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O Tabernáculo - O lugar da morada de Deus (Êxodo 35:8 - 39:43)

A importância dos capítulos de Êxodo que tratam do Tabernáculo é bem expressa por Witsius: "Deus criou o mundo
inteiro em seis dias, mas Ele usou 40 dias para instruir Moisés sobre o Tabernáculo. Pouco mais de um capítulo foi
necessário para descrever a estrutura do mundo, mas seis foram usados para o Tabernáculo." Embora a maioria dos
evangélicos reconheça prontamente a importância do Tabernáculo, ao longo da história da igreja há pouca concordância a
respeito de sua interpretação. Recomendaria que o leitor fizesse um esforço para pesquisar a história da interpretação do
tabernáculo, o qual é objeto de nosso estudo. Ao longo dos séculos muitas pessoas têm procurado encontrar o significado
do tabernáculo de seu ponto de vista simbólico. Já no período helênico... eram feitas tentativas para entender a função do
tabernáculo do Velho Testamento como algo basicamente simbólico. Pela linguagem bíblica fica evidente a razão pela qual
esta interpretação parecia algo tão natural. Primeiro, a dimensão do tabernáculo e todas as suas partes refletem um
projeto cuidadosamente planejado e um conjunto harmonioso. Os números 3, 4 e 10 predominam com cubos e retângulos
proporcionais. As diversas partes o santo lugar separado, a tenda, o átrio todos têm numa relação numérica exata. O uso
dos metais ouro, prata e cobre é cuidadosamente selecionado de acordo com sua proximidade do Santo dos Santos. Da
mesma forma, cores específicas mostram ter uma relação íntima com sua finalidade, quer branco, azul ou carmesim. Há
igualmente uma gradação na qualidade dos tecidos usados. Finalmente, muita ênfase é colocada na posição e na
orientação adequadas, com o lado oriental recebendo o lugar de honra. Os primeiros intérpretes não tinham dúvida de que
a importância do tabernáculo repousava em seu simbolismo oculto, e a questão em jogo era justamente decifrar seu
significado. ... Para Philo o tabernáculo era uma representação do universo, a tenda significando o mundo espiritual, e o
átrio o material. Além disso, as quatro cores significavam os quatro elementos, o candelabro com suas sete lâmpadas, os
sete planetas, e os doze pães da proposição os doze signos do Zodíaco e os doze meses do ano. Orígenes, em sua nona
Homilia de Êxodo, faz referência à abordagem de Philo, mas depois toma outro rumo. Ele viu o tabernáculo como
indicação do mistério de Cristo e sua igreja. Suas analogias morais em termos das virtudes da vida cristã - a fé comparada
ao ouro, a pregação da palavra à prata, a paciência ao bronze (9:3) foram estudadas e aperfeiçoadas ao longo dos anos da
Idade Média... O problema com as tentativas de se interpretar o tabernáculo simbolicamente é que não há linhas de
direção de aceitação universal ou padrões que determinem qualquer tipo de correspondência espiritual entre as partes do
tabernáculo e alguma outra coisa. Por isso os "significados espirituais" nunca tiveram consenso entre os diversos
intérpretes. Em meu estudo inicial do tabernáculo, era minha intenção interpretar e aplicar os textos referentes a ele de
forma um tanto direta. Uma vez que ambos, o edifício do tabernáculo e o edifício da igreja, possam ser pensados como
lugares de reunião dos santos, acho que poderíamos aprender muito sobre os edifícios das igrejas do Novo Testamento
pelo estudo do edifício do tabernáculo do Velho Testamento. Creio que o tabernáculo poderia nos dar alguns princípios
que poderiam nortear nosso entendimento do projeto e da finalidade do edifício das igrejas. Vi que esta abordagem
também tem sérios problemas. Isto quer dizer que todo este material no livro de Êxodo, tratando do tabernáculo, não tem
nenhuma aplicação clara para nós? Acho que não. Deus sempre teve um lugar de morada em meio a Seu povo. Primeiro
foi no tabernáculo, e mais tarde, ainda no período de Velho Testamento, no templo. Nos evangelhos, Deus habitava
(literalmente "tabernaculava") entre Seu povo na pessoa de Seu Filho, o Senhor Jesus Cristo. Agora, na era da igreja, Deus
habita na igreja. É meu entendimento que existem certos elementos comuns em todas essas maneiras pelas quais Deus
habitou (ou habita) entre os homens. Assim, a descrição do tabernáculo nos dá a primeira revelação bíblica de como Deus
habita entre os homens, e o que isto requer ou sugere à igreja hoje, na qual Deus habita. Nossa abordagem consistirá
primeiramente em estudar algumas das características do tabernáculo, como descritas em Êxodo. Em seguida,
analisaremos brevemente os textos que descrevem a construção do(s) templo(s), enfocando aqueles aspectos nos quais o
templo é similar ou distinto do tabernáculo. Finalmente, passaremos ao Novo Testamento, para relacionar as
características comuns do tabernáculo e do templo com a morada de Deus entre os homens através de "Seu Corpo". Creio
que encontraremos uma correspondência muito próxima entre todos os meios que Deus usa para habitar entre Seu povo.

Características do Tabernáculo
(1) O tabernáculo era um aparato muito funcional. O tabernáculo servia como lugar de encontro entre Deus e os homens, e
desta forma ficou conhecido como a "tenda da congregação"133 (cf. 35:21). Esta não era uma tarefa fácil, pois ter Deus tão
próximo era uma coisa muito perigosa. Quando Moisés suplicou a Deus para habitar em meio a Seu povo, Deus o avisou
que isto poderia ser fatal para um povo tão pecaminoso: "Porquanto o Senhor tinha dito a Moisés: Dize aos filhos de
Israel: És povo de dura cerviz; se por um momento eu subir no meio de ti, te consumirei." (Ex. 33:5a).
. O tabernáculo servia como lugar de encontro entre Deus e os homens, e desta forma ficou conhecido como a "tenda da
congregação"133 (cf. 35:21). Esta não era uma tarefa fácil, pois ter Deus tão próximo era uma coisa muito perigosa.
Quando Moisés suplicou a Deus para habitar em meio a Seu povo, Deus o avisou que isto poderia ser fatal para um povo
tão pecaminoso: "Porquanto o Senhor tinha dito a Moisés: Dize aos filhos de Israel: És povo de dura cerviz; se por um
momento eu subir no meio de ti, te consumirei." (Ex. 33:5a). O tabernáculo resolveu o problema de se ter um Deus santo
habitando em meio a um povo pecaminoso. A solução inclui duas medidas. O tabernáculo resolveu um dos problemas por
ser portátil. Deus tinha Se revelado a Seu povo de cima do Monte Sinai. Quando o povo deixasse o Sinai em direção à terra
prometida de Canaã, precisariam de algum lugar portátil para a presença de Deus ser manifestada. Como o tabernáculo
era um tenda, o problema foi solucionado.
