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INTENSIVO II

Disciplina: Legislação Penal Especial


Prof. Renato Brasileiro
Data 19.05.2012

MATERIAL DE APOIO – MONITORIA

Índice

1. Transcrição da Aula

2. Simulados

Legislação Penal Especial

1. TRANSCRIÇÃO DA AULA

Art. 382, do CPP- embargos contra sentença


Art. 382. Qualquer das partes poderá, no prazo de 2 (dois) dias, pedir ao juiz que declare a sentença,
sempre que nela houver obscuridade, ambigüidade, contradição ou omissão.

Art. 619- embargos contra acórdão

Art. 619. Aos acórdãos proferidos pelos Tribunais de Apelação, câmaras ou turmas, poderão ser opostos
embargos de declaração, no prazo de dois dias contados da sua publicação, quando houver na sentença
ambiguidade, obscuridade, contradição ou omissão.

Art. 83, da lei 9.099/95

Art. 83. Caberão embargos de declaração quando, em sentença ou acórdão, houver obscuridade,
contradição, omissão ou dúvida.

§ 1º Os embargos de declaração serão opostos por escrito ou oralmente, no prazo de cinco dias, contados
da ciência da decisão.

§ 2º Quando opostos contra sentença, os embargos de declaração suspenderão o prazo para o recurso.

§ 3º Os erros materiais podem ser corrigidos de ofício.

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Material digitado e elaborado pelo monitor Paulo S.
Embargos no CPP:
Peça escrita;
 Prazo de dois dias;
Houver ambigüidade, obscuridade, contrariedade ou omissão;
Aplicação do CPC de forma subsidiária, logo interrompe o prazo para a interposição de outros recursos
(art. 538, do CPC).

Art. 538. Os embargos de declaração inter-rompem o prazo para a interposição de outros recursos, por
qualquer das partes. (Redação dada pela Lei nº 8.950, de 1994)
Parágrafo único. Quando manifestamente protelatórios os embargos, o juiz ou o tribunal, declarando que
o são, condenará o embargante a pagar ao embargado multa não excedente de 1% (um por cento) sobre
o valor da causa. Na reiteração de embargos protelatórios, a multa é elevada a até 10% (dez por cento),
ficando condicionada a interposição de qualquer outro recurso ao depósito do valor respectivo.(Redação
dada pela Lei nº 8.950, de 1994)

Juizados
 Petição/ oralmente;
Prazo 5 dias;
Houver obscuridade, contradição, omissão ou dúvida;
Quando opostos contra sentença, suspenderão os prazos dos demais recursos; quando opostos contra
acórdãos das turmas recursais, haverá interrupção do prazo para a interposição dos demais recursos.

10.3- Recurso extraordinário e recurso especial

É cabível contra decisão de juizados


- Art. 102, III, CF/88;
- Art. 105, III, CF/88;

Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe:
III - julgar, mediante recurso extraordinário, as causas decididas em única ou última instância, quando a
decisão recorrida:
Art. 105. Compete ao Superior Tribunal de Justiça:
(...)
III - julgar, em recurso especial, as causas decididas, em única ou última instância, pelos Tribunais
Regionais Federais ou pelos tribunais dos Estados, do Distrito Federal e Territórios, quando a decisão
recorrida:

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Quanto ao recurso extraordinário é cabível, nos termos do art. 102, III, da CF/88. Súmula 640, STF (é
cabível recurso extraordinário contra decisão proferida por juiz de primeiro grau nas causas de alçada, ou
por turma recursal de juizado especial cível e criminal.).
O RE somente será cabível contra decisão colegiada de turma recursal e não contra decisão monocrática
(neste caso caberá apenas agravo).
Recurso Especial
Art. 105, III, CF/88.
Decisão proferida pelos TRF’s ou TJ’s, logo não cabe Resp. contra decisão dos juizados, pois turma
recursal não é tribunal.
OBS: Quando não houver turma recursal instalada, o recurso irá para o tribunal, neste último caso seria
cabível Resp. súmula 203 STJ. Cuidado, pois esta súmula foi alterada.
súmula 203 STJ
NÃO CABE RECURSO ESPECIAL CONTRA DECISÃO PROFERIDA POR ÓRGÃO DE SEGUNDO GRAU DOS
JUIZADOS ESPECIAIS.(*)
(*) JULGANDO O AGRG NO AG 400.076-BA, NA SESSÃO DE 23/05/02, A CORTE ESPECIAL DELIBEROU
PELA ALTERAÇÃO DA SÚMULA N. 203. REDAÇÃO ANTERIOR (DECISÃO DE 04/02/1998, DJ 12/02/1998):
NÃO CABE RECURSO ESPECIAL CONTRA DECISÃO PROFERIDA, NOS LIMITES DE SUA COMPETÊNCIA, POR
ÓRGÃO DE SEGUNDO GRAU DOS JUIZADOS ESPECIAIS.

