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ABNT/CB-018

PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR 8451-6


JAN 2019

Postes de concreto armado e protendido para redes de distribuição e de


transmissão de energia elétrica
Parte 6: Postes de concreto armado e protendido para linhas de transmissão
e subestações de energia elétrica ― Requisitos, padronização e ensaios
complementares
Projeto em Consulta Nacional

APRESENTAÇÃO
1) Este Projeto de Revisão foi elaborado pela Comissão de Estudo de Postes e Cruzetas
(CE-018:600.008) do Comitê Brasileiro de Cimento, Concreto e Agregados (ABNT/CB-018),
nas reuniões de:

24.08.2016 04.10.2016 05.10.2016


06.12.2016 07.12.2016 10.05.2017
11.05.2017 12.07.2017 22.09.2017
08.11.2017 09.11.2017 25.04.2018
06.06.2018

a) é previsto para cancelar e substituir a edição anterior (ABNT NBR 8451-6:2013), quando
aprovado, sendo que nesse ínterim a referida norma continua em vigor;

b) não tem valor normativo.

2) Aqueles que tiverem conhecimento de qualquer direito de patente devem apresentar esta
informação em seus comentários, com documentação comprobatória.

3) Tomaram parte na sua elaboração, participando em no mínimo 30 % das reuniões realizadas


sobre o Texto-Base e aptos a deliberarem na Reunião de Análise da Consulta Nacional:

Participante Representante

ABNT/CB-018 Inês L. S. Battagin


ARCELOR MITTAL Rodrigo Mantezuma P. da Silva
BELGO BEKAERT Mery Correa
BELGO BEKAERT Warley Ricardo dos Santos

© ABNT 2019
Todos os direitos reservados. Salvo disposição em contrário, nenhuma parte desta publicação pode ser modificada
ou utilizada de outra forma que altere seu conteúdo. Esta publicação não é um documento normativo e tem
apenas a incumbência de permitir uma consulta prévia ao assunto tratado. Não é autorizado postar na internet
ou intranet sem prévia permissão por escrito. A permissão pode ser solicitada aos meios de comunicação da ABNT.

NÃO TEM VALOR NORMATIVO


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PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR 8451-6
JAN 2019

BARBOSA E BARBOSA Rubens Barbosa


BARBOSA E BARBOSA Jean de O. Pinheiro Lima
BARBOSA E BARBOSA Edrei Conde de Almeida
BARBOSA E BARBOSA Ademir Carvalho Junior
Projeto em Consulta Nacional

BP PREMOLDADOS Jean Leceux


CAMPO ALEGRE MADEIRAS Isadora Duque
CELESC Alessandro Pedro Dadam
CELESC José Máro Medeiros
CEMIG Ricardo Lima
CEMIG Alexandre Fonseca
COELBA José Humberto de Oliveira Diniz
CONCRETIS Edson Luiz Matucheski
CONPREM Rui Leote
CONPREM Marcus Vinícius Ramos
COPEL Fabio Patriota Pinheiro
COPEL João Flávio Moraes
CPFL Antonio Cannabrava
COSERN Rodrigo Gomes
D. GRUDTNER CIA LTDA Delmar Grudtner
ELECTRA Eduardo Ferreira Rodrigues
ELECTRA Andressa Azevedo Dantas
EMPAC Andreilton de Paula Santos
EMPAC Samir Andrade
EMPAC Nicole Gori
ENGRAV´S Ana Paula Pavão
GERDAU Mariana de C. Izaac
GERDAU Ricardo Marra
GERDAU Marcelo Baldino
IBÉRICA Filipe Azevedo
ILUMINAR PREMOLDADO Edmilson da Anunciação
INCOPRE Márcio Rogério de Souza
JOIARTE Guillerme Schulz
JOIARTE Márcio Eugênio Schulz

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PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR 8451-6
JAN 2019

INSTITUTOS LACTEC Amanda Jarek


INSTITUTOS LACTEC Jeferson Luiz Bronholo
INSTITUTOS LACTEC Mariana Portela
INSTITUTOS LACTEC Betina Medeiros
Projeto em Consulta Nacional

LACON Paulo Venturori


MATOS FERREIRA ENGENHARIA Benedito Edmundo Ferreira
OLIVETE POSTEPAR Camila Monge
PINCOL PREMOLDADOS João Monteiro da Nobrega
PINCOL PREMOLDADOS Manoel Monteiro Filho
PINCOL PREMOLDADOS Rosalix de Brito Pinheiro
POSTES INDAIAL Marcelo Hamer
ROCHA E LEITE Hildebrando Couto
RGE SUL Fernanda Pedron
POSTES NORDESTE Mônica Gantois
POSTES NORDESTE Agamenon
ROCHA E LEITE Hildebrando Couto
ROMAGNOLE Laerte Meira Valente Lopes
ROMAGNOLE Winston Camargo
ROMAGNOLE Rubens Cesar
ROMAGNOLE Nei Wisentheiner
CAVAN Franklin Reis Cintra
TECHCON TECNOLOGIA Eustáquio Ferreira
TECHCON TECNOLOGIA Lucas Barbieri
TECHCON TECNOLOGIA Raphael Ferreira
TECHCON TECNOLOGIA Gabriel Barbieri
WCH Wagner Soares

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PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR 8451-6
JAN 2019

Postes de concreto armado e protendido para redes de distribuição e de


transmissão de energia elétrica
Parte 6: Postes de concreto armado e protendido para linhas de transmissão
e subestações de energia elétrica ― Requisitos, padronização e ensaios
complementares
Projeto em Consulta Nacional

Reinforced and prestressed concrete pole for electric power distribution and transmission lines
Part 6: Reinforced and prestressed concrete poles for transmission lines and substation ―
Requirements, standardization and tests

Prefácio

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o Foro Nacional de Normalização.


As Normas Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB),
dos Organismos de Normalização Setorial (ABNT/ONS) e das Comissões de Estudo Especiais
(ABNT/CEE), são elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas pelas partes interessadas
no tema objeto da normalização.

Os Documentos Técnicos ABNT são elaborados conforme as regras da ABNT Diretiva 2.

A ABNT chama a atenção para que, apesar de ter sido solicitada manifestação sobre eventuais
direitos de patentes durante a Consulta Nacional, estes podem ocorrer e devem ser comunicados
à ABNT a qualquer momento (Lei nº 9.279, de 14 de maio de 1996).

Ressalta-se que Normas Brasileiras podem ser objeto de citação em Regulamentos Técnicos.
Nestes casos, os órgãos responsáveis pelos Regulamentos Técnicos podem determinar outras
datas para exigência dos requisitos desta Norma.

A ABNT NBR 8451-6 foi elaborada no Comitê Brasileiro de Cimento, Concreto e Agregados
(ABNT/CB-018), pela Comissão de Estudo de Postes e Cruzetas (CE-018:600.008). O Projeto
circulou em Consulta Nacional conforme Edital nº XX, de XX.XX.XXXX a XX.XX.XXXX.

Esta segunda edição cancela e substitui a edição anterior (ABNT NBR 8451-6:2011), a qual foi
tecnicamente revisada.

A ABNT NBR 8451, sob o título geral “Postes de concreto armado e protendido para redes de
distribuição e de transmissão de energia elétrica”, tem previsão de conter as seguintes partes:

—— Parte 1: Requisitos;

—— Parte 2: Padronização de postes para redes de distribuição de energia elétrica;

—— Parte 3: Ensaios mecânicos e inspeção;

—— Parte 4: Determinação da absorção de água;

—— Parte 5: Postes de concreto para entrada de serviço até 1 kV;

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—— Parte 6: Postes de concreto armado e protendido para linhas de transmissão e subestações


de energia elétrica – Requisitos, padronização e ensaios complementares

O Escopo em inglês desta Norma Brasileira é o seguinte:


Projeto em Consulta Nacional

Scope
This Part of ABNT NBR 8451 specifies the requirements for the manufacture, standardization,
testing, receipt, handling, storage and transportation of concrete reinforced and prestressed poles,
with circular, square, rectangular or double T section, for supporting overhead urban and rural
transmition lines and substation of electricity.

This Part of of ABNT NBR 8451 is applicable to reinforced or prestressed concrete poles,
according to 5.1.

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Postes de concreto armado e protendido para redes de distribuição e de


transmissão de energia elétrica
Parte 6: Postes de concreto armado e protendido para linhas de transmissão
e subestações de energia elétrica ― Requisitos, padronização e ensaios
complementares
Projeto em Consulta Nacional

1 Escopo
Esta Parte da ABNT NBR 8451 especifica os requisitos para a fabricação, padronização, ensaios,
recebimento, manuseio, armazenagem e transporte de postes de concreto armado e protendido,
de Seção circular, quadrada, retangular ou duplo T, destinados ao suporte de redes aéreas de
transmissão e subestações de energia elétrica.

Esta Parte da ABNT NBR 8451 se aplica a postes de concreto armado ou protendido, conforme 5.1.

2 Referências normativas
Os documentos relacionados a seguir são indispensáveis à aplicação deste documento.
Para referências datadas, aplicam-se somente as edições citadas. Para referências não datadas,
aplicam-se as edições mais recentes do referido documento (incluindo emendas).