. Deus tinha Se revelado a Seu povo de cima do Monte Sinai. Quando o povo deixasse o Sinai em direção à terra prometida
de Canaã, precisariam de algum lugar portátil para a presença de Deus ser manifestada. Como o tabernáculo era um
tenda, o problema foi solucionado.O tabernáculo também resolveu o problema de um Deus santo habitando
em meio a um povo pecaminoso. As cortinas da tenda, e especialmente o espesso véu do Santo dos
Santos, serviam como separadores, uma barreira divisória, entre Deus e o povo. Além disso, o
tabernáculo era santificado e separado como um lugar santo. Isto poupava o povo de uma explosão de
Deus que os teria destruído. O tabernáculo também era um lugar de sacrifício, para que os pecados dos
israelitas pudessem ser expiados. Ainda que a solução não fosse permanente, realmente facilitava a
comunhão entre Deus e Seu povo.
. As cortinas da tenda, e especialmente o espesso véu do Santo dos Santos, serviam como separadores, uma barreira
divisória, entre Deus e o povo. Além disso, o tabernáculo era santificado e separado como um lugar santo. Isto poupava o
povo de uma explosão de Deus que os teria destruído. O tabernáculo também era um lugar de sacrifício, para que os
pecados dos israelitas pudessem ser expiados. Ainda que a solução não fosse permanente, realmente facilitava a
comunhão entre Deus e Seu povo.(2) O tabernáculo foi um aparato que revelava fabulosa riqueza e beleza.
Não é preciso mais que uma leitura casual do texto para aprender que o tabernáculo foi um projeto
muito caro.
. Não é preciso mais que uma leitura casual do texto para aprender que o tabernáculo foi um projeto muito caro.
Os estudos mais recentes das medidas hebraicas feitos por R. B. Y. Scott (Peake4s Commentary on the Bible, Londres e
Nova Iorque 1962, sec. 35) calculam o talento em torno de 64 libras (29 kg) e o siclo do santuário em 1/3 de uma onça, ou
9,7 gr. De acordo com estes cálculos haveria algo em torno de 1.900 libras de ouro (862 kg), 6.437 libras de prata (2.923
kg), e 4.522 libras de bronze (2.053 kg).
O projeto envolvia não apenas materiais muito caros, mas estes materiais foram trabalhados de tal forma a criar grandes
obras de arte: "... Deus... ordenou a Moisés que construísse um tabernáculo de uma forma que envolveria quase todas as
formas de arte representativa que os homens conheciam." O tabernáculo e seus utensílios foram concedidos aos israelitas
tanto para "glória" quanto para "beleza" (cf. 28:2, 40).
(3) A construção do tabernáculo envolveu todo o povo. Todo o povo se beneficiaria do tabernáculo, e
assim a todos foi permitido participar de sua construção, ou pela doação dos materiais, ou pela
habilidade no trabalho, ou por ambos.
. Todo o povo se beneficiaria do tabernáculo, e assim a todos foi permitido participar de sua construção, ou pela doação
dos materiais, ou pela habilidade no trabalho, ou por ambos.(4) O tabernáculo testemunhava o caráter de Deus. A
excelência do tabernáculo, tanto em seus materiais como em sua mão de obra, era um reflexo da
excelência de Deus. O tabernáculo também foi um lugar santo, porque habitando nele estava um Deus
santo (cf. 30:37, 38). A excelência do tabernáculo, tanto em seus materiais como em sua mão de obra, era um reflexo
da excelência de Deus. O tabernáculo também foi um lugar santo, porque habitando nele estava um Deus santo (cf. 30:37,
38). O tabernáculo testifica em sua estrutura e finalidade a santidade de Deus. Arão usava gravado no diadema "Santidade
ao Senhor" (28:36). Os sacerdotes são alertados na própria administração de seu ofício "para que não morram" (30:21), e
a morte de Nadabe e Abiú (Lv. 10:1) deixou clara a seriedade de uma ofensa que foi considerada ultrajante por Deus.
(5) O tabernáculo era composto de vários elementos, mas em tudo foi ressaltada a unidade, no projeto,
na função e no propósito. "Fizeram cinqüenta colchetes de ouro, com os quais prenderam as cortinas
uma à outra; e o tabernáculo passou a ser um todo." (Ex. 36:13). "Fizeram também cinqüenta colchetes
de bronze para ajuntar a tenda, para que viesse a ser um todo." (Ex. 36:18).
. "Fizeram cinqüenta colchetes de ouro, com os quais prenderam as cortinas uma à outra; e o tabernáculo passou a ser um
todo." (Ex. 36:13). "Fizeram também cinqüenta colchetes de bronze para ajuntar a tenda, para que viesse a ser um todo."
(Ex. 36:18).
O que Schaeffer escreveu acerca to templo também pode ser dito a respeito do tabernáculo:
"Devemos reparar que, com relação ao templo, toda a arte foi trabalhada para formar uma unidade. O templo inteiro foi
um trabalho singular de arquitetura, um todo unificado com colunas livres, estátuas, baixo relevo, música e poesia, pedras
gigantescas e belas madeiras trazidas de muito longe. Tudo está lá. Um trabalho de arte completamente unificado para o
louvor de Deus."
Não havia apenas unidade na arquitetura e na estrutura, mas havia também unidade na finalidade do tabernáculo. O
propósito do tabernáculo foi prover um lugar onde Deus pudesse habitar em meio aos homens. Todos os seus utensílios
facilitavam as ministrações e cerimônias que contribuíam para que este lugar único fosse a "tenda da congregação".
(6) O tabernáculo foi projetado como um aparato permanente. Repetidamente encontramos expressões
tais como: "perpétuo" e "pelas gerações" (cf. 30:8, 16, 21, 31). A tenda foi usada diariamente por muito
mais de 40 anos, parecia como se Deus o tivesse projetado para ser usado ao longo da história de Israel.
Plagiando a afirmação dos construtores de automóveis, o tabernáculo não foi somente "construído para
durar", mas foi projetado para durar. ,
. Repetidamente encontramos expressões tais como: "perpétuo" e "pelas gerações" (cf. 30:8, 16, 21, 31). A tenda foi usada
diariamente por muito mais de 40 anos, parecia como se Deus o tivesse projetado para ser usado ao longo da história de
Israel. Plagiando a afirmação dos construtores de automóveis, o tabernáculo não foi somente "construído para durar", mas
foi projetado para durar.(7) O tabernáculo foi idéia de Deus, iniciativa de Deus, projeto de Deus.
