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Aprendendo Grego

t h e joi n t as s o c i at ion of clas sica l t each er s’ gr eek c ou r se

t ex to s e vo ca bu lá r io

Tr a dução
Ce cí l ia Ba r t a lot t i

Sup er v isão
F láv io R ib ei ro de Ol ivei r a
Lu i z A lb er to Ma cha do Cabr a l
Aprendendo Grego
e dição br A si l e i r A

Antes de iniciarmos a tradução da primeira edição do Aprendendo grego em 2004,


solicitamos a opinião de professores e estudiosos de língua grega antiga. A maioria
dos professores questionados via a publicação como uma excelente contribuição ao
seu trabalho, e boa parte já usava o método, apesar da inexistência de tradução. Dois
anos mais tarde, quando concluíamos os trabalhos de tradução, fomos surpreendi-
dos pelo lançamento da segunda edição pela Cambridge University Press. Tendo a
segunda edição recebido inúmeras alterações, e sendo estas fruto da reflexão e da uti-
lização do método por educadores, decidimo-nos pela publicação da edição aprimo-
rada, propiciando assim aos estudantes e professores brasileiros a versão atualizada
de um recurso já consagrado para o ensino do grego em vários países.
A tradução e publicação do livro de Textos e vocabulário em forma de cd-rom,
em vez do livro tradicional, tem unicamente em vista a redução do preço final do
conjunto, permitindo que o leitor imprima partes do livro conforme sua necessidade.
Os trabalhos de tradução, supervisão e revisão levados a cabo por Luiz Alberto
M. Cabral, Cecília Bartaloti e Flávio Ribeiro de Oliveira merecem os créditos de
um trabalho esmerado. Agradecemos a vários professores da área que foram consul-
tados no decorrer dos trabalhos e somos especialmente gratos pelas inúmeras cor-
reções e sugestões recebidas dos professores Paula da Cunha Correa e José Marcos
Macedo.

S.T.
reading Greek
T E X T O S E VO CA BU L Á R IO

Publicado pela primeira vez no Reino Unido em 1978, Aprendendo Grego tornou-se
um best-seller na categoria de curso introdutório de grego antigo em um ano para
estudantes e adultos. O livro combina o melhor das técnicas modernas e tradicionais
de aprendizagem e é usado amplamente nas escolas, cursos de verão e universidades
em todo o mundo. Foi também vertido em várias línguas estrangeiras. Este volume
Texto e Vocabulário, que acompanha o livro, contém uma narrativa inteiramente
adaptada a partir de autores antigos a fim de estimular os estudantes a desenvolve-
rem rapidamente suas habilidades, ao mesmo tempo em que recebem uma excelente
introdução à cultura grega.
Sumário

Prefácio vii
Prefácio à segunda edição ix
Agradecimentos xii
Notas sobre a segunda edição xvi

Parte 1 Atenas no mar 1


Seção Um A–J: O golpe do seguro 4
Seção Dois A–D: O passado glorioso 22
Seção Três A–E: Atenas e Esparta 30

Parte 2 Decadência moral? 41


Seção Quatro A–D: Desrespeito à lei na vida ateniense 42
Seção Cinco A–D e Seis A–D: “Sócrates corrompe os jovens” 53
Seção Sete A–H: Sócrates e a investigação intelectual 72

Parte 3 Atenas pelos olhos do poeta cômico 89


Seção Oito A–C: As aves de Aristófanes e visões de Utopia 90
Seção Nove A–J: As vespas de Aristófanes 99
Seção Dez A–E: Lisístrata de Aristófanes 120
Seção Onze A–C: Os acarnenses de Aristófanes 130

Parte 4 As mulheres na sociedade ateniense 138


Seções Doze a Catorze: O processo contra Neera 140
Seção Doze A–I: Neera como escrava 144
Seção Treze A–I: Neera como mulher casada 161
Seção Catorze A–F: Proteção da pureza de uma mulher 175
Seção Quinze A–C: Alceste na peça de Eurípides 183

Parte 5 A visão ateniense de justiça 190


Seções Dezesseis e Dezessete: Justiça oficial e privada 191
Seção Dezesseis A–H: Justiça oficial: navios, Estado e indivíduos 192
Seção Dezessete A–E: Justiça privada: problemas no campo 204
Seção Dezoito A–E: Como Zeus deu a justiça aos homens 214

v
vi Sumário

Parte 6 Deuses, destino e homem 225


Seção Dezenove A–F: A história de Adrasto 227

Parte 7 Herói e heroína homéricos 243


Seção Vinte A–G: Odisseu e Nausícaa 246

Vocabulário completo grego-português das palavras a aprender 267


Como encontrar a forma lexical de um verbo 267
Convenção 268
Lista de nomes próprios 287
Prefácio

Há um critério, e apenas um, pelo qual um curso para aprendizes de uma língua
não mais falada deve ser julgado: a eficiência e a velocidade com que esse curso
os leva a ler textos na língua original com precisão, entendimento e prazer.
O estabelecimento de um Greek Project pela Joint Association of Classical
Teachers foi produto da convicção de que era possível compor um curso de grego
antigo que satisfizesse esse critério melhor do que qualquer curso já existente.
Haveria pouco sentido em um projeto desse tipo se o declínio atual do grego
nas escolas tivesse sido reflexo claro de uma geral, crescente e irreversível inca-
pacidade da sociedade moderna de responder esteticamente e intelectualmente
à cultura grega; mas essa incapacidade de resposta não ocorreu, uma vez que
a popularidade da literatura grega em traduções e de cursos de arte e história
gregas continuou a crescer. Pareceu à Joint Association que havia uma lacuna
precisando de uma ponte. Pontes custam dinheiro e, quando um pedido de
£40.000 em contribuições foi feito no início de 1974 pelo Dr. Michael Ramsey
e outros, era legítimo ter dúvidas quanto a como a causa do grego iria se sair em
competição com outras causas mais populares. Mas os otimistas viram-se justi-
ficados: em novembro, haviam sido obtidas contribuições na ordem de £63.000,
uma soma que mais do que compensava o efeito da inflação depois do orçamento
inicial do projeto e, em 1976, um pedido de contribuições para manter um quarto
e último ano de trabalho resultou em mais de £15.000. Isso foi possível graças
a centenas de indivíduos, muitas escolas, faculdades, instituições e fundos e,
em particular ao Leverhulme Trust Fund, ao Ernest Cook Trust e à Cambridge
University Faculty of Classics.
Não teria sido difícil compilar mais uma gramática descritiva sistemática de
grego e entremeá-la com exercícios que testassem o progresso do aluno ao longo
da gramática, estágio por estágio. Nem teria sido difícil pôr diante do aluno uma
antologia da literatura grega, traduzir a maior parte para ele, oferecer a interva-
los algumas regras gramaticais práticas e inspirá-lo na esperança de que pegasse
o jeito com a língua e, com o tempo, conseguisse entender a “essência” ou os
“pontos principais” de qualquer texto grego.
Qualquer um que aprenda grego pelo primeiro desses dois métodos levará
muito tempo para chegar ao ponto de ler um texto grego original; no caminho,
terá adquirido muito mais conhecimento gramatical do que precisava e muito
menos conhecimento do que o necessário sobre o pensamento e o sentimento
gregos. A técnica de compilar uma gramática descritiva para fins de referência

vii
viii Prefácio

e a técnica de apresentar um idioma a um estudante são totalmente diferentes,


como os professores de línguas modernas sabem.
A noção de que se pode pegar o jeito de textos estrangeiros simplesmente lendo
uma série deles com a ajuda de traduções, mas sem uma orientação linguística
cuidadosa, é igualmente ilusória. Podemos de fato esperar compreender boa
parte do que nos é dito em uma língua moderna se formos colocados em um
ambiente em que possamos ouvi-la o dia inteiro; mas nosso progresso depende
de sermos participantes da situação em que as palavras são pronunciadas e da
disposição do falante nativo de repetir, simplificar, falar mais devagar e comple-
mentar a fala com sinais e gestos. Nossa relação com os autores gregos é dife-
rente; se abordarmos uma argumentação platônica ou um diálogo trágico apenas
com uma vaga ideia de gramática, as chances de um entendimento equivocado
– não marginalmente, mas totalmente equivocado – são muito altas.
O curso foi composto e revisado por pessoas que se preocupam basicamente
com o que funciona melhor e não usam “tradicional” ou “moderno” como termos
elogiosos ou depreciativos. Nas primeiras seções, predominam as palavras e cons-
truções mais comuns e as orações são curtas; mas a estrutura das orações não foi
adaptada ao idioma do aluno, e o teste de frequência não foi aplicado de forma tão
rigorosa à admissão de vocabulário e expressões a ponto de roubar todo o colorido
à linguagem. No início, o texto grego é uma composição moderna, embora seu
tema seja derivado de fontes gregas. Mas logo as vozes de Platão e Aristófanes
começam a ser ouvidas; os compositores modernos vão sendo afastados à medida
que os autores antigos, progressivamente menos reescritos para adequar-se às
limitações do aluno iniciante, assumem o comando. O conteúdo do texto é deter-
minado tão raramente quanto possível pela descomplicação linguística e tão fre-
quentemente quanto possível pela necessidade de familiarizar o estudante adulto
ou quase adulto com os aspectos característicos da cultura grega.
Nem todos acham que é certo compor em grego ou adaptar textos originais.
Não há nada, em nenhum curso de línguas, que todos considerem certo. A equipe
do Projeto, o Comitê Diretivo e o Conselho Consultivo foram obrigados a tomar
muitas decisões – às vezes contra a opinião de uma minoria, mas nunca sem uma
discussão paciente e amistosa – que sofrerão críticas. Pede-se que os críticos levem
em conta que a experiência combinada de sala de aula, sala de palestras e atendi-
mento pedagógico da Equipe, Comitê e Conselho não é apenas considerável, mas
variada; que rascunhos sucessivos, tendo sido testados na JACT Summer School
e em outros locais, neste país e nos Estados Unidos, foram constantemente revi-
sados diante dos resultados dos testes; e que, no aprendizado de línguas, podem
surgir ocasiões em que a carne suculenta para um homem é o repolho cru para
outro. A Equipe foi, do início ao fim, criativa e engenhosa, rápida e cordial nas
respostas às críticas e infalivelmente determinada diante de dificuldades técnicas.
E tem boas razões para acreditar que o curso que produziu possa vir a representar,
para a maioria dos estudantes, um caminho mais direto e curto do que qualquer
outro para chegar à literatura grega como os próprios gregos a conheciam.
K.J. Dover
Prefácio à segunda edição

O Curso de Grego Aprendendo Grego da Joint Association of Classical Teachers


foi escrito para principiantes que estejam no ensino médio, universidade ou edu-
cação para adultos. Seu objetivo é possibilitar que os estudantes leiam o grego
ático dos séculos V e IV, Homero e Heródoto, com alguma fluência e capacidade
de compreensão, em um a dois anos. O método consiste em um texto grego ade-
quado ao nível, adaptado de fontes originais (contido em Aprendendo Grego:
Texto e vocabulário), associado a um livro de gramática (Aprendendo Grego:
Gramática e exercícios), que mantém correspondência com o texto.

Método
Os dois livros devem ser usados em conjunto.
Estágio Um (usando o Texto e os vocabulários específicos) Com a ajuda do
professor e dos vocabulários que acompanham o texto, ler e traduzir o grego do
Texto até o ponto no livro de Gramática em que começam as explicações grama-
ticais referente às seções em questão. O texto foi escrito para estimular os princi-
piantes a ler com crescente fluência e segurança. Os vocabulários específicos são
escritos de modo a possibilitar que os estudantes leiam os textos antes da aula
depois que os princípios gramaticais mais importantes tiverem sido aprendidos.
É fundamental incentivar os alunos a fazer isso.
Estágio Dois Assegurar que os estudantes tenham aprendido os vocabulários
específicos.
Estágio Três Passar à Gramática, que expõe e explica com clareza e pratici-
dade os pontos gramaticais importantes que devem ser aprendidos no momento.
Estágio Quatro Fazer tantos exercícios quanto o professor considerar neces-
sário para esclarecer e reforçar a gramática. Após isso, o aluno deve ser capaz de
resolver com sucesso o Exercício de Teste, que propõe um texto novo.
Depois, voltar ao Texto e repetir o processo. Conforme o aluno progride, a adap-
tação do Texto diminui até dar lugar a textos gregos totalmente não-adaptados.
No final da Gramática, há uma Gramática de Referência que resume o
material da Gramática, um Panorama da Língua que examina e expande temas
encontrados na Gramática, Vocabulários e diversos índices.

O uso do Curso
É essencial que os alunos sejam estimulados a ler o Texto com tanta velocidade
– compatível com um entendimento preciso – quanto possível. A quantidade

ix
x Prefácio à segunda edição

de leitura oferecida, seu grau de dificuldade controlado e o vocabulário muito


completo devem ajudar nisso. A Gramática e os Exercícios contêm o trabalho
linguístico detalhado necessário para completar as lições gramaticais do Texto.
O formato do Curso faz com que ele seja ideal para estudantes que tenham
pouco tempo para passar com o professor por semana. Como há muitas leituras
com graus de dificuldade cuidadosamente planejados, apoiadas por vocabulários
completos, esses estudantes encontrarão muito material para ler por conta própria.

Aprendizes independentes
Estudantes que estejam trabalhando sozinhos encontrarão auxílio ao longo do
curso em An Independent Study Guide to Reading Greek (segunda edição, 2008).

Ajuda adicional
Peter Jones, Learn Ancient Greek (Duckworth/Barnes and Noble, 1998), é uma
introdução simples aos fundamentos do grego antigo que se mostrou um curso
inicial muito útil como preparação para o Aprendendo Grego.
Os dois livros da Oxford a seguir são fortemente recomendados.
James Morwood e John Taylor (orgs.), Pocket Oxford Classical Greek
Dictionary (Oxford, 2002).
James Morwood, Oxford Grammar of Classical Greek (Oxford, 2001).

Depois de Aprendendo Grego


Aprendendo Grego prepara os alunos para ler o ático dominante dos séculos V e
IV, Homero e Heródoto.
A segunda parte do Curso é composta de três volumes – dois textos (far-
tamente ilustrados) e um vocabulário – também publicados pela Cambridge
University Press sob a rubrica geral da série “The Joint Association of Classical
Teachers’ Greek Course”. Cada texto é constituído de seleções de 600-900 linhas
de autores clássicos importantes, com vocabulário e notas:
A World of Heroes (1979): Homero, Heródoto e Sófocles.
The Intellectual Revolution (1980): Eurípides, Tucídides e Platão.
Greek Vocabulary (1980): este pequeno volume contém todo o vocabulário
não apresentado junto com os textos acima.
O sucesso de Aprendendo Grego gerou a demanda por mais textos na série,
todos com notas e vocabulários e com muitas ilustrações. Estes também são pro-
jetados para uso imediatamente após o Aprendendo Grego:
The Triumph of Odysseus (1996): Odisseia 21–22 (completos) de Homero.
New Testament Greek: A Reader (2001).
A Greek Anthology (2002): trechos de mais de mil anos de literatura grega.

O mundo de Atenas (edição brasileira, 1997)


Publicado originalmente em 1984, O mundo de Atenas oferece uma introdução
atualizada, amplamente ilustrada e claramente escrita para a história, cultura e
sociedade da Atenas clássica. Nele são abordados de todos os temas apresenta-
Prefácio à segunda edição xi

dos no Texto de Aprendendo Grego. Referências a O mundo de Atenas (edição


brasileira) serão encontradas ao longo do Texto. De tempos em tempos, também
citaremos trechos de O mundo de Atenas ajustados para se adaptar ao contexto
ou associados a material relevante adicional. As convenções ortográficas de O
mundo de Atenas foram adequadas ao uso do AG nessas ocasiões.1

1 Em 2007, foi publicada a segunda edição britânica de The World of Athens, totalmente revisada à luz
dos estudos mais recentes pelo Professor Robin Osborne (King’s College Cambridge).
Agradecimentos da edição original de
Aprendendo Grego (1978)

Aprendendo Grego foi desenvolvido por uma Equipe de Projeto (Dr. P.V. Jones,
Dr. K.C. Sidwell e Sra. F.E. Corrie) sob a orientação de um Comitê Diretivo e
um Conselho Consultivo, constituídos como se segue:
Comitê Diretivo: Professor J.P.A. Gould (Bristol University) (Chefe de depar-
tamento); M.G. Balme (Harrow School); R.M. Griffin (Manchester Grammar
School); Dr. J.T. Killen (Tesoureiro, Jesus College, Cambridge); Sir Desmond
Lee (Tesoureiro, Reitor, Hughes Hall, Cambridge); A.C.F. Verity (Diretor,
Leeds Grammar School); Sra. E.P. Story (Hughes Hall, Cambridge).
Conselho Consultivo: G.L. Cawkwell (University College, Oxford); Dr. J.
Chadwick (Downing College, Cambridge); Professora A. Morpurgo Davies
(Somerville College, Oxford); Sir Kenneth Dover (Reitor, Corpus Christi
College, Oxford); Professor E.W. Handley (University College, Londres);
B.W. Kay (HMI); Dr. A.H. Sommerstein (Nottingham University); Dr. B.
Sparkes (Southampton University); G. Suggitt (Diretor, Stratton School); A.F.
Turberfield (HMI). O Comitê e o Conselho completo reuniram-se três vezes por
ano durante o período de 1974-78, enquanto o Curso estava sendo desenvolvido,
mas também dividiram-se em subcomitês para dar auxílio específico à Equipe
de Projeto quanto a alguns aspectos do Curso, a saber:
Texto: K.J.D.; E.W.H.
Gramática: J.C.; A.M.D.; A.H.S. (que, com K.J.D., tiveram a gentileza de
fazer contribuições individuais para a Gramática de Referência e os Panoramas
da Língua).
Exercícios: M.G.B.; R.M.G.; A.C.F.V.
Textos de apoio: G.L.C.; J.P.A.G.; B.S.
Difusão: B.W.K.; H.D.P.L.; E.P.S.; G.S.; A.F.T.
Também fomos orientados por vários especialistas do exterior, que usaram o
Curso ou apresentaram sugestões, a saber:
J.A. Barsby (Dunedin, Nova Zelândia); S. Ebbesen (Copenhague, Dinamarca);
B. Gollan (Queensland, Austrália); Professor A.S. Henry (Monash, Austrália);
Dr.. D. Sieswerda (Holanda); Professor H.A. Thompson (Princeton, E.U.A.).
Gostaríamos de destacar nossa imensa dívida de gratidão com o Comitê
Diretivo, o Conselho Consultivo e nossos consultores no exterior. Mas também
gostaríamos de deixar claro que as decisões finais sobre todos os aspectos do
Curso e qualquer erro de omissão e comissão são responsabilidade exclusiva da
Equipe.

xii
Agradecimentos xiii

Agradecemos a ajuda e os conselhos do Professor D. W. Packard (Chapel Hill,


N. Carolina, E.U.A.) sobre o uso do computador para análise e impressão em
grego; e do Dr. John Dawson, do Cambridge University Literary and Linguistic
Computing Laboratory, que disponibilizou para nós os recursos do Centro de
Informática para a impressão e exame do material de rascunho nos primeiros
estágios do Projeto.
Aprendemos muito com os membros da Equipe que produziu o Cambridge
Latin Course e estamos extremamente gratos a eles pela ajuda, em especial nos
primeiros estágios do Projeto. Se produzimos um Curso que adota uma visão
mais tradicional do aprendizado de línguas, ainda assim nossa dívida a muitos
dos princípios e muito da prática que o C.L.C. defendia é muito grande.
Por fim, nossos melhores agradecimentos a todos os professores de escolas,
universidades e centros de educação para adultos, tanto no Reino Unido como
no exterior, que usaram e comentaram o material preliminar. Devemos um agra-
decimento especial aos organizadores da J.A.C.T. Greek Summer School em
Cheltenham, que nos permitiram utilizar nosso material na escola durante os três
anos em que o Curso estava sendo desenvolvido.

Peter V. Jones (Director)


Keith C. Sidwell (Second Writer)
Frances E. Corrie (Research Assistant)

A segunda edição de Aprendendo Grego (2007)


As principais características do curso revisado
Aprendendo Grego foi originalmente escrito com o pressuposto de que seus
usuários conhecessem latim. Tempora mutantur – ele foi agora revisado sob o
pressuposto de que isso não acontece e à luz das experiências daqueles que vêm
usando o curso há quase trinta anos. Embora a estrutura geral do curso e seu
material de leitura tenham permanecido os mesmos, as mudanças mais impor-
tantes são:

Texto
1. Os vocabulários específicos e vocabulários a serem aprendidos estão agora no
Texto, nas mesmas páginas do grego a que se referem. O Texto também tem o
Vocabulário de Aprendizado Grego-Português completo no final, assim como
a Gramática.
2. Há indicações em todo o Texto do material de gramática que está sendo
introduzido e em que ponto; e há referências às seções de O mundo de Atenas
(edição brasileira) relevantes para o tema abordado nos textos e para as
questões em discussão.
xiv Agradecimentos

Como resultado dessas alterações, o Texto pode agora funcionar como um


instrumento de “revisão” de leitura independente para qualquer pessoa que
tenha um conhecimento básico de grego antigo, qualquer que tenha sido
o curso para iniciantes utilizado. A segunda metade do Texto, em particu-
lar, começando por seus trechos cuidadosamente adaptados dos discursos
jurídicos extremamente importantes contra a mulher Neera e prosseguindo
até Platão e uma introdução aos dialetos de Heródoto e Homero, são uma
introdução ideal a uma literatura soberba e a questões sociais, culturais,
históricas e filosóficas fundamentais relacionadas ao mundo grego antigo.
3. Vários aspectos da base cultural e histórica do Texto são discutidos de tempos
em tempos in situ.
4. A Seção Cinco original foi dividida em duas seções, Cinco e Seis. Como
resultado, há agora vinte seções no curso.

Gramática
A Gramática foi totalmente reescrita e redesenhada. O objetivo foi tornar seu
formato e seu conteúdo mais fáceis de usar:
1. Há uma introdução a alguns pontos básicos da gramática do português e sua
terminologia e sua relação com o grego antigo.
2. As explicações são mais claras e mais completas, compostas para aqueles que
nunca aprenderam uma língua com declinações, e o formato é mais agradável
aos olhos.
3. Exercícios curtos acompanham as explicações de cada novo item de
gramática. Se o professor preferir, estes podem ser usados para proporcionar
feedback instantâneo sobre o entendimento do novo material pelo aluno.
4. As declinações são apresentadas na página em sentido vertical, e não horizon-
tal, e a prática de “sombrear” os casos ainda não explicados foi abandonada.

Agradecimentos
A revisão foi realizada sob a égide de um subcomitê do Comitê de Grego da
Joint Association of Classical Teachers, o grupo que teve a ideia do Projeto
e o supervisionou desde o seu início em 1974. O subcomitê foi constituído
pelo Professor David Langslow (University of Manchester, diretor de departa-
mento), Dr. Peter Jones (Diretor do Curso), Dr. Andrew Morrison (University
of Manchester), James Morwood (Wadham College, Oxford), Dr. James
Robson (Open University), Dr. John Taylor (Tonbridge School), Dr. Naoko
Yamagata (Open University), Dr. James Clackson (Jesus College, Cambridge)
e Adrian Spooner (Consultor administrativo).
O subcomitê reuniu-se aproximadamente uma vez em cada período letivo
durante dois anos e tomou decisões que afetaram todos os aspectos da segunda
edição. Concentrou-se particularmente na Gramática. As Seções 1–2 foram
revisadas em primeiro lugar pelo Dr. Andrew Morrison, as Seções 3–9 pelo Dr.
James Robson e as Seções 10–20 pelo Dr. Peter Jones, enquanto os Panoramas
da Língua foram revisados pelo Professor David Langslow. Os membros do
Agradecimentos xv

subcomitê leram e comentaram praticamente tudo. O Professor Brian Sparkes


(University of Southampton) foi mais uma vez consultor para as ilustrações.
Agradecemos aos estudantes e professores da JACT Greek Summer School de
2006, em Bryanston, por terem feito um teste completo da primeira metade do
curso revisado em sua forma preliminar, especialmente a Anthony Bowen (Jesus
College, Cambridge); e à Dra. Janet Watson pelo trabalho com as provas.
A Cambridge University Press deu total apoio à revisão. Dr. Michael Sharp
discutiu pacientemente conosco e atendeu à maioria de nossas solicitações, Peter
Ducker resolveu os complicados problemas de formato com elegância e habili-
dade e Dra. Caroline Murray supervisionou competentemente a informatização
do texto.
Dr. Peter Jones, como Diretor, tem a responsabilidade final por esta segunda
edição.

Peter Jones
Newcastle on Tyne
Setembro de 2006
Notas sobre a segunda edição

1 Os vocabulários acompanham o Texto. A gramática e os exercícios, pro-


jetados para uso concomitante com o Texto, encontram-se no volume
Aprendendo Grego (Gramática e exercícios)
2 Um sinal da ligação ( Ё ) é usado às vezes no Texto. Sua finalidade é mostrar
palavras ou grupos de palavras que devem ser entendidos em conjunto, por
haver concordância entre eles ou por comporem uma expressão. Quando as
palavras a ser ligadas estiverem separadas por outras palavras intermediárias,
o sinal de ligação assume a forma ໌ໍ. Esses sinais vão sendo eliminados à
medida que a gramática que os explica for sendo aprendida.
No vocabulário, essas expressões ligadas aparecem de acordo com sua pri-
meira palavra.
3 As fontes citadas na página de título de cada Parte são as principais fontes
(mas de forma alguma as únicas) de toda a Parte.
4 A página de título de cada Parte traz recomendações sobre o tempo a ser
dedicado a ela. Essas recomendações baseiam-se em uma semana com três
a quatro aulas e supõe preparação pelos estudantes (em particular uma lei-
tura por conta própria, com a ajuda dos vocabulários). Se as recomendações
forem seguidas, Aprendendo Grego será completado em 37 semanas.
Há 118 subseções (isto é, seções marcadas A, B, C, etc.)
5 Transcrições dos nomes próprios para o português:
(a) De maneira geral, os nomes próprios são traduzidos do grego para o por-
tuguês de acordo com as transcrições apresentadas em Gramática e exer-
cícios, 342. Note-se que a transcrição não fará distinção entre ̡ e ̣, ̫ e ̴,
ou outras vogais breves e longas.
(b) Há, porém, alguns nomes “privilegiados”, tão comuns em sua forma rece-
bida que alterá-los segundo os princípios de transcrição que geralmente
adotamos seria incômodo. Encontraremos, por exemplo, “Atenas”, não
“Athenai” (Ӧ˾̤Ӭ̩̝̥), “Homero”, não “Homeros” (ѽ̨̣̬̫̭), e “Platão”,
não “Platon” (̴̧̘̯̩̍).
(c) Todos os nomes próprios encontrados no Texto são transcritos no voca-
bulário dos textos ou na Lista de Nomes Próprios no livro de Gramática
e exercícios. (A maioria das palavras gregas tem sido transcrita, tradicio-
nalmente, de acordo com princípios latinos e os mais importantes deles
são apresentados em Gramática e exercícios, 454).
6 Não havendo observação em contrário, todas as datas são a.C.

xvi
Parte Um Atenas no mar

Introdução
Diceópolis navega em direção ao porto de Atenas, o Pireu. A
bordo do navio, um plano criminoso é frustrado e, depois, a his-
tória da batalha naval de Salamina é lembrada enquanto o barco
passa pela ilha. Quando a embarcação chega ao porto, os esparta-
nos lançam um ataque-surpresa.
A história é ambientada no início da Guerra do Peloponeso,
que começou em 431.

Fontes

Demóstenes, Discursos 32 Ésquilo, Os persas 353ss.


Platão, Íon 540ess. Tucídides, História 2.93-4,
Um fragmento cômico, Com. 1.142, 6.32
Adespot. 340 (Edmonds) Xenofonte, Helênicas 5.i 19-23
Lísias, Discurso fúnebre 27 ss. Aristófanes, Os acarnenses
Heródoto, História 8.83ss. 393ss.
Homero, Ilíada (passim) Eurípides, Helena 1577ss.

Tempo necessário
Cinco semanas (= vinte sessões, com quatro sessões por semana)
Nota importante sobre as listas de vocabulário
1. Os vocabulários aparecem em ordem alfabética.
2. Muitas expressões no texto são unidas pelos sinais de ligação Ё
e໌ໍ , por ex., a primeira oração ̯ҢЁ½̧̫Ӻ̷̩ ц̮̯̥̩ ц̩Ё˿̢̛̰̝̩̯Ԕ.
ц̩໌ ̠Ҝ ໍ̢̛̰̝̩̯ٗԔ … . Tais expressões aparecerão no vocabulário
pela ordem da primeira palavra da expressão. Assim, ̯ҢЁ½̧̫Ӻ̷̩
aparecerá em ̯Ң; ц̩໌ ̠Ҝ ໍ̢̛̰̝̩̯ٗԔ aparecerá em ц̩; e assim por

1
2 Parte Um: Atenas no mar

diante. Essas ligações serão reduzidas conforme os nomes e os


casos forem sendo aprendidos.
3. No final de cada lista de vocabulário e nas explicações de
Gramática você encontrará listas de palavras a aprender. Essas
palavras não serão repetidas nas listas de vocabulário, mas são
agrupadas na Gramática de tempos em tempos (por ex., p. 23).
Todo esse vocabulário será encontrado no Vocabulário completo
grego-português no final dos livros de Textos e de Gramática.
4. Os acentos nas listas de vocabulário que acompanham os textos
são impressos da maneira como aparecem no texto.
5. Mácrons – indicando que uma vogal é pronunciada como longa
– são marcados apenas nos Vocabulários a aprender e no
Vocabulário completo no fim do livro.
Seção Um A–J: O golpe do seguro 3

A rota de Bizâncio a Atenas


4 Parte Um: Atenas no mar

Seção Um A–J: O golpe do seguro

A
Hegéstrato e Zenótemis são sócios em um negócio de transporte
de milho. Eles fizeram um seguro da carga de grãos a bordo de seu
navio por um valor muito acima do real e planejam “perdê-la”
em um “acidente”, obtendo, assim, um grande lucro. Embarcam
em Bizâncio, com a carga de grãos, o capitão e a tripulação. O
barco navega para Quios (onde um rapsodo embarca) e Eubeia
(onde Diceópolis entra) e, por fim, Atenas e seu porto, Pireu,
aparecem ao alcance dos olhos. Enquanto Zenótemis distrai a
atenção dos passageiros admirando a vista, um estranho barulho
é ouvido embaixo …

Em O mundo de Atenas: navios e navegação 2.4, 19; rapsodos 3.44;


comércio de cereais 6.65-9; cargas em navios 5.59; Pireu 1.32, 2.23-5, 32,
5.58; o Partenon 1.51, 2.34, 8.92-9.

̯ҢЁ½̧̫Ӻ̷̩ц̮̯̥̩ц̩Ё˿̢̛̰̝̩̯Ԕц̩໌̠Ҝໍ̢̛̰̝̩̯ٗԔ ѳЁԞ̟̙̮̯̬̝̯̫̭̄
̡̡̛̞̝̩̥Ѣ̭Ё̯ҢЁ½̧̫Ӻ̫̩ ъ½̡̥̯̝ѳЁ̷̡̨̡̡̛̣̩̤̥̭̞̝̩̥̃Ѣ̭Ё̯¤Ё½̧̫Ӻ̫̩ 
̧̯̙̫̭̠ҜѳЁ̡̦̰̞̬̩̯̣̭̦̝̚Ҡ̫ѣЁ̩̝ԉ̡̯̝̥Ѣ̡̛̮̞̝̩̫̰̮̥̩Ѣ̭Ё̯ҢЁ½̧̫Ӻ̫̩
̯Ң໌̠Ҝໍ½̧̫Ӻ̫̩½̧̡Ӻ̡Ѣ̭Ё8̛O̩ц̩໌ ̠Ҝໍ̛̓Ԕ ѳЁԈ̝̳Ԕ̠Ң̡̭Ѣ̡̛̮̞̝̩̥
ъ½̡̥̯̝̠Ҝ½̧̡Ӻ̯ҢЁ½̧̫Ӻ̡̫̩Ѣ̭Ё̂҂̞̫̥̝̩ц̩໌̠Ҝໍ̂Ѿ̛̞̫ӛ ̡Ѣ̡̛̮̞̝̩̥ 5
ѳЁ̷̥̦̝̥́½̧̧̫̥̭̯̙̫̭̠Ҝ½̬Ң̭Ё̯Қ̭ЁӤ˾̤̩̝̭̚½̧̡Ӻ̯ҢЁ½̧̫Ӻ̫̩̦̝Ҡ
½̬Ң̭Ё̯Ң̩Ё̡̥̬̝̥̍ӝ
 ̯Ң໌̨Ҝ̩̫̩҄ໍ½̧̫Ӻ̫̩½̧̡Ӻ ѳ໌̠Ҝໍ̷̡̨̣̩̤̥̭̃½̬Ң̭Ё̯Ҟ̩Ё̟Ӭ̧̩̞̙½̡̥
̛̯ѳ̬ӞѳЁ̷̡̨̣̩̤̥̭̃ѳЁ̷̡̨̣̩̤̥̭̃ѳ̬Ӟ̯̩̚໌̡̯ໍж̷̦̬½̧̫̥̩̦̝Ҡ
̯Ң̩Ё̡̝̬̤̩̍Ԗ̩̝ъ½̡̥̯̝̠Ҝѷ໌̡̯ໍ̷̥̦̝̥́½̧̫̥̭̦̝ҠѳЁ̡̦̰̞̬̩̯̣̭̚ 10
½̬Ң̭Ё̯Ҟ̩Ё̟Ӭ̧̩̞̙½̛̫̰̮̥̩̯ѳ̬Ԗ̮̥̩ѳЁ̷̥̦̝̥́½̧̫̥̭̦̝Ҡ
ѳЁ̡̦̰̞̬̩̯̣̭̦̝̚ҠѳЁ̷̥̦̝̥́½̧̫̥̭̦̝ҠѳЁ̡̦̰̞̬̩̯̣̭̯̩̚̚໌̡̯
ໍж̷̦̬½̧̫̥̩ѳ̬Ԗ̮̥̦̝Ҡ̯Ң̩Ё̡̝̬̤̩̍Ԗ̩̝ц̛̪̝̱̩̣̭ѷ໌̡̯ໍ̷̥̦̝̥́½̧̫̥̭

̦̝ҠѳЁ̷̡̦̰̞̬̩̯̣̭̳̱̫̩̚ж̸̦̫̫̰̮̥̩
Seção Um A–J: O golpe do seguro 5

Vocabulário para a Seção Um A

Gramática para 1A–B


C O artigo definido: ѳ ѓ ̯ң
C O princípio da “concordância”
C Adjetivos como ̧̦̝ң̭ ̧̦̝ҟ ̧̦̝ң̩
C O caso vocativo

ж̸̦̫-̫̰̮̥(̩) ouvem ̦̝Ҡ . . . ̦̝Ҡ tanto . . . como ½̬Ң̭ ̯Ң̩ ̡̥̬̝̥̍ӝ


̛̞̝̩-̡̥ vai, anda ̨Ҝ̩ . . . ̠Ҝ por um lado . . . para o Pireu
̧̞̙½-̡̥ olha por outro lado ̡̯ . . . ̦̝Ҡ tanto . . . como
̧̞̙½-̫̰̮̥(̩) olham ѳo ̧̯̙̫̭ por fim
̠Ҝ e; mas ѳ ̷̥̦̝̥́½̧̫̥̭ Diceópolis ̯Ҟ̩ a
̡Ѣ̭ para ѳ̷̡̨̣̩̤̥̭̃ Zenótemis ̯Ҟ̩ ж̷̦̬½̧̫̥̩ a Acrópole
̡Ѣ̭ ̂҂̞̫̥̝̩ para a Eubeia ѳ Ԟ̟̙̮̯̬̝̯̄-̫̭ Hegéstrato ̛̯ o quê?
̡Ѣ̭ ̯Ң ½̧̫Ӻ-̫̩ para o navio ѳ ̡̦̰̞̬̩̯̣̭̚ o capitão ̯Ң̩ o
̡Ѣ̭ X̛-o̩para Quios ѳ Ԉ̝̳Ԕ̠-̷̭ o rapsodo ̯Ң̩ ̡̝̬̤̩̍Ԗ̩̝ o Partenon
̡Ѣ̮-̛̞̝̩-̡̥ embarca oѣ os ̯Ң o
̡Ѣ̮ ̛̞̝̩ ̫̰̮̥̩ embarcam oѣ ̩̝ԉ̯̝̥ os marinheiros, ̯Ң ½̧̫Ӻ-̫̩ o navio, barco
ц̩ em a tripulação ̷̳̱-̫̩ um barulho
ц̩ ˿̢̛̰̝̩̯Ԕ em Bizâncio ѳ̬-Ӟ vê
ц̩ ̂Ѿ̛̞̫ӛ na Eubeia ѳ̬-Ԗ̮̥(̩) veem Vocabulário a ser aprendido
ц̩ ̛̓Ԕ em Quios o̩҄ pois, portanto ̠̙ e; mas
ц̛̪̝̱̩̣̭ de repente ½̧-̡Ӻ navega ъ½̡̥̯̝ então, depois
ъ½̡̥̯̝ então, depois ½̬Ң̭ para, na direção de ̛̦̝ e
ц̮̯̥(̩) é; está; existe ½̬Ң̭ ̯Қ̭ о̤̩̝̭̚ para Atenas ̡̯ . . . ̛̦̝ A e B, tanto A
̦̝Ҡ e ½̬Ң̭ ̯Ҟ̩ ̟Ӭ̩ para a terra como B
6 Parte Um: Atenas no mar

B
̃̄̊̌̅̂̉̆̏apontando para a terra
̡̠ԉ̬̫ ц̧̤̙, Ґ ̷̥̦̝̥́½̧̫̥, ̦̝Ҡ ̧̞̙½̡. ц̟Ҧ ̟Қ̬
̯Ҟ̩Ёж̷̦̬½̧̫̥̩ ѳ̬Ԗ. м̬̝ ̦̝Ҡ ̮Ҥ ̯Ҟ̩Ёж̷̦̬½̧̫̥̩ ѳ̬Ӟ̭;
́̆̇˾̆̌̍̌̈̆̏ (olhando para a terra)
½̫ԉ ц̮̯̥̩ ѓЁж̷̦̬½̧̫̥̭; ц̟Ҧ ̟Қ̬ ̯Ҟ̩Ёж̷̦̬½̧̫̥̩ ̫Ѿ̲ ѳ̬Ԗ. 5
̃̄̊ ̡̠ԉ̬̫ц̧̤̙ ̦̝Ҡ̧̞̙½̡м̬̝̫Ѿ̲ѳ̬Ӟ̭̮Ҥ̯Ң̩Ё̡̝̬̤̩̍Ԗ̩̝
́̆̇ ̛̩̝̩ԉ̩̟Қ̬̯Ҟ̩Ёж̷̦̬½̧̫̥̩ѳ̬Ԗ̦̝Ҡц̟̹
̃̄̊ Ґ:̡ԉҋ̷̧̭̦̝̭ц̮̯̥̩ѳЁ̡̝̬̤̩̍ҧ̩ ̧̦̝Ҟ̠ҜѓЁж̷̦̬½̧̫̥̭
̼̇˿̂̎̊̄̐̄̏concordando
ж̧̣̤Ӭ ̮Ҥ ̧̡̙̟̥̭, Ґ ̷̡̨̣̩̤̥̃. 10
(com um sobressalto)
к̡̦̫̰, ̷̳̱̫̭. м̬̝ ж̦̫ҥ̡̥̭; ̛̯̭ ц̮̯̥̩ ѳЁ̷̳̱̫̭; м̬̝
ж̸̡̦̫̥̭ ̦̝Ҡ ̮Ҥ ̯Ң̩Ё̷̳̱̫̩, Ґ ̷̡̨̣̩̤̥̃;
̃̄̊ desviando depressa o assunto
̫Ѿ ̨ҚЁ̛̝́, ̫Ѿ̠Ҝ̩ ж̸̴̦̫ ц̟ҧ, Ґ ̡̦̰̞̬̩Ӭ̯̝. ̨Ҟ ̷̢̡̱̬̩̯̥. 15
ж̧̧Қ ̡̠ԉ̬̫ ц̧̤Ҝ ̦̝Ҡ ̧̞̙½̡. ц̟Ҧ ̟Қ̬ ̯ҢЁ̡̩̹̬̥̫̩ ѳ̬Ԗ ̦̝Ҡ
̯Ң̩Ё̡̥̬̝̥̍ӝ. м̬̝ ѳ̬Ӟ̭ ̦̝Ҡ ̮Ҥ ̯ҢЁ̡̩̹̬̥̫̩;
̼̇˿ ̛̩̝
̃̄̊. Ґ Z̡ԉ, ҋ̭ ̷̧̦̝̩ ц̮̯̥ ̯ҢЁ̡̩̹̬̥̫̩, ̧̦̝Ң̭ ̠Ҝ ѳЁ̸̡̡̥̬̝̥̭̍.
̼̇˿ concordando com impaciência 20
ж̧̣̤Ӭ ̧̡̙̟̥̭, Ґ ̷̡̨̣̩̤̥̃. Ѣ̸̠̫, ̷̳̱̫̭. ̝̤̥̭҄ ̟Қ̬
̯Ң̩Ё̷̳̱̫̩ ж̸̴̦̫ ъ̴̡̟̟.
́̆̇. ̦̝Ҡ ц̟Ҧ ̯Ң̩Ё̷̳̱̫̩ ̝̤̥̭҄ ж̸̴̦̫, Ґ ̡̦̰̞̬̩Ӭ̯̝, ̮̝̱Ԗ̭.
ц̟Ҧ ̫̩҄ ̦̝Ҡ ̮Ҥ ж̸̨̡̦̫̫̩ ̯Ң̩Ё̷̳̱̫̩.

Vocabulário para a Seção Um B

ж̸̦̫-̴ ouço ̡̠ԉ̬o aqui Ѣ̸̠̫ aí está! ei! olha!


ж̸̦̫-̡̥̭ ouves ̷̥̦̝̥́½̧̫̥ Diceópolis ̦̝Ҡ também
ж̸̦̫-̨̡̫̩ ouvimos ц̟Ҧ eu ̧̦̝-̷̭ belo
к̦̫̰-̡ ouve! ъ̴̡̟̟ eu ao menos ̧̦̝-Ҟ bela
ж̧̣̤Ӭ a verdade ц̧̤-̙ vem! ̧̦̝-̷̩ belo
ж̧̧Қ mas ц̮̯̥(̩) é; está; existe ̡̦̰̞̬̩Ӭ̯̝ capitão
м̬̝ = pergunta ̡̃ԉ Zeus ̡̦̰̞̬̩̯̣̭̚ capitão
̝̤̥̭҄ outra vez ̷̡̨̣̩̤̥̃ Zenótemis ̧̙̟-̡̥̭ você diz
̧̞̙½-̡ olha! ѓ ж̷̦̬½̧̫̥̭ a Acrópole ̨Қ ̛̝́ por Zeus
̟Қ̬ pois ѓ̨̡Ӻ̭ nós ̨Ҟ não
Seção Um A–J: O golpe do seguro 7

̛̩̝ sim ̮̝̱-Ԗ̭ claramente ҋ̭ como!


̩ԉ̩ agora ̮Ҥ tu
ѳ ̡̝̬̤̩̹̩̍ o Partenon ̯Ҟ̩ ж̷̦̬½̧̫̥̩ a Acrópole Vocabulário a ser aprendido
ѳ ̸̡̡̥̬̝̥̭̍ o Pireu ̛̯̭ o quê? м̬̝ indica pergunta
ѳ̬-Ԗ vejo ̯Ң ̡̩̹̬̥-̫̩ o estaleiro ̡̠ԉ̬o aqui
ѳ̬-Ӟ̭ vês ̯Ң̩ ̡̝̬̤̩̍Ԗ̩̝ o Partenon ц̟̹ eu
oѾ não ̯Ң̩ ̡̥̬̝̥̍ӝ o Pireu ̛̦̝ também
̫Ѿ̠Ҝ̩ nada ̯Ң̩ ̷̳̱-̫̩ o barulho ̸̮ tu
̫̩҄ pois, portanto ̷̢̱̬̩̯̥-̡ (não) te preocupes! ̛̯̭ o quê? quem?
̫Ѿ̲ não (sc. “com isso”) Ґ ó (dirigindo-se a alguém)
ѳ ̷̳̱-̫̭ o barulho ̷̳̱-̫̭ um barulho
½̫ԉ onde? Ґó
8 Parte Um: Atenas no mar

C
̃̄̊ mais freneticamente
ц̟Ҧ ̠Ҝ ̫Ѿ̦ ж̸̴̦̫, Ґ ̧̛̱̫̥. ̨Ҟ ̢̡̡̛̱̬̫̩̯̯. ж̧̧Қ ̡̠ԉ̬̫
ъ̧̡̡̤̯ ̦̝Ҡ ̧̞̙½̡̡̯, ̡̠ԉ̬̫. ѳ̬Ԗ ̟Қ̬ ̯ҚЁц̨½̷̬̥̝ ̦̝Ҡ
̯Қ̭Ёѳ̧̦̘̠̝̭ ъ̴̡̟̟. м̬̝ ѳ̬ӝ̡̯ ̯ҚЁц̨½̷̬̥̝ ̦̝Ҡ ѿ̨̡Ӻ̭;
̼̇˿̦̝Ҡ́̆̇ѳ̬Ԗ̨̡̩̦̝Ҡѓ̨̡Ӻ̛̭̯Ё̨ҟ̩ 5
̃̄̊ tornando-se lírico
Ґ ̷̡̮̥̠̫̩̍, ҋ̭ ̧̛̦̝̝ ̡Ѣ̮̥̩ ̝ѣЁѳ̧̡̦̘̠̭, ҋ̭ ̧̦̝̘ ц̮̯̥
̯ҚЁц̨½̷̬̥̝. ж̧̧Қ ̡̠ԉ̬̫ ̧̞ҝ½̡̡̯, Ґ ̧̛̱̫̥.
̼̇˿ к̡̦̫̰ Ґ̷̡̨̣̩̤̥̃ ̦̝Ҡ̨Ҟ̧̡̙̟Àҋ̧̭̦̝̘ц̮̯̥̯ҚЁц̨½̷̬̥̝Á
ѓ̨̡Ӻ̭̟Қ̬̯Ң̩Ё̷̳̱̫̩̮̝̱Ԗ̭ж̸̨̡̦̫̫̩ 10
́̆̇ ж̧̧Қ½̷̡̤̩ѳЁ̷̳̱̫̭
̼̇˿. (apontando para baixo)
̴̡̦̘̯̤̩, Ґ ̷̥̦̝̥́½̧̫̥. ̠̥ҚЁ̛̯ ̫Ѿ ̨̡̛̦̝̯̝̞̝̩̫̩ ѓ̨̡Ӻ̭;
ц̧̤̙, Ґ ̷̥̦̝̥́½̧̫̥ –
̃̄̊ agora desesperado 15
½̫Ӻ̡̡̛̞̝̩̯ѿ̨̡Ӻ̭½̫Ӻ̡̡̛̞̝̩̯̠̥ҚЁ̛̯̫Ѿ̨̡̡̙̩̯ Ґ ̧̨̛̱̫̥Ҟ
̢̡̡̛̱̬̫̩̯̯ѳ̬Ԗ̟Қ̬ц̟̹¾

Vocabulário para a Seção Um C

Gramática para 1C–D


C Verbos terminados em –̴ (“tempo” presente, “modo” indicativo, “voz” ativa)
C O conceito de tempo, modo, voz, pessoa e número
C Verbos compostos (com prefixos)
C O “modo” imperativo (ordens)
C O caso vocativo

̝ѣ as ̷̥̦̝̥́½̧̫̥ Diceópolis ̴̡̦̘̯̤̩ de baixo


̝ѣ ѳ̧̡̦̘̠̭ os navios ъ̴̡̟̟ eu; quanto a mim ̧ҝ̟-̡ fala!
mercantes ̡Ѣ̮̥(̩) são; estão; existem ̨ҝ̩-̡̡̯ ficais
ж̸̦̫-̴ ouço ц̧̤-ҝ vem! ̨Ҟ não
ж̸̦̫-̨̡̫̩ ouvimos ъ̧̤-̡̡̯ vinde! ѳ̬-Ԗ vejo
к̦̫̰-̡ ouve! ц̮̯̥(̩) são; estão; existem ѳ̬-Ԗ̨̡̩ vemos
ж̧̧Қ mas ̷̡̨̣̩̤̥̃ Zenótemis ѳ̬-ӝ̡̯ vedes
̛̞̝̩-̡̡̯ estais indo ѓ̨̡Ӻ̭ nós ̫Ѿ̦ não
̧̞̙½-̡̡̯ olhai! ̧̦̝-̛̝ belas, bonitas ѳ ̷̳̱-̫̭ o barulho
̟Қ̬ pois ̧̦̝-̘ belos, bonitos ½̷̡̤̩ de onde?
̠̥Қ ̛̯ por quê? ̦̝̯̝-̛̞̝̩-̨̡̫̩ descemos ½̫Ӻ para onde?
Seção Um A–J: O golpe do seguro 9

̍ң̡̮̥̠o̩ Posídon (deus do ̯ҡ ̨̩̚; e daí? Vocabulário a ser aprendido


mar) ̯Ң̩ ̷̳̱-̫̩ o barulho ж̧̧қ mas
̮̝̱-Ԗ̭ claramente ѿ̨̡Ӻ̭ vós ̟қ̬ pois
̯Қ os ̧̛̱-̫̥ amigos ѓ̨̡Ӻ̭ nós
̯Қ ц̨½̷̬̥-̝ os mercados ̢̛̱̬̫̩̯-̡̡̯ (não) vos preo- ̨ҟ não
̯Қ̭ as cupeis! (sc. “com isso”) oѾ, oѾ̦ ̫Ѿ̲ não
̯Қ̭ ѳ̧̦̘̠̝̭ os navios ҋ̭ como! ҋ̭ como!
mercantes

Transporte de mercadorias pesadas

Antes do desenvolvimento do motor a vapor ou de estradas com superfície e


manutenção adequadas, ou na ausência de camelos (apropriadamente chamados de
“navios do deserto”), o transporte por terra de mercadorias pesadas por longas dis-
tâncias era de fato impossível. O principal meio de deslocamento de cargas pesadas
por terra era o boi, a 3 km/h, puxando carroças sem eixo giratório para fazer curvas.
Os navios eram a única resposta quando a tarefa era transportar cargas pesadas por
alguma distância (como cereais, na nossa história), e é por isso que a maioria das
grandes cidades antigas situava-se junto à costa ou a um rio navegável ou em suas
proximidades.
Nos séculos V e IV, Atenas era muito dependente de produtos trazidos por mar,
não só porque a quantidade de cereais produzidos na Ática era insuficiente para a
população urbana, mas também porque a reputação de ser um local para onde se
podia vir em busca de produtos de todas as partes do mundo grego era essencial
para a vida próspera de Atenas e do Pireu. Poucas viagens por mar eram feitas por
prazer, já que piratas eram um perigo constante até os atenienses os terem expul-
sado do Egeu na década de 470. E viagens por mar também não eram possíveis em
todas as épocas do ano. As ilhas do Egeu permitiam que os marinheiros demarcas-
sem seu curso tendo pontos fixos como referência, mas os comerciantes não evita-
vam o mar aberto. Os lentos e largos navios de carga dependiam de velas e vento
e viajavam a uma velocidade média de cinco nós. O Victory do Almirante Nelson,
um navio de guerra movido a velas muito maior e mais pesado, fazia uma média
de sete nós. Os navios movidos a remos eram mais rápidos que os veleiros, mas
seu volume menor e a presença dos remadores tornavam-nos adequados para uso
principalmente em tempos de guerra. A trirreme, com 170 remadores, era o mais
rápido e melhor navio de guerra do período clássico e podia alcançar a velocidade
de sete a oito nós com uma produção de energia constante, ou até treze nós por um
curto intervalo de dez a vinte minutos. Os navios de carga gregos, com sua tripu-
lação pequena e carga pesada, não precisavam racionar o suprimento de comida
e água e, assim, podiam navegar por muitos dias e noites sem atracar; navios de
guerra, com uma tripulação de cerca de duzentas pessoas e a necessidade de ser tão
leves quanto possível, levavam menos provisões e tinham de atracar com frequên-
cia para permitir que os remadores descansassem e comessem.
O mundo de Atenas, 2.19
10 Parte Um: Atenas no mar

D
O capitão desce ao compartimento de carga seguido por
Diceópolis e os tripulantes. Lá, encontram Hegéstrato, o autor
do barulho misterioso.

Em O mundo de Atenas: piloto 7.34–7.

̡̨̛̦̝̯̝̞̝̩̥Ҝ̩̫̩҄ѳЁ̡̦̰̞̬̩̯̣̭̚ ̛̦̝̯̝̞̝̩̫̰̮̥̠Ҝѷ໌̡̯
ໍ̷̥̦̝̥́½̧̫̥̭̦̝Ҡ̫ѣЁ̩̝ԉ̴̡̯̝̥̦̘̯̤̩̟Қ̬ѳЁ̷̴̳̱̫̭̦̘̯̠Ҝ

̯Ң̩ЁԞ̟̙̮̯̬̝̯̫̩̄ѳ̬Ԗ̮̥̩ѷ໌̡̯ໍ̡̦̰̞̬̩̯̣̭̦̝̚Ҡ̫ѣЁ̩̝ԉ̯̝̥ѳ໌ ̠Ҝ
ໍԞ̟̙̮̯̬̝̯̫̭̯̄Ң̩Ё̷̳̱̫̩½̡̫̥Ӻ̴̦̘̯

5
̼̇˿ ̫̯̫̭҅ ̛̯½̡̫̥Ӻ̭
(percebendo de repente que é Hegéstrato)
ж̧̧Қ̛̯½̡̫̥Ӻ̸̭̮ ҐԞ̡̛̟̙̮̯̬̝̯̯̭̄ѳЁ̷̳̱̫̭
̄̀̂̏̐̎˾̐̌̏(com ar inocente)
̫Ѿ̠Ҝ̩½̫̥Ԗъ̴̡̟̟ Ґ̡̦̰̞̬̩Ӭ̯̝ ̫Ѿ̠Ҝ̷̳̱̫̩Ё̫Ѿ̠̙̩̝ 10
ж̸̴̦̫. ̨Ҟ ̷̢̡̱̬̩̯̥.
́̆̇ (olhando atrás das costas de Hegéstrato)
̡̠ԉ̬̫ц̧̤Ҝ̦̝Ҡ̧̞̙½̡ Ґ̡̦̰̞̬̩Ӭ̯̝ъ̡̲̥̟қ̬̯̥ц̩Ё̯ӭЁ̡̠̪̥Ӟ
ѳЁԞ̟̙̮̯̬̝̯̫̭̄
̼̇˿ ̯ҡъ̡̲̥̭ц̩Ё̯ӭЁ̡̠̪̥Ӟ ҐԞ̡̟̙̮̯̬̝̯̄ 15
̄̀ (tentando esconder desesperadamente)
̫Ѿ̠Ҝ̩ ъ̴̲ ъ̴̡̟̟, Ґ ̧̡̛̱.
́̆̇ Ґ̡̃ԉ̫Ѿ̟Қ̬ж̧̣̤Ӭ̧̡̙̟̥ѳЁԞ̟̙̮̯̬̝̯̫̭̄½̧̡̙̦̰̩̟Қ̬
ъ̡̲̥ц̩Ё̯ӭЁ̡̠̪̥ӞѳЁԞ̟̙̮̯̬̝̯̫̭̄ѳЁк̴̩̤̬½̫̭̯ҢЁ½̧̫Ӻ̫̩
̸̡̦̝̯̝̠̥ 20
̼̇˿ (espantado)
̧̡̛̯̙̟̥̭ Ґ̷̥̦̝̥́½̸̧̡̫̥̠̥ ̯ҢЁ½̧̫Ӻ̫̩ ѳЁԞ̟̙̮̯̬̝̯̫̭̄;
(chamando a tripulação)
ж̧̧Қ̠̥ҚЁ̛̯̫Ѿ̧̨̡̡̝̞̘̩̯ѿ̨̡Ӻ̭̯Ң̩Ёк̴̩̤̬½̫̩ Ґ ̩̝ԉ̯̝̥
̡̠ԉ̬̫ ̡̠ԉ̬̫ 25
̄̀ ̫Ѧ̨̫̥ ̸̴̡̱̟ъ̴̡̟̟ ̦̝ҠԈ̛½̴̯ц̨̝̰̯Ң̩ц̦Ё̯̫ԉЁ½̧̛̫̫̰
̼̇˿ (pedindo ajuda à tripulação)
̡̞̫̣̤Ӻ̡̯, Ґ ̩̝ԉ̯̝̥, ̡̞̫̣̤Ӻ̡̯ ̦̝Ҡ ̡̡̠̥̹̦̯.
Seção Um A–J: O golpe do seguro 11

Vocabulário para a Seção Um D


ж̸̦̫-̴ ouço ̧̨̝̞̘̩-̡̡̯ pegais Ԉ̛½̯-̴ lanço
ж̧̣̤Ӭ verdade ̧ҝ̟-̡̥̭ estás dizendo ̯ҡ; o quê?
̧̞̙½-̡ olha! ̧̙̟-̡̥ está dizendo ̯̥ algo
̞̫̣̤-̡Ӻ̡̯ ajudai! ̨Ҝ̩ . . . ̠Ҝ por um lado... ̯Ң̩ к̴̩̤̬½-̫̩ o homem
̠̥Қ ̛̯; por quê? por outro lado ̯Ң̩ Ԟ̟̄ҝ̮̯̬̝̯-̫̩
̷̥̦̝̥́½̧̫̥ Diceópolis ̩̝ԉ̯̝̥ marinheiros Hegéstrato
̠̥ҧ̦-̡̡̯ persegui! (imper.) ѳ к̴̩̤̬½-̫̭ o homem ̯Ң̩ ̷̳̱-̫̩ o barulho
̠ҥ-̡̥ está afundando ѳ̷̥̦̝̥́½̧̫̥̭Diceópolis ̯Ң ½̧̫Ӻ-̫̩ o navio
ъ̴̡̟̟ eu, quanto a mim ѳ Ԟ̟̄ҝ̮̯̬̝̯-̫̭ Hegéstrato ѿ̨̡Ӻ̭ vós
ц̦ de, proveniente de ̫Ѧ̨̫̥ ai de mim! ̸̡̱̟-̴ fujo
ц̦ ̯̫ԉ ½̧̛̫̫̰ do navio oѣ ̩̝ԉ̯̝̥ os marinheiros, ̧̛̱-̡ amigo
ц̧̤ҝ vem! a tripulação ̷̢̱̬̩̯̥-̡ (não) te preocupes!
ц̨̝̰̯-Ң̩ eu mesmo ѳ ̡̦̰̞̬̩̯̣̭̚ o capitão, (sc. “com isso”)
ц̩ ̯ӭ ̡̠̪̥Ӟ na mão direita piloto ̷̳̱-̫̩ oѾ̠ҝ̩̝ nenhum
ъ̲-̴ tenho/estou segurando ѳ̬-ӝ̡̯ vedes barulho
ъ̲-̡̥̭ tens/estás segurando ѳ̬-Ԗ̮̥(̩) veem
ъ̲-̡̥ tem/está segurando ̫Ѿ̠Ҝ nem
Z̡ԉ Zeus ̫Ѿ̠Ҝ̩ nada Vocabulário a ser aprendido
Ԟ̟̄ҝ̮̯̬̝̯-̡ Hegéstrato o̩҄ pois, então, portanto ж̧̣̤Ӭ a verdade
̦̝̯̝-̛̞̝̩-̡̥ desce ̫̯̫̭҅ ei, tu! ъ̴̡̟̟ eu, quanto a mim, eu
̦̝̯̝-̛̞̝̩-̨̡̫̩ descemos ѳ ̷̳̱-̫̭ o barulho pelo menos
̦̝̯̝ ̛̞̝̩ ̫̰̮̥̩ DESCEM ½̧̡̙̦̰̭ um machado (nom.) ̫Ѿ̠ҝ̩ nada
̦̝̯̝-̠ҥ-̡̥ está afundando ½̧̡̙̦̰̩ um machado (ac.) ̫̩҄ pois, então, portanto
̴̦̘̯ embaixo ½̫̥-Ԗ estou fazendo ̯ҡ; o quê?
̴̡̦̘̯̤̩ de baixo ½̫̥-̡Ӻ̭ estás fazendo ԄԞ̨̡Ӻ̭ vós
̡̦̰̞̬̩Ӭ̯̝ capitão, piloto ½̫̥-̡Ӻ está fazendo
12 Parte Um: Atenas no mar

E
ѳ໌̨Ҝ̩ໍԞ̸̴̡̡̡̟̙̮̯̬̝̯̫̭̱̟̥̦̘̯̤̩̄ ̫ѣ໌̠Ҝໍ̩̝ԉ̯̝̥̞̫̣̤̫ԉ̮̥̦̝Ҡ̯Ң̩Ё
Ԟ̟̙̮̯̬̝̯̫̩̠̥̹̦̫̰̮̥̩̄к̴̨̡̩̙̩̥ѳЁ̷̡̨̣̩̤̥̭̃ѳ໌ ̨Ҝ̩ໍԞ̟̙̮̯̬̝̯̫̭̄
½̬Ң̭Ё̯Ң̩Ё̷̡̨̧̣̩̤̥̩̞̙̃½̡̥ ѳ໌̠Ҝໍ̷̡̨̣̩̤̥̭̃½̬Ң̭Ё̯̫Ҥ̭Ё̸̩̝̯̝̭
ж̛̩̝̞̝̩̫̰̮̥̟Қ̬̫ѣЁ̩̝ԉ̯̝̥̦̝Ҡ̠̥̹̦̫̰̮̥̩
5
̃̄̊ ж̧̧Қ̛̯½̡̫̥Ӻ̭ ҐԞ̡̟̙̮̯̬̝̯̄
̄̀ correndo até Zenótemis
Ѣ̸̠̫, ̛̠̥̹̦̫̰̮ ̨̡ ̫ѣЁ̩̝ԉ̯̝̥, Ґ ̷̡̨̣̩̤̥̃. ц̟Ҧ ̠Ҝ
̸̴̡̱̟. ̨Ҟ ̨̡̙̩, ж̧̧Қ ̡̱ԉ̡̟ ̦̝Ҡ ̸̮, ̦̝Ҡ ԈӺ½̡̯ ̡̮̝̰̯Ң̩
ц̦Ё̯̫ԉЁ½̧̛̫̫̰. ж̛̩̝̞̝̩̫̰̮̥ ̟̝̬ і̠̣ ̫ѣЁк̡̩̠̬̭. 10
̃̄̊ olhando para os marinheiros em perseguição
̫Ѧ̨̫̥. ̯̫Ҥ̭໌ ̟Қ̬ ໍ̸̩̝̯̝̭ і̠̣Ё̡̟̮̝̱Ԗ̭ ѳ̬Ԗ. ̮Ҥ ̠Ҝ ½̫Ӻ
̸̡̡̱̟̥̭;
̄̀. ̸̴̡̱̟ ̡Ѣ̭Ё̯Ҟ̩Ё̧̤̘̝̯̯̝̩ ъ̴̡̟̟. ѳ໌ ̟Қ̬ ໍ̧̨̙̞̫̭
ц̩Ё̯ӭЁ̧̤̝̘̯̯Ӫ ц̛̮̯̩. к̡̟ ̠Ҟ ̸̮, ̮ԗ̢̡ ̷̡̮̝̰̯̩. ԈӺ½̡̯ 15
̡̮̝̰̯Ң̩ ̡Ѣ̭Ё̯Ҟ̩Ё̧̤̘̝̯̯̝̩, ̦̝Ҡ ̨Ҟ ̨̡̙̩.

Vocabulário para a Seção Um E

Gramática para 1E–F


C Verbos “contratos” (-қ̴, -ҝ̴, -ң̴): tempo presente e imperativo
C Regras de “contração”
C Advérbios (“–mente”)

к̡̟ vai! і̠̣ ̡̟ de fato já ѳ ̧̨̙̞-̫̭ o barco salva-


ж̩̝-̛̞̝̩-̫̰̮̥ estão subindo Ѣ̸̠̫ olha! vidas
к̴̩ em cima ̴̡̦̘̯̤̩ de baixo ѳ̬-Ԗ vejo
̧̞ҝ½-̡̥ olha ̨̡ me ½̫Ӻ; para onde?
̞̫̣̤-̫ԉ̮̥ ajudam ̨Ҝ̩ por um lado... por outro ½̫̥-̡Ӻ̭ estás fazendo
̠ҟ então; agora lado ½̬Ң̭ ̯Ң̩ ̣̩̃ң̡̨̤̥̩ na
(enfatizando) ̨̙̩-̡̥ fica/está esperando direção de Zenótemis
̠̥ҧ̦-̫̰̮̥(̩) perseguem ̨̙̩-̡ (não) fiques! ½̬Ң̭ ̯̫Ҥ̭ ̸̩̝̯̝̭ na
̡Ѣ̭ ̯Ҟ̩ ̧̤̘̝̯̯̝̩ para o mar ѳ̷̡̨̣̩̤̥̭̃ Zenótemis direção dos marinheiros
ц̦ ̯̫ԉ ½̧̛̫̫̰ do navio ѳԞ̟̙̮̯̬̝̯̄-̫̭ Hegéstrato ԈӺ½̯-̡ lança!
ц̩ ̯ӭ̧̤̝̘̯̯Ӫ no mar oѣ к̡̩̠̬̭ os homens ̮̝̱Ԗ̭ claramente
ц̛̮̯(̩) é; está; existe ̫Ѧ̨̫̥ ai de mim! ̡̮̝̰̯-Ң̩ ti mesmo
̷̡̨̣̩̤̥̃ Zenótemis oѣ ̩̝ԉ̯̝̥ os marinheiros/a ̮ԗ̢ ̡ salva!
і̠̣ agora; já tripulação
Seção Um A–J: O golpe do seguro 13

̯ӭ ̧̤̝̘̯̯ӪOMAR ̸̡̱̟-̴ fujo Vocabulário a ser aprendido


̯Ң̩ Ԟ̟̄ҝ̮̯̬̝̯-̫̩ ̸̡̱̟-̡̥̭ foges/estás ̨̙̩ . . . ̠ҝ por um lado . . .
Hegéstrato fugindo por outro lado
̯̫Ҥ̭ os ̸̡̱̟-̡̥ foge ½̫Ӻ; para onde?
̯̫Ҥ̭ ̩̝ҥ̯̝̭ os marinheiros/ ̡̱ԉ̟-̡ foge! (imper.) ̡̮̝̰̯ң̩ ti mesmo
a tripulação

Trirremes

A trirreme tinha mastros e, em uma viagem longa, era possível aproveitar os


ventos favoráveis. Os remadores não remavam todos ao mesmo tempo, exceto em
combate. Não havia espaço a bordo para comer ou dormir e pouco espaço para
suprimentos (uma tripulação precisaria de cerca de 300 kg de cereais e 500 litros
de água por dia). A trirreme, em geral, tinha de ser atracada à noite para que a
tripulação obtivesse provisões, comesse e dormisse. O relato feito por Xenofonte
da viagem de Ifícrates contornando o Peloponeso mostra qual era a prática usual;
Ifícrates estava com pressa e queria preparar sua tripulação ao mesmo tempo em
que viajava, mas, pelo relato de Xenofonte, podemos inferir o que era habitual:
“Quando Ifícrates começou sua viagem em volta do Peloponeso, levou consigo
todo o equipamento de que necessitava para uma batalha naval. Deixou em casa
suas velas grandes, como se estivesse navegando para o combate, e fez muito
pouco uso das velas pequenas mesmo quando o vento era favorável. Dessa maneira,
navegando com remos, ele exercitou seus marinheiros e tornou seus navios mais
rápidos. E, quando chegava a hora de a expedição parar para a refeição matinal ou
noturna em algum lugar, ele ordenava que os navios da frente voltassem, fizessem
a curva novamente para ficar de frente para a terra e, a um sinal, fazia-os apostar
corrida até a praia... E, se estavam fazendo uma refeição em território hostil, ele
posicionava os sentinelas habituais em terra, mas também fazia erguer os mastros
de seus navios e colocava homens de vigia no alto deles. Estes tinham uma visão
muito mais ampla em sua posição elevada do que teriam em terra... Quando nave-
gava durante o dia, ele os treinava para formar em linhas ou colunas a seu sinal,
de modo que, no curso da viagem, eles haviam praticado e se tornado hábeis nas
manobras necessárias em uma batalha naval antes de chegar à área do mar que ima-
ginavam estar sob controle inimigo.” (Xenofonte, Helênicas 6.2.27–30)
Um ponto, que não aparece nesse relato, era de grande importância: a trirreme
era tão leve que não podia ser usada quando o tempo estava muito ruim. Isso
significava que operações navais, de modo geral, não eram possíveis no inverno,
nem nas más condições produzidas pelos ventos etésios. As condições meteoro-
lógicas eram um fator limitante constante na estratégia naval.

O mundo de Atenas, 7.35


14 Parte Um: Atenas no mar

F
Hegéstrato e Zenótemis pulam para o mar e nadam até o barco
salva-vidas. Mas o capitão tem outras ideias.

Em O mundo de Atenas: amigos e inimigos 4.2, 14-16; orações 3.34,


8.13; sacrifício 3.28-32.

ѳЁԞ̟̙̮̯̬̝̯̫̭̦̝̄Ҡ̷̡̨̣̩̤̥̭̫̃Ѿ̨̙̩̫̰̮̥̩ж̧̧Қ̸̡̡̱̟̫̰̮̥̩Ѣ̭Ё̯Ҟ̩໌
̟Қ̬ໍ̧̤̘̝̯̯̝̩Ԉ̛½̯̫̰̮̥̩ч̝̰̯̫Ҥ̭̫ѣЁк̴̩̤̬½̫̥ ̦̝Ҡ̯Ң̩Ё̧̨̙̞̫̩
̢̣̯̫ԉ̮̥̩̦̝Ҡ̫ѣ໌̨Ҝ̩ໍ̩̝ԉ̯̝̥ж½ҢЁ̯̫ԉЁ½̧̛̫̫̰̯Ҟ̩Ё̱̰̟Ҟ̩̮̝̱Ԗ̭
ѳ̬Ԗ̮̥̩ ѳ໌̠Ҝໍ̡̦̰̞̬̩̯̣̭̯̚Ң̩Ё̧̨̙̞̫̩ж½̸̧̡̫̥ѳ໌ ̠Ҝໍ̧̨̙̞̫̭
ж½ҢЁ̯̫ԉЁ½̧̛̫̫̰ж½̴̡̫̲̬Ӻ 5

̃̄̊ debatendo-se nas ondas


̫Ѧ̨̫̥, ½̫ԉѳЁ̧̨̙̞̫̭; ½̫ԉц̮̯̥̩, Ґ Ԟ̡̟̙̮̯̬̝̯̄;
̄̀ ц̟Ҧ̯Ң̩Ё̧̨̙̞̫̩̫Ѿ̲ѳ̬Ԗ Ґ̷̡̨̣̩̤̥̃¾̫Ѧ̨̫̥
̃̄̊ ж½̫̤̩ӫ̨̡̮̦̫̩ ҐԞ̡̡̟̙̮̯̬̝̯̞̫̣̤̄Ӻ̡̯ Ґ̩̝ԉ̯̝̥  10
̡̞̫̣̤Ӻ̡̯
̄̀ ж½̫̤̩ӫ̴̮̦¾
́̆̇ м̬̝̯̫Ҥ̭Ёж̩̤̬̹½̫̰̭ѳ̬Ӟ̸̭̮ Ґ̡̦̰̞̬̩Ӭ̯̝ж½̫̤̩ӫ̮̦̫̰̮̥
̟Қ̬̫ѣЁк̴̩̤̬½̫̥ѳ໌̟Қ̬ໍ̧̨̙̞̫̭ж½ҢЁ̯̫ԉЁ½̧̛̫̫̰̮̝̱Ԗ̭
ж½̴̡̫̲̬Ӻ 15
̼̇˿ ̨Ҟ̷̢̡̱̬̩̯̥˶̦̝̦̫Ҡ̟қ̡̬Ѣ̮̥̩̫ѣЁк̴̩̤̬½̫̥ Ґ̷̥̦̝̥́½̧̫̥ 
̦̝Ҡ̦̝̦Ԗ̭ж½̫̤̩ӫ̮̦̫̰̮̥̩

Vocabulário para a Seção Um F

ж½Ң de ч̝̰̯-̫Ҥ̭ se, si mesmos ѳԞ(̟̙̮̯̬̝̯̫̭ Hegéstrato


ж½Ң ̯̫ԉ ½̧̛̫̫̰ do navio ̡Ѣ̭ ̯Ҟ̩ ̧̤̘̝̯̯̝̩ para o mar ̫ѣк̴̩̤̬½-̫̥ os homens
ж½̫-̤̩ӫ̮̦-̴ estou ̡Ѣ̮̥(̩) são; estão; existem ̫Ѧ̨̫̥ ai de mim!
morrendo ц̮̯̥(̩) é; está; existe oѣ ̩̝ԉ̯̝̥ os marinheiros/
ж½̫-̤̩ӫ̮̦-̨̡̫̩ estamos ̷̡̨̣̩̤̥̃ Zenótemis a tripulação
morrendo ̢̣̯-̫ԉ̮̥(̩) procuram ѳ ̡̦̰̞̬̩̯̣̭̚ o capitão, piloto
ж½̫-̤̩ӫ̮̦-̫̰̮̥(̩) estão Ԟ(̟ҝ̮̯̬̝̯-̡ Hegéstrato ѳ ̧̨̙̞-̫̭ o barco salva-
morrendo ̦̝̦-̛̫ maus vidas
ж½̫-̸̧-̡̥ solta ̦̝̦-Ԗ̭ mal (tr. “morte ruim”) ѳ̬-Ԗ vejo
ж½̫-̴̲̬-̡Ӻ afasta-se ̡̦̰̞̬̩Ӭ̯̝ capitão, piloto ѳ̬-Ӟ̭ vês
̞̫̣̤-̡Ӻ̡̯ ajudai! ̨ҝ̩-̫̰̮̥(̩) esperam ѳ̬-Ԗ̮̥(̩) vêem
̷̥̦̝̥́½̧̫̥ Diceópolis ̩̝ԉ̯̝̥ marinheiros ½̫ԉ; onde?
Seção Um A–J: O golpe do seguro 15

Ԉ̛½̯-̫̰̮̥(̩) lançam ̯̫Ҥ̭ ж̩̤̬̹½-̫̰̭ os homens Vocabulário a ser aprendido


̮̝̱Ԗ̭CLARAMENTE ̸̡̱̟-̫̰̮̥(̩) fogem ̫Ѧ̨̫̥ ai de mim!
̯Ҟ̩ ̱̰̟Ҟ̩ a fuga ̷̢̱̬̩̯̥-̡ (não) te ½̫ԉ; onde?
̯Ң̩ ̧̨̙̞-̫̩ o barco salva- preocupes! (sc. “com
vidas isso”)

Pireu

A cidade portuária do Pireu, 7-8 km a sudoeste de Atenas, foi criada apenas no


século V. Até então, os atenienses usavam a baía de Falero para trazer os navios à
terra, mas o estabelecimento de uma frota ampliada e a crescente atividade comer-
cial levaram à criação do porto do Pireu no promontório vizinho de Acte. Havia três
ancoradouros: Cântaros, a oeste, que era o principal porto e entreposto comercial,
com um mercado no lado leste e o deîgma, um local para expor as mercadorias;
e os ancoradouros menores de Zea e Muníquia, a leste, para os navios de guerra.
Os três eram famosos por seus esplêndidos abrigos para navios. A cidade em si foi
projetada segundo um padrão quadriculado regular de ruas por Hipodamo, natural
da cidade grega de Mileto, na costa oeste da Ásia Menor, onde um plano de ruas
similar também era usado. Em contraste com Atenas, com suas ruas estreitas e
cheias de curvas, a cidade portuária deve ter parecido rigidamente organizada,
com ruas retas, casas bem posicionadas e áreas públicas abertas. Além das insta-
lações navais, a cidade contava com muitos dos recursos de que Atenas dispunha,
incluindo um conjunto de fortificações, que eram necessárias para proteger o
comércio de Atenas, e um teatro. Em meados do século V, o porto foi ligado a
Atenas pelas Longas Muralhas, uma obra de construção notável, dada a distância
percorrida e o caráter pantanoso do terreno no extremo do Pireu. A população do
Pireu era mista, pois não só comerciantes de fora hospedavam-se ali temporaria-
mente, como muitos dos estrangeiros residentes em Atenas (metecos – métoikoi)
viviam no porto, alguns dos quais eram responsáveis pelo comércio de Atenas e
dirigiam negócios como fábricas de armas e bancos; os metecos também podiam
ser comerciantes de cereais ou ocupar-se de pisoagem ou fabricação de pão.
Essa mescla populacional fazia com que os templos e santuários que se espalha-
vam pela cidade portuária exibissem uma variedade de culto maior do que locais
menos acessíveis a influência estrangeira, e divindades não-gregas como Bêndis
e Cibele tinham santuários ali. Essas novidades religiosas atraíam a curiosidade
dos atenienses, e foi um festival da deusa trácia Bêndis que ocasionou a visita de
Sócrates e Glauco ao Pireu no início da República de Platão (2.46):
“Desci ontem ao Pireu com Glauco, filho de Aríston. Queria fazer uma oração
à Deusa e também ver como eles fariam o festival, já que era a primeira vez que
o estavam realizando. Devo dizer que considerei a contribuição local para a pro-
cissão esplêndida...”

O mundo de Atenas, 2.23-4


16 Parte Um: Atenas no mar

G
(percebendo de repente o perigo)
̼̇˿ ж̧̧Қм̬̘ц̮̯̥̮Ԗ̫̩̯ҢЁѓ̨ҝ̡̯̬̫̩½̧̫Ӻ̫̩ ̮Ԗ̫̥̠Ҝ̦̝Ҡ
ѓ̨̡Ӻ̭̠̥ҚЁ̛̯ц̟Ҧ̫Ѿ̴̛̦̝̯̝̞̝̩̦̝Ҡ½̡̬̥̮̦̫½Ԗж̦̬̥̞Ԗ̭
ц̟Ҧ̟Қ̬ѳЁ̡̦̰̞̬̩̯̣̭̚˶ц̨Ң̩̫̩̯҄ҢЁъ̬̟̫̩ ̦̝Ҡц̩Ёц̨̫ҠѓЁ
ѓ̨̡̯ҝ̬̝Ё̴̛̮̯̣̬̝. 5
̡̛̦̝̯̝̞̝̩̥ѳЁ̡̦̰̞̬̩̯̣̭̦̝̚Ҡ̮̦̫½̡Ӻ. ѳ໌̠Ҝໍ̷̥̦̝̥́½̧̫̥̭к̴̨̡̩̙̩̥
́̆̇ (orando com fervor)
̩ԉ̩ Ґ̷̡̮̥̠̫̩̍ ̮ԗ̢̡ѓ̨ӝ̡̭Ѣ̭Ё̯Ң̩Ё̧̨̥̙̩̝ѓ̨̡Ӻ̭ ̨Ҝ̩̟Қ̬
ж̸̡̨̡̛̛̮̫̥̤̰̮̝̭̤̫̩ ̮Ҥ̠Ҝж̡Ҡ̮ԕ̢̡̥̭ ̯̫Ҥ̭Ёж̩̤̬̹½̫̰̭
ц̦Ё̯Ӭ̭Ё̧̤̝̘̯̯̣̭ѓ̨̡Ӻ̭̠Ҝ̩ԉ̩̦̝̦Ԗ̭ ж½̫̤̩ӫ̨̡̮̦̫̩˶ 10
̯Ң໌̨Ҝ̩̟Қ̬ໍѓ̨ҝ̡̯̬̫̩Ё½̧oӺo̩̮̝̱Ԗ̸̡̭̦̝̯̝̠̩̥
̡Ѣ̭Ё̯Ҟ̩Ё̧̤̘̝̯̯̝̩ ѳ໌̠Ҝѓ̨ҝ̡̯̬̫̭Ё̧̨̙̞̫̭̮̝̱Ԗ̭
ж½̴̡̫̲̬Ӻ ̦̝Ҡ̫Ѿ ̡̛̞̞̝̝ѓЁѓ̨̡̯ҝ̬̝Ё̴̛̮̯̣̬̝
ж̡̛̩̝̞̝̩̥ѳЁ̡̦̰̞̬̩̯̣̭̚
̼̇˿ com alívio 15
̮̥̹½̝ Ґ̷̥̦̝̥́½̧̫̥̮Ԗ̨̫̩Ҝ̩̟Қ̬̯ҢЁѓ̨ҝ̡̯̬̫̩½̧̫Ӻ̫̩ ̮Ԗ̫̥
̠Ҝ̦̝Ҡѓ̨̡Ӻ̭ц̩Ё̸̦̥̩̠̩Ԕ̫̩҄ѓ̨̡Ӻ̭̫҂̦ц̨̡̮̩ ̦̝ҠЁ̠ҞЁ̦̝Ҡ
ц̸̟̟̭ц̮̯̥̩ѳЁ̧̨̡̛̥̩̞̞̝̝̫̩҄̚ ѓЁ ѓ̨̡̯ҝ̬̝Ё̴̛̮̯̣̬̝.
Seção Um A–J: O golpe do seguro 17

Vocabulário para a Seção Um G

Gramática para 1G
C Substantivos como к̴̩̤̬½̫̭ (“homem”, 2a) e ъ̬̟̫̩ (“trabalho”, 2b)
C O conceito de “declinação”
C Substantivos neutros como sujeito ou objeto
C Adjetivos como ѓ̨ҝ̡̯̬̫̭ ѓ̨̡̯ҝ̬̝ ѓ̨ҝ̡̯̬̫̩
C Preposições como “para”, “de”, “em”
C Partículas e sua posição; enclíticas

ж̡ҠSEMPRE ѓ ѓ̨̡̯ҝ̬ ̝ ̴̛̮̯̣̬-̝ a nossa ̍ң̡̮̥̠o̩ Posídon (deus do


ж̦̬̥̞-Ԗ̭ precisamente, segurança/salvação mar)
detalhadamente ѓ̨ӝ̭ nos ̮̥̹½̝ cala-te!
ж̩̝-̛̞̝̩-̡̥ sobe (ao convés) ̸̤-̨̡̫̩ sacrificamos ̮̦̫½-̡Ӻ examina, olha
к̴̩ em cima (no convés) ̛̤̰̮̝̭ sacrifícios ̮̫̥ a ti
ж½̫-̤̩ӫ̮̦-̨̡̫̩ estamos ̦̝Ҡ ̠Ҟ̦̝Ҡ e além disso ̮ԗ̢-̡ salva!
morrendo ̦̝̦-Ԗ̭ mal (tr. “uma morte ̮ԕ̢-̡̥̭SALVAS
ж½̫-̴̲̬-̡Ӻ afasta-se ruim”) ̮Ԗ ̫̥ salvos
̡̛̞̞̝̝ garantida ̦̝̯̝-̛̞̝̩-̴ desço ̮Ԗ ̫̩ salvo
̠̥Қ̛̯; por quê? ̦̝̯̝-̛̞̝̩-̡̥ desce ̯Ң ъ̬̟ O̩ o trabalho,
̷̥̦̝̥́½̧̫̥ Diceópolis ̦̝̯̝-̸̠̩-̡̥ está afundando a tarefa
ц̸̟̟̭ próximo ̨ҝ̩-̡̥ fica ̯Ң ѓ̨ҝ̡̯̬-̫̩ ½̧̫Ӻ-̫̩
̡Ѣ̭ ̯Ҟ̩ ̧̤̘̝̯̯̝̩ para o mar ̩ԉ̩ agora o nosso navio
̡Ѣ̭ ̯Ң̩ ̧̨̥ҝ̩̝ para o porto ѳ̷̥̦̝̥́½̧̫̥̭ Diceópolis ̯̫Ҥ̭ ж̩̤̬̹½-̫̰̭ os
ц̦ ̯Ӭ̭ ̧̤̝̘̯̯̣̭ do mar ѳ̡̦̰̞̬̩ҟ̯̣̭ o capitão, homens
ц̨-̷̩ meu o piloto
ц̩ц̨̫Ҡ em minhas mãos ѳ ѓ̨ҝ̡̯̬-̫̭ ̧ҝ̨̞-̫̭ o nosso Vocabulário a ser aprendido
(lit. “em mim”) barco salva-vidas ̠̥Қ̛̯por quê?
ц̩ ̦̥̩̠ҥ̩Ԕ em perigo ѳ ̧̨̥̩̚ o porto ̩ԉ̩agora
ц̨̮̙̩ somos; estamos ½̡̬̥-̮̦̫½-Ԗ examino
ъ̮̯̥(̩) é; está; existe

Preces

As preces, como os sacrifícios, era mais ou menos fixas em seu formato geral...
O deus é invocado por nome ou títulos, que são, com frequência, numerosos; são
lembrados atos generosos passados do deus e, então, é feito o pedido. Sem alguma
referência aos vínculos que ligavam um deus a seus fiéis, não havia base para
esperar ajuda divina, pois o pressuposto básico era de reciprocidade. Uma oração
aos deuses olímpicos era feita em pé, com as mãos erguidas; ao mundo inferior,
com as mãos abaixadas em direção à terra.

O mundo de Atenas, 3.34


18 Parte Um: Atenas no mar

H
O capitão leva o navio até o porto. Já escureceu. Um rapsodo, que
insiste em citar Homero em cada ocasião possível, é submetido
por Diceópolis a um interrogatório ao estilo socrático a respeito
de sua arte.

Em O mundo de Atenas: Homero 8.1; Sócrates 8.33-6; palavras e


argumentação 8.18-21.

ѳ̡̫̩̦̰̞̬̩̯̣̭̯҄̚Ң½̧̫Ӻ̡̫̩̦̰̞̬̩Ӟ½̬Ң̭Ё̯Ң̩Ё̸̧̨̥̙̩̝̩̝̯̣̭໌̠̙
ໍ̯̥̭̯Ң̩Ё̡̦̰̞̬̩̯̣̩̚ц̴̬̯Ӟ½̫ԉ̡Ѣ̮̥̩ѳ̟Қ̸̬̩̝̯̣̭̫Ѿ̮̝̱Ԗ̭̫Ѩ̡̠

½̫ԉ̡Ѣ̮̥˶̩Ҥ̪̟̘̬ц̮̯̥̩ѳ̡̧̡̫̩̦̰̞̬̩̯̣̭̙̟̥҄̚ѷ̡̯̥Ѣ̭Ё̯Ң̩Ё̧̨̥̙̩̝
½̧̙̫̰̮̥̩ъ̮̯̥̠Ҝц̩̯ԗЁ½̧̛̫ԔԈ̝̳Ԕ̷̠̭Ё̯̥̭ѳ̠ҜԈ̝̳Ԕ̠Ң̭ж̡Ҡ
ѳ̨̢̡̛̣̬̥ѳ̠Ҝ̷̥̦̝̥́½̧̫̥̭½̢̡̛̝̥½̬Ң̭̯Ң̩Ԉ̝̳Ԕ̠Ң̩ҏ̮½̡̬ 5
ѳЁ̴̦̬̘̯̣̭̏½̬Ң̭̯̫Ҥ̭Ё̨̝̤̣̯̘̭

̊˾̼̐̄̏ ½̫ԉц̨̡̮̩ѓ̨̡Ӻ̭ Ґ̡̦̰̞̬̩Ӭ̯̝м̬̝̫Ѩ̸̮̤̝̮̫Ѿ̟Қ̬̮̝̱Ԗ̭


̫Ѩ̠̝ъ̴̡̟̟ц̟Ҧ̟Қ̬̫Ѿ̠Ҝ̩ѳ̬Ԗ̠̥Қ̯Ҟ̩Ё̸̩̦̯̝ ̦̝Ҡ̫Ѿ̦
̫Ѩ̠̝½̫ԉц̨̡̮̩ 10
̼̇˿̫̂̎̊̄̐̄̏Ѩ̠̝̮̝̱Ԗ̭½̧̨̡̙̫̩̟Қ̬½̬Ң̭̯Ң̩Ё̧̨̥̙̩̝ Ґ̩̝ԉ̯̝
̎˾̔̆́̌̏̕(intrometendo-se na conversa com uma frase homérica)
 À½̧̨̡̙̫̩̠Áц½Ҡ̫Ѧ̩̫½̝Ё½̷̩̯̫̩Á
.!̼ ̧̡̛̯̙̟̥ѳк̴̩̤̬½̫̭
́̆̇ ̠Ӭ̷̧̩ц̮̯̥̩ѷ̯̥ѳ̨̢̡̛̣̬̥ѳк̴̩̤̬½̫̭Ԉ̝̳Ԕ̷̠̭̫̩҄ц̛̮̯̩ 15
̎˾̔ ж̧̣̤Ӭ̧̡̙̟̥̭ Ґ̯ӝ̩˶
 À½̧̨̡̙̫̩̠Áц̩̩̣ҠЁ̨̡̧̛̝̩ӪÁ
́̆̇ ̧̡̛̯̙̟̥̭ ҐԈ̝̳Ԕ̛̠̙̯Ё̯ҢÀц̩̩̣ҠЁ̨̡̧̛̝̩ӪÁ̫Ѿ̟Қ̬
̨̧̙̝̥̩̝ѓѓ̨̡̯̙̬̝̩̝ԉ̭̠Ӭ̷̧̩ц̮̯̥̩ѷ̨̯̥Ԗ̡̬̫̭Ѩ̸̮ ̦̝Ҡ
̫Ѿ̦̫Ѩ̮̤̝̫Ѿ̠̙̩ ж̧̧Қ½̢̡̛̝̥̭½̬Ң̭ѓ̨ӝ̭ 20
̎˾̔ ̮̥̹½̝Àц̩̩̣ҠЁ̤̫ӭÁ½̧̨̡̙̫̩ À̧̛̦̫ӪЁц̩ҠЁ̛̩̣Á
́̆̇ м̬̝ж̸̡̡̦̫̯ Ґ̩̝ԉ̡̯̝̥̠ԉ̬̫ъ̧̡̡̤̯̦̝Ҡж̸̡̡̦̫̯ ̠Ӭ̷̧̩
ц̮̯̥̩ѷ̨̯̥Ԗ̬̫̭ѳѓ̨̡̙̯̬̫̭Ԉ̝̳Ԕ̷̠̭̫Ѿ̟Қ̬̫Ѩ̡̠̩̫Ѿ̠̙̩
ж̦̬̥̞Ԗ̭ѳк̴̩̤̬½̫̭ ж̧̧Қ½̢̡̛̝̥½̬Ң̭ѓ̨ӝ̭
Seção Um A–J: O golpe do seguro 19

Vocabulário para a Seção Um H

Gramática para 1H–J


C Verbos ̡Ѣ̨ҡ ‘eu sou/estou’ e ̫Ѩ̠̝ ‘eu sei’
C Complemento e elipse com ̡Ѣ̨ҡ
C Adjetivos usados como substantivos
C Mais partículas

ж̡Ҡ sempre ̸̩̝̯̣̭ ̯̥̭um marinheiro Ԉ̝̳Ԕ̠-̷̭, ѳ rapsodo (2a)


ж̦̬̥̞-Ԗ̭ precisamente (nom.) Ԉ̝̳Ԕ̠-̷̭ ̯̥̭ um rapsodo
̠Ӭ̷̧̩ ц̮̯̥(̩) é claro ̩̣Ҡ ̤oӭ um navio veloz ̮̝̱-Ԗ̭ claramente
̠̥Қ (+ ac.) por causa de ̩̣Ҡ ̨̡̧̛̝̩Ӫ um navio negro ̴̮̥½̘-̴ calar-se
̡Ѩés; estás ̩Ҥ̪ noite (nom.) ̯ӝ̩ caro amigo (com
ц̮̯̥(̩) é; está; existe ̫Ѧ̩̫½̝ ½̷̩̯̫̩ o mar cor- condescendência)
ц̨̡̮̩ somos; estamos de-vinho (ac.) ̯Ҟ̩ ̸̩̦̯̝ a noite/escuro
̡Ѣ̮̥(̩) são; estão; existem ѳ̸̩̝̯̣̭ o marinheiro ̛̯ ̯Ң o que é isso?
ц½Ҡ (+ ac.) sobre ѳ ̴̦̬̘̯̣̭̏ Sócrates ̯Ң̩ ̡̦̰̞̬̩̯̣̩̚ o capitão
ц̴̬̯̘-̴ perguntar ̫Ѩ̠̝ sei ̯Ң̩ ̧̨̥̙̩̝ o porto
ѓ̨ӝ̭ nos ̫Ѩ̮̤̝ sabes ̯̫Ҥ̭ ̨̝̤̣̯̘̭ os alunos
ѓ̩̝ԉ̭ o navio ̫Ѩ̡̠(̩) sabe ̯ԗ½̧̛̫Ԕ o navio
̧̛̦̫Ӫц̩Ҡ ̛̩̣ em um navio ѳ̨̢̛̣̬-̴ citar Homero ҏ̮½̡̬ como
côncavo ѷ̯̥ que
̡̦̰̞̬̩̘-̴ pilotar ½̢̛̝-̴ (½̷̬̭ + ac.) brincar Vocabulário a ser aprendido
̡̦̰̞̬̩Ӭ̯̝ capitão (voc.) (com) ̠Ӭ̧̫̭ ̣ o̩ claro; evidente
̨ҝ̧̝̥̩̝ preta, negra (nom.) ½̧ҝ̨̡̫̩½̧ҝ̡̡̫̰̮̥̩ ̡̡̥ ѷ̯̥ que
̨Ԗ̬-̫̭ -̝ -o̩tolo são as únicas formas de ½̴̢̛̝ (½̬ң̭ + ac.) brincar;
̩̝ԉ̯̝ marinheiro (voc.) ½̧ҝ̴ que são contratas no fazer graça (com)
̩̝ԉ̯̝̥ marinheiros (voc.) grego ático

Rapsodos

Enquanto nós lemos livros, era mais normal que os


atenienses ouvissem recitações ao vivo, com um
poeta ou historiador ou cientista postado diante
de uma plateia e dirigindo-se a ela (em público
ou privadamente)... Os atenienses provavelmente
ouviam a Ilíada e a Odisseia apresentadas por rap-
sodos [recitadores de poemas profissionais]... com
muito mais frequência do que se sentavam para de
fato ler Homero.

O mundo de Atenas, 8.17


20 Parte Um: Atenas no mar

I
̎˾̔ ж̧̧Қц̟Ҧ̨Ԗ̨̬̫̭Ҝ̩̫Ѿ̡̦Ѣ̨̛ ½̧̧̫Қ̠Ҝ̴̟̥̟̩̹̮̦
́̆̇ ½Ԗ̭̮Ҥ½̧̧̫Қ̡̟̥̟̩̹̮̦̥̭̠Ӭ̧̨̫̩Ҝ̩Ё̫̩҄ѷ̯̥ж½̡̛̝̠̰̯̫̭
̡Ѩ ҐԈ̝̳Ԕ̠̙̫Ѿ̟Қ̬̫Ѩ̮̤̝̮Ҥ½̷̡̯̬̫̩Ą̧̙̝̥̩̝̀Áѓ ѓ̨̡̯̙̬̝
̩̝ԉ̭єÀ̤̫ҞÁєÀ̧̛̦̫̣Á
̎˾̔ ̫Ѿ̨ҚЁ̛̝́ ̫Ѿ̦ж½̷̡̡̛̝̠̰̯̭Ѣ̨̥ц̟Ҧ½̡̬ҠЁĄ̬̫̰̀̌̚½̧̧̫Қ 5
̟Қ̴̷̬̟̥̟̩̹̮̦̠̥̯̥½̧̧̫Қ̡̟̥̟̩̹̮̦̥ѽ̨̡̣̬̫̭̟̥̟̩̹̮̦̥
̟Қ̬ѽ̨̡̣̬̫̭̯̘̯½̧̡̨̫̥̦Қъ̬̟̝̦̝Ҡ̯Қ̩̝̰̯̥̦Қ̦̝Ҡ̯Қ
̴̮̯̬̝̯̥̯̥̦Қ̦̝Ҡ̯Қ̮̯̬̝̯̣̟̥̦̘¾
́̆̇ ̡̟̥̟̩̹̮̦̥̭̫̩̦̝҄Ҡ̮Ҥ̯Қ̮̯̬̝̯̣̟̥̦Қъ̬̟̝
̎˾̔ ½Ԗ̭̟Қ̬̫҂ц̨Ң̩̟Қ̬̯Ңъ̬̟̫̩ 10
́̆̇ ̛̯Ё̠̙м̬̝ъ̨½̡̡̥̬̫̭Ѩ½̡̬Ҡ̯Қ̮̯̬̝̯̣̟̥̦̘ ҐԈ̝̳Ԕ̠̙
̎˾̔ ̛̩̝ъ̨½̡̨̥̬̫̭Ҝ̩̟Қ̬½̡̬Ҡ̯Қ̮̯̬̝̯̣̟̥̦Қъ̬̟̝ц̮̯Ҡ̩
ѽ̨̣̬̫̭ ъ̨½̡̡̥̬̫̭̠̙Ѣ̨̥̦̝Ҡц̟̹

Vocabulário para a Seção Um I

ж½̡̛̝̠̰̯-̫̭ -o̩ um ̩̝ҡsim ̮̯̬̝̯̣̟̥̦-̷̭ -ҟ -̷̩ próprio


ignorante ̩̝̰̯̥̦-̘, ̯̘ as coisas de um general
̟̥̟̩̹̮̦-̴ saber; conhecer náuticas (2b) ̴̮̯̬̝̯̥̯̥̦ ̘  ̯̘ as coisas
̷̠̥̯̥ porque ̫Ѩ̮̤̝ sabes referentes aos soldados
̡Ѣ̨̥ sou; estou ԁ/̨̣̬-̫̭, ѳ Homero (2a) (2b)
̡ѨœSEST”S (poeta épico, autor da ̛̯ ̠̙; o quê?
ц̮̯Ҡ(̩ é; está; existe Ilíada e da Odisseia)
ц̨-̷̭ -ҟ -̷̩ meu ½̡̬Ҡ (+ ac.) com respeito a Vocabulário a ser aprendido
ъ̨½̡̥̬-̫̭ -o̩ experiente ½̡̬Ҡ ѹ̨ҟ̬̫̰ sobre Homero ̴̟̥̟̩̹̮̦ (̟̩̫-) saber;
ѓ̩̝ԉ̭ o navio ½̧̡̨̫̥̦-̷̭ -ҟ -̷̩ bélico conhecer; reconhecer;
є ou ½̧̧̫̘ muitas coisas (ac.) decidir
̤̫ ң̭ –ҟ -̷̩ veloz, rápido ½̷̡̯̬̫̩... є ou . . . ou ъ̨½̡̥̬̫̭ o̩ hábil,
̦̫Ӻ̧-̫̭ -̣ -o̩ côncavo ½Ԗ̭ como? experiente
̨Қ ̛̝́ por Zeus ½Ԗ̭ ̟Қ̬ ̫҂; claro, como não? ̨Ԗ̬̫̭ ә o̩ estúpido; tolo
̨̧̙̝̥̩̝ negra, preta (nom.) ̮̯̬̝̯̣̟̥̦-̘, ̯̘ as coisas ½̡̬ҡ(+ ac.) com respeito a
̨Ҝ̩ ̫̩҄ ao contrário referentes ao general (2b) ½̧̧̫̘ muitas coisas (ac.)
̨Ԗ̬-̫̭ -̝ -o̩ tolo ̩̝ҡsim
Seção Um A–J: O golpe do seguro 21

J
́̆̇ ̨̛̝໌̫̩҄ໍ̯̙̲̩̣ї໌̡̯ໍԈ̝̳Ԕ̠̥̦Ҟ̦̝ҠѓЁ̮̯̬̝̯̣̟̥̦̚
̎˾̔ ̨̛̝Ё̯̙̲̩̣ Ґ̷̥̦̝̥́½̧̫̥
́̆̇ ̫҂̦̫̰̩Oѣж̟̝̤̫ҠԈ̝̳Ԕ̡̛̠̫Ѣ̮̥̩л̨̝̦̝Ҡ̮̯̬̝̯̣̟̫Ҡж̛̟̝̤̫
̎˾̔ ̛̩̝ Ґ̷̥̦̝̥́½̧̫̥
́̆̇ ̦̝Ҡ̮Ҥк̬̥̮̯̫̭Ԉ̝̳Ԕ̠Ң̡̭Ѩ̯Ԗ̩ЁԞ˷̴̧̧̩̩̚ 5
̎˾̔ ̨̧̘̥̮̯̝ Ґ̷̥̦̝̥́½̧̫̥
́̆̇ ̮Ҥ̫̩҄ ҐԈ̝̳Ԕ̠̙ ̮̯̬̝̯̣̟Ң̭к̡̬̥̮̯̫̭Ѩ̯Ԗ̩ЁԞ̴̧̧̩̩̂̚
̎˾̔ ½Ԗ̭̟Қ̬̫҂
́̆̇ ̧̡̡̛̯̙̟̯ Ґ̩̝ԉ̯̝̥м̨̬̝Ԗ̬̫̭ѳԈ̝̳Ԕ̠Ң̭є̫҂
.!̼ ̨
 Ԗ̨̬̫̭̙̩̯̫̥̩ҞЁ̛̝́ѳԈ̝̳Ԕ̷̠̭ Ґ̷̥̦̝̥́½̧̫̥̮̯̬̝̯̣̟Ң̭ 10
̨Ҝ̩̟Қ̬̠̚½̫̰к̬̥̮̯̫̭̯Ԗ̩ЁԞ̴̧̧̩̩̂̚ц̮̯Ҡ̩ѳк̴̩̤̬½̫̭ 
ж̧̧Қ̫Ѿ̦̫Ѩ̡̠̩ж̦̬̥̞Ԗ̭½̷̡̯̬̫̩Ԟ̨̧̙̝̥̩̝ÁєÀ̤̫ҞÁє
À̧̛̦̫̣ÁѓЁ̩̝ԉ̨̭Ԗ̷̬̭̫̩҄ц̮̯̥̩ѳк̬̥̮̯̫̭̯Ԗ̩ЁԞ̴̧̧̩̩̂̚
̷̮̯̬̝̯̣̟̭
̎˾̔ ̠Ӭ̷̧̩ц̮̯̥̩ Ґ̷̥̦̝̥́½̧̫̥ ѷ̴̡̯̥̦̬̝̯̏Ӻ̭̦̝Ҡ½̢̡̛̝̥̭ 15
½̬Ң̭Ёц̨̙ѳ໌̟Қ̬ໍ̴̴̦̬̘̯̣̭̫̯̭̏҃ж̡Ҡ½̬Ң̭̯̫Ҥ̨̭̝̤̣̯Қ̭
½̢̡̛̝̥
́̆̇ ̛̩̝̫ѣЁё̧̧̡̣̩̭ж̡Ҡ½̝Ӻ̡̠̙̭Ѣ̮̥̩

Vocabulário para a Seção Um J

ж̟̝̤-̷̭ -ҟ -̷̩ bom ̨̧̘̥̮̯̝ sim, com certeza ̴̦̬̝̯̙̏-̴ fazer como
ж̡̛ sempre ̨̧̙̝̥̩̝ negra, preta (nom.) Sócrates
л̨̝ ao mesmo tempo ̨̙̩̯̫̥ de fato, com certeza ̯̫Ҥ̭ ̨̝̤̣̯Қ̭ os alunos
к̬̥̮̯-̫̭ -̣ -o̩ o melhor ̨̛̝ ̯̙̲̩̣ uma só arte ̯Ԗ̩ э̴̧̧̩̩̚ dos gregos
̠ҟ½̫̰ é claro (nom.)
̡Ѩés; estás ̩̝ԉ̯̝̥ marinheiros (voc.) Vocabulário a ser aprendido
ц̮̯̥(̩) é; está; existe ̩Ҟ̛̝́ por Zeus әӤ̡̛ sempre
̡Ѣ̮̥(̩) são; estão; existem oѣ ԁ̧̧̡̣̩̭̂ os gregos к̬̥̮̯̫̭ ̣ ̫̩ o melhor;
ц̨Ҝme oѨ̡̠(̩) sabe muito bom
ѓ̩̝ԉ̭ o navio ѳ̴̦̬̘̯̣̭̏ Sócrates ̡Ѣ̨̛ sou (= verbo “ser”)
ѓԈ̝̳Ԕ̠̥̦̚ a arte do ̫҂̦̫̰̩ portanto . . . não ԁ̧̧̣̩̂, ѳ grego
rapsodo ̴̫̯̭҃ assim, deste modo і ou
ѓ ̮̯̬̝̯̣̟̥̦̚ a arte do ½̝Ӻ̡̠̭ crianças (nom.) ̩̝ԉ̭, ѓ navio
general ½̷̡̯̬̫̩ . . . є se . . . ou ̫Ѩ̠̝ saber
є ou ½̬Ң̭ц̨̙ comigo ½Ԗ̭ ̟Қ̬ ̫҂; claro, como
̤̫ ̷̭ ̚ ̷̩ veloz, rápido ½Ԗ̭ ̟Қ̬ ̫҂; claro, como não? não?
̦̫Ӻ̧ ̫̭ ̣ ̫̩ côncavo ̮̯̬̝̯̣̟-̷̭, ѳ general (2a) ̷̮̯̬̝̯̣̟̭, ѳ general (2a)
22 Parte Um: Atenas no mar

Seção Dois A–D: O passado glorioso

A
O navio está passando agora pela ilha de Salamina. O rapsodo
é convidado a mostrar sua arte narrando a grande batalha naval
de 480, travada nessas águas entre gregos e persas.

Em O mundo de Atenas: as Guerras Persas 1.27-39; retórica e estilo 8.21;


súplica 3.35-6; hýbris 4.17.

ѓ̨Ҝ̩̩̝ԉ̭½̬Ң̭̯Ң̩Ё̡̥̬̝̥̍ӝ̴̞̬̝̠̙̭ъ̡̬̲̯̝̥ѳ̠Ҝ̷̥̦̝̥́½̧̫̥̭
̦̝Ҡ̫ѣЁ̩̝ԉ̯̝̥̦̝Ҡѳ̡̦̰̞̬̩̯̣̭̦̝̚ҠѳԈ̝̳Ԕ̠Ң̭½̬Ң̭ж̧̧̧̫̰̭̚
ѓ̠ҝ̴̧̭̠̥̝ҝ̟̫̩̯̝̥ъ̡̬̲̯̝̥̠Ҝѓ̩̝ԉ̭і̠̣½̝̬Қ̯Ҟ̩Ё̧̨̝̝̏Ӻ̩̝̦̝Ҡѳ
̡̧̡̦̰̞̬̩̯̣̭̙̟̥̚À̠̥Қ̯ҡѳԈ̝̳Ԕ̠Ң̭̫Ѿ̡̠̥̙̬̲̯̝̥̯Ҟ̩໌½̡̬Ҡ̧̨̝̝̏Ӻ̩̝
ໍ̨̛̩̝̰̝̲̝̩ ̦̝Ҡ̠̥Қ̛̯̫Ѿ̧̡̙̟̥̯ҡ̟ҡ̡̟̩̯̝̥ц̩̯̫Ӻ̭Ё̣̠̥̦̫̉Ӻ̭̦̝Ҡ½Ԗ̭ 5
̨̘̲̫̩̯̝̥̫ѣЁё̧̧̡̣̩̭̦̝Ҡ̫ѣ̉Ӭ̠̫̥ ̦̝Ҡ̯ҡ̩̝Ёъ̧̨̬̟̝̯̫Ԗ̮̥ ̦̝Ҡ
ѳ½̷̮̫̥½ҡ½̯̫̰̮̥̩Áѳ̠ҜԈ̝̳Ԕ̠Ң̭̯Ҟ̩Ё̨̛̩̝̰̝̲̝̩ѓ̠ҝ̴̡̭̠̥̙̬̲̯̝̥

̼̇˿ ̮Ҥ̠ҝ ҐԈ̝̳Ԕ̠̙ ½̧̧̫Қ̡̟̥̟̩̹̮̦̥̭½̡̬ҠЁѹ̨̬̫̰̚½̧̧̫Қ


̡̫̩̟̥̟̩̹̮̦̥̭̦̝҄Ҡ½̡̬Ҡ̯ҚԈ̣̯̫̬̥̦қԈ̣̯̫̬̥̦Ң̭̟Қ̬ѽ̨̣̬̫̭˶ 10
̫ѾЁ̟қ̬ к̡̟̠̚ ̡̠ԉ̬̫ц̧̤Ҝ̦̝Ҡ̧̡̙̟ѓ̨Ӻ̩̯Қ໌½̡̬Ҡ̧̨̝̝̏Ӻ̩̝
ໍ½̨̬̘̟̝̯̝ц̡̦Ӻ̨Ҝ̩̟Қ̧̨̬̝̝̏Ҡ̭ѓ̩Ӭ̮̫̭ ц̷̨̡̬̲̤̝̠Ҝ

ѓ̨̡Ӻ̴̭̞̬̝̠̙̭½̝̬Қ̧̨̝̝̏Ӻ̩̝½̬Ң̭̯Қ̭Ёо̧̤̩̝̭̚ҝ̡̟̫̩҄
Seção Dois A–D: O passado glorioso 23

ѓ̨Ӻ̩̯қ̡̯̣̠̥̦̉Қ̦̝Ҡ̯Ҟ̩໌½̡̬Ҡ̧̨̝̝̏Ӻ̩̝ໍ̨̩̝̰̝̲ҡ̝̩
̦̝Ҡ̯Ҟ̩Ёѓ̨̡̯ҝ̬̝̩Ё̷̧̨̯̝̩̦̝Ҡ̯Ҟ̩Ё̛̩̦̣̩̫Ѿ̟Қ̬̩̥̦Ԗ̮̥̩
ѓ̨ӝ̭̫ѣ̍ҝ̬̮̝̥ ̫Ѿ̠Ҝ̧̠̫̰̫ԉ̧̩̯̝̥ҝ̡̟ѓ̨Ӻ̩̯ҡ̡̛̟̟̩̯̝̥
ц̩̯̫Ӻ̭Ё̣̠̥̦̫̉Ӻ̭̦̝Ҡ½Ԗ̨̭̘̲̫̩̯̝̥̫ѣЁё̧̧̡̣̩̭̦̝Ҡ̫ѣ 15
̞̘̬̞̝̬̫̥ ̦̝Ҡѳ½̷̮̫̥½̛½̯̫̰̮̥̮Ҥ̟̘̬ Ґ̧̡̛̱ ̫Ѩ̮̤̝̮̝̱Ԗ̭
̯Қ໌½̡̬Ҡ̧̨̝̝̏Ӻ̩̝ໍ½̨̬̘̟̝̯̝ ̫ѣ໌̡̠ໍ̩̝ԉ̯̝̥̫Ѿ̠Ҝ̩Ѧ̮̝̮̥̩
.!̼ ̩̝ҡ̫Ѿ̠Ҝ̩Ѧ̨̡̮̩ж̦̬̥̞Ԗ̭ѓ̨̡Ӻ̭̫ѣЁ̩̝ԉ̯̝̥ѓ̴̠̙̭̫̩҄ж̸̨̡̦̫̫̩
ж̧̧Қ̧̡̙̟ ҐԈ̝̳Ԕ̠̙ ̦̝Ҡ̧̧̦̘̥̮̯̫̩½̡̛̫̥̯Ң̷̧̩̟̫̩
̎˾̔ ̨̧̘̥̮̯̝ц̟Ҧ̟Қ̬ж̡Ҡ̯̫Ҥ̷̧̧̧̛̭̟̫̰̭̦̝̮̯̫̰̭½̫̥Ԗ 20
ѓ̢̡̡̮̰̲̘̯̫̩҄ Ґ̩̝ԉ̯̝̥ ̦̝Ҡж̸̡̡̦̫̯

Vocabulário para a Seção Dois A


Gramática para 2A–D
C Verbos “médios” em -̨̫̝̥ (“voz” média: presente e imperativo)
C Verbos médios contratos em -қ̨̫̝̥, -ҝ̨̫̝̥, -ң̨̫̝̥ (presente e imperativo)
C Substantivos como ̞̫ҟ (1a), ж½̛̫̬ә (1b), ̯ң̧̨̝ (1c), ̩̝ҥ̯̣̭ (1d)
C O caso genitivo, “de”
C Estruturas em “sanduíche” e com “artigo repetido”
C Preposições que pedem os casos acusativo e dativo

к̡̟vai! eia! ̧̧̦̘̥̮̯-̫̭ -̣ -o̩ o mais Ԉ̣̯̫̬̥̦-̷̭ - ̚ -̷̩ retórico


ж̧̧ҟ̧-̫̰̭ uns com os outros belo, belíssimo ̧̨̝̝̏Ӻ̩̝ Salamina (ac.)
(ac.) ̷̧̟-̫̭, ѳ relato (2a) ̯Қ½̨̬̘̟̝̯̝ acontecimentos
̞̘̬̞̝̬-̫̭, ѳ bárbaro, persa ̨̧̘̥̮̯̝ sim, certamente; ̯Қ̭ о̤̩̚-̝̭ Atenas
(2a) muito bem ̯Ҟ̩ ѓ̨̡̯̙̬-̝̩ ̷̧̨̯-̝̩ a
̞̬̝̠-̴̙̭ lentamente ̨̘̲-̫̩̯̝̥ lutam nossa coragem
̟ҡ̟̩ ̡̯̝̥ acontece ̣̠̥̦̉-̘, ̯̘ as Guerras ̯Ҟ̩ ̨̛̩̝̰̝̲-̝̩ a batalha
̠Ҟagora, então (com Persas (2b) naval
imperativo) ̉Ӭ̠-̫̭, ѳ persa (2a) ̯Ҟ̩ ̛̩̦-̣̩ a vitória
̠̥̝-̧̙̟-̫̩̯̝̥ conversam ̩̝ԉ̯-̝̥ marinheiros ̯Ҟ̩ ̧̨̝̝̏Ӻ̩̝ Salamina
̠̥ ̙̬̲-̡̯̝̥ expõe, relata ̩Ӭ̮-o̭,ѓ ilha (2a) ̛̯̩̝ ъ̬̟̝ quais feitos (ac.)
̧̠̫̰ ̫ԉ̩̯̝̥ escravizam oѣ ԁ̧̧̡̣̩̭̂ os gregos ̯̫Ӻ̭ ̣̠̥̦̫̉Ӻ̭ as Guerras Persas
ц̡̦Ӻ ali oѣ ̩̝ԉ̯-̝̥ os marinheiros, ̧̨̯̫̘-̴ ousar, empreender
ъ̬̲-̡̯̝̥ está indo tripulação ̯¤̩ ̡̥̬̝̥̍ӝ o Pireu
ц̬̲-̷̨̡̤̝ estamos indo ѳ½̷̮-̫̥ -̝̥ -̝ quantos?
ѓ̠̙-̴̭ alegremente, com ̫Ѿ̟̘̬; não é? Vocabulário a ser aprendido
prazer ̫Ѿ̠Ҝ nem ѓ̴̠̙̭ com prazer,
і̠̣ agora ½̝̬Қ (+ ac.) ao longo de agradavelmente
ѓ̨ӝ̭ nos (ac.) ½̡̬ŸÀ/̨̬̫̰̚ sobre Homero і̠̣ agora, já
ѓ̨Ӻ̩ para nós ½̛½̯-̴ cair, sucumbir ½̝̬̘ (+ ac.) ao longo de,
ѓ̢̮̰̲̘-̴ ficar em silêncio Ԉ̣̯̫̬̥̦-̘, ̯̘ retórica (2b) ao lado de
24 Parte Um: Atenas no mar

B
̎˾̔ Ą̀Ӭ̩̥̩໌к̡̡̥̠ ̡̘̅ ̋ҝ̬̪̫̰Ё̡̤ҡ̫̰Ё̧̞̝̮̥Ӭ̫̭ໍ̫Ѿ̧̨̫ҝ̩̣̩Á
̫ѣ̨Ҝ̴̩̫̩̞̘̬̞̝̬̫̥̞̬̝̠̙̭҄½̬̫̮̙̬̲̫̩̯̝̥½̬Ң̭
̯Ҟ̩Ё½̷̧̥̩ ̫ѣ̠Ҝо̤̣̩̝Ӻ̫̥ж½̫̬̫ԉ̮̥̦̝Ҡ̱̫̞̫ԉ̩̯̝̥½̧̧̫Ҟ
̨Ҝ̩ ̟Қ̬ ѓ໌ ̯Ԗ̩Ё̡̬̮̍Ԗ̩ ໍ̮̯̬̝̯̥қ, Ѳ̧̛̟̫̥ ̠Ҝ ̫ѣ о̤̣̩̝Ӻ̫̥.
̦̝Ҡ ½̧̧̫̝Ҡ ̨Ҝ̩ ̝ѣ໌ ̯Ԗ̩Ё̡̬̮̍Ԗ̩ ໍ̩Ӭ̡̭, Ѳ̧ҡ̟̝̥ ̠Ҝ ̝ѣЁ̩Ӭ̡̭ 5
̝ѣЁ̯Ԗ̩Ёо̴̛̤̣̩̝̩. ½̧̫Ҥ̭ ̨Ҝ̩ ̫̩҄ ѳ ̯Ԗ̩Ёо̴̛̤̣̩̝̩
̛̦̩̠̰̩̫̭ ½̧̧̫Ҟ̠ҜѓЁж½̛̫̬̝ ½̧̫Ҥ̭ ̠Ҝ̦̝Ҡѳ̷̱̞̫̭
̯Қ̭໌̨Ҝ̩̫̩҄ໍ̛̤̰̮̝̭̯̫Ӻ̭Ё̡̤̫Ӻ̸̭̤̫̰̮̥̩ ̫ѣо̤̣̩̝Ӻ̫̥̦̝Ҡ
½̧̧̫ҚЁ̡҂̲̫̩̯̝̥ ̡Ѣ̛̮̞̝̩̫̰̮̥̠Ҝ ̯̝̲ҝ̴̡̭Ѣ̭̯Қ̭Ё̩̝ԉ̭̦̝Ҡ
ѿ½Ҝ̬Ё̯Ӭ̭Ёц̧̡̡̛̰̤̬̝̭ ̨̘̲̫̩̯̝̥ж̟̝̤Ң̩̟Қ̬ѓЁц̧̡̡̛̰̤̬̝ 10
 ̧̯̙̫̭̠Ҝж̱̥̦̩̫ԉ̩̯̝̥̫ѣ̙̬̮̝̥̍ ̨̘̲̫̩̯̝̥̠Ҝ ̫ѣЁё̧̧̡̣̩̭
½̧̧̫Ҟ̟Қ̬ѓЁ̷̧̨̯̝ѓ̯Ԗ̩໌̡̯ໍэ̴̧̧̩̩̚ ̦̝Ҡ̯Ԗ̩Ё̮̯̬̝̯̣̟Ԗ̩
̦̝Ҡц̩̯ӭЁ̨̛̩̝̰̝̲ӛѷ̡̮̝̥Ѣ̮Ҡ̩ ̝ѣЁ̞̫̝ҡ ѷ̮̝̥̝ѣЁж½̛̫̬̝̥ ѷ̮̝̥
̝ѣ໌̯Ԗ̩Ё̡̤Ԗ̩ໍѣ̡̡̦̯Ӻ̝̥ ̧̯̙̫̭̠Ҝ̩̥̦Ԗ̨̮̥Ҝ̩̯Ң̯Ԗ̩Ё̡̬̮̍Ԗ̩
̩̝̰̯̥̦Ң̩̫ѣ о̤̣̩̝Ӻ̫̥ ½̛½̯̫̰̮̥̠Ҝ̫ѣЁ̍ҝ̬̮̝̥ ̦̝Ҡ̫Ѿ 15
̧̠̫̰̫ԉ̩̯̝̥̯̫Ҥ̭о̤̣̩̝̥̫ҥ̭̦̝Ҡ̯Ҟ̩Ёэ̧̧̘̠̝ ц̧̡̡̰̤̬̫ԉ̮̥̩
̫ѣо̤̣̩̝Ӻ̫̥̦̝Ҡ̯Ҟ̩Ё½̛̝̯̬̠̝̮ԕ̢̫̰̮̥ ̠̥Қ̯Ҟ̩Ё̷̧̨̯̝̩ѓ໌̟Қ̬
ໍж̡̬̯Ҟ̦̝ҠѓЁ̷̧̨̯̝̯̩̚໌̡̯ ໍ̞̬̥̩̦̝҃Ҡ̯ҢЁ½̧Ӭ̤̫̭ж̡Ҡ̩̥̦Ԗ̮̥̩

̴̡̛̫̯̭̫̩̞̞̝̝҃҄ ̟ҡ̡̟̩̯̝̥ѓ໌̯Ԗ̩Ёэ̴̧̧̩̩̚ໍ̴̛̮̯̣̬̝
Seção Dois A–D: O passado glorioso 25

Vocabulário para a Seção Dois B


ж̟̝̤-̷̭ -̚ -̷̩ bom ̡̅-̘ deusa (voc.) ̯Ҟ̩ э̧̧̘̠̝ a Grécia
к̡̥̠-̡ canta! ̸̤-̴ fazer um sacrifício, ̯Ҟ̩ ½̛̝̯̬̠̝ a pátria
Ӧ!̤̣̩̝Ӻ-̫̭, ѳ ateniense (2a) sacrificar ̯Ҟ̩ ½̷̧̥̩ a cidade
̝ѣж½̛̫̬-̝̥ as perplexidades, ̛̦̩̠̰̩-̫̭, ѳ perigo (2a) ̯Ҟ̩ ̷̧̨̯-̝̩ a coragem
dificuldades ̨̘̲-̫̩̯̝̥ lutam ̯Ҟ̩ ̞̬̥̩҃ a agressão
̝ѣ̞̫-̝ѣ os gritos ̨Ӭ̩̥̩ ̫Ѿ̧̨̫̙̩̣̩ cólera ̯̫Ӻ̭ ̡̤̫Ӻ̭ para os deuses
̝ѣ ѣ̡̡̦̯Ӻ ̝̥ as súplicas funesta (ac.) ̯Ң ½̧Ӭ̤̫̭ número superior
̝ѣ̩Ӭ̡̭ os navios ̩̝̰̯̥̦-̷̩, ̷̯ a frota (2b) ̯Ԗ̩ о̛̤̣̩̝-̴̩ dos
̝ѣ̯Ԗ̩ Ӧ!̛̤̣̩̝-̴̩ os ̩̥̦̘-̴ derrotar, vencer atenienses
(navios) dos atenienses ̙̬̪̫̰̋ ̡̛̤O̧̰̞̝̮̥Ӭ̫̭ de ̯Ԗ̩ э̴̧̧̩̩̚ dos gregos
ж½̫̬̙-̴ estar perdido, estar Xerxes, o rei divino ̯Ԗ̩ ̡̤-Ԗ̩ dos deuses
perplexo oѣ ԁȨ̧̡̣̩̭ os gregos ̯Ԗ̩ ̡̬̮̍-Ԗ̩ dos persas
ж̱-̥̦̩-̫ԉ̩̯̝̥ chegam oѣ ̙̬̮̍-̝̥ os persas ̯Ԗ̩ ̮̯̬̝̯̣̟-Ԗ̩ dos generais
̞қ̬̞̝̬-o̭, ѳ persa, bárbaro Ѳ̧̛̟-o̥ –̝̥ -̝ poucos ѿ½Ҝ̬ ̯Ӭ̭ ц̧̡̡̛̰̤̬-̝̭ pela
(2a) ѷ̮-o̥ –̝̥ -̝ quantos! liberdade
̞̙̞̝̥-̫̭ -̝ -o̩ firme, seguro o̴̯̭҃ assim, desta maneira ̷̱̞-̫̭, ѳ medo (2a)
̞̬̝̠̙-̴̭ lentamente ½̛½̯-̴ cair, sucumbir ̱̫̞-̫ԉ̩̯̝̥ têm medo
̛̟̟̩-̡̯̝̥ torna-se ½̧̧̫-̛̝ muitas (nom.)
̠̥Қ (+ ac.) por causa de ½̧̧̫-Ҟ grande (nom.) Vocabulário a ser aprendido
̧̠̫̰ ̫ԉ̩̯̝̥ escravizam ½̧̫-Ҥ̭ muito, grande (nom.) ж̷̟̝̤̭ ̚ ̷̩ bom, nobre,
̡Ѣ̮-̛̞̝̩-̴ embarcar ½̧̧̫Қ ̡҂̲-̫̩̯̝̥ fazem corajoso
ц̧̡̡̰̤̬-̫ԉ̮̥(̩) libertam muitas orações о̤̣̩̝Ӻ̫̭, ѳ ateniense (2a)
ѓж½̛̫̬-̝ a perplexidade, ½̬̫̮-̙̬̲-̡̯̝̥ avança ж½̫̬̙-̴ estar perdido;
dificuldade ½̬̫̮-̙̬̲-̫̩̯̝̥ avançam estar sem recursos
ѓ ж̡̬̯-Ҟ (a) excelência ̯Қ̭ ̛̤̰̮-̝̭ os sacrifícios ̞̙̞̝̥̫̭ ә o̩ firme, seguro
ѓ ц̧̡̡̛̰̤̬-̝ (a) liberdade ̯Қ̭ ̩̝ԉ̭ os navios ̴̞̬̝̠̙̭ lentamente
ѓ ̮̯̬̝̯̥-̘ o exército ̯̝̲̙-̴̭ rapidamente ̩ӷ̴̦̘ vencer, derrotar
ѓ ̷̧̨̯-̝ (a) coragem ̧̯̙̫̭ por fim ѷ̮̫̭ ̣ o̩ quanto!
ѓ ̯Ԗ̩ э̴̧̧̩̩̚ a ̯ӭ̨̛̩̝̰̝̲-ӛ a batalha ½ӷԝ ½̴̯ (½̡̮-) cair, sucumbir
(coragem) dos gregos naval ̧̯̙̫̭ no fim, por fim

As Guerras Persas

As Guerras Persas tiveram quatro grandes confrontos: Maratona (491), quando os


atenienses repeliram a primeira invasão persa; Termópilas (480), quando os espar-
tanos tentaram conter a segunda invasão; Salamina (480), quando a frota persa foi
destruída; e Plateias (479), quando o exército persa foi finalmente derrotado. Em
nosso texto, o rapsodo apresenta um relato floreado de Salamina com base em um
discurso fúnebre de Lísias, cheio de repetições emocionais, mas sem substância. O
capitão baseia sua versão em nossas duas fontes mais importantes, Heródoto 8.83ss.
e Ésquilo, Os Persas 353ss.
26 Parte Um: Atenas no mar

C
O capitão não fica bem impressionado e apresenta a versão
testemunhal de seu avô para a batalha.

Em O mundo de Atenas: Heródoto 8.40-1, 93; Ésquilo, Os Persas


8.49, 60; patriotismo 5.83; intervenção divina 3.7-9; batalhas navais 7.39;
(des)união grega 1.55-6.

̴̮̥½ӞѳԈ̝̳Ԕ̷̠̭ѳ̠Ҝ̡̧̡̦̰̞̬̩̯̣̭̙̟̥̚ѷ̯̥̫Ѿ̠Ҝ̧̡̩̙̟̥ѳԈ̝̳Ԕ̷̠̭
ъ½̡̥̯̝̠Ҝ̦̝Ҡѳ̡̧̡̦̰̞̬̩̯̣̭̙̟̥̯̚Қ໌½̡̬Ҡ̧̨̝̝̏Ӻ̩̝ໍ½̨̬̘̟̝̯̝

̼̇˿ ̫Ѿ̠Ҝ̩Ё̧̡̙̟̥̭ Ґ̧̡̛̱ ̦̝Ҡ̫Ѿ̦̫Ѩ̮̤̝̫Ѿ̠̙̩̫҂̦̫̰̩


̧̧̦̘̥̮̯̫̩̯Ң̷̧̩̟̫̩½̡̫̥Ӻ̭ 5
̎˾̔ ̛̯̱̭̠̥̚Қ̯ҡ̫Ѿ̧̧̦̘̥̮̯̫̩½̫̥Ԗ̯Ң̷̧̩̟̫̩
̼̇˿ ̷̮̦½̡̥̠̚ѓ̨̡Ӻ̨̭Ҝ̩̟Қ̬̯ҚЁж̧̣̤Ӭ̢̣̯̫ԉ̨̡̩ ̮Ҥ̠Ҝ̡̳̰̠Ӭ
̧̡̙̟̥̭
̎˾̔ ̮Ҥ̠Ҝ½Ԗ̭̫Ѩ̮̤̝½̷̡̯̬̫̩̯ҚЁж̧̣̤Ӭ̴̧̙̟є̡̳̰̠Ӭ
̼̇˿ к̡̦̫̰ Ґ̧̡̛̱ѳ̟Қ̬½̘½½̫̭ѳц̨Ң̧̨̨̭̝̝̥̩̫̘̲̣̭̏  10
̦̝Ҡ½̧̧̫̘̦̥̭̯Қ໌½̡̬Ҡ̧̨̝̝̏Ӻ̩̝ໍ½̨̬̘̟̝̯̝ж̧̣̤Ԗ̨̭̫̥
̧̡̙̟̥ ж̧̧Қ̫Ѿ̲ҏ̮½̸̡̬̮ ̡̳̰̠Ԗ̭̮Ҥ̨Ҝ̩̟Қ̬Ѧ̴̮̭
̷̧̦̝̩Ё̯̥̩̝Ё̷̧̟̫̩ѓ̨Ӻ̧̡̩̙̟̥̭ ѳ̠Ҝ½̘½½̫̭̯ҚЁ½̨̬̘̟̝̯̝
ѓ̛̮̰̲̝̩໌̫̩҄ໍъ̡̡̲̯ ̦̝Ҡж̸̡̡̦̫̯̝̤̥̭҄ Ґ̩̝ԉ̯̝̥ ̯Қ̧̦̝Қ
ъ̬̟̝̯Қ̯Ԗ̩Ёэ̴̧̧̩̩̚ґ̡̠̟Қ̬̯ҚЁ½̬қ̨̟̝̯̝̯ҚЁ½̡̬Ҡ 15
̧̨̝̝̏Ӻ̧̩̝ҝ̡̟̥ѳ½̘½½̫̭
 ѓ̮̰̲ҡ̝̩Ёъ̲̫̰̮̥̩̫ѣ̩̝ԉ̯̝̥
 ж̡̱̥̦̩Ӻ̨̯̝̥Ҝ̩̟Қ̬̯Ң̯Ԗ̩Ё̡̬̮̍Ԗ̷̩̩̝̰̯̥̦̩ 
̦̝Ҡ ц̟̟Ҥ̭Ё̧̨̝̝̏Ӻ̨̡̩̫̭̙̩̥ ѓ̨̡Ӻ̭̠Ҝ̫ѣЁё̧̧̡̣̩̭
ѓ̮̰̲ҡ̝̩Ёъ̨̡̲̫̩ц½̡̥̠Ҟ̠Ҝ̩Ҥ̡̛̪̟̟̩̯̝̥ ъ̩̤̝Ё̦̝ҠЁъ̩̤̝ 20
½̴̧̙̫̰̮̥̞̬̝̠̙̭̝ѣ໌̯Ԗ̩Ё̡̬̮̍Ԗ̩ ໍ̩Ӭ̡̭ж̧̧Қл̨̝ЁыԔ
̞̫ҟЁ̡̛̯̥̭̟̟̩̯̝̥ ̦̝Ҡц½̡̥̠Ҟ ѓЁ̧̮̘½̥̟̪ђ̡̲Ӻц̦
̯Ԗ̩Ё½̡̯̬Ԗ̩ ̷̱̞̫̭л̨̝̟ҡ̡̟̩̯̝̥ ц̩̯̫Ӻ̭Ё̞̝̬̞̘̬̫̥̭
ж̦̫ҥ̫̰̮̥̟Қ̬і̠̣̮̝̱Ԗ̭ ̯Ҟ̩Ё̞̫ҟ̩˶
  ÀҐ½̝Ӻ̡̠̭э̴̧̧̩̩̚Ѧ̡̯ 25
 ц̧̡̡̰̤̬̫ԉ̡̯½̝̯̬ҡ̠Á ц̧̡̡̰̤̬̫ԉ̡̯̠Ҝ
 ½̝Ӻ̠̝̭ ̟̰̩̝Ӻ̦̝̭˶̩ԉ̩ѿ½Ҝ̬Ё½̴̘̩̯̩ж̟ҧ̩Á
Seção Dois A–D: O passado glorioso 27

Vocabulário para a Seção Dois C


ж̟̹̩ a luta (nom.) ̷̧̦̝̩ ̯̥̩̝ ̷̧̟̫̩ um belo ̯̫Ӻ̭ ̞̝̬̞̘̬̫̥̭ os bárbaros
̝ѣ̩Ӭ̡̭ os navios relato ̯Ң ½̨̛̫̣̝ o poema
ж̧̣̤Ԗ̭ verdadeiramente ̷̧̟-̫̭, ѳ relato, narrativa (2a) ̯Ԗ̩ э̴̧̧̩̩̚ dos gregos
л̨̝ ao mesmo tempo ̨̫̥ para mim ̯Ԗ̩ ̡̬̮̍-Ԗ̩ dos persas
л̨̝ ыԔ ao amanhecer ̩̝ԉ̯-̝̥ marinheiros (voc.) ̯Ԗ̩ ½̡̯̬-Ԗ̩ das pedras
̝̤̥̭҄ outra vez ̩̝̰̯̥̦-̷̩, ̷̯ frota (2b) ѿ½Ҝ̬ ½̴̘̩̯̩ por tudo
ж̱-̥̦̩-̡Ӻ̯̝̥ chega ̩Ҥ̪ noite ̱̭̚ dizes
̞̫-̚ ̯̥̭ um grito oѣ ԁ̧̧̡̣̩̭̂ os gregos ̷̱̞-̫̭, ѳmedo (2a)
̟ ̟̩ ̡̯̝̥ torna-se ̫Ѿ̠Ҝ̩ ̧ҝ̟-̴ falar tolices ̡̳̰̠Ӭ mentiras (ac.)
̟̰̩̝Ӻ̦̝̭ esposas (ac.) ̫҂̦̫̰̩ portanto . . . não ̡̳̰̠-Ԗ̭ falsamente
̠Ҟ então, agora (enfatizando) ½̝Ӻ̡̠̭ filhos (voc.) ґ̡̠ assim, desta maneira
ц̟̟Ҥ̭ ̧̨̝̝̏Ӻ̩̫̭ perto de ½̝Ӻ̠̝̭ filhos (ac.) ҏ̮½̡p como
Salamina ½̘½½-̫̭, ѳ avô (2a)
ц̧̡̡̰̤̬-oԉ̡̯ libertai! ½̛̝̯̬̠Á½̛̝̯̬̠̝ pátria (ac.) Vocabulário a ser aprendido
э̴̧̧̩̩̚ dos gregos ½̧̧̫̘̦̥̭ com frequência, л̨̝ ao mesmo tempo
ц̨-̷̭ -̚ -̷̩ meu muitas vezes ̝̤̥̭҄ outra vez
ъ̩̤̝ ̦̝Ҡ ъ̩̤̝ aqui e ali ½̷̡̯̬̫̩ . . . є se . . . ou ̞̘̬̞̝̬̫̭, ѳbárbaro,
ц̩̯̫Ӻ̭ ̞̝̬̞̘̬̫̥̭ entre os ̧̨̝̝̏Ӻ̩̝ Salamina (ac.) estrangeiro (2a)
bárbaros ̧̨̨̝̝̥̩̫̘̲̏-̣̭ um ц̷̨̭ ̚ ̷̩ meu
ц½̡̥̠ҟ quando soldado em Salamina ѓ̴̢̮̰̲̘ ficar quieto, estar
̢̣̯̙-̴ procurar ̴̮̥½̘-̴ ficar quieto quieto
і̠̣ agora, já ̮̦̫½ҝ-̴ olhar, refletir ̧̧̦̘̥̮̯̫̭ ̣ o̩ o mais belo,
ѓ̨Ӻ̩ para nós ̯Қ ж̧̣̤Ӭ a verdade, as belíssimo, excelente
ѓ̧̮̘½̥̟̪ trombeta coisas verdadeiras ̷̧̟̫̭, ѳ relato, narrativa (2a)
ѓ̛̮̰̲-̝̩ ъ̲-̴ ficar em ̯Қ ½̨̬̘̟̝̯̝ os ½̷̡̯̬̫̩ . . . і se . . . ou
silêncio acontecimentos ̴̮̥½̘-̴ estar em silêncio
ђ̲̙-̴ ressoar, ecoar ̯Қ½̡̛̬ . . . os (acontecimentos) ̮̦̫½ҝ-̴ olhar, refletir,
Ѧ̴̮̭ talvez referentes a observar, examinar
Ѧ̡̯ ide! ̯Қ ̯Ԗ̩ э̴̧̧̩̩̚ os (belos ̡̳̰̠Ԗ̭ falsamente
̧̧̦̘̥̮̯-̫̭ -̣ -o̩ o mais feitos) dos gregos
belo, belíssimo ̯Ҟ̩ ̞̫-Ҟ̩ o grito
28 Parte Um: Atenas no mar

D
̼̇˿ ½̬̫̮ҝ̨̬̲̫̩̯̝̥Ҝ̩̫̩̯̝̲҄ҝ̴̭̫ѣ½̧̨̫̙̥̫̥ц½ҠЁ̨̩̝̰̝̲ҡ̝̩
̡̤ӝ̯̝̥̠Ҝѓ̴̠̙̭̯Ҟ̩Ё̨̩̝̰̝̲ҡ̝̩ ̙̬̪̣̭̋ѳЁ̧̡̞̝̮̥ҥ̭ 
ц̟Ҧ̠Ҝж̴̩̝̲̬Ԗ˶̦̝Ҡ ж̴̩̝̲̬̫ԉ̮̥̩̫ѣ໌к̧̧̫̥ໍё̧̧̡̣̩̭
ц̪̝ҡ̱̩̣̭̠Ҝ̱̝ҡ̡̩̯̝̥ ̱қ̨̮̝Ё̯̥Ё̡̟̰̩̝̥̦Ӻ̫̩ ̨қ̧̡̝̠̥̩ң̩
ц̟Ҧ̠Ҝ̯ҢЁ̱қ̨̮̝ ̱̫̞̫ԉ̨̝̥ж̧̧Қ̧ҝ̡̟̥̯ҢЁ̨̱̘̮̝˶ÀҐ 5
̱ҡ̧̫̥ ̠̥Қ̯ҡъ̯̥ ж̴̡̩̝̲̬Ӻ̡̨̯Ҟ̡̱̫̞Ӻ̡̮̤̯̫Ҥ̭̉ҟ̠̫̰̭
ж̧̧Қ̡̞̫̣̤Ӻ̡̯ ̦̝Ҡ̧̨̯̫ӝ̡̯Á̦̝Ҡц̟Ҧ̨Ҝ̩̯̝̲ҝ̴̭ц½̥½̴̧̡̙̯
̦̝Ҡ ̫Ѿ̦̙̯̥̱̫̞̫ԉ̨̝̥ ц½̥½̧̙̫̰̮̥̠Ҝ̦̝Ҡ̫ѣк̧̧̫̥ ԁ̧̧̡̣̩̭̂
̴̯̝̲̙̭̦̝Ҡц½Ҡ̯̫Ҥ̭̠̫̰̭̉̚ц½̙̬̲̫̩̯̝̥̩ԉ̩ ̠Ҝ̷̨̦̮Ԕ
̷̨̨̡̝̲̤̝ѓ̨̡Ӻ̭̦̝Ҡ̦̝̯Қ̯̘̪̥̩ ж̷̴̨̦̮̭ ̠Ҝ̦̝Ҡж̴̯̘̦̯̭ 10
̨қ̲̫̩̯̝̥̫ѣ̞қ̬̞̝̬̫̥ ц½̡̥̠Ҟ̫Ѿ ̧̨̯̫Ԗ̮̥̩ҏ̮½̡̬ѓ̨̡Ӻ̭
 ̧̯̙̫̭̠Ҝ̯Ԗ̩Ё̡̬̮̍Ԗ̩̫ѣЁ̨Ҝ̸̡̩̱̟̫̰̮̥ oѣЁ̠Ҝ ̨̙̩̫̰̮̥
̦̝Ҡ½̛½̯̫̰̮̥̦̝Ҡ̯Ԗ̩Ёэ̧̧ҟ̴̩̩̫ѣЁ̨Ҝ̩ ̠̥̹̦̫̰̮̥̯̫Ҥ̭Ё
̙̬̮̝̭̍ oѣЁ̠Ҝ̧̨̝̞̘̩̫̰̮̥̯Қ̭Ё̩̝ԉ̭ ̦̝Ҡ̯̫Ҥ̭Ё̸̩̝̯̝̭
ц½̡̥̠Ҟ̠Ҝ̠̥̹̦̫̰̮̥̩̫ѣо̤̣̩̝Ӻ̫̥ ̯̫Ҥ̭Ё̙̬̮̝̭̍ ̸̡̡̱̟̥ 15
̦̝ҠѳЁ̙̬̪̣̭̦̝̋Ҡ̯Ҟ̩Ё̨̛̩̝̰̝̲̝̩̫Ѿ̡̦̙̯̥̤ӝ̯̝̥ц̧̡ҥ̡̤̬̫̥
̛̫̩̟̟̩̫̩̯̝̥҄ ̫ѣЁё̧̧̡̣̩̭̠̥Қ̯Ҟ̩Ёж̡̬̯ҟ̴̩̫̯̭̫̩҃҄
̫ѣ̡̤̫Ҡ ̧̢̦̫̘̫̰̮̥̯Ҟ̩໌̯Ԗ̩Ё̡̬̮̍Ԗ̩ໍ̞̬̥̩̦̝҃Ҡ̮ԕ̢̫̰̮̥
̯Ҟ̩Ё½̷̧̥̩̦̝Ҡ̫Ѿ̧̠̫̰̫ԉ̩̯̝̥̯̫Ҥ̭о̤̣̩̝ҡ̫̰̭̫ѣ̍ҝ̬̮̝̥
́̆̇ ̡̧̡̙̟̥̭҄ Ґ̡̦̰̞̬̩Ӭ̯̝̩ԉ̩̠Ҝ̮̝̱Ԗ̭̦̝Ҡж̦̬̥̞Ԗ̭Ѧ̨̡̮̩ 20
½̡̬Ҡ̯Қ̣̠̥̦̘̉ж̧̧Қ½̧̧̫Ҟ̩ԉ̩ц̮̯̥̩ѓ໌ ̯Ԗ̩Ё½̴̨̬̝̟̘̯̩
ໍ̨̡̧̯̝̞̫ҟ˶̷̡̨̯̯Ҝ̩̟Қ̧̛̬̱̫̥ж̧̧ҟ̧̫̥̭̫ѣЁё̧̧̡̣̩̭ ̩ԉ̩

̠Ҝ̫Ѿ̦̙̯̥ѳ̨̫̩̫̫ԉ̮̥̩ ж̧̧Қ̨̥̮̫ԉ̮̥̩ж̧̧̧̫̰̭̠̥̚Қ̯Ң̩
½̷̧̡̨̫̩̯ң̡̯ ̨Ҝ̩ѳ̷̨̩̫̥̝ц̩̯̫Ӻ̭Ёё̧̧̣̮̥ ̩ԉ̩̠Ҝ̨Ӻ̮̫̭
̡̱ԉ̡̱ԉЁ̯Ԗ̩Ёэ̴̧̧̩̩̚ ̡̱ԉЁ̯̫ԉЁ½̧̨̫̙̫̰ 25
Seção Dois A–D: O passado glorioso 29

Vocabulário para a Seção Dois D


ж̷̨̦̮-̴̭ em desordem ̨Ӻ̮̫̭ ódio (nom.) ̯̫Ҥ̭ ̍ҝ̬̮-̝̭ os persas
ж̧̧̧̫̥̭̚ uns dos outros ̨̛̩̝̰̝̲-̝̩ batalha naval ̯Ԗ̩ ̡̬̮̍-Ԗ̩ dos persas
ж̧̧̧̚-̫̰̭ uns aos outros (ac.) ̯Ԗ̩ ½̴̨̬̝̟̘̯̩ das coisas,
(ac.) ̋ҝ̬̪-̣̭ Xerxes (nom.) ações, negócios
к̧̧-o̭ -̣ -̫ outro, restante ѳ ̧̡̞̝̮̥Ҥ̭ o rei ̛̱̝̩-̡̯̝̥ aparece
ж̩̝-̴̲̬ҝ-̴ recuar ̫ѣ ̠Ҝ (com oѣ ̨Ҝ̩) outros ̨̱̘̮̝ ̯̥ ̡̟̰̩̝̥̦Ӻ̫̩ um
ж̯̘̦̯-̴̭ desordenadamente oѣ ̨Ҝ̩ (com oѣ ̠Ҝ ) uns fantasma em forma
̛̟̟̩-o̩̯̝̥ tornam-se, ficam ѳ̨̫̩̫ҝ-̴ estar de acordo, feminina (nom. n.)
̡̠̥̩-̷̭ -̚ -̷̩ terrível ser da mesma opinião ̡̱ԉ oh! ai!
̠̥Қ (+ ac.) por causa de ѳ̷̨̩̫̥-̝ concordância, ̡̱ԉ ̯̫ԉ ½̧̨̫̙̫̰ ai, a
̧̠̫̰ ̫ԉ̩̯̝̥ escravizam concórdia (nom.) guerra!
ц̸̧̡̡̤̬-̫̭ -̝ -o̩ livre ѳ ̙̬̪̣̭̋ Xerxes ̡̱ԉ ̯Ԗ̩ э̴̧̧̩̩̚ pobres
ц̛̪̝̱̩̣̭ de repente, do nada ̫Ѿ̦̙̯̥ não mais dos gregos!
ц½̡̥̠Ҟ quando, já que ̴̫̯̭҃ assim, desta maneira ̱̫̞-̫ԉ̨̝̥ (eu) temo
ц½-ҝ̬̲-̫̩̯̝̥ avançam contra ½̧̨̫̙̥-̫̥, oѣ os inimigos (2a) ̱̫̞-̡Ӻ̡̮̤ (não) temais!
ц½Ҡ (+ ac.) para, contra ½̷̧̡̨-̫̭, ѳ guerra (2a) ҏ̮½̡p como
ц½̥-½̧ҝ-̴ navegar adiante, ½̧̧̫-Ҟ muita, grande (nom.)
atacar ½̬̫̮-̙̬̲-̫̩̯̝̥ avançam Vocabulário a ser aprendido
ъ̯̥ ainda ̯̘̪̥̩ formação, disposição ж̴̴̩̝̲̬̙ recuar
̡҄BEM (ac.) ̠̥қ (+ ac.) por causa de
ѓ ̨̡̧̯̝̞̫-̚ a mudança ̯Қ̭ ̩̝ԉ̭ os navios ц̧̡ҥ̡̤̬o̭ ә o̩ livre
̡̤-ӝ̯̝̥ contempla, olha ̯̝̲̙-̴̭ rapidamente ц½̡̥̠̚ quando
̡̤-̷̭, ѳ deus (2a) ̯Ҟ̩ ж̡̬̯-Ҟ̩ (sua) coragem, ц½ҡ(+ ac.) para, contra, sobre
̦̝̯Қ (+ ac.) por, em, de valor ̫Ѿ̦̙̯̥ não mais
acordo com ̯Ҟ̩ ̨̛̩̝̰̝̲-̝̩ a batalha ̴̫̯҃(̭) assim, desta
̧̢̦̫̘-̴ punir naval maneira
̷̨̦̮Ԕ em ordem ̯Ҟ̩ ½ң̧̥̩ a cidade ½̧̨̫̙̥̫̥, ̫ѣ os inimigos
̡̦̰̞̬̩Ӭ̯̝ piloto, capitão ̯Ҟ̩ ̞̬̥̩҃ a agressão (2a)
̧̨̝̞̘̩-̴ capturar, pegar ̯̥ um, certo (nom.) ½̧̨̫̙̥̫̭ ә o̩ hostil,
̨̧̘̝ muito ̯̫Ӻ̭ ԁ%̧̧̣̮̥ os gregos inimigo
̨̝̲-̷̨̡̤̝ lutamos ̧̨̯̫̘-̴ ser audacioso ½̷̧̡̨̫̭, ѳ guerra (2a)
̨̘̲-̫̩̯̝̥ lutam ̷̡̯̯ então ̴̯̝̲̙̭ rapidamente
̣̠̥̦̉-̘, ̯̘ as Guerras ̯Ң ̨̱̘̮̝ o fantasma, ̯̥ um, um certo, algo
Persas (2b) aparição ̴̧̨̯̫̘ ser audacioso,
̉Ӭ̠-̫̭, ѳ persa (2a) ̯̫Ҥ̭ ̩̝ҥ̯-̝̭ os ousar, empreender
̨̥̮ҝ-̴ odiar marinheiros ҏ̮½̡̬ como
30 Part One:
Parte Um: Athens
Atenas at
nosea
mar

Seção Três A–E: Atenas e Esparta

A
Quando o navio entra no porto, Diceópolis vê uma luz brilhando
em Salamina. A reação do capitão é abrupta.

Em O mundo de Atenas: Guerra do Peloponeso 1.56–81.

̴̫̯̭̫̩҃҄ѓ̩̝ԉ̭½̬¤̭̯Ң̩Ё̴̴̧̨̡̥̙̩̝̞̬̝̠̙̭̲̬Ӻѳ̠Ҝ̷̥̦̝̥́½̧̫̥̭
̧̨̝½̘̠̝̯̥̩Қѳ̬Ӟц̧̨̩̝̝̏Ӻ̩̥ц̴̬̯Ӟ̫̩҄ѳ̡̦̰̞̬̩̯̣̭̚½̷̡̤̩
ѓЁ̧̨̝½̘̭˶ц½̡̥̠Ҟ̠Ҝѳ̬Ӟ ̡Ѿ̤Ҥ̭̮½̸̡̡̠̥½̬Ң̭̯Ң̩Ё̧̨̥̙̩̝

̼̇˿ (apontando para o porto) 5


̡̠ԉ̬̫ ц̧̤Ҝ ̮Ҥ ̦̝Ҡ ̧̞̙½̡. ½̬Ң̭ ̟Қ̬ ̯Ң̩Ё̧̨̥̙̩̝
ж̸̨̡̱̥̦̩̫̤̝ і̠̣.
́̆̇ ̧̞ҝ½̡̥½̬¤̭̯Ҟ̩Ё̧̨̝̝̏Ӻ̩̝
 Ѣ̸̠̫ Ґ̡̦̰̞̬̩Ӭ̧̨̯̝̝½̘̠̝Ё̯̥̩Қѳ̬Ԗц̟Ҧц̩̯ӭЁ̩ҟ̮Ԕ
̼̇˿ ̛̯̱ҟ̭½̷̡̤̩ѓЁ̧̨̝½̘̭ 10
́̆̇ ѳ½̷̡̤̩Ѣ̸̠̫
̼̇˿ ̧̞ҝ½̡̥½̬Ң̭̯Ҟ̩̩Ӭ̮̫̩̦̝Ҡѳ̡̦̰̞̬̩̯̣̭̚
Ґ̡̃ԉ̧̨̝½̘̠̝̟Қ̬̫Ѿ̲ѳ̬Ӟ̭ ж̧̧Қ̯Қ½̰̬̘
̊˾̼̐̄̏ ̛̯̱ҟ̭̯Қ½̰̬Қ̧̡̙̟̥̭Ґ̡̃ԉк̡̟̠ҟ Ґ̡̦̰̞̬̩Ӭ̯̝ ̮½̡ԉ̡̠ 
̮½̡ԉ̡̠̦̝Ҡ̮ԗ̢̡ѓ̨ӝ̡̭Ѣ̭̯Ң̩Ё̧̨̥̙̩̝ 15
̼̇˿ (impaciente)
ж̧̧Қ̮ԕ̴̢ѿ̨ӝ̭ъ̴̡̨̟̟Ҟ̡̱̫̞Ӻ̡̮̤˶̮½̸̴̡̠̟̘̬ ̦̝Ҡ
ц½̡̥̮̯̬̙̱̥і̠̣ѓ̩̝ԉ̡̭Ѣ̭ ̯Ң̩Ё̧̨̥̙̩̝
́̆̇ ж̧̧Қ̠̥Қ̛̯̮½̸̡̨̡̠̫̩м̬̝̦ҡ̷̩̠̰̩̭Ё̛̯̭ц̮̯°̩ѓ̨Ӻ̩
.!̼ ̩
 ҞЁ̯Ң̩Ё̛̝́˶ц̸̩̦̥̩̠̩Ԕѓ̨̡Ӻ̭ц̨̮̙̩ Ґ̷̥̦̝̥́½̧̫̥ ̡̫҄Ѩ̠̝ 20
ѷ̯̥ ̮½̸̷̡̨̡̠̫̩̠̥̯̥̯Қ½̰̬Қ̧̠̣̫Ӻ̯̥Ё̷̡̠̥̩̩
́̆̇ ̧̛̯̠̣̫Ӻ̯Қ½̰̬̘
.!̼ ̮̝̱Ԗ̧̭̠̣̫Ӻѷ̯̥̝ѣЁ½̧̨̫̙̥̝̥Ё̩Ӭ̡̭ц½Ҡѓ̨ӝ̭ц½̙̬̲̫̩̯̝̥
Seção Três A–E: Atenas e Esparta 31

Vocabulário para a Seção Três A

Gramática para 3A–B


C Substantivos do tipo 3a: ̧̨̥̣ʞ̩ e ̩̰ʞ̪ (3a)
C Pronomes pessoais: ̡ʰ̴̟ʞ ̮̰ʞ ѓ̨̡Ӻ̭ ѿ̨̡Ӻ̭

к̡̟ vai! eia! ѓ½̷̧̥̭ a cidade ̯ò̩ ̧̨̥̙̩-̝ o porto


̝ѣ½̧̨̫̙̥̝̥̩Ӭ̡̭ os navios Ѣ̸̠̫ olha! ѿ̨ӝ̭ vos
inimigos ̛̦̩̠̰̩ó̭ ̯̥̭ algum perigo ̱̭̚ dizes
ж̱-̥̦̩̙-̨̫̝̥ chegar, vir (nom.) ̴̲̬̙-̴ vir, ir
̡̠̥̩-̷̭ -̚ -̷̩ terrível, ̸̦̥̩̠̩Ԕ perigo
funesto ̧̨̝½̘̠-̝ uma tocha (ac.) Vocabulário a ser aprendido
̠̚ então (com imper.) ̧̨̝½̘̠-̝ ̯̥̩Қ uma tocha (ac.) к̡̟ vai! eia!
̷̠̥̯̥ porque ̩Ҟ ̯ò̩ ̛́-̝ sim, por Zeus ж̨̱̥̦̩̙̫̝̥ (ж̱ӷ̦-) chegar,
ц½̥-̮̯̬̙̱-̴ virar ̩Ӭ̮-̫̭, ѓ ilha (2a) vir
ц̴̬̯̘-̴ perguntar ѳ½ó̡̤̩ de onde? ц̴̴̬̯̘ (ц̬-) perguntar
̡҄ bem ½̷̡̤̩ de onde? Ѣ̸̠̫ olha! eis!
̡Ѿ̤Ҥ̭ imediatamente ½̰̬-̘, ̯̘ sinais de fogo (2b) ̛̦̩̠Ԅ̩̫̭, ѳ perigo (2a)
̡̃ԉ Zeus ̧̨̝̝̏Ӻ̩̥ Salamina ̩Ӭ̮̫̭, ѓ ilha (2a)
ѓ̧̨̝½̘̭ a tocha (ou “a luz ̮½̸̡̠-̴ apressar-se ½̷̡̤̩; de onde?
da tocha”) ̯ӭ̩̮̚Ԕ a ilha ½̰̬̘, ̯̘ sinais de fogo (2b)
ѓ̨ӝ̭ nos ̯Ҟ̩ ̧̨̝̝̏Ӻ̩̝ Salamina ̮½̸̴̡̠ apressar-se
ѓ̨Ӻ̩ para nós ̯̥ ̷̡̠̥̩̩ algo terrível ̴̴̲̬̙ ir, vir

O ataque ao Pireu

Como o Pireu era tão fundamental para a prosperidade e a segurança de Atenas,


havia um sistema de aviso precoce para o caso de ataques. Aqui, Tucídides des-
creve um ataque-surpresa por mar ao Pireu no início da Guerra do Peloponeso,
em 429, que, se tivesse obtido êxito, poderia ter encerrado a guerra de vez:
“Cnemo e Brasidas e os outros no comando da frota peloponesa decidiram,
por conselho dos megarenses, fazer uma investida contra o Pireu, o porto de
Atenas, que os atenienses, muito naturalmente, devido à sua superioridade no
mar, haviam deixado aberto e desprotegido. O plano era que os marinheiros
pegassem seu remo, almofada e correia do remo e seguissem a pé até o mar no
lado ateniense, fossem até Mégara o mais depressa possível e lançassem do cais
de Niseia [porto de Mégara] quarenta navios que estavam ali e, então, navegas-
sem diretamente para o Pireu... Eles chegaram à noite, lançaram os navios de
Niseia e navegaram, não para o Pireu como havia sido a intenção inicial, achando
que isso seria muito arriscado (e porque o vento estava desfavorável, como foi
dito depois), mas para o promontório de Salamina que fica em frente a Mégara...
Enquanto isso, sinais de fogo eram acendidos para avisar Atenas do ataque, e a
isso se seguiu o maior pânico da guerra.” (O mundo de Atenas, 2.25)
32 Part One:
Parte Um: Athens
Atenas at
nosea
mar

B
A situação na praia é de total confusão. Polo sai de sua casa para
ver o que está acontecendo. Lá, encontra-se com seu vizinho
Protarco que, sendo um soldado armado de uma trirreme, vem
correndo para pegar suas armas.

Em O mundo de Atenas: navios e hoplitas 7.34; equipagem das trirremes 7.44–5.

