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1 Controle de Constitucionalidade João Padoan

O controle de constitucionalidade configura-se como garantia de


supremacia dos direito e garantias fundamentais previstos na
constituição que, além de configurarem limites ao poder do Estado, são
também uma parte da legitimação do próprio Estado, determinando seus
deveres e tornando possível o processo democrático em um Estado de
Direito.

Distinções básicas:
● Inconstitucionalidade: é o texto que vai contra a CF;
● Ilegalidade: somente será ilegal as leis infra que desobedecem a lei
que lhe da base;
● Convencionalidade: é quando a lei vai contra os tratados
internacionais;
● Ilegitimidade: ocorre quando a pessoa não é competente para
exercer determinada tarefa;
● Tribunal constitucional: é o órgão controlador da constituição.

Controle de constitucionalidade

► Conceito: controlar a constitucionalidade significa verificar a adequação,


compatibilidade, de uma lei ou de um ato normativo com a constituição,
verificando seus requisitos formais e materiais.
Dessa forma, em os S.C. somente as normas const. Positivadas porem ser
utilizadas como paradigma para a análise de constitucionalidade de leis ou
atos normativos estatais.
► Pressupostos ou requisito de constitucionalidade das espécies
normativas: basicamente, se compara determinados requisitos formais e
materiais, a fim de verificar-se a compatibilidade com as normas
constitucionais.
● Requisitos formais: a inobservância das normas
constitucionais de processo legislativo tem como consequência a
inconstitucionalidade FORMAL da lei ou ato normativo produzido,
possibilitando pleno controle repressivo de constitucionalidade por parto do
poder Judiciário, tanto pelo método difuso quanto pelo método concentrado.
Ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em
virtude de espécie normativa devidamente elaborada de acordo com as regras
de processo legislativo constitucional.
I – Subjetivos (em relação a pessoa): refere-se a fase
introdutória do P.L., a questão de iniciativa.
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Qualquer espécie normativa editada em desrespeito ao P.L. inobservado


aquele que detinha o poder de iniciativa legislativa para determinado
assunto, APRESENTARA FLAGRANTE VICIO DE INCOSTITUCIONALIDADE.
II – Objetivos (em relação ao procedimento): referem-
se a duas outras fazes do P.L.: constitutiva e complementar. Assim, toda e
qualquer espécie normativa deverá respeitar todo o tramite constitucional
previstos nos Art. 60 a 69.

► O descumprimento da lei ou ANI pelo poder executivo: o poder


executivo está obrigado a pautar sua conduta pela estrita legalidade,
observando, primeiramente as normas constitucionais. Portanto, poderá o
chefe do poder executivo determinar aos seus órgãos subordinados que
deixem de aplicar administrativamente as leis ou atos normativos que
considerar inconstitucional.

► Espécies de controle de constitucionalidade:


● Em relação ao momento da realização: a presente
classificação pauta-se pelo ingresso da lei ou ato normativo no ordenamento
jurídico.
I – Controle preventivo: pretende impedir que alguma
norma contaminada pela inconstitucionalidade ingresse no ordenamento
jurídico. Os poderes Executivo e Legislativo realizam tal controle, evitando
que uma espécie normativa inconstitucional passe a ter vigência e eficácia no
ordenamento jurídico.
II – Controle repressivo: busca expurgar a norma
editada em desrespeito à constituição. O poder Judiciário realiza tal controle,
retirando do ordenamento jurídico uma lei ou ato normativo contrário a CF.
● Controle repressivo em relação ao órgão controlador:
I – Politico: ocorre em Estados onde o órgão que garante
a supremacia a constituição sobre o ordenamento jurídico é distinto dos
demais poderes do Estado;
II – Judiciário ou jurídico: é a verificação da
adequação, compatibilidade, de atos normativos com a constituição feita
pelos órgãos integrantes do poder Judiciário. É A REGRA ADOTADA NO
BRASIL.
III – Misto: adota tanto o político como o jurídico. Ex:
França.
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► Controle Preventivo: busca evitar o ingresso no ordenamento jurídico de


leis inconstitucionais, por duas hipóteses, sendo elas, as comissões de
constituições e justiça e o veto jurídico.
● Comissões de constituição e justiça: sua função é analisar
a compatibilidade do projeto de lei ou proposta de emenda constitucional
apresentados com o texto da CF;
● Veto Jurídico: se baseia na participação do chefe do poder
Executivo no processo legislativo. Poderá o presidente da república vetar o
projeto de lei aprovado pelo Congresso Nacional por entende-lo
inconstitucional.
► Controle repressivo de constitucionalidade: foi adotado, em regra, o
controle repressivo jurídico ou judiciário, em que o próprio poder Judiciário
realiza o controle da lei ou do ato normativo, já editados, perante a CF, para
reedita-los no ordenamento jurídico, desde que contrário a carta magna.