De onde veio o modelo? Veio de Deus... Deus foi o arquiteto, não o homem. No relato de como o tabernáculo foi feito
repetidamente aparece esta frase: "E farás..." Isto é, Deus disse a Moisés o que fazer, em detalhes. Estas foram ordens,
ordens do mesmo Deus que deu os 10 Mandamentos.
O tabernáculo foi feito depois do modelo divino ser mostrado a Moisés (25:9). As... instruções enfatizavam que cada
detalhe do projeto foi feito de acordo com a explícita ordem de Deus (35:1, 4, 10, etc). Bezalel e Aoliabe foram dotados com
o espírito de Deus e com o conhecimento da habilidade para executar a tarefa (21:2 e ss). Para o escritor do Velho
Testamento a forma concreta do tabernáculo é inseparável de seu significado espiritual. Cada detalhe da estrutura reflete a
vontade divina e nada fica para decisões "ad hoc" dos construtores humanos. ... Além do mais, o tabernáculo não foi
concebido como medida temporária para um tempo limitado, mas algo no qual o sacerdócio permanente de Arão servisse
ao longo de todas as gerações. (27:20 s).
O Templo como Lugar da Morada de Deus
Uma vez que Israel tomou posse da terra de Canaã, não havia necessidade de um aparato portátil para guardar a arca da
aliança e os outros utensílios do tabernáculo. A arca, você se recordará, tinha sido usada pelos israelitas como uma espécie
de "pé de coelho" gigante, que eles levaram consigo quando lutaram contra os filisteus, sob a liderança do rei Saul, e seu
filho Jônatas. Os israelitas perderam esta batalha e a arca foi capturada pelos filisteus. Depois de repetidas dificuldades
diretamente relacionadas com a arca, os filisteus a mandaram de volta à Israel. O retorno da arca e o fato de Davi residir
numa casa suntuosa parecem ter propiciado a ele o propósito para a construção de um lugar diferente para guardar a arca:
"Sucedeu que, habitando Davi em sua própria casa, disse ao profeta Natã: Eis que moro em casa de cedro, mas a arca da
aliança do Senhor se acha numa tenda." (I Cr. 17:1). Natã rapidamente (e aparentemente sem consultar a Deus) encorajou
Davi a construir um templo (I Cr. 17:2). No entanto, Deus tinha planos diferentes, pois Davi era um homem de guerra e
derramara muito sangue. Deus de fato permitiria a construção de um templo, mas seria construído por Salomão, filho de
Davi, um homem de paz. Enquanto Davi queria construir uma casa para Deus, Deus prometeu dar a Davi uma casa;
portanto, é neste contexto do pedido de Davi para a construção do templo que Deus proclama o que se tornou conhecido
como a Aliança Davídica, a promessa de que o descendente de Davi governará para sempre, e assim se tornou conhecido
que o Messias de Israel seria o "Filho de Davi" (I Cr. 17:4-15). Da mesma forma que a vitória de Deus sobre os egípcios, as
vitórias militares de Davi contra as nações (hostis) em derredor forneceram muitos dos materiais necessários à construção
do templo (cf. I Crônicas 18-21). Apesar de não ser permitido a Davi construir o templo, ele fez extensos preparativos para
isso. No capítulo 22 de I Crônicas Davi começou a reunir os materiais necessários para o templo. As instruções referentes
à construção do templo foram dadas a Salomão. O povo foi encorajado a ajudar neste projeto. Também foram designados
aqueles que ministrariam no templo (capítulos 24-26). Os planos que Davi deu a Salomão foram inspirados por Deus (I
Cr. 28:11-12, 19), e desta forma divinamente providenciados, como o foram os planos para o tabernáculo. Davi
generosamente cedeu os materiais necessários à construção do templo, como o povo o fez quando foi solicitado (I Cr. 29:1-
9). Para celebrar, foram oferecidos sacrifícios e todo o povo comeu e bebeu na presença de Deus (I Cr. 29:21-22) de modo
a recordar a ratificação da aliança Mosaica (Ex. 24:5-11). Salomão reinou sobre Israel (II Cr. 1) após a morte de Davi (I Cr.
29:28) e construiu o templo (II Cr. 2-4). Era elegante em material e mão-de-obra, exatamente como o foi o tabernáculo (II
Cr. 2:7; 3:8-17, etc). Quando ficou pronto a nação foi congregada e a arca trazida para dentro do templo (II Cr. 5:2-10).
Como no tabernáculo (Ex. 40:34 e ss), uma nuvem desceu sobre o templo e a glória de Deus encheu o lugar (II Cr. 5:11-14).
O templo foi dedicado, e Israel foi instruído sobre o propósito do lugar, superior entre todos aqueles que deviam ser um
lugar de oração (II Cr. 6). Depois que Salomão terminara de falar, Deus falou ao povo, prometendo bênçãos e maldições,
dependendo da fidelidade de Israel à aliança que Deus fizera com eles (II Cr. 7). Se Israel não fosse fiel à aliança, o templo
seria destruído, e o povo disperso. No entanto, se o povo se arrependesse e orasse (em direção ao templo), Deus os ouviria
e os restauraria. A história de Israel confirma a veracidade das palavras de Deus. O povo não foi fiel a Deus e eles foram
levados da terra e o templo deixado em ruínas. Os livros de Esdras e Neemias descrevem o retorno do cativeiro do
remanescente fiel à terra de Canaã, onde reconstruíram o templo e a cidade de Jerusalém, guiados e encorajados pelos
profetas menores Ageu, Zacarias e Malaquias. Quando o templo foi reconstruído, ele não tinha o esplendor do primeiro
templo, e assim alguns "veteranos" choraram à sua vista (Ed. 3:12). O profeta Ageu, no entanto, fala uma palavra de
encorajamento, assegurando ao povo que o templo é glorioso porque Deus está com eles, que Seu Espírito está habitando
em seu meio (Ag. 2:4-5), e que no futuro Deus encherá Sua casa com muito maior glória e esplendor (Ag. 2:7-9). O profeta
Ezequiel também falou do templo no tempo futuro (capítulo 40 e ss). A promessa do futuro retorno da nação de Israel à
terra de Canaã e sua restauração espiritual são assegurados com a descrição de um templo milenar que é considerado e
descrito em detalhes por Ezequiel.
O lugar da Habitação de Deus no Novo Testamento
No Evangelho de João o Senhor Jesus Cristo é apresentado como o Filho de Deus que habitou entre os homens (Jo. 1:14).
O Senhor Jesus foi desta forma o lugar da morada de Deus entre os homens durante Sua jornada na terra. Assim Ele pôde
dizer à mulher samaritana que estava chegando a época em que o lugar de adoração não é a preocupação principal (Jo.