ц½̡̥̠Ҟ̠Ҝ̫ѣц̩̯ԗЁ̡̡̥̬̝̥̍Ӻ̯̝ԉ̯̝Ё̯Қ½̰̬Қѳ̬Ԗ̮̥ ½̧̫Ҥ̡̛̭̟̟̩̯̝̥ц̩
̯ԗЁ̷̧̨̥̙̩̥̤̬̰̞̫̭ ½̧̧̫̝Ҡ̠Ҝ̝ѣ̛̞̫̝ ̫Ѿ̨̠̝̫ԉ̠Ҝ̷̨̦̮̫̭̩Ҥ̪̟̘̬
ц̮̯̥ ̦̝Ҡ½̧̧̫̫ŸЁк̡̛̩̠̬̭̱̝̩̫̩̯̝̥ц̩̯̝Ӻ̭Ёѳ̠̫Ӻ̭̦̝Ҡ̯Қ½̰̬Қ̡̤Ԗ̩̯̝̥
̬̹̯̝̬̲̫̭̦̝̍Ҡ̍Ԗ̧̫̭ѳЁ̡̟ҡ̴̯̩ѳ̬Ԗ̮̥̯̫Ҥ̭Ёк̩̠̬̝̭
5
̍̈̌̏̕ ъ̴̡̪̤Ӻц̦̯Ӭ̭Ё̫Ѣ̛̦̝̭
 ̡Ѣ½̨̙̫̥ ̯ҡ̭ѓ̞̫Ҟ̝̯̣̯҃ҡ̭ѳ̷̤̬̰̞̫̭̫̯̫̭҅ Ґ̡̟Ӻ̯̫̩
м̬̝̫Ѩ̨̨̮̤̝̙̟̝̭Ҝ̩̟Қ̬ѳ̷̤̬̰̞̫̭ ̨̡̧̟̘̣̠Ҝѓ̞̫Ҟѓц̩
̯ԗЁ̧̨̥̙̩̥
̍̎̐̕˾̡̤̎̓̌̏Ӻ̫Ѧ̡̦̝̠ 10
̡̠ԉ̬̫ц̧̤̙ Ґ̡̟Ӻ̯̫̩ ̦̝Ҡц̡̦Ӻ̡̧̮̞̙½̡м̬̝̫Ѿ̲ѳ̬Ӟ̭
ц̡̦Ӻ̩̝Ё̯Қ½̰̬̘Ѣ̸̠̫̠Ӭ̧̫̩̟Қ̬ѷ̯̥ц̸̩̦̥̩̠̩Ԕц̮̯Ҡ̩
ѓЁ̧̨̝̝̏ҡ̭
̍̈̌̏̕ ̡Ѣ½̨̙̫̥ Ґ̡̟Ӻ̯̫̩ ½̫Ӻ̡̯̬̙̲̥̭
̍̎̐̕ ̫Ѧ̴̡̦̝̠̯̬̙̲ъ̴̡̟̟ц½Ҡ̯Қѷ½̧̡̝Ѩ̯̝̠Ҝ̡Ѣ̭̯Ҟ̩Ё̩̝ԉ̩ 15
̯̝̲ҝ̴̭½̸̡̨̡̫̬̫̝̥̠̥̩Ң̭̟Қ̬̫̯̫̭҅Ёѳ̛̦̩̠̰̩̫̭̦̝Ҡ̨̙̟̝̭
ж̧̧Қ̠̥Қ̯ҡ̮Ҥ̫Ѿ̨̡̯ҚЁц̨̫ԉ½̸̡̫̬Ӫ
̍̈̌̏̕ ̦̝ҠЁ̠Ҟ̨̡̯ҚЁ̮̫ԉ½̸̡̨̫̬̫̝̥ж̧̧Қ̨̡̙̩ Ґ̧̡̛̱
̍̎̐̕ ж̧̧Қ½̫Ӻ̮Ҥ̡̯̬̙̲̥̭
̍̈̌̏̕ ̡Ѣ̭̯Ҟ̩̫Ѣ̛̦̝̩ъ̴̡̟̟ ц½Ҡ̯Ң̩Ё̯̬̫½̴̯Ӭ̬̝̦̝Ҡ̯Ңѿ½̣̬̙̮̥̫̩ 20
̠Ӭ̧̫̩̟Қ̬ѷ̯̥ц½Ҡ̨̩̝̰̝̲ҡ̝̩½̷̡̨̡̫̬̰̤̝

O̴̯̭̫̩҃҄ц̡̦̱̙̬̥ѳ̨Ҝ̩̍Ԗ̷̧̫̭̯̩໌̡̯ໍ̯̬̫½̴̯Ӭ̬̝̦̝Ҡ̯Ң
ѿ½̣̬̙̮̥̫̩ ѳ໌̠Ҝ̯̫ԉЁ̴̬̯̘̬̲̫̰̍ໍ½̝Ӻ̡̭̯̘̯ѷ½̧̝̦̝Ҡ ̯Ҟ̩Ё̧̨̝½̘̠̝
ц̡̦̱̙̬̥ъ½̡̥̯̝½̸̡̫̬̫̩̯̝̥̫ѣЁк̡̩̠̬̭½̬Ң̭ ̯Ң̩Ё̧̨̥ҝ̩̝. 25
Seção Três A–E: Atenas e Esparta 33

Vocabulário para a Seção Três B

̝̯҃-̣ esta (com ̞̫-̚) oѣ к̩̠̬-̡̭ os homens ̯̫ԉ̧̹̫̰̍ de Polo


(nom.) ̫Ѧ̡̦̝̠ para casa ̯̫Ҥ̭ к̩̠̬-̝̭ os homens
̡̟Ӻ̯̫̩ vizinho (voc.) ̫Ѣ̛̦-̝, ѓ casa (1b) ̯̬̙̲-̴ correr
̡̠̥̩-̷̭ -ҟ -̷̩ terrível ѳ ½̝Ӻ̭ o escravo, o menino ̯ԗ̧̨̥ҝ̩̥ o porto
̡Ѣ½-̙ diz! conta! ѷ½̧-̝, ̯̘ armas (2b) ̯ԗ̡̡̥̬̝̥̍Ӻ o Pireu
̡Ѩ̯̝ então ̫Ѿ̨̠̝̫ԉ em nenhum lugar ѿ½̣̬̙̮̥-̫̩, ̷̯ almofada
ц̡̦Ӻ̩-̝ ̯̘ aquelas (ac.) ̫̯҅-̫̭ ѳ este (nom.) (2b)
ц̡̦Ӻ̡̮ lá, ali ̫̯҅-̫̭ este (com ̷̤̬̰̞̫̭) ̛̱̝̩-̨̫̝̥ aparecer
ц̦-̱ҝ̬-̴ carregar para fora (nom.)
ъ̴̪ fora ½̧̧̫-̝Ҡ muitas (nom.) Vocabulário a ser aprendido
̡҄ bem ½̧̧̫-̫Ҡ к̩̠̬-̡̭ muitos ̷̡̠̥̩̭ ̚ ̷̩ terrível, funesto,
ѓ̧̨̛̝̝̭̏ Salamina homens (nom.) hábil
ѓ̨Ӻ̩ para nós ½̧̫-Ҥ̭ muito (nom.) ц̟̹ eu
̡̤̘-̨̫̝̥ contemplar, ver ½̸̡̫̬-̨̫̝̥ viajar, ir ̡҄ bem
̤̙-̴ correr ̬̹̯̝̬̲̍-̫̭, ѳ Protarco (2a) ѓ̨̡Ӻ̭ nós
̷̤̬̰̞-̫̭, ѳalvoroço, (um soldado armado em ̡̤әԝ̨̫̝̥ contemplar, ver
tumulto (2a) uma trirreme) ̷̤̬̰̞̫̭, ѳ alvoroço,
̦̝Ҡ̠Ҟ sim! ̧̹̍-̫̭, ѳ Polo (2a) (um tumulto (2a)
̸̦̥̩̠̩Ԕ perigo remador) ̫Ѣ̛̦ә, ѓcasa (1b)
̷̨̦̮-̫̭, ѳ ordem (2a) ̯̝Ӻ̭ ѳ̠̫Ӻ̭ as ruas ̫Ѧ̡̦̝̠ para casa
̨̙̟̝̭ grande (nom.) ̯̝ԉ̯-̝ ̯Қ estas (ac.) ѷ½̧̝, ̯̘ armas (2b)
̨̡̟қ̧̣ grande (nom.) ̯Ҟ̩ ̧̨̝½̘̠-̝ a tocha ½̸̡̨̫̬̫̝̥ viajar, ir,
̨̡̯Қ ц̨̫ԉ comigo ̯Ҟ̩ ̩̝ԉ̩ o navio marchar
̨̡̯Қ ̮̫ԉ contigo ̯Ӭ̭ ̫Ѣ̛̦̝̭ a casa ̮ҥ tu
̨̫̥ para mim ̯Ң̩ ̧̨̥ҝ̩-̝ o porto ԄԞ̨̡Ӻ̭ vós
̩Ҥ̪ noite ̯Ң̩ ̯̬̫½̴̯Ӭ̬-̝ a (sua) ̨̛̱̝̩̫̝̥ (̱̝̩-) aparecer,
ѳ̴̡̛̟̯̩ o (seu) vizinho correia do remo parecer
34 Part One:
Parte Um: Athens
Atenas at
nosea
mar

C
No navio, o rapsodo está aterrorizado, mas a tripulação garante
a ele que tudo ficará bem.

Em O mundo de Atenas: Esparta 1.24, 7.11; política de Péricles 1.57;


poder marítimo e império atenienses 6.70-4

ц̩໌̠Ҝໍ̯̫ҥ̯Ԕѷ̷̡̯̥̦̝̥́½̧̫̥̭̦̝Ҡ̫ѣ̩̝ԉ̯̝̥ъ̯̥½̬Ң̭ж̧̧̧̫̰̭̚
̧̠̥̝̙̟̫̩̯̝̥

́̆̇  :̡ԉ̡̠̥̩Ң̭̟Қ̬ѳц̧̨̩̝̝̏Ӻ̛̩̥̦̩̠̰̩̫̭ѓ̨Ӻ̩̦̝Ҡ̨̙̟̝̭
Ґ
Ѣ̸̠̫ ҐԈ̝̳Ԕ̠ҝ˶ж̧̧Қ½̫ԉц̮̯̥̩ѳЁж̩̬̫̚Ѿ̟Қ̬ѳ̬Ԗ 5
ц̡̦Ӻ̩̫̩Ё̯Ң̩Ёк̩̠̬̝
.!̼ Ѣ ̸̠̫ Ԟ½̡̯̹̮̮̥Á̫̯̫̭҅ЁѳԈ̝̳Ԕ̠Ң̭ц̩̯ӭЁ̩̣ҡ Àҏ̮½̡̬Ӥ˾̲̝̥Ң̭
ѿ̱ӤЁё̦̯̫̬̥Á̡̱̫̞Ӻ̯̝̥̟Қ̬̯̫Ҥ̡̨̛̭̝̦̠̝̥̫̩̫̰̭̈
́̆̇ ̡Ѣ½ҝ̨̫̥ ҐԈ̝̳Ԕ̠ҝ ̛̯½̡̫̥Ӻ̷̧̨̡̛̭̯̭̱̞̫̭̝̞̘̩°̡̮
̮Ҥ̟Қ̬̮̯̬̝̯̣̟Ң̡̭Ѩ̯Ԗ̩э̴̧̧̩̩̚к̨̬̥̮̯̫̭Ҟ½̫ҡ̡̥ 10
̯̫ԉ̨̯̫̣̠Ҝ̱̫̞̫ԉ̯̫Ҥ̸̡̨̛̭̝̦̠̝̥̫̩̫̰̭̯̫̯̫̰̭̈Ѣ̸̠̫ 
ц̟̟Ҥ̭Ё̯̫ԉЁ̧̨̥̙̩̫̭ц̨̮Ҝ̩і̨̠̣Ҟ̫̩̱̫̞̫҄ԉ
̎˾̔ (ainda tremendo de medo)
̛̯ ̱̭̚; м̬̝ ж̱̥̦̩̫ԉ̩̯̝̥ ̫ѣ ̷̡̨̝̦̠̝̥̩̥̫̥̈; ̱̫̞̫ԉ̨̝̥ ̟Қ̬
̯̫Ҥ̡̨̛̭̝̦̠̝̥̫̩̫̰̭̈ъ̴̡̟̟̯̫Ҥ̭̟Қ̸̧̨̬̩̝̯̝̭̝̞̘̩̫̰̮̥̩ 15
ц̡̦Ӻ̩̫̥̦̝Ҡж½̡̛̫̦̯̩̫̰̮̥̩
.!̼ ж̧̧Қ̫Ѿ̡̨̛̠̝Ё̩̝ԉ̭ъ̡̬̲̯̝̥ Ґ̯ӝ̩ ̦̝Ҡ̠Ӭ̧̫̩ѷ̯̥̫Ѿ̦
ж̡̱̥̦̩Ӻ̷̡̨̯̝̥̝̦̠̝̥̩̥̫̭̈Ё̫Ѿ̡̛̠̭ ̫Ѿ̠Ҝ̧̨̝̞қ̡̩̥̫Ѿ̠̙̩̝ 
̫Ѿ̠Ҝж½̡̡̛̫̦̯̩̥̫҂̡̯ѓ̨ӝ̭̫҂̡̯ѿ̨ӝ̭̮Ҥ̠Ҝ̫Ѿ̨̨̥̩̮̦̚Ӫ
̯̫Ҥ̭̯̫ԉЁ̷̡̧̧̬̥̦̙̫̰̭̟̫̰̭̍ 20
̎˾̔ ̡̛̯̩̭̫ѣ̷̧̧̡̨̟̫̥̙̟̫̥˶̫Ѿ̟Қ̨̨̨̬̥̩̮̦̫̝̥̚
.!̼ к̡̧̡̛̦̫̰̫̩̯̙̟̥҄ѳЁ̡̧̬̥̦̍Ӭ̭ц̩̯ӭЁц̧̛̦̦̣̮ӛ½̡̬ҠЁ̯‫ڃ‬ԉЁ
½‫̧ڃ‬ҝ̨̫̰Ё̦̝ҠЁ̯Ԗ̩Ё̩̝̰̯̥̦Ԗ̩˶Ą̀Ҟ̡̱̫̞Ӻ̡̮̤ Ґк̡̩̠̬̭
Ӥ˾̤̣̩̝Ӻ̫̥ ̯̫Ҥ̡̨̛̭̝̦̠̝̥̫̩̫̰̭̈ц̡̦Ӻ̨̩̫̥Ҝ̩̟Қ̬̦̬̝̯̫ԉ̮̥
̦̝̯Қ̟Ӭ̩ ѓ̨̡Ӻ̭̠Ҝ̦̝̯Қ̧̤̘̝̯̯̝̩ж̧̧Қ̦̝Ҡѓ̨̡Ӻ̭ъ̨̡̲̫̩ 25
ц̨½̡̛̥̬̝̩Ё̯̥̩Қ̦̝̯Қ̟Ӭ̩ ц̡̦Ӻ̩̫̥̠Ҝ̫Ѿ̡̨̛̠̝̩໌ъ̡̲̫̰̮̥̩Ѣ̭
̯Қ̩̝̰̯̥̦Қໍц̨½̡̛̥̬̝̩
Seção Três A–E: Atenas e Esparta 35

Vocabulário para a Seção Três C

Gramática para 3C–E


C Adjetivos/pronomes: ̫̯̫̭҅, ̡ʰ̡̦Ӻ̩̫̭
C Adjetivos: ½̧̫̰ʞ̭, ̨̡ʞ̟̝̭
C Substantivos irregulares: ̩̝ԉ̭, ̡̰̃ʞ̭
C Negativas

ж̧̧̧̚-̫̰̭ uns com os ̩̝̰̯̥̦-̷̭ -̚ -̷̩ naval ̯̫ԉ̯-̫ isto (ac.)


outros (ac.) ̩̝̰̯̥̦̘, ̯̘ questões navais ̯̫ҥ̯-̫̰̭ estes (com ̯̫Ҥ̭
ж½̫-̡̛̦̯̩-̴ matar (2b) ̡̨̛̝̦̠̝̥̫̩̫̰̭̈)
о̲̝̥-̷̭, ѳaqueu (2a) ѳ ж̩̬̚ o homem ѿ̨Ԗ̩ de vós
(termo homérico para ѳ ̡̧̬̥̦̍Ӭ̭ Péricles ѿ̱Ӥ ԁ̦̯̫̬̥̂ à mercê de
“heleno”, “grego”) ̫Ѿ̨̠̝-Ԗ̭ de jeito nenhum, Heitor (Heitor: herói
̟Ӭ, ѓ terra (1a) de maneira alguma troiano morto por Aquiles)
̠̥̝-̧ҝ̟-̨̫̝̥ conversar ̫Ѿ̠Ҝ e não, nem ̱̭̚ dizes
ц̟̟Ҥ̭ ̯̫ԉ ̧̨̥ҝ̩̫̭ perto do ̫Ѿ̡̨̛̠-̝ ̩̝ԉ̭ nenhum ̷̱̞-̫̭, ѳ medo (2a)
porto navio (nom.)
̡Ѣ½-ҝ dize! ̫Ѿ̡̨̛̠-̝̩ ц̨½̡̛̥̬-̝̩ Vocabulário a ser aprendido
ц̡̦Ӻ̩-̫̥ ̫ѣ aqueles (nom.) nenhuma experiência (ac.) ж̧̧̧̫̰̭̚ uns com os
ц̡̦Ӻ̩-o̥ eles, aqueles (nom.) oѾ̠̙̩ ̝ nenhum (ac.) outros, uns aos outros (2a)
ц̡̦Ӻ̩ O̩̯Ң̩ к̩̠̬-̝ aquele ̫̯҅-o̭ ѳ este к̧̧̫̭ ̣ ̫ outro, o resto de
homem ½̡̬Ҡ̯̫ԉ ½̧̨̫̙̫̰ ̦̝Ҡ̯Ԗ̩ ц̟̟ҥ̭ (+ gen.) perto de
ц̨½̡̥̬ҡ-̝̩ ̯̥̩̘ alguma ̩̝̰̯̥̦Ԗ̩ sobre a guerra ̡Ѣ½ҝdiz! conta!
experiência e as questões navais ц½̡̥̠̚ quando, já que
ц̩̯̫ҥ̯Ԕ enquanto isso ½̯̹̮̮-̴ acocorar-se, ̦̝̯̘ (+ ac.) em, sobre, por,
ъ̯̥ ainda acovardar-se de acordo com
̡̃ԉ Zeus ̧̨̝̝̏Ӻ̩̥ Salamina ̷̡̨̝̦̠̝̥̩̥̫̭̈, ѳ espartano
̦̝̯̘ (+ ac.) em, sobre, por ̡̮ te (ac.) (2a)
̦̬̝̯̙-̴ dominar, ter poder ̯ӝ̩ meu caro amigo (com ̴̧̨̝̞̘̩ (̧̝̞-) capturar,
̷̡̨̝̦̠̝̥̩̥̈-̫̭, ѳ condescendência) pegar, tomar
espartano (2a) ̯ӭ ц̧̛̦̦̣̮ӛ a Assembleia ̷̧̟̫̭, ѳ palavra, discurso;
̷̡̨̝̦̠̝̥̩̥̈-̫̭ ̫Ѿ̡̛̠̭ do povo (onde todas as relato, narrativa (2a)
nenhum espartano decisões políticas eram ̴̨̝̩̤̘̩ (̨̝̤-) aprender,
̧̨̝̞̘̩-̴ capturar, pegar tomadas) compreender
̷̧̟-̫̭, ѳ palavra (2a) ̯ӭ̩̣ҡ o navio ̷̩̝̰̯̥̦̭ ̚ ̷̩ naval
̨̣̠̙ nem ̡̛̯̩̭ quais? (nom.) oѾ̠ҝe não, nem
̨̨̥̩ҟ̮̦-̨̫̝̥ lembrar ̯̥̭ alguém, um (nom.) ̯ҝ̲̩̣, ѓ habilidade, arte
̨̫̥ para mim ̯̫ԉ̡̧̬̥̦̙̫̰̭̍ de Péricles (1a)
36 Part One:
Parte Um: Athens
Atenas at
nosea
mar

  ̝ҠЁ̠ҞЁ̦̝Ҡ̫ѾԈӛ̴̨̛̠̭̝̩̤̘̩̫̰̮̥̩̫ѣ̷̡̨̝̦̠̝̥̩̥̫̥̯̈Қ
̦
̩̝̰̯̥̦̘ ̡̫҄Ѩ̠̝ѷ̯̥ ц½̡̥̠Ҟ̴̡̡̛̟̬̟̫Ѣ̮̥̦̝Ҡ̫Ѿ̧̤̝̘̯̯̥̫̥
̯Ң ̠Ҝ ̩̝̰̯̥̦Ң̩ ̯̙̲̩̣ ц̮̯ҡ˶ ̦̝Ҡ ̸̯̝̯̣̩ ̨̝̩̤̘̩̫̰̮̥̩ ̫ѣ 30
к̴̩̤̬½̫̥ ̠̥Қ ̯Ҟ̩ ̨̡̧̡̯ҟ̩, ҏ̮½̡̬ ̦̝Ҡ ̯Қ̭ к̧̧̝̭ ̯̙̲̩̝̭,
к̴̧̧̭ ̠Ҝ ̫Ѿ̨̠̝Ԗ̭. ѿ̨̡Ӻ̭ ̟Қ̬Ё̠Ҟ ̡҄ Ѧ̡̮̯ ѷ̯̥ ̫Ѿ Ԉӛ̠ҡ̴̭,
ж̧̧Қ ̧̡̲̝½Ԗ̭ ̦̝Ҡ ̨̡̯ҚЁ½̧̧̫Ӭ̭Ё̨̡̧̡̯Ӭ̭, ̨̡̡̝̩̤̘̩̯
̯̝ҥ̯̣̩Ё̯Ҟ̩ ̯ҝ̲̩̣̩. – “ж̧̧Қ ̫ѣ ̷̡̨̝̦̠̝̥̩̥̫̥̈ḻ̛̣̮̌ ̯̥̭
ѿ̨Ԗ̩ – “м̬̝ ̫Ѿ ̨̡̧̡̯Ԗ̮̥̩;” – ц̟Ҧ ̠Ҝ ж½̨̛̫̦̬̩̫̝̥ “̫҂̦, 35
ж̧̧Қ ѓ̨̡Ӻ̭, ц½̡̥̠Ҟ ̦̬̝̯̫ԉ̨̡̩ ̦̝̯Қ ̤қ̧̝̯̯̝̩, ̴̸̧̨̡̦̫̩.”’
́)+ (tranquilizando-os)
̦̝ҠЁ̨Ҟ̩ ѳ̬ӝ̡̯ ̯Ң̩Ё̧̨̥ҝ̩̝. ѷ̮̝̥ ̝ѣЁ̧̨̝½̡̘̠̭, ѷ̮̝̥ ̝ѣЁ̩Ӭ̡̭,
ѷ̮̫̭ ѳ ̷̤̬̰̞̫̭, ѷ̮̫̥ ̫ѣЁк̡̩̠̬̭. Ѣ̸̠̫˶ ҏ̮½̡̬̟Қ̬ ̸̨̨̡̬̣̦̭ 
̴̫̯̮̰̩̙̬̲̫̩̯̝̥҃ц̡̦Ӻ̩̫̥̫ѣ̩̝ԉ̡̯̝̥Ѣ̭ ̯Ң̩Ё̧̨̥ҝ̨̩̝̙̟̝ 40
̟Қ̬ѓ̨Ӻ̩̯ҢЁ½̧Ӭ̤̫̭̯Ң̯Ԗ̩໌̡̯ໍ̡̩Ԗ̩̦̝Ҡ̯Ԗ̩ ̴̯̬̥̣̬̘̬̲̩.

̝ѣ ̧̨̝½̘̠-̡̭ as tochas ̦̝̯̘ (+ ac.) em, sobre, por oѣ к̩̠̬-̡̭ os homens


̝ѣ ̩Ӭ ̡S os navios ̦̬̝̯̙-̴ dominar, ter poder ̴̫̯҃ = ̴̫̯̭҃
к̧̧-o̭ -̣ -̫ outro, o resto de ̴̸̧̦-̴ impedir, parar Ԉӛ̛̠-̴̭ facilmente
к̧̧-̴̭ de outra forma ̷̡̨̝̦̠̝̥̩̥̈-̫̭, ѳ ̮̰̩-̙̬̲-̨̫̝̥ reunir-se,
ж½̫-̛̦̬̩-̨̫̝̥ responder ESPARTANOA juntar-se
̟Қ̬ ̠Ҟ sem dúvida, eu garanto ̨̝̩̤̘̩-̴ aprender ̯̝ҥ̯-̣̩ esta (ac.)
̴̡̟̬̟-̷̭, ѳ agricultor (2a) ̨̙̟̝ grande (nom.) ̯̝ҥ̯-̣̩ ̯Ҟ̩ esta (ac.)
ц̡̦Ӻ̩-̫̥ ̫ѣ aqueles (nom.) ̨̡̧̡̯̘-̴ praticar ̯̙̲̩-̣, ѓ habilidade (1a)
ц̡̦Ӻ̩-o̥ eles, aqueles (nom.) ̨̡̧̡̯-̚, ѓ prática (1a) ̯Ң̩ ̧̨̥̙̩-̝ o porto
ц½̡̥̠Ҟ já que, uma vez que ̨̡̯Қ ½̧̧̫Ӭ̭ ̨̡̧̡̯Ӭ̭ com ̯Ң ½̧Ӭ̤̫̭ a multidão
ѓ̨Ӻ̩ para nós muita prática ̯̬̥̬̝̬̲̚-̫̭, ѳ chefe de
̧̤̝̘̯̯̥-̫̭ -̝ -o̩ do mar, ̨ҥ̨̬̣̦-̡̭ formigas (nom.) trirreme (2a)
marítimo ̩̝̰̯̥̦̘, ̯̘ questões navais ̯Ԗ̩ ̡̩Ԗ̩ dos navios
̦̝Ҡ ̠Ҟ ̦̝Ҡ e além disso (2b) ̛̱̣̮ diz
̦̝Ҡ ̨Ҟ̩ note! veja! ̷̩̝̰̯̥̦̩, ̷̯ navegação (2b) ̧̡̲̝½-Ԗ̭ com dificuldade

D
Diceópolis desembarca e observa a confusão. Um contramestre
nervoso envia Polo para acordar o trierarca, chefe da trirreme.

Em O mundo de Atenas: trierarcas 7.43-6; nomes de demos 5.12.


ц½̡̥̠Ҟ̫̩҄ѳ̷̥̦̝̥́½̧̫̥̭̦̝ҠѳԈ̝̳Ԕ̠Ң̡̭Ѣ̭̯Ҟ̩̟Ӭ̩ж̱̥̦̩̫ԉ̩̯̝̥ 
̷̤̬̰̞̫̭̟ҡ̡̟̩̯̝̥½̸̧̫̭̫ѣ໌̠Ҝໍк̡̩̠̬̭ѓ̢̮̰̲̘̫̰̮̥̦̝Ҡ̯Ҟ̩̤ҝ̝̩
̡̤Ԗ̩̯̝̥ц̟̟Ҥ̭̠Ҝ̯Ӭ̭Ё̡̩ҧ̭ц̡̧̡̮̯̥̦̰̮̯̭̚Ё̯̥̭ ̞̫Ӟ̠Ҝ̫̯̫̭҅
Seção Três A–E: Atenas e Esparta 37

̡̼̇̂̈̂̏̐̄̏Ѣ½ҝ̨̫̥ ½̫ԉѳ̯̬̥̬̝̬̲̫̭̚ѳѓ̨ҝ̡̯̬̫̭ 5
̍̈̌̏̕ ̠Ӭ̧̫̩ѷ̯̥̫Ѧ̦̫̥ Ґ̸̡̧̡̡̡̦̰̮̯̘̦̝̤̠̥̟̘̬Ё½̫̰
̇̂̈ ̫Ѧ̨̡̫̥̠̥̩Ң̨̭Ҝ̩ѳ̯Ԗ̩Ӥ˾̴̛̛̤̣̩̝̩̦̩̠̰̩̫̭ ж̧̧Қц̡̦Ӻ̩̫̭
̫Ѧ̸̡̡̦̫̥̦̝̤̠̥̮½̡ԉ̡̠̫̩҄ Ґ̍Ԗ̧̡ ̦̝Ҡ̢̡̯̥̯̚Ң̩̯̬̥̬̝̬̲̫̩̚
̦̝Ҡ̧̡̙̟½̡̬ҠЁ̸̯̫̯̫̰Ё̯̫ԉ໌ц̧̨̩̝̝̏Ӻ̩̥ໍ̸̦̥̩̠̩̫̰
̍̈̌̏̕ ̨̧̘̥̮̯̘Ё̡̟ Ґ̡̧̡̦̰̮̯̘ 10
̴̫̯̭̫̩̯̬҃҄ҝ̡̲̥̯̝̲ҝ̴̭½̬Ң̭̯Ң̩̯̬̥̬̝̬̲̫̩̚ѳ̍Ԗ̧̧̫̭̯̙̫̭̠Ҝ
̡Ѣ̭̯Ҟ̩̤ҥ̬̝̩ж̡̱̥̦̩Ӻ̯̝̥.)
̍̈̌̏̕ (bate na porta)
 ½̝Ӻ ½̝Ӻ̯ҡ½̡̫̥Ӻ̭м̸̡̡̬̝̦̝̤̠̥ѳЁ½̝Ӻ̭½̝Ӻ ½̝Ӻ
̍˾̆̏ (sonolento) 15
̯ҡ̭ ц̮̯̥; ̯ҡ̭ ̞̫Ӟ;
(abre a porta)
̠̥Қ ̯ҡ ̧̡̦̝Ӻ̭ ̨̡; ̛̯̩̝ ̢̡̣̯Ӻ̭;
̍̈̌̏̕ ̡Ѣ½ҝ̨̫̥ м̬̝ъ̩̠̫̩ц̮̯Ҡ̩ѳ̯̬̥̬̝̬̲̫̭̚є̫Ѿ̴̲̫̯̭҃
̍˾̆̏ ̴̫̯̭҃Ё̡̟ 20
̍̈̌̏̕ ̡̱̙̬ Ґ½̝Ӻ ̠̥Қ̯ҡъ̨̡̯̥̙̩̥̭̦̝Ҡ̫Ѿ̧̡̦̝Ӻ̭̯Ң̡̩̠̮½̷̯̣̩
̢̣̯Ԗ̟Қ̬ц̡̦Ӻ̩̫̩
̍˾̆̏ ж̧̧Қж̸̠̩̝̯̫̩˶̸̡̡̦̝̤̠̥̟Қ̬ѳ̡̠̮½̷̯̣̭ї̮̰̲̫̭
 (fecha a porta)
̍̈̌̏̕ ̛̯̱̭̚ж̸̧̧̡̠̩̝̯̫̩̞̘Ё̡Ѣ̭Ё̷̦̬̝̦̝̭˶̨Ҟ½̝Ӻ̢̡½̬Ң̭ц̨̙ 25
(aproxima-se da porta)
̠̥Қ ̛̯ ̫Ѿ ̷̦½̴̯ ̸̯̝̯̣̩ ̯Ҟ̩ ̸̤̬̝̩; ̡̯̬̥̬̝̬̲̚, ̡̯̬̥̬̝̬̲̚˶
̮Ҝ ̟Қ̬ ̞̫Ԗ.

Vocabulário para a Seção Três D

ж-̠ҥ̩̝̯-o̭ -o̩ impossível ̤ҥ̬-̝, ѓ porta (1b) ̴̫̯̭҃ ̡̟ sim, é isso


̧̧̡̞̘ ̡Ѣ̭ ̷̦̬̝̦-̝̭ vai ̡̦̝̤ҥ̠-̴ dormir ½̝Ӻ escravo!
pro inferno! (lit. “para os ̧̦̝̙-̴ chamar ½̡̬Ҡ̸̯̫̯-̫̰ ̯̫ԉ̸̦̥̩̠̩̫̰
corvos”) ̡̧̡̦̰̮̯-̭̚, ѳ contramestre sobre este perigo
̞̫̘-̴ gritar (por) (1d) (que marcava o ritmo ½̧̫-̸̭ muito (nom.)
̟̘̬ ½̫̰ claro, por certo para os remadores) ̧̨̝̝̏Ӻ̩̥ Salamina
̡̠̮½̷̯-̣̭, ѳ senhor (1d) ̡̧̡̦̰̮̯-̭̚ ̯̥̭ um contramestre ̮Ҝ te (ac.)
ц̡̦Ӻ̩-o̩ ele, aquele (ac.) ̷̦½̯-̴ bater ̸̯̝̯-̣̩ ̯Ҟ̩ esta (ac.)
ц̡̦Ӻ̩ ̫̭ ele, aquele (nom.) ̨̧̘̥̮̯̘ ̡̟ sim, claro ̯Ӭ̭ ̡̩ҧ̭ o navio
ц̨Ҝ me (ac.) ̨̡ me (ac.) ̛̯̩̝ quem? (ac.)
ъ̩̠̫̩ dentro ̨̫̥ para mim ̯̬ҝ̲-̴ correr
ъ̯̥ ainda oѣ к̩̠̬-̡̭ os homens ̯̬̥̬̝̬̲̚-̫̭, ѳ chefe de
̢̣̯̙-̴ procurar, buscar ̫Ѧ̦̫̥ em casa trirreme (2a)
ї̮̰̲-̫̭ -o̩ quieto, tranquilo ѳ½̝Ӻ̭ o escravo; menino ̱ҝ̬ ̡ vai! eia!
̤̙-̝, ѓ vista (1b) ̫̯҅-̫̭ ele, este (nom.) ̱̭̚ dizes
38 Part One:
Parte Um: Athens
Atenas at
nosea
mar

̐̎̆̄̎˾̧̧̡̞̘̎̓̌̏Ё̡Ѣ̭Ё̷̦̬̝̦̝̭ж̧̧Қ̷̛̯̭̦½̡̯̥̯Ҟ̸̛̩̤̬̝̩̯
 ̯̫ԉ̯̫Ё̯ҢЁ½̬ӝ̨̟̘ц̛̮̯̥̯̭ ̧̡̦̝Ӻ̨̡; ̛̯̭̞̫Ӟ; 30
̍̈̌̏̕ ̍Ԗ̧̧̡̫̭̦̝Ӻ̡̮ ѳЁ̸̡̰̠̝̤̣̩̝̥̭̇ ц̟̹
̐̎̆ ж̧̧Қ̸̴̡̦̝̤̠ї̮̰̲̫̭¾
̍̈̌̏̕ ж̧̧Қ̨Ҟ̡̡̦̘̤̰̠ Ґ̡̯̬̥̬̝̬̲̚˶ц̸̩̦̥̩̠̩Ԕ̟Қ̬ѓЁ̧̨̛̝̝̭̏
ц̧̤Ҝ̦̝Ҡ̧̞̙½̡ц̡̦Ӻ̡̮м̬̝̫Ѿ̲ѳ̬Ӟ̭ц̡̦Ӻ̩̝Ё̯Қ½̰̬қ
40) ̛̯̱̭̚м̬̝½̢̡̛̝̥̭½̬Ң̭ц̨̙ 35
 ѳ̬Ӟ̯Қ½̰̬Қ̯Қц̩̯ӭЁ̩̮̚Ԕ
̫Ѧ̨̨̡̫̥̙̩ Ґ̍Ԗ̧̡̯̝̲Ҥ̟Қ̬ъ̨̬̲̫̝̥

̞̫̘-̴ gritar (por) oѣ к̩̠̬-̡̭ os homens Vocabulário a ser aprendido


ц̡̦Ӻ̩-̝ ̯Қ aquelas (ac.) ѳ ̡̰̠̝̤̣̩̝̥̇Ҥ̭ membro ̴̞̫̘ gritar (por)
ц̡̦Ӻ̡̮ lá, ali do demo Cidatenáion (um ъ̯̥ ainda
ѓ̧̨̛̝̝̭̏ Salamina distrito de Atenas) ̴̢̣̯̙ procurar, buscar
ї̮̰̲-̫̭ -o̩ quieto, ̸̯̝̲ rapidamente ̸̤̬ә, ѓ porta (1b)
tranquilo ̯ӭ̩̮̚Ԕ a ilha ̸̴̡̦̝̤̠ dormir
̤ҥ̬-̝, ѓ porta (1b) ̯̫ԉ̯-̫ ̯Ң ½̨̬̘̟̝ este ̧̦̝ҝ̴ chamar
̡̦̝̤ҥ̠-̴ dormir negócio, esta coisa, isto ̡̧̡̦̰̮̯̭̚, ѳcontramestre
̧̦̝̙-̴ chamar (nom.) (1d)
̦̥̩̠ҥ̩Ԕ perigo ̱̭̚ dizes ̫Ѧ̦̫̥ em casa
̷̦½̯-̴ bater ̯̬ҝ̴̲ (̨̠̬̝-) correr
̯̬̥̬̝̬̲̫̭̚, ѳtrierarca (2a)

Atenas e os portos do Pireu


Seção Três A–E: Atenas e Esparta 39

E
O capitão e a tripulação finalmente embarcam na trirreme.
Preces rituais acompanham sua partida.

Em O mundo de Atenas: libações 3.28.


̧̯̙̫̭̠Ҝц̨̞̝ҡ̨̩̫̰̮̥Ҝ̡̩Ѣ̭̯Қ̭Ё̩̝ԉ̭̫ѣ̩̝ԉ̯̝̥̦̝Ҡѳ̡̧̡̦̰̮̯ҟ̭ 
ц̨̞̝ҡ̡̩̥̠Ҝ̦̝Ҡѳ̯̬̥̬̝̬̲̫̭̦̝̚Ҡц½̡̥̠Ҟц̡̦Ӻ̸̡̧̡̡̩̫̭̦̥ ѓ̩̝ԉ̭
ж½̫½̧̡Ӻ

̐̎̆ ̦̝̯̝̦ҝ̧̡̡̰̠̚ Ґ̡̧̡̦̰̮̯̘ 5


̇̂̈ ҊҢ½ЁѴ½ҊҢ½ЁѶ½
̐̎̆ ̡҄Ё̡̟̩ԉ̩̟Қ̬̮½̫̩̠Ҟ̩̯̫Ӻ̭Ё̡̤̫Ӻ̭̮½ҝ̴̩̠̦̝Ҡ̯Қ̡̭Ѿ̲Қ̭
̡҂̨̲̫̝̥
 ̯Қ̡̭Ѿ̲Қ̡̭҂̡̲̯̝̥
Ґ̷̡̩̝̪̮̥̠̫̩̍¾̮Ҥ̨Ҝ̩̟Қ̴̬̮̯Ҟ̬к̬̥̮̯̫̭̯Ԗ̩̩̝̰̯Ԗ̩ 10
ѓ̨̡Ӻ̭̠Ҝ½̧̧̫̘̦̥̭ѿ½Ҝ̬Ё̯Ӭ̭Ё̴̛̛̮̯̣̬̝̭̮̫̥̤̰̮̝̭ ̸̨̡̤̫̩
¾̮ԗ̢̡ѓ̨ӝ̭ц½Ҡ̯Ҟ̩Ё½̛̝̯̬̠̝½̧̘̥̩
 ̯Ҟ̩̮½̫̩̠Ҟ̩̮½ҝ̡̩̠̥
̩ԉ̩̠Ҝ̧̡̡̦̝̯̝̦̙̰̝̤̥̭҄ Ґ̡̧̡̦̰̮̯̘
̇̂̈ ҊҢ½ЁѴ½ҊҢ½ЁѶ½̡̡̟҄ Ґ̡̩̠̬̭ж½̫½̧̡Ӻ̟Қ̬ѓѓ̨̡̯̙̬̝̩̝ԉ̭ 15
̐̎̆ ̴̯̝̲̙̭̩ԉ̩ Ґ̡̧̡̦̰̮̯̘˶̧̡̡̦̝̯̝̦̙̰̠̚
̇̂̈ ҊҢ½ЁѶ½ ҊҢ½ЁѶ½ ҊҢ½ЁѶ½

Vocabulário para a Seção Três E


ж½̫-½̧ҝ-̴ zarpar ̷̡̮̥̠̫̩̍ Posídon (deus do Vocabulário a ser aprendido
̠̚ então, agora mar) (voc.) ̠̚ então, de fato
ц̡̦Ӻ̩-o̭ ele, aquele (nom.) ̮o̥ para ti ц̴̨̛̞̝̩ (ц̨̞̝-) embarcar
ц̨-̛̞̝̩-̴ embarcar ̮½ҝ̩̠-̴ fazer libações ̡Ѿ̲̚, ѓ prece, oração (1a)
̡҄ ̡̟ muito bem! ̮½̫̩̠- ҟ, ѓ libação (1a) ̡҂̨̲̫̝̥ fazer uma prece,
̡Ѿ̲-ҟ, ѓ prece (1a) ̴̮̯Ҟ̬ salvador (nom.) orar
̡҂̲-̨̫̝̥ orar ̯Қ̭ ̩̝ԉ̭ os navios ̛̤̰̮ә, ѓsacrifício (1b)
̛̤̰̮-̝, ѓ sacrifício (1b) ̯Ҟ̩ ½̛̝̯̬̠-̝ a (nossa) pátria ̸̴̤ sacrificar
̤ҥ-̴ sacrificar ̯oӺ̭ ̡̤̫Ӻ̭ para os deuses ̸̴̡̧̡̦ ordenar, mandar
̦̝̯̝-̸̡̧̡̦-̴ marcar o ritmo ѿ½Ҝ̬̯Ӭ̭ ̴̛̮̯̣̬̝̭ para a ̮½ҝ̴̩̠ fazer libações
̸̡̧̡̦-̴ mandar, dar ordens nossa salvação/segurança ̮½̫̩̠̚, ѓ libação (1a)
½̧̘̥̩ de novo Ґ̩̝̪Ґк̩̝̪ Ó senhor!
½̧̧̫̘̦̥̭ com frequência, Ґ̡̩̠̬̭Ґк̩̠̬ ̡̭homens!
muitas vezes ҊҢ½ Ѷ½ hop... hop... hop...
Parte Dois Decadência moral?

Introdução
A última parte do século V foi uma época em que muitos
valores tradicionais foram abalados por novas ideias. Enquanto
Diceópolis e o rapsodo seguem seu caminho em direção a
Atenas, uma cidade assolada pela guerra e pela peste, eles
veem exemplos do colapso do respeito convencional pela lei
e pelos deuses.
A mudança de atitude em relação aos valores tradicionais é
explorada ainda através da influência de Sócrates (̴̦̬̘̯̣̭̏)
e dos sofistas, tal como vista pelo poeta cômico Aristófanes
(о̬̥̮̯̫̱̘̩̣̭) e pelo filósofo Platão (̴̧̘̯̩̍).
O interesse contemporâneo pela comparação do comportamento
em diferentes sociedades será ilustrado por uma narrativa
do historiador Heródoto (Ԟ̷̬̠̫̯̫̭̄), antes de voltarmos a
Diceópolis e aos problemas imediatos da guerra.

Fontes

Tucídides, História 2.13–17, Sólon, Elegias 4.31–2 (West)


51–3, 66–7; 3.83 Aristófanes, As nuvens 1–246,
Píndaro, Píticas 8.135 694–791
Eurípides, Alceste 780ff. Platão, Apologia 20c–23b
Xenofonte, Helênicas 2.iii. Eutidemo 275–277c
52ff. Heródoto, História 4.110–16

Tempo necessário
Sete semanas

41
42 Parte Dois: Decadência moral?

Seção Quatro A–D: Desrespeito à lei na vida ateniense

A
Diceópolis e o rapsodo caminham em direção à cidade entre as
Grandes Muralhas, por uma área cheia de moradias improvisadas,
onde Diceópolis fez agora o seu lar. Por toda volta há piras
funerárias, prontas para receber os mortos; uma delas pertence
a um vizinho de Diceópolis.

Em O mundo de Atenas: muralhas de Atenas 1.41, 2.23, 32; Péricles 1.57;


agricultores 2.14, 5.51; poder marítimo 7.3; a peste 1.57, 3.7, 5.82.

̎˾̔  ћ̧̡̬̘̦̥̭ѷ̮̫̩໌ ж̩̤̬̹½̴̩ໍ½̧Ӭ̤̫̭½̧ҝ̝̟Қ̬


Ґ
̡̛̱̝̩̯̝̥̯ҚЁ̡̛̯̲̣̠̥Қ̛̯̯̫̮̫ԉ̯̫̩Ё½̧Ӭ̤̫̭ъ̡̲̥ѓЁ½̷̧̥̭ 
Ґ̷̥̦̝̥́½̧̫̥̫Ѧ̨̫̥ ̛̯̯̫ԉ̯̫½̰̬̘̭̯̥̩̝̭ѳ̬Ԗ̡Ѣ½ҝ̨̫̥ 
½̬Ң̭Ё̯Ԗ̩Ё̡̤Ԗ̩ ̯ҡ̭ѓ̝Ѣ̛̯̝јЁ½̫̰̠Ӭ̧̫̩ѷ̴̨̛̯̥̠̝̩̯̥̭
̦̝̦Ң̧̢̡̭̦̫̘̥̯Ҟ̩Ё½̷̧̥̩ 5
́̆̇ ̴̨̛̦̝̦̫̠̝̩̩Ҟ̛̝́ѓЁ½̷̧̥̭ц̛̮̯̩ ҐԈ̝̳Ԕ̠̙ ̷̨̦̝̦̠̝̥̫̩
̠Ҝ̯ҢЁ½̧Ӭ̤̫̭ ̨̡̛̦̝̦̫̠̝̫̩̭̠Ҝ̫ѣ̴̡̟̬̟̫Ҡ̨̧̘̥̮̯̝̝Ѧ̯̥̫̭
̠Ҝ½̬Ԗ̨̯̫̩Ҝ̩ѳ½̷̧̡̨̫̭ ъ½̡̥̯̝̠Ҝ̦̝ҠѳЁ̡̧̬̥̦̍Ӭ̭
̎˾̔ ж̧̧Қ̮̯̬̝̯̣̟Ң̭к̬̥̮̯̫̭ѳЁ̡̧̬̥̦̍Ӭ̭ѳ̟Қ̸̬̩̝̯̣̭¾
́̆̇ ж̧̧Қ̠Ӭ̷̧̩ц̮̯̥̩ѷ̧̡̯̥̱̥Ӻ̯Ң̩Ё̡̧̬̥̦̙̝̍ц̡̦Ӻ̩̫̭ ̸̩̝̯̣̭ 10
Ҏ̩ц̟Ҧ̠Ҝ̸̩̝̯̣̭̫҂̡̦Ѣ̨̥ ж̧̧Қ̴̷̡̟̬̟̭̦̝Ҡ̴̡̟̬̟Ң̭Ҍ̩
̡̧̬̥̦̍ҝ̝̝Ѧ̴̨̢̛̯̥̫̩̩̫̱̣̮Ҡ̟̘̬¾Àѓ̨̡Ӻ̨̭Ҝ̩̦̬̝̯̫ԉ̨̡̩
̦̝̯Қ̧̤̘̝̯̯̝̩ ̷̡̨̝̦̠̝̥̩̥̫̥̠̈Ҝ̦̝̯Қ̟Ӭ̧̡̛̩̦̝̯̝½̡̡̯
̫̩҄ Ґ̴̡̛̟̬̟̫ ̯Қ̭̫Ѣ̛̦̝̭̦̝Ҡ̯Ҟ̩̟Ӭ̩ ̦̝Ҡ̡Ѣ̨̢̡̡̛̮̦̫̮̤
̡Ѣ̭̯ҢЁк̮̯̰̯Қ໌ ѿ̨̡̙̯̬̝ໍ̸̡̮̦̣̦̝Ҡ̨Ҟ̢̡̡̛̱̬̫̩̯̯½¥̧̥̭ 15
̟Қ̬̫Ѿ̦̫Ѣ̡̦̮̥̭̚є̟Ӭ ж̧̧Қк̡̩̠̬̭Á
  ̴̨̫̯҃Ҝ̩̫̩҄½̡̡̛̤̥ѓ̨ӝ̭ѳЁ̡̧̬̥̦̍Ӭ̭ Ԉ̴̯̬̚Ҍ̩
½̷̥̤̝̩̭ѓ̨̡Ӻ̭̠Ҝ̡Ѣ̷̨̢̨̡̮̦̫̥̤̝ц̦̯Ԗ̩ж̟̬Ԗ̩̯̫Ҥ̭½̝Ӻ̠̝̭
̦̝Ҡ̯Қ̭̟̰̩̝Ӻ̦̝̭̦̝Ҡ̯Қ໌к̧̧̝ໍ̸̡̮̦̣̯Қ̠Ҝ½̷̡̬̞̝̯̝Ѣ̭
̯Ҟ̩̂҂̞̫̥̝̩̠̥̝½̡̨½̷̨̡̤̝ 20
Seção Quatro A–D: Desrespeito à lei na vida ateniense 43

Vocabulário para a Seção Quatro A

Gramática para 4A–B


C Substantivos dos tipos 3b, c, e, f: ½̬ӝ̨̟̝, ½̧Ӭ̤̫̭, ½ң̧̥̭, ½̡̬ʞ̮̞̰̭, к̮̯̰
C Adjetivos: ̡҂̴̱̬̩
C Adjetivos/pronomes: ̯̥̭, ̯ҡ̭, ̫̰ʰ̡̠ҡ̭
C Particípio presente: Ҏ̩

ж̟̬-̷̭, ѳ campo (2a) ̦̝̯̝-̧̡̛½-̴ deixar para trás ½̬Ԗ̯̫̩ (̨Ҝ̩) primeiro
̝Ѣ̛̯-ә, ѓ razão, causa (1b) ̧̢̦̫̘-̴ punir, castigar ½̰̬-̘, ѓ pira funerária (1b)
̝Ѧ̯̥-̫̭ -ә -̫̩ responsável, ̦̬̝̯̙-̴ dominar, ter poder, Ԉ̴̯̬̚ (Ԉ̣̯̫̬-), ѳ orador,
causador controlar político (3a)
̴̡̟̬̟-̷̭, ѳ fazendeiro, ̨̧̘̥̮̯̝ sobretudo ̯Қ̸̡̮̦-̣ equipamento,
agricultor (2a) ̩Ҟ (+ ac.) por ...! mobília
̴̨̛̠̝̩ (̨̠̝̥̫̩-), ѳ deus, ̨̢̛̩̫-̴ pensar que alguém ̯Қ ̡̛̯̲-̣ as muralhas (da
divindade, gênio (3a) ou algo (ac.) é alguma cidade)
̠̥̝-½̨̙½-̨̫̝̥ enviar coisa (ac.) ̯Ҟ̩ ½̷̧-̥̩ a cidade
através ̫Ѣ̦̮̚-̡̥̭ moradias (nom., ̯̥̩̝̭ alguns/algumas (ac.)
̡Ѣ̮-̨̢̛̦̫-̨̫̝̥ trazer ac.) ̯ò к̮̯-̰ a cidade (de
̂҂̞̫̥-̝, ѓ Eubeia (1b) ѳ̡̧̬̥̦̍Ӭ̭ Péricles Atenas)
ѓ ½̷̧̥̭ cidade ѷ̮̫̩ ½̧Ӭ̤̫̭ que grande ̯ò̩ ̡̧̬̥̦̙̍-̝ Péricles
ј ½̫̰ certamente número! (nom.) ̯̫̮-̫ԉ̯-̫̩ ½̧Ӭ̤̫̭ tão
ћ̧̡̬̘̦̥̭ Héracles! ½̡̛̤-̴ persuadir grande número
̦̝̦̫-̴̨̛̠̝̩ infeliz, ½̥̤̝̩ ̷̭ ̚ ̷̩persuasivo ̱̣̮Ҡ diz
desgraçado/a (nom.) ½̧̙ ̴̭ ̝ ̴̩cheio ̧̱̥ҝ-̴ amar, ter afeição por
̷̦̝̦-̨̠̝̥̫̩ infeliz, ½̷̧-̥̭ uma cidade (nom.) Ҍ̩ sendo (nom.)
desgraçado (nom.) ½̷̬̞̝̯-̝, ̯̘ ovelhas (2b)
̦̝̦̫-̨̛̠̝̫̩-̡s infelizes, ½̬ò̭ ̯Ԗ̩ ̡̤-Ԗ̩ em nome
desgraçados (nom.) dos deuses
44 Parte Dois: Decadência moral?

  ц½̡̥̠Ҟ̠Ҝѓ̨̡Ӻ̭ ½̧̧̫̫ҠѶ̡̩̯̭ ж̸̨̡̡̱̥̦̩̫̤̝Ѣ̭̯ҢЁк̮̯̰ 


̧̡̲̝½Ң̩̟ҡ̡̟̩̯̝̥̯ҢЁ½̬ӝ̨̟̝̯Қ̭໌̨Ҝ̩̟Қ̬ໍ̫Ѣ̡̦̮̥̭̚ Ѳ̧̛̟̝̭
̫҂̮̝̭ ъ̲̫̰̮̥̩̫ѣж̛̮̯̫ ѓ̨̡Ӻ̭̠Ҝ½̬Ԗ̨̯̫̩Ҝ̩̯Қ໌̨̝̦̬Қ
ໍ̡̯ҡ̲̣, ъ½̡̥̯̝ ̠Ҝ ̯Қ ѣ̡̬Қ ̫Ѣ̦̫ԉ̨̡̩. ̨̡̯Қ ̠Ҝ ̯̝ԉ̯̝ ѓ ̷̩̮̫̭

ц½̡̛̥̟̟̩̯̝̥ ̦̝Ҡ̡̠̥̩Ҟ̫̮̝҄½̧̧̫̫Ҥ̭к̩̠̬̝̭ ̡̡̛̠̥̝̱̤̬̥ 25


̦̝Ҡ½̧̧̫Қ̭̟̰̩̝Ӻ̦̝̭̦̝Ҡ½̧̧̫Қ½̛̝̥̠̝ ̡̡̛̠̥̝̱̤̬̥̠Ҝ̦̝Ҡ
̯̫Ҥ̭ц̨̫Ҥ̭̫Ѣ̡̛̦̫̰̭ѓ̷̩̮̫̭Ѳ̸̧̨̫̱̬̫̝̥ ̟Қ̬ъ̯̥Ё̦̝ҠЁ̩ԉ̩
̯Ң̩ц̨Ң̩̰ѣ̷̩ ̫Ѿ̦ҝ̯ÁѶ̩̯̝ ̦̝Ҡ̯Ҟ̩ц̨Ҟ̩ ̟̰̩̝Ӻ̦̝ 
̫Ѿ̦̙̯Á̫̮̝̩҄ъ̡̲̥̭̯ҢЁ½̬ӝ̨̟̝ц̨Ҝ̫̩҄ѳ̬Ӟ̭ Ґ Ԉ̝̳Ԕ̠̙ 
̨̛̦̝̦̫̠̝̫̩̝Ѷ̩̯̝̯Ҟ̩໌̠Ҝໍ½̷̧̥̩ѳ̬Ӟ̭ ̨̛̦̝̦̫̠̝̫̩̝̠Ҟ 30
̫̮̝̩̯̫҄Ҥ̭̠Áц̩̯ӭ½̷̧̡̥ѳ̬Ӟ̭ ̨̛̦̝̦̫̠̝̫̩̝̭ Ѷ̩̯̝̭.

ж̮̯-̷̭, ѳ citadino (2a) ̫Ѣ̡̦Ӻ-̫̭, ѳ membro da ̯ò ½̧Ӭ̤̫̭ o povo


̟̰̩̚ (̟̰̩̝̥̦-), ѓ mulher, família (2a) ̯ò ½̬ӝ̨̟̝ a questão
esposa (3a) Ѳ̧̛̟-̫̥ -̝̥ -̝ poucos ̰ѣ-̷̭, ѳ filho (2a)
̠’=̠̙ Ѳ̸̧̫̱̬-̨̫̝̥ lamentar, ѿ̨ҝ̡̯̬-̫̭ -̝ - ̫̩ vosso
̠̥̝-̡̛̱̤̬-̴ matar, destruir chorar ̧̡̲̝½-̷̭ -̚ -̷̩ difícil

J
ц½̥-̛̟̟̩-̨̫̝̥ ocorrer, Ѷ̩̯-̝ (ac.)
seguir-se Ѷ̩̯-̡̭ (nom.) sendo Vocabulário a ser aprendido
ъ̯̥ ̦̝Ҡ̩ԉ̩ ainda agora Ѷ̩̯-̝̭ (ac.) ̴̷̡̟̬̟̭, ѳ fazendeiro,
ѣ̡̬-̷̩, ̷̯ templo (2b) ̫Ѿ̦̙̯’=̫Ѿ̦̙̯̥ agricultor (2a)

J
̦̝̦̫-̨̛̠̝̫̩-̝ infeliz, ̫̮҄-̝ (nom.) ̟̰̩̚ (̟̰̩̝̥̦-), ѓ mulher,
desgraçado/a (ac.) ̫̮҄-̝̩ (ac.) sendo esposa (3a)
̦̝̦̫-̨̛̠̝̫̩-̝̭ infelizes, ̫҂̮-̝̭ (ac.) ̴̨̛̠̝̩ (̨̠̝̥̫̩-), ѳ deus,
desgraçados (ac.) ½̛̝̥̠ ̫̩ ̷̯criança (2b) divindade (3a)
̨̝̦̬-̷̭ -̘ -̷̩ longo ̡̧̬̥̦̙̍-̝ Péricles (ac.) ъ̯̥ ̦̝Ҡ ̩ԉ̩ ainda agora,
̨̡̯Қ (+ ac.) depois ½̷̧-̥̭ uma cidade (nom.) mesmo agora
̨̫̥ para mim ̯Қ̭ ̫Ѣ̦̮̚-̡̥̭ as moradias ̦̬̝̯ҝ̴ ter domínio, poder,
̷̩̮-̫̭, ѓ doença, peste (2a) ̯Ҟ̩ ½̷̧-̥̩ a cidade controle (sobre)
̫Ѣ̦̙-̴ morar em ̯ӭ½̷̧̡̥ a cidade ̩̚ (+ ac.) por ...!
̫Ѣ̦̮̚-̡̥̭ moradias (nom., ̯ò к̮̯-̰ a cidade (de Ѳ̧̛̟̫̭ ̣ o̩ pouco, pequeno
ac.) Atenas)

A peste em Atenas

“Todos os rituais funerários habituais se desorganizaram e cada um enterrava os


seus mortos da melhor maneira que podia. Como tantos morriam, as pessoas não
tinham mais o material funerário necessário e recorriam a métodos deploráveis.
Apossavam-se de piras funerárias preparadas para outros, colocavam seus pró-
prios mortos nelas e punham fogo; ou lançavam o cadáver que carregavam em
uma pira já acesa e iam embora.” (Tucídides, A Guerra do Peloponeso 2.52)
Seção Quatro A–D: Desrespeito à lei na vida ateniense 45

B
Nesse momento, um rapaz se aproxima, seguido a distância por
seu escravo, que carrega um grande peso.

Em O mundo de Atenas: morte e funeral 5.78-83; hýbris 4.17; relações


entre deuses e homens 3.22–7.

̊̂˾̊̆˾̏Ѣ̸̠̫ ½̡̰̬̘̠ԉ̬Áц̧̤̙ Ґ½̝Ӻ ̴̯̝̲̙̭


́̌9̈̌̏ ̨ҝ̡̩ Ґ̠̙̮½̫̯̝ ̨ҝ̡̩̦̝Ҡ̨Ҟ̮½̡ԉ̡̠̞̝̬Ҥ̭̟̘̬ц̮̯̥̩ѳ
̡̩̦̬Ң̭̫̯̫̭҅ ̞̝̬Ҥ̩̠ÁѶ̴̩̯̝̞̬̝̠̙̭̠Ҟ̴̱̙̬ъ̴̡̟̟
́̆̇. (entreouvindo)
̯ҡ̱ҟ̷̡̭̩̦̬̩Ё̡̯̥̩̝̱̙̬̥̭ 5
̊̂˾̊. (ignorando Diceópolis)
к̡̟̩̰̩ Ґ½̝Ӻ ц½̧̧̡̛̞̝̯Ң̡̩̩̦̬Ң̩ц½Ҡ̯Ҟ̩½̰̬Қ̸̩̯̝̯̣̩
́̆̇. (dá um passo adiante, chocado)
 ж̧̧Қ̯ҡ½̡̫̥Ӻ̡̨̯Ҟ½̡̫̥Ӻ̡̯̯̫ԉ̯̫ ½̬Ң̭Ё̡̤Ԗ̩½̸̡̡̝̮̤
NEAN. (vira-se furioso para Diceópolis e o agride) 10
̨Ҟ ̧̡̦̹̰, Ґ Ӧ̴̩̤̬½̡.
́̆̇ Ґ̨̡̛̝̬ ̸̯½̡̯̥̭ц̨Ҝ½̧̛̫̯̣̩Ѷ̩̯̝ҌЁ̯Ӭ̭Ё̴̡̨̞̬̭҃Ҟ̸̯½̡̯
̀̂̎̊̕ (sai de seu barraco)
 ̛̯̯ҢЁ½̬ӝ̨̟̝̯ҡ̡̩̭̝ѣ̛̞̫̝̫̯̫̭҅ ̛̯½̡̫̥Ӻ̸̭̯½̡̯̥̭
½̧̛̫̯̣̩ҌЁ̯Ӭ̭Ёж̨̛̩̫̝̭½̝ԉ̡̫Ѧ̨̫̥ ̯ҡ̯̫ԉ̡̯̫̩̦̬Ң̩ 15
ц½̧̧̡̥̞̘̥̭ц½Áц̡̛̦̩̣̩̯Ҟ̩½̰̬̘̩ҌЁ̯Ӭ̭Ёж̡̡̛̮̞̝̭½̝ԉ̡¾
NEAN. (ameaçador)
 ̨Ҟ̧̡̦̹̰ Ґ̟̙̬̫̩

Vocabulário para a Seção Quatro B

̞̝̬-Ҥ̭ (nom.)
̞̝̬-Ҥ̩(ac.) J pesado
Ӧ̴̩̤̬½̡=к̴̩̤̬½̡
Ѷ̩̯-̝ sendo (ac.)
̸̯½̯-̴ agredir, ferir
̱ҝ̬-̴ carregar
̡̠̮½̷̯-̣̭, ѳ senhor, mestre ̫̯̫̭҅ ei! tu! ̱̭̚ dizes
(1d) ½̸̝-̨̫̝̥ parar Ҍ̯Ӭ̭ ж̨̛̩̫̝̭ que falta de
̡̠ԉ̬’=̡̠ԉ̬o ½̝ԉ ̡ pára! lei!
ц½̥-̧̧̞̘-̴ lançar sobre ½̧̛̫̯-̣̭, ѳ cidadão (1d) Ҍ ̯Ӭ̭ ж̡̡̛̮̞̝̭ que
̴̸̧̦-̴ impedir, parar, deter ½̬Ң̭ ̡̤-Ԗ̩ em nome dos impiedade! que
̨̥̝̬-̷̭ -қ -̷̩ impuro, sujo deuses! irreverência!
̡̩̦̬-̷̭, ѳ corpo, cadáver (2a) ½̰̬-̘, ѓ pira funerária (1b) Ҍ ̯Ӭ̭ ̴̡̞̬̭҃ que
̡̩̦̬-̷̩ ̯̥̩-̝ um corpo (ac.) ̯Ң ½̬ӝ̨̟̝ a questão violência!
46 Parte Dois: Decadência moral?

̀̂̎ ж̧̧Қ̤̘½̴̨̡̯̯̬̫̩̯̚Ң̩ц̨Ң̩̰ѣ̷̩ ̦̝Ҡц̨Ҟѓ½̰̬̘.


̊̂˾̊ ̫Ѿ̴̢̛̱̬̫̩̯ъ̴̡̟̟ 20
̀̂̎ м̬Á̫Ѿ̮ҝ̞Ӫ̯̫Ҥ̸̡̭̤̫̭м̬Á̫Ѿ̨̯̥Ӟ̭̯̫Ҥ̭̯Ԗ̩ж̩̤̬̹½̴̩
̷̨̩̫̰̭ж̧̧Á̫Ѿ̠Ҝ̴̸̧̡̡̩̦̥̮ ̫҂̡̡̯̤Ԗ̷̩̱̞̫̭̫҂̡̯
ж̩̤̬̹½̴̷̨̩̩̫̭
̊̂˾̊ ̯ҡ̡̱̭̩̦̬̫̚Ҡц½ҠЁ̡̩̦̬̫Ӻ̭½̛½̯̫̰̮̥̩ ж½̫̤̩ӫ̮̦̫̰̮̥
̠Á̫ѣк̴̩̤̬½̫̥ҏ̮½̡̬½̷̬̞̝̯̝ц̩̯̝Ӻ̭Ё̫Ѣ̦ҡ̝̥̭̦̝Ҡц̩ 25
̯̫Ӻ̭Ёѣ̡̬̫Ӻ̭̮Ҥ̠ҝ̨̡̫̥̤̫Ҥ̧̡̭̙̟̥̭̦̝Ҡ̷̨̩̫̰̭Ґ̨Ԗ̸̡̬̮
¾̫ѣ̟Қ̡̬̤̫Ҡє̫Ѿ̡̦Ѣ̮Ҡ̩є̫Ѿ̢̛̱̬̫̩̯̫̰̮̥̩ѓ̨Ԗ̩ ц½̡̥̠Ҟѓ
̷̸̡̡̛̩̮̫̭̠̥̝̱̤̬̥̯̫̭໌̡̯ໍ̡Ѿ̡̡̮̞Ӻ̭л̨̝̦̝Ҡ̯̫Ҥ̭Ёж̡̡̮̞Ӻ̭
½̫ԉ̟Қ̬ѓц̨Ҟ̨ҟ̯̣̬̦̝Ҡѳ½̝̯ҟ̬ ̡Ѿ̡̮̞̫ԉ̡̩̯̭ж̡ҡ̩ԉ̩̠Ҝ
½̫ԉц̮̯̥̩ѳж̷̡̧̠̱̭ ̡Ѿ̡̮̞̙̮̯̝̯̫̭ж̩̤̬̹½̴̩Ҏ̩Ѣ̸̠̫ 30
(aponta para o cadáver)
̦̝Ҡ̨̨̧̡̫̥̙̟̚½̡̬ҠЁ̷̴̨̩̩Ё̦̝ҠЁ̴̡̞̬̭̫҃Ѿ̟Қ̬̱̫̞̫ԉ̨̝̥
̯Ҟ̩Ё̷̧̦̝̮̥̩є̫Ѿ̦̫Ѩ̮̤̝ѷ̯̥ц̨̡̱̬̫̥̫̚ѣк̴̩̤̬½̫̥̯ҡ̠Á
ц̨̛̮̙̩̯̠Á̫Ѿ̦ц̨̮̙̩
    À̮̦̥ӝ̭ Ѷ̩̝̬ к̴̩̤̬½̫̭’. 35
(acende a pira)
̀̂̎ ½̝ԉ̡ ½̝ԉ̡ж̨̯̥қ̢̡̥̭̟Қ̬̯̫Ҥ̡̭̤̫ҥ̭ ̤̩̣̯Ң̭Ҏ̩
NEAN ж̧̧Á̫Ѿ̦ж̴̨̢̯̥̘̯̫Ҥ̡̭̤̫Ҥ̭ъ̴̡̨̟̟̯̥Ԗ̟Қ̨̬қ̧̥̮̯̝̯Ҟ̩
о̧̛̱̬̫̠̯̣̩̦̝Ҟ̟Қ̬̦̝Ҡ̡҂̴̱̬̩ѓ̷̡̧̤̭̦̝Ҟ̟Қ̬̦̝Ҡ
̡҂̴̱̬̩̫̮̝҄ѓ̷̡̤̭ ̡Ѿ̨̛̠̝̫̩̝½̡̫̥Ӻ̯Ң̛̩̞̫̩ц̟Ҧ̫̩҄ 40
½̬Ң̭о̛̱̬̫̠̯̣̩̯̬ҝ½̨̫̝̥̦̝Ҡ̯Ҟ̩ѓ̠̫̩ҟ̩ ̧̦̝Қ̭̫҂̮̝̭
(Ele se vai, ajudado pelo escravo. O velho observa.)
́̆̇ м̨̢̡̬̝̤̝̰̘̥̭ ҐԈ̝̳Ԕ̠ҝ ѷ̯̥̯ҢЁк̨̮̯̰̥̮Ԗ ̴̡̟̬̟Ң̭Ҏ̩ ̦̝Ҡ
̯Ң̩ц̨Ң̩̠Ӭ̨̫̩½̫̤Ԗц̩̟Қ̬̯ӭЁ½̷̧̡̥̫Ѿ̠Ҝ̩к̧̧̫єж̨̩̫ҡ̝
̦̝Ҡж̮ҝ̡̞̥̝̦̝Ҡ̩ң̮̫̭̦̝Ҡ½̧̫Ҥ໌̯Ԗ̡̩̩̦̬Ԗ̩ໍ½̧Ӭ̤̫̭ 45
Seção Quatro A–D: Desrespeito à lei na vida ateniense 47

ж̡̧̠̱-̷̭, ѳ irmão (2a) ѓ̠̫̩-̚, ѓ prazer (1a) ̯Ҟ̩ ̷̧̦̝̮-̥̩ punição,


ж̧̧Áж̧̧̘ ̤̘½̯-̴ enterrar castigo
ж ̨̛̩̫-̝, ѓ ausência de lei, ̨̢̤̝̰̘-̴ admirar-se ̨̯̥̘-̴ honrar
ilegalidade (1b) ̡̤-̷̭, ѳ/ѓ deus(a) (2a) ̛̯̩ ̡̭; quê? (nom.)
м̬Áм̬̝ ̤̩̣̯-̷̭ -̚ -̷̩ mortal ̯̫Ӻ̭ ѣ̡̬̫Ӻ̭ os templos
ж-̮ҝ̡̞̥-̝, ѓ desrespeito ̴̸̧̦-̴ impedir, parar, deter ̯̫Ҥ̭ ж-̡̡̮̞Ӻ̭ os que ignoram
pelos deuses, impiedade ̨̧̘̥̮̯̝ muito os deuses, os ímpios
(1b) ̨̯̣̬̚ (̨̡̣̯̬-), ѓ mãe (3a) ̯̫Ҥ̭ ̡Ѿ-̡̡̮̞Ӻ̭ os que
ж-̨̢̯̥̘-̴ desonrar ̨̥̮ҝ-̴ odiar reverenciam os deuses,
о̛̱̬̫̠̯-̣, ѓ Afrodite (1a) ̨̫̥ para mim os piedosos
(deusa do amor e da ̡̩̝̩ҡ-̝̭, ѳ jovem (1d) ̯̬ҝ½-̨̫̝̥ voltar-se, virar
sensualidade) ̡̩̦̬-̷̩ ̯̥̩-̝ um corpo (ac.) ̰ѣ-̷̭, ѳ filho (2a)
̛̞-̫̭, ѳ vida (2a) ̷̨̩-̫̭, ѳ lei, convenção (2a) ̱̭̚ dizes
̴̟̙̬̩ (̡̟̬o̩̯-), ѳ homem ̷̩̮-̫̭, ѓ peste, doença (2a) ̷̱̞-̫̭, ѳ medo (2a)
velho, ancião (3a) ̩̰̩ então Ҍ̩ sendo (nom.)
̠’=̠ҝ Ѷ̩̝̬ um sonho (nom.)
̠Ӭ̨-̫̭, ѳ demo (2a)
(distritos em que a Ática
̫̮҄-̝ (nom.)
̫҂̮-̝̭ (ac.) J sendo
Vocabulário a ser aprendido
ж̯ӷ̴̨̢̘ desonrar
era dividida) ̫҂̡̯ . . . ̫҂̡̯ nem... nem ̡̠̮½̷̯̣̭, ѳsenhor, mestre
̠̥̝-̡̛̱̤̬-̴ matar ½̝̯̬̚ (½̡̝̯̬-), ѳ pai (3a) (1d)
̠̫ԉ̧-o̭, ѳ escravo (2a) ½̝ԉ ̡ para! ̴̡̛̠̥̝̱̤̬ (̡̠̥̝̱̤̥̬̝-)
ц½Áц½̛ ½̡̬Ҡ̷̴̨̩̩ ̦̝Ҡ̴̡̞̬̭҃ matar, destruir
ц½Ҡ̡̩̦̬oӺ̭ sobre corpos a respeito de leis e de ̷̡̤̭, ѳ/ѓ deus(a) (2a)
̡Ѿ-̨̛̠̝̫̩-̝ afortunado/a violência ̷̤̩̣̯̭ ̚ ̷̩ mortal
(governado/a por uma ½̫̤ҝ-̴ ansiar, desejar, ter ̴̧̦Ԅԝ̴ impedir, parar, deter
divindade benevolente) saudade ̨̧̘̥̮̯̝ especialmente;
(ac.) ½̧̫Ҥ ½̧Ӭ̤̫̭ um grande particularmente; sim
̡Ѿ-̡̮̞ҝ̮̯̝̯-̫̭ -̣ -o̩ muito número (nom.) ̷̡̩̦̬̭, ѳcorpo, cadáver (2a)
reverente aos deuses (nom.) ½̷̬̞̝̯-̝, ̯̘ ovelhas (2b) ̷̨̩̫̭, ѳlei, convenção (2a)
̡Ѿ-̡̮̞Oԉ̡̩̯s reverentes aos ½̰̬-̘, ѓ pira funerária (1b) ̷̩̮̫̭, ѓ peste, doença (2a)
deuses (nom.) ̮ҝ̞-̨̫̝̥ mostrar respeito ½̰̬әԝ, ѓ pira funerária (1b)
̡҂-̴̱̬̩ propício/a por ̯ӷ̴̨̘ honrar
ц̱-̨̡̬̚-̫̭ -o̩ efêmero, de ̮̦̥ӝ̭ de uma sombra ̯ҥ½̴̯ agredir, bater
vida curta ̯̝Ӻ̭ ̫Ѣ̛̦̝̥̭ as casas ̱ҝ̴̬ (ц̡̩̟̦-) carregar,
є do que ̯ӭ½ң̧̡̥ a cidade portar
є . . . є ou... ou ̯ҟ̨̡̬̫̩ hoje ̷̱̞̫̭, ѳ medo (2a)
48 Parte Dois: Decadência moral?

C
Em O mundo de Atenas: altar dos Doze Deuses 2.28; súplica 3.35-6; os
Onze 6.31; hypērétēs 5.63; santuário 3.38.

̥̦̝̥́ң½̧̫̥̭̦̝ҠѳԈ̝̳Ԕ̠Ң̭½̡̫̬ҥ̡̫̩̯̝̥Ѣ̭̯Ңк̮̯̰ц̪̝ҡ̱̩̣̭̠Á
ж̩̬̚ ̯̥̭ ̯̬ҝ̡̲̥ ½̬Ң̭ ̝Ѿ̯̫ҥ̭.

́̆̇ ̡Ѣ½ҝ̨̫̥ ҐԈ̝̳Ԕ̠ҝ ̯ҡ̭ѳ̤ң̬̰̞̫̭̯ҡ̡̩̭̝ѣ̞̫̝ҡ̯ҡ̟ҡ̡̟̩̯̝̥


̎˾̔ Ѣ̠̫ҥ Ґ̥̦̝̥́ң½̧̫̥ к̴̩̤̬½ң̡̭̯̥̭̠ԉ̬̫̯̬ҝ̡̲̥м̬Áѳ̬Ӟ̭ 5
̯Ң̩к̩̠̬̝є̧̝̩̤қ̡̡̩̥̮ѳж̩Ҟ̡̬̠ԉ̬̫̯̬ҝ̴̲̩
́̆̇ ̫Ѿ̨Қ́ҡ̝ѳ̬Ԗ̟Қ̬̝Ѿ̯Ң̩½̬̫̮̯̬ҝ̲̫̩̯̝ж̧̧Áк̯̫½̫̩̯Ң
½̬ӝ̨̟̝̯ҡ̭½ң̯Áц̮̯̥̩
̎˾̔ Ѧ̴̮̭̠̫ԉ̧ң̭̯ҡ̭ц̮̯̥̦̝Ҡж½̡̫̱ҥ̴̟̩̯̰̟̲қ̡̩̥
́̆̇ ж̧̧Қ̠̫ԉ̧̨̫̭Ҝ̩̫҂̦ц̮̯̥̩ ѳ̠̫̥½ң̬̫̭̠ҜҌ̩̱̝ҡ̡̩̯̝̥є 10
̧̝̩̤қ̡̡̩̥̮ѳж̩Ҟ̧̨̬̲̝ҥ̠̝ъ̴̲̩
̎˾̔ Ѳ̬̤Ԗ̧̭ҝ̡̟̥̭ Ґ̥̦̝̥́ң½̧̫̥ж̧̧ÁѦ̴̮̭̪ҝ̩̫̭ц̮̯ҡ̩
́̆̇ Ѣ̠̫ҥ̯̬ҝ̡̲̥̟Қ̬ѳж̩Ҟ̡̬Ѣ̭̯ҢԞ(̬қ̧̡̦̥̫̩ѣ̡̬ң̩ж̧̧Қ̯ҡ
½қ̡̮̲̥ ̡̱ҥ̴̡̟̩Ѣ̭̯Ңѣ̡̬ң̩
̎˾̔ ̠Ӭ̧̫̩ѷ̯̥ц̱Áѣ̡̡̦̯ҡ̝̩̯̬ҝ½̡̯̝̥̦̝ҠЁ̨Ҟ̩½̬̫̮ҝ̬̲̫̩̯̝̥ 15
к̡̩̠̬̭̯̥̩ҝ̭̦̝Ҡ̠Ӭ̧̫ҡ̡Ѣ̮̥̠̥ҧ̡̦̫̩̯̭̯Ң̩к̩̠̬̝
́̆̇ ж̧̧Қ̯ҡ̯̫ԉ̯̫̯Ң½̬ӝ̨̟̝½̬̫̮ҝ̡̬̲̯̝̥̟Қ̬̦Ӭ̬̰̪̦̝Ҡ
¾̫ѣЁы̡̩̠̦̝̦̝Ҡ̫ѣѿ½̣̬ҝ̯̝̥ж̧̧Қѳж̩Ҟ̬̱̤қ̡̩̥
̯̫Ҥ̭Ёы̡̡̩̠̦̝Ѣ̭̯Ңѣ̡̬Ң̩̯̬ҝ̴̲̩
(O líder dos Onze, Sátiro, aproxima-se.) 20
̏˾̼̐̎̌̏ ½̫Ӻ̡̱ҥ̡̟̥ѳ̡̨̝̦̠̝̥̈ң̩̥̫̭½̫ԉц̮̯̥̩
(volta-se para o rapsodo)
̫̯̫̭҅, м̬Á̫Ѩ̮̤̝ ½̫ԉ ц̮̯̥̩ ѳЁ̸̴̡̱̟̩; є ̧̝̩̤қ̡̩̥ ̡̮ ѳ
ж̩Ҟ̬ ̡̱ҥ̴̟̩;
̎˾̔ ̫Ѿ̧̝̩̤қ̡̩̥ц̨ҝж̧̧Áц̩ц̡̦ҡ̩ԔЁ̯ԗЁѣ̡̬ԗц̮̯̥̩ ѣ̦ҝ̯̣̭Ҏ̩ 25
̏˾̐ ̡̠ԉ̬Áъ̧̡̡̤̯ Ґѿ½̣̬ҝ̯̝̥ ̡Ѣ̭ц̡̦Ӻ̩̫̯Ңѣ̡̬ң̩ж½қ̡̡̟̯
̴̯̝̲̙̭̯Ң̩̪̙̩̫̩ ̡̨̝̦̠̝̥̈ң̩̥̫̩Ѷ̩̯̝
́̆̇ ̨Ҟк½̡̝̟̯Ң̩Ё̸̡̱̟̫̩̯̝ Ґ̦Ӭ̬̰̪ ̛̦̝½̷̡̡̨̬̝̦̠̝̥̩̥̫̩̈
Ѷ̩̯̝ѣ̦̙̯̣̭̟Қ̬̯̰̟̲қ̡̩̥Ҍ̩ѳ̪̙̩̫̭ ̦̝Ҡ̡̱̤̘̩̥ѿ̨ӝ̡̭Ѣ̭
̯Ңѣ̡̬Ң̴̩̯̬̙̲̩ѣ̦̙̯̣̭̠ÁҎ̩ ѷ̷̮̥̭ц̮̯̥̩ 30
̎˾̔  À½̬Ң̭໌̟Қ̬ໍ̷̡̥̭́Ѣ̮̥̩л½̡̝̩̯̭
  ̡̪Ӻ̩̫̥Á
Seção Quatro A–D: Desrespeito à lei na vida ateniense 49

O arauto intervém.
̼̇̄̎̋ ̨Ҟ̢̡̡̛̱̬̫̩̯̯ Ґѿ½̣̬̙̯̝̥ ж̧̧Áж½қ̡̡̟̯̯Ң̩к̩̠̬̝
́̆̇ ҌЁ̯Ӭ̭Ёж̨̛̩̫̝̭̠̰̮̯̰̲Ҟ̭̠Ҟ̡̛̱̝̩̯̝̥Ҍ̩ѳ̪̙̩̫̭ 35

Vocabulário para a Seção Quatro C

Gramática para 4C–D


C Particípio presente, ativo e médio: ½̝̰ʞ̴̩, ½̝̰ң̨̡̩̫̭
C Usos do particípio; expressões que usam particípios
C Substantivos do tipo 3g: ̧̡̞̝̮̥̰ʞ̭
C Elisão e crase

ж½-̘̟-̴ levar embora ̪̙̩-̫̭, ѳ (ou ̡̪Ӻ̩-̫̭, ѳ) ̛̱̝̩-̨̫̝̥ parecer ser (+


л½̡̝̩̯̭ todos (nom.) estrangeiro (2a) part.)
ж½̫-̸̡̱̟-̴̩ escapando
(nom.)
ѳ̠̫̥-½̷̬-̫̭, ѳ viajante (2a)
oѣ ы̡̩̠̦̝ os Onze (grupo
̸̡̱̟-̫̩̯-̝ (ac.)
̸̡̱̟-̴̩ (nom.) J
fugindo
к-̯̫½-o̭ -o̩ estranho de onze magistrados ̱̤̘̩-̴ adiantar-se a
̝Ѿ̯-Ң̩ ele (ac.) responsáveis pelas prisões alguém (ac.) ao (part.),
̝Ѿ̯-̫Ҥ̭ eles (ac.) e pela justiça sumária) chegar antes de alguém
̠Ӭ̧-̫̭ claramente Ѳ̬̤-Ԗ̭ corretamente (ac.) (part.)
̠̥̹̦-̫̩̯-̡̭ perseguindo ѷ̮̥-̫̭ -̝ -o̩ santificado, ̸̧̨̲̝̭ (̧̨̲̝̰̠-), ѓ
(nom.) consagrado clâmide, capa curta, capa
̠̫ԉ̧-̫̭, ѳ escravo (2a) ̫̯̫̭҅ ei! tu! de viagem (3a)
̠̰̮-̯̰̲̭̚ infeliz (nom.) ѳ̸̡̱̟-̴̩ o que está Ҍ ̯Ӭ̭ ж̨̛̩̫̝̭ que falta de
ц̡̛̦̩Ԕ ̯ԗ ѣ̡̬ԗ aquele templo fugindo lei!
ц̛̪̝̱̩̣̭ de repente ½̘̮̲-̴ sofrer, enfrentar,
ц̱Á=ц½̛ passar por Vocabulário a ser aprendido
ъ̲-̴̩ vestindo, tendo (nom.) ½̡̫̯ alguma vez ж̨̛̩̫ә, ѓ falta de lei,
À(̧̡̬̘̦̥-̫̭ -̝ -̫̩ de ½̬ò̭ ̷̥̭́ sob a proteção de ilegalidade (1b)
Héracles Zeus ж½̴̘̟ (ж½̝̟̝̟-) levar
ѣ̡̬-̷̩, ̷̯ templo (2b) ½̬̫̮-̯̬̙̲-̫̩̯-̝ correndo embora
ѣ̡̡̛̦̯-̝, ѓ súplica (1b) para (ac.) ж½̸̴̡̫̱̟ (ж½̫̱̰̟-)
ѣ̦̙̯-̣̭, ѳ suplicante (1d) ̘̯̰̬̏-̫̭, ѳ Sátiro (2a) escapar, fugir
Ѧ̴̮̭ talvez ̯ò̩ ̸̡̱̟-̫̩̯-̝ o que está ̠̫ԉ̧̫̭, ѳ escravo (2a)
̦̝Ҡ ̨Ҟ̩ olha! fugindo ѣ̷̡̬̩, ̷̯ templo (2b)
̛̦̝½̡̬ embora (+ part.) ̯̫Ҥ̭ ы̡̩̠̦̝ os Onze ѣ̦̙̯̣̭, ѳ suplicante (1d)
̦Ӭ̬̰̪ (̦̣̬̰̦-), ѳ arauto (3a) ̯̬̙½-̨̫̝̥ voltar-se ̨̘ (+ ac.) por...!
̧̝̩̤̘̩-̴ escapar à atenção ̯̬̙̲-̴̩ correndo (nom.) ̪̙̩̫̭/̡̪Ӻ̩̫̭, ѳ estrangeiro,
de alguém (ac.) ao (part.) ̯̰̟̲̘̩-̴ acontecer de estar hóspede (2a)
̨Қ (+ ac.) por... ! (+ part.), estar (+ part.) Ѳ̷̬̤̭ ҟ̷̩ correto, reto,
(geralmente, “não, por... !” ѿ½̣̬̙̯-̣̭, ѳ escravo direito
̨̫̥ para mim público (1d)
50 Parte Dois: Decadência moral?

D
(olha dentro do santuário)
́̆̇ Ѣ ̸̠̫ ҐԈ̝̳Ԕ̠̙ м̬Áѳ̬Ӟ̭ҌЁ̯Ӭ̭Ёж̡̡̮̞ҡ̝̭̦̝̤ҡ̢̡̯̝̥̟Қ̬
ц½ҠЁ̯̫ԉЁ̴̨̞̫ԉѳ̠̰̮̯̰̲Ҟ̭̪̙̩̫̭ ѣ̦ҝ̯̣̭Ҏ̩ ж̧̧Áж̧̱̙̦̫̰̮̥
̨Ҝ̩̝Ѿ̯Ң̩̫ѣѿ½̣̬̙̯̝̥ ̧̨̡̝̞̘̩̯̝̥̠Ҝ̯̫ԉЁ̴̨̞̫ԉѳ̪̙̩̫̭
̦̝Ҡц½̧̡̥̦̝Ӻ̯̝̥̯̫Ҥ̸̡̭̤̫̭Ґ½̷̧̥̭ ½̷̧̥̭ 5
(observa o que acontece lá dentro)
̏˾̐ ж̧̡̡̱̙̦̯̯Ң̩к̩̠̬̝̯̫ԉ̯̫̩ ̷̡̨̝̦̠̝̥̩̥̫̩̈Ѷ̩̯̝ ж½Ң
̯̫ԉЁ̴̨̞̫ԉ
̋̂̊̌̏ ц½̧̥̦̝̫ԉ̨̝̥̯̫Ҥ̸̡̭̤̫̭¾
̼̍̄̎̂̐̄̏̐̆̏ж̧̧Қ̧̨̡̝̞̘̩̯̝̥ѳ̪̙̩̫̭̯̫ԉЁ̴̨̞̫ԉ Ґ̡̘̯̰̬̏ 10
̏˾̐ ж½̷̦̫½̡̯̯Қ̡̭̲Ӻ̬̝̭
̋̂̊̌̏ (vê Diceópolis e o rapsodo)
ц½̧̥̦̝̫ԉ̨̝̥ ѿ̨ӝ̭, Ґ̡̩̠̬̭.
́̆̇ ц½̧̡̥̦̝Ӻ̯̝̥ѓ̨ӝ̭ѳ̪̙̩̫̭ ҐԈ̝̳Ԕ̠̙ ̦̝Ҡ̫Ѿ½̸̡̝̯̝̥
ц½̧̥̦̝̫ҥ̨̡̩̫̭ 15
̎˾̔ ѓ̢̡̮̰̲̘̥ѳԈ̝̳Ԕ̠ң̧̭̯̙̫̭̠Ҝ̧̡̙̟̥
ж̧̧Áѷ̴̨̭ ѓ̸̢̡̮̲̝ ̦̝Ҡ ̸̮, Ґ ̷̥̦̝̥́½̧̫̥, ̦̝Ҡ ½̝ԉ̡
Ѳ̷̧̨̡̫̱̰̬̩̫̭, ̦̝Ҡ ̨Ҟ ½̡̛̫̥ ̨̣̠̙̩. м̬Á̫Ѿ̲ ѳ̬Ӟ̭ ц̡̛̦̩̫̰̭
̯̫Ҥ̭ ѿ½̣̬̙̯̝̭, ̯̫Ҥ̭໌ ̯Қ ц̡̛̟̲̥̬̠̥̝ ໍъ̲̫̩̯̝̭;
̋̂̊̌̏ ̫Ѿ½̸̡̝̯̝̥ц½̸̧̨̡̥̦̝̫̩̫̭̯̫Ҥ̸̡̭̤̫̭ 20
Ґ̡̛̤̫ ̦̝̤̫̬ӝ̡̛̯̯½̴̘̮̲̦̝̤̫̬ӝ̡̯̯̫Ҥ̭໌½̡̬Ҡ̛̝́
ѣ̦̙̮̥̫̩̦̝Ҡ̪̙̩̥̫̩ໍж̡̮̞̫ԉ̩̯̝̭
ж̧̱̙̦̫̰̮̥̩ж½Ң̯̫ԉЁ̴̨̞̫ԉoѣѿ½̣̬ҝ̯̝̥̯Ң̩໌̯̫Ҥ̡̭̤̫Ҥ̭
ໍц½̸̧̨̡̥̦̝̫̩̫̩

̏!4 ½̝ԉ̡ Ґ Á̴̩̤̬½̡ ̯̫Ҥ̡̭̤̫Ҥ̭ц½̸̧̨̡̥̦̝̫̩̫̭ѿ̨̡Ӻ̭̠̙  25


Ґѿ½̣̬̙̯̝̥ ж½̡̡̘̟̯̯Ң̩к̴̩̤̬½̫̩½̬Ң̭̯̫Ҥ̭к̧̧̫̰̭
̡̨̛̝̦̠̝̥̫̩̫̰̭̈
̋̂̊̌̏ м̬Áѿ̨̡Ӻ̭ Ґо̤̣̩̝Ӻ̫̥ ж̧̡̡̱̙̦̯̯̫Ҥ̭໌̡Ѣ̭̯Қѣ̡̬Қ
ໍ̸̡̱̟̫̩̯̝̭м̬Áж½̡̡̡̛̫̦̯̩̯̯̫Ҥ̭໌ц̱Áѣ̡̡̛̦̯̝̩
ໍ̡̯̬½̨̫ҝ̩̫̰̭ж̧̧̘ ̩̝ҠЁ̯ҦЁ̮̥̹ ̠Ӭ̧̛̫ц̡̮̯½̡̬Ҡ 30
ж̩̤̬̹½̫̰̭к̠̥̦̫̥Ѷ̡̩̯̭̦̝Ҡ½̡̬Ҡ̡̤̫Ҥ̭ж̡̡̮̞Ӻ̭
́̆̇ ж̧̧Қ̛̯̭ц̮̯̥̩ѳ̪̙̩̫̭ц̡̦Ӻ̩̫̭
̏!4 ½̡̡̬̮̞̰̯̭̯̥̭̚Ҍ̡̩̯̰̟̲̘̩̥¾
́̆̇ ̛̯̱̭̚½̡̡̬̮̞̰̯̭̚ҌЁ̯Ӭ̭Ёж̨̛̩̫̝̭м̬Áж½̡̡̛̫̦̯̩̥̭̯̫Ҥ̭
½̡̬̙̮̞̥̭ 35
̏!4 ½̡̡̬̮̞̰̯̭̯̥̭̚ ̦̝Ҡ½̷̡̨̡̡̫̬̰̩̫̭̯̰̟̲̘̩̥½̬Ң̭
̧̞̝̮̥̙̝Ё̯Ң̩Ё̨̙̟̝̩̮Ҥ̠Ҝ̠Ӭ̧̡̫̭Ѩ̧̱̥Ԗ̩̯̫Ҥ̭
Seção Quatro A–D: Desrespeito à lei na vida ateniense 51

̡̨̛̝̦̠̝̥̫̩̫̰̭̮̥̹̈½̝̫̩̦̝҄Ҡ½̝ԉ̡Ѳ̷̧̨̡̫̱̰̬̩̫̭̯Ң̩
̷̡̨̝̦̠̝̥̩̥̫̩̈
̫ѣ̨Ҝ̩ѿ½̣̬̙̯̝̥ж½̘̟̫̰̮̥̯Ң̷̡̨̩̝̦̠̝̥̩̥̫̩̈½̬Ң̭̯Ҟ̩ж̟̫̬̘̩ѳ
̠Ҝ̪̙̩̫̭̫Ѿ ½̝ҥ̡̯̝̥̞̫Ԗ̩̦̝Ҡ̧̠̣Ԗ̛̩̯½̡̘̮̲̥ѿ½ҢЁ̯Ԗ̩Ёо̴̛̤̣̩̝̩ 40
́̆̇ ̠Ӭ̷̧̩ц̮̯̥̩ѷ̨̯̥̥̮̫ԉ̮̥̯Ң̩к̩̠̬̝̫ѣ̡̛̤̫ж½̡̛̫̦̯̩̫̰̮̥
̟Қ̬̝Ѿ̷̯̩ ̛̦̝½̡̬½̡̡̬̮̞̰̯Ҟ̩̦̝Ҡѣ̦̙̯̣̩Ѷ̩̯̝јЁ½̫̰
̨̡̨̡̧̩̙̮̥̭̟̘̣ц̡̦̤Ԗ̧̨̡̩̝̞̘̩̥̝Ѿ̯Ң̩̠̥Қ̯̫Ҥ̭
½̷̬̫̟̩̫̰̭̦̝Ҡ̯Ҟ̩̯Ԗ̩½̷̴̬̫̟̩̩̞̬̥̩҃
 ж̧̧Қ̛̯½̡̘̮̲̥ѓ½̷̧̥̭ѓѓ̨̡̡̛̛̛̯̙̬̝̯̟̟̩̯̝̥̞̝̥̫̭ 45
̧̡̛̠̥̠̘̮̦̝̫̭̱̝̩̯̝̥Ҍ̩ѳ½̷̧̡̨̫̭ ҐԈ̝̳Ԕ̠̙ц̩̟Қ̬
̡Ѣ̬̩̚Ӫ̫Ѿ̡̛̟̟̩̯̝̥̯̝ԉ̯̝ц̨̩Ҝ̩̟Қ̡̬Ѣ̬̩̚Ӫ̡Ѿ̨̛̩̫̝̦̝Ҡ
̡Ѿ½̛̫̬̝ц̩̯ӭЁ½̷̧̡̥ц̩̠Ҝ̯ԗ½̧̨̫̙Ԕж̨̛̩̫̝̦̝Ҡж½̛̫̬̝
̎˾̔  Àҋ̭̦̝̦Қ½̧̡Ӻ̮̯̝½̷̧̡̨̛̥̰̮̩̫̝́½̡̝̬̙̲̥
 ̂Ѿ̨̛̩̫̝̠Á̡҂̨̦̫̮̝̦̝Ҡк̬̯̥̝½̘̩̯Áж½̡̛̫̱̝̩̥Á 50

Vocabulário para a Seção Quatro D

ж̟̫̬-қ, ѓ ágora, praça do ̡Ѣ̬ҟ̩Ӫpaz ̨̡̛̣̠̭ ̨̡̨̛̣̠-̝ ̨̣̠̙̩


mercado (1b) ц½Ҡ ̯̫ԉ ̴̨̞̫ԉ no altar ninguém, nenhum, nada
к ̠̥̦-̫̭ -̫̩ injusto ц½̥-̧̦̝̙-̨̫̝̥ chamar ̨̥̮̙-̴ odiar
ж½̫-̷̦½̯-̴ cortar (como testemunha) ̩̝Ҡ ̯Ҧ ̮̥̹ pelos dois
ж½̫-̡̛̦̯̩-̴ matar ц½̥-̧̦̝-̫ҥ̨̡̩-̫̭ deuses (Castor e Pólux)
ж½̫-̛̱̝̩-̴ fazer aparecer chamando (nom.) (expressão tipicamente
к̬̯̥-̫̭ -̝ -o̩ perfeito ̡҂-̨̦̫̮-̫̭ -o̩ em boa espartana)
ж-̡̡̮̞Ӻ̭ ímpios (nom.) ordem ̨̡̩̙̮-̥̭, ѓ nêmesis, castigo
̝Ѿ̯-ò̩ ele (ac.) ̡Ѿ-̨̛̩̫-̝, ѓ bom governo divino (3e)
ж̱-ҝ̧̦-̴ arrastar (1b) ̪̙̩̥-̫̭ -̝ -o̩ dos hóspedes/
̧̞̝̮̥̙-̝ ̯ò̩ ̨ҝ̟̝̩ ̡Ѿ-½̛̫̬-̝, ѓ solução de estrangeiros (título de Zeus)
o grande rei (da Pérsia) dificuldades; abundância Ѳ̧̫̱̰̬-̷̨̡̩-̫̭
̛̞̝̥-̫̭ -̝ -o̩ violento (1b) lamentando (nom.)
̞̫-Ԗ̩ gritando (nom.) ц̱’=ц½̛ ѷ̴̨̭ contudo, ainda assim
̠Ӭ̧-̫̭ claramente ј½̫̰ certamente ½̘̩̯’=½̘̩̯̝
̧̠̣-Ԗ̩ mostrando, ѣ̦̙̮̥-̫̭ –̝ -̫̩ dos ½̝̬-̙̲-̴ dar, proporcionar
deixando claro (nom.) suplicante (título de Zeus) ½̘̮̲-̴ sofrer
̧̠̥̠̘̮̦̝-̫̭, ѳ professor (2a) ѣ̡̡̛̦̯-̝, ѓ súplica (1b) ½̝ҥ-̨̫̝̥ parar (+ part.)
̨̛̰̮̩̫́-̝, ѓ mau governo ̦̝̤-̢̛-̨̫̝̥ sentar-se ½̝ԉ ̡ pára! (+ part.)
(1a) ̦̝̤-̫̬̘-̴ olhar de cima, ½̧̡Ӻ̮̯-̫̭ -̣ -o̩ muitos
̠̰̮-̯̰̲Ҟ̭ infeliz, ver com clareza ½̷̧̡̥ para a cidade
desgraçado (nom.) ̛̦̝½̡̬ embora ½̡̫̬̰-̷̨̡̩-̫̭ viajando (nom.)
ц̟-̡̲̥̬-̛̠̥-̫̩, ̷̯ punhal ̦Ӭ̬̰̪ (̦̣̬̰̦-), ѳ arauto (3a) ½̬̙̮̞-̡̥̭, oѣ embaixadores
(2b) ̧̨̝̞̘̩-̨̫̝̥ agarrar (3e)
52 Parte Dois: Decadência moral?

½̡̡̬̮̞̰̯-̭̚, ѳ embaixador ̱ҟ̭ dizes ̨ӷ̴̮̙ odiar


(1d) ̧̱̥-Ԗ̩ sendo favorável a Ѳ̧̫̱Ԅԝ̨̬̫̝̥ lamentar
½̷̬-̟̫̩-̫̭, ѳ ancestral (2a) (nom.) ½̴̘̮̲ (½̝̤-) sofrer, passar
̘̯̰̬̏-o̭, ѳ Sátiro (2a) ̡̛̲̬ (̡̲̥̬-), ѓ mão (3a) por, suportar
̯ӭ ½̷̧̡̥ a cidade Ҍ ̯Ӭ̭ ж̨̛̩̫̝̭ que falta de ½̸̨̝̫̝̥ parar
̯ò̩ ц½̥-̧̦̝-̸̨̡̫̩-̫̩ o que lei! ½̡̡̬̮̞̰̯ҟ̭, ѳ embaixador
chama (ac.) Ҍ ̯Ӭ̭ ж̡̡̛̮̞̝̭ que (1d)
̯̫ԉ̴̨̞̫ԉ o altar impiedade! ½̡̬̙̮̞̥̭, oѣ embaixadores (3e)
̯̫Ҥ̭ ж-̡̮̞-̫ԉ̩̯-̝̭ os que ̯̬̙½̨̫̝̥ (̯̬̝½-) voltar-se,
estão sendo ímpios Vocabulário a ser aprendido virar-se, virar em fuga
̯̫Ҥ̭ ъ̲-̫̩̯-̝̭ os que têm ж½̴̡̛̫̦̯̩ (ж½̡̫̦̯̥̩̝-) ̴̯̰̟̲̘̩ (̯̰̲-) acontecer
̯̫Ҥ̭ ̡̯̬½-̨̫̙̩-̫̰̭ os que matar de estar (+ part. nom.),
se voltam ж̡̮̙̞̥̝, ѓ impiedade, irre- estar por acaso (+ part.
̯̫Ҥ̭ ̸̡̱̟-̫̩̯-̝̭ os que verência aos deuses (1b) nom.), ser/estar de fato (+
fogem ̝Ѿ̷̯̩ ҟ̩ ̷ o, a part. nom.)
̯̰̟̲̘̩-̴ acontecer de ser/ ж̴̧̱̙̦ (ж̡̧̱̦̰̮̝-) arrastar ̞̬̥̭҃, ѓ agressão, violência
estar, ser/estar (+ part.) ̸̧̡̞̝̮̥̭, ѳ rei (3g) (3e)
̯ԗ ½̧̨̫̙Ԕ (a) guerra ̴̷̨̞̭, ѳ altar (2a) ѿ½̣̬̙̯̣̭, ѳ servo, escravo
̞̬҃-̥̭, ѓ agressão (3e) ц½̧̨̥̦̝̙̫̝̥ chamar (como (1d)
ѿ½̣̬̙̯-̣̭, ѳ escravo testemunha) ̨̛̱̝̩̫̝̥ (̱̝̩-) parecer
público (1d) ̦Ӭ̬̰̪ (̦̣̬̰̦-), ѳ arauto (3a) ser (+ part.)
ѿ½Ң̯Ԗ̩ ӦA̛̤̣̩̝-̴̩ nas ̴̧̝̩̤̘̩ (̧̝̤-) escapar à ̴̱̤̘̩ adiantar-se a alguém
mãos dos atenienses atenção de alguém (ac.) (ac.) ao (+ part. nom.)
̛̱̝̩-̨̫̝̥ parecer ser (+ part.) ao (part.) Ҏ que ... ! (+ gen.)
Seção Cinco A–D: “Sócrates corrompe os jovens” 53

Seções Cinco A–D e Seis A–D:


“Sócrates corrompe os jovens”

Introdução
O questionamento da moralidade tradicional, que podia ser visto como um novo
humanismo ou como uma degeneração moral, era popularmente associado à
influência de pessoas como Sócrates e os sofistas. Sócrates teve uma influência
profunda sobre o pensamento grego da época, e o filósofo Platão, de cujos escritos
derivamos a maior parte de nossa ideia de Sócrates, foi um de seus discípulos
mais ardorosos. Outros, porém, viam-no como uma influência perniciosa para a
sociedade ateniense, e as acusações de que ele “corrompia os jovens” e “acreditava
em deuses estranhos” levaram a seu julgamento e execução em 399.
Em sua representação de Sócrates na comédia As nuvens (423), Aristófanes
explora todas as possibilidades humorísticas do preconceito popular contra os
“intelectuais” com suas ideias “extravagantes” e suas argumentações “por demais
engenhosas”.

Em O mundo de Atenas: comédia grega 8.67-80; festivais 8.45, cf. 3.44; Sócrates 8.33.

Nota
O grego que você leu até aqui foi bastante adaptado em relação às fontes
originais. As ideias e vocabulário originais foram mantidos, mas a construção das
orações é bem diferente.
De agora em diante, na maioria das vezes, você vai ler trechos contínuos
de obras individuais (em vez de colagens de fontes) e o grego do texto será
cada vez mais próximo do original. Por exemplo, as dez primeiras palavras de
Estrepsíades neste trecho são o início real de As nuvens, embora seja preciso
lembrar que Aristófanes era um poeta e compunha em versos, não (como poderia
parecer com base nestes trechos) em prosa.
Todas as comédias de Aristófanes – texto, traduções e comentários da tradu-
ção – foram traduzidas e editadas por Alan Sommerstein e publicadas por Aris e
Phillips/Oxbow Books.
54 Parte Dois: Decadência moral?

A
Estrepsíades, um homem idoso, está seriamente endividado por causa dos gostos
caros de seu filho e não consegue dormir devido às suas preocupações.

Em O mundo de Atenas: ricos e pobres 4.21, 5,26; cavalos 2,16, 4,9; mulheres e casamento
5.17ss.; cidades 2.21-2.

ѳ̡̯̬̳̥̘̠̣̭̏Ѳ̷̷̧̨̡̡̫̱̰̬̩̫̭̯̰̟̲̘̩̥̠̥̯̥½̧̧̫Қ̨̲̬̝̯̝̚Ѳ̡̧̡̛̱̥ѳ̟Қ̬̰ѣ̷̭ 
ѣ½½̨̫̝̩Ҟ̭Ҏ̩ ½̧̧̫Қ̨̲̬̝̯̝̚ж̡Ҡ̧̨̡̝̞̘̩̥̩ԉ̩̠Ҝ̴̸̴̡̡̯̰̟̲̘̩̥̞̝̤̙̭̦̝̤̠̩ѳ
̰ѣ̷̭ ҃½̩̫̭̠Á̫Ѿ̦ъ̡̲̥̯Ң̩½̝̯̙̬̝

̏̐̎%̔)˾́̄̏(bocejando e gemendo) 5
Ѣ̫Ҥ Ѣ̸̫. Ґ ̡̃ԉ ̧̡̞̝̮̥ԉ. ̯Ң ̲̬Ӭ̨̝ ̯Ԗ̩ ̩̰̦̯Ԗ̩, ѷ̮̫̩ ц̛̮̯˶̦̝Ҡ ̫Ѿ̠̙½̴
ѓ̨ҝ̬̝ ̡̛̟̟̩̯̝̥.
(vira na cama quando ouve roncos altos)
Ѣ̸̠̫ ̴̸̡̡̞̝̤̙̭̦̝̤̠̥ѳ̰ѣҢ̭̦̝Ҡ̫Ѿ½̸̸̴̡̡̝̯̝̥̦̝̤̠̩
(deita novamente, tentando dormir) 10
̫Ѧ̨̫̥ ̧̯̘̝̭. ж̧̧Á҃½̩̫̭ ̞̝̤Ҥ̭ ̫Ѿ̠̙½̴ ̨Áъ̡̲̥. к̟̬̰½̩̫̭ ̠Á̡Ѣ̨Ҡ
ѳЁ̠̰̮̯̰̲̭̚к̟̬̰½̩̫̩̠ÁѶ̨̡̡̩̯̝̠̘̦̩̥̯Қ̲̬̙̝ ̞̝̬̙̝Ѷ̨̩̯̝̲̬̝̯̝̚
̟Қ̬½̧̧̫ҚѲ̴̡̧̛̱̠̥Қ̯Ң̩̰ѣҢ̩ ̛̯̫̰̯̫̩ Ѳ̡̧̨̡̛̱̫̩̯̝̠̙̠̥̹̦̫̰̮̥̩̫ѣ
̲̬Ӭ̮̯̝̥̦̝Ҡ ̛̠̦̣̩Ё̧̨̝̞̘̩̫̰̮̥̩ ж̡̛.
(tenta dormir outra vez) 15
ж̧̧’ ъ̯̥ к̟̬̰½̩ң̭ ̡Ѣ̨̥, ̦̝Ҡ ж½̫̬Ԗ. ̦̝Ҡ ̲̤Ҝ̭ к̟̬̰½̩̫̭ ј ц̟̹ 
̡̮̲̠Ң̩ѷ̧̣̩̯Ҟ̸̩̩̦̯̝Ѳ̷̧̛̟̫̩̟̘̬̯̥̩̝̲̬̩̫̩ ц̡̦̘̤̰̠̫̩ц̟̹
ж̧̧Áѷ̡̯ц̡̦̘̤̰̠̫̩ ̷̡̯̯ц̩̯̫Ӻ̭ЁѲ̡̛̩̬̫̥̭ ц̴̷̨̡̛̠̦̩̫ѣ̲̬Ӭ̮̯̝̥̦̝Ҡ
̛̠̦̣̩Ёц̧̨̘̞̝̩̫̩̠̥Қ̯Ң̩ц̨Ң̩̰ѣ̷̩̦̝Ҡц̩ж½̫̬ҡӛ̨ÁѶ̩̯̝̫Ѿ̡̠Ҡ̭
ъ̮Ԕ̢̡̩ ж̧̧Áц̟Ҧ̨Ҝ̩ ѷ̧̣̩̯Ҟ̸̩̩̦̯̝̯Қ̸̛̭̠̦̝̭̯̝̯̝̭ж̡Ҡъ̡̱̰̟̫̩ ѳ̠Á 20
̰ѣҢ̭ ̫ѿ̯̫̮Ҡ̨̲̬̝̯̝̚½̧̧̫Қж̡Ҡц̧̨̡̘̞̝̩̩ ѣ½½̨̫̝̩Ҟ̭Ҏ̩ ̦̝ҠЁ̠ҞЁ̦̝Ҡ
̸̴̡̦̝̤̠̩Ѳ̡̩̥̬̫½̧̡̫Ӻѳ̡̩̝̩ҡ̝̭ѧ½½̫̰̭ ̦̝ҠЁ̟Қ̬ъ̯̥½̝Ӻ̭Ҍ̩
Ҋ̡̩̥̬̫½̷̧̡̥̯̫Ҥ̭ѧ½½̫̰̭̫Ѧ̨̫̥̯ҡ̭ ̝Ѧ̯̥̫̭ј̩̝Ѣ̛̯̝ѓ̟̰̩̚ ̡̫҄Ѩ̠Áѷ̯̥
ц̡̛̦̩̣̟Қ̬ж̡Ҡ̯Ң̩̰ѣҢ̩ ц̧̨̡̘̞̝̩̦̝Ҡ̠̥ ̡̧ҝ̡̟̯̫½̡̬ҠЁ̯Ԗ̩Ёѧ½½̴̩ѳ̫̩҄
̰ѣҢ̭ж̡Ҡ ½̡̬ҠЁѧ½½̴̩і̡̦̫̰̦̝Ҡц̨̡̘̩̤̝̩̩ 25
(ouve um ronco alto de seu filho)
̮Ҥ ̠ҝ, ҏ̮½̡̬Ёъ̡̲̥̭, ̴̞̝̤̙̭ ̡̡̦̘̤̰̠˶ ̯Қ ̟Қ̬ ̲̬ҝ̝, ̡҄ ̫Ѩ̮̤Áѷ̯̥, ̡Ѣ̭ ̯Ҟ̩
̡̧̦̱̝Ҟ̩ ̯Ҟ̩ ц̨Ҟ̩ ̯̬̙½̡̯̝̥, ̫Ѧ̨̫̥. ̫Ѿ ̟Қ̬ ц½̷̨̡̝̰̤̝ ̫Ѿ̠ҝ½̫̯Áц̟̹
̡̯ ̦̝Ҡ ѓ ̟̰̩Ҟ ½̡̬Ҡ ̯̫ԉ ½̝̥̠Ң̭ ̸̧̨̡̫̥̠̫̬̫̩̫̥˶ ж̡Ҡ ̟Қ̬ ц̸̧̨̡̫̥̠̫̬̫̤̝.
ж̧̧ÁҐ ̡̃ԉ ̧̡̞̝̮̥ԉ, ̠̥Қ ̛̯ ̯̫Ҥ̭ ̨̟̘̫̰̭ ̴̫̯҃ ½̥̦̬̫Ҥ̭ ½̡̫̥Ӻ̭; ж̡Ҡ ̟Қ̬ 30
½̥̦̬Ң̩ ½̡̫̥Ӻ ̯Ң̩ ц̨Ң̩ ̛̞̫̩ ѓ ̟̰̩̚. ж̧̧Áҋ̭ ѓ̠Ҥ̭ ј̩ ѳ к̟̬̫̥̦̫̭ ̛̞̫̭. ѳ ̠Ҝ
̨̟̘̫̭ ҋ̭ ½̷̥̦̬̭. ѓ ̟Қ̬ ̟̰̩Ҟ ѓ ц̨Ҟ ц̪ к̴̡̮̯̭ ̡̫̮̝̯̰̟̲̘̩̥̦̝҄ҡ ж̮̯̥̦Ҟ
̫̮̝҄ ½̧̧̫Ҟ̩̯Ҟ̩̠̝½̘̩̣̩ ̡Ѣ̮ ҝ̡̡̱̬̩̝̯̣̠҃Áѓ̠̝½̷̘̩̣̯̯Áі̨̡̠̣̠̥
ҝ̡̡̱̤̥̬̩̦̝Ҡ ъ̯̥ ̦̝Ҡ ̩ԉ̩ ̡̡̛̠̥̝̱̤̬̥.
Seção Cinco A–D: “Sócrates corrompe os jovens” 55

Vocabulário para a Seção Cinco A

Gramática para 5A–B


C Imperfeito do indicativo, ativo e médio: ъ½̝̰̫̩, ̡ʰ½̝̰ң̨̣̩
C Aumentos
C Posição dos adjetivos

к̟̬-̫̥̦-̫̭ -̫̩ do campo ц-½̝̰-̷̨̡̤̝ parávamos ̲̤Ҝ̭ ontem


к̟̬-̰½̩-̫̭ -̫̩ insone, sem sono (½̸̝-̨̫̝̥) ̲̬ҝ-̝, ̯̘ dívidas (3c não-contr.)
̝Ѧ̯̥-̫̭ -̝ -̫̩ responsável, ъ-̮Ԕ̢-̡(̩) salvava (̮ԕ̢-̴) ̲̬Ӭ̨̝ (̨̲̬̣̝̯-), ̷̯ coisa;
culpado ъ-̡̱̰̟-̫̩ (eu) fugia, estava extensão, duração (3b)
ж½̛̫̬ӛ perplexidade fugindo (̸̡̱̟-̴) ̨̲̬̝̯̚ ̝ ̯̘dinheiro (3b)
к̴̡̮̯̭ a cidade (de Atenas) ѓ̸̠̭ doce (nom.) ̲̬̮̯̚-̣̭, ѳ credor (1d)
ж̮̯̥̦-̷̭ -̚ -̷̩ da cidade і̡̦̫̰ (ele) escutava (к̸̴̦̫) ̷̲̬̩-̫̭, ѳ tempo (2a)
̸̞̝̤̭ profundo (nom.) јeu estava/era Ҋ̡̩̥̬̫-½̷̧-̡̥ ele sonhava
̞̝̤̙-̴̭ profundamente ѓ̨ҝ̬-̝, ѓ dia (1b) (Ѳ̡̩̥̬̫-½̧̫ҝ-̴)
̞̝̬̙̝ pesadas (nom.) ј̩ (ela/ele) era ҏ̮½̡̬ ъ̡̲̥̭ como tu és
̛̞-o̭, ѳ vida (2a) Ѣ̫ҥ ai!
̨̟̘-̫̭, ѳ casamento (2a) ѣ½½̫-̨̝̩ҟ̭ louco por cavalos (nom.) Vocabulário a ser aprendido
̠̘̦̩-̴ morder; perturbar ѧ½½-̫̭, ѳ cavalo (2a) ̝Ѧ̯̥̫̭ ә o̩ responsável (por),
̠̝½̘̩-̣, ѓ despesa (1a) ̦̝Ҡ ̟Қ̬ sim, certamente culpado (de)
̠̥̝-̡̛̱̤̬-̴ arruinar, destruir ̦̝Ҡ ̠Ҟ ̦̝Ҡ e além disso ̸̞̝̤̭ profundo
̠̥-̡-̧̙̟-̡̯̫ (ela) conversava ̡̧̦̱̝-ҟ, ѓ cabeça (1a) ̸̞̝̬̭ pesado
(̠̥̝-̧̙̟-̨̫̝̥) ̧̫̥̠̫̬ҝ ̨̫̝̥ discutir ̛̞̫̭, ѳ vida, meios de existência
̠̥-̙-̡̱̤̥̬-̡̩ estava arruinando ̡̩̝̩ҡ ̝̭, ѳ jovem, rapaz (1d) (2a)
(̠̥̝-̡̛̱̤̬-̴) ѳ̠̰̮-̯̰̲̭̚ o infeliz, ̨̟̘̫̭, ѳ casamento (2a)
̛̠̦-̣, ѓ ação judicial (1a) desafortunado ̧̨̠̥̝̙̟̫̝̥ conversar
̛̠̦-̣̩ ̧̨̝̞̘̩-̴ cobrar ѷ̧-̫̭-̣ –̫̩ (ѳ) todo ̛̠̦̣, ѓ processo, causa, ação
judicialmente o que é devido Ѳ̡̩̥̬̫-½̧̫ҝ-̴ sonhar judicial; justiça; pena (1a)
(expressão idiomática) ѷ̡̯ quando ̛̠̦̣̩ ̴̧̨̝̞̘̩ (̧̝̞- ) cobrar o
̛̠̦-̣̩ ц-̧̨̘̞̝̩-̫̩ insistiam ̫Ѿ̠̙½̡̫̯ nunca que é devido; punir (½̝̬̘
em cobrar judicialmente o que ̫Ѿ̠̙½̴ ainda não + gen.)
lhes era devido ̫ѿ̛̯̫̮ ̝ѿ̛̯̣ ̛̯̫̰̯̫ este/esta ̷̠̥̯̥ porque
̷̠̥̯̥ porque aqui (apontando) ̠̰̮̯̰̲̭̚ infeliz, desafortunado
ц-̴̛̠̦-̫̩ perseguiam (̠̥ҧ̦-̴) Ѳ̡̱ҡ̧-̴ dever ̡Ѣ̴̮̱̙̬ (̡Ѣ̡̡̮̩̟̦-) trazer,
̡Ѣ̮-ҝ-̡̱̬-̡(̩) (ela) começava a ½̝̯̬̚ (½̡̝̯̬-), ѳ pai (3a) introduzir
trazer/provocar (̡Ѣ̮-̱ҝ̬-̴) ½̡̬Ҡ̯̫ԉ ½̝̥̠Ң̭ sobre o filho ѓ̸̠̭ doce, agradável
ц-̡̦̘̤̰̠-̫̩ eu estava dormindo ½̡̬Ҡ̯Ԗ̩ ѧ½½-̴̩ sobre os cavalos ѧ½½̫̭, ѳ cavalo (2a)
(̸̡̦̝̤̠-̴) ½̥̦̬-̷̭ -̘ -̷̩ amargo ѷ̧̫̭ ̣ o̩ todo
ц-̧̨̘̞̝̩-̡(̩) pegava (̧̨̝̞̘̩-̴) ̡̯̬̳̥̘̠̏-̣̭, ѳ Estrepsíades (1d) ̫Ѿ̠ҝ½̴/̫҂½̴ ainda não
ц ̧̫̥̠̫̬-̸̨̡̫̤̝ discutíamos ̡̮̲̠Ң̩ quase Ѳ̴̡̧̛̱ dever
(̧̫̥̠̫̬ҝ ̨̫̝̥) ̧̯̘̝̭ pobre de mim! ½̝̯̬̚ (½̝̯(̡)̬-), ѳ pai (3a)
ц-̨̘̩̤̝̩-̡(̩) (ele) aprendia ̯̫Ӻ̭ Ѳ̡̛̩̬̫̥̭ os (meus) sonhos ̷̡̮̲̠̩ quase
(̨̝̩̤̘̩-̴) ̯ң̡̯ então ̷̡̯̯ então
ц̪=ц̦ ̰ѣ-̷̭, ѳ filho (2a) ̰ѣ̷̭, ѳ filho (2a)
҃½̩-̫̭, ѳ sono (2a) ̨̲̬̝̯̝̚, ̯̘ dinheiro, riqueza (3b)
56 Parte Dois: Decadência moral?

B
Em O mundo de Atenas: azeitonas 2.9-14, 5.51-2; escravos 5.61ss.; retórica e educação 5.45,
8.17-21.

̏̐̎̂̔ (decide de repente conferir suas dívidas)


 ж̧̧Қ̛̯Ѳ̴̡̧̛̱½̝Ӻ ̡̠ԉ̬Áц̧̤ҝ˶л½̡̧̯ҥ̲̩̫̩̩ԉ̩̟Қ̬̫Ѿ̲ѳ̬Ԗ̫Ѿ̠ҝ̩˶
̩Ҥ̪̟̘̬ц̡̮̯̥̞̝̤Ӻ̝
̅̂̎˾̍̊̕ ½Ԗ̧̭̫̩҄ҥ̲̩̫̩л½̴̯ Ґ̠̙̮½̫̯̝Ѣ̸̠̫˶ъ̧̝̥̫̩̫Ѿ̦ъ̡̩̮̯̥̩ц̩̯ԗЁ̧ҥ̲̩Ԕ 5
̏̐̎̂̔ ̛̯̱̭̚ъ̧̝̥̫̩̫Ѿ̦ъ̡̲̥ѳ̧ҥ̲̩̫̭̫Ѧ̨̧̡̫̥̯̘̝̭̠ԉ̬Áц̧̤Ҝ̦̝Ҡ̧̦̝Ӻ̡
(levanta a mão para bater, mas se controla)
ҋ̭ ̷̦̝̦̭ ц̮̤Áѳ ½̷̧̡̨̫̭. ̯̫Ҥ̭ ̟Қ̬ ̫Ѣ̦ҝ̯̝̭ ̫Ѿ ̴̧̢̦̫̘ ̫Ѿ̦ҝ̯̥, ̛̦̝½̡̬
ж̬̟̫Ҥ̭ Ѷ̩̯̝̭. ѳ ̟Қ̬ ½̷̧̡̨̫̭ ̴̸̧̡̦̥. ̫Ѧ̨̫̥Ё̯Ԗ̩Ё̦̝̦Ԗ̩. ̩ԉ̩ ̟Қ̬ ѓ̨̡Ӻ̭
̨Ҝ̩ ̸̡̧̡̨̡̦̫̩, ц̡̦Ӻ̩̫̥ ̠Á̫Ѿ ½̡̛̤̫̩̯̝̥. ж̧̧Áѷ̡̯ ̩̙̫̥ ј̨̡̩ ѓ̨̡Ӻ̭, ̷̡̯̯ 10
oѣ ̡̟̙̬̫̩̯̭ ж̡Ҡ ц̷̧̢̦̝̫̩ ̯̫Ҥ̭ ̫Ѣ̦ҝ̯̝̭. ж̬̟̫Ҡ ̫̩҄ ̫Ѿ̦ ј̮̝̩ ц̡̦Ӻ̩̫̥,
̫Ѿ̠Ҝ ̯̫Ҥ̭ ̡̠̮½ң̯̝̭ ̦̝̦ҚЁц½̛̫̫̰̩, ј̮̝̩ ̠Ҝ ̲̬̣̮̯̫Ҡ ̦̝Ҡ ж̡Ҡ ц½̡̛̤̫̩̯̫.
ц̱̫̞̫ԉ̩̯̫ ̟Қ̬ ̯Ҟ̩ ̷̧̦̝̮̥̩.
(com determinação)
ж̧̧Қ ̠̥Қ ̛̯ ̫Ѿ ̮ԕ̴̢ ц̨̝̰̯Ң̩ ̦̝Ҡ ̯Ң̩ ̰ѣҢ̩ ц̦ ̯Ԗ̩ ̡̲̬Ԗ̩; ̠̥Қ ̛̯ ̫Ѿ ̢̣̯Ԗ 15
̟̩ҧ̨̣̩ ̯̥̩̘, ̦̝Ҡ ½̸̴̝ ̯Қ ̲̬ҝ̝ ̯̝ԉ̯̝;
(pensa furiosamente)
̩ԉ̩ ̫̩҄, Ґ ̡̯̬̳̥̘̠̣̏, ̮ԗ̢̡ ̷̡̮̝̰̯̩.
(em triunfo)
Ѣ̫Ҥ Ѣ̫ҥ̨̟̩̹̣̩ ̯̥̩Қ ъ̴̲. ̩ԉ̩ ̠Ҝ ̠̥Қ ̛̯ ̫Ѿ ½̸̴̝ ̸̡̦̝̤̠̫̩̯̝ ̯̫ԉ̯̫̩ ̯Ң̩ 20
̡̛̩̝̩̝̩;

Vocabulário para a Seção Cinco B

л½̯-̴ acender ̧̛̦̝-̴ chorar, ser castigado Vocabulário a ser aprendido


ж̬̟-̷̭ -̚ –̷̩ preguiçoso ̧̢̦̫̘-̴ castigar, punir л½̴̯ acender; prender, segurar
̡̞̝̤Ӻ̝ profunda (nom.) ̷̧̦̝̮-̥̭, ѓ castigo, punição (3e) ъ̡̨̩̥̥ estar em, haver/existir em
̴̟̙̬̩ (̡̟̬̫̩̯-), ѳ velho (3a)
̨̟̩̹-̣, ѓ plano (1a)
ц-̷̧̢̦̝-̫̩ castigavam
̧ҥ̲̩-̫̭, ѳ lâmpada a óleo (2a)
̡̩̝̩ҡ-̝̭, ѳ jovem, rapaz (1d)
̩̙-̫̭ –̝ -̫̩ jovem, novo
̦̝̦Ԗ̭ J
̦̝̦Қ  ½̫̥ҝ̴
   tratar mal;
  fazer mal a
̴̧̢̦̫̘ castigar, punir
(̧̢̦̫̘-̴) ̫Ѣ̦̙̯-̣̭, ѳ criado (1d) ̡̩ә̛̩ә̭, ѳ jovem, rapaz (1d)
ъ̧̝̥-̫̩, ̷̯ azeite de oliva (2b) ̫Ѧ̨̫̥ ̯Ԗ̩ ̦̝̦-Ԗ̩ ai os meus ̩ҝ̫̭ ә ̫̩ jovem, novo
ц̨̝̰̯-̷̩ eu mesmo males! ̫Ѣ̦̙̯̣̭, ѳ criado (1d)
ъ̩-̡̨̥̥ estar em, haver/existir em ѷ̡̯ quando ½̸̴̝ parar, fazer parar
ц ½̡̛̤-̫̩̯̫ obedeciam ½̝ҥ-̴ fazer alguém (ac.) parar ½̡̨̛̤̫̝̥ (½̥̤-) confiar, obedecer
(½̡̛̤-̨̫̝̥) de (+part. ac.) (+ dat.)
ц-̱̫̞-̫ԉ̩̯̫ tinham medo de ½̡̛̤-̨̫̝̥ obedecer ̱̭̚ dizes
(̱̫̞ҝ-̨̫̝̥) ̧̯̘̝̭ infeliz de mim! ̲̬̙̝, ̯̘ dívidas (3c não-contr.)
ј̨̡̩éramos ̯ԗ ̧ҥ̲̩Ԕ a lâmpada ̲̬̣̮̯ң̭̚ң̩ bom, proveitoso
ј̮̝̩ eram ̱̭̚ dizes
Ѣ̸̫ viva! ̲̬̙-̝, ̯̘ dívidas (3c não-contr.,
̛̦̝½̡̬ embora (+ part.) gen. pl. ̡̲̬-Ԗ̩)
̦̝̦Қ ц-½̛̫-̫̰̩ tratavam mal ̲̬̣̮̯-̷̭ -̚ -̷̩ bom
(̦̝̦Қ ½̫̥̙-̴)
Seção Cinco A–D: “Sócrates corrompe os jovens” 57

A importância dos sofistas

A democracia radical de Atenas dava a todo cidadão ateniense do sexo masculino


maior de 18 anos a chance de se fazer ouvir na ц̧̧̛̦̣̮̝ semanal, que tomava
todas as decisões que cabem aos governos no mundo moderno. Mas a influência
exercida por um homem dependia de sua capacidade de falar em público com
eficiência. Como resultado, muitos intelectuais importantes vinham a Atenas
pela oportunidade de ganhar dinheiro ensinado essas habilidades à comunidade
grande e rica da cidade. Esses professores eram geralmente agrupados sob o
título comum de “sofistas”. Muitos deles eram homens da mais elevada distinção
intelectual, embora Platão os odiasse e fizesse uma distinção nítida entre eles e
Sócrates, que nunca ensinava formalmente nem cobrava honorários (a influência
de Platão deu má fama aos sofistas). Os sofistas desenvolviam e ensinavam suas
próprias especialidades e lidavam à sua própria maneira com muitas das grandes
questões filosóficas. Foram suas reflexões, juntamente com as de Sócrates, que
proporcionaram o pano de fundo e a base para os diálogos de Platão e, assim,
para todo o desenvolvimento da filosofia ocidental...
Sócrates nunca escreveu nada, mas foi a figura fundamental para mudar a direção
da filosofia grega da cosmologia para a posição do homem no mundo. Para recons-
truir o que Sócrates dizia, apoiamo-nos em três testemunhas principais, nenhuma
delas imparcial e todas com tendências a reinterpretar Sócrates de acordo com os
seus próprios interesses. Essas testemunhas são Platão, Xenofonte e Aristófanes.
Sócrates era parte do mesmo movimento intelectual que produziu os sofistas, e o
tratamento dado a ele por Aristófanes em As nuvens sugere que muitos atenienses o
consideravam um sofista. O Sócrates de As nuvens é uma figura composta – todos
os movimentos “modernos” reunidos em um só –, mas um elemento é o sofista.
Platão, que fazia um nítido contraste entre Sócrates e os sofistas, mesmo assim
representava Sócrates em discussão com eles. Para Platão, os sofistas estavam
interessados em sucesso e em fornecer a seus alunos técnicas, especialmente na
arte da oratória, que os ajudassem a se dar bem no mundo, enquanto Sócrates inte-
ressava-se por princípios morais, e pelo que se devia fazer para ser bom. Xenofonte
confirma essa preocupação moral, e Aristóteles caracteriza Sócrates como “preo-
cupado com as virtudes morais”. (O mundo de Atenas, 8.22, 33)
58 Parte Dois: Decadência moral?

C
O plano de Estrepsíades é que seu filho, Fidípides, frequente um curso de
educação superior, mas esse é um assunto que precisa ser apresentado com jeito
para o jovem louco por cavalos.

̏̐̎̂̔ ̡̥̠̥̒½½̛̠̣ ̡̥̠̥̒½½̛̠̥̫̩


̛̯̒̂̆́̆̍̍̆́̄̏ Ґ½̡̘̯̬
̏̐̎̂̔ ̡Ѣ½ҝ̨̫̥ Ґ̰ѣҝ м̧̡̬̝̱̥Ӻ̨̡̭
̒̂̆́ ъ̴̡̟̟ ̦̝Ҡ̫Ѿ½̸̨̝̫̝̥̫Ѿ̠̙½̡̫̯
̏̐̎̂̔ м̬Á̝҂̧̡̨̡̬̥̫̩̱̥̮̥̭̚ 5
̒̂̆́ ̩Ҟ̯Ң̡̩̫̮̥̠̍Ԗ̯̫̰̯̫̩Ҡ̯Ң̩ѧ½½̥̫̩ ̝҂̷̴̡̧̬̥̩̮̱̥̮̚ ̦̝Ҡ̫Ѿ½̸̨̝̮̫̝̥
̫Ѿ̠̙½̡̫̯
̏̐̎̂̔ ̨Ҟ̧̡̨̨̙̟̣̠̝Ԗ̭À̯̫ԉ̯̫̩̯Ң̩ѧ½½̥̫̩Ӧ Ґ½̝Ӻ¾̯Ԗ̩̟Қ̬̦̝̦Ԗ̩̯Ԗ̩ц̨Ԗ̩
ц̡̦Ӻ̩̫̭̯Ҟ̩̝Ѣ̯ҡ̝̩ъ̡̲̥¾ж̧̧Áк̡̦̫̰ ̦̝Ҡ½̡ҡ̤̫̰
̒̂̆́ Ѣ̸̠̫ ж̸̴̦̫ ̦̝Ҡ½̡ҡ̨̤̫̝̥̦̝Ҡ½̡ҡ̨̮̫̝̥ж̡ҡ̮Ҥ̠Ҝ̧̡̙̟̠̯̚ҡ̸̡̧̡̡̦̥̭ 10
̏̐̎̂̔ ̷̸̴̨̡̧̡̮̥̦̬̩̯̥̦̮ Ґ½̝Ӻ ½̷̨̘̩̰̮̥̦̬̩̯̥ъ̴̲̟Қ̬̠̥̘̩̫̥̘̩̯̥̩̝ ̦̝Ҡ
̠̥̝̩̫̫ԉ̨̝ҡ̯̥˶ж̧̧Қ½̡̛̮Ӫ
̒̂̆́ ½̡̨̛̮̫̝̥ ̩Ҟ̯Ң̷̩̥̩̰̮̫̩́˶̨Ҟ̷̢̡̱̬̩̯̥ ½̡̘̯̬
(cai no sono imediatamente)
̏̐̎̂̔ м̬Áі̡̦̫̰̭є̫Ѿ̦і̡̦̫̰̭є̴̨̧̘̯̣̩̙̟½̸̴̸̡̡̝̮̮̦̝̤̠̫̩̯̝ 15
̒̂̆́ (acorda outra vez)
̛̩̝. і̦̫̰̫̩ ц̟Ҧ ̦̝Ҡ ж̸̴̦̫ ц̟Ҧ ̩̰̩Ҡ ̦̝Ҡ ж̸̨̦̫̮̫̝̥. ж̧̧Қ ̨̛̯̫̥ъ̧̡̡̟̭
̏̐̎̂̔ ъ̷̧̡̟̩̮̫̥ѷ̯̥̠̥̘̩̫̥̘̩̯̥̩̝ъ̴̲
̒̂̆́ ж̧̧Қ̯ҡ̭ѓ̛̠̥̘̩̫̥̝̯ц̩̩ԗъ̡̲̥̭ ̦̝Ҡ̛̯̠̥̝̩̫ӭм̬Áъ̧̡̡̟̭
̏̐̎̂̔ ̫Ѿ̲ҡ ж̴̧̧̧̘̮̫̥̙̪Ѧ̴̮̭̟Қ̬̝̯̣҃ѓ̠̥̘̩̫̥̝ѓ̨ӝ̭½̸̡̝̮̥½̴̭ц̦̯Ԗ̩ 20
̡̲̬Ԗ̨̩̙̟̝̟̘̬̯̥̠̥̝̩̫̫ԉ̨̝̥
̒̂̆́ ̡Ѣ½Ҝ̛̠̯̭̚ѓ̮Ҟ̠̥̘̩̫̥̝ Ґ½̡̘̯̬̯ҡ̸̡̧̡̡̦̮̥̭½Ԗ̭ѓ̡̠̥̘̩̫̥̝̮̹̮̥
ѓ̨ӝ̭½Ԗ̭½̷̨̡̝̰̮̤̝ц̦̯Ԗ̡̩̲̬Ԗ̩
̏̐̎̂̔ ̮Ҥ̠Ҝ½̡̫̥̮̥̭̚
̒̂̆́ ½̴̫̥̮̩̚Ҟ̯Ң̷̩̥̩̰̮̫̩́ 25

Vocabulário para a Seção Cinco C

Gramática para 5C–D


C Futuro do indicativo, ativo e médio: ½̝̰ʞ̴̮, ½̝̰ʞ̨̮̫̝̥
C Futuro de “ser/estar” e de “ir”: ъ̨̮̫̝̥, ̡Ѩ̨̥

̝Ѣ̛̯-̝, ѓ responsabilidade, causa ̠̥̘ ̩̫̥ ̝ ѓplano (1b) Ѧ̴̮̭ talvez


(1b) ̷̥̩̰̮́-̫̭,̷ Dioniso (2a) (deus ̡̧̡̦ҥ̮-̴ ordenarei (̡̧̡̦ҥ-̴)
ж̸̦̫̮-̨̫̝̥ ouvirei (ж̸̦̫-̴) da natureza, esp. do vinho) ̡̧̡̦ҥ̮-̡̥̭ ordenarás (̡̧̡̦ҥ-̴)
̝҂̬̥̫̩ amanhã
̠̥̝-̩̫ҝ-̨̫̝̥ pretender, ter em
mente
і̦̫̰-̫̩
і̦̫̰-̡̭ J imperfeito de ж̦Oҥ ̴
ѧ½½̥-̫̭ -̝ -o̩ de cavalos
̧ҝ̪-̴ direi (̧ҝ̟-̴)
̨̘̯̣̩ em vão, inutilmente
Seção Cinco A–D: “Sócrates corrompe os jovens” 59

̨̨̣̠̝-Ԗ̭ de forma alguma, de ½̡̛̮-Ӫ obedecerás (½̡̛̤-̨̫̝̥) Vocabulário a ser aprendido


jeito nenhum ½̫̥̮̚-̴ farei (½̫̥ҝ-̴) ̝Ѣ̛̯ә, ѓ razão, causa,
̨̫̥ para mim ½̫̥̮̚-̡̥̭ farás (½o̥ҝ ̴) responsabilidade (1b)
̩̰̩Ҡ =̩ԉ̩ ̡̫̮̥̠̍Ԗ̩ (̴̡̫̮̥̠̩̍-), ѳ ̠̥̝̩̫ҝ̨̫̝̥ pretender, planejar,
̩ԗ mente Posídon (3a) conceber um plano
̫Ѿ̠̙½̡̫̯ nunca ½̴̭ de alguma maneira ̠̥̘̩̫̥̝, ѓ intenção, plano (1b)
̫Ѿ̛̲=̫Ѿ̦ ̨̮̥̦̬-̷̭ -̘ -̷̩ pequeno ̩̫ԉ̭, ѳ (̷̩̫̭ contr.) mente,
½̘̩̰ muito ̮̫̥para ti inteligência (2a)
½̸̝̮-̨̫̝̥ pararei/cessarei ̮ ̷̭̮ ̮̚ ̷̩teu oѾ̠ҝ½o̡̯ nunca
(½̸̝-̨̫̝̥) ̮̹̮-̡̥ salvará (̮ԕ̢-̴) ̡̫̮̥̠̍Ԗ̩ (̴̡̫̮̥̠̩̍-), ѳ
½̝̰̮-̷̨̡̤̝ pararemos, ̡̥̠̥̒½½̛̠-̣̭, ѳ Fidipides (1d) Posídon (deus do mar) (3a)
cessaremos (½̸̝-̨̫̝̥) ̡̥̠̥̒½½̛̠̥-o̩ Fidipidinho (2b) (voc. ̍ң̡̮̥̠o̩; ac. ̡̫̮̥̠̍Ԗ)
½̸̝̮-̴ pararei (½̸̝-̴) ̧̱̥ҝ-̴ amar ½̴̭ de alguma maneira
½̸̝̮-̡̥ parará (½̸̝-̴) ̧̱̥̮̚-̴ amarei (̧̱̥ҝ-̴) ̴̧̱̥̙ amar, beijar
½̡̛̮-̨̫̝̥ obedecerei ̧̱̥̮̚-̡̥̭ amarás (̧̱̥ҝ-̴)
(½̡̛̤-̨̫̝̥)

Cavalos

Os cavalos eram um sinal de um homem rico, que os usava para caçar e para cor-
ridas (o cliente deficiente de Lísias, 24.11-12 defende-se da alegação de estar se
excedendo ao alugar um cavalo ao mesmo tempo em que reivindica uma pensão).
Eles eram caros de manter, pois precisavam de cereais como alimentação para
se conservar em boas condições, e os cereais geralmente eram necessários para
o consumo humano. Seus arreios eram rudimentares e, se o cavalo baixava a
cabeça para puxar, logo o sufocavam. O cavalo era, portanto, inadequado para
trabalho pesado em fazendas ou estradas, enquanto a ausência de estribos limi-
tava a sua utilidade na guerra (porque cavaleiros sem estribos eram derrubados
com facilidade). Apenas nas áreas de vegetação mais abundante no norte da
Grécia (Tessália e além) os cavalos eram criados em quantidade...
[Aqui, Alcibíades reivindica que era ele quem deveria liderar a enorme expe-
dição militar para a Sicília, em 415 a.C. Para apoiar sua aspiração, ele ostenta
as vitórias que obteve com seus carros nos Jogos Olímpicos. Ver Tucídides, A
Guerra do Peloponeso 6.16]:

“Atenienses,... vou começar dizendo que sou mais digno de receber o comando
do que outros e acredito ser qualificado para isso. De fato, as mesmas coisas pelas
quais sou criticado na verdade trazem honra para meus ancestrais e para mim e
beneficiam a nossa pátria. Pois, depois de pensar que a guerra havia arruinado a
nossa cidade, o mundo grego passou a superestimar o nosso poder por causa de
minha magnífica exibição nos jogos olímpicos. Inscrevi sete carros para a corrida
(um número maior do que qualquer outro concorrente individual antes), consegui
o primeiro, o segundo e o quarto lugares e fiz tudo adequadamente em grande
estilo. O costume honra tais feitos e, ao mesmo tempo, eles dão uma impressão
de poder...” (O mundo de Atenas, 2.16, 4.9)
60 Parte Dois: Decadência moral?

D
Em O mundo de Atenas: Sócrates e sofistas 8.33-6; intelectuais e argumentação 8.6-14.

̏̐̎̂̔ (leva-o para fora e aponta para um prédio do outro lado da rua)
̡̠ԉ̷̬ ̩̰̩ ж½̷̧̡̞½̡. ѳ̬Ӟ̭ ̯Ң ̤ҥ̬̥̫̩ ̯̫ԉ̯̫ ̦̝Ҡ ̯Ң ̫Ѣ̦ҡ̠̥̫̩;
̒̂̆́ ѳ̬Ԗ̯ҡ̫̩̯̫҄ԉ̷̯ц̮̯̥̩ Ґ½̡̘̯̬
̏̐̎̂̔ ̳̰̲Ԗ̩̮̫̱Ԗ̩̯̫ԉ̷̯ц̮̯̥̱̬̫̩̯̥̮̯̬̥̫̩̚ъ̩̠O̩ц̩̫̥̦̫ԉ̮̥̩к̡̩̠̬̭
̮̫̱̫ҡ ̧̡̙̟̫̩̯̭̠Ҝ½̡ҡ̤̫̰̮̥̯̫Ҥ̨̭̝̤̣̯Қ̭ҋ̭ѳ̫Ѿ̷̬̝̩̭ц̮̯̥½̡̩̥̟ҥ̭ 
̦̝Ҡъ̮̯̥̩ѳ½̡̩̥̟Ҥ̭̫̯̫̭҅½̡̬Ҡѓ̨ӝ̭ ѓ̨̡Ӻ̭̠Á̫ѣк̩̤̬̝̦̙̭ц̨̡̮̩ 5
½̡̛̤̫̰̮̥̯̫Ҥ̨̭̝̤̣̯Қ̭̫ѣк̡̩̠̬̭̫̯̫̥҅ ̡̠̥̠̘̮̦̫̩̯̭ж̡Ҡ̦̝Ҡ̨̲̬̝̯̝̚
½̧̧̫Қ̷̡̨̡̠̲̩̫̥̦̝Ҡ̩Ҟ̛̝̫́Ѿ½̸̡̝̮̯̝̥̫Ѿ̡̠Ҡ̭̝Ѿ̯Ԗ̨̩̲̬̝̯̝̚½̧̧̫Қ
̷̡̨̡̠̲̩̫̭½̝̬ҚЁ̯Ԗ̩Ё̨̝̤̣̯Ԗ̩
̒̂̆́ ж̧̧Қ̛̯̠̥̠̘̮̦̫̰̮̥̩̫ѣк̡̨̛̩̠̬̭̯̝̤̮̫̩̯̝̥̚Oѣ̡̛̩̝̩̝̥ ̨̝̤̣̯̝ҠѶ̡̩̯̭
̏̐̎̂̔ ̷̧̨̟̫̰̭̝̤̮̫̩̯̝̥̫̚ѣ̨̛̝̤̣̯̝ 10
̒̂̆́ ̷̧̧̡̛̯̩̝̭̟̫̰̭̙̟̥̭ Ґ½̡̘̯̬
̏̐̎̂̔ ̛̯̩̝̭̯Ң̛̩̠̦̝̥̫̩̦̝Ҡ̯Ң̩к̷̧̧̠̥̦̫̩̟̫̩ҝ̴̟
̒̂̆́ ̸̯̫̯̫̰̭̫̩̯̫҄Ҥ̧̭ң̨̟̫̰̭̝̤ҟ̮̫̩̯̝̥̫ѣ̨̝̤̣̯̝ҡ
̏̐̎̂̔ ̩Ҟ̯Ң̛̩̝̦̝́ҠЁ̠ҞЁ̦̝Ҡц̩̯̝Ӻ̭Ё̛̠̦̝̥̭̯̫Ҥ̭ж̛̩̯̥̠̦̫̰̭̩̥̦̮̫̰̮̥̩̚ж̡̛
̒̂̆́ ̡Ѣ̮Ҡ̩̠Ҝ̡̛̯̩̭Oѣк̡̛̩̠̬̭̫̯̫̥̯̯҅ҢѶ̨̩̫̝̯Ԗ̩ж̩̠̬Ԗ̩ 15
̏̐̎̂̔ ̫Ѿ̦̫Ѩ̠̝̯ҢѶ̨̩̫̝̮̫̱̥̮̯̝Ҡ̠ҝ̡Ѣ̧̛̮̥̦̝̫Ё̡̯Ё̦ж̛̟̝̤̫
̒̂̆́ (desgostoso)
  Ѣ̞̫Ӻ½̛̫̩̣̬̫̟Á ̫Ѩ̠̝̯̫ҥ̡̭̯Ҋ̲̬̫Ҥ̭̦̝Ҡж̩̰½̫̠ҟ̧̡̯̫̰̭̙̟̥̭ ̯Ң̩໌
̝
̨̛̦̝̦̫̠̝̫̩̝ໍ̴̦̬̘̯̣̦̝̏Ҡ̡̝̥̬̱̓Ԗ̩̯̝
̏̐̎̂̔ (silenciando-o com desespero) 20
єЁє̮̥̹½̝. ж̧̧’ ̫Ѿ̦ ж̸̦̫̮Ӫ;
̒̂̆́ ж̸̨̦̫̮̫̝̥ж̧̧Қ̨̧̡̛̯̫̥̙̪̥̭
̏̐̎̂̔ ж̧̧Áҏ̮½̡̬ъ̧̡̟̫̩ ̸̠̫ъ̲̫̰̮̥̯̫Ҥ̷̧̭̟̫̰̭̫ѣъ̩̠̫̩ ̯Ң̛̩̠̦̝̥̫̩̦̝Ҡ̯Ң̩
к̠̥̦̫̩̮Ҥ̠Ҝ̠̥Қ̛̯̫Ѿ̡̦Ѣ̮ҝ̬̲Ӫ̴̨̝̤̣̯̭̫̯̟҃̚Қ̬½̷̨̡̝̰̮̤̝ц̦̯Ԗ̩
̡̲̬Ԗ̩ 25
̒̂̆́ ж̧̧Қ̨̨̛̯̝̤̮̫̝̥̚
̏̐̎̂̔ ̯Ң̩к̷̧̠̥̦̫̩̟̫̩ѳ̨Ҝ̩̟Қ̬к̷̧̡̡̠̥̦̫̭̟̫̭̠̥̝̱̤̬Ӻ̯Қ̲̬ҝ̝ ѳ̠Ҝ
̠ҡ̦̝̥̫̭̫Ѿ̛̲̮Ҥ̠Ҝ̨қ̡̩̤̝̩˶̴̫̯̭̫̩̫҃҄ѣ̲̬Ӭ̮̯̝̥̫Ѿ̧̳̫̩̯̝̥̫̚Ѿ̠Ҝ̩
̸̴̯̫̯̩̯Ԗ̡̩̲̬Ԗ̩̠̥Қ̛̯̫Ѿ̡̦Ѣ̮ҝ̬̲Ӫ̮Ҥ̡Ѣ̭̯Ң̱̬̫̩̯̥̮̯̬̥̫̩̚ Ґк̡̬̥̮̯
ж̩̤̬̹½̴̩ 30
̒̂̆́ ̛̯̱̭̚ц̟Ҧ̡Ѣ̭̯Ң̨̱̬̫̩̯̥̮̯̬̥̫̩̚Қ̯Ң̡̩̫̮̥̠̍Ԗ̯Ң̩ѧ½½̥̫̩̫Ѿ½̴̫̥̮̚
̯̫ԉ̷̡̯̟̫҂̡̨̡̡̯̯̬̫̩̚Ѣ̨̮̙̬̲̫̝̥̫҂̡̯̝҂̡̬̥̫̩Ѧ̡̨̮̥̥̫҂̡̯½̴̫̥̮̚
̯̫ԉ̯̫̫Ѿ̨̠̝Ԗ̭̯̫Ҥ̨̭Ҝ̩̟Қ̬ѧ½½̧̫̰̭̱̥Ԗц̟̹ ̯̫Ҥ̭̠Ҝ̮̫̱̥̮̯Қ̭̫҂
̏̐̎̂̔ ̫҂̦̫̰̩½̡̛̮Ӫ ̫Ѿ̠Ҝ½̡̫̥̮̥̭̚
̒̂̆́ ̫Ѿ½̡̨̛̮̫̝̥ъ̴̡̟̟ ̫Ѿ̠Ҝ½̴̫̥̮̚Ҋ̲̬Ң̭̟Қ̡̨̬̟̩̮̫̝̥̚ ̨̝̤̣̯Ҟ̭Ҏ̩ 35
̏̐̎̂̔ ж̧̧Á̡Ѣ̮Ҥ̨Ҟ̡Ѧ̡̮̥ ̯ҡ̡̭Ѧ̡̮̥̮̥
(faz um último esforço para convencer Fidipides)
м̬Á̡Ѧ̨̡̮̥̩л̸̨̡̝̮̯̦ж̟̹
Seção Cinco A–D: “Sócrates corrompe os jovens” 61

Vocabulário para a Seção Cinco D


к-̠̥̦-o̭ -o̩ injusto ̡Ѧ̮-̡̥̮̥(̩) entrará (̡Ѣ̮-ҝ̬̲-̨̫̝̥) ̫Ѿ̨̠̝-Ԗ̭ de jeito nenhum, de
̝Ѣ̞̫Ӻ ai! ̡Ѧ̮-̨̡̥̩ entraremos modo algum
ж̸̦̫̮-̨̫̝̥ ouvirei (ж̸̦̫-̴) (̡Ѣ̮-ҝ̬̲-̨̫̝̥) ̫҂̦̫̰̩ portanto . . . não
ж̸̦̫̮-Ӫ ouvirás (ж̸̦̫-̴) ъ̩̠̫̩ dentro ̫Ѿ̬̝̩-̷̭, ѳ céu (2a)
к̩̤̬̝̪ (ж̩̤̬̝̦-), ѳ carvão (3a) ц̩-o̥̦ҝ-̴ morar (em) ̫҂̡̯ . . . ̫҂̡̯ nem... nem
ж̛̩̯-̠̥̦-o̭, -o̰ adversário (no єі psiu! ½̝̬Қ ̯Ԗ̩ ̨̝̤̣̯Ԗ̩ dos alunos
tribunal) (2a) ̸̤̬̥-̫̩, ̷̯ portinha (2b) ½̝ҥ̮-̡̯̝̥ parará, fará cessar
ж̩-̰½ң ̠̣̯-o̭ -o̩ descalço ѧ½½̥-̫̭ -̝ -o̩ de cavalos (½̝ҥ-̨̫̝̥)
ж½̫-̧̞̙½-̴ olhar, fixar os olhos ̦ж̟̹=̦̝Ҡ ц̟ҧ ½̝̰̮-ң̨̡̤̝ pararemos, faremos
em, observar com atenção ̦̝Ҡ ̠Ҟ ̦̝Ҡ e além disso cessar (½̝ҥ-̨̫̝̥)
̝҂̬̥o̩ amanhã ̧̛̦̝̫ ̡̯̦ж̛̟̝̤̫ belos e ½̝ҥ̮-̴ pararei, farei cessar
̡̟ pelo menos (valor restritivo); valorosos (½̝ҥ-̴)
sim, com certeza (valor ̧ҝ̪-̡̥̭ dirás (̧̙̟-̴) ½̡ҡ̤-̴ persuadir
enfático) ̷̧̟-̫̭, ѳ argumento (2a) ½̡ҡ̮-̨̫̝̥ obedecerei
̡̟̩̮̚-̨̫̝̥ eu me tornarei ̨̝̤ҟ̮-̨̫̝̥ aprenderei (½̡ҡ̤-̨̫̝̥)
(̛̟̟̩-̨̫̝̥) (̨̝̩̤̘̩-̴) ½̡ҡ̮-Ӫ obedecerás (½̡ҡ̤-̨̫̝̥)
̠̙̲-̨̫̝̥ receber ̨̝̤ҟ̮-̫̩̯̝̥ aprenderão ½̡̩̥̟ҥ̭, ѳ abafador (3g)
̠̥̝-̡̱̤̬-̡Ӻ destruirá, acabará (̨̝̩̤̘̩-̴) ½̫̥ҟ̮-̴ farei (½̫̥ҝ-̴)
com (̠̥̝-̡̱̤ҡ̬-̴) ̨̝̤̣̯-ҟ̭, ѳ estudante, aluno (1d) ½̫̥ҟ̮-̡̥̭ farás (½̫̥ҝ-̴
̠̥̠̘̮̦-̴ ensinar ̨Ҟ não ½̫̩̣̬-ң̭ -қ -ң̩ detestável, ruim
̛̠̦̝̥-o̭ -̝ -o̩ justo ̩̥̦ҟ̮-̫̰̮̥(̩) vencerão (̩̥̦қ-̴) ̮̫̱̥̮̯-ҟ̭, ѳ sofista (1d)
̸̠̫ dois (ac.) ̩̰̩ então ̮̫̱-̷̭ -̚ -̷̩ sábio, inteligente
̡Ѣ̮-ҝ̬̲-̨̫̝̥ entrar ̫Ѣ̦ҡ̠̥-̫̩, ̯ң casinha (2b) ̯̝Ӻ̭ ̛̠̦̝̥̭ seus processos, suas
̡Ѧ̮-̡̨̥̥ entrarei (̡Ѣ̮-ҝ̬̲-̨̫̝̥) Ѷ̨̩̫̝ (Ѳ̨̩̫̝̯-), ̯ң nome (3b) causas
̡Ѧ̮-̡̥ entrarás (̡Ѣ̮-ҝ̬̲-̨̫̝̥)
62 Parte Dois: Decadência moral?

̒̂̆́ ̫Ѿ̦ъ̴̡̟̟
̏̐̎̂̔ (furioso) 40
 ж̧̧Қ̴̡̠̥̹̪̮ц̦̯Ӭ̭Ё̫Ѣ̛̦̝̭̦̝Ҡц̧̦̞̝Ԗ̡Ѣ̭Ё̷̦̬̝̦̝̭
̒̂̆́ ̦ж̟Ҧ̠Ҟ̸̡̨̱̪̫̝̥
(vira-se para ir embora)
 ж̧̧Á̡Ѧ̡̨̡̮̥̥Ѣ̭̯Ҟ̩̫Ѣ̛̦̝̩ ж̧̧Á̫Ѿ̡̦Ѣ̭̯Ң̯Ԗ̩̮̫̱̥̮̯Ԗ̩̱̬̫̩̯̥̮̯̬̥̫̩̚
̏̐̎̂̔ ̛̯̠Ӭ̯̝½̴̫̥̮̚ 45
(com determinação)
̫Ѿ̟Қ̡̡̬̩̥̦̮̥̥̠̥̒̚½½̛̠̣̭ ж̧̧Áц̟Ҧ̷̩̥̦̣̱̬̫̭ ̡̨̟̩̮̫̝̥̚.
(tem uma ideia súbita)
ж̧̧Á̫Ѩ̠Áъ̴̡̟̟. ц̟Ҧ ̟Қ̬ ̝Ѿ̯Ң̭ ̡Ѧ̡̨̮̥̥ ̡Ѣ̭ ̯Ң ̱̬̫̩̯̥̮̯̬̥̫̩̚ ̨̝̤̣̯Ҟ̭̠Ҝ
̯Ԗ̩̮̫̱̥̮̯Ԗ̡̨̩̟̩̮̫̝̥̦̝̚Ҡ ̨̟̩̹̮̫̝̥̯Ң̩к̷̴̧̠̥̦̫̩̟̫̩̫̯̭̫̩҃҄ 50
̯̫Ҥ̭̲̬̮̯̝̭̚ ц̡̛̦̩̫̰̭½̸̴̝̮ъ̴̡̧̨̟̟̝̞̘̩̫̩̯̝̭̯Қ̨̲̬̝̯̝̚
(uma onda de desespero o invade)
½Ԗ̭ ̫̩҄ ̴̟̙̬̩ Ҍ̩ ̦̝Ҡ ̞̬̝̠Ҥ̭ ½̡̬Ҡ ̯̫Ҥ̭ ̷̧̟̫̰̭ ̯̫Ҥ̭ ж̡̦̬̥̞Ӻ̭ ̯Ҟ̩
̧̛̱̥̫̮̫̱̝̩ ̨̨̝̤̮̫̝̥̚; ѷ̴̨̭ ̡Ѧ̡̨̮̥̥. ж̧̧Қ ̠̥Қ ̯ҡ ̫Ѿ ̷̦½̴̯ ̯Ҟ̩ ̸̤̬̝̩
̸̯̝̯̣̩ ̦̝Ҡ ̞̫Ԗ; 55
(com um suspiro profundo)
ж̧̧Қ½̴̫̥̮̯̫̚ԉ̯̫̦̝Ҡ̷̴̦̳̯Ҟ̸̩̤̬̝̩̦̝Ҡ̨̞̫̮̫̝̥̚.

к-̠̥̦-o̭ -o̩ injusto ̨̝̤ҟ̮-̨̫̝̥ aprenderei ̡̝̥̬̱̓Ԗ̩ (̴̡̝̥̬̱̩̯̓-), ѳ


ж̡̦̬̥̞Ӻ̭ exatos, precisos (ac.) (̨̝̩̤̘̩-̴) Querefonte (3a)
̝Ѿ̯-ң̭ eu mesmo (nom.) ̨̝̤̣̯-ҟ̭, ѳ estudante, aluno (1d) ̲̬ҟ̮̯-̣̭, ѳ credor (1d)
̞̫̮̚-̨̫̝̥ gritarei (̞̫қ -̴) ̨̫̥ para mim ̳̰̲-ҟ, ѓ alma (1a)
̞̬̝̠Ҥ̭ lento (nom.) ̩̥̦ҟ̮-̡̥ vencerá (̩̥̦̘-̴) ҋ̭ que
̡̟̩̮̚-̨̫̝̥ eu me tornarei ̩̥̦̣-̷̱̬-̫̭ -o̩ vitorioso Ҋ̲̬-ң̭ -қ -ң̩ pálido
(̛̟̟̩-̨̫̝̥) ѷ̴̨̭ mesmo assim
̴̟̙̬̩ (̡̟̬̫̩̯-), ѳ homem velho ½̝ҥ̮-̡̯̝̥ parará, fará cessar Vocabulário a ser aprendido
(3a) (½̝ҥ-̨̫̝̥) к̠̥̦̫̭ o̩ injusto
̟̩̹̮-̨̫̝̥ (eu) conhecerei, ½̝̰̮-ң̨̡̤̝ pararemos, faremos ̝҂̬̥̫̩ amanhã
saberei (̟̥̟̩ҧ̮̦-̴) cessar (½̝ҥ-̨̫̝̥) ̡̟ pelo menos (indica algum tipo
̠Ӭ̯̝ então ½̝ҥ̮-̴ pararei, farei cessar de reserva, ressalva)
̠̥̹̪-̴ perseguirei (̠̥̹̦-̴) (½̝ҥ-̴) ̠ҝ̨̲̫̝̥ receber
̡Ѣ(̨Ҟ) se (não) ½̡ҡ̤-̴ persuadir ̠̥̠қ̴̮̦ ensinar
̡Ѧ̮-̡̨̥̥ entrarei (̡Ѣ̮-ҝ̬̲-̨̫̝̥) ½̡ҡ̮-̨̫̝̥ obedecerei (½̡ҡ̤-̨̫̝̥) ̠ҡ̦̝̥̫̭ ә o̩ justo
̡Ѣ̷̭̦̬̝̦̝̭ para o inferno! (lit. ½̡ҡ̮-Ӫ obedecerás (½̡ҡ̤-̨̫̝̥) ̡Ѣ̮ҝ̨̬̲̫̝̥ (̡Ѣ̡̧̮̤ entrar
“para os corvos”) ½̡̩̥̟ҥ̭, ѳ abafador (3g) ъ̩̠̫̩ dentro
ц̦-̧̞̝-Ԗ jogarei fora, lançarei ½̫̥ҟ̮-̴ farei (½̫̥ҝ-̴) ̦̝Ҡ̠Ҟ̦̝ҡalém disso
fora (ц̦-̞қ̧̧-̴) ̮̫̱̥̮̯-ҟ̭, ѳ sofista (1d) ̦ң½̴̯ bater (em), cortar
̡҂̪-̨̫̝̥ oferecerei orações ̯Ӭ̭ ̫Ѣ̦ҡ̝̭ a casa ̧ң̟̫̭, ѳargumento; palavra,
(̡҂̲-̨̫̝̥) ̯ҟ̨̡̬̫̩ hoje dito; narrativa, relato; razão
̦ж̟̹=̦̝Ҡ ц̟ҧ ̯Ң̩ ̴̦̬̏қ̯̣ Sócrates (2a)
̷̦½̯-̴ bater (em) ̡̱ҥ̪-̨̫̝̥ fugirei (̡̱ҥ̟-̴) ̨̝̤̣̯ҟ̭, ѳ estudante, aluno (1d)
̷̦̳-̴ baterei (em) (̷̦½̯-̴) ̧̱̥̫-̮̫̱ҡ-̝, ѓ filosofia (1b) ̫҂̡̯ … ̫҂̡̯nem... nem
̧ҟ̳-̫̩̯̝̥ pegarão (̧̨̝̞̘̩-̴) ̱̬̫̩̯̥̮̯ҟ̬̥-̫̩, ̯ң pensatório, ½̡ҡ̴̤ persuadir
̷̧̟-̫̭, ѳ argumento (2a) pensadouro, lugar de ̮̫̱ң̭ҟң̩ sábio, inteligente
meditação (2b)
Seção Seis A–D 63

Seção Seis A–D

Introdução
Um aluno do “pensatório” de Sócrates apresenta Estrepsíades ao “novo pensa-
mento” e descreve como pés de pulgas são usados para medir distâncias. Outras
“maravilhas” técnicas são reveladas dentro da instituição, quando Sócrates
aparece, suspenso em um cesto no ar. Um Estrepsíades perplexo, mas impressio-
nado, informa a Sócrates que deseja aprender os argumentos “injustos” a fim de
escapar de suas dívidas, mas acaba se revelando um péssimo aluno.

Em O mundo de Atenas: especulação física 8.7-9; matemática 8.25; Tales 8.7.

A
̷̡̯̬̳̥̘̠̣̭̦̏½̡̯̥̯Ҟ̸̩̤̬̝̩̦̝Ҡ̞̫Ӟ
̏̐̎̂̔ ½̝Ӻ ½̛̝̥̠̫̩
̉˾̅̄̐̄̏(sai do “pensatório”)
̧̧̞̘ÁЁ̡Ѣ̭Ё̷̦̬̝̦̝̭. ̯ҡ̭ ъ̡̦̫̳ ̯Ҟ̩ ̸̤̬̝̩; ̯ҡ̭ ц̷̡̞̣̮̩;
̏̐̎̂̔ ъ̴̡̟̟ъ̦̫̳̝̯Ҟ̸̩̤̬̝̩̦̝Ҡц̷̞̣̮̝
̉˾̅ ̯ҡ̭Ҍ̩̮Ҥ̯̫ԉ̯̫ц½̛̫̣̮̝̭ж̨̝̤̭̯̥̭̚ ̡̫҄Ѩ̠̝ 5
̏̐̎̂̔ ̷̡̡̯̬̳̥̘̠̣̭̥̦̰̩̩̤̩̏̇
̉˾̅ ̡Ѣ̭Ё̷̦̬̝̦̝̭̝̤̥̭҄
(volta para o “pensatório”)
̏̐̎̂̔ ̫Ѧ̨̫̥ ̯ҡ½̴̫̥̮̚ж̧̧Á̷̴̝̤̥̭̦̳҄
̷̝̤̥̭̦҄½̡̯̥̯Ҟ̸̩̤̬̝̩ 10
̉˾̅ ̯ ҡ̭ѳ̷̦½̴̯̩̠̥Қ̯ҡ̫̯̫̭̫҅Ѿ̦ц½̸̷̝̮̝̯̫̦½̴̯̩ѳк̴̩̤̬½̫̭ ц½̡Ҡ
ц̦ҝ̧̡̰̮̝ц̟̹

Vocabulário para a Seção Seis A

Gramática para 6A–B


C Aoristo primeiro (sigmático) do indicativo, ativo e médio: ъ½̝̰̮̝, ̡ʰ½̝̰̮̝ʞ̨̣̩
C Aspecto
C Substantivos do tipo 3h:̫ʰ̸̱̬̭

ж-̨̝̤ҟ̭ ignorante (nom.) ̡Ѣ̭ ̷̦̬̝̦̝̭ para o inferno! ц-½̸̝̮-̝̯̫ parou (½̸̝-̨̫̝̥)
̞қ̧̧’ ̡Ѣ̭ ̦ң̬̝̦̝̭ vai para o ц ̦ҝ̧̡̰̮-̝ mandei, ordenei ц ½̫ҡ̣̮-̝̭ fizeste (½̫̥ҝ ̴)
inferno! (̡̧̡̦ҥ-̴) K̥̦̰̩̩ң̡̤̩ do demo Cicina
ц-̞ң̣̮-̝ gritei (̞̫қ -̴) ъ-̦̫̳-̝ bati em (̦ң½̯-̴) ½̝̥̠ҡ-̫̩, ̯ң escravo, escravinho
ц-̞ң̣̮-̡(̩) gritou (̞̫қ̴) ъ-̦̫̳-̡ bateu em (̦ң½̯-̴) (2b)
64 Parte Dois: Decadência moral?

(reaparece, irritado)
 ̠̥Қ̯ҡ̮Ҥ½қ̷̧̥̩̦½̡̯̥̭̯ҡц̩̩ԗъ̡̲̥̭̯Ҟ̩̟Қ̬ц̨Ҟ̛̩̱̬̫̩̯̠̝ж½ 15
̙̦̫̳̝̭ ½̫̥Ԗ̩̯̫ԉ̯̫
̏̐̎̂̔ ж̧̧Áк̬̯̥ц½̨̝̰̮̘̣̩ ҐӤ̟̝̤̙ц̦ҝ̧̡̰̮̝̭̟Қ̸̨̬̮Ҟ̫̩҄ъ̧̧̦̞̝ҝ̨̡ 
̛̦̝½̡̬к̟̬̫̥̦̫̩Ѷ̩̯̝̦̝Ҡж̨̝̤Ӭж̧̧Қ̛̯̭ѓ̛̱̬̫̩̯̭ ̡Ѣ½Ҝ̠̚
̉˾̅ ж ̧̧Á̫Ѿ̷̨̨̤̙̥̭̩̫̥̟Қ̨̬̝̩̤̘̩̫̰̮̥̯Қ̭̯Ԗ̩̮̫̱̥̮̯Ԗ̛̩̱̬̫̩̯̠̝̭
̸̯̝̯̝̭̫ѣ̨̛̝̤̣̯̝ 20
̏̐̎̂̔ ̡Ѣ½ҝ̨̫̥̫̩҄ї̴̦̟Қ̬ц̟Ҧ̨̝̤̣̯Ҟ̭̯Ԗ̩̮̫̱̥̮̯Ԗ̡̩Ѣ̭̯Ң̱̬̫̩̯̥̮̯̬̥̫̩̚
̉˾̅ ̧ ̴̙̪̮̫̥˶̸̧̧̡̳̝̟̘̬̯̥̭̠̘̦̩̥̯Ҟ̩໌̡̝̥̬̱̓Ԗ̩̯̫̭ໍѲ̱̬ԉ̩ѷ̡̯̠Ҝ½̣̠Ӟ
ц½Ҡ̯Ҟ̡̧̩̦̱̝Ҟ̩̯Ҟ̴̩̦̬̘̯̫̰̭̏ ̴̧̫̯̠̥̝̙̟̫̩̯̝̥̫҃ѣк̡̩̠̬̭
‘̏̇̎̕˾̐̄̏ ѷ̬̝, Ґ ̝̥̬̓ҝ̴̱̩. ̫Ѿ ̟Қ̬ ̧̡̝̩̤̘̩̥ ̨̡ ѓ ̸̧̧̳̝ж̛̪̝̫̮̝҄
̯̫ԉЁÁ̧̨̰̌½̛̦̫̰Ё̡̮̯̱̘̩̫̰ж̧̧Қ̧̡̙̟ ѳ½̷̮̫̰̭Ё̯̫Ҥ̭Ёч̝̰ 25
̯Ӭ̭Ё½̷̠̝̭ц½̡̠̣̮̩̚ѓ̸̧̧̳̝
̓˾̆̎̂̒̊̕ ̫Ѿ̦̫Ѩ̠̝ Ґ̡̹̦̬̝̯̭̏ж̧̧Қ̠̥Қ̛̯̫Ѿ̨̡̯̬̫ԉ̨̡̩̯Ң
̴̛̲̬̫̩
̏̇̕ ж̧̧Қ½Ԗ̨̡̨̡̭̯̬̮̫̩̚ Ґ̝̥̬̓ҝ̴̱̩
̓˾̆ Ѣ ̠̫ҥ½̬Ԗ̨̯̫̩Ҝ̩̟Қ̬̦̣̬Ң̧̨̩̝̞қ̴̩ ̡Ѩ̯̝̯Ң̩̦̣̬Ң̩ 30
̡̨̤̬Ң̩½̫̥Ԗ̧̯̙̫̭̠Ҝ̯̫Ҥ̭̯Ӭ̭Ё̸̧̧̳̣̭½̷̡̠̝̭Ѣ̭̯Ң̩
̦̣̬Ң̨̛̩̯̤̣̥
̏̇̕ ̛̯Ё̠ҝ
̓˾̆ ̩ ԉ̩ѳ̦̣̬Ң̭̳̰̲̬Ң̡̛̭̟̟̩̯̝̥Ѣ̸̠̫ Ґ̡̹̦̬̝̯̭̏ѓ̟Қ̬
̸̧̧̳̝ц̨̞̘̠̝̭ъ̡̲̥ 35
̏̇̕ ж̧̧Қ̛̯̩ԉ̩½̡̫̥Ӻ̭
̓˾̆ ̩ԉ̩̠Ҝ̯Қ̭ц̸̴̨̧̞̘̠̝̭Ѣ̸̠̫Á
̏̐̎̂̔ Ґ̡̃ԉ̧̡̞̝̮̥ԉҌ̯Ӭ̭Ё̛̮̫̱̝̭̯Ԗ̩ж̩̠̬Ԗ̩
(a admiração se transforma em perplexidade)
 ж̧̧Á̡Ѣ½ҝ̨̫̥ ̛̯½̫̯Áц½̫ҡ̣̮̝̩̫ѣк̡̩̠̬̭ Ґ̨̝̤̣̯̘ 40
̉˾̅ ̫ Ѿ̧̡̨̡̝̩̤̘̩̥̭к̟̬̫̥̦̫̭Ҏ̩ Ґ̡̯̬̳̥̘̠̣̏ ̫Ѿ̴̨̝̩̤̘̩̩̫Ѿ̠ҝ̩
ж̧̧Áҋ̭ъ̧̡̟̫̩ ½̬Ԗ̨̯̫̩Ҝ̡̨̩̤̬Ң̩ц½̛̫̣̮̝̩̯Ң̷̩̦̣̬̩ъ½̡̥̯̝̯̫Ҥ̭
̯Ӭ̭Ё̸̧̧̳̣̭½̷̠̝̭ъ̡̡̤̮̝̩Ѣ̭̯Ң̷̧̩̦̣̬̩̯̙̫̭̠Ҝ̯Қ̭ц̨̞̘̠̝̭ъ̧̰̮̝̩
̦̝Ҡц̨ҝ̯̬̣̮̝̩¾½Ԗ̭̟Қ̬̫҂¾̯Ң̴̛̲̬̫̩
Seção Seis A–D 65

̏̐̎̂̔ Ґ̡̃ԉ̧̡̞̝̮̥ԉ˶̮̫̱̫Ҡ̠Ҟ̛̱̝̩̫̩̯̝̥Ѷ̡̩̯̭̫ѣк̡̛̩̠̬̭̯Ё̠Ӭ̯Áц̡̦Ӻ̩̫̩̯Ң̩ 45
̧̝̅Ӭ̨̢̨̡̩̤̝̰̘̫̩јԈӛ̴̸̡̨̛̠̭̱̪̫̝̥̯Ҟ̨̛̩̠̦̣̩̟̩̹̮̫̝̥̟Қ̬̯Ң
̸̧̧̳̣̭½̨̠̣̝̚
(grita)
ж̧̧Áк̡̩̫̥̟ к̡̩̫̥̟̯Ҟ̸̩̤̬̝̩

к̟̬-̫̥̦-̫̭ -̫̩ do campo ̡̧̦̱̝-ҟ, ѓ cabeça (1a) ̱̬̫̩̯̥̮̯ҟ̬̥-̫̩, ̯ң lugar


ж-̨̝̤Ӭ ignorante (ac.) ̦̣̬-̷̭, ѳ cera (2a) de meditação, pensatório,
к̡̩̫̥̟ abre! ̸̧-̴ soltar, desfazer pensadouro (2b)
к̪̥-̫̭ -̝ -o̩ digno de ̨̡̯̬ҝ-̴ medir (fut. ̨̡̯̬̮̚-̴) ̡̝̥̬̱̓Ԗ̩̯̫̭ de Querefonte
ж½-ҝ-̦̫̳-̝̭ cortaste ̨̫̥ para mim ̴̲̬ҡ-̫̩, ̯ң espaço, distância (2b)
(ж½̫-̷̦½̯-̴) ̷̨̩-̫̭ -̣ -o̩ só ̳ҥ̧̧-̝, ѓ pulga (1c)
к̬̯̥ agora mesmo ̩ԗ mente ̳ҥ̧̧̣̭ da pulga
̠қ̦̩-̴ morder, importunar ѳ½̷̮̫̰̭ ̯̫Ҥ̭ ч̝̰̯Ӭ̭ ½ң̠̝̭ ̳̰̲̬-ң̭ -қ -ң̩ frio
ц-̞ң̣̮-̝̭ gritaste (̞̫қ̴) (a medida de) quantos dos ҋ̭ como
ъ-̡̤-̮̝̩ colocaram (̯ҡ̨̤̣̥) seus próprios pés
̡Ѩ̯̝ então ̫̯̫̭҅ ei! Vocabulário a ser aprendido
ц̦-̞қ̧̧-̴ lançar para fora ½қ̧̥̩ outra vez к̟̬̫̥̦̫̭ o̩ do campo, rústico
ц-̦ҝ̧̡̰̮-̝̭ mandaste, ordenaste ½̣̠қ ̴ pular ̞қ̧̧Á ̡Ѣ̭ ̦ң̬̝̦̝̭ vai para o
(̸̡̧̡̦-̴) ½ҟ̨̠̣̝½̨̣̠̣̝̯-), ̯ң pulo (3b) inferno!
ъ-̧̰̮-̝̩ soltaram (̸̧-̴) ½ң̠̝̭ ver ½̫ҥ̭ ̠қ̴̦̩ (̠̝̦-) morder, importunar
ц̨̞̘̭ (ц̨̞̝̠-), ѓ sapato (3a) ½̡̫̯alguma vez ц̦̞қ̴̧̧ (ц̧̦̞̝-) lançar para
ц-̨ҝ̯̬̣̮-̝̩ mediram (̨̡̯̬ҝ-̴) ½̫ҥ̭ (½̫̠-),ѳ pé (3a) fora
ц-½̝̰̮-̨̘̣̩ parei (½̸̝-̨̫̝̥) ½̬Ԗ̯̫̩ primeiro ц̩ ̩ԗ ъ̴̲ pretender, ter em mente
ц½̡Ҡ quando Ԉӛ̠ҡ-̴̭ facilmente ̦̝ҡ½̡̬ embora (+ part.)
ц ½̠̣̮̚-̡(̩) pulou (½̣̠қ ̴) ̮̫̥ para ti ̡̧̦̱̝ҟ, ѓ cabeça (1a)
ц ½̫ҡ̣̮-̝̩ fizeram (½̫̥ҝ ̴) ̴̦̬̏қ̯̫̰̭ de Sócrates ̧Ԅʞ̴ soltar
ј realmente ̯Ҟ̩ Ѳ̱̬-ԉ̩ a sobrancelha ѷ̡̯quando
ї̦-̴ venho, cá estou ̯Ӭ̭ ̮̫̱ҡ̝̭ a inteligência! ʞ
Ѳ̱̬Ԅ̭(Ѳ̱̬̰-), ѓsobrancelha (3h)
̧̝̅-Ӭ̭, ѳ Tales (1d) (antigo ̯Ӭ̭ ̳ҥ̧̧̣̭ da pulga ½̫ҥ̭ (½̫̠-), ѳ pé, pata (3a)
cientista e inventor grego, ̯ҡ̠ҝ e então? ԈӜ̠̥-̫̭ ә o̩ fácil
o protótipo do sábio) ̯ҡ̠Ӭ̯Á por que então...? Ԉӛ̠ҡ̴̭ facilmente
̨̤̝̰қ̢-̴ maravilhar-se (com) ̯ҡ̨̤̣̥ coloco, ponho ̱̬̫̩̯ҡ̭ (̱̬̫̩̯̥̠-), ѓ
̤ҝ̨̥̭, ѓ norma, lei (lit. lei ̯̫ԉѸ̧̨̰½̥̦̫ԉ ̡̮̯̱қ̩̫̰ a pensamento, preocupação,
estabelecida pelos deuses) (3a) coroa olímpica cuidado (3a)
̡̨̤̬-ң̭ -ҟ -ң̩ quente ̱̬̫̩̯ҡ̭ (̱̬̫̩̯̥̠-), ѓ ҋ̭ como
̦̝ҡ½̡̬ embora (+ part.) pensamento (3a)
66 Parte Dois: Decadência moral?

B
A porta se abre e Estrepsíades dá um passo para trás, horrorizado.

Em O mundo de Atenas: realizações intelectuais de Atenas 8.14-15, 22; trabalho técnico 8.24.

̏̐̎̂̔ ҐԞ(̧̡̬̘̦̥̭ ̛̯̩̝̯̝ԉ̯̝̯Қ̛̤̣̬̝


̉˾̅ ̫ ̯̫̭҅ ̠̥Қ̯ҡц̤̝ҥ̨̝̮̝̭̠̥Қ̛̯̝̤̥̭҄ц̷̞̣̮̝̭м̬̝̯̫Ҥ̨̭̝̤̣̯Қ̸̭̯̫̯̫̰̭
̨̢̡̤̝̰̘̥̭
̏̐̎̂̔ ̩̝Ҡ̨Қ̴̨̢̛̝̤̝̰̘́ж̧̧Қ̛̯½̫̥̫ԉ̮̥̩̫̯̫̥̫҅ѣ̡Ѣ̭̯Ҟ̩̟Ӭ̧̩̞̙½̡̫̩̯̭
̉˾̅ ̢̣̯̫ԉ̮̥̩̫̯̫̥̯҅Қ̦̝̯ҚЁ̟Ӭ̭ 5
̏̐̎̂̔ ̧̞̫̞̫Ҥ̭к̢̬̝̣̯̫ԉ̨̮̥Ҟ̩ԉ̩̯̫ԉ̯ң̟Áъ̢̡̡̛̯̥̱̬̫̩̯̯ Ґ̛̤̣̬̝˶ц̟Ҧ̟Қ̬
̫Ѩ̠̝ѷ½̡̫̰Ѣ̮Ҡ̨̡̧̟̘̫̥̦̝Ҡ̧̛̦̝̫ж̧̧Қ̯ҡ̭̫ѿ̛̯̫̮̠̥Қ̛̯ѳ½̴̬̦̯Ң̡̭Ѣ̭
̯Ң̩̫Ѿ̬̝̩Ң̧̩̞ҝ½̡̥
̉˾̅ ̷̠̥̯̥ж̨̡̮̯̬̫̩̫Ӻѳ½̴̷̬̦̯̭
̏̐̎̂̔ ( aponta para um dos estranhos aparelhos que se amontoam pelo PHRONTIST͗RION) 10
 Ѣ̠̫ҥ˶̯ҡ̠Áц̮̯Ҡ̯̫ԉ̯̫̠ҡ̠̝̮̦ҝ̨̡
̉˾̅ ж̨̨̛̮̯̬̫̩̫̝Ҝ̩̝̯̣҃
̏̐̎̂̔ (aponta para outro aparelho)
̯̫ԉ̯̫ ̠Ҝ ̛̯;
̉˾̅ ̴̡̨̡̛̟̯̬̝ 15
̏̐̎̂̔ ̦̝Ҡ̡Ѣ̛̭̯̲̬ҟ̨̡̛̮̥̫̩̝̯̣̠̠̝̮̦҃
̉˾̅ ̸̯̝̯Ӫ̯Ҟ̩̟Ӭ̩ж̨̡̩̝̯̬̫ԉ̨̡̩
(pega um mapa)
̝̯̣҃ ̠Áц̮̯Ҡ ̟Ӭ̭ ½̡̛̬̫̠̫̭.
(aponta para o mapa) 20
 ѳ̬Ӟ̨̭̝̯̝̥҅Ҝ̩Ӥ˾̤Ӭ̩̝̥
̏̐̎̂̔ (incrédulo)
̛̯ ̮Ҥ ̧̡̙̟̥̭; ̫Ѿ ½̡̨̛̤̫̝̥, ц½̡Ҡ ̯Ԗ̩ ̠̥̦̝̮̯Ԗ̩ ̫Ѿ̲ ѳ̬Ԗ ̫Ѿ̠Ҝ ы̩̝
̷̢̨̡̦̝̤̥̩̫̩. ½̫ԉ ̠’ ц̮̤’ ѳ ц̨Ң̭ ̠Ӭ̨̫̭;
̉˾̅ (aponta para o mapa) 25
 ц̩̯̝ԉ̤̝ъ̡̩̮̯̥̩̯Ҟ̩̠Á̂҂̞̫̥̝̩ѳ̬Ӟ̭
̏̐̎̂̔ ѳ̬Ԗж̧̧Áѓ̴̡̨̛̝̦̠̝̩̈½̫ԉ̡̯̰̟̲̘̩̥̫̮̝҄
̉˾̅ ѷ½̫̰̝̯̣҃
̏̐̎̂̔ (surpreso)
 ½
 ̝½̝Ӻк½̡̧̡̤ к½̡̧̡̤ҋ̭ц̟̟Ҥ̭Ёѓ̨Ԗ̩ѓ̴̡̨̛̝̦̠̝̩̈ж̧̧Қ̠̥Қ̛̯̫Ѿ̦ 30
ж½̸̡̘̟̥̭̯̝̯̣̩ж̱Áѓ̨Ԗ̩½̷̴̬̬½̘̩̰
̉˾̅ ж̧̧Áж̸̠̩̝̯̫̩
̏̐̎̂̔ ̩Ҟ̛̝́Ѳ̧̡̫̱̰̬Ӻ̮̤Áк̬̝
(olha para cima e vê Sócrates pendurado dentro de um cesto)
ж̧̧Ӥ ̡Ѣ½ҝ ̨̫I, ̛̯̭ ̫̯̫̭҅ ѳ ц½ҠЁ̯Ӭ̭Ё̡̨̦̬̘̤̬̝̭ Ҏ̩; 35
̉˾̅ ̝Ѿ̷̯̭
̏̐̎̂̔ ̯ҡ̭̝Ѿ̷̯̭
̉˾̅ ̴̦̬̘̯̣̭̏
Seção Seis A–D 67

Vocabulário para a Seção Seis B


ж-̠ҥ̩̝̯-̫̭ -o̩ impossível ц½̡Ҡjá que ½̡̬ҡ ̫̠-o̭, ѓ volta toda,
о̤Ӭ̩-̝̥, ̝ѣ Atenas (1a) ц½Ҡ ̯Ӭ̭ ̡̨̦̬қ̤̬̝̭ no cesto caminho ao redor, mapa (2a)
ж̩̝-̨̡̯̬ҝ-̴ medir inteiramente ̂҂̞̫̥-̝, ѓ Eubeia (1b) ½ң̴̬̬ longe
к½-̡̧̡̤ vai embora! ћ̬қ̧̡̦̥̭ Héracles! ½̴̬̦̯-ң̭, ѳ traseiro (2a)
к̬̝ então, nesse caso ̨̤̝̰қ̢-̴ admirar-se ̯̝ҥ̯Ӫ com isto/com ela
ж̮̯̬̫-̨̩̫ҝ-̴ observar os astros ̤̣̬ҡ-̫̩, ̯ң bicho, animal (2b) ̲̬ҟ̨̮̥-o̭ -̣ -o̩ útil
ж̮̯̬̫-̨̩̫ҡ-̝, ѓ astronomia (1b) ̦̝̤-ҡ̢̨̫̝̥ sentar-se
̝Ѿ̯-ң̭ Ele Mesmo, o Mestre ̦̝̯Қ̟Ӭ̭ sob a terra Vocabulário a ser aprendido
(nom.) ̡̝̦̠̝̈ҡ̴̨̩ (̡̨̝̦̠̝̥̫̩̈-), ѓ ж̠ҥ̩̝̯̫̭ o̩ impossível
̧̞̫̞-ң̭, ѳ bulbo (2a) Esparta (3a) о̤Ӭ̩̝̥, ̝ѣAtenas (1a)
̴̡̨̡̟̯̬ҡ ̝, ѓ geometria (1b) ̨̫̥ para mim ̠Ӭ̨̫̭, ѳ demo (2a)
̟Ӭ̭ da terra Ѳ̧̫̱̰̬-̡Ӻ̮̤Ӥ = 2a. pl. fut. ̨̤̝̰қ̴̢ admirar-se com,
̠Ӭ̨-̫̭, ѳ demo (2a) (contr.) de Ѳ̧̫̱ҥ̬-̨̫̝̥ maravilhar-se com
̠̥̦̝̮̯-ҟ̭, ѳ juiz, dicasta (1d) ѷ½̫̰ onde? ѷ½̫̰ onde? onde
ц-̞ң̣̮-̝̭ gritaste (̞̫қ-̴) ̫Ѿ̬̝̩-ң̭, ѳ céu (2a) ̫Ѿ̬̝̩ң̭, ѳcéu (2a)
ц̟̟Ҥ̭ ѓ̨Ԗ̩ perto de nós ½қ̩̰ muito ½̡ҡ̨̤̫̝̥ (½̥̤-) acreditar, confiar
ц-̤̝ҥ̨̝̮-̝̭ tu te admiraste ½̝½̝Ӻ oh céus!
(̨̤̝̰қ̢-̴) ½̡ҡ̤-̨̫̝̥ acreditar
ц̩̯̝ԉ̤̝ aqui

A amplitude do trabalho dos sofistas

[Ver nota sobre os sofistas na pág. 57]


Os sofistas ajudavam a criar uma demanda por educação, e seu advento também
coincidiu com uma forte necessidade por ela. Ensinavam uma ampla variedade
de assuntos – de astronomia e direito a matemática e retórica. Foi, em grande
medida, devido aos sofistas que disciplinas como gramática, lógica, ética, polí-
tica, física e metafísica começaram a aparecer como entidades separadas. Os
sofistas estavam à frente de um movimento para fazer do homem, não do mundo
físico, o centro do debate intelectual. Se sua principal preocupação era descrever
como o homem poderia ser mais bem-sucedido na vida, em lugar de questões de
certo e errado do tipo em que Sócrates e Platão insistiam, isso não desfaz a sua
importância intelectual.
Muito trabalho estava sendo realizado também em outros campos nessa época.
Se podemos confiar em nossas fontes, manuais técnicos foram escritos por Sófocles
sobre a tragédia, por Ictino sobre o Partenon, por Policleto sobre a simetria do corpo
humano e por Hipodamo (que desenhou o projeto do Pireu) sobre planejamento
urbano e engenharia social. Trabalhos experimentais rudimentares em ciências
também podem ter estado em andamento, se assim quisermos interpretar as indi-
cações de As nuvens de Aristófanes. Quando o rústico Estrepsíades é introduzido
na escola privada de Sócrates (̱̬̫̩̯̥̮̯ҟ̬̥̫̩, ou “pensatório”), ele encontra todo
tipo de equipamentos extraordinários abarrotando o espaço... Esses modelos cós-
micos (globos celestes? mapas estelares? bússolas? mapas?) são um aspecto impor-
tante da peça, onde a associação entre o novo pensamento e seus vários apetrechos
é constantemente feita. Isso sugere que o uso de modelos e aparatos, em geral visto
como algo posterior, pós-aristotélico, era suficientemente bem entendido na Atenas
do século V para ser tema de uma peça cômica. (O mundo de Atenas, 8.23–4)
68 Parte Dois: Decadência moral?

C
ж½ҝ̡̬̲̯̝̥ѳ̨̝̤̣̯ҟ̭ѳ̡̯̬̳̥̘̠̣̭̯̏Ң̴̧̡̩̦̬̘̯̣̦̝̏Ӻ
̏̐̎̂̔ Ґ̡̹̦̬̝̯̭̏ Ґ̴̛̦̬̝̯̠̥̫̩̏ ̡̠ԉ̬Ӥц̧̤̙
̏̇̕ ̯ҡ̭ц̷̡̞̣̮̯ҡ̭ц̡̞̥̘̮̝̯̫Ѣ̭̯Ң̱̬̫̩̯̥̮̯ҟ̬̥̫̩̯Ң̯Ԗ̩̮̫̱̥̮̯Ԗ̩
̏̐̎̂̔ ц̷̞̣̮̝ц̟̹ ̷̡̡̯̬̳̥̘̠̣̭̥̦̰̩̩̤̩̏̇ж̧̧Ӥ̫Ѿ̦ц̨̡̞̥̝̮̘̣̩Ѣ̭̯Ң
̱̬̫̩̯̥̮̯̬̥̫̩̚ 5
̏̇̕ ̯ҡ̨̡̧̡̦̝Ӻ̭ Ґц̨̡̡̱̬̚ј̧̡̤̭̠Ҝ̮Ҥ̦̝̯ҚЁ̯ҡ
̏̐̎̂̔ ј̧̨̤̫̩̝̤̣̯Ҟ̡̭Ѣ̭̯Ң̱̬̫̩̯̥̮̯̬̥̫̩̚і̡̠̣̟̘̬̮і̦̫̰̮̝ҋ̡̭Ѩ̷̮̫̱̭
̏̇̕ ̡Ѣ½ҝ̨̫̥ ̡̛̯̭Ѩ½̡̯̫ԉ̯̫½Ԗ̭̠Ӥі̨̡̦̫̰̮̘̭ҋ̷̡̭̮̫̱̭Ѣ̨̥
̏̐̎̂̔ ̡Ѩ½̡̯̫ԉ̯̫̯Ԗ̨̩̝̤̣̯Ԗ̩̯̥̭
̏̇̕ ̛̯̠Ӥ̡Ѩ½̡̩ѳ̨̧̡̝̤̣̯̭̙̟̚ 10
̏̐̎̂̔ ̡Ѩ½̡̟̘̬ѳ̨̝̤̣̯Ҟ̭ҋ̸̧̧̭̳̝̯̥̭ъ̡̠̝̦̯Ҟ̡̩̝̥̬̱̓Ԗ̩̯̫̭Ѳ̱̬ԉ̡̩Ѩ̯̝ц½Ҡ
̯Ҟ̩̮Ҟ̡̧̩̦̱̝Ҟ̩ц½̡̠̣̮̮̚Ҥ̠Ҝ̯Ң̡̩̝̥̬̱̓Ԗ̩̯̝і̬̫̰ѳ½̷̮̫̰̭Ё̯̫Ҥ̭Ёч
̝̰̯Ӭ̭Ё½̷̠̝̭ц½̡̠̣̮̩̚ѓ̸̧̧̳̝ж̩ ̡̨̡̡̯̬̮̝̯̠̚Ӥѿ̨̡Ӻ̴̭̫̯̭҃˶½̬Ԗ̯̫̩
̨Ҝ̩̟Қ̬̯Ҟ̸̧̧̩̳̝̩ц̧̡̡̘̞̯̦̝Ҡъ̡̡̡̤̯Ѣ̭̦̣̬Ң̷̡̨̩̤̬̩ц½̡̥̠Ҟ̠Ҝ̳̰̲̬Ң̭
ц̟ҝ̡̩̯̫ѳ̷̦̣̬̭ ѓ̸̧̧̳̝ъ̡̮̲̩ц̨̞̘̠̝̭̯̥̩Қ̡̡̭̬̮̥̦̘̭̍Ѩ̯̝̠Ҝж̩ 15
̡̨̡̡̯̬̮̝̯̯̚Ң̴̛̲̬̫̩
(olhando admirado)
̫Ѿ̠̙½̡̡̫̯Ѩ̠̫̩ъ̴̡̟̟½̬ӝ̴̷̨̟̝̫̯̮̫̱̩҃
̏̇̕ ̫Ѿ̠̙½̡̡̫̯Ѩ̸̡̡̠̭̮̟½̬ӝ̴̷̨̟̝̫̯̮̫̱̩҃ж̧̧Қ½̷̡̤̩Ҍ̩
̡̯̰̟̲̘̩̥̭ 20
̏̐̎̂̔ ̷̡̥̦̰̩̩̤̩̇
̏̇̕ ̫Ѿ̟Қ̬ъ̧̝̤ҝ̨̡̭к̟̬̫̥̦̫̭Ҏ̩ ̦̝Ҡж̨̝̤̭̚
̏̐̎̂̔ ̨Ҟ̨ҝ̨̨̱̫̰̫̥ж̧̧Ӥ̡Ѣ½ҝ ̛̯̠̬Ӟ̭ц½ҠЁ̸̯̝̯̣̭Ё̯Ӭ̭Ё̡̨̦̬̘̤̬̝̭Ҏ̩ Ґ
̡̹̦̬̝̯̭̏
̏̇̕ (solenemente) 25
ж̡̬̫̞̝̯Ԗ̦̝Ҡ½̡̬̥̱̬̫̩Ԗ̯Ң̩ї̧̥̫̩
̏̐̎̂̔ ̛̯̠Ӥж½Ң̡̨̦̬̘̤̬̝̭̯̫ԉ̯̫̠̬Ӟ̭ ж̧̧Ӥ̫Ѿ̦ж½Ң̯Ӭ̭Ё̟Ӭ̛̭̯ц̡̡̛̪̰̬̮̦̥̭є̛̯
̨̡̝̩̤̘̩̥̭ ц½ҠЁ̡̨̦̬̘̤̬̝̭Ҏ̩
̏̇̕ ̫Ѿ̠ҝ½̡̫̯̟Қ̬ц̪̣ԉ̬̫̩ц̟Ҧ̯Қ̴̨̡̯̙̬̝½̨̬̘̟̝̯̝̫Ѿ̠Ӧъ̨̝̤̫̩̫Ѿ̠̙̩ ж½Ң
̯Ӭ̭Ё̟Ӭ̭̮̦̫½Ԗ̩ѓ̟Қ̬̟Ӭъ̴̸̡̧̯̰̲̦̫̰̮̝̯Ҟ̛̩̱̬̫̩̯̠̝ 30

Vocabulário para a Seção Seis C

Gramática para 6C–D


C Aoristo segundo do indicativo, ativo e médio: ъ̧̝̞̫̩, ̡ʰ̧̝̞ң̨̣̩
C Interrogativas: ̯ҡ
C Discurso indireto

ж̡̬̫-̞̝̯ҝ-̴ andar pelo ar ̞̥қ̢-̨̫̝̥ usar força, forçar a ъ-̠̝̦-̡ mordeu (̠қ̦̩-̴)
ж-̨̝̤ҟ̭ ignorante (nom.) passagem ъ-̡̤-̡̯ pusestes (̯ҡ̨̤̣̥)
ж̩̝-̨̡̯̬ҝ-̴ medir inteiramente ̠̬қ-̴ fazer ̡Ѩ̠-o̩ vi (ѳ̬қ-̴)
ж½-ҝ̬̲-̨̫̝̥ partir ц ̟ҝ̩-̡̯̫ tornou-se (̟ҡ̟̩-̨̫̝̥) ̡Ѩ̠-̡̭ viste (ѳ̬қ-̴)
Seção Seis A–D 69

̡Ѩ½-̡ disse (̧ҝ̟-̴) ̡̨̦̬̘̤̬̝̭ um cesto ̴̲̬ҡ-̫̩, ̯ң espaço, distância (2b)


̡Ѩ̯̝ então, em seguida ̨ҝ̨̱-̨̫̝̥ culpar, repreender ̳ҥ̧̧-̝, ѓ pulga (1c)
ц-̧қ̞-̡̡̯ pegastes (̧̨̝̞қ̩-̴) ̨̡̯ҝ̴̬-̫̭ -̫̩ do ar ̳̰̲̬-ң̭ -қ -ң̩ frio
ъ-̧̝̤-̡̭ passaste despercebido, ̨̫̥ para mim ҋ̭ que
escapaste à atenção (̧̝̩̤қ̩-̴) ѳ½ң̮̫̰̭ ̯̫Ҥ̭ ч̝̰̯Ӭ̭ ½ң̠̝̭
ъ-̨̝̤-̫̩ aprendi (̨̝̩̤қ̩-̴) quantos de seus próprios pés Vocabulário a ser aprendido
ц̨̞қ̭ (ц̨̞̝̠-), ѓ sapato (3a) ̫Ѿ̠Ҝ̩ ̧ҝ̟-̴ falar bobagens ж½̨̙̬̲̫̝̥ (ж½̡̧̤-) partir, ir
ц̪-̡̰̬ҡ̮̦-̴ (ц̡̪̰̬-) descobrir (lit. “não dizer nada”) embora
ц̪-̣ԉ̬-̫̩ descobri (ц̪-̡̰̬ҡ̮̦-̴) ̫Ѿ̠ҝ½̡̫̯ nunca ̞̥қ̢̨̫̝̥ usar força
ц½Ҡ̡̨̦̬қ̤̬̝̭ em um cesto ½̡̬̥-̱̬̫̩ҝ-̴ cercar de ̡Ѩ̯̝ então, em seguida
ц½Ҡ̯̝ҥ̯̣̭ ̯Ӭ̭ ̡̨̦̬қ̤̬̝̭ nesse pensamento, examinar sob ц̡̪̰̬ҡ̴̮̦ (ц̡̪̰̬- ) descobrir
cesto todos os aspectos ї̧̥̫̭, ѳsol (2a)
ъ-̮̲-̡(̩) teve (ъ̲-̴) ̡̬̮̥̦̍-ң̭ -ҟ -ң̩ persa ѳ½ң̮̫̭ ̣ ̫̩ quanto
ъ-̯̰̲-̡ aconteceu de (̯̰̟̲қ̩-̴) ½̣̠қ ̴ pular ½̴̣̠̘ pular, saltar
ц̱-ҟ̨̡̬-̫̭ -̫̩ efêmero, que ½̬Ԗ̯̫̩primeiro ½ң̴̬̬ longe, distante
dura um dia ̮ ң̭̮ ҟ̮ ̷̩teu ½̬Ԗ̯̫̭ ̣ ̫̩ primeiro
ј̧̤-̫̩ vim (ъ̬̲-̨̫̝̥) ̴̦̬̝̯̏ҡ̠̥-̫̩ caro Sócrates, ½̬Ԗ̯̫̩ primeiro, em primeiro
ј̧̤-̡̭ vieste (ъ̬̲-̨̫̝̥) Socratinho, Socratesinho (2b) lugar
ї̧̥-̫̭, ѳ sol (2a) ̯Ӭ̭ ̟Ӭ̭ da terra ̴̦̬̏қ̯̣̭, ѳSócrates (3d)
і̬-̫̰ perguntaste (ц̴̬̯қ-̴) ̯ҡ; por quê? ̯ҡ; por quê?
̡̨̤̬-ң̭ -ҟ -ң̩ quente ̱̬̫̩̯̥̮̯ҟ̬̥-̫̩, ̯ң lugar (̨̛̯̤̣̥) ̡̤- pôr, colocar
̦̝̯Қ ̯ҡ; para quê? de meditação, pensatório, ̴̲̬ҡ̫̩, ̯ңlugar, espaço, região
̦̣̬-ң̭, ѳ cera (2a) pensadouro (2b) (2b)
̥̦̰̩̩̇ң̡̤̩ do demo Cicina ̡̝̥̬̱̓Ԗ̩̯̫̭ de Querefonte

Deturpação da imagem dos intelectuais

Como já observamos, o Sócrates de As nuvens tem pouca relação com o Sócrates


real (veja p. 57). A razão para Aristófanes o ter representado dessa maneira pro-
vavelmente foi que, sendo Aristófanes um poeta cômico que almejava ganhar o
primeiro prêmio em um concurso de peças cômicas, ele tinha de recorrer aos pre-
conceitos de seu público. Da mesma maneira que os “mestres” atuais são popu-
larmente caricaturados como “loucos”, com a cabeça nas nuvens (uma imagem
tão antiga quanto Aristófanes) e totalmente distanciados da “vida real”, também
na Atenas aristofânica era comum que poetas cômicos apresentassem os “intelec-
tuais” como alienados em algum sentido. Afinal, conta uma história sobre um dos
mais famosos de todos os intelectuais, Tales (Texto 6A, 1.45-6), que ele passava
tanto tempo contemplando o céu que não viu um poço à sua frente e caiu dentro
dele. Além disso, o homem grego comum parece ter achado muito difícil aceitar
a ideia de que os homens que tentavam pensar racionalmente e “cientificamente”
sobre o cosmo não estavam, de alguma maneira, subvertendo as crenças religio-
sas tradicionais e, portanto, a piedade convencional. Assim, os intelectuais, qual-
quer que fosse a sua crença real, eram presas fáceis para zombaria e, nas ruas de
Atenas, Sócrates provavelmente era o intelectual mais famoso de todos.
70 Parte Dois: Decadência moral?

D
̏̐̎̂̔ ж̧̧ӤҐ̴̛̦̬̝̯̠̥̫̩̏ ̛̯̫Ѿ̡̛̦̝̯̝̞̝̩̥̭ј̧̤̫̩̟Қ̬ц̟Ҧ̡Ѣ̭̯Ң
̷̱̬̫̩̯̥̮̯̬̥̫̩̠̥̯̥̚ ̨̲̬̝̯̝̚½̧̧̫ҚѲ̡̱ҡ̴̧̩ ѿ½̷̡̲̬ҧ̡̭Ѣ̨̥
̏̇̕ ж̧̧Қ½Ԗ̭̮Ҥѿ½̷̴̡̲̬̭ц̟̙̩̫̰½Ԗ̭̯̫ԉ̯̫½̡̘̮̲̥̭
̏̐̎̂̔ ъ̧̝̤̫̩ц̷̨̝̰̯̩ѣ½½̨̫̝̩Ӭ̯Ң̩̰ѣҢ̩ъ̴̲̩ѿ½̷̴̡̲̬̭̫̩҄ц̷̡̨̟̩̣̩
̦̝Ҡ̯̫ԉ̯̫ъ½̝̤̫̩̠̥Қ̯Ҟ̩ѣ½½̥̦Ҟ̩̦̝Ҡ̠̥Қ̯Ң̩ц̨Ң̩̰ѣ̷̩ж̡Ҡ̟Қ̛̬̠̦̝̭ 5
̧̨̝̞̘̩̫̰̮̥̩̫ѣ̲̬Ӭ̮̯̝̥ ̦̝Ҡ̡Ѣ̨ҟ̯̥½̫̥ҟ̴̮ ̡Ѣ̭ж̡Ҡ̧̳̫̩̯̝̥̠̚ҡ̡̠̝̮̦
̨̡̫̩̯҄Ң̩ы̡̯̬̫̩̯Ԗ̩̮Ԗ̷̴̧̩̟̩
̏̇̕ ̯Ң̩ы̡̯̬O̩̯Ԗ̩ц̨Ԗ̷̴̧̩̟̩½̷̡̧̯̬̫̩ҝ̡̟̥̭̯Ң̡̛̩̦̬̯̯̫̩̝є̯Ң̩ї̯̯̫̩̝
̏̐̎̂̔ ̯Ң̩к̴̧̠̥̦̫̩̙̟ ̯Ң̩ї̯̯̫̩̝ ̯Ң̩̯Қ̲̬ҝ̝½̸̝̫̩̯̝̫̯̫̭̟҅Қ̬ѳ̷̧̟̫̭
̯Қ̡̛̭̠̦̝̭̩̥̦̮̥̚ ѳ̴̡̛̦̬̯̯̩̠Ӥ̫҂̴̛̯̠̬̘̮ 10
̏̇̕ (aponta para um sofá)
ѷ ̯̥; ½̬Ԗ̯̫̩ ̨Ҝ̩ ̧̛̦̝̯̝̦̩̣̤̥ ц½ҠЁ̯Ӭ̭Ё̧̦ҡ̩̣̭. ъ½̡̥̯̝ ц̷̢̦̱̬̩̯̥ҝ̯̥̯Ԗ̩
̡̮̝̰̯̫ԉ½̴̨̬̝̟̘̯̩
̏̐̎̂̔ (vê os percevejos)
̴̨̛̦̝̦̫̠̝̩ц̛̟̹̠̦̣̩̟Қ̧̬̳̫̩̯̝̥̫̚ѣ̷̡̨̡̦̬̥̭̯̬̫̩̚ 15
(Ele se deita. Há uma longa pausa. Por fim...)
̏̇̕ ̫̯̫̭҅ ̛̯½̡̫̥Ӻ̭̫Ѿ̲Ҡ̢̡̛̱̬̫̩̯̥̭
̏̐̎̂̔ ц̟ҧ̩̯̚Ң̡̩̫̮̥̠̍Ԗ
̏̇̕ ̦̝Ҡ̛̯̠Ӭ̯Ӥц̷̱̬̩̯̥̮̝̭
̏̐̎̂̔ ̡ѢЁк̴̧̬̝̮̯̫̚Ҥ̷̡̭̦̬̥̭ ̯̫Ҥ̭̠̘̦̩̫̩̯̝̭ц̨Ҝ̡̠̥̩Ԗ̭ 20
̏̇̕ (irritado)
̫Ѿ̠Ҝ̩Ё̧ҝ̡̟̥̭.
(outra longa pausa)
ж̧̧Қ ̮̥̟Ӟ ѳ к̴̩̤̬½̫̭. ̛̯ ̠̬Ӟ ̫̯̫̭҅;
 ̯Ң̡̩̯̬̳̥̘̠̣̏½̡̬̫̮̝̟̫̬ҥ̡̥ 25
̫̯̫̭҅ ̸̡̡̦̝̤̠̥̭
̏̐̎̂̔ ̨Қ̯Ң̩о½̷̴̧̧ ц̟Ҧ̨Ҝ̩̫҂
̏̇̕ ъ̡̲̥̭̯̥
̏̐̎̂̔ ̨Қ̥́Ӥ̫Ѿ̠Ӭ̯Ӥъ̴̡̟̟
̏̇̕ ̫Ѿ̠Ҝ̩½̘̩̰ 30
̏̐̎̂̔ ̯Ң½̙̫̭ъ̴̲ц̩̯ӭЁ̡̠̪̥Ӟ
̏̇̕ ̡Ѣ̷̨̭̦̬̝̦̝̭Ҟ½̝Ӻ̢̡ ҐӤ̴̩̤̬½̡
(depois de uma longa pausa)
̏̐̎̂̔ Ґ̴̦̬̝̯̏ҡ̠̥̫̩
̏̇̕ ̛̯ Ґ̟ҝ̬̫̩ 35
̏̐̎̂̔ ъ̴̨̲̟̩̹̣̩̯̥̩̘
̏̇̕ ̧̡̙̟̯Ҟ̨̩̟̩̹̣̩
̏̐̎̂̔ ̧̨̳̫̝̥̟̰̩̝̚Ӻ̨̛̦̝̱̝̬̝̦̠̝̦̝Ҡ̧̦ҝ̴̳ц̩̩̰̦̯Ҡ̯Ҟ̡̧̩̮̩̣̩̚
̏̇̕ (surpreso)
̯ҡ̱ҟ̧̭̦ҝ̡̳̥̭̯Ҟ̡̧̡̩̮̩̣̩̚Ѣ½Ҝ̠ҟ¾½Ԗ̭̯̫ԉ̯̫ ̲̬ҟ̨̮̥̫̩ 40
Seção Seis A–D 71

̏̐̎̂̔ ѷ½̴̭к̡̦̫̰̫ѣ̟Қ̬̲̬Ӭ̡̮̯̝̥̠̝̩ҡ̢̫̰̮̥̯Қ̨̲̬̝̯̝̦̝̯̚Қ̨Ӭ̩̝ц̟Ҧ
̨Ҝ̴̧̩̫̩̦̙̳̯҄Ҟ̡̧̩̮̩̣̩̚ѓ̠Ҝ̡̧̮̩̣̫̚Ѿ̦ҝ̯̥ж̡̧̡̩̝̯Ӻ½Ԗ̭̫̩̯҄Қ
̲̬ҟ̨̧̝̯̝ҟ̳̫̩̯̝̥̫ѣ̲̬Ӭ̮̯̝̥
̏̇̕ (muito irritado)
̧̧̞̘Ӥ̡Ѣ̷̭̦̬̝̦̝̭к̡̟̬̫̥̦̫̭Ѩ̦̝Ҡж̨̝̤ҟ̭̫Ѿ̴̠̥̠̘̪̮Ӥ ̫Ѿ̦ҝ̯̥, ж̨̝̤Ӭ 45
̠Ҟ Ѷ̩̯̝.
(Estrepsíades volta para a rua e pensa tristemente em seu destino.)

Vocabulário para a Seção Seis D

ж-̨̝̤ҟ̭ ignorante (nom.) ̧̦ҝ½̴̯roubar ̲̬ҟ̨̮̥-̫̭ -̣ -̫̩ útil


ж-̨̝̤Ӭ ignorante (ac.) ̦ң̬ ̥̭ ѳpercevejo (3e) ̲̬ҟ̮̯-̣̭, ѳ credor (1d)
ж̩̝-̡̧̯ ̡Ӻ subirá, levantará (fut. ̡̦̬ҡ̴̯̯̩ ̡̦̬Ӻ̯̯̫̩ (̡̦̬̥̯̯̫̩-)
de ж̩̝-̯ҝ̧̧ ̴) mais forte, maior Vocabulário a ser aprendido
о½ң̴̧̧̩ (о½̴̧̧̫̩-), ѳ Apolo ̧ҟ̮-̴ passarei despercebido a, ж̨̝̤ҟ̭ ignorante
(3a) (ac. о½ң̴̧̧) escaparei à atenção de (fut. de к̬̝ então, nesse caso (inferindo)
̟ҝ̴̬̩ (̡̟̬̫̩̯-), ѳ velho (3a) ̧̝̩̤қ̩-̴) ̴̟̙̬̩ (̡̟̬̫̩̯-), ѳvelho (3a)
̟̩ҧ̨-̣, ѓ plano (1a) ̨Ҟ não ̨̟̩̹̣, ѓ mente, propósito,
̡̢̛̠̝̩-̴ emprestar (dinheiro) ̨Ҟ̩ (̨̣̩-), ѳ mês (3a) juízo, plano (1a)
̠Ӭ̯̝ então; de fato ̩̰̦̯Ҡ à noite ̷̡̠̪̥̭ әԝ ̷̩ direito
̠̬̘-̴ (̠̬̝̮-) fazer, agir ѷ½̴̭; como? ̡̠̪̥әԝ, ѓ mão direita (1b)
ц-̡̟̩-̷̨̣̩ fiquei, tornei-me ѷ̯̥; o quê? ̠Ӭ̯̝ então
(̛̟̟̩-̨̫̝̥) ̫̯̫̭҅ ei! ̴̠̬̘ (̠̬ә̮-) fazer, agir
ц ̟̙̩ ̫̰ficaste, tornaste-te ½қ̩̰ completamente ̡Ѣ se
̛̟̟̩ ̨̫̝̥ ½ҝ-̫̭, ̯ң (obsceno) pênis (3c) ц̷̨̝̰̯̩ eu mesmo
̡Ѣse ½ң̡̯̬-̫̭ -̝ -o̩ qual (de dois)? ы̡̯̬̫̭ әO̩ um (ou o outro) de
̡Ѣк̬̝ se de fato ½̬̫̮-̡̝̟̫̬ҥ-̴ falar a dois
ц̢̛̦̱̬̫̩̯-̴ meditar, refletir ̡̮̝̰̯Oԉ teus próprios ї̴̯̯̩ љ̯̯̫̩ (ѓ̯̯̫̩-) mais
ъ ̧̝̤-̫̩ passei despercebido a, ̡̧̮ҟ̩-̣, ѓ lua (1a) fraco, menor
escapei à atenção de ̮̥̟қ-̴ficar quieto, ficar em ̧̦ҝ½̴̯ roubar
(̧̝̩̤̘̩-̴) silêncio ̡̦̬ҡ̴̯̯̩ ̡̦̬Ӻ̯̯̫̩ (̡̦̬̥̯̯̫̩-)
ц̨̝̰̯-Ң̩ a mim mesmo (ac.) ̮ ң̭̮ ҟ̮ ң̩teu mais forte, maior
ъ-½̝̤-̫̩ sofri (½̘̮̲-̴) ̴̦̬̝̯̏ҡ̠̥-̫̩ caro Sócrates, ̫̯̫̭҅ ei!
ц½Ҡ ̯Ӭ̭ ̧̛̦̩̣̭ no sofá Socratinho, Socratesinho (2b) ½̘̩̰ muito, completamente; sem
ы̡̯̬-̫̭ -̝ -o̩ um (de dois), o ̯ӭ ̡̠̪̥Ӟ mão direita dúvida
outro ̨̡̯̬̫̩̚ hoje ½̷̡̯̬̫̭ ә ̫̩ qual (de dois)
ј̧̤-̫̩ vim (ъ̬̲-̨̫̝̥) ѿ½̫-̲̬ҝ-̴̭ -̴̩ endividado ̡̧̮̩̣̚, ѓ lua (1a)
ї̴̯̯̩ љ̯̯̫̩ (ѓ̯̯̫̩-) mais ̨̱̝̬̝̦ҡ̭ (̨̱̝̬̝̦̥̠-), ѓ ̷̮̭ ̮̚ ̷̮̩ teu
fraco, menor feiticeira, maga (3a) ̨̡̯̬̫̩̚ hoje
ѣ½½̥̦-ҟ, ѓ equitação (1a) ̱̬̫̩̯̥̮̯ҟ̬̥-̫̩, ̯ң lugar ̨̲̬̮̥̫̭̚ ̣ o̩ útil, proveitoso
ѣ½½̫-̨̝̩Ӭ louco por cavalos (ac.) de meditação, pensatório,
̦̝̯̝ ̧̦ҡ̩̣̤̥deita-te! pensadouro (2b)
72 Parte Dois: Decadência moral?

Seção Sete A–H: Sócrates e a investigação intelectual

Introdução
A representação que Platão faz de Sócrates é muito diferente da de Aristófanes.
A passagem a seguir é baseada no relato platônico da defesa de Sócrates quando
ele estava sendo julgado por uma acusação de corromper os jovens e introduzir
novos deuses, em que a condenação seria a pena de morte (399 a.C.). Seu famoso
discurso é conhecido como “A Apologia”: em grego ж½̧̫̫̟ҡ̝, “defesa”.

Em O mundo de Atenas: tribunais 6.39ss.; Delfos e o oráculo 3.17-19; discursos


8.17-21; “ignorância” socrática 8.35; contribuição de Sócrates para a filosofia
8.34.
Seção Sete A–H: Sócrates e a investigação intelectual 73

Sócrates

Sócrates aparece em todas as descrições como um grande argumentador, preocu-


pado tanto com a clareza como com a precisão do pensamento. Aristóteles atribui
a ele o uso sistemático de “argumentação indutiva e definição geral”. É preciso
ter cuidado com as associações atuais da palavra “indução” e, por isso, “argu-
mentação por meio de exemplos” é uma tradução melhor. A argumentação “leva”
(o significado literal da palavra grega para “indução”), pela observação de casos
particulares de bondade, por exemplo, a entender as características gerais dessa
qualidade e, desse modo, a uma “definição geral”. Sócrates buscava precisão e
padrões definidos. Para ser bom ou corajoso, é preciso primeiro saber o que é bon-
dade e coragem; assim, em um certo sentido, bondade é conhecimento, e deve ser
possível ser tão preciso em relação à virtude moral quanto um carpinteiro é em
relação ao que caracteriza uma boa cadeira. Sócrates buscava sua definição geral
em diálogo com outros, e a palavra “dialética” (que Platão viria a usar como um
termo para filosofia) é derivada da palavra grega para diálogo. Platão apresenta
Sócrates argumentando contra o relativismo e o ceticismo, que caracterizavam
boa parte do pensamento sofístico, e procurando uma precisão para definições de
virtudes morais do tipo que existia no mundo técnico. O Sócrates de Platão busca
algum tipo de realidade e padrão estáveis por trás da confusão de percepções e
padrões do mundo da experiência comum. (O mundo de Atenas, 8.34–5)
74 Parte Dois: Decadência moral?

A
Sócrates dirige-se aos dicastas (jurados) em seu julgamento e explica a eles a
razão de seus métodos de investigação e as causas de sua impopularidade. Começa
pondo uma pergunta na boca dos dicastas, a que ele responderá em seguida.

ц̴̬̯Ԗ̡̮̥̩̫̩̯̥̩̭҄˶Àж̧̧Ӥ Ґ̡̹̦̬̝̯̭̏ ̠̥Қ̯ҡ̧̧̡̛̠̥̝̞̘̫̰̮̮̫̯̫̥҅Oѣк̡̩̠̬̭̯ҡ


ц̩̩ԗъ̲̫̰̮̥̩½̷̡̛̤̩̟̟̩̫̩̯̝̥̝̯̝̥̝҅ѣ̧̠̥̝̞̫̝Ҡ̦̝Ҡѓ̷̠̪̝ѓ̮ҟ̧ҝ̡̟̫̩҄ ̦̝Ҡ
̡̛̠̠̝̮̦ѓ̨ӝ̭ѓ̨̡Ӻ̭̟Қ̬̫Ѿ̷̧̨̡̧̧̡̡̞̫̰̤̝̠̥̝̞̘̥̩̮Ӥ̸̧̨̡̞̫̫̝̥̫̩̠̥̠̘̮̦̥̩҄ѿ̨ӝ̭
̦̝Ҡ̧ҝ̡̟̥̩̠̥Қ̯ҡ̠̥ҝ̷̧̨̡̞̝̩̫̯̫̥҅Oѣк̡̩̠̬̭̦̝Ҡ½̷̡̤̩ц̟̙̩̫̩̯̫̝ѣ̧̠̥̝̞̫̝Ҡ̦̝Ҡ
ѓ̷̠̪̝ж̸̡̡̦̫̯̠ҟ̦̝Ҡ̡҄Ѧ̡̮̯ѷ̯̥̫Ѿ̸̧̨̞̫̫̝̥½̝ҡ̢̡̥̩½̬Ң̭ѿ̨ӝ̭Ѧ̴̨̮̭Ҝ̩̟Қ̬ 5
̱̝̩̫ԉ̨̝̥½̢̡̛̝̥̩ ̡̨̙̩̯̫̥҄Ѧ̡̮̯ѷ̯̥̫Ѿ̠Ҝ̩к̧̧̫є̯Ҟ̩ж̧ҟ̡̧̤̥̝̩ҝ̸̡̧̨̟̥̩̞̫̫̝̥
 ц̟Ҧ̟̘̬ Ґк̡̩̠̬̭о̤̣̩̝Ӻ̫̥ ̠̥Қ̮̫̱ҡ̝̩̯̥̩Қ̴̯̰̟̲̘̩ъ̴̲̩̯ҟ̷̩̠̪̝̩̯̝ҥ̯̣̩
м̬̝̞̫ҥ̧̡̡̡̮̤Ѣ̠ҝ̩̝̥̯ҡ̭ц̮̯̥̩ѓ̛̮̫̱̝̝̯̣҃ҋ̸̨̧̨̭̘̬̯̰̬̝̞̫̫̝̥½̝̬ҝ̡̲̮̤̝̥̯Ң̩
̡̤Ң̩̯Ң̩ц̡̧̩̱̫́Ӻ̭ѳ̟Қ̡̬̤Ң̭ѳц̡̧̩̱̫́Ӻ̨̡̭̝̬̯̰̬̮̥̯̚Ҟ̛̩̮̫̱̝̩̯Ҟ̩ц̨ҟ̩
̦̝ҠЁ̨Ҟ̩ж̩̘̟̦̣Ёц̮̯Ҡ̯Ң̡̩̤Ң̧̩ҝ̡̟̥̩̯Ҟ̩ж̧̡̤̥̝̩̚ 10
 ̡̝̥̬̱̓Ԗ̩̯̝̟Қ̬໌Ѧ̡̮̯ໍ½̫̰̫̯̫̭̟҅Қ̬ц̨Ң̭ч̯̝Ӻ̬̫̭ј̩ц̦̩ҝ̫̰̦̝ҠѦ̡̮̯̠̚ 
ҋ̭̮̱̫̠̬Ң̭ј̩ѳ̡̝̥̬̱̓Ԗ̩½̡̬Ҡ½̘̩̯̝̦̝Ҡѳ̡̝̥̬̱̓Ԗ̴̩̫̯̭҃½̫̯Ҝц̧̢̡̛̫̟̯̫
½̬Ң̭ч̷̝̰̯̩Àѷ̴̷̯̥̦̬̘̯̣̭̮̫̱̭̏ц̮̯̥̩ ̡̫҄Ѩ̸̧̨̠̝̞̫̫̝̥̠Á̡Ѣ̠ҝ̡̩̝̥Ѧ̛̯̭ц̮̯̥
̡̮̫̱̹̯̬̫̭є̴̦̬̘̯̣̭̏Ѧ̴̮̭̟Қ̴̷̬̦̬̘̯̣̭̮̫̱̹̯̝̯̭̏ц̮̯̥̩ж̩̤̬̹½̴̩̯ҡ̫̩҄
½̡̫̥Ӻ̨̡̡̩̠Ӻ̠Ӭ̧̫̩ѷ̡̯̥̠Ӻ̨̡̡Ѣ̡̧̭̱̫́Ҥ̭Ѣ̙̩̝̥ ̦̝Ҡ̸̨̡̡̝̩̯̮̤̝̥½̧̧̫Ҟ̟Қ̬ 15
ж̩̘̟̦̣Ёц̮̯Ҡ̯Ң̡̩̤Ң̩̯Ҟ̩ж̧ҟ̡̧̡̤̥̝̩̙̟̥̩Á
 Ҽ̡̥̫̩҄ѳ̡̝̥̬̱̓Ԗ̡̩Ѣ̸̡̧̭̱̫̭́ ̦̝Ҡ̸̯̝̯̣̩̯Ҟ̨̡̛̩̝̩̯̝̩ц̸̨̡̝̩̯̮̝̯̫
½̝̬ҚЁ̯ԗЁ̡̤ԗ̦̝Ҡ̨Ҟ̡̤̫̬̰̞Ӻ̡̯ Ґ̡̩̠̬̭і̡̬̯̫̟Қ̬Ё̠Ҟ̡Ѧ̛̯̭ц̡̮̯̥̮̫̱̹̯̬̫̭є
̴̦̬̘̯̣̭̏ ж½̡̛̦̬̩̝̯̫̠Ӧѓ̛̰̤̝̍ѷ̯̥̫Ѿ̡̛̠̭ц̡̮̯̥̮̫̱̹̯̬̫̭

Vocabulário para a Seção Sete A

Gramática para 7A–C


C Infinitivo presente, ativo e médio: ½̝̰ʞ̡̥̩, ½̝̰ʞ̡̮̤̝̥
C Infinitivos presentes irregulares: ̡Ѩ̩̝̥ ̥ʰ̡ʞ̩̝̥, ̡̥ʰ̡̠ʞ̩̝̥
C Verbos que pedem infinitivo (por ex. ̞̫ҥ̧̨̫̝̥, ̡̠Ӻ, ̠̫̦ҝ̴
C Adjetivos comparativos e superlativos, regulares e irregulares
C Passado de ̡Ѩ̨̥Ҿ̝ “eu fui”

ж̧̡̤̥̚-̝, ѓ verdade (1b) ̡̠Ӻé preciso que alguém (ac.) ̠̥-ҝ-̧̞̝-̫̩ caluniaram (aor. de
ж̩̘̟̦-̣, ѓ necessidade (1a) (inf.) ̧̧̠̥̝̞̘-̴)
ж̩̘̟̦-̣ ц̮̯Ҡ é necessário que ̡̧̱́-̛̫, oѣ Delfos (2a) (local do ̷̠̪-̝, ѓ reputação (1c)
alguém (ac.) (inf.) oráculo de Apolo) ч̝̰̯-ң̩ ele mesmo
ж½̫-̛̦̬̩-̨̫̝̥ (ж½̫̦̬̥̩-) ̡̧̱̫́Ӻ̭ Delfos ̡Ѣ̠ҝ̩ḁ saber (oѨ̠̝)
responder ̠̥̝-̧̧̞̘-̡̥̩ caluniar ч̯̝Ӻ̬-̫̭, ѳ amigo (2a)
̸̧̞̫-̨̫̝̥ querer, desejar ̠̥̝-̧̧̞̘-̴ (̧̠̥̝̞̝-) єdo que
̟Қ̬ ̠Ҟ de fato caluniar Ҽ ̡̥ ia/foi (imperf. de ъ̬̲-̨̫̝̥/
̟Қ̬ . . . ½̫̰ claro, sem dúvida ̠̥̝-̧̞̫-̚, ѓ calúnia, acusação (1a) ̡Ѩ̨̥)
̠̥̠̘̮̦-̡̥̩ ensinar ̤̫̬̰̞ҝ-̴ fazer tumulto
Seção Sete A–H: Sócrates e a investigação intelectual 75

Ѣҝ̩̝̥ ir (ъ̬̲-̨̫̝̥/̡Ѩ̨̥) ½̢̛̝-̡̥̩ brincar, fazer piada de ̡̮̫̱̹̯̬ ̫̭ ̝ ̫̩mais sábio
Ѧ̴̮̭ talvez (½̢̛̝-̴) ̮̫̱ ̷̭
̦̝Ҡ ̨Ҟ̩ além disso ½̘̩̯̝ tudo (ac.) ̮̱̫̠̬-̷̭ -̘ -̷̩ impetuoso
̧ҝ̟-̡̥̩ falar, dizer, contar ½̝̬Қ̯ԗ ̡̤ԗ na presença do deus ̱̝̩-̫ԉ̨̝̥ eu parecerei (fut. de
(̧ҝ̟-̴) ½̝̬-ҝ̲-̡̮̤̝̥ apresentar ̱̝ҡ̩-̨̫̝̥)
̧̢̛̫̟-̨̫̝̥ considerar (½̝̬-ҝ̲-̨̫̝̥)
̨̡̛̝̩̯-̝, ѓ resposta, ½̫̥-̡Ӻ̩ fazer (½̫̥ҝ-̴) Vocabulário a ser aprendido
pronunciamento, previsão (1b) ½̫̯̙ certa vez ж̧̡̤̥̝̚, ѓ verdade (1b)
̸̨̡̝̩̯-̡̮̤̝̥ consultar o ̛̰̤̍-̝, ѓ a sacerdotisa Pítia (1b) ̞̫ҥ̧̨̫̝̥ querer, desejar
oráculo (que se sentava sobre uma ̴̧̧̠̥̝̞̘ (̧̠̥̝̞̝-) caluniar
̸̨̡̝̩̯-̨̫̝̥ receber do oráculo trípode e proferia o oráculo ̷̠̪̝, ѓ reputação, opinião (1c)
̨̝̬̯̰̬ҝ-̴ testemunhar de Apolo para o sacerdote, o ч̷̝̰̯̩ ele mesmo/si mesmo
̨̘̬̯̰̭ (̨̝̬̯̰̬- ), ѳ testemunha qual o interpretava) і do que
(3a) ̛̮̫̱-̝, ѓsabedoria (1b) Ѧ̴̮̭ talvez
̨ҝ̩̯̫̥ entretanto ̮̫̱̹̯̝̯ ̫̭ ̣ ̫̩o mais sábio ̛̮̫̱ә, ѓ sabedoria (1b)
̩ҝO̰ juventude ̮̫̱ ̷̭

O oráculo de Delfos

Quando Estados ou indivíduos precisavam de conselho ou ajuda, não apenas


em tempos de emergência nacional, mas também para lidar com ocorrências
cotidianas, eles consultavam um oráculo. O Santuário de Apolo em Delfos era
o local do oráculo mais influente... É importante enfatizar que a função de um
oráculo não era prever o futuro, mas aconselhar. É inevitável que, se o conselho
fosse bom, o oráculo obtivesse a reputação de ser capaz de prever o futuro, mas
essa não era a sua função. O que os oráculos ofereciam era uma percepção da
vontade dos deuses; e a forma habitual de consulta era perguntar ao deus qual
opção entre alternativas possíveis seria a melhor, ou quais rituais apropriados
deveriam acompanhá-la. De modo geral (e descontando, por enquanto, o mito e a
lenda), o oráculo de Delfos, por exemplo, falava diretamente aos consulentes em
termos perfeitamente claros e simples. Não há boas evidências de que, no século
V, a profetisa délfica (Pítia) ficasse em um estado de êxtase com fala rápida e
ininteligível... Dito isso, havia uma forte tradição literária, tanto no mito como
na história antiga da Grécia, de que os oráculos eram obscuros e tendiam a enga-
nar (o filósofo Heráclito disse: “O senhor cujo oráculo está em Delfos não fala
e não esconde: em vez disso, ele envia um sinal”). Heródoto fala de um oráculo
oferecido aos atenienses quando os persas avançavam sobre a cidade, de que
Zeus lhes concederia um muro de madeira como fortaleza para si mesmos e seus
filhos. Mas o que isso significava? O oráculo teve de ser transmitido a leitores
especiais de oráculos para que estes os interpretassem; e é notável que os peritos
religiosos tenham sido, no fim, ignorados, quando o povo foi convencido pelo
político Temístocles de que os muros de madeira significavam a frota. A questão
do que fazer era uma questão política, e era definida em um foro político, pelo
especialista político. (O mundo de Atenas, 3.17–19)
76 Parte Dois: Decadência moral?

B
ц̟Ҧ̠̙ ц½̡Ҡі̦̫̰̮̝ ц̷̧̢̨̫̟̥̣̩̫ѿ̴̯̮Ҡ½̬Ң̭ц̷̨̝̰̯̩˶À̯ҡ½̸̡̧̡̧̡̫̯̞̫̯̝̥̙̟̥̩ѳ
̷̡̤̭ц̟Ҧ̟Қ̬Ё̠Ҟ̫Ѩ̠̝ѷ̯̥̮̫̱Ң̭̫҂̡̦Ѣ̨̥̯ҡ̫̩҄½̡̧̡̫̯̙̟̥ѳ̷̡̤̭ ̴̧̙̟̩ҋ̭ц̟Ҧ
̮̫̱ҧ̷̡̯̝̯̭Ѣ̨̥ ̦̝Ҡҋ̭̫Ѿ̡̠Ҡ̡̭̮̫̱̹̯̬̫̭̫ѾЁ̟Қ̬Ё̠̚½̫̰໌̸̡̡̛̳̠̯̝ໍ̡̟˶̫Ѿ̟Қ̬
̨̤̙̥̭̝Ѿ̯ԗж̩̘̟̦̣໌̟̘̬ໍц̮̯̥̯Ң̡̩̤Ң̩̫Ѿ̠Ҝ̩к̧̧̫є̯Ҟ̩ж̧ҟ̡̧̡̤̥̝̩̙̟̥̩Á̦̝Ҡ
½̧̫Ҥ̨̩Ҝ̷̩̲̬̩̫̩ђ½̷̛̬̫̰̩̯½̡̧̡̫̯̙̟̥ ъ½̡̥̯̝̠Ҝц½Ҡ̢ҟ̯̣̮̥̩ц̯̬̝½̷̨̣̩½̷̡̯̬̫̩ 5
ж̧̣̤Ӭ̧̡̙̟̥ѳ̷̡̤̭ є̫҂̫Ѿ̟Қ̬ц̷̧̨̞̫̰̣̩ц̩ж½̛̫̬ӛ̡Ѩ̩̝̥½̡̬Ҡ̯Ң̨̡̝̩̯Ӻ̫̩
 ј̧̤̫̩̫̩҄ц½Ҡ̷̮̫̱̩̯̥̩̝ц̷̡̠̦̥̟̫ԉ̩̮̫̱Ң̡̭Ѩ̩̝̥ ц̷̧̨̞̫̰̣̩̟Қ̬ц̧̡̙̟̲̥̩̯Ң
̨̡̝̩̯Ӻ̫̩̦̝Ҡж½̡̛̫̱̝̩̥̩ѷ̯̥À̮Ҥ̨ҝ̩ Ґт½̧̧̫̫̩ ъ̧̡̡̟̭ѷ̯̥ц̟Ҧ̮̫̱ҧ̯̝̯̫̭ ̫̯̫̭̠҅Ҝ
̡̮̫̱̹̯̬ң̭ц̮̯̥̩Á̷̡̧̡̨̠̥̟̣̩̫̩҄ц̟Ҧ½̬Ң̭̯̫ԉ̯̫̩̯Ң̷̩̮̫̱̩ ½̷̧̫̥̯̥̦̩̯̥̩̝Ѷ̩̯̝ѳ
̠Ӧж̩̬̚ ҋ̭ц̟Ҧӌ̨̣̩ ъ̡̠̫̪̙̟̮̫̱Ң̡̭Ѩ̩̝̥ ̫Ѿ̦Ҏ̩̦̝Ҡц½̡̥̠Ҟц½̡̨̥̬̹̣̩ж½̡̛̫̱̝̩̥̩ 10
̝Ѿ̯Ң̩̠̫̦̫ԉ̩̯̝̮̫̱Ң̡̩Ѩ̩̝̥ ̫Ѿ̦Ѷ̩̯̝ ̫̯̫̭̦̝҅Ҡ½̧̧̫̫Ҡ̯Ԗ̩½̷̴̝̬̩̯̩ц̨̨̡̛̮̫̰̩
½̬Ң̭ц̨̝̰̯Ң̴̩̫̩̫̯̭҄҃ц̷̧̢̨̫̟̥̣̩ ѷ̯̥Àц̟Ҧ̡̮̫̱̹̯̬ң̡̭Ѣ̨̥є̨̫̯̫̭̫̯̫̭҅҅Ҝ̩̟Қ̬
̡̠̫̦Ӻ̡̯̥Ѣ̠ҝ̩̝̥ ̫Ѿ̠Ҝ̡̩Ѣ̠̹̭ ц̟Ҧ̠̙ ̫Ѿ̠Ҝ̡̩Ѣ̠̹̭ ̫Ѿ̠Ҝ̠̫̦Ԗ̡Ѣ̠̙̩̝̥Áц̡̩̯ԉ̡̤̩ц½Á
к̧̧̫̩̯̥̩Қ̮̫̱Ң̩Ҿ̝ ̦̝Ҡц̷̡̠̦̥̦̝Ҡц̡̦Ӻ̩ң̡̭̯̥Ѣ̠ҝ̩̝̥ ̫Ѿ̡̦Ѣ̠̹̭ц̡̩̯ԉ̡̤̩̠Ҝ̦̝Ҡ
ц̡̦Ӻ̩̫̭̦̝Ҡк̧̧̫̥̯Ԗ̩½̷̴̝̬̩̯̩ц̨̨̡̛̮̫̰̩ 15
 ̨̡̯Қ̯̝ԉ̯̝O̩҄Ҿ̝ц½Ҡ̯̫Ҥ̭к̧̧̫̰̭̯̫Ҥ̭̠̫̦̫ԉ̡̩̯̘̭̯̥Ѣ̠̙̩̝̥̦̝Ҡ̩Ҟ̯Ң̸̩̦̩̝ 
̫ѣ̨Ҝ̩̠̫̦̫ԉ̡̩̯̙̭̯̥Ѣ̠̙̩̝̥ј̴̷̨̡̮̝̩̬̯̬̫̥ ҋ̭ц̟Ҧӌ̨̣̩ Oѣ̠Ӧ̫Ѿ̠Ҝ̩̠̫̦̫ԉ̡̩̯̭
̡Ѣ̡̨̡̠̙̩̝̥̮̫̱̹̯̬̫̥̯Қ̟Қ̬̯̫Ҥ̭½̧̫̥̯̥̦̫Ҥ̭Ҿ̝ц½Ҡ̯̫Ҥ̭½̫̥̣̯̘̭̝Ѣ̸̨̮̲̩̫̝̥̠Ҝ
̧̡̙̟̥̩̯Ҟ̩ж̧ҟ̡̤̥̝̩ Ґ̡̩̠̬̭ ѷ̴̨̭̠Ҝ̧̡̨̡̡̙̟̥̩̠Ӻ̫Ѿ̟Қ̬̠̥Қ̛̮̫̱̝̩½̫̥̫ԉ̮̥̩̫ѣ
½̫̥̣̯̝Ҡ̯Қ½̨̫̥̝̯̝̚ ж̧̧Қ̠̥Қ̸̱̮̥̩̦̝Ҡц̷̨̩̤̫̰̮̥̝̮̩ ҏ̮½̡̬̫ѣ̡̨̡̤̫̘̩̯̥̭̦̝Ҡ 20
̫ѣ̨̲̬̣̮Ԕ̛̠̫̦̝ҠЁ̟Қ̧̬̫̯̫̥҅ҝ̨̟̫̰̮̥Ҝ̩½̧̧̫Қ̦̝Ҡ̧̦̝̘ ̯̫Ҥ̭̠Ҝ̷̸̧̟̫̰̭̯̫̯̫̰̭
̫Ѿ̦Ѧ̮̝̮̥̩ѷ̯̥̩̫̫ԉ̮̥̩̦̝Ҡл̨̝ц̷̠̦̫̰̩̫ѣ½̫̥̣̯̝Ҡ̠̥Қ̯Ҟ̩½̡̛̫̣̮̥̩Ѣ̠ҝ̩̝̥̯̥ ̫Ѿ̦
̡Ѣ̷̡̠̯̭ ̦̝Ҡ̡̮̫̱̹̯̝̯̫̥Ѩ̩̝̥ж̩̤̬̹½̴̩ ̫Ѿ̦Ѷ̡̩̯̭ж½ӭ̝̫̩̦̝҄Ҡц̟Ҧц̡̩̯ԉ̡̤̩ 
̡̮̫̱̹̯̬̫̭̠̫̦Ԗ̡̩Ѩ̩̝̥є̫ѣ½̛̫̥̣̯̝
Seção Sete A–H: Sócrates e a investigação intelectual 77

Vocabulário para a Seção Sete B

̝Ѣ̸̮̲̩-̨̫̝̥ ter vergonha ̤ҝ̨̥̭ permitido (lit. ̨̤̙̥̭, ѓ lei ̡̮̫̱̹̯̬-̫̭ -̝ -̫̩ mais sábio
ж̩̘̟̦-̣ ц̮̯Ҡ é necessário que dos deuses [3a]) (̮̫̱ ң̭)
alguém (ac.) (+inf.) ̡̤ң ̨̝̩̯-̥̭, ѳ profeta (3e) ̨̲̬̣̮-Ԕ̠-̷̭, ѳ adivinho (2a)
ж½-ӭ-̝ eu partia (imperf. de ̦̝Ҡ ̟Қ̬ pois de fato ̲̬ң̩-̫̭, ѳ tempo (2a)
ж½-̙̬̲-̨̫̝̥/к½̡̨̥̥) ̸̴̦̩ (̦̰̩-), ѳ cão (3a) ̸̱̮-̥̭, ѓ natureza (3e)
о½̷̴̧̧̩ (о½̴̧̧̫̩-), ѳ Apolo ̧̙̟-̡̥̩ dizer, falar (̧ҝ̟-̴) ̸̡̳̠-̨̫̝̥ dizer mentiras
(3a) (ac. о½̷̴̧̧) ̧̢̛̫̟-̨̫̝̥ considerar, calcular ӌ̨̣̩ eu pensei (̫Ѩ̨̝̥)
ж½̛̫̬ӛ perplexidade ̨̡̝̩̯Ӻ ̫̩, ̷̯ oráculo (2b) ҋ̭ que
ж½̫̱̝ҡ̩-̡̥̩ revelar, mostrar ̨̡̯Қ(+ ac.) depois
(ж½̫ ̛̱̝̩-̴) ̴̷̨̡̬̯̬-̫̭ -̝ -o̩ mais estúpido Vocabulário a ser aprendido
̝Ѿ̯ԗ para ele ̩oҝ-̴ querer dizer, significar ж̩қ̟̦̣ ц̮̯ҡ é necessário (que
̟Қ̬ ̠Ҟ estou certo; de fato ѷ̴̨̭ mesmo assim alguém [ac. ou dat.]) (inf.)
̟̫ԉ̩ pelo menos ѷ̯̥ o que ж̩қ̟̦̣, ѓ necessidade (1a)
̡̠Ӻ é preciso que alguém (ac.) (+inf.) ̫Ѿ̟Қ̬ ̠̚½̫̰ . . .̡̟ não pode ж½̫̱̝ҡ̴̩ revelar, mostrar
̠̫̦̙-̴ parecer; considerar-se ser que … ̟Қ̬ ̠̚ estou certo; de fato
(+ inf.) ̫ѿ̴̯̮Ҡ como se segue ̡̠Ӻ é preciso que alguém (ac.) (inf.)
̡Ѣ̠̙̩̝̥ saber (̫Ѩ̠̝) ½̝̬-ң̩̯-̡̭ presentes (part. de ц̡̩̯ԉ̡̤̩ desde então, daí, a
̡Ѣ̷̠̯-̡̭ sabendo (nom.) (̫Ѩ̠̝) ½қ̬-̡̨̥̥) partir daí
̡Ѣ̠-̹̭ sabendo (nom.) (̫Ѩ̠̝) ½̡̥̬қ ̨̫̝̥tentar ̧̢̨̛̫̟̫̝̥ considerar, ponderar,
̡Ѩ̩̝̥ ser (̡Ѣ̨̛) ½̨̛̫̣̝½̨̫̥̣̝̯ ̯ңpoema (3b) calcular
ц̧̙̟̲-̡̥̩ refutar (ц̧̙̟̲-̴) ½̫ҡ̣̮ ̥̭ ѓpoesia (3e) ̩̫ҝ̴ pensar, querer dizer, ter
ц̩-̨̤̫̰̮̥̝̮-̷̭, ѳ inspiração (2a) ½̫̥̯̚ ̣̭ ѳpoeta (1d) intenção
ц̡̩̯ԉ̡̤̩ desse ponto, daí ½̧̫̥̯̥̦-ң̭ -̚ -ң̩ interessado ½̡̨̘̬̥̥ estar presente, estar do
ц½̡Ҡ quando pela cidade, cívico, político lado
Ҿ-̝ eu fui (imperf. de ъ̬̲-̨̫̝̥/ ½̡̫̯ afinal de contas ½̫̥̯̣̭̚, ѳpoeta (1d)
̡Ѩ̨̥) ̮̫̱̹̯̝̯-̫̭ -̣ -̫̩ o mais sábio ½̡̫̯ alguma vez, afinal de contas
̢̯̣̮̚-̥̭, ѓ investigação (3e) (̮̫̱ ̷̭) ҋ̭ que

O método socrático – descrito por Sócrates

Sócrates sempre se proclamou ignorante. Aqui, ele compara as capacidades que


possui às de uma parteira: ele ajuda a trazer ideias à luz:
“Minha arte obstétrica atua com homens, não com mulheres, e ocupo-me de
almas em trabalho de parto, não corpos... E há outro ponto que tenho em comum
com as parteiras: não posso eu mesmo dar à luz a sabedoria, e a crítica que com
tanta frequência me fazem, de que, embora eu faça perguntas aos outros, não tenho
eu mesmo nenhuma contribuição a dar porque não tenho sabedoria em mim, tem
grande fundo de verdade. A razão é que a divindade me compele a ser parteiro,
mas proíbe-me de dar à luz. De modo que eu mesmo sou bastante desprovido de
sabedoria e minha mente não produziu nenhum pensamento original; mas os que
andam em minha companhia, embora a princípio alguns deles possam parecer
bastante ignorantes, no devido tempo, se a divindade assim o quiser, alcançarão
o que tanto eles como os outros consideram ser um maravilhoso progresso. Isso
claramente não se deve a nada que tenham aprendido de mim, mas a terem feito
muitas descobertas maravilhosas neles mesmos e dado-as à luz. Mas ajudá-los
nesse parto é meu trabalho, e da divindade...” (Platão, Teeteto 150b)
78 Parte Dois: Decadência moral?

C
̧̯̙̫̭̠Ӧц½Ҡ̯̫Ҥ̡̭̲̥̬̫̯ҝ̲̩̝̭Ҿ̝Ҽ̠̣̟Қ̬ѷ̯̥̫Ѿ̠Ҝ̩̫Ѩ̠̝̦̝Ҡѷ̯̥̫ѣ̡̲̥̬̫̯ҝ̲̩̝̥
½̧̧̫Қ̦̝Ҡ̧̦̝ҚѦ̮̝̮̥̩½̧̧̫Қ̡̫̩҄Ѣ̷̡̠̯̭ ̡̮̫̱̹̯̬̫̥ј̮̝̩̫ѣ̡̲̥̬̫̯ҝ̲̩̝̥єц̟̹
ж̧̧Ӧъ̠̫̪̝̩ ҋ̭ц̟Ҧӌ̨̣̩ ̠̥Қ̯Ҟ̩̯ҝ̡̲̩̣̩̮̫̱̹̯̝̯̫̥Ѩ̩̝̥½̡̬Ҡк̧̧̝½̧̧̫̘ ̫Ѿ̦
Ѷ̡̩̯̭̯̫̥̫ԉ̯̫̩໌̫̩҄ໍ½̘̤̫̭ц̛̱̝̩̫̩̯̫̦̝Ҡ̫ѣ½̫̥̣̯̝Ҡ̦̝Ҡ̫ѣ̡̲̥̬̫̯ҝ̲̩̝̥½̡̘̮̲̫̩̯̭
 ц̦̯̝̰̯̣̮Ҡ໌̠Ҟໍ̯Ӭ̭Ё̴̢̡̣̯̮̭̚ Ґк̡̩̠̬̭о̤̣̩̝Ӻ̫̥ ц̟ҝ̩̫̩̯̫̝ѣц̨̝Ҡ̧̛̠̥̝̞̫̝  5
̡̞̝̬Ӻ̝̥̠Ҟ̫̮̝̥҄ ̦̝Ҡѓ̷̠̪̝̦̝Ҡ̠Ҟ̦̝Ҡ̫ѣ̡̛̩̝̩̝̥ ̫ѧ̡̟½̸̧̫̮̥̫̥Ѷ̡̩̯̭̦̝Ҡ̨̧̘̥̮̯̝
̧̮̲̫Ҟ̩ъ̡̲̫̩̯̭ ї̠̫̩̯̝̥ж̸̡̦̫̫̩̯̭̯̫Ҥ̭ц̨̫Ҥ̷̧̭̟̫̰̭̦̝Ҡ½̧̧̫̘̦̥̭½̡̥̬Ԗ̩̯̝̥
к̧̧̫̰̭ц̡̢̡̪̯̘̥̩ ҏ̮½̡̬ц̟̹ѿ̞̬̥̮̯̝Ҡ̟Қ̬̫ѣ̡̩̝̩ҡ̝̥̦̝Ҡ̨̧̘̥̮̯̝ї̠̫̩̯̝̥
ц̡̢̡̪̯̘̫̩̯̭̯̫Ҥ̭½̡̬̮̞̰̯̙̬̫̰̭̦̝ҡ ҋ̭ц̟Ҧ̫Ѩ̨̝̥ ц̡̢̡̡̪̯̘̫̩̯̭ѿ̛̬̮̦̫̰̮̥½̧̫Ҥ
½̧Ӭ̤̫̭̯Ԗ̸̴̨̡̩̠̫̦̫̩̯̩̙̩̯̥Ѣ̠ҝ̩̝̥ ̡Ѣ̷̴̠̯̩̠ӦѲ̧̛̟̝є̫Ѿ̠̙̩ц̡̩̯ԉ̡̤̩̫̩̫҄ѣ 10
̠̫̦̫ԉ̡̩̯̙̭̯̥Ѣ̠̙̩̝̥Ѳ̢̛̬̟̫̩̯̝̥̦̝Ҡ̧̙̟̫̰̮̥̩ѷ̯̥À̴̛̦̬̘̯̣̭̯̭̏ц̨̮̯̥̥̝̬̹̯̝̯̫̭
̦̝Ҡ̡̡̛̠̥̝̱̤̬̥̯̫Ҥ̭̩̙̫̰̭Áж̧̧Ӧц̟Ҧц̴̬̯ӝ̸̧̨̩̞̫̫̝̥À½Ԗ̡̡̛̭̠̥̝̱̤̬̥̯̫Ҥ̭̩̙̫̰̭
ѳ̴̦̬̘̯̣̭̯̏ҡ½̫̥Ԗ̩ є̯ҡ̴̠̥̠̘̮̦̩ ̡̡̛̠̥̝̱̤̬̥̝Ѿ̸̯̫̭Áъ̨̲̫̰̮̥Ҝ̩̫Ѿ̠Ҝ̧̡̩̙̟̥̩
ц̡̦Ӻ̩̫̥ ̫Ѿ̷̨̧̨̡̡̙̩̯̫̥̞̫̰̩̫̥̠̫̦Ӻ̩ж½̡̫̬Ӻ̩ ̧̙̟̫̰̮̥̩ѷ̯̥ ҏ̮½̡̬Oѣк̧̧̫̥
̷̧̱̥̮̫̱̫̥ ̴̡̠̥̠̘̮̦̥̦̬̘̯̣̭̏À̯Қ̴̨̡̯̙̬̝̦̝Ҡ̯Қѿ½Ң̟Ӭ̭Ӧ̦̝ҠÀ̡̤̫Ҥ̨̭Ҟ̨̢̡̛̩̫̥̩Á 15
̦̝ҠÀ̯Ң̩ї̷̧̡̛̯̯̫̩̝̟̫̩̦̬̯̯̫̩̝½̡̫̥Ӻ̩Á̫Ѿ̟Қ̸̧̬̞̫̫̩̯̝̥ ҋ̭ц̟Ҧ̫Ѩ̨̝̥ ̯ж̧̣̤Ӭ
̧̡̙̟̥̩ ѷ̧̛̯̥̦̝̯̘̠̣̫̥̟̟̩̫̩̯̝̥̠̫̦̫ԉ̡̨̡̩̯̭̙̩̯̥Ѣ̠̙̩̝̥ ̡Ѣ̷̡̠̯̭̠Ӧ̫Ѿ̠̙̩

Vocabulário para a Seção Sete C

ж½̫̬-̡Ӻ̩ estar perplexo, estar ̨̡̯ҝ̴̬-̝, ̯̘ coisas do ar (2b) ѿ̞̬̥̮̯-̭̚, ѳ violento (1d)
confuso (ж½̫̬ҝ-̴) ̨Ҟ não ѿ½Ң ̟Ӭ̭ sob a terra
̡̞̝̬Ӻ-̝̥ sérias (nom.) ̨̥̝̬̹̯̝̯-̫̭ -̣ -̫̩ o mais ̷̧̱̥-̮̫̱-̫̭, ѳ filósofo (2a)
̠̥̝-̧̞̫-ҟ, ѓ calúnia, acusação (1a) abominável (̨̥̝̬-̷̭) ̡̲̥̬̫-̯ҝ̲̩-̣̭, ѳ artesão (1d)
̠̥̝-̡̛̱̤̬-̴ corromper ̨̢̛̩̫-̡̥̩ reconhecer (̨̢̛̩̫-̴) ӌ̨̣̩ eu pensava (imperf. de ̫Ѩ̨̝̥)
̠̫̦-̡Ӻ̩ parecer (̠̫̦ҝ-̴) ̫Ѩ̨̝̥ pensar
̠̫̦ҝ-̴ parecer, considerar (+ inf.) Ѳ̢̛̬̟-̨̫̝̥ zangar-se Vocabulário a ser aprendido
̡Ѣ̠ҝ̩̝̥ saber (̫Ѩ̠̝) ½̘̤-̫̭, ̷̯ experiência (3c) ̧̠̥̝̞̫̚, ѓ calúnia, acusação (1a)
̡Ѣ̷̠̯-̡̭ sabendo (nom.) (̫Ѩ̠̝) ½̡̥̬қ ̨̫̝̥ tentar ̡̠̥̝̱̤ҡ̴̬(̡̠̥̝̱̤̥̬̝-)
̡Ѣ̷̠̯-̴̩ sabendo (gen.) (̫Ѩ̠̝) ½̧̫ҥ̮̥-̫̭ -̝ -o̩ rico corromper; matar; destruir
̡Ѩ̩̝̥ ser (̡Ѣ̨̛) ½̫̥-̡Ӻ̩ fazer (½o̥ҝ-̴) ̠̫̦ҝ̴ parecer, considerar (+ inf.)
ц̪-̡̢̯̘-̡̥̩ examinar a fundo, ½̧̧̫̘̦̥̭ com frequência, ̡Ѣ̠̹̭ ̡Ѣ̠̰Ӻ̝ ̡Ѣ̷̠̭(̡Ѣ̠̫̯-)
questionar (ц̪-̡̢̯̘-̴) muitas vezes sabendo (part. de ̫Ѩ̠̝)
ц̪-̡̢̯̘-̴ examinar a fundo, ½̸̡̡̬̮̞̯̬-̫̭, ѳ homem mais ̡Ѩ̨̥, vou/irei;Ѣҝ̩̝̥ ir; Ҿ̝ ia
questionar velho (2a) ц̴̡̢̪̯̘ examinar a fundo,
ц̴̬̯-ӝ̩ perguntar (ц̴̬̯̘-̴) ̮̫̱ҧ̯̝̯ ̫̭ ̣ ̫̩o mais sábio questionar
̡ѿ̛̬̮̦-̴ descobrir ̮̫̱ ̷̭ ̡ѿ̬ҡ̴̡̮̦ѿ̬ descobrir
Ҿ-̝ eu ia, vinha (imperf. de ̡̮̫̱̹̯̬ ̫̭ ̝ ̫̩mais sábio ̨ҟ não; não! (com imper.)
ъ̬̲-̨̫̝̥/̡Ѩ̨̥) ̮̫̱ ̷̭ ̫Ѩ̨̝̥ pensar (imperf. ӌ̨̣̩)
Ҽ̠-̣ eu sabia (imperf. de ̫Ѩ̠̝) ̧̮̲̫-̚, ѓ tempo livre (1a) ½̡̨̥̬̘̫̝̥ (½̡̥̬ә̮̝ tentar,
ї̠-̨̫̝̥ alegrar-se ̯̝̰̯̣̮Ҡ ̯Ӭ̭ ̴̢̡̣̯̮̭̚ esse experimentar
̦̝̯̘-̧̠̣-̫̭ -̫̩ óbvio, evidente questionamento ½̧̧̫̘̦̥̭ com frequência,
̧ҝ̟-̡̥̩ dizer, falar (̧ҝ̟-̴) ̯̫̥̫ԉ̯̫̭ ̸̯̫̥̫̯̣ ̯̫̥̫ԉ̯̫(̩) . . . muitas vezes
̨ҝ̩̯̫̥ porém, no entanto ̦̝ҡ o mesmo tipo de... que
Seção Sete A–H: Sócrates e a investigação intelectual 79

Introdução
De acordo com Platão, Sócrates não dizia que ensinava, nem cobrava para
ensinar, embora fosse popularmente ligado, como vimos em Aristófanes, aos
sofistas, que eram professores profissionais. Uma das lições mais importantes
oferecidas pelos sofistas em seus cursos de educação superior era a arte de falar
com igual persuasão em defesa de ambos os lados de uma questão, o que era uma
habilidade que podia ser usada inescrupulosamente. No trecho a seguir, Platão
mostra como essa agilidade verbal podia ser vazia.

Em O mundo de Atenas: defender os dois lados de uma questão 8.30; insatisfação


com as evasivas sofísticas 5.47-9.

Sócrates conta a seu amigo Críton como pediu a dois sofistas, Eutidemo e seu
irmão Dionisodoro, que ajudassem um jovem chamado Clínias em sua busca
pela verdade. Mas Clínias caiu vítima das trapaças verbais de Eutidemo.

ј̧̤̫̩ ̲̤Ҝ̭ ̡Ѣ̭ ̯Ң ̸̡̦̥̫̩̈, Ґ ̴̛̬̯̩̇, ̦̝Ҡ ̧̦̝̯̙̝̞̫̩ ̂Ѿ̸̷̨̤̠̣̩ ̡̯ ̦̝Ҡ̷̴̥̫̩̰̮̠̬̫̩́


̧̡̨̨̡̠̥̝̟̫̙̩̫̰̭̯ӦЁк̴̧̧̩Ё½̧̧̫Ԗ̩̦̝Ҡ̫Ѩ̸̮̤̝̮ ̡̟ж̨̱̫̯ҝ̬̫̰̭̯̫Ҥ̭к̩̠̬̝̭ ѷ̧̯̥̦̝Ҟ̩
̷̠̪̝̩ъ̲̫̰̮̥ ½̬̫̯̬̙½̡̫̩̯̭ ̡Ѣ̧̛̭̱̥̫̮̫̱̝̩̯̫Ҥ̭ж̩̤̬̹½̫̰̭ц̟Ҧ̫̩̯̫҄Ҥ̭ц̴̷̡̧̛̦̩̩̟̫̰̭
ж̸̷̡̧̨̡̦̫̥̩̞̫̰̩̫̭
 Àѿ̨̡Ӻ̭к̬̝Á ј̩Ё̠ӦЁц̟ҧ ÀҐ̥̫̩̰̮́ң̴̡̠̬ ̠ң̪̝̩ъ̡̡̲̯ѷ̯̥ ½̬̫̯̬̙½̡̡̯̯̫Ҥ̭ 5
ж̩̤̬̹½̡̫̰̭Ѣ̧̛̭̱̥̫̮̫̱̝̩̦̝Ҡж̡̬̯Ҟ̩є̫҂Á
 À̠̫̦̫ԉ̨ҝ̡̩̟̠̚ Ґ̏ҧ̡̦̬̝̯̭Á јЁ̠ӦЁѷ̭

Vocabulário para a Seção Sete D

Gramática para 7D–F


C Particípio aoristo primeiro (sigmático), ativo e médio: ½̝̰ʞ̮̝̭, ½̝̰̮̝ʞ̨̡̩̫̭
C Aspecto em particípios
C Passado de ̫Ѩ̠̝: Ҽ̠̣ “eu sabia”
C Presente e passado de ̨̱̣ҡ “eu digo”

ж̨̱ң̡̯̬-̫̥ -̝̥ -̝ ambos ̦̝̯̝-̧̨̝̞̘̩-̴ (̦̝̯̝-̧̝̞-) ̨̡̯(Қ) к̴̧̧̩ ½̧̧̫Ԗ̩ com


ж̡̬̯-ҟ, ѓ excelência, virtude (1a) encontrar muitos outros
̷̴̥̫̩̰̮̠̬́-os, ѳ Dionisodoro ̈ҥ̡̦̥-̫̩, ̷̯ Liceu (2b) ½̬̫-̯̬ҝ½-̴ voltar, impelir para,
(2a) (um local de instrução, dirigir para
ј̩ ̠Ӥц̟̹ eu disse onde jovens e velhos se ̧̛̱̥̫̮̫̱-̝, ѓ filosofia (1b)
ј̠Ӥѷ̭ ele disse encontravam) ̲̤ҝ̭ ontem
80 Parte Dois: Decadência moral?

 À̡Ѩ̡̩Á ј̩Ё̠ӦЁц̟̹À̡̠Ӻ̫̩҄ѿ̨ӝ̭½̬̫̯̬̙½̡̥̩̯̫̰̯̫̩Ҡ̯Ң̡̛̩̩̝̩̮̦̫̩ ̡Ѣ̭


̧̛̱̥̫̮̫̱̝̩̦̝Ҡж̡̬̯ҟ̧̩̦̝̫ԉ̮̥̠Ӧ̝Ѿ̯Ң̧̡̛̩̥̩̝̩̇ъ̮̯̥̠Ҝ̩̙̫̭ ж̧̧Қ̠̥Қ̯ҡ̫Ѿ̦
ц̡̢̡̡̪̯̘̯̯Ң̡̛̩̩̝̩̮̦̫̩ ̷̧̡̨̡̠̥̝̟̩̫̥ц̡̩̤̘̠ ц̛̩̝̩̯̫̩Ёѓ̨Ԗ̩Á 10
ѳ̠Ӧ̂Ѿ̸̨̡̤̠̣̫̭Ѿ̤Ҥ̭ж̴̡̛̩̠̬̭ж½̡̛̦̬̩̝̯̫Զ
 À̷̧̨̡̞̫̰̤̝̠Ҟц̡̧̩̤̘̠̠̥̝ҝ̡̟̮̤̝̥ Ґ̡̹̦̬̝̯̭̏ж̧̧Қ̡̠Ӻ̯Ң̩ ̡̛̩̝̩̮̦̫̩
ж½̡̛̫̦̬̩̮̤̝̥Á
 Àж̧̧ҚЁ̨Ҝ̩Ё̠̚໌Á ъ̱̣̩ц̟̹ Àѷໍ̡̧̡̛̟̥̩̝̭̇ї̡̠̯̝̥ж½̷̨̡̫̦̬̥̩̩̫̭ ½̧̧̫̘̦̥̭̟Қ̬
½̬Ң̭̝Ѿ̯Ң̩½̬̫̮̙̬̲̫̩̯̝̥̫ѣ̧̛̱̫̥ц̴̬̯Ԗ̡̩̯̭̦̝Ҡ ̷̧̡̨̡̠̥̝̟̩̫̥ ж̡Ҡ̠Ҝ̧̙̟̫̩̯̝ 15
̝Ѿ̯Ң̩̦̝Ҡж½̷̨̡̫̦̬̥̩̩̫̩ц̡̢̪̯̘̫̰̮̥̩Á
 ̦̝Ҡѳ̂Ѿ̸̨̤̠̣̫̭ Àк̡̦̫̰̫̩҄ Ґ̧̡̛̥̩̝̇Á јЁ̠ӦЁѷ̭ Àж̦̫ҥ̮̝̭̠̙ ж½̛̫̦̬̩̫̰Á
 ѳ̠Ҝ̧̡̛̥̩̝̭̇ À½̴̫̥̮̯̫̚ԉ̯̫Á јЁ̠ӦЁѷ̭ À̦̝Ҡж½̫̦̬̥̩̫ԉ̨̝̥ ї̨̠̫̝̥̟Қ̬ъ̴̡̟̟
ж½̷̨̡̧̡̫̦̬̥̩̩̫̭̙̟̫̩҄ Ґ̂Ѿ̸̨̡̤̠̣ ̦̝Ҡ ц̴̢̡̧̪̙̯̝̙̟̩̟Қ̬Ё̠̚½̫̰̦̝Ҡц̴̡̢̪̯̘̩
ѳ̮̫̱̥̮̯Ҟ̭½̬̫̯̬̙½̡̥̯̫Ҥ̨̭̝̤̣̯Қ̡̭Ѣ̭ж̡̬̯̩̚Á 20
 ̦̝Ҡѳ̂Ѿ̸̨̤̠̣̫̭À̡Ѣ½Ҝ̫̩҄Á ъ̱̣ À½̷̡̯̬̫ҡ̡Ѣ̮̥̩̫ѣ̨̡̝̩̤̘̩̫̩̯̭ ̫ѣ̮̫̱̫Ҡє̫ѣ
ж̨̡̝̤Ӻ̭Á
 ̦̝Ҡѳ̡̛̩̝̩̮̦̫̭¾̨̙̟̝̟Қ̬ъ̡̯̰̲̩Ѵ̩̯Ңц̨̬̹̯̣̝¾ђ½̷̡̬̣̮̩ ж½̫̬̮̝̭̠̚Ӧ
ъ̧̡̞½̡̡̩Ѣ̭ц̨̙ ̦̝Ҡђ̡̛̬̰̤̬̝̮̩
 ц̟Ҧ̠Ӧц̬̰̤̬̥Ԗ̩̯̝̝Ѿ̯Ң̩ѳ̬Ԗ̩Ą̀Ҟ̷̢̡̱̬̩̯̥Á ъ̱̣̩ Ą̣̠̀Ҝ̱̫̞̫ԉ ж̧̧Ӧж̴̡̛̩̠̬̭ 25
ж½̛̫̦̬̩̫̰Á
̦̝Ҡц̸̩̯̫̯Ԕѳ̷̴̥̫̩̰̮̠̬̫̭́ц̧̡̟̙̝̮̩ ̡̧̟̘̮̝̭̠̙
 À̦̝ҠЁ̨̩̚Á јЁ̠ӦЁѷ̭ À̡̫҄Ѩ̠Áѷ̯̥̂Ѿ̸̨̤̠̣̫̭̝Ѿ̯Ң̴̡̧̩̩̥̦̮̥̙̟̩̚Á
 ̦̝Ҡц̟Ҧ̫Ѿ̦ж½̡̨̦̬̥̩̘̣̩ѳ̟Қ̧̡̛̬̥̩̝̭̇ ы̴̭̯̝ԉ̯̝ъ̧̡̡̟̩ѳ ̷̴̥̫̩̰̮̠̬̫̭́ 
ж½̨̡̫̦̬̥̩̘̩̫̭ъ̡̯̰̲̩ѷ̯̥̫ѣ̡̛̮̫̱̫Ѣ̮̥̩̫ѣ ̨̡̝̩̤̘̩̫̩̯̭. 30

ж̦̫ҥ̮-̝̭ tendo ouvido, ao ouvir ̡Ѩ̡̩ pois bem, bem ½̬̫-̯̬ҝ½-̴ voltar, impelir para,
(nom. m. s.) (ж̦̫ҥ-̴) ц̩̝̩̯ҡ̫̩ ѓ̨Ԗ̩ na nossa frente dirigir para
ж̧̧Қ ̨Ҝ̩ ̠Ҟ . . . ̡̟ mas o fato ц̡̩̤̘̠ aqui ̸̯̫̯Ԕ esse intervalo
é que... ц̬̰̤̬̥қ ̴ enrubescer, corar ̧̛̱̥̫̮̫̱-̝, ѓ filosofia (1b)
ж̨̡̝̤Ӻ̭ ignorante (nom.) ц̨̬̹̯̣̝ (ц̴̨̬̯̣̝̯-), ̯ң
ж̡̩̠̬ҡ ̴̭ corajosamente pergunta (3b) Vocabulário a ser aprendido
ж½̫-̦̬ҡ̩-̨̫̝̥ responder (fut. ̂Ѿ̸̨̤̠̣-̫̭, ѳ Eutidemo (2a) ж̡̩̠̬Ӻ̫̭ ә ̫̩ corajoso, viril
ж½̫-̦̬̥̩-̫ԉ̨̝̥) ̡Ѿ̸̤̭ imediatamente ж½̫̦̬ӷԝ̨̩̫̝̥ (ж½̫̦̬ӷ̩̝-)
ж½̫-̦̬̥̩-̨̡̘̩-̫̭ respondendo, ъ-̱̣̩ (eu) disse (̨̛̱̣) responder
em resposta (ж½̫-̛̦̬̩-̨̫̝̥) ъ-̱̣ (ele) disse (̨̛̱̣) ж̡̬̯̚, ѓ excelência, virtude (1a)
ж½̫̬ҟ̮-̝̭ tendo ficado confuso ы̴̭ enquanto ̠̚½̫̰ é claro, certamente
(nom. m. s.) (ж½̫̬ҝ-̴) ї̠-̨̫̝̥ alegrar-se, gostar ї̨̠̫̝̥ alegrar-se, gostar,
ж̡̬̯-ҟ, ѓ excelência, virtude (1a) ј̠Ӥѷ̭ ele disse apreciar
̟Қ̬ ̠̚½̫̰ é claro ђ̛̬̰̤̬̝̮-̡̩ veja ц̬̰̤̬̥̘-̴ ј̩ ̠Ӥц̟̹ eu disse
̡̟ ̠Ҟ certamente ̦̝Ҡ̨Ҟ̩ eis ј̠Ӥѷ̭ ele disse
̡̧̟қ-̴ (̡̧̟̝̮-) rir ̧̡̛̥̩̇ ̝̭ ѳClínias (1d) ̡̩ә̛̩̮̦̫̭, ѳjovem, rapaz (2a)
̡̧̟қ̮-̝̭ rindo, tendo rido (nom. ̴̴̛̬̯̩̬̥̯̩̇̇ ѳCríton (3a) ½̬̫̯̬̙½̴ impelir para, dirigir
m. s.) (̡̧̟̘-̴) ̨̣̠Ҝ nem para, exortar
̷̴̥̫̩̰̮̠̬́-os, ѳ Dionisodoro (2a) ̡̛̩̝̩̮̦-̫̭, ѳ jovem, rapaz (2a) ̧̛̱̥̫̮̫̱ә, ѓ filosofia (1b)
Seção Sete A–H: Sócrates e a investigação intelectual 81

E
Clínias respondeu que é o sábio que aprende. Mas Eutidemo agora explora uma
ambiguidade nos termos “sábio”, “ignorante”, “aprendiz”: um homem pode ser
sábio porque aprendeu algo ou porque é capaz de aprender. A mesma palavra
cobre ambos os casos e isso dá espaço de manobra para Eutidemo.

̦̝Ҡ ѳ ̂Ѿ̸̨̤̠̣̫̭, ‘ж̧̧Қ ̯ҡ̭ ̡̠̥̠̘̮̦̥ ̯̫Ҥ̭ ̨̝̩̤̘̩̫̩̯̝̭Á ъ̱̣, ‘ѳ ̧̠̥̠̘̮̦̝̫̭ є
к̧̧̫̭̯̥̭Á
ҋ̷̨̧̡̫̟̥ѷ̯̥ѳ̧̠̥̠̘̮̦̝̫̭̯̫Ҥ̨̡̭̝̩̤̘̩̫̩̯̝̭̠̥̠̘̮̦̥
 À̦̝Ҡѷ̡̯ѳ̧̠̥̠̘̮̦̝̫̭ц̡̛̠̠̝̮̦̩ѿ̨ӝ̭½̝Ӻ̠̝̭Ѷ̩̯̝̭ ѿ̨̡Ӻ̭ ̨̝̤̣̯̝Ҡј̡̯Á
ҋ̷̨̧̡̫̟̥ 5
À̦̝Ҡѷ̡̨̯̝̤̣̯̝Ҡј̡̯ ̫Ѿ̠Ҝ̩Ҿ̮̯̙½̴Á
 À̫Ѿ ̨Қ ̛̝́. ̨̝̤̣̯̝Ҡ ̟Қ̬ Ѷ̡̩̯̭, ̫Ѿ̠Ҝ̩ Ҿ̨̡̮̩.’
 Àм̬Á̫̩҄ ̮̫̱̫Ҡј̡̯ ̫Ѿ̦ ̡Ѣ̠ң̡̯̭ ̫Ѿ̠̙̩;’
 À̫Ѿ ̠Ӭ̯̝ ̮̫̱̫Ҡј̨̡̩Á ј̠Áѵ̭ ѳ ̧̡̥̩̇ҡ̝̭, ‘ц½̡̥̠Ҟ̫Ѿ̦ Ҿ̨̡̮̩ oѾ̠ҝ̩Á
 À̫Ѿ̦̫ԉ̩ ̡Ѣ ̨Ҟ̮̫̱̫ҡ ж̨̡̝̤Ӻ̭;’ 10
 À½̘̩̰Ё̡̟.’
 Àѿ̨̡Ӻ̭ к̬̝, ̨̝̤̣̯̝ҠѶ̡̩̯̭, ̫Ѿ̦ Ҿ̡̮̯ ̫Ѿ̠ҝ̩, ж̧̧Áж̨̡̝̤Ӻ̭ Ѷ̡̩̯̭ ц̨̡̡̝̩̤̘̩̯Á
ҋ̷̨̧̡̫̟̥̯Ң̨̡̥̬қ̦̥̫̩
 À̫ѣж̨̡̝̤Ӻ̭к̨̬̝̝̩̤̘̩̫̰̮̥̩ ҐĶ̡̛̥̩̝ ж̧̧Á̫Ѿ̲Ҡ̫ѣ̛̮̫̱̫ ҋ̭ ̮Ҥ ̫ѦӪÁ

Vocabulário para a Seção Sete E

ж̨̡̝̤Ӻ̭ ignorante (nom.) ̨̡̥̬қ̦̥-̫̩, ̷̯ jovem (2b) Vocabulário a ser aprendido


̧̠̥̠̘̮̦̝-̫̭, ѳ professor (2a) ½қ̩̰ ̡̟ sim, de fato ̧̠̥̠̘̮̦̝̫̭, ѳ professor (2a)
ъ-̱̣ (ele) disse (̨̛̱̣) ½̴ ainda ѳ̴̨̧̫̫̟̙ concordar
Ҿ̮-̨̡̩ sabíamos (passado de ̫Ѩ̠̝) ҋ̨̫-̷̧̟-̡̥ (ele) concordou ̫Ѿ̦̫ԉ̩ portanto
Ҿ̮-̡̯ sabíeis (passado de ̫Ѩ̠̝) (ѳ̨̫-̧̫̟ҝ-̴) ̫҂̦̫̰̩ portanto … não
82 Parte Dois: Decadência moral?

F
Dionisodoro confunde Clínias ainda mais, dando uma reviravolta na
argumentação.

̯̝ԉ̯Á̫̩҄ ̡Ѩ½̡̩ ѳ ̂Ѿ̸̨̤̠̣̫̭. ̫ѣ ̠Ҝ ̨̛̝̤̣̯̝, л̨̝ ̤̫̬̰̞̮̝̩̯̚ҝ̭ ̡̯ ̦̝Ҡ ̡̧̡̟̘̮̝̩̯̭,


̯Ҟ̩ ̛̮̫̱̝̩ ̸̯̝̯̣̩ ц½ӫ̡̩̮̝̩. ̦̝Ҡ ҏ̮½̡̬ ̮̱̝Ӻ̬̝̩ ̡Ѿ̤Ҥ̭ ц̡̪̠ҝ̪̝̯̫ ̯Ң̩ ̷̧̟̫̩ ѳ
̷̴̥̫̩̰̮̠̬̫̭́, ц̡̨̡̦̠̪̘̩̫̭ ̠ҝ,
 À̛̯̠ҝ Ґ̧̡̛̥̩̝̇Áъ̱̣À̦̝ҠЁ̠Ҟ̧ҝ̡̟̥ѳ̷̧̧̠̥̠̘̮̦̝̫̭̟̫̰̭̯̥̩̘̭ ½̷̡̯̬̫̥
̨̝̩̤̘̩̫̰̮̥̯̫Ҥ̷̧̭̟̫̰̭ ̫ѣ̮̫̱̫Ҡє̫ѣж̨̡̝̤Ӻ̭Á 5
À̫ѣ̛̮̫̱̫Á ј̠Áѵ̭ѳ̧̡̛̥̩̝̭̇
 À̫ѣ̮̫̱̫Ҡк̨̬̝̝̩̤̘̩̫̰̮̥̩ ж̧̧Á̫Ѿ̲Ҡ̫ѣж̨̡̝̤Ӻ̭ ̦̝Ҡ̫Ѿ̡̦̮҄Ҥ к̬̯̥ж½̴̡̛̦̬̩Á
 ц̩̯̝ԉ̤̝̠Ҟ̦̝Ҡ½̡̧̘̩̰̟̘̮̝̩̯ҝ̡̭̯̦̝Ҡ̤̫̬̰̞ҟ̡̮̝̩̯̭ oѣ̨̝̤̣̯̝Ҡ ̯Ҟ̛̩̮̫̱̝̩
̸̡̯̝̯̣̩Ѿ̤Ҥ̭ц½ӫ̡̩̮̝̩ѓ̨̡Ӻ̭̠Áц̩ж½̛̫̬ӛц̨½̛½̡̯̫̩̯̭ ц̴̮̥½Ԗ̨̡̩.

Vocabulário para a Seção Sete F

ж̨̡̝̤Ӻ̭ ignorante (nom.) ц½-̝̥̩̙-̴ louvar (aor. Vocabulário a ser aprendido


ж½̫̬ҡӛ perplexidade ц½-ӫ̡̩̮ ̝) ̡̧̟қ̴̡̧̟̝̮̝ rir
к̬̯̥ há pouco ̡Ѿ̤Ҥ̭ imediatamente ц̦̠ҝ̨̲̫̝̥ receber em troca
̡̧̟қ̮ ̝̩̯-̡̭ rindo, tendo rido ъ-̱̣ (ele) disse (̨̛̱̣) ц̨½ӷʅ½̴̯ (ц̨½̡̮-) cair em
(nom. m. pl.) (̡̧̟̘-̴) ̤̫̬̰̞̮̚-̝̩̯-̡̭ fazendo (+ц̩ ou ̡Ѣ̭)
ц̦-̡̠̪-̨̡̘̩-̫̭ tendo recebido barulho, tendo feito barulho, ц½̝̥̩ҝ̴ (ц½̡̝̥̩̮̝ louvar
em troca (ц̦-̠ҝ̲-̨̫̝̥) aplaudindo (nom. m. pl.) ̡Ѿ̸̤̭ at imediatamente,
ц̦-̠ҝ̲-̨̫̝̥ receber, receber em (̤̫̬̰̞ҝ ̴) diretamente
troca, tomar ̦̝Ҡ̠Ҟ vamos supor ̨̛̱̣/ъ̱̣̩ eu digo/eu disse
ц̨-½̛½̯-̴ cair em ̮̱̝Ӻ̬-̝, ѓ bola (1b)
ц̩̯̝ԉ̤̝ nesse ponto, nisso

Introdução
A ideia tradicional de padrões universais referentes ao comportamento humano e
sancionados pelos deuses foi desafiada pela habilidade dos sofistas de apresentar
argumentos convincentes para ambos os lados de uma questão moral. Foi
abalada também quando os gregos tomaram consciência de que outras nações
comportavam-se e pensavam de maneiras totalmente diferente deles. Esse
interesse refletiu-se particularmente na obra do historiador grego Heródoto
(Ԟ̷̬̠̫̯̫̭̄), de cuja História foi tirado o relato a seguir. Heródoto coletava com
assiduidade histórias dos hábitos diferentes de povos estrangeiros e relatava-
os no contexto de seu tema principal, a história dos povos grego e persa que
culminou nas Guerras Persas.

Em O mundo de Atenas: Heródoto 8.41, 9.3; nómos-phýsis 8.32, 9.7; ideias


gregas sobre as mulheres 3.12, 4.22-4, 5.23-9; gregos e bárbaros 9.2ss
Seção Sete A–H: Sócrates e a investigação intelectual 83

Embora os gregos tenham vencido as amazonas em combate, suas prisioneiras


amazonas os pegam de surpresa na viagem para casa.

ѷ̡̯ ̠Á̫ѣ ё̧̧̡̣̩̭ ̡Ѣ̮½̷̡̡̮̩̯̭ ̡Ѣ̭ ̯Қ̭ о̷̨̢̝̩̝̭ ц̨̘̲̫̩̯̫, ̷̡̯̯ ̠Ҟ ̫ѣ ё̧̧̡̣̩̭
ц̛̩̦̣̮̝̩ ̝Ѿ̯Қ̭ ц̩ ̯ӭЁ̨̘̲Ӫ. ̡̩̥̦̮̝̩̯̭̚ ̠ҝ, ̯Қ̭ о̷̨̢̝̩̝̭̯Қ̭ц̦̯Ӭ̭Ё̨̘̲̣̭
½̸̡̬̥̫̮̝̭ъ̷̧̧̡̝̞̫̩̝̞̩̯̭̠Á̝Ѿ̯̘̭ ж½Ӭ̧̤̫̩ц̩̯̬̥̮ҠЁ½̧̛̫̫̥̭˶̫Ѿ̨ҝ̩̯̫̥
ж̡̛̱̦̫̩̯̫Ѣ̭̯Ҟ̩½̛̝̯̬̠̝ц̩ ̟Қ̬̯ӭЁ̧̤̝̘̯̯ӪѶ̡̩̯̭̫Ѿ̦ц̸̧̱̝̪̝̩̯Қ̭о̷̨̢̝̩̝̭̝ѣ
̠Áо̷̨̢̡̝̩̭, Ѣ̠̫ԉ̮̝̥ ̯̫Ҥ̭ к̩̠̬̝̭ ̫Ѿ ̧̱̰̘̯̯̫̩̯̝̭, ж½ҝ̡̦̯̥̩̝̩. ж̧̧Á̫Ѿ̦ ъ̨½̡̥̬̫̥ 5
ј̮̝̩ ½̡̬Ҡ ̯Қ ̩̝̰̯̥̦Қ ̝ѣ о̷̨̢̡̝̩̭. ж½̡̛̫̦̯̩̝̮̝̥ ̫̩҄ ̯̫Ҥ̭ к̩̠̬̝̭ ъ½̧̡̫̩ ҿ½̡̬
ъ̡̡̱̬̩ ѳ к̡̨̩̫̭.
 ̧̯̙̫̭ ̠Á̡Ѣ̭ ̯Ҟ̩ ̯Ԗ̩ ̦̰̤̏Ԗ̩ ̟Ӭ̩ ж̷̨̡̱̥̦̩̝̥ ̦̝Ҡ ж½̫̞ӝ̮̝̥ ж½Ң ̯Ԗ̩ ½̴̧̛̫̩,
̣̬̫̩҅ ѣ½½̷̫̱̬̞̥̫̩, ̦̝Ҡ ̯̫Ҥ̭ ѧ½½̫̰̭ ̧̝̞̫ԉ̮̝̥ ̠̥̬̚½̝̮̝̩ ̯Ҟ̩ ̯Ԗ̩ ̦̰̤̏Ԗ̩ ̟Ӭ̩.
̫ѣ ̠Ҝ ̸̦̤̝̥̏, ̫Ѿ ̡̟̥̟̩̹̮̦̫̩̯̭ ̯Ҟ̴̩̱̩ҟ̩ ̦̝Ҡк̨̢̡̛̩̠̬̝̭̩̫̫̩̯̭̯Қ̭о̷̨̢̝̩̝̭  10
ц̨½̷̡̡̮̩̯̭̦̝Ҡ ̨̡̨̡̝̲̮̘̩̫̥̯̫Ҥ̡̭̩̦̬̫Ҥ̭ж̡̩Ӻ̴̧̫̩̫̯̭̫̩҃҄ъ̴̟̩̮̝̩̟̰̩̝Ӻ̦̝̭
̫҂̮̝̭ ж̷̡̧̡̩̩̯̭̯̫Ҥ̸̡̭̩̦̬̫̭
 ̷̡̟̩̩̯̭̠Ҝ̯̝ԉ̯̝ ̦̝Ҡ̫Ѿ̷̧̨̡̞̫̰̩̫̥ж½̡̡̛̫̦̯̩̥̩ъ̯̥ ж̧̧Қц̪ ̝Ѿ̯Ԗ̩½̝̥̠̫½̡̫̥Ӻ̮̤̝̥ 
̯̫Ҥ̭ч̝̰̯Ԗ̡̛̩̩̝̩̮̦̫̰̭ж½̙½̡̨̡̳̝̩Ѣ̭ ̝Ѿ̯̘̭ ̸̡̧̡̡̨̡̨̦̫̩̯̭̘̲̮̤̝̥Ҝ̨̩ҟ ы½̡̮̤̝̥
̠Ҝ̦̝Ҡ ̮̯̬̝̯̫½̸̡̡̡̠̮̤̝̥½̧̛̣̮̫̩̯Ԗ̩Ӥ˾̷̴̨̢̝̩̩½̧̛̣̮̫̩̫̩҄ц̷̧̡̤̩̯̭ ̡ѧ½̫̩̯̫̫ѣ 15
̡̛̩̝̩̮̦̫̥ ̦̝Ҡц̮̯̬̝̯̫½̸̡̡̠̮̝̩̯̫̦̝Ҡ½̬Ԗ̨̯̫̩Ҝ̩ ж½Ӭ̧̤̫̩̝ѣо̷̨̢̡̝̩̭ ж½̡̧̤̫ԉ̮̝̥
̠Á̡Ѩ̠̫̩̯̫Ҥ̭к̩̠̬̝̭ч½̨̫ҝ̩̫̰̭ ̝ѣ̨Ҝ̩̫̩҄о̷̨̢̡̝̩̭ц̴̛̠̦̫̩ ̫ѣ̠Áк̡̩̠̬̭ъ̡̱̰̟̫̩
Ѣ̠̫ԉ̮̝̥̫̩҄ ̸̡̱̟̫̩̯̝̭̯̫Ҥ̭к̩̠̬̝̭ ѓ̸̢̮̲̝̫̩̝ѣо̷̴̨̢̡̝̩̭̫̯̭̫̩҃҄ ̨̝̤̫ԉ̮̝̥̯̫Ҥ̭
к̩̠̬̝̭̫Ѿ½̧̡̨̛̫̫̰̭Ѷ̩̯̝̭ ̫Ѿ̦ҝ̯̥ц̷̢̱̬̩̯̥̫̩ ̝Ѿ̯Ԗ̩.

Vocabulário para a Seção Sete G

Gramática para 7G–H


C Particípio aoristo segundo, ativo e médio: ̧̝̞ҧ̩ ̡̟̩ң̨̡̩̫̭
C Pronomes:̝̰ʰ̯ң̭ ѳ̝̰ʰ̯ң̭ ̝̰ʰ̯ң̡̩ʰ̨̝̰̯ң̩ ̡̮̝̰̯ң̩ ч̝̰̯ң̩̝̰ʰ̯ң̩
C ̸̨̠̩̝̝̥

о̨̢̝̹̩ (о̨̢̝̫̩- ), ѓ amazona Ѣ̠-̫ԉ̮-̝̥ ao verem (nom. f. pl.) ̯ӭ̧̤̝қ̯̯Ӫ o mar


(3a) (ѳ̬̘-̴/̡Ѩ̠-̫̩) ̯̬̥̮Ҡ ½̧̛̫̫̥̭ três navios
ж̱-̥̦-̷̨̡̩-̝̥ tendo chegado ̧̝̞-̷̩̯-̡̭ tendo pego (nom. m. ̧̱̰̘̯̯-̴ vigiar
(nom. f. pl.) ж̱ ̥̦̩ҝ ̨̫̝̥ pl.) ̧̨̝̞̘̩ ̴ъ ̧̝̞ ̫̩
ж̱ ̥̦ ̷̨̣̩ ̨̘̲-̣, ѓ batalha, luta (1a)
̡Ѣ̮-½̡̮-̷̩̯-̡̭ tendo se lançado ̨ҝ̩̯̫̥ porém
sobre (nom. m. pl.) ½̡̬̥-oҥ̮-̝̭ sobreviventes (part.
(̡Ѣ̮-½̛½̯-̴/̡Ѣ̮-ҝ-½̡̮-o̩) de ½̡̛̬-̡̨̥̥)
84 Parte Dois: Decadência moral?

ж̩-̡Ӻ̧-o̩ recolheram (aor. de ъ-̴̟̩-̮̝̩ reconheceram (aor. ̨̢̛̩̫-̴ achar que alguém (ac.) é
ж̩-̝̥̬ҝ-̴) de ̟̥̟̩̹̮̦-̴) alguma coisa (ac.)
ж̩-̡̧-ң̩̯-̡̭ ao recolherem ц̨-½̡̮-ң̩̯-̡̭ tendo se lançado ½̝̥̠̫-½̫̥ҝ-̨̫̝̥ gerar filhos
(nom. m. pl.) (ж̩̝̥̬ҝ ̴/ sobre (nom. m. pl.) ½̧̛̣̮̫̩ perto, próximo (+ gen.)
ж̩-̡Ӻ̧-̫̩ ) (ц̨-½̛½̯-̴/ц̩-ҝ-½̡̮-̫̩) ̸̦̤̏-̣̭, ѳ cita (1d)
к̡̨̩-̫̭, ѳ vento (2a) ц̧̤-̷̩̯-̡̭ tendo chegado (nom. ̮̯̬̝̯̫½̸̡̡̠-̨̫̝̥ acampar
ж½-̡̧̤-oԉ̮-̝̥ ao se afastarem m. pl.) (ъ̬̲-̨̫̝̥ј̧̤-̫̩) ̯ӭ̨қ̲Ӫ a batalha
(nom. f. pl.) ж½ ̙̬̲ ̨̫̝̥ ы½-̨̫̝̥ seguir ̯Ӭ̭ ̨̘̲̣̭ a batalha
ж½ Ӭ̧̤ ̫̩ ҽ½̡̬ onde ̴̱̩-̚, ѓ língua, idioma (1a)
ж½̫-̞ӝ̮-̝̥ tendo desembarcado ̣̬҅-̫̩ encontraram (aor. de
(nom. f. pl.) ж½̫ ̛̞̝̩ ̴ ̡ѿ̛̬̮̦-̴) Vocabulário a ser aprendido
ж½ ̙ ̞̣̩ ѣ½½̫-̷̱̬̞̥-̫̩, ̷̯ manada de ж̴̩̝̥̬̙ (ж̡̧̩ recolher
ж½̫-½̨̙½-̴ enviar cavalos (2b) ж½̴̛̫̞̝̩ (ж½̫̞̝-) desembarcar
ж̱-̛̦-̫̩̯̫ chegaram (aor. de ̧̝̞-̫ԉ̮-̝̥ tendo pego (nom. f. ы½̨̫̝̥ (ч̮½-) seguir
ж̱-̥̦̩̙-̨̫̝̥) pl.) ̧̨̝̞̘̩ ̴ъ ̧̝̞ ̫̩ ̨̘̲̣, ѓluta, batalha (1a)
̟̩-̷̩̯-̡̭ tendo percebido (nom. ̨̝̤-̫ԉ̮-̝̥ tendo entendido, ̨̙̩̯̫̥ porém
m. pl.) ̟̥̟̩̹̮̦ ̴ъ ̴̟̩ ̩ tendo aprendido (nom. f. pl.) ̴̨̢̛̩̫ pensar, considerar
̠̥-̝̬½̢̘-̴ devastar ̨̝̩̤̘̩ ̴ъ ̨̝̤ ̫̩ ̴̧̱̰̘̯̯ vigiar
Seção Sete A–H: Sócrates e a investigação intelectual 85

A “ameaça” de estilos de vida alternativos

Os gregos debatiam incessantemente questões sobre a natureza da justiça e a rela-


ção entre esta e a lei escrita; a natureza de certo e errado e como isso funcionava na
prática; a natureza do poder e os direitos que os mais fortes tinham sobre os mais
fracos; e, mais famoso entre todos os temas, a relação entre nómos (“costume”,
“lei”, “cultura”) e phýsis (“natureza”) e a indagação: “Existe um certo e um errado
absolutos em qualquer situação ou isso depende das circunstâncias?” Heródoto era
fascinado por esse tema e expressa-o da maneira mais distinta na história a seguir:
“Se alguém oferecesse aos homens a oportunidade de escolher entre todos os
costumes do mundo o que lhes parecesse ser o melhor, todos, depois de reflexão
cuidadosa, escolheriam o seu próprio; pois todos consideram que os seus próprios
costumes são, de longe, os melhores... Uma prova disso é esta: quando Dario era rei
da Pérsia, ele convocou alguns gregos que estavam em sua corte e lhes perguntou
quanto teria de lhes pagar para que eles comessem os corpos de seus próprios pais
mortos. Eles responderam que não havia nenhuma soma de dinheiro pela qual acei-
tassem fazer tal coisa. Mais tarde, Dario convocou alguns indianos de uma tribo dos
calátios, que de fato comem os corpos mortos de seus pais, e lhes perguntou, na pre-
sença dos gregos, por meio de um intérprete para que os gregos entendessem o que
estava sendo dito, quanto teria de lhes pagar para que eles queimassem os corpos
mortos de seus pais. Os indianos gritaram e pediram que ele não pronunciasse
tamanha blasfêmia. Assim é o costume, e Píndaro estava certo, em minha opinião,
quando escreveu que ‘o costume é o rei de todos’.” (Heródoto, História 3.38)
... Essas questões podem facilmente parecer, e pareciam a muitos atenienses,
agredir fortemente a moralidade, e compõem o pano de fundo para o longo e por
vezes violento debate intelectual que perdura até hoje. (O mundo de Atenas, 8.32)
86 Parte Dois: Decadência moral?

H
Os citas seguem as amazonas e notam que, ao meio-dia, elas se dispersam
individualmente e em duplas. Um cita ousado segue uma delas e...

̴̫̯̭҃ o̩҄ ̡̛̩̝̩̮̦̫̭ ̯̥̭ о̷̨̢̝̩̝ ̯̥̩Қ ̷̨̩̣̩ ̫̮̝̩҄ ̧̦̝̯̝̝̞ҧ̩, ̡Ѿ̤Ҥ̭ ц̲̬Ӭ̯̫. ̦̝Ҡ
ѓ о̨̢̝Ҧ̩ ̫Ѿ̦ ц̧̡̦̹̰̮̩. ̦̝Ҡ ̴̡̱̩Ӻ̩ ̨Ҝ̩ ̫Ѿ̦ ц̸̠̩̝̯̫, ̠̥Қ໌ ̠Ҝ ໍ̨̡̛̮̣̫̰ ц̦ҝ̧̡̡̰
̯Ң̩ ̡̩̝̩ҡ̡̝̩Ѣ̭ ̯Ҟ̩ ѿ̡̛̮̯̬̝̝̩ Ѣҝ̩̝̥ ̡Ѣ̭ ̯ҢЁ̝Ѿ̯Ң ̴̛̲̬̫̩ ̦̝Ҡ ы̡̯̬̫̩ ̡̩̝̩ҡ̝̩ к̡̟̥̩,
̨̛̮̣̝̩̫̰̮̝ ѷ̯̥ ̝Ѿ̯Ҟ ̯ҢЁ̝Ѿ̯Ң ½̡̫̥̮̥̚ ̦̝Ҡ ч̯ҝ̬̝̩ о̷̨̢̝̩̝ к̡̪̥. ѳ ̠Ҝ ̡̩̝̩ҡ̝̭
ж½̡̧̤Ҧ̩ ̡Ѩ½̡ ̯̝ԉ̯̝ ½̬Ң̭ ̯̫Ҥ̭ ̧̫̥½̸̫̭, ̯ӭ໌ ̠Áໍѿ̡̛̮̯̬̝ӛ ц̧̤Ҧ̩ ̝Ѿ̯Ң̭ ̡Ѣ̭ ̯ҢЁ̝Ѿ̯Ң 5
̴̛̲̬̫̩, ы̡̯̬̫̩ к̴̟̩ ̡̩̝̩ҡ̝̩, ̯Ҟ̩ о̷̨̢̝̩̝ ̝Ѿ̯Ҟ̩ ̡̣̬̩҅, ч̯ҝ̬̝̩ ж̟̝̟̫ԉ̮̝̩
о̷̨̢̝̩̝. ̫ѣ ̠Ҝ ̸̠̫ ̡̩̝̩ҡ̝̥, ̡ѿ̷̡̬̩̯̭ ̯Қ̭ о̷̨̢̝̩̝̭ ̦̝Ҡ ̨̡̲̬̣̮̘̩̫̥, ж½Ӭ̧̤̫̩. ̫ѣ ̠Ҝ
̧̫̥½̫Ҡ ̯Ԗ̩ ̡̩̝̩̥Ԗ̩, ̷̨̡̝̤̩̯̭ ̯Қ ̷̡̨̡̟̩̩̝, ц½̛̫̫̰̩ ̯ҢЁ̝Ѿ̯Ң ̦̝Ҡ ̝Ѿ̛̯̫.
 ̨̡̯Қ ̠Ҝ ̯̝ԉ̯̝ ̮̰̩ԕ̦̫̰̩ ѳ̨̫ԉ ̫ѧ ̡̯ ̸̦̤̝̥̏ ̦̝Ҡ ̝ѣ о̷̨̢̡̝̩̭. ̯Ҟ̩ ̠Ҝ ̴̱̩Ҟ̩ ̯Ҟ̩
̨Ҝ̩ ̯Ԗ̩ о̷̴̨̢̝̩̩ ̫ѣ к̡̩̠̬̭ ̫Ѿ̦ ц̠ҥ̩̝̩̯̫ ̨̡̝̩̤̘̩̥̩, ̯Ҟ̩ ̠Ҝ ̯Ԗ̩ ̦̰̤̏Ԗ̩ ̝ѣ 10
̟̰̩̝Ӻ̡̦̭ ъ̨̝̤̫̩. ̧̯̙̫̭ ̠Ҝ ̡Ѩ½̫̩ ½̬Ң̭ ̝Ѿ̯Қ̭ oѣ ̡̛̩̝̩̝̥˶ ‘̯̫̦ҝ̝̭ ̦̝Ҡ ̨̦̯̝̯̝̚ ъ̨̡̲̫̩
ѓ̨̡Ӻ̭. ̠̥Қ ̯ҡ ̫̩҄ ̫Ѿ̦ ж½̷̡̨̡̬̲̤̝ ̡Ѣ̭ ̯Ң ѓ̨ҝ̡̯̬̫̩ ½̧Ӭ̤̫̭; ̟̰̩̝Ӻ̦̝̭̠Áы̨̡̪̫̩
ѿ̨ӝ̭̦̝Ҡ̫Ѿ̡̨̛̠̝̭к̧̧̝̭Á̝ѣЁ̠Ҝ½̬Ң̭̯̝ԉ̯̝Àѓ̨̡Ӻ̭Á ъ̱̝̮̝̩ À̫Ѿ̨̡̠̰̩̘̤̝̫Ѣ̡̦Ӻ̩
̨̡̯ҚЁ̯Ԗ̩Ёѿ̨̡̯ҝ̴̬̩Ё̟̰̩̝̥̦Ԗ̩̫Ѿ̟Қ̬̫ѣЁ̝Ѿ̯̫Ҡ̫ѧ̡̯ѓ̷̨̡̨̙̯̬̫̥̩̫̥̦̝Ҡ̫ѣ̯Ԗ̩
̦̰̤̏Ԗ̩ѓ̨̡Ӻ̨̭Ҝ̩̟Қ̸̡̨̡̬̯̫̪̫̩̦̝Ҡѣ½½̷̢̨̡̝̤̝ ъ̬̟̝̠Ҝ̡̟̰̩̝̥̦Ӻ̝̫Ѿ̦ц̨̨̡̘̤̫̩ 15
̝ѣ̠Áѿ̨ҝ̡̯̬̝̥̟̰̩̝Ӻ̡̦̭̫Ѿ̠Ҝ̸̴̩̯̫̯̩½̫̥̫ԉ̮̥̩ ж̧̧Áъ̡̬̟̝̟̰̩̝̥̦Ӻ̝ц̢̬̟̘̫̩̯̝̥ 
̨̙̩̫̰̮̝̥ц̩̯̝Ӻ̭Ёз̨̘̪̝̥̭̦̝Ҡ̫Ѿ̸̡̯̫̪̫̰̮̝̥̫Ѿ̠Áѣ½½̷̢̨̡̝̩̝̥ж̧̧Á̡Ѣ̸̧̡̡̞̫̮̤
̟̰̩̝Ӻ̦̝̭ъ̡̲̥̩ѓ̨ӝ̭ ц̷̧̡̤̩̯̝̭Ѣ̭̯̫Ҥ̭̯̫̦ҝ̡̝̭̠Ӻѿ̨ӝ̭ж½̧̡̫̝̟̲̘̩̥̩̯Ң̯Ԗ̩
̴̨̨̦̯̣̘̯̩̙̬̫̭ ̦̝Ҡъ½̡̥̯̝ц½̷̡̧̡̝̩̤̩̯̝̭̮̰̩̫̥̦Ӻ̨̡̩̤ÁЁѓ̨Ԗ̩Á
 ̯̝ԉ̯̝̠Á̡Ѣ½̫ԉ̮̝̥ъ½̡̥̮̝̩̯̫Ҥ̡̛̭̩̝̩̮̦̫̰̭ж½̷̧̡̫̝̲̩̯̭̫̩̫҄ѣ̡̛̩̝̩̮̦̫̥ 20
̯Ң̯Ԗ̴̨̨̩̦̯̣̘̯̩̙̬̫̭ ц½̝̩Ӭ̧̤̫̩½̧̘̥̩½̝̬Қ̯Қ̭о̷̨̢̡̝̩̝̭Ѩ½̫̩̫̩҄½̬Ң̭
̝Ѿ̯̫Ҥ̭̝ѣо̷̨̢̡̝̩̭˶Àж̧̧Áѓ̨ӝ̭ъ̡̲̥ ̷̨̱̞̫̭̯̥̭̙̟̝̭̫Ѿ̟Қ̨̡̬̠̰̩̘̤̝̫Ѣ̡̦Ӻ̩ц̩
̸̯̫̯ԔЁ̯ԗЁ̲̹̬Ԕ ̠̥̝̬½̘̮̝̮̝̥̯Ҟ̩̟Ӭ̩ж̧̧Á̡Ѣ̸̧̡̡̞̫̮̤ѓ̨ӝ̭̟̰̩̝Ӻ̦̝̭ъ̡̲̥̩ ̠̥Қ
̛̯ ̫Ѿ̦ц̨̡̪̝̩̥̮̯̘̤̝ц̦̯Ӭ̭Ё̟Ӭ̭Ё̸̯̝̯̣̭̦̝Ҡ̯Ң̩̘̩̝̥̐ղ̩½̨̫̯̝Ң̩ ̡̠̥̝̞̘̩̯̭ц̡̦Ӻ
̫Ѣ̦̫ԉ̨̡̩Á̦̝Ҡц½̡̛̤̫̩̯̫̦̝Ҡ̯̝ԉ̯̝̫ѣ̡̛̩̝̩̝̥ ц̡̪̝̩̝̮̯̘̩̯̭̫̩̦̝҄Ҡж̷̨̡̱̥̦̩̫̥ 25
½̬Ң̭̯Ң̩̲Ԗ̬̫̩ ӌ̦̣̮̝̩̝Ѿ̷̯̩

Vocabulário para a Seção Sete H

ж̟̝̟-̫ԉ̮-̝̩ tendo trazido (ac. f. ̝Ѿ̯-Ҟ̩ ela mesma (ac.) ̠̥Қ̨̡̛̮̣̫̰ por meio de sinais
s.) (к̟-̴/і̟̝̟-̫̩) ̝Ѿ̯-Ҟ ela mesma ̠̥̝-̞̘̩̯-̡̭ tendo atravessado
к̟-̴ (ж̟̝̟-) conduzir, trazer ̝Ѿ̯-̛̫ eles mesmos (nom. m. pl.) ̠̥̝ ̛̞̝̩ ̴
̝ѣ̠Ҝmas elas ̝Ѿ̯-Ң̭ ele mesmo ̠̥ ҝ ̞̣̩
о̨̢̝̹̩ (о̨̢̝̫̩-), ѓ amazona (3a) ж̱-̥̦-̷̨̡̩-̫̥ tendo chegado ̠̥-̝̬½̢̘-̴ devastar
ж½-̡̧̤-Ҧ̩ tendo ido embora (nom. (nom. m. pl.) ж̱ ̥̦̩̙ ̨̫̝̥ ̠̰̩-̨̡̘̤̝ podemos
m. s.) (ж½-ҝ̬̲-̨̫̝̥ /ж½-Ӭ̧̤-̫̩) ж̱ ̥̦ ̷̨̣̩ ̠ҥ̫ dois (nom.)
ж½̫-̧̝̟̲̘̩-̴ (ж½̫-̧̝̲-) obter ̡̟̩-̷̨̡̩-̝, ̯̘ os ц-̸̠̩-̝̯̫ podia (̸̠̩-̨̝̝̥)
sua parte, obter por sorteio acontecimentos, ц-̸̠̩-̝̩̯̫ podiam (̸̠̩-̨̝̝̥)
ж½̫-̧̝̲-̷̩̯-̡̭ tendo obtido o que havia acontecido ̡Ѣ½-̫ԉ̮-̝̥ tendo dito (nom. f.
(nom. m. pl.) ж½̫ ̧̝̟̲̘̩ ̴ (̛̟̟̩-̨̫̝̥/ц-̡̟̩-̷̨̣̩) pl.) (̧ҝ̟-̴/̡Ѩ½-̫̩)
ж½ ̙ ̧̝̲ ̫̩ ̡̟̰̩̝̥̦Ӻ-̫̭ -̝ -̫̩ de mulher ц̡̦Ӻ lá
Seção Sete A–H: Sócrates e a investigação intelectual 87

ц̧̤-̷̩̯-̝̭ tendo ido (ac. m. pl.) ̨̝̤-̷̩̯-̡̭ tendo sabido, tendo ̴̱̩ҝ-̴ falar
(ъ̬̲-̨̫̝̥/ј̧̤-̫̩) tomado conhecimento (nom. ̴̱̩-̚, ѓ idioma, língua (1a)
ц̧̤-Ҧ̩ tendo ido (nom. m. s.) m. pl.) ̨̝̩̤̘̩ ̴ъ ̨̝̤ ̫̩ ̲̬̘-̨̫̝̥ ter relações sexuais com
(ъ̬̲-̨̫̝̥/ј̧̤-̫̩) ̨̡̤Ӧѓ̨Ԗ̩ conosco ̲Ԗ̬-̫̭, ѳ lugar, região (2a)
ц̪-̝̩̝-̮̯̘-̩̯-̡̭ tendo se ̨ҝ̬-̫̭, ̷̯ parte (3c)
levantado e partido (nom. m. ̨̡̯Қ̯Ԗ̩ ѿ̨̡̯ҝ̴̬̩ ̟̰̩̝̥̦Ԗ̩ Vocabulário a ser aprendido
pl.) ц̪ ̝̩ ̛̮̯̝ ̨̝̥ com vossas mulheres к̴̟ (ж̟̝̟-) conduzir, trazer
ц̪ ̝̩ ҝ ̮̯̣ ̩ ̨̡̯Қ(+ ac.) depois ̝Ѿ̷̷̯̭̚ele/ela mesmo(a),
ц̪-̝̩-̥̮̯̘-̨̡̤̝ nos levantamos ̨ң̩-̫̭ -̣ -̫̩ só, sozinho si mesmo
e partimos ̩ң̨-̫̭,ѳ costume, uso (2a) ̴̛̠̥̝̞̝̩̠̥̝̞̝ atravessar
ы̪-̨̡̫̩ teremos (fut. de ъ̲-̴) ̫ѣ ̝Ѿ̯̫Ҡ os mesmos ̸̨̠̩̝̝̥ser capaz, poder
ц½-̝̩-̡̧̤-ң̩̯-̝̭ tendo retornado ̫Ѣ̦ҝ-̴ morar em ̸̠̫dois
(ac. m. pl.) ц½ ̝̩ ҝ̬̲ ̨̫̝̥ ѳ̨̫ԉjuntos ц½̝̩ҝ̨̬̲̫̝̥ц½̡̧̝̩̤
ц½ ̝̩ Ӭ̧̤ ̫̩ ½̧̘̥̩ de novo retornar
ц½ ̝̩ ҝ̬̲ ̨̫̝̥ц½ ̝̩ ̡̧̤  ½̨̫̯̝-̷̭, ѳ rio (2a) ̴̧̨̧̦̝̯̝̝̞̘̩̦̝̯̝̝̞
retornar ̨̛̮̣̝̩-̴ fazer sinal encontrar, deparar com,
ц̢̬̟̘-̨̫̝̥ realizar, fazer ̸̦̤̏-̣̭, ѳ cita (1d) surpreender
̡ѿ̬-ң̩̯-̡̭ tendo encontrado (nom. ̮̰̩-̫̥̦ҝ-̴ viver junto ̦̯Ӭ̨̨̝̦̯̣̝̯ ̷̯
m. pl.) (̡ѿ̛̬̮̦-̴/̣̬҅-̫̩) ̯̝Ӻ̭ з̨̘̪̝̥̭ suas carroças posse, propriedade (3b)
ѣ½½̢̘-̨̫̝̥ cavalgar (os citas eram nômades) ̨̡̯̘ (+ ac.) depois
̦̝̯̝-̧̝̞-Ҧ̩ on tendo ̘̩̝̐-̥̭, ѳ Tanais (3e) (o rio Don) ѳ̝Ѿ̷̯̭ o mesmo
encontrado, tendo se deparado ̯ӭѿ̡̮̯̬̝ҡӛ no dia seguinte ̫Ѣ̦ҝ̴ morar (em)
com (nom. m. s.) ̦̝̯̝ ̯Ӭ̭ ̟Ӭ̭ ̸̯̝̯̣̭ esta terra ½̧̘̥̩ de novo
̧̨̝̞̘̩ ̴̦̝̯ ҝ ̧̝̞ ̫̩ ̯Ң̝Ѿ̯-Ң o mesmo ½̷̨̫̯̝̭, ѳrio (2a)
̦̝̯̝ ̧̨̝̞̘̩ ̴̦̝̯̝ ̧̝̞  ̯̫̦-Ӭ̭, ̫ѣ os pais (3g) ̨̡̮̣Ӻ̫̩, ̷̯ sinal (2b)
encontrar, deparar com ̯o̸̡̪-̴ usar arco-e-flecha ԄԞ̨ҝ̡̯̬̫̭ ә ̫̩ vosso
̦̯Ӭ̨̝ (̨̦̯̣̝̯-), ̷̯ posse, ̸̯̫̯Ԕ ̯ԗ ̲̹̬Ԕ esta terra, ̴̱̩ҝ̴ falar
propriedade (3b) este lugar ̴̱̩̚, ѓ voz, idioma, língua (1a)
̧̫̥½-̷̭ -ҟ -̷̩ resto de, outro ѿ̡̛̮̯̬̝-̝, ѓ dia seguinte (1b)
Parte Três Atenas pelos olhos
do poeta cômico

Introdução
A narrativa retorna para Diceópolis, que continua em seu caminho pela cidade
com o rapsodo. Eles encontram Evélpides e Pistétero, dois amigos que planejam
deixar Atenas e seus problemas e fundar uma nova cidade, Cucolândia-nas-nuvens
(̡̡̧̛̱̫̦̫̦̦̰̟̝̊), uma Utopia no céu com as aves (Seção 8). “Utopia” (uma
palavra criada em 1516 por Sir Thomas More para descrever uma sociedade ideal)
= ̫Ѿ̯ң½̫̭, “nenhum lugar” – ou será que deveria ser ̡̯҄ң½̫̭ (“Eutopia”)?
Já vimos alguns dos problemas de que eles querem escapar: a guerra, a
doença, o crescente desrespeito pelas leis e pelos deuses e instituições humanas,
o colapso da moralidade e o desafio dos sofistas. Mas Evélpides menciona mais
um, a obsessão ateniense por processos judiciais, um tema que é comicamente
explorado em cenas de As vespas de Aristófanes (Seção 9).
Pistétero e Evélpides já se decidiram quanto ao seu plano de fuga, mas
Aristófanes oferece mais duas possíveis soluções cômicas: em Lisístrata (Seção
10), as mulheres de Atenas ensaiam uma greve de sexo para acabar com a guerra,
e, em Os acarnenses (Seção 11), Diceópolis finalmente encontra sua própria
solução para os problemas de Atenas em guerra.

Fontes

Aristófanes, As aves 32–48, Aristófanes, Lisístrata 120-80, 240-6,


Cavaleiros 303–7, 752–3 829-955
Homero, Odisseia 1.267 Aristófanes, Os acarnenses 19-61,
Hino homérico a Deméter 216-17 129-32, 175-203
Filêmon (fragmento – Kock 71) Platão, República 557e-558c, 563c-e,
Platão, Górgias 515b–516a, Alcibíades 1, 134b
República 327b Aristófanes, Cavaleiros 1111-30
Aristófanes, As vespas 1, 54, 67-213, (Xenofonte), Constituição de Atenas
760-862, 891-1008 1.6-8, 3.1-2

Em O mundo de Atenas: Aristófanes e política 8.78–9.

Tempo necessário
Sete semanas

89
90 Parte Três: Atenas pelos olhos do poeta cômico

Seção Oito A–C: As aves de Aristófanes


e visões de Utopia

A
Diceópolis e o rapsodo caminham por Atenas, deixando o embaixador espartano
entregue ao seu destino. No caminho, Diceópolis encontra seus velhos amigos
Pistétero e Evélpides, que estão indo embora de Atenas. Eles explicam sua
insatisfação com Atenas e, em particular, com os políticos e, enquanto ouve,
Diceópolis decide encontrar alguma maneira de buscar a paz. O rapsodo não está
disposto a se envolver e segue outro curso.

Em O mundo de Atenas: a ágora 2.29ss.; kyría ekklesía 6.10ss. Cf. 2.24, 1.25-6.

̡̨̡̤̝̮̘̩̫̭̯Ҟ̩̯Ԗ̩Ёы̡̩̠̦̝ж̨̛̩̫̝̩ѳ̷̥̦̝̥́½̧̫̥̭ ̦̝Ҡж̦̫ҥ̮̝̭̯̫Ҥ̭
̯̫ԉЁѣ̷̧̦̙̯̫̰̟̫̰̭ ж½̡̙̬̲̯̝̥̠̥ҚЁ̯̫ԉ໌̯Ԗ̩½̧̫̥̯Ԗ̩ໍ½̧̤̫̰̭̚½̬Ң̭̯Ҟ̩ж̟̫̬Қ̩
̨̡̯ҚЁ̯̫ԉЁԈ̝̳Ԕ̠̫ԉ̦̝Ҡ̂Ѿ̡̧½ҡ̠̣̭ ѳ̯̫ԉЁ̧̡̨̫̘̬̲̫̰̰̍ѣ̷̭ ̦̝̤̫̬Ӟ̝Ѿ̯Ң̩½̬Ң̭
̯Ҟ̩ж̟̫̬Қ̩ж½̷̨̡̥̩̯̝̯ҚЁ̯̫ԉЁԈ̝̳Ԕ̠̫ԉ ̦̝̯̥̠Ҧ̩̠Ҝ½̨̙½̡̥½̬Ң̭̝Ѿ̯̫Ҥ̭̯Ң̩½̝Ӻ̠̝
½̡̬̫̮̙̬̲̯̝̥̫̩҄ѳ½̝Ӻ̭ѳ̯̫ԉЁ̂Ѿ̡̧½ҡ̠̫̰ҋ̭̯Ң̷̩̥̦̝̥́½̧̫̥̩ ½̬̫̮̥Ҧ̩̠Ҝ̞̫Ӟ 5

̍˾̆̏ ̨̡̙̩ Ґ̷̥̦̝̥́½̧̫̥ ̨̡̙̩


́̆̇ ̛̯̭ѓ̛̞̫̯̭̝̚Ѧ̷̯̥̭ц̮̯̥̯Ӭ̭Ё̞̫Ӭ̭Ёц̡̛̦̩̣̭
 ѳ½̝Ӻ̭½̡̧̬̫̮̤Ҧ̧̨̡̩̝̞̘̩̯̝̥̯̫ԉЁѣ̨̛̝̯̫̰
̍˾̆̏ ц̟Ҧ̝Ѧ̯̥̫̭̯Ӭ̭Ё̞̫Ӭ̭ 10
́̆̇ ̛̯̭Ҍ̩̮ҥ̡̟̯̫ԉЁц̨̫ԉЁѣ̨̧̨̛̝̯̫̰̝̞̘̩Ӫ Ґк̴̩̤̬½̡
̍˾̆̏ ½̝Ӻ̡̭Ѣ̨̥
́̆̇ ж̧̧Қ̛̯̩̫̭Ёж̩̤̬̹½̫̰½̝Ӻ̭Ҍ̡̡̛̩̯̰̟̲̘̩̥̭̯̭̮ъ½̡̨̡̳̩
̍˾̆̏ ̡Ѣ̨Ҡц̟Ҧ̯̫ԉЁ̂Ѿ̡̧½̛̠̫̰½̝Ӻ̭ ̦̝Ҡъ̡̯̰̲½̨̨̡̙̳̝̭ц̡̦Ӻ̩̫̭ж̮½̢̡̘̯̝̥
̡̟̘̬̮̂Ѿ̡̧½̛̠̣̭ ѳЁ̯̫ԉЁ̧̡̨̫̘̬̲̫̰̍ 15
́̆̇ ж̧̧Қ½̫ԉц̮̯̥̩̝Ѿ̷̯̭
̍˾̆̏ ̫̯̫̭҅Ѷ½̡̥̮̤̩½̡̬̫̮̙̬̲̯̝̥м̬Á̫Ѿ̲ѳ̬ӝ̡̯̝Ѿ̯Ң̩̯̬̙̲̫̩̯̝̠̥ҚЁ̯̫ԉ໌̯Ԗ̩
½̧̫̥̯Ԗ̩ໍ½̧̤̫̰̭̦̝̚Ҡ̨̡̯ÁЁ̝Ѿ̯̫ԉч̯̝Ӻ̷̬̭̯̥̭ы½̡̯̝̥ ̡̥̮̤̙̯̝̥̬̫̭̍ 
ѳЁ̴̧̛̯̥̞̩̠̫̰̠̏Ӭ̧̫̩ѷ̯̥ѿ̨Ԗ̩Ёы̡̡̩̦̝̯̬̙̲̥ж̧̧Қ½̡̨̡̡̬̥̙̩̯
́̆̇ ж̧̧Қ½̡̨̡̬̥̩̫ԉ̨̡̩ 20
ѳ̂Ѿ̡̧½̛̠̣̭½̡̬̫̮̯̬̙̲̥ ̦̝̩̫ԉ̩ъ̴̲̩ц̩̯ӭЁ̡̛̲̥̬½̨̬̫̮̠̬̝Ҧ̩̠Ҝ
̡̱̤̘̩̥̯Ң̡̩̥̮̤̙̯̝̥̬̫̩̍ ̦̝Ҡ̯Ӭ̭Ё̡̲̥̬Ң̭̯Ӭ̭Ё̯̫ԉЁ̥̦̝̥̫́½̷̴̧̡̭
̷̧̨̡̝̞̩̫̭ж̮½̢̡̘̯̝̥
̼̲̝̂̂̈̍̆́̄̏Ӻ̡̬ Ґ̷̧̡̛̱̥̦̝̥́½̧̫̥½̫Ӻ̠Ҟ̦̝Ҡ½̷̡̤̩
́̆̇ ц̦̯̫ԉЁ̡̥̬̝̥̍Ԗ̭ Ґ̧̡̞̙̯̥̮̯½̬̫̮̥Ҧ̩̠Ҝ̴̯̰̟̲̘̩½̬Ң̭̯Ҟ̩ц̧̛̦̦̣̮̝̩ 25
̛̦̰̬̝̟Қ̬ц̧̡̛̦̦̣̮̝̟̩ҟ̡̮̯̝̥̯ҟ̨̡̬̫̩
 ц̩໌̠Ҝ ໍ̯̫ҥ̯Ԕ̡̯̰̟̲̘̩̥½̬̫̮̥Ҧ̡̩̥̮̤̙̯̝̥̬̫̭̍ ̷̦̬̝̦̝ъ̴̲̩ц½ҠЁ̯ӭЁ̡̛̲̥̬
Seção Oito A–C: As aves de Aristófanes e visões de Utopia 91

́̆̇ ̲ ̝Ӻ̡̬̦̝Ҡ̮ҥ̡̟ Ґ̡̡̥̮̤̙̯̝̥̬̍½̫Ӻ̠Ҟ̨̡̯ÁЁц̡̛̦̩̫̰Ё̯̫ԉЁ̦ң̨̬̝̦̫̭Ԗ̩


̡Ѣ̷̭̦̬̝̦̝̭
̍̂̆̏̂̐˾̆̎̌̏½Ԗ̭̠Á̫҂ж̨̡̩̥̮̯̘̤̝̟Қ̬ц̦̯Ӭ̭Ё½̛̝̯̬̠̫̭
́̆̇ ж ̧̧Қ̯ҡ̷̴̧̨̡̞̫̰̩̫̥̫̯̭҃ж̡̛̩̮̯̝̮̤ Ґ̧̧̛̱̫̥ҝ̡̟̫̥̯Ёк̩ц̟Ҧ̟Қ̬½̘̩̰ 30
ѓ̴̠̙̭и̩Ёж̸̨̦̫̫̥̥̯Ҟ̩̝Ѣ̯ҡ̝̩
̼̂ ̧̨̙̟̫̥̥Ёк̢̩̣̯̫ԉ̨̡̩̟Қ̬ѓ̨̡Ӻ̷̭̯½̫̩̯̥̩Қж½̬қ̨̟̫̩̝ц̡̦Ӻ̡̮̠ÁѦ̨̡̩ 
ц̷̧̡̤̩̯̭̠Ҝ½̷̧̥̩ж½̬қ̨̟̫̩̝̫Ѣ̦̥̫ԉ̨̡̩
́̆̇ ж̧̧Қ̯ҡ̷̧̨̡̞̫̰̩̫̭ц̡̦Ӻ̩̫̩̯Ң̷̩̦̬̝̦̝ъ̡̲̥̭ц½ҠЁ̯ӭЁ̡̛̲̥̬
̍̂̆̏ ̫ ̨̯̫̭҅Ҝ̩ѳ̷̦̬̝̪ѓ̡̟Ӻ̯̝̥ ѓ̨̡Ӻ̭̠Ҝч½̷̨̡̤̝̯ҡ̭̟Қ̬ѓ̡̨̟Ҧ̴̡̧̡̛̩̞̯̩Ѣ̭ 35
̷̦̬̝̦̝̭є̷̦̬̝̪
̎!̔ ѓ̡̨̟Ҧ̧̩̞̙̯̥̮̯O̭̠ҟ

Vocabulário para a Seção Oito A

Gramática para 8A–C


C O caso genitivo e seus usos
C Mais adjetivos comparativos e superlativos
C Modo
C Optativo presente, ativo e médio: ½̝̰ʞ̨̫̥̥, ½̝̰̫ҡ̨̣̩
C ̝ʰ̩ҡ̨̮̯̝̝̥ “eu levanto e vou”
92 Parte Três: Atenas pelos olhos do poeta cômico

ж̟̫̬-̘, ѓ praça do mercado, ágora ̨̡̯Қ ̯̫ԉ Ԉ̝̳Ԕ̠-̫ԉ com o ̯Ӭ̭ ̯̫ԉ ̥̦̝̥̫́½̷̧-̴̡̭ (a mão)
(1b) rapsodo de Diceópolis
̝Ѧ̯̥-o̭ -̝ -o̩ responsável (por) Ѷ½̡̥̮̤̩ atrás ̯Ӭ̭ ̡̲̥̬-Ң̭ a mão (depois de
ж½-̷̥̩̯-̝ afastando-se (ac. m. s.) ѳ ̴̧̛̯̥̞̩̠̏-̫̰ o filho de ̧̝̞-̷̨̡̩̫̭)
(part. de ж½-̙̬̲-̨̫̝̥/к½-̡̨̥̥) Estilbônides ̛̯̩-̫̭ ж̩̤̬̹½-̫̰; de que
ж̮½̢̘-̨̫̝̥ saudar, cumprimentar ѳ ̯̫ԉ ̧̡̨̫̘̬̲̍-̫̰ o filho de homem? de quem?
̧̞̙̯̥̮̯-̡ meu excelente amigo Polemarco ̯̫ԉц̨-̫ԉ ѣ̨̛̝̯-̫̰ meu manto
̠̥Қ ̯̫ԉ ½̧̤̚-̫̰̭ através da ̡̥̮̤̍-̙̯̝̥̬-o̭, ѳ Pistétero (2a) (depois de ̧̨̝̞̘̩Ӫ)
multidão (“amigo persuasivo”) ̯̫ԉ ̂Ѿ̡̧½̛̠-̫̰ de Evélpides
ц̧̛̦̦̣̮-̝, ѓ assembleia (1b) ½̨̙½-̴ enviar ̯̫ԉѣ̦̙̯-̫̰ do suplicante
ч̯̝Ӻ̬-̫̭, ѳ companheiro, amigo (2a) ½̡̬̥-̨̙̩-̴ esperar, aguardar por ̯̫ԉѣ̨̛̝̯ ̫̰Omanto (depois de
̂Ѿ̡̧½̛̠-̣̭, ѳ Evélpides (1d) aqui (fut. ½̡̬̥-̨̡̩̙-̴) ̧̨̝̞̘̩ ̡̯̝̥
(“filho de grandes esperanças”) ½̬̫̮ ̨̠̬̝ Ҧ̩veja½̬̫̮ ̯̬̙̲ ̴ ̯̫ԉ̡̥̬̝̥̍ Ԗ̭o Pireu
̦̝̤-̫̬̘-̴ (̦̝̯-̥̠-) ver, notar ½̬̫̮-̥̹̩ aproximando-se (nom. ̯̫ԉ̧̡̨̫̘̬̲̍ ̫̰de Polemarco
̦̝̩-̫ԉ̩, ̷̯ cesta (2b ̙-o̩ m. s.) (part. de½̬̫̮ ̙̬̲ ̨̫̝̥ ̯Ԗ̩ ы̡̩̠̦̝ dos Onze
contr.) (contendo refeição e ½̷̬̮ ̡̨̥̥ ѿ̨-Ԗ̩ ы̡̩̦̝ por causa de vós,
faca sacrificais) ½̬̫̮-̯̬̙̲-̴ (½̨̬̫̮̠̬̝-) correr por vossa causa
̸̦̬̥-o̭ -̝ -o̩ com autoridade, para ̲̝Ӻ̬-̡ olá! saudações! salve!
soberano ̯ӭ̡̲̥̬ҡ mão ҋ̭ (+ac.) para
̧̨̝̞̘̩-̨̫̝̥ (̧̝̞-) segurar, pegar ̯Ӭ̭ ̞̫-Ӭ̭ ц̡̦ҡ̩-̣̭ esse grito
̨̡̯Á̝Ѿ̯-̫ԉ com ele (depois de ̝Ѧ̯̥̫̭)

к̩ ж̸̦̫-̨̫̥̥ eu ouviria ̨Ԗ̩ certamente não? ̧̞̙̯̥̮̯̫̭̣̫̩o melhor


ж̩-̛̮̯̝-̨̝̥ levantar e partir, ̫Ѣ̢̛̦-̴ fundar (uma cidade) ̡̧̞̯ӷԝ ̴̧̩̞̙̯ӷ̫̩(̡̧̞̯ӷ̫̩-)
emigrar (fut. ̫Ѣ̦̥̙-̴) melhor
ж ½̴̨̬̘̟̩ к-½̨̬̝̟̫̩ ̡̥̮̤̍-̙̯̝̥̬-o̭, ѳ Pistétero (2a) ц̡̦Ӻ̡̮(para) lá
(ж½̨̬̝̟̫̩-) livre de (“amigo persuasivo”) ц̸̩̯̫̯Ԕ enquanto isso
problemas, tranquilo ½̧̛̫̯-̣̭,ѳ cidadão (1d) ѓ̡̨̟̹̩ (ѓ̡̨̟̫̩-), ѳ guia,
̧̞̙̯̥̮̯ ̫̭ ̣ o̩o melhor ½̬̫̮-̥̹̩ aproximando-se (nom. condutor (3a)
̴̡̧̧̡̧̛̞̯̩̞̙̯̥̫̩̞̯̥̫̩  m. s.) (part. de½̬̫̮ ̙̬̲ ̨̫̝̥ ѓ̨̟̙̫̝̥ conduzir, guiar (+ dat.)
melhor ½̷̬̮ ̡̨̥̥ ̴̦̝̤̫̬̘ (̦̝̯̥̠-) ver, notar,
ц̡̦Ӻ̡̮ (para) lá ̯Ӭ̭ da olhar de cima
ц̸̩̯̫̯Ԕ enquanto isso ̯Ӭ̭ ̞̫-Ӭ̭ o grito (depois de ̝Ѧ̯̥̫̭) ̷̦̬̝̪ (̦̫̬̝̦-), ѳ corvo (3a)
ц½Ҡ ̯ӭ ̡̛̲̥̬ na mão ̯Ӭ̭ ½̛̝̯̬̠-̫̭ da pátria ½̨̙½̴ enviar
ѓ̡̨̟ҧ̩ (ѓ̡̨̟̫̩-), ѳ guia, con- ̷̯½-̫̭, ѳ lugar (2a) ½̧̫ӷԝ ̯̣̭, ѳcidadão (1d)
dutor (3a) ̯̫ԉ do ½̴̬̫̮̯̬̙̲ (½̨̬̫̮̠̬̝-) correr
ѓ̟̙-̨̫̝̥ conduzir, guiar ̯Ԗ̩ dos/das para
̷̦̬̝̪ (̦̫̬̝̦-), ѳ corvo (3a) ̲̝Ӻ̬-̡ olá! saudações! salve! ̲̝Ӻ̡̬olá! salve! adeus!
̧̙̟-̨̫̥̥ к̩ eu posso dizer ̡̲ҡ̡̬̲̥̬-), ѓmão (3a)
̧̙̟-̡̫̥̯ к̩ vós me diríeis? Vocabulário a ser aprendido
̨̡̯Áц̡̛̦̩-̫̰ ̯̫ԉ̷̦̬̝̦-̫̭ com ж̟̫̬ә,ʞ ѓ praça do mercado, ágora
aquele corvo (1b)
Seção Oito A–C: As aves de Aristófanes e visões de Utopia 93

A cidade de Atenas

Mesmo no final do século IV, a cidade era extremamente pequena pelos padrões
modernos, e era possível ir facilmente a pé de uma área para outra. Embora
casas particulares grandes e dispendiosamente equipadas existissem em Atenas,
a maioria das residências ainda era basicamente simples, composta de uma série
de pequenos aposentos dispostos em torno de um pátio central. Em contraste,
o dinheiro público e privado vinha há várias gerações sendo gasto em prédios
públicos, fosse para discussões políticas inflamadas, competições atléticas ou
teatrais, disputas jurídicas ou celebrações religiosas. Era aí que a vida real da
pólis sempre havia sido vivida e, no século IV, os políticos atenienses, em seus
esforços para censurar a permissividade de seus oponentes com conforto e osten-
tação pessoais, falavam nostalgicamente do maior espírito público dos líderes do
século V, como neste discurso atribuído a Demóstenes:
“Os prédios que eles deixaram para adornar nossa cidade, os templos e portos
e tudo que os acompanha, são de uma escala que seus sucessores não podem ter
esperança de suplantar; olhem para o Propileu, o cais, as colunatas e todos os
outros adornos da cidade que eles nos legaram. E as casas particulares dos que
estavam no poder eram tão modestas e de acordo com o título de nossa consti-
tuição que, como aqueles de vós que as viram sabem, as casas de Temístocles,
Címon e Aristides, os homens famosos daqueles tempos, não eram mais grandio-
sas que a de seus vizinhos. Mas hoje, meus amigos,... alguns dos indivíduos que
possuem algum cargo público construíram casas particulares que são mais gran-
diosas não só que as dos cidadãos comuns, mas que os nossos prédios públicos, e
outros compraram e cultivam propriedades de um tamanho inimaginável antes.”
(Demóstenes, Sobre a Organização 13.28–9) (O mundo de Atenas, 2.38)
94 Parte Três: Atenas pelos olhos do poeta cômico

B
Em O mundo de Atenas: dikast‫ע‬ria 6.39; litígios 6.54; “novos políticos” 1.58, 6.17.

́)̇ ̨̡̢̛̫̩̝̫̩̯̥̩̝҄½̷̧̥̩є̯Қ̭о̢̡̤̩̝̭̣̯̚Ӻ̭
%̼ ̫Ѿ̨Қ̛̝̫́Ѿ̦ц̡̦Ӻ̩̫̠̥̝̩̫̫ԉ̨̝̥̫Ѿ̦ъ̴̸̨̡̢̛̮̯̥̩̯̝̯̣̭Ё̯Ӭ̭Ё½̷̴̧̡̭
½̷̧̨̥̭̙̟̥̮̯̝̥̟Қ̬̩Ҟ̛̝̝́ѣо̤Ӭ̛̩̝̥̱̝̩̫̩̯̝̥̫̮̝̥҄
̎!̔ ъ½̡̡̥̯̝Ѿ̸̨̡̠̝̥̫̩̮̯̙̬̝̩̯̝̯̣̭Ё̯Ӭ̭Ё½̷̴̧̡̢̡̭̣̯Ӻ̭½̷̧̥̩
%̼ ̫Ѿ̦ъ̡̮̯̥̩Ѿ̨̡̠̝̥̫̩̮̯̙̬̝є̝̯̣҃ѓ½̷̧̡̥̭Ѿ̨̠̝̥̫̩̙̮̯̝̯̝̥̟Қ̬̝ѣ 5
о̤Ӭ̩̝̥
́)+ ̛̛̯̫̩̠̯҄̚ц̩̩ԗъ̡̡̨̲̯Ԗ̨̡̩̥̮Ӻ̡̯̯Ҟ̩½̷̧̥̩
̍%)̏ ж̧̧Ӥ̫Ѿ̨Қ̛̝̫́Ѿ̦̝Ѿ̯Ҟ̨̩̥̮̫ԉ̨̡̩̯Ҟ̩½̷̧̥̩
́)+ ̧̡̡̙̟̯̫̩҄ Ґ̧̛̱̫̥ ̛̯½̷̡̝̤̩̯̭є̷̧̨̡̛̯̞̫̰̩̫̥ц̦̯Ӭ̭Ё½̷̴̧̡̭
ж½̡̡̙̬̲̮̤ 10
%̼ ̡̠̥̩Қ̠Ҟ½̷̡̝̤̩̯̭̦̝Ҡц̟Ҧ̦̝Ҡѳ̡̥̮̤̙̯̝̥̬̫̭̫̍ѿ̛̯̫̮ Ґ̷̥̦̝̥́½̧̫̥ 
ж½̷̴̧̨̡̥̙̩̝̥̞̫̰̤̝̞̝̬̙̭໌̟Қ̬ໍ̨̡̱̙̬̫̩̯Қ̯Ӭ̭Ё½̷̴̧̡̭½̨̬̘̟̝̯̝ 
̨̧̘̥̮̯̝̠Ҝ̯Қ̠̥̦̝̮̯̬̥̝̯̚O̥̫ԉ̯O̩̟Қ̬̯Ң½̘̤̫̭ц½̨̡̡̘̤̫̩Ѣ̭̯Ң
̡̠̥̦̝̮̯̬̥̫̩̚Ѣ̷̡̧̡̮̤̩̯̭
̎˾̔ ½̫Ӻ̫̩̯Ң½̛̘̤̫̭̯½̡̫̥̮̝̩̯̭̚є̛̯ж̡̠̥̦̮̝̩̯̭̯̚Ң½̘̤̫̭ц½̡̡̘̤̯ 15
̼̂ ̫Ѿ̠Ҝ̩̫҂̯Ӥц½̨̡̫̥̮̝̩̫̚҂̯Ӥђ̨̡̠̥̦̮̝̩̚ ж̧̧Ӥ̫ѣ̠̥̦̝̮̯̝Ҡ̡̛̦̝̯̳̣̱̮̝̩̯̫
ѓ̨Ԗ̩Ёж̴̛̩̝̥̯̩ЁѶ̴̩̯̩̠̥Қ̯Ҟ̩̯Ԗ̸̴̨̡̨̩̝̬̯̬̩̳̰̠̫̝̬̯̰̬ҡ̝̩
́̆̇ ж̧̧Ӥ̫Ѿ̴̨̢̡̤̝̰̘Ѣк̧̧̣̩̯̥̩Қ½̷̧̢̥̩̣̯Oԉ̡̩̯̭ж̡̛̩̮̯̝̮̤ ц½̡Ҡ
̧̛̠̦̝̥̝ҝ̡̡̟̯½̡̬ҠЁ̯̫ԉ໌̡̯ໍ̛̠̥̦̝̮̯̣̬̫̰Ё̦̝ҠЁ̯Ԗ̩Ё̠̥̦̝̮̯Ԗ̩̫ѣ̨Ҝ̩
̟Қ̡̬̯̙̯̯̥̟̭Ѳ̷̧̛̟̫̩̲̬̩̫̩ц½ҠЁ̯Ԗ̩Ё̦̬̝̠Ԗ̩Ҭ̠̫̰̮̥̩ ̫ѣ̠Ҝо̤̣̩̝Ӻ̫̥ 20
ц½ҠЁ̯Ԗ̩̠̥̦Ԗ̩Ҭ̠̫̰̮̥̩ж̡̛̯̝ԉ̯Ӥ̡̫̩҄Ѣ̷̴̦̯̭ѿ̨̡Ӻ̭½̡̫̥Ӻ̡̯ц̟Ҧ̠Ҝ
̡Ѣ̷̴̦̯̭̯̝ԉ̯̝̫Ѿ½̴̷̧̫̥̮̱̥̚½̧̡̫̥̭̟̘̬Ѣ̨̥ ҏ̮½̡̬̫ѣԈ̡̯̫̬̭̚ ̫Ѿ̠Ҝ
½̸̨̝̮̫̝̥̫Ѿ̠ҝ½̷̡̧̫̯̱̥½̧̫̥̭Ҏ̩
̍̂̆̏ Ґ̷̥̦̝̥́½̧̫̥ ̨̛̯̱̭̚Ԗ̧̩̱̥̫½̷̧̥̠̝̭ѓ̟ӭ̯̫Ҥ̭Ԉ̯̫̬̝̭̚
́̆̇ ъ̴̡̛̟̟̯Ё̨̩̚ 25
̍̂̆̏ ж̧̧Қ½Ԗ̧̭̱̥̫ԉ̮̥̯Ң̩̠Ӭ̨̫̩̫ѣԈ̷̡̯̫̬̭̮̦̚½̡̥̟̘̬ѳ̨Ҝ̩½̷̧̡̨̫̭
ы̬½̡̥ ½̝̩̯̝̲̫ԉ̠Ҝ̧̨̦̝̰̤̫Ҡ̦̝Ҡ½̰̬̝Ҡ̠̥Қ̯Ҟ̷̩̩̮̫̩ ½̝̩̯̝̲̫ԉ
̠Ҝ̡̛̩̦̬̫ ½̧̧̫Ҟ̠Ӥѓж̨̛̩̫̝м̬Ӥ̫Ѣ̛̦̯̬̫̰̮̥̩̫ѣԈ̡̯̫̬̭̯̚Ң̩̠Ӭ̨̫̩
̫Ѣ̛̦̯̬̫̰̮̥̩є̫҂̴̧̡̛̙̟̯̮̥½Ӟ̭̫Ѿ̦ц̡̬Ӻ̭̫Ѿ̦̫Ѣ̛̦̯̬̫̰̮̥̩ ж̧̧Ӥ
ж½̧̫̫ԉ̮̥̯Ҟ̩½̷̧̥̩ ̡̫҄Ѩ̮̤Ӥѷ̯̥ц̟Ҧ̟Қ̬ѿ½Ҝ̬Ё̮̫ԉж½̫̦̬̥̩̫ԉ̨̝̥ 30
̦̝ҡ½̧̨̙̝Ҝ̩ѓ̟Ӭ̯Ӭ̭Ё̷̧̨̯̣̭̝Ѿ̯Ԗ̩ ½̧̙̝̠Ӥѓц̧̛̦̦̣̮̝ ½̧̙̝̠Ҝ̯Қ
̠̥̦̝̮̯̬̥̝̚ ѳ̠Ҝ̠Ӭ̨̫̭½̴̧̙̭̯Ӭ̭Ёж½̛̫̬̝̭
Seção Oito A–C: As aves de Aristófanes e visões de Utopia 95

Vocabulário para a Seção Oito B

ж̠̥̦̙-̴ agir mal ̨̘̬̯̰̭ (̨̝̬̯̰̬-), ѳ testemunha ̡̳̰̠̫-̨̝̬̯̰̬ҡ-̝, ѓ falso


Ҭ̠-̴ cantar (3a) testemunho, perjúrio (1b)
ж̩-̛̮̯̝-̨̝̥ levantar e partir, ̨̙̟̥̮̯ ̫̭ ̣ ̫̩o maior̨̙̟̝̭
emigrar ̴̨̡̢̨̡̛̩Ӻ̢̨̡̢̫̩̥̫̩ maior Vocabulário a ser aprendido
ж½-̧̫-̫ԉ̮̥ destruirão ̨̙̟̝̭ ж̴̠̥̦̙ ser injusto, cometer um
̞̝̬̙-̴̭ ̱̙̬-̴ achar difícil, ̨Ԗ̩ certamente não? crime, agir mal
suportar com dificuldade ̫Ѣ̛̦̯̬-̴ compadecer-se Ҭ̴̠/ж̴̡̛̠ cantar
̠Ӭ̨-̫̭, ѳ o povo (2a) ½̘̤-̫̭, ̷̯ experiência (3c) ж̨̛̩̮̯̝̝̥ (ж̩̝̮̯̝-) levantar e
̠̥̦̝̮̯̬̥̚ ̫̩ ̷̯tribunal (2b) ½̝̩̯̝̲̫ԉ em toda parte partir, emigrar
̠̥̦̝̮̯-̭̚, ѳ dicasta, jurado (1d) ½̡̬Ҡ ̯̫ԉ ̛̠̥̦̝̮̯̣̬-̫̰ ̦̝Ҡ ̯Ԗ̩ ̠Ӭ̨̫̭, ѳpovo; demo (2a)
̡Ѣ̷̦̯-̴̭ com razão, justamente ̠̥̦̝̮̯-Ԗ̩ sobre o tribunal e ̠̥̦̝̮̯̬̥̫̩̚ ̷̯tribunal (2b)
ц̧̛̦̦̣̮-̝, ѓ assembleia (1b) os jurados ̠̥̦̝̮̯̭̚, ѳdicasta, jurado (1d)
ц½̡Ҡ uma vez que, pois ½̧̙-̴̭ -̝ -̴̩ cheio ц̧̛̦̦̣̮ә, ѓ assembleia (1b)
ц½Ҡ ̯Ԗ̩ ̠̥̦-Ԗ̩ nos processos, ½oӺ-o̭ -̝ -o̩; qual? de que tipo? ̡Ѿ̴̨̛̠̝̩ ̡҂̨̠̝̥̫̩ (̡Ѿ̨̠̝̥̫̩-)
causas, ações judiciais Ԉҟ̴̯̬ (Ԉ̣̯̫̬-), ѳ orador, feliz, rico, afortunado,
ц½Ҡ ̯Ԗ̩ ̦̬̝̠-Ԗ̩ nos galhos orador público (3a) abençoado pelos deuses
ц̬ ̡Ӻ̭ dirás (ц̬ҝ-̴, fut. de ̧ҝ̟-̴) ̸̯̝̯-̣̭ ̯Ӭ̭ ½̷̧- ̴̡̭ do que (comp. ̡Ѿ̨̡̠̝̥̫̩̙̮̯̬̫̭ ә o̩;
ы̬½-̴ seguir seu curso, arrastar-se esta cidade (depois de ̨̡ҡ̴̢̩) sup. ̡Ѿ̨̠̝̥̫̩̙̮̯̝̯̫̭ ̣ ̫̩)
̡Ѿ ̨̠̝̥̫̩ ҝ̮̯̝̯ ̫̭ ̣ ̫̩o mais ̯̙̯̯̥̪ (̡̯̯̯̥̟-),ѳ cigarra (3a) ̨̙̟̥̮̯̫̭ ̣ o̩ o maior (sup. de
afortunado, o mais abençoado ̯Ӭ̭ ж½̛̫̬-̝̭ de perplexidade ̨̙̟̝̭)
pelos deuses (̡Ѿ-̴̨̛̠̝̩) (depois de ½̴̧̙̭) ̨̡ҡ̴̢̩ ̨̡Ӻ̢̫̩ (̨̡̢̥̫̩-) maior
̡Ѿ ̨̠̝̥̫̩-̡̙̮̯̬-̫̭ -̝ –o̩ mais ̯Ӭ̭ ½̷̧-̴̡̭ a cidade (depois de (comp. de ̨̙̟̝̭)
afortunado, mais abençoado ц̦); da cidade ̨Ԗ̩; certamente não?
pelos deuses (̡Ѿ ̴̨̛̠̝̩) ̯Ӭ̭ ̷̧̨̯-̣̭ de audácia, ̫Ѣ̦̯ӷԝ̴̬ (̫Ѣ̦̯̥̬̝-) compadecer-se,
ѓ̟̙-̨̫̝̥ considerar que alguém atrevimento (depois de ½̧̙̝) apiedar-se
é alguma coisa ̛̯ ̨̩̚; certamente ½̘̤̫̭, ̷̯ experiência,
ѓ̨-Ԗ̩ ж̩-̛̝̥̯-̴̩ Ѷ̩̯-̴̩ a nós, ̯̫̥-̫ԉ̯-o̭ ̯̫̥-̸̝̯-̣ acontecimento, infortúnio,
mesmo sendo inocentes; a nós, ̯̫̥-̫ԉ̯-̫(̩) tal, deste tipo sofrimento (3c)
embora fôssemos inocentes ѿ½Ҝ̬ ̮̫ԉ por ti ½̝̩̯̝̲̫ԉ em toda parte
(depois de ̛̦̝̯̝̳̣̱̮̝̩̯̫) ̷̧̱̥ ½̧̫ ̧̥̭̱̥̫ ½̧̫̥̠  ѳ ѓ Ԉҟ̴̯̬ (Ԉ̯̫̬̚-) ѳ orador, orador
̦̝̯̝-̢̛̳̣̱-̨̫̝̥ condenar patriota público (3a)
̧̨̦̝̰̤-̷̭, ѳ lamento (2a) ̷̲̬̩-̫̭, ѳ tempo (2a) ̷̲̬̩̫̭, ѳ tempo (2a)

Depois de Péricles

Em 430 a.C., uma peste virulenta, cuja identidade médica tem sido há muito deba-
tida, irrompeu em Atenas e espalhou-se rapidamente pela população. O próprio
Tucídides pegou a doença, mas sobreviveu para fazer um vivo relato do sofrimento.
Muitíssimos atenienses morreram, e a iminência da morte levou a algo próximo de
um colapso da lei e da ordem. O desastre quase destruiu o espírito ateniense. Houve
uma reação contra Péricles, que foi julgado e multado. Foi feita uma tentativa de
abrir negociações de paz com Esparta, sem resultados positivos. Em 429, Péricles
morreu, ele próprio vítima da peste. O falecimento do homem que havia sido uma
força importante na política democrática por trinta anos viria a ter um efeito pode-
roso sobre Atenas. Fontes contemporâneas apresentam a morte de Péricles como
marco de uma transformação profunda, depois da qual as coisas jamais poderiam
ser as mesmas, apenas piores. (O mundo de Atenas, 1.57)
96 Parte Três: Atenas pelos olhos do poeta cômico

C
Em O mundo de Atenas: benefícios do império 6.74, 81-2; Péricles julgado 6.26-7; paz 7.4;
festivais 3.40ss.

́̆̇ ж̧̣̤Ӭ̡̡̟̠̫̦Ӻ̧̡̭̙̟̥̩ Ґ̡̡̥̮̤̙̯̝̥̬̍ж̧̧Қ̡̛̯̭̮̹̮̥̯Ҟ̩½̷̧̥̩ ц½̡Ҡ


̫Ѿ̡̠̩Ң̭к̛̪̥̫̥̱̝̩̫̩̯̝̥Ѷ̡̩̯̭̫ѧ̡̟Ԉ̡̯̫̬̭̚Ѧ̴̮̭̝Ѿ̯Ң̭ѳ̠Ӭ̨̫̭¾
̼̂ ҐԞ(̧̡̬̘̦̥̭ ̨Ҟ̧̡̙̟̯̫ԉ̯ң̡̟ѳ̟Қ̬̠Ӭ̨̫̭̫Ѧ̨̦̫̥̙̩ц̡̮̯̥̠̪̥̹̯̝̯̫̭ ц̩
̠Ҝ̯ӭЁц̧̛̦̦̣̮ӛ̴̷̨̬̯̝̯̫̭
̎˾̔ ж̧̧Ӥ̡Ѣ̡̧̬̥̦̍Ӭ̭¾ 5
́̆̇ ̯Ң̩Ё̡̧̨̬̥̦̙̝̍Ҟ̧̡̙̟
̎˾̔ ½Ԗ̭̱̭̚ Ґ̯ӝ̩½̴̘̩̯̩к̷̡̬̥̮̯̭̟ц̷̡̠̦̥ѳЁ̡̧̬̥̦̍Ӭ̭ ҋ̛̭̱̝̮̩
̍̂̆̏ ж̧̧Ӥѳж̟̝̤Ң̭½̧̡̧̛̛̫̯̣̭̞̯̫̩̝̭½̡̫̥Ӻ̯̫Ҥ̭½̧̛̫̯̝̭ж̩̯ҠЁ̷̴̡̲̥̬̩̩
̯̫ԉ̯Ӥц½̡̡̧̛̫̥̬̥̦̍Ӭ̭ є̫҂
̎˾̔ ц½̡̛̫̥̩Ҟ̛̝́ 10
̍̂̆̏ ̫Ѿ̦̫ԉ̩ ѷ̡̡̧̯̬̥̦̍Ӭ̭і̡̧̡̬̲̯̫̙̟̥̩ц̩̯ԗЁ̨̠̚Ԕ ̡̡̛̲̬̫̩̭ј̮̝̩̫ѣ
о̤̣̩̝Ӻ̫̥ ѷ̡̯̠Ҝж½ҝ̡̤̝̩ ̡̧̡̛̞̯̫̩̭
̎˾̔ ̡Ѣ̷̦̭ѳ̟Қ̬ж̟̝̤Ң̭½̧̡̧̛̛̫̯̣̭̞̯̫̰̭½̡̫̥Ӻ̯̫Ҥ̭к̧̧̫̰̭
̍̂̆̏ ж̧̧ӤѦ̨̡̮̩̮̝̱Ԗ̭̦̝Ҡц̟Ҧ̦̝Ҡ̮ҥ ѷ̯̥½̬Ԗ̨̯̫̩Ҝ̡̩Ѿ̷̨̠̦̥̫̭ј̩
̡̧̬̥̦̍Ӭ̭ѷ̡̡̛̯̲̬̫̰̭ ҋ̭̮Ҥ̱̭̚ ј̮̝̩̫ѣо̤̣̩̝Ӻ̫̥ ц½̡̥̠Ҟ̠Ҝц̟ҝ̩̫̩̯̫ 15
̡̧̛̞̯̫̰̭̠̥Қ̝Ѿ̷̯̩ ̧̦̫½Ҟ̡̛̩̦̝̯̳̣̱̮̝̩̯̫̝Ѿ̯̫ԉ໌ ̠Ӭ̧̫̩ѷ̯̥
ໍ½̫̩̣̬̫ԉЁѶ̩̯̫̭

́̆̇ ж̧̣̤Ӭ̧̡̙̟̥̭ ̡̫҄Ѩ̠Ӥѷ̡̛̯̥̯̭̫̩̮̹̮̥̯҄Ҟ̩½̷̧̥̩ж̩Ҟ̬̟Қ̷̧̬̱̥½̧̫̥̭


̡̮̹̮̥̯Ҟ̩½̷̧̥̩ ж̧̧Ӥ̫Ѿ̦ж½̧̡̫Ӻ̡̛̯̠Ӻ½̡̫̥Ӻ̩
̎˾̔ ̡̠Ӻ̡̮ Ґ̷̥̦̝̥́½̧̫̥ ̢̡̣̯Ӻ̩̯Ң̯Ӭ̭Ё½̷̴̧̡̭ж̷̟̝̤̩ 20
́̆̇ ̛̯̯Ңж̷̟̝̤̩ ҐԈ̝̳Ԕ̠ҝ̫Ѿ̟Қ̬̝Ѿ̷̯ ѷ̯̥½̫̯Ӥц̮̯Ҡ̯Ңж̷̟̝̤̩ ̴̡̯̰̟̲̘̩Ѣ̠̹̭
̎˾̔ ̮Ҥ̠Ӥ̫Ѿ̦̫Ѩ̛̮̤̝̯̯Ңж̷̟̝̤̩ц̩̠Ҝ̯ӭЁ̩̣Ҡъ̷̷̡̧̡̠̫̪̘̭̟̱̥̮̫̱̭̯̥̭Ѩ̩̝̥ 
̟̩̫Ҥ̭̯Қ̯Ԗ̷̴̧̩̱̥̫̮̱̩
́̆̇ ̨Ҟ½̝Ӻ̢̡½̬Ң̭ц̨̙ ҐԈ̝̳Ԕ̠̙̫ѣ̟Қ̷̧̢̬̱̥̮̫̱̫̥̣̯̫ԉ̮̥̩ ҋ̭ж̸̴̦̫ 
̛̯ц̮̯̥̩ж̷̟̝̤̩ ̡ѿ̡̛̬̮̦̥̩̠Ӥ̫Ѿ̡̠Ҡ̸̭̠̩̝̯̝̥̫ѣЁ̨Ҝ̩̟Қ̬ж̡̬̯̩̚  25
̫ѣЁ̠Ҝ̸̠̥̦̝̥̫̮̩̣̩ѓ̟̫ԉ̩̯̝̥̯Ңж̷̟̝̤̩ж̧̧Ӥ̫Ѿ̠Ҝ̩Ѧ̮̝̮̥̩ц̡̦Ӻ̩̫̥̫ѣ
̠Ҝ̴̡̟̬̟̫Ҡ̯Ңж̟̝̤Ң̩Ѧ̮̝̮̥ ̛̯ц̮̯̥̩ц̩ж̟̬ԗ̟Қ̬ъ̡̯̰̲̫̩ѿ̷̡̬̩̯̭
̝Ѿ̷̯ъ̮̯̥̠Ӥ̡Ѣ̬̩̣̚ѳ̨Ҝ̩̟Қ̬½̷̧̡̨̫̭½̴̧̙̭½̴̨̬̝̟̘̯̩ ж½̛̫̬̝̭ 
̷̩̮̫̰ ½̡̝̬̝̮̦̰Ӭ̡̭̩Ԗ̩ ѓ̠Ӥ̡Ѣ̬̩̣̚½̴̧̨̙̝̟̘̩ ч̫̬̯Ԗ̩ ̡̮̰̟̟̩Ԗ̩ 
½̴̛̝̠̩ ̴̧̛̱̩ ½̸̧̫̯̫̰ ѿ̡̛̟̥̝̭ ̛̮̯̫̰ ̫Ѧ̩̫̰ ѓ̠̫̩Ӭ̡̭Ѣ̠Ӥк̧̧̫̭̯̥̭ 30
̸̧̡̞̫̯̝̥̮½̫̩̠Қ̭½̡̫̥Ӻ̮̤̝̥̦̝Ҡ̡Ѣ̬̩̣̩̚к̡̟̥̩ ̫Ѿ̦̫Ѩ̠̝ж̧̧Ӥц̟Ҧ̝Ѿ̯Ң̭
и̩Ё̧̨̛̞̫̰̫̣̩ж̧̧Қ½Ԗ̷̨̭̩̫̭Ҍ̩̯Ң̩̠Ӭ̨̫̩ж̩̝½̴̴̡̧̛̛̮̯̙̟̩ є̛̯
̞̫Ԗ̩ є̸̴̡̧̡̛̯̦̩ ̮½̫̩̠Қ̭½̨̫̥̮̫̝̥̚ж̧̧ӤЁ̡̫̩҄Ѩ̨̥ ч̯̫Ӻ̨̫̭Ҍ̩̞̫ӝ̩
̦̝Ҡ̦̝̦ҚЁ̧̡̙̟̥̩̯Ң̩໌к̧̧̫̯̥½̧Ҟ̩½̡̬ҠЁ̡Ѣ̬̩̣̭̚ໍ̧̡̙̟̫̩̯̝̱̙̬̩̰̩ ̡Ѣ̭
̯Ҟ̩ц̧̛̦̦̣̮̝̩ ̷̥̦̝̥́½̧̫̥ 40
̼̦̝̂Ҡ̍̂̆̏ ̛̦̝̯̫̥ѓ̨̡Ӻ̭̟Ӥж̨̡̡̩̥̮̯̘̤̝Ѣ̭̯Ң̷̩̯½̫̩̯Ң̩ж½̨̡̡̛̬̘̟̫̩̝̲̝̬̯
̎˾̔ ̨ҧ̬̫̰̭̠Ҟѓ̟̫ԉ̸̨̝̥̯̫̯̫̰̭̯̫Ҥ̭ж̩̤̬̹½̫̰̭ц̟Ҧ̟Қ̬̫Ѿ̦и̩Ё½̛̫̥̫̣̩
̯̝ԉ̯̝̫҂̡̯̟Қ̡̬Ѣ̭ц̧̛̦̦̣̮̝̩̮½̸̡̨̠̫̥̥Ёк̩ ̫҂̡̯и̩໌ц̦̯Ӭ̭Ё½̛̝̯̬̠̫̭
Seção Oito A–C: As aves de Aristófanes e visões de Utopia 97

̸̡̡̱̟̥̩ໍ̧̨̛̞̫̰̫̣̩м̬Ӥ̫Ѿ̦Ѧ̮̝̮̥̩ѷ̯̥ж̧̣̤Ӭц½̡̛̫̣̮̩ѳ½̫̥̣̯Ҟ̭ѳ
½̫̥̮̝̭̚˶ 45
Àж̧̧ӤјЁ̨̯̫̥Ҝ̩̯̝ԉ̡̯̝̤Ԗ̩ц̸̡̩̟̫̩̝̮̥̦Ӻ̯̝̥Ӥ
̡̠Ӻ̟Қ̬ѓ̨ӝ̭̯Қ̯Ԗ̡̩̤Ԗ̩̠Ԗ̡̡̬̝̦̝̬̯̬Ӻ̩ ̦̝Ҡ̧̡̲̝½Қ̦̝Ҡ̯ҚЁ̴̡̧̛̞̯
Àж̧̧Қ̡̤Ԗ̨̩Ҝ̩̠Ԗ̬̝ ̦̝Ҡ໌ж̸̨̡̛̲̩̩̫ໍ½̡̬ ж̩̘̟̦Ӫ
̯ҝ̧̨̡̯̝̩к̴̩̤̬½̫̥ц½Ҡ໌̟Қ̢̬̰̟Ң̭ໍ̝Ѿ̲ҝ̡̩̥̦Ӻ̯̝̥Ӥ

Vocabulário para a Seção Oito C

ж̟̬ԗ campo ц½Ҡ̝Ѿ̲̙̩̥ no pescoço ½̘̩̯-̴̩ de todos


к̟-̴ viver em, estar em ч̯̫Ӻ̨-o̭ -̣ -̫̩ pronto (para) (+ ½̡̝̬̝̮̦̰-Ӭ̭ equipamentos
ж̧̧Ӥ̫̩҄ e seja como for inf.) (depois de ½̴̧̙̭)
ж̩̘̟̦Ӫ por necessidade ̡Ѿ-̷̨̠̦̥-̫̭ -o̩ de boa ½̡̬Ҡ̡Ѣ̬ҟ̩-̣̭ sobre a paz
и̩ ̧̞̫̰-̨̛̫̣̩ (eu) gostaria reputação, considerado ̡̧̬̥̦̍Ӭ̭ Péricles (nom.)
ж̩̝-½̡ҡ̤-̴ persuadir, trazer ̢̰̟-̷̭, ѳ jugo (2a) ½̧̙-̴̭ -̝ -̴̩ cheio
para o seu lado ј̯̫̥ de fato ½̫̥̙-̨̫̝̥ fazer
и̩ ½̫̥-̛̫̣̩ (eu) faria ѓ̟̙-̨̫̝̥ considerar (que alguém ½̧ҟ̩ exceto
ж̩̯Ҡ ̷̡̲̥̬̩-̴̩ em vez de piores ou algo é alguma coisa) ½̸̧̫̯-̫̰ riquezas (depois de
к̪̥-̫̭ -̝ -̫̩ digno, com valor ѓ̠̫̩-Ӭ̭ prazer (depois de ½̧̙̝) ½̧̙̝)
ж½-̧̫-̡Ӻ destruirá ћ̧̡̬̘̦̥̭ Héracles! (voc.) ̛̮̯-̫̰ comida (depois de ½̧̙̝)
ж½̛̫̬-̝̭ falta de recursos; ̦̝Ҡ½̙̬ embora ̮½̸̡̠-̨̫̥̥к̩ me apressaria
perplexidade (depois de ½̧̙̝) ̛̦̝̯̫̥ ainda assim ̮½̫̩̠-̛̝, ̝ѣ trégua, tratado (1a)
ж ½̴̨̬̘̟̩ к-½̨̬̝̟̫̩ ̦̝̦Қ̧̙̟-̴ falar mal de ̡̮̰̟̟̩-̭̚, ѳ parente (3d)
(ж½̨̬̝̟̫̩-) livre de ̡̦̝̬̯̬̙-̴ suportar ̯Қ ̡̧̛̞̯-̴ as coisas melhores
problemas ̦̝̯̝-̢̛̳̣̱-̨̫̝̥ condenar (ac.)
к̬̲-̨̫̝̥ começar (+ inf.) (alguém por causa de alguma ̯ӝ̩ meu caro (com
̝Ѿ̯-̫ԉ½̫̩̣̬-̫ԉѷ̩̯-̫̭ coisa) condescendência)
a ele... sendo mau/que era mau ̡̦Ӻ̯̝̥ (pl.=̯̝ԉ̯̝) jaz, encontra- ̯ҝ̧̨̡̯̝̩ nós suportamos
(depois de ̡̛̦̝̯̳̣̱̮̝̩̯̫) se, está situado (s.=̢̰̟Ң̭) ̯ӭ ц̧̛̦̦̣̮ӛ a assembleia
ж̲̩ ̸̨̡̩ ̫̭ ̣ ̫̩afligindo-se ̧̦̫½-̚, ѓ roubo (1a) ̯ӭ̩̣Ҡ o navio
̡̧̛̞̯-̫̰̭ melhores (nom./ac.) ̷̨̩-̫̭ -̣ -̫̩ sozinho ̯Ӭ̭ ½̛̝̯̬̠-̫̭ a pátria
̟̩-̸̫̭ sabendo (nom. m. s.) ̡̩-Ԗ̩ de navios ̯Ӭ̭ ½̷̧-̴̡̭ da cidade
(̟̥̟̩̹̮̦-̴) ̷̩̮-̫̩ doença (depois de ̯ò̩ ̡̧̬̥̦̙̍-̝ Péricles
̸̟̫̩̝̮̥ colo (lit. “joelhos”) ½̴̧̙̭) ̷̯½-̫̭, ѳ lugar (2a)
̡̠̪̥-̷̭ -̘ -̷̩ hábil, esperto ̩̰̩ então ̯ԗ̨̠̚-Ԕ o povo, público
̸̠̥̦̝̥̫̮̩-̣, ѓ justiça, retidão ̫Ѧ̩-̫̰ vinho (depois de ½̧̙̝) ѿ̡̛̟̥-̝̭ saúde (depois de ½̧̙̝)
(1a) ̫ѣ̠Ҝ outros ̡̱̙̬ vamos! vem!
̠Ԗ̬-̫̩, ̷̯ dádiva, presente (2b) ̫ѣ̨Ҝ̩ uns ̷̧̱̥-½̧̫̥̭ patriota (nom.)
̡Ѣ̷̦̭ é provável ѳ ̡̧̬̥̦̍Ӭ̭ Péricles ̷̧̱̥-̮̫̱-̫̭, ѳ filósofo (2a)
̡Ѣ̬̩̚-̣, ѓ paz (1a) ѷ̯̥ o que ̧̡̲̝½-̷̭ -̚ -̷̩ difícil, árduo
ч̫̬̯-̚, -ѓ festival (1a) ѷ̯̥ que, porque ̡̛̲̬-̫̰̭ piores (nom.)
ц½̡̛ já que ̫Ѿ̡̠̩Ң̭ nada (depois de к̪̥̫̥) ̴̡̛̲̬̩ ̡̲Ӻ̬̫̩ (̡̲̥̬̫̩-) pior
98 Parte Três: Atenas pelos olhos do poeta cômico

Vocabulário a ser aprendido ц½̛ (+dat., gen.) sobre ½̴̧̙̭ ̝ ̴̩ cheio (+ gen.)
к̴̟ (ж̟̝̟-) viver em, estar em; ч̯̫Ӻ̨̫̭ ̣ ̫̩ pronto (para) (+ inf.) (como ̝-̫̭ ̝ ̝̝ ̫̩contr.)
conduzir, trazer ѓ̟ҝ̨̫̝̥ pensar, considerar; ½̨̫̥̙̫̝̥ fazer
к̪̥̫̭ ә̫̩digno, com valor (+ gen.) conduzir (+ dat.) ̮Ӻ̯̫̭, ѳ comida (2a) (pl. ̮Ӻ̯̝ ̯̘
ж½̴̧̫̙ destruirei, matarei ѓ̠̫̩̚, ѓ prazer (1a) 2b)
̷̡̠̪̥̭ әԝ ̷̩ hábil, esperto; à ‘̧̬̝̦̄Ӭ̭, ѳHéracles (3d não- ̮½̛̫̩̠̝, ̝ѣtrégua, tratado (1a)
direita contr.) ̡̮̰̟̟̩̭̚, ѳparente (3d)
̠̥̘ (+gen.) através, por meio de ̧̨̨̝̞̘̩̫̝̥ segurar (+ gen.) ̯ӝ̩ meu caro (voc.)
ц̸̟̟̭ (+gen.) perto ̨̡̯̘(+ gen.) com (com condescendência)
̡Ѣ̬̩̣̚, ѓ paz (1a) ̷̨̩̫̭̣̫̩sozinho ѿ½̙̬(+gen.) por, em nome de
̡Ѣ̬̩̣̩̚ к̴̟ viver em/estar em ̩̰̩ então (cf. ̩ԉ̩ agora) ѿ½̷ (+gen.) por, nas mãos de
paz ѳ̨ҝ̩ . . . ѳ ̠ҝ um... outro ̷̧̱̥̮̫̱̫̭, ѳfilósofo (2a)
ц̛̩̝̩̯̫̩ (+gen.) em frente de ½̡̛̬ (+gen.) sobre ̧̡̲̝½̷̭ ̚ ̷̩ difícil, árduo
ц½̡̛ já que ̴̡̡̛̲̬̩̲Ӻ̡̬̫̩̲̥̬̫̩-) pior
Seção Nove A–J: As vespas de Aristófanes 99

Seção Nove A–J: As vespas de Aristófanes

Introdução
A razão que Evélpides apresentou para deixar Atenas foi que ele e Pistétero
haviam sido injustamente considerados culpados em um processo judicial.
Quaisquer que tenham sido os erros e acertos da questão, a reputação dos
atenienses pelo gosto por litígios era difundida por todo o Mediterrâneo. Péricles
(̡̧̬̥̦̍Ӭ̭) havia introduzido o pagamento para os dicastas (̛̠̥̦̝̮̯̝, jurados)
em c. 461 a.C., para que mesmo os mais pobres fossem incentivados a participar
do processo democrático de julgar seus compatriotas, e parece que alguns homens
compraziam-se em ganhar a vida atuando como dicastas. Os tribunais tratavam
não só de questões judiciais, mas de casos políticos também: seu poder era,
potencialmente, enorme, e podia ser usado de maneira prejudicial. Havia poucos
“procedimentos” instalados no tribunal; certamente nenhum juiz para orientar
os dicastas e esclarecer a lei; nenhuma provisão para os dicastas (geralmente
501 atenienses do sexo masculino) se retirarem para discutir o que tinham
ouvido; poucas regras para a apresentação de provas; e nenhum interrogatório de
testemunhas. Os dicastas ouviam os dois lados e votavam imediatamente. Em tal
atmosfera, não era difícil que ocorressem abusos da lei.
Em As vespas, Aristófanes apresenta a sua visão do dicasta ateniense “típico”
e deixa-nos a refletir sobre suas implicações para a administração da justiça em
Atenas.

Em O mundo de Atenas: os tribunais 6.39ss.

A mania de tribunais em Atenas

Foi calculado que, descontando os festivais, ц̧̦̦̣̮ҡ̝̥, etc., os júris podiam


se reunir de 150 a 200 dias por ano... A ser verdade o que sugere As vespas, de
Aristófanes, em 422, alguns atenienses mais velhos tinham paixão por atuar
como dicastas. Aqui, um escravo descreve a mania de seu senhor:
“Ele adora isso, essa história de jurado; e geme se não consegue sentar no
banco da frente. Ele não fecha o olho durante a noite, mas, se acaba cochilando
por um momento, sua mente voa pela noite até a clepsidra... E, por deus, se ele
visse qualquer rabisco à porta dizendo “Demo, filho de Pirilampes, é belo”,
escreveria ao lado, “̨̦̣ң̭ (a urna de votação) é bela”... [Ver Texto 9C 1.7]. Logo
depois da ceia, ele grita pedindo seus sapatos e vai para o tribunal de madrugada
e dorme lá, agarrado a uma das colunas como uma craca. E, mal-humorado, ele
traça a linha longa para todos os réus e depois volta para casa como uma abelha...
com cera grudada sob as unhas [porque, quando os jurados tinham de decidir
sobre as penalidades, eles recebiam uma placa de cera em que deviam traçar uma
linha mais longa ou mais curta, a primeira indicando uma pena mais pesada]. E,
como tem medo que, algum dia, possa ficar sem seixos de votação, ele guarda
uma praia inteira em casa. Assim é a loucura dele...” (Aristófanes, As vespas
87–112) (O mundo de Atenas, 6.41)
100 Parte Três: Atenas pelos olhos do poeta cômico

A
O cenário no palco representa uma casa com uma porta e uma janela em um
nível mais elevado. Há uma barra atravessada na porta e uma rede tampando a
janela. Diante da casa estão dois escravos, Sósias e Xântias. Eles deveriam estar
vigiando, mas Xântias está sempre caindo no sono.

ъ̨½̡̬̫̮̤̩̯Ӭ̭̫Ѣ̡̛̦̝̭Ѣ̮Ҡ̠̫ԉ̧̫̥̠ҥ̧̫̠̥̝ҝ̟̫̩̯̝̥½̬Ԗ̨̯̫̩Ҝ̩
ж̧̧ҟ̧̫̥̭ ъ½̡̥̯̝̯̫Ӻ̭Ё̡̤̝̯̝Ӻ̭
̏̏̆̕˾̏ ̫̯̫̭҅ ̛̯½̡̘̮̲̥̭
(outra vez, mais alto)
̫̯̫̭҅ ̛̯½̡̘̮̲̥̭ 5
(mais alto ainda)
̮̫Ҡ̴̧̙̟ Ґ̛̝̩̤̝̋
̋˾̊̅̆˾̏ (acorda assustado)̛̯̭ѓ̞̫̚
(vê Sósias)
̧̡̛̯̩̥̙̟̥̭ ̴̷̴̧̨̡̛̛̮̝̯̞̫̰̩̫̭̫̯̞̫̏҃Ӟ̭ж½̧̡̫Ӻ̨̡̭ ̞̫Ԗ̩ 10
̏ ̮̫Ҡ̴̧̙̟ Ґ̷̨̛̦̝̦̠̝̥̫̩̝̩̤̝̋ ̦̝Ҡ̮̫ԉЁы̡̩̦̝̞̫ӭ̲̬Ԗ̨̝̥ж̧̧Қ̛̯
½̡̘̮̲̥̭
̋ ̡̦̝̤ҥ̴̠ѓ̴̠̙̭
̏ ̡̦̝̤ҥ̡̠̥̭ж̧̧Қ̧̨̙̟̫̥Áк̛̩̯̮̫̥ ̨̛̦̝̦̫̠̝̫̩̥Ёж̩̤̬̹½ԔЁѶ̩̯̥ ̦̝Ҡ
̡̠̰̮̯̰̲Ӻ 15
̋ ̨̧̛̯̫̥ҝ̟̫̥̭к̩
̏ ̧ҝ̨̟̫̥Áк̩̮̫̥ѷ̷̨̯̥̙̟̝̦̝̦̩̮̫̥ц̨½̡̡̮Ӻ̯̝̥ж½̧̡̫Ӻ̟қ̡̬̮ѳ̡̠̮½̷̯̣̭
̨Ҟ̡̡̫̩̦̘̤̰̠҄м̬Á̫Ѿ̡̡̯̰̟̲̘̩̥̭Ѣ̠Ҧ̭̫ѩ̧̨̡̛̫̩̤̣̬̫̩̱̰̘̯̯̫̩
̋ ̠̫̦Ԗ̟Á̡Ѣ̠̙̩̝̥
̏ ж̧̧Á̫ѿ̯̫̥Ҡ̫Ѿ̦Ѧ̮̝̮̥̩̫ѣ̡̡̛̤̝̯̝̦̘̯̥½̡̫̩̯҄Ң̩̯̫ԉ̷̨̧̠̬̘̝̯̫̭̟̫̩ 20
̯̫Ӻ̭Ё̡̤̝̯̝Ӻ̭ ½̧̧̫̫Ӻ̭໌̠Ҟໍ̫̮̥̩҄
̋ ̦̝ҠЁ̠Ҟ̴̧̦̝̯̝̙̪̯ԗ໌̯Ԗ̡̩̤̝̯Ԗ̩ໍ½̧̡̤̥̯̚Ң̩̯̫ԉѓ̷̨̡̨̧̯̙̬̫̰̠̬̘̝̯̫̭̟̫̩

Vocabulário para a Seção Nove A

Gramática para 9A–E


C O caso dativo e seus usos
C Expressões de tempo
C Mais optativos: ̠̰̩̝ҡ̨̣̩ ̝ʰ̩̥̮̯̝ҡ̨̣̩
C Formas básicas: ̡ʰ̴̬̯̝ʞ̴ ̧̡ʞ̴̟ ̧̝̩̤̝ʞ̴̩

ж̧̧̧̚-̫̥̭ um com o outro ц̨-½̡̮-̡Ӻ̯̝̥ cairá (fut. de ц̨- ̦̝Ҡ ̠Ҟ pois bem; veja
̞̫-ӭ um grito (depois de ̲̬Ԗ̨̝̥) ½̛½̯-̴) ̦̝̦̫-̨̛̠̝̫̩-̥ ж̩̤̬̹½-ԔѶ̩̯-̥
̠̬ӝ̨̝ (̨̠̬̝̝̯-),̷̯ drama, peça ц̨½̷̡̬̮̤̩ (+ gen.) em frente de, homem desafortunado que és
(3b) diante ̦̝̯̝ ̧̙̟ ̴̦̝̯ ̡̥½ contar,
̠̰̮-̡̯̰̲Ӻ desafortunado, infeliz ̡̤̝̯-̭̚, ѳ espectador, membro relatar
(com ̨̛̦̝̦̫̠̝̫̩̥ ж̩̤̬̹½Ԕ da audiência (1d) ̨̫̥ para mim
Ѷ̩̯̥) ̛̤̣̬ ̫̩ ̷̯fera (2b) ̛̝̩̤̋-̝̭, ѳ Xântias (1d)
Seção Nove A–J: As vespas de Aristófanes 101

̫ѩ-̫̭ -̝ -̫̩ que tipo de ̛̯̩-̥ para quem? (s.) Vocabulário a ser aprendido
½̧̧̫-̫Ӻ̭ ̫̮̥̩҄ sendo muitos ̯̫Ӻ̭ para os/com os/pelos/aos ̠̬ӝ̨̝ (̠̬ә̨̝̯-), ̷̯ drama,
(com ̯̫Ӻ̭ ̡̤̝̯-̝Ӻ̭) ̯̫Ӻ̭ ̡̤̝̯-̝Ӻ̭ para a audiência peça (3b)
̮̫̥ para ti; sobre ti (depois de ̯ԗ para o/com o/pelo/ao ̡̤ә̯-̭̚, ѳ espectador, membro
ц̨-½̡̮-̡Ӻ̯̝̥) ̯ԗ ½̧̤̚-̡̥ para a multidão da audiência (1d)
̮̫ԉ ы̡̩̦̝ por tua causa ̲̬̘-̨̫̝̥ usar, empregar
̴̛̮̏-̝̭, ѳ Sósias (1d)

B
Em O mundo de Atenas: homossexualidade 5.32–5.

̋ ъ̮̯̥̩̟Қ̬ѓ̨Ӻ̡̩̠̮½̷̯̣̭ц̡̛̦̥̩̫̮ ѳк̴̩ї̸̴̡̮̰̲̫̭̦̝̤̠̩м̬Á̫Ѿ̲ѳ̬ӝ̡̯


̝Ѿ̯Ң̸̡̩̦̝̤̠̫̩̯̝
(aponta para o telhado)
ъ̮̯̥ ̨Ҝ̩ ̫̩҄ ѓ̨Ӻ̩ ̡̠̮½̷̯̣̭ ̫̯̫̭҅. ̯ԗ໌ ̠Ҝໍ̡̠̮½̷̯Ӫ½̝̯̬̚ ц̮̯̥ ½̘̩̰ ̴̟̙̬̩.
ѳ ̠Ҝ̡̠̮½̷̯̣̭ ѓ̨ӝ̭ ц̧̡̡̦̙̰ ̧̡̱̰̘̯̯̥̩ ̯Ң̩ ½̝̯̙̬̝, ̸̡̧̡̦̫̩̯̥ ̠Ҝц½̷̨̡̥̤̤̝.
ц̩ ̟Қ̬ ж½̛̫̬ӛц̩̙½̡̡̮̩ ѳ ̡̠̮½̷̯̣̭ ½̡̬Ҡ̯̫ԉ½̷̝̯̬̭, ц½̡̥̠Ҟъ̴̟̩ ̝Ѿ̯Ң̩
½̷̡̫̩̣̬̯̬̫̩ Ѷ̩̯̝̯Ԗ̩ к̴̧̧̩ ц̩ ̯ӭЁ½̷̧̡̥, ̦̝Ҡ̝Ѧ̯̥̫̩ ̦̝̦Ԗ̩ ½̧̧̫Ԗ̩. ъ̮̯̥
̟Қ̬ ̯ԗЁ½̝̯̬ҠЁ̯ԗ̯̫ԉ̡̠̮½̷̯̫̰ ̷̩̮̫̭̯̥̭. ц̴̬̯Ԗ̫̩҄ ѿ̨ӝ̭, Ґ ̡̛̤̝̯̝, ̛̯
̡̯̰̟̲̘̩̥ Ѵ̩ ̯ҢѶ̨̩̫̝ ̸̯̝̯ӪЁ̯ӭЁ̷̩̮Ԕѿ̨̡Ӻ̭ ̠Áж½̡̡̛̫̦̬̩̮̤ ѓ̨Ӻ̩Ёц̴̬̯Ԗ̮̥̩.
(pede sugestões ao público)
̡̱̙̬̩̰̩˶̛̯̱̣̮̥̩̫̯̫̭҅
̏ ̫ѿ̯̫̮Ҡ̨Ҝ̩ѓ̨Ӻ̩ж½̷̨̡̫̦̬̥̩̩̫̭Ԟ̷̧̱̥̦̰̞̫̩Áѓ̡̟Ӻ̯̝̥̯Ң̩̟̙̬̫̩̯̝ж̧̧Қ̴̧̙̟
̯ԗЁж̩̠̬Ҡѷ̯̥̠Ӭ̧ң̭ц̮̯̥̩̫Ѿ̠Ҝ̴̧̩̙̟̩ ̯̫̥̝ԉ̯̝ж½̷̨̡̫̦̬̥̩̩̫̭̫Ѿ̨Ҟ̩ж̧̧Қ
À̧̱̥̫Ą́ҝ̩ц̮̯̥̩ѓж̬̲Ҟ̯̫ԉ̦̝̦̫ԉ
̋ ̧̡̱̥Ӻ̟̘̬̯̥ѳ̟ҝ̴̬̩ж̧̧Қ̛̯̱̣̮̥̩̫̯̫̭҅
̏ ̫̯̫̭̠҅ҝ̨̫̥Ёц̨̬̫̙̩Ԕж½̡̛̫̦̬̩̯̝̥ѷ̯̥À̸̧̱̥̫̤̯̣̩ÁєÀ̷̧̡̱̥̪̩̫̩Ą̢̡̛̩̫̥̯́Ң̩
½̡̝̯̙̬̝Ѩ̩̝̥
̋ ̨Қ̯Ң̸̩̦̩̝ Ґ̯ӝ̩ ̫Ѿ̷̧̡̱̥̪̩̫̭ ц½̡Ҡ̦̝̯̝½̸̴̟̩ц̮̯Ҡ̩ѷ̷̡̧̡̟̥̪̩̫̭̒

Vocabulário para a Seção Nove B

к̴̩ acima, lá em cima ̸̴̦̩ (̦̰̩-), ѳ cão (3a) ̯ԗ½̝̯̬-Ҡ para o pai
ж½̛̫̬-ӛ perplexidade ̨̫̥ ц̬-̨̫ҝ̩-Ԕ para mim que ̱ҝ̡̬ anda!
ж̬̲-̚, ѓ início, princípio (1a) perguntei ̧̱̥̫- que ama, amante de
ъ-̴̟̩ percebeu, ficou sabendo Ѷ̨̩̫̝ (Ѳ̨̩̫̝̯- ), ̷̯ nome (3b) ̧̱̥̫-̸̤̯-̣̭, ѳ amante dos
(̟̥̟̩ҧ̮̦-̴/ъ-̴̟̩-̩) ̫Ѿ ̨Ҟ̩ ж̧̧Қ mesmo assim sacrifícios (1d)
ѓ̨-Ӻ̩ para nós ½̫̩̣̬-̷̭ -̘ -̷̩ mau ̷̧̱̥-̦̰̞-̫̭ -̫̩ que ama os
ѓ̨-Ӻ̩ ц̴̬̯-Ԗ̮̥̩ para nós que ̸̯̝̯-Ӫ̯ӭ ̷̩̮-Ԕ para essa doença dados, jogador
perguntamos ̯ӭ na/com a/para a/pela ̷̧̱̥-̡̪̩-̫̭ -̫̩ que ama os
ї̮̰̲-̫̭ -̫̩ tranquilo ̯ӭ½̷̧-̡̥ a cidade estrangeiros, hospitaleiro
̦̝̯̝ ½̸̴̟̩̦̝̯̘ ½̰̟̫̩ ̯̫̥-̫ԉ̯-̫̭ ̯̫̥-̸̝̯-̣ ̯̫̥-̫ԉ̯- ̷̧̡̥̪̩̒-̫̭, ѳ Filóxeno (2a) (um
̦̝̯̝½̰̟̫̩ homossexual ̫(̩) de tal tipo, assim homossexual conhecido)
̸̡̧̡̦-o̩̯-̥ ele ordenando ̯ԗ ж̩̠̬-Ҡ para o homem
(depois de ц½̷̨̡̥̤̤̝) ̯ԗ ̡̠̮½̷̯-Ӫ para o senhor
102 Parte Três: Atenas pelos olhos do poeta cômico

Vocabulário a ser aprendido Ѷ̨̩̫̝ (Ѳ̨̩̫̝̯-), ̯ңnome (3b) ̯̫̥̫ԉ̯̫̭ ̯̫̥̝ҥ̯̣ ̯̫̥̫ԉ̯̫̩)
к̴̩ acima ½̫̩̣̬ң̭ әԝ ң̩ mau, de tal tipo, desse tipo, tal
ї̮̰̲̫̭ ̫̩tranquilo, pacífico perverso ̱ҝ̡̬anda!

C
Em O mundo de Atenas: a Helieia 6.39; fontes 6.41.

̋ ̫Ѿ̠ҝ½̫̯Áц̡̡̡̪̰̬̮̯̚ Ґ̡̡̛̤̝̯̝Ѣ̠Ҟ̸̧̡̡̡̞̫̮̤Ѣ̠̙̩̝̥̯ҡ̭ѓ̷̩̮̫̭ѓ̯ԗЁ½̝̯̬Ҡ


ц̨½̡̮̫ԉ̮̝ ̴̮̥½ӝ̡̯̩ԉ̴̧̩̙̪̟Қ̬ѿ̨Ӻ̩໌ц̩ж½̛̫̬ӛ̠Ҟໍ̫̮̥̯҄Ҟ̩̯̫ԉ̟̙̬̫̩̯̫̭
̷̧̧̩̮̫̩̱̥̣̥̝̮̯ҟ̭ц̮̯̥̩ҏ̮½̡̬̫Ѿ̡̠Ҡ̭ж̛̩̬̠̦̝̭̟̚Қ̬ж̡Ҡ̢̡̠̥̦̘̥̦̝Ҡ
̯Ң̧̡̠̥̦̝̮̯̬̥̫̩̱̥̚Ӻ ̯Ӭ̭໌̨Ҝ̩ໍѓ̷̨̢̨̡̙̬̝̭̦̝̤̥̩̫̭ц̩̯ԗЁ̛̠̥̦̝̮̯̣̬Ԕ 
̯Ӭ̭໌̠Ҝໍ̩̰̦̯Ң̭Ѳ̡̩̥̬̫½̧̫Ԗ̛̛̩̠̦̝̭̦̝̯̫̥̫ѣ̨Ҝ̩ц̬̝̮̯̝Ҡ̟̬̘̱̫̰̮̥̩ц̩ 5
̸̤̬ӛЁ̛̯̥̩À́Ӭ̷̨̧̫̭̦̝̭Á ̫̯̫̭̠҅ҜѢ̠Ҧ̩̦̝Ҡ½̬̫̮̥Ҧ̩½̡̝̬̝̟̬̘̱̥½̧̛̣̮̫̩
Ą̣̀̇Ң̷̧̭̦̝̭Á̯̫ԉ̸̧̨̡̯̫̩̫̩̱̰̘̯̯̫̩̯̫̯̫̥̭҄Ё̯̫Ӻ̭Ё̨̧̫̲̫Ӻ̭ц̧̡̡̛̟̦̮̝̩̯̭ 
½̧̧̫̫Ӻ̭Ё̡̯Ё̫̮̥҄Ё̦̝ҠЁ̨̡̧̟̘̫̥̭ѳ̟Қ̬̰ѣҢ̭̝Ѿ̯̫ԉ ц½̡Ҡ̯Ң̩½̝̯̙̬̝ъ̨̡̝̤̩
̧̧̱̥̣̥̝̮̯Ҟ̩Ѷ̩̯̝ ̯Ҟ̷̩̩̮̫̩̞̝̬ҝ̴̭Ё̴̱̙̬̩ ½̬Ԗ̨̯̫̩Ҝ̩ц½̡̥̬ӝ̯̫
ж̩̝½̡̡̛̤̥̩̝Ѿ̯Ң̨̩Ҟц̪̥ҝ̸̢̡̩̝̥̤̬̝ ̴̡̧̯̫̥̘̠̙̟̩˶ 10
 À̠̥Қ̯ҡÁ ј̠Áѷ̭ Àж̡Ҡ̢̡̛̠̦̝̭̠̥̦̘̥̭ Ґ½̡̘̯̬ ц̩̯ԗЁ̛̠̥̦̝̮̯̣̬Ԕм̬Á̫Ѿ
½̸̝̮Ӫђ̧̥̝̮̯Ҟ̭Ҏ̩м̬̝̯ԗЁ̮ԗЁ̰ѣԗ̫Ѿ½̡̛̮ӪÁ
 ѳ̠Ҝ½̝̯Ҟ̬̝Ѿ̯ԗ໌̨Ҟц̪̥̙̩̝̥ໍж̩̝½̡̛̤̫̩̯̥̫Ѿ̦ц½̡̡̛̤̯̫ ̡Ѩ̯̝
ѳ̰ѣҢ̭̯Ң̩½̝̯̙̬̝ц̢̡̦̫̬̰̞̘̩̯̥̩ѳ̠Ҝ½̝̯ҟ̬ ̡Ѣ̭̯Ң ̠̥̦̝̮̯̬̥̫̩̚
ц̨½̡̮ҧ̩ ̝Ѿ̯ԗЁ̯ԗЁ̨̯̰½̘̩Ԕц̢̡̛̠̦̝̩ ц̡̩̯ԉ̡̤̩ъ̩̠̫̩ц̧̡̡̛̟̦̮̝̩̯̭ 15
̝Ѿ̯Ң̩ц̸̧̨̡̱̰̘̯̯̫̩̯̫̯̫̥̭Ё̯̫Ӻ̭Ё̸̠̥̦̯̫̥̭ъ̮̯̥̠ÁѶ̨̩̫̝̯ԗ໌̨Ҝ̩ໍ̟̙̬̫̩̯̥
̴̧̧̥̫̦̙̩̒ ̯ԗ໌̠Áໍ̰ѣԗ໌̡̟ໍ̸̯̫̯Ԕ˿̴̡̧̧̠̰̦̙̩
Seção Nove A–J: As vespas de Aristófanes 103

Vocabulário para a Seção Nove C

ж̩̝-½̡̛̤-̴ persuadir, convencer ̛̦̝̯̫̥ além disso ̯ԗ ½̝̯̬-Ҡ seu pai (depois de ц̨-
ж½̛̫̬-ӛ perplexidade ̨̦̣-Ң̭, ѳ funil (2a) (pelo qual ½̡̮-̫ԉ̮-̝)
̝Ѿ̧-ҟ, ѓ pátio (1a) as pedras de votação são ̯ԗ ̮ԗ ̰ѣ-ԗ seu filho (depois de
̝Ѿ̯-ԗ ... ж̩̝-½̡̛̤-̫̩̯-̥ a ele introduzidas na urna) ½̡̛̮-Ӫ)
que tentou persuadi(-lo) ̢̛̦̫̬̰̞̝̩̯-̴ introduzir nos ̯ԗ ̰ѣ-ԗ ̯̫ҥ̯-Ԕ para este seu filho
(depois de ц½̡̡̛̤̯̫) rituais coribânticos (uma ѿ̨-Ӻ̩ . . . ̫̮̥҄ vós que estais/sois
̝Ѿ̯ԗ ̯ԗ ̨̯̰½̘̩-Ԕ com címbalo religião de mistérios que ̧̱̥-̧̣̥̝̮̯-ҟ̭, ѳ amante/
e tudo incluía êxtases, danças e apreciador de ser jurado no
̞̝̬ҝ-̴̭ ̱ҝ̬-̴ achar difícil, címbalos) tribunal Helieia (1d)
suportar com dificuldade Ѳ̡̩̥̬O-½̧̫ҝ-̴ sonhar ̧̥̫̒-̧̦ҝ̴̩ (̴̧̧̡̥̫̦̩̒-), ѳ
B̡̧̠̰-̧̦ҝ̴̩ (B̴̡̧̧̡̠̰̦̩-), ѳ ½̝̬̝-̟̬̘̱-̴ escrever ao lado Filocléon (3a) (“o que aprecia
Bdelicléon (3a) (“o que odeia ½̧̛̣̮̫̩ perto Cléon”)
Cléon”) ½̧̧̫-̫Ӻ̭ ̡̯ ̫̮̥҄ ̦̝Ҡ̨̡̧̟̘-̫̥̭
̟̬̘̱-̴ escrever sendo muitas e grandes (com Vocabulário a ser aprendido
́Ӭ̨-o̭, ѳ Demo (2a) (um rapaz ̯̫ҥ̯-o̥̭̯̫Ӻ̭ ̷̨̧̲-̫̥̭) ж̩̝½̡ҡ̴̤ persuadir, convencer
notavelmente belo) ̯Ӭ̭ ѓ̨ҝ̬-̝̭ de dia, durante o dia para o seu lado
̢̠̥̦̘-̴ ser jurado, decidir um caso ̯Ӭ̭ ̩̰̦̯-Ң̭ de noite, durante a ̞̝̬ҝ̴̭ ̱ҝ̴̬ achar difícil,
ц̟-̧̡̛̦-̴ fechar dentro, encerrar noite suportar com dificuldade
ц̪-ҝ̬̲-̨̫̝̥ sair ̷̡̯̫̥̮̠ ̡̯̫̥̘̠ ̷̡̯̫̥̩̠ assim, ̴̢̠̥̦̘ ser jurado; fazer um
ц½̡Ҡquando como se segue julgamento
ц̬̝̮̯-̭̚, ѳ amante (1d) ̯̫ҥ̯-o̥̭ ̯̫Ӻ̭ ̠̥̦̯ҥ-̫̥̭ com ц̪ҝ̨̬̲̫̝̥ (ц̡̧̪̤-) sair
ђ̧̥̘̮̯-̣̭, ѳ jurado no tribunal estas redes ц½̡̛ quando; desde que
Helieia (1d) ̯̫ҥ̯-o̥̭ ̯̫Ӻ̭ ̷̨̧̲-̫̥̭ com estas ̢̨̛̦̝̤̫̝̥ sentar-se
̸̤̬-ӛ ̯̥̩-Ҡ uma porta barras ̴̢̛̦̝̤ sentar
̢̡̤̰̬̘ fora de casa ̯ԗ ̟ҝ̬̫̩̯-̥ ao velho ½̧̛̣̮̫̩ próximo, (+ gen.) perto
̦̝̤-̢̛-̨̫̝̥ sentar-se ̯ԗ ̛̠̥̦̝̮̯̣̬-Ԕ o tribunal
104 Parte Três: Atenas pelos olhos do poeta cômico

D
Em O mundo de Atenas: Cléon 1.58–9, 63, 67, 6.17, 6.41.

˿̼̞̫́̂̈̇̈̂̊̕Ӟ̯̫Ӻ̭Ё̸̧̠̫̫̥̭ж½Ң̯̫ԉ̯̙̟̫̰̭
Ґ̛̝̩̤̝̦̝̋Ҡ̴̛̮̝̏ ̸̡̡̡̦̝̤̠̯
̋ ̫Ѧ̨̫̥ ̧̯̘̝̭
̏ ̛̯ц̮̯̥̩
̋ ѳ̡̠̮½̷̯̣̭̫Ѿ̸̡̡̦̙̯̥̦̝̤̠̥ж̧̧Áж̛̩̮̯̝̯̝̥і̠̣̦̝Ҡ̞̫ӭ̲̬Ӭ̯̝̥ 5
̏ ж̧̧Қ̯ҡ̧̮̥ҝ̡̟̥ѳж̩̬̚
̋ ̧̡̙̟̥̯̥ѓ̨Ӻ̩ѳ"̡̧̧̠̰̦ҝ̴̩ ҋ̭ц̨̫Ҡ̡̠̫̦Ӻ̦̝Ҡѓ̨Ӻ̩Ё̸̡̦̝̤̠̫̰̮̥̩
ц̩̯̰̲Ҧ̩ж½̧̡̫Ӻѳ̡̠̮½̷̯̣̭
̏ ̦ж̨̫Ҡ̡̠̫̦Ӻ̧̡̙̟̥̩̯̥ ̛̝̩̤̝̋ж̧̧Қ̷̧̨̡̛̯̞̫̰̩̫̭ж̛̩̮̯̝̮̝̥ Ґ̠̙̮½̫̯̝
˿́̂̈ (apontando para dentro da casa) 10
ѷ ̯̥; ̷̧̟Ԕ ̨Ҝ̩ ѳ ½̝̯Ҟ̬ ѓ̢̡̮̰̲̘̥, ̴̛̮̝̏, ъ̬̟Ԕ ̠Ҝ ̸̧̡̞̫̯̝̥ ц̪̥ҝ̩̝̥. ̦̝Ҡ
ж̡Ҡ ̷̧̨̯Ӫ ̲̬Ӭ̯̝̥ ѳ ½̝̯Ҟ̬ ц̪̥ҝ̩̝̥ ̷̧̨̡̞̫̰̩̫̭. ̩ԉ̩ ̠ҝ, ҋ̭ ъ̨̡̫̥̟ ̡̠̫̦Ӻ,
ѳ ½̝̯Ҟ̬ ̡Ѣ̭ ̯Ң̩ Ѣ½̩Ң̩ ̡Ѣ̡̧̮̤Ҧ̩ Ѳ½ҟ̩ ̯̥̩̝ ̢̡̣̯Ӻ ½̧̧̫ӭЁ̮½̫̰̠ӭ.
(olhando para a chaminé)
 к̷̡̩̝̪̮̥̠̫̩̍ ̛̯½̫̯Áк̬Áѓ̦̘½̡̩̣̳̫̱Ӻ 15
 ц̦̯Ӭ̭̦̘½̩̣̭ц̡̪̙̬̲̯̝̥ѳ̴̧̧̥̫̦̙̩̒
̫̯̫̭҅ ̯ҡ̭ ̡Ѩ ̮ҥ;
̒̆̈̌̇̈̂̊̕(aparecendo da chaminé)
̦̝½̩Ң̭ ъ̴̡̟̟ ц̨̪̙̬̲̫̝̥.
˿́̂̈ ̦̝½̷̩̭ж̧̧Қ̦̝½̩ԗ໌̨Ҝ̩ໍц̷̪̥̩̯̥̫Ѿ̲ѷ̨̡̫̥̫̭Ѩ ҋ̭ъ̨̡̡̫̥̟̠̫̦Ӻ  20
̴̧̧̥̫̦̙̩̥̠̒Áѳ̷̨̡̫̥̯̬̫̭̯ҡ̠ҝ̡̮̫̥̠̫̦Ӻ ̝̩̤̋ҡ̝
̋ ̫Ѿ̡̠̩Ҡѳ̷̨̡̡̫̥̯̬̫̭Ѩ̨̡̛̩̝̫̥̠̫̦Ӻє̯ԗЁ̴̧̧̥̫̦̙̩̥̒ Ґ̠̙̮½̫̯̝
˿́̂̈ (põe de volta a tampa sobre a chaminé)
ц̩̯̝ԉ̤қ̢̩̰̩ҟ̡̯̥̯̥̩Áк̧̧̨̣̩̣̲̝̩̩̚

Vocabulário para a Seção Nove D

к̩̝̪ (ж̩̝̦̯-), ѳ senhor (3a) ̷̧̟-Ԕ em palavra (isto é, ̷̧̨̯-Ӫ audácia (depois de ̲̬Ӭ̯̝̥)
̞̫-ӭ um grito (depois de ̲̬Ӭ̯̝̥) supostamente) ̯ԗ̧̥̫̒-̴̧̦̙̩-̥ Filocléon
ц̨-̫Ҡ para mim ̨̣̲̝̩-̚, ѓ artifício, meio, (depois de ѳ̷̨̡̫̥̯̬̫̭)
ъ̨-̡̫̥̟ pelo menos para mim expediente (1a) ̧̥̫̒-̴̧̦̙̩-̥ Filocléon (depois
ц̩̯̝ԉ̤̝ (d)aqui ̨̫̥ para mim de ѷ̨̫̥̫̭)
ц̩-̯̰̟̲̘̩-̴ (ц̩-̯̰̲-) deparar, ѷ̨̫̥-̫̭ -̝ -o̩ semelhante, como ̲̬̘-̨̫̝̥ usar, empregar (3a. s.
encontrar por acaso Ѳ½-̚, ѓ buraco (1a) ̲̬Ӭ̯̝̥)
ъ̬̟-Ԕ em ação (isto é, de fato) ѷ̯̥; o quê? ̳̫̱̙-̴ fazer barulho
ѓ̨-Ӻ̩ para nós oѾ̡̠̩-Ҡ a ninguém (depois de
ѓ̨-Ӻ̩ ̡̦̝̤ҥ̠-o̰̮̥̩ conosco ѳ̷̨̡̫̥̯̬̫̭) Vocabulário a ser aprendido
dormindo (depois de ½̧̧̫-ӭ ̮½̫̰̠-ӭ com muita к̩̝̪ (ж̩̝̦̯-), ѳSENHOR PR NCIPE 
ц̩̯̰̲Ҧ̩) urgência, com muita pressa REIA
Ѣ½̩-̷̭, ѳ forno (2a) ̛̮̫ para ti ц̩̯̝ԉ̤̝ aqui, neste ponto, ali
̦̘½̩-̣, ѓ chaminé (1a) ̧̯̘̝̭ desgraçado (eu) ̨̧̙ә̭ ̨̧̙̝̥̩̝ ̨̧̙̝̩ (̨̡̧̝̩-)
̦̝½̩-ԗ . . . ц̪-̷̥̩̯-̥ a fumaça ̯̙̟ ̫̭ ̷̯teto (3c) preto
saindo (depois de ѷ̨̫̥-̫̭) ̛̯̮̥; para quem? (pl.) ̧̯̘ә̭ ̧̯̘̝̥̩̝ ̧̯̘̝̩ (̧̯̝̝̩-)
̦̝½̩-̷̭, ѳ fumaça (2a) ̯̫Ӻ̭ ̸̧̠̫-̫̥̭ para os escravos infeliz, desgraçado
Seção Nove A–J: As vespas de Aristófanes 105

E
̒̆̈ (com autoridade)
 ж̧̧Áк̡̩̫̥̟̯Ҟ̸̩̤̬̝̩
˿́̂̈ (com resolução)
̨Қ ̯Ң̩ ̡̫̮̥̠̍Ԗ, ½̡̘̯̬, ̫Ѿ̠̙½̫̯̙ ̡̟.
̒̆̈ (uma pausa, depois ardilosamente)
ж̧̧Á ъ̮̯̥ ̨̛̩̫̰̣̩̝ ̯ҟ̨̡̬̫̩
˿́̂̈ ѳк̴̩̤̬½̨̫̭̫̯̫̭̙̟̝̯̥̦̝̦҅¤̩½̡̢̡̝̬̝̮̦̰̘̯̝̥ ҋ̭ъ̨̡̡̫̥̟̠̫̦Ӻ̛̯̮̫̥
̡̠̫̦Ӻ ̛̝̩̤̝̋ 5
̋ ̦̝Ҡъ̨̡̡̫̥̟̠̫̦Ӻ
̒̆̈ (entreouve)
̨Қ̯¤̛̩̝̫́Ѿ̠Ӭ̯̝ ж̧̧Áъ̡̨̪̥̥ ц½̡Ҡ̯¤̩ѓ̨̛̫̩̫̩ц̩ ̯ӭЁж̟̫̬Ӟ½̴̧̡Ǩ̩
̸̧̨̞̫̫̝̥̝Ѿ̯̫Ǩ̭Ё̯̫Ǩ̭Ё̧̛̦̝̩̤̣̫̥̭
˿́̂̈ ½̴̧̡Ķ̸̩̞̫̌Ӫ̯¤̩ѓ̨̛̫̩̫̩̝Ѿ̯̫Ǩ̭Ё̯̫Ǩ̭Ё̧̛̦̝̩̤̣̫̥̭ж̧̧Áц̟Ҧ̯̫ԉ̯̫и̩ 10
̠̬ӝ̨̛̩̠̰̩̝̣̩
̒̆̈ ц̟Ҧ̠Ҝ̯̫ԉ̯̫и̨̛̩̠̰̩̝̣̩к̨̡̥̩̫̩є̮ҥ
˿́̂̈ ̫Ѿ̨Қ̯¤̛̩̝́ ж̧̧Áц̟Ҧ̮̫ԉк̨̡̥̩̫̩
̒̆̈ ж̧̧Қ̡Ѣ̮̥Ҧ̩̯¤̩ѓ̨̛̫̩̫̩ъ̡̪̝̟
(A mula é levada para fora do pátio.) 15
˿́̂̈ ж̧̧Қ̛̯½̝̤Ҧ̩̮̯ҝ̡̩̥̭ ѓ̨̡̛̫̩м̬̝ѷ̨̡̯̥̯̬̫̩̚½̴̧̨̡̮̫̙̩̮̚ж̧̧Қ
̨Ҟ̮̯ҝ̡̨̩̣̦̙̯̥ ѓ̨̡̛̛̫̩̯̠Ҝ̯̫̰̯Ҡ̯¤½̬ӝ̨̡̛̟̝̯̮̯̙̩̥̭ ̡Ѣ̨Ҟ̱ҝ̡̬̥̭
Ѹ̠̰̮̮̙̝̯̥̩̘

Vocabulário para a Seção Nove E


к̨̡̥̩̫̩ melhor ц̪-̘̟-̴ trazer para fora, levar Ӧ̠̰̮̮̌-̸̡̭, ѳ Odisseu (3g)
к̡̩̫̥̟ abre! para fora ½̝̬̝-̡̢̮̦̰̘-̨̫̝̥ preparar
̝Ѿ̯-̫Ӻ̭ ̯̫Ӻ̧̛̭̦̝̩̤̣-̫̥̭ com ̨̣̦̙̯̥ não mais ½̴̧ҝ ̴ vender
cestos e tudo ̩̫̰-̨̛̣̩-̝, ѓ primeiro do mês ̮̯ҝ̩-̴ gemer
ъ̨̫̥-̡̟ para mim (1b) (dia de mercado) ̯ӭж̟̫̬-Ӟ a praça do mercado
106 Parte Três: Atenas pelos olhos do poeta cômico

̏ (olha sob a mula)


ж̧̧Қ̩̝Ҡ̨Қ̛̝̱́ҝ̴̡̡̛̬̥̦̘̯̟̯̫̰̯̫̩̯̥̩̝ 20
˿́̂̈ ̛̯̩̝̱ҝ̡̬̥ѳѓ̨̡̛̛̫̩̫̭̯̭Ѩ½̫̯Á ҐÁ̴̩̤̬½̡
̒̆̈ ̯̥̭̩̌҄Ҟ̛̝́
˿́̂̈ ̯̥̭̮̌҄ҥ½̫̠̝½¤̡̭Ѩ
̒̆̈ Ѫ̤̝̦̮̥̫̭̚ ѳ̯̫ԉо½̫̠̬̝̮̥½½̛̠̫̰
˿́̂̈ (para Sósias) 25
̡̧̡̱̦̝҃Ѿ̷̯̩
(olha para Filocléon com desgosto)
Ґ̴̨̡̥̝̬̹̯̝̯̫̭̟̥̟̩̹̮̦̟̘̬̮½̴̘̩̯̩½̷̫̩̣̬̯̝̯̫̩Ѷ̩̯̝̯ԗ໌̟Қ̬ໍ
Ѹ̡̠̰̮̮Ӻ̠Ҟѳ̷̷̨̫̥̯̝̯̭ц̮̯̥̩ѳ½̝̯̬̚ ҋ̭ъ̨̡̡̫̥̟̠̫̦Ӻж̧̧ɹҐ½̡̘̯̬ 
̮½̫̰̠ӭЁ½̘̮ӪҎ̡̤̥̯Ң̩ѓ̨̛̫̩̫̩̦̝Ҡ̡̮̝̰̯Ң̡̩Ѣ̭̯Ҟ̩̫Ѣ̛̦̝̩ 30
(aponta para uma pilha de pedras)
̮Ҥ ̠̙, ̴̛̮̝̏, Ҏ̡̤̥ ̯̝Ӻ̭Ё̡̲̬̮Ҡ ½̧̧̫̫Ҥ̭ ̯Ԗ̩ ̴̧̛̤̩ ½̬Ң̭̯Ҟ̩ ̸̤̬̝̩.
̏ (ocupa-se com a tarefa. De repente...)
 ̫Ѧ̨̧̛̫̥̯̘̝̭̯̯̫ԉ̯̫½̷̡̤̩½̫̯Áц̩̙½̡̨̮̙̫̥̯Ң̧̞̹̥̫̩
̋ (aponta para o telhado) 35
Ѣ̸̠̫, Ґ ̠̙̮½̫̯̝. ѳ ж̩Ҟ̬ ̮̯̬̫̰̤Ң̭ ̡̛̟̟̩̯̝̥.
˿́̂̈ ̫Ѧ̴̨̨̛̫̥̦̝̦̫̠̝̩̫Ѿ̨̡̧̡̟̘̬̝̩̤̘̩̥ѳ½̝̯Ҟ̬̮̯̬̫̰̤Ң̷̨̡̭̟̥̟̩̩̫̭
ж̧̧Қ̡̱̤̮̯̝̥̚ѓ̨ӝ̭ц̦̱̰̟̹̩½̫ԉ½̫ԉц̮̯ҡ̨̫̥̯Ң̛̠̦̯̰̫̩̮̫ԉ̮̫ԉ 
½̧̘̥̩̮̫ԉ
 ̯ԗЁ̸̠̥̦̯Ԕ̡̠̥̹̦̥̯Ң̩½̝̯̙̬̝ 40
̏ (com alívio, determinado a que o velho não cause mais problemas)
к̡̟ ̩̰̩. ц½̡̥̠Ҟ ̯̫̰̯̫̩Ҡ ̨Ҝ̩ ц̡̧̡̨̡̛̩̦̮̝̩, ц̧̡̛̟̦̮̝̮̥໌ ̠Áໍѓ̨Ӻ̩ ̦̝Ҡ
̸̧̱̝̪̥̩Ё̫̮̥҄ ½̨̬̘̟̝̯̝໌ ̫Ѿ̦ ̝̤̥̭҄ ໍ½̝̬ҝ̡̪̥ ѳ ̟ҝ̴̬̩ ̫Ѿ̠Ҝ ̧̡̮̥̚ ѓ̨ӝ̭
ж½̨̫̠̬̝̹̩, ̯ҡ ̫Ѿ ̸̡̨̡̦̝̤̠̫̩ Ѳ̧̛̟̫̩ ̷̲̬̩̫̩;

ж½̫-̨̠̬̝-Ҧ̩ ver ж½̫-̯̬̙̲-̴ ̧̮̚-̡̥ passará despercebido (fut. ̯̝Ӻ̭ ̡̲̬̮Ҡ com tuas mãos
ж½̫-̯̬̙̲-̴ (ж½̫-̨̠̬̝-) afastar- de ̧̝̩̤̘̩-̴) ̯ԗ ̠̥̦̯ҥ-Ԕ com a rede
se correndo ̧̛̤-̫̭, ѳ pedra (2a) ̯ԗӦ/̠̰̮̮-̡Ӻ Odisseu (depois de
о½̫-̠̬̝̮-̥½½-̛̠̣̭, ѳ filho ̨̥̝̬-̷̭ -̘ -̷̩ impuro, perverso ѳ̷̨̫̥̯̝̯̫̭)
do Cavalo que Foge, nome ̨̫̥ sobre mim (depois de ц̩ҝ½̡̡̮  ѿ̱-ҝ̧̦-̴ arrastar de baixo
cômico) (1d) minha (depois de ц̛̮̯) ̱̤̮̚-̡̯̝̥ se adiantará, tomará a
̧̞̹̥-̫̩, ̷̯ torrão (2b) ѷ̨̫̥-̫̭ -̝ -o̩ semelhante, como dianteira (fut. de ̱̤̘̩-̴)
̛̠̦̯̰ ̫̩ ̷̯rede (2b) ѷ̯̥ por que ̸̧̱̝̪̥̩ ̫̮̥҄ (para nós)
̠̰̩-̨̛̝̣̩ж̩Ԓ eu poderia (opt. de ̌҄-̯̥̭ Ninguém que somos guardas (com
̠ҥ̩-̨̝̝̥) ½̘̩̯-̴̩ de todos ц̧̡̛̟̦̮̝̮̥ . . . ѓ̨Ӻ̩)
ц̟-̧̡̛̦̮-̝̮̥ . . . ѓ̨-Ӻ̩ para nós ½̫̠̝½̷̭ de que país? Ҋ̤ҝ-̴ impelir
que (o) fechamos dentro ½̨̬̘̟̝̯̝ ½̝̬-ҝ̲-̴ causar
ц̟-̧̡̛̦-̴ fechar dentro problemas (fut. ½̝̬-ҝ̪-̴) Vocabulário a ser aprendido
ц̦-̸̡̱̟-̴ (ц̦-̱̰̟-) escapar ̛̮̫ para ti ж̴̨̡̛̩̩к̨̡̥̩̫̩ (ж̨̡̥̩̫̩-)
ѓ̨̛̫̩-̫̭, ѳ mula (2a) ̮̫ԉ (11.46-7) xô! melhor
Ӧ)̤̝̦̮̥̚-̫̭, ѳ habitante de Ítaca ̮½̫̰̠-ӭ½̘̮-Ӫ com toda a ж½̴̫̯̬̙̲ (ж½̨̫̠̬̝-) afastar-se
(2a) urgência, com toda a pressa correndo
̴̦̘̯ embaixo, sob ̮̯̬̫̰̤-̷̭, ѳ pardal (2a) ц̴̧̡̛̟̦ fechar dentro
Seção Nove A–J: As vespas de Aristófanes 107

ц̸̴̡̦̱̟ (ц̦̱̰̟-) escapar ̷̨̥̝̬̭ әԝ ̷̩ impuro, corrompido ½̬әԝ̨̟̝̯̝ ½̴̝̬̙̲ causar


ц̴̪̘̟ (ц̪̝̟̝̟-) trazer para ѷ̨̫̥̫̭ ә̫̩semelhante, como problemas
fora, levar para fora (+ dat.) ½̴̴̧̙ vender
ѓ̨̛̫̩̫̭, ѳ mula (2a) ½̴̝̬̙̲ (½̝̬̝̮̲-) proporcionar, ̴̮̯̙̩ gemer
̨̣̦̙̯̥ não mais oferecer ̨̲̬̘̫̝̥ usar, empregar (+ dat.)

F
Bdelicléon agora convence Filocléon de que ele não deve ir ao tribunal, mas
ficar em casa e julgar transgressões cometidas pelos membros de sua própria
família. O velho concorda e eles começam a montar o tribunal.

Em O mundo de Atenas: pagamento para os jurados 6.41.

"̴̡̧̧̠̰̦̙̩̯ԗ½̝̯̬Ҡ̧̡̙̟̥
˿́̂̈ к̡̦̫̰ Ґ½̡̘̯̬ ̫Ѿ̦ҝ̡̯̥̮ц̴̡̘̮Ѣ̭̯Ң̠̥̦̝̮̯̬̥̫̩̚ж½̥ҝ̩̝̥ ̫Ѿ̠ɹц̨Ҝ
5
̧̡̮̥̭̚½̡̨̡̥̬̹̩̫̭ц̪̥̙̩̝̥
̒̆̈ (consternado)
̯ҡ̯̫ԉ̯̫ж̧̧ɹж½̧̡̫Ӻ̨̡̭ ̫Ѿ̦ц̘̮̝̭ц̪̥ҝ̩̝̥
˿́̂̈ (com firmeza)
ц̡̨̩̤̘̠ҝ̡̡̩̥̩̮̲̬̚ ½̡̘̯̬ ̦̝Ҡц̨̫Ҡ½̥̤ҝ̮̤̝̥
10
̒̆̈ ж̧̧Áѷ̴̨̭ц̟Ҧ̸̢̡̧̨̠̥̦̘̥̩̞̫̫̝̥
 (cai ao chão, furioso)
˿́̂̈ ж̛̩̮̯̝̮̫ Ґ½̡̘̯̬ ц½̡Ҡ̨̡̯̬̫̩̠̥̦̘̮̝̥̠̰̩̮̚̚Ӫ
̒̆̈ ж̧̧Қ½Ԗ̢̡̨̭̠̥̦̘̥̩̫̥ц̪ҝ̮̯̝̥ ц̡̨̩̤̘̠̙̩̫̩̯̥

Vocabulário para a Seção Nove F

Gramática para 9F–G


C Infinitivo aoristo, primeiro (sigmático) e segundo, ativo e médio
C Aspecto no infinitivo
C Imperativo aoristo, primeiro (sigmático) e segundo, ativo e médio
C Imperativo presente: ̡̥ʰ̨ҡ ̡Ѩ̨̥ ̫Ѩ̠̝ ̠̰ʞ̨̩̝̝̥ ̝ʰ̩ҡ̨̮̯̝̝̥
C ъ̡̪̮̯̥ ̡̠̥̩ң̭
C Vocativos
C Adjetivos: ½ӝ̭

ж̩ ̛̮̯̝̮̫levanta! ц̡̩̤̘̠ aqui ½̥̤-ҝ̮̤̝̥ obedecer (½̡̛̤-̨̫̝̥/


ж̩ ̛̮̯̝ ̨̝̥ ъ̪-̡̮̯̥ é possível (a alguém ц-½̥̤-̷̨̣̩)
̠̰̩̮̚-Ӫ tu poderás (fut. de (dat.) + inf.) ̲̬̚ é necessário (que alguém
̸̠̩-̨̝̝̥) ѷ̴̨̭ ainda assim, no entanto (ac.) + inf.)
ц̘-̴ (ц̝̮-) permitir
108 Parte Três: Atenas pelos olhos do poeta cômico

˿́̂̈ ц̩̯ӭ̮̝̰̯̫ԉ̫Ѣ̛̦ӛъ̮̯̝̥̮̫̥̠̥̦̝̮̯̬̥̫̩̦̝̚Ҡ̯̫Ӻ̭̫Ѣ̦̙̯̝̥̭̠̥̦̘̮̝̥
ц̪ҝ̮̯̝̥
̒̆̈ ̛̯̱̭̚ж̧̧Қ̷̛̯̩̥̯̬½Ԕ̦̝Ҡ½̡̬Ҡ̛̯̩̫̭
˿́̂̈ ½̡̬Ҡ½̧̧̫Ԗ̡̩̱̙̬̟қ̡̬Ѣ̮Ҡ̟̘̬̮̫̥½̧̧̫̫Ҡ̫Ѣ̦ҝ̯̝̥ ж̧̧Қ̡̫҄Ѩ̮̤Áѷ̯̥ 15
̫ѣ̫Ѣ̦ҝ̯̝̥̫Ѿ̞̫ҥ̧̫̩̯̝̥½̝ҥ̮̝̮̤̝̥ж̠̥̦̫ԉ̡̩̯̭ ж̧̧Á̝Ѧ̡̛̯̥̫Ѣ̮̥½̧̧̫Ԗ̩
̦̝̦Ԗ̩̲̬Ҟ̡̫̩̮̦̝̯̘̮̦̫҄½̡̫̩̟̩̙̮̤̝̥̯Ԗ̩½̴̨̬̝̟̘̯̩̯Ԗ̩ц̩̯ӭ
̫Ѣ̛̦ӛ̴̨̟̥̟̩̫̙̩̩̦̝Ҡ̯̝ԉ̯̝̯Қ̦̝̦Қц̪ҝ̮̯̝̥̮̫̥̮̦̫½̨̫̰ҝ̩Ԕ̨̡̯̬̫̩̚
ц̡̡̪̰̬Ӻ̩ ц̷̡̪̰̬̩̯̥̠Ҝ̧̡̛̠̦̣̩̝̞Ӻ̩̫҂̦̫̰̩и̸̧̩̞̫̫̥̫̯̫ԉ̯̫̠̬ӝ̩ ̦̝Ҡ
ж̢̡̩̝̟̦̘̥̩̯̫Ҥ̭̫Ѣ̦ҝ̯̝̭̯Ԗ̩̦̝̦Ԗ̩½̸̝̮̝̮̤̝̥̦̝Ҡ̡̧̡̛̞̯̫̰̭̟̩̙̮̤̝̥ 20
̒̆̈ (ansioso)
 ̦̝Ҡ½̧̨̛̘̩̰̞̫̰̫̣̩к̩ж̩̝½̡̡̨̡̛̤̥̭̟̘̬̯̫Ӻ̷̧̭̟̫̥̭ж̧̧Áц̡̦Ӻ̩̫̫҂½̴
̧̡̙̟̥̭ ̯Ң̨̩̥̮̤Ң̩ѳ½̷̡̧̡̤̩̝̞Ӻ̩̠̰̩ҟ̨̮̫̝̥̫҂̸̧̦̫̰̩̞̫̫̥̫и̩̯Ң
½̬ӝ̨̧̟̝̠̣̫ԉ̩
˿́̂̈ ̧̳̚Ӫ½̝̬Áц̨̫ԉ 25
̒̆̈ (satisfeito)
 ̧̦̝Ԗ̧̡̭̙̟̥̭
˿́̂̈ ̦̝Ҡ½̫̥Ӭ̮̝̥̯̫ԉ̯̫ц̤ҝ̧̫̥̭к̩
̒̆̈ ̯̫ԉ̯̫и̩½̛̫̥̫̣̩
˿́̂̈ ж̨̡̩̘̩̙̩̰̩ц̟Ҧ̟Қ̴̬̯̝̲̙̭ї̴̴̪̱̙̬̩̯Қ̯̫ԉ̛̠̥̦̝̮̯̣̬̫̰̯̝Ӻ̡̛̭̲̬̮ 30
̩Ҟ̛̝́ ц̴̛̪̫̮½̘̩̯̝
ж̨̡̨̩̝̙̩̥Ҝ̩ѳ̴̟̙̬̩ ѳ̠Á̰ѣҢ̡̭Ѣ̭̯Ҟ̩̫Ѣ̡̛̦̝̩Ѣ̡̮̙̬̲̯̝̥̠̥ÁЁѲ̧̛̟̫̰
B̴̡̧̧̠̰̦̙̩ц̡̧̪̤ҧ̩̯Қ̯̫ԉ̛̠̥̦̝̮̯̣̬̫̰̯̝Ӻ̡̭̲̬̮Ҡ̷̨̟̥̭ц̡̦̱̙̬̥
˿́̂̈ (ofegante e, por fim, depositando o equipamento)
Ѣ̸̧̠̫̯̙̫̭̟Қ̬ц̡̪̩̟̦̫̩̯̚Қ̯̫ԉ̛̠̥̦̝̮̯̣̬̫̰ц̟̹ 40
̒̆̈ (olhando para o que Bdelicléon trouxe)
 ц̡̪̩̟̦̝̭̠̚Ҟ̮Ҥ½̘̩̯̝
˿́̂̈ ̩Ҟ̛̝́ ̠̫̦Ԗ̟Áц̡̡̩̟̦Ӻ̩½̘̩̯̝
(aponta para um braseiro)
 ̦̝Ҡ½ԉ̡̬̟̯̫̰̯Ҡц̡̪̩̟̦̫̩̚Ѣ̸̠̫ ц̟̟Ҥ̭̯̫ԉ½̰̬Ң̭̱̝̦Ӭ̯ҡ̭̮̫ҡц̮̯̥̩ 45
̒̆̈ (contente)
Ѣ̫Ҥ Ѣ̸̫. ъ̡̪̮̯̝̥ ̟̘̬ ̨̫̥ ̢̠̥̦̘̫̩̯̥ ̯Ҟ̩ ̱̝̦Ӭ̩ ц̡̛̮̤̥̩. ̦̝Ҡ ̩Ҟ ̯Ң̩ ̛̝́
̝Ѿ̯Ҟ̩ ъ̨̠̫̝̥, ҋ̭ ъ̨̡̫̥̟ ̡̠̫̦Ӻ, ½̘̮ӪЁ½̨̛̬̫̤̰ӛ, ̡̠̥̩Ң̭໌ ̠Ҟ Ҍ̩ ໍ̡̱̝̟Ӻ̩.
(apontando para um galo)
ж̯Қ̬ ̯ҡ ̷̧̨̡̞̫̰̩̫̭ ̯Ң̩ ж̷̧̡̦̯̬̰̩̝ ц̡̪̩̟̦̝̭̚; 50
˿́̂̈ ѷ̯̥ѳж̧̡̦̯̬̰̹̩̮Áц̡̡̛̟̬̥̩̫ѩ̷̭Ё̯ÁЁъ̮̯̝̥̯ӭ̴̱̩ӭ̨̝̦̬̫Ҡ̨Ҝ̩̟̘̬
̡Ѣ̮̥̩̫ѣ̯Ԗ̷̴̷̧̩̦̝̯̣̟̬̩̟̫̥ ̮Ҥ̠Ҝ̡̠̥̩Ң̭Ё̸̡̡̦̝̤̠̥̩ ̦̝ҡ½̡̬ц̩̯ԗ
̛̠̥̦̝̮̯̣̬Ԕ̷̢̨̡̦̝̤̥̩̫̭

ж̧̡̦̯̬̰̹̩ (ж̧̡̦̯̬̰̫̩-), ѳ ̡̟̩ ̙̮̤̝̥tornar-se ̠̥’ Ѳ̧̛̟̫̰ pouco depois


galo (3a) ̛̟̟̩ ̨̫̝̥ц ̡̟̩ ̷̨̣̩ ̠̥̦̘̮-̝̥ fazer um julgamento
ж̢̩̝̟̦̘-̴ forçar, compelir ̡̠̥̩-Ң̭ ̡̦̝̤ҥ̡̠̥̩ hábil em (̢̠̥̦̘-̴)
ж̩̝-̨̙̩-̴ esperar dormir ̠̰̩̮̚-̨̫̝̥ eu poderei (fut. de
ж̯Қ̬mas ̡̠̥̩-Ң̭ ̱̝̟-̡ӺV hábil em comer ̸̠̩-̨̝̝̥)
Seção Nove A–J: As vespas de Aristófanes 109

ц̡̛̟̬-̴ acordar ̨̝̦̬-̷̭ -̘ -̷̩ longo Vocabulário a ser aprendido


ъ̠-̨̫̝̥ comerei (fut. de ц̛̮̤-̴) ̨̥̮̤-̷̭, ѳ salário (2a) ж̴̨̩̝̙̩ (ж̨̡̩̝̥̩̝-) esperar
ц̧̤̙-̴ querer, desejar ̷̨̟̥̭ com dificuldade ж̯̘̬ mas
ц̦-̱̙̬-̴ (ц̪-̡̡̩̟̦-) levar/ ̫ѩ-̷̭ ̯’ ̡Ѣ̨̛ ser capaz (de) (+ inf.) ̷̡̠̥̩̭ ̚ ̷̩ hábil em (+ inf.);
trazer para fora ѳ½̷̡̤̩ de onde terrível, funesto
ц̡̩̟̦-̡Ӻ̩ trazer ѷ̯̥; o quê? ц̴̘ (цә̮̝-, aor. ̡Ѧә̮̝) permitir
(̱̙̬-̴/і̡̩̟̦-̫̩) ̫҂½̴=̫Ѿ̠̙½̴ ainda não ц̴̦̱̙̬ (ц̡̡̪̩̟̦-) levar/trazer
ц̪-̡̰̬-̡Ӻ̩ descobrir ½̝̬̘ (+ gen.) de para fora (com frequência:
(ц̪-̡̛̰̬̮̦-̴/ц̪-̣ԉ̬-̫̩) ½̘̩̯-̝ tudo (ac.) levar para sepultamento)
ц̪-̡̩̟̦̚-̝̭ trouxeste para fora ½̘̮-Ӫ ½̨̛̬̫̤̰-ӛ com todo o ц̡̩̤̘̠ aqui
(aor. ц̦-̱̙̬-̴) ardor ъ̡̪̮̯̥ é possível a alguém (dat.)
ц̪-̛̫̮-̴ trarei/levarei para fora ½̸̝̮-̝̮̤̝̥ parar; deixar de (+inf.)
(fut. de ц̦-̱̙̬-̴) (+ gen.) (½̸̝-̨̫̝̥) ц̴̛̮̤ (̱̝̟ -) comer (fut.
ц̛̮̤-̴ (̱̝̟-) comer ½̫̥Ӭ̮-̝̥ fazer (½o̥ҝ ̴) ъ̠ǫ̝̥)
ї̦-̴ vir ½ԉ̬ (½̰̬-), ̷̯ fogo (3b) ѷ̴̨̭ ainda assim, no entanto
Ѣ̫ҥ viva! ̮̦̫½ҝ̨̫̝̥ investigar, examinar ѷ ̯̥; o quê? (em resposta a ̛̯;)
̦̝̯̘-̮̦̫½-̫̭, ѳ vigia, ̛̯̩-̥ ̷̯̬½-Ԕ como? de que ̲̬̚ é necessário (que alguém
supervisor (2a) maneira? (̷̯̬½-̫̭, ѳ maneira, (ac.) + inf.)
̦̝̯̟̫̬̫̭̚, ѳ acusador (2a) modo [2a])
̧̝̞-̡Ӻ̩ pegar, cobrar ̱̝̦-Ӭ, ѓ sopa de lentilha (1a)
(̧̨̝̞̘̩-̴/ъ-̧̝̞-̫̩)

Procedimentos do tribunal

Como o tribunal é montado em casa, Filocléon pode desfrutar de todos os con-


fortos domésticos que, presumivelmente, não teria tido em um tribunal real
– sopa quente, por exemplo (ll.45-7). Mas há dois itens específicos mencionados
em 9G. O kádos (de que havia dois) era a urna em que se colocava o voto. Cada
jurado tinha dois “seixos” para votar. Um era “ativo”. A pessoa colocava o seu
seixo “ativo” no kádos referente a inocente ou culpado, e o outro seixo na outra
urna. A klepsýdra ilustrada na p. 110 – a única encontrada na ágora ateniense
– controlava a duração dos discursos: ela era enchida com água e a rolha era
removida quando o discurso começava (um jurado era designado para se encar-
regar dela). O discurso tinha que terminar quando a água acabasse de escoar.
Ambos os lados tinham, assim, o mesmo tempo para seus discursos. A clepsidra
ilustrada tem capacidade para dois ̲ң̡̭ de água (repare nos dois ̲ maiúsculos
na lateral) e esvazia em seis minutos. Mas ficamos sabendo pela Constituição
de Atenas de Aristóteles que diferentes tipos de casos podiam ter discursos de
diferentes durações, medidos em números de ̲ң̡̭ – que podiam variar de três a
quarenta e quatro. Não sabemos, porém, se as rolhas eram do mesmo tamanho
que a do exemplar que possuímos; além disso, essa clepsidra pertencia à tribo de
Antióquis (conforme indica a inscrição: ˾̊̐̆̌̓̆́̌̏, “de Antióquis”), não aos
tribunais.
110 Parte Três: Atenas pelos olhos do poeta cômico

G
Em O mundo de Atenas: clepsidra (relógio de água) 6.46.

˿́̂̈ м̬̝½̘̩̯Áж̡̬̙̮̦̥̮̫̥ ½̡̡̘̯̬Ѣ½̨̙̫̥


̒̆̈ ½̘̩̯̝̠ҟ̨̫̥ж̡̬̙̮̦̥ ̡҄Ѧ̮̤Áѷ̯̥
˿́̂̈ ̫Ѿ̦̫ԉ̢̡̩̦̘̤̥ ½̡̘̯̬Ѣ̸̠̫˶̯Ҟ̩̟Қ̬½̧̛̬̹̯̣̩̠̦̣̩̦̝Ԗ
̒̆̈ ̨Ҟ̧̡̦̘̥̯Ҟ̛̩̠̦̣̩ Ґ½̝Ӻ ж̧̧Áк̦̫̰̮̫̩
˿́̂̈ ̦̝ҠЁ̠Ҟж̸̴̦̫̯ҡ̧̡̙̟̥̭Ѧ̤̥ Ґ½̡̘̯̬ ̧̙̪̫̩ 5
̒̆̈ ½̫ԉ̡Ѣ̮̥̩̫ѣ̦̘̠̫̥̫Ѿ̟Қ̬̠ҥ̨̩̝̝̥̯Ҟ̩̳Ӭ̱̫̩̤ҝ̮̤̝̥к̡̩̰̯Ԗ̴̩̦̘̠̩ 
̡҄Ѧ̮̤Áѷ̯̥
 ц̴̦̯̬̙̲̩к̡̬̲̯̝̥ѳ̴̟̙̬̩
˿́̂̈ (gritando por ele)
 ̫̯̫̭҅ ̮Ҥ½̫Ӻ̮½̸̡̡̠̥̭ 10
̒̆̈ ̴̦̘̠̩Ёы̡̩̦̝ц̴̦̯̬̙̲
˿́̂̈ ̨Ҟк½̨̨̥̤̥̣̠̝Ԗ̭ ж̧̧Áц̨̫Ҡ½̥̤̫ԉ̦̝Ҡк̦̫̰̮̫̩ Ґ½̡̘̯̬
̒̆̈ (olhando sobre o ombro)
ж̧̧ÁҐ½̝Ӻ ̡̠Ӻ̨̡̯̫Ҥ̢̭̦̘̠̫̰̭̣̯̮̝̩̯̝̯̚Ҟ̩̳Ӭ̱̫̩̤ҝ̮̤̝̥. ж̧̧Áъ̝̮̫̩.
 ̝̤̥̭҄к̡̬̲̯̝̥ц̦̯̬ҝ̴̲̩ 15
˿́̂̈ (aponta para algumas xícaras)
 ½̝ԉ̮̝̥ц̦̯̬ҝ̴̲̩ ½̡̘̯̬ ц½̡̥̠Ҟ̴̯̰̟̲̘̩ъ̴̲̩̯̝ԉ̯̝̯Қ̨̨̛̦̰̞̝Ҟ̫̩҄
к½̥̤̥
̒̆̈ (satisfeito)
̧̦̝Ԗ̭Ё̡̟½̘̩̯̝̟Қ̬̯Қ̯̫ԉ̛̠̥̦̝̮̯̣̬̫̰½̡̘̬̮̯̥¾ 20
(tem uma ideia repentina)
½̧ҟ̩ –
˿́̂̈ ̧̙̪̫̩˶̯Ң̛̯
̒̆̈ ½̧Ҟ̩̯Ӭ̸̧̡̭̦̳̠̬̝̭½̫ԉц̮̯̥̩ѓ̸̧̡̦̳̠̬̝ъ̡̩̟̦ҝ̨̫̥
˿́̂̈ Ѣ̸̠̫ 25
 ̯Ҟ̩̯̫ԉ½̝̯̬Ң̭ж̨̧̛̠̝̠̣̫Ӻ
 ̡Ѣ½ҝ ̝̯̣̠҃Ҟ̛̯̭ц̮̯̥̩̫Ѿ̲Ҡ̸̧̡̦̳̠̬̝̩ж̛̬̮̯̣̩ѓ̟ӭ̯Ҟ̩ж̸̨̛̠̝̯̝̯̣̩
½̘̩̯̝̩ԉ̩½̡̘̬̮̯̥̩
Sósias entra, trazendo dois cães. Parece que um deles, Labes (̘̞̣̭̈ “o que pega”),
devorou um queijo inteiro. É decidido que o outro animal deve acusá-lo de roubo. 30
Bdelicléon ordena que os escravos arrumem o “tribunal” e pede as preces rituais.
˿́̂̈ ̢̡̦̘̤̥̫̩҄ ½̡̘̯̬ ̦̝Ҡ½̝ԉ̴̢̛̮̝̥̱̬̫̩̯̩ж̸̡̦̫̮̝̯ ½̝Ӻ̡̠̭ ̦̝Ҡц̨̫Ҡ
½̡̡̛̤̮̤ ̦̝Ҡц̡̪̩ҝ̡̟̦̝̯̯Ң½ԉ̬ѿ̨̡Ӻ̭̠Ҝ̡҂̡̪̝̮̤½ӝ̮̥̯̫Ӻ̡̭̤̫Ӻ̭ 
̡Ѿ̨̡̪̘̩̫̥̠Ҝ̡̦̝̯̣̟̫̬Ӻ̡̯
ц̷̡̡̡̪̩̟̦̩̯̭̯Ң½ԉ̬ж½̙̬̲̫̩̯̝̥½̡̘̩̯̭̫ѣ̠̫ԉ̧̫̥ ̡҂̲̫̩̯̝̥̠Ҝ̯̫Ӻ̭ 35
̡̤̫Ӻ̭̫ѣ½̷̡̝̬̩̯̭
Seção Nove A–J: As vespas de Aristófanes 111

Vocabulário para a Seção Nove G

ж̸̦̫̮-̡̝̯ escutai! prestai Ѧ̤̥ vem! (ъ̬̲-̨̫̝̥/̡Ѩ̨̥) ½̥̤ ̫ԉobedece!½̡̛̤ ̨̫̝̥


atenção! (ж̸̦̫-̴) Ѧ̮̤̥ sabe! fica sabendo! (̫Ѩ̠̝) ц ½̥̤ ̷̨̣̩
к̦̫̰̮-̫̩ escuta! presta atenção! ̦̘̠-̫̭, ѳ urna de votação (2a) ½̧Ҟ̩ (+ gen.) exceto
(ж̸̦̫-̴) ̦̘̠-̴̩ ы̡̩̦a por causa das ½ԉ̬(½̰̬-),̷̯ fogo (3b)
ж̨̛̭ (ж̨̥̠-), ѓ urinol, penico (3a) urnas ̳Ӭ̱-̫̭, ѓ voto (2a) (lit. pedra/
к̡̩̰ (+ gen.) sem ̦̝Ҡ ̠Ҟ pois bem seixo de votação)
к½-̥̤̥ vai embora! (não) vás ̧̦̝Ԗ̭ ̡̟ bom!
embora! ж½ ̙̬̲ ̨̫̝̥к½ ̡̨̥̥ ̦̝̯̣̟̫̬ҝ-̴ acusar Vocabulário a ser aprendido
ж̬̙̮̦-̡̥ agrada (+ dat.) ̸̧̡̦̳̠̬-̝, ѓ clepsidra, relógio к̨̬̲̫̝̥ começar (+ inf. ou part.)
к̬̲-̨̫̝̥ começar (+ part.) de água (1b) ц̴̦̯̬̙̲ (ц̨̦̠̬̝-) correr para
ъ̝̮-̫̩ (lit. “permite!”) ̨̛̦̰̞ ̫̩ ̷̯xícara (2b) fora
(me) deixa! (цқ-̴) ̧ҝ̪-̫̩ dize! (̧̙̟-̴) ы̡̩̦̝ (+gen.) por causa de
ц̦-̯̬̙̲-̴ correr para fora ̨̨̣̠̝-Ԗ̭ de forma alguma (geralmente posicionado
ц̡̩̟̦-̙ traze! (̱̙̬-̴/і̡̩̟̦-̫̩) ½̘̩̯-̝ tudo; todas as coisas (nom.) depois do substantivo)
ц̪-̡̩̙̟̦-̡̝̯ trazei! ½̘̩̯-̡̭ todos (nom. m. pl.) ½ӝ̭ ½ӝ̮̝ ½ӝ̩ (½̝̩̯-) todo/toda/
(ц̦-̱̙̬-̴/ц̪-̡̩̟̦̚-̝) ½ӝ̮̥ para todos (dat. m. pl.) tudo
̡҂̪-̡̝̮̤ orai! (̡҂̲-̨̫̝̥) ½̝ԉ̮ ̝̥pára! ½̸̝ ̨̫̝̥ ѳ ½ӝ̭ todo o
̤̙-̮̤̝̥ colocar (̡̨̛̯̤̝̥/ ½̛̤ ̡̡̮̤obedecei! ½̡̛̤ ̨̫̝̥ ½̧ҟ̩ (+gen.) exceto
ц-̤̙-̨̣̩) ц ½̥̤ ̷̨̣̩ ½ԉ̬ (½̰̬-), ̷̯ fogo (3b)
112 Parte Três: Atenas pelos olhos do poeta cômico

H
Depois das preces, Bdelicléon atua como o arauto e abre os procedimentos.
Filocléon come contente enquanto escuta o caso, que é ̝ ̟̬̝̱̚ por roubo
movida por Cão contra Labes.

Em O mundo de Atenas: ir a julgamento 6.49–50.

˿́̂̈ ̡Ѧ̯̥̭ђ̧̥̝̮̯Ҟ̭ъ̴̪Ҍ̡̩̯̰̟̲̘̩̥ ̡Ѣ̴̛̮̯̦̝Ҡ̮½̴̡̰̠̙̯


̒̆̈ (olha em volta com expectativa)
 ̯ҡ̭ц̮̤Áѳ̸̴̡̱̟̩½̴̛̬̫̮̯
 ½̡̬̫̮̙̬̲̯̝̥ѳ̸̴̡̱̟̩ ̸̴̦̩Ҏ̩
˿́̂̈ ж̸̦̫̮̝̯Áі̠̣̯Ӭ̭̟̬̝̱Ӭ̭ 5
(ele lê a acusação)
ц̸̴̸̸̡̟̬̘̳̝̯̫̩̰̠̝̤̣̩̝̥̭̦̩̝̘̞̣̯̇̇̈Á˾Ѣ̴̪̩̙̝ ̧̦̫½Ӭ̭ђ̡̛̠̦̣̮
̟Қ̬ѳ̸̴̡̱̟̩ ̷̨̩̫̭̯Ң̩̯̰̬Ң̩ ̦̝̯̝̱̝̟̹̩̦̝Ҡ̨Ҟ̩ѳ̸̴̡̱̟̩̫ѿ̯̫̮Ҡ
̘̞̣̭̈½̡̘̬̮̯̥̩
̒̆̈ (olhando para o cão com raiva) 10
½̴̛̬̫̮̯. Ґ ̨̥̝̬Ң̭ ̫̯̫̭҅, ̴̟̥̟̩̹̮̦ ̡̧̮̦̙½̯̣̩ Ѷ̩̯̝. ж̧̧Áц̪̝½̡̝̯̮̥̩̚
̨Áц̧½̢̡̛̥̭, ̡҄ ̫Ѩ̠̝. ½̫ԉ ̠Áц̮̤Áѳ ̴̠̥̹̦̩, ѳ ̡̰̠̝̤̣̩̝̥̇Ҥ̭ ̸̴̦̩; Ѧ̤̥,
̸̦̫̩.
̇̑̊̕ ̝҄Ё̝҄
˿́̂̈ ½̡̘̬̮̯̥̩̫̯̫̭҅ 15
̋˾̊̅̆˾̏ ы̡̡̯̬̫̭̫̯̫̭̝̘̞̣̭҅҄̈Ѩ̨̡̛̩̝̫̥̠̫̦Ӻ ̷̧̟Ԕ̨Ҝ̩ж̛̩̝̯̥̫̭Ҏ̩ ъ̬̟Ԕ̠Ҝ
̧̦̙½̯̣̭̦̝Ҡ̝Ѿ̷̯̭ ̦̝Ҡж̷̡̡̟̝̤̭̟̦̝̯̝̱̝̟Ӻ̩½̘̩̯̝̯Ң̷̩̯̰̬̩

Vocabulário para a Seção Nove H

Gramática para 9H–J


C Imperativos em terceira pessoa, presente e aoristo, ativo e médio, incl.
̡̥ʰ̨ҡ ̡Ѩ̨̥ ̫Ѩ̠̝
C Infinitivo futuro e seus usos
C Aoristo radical: ъ̞̣̩ ъ̴̟̩̩
C ̡ʰ½ҡ̨̮̯̝̝̥ “eu sei”
C Formas básicas: ̝ѣ̡̬ʞ̴ ̝ѣ̡̬ʞ̨̫̝̥ ½̝ʞ̴̮̲ ̡̱ʞ̴̬ ½̡ҡ̴̤ ½̡ҡ̨̤̫̝̥
Seção Nove A–J: As vespas de Aristófanes 113

ж̟̝̤-̷̭ -̚ -̷̩ bom (em) ц̧½̢̛-̴ esperar ̰̠̝̤̣̩̝̥̇-̡ҥ̭, ѳ habitante do


(+ inf.) ц̪-̝½̝̯̮̚-̡̥̩ enganar demo Cidatenáion (3g)
˾Ѣ̴̪̩-̸̡̭, ѳ habitante do demo (ц̪-̝½̝̯̘-̴) ̘̞̣̭̈ (̝̞̣̯̈-), ѳ Labes (3a)
Exone (3g) ъ̴̪ fora (“o que pega”)
ж̩-̛̝̯̥-̫̭ -o̩ inocente ђ̧̥̘̮̯-̣̭, ѳ jurado no tribunal ½̬̫̮ ̴̛̯que ele avance! 
̝̝҄҄ au! au! Helieia, heliasta (1d) ½̬̫̮ ҝ̬̲ ̨̫̝̥½̷̬̮ ̡̨̥̥
̟̬̘̱-̨̫̝̥ acusar alguém (ac.) ̦̝Ҡ ̨̩̚ pois bem ̮½̡̰̠-ҝ̴̯ que ele se apresse!
por alguma coisa (gen.) ̧̦ҝ½̯-̣̭, ѳ ladrão (1d) (̮½̸̡̠-̴)
̠̥̹̦-̴ acusar ̧̦̫½-̚, ѓ roubo (1a) ̸̡̱̟-̴ ser réu

Cléon e Laques

O julgamento entre os dois cães é uma sátira a dois políticos contemporâneos,


Cléon e Laques. O cão de Cidatenáion representa Cléon, e Labes, de Exone,
representa Laques. Cléon já está no centro de As vespas porque foi ele que
aumentou o pagamento dos jurados: daí Filocléon, “ama Cléon”, e Bdelicléon,
“odeia Cléon”. Aqui, Aristófanes vê mais uma chance de zombar de Cléon
transformando-o em um cachorro e fazendo-o acusar Labes/Laques por “comer
todo o queijo siciliano”. Laques estivera envolvido em uma expedição à Sicília
em 427-4, e parece que tinha sido acusado de tirar para si parte do dinheiro que
os aliados de Atenas na Sicília haviam dado para a manutenção da frota. Não se
sabe se Cléon realmente havia acusado Laques com base nisso; mas, como Cléon
era famoso por apresentar-se como um “defensor do povo”, processando autori-
dades cuja conduta financeira fosse duvidosa, e como havia feito recentemente
comentários sobre o comportamento de Laques, Aristófanes viu uma oportuni-
dade de divertir-se às custas dele. É digno de nota que, ao longo do julgamento,
o cão Cléon é apresentado como sendo tão ruim quanto Labes/Laques (veja, por
ex., Texto 9H 1.16, 9I 11.23-4). Aristófanes sempre tivera antipatia por Cléon. A
questão é que a maioria dos líderes do povo antes de Péricles havia sido de famí-
lias tradicionais, cuja riqueza estava na terra; mas, depois da morte de Péricles, os
novos políticos vinham de famílias nouveau-riche, não proprietárias de terras, a
quem Aristófanes desprezava.
114 Parte Três: Atenas pelos olhos do poeta cômico

˿́̂̈ ̛̮̟̝ ̢̡̦̘̤̥̮Ҥ̠̙ Ґ̸̦̫̩ ж̩̝̞Қ̭̦̝̯̣̟ң̡̬̥


 ѳ̠Ҝ̸̴̦̩ ж̩̝̞Ӭ̩̝̥̫Ѿ̦ц̴̧̤̙̩ ж½̡̫̯̬̙̲̥
(O cão corre pelo tribunal. Por fim, ele é pego e colocado na tribuna.) 20
̒̆̈ ̡҄Ё̡̧̟̯̙̫̭̟Қ̬ж̩̙̞̣ѳ̸̴̦̩ц̟Ҧ̠ҝ л̴̨̢̝̠̥̦̘̩ ½ӝ̮̝̩̯Ҟ̩̱̝̦Ӭ̩
ъ̨̠̫̝̥ ̯Ӭ̭̠Ҝ̛̦̝̯̣̟̫̬̝̭ж̸̨̦̫̮̫̝̥ц̴̛̮̤̩
̇̑̊̕ ̯Ӭ̨̭Ҝ̩̟̬̝̱Ӭ̭ђ̸̦̫̮̝̯Á Ґк̡̛̩̠̬̭̠̥̦̝̮̯̝̫̯̫̭̟҅Қ̬ѳж̨̡̠̥̦̮̝̭̚
ъ̧̡̝̤ж½̥Ҧ̷̨̩̩̫̭ ̦̝Ҡ½̘̩̯̝̯Ң̩̯̰̬Ң̩̦̝̯̝̱̝̟̹̩̦̝Ҡѷ̡̨̯̙̬̫̭
Ҽ̯̣̮̝ц̟ҧ ̫Ѿ½̡̝̬Ӻ̲ҝ̨̫̥̝Ѣ̯̫ԉ̩̯̥½̸̨̝̮̫̝̥̦̝̯̣̟̫̬Ԗ̩˶̛̠̦̝̮̫̩ 25
̒̆̈ ж̧̧ÁҐӦ̟̝̤̙ ̯Ң½̬ӝ̷̨̡̟̝̱̝̩̬̩ц̮̯̥̩̝Ѿ̯Ң̟Қ̬̞̫Ӟ̯Ҟ̩̳Ӭ̱̫̩̫̩҄
̤ҝ̨̡̡̮̤̝̥̠Ӻ ̦̝Ҡч̧̡Ӻ̩̝Ѿ̷̯̩
˿́̂̈ (pede a Filocléon)
Ѧ̤̥ ½̡̘̯̬ ½̬Ң̭̯Ԗ̡̩̤Ԗ̩ ц̨̫Ҡ½̥̤̫ԉ̦̝Ҡ̨Ҟ ½̴̡̡̛̬̫̦̝̯̝̟̟̩̮̦̠Ӻ̟̘̬
̡̮ж̴̨̱̫̯̙̬̩ж̦̫ԉ̮̝̥ ж̸̦̫̮̝̩̯̝̠Ҝ̴̫̯̯҃Ҟ̩̳Ӭ̱̫̩̤ҝ̮̤̝̥ 30
̇̑̊̕ ̧̡̦̫̘̮̝̯̝Ѿ̷̯̩ ҋ̭Ѷ̩̯̝̝҄½̧̫Ҥ̦̰̩Ԗ̩з½̴̘̩̯̩к̩̠̬̝
̨̛̫̩̫̱̝̟̮̯̝̯̫̩ ̦̝Ҡы̧̡̡̯̯̫ԉ̯̫̩
˿́̂̈ ̩ԉ̩̠Ҝ̯̫Ҥ̨̡̭̘̬̯̰̬̝̭Ѣ̧̮̦̝Ԗъ̴̡̟̟
(faz uma convocação)
½̷̴̬̫̮̥̩̯̩½̡̘̩̯̭̫ѣ̨̡̘̞̣̯̫̭̘̬̯̰̬̭̈ ̨̛̦̰̞̫̩ ̷̯̰̬̦̩̣̮̯̥̭ ̸̲̯̬̝  35
̦̝Ҡ̯Қк̸̧̧̡̝̮̦̣½̘̩̯̝Ѧ̤̥ Ґ̸̦̫̩ ж̡̩̘̞̝̥̩, ж½̧̫̫̟̫ԉ.
(há um longo silêncio de Labes)
̛̯ ½̝̤Ҧ̩ ̴̮̥½Ӟ̭; ̧̙̟̫̥̭ к̩. ъ̡̪̮̯̥ ̟̘̬. ̦̝ҠЁ̠Ҟ ̡̠Ӻ ̡̮ ж½̧̡̫̫̟Ӻ̮̤̝̥.
̒̆̈ ж̧̧Қ̫Ѿ̸̷̠̩̝̯̝̥̫̯̭̟҅Á ҋ̭ъ̨̡̡̫̥̟̠̫̦Ӻ̫Ѿ̟Қ̬ц½̧̡̛̮̯̝̯̝̥̙̟̥̩
˿́̂̈ ̦̝̯̘̞̣̤̥ Ґ̸̦̫̩ц̟Ҧ̟Қ̴̨̧̧̬̙ж½̧̡̫̫̟̮̮̤̝̥̚ ̡̡҄Ѣ̠Ҧ̭½̡̬Ҡ̯Қ 40
̠̥̦̝̩̥̦қ
Seção Nove A–J: As vespas de Aristófanes 115

̝ѣ̬ҝ ̴ (ч̧-) condenar, ̦̝Ҡ ̠Ҟ e de fato ̳Ӭ̱-̫̭, ѓ voto (2a) (lit. “pedra/
convencer-se da culpa de ̦̝̯̘ ̞̣̤̥DESCEÑ seixo de votação”)
̝Ѣ̯ҝ-̴ pedir ̦̝̯̝ ̛̞̝̩ ̴̦̝̯ ҝ ̞̣̩
ж̸̦̫-̴ ouvir (+ gen.) ̦̝̯ ̡̛̮̤ ̴̦̝̯̝ ̱̝̟ COMER  Vocabulário a ser aprendido
ж̷̨̡̱̯̬-̫̥ ¾̝̥ -̝ ambos DEVORAR ж̸̴̦̫ ouvir (+ gen. de pessoa/
ж̩̝-̞̘̭ subindo ̦̝̯̣̟̫̬ҝ-̴ acusar, fazer um coisa)
(ж̩̝-̛̞̝̩-̴/ж̩-ҝ-̞̣̩) discurso de acusação, fazer a ж½̧̫̫̟ҝ̨̫̝̥ defender-se, fazer
ж̩̝-̞Ӭ̩-̝̥ subir acusação a própria defesa
(ж̩̝-̛̞̝̩-̴/ж̩-ҝ-̞̣̩) ̛̦̝̯̣̟̫̬-̝, ѓ acusação (1b) ̟̬̝̱̚, ѓ acusação, indiciação,
ж̩ ҝ-̞̣ subiu ̦̣̬ҥ̯̯-̴ anunciar caso, denúncia (1a)
(ж̩̝-̛̞̝̩-̴/ж̩-ҝ-̞̣̩) ̨̛̦̰̞ ̫̩ ̷̯xícara (2b) ̨̟̬̘̱̫̝̥ acusar, denunciar
л½̝̭ л½̝̮-̝ л½̝̩ (з½̝̩̯-) todo ̸̴̦̩ (̦̰̩-), ѳ cão (3a) ̟̬̝̱Ҟ̩ ̨̟̬̘̱̫̝̥ denunciar
ж½̫-̧̫̟ҝ-̨̫̝̥ fazer o discurso ̨̘̬̯̰̭ (̨̝̬̯̰̬-), ѳ testemunha alguém (ac.) por algum delito
de defesa, fazer a defesa, (3a) (gen.)
defender ̨ҝ̧̧-̴ estar prestes a (+ inf.) ̴̠̥̹̦ acusar; perseguir
ж½̫-̧̫̟̮̚-̡̮̤̝̥ fazer a defesa ̨ҝ̬-̫̭, ̷̯ parte, cota (3c) ц̴̧̤̙ querer, desejar
̝҄ pois, então; por sua vez ̨̫̩̫-̱̝̟-̛̮̯̝̯-o̭ o glutão ̴̦̝̯̣̟̫̬̙ acusar alguém (gen.)
̟̬̝̱-̚, ѓ acusação (1a) mais egoísta (lit. “o que mais de algum delito (ac.)
̠̥̦̝̩̥̦-̘, ̯̘ os trabalhos do come sozinho”) ̛̦̝̯̣̟̫̬ә, ѓ acusação, discurso
tribunal, as coisas jurídicas (2b) ½̧̫Ҥ muito de acusação (1b)
ц̤ҝ̧-̴ querer, desejar ½̬̫-̦̝̯̝-̟̥̟̩ҧ̮̦-̴ prejulgar ̸̴̦̩ (̦̰̩-), ѳ cão (3a)
̡Ѣ̮-̴̛̯ que ele saia! ½̬ң̭ (+ gen.) em nome de ̨̘̬̯̰̭ (̨̝̬̯̰̬-), ѳ testemunha
̡Ѣ̮-̙̬̲-̨̡̫̝̥Ѧ̮ ̡̨̥̥ ½̬̫̮-̷̴̥̩̯̩ que eles avancem! (3a)
̡Ѣ̮-̧̦̝̙-̴ chamar, chamar em ½̬̫̮ ҝ̬̲ ̨̫̝̥½̷̬̮ ̡̨̥̥ ̨̙̬̫̭, ̷̯ parte, cota (3c)
sua direção ̮̥̟̘-̴ fazer silêncio, ficar quieto ½̸̧̫ (adv.) muito
ч̧-̡Ӻ̩ver ̝ѣ̬̙-̴ ̷̯̰̬-̦̩̣̮̯̥̭ (̯̰̬̫̦̩̣̮̯̥̠-), ѓ ½̬ң̭ (+gen.) em nome de, sob a
ы̧-̡̡̯ ver ̝ѣ̬̙-̴ ralador de queijo (3a) proteção de
ц½-̛̮̯̝-̨̝̥ saber como (+ inf.) ̯̰̬-̷̭, ѳ queijo (2a) ̸̴̡̱̟ (̱̰̟-) ser réu, estar em
̡̡̟҄ muito bem! ̱̝̦-Ӭ, ѓ sopa de lentilha (1a) julgamento; fugir
̤̙-̮̤̝̥ colocar, pôr (̡̛̯̤-̨̝̥/ ̡̱̝̩̬-̷̭ -̘ -̷̩ claro, evidente ̳Ӭ̱̫̭, ѓ voto, pedra/seixo de
ц-̤ҝ ̨̣̩) ̲̰̯̬-̘, ѓ panela votação (2a)
116 Parte Três: Atenas pelos olhos do poeta cômico

I
Em O mundo de Atenas: testemunhas e provas 6.46; queijo 2.16.

ѳ˿̴̡̧̧̠̰̦̙̩ ̯Ӭ̭ж½̧̛̫̫̟̝̭ж̷̨̡̬̲̩̫̭ ̧̡̙̟̥


˿́̂̈ ̧̡̲̝½Ң̨̩ҝ̩ Ґ̡̩̠̬̭ ц̮̯Ҡ̩ѿ½Ҝ̬̦̰̩Ң̸̧̭̯̫̮̝̯̣̭̠̥̝̞̫Ӭ̭
̷̯̰̲̩̯̫̭ж½̛̫̦̬̩̝̮̤̝̥ ̴̧̙̪̠Áѷ̴̴̨̭̟̥̟̩̹̮̦̟Қ̬ ̝Ѿ̯Ң̩ж̟̝̤Ң̩Ѷ̩̯̝
̦̝Ҡ̠̥̹̦̫̩̯̝̯̫Ҥ̸̧̭̦̫̰̭
̒̆̈ (discordando) 5
̧̦̙½̨̯̣̭Ҝ̩Ё̷̫̩̫̯̭̟҄҅Á̡Ѩ̩̝ҡ̨̡̫̥̠̫̦Ӻ̦̝Ҡк̪̥̫̭ ̡̤̝̩̘̯̫̰̠Ӻ̨̡̫̩҄
ч̧̡Ӻ̩̝Ѿ̯Ң̧̩̦̙̳̝̩̯̝ ч̷̧̩̯̝̠Áч̯̙̬̝̩ ̢̡̛̝̠̦̣̩̠̥̦̘̥̩҄
˿́̂̈ ̨Қ́ҡÁ ж̧̧Áк̬̥̮̯ң̭ц̮̯̥½̴̘̩̯̩̯Ԗ̩̩̰̩Ҡ̦̰̩Ԗ̩ ц½̡̥̠Ҟ̫ѩ̷̭Ё̯ÁЁц̮̯Ҡ
½̧̧̫Қ½̷̧̡̬̞̝̯̝̱̰̘̯̯̥̩
̒̆̈ ̛̯̫̩҄Ѷ̡̧̱̫̭ ̡Ѣ̯Ң̩̯̰̬Ң̩ѿ̡̱̝̥̬Ӻ̯̝̥ ѿ̷̡̧̨̡̱̩̫̭̠Ҝ̡̡̛̦̝̯̮̤̥ 10
˿́̂̈ ѷ̧̡̯̥̱̰̘̯̯̥̟Қ̬̦̝Ҡ̯Ҟ̸̡̩̤̬̝̩Ѣ̠Áѿ̡̧̡̛̱̯̫̯Ң̷̩̯̰̬̩ 
̨̮̰̟̟̩̹̣̩Ёъ̡̡̢̡̛̲̯̦̥̤̝̬̥̩̟Қ̬̫Ѿ̦ц½̛̮̯̝̯̝̥к̦̫̰̮̫̩ Ґ̷̨̡̠̝̥̩̥ 
̯Ԗ̸̴̨̩̝̬̯̬̩ж̩̘̞̣̤̥ ̷̯̰̬̦̩̣̮̯̥ ̦̝Ҡ̧̨̙̪̫̩̙̟̝̮Ҥ̟Қ̬̯Ң̩̯̰̬Ң̩
̧̱̰̘̯̯̫̰̮̝ъ̡̯̰̲̭
 ж̛̩̮̯̝̯̝̥ѓ̷̯̰̬̦̩̣̮̯̥̭ 15
ж½̷̦̬̥̩̝̥̮̝̱Ԗ̭˶м̬̝̦̝̯ҝ̦̩̣̮̝̭̯Ң̩̯̰̬Ң̩ж̨̱̫̯̙̬̫̥̭ ̯̫Ӻ̭ ̛̦̰̮̩;
(inclina a cabeça na direção do ralador e finge ouvir)
̧̡̙̟̥ѷ̯̥½̘̩̯̝̦̝̯ҝ̡̦̩̣̮̩ж̨̱̫̯̙̬̫̥̭
̒̆̈ ̩Ҟ̛̝́ ж̧̧Қ̴̟̥̟̩̹̮̦̝Ѿ̯Ҟ̡̨̩̳̰̠̫̙̩̣̩
˿́̂̈ (implorando) 20
ж̧̧ÁҐ̷̨̡̠̝̥̩̥ ̫Ѧ̡̦̯̥̬̯̫Ҥ̭̦̝̦Қ½̘̮̲̫̩̯̝̭̫̯̫̭̟҅Қ̬ѳ ̘̞̣̭̈
̫Ѿ̠̙½̡̫̯ц̩̯ӭ̫Ѣ̛̦ӛ̨̡̙̩̥ ж̧̧Қ̯Қ̢̛̮̥̯̝̣̯Ԗ̩ц̦ ̯Ӭ̭̫Ѣ̛̦̝̭ц̡̪̙̬̲̯̝̥
ѳ̠Áы̸̴̡̯̬̫̭̦̩̯Ҟ̩̫Ѣ̧̡̛̦̝̩̱̰̘̯̯̥ ̷̨̩̫̩ц̡̩̤̘̠̟Қ̨̬ҝ̴̩̩ц̧½̢̡̛̥
̯Қ̛̮̥̯̝ѿ̡̱̝̥̬̮̮̤̝̥̚ ½̝̬Қ̯Ԗ̩к̴̧̧̩̦̝Ҡѿ̷̡̧̨̡̨̱̩̫̭̣̠̙̩ ̡̠̘̦̩̥
̒̆̈ (sente sua resolução fraquejar) 25
̝Ѣ̞̫Ӻ̯ҡ̦̝̦ң̩½ң̯Áц̷̷̡̮̯̥̯̠̦̝̦̩̯̥½̡̡̨̡̛̬̥̞̝̩̥ ̦̝Ҡ ѳ̴̧̨̡̙̟̩
½̡̡̛̤̥̯̫Ӻ̷̧̭̟̫̥̭
˿́̂̈ (ainda implorando)
 Ѧ̤Áж̧̩̯̥̞̫Ԗ̡̮ ̫Ѣ̡̛̦̯̬̝̯̝Ѿ̷̯̩ Ґ½̡̘̯̬ ̦̝̦Қ½̷̝̤̩̯̝ ̦̝Ҡ
ж½̸̧̡̫̮̝̯½̫ԉ̯Қ½̝̥̠ҡ̝ж̡̡̛̩̝̞̝̩̯ Ґ½̫̩̣̬̘ ̝Ѣ̡̯Ӻ̡̯̦̝Ҡж̧̡̩̯̥̞̫Ӻ̡̯ 30
̸̠̝̦̬̫̩̯̝
̒̆̈ (irritado)
̦̝̯̘̞̣̤̥ ̦̝̯̘̞̣̤̥ ̦̝̯̘̞̣̤̥ ̦̝̯̘̞̣̤̥
˿́̂̈ ̦̝̯̝̞ҟ̨̛̮̫̝̥̦̝̯̫̥̯ҢÀ̦̝̯̘̞̣̤̥Á̯̫ԉ̯̫½̧̧̫̫Ҥ̭̠Ҟ½̘̩̰ц̪̝½̝̯Ӟ̫ѣ
̟Қ̬̠̥̦̝̮̯̝Ҡ̯Ң̸̡̩̱̟̫̩̯̝̦̝̯̝̞Ӭ̸̡̧̡̩̝̥̦̫̰̮̥̩ ̡Ѩ̯̝̦̝̯̝̞̘̩̯̫̭ 35
̝Ѿ̯̫ԉ̢̦̝̯̝̠̥̦̘̫̰̮̥̩ж̯Қ̬ѷ̴̨̭̦̝̯̝̞ҟ̨̮̫̝̥
Seção Nove A–J: As vespas de Aristófanes 117

Vocabulário para a Seção Nove I

̝Ѣ̞oӺ ai! ̦̝̯̝-̦̩̘-̴ ralar ѿ̱-̝̥̬ҝ-̨̫̝̥ (ѿ̱-̡̧-) roubar,


̝ѣ̬ҝ-̴ (ч̧-) condenar ̦̝̯-̡̛̮̤-̴ comer tudo, devorar pegar furtivamente para si
̝Ѣ̯ҝ ̴ pedir ̢̛̦̥̤̝̬-̴ tocar cítara (isto é, ser ѿ̱-̝̥̬̮̚-̡̮̤̝̥ roubar
ж̷̨̡̱̯̬-̫̥ -̝̥ -̝ ambos bem educado, instruído) (ѿ̱-̝̥̬ҝ ̨̫̝̥)
ж̩̘-̞̣̤̥ sobe! (ж̩̝-̛̞̝̩-̴/ ̧̦̙½̯-̣̭, ѳ ladrão (1d) ̸̡̳̠-̨̫̝̥ mentir
ж̩-ҝ-̞̣̩) ̸̧̦-̫̭, ѳ lobo (2a)
ж̩̯̥-̧̞̫ҝ-̴ suplicar, implorar ̨̙̟̝ alto, fortemente Vocabulário a ser aprendido
ж½̫-̧̛̫̟-̝, ѓ defesa, discurso ̨Ҝ̩ ̫̩҄ não, ao contrário ̝ѣ̬ҝ̴ (ч̧-) pegar, capturar;
de defesa (1b) ̨̡̨̡̨̛̛̣̠̭̣̠ ̨̨̡̝̣̠̙̩̣̠̩  condenar, convencer-se da
ж½̫-̸̧-̴ absolver ninguém, nada culpa de
ж½̫-̸̧̮-̡̝̯ absolvei! (como se ̩̰̩Ҡ̩ԉ̩ ̝Ѣ̴̯̙ pedir
falasse a um júri completo) ѷ̡̠ї̷̡̡̠̯̠este, esta, isto ж̷̨̡̱̯̬̫̥ ̝̥ ̝ ambos
к̬̲-̨̫̝̥ começar (+ gen.) ̫Ѣ̛̦̯̬-̡̝̯compadecei-vos! (como ж½̧̛̫̫̟ә, ѓ discurso em defesa
̝҄ então, de novo se falasse a um júri completo) própria (1b)
̷̨̠̝̥̩̥-̡ meu bom amigo ̫ѩ-̷̭ ̯’ ̡Ѣ̨̛ ser capaz de к̨̬̲̫̝̥ começar (+ gen.);
̸̠̝̦̬-̴ chorar Ѷ̡̧̱ ̫̭ ̷̯uso, utilidade (3c) começar a (+ part. ou inf.)
ч̧-̡Ӻ̩
ч̧-̷̩̯-̝ J ver ̝ѣ̬ҝ-̴
ц̧½̢̛-̴ esperar, ter esperança de
½̛̝̥̠ ̫̩ ̷̯filhote, cachorrinho
(2b)
½̝̬̘ (+gen.) de
̝҄pois, então; além disso
ц̧½̴̢̛ esperar, ter esperança de
(+ inf. fut.)
ц̪-̝½̝̯̘-̴ enganar ½̡̬̥-̛̞̝̩-̴ rodear, circundar ̤̘̩̝̯̫̭, ѳ morte (2a)
ц½-̛̮̯̝-̨̝̥ saber (como) (+ inf.) ½̫̩̣̬-̷̭ –̘ -̷̩ pobre, infeliz ̴̢̦̝̯̝̠̥̦̘ condenar, considerar
̤̘̩̝̯-̫̭, ѳ morte (2a) ½̷̬̞̝̯-̝, ̯̘ ovelhas (2b) alguém (gen.) culpado de
̛̦̝̯̫̥ e no entanto ̛̮̥̯-̝, ̯̘ provisões, alimentos (2b) alguma coisa (ac.)
̦̝̯̝-̞̘̩̯-̫̭ descendo (gen. m. ̨̮̰̟̟̩̹-̣̩ ъ̲-̴ perdoar ̧̦̙½̯̣̭, ѳ ladrão (1d)
s.) ̦̝̯̝ ̛̞̝̩ ̴̦̝̯ ҝ ̞̣̩ ̷̡̯̠ ver ѷ̡̠ ½̛̝̥̠̫̩, ̷̯ criança; escravo
̦̝̯̘ ̞̣̤̥desce! (̦̝̯̝ ̛̞̝̩ ̴ ̯̫̮ ̫ԉ̯ ̫̭ ̯̫̮ ̝ҥ̯ ̣ (2b)
̦̝̯ ҝ ̞̣̩) ̯̫̮ ̫ԉ̯ ̫̩ tão grande, ½̝̬̘(+gen.) de
̦̝̯̝ ̞Ӭ̩̝̥descer ̦̝̯̝ ̛̞̝̩ ̴ tamanho ̴̯̰̟̲̘̩ (̯̰̲-) topar com,
̦̝̯ ҝ ̞̣̩ ̯̰̟̲̘̩-̴ (̯̰̲-) topar com, encontrar, atingir (+ gen.);
̦̝̯̝ ̞̮̚ ̨̫̝̥eu descerei encontrar, atingir (+ gen.) acontecer (a); ser justamente
̦̝̯̝ ̛̞̝̩ ̴̦̝̯ ̙ ̞̣̩ ̷̯̰̬-̦̩̣̮̯̥̭ (̯̰̬̫̦̩̣̮̯̥̠-), ѓ o caso (+ part.)
̦̝̯̝-̢̠̥̦̘-̴ condenar, ralador de queijo (3a) ѿ̨̱̝̥̬̙̫̝̥ (ѿ̡̧̱-) roubar,
considerar culpado (+ gen.) pegar furtivamente para si
118 Parte Três: Atenas pelos olhos do poeta cômico

J
Em O mundo de Atenas: votação 6.51.

̒̆̈ (chorando)
̡Ѣ̭ ̷̦̬̝̦̝̭. ҋ̭ ̫Ѿ̦ ж̟̝̤Ҟ̩ ̴̨̢̛̩̫ ̯Ҟ̩ ̱̝̦Ӭ̩. ц̟Ҧ ̟Қ̬ ж½̡̠̘̦̬̰̮̝ 
̯Ҟ̩̱̝̦Ӭ̸̴̡̛̩̯̝̯̣̩̦̝̯̮̤̩
˿́̂̈ ̫҂̦̫̰̩ж½̸̡̡̫̱̟̥̠Ӭ̯̝ѳ̸̴̦̩
̒̆̈ ̧̡̲̝½̷̨̛̩̫ц̡̮̯̥̩Ѣ̠ҝ̩̝̥ 5
˿́̂̈ (implora outra vez)
Ѧ̤Á Ґ½̛̝̯̬̠̥̫̩ ц½Ҡ̯Қ̴̡̧̛̞̯̯̬ҝ½̫̰
(entrega a ele um seixo de votação)
̯ҟ̡̩̠ ̧̝̞Ҧ̩ ̯Ҟ̩ ̳Ӭ̱̫̩ ̯ӭ ̡̲̥̬ҡ, ̤Ҝ̭ ц̩ ̯ԗ ѿ̮̯ҝ̬Ԕ ̦̘̠Ԕ, ̦̝Ҡ
ж½̷̧̰̮̫̩, Ґ ½̡̘̯̬. 10
̒̆̈ (novamente decidido)
̫Ѿ̠Ӭ̢̡̛̯̝̦̥̤̝̬̥̩̟Қ̬̫Ѿ̦ц½̨̛̮̯̝̝̥
˿́̂̈ ̡̱̙̬໌̸̡̩̩̮̯ӭ̡̠ໍ½̴̡̬̥̘̟
 ½̴̡̬̥̘̟̩̫̩҄½̡̛̬½̝̯̫̩½̸̧̫̩ ц½Ҡ̯Ң̡̩̮̯̬̫̩̦̘̠̫̩҃½̬Ԗ̢̡̛̯̫̩̞̝̠̥
̒̆̈ ѷ̡̠ц̮̤Áѳ½̷̡̬̯̬̫̭ 15
˿́̂̈ ̫̯̫̭̤҅Ҝ̭̯Ҟ̩̳Ӭ̱̫̩
̒̆̈ ̝̯̣҃ѓ̳Ӭ̱̫̭ц̩̯̝ԉ̤Áъ̡̩̮̯̥̩
(coloca o seixo na urna da absolvição)
˿́̂̈ ½̬Ң̭ч̝̰̯Ң̧̡̩̙̟̥
 ̡҄Ё̡̟ц̪̣½̘̯̣̮̝̝Ѿ̷̯̩ж½̧̡̙̰̮̟Қ̧̧̬̥̫̦̒ҝ̴̩̯Ң̩̦ҥ̩̝ 20
̫Ѿ̲ ч̦̹̩, ̯Ҟ̩ ̳Ӭ̱̫̩ ̡̤Ҡ̭ ц̩ ̯ԗ ѿ̮̯ҝ̬Ԕ ̦̘̠Ԕ.
̒̆̈ ½Ԗ̭к̬Áђ̴̨̡̟̩̥̮̘̤̝
˿́̂̈ ̴̧̡̨̧̧̠̣̹̮̥̩̙
(olha dentro da urna, conta e declara)
ж½̡̙̱̰̟̭, Ґ ̘̞̣̭̈. 25
(Filocléon desmaia)
½̡̘̯̬, ½̡̘̯̬. ̯ҡ ½̡̘̮̲̥̭; ̫Ѧ̨̫̥ ½̫ԉ ц̮̤Á̴̠̬҃; ъ½̡̝̥̬ ̷̡̮̝̰̯̩, ж̛̩̮̯̝̮̫.
̒̆̈ (ainda sem acreditar no que aconteceu)
 ̡Ѣ½ҝ̩̰̩ц̡̦Ӻ̩ң̨̫̥ Ѷ̴̩̯̭ж½̡̙̱̰̟̩ж½̧̡̫Ӻ̨̡̭̯ԗ̷̧̟Ԕ
˿́̂̈ ̩Ҟ̛̝́ 30
̒̆̈ ̫Ѿ̡̠̙̩Ѣ̨Áк̬̝
˿́̂̈ ̨Ҟ̷̢̡̱̬̩̯̥ Ґ̷̨̡̠̝̥̩̥ ж̧̧Áж̛̩̮̯̝̮̫
̒̆̈ ж
 ̧̧Áц̟Ҧ̸̡̱̟̫̩̯̝ж½̧̙̰̮̝к̩̠̬̝̯ӭ ̳ҟ̱Ԕ̯ҡ½̴̛̘̮̲̯½̡̫̯½̡̨̛̮̫̝̥
ж̧̧ÁҐ½̧̨̡̛̫̰̯̣̯̫̥̤̫ҡ ̨̮̰̟̟̩̹̣̩໌̨̫̥ໍъ̡̡̲̯ ѷ̯̥к̴̦̩̝Ѿ̯Ңъ̠̬̝̮̝ 
̯Ҟ̩̳Ӭ̡̱̫̩̤Ҡ̭̦̝Ҡ̫Ѿ̲ч̧̹̩ 35
Seção Nove A–J: As vespas de Aristófanes 119

Vocabulário para a Seção Nove J


ж̴̢̛̟̩-̨̫̝̥ disputar ̡̤-Ҡ̭ pondo (nom. m. s.) ̡̯̩̠̚ ver ѷ̡̠
к̴̦̩ к̦̫̰̮-̝ м̦̫̩ (ж̦̫̩̯-) (̛̯̤̣-̨̥/-̡̤-) ̴̠̬҃ (ѿ̠̝̯-), ̷̯ água (3b)
contra a vontade, involuntário ̦̘̠-o̭, ѳ urna de votação (2a) ̡̮̯̬҃-̫̭ ¾̝ -o̩ último (de dois),
(involuntariamente) ̦̝̯-̡̛̮̤-̴ devorar posterior
ж½̫-̸̠̝̦̬-̴ chorar muito, ̢̛̦̥̤̝̬-̴ tocar a cítara (isto é, ̱̝̦-Ӭ, ѓ sopa de lentilha (1a)
derramar lágrimas ter uma educação sofisticada, ̱ҝ̡̬ . . . ½̡̬̥қ̴̟ vem... deixa
ж½̫-̸̧-̴ absolver ter modos refinados) que eu te conduzo
ж½̫-̸̡̱̟-̴ (ж½̫̱̰̟-) ser ̨ҝ̧̧-̴ estar prestes a
absolvido, escapar ѷ̡̠ ї̡̠ ̷̡̯̠ este, esta, isto Vocabulário a ser aprendido
̢̛̞̝̠-̴ andar Ѷ̩̯-̴̭ realmente ж½̧̫Ԅԝ̴ absolver, soltar
̷̨̠̝̥̩̥-̡ meu caro ѷ̯̥ porque ц̪̝½̴̝̯̘ enganar, iludir
̧̠̣̹̮-̡̥̩ revelar, mostrar ½̛̝̯̬̠̥̫̩ paizinho (2b) ц½̨̛̮̯̝̝̥ saber como (+ inf.);
(̷̧̠̣-̴) ½̡̛̮-̨̫̝̥ sofrerei (fut. de entender
ч̦̹̩ ч̦̫ԉ̮-̝ ч̷̦̩ (ч̦̫̩̯-) ½̘̮̲-̴) ̴̨̧̧̙ estar prestes a (+ inf. fut.);
de boa vontade, voluntário ½̡̬̥-̘̟-̴ conduzir pretender (+ inf. pres.); hesitar
(voluntariamente) ½̡̛̬-½̝̯-̫̭, ѳ passeio (2a) ѷ̡̠ї̡̠̯ң̡̠este, esta, isto
ц̪-̝½̝̯̘-̴ enganar ½̧̫̰-̨̛̯̣̯-̫̭ ¾O̩muito honrado ѷ̯̥ porque
ц½-̛̝̬-̴ erguer, levantar ½̬ң̡̯̬-̫̭ ¾̝ O̩ primeiro (de ̨̮̰̟̟̩̹̣̩ ъ̴̲ perdoar (+ dat.)
ц½-̛̮̯̝-̨̝̥ saber (como) (+ inf.) dois), anterior ̡̮̯̬҃o̭ ә o̩ último (de dois),
̡̡̟҄muito bem! ̨̮̰̟̟̩̹-̣̩ ъ̲-̴ perdoar (+ dat.) posterior
̤Ҝ-̭ põe! (̛̯̤̣-̨̥/-̡̤-) ̯ӭ̡̠ deste [modo] ̡̮̯̬̫̩҃ mais tarde
120 Parte Três: Atenas pelos olhos do poeta cômico

Seção Dez A–E: Lisístrata de Aristófanes

Introdução
Pistétero e Evélpides decidiram que a única solução para os problemas de Atenas
era fugir para Cucolândia-nas-nuvens. Em Lisístrata, Aristófanes imagina as
mulheres de Atenas encontrando uma solução diferente.
Uma mulher ateniense não tinha nenhum direito político, mas isso não
significava que ela não tivesse influência, e Aristófanes, como sempre, pôde
fazer bom uso cômico da ideia de mulheres assumindo o comando sobre seus
homens e os assuntos públicos.

Em O mundo de Atenas: mulheres 5.23ss.; no mito 3.11-12; Atenas vs. Esparta 1.75ss.

A
Lisístrata reuniu um grupo de mulheres de toda a Grécia para conversar sobre
maneiras de pôr fim à guerra. Lampito é espartana.

̼̈̏̆̏̐̎˾̰̮̥̮̯̬̘̯̣̐̄̈ ѕо̛̤̣̩̝̝ц̮̯Ҡ̟̰̩̚ ½̡̧̝̬̤̫ԉ̧̡̮̝̙̟̥


м̬̝ц̧½̢̡̡̛̯ Ґ̟̰̩̝Ӻ̡̦̭ ̨̡̯Áц̨̫ԉ̸̧̡̦̝̯̝̮̥̩̯Ң̩ ½̷̧̡̨̡̫̩̟҄Қ̬Ѧ̡̮̯ѷ̯̥ 
̯Ң̩½̷̸̧̡̨̧̫̩̦̝̯̝̮̝̮̝̥ ̯Ҟ̩ ̡Ѣ̬̩̣̩̝̤̥̭҄̚Ѳ̷̨̡̳̤̝
̼̉̎̎̆̊̄ ̛̰̬̬̩̣̉ ѕ̧̛̱̣ц̮̯Ҡ̰̮̥̮̯̬̘̯̈Ӫ ѳ̨̧̡̫̫̟Ӻ
 ̩Ҟ̯̫Ҥ̡̭̤̫Ҥ̭ѓ̴̠̙̭и̩ЁѦ̨̠̫̥̥ъ̴̡̟̟̯Ҟ̡̩Ѣ̬̩̣̩̚ ̯Ң̩½̷̸̧̡̨̧̫̩̦̝̯̝̮̝̮̝ 5
̇̈̂̌̊̆̇̄ ̦̝Ҡ̧̡̛̫̩̦̣̇ ѕч̯̙̬A̧̡̛̱̣̯̰̟̲̘̩̥̫̮̝҄ ѳ̨̧̡̫̫̟Ӻ
̦ж̨̫Ҡ̡̠̫̦Ӻ̯Ң̩½̷̧̡̨̧̫̩̦̝̯̝ԉ̮̝̥ж̧̧Қ½Ԗ̭ъ̡̪̮̯̥̩ ѓ̨Ӻ̩ ̟̰̩̝̥̪Ҡ̩
̫҂̮̝̥̭м̨̬̝̣̲̝̩̩̯̥̩̚Áъ̡̡̲̥̭̠Ӻ̟Қ̬̯̫Ҥ̭к̩̠̬̝̭ ̫ѥ̯Қ̨̨̭̘̲̝̭̘̲̫̩̯̝̥ 
̸̧̦̝̯̝̮̝̩̯̝̭̯Ң̩½̷̧̡̨̫̩ ̮½̫̩̠Қ̭½̡̫̥Ӻ̮̤̝̥
̼̈ ̧̨̙̟̫̥Áк̩̫Ѿ̟Қ̡̬̠Ӻ̴̮̥½ӝ̩ж̧̧Á Ґ̟̰̩̝Ӻ̡̦̭ ̡Ѧ½̡̨̧̧̨̡̬̙̫̩ 10
ж̡̩̝̟̦̘̮̥̩̯̫Ҥ̭к̡̩̠̬̝̭Ѣ̬̩̣̩̚к̡̟̥̩ ѓ̨ӝ̭̲̬Ҟж½̡̙̲̮̤̝̥¾
-̼ ̛̛̯̩̫̭̯̭ѓ̨̧̣̲̝̩̙̪̫̩̚ц̡̦Ӻ̩̫ѵц̩̩ԗъ̡̲̥̭
̼̈ ½̡̫̥̮̯̚Á̫̩҄ѵ̸̴̡̧̡̦
-̼ ½̨̡̫̥̮̫̩̚½̘̩̤Áй̸̡̧̡̡̦̥̭
̼̈ ̡̠Ӻ̛̯̫̩̰̩ѓ̨ӝ̭ж½̡̙̲̮̤̝̥̯Ԗ̩ж̴̛̱̬̫̠̥̮̩ 15
̝ѣ̟̰̩̝Ӻ̡̦̭½ӝ̮̝̥ ж̸̦̫̮̝̮̝̥̯̫Ҥ̷̧̭̟̫̰̭ ̫ҁ̧̡̭̙̟̥̰̮̥̮̯̬̘̯̣̈ 
ж½̥ҝ̩̝̥к̬̲̫̩̯̝̥
̼̈ ½̫Ӻ̸̢̡̡̡̡̛̛̞̝̠̯̯̠̝̦̬̯½̡̫̥̮̯̚Áє̫Ѿ½̡̡̫̥̮̯̚й̸̴̡̧̡̦є̨̧̧̡̡̛̯̙̯
-̼ (decidida)
̫Ѿ̦и̩Ё½̨̫̥̮̝̥̥̯̫̚ԉ̤Áѵ̧̡̙̟̥̭ Ґ̰̮̥̮̯̬̘̯̣̈ ж̧̧Áѳ½̷̧̡̨̫̭ч̬½ҝ̴̯ 20
̇̈ ̨Қ́ҡÁ̫Ѿ̠Áц̟Ҧ̟̘̬ ж̧̧Áѳ½̷̧̡̨̫̭ч̬½ҝ̴̯̦ҝ̷̧̡̨̡̰̮̩̠̥Қ̯̫ԉ½̰̬Ң̭
̢̡̛̞̝̠̥̩̯̫ԉ̨̯̫ӝ̧̧̫̩໌ц̡̧̨̤̮̝̥̥̚Ёи̩½̡̫̥Ӻ̩ໍє̯Ԗ̩ж̴̛̱̬̫̠̥̮̩
ж½ҝ̡̲̮̤̝̥̫Ѿ̠Ҝ̩̟Қ̬̯̫Ӻ̭ж̛̱̬̫̠̥̮̫̥̭ѷ̨̫̥̫̩ Ґ̧̛̱̣̰̮̥̮̯̬̘̯̣̫̈Ѿ̦
и̩Ё½̨̫̥̮̝̥̥̫̚Ѿ̨̠̝Ԗ̭
̼̈ (volta-se para Mirrina) 25
̛̯̠̝Ҡ̸̮½̡̫̥̮̥̝̭̚Ёи̩й̸̴̡̧̡̦
Seção Dez A–E: Lisístrata de Aristófanes 121

-̼ ̦ж̟Ҧц̡̧̨̤̮̝̥̚ÁЁи̩̠̥Қ̯̫ԉ½̷̰̬̭̫Ѿ̨Қ̛̝́ ̫Ѿ̦и̩½̨̫̥̮̝̥̥̚ц̟̹


̼̈ Ҍ½̝̟̦̝̯̘½̰̟̫̩̯Ңѓ̨ҝ̡̯̬̫̩л½̝̩̟̙̩̫̭м̬Á̫Ѿ̡̨̛̠̝½̡̡̫̥̮̥̚Ёк̩ ѵ̸̴̡̧̡̦
(dirige-se à espartana Lampito)
 ж̧̧ÁҐ̧̛̱̣̘̦̝̥̩̝̈ м̨̛̬̝̮̰̳̣̱̮̝̥̫Ёк̴̨̩̫̥̫̯̟҃Қ̬̯Ң½̬ӝ̨̟̝
̨̡̮̹̮̝̥̩Ёи̩ъ̯̥ 30
̈˾̉̍̆̐̕ ̧̡̲̝½Ң̨̩Ҝ̩̩̝ҠЁ̯ҦЁ̮̥̹ц̮̯̥̩ѓ̨Ӻ̩к̡̩̰̯Ԗ̩ж̴̛̱̬̫̠̥̮̩
̸̡̡̦̝̤̠̥̩ж̧̧Қ̡̠Ӻѓ̨ӝ̭ ̯Ң̩½̷̧̡̨̧̫̩̦̝̯̝̰̮̘̮̝̭ ̡Ѣ̬̩̣̩̚к̡̟̥̩
̨̨̛̮̰̳̣̱̥̮̝̣̩Ёк̩̮̫̥
̼̈ (com alegria)
 Ґ̧̱̥̯̘̯̣̮Ҥ̦̝Ҡ̷̸̴̨̩̣̯̫̯̩̟̰̩̚ 35
-̼ (relutante)
̡Ѧ̡̯̫̥̠̫̦Ӻѿ̨Ӻ̩̯̝ԉ̯̝ ̦̝Ҡѓ̨Ӻ̡̩̮̰̩̠̫̦Ӻ

Vocabulário para a Seção Dez A

Gramática para 10A–E


C Optativo aoristo, ativo e médio
C Verbos: ̴̨̛̠̠̥, ̴̟̥̟̩̹̮̦
C Adjetivos: ж̨̡̧̭̚, ̸̧̟̰̦̭
C Pronomes relativos: “quem, que, o/a qual”

й que, qual (ac. n. pl.) ̘̦̝̥̩̈-̝, ѓ mulher espartana (1c) ̮̰̩-̠̫̦-̡Ӻparece uma boa ideia
ж̢̩̝̟̦̘-̴ forçar, obrigar ̰̮̥̈-̮̯̬̘̯-̣, ѓ Lisístrata (1a) para alguém (dat.) também
к̡̩̰ (+gen.) sem (“Destruidora do exército”) ̮̹̮-̨̡̝̥̩ и̩ poderíamos salvar
и̩ Ѧ̠-̨̫̥̥ eu veria, gostaria de ̨ӝ̧̧̫̩ . . . є mais... do que... (̮ԕ̢-̴)
ver (ѳ̬̘-̴/̡Ѩ̠-̫̩) ̨̧̧̙-̴ pretender ̯̫̥ então
и̩ ½̫̥̮̚-̨̝̥̥ eu farei (½o̥̙-̴) ̨̣̲̝̩-̚, ѓ plano, esquema (1a) ̛̯̫̩̰̩ então, assim
л½̝̭ л½̝̮-̝ л½̝̩ (з½̝̩̯-) ̛̰̬̬̩̉-̣, ѓ Mirrina (1a) ̧̛̱̯̝̯-̫̭ –̣ -̫̩ mais querido
todo, toda, tudo ̩̝Ҡ̯Ҧ̮̥Ҧ (dialeto espartano) (̧̛̱-̫̭)
ж½-̙̲-̨̫̝̥ abster-se de, pelos Dois Deuses! (Cástor e ̲ѓ̨Ӻ̩=̦̝Ҡ ѓ̨Ӻ̩
afastar-se de (+ gen.) Pólux)
ж̛̱̬̫̠̮̥-̝, ̯̘ sexo (2b) ѵ que, o qual (ac. n. s.) Vocabulário a ser aprendido
̢̛̞̝̠-̴ andar, ir oѥ que, os quais (nom. m. pl.) л½ә̭ л½ә̮̝ л½ә̩ (з½̝̩̯-) todo,
̟̙̩-̫̭, ̷̯ raça (3c) ̫Ѿ̨̠̝-Ԗ̭ de modo algum, de toda, tudo
̛̠̝ então forma alguma ж½̨̙̲̫̝̥ abster-se de, afastar-
̸̠̝̦̬-̴ chorar ̫ҁ̭ que, os quais (ac. m. pl.) se de (+ gen.)
̠̫̦-̡Ӻ parece uma boa ideia Ѳ̳-̷̨̡̤̝ veremos (fut. de ѳ̬̘-̴) ̢̛̞̝̠-̴ andar, ir (fut.
(para alguém (dat.) (+inf.)) ½̝̟-̦̝̯̘½̰̟̫̩ totalmente ̨̞̝̠̥̙̫̝̥)
ц̡̧̤̮̚-̨̝̥̥ и̩ eu gostaria lascivo ̡̠̫̦Ӻ parece uma boa ideia que
(ц̧̤̙-̴) ½̝̬-̙̬̲-̨̫̝̥ (½̝̬-̡̧̤-) avançar alguém (dat.) (+inf.); alguém
̡Ѧ½̡̬ se de fato (-½̡̬ enfatiza a ½̫̥̮̚-̡̥̝̭ и̩ farias, farás (dat.) decide (+inf.)
palavra a que se liga) (½̫̥̙-̴) ̧̦̝̯̝Ԅʞ̴ levar a um fim, fazer
ы̬½-̴ seguir, seguir o seu curso ½̫̥̮̚-̡̡̥ и̩ faria, fará (½̫̥̙-̴) cessar, encerrar
ѕque, a qual (nom. f. s.) ̨̮̰-̳̣̱̥̮-̨̛̝̣̩ и̩ votarei com ̨̣̲̝̩̚, ѓ plano, esquema,
̦̝̯̝-̸̧-̴ levar a um fim, fazer (+ dat.) (̨̮̰-̢̛̳̣̱-̨̫̝̥) meio, instrumento (1a)
cessar ̨̮̰-̛̳̣̱̮-̝̥̫ и̩ votarás com ̫Ѿ̨̠̝Ԗ̭ de modo algum, de
Ķ̡Ơ̩̦-̣, ѓ Cleonice (1a) (̨̮̰-̢̛̳̣̱-̨̫̝̥) (+dat.) forma alguma
122 Parte Três: Atenas pelos olhos do poeta cômico

B
Em O mundo de Atenas: tesouro 8.95; economia do império 6.75ss.

̈˾̉ ѓ̨̡Ӻ̭̫̩҄ ̯̫Ҥ̭ѓ̨̡̯̙̬̫̰̭к̩̠̬̝̭½̡̛̮̝̮̝̥ ж̨̡̡̩̝̟̦̘̮̫̩Ѣ̬̩̣̩̚к̡̟̥̩


̛̯̩̥Ё̷̯̬½Ԕ̯̫Ҥ̭ѿ̨̡̡̡̯̙̬̫̰̭̠̰̩̮̮̤̚½̡Ӻ̮̝̥ ̫ѥ̯Қ̡̭̯̬̥̬̥̭̟̚Áъ̲̫̰̮̥
̦̝Ҡ̯ж̸̬̟̬̥̫̩є̨̲̬̝̮̥̩̚є̠̹̬̫̥̭є̛̯½̫̥̫ԉ̮̝̥
̼̈ ж̧̧Қ̦̝Ҡ̯̫ԉ̯Á̡҄½̡̡̨̡̝̬̮̦̰̝̮̘̤̝ ѷ̷̧̨̡̨̡̯̥̦̝̯̝̣̳̤̝̯̬̫̩̯̚Ҟ̩
ж̷̦̬½̧̫̥̩ ̸̡̤̥̩̠̫̦̫ԉ̧̮̝̥̦̝̯̝̝̞̫ԉ̮̝̥̠̙ ̧̨̡̱̰̘̪̫̩̝Ѿ̯Ҟ̩̝Ѿ̯ԗ 5
̯ԗж̛̬̟̰̬Ԕ
̞̫̩̯̥̩̝̚ц̛̪̝̱̩̣̭ж̦̫ҥ̡̥ѓ̨̝̈½̥̯̹ ж̸̦̫̮̝̮̝̠Ҝ̯Ҟ̩̰̮̥̮̯̬̘̯̣̩̈
½̸̡̡̬̫̮̝̟̫̬̥
̈˾̉ ̛̯̭ц̷̡̞̣̮̯ҡ̭̝Ѧ̯̥̫̭̯Ӭ̭̞̫Ӭ̭
̼̈ ̯̫ԉ̯Áц̡̦Ӻ̩̫ѵъ̧̡̟̫̩̝ѣ̟Қ̬̟̬ӝ̡̭ й̭ъ̡̠̥̯Ҟ̩ж̷̦̬½̧̫̥̩̯Ӭ̡̭̤̫ԉ 10
̧̡̦̝̯̝̝̞Ӻ̩ ̩ԉ̩ъ̲̫̰̮̥̩ж̧̧ÁҐ̨̝̈½̥̯̫Ӻ ̮Ҥ̨Ҝ̩ ̫Ѧ̡̦̝̠ц̧̤̫ԉ̮̝ ̯Қ
½̝̬Áѿ̨Ӻ̡̩̤҄ҝ̭ ѓ̨̡Ӻ̭̠Á̡Ѣ̡̧̮̤̫ԉ̮̝̥̯Ҟ̩ж̷̦̬½̧̫̥̩ ѕ̩к̬̯̥̦̝̯ҝ̧̝̞̫̩
̝ѣ̟̬ӝ̡̭ ̧̨̡̱̰̘̪̫̩
ѓ̨Ҝ̨̩̝̈½̥̯Ҧж½̥̫ԉ̢̡̛̮̝̞̝̠̥̯Ҟ̩ѳ̷̠̩ ѕ̡Ѣ̡̨̡̛̭̝̦̠̝̫̩̝̱̙̬̥̈ ̝ѣ
̠Áк̧̧̡̝̥Ѣ̡̧̮̤̫ԉ̮̝̥̯Ҟ̩ж̷̦̬½̧̧̫̥̩̱̰̘̯̯̫̰̮̥̩ц̛̪̝̱̩̣̭̠Ҝ̞̫Ӟѓ 15
̰̮̥̮̯̬̘̯̣̈ Ѣ̠̫ԉ̮̝к̩̠̬̝̯̥̩̘ ѵ̡̭̯̰̟̲̘̩̥½̬̫̮̥̹̩
̼̈ Ѣ̫ҤѢ̫Ҥ̟̰̩̝Ӻ̡̦̭ Ѧ̡̡̯̠ԉ̬̫ҋ̭ц̨Ҝ̴̯̝̲̙̭
̇̈ ̯ҡ̠Áц̮̯ҡ̡̩Ѣ½ҝ̨̫̥ ̯ҡ̭ѓ̞̫ҟ
̼̈ к̩̠̬̝к̩̠̬̝ѳ̬Ԗ½̷̬̫̮̥̩̯̝ѳ̬ӝ̡̡̯̟̥̟̩̹̮̦̥̯̥̭ѿ̨Ԗ̩̯Ң̩к̩̠̬̝ѵ̭
½̡̬̫̮̙̬̲̯̝̥ 20
-̼ ̫Ѧ̨̫̥
̇̈ ж̧̧Қ̠Ӭ̧̫̩ ̰̮̥̮̯̬̘̯̣̈ ѷ̯̥ѓ̛̰̬̬̩̣̝̉Ѿ̯Ң̩ъ̴̟̩Ѣ̠̫ԉ̮̝̟Қ̬̦̝Ҡ
̟̩̫ԉ̮̝ӌ̴̨̡̪
̼̈ ̧̡̙̟ Ґ̛̰̬̬̩̣̉м̬Áѓ̧̡̛̫̩̦̣̇ж̧̣̤Ӭ̧̡̙̟̥̯Ң̩к̩̠̬̝ъ̴̟̩̭̮ҥ̦ж̨̫Ҡ
̟Қ̡̬̠̫̦Ӻ̭̯Ң̩к̩̠̬̝̟̩Ԗ̩̝̥ 25
-̼ ̩Ҟ̛̝́ъ̴̟̩̩ъ̴̡̟̟ъ̮̯̥̟Қ̛̬̥̩̣̮̝̭̇ ̡̫̟̰̩҅̚Ѣ̨̥ц̟̹
̼̈ (revela seu plano)
̮Ң̩ъ̬̟̫̩і̠̣̯̫ԉ̯̫̩ ӏ̡̮̰̩̫̥̦Ӻ̭ ц̪̝½̝̯ӝ̩̦̝Ҡ̧̡̱̥Ӻ̩ ̦̝Ҡ̨Ҟ̧̡̱̥Ӻ̩
-̼ ½̴̫̥̮̯̝̚ԉ̯Áц̟̹
̼̈ ̦̝ҠЁ̨Ҟ̩ц̟Ҧ̡̮̰̩̪̝½̨̝̯̮̝̥̚ÁЁк̩̮̫̥½̨̝̬̝̙̩̫̰̮̝ц̡̩̤̘̠  30
ж½̫½̨̙̳̝̮̝̯Қ̭̟̬̝ԉ̭ ґ̩ъ̬̟̫̩ц̮̯Ҡ̯Ҟ̩ж̷̦̬½̧̧̡̫̥̩̱̰̘̯̯̥̩

Vocabulário para a Seção Dez B

ж̷̦̬½̧̫-̥̭, ѓ acrópole (3e) й̭ que, as quais (ac. f. pl.) ̠Ԗ̬-̫̩, ̷̯ presente, suborno
ж̢̩̝̟̦̘-̴ forçar, obrigar (depois de ъ̡̠̥) (2b)
ж½̫-½̨̙½-̴ enviar, mandar ̟̩-̫ԉ̮-̝ tendo reconhecido ъ ̴̟̩-̩ reconheci (̟̥̟̩̹̮̦-̴/
embora (nom. f. s.) ̟̥̟̩̹̮̦ ̴ ъ-̴̟̩-̩)
ж̸̬̟̬̥-̫̩, ̷̯ prata (2b) ъ ̴̟̩ ̩ ъ ̴̟̩-̭ reconheceste (̟̥̟̩̹̮̦-̴/
(depositada no Partenon; essas ̟̩Ԗ ̩̝̥reconhecer ̟̥̟̩̹̮̦ ̴ ъ-̴̟̩-̩)
eram reservas provenientes das ъ ̴̟̩ ̩ ъ ̴̟̩ (ela) reconheceu
minas de prata de Láurion) ̟̬̝ԉ̭ (̟̬̝-), ѓ mulher idosa, (̟̥̟̩̹̮̦-̴/ъ-̴̟̩-̩)
к̬̯̥ ainda agora, há pouco velha (3a) ц̛̪̝̱̩̣̭ de repente
Seção Dez A–E: Lisístrata de Aristófanes 123

ѕ que, a qual (nom. f. s.) ѵ̭ que, quem, o qual (nom. m. s.) ґ̩ cujas (gen. f. pl.)
ѕ̩ que, a qual (ac. f. s.) o҅ cujo (gen. m. s.) ҋ̭ (+ ac.) para
Ѣ̸̫ oh! ½̝̬̘ (+dat.) com, junto a
̦̝Ҡ̨Ҟ̩ olha! ½̝̬̝-̨̙̩-̴ permanecer junto Vocabulário a ser aprendido
̛̥̩̣̮̇-̝̭, ѳ Cinésias (1d) ½̝̬̝ ̡̢̮̦̰̘ ̨̫̝̥preparar ж̴̢̩̝̟̦̘ forçar, obrigar
(nome cômico que sugere ½̬̫̮ ̸̡̝̟̫̬ ̴dirigir-se a, falar a к̬̯̥ ainda agora, há pouco
vigor sexual) ̮̰̩-̡̪-̝½̝̯̮̚-̨̝̥’ и̩ eu me ̟̬̝ԉ̭ (̟̬̝-), ѓ mulher idosa,
̴̡̨̛̝̦̠̝̩̈ (̡̨̝̦̠̝̥̫̩̈-), ѓ unirei a alguém (dat.) para velha (3 irr.) (ac. s. ̟̬̝ԉ̩;
Esparta, Lacedemônia (3a) enganar (̮̰̩-̡̪-̝½̝̯̘-̴) ac. pl. ̟̬̝ԉ̭)
̨̝̈½̥̯̹, ѓ Lampito (voc. ̮̰̩-̫̥̦̙-̴ viver (com) (+ dat.) ̠Ԗ̬̫̩, ̷̯ presente, suborno (2b)
̨̝̈½̥̯̫Ӻ ̯̬̥̬̚-̣̭, ѓ trirreme (3d) ц̛̪̝̱̩̣̭ de repente
ѵ que, o qual (ac. n. s.) ̛̯̩-̥ ̷̯̬½-Ԕ como? de que ½̝̬̘ (+dat.) com, junto a, na
ѳ̠-̷̭, ѓ caminho, estrada, rua (2a) maneira? presença de
̫ѥ que, os quais (nom. m. pl.) ̱̙̬-̴ levar ̴̮̰̩̫̥̦̙ viver com, viver junto
̫Ѣ̨̢̹-̴ gritar ̫Ѧ̨̫̥ ӏ com quem, com o qual (dat. m. s.)

Finanças atenienses

Lisístrata é conhecida como a peça sobre uma greve de sexo. Mas esse era
apenas um lado do plano de Lisístrata. Ela sabia que, enquanto os homens con-
trolassem as finanças, eles poderiam manter a guerra em andamento, com greve
de sexo ou não. Por isso, seu segundo plano era capturar o Partenon, onde o
dinheiro era guardado. Apenas então ela poderia ter certeza de forçar os homens
a ceder. A passagem de O mundo de Atenas abaixo descreve o estado das finan-
ças atenienses nos anos anteriores a As vespas. O tributo mencionado vinha dos
aliados de Atenas na liga de Delos, uma aliança de Estados de que Atenas era o
membro principal, formada depois das Guerras Persas para garantir a segurança
grega contra novas invasões persas. Os membros pagavam a Atenas em dinheiro
ou navios:
“Segundo Tucídides, Péricles declarou em 431 que o fundo de reserva de Atenas
alcançava a cifra gigantesca de 6.000 talentos – e isso apesar dos gastos com o
programa de construção da Acrópole e os altos custos para sufocar a revolta de
Samos em 440/39; além disso, que a renda externa anual proveniente de tributos,
multas e outras fontes chegava a 600 talentos. Com razão, Péricles enfatizava que
Atenas estava financeiramente pronta para a guerra próxima. Cinco anos depois,
porém, as exigências da guerra estavam se mostrando impossíveis de administrar
e, nessas circunstâncias, a atitude ateniense em relação a seus aliados parece ter
mudado significativamente. Em primeiro lugar, eles endureceram a cobrança dos
tributos. De 430 em diante, temos notícias de atenienses enviando navios para
recolher o tributo e, em 426, os atenienses aprovaram um decreto que tornava
crime de traição a obstrução à coleta do tributo. Em segundo lugar, eles elevaram
a quantia do tributo que exigiam. Os níveis dos tributos parecem ter se mantido
estáveis ao longo das três décadas anteriores, ajustados apenas às circunstâncias
locais, mas, em 425, o tributo cobrado das cidades foi aumentado em até cinco
vezes, levando o total exigido talvez a até 1.460 talentos por ano.” (O mundo de
Atenas, 6.80)
124 Parte Três: Atenas pelos olhos do poeta cômico

C
(̝ѣ ̨Ҝ̩ ̫̩҄ ̟̬ӝ̡̭ ж½̙̬̲̫̩̯̝̥, ѳ ̠Ҝ ̛̥̩̣̮̝̭̇ ж̡̱̥̦̩Ӻ̯̝̥, ½̬̫̮̥Ҧ̩ ̠’ Ѳ̸̧̡̫̱̬̯̝̥)
̇̆̊̄̏̆!̏ ̫Ѧ̴̨̨̛̫̥̦̝̦̫̠̝̩ ̫ѩ̫̭ѳ̮½̷̨̨̝̮̭Áъ̡̲̥
̼̈ ж½Ң̯̫ԉ̡̯ҡ̧̲̫̰̭̙̟̫̰̮̝
̯ҡ̭̫̯̫̭҅ѵ̭̠̥Қ̯Ԗ̴̧̧̩̱̰̘̦̩̝̤Ҧ̩ц̞̥̘̮̝̯̫
KIN ц̟̹ 5
̼̈ ж̩Ҟ̡̬Ѩ
+). ж̩Ҟ̬̠Ӭ̯̝
̼̈ ̫Ѿ̦к½̡̥̠Ӭ̯Áц̦½̫̠̹̩
+). ̮Ҥ̠Á̡Ѩ̛̯̭ ѕц̧̧̡̨̡̦̞̘̥̭
̼̈ ̸̧̱̝̪ 10
+). ̫Ѧ̨̫̥
 ½̬Ң̭ч̝̰̯Ң̴̧̩̙̟̩
̠Ӭ̧̫̩ѷ̡̯̥̠Ӻ̨̡ ̠̰̮̯̰̲Ӭ Ѷ̡̩̯̝҂̪̝̮̤̝̥̯̫Ӻ̡̭̤̫Ӻ̭л½̝̮̥̩ Ѧ̴̮̭̠Ҝ̫ѣ
̡̛̤̫ ̫ѩ̡̭҂̨̲̫̝̥ ̨̛̠̹̮̫̰̮̫̥̯Ҟ̩̟̰̩̝Ӻ̦̝ Ѣ̡̠Ӻ̩
̡҂̡̲̯̝̥ѳж̩ҟ̬ 15
ж̧̧ÁҐ½̡̡̛̘̩̯̭̤̫ ̷̡̨̠̯̫̥̯Ҟ̩̟̰̩̝Ӻ̦̝Ѣ̡̠Ӻ̩
̝̤̥̭̯҄Ҟ̩̰̮̥̮̯̬̘̯̣̩̈½̡̬̫̮̝̟̫̬ҥ̡̥
 ½̬Ң̭̯Ԗ̡̩̤Ԗ̩̩ԉ̩ц̷̧̡̨̛̦̦̘̮̩̫̥̰̬̬̩̣̩̉
̼̈ (parecendo abrandar)
̮Ҥ̠Ҝ̛̯̭ ̡Ѩ 20
+). ж̩Ҟ̬ц̡̛̦̩̣̭ ̛̛̥̩̣̮̝̭̝̥̫̩̠̣̭̇̍ ӏ̡̮̰̩̫̥̦Ӻ
 ½̬Ң̭ч̝̰̯Ң̴̧̩̙̟̩
̡҄Ё̡̟ ҋ̡̭Ѿ̨̪̝ҝ̩Ԕъ̨̠̫̮̘̩̫̥̫ѣ̡̤̫Ҡ̯Ҟ̛̩̰̬̬̩̣̩̉Ѣ̡̠Ӻ̩
̼̈ (muito amistosa)
Ґ̲̝Ӻ̡̬ ̧̡̡̛̛̱̯̝̯̥̩̣̮̝̇҄Ѧ̨̡̮̩̟Қ̬̯Ң̮Ң̩Ѷ̨̩̫̝̦̝Ҡ ѓ̨̡Ӻ̭ж̡Ҡ̟Қ̬ 25
ѓ̟̰̩̮̚Áъ̡̲̥̠̥ҚЁ̷̨̮̯̝̦̝ҠЁ̨Ҟ̧̩̝̞̫ԉ̮̝ ̨Ӭ̧̫̩Àҋ̭ѓ̠ҝ̴̭Á ̛̱̣̮ 
Ḁ̛̩̣̮̀̇ӛ̯̫ԉ̯Áи̩Ё̛̠̥̠̫̣̩Á
+). (sua paixão aumentando)
Ҍ½̬Ң̭̯Ԗ̡̩̤Ԗ̩˶ц̟Ҧѳж̩Ҟ̬ӏ̸̧̡̨̛̰̬̬̩̣̞̫̯̝̥̉Ӭ̧̝ ̷̠̥̠̩̝̥
̼̈ ̩ Ҟ̯Ҟ̩о̛̱̬̫̠̯̣̩̦̝Ҡ̠Ҟ̦̝Ҡ̲̤ҝ̭ ѷ̡̯½̡̬Ҡж̩̠̬Ԗ̩ц̩ҝ½̷̡̡̧̮̟̫̭̯̥̭ ѓ̮Ҟ 30
̟̰̩ҞÀ½̴̘̩̯̩Á ъ̱̣ Àк̴̨̢̛̬̥̮̯̫̩̩̫̯Ң̛̩̥̩̣̮̝̩̇Á
+). (desesperado)
Ѧ̤̥ ̩̰̩ ̧̡̦̘̮̫̩ ̝Ѿ̯̩̚.
̼̈ (esticando a mão)
̡̨̛̛̯̫̩̠̹̮̥̭̯̫̥҄ 35
+). ̩Ҟ̯Ң̛̩̝́ъ̴̟̟ҝ̴̛̮̫̯̥̠̹̮ъ̴̲̠Ҝ̯̫ԉ̯̫˶ѷ½̡̬̫̩҄ъ̴̴̨̛̛̲̠̠̮̫̥̮Ҥ
̫̩҄ ҿ̴̨̛̠̠̥̯ң̡̠ ̧̡̦̘̮̫̩̝Ѿ̯ҟ̩
 ѵъ̡̲̥ц̩̯ӭ̡̲̥̬Ҡ̠ҡ̴̠̮̥̯ӭ ̰̮̥̮̯̬̘̯̈Ӫ
̼̈ ̡Ѩ̡̩˶̦̝̯̝̞ӝ̧̮̝̦̝Ԗ̮̫̥̝Ѿ̯̩̚
 ̦̝̯̝̞̝ҡ̡̩̥ж½Ң̯̫ԉ̡̛̯̲̫̰̭ 40
+). ̴̯̝̲̙̭
-̼ ъ̩̠̫̩̫̮̝҄
Seção Dez A–E: Lisístrata de Aristófanes 125

̮Ҥ̠Á ц̨Ҝ̸̯̫̯Ԕ̨Ҟ̧̡̦̘̥ ̰̮̥̮̯̬̘̯̣̫̈Ѿ̟Қ̸̧̨̬̞̫̫̝̥ ̦̝̯̝̞Ӭ̩̝̥


+). Ґ̛̰̬̬̥̩̠̥̫̩̉ ̛̯̯̝ԉ̯̝̠̬Ӟ̭̦̝̯̝̞ӝ̮̝½̘̮Ӫ̮½̫̰̠ӭ̡̠ԉ̬Áц̧̤ҝ
-̼ ̨Қ́ҡÁц̟Ҧ̨Ҝ̩̫҂ж̧̧Áк½̡̨̥̥ 45
+). ̨Ҟ̠Ӭ̯Áк½̥̤̥ ж̧̧Қ̯ԗ̟̫ԉ̩½̛̝̥̠Ԕѿ½̘̦̫̰̮̫̩
 ̯ԗ½̛̝̥̠Ԕ̧̡̙̟̥ ѵ̡̤̬̘½̴̡̩̯̥̭̱̙̬̥
̫̯̫̭҅ ̫Ѿ̧̡̦̝Ӻ̭̯Ҟ̨̨̨̛̩̝̝̩
̍˾̆̏ ̨̨̨̨̨̨̨̨̨̛̛̛̝̝̝̝̝̝
+). ̝̯̣҃ ̛̯½̡̘̮̲̥̭м̬Á̫Ѿ̦̫Ѣ̡̛̦̯̬̥̭̯Ң½̛̝̥̠̫̩ ѵк̧̫̰̯̫̩Ѵ̡̩̯̰̟̲̘̩̥ 50
-̼ ъ̴̡̟̟̫Ѣ̴̛̦̯̬̠Ӭ̯̝
+). ̦̝̯̘̞̣̤̥̫̩҄ Ґ̨̠̝̥̫̩ҡ̝ ̯̫ԉ½̝̥̠ҡ̫̰ы̡̩̦̝
-̼ (suspirando)
̫ѩ̫̩̯ҢЁ̡̡̯̦Ӻ̩̲̬Ҟ̦̝̯̝̞Ӭ̩̝̥

Vocabulário para a Seção Dez C


к-̧̫̰̯-o̭ -o̩ não lavado, sem ̡̤̬̘½̴̩ (̡̤̬̝½̫̩̯-), ѳ escravo, ̡̯Ӻ̲-̫̭, ̷̯ muralha (de uma
banho servo (3a) cidade) (3c)
и̩ ̠̥̠-̛̫̣̩ daria, gostaria de dar ̦̝Ҡ ̨Ҟ̩ veja! ̯ò ̡̯̦-̡Ӻ̩ o ser mãe, a
(̴̛̠̠-̨̥/̠̫-) ̧̦̝-Ԗ chamarei (fut. de ̧̦̝ҝ-̴; maternidade (̯ҡ̦̯-̴ъ-̡̯̦-̫̩)
̟̫ԉ̩ de qualquer modo ҝ-̴ contr.) ѿ½-̸̝̦̫-̴ dar ouvidos, escutar,
̨̛̠̝̥̫̩-̝ minha querida ̨̨̨̛̝-̝, ѓ mamãe (1b) obedecer (+ dat.)
̠̥Қ ̷̨̮̯̝ nos lábios, na boca ̨Ӭ̧-̫̩, ̷̯ maçã (2b) ̧̛̱̯̝̯ ̫̭¾̣ o̩mais caro,
̷̠̥̠-̩̝̥ dar (̴̛̠̠-̨̥/̠̫-) ̛̰̬̬̥̩̠̥̫̩̉ Mirrininha, Mirrina caríssimo ̧̛̱ ̫̭
̴̛̠̠-̨̥ eu dou, ofereço querida ̸̧̱̝̪ (̧̱̰̝̦-), ѳ, ѓ guarda (3a)
̠̹̮-̴ eu darei (̴̛̠̠-̨̥/̠̫-) ѵ que, o qual (ac. n. s.); ӏ com/para quem (dat. m. s.)
̠̹̮-̡̥̭ darás (̴̛̠̠-̨̥/̠̫-) que, o qual (nom. n. s.) ҋ̭ porque, já que
̠̹̮-̫̰̮̥ darão, concederão ̫ѩ-̫̭-̝-̫̩ que, que tipo de; que
(̴̛̠̠-̨̥/̠̫-) coisa! Vocabulário a ser aprendido
ъ-̠̫-̮̝̩ deram, concederam ̫ѩ̭ a quem, aos quais (dat. m. pl.) oѩo̭ ә o̩ que, que tipo de; que
(̴̛̠̠-̨̥/̠̫-) ѷ½̡̬ isso mesmo que (ac. n. s.) coisa!
̷̠-̡̯ dai! concedei! (̴̛̠̠-̨̥/ ѵ̭ que, o qual (nom. m. s.) ½̸̴̡̬̫̮̝̟̫̬ dirigir-se a, falar a
̠̫-) ̛̝̥̫̩̠̍-̣̭, ѳ do demo Peônis ̮½̫̰̠̚, ѓ pressa, zelo,
̠̰̮-̯̰̲-Ӭ infeliz (ac. m. s.) (1d) (nome cômico que sugere seriedade (1a)
̡Ѩ̡̩ pois bem vigor sexual) ̡̯Ӻ̲̫̭, ̷̯ muralha (de uma
ц̦-̧̦̝̙-̴ chamar ½̬̫̮-̸̡̝̟̫̬-̴ dirigir-se a cidade) (3c)
ц̦½̫̠̹̩ fora do caminho ̮½̨̝̮-̷̭, ѳ desconforto, ̧̛̱̯̝̯̫̭̣̫̩mais caro,
̡̡̟҄ bom! muito bem! espasmo (2a) caríssimơ̧̱̫̭
ѕ que, a qual (nom. f. s.) ̮½̫̰̠-̚, ѓ pressa (1a) ̸̧̱̝̪ (̧̱̰̝̦-), ѳ,ѓ guarda (3a)
126 Parte Três: Atenas pelos olhos do poeta cômico

D
Em O mundo de Atenas: purificação 3.33; escravos 5.63.

̦̝̯̝̞ӝ̮̝̠Ҝ̦̝Ҡж̨̱̥̦̫ҝ̩̣ѓ̡̛̰̬̬̩̣̉Ѣ̭̯Ҟ̩½̸̧̣̩ ̯Ң½̛̝̥̠̫̩
½̸̡̡̬̫̮̝̟̫̬̥
-̼ (aconchegando a criança)
Ґ ̯̙̦̩̫̩, ҋ̭ ̧̟̰̦Ҥ̭ ̡Ѩ ̮ҥ. ̡̱̙̬໌ ̡̮ ໍ̴̧̱̥̮̚. ̧̟̰̦Ҥ ̟Қ̬ ̯Ң ̯Ӭ̭ ̨̣̯̬Ң̭
̧̨̛̱̣̝. ̧̡̟̰̦Ӻ̝ ̠Ҝ ̦̝Ҡ ѓ ̨ҟ̯̣̬˶ ж̧̧’ ̫Ѿ ̧̟̰̦Ҥ̩ ъ̡̲̥̭ ̯Ң̩ ½̝̯̙̬̝, 5
ж̧̧’ ж̨̡̧Ӭ. ц̟Ҧ ̠Ҝ ̨̨̨̙̱̫̝̥ ̯ԗ ̮ԗ ½̝̯̬Ҡ ж̨̡̧̡Ӻ Ѷ̩̯̥. Ґ ̯̙̦̩̫̩, ҋ̭
̠̰̮̯̰̲Ҟ̭ ̛̱̝̩Ӫ Ҍ̩ ̠̥Қ ̯Ң̩ ½̝̯̙̬̝.
+). (bravo)
 ж̧̧Қ̮Ҥ̯Ң̩к̩̠̬̝ж̨̡̧Ӭ̧̡̦̝Ӻ̭̫Ѿ̡̨̨̛̠̝Ҝ̩̟қ̬ц̮̯̥̮̫ԉж̨̡̧̡̮̯̙̬̝ 
̫Ѿ̡̠Ҡ̭̠Ҝ̡̠̰̮̯̰̲̙̮̯̬̫̭ц̨̫ԉ 10
 ½̴̬̫̮̘̟̩̯ӭ̟̰̩̝̥̦Ҡ̯Ҟ̡̩̲Ӻ̬̝ ̧ҝ̡̟̥
̧̨̛̯̞̫̰̫̙̩̣ Ґ½̫̩̣̬̘ ̯̝ԉ̯̝½̡̫̥Ӻ̭ ̟̰̩̝̥̪Ҡ½̨̥̤̫̙̩̣ ̯̫̥̝ҥ̯̝̥̭;
-̼ (repelindo os avanços dele)
½̝ԉ̮̝̥ ̡̦̘̦̥̮̯ ̦̝Ҡ̨Ҟ½̬ң̡̮̝̟̯Ҟ̡̩̲Ӻ̨̬̘̫̥
+). (implorando) 15
̫Ѧ̡̦̝̠̠Á̫Ѿ̞̝̠̥ӭ½̧̘̥̩
-̼ (com firmeza)
̨Қ́ҡÁ̫Ѿ̦ъ̴̡̟̟̫Ѧ̡̦̝̠̞̝̠̥̫ԉ̨̝̥ж̧̧Қ½̷̡̬̯̬̫̩̯̫Ҥ̭ к̡̩̠̬̝̭̠Ӻ ̯̫ԉ
½̧̨̫̙̫̰½̨̝̰̮̝̙̩̫̰̭ ̮½̫̩̠Қ̭½̡̫̥Ӻ̮̤̝̥ ½̡̡̫̥̮̯̯̝̚ԉ̯̝
+).. ̮Ҥ̠Ҝ̛̯̫Ѿ̧̛̦̝̯̝̦̩Ӫ̨̡̯Áц̨̫ԉѲ̷̧̛̟̫̩̲̬̩̫̩ 20
M̼ ̫Ѿ̠Ӭ̯̝˶̛̦̝̯̫̥̮Á̫Ѿ̦ц̬Ԗ̟Áҋ̭̫Ѿ̧̱̥Ԗ
+).. ̧̡̱̥Ӻ̭̯ҡ̫̩̫҄Ѿ̧̛̦̝̯̝̦̩Ӫ
M̼ Ґ̦̝̯̝̟ҝ̧̡̝̮̯ ц̛̩̝̩̯̫̩̯̫ԉ½̛̝̥̠̫̰
+).. (virando-se para o escravo)
̨Қ ̛́Á ж̧̧Қ ̯̫ԉ̷̯ ̟Á̫Ѧ̡̦̝̠, Ґ ̝̩̉Ӭ, ̡̱̙̬. 25
ѳ̡̤̬̘½̴̩ ѵ̭̯Ң½̡̛̝̥̠̫̩̱̙̬̥ ̫Ѧ̡̦̝̠ж½̡̙̬̲̯̝̥
Ѣ̠̫Ҥ ̯Ң̨̙̩̮̫̥½̛̝̥̠̫̩̦̝ҠЁ̠Ҟц̦½̫̠̹̩ ̮Ҥ̠Á̫Ѿ ̧̛̦̝̯̝̦̩Ӫ
-̼ ж̧̧Қ½̫ԉ̟Қ̬к̩໌̯̥̭ໍ̡̡̠̬̘̮̥̯̫ԉ̯̫½̬Ԗ̯̫̩̟Қ̡̬̠Ӻ̨Áц̡̡̩̟̦Ӻ̧̛̩̦̥̩̠̥̫̩
+). ̨̨̣̠̝Ԗ̭ ц½̡̥̠Ҟъ̡̪̮̯̥̩ѓ̨Ӻ̨̩̲̝̝Ҡ̧̡̛̦̝̯̝̦̩̮̤̝̥
-̼ (com firmeza)
̨Қ̯Ң̩о½̷̴̧̧ ̫Ѿ̦ц̴̘̮̮Áц̟Ҧ ̛̦̝½̡̬̯̫̥̫ԉ̯̫̩Ѷ̩̯̝ ̧̡̨̛̦̝̯̝̦̩̮̤̝̥̲̝̝ҡ 30
(ц̪ҝ̡̬̲̯̝̥)
+). (com alegria)
Ҍ̯Ӭ̡̭Ѿ̛̯̰̲̝̭˶ї̯̫̥̟̰̩Ҟ̧̱̥̫ԉ̮қ̨̡̧̠̣̚ц̛̮̯̩
Seção Dez A–E: Lisístrata de Aristófanes 127

Vocabulário para a Seção Dez D

ж-̨̡̧-̡Ӻ descuidado (dat. m. s.) ̡̤̬̘½̴̩ (̡̤̬̝½̫̩̯-), ѳ escravo, ½̸̧-̣, ѓ portão (1a)
ж ̨̡̧̡̙̮̯̬-̫̭ ¾̝ -o̩ mais servo (3a) ̯̙̦̩ ̫̩ ̷̯criança, filho (2b)
descuidado (ж-̨̡̧-̭̚) ̦̝Ҡ ̠Ҟ veja! ̯o̥ então
ж-̨̡̧-Ӭ descuidado (ac. m. s.) ̛̦̝̯̫̥ e no entanto ̡̱̙̬ . . . ̴̧̱̥̮̚ vem... e eu
и̩̠̬̘̮-̡̡̥ faria (̠̬̘-̴) ̦̝̯̝-̧̟̙̝̮̯-̫̭ -o̩ risível, tolo, beijarei
̞̝̠̥-̫ԉ̨̝̥ caminharei (fut. de ridículo ̧̨̧̨̛̱̣̝̱̥̣̝̯ ̷̯ beijo (3b)
̢̛̞̝̠-̴; ̙-̴ contr.) ̦̝̯̝-̧̛̦̩-̨̫̝̥ deitar-se ̨̲̝̝Ҡ no chão
̞̝̠̥-ӭ caminharás (fut. de ̧̛̦̥̩̠̥-̫̩, ̷̯ sofazinho (2b)
̢̛̞̝̠-̴; ̙-̴ contr.) ̝̩̉-Ӭ̭, ѳ Manes (voc. M̝̩ Ӭ) Vocabulário a ser aprendido
̧̟̰̦-̡Ӻ ̝ doce (nom. f. s.) (1d) ̛̦̝̯̫̥ e no entanto
̧̟̰̦-Ҥ doce (nom. n. s.) ̨̨̙̱-̨̫̝̥ criticar (+ dat.) ̧̦̝̯̝̦ӷԝ̨̩̫̝̥ deitar
̧̟̰̦-Ҥ̩ doce (ac. m. s.) ̨̨̣̠̝-Ԗ̭ de jeito nenhum ̨̨̨̙̱̫̝̥ criticar, encontrar
̧̟̰̦-̸̭ doce (nom. m. s.) ̨̯̣̬̚ (̨̣̯(̡)̬-), ѓ mãe (3a) defeito em (+ ac. ou dat.)
̠̰̮-̡̯̰̲̙̮̯̬-̫̭ –̝ -o̩ mais ѵ̭ que, o qual (nom. m. s.) ̨̨̣̠̝Ԗ̭ de jeito nenhum
infeliz (̠̰̮-̯̰̲-̭̚) ½̸̝-̨̫̝̥ desistir de (+ gen.) ̨̯̣̬̚ (̨̣̯(̡)̬-), ѓ mãe (3a)
ц̦½̫̠̹̩ fora do caminho ½̬̫̮-̘̟-̴ aproximar (+ dat.) ½̸̨̝̫̝̥ desistir de (+ gen.)
̡Ѿ-̛̯̰̲-̝, ѓ boa sorte (1b) ½̷̡̬̯̬̫̩ primeiro, antes ̯̫̥ então (inferência)

E
ц½̡̝̩̙̬̲̯̝̥ѓ̧̛̛̰̬̬̩̣̦̥̩̠̥̫̩̱̙̬̫̰̮̝̉
-̼ Ѣ̠̫Ҥц̟Ҧц̸̨̦̠̫̝̥
(tem uma ideia súbita)
̨̛̛̦̝̯̫̥̳̝̤̫̩̲̬̚Áц̡̡̩̟̦Ӻ̩
+). (surpreso) 5
½̨̛̛̫̝̳̝̤̫̭Ҟ̨̡̛̫̟ж̧̧Қ̷̸̨̛̠̭̫̩̰̩̦̮̝̥
-̼ Ѣ̸̠̫
̸̦̮̝̮̝̯Ң̩к̩̠̬̝ ̝̤̥̭҄ц̡̪̙̬̲̯̝̥̱̙̬̫̰̮̝̠Ҝ̛̳̝̤̫̩ ½̴̘̩̰̯̝̲̙̭
ц½̡̝̩̙̬̲̯̝̥
Ѣ̸̠̫ ̛̳̝̤̫̭ж̧̧Қ̯ҡ̫Ѿ̧̦̝̯̝̦ҡ̩Ӫ̦̝ҠЁ̠Ҟц̸̨̦̠̫̝̥ 10
(outra ideia súbita)
̛̦̝̯̫̥ ½̡̧̬̫̮̦̱̘̝̥̫̩ ̫Ѿ̦ ъ̡̲̥̭.

Vocabulário para a Seção Dez E


̷̠̭concede!̴̛̠̠ ̨̥̠̫ ̧̛̦̥̩̠̥-̫̩, ̷̯ sofazinho (2b) ½̬̫̮ ̡̧̦̱̘̝̥ ̫̩ ̷̯travesseiro
ц̦-̸̠-̨̫̝̥ despir-se ̦̰̩̙-̴ (̦̰̮-) beijar (2b)
̛̦̝ ̠Ҟ veja, olha só! ½̫Ӻ-̫̭ ¾̝ O̩; que tipo de? qual? ̛̳̝̤-̫̭, ѓ colchão (2a)
128 Parte Três: Atenas pelos olhos do poeta cômico

+). (beligerante)
 ж̧̧Á̫Ѿ̠ҝ̨̫̝̥̫Ѿ̠Ҝ̩ъ̴̡̟̟
-̼ (com firmeza)
̩Ҟ ́ҡÁ ж̧̧Áц̟Ҧ ̨̠̙̫̝̥. 15
 ̝̤̥̭҄ц̡̪̙̬̲̯̝̥ц½̡̝̩̙̬̲̯̝̥̠Ҝ½̡̧̬̫̮̦̱̘̝̥̫̩̱̙̬̫̰̮̝
-̼ ж̛̩̮̯̝̮̫ ж̩̝½̠̣̮̫̩̚
̇̆̊ (sacudindo a cabeça)
і̠̣½̘̩̯Ӥъ̴̲ ѷ̴̨̮̩̠̙̫̝̥
-̼ л½̝̩̯̝̠Ӭ̯̝ 20
+). ̡̠ԉ̷̬̩̰̩ Ґ̛̰̬̬̥̩̠̥̫̩̉
-̼ (provocando, depois séria)
̯Ң̷̮̯̬̱̥̫̩і̸̧̨̠̣̫̝̥ж̧̧Қ̸̧̱̝̪̝̥Ё̨̨̚Ӥц̪̝½̝̯ӝ̩ ½̡̬Ҡ̯Ԗ̩
̮½̫̩̠Ԗ̩ ½̡̬Ҡґ̩к̷̧̬̯̥̟̫̰̭ц½̸̨̡̫̥̫̤̝
+). (distraidamente) 25
 ̩Ҟ́ҡӤ ж½̧̨̛̫̫̣̩к̬̝
-̼ ц̛̪̝̱̩̣̭½̸̡̝̯̝̥ц̨̦̠̰̫̙̩̣
̸̮̥̮̬̝̩̫Ѿ̦ъ̡̲̥̭
+). (gritando, frustrado)
 ̨Қ́ҡӤ ̫Ѿ̠Ҝ̨̠̙̫̝ҡ̡̟ ж̧̧Қ̡̞̥̩Ӻ̸̧̨̩̞̫̫̝̥. 30
-̼ (provocando outra vez)
ж̨̧̡̙̥ ½̡̫̥̮̥̭̚ ̯̫ԉ̯̫. ̯̝̲Ҥ ̟Қ̬ ъ̨̬̲̫̝̥.
(ц̡̪̙̬̲̯̝̥)
+). (suspirando fundo)
 ѓк̴̩̤̬½̡̡̫̭̠̥̝̱̤̬Ӻ̨̡̯̝Ӻ̸̭̮̥̮̬̝̥̭ 35
 ц½̡̝̩̙̬̲̯̝̥ѓ̸̛̰̬̬̩̣̮̥̮̬̝̩̱̙̬̫̰̮̝̉
(com firmeza)
̩ԉ̴̡̧̩̮̱̥̮̚Ѣ̸̠̫
-̼ (afasta-o)
ж̨̡̡̩̘̩. м̬̝ ̨̰̬̥Ԗ ̡̮; 40
+). ̨Қ̯Ң̩о½̷̴̧̧ ̨Ҟц̨ҝ̡̟
-̼ (com firmeza, pegando um frasco de óleo)
̩Ҟ̯Ҟ̩о̛̱̬̫̠̯̣̩ ½̴̫̥̮̯̫̚ԉ̯̫½̷̡̡̬̯̥̩̠Ҟ̯Ҟ̡̩̲Ӻ̬̝ ̦̝Ҡж̧̡ҡ̱̫̰
̧̝̞̹̩ ѷ̴̮̫̥̠̹̮
+). (desconfiado) 45
̫Ѿ̲ѓ̠Ҥ̯Ң̸̨̬̫̩ѷ̨̫̥ъ̴̠̦̝̭̠̥̝̯̬̥̞Ӭ̭̟Қ̬Ѷ̢̡̥ ж̧̧Ӥ ̫Ѿ̦ Ѷ̢̡̥ ̴̨̟̘̩.
-̼ (olhando para o frasco com uma zanga fingida)
̧̯̘̝̥̩Ӥ ц̟̹, ̯Ң Ԟ̷̠̥̫̩̎ і̡̩̟̦̫̩ ̨ҥ̬̫̩.
+). (impaciente)
ж̟̝̤ң̩. ъ̝ ̝Ѿ̷̯, Ґ ̨̠̝̥̫̩ҡ̝. ̦̘̦̥̮̯Ӥ ж½̷̧̫̥̯̫, ѷ̮̯̥̭ ½̬Ԗ̯̫̭ ц½̡̛̫̣̮ 50
̸̨̬̫̩. ж̧̧Қ ̧̛̦̝̯̝̦̩̣̤̥ ̦̝Ҡ ̨ҟ ̨̫̥ ̱ҝ̡̬ ̨̣̠̙̩.
Seção Dez A–E: Lisístrata de Aristófanes 129

-̼ ½̴̫̥̮̯̝̚ԉ̯̝ ̩Ҟ̯Ҟ̩т̡̨̬̯̥̩ѿ½̸̧̨̫̫̝̥̟̫ԉ̩ж̧̧Ӥ Ґ̧̡̛̱̯̝̯ 


̮½̫̩̠Қ̭½̡̫̥Ӻ̡̮̤̝̥̳̣̱̥Ӻ
+). (distraidamente)
 ̳̣̱̥̫ԉ̨̝̥ 55
 ѓ̛̰̬̬̩̣̉ж½̡̫̯̬̙̲̥
̛̯ ̠Ҝ ̯̫̰̯Ҡ ̯Ң ½̬ӝ̨̟̝; ѓ ̟̰̩Ҟ ж½̡̧̤̫ԉ̮қ ̨Ӥ ъ̧̥½̡̩. ̫Ѧ̨̫̥, ̛̯½̴̛̘̮̲̯
½̡̨̛̮̫̝̥̫Ѧ̨̫̥ ж½̧̡̫Ӻ̨̡ѓ̛̟̰̩̯̩̝̩̚ԉ̩ ̞̥̩ҟ̴̮; ̫Ѧ̨̫̥. ̠̰̮̯̰̲̙̮̯̝̯̫̭
ц̟̹.

ж̧̡̛̱-̨̫̝̥ untar(-se) ̦̝̯̝-̧̛̦̩-̣̤̥ deita! ̧̱̰̘̯̯-̨̫̝̥ ̨Ҟ cuidar de não


ж̨ҝ̧̡̥ claro, é claro ̧̡̛½-̴ (̧̥½-) deixar (+inf.)
ж̩̝-½̣̠̘-̴ pular ̸̧-̨̫̝̥ desfazer, desatar (o que ̢̛̳̣̱ ̨̫̝̥VOTARfut
ж½-̧̫-̨̛̫̣̩ que eu morra é próprio) ̳̣̱̥̙ ̨̫̝̥
(ж½-̷̧̧-̨̰̝̥/ж½-̧̫-) ̨̡̛̣̠̭ ̨̡̨̛̣̠-̝ ̨̣̠̙̩ (̨̡̣̠̩-) ґ̩ que, as quais (gen. f. pl.)
ж½-̷̧-̫̥̯̫ que ele morra ninguém, nenhum, nada
(ж½-̷̧̧-̨̰̝̥/ж½-̧̫-) ̨̢̛̰̬-̴ untar com mirra (fut. Vocabulário a ser aprendido
т̡̨̬̯̥̭, ѓ Ártemis (3a) (ac. ̨̰̬̥̙-̴) ж̨̡̧̭̚ ҝ̭ descuidado
т̡̨̬̯̥̩) (deusa da caça e da ̸̨̬-̫̩, ̷̯ mirra (2b) ̸̧̟̰̦̭ ̡Ӻ̸̝ doce
castidade) ̛̰̬̬̥̩̠̥̫̩̉ Mirrininha, Mirrina ̟̫ԉ̩ ao menos
̞̥̩̙-̴ foder (chulo) querida ̨̠̙̫̝̥ precisar, ter necessidade
̟̫ԉ̩ ao menos ѵ que, o qual (ac. n. s.) de, pedir (+ gen.)
̨̛̠̝̥̫̩-̝ minha querida Ѷ̢-̴ cheirar a (+ gen.) ̴̨̛̠̠̥ (̠̫-) dar, conceder
̠̙-̨̫̝̥ precisar (+ gen.) ѷ̮-̴̩ de quanto, de quantas ц̸̨̦̠̫̝̥ despir-se
̠̥̝ ̯̬̥̞ ̚ ѓdemoraa coisas (gen. n. pl.) ̨̡̛̣̠̭ ̨̡̨̛̣̠̝ ̨̣̠̙̩ (̨̡̣̠̩-)
̠̰̮ ̯̰̲̙̮̯̝̯ ̫̭ ̣ O̩o ѷ̮-̯̥̭ ele que (nom. m. s.) ninguém, nenhuma, nenhum
mais desafortunado, muito ½̬̫-̡̛̯̩-̴ estender ѷ̭ ї ѷ que, o/a qual
desafortunado̠̰̮ ̯̰̲ ̭̚ ‘̷̠̥̎-̫̭ -̝ -o̩ de Rodes ѷ̮½̡̬ ї½̡̬ ѷ½̡p que/o(a) qual
̠̹̮-̴ darei (̴̛̠̠-̨̥/̠̫-) ̸̮̥̮̬-̝, ѓ cobertor (1b) de fato
ъ ̴̠̦-̝̭ tu deste (̴̛̠̠-̨̥/̠̫-) ̷̮̯̬̱̥ ̫̩ ̷̯faixa, cinturão (2b) ѷ̮̯̥̭ ї̯̥̭ ѷ ̯̥ quem quer que, o
ъ ̧̥½-̫̩ ver ̧̡̛½-̴ ̯̝̲Ҥdepressa, rapidamente que quer que, ele/ela que
ѓ̠-̸ doce, agradável (nom. n. s.) ѿ½̫ ̸̧ ̨̫̝̥tirar os sapatos ½̫Ӻ̫̭ ә̫̩que tipo de? qual?
̦̘̦̥̮̯̝ da pior maneira ̧̱̥̙-̴ beijar ̢̨̛̳̣̱̫̝̥ votar (fut. ̨̳̣̱̥̙̫̝̥)
130 Parte Três: Atenas pelos olhos do poeta cômico

Seção Onze A–C: Os acarnenses de Aristófanes

Introdução
Voltamos pela última vez a Diceópolis, que deixa de ser um mero observador
dos problemas que lhe parecem infectar Atenas e que ele atribui principalmente à
guerra e à recusa obstinada dos atenienses em encerrá-la. Diceópolis é o herói da
comédia Os acarnenses, de Aristófanes.

Em O mundo de Atenas: democracia em Atenas 6.1ss.; técnica cômica 8.77;


a corda 6.10; prítanes 6.9; arauto 6.33-4; arqueiro cita 5.63, 6.31; embaixadas
6.35-7.

Vista noroeste da ágora (c. 425)


Enredos cômicos

Os enredos de Aristófanes geralmente seguiam este padrão: (1) uma grande e


fantástica ideia é apresentada (quanto mais extravagante, melhor), com frequên-
cia envolvendo salvação para o próprio personagem, para sua família ou para
toda a Grécia. O originador dessa ideia torna-se o herói ou heroína. (2) A ideia é
levada adiante e, depois de uma série de pequenos contratempos, acontece a ação
principal, depois do qual a “grande ideia” é realizada. (3) As consequências do
sucesso da “grande ideia” são desenvolvidas.
Assim acontece no trecho a seguir de Os acarnenses. A grande ideia é encerrar
a guerra com Esparta. Como isso é impossível, Diceópolis decide fazer o seu
próprio tratado de paz pessoal com os espartanos. Muitas pessoas resistem a essa
ideia, incluindo o povo guerreiro de Acarnes, que vive nas proximidades. Mas
Diceópolis triunfa sobre todos eles e a peça termina com Diceópolis celebrando
o festival rural de Dioniso com uma orgia de sexo e bebedeira.
Aristófanes geralmente não amenizava o tom ou usava meias palavras. É ver-
dade que ele nunca clamou por uma mudança na constituição democrática radi-
cal da Atenas do século V, nem (na obra que chegou até nós) atacou seriamente
figuras públicas como Nícias ou Alcibíades. Mas, com exceção desses, tudo era
bom material para ele: o público, os deuses, políticos, intelectuais, homosse-
xuais, jurados, burocratas, estudantes, militares. Em tudo isso, seu objetivo era
ganhar o primeiro prêmio; mas seu sucesso junto ao público, que incluía agri-
cultores, citadinos, pobres, marinheiros, soldados, bem-sucedidos e desiludidos,
cultos e iletrados, certamente residia na esperança que ele lhes dava. Os heróis
de Aristófanes, como Diceópolis, eram todos pessoas comuns sem importância,
mas ainda assim indivíduos que nutriam sentimentos fortes em relação a algo
que provavelmente tocava o coração do público e que faziam grandes esforços
para alcançar suas metas, geralmente com sucesso. No mundo fortemente com-
petitivo da sociedade ateniense, essa reafirmação da vontade do homem comum
de vencer e superar os seus superiores deve ter sido tão reconfortante quanto o
constrangimento dos fortes e poderosos. (O mundo de Atenas, 8.73, 78)
132 Parte Três: Atenas pelos olhos do poeta cômico

A
Diceópolis foi até a Assembleia na Pnix, determinado a tomar alguma atitude
para encontrar paz para si mesmo. Ele olha em volta, surpreso por ver a
Assembleia vazia.

́̆̇˾̆̌̍̌̈̆̏ж̧̧Қ̛̯̯̫ԉ̯̫̫Ѩ̠̝̟Қ̬ѷ̛̯̥̦̰̬̝ц̧̡̡̨̧̧̡̛̦̦̣̮̝̟̩̮̮̤̝̥̙̥̚
̨̡̯̬̫̩̚ж̧̧Ӥц̬Ӭ̨̫̭ѓ̩̍Ҥ̪̝ѿ̛̯̣
(olha para a ágora)
̫ѣ ̠Ҝ ц̩ ̯ӭ ж̟̫̬Ӟ, ½̬Ң̭ ж̧̧̧̫̰̭̚ ̷̧̡̨̡̠̥̝̟̩̫̥, к̴̩ ̦̝Ҡ ̴̦̘̯̯Ң
̸̡̛̮̲̫̥̩̫̩̱̟̫̰̮̥̩Ѳ̳Ҝ̠Ҝ̫ѣ½̡̬̰̯̘̩̥̭ї̪̫̰̮̥̩ ̡̫҄Ѩ̠̝ж̧̧Ӥѷ½̴̭ 5
̡Ѣ̬̩̣̚ъ̮̯̝̥ ̢̡̛̱̬̫̩̯̥̫Ѿ̡̛̠̭ ц̟Ҧ̠Ӥ ж̡Ҡ½̬Ԗ̡̯̫̭Ѣ̭̯Ҟ̩ц̧̛̦̦̣̮̝̩
̡Ѣ̮̥Ҧ̴̢̛̩̦̝̤ ̦̝Ҡ̷̨̩̫̭Ҏ̩ ж½̧̫̞̙½̴̡Ѣ̭̯Ң̩ж̷̟̬̩ ̡Ѣ̧̬̩̣̩̱̥̚Ԗ̩ 
̨̥̮Ԗ̨̩Ҝ̩к̮̯̰ ̯Ң̩̠Ӥц̨Ң̩̠Ӭ̨̫̩½̫̤Ԗ̩
(faz uma pausa; olha para a entrada)
ж̧̧Ӥ̫ѣ½̡̬̰̯̘̩̥̭̟Қ̬̫ѿ̯̫̥ҠѲ̳Ҝї̦̫̰̮̥̯̫ԉ̯Ӥц̡̦Ӻ̩̫ѵц̟Ҧъ̧̡̟̫̩ 10
(Os trabalhos começam: o arauto chama os oradores.)
̼̇̄̎̋ ̸̡̦̣̬̯̯̥
½̘̬̥̯Ӥ̡Ѣ̭̯Ң½̷̡̬̮̤̩½̘̬̥̯Ӥц̩̯Ң̭̯̫ԉ̨̦̝̤̘̬̝̯̫̭
½̡̝̬̙̬̲̫̩̯̝̥Ѣ̭̯Ң½̷̡̬̮̤̩½̡̘̩̯̭̫ѣ½̷̡̝̬̩̯̭½̷̴̡̧̝̬̤̩̯̩̠Ҝ
½̴̘̩̯̩ ц̛̪̝̱̩̣̭̯Ң̩̦̬̰̦̝̚½̸̡̡̬̫̮̝̟̫̬̥̯̥̭ о̨̡̛̱̤̫̭Ѳ̷̨̩̝̯̥ 15
˾̉̒̆̅̂̌̏(ansioso)
і̡̠̣̯̥̭Ѩ½̡
ѳ̨Ҝ̩о̨̡̨̡̛̱̤̫̭̙̩̥ ѳ̠Ҝ̦Ӭ̬̰̪̫Ѿ̦ж½̡̨̛̫̦̬̩̯̝̥̙̩̫̩̯̫̭̠Ӥо̨̱̥̤̙̫̰ 
̸̡̦̣̬̯̯̥ъ̯̥
̼̇̄̎̋ ̯ҡ̭ж̸̸̡̡̧̡̟̫̬̥̩̞̫̯̝̥ 20
˾̉̒̆ ̝̤̥̭̯҄Ң̩̦̬̰̦̝̚½̸̡̡̬̫̮̝̟̫̬̥
ц̟̹
̼̇̄̎̋ ̯ҡ̭Ҏ̩
˾̉̒̆ о̨̡̛̱̤̫̭
̼̇̄̎̋ ̫Ѿ̦к̴̩̤̬½̫̭ 25
˾̉̒̆ ̫҂̦ ж̧̧Қж̤̘̩̝̯̫̭ ѵ̩ц̦ҝ̧̡̰̮̝̩̫ѣ̡̤̫Ҡ̮½̫̩̠Қ̭½̫̥Ӭ̮̝̥½̬Ң̭
̡̨̛̝̦̠̝̥̫̩̫̰̭̈ж̧̧Ӥж̤̝̩̘̯ԔѶ̩̯̥ Ґ̡̩̠̬̭ ц̷̱̠̥̝̫Ѿ̦ъ̨̮̯̥̫̥й̡̠Ӻ
̫Ѿ̟Қ̷̬̠̥̠̝̮̥̩̫ѣ½̡̬̰̯̘̩̥̭ц̧½̴̢̛̫̩̠҄ҝ̡̪̮̤̝̥̯Қц̷̱̠̥̝¾
̎̄̐̎̐̆̏̕ ̡҄Ѧ̡̮̯ Ґк̡̩̠̬̭о̤̣̩̝Ӻ̫̥ ѷ̡̯̥҂̡̩̫̰̭Ѣ̨Ҡ̯ԗ½̧̡̨̤̥̚Ҟ̫̩҄ж̸̡̡̦̫̯
̸̯̫̯̫̰ ̡Ѣ̨Ҟ½̡̬Ҡ½̧̨̧̫̙̫̰̙̟̫̩̯̫̭ 30
 ц½̝̥̩̫ԉ̮̥̦̝Ҡ̤̫̬̰̞̫ԉ̮̥̩̫ѣо̤̣̩̝Ӻ̫̥
̼̇̄̎̋ ̫ѣ̷̯̫̪̯̝̥
̡Ѣ̷̡̧̡̮̤̩̯̭̫ѣ̷̯̫̪̯̝̥̯Ң̩о̨̱ҡ̡̤̫̩ж½̘̟̫̰̮̥̩ж½̷̴̝̟̩̯̩̠Ҝ̝Ѿ̯Ԗ̩ 
Ѳ̷̢̡̛̬̟̯̝̥̥̦̝̥́½̧̫̥̭
́̆̇ Ґ̡̩̠̬̭½̡̬̰̯̘̩̥̭ ж̡̠̥̦Ӻ̡̯̯Ҟ̩ц̧̛̦̦̣̮̝̩ ̯Ң̩к̩̠̬̝ж½̡̘̟̫̩̯̭ѷ̮̯̥̭ 35
ѓ̨Ӻ̩ъ̨̡̧̧̡̮½̫̩̠Қ̭½̡̫̥̮̥̩̚
̼̇̄̎̋ ̢̡̦̘̤̥ ̛̮̟̝
́̆̇ ̨Қ̯Ң̩о½̷̴̧̧ ц̟Ҧ̨Ҝ̩̫҂ ж̧̧Қ½̡̬Ҡ̡Ѣ̨̡̛̬̩̣̭̲̬̣̝̯̮̝̯̚
̼̇̄̎̋ ̫ѣ½̡̬̙̮̞̥̭̫ѣ½̝̬Қ̴̧̞̝̮̥̙̭
Seção Onze A–C: Os acarnenses de Aristófanes 133

Vocabulário para a Seção Onze A

Gramática para 11A–C


C Presente e imperfeito passivos
C Genitivo absoluto
C Advérbios comparativos e adjetivos com duas terminações
C Optativo de ̨̛̱̣ “eu digo”

ж̸̡̟̫̬-̴ falar, declarar ѷ½̴̭ como, que usados para diversas tarefas
ж̟̬-̷̭, ѳ campo (2a) Ѳ̢̛̬̟-̨̫̝̥ zangar-se, irritar-se de policiamento)
ж-̤̘̩̝̯-o̭ -o̩ imortal Ѷ̡̳ tarde ̨̢̛̲̬̣̝̯-̴ negociar
о̨̛̱-̡̤-̫̭, ѳ Anfíteo (2a) ½̷̴̡̧̝̬̤̩̯̩ ½̴̘̩̯̩ todos
(nome cômico; “deus de vindo para a frente Vocabulário a ser aprendido
ambos os lados”) ½̝̬ ̙̬̲ ̨̫̝̥½̘̬ ̡̨̥̥ ж̸̴̡̟̫̬ falar (em assembleia),
ж½̷̴̝̟̩̯̩ . . . ̝Ѿ̯Ԗ̩ eles (o) ½̡̧̝̬̤ avançar, vir para a proclamar
levando embora frente ж̷̟̬̭, ѳ campo (2a)
ж½̫-̧̞̙½-̴ olhar a distância ̸̩̪̍ (̰̦̩̍-), ѓ Pnix (local de ж̤̘̩̝̯̫̭ o̩ imortal
ц̩̯¥̭ (+gen.) dentro encontro da assembleia) ж½̧̫̞̙½̴ olhar fixamente para
ц̨̬̚-̫̭ -o̩ vazio, deserto ½̫̤̙-̴ desejar (e para nada mais)
̡҂-̩̫̰̭ -o̰̩ bem disposto, ½̷̡̬̮̤̩ frente ї̴̦ vir, ter chegado
benevolente ½̸̬̯̝̩-̥̭, ѳ prítane (3e) (cargo ̴̤̫̬̰̞̙ fazer barulho
ц̱ ¥̠̥ ̝ ̯қdespesas de viagem, administrativo da ̧̞̫̰̚) ̴̦̘̯ para baixo
dinheiro de viagem (2b) ̮̥̟̘-̴ be ficar quieto, silenciar ̦̣̬Ԅԝ̴̯̯ proclamar, anunciar
ї̦-̴ vir ̛̮̲̫̥̩-̫̩, ̷̯ corda (2b) ѷ½̴̭ como? (resposta a ½Ԗ̭;),
̤̫̬̰̞̙-̴ fazer barulho (esta era pintada com tinta como (pergunta indireta)
̨̦̘̤̝̬̝ (̨̦̝̤̝̬̝̯-), ̷̯ lugar vermelha e passada pela ½̨̝̬̙̬̲̫̝̥ (½̡̧̝̬̤-) avançar,
purificado (3b) ágora pelos escravos para passar, passar ao lado
̴̦̘̯ para baixo recolher os cidadãos e levá- ½̸̬̯̝̩̥̭, ѳ prítane (3e)
̸̦̣̬̯̯-̴ proclamar, anunciar los para a assembleia) (membro do comitê da ̧̞̫̰̚
̸̦̬̥-̫̭ –̝ -o̩ soberano ̷̯̫̪̯-̣̭,ѳ arqueiro (1d) (os encarregado das questões
̨̙̩̫̩̯̫̭ о̨̱̥̤̙̫̰Anfíteo arqueiros citas em Atenas públicas)
esperando eram escravos públicos ̮ӷ̴̟̘ ficar quieto, silenciar
134 Parte Três: Atenas pelos olhos do poeta cômico

B
Em O mundo de Atenas: debates e democracia 6.16; poder dos cidadãos 6.9; comércio e
produção 1.100, 5.55-7.

́̆̇ Ѷ̧̫̥̩̯̫½̡̘̩̯̭о̤̣̩̝Ӻ̫̥ѷ̮̫̥ц½̝̥̩̫ԉ̡̛̮̯̦̝Ҡ½̡̛̤̫̩̯̝̥̫ѩ̧̭̙̟̫̰̮̥̩
̫ѣ½̡̬̰̯̘̩̥̭ ̦̘̦̥̮̯̝̠Áж½̷̧̫̥̩̯̫̫ѣԈ̡̯̫̬̭̫̚ѥ̯Ң̩̠Ӭ̴̨̫̩̤½̸̡̫̰̮̥
̦̝Ҡц̪̝½̝̯Ԗ̮̥̩ж̡̛̛̯̟Қ̬̫Ѿ½̨̡̘̮̲̫̩ѓ̨̡Ӻ̭̫ѣ̴̡̟̬̟̫Ҡѿ½Á̝Ѿ̯Ԗ̩
ж̡Ҡ̟Қ̬ѿ½Á̝Ѿ̯Ԗ̩ц̪̝½̨̡̝̯̹̤̝̦̝Ҡж̸̨̡̠̥̦̫̤̝̦̝Ҡж½̸̧̧̨̡̫̤̝ж̧̧Қ
̛̯ъ̡̪̮̯̥̩ѓ̨Ӻ̩½̡̫̥Ӻ̩ ̴̫̯̭҃ж̡Ҡѿ½Á̝Ѿ̯Ԗ̩ж̨̠̥̦̫̰̙̩̫̥̭ѳ̟Қ̬̠Ӭ̨̫̭ 5
̡̠̫̦Ӻ̟Áї̡̠̮̤̝̥½̷̡̨̡̥̤̩̫̭ѿ½Ң̯Ԗ̩Ԉ̷̴̣̯̬̩ ̦̝Ҡ̯̫Ӻ̷̧̭̟̫̥̭̝Ѿ̯Ԗ̩
̴̤½̷̡̨̡̰̩̫̭̦̝Ҡц̪̝½̨̡̝̯̹̩̫̭̦̝Ҡ̷̡̨̡̠̥̝̱̤̥̬̩̫̭ж̡Ҡ̟Қ̨̬̯̥ӝ̯̝̥
ѿ½Ң̯̫ԉ̨̠̫̰̚ѳ̴̧̙̟̩ѷ̯̥À̡҂̡̩̫̰̭Ѣ̨Ҡ̯ԗ½̧̡̤̥̚Á ̫Ѿ̠̙½̡̨̫̯̯̥ӝ̯̝̥ѳ
̲̬̣̮̯Ң̭ѳ̯Қ̲̬̣̮̯Қ̸̴̨̧̡̮̰̞̫̰̩
 Ѧ̴̮̭̠Ҝи̛̩̱̝̣̯̥̭À̛̯̫̩҄ц̸̷̧̡̡̤̬̭̟Áѳ̠Ӭ̨̫̭̦̝Ҡ ̝Ѿ̯Ң̭к̡̬̲̥ ̦̝Ҡ 10
ѿ½Á̫Ѿ̡̠̩Ң̭к̧̧̫̰к̡̡̬̲̯̝̥Ѣ̠Ҝ̡̯̰̟̲̘̩̥ ̷̧̨̡̞̫̰̩̫̭ѿ½Ң̯Ԗ̩Ԉ̷̴̣̯̬̩
ц̪̝½̝̯ӝ̮̤̝̥̦̝Ҡ½̡̡̛̤̮̤̝̥ ̦̝Ҡ̴̤½̸̡̡̮̤̝̥ ъ̴̮̯Á
 ц̟Ҧ̠Áж½̨̛̫̦̬̩̫̝̥ À̛̦̝̯̫̥̫ѣ̨Ҝ̩̩̝ԉ̯̝̥̦̬̝̯̫ԉ̮̥̩ц̩ ̯ӭц̧̛̦̦̣̮ӛ 
̫ѣ̠Ҝ̴̡̟̬̟̫Ҡк̡̦̫̩̯̭ж̢̩̝̟̦̘̫̩̯̝̥̫Ѣ̡̦Ӻ̩ц̩ ̯ԗк̡̮̯̥ ж½̸̧̧̨̡̫̩̫̥̯ӭ
̫Ѣ̡̦̮̥̦̝̚Ҡ̯ӭж½̛̫̬ӛ̦̝Ҡ̯ӭ ̷̩̮ԔÁ 15
 Ѧ̴̮̭̠Ҝж½̛̫̦̬̩̝̥̯Áи̩̫̯̫̭҅À̮Ҥ̠Ҝц̸̧̡̡̤̬̫̭Ҍ̩̫Ѿ ̡̯̰̟̲̘̩̥̭
̨Ҟ̷̢̡̨̫̩̱̬̩̯̥̣̠̙̩҄ ̨̡̯̯̫̚ԉ̨̨̡̠̫̰̯̚̚ ̯Ԗ̩Ԉ̷̴̨̡̣̯̬̩̯̯̫̚ԉ
½̧̨̨̡̫̙̫̰̯̯̚Ԗ̷̴̨̩̩̩є ̴̡̨̨̟̟̬̝̙̩̩єж̴̟̬̘̱̩ц̩̟Қ̸̬̯̝̯Ӫ
̯ӭ½̷̧̡̥̫Ѿ̡̠Ҡ̭ѿ½Á̫Ѿ̡̠̩Ң̭̫Ѿ̠̙½̡̫̯ж̢̡̩̝̟̦̘̯̝̥½̡̫̥Ӻ̩й̨Ҟц̧̡̤̙̥
ж̡̯̲̩Ԗ̭ ̠Ҝц̧̡̰̤̙̬̫̰̭ѓ̟̫ԉ̸̨̡̝̥̯̫̭̯ѧ½½̫̰̭̦̝Ҡ̯̫Ҥ̭ѓ̷̨̥̩̫̰̭ ̯̫Ҥ̭ 20
ц̩̯ӭ½̷̧̡̥ ̫ѥ̦̝̯Қ̯Қ̭ѳ̠̫Ҥ̭½̷̡̨̡̫̬̰̩̫̥ц̨̧̧̡̞̘̥̩ ̧̱̥̫ԉ̮̥̯̫Ӻ̭
ѳ̠̫̥½̷̬̫̥̭̯̫Ӻ̨̭Ҟц̨̪̥̮̯̝̙̩̫̥̭Á
 ̡Ѩ̡̩̟̩̫Ҥ̭̫̩҄ц̨̝̰̯Ң̩ц̸̷̧̡̡̤̬̩̟ÁѶ̩̯̝̦̝Ҡ̫Ѿ̦ ж̷̢̨̡̩̝̟̦̝̩̫̩
ѿ½Á̫Ѿ̡̠̩Ң̭½̡̫̥Ӻ̩й̨Ҟц̴̧̤̙ ̯Ԗ̩к̴̧̧̩ ½̸̴̧̡̨̫̫̩̯̩ ц̟Ҧ̝Ѿ̯Ң̭̫Ѿ
½̴̧̡̨̫̮̚ ж̧̧Á̡Ѣ̬̩̣̩̚к̴̪ о̨̡̡̛̱̤ ̡̠ԉ̬Áц̧̤̙˶ж̧̧Áо̷̨̡̨̛̱̤̭̫̥ 25
½̫ԉц̮̯̥̩
˾̉̒̆ ½̡̨̘̬̥̥
́̆̇ ̠̫Ҥ̭̯ԗо̨̱̥̤̙ԔѲ̦̯Ҧ̨̠̬̝̲̘̭
̮Ҥ ̯̝̰̯̝̮Ҡ̧̝̞Ҧ̩Ѳ̦̯Ҧ̨̠̬̝̲Қ̭ ̮½̫̩̠Қ̭½̛̫̣̮̝̥½̬Ң̭ ̡̨̛̝̦̠̝̥̫̩̫̰̭̈
ц̨̫Ҡ̷̨̩Ԕ̦̝Ҡ̯̫Ӻ̭½̛̝̥̠̫̥̭ 30
 ̯̫ԉ̥̦̝̥̫́½̷̴̷̧̡̭̠̩̯̫̭̯Қц̷̱̠̥̝ ж½̡̙̬̲̯̝̥ѳо̨̡̛̱̤̫̭
(vira-se para os prítanes)
ѿ̨̡Ӻ̭̠Ҝ½̸̡̡̡̡̬̮̞̮̤ ъ½̡̥̯̝̠Ҝц̢̡̡̦̠̥̦̘̯ ъ½̡̥̯̝ ̨̢̡̡̛̲̬̣̝̯̯½̡̬Ҡ
̯̫ԉ½̧̨̫̙̫̰̦̝Ҡ½̡̬Ҡ½̷̴̨̬̫̰̲̬̣̘̯̩ ̦̝Ҡ½̡̬Ҡ̷̴̴̨̡̩̩̤̙̮̭̦̝Ҡ½̡̬Ҡ
̴̨̨̮̰̘̲̩̦̝Ҡ½̡̬Ҡ ̴̯̬̥̬̩̦̝̚Ҡ½̡̬Ҡ̴̴̡̛̩̬̩̦̝Ҡ½̡̬Ҡѣ̡̬Ԗ̩ж̧̧Á̫҂̡̯ 35
̴̯̬̥̬̩̫̚҂̴̴̡̡̡̛̯̩̬̩̠Ӻ̯̝̥ѓ½̷̧̥̭ ̡Ѣ̨̧̧̡̙̥ ̡Ѿ̨̡̠̝̥̫̩̮̥̩̚ ̫҂̡̯
½̧̤̫̰̭̫̚҂̡̨̡̯̟̙̤̫̰̭ к̡̡̩̰Ѣ̬̩̣̭̚
Seção Onze A–C: Os acarnenses de Aristófanes 135

Vocabulário para a Seção Onze B

к-̟̬̝̱-̫̭ -o̩ não escrito ц̪-̛̮̯̝-̨̝̥ sair do caminho ̯̫ԉ̥̦̝̥̫́½̷̴̧̡̭ ̷̠̩̯̫̭


ж̠̥̦-̸̨̡̫̤̝ somos maltratados ъ̴̮̯ que seja Diceópolis tendo dado
(ж̠̥̦̙-̴) ̡Ѿ-̨̠̝̥̫̩ҝ-̴ ser feliz ̯Ԗ̩ к̴̧̧̩ ½̸̴̧̡̨̫̫̩̯̩
ж̠̥̦-̨̫̰̙̩-̫̥̭ sendo ̡҂-̩̫̰̭ -o̰̩ benevolente enquanto os outros fazem
maltratados (ж̠̥̦̙-̴) ц̱-̷̠̥-̝, ̯̘ despesas de viagem guerra
к̴̦̩ к̦̫̰̮-̝ м̦̫̩ (ж̦̫̩̯-) (2b) ̨̢̛̲̬̣̝̯-̴ fazer negócios
contra a vontade ̤̙̮-̥̭, ѓ estabelecimento (3e) ̛̱̝̣ poderia dizer (com к̩)
ж̢̩̝̟̦̘-̡̯̝̥ é forçado ̴̤½̡̰-̷̨̡̩-̫̭ sendo adulado (opt. DĘ̛̱̣)
(ж̢̩̝̟̦̘-̴) (̴̤½̸̡-̴) ̧̱̥̙-̴ ter o costume de
ж̢̩̝̟̦̝-̷̨̡̩-̫̩ sendo forçado ̴̤½̸̡-̡̮̤̝̥ ser adulado
(ж̢̩̝̟̦̘-̴) (̴̤½̸̡-̴) Vocabulário a ser aprendido
ж̢̩̝̟̦̘-̫̩̯̝̥ são forçados ̴̤½̸̡-̴ adular әӴ̴̦̩ әӴ̦̫̰̮̝ ж‫( ̩̫̦؛‬ж̦̫̩̯-)
(ж̢̩̝̟̦̘-̴) ѣ̡̬-̘, ̯̘ sacrifícios (2b) contra a vontade
к̡̩̰ (+gen.) sem ̦̘̦̥̮̯̝ horrivelmente к̡̩̰ (+gen.) sem
ж½-̸̧̧̫-̨̡̤̝ estamos sendo ̨ҝ̡̟̤-̫̭, ̷̯ grandeza (3c) ж½ң̧̧Ԅ̨̥ (ж½̧̡̫̮̝-, ж½̧̫-)
arruinados (ж½-̷̧̧̰-̨̥/ж½̧̫-) ̨̡̯̚ . . . ̨̡̯̚ nem... nem matar, arruinar, destruir; (na
ж½ ̸̧̧̫ ̨̡̩ ̫̥sendo ̡̩ҧ̬̥-o̩, ̷̯ estaleiro (2b) passiva) ser morto, etc. (aor.
arruinados ж½ ̷̧̧̰ ̨̥ ѳ̠̫̥-½̷̬-̫̭, ѳ viajante (2a) ж½̴̷̧̨̣̩)
ж½-̷̧-̫̥̩̯̫ que morram! ѳ̠-̷̭, ѓ estrada, caminho (2a) ̨̠̬̝̲̚, ѓ dracma (1a) (moeda;
(ж½-̷̧̧̰-̨̝̥/ж½̧̫-) ̫ѩ̭ que (depois de ½̡̛̤-̨̫̝̥) pagamento por dois dias de
к̬̲-̡̯̝̥ é governado (к̬̲-̴) ѷ̮-̫̥ -̝̥- ̝ tantos quantos comparecimento à assembleia)
к̬̲-̴ governar Ѳ̦̯̹ oito ̡Ѩ̡̩ pois bem então!
ж̡̯̲̩-Ԗ̭ realmente Ѷ̧-̫̥̩̯̫ que morram! ̡҂̩o̰̭ o̰̩ bem disposto,
̡̨̨̟̟̬̝̙̩-̫̭ ¾̣ -o̩ escrito (Ѷ̧̧̰-̨̝̥/Ѳ̧-) benevolente
̠̥̝-̡̱̤̥̬-̷̨̡̩-̫̭ ser ½̡̛̤-̡̮̤̝̥ ser persuadido (½̡̛̤-̴) ̨̡̯̚ . . . ̨̡̯̚ nem... nem
corrompido (̠̥̝-̡̱̤ҡ̬-̴) ½̡̥̤-̷̨̡̩-̫̭ sendo persuadido ѳ̠̫̥½̷̬̫̭, ѳviajante (2a)
̨̠̬̝̲-̚, ѓ dracma (1a) (½̡̛̤-̴) ѳ̷̠̭, ѓ estrada, caminho (2a)
̡Ѩ̡̩ pois bem ½̡̛̤-̫̩̯̝̥ são/estão sendo Ѷ̧̧Ԅ̨̥ (Ѳ̧̡̮̝-, Ѳ̧-) destruir,
ц̦-̢̠̥̦̘-̴ fazer julgamento persuadidos (½̡̛̤-̴) matar; (na passiva) ser morto,
ц̨-̧̧̞̘-̴ chocar-se com, ½̧̡̨̫̙-̴ fazer guerra morrer, perecer (aor. Ҋ̷̧̨̣̩)
lançar-se contra (+ dat) ½̷̬-̫̭, ѳ recurso, provisões (2a) ѷ̮-̫̭ ̣ o̩ tanto quanto (pl.
ц̪-̝½̝̯-ӝ̮̤̝̥ ser enganado ½̸̡̡̬̮̞-̨̫̝̥ tratar com tantos quantos)
(ц̪-̝½̝̯̘-̴) embaixadores ½̧̡̨̫ҝ̴ fazer guerra
ц̪-̝½̝̯-̨̡̹̤̝ estamos sendo ̨̮̰-̸̧̡̞̫̰-̴ dar conselhos ̯̬̥̬̣̭̚, ѓ trirreme (3d)
enganados (ц̪-̝½̝̯̘-̴) ̸̨̮-̨̝̲-̫̭, ѳ aliado (2a) ̧̱̥ҝ̴ ter o costume de; amar;
ц̪-̝½̝̯-̨̡̹̩-̫̭ ser enganado ̨̯̥-ӝ̯̝̥ é honrado (̨̯̥̘-̴) beijar
(ц̪-̝½̝̯̘-̴) ̯̬̥̬̚-̣̭, ѓ trirreme (3d) ̴̨̢̛̲̬̣̝̯ fazer negócios

Críticos da democracia ateniense

O discurso inflamado de Diceópolis em 11,1-22 é tirado dos críticos da democracia


que achavam que o ̠Ӭ̨̫̭, cidadãos do sexo masculino maiores de 18 anos que, na
ц̧̦̦̣̮ҡ̝, tomavam todas as decisões que os políticos tomam para nós hoje, era
basicamente irresponsável. Na República (563), Platão argumenta que o excesso de
liberdade acaba levando a excesso de escravidão e comenta que, na democracia, os
animais domésticos têm mais liberdade do que em qualquer outro lugar: “cavalos e
burros aprendem a andar empertigados em absoluta liberdade, chocando-se contra
qualquer um com que se deparem e que não saia do caminho”!
136 Parte Três: Atenas pelos olhos do poeta cômico

C
Em O mundo de Atenas: Acarnes e acarnenses 2.22; combatentes em Maratona 1.30; paz
7.4; festivais 8.45-7; Dionísias urbanas 2.21, 2.29, 3.43-4.

́̆̇ ж̧̧Áц̡̨̛̦̝̦̠̝̫̩̫̭̟̈Қ̬о̨̡̛̱̤̫̭ѳ̛̠̲̝Ӻ̬Á о̨̡̡̛̱̤


 ̥̦̝̥̫́½̷̴̧̡̭̠Ҝ̯̝ԉ̡̯̝Ѣ½̷̩̯̫̭ ѳо̨̡̡̛̱̤̫̭̯̬̙̲̥ъ̯̥
˾̉̒̆ ̨̚½̴̡̟ ̷̥̦̝̥́½̧̡̫̥̠Ӻ̸̨̡̡̟̘̬̱̟̫̩̯Áц̡̦̱̰̟Ӻ̩о̲̝̬̩̙̝̭
́̆̇ ̛̯̠Áц̛̮̯̩
˾̉̒̆ (olha em volta com ansiedade) 5
ц̟Ҧ̨Ҝ̡̩̠ԉ̷̬̮̫̥̮½̫̩̠Қ̴̭̱̙̬̩ъ̮½̡̰̠̫̩ж̧̧Á̫Ѿ̦ ъ̧̝̤̫̩̯̫Ҥ̭
о̲̝̬̩̙̝̭̫ѣ̠Ҝ̡̟̙̬̫̩̯̭ц̡̦Ӻ̩̫̥ ̴̨̝̬̝̤̩̫̘̲̝̥̉Ѷ̡̩̯̭ ̡Ѿ̤Ҥ̭̝Ѣ̷̨̡̛̮̤̩̫
̨̡̮½̫̩̠Қ̭ ̱̙̬̫̩̯̝ ц̷̞̣̮̝̩½̡̘̩̯̭ ÀҐ̨̡̥̝̬̹̯̝̯ ̮½̫̩̠Қ̡̭̱̙̬̥̭
̴̡̨̛̝̦̠̝̥̫̩̩̯̈Ҟ̩ѓ̨̡̯̙̬̝̩̟Ӭ̩Ѳ̴̧̡̮̘̩̯̩Á̦̝Ҡ̧̛̤̫̰̭ ъ̧̧̛̝̞̫̩̤̫̰̭
̠Ҝ̷̴̧̝̞̩̯̩̝Ѿ̯Ԗ̩ ц̟Ҧъ̡̱̰̟̫̩̫ѣЁ̠Á ц̴̛̠̦̫̩̦̝Ҡц̷̴̞̩ 10
́̆̇ ̫ѣЁ̠Á̴̫̩̞̫̹̩̯̩҄ж̧̧Қ̯Қ̭̮½̫̩̠Қ̡̭̱̙̬̥̭
˾̉̒̆ ъ̴̨̟̟̙̱̣̥
 (tira algumas garrafinhas de sua sacola)
̡̛̯̬̝̟̯̝̰̯Ҡ̸̡̨̟̝̯̝
 ̴̛̠̠̮̥̩̝Ѿ̯ԗ̡̟ԉ̨̘̯̥ 15
̨̡̝̯̝̥̙̩҅Ѣ̮̥½̡̡̡̩̯̙̯̥̭̟ԉ̧̮̝̥̝̞̹̩
́̆̇ ̷̠̩̯̫̭о̨̱̥̤̙̫̰ ̸̷̡̡̟̯̝̥̥̦̝̥́½̧̫̥̭
̝Ѣ̞̫Ӻ
˾̉̒̆ ̛̯ц̮̯̥̩
́̆̇ ̫Ѿ̦ж̨̛̬̙̮̦̫̰̮̫̥ѷ̯̥Ѷ̢̫̰̮̥½̡̝̬̝̮̦̰Ӭ̡̭̩Ԗ̩ 20
˾̉̒̆ ̠̫Ҥ̭к̧̧̡̫̯̥̟ԉ̨̝
̮Ҥ̠Áж̧̧қ ̯̝̮̠Ҡ̯Қ̡̡̭̠̦̙̯̥̭ ̡̟ԉ̧̮̝̥̝̞̹̩
́̆̇ Ѷ̢̫̰̮̥̲̝̯̝̥҅½̴̡̡̬̮̞̙̩Ѣ̭̯Қ̭½̷̧̡̥̭Ѳ̸̪̯̝̯̝
˾̉̒̆ ж̧̧Á̡̛̝̯̝҅Ѣ̮̥̮½̫̩̠̝Ҡ̸̡̯̬̥̝̦̫̩̯̫̯̥̭̦̝̯Қ̟Ӭ̡̩̯̦̝Ҡ̧̤̘̝̯̯̝̩
́̆̇ (com alegria) 25
Ґ̸̥̫̩̮̥̝́ ̨̝̯̝̥҅Ҝ̩Ѷ̢̫̰̮Áж̨̛̞̬̫̮̝̭̦̝Ҡ̩̙̦̯̝̬̫̭ ̸̯̝̯̝̭ї̠̥̮̯Áи̩
̝ѣ̨̛̬̫̣̩ ̡̛̲̝̬̥̩Ё½̧̧̫ҚЁ̸̴̡̧̡̦̩̯̫Ҥ̭ о̲̝̬̩̙̝̭ц̟Ҧ̠ҝ ½̧̨̫̙̫̰̦̝Ҡ
̦̝̦Ԗ̩½̨̡̝̰̮̘̩̫̭ к̡̪̥̩ ̴̨̧̧̡̙Ѣ̮̥Ҧ̩̯Қ̦̝̯Áж̟̬̫Ҥ̸̭̥̫̩̮̥̝́
˾̉̒̆ ̦̝̯̥̠Ҧ̩½̷̬̫̮̥̩̯̝̭̯̫Ҥ̭о̲̝̬̩̙̝̭
ц̟Ҧ̠Ҝ̸̡̨̡̛̱̪̫̝̟̯̫Ҥ̭о̲̝̬̩̙̝̭ 30
Seção Onze A–C: Os acarnenses de Aristófanes 137

Vocabulário para a Seção Onze C

̝Ѣ̞̫Ӻ eca! ̷̴̧̝̞̩̯̩ ̝Ѿ̯Ԗ̩ eles tendo pego Vocabulário a ser aprendido
̝ѣ̬̙-̨̫̝̥ escolher ̴̡̨̛̝̦̠̝̥̫̩̩̈ . . . Ѳ̴̧̡̮̘̩̯̩ ̝ѣ̨̬̙̫̝̥ (ч̧-) escolher
̝Ѣ̮̤̘̩-̨̫̝̥ (̝Ѣ̮̤-) perceber, os espartanos tendo destruído ̝Ѣ̨̮̤̘̩̫̝̥ (̝Ѣ̮̤-) perceber,
notar ̴̡̨̛̝̦̠̝̩̈ (̡̨̝̦̠̝̥̫̩̈-), ѓ notar
ж̨̛̞̬̫̮-̝, ѓ ambrosia (1b) Esparta (3a) ж̴̬̙̮̦ agradar (+ dat.)
ж̬̙̮̦-̴ agradar (+ dat.) ̧̛̤-o̭, ѳ pedra (2a) к̨̬̲̫̝̥ ser governado
о̲̝̬̩-̸̡̭, ѳ Acarnense, membro M̴̝̬̝̤̩̫-̨̘̲-̣̭, ѳ к̴̬̲ governar (+ gen.)
do demo Acarnes (3g) (na combatente em Maratona ̡̟ԉ̨̝ (̡̨̟̰̝̯-), ̷̯ gosto,
Ática central, no caminho dos (batalha ocorrida em 490) (1d) amostra (3b)
ataques de Esparta) ̨̚½̴ ainda não ̸̡̨̟̫̝̥ provar, experimentar
̡̟ԉ̨̝ (̡̨̟̰̝̯-), ̷̯ gosto, ̩̙̦̯̝̬ (̡̩̦̯̝̬-), ̷̯ néctar (3b) ї̠̥̮̯̫̭ ̣ ̫̩ muito agradável
amostra (3b) Ѷ̢-̴ ter cheiro de (+ gen.) (sup. de ѓ̸̠̭)
̸̡̟-̨̫̝̥ provar, experimentar Ѳ̪-̸̯̝̯-̝ com a maior ̧̛̤̫̭, ѳ pedra (2a)
̡̠̦̙̯-̣̭ -̡̭ por dez anos intensidade (Ѳ̪-̸̭) ѳ̠̙ e/mas ele
̥̦̝̥̫́½̷̴̧̡̭ … ̡Ѣ½̷̩̯̫̭ ½̝̬̝-̡̮̦̰-̚, ѓ preparação (1a) oѣ̠̙ e/mas eles
Diceópolis tendo falado ½̡̩̯̙̯-̣̭ -̡̭ por cinco anos Ѳ̸̪̭ ̡Ӻ̸̝ penetrante, intenso,
̸̥̫̩̮̥́-̝, ̯̘ Dionísias, festival ̛̯̬̝ três (n. de ̡̯̬Ӻ̭) agudo
de Dioniso (2b) ̸̯̬̥̝̦̫̩̯̫̯-̣̭ -̡̭ por trinta ½̡̝̬̝̮̦̰̚, ѓ preparação; força
̷̠̩̯̫̭ о̨̱̥̤̙̫̰ Anfíteo tendo anos (1a)
dado ̡̛̲̝̬̥̩ ½̧̧̫Қ ̸̴̡̧̡̦̩ dizendo ̡̯̬Ӻ̭ ̛̯̬̝ três
ї̠̥̮̯̝ com o maior prazer (ѓ̠-̸̭) um longo adeus
Parte Quatro As mulheres na
sociedade ateniense

Introdução
Institucionalmente, a sociedade ateniense era dominada pelos homens; e
praticamente toda a literatura grega foi escrita por homens. Como podemos,
então, avaliar o impacto e a importância das mulheres na sociedade ateniense,
especialmente se não temos como deixar de vê-las pelos olhos do século
XX? Uma resposta direta, curta e verdadeira é “com muita dificuldade”. Mas
a questão é importante por muitas razões, em particular porque as mulheres
desempenham um papel dominante em boa parte da literatura grega (por ex.,
Homero, a tragédia e, como vimos, a comédia).
Uma das melhores fontes que temos para vislumbrar as atitudes e preconceitos
do povo comum na sociedade ateniense são os discursos dos tribunais, e
muitas informações sobre a vida das mulheres surgem quase por acaso neles,
contrabalançando o silêncio de algumas fontes literárias e a estatura “trágica”
das grandes heroínas dramáticas.
No Processo contra Neera, o promotor, Apolodoro, acusa a mulher Neera de
ser uma estrangeira (isto é, não-ateniense) e viver com um ateniense, Estéfano,
como sua mulher, o que a faria desfrutar ilegalmente, portanto, dos privilégios
da cidadania ateniense. Apolodoro descreve a vida anterior dela em Corinto
como escrava e prostituta e conta como sua trajetória subsequente a levou por
toda a Grécia e a pôs em contato com homens da primeira classe da sociedade
ateniense antes que, por fim, ela se estabelecesse com Estéfano. A condenação
de Apolodoro ao seu comportamento, que ele denuncia como uma ameaça e

138
Seções Doze a Catorze: O processo contra Neera 139

uma afronta à posição e à segurança das mulheres atenienses legítimas, indica


por contraste a sua atitude em relação às cidadãs atenienses.
É importante lembrar que o objetivo de Apolodoro é ganhar a causa. Podemos
pressupor, portanto, que tudo o que ele diz é, em sua opinião, calculado para
persuadir o coração e a mente do júri, 501 homens atenienses com mais de 30
anos. É preciso se perguntar continuamente: “o que as palavras de Apolodoro nos
dizem sobre a atitude do ateniense médio em relação ao assunto em discussão?”
Fazendo um contraponto ao discurso, há discussões de alguns dos argumentos
do promotor por três dicastas que o escutam, Cômias, Evérgides e Estrimodoro.
A reação deles serve para demonstrar algumas das atitudes e preconceitos que
o promotor estava tentando despertar. O diálogo dos dicastas é inventado, mas
a maior parte dele baseia-se nos argumentos do discurso.
A imagem da posição das mulheres em Atenas apresentada na acusação de
Apolodoro a Neera é contrabalanceada pela figura de uma heroína mítica. Alceste
era, tradicionalmente, o exemplo supremo da devoção de uma mulher. Eurípides
possibilita-nos, em certa medida, ver a heroína mítica nos termos de uma mulher
ateniense do século V, em sua dedicação a marido e filhos.

Em O mundo de Atenas: tribunais 6.38ss.; Apolodoro 5.70, 6.45-6.

Fontes

Demóstenes 59, O processo contra (Para o diálogo dos dicastas) Trechos


Neera (pass.) de Platão, Aristófanes, Sólon,
Eurípides, Alceste 150-207 Teócrito, Demóstenes, Lísias

A melhor edição para a versão integral da acusação de Neera, com texto origi-
nal, tradução e comentários sobre a tradução, é Christopher Carey, Apollodoros
Against Neaira [Demosthenes] 59 (Greek Orators vol. VI, Aris and Phillips,
1992). Debra Hamel, Trying Neaira (Yale, 2003), conta a “verdadeira história”
da vida de Neera.

Tempo necessário
Sete semanas
140 Parte Quatro: As mulheres na sociedade ateniense

Seções Doze a Catorze: O processo contra Neera

Introdução
Estas seleções de texto são adaptadas do discurso K̝̯Қ .̡̛̝̬̝̭, O processo
contra Neera (atribuído a Demóstenes), pronunciado por Apolodoro nos tribunais
atenienses por volta de 340. Neera é acusada de ser não-ateniense e de pretender ser
casada com o ateniense Estéfano e, desse modo, usurpar os privilégios de cidadania.
A cidadania de Atenas era restrita aos filhos de pai e mãe cidadãos atenienses,
legalmente casados, e esse era um privilégio ciosamente guardado. Apolodoro,
portanto, pôde apresentar a acusação como uma questão de interesse público, em
uma ̟̬̝̱̚. Ele resume o passado de Neera para provar que ela é estrangeira, mas
também faz grande alarde do fato de ela ter sido escrava e prostituta, o que torna
sua “pretensão” à cidadania ateniense ainda mais chocante; e prossegue mostrando
que Estéfano e Neera estavam tratando os filhos estrangeiros de Neera como se
estes tivessem direito à cidadania ateniense. Isso dá a Apolodoro a oportunidade de
afirmar que Neera e Estéfano estão abalando toda a base da sociedade.
Apolodoro tinha também um interesse pessoal na questão, pois mantinha
uma contenda antiga com Estéfano, como o início do discurso deixa claro. Se
Apolodoro obtivesse a condenação de Neera, ela seria vendida como escrava: a
“família” de Estéfano seria desfeita (e Neera e Estéfano, formalmente casados
ou não, viviam juntos provavelmente há trinta anos na época desse processo) e o
próprio Estéfano estaria sujeito a uma multa pesada; se não conseguisse pagá-la,
perderia seus direitos de cidadania (ж̨̛̯̥̝). O que Apolodoro busca, de fato, é a
vingança contra Estéfano, e é por isso que Estéfano é tão intensamente envolvido
nos incidentes citados. Neera é apenas o ponto fraco por meio do qual Apolodoro
pode atingir Estéfano.
O discurso chama atenção para uma série de pontos importantes sobre o mundo
ateniense, entre os quais destacamos os seguintes:

(i) A segurança pessoal para si próprio, sua propriedade e sua família dependia,
em primeiro lugar, de ser um cidadão pleno da ½̷̧̥̭. Em troca dessa
segurança, a comunidade de que o cidadão era membro esperava que ele
cumprisse suas obrigações. Esse vínculo de obrigação entre cidadão e
½̷̧̥̭, expresso da forma mais intensa nas leis da comunidade, era abalado
se pessoas de fora forçassem seu ingresso e, em consequência, a ½̷̧̥̭
estava em risco se pessoas que não tinham obrigação nenhuma para com
ela insinuassem-se em seu meio. A ligação íntima que os habitantes nativos
sentiam com o seu deus patrono local, cuja proteção esperavam por direito,
também podia ser enfraquecida pela intrusão de estrangeiros.
(ii) Os atenienses eram extremamente sensíveis quanto à sua posição aos olhos
das outras pessoas. Diante de uma afronta pessoal (ainda que justificada),
um ateniense seria aplaudido se tomasse medidas rápidas e enérgicas para
obter vingança (lembremos que o cristianismo estava a cerca de 500 anos de
Seções Doze a Catorze: O processo contra Neera 141

distância da Atenas do século V). Qualquer cidadão cujos direitos de cidadania


fossem ameaçados (como os de Apolodoro haviam sido por Estéfano)
buscaria rapidamente um revide, sob qualquer pretexto que encontrasse, e
não teria receio de explicar que a vingança pessoal era o motivo do ataque
(imaginem-se as consequências de dizer isso a um júri atual).
(iii) Embora seja perigoso generalizar em relação à posição das mulheres no
mundo antigo, Apolodoro, em seu discurso, diz o que acha que deveria
dizer sobre Neera em particular e sobre as mulheres em geral, a fim de
convencer o júri de 501 homens de mais de 30 anos. Ele pinta uma imagem
desagradável e bastante desfavorável de Neera, porque espera que o júri
responda bem a isso; e, ainda que possamos ser levados a sentir compaixão
pela experiência de Neera como escrava e prostituta (situação em que ela
quase certamente não teve escolha) e simpatia por seus esforços para obter
segurança para seus filhos por meio do casamento com Estéfano, Apolodoro
claramente presumia que a reação de sua plateia seria muito diferente.
Lembremos mais uma vez mais que a imagem que Apolodoro apresenta
das mulheres cidadãs como sendo ou perfeitamente virtuosas ou desajuizadas
não corresponde necessariamente ao que ele acreditava ou ao que de fato
acontecia. A ideia era tocar o coração dos ouvintes e nada mais do que isso.
O discurso, assim, nos dá um vislumbre valioso do que um homem ateniense
médio devia pensar sobre o sexo oposto, tanto cidadãs como estrangeiras.
Com tais indicações de atitudes e preconceitos diante de nós, deve ser mais
fácil avaliarmos, por exemplo, o impacto emocional que uma figura como
Antígona ou Medeia pode ter tido sobre um público ateniense.
(iv) Em um mundo em que a palavra falada é o principal meio de comunicação
e persuasão e que a reunião de grande número de pessoas é o principal
contexto, a arte do orador é da mais alta importância. Essa era uma
habilidade muito cultivada e admirada pelos escritores atenienses, e da
qual muito desconfiavam pensadores como Platão (ele próprio, claro, um
mestre dessa arte). Por menos receptivo que o século XXI possa ser à arte do
orador (embora esta seja simplesmente uma variante de uma série de meios
de persuadir pessoas, com os quais estamos muito mais familiarizados do
que os gregos, que não tinham rádio, TV, jornais ou internet), é importante
compreendê-la e entender o impacto que tinha sobre o mundo grego.

O discurso
O discurso é ambientado no contexto de um encontro entre três dos dicastas
que vão julgar a causa – os experientes Cômias e Evérgides e o inexperiente
Estrimodoro. Eles aparecem no início e no final do discurso, mas não
interrompem o fluxo da argumentação.
O discurso é dividido como se segue:

Seção Doze: Neera como escrava


A–B: Os dicastas entram no tribunal.
142 Parte Quatro: As mulheres na sociedade ateniense

C. Apolodoro apresenta seus motivos gerais para levar a ação ao tribunal e os


dicastas dizem a Estrimodoro para não acreditar em tudo o que ouve.
D: Apolodoro relata seu ressentimento contra Estéfano e detalha a acusação
contra Neera.
E: Os dicastas discutem sobre a validade dos motivos de Apolodoro.
F: Apolodoro fala do passado de Neera como escrava em Corinto.
G: A memória de Estrimodoro falha.
H: Neera foge de Frínion e conhece Estéfano.
I: Neera vai morar com Estéfano em Atenas.

Seção Treze: Neera como mulher casada


A: Estéfano casa a filha de Neera, Fano, com o ateniense Frástor, por um breve
período.
B: Frástor fica doente e re-adota o filho de Fano.
C: Frástor recupera-se e casa-se com outra pessoa.
D: O incidente entre Fano e Frástor é relatado.
E: Estéfano casa Fano com Teógenes.
F: O Areópago descobre sobre o casamento e pede explicações a Teógenes.
G: Cômias sugere os argumentos que Estéfano usará para limpar seu nome.
H: Os dicastas acham Apolodoro muito persuasivo.
I: Apolodoro envolve Estéfano nas acusações junto com Neera.

Seção Catorze: proteção da pureza da mulher


A–B: Como alguém poderia não condenar uma mulher como Neera?
C–D: Cômias argumenta que a absolvição de Neera seria intolerável.
E: O apelo final de Apolodoro aos dicastas.
F. Os dicastas esperam o discurso da defesa – e seu pagamento.

Os personagens
Os principais personagens são:

Cômias, Evérgides, Estrimodoro: três dicastas que estão escutando.


Apolodoro: o promotor, que faz o discurso; homem com reputação de gostar de
litígios.
Neera: a ré, uma mulher que agora mora em Atenas com Estéfano. É o seu
passado que Apolodoro relata na tentativa de provar que ela não é ateniense e
finge ser casada com Estéfano.
Estéfano: inimigo pessoal de Apolodoro e um velho adversário em várias
batalhas jurídicas e políticas no passado. Ele trouxe Neera de Mégara para
Atenas e é acusado por Apolodoro de viver com Neera como se eles fossem
marido e mulher.
Nicarete: proprietária de Neera em sua juventude em Corinto.
Frínion: um dos amantes de Neera, homem rico e bem relacionado na sociedade
ateniense. Ela foi viver com ele depois de comprar sua liberdade de seus dois
Seções Doze a Catorze: O processo contra Neera 143

amantes anteriores, Timanóridas e Êucrates (em grande parte porque ele lhe
deu quase todo o dinheiro para obter a liberdade). Ela fugiu dele para Mégara;
em sua volta para Atenas com Estéfano, Frínion e Estéfano brigaram sobre
quem a possuiria por direito.
Fano: filha de Neera e, portanto, não-ateniense. Mas Estéfano tentou entregá-la
em casamento a alguns atenienses como se ela fosse sua própria filha ateniense.
Entre esses homens estavam:
Frástor: um homem independente que havia brigado com sua família, e
Teógenes: um homem pobre que fora escolhido por sorteio como arconte
basileu, a posição de maior importância na condução dos ritos religiosos do
Estado ateniense.
144 Parte Quatro: As mulheres na sociedade ateniense

Seção Doze A–I: Neera como escrava

A
̸̡̧̡̦̫̩̯̫̭ ̯̫ԉ̦̬̰̦̫̭̚ ї̦̫̰̮̥̩̫ѣ̠̥̦̝̮̯̝Ҡ̡Ѣ̭̯Ң̠̥̦̝̮̯̬̥̫̩̦̝̚Ҡк̧̧̫̭к̧̧̫̩
ҋ̭ѳ̬Ԗ̮̥̩ї̦̫̩̯̝ ̡Ѿ̤Ҥ̭ж̮½̢̘̫̩̯̝̥ ̷̧̨̡̝̞̩̫̥̯Ӭ̷̡̭̲̥̬̭ц½̡Ҡ̠Ҝї̦̫̰̮̥̩ѳ
̴̨̛̝̭̦̝̇Ҡ̂Ѿ̡̡̛̬̟̠̣̭Ѣ̭̯Ң̠̥̦̝̮̯̬̥̫̩̚¾̨̧̧̡̫̙̫̰̮̥̠̥̦̘̮̥̩̟̬̝̱̩̯̥̩̝҅̚½̡̬Ҡ
̡̛̝̬̝̭̊¾ж̮½̢̡̘̯̝̥ѳы̡̯̬̫̭̯Ң̩ы̡̯̬̫̩
5
̼̲̝̂̂̎̀̆́̄̏Ӻ̡̬ Ґ̴̨̛̝̇
̇̉̆̕˾̏ ̩  ҞЁ̦̝ҠЁ̸̮Ё̡̟ Ґ̂Ѿ̡̛̬̟̠̣ѷ̮̫̭ѳѶ̧̲̫̭ж̧̧Қ̛̯̭ц̮̯̥̫ѿ̛̯̫̮̫Ѿ̠̚½̫̰
̷̴̨̯̬̰̠̬̫̭̏ѳ̡̟ҡ̴̯̩̩̝Ҡ̨Қ̯Ң̛̩̝́ ̝Ѿ̯Ң̭̠Ӭ̯Áц̡̦Ӻ̩̫̭Ҍ̯Ӭ̸̭̯̲̣̭
ж̧̧Á̫Ѿ̦і̧½̢̨̥̫̩̯̬̰̫̠̹̬̏Ԕц̸̡̡̩̯̪̮̤̝̥ц̛̩̠̥̦̝̮̯̣̬Ԕ̛̠̥̝̯̬̞̫̩̯̥ 
̩̙Ԕ̠ҞѶ̩̯̥̦̝Ҡж½̡̛̬Ԕ̯Ԗ̩̠̥̦̝̩̥̦Ԗ̩ 10
̼̂ ̛̯̫Ѿ̧̡̦̝Ӻ̭̝Ѿ̯Ң̡̩̠ԉ̬̫ц̪̙̮̯̝̥̟Қ̬̝Ѿ̯ԗ̨̡̤Áѓ̨Ԗ̢̡̛̩̦̝̤̥̩
̇̕ ж̧̧Қ̧̦̝Ԗ̧̡̭̙̟̥̭̦̝Ҡ̧̦̝̫ԉ̨̡̩̝Ѿ̷̯̩Ґ̷̴̨̡̯̬̰̠̬̏ ̷̴̨̡̯̬̰̠̬̏
̡̡̛̼̲̝̬̯̏̐̎̉̌́̎̌̏̕ Ґ̡̡̛̟̯̫̩̭ѷ̮̫̩̯Ң̲̬Ӭ̨̝̯̫ԉѶ̧̲̫̰
 Ҋ̡̤Ӻ̯̝̥ѿ½Ң̠̥̦̝̮̯̫ԉ̯̥̩̫̭ ѵ̭̯̫ԉѣ̨̧̨̡̛̝̯̫̰̝̞̘̩̯̝̥
̫̯̫̭҅ ̯ҡ̷̧̨̡̞̫̰̩̫̭ц̧̘̞̫̰̯̫ԉц̨̫ԉѣ̨̛̝̯̫̰Ѷ̧̫̥̫ 15
̼̂ ̡̡̢̡̟̦̘̤̥҄

Vocabulário para a Seção Doze A


Nota: de agora em diante, os prefixos em palavras compostas não serão separados
por hífen e as novas formas serão apresentadas como um todo, sem hifens.

Gramática para 12A–D


C Aoristo passivo
C Verbos: ѧ̨̮̯̣̥, ̨̛̦̝̤̮̯̣̥
Seção Doze A–I: Neera como escrava 145

к̧̧̫̭ . . . к̧̧̫̩ um ao outro ̴̨̛̇-̝̭, ѳ Cômias (1d) (um Vocabulário a ser aprendido
к½̡̥̬-̫̭ -o̩ inexperiente em dicasta) к̧̧̫̭ . . . к̧̧̫̩ um ao outro
(+ gen.) ̧̨̝½̬-̷̭ -̘ -̷̩ famoso ж̮½̢̨̘̫̝̥ saudar
о½̷̴̧̧̫̠̬-̫̭, ѳ Apolodoro ̨̣̠̙ . . . ̨̣̠̙ nem... nem ̷̠̥̦̝̩̥̦̭ ̚ ̷̩ judicial
(2a) (promotor no caso) ̙̝̥̬̊-̝, ѓ Neera (1b) (ré no ц̴̩̯̰̟̲̘̩ (ц̩̯̰̲-) encontrar
ж̮½̢̘-̨̫̝̥ saudar caso) com (+ dat)
̛̠̥̝̯̬̞-̴ passar o tempo, estar ̩Ҟ̦̝Ҡ̸̮ ̡̟ e tu também ы̡̯̬O̭ . . . ы̡̯̬O̩ um ao outro
̠̥̦̝̩̥̦-̷̭ -̚ -̷̩ judicial o҅ onde (de dois)
ц̡̩̯ҥ̡̪̮̤̝̥ inf. fut. de Ѷ̧̲-̫̭, ѳ multidão (2a) ӷԞ ̨қ̯̥̫̩, ̷̯ manto (2b)
ц̴̩̯̰̟̲̘̩ ̷̴̨̯̬̰̠̬̏-̫̭, ѳ Estrimodoro ̨̣̠̙ . . . ̨̣̠̙ nem... nem
ц̩̯̰̟̲̘̩ ̴encontrar (+ dat) (2a) (um jovem dicasta) ̸̯̲̣, ѓ fortuna, sorte (boa ou
ы̡̯̬O̭ . . . ы̡̯̬O̩ um ao outro ̸̯̲-̣, ѓ fortuna, sorte (1a) má) (1a)
(de dois) ̲̬Ӭ̨̝ (̨̲̬̣̝̯-), ̷̯ enorme Ҋ̴̤̙ empurrar
̂Ѿ̡̛̬̟̠-̣̭, ѳ Evérgides (1d) tamanho, quantidade (3b)
(um dicasta) Ҋ̤̙-̴ empurrar
ѣ̨̘̯̥ ̫̩ ̷̯manto (2b)

B
Em O mundo de Atenas: intrigas 6.54; persuasão 8.20-1.

̡Ѣ̡̮̙̬̲̯̝̥о½̷̴̧̧̫̠̬̫̭ѳ̦̝̯̟̫̬̫̭̚
̏̐̎ ж̧̧Қ̯ҡ̭ц̮̯̥̩ц̡̦Ӻ̩̫̭ ѵ̭½̬Ң̭̯Ң̞Ӭ̨̝½̴̴̡̢̛̬̫̮̙̬̲̯̝̥̯̝̲̙̭̞̝̠̩
̇̕ ̯̰̟̲қ̡̩̥̦̝̯̣̟̫̬Ԗ̩ц̩̯ӭ̛̠̦Ӫ̫̯̫̭҅ ӏѶ̨̩̫̘ц̮̯̥̩о½̷̴̧̧̫̠̬̫̭ 
5
̸̱̮̥̭̠Ҝ̝Ѿ̯̫ԉ½̧̫̰½̴̨̬̘̟̩
̼̂ ж̧̧Ӥ̫Ѿ̠Ҝ̡̡̩̠̥̝̱̙̬̥Ѧ̡̯½̧̫̰½̴̨̬̘̟̩ѓ̸̱̮̥̭̝Ѿ̯̫ԉє̫҂̡̠Ӻ̟Қ̬ѓ̨ӝ̭
̦̫̥̩Ҟ̩̯Ҟ̡̩҂̩̫̥̝̩̯̫Ӻ̭ж̴̢̨̟̩̥̫ҝ̩̫̥̭½̡̝̬̙̲̥̩ ̦̝Ҡѳ̴̨̛̫̭ж̦̫ԉ̮̝̥
̯̫Ҥ̷̧̭̟̫̰̭̫ѩ̭̲̬Ӭ̯̝̥ч̡̦̘̯̬̫̭ ̦̝̯Қ̯Ң̩ѷ̬̦̫̩ѵ̩ж½̨̡̙̠̫̩
̦̝ҠЁ̨Ҟ̩ѳо½̷̴̧̧̫̠̬̫̭ч̝̰̯ԗ̦̝Ҡк̧̧̫̥̭½̧̧̫̫Ӻ̭ ̡̠̫̦Ӻ̡Ѿ̡̡̡̬̟̯Ӻ̩̯Ҟ̩
10
½̷̧̥̩̦̝Ҡ̛̦̰̬̫̰̭½̡̫̥Ӻ̩̯̫Ҥ̷̨̭̩̫̰̭ ̯Ҟ̨̡̩̙̝̥̬̝̩̟̬̝̳̘̩̫̭̟̬̝̱̊Ҟ̩
̡̛̪̩̝̭

Vocabulário para a Seção Doze B

ж̴̢̛̟̩-̨̫̝̥ levar à justiça, ̡Ѧ̡̯ . . . ̡Ѧ̡̯ se... ou ̸̦̬̥-̫̭ -̝ -o̩ válido


contestar ̡Ѿ̡̡̬̟̯ҝ ̴ beneficiar ̡̛̪̩-̝, ѓ condição de
ж½̴̛̫̠̠-̨̥ (ж½̫̠̫-) dar em ̡҂̩̫̥-̝, ѓ boa vontade (1b) estrangeiro(a) (1b)
troca, restituir ̦̝̯̘ (+ ac.) de acordo com ѷ̬̦-̫̭, ѳ juramento (2a)
̞Ӭ̨̝ (̨̞̣̝̯-), ̷̯ palanque, ̦̝̯̟̫̬̚-̫̭, ѳ promotor, ½̧̫̰½̴̨̬̘̟̩ ½̧̫ҥ½̨̬̝̟̫̩
plataforma, tribuna (3b) acusador (2a) intrigante
̠̥̝̱̙̬-̴ fazer diferença ̦̫̥̩-̷̭ –̚ -̷̩ comum, imparcial ̸̱̮-̥̭, ѓ natureza (3e)
146 Parte Quatro: As mulheres na sociedade ateniense

̇̕ Ѧ̴̮̭̠Ҟ̷̧̱̥½̧̫̥̭ъ̱̰ѳо½̷̴̧̧̫̠̬̫̭ж̧̧Қ̴̟̥̟̩̹̮̦̮ҝ Ґ̂Ѿ̡̛̬̟̠̣ 


̦̝̯̟̫̬̫̩̚Ѷ̩̯̝½̡̘̩̰̠̥̩Ң̧̡̩̙̟̥̩ж̡Ҡ̟Қ̬ѿ½Ң̯Ԗ̴̷̴̧̡̩̠̥̦̩̯̩̙̟̯̝̥
̯Қ̯̫̥̝ԉ̯̝̦̝Ҡо½̷̴̧̧̫̠̬̫̭ ̡̫҄Ѩ̠Ӥѷ̯̥ ̯Қ̝Ѿ̯Қц̡̬Ӻ˶À̫Ѿ̲ѿ½Ӭ̬̪̝̯Ӭ̭
ъ̲̤̬̝̭Á ̱ҟ̡̮̥ ̦̝ҠÀѳ̸̴̡̱̟̩ѓ̨ӝ̭ђ̡̨̧̛̠̦̣̮̘̥̮̯̝Á ̦̝ҠÀ̸̧̨̞̫̫̝̥
̴̨̡̯̥̬Ӻ̮̤̝̥̝Ѿ̷̯̩Áц̟Ҧ̠Ҝ̫Ѿ̦ж̡Ҡѿ½Ң̯Ԗ̸̴̩̯̫̥̫̯̩½̡̨̛̤̫̝̥ 15
̼̂ ̡Ѣ̷̦̭̩ԉ̩̠Ҝ̫Ѿ̦и̩̮̥̟ԕ̣̭̦̝Ҡ½̬̫̮ҝ̲̫̥̭Ё̯Ң̩Ё̩̫ԉ̨̩̲̬̙½̡̯̯̝̥
̟Қ̬і̠̣ѳо½̷̴̧̧̫̠̬̫̭ ѷ½̡̬½̫̥̫ԉ̮̥̩̫ѣж̷̨̡̧̡̬̲̩̫̥̙̟̫̩̯̭ ̦̝Ҡ
ж̩ҡ̮̯̝̯̝̥
̇̕ ̮̥̟ҟ̨̮̫̝̥ Ґ̂Ѿ̡̛̬̟̠̣ж̧̧Áѷ½̴̴̭̮̥½̡̮̥̭̦̝̚Ҡ̮ҥ Ґ̷̴̨̡̯̬̰̠̬̏ ̦̝Ҡ
½̬̫̮ҝ̡̪̥̭Ё̯Ң̩Ё̩̫ԉ̩ 20

̡Ѣ̷̦̭ certamente, é razoável, é ½̬̫̮ҝ̲-̴ ̯Ң̩ ̩̫ԉ̩ prestar atenção ̡Ѧ̡̯ . . . ̡Ѧ̡̯ se... ou
justo ̴̨̯̥̬ҝ-̨̫̝̥ vingar-se de ч̡̦̘̯̬̫̭ ә o̩ cada um (de dois)
ч̡̦̘̯̬-̫̭ -̝ -o̩ cada um (de dois) ѿ½̘̬̲-̴ começar (+ gen.) ̡҂̩̫̥̝, ѓ boa vontade (1b)
ъ̱̰-̩ ser, ser naturalmente (de ̷̧̱̥½̧̫̥̭ patriota, leal ̦̝Ҡ ̨̩̚ e além disso; olha!
̸̱-̨̫̝̥) ̸̱-̨̫̝̥ crescer (ver ъ̱̰̩) ̦̝̯̘ (+ ac.) de acordo com;
ъ̲̤̬-̝, ѓ hostilidade, inimizade ̲̬ҝ̨½̯-̨̫̝̥ limpar a garganta para baixo; ao longo de; em
(1b) relação a
̦̝Ҡ̨̩̚ e além disso Vocabulário a ser aprendido ̦̝̯̟̫̬̫̭̚, ѳpromotor (2a)
ѷ½̴̭ trata de ... (+ fut. ind.) ̠̥̝̱ҝ̬-̴ fazer diferença; diferir ѷ̬̦̫̭, ѳjuramento (2a)
½̬̫̦̝̯̝̟̥̟̩̹̮̦-̴ de (+ gen.); ser superior a (+ ½̴̬̫̮̙̲ ̯Ң̩ ̩̫ԉ̩ prestar
(½̬̫̦̝̯̝̟̩̫-) pré-julgar gen.) atenção a (+ dat.)

C
Apolodoro apresenta seus motivos gerais para levar a ação ao tribunal, e os
dicastas dizem a Estrimodoro para não acreditar em tudo o que ouve.

Em O mundo de Atenas: vingança 4.8ss.; amigos e inimigos 4.2, 14-16; pobreza 4.21;
atimía 4.12, 6.55-8.

½̧̧̫Ԗ̩ ы̡̩̦̝, Ґ к̡̩̠̬̭ о̤̣̩̝Ӻ̫̥, ц̷̧̨̞̫̰̣̩ ̟̬̘̳̝̮̤̝̥ ̙̝̥̬̝̩̊ ̯Ҟ̩ ̟̬̝̱̩̚, ѕ̩


̩̰̩Ҡ ̴̠̥̹̦, ̦̝Ҡ ̡Ѣ̡̧̡̮̤Ӻ̩ ̡Ѣ̭ ѿ̨ӝ̭. ̦̝Ҡ ̟Қ̬ ђ̠̥̦̤̣̩̚ ̨̡̧̟̘̝ ѿ½Ң ̡̯̱̘̩̫̰̏, ̫҅ ̟̰̩̚
ц̮̯̥̩ ѓ ̊ҝ̝̥̬̝ ̝ѿ̛̯̣. ̦̝Ҡ ж̡̠̥̦̣̤Ҡ̭ ѿ½Ӥ ̝Ѿ̯̫ԉ ̡Ѣ̭ ̦̥̩̠ҥ̩̫̰̭ ̯̫Ҥ̭ ц̮̲қ̯̫̰̭ ̦̝̯̙̮̯̣̩, ̦̝Ҡ
̫ѾЁ̷̨̩̫̩໌ ц̟Ҧໍж̧̧ҚЁ̦̝Ҡ ̝ѣ ̡̤̰̟̝̯̙̬̭ ̦̝Ҡ ѓ ̟̰̩Ҟ ѓ ц̨ҟ. ̴̨̛̯̥̬̝̭ ̫̩҄ ы̡̩̦̝ ж̴̢̨̛̟̩̫̝̥
̯Ң̩ ж̟Ԗ̩̝ ̛̯̫̰̯̫̩, ̦̝̯̝̮̯Қ̭ ̡Ѣ̭ ̯̫̥̫ԉ̯̫̩ ̛̦̩̠̰̩̫̩. ̫Ѿ ̟Қ̬ ѿ½Ӭ̬̪̝ ̯Ӭ̭ ъ̲̤̬̝̭ ц̟̹, 5
ж̧̧Қ ̯̏ҝ̱̝̩̫̭, ̫Ѿ̠Ҝ̩ ѿ̱Ӥ ѓ̨Ԗ̩ ½̹½̡̫̯ ̫҂̡̯ ̷̧̟Ԕ ̫҂̡̯ ъ̬̟Ԕ ж̡̛̠̥̦̣̤̭. ̸̧̨̞̫̫̝̥ ̠Ӥ
ѿ̨Ӻ̩ ½̬̫̠̥̣̟ҟ̮̝̮̤̝̥ ½̘̩̤Ӥ й ц½̨̡̘̤̫̩ ̦̝Ҡ ҋ̭ ж̡̠̥̦̣̤̙̩̯̭ ѿ½Ӥ ̝Ѿ̯̫ԉ̡Ѣ̭̯̫Ҥ̭ц̮̲қ̯̫̰̭
̸̦̥̩̠̩̫̰̭̦̝̯ҝ̨̡̮̯̣̩½̡̡̛̬̯̯Ӭ̭½̡̛̩̝̭ ̦̝Ҡ½̡̬Ҡж̨̛̯̥̝̭

̏̐̎ ̡̠̥̩Ң̭̠Ҟ̧̡̙̟̥̩ ҋ̭ъ̡̫̥̦̩ о½̷̴̧̧̫̠̬̫̭ ѵ̭ѿ½Ң̡̯̱̘̩̫̰̏ђ̠̥̦ҟ̤̣ 10


̡҂̩̫̥̝̩̠Ӥъ̴̡̲Ѣ̭̝Ѿ̯Ң̩ѷ̯̥ѿ½Ӭ̡̬̪̯Ӭ̭ъ̲̤̬̝̭̯̏ҝ̱̝̩̫̭̯ҡ̭̟Қ̬̫Ѿ̦и̩
̸̴̧̨̡̞̫̫̥̯̫̯̥̬Ӻ̮̤̝̥̯Ң̩ц̷̲̤̬̩½̡̘̩̯̭̟Қ̬ц̤ҝ̧̫̰̮̥̯̫Ҥ̨̭Ҝ̧̛̩̱̫̰̭
̡҄Ё½̡̫̥Ӻ̩ ̯̫Ҥ̭̠Ӥц̲̤̬̫Ҥ̭̦̝̦Ԗ̭
Seção Doze A–I: Neera como escrava 147

̇̕ ѷ½̴̨̭ҞԈӛ̴̛̠̭̯̫Ӻ̭ж̛̩̯̥̠̦̫̥̭½̸̡̡̥̮̯̮̥̭ Ґ̷̴̨̡̯̬̰̠̬̏ж̡̩̝̮̯̘̩̯̭


̟Қ̬ц̩̯ԗ̛̠̥̦̝̮̯̣̬Ԕ̫ѣж̛̩̯̠̥̦̫̥̯̫Ҥ̭̠̥̦̝̮̯Қ̭ ½̨̡̘̮̝̥̭̲̬̹̩̫̥ 15
̯ҝ̲̩̝̥̭ ̡Ѣ̡̭҂̛̩̫̥̝̩̦̝̤̮̯̝̮̥̩
̏̐̎ ж̧̧Ӥѓ̠ҝ̴̭к̨̨̩̯̥̘̤̫̥̥ѳ̟Қ̬о½̷̴̧̧̧̡̫̠̬̫̭̙̟̥ѷ̯̥ж̡̠̥̦̣̤Ҡ̭ѿ½Ң
̯̫ԉ̡̡̯̱̘̩̫̰̏Ѣ̛̭̦̩̠̰̩̫̩̦̝̯̙̮̯̣½̡̬Ҡ̯Ӭ̭½̡̛̩̝̭̯ҡ½̫̥Ԗ̩ѳ̯̏ҝ̱̝̩̫̭
̡̦̝̯̙̮̯̣̮̯Ң̩о½̷̴̧̧̡̫̠̬̫̩Ѣ̭̯̫ԉ̯̫̩̯Ң̛̩̦̩̠̰̩̫̩
̼̂ ж̧̧Ӥк̡̦̫̰½̡̬Ҡ̟Қ̬̯Ӭ̭̯̫ԉж̟Ԗ̩̫̭ж̬̲Ӭ̡̧̡̭̠̥̝̯Ӻ̴̧̙̟̩ѳ 20
о½̷̴̧̧̫̠̬̫̭

Vocabulário para a Seção Doze C

ж̟̹̩ (ж̴̟̩-), ѳ disputa, litígio ̦̝Ҡ̟Қ̬ de fato Vocabulário a ser aprendido


(3a) ̦̝̯̝̮̯̘̭ tendo sido colocado ж̟̹̩ (ж̴̟̩-), ѳ disputa, litígio
ж̴̢̛̟̩-̨̫̝̥ levar à justiça, (nom. m. s.) ̨̛̦̝̤̮̯̝̝̥ (3a)
contestar ̦̝̯̝̮̯̝ ж̴̢̨̛̟̩̫̝̥ levar à justiça,
ж̡̛̠̥̦̣̤̭ tendo sido prejudicado ̦̝̯̙̮̯̣̩eu fui colocado contestar
(nom. m. s.) (ж̠̥̦̙-̴) ̨̛̦̝̤̮̯̝̝̥̦̝̯̝̮̯̝ ж̛̩̯̠̥̦̫̭, ѳlitigante num
ж̡̠̥̦̣̤̙̩̯̭ tendo sido prejudi- ̦̝̯̙̮̯̣(ele) foi colocado processo judicial (2a)
cados (nom. m. pl.) (ж̠̥̦̙-̴) ̨̛̦̝̤̮̯̝̝̥̦̝̯̝̮̯̝ ж̬̲̚, ѓ início, começo (1a)
ж̡̩̝̮̯̘̩̯̭ tendo ficado em ̨̡̦̝̯̙̮̯̣̩nós fomos colocados ̡҄½̴̫̥̙ tratar bem, fazer o bem
pé (nom. m. pl.) (ж̨̛̩̮̯̝̝̥/ ̨̛̦̝̤̮̯̝̝̥̦̝̯̝̮̯̝ ъ̲̤̬ә, ѓ hostilidade, inimizade
ж̩̝̮̯̝-) ̡̦̝̯̙̮̯̣̮(ele) colocou (1b)
ж̛̩̯̠̥̦-̫̭, ѳ adversário, ̨̛̦̝̤̮̯̣̥̦̝̯̝̮̯̣̮ ц̷̲̤̬̭, ѳinimigo (2a)
litigante (2a) ̨̡̧̟̘̝ muito ц̷̲̤̬̭ әԝ ̷̩ inimigo, hostil
ж̬̲-̚, ѓ início (1a) ѷ½̴̭ trata de ..., cuida para que ̴̤½̸̴̡ lisonjear, adular
̡̧̠̥̝̯̙-̴ continuar (+ fut. ind.) ̦̝Ҡ ̟̘̬ de fato; sim, certamente
ъ̡̫̥̦ parece ̫Ѿ ̷̨̩̫̩ . . . ж̧̧Қ não só... mas ̫Ѿ ̷̨̩̫̩ . . . ж̧̧Қ ̛̦̝ não só...
ъ̮̲̝̯-̫̭ -̣ -o̩ extremo, pior também mas também
̡҄½̫̥̙-̴ fazer o bem, tratar bem ½̡̛̩-̝, ѓ pobreza (1b) ½̸̴̡̥̮̯ confiar (+ dat.)
ъ̲̤̬-̝, ѓ hostilidade (1b) ½̸̡̥̮̯-̴ confiar (+ dat.) ̯ӷ̴̨̨̬̙̫̝̥ vingar-se de
ц̲̤̬-̷̭, ѳ inimigo (2a) ½̬̫̠̥̣̟̙-̨̫̝̥ dar uma explicação ̯ӷ̴̨̛̬ә, ѓ vingança (1b)
ђ̠̥̦̤̣̚ (ele) foi prejudicado preliminar, explicar antes ѿ½̴̘̬̲ começar (+ gen.)
(ж̠̥̦̙-̴) ½̹½̡̫̯ nunca
ђ̠̥̦̤̣̩̚ (eu) fui prejudicado ̯̙̱̝̩̏-̫̭, ѳ Estéfano (2a) (que
(ж̠̥̦̙-̴) vivia com Neera em Atenas)
̤̰̟қ̯̣̬ (̤̰̟̝̯(̡)̬-), ѓ filha (3a) ̴̨̯̥̬̙-̨̫̝̥ vingar-se de
̛̦̝̤̮̯̣-̨̥ (̦̝̯̝̮̯̣̮-) colocar, ̴̨̛̯̥̬-̝, ѓ vingança (1b)
pôr, estabelecer (alguém em tal ѿ½̘̬̲-̴ começar (+ gen.)
posição)
148 Parte Quatro: As mulheres na sociedade ateniense

D
Apolodoro relata seu ressentimento contra Estéfano – que algum tempo antes
Estéfano havia movido uma ação (̟̬̝̱Ҟ ½̷̴̨̝̬̝̩̩) com sucesso contra ele
por propor uma mudança ilegal na lei, e que isso quase o reduzira à pobreza. Ele
detalha a acusação contra Neera.

Em O mundo de Atenas: ps‫ע‬phisma 6.9; proíx 5.19, 6.45, 9.3; família, casamento e
propriedade 5.17-18; Estado e religião 3.56-7.

ц̟Ҧ̨Ҝ̩̟Қ̧̡̬̞̫̰̰̯̭̚½̡̫̯̦̝̯̝̮̯Қ̭ъ̨̟̬̝̳̝̳̱̥̮̘̯̥̚ѵц̡̡̪̩̟̦̝̚Ѣ̭̯Ң̩
̠Ӭ̨̫̩ѳ̠Ҝ̯̙̱̝̩̫̭̫̏ѿ̛̯̫̮ ̨̡̟̬̝̳̘̩̫̭½̷̴̨̝̬̝̩̩̯Ңц̨Ң̨̩̳̱̥̮̝̚ ̯Ӭ̭ъ̲̤̬̝̭
ѿ½Ӭ̡̬̪̩ч̧Ҧ̩̟Қ̬̯Ң̨̳̱̥̮̝̚ ̡̡̳̰̠Ӻ̨̭̘̬̯̰̬̝̭½̷̨̡̝̬̝̮̲̩̫̭ Ҽ̡̨̨̛̯̣̮̯̣̝
̨̙̟̝ ѵ̫Ѿ̲̫ѩ̷̭̯Ӥјц̡̦̯Ӻ̮̝̥ц̢̡̯̥̟̘̬̚ ̡Ѣ̭̯Ҟ̩ц̮̲̘̯̣̩ж½̛̫̬̝̩̦̝̯̝̮̯̮̝̭̚ц̨ҝ 
к̨̯̥̫̩½̡̫̥Ӻ̮̤̝̥ Ѳ̡̧̛̱̫̩̯̝̯Қ̨̲̬̝̯̝̯̚ӭ½̷̧̡̥̦̝Ҡ̫Ѿ̨̡̠̰̩̘̩̫̩ц̡̦̯Ӻ̮̝̥ 5
 ц̨ҝ̧̧̨̡̫̩̫̩҄ѓ̨̡Ӻ̭л½̡̡̝̩̯̭Ѣ̭ъ̡̡̨̡̧̩̠̥̝̩̦̝̯̝̮̯̮̮̤̝̥̟̘̣̠̚Ӥъ̨̡̧̧̡̩
ъ̡̮̮̤̝̥ѓ̨̮̰̱̫̬қ ̦̝Ҡ̨̡̧̟̘̣ѓ̝Ѣ̮̲ҥ̨̩̣̫̥ ѿ½̡̙̬̯̯Ӭ̭̟̰̩̝̥̦Ң̭̦̝Ҡ̯Ԗ̩
̴̤̰̟̝̯̙̬̩ ̡Ѣ̭½̡̛̩̝̩̦̝̯̝̮̯̘̩̯̥̦̝Ҡ½̬̫Ӻ̦̝̫Ѿ̨̠̰̩̝ҝ̩Ԕ½̡̝̬̝̮̲Ӻ̩̦̝Ҡ̯Ң̨̨̛̯̣̝
̯ӭ½̷̧̡̥Ѳ̡̧̛̱̫̩̯̥½̧̧̫Ҟ̩̫̩̲̘̬̥̩҄Ё̫Ѩ̠̝̯̫Ӻ̭̠̥̦̝̮̯̝Ӻ̭ ̫ѥ̫Ѿ̦ц½̡̛̮̤̣̮̝̩ѿ½Ң
̡̯̱̘̩̫̰̏ ж̧̧Ӥц̧̨̘̯̯̫̩̘̫̥ц̨̛̛̯̣̮̝̩̠̦̣̩ 10
 ̫Ѿ̦̫ԉ̸̴̩̯̫̮̫̯̩̦̝̦Ԗ̩̝Ѧ̯̥̫̭ѓ̨Ӻ̩½ӝ̮̥̩ц̡̛̟̟̩̯̫̯̏ҝ̱̝̩̫̭ ̫Ѿ̠̙½̡̫̯ѿ̱Ӥ
ѓ̨Ԗ̩ж̡̛̠̥̦̣̤̭̩ԉ̩̠ҝ ½̴̘̩̯̩̯Ԗ̴̧̛̩̱̩½̸̴̧̨̡̝̬̝̦̝̫̩̯̩̦̝Ҡ̷̴̡̧̡̦̰̩̯̩
̴̨̡̯̥̬Ӻ̮̤̝̥̯̏ҝ̱̝̩̫̩ ѿ̱Ӥ̫̯̫̥̝҅ԉ̯̝ђ̠̥̦̤̣̩̚ ̡Ѣ̴̡̮̘̟Ѣ̭ѿ̨ӝ̸̭̯̝̯̣̩̯Ҟ̛̩̠̦̣̩

Propostas para novas leis eram apresentadas diante do monumento dos Heróis Epônimos na
ágora.
Seção Doze A–I: Neera como escrava 149

Ѳ̡̢̛̩̥̠̫̰̮̥̟қ̨̬̫̥̫ѣ̧̛̱̫̥ ж̷̩̝̩̠̬̯̝̯̫̩ж̩̤̬̹½̴̧̩̦̝̫ԉ̡̩̯̭ ̡Ѣ̨Ҟ̧ҟ̨̳̫̝̥


̛̠̦̣̩ѿ½̡̙̬̯̯Ԗ̴̩̤̰̟̝̯̙̬̩̦̝Ҡ̯Ӭ̭̟̰̩̝̥̦Ң̭̯Ӭ̭ц̨Ӭ̭ 15
 ̡Ѣ̴̡̮̘̟̫̩҄Ѣ̭ѿ̨ӝ̭̦̝Ҡц̴̡̧̪̙̟̲̯Ҟ̛̩̙̝̥̬̝̩̯̝̰̯̣̩̊ ѕ̡Ѣ̭̯̫Ҥ̡̭̤̫Ҥ̭ж̡̡̮̞Ӻ 
̦̝Ҡ̡Ѣ̭̯Ҟ̩½ң̧̥̩ѿ̞̬ҡ̢̡̥ ̦̝Ҡ̯Ԗ̷̴̨̩̩̩̯Ԗ̩ѿ̴̨̡̡̯̙̬̩̦̝̯̝̱̬̫̩Ӻ̯̏ҝ̱̝̩̫̭
̟Қ̬ц½̡̥̬ӝ̷̨̡̯ж̡̱̝̥̬Ӻ̮̤̝̥̯̫Ҥ̭̫Ѣ̡̦ҡ̫̰̭½̝̬Қ̯̫Ҥ̷̴̨̭̩̫̰̭̫̯̦̝҃Ҡц̟Ҧї̴̦
̡Ѣ̭ѿ̨ӝ̭̦̝Ҡ̴̱̘̮̦̯̙̱̝̩̫̩̯̫̏ԉ̡̯̫̩̮̰̩̫̥̦Ӻ̨̩Ҝ̩̪̙̩Ӫ̟̰̩̝̥̦Ҡ½̝̬Қ̯Ң̷̨̩̩̫̩ 
̡Ѣ̡̮̝̟̝̟Ӻ̩̠Ҝж̧̧̫̯̬ҡ̫̰̭½̝Ӻ̡̠̝̭Ѧ̡̭̯̯̫Ҥ̡̭̱̬̘̯̬̝̭̦̝Ҡ̡Ѣ̭̯̫Ҥ̷̨̭̠̣̯̝̭ ц̟̟̰ӝ̩ 20
̠Ҝ̯Қ̭̯Ԗ̩ч̯̝̥̬Ԗ̩̤̰̟̝̯̙̬̝̭ҏ̮½̡̬̝ѿ̯̫ԉ̫҂̮̝̭ ж̡̡̮̞Ӻ̩̠Ҝ̡Ѣ̭̯̫Ҥ̡̭̤̫ҥ̭
 ѷ̨̯̥Ҝ̩̫̩҄ѿ½Ң̯̫ԉ̡̯̱̘̩̫̰̏½̷̡̬̯̬̫̩ђ̠̥̦ҟ̤̣̩ ̡҄Ѧ̡̮̯ѷ̯̥̠Ҝ̊ҝ̝̥̬̘ц̮̯̥̪̙̩̣
̦̝Ҡ̡̮̰̩̫̥̦Ӻ̡̯̱̘̩̏Ԕ½̝̬Қ̯̫Ҥ̷̨̭̩̫̰̭ ̯̝ԉ̤Ӥѿ̨Ӻ̸̧̨̩̞̫̫̝̥̮̝̱Ԗ̭ц½̡̥̠Ӻ̪̝̥

Vocabulário para a Seção Doze D


ж̡̛̠̥̦̣̤̭ prejudicado, lesado ̦̝̯̝̮̯̮̝̭̦̝̯̝̮̯̣̮̝̩̯̚  Vocabulário a ser aprendido
(nom. m. s.) (ж̠̥̦ҝ̴) tendo colocado ̨̛̦̝̤̮̯̣̥ ж̷̧̧̯̬̥̫̭ ә ̫̩ outro, de outro
̝Ѣ̸̮̲̩-̣, ѓ vergonha, humilhação ̦̝̯̝̮̯̣̮ país, estrangeiro
(1a) ̡̦̝̯̝̮̯̮̮̤̝̥̚ser colocados ж̴̡̮̞̙ ̡Ѣ̭ cometer sacrilégio
ж̷̧̧̯̬̥-o̭ -̝ -o̩ de outro país, ̨̛̦̝̤̮̯̝̝̥̦̝̯̝̮̯̝ contra
estrangeiro ̦̝̯̝̱̬̫̩ҝ-̴ desprezar (+ gen.) к̯ӷ̨̫̭ o̩ destituído dos direitos
к̩̝̩̠̬-o̭ -̫̩ covarde, fraco ̫Ѣ̡̦Ӻ-̫̭ ѳ parente (2a) de cidadão
ж̡̮̞ҝ-̴ ̡Ѣ̭ cometer sacrilégio ̫ѩ̷̭ ̯Á̡Ѣ̨̛ ser capaz de (+ inf.) ж̨̱̝̥̬̙̫̝̥ (ж̡̧̱-) tirar
contra Ѳ̡̢̛̩̥̠-̴ repreender, criticar alguma coisa (ac.) de alguém
к̨̯̥-̫̭ -̫̩ destituído de todos (+dat.) (ac.), reivindicar
os direitos, desonrado ½̝̬̘ (+ ac.) contra ̡Ѣ̴̮̘̟ (̡Ѣ̮̝̟̝̟-) apresentar,
ж̱̝̥̬ҝ-̨̫̝̥ tirar alguma ½̧̝̬̝̦̝̙-̴ incentivar, exortar introduzir
coisa (ac.) de alguém (ac.), ½̷̴̨̝̬̝̩̩ ilegal ъ̮̲̝̯̫̭ ̣ ̫̩ extremo, pior
reivindicar ½̡̛̩-̝, ѓ pobreza (1b) ̤̰̟̘̯̣̬ (̤̰̟̝̯(̡)̬-), ѓ filha (3a)
̧̡̞̫̰̰̯-̭̚, ѳ membro da ̧̞̫̰̚ ½̛̬̫̪ (½̬̫̥̦-), ѓ dote (3a) ̨̛̦̝̤̮̯̣̥ (̦̝̯̝̮̯̣̮̝-)
(1d) ½̷̡̬̯̬̫̩ primeiro, anteriormente estabelecer, fazer, colocar, pôr
̟̬̘̱-̴ propor ̨̮̰̱̫̬-̘, ѓ infortúnio, desgraça alguém (ac.) em (̡Ѣ̭ tal estado
̷̨̠̣̯-̣̭, ѳ membro do demo (1d) (1b) ̨̛̦̝̤̮̯̝̝̥ (̦̝̯̝̮̯̝-) ser colo-
ц̟̟̰̘-̴ dar em casamento ̨̯̥̘-̴ multar, fixar uma pena cado, encontrar-se, ser feito
̡Ѣ̮̘̟ ̴̡Ѣ̮̝̟̝̟-) apresentar (+dat.) ̪̙̩̣, ѓ mulher estrangeira (1a)
ц̛̦̯̩-̴ (ц̡̦̯̥̮-) pagar (uma multa) ̨̨̛̯̣̝ (̨̨̯̥̣̝̯-), ̷̯ multa (3b) ̫ѩ̷̭ ̯Á̡Ѣ̨̛ ser capaz de (+ inf.)
ц̴̧̘̯̯̩ (ц̧̝̯̯̫̩-) menor ̯̫̮ ̫ԉ̯̫̭ ̸̝̯̣ ̫ԉ̯̫̩ T–O ½̝̬̘ (+ ac.) contra; para; em
(comp. de Ѳ̧̛̟̫̭) grande comparação com; exceto;
ъ̡̩̠̥-̝, ѓ pobreza (1b) ѿ̢̛̞̬-̴ ̡ѢS agir com violência junto com, ao lado
ц̡̧̪̙̟̲-̴ acusar, expor contra, ultrajar ½̡̛̩ә, ѓ pobreza (1b)
ц½̡̛̮̤̣̮̝̩ foram persuadidos ̱̘̮̦-̴ alegar, declarar ½̷̡̬̯̬̫̭ ә o̩ primeiro (de
(½̴̡̛̤) ̱̬̘̯̣̬ (̡̱̬̝̯̬-), ѳ membro de dois), anterior
ц½̡̛̥̠̦̩̰-̨̥ (ц½̡̥̠̥̪-) uma fratria (3a) (uma fratria ½̷̡̬̯̬o̩ (adv.) primeiro,
demonstrar, provar é um grupo de famílias: como anteriormente
ъ̮̲̝̯-̫̭ -̣ -̫̩ extremo, pior tal, ela desempenhava várias ̯ӷ̴̨̘ multar, fixar uma pena
ч̛̯̝̬-̝, ѓ hetera, cortesã, funções religiosas e sociais) (+ dat.)
prostituta de alto nível (1b) ̡̳̰̠-̭̚ -̙̭ falso, mentiroso ̯ӷԝ̨̨̣̝ (̯ӷ̨̨̣̝̯-),̷̯ multa (3b)
ђ̠̥̦̤̣̩̚ fui prejudicado (ж̴̠̥̦̙) ̨̳̱̥̮̝̚ (̨̳̣̱̥̮̝̯-), ̷̯ ̯̫̮̫ԉ̯̫̭ ̸̝̯̣ ̫ԉ̯̫(̩) tão grande
̤̰̟̘̯̣̬ (̤̰̟̝̯(̡)̬-), ѓ filha (3a) decreto (3b) ̡̳̰̠̭̚ ̙̭ falso, mentiroso
̦̝̯̝̮̯̘̭̦̝̯̝̮̯̝̩̯ posto, ̲̘̬̥̩ ̫Ѩ̠̝ ser grato a (+ dat.) ̨̳̱̥̮̝̚ (̨̳̣̱̥̮̝̯-), ̷̯
feito, colocadǫ̛̦̝̤̮̯̝̝̥ decreto (3b)
̦̝̯̝̮̯̝
150 Parte Quatro: As mulheres na sociedade ateniense

E
Os dicastas discutem sobre a validade dos motivos de Apolodoro.

̇̕ ̫Ѿ̲ѳ̬Ӟ̭̯̫ԉ̯Ӥ ц̡̦Ӻ̩̫ѵъ̧̡̟̫̩̯̫̥̝ԉ̯̝̠Ҟж̡Ҡ̧ҝ̟̫̰̮̥̩̫ѣж̛̩̯̠̥̦̫̥ 


ж̧̧Ӥ̫Ѿ½̡̨̛̤̫̝̥ѿ½Ӥ̝Ѿ̯Ԗ̩ъ̴̡̟̟
̏̐̎ ̡Ѣ̷̡̦̭̟˶̱̣̮Ҡ̟Қ̬ѳо½̷̴̧̧̫̠̬̫̭̯Ң̩̯̏ҝ̱̝̩̫̩к̬̪̝̥̯Ӭ̭ъ̲̤̬̝̭ ̦̝Ҡ
̝Ѿ̯Ң̴̨̛̭̯̥̬̝̭ы̡̩̦̝ж̴̢̡̛̟̩̮̤̝̥ж̡̠̥̦̣̤Ҡ̭ѿ½Ӥ̝Ѿ̯̫ԉй½̘̩̯̝ъ̧̡̡̟̭
̮ҥ Ґ̴̨̛̝̇ 5
̼̂ ̯̝ԉ̯̝̠Ҟц̧̙̲̤̣ѿ½Ңо½̧̧̫̫̠̹̬̫̰ ж̧̧Ӥѓ̟̫ԉ̨̝̥̯Ң̩о½̷̴̧̧̫̠̬̫̩
Ѧ̴̮̭̟̙̯̥̮½̫̰̠̝Ӻ̧̡̫̩̙̟̥̩½̬Ԗ̨̯̫̩Ҝ̩̟Қ̬ъ̱̣о½̷̴̧̧̡̫̠̬̫̭Ѣ̭
̛̦̩̠̰̩̫̩̦̝̯̝̮̯Ӭ̩̝̥½̡̬Ҡ½̡̛̩̝̭̦̝Ҡж̨̛̯̥̝̭ ̦̝Ҡ̫Ѿ̡̠̰̩̮̮̤̝̥̯̚Қ̭
̤̰̟̝̯̙̬̝̭ц̦̠̫ԉ̩̝̥˶ъ½̡̥̯̝̠Ҝ̯̙̱̝̩̫̩̦̝̏Ҡ̙̝̥̬̝̩̯̊Ԗ̷̴̨̩̩̩
̡̦̝̯̝̱̬̫̩Ӻ̩̦̝Ҡ̡Ѣ̭̯̫Ҥ̡̭̤̫Ҥ̭ж̡̡̮̞Ӻ̩̯ҡ̭̫Ѿ̦и̩̮½̢̫̰̠̘̫̥½̡̬Ҡ̯̝ԉ̯̝ 10
̏̐̎ ̫Ѿ̡̛̠̭ ̨Қ̛̝́½Ԗ̭̟Қ̬̫Ѿ̦и̩̝Ѣ̸̮̲̩̫̥̯̫ѳо½̷̴̧̧̫̠̬̫̭ ̯Қ̭
̤̰̟̝̯̙̬̝̭ж̡̩̦̠ң̯̫̰̭ъ̴̲̩̦̝Ҡ̛̯̭и̨̩̟̝̫ҡ̣̟̰̩̝Ӻ̦̝½̬̫Ӻ̦̝̫Ѿ̦
ъ̲̫̰̮̝̩½̝̬Қ̸̯̫̥̫̯̫̰½̷̝̯̬̭
̼̂ ж̧̧ӤѦ̴̮̭ѳ̴̨̛̝̭̫̇Ѿ̦и̩ѳ̨̧̛̫̫̟̫̣
̇̕ ½̡̬Ҡ̯Ӭ̭½̡̛̩̝̭ѳ̨̧̛̫̫̟̫̣̩к̩½Ԗ̭̟Қ̬̫҂½̡̬Ҡ̠Ҝ̯Ԗ̷̴̨̩̩̩̦̝Ҡ̯Ԗ̩ 15
̡̤Ԗ̩ ̫Ѿ̮̝̱Ԗ̭̫Ѩ̴̡̨̛̠̝̯̦̣̬̩̠Ҝ̡̞̞̝ҡ̴̩ѿ½Ң̯̫ԉо½̧̧̫̫̠̹̬̫̰
½̴̡̨̝̬̲̫̙̩̩ ж̦̬̥̞Ԗ̷̨̨̡̭̝̤̣̮̤̝

Vocabulário para a Seção Doze E

Gramática para 12E


C Infinitivos no discurso indireto

̝Ѣ̸̮̲̩-̨̫̝̥ sentir vergonha, ½̛̬̫̪ (½̬̫̥̦-), ѓ dote (3a) ж̯ӷ̨̛ә, ѓ perda dos direitos de
envergonhar-se ̮½̢̫̰̠̘-̴ preocupar-se, estar cidadão (1b)
ж̩̙̦̠̫̯-o̭ -o̩ não casado preocupado ̡Ѣ̷̦̭ provável, razoável, justo
к̬̲-̴ começar (+ gen.) ̮½̫̰̠̝Ӻ-̫̭ -̝ -o̩ importante, sério ̴̦̝̯̝̱̬̫̩̙ desprezar,
ж̨̛̯̥-̝, ѓ perda de direitos (1b) ̡̨̯̦̬̥̚-̫̩, ̷̯ prova (2b) menosprezar (+ gen.)
̨̟̝̙-̴ casar ̮½̴̢̫̰̠̘ preocupar-se, ser
̡Ѣ̷̦̭ certo/certamente Vocabulário a ser aprendido sério; agir com seriedade
ц̴̛̦̠̠-̨̥ (ц̦̠̫-) dar em ̝Ѣ̮̲Ԅԝ̨̩̫̝̥ sentir vergonha, ̮½̫̰̠̝Ӻ̫̭ ә o̩ importante,
casamento envergonhar-se sério
̦̝̯̝̱̬̫̩̙-̴ desprezar (+ gen.) к̴̬̲ começar (+ gen.);
½ӝ̭ ̯̥̭ todos, todo mundo governar (+ gen.)
Seção Doze A–I: Neera como escrava 151

Introdução
Apolodoro apresentou sua causa indicando seus motivos pessoais e políticos para
levá-la ao tribunal e resumiu as acusações que está fazendo contra Neera. A lei
que ele invoca é a seguinte:

“Se um ̪̙̩̫̭ viver com (̡̮̰̩̫̥̦Ӻ̩) uma ж̮̯̚ de qualquer maneira que
seja, qualquer ateniense qualificado que desejar pode mover um processo
contra ele diante dos Tesmótetas. Se ele for condenado, tanto o homem como
sua propriedade devem ser vendidos e um terço do montante obtido deve ir
para o homem que obteve a condenação. O mesmo se aplica se uma ̪̙̩̣viver
com um ж̷̮̯̭. Neste caso, o homem que vive com a ̪̙̩̣ condenada deve ser
ainda multado em 1.000 dracmas.”

̪̙̩̫̭ homem não-ateniense, sem direitos de cidadania ateniense; estrangeiro.


̪̙̩̣ mulher não-ateniense, sem direitos de cidadania ateniense; estrangeira.
ж̷̮̯̭ cidadão ateniense.
ж̮̯ҟ cidadã ateniense.

Apolodoro tem que estabelecer, portanto, duas acusações. Primeiro, que Neera
é uma estrangeira; segundo, que Estéfano está vivendo com ela como se fosse sua
mulher. A prova da primeira acusação ocupará o restante da Seção Doze; a prova
da segunda acusação ocupará a Seção Treze.

Em O mundo de Atenas: synoikeîn 5.19; Lísias 1.82, 2.24, 3.45, 5.69; os Mistérios
2.22, 3.50-2; testemunhas e provas 6.47.

Apolodoro fala do passado de Neera como escrava em Corinto, sob os


“cuidados” de Nicarete.

̯̫ԉ̷̨̛̩̫̰̯̫̩̰̩ђ̸̡̦̫̮̝̯ Ґк̡̛̩̠̬̭̠̥̦̝̮̯̝ ѵ̭̫Ѿ̦цӞ̯Ҟ̩̪̙̩̣̩̯ԗж̮̯ԗ


̡̮̰̩̫̥̦Ӻ̩ ̫Ѿ̠Ҝ̯Ҟ̩ж̮̯Ҟ̩̯ԗ̪̙̩Ԕ ̫Ѿ̠Ҝ½̝̥̠̫½̡̫̥Ӻ̮̤̝̥ѷ̯̥̫̩҄ц̮̯̥̩̫Ѿ̷̨̩̫̩
̪̙̩̣̙̝̥̬̝̊ж̧̧Қ̦̝Ҡ̸̧̠̫̣̦̝Ҡч̛̯̝̬̝ ̯̫ԉ̤Áѿ̨Ӻ̸̧̨̩̞̫̫̝̥ц̪ж̬̲Ӭ̭ж̦̬̥̞Ԗ̭
ц½̡̥̠Ӻ̪̝̥

Vocabulário para a Seção Doze F

Gramática para 12F


C ̨̛̯̤̣̥ “eu coloco, ponho” ̡̠ҡ̦̩Ԅ̨̥ “eu mostro, revelo”

ж̮̯-̚, ѓ cidadã (1a) ц½̡̛̥̠̦̩̰-̨̥ (ц½̡̥̠̥̪-) ч̛̯̝̬-̝, ѓ hetera, cortesã (1b)


ж̮̯-̷̭, ѳ cidadão (2a) demonstrar, provar ½̝̥̠̫½̫̥̙-̨̫̝̥ ter filhos
152 Parte Quatro: As mulheres na sociedade ateniense

 ѓ̟Қ̬̙̝̥̬̝̊½̬Ԗ̨̯̫̩Ҝ̩̠̫ҥ̧̣ц̛̩̫̬̩̤̇Ԕј̩̥̦̝̬̙̯̣̭̊ ѿ̱Ӥљ̭ц̡̯̬̙̱̯̫½̝Ӻ̭ 5
̨̥̦̬Қ̫̮̝̦̝҄Ҡ̯ң̡̡̠̱̝̩̬Ң̩̦̝Ҡ̷̡̨̞̙̞̝̥̫̩̯̦̬̥̩̚ц̮̯̥̯̫ҥ̯̫̰˶ј̩̟Қ̬̠Ҟч̯̙̬̝
̸̧̠̫̣̥̦̝̬̙̯̣̭̊ ̡̡̯̘̩̥̬̝̉Ѳ̷̨̩̝̯̥ љ̭ц̬̝̮̯Ҟ̭Ҍ̛̩̰̮̝̭̈ѳ̮̫̱̥̮̯Ҟ̭½̧̧̫Қ̭
̨̠̬̝̲Қ̭ъ̡̤̣̦̩ѿ½Ҝ̬̝Ѿ̯Ӭ̭ж̧̧Ӥц½̡̥̠Ҟѿ½Ң̥̦̝̬̙̯̣̭̊ц̧̱̤̣̮̝̩̚½ӝ̮̝̥̝ѣ
̨̠̬̝̲̝Ҡй̭ъ̡̤̣̦̩ ъ̡̠̫̪̩̝Ѿ̯ԗ̨̰Ӭ̮̝̥̝Ѿ̯Ҟ̩̦̝Ҡ½̧̧̫Қ̨̡̲̬̝̯̝̦̝̯̝̤̚Ӻ̡̩̝̥Ѧ̡̭̯
̯Ҟ̩ч̫̬̯Ҟ̩̦̝Ҡ̯Қ̨̰̮̯̬̥̝̚ ̧̨̞̫̰̫̙̩Ԕѿ½Ҝ̡̡̛̬̯̝̩̬̝̭̦̝̉Ҡ̫Ѿ̲ѿ½Ҝ̬̥̦̝̬̙̯̣̭̊ 10
̯̥̤̙̩̝̥̯Қ̨̲̬̝̯̝̦̝̚Ҡц½̡̛̮̤̣̥̦̝̬̙̯̣̊ц̧̡̤Ӻ̡̩Ѣ̭̯Қ̨̰̮̯̬̥̝̚ к̟̫̰̮̝̯Ҟ̩
̡̡̯̘̩̥̬̝̩̉ж̨̱̥̦̫̙̩̝̭̠Ҝ̝Ѿ̯Қ̭ѳ̡̛̰̮̝̭̈Ѣ̨̭Ҝ̩̯Ҟ̩̝ѿ̯̫ԉ̫Ѣ̛̦̝̩̫Ѿ̡̦Ѣ̡̮̘̟̥
Ҹ̸̡̮̲̩̯̫̟Қ̬̯Ҟ̩̟̰̩̝Ӻ̦̝ѕ̡̩Ѩ̡̲̦̝Ҡ̯Ҟ̨̩̣̯̙̬̝̯Ҟ̩̝ѿ̯̫ԉ ѕ̟̬̝ԉ̭̫̮̝҄ц̩̯ӭ
̫Ѣ̛̦ӛ̮̰̩ԕ̡̦̥ ̛̦̝̤̮̯̣̮̥̠Á̝Ѿ̯Қ̭ѳ̛̰̮̝̭̈ҋ̷̧̭̥̮̯̬̝̯̫̩̒ Ҽ̡̤̫̩ъ̯̥ Ѷ̩̯̝̦̝Ҡ
̧̛̱̫̩̝Ѿ̯ԗ̨̡̤Áґ̩̮̰̩Ӭ̧̡̤̩о̢̡̤̩̝̚.ҝ̝̥̬̝ ̸̧̠̫̣̥̦̝̬̙̯̣̭̫̮̝̦̝̊҄Ҡ̝Ѿ̯ҟ  15
ц̢̨̨̬̟̝̫̙̩̣Ҝ̩і̠̣̯ԗ̨̮̹̝̯̥ ̴̡̩̯ҝ̬̝̠Ҝ̫̮̝҄ҋ̭̫̩҄ж̧̣̤Ӭ̴̧̙̟ ѷ̯̥̊ҝ̝̥̬̝
̥̦̝̬̙̯̣̭̊ј̩̦̝Ҡ̮̰̩Ӭ̧̡̨̡̤̯Á̝Ѿ̯Ӭ̭ ̯̫ҥ̴̯̩ѿ̨Ӻ̩̝Ѿ̯Ң̩̯Ң̷̧̨̩̥̮̯̬̝̯̫̩̘̬̯̰̬̝̒
̧̦̝Ԗ
Seção Doze A–I: Neera como escrava 153

Prova
(O título prova significa que a passagem citada foi lida no tribunal. Ela não era
falada pela testemunha, que não era interrogada.)
“Filóstrato, filho de Dionísio, de Colono, apresenta provas de que sabe que Neera
era propriedade de Nicarete, assim como também Metanira; de que elas residiam
em Corinto; e de que se hospedaram na casa dele quando vieram a Atenas para os
Mistérios; e de que Lísias, um amigo íntimo seu, levou-as à sua casa.”

о̢̡̤̩̝̚ para Atenas ̨̥̦̬-̷̭ -̘ -̷̩ pequeno Vocabulário a ser aprendido


ъ̡̤̣̦̩ pôs (̨̛̯̤̣̥/̡̤-) ̨̰̙-̴ iniciar о̤̩̚ә̢̡ para Atenas
ц̧̱̤̣̮̝̩̚ aor. pass. de ̨̰̮̯̬̥̚-̝, ̯̘ os Mistérios (2b) ж̮̯̚, ѓ cidadã (1a)
̴̧̨̝̞̘̩ ̥̦̝̬̙̯̊-̣, ѓ Nicarete (1a) (uma ж̷̮̯̭, ѳ cidadão (2a)
ч̫̬̯-̚, ѓ festa, festival (1a) proprietária de escravas) ч̛̯̝̬ә, ѓ hetera, cortesã,
ц̬̝̮̯-̭̚, ѳ amante (1d) ̮̰̩̙̬̲-̨̫̝̥ (̡̧̮̰̩̤-) vir junto prostituta de alto nível (1b)
ц̢̬̟̘-̨̫̝̥ trabalhar, ganhar a ̮Ԗ̨̝ (̴̨̮̝̯-), ̷̯ corpo (3b) ч̯̝Ӻ̬̫̭, ѳ companheiro (homem)
vida ̡̨̯̦̬̥̚-̫̩, ̷̯ prova (2b) (2a)
Ҽ̡̤-̫̭, ѳ solteiro (2a) ̯̥̤̙̩̝̥ pôr, colocar (̨̛̯̤̣̥) (̮)̨ӷ̷̦̬̭ әԝ ̷̩ pequeno, baixo
̡̦̝̯̝̤Ӻ̩̝̥depositar, pagar ̛̯̫̩̰̩ pois bem, então ½̝̥̠̫½̨̫̥̙̫̝̥ ter filhos
̨̡̛̦̝̯̝̯̤̣̥̦̝̯̝̤ (retomando uma narrativa) ̨̮̰̩̙̬̲̫̝̥ (̡̧̮̰̩̤-) vir junto
̷̬̥̩̤̇-o̭, ѓ Corinto (2a) ̯̬̙̱-̴ criar ̡̨̯̦̬̥̫̩̚, ̷̯ prova (2b)
̛̰̮̈-̝̭, ѳ Lísias (1d) (amante ̡̱̝̩̬-̷̭ -̘ -̷̩ claro, evidente ̨̛̯̤̣̥ (̡̤-) pôr, colocar
de Metanira) ̷̧̥̮̯̬̝̯̒-̫̭, ѳ Filóstrato (2a) ̷̡̱̝̩̬̭ әԝ ̷̩ claro, evidente
M̡̡̯̘̩̥̬-̝, ѓ Metanira (1a) (amigo de Lísias) ҋ̭ (+ ac.) para, para a casa de
(escrava de Nicarete) ҋ̭ (+ ac.) para (a casa de)

Os Mistérios de Elêusis
Os Mistérios de Elêusis eram abertos a todos, escravos ou livres, que fossem falan-
tes de grego e tivessem sido iniciados. A ênfase não era na comunidade, mas cen-
trava-se firmemente na revelação e salvação pessoais. Há registro de que um perso-
nagem em Sófocles teria dito, “Três vezes abençoados são aqueles entre os homens
que, depois de assistir a estes ritos, descem ao Hades. Apenas para ele há vida”
(Plutarco, Moralia 21s.). A iniciação dava-se em dois estágios. Nos “Mistérios
Menores”, os iniciados (mýstai) usavam coroas e carregavam ramos de murta em
procissão. As mulheres levavam na cabeça o vaso sagrado (kérnos) que continha
uma variedade de sementes e grãos para simbolizar os dons de Deméter, já que
Deméter era a deusa das colheitas. Para os “Mistérios Maiores”, era declarada uma
trégua de 55 dias para que as pessoas pudessem viajar em segurança de todas as
partes da Grécia para o festival. Pouco se sabe sobre o ritual central, exceto que ele
era dividido em “coisas ditas”, “coisas feitas” e “coisas reveladas”. Os iniciados
que obtinham permissão para ver o último estágio eram conhecidos como epóptai
(“os que veem”). Os Mistérios proporcionavam um intenso envolvimento pessoal
e uma experiência emocional da mais alta ordem. A iniciação, como a citação de
Sófocles mostra, era vista com reverência. Dizia-se que os ritos “inspiravam aque-
les que participavam deles com esperanças mais doces em relação ao fim da vida e
a toda a eternidade”. (O mundo de Atenas, 3.50–2)
154 Parte Quatro: As mulheres na sociedade ateniense

G
[O incidente com Lísias e Metanira não é o único que Apolodoro cita. Ele
passa em seguida à trajetória posterior de Neera, que a leva por toda a Grécia,
mas sempre na companhia de homens de dinheiro e alta posição social. Estes
incluem Simo, um tessálio, que a trouxe para Atenas para a grande Panateneia,
Xenóclides, um poeta, e Hiparco, o ator; depois Timanóridas de Corinto e
Êucrates de Leucádia decidem comprar Neera de Nicarete e o fazem por 30
minas. Ela vive um longo tempo com eles. Não é de admirar que Estrimodoro
tenha dificuldades para acompanhar a história...]

Em O mundo de Atenas: Sólon 1.20; Hípias 5.48; sofistas 5.44-9, 8.22ss.

A memória de Estrimodoro falha.

̏̐̎ ж½̧̨̛̫̫̣̩ ̡Ѣ̸̴̨̨̡̩̣̫̩¾


̇̕ ̡̠̫̦Ӻ̨̭̫̥ Ґ̷̴̨̡̯̬̰̠̬̏ ̡Ѣ̭ж½̛̫̬̝̩̯̥̩Қ̦̝̯̝̮̯Ӭ̨̩̝̥Ҟ̫̩҄
ц½̧̥̦̘̰½̡̯̯Ҟ̩ж½̫̬ҡ̝̩ ̝Ѣ̷̨̡̮̲̰̩̩̫̭̯Ң̩̂Ѿ̡̛̬̟̠̣̩ ж̧̧Қ̧ҝ̡̨̟̫̥ѵ
ж½̡̫̬Ӻ̭
̏̐̎ ц̟̹̮̫̥ц̬Ԗ Ґ̴̨̛̝̇ ѵж½̫̬Ԗ̠̥Қ̨̡̛̛̯̩̝̩ц½̫̥̮̝̯̫̚ѳо½̷̴̧̧̫̠̬̫̭ 5
̯̫ԉ̛̰̮̫̰̦̝̈Ҡ̯Ӭ̡̡̛̭̯̝̩̬̝̭̫̉Ѿ̟Қ̸̴̨̨̡̬̩̣̫̩ъ̴̡̧̨̛̟̟̞̫̰̫̣̩
̨̡̩̯и̩̩Ҟ̨̨̡̛̝̩̣̫̩́ҥ̡̥̩й̧̡̙̟̥ѳж̡̛̩̯̠̥̦̫̭Ѧ̸̡̨̨̡̨̤̩̣̫̩̫̥̥½̘̩̤Ӥ
й̧ҝ̡̟̥ ̦̝Ҡж½̧̨̛̫̫̣̩ ̡Ѣ̨̨̡̩̣̫̩ҥ̴½Ԗ̭̟Қ̬и̴̡̛̩̠̥̦̝̭̯̥̤Ӻ̯ң̯̥̭
̯Ҟ̩̳Ӭ̱̫̩ ̨Ҟ̸̨̨̡̩̣̫̩̮̝̭̯̫Ҥ̷̧̭̟̫̰̭
̇̕ ̧̡̲̝½Ң̩̠̚ц̮̯̥̯ԗ̠̥̦̝̮̯ӭ̠̥̝̦̬ҡ̡̩̥̩̯Ҟ̩̠ҡ̦̣̩ ̨Ҟ̸̨̨̡̩̣̫̩̫̩̯̥ 10
½̘̩̤Ӥй̧̡̙̟̥ѳ̡̦̝̯̟̫̬̫̭̚Ѣ̨ҝ̩̯̫̥̮̫̱̥̮̯Ҟ̭̟ҝ̩̫̥̫̮ҥ Ԉӛ̴̛̠̭и̩
̸̨̨̡̩̣̫̩̮̝̥̭½̘̩̯̝̭̯̫Ҥ̷̧̭̟̫̰̭ Ґ̷̴̨̡̯̬̰̠̬̏ ҋ̭ъ̡̫̥̦ ̦̝Ҡ̫Ѿ̦и̩
ц½̧̥̘̤̫̥̫̯Ԗ̴̧̡̩̲̤̙̩̯̩ж̧̧Ӥҏ̮½̡̬À̆½½̛̝̭̯̥̭ л½̝̪ж̦̫ҥ̮̝̭ ½̘̩̯̝
̸̨̨̡̩̣̫̩̮̝̥̭к̩
̏̐̎ ҏ̮½̡̬À̆½½̡̛̝̭Ѧ̡̤À̆½½̡̨̛̛̝̭̟̩̫̣̩ц̟̹ 15
̇̕ ̡Ѣ̩ԉ̩À̆½½̛̝̭ј̮̤̝ ̫ѩ̷̭̯Áи̩ј̧̮̤̝̦̝̯̝ҝ̡̟̥̩½̘̩̯̝̭̯̫Ҥ̭ж½Ң
̷̴̧̩̫̭̏к̬̲̫̩̯̝̭ѳ̟Қ̬À̆½½̛̝̭ л½̝̪ж̦̫ҥ̮̝̭ ц̷̨̨̡̡̩̣̩̰½̡̩̯̦̫̩̯̝̚
Ѳ̷̨̩̝̯̝
̏̐̎ Ҍ̯Ӭ̡̭̯̙̲̩̣̭Ѧ̡̤̯̫̮̝ԉ̸̨̨̡̨̯̝̩̣̫̩̮̝̥̥ж̧̧Áц̟Ҧ̸̡̱̮̥̮̫̱Ң̭̫Ѿ̡̦Ѣ̨ҡ
̡Ѣ½̡̘̩̯̭̫ѣ̮̫̱̥̮̯̝ҡ̨̡̠̥̠қ̡̮̦̫̥̩ ̫Ѿ̦и̩̫ѩ̛̫̯Á̡Ѩ̡̨̡̩̮̫̱̥̮̯̩̚½̡̫̥Ӻ̩ 20
ж̧̧Á̡ѢÀ̆½½ҡ̝̭ѓ̨Ӻ̩̩ԉ̡̡̛̩̮̰̩̟̟̩̯̫ ½Ԗ̭и̩ц̛̠̠̝̮̦ҝ̨̡ ̦̝Ҡ̯ҡи̩ъ̧̡̡̟̩
̦̝Ҡ½Ԗ̭и̩ц̨̘̩̤̝̩̫̩ц̟̹
̇̕ ̡Ѧ̡̤̯̝ԉ̡̯̝Ѣ̡̠ҡ̣̩ Ґ̷̴̨̡̡̯̬̰̠̬̏Ѣ̟Қ̬̯̝ԉ̯̝Ҽ̠̣ц̟̹ ½̸̧̫̮̥̫̭и̩ј
̯Ң̩ԉ̩ ̦̝Ҡ̫Ѿ½̙̩̣̭̫Ѿ̠Ҝ̠̥̦̝̮̯̭̚
̏̐̎ ̫Ѧ̨̫̥ц̟Ҧ̟̘̬ ҏ̮½̡̬̟ҝ̴̬̩̯̥̭ ц½̧̨̥̝̩̤̘̩̫̝̥½̘̩̤Ӥйж̸̴̦̫ ̯Ԗ̡̩̯ 25
̩ң̴̨̩̦̝Ҡ̯Ԗ̷̴̧̩̟̩̦̝Ҡ̯Ԗ̨̩̝̬̯̰̬̥Ԗ̡̩Ѣ̠ҝ̯̥̭̯̫̮̝ԉ̯̝ц½̧̥̘̤̫̥̯̫ 
½Ԗ̭и̡̡̩̠̥̦̘̮̥̯Ҟ̛̩̠̦̣̩̦̝Ҡ̯Ҟ̩̳Ӭ̡̱̫̩̤Ӻ̯̫к̩
̇̕ ̫Ѿ̦̫Ѩ̠Ӥъ̴̡̟̟ Ґ̷̴̨̡̯̬̰̠̬̫̏Ѿ̟Қ̬и̩̟̙̩̫̥̯ң½̡̫̯ж̟̝̤Ң̭
̠̥̦̝̮̯̭̚ ̡Ѣ̨Ҟ̸̨̨̡̡̡̩̣̫̩̮̥̯Қѿ½Ң̯̫ԉ̷̧̡̦̝̯̣̟̬̫̰̲̤̙̩̯̝ж̧̧Ӥ
Seção Doze A–I: Neera como escrava 155

ѷ½̴̭½̸̴̨̬̫̤̭½̡̬̫̮̙̪̥̭̯Ң̩̩̫ԉ̩̯̫Ӻ̷̧̭̟̫̥̭̦̝Ҡ̯̫Ӻ̷̨̭̩̫̥̭̦̝Ҡ 30
̯̝Ӻ̨̛̭̝̬̯̰̬̝̥̭̯̫ԉ̯̫̟Қ̬½̫̥̫ԉ̡̩̯̭ Ԉӛ̴̛̠̭̯Ҟ̩̳Ӭ̡̛̱̫̩̯̤̩̯̝̥̫ѣ
̛̠̥̦̝̮̯̝
̏̐̎ ж½̷̧̫̥̩̯̫̫ѧ̡̯̥̩̭ ̠̥̦̝̮̯̝ҠѶ̡̩̯̭ ц½̧̥̝̩̤̘̩̫̩̯̝̥й̧ҝ̟̫̰̮̥̩̫ѣ
ж̛̩̯̠̥̦̫̥

Vocabulário para a Seção Doze G

Gramática para 12G


C Condições: potencial e irreal do presente
C Expressões de voto ou desejo
C ѷ½̴̭ + futuro do indicativo “cuidar para que, tratar de”
C Formas do optativo de ̡Ѣ̨̛ “eu sou/estou”, ̡Ѩ̨̥ “eu vou/irei”, ̫Ѩ̠̝ “eu sei”

к̩ (+ opt.) traduz-se pelo futuro ̨̛̝̬̯̰̬-̝, ѓ prova, testemunho ̡Ѧ̡̤ (+ opt.) eu queria que! ah
do pretérito em português (1b) se! quem dera! se ao menos!
к̩ (+ imperf.) traduz-se pelo ̨̙̩̯к̩=̨̙̩̯̫̥ к̩ ц½̧̨̥̝̩̤̘̩̫̝̥ (ц½̧̥̝̤-)
futuro do pretérito em ̨̡̛̩-̝, ѓ menção (1b) esquecer (+ gen.)
português ̸̨̨̡̩̣̫̩-̴ lembrar ̴̧̦̝̯̝̙̟ (̡̦̝̯̥½-) enumerar,
л½̝̪ uma vez ѷ½̴̭ (+ fut. ind.) tratar de …, recitar, listar
к̴̬̲̩ (ж̬̲̫̩̯-), ѳ arconte (3a) cuidar para que ̨̛̝̬̯̰̬ә, ѓ prova, testemunho
̛̠̥̝̦̬̩-̴ determinar, julgar ½̙̩̣̭ (½̡̩̣̯-), ѳ pobre (3a) (1b)
̡Ѣ (+ opt.) se ½̡̩̯̦̫̩̯̝̚ cinquenta ̨̡̛̩ә, ѓ menção (1b)
̡Ѣ (+ imperf.) se ½̸̧̫̮̥-̫̭ -̝ -̫̩ rico ̸̴̨̨̡̩̣̫̩ lembrar
̡Ѣ̡̛̠̣̩ optativo de ̫Ѩ̠̝ ̷̴̧̩̏ (̴̧̫̩̏-), ѳ Sólon (3a) ѷ½̴̭ (+fut. ind.) (+ fut. ind.)
̡Ѧ̡̤ (+ opt.) eu queria que! ah (famoso estadista) tratar de …, cuidar para que
se! quem dera! ̛̮̰̟̟̟̩-̨̫̝̥ (̡̮̰̟̟̩-) estar ½̙̩̣̭ (½̡̩̣̯-), ѳ pobre (3a) (ou
ъO̡̥̦ parece (razoável) com (+ dat.) adj. pobre)
ц½̸̧̥̦̝½̯-̴ esconder, ocultar ̸̱̮-̥̭, ѓ natureza (3e) ½̸̧̫̮̥̫̭ ә ̫̩ rico
ц½̧̥̝̩̤̘̩-̨̫̝̥ (ц½̧̥̝̤-) ̨̛̮̰̟̟̟̩̫̝̥ (̡̮̰̟̟̩-) estar
esquecer (+ gen.) Vocabulário a ser aprendido com, ter relações com (+ dat.)
À)½½̛-̝̭, ѳ Hípias (1d) (um sofista) и̩(para uso em condicionais,
̧̦̝̯̝̙̟-̴ enumerar, listar veja Gramática 151-2)
156 Parte Quatro: As mulheres na sociedade ateniense

H
[Por fim, tanto Timanóridas como Êucrates resolvem se casar. Eles dão a Neera a
oportunidade de comprar sua liberdade por 20 minas (em comparação com as 30
que haviam dado por ela). Ela recolhe doações de antigos admiradores, dos quais
a maior soma vem de um conhecido ateniense, Frínion. Por gratidão a Frínion,
Neera vai morar com ele em Atenas, onde convive com as mais altas e abastadas
camadas da sociedade masculina ateniense.]

Em O mundo de Atenas: metecos e xénoi 5.4, 5.67ss.; banquetes 5.25, 5.30, 8.90.

Neera foge de Frínion e conhece Estéfano.

ѳ̴̛̛̯̫̩̰̩̬̰̩̩̒ ̡̦̝̯̝̤Ҡ̭̯Ңж̸̬̟̬̥̫̩ѿ½Ҝ̡̛̬̝̬̝̭̊ц½Ӥц̧̡̡̛̰̤̬ӛ ӌ̡̲̯̫


о̢̡̤̩̝̚ж½̴̘̟̩̝Ѿ̯̩̚ ж̧̧Ӥж̷̨̡̱̥̦̩̫̭о̢̡̤̩̝̚ж̡̧̮̟Ԗ̭ц̲̬Ӭ̯̫̝Ѿ̯ӭ̦̝Ҡц½Ҡ
̯Қ̡̠Ӻ½̩̝ъ̴̲̩̝Ѿ̯Ҟ̩½̝̩̯̝̲̫Ӻц½̸̡̡̫̬̯̫ ц̨̢̦̹̝̙̯Ӥж̡Ҡ̨̡̯Ӥ̝Ѿ̯Ӭ̭.ҝ̝̥̬̝̠ҝ 
ц½̡̥̠Ҟж̡̧̮̟Ԗ̭½̬̫Ѿ½̧̢̡̛̣̝̦̯̫ѿ½Ң̯̫ԉ̴̛̬̰̩̩̫̭̦̝̒Ҡ̫Ѿ̲ ҋ̭ӌ̡̯̫ ђ̟̝½ӝ̯̫  5
̡̡̮̰̩̮̦̰̘̮̝̯̫½̘̩̯̝̯Қ̴̛̬̰̩̩̫̭̒ц̦̯Ӭ̭̫Ѣ̛̦̝̭̦̝Ҡ̯Қѣ̨̘̯̥̝̦̝Ҡ̯Қ̛̲̬̰̮̝ й
̴̛̬̰̩̩̝̒Ѿ̯ӭъ̴̡̠̦̩ъ̲̫̰̮̝̠Ҝ̯̝ԉ̯̝½̘̩̯̝ ̦̝Ҡ̡̤̬̝½̸̛̝̩̝̭̠̫ ̬̅Ӟ̯̯̝̩̦̝Ҡ
̧̛̫̦̦̝̩̣̩̇ ж½̡̡̫̠̥̠̬̘̮̦̥Ѣ̭̙̟̝̬̝̠̥̉ҝ̡̯̬̥̳̠Ҝ̊ҝ̝̥̬̝ц̩̯̫Ӻ̸̡̭̟̘̬̫̥̭̠̫̉
ъ̯̣ ж̧̧Ӥ̫Ѿ̦ц̸̠̩̝̯̫ѣ̦̝̩Ҟ̡̩Ѿ½̛̫̬̝̩½̝̬ҝ̡̡̲̥̩Ѣ̭̯Ҟ̩̯Ӭ̭̫Ѣ̷̡̛̛̦̝̭̠̥̫̦̣̮̥̩̯̯
̠Ӥц½̨̥̠̣̮̝̭̚ѳ̯̏ҝ̱̝̩̫̭̫ѿ̯̫̮Ҡ̡Ѣ̭̯Қ̙̟̝̬̝̉ ̡̦̝̯̟̯̫̚ҋ̭̝Ѿ̯̩̚ ч̛̯̝̬̝̩̫̮̝̩҄ 10
ѓ̠Ҝ̊ҝ̝̥̬̝ ̨̠̥̣̟̣̮̝̙̩̣½̘̩̯̝̯Қ½̨̬̘̟̝̯̝̦̝Ҡ̯Ҟ̩̞̬̥̩̯̫҃ԉ̴̛̬̰̩̩̫̭̒ ъ̴̡̠̦
̡̯̱̘̩̏Ԕ½̘̩̤Ӥйъ̲̫̰̮̝ц̪Ӭ̧̡̤̩ц̦̯Ԗ̩о̤̣̩Ԗ̩ ц½̨̥̤̰̫ԉ̨̮̝Ҝ̩̯Ӭ̭ц̡̩̤̘̠
̫Ѣ̴̡̦̮̭̚ ̨̱̫̞̫̰ҝ̩̣̠Ҝ̯Ң̴̛̩̬̰̩̩̝̒Ҽ̡̠̥̟Қ̬ж̠̥̦̣̤ҝ̨̩̯̝Ҝ̩̯Ң̴̛̩̬̰̩̩̝̒
ѿ̱Ӥ̝ѿ̯Ӭ̭̦̝ҠѲ̷̢̨̡̬̟̥̩̫̩̝ѿ̯ӭ ̮̫̞̝̬Ң̩̠Ҝ̦̝ҠѲ̴̧̛̟̬̫̩̝Ѿ̯̫ԉ̯Ң̷̩̯̬½̫̩Ѷ̩̯̝
̠̫ԉ̮̝̫̩҄̊ҝ̝̥̬̝½̘̩̯̝̯Қ̝ѿ̯Ӭ̭̯ԗ̡̯̱̘̩̏Ԕ ½̬̫ӹ̮̯̝̯̝̥ц̡̦Ӻ̩̫̩̝ѿ̯Ӭ̭ 15

Vocabulário para a Seção Doze H

Gramática para 12H–I


C Construções participiais no discurso indireto
C O futuro passivo
Seção Doze A–I: Neera como escrava 157

ж̟̝½̘-̴ amar ̬̅Ӟ̯̯-̝, ѓ Trata (1c) (uma das ̮̫̞̝̬-̷̭ -̘ -̷̩ arrogante
ж½̫-̠̥̠̬̘̮̦-̴ fugir escravas de Neera) ̡̢̮̰̮̦̰̘-̨̫̝̥ reunir, juntar
ж̸̬̟̬̥-̫̩, ̷̯ prata, dinheiro (2b) ѣ̦̝̩-̷̭ -̚ -̷̩ suficiente ̛̯̫̩̰̩ então (retomando a
ж̡̧̮̟Ԗ̭ brutalmente, ̦̝̯̘̟-̨̫̝̥ ficar, alojar-se argumentação)
licenciosamente ̛̦̝̯̝̯̤̣-̨̥ (̡̦̝̯̝̤-) pagar ̷̯̬½-̫̭, ѳ maneira, modo (2a)
̡̠Ӻ½̩-o̩, ̷̯ jantar (2b) ̧̛̫̦̦̝̩̇-̣, ѓ Cocalina (1a) ̴̛̬̰̩̩̒ (̴̬̰̩̥̩̒-), ѳ Frínion
̛̠̥̝̯̬̞-̴ passar (tempo) (escrava de Neera) (3a) (proprietário de Neera)
̠̥̣̟ҝ-̨̫̝̥ revelar, descrever, ̴̨̢̦̘-̴ festejar, divertir-se ̛̲̬̰̮-̫̩, ̷̯ ouro (objetos ou
explicar ̉ҝ̟̝̬-̝, ̯̘ Mégara (2b) (uma dinheiro) (2b)
̛̠̥̫̦̣̮-̥̭, ѓ administração (da cidade no Istmo)
casa) (3e) oѦ̲-̨̫̝̥ ir Vocabulário a ser aprendido
ц½̛ (+ dat.) para, por causa de, Ѳ̴̧̛̟̬-o̭ -̫̩ desdenhoso ж̸̬̟̬̥̫̩, ̷̯ prata, dinheiro (2b)
com a finalidade de Ѳ̢̛̬̟-̨̫̝̥ irritar-se com (+ dat.) ̠̥̝̯̬ӷԝ̴̞ passar (tempo), perder
ц½̨̥̠̣ҝ-̴ vir à cidade, morar ½̝̩̯̝̲̫Ӻ por toda parte tempo
ц½̨̥̤̰ҝ-̴ desejar (+ gen.) ½̬̫ӹ̮̯̝-̨̝̥ fazer alguém (ac.) Ѳ̢̨̛̬̟̫̝̥ irritar-se com (+ dat.)
ъ̯-̫̭, ̷̯ ano (3c) protetor de uma pessoa (gen.) ̛̯̫̩̰̩ então (retomando e
̡Ѿ½ơ̬-̝, ѓ recursos (1b) ½̬̫½̧̢̛̣̝̦-̴ ultrajar, insultar, continuando a argumentação)
̡̤̬̘½̝̥̩-̝, ѓ escrava (1c) tratar como lixo ̷̯̬½̫̭, ѳ maneira, modo (2a)

As outras mulheres dos homens

Concubinas (pallakaí), cortesãs (hetaírai, literalmente “companheiras”) e prosti-


tutas (pórnai) normalmente não eram atenienses natas. Alcibíades era famoso por
não só ter inúmeras amantes, mas também por manter concubinas, escravas e livres,
além de sua mulher aristocrática... As concubinas tinham algum status jurídico,
e oferecer serviços como prostituta era lícito e até tributado (o télos pornikón).
Prostitutas pareciam ser facilmente encontráveis... Variavam de classe e preço,
desde as meninas dos bordéis do Pireu, passando pelas bem mais sofisticadas
garotas aulós que um ateniense podia contratar para alegrar uma festa masculina
(symposium); até as instruídas cortesãs eufemisticamente conhecidas como hetaírai.
A maneira como algumas hetaíras beiravam a respeitabilidade é bem apresentada
em Xenofonte, Memórias de Sócrates, na história da conversa de Sócrates com uma
mulher chamada Teodote. Em uma habilidosa demonstração de inocência estudada,
Sócrates, percebendo a riqueza de Teodote, gradualmente a induz a revelar a sua
verdadeira origem – seus amantes ricos. Da passagem é possível depreender as prin-
cipais fontes de riqueza em Atenas, em ordem de importância: “Sócrates perguntou,
‘Você tem terras, Teodote?’ ‘Não.’ ‘Então talvez obtenha sua renda da propriedade
de casas?’ ‘Não.’ ‘Bem, vem de alguma manufatura?’ ‘Não.’ ‘Então do que você
vive?’ ‘Da contribuição de amigos gentis...’” (O mundo de Atenas, 5.30–1)
158 Parte Quatro: As mulheres na sociedade ateniense

I
Neera vai morar com Estéfano em Atenas. Frínion fica sabendo e exige a volta de
Neera e uma indenização de Estéfano.

Em O mundo de Atenas: fratrias 3.53-4; sicofantas 6.54; polemarco 1.17; arbitragem 6.49.

ѳ̠Ҝ̯̏ҝ̱̝̩̫̭̫ѿ̯̫̮Ҡ̡Ѣ̨̡̛̭̟̮̯̣̩ц̧½̡̛̠̝̦̝̯̙̮̯̣̮̙̝̥̬̝̩̊ц̩̯̫Ӻ̡̭̟̘̬̫̥̭̯̉ԗ̷̧̟Ԕ
ц̷̨̦½̢̡̝̟Қ̬̯Ң̨̩Ҝ̴̛̩̬̰̩̩̝̫̒Ѿ̲л̡̳̮̤̝̥̝Ѿ̯Ӭ̭̫Ѿ̠̙½̡̫̯ ̝Ѿ̯Ң̭̠Ҝ̟̰̩̝Ӻ̦̝
̝Ѿ̯Ҟ̩ы̡̪̥̩ъ̱̣̠Ҝ̦̝Ҡ̯̫Ҥ̭½̝Ӻ̠̝̭̝Ѿ̯Ӭ̡̭Ѣ̡̡̮̝̲̤̮̮̤̝̥̚Ѣ̭̯̫Ҥ̡̭̱̬̘̯̬̝̭ҋ̭̝ѿ̯̫ԉ
Ѷ̩̯̝̭ ̦̝Ҡ½̧̡̡̛̫̯̝̭̟̩̮̮̤̝̥̚ ж̡̠̥̦̣̤̮̮̤̝̥̠̚Ӥ̝Ѿ̯Ҟ̩ѿ½Ӥ̫Ѿ̡̠̩Ң̭ж̩̤̬̹½̴̩̯̝ԉ̯̝
̠Ӥ̡Ѣ½̹̩ ж̡̱̥̦̩Ӻ̯̝̥̝Ѿ̯Ҟ̩ъ̴̡̲̩̠ԉ̬̫ц̦̯Ԗ̴̡̩̟̘̬̩̉ ̦̝Ҡ½̨̡̛̝̥̠̝̯Ӥ̝Ѿ̯Ӭ̛̭̯̬̝ 
̷̡̬̪̩̫̩̦̝̍Ҡо̴̛̬̮̯̩̝̦̝Ҡ½̝Ӻ̷̠̝̦̬̣̩ ѕ̩̰̩Ҡ̝̩̒Ҧ̧̡̦̝Ӻ̯̝̥ 5
 ̦̝Ҡ̡Ѣ̡̮̘̟̥̝Ѿ̯Ҟ̩̦̝Ҡ̯Қ½̡̛̝̥̠̝Ѣ̭̯Ң̫Ѣ̛̦̠̥̫̩ѵј̩̝Ѿ̯ԗо̤̩̣̮̥̚½̝̬Қ
̯Ң̩̳̥̤̰̬̥̮̯Ҟ̩э̨̬Ӭ̩ ̨̡̯̝̪Ҥ̯Ӭ̴̭̬̫̤̙̫̰̯̫́ԉӤ̧̡̛̰̮̥̩̫̰̫̂Ѣ̛̦̝̭̦̝Ҡ̯Ӭ̭
̧̡̨̥̩̫̘̲̫̰̠̰̫̇Ӻ̩̠Ҝы̡̩̦̝ј̧̡̤̩ъ̴̲̩̝Ѿ̯̩̚ ҋ̭໌ц̪ж̡̧̡̯ҡ̝̭ໍы̴̧̪̩̦̝Ҟ̩
ч̛̯̝̬̝̩̦̝Ҡҋ̭ц̨̬̟̝̮̫ҝ̩̣̩Ё̝Ѿ̯Ҟ̩Ё̦̝ҠЁ̤̬̙̳̫̰̮̝̩̯Ҟ̩̫Ѣ̦ҡ̡̝̩̟҄Қ̬
Ҽ̡̠̥̯̙̱̝̩̫̭̏к̧̧̣̩½̷̬̮̫̠̫̩̫Ѿ̦ъ̴̲̩̫Ѿ̠Ҝ̛̞̫̩ ̡Ѣ̨̧̯̥̝̞̚Ҧ̩̠̥Қ̯Ҟ̩ 10
̛̮̰̦̫̱̝̩̯̝̩ѳ̠Ҝ̴̛̬̰̩̩̒ ½̷̨̡̰̤̩̫̭̙̝̥̬̝̩̊ц½̨̥̠̣̫ԉ̮̝̩̦̝Ҡ̫̮̝̩҄½̝̬Қ
̡̯̱̘̩̏Ԕ ½̧̝̬̝̝̞Ҧ̡̨̡̛̩̩̝̩̮̦̫̰̭̤Ӥ̝ѿ̯̫ԉ ј̧̡̤̩ц½Ҡ̯Ҟ̩̫Ѣ̛̦̝̩̯Ҟ̩̯̫ԉ
̡̯̱̘̩̫̰̏ ҋ̭Ёк̴̪̩̝Ѿ̯̩̚ж̨̱̝̥̬̫̰̙̩̫̰̠Ҝ̝Ѿ̯Ҟ̩̯̫ԉ̡̯̱̘̩̫̰̦̝̯̏Қ̯Ң̷̨̩̩̫̩
̡Ѣ̭ц̧̡̡̛̰̤̬̝̩ ̸̡̦̝̯̣̟̟̣̮̩̝Ѿ̯Ҟ̩ѳ̴̛̬̰̩̩̒½̬Ң̭̯ԗ½̧̡̨̫̘̬̲Ԕ ѓ̸̨̡̟̫̩̫̭
̝Ѿ̯Ҟ̸̧̡̩̠̫̣̩Ѩ̩̝̥̝ѿ̯ԗ ̯Қ̨̲̬̝̯̝̚ѿ½Ҝ̬̝Ѿ̯Ӭ̭̦̝̯̝̤̙̩̯̥ 15

Vocabulário para a Seção Doze I

ж̡̠̥̦̣̤̮̮̤̝̥̚ “seria ̡̤̬̳- = radical de fut./aor. de ½̷̬̮̫̠-̫̭,ѓ renda (2a)


prejudicado(a)” (ж̴̠̥̦̙) ̴̯̬̙̱ ½̰̩̤̘̩-̨̫̝̥ (½̰̤-) saber, ficar
о̤̩̣̮̥̚ em Atenas ̛̦̝̯̝̯̤̣-̨̥ (̡̦̝̯̝̤ -) pagar sabendo, descobrir
л½̯-̨̫̝̥ tocar (+ gen.) ̡̦̝̯̟̟̰̘-̴ obrigar alguém (ac.) ̛̮̰̦̫̱̝̩̯-̝, ѓ delação (1b)
о̴̛̬̮̯̩ (о̴̬̥̮̯̩-), ѳAríston a dar garantias ̯̬̙̱-̴ (̡̤̬̳-) manter, cuidar
(3a) (filho de Neera) ̷̧̡̨̥̩̝̲̇-̫̭, ѳ Clinômaco (2a) ̝̩̹̒, ѓ Fano (filha de Neera)
ж̧̡̯̙̥-̝, ѓ isenção, imunidade (habitante de Atenas) ̱̬̘̯̣̬ (̡̱̬̝̯̬-), ѳ membro de
(ц̪ ж̡̧̡̛̯̝̭= livre) (1b) ̨̦̫½̢̘-̴ gabar-se, vangloriar-se uma fratria (3a) (um grupo de
л̡̳̮̤̝̥ inf. fut. de л½̨̯̫̝̥ ̷̦̬-̣, ѓ menina (1a) famílias, com determinadas
̠̰oӺ̩ duas (subentend. “razões”) ̙̟̝̬̉-̝, ̯̘ Mégara (2b) funções religiosas e sociais)
̴̷̡̬̤́-̫̭, ѳ Doroteu (2a) ̨̡̯̝̪ҥ (+ gen.) entre ̳̥̤̰̬̥̮̯-̭̚ ѳ sussurrador (1d)
(habitante de Atenas) ̫Ѣ̛̦̠̥-̫̩, ̷̯ casa, pequena casa ҋ̭ (+ part. fut.) para, a fim de
̡Ѣ̡̮̝̲̤̮̮̤̝̥̚ “seriam (2b) ҋ̭ к̴̪̩ para levar
apresentados” (̡Ѣ̴̮̘̟) ½̧̨̝̬̝̝̞̘̩-̴ (½̧̝̬̝̝̞-) ҋ̭ ы̴̪̩ para ter
ь̧̡̰̮ҡ̩̥-o̭ -̝ -o̩ de Elêusis pegar ҋ̭ ц̨̬̟̝̮̫̙̩̣̩ ̝Ѿ̯Ҟ̩ ̦̝Ҡ
ц̧½-̛̭ (ц̧½̥̠-), ѓ esperança (3a) ½̧̨̫̙̝̬̲-̫̭, ѳ polemarco (2a) ̤̬̙̳̫̰̮̝̩ para ela trabalhar
ч̪ = radical de futuro deъ̴̲ (uma autoridade pública) e manter
ц½̨̥̠̣ҝ-̴ estar na cidade ̷̡̬̪̩̍-̫̭, ѳ Próxeno (2a) (filho
ц̢̬̟̘-̨̫̝̥ trabalhar de Neera) Vocabulário a ser aprendido
э̨̬-Ӭ̭, ѳ Hermes (1d) ½̬¥̭ (+dat.) diante о̤̩̣̮̥̚(̩) em Atenas
Seção Doze A–I: Neera como escrava 159

ц̧½̛̭ (ц̧½̥̠-), ѓesperança, ц̢̨̬̟̘̫̝̥ trabalhar, realizar ½̴̧̨̝̬̝̝̞̘̩ (½̧̝̬̝̝̞-)


expectativa (3a) ̨̛̦̝̯̝̯̤̣̥ (̡̦̝̯̝̤-) depositar, pegar, receber de
ц½̴̨̥̠̣̙ vir à cidade, estar na pagar
cidade ̫Ѣ̛̦̠̥̫̩, ̷̯ pequena casa (2b)

O acordo
Uma maneira de evitar um caso no tribunal era indicar três árbitros para chegar
a uma decisão. Cada parte indicava seu representante e concordava quanto a
um terceiro “neutro”. A decisão desses três era definitiva e obrigatória. Esta é
a tradução da passagem em que Apolodoro explica o que aconteceu, dando os
detalhes da arbitragem e as provas dela:
“O processo que Frínion moveu contra Estéfano apoiava-se em dois pontos:
primeiro, que Estéfano havia tirado Neera dele e afirmado que ela era livre,
e segundo, que Estéfano havia se apossado de todos os bens que Neera havia
trazido consigo da casa de Frínion. Mas os amigos de ambos os chamaram
e convenceram-nos a submeter a briga a uma arbitragem (̛̠̝̥̯̝). Sátiro, de
Alopece, irmão de Lacedemônio, atuou como árbitro para Frínion, enquanto
Sáurias, de Lamptras, ficou do lado de Estéfano. Ambos os lados também
concordaram que Diogíton, de Acarnes, fosse o terceiro membro. Esses homens
reuniram-se no lugar sagrado e escutaram os fatos de ambos os lados e da própria
Neera. Depois, pronunciaram sua decisão, com que ambos os lados concordaram.
Foi ela:

(a) que a mulher deveria ser livre e dona de si mesma (̝ѿ̯Ӭ̭ ̛̦̰̬̝);
(b) que ela deveria devolver para Frínion tudo o que havia tirado da casa dele,
com exceção das roupas e joias de ouro e das escravas (uma vez que estas
tinham sido trazidas para o seu uso pessoal);
(c) que ela deveria viver com cada um dos homens em dias alternados, mas que,
se os homens chegassem a algum outro acordo satisfatório para ambos, este
deveria ser cumprido;
(d) que a manutenção da mulher deveria ser provida por quem a tivesse consigo
no momento;
(e) que dali em diante os dois homens deveriam ser amigos e não guardar mais
ressentimentos um do outro.

Esses foram os termos da reconciliação entre Frínion e Estéfano, que os


árbitros decidiram com relação a essa mulher Neera.
Para provar que essas minhas afirmações são verdadeiras, o funcionário lerá
para vós os testemunhos referentes a esse assunto.
160 Parte Quatro: As mulheres na sociedade ateniense

Prova
“Sátiro de Alopece, Sáurias de Lamptras e Diogíton de Acarnes testemunham
que, tendo sido indicados árbitros no caso de Neera, eles obtiveram uma
reconciliação entre Estéfano e Frínion, e que os termos da reconciliação foram
como Apolodoro apresenta.”
Seção Treze A–I: Neera como mulher casada 161

Seção Treze A–I: Neera como mulher casada

Introdução
Apolodoro estabeleceu que Neera é não-ateniense. Falou de seu passado como
escrava e prostituta em Corinto, citou vários de seus amantes e mostrou como ela
passou a viver com Estéfano em Atenas. Agora que foi provado que Neera é não-
ateniense, Apolodoro precisa provar que ela está vivendo com Estéfano como
sua mulher. Um noivado formal era normalmente validado por testemunhas
e o casamento em si era confirmado pela coabitação para produzir herdeiros
legítimos. Apolodoro, porém, não traz nenhuma prova de nascimento de filhos
de Neera e Estéfano. Na ausência da prova de filhos, Apolodoro concentra-se em
estabelecer o casamento de Estéfano e Neera de outras maneiras. A prova mais
importante é que Estéfano tentou fazer os filhos de Neera passarem por seus
próprios filhos (como ele de fato disse que faria em 12.I).

Em O mundo de Atenas: divórcio e dote 5.11, 16, 19.

Prova da identidade

Os atenienses não tinham certidões e cartórios de registro de nascimentos.


Também não havia métodos científicos para provar a paternidade. Em vez disso,
a legitimidade e a cidadania eram facilmente demonstradas a contento para um
grande júri de cidadãos pela presença de testemunhas que pudessem atestar a
introdução de uma criança quando bebê em uma fratria no festival das Apatúrias, e
no demo ao atingir a maioridade. Um dos melhores exemplos do que poderia estar
envolvido nisso é oferecido por um discurso ([Demóstenes], Contra Eubúlides
57) escrito para um homem que, por voto, havia sido excluído do registro de seu
demo em 346/5... O orador precisava mostrar não que ele havia sido registrado no
demo, pois sobre isso não havia dúvida – ele já fora até sua autoridade máxima
(̠ҟ̨̝̬̲̫̭) –, mas que esse registro havia sido legítimo. Para fazer isso, ele pri-
meiro cita como testemunhas da legitimidade de seu pai cinco homens parentes
por nascimento de seu pai e vários de seus parentes homens por casamento (mari-
dos de primas de seu pai); depois, os ̱̬қ̡̡̯̬̭ (colegas membros de fratria) de
seu pai, aqueles com quem ele compartilha seu о½ң̴̧̧̩̝̯̬̍ҧ̥̫̭ e seu ̡̃Ҥ̭
э̡̬̦Ӻ̫̭ e os mesmos túmulos familiares, e colegas membros do demo. No caso
das mulheres, por outro lado, era muito mais difícil estabelecer a legitimidade,
uma vez que elas não eram registradas em um demo. Assim, para provar a ascen-
dência ateniense de sua mãe, o orador cita, ao lado de uma lista semelhante de
parentes homens, apenas os ̱̬қ̡̡̯̬̭ e colegas membros do demo dos parentes
homens de sua mãe. Quanto à sua própria história de vida, ele primeiro traz tes-
temunhas do (segundo) casamento de sua mãe e, depois, apresenta provas de seu
ingresso na fratria e, mais importante, no demo. (O mundo de Atenas, 5.12–14)
162 Parte Quatro: As mulheres na sociedade ateniense

A
Estéfano casa a filha de Neera, Fano, com o ateniense Frástor, alegando
falsamente que Fano era uma ateniense nata. Frástor descobre a verdade e pede
o divórcio.

ѷ̨̯̥Ҝ̛̩̯̫̩̰̩ц̪ж̬̲Ӭ̸̧̭̠̫̣ј̩.ҝ̝̥̬̝̦̝Ҡч̛̯̝̬̝ ̦̝Ҡж½ҝ̠̬̝ж½Ң̯̫ԉ̴̛̬̰̩̩̫̭̒
̡Ѣ̭̙̟̝̬̝̉ ̦̝Ҡѳ̴̛̬̰̩̩̒ц½̡̧̝̩̤̫ԉ̮̝̩о̢̡̤̩̝̝̚Ѿ̯Ҟ̸̡̩̦̝̯̣̟̟̣̮½̬Ң̭̯ԗ
½̧̡̨̫̘̬̲Ԕҋ̭̪̙̩̣̩̫̮̝̩҄ ̠Ӭ̧̘ц̮̯̥̯Қ̡̨̯̦̬̥̝̚
 ̩ԉ̩ ̠Ҝ̸̧̨̞̫̫̝̥ ѿ̨Ӻ̩ ц½̡̥̠Ӻ̪̝̥ ѷ̯̥ ̯̙̱̝̩̫̭̏ ̝Ѿ̯Ң̭ ̨̡̦̝̯̝̝̬̯̰̬Ӻ̡̛̝̬̝̭̊ҋ̭ 
̪̙̩̣̫̮̝҄ ̡̮̰̩̫̥̦Ӻ̝Ѿ̯ԗҋ̭̟̰̩̚ 5
ј̩̟Қ̬̯ӭ̡̛̝̬̊ӛ̤̰̟̘̯̣̬ ѕ̩ј̧̡̤̩ъ̡̲̫̰̮̝Ѣ̭̯Ҟ̩̯̫ԉ ̡̯̱̘̩̫̰̫̏Ѣ̛̦̝̩̦̝Ҡ
о̢̡̤̩̝̚ц̷̧̡̤̩̯̭ ̯Ҟ̷̩̦̬̣̩ц̧̦̘̫̰̩̝̩̹̒ ½̷̡̬̯̬̫̩̟Қ̧̬̯̬̰̞̣̏̚ц̧̡̦̝Ӻ̯̫ 
½̬Ҡ̩о̢̡̤̩̝̚ц̧̡̤Ӻ̩̝̯̣̠҃Ҝѓ ̷̦̬̣ц̷̡̪̠̤̣ѿ½Ң̯̫ԉ̡̛̯̱̘̩̫̰̯̫̰̯̫̰̏ ҏ̮½̡̬
̝ѿ̯̫ԉ̤̰̟̘̯̣̬ ̫̮̝̦̝҄Ҡц̪ж̮̯Ӭ̷̭̟̰̩̝̥̦̭ ж̩̠̬Ҡо̛̤̣̩̝Ԕ ̬̘̮̯̫̬̥̒˾Ѣ̧̡̟̥Ӻ ̦̝Ҡ
½̬̫Ӻ̦̝ъ̴̡̠̦̩ѳ̯̏ҝ̨̱̝̩̫̭̯̬̥̘̦̫̩̯̝̩ӝ̭̦̝ҠЁ̠ҞѦ̡̮̯̯Ҟ̩ ̝̩̹̒ ½̬Ҡ̡̩̮̰̩̫̥̦Ӻ̩ 10
̯ԗ̬̘̮̯̫̬̥̒ ̯Ҟ̩̯Ӭ̨̭̣̯̬Ң̸̭̱̮̥̩̦̝Ҡ ж̧̨̛̦̫̝̮̝̩̝̤̫ԉ̮̝̩ц½̡̥̠Ҟ̫̩҄ј̧̡̤̩ҋ̭
̯Ң̩̬̘̮̯̫̬̝̒ ѵ̭ж̩Ҟ̬ ц̬̟̘̯̣̭ј̩̦̝Ҡж̦̬̥̞Ԗ̭̯Ң̡̧̡̛̩̞̫̩̮̰̩̙̟̯̫ ̫Ѿ̦ђ½̛̮̯̝̯̫
̯̫Ӻ̭ ̯̫ԉ̷̬̘̮̯̫̬̫̭̯̬̒½̫̥̭ж̡̬̙̮̦̥̩
ѳ̬Ԗ̩̠Ҝѳ̴̬̘̮̯̬̝̒Ѿ̯Ҟ̩̫҂̡̨̛̯̦̫̮̝̩̫̮̝̩̫҄҂̯Áц̧̤̙̫̰̮̝̩ ½̡̡̛̤̮̤̝̥̝ѿ̯ԗ 
л̨̝̠Ҝ½̷̨̡̰̤̩̫̭̮̝̱Ԗ̭̯Ҟ̩̝̩̒Ҧ̫Ѿ̡̯̱̘̩̫̰̏ ж̧̧Қ̡̛̝̬̝̭̤̰̟̝̯̙̬̝̫̮̝̩̊҄  15
Ҋ̨̧̛̬̟̮̤̣̘̥̮̯̝ ѓ̸̨̡̟̫̩̫̭ѿ½Ң ̡̯̱̘̩̫̰̏ѿ̞̬̥̮̤Ӭ̩̝̥̦̝Ҡц̪̝½̝̯̣̤Ӭ̩̝̥ъ̨̡̟̣
̟Қ̬̯Ҟ̩̝̩̒Ҧ½̬Ҡ̩ ̡Ѣ̠̙̩̝̥̝Ѿ̯Ҟ̡̛̩̝̬̝̭̫̮̝̩̤̰̟̝̯̙̬̝̊҄ц̧̧̡̦̞̘̥̫̩̯҄Ҟ̩̝̩̹̒
ц̩̥̝̰̯Ң̩̮̰̩̫̥̦̮̝̭̝̚Ѿ̯ӭ ̦̰̫ԉ̮̝̩ ̦̝Ҡ̯Ҟ̩½̬̫Ӻ̦̝̫Ѿ̦ ж½̴̛̫̠̠̮̥̩ж̧̧Á̡Ѣѿ½Ң
̡̨̯̱̘̩̫̰̏Ҟц̪̣½̝̯̤̣̚ѳ̴̬̘̮̯̬̦̝̒Ҡ ̝̩̒Ҧ̛̟̩̣̮̝ј̩ є̫Ѿ̦и̩ц̧̡̪̙̞̝̩̝Ѿ̯Ҟ̩
ѳ̴̬̘̮̯̬̒ єж½̴̡̙̠̦̩ и̩̯Ҟ̩½̬̫Ӻ̦̝ 20
ц̦½̸̡̮̫̮̣̭̠Ҝ̝̩̫̒ԉ̭ ъ̧̡̛̝̲̯̙̱̝̩̫̭̠̦̣̩̯̏ԗ̬̘̮̯̫̬̥̒ ̦̝̯Қ̯Ң̷̨̩̩̫̩ѵ̭
̸̡̧̡̡̦̥̯Ң̩к̩̠̬̝̯Ң̩ж½̫½ҝ̨½̫̩̯̝̯Ҟ̩̟̰̩̝Ӻ̦̝ ж½̷̫̠̥̠̩̝̥̯Ҟ̩½̬̫Ӻ̷̧̦̝̝̲̩̯̫̭
̠Ҝ̡̯̱̘̩̫̰̯̏Ҟ̸̛̩̠̦̣̩̯̝̯̣̩ ̴̡̟̬̘̱̯̝̥̬̘̮̯̬̯̙̱̝̩̫̩̯̫̰̯̫̩̒̏Ҡ̟̬̝̱Ҟ̩
̦̝̯Қ̯Ң̷̨̩̩̫̩ѵ̭ ̫Ѿ̦цӞ̯̥̩̝ц̟̟̰Ӭ̮̝̥̯Ҟ̩̪̙̩̣̭̤̰̟̝̯̙̬̝ж̩̠̬Ҡо̛̤̣̩̝Ԕ
̟̩̫Ҥ̭̠Ҝ ̯̙̱̝̩̫̭̏ѷ̯̥ц̡̧̡̡̪̟̲̤̮̯̝̥̚ж̠̥̦Ԗ̩̦̝Ҡѷ̯̥ ц̡̧̡̡̛̪̟̲̤̭ ̸̡̡̦̥̩̠̰̩̮̥ 25
̯̝Ӻ̭ц̢̨̛̮̲̘̯̝̥̭̣̝̥̭½̡̬̥½̡̡̮Ӻ̩̪̙̩̣̭̟Қ̬̤̰̟̘̯̣̬ ј̩ѓ̝̩̹̒ ̧̧̡̠̥̝̘̯̯̯̝̥
½̬Ң̭̯Ң̩̬̘̮̯̫̬̝̦̝̒Ҡж̛̱̮̯̝̯̝̥̯Ӭ̭ ½̬̫̥̦Ң̭̦̝Ҡж̡̧̡̛̩̯̫̯Ҟ̛̩̠̦̣̩̦̝Ҡ½̬Ҡ̡̩Ѣ̭
̡̠̥̦̝̮̯̬̥̫̩̚Ѣ̡̧̡̮̤Ӻ̩ ̦̝Ҡѳ̴̬̘̮̯̬̒ж̡̧̡̛̩̯̫̯Ҟ̩̟̬̝̱̩̚ж̧̧Á̡Ѣж̮̯Ӭ̭̤̰̟̘̯̣̬
ј̩ ̝̩̹̒ ̫Ѿ̦и̧̧̩̠̥̣̘̲̤̣̯̙̱̝̩̫̭̏
Seção Treze A–I: Neera como mulher casada 163

Vocabulário para a Seção Treze A

Gramática para 13A–B


C Infinitivo aoristo passivo
C Particípio futuro ativo, médio e passivo
C ҋ̭ + particípio futuro
C ½̬ҡ̩ + infinitivo

˾Ѣ̧̟̥-̸̡̭ ѳ do demo Egileia (3g) ̦̝Ҡ̠ҟ e de fato ̝̩̹̒ Fano (ac. s.) (ver a Lista
ж̧̛̦̫̝̮-̝, ѓ extravagância (1b) ̨̦̝̯̝̝̬̯̰̬ҝ-̴ dar provas de Nomes Próprios)
и̩ (+ aor. ind.) “teria...” contra (+ gen.) ̴̬̘̮̯̬̒ (̬̝̮̯̫̬̒-), ѳ Frástor
ж̩̝̥̬̙-̨̫̝̥ (ж̡̧̩-) retirar ̡̦̝̯̟̟̰̘-̴ exigir garantias de (3a) (marido de Fano)
ж½̙̠̬̝ 3a. s. aor. de ж½̴̫̠̥̠̬̘̮̦ ̸̡̦̥̩̠̰̩-̴ correr risco de (+ inf.) ̸̱̮-̥̭, ѓ natureza, temperamento
ж½̫̠̥̠̬̘̮̦-̴ (ж½̫̠̬̝-) fugir ̷̦̬-̣, ѓ moça, jovem, donzela (1a) (3e)
ж½̴̛̫̠̠-̨̥ (ж½̫̠̫-) devolver ̷̨̦̮̥-̫̭ -̝ -o̩ bem-comportado
ж½̫½̨̙½-̴ mandar embora, ̦̰ҝ-̴ estar grávida Vocabulário a ser aprendido
divorciar-se ̧̝̟̲̘̩-̴ (̧̝̲-) abrir (processo) ж½̴̨̛̫̠̠̥ (ж½̫̠̫-) devolver
ж̛̱̮̯̝-̨̝̥ renunciar a, desistir contra (+ dat.) ж½̫½̨̙½̴ mandar embora,
de (+ gen.) ̙̟̝̬̝̉, ̯̘ Mégara (2b) divorciar-se
̨̟̝̙-̴ (̨̟̣-) casar(-se) ̨̩-ӝ, ѓ mina (=60 dracmas) (1b) ж̨̛̱̮̯̝̝̥ (ж½̫̮̯̝-) renunciar
̟̩̮̥̚-̫̭ –̝ -o̩ legítimo ½̡̬̥½̛½̯-̴ (½̡̬̥½̡̮-) encontrar a, desistir de; afastar-se de
̧̧̠̥̝̘̯̯-̨̫̝̥ ½̬¥̭ reconciliar- com (+ dat.) ц̴̟̟̰̘ contratar casamento,
se com ½̧̨̫̙̝̬̲-̫̭, ѳ polemarco prometer
ц̟̟̰̘-̴ prometer em (2a) (magistrado que lidava ц̴̧̧̦̞̘ (ц̧̦̞̝-) jogar fora;
casamento, com processos envolvendo divorciar-se
̡Ѣ (+ aor. ind.) “se... tivesse...” estrangeiros) ц̴̨̛̦̠̠̥ (ц̦̠̫-) dar em casamento
ц̧̧̦̞̘-̴ (ц̧̦̞̝-) divorciar-se ½̛̬̩ antes (+ inf.) ц̦½ӷԝ½̴̯ (ц̦½̡̮-) ser jogado fora;
ц̴̛̦̠̠-̨̥ (ц̦̠̫-) dar em ½̛̬̫̪ (½̬̫̥̦-), ѓ dote (3a) estar divorciado/ser alvo de
casamento ½̬ң̭ (+ dat.) perante divórcio
ц̦½̛½̯-̴ (ц̦½̡̮-) estar ½̰̩̤̘̩-̨̫̝̥ (½̰̤-) saber, ficar ц̴̡̧̪̙̟̲ condenar, refutar
divorciado sabendo ̢̨̛̣ә, ѓ pena, multa (1b)
ц̩̥̝̰̯-̷̭, ѳ ano (2a) ̧̯̬̰̞̏̚-̣, ѓ Estribele (1a) ђ½̨̥̮̯̘̣̩ imperf. de ц½̨̛̮̯̝̝̥
ц̪̝½̝̯̣̤Ӭ̩̝̥ “ter sido (nome anterior de Fano) saber como (+ inf.)
enganado” (ц̪̝½̴̝̯̘) ̧̧̮̰̙̟-̨̫̝̥ reunir, juntar ̛̦̝ ̠ҟ e de fato; vamos supor; veja!
ц̷̡̪̠̤̣ aor. pass. de ц̴̨̛̦̠̠̥ ̯̬̥̘̦̫̩̯̝ trinta (não-declinável) ̴̡̦̝̯̟̟̰̘ exigir garantias de (+ac.)
ц̡̧̪̙̟̲-̴ condenar ѿ̢̛̞̬-̴ tratar de forma ultrajante ̷̦̬̣, ѓ moça, jovem, donzela (1a)
ц½̡̛̥̠̦̩̰-̨̥ (ц½̡̥̠̥̪-) ѿ̞̬̥̮̤Ӭ̩̝̥ “ter sido tratado de ̨̩ӝ, ѓ mina (100 dracmas) (1b)
demonstrar, provar forma ultrajante” (inf. aor. ½̛̬̫̪ (½̬̫̥̦-), ѓ dote (3a)
ц̬̟̘̯-̣̭, ѳ trabalhador (1d) pass. de ѿ̴̢̛̞̬) ѿ̴̢̛̞̬ tratar com violência, de
̢̨̛̣-̝, ѓ pena, castigo (1b) ̝̩̫̒ԉ̭ Fano (gen. s.) (ver a forma ultrajante
ђ½̛̮̯̝̯̫ imperf. de ц½̨̛̮̯̝̝̥ Lista de Nomes Próprios para ̸̱̮̥̭, ѓ natureza, temperamento,
saber como (+ inf.) a declinação completa) caráter (3e)
164 Parte Quatro: As mulheres na sociedade ateniense

B
Frástor fica então doente e, por não querer morrer sem filhos, decide receber de
volta Fano e seu filho.

Em O mundo de Atenas: mulheres na família 5.17ss.

̸̧̨̞̫̫̝̥̠Áѿ̨Ӻ̩½̝̬ҝ̡̲̥̩ч̯ҝ̨̛̬̝̩̝̬̯̰̬̝̩̯̫ԉ̡̯̬̒қ̮̯̫̬̫̭̦̝Ҡ̯Ԗ̩̱̬̝̯ҝ̴̬̩
̝Ѿ̯̫ԉ̦̝Ҡ̯Ԗ̡̩̟̩̩̣̯Ԗ̩ ҋ̭ъ̮̯̥̪̙̩̣̊ҝ̝̥̬̝̝ѿ̛̯̣̫Ѿ½̧̧̫ԗ̷̲̬̩Ԕ̟Қ̡̬̮̯̬̫̩҃
єц̡̪½̨̙̱̤̣ѓ̯Ӭ̡̛̭̝̬̝̭̤̰̟̘̯̣̬̊ ђ̡̮̤̙̩̣̮̩ѳ̴̬̘̮̯̬̦̝̒Ҡ½̘̩̰½̫̩̣̬Ԗ̭
̡̠̥̯̙̤̣̦̝Ҡ̡Ѣ̭½ӝ̮̝̩ж½̛̛̫̬̝̩̦̝̯̙̮̯̣̦̝ ½̬Ҡ̩̝Ѿ̯Ң̩ж̡̡̮̤̩Ӻ̩ ½̬Ң̭̯̫Ҥ̭
̫Ѣ̡̛̦̫̰̭̝Ѿ̯̫ԉ̠̥̝̱̫̬Қј̩½̧̝̝̥Қ̦̝ҠѲ̬̟Ҟ̦̝Ҡ̨Ӻ̮̫̭̦̝Ҡк½̝̥̭ј̴̩̬̘̮̯̬̒ 5
ж̧̧Á̡Ѣ̭ж½̛̫̬̝̩̦̝̯̝̮̯̘̭ ѿ½̷̡̯̯Ӭ̡̛̭̝̬̝̭̦̝̊Ҡ̯Ӭ̭̝̩̫̒ԉ̭ц̴̡̳̰̲̝̟̟Ӻ̯̫
ц̢̞̘̠̥̫̩̟Қ̬½̬Ң̭̝Ѿ̷̯̩ ҋ̭Ё̡̤̬̝½̸̡̮̫̰̮̝̥Ё̦̝Ҡ໌½̸̴̨̬̫̤̭ໍц½̷̨̡̧̨̡̥̣̮̩̝̥
ц̬Ӭ̨̫̭̠Ҝ̯Ԗ̩Ё̡̤̬̝½̷̴̡̰̮̩̯̩ј̴̩̬̘̮̯̬̒ ̦̝Ҡъ̡̱̬̫̩̯Қ½̷̬̮̱̫̬̝̯ӭ̷̩̮Ԕ̦̝Ҡ
ц½̡̮̦̫½̫ԉ̩̯̫Ѧ̡̮̯̠̚½̫̰̦̝Ҡѿ̨̡Ӻ̭̝Ѿ̛̯̫ Ґк̡̛̩̠̬̭̠̥̦̝̮̯̝ ҋ̭ж̛̪̝½̧̧̫̫ԉц̮̯Ҡ
̟̰̩Ҟц̩̯̝Ӻ̷̭̩̮̫̥̭ ½̝̬̫ԉ̨̮̝̦̘̩̫̩̯̥ж̩̤̬̹½Ԕ 10
̯̫ԉ̯̫ ̫̩҄ ½̫̥̫̰̮Ԗ̩ ̝Ѿ̯Ԗ̩, ц½̡̛̮̤̣ ̴̬̘̮̯̬̒, ½̬Ҡ̩ ѿ̡̛̟̥̝̩̥̩, ½̧̘̥̩ ̧̡̝̞Ӻ̩ ̯Ң
̯Ӭ̭ ̝̩̫̒ԉ̭ ½̛̝̥̠̫̩ ̦̝Ҡ ½̫̥̮̝̮̤̝̥̚ ̰ѣҢ̩ ̝ѿ̯̫ԉ. ̯̫ԉ̯̫ ̠Ҝ ̯Ң ½̛̝̥̠̫̩ ъ̡̡̯̦ ̝̩̒Ҧ
ѷ̡̯ ц̡̪½̨̙̱̤̣ ѿ½Ң ̯̫ԉ ̬̘̮̯̫̬̫̭̒ ̦̰̫ԉ̮̝. ̦̝Ҡ ½̬Ҡ̩ ѿ̡̛̟̥̝̩̥̩, ѿ½̡̙̮̲̯̫ ̠Ҟ ̯̫ԉ̯̫
½̡̫̥̮̥̩̚ ѳ ̴̬̘̮̯̬̒, ̧̨̫̟̥̮Ң̩ж̩̤̬̹½̥̩̫̩̦̝Ҡц̷̷̧̢̨̡̫̥̦̯̝̫̟̥̩̫̭ ѷ̯̥½̫̩̣̬Ԗ̭
̨Ҝ̩ ъ̡̲̥̦̝Ҡ̫Ѿ̦ц̧½̢̡̛̥½̡̡̡̬̥̟̩̮̮̤̝̥̚ ц̸̧̡̞̫̯̫̠Ҝж̧̡̩̝̝̞Ӻ̩̯Ң̯Ӭ̭ ̝̩̫̒ԉ̭ 15
½̛̝̥̠̫̩½̬Ҡ̩ж½̡̫̤̝̩Ӻ̛̩̦̝½̡̡̬Ѣ̠Ҧ̭̝Ѿ̯Ң̩̫Ѿ̟̩̮̥̫̩̚ Ѷ̩̯̝ ̫Ѿ̦ц̴̧̤̙̩̯̫Ҥ̭
̫Ѣ̡̧̡̛̦̫̰̭̝̞Ӻ̩̯Қ̝ѿ̯̫ԉ ̫Ѿ̠Áк½̝̥̭ ж½̡̫̤̝̩Ӻ̡̩Ѣ̟Қ̬к½̝̥̭ж½̴̡̙̤̝̩̬̘̮̯̬̒ ̫ѣ
̫Ѣ̡̦Ӻ̫̥ъ̧̝̞̫̩и̩̯Қ ̝Ѿ̯̫ԉ.

Vocabulário para a Seção Treze B

и̩ (+ aor. ind.) “teria...” цO̥̦-̹̭ (ц̫̥̦̫̯-) natural, razoável ½̸̴̨̬̫̤̭ prontamente, ativamente
(condicional) ц½̨̡̧̥̙-̨̫̝̥ cuidar de (+ gen.) ½̷̬̮̱̫̬-̫̭ -o̩ útil para (+ dat.)
ж̧̨̩̝̝̞̘̩-̴ pegar de volta ц½̥̮̦̫½̙-̨̫̝̥ visitar ̛̯̦̯-̴ (̡̯̦-) dar à luz, gerar
ж̩̤̬̹½̥̩-̫̭ -̣ -o̩ humano, ц̬Ӭ̨̫̭-o̩ desprovido de (+ gen.) ̯Ԗ̩ ̡̤̬̝½̷̴̡̰̮̩̯̩ “daqueles
mortal ъ̡̡̯̦ver ̴̛̯̦̯ que cuidassem dele”
к½̝̥̭ (ж½̝̥̠-) sem filhos ъ̲-̴ (+ adv.) estar (em tal condição) ѿ̛̟̥̝̩-̴ estar saudável
ж½̡̙̤̝̩̩ aor. de ж½̫̤̩ӫ̴̮̦ ̡̤̬̝½̸̡-̴ tratar ѿ½̥̮̲̩̙-̨̫̝̥ (ѿ½̫̮̲-) prometer
(ж½̫̤̝̩-) morrer ̨̦̘̩-̴ estar doente (+ inf. fut.)
ж̡̮̤̩ҝ-̴ adoecer, ficar doente ̦̰̙-̴ estar grávida ̱̬̘̯̣̬ (̡̱̬̝̯̬-), ѳ membro da
̡̟̩̩ҟ̯-̣̭, ѳ membro do génos ̧̨̫̟̥̮-̷̭, ѳ cálculo (2a) fratria (grupo de famílias) (3a)
(um grupo menor de famílias ̨Ӻ̮-̫̭, ̷̯ ódio (3c) ̴̳̰̲̝̟̟̙-̴ seduzir, induzir
dentro da fratria) (1d) oѢ̡̦Ӻ ̫̭ ѳ parente (2a) ҋ̭ (+ part. fut.) a fim de
̟̩ҟ̮̥-̫̭ -̝ -̫̩ legítimo Ѳ̬̟ ҟ ѓ raiva (1a) ҋ̭ ̡̤̬̝½̸̡̮̫̰̮̝̥ ̦̝Ҡ
̡̛̠̥̝̯̤-̨̝̥ ser posto em tal ½̧̝̝̥-̷̭ -̘ -̷̩ antigo ц½̷̨̡̧̨̡̥̣̮̩̝̥ “para tratar e
estado (adv.) ½̝̬̫ԉ̮̝ estando com (+ dat.) cuidar de” (nom. f. pl.)
̠̥̝̱̫̬-̘, ѓ desarmonia, desen- (part. de ½̡̨̘̬̥̥)
tendimento, diferença (1b) ½̡̛̬̥̟̟̩-̨̫̝̥ sobreviver Vocabulário a ser aprendido
̡Ѣ (+ aor. ind.) “se tivesse...” ½̫̩̣̬Ԗ̭ terrivelmente ж̴̧̨̩̝̝̞̘̩ (ж̧̩̝̝̞-) pegar
ц̦½̨̙½-̴ divorciar-se ½̛̬̩ antes (+ inf.) de volta, pegar
Seção Treze A–I: Neera como mulher casada 165

к½̝̥̭ (ж½̝̥̠-) sem filhos ̨Ӻ̮̫̭, ̷̯ ódio (3c) ½̷̬̤Ԅ̨̫̭ -O̩ pronto, ansioso,
ц̦½ҝ̨½̴ mandar embora, OѢ̡̦ӺO̭ ѳ parente (2a) ativo
divorciar-se ̫Ѣ̡̦Ӻ̫̭ әO̩aparentado, ̱̬әԝ̯̣̬ (̱̬ә̡̯̬-), ѳ membro
ц½̨̡̧̥ҝ̨̫̝̥ cuidar de (+ gen.) doméstico, familiar de uma fratria (um grupo de
ц̬Ӭ̨̫̭ o̩ vazio, ermo; Ѳ̬̟̚, ѓ raiva (1a) famílias com certas funções
desprovido de (+ gen.) ½̷̧̝̝̥̭ әԝ ̷̩ antigo, velho, de religiosas e sociais) (3a)
ъ̴̲ (+ adv.) estar (em tal condição) muito tempo ҋ̭ (+fut. part.) a fim de
̷̧̨̫̟̥̮̭, ѳcálculo (2a) ½̛̬̩ (+ inf.) antes

C
Frástor recupera-se e logo se casa com outra pessoa. A situação do filho de Fano
aos olhos do ̟̙̩̫̭ ateniense fica bem clara.

Em O mundo de Atenas: cidadania 5.1ss, 13-14; legitimidade 5.12; juramentos 3.27.

̩ԉ̩̠Ҝ̨̡̧̟̘Ԕ̡̨̛̯̦̣̬Ԕ̦̝Ҡ½̡̡̬̥̱̝̩Ӻц̟Ҧѿ̨Ӻ̩ц½̡̥̠ҡ̴̪ѷ̯̥̫Ѿ̦к̩½̡̫̯
ъ½̡̬̝̪̯̫ԉ̯̫ѳ̴̬̘̮̯̬̒ ̡Ѣ̨Ҟђ̡̮̤̙̩̣̮ҋ̭໌̟Қ̬ж̩̙̮̯̣ໍ̯̘̲̥̮̯̝ц̪ц̡̛̦̩̣̭̯Ӭ̭
ж̡̡̛̮̤̩̝̭ѳ̴̬̘̮̯̬̒ ̧̨̡̝̞̘̩̥̟̰̩̝Ӻ̦̝ж̮̯Ҟ̩̦̝̯Қ̯̫Ҥ̷̨̭̩̫̰̭ ̸̨̝̯̬̫̰̏Ҝ̩
̯̫ԉ̴̡̧̛̥̯̙̭̤̰̟̝̯̙̬̝̟̩̣̮̝̩̉ ̧̛̥̱̫̰̠́Ҝж̡̧̠̱̩̚˶ѵѿ̨Ӻ̩ц̡̨̮̯̥̯̦̬̥̫̩̚ ѷ̯̥
̫Ѿ̲ч̦Ҧ̩ж̧̡̩̙̝̞̯Ң½̛̝̥̠̫̩ ж̧̧Қ̡̞̥̝̮̤Ҡ̭̠̥Қ̯ҢЁ̡̩̫̮Ӻ̩̦̝Ҡ̯ҢЁк½̝̥̭Ё̡Ѩ̩̝̥ 5
̦̝Ҡ̯ҢЁ̡̤̬̝½̸̡̡̥̩̝Ѿ̯Қ̭̝ѿ̯Ң̩̦̝Ҡ̯Ң໌̯̫Ҥ̭̫Ѣ̡̛̦̫̰̭ໍ̨̡̥̮Ӻ̡̩Ѣ̟Қ̨̬Ҟђ̡̮̤̙̩̣̮
̴̬̘̮̯̬̒ ̫Ѿ̦и̩ж̧̡̩̙̝̞̯Ң½̛̝̥̠̫̩

Vocabulário para a Seção Treze C

Gramática para 13C


C Orações condicionais: irreais do passado, mistas e abertas/simples (sem к̩)

ж̡̧̠̱-̚, ѓ irmã (1a) ц½̡̛̥̠̦̩̰-̨̥ (ц½̡̥̠̥̪-) ̯Ң ̡̤̬̝½̡ҥ̡̥̩ cuidado, atenção


ж̮̤ҝ̡̩̥-̝, ѓ doença (1b) demonstrar, provar ̯Ң ̨̡̥̮Ӻ̩ o ódio
ж̡̮̤̩ҝ-̴ estar doente M̡̧̥̯-̡ҥ̭ ѳ do demo Melite (3g) ̯Ң ̩O̡̮Ӻ̩ doença, estar doente
̟̩ҟ̮̥-̫̭ -̝-o̩ legítimo ½̡̬̥̱̝̩-̭̚ -ҝ̭ muito evidente ҋ̭ ̯̘̲̥̮̯̝ assim que
̧̛̱̥́-̫̭, ѳ Dífilo (2a) (irmão da ̘̯̰̬̏-̫̭, ѳ Sátiro (2a) (pai da
nova esposa de Frástor) nova esposa de Frástor)
ч̦-̹̩ -̫ԉ̮̝ -̷̩ de bom grado, ̷̯ + inf. = substantivo
espontaneamente ̯Ңк½̝̥̭ ̡Ѩ̩̝̥ falta de filhos
166 Parte Quatro: As mulheres na sociedade ateniense

̦̝Ҡ̠Ҟ̦̝Ҡк̸̧̧̡̨̧̨̫̯̦̬̥̫̩̞̫̫̝̥̚ѿ̨Ӻ̩ц½̡̥̠Ӻ̪̝̥ѷ̯̥̪̙̩̣ц̮̯Ҡ ̙̝̥̬̝̝̊ѿ̛̯̣ѳ̟Қ̬
̴̬̘̮̯̬̒ ц̩̯ӭ ж̡̡̛̮̤̩ӛҎ̩ ̡Ѣ̡̮̟̝̟̯̚Ң̩ ̝̩̫̒ԉ̭½̝Ӻ̡̠̝Ѣ̭̯̫Ҥ̡̭̱̬̘̯̬̝̭̦̝Ҡ̯̫Ҥ̭
˿̛̬̰̯̠̝̭ ґ̴̩̬̘̮̯̬̒ ц̡̛̮̯̟̩̩̯̣̭̚ж̧̧Қ̫ѣ̡̟̩̩̯̝̥̚ ̡Ѣ̷̡̠̯̭̯Ҟ̩̟̰̩̝Ӻ̦̝̤̰̟̝̯̙̬̝ 10
̡̛̝̬̝̭̫̮̝̩̊҄ ̦̝Ҡж̸̡̦̫̮̝̩̯̭̬̘̮̯̫̬̝̝̒Ѿ̯Ҟ̩ж½̫½̨̙̳̝̩̯̝ ъ½̡̥̯̝̠̥Қ̯ҢЁж̡̡̮̤̩Ӻ̩
ж̧̡̩̝̝̞Ӻ̩̯Ң½̛̝̥̠̫̩ ж½̢̛̫̳̣̱̫̩̯̝̥̯̫ԉ ½̝̥̠Ң̭̦̝Ҡ̫Ѿ̦ц̩̙̟̬̝̱̫̩̝Ѿ̯Ң̡̩Ѣ̭
̯Ң̟̙̩̫̭ж̧̧Á̡Ѣж̮̯Ӭ̭ ̤̰̟̘̯̣̬ј̩̝̩̹̒ ̫Ѿ̦и̩ж½̡̛̳̣̱̮̝̩̯̫̯̫ԉ½̝̥̠Ң̭̫ѣ
̡̟̩̩Ӭ̯̝̥ ж̧̧Áц̩̙̟̬̝̳̝̩и̡̩Ѣ̭̯Ң̷̧̟̙̩̫̭̝̲̩̯̫̭̫̩̯̫҄ԉ̬̘̮̯̫̬̫̭̒ ̝Ѿ̯̫Ӻ̛̭̠̦̣̩ 
½̧̬̫̦̝̫ԉ̩̯̝̥̝Ѿ̯Ң̩̫ѣ̡̟̩̩Ӭ̯̝̥Ѳ̷̨̮̝̥̦̝̤Áѣ̡̬Ԗ̩ ̴̡̧̡̛̯̩јЁ̨Ҟ̨̢̡̛̩̩̫̥̩̯Ң̩½̝Ӻ̠̝ 15
̡Ѩ̩̝̥̝ѿ̯̫ԉ̰ѣҢ̩ц̪ж̮̯Ӭ̭ ̟̰̩̝̥̦Ң̭̦̝Ҡц̟̟̰̣̯Ӭ̭̦̝̯Қ̯Ң̷̨̩̩̫̩½̴̧̨̬̫̦̝̫̰̙̩̩̠Á
̝Ѿ̯Ң̩ ̯Ԗ̡̩̟̩̩̣̯Ԗ̩ ъ̧̥½̡̩ѳ̴̬̘̮̯̬̯̒Ң̩ѷ̬̦̫̩̦̝Ҡж½Ӭ̧̡̤½̬Ҡ̩ Ѳ̨ң̮̝̥̯Ң̩½̝Ӻ̠̝
̡̟̩̮̥̫̩̚Ѩ̩̝̥ж̧̧Á̡Ѣѳ½̝Ӻ̭̟̩̮̥̫̭̚ј̩̦̝Ҡц̪ ж̮̯Ӭ̭ ̷̟̰̩̝̥̦̭, Ҏ̨̡̫̮̩ к̩.

к̩ (+ aor. ind.) “teria...” ј ̨ҟ̩ de fato ̟̙̩̫̭, ̷̯ génos (grupo menor de


(condicional) ̡̤̬̝½̡ҥ-̴ cuidar, tratar famílias dentro de uma fratria)
ж½̢̛̫̳̣̱-̨̫̝̥ votar contra, ѣ̡̬-̘, ̯̘ sacrifícios (2b) (3c)
rejeitar (+ gen.) ̦̝̯̘ (+ gen.) por, em nome de ̟̩̮̥̫̭̚ әO̩legítimo, genuíno
ж̮̤ҝ̡̩̥-̝, ѓ doença (1b) ̧̝̟̲̘̩-̴ (̧̝̲-) processar ц̴̟̟̬̘̱ registrar, inscrever
˿̬̰̯ҡ̠-̝̥, oѣ os Britidas (3a) (+ dat.) ч̦̹̩ ̫ԉ̮̝ ̷̩ de bom grado,
(nome do génos a que Frástor ̧̡ҡ½-̴ (̧̥½-) deixar, abandonar espontaneamente
pertencia) ̩̫̮ҝ ̴ estar doente ц½̡̛̥̠̦̩Ԅ̨̥ (ц½̡̥̠̥̪̝-) mostrar,
̡̟̩̩ҟ̯-̣̭, ѳ membro de um Ѷ̨̩̰-̨̥ (Ѳ̨̫̮-) jurar provar, demonstrar
génos (1d) ½̬̘̯̯-̴ (½̬̝̪-) fazer ̡̤̬̝½̸̴̡ cuidar, tratar
̟ҝ̩-̫̭, ̷̯ génos (um grupo ½̧̬̫̦̝ҝ ̨̫̝̥ desafiar ̴̧̝̟̲̘̩ (̛̠̦̣̩) (̧̝̲-)
menor de famílias dentro de ̯ҝ̧̡̥-̫̭ -̝-o̩ perfeito, sem processar, abrir processo contra
uma fratria) (3c) mácula (+ dat.), obter por sorteio,
̟̩ҟ̮̥-̫̭ -̝-o̩ legítimo ̯Ң ж̡̡̮̤̩Ӻ̩ doença candidatar-se a um cargo
ц̟̟̬̘̱-̴ registrar ̧̡̛½̴ (̧̥½-) deixar, abandonar
ц̟̟̰̣̯-̷̭ -̚- ̷̩ legalmente Vocabulário a ser aprendido ̩̫̮ҝ̴ estar doente
casado ж̡̮̤̙̩̥̝, ѓ doença, fraqueza (1b) Ѷ̨̩Ԅ̨̥ (Ѳ̨̫̮̝-) jurar
̡Ѣ (+ aor. ind.) “se … tivesse …” ж̴̡̮̤̩̙ estar doente, ficar doente
ц½̡̛̥̠̦̩̰-̨̥ (ц½̡̥̠̥̪-) ̡̟̩̩̯̣̭̚ membro de um génos
demonstrar, provar (1d)
Seção Treze A–I: Neera como mulher casada 167

D
O incidente entre Fano e Frástor é examinado por Apolodoro.

̫Ѿ̦̫ԉ̩½̡̬̥̱̝̩Ԗ̭ц½̸̴̡̥̠̥̦̩ѿ̨Ӻ̩̦̝Ҡ̝Ѿ̯̫Ҥ̭̯̫Ҥ̭̫Ѣ̡̡̛̛̦̫̰̭̝̬̝̭̯̝̰̯̣̮̊Ҡ
̨̦̝̯̝̝̬̯̰̬̮̝̩̯̝̭̝̚Ѿ̯Ҟ̡̩̪̙̩̣̩Ѩ̩̝̥ ̷̡̯̙̱̝̩̩̯̯̫̰̯̫̩̏Ҡ̯Ң̩ъ̸̲̫̩̯̝̯̝̯̣̩̩̰̩Ҡ
̦̝Ҡ̮̰̩̫̥̦̫ԉ̩̯Á̝Ѿ̯ӭ̦̝Ҡ̬̒қ̮̯̫̬̝̯Ң̷̧̩̝̞̩̯̝̯Ҟ̩̤̰̟̝̯̙̬̝ѳ̨Ҝ̩̟Қ̬̯̏ҝ̱̝̩̫̭
̨̡̦̝̯̝̝̬̯̰̬Ӻ̡̝̊ҡ̬̝̭̠̥Қ̯ҢЁ̨ҞЁц̡̧̤Ӭ̮̝̥ж̴̛̟̩̮̝̮̤̝̥ѿ½Ҝ̬̯Ӭ̭̤̰̟̝̯̬Ң̭½̡̬Ҡ̯Ӭ̭
½̷̬̫̥̦̭ ̴̬̘̮̯̬̠̒Ҝ̨̡̝̬̯̰̬Ӻц̧̡̦̞̝Ӻ̡̩̯̯Ҟ̩̤̰̟̝̯̙̬̝̯Ҟ̡̛̩̝̬̝̭̯̝̰̯̣̮̊Ҡ̦̝Ҡ 5
̫Ѿ̦ж½̫̠̫ԉ̩̝̥̯Ҟ̩½̬̫Ӻ̦̝ ъ½̡̥̯̝̠Ҝ̝Ѿ̯Ң̭ѿ½Ң̡̛̝̬̝̭̦̝̊Ҡ̝̩̫̒ԉ̭½̡̥̮̤Ӭ̩̝̥ ̠̥Қ
̯Ҟ̩ж̮̤ҝ̡̩̥̝̩̦̝Ҡ̯ҢЁк½̝̥̭Ё̡Ѩ̩̝̥̦̝Ҡ̯Ҟ̩ъ̲̤̬̝̩̯Ҟ̩½̬Ң̭̯̫Ҥ̭̫Ѣ̡̛̦̫̰̭ ж̧̡̩̝̝̞Ӻ̩
̯Ң½̛̝̥̠̫̩̦̝Ҡ̰ѣҢ̩½̫̥̮̝̮̤̝̥̚ ̝Ѿ̯Ң̭̠Ҝ̡Ѣ̡̮̝̟̝̟Ӻ̩̯Ң̩½̝Ӻ̡̠̝Ѣ̭̯̫Ҥ̡̭̟̩̩̯̝̭̚ 
ж̧̧Ӥ̫Ѿ̦Ѳ̷̨̮̝̥̯Ң̩̰ѣҢ̩ц̪ж̮̯Ӭ̭̟̰̩̝̥̦Ң̡̭Ѩ̩̝̥˶̡̮̯̬̫̩̠҃Ҝ̟Ӭ̨̝̥̟̰̩̝Ӻ̦̝
ж̮̯Ҟ̩̦̝̯Қ̯Ң̷̨̩̩̫̩̝̯̝̥̠҅Ҝ̝ѣ½̡̬̘̪̥̭ ½̡̡̬̥̱̝̩Ӻ̭̫̮̝̥҄ ̨̡̧̨̛̟̘̝̭̝̬̯̰̬̝̭ 10
̷̠̥̠̝̮̥̩ ѷ̯̥Ҽ̡̠̮̝̩̪ҝ̩̣̩̫̮̝̩̯҄Ҟ̩̊ҝ̡̛̝̥̬̝̩̯̝̰̯̣̩Ѣ̟Қ̬ж̮̯ҟј̩̊ҝ̝̥̬̝ 
̫Ѿ̦и̩ц̡̪½ҝ̨̱̤̣ѓ̝̩̹̝̩̒̒Ҧ̟Қ̬ж̮̯Ҟи̩ј̩. ̦̝Ҡ̠Ҟ̦̝ҡ ̡Ѣ̝̩̒Ҧж̮̯Ҟј̩ ̫ѣ
̡̟̩̩Ӭ̯̝̥̫Ѿ̦и̩ж½̡̛̳̣̱̮̝̩̯̫̯̫ԉ½̝̥̠Ң̭̝Ѿ̯Ӭ̭̠̥Қ̫̩̯҄ҢЁ̨ҞЁц̤ҝ̧̡̥̩Ѳ̷̨̮̝̥̯Ң̩
̬̘̮̯̫̬̝̦̝̒Ҡ̯Ң໌ ̯̫Ҥ̡̭̟̩̩̯̝̭̯̫̚ԉ½̝̥̠Ң̭ໍж½̛̫̳̣̱̮̝̮̤̝̥ ̯̙̱̝̩̫̭̠̏Ӭ̧ң̭ц̮̯̥̩
ж̠̥̦Ԗ̩̦̝Ҡж̡̮̞Ԗ̡̩Ѧ̡̭̯̯Ҟ̩½̷̧̥̩̦̝Ҡ̯̫Ҥ̸̡̭̤̫̭ 15

Vocabulário para a Seção Treze D

Gramática para 13D


C Verbos usados como substantivos: ̷̯ + infinitivo

ж½̢̛̫̳̣̱-̨̫̝̥ rejeitar, votar ½̡̬̥̱̝̩-̭̚ -̙̭ muito claro Vocabulário a ser aprendido
contra (+ gen.) ½̬ӝ̪-̥̭, ѓ feito, ação, fato (3e) ж½̢̨̛̫̳̣̱̫̝̥ rejeitar (+ gen.)
̨̟̝̙-̴ (̨̟̣-) casar ̷̯ + inf.=substantivo ̴̨̟̝̙ (̨̟̣̝-) casar
ц½̡̥̠̥̦̩ҥ ̴=ц½̡̛̥̠̦̩̰-̨̥ ̯Ңк½̡̝̥̭Ѩ̩̝̥ falta de filhos ̴̨̦̝̯̝̝̬̯̰̬̙ dar provas
̨̦̝̯̝̝̬̯̰̬̙-̴ dar provas contra, ̯Ңж½̢̡̛̫̳̣̱̮̤̝̥ rejeição contra (+ gen.)
dar testemunho contra (+ gen.) ̯Ң̨Ҟц̧̡̤̙̥̩/ц̡̧̤Ӭ̮̝̥ recusa, ̴̨̝̬̯̰̬̙ dar provas, dar
̨̝̬̯̰̬̙-̴ dar provas, dar não querer testemunho
testemunho ½̡̬̥̱̝̩̭̚ ̙̭muito claro

O dote de casamento

A nova esposa trazia um “dote” consigo para o casamento, dado a ela por seu pai,
usualmente uma soma de dinheiro... Era seu marido que controlava como esse
dinheiro era gasto, sob duas condições: primeiro, que ele (essencialmente) cui-
dasse de transmiti-lo aos filhos homens do casamento; segundo, no caso de um
divórcio, o marido deveria devolver o dote para o pai da esposa. Os procedimen-
tos do divórcio podiam ser iniciados por qualquer uma das partes. Era mais fácil
para o marido obter o divórcio, e ele era obrigado a se divorciar se descobrisse
que sua esposa havia sido infiel. (O mundo de Atenas, 5.19)
168 Parte Quatro: As mulheres na sociedade ateniense

Introdução
O incidente entre Frástor e Fano é a primeira prova importante que Apolodoro
traz para apoiar sua afirmação de que Estéfano e Neera estão vivendo juntos
como marido e mulher.
O segundo incidente deve ter parecido ainda mais terrível para os dicastas,
pois Estéfano tentou casar Fano com um homem que estava no cargo de к̴̬̲̩
̧̡̞̝̮̥ҥ̭, um cargo que envolvia a realização, junto com a esposa, de alguns dos
ritos mais sagrados de Atenas em nome do Estado.

Em O mundo de Atenas: arconte rei 2.33, 3.47, 6.30; cargos de Estado 6.23ss.;
pureza da família 5.20; piedade e a cidade 3.57; casamento com Dioniso 3.47;
desafio aos deuses 3.56.

Estéfano aproveita-se da pobreza de Teógenes para obter poder político para si


e um casamento para Fano.

̠̥Қ̫̩̯̝҄ԉ̯̝ ½̡̘̩̯̭ъ̴̟̩̮̝̩̯Ҟ̩̝̩̒Ҧ½̡̬̥̱̝̩Ԗ̭̪ҝ̩̣̩̫̮̝̩̦̝҄Ҡ̫Ѿ̦ж̮̯̩̚
̮̦̫½̡Ӻ̡̛̯̯̫̩̰̩ѳ½̛̫̝ј̩ѓж̡̛̩̝̠̥̝ѓ̯̫ԉ̡̯̱̘̩̫̰̦̝̏Ҡ̡̛̝̬̝̭̊ ̦̝Ҡѷ½̴̭̯Ҟ̩
½̷̧̥̩ђ̛̠̦̣̮̝̩ц̨̱̝̩Ԗ̭̟Қ̬ц̷̧̨̡̯̣̮̝̩̱̘̮̦̥̩̯Ҟ̩̤̰̟̝̯̙̬̝̯Ҟ̡̛̩̝̬̝̭̊
ж̮̯Ҟ̡̩Ѩ̩̝̥ј̩̟̘̬½̡̡̫̯̫̟̅ҝ̩̣̭̯̥̭ ѵ̭ъ̸̧̡̧̡̝̲̞̝̮̥̭ ̡Ѿ̡̟̩Ҟ̨̭Ҝ̩Ҏ̩ ½̙̩̣̭
̠Ҝ̦̝Ҡк½̡̥̬̫̭̯Ԗ̩½̴̨̬̝̟̘̯̩̦̝Ҡ½̬Ҡ̡̩Ѣ̡̧̡̮̤Ӻ̩̯Ң̡̩̫̟̅ҝ̡̩̣Ѣ̭̯Ҟ̩ж̬̲̩̚  5
̨̲̬̝̯̝̚½̡̝̬Ӻ̡̲̩ѳ̯̙̱̝̩̫̭̏ ҋ̭½̷̡̡̨̡̘̬̠̬̫̭̟̩̣̮̩̫̭̦̝Ҡ̯Ӭ̭ж̬̲Ӭ̴̨̡̭̤̙̪̩
ѷ̡̯̠Ҝ̡̡̫̟̙̩̣̭̅Ѣ̮ӫ̡̡̥Ѣ̭̯Ҟ̩ж̬̲̩̚ ̯̙̱̝̩̫̭̫̏ѿ̛̯̫̮ ½̷̡̡̨̡̘̬̠̬̫̭̟̩̩̫̭̠̥Қ
̯Ң̡̡̨̫̟̙̩̥̲̬̝̯̝̅̚½̡̝̬̝̮̲Ӻ̩ ̴̛̠̠̮̥̯Ҟ̡̛̩̝̬̝̭̤̰̟̝̯̙̬̝̟̰̩̝̊Ӻ̡̡̦̝̫̟̙̩̥̅
̦̝Ҡц̟̟̰Ӟ̝Ѿ̯Ҟ̩ҋ̭̝ѿ̯̫ԉ̤̰̟̝̯̙̬̝̫̮̝̩̫҄Ѿ̟Қ̬Ҽ̡̠̥ѳ̡̫̟̙̩̣̭̅ѷ̯̫̰̤̰̟̘̯̣̬
ц̮̯ҡ ̫Ѿ̠Ҝѳ½̫Ӻ̘ц̮̯̥̩̝Ѿ̯Ӭ̭̯Қъ̴̤̣̫̯҃½̧̫Ҥ̯Ԗ̩̩ң̴̨̩̦̝Ҡѿ̨Ԗ̷̡̡̩̦̝̯̱̬̩̣̮̩ 10
̫̯̫̭̦̝҅Ҡ̝̯̣҃ѓ̟̰̩Ҟѿ̨Ӻ̩ъ̡̤̰̯Қк̬̬̣̯̝ѣ̡̬Қѿ½Ҝ̬̯Ӭ̭½̷̴̧̡̭ ̦̝Ҡ̡Ѩ̡̠̩й̫Ѿ
½̬̫̮Ӭ̡̦̩̝Ѿ̯ӭѳ̬ӝ̩ ̪̙̩Ӫ̫҂̮Ӫ̦̝Ҡ̡Ѣ̮Ӭ̧̡̤̩̫ѩ̫Ѿ̡̠Ҡ̭к̧̧̫̭о̴̡̛̤̣̩̝̩Ѣ̡̮̙̬̲̯̝̥
ж̧̧Ӥєѓ̯̫ԉ̴̧̞̝̮̥̙̭̟̰̩̚ ц̷̡̪̠̤̣̠Ҝ̯ԗ̸̥̫̩̮́Ԕ̟̰̩̚ ъ½̡̬̝̪̠Ӥѿ½Ҝ̬̯Ӭ̭
½̷̴̧̡̭̯Қ½̘̯̬̥̝̯Қ½̬Ң̭̯̫Ҥ̸̡̭̤̫̭ ½̧̧̫Қ̦̝Ҡл̟̥̝̦̝Ҡж½̷̬̬̣̯̝
̸̧̨̞̫̫̝̥̠Ӥѿ̨Ӻ̩ж̡̦̬̥̞̙̮̯̬̫̩½̡̬Ҡ̸̴̯̫̯̩̠̥̣̟̮̝̮̤̝̥̫̚Ѿ ̷̨̩̫̩̟Қ̬ѿ½Ҝ̬ 15
ѿ̨Ԗ̩̝Ѿ̯Ԗ̩̦̝Ҡ̯Ԗ̷̴̨̩̩̩̯Ҟ̩̳Ӭ̡̡̱̫̩̤̮̮̤̚ ж̧̧Қ̦̝Ҡѿ½Ҝ̬̯Ӭ̭½̬Ң̡̭̤̫Ҥ̭
̡Ѿ̴̧̡̡̧̛̛̝̞̝̭̠̠̦̝̯̫̩̰̩̚ѿ̨Ӻ̩ѷ̯̥ ̯̙̱̝̩̫̭̏ж̡̮̞̙̮̯̝̯̝½̡½̡̛̫̣̦̯̫Ҥ̭̟Қ̬
̷̨̩̫̰̭ж̦ҥ̬̫̰̭ ½̡½̡̛̫̣̦̦̝Ҡ̯Ԗ̡̩̤Ԗ̩̦̝̯̝½̷̡̡̱̬̩̣̦ ̯Ҟ̡̛̩̝̬̝̭̤̰̟̝̯̙̬̝̊
̟̰̩̝Ӻ̸̡̡̧̡̦̝̫̟̙̩̥̞̝̮̥̫̩̯̥̅ц̸̦̠̫̭̦̝Ҡ̨Ҟ̩̝̯̣҃½̡½̡̛̫̣̦̯Қ ѣ̡̬̘ ̦̝Ҡ̯Қ̭
̛̤̰̮̝̭ѿ½Ҝ̬̯Ӭ̭½̷̴̧̡̡̭̯̙̤̰̦̩ѷ̯̥̠Ӥж̧̣̤Ӭ̴̧̙̟ ̝̯̝̥҅ ̝ѣ ½̡̬̘̪̥̭ ̧̠̣̹̮̫̰̮̥̩. 20

Vocabulário para a Seção Treze E

Gramática para 13E


C O perfeito do indicativo ativo
Seção Treze A–I: Neera como mulher casada 169

л̟̥-̫̭ -̝ -̫̩ sagrado ̡Ѿ̡̟̩ ̭̚ -ҝ̭ bem-nascido, de ̯ҝ̤̰̦-̡(̩) sacrificou (̸̴̤)


к̦̰̬-̫̭ -̫̩ inválido, sem valor boa família ̱̘̮̦-̴ alegar, afirmar
ж̩̝ҡ̡̠̥-̝, ѓ falta de vergonha, ̡Ѿ̧̡̘̞̥-̝, ѓ respeito (1b)
despudor (1b) ̡̫̟̙̩̅-̣̭, ѳ Teógenes (3d) Vocabulário a ser aprendido
к½̡̥̬-̫̭ -o̩ inexperiente em (+ (marido de Fano por um breve к½̡̥̬̫̭ ̫̩ inexperiente em (+
gen.) período) gen.)
ж½̷̬̬̣̯-̫̭ -̫̩ proibido ѣ̡̬-̘, ̯̘ ritos, sacrifícios (2b) ж̬̲̚, ѓ cargo, posição; início;
к̬̬̣̯-̫̭ -̫̩ secreto, misterioso ̦̝̯̝½̷̡̱̬̩̣̦-̡(̩) desprezou governo, mando (1a)
ж̬̲-ҟ, ѓ cargo, posição (1a) (̴̦̝̯̝̱̬̫̩̙) ж̡̮̞̭̚ ҝ̭ ímpio, sacrílego
ж̡̮̞-̭̚ -ҝ̭ ímpio, sacrílego ̧̝̟̲̘̩-̴ (̧̝̲-) concorrer ̸̧̡̞̝̮̥̭, ѳ rei, arconte rei (3g)
̧̞̝̮̥-̸̡̭, ѳ arconte basileu como (candidato a um cargo) ̸̴̧̡̞̝̮̥ ser rei, ser arconte rei
(3g) (autoridade do governo, ̨̡̯̙̲-̴ participar de (+ gen.) ъ̤̫̭, ̷̯ modo, costume, hábito
encarregado de certos ritos oѩ (para) onde (3c)
religiosos importantes) ѳ½̫Ӻ-̫̭ -̝ -o̩ de que tipo ц̨̱̝̩̭̚ ҝ̭ visível, manifesto
̸̧̡̞̝̮̥-̴ ser basileu ѷ̯̫̰=̫̯̥̩̫̭҅ (ѷ̮̯̥̭) ѣ̡̬̘, ̯̘ ritos, sacrifícios (2b)
̴̡̧̠̠̦̚-̝ eu mostrei (̷̧̠̣-̴) ½қ̡̬̠̬ O̭, ѳ assistente (2a) ̫ѩ(para) onde
̠̥̣̟ҝ-̨̫̝̥ explicar ½̘̯̬̥-̝, ̯̘ ritos ancestrais (2b) ѳ½̫Ӻ̫̭ ә o̩ de que tipo
̷̥̩̰̮́-̫̭, ѳ Dioniso (2a) (deus ½̡½̛̫̣̦-̡(̩) fez (½̫̥ҝ̴) ½̬ӝ̪̥̭, ѓ fato, ação, feito (3e)
da natureza, esp. do vinho) ½̬ӝ̪-̥̭, ѓ fato, ação, feito (3e) ½̬әʞ̴̯̯ (½̬ә̪-) fazer, realizar,
ъ̤-̫̭, ̷̯ modo, costume, hábito ½̬̘̯̯-̴ (½̬̝̪-) fazer, agir executar
(3c) ½̬̫̮̦̚-̡̥ é adequado, correto
ц̨̱̝̩-̭̚ -ҝ̭ visível, manifesto (para) (+ dat.)

O festival das Antestérias

Este festival em honra de Dioniso deu seu nome ao mês em que acontecia
(о̡̩̤̮̯̣̬ҡ̴̩, janeiro-fevereiro). Seu nome deriva do grego para “flores”, e o
festival acontecia no momento em que os primeiros sinais de vida na natureza,
o florescimento, começavam a aparecer. O tema principal do festival era o novo
vinho (isto é, o reaparecimento de Dioniso) e os espíritos de mau agouro. As festi-
vidades duravam três dias. No dia 1 (½̥̤̫ҡ̟̥̝, “abertura dos jarros”), o novo vinho
era aberto e provado; no dia 2 (̲ң̡̭, “jarros de vinho”), havia uma procissão em
que Dioniso seguia em um carro-navio e a esposa do rei к̴̬̲̩ (к̴̧̡̬̲̩̞̝̮̥ҥ̭)
“casava-se” com ele em um “casamento sagrado”. A noite era para festas com
bebidas, mas cada participante levava o seu próprio vinho e bebia-o em silêncio, a
antítese mesma da camaradagem comunitária. A explicação grega vinha do mito.
Orestes, marcado pela maldição do sangue por ter matado sua mãe, chegou a
Atenas em ̲ң̡̭. Para que ele não fosse excluído das celebrações e para que o povo
não fosse contaminado, o rei ordenou que todos bebessem seu próprio vinho em
suas próprias taças. Mas podemos preferir explicar o ritual como uma tentativa de
pôr algum limite nos efeitos potencialmente destrutivos do excesso de álcool. O
terceiro dia era ̲ҥ̯̬̝̥, “potes”, e tinha um caráter totalmente diferente. Legumes
eram fervidos nesses potes não para os vivos, mas para os espíritos dos mortos. Era
um dia de mau agouro, quando se dizia que esses espíritos vagavam pela cidade.
Quando o dia chegava ao fim, os donos das casas gritavam: “Vão embora, ̦Ӭ̡̬̭
[“demônios ruins”], as о̡̩̤̮̯ҟ̬̥̝ terminaram!” (O mundo de Atenas, 3.47)
170 Parte Quatro: As mulheres na sociedade ateniense

F
O Conselho do Areópago descobre sobre a situação verdadeira de Fano e pede
explicações a Teógenes.

Em O mundo de Atenas: Areópago 6.38; autoridade sacerdotal 3.5.

̯̙̱̝̩̫̭̏ ̨Ҝ̩ ̛̯̫̩̰̩ ̯Ҟ̩ ̤̰̟̝̯̙̬̝ ̟̰̩̝Ӻ̦̝ ̡̡̫̟̙̩̥̅ ̸̧̡̞̝̮̥̫̩̯̥ ђ̸̡̟̟̣̮̩,


̝̯̣҃ ̠Ҝ ц½̡̛̫̥ ̯Қ ѣ̡̬Қ ̯̝ԉ̯̝. ̴̡̨̟̩̫̙̩̩ ̠Ҝ ̸̴̯̫̯̩ ̯Ԗ̩ ѣ̡̬Ԗ̩, ̦̝Ҡ ж̴̩̝̞̘̩̯̩
̡Ѣ̭ т̡̬̥̫̩Ё½̘̟̫̩ ̯Ԗ̩ ц̩̩̙̝ ж̷̴̬̲̩̯̩, і̡̬̯̫ ѓ ̧̞̫̰Ҟ ѓ ц̩ о̡̛̬ԔЁ½̘̟Ԕ
½̡̬Ҡ ̯Ԗ̩ ѣ̡̬Ԗ̩, ̛̯̭ ̝Ѿ̯Қ ½̡̡̫̥̮̥̚ ̦̝Ҡ ½Ԗ̭ ½̡̬̘̪̥̝̩ ̫ѣ к̡̬̲̫̩̯̭. ̦̝Ҡ ̡Ѿ̤Ҥ̭
ц̢ҟ̡̯̥ ѓ ̧̞̫̰Ҟ ̯Ҟ̩ ̟̰̩̝Ӻ̦̝ ̸̯̝̯̣̩̯Ҟ̡̩̫̟̙̩̫̰̭̅ ї̡̯̥̭Ѧ̣̦̝Ҡ½̨̰̤̫̙̩̣ 5
ї̮̯̥̩̫̭̤̰̟̝̯̙̬̝ ̟̰̩̝Ӻ̦̝ъ̡̲̫̥̫̟̙̩̣̭̅ ̦̝Ҡѳ½̫Ӻ̝½̡̡̫̥̮̥̩̝̚Ѿ̯ҟ ½̡̬Ҡ̯Ԗ̩
ѣ̡̬Ԗ̩ ½̷̬̩̫̥̝̩Ёц½̡̫̥Ӻ̯̫̦̝Ҡц̢̨̛̣̫̰̯Ң̴̡̡̨̩̫̟̙̩̣̟̩̫̙̩̩̠̅Ҝ̷̴̧̟̩ ̦̝Ҡ
̧̡̲̝½Ԗ̭Ё̸̡̱̬̫̮̣̭̯Ӭ̭ц̩о̡̛̬ԔЁ½̘̟Ԕ̧̞̫̰Ӭ̭ ̦̝Ҡ̸̢̨̣̥̫̮̣̭ ̯Ң̡̩̫̟̙̩̣̅ ѷ̯̥
̸̧̯̫̥̝̯̣̩̘̞̫̥̟̰̩̝Ӻ̦̝̦̝Ҡ̸̯̝̯̣̩ц̡̡̘̮̥½̫̥Ӭ̮̝̥ ̯Қѣ̡̬Қ̯Қк̬̬̣̯̝ѿ½Ҝ̬̯Ӭ̭
½̷̴̧̡̭ ц̡̠Ӻ̯̫ѳ̡̫̟̙̩̣̭̅ ѣ̸̴̡̡̦̯̩ ̦̝Ҡж̧̩̯̥̞̫Ԗ̩ъ̧̡̡̟̩̟Қ̬ѷ̯̥̫Ѿ̡̦Ѣ̡̛̠̣ 10
̡̛̝̬̝̭̝̊Ѿ̯Ҟ̩̫̮̝̩҄ ̤̰̟̝̯̙̬̝ ж̧̧Ӥц̪̝½̡̛̝̯̣̤̣ѿ½Ң̡̯̱̘̩̫̰̏ ̦̝Ҡ̝Ѿ̯Ң̧̭̘̞̫̥
̝̩̒Ҧ ҋ̭̤̰̟̝̯̙̬̝̝Ѿ̯̫ԉ̛̫̮̝̩̟̩̣̮̝̩̦̝̯҄Қ̯Ң̷̨̩̩̫̩˶̠̥Қ̠Ҝ̯Ң к½̡̡̥̬̫̭Ѩ̩̝̥
̯Ԗ̩½̴̨̬̝̟̘̯̩ ̦̝Ҡ̯Ҟ̩ж̛̦̝̦̝̩̯Ҟ̩̝ѿ̯̫ԉ ½̫̥̮̝̮̤̝̥̚½̡̘̬̠̬̫̩̯Ң̩̯̙̱̝̩̫̩̏ 
ҋ̭̠̥̫̥̦̮̫̩̯̝̯̚Ҟ̩ж̬̲̩̚˶ ̡҂̩̫̰̩̟Қ̡̡̛̬̱̝̩̮̤̝̥Ѩ̩̝̥̯Ң̩̯̙̱̝̩̫̩̏˶̠̥Қ̠Ҝ̯̫ԉ̯̫ 
̡̦̣̠ԉ̮̝̥ ̝Ѿ̯ԗ½̬Ҡ̨̡̩̝̤Ӻ̩̮̝̱Ԗ̭ѳ½̫Ӻ̡̫̭Ѧ̣Àѷ̯̥̠̙Ӥ ъ̱̣ À̫Ѿ̸̡̨̳̠̫̝̥ ̨̡̧̟̘Ԕ 15
̡̨̛̯̦̣̬Ԕц½̴̡̛̥̠̪ѿ̨Ӻ̩̯Ҟ̩̟Қ̬к̴̩̤̬½̫̩ж½̫½̴̨̙̳ц̦ ̯Ӭ̭̫Ѣ̛̦̝̭ ц½̡̥̠Ҟ̫Ѿ̦ъ̮̯̥
̡̯̱̘̩̫̰̤̰̟̘̯̣̬̏ж̧̧ҚN̡̝ҡ̬̝̭Ӥ ѿ½̨̫̮̲̫ҝ̩̫̰̠Ҝ̯̝ԉ̯̝½̫̥ҟ̡̡̮̥̩̫̟̙̩̫̰̭̦̝̅Ҡ
̡̨̠̫̙̩̫̰ ѓц̩ о̡̬ҡԔЁ½̘̟Ԕ̧̞̫̰̚ л̨̨̝Ҝ̩ц̧̡ҟ̮̝̮̝̝Ѿ̯Ң̩̠̥Қ̯Ңк̡̦̝̦̫̩Ѩ̩̝̥
л̨̝̠Ҝѓ̨̟̫̰̙̩̣ѿ½Ң̯̫ԉ̡̯̱̘̩̫̰̏ж̧̣̤Ԗ̭ц̪̝½̝̯̣̤Ӭ̩̝̥ ц½̡̙̮̲̩ҋ̭̠Ҝ̦̝̯̙̞̣
ц̪о̡̛̬̫̰Ё½̘̟̫̰ѳ̡̫̟̙̩̣̭̅ ̡Ѿ̤Ҥ̭̯ҟ̡̩̯ к̴̩̤̬½̫̩ ̯Ҟ̩̯Ӭ̡̛̭̝̬̝̭̤̰̟̝̯̙̬̝̊  20
ц̧̧̡̦̞̘̥ц̦̯Ӭ̭̫Ѣ̛̦̝̭ ̯ң̩ ̡̯̯̙̱̝̩̫̩̏ ̯Ң̩ц̪̝½̝̯ҟ̮̝̩̯̝̝Ѿ̷̯̩ ж½̸̡̧̡̝̩̥ж½Ң
̯̫ԉ ̡̛̮̰̩̠̬̫̰̦̝Ҡц̦½̸̡̮̫̮̣̭̯Ӭ̭̝̩̫̒ԉ̭ ц½̸̝̮̝̩̯̫̫ѣо̡̬̫½̝̟Ӻ̯̝̥ ̡̛̦̬̩̫̩̯̭
̯Ң̡̩̫̟̙̩̣̦̝̅ҠѲ̷̢̨̡̬̟̥̩̫̥̝Ѿ̯ԗ ̦̝Ҡ̨̡̮̰̟̟̩̹̣̩Ѩ̲̫̩ ц̪̝½̝̯̣̤̙̩̯̥.

Prova
“Teógenes de Érquia depôs que, quando ele era ̧̡̞̝̮̥Ҥ̭ к̴̬̲̩, casou-se com
Fano, acreditando que ela fosse filha de Estéfano, e que, quando descobriu que
tinha sido enganado, divorciou-se da mulher e parou de viver com ela, e expulsou
Estéfano de seu posto de assistente e não mais permitiu que ele atuasse nessa
função.”
Seção Treze A–I: Neera como mulher casada 171

Vocabulário para a Seção Treze F

Gramática para 13F


C o aoristo optativo passivo
C o uso do optativo no discurso indireto
C sequência de tempos
C o futuro optativo

ж̛̦̝̦-̝, ѓ inocência (1b) ц̪̝½̡̝̯̣̤ҡ̣ ele foi enganado ̧̡̲̝½Ԗ6 ̱ҝ̬-̴ estar zangado,
к̦̝̦-̫̭ -̫̩ inocente (ц̪̝½̴̝̯̘) descontente
к̴̩̤̬½-o̭, ѓ mulher (2a) ц½ҝ̲-̴ (ц½̥̮̲-) suspender ̸̡̳̠-̨̫̝̥ mentir
ж̧̩̯̥̞̫ҝ-̴ suplicar ̷̢̨̣̥-̴ multar
ж½̸̡̧̝̩-̴ excluir, expulsar ѣ̸̡̡̦̯-̴ implorar Vocabulário a ser aprendido
о̡̬̫½̛̝̟̯-̣̭, ѳ areopagita, ̸̡̦̣̠-̴ aliar-se por casamento к̴̩̤̬½̫̭, ѓ mulher (2a)
membro do conselho do a (+ dat.) к̴̬̲̩ (ж̬̲̫̩̯-), ѳ arconte (3a)
Areópago (1d) ̛̦̬̩-̴ julgar, acusar ̧̞̫̰̚, ѓ conselho (1a)
т̡̬-̫̭ ½̘̟-̫̭, ѳ Areópago, ou ½қ̡̬̠̬ ̫̭, ѳ assistente (2a) ̴̠̥̫̥̦̙ administrar, dirigir
colina de Ares (2a) (onde o ½̷̬̩̫̥̝̩ ½̫̥ҝ-̨̫̝̥ mostrar ѣ̡̡̦̯ҥ̴ implorar, suplicar
conselho se reunia) preocupação ̦̬ӷԝ ̴̩ (̦̬ӷ̩̝-) julgar, decidir
к̬̬̣̯-o̭ -o̩ secreto, ½̰̩̤̘̩-̨̫̝̥ (½̰̤-) ficar ½̨̰̩̤̘̩̫̝̥ (½̰̤-) ficar
misterioso sabendo, ouvir, descobrir sabendo, descobrir
к̴̬̲̩ (ж̬̲̫̩̯-), ѳ arconte (3a) ̮̰̩ҝ̠̬̥-̫̩, ̷̯ conselho ̛̱̝̩Ǫ̝̥ (+ inf.) parecer ser
̧̞̫̰-̚, ѓ conselho (1a) deliberativo (2b) (mas não ser de fato)
̠̥̫̥̦ҝ-̴ administrar ѿ½̥̮̲̩ҝ-̨̫̝̥ (ѿ½̫̮̲-) prometer ̧̡̲̝½Ԗ̭ ̴̱̙̬ estar zangado
ц̧̡ҝ-̴ ter pena, ter compaixão ̛̱̝̩-̨̫̝̥ (+ inf.) parecer ser com, descontente com
ц̩̩ҝ̝ nove (não declinável) (mas não ser de fato) ̸̡̨̳̠̫̝̥ mentir, contar mentiras

G
Cômias sugere os argumentos que Estéfano usará para limpar seu nome.

̏̐̎ Ҍ̯Ӭ̭ж̨̛̩̫̝̭½̧̧̫Қ̟Қ̬̝Ѣ̮̲̬Ԗ̡̭̠̥½̬̘̪̝̯̫̯̙̱̝̩̫̭̏
̼̂ ̡Ѣж̧̣̤Ӭ̡̧̡̟̙̟̥о½̷̴̧̧̫̠̬̫̭ ж̡̮̞̙̮̯̝̯̝̠Ҟ½̡½̫̥̦̝̮̥̯̙̱̝̩̫̭̏̚

Vocabulário para a Seção Treze G

Gramática para 13G–I


C Mais formas do perfeito:
 perfeito do indicativo médio e passivo
 infinitivo perfeito
 particípio perfeito
C Alguns perfeitos irregulares

̝Ѣ̮̲̬-̷̭ -̘ -̷̩ vergonhoso, ̠̥̝½̬̘̯̯ ̨̫̝̥fazer


abominável
172 Parte Quatro: As mulheres na sociedade ateniense

 ̦̝Ҡ̙̝̥̬̝̯̊Ԗ̩̟Қ̷̴̨̬̩̩̯Ԗ̩ѿ½Ҝ̬̯Ӭ̭½̧̡̛̫̥̯̝̭̦̝Ҡ̯Ԗ̡̩̤Ԗ̩
̦̝̯̝½̡̱̬̫̩̦̝̮̥̩̚
̏̐̎ ̡Ѣ̷̡̦̭̟½̧̧̫̫Ҡ̟Қ̨̡̨̬̝̬̯̰̬̦̝̮̥̩̝̚Ѿ̯̫Ҥ̭̦̝̯̝½̡̱̬̫̩̣̦̙̩̝̥̯Ӭ̡̭̯ 5
½̷̴̧̡̭̦̝Ҡ̯Ԗ̡̩̤Ԗ̴̨̢̩̤̝̰̘̠Ҝ̯ҡ½̫̯Ӥц̡̬Ӻ̯̙̱̝̩̫̭̏ц̩̯ӭ ж½̧̛̫̫̟ӛ
̇̕ ̯̫̥̝ԉ̯̝ц̡̬Ӻ̯̙̱̝̩̫̭̫̏ѩ̝½̡̘̩̯̭̫ѣ̸̡̡̱̟̫̩̯̭ц̩̯ԗж½̧̡̫̫̟Ӻ̮̤̝̥
̧̙̟̫̰̮̥̩ ҋ̭À̡҄½̡½̧̡̨̛̫̯̰̝̥Á̦̝ҠÀ̝Ѧ̡̨̯̥̫̭̟̟̙̩̣̝̥̫Ѿ̡̨̠̥ӝ̨̭̮̰̱̫̬ӝ̭
ц̩̯ӭ½̷̧̡̥Á̡̟҄Қ̬̫Ѩ̮̤Ӥѷ̯̥½̡̘̩̯̭̫ѣ̸̴̡̡̧̨̛̱̟̫̩̯̭̱̘̮̦̫̰̮̥̱̥̫̯̭
̯Қ̧̡̧̡̧̡̛̭̥̯̫̰̬̟̝̭̥̯̫̰̬̟̣̦̙̩̝̥ ̦̝Ҡ̛̩̦̝̭½̧̧̫Қ̭̦̝Ҡ̧̦̝Қ̭ц̩̯̫Ӻ̭ 10
ж̟Ԗ̡̮̥̩̩̥̦̣̦̙̩̝̥ ̦̝Ҡ½̧̧̫Қ̦ж̟̝̤Қ̠̥̝½̡½̬ӝ̲̤̝̥̯ӭ ½̷̧̡̥
%̼ ̡Ѣ̷̴̦̯̭½̧̧̫̘̦̥̭̟Қ̬ж½̸̧̡̧̫̦̝̮̥̩̫ѣ̠̥̦̝̮̯̝Ҡ̯̫Ҥ̭ж̠̥̦̫ԉ̩̯̝̭̫ѥЁи̩
ж½̴̛̫̱̝̩̮̥̯Қ̭̯Ԗ̩½̷̴̬̫̟̩̩ж̡̬̯Қ̭̦̝Ҡ̯Қ̡̭̮̱̯ҝ̡̬̝̭Ѿ̡̡̛̬̟̮̝̭ж̧̧Ӥ
̡҄Ѧ̨̡̮̩̯Ң̩̯̏ҝ̱̝̩̫̩̫҂̡̯½̸̧̫̮̥̫̩Ѷ̩̯̝ ̫҂̷̡̡̯̯̯̬̥̣̬̝̬̲̣̦̯̝ ̫҂̡̯
̲̫̬̣̟Ң̡̩̦̝̤̮̯Ԗ̯̝ ̫҂̡̡̯҄½̡½̧̡̨̫̥̯̰ҝ̩̫̩ ̫҂̡̯ж̟̝̤Ң̩̫Ѿ̠Ҝ̩̯ӭ 15
½̷̧̡̥̠̥̝½̡½̨̬̝̟ҝ̩̫̩

ж½̴̛̫̱̝̩̮̥ exibem (ж½̴̛̫̱̝̩) ̧̡̧̡̥̯̫̰̬̟̣̦ҝ̩̝̥ ter realizado, ̱̘̮̦-̴ alegar, afirmar


̡̨̟̟̙̩̣̝̥ fui, me tornei (̨̛̟̟̩̫̝̥) ter cumprido (̧̡̥̯̫̰̬̟ҝ̴) ̷̧̨̱̥̯̥-̫̭ -o̩ ambicioso
̠̥̝½̡½̨̬̝̟̙̩̫̩tendo feito, fez ̡̩̩̥̦̣̦ҝ̩̝̥ ter vencido (̴̩̥̦̘) ̲̫̬̣̟-̷̭, ѳ corego, financiador
̠̥̝½̨̬̘̯̯̫̝̥ ̫ѥ к̩ quem, quem quer que de coro (2a) (um dever que o
̠̥̝½̡½̬ӝ̲̤̝̥ ter feito ½̧̡̛̫̥̯-̝, ѓ Estado, constituição Estado impunha aos ricos)
(̠̥̝½̨̬̘̯̯̫̝̥) (1b)
̡Ѣ̷̴̦̯̭ com razão ½̡½̧̡̨̛̫̯̰̝̥governei Vocabulário a ser aprendido
̡Ѿ̡̡̛̬̟̮-̝, ѓ bom serviço, ½̸̧̡̨̫̥̯̫̝̥ ̝Ѣ̷̮̲̬̭ әԝ ̷̩ vergonhoso, feio,
serviço público (1b) ½̸̧̡̫̥̯ ̨̫̝̥governar abominável (para pessoas)
̡̦̝̤̮̯Ԗ̯̝ tendo sido feito, ½̷̬̟̫̩ ̫̭ ѳantepassado, (comp. ̝Ѣ̮̲ӷԝ̴̩; sup. ̝Ѧ̮̲̥̮̯̫̭)
tendo sido estabelecido, foi ancestral (2a) ̠̥̝½̬әԝ̨̯̯̫̝̥ (̠̥̝½̬ә̪-) fazer,
estabelecido (̨̛̦̝̤̮̯̝̝̥) ̨̮̰̱̫̬-̘, ѓ desgraça (1b) realizar, executar
̦̝̯̝½̡̱̬̫̩̣̦ҝ̩̝̥ ter ̡̮̱̙̯̬-o̭ -̝ -o̩ seu próprio ̡Ѣ̷̴̦̯̭ com razão
desprezado (̦̝̯̝̱̬̫̩ҝ̴) ̷̡̯̯̬̥̣̬̝̬̲̣̦̯̝ tendo sido ½̧̫ӷ̡̛̯ә, ѓ Estado, constituição (1b)
̧̡̥̯̫̰̬̟ҝ-̴ realizar, cumprir comandante de trirreme ½̧̫ӷ̸̡̨̯̫̝̥ ser um cidadão
(um dever de Estado) (̴̯̬̥̣̬̝̬̲̙) ½̷̬̟̫̩̫̭, ѳ antepassado,
̧̡̛̥̯̫̰̬̟-̝, ѓ um dever de ̯̬̥̣̬̝̬̲̙-̴ ser comandante de ancestral (2a)
Estado (1b) trirreme ̴̱̘̮̦ alegar, afirmar

H
Os dicastas acharam Apolodoro muito persuasivo.

̏̐̎ ̛̯̠ҝ̛̯½̫̯Ӥц̡̬Ӻ̯̏ҝ̱̝̩̫̭ц̩̯ԗж½̧̡̫̫̟Ӻ̮̤̝̥м̬̝ѷ̯̥ж̮̯Ҟъ̱̰ѓ
̊ҝ̝̥̬̝̦̝Ҡ̦̝̯Қ̯̫Ҥ̷̨̡̭̩̫̰̭̮̰̩̫̥̦Ӻ̝Ѿ̯ԗ
̇̕ ж̧̧Қ̡̨̛̯̦̣̬̫̥̭Ѣ̮̲̰̬̫̯̘̯̫̥̭̦ҝ̲̬̣̯̝̥о½̷̴̧̧̫̠̬̫̭ ̴̛̱̝̩̩̙̝̥̬̝̩̊
ч̛̯̝̬̝̩̫̮̝̩̦̝҄Ҡ̸̧̠̫̣̩̥̦̝̬̊ҝ̡̡̨̯̣̭̟̟̩̣ҝ̩̣̩ ж̧̧Ӥ̫Ѿ̦ж̮̯Ҟ̩
½̡̱̰̦̰Ӻ̝̩ҏ̡̮̯̠Ӭ̧̫̩ѷ̯̥ц̡̧̡̪̟̲̤ҟ̡̮̯̝̥ѳ̯̏ҝ̷̡̨̡̱̝̩̫̭̳̰̠̩̫̭  5
̴̱̘̮̦̩̯̫̥̝ԉ̯̝
̏̐̎ ̛̯̠ҝѷ̯̥̫Ѿ̡̦Ѧ̧̡̣̱̯Ҟ̩̙̝̥̬̝̩̊ҋ̭̟̰̩̝Ӻ̦̝ ж̧̧Ӥҋ̭½̧̧̝̝̦Ҟ̩ъ̩̠̫̩
Seção Treze A–I: Neera como mulher casada 173

̼̂ ж̧̧Қ̸̨̡̨̦̝̯̝̝̬̯̬̣̯̝̥̯̏ҝ̱̝̩̫̭̝Ѿ̯Ң̭ѿ̱Á̝ѿ̯̫ԉ̫ѣ̟Қ̬½̝Ӻ̡̠̭ 
̡̛̝̬̝̭̊Ѷ̡̩̯̭̦̝Ҡ̡Ѣ̨̮̣̟ҝ̡̩̫̥Ѣ̭̯̫Ҥ̭̱̬̝̯̙̬̝̭ѿ½Ң̡̯̱̘̩̫̰̏ ̦̝Ҡѓ
̤̰̟̘̯̣̬ ж̩̠̬Ҡо̛̤̣̩̝Ԕц̡̦̠̫̤Ӻ̮̝ ½̡̬̥̱̝̩Ԗ̭̙̝̥̬̝̩̊ж½̛̫̱̝̩̫̰̮̥ 10
̮̰̩̫̥̦̫ԉ̮̝̩̯ԗ̡̯̱̘̩̏Ԕҋ̭̟̰̩̝Ӻ̦̝
̏̐̎ ̦̝Ҡ̟Қ̬̠Ӭ̧̫̩ѷ̯̥̯Қж̧̣̤Ӭ̡Ѧ̬̣̯̝̥ѿ½Ңо½̧̧̫̫̠̹̬̫̰ц̩̯̫Ӻ̭
̸̡̡̠̥̩̫̯̘̯̫̥̭̫̩̦̥̩̠̩̫̥̭̦̝̤̙̮̯̣̦̙̝̥̬̝̠̥҄̊Ӥй½̙½̬̝̦̯̝̥ѿ½Ң
̡̯̱̘̩̫̰̏
̼̂ ж̧̧Ӥж½̷̴̧̧̡̦̝Ҡѳ̯̙̱̝̩̫̭̏ ҋ̭ц̨̫Ҡ̡̠̫̦Ӻ˶½̸̡̛̱̦̝̮̯̫̥½̡̘̩̯̭ 15
з̨̡̝̬̯̘̩̥̩

Vocabulário para a Seção Treze H

з̨̝̬̯̘̩-̴ errar, cometer ½̧̧̝̝̦-̚, ѓ escrava manteúda, ж½̷̴̧̧̝ (perf. de ж½̷̧̧Ԅ̨̝̥)


um erro concubina (1a) estou perdido
ж½̷̴̧̧̡̩ ele está arruinado ½̙½̬̝̦̯̝̥ foi feito (½̴̬̘̯̯) ̡̨̟̟̙̩̣̝̥ (perf. de ̨̛̟̟̩̫̝̥)
(ж½̷̧̧̨̰̥) ½̸̡̱̦̝̮̥̩ nasceram para eu fui
̡̡̨̟̟̩̣̙̩̣̩ tendo sido (̸̨̱̫̝̥) (+inf.) ̡Ѧ̧̣̱̝ (perf. de ̴̧̨̝̞̘̩)
(̨̛̟̟̩̫̝̥) ½̡̱̰̦̰Ӻ̝̩ nascida (ac. f. s.) tomei, peguei
̡Ѧ̧̡̣̱ tomou (̴̧̨̝̞̘̩) (̸̨̱̫̝̥) ̡Ѧ̨̬̣̝̥ (perf. de ̴̧̙̟) disseram
̡Ѧ̬̣̯̝̥ foi dito (̴̧̙̟) ̛̱̝̩-̴ revelar, declarar de mim
̡Ѣ̨̮̣̟̙̩̫̭ tendo sido ̸̱-̴ gerar, fazer nascer; Ѣ̷̮̲̰̬̭ әԝ ̷̩ forte, poderoso
apresentado (̡Ѣ̴̮̘̟) média: crescer (ъ̱̰̩=sou ̦̝̤̙̮̯̣̦̝ (perf. pass. de
Ѣ̮̲̰̬-̷̭ -̘ -̷̩ forte, naturalmente) ̨̛̦̝̤̮̯̝̝̥) fui feito,
poderoso ҏ̡̮̯ e assim, de forma que colocado
̸̨̡̨̦̝̯̝̝̬̯̬̣̯̝̥ teve provas ̴̛̱̝̩ revelar, declarar
apresentadas contra si Vocabulário a ser aprendido ̱Ԅԝ̴ gerar, fazer nascer; média:
(̴̨̦̝̯̝̝̬̯̰̬̙) з̴̨̝̬̯̘̩ (з̨̝̬̯-) errar, crescer; aor. médio ъ̱Ԅ̩,
̡̦̲̬Ӭ̯̝̥ usou (̨̲̬̘̫̝̥) cometer um erro perf. ½ҝ̱Ԅ̦̝ ser naturalmente

I
Apolodoro envolve Estéfano nas acusações junto com Neera.

̯Қ̨̛̭̝̬̯̰̬̝̭̫̩҄ж̷̡̦̣̦̝̯ Ґк̡̛̩̠̬̭̠̥̦̝̮̯̝ ̦̝Ҡж̦̬̥̞Ԗ̨̡̨̭̝̤ҟ̡̦̝̯ ̊ҝ̝̥̬̝̩


̨Ҝ̩̪ҝ̩̣̩̫̮̝̩̦̝҄Ҡ̡Ѣ̭̯̫Ҥ̡̭̤̫Ҥ̭ђ̡̮̞̣̦̰Ӻ̝̩ ̝Ѿ̯̫Ҡ̠Ҝ̨̡̧̟̘̝ђ̨̠̥̦̣ҝ̩̫̥̦̝Ҡ
ѿ̨̞̬̥̮̙̩̫̥̦̝Ҡ½̬Ҡ̢̡̩̠̥̦̘̥̩ Ѧ̡̮̯ѷ̯̥̫̯̫̭҅ѳ̯̙̱̝̩̫̭̏к̷̪̥̭ц̮̯̥̩̫Ѿ̦

Vocabulário para a Seção Treze I

ж̷̡̦̣̦̝̯ ouvistes (ж̸̴̦̫) ђ̡̮̞̣̦̰Ӻ̝̩ tendo sido ímpia ѿ̨̞̬̥̮̙̩̫̥ tendo sido tratados
ђ̨̠̥̦̣̙̩̫̥ tendo sido insultados (ac. f. s.) (ж̴̡̮̞̙) com violência (nom. m. pl.)
(nom. m. pl.) (ж̴̠̥̦̙) (ѿ̴̢̛̞̬)
174 Parte Quatro: As mulheres na sociedade ateniense

ц̴̧̘̯̯̠̫ԉ̩̝̥Ё̛̠̦̣̩є̦̝Ҡ.ҝ̝̥̬̝̝ѿ̛̯̣ ж̧̧Қ̦̝Ҡ½̧̧̫ԗ̨̡ҡ̴̢ ̠̥Ӥй̡Ѧ̬̟̝̮̯̝̥


̡̠̠ҟ̴̧̦̝̟Қ̬̝Ѿ̷̯̩ о̤̣̩̝Ӻ̡̫̩̱̘̮̦̫̩̯̝Ѩ̩̝̥ ̴̫̯҃½̧̫Ҥ̯Ԗ̷̴̨̩̩̩̦̝Ҡѿ̨Ԗ̩ 5
̦̝̯̝½̡̱̬̫̩̣̦̙̩̝̥̦̝Ҡ̡Ѣ̭̯̫Ҥ̡̭̤̫Ҥ̭ђ̴̡̨̛̮̞̣̦̙̩̝̥̯̥̬̝̩໌̫̩҄ໍ½̡̫̥Ӻ̡̮̤̯Ԗ̩
̡Ѣ̭̯̫Ҥ̡̭̤̫Ҥ̭ђ̷̴̡̮̞̣̦̯̩ ̦̝Ҡ̧̢̡̡̦̫̘̯̯̫Ҥ̭̯Ҟ̩½̷̧̥̩ђ̷̠̥̦̣̦̯̝̭ ̦̝Ҡ½̬Ң̭̯Ң
ж̡̡̮̞Ӻ̨̩ӝ̧̧̫̩є½̬Ң̭̯Ң̡Ѿ̡̡̮̞Ӻ̩½̷̡̱̰̦̯̝̭

̛̠̦̣̩ ̴̨̛̠̠̥ (̠̫-) ser punido, ђ̷̴̡̮̞̣̦̯̩ tendo sido ímpios, Vocabulário a ser aprendido
receber pena que foram ímpios (gen. m. pl.) ж̦̦̫̝̚ (perf. de ж̸̴̦̫) ouvi
̡Ѧ̬̟̝̮̯̝̥ ele fez (ц̢̨̬̟̘̫̝̥) (ж̴̡̮̞̙) ̛̠̦̣̩ ̴̨̛̠̠̥ (̠̫-) ser punido,
ц̴̧̘̯̯̩ (ц̧̝̯̯̫̩-) menor ̦̝̯̝½̡̱̬̫̩̣̦̙̩̝̥ ter receber pena
̡Ѿ̡̮̞̙-̴ agir corretamente desprezado (̴̦̝̯̝̱̬̫̩̙) ц̧әԝ̴̯̯̩ (ц̧ә̯̯o̩-) menor,
ђ̷̠̥̦̣̦̯̝̭ tendo cometido ̨ӝ̧̧̫̩ є mais do que menos
crimes contra, que cometeram ½̷̡̱̰̦̯̝̭ inclinados por ̡Ѿ̴̡̮̞̙ agir corretamente
crimes contra (ac. m. pl.) natureza (ac. m. pl.) (̸̨̱̫̝̥) ̨ӝ̧̧̫̩ і mais do que
ђ̡̮̞̣̦̙̩̝̥ ter sido ímpio ̴̨̛̯̥̬̝̩ ½̫̥̙-̨̫̝̥ vingar-se de
(ж̴̡̮̞̙) (+ gen.)
Seção Catorze A–F: proteção da pureza da mulher 175

Seção Catorze A–F: proteção da pureza da mulher

Introdução
As provas terminaram. Apolodoro mostrou a seu contento que Neera é uma
estrangeira e está vivendo com Estéfano como sua mulher. Mas a questão não
pode simplesmente se apoiar nos “fatos”. Um apelo ao coração pode ter muito
mais peso do que ao intelecto; e, em um tribunal ateniense, onde não havia um
juiz para alertar os dicastas contra tais apelos ou para orientá-los para o foco real
da discussão, recorrer às emoções dos dicastas era comum. Apolodoro, assim,
faz um apelo emocional final aos dicastas e pinta um quadro imaginário da
reação provável das mulheres da própria família deles a Neera, especialmente se
ela fosse absolvida. É evidente que Apolodoro imaginava que os dicastas homens
responderiam prontamente a um tal quadro.

Em O mundo de Atenas: criação de cidadãos 5.3-4; solidariedade entre cidadãos


2.1, 5.83.
176 Parte Quatro: As mulheres na sociedade ateniense

A
Como poderia um ateniense não condenar uma mulher como Neera? A ofensa às
mulheres atenienses seria intolerável.

м̬Á̫̩҄цқ̡̡̮̯ Ґк̡̛̩̠̬̭̠̥̦̝̮̯̝ ̯Ҟ̸̩̙̝̥̬̝̩̯̝̯̣̩̝̊Ѣ̮̲̬Ԗ̭̦̝ҠѲ̴̧̥̟̹̬̭


ѿ̢̡̡̛̞̬̥̩Ѣ̭̯Ҟ̩½̷̧̥̩ ѕ̩̫҂̡̯̫ѣ½̷̬̟̫̩̫̥ж̮̯Ҟ̩̦̝̯ҝ̧̥½̫̩ ̫҂̤Áѳ̠Ӭ̨̫̭½̧̫Ӻ̯̥̩
ц½̫̥ҟ̮̝̯̫м̬Áцқ̡̡̮̯̝Ѿ̯Ҟ̩ж̡̡̮̞Ӻ̡̩Ѣ̭̯̫Ҥ̡̭̤̫Ҥ̭ж̨̯̥̹̬̣̯̫̩ ѕ½̡̬̥̱̝̩Ԗ̭ц̩
½̘̮Ӫ̯ӭÀ̧̧̘̠̥̂½̡½̷̡̬̩̰̯̝̥½̫ԉ̟Қ̬̝̯̣̫҃Ѿ̡̦Ѧ̬̟̝̮̯̝̥̯ԗ̨̮̹̝̯̥є½̫Ӻ̫Ѿ̦
ц̧ҟ̧̡̰̤̩ц½Ҡ̯ԗ̦̝̤ÁЁѓ̨ҝ̨̬̝̭̥̮̤ԗм̬̝̯Ҟ̩.ҝ̝̥̬̝̩½̡̬̥̱̝̩Ԗ̭ц̴̨̟̩̮̙̩̣̩ 5
ѿ½Ң½̴̘̩̯̩̯̫̥̝ҥ̡̯̣̩̫̮̝̩̳̣̱̥҄Ӻ̡̮̤ж̮̯Ҟ̡̩Ѩ̩̝̥̦̝Ҡ̯ҡ̧̦̝Ң̡̡̩̱̮̯̚½̬Ң̭̯̫Ҥ̭
ц̴̬̯Ԗ̩̯̝̭̠̥̝½̡½̬ӝ̲̤̝̥ ̴̨̡̫̯̳̣̱̥̮̘̩̫̥҃
½̷̡̬̯̬̫̩ ̟Қ̬ ̯Қ̨Ҝ̩ ж̨̠̥̦̝̯̝̚ ̸̯̝̯̣̭ ј̩, ѓ ̠Áж̨̧̡̙̥̝ ̯Ӭ̭ ½̷̴̧̡̭, ½̬Ҡ̩
̟̬̝̱Ӭ̩̝̥ ѿ½Áц̨̫ԉ̸̯̝̯̣̩ ̦̝Ҡ̡Ѣ̭ ж̟Ԗ̩̝ ̦̝̯̝̮̯Ӭ̩̝̥ ̦̝Ҡ½̰̤ҝ̮̤̝̥ ½̘̩̯̝̭ ѿ̨ӝ̭
ї̯̥̭ ј̩ ̦̝Ҡ̫ѩ̝ ђ̮ҝ̡̞̣̦̩. ц½̡̥̠Ҟ̠Ҝ½̙½̡̰̮̤ ̦̝ҠѦ̡̮̯ ѿ̨̡Ӻ̭ ½̡̘̩̯̭, ̦̝Ҡ̸̦̬̥̫ҡц̡̮̯ 10
̧̦̫̘̮̝̥, ж̡̡̡̮̞̮̯̚ ̦̝Ҡѿ̨̡Ӻ̭ ̝Ѿ̯̫Ҡ½̬Ң̭ ̯̫Ҥ̭ ̸̡̤̫̭, цҚ̩ ̨Ҟ̸̯̝̯̣̩ ̧̡̦̫̘̮̣̯.

Vocabulário para a Seção Catorze A

Gramática para 14A–F


C O modo subjuntivo: presente, aoristo e perfeito
C Construções indefinidas com к̩

ж̨̛̠̦̣̝ (ж̨̠̥̦̣̝̯-), ̷̯ crime ̧̡̦̫̘̮̣̯ punirdes, castigardes ц̧̧̰̤̝̚ perf. de ъ̨̬̲̫̝̥ vim
(3b) (̴̧̢̦̫̘) э̧̧̘̭ (э̧̧̝̠-), ѓ Hélade,
ж̨̧̡̙̥-̝, ѓ indiferença (1b) ̸̦̬̥-̫̭ -̝ -o̩ capaz de, com Grécia (3a)
ж̨̯̥̹̬̣̯-̫̭ -o̩ não vingado, autoridade para ц½ҡ (+dat.) com o propósito de,
impune ̨̥̮̤-̷̭, ѳ pagamento (2a) em, perto de
̟̬̝̱Ӭ̩̝̥ inf. aor. pass. de ̴̟̬̘̱ Ѳ̴̧̛̟̬-̫̭ -̫̩ negligente ѓ̨̙̬ә, ѓ dia (1b)
цҚ̩se ½̙½̡̰̮̤ aprendestes, ficastes ̧̡̛̦̝̯̝½̴ (̧̦̝̯̝̥½-) legar, deixar
ц̴̨̟̩̮̙̩̣̩ conhecida sabendo (½̨̰̩̤̘̩̫̝̥) por direito, deixar para trás
(̴̟̥̟̩̹̮̦) ½̧̫Ӻ̯̥̭ (½̧̫̥̯̥̠-), ѓ cidadã (3a: ̦Ԅԝ̬̥̫̭ ә o̩ capaz de, com
̡Ѧ̬̟̝̮̯̝̥ trabalhou (ц̢̨̬̟̘̫̝̥) mas ac. s. ½̧̫Ӻ̯̥̩) autoridade para, soberano
ц̧̧̡̰̤̩̚ foi (ъ̨̬̲̫̝̥) ½̡̫̬̩ҥ-̨̫̝̥ prostituir-se ̷̨̥̮̤̭, ѳ pagamento (2a)
э̧̧̘̭ (э̧̧̝̠-), ѓ Hélade, ̮Ԗ̨̝ (̴̨̮̝̯-), ̷̯ corpo, pessoa ̮Ԗ̨̝ (̴̨̮̝̯-), ̷̯ corpo,
Grécia (3a) (3b) pessoa (3b)
ц½ҡ (+ dat.) com o propósito de
̦̝̤Ӧ ѓ̨̙̬̝̭ diariamente Vocabulário a ser aprendido
̧̡̛̦̝̯̝½-̴ (̧̦̝̯̝̥½-) legar, ж̨̛̠̦̣̝ (ж̨̠̥̦̣̝̯-), ̷̯ crime
deixar por direito (3b)
Seção Catorze A–F: proteção da pureza da mulher 177

B
Em O mundo de Atenas: proteção das mulheres 5.16-18; seus hábitos perigosos
5.24; impiedade e o Estado 3.57; ruptura da família 8.54.

̯ҡ̠Ҝ̦̝Ҡ̡̡̱̮̥̩̚и̩ѿ̨Ԗ̩ы̦̝̮̯̫̭ ̡Ѣ̮̥Ҧ̩½̬Ң̭̯Ҟ̩̝ѿ̯̫ԉ̟̰̩̝Ӻ̦̝є½̝Ӻ̷̠̝̦̬̣̩є
̨̣̯̙̬̝ ж½̨̡̡̛̫̳̣̱̥̮̘̩̫̭̝̬̝̭̊ц½̡̥̠Қ̩̟̘̬̯̥̭ъ̬̣̯̝̥ѿ̨ӝ̭À½̫ԉј̡̯Á̦̝Ҡ̡Ѧ½̡̣̯
ѷ̯̥Àц̢̨̡̠̥̦̘̫̩Á ц̬ҟ̡̡̛̮̯̝̯̥̭Ѿ̤Ҥ̭À̯ҡ̩̥ ц̢̡̡̠̥̦̘̯Áѿ̨̡Ӻ̭̠Ҝ̡̡̱̮̯̚À̡̛̝̬̊ӛÁ̫Ѿ
̟̘̬ Àѷ̯̥̪ҝ̩̣̫̮̝҄ж̮̯ԗ̡̮̰̩̫̥̦Ӻ½̝̬Қ̯Ң̷̨̩̩̫̩ ̦̝Ҡѷ̯̥̯Ҟ̩̤̰̟̝̯̙̬̝ц̪ҝ̴̡̠̦
̡̫̟̅ҝ̡̩̥̯ԗ̸̧̡̞̝̮̥̮̝̩̯̥ ̦̝Ҡ̝̯̣҃ъ̡̤̰̯Қѣ̡̬Қ̯Қк̬̬̣̯̝ѿ½Ҝ̬̯Ӭ̭½̷̴̧̡̭  5
̦̝Ҡ̯ԗ̸̥̫̩̮́Ԕ̟̰̩Ҟц̷̠̤̣Á̦̝Ҡ̯Қк̧̧̝½̡̬Ҡ̯Ӭ̡̡̛̭̦̝̯̣̟̫̬̝̭̠̥̣̟̮̮̤̚ ҋ̭
̡̦̝҄Ҡц½̨̡̧̥Ԗ̭̦̝Ҡ̨̨̩̣̫̩̥̦Ԗ̭½̡̬Ҡч̦̘̮̯̫̰̦̝̯̣̟̫̬̤̣̚ ̝ѣ̠ҝ ж̸̦̫̮̝̮̝̥ 
ц̬̮̫̩̯̝̥̚À̯ҡ̫̩҄ц½̡̫̥̮̝̯̚Áѿ̨̡Ӻ̭̠Ҝ̡̡̱̮̯̚Àж½̡̨̡̳̣̱̥̮̘̤̝Á̫҂̦̫̰̩і̠̣̝ѣ
̴̮̱̬̫̩ҝ̮̯̝̯̝̥̯Ԗ̩̟̰̩̝̥̦Ԗ̩ ц½̡̥̠Қ̩½ҥ̴̤̩̯̝̥ Ѳ̬̟̥̮̤̮̫̩̯̝̥̚ѿ̨Ӻ̷̩̠̥̯̥ ѳ̴̨̛̫̭
̝Ѿ̯̝Ӻ̭ ̦̝̯̣̪̥̫ԉ̡̯̊ҝ̨̡̝̥̬̝̩̯ҝ̡̲̥̩̯Ԗ̩̯Ӭ̭½̷̴̧̡̭̦̝Ҡ̯Ԗ̩ѣ̡̬Ԗ̩̦̝Ҡ̠Ҟ̦̝Ҡ 10
̯̝Ӻ̭ж̩̫̯̫̥̭̟̰̩̝̥̪̚Ҡ̷̡̡̠̪̯к̷̡̠̥̝̩̠̥̠̩̝̥½̡̫̥Ӻ̩ѷ̯̥Ёи̸̴̷̧̡̡̩̞̫̩̯̝̥̠̪̯̟Қ̬
Ѳ̴̧̡̛̟̬̫̥Ѩ̩̝̥̦̝Ҡ̝Ѿ̯̫Ҡѳ̨̨̡̫̟̩̹̫̩̭̯̫Ӻ̷̡̛̭̝̬̝̭̯̬̊½̫̥̭

Vocabulário para a Seção Catorze B


к̡̠̥-̝, ѓ liberdade, carta branca ̡Ѧ½̡̣̯ disserdes (̡Ѩ½O̩ ½̸̴̤̩̯̝̥ ficarem sabendo
(1b) ц½̡̥̠Қ̩ quando (quer que) (ц½̷̨̰̤̣̩)
ж̷̩̣̯-̫̭ -̫̩ tolo, irrefletido, ц½̨̡̧̥-̭̚ -̙̭ cuidadoso ̴̮̹̱̬̩ (̴̮̱̬̫̩-) sensato
insensato ъ̬̣̯̝̥ perguntar (ђ̷̨̬̣̩) ѷ ̯̥ и̩ o que quer que
ж½̢̛̫̳̣̱-̨̫̝̥ absolver (+ gen.) ̷̦̝̯̝̪̥-̴ julgar digno, julgar
к̬̬̣̯-̫̭ -̫̩ secreto, misterioso certo Vocabulário a ser aprendido
̸̴̧̞̫̩̯̝̥ queiram/quiserem ̨̡̯̙̲-̴ participar (+ gen.) ж½̢̨̛̫̳̣̱̫̝̥ absolver (+ gen.);
(̸̧̨̞̫̫̝̥) ̨̨̩̣̫̩̥̦Ԗ̭ memorável rejeitar (+ gen.)
̠̥̣̟̙-̨̫̝̥ explicar Ѳ̴̧̛̟̬-̫̭ -̫̩ negligente ̨̠̥̣̟̙̫̝̥ explicar, relatar
̷̥̩̰̮́-o̭, ѳ Dioniso (2a) (deus ѳ̴̨̨̫̟̩̹̩ (ѳ̴̨̨̫̟̩̫̩-) de ы̦̝̮̯̫̭ ̣ ̫̩ cada um
da natureza, da transformação acordo com (+ dat.) ц½̨̡̧̥̭̚ ̙̭ cuidadoso
e especialmente do vinho) ѳ̴̨̛̫̭ igualmente a (+ dat.) ̴̨̡̯̙̲ participar (+ gen.)
ы̦̝̮̯-̫̭ -̣ -̫̩ cada um Ѳ̧ҡ̴̟̬̫̭ ̫̩ negligente

A exclusividade da cidadania
Os atenienses adotavam medidas práticas para se manterem como um grupo restrito
baseado na ascendência familiar; uma lei de cidadania introduzida por Péricles em
451 insistia que apenas homens que tivessem mãe e pai atenienses qualificavam-se
como cidadãos... Entre a população livre de Atenas, todas as mulheres, qualquer
que fosse a sua posição, e todos os homens que não estivessem dentro das exigên-
cias de paternidade estavam, por definição, excluídos da cidadania plena (embora
uma mulher com pai e mãe atenienses contasse como “cidadã” para fins de produzir
filhos atenienses legítimos). Era muitíssimo excepcional que um estrangeiro resi-
dente (̨ҝ̯̫̥̦̫̭, “meteco”) ou estrangeiro não-residente (̪ҝ̩̫̭) fosse aceito por
voto como cidadão; isso seria uma recompensa por algum serviço extraordinário à
democracia. Em suma, apenas uma fração da população total do Estado ateniense
desfrutava de direitos políticos sob a democracia. (O mundo de Atenas, 5.3–4)
178 Parte Quatro: As mulheres na sociedade ateniense

C
Cômias argumenta que a absolvição de uma mulher como Neera representaria
uma ameaça intolerável para a vida pública e privada ateniense.