Ação direta de INCONSTITUCIONALIDADE genérica

► Finalidade: retirar a lei considerada inconstitucional do sistema jurídico.


► Competência: compete ao STF processar e julgar, originariamente, ação
direta de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal ou estadual.
Em tese, não existe caso concreto a ser solucionado. Visa-se, pois, obter a
invalidação da lei, a fim de garantir-se a segurança das relações jurídicas,
que não podem ser baseadas em normas constitucionais.
A declaração de inconstitucionalidade, portanto, é o objeto principal da ação,
diferentemente do ocorrido no controle difuso.
► Objeto: o STF não admite ação direta de inconstitucionalidade de lei ou
ato normativo que já tenha sua eficácia exaurida.
Poderá ter ações diretas de constitucionalidade e de inconstitucionalidades.
Pagina 722, Alexandre de Moraes.
► Controle concentrado: surgiu no Brasil através da Emenda
Constitucional n°16, que atribuiu ao STF competência para processar e
julgar originariamente a representação de inconstitucionalidade de lei ou ato
normativo federal ou estadual, apresentada JP pelo procurador-geral da
República. Através desse modelo de controle, é feita a declaração de
inconstitucionalidade da lei ou do ato normativo objetivando alcançar a
invalidação da lei para firmar a segurança das relações jurídicas
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● Controle concentrado das normas originarias: no Brasil


ainda vige o reconhecimento de que o poder constituinte originário é ilimitado
o que por consequência inviabiliza a declaração de inconstitucionalidade de
uma norma originaria.
NÃO HAVERA POSSIBILIDADE DE DECLARAÇÃO DE NORMAS
CONSTITUCIONAIS ORIGINARIAS COMO INCONSTITUCIONAIS.
● Controle concentrado de lei ou ato normativo municipal
ou estadual em das constituições estaduais:
Lei municipal > FERI > CF > NÃO EXISTE CONTROLE CONCENTRADO
APENAS DIFUSO PARA LEIS MUNICIPAIS. Art. 102, II;

Lei municipal > FERI > Const. Est > A COMPETENCIA FICA PARA O
TRIBUNAL DE JUSTIÇA USANDO DO PODER CONCENTRADO NO AMBITO
ESTADUAL;

Lei estadual > FERE > CF > COMPETENCIA DO STF. Art.102, I a;

Lei estadual > Const. Est. > gera o seguinte raciocínio: as constituições
estaduais são basicamente copias da constituição federal, sendo assim se
uma lei desrespeita uma lei Est. Consequentemente também desrespeitara
uma lei Federal, sendo assim, no caso de uma lei Est. Ofender ao mesmo
tempo a CF e a CE, o STF determinara a suspensão da ADI Est. até o final
do julgamento da ADI Federal.

● Controle concentrado de lei ou ato Distrital em face da CF:


por possuir as competências administrativas e legislativas cumuladas dos
Estados e Municípios, se usara a mesma lógica do tópico a cima.
● Controle concentrado e respeito a legalidade: se o ato
regulamentar vai além do conteúdo
da lei, ou se afasta dos limites que
está lhe traça, pratica ilegalidade e
não inconstitucionalidade, pelo que
não se sujeita a jurisdição
constitucional. A competência recai
sobre o juiz competente.
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Ou seja, a norma infra legal é ilegal e não inconstitucional, pois fere os


princípios legais.

● Tratados internacionais e controle de constitucionalidade:


As normas de direito internacional público vigoram na ordem interna com a
mesma relevância das normas de direito interno, desde logo quanto a
subordinação a CF – sendo, pois, inconstitucionais se infringirem as normas
da constituição ou seus princípios.
O controle se faz pela CONVENCIONALIDADE, comparando as leis as normas
supralegais.
● Controle de constitucionalidade e decretos: não havendo lei
anterior que possa ser regulamentada, qualquer disposição sobre o assunto
tende a ser adotada em lei formal. O decreto seria nulo, não por ilegalidade,
mas por inconstitucionalidade, já que supriu a lei onde a constituição exige.
Basicamente:
CF > Manda Art. 84, IV > o decreto vira baseado em lei já existente
Se há decreto sem lei, faz-se um decreto autônomo, ou seja, cria-se um
desrespeito direto a CF. Sendo assim, o decreto será inconstitucional e não
ilegal pois não há lei previa que assim o faça.
● Atos privados: só permitem controle difuso, pois são em sua
maioria atos concretos, tangíveis.
● Leis e atos de efeitos concretos: se possui efeito concreto
fara-se o controle difuso.