ABNT NBR 5426, Planos de amostragem e procedimentos na inspeção por atributos

ABNT NBR 5427, Guia para utilização da norma ABNT NBR 5426 – Planos de amostragem e
procedimentos na inspeção por atributos

ABNT NBR 6118, Projeto de estruturas de concreto – Procedimento

ABNT NBR 6323, Galvanização de produtos de aço ou ferro fundido – Especificação

ABNT NBR 7482, Fios de aço para estruturas de concreto protendido – Especificação

ABNT NBR 7483, Cordoalhas de aço para estruturas de concreto protendido – Especificação

ABNT NBR 8451-1, Postes de concreto armado e protendido para redes de distribuição e de
transmissão de energia elétrica – Parte 1: Requisitos

ABNT NBR 8451-3, Postes de concreto armado e protendido para redes de distribuição e de
transmissão de energia elétrica – Parte 3: Ensaios mecânicos e inspeção

ABNT NBR 8451-4, Postes de concreto armado e protendido para redes de distribuição e de
transmissão de energia elétrica – Parte 4: Determinação da absorção de água

ABNT NBR 9062:2017, Projeto e execução de estruturas de concreto pré-moldado

3 Termos e definições
Para os efeitos deste documento, aplicam-se os termos e definições da ABNT NBR 8451-1 e os seguintes:

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3.1
carga no estado-limite de utilização
valor do carregamento resultante que o elemento estrutural suporta continuamente sem apresentar
qualquer defeito ou alteração, nem flechas e fissuras superiores às especificadas

3.2
Projeto em Consulta Nacional

carga no estado-limite de utilização no regime elástico


carregamento correspondente a 140 % da carga, para concreto armado, e 150 % da carga, para concreto
protendido, no estado-limite de utilização, sem atingir o limite elástico da armadura, garantindo-se
após a retirada das cargas, a integridade da peça e o fechamento das fissuras

3.3
carga no estado-limite último mantido no regime plástico para ensaio de protótipo
carregamento correspondente a 180 % da carga no estado-limite de utilização que a peça suporta
por um tempo de 10 min

3.4
carga no estado-limite último
carregamento que provoca o colapso do poste (ruptura), por ter ultrapassado o limite plástico da
armadura ou por esmagamento do concreto

3.5
parafuso tipo degrau
parafuso fixado ao poste com o objetivo de permitir sua escalada

4 Requisitos gerais
4.1 Identificação

A identificação dos postes deve ser feita conforme indicado em 4.1.1 ou 4.1.2.

4.1.1 Identificação feita diretamente no concreto

4.1.1.1 As dimensões dos caracteres devem ser de 50 mm a 60 mm e ser gravadas em baixo-


relevo, com profundidade entre 3 mm e 5 mm, de forma legível e indelével antes do endurecimento
do concreto, no sentido da base para o topo, conforme a ABNT NBR 8451-1:2018, Figura A.1

4.1.1.2 A identificação deve conter a seguinte sequência:

 a) traço de referência a uma distância de (4 000 ± 50) mm da base;

 b) para os casos de classe de agressividade ambiental III ou IV (ver a ABNT NBR 8451-1:2018, 5.1-e),
a nomenclatura deve estar de acordo com o seguinte::

—— CA III: para classe de agressividade ambiental III;

—— CA IV: para classe de agressividade ambiental IV;

 c) comprimento nominal, em metros (m);

 d) carga nominal (da face B, se o poste for duplo T), em decanewtons (daN);

 e) nome ou marca comercial do fabricante;

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 f) data (dia, mês e ano) de fabricação: dd/mm/aa;

 g) número de série sequencial por tipo de poste, reiniciando a cada ano;

 h) sinal demarcatório orientando a posição do centro de gravidade, sendo necessária sua obser-
vância e ajustes da movimentação durante o içamento dos postes. O sinal demarcatório do centro
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de gravidade deve ser composto de dois traços de no mínimo 30 mm de comprimento cada,


marcados das bordas do poste para o centro, ou composto de um “X” inscrito em um círculo
com 40 mm de diâmetro ou das letras “CG”, conforme a ABNT NBR 8451-1:2018, Figura A;

NOTA Não é necessária a indicação das unidades de medida.

4.1.1.3 O início da identificação deve ser posicionado a (5 000 ± 50) mm da base e ter no máximo
2 000 mm de comprimento, todas alinhadas paralelamente ao eixo do poste;

4.1.1.4 A identificação de classe de agressividade, quando requerida, e o número de série,


bem como a letra “P”, se for protendido, deve iniciar após o traço de referência;

4.1.1.5 A identificação para o poste duplo T deve ficar na face lisa mais próxima dos furos para a
passagem do cabo de aterramento, para os postes circulares estes podem ter a identificação tanto
alinhada como defasada de 90°, conforme ABNT NBR 8451-1:2018, Figura A.1.

4.1.2 Identificação por placa metálica

4.1.2.1 Generalidades

Neste caso, a placa deve conter as informações da ABNT NBR 8451-1:2018, Figuras A.2 e A.3,
sendo mantidos no concreto os traços de engastamento e de referência.

A referência da placa de identificação deve ser a aresta inferior paralela e distante (5 000 ± 50) mm
da base.

A posição do centro de gravidade também pode ser indicada por meio de placa metálica.

4.1.2.2 Modelo da placa

O modelo de placa deve ser conforme ABNT NBR 8451-1:2018, Figura A.2.

4.1.2.3 Descrição dos espaços da placa

A descrição dos espaços da placa deve ser conforme ABNT NBR 8451-1:2018, Nota da Figura A.2.

4.1.2.4 Gravação

A gravação nos espaços 1 a 5, conforme a ABNT NBR 8451-1:2018, Figura A.2, deve ser feita em
baixo-relevo, em uma profundidade nunca inferior a 0,5 mm.

4.2 Acabamento

O acabamento deve atender aos requisitos apresentados na ABNT NBR 8451-1:2018, 4.2.

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4.3 Manuseio, armazenamento e transporte

As operações de manuseio, armazenamento e transporte devem seguir no mínimo as recomendações


da ABNT NBR 8451-1:2018, Anexo B e as seguintes:

 a) atender à legislação vigente do local da produção e entrega do poste, tomando todas as medidas
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de segurança e recomendações para o transporte;

 b) distribuir as peças de tal forma que não sofram avarias no transporte e, se necessário, amarrá-las
de modo que as cordas ou cabos de aço não cortem ou quebrem as peças;

 c) providenciar a carga e/ou descarga de forma que as peças não se danifiquem.

Devido a eventuais dificuldades de transporte rodoviário de estruturas com comprimentos acima


de 29 m, estas podem ser fabricadas em dois, três ou mais elementos para execução de emendas
do elemento estrutural.

4.4 Furação

Os furos destinados à fixação de ferragens, equipamentos e passagem de cabos devem ser cilíndricos
ou oblongos; devem ser submetidos à aprovação do comprador e atender ainda aos seguintes requisitos:

 a) nenhuma parte da armadura pode ser aparente nestes furos;

 b) os furos para fixação do equipamento devem ter eixo perpendicular ao eixo do poste;

 c) os furos devem ser totalmente desobstruídos;

 d) o diâmetro dos furos para parafusos não pode exceder o diâmetro dos parafusos em mais do que
3 mm.

4.5 Características e tolerâncias

As características dos postes de concreto são apresentadas no Anexo C.

Em relação aos valores indicados, admitem-se as seguintes tolerâncias que não são cumulativas:

 a) comprimento da peça: ± 50 mm;

 b) dimensões transversais: ± 10 mm;

 c) diâmetro dos furos: + 2 mm ou – 1 mm;

 d) posição entre os eixos dos furos: ± 2 mm (não acumulativo).

4.6 Comprimento de engastamento

É recomendável a execução de projeto específico para as fundações, pelo qual fica definido o compri-
mento de engastamento do poste. No caso de não haver definição do comprimento de engastamento
do poste pelo comprador, são adotados os seguintes valores:
e = 0,1 × L + 0,60 m para L ≤ 29,0 m
e = 3,50 m para 29,0 m < L ≤ 39,0 m

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e = 0,1 × L – 0,40 m para L > 39,0 m

onde

e é o comprimento de engastamento, expresso em metros (m);


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L é o comprimento do poste, expresso em metros (m).

O comprimento mínimo de engastamento deve atender ao estabelecido na ABNT NBR 9062:2017,


7.7.2, e estar de acordo com a seguinte equação:

Leng ≥ 2,0 × h

onde

Leng é o comprimento de engastamento mínimo, expresso em metros (m);

h é a maior dimensão da seção do engastamento, expressa em metros (m).

4.7 Dimensionamento das seções do poste

Todo poste deve ser dimensionado de modo a atender ao diagrama de momentos fletores devido
à carga no estado-limite de utilização em cada direção, considerada além das cargas de içamento
e manuseio.

4.8 Vida útil de projeto

Os postes e acessórios fabricados conforme esta Norma devem atender ao disposto na


ABNT NBR 6118:2014, 6.2.

4.9 Aterramento elétrico

Os postes devem prever um sistema de aterramento de todos os acessórios metálicos (escadas,


ferragem), conforme a ABNT NBR 8451-1:2018, 5.8.3.

4.10 Emenda de postes

4.10.1 Generalidades

No caso de haver necessidade de emendas em postes, os seguintes tipos podem ser adotados,
desde que o seu comportamento seja verificado por meio de cálculo e/ou comprovado por prova
de carga, tanto no regime elástico quanto no de ruptura, e que não comprometa a sua vida útil,
respeitando-se a amostragem prevista nesta Norma.

4.10.2 Tipos de emendas de postes

A emenda de postes, quando necessária, deve ser feita em seções cujo nível de solicitação seja mais
favorável. Caso a emenda seja executada em seções em que o momento fletor ou o esforço cortante
seja máximo, sua eficiência deve ser comprovada por meio de ensaio. Os seguintes tipos de emendas
podem ser aceitos:

 a) emenda por flange metálico aparafusado;


 b) emenda por encaixe;

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 c) emenda por traspasse;

 d) emenda por soldagem.

4.11 Dispositivos de escalada


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Os postes devem prever um sistema que permita o acesso ao seu topo, com parafusos tipo degrau,
fixados ao poste e afastados no máximo a cada 500 mm, ou escadas fixadas por braçadeiras ou ainda
parafusos passantes.

O primeiro degrau deve estar a uma altura de aproximadamente 6 m do solo e, o último, a uma
distância máxima aproximada de 1 m do topo.