4:20-21). Da época da vinda de Cristo até o presente o lugar da morada de Deus entre os homens não é concebido em
termos de edifícios. Num ligeiro aparte: o edifício físico (o templo) tornara-se uma espécie de ídolo para muitos legalistas,
judeus descrentes da época de Jesus. Para eles a presença do templo era prova de que Deus estava com eles e de que eles
eram agradáveis à Sua vista. Mesmo os discípulos ficaram impressionados com a beleza da estrutura do templo, ainda que
Jesus os prevenisse sobre tal entusiasmo, sabendo que o templo seria brevemente destruído (Mt. 24:1-2). Você pode muito
bem imaginar como os escribas e fariseus ficaram transtornados quando Nosso Senhor falou sobre a destruição do templo
(não sabendo, é claro, que Ele era esse templo). A destruição do templo em 70 d.C. foi o cumprimento dos avisos das
Escrituras do Velho Testamento, prova da desobediência de Israel e do peso da mão de Deus sobre a nação, mais uma vez.
Após a crucificação, sepultamento e ressurreição de Nosso Senhor, Estêvão foi levado a julgamento por aqueles que
colocaram o Senhor na cruz. Uma das acusações contra ele era de que falara contra o templo (At. 6:13). A resposta de
Estêvão, em sua defesa, deixou claro, como as Escrituras do Velho Testamento já tinham feito, que Deus não habita em
lugares feitos por mãos humanas (At. 7:47-50; cf. II Cr. 2:5-6; 6:18, 30).
As epístolas do Novo Testamento continuam a nos ensinar que o lugar da morada de Deus agora é na igreja, não o edifício
igreja, mas o povo que compõe o corpo de Cristo: "Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos
santos, e sois da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus,
a pedra angular; no qual todo edifício, bem ajustado, cresce para santuário dedicado ao Senhor, no qual também vós
juntamente estais sendo edificados para habitação de Deus no Espírito." (Ef. 2:19-22). "Chegando-vos para ele, a pedra
que vive, rejeitada, sim, pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa, também vós mesmos, como pedras que
vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a
Deus por intermédio de Jesus Cristo. ... Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade
exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para sua maravilhosa luz." (I Pe.
2:4-5, 9).
Conclusão - Há uma porção de maneiras pelas quais a construção do tabernáculo é aplicável às nossas vidas, mesmo que
estejamos separados dos israelitas da época de Moisés por muitos séculos e pelo menos uma dispensação. Primeiro,
creio que podemos legitimamente aprender o valor da arte pelas tremendas contribuições artísticas desta estrutura. São
muitos aqueles que apontam para as diversas formas de arte que podem ser encontradas em relação direta com o
tabernáculo. É bem verdade que nos tornamos utilitários demais, vendo apenas tais coisas como importantes se tiverem
uma grande utilidade. A arte tem um valor claro em nossa adoração e na expressão de nossa devoção a Deus. Este tema
tem sido bem desenvolvido por vários artistas cristãos e é digno de nossas sérias considerações. No entanto, não acho que
este seja o objetivo principal de nosso texto.
. São muitos aqueles que apontam para as diversas formas de arte que podem ser encontradas em relação direta com o
tabernáculo. É bem verdade que nos tornamos utilitários demais, vendo apenas tais coisas como importantes se tiverem
uma grande utilidade. A arte tem um valor claro em nossa adoração e na expressão de nossa devoção a Deus. Este tema
tem sido bem desenvolvido por vários artistas cristãos e é digno de nossas sérias considerações. No entanto, não acho que
este seja o objetivo principal de nosso texto. Segundo, devemos aprender que não devemos pensar em Deus como
habitando em edifícios feitos por mãos humanas, mas sim habitando dentro da igreja, dentro do corpo daqueles que
verdadeiramente crêem em Jesus Cristo. Estamos errados ao dizer a nossos filhos "silêncio" quando entram na igreja
porque é "a casa de Deus", o que sugere a eles que Deus mora num edifício, e que O visitamos uma vez por semana.
Estamos errados ao dizer a nossos filhos "silêncio" quando entram na igreja porque é "a casa de Deus", o que sugere a eles
que Deus mora num edifício, e que O visitamos uma vez por semana. Se Deus ocupa a igreja como corpo, como as
Escrituras ensinam, então a maneira como nos conduzimos como membros da igreja é extremamente importante. Se Deus
é santo, então Sua igreja também deve ser santa (cf. I Pe. 1:16). Isto nos dá razões muito fortes para exercer a disciplina na
igreja (cf. Mt. 18, I Co. 5, 11), pois a igreja deve ser santa se Deus habita nela. Mais ainda, se Deus habita na igreja como
corpo e Se manifesta dentro e através da igreja, então a maneira pela qual conduzimos a igreja é extremamente importante
para uma representação adequada de Deus. É por essa razão que o apóstolo Paulo escreveu: "Escrevo-te estas coisas,
esperando ir ver-te em breve; para que, se eu tardar, fiques ciente de como se deve proceder na casa de Deus, que é a
Igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade." (I Tm. 3:14-15). É nesta primeira epístola a Timóteo que Paulo fala
sobre a pureza doutrinária na igreja (capítulo 1), sobre o ministério público (capítulo 2), sobre os líderes da igreja (capítulo
3), sobre a falsa e a verdadeira santidade (capítulo 4), sobre a responsabilidade da igreja pelas viúvas e outros (capítulo 5),
e sobre a busca pela prosperidade à guisa de procurar maior piedade (capítulo 6). Como nos conduzimos na igreja é
extremamente importante, meu amigo, pois o próprio Deus habita na igreja hoje. Sejamos tão cautelosos na maneira de
edificar a igreja como o foram os antigos israelitas na construção do tabernáculo, para que a glória de Deus possa ser
manifesta aos homens. Tradução: Mariza Regina de Souza
https://bible.org/article/o-tabern%C3%A1culo-o-lugar-da-morada-de-deus-%C3%AAxodo-358-3943

ÍNDICE
O TABERNÁCULO
Autor: Pr Calvin Gardner
1 [01] O Tabernáculo e A Graça de Deus
2 [02] O Tabernáculo e Como O Tabernáculo Revela Cristo
3 [03] O Tabernáculo e A Soberania de Deus
4 [04] O Tabernáculo e O Suprimento das Necessidades para A Sua Construção
5 [05] O Tabernáculo e Deus Pai
6 [06] O Tabernáculo e Deus Filho
7 [07] O Tabernáculo e Deus Espírito Santo
8 [08] O Tabernáculo e O Mediador
9 [09] O Tabernáculo e O Sacrifício de Cristo
10 [10] O Tabernáculo e O Sangue
11 [11] O Tabernáculo e O Sal
12 [12] O Tabernáculo e O Céu
13 [13] O Tabernáculo e Os Nomes Dados ao Tabernáculo