► Prazo decadencial da ADI: não se sujeita a observância de qualquer prazo


de natureza prescricional ou de caráter decadencial, pois os atos
inconstitucionais jamais se convalidam pelo decurso do tempo.
► Advogado geral da União: é ele o único defensor da leu atacada. Compete
a ele, a ação direta de inconstitucionalidade, a defesa da normal legal ou ato
normativo impugnado, independentemente de JP sua natureza federal ou
estadual. É constitucionalmente impedido de manifestar-se contrário a
inconstitucionalidade da norma.
► Procurador geral da república: ou trabalha em controle concentrado
como autor ou ele entra como fiscal da lei. Podendo firmar o próprio juízo.
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► Relator: é aquele que faz o relatório para o dia do processo. É ele que
define o amigo da corte.
► Amigo da corte: ajuda o supremo com a solução dada ao processo,
denominado em latim, Amigus curiae. Sua função primordial é juntar aos
autos parecer ou informações com o intuito de trazer a colação considerações
importantes sobre a matéria de direito a ser discutida pelo Tribunal.
► Medida cautelar:
● Liminar: dada no início do processo, apenas no início. No
decorrer do processo ela pode ter duas formas:
I – Tutela: sinônimo de pedido. Antecipação do próprio
pedido;
II - Cautela: representa a proteção ao pedido para que
no momento certo o pedido possa vir a ser provido.
* Eficácia represtinatória, Art.114 CF

► Efeitos da Adin no controle concentrado: declarada a


inconstitucionalidade da lei ou ato normativo federal ou estadual, a decisão
terá efeito retroativo (ex tunc) e para todo (erga omnes), desfazendo, desde
sua origem, o ato declarado inconstitucional, juntamente com todas suas
consequências derivadas, uma vez que atos inconstitucionais são nulos, e
portanto, destituídos de qualquer carga de eficácia jurídica, alcançando a
declaração de inconstitucionalidade da lei ou ato normativo, inclusive os atos
pretéritos com base nela praticados (ex tunc).
Este efeito pode alcançar sentenças transitadas em julgado, entretanto,
permitiu ao STF a manipulação dos efeitos de declaração de
inconstitucionalidade denominada de modulação, ou limitação temporal pela
Corte, seja em relação a sua amplitude, seja em relação aos seus efeitos
temporais, desde que presente os dois requisitos constitucionais:
I – Requisito formal: decisão da maioria de dois terços
dos membros do Tribunal;
II – Requisito material: presença de razoes de
segurança jurídica ou de excepcional interesse social.
● Reclamação constitucional: tem por função informar ao STF
que seus preceitos estão sendo desobedecidos:
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A – Efeitos: representa a qualidade, a propriedade da


decisão. É algo inerente, atinge a TODOS > erga omnes.
Possui efeito vinculante perante o judiciário e o executivo fed, est e mun. O
legislativo não é vinculado por ele se faz necessário na construção das
decisões. É também em virtude do perigo da fossilização constitucional.
B – Eficácia, Art.27, lei 9808/99:
I – Em regra, a eficácia retroage, possui efeito Ex
Tunc. Exceto se o supremo dizer contrario em caso de interesse social ou de
segurança jurídica, neste caso a lei é Ex Nunc.
II - modulação de efeitos: é a escolha de uma data
fixa pelo STF. (Pagina 748, segunda exceção).

Interpretação conforme – Art.28, parágrafo único, Lei 9868/99

Apenas se fara a interpretação conforme no caso de normas com várias


significações possíveis, deverá ser encontrada a significação que apresente
conformidade com as normas constitucionais, evitando sua declaração de
inconstitucionalidade e consequente retirada do ordenamento jurídico.
Só se fara quando a norma apresentar vários significados, segundo
Canotilho, a interpretação conforme só é legitima quando existe um espaço
de decisão, um espaço de interpretação, aberto JP a várias propostas
interpretativas. Ou seja, não haverá espaço para interpretação quando a
norma contrariar o texto que não permita qualquer modo de interpretação.
A finalidade, portanto, dessa regra interpretativa é possibilitar a manutenção
no ordenamento jurídico das leis e atos normativos editados pelo poder
competente que guardem valor interpretativo compatível com o texto
constitucional.
Segundo o STF, só é utilizável quando a norma impugnada admite, dentre
várias interpretações possíveis, uma que a compatibilize com a carta magna,
e não quando o sentido da norma é unívoco.

