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Instituto Federal do Norte de Minas Gerais

Campus Januária

Hidráulica
Perda de carga

Ellen Carolinne Rodrigues Alves


eaa.ellenalves@gmail.com
Perda de carga
• Conceitos
• Perda de Carga
• Perda de energia durante o escoamento de um líquido em uma tubulação
• Consequência dos atritos internos e externos
• Energia calorífica
• Condutos forçados
• Tubulações e canalizações sob pressão maior que a atmosférica
• Tubo
• Peça de tamanho limitado e diâmetro não muito pequeno
• Tubos de ferro, tubos de PVC, tubos de concreto
• Cano
• Peça geralmente cilíndrica de tamanho limitado e pequeno diâmetro
• Canos de chumbo, de aço galvanizado

• Tubulação
• Conduto composto de várias peças de tubos ou canos
• Canalização, encanamento, tubulagem
• Encanamento
• Conjunto de canos ou de tubos
• Usualmente empregado para condutos forçados
Experimento de Reynolds
• Numero de Reynolds

ou
Perda de carga
• Regime laminar
• Resistência ao escoamento é devida inteiramente à
viscosidade
• Comumente designada como perda por atrito
• Não se deve supor que seja devida a uma forma de
atrito como a que ocorre com os sólidos
• Junto às paredes dos tubos não há movimento do
fluido
• Velocidade se eleva de zero até o seu valor máximo
junto ao eixo do tubo
• Pode-se imaginar uma série de camadas em
movimento
• velocidades diferentes
• Responsáveis pela dissipação de energia
Perda de carga
• Regime turbulento
• Resistência
• efeito combinado das forças devidas à viscosidade e
à inércia
• Distribuição de velocidades na canalização
• depende da turbulência
• influenciada pelas condições das paredes
• tubo com paredes rugosas causaria maior
turbulência.
Perda de carga
Classificação das perdas de carga
• Perda por resistência ao longo dos
condutos
• movimento da água na própria tubulação
• uniforme em qualquer trecho de uma canalização de dimensões
constantes
• independentemente da posição da canalização
• Perdas locais, localizadas ou acidentais
• Peças especiais e singularidades da instalação
• Importantes no caso de canalizações curtas com
peças especiais
• Canalizações longas: frequentemente
desprezível, comparado ao da perda pela resistência ao
escoamento.
Perda de carga ao longo dos condutos
• Diretamente proporcional
• comprimento da canalização
• Velocidade m
• Inversamente proporcional
• Diâmetro n
• Variável
• com a natureza das paredes dos tubos
• Rugosidade (no caso do regime turbulento)
• Independente
• Da posição do tubo
• Da pressão interna sob a qual o líquido escoa
Perda de carga ao longo dos condutos
Equação de Darcy-Weisbach

J = hf / L (mca . m-1)
Perda de carga ao longo dos condutos

(Hagen-Poiseuille)
Perda de carga ao longo dos condutos
Coeficiente de Darcy-Weisbach (f)
• Escoamento Turbulento Liso e Turbulento Rugoso
• Equação de Colebrook-White

k: Rugosidade equivalente

• Explicitações da Equação de Colebrook-White


• Sousa-Cunha-Marques (1999) (erro= 0,123%)

• Haaland (1983) (erro: 0,220%)


Perda de carga ao longo dos condutos
• Rugosidade absoluta ou média nos tubos
• material empregado na fabricação dos tubos;
• processo de fabricação dos tubos;
• técnica de assentamento
• estado de conservação das paredes dos tubos;
• existência de revestimentos especiais;
• emprego de medidas protetoras durante o
funcionamento
ε

• “Tubérculos" (fenômeno da corrosão). Revestimentos internos especiais


• Incrustações
• Vantagem dos tubos de cobre, concreto, címento-amianto, plástico, etc
Diagrama de Moody
Exemplo
• Determinar hf e J
• Q = 221,76 m³/h
• L = 100 m
• D = 200 mm
• Tubulação de Ferro Fundido (ε = 0,25 mm)
• Água na Temperatura de 20ºC : ν = 10-6 m²/s
• Determinar hf e J
• Q = 221,76 m³/h
• L = 100 m
• D = 200 mm = 0,2m
• Tubulação de Ferro Fundido (ε = 0,25 mm)
• Água na Temperatura de 20ºC - ν = 10-6 m²/s