10.4- Habeas corpus nos juizados

Sempre será cabível HC nos juizados?


Está ligado a liberdade de locomoção, e muitas penas dos juizados não são sancionadas com prisão, o que
significa dizer que não há risco a liberdade de locomoção.
- Logo, somente será cabível HC no juizado se houver risco potencial à liberdade de locomoção, quando o
HC não for cabível caberá MS;
-a competência para o julgamento do HC contra juiz do juizados, será da própria turma recursal.
- a competência para o julgamento do HC contra a turma recursal – súmula 690 STF será de
competência do STF. Mas esta súmula está ultrapassada, a partir do HC 86.834/STF.

súmula nº 690 do STF

compete originariamente ao supremo tribunal federal o julgamento de "habeas corpus" contra decisão de
turma recursal de juizados especiais criminais.

HC 86834 / SP - SÃO PAULO

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COMPETÊNCIA - HABEAS CORPUS - DEFINIÇÃO. A competência para o julgamento do habeas corpus é
definida pelos envolvidos - paciente e impetrante. COMPETÊNCIA - HABEAS CORPUS - ATO DE TURMA
RECURSAL. Estando os integrantes das turmas recursais dos juizados especiais submetidos, nos crimes
comuns e nos de responsabilidade, à jurisdição do tribunal de justiça ou do tribunal regional federal,
incumbe a cada qual, conforme o caso, julgar os habeas impetrados contra ato que tenham praticado.
COMPETÊNCIA - HABEAS CORPUS - LIMINAR. Uma vez ocorrida a declinação da competência, cumpre
preservar o quadro decisório decorrente do deferimento de medida acauteladora, ficando a manutenção,
ou não, a critério do órgão competente

Hoje o HC contra turma recursal será julgado pelo respectivo TJ ou TRF diante do entendimento
ultrapassado desta súmula.

10.5- MS nos juizados


- competência
a- MS contra juiz dos juizados, será da turma recursal.
Sumula 376, STJ.

SÚMULA N° 376 DO STJ

COMPETE A TURMA RECURSAL PROCESSAR E JULGAR O MANDADO DE SEGURANÇA CONTRA ATO DE


JUIZADO ESPECIAL.

b- MS contra turma recursal


será a própria turma recursal (LC 35/79, art. 21, VI)

Art. 21. Compete aos tribunais, privativamente:


(...)
VI - Julgar, originariamente, os mandados de segurança contra o seus atos, os dos respectivos
presidentes e os das Câmaras, Turmas e seções.

MS 24691 QO / MG - MINAS GERAIS

EMENTA: Competência: Turma Recursal dos Juizados Especiais: mandado de segurança contra seus
próprios atos e decisões: aplicação analógica do art. 21, VI, da LOMAN. A competência originária para
conhecer de mandado de segurança contra coação imputada a Turma Recursal dos Juizados Especiais é
dela mesma e não do Supremo Tribunal Federal.

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10.6- Revisão criminal

De acordo com o art. 59, da lei 9.099/95 não se admite ação rescisória, mas a lei não fala da revisão
criminal, logo é cabível a revisão criminal nos juizados, desde que preenchidos os seus pressupostos.
- a competência para o seu julgamento será da turma recursal.
Art. 59. Não se admitirá ação rescisória nas causas sujeitas ao procedimento instituído por esta Lei.

10.7- Conflito de competência

Se dará quando duas ou mais autoridades judiciárias se dizem competentes ou incompetentes.


Juiz dos juizados X juízo comum
Antes o entendimento era que tal competência era do STJ, sum.348.

SÚMULA N° 348 DO STJ

COMPETE AO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA DECIDIR OS CONFLITOS DE COMPETÊNCIA ENTRE


JUIZADO ESPECIAL FEDERAL E JUÍZO FEDERAL, AINDA QUE DA MESMA SEÇÃO JUDICIÁRIA.

STF RE 590.409, este tipo de conflito será de competência do TJ ou TRF, em analogia ao julgamento do
HC.