14 [14] O Tabernáculo e O Significado Espiritual do Material e das Cores Usadas
15 [15] O Tabernáculo e A Arca da Aliança
16 [16] O Tabernáculo e O Propiciatório de Ouro Puro
17 [17] O Tabernáculo e Os Querubins no Propiciatório de Ouro Puro
18 [18] O Tabernáculo e A Mesa com O Pão da Proposição no Lugar Santo
19 [19] O Tabernáculo e O Candelabro no Lugar Santo
20 [20] O Tabernáculo e As Cortinas de Linho Fino
21 [21] O Tabernáculo e A Fixação das Cortinas
22 [22] O Tabernáculo e As Cortinas de Pêlos de Cabras
23 [23] O Tabernáculo e As Duas Cobertas
24 [24] O Tabernáculo e As Suas Tábuas
25 [25] O Tabernáculo e O Véu
26 [26] O Tabernáculo e A Porta da Tenda
27 [27] O Tabernáculo e O Altar de Cobre ou de Holocaustos
28 [28] O Tabernáculo e O Pátio e A Sua Porta
29 [29] O Tabernáculo e O Sacerdote
30 [30] O Tabernáculo e As Vestes Sacerdotais
31 [31] O Tabernáculo e O Altar de Incenso e O Seu Incenso no Lugar Santo
32 [32] O Tabernáculo e A Pia de Cobre
33 [33] Bibliografia

CAP 1 - O TABERNÁCULO
O TABERNÁCULO E A GRAÇA DE DEUS
“E ME FARÃO UM SANTUÁRIO, E HABITAREI NO MEIO DELES”, EX 25.8
É útil estudar sobre o tabernáculo para aprender mais da pessoa de Cristo. O espírito da profecia é Cristo (Apocalipse
19.10, “E eu lancei-me a seus pés para o adorar; mas ele disse-me: Olha não faças tal; sou teu conservo, e de teus irmãos,
que têm o testemunho de Jesus. Adora a Deus; porque o testemunho de Jesus é o espírito de profecia.”; I Pedro 1.10,11). O
nosso conhecimento de Cristo não é danificado pelo estudo do Velho Testamento, mas é instruído e fortalecido pelo
estudo dele. Por isso convém estudar o que diz a Bíblia sobre o tabernáculo. A graça de Deus é inexprimível. Naturalmente
conhecemos algo de Deus por umas testemunhas, uma exterior e a outra é interior. Essas testemunhas se manifestam pela
graça de Deus. A testemunha exterior é a criação (Sl 19.1; Rm 1.19,20). A testemunha interior é a lei de Deus escrita na
consciência (Rm 2.14, 15). As duas testemunhas são fiéis e manifestam um Deus magnífico, justo e de graça. O homem
pecador sente imundo para com este Deus revelado pela criação e na consciência e freqüentemente procura O agradar ou
apaziguar a Sua ira. Sentem às vezes agraciados por Ele não os destruírem pelas ações radicais da natureza (terremoto,
tsunami, vulcão, furacão, seca), ou por ter uma colheita abundante, ou etc. Essas testemunhas manifestam vagamente a
graça real do Deus Vivo e Verdadeiro, mesmo que são suficientes para que o homem fique inescusável diante de Deus no
dia de juízo. A graça de Deus se revela na sua maior glória pelo Filho Unigênito de Deus, Jesus Cristo e a Sua obra da
salvação. Jesus foi dado no lugar dos pecadores rebeldes e inimigos, para que o pecador arrependido recebesse perdão
pleno diante deste Deus magnífico e justo. Além disso, o pecador arrependido tem as justiças de Jesus Cristo imputadas a
ele. Agora o salvo goza da comunhão com Deus e herança igual do Seu Filho (Rm 8.15-17). Veja então, como é inefável essa
graça de Deus? Hoje, o Evangelho é declarado abertamente pelo rádio, televisão, jornais, folhetos, livros e certamente
pelas nossas bocas e vidas. Tudo isso pela graça de Deus. Mesmo que a graça de Deus sempre existiu, nem sempre foi
revelada na sua glória. No Velho Testamento, a graça de Deus foi manifesta por enigmas, símbolos, cerimônias e profecias
(Hb 1.1, “Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos
nestes últimos dias pelo Filho”; 10.1, “Porque tendo a lei a sombra dos bens futuros, e não a imagem exata das coisas,
nunca, pelos mesmos sacrifícios que continuamente se oferecem cada ano, pode aperfeiçoar os que a eles se chegam”). Por
que Deus fez exatamente assim não é para nos indagar, mas dizer que nenhum homem mereceu tal graça, e que ninguém
buscou tal graça por Jesus ser verdade (Sl 14.2, 3). Se Deus não Se revelasse pelo Filho, ninguém teria a salvação. Mas,
verdadeiramente, desde o começo do mundo, Deus tem pregado a salvação que agrada a Ele. Essa mensagem diz: o
pecador arrependido confiando pela fé no Seu Filho Jesus Cristo, tem salvação eterna. As manifestações da Sua graça são
tão evidentes quanto à presença do pecado no homem. Logo que o homem pecou, Deus manifesta a Sua graça pela
promessa do Salvador, vindo da semente da mulher (Gn 3.15). Depois da profecia de Cristo em Gn 3.15, veio o exemplo em
símbolo da graça de Deus. Percebe-se esta graça quando Deus vestiu os culpados pelo sacrifício do inocente (Gn 3.22). Na
primeira geração do homem na terra, Caim, que mereceu a morte por matar o seu irmão, pela graça de Deus foi lhe dado
uma marca para não ser morto pelos homens (Gn 4.15). Depois destas manifestações da graça de Deus vieram muitas
outras. Poderíamos falar do tempo de Noé em que todos os homens seguiram a imaginação dos pensamentos dos seus
corações maus. Mas no meio de toda esta impiedade, a graça de Deus se manifesta em que “Noé achou graça aos olhos do
Senhor” (Gn 6.5-8). A arca de Noé manifestava a justiça de Deus como também a Sua maravilhosa graça. Na escolha de
Abrão se percebe a graça de Deus. Por Deus olhar a todas as nações, nenhuma justa (Sl 14.2, 3), mas escolheu um homem,
e este idólatra (Js 24.15, “aos deuses a quem serviram vossos pais”; Is 51.1), desejando fazer dele uma nação elegida,
predileta, e recebedora de uma aliança eterna de amor, a graça de Deus revela a Sua maravilhosa graça. O Tabernáculo
também manifesta gloriosamente a graça de Deus. Deus, por ser onisciente, conhecia os pecados grandes e imundos deste
povo que Ele tinha escolhido em Abraão. Ele soube que o Seu povo escolhido O rejeitaria, O substituindo por um bezerro
de ouro. Ele soube que o Seu povo, a quem tiraria de grande mão do Egito, murmurariam contra Ele e contra o homem
que Ele colocou para os lidarem à terra prometida. Ele soube que o braço direito de Moisés, Arão, junto com a sua irmã
Miriã, levantariam contra o líder Moisés (Nu 12.1-16). Ele soube que a multidão do Seu povo faltaria fé (Nu 13.27-14.10, 20
-24). Ele soube da desobediência de Moisés (Nu 20.7-13). Mas mesmo assim, quis habitar “no meio deles” (Ex 25.8). Essa
é uma manifestação inexplicável da graça de Deus. A ordem da construção do tabernáculo revela a graça de Deus. Por
revelar Deus essa construção tem o nome “tenda do testemunho” (Nu 9.15). Testemunhar de quê? Para testemunhar o que
Deus tem testemunhado desde o princípio, ou seja, a graça de Deus para com os pecadores por Seu filho Jesus Cristo.