O sistema que utiliza um furo na alma do poste duplo T (furo para escalada) só pode ser usado até
a Seção B-6 (mínima para receber o furo com 150 mm de largura). Para as seções acima deste nível,
o sistema deve ser complementado com parafusos tipo degrau.

Os dispositivos de escalada, quando fabricados em aço-carbono (parafusos tipo degrau, cintas e


pedarolas) galvanizados a quente, devem atender à ABNT NBR 6323.

5 Requisitos específicos
5.1 Fabricação

A fabricação deve ser realizada conforme a ABNT NBR 8451-1:2018, Seção 5.

Os requisitos estabelecidos nesta parte da ABNT NBR 8451 são aplicáveis a postes de concreto
armado ou protendido (protensão parcial com a utilização obrigatória de armadura passiva).

5.2 Controle de qualidade do produto

Todo o processo produtivo deve ser controlado, a fim de garantir a qualidade final do produto.

O produto final deve atender aos requisitos apresentados na Seção 6, evidenciados em documentos
específicos.

No caso de poste de concreto protendido, os fios e cordoalhas para protensão devem estar livres
de óleo, fissuras e corrosão aparente, aceitando-se oxidação superficial (ABNT NBR 7482 e
ABNT NBR 7483) e não sendo admitido qualquer tipo de solda.

5.3 Durabilidade

A durabilidade deve ser conforme a ABNT NBR 8451-1:2018, 5.2.

5.4 Absorção de água

A absorção de água deve ser conforme a ABNT NBR 8451-1:2018, 5.3.

5.5 Elasticidade
5.5.1 Generalidades

No caso de não terem sido fornecidas indicações específicas, aplica-se o estabelecido em 5.5.2 a 5.5.4.

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5.5.2 Flechas

Os postes de linhas de transmissão submetidos a uma tração igual à carga do estado-limite de utili-
zação não podem apresentar flechas superiores a:

—— 3,50 % do comprimento nominal, quando a tração for aplicada na direção de maior inércia no
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poste de seção duplo T (face B), retangular (face B), circular e quadrado. Para postes de concreto
protendido, este valor é reduzido para 3,0 %;

—— 5,00 % do comprimento nominal, quando a tração for aplicada na direção de menor inércia
no poste de seção duplo T (face A) e retangular (face A). Para postes de concreto protendido,
este valor é reduzido para 4,0 %;

—— 3,75 % do comprimento nominal, no caso de postes com comprimento maior que 35 m;

—— 4,00 % do comprimento nominal, no caso de postes com comprimento maior que 40 m.

NOTA Flechas menores podem ser requeridas em função de requisitos de projeto de linhas de transmissão.

Os postes de subestações submetidos a uma tração igual à carga do estado-limite de utilização não
podem apresentar flechas superiores a:

—— 3 % do comprimento nominal, quando a tração for aplicada na direção de maior inércia no poste
de seção duplo T (face B), retangular (faces A e B), circular e quadrado. Para postes de concreto
protendido, este valor é reduzido para 2 %;

—— 4 % do comprimento nominal quando a tração for aplicada na direção de menor inércia no poste
de seção duplo T (face A). Para postes de concreto protendido, este valor é reduzido para 3 %.

5.5.3 Flecha residual

A flecha residual, medida depois que se anula a aplicação de uma carga correspondente a 140 %
da carga do estado-limite de utilização, não pode ser superior a:

—— 0,35 % do comprimento nominal, quando a tração for aplicada na direção de maior inércia no
poste de seção duplo T (face B), retangular (faces A e B), circular e quadrado. Para postes de
concreto protendido, este valor é reduzido para 0,3 %;

—— 0,5 % do comprimento nominal, quando a tração for aplicada na direção de menor inércia no poste
de seção duplo T (face A). Para postes de concreto protendido, este valor é reduzido para 0,4 %.

Para postes de subestações, a flecha residual, medida depois que se anula a aplicação de uma carga
correspondente a 140 %, da carga do estado-limite de utilização, não pode ser superior a:

—— 0,3 % do comprimento nominal, quando a tração for aplicada na direção de maior inércia no poste
de seção duplo T (face B), retangular (faces A e B), circular e quadrado. Para postes de concreto
protendido, este valor é reduzido para 0,2 %;

—— 0,4 % do comprimento nominal, quando a tração for aplicada na direção de menor inércia no
poste de seção duplo T (face A). Para postes de concreto protendido, este valor é reduzido para
0,3 %.

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5.5.4 Fissura – Ensaio de elasticidade

Quando submetido a uma carga igual à carga no estado-limite de utilização (ver 3.1), os postes de
concreto armado não podem apresentar fissuras superiores a 0,3 mm para as classes de agressi-
vidade II e III, e 0,2 mm para a classe de agressividade IV, com medição feita por fissurômetro
com lâminas. Os postes de concreto protendido (protensão parcial) não podem apresentar fissuras
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superiores a 0,2 mm.

As fissuras que aparecem durante a aplicação da carga no estado-limite de utilização no regime


elástico (ver 3.2), correspondente a 140 %, para concreto armado, e 150 %, para concreto protendido,
da carga no estado-limite de utilização (ver 3.1), devem ser fechadas ou transformadas em capilares,
após a retirada dessa carga (ver a ABNT NBR 8451-1:2018, 3.2.6).

5.6 Retilineidade do poste

Os postes podem apresentar, em qualquer trecho, tolerância de retilineidade de até 0,25 % de seu
comprimento nominal.

5.7 Carga de ruptura (Cr)

Para postes de concreto armado ou protendido, a carga de ruptura não pode ser inferior a duas vezes
a carga do estado-limite de utilização. Os postes simétricos, de seção duplo T e retangulares têm,
na direção de menor inércia, resistência igual a 50 % e 70 % respectivamente da indicada para a
direção de maior inércia.

5.8 Armadura

5.8.1 Cobrimento

Qualquer parte das armaduras longitudinal e transversal deve ter cobrimento de concreto com
espessura mínima de 20 mm para classe de agressividade ambiental II, com exceção dos furos, que
não podem ter armadura exposta.

Para postes de classes de agressividade ambiental III e IV, o cobrimento da armadura deve ser de
25 mm, devendo ser prevista proteção dos furos com cobrimento mínimo de 5 mm.

As extremidades da armadura longitudinal devem estar localizadas a 20 mm da base e do topo do


poste, admitindo-se tolerância de + 10 mm e - 5 mm.

Para postes de concreto protendido (pré-tensionado), os fios ou cordoalhas podem facear as


superficies do concreto das seções do topo e da base, desde que com uma proteção anticorrosiva
nas suas extremidades.

5.8.2 Espaçamento e emendas

O espaçamento máximo entre os estribos deve ser de 300 mm.

As armaduras longitudinais e transversais (estribos) devem ser dimensionadas para cargas-limite


de utilização, cargas de manuseio e montagem.
Os estribos devem ser distribuídos ao longo de todo o poste, necessariamente até as extremidades
da armadura longitudinal.
As emendas das barras de aço devem atender à ABNT NBR 6118.

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5.9 Cura

A cura deve ser conforme a ABNT NBR 8451-1:2018, 5.9.

5.10 Liberação para manuseio e transporte


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A liberação para manuseio e transporte deve ser conforme a ABNT NBR 8451-1:2018, 5.10.

5.11 Manuseio

O manuseio deve ser conforme o Anexo D.

6 Inspeção
6.1 Generalidades

A inspeção deve ser conforme a ABNT NBR 8451-1:2018, 6.1.

6.2 Verificação do controle da qualidade

A verificação do controle da qualidade deve ser conforme a ABNT NBR 8451-1:2018, 6.2.

6.3 Inspeção geral


A inspeção geral deve ser conforme a ABNT NBR 8451-1:2018, 6.3.

6.4 Ensaios
Os ensaios são destinados à verificação dos requisitos estabelecidos em 6.4.1 a 6.4.4, devendo
ser utilizados dinamômetros eletrônicos.
Para ensaios complementares (de protótipos em campo) para postes de linha de transmissão e
subestação, verificar as informações do Anexo A.
6.4.1 Elasticidade – Carga no estado-limite de utilização e no estado-limite de utilização no
regime elástico
O poste deve satisfazer aos requisitos de flechas e fissuras previstas em 5.5, quando ensaiado
conforme a ABNT NBR 8451-3.
6.4.2 Cargas nos estados-limite últimos
O poste deve satisfazer aos requisitos previstos em 5.7, quando ensaiado conforme a
ABNT NBR 8451-3:2018.
6.4.3 Cobrimento e espaçamento da armadura
O poste deve satisfazer aos requisitos de cobrimento, incluindo as extremidades, e de espaçamento
dos estribos da armadura previstos em 5.8.1 e 5.8.2.
6.4.4 Absorção de água
O poste deve satisfazer aos requisitos de absorção de água previstos em 5.4, quando ensaiado
conforme a ABNT NBR 8451-4:2018.
O plano de amostragem deve estar de acordo com o estabelecido em 6.6.

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6.5 Condições de inspeção

As condições de inspeção devem ser conforme a ABNT NBR 8451-1:2018, 6.5.1 e 6.5.2.

6.6 Planos de amostragem para a inspeção geral e para o ensaio de elasticidade


Projeto em Consulta Nacional

6.6.1 Tamanho da amostra

O tamanho da amostra ou séries de tamanho de amostra, bem como o critério de aceitação do lote
para a inspeção geral e para o ensaio de elasticidade, devem estar de acordo com as Tabelas 1 a 4.

Quando o lote possuir postes de comprimentos e cargas diferentes, deve ser considerado como lote
o somatório de todos os postes. Dentro da amostragem definida, fica a cargo do comprador escolher
os tipos de postes a serem ensaiados.

Por meio de acordo entre o comprador e o fabricante, pode ser feita mudança do regime de inspeção,
adotando-se o sistema de comutação definido na ABNT NBR 5426.