̏̐̎ ̮Ҥ̠Ҝ̠Ҟ̛̯̮̥̟Ӟ̭ Ґ̂Ѿ̡̛̬̟̠̣ ̦̝Ҡ̫҂̡̡̯̮̰̩½̡̝̥̩Ӻ̭̯̫Ҥ̷̧̭̟̫̰̭̫҂̡̯


ц̧ҝ̡̟̲̥̭ї̨̠̫̝̥̟Қ̬ъ̴̡̨̧̟̟̘̥̮̯̝ж̦̫ҥ̮̝̭̯Ң̷̧̩̟̫̩ѵ̡̩̠̥̙̬̲̯̝̥
Ӥ˾½̷̴̧̧̧̛̫̠̬̫̭̯̫̩҄ҝ̡̟̥̭½̡̬Ҡґ̩̠̥Ӭ̧̡̤̩м̬Áї̡̠̥̦̝Ҡ̮ҥ̡̟̯̫Ӻ̭
̷̧̟̫̥̭
̂̑ ̨̧̘̥̮̯қ̡̟Ё̠̚½̫̰ Ґ̷̴̨̡̯̬̰̠̬̏ ̯̫Ӻ̷̧̭̟̫̥̭ї̨̠̫̝̥̫ѩ̡̧̧̡̭̠̥̰̤̩̚ 5
Á˾½̷̴̧̧̫̠̬̫̭ц½̡̥̠Қ̧̩̟̘̬̯̥̭̦̝Ԗ̧̭ҝ̟Ӫ̦̝Ҡж̧̣̤Ӭ ̛̯̭̫Ѿ̲ї̡̠̯̝̥
ж̦̫ҥ̮̝̭
̏̐̎ ̛̯̠ҝм̡̬̝̠Ӻѓ̨ӝ̭̦̝̯̝̠̥̦̘̮̝̥̯Ӭ̡̛̭̝̬̝̭̊
̂̑ ½Ԗ̭̟Қ̬̫҂цҚ̩̟Қ̬ж½̨̡̡̛̫̳̣̱̥̮̹̤̝̝̬̝̭̊ ц̪ҝ̮̯̝̥̯̝Ӻ̭½̷̬̩̝̥̭
̡̮̰̩̫̥̦Ӻ̩̫ѩ̭Ёи̸̴̧̩̞̫̩̯̝̥ ̦̝Ҡ̡̱̘̮̦̥̩̯̫Ҥ̭½̝Ӻ̡̠̝̭Ѩ̩̝̥̫҅Ёи̩ 10
̸̴̯̲̮̥̩
̏̐̎ ̫Ѿ̷̨̡̩̫̩̟ Ґ̂Ѿ̡̛̬̟̠̣ ж̧̧Қ̦̝Ҡ̫ѣ̨Ҝ̡̩̦̝̤̮̯Ԗ̷̡̨̯̭̩̫̥к̦̰̬̫̥
ъ̮̫̩̯̝̥ ̝ѣ̠Ҝч̯̝Ӻ̸̬̝̥̦̬̥̝̥̠̥̝½̡̬̘̯̯̮̤̝̥ѷ̯̥Ёи̸̴̧̛̩̞̫̩̯̝̥̯̱̭̚ Ґ
̴̨̛̝̇м̬Á̫Ѧ̡̥̯̫Ҥ̷̨̭̩̫̰̭ж̸̦̬̫̰̭ъ̡̮̮̤̝̥
̇̕ ѿ̨Ӻ̨̩Ҝ̨̩ҝ̧̡̥̯Ԗ̡̩̯ч̯̝̥̬Ԗ̩̦̝Ҡ̯Ԗ̷̴̨̩̩̩ ц̨̫Ҡ̠Ҝ̫Ѿ̠Ҝ̸̴̩̯̫̯̩ 15
̨ҝ̧̡̥̯Ԗ̩̟Қ̬½̴̧̨̨̛̫̥̯̠̩̫̥ҝ̧̡̥
̏̐̎ ̮̫Ҡ̯Ԗ̩½̴̧̨̛̫̥̯̠̩ҝ̧̡̥½Ԗ̭̱̭̚Ѧ̴̨̮̭ҝ̧̩̯̥ҝ̡̟̥̭ ц̟Ҧ̠Á̫Ѿ
̴̨̝̩̤̘̩
̇̕ ̡Ѣ̮Ҥ̟̰̩Ҟј̮̤̝ Ґ̷̴̨̡̯̬̰̠̬̏ ц̨̡̘̩̤̝̩̭к̩ ̦̝ҡ̮̫̥и̩ъ̨̡̧̡̯Ԗ̩
½̴̷̧̛̫̥̯̠̩̮̦½̡̥̠̚ Ґ̷̴̨̡̯̬̰̠̬̏ 20

Vocabulário para a Seção Catorze C

к̦̰̬-̫̭ -̫̩ inválido ̨̧̡̙̥ alguém (dat.) está Vocabulário a ser aprendido
ж½̨̡̫̳̣̱̥̮̹̤̝ absolvermos preocupado com outra pessoa к̦Ԅ̬̫̭ ̫̩ inválido
(ж½̢̨̛̫̳̣̱̫̝̥) ou coisa (gen.) цәʞ̩ se
̸̴̧̞̫̩̯̝̥ quiserem/queiram oѩ̭ и̩ com quem quer que ц̴̧̙̟̲ refutar, argumentar
(̸̧̨̞̫̫̝̥) ѷ̯̥ и̩ o que quer que contra
̡̟ ̠̚½̫̰ claro ̫҅ и̩ de quem quer que ц½̡̥̠қ̩ quando quer que
цҚ̩se ½̧̫Ӻ̯-̥̭ (½̧̫̥̯̥̠-), ѓ cidadã (3a) ̨̧̡̙̥ [impessoal] alguém (dat.)
ц̧̙̟̲-̴ refutar, argumentar ½̷̬̩-̣, ѓ prostituta (1a) está preocupado com outra
contra ̡̮̰̩½̝̥̩̙-̴ unir-se no louvor pesoa ou coisa (gen.)
ц½̡̥̠Қ̩ quando (quer que) ̸̴̯̲̮̥̩ encontrem, topem com ½̧̫Ӻ̯̥̭ (½̧̫ӷ̯̥̠-), ѓcidadã (3a;
̧̙̟Ӫ fala (̴̧̙̟) (ъ̯̰̲̫̩) mas ac. s. ½̧̫Ӻ̯̥̩)
Seção Catorze A–F: proteção da pureza da mulher 179

D
Em O mundo de Atenas: importância da 5.9–10; zelo pela cidadania 5.4.

̇̕ ̩ԉ̨̩Ҝ̩̟̘̬ ̦̝ҠцҚ̩ж½̫̬̣̤ӭ̟̰̩̯̥̭̦̝̚Ҡѳ½̝̯Ҟ̡̬Ѣ̭½̡̡̛̩̝̩̦̝̤̮̯ҟ̦Ӫ


̦̝Ҡ̨Ҟ̸̠̩̣̯̝̥½̬̫Ӻ̦̝̠̫ԉ̩̝̥̯ӭ̛̤̰̟̝̯̬ ѣ̦̝̩Ҟ̩̯Ҟ̩½̬̫Ӻ̦̝½̡̝̬̙̲̥ѳ
̷̨̩̫̭
̏̐̎ ½Ԗ̧̡̭̙̟̥̭
̇̕ цқ̸̧̩̯̥̭̞̫̣̯̝̥½̝Ӻ̠̝̭ж̮̯̫Ҥ̡̭̯̬̙̱̥̩ ̡̠Ӻ̝Ѿ̯Ң̩ж̮̯̫ԉ̨̡̤̰̟̝̯̙̬̝̟̝Ӻ̩  5
̡Ѣ̦̝Ҡ½̙̩̣̯̫̭Ѷ̴̩̯̫̭̫̯̭̫҃ѣ̨̩̫̫̤̙̯̝̥̮̦̫½̫ԉ̮̥̩Ёѷ½̴̭̝ѣ̯Ԗ̩½̧̫̥̯Ԗ̩
̡̨̤̰̟̝̯̙̬̭Ҟж̡̩̙̦̠̫̯̫̥̟̩̮̫̩̯̝̥̚¾
̏̐̎ цҚ̩ѓ̸̨̡̛̱̮̥̭̯̬̝̩Ѷ̳̥̩ ̯ӭ ̷̦̬Ӫж½̫̠ԗ
̼̂ ̛̯̫̩̠҄ҟ
̇̕ цҚ̩̠Ҝж½̧̫̰̤ӭ.ҝ̝̥̬̝ ц̪ҝ̮̯̝̥̯̫Ӻ̭о̡̛̤̣̩̝̫̥̭̮̰̩̫̥̦Ӻ̩̯̝Ӻ̭ 10
ч̛̯̝̬̝̥̭̦̝Ҡ½̝̥̠̫½̡̫̥Ӻ̮̤̝̥ҋ̭Ёи̸̴̧̩̞̫̩̯̝̥ж̧̧ÁцҚ̩̫ѣӤ˾̤̣̩̝Ӻ̫̥
½̝̥̠̫½̫̥Ԗ̩̯̝̥ҋ̭Ёи̸̴̧̩̞̫̩̯̝̥ ½Ԗ̭ц̪ҝ̮̯̝̥ѓ̨Ӻ̡̛̩̠̥̝̦̬̩̥̩̯ң̡̩̯
ж̮̯Ң̩̦̝Ҡ̯Ң̩̪ҝ̩̫̩цҚ̩̠Ҝ̨Ҟ̷̨̡̡̡̛̠̰̩̹̤̝̠̥̝̦̬̩̥̩̯̩̯ж̮̯Ң̩̦̝Ҡ
̯Ң̩̪̙̩̫̩ ̫Ѿ̡̠ҟ̡̮̥̯̫Ҥ̭о̨̡̛̤̣̩̝̫̰̭̟̝Ӻ̩̯Қ̭ж̮̯̘̭ ж̧̧Áї̩̯̥̩̝Ёи̩
̸̴̧̞̫̩̯̝̥цҚ̩̫̩̫҄ѣо̤̣̩̝Ӻ̨̫̥̟̝Ԗ̮̥̩ї̩̯̥̩̝Ёи̸̴̧̩̞̫̩̯̝̥ ̯ҡ̨̡̭̟̝Ӻ 15
̯Қ̭̯Ԗ̩½̴̡̩̯̩̤̰̟̝̯̙̬̝̭̚ ̯Қ̭½̬̫Ӻ̨̦̝̭Ҟъ̲̫̰̮̝̭½̡̧̝̩̯Ԗ̭̫̩҄ѓ̨Ҝ̩
̯Ԗ̩½̫̬̩Ԗ̩ц̛̬̟̝̮̝ї̡̡̪̥Ѣ̭̯Қ̭̯Ԗ̩½̧̫̥̯Ԗ̩̤̰̟̝̯̙̬̝̭̠̥Қ̯Ң½̬̫Ӻ̦̝
̨̡̨̛̣̠̝̩ъ̡̲̥̩ ̯Ң̠Ҝ̯Ԗ̩ц̴̧̡̰̤̙̬̩̟̰̩̝̥̦Ԗ̩ж̴̨̡̛̪̝Ѣ̭̯Қ̭ч̛̯̝̬̝̭
ц̪ҝ̮̯̝̥̟Қ̬̯̝Ӻ̭ч̛̯̝̬̝̥̭½̝̥̠̫½̡̫̥Ӻ̮̤̝̥ҋ̭Ёи̸̴̧̩̞̫̩̯̝̥̦̝Ҡ̡̧̡̯̯Ԗ̩
̦̝Ҡѣ̡̬Ԗ̩̦̝Ҡ̨̯̥Ԗ̨̡̡̩̯̙̲̥̩ц̩̯ӭ½ң̴̧̡̨̨̧̡̥̫̯̭̫̥̙̥̯҃Ԗ̩½̴̧̛̫̥̯̠̩ 20
̼̂ ̧̦̝Ԗ̨̭Ҝ̡̧̩̠̥ҟ̧̡̰̤̯Ң̷̧̩̟̫̩Á˾½̷̴̧̧̫̠̬̫̭ ̧̧̦̘̥̫̩̠Ҝ̦̝Ҡ
ж̧̣̤ҝ̡̮̯̬̫̩̠Ҟ̯Ң½̬ӝ̨̟̝ѿ½Ң̴̨̡̛̫̰̇Ѧ̬̣̯̝̥ж̧̧Қ̮̥̟ӝ̡̯ Ґ̧̛̱̫̥
½̸̡̝̯̝̥̟Қ̴̧̬̙̟̩Á˾½̷̴̧̧̫̠̬̫̭

Vocabulário para a Seção Catorze D

ж̩ҝ̦̠̫̯-̫̭ -̫̩ não casado ѣ̦̝̩-̷̭ -̚ -̷̩ adequado, ̡̧̡̯̯-̚, ѓ rito (1a)
ж̴̨̛̪̝ (ж̴̨̪̥̝̯-), ̷̯ reputação suficiente ̨̯̥-̚, ѓ privilégio, honra (1a)
(3b) ̡̦̝̤̮̯̦̚Ӫ for posto ̯̬̙̱-̴ criar
ж½̫̠̥̠ԗ der (ж½̴̨̛̫̠̠̥) (̦̝̤̙̮̯̣̦̝) ҏ̭ и̩ como quer que
ж½̧̫̰̤ӭ for absolvida (ж½̸̴̧̫) ̧̧̦̘̥̫̩ melhor
ж½̫̬̣̤ӭ estiver em situação ̨̙̯̬̥-̫̭ -̝ -̫̩ razoável, Vocabulário a ser aprendido
difícil (ж½̴̫̬̙) aceitável ̠̥̝̦̬ӷԝ ̴̩ decidir, diferenciar
̸̧̞̫̣̯̝̥ quiser (̸̧̨̞̫̫̝̥) ̨̩̫̫̤̙̯-̣̭, ѳ legislador (1d) entre, julgar entre
̸̴̧̞̫̩̯̝̥ quiserem (̸̧̨̞̫̫̝̥) Ѷ̳-̥̭, ѓ aparência (3e) ѣ̷̦̝̩̭ ̚ ̷̩ suficiente, capaz
̨̟̝Ԗ̛̮̩ casarem (̴̨̟̝̙) ½̝̥̠̫½̫̥Ԗ̩̯̝̥ tiverem filhos ½̡̧̝̩̯̹̭ completamente
̛̠̥̝̦̬̩-̴ diferenciar entre (½̝̥̠̫½̨̫̥̙̫̝̥) ½̷̬̩̣, ѓ prostituta (1a)
̸̠̩̣̯̝̥ puder (̸̨̠̩̝̝̥) ½̡̧̝̩̯Ԗ̭ completamente ̯ӷ̨̚, ѓ honra, privilégio, direito
̨̡̠̰̩̹̤̝ pudermos (̸̨̠̩̝̝̥) ½̷̬̩-̣, ѓ prostituta (1a) (1a)
ц̛̬̟̝̮-̝, ѓ função, trabalho (1b) ̮̦̫½̴̙ ѷ½̴̭ cuidar para que (+ ̴̯̬̙̱ (̡̤̬̳̝-) criar, nutrir,
ї̩̯̥̩̝ и̩ quem (quer que) fut. ind.) alimentar
180 Parte Quatro: As mulheres na sociedade ateniense

E
Apolodoro pede que os dicastas votem de acordo com os interesses de suas
famílias e do Estado e suas leis.

Em O mundo de Atenas: sexualidade feminina 4.23, 9.3; ser sō´phrōn 4.19.

̸̧̨̞̫̫̝̥̫̩҄ы̩̝ы̦̝̮̯̫̩ѿ̨Ԗ̡̩Ѣ̠̙̩̝̥ѷ̡̛̯̥̯̤̮̝̥̯Ҟ̩̳Ӭ̱̫̩ѳ̨Ҝ̩ѿ½Ҝ̷̬̟̰̩̝̥̦̭ 
ѳ̠Ҝѿ½Ҝ̬̤̰̟̝̯̬ң̭ ѳ̠Ҝѿ½Ҝ̷̨̬̣̯̬̭ ѳ̠Ҝѿ½Ҝ̬̯Ӭ̭½̷̴̧̡̭̦̝Ҡ̯Ԗ̷̴̨̩̩̩̦̝Ҡ
̯Ԗ̩ѣ̡̬Ԗ̨̩Ҟ̨̫̩̯̥҄ӝ̡̯̝Ѿ̯Қ̭ѳ̴̨̡̛̛̫̭̝̬̊ӛ̯ӭ½̷̬̩Ӫ̡̡̯̬̙̱̯̟̘̬ Ґк̡̩̠̬̭
̛̠̥̦̝̮̯̝ ̡̡̯̬̙̱̯̝Ѿ̯Қ̨̡̭̯Қ½̧̧̫Ӭ̭̦̝Ҡ̧̦̝Ӭ̴̸̭̮̱̬̫̮̩̣̭̦̝Ҡц½̨̡̧̡̛̥̝̭ ̦̝Ҡ
ц̡̛̦̠̠̫̯̦̝̯Қ̯̫Ҥ̷̨̭̩̫̰̭̊ҝ̝̥̬̝̠ҝ ̨̡̯Қ½̧̧̫Ԗ̩̦̝Ҡж̡̧̮̟Ԗ̷̩̯̬½̴̩ ½̧̧̫̫Ӻ̭ 5
½̧̧̫̘̦̥̭ч̦̘̮̯̣̭ѓ̨̡̙̬̝̭̮̰̟̟̟ҝ̩̣̯̝̥̦̝Ҡѷ̨̯̝̩Ҝ̩ц½Ҡ̯̫ԉ̡̦̝̯̣̟̫̬Ӻ̡̩̟̙̩̣̮̤ 
̯Ԗ̷̴̨̩̩̩̝Ѿ̯Ԗ̩ж̸̡̡̦̫̯ ̠̥Ӥґ̩̫Ѣ̦̫ԉ̨̡̩̯Ҟ̩½̷̧̥̩ ̦̝Ҡ̦̝̤Á̫ҁ̭Ѳ̴̷̨̨̡̦̝̯
̡̠̥̦̘̮̥̩ѷ̯̝̩̠Ҝц½Ҡ̯̫ԉж½̧̡̫̫̟Ӻ̮̤̝̥ј̡̯ ̸̨̨̡̡̡̩̣̫̩̯̯Ҟ̩̯Ԗ̷̴̨̩̩̩
̛̦̝̯̣̟̫̬̝̩̦̝Ҡ̯Ң̩̯Ԗ̡̩Ѣ̨̬̣ҝ̴̩̩ъ̧̡̟̲̫̩ѵ̩ж̷̡̦̣̦̝̯̦̝Ҡѷ̡̯̝̩Ѣ̭̯Ҟ̡̛̩̝̬̝̭̊
Ѷ̳̥̩ж½̧̫̞ҝ½̡̣̯ ц̨̡̩̤̰Ӻ̡̮̤̯̫ԉ̷̨̯̫̩̫̩ ̡Ѣ̊ҝ̝̥̬̝̫̮̝̯̝҄ԉ̯̝̠̥̝½ҝ½̬̝̦̯̝̥ 10

Vocabulário para a Seção Catorze E


ж½̧̫̞̙½̡̣̯ olhardes ј̡̯ estiverdes (̡Ѣ̨̛) Vocabulário a ser aprendido
(ж½̧̫̞̙½̴) Ѳ̴̷̨̨̡̦̝̯ jurastes (Ѷ̨̨̩̰̥) ъ̧̡̟̲̫̭, ѳexame, argumento,
ж̡̧̮̟-̭̚ -̙̭ obsceno, repulsivo ѷ̯̝̩ quando (quer que) refutação (2a)
̡̟̙̩̣̮̤ estiverdes (ц̷̡̨̟̩̣̩) ̛̮̰̟̟̟̩-̨̫̝̥ (̡̮̰̟̟̩-) estar ц½̨̧̡̥̙̥̝, ѓ cuidado, atenção
ъ̧̡̟̲-̫̭, ѳ exame, argumento, com, ter relações com (+ dat.) (1b)
refutação (2a) ̴̸̮̱̬̫̮̩-̣, ѓ disciplina, senso ѷ̯̝̩ quando (quer que)
ц½̛ (+ gen.) sobre, com relação a de certo e errado, moderação
ц½̨̧̡̥̙̥-̝, ѓ cuidado, atenção (1b) (1a)

F
Os dicastas esperam o discurso da defesa – e seu pagamento.

Em O mundo de Atenas: pagamento pelo Estado 6.13, 59.

̼̂ ̡Ѩ̸̡̩̯̫̮̝̯̣ї̡̛̟̦̝̯̣̟̫̬̝ѕ̡̧̧̡̩̠̥̰̤̩̚Ӥ˾½̷̴̧̧̫̠̬̫̭̯Ҟ̩̠Ҝ
ж½̧̛̫̫̟̝̩̯Ҟ̩̯̫ԉ̡̯̱̘̩̫̰̩̏ԉ̡̩̠Ӻѓ̨ӝ̭ж̸̡̦̫̥̩ ж̸̦̫̮̝̩̯̝̭̠Ҝ̯Ҟ̩
̳Ӭ̱̫̩̤ҝ̮̤̝̥
̏̐̎ ж̧̧Қ̛̯ц̬Ԗ ѷ̯̝̩̫ѣ½̝Ӻ̡̠̭̫ѣц̨̫Ҡ̦̝Ҡѓ̟̰̩Ҟъ̴̬̩̯̝̥½̷̡̯̬̫̩
̡̛̦̝̯̠̦̝̮̝єж½̡̨̳̣̱̥̮̘̣̩ 5
̼̂ цҚ̨̩Ҝ̩̦̝̯̝̠̥̦̝̮̤ӭ̊ҝ̝̥̬̝ Ґ̷̴̨̡̯̬̰̠̬̏ ц̡̬Ӻ̭ѷ̡̛̯̥̦̝̯̠̦̝̮̝̭ цҚ̩
̠Ҝж½̧̫̰̤ӭ ѷ̯̥ж½̴̡̛̳̣̱̮
̏̐̎ ½Ԗ̭̟Қ̬̫҂ж̧̧Қ̛̦̝½̡̬½̸̨̨̡̬̫̤̰̫̩̫̭̫Ѿ̲̫ѩ̷̭̯Á̡Ѣ̨Ҡ̸̨̨̡̡̩̣̫̩̥̩̯Ҟ̩
̛̦̝̯̣̟̫̬̝̩˶½̸̡̧̡̨̡̧̬̥̙̦̥̟̘̬̦̦Ԕѳ̦̝̯̟̫̬̫̭̚ ҏ̮½̡̬̮̫̱̥̮̯̭̯̥̭̚ ̦̝Ҡ̡Ѣ̭
½̧̧̫Ҟ̩ж½̨̡̛̛̫̬̝̩̦̝̤̮̯̣̮̥̩ 10
Seção Catorze A–F: proteção da pureza da mulher 181

̇̕ ̦̝Ҡ½̸̡̧̡̡̧̬̥̙̪̥̮̦̦Ԕѳж½̸̧̨̡̫̫̟̫̩̫̭ ҋ̭ъ̡̫̥̦̩ Ґ̷̴̨̡̯̬̰̠̬̏


̏̐̎ ½Ԗ̨̭̫̩̫̥҄ц̡̛̪̙̮̯̝̥̠̥̝̦̬̩̥̩̯Ҟ̛̩̠̦̣̩
̼̂ ½̬Ԗ̨̯̫̩Ҝ̩к̦̫̰̮̫̩ ъ½̡̥̯̝̠Ҝ̠̥̘̦̬̥̩̫̩
̏̐̎ ̡Ѩ̡̩ѷ̯̝̩̠Ҝ̯Ҟ̩̳Ӭ̨̡̱̫̩̤̹̤̝ ̛̯
̇̕ ѷ̯̥ц̦̯Ӭ̭ы̠̬̝̭ж̡̩̮̯Ԗ̡̯̭̦̝Ҡ̯Ҟ̩̳Ӭ̱̫̩̤ҝ̨̡̩̫̥ ̯Ң̧̯̬̥̹̞̫̫̩ 5
̷̧̨̡̣̳̤̝ Ґ̷̴̨̡̯̬̰̠̬̏ї̠̥̮̯̫̩̠̚ц̮̯̥̯̫ԉ̯̫ ѷ̯̝̩̫Ѧ̦̝̠ÁѦ̴ ̯Ң
̧̯̬̥̹̞̫̫̩ъ̴̲̩ц̩̯ԗ̷̨̮̯̝̯̥ ̦̝Ҡ½̡̘̩̯̭̫ѣ̫Ѣ̡̦Ӻ̫̥ж̮½̴̢̨̡̛̘̩̯̝̠̥Қ
̯Ң̧̯̬̥̹̞̫̫̩
̼̂ ̡Ѣ̷̴̦̯̭ж̧̧Қ½̝ԉ̡̧̱̰̝̬Ԗ̩ Ґ̴̨̛̝̇ж̡̩̙̮̯̣̦̟Қ̬і̠̣̯̏ҝ̱̝̩̫̭
ҋ̭ж½̷̧̨̡̫̫̟̣̮̩̫̭̮̥̟ԕ̣̭к̩ ̦̝Ҡ̯Ң̩̩̫ԉ̩½̬̫̮ҝ̲̫̥̭к̩̦̝Ҡ̮ҥ̡̟  10
Ґ̷̴̨̡̯̬̰̠̬̏ ѷ½̴̸̨̨̡̡̭̩̣̫̩̮̥̭̯Қ̡Ѣ̨̬̣ҝ̩̝ѿ½ҢӤ˾½̧̧̫̫̠̹̬̫̰̦̝Ҡ
½̡̬̫̮̙̪̥̭̯Ң̩̩̫ԉ̩½̬Ң̭½̘̩̤Áйи̧̩ҝ̟Ӫ̯̏ҝ̱̝̩̫̭

Vocabulário para a Seção Catorze F

ж½̧̫̰̤ӭ for absolvida (ж½̸̴̧̫) Ѧ̴ for (subj. de ̡Ѩ̨̥) ̧̯̬̥̹̞̫-̫̩, ̷̯ três óbolos
ж̮½̴̢̘̩̯̝̥ cumprimentarem, ̦̝̯̝̠̥̦̝̮̤ӭ for condenada (pagamento do dicasta) (2b)
saudarem (ж̮½̢̨̘̫̝̥) (̴̢̦̝̯̝̠̥̦̘) ̧̱̰̝̬̙-̴ falar tolices
ы̠̬-̝, ѓ cadeira, assento (1b) ̸̧̦̦-̫̭, ѳ círculo (2a)
ъO̡̥̦ parece, é razoável ̧̙̟Ӫ disser (̴̧̙̟) Vocabulário a ser aprendido
ъ̴̬̩̯̝̥ perguntarem (ђ̷̨̬̣̩/ ½̡̧̬̥̙̦-̴ arrastar ao redor ъO̡̥̦ parece, é razoável (+ dat.)
ц̴̴̬̯̘) ½̨̬̫̤̰̙-̨̫̝̥ estar ansioso
̨̡̤̹̤̝ pusermos (̨̛̯̤̣̥/̡̤-) ̷̨̮̯̝ (̨̮̯̫̝̯-), ̷̯ boca (3b)

Assim termina o discurso de acusação a Neera. Para as perguntas “O que Estéfano


respondeu? Quem ganhou?” não temos resposta. Mas, por mais incriminador que
o caso de Apolodoro possa parecer, ele tem uma série de deficiências que Estéfano
pode ter explorado. Em primeiro lugar, ele poderia afirmar que Neera não era
sua esposa, mas apenas uma “mulher manteúda” (ч̛̯̝̬̝), o que era uma prática
normal na antiga Atenas. Segundo, poderia dizer que Fano não era filha de Neera,
mas sua própria filha com uma cidadã em um relacionamento anterior e, portanto,
com plenos direitos à cidadania ateniense (e pode-se imaginar a maneira emocional
como ele teria descrito ao júri como a reputação de sua própria querida filha havia
sido manchada simplesmente por causa de sua relação extramarital perfeitamente
normal com Neera). Se vimos as provas de Apolodoro por um dos lados do caso,
não há dúvida alguma de que Estéfano deve ter trazido muitas provas em contrário
pelo outro lado. O caso de Apolodoro apoiava-se em sua afirmação de que, ao fazer
Fano se passar por uma nascida livre, Estéfano e Neera afirmaram a validade do
casamento deles e que esse é um ato de conluio criminoso em que ambos estão
envolvidos. Seus apelos pela preservação da moralidade pública contra a ameaça
de pessoas como Neera deve ter acrescentado um peso emocional considerável
à argumentação. Se o nascimento de crianças cidadãs em um casamento fosse o
único critério para julgar se duas pessoas eram casadas ou não, Apolodoro não teria
em que se apoiar. O fato de ele ter levado o caso ao tribunal ainda assim ilustra que
havia muitas outras considerações que poderiam influenciar o júri.
182 Parte Quatro: As mulheres na sociedade ateniense

Quaisquer que sejam suas impressões sobre as pessoas envolvidas (e lembre-


se de que você ouviu apenas um lado do argumento), tenha em mente quando
abandonar Neera ao destino que lhe coube que, na época do julgamento, ela
provavelmente tinha entre 50 e 60 anos, e que muitos dos acontecimentos
mencionados devem ter ocorrido até cinquenta anos antes; e que ela vivia com
Estéfano em Atenas havia quase trinta anos antes de seu caso ser levado ao
tribunal. O desejo de vingança de Apolodoro era forte e ele não deixou pedra
sobre pedra em sua tentativa de obtê-la, por mais que essas “pedras” estivessem
distantes no passado. Fica-se a refletir sobre o que a própria Neera devia estar
pensando ao ver seu passado tão cruelmente revirado no interesse da vingança de
Apolodoro sobre seu companheiro.
Seção Quinze A–C: Alceste na peça de Eurípides 183

Seção Quinze A–C: Alceste na peça de Eurípides

Introdução
Os trechos do Processo contra Neera podem ter lhe dado uma ideia das
responsabilidades, dignidade e posição das mulheres atenienses, e de outras
mulheres, conforme vistas pelos olhos de um homem. No breve trecho a seguir,
tirado de uma tragédia grega – cujas circunstâncias e convenções colocam-na
em um nível muito diferente de um discurso em um tribunal (embora ambos
sejam escritos para ganhar: um para ganhar a causa, o outro para ganhar um
prêmio teatral) –, você poderá obter uma impressão bem diferente, e não menos
importante, da oferecida por Neera.
O deus Apolo, sentenciado por Zeus a servir a um mortal (porque havia matado
os fabricantes de fogo de Zeus, os Ciclopes), cumpre sua pena servindo ao
humano Admeto e, como este era um homem bondoso, Apolo ilude as Parcas
e estas aceitam livrar Admeto da morte iminente, sob a condição de que outra
pessoa morra em seu lugar. Apenas a esposa de Admeto, Alceste, aceita ficar no
lugar dele. E chega o dia em que a Morte deve levar Alceste embora.

Em O mundo de Atenas: tragédia grega 8.49ss.; mulheres, casamento e o lar


5.9ss.; morte e sepultamento 5.78ss.

Nota
Para a métrica dos versos, veja Gramática, 179, 228. O texto não está adaptado.
184 Parte Quatro: As mulheres na sociedade ateniense

A
Um coro (̷̲̫̬̭) de homens da cidade vem ao palácio de Admeto para saber se
Alceste já está morta. Uma criada (̡̤̬̘½̝̥̩̝) sai chorando do quarto de Alceste;
ela concorda emocionadamente com os louvores do Coro à morte nobre de Alceste
e descreve as últimas ações de Alceste e sua prece por seu marido e filhos.

̓̌̎̌̏ Ѧ̴̡̮̯̩̰̩Ѿ̧̡̦ҟ̡̨̭̟̦̝̯̤̝̩̫̰̙̩̣
̟̰̩̯̚Áж̛̬̮̯̣̯Ԗ̩ѿ̱Áѓ̧̛Ԕ̨̝̦̬ԗ
̅̂̎˾̍˾̆̊˾½Ԗ̭̠Á̫Ѿ̦ж̛̛̬̮̯̣̯̭̠Áц̡̩̝̩̯̥̹̮̯̝̥
̛̯̲̬Ҟ̧̡̙̟̮̤̝̥̯ҟ̩̠ʲѿ½̡̡̧̨̬̞̞̣̙̩̣̩
̟̰̩̝Ӻ̦̝½Ԗ̭̠Áи̨̩ӝ̧̧̫̩ц̷̡̛̩̠̪̝̥̯̯̥̭ 5
½̷̮̥̩½̨̬̫̯̥Ԗ̮Áє̧̤̙̫̰̮Áѿ½̡̡̬̤̝̩Ӻ̩
̦̝Ҡ̯̝ԉ̨̯̝Ҝ̩̠Ҟ½ӝ̮Áц½̛̮̯̝̯̝̥½̷̧̥̭˶
й̠Áц̷̨̩̠̫̥̭ъ̡̨̠̬̝̮̤̝̰̘̮Ӫ̸̴̧̦̩
ц½̡Ҡ̟Қ̬Ҽ̡̮̤̤Áѓ̨̙̬̝̩̯Ҟ̛̩̦̰̬̝̩
ї̦̫̰̮̝̩ ̠̝̮̥҃½̨̧̡̛̫̯̝̫̥̭̰̦Ң̷̩̲̬̝ 10
ц̧̫ҥ̮̝̯Á ц̦໌̠Áঀч̧̫ԉ̴̷̴̡̨̛̮̝̦̠̬̩̩̠̩
ц̮̤Ӭ̷̨̯̝̦̮̫̩̯Á̡Ѿ½̡̬½Ԗ̭ђ̮̦ҟ̮̝̯̫
̦̝Ҡ̮̯ӝ̮̝½̷̡̬̮̤̩À̸̛̮̯̝̭̦̝̯̣̪̝̯̫̂˶
À̠̙̮½̫̥̩Á ц̟Ҧ̟Қ̬ъ̨̬̲̫̝̥̦̝̯Қ̷̲̤̫̩̭
½̸̷̡̝̩̮̯̝̯̩̮½̬̫̮½̛̯̩̫̰̮Á̝Ѣ̯ҟ̨̮̫̝̥ 15
̯̙̦̩ÁѲ̡̬̱̝̩ԉ̮̝̥̯ж̨қ˶̦̝Ҡ̯ԗ̨Ҝ̧̛̩̱̣̩
̸̢̡̮̰̪̫̩к̧̫̲̫̩ ̯ӭ̠Ҝ̡̟̩̩̝Ӻ̫̩½̷̮̥̩
̨̣̠Áҏ̮½̡̬̝Ѿ̯Ԗ̩ѓ̡̯̦̫ԉ̮Áж½̷̧̧̨̰̝̥
̡̤̝̩Ӻ̩жҧ̬̫̰̭½̝Ӻ̠̝̭ ж̧̧Á̡Ѿ̨̛̠̝̫̩̝̭
ц̩̟ӭ½̝̯̬ԕӛ̡̯̬½̩Ң̩ц̦½̧Ӭ̛̮̝̥̞̫̩Á 20

Notas
1. ̨̦̝̯̤̝̩̫̰ҝ̩̣: part. nom. fut. depois de Ѧ̴̮̯ (veja vocabulário: ̫Ѩ̠̝)
“que ela morrerá”
1–2. ̡Ѿ̧̦ҝ̣̭ … ̟̰̩ҟ ̯Ӧ : “gloriosa... e a [melhor] mulher”; ̯Ԗ̩ “entre
aquelas...”
4. ̯ҡ̲̬Ҟ̧ҝ̡̟̮̤̝̥: “do que deve [̯ҟ̩̠Ӧѿ½. ̟̰̩.] ser chamada?”, isto é,
“como descrever...?”
5–6. ̨ӝ̧̧̫̩ … є̤ҝ̧̫̰̮Ӧ: “mais... do que estar disposta”
8. й: “as coisas que”, objeto de ̧̦ҥ̴̩. Comece com ̨̤̝̰қ̮Ӫ (fut., 2ª s.)
11. ̡̦̠̬ҡ̴̩̩̠ң̴̨̩: “da...”
16–17. ̯ԗ̨ҝ̩ … ̯ӭ̠ҝ: “para um [menino], para a outra [menina]”. ̮ҥ̢̡̰̪̫̩ é
imperativo aoristo.
19. ̡̤̝̩Ӻ̩: veja o vocabulário e entenda “que eles [+ infinitivo] (i) ̨Ҟ
̡̤̝̩Ӻ̩ (ii) ц̦½̧Ӭ̮̝̥’
Seção Quinze A–C: Alceste na peça de Eurípides 185

Vocabulário para a Seção Quinze A

Gramática para 15A–C


C O futuro perfeito
C Recursos prosódicos da tragédia
C Escansão dos versos gregos
C Trímetros iâmbicos

̝Ѣ̯̙-̨̫̝̥ pedir, suplicar ̸̡̦̝̯̲-̨̫̝̥ orar com fervor ̲̤̹̩ (̲̤̫̩-), ѓ terra (3a)
к̧̫̲-̫̭, ѓ esposa (2a) ̨̦̝̯̤̝̩̫̰̙̩̣ ver ̦̝̯̝̤̩ӫ̴̮̦ ̲̫̬-̷̭,ѳ coro (de homens da
ж̮̦̙-̨̫̝̥ adornar-se ̦̙̠̬̥̩ ̫̭ ̣ o̩de cedro cidade) (2a)
к̴̬-o̭ -o̩ fora do tempo ̸̧̦-̴ escutar ̲̬̹̭ (̴̲̬̯-), ѳ pele, carne (3a)
̡̟̩̩̝Ӻ ̫̭ -̝ -o̩ nobre, bom ̷̨̦̮-̫̭, ѳ adorno, decoração (ac. ̷̲̬̝)
̠̙̮½̫̥̩-̝, ѓ senhora (1c) (2a)
̷̨̠-̫̥, oѣ casa, lar, morada; ̧̡̰̦ ̷̭ ̚ ̷̩branco Vocabulário a ser aprendido
(com ̦̙̠̬̥̩-̫̭) arca, baú (2a) ̸̧̫ ̴lavar ̡̟̩̩̝Ӻ̫̭ ә o̩ nobre, valoroso
ц̦ . . . ч̧̫ԉ̮̝ tirando de ̨̝̦̬ԗ de longe ̠̙̮½̫̥̩̝, ѓ senhora (1c)
ц̦½̨̛½̧̣-̨̥ (ц̦½̧̣̮-) completar Ѳ̸̡̬̱̝̩-̴ cuidar dos órfãos ̷̨̠̫̥, ̫ѣ casa, lar, morada (2a)
ц̷̩̝̩̯̥-̨̫̝̥ negar, discordar ½̸̝̩̮̯̝̯-o̭ -̣ -o̩ pela última ̡Ѿ½̡̬½̭̚ ̙̭ adequado, apropriado
ц̡̛̩̠̦̩̰-̨̝̥ (ц̡̩̠̥̪ declarar- vez ̤̩ӫ̴̮̦ (̤̝̩-) morrer
se, mostrar-se (+ part.) ½̝̯̬ԗ-̫̭ -̝ -o̩ do pai, ancestral ѧ̨̮̯̣̥/ѧ̨̮̯̝̝̥ ficar em pé,
ъ̮̤̣̭ (ц̮̤̣̯-), ѓ roupa (3a) ½̷̮-̥̭, ѳmarido (3e) colocar em pé, levantar
э̛̮̯-̝, ѓ lareira doméstica (1b) ½̨̫̯̘̥-o̭ -̝ -o̩ de um rio ̦̝̯̘ (+ gen.) sob, embaixo
̡Ѿ̧̡̦-̭̚ -̙̭ glorioso, ilustre, de ½̷̡̬̮̤̩ (+ gen.) diante de ̦̝̯̝̤̩ӫ̴̮̦ (̦̝̯̝̤̝̩-) morrer,
boa reputação ½̬̫̮½̛̯̩-̴=½̬̫̮½̛½̯-̴ cair desaparecer
̡Ѿ½̡̬½-̭̚ -̙̭ adequado, sobre, abraçar, prostrar-se ̸̴̧̦ escutar
apropriado ½̨̬̫̯̥̘-̴ honrar mais, ter em ̷̨̦̮̫̭, ѳ adorno, decoração,
Ҽ̡̮̤̤ÁҼ̡̮̤̯̫ (aor. de posição de honra ornamento; ordem; universo
̝Ѣ̨̮̤̘̩̫̝̥) ̸̢̡̮̰̟̩̰-̨̥ (̢̡̮̰̰̪-) unir em (2a)
̡̤̝̩ӺV½̝Ӻ̠̝̭ “que meus casamento ̷̨̝̦̬̭ әԝ ̷̩ grande, longo
filhos (não) morram” ̯̙̦̩ ̫̩ ̷̯filho (2b) ½̸̝̩̮̯̝̯̫̭ ̣ ̫̩ pela última vez
̧̤̙̫̰̮̝=ц̧̤̙̫̰̮̝ ̡̯̦̫ԉ̮̝ ѓmãe, genitora(̴̛̯̦̯ ½̝̯̬ԗ̫̭ ә o̩ do pai, ancestral
̡̤̬̘½̝̥̩-̝, ѓ criada (de [̡̯̦ ]gerar) ½̷̮̥̭, ѳ marido (3e)
Alceste) (1c) ̡̯̬½̩ ̷̭ ̚ ̷̩alegre, agradável ½̬̫̮½̴̛̯̩ cair sobre, abraçar,
̤̩ӫ̮̦ ̴̤̝̩ morrer ̴̠̬҃ѿ̠̝̯ ̷̯água (3b) prostrar-se
ѧ̮̯̝ ̨̝̥̮̯̝ ficar em pé ѿ½̡̡̧̨̬̞̞̣̙̩̣̩que ultrapassa, ̯̙̦̩̫̩, ̷̯ filho (2b)
Ѧ̴̮̯ ̟̰̩̚ “que a mulher saiba supera (sc. Alceste) ̴̛̯̦̯ (̡̯̦-) gerar, dar à luz
(que ela)” ѿ½̡̧̧̨̬̞̘̫̝̥ ̴̠̬҃ (ѿ̠̝̯-), ̷̯ água (3b)
̦̝̯̘ (+ gen.) sob, embaixo ѿ½̡̬̤̩̮̦̚-̴ (ѿ½̡̬̤̝̩-) morrer ѿ½̷ (+ dat.) sob, abaixo
̦̝̯̝̤̩ӫ̮̦-̴ morrer (fut. por ̲̬̹̭ (̴̲̬̯-), ѳ pele, carne (ac.
̦̝̯̤̝̩̫ԉ̨̝̥) ѿ½̷ (+ dat.) sob ̷̲̬̝) (3a)
186 Parte Quatro: As mulheres na sociedade ateniense

B
A criada descreve a calma de Alceste, depois sua emoção ao se aproximar do
leito nupcial.

 ½̘̩̯̝̭̠Ҝ̴̸̨̞̫̭ ̫ѥ̦̝̯Áо̷̨̨̠̯̫̰̠̫̰̭̚
½̬̫̮Ӭ̧̡̤̦ж̡̡̪̙̮̯̳̦̝Ҡ½̸̬̫̮̣̪̝̯̫
к̧̦̝̰̯̫̭ж̮̯̙̩̝̦̯̫̭ ̫Ѿ̠Ҝ̯̫Ѿ½̥Ң̩
̦̝̦Ң̴̨̡̛̩̤̮̯̣̲̬̯Ң̡̭Ѿ̡̥̠Ӭ̸̱̮̥̩
̦к½̡̧̨̥̯̝̤̘̝̫̩ц̮½̡̮̫ԉ̮̝̦̝Ҡ̧ҝ̲̫̭ 5
ц̩̯̝ԉ̤̝̠ҞÁ̡̠̘̦̬̰̮̦̝Ҡ̧̡̡̙̟̥̯̘̠˶
ÀҐ̧̙̦̯̬̫̩ ъ̩̤̝½̡̝̬̤̙̩̥Áъ̧̰̮Áц̟Ҧ
̡̦̫̬ҥ̨̝̯Áц̦̯̫ԉ̠Áж̷̩̠̬̭ ̫̤̩҅ӫ̴̮̦½̙̬̥
̲̝Ӻ̬Á˶̫Ѿ̟Қ̬ц̴̛̲̤̝̬̮Á˶ж½̧̡̹̮̝̭̠Áц̨Ҝ
̷̨̩̣̩˶½̬̫̠̫ԉ̩̝̥̟̘̬̮ÁѲ̦̩̫ԉ̮̝̦̝Ҡ½̷̮̥̩ 10
̤̩ӫ̴̮̦̮Ҝ̠Áк̧̧̣̯̥̭̟̰̩Ҟ̡̡̦̦̯̮̯̝̥̚
̴̨̮̹̱̬̩Ҝ̩̫Ѿ̦и̨̩ӝ̧̧̫̩ ̡Ѿ̯̰̲Ҟ̭̠ÁѦ̴̮̭Á

Vocabulário para a Seção Quinze B

т̨̠̣̯-̫̭, ѳ Admeto (2a) ̸̡̨̦̫̬̝̯-̝, ̯̘ virgindade (3b) Vocabulário a ser aprendido


к̧̦̝̰̯-os -o̩ sem choro ̡̡̦̦̯̮̯̝̥̚ terá ganho (̨̦̯̘̫̝̥) ̠̝̦̬Ԅʞ̴ chorar
ж̮̯̙̩̝̦̯-̫̭ -o̩ sem lamentos ̧̙̦̯̬ ̫̩ ̷̯cama (2b) ̡Ѣ̮½ӷԝ½̴̯ (̡Ѣ̮½̡̮-) cair em,
̸̠̝̦̬-̴ chorar ̧̙̲ o̭ ̷̯cama, leito (3c) lançar-se sobre
ц̮½̛½̯-̴ (ц̮½̡̮-) cair em, ̨̡̛̤̮̯̣-̨̥ mudar, alterar ъ̩̤̝ lá, ali
lançar-se sobre Ѳ̦̩̙-̴ temer, recear (+ inf.) ̡Ѿ̯̰̲̭̚ ̙̭ afortunado
ц̦̮̯̙̱-̴ coroar, enfeitar com ½̡̝̬̤̙̩̥-̫̭ -̝ -̫̩ de virgem, ̧̨̤̘̝̫̭, ѳquarto de dormir (2a)
coroa virginal ̨̦̯̘̫̝̥ adquirir, obter, ganhar
ъ̩̤̝ lá, ali ½̴̛̬̫̠̠-̨̥ (½̬̫̠̫-) trair, ½̴̨̛̬̫̠̠̥ (½̬̫̠̫-) trair,
̡Ѿ̡̥̠-̭̚ -̙̭ formoso, gracioso abandonar abandonar
̡Ѿ̯̰̲-̭̚ -̙̭ afortunado ½̸̡̬̫̮̲-̨̫̝̥ orar, fazer uma ̴̮̹̱̬̩ (̴̮̱̬̫̩-) modesto,
ц̛̲̤̝̬-̴ odiar prece casto, discreto, sensato,
̧̨̤̘̝-̫̭, ѳ quarto (2a) ̴̮̹̱̬̩ (̮̹̱̬̫̩-) modesto, obediente às leis, prudente,
̦ж̡̡̪̙̮̯̳=̦̝Ҡ ц̡̡̪̙̮̯̳ casto disciplinado, moderado
̦к½̡̥̯̝=̦̝Ҡ ъ½̡̥̯̝ ̯̫Ѿ½̷̥̩=̯Ң ц½̷̥̩ (part. pres. n.
̦̝̯̘ (+ ac.) por todo de ц½̨̙̬̲̫̝̥)

Notas
B8. ̫҅: com ½ҝ̬̥
C4. ц̦½̡̮̫ԉ̮̝: “cambaleando da ̡̨̠̩ҡ̴̩”
5. ½̧̧̫қ: “muitas vezes”; ̧̤̝қ̴̨̩: “do...” (regido por ц̪̥̫ԉ̮Ӧ)
Seção Quinze A–C: Alceste na peça de Eurípides 187

C
A reação de seus filhos e criados é descrita – e, por fim, o lamento lacrimoso de
Admeto.

 ̡̦̰̩Ӻ ̠Ҝ ½̬̫̮½̛̯̩̫̰̮̝, ½ӝ̩ ̠Ҝ ̨̠̙̩̥̫̩


Ѳ̧̨̱̤̝̫̯̙̟̦̯Ԕ ̡̠ҥ̡̯̝̥ ½̧̨̨̛̣̰̬̠̥.
ц½̡Ҡ ̠Ҝ ½̧̧̫Ԗ̩ ̸̴̠̝̦̬̩ ̡Ѩ̡̲̩ ̷̦̬̫̩,
̡̡̛̮̯̲̥. ½̴̬̫̩½Ҟ̭ ц̦½̡̮̫ԉ̮̝ ̴̡̨̛̠̩̩,
̦̝Ҡ ½̧̧̫Қ ̴̧̨̤̝̘̩ ц̪̥̫ԉ̮Áц½̡̮̯̬̘̱̣ 5
̦к̡̬̬̥̳̩ ̝ѿ̯Ҟ̩ ̝̤̥̭҄ ц̭ ̛̦̫̯̣̩ ½̧̘̥̩.
½̝Ӻ̡̠̭ ̠Ҝ ½̙½̴̧̩ ̨̣̯̬Ң̭ ц̨̪̣̬̯̣̙̩̫̥
ъ̧̦̝̥̫̩˶ ѕ ̠Ҝ ̧̨̝̞̘̩̫̰̮Áц̭ ж̧̟̦̘̝̭
ђ̮½̢̡̘̯Áк̧̧̫̯ÁЁк̧̧̫̩ ҋ̨̭̤̝̩̫̰̙̩̣
½̡̘̩̯̭̠Áъ̧̦̝̥̫̩̫Ѣ̦̙̯̝̥̦̝̯Қ̮̯̙̟̝̭ 10
̠̙̮½̫̥̩̝̩̫Ѣ̡̛̦̯̬̫̩̯̭ѕ̠Ҝ̡̠̪̥Қ̩
½̬̫҂̡̯̥̩Áч̦̘̮̯Ԕ ̦̫҂̯̥̭ј̴̩̫̯̦̝̦҃Ң̭
ѵ̩̫Ѿ½̡̬̫̮Ӻ½̡̦̝Ҡ½̡̬̫̮̬̬ҟ̤̣½̧̘̥̩

Vocabulário para a Seção Quinze C

ж̟̦қ̧-̣, ѓ braço (1a) ̦к̡̬̬̥̳̩=̦̝Ҡъ̡̬̬̥̳̩ ½̧̨̨̛̣̰̬̭½̧̨̨̣̰̬̥̠ ѓ


к̧̧̫̯Á к̧̧̫̩ um depois outro ̧̛̦̝-̴ chorar torrente (3a)
̠̘̦̬̰ ̫̩ ̷̯lágrima (2b) ̛̦̫̯-̣, ѓ cama, leito (1a) ½̴̬̫̩½ ̭̚ ̙̭inclinado para a
̨̠̙̩̥-o̩, ̷̯ cama, colchão ̷̦̬-̫̭, ѳ saciedade (2a) frente, precipitado
(usu. pl.) (2b) ̦̰̩̙-̴ beijar ½̧̬̫̮̙̟ ̴½̡̬̫̮̥½ dirigir-se a
̸̡̠-̴ molhar, regar ̫҂̯̥̭ (̫Ѿ̯̥̩-) ninguém (aor. pass. ½̡̬̫̮̬̬̤̣̩̚
ц̨̪̣̬̯̣̙̩-̫̭ agarrando-se em Ѳ̷̧̨̡̱̤̝̯̟̦̯-̫̭ -̫̩ ½̡̛̬̫̯̩ ̴estender
(+ gen.) derramado dos olhos ̨̮̥̦̬ ̷̭ ̘ ̷̷̨̩̥̦̬̭
ц½̡̮̯̬̘̱̣ (ela) voltou-se ½̙½̧-̫̭, ѳ túnica (2a) ̮̯̙̟ ̝̥ ̝ѣcasa (1c)
(ц½̴̥̮̯̬̙̱) ̡̛̮̯̲-̴ ir, avançar
188 Parte Quatro: As mulheres na sociedade ateniense

̯̫̥̝ԉ̯Áц̩̫Ѧ̦̫̥̭ц̮̯Ҡ̩о̨̠̯̫̰̦̝̦̘̚
̦̝Ҡ̦̝̯̤̝̩Ҧ̩̯и̩Ҏ̧̡̯Á ц̦̱̰̟Ҧ̩̠Áъ̡̲̥ 15
̯̫̮̫ԉ̯̫̩к̧̟̫̭ ̫҅½̫̯Á¾̫Ѿ̧̡̧̡̮̯̝̥̚
̓̌̎̌̏ јЁ½̡̢̡̛̫̰̮̯̩̘̥̯̫̥̮̠Áт̨̠̣̯̫̭̦̝̦̫Ӻ̭
ц̧̮̤Ӭ̭̟̰̩̝̥̦Ң̡̭Ѣ̡̮̯̬̣̤Ӭ̡̛̩̝̮̱̲̬̚
̅̂̎ ̧̡̛̦̝̥̟Áк̦̫̥̯̥̩ц̡̩̲̬̫Ӻ̧̛̩̱̣̩ъ̴̲̩
̦̝Ҡ̨Ҟ½̬̫̠̫ԉ̧̡̛̩̝̥̮̮̯̝̥ ̯ж̨̲̝̩̝̚ 20
̢̣̯Ԗ̩˶̡̛̱̤̩̥̟Қ̬̦̝Ҡ̷̨̡̛̝̬̝̩̯̝̥̩̮Ԕ
½̡̨̝̬̥ҝ̩̣̠ҝ ̡̲̥̬Ң̭к̧̤̥̫̩̞̘̬̫̭
ѷ̴̨̭̠Ҝ̛̦̝½̡̨̬̮̥̦̬Ң̩ ц̨½̩ҝ̫̰̮Áъ̯̥
̧̞ҝ̳̝̥½̬Ң̭̝Ѿ̟Қ̸̧̡̭̞̫̯̝̥̯Қ̭ѓ̧̛̫̰
ҋ̭̫҂½̫̯Á̝̤̥̭҄ ж̧̧Қ̩ԉ̩½̸̝̩̮̯̝̯̫̩ 25

к̧̤̥-̫̭ -̝ -o̩ patético, ̨̛̝̬̝̩-̨̫̝̥ consumir-se, ser ̡̲̬̫Ӻ̩ “em ambas as mãos”
miserável, pobre consumida (pass.) (forma dual)
к̦̫̥̯-̥̭, ѓ esposa (3e) OѨ̦-̫̭, ѳ casa, residência (com
к̧̟-̫̭, ̷̯ dor, agonia (3c) frequência pl.) (2a) Vocabulário a ser aprendido
ж̨̲̝̩̚-̫̭ -̫̩ impossível, O҂½o̡̯ nunca әӴ̧̤̥̫̭ ә o̩ patético, miserável,
impraticável ½̡̨̝̬̥̙̩-̫̭ -̣ -̫̩ exausto pobre
̝Ѿ̟-̚, ѓ raio (1a) ̡̢̮̯̩̘-̴ chorar, lamentar ̞̘̬̫̭, ̷̯ peso, fardo (3c)
̞̘̬-̫̭, ̷̯ peso, fardo (3c) ̡̮̯̬̙-̴ privar de (+ gen.) ̠̘̦̬̰̫̩, ̷̯ lágrima (2b)
ц̨½̩̙-̴ respirar ̮̱̙ ele (= Admeto) ц̷̧̮̤̭ ̚ ̷̩ nobre, bom
ц̧̮̤-̷̭ -̚ -̷̩ nobre, bom ̯ж̨̲̝̩̝̚=̯Қж̨̲̝̩̝̚ ̴̧̛̦̝ chorar
ј½̫̰ sem dúvida ̯ж̩=̯̫̥ к̩ “ele de fato teria...” ̫Ѩ̦̫̭, ѳcasa, residência (2a)
̧̛̦̝-̴ chorar ̛̯̫̥̮̠Á̯̫Ӻ̡̮̠ o҂½̡̫̯ nunca
̧̡̧̡̮̯̝̥̚ terá esquecido ̛̱̤̩-̴ morrer, definhar o҂̯̥̭ ninguém
(̧̨̝̩̤̘̩̫̝̥) ̷̡̲̥̬̭ isto é, na mão de Admeto ½̴̧̬̫̮̙̟ dirigir-se a
̧̛̮̮-̨̫̝̥ suplicar ̴̡̛̮̯̲ ir, vir

Notas
15. ̦̝̯̤̝̩ҧ̩: Admeto é o sujeito
21. ̱̤ҡ̡̩̥: Alceste é o sujeito
22. ̡̲̥̬ң̭: veja o vocabulário
Parte Cinco A visão ateniense de justiça

Introdução
Vários autores e pensadores gregos preocupavam-se muito com a questão da
natureza da justiça. O que é ela? O que deveria ser? Qual é a relação entre justiça
e lei? Por que devemos nos importar tanto com ela? Quais são as origens da lei e
da justiça em nossa sociedade?
Os trechos de Neera já mostraram alguma coisa do processo jurídico. A
Parte Cinco concentra-se no funcionamento real da justiça no mundo ateniense
e mostra os problemas envolvidos em aplicá-la e fazê-la funcionar (Seções
16–17). Esta Parte termina com um ̨ԉ̤̫̭ atribuído por Platão ao sofista grego
Protágoras (̴̷̬̯̝̟̬̝̭̍), que explica as origens da civilização humana e
mostra como a ̛̠̦̣ tornou-se um ingrediente essencial dela (Seção 18).

Fontes

Demóstenes 47, Contra Mnesíbulo e Platão, Fedro (passim.) e outros


Evergo (vários trechos) diálogos.
Platão, Protágoras 321d–323a

NRE Fisher, Social Values in Classical Athens (Dent 1976) tem ótimas traduções
parciais e discussões de Neera e de Contra Mnesíbulo e Evergo.

Tempo necessário
Cinco semanas.

189
Seções Dezesseis e Dezessete: Justiça oficial e justiça privada 191

Seções Dezesseis e Dezessete: Justiça oficial e justiça


privada
Aristarco havia sido nomeado em sucessão a Teofemo como trierarca, cuja função
era equipar e tripular, a suas próprias custas, uma trirreme da marinha ateniense.
Era obrigação de Teofemo transferir os equipamentos do navio fornecidos pelo
Estado para seu sucessor, mas isso ele se recusou a fazer. Em suas tentativas
de recuperar o equipamento, Aristarco teve uma briga com Teofemo: Teofemo,
então, entrou com um processo por ataque e agressão, que ele venceu graças
a falsas provas e à supressão do testemunho de uma mulher escrava. Aristarco
pediu uma ampliação do prazo para pagar a multa a que foi condenado, mas,
nisso, Teofemo e um grupo de amigos atacaram a fazenda de Aristarco, levaram
tudo que puderam pegar e agrediram uma velha criada com tanta violência que
ela veio a falecer.
Aristarco não sabe bem qual ação deve tomar contra Teofemo e consulta os
Exēgētaí, as autoridades oficiais que aconselham sobre o que fazer em casos de
assassinato. Ele está voltando para casa quando encontra Apolodoro e conta a ele
toda a história.
A data do discurso é a época da Guerra Social, em 357.

Nota
O monólogo de Aristarco está quase totalmente sem adaptação.

Em O mundo de Atenas: liturgias 6.62; trierarquias 7.43-6; exēgētaí 3.33; culpa


de sangue 3.26; vingança 4.8ss.; Guerra Social 1.100.
192 Parte Cinco: A visão ateniense de justiça

Seção Dezesseis A–H: Justiça oficial: navios, Estado e


indivíduos

A
Aristarco está a caminho de casa, vindo da ágora, onde fora pedir conselhos
aos Exēgētaí com relação à morte de uma criada fiel. Nos portões da cidade, ele
encontra Apolodoro, que está passeando fora das muralhas. Aristarco concorda
em contar a Apolodoro toda a história.

½̸̡̡̫̬̯̝̥ѳо½̷̴̧̧̡̫̠̬̫̭Ѿ̤Ҥ̭Ӧ̧̥̮̫̆ԉ ̯Ҟ̩ъ̴̡̛̪̯̲̫̰̭ѳ̠Ң̴̢̛̩̞̝̠̩ѿ½Á̝Ѿ̯Ң
̯Ң̡̯Ӻ̲̫̭ц½̡̥̠Ҟ̠Ҝ̟Ҡ̡̟̩̯̝̥̦̝̯Қ̯Ҟ̩½̸̧̣̩ ц̩̯̝ԉ̡̤̝̮̰̩̯̰̟̲̘̩̥о̬̥̮̯̘̬̲Ԕ̯ԗ
о̬̥̮̯Ԗ̩̫̭½̘̩̰ж̸̴̨̤̭Ёъ̲̫̩̯̥̦̝Ҡо̛̬̮̯̝̬̲̫̩½̷̬̫̮̥̩̯̝ѳо½̷̴̧̧̫̠̬̫̭Ѣ̠Ҧ̩
½̸̡̡̬̫̮̝̟̫̬̥
5
˾̍̌̈̈̌́̎̌̏̕½̫Ӻ̠Ҟ½̸̡̡̫̬̥̦̝Ҡ½̷̡̤̩ Ґо̬ҡ̡̮̯̝̬̲
˾̎̆̏̐˾̎̓̌̏ц̪ж̟̫̬ӝ̭ Ґо½̷̴̧̧̡̫̠̬ ½̸̡̨̫̬̫̝̥̫Ѧ̡̦̝̠
˾̍ ж̧̧̘ Ґ̧̡̞̙̯̥̮̯ ̡̠̫̦Ӻ̨̭̫̥ж̸̴̨̤̭Ёъ̡̲̥̩ъ̫̥̦̝̭̟Қ̴̡̬̞̝̬̙̭̱̙̬̥̩̯̥
̡Ѣ½Ҝ̫̩҄ ̯ҡ̷̧̨̡̞̫̰̩̫̭ц̩ж̟̫̬Ӟ̡̠̥̙̯̬̥̞̭
˾̎ ј̧̤̫̩ Ґо½̷̴̧̧̡̫̠̬ ½̬Ң̭̯̫Ҥ̭ц̪̣̟̣̯̘̭ 10
˾̍ ̛̯̱̭̚½̡̬Ҡ̴̡̦̝̤̘̬̮̭ ҋ̭ъ̡̫̥̦̩ є½̡̬Ҡ̯̝̱Ӭ̭½̬Ң̭̝Ѿ̯̫Ҥ̭ј̧̡̤̭
˾̎ ̨̧̡̘̥̮̯̘̟ Ґ̧̡̛̱Ѳ̷̢̨̡̬̟̥̩̫̭̟Қ̬ж̩̤̬̹½Ԕ̯̥̩Ҡ ѿ̞̬̥̮̯ӭ ̡̨̫̱̅̚Ԕ
Ѳ̷̨̩̝̯̥ ̠̥Áйц½̡½̫̥ҟ̡̦̥ ̴̫̯̭҃ј̧̤̫̩ ̫̯̫̭̟҅Қ̬ђ̡̨̡̨̧̠̥̦̦̥̘̥̮̯̝̚ 
̡Ѣ̡̧̮̤Ҧ̡̩Ѣ̭̯Ң̴̛̲̬̫̩̦̝Ҡ ѿ̴̢̡̛̞̬̩Ѣ̭̯̫Ҥ̭̫Ѣ̡̛̦̫̰̭̦̝Ҡ̠Ҟ̦̝Ҡ
̸̡̱̫̩̮̝̭̟̬̝ԉ̩̯̥̩̝ ж½̡̧̡̰̤ҝ̸̬̝̩̫̮̝̩̯̝̯̣̩̫̩̯҄҄Ҟ̨̩̮̰̱̫̬Қ̩ 15
ц̸̨̨̡̩̤̰̫̩̫̭ ̦̝Ҡ̴̨̡̯̥̬Ӻ̷̧̨̡̮̤̝̥̞̫̰̩̫̭̯̫ԉ̯̫̩ ҋ̭̯̫Ҥ̭ц̪̣̟̣̯Қ̭
ј̧̤̫̩ ̷̡̡̧̠̥̪̤̩̯̥̠ҝ̨̫̥йц½̡½̷̩̤̣ц̟Ҧ̦̝Ҡ̷̡̨̱̣̫̭̅ ̡̠̥½ҝ½̬̝̦̯̫ 
̫Ѿ̦ъ̱̝̮̝̩ц̡̪Ӻ̴̨̡̩̝̥̯̥̬Ӻ̷̮̤̝̥̯̬½Ԕӏц̩ ̩ԗ ̡Ѩ̲̫̩.

Vocabulário para a Seção Dezesseis A

Gramática para 16A–B


C O mais-que-perfeito
C Imperativos usando ̨̚ + subjuntivo aoristo
C Verbos de “temor”: ̱̫̞̫ԉ̨̝̥ ̨̚ + subjuntivo
C Formas verbais em –̯̙̫̭, expressando necessidade

ж̨̤̰Ԗ̭ ъ̲-̴ estar abatido, о̛̬̮̯̝̬̲-̫̭, ѳ Aristarco (2a) ̡̠̥½̙½̬̝̦̯̫ (ele) havia feito
desanimado (cuja história é contada) (̠̥̝½̨̬̘̯̯̫̝̥)
ж½̡̧̡̰̤̙̬-̝, ѓ mulher о̴̛̬̮̯̩, ѳ Aríston (3a) (pai de ц̨̩̤̰̙-̨̫̝̥ refletir
(ex-escrava) liberta (1b) Aristarco) ц̪̣̟̣̯-̭̚, ѳ conselheiro (1d)
о½̷̴̧̧̫̠̬-̫̭, ѳ Apolodoro ̡̠̥̪̙̬̲-̨̫̝̥ (̡̡̧̠̥̪̤-) contar, ъ̴̪ (+ gen.) fora
(2a) (amigo de Aristarco) narrar em detalhes ъ̫̥̦-̝ parecer
Seção Dezesseis A–H: Justiça oficial: navios, Estado e indivíduos 193

ц½̡½̡̫̥̦̥̚ ele havia feito (½̴̫̥̙) ̮̰̩̯̰̟̲̘̩-̴ (̮̰̩̯̰̲-) ̡̨̠̥̪̙̬̲̫̝̥ (̡̡̧̠̥̪̤-) contar,
ц½̡½̷̩̤̣ eu havia sofrido encontrar com (+ dat.) narrar em detalhes
(½̴̘̮̲) ̯̝̱-̚, ѓ enterramento, ъ̴̪ (+ gen.) fora
̡Ѿ̤ҥ̭ (+ gen.) diretamente para sepultamento (1a) ъ̫̥̦̝ parecer
ђ̡̠̥̦̦̥̚ ele havia agido mal, ѿ̞̬̥̮̯-̭̚, ѳ malfeitor, pessoa ̡Ѿ̸̤̭ (+gen.) diretamente para
prejudicado (ж̴̠̥̦̙) violenta (1d) ½̸̧̣, ѓ portão, porta (1a)
̷̡̨̱̣̅-̫̭, ѳ Teofemo (2a) ѿ½̷ (+ ac.) ao pé de, ao longo de ̨̮̰̱̫̬әԝ, ѓ desastre, infortúnio,
(inimigo de Aristarco e ̸̡̱̫̩-̴ matar, assassinar ocorrência (1b)
responsável pela morte de ̴̛̲̬-̫̩, ̷̯ fazenda, terreno, ̴̮̰̩̯̰̟̲̘̩ (̮̰̩̯̰̲-)
uma mulher liberta) terra (2b) encontrar com (+ dat.)
Ѫ̧̥̮-̷̭, ѳ rio Ilisso (2a) ѿ̞̬̥̮̯̭̚, ѳ malfeitor, pessoa
̦̘̤̝̬̮-̥̭, ѓ purificação, catarse Vocabulário a ser aprendido violenta (1d)
(3e) ж½̸̡̧̡̡̤̬̫̭, ѳ homem (ex- ѿ½̷ (+ ac.) ao pé de, ao longo de
½̸̧-̣, ѓ portão, porta (1a) escravo) liberto (2a) ̴̛̲̬̫̩, ̷̯ fazenda, terreno;
̨̮̰̱̫̬-̘, ѓ desastre, ocorrência ж½̡̧̡̰̤̙̬ә, ѓ mulher (ex- lugar, espaço, região (2b)
(1b) escrava) liberta (1b)

Purificação ritual

Diante dos caprichos do clima, doenças, etc., os gregos decidiram considerar


que as decisões e ações de poderes divinos eram responsáveis pelas coisas
que estavam além do controle humano. Desse modo, qualquer acontecimento
anormal poderia indicar a intervenção de uma divindade e, portanto, requerer
um tratamento cuidadoso. A purificação ritual era a chave nesses casos. Ela
era necessária para se dirigir a uma divindade, em especial o sacrifício. Um
sacrifício podia, por si, purificar. Assim, antes de cada reunião da ц̧̦̦̣̮ҡ̝ ate-
niense, um porco era sacrificado e seu sangue era aspergido para tornar o local
ritualmente puro. Antes de um sacrifício, uma lavagem cerimonial das mãos
geralmente era o suficiente, juntamente com a purificação do lugar do sacrifício,
a partir daí chamado de ̦қ̨̤̝̬̝, “o lugar purificado”. Purificações rituais mais
elaboradas eram necessárias em alguns casos, particularmente para assassinos
que eram excluídos do solo sagrado e para aqueles que entravam em contato
com o assassinato ou com o morto. Poderia ser necessária também depois de
relações sexuais e partos. Algumas cidades estabeleciam listas de situações que
causavam impureza e as ações que deviam ser tomadas para restaurar a pureza.
Uma lista particularmente completa sobrevive da Cirene do século IV. Havia
também grupos oficiais de pessoas em Atenas a quem se podia recorrer em busca
de conselhos. Um desses grupos eram os ц̪̣̟̣̯̝ҡ de Atenas, que eram ministros
oficiais de Apolo. Alguns deles eram nomeados pelo oráculo de Delfos para essa
tarefa, outros eram escolhidos pelo povo ateniense entre uma ou duas famílias
nobres com autoridade hereditária nessas questões (uma dessas famílias eram os
Eumolpídai). Eles aconselhavam em assuntos como templos, procedimentos de
culto, sacrifícios e, em particular, purificação depois de um homicídio. Ver Texto
17D, 1.17, onde os ц̪̣̟̣̯̝ҡ recomendam purificação em vez de qualquer outra
ação legal. (O mundo de Atenas, 3.7, 33)
194 Parte Cinco: A visão ateniense de justiça

B
Em O mundo de Atenas: clima 2.5–6.

˾̍ ̨Ҟж½̫̬ҟ̮Ӫ̭ Ґо̡̛̬̮̯̝̬̲ ̨̣̠Ҝж̨̤̰̮̚Ӫ̭ъ̯̥̦̝Ҡ̟Қ̬̫Ѿ̡̠Ӻ̴̞̝̬̙̭


̡̱̙̬̥̩̯Қ̡̡̨̟̟̩̣̙̩̝̫Ѿ̠Ҝж̨̡̤̰Ӻ̩̫Ѿ̟Қ̬ж̨̤̰̣̯̙̫̩ж̧̧Қ½̨̬̫̤̰̣̯̙̫̩
ц̪ж̬̲Ӭ̭к̡̬̝̮̦½̯̙̫̩ѓ̨Ӻ̩½̡̬Ҡ̯̫ԉ½̨̨̬̘̟̝̯̫̭Ҟ̨̫̩҄Áж̨̯̥̘̮Ӫ̭ ж̧̧Қ
½̝̩̯Ҡ̷̯̬½Ԕ½̴̬̫̮̙̲̩̯Ң̩̩̫ԉ̩½̨̬̫̤̰̫ԉ̯̫ԉ̯̫ ѷ½̴̭̮̝̱̙̮̯̝̯қ̨̫̥̯Ң
½̬ӝ̨̡̡̟̝̠̥̙̪̥Ѣ½Ҝ̫̩҄ Ґ̧̡̞̙̯̥̮̯ ̦̝Ҡ̨Ҟж½̫̦̬ҥ̳Ӫ̨̭̣̠̙̩ 5
!̎ ж̧̧Қ̱̫̞̫ԉ̨̝̥Ё̨̮̚Áж½̴̴̧̧̫̙̮̙̟̩̫Ѿ̟Қ̬̞̬̝̲Ҥ̭ѳ̷̧̟̫̭
˾̍ ̨Ҟ̱̫̞̫ԉЁ̨Ҟ̯̫ԉ̧̯̫̟̙̩̣̯̝̥̮̲̫Ҟ̨̛̟̘̬̫ц̡̮̯̥̩Ѣ½Ҝ̫̩̦̝҄Ҡ̨Ҟ
ц½̛̮̲Ӫ̭
!̎ ̠̥̣̟̣̯̙̫̩к̨̬̝̫̥½̘̩̯̝ц̪ж̬̲Ӭ̭ ҋ̭ъ̡̫̥̦̦̝Ҡ̠ҟ Ґо½̷̴̧̧̡̫̠̬ 
½̬̫̮̦̫̰̮̚қ̟̙̮̫̥ѓж̦̫̮̚Ҥ̟Қ̡̬̦̝̯̟̫̬̫̭̠̥̩̚Ң̡̭Ѩ̦̝Ҡц½̡̥̥̦Ԗ̭ 10
ъ̨½̡̥̬̫̭½̡̬Ҡ̯Қ̠̥̦̝̩̥̦̘̯ҡ̠̙м̬̝½̡̛̬½̝̯̫̩½̸̸̨̡̧̫̥̫̩̫̭̞̫Ӫ
ж̸̡̦̫̥̩ є̨̡̦̝̤̩̫̭̚½̴̘̩̯̭̠Ҝѓѳ̠Ң̭ѓ½̝̬Қ̯Ң̩Ӧ̧̥̮̆Ң̩ц½̡̛̥̯̣̠̝
½̡̨̫̬̰̫ҝ̩̫̥̭̦̝Ҡ̧̡̙̟̥̩̦̝Ҡж̸̡̦̫̥̩
˾̍ ½Ԗ̭̠Á̫҂̫҂½̴̟Қ̬½̩Ӻ̟ң̭ц̮̯̥̯Ң̩ԉ̩ц̟Ҧ̟Қ̨̧̬̘̥̮̯̝ц½̨̥̤̰Ԗ
ж̦̫ԉ̮̝̥ ѧ̴̩̝̮̫̥̞̫̣̤̮̚ц̩ж½̛̫̬ӛѶ̩̯̥̦̝Ҡж̨̤̰̫ԉ̩̯̥ҏ̡̮̯ цҚ̩ 15
̴̢̛̞̝̠̩½̫̥ӭ̯Ң̩½̡̛̬½̝̯̫̩̦̝Ҡ̡̙̟̝̬̘̠̉ ̫Ѿ½̸̨̝̮̫̝̥ч½̷̷̨̡̩̭
̮̫̥ ѧ̩̝̯Қ̴̡̡̨̨̟̟̩̣̙̩̝̘̤̮Ҥ̠Ҝ̧̡̙̟ ѧ̩̝ж̦̫ҥ̨̡̮̝̭̯Қ̮̫ԉ
̸̴̨̧̡̨̮̰̞̫̰̮̝̥
!̎ ½̘̩̰Ё̨Ҝ̩Ё̫̩̲̘̬̥̩҄໌̟Қ̬ໍ̡Ѧ̨̛̮̫̝̮̫̥ цҚ̩ж̸̦̫Ӫ̭
˾̍ ̦̝Ҡ̨Ҟ̩̦ж̟̹̮̫̥ цҚ̧̩̙̟Ӫ̭ 20
!̎ ̠̥½̧Ӭи̡̩Ѧ̣ѓ̲̘̬̥̭ж̧̧Á̫̩҄к̡̦̫̰

Vocabulário para a Seção Dezesseis B

ж̨̤̰̙-̴ estar abatido, ̦̘̤̣-̨̝̥ estar sentado ̧̮̲̫-̚, ѓtempo livre (1a)
desanimado M̡̙̟̝̬̘̠ para Mégara ̱̫̞̙-̨̫̝̥ ̨̚ tenho medo/receio
ж̨̤̰̣̯̙̫̩ deves ficar abatido ̨̚ (+ subj. aor.) não de que (+ subj)
ж̦̫-̚, ѓ escuta, audição (1a) ½̴̘̩̯̭ de todas as maneiras, ̲̘̬̥̭ (̲̝̬̥̯-), ѓ agradecimento (3a)
ж̧̧Á ̫̩҄ bem, de qualquer inteiramente ̲̘̬̥̩ ̫Ѩ̠̝ estar agradecido a (+dat.)
forma; como quer que seja ½̘̩̰ ̨Ҝ̩ ̫̩҄ certamente ҏ̡̮̯ de modo que, e então
ж½̸̫̦̬½̯-̴ esconder ½̡̛̬½̝̯-̫̭, ѳ passeio (2a)
̞̬̝̲-̸̭ -̡Ӻ̝ -̸ curto, breve ½̩Ӻ̟-̫̭, ̷̯ calor sufocante, calor Vocabulário a ser aprendido
̡̡̨̟̟̩̣̙̩̝, ̯̘ acontecimentos, do meio-dia (3c) ж̤Ԅ̴̨̙ estar abatido, desanimado
coisas acontecidas ½̨̬̫̤̰̙-̨̫̝̥ estar pronto ж̦̫̚, ѓ escuta, audição (1a)
̠̥̣̟̣̯̙̫̩ eu (dat.) devo contar, ½̨̬̫̤̰̣̯̙̫̩ deves estar pronto ж̧̧Á ̫̩҄ bem, de qualquer
é preciso (dat.) contar (para a ação) forma; como quer que seja
̠̥½̧-̫ԉ̭ -Ӭ -̫ԉ̩ duplo ½̬̫̮̦̚-̴̩ -̫̰̮̝ -̫̩ adequado ̸̞̬̝̲̭ ̡Ӻ̝ ̸ curto, breve
̡Ѧ̨̮̫̝̥ fut. de oѨ̠̝ para, conveniente para (+ dat.) ̡̡̨̟̟̩̣̙̩̝, ̯̘ acontecimentos,
ц½̙̲-̴ (ц½̥̮̲-) esperar ̮̦̙½̯-̨̫̝̥ examinar coisas acontecidas (2b)
ц½̡̥̥̦Ԗ̭ bastante, suficiente ̡̮̦½̯̙̫̩ precisamos (dat.) exami- ц½̴̙̲ (ц½̥̮̲-) esperar; refrear,
ц½̨̥̤̰̙-̴ desejar nar, é preciso (dat.) examinarmos impedir
ц½̡̥̯̠̥̚-o̭ -̝ -̫̩ adequado ̸̨̧̡̮̰̞̫̰-̨̫̝̥ deliberar, ц½̥̤Ԅ̴̨̙ desejar, ansiar por (+
ѧ̩̝ (+ subj.) a fim de que debater com gen.)
Seção Dezesseis A–H: Justiça oficial: navios, Estado e indivíduos 195

ц½̡̥̯̠̥̫̭̚ ә ̫̩ adequado, ½̬̫̤Ԅ̨̨̙̫̝̥ estar ansioso, ̨̱̫̞̙̫̝̥ ̨̚ ter medo/receio de


conveniente, útil para pronto que (+ subj)
̨̦̘̤̣̝̥ estar sentado ̮̦̙½̨̯̫̝̥ examinar, olhar com ̲̘̬̥̩ oѨ̠̝ estar agradecido a (+dat.)
̨̚ (+ subj. aor.) não atenção ̲̘̬̥̭ (̲̝̬̥̯-), ѓ agradecimento,
½̘̩̰ ̨Ҝ̩ o̩҄ certamente, claro ̧̮̲̫̚, ѓ tempo livre (1a) graça (3a)

Atenas: clima e características

Com exceção de algumas áreas montanhosas no Peloponeso central e em Creta, o


sul da Grécia tem o tipo de clima chamado de “mediterrâneo”: chuvas no inverno
e secas no verão. No inverno, as chuvas são fortes, mas intermitentes, e há muitos
dias em que o céu é claro, o sol agradável e a brisa fresca. No verão, praticamente
não chove por dois a quatro meses, exceto ocasionais tempestades ou nevoeiros
breves, e o calor intenso do meio-dia pode fazer as atividades serem interrompidas.
Em particular no sudeste da Grécia, onde está Atenas, os níveis de chuva variam
muito significativamente de ano para ano e, mais de uma vez por década, as chuvas
são insuficientes para manter as plantações de cereais. Ao contrário do frio do norte
da Europa, que convida a uma existência privada em ambientes fechados, o clima
mediterrâneo incentivava uma vida ao ar livre. Até ter início a intensa industrializa-
ção moderna, a atmosfera em toda parte tinha uma claridade faiscante que tornava
mais nítidos os contornos da paisagem e das construções, de modo que mesmo
pontos de referência distantes podiam ser vistos...
A Ática, situada na parte mais seca da Grécia, tem um solo bastante raso nas
colinas e montanhas. Os autores antigos não chegaram a um acordo quanto a ele
ser incomumente bom (conforme Xenofonte) ou incomumente ruim (conforme
Tucídides) para a agricultura. Platão, pondo a culpa em inundações (as indicações
de desmatamento são muito escassas), comparou a Ática ao “esqueleto de um
corpo consumido pela doença; o solo rico e macio foi todo arrastado, deixando
a terra apenas como pele e osso” (Crítias 111b-c). Apesar do quadro sombrio
de Platão, a Ática ainda possuía uma variedade de árvores: plátanos, ciprestes e
olmos; e, na própria Atenas, essas árvores eram plantadas na ж̟̫̬қ.
A planície de Atenas é a maior da Ática; é limitada a oeste, norte e leste por colinas
(Egaleo, Parnes, Pentélico e Himeto), mas abre-se para o mar ao sul... A planície era
banhada por dois rios sazonais, destrutivos no inverno e muito reduzidos no verão.
Estes passam perto da Acrópole: o Cefiso a oeste, vindo do monte Parnes e seguindo
para a baía de Falero, e o Ilisso a leste, fluindo do monte Himeto para o Cefiso... Um
viajante (“Heraclides”) que viu Atenas pela primeira vez no início do século III, apre-
senta o cenário: “Ele chega, então, à cidade dos atenienses; a estrada é agradável; o
solo é cultivado em toda a extensão e tem uma aparência benévola. A cidade é toda
seca, não bem abastecida de água; as ruas são mal traçadas por causa de sua antigui-
dade. As casas são, em sua maioria, modestas; poucas são espaçosas. Estrangeiros
que visitam a cidade podem ser tomados de uma súbita dúvida, se aquela é realmente
a renomada cidade dos atenienses; mas, depois de pouco tempo, pode-se bem acredi-
tar nisso”. (O mundo de Atenas, 2.5–6, 12, 26)
196 Parte Cinco: A visão ateniense de justiça

C
Aristarco conta como sua inimizade com Teofemo começou. Em um momento
de crise política, Aristarco fora nomeado trierarca, mas Teofemo se recusara a
cooperar com ele.

Em O mundo de Atenas: inimizade pessoal 4.14-16; trierarca 7.43ss.; stásis 4.16;


equipamento do navio 7.44.

̸̧̨̞̫̫̝̥̫̩̮̫̥̠̥̣̟̮̝̮̤̝̥҄̚ѷ̡̤̩ц̡̟̙̩̯̫ѓъ̲̤̬̝½̬Ң̷̡̨̭̱̣̫̩̅ ѧ̨̩̝̘̤Ӫ̛̭̯
ц̡̟̙̩̯̫̦̝Ҡ̟̥̟̩̹̮̦Ӫ̭ѷ̯̥̫Ѿ̷̨̩̫̩ц̨Ҝђ̡̛̠̦̣̮̩ ж̧̧Қ̦̝Ҡ̷̡̯̩̯̠Ӭ̨̫̩̦̝Ҡ̯Ҟ̩
̧̞̫̰̩̚ъ̯̰̲̫̩̟Қ̬ц̟Ҧ̯̬̥̣̬̝̬̲Ԗ̩ ̦̝Ҡ̯̬̥̣̬̝̬̲̫ԉ̩̯̝ъ̡̨̡̠̥̯Қ̸̡̮̦̣̦̝Ҡ̯Ҟ̩
̯̬̥̬̣̚½̡̨̝̬̘̫̱̫̰̅̚½̧̡̝̬̝̝̞Ӻ̩˶̡̟҄Қ̬̫Ѩ̮̤̝ѷ̡̯̥̠Ӻ̯Ң̩̯̬̥̣̬̝̬̲̮̝̩̯̝̚ ц̸̪̥̫̮̣̭
̯Ӭ̭ж̬̲Ӭ̭ ½̝̬̝̠̫ԉ̩̝̥̯ҟ̡̩̯̯̬̥̬̣̦̝̚Ҡ̯Қ̸̡̮̦̣̯ԗ̨̧̧̡̙̫̩̯̥̯̬̥̣̬̝̬̲̮̥̩̚ ѧ̩̝̦̝Ҡ 5
̝Ѿ̯Ң̸̭̠̩̣̯̝̥½̡̝̬̝̮̦̰қ̢̡̥̩̯Ҟ̩̩̝ԉ̩ж̧̧Қ̛̦̝½̡̬̠̙̫̩̯Ң̷̡̨̩̱̣̫̩̅ж½̫̠̫ԉ̩̝̥
̯Қ̸̡̮̦̣ ̫Ѿ½̧̝̬̙̝̞̫̩ц̟Ҧ½̝̬Қ̸̯̫̯̫̰̯Ԗ̡̩̮̦̰Ԗ̩̫Ѿ̠̙̩̦̝Ҡ̠Ҟ̛̦̝ ј̷̡̩̯̯ ѷ̡̯
̡̯̬̥̣̬̝̬̲̮̥̩̚ъ̨̡̧̧̫̩ ̨̛̦̩̠̰̩̫̭̙̟̝̭̯ӭ½ң̧̡̥̠̥Қ̯Ҟ̩̯Ԗ̨̨̩̮̰қ̴̲̩̮̯қ̮̥̩ ҏ̡̮̯
ъ̡̠̥̯̫Ҥ̭̯̬̥̣̬қ̬̲̫̰̭̠̥ҚЁ̯қ̲̫̰̭̯̬̥ҟ̴̡̬̩̞̫̤̥̝̩̚ж½̧̧̡̫̮̯̙̥̩ж̧̧Қ̛̦̝½̡̬̠̙̫̩
ѓ̨ӝ̭ҋ̭Ё̯қ̲̥̮̯̝ж½̧̧̡̫̮̯̙̥̩̯Қ̭̩̝ԉ̭ ̸̡̮̦̣ц̩̯ԗ̴̡̛̩̬Ԕ̫Ѿ̲ѿ½Ӭ̡̬̲̯̝Ӻ̭̩̝ԉ̮̥̩˶ 10
̫Ѿ̟Қ̬ж½̴̙̠̦̝̩̯Қ̸̡̮̦̣̫ѣѲ̡̧̡̛̱̫̩̯̭ ц̩̫Ѩ̭ј̷̡̨̩̱̣̫̭̅
 ½̬Ң̭̠Ҝ̸̯̫̯̫̥̭ ̫Ѿ̠Áц̩̯ԗ̡̡̥̬̝̥̍Ӻј̩к̱̤̫̩̝Ѳ̷̤̩̥̝̦̝Ҡ̮̯̰½½̡Ӻ̫̩̦̝Ҡ̮̲̫̥̩ҡ̝ 
ҏ̡̮̯̫Ѿ̦ц̪Ӭ̩½̛̬̝̮̤̝̥̦̝Ҡ̫Ѿ̦ц̪Ң̩½̛̬̝̮̤̝̥ ̫Ѿ̠Ҝ̯Ԗ̩Ѳ̷̴̡̧̱̥̩̯̩ж½̷̴̫̠̩̯̩ 
̡̨̨̟̬̘̱̥̝̥̬̙̠̣̫̭̳̱̥̮̝̓̚ѧ̩̝ѓ̨̡Ӻ̭̫ѣ̡̦̝̤̮̯Ԗ̡̯̭̯̬̥̬̝̬̲̫̥̚½̴̨̡̬̫̮̯̘̯̯̩
̦̝Ҡж̴̢̨̡̩̝̟̦̘̩̯̫Ҥ̭̯̬̥̣̬̝̬̲̮̝̩̯̝̭̚ж½̫̠̫ԉ̩̝̥̯Қ̸̡̮̦̣ ѵ̭и̨̩Ҟж½̫̠̥̠ԗ 15
̦̝Ҡ̠Ҟѓ̨ӝ̸̡̧̡̡̭̦̥̯Ң̨̨̢̡̛̳̱̥̮̝̦̫̮̤̝̥̯̚Қ̸̷̡̮̦̣̯̬½Ԕӏи̨̡̩̠̰̩̹̤̝ ѧ̩̝
ҋ̭Ё̯̘̲̥̮̯̝̯Қ̭̩̝ԉ̭½̴̡̢̨̡̝̬̝̮̦̰̘̩̦̝Ҡ̡̞̫̤̥̝̩̚ж½̫̮̯ҝ̴̧̧̨̡̩
½̧̧̫Ҟ ̫̩҄ ј̩ ̨̫̥ ж̩̘̟̦̣ ̨̢̡̛̦̫̮̤̝̥ ̯Қ ̸̡̮̦̣ ѧ̩̝ ̯Ҟ̩ ̩̝ԉ̩ ½̡̢̨̝̬̝̮̦̰̘̫̥̥
̦̝Ҡ½̡̝̬̝̮̦̰̘̮̝̭ж½̫̮̯ҝ̧̧̨̫̥̥ҋ̭Ё̯̘̲̥̮̯̝̠̙̫̩ ̨̡̫̩̯̝҄ԉ̯̝½̡̫̥Ӻ̩ ̡̨̫̱̅̚Ԕ
½̬̫̮Ӭ̧̤̫̩ѧ̩̝̯Қ̸̡̮̦̣ ̨̨̛̦̫̥̮̝̣̩. 20

Vocabulário para a Seção Dezesseis C

Gramática para 16C


C O acusativo absoluto
C ҋ̭ + superlativo

ж½̧̧̫̮̯̙-̴ enviar ц̷̪̩ sendo possível (ъ̡̪̮̯̥) ½̛̬̝̮̤̝̥ comprar (inf. aor. de
к̱̤̫̩-̫̭ -o̩ sem limites, ѧ̩̝ (+ subj./opt.) a fim de que, Ҋ̨̩̙̫̝̥)
abundante para ½̷̬̭ (+ dat.) além de
̡̞̫̤̥̚-̝, ѓ operação de socorro, ̨̢̛̦̫-̨̫̝̥ recolher ½̬̫̮̯̘̯̯-̴ (½̬̫̮̯̝̪-) instruir,
auxílio (1b) ̡̩̹̬̥-o̩, ̷̯ estaleiro (2b) ordenar
̟̬̘̱-̴ propor (um decreto) ѷ̡̤̩ de onde ̸̡̮̦-̣, ̯̘ equipamento do navio
̠̙o̩ it sendo necessário (̡̠Ӻ) Ѳ̷̤̩̥-̫̩, ̷̯ vela de navio (2b) (pl.) (3c)
̠̥Қ ̯̘̲̫̰̭ com toda pressa ½̴̛̝̬̝̠̠-̨̥ (½̝̬̝̠̫-) entregar ̮̯̘̮-̥̭, ѓ revolução (3e)
ц̪̙̬̲-̨̫̝̥ terminar, chegar ½̡̢̝̬̝̮̦̰̘-̴ equipar, preparar ̮̯̰½½̡Ӻ O̩ ̷̯ estopa, reboque (2b)
ao fim ̡̥̬̝̥̍ ̸̡̭, ѳ Pireu (3g) ̸̨̨̮̝̲-̫̭, ѳ aliado (2a)
Seção Dezesseis A–H: Justiça oficial: navios, Estado e indivíduos 197

̛̮̲̫̥̩ ̫̩ ̷̯ corda (2b) Vocabulário a ser aprendido ̸̡̮̦̣, ̯̘ equipamento do


̯̬̥̣̬̝̬̲̙-̴ servir/atuar como ̡̞̫̤̥̝̚, ѓajuda, auxílio, navio; equipamento, mobília
trierarca operação de socorro (1b) (3c)
ѿ½̘̬̲-̴ estar à mão ̴̟̬̘̱ propor (um decreto); ̸̨̨̮̝̲̫̭, ѳaliado (2a)
̨̝̥̬̙̠̣̓-̫̭, ѳ Queredemo (2a) escrever ̴̯̬̥̣̬̝̬̲̙ servir/atuar como
(que propôs um decreto sobre ̠̙o̩ sendo necessário trierarca ou comandante de
o equipamento de um navio ц̷̪̩ sendo possível, permitido trirreme
em 357) ѷ̡̤̩ de onde Ҋ̨̩̙̫̝̥ (½̬̥̝-) comprar
ҋ̭ ̯̘̲̥̮̯̝ o mais rápido possível ½̴̨̛̝̬̝̠̠̥ (½̝̬̝̠̫-) entregar ҋ̭ (+ sup.) o mais... possível
ҏ̡̮̯ em consequência, de forma ½̴̡̢̝̬̝̮̦̰̘ equipar, preparar ҏ̡̮̯ em consequência, de forma
que, então ½̷̬̭ (+ dat.) além de, perto que, então

Equipamento do navio
A cidade mantinha listas meticulosas do equipamento que cada trierarca deveria ter para
equipar seu navio. O seguinte é um trecho de uma inscrição que detalhava esse equipamento.

ѷ̮̫̥̯Ԗ̴̡̨̨̡̩̯̬̥̣̬̘̬̲̩̟̟̬̝̙̩̫̥Ѣ̮Ҡ̩ъ̡̡̲̫̩̯̭Ѣ̭½̧̫ԉ̩ц̡̧̩̯Ӭ̡̮̦ҥ̡̨̣̦̬̝̮̯Қє
̸̧̪̥̩̝ ѷ̨̮̫̥Ҝ̡̨̩̦̬̝̮̯̘ ̡̯̘̠ъ̲̫̰̮̥̩˶ѿ½̢̨̫̹̝̯̝ ѣ̛̮̯̫̩ ̯̫½̡Ӻ̝ ѿ½̷̧̨̞̣̝ ̧̨̦̝̯̘̞̣̝,
½̸̨̧̡̝̬̝̬̝̯̝̰̦̘ ½̸̨̛̝̬̝̬̝̯̝̯̬̲̥̩̝,̛̮̲̫̥̩̝Ѳ̴̧̦̯̠̘̦̯̰̝\\\\ ч̧̪̠̘̦̯̰̝\\\\ ж̸̟̦̬̝̭
̮̥̠̣̬ӝ̭\\˶ѷ̮̫̥̠Ҝ̸̧̪̥̩̝ ъ̷̲̫̰̮̥̩̯̝̬̬̩ ½̧̣̠̘̥̝ ̧̨̛̦̥̝̦̠̝̭ ѣ̷̮̯̩ ̡̛̦̬̝̝̭ ̸̦̫̩̯̫̭

“Todos os trierarcas que são registrados como tendo o equipamento completo para sua viagem,
suspenso ou de madeira, têm o seguinte: aqueles com equipamento suspenso, cabos, velas,
cordames, hypóblēma, katáblēma, toldos de lona, toldos de crina, 4 cordas pesadas de oito
dedos, 4 cordas pesadas de seis dedos, 2 âncoras de ferro; aqueles com equipamento de madeira
têm um conjunto de remos, lemes, escadas, um mastro, vergas, lanças.”

cabos cabos pesados passados pelo exterior do casco de um navio e apertados, para
manter a estrutura firme
hypóblēma
katáblēma J desconhecidos
toldos toldos para a proteção dos remadores durante a batalha

(De: Inscriptiones Graecae, 11, 2, 1627)


198 Parte Cinco: A visão ateniense de justiça

D
Como Teofemo não está em casa, Aristarco fala com o irmão de Teofemo,
Evergo, para obter informações sobre a propriedade.

Em O mundo de Atenas: boulē´ 6.6–22; provas 6.47; hypērétēs 5.63.

ж̧̧Қж½̷̡̨̩̯̫̭̫̱̫̰̦̝̅̚Ҡ̫Ѿ̦ц̷̨̪̩̫̥Ѣ̡̠Ӻ̩ ½̡̧̬̫̮̤Ҧ̩̯ԗ̂Ѿҝ̬̟Ԕ ̯ԗ̯̫ԉ


̡̨̫̱̫̰̅̚ж̡̧̠̱ԗ ж½ӫ̯̣̮̝̯Қ̸̡̮̦̣̦̝Ҡц̦ҝ̧̡̰̫̩̝Ѿ̯Ң̡̨̩̱̬̘̮̝̥̫̱̅̚Ԕ
ъ̮̯̥̟Қ̬̯Ң̯Ӭ̧̭̞̫̰Ӭ̨̨̢̡̛̭̳̱̥̮̝̦̫̮̤̝̥̯̚Қ̸̡̮̦̣ ѳ½̷̯̝̩̫ѣѲ̡̧̡̨̛̱̫̩̯̭Ҟ
ж½̫̠̥̠Ԗ̮̥ ̷̯̬½Ԕӏи̨̡̩̠̰̩̹̤̝ц̦ҝ̧̡̨̰̫̩Ҝ̩̫̩҄ц̟̹ ̦̝Ҡ̧̠̥̙̥½̫̩ѓ̨̙̬̝̭
̯̥̩̘̭ ѧ̩̝̂҂̡̡̡̡̨̬̟̫̭̱̬̘̮̥̫̱̅̚Ԕ ̂҂̡̬̟̫̭̠Ҝ̫Ѿ̦ж½̡̛̠̠̫̰̯Қ̸̡̮̦̣ ж̧̧Қ 5
̦̝̦̘໌̨Áໍъ̧̡̡̟̩½̧̝̬̝̝̞Ҧ̨̩̫̩̘̬̯̰̬̝̭҄ҋ̭½̧̡̛̮̯̫̰̭ ђ̷̨̬̣̩̝Ѿ̯Ң̩½̷̡̯̬̫̩
̦̫̥̩Ҟ̡Ѧ̣ѓ̫Ѿ̛̮̝є̫҂ ц̨̬̫ҝ̩Ԕ̠ҝ̨̫̥ж½̡̛̦̬̩̝̯̫̂҂̡̬̟̫̭ѷ̯̥̦̫̥̩Ҟ̫Ѿ̡̦Ѧ̣ѓ
̫Ѿ̛̮̝ ̦̝Ҡ̴̲̬Ҡ̭̫Ѣ̛̦̫̣ѳж̷̡̧̠̱̭
½̷̨̡̰̤̩̫̭̫̩҄к̧̧̡̫̤̩̫̫҅Ѣ̡̦Ӻ̷̡̨̱̣̫̭̅ ̦̝Ҡ̧̝̞Ҧ̩ѿ½̣̬ҝ̯̣̩ ½̝̬Қ̯Ӭ̭ж̬̲Ӭ̭ 
ј̧̤̫̩ц½Ҡ̯Ҟ̩̯̫ԉ̡̫̱̅ҟ̨̫̰̫Ѣ̛̦̝̩ѧ̩̝̝Ѿ̯Ң̩ Ѧ̨̠̫̥̥. 10

Vocabulário para a Seção Dezesseis D

Gramática para 16D


C ѧ̩̝ ou ѷ½̴̭ + subjuntivo ou optativo

ж̡̧̠̱-̷̭, ѳ irmão (2a) ̨̢̛̦̫-̨̫̝̥ recolher ̧̡̛̠̥̝½̴ (̧̠̥̝̥½-) deixar


к̧̧̡̫̤̩ de outra parte ѳ½̷̯̝̩ quando quer que ѧ̩̝ (+ subj., opt.) a fim de que,
ж½̝̥̯ҝ-̴ pedir alguma coisa ̫҅ onde para que
(ac.) a alguém (ac.) ̫Ѿ̛̮-̝, ѓ propriedade, posse (1b) ̷̦̫̥̩̭ ̚ ̷̩ comum, compartilhado
к½̡̨̥̥ estar ausente ½̧̡Ӻ̮̯ -̫̭ -̣ -̫̩ muitos, o ̨̢̨̛̦̫̫̝̥ recolher
ж̬̲-ҟ, ѓ o conjunto de máximo (sup. de ½̸̧̫̭) ѳ½̷̯̝̩ quando quer que
magistrados (1a) ̢̱̬̘-̴ falar, informar ̫҅ onde
̧̡̛̠̥̝½-̴ (̧̠̥̝̥½-) deixar ̴̛̲̬̭ separadamente ̫Ѿ̛̮ә, ѓ propriedade, riqueza (1b)
E҂̡̬̟-̫̭, ѳ Evergo (2a) (irmão ½̧̡Ӻ̮̯o̭ ̣ ̫̩ muitos, o máximo
de Teofemo) Vocabulário a ser aprendido (sup. de ½̸̧̫̭)
ѧ̩̝ (+ opt.) a fim de que, para que ж̷̡̧̠̱̭, ѳirmão (2a) ̴̢̱̬̘ falar, informar, mencionar
̦̝̦Қ ̧̙̟-̴ insultar (+ ac.) ж½̝̥̯ҝ̴ pedir alguma coisa ̴̛̲̬̭ separadamente; (prep.)
̦̫̥̩-̷̭ -ҟ -̷̩ comum, (ac.) a alguém (ac.) separado de/longe de (+ gen.)
compartilhado к½̡̨̥̥ estar ausente

Testemunhas (i)

O orador Iseu enfatiza que é preciso ter amigos do seu lado no tribunal: “Todos
vós sabeis que, quando estamos agindo sem dissimulação e precisamos de teste-
munhas, normalmente fazemos uso de nossos parentes próximos e amigos íntimos
como testemunhas dessas ações; mas, para o imprevisto e inesperado, recorremos
a qualquer um que por acaso esteja presente”. É por isso que Aristarco levou teste-
munhas quando perguntou se Evergo compartilhava a propriedade com Teofemo.
Se esse fosse o caso, Aristarco poderia ter tentado pegar alguma coisa em troca do
equipamento não devolvido do navio. (O mundo de Atenas, 6.47)
Seção Dezesseis A–H: Justiça oficial: navios, Estado e indivíduos 199

E
Aristarco exige o equipamento de Teofemo.

Em O mundo de Atenas: auto-aplicação da lei 6.42.

̷̦̳̝̭̠Ҝ̯Ҟ̸̩̤̬̝̩ ђ̷̨̬̣̩ѷ½̡̫̰Ѧ̣ ж½̡̛̫̦̬̩̯̝̥̠Ҝѓк̴̩̤̬½̫̭ѷ̯̥À̫Ѿ̦ъ̩̠̫̩ 


ѷ½̫̰и̩̩ԉ̡̩̟̯̰̟̲қ̩ӪҎ̩Á̧̦̝̯̝̝̞Ҧ̩̫̩̝҄Ѿ̯Ң̩ъ̩̠̫̩̫Ѿ̦Ѷ̩̯̝ ц̦ҝ̧̡̰̫̩̯Ҟ̩
к̴̩̤̬½̫̩̯Ҟ̩ѿ½̸̨̡̡̧̡̝̦̫̮̝̮̝̩̯̤Ӻ̩̝Ѿ̯Ң̩ѷ½̫̰Ҍ̩̯̰̟̲қ̩̫̥ҋ̭̠Áж̡̱̥̦̩Ӻ̯̝̥
̷̡̨̱̣̫̭̅ ̨̡̡̧̯̤̫ҥ̮̣̭̝Ѿ̯Ң̩̯Ӭ̭ж̩̤̬̹½̫̰ ж½ӫ̯̫̰̩̝Ѿ̯Ң̩̯Ң̨̨̠̥̘̟̬̝̝̯Ԗ̩
̡̮̦̰Ԗ̩̦̝Ҡц̡̛̠̦̩̰̫̩̯Ң̨̳̱̥̮̝̯̚Ӭ̧̭̞̫̰Ӭ̭ ѵц̦ҝ̧̡̰ҝ̨̡̨̢̡̛̦̫̮̤̝̥̯Қ̸̡̮̦̣ 5
̷̯̬½Ԕӏ̨̛̠̰̩̝̣̩̦̝Ҡ̟Қ̬̫Ѿ̦ц̟Ҧ̷̴̨̩̫̭̫̯̭҃ъ½̬̝̪̝ ж̧̧Қ̦̝Ҡк̧̧̫̥̯Ԗ̩
̴̯̬̥̣̬̘̬̲̩ ѳ½̷̡̯̯̥̭̯Қ̸̡̨̮̦̣Ҟж½̛̫̠̥̠̫̣
ж̧̧Áц½̡̥̠Ҟ ц̡̛̠̲̤̣ ̯Ң ̨̳̱̥̮̝̚ ц̡̛̦̩Ԕ ̦̝Ҡ ж½Ӫ̯̤̣̚ ̯Ң ̨̨̠̥̘̟̬̝̝ ѳ̷̡̨̱̣̫̭̅
̫Ѿ̦ж½̡̛̠̠̫̰½̬Ҡ̩̫̩҄к̧̧̫̯̥½̫̥Ӭ̮̝̥ ц̧̡̦̙̰̫̩̯Ң̩½̝Ӻ̧̠̝̦̝̙̮̝̥̯̫Ҥ̭ц̦̯Ӭ̭
ѳ̠̫ԉ½̧̛̫̯̝̭ ̡Ѧ̯̥̩̝̭Ѧ̠̫̥ ѧ̨̩̝̘̬̯̰̬ҝ̨̡̭̫̥Ѩ̡̩̯Ԗ̴̧̡̧̩̲̤̙̩̯̩̦̝̙̮̝̩̯̫̭̠Ҝ 10
̯̫ԉ½̝̥̠Ң̭ ̦̝Ҡ ½̷̴̸̴̨̝̬̩̯̩̝̬̯̬̩̯Ԗ̩ѿ½Á̝Ѿ̯̫ԉ̴̧̦̣̤̙̩̯̩ ц̧̡̦̙̰̫̩½̧̘̥̩ц̟Ҧ
̯Ң̷̡̨̩̱̣̫̩̅є̝Ѿ̯Ң̩ж̧̡̦̫̫̰̤Ӻ̩½̬Ң̭̯Ҟ̧̩̞̫̰̩̚ ̡Ѣ̨̱̣̮̥̩̚ Ѳ̡̧̡̛̱̥̩̯Қ̸̡̮̦̣ 
єж½̷̫̠̥̠̩̝̥̯Қ̸̡̡̮̦̣Ѣ̠Ҝ̨̚ ъ̧̡̟̫̩ѷ̯̥ ̧̨̛̣̳̫̣̩ц̡̩̙̲̰̬̝̦̝̯̘̯̯̫Ҥ̷̨̭̩̫̰̭
̦̝Ҡ̯Қ̨̛̳̣̱̮̝̯̝

Vocabulário para a Seção Dezesseis E

Gramática para 16E


C Orações indefinidas em sequência secundária

ж̧̦̫̫̰̤̙-̴ seguir, acompanhar ̨̡̯̙̬̲-̨̫̝̥ (̨̡̡̧̯̤-) ir em Vocabulário a ser aprendido


̡̛̠̦̩̰ ̨̡̥̠̥̪ mostrar busca de ̡̛̠̦̩Ԅ̨̥ (̡̠̥̪̝-) mostrar
̨̨̨̨̠̥̘̟̬̝̝̠̥̝̟̬̝̝̯ ̷̯ ѳ½̷̡̯ quando (+ opt. = sempre ѳ½̷̡̯ quando (+ opt. = sempre
registro, inventário (3b) que, toda vez que) que, toda vez que)
ц̩̙̲̰̬-̫̩, ̷̯ segurança, ѿ½̸̝̦̫-̴ responder, atender ѿ½̸̴̝̦̫ responder, atender;
garantia (2b) obedecer (+ dat.)

Testemunhas (ii)

Aristarco levou apenas um escravo oficial consigo (16D 1.9: presumivelmente


dos estaleiros – o “menino” de 16E 1.9) até a casa de Teofemo. Se Teofemo
ainda se recusasse a entregar o equipamento do navio, Aristarco precisava de
alguém para testemunhar sua tentativa de tomar propriedades de Teofemo para
compensação (16F). Isso não era ideal, como Iseu sugere (ver “Testemunhas”
em 16D), mas vital. Conforme Iseu prossegue, “Quando provas são necessárias
no tribunal, temos que trazer como testemunhas pessoas que estiveram de fato
presentes, quem quer que elas sejam”. Note-se que Aristarco irá certificar-se de
que Teofemo não tinha esposa (16F, 1.5); não era adequado que homens que não
fossem da família entrassem na casa sem ser convidados (contraste com o com-
portamento de Teofemo em 17A).
200 Parte Cinco: A visão ateniense de justiça

F
Teofemo recusa-se a aceitar o pedido e ocorre uma briga na casa. Vencido,
Aristarco leva sua queixa à ̧̞̫̰̚, que o incentiva a abrir um processo (bem-
sucedido) contra Teofemo.

Em O mundo de Atenas: proteção das mulheres na lei 5.27.

ц̧̤̙̫̩̯̫̭̠Ҝ̝Ѿ̯̫ԉ̫Ѿ̠Ҝ̸̴̩̯̫̯̩½̡̫̥Ӻ̩ ̛̦̝½̡̡̧̡̬̦̰̮̤̙̩̯̫̭ѿ½Áц̨̫ԉ ј̟̫̩̯Ҟ̩


к̴̩̤̬½̫̩ч̮̯̣̦̰Ӻ̝̩ц½Ҡ̯ӭ̸̤̬ӛ ̯Ҟ̨̡̡̧̩̯̤̫ԉ̮̝̩̝Ѿ̷̯̩ ѧ̨̩̝̘̬̯̰̬̝ъ̨̲̫̥̥̦̝Ҡѳ
̷̷̡̨̨̡̱̣̭̅ж̱Ӫ̡̬Ӻ̯̫̝Ѿ̯̩̚ ̦̝Ҡц̟Ҧ̯Ҟ̨̩Ҝ̩к̴̩̤̬½̫̩ж̱Ӭ̦̝ ̡Ѣ̭̠Ҝ̯Ҟ̩̫Ѣ̛̦̝̩
̡Ѣ̮ӭ̝ѧ̩̝ц̷̧̨̩̙̲̰̬̩̯̥̘̞̫̥̥̯Ԗ̡̩̮̦̰Ԗ̩ъ̡̯̰̲̟Қ̬ѓ̸̤̬̝ж̡̩Ԕ̨̟ҝ̩̣̦̝Ҡ½̬Ҡ̩
̡Ѣ̮̥ҝ̩̝̥ ц½̡½̸̨̮̣̩ѷ̯̥̫Ѿ̡̨̟̟̝̣̦Ҧ̭Ё̡Ѧ̡̣Ѣ̷̮̥̩̯̫̭̠ҝ̨̫̰ ½̝ҡ̡̥½Ҥ̪̯Ң̷̨̮̯̝ѳ 5
̷̡̨̱̣̫̭̅ ̦̝Ҡц̟̹ ц½̨̨̡̥̝̬̯̰̬̘̩̫̭̯̫Ҥ̭½̷̝̬̩̯̝̭ ђ̨̨̰̩̘̣̩
ц½̡̥̠Ҟ̫̩̯҄Қц̩̙̲̰̬̝ц̧̱̤̣̚ѿ½Ң̡̨̫̱̫̰̅̚ ̦̝Ҡ̷̡̮̰̩̦½̣̩ ц̟̹ ј̧̡̤̫̩Ѣ̭
̯Ҟ̧̩̞̫̰Ҟ̩ѧ̡̨̛̩̝̠̪̝̥̥̯Қ̭½̧̣̟Қ̭̦̝Ҡ̡Ѧ½̨̫̥̥ ½̘̩̤Áй½̡½̫̩̤Ҧ̭Ёј ̷̨̢̨̡̦̫̥̩̫̭
̯Қ̸̡̮̦̣̯ӭ½̷̧̡̥ѓ̠Ҝ̧̞̫̰̚ ж̟̝̩̝̦̯ҟ̮̝̮̝ц̱Á̫ѩ̭ц½̡½̷̩̤̣ ̦̝ҠѢ̠̫ԉ̮̝ҋ̭
̡̡̨̛̠̥̦̣̩ѿ½Ң ̡̨̫̱̫̰̅̚ ц̸̧̡̞̫̯̫̝Ѿ̯Ң̩з̧Ԗ̩̝̥̦̝Ҡ̴̢̨̣̥̤Ӭ̩̝̥ц̸̡̧̡̦̮̤̣̩̫̩҄ 10
ѿ½Ң̯Ӭ̧̭̞̫̰Ӭ̡̭Ѣ̮̝̟̟ҝ̧̧̡̥̩̝Ѿ̯Ң̩ҋ̭ж̠̥̦̫ԉ̩̯̝̦̝Ҡ̴̸̧̠̥̝̦̫̩̯̝ ̯Ң̩ж½̷̧̮̯̫̫̩
ѓ̟̮̝̯̫̟̚Қ̬ѓ̧̞̫̰Ҟѿ̞̬̥̮̤Ӭ̩̝̥̫Ѿ̦ц̨Ҝж̧̧Á ч̝̰̯Ҟ̩̦̝Ҡ̯Ң̩̠Ӭ̨̫̩̦̝Ҡ̯Ң̷̨̩̩̫̩
̦̝Ҡ̟Қ̡̬҄Ҽ̡̠̥ѓ̧̞̫̰Ҟѷ̯̥ ̡Ѣ̡̧̡̮̝̟̟̤Ҡ̭ѳ̷̡̨̱̣̫̭̅з̧̡̹̮̯̝̥̦̝Ҡ̴̢̨̡̣̥̤̮̯̝̥̚
̡̨̟̩̫̙̩̣̭ ̛̯̫̩̰̩̯Ӭ̴̡̛̭̦̬̮̭ц̩̯ӭ̧̞̫̰ӭ ̦̝Ҡ½̨̰̤̫ҝ̴̩̩̯Ԗ̧̡̩̞̫̰̰̯Ԗ̩̯Ҟ̩
½̷̧̥̩ѿ̡̞̬̥̮̤Ӻ̮̝̩̦̝Ҡж̠̥̦̣̤ҝ̩̯̝ц̨ҝ ч̴̧̘ѳ̷̡̨̱̣̫̭̦̝̅Ҡ ц̢̨̣̥̹̤̣̦̝Ҡц̪Ң̩ 15
̯̝Ӻ̭½̡̨̛̩̯̝̦̫̮̝̥̭̠̬̝̲̝Ӻ̢̨̭̣̥Ԗ̮̝̥̝Ѿ̷̯̩ ц̟̹ ̛̦̝½̡̬ж̡̛̠̥̦̣̤̭ ̨̙̯̬̥̫̭̦̝Ҡ
ц½̡̥̥̦Ҟ̭ц̷̡̨̟̩̣̩̦̝Ҡ ̡̮̰̩̲̹̬̣̮̝½̡̙̩̯̦̝Ҡ̡Ѧ̨̦̫̮̥̠̬̝̲̝Ӻ̭

Vocabulário para a Seção Dezesseis F

Gramática para 16F


C O perfeito optativo
C з̧̨̛̮̦̫̝̥ “sou capturado”

ж̟̝̩̝̦̯̙-̴ irritar-se ̧̡̞̫̰̰̯-̭̚, ѳ membro do ц½̡½̷̩̤̣ eu havia sofrido (½̴̘̮̲)


з̧̛̮̦-̨̫̝̥ ([ч]̧̝-) ser conde- conselho (1d) ц½̡½̸̨̮̣̩ eu havia me
nado, ser pego (aor. ч̴̧̘̩) ̡̨̟̟̝̣̦Ҧ̭ ̡Ѧ̣ era casado (opt. informado (½̨̰̩̤̘̩̫̝̥)
з̧Ԗ̩̝̥ ser condenado perf. de ̴̨̟̝̙) ц½̛ (+ dat.) em
(з̧̨̛̮̦̫̝̥) ̡̠̥̘̦̥-̨̝̥ estar em tal ц½̡̥̥̦-̭̚ -̙̭ justo, indulgente
з̧̡̹̮̯̝̥ ele será condenado disposição de ânimo (adv.) ц½̸̨̥̝̬̯̬-̨̫̝̥ chamar como
(з̧̨̛̮̦̫̝̥) ̴̸̧̠̥̝̦-̴ impedir testemunhas
ж̸̨̩-̨̫̝̥ defender-se ч̴̧̘ ver з̧̨̛̮̦̫̝̥ ̷̢̨̣̥-̴ multar, punir
ж̡̩Ԕ̨̟̙̩̣ aberta (part. perf. ̡Ѧ̦̫̮̥ vinte (indecl.) ̛̦̬̮-̥̭, ѓ julgamento (3e)
pass. de ж̨̛̩̫̟̩̰̥) ̡Ѣ̧̧̮̝̟̟̙-̴ (̡Ѣ̡̧̮̝̟̟̥-) ̨̡̯̙̬̲-̨̫̝̥ (̨̡̡̧̯̤-) ir/mandar
ж½̷̧̮̯̫-̫̭, ѳ expedição naval, denunciar buscar
missão (2a) ц̩̙̲̰̬-̫̩, ̷̯ segurança, ̨̙̯̬̥-̫̭ ¾̝ -o̩ moderado,
ж̱Ӭ-̦̝ soltei (ж̨̛̱̣̥) garantia (2b) razoável, justo
Seção Dezesseis A–H: Justiça oficial: navios, Estado e indivíduos 201

½̛̝-̴ bater Vocabulário a ser aprendido ц½̛ (+ dat.) em; para a


½̷̡̩̯̝̦̮̥-̫̥ -̝̥ -̝ quinhentos з̧̨̛̮̦̫̝̥ (з̧-) ser pego, ser finalidade de, para
½̡̙̩̯ cinco condenado (aor. ч̴̧̘̩) ̷̴̢̨̣̥ multar, punir
½̡½̫̩̤Ҧ̭ ј“eu havia sofrido” ̧̡̞̫̰̰̯̭̚, ѳ membro do ̛̦̬̮̥̭, ѓ julgamento, disputa,
(½̴̘̮̲) conselho (1d) decisão (3e)
½̧̣̟-̚, ѓ golpe (1a) ̴̧̠̥̝̦Ԅʞ̴ impedir ̨̡̨̯̙̬̲̫̝̥ (̨̡̡̧̯̤-) ir buscar,
½̸̪ com o punho ̡Ѧ̦̫̮̥ vinte ir atrás de
̷̨̮̯̝ (̨̮̯̫̝̯-), ̷̯ boca (3b) ̡Ѣ̴̧̧̮̝̟̟̙ (̡Ѣ̡̧̮̝̟̟̥̝-) ̨̙̯̬̥̫̭ ә o̩ moderado,
̷̮̰̟̦½̯-̴ atacar (aor. pass. denunciar razoável, justo
̷̡̮̰̩̦½-̣̩) ц̩̙̲̰̬̫̩, ̷̯ segurança, ̷̨̨̮̯̝̮̯̫̝̯ ̷̯boca (3b)
̴̮̰̟̲̬̙-̴ concordar com (+ garantia (2b) ̴̴̮̰̟̲̬̙ concordar com (+
dat.) dat.); ceder a

G
O calor do dia é demais para Apolodoro, que pede para descansar à sombra,
ao lado de um rio. Aristarco agora explica como Teofemo fez a situação virar
contra ele.

˾̍ ц½̡̥̥̦Ҟ̭̠Ҟ̦̝Ҡ̨̙̯̬̥̫̭ц̟̙̩̫̰½̡̬Ҡґ̩ц½̡½̡̫̥̦̥̚ѳ̷̡̨̱̣̫̭̅ Ґ


о̡̛̬̮̯̝̬̲ж̧̧Қ̯ҡ̫Ѿ½̷̨̡̝̰̤̝½̡̬̥½̝̯̫ԉ̡̩̯̭½̩Ӻ̟̫̭̟Қ̡̛̬̟̟̩̯̝̥
̩ԉ̩ ̦̝ҠцҚ̩½̧̙̫̩½̡̬̥½̴̝̯̮̚ ̡Ѣ̭½̧̧̫Ҟ̩ж½̨̛̫̬̝̩̦̝̯̝̮̯̮̫̝̥̚
½̨̡̝̰̹̤̝̫̩҄ ы̴̭Ёи̩ц̦̯Ӭ̭ж̡̡̮̤̩ҡ̴̧̧̝̭̮̰̙̟ц̷̨̝̰̯̩
˾̎ ̴̫̯̭̫̩҃҄½̫̥̣̯̙̫̩ ̡Ѧ̡̮̫̥̠̫̦Ӻ½̨̡̝̰̹̤̝̫̩̦̝҄Ҡц̩ѓ̛̮̰̲ӛ̢̨̡̦̝̤̥̹̤̝ 5
½̝̬Қ̯Ң̩Ӧ)̷̧̥̮̩ ы̴̭Ёи̩ђ½̡̥̹̯̬̫̩̟̙̩̣̯̝̥̯Ң½̩Ӻ̟̫̭
˾̍ ½̷̡̬̝̟̠̚ ̦̝Ҡ̮̦̫½Ԗ̨̡̩л̨̝ѷ½̷̢̨̡̫̰̦̝̤̥̣̮̤̝
˾̎ ѳ̬Ӟ̭̫̩҄ц̡̦ҡ̩̣̩̯Ҟ̩ѿ̧̳̣̫̯қ̯̣̩½̧қ̯̝̩̫̩
˾̍ ̯ҡЁ̨̩̚

Vocabulário para a Seção Dezesseis G

Gramática para 16G


C Subjuntivo exortativo
C ы̴̭ к̩ “até”

ц½̡̥̥̦-̭̚ -̙̭ justo, moderado ½̨̡̝̰̹̤̝ paremos ½̩Ӻ̟-̫̭, ̷̯ calor abafado (3c)
і½̥-̫̭ -̝ -o̩ suave, benévolo ½̡̬̥½̝̯̙-̴ caminhar, passear ̮̦̫½Ԗ̨̡̩ examinemos
̢̨̡̦̝̤̥̹̤̝ sentemos ½̧̘̯̝̩-o̭, ѓ plátano (2a) ѿ̧̳̣-̷̭ -ҟ -̷̩ alto
202 Parte Cinco: A visão ateniense de justiça

˾̎ ц̡̦Ӻ̮̦̥қ̯Áц̮̯Ҡ̦̝Ҡ½̡̩ԉ̨̨̝ҝ̯̬̥̫̩̦̝Ҡ½̷̢̡̛̝̦̝̤̮̤̝̥ цҚ̧̨̡̩̞̫̰̹̤̝ 10


ц̡̦Ӻ̡̮̫̩҄Ѧ̴̨̡̩ ѧ̢̨̡̩̝̦̝̤̥̹̤̝ж̩̝½̷̨̡̝̰̩̫̥
˾̍ ½̬̫қ̟̫̥̭к̩̩Ҟ̯Ҟ̩Ёԁ̬̝̩̄ ̧̡̦̝̟̚ѓ̴̦̝̯̝̟̟̩̚ԉ̡̩̫̩̠҄ԉ̬̫ж̷̨̡̱̥̦̩̫̥
̴̨̨̡̙̩̩ы̴̭Ёи̩ц̦̯Ӭ̭ж̴̡̡̧̧̛̮̤̩̝̭̮̰̙̟ц̷̨̝̰̯̩
 ж̧̧Қ ̸̮  Ґ о̡̛̬̮̯̝̬̲  ҋ̭ ъ̱̣̭  ц̛̩̦̣̮̝̭ ̯Ҟ̩ ̡Ѣ̡̧̮̝̟̟ҡ̝̩ ̯ҡ
̫̩҄ ̯Қ ̨̡̯Қ ̯̝ԉ̯̝ ½Ԗ̭ ½̬Ң̭ ̮Ҝ ̡̠̥̙̦̥̯̫ ѳ ̷̡̨̱̣̫̭̅ ̦̝̦Ԗ̭  ъ̨̡̫̥̟ 15
̡̠̫̦Ӻ ̡̨̨̯̦̝̥̬̫̙̩Ԕ ̯ӭ ̮ӭ ж̨̛̤̰ӛ ̛̯ ̫̩҄ ̫Ѿ ̡̧̡̠̥̝̯Ӻ̭ ̯Ң̩ ̷̧̟̫̩
̸̨̡̠̥̣̟̫̩̫̭ ̡Ѣ̨̯̚ҡ ̴̸̡̧̡̮̦̥ҏ̨̭̫̥̠̫̦Ԗ̡̡̦̝̤̙̪̥̩̮ц̩̤қ̡̠ы̴̭Ёи̩
̡Ѧ½Ӫ̭ л½̝̩̯̝
˾̎ ж̧̧ҚЁ̨Ҟ̩໌̫Ѿ̠̙̩ໍ̴̸̡̧̡̨̡̡̧̡̟̦̥̠̥̝̯Ӻ̷̡̩̠̥̪̥̩̯̝̯Ң̷̧̩̟̫̩ ы̴̭Ёи̩
̧̡̲̤ӭл½̝̩̯̝к̡̦̫̰̫̩҄ ѧ̡̨̩̝̮̝̱̙̮̯̬̫̩қ̤Ӫ̭ 20

ж̨̛̤̰-̝, ѓ desânimo, abatimento ̦̝̯̙̲-̴ segurar, reter, conter ̡̨̠̥̘̦̥̝̥ estar em tal disposição
(1b) ̴̨̨̡̙̩̩ fiquemos, esperemos de ânimo (adv.)
ж̧̧қ ̨ҟ̩ . . . ̡̟ mas naturalmente ½̧̙̫̩ mais ̡Ѣ̡̧̛̮̝̟̟ә, ѓ acusação (1b)
ж̩̝½̸̝-̨̫̝̥ descansar ½̡̩ԉ̨̝ (½̡̨̩̰̝̯-), ̷̯ brisa (3a) ц̡̦Ӻ lá, ali
̡̠̥̘̦̥-̨̝̥ estar em tal ½̷-̝, ѓ grama (1c) ц½̡̥̥̦̭̚ ̙̭ justo, razoável,
disposição de ânimo (adv.) ½̬̫̘̟-̴ levar adiante, ir adiante moderado
̡̧̠̥̝̯̙-̴ terminar, completar ̮̦̥-̘, ѓ sombra (1b) ы̴̭ к̩ (+ subj.) até
̡Ѣ̡̧̛̮̝̟̟-̝, ѓ denúncia (1b) ̧̧̮̰̙̟-̴ reunir, recobrar ½̧̙̫̩ mais (adv.)
ц̡̦Ӻ lá ̡̨̛̯̦̝̬-̨̫̝̥ concluir, inferir ½̴̬̫̘̟ levar adiante, ir adiante
ы̴̭ к̩ (+ subj.) até ̛̯ ̨ҟ̩; claro (e então?) ̴̧̧̮̰̙̟ reunir, recobrar
џ̬ ̝, ѓ Hera (1b) (esposa de ̡̨̨̛̯̦̝̬̫̝̥ concluir, inferir
Zeus) Vocabulário a ser aprendido
Ѧ̴̨̡̩ vamos ж̤Ԅ̨̛ә, ѓ desânimo, abatimento
̴̦̝̯̝̟̟-̚, ѓ lugar, local (1a) (1b)

H
Em O mundo de Atenas: provas de escravos 6.48; bancos 2.23, 5.60, 63.

ц̡̩̩̥̦ҟ̦̣ ̛̯̫̩̰̩ ц̟Ҧ ̯Ҟ̩ ̡Ѣ̡̧̛̮̝̟̟̝̩, ж̧̧Қ ̯̫ԉ̯̫, ̛̱̝̮̩, ѓ ж̬̲Ҟ ̯̫ԉ ̦̝̦̫ԉ. ѳ
̨Ҝ̩ ̟Қ̬ ̷̡̨̱̣̫̭̅, ̝Ѿ̛̯̦̝ ̨қ̧̝ ц̸̨̨̡̩̤̰̫̩̫̭̯Ҟ̛̩̦̝̯̝̠̦̣̩̦̝Ҡ̴̨̡̯̥̬Ӻ̮̤̝̥
̷̧̨̡̞̫̰̩̫̭ ъ̧̨̛̝̲̙̫̥̠̦̣̩̝Ѣ̡̛̦̝̭ ̴̱̘̮̦̩ц̨Ҝк̬̪̝̥̯Ԗ̩½̧̣̟Ԗ̩ ̯Ԗ̩ц½Ҡ
̯ӭ̸̤̬ӛц̟Ҧ̠Áѓ̮ҥ̢̲̝̫̩ ̫Ѿ̸̨̡̱̫̞̫̩̫̭Ё̨Ҟ ̡̦̝̯̝̠̥̦̘̮̥̝̩ц̨̫ԉ̫ѣ̛̠̥̦̝̮̯̝
ї̦̥̮̯̝̟Қ̬ѓ̸̨̟̫̣̩ ц̡̧̡̡̪̟̲̤̮̮̤̝̥̚ ж̛̩̝̯̥̫̭Ҏ̩ѳ̠Ҝ̷̡̨̱̣̫̭̅ ̡̡̳̰̠Ӻ̭ 5
½̷̨̡̨̝̬̝̮̲̩̫̭̘̬̯̰̬̝̭ ̂҂̷̡̡̬̟̫̩̯̩̯ж̡̧̠̱Ң̩̦̝Ҡ ̧̛̩̣̮̞̫̰̫̩̯̉Ң̡̩̦̣̠̮̯ҟ̩ 
̦̝Ҡѿ½̷̨̡̫̮̲̩̫̭½̡̝̬̝̠̹̮̥̩ ̯Ң̮Ԗ̨̝̯Ӭ̭ж̩̤̬ҧ½̫̰̯Ӭ̭ц½Ҡ̯ӭ ̸̤̬ӛч̛̮̯̣̦̰̝̭
ѵ̫Ѿ ½̡½̡̛̫̣̦ ц̪̣½̡̘̯̣̮̯̫Ҥ̭̠̥̦̝̮̯̘̭ ̫ѥѿ½Ҝ̡̨̬̫̱̫̰̅̚ ц½̡̛̮̤̣̮̝̩̯Ҟ̩
̳Ӭ̱̫̩̤̙̮̤̝̥ц̟Ҧ̴̴̢̨̡̛̫̩̫̯̣̥̤̭҄҃ ̫Ѿ ½̧̧̫̝Ӻ̭ѓ̨̡̙̬̝̥̭̮̯̬̫̩҃½̡̧̬̫̮̤Ҧ̩
̡̫̱̅ҟ̨Ԕц̦ҝ̧̡̰̫̩ц½Ҡ ̯Ҟ̩̯̬̘½̡̢̝̩ж̧̦̫̫̰̤̫ԉ̨̢̡̛̩̯̝̦̫̮̤̝̥̯Ҟ̛̩̦̝̯̝̠̦̣̩ѳ ̠Ҝ 10
̷̡̨̱̣̫̭̅ ж̩̯Ҡ̯̫ԉ̛̦̝̯̝̠̦̣̩ж½̧̡̫̝̞Ӻ̩ ј̧̡̤̩ц½Ҡ̯Ң ̴̛̲̬̫̩ ̨̫̰.
Seção Dezesseis A–H: Justiça oficial: navios, Estado e indivíduos 203

Vocabulário para a Seção Dezesseis H

Gramática para 16H


C ̱̫̞̫ԉ̨̝̥ ̨̚ + optativo

̝Ѣ̡̛̦-̝, ѓ agressão (1b) ̨̧̘̝ muito, completamente ж½̴̧̨̫̝̞̘̩ (ж½̧̫̝̞-) pegar


ж̧̦̫̫̰̤̙-̴ seguir ̧̛̩̣̮̞̫̰̉-̫̭, ѳMnesíbulo (2a) ц̩̤Ԅ̨̨̙̫̝̥ perturbar-se,
ж̛̩̝̯̥-̫̭ –o̩ inocente (primo de Teofemo) irritar-se
ж̛̩̯ (+ gen.) em vez de ̯̬̘½̡̢ ̝ ѓbanco (1c) ї̦̥̮̯̝ o mínimo, nada
ж½̧̨̫̝̞̘̩-̴ (ж½̧̫̝̞-) pegar ѿ½̥̮̲̩ҝ-̨̫̝̥ (ѿ½̫̮̲-) prometer ̛̦̝̯̝̠̦̣, ѓ multa (1a)
̝Ѿ̛̯̦̝ imediatamente (+ inf. fut.) ̨̧̘̝ muito, completamente
ц̨̩̤̰̙-̨̫̝̥ perturbar-se, ̱̫̞ҝ-̨̫̝̥ ̨̚ temer que (+ opt.) (cf. ̨ӝ̧̧̫̩, ̨̧̘̥̮̯̝)
irritar-se ѿ½̥̮̲̩ҝ̨̫̝̥ (ѿ½̫̮̲-) prometer
ї̦̥̮̯̝ o mínimo, nada Vocabulário a ser aprendido (+ inf. fut.)
̛̦̝̯̝̠̦-̣, ѓ multa (1a) ж̩̝ҡ̯̥o̭ o̩ inocente ̱̫̞ҝ̨̫̝̥ ̨̚ temer que (+ opt.)
̡̦̣̠̮̯-̭̚, ѳ primo (1d) ж̛̩̯ (+ gen.) em vez de
204 Parte Cinco: A visão ateniense de justiça

Seção Dezessete A–E: Justiça privada:


problemas no campo

Introdução
Aristarco teve, assim, a situação virada contra si por Teofemo. Graças a provas
falsas, Teofemo conseguiu convencer os dicastas de que Aristarco havia sido
responsável pela briga na casa e fez com que ele acabasse tendo que pagar uma
multa pesada. Aristarco precisava de tempo e marcou uma data para o paga-
mento. Mas Teofemo recusou-se a esperar e tomou suas próprias medidas para
receber a multa.

Em O mundo de Atenas: casas 5.28-9; fazendas 2.13–17,5.51-2; ovelhas 2.16;


escravidão 5.61ss.; isolamento das mulheres 5.25ff.

Reconstrução de uma
casa de campo na Ática
Seção Dezessete A–E: Justiça privada: problemas no campo 205

A
Teofemo e seus comparsas invadem a fazenda de Aristarco.

ѳ̷̡̨̫̩̱̣̫̭̫҄̅Ѿ̡̦Ѧ̝̮ҝ̨̡ц̡̦̯Ӻ̮̝̥̯Қ̨̲̬̝̯̝̫̚Ѿ̟Қ̬ъ̨̡̡̥̩ы̴̭̯Қ
̨̲̬̝̯̝̚½̝̬ҝ̨̲̫̥̥ ж̧̧Áц̧̨̤̹̩̫̰̯Қ½̷̧̨̬̞̝̯̝̝̞қ̡̩Ȩ ½̡̨̧̩̯̦̫̩̯̝̝̝̦̘̚ 
½̷̨̨̡̫̥̝̥̩̩̝ѿ½Ң̯̫ԉ½̨̫̥ҝ̩̫̭½̬Ҡ̨̡̡̩̫̩҄Ѣ̠ҝ̩̝̥̯Қ̡̡̨̟̟̩̣ҝ̩̝ ̧̨̡̝̞̘̩̯̝̥
ѿ½Ң̡̨̫̱̫̰̫̅̚Ѿ̷̨̩̫̩̯Қ½̷̬̞̝̯̝ж̧̧Қ̦̝Ҡ½̘̩̯̝̯Қж̷̧̦̫̰̤̝̯ӭ½̨̛̫̩Ӫ̦̝Ҡѳ
½̨̫̥Ҟ̨̡̩̯Á̝Ѿ̯Ԗ̩ ъ½̡̥̯̝̦̝Ҡ½̝Ӻ̭̠̥̘̦̫̩̫̭ ж½̴̫̱̙̬̩ѿ̧̛̠̬̝̩̲̝̦Ӭ̩ ½̝̬Қ̧̛̱̫̰ 5
̯̥̩Ң̭Ҹ̨̯̣ҝ̩̣̩ ½̧̧̫̫ԉж̸̴̛̪̝̩̯̫̯̩̠Ҝ½̴̴̧̘̩̯̩̣̱̤̙̩̯̩ ц½̷̡̡̧̡̥̮̤̩̯̭

ѿ̠̬ҡ̧̝̲̝̦Ӭ

Vocabulário para a Seção Dezessete A

Gramática para 17A


C ы̴̭ + optativo “até o momento em que”
C (ж̱)ѧ̨̣̥

ж̷̧̦̫̰̤-̫̭ -̫̩ que acompanha ы̴̭ (+ opt.) até ½̨̛̫̩-̣, ѓ rebanho de ovelhas
(+ dat.) ̨̧̝̝̦ ̷̭ ̚ ̷̩macio (no caso, (1a)
ж½̫̱̙̬-̴ levar de volta, devolver de lã macia) ½̷̬̞̝̯ ̫̩ ̷̯ovelha (2b)
̠̥̘̦̫̩-̫̭, ѳ criado, servo (2a) ½̡̩̯̦̫̩̯̝̚ cinquenta ѿ̛̠̬-̝, ѓ hídria, vaso para
ц̛̦̯̩-̴ (ц̡̦̯̥̮-) pagar ½̨̛̫̥̝̩-̴ cuidar, apascentar recolher/conter água (1b)
ц½̡̥̮̙̬̲-̨̫̝̥ (ц½̡̡̧̥̮̤-) invadir ½̨̫̥̩̚ (½̨̡̫̥̩-), ѳ pastor (3a) ̧̲̝̦-̫ԉ̭ -Ӭ -oԉ̩ de bronze
206 Parte Cinco: A visão ateniense de justiça

ѳ̷̡̨̱̣̫̭̦̝̅Ҡ̂҂̡̡̬̟̫̭Ѣ̭̯Ң̴̴̡̛̲̬̫̩̟̬̟Ԗ̠Ҝ½̬Ң̭̯ԗѣ½½̷̨̫̠̬Ԕ ̦̝Ҡ̫Ѣ̦Ԗ
ц̩̯̝ԉ̤̝ц̨̡̛̦̥̬̝̦̫̰ ½̬Ԗ̨̯̫̩Ҝ̩ц½Ҡ̯̫Ҥ̭̫Ѣ̦ҝ̯̝̭Ҿ̪̝̩ц½̡Ҡ̠Ҝ̫ѣ̫Ѣ̦ҝ̯̝̥̫Ѿ̦
ъ̨̡̥̩̝̩ы̴̭л̧̡̫̥̩ж̧̧Áъ̷̡̱̤̝̮̝̩̠̥̝̱̰̟̩̯̭ ц̷̧̡̤̩̯̭½̬Ң̭̯Ҟ̩̫Ѣ̛̦̝̩ц̪ҝ̧̞̝̫̩
̯Ҟ̸̩̤̬̝̩̯Ҟ̡̩Ѣ̭̯Ң̩̦Ӭ½̫̩̱ҝ̬̫̰̮̝̩ц̧̡̛̦̞̣̤̮̣̭̠Ҝ̯Ӭ̸̭̤̬̝̭ ̡Ѣ̷̡̧̡̮̤̩̯̭ц½Ҡ 10
̯Ҟ̩̟̰̩̝Ӻ̨̦̘̫̰̦̝Ҡ̯Қ½̛̝̥̠̝ ц̷̡̪̱̬̣̮̝̩½̘̩̯̝̯Қ̸̡̮̦̣ ѷ̮̝ъ̯̥ѿ½̷̧̫̥½қ̨̫̥
ј̩ц̩̯ӭ̫Ѣ̛̦ӛ ̦̝Ҡӌ̷̧̡̲̫̩̯̫̝̞̩̯̭й̸̧̞̫̫̥̩̯̫
 ½̬Ң̭̠Ҝ̸̯̫̯̫̥̭ ½̬Ҡ̩̝Ѿ̯̫Ҥ̡̭Ѣ̡̧̡̮̤Ӻ̡̩Ѣ̭̯Ҟ̩̫Ѣ̛̦̝̩ ъ̡̯̰̲̩ѓ̨̟̰̩̫̰̚
̨̡̯Қ̯Ԗ̩½̝̥̠ҡ̴̩ж̬̥̮̯Ԗ̮̝ц̩̯ӭ̝Ѿ̧ӭ ̦̝Ҡ̨̡̯Á̝Ѿ̯Ӭ̛̭̯̯̤̣̯̥̭ц̨Ҟ̡̨̟̩̫̙̩̣
½̡̬̮̞̰̯̙̬̝ к̴̩̤̬½̡̫̭҂̩̫̰̭̦̝Ҡ½̥̮̯Ҟ̦̝Ҡц̧̡̰̤̙̬̝ж̡̨̱̥ҝ̩̣ж̱Ӭ̡̦̟Қ̬̝Ѿ̯Ҟ̩ 15
ѳ½̝̯Ҟ̬ѳц̷̨̭ц½̡̥̠Ҟ̠Ҝж̡̛̱̤̣ц̧̡̰̤̙̬̝ѿ½Ң̯̫ԉ½̝̯̬Ң̭̯̫ԉц̨̫ԉ ̮̰̩ԕ̡̦̣̮̩
ж̛̩̠̬ж½̷̫̤̝̩̩̯̫̭̠Ҝ̯̫ԉж̷̩̠̬̭ ҋ̭̝Ѿ̯Ҟ̟̬̝ԉ̭ј̩̦̝Ҡ̫Ѿ̡̠Ҡ̭ъ̡̡̯̬̱̩̝Ѿ̯̩̚ 
ц½̝̩Ӭ̧̡̤̩ҋ̭ц̨̙ж̩̝̟̦̝Ӻ̫̩̫̩҄ј̨̩̫̥̯̬ҝ̡̱̥̩̝Ѿ̯̩̚ ̡̨̛̯̯̤̣̩̟̩̫ҝ̩̣̩ 
ж̴̬̥̮̯̹̩̯̩̠Á̝Ѿ̯Ԗ̩ц̩̯ӭ̝Ѿ̧ӭ ѳ̨̬Ԗ̩̯̝̥̫̯̫̥̦̝҅Ҡ̧̨̦̝̯̝̝̞̘̩̫̰̮̥̩̝Ѿ̯Қ̭̦̝Ҡ
ї̬½̢̝̫̩̯Қ̸̡̮̦̣̯Ԗ̩̠Ҝ̡̮̦̰Ԗ̩ѿ½Á̝Ѿ̯Ԗ̩з̬½̢̨̝̫ҝ̴̩̩ ̝ѣк̧̧̡̝̥̤̬̘½̝̥̩̝̥ц̩ 20
̟Қ̬̯ԗ½̸̬̟Ԕј̮̝̩ ̫҅½̡̬̠̥̝̥̯Ԗ̩̯̝̥ ҋ̭і̦̫̰̮̝̩̦̬̝̰̟Ӭ̭̦̝Ҡ̞̫Ӭ̭ ̫Ѿ̦ц½̙̮̲̫̩
ы̴̡̭Ѣ̮ҝ̧̡̤̫̥̩ц̡̦Ӻ̩̫̥ж̧̧Қ̧̡̛̦̫̰̮̥̯Ң̩½̸̬̟̫̩½̬Ҡ̩̝Ѿ̯̫Ҥ̭ѳ̨̬ӝ̮̤̝̥

ж̩̝̟̦̝Ӻ-̫̭ -̝ -o̩ necessário ̧̡̛̦-̴ fechar ̝Ѿ̧̚, ѓ pátio (1a)


ж̬̥̮̯̘-̴ tomar café da manhã ̦̬̝̰̟-̚, ѓ gritaria, tumulto (1a) ж̱ӷԝ̨̣̥ (ж̡̱-) deixar ir, libertar
з̬½̢̘-̴ tomar, saquear ̨̡̥̬̘̦̥ ̫̩ ̷̯jovem (2b) ̡̠̥̝̱ҥ̴̟ (̠̥̝̱̰̟-) fugir
Ҭ̮̮-̴ precipitar-se, lançar-se ц̦ ̨̡̛̥̬̝̦̫̰ desde que era ц̴̧̧̦̞̘ (ц̧̦̞̝-) derrubar;
̝Ѿ̧-̚, ѓ pátio (1a) menino lançar para fora
ж̡̛̱̤̣ foi deixada livre, libertada ̫Ѧ̲-̨̫̝̥ ir embora ц½̡̥̮ҝ̨̬̲̫̝̥ (ц½̡̡̧̥̮̤-)
(aor. pass. de ж̨̛̱̣̥) ѳ̨̬̘-̨̫̝̥ atacar invadir, atacar
ж̡̨̱̥̙̩̣ deixada livre, libertada o҅½̡̬ onde ы̴̭ (+ opt.) até
(perf. pass. de ж̨̱̥̥̚) ½̥̮̯-̷̭ -̚ -̷̩ leal, de confiança ̡̤̬қ½̝̥̩̝, ѓ criada, serva (1c)
ж̱Ӭ̡̦ libertou, deixou ir (aor. de ½̸̡̡̬̮̞̯̬-̫̭ -̝ -o̩ idoso ̴̧̡̛̦ fechar
ж̨̛̱̣̥) ½̷̬̭ (+ dat.) perto; além de ѳ̨̨̬̘̫̝̥ atacar, pôr-se em
̴̡̟̬̟̙ ̴ser lavrador ½̸̬̟-̫̭, ѳ torre (2a) movimento
̠̥̝̥̯̘ ̨̫̝̥viver, morar ̛̯̯̤-̣, ѓ ama (1a) o҅½̡P onde
̸̡̠̥̝̱̟-̴ (̠̥̝̱̰̟-) fugir de ѿ½̷̧̫̥½-̫̭ -o̩ resto, sobra ½̷̥̮̯̭ ҟ ̷̩ leal, de confiança, fiel
ц̧̧̦̞̘-̴ (ц̧̦̞̝-) derrubar ̱ҝ̬-̴ conduzir, levar ½̨̫̥̩̚½̨̡̫̥̩ ѳ pastor (3a)
ц̦̱̫̬̙-̴ levar para fora ½̸̡̡̬̮̞̯̬̫̭ ә o̩ idoso
Ҿ̪̝̩ ver Ҭ̴̮̮ Vocabulário a ser aprendido ½̬ң̭ (+ dat.) perto; além de
̡̤̬̘½̝̥̩-̝, ѓ criada, serva (1c) ж̩̝̟̦̝Ӻ̫̭ ә o̩ necessário ̴̱̙̬ (ц̡̩̟̦-) conduzir, levar
ѣ½½̷̨̠̬̫-̫̭, ѳ hipódromo (2a) ж½̫̱ҝ̴̬ (ж½̡̡̩̟̦-) levar de ̧̲̝̦̫ԉ̭ Ӭ ̫ԉ̩ de bronze
̦Ӭ½-̫̭, ѳ jardim (2a) volta, devolver (̧̡̲̘̦-̫̭)
Seção Dezessete A–E: Justiça privada: problemas no campo 207

B
Apesar da intervenção da esposa de Aristarco, o saque continua e a velha criada
é cruelmente agredida. Os vizinhos de Aristarco presenciam a cena.

Em O mundo de Atenas: direitos das mulheres na casa 5.23-4; o kýrios 5.11.

ц̩̯̝ԉ̨̤̝Ҝ̩̫̩̫҄Ѿ̡̦Ѣ̮Ӭ̧̤̫̩ц̡̦Ӻ̩̫̥ ̯Қ̠Áц̦̯Ӭ̭к̧̧̣̭̫Ѣ̸̡̛̦̝̭̮̦̣ц̪ҝ̡̱̬̫̩
ж½̡Ӻ½̡̠Áѓ̟̰̩̚ ̧̙̟̫̰̮̝ѷ̯̥̝ѿ̯Ӭ̡̭Ѧ̣̯Қ̸̡̮̦̣ ц̩̯ӭ½̬̫̥̦Ҡ̡̨̨̯̯̥̣ҝ̩̝ ̦̝Ҡ
ѷ̯̥Àъ̡̡̲̯̯Қ½̷̬̞̝̯̝½̡̩̯̦̫̩̯̝̦̝̚Ҡ̯Ң̩½̝Ӻ̠̝̦̝Ҡ̯Ң̩½̨̫̥̙̩̝ йк̪̥̘ц̮̯̥̯Ӭ̭
̛̦̝̯̝̠̦̣̭ж½̡̧̡̟̟̥̟̘̬̯̥̭̯̚Ԗ̷̴̡̩̟̥̯̩̩ ̷̦̳̝̭̯Ҟ̸̩̤̬̝̩ ̦̝Ҡ̠Ҟ̦̝Ҡ̯Ңж̸̬̟̬̥̫̩
ѿ̨Ӻ̡̩̦Ӻ̯̝̥ц½Ҡ̯ӭ̯̬̝½ҝ̢Ӫђ̷̡̦̣̦̥̟Қ̬ц̨̫ԉ ̨Ҟ̧̡̫̩̘̞̣̯̯҄Қ̧̫̥½Қ̸̡̮̦̣ ½̬Ҡ̩ 5
ц½̡̧̡̝̩̤Ӻ̩̯Ң̩к̩̠̬̝̯Ң̨̨̛̯̣̝ъ̲̫̩̯̝ к̴̧̧̭Ё̡̯Ё̦̝Ҡъ̡̲̫̩̯̭к̪̥̝̯Ӭ̛̭̦̝̯̝̠̦̣̭Á
 ж̧̧Қ̛̦̝½̡̬̯̝ԉ̸̧̡̯̝̟̫̮̣̭̯Ӭ̷̭̟̰̩̝̥̦̭ ̫Ѿ½̸̝̫̩̯̝̥½̬Ҡ̩Ёи̩ ̴̧̘̞̮̥
½̘̩̰½̧̧̫̘ѓ̠Ҝ̛̯̯̤̣ ц½̡̥̠Ҟ̡Ѩ̡̠̩̝Ѿ̯̫Ҥ̭ъ̩̠̫̩Ѷ̩̯̝̭ ̧̝̞̫ԉ̮̝̯Ң̨̛̦̰̞̫̩
½̡̨̡̛̝̬̝̦̩̫̩̝ѿ̯ӭ ц̪̫҅ъ½̡̥̩̩ ц̡̡̡̛̩̯̤̯̫Ѣ̭ ̯Ң̷̧̩̦½̫̩ ѧ̨̩̝Ҟ̧̡̫̯̫̥̘̞̫̥̩҅
̷̡̨̱̣̫̭̠̅Ҝ̦̝Ҡ̂҂̡̬̟̫̭ ѳ ж̡̧̠̱Ң̭̝Ѿ̯̫ԉ ̷̡̦̝̯̥̠̩̯̭̝Ѿ̯̩̚ ж̡̧̛̱̫̩̯̫̦̝Ҡ̴̫̯҃ 10
̠̥ҝ̡̤̮̝̩̯Ҟ̩ ̟̬̝ԉ̩ҏ̡̨̨̮̯̱̝̥̫̥҃Ҝ̩ц̟ҝ̩̫̩̯̫̫ѣ̡̛̞̬̝̲̫̩̭̦̝Ҡ̫ѣ̦̝̬½̫Ҡ̯Ԗ̩
̡̲̥̬Ԗ̩̝Ѿ̯Ӭ̭ ж½̡̨̫̮̯̬̱̫̙̩̣̭ѿ½Á̝Ѿ̯Ԗ̩̦̝Ҡч̧̨̦̫ҝ̩̣̭̦̝Ҡ̠Ҟ ж̨̰̲Қ̡̭Ѩ̡̲̩ц̩
̯ԗ̧̯̬̝̲̚Ԕ ж̨̟̲̫ҝ̩̣ѿ½Ң̸̴̯̫̯̩ ½̡̧̥Ң̩̠Ҝ ц̟ҝ̡̩̯̫̯Ң̮̯Ӭ̴̤̫̭̫̯̠҃Ҝ½̫̩̣̬̫Ҡ
ј̮̝̩ҏ̡̮̯̫Ѿ̦ц½̸̝̮̝̩̯̫ к̡̟̲̫̩̯̭̦̝Ҡ̸̯½̡̯̫̩̯̭̯Ҟ̩̟̬̝ԉ̩ ½̬Ҡ̩½ҝ̨̮̫̥Ҝ̩̝Ѿ̯Ҟ
½̬Ң̭̯Ҟ̩ ̟Ӭ̩ ц̡̦Ӻ̩̫̥̠Ҝж̱ҝ̧̫̥̩̯̫̯Ң̨̛̦̰̞̫̩ц̦̯̫ԉ̷̧̦½̫̰̝Ѿ̯Ӭ̭ 15
ж̦̫ҥ̡̫̩̯̭̠Á̫ѣ̯Ԗ̷̴̡̡̩̟̥̯̩̩̤̬̘½̡̫̩̯̭̯Ӭ̡̭̯̦̬̝̰̟Ӭ̭̦̝Ҡ ̞̫Ӭ̭ ̡Ѩ̠̫̩̯Ҟ̩
̫Ѣ̛̦̝̩̯Ҟ̩ц̨Ҟ̩ѿ½Á̝Ѿ̯Ԗ̩½̨̫̬̤̫̰ҝ̩̣̩̫ѣ̨Ҝ̩̫̩҄ ж½Ң̯Ԗ̡̩̯̟Ԗ̩̯Ԗ̩ч̝̰̯Ԗ̩
ц̧̦̘̫̰̩̯̫Ҥ̭½̷̝̬̥̩̯̝̭ ̫ѣ̠ҝ ̡Ѣ̭̯Ҟ̩ ч̯̙̬̝̩ѳ̠Ң̩ц̷̧̡̤̩̯̭̦̝ҠѢ̷̡̠̩̯̭̯Ң̩
п̷̧̟̩̱̥̫̩½̷̝̬̥̩̯̝ ц̦ҝ̧̡̰̫̩̝Ѿ̯Ң̩½̡̝̬̝̟̩ҝ̮̤̝̥½̡̧̬̫̮̤Ҧ̩̠Áѳп̷̧̟̩̱̥̫̭
½̧̡̬̫̮̦̣̤Ҡ̭ѿ½Ң̯̫ԉо̴̡̨̛̩̤̩̫̭ ѷ̭ц̴̨̡̛̛̮̯̫̥̟̯̩ ̡Ѣ̨̭Ҝ̩̯Ҟ̩ ̫Ѣ̛̦̝̩̫Ѿ̦ 20
̡Ѣ̮Ӭ̧̡̤̩̫Ѿ̟Қ̬½̝̬Ӭ̩ѳ̯Ӭ̭̫Ѣ̸̛̦̝̭̦̬̥̫̭˶½̷̝̬̩̯̫̭ ̠Ҝ̯̫ԉ̛̦̰̬̫̰ ̡Ѣ̮Ӭ̧̡̤̩
к̩ ц̩̠Ҝ̯ԗ̴̛̲̬ԔҌ̩̯ԗ̯̫ԉ о̴̡̨̛̩̤̩̫̭ ч̸̡̡̹̬̝̯̘̯̮̦̣ц̷̡̨̡̦̱̬̩̝̦̝Ҡ
̂҂̡̬̟̫̩̦̝Ҡ ̷̡̨̱̣̫̩̅ц̷̪̥̩̯̝̭ц̦̯Ӭ̭ц̨Ӭ̭̫Ѣ̛̦̝̭̫Ѿ̷̷̨̧̡̛̩̫̩̯̫̩̰̩̝̞̩̯̭ ̨̫̰
̯Қ̸̡̮̦̣ӌ̲̫̩̯̫ ж̧̧Қ̦̝Ҡ̯Ң̩̰ѣҢ̩ј̟̫̩ҋ̭̫Ѣ̦ҝ̯̣̩Ѷ̩̯̝ ы̴̭ э̨̬̫̟̙̩̣̭ ̯Ԗ̩
̷̴̡̟̥̯̩̩̯̥̭ ж½̝̩̯̮̝̭̝̚Ѿ̯̫Ӻ̭ ̡Ѩ½̡̩ѷ̯̥̰ѣ̷̭ ̨̫̰ ̡Ѧ̣. 25

Vocabulário para a Seção Dezessete B

Gramática para 17B


C ы̴̭ + indicativo “enquanto, até”
C ½̬Ҡ̩ к̩ + subjuntivo e ½̛̬̩ + optativo “até”
C ̨̛̠̥̝̯̤̣̥, ̡̨̠̥̘̦̥̝̥

к̴̧̧̭ ̡̯ ̛̦̝ especialmente ђ̷̡̦̣̦̥ mais-q.-perf. deж̸̴̦̫ ̧̫̥½-̷̭ -̚ -̷̩ que resta, restante
ж½̝̟̟ҝ̧̧-̴ anunciar, relatar (3a. s.) ½̡̩̯̦̫̩̯̝̚ cinquenta
ж½̸̡̝̟̫̬-̴ (ж½̡̥½-) proibir ̡̦Ӻ ̨̝̥ jazer, estar posto em, ̨̯̥̘-̴ avaliar, fixar o valor
ж½̡Ӻ½̡ ver ж½̸̡̝̟̫̬-̴ estar depositado ̯̬̘½̡̢ ̝ ѓbanco (1c)
208 Parte Cinco: A visão ateniense de justiça

п̷̧̟̩̱̥-o̭, ѳ Hagnófilo (2a) ½̛̝̬̝̟̟̩-̨̫̝̥ (½̡̝̬̝̟̩-) estar ̨̛̠̥̝̯̤̣̥ (̡̠̥̝̤-) dispor, pôr
(um amigo de Aristarco) presente, aparecer alguém em tal estado (adv.)
к̟̲-̴ estrangular ½̡̝̬̘̦̥-̨̝̥ jazer ao lado, estar ц̨̛̩̯̤̣̥ (ц̡̩̤-) inserir, pôr em
ж̨̰̲-̚, ѓ arranhão, escoriação ao lado (+ dat.) ̡̤̬̘½̴̩ (̡̤̬̝½̫̩̯-), ѳcriado
(1a) ½̷̝̬̥̩̯̝̭ part. de ½̨̝̬̙̬̲̫̝̥, (3a)
о̴̡̨̛̩̤̩ (о̴̡̨̩̤̥̩-), ѳ passar ̡̦Ӻ̨̝̥ jazer, estar depositado,
Antêmion (3a) (um vizinho de ½̡̧̥-̷̭ -̘ -̷̩ contundido estar posto, ser feito
Aristarco) ½̛̩-̴ (½̥-) beber ̧̫̥½̷̭ ҟ ̷̩ que resta, restante
ж½̝̩̯̘-̴ encontrar (+ dat.) ½̫̬̤ҝ ̴ saquear ̫Ѧ̨̲̫̝̥ ir, partir
ж½̫̮̯̬ҝ̱ ̴ virar, torcer ½̬Ҡ̩ к̩ (+ subj.) até ½̨̛̝̬̝̟̟̩̫̝̥ (½̡̝̬̝̟̩-) estar
̴̛̞̬̝̲̩ (̞̬̝̲̥̫̩-), ѳ braço (3a) ½̛̬̩ (+ opt.) até presente, aparecer em (+ dat.)
̛̠̥̝̯̤̣-̨̥ (̡̠̥̝̤-) dispor ½̷̬̞̝̯ ̫̩ ̷̯ovelha (2b) ½̡̨̝̬̘̦̥̝̥ jazer ao lado, estar ao
ы̧̦-̴ arrastar ½̧̬̫̮̦̝ҝ-̴ chamar (part. aor. lado, ser posto ao lado (+ dat.)
ц̛̩̯̤̣-̨̥ (ц̡̩̤-) inserir, pôr em pass. ½̧̡̛̬̫̮̦̣̤̭) ½̡̩̯̦̫̩̯̝̚ cinquenta
э̨̬̫̟̙̩-̣̭, ѳ Hermógenes (3d) ̮̯Ӭ̤-̫̭, ̷̯ peito (3c) ½ӷԝ̴̩ (½̥-) beber
чҧ̬̝ imperf. de ѳ̴̬̘ (3a. s.) ̯ҝ̟-o̭, ̷̯ telhado (3c) ½̬Ҡ̩ к̩ (+ subj.) até
ы̴̭ (+ ind.) até ̛̯̯̤-̣, ѓ ama (1a) ½̛̬̩ (+ opt.) até
̡̤̬̘½̴̩ (̡̤̬̝½o̩̯-), ѳ criado ̧̯̬̘̲̣-̫̭, ѳ garganta (2a) ½̷̬̞̝̯̫̩, ̷̯ ovelha (2b)
(3a) ̨̱̝̥҃-o̭ -o̩ sangrento ½̴̧̬̫̮̦̝̙ chamar (part. aor.
̦̝̬½-̷̭, ѳ pulso (2a) pass. ½̧̡̛̬̫̮̦̣̤̭)
̷̧̦½-̫̭, ѳ colo, seio (2a) Vocabulário a ser aprendido ̯ӷ̴̨̘ avaliar, fixar o valor;
̦̬̝̰̟-̚, ѓ grito (1a) ж½̴̧̧̝̟̟̙ (ж½̡̧̝̟̟̥̝-) honrar
̨̛̦̰̞ ̫̩ ̷̯xícara (2b) anunciar, contar ̛̯̯̤̣, ѓ ama (1a)
̫Ѧ̲-̨̫̝̥ ir, partir ж½̸̴̡̝̟̫̬ (ж½̡̥½-) proibir ̯̬̘½̡̢̝, ѓ banco; mesa (1c)
Seção Dezessete A–E: Justiça privada: problemas no campo 209

C
Aristarco é informado do que aconteceu e ordena que Teofemo apareça no banco
no dia seguinte para receber o pagamento da multa. Evergo faz um segundo
ataque à fazenda.