Existem dois relatórios da construção do tabernáculo (Ex 25 - 30; 36 - 39). O primeiro relatório Deus vem ao Seu povo, ou
seja, a graça de Deus em Si compadecer o Seu povo e declara o meio pelo qual os pecadores podem aproximar-se a Deus. O
segundo relatório o tabernáculo apresenta a adoração do pecador remido a Deus por Cristo por causa da graça. No
primeiro relatório se vê a graça soberana de Deus para com o pecador. A graça é notada no começo da explicação da
construção do tabernáculo com o lugar santíssimo e a suas duas peças: a arca da aliança e o propiciatório de ouro. Este
lugar manifesta a glória do Senhor e a beleza da Sua graça. Pela graça Ele pensa no homem (Sl 8.4). Pela graça Ele ama os
Seus (Jr 31.3; Rm 8.35-39). Pela graça Deus escolhe Israel ser Seu povo (Dt 7.7, 8). Pela graça, Deus decretou que por
Jesus salvaria todos que se arrependem e crê nEle pela fé. A eternidade desta graça se vê pois Jesus é verdadeiramente o
Cordeiro de Deus “morto desde a fundação do mundo” (Ap 13.8) O Deus santíssimo habitando entre o povo por Seu filho
Jesus manifesta a Sua graça de maneira formosa. A graça soberana se vê no lugar santo e na suas três peças de móveis
também. Nelas se vê a glória de Jesus, nas suas várias obras e atributos (luz, pão, oração e acompanhamento do Espírito
Santo). O lugar santo prega de Cristo O único mediador entre o pecador e o Deus. No pátio com as suas duas peças de
móveis se vê a graça de Deus. A lavagem dos nossos pecados é feita pelo sangue de Jesus e pelo sacrifício feito por Ele no
lugar do pecador. Nisso se aprenda da maravilhosa graça de Deus para com o pecador que se arrepende e crê nEle. O
tabernáculo está fechado pela cerca das cortinas de linho fino torcido. A beleza e glória de Deus por dentro. O pecador
posto fora. A graça de Deus se apresenta pelo fato de existir uma porta. Essa porta prega a mediação de Cristo e o Seu
sacrifício no lugar de pecadores arrependidos, separados do povo. Cristo é essa porta. Nessas maneiras entendem-se a
graça de Deus. Deus provém tudo o que é necessário para Ele habitar com Seu povo. Que manifestação, mesmo em
símbolos, da inefável graça de Deus! No segundo relatório da construção do tabernáculo é descrito como o povo percebe
Deus. A primeira parte do tabernáculo mencionada nesse segundo relatório são as cobertas e cortinas do tabernáculo.
Nisso se manifesta que o povo não vê em Deus nada formoso. Mas, com a obra da graça nos corações do Seu povo, Cristo é
confiado como o Mediador suficiente e Deus é tido como precioso em justiça e santidade. Que diferença a graça de Deus
traz a um povo na sua relação com O Divino! A segunda peça relatada nesse relatório é a arca da aliança onde Deus se
habita na Sua terrível glória. A coluna de fogo de noite e a nuvem de dia manifestam ao povo que há um Deus vivo e santo,
um Deus verdadeiro e justo, um fogo consumidor. Manifesta-se a verdade que se o homem espera chegar a este Deus
santo e justo vai ser pela porta e não sem animal apropriado para ser o sacrifício de um inocente no lugar do culpado. A
necessidade de um mediador, alguém que obedeceu tudo no nosso lugar é necessário. Cristo é visto como este sacrifício
(Jo 1.29). Cristo é apontado O único mediador entre um povo arrependido e um Deus glorioso (I Tm 20.5, 6). Este
Mediador divino-humano, só pela graça de Deus pois Deus não tinha a obrigação de ser compassivo com os rebeldes e
inimigos dEle. Mas, em graça, deu o Seu Unigênito para que todos e quaisquer que se arrependam e confiem nEle, tenham
a vida eterna (Jo 3.16). Que maravilhosa graça! Hoje sabemos que as figuras do Velho Testamento se apontavam a Jesus.
Jesus Cristo é o justo que padeceu uma vez pelos pecados, o Justo pelos injustos. Pelo sacrifício de Cristo, os pecadores
arrependidos são levados a Deus (I Pedro 3.18). Cristo é o único mediador declarado abertamente entre o homem e Deus
(I Tm 2.5,6). O tabernáculo ocultava a declaração aberta da graça de Deus. Hoje essa mensagem da graça de Deus em
Cristo não é oculta. Deus anuncia a todos os homens que se arrependam (At 17.30). Aquele que se arrepende é apontado a
Jesus para ser salvo. O tabernáculo revela a graça de Deus pois aponta a Cristo por Quem Deus habita com Seu povo. A
mensagem do evangelho é: por Cristo Deus habita no pecador arrependido ainda hoje. A mensagem da graça inexprimível
tem sentido para você?
Autor: Pr Calvin Gardner
Ortografia e correção grammatical: Brenda Lia de Miranda 04/2007
Fonte: www.PalavraPrudente.com.br
http://www.palavraprudente.com.br/estudos/calvin_d/tabernaculo/cap01.html
CAP 2 - O TABERNÁCULO
COMO O TABERNÁCULO REVELA CRISTO
“E ME FARÃO UM SANTUÁRIO, E HABITAREI NO MEIO DELES”, EX 25.8
É útil estudar sobre o tabernáculo por que não apenas o Novo Testamento ensina-nos de Cristo mas o Velho Testamento
também (Salmos 40.7, “Sacrifício e oferta não quiseste; os meus ouvidos abriste; holocausto e expiação pelo pecado não
reclamaste. Então disse: Eis aqui venho; no rolo do livro de mim está escrito.”; Hebreus 10.7; Lucas 24.27, “E, começando
por Moisés, e por todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras”, 44, “E disse-lhes: São
estas as palavras que vos disse estando ainda convosco: Que convinha que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito
na lei de Moisés, e nos profetas e nos Salmos.”). Por isso convém estudar o que diz a Bíblia sobre o tabernáculo pois o
tabernáculo simboliza muito Cristo.