6.6.2 Especificação dos níveis de qualidade aceitáveis (NQA)

O NQA a ser usado deve ser determinado em contrato de fornecimento ou pelo comprador.

O NQA a ser usado deve ser definido no início dos ensaios, ou seja, escolhido um nível de NQA,
este deve ser seguido até o final dos ensaios das amostras escolhidas conforme as Tabelas 1 e 2,
que apresentam os critérios de amostragem e de aceitação e rejeição baseados na ABNT NBR 5426.

Tabela 1 – Critério de aceitação para ensaio de inspeção geral


Inspeção geral
(amostragem dupla normal)
Tamanho Nível geral de inspeção I
do lote NQA 1,5 % crítico NQA 4,0 % grave NQA 10,0 % tolerável
Amostra Amostra Amostra
Ac Re Ac Re Ac Re
Sequência Tamanho Sequência Tamanho Sequência Tamanho
1a 3 0 2
2 a 25 Única 8 0 1 Única 3 0 1
2a 3 1 2
1a 3 0 2
26 a 90 Única 8 0 1 Única 3 0 1
2a 3 1 2
1a 8 0 2 1a 5 0 3
91 a 150 Única 8 0 1
2a 8 1 2 2a 5 3 4
1a 8 0 2 1a 8 1 4
151 a 280 Única 8 0 1
2a 8 1 2 2a 8 4 5
1a 20 0 2 1a 13 0 3 1a 13 2 5
281 a 500
2a 20 1 2 2a 13 3 4 2a 13 6 7
1a 20 0 2 1a 20 1 4 1a 20 3 7
501 a 1 200
2a 20 1 2 2a 20 4 5 2a 20 8 9
1a 32 0 3 1a 32 2 5 1a 32 5 9
1 201 a 3 200
2a 32 3 4 2a 32 6 7 2a 32 12 13
1a 50 1 4 1a 50 3 7 1a 50 7 11
3 200 a 10 000
2a 50 4 5 2a 50 8 9 2a 50 18 19
NOTA 1 Conforme a ABNT NBR 5426, os valores de NQA dados nesta Tabela são considerados NQA preferenciais. Se para qualquer produto for designado um NQA diferente
dos preferenciais, esta Tabela deixa de ser aplicável. Se o número de unidades que compõem o lote for menor que o tamanho da amostra, inspecionar 100 % do lote.
NOTA 2 Utilizar esta Tabela conforme 6.6 e Tabela 3.
NOTA 3 Ac é o número de peças defeituosas que ainda permite aceitar o lote.
NOTA 4 Re é o número de peças defeituosas que implica a rejeição do lote. Para amostra dupla, ensaiar um número inicial de unidades igual ao da primeira amostra obtida
nesta Tabela. Se o número inicial de unidades defeituosas estiver compreendido entre Ac e Re (excluindo estes valores), ensaiar a segunda amostra. O total de unidades defeituosas
encontradas após ensaiadas as duas amostras deve ser igual ou inferior ao maior Ac especificado.
NOTA 5 Para entendimento da montagem dos planos de amostragem, consultar a ABNT NBR 5427.

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Tabela 2 – Critério de aceitação para ensaio de elasticidade


Ensaios (amostragem normal e simples)
Nível especial de inspeção – S3
Tamanho do lote
NQA 1,5 % crítico NQA 4,0 % grave
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Tamanho da amostra Ac Re Tamanho da amostra Ac Re


2 a 15 Nota 1 0 1 Nota 1 0 1
16 a 50 Nota 1 0 1 Nota 1 1 2
51 a 150 8 0 1 3 1 2
151 a 500 8 0 1 13 1 2
501 a 3 200 8 0 1 13 1 2
3 201 a 10 000 32 1 2 20 2 3
NOTA 1 Conforme ABNT NBR 5426, os valores de NQA dados nesta Tabela são considerados NQA
preferenciais. Se para qualquer produto for designado um NQA diferente dos preferenciais, esta Tabela
deixa de ser aplicável. Se o número de unidades que compõem o lote for menor que 50 peças, o tamanho
da amostra será igual a 10 % do lote arredondado para cima.
NOTA 2 Utilizar esta Tabela conforme 6.6 e Tabela 4.
NOTA 3 Ac é o número de peças defeituosas que ainda permite aceitar o lote.
NOTA 4 Re é o número de peças defeituosas que implica na rejeição do lote.
NOTA 5 Para entendimento da montagem dos planos de amostragem, consultar a ABNT NBR 5427.

Como exemplo de aplicação das Tabelas 1 e 2, para os defeitos constantes nas Tabelas 3 e 4 e para
um lote de 60 peças, selecionam-se aleatoriamente oito amostras para avaliação técnica por atributos.
Com o propósito de otimização do processo, estas amostras são numeradas de 1 a 8. De posse de uma
planilha, registra-se a presença de defeitos (toleráveis, graves e críticos) nas primeiras três amostras
selecionadas. Para defeitos toleráveis, a amostra é dupla (no caso do lote previsto neste exemplo) e,
se houver apenas uma amostra com defeito tolerável na primeira sequência (resultado que está entre
o Ac e o Re da Tabela 1), passa-se para a avaliação de outras três amostras; se permanecer este
resultado, ou seja, apenas um defeito tolerável, o lote é aceito como defeituoso tolerável. Defeitos
graves podem ser verificados nas primeiras três amostras e o lote não é aceito neste caso se houver
alguma amostra defeituosa. Para defeitos críticos são avaliadas as oito amostras retiradas do lote
e este também não é aceito se houver alguma amostra defeituosa. A aceitação definitiva do lote
depende do cumprimento do número de defeitos aceitáveis conforme o estabelecido nas Tabelas 1 e 2.

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Tabela 3 – Grau de defeito para inspeção geral


Crítico Grave Tolerável

Acabamento Presença de fissura não capilar Ninho de concretagem Reparos


Fratura Adulteração de dados de
Pintura identificação
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Armadura aparente

Dimensões Distância entre furos Topo, base e cotas da geometria Identificação fora de posição
Simetria das seções da peça em desacordo com as Comprimento da identificação,
tolerâncias citadas em 4.5 fora do estabelecido
Retilineidade ≤ 0,25 %

Furação Diâmetro dos furos Obstrução de furos –


Falta de furos
Alinhamento dos furos em
relação à geometria da peça

Identificação Falta das informações mínimas – Informações mínimas fora


indicadas em 4.1 do estabelecido em 4.1

A classificação da Tabela 3 deve estar de acordo com as tolerâncias previstas em 4.5.

Tabela 4 – Grau de defeito para ensaio de elasticidade


Crítico Grave
Flecha sob carga nominal Valor acima do especificado em 5.5.2 –
Flecha residual Presença de fissura não capilar Valor acima do especificado em 5.5.3

De acordo com o critério de aceitação e rejeição das Tabelas 1 e 2, o lote deve ser aceito ou rejeitado.

Exemplo de categorias de inspeção e seu respectivo grau de defeito:

 a) inspeção geral (ver 6.3 e Tabela 3);

 b) elasticidade (ver 6.4.1 e Tabela 4).

6.7 Planos de amostragem para os ensaios de resistência à ruptura, cobrimento e


afastamento da armadura e absorção de água

Os planos de amostragem para os ensaios de resistência à ruptura, cobrimento e afastamento da


armadura e absorção de água devem ser conforme 6.6.

6.8 Inspeção por atributos

Para qualquer consideração adicional sobre determinação de planos de amostragem, devem ser
consultadas as ABNT NBR 5426 e ABNT NBR 5427.

7 Aceitação e rejeição
A aceitação e a rejeição deve ser conforme a ABNT NBR 8451-1:2018, Seção 7.

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Anexo A
(informativo)

Ensaios complementares (de protótipos em campo)


para postes de linha de transmissão e subestação
Projeto em Consulta Nacional

Esses ensaios, quando solicitados, devem ser realizados em um protótipo que represente as famílias
das estruturas a serem fornecidas.

Antes do início, o fabricante deve fornecer o programa de ensaio, contendo no mínimo as seguintes
informações:

 a) diagrama (hipóteses) de cargas e sequência em que são ensaiadas;

 b) equipamentos de aplicação das cargas e seus arranjos;

 c) instrumental para medição das cargas e deflexões.

O protótipo a ser ensaiado deve ser montado de modo que as cargas possam ser aplicadas em planos
ortogonais, representando cargas horizontais, verticais e longitudinais.

As cargas devem ser aplicadas nos níveis de fixação das cadeias de isoladores e do cabo para-raios.

O vento considerado no cálculo deve ser aplicado no poste em quantidade de pontos a ser acordado
previamente com o comprador.

A fundação do protótipo deve resistir até o colapso da estrutura, sem sofrer deformações indevidas.
É necessário um controle eficiente da deformação para não invalidar o ensaio, tal deformação deve
ser considerada no cálculo da flecha.

A.1 Procedimento para carregamento dos protótipos


O modo de fixar as cargas à estrutura deve se aproximar das condições de projeto. Quando as cargas
aplicadas forem inclinadas (ancoradas no solo), estas devem ser corrigidas para sua componente
horizontal.

As cargas devem ser aplicadas em etapas, da seguinte forma:

 a) antes da aplicação integral do primeiro carregamento, 50 % de toda a carga deve ser aplicada
gradualmente, e a seguir descarregada lentamente para fins de acomodação inicial da estrutura
na fundação;

 b) as cargas de cada hipótese de carregamento devem ser aplicadas na estrutura em etapas de
50 % e 75 %, mantidas 2 min em cada estágio, e 100 %, mantida por 5 min, sendo medidas as
flechas e fissuras conforme 6.4.1 e 6.4.2;

 c) após aplicação de 140 % do carregamento correspondente a cada hipótese, mantidos por
2 min, o protótipo deve ser descarregado totalmente, medindo-se a flecha residual e as fissuras
conforme 6.4.1 e 6.4.2;

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 d) em caso de ensaio destrutivo, deve ser aplicado 180 %, mantendo esta carga por 10 min, fazendo
a leitura da flecha no início e no final neste intervalo de tempo, conforme 3.3, levando a seguir
até a ruptura;

NOTA Nesta situação, o poste está comprometido (inutilizável).


