

6 + 3 + 8 =........ 7 + 9 + 3 =........

7 + 2 + 9 =........ 5 + 4 + 6 =.......

8 + 7 + 3 =........ 7 + 1 + 5 =.......

2 + 5 + 9 =........ 8 + 8 + 3 =.......

DE – Araçatuba /Luciana Funada-2009 6


5 + 4 + 8 =........ 6 + 9 + 3 =.......

4 + 7 + 6 =........ 5 + 2 + 8 =.......

8 + 7 + 1 =........ 6 + 3 + 6 =.......

4 + 8 + 5 =........ 7 + 8 + 4 =.......

7 + 3 + 7 =........ 6 + 3 + 7 =.......

3 + 5 + 7 =........ 8 + 7 + 2 =.......

5 + 4 + 5 =........ 7 + 5 + 7 =.......

8 + 5 + 6 =........ 9 + 7 + 2 =.......

3 + 5 + 8 =........ 3 + 6 + 8 =.......

5 + 8 + 3 =........ 7 + 7 + 1 =.......

5 + 7 + 4 =........ 6 + 7 + 2 =.......

8 + 6 + 3 =........ 5 + 6 + 7 =.......
DE – Araçatuba /Luciana Funada-2009 7
8 + 6 + 5 =........ 6 + 6 + 5 =.......

7 + 6 + 5 =........ 6 + 6 + 7 =.......

Adição – Dezena Simples


11 + 10 + 12 =........ 11 + 14 + 22=.......

21 + 12 + 23 =........ 33 + 20 + 14=.......

35 + 12 + 31 =........ 21 + 13 + 50 =.......

34 + 55 + 10 =........ 10 + 11 + 75 =.......

21 + 13 + 65 =........ 50 + 28 + 11 =.......
55 + 21 + 13 =........ 61 + 15 + 22 =.......

40 + 36 + 12 =........
11 + 21 + 56 =........ 51 + 15 + 32 =.......

Adição – Dezena com Reservas


14 + 97 =........ 34 + 78 =.......

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42 + 89 =........ 33 + 89 =.......

67 + 35 =........ 82 + 59 =.......

89 + 57 =........ 68 + 54 =.......

79 + 65 =........ 58 + 72 =.......

85 + 65 =........ 96 + 65 =.......

75 + 98 =........ 99 + 89 =.......

Subtração
94 + 98 =........
Registra-se o minuendo no soroban, observando a correspondência
entre o valor relativo dos números e os eixos. O subtraendo não é
registrado no soroban.

Exemplo: 9 – 4
1º Passo: Registra-se o minuendo (9) no Soroban.

2º Passo: Subtraem-se 4 unidades de 9 unidades, retirando 4


contas da parte inferior do 1º eixo. Obtém-se o resto 5, como na figura
abaixo.

DE – Araçatuba /Luciana Funada-2009 9


Subtração - Unidade

9 - 2 =........ 9 – 4 =.......

9 - 5 =........ 9 – 8 =.......

5 - 4 =........ 6 – 4 =.......
7 - 6 =........ 8 – 7 =.......

7 - 4 =........ 8 – 4 =.......
14 - 7 =........ 13 – 8 =.......

12 - 6 =........ 14 – 6 =.......

15 - 9 =........ 12 – 8 =.......

10 - 9 =........ 11 – 9 =.......

16 - 8 =........ 17 – 9 =.......

15 - 7 =........ 18 – 9 =.......

15 - 6 =........ 17 – 8 =.......

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16 - 7 =........

Subtração – Dezena Simples


35 - 20 =........ 78 – 51 =.......

98 - 45 =........ 64 – 52 =.......

77 - 34 =........ 85 – 41 =.......

69 - 25 =........ 81 – 30 =.......

66 - 32 =........ 85 – 62 =.......

37 - 18 =........ 21 – 8 =.......

Subtração – Dezena com Reservas


20 - 8 =........ 40 – 9 =.......