1. O tabernáculo foi temporário – Uma tenda móvel, mudada de lugar em lugar, por um período de 35 anos no
deserto durante a peregrinação no deserto e mais uns 450-550 anos na terra prometida até que Davi desejou construir o
templo permanente (Gill, II Samuel 7.6). O curto tempo que o tabernáculo foi levado no deserto pode representar a curta
vida de Cristo enquanto Ele andava e ministrava na carne nessa terra. A Sua estadia foi temporária e de pouca duração
(Lucas 3.23; John 14.1-3), mas o Seu reino literal será permanente (I Tessalonicenses 4.17; Apocalipse 22.5,11). O fato que
o tabernáculo foi temporário pode representar o andar do Cristão também. O tempo do Cristão nessa vida, neste templo
da carne, é temporária e de pouca duração (I Tessalonicenses 4.17; Salmos 90.9,10,12). Convém que os que têm a
esperança de deixar esse tabernáculo da carne para ser como Cristo, vivam seus dias aqui na santificação (I João 3.1-3),
conformando-se à imagem de Cristo (Colossenses 3.10). Essa conformação à imagem de Cristo é feita pela Palavra de Deus
(João 17.17; 15.3). Você está investindo seu tempo, talento, e bens naquilo que é temporário ou naquilo que é eterno?
Mateus 6.19,20.
2. O tabernáculo não foi bonito pelo mundo à fora. Para os que olharam ao tabernáculo do lado de fora não viam
nenhuma beleza que os atraíram à ele. A sua beleza era no interior dele. Pêlos de cabra, peles de carneiro tintas de
vermelho, e peles de texugo (Êxodo 26.7,14) cobriam o tabernáculo e não eram especialmente bonitas. Jesus, durante a
Sua encarnação nessa terra, também não tinha, no exterior, beleza ou uma forma vistosa (Isaías 53.2). Sua beleza e valor
veio de dentro dEle (amor puro, obediência completa ao Pai, perdão eterno, precioso sangue redentor, graça e glória, II
Pedro 1.19; João 1.14; I Timóteo 3.16). Aos que conhecem Cristo intimamente pela fé, Ele é precioso mas para os que não O
conhecem pela fé, Ele é um absurdo, louco, e pedra de tropeço (Marcos 6.1-3; I Pedro 2.7). Como é Cristo visto por você?
Como o tabernáculo e como Cristo, os cristãos fazem bem não dar prioridade ao que é somente valoroso diante do mundo
(I João 2.15,16). Contrariamente devemos buscar a virtude, a discrição, e a sabedoria que são mais valorosos do que
qualquer outro bem no mundo (Salmos 147.10,11; Jeremias 9.24; Provérbios 1.4; 8.11; 11.22; I Pedro 3.1-8). Como você é
visto pelo mundo? Por Deus? Você é igual a eles? Ou diferente?
3. O tabernáculo estava no centro do acampamento das tribos de Israel (Números 2.2). No dia em que
mudaram de lugar, o tabernáculo ficava no meio dos exércitos (Números 2.17). Dessa maneira era ensinada a verdade que
Deus andava no meio do Seu povo para os proteger e para entregar os inimigos às mãos do Seu povo (Deuteronômio
23.14). Cristo é representado aqui pois foi profetizado que ao Cristo o povo de Deus se congregarão (Gênesis 49.10). Isso
se realizará permanentemente no Seu Reino literal mas, numa maneira Cristo encontra com Seu povo hoje na igreja.
Quando o Seu povo se ajunta para O adorar em espírito e em verdade, aí Ele está no meio deles como Ele não está com eles
em outras horas (Mateus 18.20; 28.20; João 20.19,26; Apocalipse 1.13). Quando o povo de Deus O serve com temor e
amor, eles terão o Seu cuidado especial. Contra as igrejas verdadeiras as portas do inferno não podem prevalecer (Mateus
16.18). Como Deus cuidava do Seu povo quando o tabernáculo estava no centro da congregação, Ele supre todas as coisas
daqueles que têm Ele no centro das suas vidas (Salmos 34.10; 37.3; Mateus 5.6; 6.33; Provérbios 2.1-9; 3.9,10). Na sua
lista de preferências, onde está Cristo e o Seu ajuntamento?
4. No tabernáculo a lei foi guardada na Arca da Aliança (Deuteronômio 10.1-5). O benefício da Lei de Moisés,
que é santa, justa e boa (Romanos 7.12), é entendido quando sabemos que ela revela abertamente como o homem é visto
por Deus (Salmos 14.2,3). O pecado é iniqüidade (transgressão de uma lei – I João 3.4; 5.17), e a Lei revela o triste fato que
todo homem é pecador (Romanos 5.12). Todavia, o pecado no homem cegou o seu entendimento da gravidade da sua
condição (I Coríntios 2.14; II Coríntios 4.3,4). Veio a Lei para que o pecado se fizesse excessivamente maligno (Romanos
7.13). Moises levou tábuas de pedra para Deus escrever a Sua Lei. Foi escrito em pedra para mostrar que o coração do
pecador é duro como pedra. Também, a Lei foi escrita em pedra para mostrar que os requerimentos de Deus são
imutáveis. Pela Lei o homem entende que Deus é santo e o pecador é separado de tal Deus pelo seu pecado (Romanos 7.9).