Projeto em Consulta Nacional

 e) recomenda-se que, no sistema de aplicação de cargas, o atrito nas roldanas seja reduzido;

 f) recomenda-se que os equipamentos de medição de cargas (ver ABNT NBR 8451-3, 3.1.2) fiquem
instalados entre os elementos de redução e os pontos de engate das cargas (tração integral),
para permitir a leitura direta no dinamômetro sem a necessidade do uso de fatores de multipli-
cação para cálculo da carga real aplicada;

 g) as deflexões devem ser medidas antes e após a aplicação de cada estágio de carregamento
e depois da retirada total das cargas (deflexão residual);

 h) a leitura dos deslocamentos da estrutura e a observação de fissuras de acordo com 6.4.1
só devem ser feitas após transcorrido o tempo especificado, inclusive para a etapa de 100 %.

A.2 Equipamentos de medição


O fabricante deve apresentar ao comprador, antes do início dos ensaios, os certificados de calibração
de todos os instrumentos de medição.

A.3 Aceitação e rejeição (referente ao ensaio complementar de carregamento)


A aceitação do fornecimento ou parte dele não invalida qualquer posterior reclamação que o com-
prador possa fazer devido a irregularidade ocorrida posteriormente à entrega do elemento estrutural,
nem isenta o fabricante de executar o ensaio de acordo com o projeto e esta Norma.

O fornecimento deve ser considerado aprovado se o protótipo ensaiado for capaz de resistir à apli-
cação das cargas propostas no programa de ensaio, sem apresentar algum tipo de dano (deformação,
fissuras) de acordo com as condições estabelecidas.

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Anexo B
(normativo)

Acessórios de concreto
Projeto em Consulta Nacional

As estruturas de concreto para linhas de transmissão e subestação de energia são compostas, além
dos postes citados nesta parte da Norma, de acessórios de concreto (cruzetas, braços, braçadeiras,
colares de geminação, cruzeta-braçadeira, anéis, colares, vigas, suporte para chave seccionadora,
para equipamentos e outros).

Os acessórios de concreto, além de estarem de acordo com o projeto especifico quanto às dimensões,
furação, aterramento e carga de projeto (nominal), devem atender os requisitos de B.1 a B.16.

B.1 Identificação
Os acessórios devem apresentar a identificação gravada diretamente no concreto de forma legível
e indelével ou com chapa metálica resistente à corrosão fixada no concreto.

B.1.1 Identificação feita diretamente no concreto

A identificação feita diretamente no concreto deve atender aos seguintes requisitos:

 a) nome ou marca comercial do fabricante;

 b) data (dia, mês e ano) de fabricação;

 c) tipo da peça (item da lista de material).

B.2 Acabamento
Os acessórios devem apresentar superfícies externas suficientemente lisas, sem apresentar ninhos
de concretagem, armadura aparente, fendas ou fraturas (exceto pequenas fissuras capilares,
não orientadas segundo o comprimento dos acessórios, inerentes ao próprio material), não sendo
permitida pintura (exceto para identificar a condição de liberação das peças) nem cobertura superficial
com o objetivo de cobrir ninhos de concretagem ou fissuras.

Nos acessórios de concreto protendido podem ser aceitas extremidades aparentes dos fios de
protensão, nas faces da peça, conforme 5.8.1.

São permitidos reparos durante o processo de fabricação para recomposição da seção do acessório,
desde que:

—— não haja implicações de natureza estrutural nem modificação na armadura;

—— não haja descaracterização do alinhamento nem da planicidade da peça;

—— não apresente retrações ou destaques superficiais.

O material de preenchimento deve ter resistência no mínimo igual à resistência do elemento estrutural.

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O reparo executado deve ser comprovado por meio de procedimento técnico que descreva o processo
de reconstituição da seção do acessório e com aprovação do comprador.

B.3 Furação
Projeto em Consulta Nacional

Os furos destinados à fixação de equipamentos e passagem de cabos devem ser cilíndricos ou oblon-
gos, permitindo-se o arremate na saída dos furos para garantir a obtenção de uma superfície tal que
não dificulte a colocação do equipamento ou cabo. Eles devem atender, ainda, aos seguintes requisitos:

 a) todos os furos devem ser totalmente desobstruídos;

 b) os furos para passagem de cabos devem estar de acordo com o projeto executivo.

B.4 Tolerâncias
As tolerâncias não são cumulativas e devem estar indicadas no projeto correspondente de cada
tipo de acessório.

B.5 Vida útil de projeto


A vida útil de projto deve ser conforme 4.8

B.6 Fabricação

B.6.1 Materiais para fabricação dos acessórios

Os componentes devem ser verificados segundo as seguintes Normas:

 a) cimento – conforme a ABNT NBR 16697;

 b) agregados – conforme a ABNT NBR 7211;

 c) água – destinada ao amassamento do concreto e isenta de teores prejudiciais de substâncias


estranhas, conforme a ABNT NBR 15900-1;

 d) barras, fios e cordoalhas de aço utilizados para as armaduras – conforme as ABNT NBR 7480,
ABNT NBR 7481, ABNT NBR 7482 ou ABNT NBR 7483;

 e) concreto – para dosagem e controle tecnológico do concreto, conforme a ABNT NBR 12655.
A resistência característica do concreto (fck) deve atender no mínimo à classe de agressividade
ambiental II da ABNT NBR 12655:2015, Tabela 2. Condições de exposição mais agressivas
(classes III ou IV da ABNT NBR 12655:2015, Tabela 2) devem ser informadas pelo comprador.

B.6.2 Controle de qualidade do produto

Todo o processo produtivo deve ser controlado a fim de garantir a qualidade final do produto.

O produto final deve atender aos requisitos apresentados na Seção 6 desta Norma, evidenciados
em documentos específicos.

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No caso de peças de concreto protendido, os fios e cordoalhas para protensão devem estar livres
de óleo, fissuras e corrosão aparente, aceitando-se oxidação superficial (ABNT NBR 7482 e
ABNT NBR 7483) e não sendo admitido qualquer tipo de solda.

B.7 Durabilidade
Projeto em Consulta Nacional

A durabilidade dos acessórios de concreto é a sua capacidade de resistir à ação das intempéries,
ataques químicos, abrasão ou qualquer outro processo de deterioração; isto é, o acessório de concreto
durável deve conservar a sua forma original, qualidade e capacidade de utilização quando exposto
ao meio ambiente pelo período de vida útil estabelecido.

A qualidade do concreto deve atender ao descrito na ABNT NBR 12655:2015, 5.2.2.1 que trata da
correspondência entre classe de agressividade e qualidade do concreto.

Para condições especiais de exposição, atender ao apresentado na ABNT NBR 12655:2015, 5.2.2.2.

Para concreto exposto a soluções contendo sulfatos, atender ao apresentado na


ABNT NBR 12655:2015, 5.2.2.3.

De forma a proteger as armaduras do concreto, o valor máximo da concentração de íons cloreto no concreto
endurecido, considerando a contribuição de todos os componentes do concreto no aporte de cloretos,
não pode exceder os limites estabelecidos na ABNT NBR 12655:2015, 5.2.2.4. O índice de absorção
de água e o cobrimento da armadura devem atender, respectivamente, ao descrito em 5.3 e 5.8.1.

B.8 Absorção de água


O ensaio de absorção de água deve ser realizado em amostra de acessórios, conforme a
ABNT NBR 8541-4. O plano de amostragem deve estar de acordo 6.6.
Os acessórios de concreto devem atender aos teores de absorção de água segundo as classes
de agressividade ambiental conforme 5.4.

B.9 Fissuras
B.9.1 Ensaios de elasticidade
Quando submetido a uma carga igual à carga no estado-limite de utilização (ver 3.1), os acessórios
de concreto armado não podem apresentar fissuras superiores a 0,3 mm para as classes de agressi-
vidade II e III, e 0,2 mm para a classe de agressividade IV, com medição por meio de fissurômetro
com lâminas. Os acessórios de concreto protendido (protensão parcial) não podem apresentar fissuras
superiores a 0,2 mm.
As fissuras que aparecem durante a aplicação da carga correspondente a 140 % da carga no
estado-limite de utilização devem fechar-se ou transformar-se em capilares, após a retirada da carga
(ver ABNT NBR 8451-1:2018, 3.26).

B.10 Elasticidade – Flechas


Os acessórios de concreto (vigas biapoiadas) devem ser dimensionados para atender às cargas solici-
tantes de projeto, não podendo apresentar flechas superiores a L/250, onde L é comprimento da viga,
expresso em metros (m).

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 17/31


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B.11 Cobrimento
O cobrimento deve ser conforme 5.8.1.

B.12 Cura
Projeto em Consulta Nacional

A cura deve seguir os requisitos estabelecidos na ABNT NBR 8451-1:2018, 5.9.

B.13 Inspeção

B.13.1 Generalidades

Para o recebimento de um lote de acessórios, deve-se proceder à:

 a) verificação do controle da qualidade;

 b) inspeção geral;

 c) realização dos ensaios previstos em B.13.3 e B.13.4;

 d) verificação do controle da qualidade.

Devem ser apresentados ao cliente, quando solicitados, os relatórios dos ensaios de controle da
qualidade dos materiais, conforme as normas e requisitos relacionados em B.6. Mediante acordo
entre as partes, o comprador pode presenciar a realização dos ensaios de controle da qualidade
e acompanhar todas as fases de fabricação.