45 - 43 =........ 68 – 49 =.......

38 - 19 =........ 23 – 14 =.......

27 - 19 =........ 33 – 24 =.......
DE – Araçatuba /Luciana Funada-2009 11
67 - 18 =........ 81 – 9 =.......

100 - 8 =........ 200 – 9 =.......

145 - 92 =........ 168 – 75 =.......

198 - 99 =........ 308 – 107 =.......

205 - 191 =........ 134 – 79 =.......

Multiplicação
O multiplincando e o multiplicador são registrados no soroban para
que o operador possa orientar-se ao efetuar o cálculo.

13 X 2=

Multiplicando Multiplicador

Registra-se o multiplicando na extremidade esquerda do soroban e o


multiplicador no lado direito do soroban.

Multiplicando Multiplicador

DE – Araçatuba /Luciana Funada-2009 12


Exemplo (A) 13 x 2 Registro de 2 dezenas

1º Passo: Coloca-se o multiplicando e o multiplicador no Soroban.


Multiplica-se o algarismo da ordem das unidades do multiplicador pelo
multiplicando.

1 Dezena X 2 Unidades

OBS: 3 Unidades X 2 Unidades = 6 Unidades. Registra-se o 6 no terceiro


eixo à direita do multiplicador, como no desenho acima.

2º Passo: Multiplica-se o algarismo da ordem das unidades do


multiplicador pelo algarismo da ordem das dezenas do multiplicando.

OBS: 1 dezena X 2 unidades = 2 dezenas. Registra-se as 2 dezenas no


segundo eixo à direita do multiplicador, como no desenho acima.

3º Passo: Retira-se o multiplicador e o multiplicando, ficando registrado


o produto que é (26).

Registro
do 6
DE – Araçatuba /Luciana Funada-2009 13

3 Unidades X 2 Unidades
Exemplo (B) 5 x 9
1º Passo: Coloca-se o multiplicando e o multiplicador no Soroban.
Multiplica-se o algarismo da ordem das unidades do multiplicador pelo
algarismo da ordem das unidades do multiplicando.

OBS: 5 unidades X 9 unidades = 45 unidades = 4 dezenas e 5 unidades.


Registra-se as 4 dezenas no segundo eixo à direita e as 5 unidades
primeiro eixo à direita do multiplicador, como no desenho
Vamos abaixo.
multiplicar mais..........
2 x 8 =........ 4 x 7 =.......

3 x 2 =........ 5 x 6 =.......

3 x 3 =........
2º Passo: Retira-se 5 x 9 =.......
o multiplicador e o multiplicando, ficando registrado o
produto que é (45).

5 Unidades 9 Unidades
X

4 dezenas

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33 x 3 =........ 46 x 2 =.......

5 Unidades

47 x 2 =........ 72 x 8 =.......

81 x 5 =........ 92 x 7 =.......

Quando o Multiplicador tiver “zero”

Coloca-se igualmente o multiplicando no soroban.

3 x 5 =........ 8 x 4 =.......

9 x 7 =........ 4 x 2 =.......

14 x 2 =........ 15 x 3 =.......

17 x 6 =........ 18 x 2 =.......

20 x 4 =........ 23 x 4 =.......

29 x 4 =........ 32 x 2 =.......

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Exemplo (A) 12 x 20

1º Passo: Coloca-se o multiplicando e o multiplicador no Soroban.


Multiplica-se o algarismo da ordem da unidade do multiplicador pelo
algarismo da ordem da unidade do multiplicando.

OBS: 2unidades x 0 unidade = 0 unidade (o registro de 0 unidades está


visualizado no soroban acima), se o resultado da multiplicação for maior
que zero; e menor ou igual a 9, registra-se no eixo das unidades.

2º Passo: Multiplica-se o algarismo da ordem da dezena do multiplicador


pelo algarismo da ordem da unidade do multiplicando.

OBS: 1dezena x 0 unidade = 0 dezena (o registro de 0 dezena está


visualizado no soroban acima), se o resultado da multiplicação for maior
que zero; e menor ou igual a 9, registra-se no eixo das dezenas.

3º Passo: Multiplica-se o algarismo da ordem da dezena do multiplicador


pelo algarismo da ordem da unidade do multiplicando.

OBS: 2dezenas x 2 unidades = 4 dezenas. Registra-se as 4 /Luciana


DE – Araçatuba dezenas no
Funada-2009 16
segundo eixo à direita do multiplicador, como no desenho acima.
3º Passo: Multiplica-se o algarismo da ordem da dezena do multiplicador
pelo algarismo da ordem da dezena do multiplicando.

OBS: 2 dezenas x 1 dezena = 20 dezenas = 2 centenas. Registra-se as 2


centenas no terceiro eixo à direita do multiplicador, como no desenho
acima.

4º Passo: Retira-se o multiplicador e o multiplicando, ficando registrado o


produto que é (240)

Quando o multiplicando tiver “zero”

Exemplo (A) 10 x 15

1º Passo: Coloca-se o multiplicando e o multiplicador no Soroban.


Multiplica-se o algarismo da ordem da unidade do multiplicador pelo
algarismo da ordem da unidade do multiplicando.

OBS: 5 unidades x 0 unidade = 0 unidade (o registro de 0 unidade está


visualizado no soroban acima), se o resultado da multiplicação for maior
que zero; e menor ou igual a 9, registra-se no eixo das unidades.

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2º Passo: Multiplica-se o algarismo da ordem da unidade do multiplicador
Quando
pelo algarismo o multiplicando
da ordem da dezena doemultiplicando.
o multiplicador tiverem “zero”

Exemplo (A) 102 x 20

1º Passo: Coloca-se o multiplicando e o multiplicador no Soroban.


Multiplica-se o algarismo da ordem da unidade do multiplicador pelo
OBS:algarismo daxordem da unidade do multiplicando.
5 unidades 1 dezena = 5 dezenas. Registra-se as 5 dezenas no
segundo eixo à direita do multiplicador, como no desenho acima.

3º Passo: Multiplica-se o algarismo da ordem da dezena do multiplicador


pelo algarismo da ordem da unidade do multiplicando.

OBS: 0 unidade x 2 unidade = 0 unidade (o registro de 0 unidade está


visualizado no soroban acima), se o resultado da multiplicação for maior
que zero; e menor ou igual a 9, registra-se no eixo das unidades.

OBS:2º 1 dezena
Passo: xMultiplica-se
0 unidade =o0algarismo
dezena (odaregistro
ordem de
da 0unidade
dezenadoestá
multiplicador
visualizado no soroban
pelo algarismo acima),da
da ordem sedezena
o resultado da multiplicação for maior
do multiplicando.
que zero; e menor ou igual a 9, registra-se no eixo das dezenas.

4º Passo: Multiplica-se o algarismo da ordem da dezena do multiplicador


pelo algarismo da ordem da dezena do multiplicando.

OBS: 0 unidade x 0 dezena = 0 dezena (o registro de 0 dezena está


visualizado no soroban acima).

3º Passo: Multiplica-se o algarismo da ordem da unidade do multiplicador


OBS:pelo
1 dezena x 1 dezena
algarismo da ordem= 10
da dezenas
centena =
do1multiplicando.
centena. Registra-se 1
centena no terceiro eixo à direita do multiplicador, como no desenho
acima.
5º Passo: Retira-se o multiplicador e o multiplicando, ficando registrado o
produto que é (150).

OBS: 0 unidade x 1 centena = 0 centena (o registro de 0 centena está


visualizado no soroban acima).
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4º Passo: Multiplica-se o algarismo da ordem da dezena do multiplicador
pelo algarismo da ordem da unidade do multiplicando.

OBS: 2 dezenas x 2 unidades = 4 dezenas (o registro de 4 dezenas está


visualizado no soroban acima.

5º Passo: Multiplica-se o algarismo da ordem da dezena do multiplicador


pelo algarismo da ordem da dezena do multiplicando.

OBS: 2 dezenas x 0 dezena = 0 centena (o registro de 0 centena está


visualizado no soroban acima).

6º Passo: Multiplica-se o algarismo da ordem da dezena do multiplicador


pelo algarismo da ordem da centena do multiplicando.

OBS: 2 dezenas x 1 centena = 2 unidades de milhar (o registro de 2


unidades de milhar está visualizado no soroban acima).

7º Passo: Retira-se o multiplicador e o multiplicando, ficando registrado o


produto que é (2040).

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14 x 10 =........ 22 x 20 =.......

25 x 30 =........ 21 x 40 =.......

16 x 10 =........ 17 x 20 =.......

13 x 30 =........ 11 x 40 =.......

17 x 30 =........ 15 x 10 =.......

Vamos multiplicar mais..........


12 x 30 =........ 12 x 50 =.......

14 x 20 =........ 18 x 30 =.......

19 x 10 =........ 15 x 30 =.......

11 x 50 =........ 12 x 10 =.......

11 x 40 =........ 21 x 20 =.......

21 x 10 =........ 21 x 30 =.......
DE – Araçatuba /Luciana Funada-2009 20
10 x 22 =........ 20 x 31 =.......

30 x 44 =........ 40 x 52 =.......

50 x 62 =........ 10 x 16 =.......

20 x 15 =........ 30 x 28 =.......

40 x 32 =........ 50 x 21 =.......

10 x 13 =........ 20 x 16 =.......

30 x 23 =........ 40 x 26 =.......

50 x 48 =........ 10 x 18 =.......

20 x 14 =........ 30 x 24 =.......

40 x 43 =........ 50 x 55 =.......

110 x 10 =........ 105 x 20 =.......


DE – Araçatuba /Luciana Funada-2009 21
106 x 10 =........ 150 x 30 =.......

150 x 101 =........ 205 x 10 =.......

103 x 20 =........ 204 x 10 =.......

204 x 20 =........ 102 x 30 =.......

203 x 20 =........ 209 x 10 =.......

101 x 50 =........ 104 x 30 =.......

207 x 10 =........ 207 x 20 =.......

208 x 10 =........ 208 x 20 =.......

209 x 20 =........ 109 x 10 =.......

DE – Araçatuba /Luciana Funada-2009 22


Divisão
O dividendo e o divisor são registrados no soroban para que o operador
possa orientar-se na realização da divisão.
Registra-se o dividendo na extremidade direita do soroban e o divisor na
extremidade esquerda do soroban, como na figura abaixo (48 ÷ 2).

Divisor

Exemplo (A) 48 ÷ 2

1º Passo: Registra-se o dividendo na extremidade direita do soroban e o


divisor na extremidade esquerda do soroban. Inicia-se a operação dividindo o
algarismo da maior ordem existente no dividendo pelo divisor. O número de
maior ordem do número 48 é o 4 porque ocupa a posição da dezena.
Dividiremos assim o algarismo da maior ordem do dividendo(4 dezenas)
pelo divisor (2 unidades): 4 dezenas ÷ 2 unidades = 2 dezenas é o 1º
quociente parcial da divisão e será registrado no 3º eixo à esquerda do
dividendo como no desenho abaixo.

DE – Araçatuba /Luciana Funada-2009 23


2º Passo: Multiplica-se o 1º quociente parcial (2 dezenas) pelo divisor (2
unidades), obteremos o 1º produto parcial. 2 dezenas x 2 unidades = 4
dezenas. Quatro dezenas são 40 unidades. Agora subtrairemos as 40 unidades
das 48 unidades do dividendo, restando apenas 8 unidades como na figura
abaixo. Retira-se 4 dezenas; porque subtraímos
de 48 unidades as 40 unidades.
Registrado na figura B

Dividendo

3º Passo: Divide-se o algarismo da unidade do dividendo (8 unidades) pelo


divisor (2 unidades). 8 unidades ÷ 2 unidades = 4 unidades. Registra-se o 2º
quociente parcial no 2º eixo à esquerda do dividendo, adicionando-o ao 1º
1º quociente parcial
quociente parcial anteriormente registrado. Como na figura abaixo.

Retira-se 8 unidades
do dividendo .

4º Passo: Multiplica-se o 2º quociente parcial (4 unidades) pelo divisor


(2 unidades). 4 unidades x 2 unidades = 8 unidades. Subtrai-se o 2º
1º quociente
produto parcial
parcial
(8 unidades), das 8 unidades do dividendo. 8 unidades – 8
unidades = 02 dezenas
unidade. Retira-se as 82º produto
unidadesparcial =do dividendo.Como
2º quociente parcial x divisorna figura
2º produto parcial = 4 unidades x 2 unidades
abaixo. 2º produto parcial = 8 unidades

Retira-se Dividendo o 2º produto parcial 8 unidades


Figura B

Figura A
DE – Araçatuba /Luciana Funada-2009 24
5º Passo: Depois que retiramos as 8 unidades do dividendo, ficará registrado
no soroban o divisor (2 unidades), o quociente (24 duas dezenas e 4
unidades) e o resto 00. Como na figura abaixo.

2º quociente parcial
Exemplo (B) 9 ÷ 3

1º Passo: Registra-se o dividendo na extremidade direita do soroban e o


divisor na extremidade esquerda do soroban. Inicia-se a operação dividindo o
algarismo da maior ordem existente no dividendo pelo divisor. O número de
maior ordem do número 9 é ele mesmo.
Dividiremos assim o algarismo da maior ordem do9 unidades
Retira-se dividendo(9 unidades)
do dividendo .
pelo divisor (3 unidades): 9 unidades ÷ 3 unidades = 3 unidades é o 1º
quociente parcial da divisão e será registrado no 3º eixo à esquerda do
dividendo como no desenho abaixo.

1º produto parcial = 2º quociente parcial x divisor


1º produto parcial = 3 unidades x 3 unidades
1º produto parcial = 9 unidades

Retira-se do Dividendo o 1º produto parcial 9 unidades


2º Passo: Multiplica-se o 1º quociente parcial (3 unidades) pelo divisor (3
unidades), obteremos o 1º produto parcial. 3 unidades x 3 unidades = 9
unidades. Agora subtrairemos as 9 unidades das 9 unidades do dividendo,
restando apenas 0 unidade como na figura abaixo.

DE – Araçatuba /Luciana Funada-2009 25


3º Passo: Depois que retiramos as 9 unidades do dividendo, ficará registrado
no soroban o divisor
30 ÷ 5 (3 unidades), o quociente (3 unidades)
=........ 40 ÷ e o resto 00.
8 =.......
Como na figura abaixo.

54 ÷ 6 =........ 64 ÷ 8 =.......

96 ÷ 3 =........ 86 ÷ 2 =.......

99 ÷ 3 =........ 96 ÷ 4 =.......

72 ÷ 4 =........ 32 ÷ 4 =.......

Vamos dividir mais..........


8 ÷ 2 =........ 6 ÷ 2 =.......

15 ÷ 5 =........ 20 ÷ 4 =.......

45 ÷ 9 =........ 24 ÷ 6 =.......
DE – Araçatuba /Luciana Funada-2009 26
Exemplo (C) 336 ÷ 3

1º Passo: Registra-se o dividendo na extremidade direita do soroban e o


divisor na extremidade esquerda do soroban. Inicia-se a operação dividindo o
algarismo da maior ordem existente no dividendo pelo divisor. O número de
maior ordem do número 333 é o 3 porque ocupa a posição da centena.
Dividiremos assim o algarismo da maior ordem do dividendo(3 centenas)
pelo divisor (3 unidades): 3 centenas ÷ 3 unidades = 1 centena é o 1º
quociente parcial da divisão e será registrado no 3º eixo à esquerda do
dividendo como no desenho abaixo.

2º Passo: Multiplica-se o 1º quociente parcial (1 centena) pelo divisor (3


unidades), obteremos o 1º produto parcial. 1 centenas x 3 unidades = 3
centenas. Agora subtrairemos as 3 centenas do dividendo, restando apenas 36
(3 dezenas e 6 unidades) como na figura abaixo.

1º quociente
parcial
1 centena

DE – Araçatuba /Luciana Funada-2009 27


3º Passo: Divide-se o algarismo da dezena do dividendo (3 dezenas) pelo
divisor (3 unidades). 3 dezenas ÷ 3 unidades = 1 dezena. Registra-se o 2º
quociente parcial no 2º eixo à esquerda do dividendo, adicionando-o ao 1º
quociente parcial anteriormente registrado. Como na figura abaixo.

4º Passo: Multiplica-se o 2º quociente parcial (1 dezena) pelo divisor (3


2º quociente
unidades). 1 dezena x 3 unidades = 3 dezenas.parcialSubtrai-se o 2º produto
parcial (3 dezenas), das 3 dezenas do dividendo.1 dezena
Retira-se as 3 dezenas do
dividendo.Como na figura abaixo.

5º Passo: Divide-se o algarismo da unidade do dividendo (6 unidades) pelo


divisor (3 unidades). 6 unidades ÷ 3 unidades = 2 unidades. Registra-se o 3º
quociente parcial no 1º eixo à esquerda do dividendo, adicionando-o ao 1º e
2º quociente parcial anteriormente registrado. Como na figura abaixo.

DE – Araçatuba /Luciana Funada-2009 28


6º Passo: Multiplica-se o 3º quociente parcial (2 unidades) pelo divisor
2º Passo: Multiplica-se o 1º quociente parcial (8 dezenas) pelo divisor (7
(3 unidades). 2 unidades x 3 unidades = 6 unidades. Subtrai-se o 3º produto
unidades), obteremos o 1º produto parcial. e 8 dezenas x 7 unidades = 56
parcial (6 unidades), dasparcial
3º quociente 6 unidades do dividendo. Retira-se as 6 unidades do
dezenas. Agora subtrairemos
2 unidadesabaixo.as 56 dezenas do dividendo, restando apenas 63
dividendo.Como na figura
(6 dezenas e 3 unidades) como na figura abaixo.

7º Passo: Depois que retiramos as 6 unidades do dividendo, ficará registrado


3º Passo: O número 63 tem (6 dezenas e 3 unidades), pegaremos o
no soroban o divisor (3 unidades), o quociente (1 centena, 1 dezena e 2
algarismo da maior ordem do dividendo 63 que é 6 dezenas pelo divisor (7
unidades) e o resto 00. Como na figura abaixo.
unidades): 6 dezenas ÷ 7 unidades = 8 unidades é o 2º quociente parcial da
divisão e será registrado no 4º eixo à esquerda do dividendo como no desenho
abaixo.

Exemplo (D) 623 ÷ 7

1º Passo: Registra-se o dividendo na extremidade direita do soroban e o


divisor na extremidade esquerda do soroban. Inicia-se a operação dividindo os
algarismos das duas maiores ordens do dividendo pelo divisor. No número
623,4ºosPasso:
algarismos
Multiplica-se
das duas maiores
o 2º quociente
ordens sãoparcial
62 dezenas.
(8 unidades) pelo divisor
(7Dividiremos
unidades).8assim
unidades
os algarismos
x 7 unidades
das= duas
56 (5maiores
dezenasordens
e 6 unidades).
do dividendo
Subtrai-
(62sedezenas)
o 2º produto
pelo divisor
parcial
(7 unidades):
(5 dezenas 62
e 6dezenas
unidades÷ ).
7 unidades
Retira-se =
as85dezenas
dezenas e
é o 61º
unidades
quociente
do dividendo.Como
parcial da divisão
na figura
e seráabaixo.
registrado no 5º eixo à esquerda
do dividendo como no desenho abaixo.

1º quociente parcial
8 dezenas

DE – Araçatuba /Luciana Funada-2009 29


5º Passo: Divide-se o algarismo da unidade do dividendo (7 unidades) pelo
divisor (7 unidades). 7 unidades ÷ 7 unidades = 1 unidade. Registra-se o 3º
quociente parcial no 4º eixo à esquerda do dividendo, adicionando-o ao 1º e
2º quociente parcial anteriormente registrado. Como na figura abaixo.

2º quociente parcial
6º Passo: Multiplica-se o 3º quociente 8parcial
unidades (1 unidade) pelo divisor
(7 unidades). 1 unidade x 7 unidades = 7 unidades. Subtrai-se o 3º produto
parcial (7 unidades). Retira-se as 7 unidades do dividendo.Como na figura
abaixo.

7º Passo: Depois que retiramos as 7 unidades do dividendo, ficará registrado


no soroban o divisor (7 unidades), o quociente ( 8 dezenas e 9 unidades) e o
resto 00. Como na figura abaixo.

DE – Araçatuba /Luciana Funada-2009 30


Vamos dividir mais..........
442 ÷ 2 =........ 333 ÷ 3 =.......

369 ÷ 3 =........ 452 ÷ 4 =.......

612 ÷ 6 =........ 429 ÷ 3 =.......

448 ÷ 4 =........ 884 ÷ 4 =.......

244 ÷ 2 =........ 699 ÷ 3 =.......

3º quociente parcial
1 unidade
366 ÷ 3 =........ 422 ÷ 2 =.......
DE – Araçatuba /Luciana Funada-2009 31
966 ÷ 3 =........ 264 ÷ 2 =.......

288 ÷ 2 =........ 642 ÷ 2 =.......

484 ÷ 4 =........ 633 ÷ 3 =.......

336 ÷ 3 =........ Vamos266


dividir mais..........
÷ 2 =.......

124 ÷ 2 =........ 132 ÷ 3 =.......

445 ÷ 5 =........ 125 ÷ 5 =.......

124 ÷ 4 =........ 136 ÷ 4 =.......

145 ÷ 5 =........ 164 ÷ 4 =.......

366 ÷ 6 =........ 243 ÷ 3 =.......

408 ÷ 8 =........ 236 ÷ 2 =.......

219 ÷ 9
255
515
279 3 =........
5 248
217
246
164
÷ ÷86
4=.......
7=.......
=.......
DE – Araçatuba /Luciana Funada-2009 32
DE – Araçatuba /Luciana Funada-2009 33
DE – Araçatuba /Luciana Funada-2009 34
V - BIBLIOGRAFIA

BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares


nacionais: Adaptações Curriculares. Secretaria de Educação especial.
Brasília: MEC/SEF/SEESP, 1999.

CARNAHYBA, Manoel Carlos. Sorobã Adaptado para Cegos. São Paulo, s/d.
(Apostila de curso)

HADLEY, Escola para o Cego no Brasil. Curso sobre o Uso do Sorobã.


Traduzido por Aristides Antonio dos Santos. Publicado pela Fundação Lions
do Distrito L – 4, 1985.

KATO, Futukaro. Soroban pelo Método Moderno. 4ª edição. São Paulo, s/d.

NOVA ESCOLA, Edição Especial. Parâmetros Curriculares Nacionais:


Fáceis de Entender. Fundação Vitor Civita, 2001.

DE – Araçatuba/Luciana Funada - 2009 35