J= ?
0,021
Perda de carga ao longo dos condutos
• Hazen Willians
• Resultado de trabalho experimental com grande número de
tratamentos
• Mais utilizada no Brasil
• Tubulações com diâmetro > 2” (50 mm)
• Diâmetros, Vazões e Materiais
1,852 1,852
1 Q 1 V
J  10,641 4,87   J  6,806 1,17  
D C D C

Q  0,2788 C D 2,63 J 0,54 V  0,355 C D 0,63 J 0,54

• Q = vazão, m3 s-1;
• J = perda de carga unitária, mca m-1; e
• C = coeficiente que depende da natureza da parede do tubo (material
e estado)
Valores do Coeficiente de Hazen-Williams (C)
Tipos de conduto C
Alumínio 130
Aço corrugado 60
Aço com juntas “loc-bar”, novas 130
Aço com juntas “loc-bar”, usadas 90 a 100
Aço galvanizado 125
Aço rebitado, novo 110
Aço rebitado, velho 85 a 90
Aço soldado, novo 130
Aço soldado, usado 90 a 100
Aço soldado com revestimento especial 130
Aço zincado 120
Cimento-amianto 130 a 140
Concreto, bom acabamento 130
Concreto, acabamento comum 120
Ferro fundido, novo 130
Ferro fundido, usado 90 a 100
Plásticos 140 a 145
PVC rígido 145 a 150
Perda de carga ao longo dos condutos
• Hazen Willians
• Mais utilizada para diâmetros > 2” (50 mm)

• Cálculo da perda de carga unitária (J) de uma tubulação


1,852 1,852
1 Q 1 V
J  10,641   J  6,806 1,17  
D 4,87 C D C

• hf= J.L
Perda de carga ao longo dos condutos
• Flamant
• Tubos Pequenos (de 16 a 160 mm )
• Velocidades de 0,1 a 4 m/s
• Recomendada para PVC
• Perda de carga unitária (J)

• b1: Coeficiente de Flamant


• PVC= 0,000824
• Ferro fundido e Aço galvanizado Usados= 0,0014
• Ferro fundido e Aço galvanizado Novos= 0,001133
• Cimento Amianto= 0,00095
• hf= J . L
Perda de carga ao longo dos condutos
• Manning
• Usada para condutos forçados e livres
• Pouco usados em Plásticos (PVC e PEBDL)
Q2 v2
J  10,273 n 2
J  6,345 n 2

D16 3 D4 3

0,312 8 3 1 2 0,397 2 3 1 2
Q D J V D J
n n
• n = coeficiente que depende da natureza da parede do tubo
(material e estado de conservação)
• Perda de carga unitária(J)
• hf= J . L
Valores do Coeficiente de Manning (n)*

Tipos de conduto Valor geralmente usado


Tubos de ferro fundido, limpo, sem revestimento 0,014
Tubos de ferro fundido, com revestimento de alcatrão 0,012
Tubos de ferro fundido, com incrustações 0,017
Tubos de aço rebitado 0,015
Tubos de aço soldado 0,012
Tubos de aço galvanizado 0,013
Tubos de latão ou cobre 0,013
Tubos de cimento-amianto 0,012
Tubos com revestimento de cimento bem alisado 0,012
Revestimento de argamassa de cimento 0,013
Condutos de concreto lisos (formas de aço) 0,013
Tubos de concreto com juntas 0,017
Condutos velhos de concreto ou toscamente alisados 0,015
Condutos cerâmicos de esgoto 0,015
Tubos de drenagem de cerâmica 0,014
Perda de carga ao longo dos condutos
• Watters e Keller
• Combinação de Dary-Weisbach e f
• Tubulações e mangueiras plásticas < 125 mm
Q1,75
hf  J L  7,89 10 7
4,75
L
D

• Tubulações e mangueiras plásticas > 125 mm


Q1,83
hf  J L  9,58 10 4,83 L
7
D
• hf: cmca (centímetro de coluna d’água)
• Q: L s-1
• D: mm
• L: m
Exemplo 1
• Usando as equações que se ajustam
• Determinar hf e J
• Q = 221,76 m³/h
• L = 100 m
• D = 200 mm
• Tubulação de PVC (ε = 0,015 mm)
• Água na Temperatura de 20ºC - ν = 10-6 m²/s
Aplicação das equações de Bernoulli e Hazen-Williams

Exemplo 2