B.13.2 Inspeção geral

Antes de iniciar os ensaios, o comprador deve fazer uma inspeção geral para comprovar se os aces-
sórios de concreto estão em conformidade com os elementos característicos requeridos, verificando:

 a) acabamento;

 b) dimensões;

 c) retilineidade (no caso de vigas);

 d) furação (posição, diâmetro e desobstrução);

 e) identificação.

B.13.3 Ensaios

B.13.3.1 Generalidades
Os ensaios devem ser realizados simulando as solicitações de projeto.
B.13.3.2 Elasticidade
Os acessórios de concreto devem satisfazer aos requisitos de flechas e fissuras apresentados em
B.9 e B.10.

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B.13.3.3 Carga de ruptura

A carga de ruptura dos acessórios de concreto não podem ser inferior a duas vezes a carga de projeto.

B.13.3.4 Cobrimento da armadura


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Os acessórios de concreto devem satisfazer aos requisitos de cobrimento da armadura previstos


em B.11.

B.13.3.5 Absorção de água

Os acessórios de concreto devem satisfazer aos requisitos de absorção de água previstos em B.8.

B.14 Planos de amostragem para a inspeção geral e para o ensaio de elasticidade


Os planos de amostragem devem ser conforme a Seção 6.

B.15 Condições de inspeção


O fabricante deve dispor de pessoal e aparelhagem necessários para a realização dos ensaios
ou contratar, às suas expensas, laboratório reconhecido. A aparelhagem deve estar devidamente cali-
brada por laboratório acreditado.

Os ensaios são realizados às expensas do fabricante. As repetições, quando solicitadas pelo com-
prador, são realizadas às expensas deste, se os acessórios de concreto tiverem sido aprovados.
Caso contrário, os custos dos ensaios são assumidos pelo fabricante.

B.16 Aceitação e rejeição


Todos os acessórios de concreto rejeitados nos ensaios de recebimento devem ser substituídos
por unidades novas e perfeitas pelo fabricante, sem qualquer ônus para o comprador.

A aceitação de um determinado lote pelo comprador não exime o fabricante da responsabilidade


de fornecer acessórios de concreto em conformidade com os requisitos desta Norma, nem invalida
as reclamações que o comprador possa fazer a respeito da qualidade do material empregado e/ou
fabricação dos acessórios de concreto.

A critério do comprador, o fabricante pode apresentar certificados na execução do controle da quali-


dade de fabricação.

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Anexo C
(normativo)

Características dos postes de concreto


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C.1 Generalidades
Os postes de concreto previstos nesta Parte da ABNT NBR 8451 devem atender aos requisitos
estabelecidos nas Tabelas C.1 a C.3.

C.2 Postes de seção circular tipo R


As dimensões de topo e base de postes de seção circular, em função de sua conicidade, podem ser
obtidas na Tabela C.1 ou calculadas conforme as equações a seguir:

 a) para conicidade de 20 mm:

ϕtopo = 130 + 20 h0

ϕbase = 130 + 20 (h0 + h/1 000)

 b) para conicidade de 15 mm:

ϕtopo = 130 + 15 h0

ϕbase = 130 + 15 (h0 + h/1 000)

 c) para conicidade de 10 mm:

ϕtopo = 130 + 10 h0

ϕbase = 130 + 10 (h0 + h/1 000)

onde

h0 é o número que define o topo do poste. Exemplo: para poste R – 8, h0 = 8 mm;

h é a altura do poste, que nesta equação deve ser expressa em milímetros (mm);

ϕtopo é o diâmetro do topo do poste, em milímetros (mm);

ϕbase é o diâmetro da base do poste, em milímetros (mm).

A Figura C.1 ilustra o formato de poste de seção circular tipo R.

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Topo Base

h
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Figura C.1 – Ilustração de poste de seção circular tipo R

Tabela C.1 – Postes de seção circular tipo R (continua)


Identificação R-3 R-4 R-5 R-6 R-8 R-9 R-10 R-11 R-13 R-14 R-15 R-16 R-18 R-20
20
Diâmetro do topo 190 210 230 250 290 310 330 350 390 410 430 450 490 530

Conicidade Identificação R-4 R-5 R-7 R-8 R-11 R-12 R-13 R-15 R-17 R-19 R-20 R-21 R-24 R-27
15
mm/m Diâmetro do topo 190 205 235 250 295 310 325 355 385 415 430 445 490 535
Identificação R-6 R-8 R-10 R-12 R-16 R-18 R-20 R-22 R-26 R-28 R-30 R-32 R-36 R-40
10
Diâmetro do topo 190 210 230 250 290 310 330 350 390 410 430 450 490 530
Carga nominal daN 600 800 1 000 1 200 1 500 1 800 2 000 2 250 2 500 2 750 3 000 3 500 4 000 4 500
Limite elástico daN 840 1 120 1 400 1 680 2 100 2 520 2 800 3 150 3 500 3 850 4 200 4 900 5 600 6 300
Carga de ruptura daN 1 200 1 600 2 000 2 400 3 000 3 600 4 000 4 500 5 000 5 500 6 000 7 000 8 000 9 000
Altura total Conicidade Diâmetro da base
m mm/m mm
20 470 490 510 530 570 590 610 630 670 690 710 730 770 810
14,00 15 400 415 445 460 505 520 535 565 595 625 640 655 700 745
10 330 350 370 390 430 450 470 490 530 550 570 590 630 670
20 490 510 530 550 590 610 630 650 690 710 730 750 790 830
15,00 15 415 430 460 475 520 535 550 580 610 640 655 670 715 760
10 340 360 380 400 440 460 480 500 540 560 580 600 640 680
20 510 530 550 570 610 630 650 670 710 730 750 770 810 850
16,00 15 430 445 475 490 535 550 565 595 625 655 670 685 730 775
10 350 370 390 410 450 470 490 510 550 570 590 610 650 690
20 530 550 570 590 630 650 670 690 730 750 770 790 830 870
17,00 15 445 460 490 505 550 565 580 610 640 670 685 700 745 790
10 360 380 400 420 460 480 500 520 560 580 600 620 660 700
20 550 570 590 610 650 670 690 710 750 770 790 810 850 890
18,00 15 460 475 505 520 565 580 595 625 655 685 700 715 760 805
10 370 390 410 430 470 490 510 530 570 590 610 630 670 710
20 570 590 610 630 670 690 710 730 770 790 810 830 870 910
19,00 15 475 490 520 535 580 595 610 640 670 700 715 730 775 820
10 380 400 420 440 480 500 520 540 580 600 620 640 680 720
20 590 610 630 650 690 710 730 750 790 810 830 850 890 930
20,00 15 490 505 535 550 595 610 625 655 685 715 730 745 790 835
10 390 410 430 450 490 510 530 550 590 610 630 650 690 730
20 610 630 650 670 710 730 750 770 810 830 850 870 910 950
21,00 15 505 520 550 565 610 625 640 670 700 730 745 760 805 850
10 400 420 440 460 500 520 540 560 600 620 640 660 700 740
20 630 650 670 690 730 750 770 790 830 850 870 890 930 970
22,00 15 520 535 565 580 625 640 655 685 715 745 760 775 820 865
10 410 430 450 470 510 530 550 570 610 630 650 670 710 750
20 650 670 690 710 750 770 790 810 850 870 890 910 950 990
23,00 15 535 550 580 595 640 655 670 700 730 760 775 790 835 880
10 420 440 460 480 520 540 560 580 620 640 660 680 720 760

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 21/31


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JAN 2019

Tabela C.1 (conclusão)


Identificação R-3 R-4 R-5 R-6 R-8 R-9 R-10 R-11 R-13 R-14 R-15 R-16 R-18 R-20
20
Diâmetro do topo 190 210 230 250 290 310 330 350 390 410 430 450 490 530

Conicidade Identificação R-4 R-5 R-7 R-8 R-11 R-12 R-13 R-15 R-17 R-19 R-20 R-21 R-24 R-27
15
mm/m Diâmetro do topo 190 205 235 250 295 310 325 355 385 415 430 445 490 535
Identificação R-6 R-8 R-10 R-12 R-16 R-18 R-20 R-22 R-26 R-28 R-30 R-32 R-36 R-40
Projeto em Consulta Nacional

10
Diâmetro do topo 190 210 230 250 290 310 330 350 390 410 430 450 490 530
Carga nominal daN 600 800 1 000 1 200 1 500 1 800 2 000 2 250 2 500 2 750 3 000 3 500 4 000 4 500
Limite elástico daN 840 1 120 1 400 1 680 2 100 2 520 2 800 3 150 3 500 3 850 4 200 4 900 5 600 6 300
Carga de ruptura daN 1 200 1 600 2 000 2 400 3 000 3 600 4 000 4 500 5 000 5 500 6 000 7 000 8 000 9 000
Altura total Conicidade Diâmetro da base
m mm/m mm
20 670 690 710 730 770 790 810 830 870 890 910 930 970 1 010
24,00 15 550 565 595 610 655 670 685 715 745 775 790 805 850 895
10 430 450 470 490 530 550 570 590 630 650 670 690 730 770
20 690 710 730 750 790 810 830 850 890 910 930 950 990 1 030
25,00 15 565 580 610 625 670 685 700 730 760 790 805 820 865 910
10 440 460 480 500 540 560 580 600 640 660 680 700 740 780
20 710 730 750 770 810 830 850 870 910 930 950 970 1 010 1 050
26,00 15 580 595 625 640 685 700 715 745 775 805 820 835 880 925
10 450 470 490 510 550 570 590 610 650 670 690 710 750 790
20 730 750 770 790 830 850 870 890 930 950 970 990 1 030 1 070
27,00 15 595 610 640 655 700 715 730 760 790 820 835 850 895 940
10 460 480 500 520 560 580 600 620 660 680 700 720 760 800
20 750 770 790 810 850 870 890 910 950 970 990 1 010 1 050 1 090
28,00 15 610 625 655 670 715 730 745 775 805 835 850 865 910 955
10 470 490 510 530 570 590 610 630 670 690 710 730 770 810
20 770 790 810 830 870 890 910 930 970 990 1 010 1 030 1 070 1 110
29,00 15 625 640 670 685 730 745 760 790 820 850 865 880 925 970
10 480 500 520 540 580 600 620 640 680 700 720 740 780 820
20 790 810 830 850 890 910 930 950 990 1 010 1 030 1 050 1 090 1 130
30,00 15 640 655 685 700 745 760 775 805 835 865 880 895 940 985
10 490 510 530 550 590 610 630 650 690 710 730 750 790 830
NOTA Nesta Tabela o diâmetro do topo dos postes é dado em milímetros (mm).