RE 590409 / RJ - RIO DE JANEIRO

EMENTA: CONFLITO NEGATIVO DE COMPETÊNCIA. JUIZADO ESPECIAL E JUÍZO FEDERAL DE PRIMEIRA


INSTÂNCIA, PERTENCENTES À MESMA SEÇÃO JUDICIÁRIA. JULGAMENTO AFETO AO RESPECTIVO
TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL. JULGAMENTO PELO STJ. INADMISSIBILIDADE. RE CONHECIDO E
PROVIDO. I. A questão central do presente recurso extraordinário consiste em saber a que órgão
jurisdicional cabe dirimir conflitos de competência entre um Juizado Especial e um Juízo de primeiro grau,
se ao respectivo Tribunal Regional Federal ou ao Superior Tribunal de Justiça. II - A competência STJ para
julgar conflitos dessa natureza circunscreve-se àqueles em que estão envolvidos tribunais distintos ou
juízes vinculados a tribunais diversos (art. 105, I, d, da CF). III - Os juízes de primeira instância, tal como
aqueles que integram os Juizados Especiais estão vinculados ao respectivo Tribunal Regional Federal, ao
qual cabe dirimir os conflitos de competência que surjam entre eles. IV - Recurso extraordinário
conhecido e provido.

STJ sumula 428. Apesar se ser no âmbito dos JF’s cabe também nos juízos comuns estaduais.

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SÚMULA Nº 428 - COMPETE AO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DECIDIR OS CONFLITOS DE
COMPETÊNCIA ENTRE JUIZADO ESPECIAL FEDERAL E JUÍZO FEDERAL DA MESMA SEÇÃO JUDICIÁRIA.

11- Representação nos crimes de lesão corporal leve e lesão corporal culposa

Art. 88, da lei 9.099.

Art. 88. Além das hipóteses do Código Penal e da legislação especial, dependerá de representação a ação
penal relativa aos crimes de lesões corporais leves e lesões culposas.

Antes da lei 9.099/95 – estes dois crimes eram de ação penal pública incondicionada.
Por conta do art. 88, da lei 9.099/95 estes crimes passaram a depender de representação.
*natureza jurídica desta representação:
- para os processos que estavam em andamento à época da vigência da lei 9.099/95: a representação
funcionou como condição de prosseguibilidade;
-para os processos que ainda não tinham se iniciado: a representação funcionou como uma condição de
procedibilidade.

11.1- violência domestica e familiar contra a mulher lei. 11.340/06

É dotada de antinomia normativa- nos termos do art. 16.

Art. 16. Nas ações penais públicas condicionadas à representação da ofendida de que trata esta Lei, só
será admitida a renúncia à representação perante o juiz, em audiência especialmente designada com tal
finalidade, antes do recebimento da denúncia e ouvido o Ministério Público.

Art. 16, da lei 11.340/06 Art. 41, da lei 11.340/06


os crimes de lesão leve e de lesão por conta deste art. não se aplica a lei
culposa seriam crimes de ação penal 9.099/95, logo não é possível se aplicar
pública condicionada à representação, o art. 88, da lei 9.099/95, portanto nos
mesmo que praticados com violência casos de lesão leve/culposa no contexto
domestica e familiar contra a mulher. de violência domestica e familiar contra
Resp. 1.097.042 a mulher : a ação penal será de
natureza pública incondicionada.
STF- ADI 4.424.
estupro e ameaça praticada com
violência domestica e familiar contra a

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mulher, logo os demais crimes
continuam as suas regras, assim serão
de ação penal pública condicionada à
representação.
- Isso gerou incongruência, pois o crime
mais grave depende de representação.

RECURSO ESPECIAL Nº 1.097.042 - DF (2008⁄0227970-6)


EMENTA
RECURSO ESPECIAL REPETITIVO REPRESENTATIVO DA CONTROVÉRSIA. PROCESSO PENAL. LEI MARIA
DA PENHA. CRIME DE LESÃO CORPORAL LEVE. AÇÃO PENAL PÚBLICA CONDICIONADA À
REPRESENTAÇÃO DA VÍTIMA. IRRESIGNAÇÃO IMPROVIDA.
1. A ação penal nos crimes de lesão corporal leve cometidos em detrimento da mulher, no âmbito
doméstico e familiar, é pública condicionada à representação da vítima.
2. O disposto no art. 41 da Lei 11.340⁄2006, que veda a aplicação da Lei 9.099⁄95, restringe-se à
exclusão do procedimento sumaríssimo e das medidas despenalizadoras.
3. Nos termos do art. 16 da Lei Maria da Penha, a retratação da ofendida somente poderá ser realizada
perante o magistrado, o qual terá condições de aferir a real espontaneidade da manifestação apresentada