Em O mundo de Atenas: médicos 5.72–7, 8.12.

ц½̡̥̠Ҟ̨̛̯̫̩̰̩̫̥ж½̣̟̟ҝ̧̡̤̣Ѣ̡̭̥̬̝̥̍ӝ̯Қ̡̡̨̟̟̩̣̙̩̝ѿ½Ң̯Ԗ̷̴̡̩̟̥̯̩̩ 
ц̧̤Ҧ̡̩Ѣ̭ж̟̬ң̩ ̸̨̯̫̯̫̰̭Ҝ̩̫Ѿ̧̡̦̙̯̥̦̝̯̝̝̞Ӻ̩ц̠̰̩ҟ̤̣̩̫Ѿ̟Қ̬ж̷̨̱̥̦̣̩
½̬Ҡ̩ж½Ӭ̧̤̫̩ Ѣ̠Ҧ̩̠Ҝ½̘̩̯̝̯Қц̦̯Ӭ̭̫Ѣ̛̦̝̭ц̦½̡̨̱̫̬̣ҝ̩̝̦̝Ҡ̯Ҟ̩̟̬̝ԉ̩
̴̡̨̫̯̠̥̝̦̥҃ҝ̩̣̩ҏ̡̮̯½̡̬Ҡ̯Ӭ̭̳̰̲Ӭ̡̭̦̥̩̠̰̩ҥ̡̥̩ ̦̝Ҡж̸̴̦̫̩̯Ӭ̭̟̰̩̝̥̦Ң̭̯Қ
̷̡̨̡̟̩̩̝ ̷̮̱̠̬̝Ҋ̛̬̟̮̤̣̩̦̝Ҡ½̬̫̮Ӭ̧̤̫̩̯ԗ̡̨̫̱̅̚Ԕ̯ӭѿ̡̛̮̯̬̝ӛы̴̡̤̩ц̩̯ӭ 5
½̷̧̡̥ ̨̘̬̯̰̬̝̭ъ̴̲̩ц̦ҝ̧̡̰̫̩̠Á̝Ѿ̯Ң̩½̬Ԗ̨̯̫̩Ҝ̩̯Ҟ̛̩̦̝̯̝̠̦̣̩ж½̧̨̡̫̝̞̘̩̥̩
̦̝Ҡж̧̡̦̫̫̰̤Ӻ̩ц½Ҡ̯Ҟ̩̯̬̘½̡̢̝̩ ъ½̡̥̯̝̯Ҟ̩̟̬̝ԉ̡̩̤̬̝½̡ҥ̡̥̩ѕ̩̮̰̩ҝ̦̫̳̝̩̦̝Ҡ
Ѣ̝̯̬Ң̡̩Ѣ̡̮̘̟̥̩ѵ̸̧̩̞̫̫̥̩̯̫̯̝ԉ̯̝̠ҝ̨̧̫̰̙̟̫̩̯̫̭̦̝Ҡ̨̨̠̥̝̝̬̯̰̬̫̙̩̫̰ Ҋ̛̬̟̮̤̣
̦̝Ҡ̦̝̦қ໌̨̡ໍ½̧̧̫ҚЁ̡Ѩ½̡̩ѳ̷̡̨̱̣̫̭̅ъ½̡̥̯̝̠Áѳ̨Ҝ̷̡̨̩̱̣̫̭̅ђ̸̷̧̡̨̧̦̫̫̤̥̥̭ 
̠̥̝̯̬̥̞Қ̭ц̨½̫̥Ԗ̩̦̝Ҡ̴̸̧̡̱̘̮̦̩̞̫̮̤̝̥̦̝Ҡ̝Ѿ̯Ң̭½̧̡̝̬̝̝̞Ӻ̨̩̘̬̯̰̬̝̭ѳ̠Á 10

Vocabulário para a Seção Dezessete C

Gramática para 17C


C Orações com ҏ̡̮̯ “tão... que” + indicativo e infinitivo
C Números

ж̧̦̫̫̰̤̙-̴ seguir, acompanhar Ѣ̝̯̬-̷̭, ѳ médico (2a) ̡̥̬̝̥̍-̸̡̭, ѳ Pireu (3g)


̸̨̠̥̝̝̬̯̬-̨̫̝̥ protestar ̦̝̦̘ . . . ½̧̧̫Қ ̴̧̙̟ praguejar ̷̮̰̟̦½̯-̴ agredir (aor. pass.
fortemente veementemente ̷̡̮̰̩̦½̣̩)
̠̥̝̯̬̥̞-̚, ѓ demora (1a) ̸̡̦̥̩̠̰̩-̴ estar em perigo, ̷̮̱̠̬̝ muito, excessivamente
ц̠̰̩̤̣̩̚ aor. de ̸̨̠̩̝̝̥ correr risco ѿ̡̮̯̬̝Ӻ-̫̭ -̝ -o̩ seguinte, do
ц̨½̫̥̙-̴ causar, produzir ̷̨̧̥̭ com dificuldade, com dia seguinte
ы̴̡̤̩ ao amanhecer relutância ̳̰̲-̚, ѓ vida, alma (1a)
210 Parte Cinco: A visão ateniense de justiça

̂҂̡̬̟̫̭̫ѿ̯̫̮Ҡ̡Ѿ̤Ҥ̭ц̦̯Ӭ̭½̷̴̧̡̨̡̭̤Áч̴̯̙̬̩ѳ̨̫ҡ̴̩̝ѿ̯ԗј̧̡̡̤̩Ѣ̭ж̟̬Ң̩̯Ң̩
ц̷̨̩̯Қ̠Áѿ½̷̧̫̥½̸̡̝̮̦̣ ̡Ѧ̯̥̩̝̯ӭ½̡̛̬̫̯̬̝ӛц̩̯ԗ½̸̬̟Ԕј̩̦̝Ҡ̫Ѿ̦ъ̡̯̰̲̩ъ̴̪
Ѷ̩̯̝ ̦̝̯̣̩̙̲̤̣ѿ½Áц̨̫ԉ̠̥Қ̯Ҟ̡̛̩̲̬̝̩ц̧̦̞̝Ҧ̩̠Ҝ̯Ҟ̸̩̤̬̝̩ѳ̂҂̡̬̟̫̭ї̩½̡̬
̦̝Ҡ̯ӭ½̡̛̬̫̯̬̝ӛц̧̪̙̞̝̫̩ ӌ̡̲̯ң̨̧̫̰̝̞Ҧ̩̯Қ̸̡̮̦̣
 ц̩ ̠Ҝ ̸̯̫̯Ԕ, ц̷̛̦̯̩̫̩̯̭ ̨̫̰ ̯Ң ж̸̬̟̬̥̫̩ ̯ԗ ̡̨̫̱̅̚Ԕ, ̧̲̥ҡ̝̭ ̛̯̬̥̝̦̫̮̝̭̠̙̦̝ 15
̡̯̬Ӻ̨̭̠̬̝̲Қ̸̭̠ÁѲ̸̧̞̫̫̭ ½̧̧̫Ԗ̩½̷̴̝̬̩̯̩ ̸̴̨̝̬̯̬̩ ̦̝Ҡж½̝̥̯̫ԉ̡̩̯̫̭̯̘̯
½̷̬̞̝̯̝̦̝Ҡ̯Қж̩̠̬̘½̫̠̝̦̝Ҡ ̯Қ̸̡̮̦̣̯Қѓ̬½̨̝̮ҝ̩̝ѿ½Á̝Ѿ̯̫ԉ ̷̡̨̱̣̫̭̫̅Ѿ̦
ъ̱̣ж½̡̫̠̹̮̥̩ ̨̫̥̯̝ԉ̯̝̠Áж½̨̫̦̬̥̩̫ҝ̩̫̰̝Ѿ̯̫ԉ ̨̨̘̬̯̰̬̝̭Ҝ̩ц½̨̫̥̣̮̘̣̩
̯Ӭ̭ ж½̴̡̛̫̦̬̮̭̯̫Ҥ̭½̷̝̬̩̯̝̭ ̯Ҟ̩̠Ҝ̛̠̦̣̩ц̡̪̙̯̥̮̝̫Ѿ̟Қ̬Ҽ̠̣ ̂҂̡̬̟̫̩
̡Ѣ̷̡̧̧̨̡̮̣̰̤̯̝̫̰Ѣ̭̯Ҟ̩̫Ѣ̸̛̦̝̩̯̝̯Ӫ̯ӭѓ̨̙̬ӛ ж̧̧Á ̝Ѿ̛̯̦̝̯Ҟ̛̩̠̦̣̩ц̡̪̙̯̥̮̝ 20
ж̧̧Á̴̫̯̭҃ц½̧̡̡̫̩̙̦̯̥ѳ̷̡̨̱̣̫̭̅ ҏ̡̧̡̮̯̝̞Ӻ̩̯Ҟ̛̩̠̦̣̩̦̝Ҡъ̡̲̥̩̯Қ½̷̬̞̝̯̝̦̝Ҡ
̯Қж̩̠̬̘½̫̠̝̦̝Ҡ ̯Қ̸̡̮̦̣ ̦̝Ҡ̝Ѿ̛̯̦̝ц̡̡̨̦̯̯̥̮̙̩̣̭̯Ӭ̛̭̠̦̣̭к̡̧̟̟̫̭ј̧̤ҝ̨̫̥
̷̧̥̤̫̦½̫̭̯̥̭ ̯Ң½̧̨̛̣̮̫̩̩Ӭ̨̝ц̷̢̨̡̬̟̝̩̫̭ ̴̧̙̟̩ѷ̯̥½̧̘̥̩ ̫Ѧ̲̫̥̯̫̂҂̡̬̟̫̭ ̯Қ
ѿ½̷̧̫̥½̸̡̝̮̦̣ц̦̱̫̬̮̝̭̚ц̦̯Ӭ̭̫Ѣ̛̦̝̭

к̡̧̟̟-o̭, ѳ mensageiro (2a) ½̡̬̫̯̬̝Ӻ-̫̭ -̝ -o̩ anterior, do ̛̠̦̣, ѓ multa; processo, justiça (1a)
ж̩̠̬̘½̫̠-̫̩, ̷̯ escravo (2b) dia anterior ц̴̛̦̯̩ (ц̡̦̯̥̮-) pagar
ж½̷̦̬̥̮-̥̭, ѓ resposta (3e) ̯ӭ ½̡̛̬̫̯̬̝ӛ no dia anterior ц̦̱̫̬ҝ̴ levar embora
з̬½̢̘-̴ tirar, apoderar-se de, ½̸̬̟-o̭, ѳ torre (2a) ̴̦̝̯̝̱̙̬ (̡̡̦̝̯̩̟̦-) levar
roubar ̷̯̬̥̝̦̮̥-̫̥ -̝̥ -̝ trezentos para baixo
̝Ѿ̛̯̦̝ imediatamente ѿ½̷̧̫̥½-̫̭ -o̩ restante ̦̥̩̠Ԅ̸̴̡̩ estar em perigo,
̠̙̦̝ dez ̯ӭ ѿ̡̛̮̯̬̝ӛ no dia seguinte correr risco, perigar
̛̠̦-̣, ѓ multa (1a) ̧̛̲̥-̫̥ -̝̥ -̝ mil ½̧̛̣̮̫̭ ә o̩ próximo
ц̛̦̯̩-̴ (ц̡̦̯̥̮-) pagar ̡̛̲̬-̝, ѓ necessidade (2b) ½̡̬̫̯̬̝Ӻ̫̭ ә o̩ anterior, do dia
ц̦̱̫̬̙-̴ levar embora anterior
̦̝̯̝̱̙̬-̴ levar para baixo Vocabulário a ser aprendido ½̸̬̟̫̭, ѳ torre (2a)
̦̝̯̣̩̙̲̤̣ aor. pass. de ̴̦̝̯̝̱̙̬ к̡̧̟̟̫̭, ѳ mensageiro (2a) ̷̮̰̟̦½̴̯ agredir, atacar (aor.
̷̧̥̤̫̦½-o̭, ѳ pedreiro (2a) ж̴̧̦̫̫̰̤̙ seguir, acompanhar pass., ̷̡̮̰̩̦½̣̩)
̨̩Ӭ̨̝ (̨̨̩̣̝̯-), ̷̯ memorial, ж½̷̦̬̥̮̥̭, ѓ resposta (3e) ̷̮̱̠̬̝ muito, excessivamente
monumento (3b) з̬½̴̢̘ tirar, apoderar-se de, ѿ½̷̧̫̥½̫̭ o̩ restante
Ѳ̧̞̫-̷̭, ѳ óbolo (2a) (um sexto roubar ѿ̡̮̯̬̝Ӻ̫̭ ә o̩ seguinte, do dia
de um dracma) ̠̙̦̝ dez seguinte
½̧̡o̡̩̦̯̙-̴ ser ganancioso ̠̥̝̯̬̥̞̚, ѓ demora; passatempo; ̲ӷԝ̧̥̫̥ ̝̥ ̝ mil
½̧̛̣̮-̫̭ -̝ -o̩ próximo discussão; modo de vida (1a) ̳Ԅ̲̚, ѓ alma, vida (1a)

Monumentos fúnebres
Relevos fúnebres eram produzidos aos milhares para os grandes cemitérios de
Atenas, do Pireu e dos demos da Ática. Recintos fúnebres imponentes dominavam a
paisagem em várias das estradas que iam para Atenas, na estrada do santuário para o
assentamento e para o forte em Ramnunte e, sem dúvida, também em outros locais.
Embora muitos relevos sejam conservadores em sua iconografia, há uma tendência,
com o tempo, de que os monumentos mais elaborados apresentem relevos ainda
mais altos e grupos maiores de figuras... o alto-relevo estava ligado a monumen-
tos grandiosos e a maior tolerância ateniense com a exibição individual pode ser
medida tanto na maneira como algumas stē´lai “heroizam” o morto individual como
na própria dimensão de alguns monumentos. (O mundo de Atenas, 8.102)
Seção Dezessete A–E: Justiça privada: problemas no campo 211

D
Apesar do atendimento médico, a velha criada morre. Aristarco recorre aos
Exēgētaí para saber que ação ele pode tomar como vingança, mas recebe uma
resposta insatisfatória.

Em O mundo de Atenas: exēgētaí 3.33; purificação 3.33; família e assassinato 6.42.

̯ҡ̫̩҄ъ̡̨̡̠̥½̡̫̥Ӻ̩ ҐÀ˾½̷̴̧̧̡̫̠̬ ̦̝Ҡ½̫Ӻ̯̬ҝ½̡̮̤̝̥ ц̦½̡̨̱̫̬̣ҝ̴̨̩̩Ҝ̩̯Ԗ̩


̡̮̦̰Ԗ̩ ̯Ӭ̭̠Ҝ̟̬̝Ң̭½̡̬Ҡ̳̰̲Ӭ̸̡̭̦̥̩̠̰̩̰̫̮̣̭ ц̡̡̨̦̯̯̥̮̙̩̣̭̠Ҝ̯Ӭ̛̭̦̝̯̝̠̦̣̭
ж̧̧Á̫̩҄ ̡ѢЁ̨̚Ё̯̥Ёк̧̧̫ ц½̡̧̟̟̥̝̯̚Ң̷̡̨̡̩̱̣̫̩̤̬̝̅½̸̡̡̥̩̯Ҟ̩к̴̩̤̬½̫̩ѕ
̷̡̮̰̩̦½̣̦̝ҠѢ̝̯̬Ң̡̩Ѣ̡̮̘̟̥̩ѵ̸̧̩̞̫̫̥̯̫ц½̡̥̠Ҟ̫Ѿ̦ц̷̧̡̨̞̫̰̤̣̱̣̫̭̫̅̚Ѿ̠Á
ц̠̰̩̤̣̩̚ц̟Ҧ½̡Ӻ̮̝̥̝Ѿ̷̯̩ ̡Ѣ̮̟̝̟̫̩̚Ѣ̝̯̬Ң̩ӏ½̧̧̫Қъ̯̣ц̨̲̬̹̣̩̲̤Ҝ̭̠̙  5
ы̦̯Ӫ̫҂̮Ӫѓ̨̙̬ӛ̡̮̯̬̫̩҃є̫̯̫̥҅ҋ̨̡̬̤̣̮̝̩̚Ѣ̭̯Ҟ̩̫Ѣ̛̦̝̩ ц̸̡̧̡̡̯̯̣̮̩ѓ̯ҡ̯̤̣
ц̟Ҧ̫̩̝҄Ѿ̨̛̯̦̝Ҝ̩Ҋ̛̬̟̮̤̣̩ ½̬ԗ̠Áј̧̤̫̩ҋ̡̭Ѧ̬̣̦̝ ҋ̭̯̫Ҥ̭ц̪̣̟̣̯̘̭ ѧ̩̝
̡Ѣ̡̛̠̣̩ѷ̯̥½̫̥̣̯̙̫̩½̡̬Ҡ̸̴̯̫̯̩ ̦̝Ҡ̨̠̥̣̟̣̮̘̣̩̝Ѿ̯̫Ӻ̭л½̝̩̯̝̯Қ̷̡̨̡̟̩̩̝ 
̷̡̯̯ ѳ̨̬̣̤Ӭ̩̝̥̝Ѿ̯̫Ҥ̡̭Ѣ̭̯Ң̴̛̲̬̫̩̦̝Ҡ̡Ѣ̭̯̫ԉ̯̫ж̡̧̡̛̮̟̝̭ц̧̡̤Ӻ̩ ҏ̡̨̮̯Ҟ
̝Ѣ̮̲̰̩̤Ӭ̩̝̥ц½Ҡ̯Ҟ̩̟̰̩̝Ӻ̦̝̦̝Ҡ̯Қ½̡̛̝̥̠̝Ѣ̡̧̡̮̤Ӻ̩ ̦̝Ҡ̯Ҟ̩̟̬̝ԉ̷̩̮̰̟̦̳̝̥  10
̨̛̦̰̞̫̰ы̡̩̦̝ ̦̝Ҡ̯Қ̸̡̮̦̣ц̦̱̫̬Ӭ̮̝̥½̬Ң̭̠Ҝ̸̯̫̯̫̥̭ ц̨̩̮̤̣̩̯̚Ҟ̡̩҂̩̫̥̝̩̯Ӭ̭
ж̩̤̬̹½̫̰̦̝Ҡҋ̭̠̥Қ̯Ң̨Ҟж̡̱Ӻ̩̝̥̯Ң̨̦̰̞ҡ̡̧̡̡̡̫̩̯̰̯̮̥̩̚
ж̸̡̦̫̮̝̩̯̭̠ҝ̨̫̰̫ѣц̪̣̟̣̯̝Ҡ̯̝ԉ̯̝ ̡̯̘̠½̝̬ӫ̡̩̮̝̩˶Àц½̡̥̠Ҟ ̝Ѿ̯Ң̨̭Ҝ̩
̫Ѿ½̡̝̬̟ҝ̩̫̰ ѓ̠Ҝ̟̰̩Ҟ̦̝Ҡ̯Қ½̛̝̥̠̝ к̧̧̫̥̠ҝ̮̫̥ ̨̡̘̬̯̰̬̭̫Ѿ̦ц̱̘̩̣̮̝̩ 
̡Ѿ̧̝̞̤̣̯̥̚Ё̨Ҟ½̸̡̬̫̝̟̫̬Ӫ̨̡̭̣̠̩Ҡ Ѳ̨̩̫̝̮̯ҡ ̨̣̠Ҝ½̬Ң̭̯Ң̷̧̛̩̞̝̮̥̙̝̠̦̣̩̱̩̫̰ 15
̧̘̲Ӫ̭̫Ѿ̟қ̬ц̮̯̥̩ ц̩Ё̟ҝ̡̩̥Ё̮̫̥ѓк̴̩̤̬½̫̭ ̫Ѿ̠Ҝ̡̤̬̘½̝̥̩̝ ц̪ґ̩̮Ҥ̧̡̙̟̥̭ж̧̧Ӧ
ѿ½Ҝ̡̬̮̝̰̯̫ԉ̦̝Ҡ̯Ӭ̭̫Ѣ̛̦̝̭ж̴̨̡̱̫̮̥̮̘̩̫̭ ҋ̭ԈӞ̮̯̝̯Ҟ̩ ̨̮̰̱̫̬Қ̡̩̱̙̬ к̧̧Ӫ
̠̙ ̡Ѧ½Ӫ̸̧̡̞̫̥ ̴̨̯̥̬̫ԉӤ

Vocabulário para a Seção Dezessete D

Gramática para 17D


C Imperativo aoristo passivo
C Imperativo dos aoristos radicais
C Verbos médios que adotam forma passiva no aoristo

̝Ѣ̮̲̰̩̤Ӭ̩̝̥ inf. aor. de ̡Ѣ̭ ̯̫ԉ̯̫ (+gen.) ъ̨̬̲̫̝̥ atingir ̡Ѿ̧̝̞̤̣̯̥̚ imper. aor. s. de
̝Ѣ̸̨̮̲̩̫̝̥ tal grau de... ̡Ѿ̧̝̞ҝ̨̫̝̥
к̧̧Ӫ de outra maneira ц̨̩̮̤̣̩̚ aor. de ̨̨̨̥̩̮̦̫̝̥̚ ц̱̘̩̣̮̝̩ aor. de ̨̛̱̝̩̫̝̥
ж̮ҝ̧̡̟̥-̝, ѓ insolência, compor- ц̩ ̟ҝ̡̩̥ ̮̫̥ relacionado a ti, da Ѣ̝̯̬-̷̭, ѳ médico (2a)
tamento vergonhoso (1b) tua família ̨̛̦̰̞ ̫̩ ̷̯xícara (2b)
̝Ѿ̛̯̦̝ imediatamente ц̪̣̟̣̯-̭̚, ѳ conselheiro (1d) ̨̨̥̩̮̦̚-̨̫̝̥ lembrar
ж̷̱̫̮̥-̨̫̝̥ purificar-se ы̦̯-̫̭ -̣ -̫̩ sexto Ѳ̨̛̩̫̝̮̯ pelo nome
ц̧̞̫̰̤̣̚ aor. de ̸̧̨̞̫̫̝̥ ц½̝̟̟ҝ̧̧-̴ (ц½̡̧̝̟̟̥-) ordenar ѳ̨̬̣̤Ӭ̩̝̥ aor. de ѳ̨̨̬̘̫̝̥
ц̠̰̩̤̣̩̚ aor. de ̸̨̠̩̝̝̥ ъ̯-o̭, ̷̯ ano (3c) ½̝̬̝̥̩ҝ ̴ aconselhar
̡Ѣ ̨̚ ̯̥ к̧̧̫ quando mais não ̡Ѿ̧̝̞ҝ-̨̫̝̥ ̨̚ tomar cuidado ½Ӫ de algum modo
seja, pelo menos para não (+ subj.)
212 Parte Cinco: A visão ateniense de justiça

½̸̡̬̫̝̟̫̬-̴ fazer uma denúncia ҋ̨̬̤̣̮̝̩̚ aor. de ѳ̨̨̬̘̫̝̥ ̨̨̨̥̩̮̦̫̝̥̚ (̨̩̣̮̤-) lembrar,
pública contra (+ dat.) mencionar
½̬ԗ cedo Vocabulário a ser aprendido ԈӞ̮̯̫̭ ̣ ̫̩ muito fácil
ԈӜ̮̯̝ com muita facilidade (adv. ̝Ѿ̛̯̦̝ imediatamente ̴̡̧̡̯̰̯̘ morrer, terminar
superl. de ԈӞ̠̥̫̭) ц½̴̧̧̝̟̟̙ (ц½̡̧̝̟̟̥̝-) ̴̱̙̬ (ц̡̩̟̦-) suportar; levar;
̡̧̡̯̰̯̘-̴ morrer ordenar carregar
̱̙̬-̴ (ц̡̩̟̦-) suportar ъ̯̫̭, ̷̯ ano (3c) ̷̱̩̫̭, ѳ assassinato (2a)
̷̱̩-̫̭, ѳ assassinato (2a) Ѣә̷̯̬̭, ѳ médico (2a) ̲̤̙̭ ontem
̲̤̙̭ ontem

E
Apolodoro concorda em ajudar Aristarco como puder.

Em O mundo de Atenas: amigos e inimigos 4.2-4, 14-16; clima 2.5–6.

˾̎ ̡Ѩ̡̩ъ̡̲̥̭̯Ң½̬ӝ̨̛̟̝̯໌̫̩҄ໍ½̴̫̥̮̚½̫ӺЁ̯̬̘½̴̨̛̝̥̯Ё̴̨̟̙̩̝̥̫Ѿ
̟Қ̬̫Ѩ̠̝ѷ̯̥Ё̲̬Ԗ̨̝̥Ёц̨̝̰̯ԗ̫Ѿ̟Қ̬̠Ҟ½̴̫̰̫̯̭҃ж̷̩̣̯ң̭̟Ӥи̡̩Ѧ̣̩
ҏ̡̧̨̮̯̯̫Ӭ̸̡̮̝̥̳̮̝̮̤̝̥½̬Ң̭̯̫Ҥ̭̠̥̦̝̮̯̘̭ ̫Ѿ̠Ӥи̡̩Ѣ̡̡҄Ѣ̡̛̠̣̩ѷ̯̥
̝ѣ̨̬̮̫̥̥̯̫̚Ҥ̭ц̲̤̬̫Ҥ̭ж̠̥̦̮̝̩̯̝̭̫̚Ѿ̟Қ̴̸̨̬̫̯̯̫̯̫̰̭̥̮҃Ԗҋ̭
ц̨̝̰̯Ң̧̩̱̥Ԗѷ̬̝̫̩̯҄ҡЁ̨̡̠̬̹̩ 5
˾̍ ̮̦̫½Ԗ̨̡̩̦̫̥̩ӭ ҐӦ̟̝̤̙ ̦̝Ҡ̨Ҟ̱̫̞̣̤ӭ̨̭Ҟ̫Ѿ̨̮̰½̨̬̫̤̰Ԗ̨̛̝̮̫̥̦̝Ҡ
̟Қ̡̬̠̥̩Ң̩и̡̩Ѧ̣ж̩̠̬Ҡ̱ҡ̧Ԕ̯̫ԉ̷̡̯̟ ̯Ң̨Ҟц̧̡̨̤̙̥̩̮̰½̨̡̬̫̤̰Ӻ̮̤̝̥
̯̫Ӻ̧̛̭̱̫̥̭ѷ½̴̴̨̭̯̥̬̮̫̩̯̝̥̯̫̚Ҥ̭ц̸̲̤̬̫̭ҏ̡̡̮̯̠Ӻ̨̡̨̧̘̥̮̯̝
½̴̘̩̯̩̞̫̣̤Ӭ̛̮̝̮̫̥ц̩ж½̛̫̬ӛѶ̩̯̥
˾̎ ̦̝Ҡ̡̲̘̬̥̩Ѧ̨̛̮̫̝̮̫̥ Ґ̧̡̞̙̯̥̮̯ ̨̮̰½̨̬̫̤̰̣̤̙̩̯̥ 10
˾̍ ж̧̧Қ̡̮̯̬̫̩҃½̨̡̫̥̹̤̝̯̝ԉ̯̝̦̝Ҡж̴̧̨̡̩̝̘̞̩̯Ң̷̧̡̩̟̫̩̥̟҃қ̬ ̦̝Ҡ
̫Ѿ̦̰̩Ҡ̨Қ̯̫Ҥ̡̭̤̫Ҥ̭̩̰̩Ҡ½̧̝̩̣̯̙̫̩̮Ҥ̨̠̙̫̥̫ѿ̴̯̮Ҡ½̛̫̣̮̫̩̝҂̬̥̫̩
ы̴̡̤̩ж̱̥̦̫ԉ̫Ѧ̡̦̝̠̦̝Ҡ̨Ҟк̴̧̧̭½̫̥ҟ̮Ӫ̭ ѧ̧̡̨̡̩̝̞̫̰̰̮̹̤̝½̡̬Ҡ
̝Ѿ̯Ԗ̸̴̩̯̫̯̩
˾̎ ц̨̫Ҡж̬ҝ̡̮̦̥й̮Ҥ̧̡̙̟̥̭ Ґо½̷̴̧̧̡̫̠̬ ̦̝Ҡѳ̨̧̫̫̟Ԗҋ̭̫Ѿ½̫̥̣̯̙̫̩ 15
̫Ѿ̠Ҝ̩½̬Ҡ̩и̨̡̩̯Қ̮̫ԉ̸̴̨̧̡̨̮̰̞̫̰̝̥ї̴̪̫̩҄½̝̬Қ̮Ҝ̝҂̬̥̫̩ цҚ̩
̡̤Ң̭ц̤ҝ̧Ӫ
˾̍ ½̴̨̡̬̘̯̯̩̯̝ԉ̯̝Ѧ̴̨̡̩̫̩҄
Seção Dezessete A–E: Justiça privada: problemas no campo 213

Vocabulário para a Seção Dezessete E

Gramática para 17E


C Subjuntivos deliberativos
C ̲̬қ̨̫̝̥
C Correlativos

к̴̧̧̭ caso contrário ̸̨̧̡̮̰̞̫̰-̨̫̝̥ discutir com Vocabulário a ser aprendido


ж̷̩̣̯-̫̭ -̫̩ tolo (+ dat.) к̴̧̧̭ caso contrário; em vão
̸̧̡̞̫̰-̨̫̝̥ discutir ̨̮̰½̨̬̫̤̰ҝ -̨̫̝̥ compartilhar ж̷̩̣̯̫̭ ̫̩ tolo
ы̴̡̤̩ amanhecer o entusiasmo de (+ dat.) ̸̧̡̨̞̫̰̫̝̥ discutir, aconselhar-se
̦̫̥̩ӭ junto, em comum ̛̯ ̟ҝ̴̨̩̝̥; o que será de mim? ̸̨̧̡̨̮̰̞̫̰̫̝̥ discutir com (+
ѷ̯̥ ̲̬Ԗ̨̝̥ ц̨̝̰̯ԗ; o que farei ̛̯ ̠̬Ԗ̨̡̩; o que faremos? dat.)
comigo? ̛̯ ½̴̫̥̮̚; o que farei? ̨̮̰½̬̫̤Ԅ̨ҝ̨̫̝̥ compartilhar o
½̧̝̩̘-̨̫̝̥ vagar ̡̥҃ está chovendo entusiasmo de (+ dat.)
½oӺ ̯̬̘½̴̨̝̥; para onde me
voltarei?
214 Parte Cinco: A visão ateniense de justiça

Seção Dezoito A–E: Como Zeus deu a justiça aos


homens

Introdução
Quer Aristarco estivesse falando a verdade ou não (e provavelmente era
cinquenta por cento de cada), o fato era que o funcionamento efetivo da
justiça podia ser um processo lento, confuso e insatisfatório – lento por causa
da variedade de alegações e contra-alegações que podiam ser apresentadas,
confuso porque sempre cabia aos próprios indivíduos abrir processos, reunir
provas, apresentar o caso e aplicar o veredicto, e insatisfatório porque as
escassas regras para o processo judiciário faziam com que os dicastas ficassem
sujeitos a ser influenciados por apelos puramente emocionais ou pessoais.
Ainda assim, não há como negar que a lei era uma preocupação intensamente
pessoal para um grego (muito mais, talvez, do que é para nós, com nosso sem-
número de advogados, policiais, promotores e juízes) e que os gregos viam as
leis, por meio das quais a justiça era mantida, como a alma absoluta da ½̷̧̥̭.
Na verdade, os cidadãos gregos de fato faziam as leis por meio de seu voto
na ц̧̛̦̦̣̮̝; e, como vimos, milhares de cidadãos podiam estar envolvidos
diariamente no processo da lei como dicastas. A palavra ̷̨̩̫̭ também tinha
associações muito mais profundas para um grego do que “lei” tem para nós,
porque significava muito mais do que lei estatutária; significava também
“costume”, “convenção”, a sabedoria reunida do passado, a “herança aceita
que formava a base permanente da vida [de um grego]” (Dodds).
A passagem a seguir é tirada do diálogo Protágoras de Platão. Sócrates
perguntou a Protágoras, o grande sofista e pensador, se é possível ensinar
as pessoas a ser bons cidadãos, algo que o próprio Protágoras afirmava
ensinar. Sócrates sugere que não é possível, pois especialistas são chamados
para aconselhar sobre temas que podem ser ensinados, como marcenaria e
construção de navios, mas sobre questões como, por ex., políticas públicas,
todos na ц̧̛̦̦̣̮̝ têm sua opinião – como se a especialização nesse campo não
existisse. Protágoras, com o assentimento de seus ouvintes, escolhe responder
com um ̨ԉ̤̫̭ (mito? conto? parábola?), que descreve a criação do mundo e
a implantação no homem de ̛̠̦̣ e ̝Ѣ̠̹̭ (isto é, uma noção do certo e uma
consciência moral dos outros e de sua reação às ações do indivíduo).
Seção Dezoito A–E: Como Zeus deu a justiça aos homens 215

Em O mundo de Atenas: nómos-phýsis 8.32, 9.7; sofistas e civilização 8.29; mito


3.7-12; especulação 8.7–8.

Nota
Este texto (Platão, Protágoras 320D-323A) não está adaptado.
Há uma tradução muito boa, com comentários, de CCW Taylor, Plato
Protagoras (Clarendon Plato Series, Oxford 1976).
216 Parte Cinco: A visão ateniense de justiça

A
A história da Criação e como Epimeteu, irmão de Prometeu, distribuiu várias
características e capacidades entre os animais.

ј̩̟̘̬½̷̡̫̯̲̬̩̫̭ѷ̡̡̯̤̫Ҡ̨Ҝ̩ј̮̝̩ ̤̩̣̯Қ̠Ҝ̟̙̩̣̫Ѿ̦ј̩ц½̡̥̠Ҟ̠Ҝ̦̝Ҡ̸̯̫̯̫̥̭
̷̲̬̩̫̭ј̧̡̡̤̩ѣ̨̨̝̬ҝ̴̡̡̩̫̭̟̩̙̮̭ ̯̰½̫ԉ̮̥̩̝Ѿ̯Қ̡̤̫Ҡ̟Ӭ̭ъ̩̠̫̩ ц̦̟Ӭ̭̦̝Ҡ
½̰̬Ң̨̡̡̛̭̪̝̩̯̭̦̝Ҡ̯Ԗ̩ѷ̮̝½̰̬Ҡ̦̝Ҡ̟ӭ̡̦̬̘̩̩̰̯̝̥ц½̡̥̠Ҟ̠Áк̡̟̥̩̝Ѿ̯Қ½̬Ң̭
̱Ԗ̭ъ̨̡̧̧̫̩ ½̬̫̮ҝ̨̡̯̝̪̝̩̬̫̣̤̍Ӻ̦̝Ҡь½̨̡̥̣̤Ӻ̨̦̫̮Ӭ̡̛̮̝̯̦̝Ҡ̡̩Ӻ̨̨̡̝̥̠̰̩̘̥̭
ч̦̘̮̯̫̥̭ ҋ̭½̬̙½̡̨̥̬̫̣̤̙̝̠̍Ҝ½̡̝̬̝̥̯Ӻ̯̝̥ь½̨̡̥̣̤Ҥ̭̝Ѿ̯Ң̡̭̩Ӻ̨̝̥ À̡̨̛̩̝̩̯̫̭ 5
̨̠̙̫̰Á ъ̱̣ Àц½̡̛̮̦̳̝̥Á̦̝Ҡ̴̫̯҃½̡̨̡̛̮̝̭̩̙̥ ̴̨̩̙̩̠Ҝ̯̫Ӻ̨̭Ҝ̩Ѣ̮̲Ҥ̩к̡̩̰
̯̘̲̫̰̭½̬̫̮Ӭ½̡̯ ̯̫Ҥ̭̠Áж̡̡̡̮̤̩̮̯̙̬̫̰̭̯̘̲̥ц̷̨̡̦̮̥˶̯̫Ҥ̭̠Áҏ½̧̢̡̥ ̯̫Ӻ̭̠Áк̫½̧̫̩
̠̥̠̫Ҥ̸̭̱̮̥̩к̧̧̣̩̯̥̩Á̝Ѿ̯̫Ӻ̭ц̨̣̲̝̩ӝ̸̨̡̯̫̠̩̝̥̩Ѣ̴̭̮̯̣̬ҡ̝̩й̨Ҝ̩̟Қ̬̝Ѿ̯Ԗ̩
̷̨̮̥̦̬̯̣̯̥і̨½̡̥̮̲ ½̯̣̩Ң̩̱̰̟Ҟ̩є̡̦̝̯̘̟̥̫̩̫Ѧ̦̣̮̥̩ъ̡̨̡̩̩˶й̠Ҝ̡̨̡̣̪̟҄ҝ̡̤̥ 
̯ԗ̡̠̝Ѿ̯ԗ̝Ѿ̯Қъ̮Ԕ̢̡˶̦̝Ҡ̯м̴̧̧̝̫̯̭҃ц½̝̩̥̮Ԗ̩ъ̡̨̡̩̯̝ԉ̯̝̠Ҝц̨̣̲̝̩ӝ̯̫  10
̡Ѿ̧̡̘̞̥̝̩ъ̴̨̲̩̯̥̟̙̩̫̭̚ж̵̴̡̛̮̯̤̣

Vocabulário e notas para a Seção Dezoito A

Gramática para 18A–E


C Deliberativos em sequência secundária
C л̡̯ + particípio “como alguém que”
C Duais

Notas
1. ̷̲̬̩̫̭: entendido junto com ̴̡̡̟̩̙̮̭.
2. ̟Ӭ̭ ъ̩̠̫̩: entendidos juntos. A ideia de que os seres humanos haviam nascido
originalmente da terra era comum.
2. ц̦: entendido com ̟Ӭ̭ ̦̝Ҡ ½̰̬Ң̭ … ̦̝Ҡ ̯Ԗ̩ (“essas coisas”). Havia uma
teoria grega comum de que tudo era constituído de quatro elementos: terra,
ar, fogo e água. Protágoras deve ter achado que ar e água eram produzidos por
uma mistura de terra e fogo.
4. ̨̡̬̫̣̤̍Ӻ ̦̝Ҡ ь½̨̡̥̣̤Ӻ: Pro-meteu significa “presciência” e Epi-meteu,
“visão tardia”. Como ficará evidente, Epimeteu esquece do homem.
5. ̝Ѿ̯Ң̭: isto é, por si mesmo.
8. к̧̧̣̩ ̯̥̩’: entendido junto com ̸̨̠̩̝̥̩.
8. й … ̝Ѿ̯Ԗ̩: “quais deles”, “aqueles entre eles que” (obj. de і̨½̡̥̮̲); na
oração principal, entenda “a eles ele...”. й ̠Ҝ ̡̣̪҄ (9–10) funciona da mesma
maneira e é retomado por ̝Ѿ̯Қ (10).

ж̵̷̮̯-̴ destruir ̝Ѿ̪̘̩-̴ (̝Ѿ̪-) fazer crescer, ̡ѣ̨̨̝̬̙̩-̫̭ -̣ -̫̩ destinado,


ж̨½̛̮̲-̴ rodear, vestir aumentar distribuído, designado
к̫½̧-̫̭ -̫̩ desarmado ̡̟̙̩̮-̥̭, ѓ nascimento (3e) ъ̩̠̫̩ (+ gen.: entender com o
ж̡̮̤̩-̭̚ -̙̭ fraco ̸̨̠̩̝-̥̭, ѓ poder, faculdade (3e) ̟Ӭ̭ precedente) dentro
Seção Dezoito A–E: Como Zeus deu a justiça aos homens 217

ц½̷̝̩̥̮-̴ igualar ѳ½̧̢̛ ̴armar Vocabulário a ser aprendido


ь½̨̥̣̤-̸̡̭, ѳ Epimeteu (3g) ½̝̬̝̥̯̙ ̨̫̝̥pedir ж̡̮̤̩̭̚ ̙̭ fraco, doentio
(“visão tardia”, “o que pensa ½̬̙½̡̥ é adequado ̡̟̙̩̮̥̭, ѓ nascimento (3e)
depois”) ̨̬̫̣̤̍-̸̡̭, ѳ Prometeu (3g) ̸̨̠̩̝̥̭, ѓ poder, capacidade,
ц½̥̮̦̫½̙-̨̫̝̥ (ц½̡̥̮̦̳-) (“presciência”, “o que pensa faculdade (3e)
examinar, revisar antes”) ц½̥̮̦̫½̨̙̫̝̥ (ц½̡̥̮̦̳̝-)
̡Ѿ̧̡̘̞̥-̝, ѓ cuidado (1b) ½̬̫̮̘½̯-̴ ligar, conceder examinar, revisar
Ѣ̮̲-̸̭, ѓ força (3h) ½̬̫̮̯̘̯̯-̴ (½̬̫̮̯̝̪-) ordenar, ̨̨̣̲̝̩̘̫̝̥ fabricar, planejar
̡̦̝̯̘̟̥-̫̭ -̫̩ subterrâneo encarregar (+ dat.) ̴̨̩̙ (̡̨̩̥̝-) repartir, distribuir,
̡̦̬̘̩̩̰-̨̥ misturar (+ dat.) ½̯̣̩-̷̭ -̚ -̷̩ alado atribuir
̨̦̫̮̙-̴ equipar ̷̨̮̥̦̬̯̣̭ (̨̮̥̦̬̫̯̣̯-), ѓ ½̨̝̬̝̥̯̙̫̝̥ pedir
̨̡̙̟̤-̫̭, ̷̯ tamanho (3c) pequenez (3a) ½̴̬̫̮̯̘̯̯½̬̫̮̯̝̪̝- ordenar,
̨̣̲̝̩̘-̨̫̝̥ fabricar, planejar ̯̘̲ ̫̭ ̷̯velocidade (3c) encarregar (+ dat.)
̨̛̟̩̰-̨̥ (̨̥̪-) misturar ̯̰½̙-̴ moldar ̯̘̲̫̭ ̷̯velocidade (3c)
̨̩̙-̴ (̡̨̩̥-) repartir, distribuir, ̱̰̟-̚, ѓ fuga (1a) ̱̰̟̚, ѓ fuga (1a)
atribuir ̱Ԗ̭ (̴̱̯-), ̷̯ luz (3b)

A evolução do homem

Havia um interesse considerável pelas origens da sociedade humana. Uma espécie


de teoria da evolução foi desenvolvida: o homem dos tempos antigos, como Platão
faz Protágoras sugerir nesta seção, enfrentava dificuldades de sobrevivência por
causa de animais selvagens, doenças e falta de comida e, assim, por motivos prag-
máticos, foi levado a inventar ̯ҝ̲̩̝̥ (“habilidades, os resultados da inteligência
aplicada”) como caça, medicina e agricultura a fim de sobreviver. Mas os homens
ainda enfrentavam o risco dos outros homens. Por isso, foram formados pactos
sociais, dando origem a ̧̱̥ҡ̝ (“formar uma causa comum com outros”, cf. ̱ҡ̧̫̭),
por exemplo, e a ½̡̥̤ҧ (“fazer alguém concordar pacificamente”). Essas práticas
utilitárias acabaram sendo, com o tempo, transformadas em um código moral,
dando origem a restrições como ̝Ѣ̠ҧ̭ (“consciência”, “senso de vergonha”,
“respeito pelos outros”) e ̠ҡ̦̣ (“justiça, estado de direito”). A partir desse início,
sociedades plenamente civilizadas, caracterizadas por leis, preceitos religiosos e
práticas democráticas, puderam se desenvolver. A base dessa visão do desenvolvi-
mento do homem era, em última instância, utilitária, e esse fato reflete o autointe-
resse esclarecido e a visão eticamente relativista de muitos sofistas, contra os quais
Platão e Sócrates reagiam vigorosamente. (O mundo de Atenas, 8.29)
Protágoras explicou sua visão do desenvolvimento da civilização em um ̨ԉ̤̫̭
que ele havia inventado para esse fim. Mas, como a abordagem altamente flexível
dos trágicos para o tema do mito deixa claro, ̨ԉ̤̫̭ não significava nada do tipo
de uma “escritura revelada” ou “verdade sobre os deuses”. Variava de significado
entre “mito”, “ficção”, “narrativa”, “parábola”. Sua antítese era ̧ң̟̫̭, “relato
racional”. Observe-se que, embora Protágoras tenha feito dos deuses a “causa pri-
meira” do ̝Ѣ̠ҧ̭ e ̠ҡ̦̣ implantados no homem, coube aos homens elaborar o que
esses imperativos de fato significavam na prática. Não se sentia, de modo geral, que
os deuses gregos impusessem ordens ou diretrizes morais aos homens.
218 Parte Cinco: A visão ateniense de justiça

B
Outros atributos são distribuídos.

ц½̡̥̠Ҟ̠Ҝ̝Ѿ̯̫Ӻ̭ж̧̧̧̣̫̱̤̫̬̥Ԗ̩̠̥̝̱̰̟Қ̭ц½̡̡̬̦̮̚ ½̬Ң̭̯Қ̭ц̛̦̫̭́ҏ̬̝̭
̡Ѿ̨̡̘̬̥̝̩ц̨̣̲̝̩ӝ̯̫ж̨̡̱̥̩̩Ҥ̭̝Ѿ̯Қ½̰̦̩̝Ӻ̡̭̯ ̤̬̥̪Ҡ̦̝Ҡ̡̡̮̯̬̫Ӻ̨̭̠̙̬̝̮̥̩ 
ѣ̦̝̩̫Ӻ̨̭Ҝ̩ж̨ԉ̡̨̩̝̥̲̥Ԗ̩̝ ̠̰̩̝̯̫Ӻ̭̠Ҝ̦̝Ҡ̸̨̦̝̝̯̝ ̦̝Ҡ̡Ѣ̡̭Ѿ̩Қ̭Ѣ̫ԉ̮̥̩ѷ½̴̭
ѿ½қ̬̲̫̥̯Қ̝Ѿ̯Қ̯̝ԉ̴̨̯̝̮̯̬̩Ҟ̫Ѣ̡̡̛̦̝̯̦̝Ҡ̝Ѿ̯̫̱̰Ҟ̭ч̦̘̮̯Ԕ˶̦̝Ҡѿ½̫̠Ԗ̩̯Қ
̨Ҝ̩ѳ½̧̝Ӻ̭ ̯Қ̠Ҝ̨̡̡̠̙̬̝̮̥̮̯̬̫Ӻ̭̦̝Ҡж̨̛̩̝̫̥̭ ̯̫Ѿ̡̩̯ԉ̡̤̩̯̬̫̱Қ̭к̧̧̫̥̭к̧̧̝̭ 5
ц̡̪½̷̢̡̬̥ ̯̫Ӻ̨̭Ҝ̩ц̦̟Ӭ̭̞̫̯̘̩̣̩ к̧̧̫̥̭̠Ҝ̴̠̙̩̠̬̩̦̝̬½̸̫̭ ̯̫Ӻ̭̠ҜԈ̢̛̝̭˶ъ̮̯̥໌
̠Áໍ̫ѩ̭ъ̴̡̡̠̦̩Ѩ̩̝̥̯̬̫̱Ҟ̢̩ԕ̴̩к̴̧̧̩̞̫̬̘̩˶̦̝Ҡ̯̫Ӻ̨̭Ҝ̩Ѳ̧̛̥̟̫̟̫̩̝̩½̬̫̮Ӭ̡̳ 
̯̫Ӻ̭̠Áж̧̨̩̝̥̮̦̫̙̩̫̥̭ѿ½Ң̸̴̯̫̯̩½̧̛̫̰̟̫̩̝̩ ̴̛̮̯̣̬̝̩̯ԗ̡̟̙̩̥½̴̢̛̫̬̩

Vocabulário para a Seção Dezoito B

Notas
3. ̠̰̩̝̯̫Ӻ̭: retomando ж̨ԉ̩̝̥.
3. Ѣ̫ԉ̮̥̩: dat. pl., “eles [=os animais] indo”.
3–4. ̦̝Ҡ … ѷ½̴̭ ѿ½қ̬̲̫̥: “e [ele inventou] para que houvesse”.
4. ̯Қ ̨Ҝ̩: referindo-se aos animais; entender como objeto de “ele vestiu”.
6–7. ъ̮̯̥ . . . ̫ѩ̭: “para alguns”.
7. ̡Ѩ̩̝̥̯̬̫̱Ҟ̩: “para ser como comida” (junto a ̞̫̬̘̩)

ж̧̧̧̛̣̫̱̤̫̬-̝, ѓ destruição ̦̝̬½-̷̭, ѳ fruta (2a)


mútua (1b) ̦̝ԉ̨̝ (̨̦̝̰̝̯-), ̷̯ calor (3b) Vocabulário a ser aprendido
ж̸̨̩-̴ repelir, afastar, resistir ̫Ѣ̡̦Ӻ-̫̭ -̝ -̫̩ pessoal ж̨Ԅԝ̴̩ repelir, afastar, resistir
ж̨̱̥̙̩̩̰-̨̥ vestir, cobrir Ѳ̧̛̥̟̫̟̫̩-̝, ѓ produção de ж̩ә̴̧̛̮̦ (ж̩ә̴̧̮̝-)
ж̧̛̩̝̮̦-̴ consumir, matar poucos filhotes (1b) consumir; gastar; matar
к̨̩̝̥-̫̭ -̫̩ sem sangue ѳ½̧-̚, ѓ casco (1a) ̠̙̩̠̬̫̩, ̷̯ árvore (2b)
̝Ѿ̯̫̱̰-̭̚ -̙̭ natural ѷ½̴̭ (+ opt.) = ѧ̩̝ (+ opt.) ̨̠̙̬̝ (̡̨̠̬̝̯-), ̷̯ pele (3b)
̞̫̬-̘, ѓ alimento, carne (1b) ½̧̛̫̰̟̫̩-̝, ѓ fecundidade (1b) ̠̥̝̱̰̟̚, ѓ fuga, meio de escape
̞̫̯̘̩-̣, ѓ grama (1a) ½̢̛̫̬-̴ proporcionar, oferecer (1a)
̠̙̩̠̬ ̫̩ ̷̯árvore (2b) ½̬̫̮̘½̯-̴ dar, ligar a (+ dat.) ̷̠̰̩̝̯̭ ̚ ̷̩ capaz, possível
̨̡̨̠̙̬̝̠̬̝̯ ̷̯pele (3b) ½̰̦̩-̷̭ -̚ -̷̩ espesso ц̦½̴̢̛̫̬ proporcionar, prover
̠̥̝̱̰̟-̚, ѓ meio de escape de Ԉ̢̛-̝, ѓ raiz (1c) ̢ԗ̫̩, ̷̯ animal, criatura, ser
(1a) ̡̡̮̯̬ ̷̭ -̘ -̷̩ duro, sólido vivo (2b)
̠̰̩̝̯ ̷̭ ̚ ̷̩capaz ̴̨̮̯̬̩-̚, ѓ revestimento de ѣ̷̦̝̩̭ ̚ ̷̩ suficiente, capaz
ц̦½̢̛̫̬ ̴proporcionar cama (1a) (+ inf.)
ц½̝̬̦̙-̴ prover, fornecer o ̯̫Ѿ̡̩̯ԉ̡̤̩=̯Ңц̡̩̯ԉ̡̤̩ em ѷ½̴̭= ѧ̩̝ (+ subj./opt.) a fim
bastante (de) seguida de
̡Ѿ̨̡̘̬̥-̝, ѓ conforto (1b) ̯̬̫̱ ̚, ѓ alimentação, alimento ½̴̢̛̫̬ proporcionar, oferecer
̡Ѿ̩-̚, ѓ cama (1a) (1a) ½̬̫̮̘½̴̯ dar, ligar a (+ dat.)
̢ԗ-̫̩, ̷̯ animal (2b) ѿ½̘̬̲-̴ servir como, ser ̴̨̮̯̬̩̚, ѓ revestimento de
̛̤̬̪ (̯̬̥̲-), ѓ cabelo, pelo (3a) ѿ½̫̠ҝ-̴ calçar cama (1a)
(dat. pl. ̛̤̬̥̪) ̡̨̲̥ҧ̩ (̴̡̨̲̥̩-), ѳ inverno, ̯̬̫̱̚, ѓ alimento, nutrição (1a)
ѣ̦̝̩-̷̭ -̚ -̷̩ suficiente (“para” tempestade (3a) ̡̨̲̥̹̩ (̴̡̨̲̥̩-), ѳinverno,
+ inf.) ҏ̬̝, ѓ estação (1b) tempestade (3a)
Seção Dezoito A–E: Como Zeus deu a justiça aos homens 219

C
Mas, quando chega ao homem, Epimeteu não tem mais atributos para distribuir.
Prometeu o ajuda.

л̡̯̠ҞЁ̫̩̫҄Ѿ½̘̩̰̯̥̮̫̱Ң̭Ҏ̩ ѳь½̨̡̥̣̤Ҥ̭ъ̧̡̝̤̩̝ѿ̯Ң̧̩̦̝̯̝̩̝ҧ̮̝̭̯Қ̭
̨̡̡̠̰̩̘̥̭Ѣ̭̯Қк̧̫̟̝˶̧̫̥½Ң̩̠Ҟж̷̨̦̮̣̯̫̩ъ̯̥̝Ѿ̯ԗј̩̯Ңж̩̤̬̹½̴̩̟̙̩̫̭ 
̦̝Ҡђ½̷̡̬̥ѷ̯̥Ё̲̬̮̝̥̯̫̚ж½̫̬̫ԉ̩̯̥̠Ҝ̝Ѿ̯ԗ ъ̡̨̡̬̲̯̝̥̬̫̣̤̍Ҥ̭ц½̷̡̨̡̥̮̦̳̩̫̭
̯Ҟ̨̩̩̫ҟ̩ ̦̝Ҡѳ̬Ӟ̯Қ̨Ҝ̩к̧̧̢̝ԗ̝ц̨̨̡̧Ԗ̭໌½̴̘̩̯̩ໍъ̲̫̩̯̝ ̯Ң̩̠Ҝк̴̩̤̬½̫̩
̷̨̡̟̰̩̩̯̦̝Ҡж̩̰½̷̠̣̯̫̩̦̝Ҡк̴̮̯̬̯̫̩̦̝Ҡк̫½̧̫̩˶і̠̣̠Ҝ̦̝Ҡѓ̡ѣ̨̨̝̬̙̩̣ 5
ѓ̨̙̬̝½̝̬Ӭ̩ ц̩ҿъ̡̠̥̦̝Ҡк̴̩̤̬½̫̩ц̪̥ҝ̩̝̥ц̦̟Ӭ̡̭Ѣ̭̱Ԗ̭ж½̛̫̬ӛ̷̨̡̫̩̮̲̩̫̭҄
ѳ̨̡̬̫̣̤̍Ҥ̭ї̴̛̩̯̥̩̝̮̯̣̬̝̩̯ԗж̩̤̬̹½Ԕ̡̬̫̥҃ ̧̦̙½̡̯̥Ԟ̛̱̝̮̯̫̰̦̝̄Ҡо̤̣̩ӝ̭
̯Ҟ̩ъ̡̛̩̯̲̩̫̩̮̫̱̝̩̮Ҥ̩½̛̰̬¾ж̨̲̝̩̫̩̟̚Қ̬ј̩к̡̩̰½̰̬Ң̭̝Ѿ̯Ҟ̩̦̯̣̯̩̯̚Ԕє
̨̡̛̲̬̣̮̣̩̟̩̙̮̤̝̥¾̦̝Ҡ̴̫̯̠҃Ҟ̴̡̠̬Ӻ̯̝̥ж̩̤̬̹½Ԕ̯Ҟ̨̩Ҝ̩̫̩҄½̡̬Ҡ̯Ң̛̩̞̫̩
̛̮̫̱̝̩к̴̩̤̬½̸̫̭̯̝̯Ӫъ̡̮̲̩ ̯Ҟ̩̠Ҝ½̧̫̥̯̥̦Ҟ̩̫Ѿ̡̦Ѩ̡̲̩˶ј̩̟Қ̬½̝̬Қ̯ԗ̛̥̯́ԗ 10

Vocabulário para a Seção Dezoito C

Notas
1. ̯̥: de forma alguma (lit. “em nada”).
2. ̝Ѿ̯ԗ: “por ele” – dativo de agente da passiva; assim também ̯Ԕ (8).
8. ̝Ѿ̯Ҟ̩̦̯̣̯ҟ̩: f., retomando ̮̫̱ҡ̝̩.
10. ½̧̫̥̯̥̦ҟ̩: isto é, ̮̫̱ҡ̝̩.

ж̷̨̦̮̣̯-̫̭ -̫̩ desprovido, ̠Ҟ̫̩҄ mas ̦̯̣̯-̷̭ -̚ -̷̩ adquirido, possuído


desguarnecido ̴̠̬̙-̴ conceder, dar de ̨̩̫-̚, ѓ distribuição, partilha (1a)
к̧̫̟-̫̭ -̫̩ sem fala presente ѷ̯̥ ̲̬̮̝̥̯̫̚ o que fazer
ж̨̲̝̩̫̩̚ ј̩ era impossível (+ inf.) ̡ѣ̨̨̝̬̙̩-̫̭ -̣ -̫̩ destinado, ½̧̫̥̯̥̦-̷̭ -̚ -̷̩ político
ж̩̰½̷̠̣̯-̫̭ -̫̩ descalço designado, distribuído ̸̮̩ (+ dat.) com, com a ajuda de
к̫½̧-̫̭ -̫̩ desarmado ц̨̨̡̧Ԗ̭ ъ̲-̴ estar bem para (+ gen.) ̸̯̝̯Ӫ desse modo
к̴̮̯̬̯-̫̭ -̫̩ sem cama ъ̡̩̯̲̩-̫̭ -̫̩ artístico, das artes ̯Ԕ=̯̥̩̥
̨̟̰̩-̷̭ -̚ -̷̩ nu ̧̛̦̝̯̝̩̝̮̦-̴ esbanjar ̱Ԗ̭ (̴̱̯-), ̷̯ luz (3b)

Outra história de Prometeu

Protágoras descreve como Prometeu trouxe as bênçãos do fogo para os homens e


foi, depois, castigado por Zeus devido a isso (p. 220, II, 15-16). Mas, de acordo com
o poeta mais antigo Hesíodo (c. 680 a.C.), Zeus também castigou os homens, dando-
lhes a mulher. “E quando ele havia feito essa coisa bela e má como preço pelo fogo,
conduziu-a a um lugar onde deuses e homens estavam reunidos e ela demonstrou
seu prazer com os adornos que Atena lhe havia dado. E deuses imortais e homens
mortais ficaram espantados quando viram como era profunda a armadilha da qual
não havia escape para os homens. Pois dela todo o gênero feminino descende, uma
grande maldição para os homens mortais com quem elas vivem, nenhuma ajuda na
pobreza cruel, mas prontas para compartilhar a riqueza”. Como era irrelevante para
Protágoras, essa parte do mito foi omitida. (Cf. O mundo de Atenas, 3.11)
220 Parte Cinco: A visão ateniense de justiça

̠Ҝ̨̡̬̫̣̤̍Ӻ̡Ѣ̨̭Ҝ̩̯Ҟ̩ж̷̦̬½̧̫̥̩̯Ҟ̩̯̫ԉ̥́Ң̭̫Ѧ̦̣̮̥̩̫Ѿ̦̙̯̥ц̡̡̡̩̲̹̬̥Ѣ̡̧̡̮̤Ӻ̩
¾½̬Ң̭̠Ҝ̦̝Ҡ̝ѣ̥́Ң̧̭̱̰̝̦̝Ҡ̡̱̫̞̬̝Ҡј̮̝̩¾̡Ѣ̭̠Ҝ̯Ң̯Ӭ̭о̤̣̩ӝ̭̦̝ҠԞ̛̱̝̮̯̫̰̄
̫Ѧ̨̦̣̝̯Ң̷̦̫̥̩̩ ц̩ӎц̧̡̡̛̱̥̫̯̲̩̯̣̩ ̧̝̤Ҧ̡̩Ѣ̡̮̙̬̲̯̝̥ ̦̝Ҡ̧̦̙̳̝̭̯ҟ̡̩̯
ъ̨½̰̬̫̩̯̙̲̩̣̩̯Ҟ̩̯̫ԉԞ̛̱̝̮̯̫̰̦̝̄Ҡ̯Ҟ̩к̧̧̣̩̯Ҟ̩̯Ӭ̭о̤̣̩ӝ̴̛̭̠̠̮̥̩
ж̩̤̬̹½Ԕ ̦̝Ҡц̸̡̦̯̫̯̫̰Ѿ½̨̛̫̬̝Ҝ̩ж̩̤̬̹½Ԕ̯̫ԉ̛̞̫̰̟ҡ̡̟̩̯̝̥ ٤̨̬̫̣̤̙̝̠Ҝ̠̥Á 15
Ӧ̂½̨̡̥̣̤̙̝̮̯̬̫̩҃ ҿ½̡̧̡̬̙̟̯̝̥ ̧̦̫½Ӭ̛̭̠̦̣Ё̨̡̯Ӭ̧̡̤̩

10–12. ј̩ … ј̮̝̩: isto explica onde a “sabedoria política” (isto é, sabedoria


referente à formação de uma ½ң̧̥̭) residia e por que Prometeu não
pôde obtê-la. Em ̡Ѣ̭̠ҝ (12) Platão retorna ao tópico para explicar como
Prometeu obteve habilidades/tecnologia e fogo para os homens.
14. ̯Ҟ̩к̧̧̣̩ … о̤̣̩ӝ̭: presumivelmente fiação, tecelagem, cultivo de
oliveiras e olaria, todas estreitamente associadas a Atena.
16. ̧̦̫½Ӭ̭: presumivelmente isto se refere ao castigo que foi dado por Zeus
a Prometeu por ajudar o homem: ele foi preso a um rochedo e um abutre
vinha todos os dias bicar seu fígado, que tornava a crescer durante a
noite.

о̤̣̩-ӝ, ѓ Atena (1b) џ̱̝̥̮̯-̫̭, ѳ Hefesto (2a) (deus ж̨̲̝̩̫̭̚ ̫̩ impraticável,


ж̷̦̬½̧̫-̥̭, ѓ acrópole, cidadela do fogo e da metalurgia) impossível
(3e) (̴̧̦̝̯̝̩̝̮-) к̫½̧̫̭ ̫̩ desarmado
̯Қ к̧̫̟̝ os seres brutos ̧̦̫½-̚, ѓ furto (1a) ̴̠̬ҝ̴ conceder, dar de presente
ж̨̲̝̩̚-̫̭ -̫̩ impraticável, ̫Ѧ̨̦̣̝ (̫Ѣ̨̦̣̝̯-), ̷̯ moradia ̡ѣ̨̨̝̬ҝ̩̫̭ ̣ ̫̩ destinado,
impossível (3b) designado, distribuído
л̡̯ como, visto que (+ part.) ½̷̬̭ (adv.) além disso ̡Ѿ½̛̫̬ә, ѓ abundância, recursos
̛̠̦̣ ̨̡̯ҝ̡̬̲̯̝̥ uma acusação ̷̨̡̮̲̩-̫̭ -̣ -̫̩ estando em (+ (1b)
de algum delito (gen.) é feita dat.) (aor. méd. de ъ̴̲) ̧̦̫½̚, ѓ furto (1a)
contra alguém (ac.) ̡̱̫̞̬-̷̭ -̘ -̷̩ terrível, temível ̷̨̩̣, ѓ distribuição, partilha (1a)
ц̴̡̟̲̬Ӻ é permitido a alguém ̧̱̰̝̦-̚, ѓ sentinela, guarda (1a) ̫Ѧ̨̦̣̝ (̫Ѣ̨̦̣̝̯-), ̷̯ moradia
(dat.) (3b)
ъ̨½̰̬-̫̭ -̫̩ de fogo Vocabulário a ser aprendido ½̧̫ӷ̷̯̥̦̭ ̚ ̷̩ político
̡Ѿ½̛̫̬-̝, ѓ abundância, ж̷̨̦̮̣̯̫̭ ̫̩ desequipado, ½̷̬̭ (adv.) além disso
recursos (1b) desguarnecido ̮ҥ̩ com, junto com (+ dat.)
ц̧̡̡̛̱̥̫̯̲̩̯̣̩ os dois ж̷̦̬½̧̫̥̭, ѓ acrópole, cidadela ̷̡̱̫̞̬̭ әԝ ̷̩ terrível, temível
praticavam suas artes (3e) ̧̱̰̝̦̚, ѓ sentinela, guarda (1a)
ҿ½̡̬ como к̧̫̟̫̭ ̫̩ sem fala, sem razão ̱Ԗ̭ (̴̱̯-), ̷̯ luz (3b)
Seção Dezoito A–E: Como Zeus deu a justiça aos homens 221

D
Os homens formam comunidades para proteção, mas isso não é suficiente.

ц½̡̥̠Ҟ̠Ҝѳк̴̩̤̬½̡̨̡̡̨̛̛̫̭̤̝̭̯̙̮̲̫̬̝̭ ½̬Ԗ̨̯̫̩Ҝ̩̠̥Қ̯Ҟ̩̯̫ԉ̡̤̫ԉ
̡̢̮̰̟̟̙̩̥̝̩ԕ̴̷̨̡̩̩̫̩̤̫Ҥ̭ц̷̨̡̩̥̮ ̦̝Ҡц½̴̸̡̡̡̨̡̛̲̬̥̞̫̭̯ѣ̸̡̠̬̮̤̝̥̦̝Ҡ
ж̟қ̧̨̡̝̯̝̤Ԗ̩˶ъ½̴̡̥̯̝̱̩Ҟ̩̦̝ҠѲ̷̨̩̝̯̝̯̝̲Ҥ̠̥̣̬̤̬̹̮̝̯̫̯ӭ̯̙̲̩Ӫ ̦̝Ҡ
̫Ѣ̡̦̮̥̭̦̝̚Ҡц̮̤Ӭ̯̝̭̦̝Ҡѿ½̡̫̠̙̮̥̭̦̝Ҡ̴̨̮̯̬̩Қ̭̦̝Ҡ̯Қ̭ц̦̟Ӭ̭̯̬̫̱Қ̡̭̣̬̯̫҃
̴̫̯̠҃Ҟ½̡̡̨̝̬̮̦̰̝̮̙̩̫̥̦̝̯Áж̬̲Қ̭к̴̩̤̬½̫̥ӌ̦̫̰̩̮½̫̬̘̠̣̩ ½̷̧̡̥̭̠Ҝ 5
̫Ѿ̦ј̮̝̩˶ж½̧̧̹̰̩̯̫̫̩҄ѿ½Ң̯Ԗ̴̛̩̤̣̬̩̠̥Қ̯Ң½̝̩̯̝̲ӭ̝Ѿ̯Ԗ̩ж̡̡̮̤̩̙̮̯̬̫̥
̡Ѩ̩̝̥ ̦̝Ҡѓ̨̠̣̥̫̰̬̟̥̦Ҟ̯̙̲̩̣̝Ѿ̯̫Ӻ̭½̬Ң̨̭Ҝ̩̯̬̫̱Ҟ̩ѣ̦̝̩Ҟ̞̫̣̤Ң̭ј̩ ½̬Ң̭
̠Ҝ̯Ң̩̯Ԗ̴̛̩̤̣̬̩½̷̧̡̨̫̩ц̡̩̠̭̚¾½̧̫̥̯̥̦Ҟ̩̟Қ̬̯̙̲̩̣̩̫҂½̴̡Ѩ̲̫̩ љ̭
̨̙̬̫̭½̧̡̨̫̥̦̚¾ц̢̯̫̰̩̠̚Ҟз̢̡̛̤̬̫̮̤̝̥̦̝Ҡ̮ԕ̢̡̢̡̛̮̤̝̥̦̯̫̩̯̭½̷̧̡̥̭˶ѷ̯Á̫̩҄
з̡̤̬̫̥̮̤Ӻ̡̩ ђ̛̠̦̫̰̩ж̧̧̧̫̰̭̚л̡̯̫Ѿ̦ъ̡̲̫̩̯̭̯Ҟ̩½̧̫̥̯̥̦Ҟ̩̯̙̲̩̣̩ ҏ̡̮̯½̧̘̥̩ 10
̸̡̨̡̡̡̛̮̦̠̝̩̩̩̫̥̠̥̱̤̬̫̩̯̫

Vocabulário para a Seção Dezoito D

Notas
1. ̡̤ҡ̝̭ … ̨̫ҡ̬̝̭: isto é, a participação nas, ou dádiva de, habilidades técnicas,
até então atributos unicamente dos deuses.
2. ̮̰̟̟ҝ̡̩̥̝̩: isto é, a relação com os deuses forjada pelas habilidades “divi-
nas” que o homem agora possui.
3. ̯ҝ̲̩Ӫ: foi devido às suas habilidades que o homem foi capaz de inventar a
fala e as palavras.
9. љ̭ ̨ҝ̬̫̭ [ц̮̯ҡ]: um elemento/aspecto da vida comunitária na ½ң̧̥̭ era a
capacidade de ter sucesso nas guerras.
10. з̡̤̬̫̥̮̤Ӻ̡̩: observe o optativo (300).

к̧̨̟̝̝ (ж̧̨̟̝̝̯-), ̷̯ imagem, ̢̛̦̯-̴ fundar Vocabulário a ser aprendido


estátua (3b) ̨̫Ӻ̬-̝, ѓ parte, quinhão, porção к̧̨̟̝̝ (ж̧̨̟̝̝̯-), ̷̯ imagem,
ж̢̛̤̬̫-̴ reunir, juntar (1b) estátua (3b)
л̡̯ como, visto que (+ part.) ̷̨̩̫̩ único entre (+ gen.) з̴̢̛̤̬̫ reunir, juntar
̞̫̣̤-̷̭, ѳ auxiliar, ajudante (2a) ½̝̩̯̝̲ӭ em todos os aspectos л̡̯ como, visto que (+ part.)
̨̠̣̥̫̰̬̟̥̦-̷̭ -̚ -̷̩ técnico ½̡̨̝̬̝̮̦̰̝̮̙̩̫̭ preparar, ц½̡̥̲̥̬ҝ̴ empreender, pôr-se a
̷̠̥̝̬̤̬-̨̫̝̥ articular (isto é, equipar (part. perf. pass. de (+ inf.)
inventar) ½̴̡̢̝̬̝̮̦̰̘) ъ̮̤̣̭ (ц̮̤̣̯-), ѓ roupas (3a)
ц̡̩̠-̭̚ -ҝ̭ insuficiente ½̧̡̨̫̥̦-̷̭ -̚ -̷̩ militar, da guerra ̡̤Ӻ̫̭ ә ̫̩ divino
ц½̡̥̲̥̬ҝ-̴ empreender, pôr-se a ̡̮̦̠̘̩̩̰-̨̥ espalhar, dispersar ̛̤̣̬̫̩, ̷̯ fera, besta (2b)
ъ̮̤̣̭ (ц̮̤̣̯-), ѓ roupas (3a) ̮½̫̬̘̠̣̩ espalhado, disperso, ½̷̧̡̨̫̥̦̭ ̚ ̷̩ militar, marcial,
̡̤Ӻ ̫̭ -̝ -̫̩ divino em grupos da guerra
̛̤̣̬-̫̩, ̷̯ fera, besta (2b) ̮̰̟̟ҝ̡̩̥-̝, ѓ parentesco (1b) ̡̮̰̟̟̙̩̥̝, ѓ parentesco (1b)
ѣ̸̠̬-̨̫̝̥ erigir ѿ½̷̡̠̮-̥̭, ѓ sapato (3e)
222 Parte Cinco: A visão ateniense de justiça

E
Zeus envia Hermes para assegurar que todos os homens recebam uma cota das
qualidades morais que são essenciais para sua sobrevivência.

̡̃Ҥ̭̫̩҄ ̡̛̠̮̝̭½̡̬Ҡ̯ԗ̡̟̙̩̥ѓ̨Ԗ̨̩Ҟж½̷̧̫̥̯̫½ӝ̩ э̨̬Ӭ̩½̨̙½̡̥к̟̫̩̯̝


̡Ѣ̭ж̩̤̬̹½̫̰̭̝Ѣ̠Ԗ̡̯̦̝Ҡ̛̠̦̣̩ ѧ̩Á̡Ѩ̡̩½̷̴̷̧̡̨̡̩̦̮̫̥̯̦̝Ҡ̡̨̠̮̫Ҡ̧̛̱̥̝̭
̴̛̮̰̩̝̟̟̫ц̴̬̯Ӟ̫̩҄э̨̬Ӭ̷̛̛̭̝̯̩̝̫̩̯̬́҄½̛̛̫̩̠̫̣̠̦̣̩̦̝Ҡ̝Ѣ̠Ԗж̩̤̬̹½̫̥̭˶
À½̷̡̯̬̫̩ҋ̭̝ѣ̡̨̯̙̲̩̝̥̩̩̙̣̩̯̝̥ ̴̫̯̦̝҃Ҡ̸̴̡̨̡̨̛̯̝̯̝̭̩̩̩̙̣̩̯̝̥̠Ҝґ̡̠˶̡ѩ̭
ъ̴̲̩Ѣ̝̯̬̥̦Ҟ̩½̧̧̫̫Ӻ̭ѣ̦̝̩Ң̭Ѣ̠̥̹̯̝̥̭ ̦̝Ҡ̫ѣк̧̧̨̛̫̥̠̣̥̫̰̬̟̫˶̦̝Ҡ̛̠̦̣̩̠Ҟ̦̝Ҡ 5
̝Ѣ̠Ԗ̴̫̯̤҃Ԗц̩̯̫Ӻ̭ж̩̤̬̹½̫̥̭ єц½Ҡ½қ̴̡̨̛̩̯̝̭̩ÁÀц½Ҡ½̘̩̯̝̭Á ъ̱̣ѳ̡̃ҥ̭ À̦̝Ҡ
½̷̴̡̨̡̡̘̩̯̭̯̲̩̯̩˶̫Ѿ̟Қ̬и̩̟̙̩̫̥̩̯̫½̷̧̡̥̭ ̡ѢѲ̧̛̟̫̥̝Ѿ̯Ԗ̨̡̡̩̯̙̲̫̥̩ҏ̮½̡̬
к̴̧̧̡̩̯̲̩Ԗ̩˶̦̝Ҡ̷̨̡̩̫̩̟̤Ҝ̭½̝̬Áц̨̫ԉ̯Ң̨̩Ҟ̨̡̠̰̩̘̩̫̩̝Ѣ̠̫ԉ̭̦̝Ҡ̛̠̦̣̭
̨̡̡̡̡̛̯̙̲̥̩̦̯̩̥̩ҋ̷̭̩̮̫̩½̷̴̧̡̭Á̴̫̯̠҃ҟ Ґ̡̹̦̬̝̯̭̏ ̦̝Ҡ̠̥Қ̯̝ԉ̯̝̫ѧ̡̯к̧̧̫̥
̦̝Ҡо̤̣̩̝Ӻ̫̥ ѷ̨̯̝̩Ҝ̩½̡̬Ҡж̡̬̯Ӭ̡̭̯̦̯̫̩̥̦Ӭ̭Ҿ̷̧̟̫̭єк̧̧̣̭̯̥̩Ң̨̭̠̣̥̫̰̬̟̥̦Ӭ̭  10
Ѳ̧̛̟̫̥̭̫Ѧ̨̡̡̫̩̯̝̥̯Ӻ̨̧̩̝̥̮̰̞̫̰Ӭ̭ ̦̝Ҡц̘̩̯̥̭ц̦̯Ң̭Ҍ̩̯Ԗ̩Ѳ̴̸̧̨̧̡̛̟̩̮̰̞̫̰Ӫ 
̫Ѿ̦ж̩̙̲̫̩̯̝̥ ҋ̭̮Ҥ̱̭̚¾̡Ѣ̷̴̦̯̭ ҋ̭ц̨̟̹̱̣̥¾ѷ̯̝̩̠Ҝ̡Ѣ̨̧̭̮̰̞̫̰Ҟ̩
½̧̫̥̯̥̦Ӭ̭ж̡̬̯Ӭ̭Ѧ̴̮̥̩ ѕ̡̩̠Ӻ̠̥Қ̸̠̥̦̝̥̫̮̩̣̭½ӝ̮̝̩Ѣ̙̩̝̥̦̝Ҡ̴̸̮̱̬̫̮̩̣̭ 
̡Ѣ̷̴̦̯̭л½̝̩̯̫̭ж̩̠̬Ң̭ж̩̙̲̫̩̯̝̥ ҋ̭½̝̩̯Ҡ½̬̫̮Ӭ̸̡̨̡̡̦̫̩̯̝̯̣̭̟̯̙̲̥̩̯Ӭ̭
ж̡̬̯Ӭ̭є̨Ҟ̡Ѩ̩̝̥½̷̧̡̥̭̝̯̣҃ Ґ̡̹̦̬̝̯̭̏ ̸̯̫̯̫̰̝Ѣ̛̯̝ 15
Seção Dezoito A–E: Como Zeus deu a justiça aos homens 223

Vocabulário para a Seção Dezoito E

Notas
Lembre que a Atenas do século IV era uma democracia genuína, em que os cida-
dãos que se reuniam na Assembleia (ц̧̦̦̣̮ҡ̝) a cada oito dias tomavam todas
as decisões. Protágoras está pensando na maneira como a Assembleia distinguia
entre a discussão de questões técnicas e políticas (isto é, comunitárias).

4, 6. ̡̩ҡ̴̨: subj. aoristo, “devo...?” (deliberativo: 325); assim também ̤Ԗ (6).


4–5. ̡ѩ̭ … ̨̠̣̥̫̰̬̟̫ҡ: isto é, a habilidade não foi dada a todos, mas a
indivíduos selecionados (por ex., médicos) que poderiam usá-la para o
benefício de todos.
9–10. ̫ѧ̡̯к̧̧̫̥̦̝ҡ: “todos os demais, inclusive...”.
10. ½̡̬ҡ: entender depois de ̧ң̟̫̭ com ж̡̬̯Ӭ̭… e [ж̡̬̯Ӭ̭] к̧̧̣̭… .
12. ѷ̯̝̩̠ҝ: “mas quando”.
13. Ѣҝ̩̝̥: ver vocabulário: o sujeito é ї̩ (=̨̧̮̰̞̫̰ҟ̩).
14. ½̬̫̮Ӭ̦̫̩: ac. absoluto (296).

̝Ѣ̠-̹̭ (-Ԗ -̫ԉ̭ -̫Ӻ), ѓ respeito ½̡̛̬ (+ dat.) sobre ̷̨̠̣̥̫̰̬̟̥̦̭ ̚ ̷̩ técnico, de
pelos outros ½̡̬̫̮̦̥̚ é adequado (+ dat.) trabalhador
ж̩ҝ̲-̨̫̝̥ suportar (+ gen.) ̨̧̮̰̞̫̰-̚, ѓ discussão, ̷̨̠̣̥̫̰̬̟̭, ѳartesão,
̡̛̠̠-̴ (̡̠̥̮-) temer conselho (1a) trabalhador, especialista (2a)
̡̨̠̮-̷̭, ѳvínculo (2a) ̴̮̰̩̝̟̟-̷̭ -̷̩ que une, ̸̠̥̦̝̥̫̮̩̣, ѓ justiça (1a)
̨̠̣̥̫̰̬̟̥̦ ̷̭ ̚ ̷̩técnico unificador ̡ѩ̭ ̨̛̝ ы̩ (ч̩-) um/uma
̨̠̣̥̫̰̬̟ ̷̭ ѳ especialista (2a) ̴̸̮̱̬̫̮̩-̣, ѓ moderação, bom Ѣә̷̯̬̥̦̭ ̚ ̷̩ que se refere ao
̸̠̥̦̝̥̫̮̩ ̣ ѓ justiça (1a) senso (1a) médico, à cura, médico (adj.)
̡ѩ̨̛̭̝ы̩ч̩ um/uma ̡̯̦̯̫̩̥̦-̷̭ -̚ –̷̩ arquitetônico Ѣ̠̥̹̯̣̭, ѳleigo, cidadão comum
ц̷̦̯̭ (+ gen.) fora ̧̛̱̥̝, ѓ amizade (1b) (1d)
Ѣ̝̯̬̥̦-̷̭ -̚ -̷̩ médico, relativo ґ̡̠ assim ̴̡̛̦̯̩ (̡̦̯̥̩̝-) matar
ao médico ou à medicina ½̡̛̬ (+ dat.) sobre
Ѣ̠̥̹̯-̣̭, ѳ leigo, cidadão Vocabulário a ser aprendido ½̡̬̫̮̦̥̚ é adequado (+ dat.)
comum (1d) ̝Ѣ̠̹̭, ѓ respeito pelos outros ̨̧̮̰̞̫̰̚, ѓ discussão,
Ѣ̙̩̝̥ ser conduzido, acompanhar (ac. ̝Ѣ̠Ԗ; gen. ̝Ѣ̠̫ԉ̭; dat. conselho, recomendação (1a)
̡̛̦̯̩-̴ matar ̝Ѣ̠̫Ӻ) ̴̸̮̱̬̫̮̩̣, ѓ moderação, bom
̨ҝ̡̯̮̯̥ alguém (dat.) tem ж̩ҝ̨̲̫̝̥ suportar (+ gen.) senso (1a)
participação em alguma coisa ̷̡̨̠̮̭, ѳ vínculo (2a) ̧̛̱̥ә, ѓ amizade (1b)
(gen.) ґ̡̠ assim, dessa maneira
Parte Seis Deuses, destino e homem

Introdução
A Seção Dezenove, a história de Adrasto, é tirada de Heródoto. Todos os lugares
mencionados serão encontrados no mapa. Creso é rei da Lídia, cuja capital era
Sardes. A história acontece em c. 590. Nos 150 anos anteriores, a Ásia Menor
tinha visto muitos povos diferentes chegarem e partirem. Os lídios e frígios,
entre eles, agora controlavam a maior parte do interior, mas os gregos, por meio
de uma colonização assídua, haviam estabelecido uma base firme nas regiões
costeiras e eram (de maneira geral) bem aceitos pelas populações locais. Esse
contato crucial com a cultura do Oriente Próximo influenciou o modo como a
arte, a literatura e a filosofia gregas se desenvolveram. Creso era especialmente
amistoso em relação aos gregos e havia adotado vários de seus costumes.
A riqueza de Creso era lendária (cf. “tão rico quanto Creso”). A história que
você vai ler, uma das mais intensas e trágicas de toda a obra de Heródoto, é um
incidente da saga da vida de Creso que Heródoto utiliza no início de sua História
para nos contar como os deuses lidam com os homens. A “razão” que Heródoto
propõe para a tragédia de Creso será encontrada na tradução do episódio
imediatamente anterior à história de Adrasto (apresentada abaixo) – a visita do
grande político e legislador ateniense Sólon à corte de Creso.
A história de Creso termina em 546 com a captura de Sardes pelos persas, que
surgiram rapidamente como uma grande potência. Em um espaço de sessenta
anos (550-490), eles haviam absorvido o império dos medos, a Babilônia, o
Egito, toda a Ásia Menor e estavam ameaçando a Grécia.

Dialeto grego
A Grécia é um país montanhoso e a comunicação entre uma ½̷̧̥̭ e outra podia
ser difícil. Essa fragmentação geográfica do país reflete-se não só no número
de pequenas ½̷̧̡̥̭ com governo próprio que ele continha (por ex., Atenas,
Esparta, Corinto), mas também no número de dialetos falados. Como os gregos
estabeleceram muitas colônias fora de seu território principal, dialetos gregos
surgiram em outros locais também. Uma dessas áreas de forte colonização foi
a costa jônia (ver mapa) e talvez o dialeto literário mais importante depois do
ático – o dialeto de Atenas e da Ática que você vem aprendendo até aqui – seja o
jônico, o dialeto usado por Heródoto (que veio do Halicarnasso) em sua História
e um elemento importante do dialeto do jônio Homero, embora a linguagem de

225
226 Parte Seis: Deuses, destino e homem

Homero seja uma mistura de um grande número de dialetos, de todas as épocas


e proveniências. Durante a leitura da história de Adrasto, você encontrará as
diferenças mais importantes do dialeto jônico que, por serem o ático e o jônico
bastante similares, felizmente serão poucas e fáceis de reconhecer. Você terá as
principais características do dialeto jônico resumidas na seção de gramática que
acompanha o texto.

Nota
Este texto não está adaptado, assim como o resto do Curso daqui por diante. O
recurso de ligação de palavras é agora usado para indicar grupos de palavras que
talvez sejam difíceis de identificar. Esses grupos já não são mais necessariamente
inseridos no vocabulário pela ordem da primeira palavra do grupo.

Fonte
Heródoto, História 1.34–45

Uma boa edição moderna de Heródoto 1 em inglês ainda está sendo aguardada.
GA Sheets, Herodotus Book 1 (Bryn Mawr 1981) – texto e, principalmente,
comentários gramaticais – será útil.

Tempo necessário
Três semanas.
Seção Dezenove A–F: A história de Adrasto 227

Seção Dezenove A–F: A história de Adrasto

Introdução
A visita de Sólon a Creso (traduzido de Heródoto, História 1.29-33)

Sardes estava no auge de sua prosperidade, e todos os sábios (̮‫̝̯̮̥̱ڃ‬ҡ) da Hélade


vivos naquela época foram sucessivamente até lá. Entre eles estava Sólon, o ateniense...
À sua chegada, Creso o recebeu em seu palácio. No terceiro ou quarto dia depois da
chegada, Creso mandou seus serviçais levarem Sólon para circular entre seus tesouros,
e eles lhe mostraram tudo que havia lá, aquela grandeza e prosperidade; tendo ele visto
e examinado tudo, Creso, quando se lhe ofereceu uma oportunidade, fez-lhe a seguinte
pergunta: “Ouvimos muitas coisas a teu respeito, hóspede ateniense, em relação à tua
sapiência e às tuas perambulações, e a quantas terras foste em busca de conhecimentos
e para ver o mundo; agora, portanto, veio-me o desejo de perguntar-te se jamais viste
alguém mais feliz (Ѷ̧̞̥̫̭) que todos os seus semelhantes”. Foi esta a pergunta de Creso,
que se julgava o mais feliz dos homens. Sólon, todavia, não quis adulá-lo de modo algum,
e lhe respondeu sinceramente: “É o ateniense Telo, rei”. Creso se surpreendeu com essa
resposta e perguntou incisivamente a Sólon: “Por que julgas que Telo é mais feliz?”
Sólon replicou: “A cidade de Telo prosperava, ele era pai de filhos belos e excelentes, viu
crianças nascidas de todos eles e sua riqueza era sólida; além disso, tendo tanta riqueza
quanto um homem pode ter entre nós, ele terminou sua vida da maneira mais gloriosa:
numa batalha entre os atenienses e seus vizinhos em Elêusis, ele atacou e derrotou o
inimigo e teve ali a mais bela das mortes; os atenienses lhe proporcionaram um funeral a
expensas da cidade no local de sua morte e o distinguiram grandemente”.

Mapa da Grécia e da Ásia Menor


228 Parte Seis: Deuses, destino e homem

Depois de Sólon haver despertado a curiosidade de Creso com sua menção às muitas
facetas da felicidade (½̧̧̫̘ ̡̯ ̦̝Ҡ Ѷ̧̞̥̝) de Telo, o rei perguntou-lhe ainda quem ele
punha em segundo lugar depois de Telo, pensando que certamente obteria ao menos o
segundo lugar. Sólon respondeu: “Cléobis e Bíton. Eles eram argivos e, além de riqueza
suficiente, eles tinham a força física que descreverei a seguir. Ambos foram igualmente
vencedores de competições atléticas, e também se conta a seu respeito a seguinte história:
havia uma festa de Hera entre os argivos e era imprescindível que sua mãe fosse levada ao
templo por uma parelha de bois; mas os bois não chegaram a tempo do campo e os jovens,
premidos pela escassez de tempo, atrelaram-se ao jugo e puxaram o carro em que sua mãe
estava sentada; eles o puxaram ao longo de quarenta e cinco estádios até chegarem ao
templo. Isto feito, e sob as vistas da multidão presente, eles tiveram o mais belo dos fins, e
o deus mostrou através deles até que ponto a morte pode ser melhor do que a vida para o
homem: os argivos os cercaram, felicitando-os por seu vigor, e as argivas fizeram o mesmo
em relação à mãe deles por haver tido tais filhos. Ela, então, em sua alegria diante do que
havia sido feito e dito, pôs-se de pé defronte da estátua da deusa e fez uma prece para que
seus filhos Cléobis e Bíton, que lhe haviam proporcionado aquela grande honra, tivessem
a maior ventura (к̬̥̮̯̫̩) possível para os homens. Após a prece, os jovens ofereceram
sacrifícios e participaram do banquete; em seguida, foram dormir no próprio templo, e
nunca mais se levantaram; lá mesmo chegaram ao fim de suas vidas. Então os argivos
lhes fizeram estátuas que erigiram em Delfos, em sinal de reconhecimento por sua notável
excelência (ж̴̛̬̮̯̩ ̴̡̨̟̩̫̙̩̩)”.
Sólon lhes deu assim o segundo lugar em felicidade; mas Creso, irritado, disse:
“Hóspede ateniense! Desprezas de tal maneira a nossa felicidade (̡Ѿ̨̛̠̝̥̫̩̣) que
nos comparas com homens comuns?” Sólon respondeu o seguinte: “Conheço todo o
poder dos deuses, Creso, e seu ânimo vingativo (̷̡̱̤̫̩̬̭), e o quanto eles gostam de
desconcertar-nos (̯̝̬̝̲̹̠̣̭). E me interrogas sobre a sorte dos homens! No curso de
uma longa vida podemos ver muitas coisas de que não gostamos, e também podemos
sofrer muito. Calculo em setenta anos a duração máxima da vida humana; esses setenta
anos correspondem a 26.250 dias, contando os meses intercalares, e podemos dizer
perfeitamente que nenhum desses dias é igual ao outro naquilo que nos traz. Então, Creso,
o homem é apenas incerteza (̨̮̰̱̫̬ҟ). Pareces-me muito rico e rei de muitos homens,
mas não poderei responder à tua pergunta antes de ouvir dizer que findaste bem a tua vida
(̡̧̡̯̰̯ӝ̩ ̧̦̝Ԗ̭ ̯Ң̩ ̝ѢԖ̩̝). Em verdade, o homem muito rico não é mais feliz do que
aquele que tem apenas o suficiente para o dia de hoje, a não ser que a boa sorte lhe continue
fiel (̡҄) até o fim de sua vida, proporcionando-lhe todas as boas coisas (½̘̩̯̝ ̧̦̝̘).
Muitos homens com grandes riquezas são desventurados (ж̷̧̩̞̥̫̭) e muitos que têm
recursos moderados são venturosos (̡Ѿ̯̰̲̭̚). De fato, o homem rico, mas apesar disso
desventurado, tem apenas duas vantagens sobre o venturoso com recursos moderados,
mas este tem muitas vantagens sobre o rico desventurado: o primeiro dispõe de mais
meios para realizar seus desejos e para enfrentar o golpe de uma grande calamidade, mas
as vantagens do segundo são que, embora ele não tenha tantos meios quanto o outro para
enfrentar a calamidade e satisfazer os desejos, a calamidade e os desejos são mantidos
longe dele por sua boa sorte, e ele está livre de deformidades, doenças e todos os males,
tem filhos belos e ele mesmo é belo. Ora, se esse homem, além de tudo isso, ainda termina
bem a sua vida, então ele é o homem que procuras e é digno de ser chamado venturoso;
mas devemos esperar até que ele esteja morto, e ainda não o chamaremos de venturoso,
mas apenas de homem de sorte.
Seção Dezenove A–F: A história de Adrasto 229

“Ninguém que seja apenas homem pode ter todas essas coisas juntas, da mesma forma
que terra nenhuma é totalmente auto-suficiente quanto aos seus produtos; algumas dão
uma coisa, mas carecem de outra, e a melhor terra é a que produz mais coisas; de maneira
idêntica, pessoa alguma é autossuficiente; algumas têm uma coisa, mas carecem de
outra, mas o homem que se mantém na posse de mais coisas e afinal chega suavemente
(̡Ѿ̴̛̲̝̬̮̯̭) ao termo de sua vida, tal homem, rei, eu julgo digno desse título. Devemos
olhar para o termo de cada coisa, e ver como ela findará, pois a muitas pessoas a divindade
dá um lampejo de ventura para depois aniquilá-las totalmente”.
Falando assim, Sólon não foi agradável a Creso, que, por isso, não lhe demonstrou
estima alguma e o mandou embora, pois pensou que é uma tolice desprezar a prosperidade
e querer que se olhe para o termo de todas as coisas.

(O texto grego segue a história a partir daqui.)


230 Parte Seis: Deuses, destino e homem

A
Creso tem um sonho, em que lhe é dito que seu filho será morto por uma lança de
metal. Diante disso, ele toma precauções.

Em O mundo de Atenas: hýbris 4.17; sonhos 3.14–16.

̨̡̯Қ̠Ҝ̷̴̧̩̝̫̏Ѣ̷̨̡̲̩̫̩ ъ̧̡̝̞ц̡̦̤̫ԉ̩ҝ̨̡̨̡̧̮̥̭̟̘̣̬̫̇Ӻ̮̫̩ ҋ̭Ё̡Ѣ̦̘̮̝̥ ѷ̯̥


ц̷̨̡̩̥̮ч̴̰̯Ң̡̩Ѩ̩̝̥ж̩̤̬̹½̴̩з½̴̘̩̯̩Ѳ̧̞̥̹̯̝̯̫̩̝Ѿ̛̯̦̝̠ҝ̫ѣ̡̠̫̩̯̥҃ц½̙̮̯̣
Ѷ̡̩̥̬̫̭ ѷ̭̫ѣ̯Ҟ̩ж̧̡̛̣̤̣̩ъ̡̱̝̥̩̯Ԗ̷̴̨̡̧̧̡̩̩̯̩̟̩ҝ̮̤̝̥̦̝̦Ԗ̩̦̝̯Қ̯Ң̩½̝Ӻ̠̝
ј̮̝̩̠Ҝ̯ԗ̛̬̫̮̇Ԕ̸̠̫½̝Ӻ̡̠̭ ̯Ԗ̡̨̩̫̯̬̫̭҃Ҝ̩̠̥̙̱̤̝̬̯̫ ј̩̟Қ̬̠Ҟ̴̷̦̱̭ ѳ̠Ҝ
ы̡̯̬̫̭̯Ԗ̩ѓ̴̧̨̛̦̩̝̦̬ԗ̯ҚЁ½̘̩̯̝½̬Ԗ̯̫̭˶̫҂̨̩̫̝̠̙̫ѣј̩т̯̰̭̯̫ԉ̯̫̩̠ҜҐ̩ 5
̯Ң̩т̨̯̰̩̮̣̝ҡ̡̩̥̯ԗ̛̬̫̮̇ԔѳѶ̡̩̥̬̫̭ ҋ̭ж½̧̡̨̫̙̥̥̩̝Ѣ̨̲ӭ̮̥̠̣̬̙Ӫ̧̞̣̤̙̩̯̝ѳ
̠Ҝц½̡ҡ̡̯ц̪̣̟̙̬̤̣̦̝Ҡч̴̰̯ԗ̷̧̟̫̩Ёъ̴̡̠̦ ̴̦̝̯̝̬̬̠̮̝̭̯̚Ң̩Ѷ̡̩̥̬̫̩ к̡̨̟̯̝̥Ҝ̩
̯ԗ½̝̥̠Ҡ̟̰̩̝Ӻ̦̝ ц̴̷̤̯̝̠Ҝ̮̯̬̝̯̣̟ҝ̡̨̥̩̥̩̯Ԗ̩̰̠̈Ԗ̩ ̫Ѿ̨̠̝ӭъ̯̥ц½Ҡ̯̫̥̫ԉ̯̫
½̬Ӭ̨̟̝ц̪ҝ½̡̨½̡ ж̷̦̩̯̥̝̠Ҝ̦̝Ҡ̠̫̬̘̯̥̝̦̝Ҡ̯Қ̯̫̥̝ԉ̯̝½̘̩̯̝ ̯̫Ӻ̴̮̥̲̬̙̩̯̝̥ц̭
½̷̧̡̨̫̩к̴̩̤̬½̫̥ ц̦̯Ԗ̩ж̡̩̠̬ҧ̴̩̩ц̨̛̦̦̫̮̝̭ ц̭̯̫Ҥ̧̨̭̤̝̘̫̰̭̮̰̩ҝ̡̩̣̮ ̨ҟ 10
̯ҡ̫ѣ̡̨̨̡̦̬̘̩̫̩̯ԗ½̝̥̠Ҡц̨½ҝ̮Ӫ

Vocabulário para a Seção Dezenove A

Gramática para 19A–F


C Dialeto de Heródoto
C Acusativo de relação
C ̫Ѿ ̨̛̱̣ “eu digo que... não”, “eu nego que”

Notes
2, 3, 5, 11. ̫ѣ: ver vocabulário. ̫ѣ neste uso é uma enclítica. Note seu efeito
sobre o acento das palavras precedentes.
5. ̨̝̦̬ԗ: de longe, em muito.
5. Ӵ˾̯̰̭: o nome lembra к̯̣, “engano, castigo, infortúnio”.
5. Ґ̩: ver vocabulário. Não confunda com Ҏ̩.
6. ж½̧̫ҝ̡̥: Creso é o sujeito; lembre-se que ж½ң̧̧̨̰̥ pode significar
“perder” ou “destruir”.
8. ц̴̤ң̯̝ … ̨̥̩ (= Átis) é o objeto de ц̪ҝ½̡̨½̡.
9. ̯̫Ӻ̮̥: ver vocabulário.
Seção Dezenove A–F: A história de Adrasto 231

к̟-̨̫̝̥ trazer em casamento ч̴̷̰̯̩=ч̝̰̯¥̩ o̡̯̬҃o̭=ѳ ы̡̯̬o̭


̝Ѣ̨̲-̚, ѓ ponta de uma lança (1a) ч̴̰̯ԗч̝̰̯ԗ ½̬Ӭ̨̟̝=½̬ӝ̨̟̝
ж̷̦̩̯̥-̫̩, ̷̯ dardo (2b) љ̧̥̪ (ѓ̧̥̦-), ѳ companheiro (3a) ̨̛̮̣̝̩-̴ indicar, anunciar
ж̧̡̛̣̤̣=ж̧̡̤̥̝̚ ̦̝̯̘ (+ ac.) em relação a, sobre ̮̥̠̣̬ҝ-̫̭ -̣ -̫̩ de ferro, de metal
ж̡̩̠̬̹̩ (ж̴̡̩̠̬̩-), ѳ ̴̦̝̯̝̬̬̠ҝ-̴ temer ̷̴̧̩̏ (̴̧̫̩̏-), ѳ Sólon (3a)
alojamento dos homens (3a) ̦̬ҝ̨̝-̨̝̥ pendurar, estar (legislador ateniense)
ж½̧̡̫̙̥=ж½̧̡̫Ӻ (fut. de suspenso (+ dat.) ̮̯̬̝̯̣̟ҝ-̴ conduzir (como
ж½̷̧̧̨̰̥) ̬̫̇Ӻ̮-̫̭, ѳ Creso (2a) (rei da comandante) (+ gen.)
т̯-̰̭, ѳ Átis (3e) (o filho Lídia) ̮̰̩̩ҝ-̴ empilhar
saudável de Creso) ̴̦̱-̷̭ -̚ -̷̩ surdo-mudo ̯Қ ½̘̩̯̝ em todos os aspectos,
̧̧̞̘-̴ (̧̞̝-) atingir (aor. pass. ̷̧̟̫̩ ̴̛̠̠-̨̥ aconselhar-se em tudo
ц̧̞̤̣̩̚) com (+ dat.) ̯̫Ӻ̮̥=̫ѩ̭ os quais (pron. relativo)
̧̞̣̤̙̩̯̝ part. aor. pass. de ̴̧̧̞̘ ̰̠̈-̛̫, oѣ os lídios (2a) (povo de ̯Ԗ̩=ґ̩ de quem (pron. relativo)
̠̥̙̱̤̝̬̯̫ era deficiente (mais- Creso) ̲̬ҝ̴̩̯̝̥=̲̬Ԗ̩̯̝̥
que-perfeito de ̴̡̛̠̥̝̱̤̬) ̨̥̩ ele, ela, o, a (ac.) (aparece Ґ̩=̫̩҄
̠̫̬̘̯̥ ̫̩ ̷̯lança (2b) ligado a (i) ̧̞̣̤ҝ̩̯̝ 1.3; (ii) ҋ̭ ̡Ѣ̦̘̮̝̥ ao que parece
ц̨̢̛̦̦̫ ̴levar para fora ц̴̷̤̯̝ 1.5)
ц̡̡̛̪̟̬ op̝̥acordaraor ̩ҝ̨̡̮-̥̭, ѓ punição (3e) Vocabulário a ser aprendido
ц̪̣̟̙̬̤̣̩ oѣ a ele, a ela (dat.) (aparece ̡̠̥̱̤̘̬-̨̣̩ eu era deficiente,
ц½̡̡̛̯quando ligado a ̡̠̫̩̯̥҃) estava arruinado (mais-que-
̡̠҃ ̴dormir Ѷ̧̞̥-̫̭ -̝ -̫̩ feliz, afortunado, perfeito de ̴̡̛̠̥̝̱̤̬)
ц̛̱̮̯̝ ̨̝̥ц½̥̮̯̝ estar perto abençoado ̨̥̩ ele, ela, o, a (ac.) (enclítico)
(+ dat.) Ѷ̡̩̥̬-̫̭, ѳ sonho (2a) Oѣ a ele, a ela (dat.) (enclítico)
ц̴̤̹̭ (ц̴̤̫̯-) estar acostumado ̫Ѿ̨̠̝ӭ (para) lugar nenhum Ѷ̡̩̥̬o̭, ѳ sonho (2a)
a, ter costume de (+ inf.) ̫҂̨̩̫̝=Ѷ̨̩̫̝

Visão trágica

Esta história magnífica poderia bem ter sido usada por Aristóteles em sua Poética para
definir “tragédia” (em vez disso, ele usou Édipo Rei, de Sófocles). Aristóteles diz que
a “trama” está no coração da tragédia, referindo-se à estrutura ou ao desenvolvimento
do padrão de eventos que a compõem. Essa trama deve conter uma mudança de cir-
cunstâncias, de felizes para desditosas. A sequência de eventos deve ser “provável ou
necessária” e os eventos devem suceder-se naturalmente uns aos outros; e ela deve
exemplificar algo universal sobre a experiência humana. Além disso, deve suscitar
“espanto” e sentimentos de “piedade e terror”. Haverá uma passagem “da ignorância
para o conhecimento” (ж̩̝̟̩ҧ̬̥̮̥̭) e uma “reviravolta” (½̡̬̥½қ̡̯̥̝), isto é, as
coisas não ocorrerão conforme o esperado (assim, ж̩̝̟̩ҧ̬̥̮̥̭ e ½̡̬̥½қ̡̯̥̝ estão
conectadas). Estas serão causadas pela з̨̝̬̯ҡ̝ do personagem principal, isto é,
por um “erro” involuntário de algum tipo – derivado de desconhecimento ou erro
de julgamento – que não é de fato merecedor de suas consequências terríveis, mais
terríveis quando se abatem sobre um ̱ҡ̧̫̭. Uma forte sensação de ironia perpassará
toda a história. [Sobre tudo isso, ver M. Heath, Aristotle: Poetics, Penguin, 1996]. Na
Poética, Aristóteles fez com a tragédia o que havia feito com o mundo natural: exa-
minar o que existia e tentar tirar conclusões universais a respeito. A história de Creso
encaixa-se perfeitamente no padrão que Aristóteles descreve.
232 Parte Seis: Deuses, destino e homem

B
Adrasto, um frígio da casa real, chega ao palácio de Creso e implora purificação
por ter matado acidentalmente seu irmão. Creso o acolhe.

Em O mundo de Atenas: purificação 3.33; nómos 8.32; atimía 4.12.

ъ̲̫̩̯̫̭̠ҝ̫ѣц̡̩̲̬̮Ҡ̯̫ԉ½̝̥̠Ң̭̯Ң̨̩̟̘̫̩ ж½̥̦̩ҝ̡̯̝̥ц̭̯Қ̭̘̬̠̥̭̏ж̩Ҟ̨̬̮̰̱̫̬ӭ
ц̷̨̡̲̩̫̭̦̝Ҡ̫Ѿ̦̝̤̝̬Ң̡̭̲Ӻ̬̝̭ цҦ̩̬̒Ҥ̨̪Ҝ̡̡̩̟̩ӭ ̡̟̙̩̫̭̠Ҝ̯̫ԉ̧̛̞̝̮̥̣̫̰
½̡̧̝̬̤Ҧ̩̠Ҝ̫̯̫̭҅ ц̭̯Қ̛̬̫̮̫̰̫̇Ѣ̛̦̝ ̦̝̯Қ̷̨̩̫̰̭̯̫Ҥ̭ц½̴̛̛̥̲̬̫̰̭̦̝̤̝̬̮̫̰
ц̡̠̙̯̫ц½̥̦̰̬Ӭ̮̝̥ ̬̫̇Ӻ̨̮̫̭̠̙̥̩ц̡̦̘̤̣̬ъ̮̯̥̠Ҝ½̝̬̝½̧̛̣̮̣ѓ̦̘̤̝̬̮̥̭̯̫Ӻ̮̥
̰̠̫̈Ӻ̮̥̦̝Ҡ̯̫Ӻ̮̥ё̧̧̣̮̥̩ц½̡̡̛̯̠Ҝ̯Қ̷̨̢̨̡̩̫̥̩̝ц½̡̛̫̣̮ѳ̬̫̇Ӻ̮̫̭ ц½̡̰̩̤̘̩̯̫ 5
ѳ̷̡̡̦̤̩̯̦̝Ҡ̯ҡ̡̭Ѧ̣ ̴̧̡̙̟̩̯̘̠ÀҐӦ̴̩̤̬½̡ ̡̛̯̭̯цҦ̩̦̝Ҡ̷̡̦̤̩̯Ӭ̛̭̬̰̟̣̭̒
ї̴̦̩ ц½̷̨̛̮̯̥̭̫̥ц̟ҝ̡̡̛̩̫̯̩̝̯ж̩̠̬Ԗ̩є̟̰̩̝̥̦Ԗ̩ц̷̡̱̩̰̮̝̭Áѳ̠Ҝж̨̡̡̛̞̯̫˶
ÀҐ̧̡̞̝̮̥ԉ ̴̡̨̛̫̬̠̀Ҝ̩̯̫ԉ̡̡̛̠̹̉Ѣ̨̥½̝Ӻ̭ Ѳ̨̢̨̩̫̘̫̝̥̠Ҝт̠̬̣̮̯̫̭ ̸̡̱̫̩̮̝̭
̠Ҝж̡̧̡̠̱Ң̩ц̴̨̡̰̯̫ԉжҝ̴̦̩½̡̨̘̬̥̥ ц̡̧̧̨̡̪̣̝̙̩̫̭̯ѿ½Ң̯̫ԉ½̝̯̬Ң̭̦̝Ҡ
ц̡̨̮̯̬̣ҝ̩̫̭½̴̘̩̯̩Á̬̫̇Ӻ̮̫̭̠ҝ̨̥̩ж̨̡ҡ̡̡̛̞̯̫̯̫̥̮̠˶Àж̩̠̬Ԗ̴̡̧̡̛̩̯̱̩̯̰̟̲̘̩̥̭ 10
ъ̦̟̫̩̫̭цҧ̩ ̦̝Ҡц̧ҟ̧̰̤̝̭ц̧̛̭̱̫̰̭ ъ̩̤̝ж̨̡̨̣̲̝̩̮̥̭̲̬̝̯̫̭̫̚̚Ѿ̷̡̠̩̭ ̴̨̙̩̩
ц̩Ёѓ̨̡̨̯̙̬̫̰̮̰̱̫̬Ҟ̩̠Ҝ̯̝ҥ̯̣̩ҋ̷̴̡̡̭̦̫̰̱̯̝̯̝̱̙̬̩̦̬̠̝̩̙̥̭½̧̡Ӻ̮̯̫̩Á

Vocabulário para a Seção Dezenove B

Notes
1. ъ̲̫̩̯̫̭ … ̯̫ԉ½̝̥̠ң̭: genitivo absoluto.
2. ̟ҝ̡̩̫̭: genitivo de descrição ou origem.
6. ̦ң̡̤̩̯Ӭ̭̬̰̟̒ҡ̣̭: “de onde na Frígia”.
8. т̠̬̣̮̯̫̭: o nome sugere ж + ̠̬қ̴, “incapaz de fugir/escapar”.

ж̡̧̡̠̱ң̩= ж̷̡̧̠̱̩ ъ̩̤̝ onde (pron. relativo) ̛̠̉-̝̭, ѳ Midas (gen. s. ̴̥̠̙̉)
т̠̬̣̮̯-̫̭, ѳ Adrasto (2a) ц̸̡̧̪̝̩-̴ expulsar (part. perf. (1d)
(“incapaz de escapar”) pass. ц̡̧̧̨̪̣̝ҝ̩-̫̭ -̣ -̫̩) ̨̢̛̩̫-̨̫̝̥ estar acostumado
жҝ̴̦̩= к̴̦̩ ц½̡̡̛̯ quando ̯Қ ̷̨̢̨̡̩̫̥̩̝ as coisas
ж̨̡̛̞-̨̫̝̥ responder ц½̥̦̰̬ҝ ̴ receber, participar de costumeiras (2b)
ж̨̣̲̝̩ҝ-̴ necessitar de (+ gen.) (+ gen.) OѢ̦ҡ-̝, ̯̘ palácio (2b)
ж½̥̦̩ҝ̡̯̝̥= ж̡̱̥̦̩Ӻ̯̝̥ ц½̛̮̯̥-̫̭ -̫̩ suplicante ѳ̷̡̦̤̩= ѳ½̷̡̤̩ de onde
̵̧̞̝̮̥̚-̫̭ -̣ -̫̩ do rei, real ц½̥̲̹̬̥-̫̭ -̣ -̫̩ da terra, nativo Ѳ̨̢̩̫̘-̴ nomear, chamar
̡̡̟̩ ̚, ѓ nascimento (1a) ц̹̩= Ҏ̩ ½̝̬̝½̧̮̥̚-̫̭ -̣ -̫̩ similar
̟ҝ̡̩̫̭= ̟ҝ̩̫̰̭ (gen. s. de ̛̦̝̤̝̬-̴ (̦̝̤̣̬-) limpar, ̘̬̠̥̏-̡̭, ̝ѣSardes (capital da
̟ҝ̩-̫̭, ̷̯ família [3c]) purificar Lídia, reino de Creso)
̛̫̬̠̀-̝̭, ѳ Górdias (gen. s. ̦̝̤̝̬ ̷̭ ̚ ̷̩puro, limpo ̡̮̯̬̙-̴ privar de, destituir de
̫̬̠̥̀ҝ̴) (1d) ̦̝̤̘̬̮̥-̫̩, ̷̯ purificação (2b) (+ gen.) (part. perf. pass.
ц̟ҝ̡̩O= ц̟ҝ̩o̰ ̦̘̤̝̬̮-̥̭, ѓ purificação (3e) ц̡̨̮̯̬̣̙̩-̫̭ -̣ -̫̩)
ц̡̠̙̯̫= ц̡̠Ӻ̯̫ ̡̛̦̬̠̝̩-̴ lucrar (fut. ̡̦̬̠̝̩ҝ̴) ̨̮̰̱̫̬ӭ= ̨̮̰̱̫̬Ӟ
ъ̦̟̫̩-̫̭, ѳ filho (2a) ̷̡̦̤̩= ½̷̡̤̩ ̨̮̰̱̫̬̩̚= ̨̮̰̱̫̬̘̩
ц̴̨̡̰̯̫ԉ= ц̨̝̰̯̫ԉ ̦o̰̱-̷̭ -ҟ -̷̩ leve ̯̫Ӻ̮̥= ̯̫Ӻ̭
ц̩ ѓ̨̡̯̙̬̫̰ em nossa casa ̰̠̫̈Ӻ̮̥= ̰̠̫̈Ӻ̭ ̱O̸̡̩ ̴ matar, assassinar
Seção Dezenove A–F: A história de Adrasto 233

̬̰̟̥̒-̚, ѓ Frígia (1a) ц̩ (+ gen.) na casa de ѳ½̷̡̤̩ (ѳ̷̡̦̤̩) de onde


̸̬̪̒ (̬̰̟̒-), ѳ frígio (3a) цҧ̩= Ҏ̩ ̫҂̨̩̫̝= Ѷ̨̩̫̝
̡̲Ӻ̬̝̭ com relação às suas mãos ч̴̷̰̯̩= ч̷̝̰̯̩ ̴̡̮̯̬̙ privar de, destituir de
̲̬Ӭ̨̨̝̲̬̣̝̯ ̷̯coisa (3b) ц½̡ҡ̡̯ quando, desde (+ gen.) (part. perf. pass.
Perda da aspiração em algumas ц̡̨̮̯̬̣̙̩̫̭)
Vocabulário a ser aprendido formas verbais compostas, por ̯̫Ӻ̮̥= ̯̫Ӻ̭
жҝ̴̦̩= әӴ ̦ ̴̩ ex.ж̨̱̥̦̩̙̫̝̥= ж½̨̥̦̩̙̫̝̥ ̲̬Ӭ̨̨̝̲̬̣̝̯ ̷̯coisa (3b)
ц̴̷̨̡̰̯̩= ц̷̨̝̰̯̩ ̨̢̨̛̩̫̫̝̥ estar acostumado

C
Chegam notícias de um javali que está causando estragos na Mísia. Os mísios
suplicam que Creso envie uma expedição para matá-lo e Creso concorda.

ѳ̨Ҝ̩̠Ҟ̡̛̠̝̥̯̝̩Ѩ̡̲ц̛̩̬̫̮̫̰̇ ц̩̠Ҝ̯ԗ̝Ѿ̯ԗ̷̲̬̩Ԕ̸̯̫̯Ԕ ц̩̯ԗ̛̰̮̉ԔӦ̸̧̨̌½Ԕ 


ѿҢ̭Ё̲̬Ӭ̨̝໌̡̛̟̩̯̝̥ໍ̨ҝ̟̝˶ѳ̨̨̡̬̹̩̫̭̠Ҝ̫̯̫̭҅ц̦̯̫ԉѶ̸̡̬̫̭̯̫̯̫̰ ̯Қ̯Ԗ̩̰̮̉Ԗ̩
ъ̡̡̡̛̬̟̝̠̥̝̱̤̬̮̦ ½̧̧̫̘̦̥̭̠Ҝ̫ѣ̰̮̫̉Ҡц½Á̝Ѿ̯Ң̩ц̷̡̧̡̪̤̩̯̭½̫̥ҝ̡̨̮̦̫̩Ҝ̩̦̝̦Ң̩
̫Ѿ̠̙̩ ъ½̝̮̲̫̩̠Ҝ½̬Ң̭̝Ѿ̯̫ԉ̧̯̙̫̭̠̙ ж½̷̨̡̥̦̩̫̥½̝̬Қ̯Ң̩̬̫̇Ӻ̮̫̩ ̯Ԗ̩̰̮̉Ԗ̩
к̡̧̟̟̫̥ъ̧̡̡̟̫̩̯̘̠ÀҐ̧̡̞̝̮̥ԉ ѿҢ̭Ё̲̬Ӭ̨̝Ё̨ҝ̟̥̮̯̫̩ж̡̩̱̘̩̣ѓ̨Ӻ̩ц̩̯ӭ ̲̹̬Ӫ ѵ̭ 5
̯Қъ̡̡̛̬̟̝̠̥̝̱̤̬̥ ̯̫ԉ̯̫̩½̷̨̡̨̡̬̫̤̰̩̫̥ч̧̡Ӻ̩̫Ѿ̨̡̠̰̩̘̤̝̩ԉ̩Ґ̩½̷̡̨̡̬̫̮̠̤̘
̡̮̰̯Ң̩½̝Ӻ̠̝̦̝Ҡ̧̡̛̫̟̘̠̝̭̩̣̩̝̭̦̝Ҡ̸̨̦̩̝̭̮̰½̨̙̳̝̥ѓ̨Ӻ̩ ҋ̭Ёк̨̩̥̩ц̪ҝ̴̧̨̡̩ц̦
̯Ӭ̭̲̹̬̣̭Á̫ѣ̨Ҝ̩̠Ҟ̸̴̯̫̯̩ц̠ҝ̫̩̯̫ ̬̫̇Ӻ̮̫̭̠ҝ ̸̴̨̨̡̩̣̫̩̩̯̫ԉѲ̡̛̩̬̫̰̯Қъ½̡̝ 
ъ̧̡̟ҝ̡̮̱̥̯̘̠˶À½̝̥̠Ң̨̭Ҝ̩½̙̬̥̯̫ԉц̨̫ԉ ̨Ҟ̨̩̣̮̤Ӭ̡̯ъ̯̥˶̫Ѿ̟Қ̬и̩ѿ̨Ӻ̩

Vocabulário para a Seção Dezenove C

Notas
7. ̨̮̰½ҝ̨̳̝̥: infinitivo depois de ½̡̬̫̮̠ң̨̡̤̝ (6).
ж̛̩̝̱̝̩ ̨̫̝̥ж̩̝̱̝̩  ̉ҥ̮̥-̫̭ -̣ -̫̩ da Mísia, mísio ½̬̫̮̠ҝ-̨̫̝̥ implorar a alguém
aparecer ̰̮̉-̷̭, ѳ a mísio (2a) (gen.) por uma pessoa ou
̡̛̟̩̯̝̥= ̡̛̟̟̩̯̝̥ Ѽ̧̨̰½-̫̭, ѳ monte Olimpo (2a) coisa (ac.)
̛̠̝̥̯-̝, ѓ moradia (1c) Ѷ̡̬̫̭= Ѷ̬̫̰̭ (gen. s. de Ѷ̬̫̭, ̡̮̰= ̮̫̰
̡̡̡̛̠̥̝̱̤̬̮̦= ̠̥ҝ̡̡̱̤̥̬ ̷̯ montanha [3c]) ̨̮̰½ҝ̨½-̴ enviar com (+ dat.)
(o sufixo -̡̮̦- indica ½o̥ҝ̡̮̦̫̩= ц½̛̫̫̰̩ (o sufixo ̮̱̥ para eles (dat.)
continuação, repetição) -̡̮̦- indica continuação, ѿҢ̭ ̲̬Ӭ̨̝ ̨ҝ̟̝/̨ҝ̟̥̮̯̫̩ um
ц̪̝̥̬̙-̴ (ц̡̧̪-) remover repetição) javali monstruoso de enorme
ъ½-̫̭, ̷̯ palavra (3c) (pl. não- ½̷̨̡̨̡̬̫̤̰̩̫̥= Ґ̩= o̩҄
contrato ъ½̡̝) ½̸̨̨̡̬̫̤̰̫̩̫̥ ҋ̭ к̩ (+ subj.) de modo que,
ъ̬̟-̫̩, ̷̯ resultado do trabalho ½̬ң̭ (+ gen.) nas mãos de para que
(isto é, campo cultivado) (2b)
234 Parte Seis: Deuses, destino e homem

̨̮̰½ҝ̨̨̳̝̥̥˶̷̷̡̨̡̩̟̝̭̯̟̘̬ц̮̯̥̦̝Ҡ̯̝ԉ̯қ̫ѣ̩ԉ̨̧̡̩̙̥̰̠̈Ԗ̨̩ҝ̧̩̯̫̥̫̟̘̠̝̭̦̝Ҡ 10
̯Ң̦̰̩̣̟̙̮̥̫̩½ӝ̨̩̮̰½̴̨̙̳ ̦̝Ҡ̸̡̧̡̨̠̥̝̦̮̫̝̥̯̫Ӻ̮̥Ѣ̫ԉ̡̮̥Ѩ̩̝̥ҋ̭½̨̬̫̤̰̫̯̘̯̫̥̮̥
̡̡̧̡̮̰̩̪Ӻ̩ѿ̨Ӻ̩̯Ң̛̤̣̬̫̩ц̦̯Ӭ̭̲̹̬̣̭Á̯̝ԉ̯̝ж̨̡̛̳̝̯̫

ж̨̡̛̞-̨̫̝̥ responder ̡̮̰̩̪̝̥̬ҝ-̴ (̡̡̧̮̰̩̪-) unir-se a ̨̮̰½ҝ̨½̴ enviar com (+ dat.)


̸̡̧̡̠̥̝̦-̨̫̝̥ exortar, alguém (dat.) para destruir ̲ҧ̬̣, ѓ terra, país (1a)
determinar (+ dat.) ̭҅, ѳ javali (3h) Ґ̩= ̫̩҄ portanto, pois
Ѣ̫ԉ̮̥ dat. m. pl. de Ѣ̹̩ (part. de ̲̹̬-̣, ѓ terra, país (1a) Repare no -̡- não
ъ̨̬̲̫̝̥) contrato em Ѷ̡̬̫̭ (=
̦̰̩̣̟̙̮̥-̫̩, ̷̯ matilha (2b) Vocabulário a ser aprendido Ѷ̬̫̰̭), ½̬̫̤Ԅ̷̨̡̨̡̩̫̥
̧̫̟̘̭ (̧̫̟̝̠-), ѳ escolhido, ̨̛̟̩̫̝̥=̨̛̟̟̩̫̝̥ (½̬̫̤Ԅ̸̨̨̡̫̩̫̥) etc.
selecionado (homem) (3a) ъ½̫̭, ̷̯ palavra (3c) (pl. não- Repare no ̣ em vez de ̝ em, por
̡̩̣̩ҡ ̣̭, ѳ= ̡̩̝̩ҡ̝̭ contrato ъ½̡̝) ex.,̲̹̬̣= ̲̹̬ә ̨̮̰̱̫̬̚
̡̩ң̨̟̝-̫̭ -o̩ recém-casado ̡̛̩̣̩̣̭= ̡̩ә̛̩ә̭ ̨̮̰̱̫̬әԝ etc.

D
O filho de Creso pede autorização para participar da expedição.

Em O mundo de Atenas: opinião pública 4.5-7; inveja 4.9-11; persuasão e psicologia 8.56ff.

ж½̴̡̨̫̲̬ҝ̴̩̩̠Ҝ̸̯̫̯̫̥̮̥̯Ԗ̩̰̮̉Ԗ̩ ц½̡̮ҝ̡̬̲̯̝̥ѳ̯̫ԉ̛̬̫̮̫̰̇½̝Ӻ̭ ж̦̣̦̫Ҧ̭


̯Ԗ̩ц̠ҝ̫̩̯̫̫ѣ̛̰̮̫̫̉Ѿ̨̱̝ҝ̩̫̰̠Ҝ̯̫ԉ̛̬̫̮̫̰̯̇ң̡̩̟½̝Ӻ̨̠̘̮̱̥̮̰½̨̡̙̳̥̩ 
̧̡̙̟̥½̬Ң̭̝Ѿ̯Ң̩ѳ̡̡̛̩̣̩̣̭̯̘̠˶ÀҐ½̡̘̯̬ ̯Қ̧̧̦̘̥̮̯̝½̷̷̡̡̬̯̬̩̦̫̯̦̝Ҡ
̷̡̟̩̩̝̥̯̝̯̝ѓ̨Ӻ̩ј̩ъ̡̭̯½̧̨̫̙̫̰̭̦̝Ҡц̭к̟̬̝̭̱̫̥̯ҝ̡̫̩̯̝̭Ѿ̨̠̫̦̥ҝ̡̥̩̩ԉ̩
̠Ҝж̴̸̴̨̨̡̱̫̯̙̬̩̯̫̯̩ж½̧̛̫̦̣̮̝̭ъ̡̲̥̭ ̫҂̡̯̯̥̩Қ̡̧̨̛̠̥̣̩̫̥½̝̬̥̠Ҧ̩̫҂̡̯ 5
ж̨̛̤̰̣̩̩ԉ̡̩̯̯ҝ̨̡̛̫̥̮̲̬ҞѶ̨̨̝̮̥ъ̡̭̯ж̟̫̬Ҟ̩̦̝Ҡц̪ж̟̫̬Ӭ̭̱̫̥̯̙̫̩̯̝
̡̛̱̝̩̮̤̝̥̦̫Ӻ̨̫̭ҝ̩̯̥̭̯̫Ӻ̮̥½̧̫̥̯̚Ӫ̷̴̡̮̥̠̪Ѩ̩̝̥ ̦̫Ӻ̫̭̠ҝ̯̥̭̯ӭ ̡̨̩̫̟̘Ԕ
̛̛̟̰̩̝̥̦̦̫Ԕ̠Ҝц̷̡̡̛̦̩̣̠̪̥ж̩̠̬Ҡ̮̰̩̫̥̦ҝ̡̥̩ц̨ҜҐ̩̮Ҥє̨ҝ̡̤̭Ѣҝ̩̝̥ц½Ҡ̯Ҟ̩
̤ҟ̬̣̩ є̷̧̟Ԕж̩̘½̡̥̮̫̩ѷ̴̨̦̭̫̥ж̴̨̡̛̩ц̮̯Ҡ̯̝ԉ̴̯̝̫̯҃½̷̡̨̡̫̥̩̝Áж̨̡̡̛̞̯̝̥
̬̫̇Ӻ̡̛̮̫̭̯̫̥̮̠˶ÀҐ½̝Ӻ ̫҂̡̡̧̛̯̠̥̣̩̫҂̡̯к̧̧̫̫Ѿ̠Ҝ̩к̲̝̬̥½̝̬̥̠̹̩̯̫̥½̴̫̥̙ 10
̯̝ԉ̯̝ ж̧̧̨̘̫̥Ѷ̳̥̭Ѳ̡̛̩̬̫̰ ц̩̯ԗ҃½̩Ԕц½̥̮̯ӝ̮̝ ъ̡̱̣̮Ѳ̷̧̥̟̫̲̬̩̥̫̩ъ̡̮̮̤̝̥˶
ѿ½Ң̟Қ̬̝Ѣ̨̲Ӭ̭̮̥̠̣̬̙̣̭ж½̧̡̫̙̮̤̝̥½̬Ң̭Ґ̩̯Ҟ̩Ѷ̸̳̥̩̯̝̯̣̩ ̷̡̨̯̩̯̟̘̫̩̯̫̥
̯̫ԉ̯̫̩ъ̮½̡̰̮̝ ̦̝Ҡц½Ҡ̯Қ½̧̨̝̬̝̝̞̝̩ң̨̡̩̝̫Ѿ̦ж½̫½̨̙½̴ ̧̱̰̝̦Ҟ̩Ёъ̴̲̩ ̡Ѧ
̴̨̛̦̭̠̰̩̝̣̩ц½Ҡ̯Ӭ̭ц̨Ӭ̷̡̢̧̡̭̮̣̭̠̥̝̦̙̳̝̥ѩ̨̨̭̟̘̬̫̥̫ԉ̡̩̫̭̯̰̟̲̘̩̥̭цҦ̩
½̝Ӻ̭˶̯Ң̩̟Қ̬̠Ҟы̡̡̨̯̬̫̩̠̥̱̤̝̬ҝ̩̫̩̯Ҟ̩ж̦̫Ҟ̩̫Ѿ̡̦Ѩ̩̝ҡ̨̧̢̨̛̫̥̫̟̫̝̥Áж̨̡ҡ̡̞̯̝̥ 15
ѳ̡̡̛̛̩̣̩̣̭̯̫̥̮̠˶Ą̨̮̰̟̟̩̹̣̀ҝ̩ Ґ½̡̘̯̬ ̯̫̥ Ѣ̷̡̠̩̯̥̟Ѷ̸̳̥̩̯̫̥̝̯̣̩ ½̡̬Ҡц̨Ҝ
̧̱̰̝̦Ҟ̩ъ̡̲̥̩˶̯Ң̠Ҝ̫Ѿ̨̡̝̩̤̘̩̥̭ ж̧̧Қ̧ҝ̧̡̣̤̙̮̯ҢѶ̡̩̥̬̫̩ ц̨ҝ̛̯̫̥̠̦̝̥ң̩ц̮̯̥
̢̡̱̬̘̥̩̱̭̯̫̥̯̚ҢѶ̡̩̥̬̫̩ѿ½Ң̝Ѣ̨̲Ӭ̭̮̥̠̣̬̙̣̭̱̘̩̝̥ц̨Ҝ̡̧̡̡̯̰̯̮̥̩̚˶
Seção Dezenove A–F: A história de Adrasto 235

Vocabulário para a Seção Dezenove D

Notas
2. ̯Ԗ̩: ver vocabulário.
2. ̫Ѿ … ̨̮̰½ҝ̨̡̳̥̩: “[com] Creso dizendo que não iria enviar...”
3–4. ̯Қ̦қ̧̧̥̮̯̝ … ̦̝Ҡ̡̟̩̩̝̥ң̯̝̯̝ѓ̨Ӻ̩ј̩: “Era a [coisa] melhor e mais
nobre para nós que...” + ac. e inf.
5. ж½̧̫̦̣ҡ̮̝̭ъ̡̲̥̭: entender juntos como um perfeito.
6. ̱̝ҡ̡̩̮̤̝̥: “ser visto/olhado” depois de ̨̡̲̬ҟ. Átis está preocupado
com o modo como será visto pelo povo.
8. ̦̫ҡԔ: com ж̩̠̬ҡ, depois de ̮̰̩̫̥̦ҝ̡̥̩.
9. ж̨̡ҡ̴̩: complemento de ̯̝ԉ̴̯̝̫̯҃½̡̫̥ң̨̡̩̝ (sujeito).
12. ж½̧̫ҝ̡̮̤̝̥: “[diz-se que tu] serias morto”.
13. ̯Қ½̧̨̝̬̝̝̞ң̨̡̩̝: entender como um substantivo, “a presente ques-
tão”.
14. ц½ҡ: ver vocabulário. Com ̯Ӭ̭ц̨Ӭ̢̭ң̣̭ = “enquanto ainda estou vivo”.
15. ̯Ҟ̩ж̦̫ҟ̩: ac. de relação.
16. ̯̫̥: ver vocabulário, e entender com Ѣ̠ң̩̯̥. Entender ц̮̯ҡ com
̮̰̟̟̩ҧ̨̣.
17. ̯ң: ver vocabulário.
17–18. ̠ҡ̦̝̥ң̩ц̮̯̥: “é certo para (ac.)”.

к̟̬-̣, ѓ caça (1a) ц̛̱̮̯̝-̨̝̥ (ц½̥̮̯̝-) ficar ao ½̝̬̫̬̘-̴ (½̝̬̥̠-) notar algo
̝Ѣ̨̲-̚, ѓ ponta de lança (1a) lado de (+ dat.) (ac.) em alguém (dat.)
ж̨̡̛̞-̨̫̝̥ responder ̷̢-̣, ѓ vida (1a) ½̧̫̥ҟ̯Ӫ̮̥=½̧̛̫̯̝̥̭
ж½̧̫̦̣˽-̴ excluir, afastar alguém ̤̬̚-̣, ѓ caça (1a) ̮̥̠̣̬ҝ ̫̭ -̣ -̫̩ de ferro, de
(ac.) de alguma coisa (gen.) ̦̫Ӻ̫̭½̫Ӻ̫̭ metal
ж½̫̲̬ҝ-̨̫̝̥ estar satisfeito com ̴̦̭½̴̭ ̮̱̥ para eles (dat.)
(+ dat.) ̨̡̤-/̨̡̯-̨̛̣̥ permitir; deixar ̯ҝ̫̥̮̥=̛̯̮̥ com que
к̲̝̬̥̭ к̲̝̬̥ (ж̲̝̬̥̯-) ̨̫ԉ̩̫̭=̷̨̩̫̭ (acompanha Ѷ̨̨̝̮̥)
desagradável ̷̡̨̩̟̝-̫̭ -̫̩ recém-casado ̯̫l17 isto
̡̧̛̠̥-̣, ѓ covardia ѷ̴̦̭=ѷ½̴̭ ̯̫̥̮̫̥
̧̠̥̝̦̙½̯-̴ roubar, arrancar (das Ѳ̷̧̥̟̫̲̬̩̥-̫̭ -̫̩ efêmero, de ̯Ԗ̩=ґ̩ que (pron. relativo)
garras da morte) vida curta ̱̫̥̯ҝ-̴ ir
ц½̛ (+ gen.) no tempo de, durante Ѷ̨̨̝ (Ѳ̨̨̝̯-), ̷̯ olho (3b) ̱̫̥̯ҝ̫̩̯̝̭ (entender, por ex.,
o tempo de Ѷ̡̩̥̬-̫̩, ̷̯ sonho (2b) к̩̠̬̝̭, isto é, “que homens
̡Ѿ̨̠̫̦̥ҝ-̴ ganhar uma Ѷ̳-̥̭, ѓ vista, visão (3e) devem ir...”)
reputação gloriosa ½̧̨̝̬̝̝̞̘̩-̴ empreender ̧̱̰̝̦Ҟ̩ ъ̴̲ cuidar
236 Parte Seis: Deuses, destino e homem

ѿҢ̭̠Ҝ̦̫Ӻ̨̝̥ҝ̡̩Ѣ̡̮̥̲Ӻ̡̬̭ ̛̦̫̣̠Ҝ̝Ѣ̨̲Ҟ̮̥̠̣̬ҝ̣ ̯Ҟ̩̮Ҥ̱̫̞ҝ̡̝̥Ѣ̨Ҝ̩̟Қ̬ѿ½Ң


Ѳ̷̡̠̩̯̫̭̯̫̥Ѩ½̡̡̧̡̯̰̯ҟ̡̨̡̮̥̩ єк̧̧̡̫̰̯̰ѷ̸̯̥̯̫̯Ԕ̫Ѩ̡̦ ̲̬Ӭ̩̠ҟ̡̮½̫̥ҝ̡̥̩̯Қ 20
½̫̥ҝ̡̥̭˶̩ԉ̩̠Ҝѿ½Ң̝Ѣ̨̲Ӭ̭ц½̡̡̛̯Ґ̩̫Ѿ½̬Ң̭к̩̠̬̝̭ѓ̨Ӻ̡̛̩̟̩̯̝̥ѓ̨̘̲̣ ̨ҝ̡̨̡̤̭Á
ж̨̡ҡ̡̞̯̝̥̬̫̇Ӻ̮̫̭˶ÀҐ½̝Ӻ ъ̮̯̥Ё̯ӭ̨̡̩̥̦Ӟ̭ ̨̟̩̹̣̩ж½̴̛̫̱̝̩̩½̡̬Ҡ̯̫ԉц̩̰½̛̩̫̰˶
ҋ̭Ґ̡̨̩̩̩̥̦̣̙̩̫̭ѿ½Ң̮ҝ̫ ̴̨̡̯̝̟̥̩̹̮̦ ̨̡̨̛̛̯̣̯ҝ̡̮Ѣҝ̩̝̥ц½Ҡ̯Ҟ̩к̟̬̣̩Á

19. ̯ҟ̩: ver vocabulário.


20. ̯қ: ver vocabulário.

к̟̬-̣, ѓ caça (1a) ̡̯̰=̯̥̩̫̭ ½̴̧̨̝̬̝̝̞̘̩ (½̧̝̬̝̝̞-)


̝Ѣ̨̲-̚, ѓ ponta de lança (1a) ̯Ҟ̩=ѕ̩ que (pron. relativo) empreender; tirar de
ж̨̡̛̞-̨̫̝̥ responder ̯̫̥̮̫̥ ½̴̝̬̫̬̘ (½̝̬̥̠-) notar
ц̸̩½̩̥-̫̩, ̷̯ sonho (2b) ҃½̩-̫̭, ѳ sono (2a) ̮ҝ̫/̡̮̰=̮̫ԉ
ъ̮̯̥ ̯ӭ é o caso de que ̭҅, ѳ javali (3h) ̮̥̠̣̬̙̫̭ ̣ ̫̩ de ferro, de metal
̦̫Ӻ̫̭½̫Ӻ̫̭ ̱̫̞ҝ̝̥=̱O̞ӭ ̮̱̥ para eles (dat.)
̡̦̫̯½̡̫̯ ̲̬Ӭ̩ imperf. de ̲̬ҟ ̡̯̰=̛̯̩̫̭
̨̡̤-/̨̡̯-̨̛̣̥ permitir; deixar ̯̫̥=̮̫̥
̨̡̯̝̟̥̩̹̮̦-̴ mudar de ideia Vocabulário a ser aprendido ҃½̩̫̭, ѳ sono (2a)
Ѳ̸̠̫̭ (Ѳ̠o̩̯-), ѳ presa, dente ̝Ѣ̨̲̚,ѓ ponta de lança (1a) ̭҅, ѳ javali (3h)
(3a) ж̨̡̨̛̞̫̝̥ responder a (+ ac.) Repare no ̦ em vez de ½ em, por
OѨ̡̦=ъo̡̥̦ parece, é como (+ dat.) ц½̛ (+ gen.) no tempo de, ex., ̡̦̫̯ (½̡̫̯), ̦̫Ӻ̫̭ (½̫Ӻ̫̭),
½̬ң̭ (+ ac.) por causa de, tendo durante o tempo de ̴̦̭ (½̴̭), ѳ̷̡̦̤̩ (ѳ½̷̡̤̩) etc.
em vista ̨̡̯-/̨̡̤ӷԝ̨̣̥ (̨̡̡̤-) permitir; Repare na declinação de ̡̮̱Ӻ̭
̮ҝ̫/̡̮̰=̮̫ԉ deixar “eles, elas”:
̮̥̠̣̬ҝ ̫̭ -̣ -̫̩ de ferro, de ̫Ѩ̡̦=ъ̡̫̥̦ parece, é como (+ Ático: ̡̮̱Ӻ̭ ̮̱ӝ̭ ̮̱Ԗ̩ ̛̮̱̮̥(̩)
metal dat.) Jônico: ̡̮̱Ӻ̴̭̮̱̙̝̭̮̱̙̩
̯Қ=й que (pron. relativo) Ѷ̳̥̭, ѓ vista, visão (3e) ̛̮̱̩ ̮̱̙̝n
Seção Dezenove A–F: A história de Adrasto 237

E
Adrasto é nomeado como responsável pelo filho de Creso e promete trazê-lo de
volta em segurança.

Em O mundo de Atenas: reciprocidade nas relações humanas 3.4, 4.5.

̡Ѧ½̝̭̠Ҝ̯̝ԉ̯̝ ѳ̬̫̇Ӻ̨̡̮̫̭̯̝½̨̙½̡̯̝̥̯Ң̸̩̬̟̝̒т̠̬̣̮̯̫̩ ж½̨̥̦̫̙̩Ԕ̠ҝ̫ѣ


̧̡̡̙̟̥̯̘̠˶Àт̡̠̬̣̮̯ ц̡̟̹̮ ̨̮̰̱̫̬ӭ½̡½̧̨̣̟̙̩̫̩ж̲̘̬̥̯̥̯ҟ̩̯̫̥̫Ѿ̦Ѳ̴̡̢̛̩̥̠ 
ц̦̘̤̣̬̝̦̝Ҡ̫Ѣ̦ҡ̫̥̮̥ѿ½̡̨̡̫̠̪̘̩̫̭ъ̴̲ ½̴̝̬̙̲̩½ӝ̮̝̩̠̝½̘̩̣̩˶̩ԉ̩Ґ̩ Ѳ̡̧̡̛̱̥̭
̟̘̬ ц̨̡ԉ½̬̫½̫̥̮̝̩̯̫̭̲̬̣̮̯̚Қц̭̮ҝ ̲̬̣̮̯̫Ӻ̨̡̛̮ж̨̡̡̛̞̮̤̝̥ ̸̧̱̝̦̝½̷̝̥̠̭
̡̮̯̫ԉц̨̫ԉ̴̢̡̛̲̬̣̟̩ҝ̮̤̝̥ц̭к̟̬̣̩ѳ̴̨̨̬ҝ̩̫̰ ̨ҟ̡̯̥̩̭̦̝̯Áѳ̠Ң̧̩̦Ԗ½̡̭ 5
̦̝̦̫ԉ̬̟̫̥ц½Ҡ̧̠̣ҟ̴̮̥̱̝̩̙̮̥ѿ̨Ӻ̩½̬Ң̭̠Ҝ̸̯̫̯Ԕ ̦̝Ҡ̮ҝ̷̡̯̫̥̲̬̩Ёц̮̯̥Ѣҝ̩̝̥ъ̩̤̝
ж½̧̨̫̝½̬̰̩ҝ̝̥̯̫Ӻ̮̥ъ̬̟̫̥̮̥˶½̷̡̝̯̬̹̥̩̯̟̘̬̯̫ҡц̮̯̥̦̝Ҡ½̬̫̮̙̯̥Ԉ̨̹̣ѿ½̡̘̬̲̥Á
ж̨̡̡̛̞̯̝̥ѳт̠̬̣̮̯̫̭˶ÀҐ̧̡̞̝̮̥ԉ к̴̧̧̨̭Ҝ̩ъ̴̡̟̟и̩̫Ѿ̦і̥̝ц̭к̷̡̧̡̤̫̩̯̫̥̩̠˶

Vocabulário para a Seção Dezenove E

Notas
2. ̯ҟ̩: pronome relativo, retomando ̨̮̰̱̫̬ӭ.
3. ѿ½̡̫̠̪қ̨̡̩̫̭ъ̴̲: tratar como um perfeito (cf. 19D l.5).
4. ж̨̡ҡ̡̞̮̤̝̥: infinitivo depois de Ѳ̡̱ҡ̧̡̥̭.
5. ̱ҥ̧̝̦̝… ̡̮ … ̡̟̩ҝ̮̤̝̥: objeto depois de ̲̬̣ҡ̴̢.
5. ѳ̴̨̨̬ҝ̩̫̰: com ½̝̥̠ң̭.
6. ц½Ҡ [+ dat., “com a intenção de”]; ̧̠̣ҟ̮̥ é o dat. s. de ̠ҟ̧̣̮̥̭ “dano, mal”.

к̟̬-̣, ѓ caça (1a) ̡Ѩ½̝̭=̡Ѧ½̴̩ (o aoristo primeiro ½̬̫½̫̥ҝ-̴ fazer primeiro, fazer
к̡̧̤-o̩, ̷̯ disputa (2b) é ̡Ѩ½̝ “eu disse”) antes
к̴̧̧̭ em outras circunstâncias ъ̩̤̝ onde (pron. relativo) ½̬̫̮̙̯̥ além disso
ж½̧̨̫̝½̸̬̩-̨̫̝̥ distinguir-se ̛̦̝̤̝̬-̴ purificar, limpar Ԉҧ̨-̣, ѓ força (1a)
em (-ҝ̝̥ = -̡̥/Ӫ 2a. s. pres. ̦̝̦̫ԉ̬̟-̫̭ -̫̩ mau ѿ½̘̬̲-̴ ser, ser suficiente
[possivelmente fut. aqui]) ̧̦̹̳ (̴̧̦½-), ѳ ladrão (3a) ѿ½̫̠ҝ̦-̨̫̝̥ acolher, receber
к̲̝̬̥̭ к̲̝̬̥ (ж̲̝̬̥̯-) ̨̡̯̝½ҝ̨½-̨̫̝̥ mandar buscar (=ѿ½̫̠ҝ̲-̨̫̝̥)
desagradável ̫Ѣ̛̦-̝, ̯̘ palácio (2b) ̱̝̩ҝ̴̮̥=̱̝̩Ԗ̮̥ (3a. pl. subj.
̠̝½̘̩-̣, ѓ gasto, despesa, Ѳ̡̢̛̩̥̠-̴ culpar alguém (ac.) aor. de ̨̛̱̝̩̫̝̥)
dinheiro (1a) por alguma coisa (dat.) ̸̬̪̒ (̬̰̟̒-), ѳ frígio (3a)
̧̠̣̮̚-̥̭, ѓ dano, mal (3e) ½̧ҟ̮̮-̴ atingir (part. perf. pass. ̷̡̲̬̩ ц̮̯̥=̲̬̚
½̡½̧̨̣̟̙̩̫̭) ̢̛̲̬̣-̴ desejar
238 Parte Seis: Deuses, destino e homem

̫҂̡̯̟Қ̨̬̮̰̱̫̬ӭ̯̫̥ӭ̡̡̨̠̦̲̬̣̙̩̫̩̫Ѣ̦ң̭ц̮̯̥ц̭ѳ̨ҟ̧̡̥̦̝̭҄½̬ҟ̮̮̫̩̯̝̭Ѣҝ̩̝̥ 
̫҂̡̯̯Ң̸̧̡̞̫̮̤̝̥½̘̬̝ ½̧̧̫̝̲ӭ̡̯и̩Ѩ̮̲̫̩ц̴̷̨̡̰̯̩̩ԉ̩̠̙ ц½̡̡̛̯̮Ҥ̮½̸̡̡̠̥̭ 10
̦̝Ҡ̡̠Ӻ̢̡̛̯̫̥̲̝̬̮̤̝̥Ѳ̴̡̧̡̛̱̟̘̬̮ж̨̡̡̛̞̮̤̝̥̲̬̣̮̯̫Ӻ̮̥ ½̫̥ҝ̡̡̥̩Ѣ̨Ҡы̨̯̫̥̫̭
̯̝ԉ̯̝ ½̝Ӻ̡̠̘̯̮ң̩ ̯Ң̸̡̧̡̡̧̩̠̥̝̦̝̥̱̰қ̡̮̮̥̩ ж½̨̫̩̝̚ ̯̫ԉ̧̱̰̘̮̮̫̩̯̫̭
̡ѧ̡̡̩̦̩ ½̬̫̮̠ң̦̝̯̫̥ж½̡̫̩̫̮̯̮̥̩̚Á

9. ̫Ѣ̦ң̭: ver vocabulário. Entenda “para alguém que ̡̨̦̲̬̣ҝ̩̫̩…Ѣҝ̩̝̥”.


10. ̯Ң̞̫ҥ̧̡̮̤̝̥: verbo substantivado (257), sujeito de ½қ̬̝.
12. ½̝Ӻ̠̝̮ң̩ … ж½ҟ̨̫̩̝: objeto de ½̬̫̮̠ң̦̝ (imperativo), 1.13.

ж½̴̨̩̚ к½̨̣̫̩ (ж½̨̣̫̩-) ileso ½̘̬̝=½̡̘̬̮̯̥ está no poder de, ѿ½̴̘̬̲ ser, ser suficiente;
ж½̫̩̫̮̯ҝ-̴ devolver é possível começar (+ gen.)
̸̡̧̡̠̥̝̦-̨̫̝̥ exortar, ½̧̧̫̝̲ӭ por muitas razões ѿ½̨̫̠̙̲̫̝̥ acolher, receber
determinar (-ҝ̝̥ = -̡̥/Ӫ, 2a. ½̬̫̮̠̫̦̘-̴ esperar ̢̨̛̲̝̬̫̝̥ agradar; ser
s. pres.) ̷̡̯̫̥̮̠ ̡̯̫̥̠̚ ̷̡̯̫̥̩̠ deste agradável para (+ dat.)
̡ѧ̡̡̩̦̩=ы̡̩̦̝ tipo Repare que -̡̝̥ é usado em
ц̨̡ԉц̨̫ԉ ̢̛̲̝̬-̨̫̝̥ agradar (+ dat.) vez de -̡̥ ou -Ӫ na 2a. s.
ц½Ҡ ̠ҟ̧̣̮̥ inclinado a fazer o mal média, geralmente apenas
̡҄½̬ҟ̴̮̮=̡҄½̴̬̘̯̯ Vocabulário a ser aprendido com verbos contratos em ̡
і̥̝=Ҿ̝ (imperf. de ъ̨̬̲̫̝̥/̡Ѩ̨̥) к̟̬̣, ѓ caça (1a) mas ocasionalmente também
Ѧ̮̲-̴ recuar, reter ̡҄½̬әԝ̴̯̯ ser próspero, ser com outros verbos, por ex.
̡̨̦̲̬̣ҝ̩̫̩ “para alguém que afortunado ̸̡̧̡̡̠̥̝̦̝̥, ж½̧̨̫̝½̬Ԅ̩ҝ̝̥
experimentou” ½̘̬̝, ½̡̘̬̮̯̥ é possível para (onde o ̡ pode indicar o
OѢ̷̦̭=̡Ѣ̷̦̭ conveniente alguém (dat.) tempo futuro)
ѳ̨̧̥̪̚ (ѳ̨̧̣̥̦-), ѳ ̷̡̯̫̥̮̠ ̡̯̫̥̠̚ ̷̡̯̫̥̩̠ deste
companheiro (3a) tipo
Seção Dezenove A–F: A história de Adrasto 239

F
ц̡̦̤̫ԉ̩ҝ̨̡̨̡̧̮̥̭̟̘̣

Em O mundo de Atenas: Zeus 3.3; xenía 4.2; injustiça divina 3.7; responsabilidade humana
4.25-7; Heródoto e história 8.41.

̸̯̫̥̫̯̫̥̮̥ц½̡ҡ̡̯̫̯̫̭҅ж̨̡̛̳̝̯̫̬̫̇Ӻ̮̫̩ і̨̡̥̮̝̩̯Қ̯̝ԉ̯̝ ц̨̧̪̣̬̯̰̙̩̫̥̫̟̘̮̥


̡̡̛̯̩̣̩Ӫ̮̥̦̝Ҡ̛̦̰̮ж½̷̨̡̥̦̩̫̥̠Ҝц̭̯Ң̩Ӵ̧̨̰̌½̫̩̯ҢѶ̬̫̭ ц̢ҟ̡̯̫̩̯Ң̛̤̣̬̫̩ 
̡ѿ̷̡̬̩̯̭̠Ҝ̦̝Ҡ½̡̡̬̥̮̯̘̩̯̭̝Ѿ̯Ң̦ҥ̧̦Ԕ ц̷̢̮̣̦̩̯̥̫̩ъ̩̤̝̠Ҟѳ̡̪Ӻ̩̫̭ ̫̯̫̭҅
̠Ҟѳ̡̦̝̤̝̬̤Ҡ̭̯Ң̷̩̱̩̫̩ ̧̡̦̝ң̨̡̩̫̭̠Ҝт̠̬̣̮̯̫̭ ж̴̢̛̦̫̩̯̩̯Ң̩̩҅ ̯̫ԉ̨Ҝ̩
з̨̡̝̬̯̘̩̥ ̡̯̰̟̲̘̩̥̠Ҝ̯̫ԉ̛̬̫̮̫̰̇½̷̝̥̠̭ѳ̨Ҝ̩̠̚ ̧̡̞̣̤Ҡ̭̯ӭ̝Ѣ̨̲ӭ ц̪ҝ½̧̡̣̮ 5
̯̫ԉѲ̡̛̩̬̫̰̯Ҟ̨̩̱̣̩̚ ъ̡̡̤̠ҝ̯̥̭ж̡̧̟̟ҝ̴̩̯ԗ̬̫̇ҡ̮Ԕ̯Ң̷̡̟̟̫̩̭ ж½̷̨̡̥̦̩̫̭̠Ҝ
ц̭̯Қ̡̨̭̘̬̠̥̭̯̩̯̘̲̣̩̦̝̏̚Ҡ̯Ң̩̯̫ԉ½̝̥̠Ң̷̨̭̬̫̩ц̮ҟ̨̣̩̙̫ѣѳ̠Ҝ̬̫̇Ӻ̮̫̭ ̯ԗ
̤̝̩̘̯Ԕ̯̫ԉ½̝̥̠Ң̡̨̭̮̰̩̯̯̝̬̝̟̙̩̫̭ ̨ӝ̧̧ң̩̯̥ц̡̧̡̠̥̩̫̫̟̙̯̫ѷ̨̯̥̥̩ж½̡̡̙̦̯̥̩
̯Ң̩̝Ѿ̯Ң̷̭̱̩̫̰ц̡̦̘̤̣̬½̴̡̨̡̬̥̣̦̯̙̩̠Ҝ̯ӭ̨̮̰̱̫̬ӭ ̡̠̥̩Ԗ̭ц̧̡̡̨̦̘Ҝ̛̩̝́
̦̝̤̘̬̮̥̫̩ ̷̨̨̡̝̬̯̰̬̩̫̭̯Қѿ½Ң̯̫ԉ̡̛̪̩̫̰½̡½̫̩̤Ҧ̡̭Ѧ̣ ц̧̡̡̦̘̠Ҝц½̷̡̛̮̯̥̩̯ 10
̦̝Ҡч̯̝̥̬ҟ̥̫̩ ̯Ң̩̝Ѿ̯Ң̩̯̫ԉ̯̫̩Ѳ̴̷̨̢̡̩̫̘̩̤̩ ̯Ң̩Ё̨Ҝ̩ц½̴̧̛̮̯̥̫̩̦̝̙̩ ̷̠̥̯̥
̠Ҟ̫Ѣ̛̦̫̥̮̥ѿ½̡̨̡̫̠̪̘̩̫̭̯Ң̡̩̪Ӻ̩̫̩̱̫̩̙̝̯̫ԉ½̝̥̠Ң̭ц̷̴̧̡̘̩̤̝̩̞̮̦̩ ̯Ң̩Ё̠Ҝ
ч̯̝̥̬ҟ̥̫̩ ҋ̸̧̨̭̱̝̦̝̮̰½̨̙̳̝̭̝Ѿ̯Ң̡̩ѿ̬̦̫̥̚½̧̡̨̫̥̹̯̝̯̫̩½̝̬Ӭ̮̝̩̠Ҝ̨̡̯Қ
̯̫ԉ̯̫̫ѣ̰̠̫̈Ҡ̡̱̙̬̫̩̯̭̯Ң̷̡̩̩̦̬̩ Ѷ½̡̥̮̤̠Ҝ̡ѧ½̷̡̯̫ѣѳ̸̡̱̫̩̭̮̯Қ̭̠Ҝ̫̯̫̭҅

Vocabulário para a Seção Dezenove F

Notas
8. ж½ҝ̡̡̦̯̥̩: o sujeito é Adrasto, retomado por ̯ң̩ “quem”.
9. ̝Ѿ̯ң̭: “o próprio [Creso]”.
9-11. ́ҡ̝̦̝̤қ̬̮̥̫̩ … ц½ҡ̮̯̥̫̩ … ч̯̝̥̬ҟ̥̫̩: “Zeus [como deus] da purifica-
ção... e [como deus] do lar e [deus] da amizade”.
10. ̯қ: “as coisas que” (pronome relativo).
13. ̱ҥ̧̝̦̝: “como um guarda”.

ж̧̧̟̟̙-̴ anunciar, relatar (fut. і̥̮̝̩= Ҿ̮̝̩ (imperf. de ½̡̨̡̬̥̣̦̯ҝ-̴ estar sofrendo por
ж̴̡̧̟̟̙)