C.3 Postes de seção retangular tipo A


No caso de postes de seção retangular, as dimensões de topo e da base podem ser obtidas na
Tabela C.2 ou calculadas conforme as equações a seguir (ver Figura C.2):

a = 140 + 35 h0
b = 140 + 22 h0
A = 140 + 35 (h0 + h/1 000)
B = 140 + 22 (h0 + h/1 000)
onde
h0 é o número que define o topo do poste. Exemplo: para poste tipo A – 4, h0 = 4 mm;

22/31 NÃO TEM VALOR NORMATIVO


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h é a altura do poste, que nesta equação deve ser em milímetros (mm);

a é maior dimensão do topo do poste, em milímetros (mm);

b é menor dimensão do topo do poste, em milímetros (mm);


Projeto em Consulta Nacional

A é maior dimensão da base do poste, em milímetros (mm);

B é menor dimensão da base do poste, em milímetros (mm);

A Figura C.2 ilustra o formato de poste de seção retangular tipo A.


e
a

Topo Base

A
b
B

Figura C.2 – Ilustração de poste de seção retangular tipo A

Tabela C.2 – Postes de seção retangular tipo A (continua)


Identificação A-2 A-3 A-4 A-5 A-6 A-7 A-8 A-9

Dimensões do topo a b a b a b a b a b a b a b a b
mm 210 184 245 206 280 228 315 250 350 272 385 294 420 316 455 338
Crescimento
35 22 35 22 35 22 35 22 35 22 35 22 35 22 35 22
mm/m
Espessura
60 60 80 80 80 80 80 80
mm
Carga nominal
2 000 2 500 3 000 3 500 4 000 4 500 5 000 5 500 6 000 6 500 7 000 7 500 8 000
daN
Limite elástico
2 800 3 500 4 200 4 900 5 600 6 300 7 000 7 700 8 400 9 100 9 800 10 500 11 200
daN
Carga de ruptura
4 000 5 000 6 000 7 000 8 000 9 000 10 000 11 000 12 000 13 000 14 000 15 000 16 000
daN

Altura total Dimensões A e B das bases e massa dos postes


m A B A B A B A B A B A B A B A B
Dimensões
700 492 735 514 770 536 805 558 840 580 875 602 910 624 945 646
14,00
Massa 2 810 3 010 4 180 4 580 4 800 5 110 5 420 5 830
Dimensões 735 514 770 536 805 558 840 580 875 602 910 624 945 646 980 668
15,00
Massa 3 110 3 350 4 640 4 970 5 310 5 640 5 970 6 310
Dimensões 770 536 805 558 840 580 875 602 910 624 945 646 980 668 1 015 690
16,00
Massa 3 440 3 700 5 212 5 480 5 840 6 190 6 650 6 910
Dimensões 805 558 840 580 875 602 910 624 945 646 980 668 1 015 690 1 050 712
17,00
Massa 3 800 4 070 5 630 6 010 6 390 6 670 7 150 7 530
Dimensões 840 580 875 602 910 624 945 646 980 668 1 015 690 1 050 712 1 085 734
18,00
Massa 4 170 4 460 6 170 6 570 6 970 7 370 7 770 8 170
Dimensões 875 602 910 624 945 646 980 668 1 015 690 1 050 712 1 085 734 1 120 756
19,00
Massa 4 450 4 860 6 720 7 140 7 570 7 990 8 420 8 840
Dimensões 910 624 945 646 980 668 1 015 690 1 050 712 1 085 734 1 120 756 1 155 778
20,00
Massa 4 950 5 280 7 300 7 740 8 190 8 640 9 080 9 530
Dimensões 945 646 980 668 1 015 690 1 050 712 1 085 734 1 120 756 1 155 778 1 190 800
21,00
Massa 5 370 5 710 7 900 8 360 8 830 9 300 9 770 10 240
Dimensões 980 668 1 015 690 1 050 712 1 085 734 1 120 756 1 155 778 1 190 800 1 225 822
22,00
Massa 5 810 6 170 8 520 9 010 9 500 9 990 10 480 10 970

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 23/31


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Tabela C.2 (conclusão)


Identificação A-2 A-3 A-4 A-5 A-6 A-7 A-8 A-9

Dimensões do topo a b a b a b a b a b a b a b a b
mm 210 184 245 206 280 228 315 250 350 272 385 294 420 316 455 338
Crescimento
35 22 35 22 35 22 35 22 35 22 35 22 35 22 35 22
mm/m
Projeto em Consulta Nacional

Espessura
60 60 80 80 80 80 80 80
mm
Carga nominal
2 000 2 500 3 000 3 500 4 000 4 500 5 000 5 500 6 000 6 500 7 000 7 500 8 000
daN
Limite elástico
2 800 3 500 4 200 4 900 5 600 6 300 7 000 7 700 8 400 9 100 9 800 10 500 11 200
daN
Carga de ruptura
4 000 5 000 6 000 7 000 8 000 9 000 10 000 11 000 12 000 13 000 14 000 15 000 16 000
daN
Dimensões A e B das bases e massa dos postes
Altura total
m A B A B A B A B A B A B A B A B
Dimensões
1 015 690 1 050 712 1 085 734 1 120 756 1 155 778 1 190 800 1 225 822 1 260 844
23,00
Massa 6 260 6 630 9 160 9 670 10 190 10 700 11 210 11 730
Dimensões 1 050 712 1 085 734 1 120 756 1 155 778 1 190 800 1 225 822 1 260 844 1 295 866
24,00
Massa 6 730 7 120 9 830 10 360 10 900 11 430 11 970 12 510
Dimensões 1 085 734 1 120 756 1 155 778 1 190 800 1 225 822 1 260 844 1 295 866 1 330 888
25,00
Massa 7 210 7 620 10 520 11 070 11 630 12 190 12 750 13 300
Dimensões 1 120 756 1 155 778 1 190 800 1 225 822 1 260 844 1 295 866 1 330 888 1 365 910
26,00
Massa 7 710 8 130 11 230 11 810 12 390 12 970 13 550 14 130
Dimensões 1 155 778 1 190 800 1 225 822 1 260 844 1 295 866 1 330 888 1 365 910 1 400 932
27,00
Massa 8 230 8 670 11 960 12 560 13 160 13 770 14 370 14 970
Dimensões 1 190 800 1 225 822 1 260 844 1 295 866 1 330 888 1 365 910 1 400 932 1 435 954
28,00
Massa 8 760 9 210 12 710 13 340 13 960 14 590 15 210 15 840
Dimensões 1 225 822 1 260 844 1 295 866 1 330 888 1 365 910 1 400 932 1 435 954 1 470 976
29,00
Massa 9 310 9 780 13 490 14 140 14 790 15 430 16 080 16 730
Dimensões 1 260 844 1 295 866 1 330 888 1 365 910 1 400 932 1 435 954 1 470 976 1 505 998
30,00
Massa 9 870 10 360 14 290 14 960 15 630 16 300 16 970 17 640
Dimensões 1 295 866 1 330 888 1 365 910 1 400 932 1 435 954 1 470 976 1.505 998 1 540 1 020
31,00
Massa 10 450 10 960 15 110 15 810 16 500 17 190 17 880 18 570
Dimensões 1 330 888 1 365 910 1 400 932 1 435 954 1 470 976 1 505 998 1 540 1.020 1 575 1 042
32,00
Massa 11 050 11 570 15 960 16 670 17 390 18 100 18 820 19 530
Dimensões 1 365 910 1 400 932 1 435 954 1 470 976 1 505 998 1 540 1.020 1 575 1.042 1 610 1 064
33,00
Massa 11 660 12 200 16 830 17 560 18 300 19 040 19 770 20 510
Dimensões 1 400 932 1 435 954 1 470 976 1 505 998 1 540 1.020 1 575 1.042 1 610 1.064 1 645 1 086
34,00
Massa 12 300 12 850 17 720 18 470 19 230 19 990 20 750 31 510
Dimensões 1 435 954 1 470 976 1 505 998 1 540 1.020 1 575 1.042 1 610 1.064 1 645 1.086 1 680 1 108
35,00
Massa 12 940 13 510 18 630 19 410 20 190 20 970 21 750 22 530
NOTA Nesta Tabela as dimensões A e B das bases são dadas em milímetros (mm) e a massa dos postes é apresentada em quilogramas (kg).