ADI 4.424
Decisão: O Tribunal, por maioria e nos termos do voto do Relator, julgou procedente a ação direta para,
dando interpretação conforme aos artigos 12, inciso I, e 16, ambos da Lei nº 11.340/2006, assentar a
natureza incondicionada da ação penal em caso de crime de lesão, pouco importando a extensão desta,
praticado contra a mulher no ambiente doméstico, contra o voto do Senhor Ministro Cezar Peluso
(Presidente). Falaram, pelo Ministério Público Federal (ADI 4424), o Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos,
Procurador-Geral da República; pela Advocacia-Geral da União, a Dra. Grace Maria Fernandes Mendonça,
Secretária-Geral de Contencioso; pelo interessado (ADC 19), Conselho Federal da Ordem dos Advogados
do Brasil, o Dr. Ophir Cavalcante Júnior e, pelo interessado (ADI 4424), Congresso Nacional, o Dr. Alberto
Cascais, Advogado-Geral do Senado. Plenário, 09.02.2012.

12- suspensão condicional do processo


12.1- conceito
- Trata-se de um instituto despenalizador por meio do qual se permite a suspensão do processo por um
período de prova (2 a 4 anos), desde que cumpridas certas condições.
- nolo contendere: o acusado não admite culpa nem proclama a sua inocência, o acusado simplesmente
irá se abster do mérito da acusação. Ainda que ele aceite a suspensão ele continua sendo considerado
inocente.

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12.2- requisitos de admissibilidade da suspensão condicional do processo (sursis processual) é
completamente diferente do sursis do CP

a- crimes com pena mínima igual ou inferior a uma ano.


-CUIDADO: pena mínima é que deverá ser levada em conta, já o procedimento comum é com base na
pena máxima. A prisão preventiva é com base na pena máxima.
OBS: o legislador fala apenas em crime, logo as contravenções também cabe, pois seria contraditório.
Qualificadoras, privilégios, causas de aumento e diminuição de pena e concurso de crimes são levados
em consideração.
-sumulas 723, STF e 243 do STJ.

Súmula 723 STF. “não se admite a suspensão condicional do processo por crime continuado, se a soma da
pena mínima da infração mais grave co o aumento mínimo de um sexto for superior a um ano”.
Súmula 243 do STJ. “o benefício da suspensão do processo não é aplicável em relação as infrações penais
cometidas em concurso material concursos formal ou continuidade delitiva, d a pena mínima cominada,
seja pelo somatório seja pela incidência da majorante, ultrapassar limite de 1 ano”.

No art. 5, da lei 8137/90, a pena varia de 2 a 5 anos há a preposição “ou”, que é alternativa. O STF
entendeu que como a pena de multa é alternativa é possível que o condenado seja condenado apenas à
pena de multa.

Art. 5° Constitui crime da mesma natureza:


I - exigir exclusividade de propaganda, transmissão ou difusão de publicidade, em detrimento de
concorrência;
II - subordinar a venda de bem ou a utilização de serviço à aquisição de outro bem, ou ao uso de
determinado serviço;
III - sujeitar a venda de bem ou a utilização de serviço à aquisição de quantidade arbitrariamente
determinada;
IV - recusar-se, sem justa causa, o diretor, administrador, ou gerente de empresa a prestar à autoridade
competente ou prestá-la de modo inexato, informando sobre o custo de produção ou preço de venda.
Pena - detenção, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, ou multa.
Parágrafo único. A falta de atendimento da exigência da autoridade, no prazo de 10 (dez) dias, que
poderá ser convertido em horas em razão da maior ou menor complexidade da matéria ou da dificuldade
quanto ao atendimento da exigência, caracteriza a infração prevista no inciso IV.

Será cabível a suspensão quando a pena de multa estiver cominada de maneira alternativa, mesmo que a
pena privativa mínima seja superior a um ano. EX: art. 5, lei 8137/90.

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A suspensão só é cabível nos juizados?
 a suspensão será cabível para todo e qualquer delito, seja ou não da competência dos juizados.
Não se admite suspensão condicional nos casos de violência familiar e domestica contra a mulher. (STF,
HC 106.212).
HC 106212 / MS - MATO GROSSO DO SUL
VIOLÊNCIA DOMÉSTICA – ARTIGO 41 DA LEI Nº 11.340/06 – ALCANCE. O preceito do artigo 41 da Lei nº
11.340/06 alcança toda e qualquer prática delituosa contra a mulher, até mesmo quando consubstancia
contravenção penal, como é a relativa a vias de fato. VIOLÊNCIA DOMÉSTICA – ARTIGO 41 DA LEI Nº
11.340/06 – AFASTAMENTO DA LEI Nº 9.099/95 – CONSTITUCIONALIDADE. Ante a opção político-
normativa prevista no artigo 98, inciso I, e a proteção versada no artigo 226, § 8º, ambos da Constituição
Federal, surge harmônico com esta última o afastamento peremptório da Lei nº 9.099/95 – mediante o
artigo 41 da Lei nº 11.340/06 – no processo-crime a revelar violência contra a mulher.

b- não está sendo processado ou não ter sido condenado por outro crime.
OBS: crime é diferente de contravenção que não será empecilho de condição de suspensão do processo.
Viola o principio da presunção inocência, pois o termo é “sendo processado”?
Não há violação ao principio da presunção de inocência.
Aplica-se o lapso temporal de 5 anos da reincidência.
c- presença dos demais requisitos que autorizam a suspensão condicional da pena.
Previsão legal, Art. 77, do CP.

Art. 77 - A execução da pena privativa de liberdade, não superior a 2 (dois) anos, poderá ser
suspensa, por 2 (dois) a 4 (quatro) anos, desde que: (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
I - o condenado não seja reincidente em crime doloso; (Redação dada pela Lei nº 7.209, de
11.7.1984)
II - a culpabilidade, os antecedentes, a conduta social e personalidade do agente, bem como os
motivos e as circunstâncias autorizem a concessão do benefício;(Redação dada pela Lei nº 7.209, de
11.7.1984)
III - Não seja indicada ou cabível a substituição prevista no art. 44 deste Código. (Re-dação dada
pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
§ 1º - A condenação anterior a pena de multa não impede a concessão do benefício.(Redação dada
pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
§ 2o A execução da pena privativa de liberdade, não superior a quatro anos, poderá ser suspensa,
por quatro a seis anos, desde que o condenado seja maior de setenta anos de idade, ou razões de saúde
justifiquem a suspensão. (Redação dada pela Lei nº 9.714, de 1998)

OBS: §1º, a condenação à pena de multa não impede a concessão do benefício de suspensão condicional
do processo.

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12.3- suspensão condicional do processo em crimes de ação penal privada
Previsão legal art. 89, da lei 9.099/95.

Art. 89. Nos crimes em que a pena mínima cominada for igual ou inferior a um ano, abrangidas ou não
por esta Lei, o Ministério Público, ao oferecer a denúncia, poderá propor a suspensão do processo, por
dois a quatro anos, desde que o acusado não esteja sendo processado ou não tenha sido condenado por
outro crime, presentes os demais requisitos que autorizariam a suspensão condicional da pena (art. 77 do
Código Penal).

§ 1º Aceita a proposta pelo acusado e seu defensor, na presença do Juiz, este, recebendo a denúncia,
poderá suspender o processo, submetendo o acusado a período de prova, sob as seguintes condições:

I - reparação do dano, salvo impossibilidade de fazê-lo;

II - proibição de freqüentar determinados lugares;

III - proibição de ausentar-se da comarca onde reside, sem autorização do Juiz;

IV - comparecimento pessoal e obrigatório a juízo, mensalmente, para informar e justificar suas


atividades.

§ 2º O Juiz poderá especificar outras condições a que fica subordinada a suspensão, desde que adequadas
ao fato e à situação pessoal do acusado.

§ 3º A suspensão será revogada se, no curso do prazo, o beneficiário vier a ser processado por outro
crime ou não efetuar, sem motivo justificado, a reparação do dano.

§ 4º A suspensão poderá ser revogada se o acusado vier a ser processado, no curso do prazo, por
contravenção, ou descumprir qualquer outra condição imposta.

§ 5º Expirado o prazo sem revogação, o Juiz declarará extinta a punibilidade.

§ 6º Não correrá a prescrição durante o prazo de suspensão do processo.

§ 7º Se o acusado não aceitar a proposta prevista neste artigo, o processo prosseguirá em seus ulteriores
termos.

É cabível, uma das condições da suspensão é a reparação do dano.


 Quanto à legitimidade para o oferecimento da proposta de suspensão:
1c) a legitimidade é do MP. Enunciado do FONAJE- 112, aprovado no XXVII FONAJE.

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O ideal é que esta proposta seja oferecida pelo querelante.
FONAJE Enunciado 112: “cabe a suspensão e transação penal nos crimes de ação privada, e a proposta
feita pelo MP”.

2c) essa proposta deve ser oferecida pelo querelante, pois ele é o titular da ação de iniciativa privada.

12.4- iniciativa da proposta de suspensão

 A suspensão condicional do processo não pode ser concedida de oficio pelo juiz;
Diante da recusa injustificada do MP, aplica-se o art. 28, do CPP (principio da devolução). Sumula 696-
STF.