► Interpretação conforme COM redução do texto: acaba com qualquer


possibilidade interpretativa. Ocorrera quando for possível, em virtude da
redação do texto impugnado, declarar a inconstitucionalidade de
determinada expressão, possibilitando, a partir dessa EXCLUSAO de texto,
uma interpretação compatível com a CF.
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► Interpretação conforme SEM redução do texto:


● Conferindo: confere-se a norma impugnada UMA
DETERMINADA interpretação que lhe preserve a constitucionalidade.
Confere, dita a ÚNICA interpretação valida adaptada ao texto da constituição.
Não há possiblidade de mudança no tempo;
● Excluindo: exclui-se da norma impugnada uma interpretação
que lhe acarretaria a inconstitucionalidade. Ou seja, excluirá as
interpretações contrarias e deixara coexistindo as que são compatíveis com a
CF. Há possibilidade de mudança no futuro.

Arguição de descumprimento de preceito fundamental – ADPF Art.103


e Lei 9882/99
Será apreciada pelo STF na forma da lei. Trata-se de norma constitucional de
eficácia limitada, que depende de edição de lei, estabelecendo a forma pela
qual será apreciada a arguição de descumprimento de preceito fundamental
da constituição.
► Preceito fundamental: seriam normas basilares que informam todo o
sistema, servindo de vetores interpretativos para as demais normas a
exemplo de princípios fundamentais cláusulas pétreas, princípios sensíveis
etc.
Basicamente é um norte interpretativo para o exercício dos princípios
fundamentais.
► Legitimados ativos: Art. 103.
► Caráter subsidiário: é incabível, segundo o STF, a ADPF quando ainda
existe medida eficaz para sanar a lesividade. O princípio da subsidiariedade
exige o esgotamento de todas as vias possíveis para sanar a lesão ou ameaça
de lesão do preceito fundamental.
► Procedimento: Art.3º da Lei 9882/99. A petição inicial será apresentada
em duas vias, devendo conter copias do ato questionado e dos documentos
necessários para comprovar a impugnação e deverá conter a indicação do
preceito fundamental que se considera violado.
O quórum para instalação da sessão e para a decisão será estipulado
conforme o Art. 8 da Lei 9882/99, sendo este de dois terços.
► Formas de exercício:
● Preventivo: tem o objetivo de evitar lesões a princípios,
direitos e garantias fundamentais previstos na CF.
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● Repressivo: objetiva o reparo, quando causado pela conduta


omissiva ou comissiva de qualquer dos poderes público.
● Por equiparação: ???

Ação de inconstitucionalidade por omissão – ADIO Art. 103 §2º CF e


Lei 9868/99
A CF prevê que, declarada a inconstitucionalidade por omissão de medida
para tornar efetiva norma constitucional, será dada ciência ao Poder
competente para a JP adoção das providencias necessárias e, em se tratando
de órgão administrativa, para fazê-lo em 30 dias.
O objetivo da ADIO foi conceder plena eficácia as normas constitucionais, que
dependessem de complementação infraconstitucional. Assim, tem cabimento
a presente ação, quando o poder público se abstém de um dever que a CF lhe
atribuiu.

► Classificação (José Afonso):


I – Norma de eficácia plena
II – Norma de eficácia contida, dá-se o direito.
III – Norma de eficácia limitada, prevê o direito, cabendo aqui
a omissão, pois é possível que a lei reguladora do modo que o direito será
feito, pode não vir, cabendo aqui uma ADIO. Ex: Art. 7 CF, Dto. a greve (não
há lei que regule este direito).
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A inconstitucionalidade está localizada na falta de lei reguladora da pela


omissão, impedindo o exercício. Se corrigido a omissão enquanto a ADIO
está tramitando no STF, ela perdera seu objeto e deixará de existir.
► Espécies de omissão:
I – Total;
II – Parcial: existe a lei, mas regulamenta o direito de forma
deficiente. Ex: Art. 7, IV CF.
A – Parcial relativa: regulamenta o direito de certa classe se
esquecendo de outra.
► Legitimidade: Art. 103 CF;
► Liminar, Lei 9868/99, Art. 12F, §1º.

Após decidido e julgado a procedência sobre a ADIO, o STF comunicara com


caráter obrigatório o:
I – Órgão administrativo: adoção de providencias necessárias
em 30 dias. A fixação do prazo permite a futura responsabilização do poder
público administrativo, caso a omissão permaneça.
II – Poder Legislativo: da ciência para a adoção de
providencias necessárias, sem prazo preestabelecido.