C.4 Postes de seção duplo T tipo B


As dimensões das bases dos postes de seção duplo T tipo B podem ser obtidas na Tabela C.3
ou calculadas conforme as equações a seguir (ver Figura C.3):

a = 140 + 28 h0

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b = 110 + 20 h0

A = 140 + 28 (h0 + h/1 000)

B = 110 + 20 (h0 + h/1 000)


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onde

h0 é o número que define o topo do poste. Exemplo: para poste tipo B – 3, h0 = 3 mm;

h é a altura do poste, em milímetros;

a é maior dimensão do topo do poste, em milímetros (mm);

b é menor dimensão do topo do poste, em milímetros (mm);

A é maior dimensão da base do poste, em milímetros (mm);

B é menor dimensão da base do poste, em milímetros (mm);

A Figura C.3 ilustra o formato de poste de seção duplo T tipo B.


e

1 500 1 500
Topo Base

A
a

b B

Figura C.3 – Ilustração de poste de seção duplo T tipo B

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Tabela C.3 – Postes de seção duplo T tipo B


Identificação B-0 B-1,5 B-3 B-4,5 B-6 B-7,5 B-9 B-10,5
Dimesões do topo a b a b a b a b a b a b a b a b
mm 140 110 182 140 224 170 266 200 308 230 350 260 392 290 434 320
Crescimento
28 20 28 20 28 20 28 20 28 20 28 20 28 20 28 20
mm/m
Carga nominal
300 600 700 1 000 1 100 1 600 1 700 2 200 2 300 3 000 3 100 3 700 3 800 4 700 4 800 5 500
Projeto em Consulta Nacional

daN
Limite elástico
420 840 980 1 400 1 540 2 240 2 380 3 080 3 220 4 200 4 340 5 1890 5 320 6 580 6 720 7 700
daN
Carga de ruptura
600 1 200 1 400 2 000 2 200 3 200 3 400 4 400 4 600 6 000 6 200 7 400 7 600 9 400 9 600 11 000
daN

Altura total Dimensões A e B das bases e massa dos postes


m
A B A B A B A B A B A B A B A B
Dimensões
532 390 574 420 616 450 658 480 700 510 742 540 784 570 826 600
14,00
Massa 2 100 2 600 3 000 3 500 4 000 4 600 5 200 5 800
Dimensões 560 410 602 440 644 470 686 500 728 530 770 560 812 590 854 620
15,00
Massa 2 400 2 800 3 300 3 900 4 400 5 000 5 600 6 300
Dimensões 588 430 630 460 672 490 714 520 756 550 798 580 840 610 882 640
16,00
Massa 2 700 3 200 3 700 4 200 4 800 5 500 6 100 6 900
Dimensões 616 450 658 480 700 510 742 540 784 570 826 600 868 630 910 660
17,00
Massa 3 000 3 500 4 100 4 700 5 300 6 000 6 700 7 400
Dimensões 644 470 686 500 728 530 770 560 812 590 854 620 896 650 938 680
18,00
Massa 3 400 3 900 4 500 5 100 5 800 6 500 7 200 8 000
Dimensões 714 520 756 550 798 580 840 610 882 640 924 670 966 700
19,00
Massa 4 300 4 900 5 600 6 300 7 000 7 800 8 600
Dimensões 742 540 784 570 826 600 868 630 910 660 952 690 994 720
20,00
Massa 4 700 5 400 6 000 6 800 7 500 8 400 9 300
Dimensões 770 560 812 590 854 620 896 650 938 680 980 710 1 022 740
21,00
Massa 5 200 5 800 6 500 7 300 8 200 9 000 10 000
Dimensões 798 580 840 610 882 640 924 670 966 700 1 008 730 1 050 760
22,00
Massa 5 600 6 300 7 100 7 900 8 700 9 600 10 600
Dimensões 826 600 868 630 910 660 952 690 994 720 1 036 750 1 078 780
23,00
Massa 6 100 6 800 7 600 8 500 9 400 10 300 11 300
Dimensões 854 620 896 650 938 680 980 710 1 022 740 1 064 770 1 106 800
24,00
Massa 6 600 7 400 8 200 9 100 10 000 11 000 12 000
Dimensões 882 640 924 670 966 700 1 008 730 1 050 760 1 092 790 1 134 820
25,00
Massa 7 100 7 900 8 800 9 700 10 700 11 700 12 800
Dimensões 910 660 952 690 994 720 1 036 750 1 078 780 1 120 810 1 162 840
26,00
Massa 7 700 8 500 9 400 10 400 11 400 12 500 13 600
Dimensões 938 680 980 710 1 022 740 1 064 770 1 106 800 1 148 830 1 190 860
27,00
Massa 8 200 9 100 10 100 11 100 12 200 13 300 14 400
Dimensões 966 700 1 008 730 1 050 760 1 092 790 1 134 820 1 176 850 1 218 880
28,00
Massa 8 900 9 800 10 800 11 800 12 900 14 100 15 300
Dimensões 994 720 1 036 750 1 078 780 1 120 810 1 162 840 1 204 870 1 246 900
29,00
Massa 9 500 10 500 11 500 12 600 13 700 14 900 16 200
Dimensões 1 022 740 1 064 770 1 106 800 1 148 830 1 190 860 1 232 890 1 274 920
30,00
Massa 10 200 11 200 12 200 13 400 14 500 15 800 17 100
NOTA Nesta Tabela as dimensões A e B das bases são dadas em milímetros (mm) e a massa dos postes é apresentada em quilogramas (kg).

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Anexo D
(informativo)

Postes de concreto – Manuseio, armazenagem e


transporte de postes de concreto armado e protendido
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D.1 Objetivo
Este Anexo orienta a realização das operações de manuseio, armazenagem e transporte de postes
de concreto armado de seção circular, retangular ou duplo T, destinados ao suporte de linha de trans-
missão de energia elétrica.

NOTA Entende-se por manuseio toda e qualquer operação destinada a promover movimentos em um
determinado poste.

D.2 Equipamentos
Para realizar as operações mencionadas, geralmente são utilizados os equipamentos mencionados
em D.2.1 a D.2.4.

D.2.1 Cinta polimérica para elevação de carga

A cinta polimérica para elevação de carga deve atender aos requisitos da ABNT NBR 15637. O aspecto
geral é ilustrado na Figura D.1.

Figura D.1 – Cinta polimérica para elevação de carga

D.2.2 Garras pantográficas

As garras pantográficas são os equipamentos mais indicados para movimentação de postes


(ver Figura D.2), por serem práticas e seguras no transporte interno, empilhamento, carga e descarga
de carretas, ou seja, convém que sejam sempre utilizadas quando os postes forem movimentados
na posição horizontal, podendo em condições especiais transportar mais de um poste por vez.

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Figura D.2 – Exemplos de garras pantográficas

D.2.3 Balancins

Balancins são equipamentos muito utilizados para movimentação e manuseio de postes na posição
horizontal (ver Figura D.3). Como diferencial, realiza a suspensão em dois pontos afastados,
reduzindo a concentração de esforços, e o fissuramento, sendo recomendados para postes de carga
nominal baixa e/ou comprimento elevados.
Balancim

C.G.

Poste

C.G.

L/2 L/2

Figura D.3 – Exemplo de balancim

D.2.4 Alavancas

Alavancas podem ser usadas para pequenos deslocamentos horizontais (Figura D.4).
Alavancas

L ≅ 1,50 m

Figura D.4 – Exemplo de alavanca

D.3 Procedimentos de transporte


Os procedimentos recomendados de transporte rodoviário, de acordo com os veículos mais utilizados
nesse modal, são apresentados nas Figuras D.5 e D.6.

D.4 Segurança no transporte


Além dos equipamentos de proteção individual, são recomendados alguns equipamentos de acordo
com a sua finalidade:
 a) para proteção da lateral das cargas:
—— fueiros;
—— cabos com esticadores/cinta de amarração;

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 b) para proteção da base das pilhas:

—— cunhas de madeira;

 c) para apoio dos postes e fixação das cunhas:


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—— pontaletes de madeira;

 d) para apoio dos postes e fixação das cunhas:

—— tábuas de madeira;

 e) para proteção da lateral das cargas:

—— cunhas de madeira.
Fueiro

Poste

Pontalete
Suporte para fueiro

Figura D.5 – Exemplo de disposição para transporte


Poste

Fueiro

Figura D.6 – Exemplo de disposição para transporte

D.5 Procedimentos de estocagem


Para a estocagem, são descritos em D.5.1 a D.5.3 procedimentos e cuidados básicos, para que os
postes possam permanecer estocados sem comprometimento de suas características.

D.5.1 Terreno

Convém que o terreno tenha boa compactação e drenagem. O leito deve estar regularizado,
podendo-se usar areia, pedrisco ou outro material.

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D.5.2 Área disponível

Deve haver espaço entre as pilhas de postes para facilitar o manuseio.

D.5.3 Formato
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Pode ser utilizado formato piramidal ou retangular com altura máxima de quatro camadas, com bases
e topos alinhados. No caso de poste de seção circular, o formato da pilha pode ser piramidal com
bases e topos alinhados (ver Figura D.7).

Recomenda-se que os apoios de madeira, no caso de poste duplo T, sejam localizados fora das
regiões “cavadas”.
Poste
Poste Apoio de madeira

Apoio de madeira

h h

ℓ≥h ℓ≥h
Cunha
Apoio de madeira ou concreto

Figura D.7 – Bases e topos alinhados


NOTA Ver ABNT NBR 8451-1:2018, Figuras B.6 e B.7.

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Bibliografia

[1]  ABPC – Associação Brasileira da Indústria de Postes e Pré-fabricados de Concreto – Manual


procedimentos. São Paulo. ABPC. 1991. 48p
Projeto em Consulta Nacional

[2]  Andriolo, F.R.; Sgarbosa, B.C. Inspeção e controle de qualidade do concreto. São Paulo. Edições
Loyola.1993.572p.

[3]  CE-011:32 – Comissão de estudo de concreto armado para linhas aéreas de transmissão
de energia elétrica. Especificação do COBEI – Comitê Brasileiro de Eletricidade – CB-03 –
São Paulo. 16 p.

[4]  CIGRÉ BRASIL – Recomendação técnica para projeto de estruturas autoportante de concreto
armado para linhas de transmissão. São Paulo. CIGRÉ. 2004. 27p

[5]  Mehta, P.K; Monteiro P.J.M. Concreto: Estrutura, propriedades e materiais. São Paulo. Ed. Pini.
1ª edição. 1994. 573p.

[6]  Sinprocim – Sindicato da Indústria de Produtos de Cimento do estado de São Paulo. Postes
de concreto. Manual procedimentos. São Paulo. SINPROCIM. 1994. 48p.

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