Art. 28. Se o órgão do Ministério Público, ao invés de apresentar a denúncia, requerer o arquivamento do
inquérito policial ou de quaisquer peças de informação, o juiz, no caso de considerar improcedentes as
razões invocadas, fará remessa do inquérito ou peças de informação ao procurador-geral, e este oferecerá
a denúncia, designará outro órgão do Ministério Público para oferecê-la, ou insistirá no pedido de
arquivamento, ao qual só então estará o juiz obrigado a atender.

súmula nº 696 do STF

reunidos os pressupostos legais permissivos da suspensão condicional do processo, mas se recusando o


promotor de justiça a propô-la, o juiz, dissentindo, remeterá a questão ao procurador-geral, aplicando-se
por analogia o art. 28 do código de processo penal.

Se o procurador geral se recusar a oferecer a proposta, nada poderá ser feito, pois estamos falando do
chefe da instituição.
Diante da recusa do querelante, também nada poderemos fazer, pois não poderemos obrigá-lo a aceitar a
proposta.
12.5 Momento para o oferecimento da proposta de suspensão condicional do processo

Passos:
Oferecimento da denuncia;
Recebimento da denuncia pelo juiz (causa interruptiva da prescrição);
O juiz irá ordenar a citação do acusado;
Apresentação da resposta à acusação;
Tentativa de possível absolvição sumária (art. 397, CPP);

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Art. 397. Após o cumprimento do disposto no art. 396-A, e parágrafos, deste Código, o juiz deverá
absolver sumariamente o acusado quando verificar: (Redação dada pela Lei nº 11.719, de 2008).
I - a existência manifesta de causa excludente da ilicitude do fato; (Incluído pela Lei nº 11.719, de
2008).
II - a existência manifesta de causa excludente da culpabilidade do agente, salvo inimputabilidade;
(Incluído pela Lei nº 11.719, de 2008).
III - que o fato narrado evidentemente não constitui crime; ou (Incluído pela Lei nº 11.719, de
2008).
IV - extinta a punibilidade do agente. (Incluído pela Lei nº 11.719, de 2008).

 Se negada a absolvição sumária, será designada uma audiência especifica para a aceitação da proposta
de suspensão condicional do processo.

12.5.1 Desclassificação e procedência parcial da denuncia


Ex: denuncia pelo art. 155, §4, III  pena 2 a 8 anos.
Art. 155 - Subtrair, para si ou para outrem, coisa alheia móvel:
Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa.
§ 1º - A pena aumenta-se de um terço, se o crime é praticado durante o repouso noturno.
§ 2º - Se o criminoso é primário, e é de pequeno valor a coisa furtada, o juiz pode substituir a pena de
reclusão pela de detenção, diminuí-la de um a dois terços, ou aplicar somente a pena de multa.
§ 3º - Equipara-se à coisa móvel a energia elétrica ou qualquer outra que tenha valor econômico.
Furto qualificado
§ 4º - A pena é de reclusão de dois a oito anos, e multa, se o crime é cometido:
I - com destruição ou rompimento de obstáculo à subtração da coisa;
II - com abuso de confiança, ou mediante fraude, escalada ou destreza;
III - com emprego de chave falsa;
- ao final da audiência o juiz conclui que a qualificadora da chave falsa não está comprovada no processo,
o juiz estará fazendo uma desclassificação passando a ser o do art. 155, caput, do CP pena de 1 a 4
anos.  Possuindo o requisito de suspensão condicional do processo, pergunta-se é cabível ainda a
suspensão do processo. Verificamos que houve um excesso da acusação, logo é cabível, ainda, a
suspensão, mediante proposta a ser oferecida pelo MP na própria audiência uma de instrução e
julgamento.
12.6- Aceitação da proposta de suspensão condicional do processo
 Deve ser aceita pelo acusado e por seu defensor. Em caso de divergência prevalece a vontade do
acusado.
Sumula 337 STJ
Súmula 337 do STJ: “é cabível a suspensão condicional do processo na desclassificação do crime e na

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procedência parcial da pretensão punitiva”

Art. 89,§7º lei 9.099/95.


Art. 89. Nos crimes em que a pena mínima co-minada for igual ou inferior a um ano, abrangidas ou não
por esta Lei, o Ministério Público, ao oferecer a denúncia, poderá propor a suspensão do processo, por
dois a quatro anos, desde que o acusado não esteja sendo processado ou não tenha sido condenado por
outro crime, presentes os demais requisitos que autorizariam a suspensão condicional da pena (art. 77 do
Código Penal).
§ 1º Aceita a proposta pelo acusado e seu defensor, na presença do Juiz, este, recebendo a
denúncia, poderá suspender o processo, submetendo o acusado a período de prova, sob as seguintes
condições:
I - reparação do dano, salvo impossibilidade de fazê-lo;

II - proibição de freqüentar determinados lugares;


III - proibição de ausentar-se da comarca onde reside, sem autorização do Juiz;
IV - comparecimento pessoal e obrigatório a juízo, mensalmente, para informar e justificar suas
atividades.
§ 2º O Juiz poderá especificar outras condições a que fica subordinada a suspensão, desde que adequadas
ao fato e à situação pessoal do acusado.
§ 3º A suspensão será revogada se, no curso do prazo, o beneficiário vier a ser processado por outro
crime ou não efetuar, sem motivo justificado, a reparação do dano.
§ 4º A suspensão poderá ser revogada se o acusado vier a ser processado, no curso do prazo, por
contravenção, ou descumprir qualquer outra condição imposta.
§ 5º Expirado o prazo sem revogação, o Juiz declarará extinta a punibilidade.
§ 6º Não correrá a prescrição durante o prazo de suspensão do processo.
§ 7º Se o acusado não aceitar a proposta prevista neste artigo, o processo prosseguirá em seus ulteriores
termos.

Uma vez aceita a proposta será submetida à apreciação do juiz.


Determinada a suspensão do processo, a prescrição também será suspensa. Teremos aqui uma das
causas de suspensão. Art. 89,§6, da lei 9.099/95.
 Durante o período de suspensão do processo há interesse em impetração de HC?

Sim, pois se for descumprida uma das condições o processo retomará ao seu curso normal, logo é cabível.
O que não é causa impeditiva de HC, pois subsiste a liberdade de locomoção.
12.7- Recurso cabível contra a decisão homologatória da suspensão
RESE (art. 581, XI ou XVI do CPP)  seja de interpretação extensiva, pois o art. Não acompanhou as
atualizações.

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Art. 581. Caberá recurso, no sentido estrito, da decisão, despacho ou sentença:
XI - que conceder, negar ou revogar a suspensão condicional da pena;
(...)
XVI - que ordenar a suspensão do processo, em virtude de questão prejudicial;

12.8- condições da suspensão condicional do processo

a- reparação do dano, salvo impossibilidade de fazê-lo;


b-proibição de freqüentar determinados lugares;
não se confunde com a medida cautelar do art. 319, II, do CPP.

Art. 319. São medidas cautelares diversas da prisão: (Redação dada pela Lei nº 12.403, de 2011).
I - comparecimento periódico em juízo, no prazo e nas condições fixadas pelo juiz, para informar e
justificar atividades; (Redação dada pela Lei nº 12.403, de 2011).
II - proibição de acesso ou frequência a determinados lugares quando, por circunstâncias relacionadas ao
fato, deva o indiciado ou acusado permanecer distante desses locais para evitar o risco de novas
infrações; (Redação dada pela Lei nº 12.403, de 2011).

c-proibição de se ausentar da comarca sem autorização do juiz;


d-comparecimento mensal em juízo juízo deprecado;
e-não instauração de outro processo em virtude de pratica de crime / contravenção penal.
f-outras condições desde que adequadas ao fato e a situação pessoal do acusado. Neste caso doação de
sangue é possível? Não pois, fere a dignidade da pessoa. Mesmo entendimento quando se aplica uma
varrição a um médico.
Os tribunais admitem aplicação de penas restritivas de direito.
12.9- Revogação da suspensão
a)revogação obrigatória
b)revogação facultativa
Previsão art. 89, § 3 e§ 4 da lei 9.099/95.
A suspensão condicional do processo dura de 2 a 4 anos.
É possível a revogação após o prazo? Não nos termos no §5, do art.89, da lei 9.099/95.
*a suspensão do processo pode ser revogada mesmo após o decurso do período de prova, caso verificado
o descumprimento de alguma condição durante o curso do benefício, e desde que não haja anterior
declaração de extinção da punibilidade.
12.10- suspensão condicional do processo em crimes ambientais

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Art. 28. As disposições do art. 89 da Lei nº 9.099, de 26 de setembro de 1995, aplicam-se aos crimes de
menor potencial ofensivo definidos nesta Lei, com as seguintes modificações:

I - a declaração de extinção de punibilidade, de que trata o § 5° do artigo referido no caput, dependerá de


laudo de constatação de reparação do dano ambiental, ressalvada a impossibilidade prevista no inciso I do
§ 1° do mesmo artigo;

II - na hipótese de o laudo de constatação comprovar não ter sido completa a reparação, o prazo de
suspensão do processo será prorrogado, até o período máximo previsto no artigo referido no caput,
acrescido de mais um ano, com suspensão do prazo da prescrição;

III - no período de prorrogação, não se aplicarão as condições dos incisos II, III e IV do § 1° do artigo
mencionado no caput;

IV - findo o prazo de prorrogação, proceder-se-á à lavratura de novo laudo de constatação de reparação


do dano ambiental, podendo, conforme seu resultado, ser novamente prorrogado o período de suspensão,
até o máximo previsto no inciso II deste artigo, observado o disposto no inciso III;

V - esgotado o prazo máximo de prorrogação, a declaração de extinção de punibilidade dependerá de


laudo de constatação que comprove ter o acusado tomado as providências necessárias à reparação
integral do dano.

Teoricamente poderíamos pegar 4 anos pela suspensão, e se não fosse comprovado a reparação total,
poderia impor mais 4 anos com adição de mais 1 somando 9 anos, o prazo máximo. Que pelo inciso IV
pode ser acrescentado de mais 5, ou seja, o prazo máximo seria de 14 anos.

13- Execução no âmbito dos juizados


Antinomia art. 60, da lei 9.099/95 se interpretamos ele isoladamente. Logo devemos interpretá-lo em
conjunto com o art. 86, da lei 9.099/95.

Art. 60. O Juizado Especial Criminal, provido por juízes togados ou togados e leigos, tem competência
para a conciliação, o julgamento e a execução das infrações penais de menor potencial ofensivo,
respeitadas as regras de conexão e continência. (Redação dada pela Lei nº 11.313, de 2006)

Parágrafo único. Na reunião de processos, perante o juízo comum ou o tribunal do júri, decorrentes da
aplicação das regras de conexão e continência, observar-se-ão os institutos da transação penal e da
composição dos danos civis. (Incluído pela Lei nº 11.313, de 2006)

Art. 86. A execução das penas privativas de liberdade e restritivas de direitos, ou de multa cumulada com

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estas, será processada perante o órgão competente, nos termos da lei.

Se houver aplicação de multa isolada, será executada nos juizados;


Se houver pena privativa de liberdade ou restritiva de direitos, ainda que cumuladas com multa, a
competência para execução será do juízo comum.
*Pagamento da multa nos juizados
 Deverá ser feito na secretaria dos juizados para efetuação do pagamento da multa.
 No caso de falta do pagemanto da multa, art. 85, da lei 9.099/95, a parte final deste artigo não possui
finalidade, pois não existe tal lei. O CP foi alterado, pois multa não paga não poderá ser convertida em
pena restritiva. Assim, o art. 85 foi revogado tacitamente pela lei 9.268/96, multa não paga não pode ser
convertida em prisão.

Art. 85. Não efetuado o pagamento de multa, será feita a conversão em pena privativa da liberdade, ou
restritiva de direitos, nos termos previstos em lei.

Essa multa será objeto de execução pela fazenda no juízo competente.


Enunciado 15 do 7º FONAJE. Trata dessa pacificação.

2. Simulado

Relativamente aos Juizados Especiais Criminais, julgue os itens a seguir:

2.1- Nos casos de infrações penais de menor potencial ofensivo em que a ação penal é de iniciativa
privada ou de ação penal pública condicionada à representação, o autor do fato e a vítima poderão
realizar a composição dos danos, pondo fim ao litígio e acarretando a renúncia ao direito de queixa ou
representação.
2.2- A composição dos danos civis será reduzida a escrito e homologada pelo Juiz mediante sentença
irrecorrível, porá fim ao processo, devendo, no entanto, a vítima ajuizar ação de conhecimento perante o
juízo civil competente.
2.3- O processo perante o Juizado Especial orientar-se-á pelos critérios da oralidade, informalidade,
economia processual e celeridade, objetivando, sempre que possível, a reparação dos danos sofridos pela
vítima e a aplicação de pena não privativa de liberdade.
2.4- Caberá apelação, interposta no prazo de dez dias por petição escrita, da qual constarão as razões e o

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pedido do recorrente, da decisão de rejeição da denúncia ou queixa e da sentença, que será julgada por
turma composta de três Juízes em exercício no primeiro grau de jurisdição, reunidos na sede do Juizado.
2.5- Compete ao tribunal de justiça de cada estado processar e julgar habeas corpus impetrado contra
ato emanado de turma recursal.

Gabarito:

2.1- C ;2.2- E ; 2.3- C ; 2.4- C ;2.5- C.

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