Ação direta de inconstitucionalidade interventiva – Art. 34, VII


(princípios sensíveis) CF
A intervenção se trata da retirada parcial de um ente político do governo que
engloba de maneira decrescente a União, o Estado membro e o Município. A
retirada é de forma temporária, voltando ao normal com a organização
necessária promovida pelo interventor.
Se baseia nos chamados princípios sensíveis (Art.34, VII CF) que se
desobedecidos permitirá a intervenção.
O único legitimado para esta ação é o procurador da republica

Ação declaratória de constitucionalidade – Art. 102, I “a”


É somente cabível contra lei ou atos normativos federais. As leis estaduais e
municipais não entram.
Torna presunção relativa em presunção absoluta de constitucionalidade,
eliminando as controversas jurídicas que há nos Estados, devendo esta
controversa estar demonstrada na petição inicial.
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Os legitimados estão no rol do Art. 103

Controle difuso
Também conhecido com controle por via de exceção ou difuso, caracteriza-
se pela permissão a todo e qualquer juiz ou tribunal realizar no caso concreto
a análise sobre a compatibilidade do ordenamento jurídico com a CF.
O controle difuso caracteriza-se, principalmente, pelo fato de ser exercitável
somente perante caso concreto a ser decidido pelo poder judiciário. Assim,
posto um litigio em juízo, o poder judiciário devera soluciona-lo e para tanto,
incidentalmente, deverá analisar JP a constitucionalidade ou não da lei ou do
ato normativo. A declaração de inconstitucionalidade é necessária para o
deslinde do caso concreto, não sendo, pois, objeto principal da ação.
Quem delibera juntamente a inconstitucionalidade da lei é o Senado, sendo
este um ato discricionário. Basicamente, após o STF julgar a
inconstitucionalidade da lei, ele manda para Senado para que ele sane os
problemas e até redija nova lei, entretanto o senado nunca fez isso.
Sendo assim, o STF reinterpretando o Art. 52, X diz que em caso de ações
repetitivas o STF poderia vincular para todos o efeito da decisão. A este tipo
de controle se dá o nome de abstrativação do controle difuso. Ou seja, o
supremo, pegando um processo exemplo, aplica a Lei 9868/99 com seus
efeitos e eficácia, entretanto, hoje ele usa a sumula vinculante.
► Efeitos da declaração de inconstitucionalidade:
● Entre as partes do processo (Ex Tunc): declarada a
inconstitucionalidade da lei ou ato normativo pelo STF, desfaz-se, desde sua
origem, o ato declarado inconstitucional, juntamente com todas as
consequências dele derivadas, uma vez que os atos inconstitucionais são
nulos e, portanto, destituídos de qualquer carga de eficácia jurídica,
alcançando a declaração de inconstitucionalidade da lei ou do ato normativo,
inclusive atos pretéritos com base nela praticados. Porem tais efeitos (Ex
Tunc) somente tem aplicação para as partes e no processo em que houve a
citada declaração.
● Para os demais (Ex Nunc): A CF, porem, previu um
mecanismo de ampliação dos efeitos da declaração incidental de
inconstitucionalidade pelo STF (Art.52, X). Assim ocorrendo essa declaração
conforme já visto, o senado poderá editar uma resolução suspendendo a
execução, no todo ou em parte, da lei ou ato normativo declarado
inconstitucional por decisão definitiva do STF, que terá efeitos erga omnes,
porem Ex Nunc, ou seja, a partir da publicação da citada resolução
senatorial.
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Controle concentrado ou via de ação direta


O controle concentrado ou abstrato de constitucionalidade surgiu no Brasil
por meio da Emenda Constitucional nº 16, de 6-12-1965, que atribui ao STF
competência para processar e julgar originariamente a representação de
inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal ou estadual,
apresentada pelo PGR.
Por meio desse controle procura se obter a declaração de
inconstitucionalidade da lei ou ato normativo em tese, independentemente
da existência de um caso concreto, visando-se a obtenção da invalidação da
lei, a fim de garantir-se a segurança das relações jurídicas, que não podem
ser baseadas em normas inconstitucionais.
(Caderno) >> Na sentença há o relatório, fundamentação e dispositivo, sendo
este último o único capaz de fazer coisa julgada. Mas por inovação só STF, a
fundamentação foi dividida em 2 braços:
I – Passagem (obter dictium)
II – Razão da decisão, o STF decidiu por inovação que a razão
da decisão também fara coisa julgada.

Referencias: Alexandre de Moraes – Direito constitucional (22º edição)