Mas, pela graça de Deus, Cristo Jesus, o Filho de Deus, veio como homem, mas sem pecado, com a Lei dentro do Seu
coração (Salmos 40.8). Este agradou Deus em tudo, e deu a Sua vida perfeita, santa e justa em resgate por todo homem
que se arrepende dos seus pecados e crê pela fé nEle (Marcos 10.45; João 3.16). Sim, a vida do Justo é dada pelo injusto
para que o injusto arrependido, pela obediência perfeita do Justo, tenha a perfeita justiça de Deus (II Coríntios 5.18-21). O
pecador que se arrepende e crê em Cristo Jesus é feito um homem novo para servir Deus com a sua vida enquanto Deus o
dá vida na terra (Romanos 6.8-13). Pecador, se arrependa já e creia em Cristo, o único Salvador! A Lei foi guardada por
Cristo, e a Sua vida santa foi dada como sacrifício aceitável a Deus para todos os pecadores que se arrependam e crêem
nEle! A Lei é posta debaixo do propiciatório da Arca da Aliança, como o sangue precioso da vida de Jesus Cristo, que tem a
Lei dentro do Seu coração, cobre tudo que a Lei aponta contra o pecador, o resgatado e apresentá-lo a Deus santo e justo (I
Pedro 1.18-23; 3.18). Porém, o novo Cristão logo vê que ele ainda peca (Romanos 7.18-23). O novo Cristão quer saber se
estes pecados também foram pagos por Cristo. Que consolo tem o cristão quando contempla tão grande salvação que ele
tem em Cristo! Como a Lei de Moisés foi guardada na arca da aliança, qual representa o trono de Deus entre os homens, a
Lei foi dentro do coração do eterno Cristo quando Ele foi dado em sacrifício de muitos e continua aí no coração do
Salvador com Ele diante do trono de Deus intercedendo e mediando eternamente pelos Seus (Romanos 8.34; I Timóteo
2.5,6). Por Cristo ser Deus, e por Ele guardar eternamente a Lei de Deus no Seu coração, o homem pecador, que tem
Cristo como seu salvador, é eternamente salvo da condenação. Que salvação gloriosa tem o pecador que se arrepende e crê
pela fé em Cristo Jesus! Verifique que a esperança da sua salvação não depende dum homem, apóstolo, oração, batismo,
obra, religião ou de caridade, etc. mas somente nAquele que sempre guarda a Lei no Seu coração eternamente diante do
trono de Deus, o Jesus Cristo. Autor: Pr Calvin Gardner Ortografia e correção grammatical: Brenda Lia de Miranda 04/2007 Fonte:
www.PalavraPrudente.com.br http://www.palavraprudente.com.br/estudos/calvin_d/tabernaculo/cap02.html
CAP 3 - O TABERNÁCULO - O TABERNÁCULO E A SOBERANIA DE DEUS
“E ME FARÃO UM SANTUÁRIO, E HABITAREI NO MEIO DELES”, EX 25.8
Para descrever a obra da criação, Deus nos deu dois capítulos de Gênesis. Para descrever o modelo exato como Deus
desejava o tabernáculo, usou dez capítulos de Êxodo! No Novo Testamento há capítulos inteiros também que tratam do
tabernáculo (Hebreus 9 e 10). Pelo grande volume de instruções dadas sobre o tabernáculo e pelo uso repetitivo da
linguagem do tabernáculo pela Bíblia faz que o estudante sério da Palavra de Deus seja atencioso a tudo o que as
Escrituras ensinam sobre o tabernáculo.
Soberano - [Do lat. vulg. superanu, 'que está de cima'.] Adj., 1. Que detém poder ou autoridade suprema, sem restrição
nem neutralização: 2. Dominador, poderoso: 3. Fig. Supremo, absoluto: 4. Fig. Excelente, magnífico: 5. Fig. Altivo,
arrogante: 6. Fig. Eficiente, eficaz; poderoso: (Dicionário Eletrônico Aurélio, Ver. 3, Nov. 1999). Deus é soberano sobre a
natureza. Cada um dos reinos da natureza foi usado na construção do tabernáculo (Êxodo 25.3-7). Pode entender que esse
fato revela a soberania de Deus que é exercitada sobre tudo (Daniel 4.34, 35). O reino mineral supriu o ouro, prata e cobre
para os móveis como também supriu as pedras preciosas para as vestes do sacerdote (v. 3 e 7; Ageu 2.8). O reino vegetal
contribuiu a madeira de acácia para os móveis e para as colunas (v. 5), o linho fino para as cortinas e vestes dos sacerdotes,
o óleo e as especiarias para o óleo da unção e para o incenso (v. 4,6; I Crônicas 29.16). O reino animal deu as peles para a
cobertura do tabernáculo, a matéria prima para as cortinas e também supriu as muitas ofertas para as ofertas contínuas
(v. 5; Salmos 50.10). Deus é soberano sobre a alma do homem (Ezequiel 18.4). Todos os sacrifícios no tabernáculo
apontavam a Cristo, “O Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo” (Apocalipse 13.8). Como o tabernáculo foi
revelado à Moisés, antes que o tabernáculo fosse construído (“assim mesmo o fareis”, Êxodo 25.9), assim as profecias e os
símbolos de Cristo foram dados antes que Ele veio tomar carne. Se, na mente de Deus, Cristo foi crucificado desde a
fundação do mundo, é claro que tudo aquilo que veio depois da criação do mundo que tipificava ou simbolizava Cristo, foi
planejado na eternidade passada também. Isso incluirá o tabernáculo. Então, o tabernáculo manifesta o decreto eterno do
Soberano e Eterno Deus. Estudar o tabernáculo é estudar a mente eterna e soberana de Deus. Não podemos conhecer tudo
de Deus (Jó 11.7), mas este tanto Ele tem revelado, e o que Ele revelou, é para nós (Deuteronômio 29.29). Por Deus não
mudar, de eternidade foi o decreto que Cristo viria ao mundo, ser moído por Deus, para ser o único sacrifício que
agradaria o Santo Deus no lugar do pecador arrependido que crê pela fé nEle (Isaías 53.4-6,10,11). O decreto eterno inclui
a queda do homem no pecado e a única maneira de salvar o Seu povo da perdição do pecado. Devemos entender que o
decreto eterno não causou o homem pecar, mas incluiu esse ato e a subseqüente salvação do pecador. A queda do homem
no pecado manifesta a necessidade da redenção que Deus, pela Sua graça, já desde a eternidade, programava pelo
sacrifício do Cordeiro no lugar do pecador arrependido. Como sabemos, na plenitude do tempo (Gálatas 4.4), Cristo veio
para redimir os homens que o Pai tinha dado a Ele (João 6.37, 39, 40; II Tessalonicenses 2.13,14). E sabemos que Deus Se
agradou no sacrifício do Seu Filho e salva todos que venham a crer nEle. Se você ainda não conhece Cristo como seu
Senhor e Salvador, saiba que a sua responsabilidade é de se arrepender e crer neste Cordeiro que Deus tem dado desde a
eternidade passada.
Deus é soberano sobre a capacidade do homem. Deus usa meios para que o Seu eterno decreto venha a ser feito como Ele,
o Soberano, o decretou. Quando veio o tempo de construir o tabernáculo, Deus, através do Seu Espírito Santo, chamou e
capacitou certos homens para a obra. O Espírito Santo encheu esses homens com a capacidade de criar invenções, para
trabalhar em ouro, e em prata, e em cobre, e em lapidar de pedras, e em entalhar madeira, e para trabalhar em toda a obra
esmerada (Êxodo 35.30-35). Isso nos ensina que Deus, pela obra do Seu Espírito Santo, na Palavra de Deus, chama e
capacita os Seus a virem a Ele por Cristo e a viverem para a Sua glória (Filipenses 1.6; