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A classe social para BOURDIEU. "...

Pela estrutura das relações entre todas as propriedades


pertinentes que confere seu valor próprio a cada uma delas e aos efeitos que ela exerce sobre as
práticas."

"...A rede das características secundárias manipuladas, de maneira mais ou menos consciente,
sempre que é feito apelo a classes construídas em um critério único, mesmo que fosse tão
pertinente quanto a profissão; trata-se também de apreender a origem das divisões objetivas, ou
seja, incorporadas ou objetivadas em propriedades distintivas, com base nas quais os agentes
têm mais possibilidades de se dividirem e de voltarem a agrupar-se realmente em suas práticas
habituais, além de se mobilizarem ou serem mobilizados - em função, é claro, da lógica
específica, associada a uma história específica, das organizações mobilizadoras - pela e para a
ação política, individual ou coletiva."

"Não se pode justificar de maneira, a um os tempo, unitária e específica, a infinita diversidade das
práticas a não ser mediante a condição de romper com o pensamento linear que se limita a
conhecer as estruturas simples de ordem em relação à determinação direta para se aplicar e
reconstruir as redes de relações emaranhadas, presentes em cada um dos fatores."
IMPORTANTE

"Através de cada um dos fatores, exerce-se a eficácia de todos os outros, de modo que a
multiplicidade de determinações conduz não à indeterminação, mas à sobredeterminação."

Até aqui: página 101 da distinção de BOURDIEU.

"Os sujeitos classificastes que classificam as propriedades e as práticas dos outros, ou as deles
próprios, são também objetos classificáveis que classificam (perante os outros), apropriando-se
das práticas e propriedades já classificadas (tais como vulgares ou distintas, elevadas ou baixas,
pesadas ou leves, etc., ou seja, em ultima análise, populares ou burguesas) segundo sua
repartição provável entre grupos, eles próprios classificados; as mais classificantes e as mais bem
classificadas dessas propriedades são, evidentemente, aquelas que são expressamente
designadas para funcionar como sinais de distinção ou marcas de infâmia, estigmas e, sobretudo,
os nomes e diplomas que exprimem o pertencimento às classes, cuja interseção define, em
determinado momento, a identidade social, nome da nação, de região, de etnia ou família, nome
de profissão, diploma escolar, títulos honoríficos, etc." Pág 446

Teatro e contestação por distinção: "Basta ter em mente que os bens se convertem em sinais
distintivos, que podem ser sinais de distinção, mas também de vulgaridade, ao serem percebidos
relacionalmente, para verificar q eu a representação que os indivíduos e os grupos exibem
inevitavelmente através de suas práticas e propriedades faz parte integrante de sua realidade
social." Pág 447

"... As lutas das classificações, individuais ou coletivas, que visam transformar as categorias de
apercepção e apreciação do mundo social e, por conseguinte, o mundo social, constituem uma
dimensão esquecida da luta de classes."