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Introdução

A consistência do solo é uma das características mais importantes para a engenharia, pois
determina o comportamento do solo antes determinadas tensões e deformações. Além do
mais, é determinante na resistência do solo à penetração e na compactação, diminui a
demanda energética nas operações mecanizadas [SOUZA & RAFFUL, 2000].
Albert Atterberg teve um importante papel na geotecnia.
Por volta de 1911, o agrônomo sueco Atterberg dividiu os valores de umidade de uma argila
pode apresentar em limites correspondentes ao estado aparente do material, os limites
definidos foram os de contração (LC), plasticidade (LP) e liquidez (LL) [ORTIGÃO, 2007].
Em estudos geotécnicos, a correlação entre o limite de liquidez e o limite de plasticidade, tem
grande aplicação em avaliações de solo para uso em fundações, construções de estradas e
estruturas para armazenamento e retenção de água [SOUZA & RAFFUL,2000].
Atterberg sugeriu que a diferença, em porcentagem, entre os limites de plasticidade e
liquidez, denominada índice de plasticidade (IP), informa quanto à amplitude da faixa de
plasticidade, e que este índice poderia ser empregado para classificar os solos [ORTIGÃO,
2007].
O ensaio a seguir foi realizado no laboratório de geotecnia da PUC – GO.

Material

1. Ensaio do Limite de liquidez

 Estufa capaz de manter a temperatura de 60 a 65ºC e 105 a 110ºC;


 Cápsula de alumino;
 Espátula de lâmina flexível com aproximadamente 80 mm de comprimento e 20 mm
de largura;
 Aparelho de Casagrande;
 Cinzel;
 Balança que permita pesar nominalmente 200 g, com resolução de 0,01 g e
sensibilidade compatível;
 Gabarito para verificação da altura de queda de concha;
 Recipiente de borracha;
 Cápsula de porcelana.

2. Limite de plasticidade

 Estufa capaz de manter a temperatura de 60 a 65ºC e 105 a 110ºC;


 Espátula de lâmina flexível com aproximadamente 80 mm de comprimento e 20 mm
de largura;
 Balança que permita pesar nominalmente 200 g, com resolução de 0,01 g e
sensibilidade compatível;
 Cápsula de alumino;
 Gabarito cilíndrico para comparação, com 3mm de diâmetro e cerca de 100 mm de
comprimento;
 Placa de vidro de superfície esmerilhada, com cerca de 30 cm de lado;
 Cápsula de porcelana;
 Recipiente de borracha.
Desenvolvimento

Limite de liquidez
Verificamos o aparelho Casagrande se o pino que conecta a concha estava firme, não
permitindo deslocamento lateral, os parafusos que conectam essa concha se estavam
apertados, os pontos de contato, tanto da base como da concha, não estavam gastos pelo uso, a
concha não apresentava ranhuras, perceptíveis ao tato, o cinzel estava em perfeito estado.
Ajustamos o aparelho Casagrande para que a maior altura que a concha possa alcançar no seu
percurso em relação à base seja 10 mm com ajuda de um gabarito, utilizamos um gabarito
metálico.
Tomamos 100 g de amostra preparada conforme a NBR 6457 com secagem previa,
colocamos a amostra em um recipiente de borracha adicionamos água destilada em pequena
quantidade, amassamos e revolvemos, vigorosamente e continuamente com o auxílio da
espátula, ao ponto que obtemos uma pasta homogênea, tal que fosse necessário 35 golpes para
fechar a ranhura.
Retiramos a concha do aparelho, quando já estava em mãos, a concha, transferimos parte da
mistura para a concha, moldamos a de forma que na parte central tivesse espessura na ordem
de 10 mm, observamos se havia bolha de ar no interior da mistura, pois não deve ter.
Dividimos a massa de solo em duas partes, passando o cinzel através da massa abrindo assim
uma ranhura em sua parte central, o cinzel deslocou-se perpendicularmente a superfície da
concha.
Recolocamos a concha no aparelho, giramos a manivela na velocidade de duas voltas por
segundo, anotamos o numero de golpes que foram necessários para fechar a ranhura ao longo
de 13 mm de comprimento.
Passamos rapidamente uma pequena quantidade do material que se uniram para a capsula de
alumínio, pesamos o conjunto capsula, solo e água, depois levamos para a estufa temperatura
de 105º - 110ºC, permanecendo por 12 horas.
O restante do material que estava na concha foi posto em um recipiente de borracha,
acrescentamos água destilada, homogeneizamos, em seguida repetimos mais cinco vezes o
processo descrito nos quatro últimos parágrafos acima.
Depois de 12 horas retiramos as amostras da estufa em seguida pesamos o conjunto capsula e
solo, calculamos a quantidade de água, quantidade de solo e a porcentagem de umidade em
todas as amostras.

Limite de plasticidade
Tomamos 100 g de amostra preparada conforme a NBR 6457, colocamos a amostra em um
recipiente de borracha, adicionamos água destilada em pequena quantidade, amassamos e
revolvemos, com o auxilio da espátula de forma que obtemos uma pasta homogênea, de
consistência plástica.
Pegamos cerca 10 g da amostra modelamos até formar uma pequena bola, sobre a placa de
vidro pressionamos com a palma da mão a amostra e aplicamos um movimento horizontal
para frente e para trás, paramos com o movimento quando a amostra tomou forma cilíndrica,
diâmetro 3 mm e comprimento de 100 mm, imediatamente pesamos as amostras e em seguida
colocamos em um recipiente de porcelana, depois foi encaminhado para a estufa.
Na aula posterior retiramos as amostras da estufa, pesamos o conjunto capsula e solo,
calculamos a quantidade de água, quantidade de solo e a humidade, de cada amostra.
Conclusão

Preparação das amostras ocorreu como foi planejado.


Nas próximas aulas realizaremos os ensaios utilizando as amostras feitas nesta aula.

Bibliografia

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Solos - Determinação do Limite


de Liquidez: NBR 6459.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Solos - Determinação do Limite


de Plasticidade: NBR 7180.

SOUZA C. M. A.; RAFFUL, L. Z. L.; VIEIRA, L. B. Determinação do Limite de Liquidez


em dois Tipos de Solos, Utilizando Diferentes Metodologias. Revista Brasileira de
Engenharia Agrícola e Ambiental, vol. 4 460:464 pp. 2000, Campina Grande, Paraíba, Brasil.

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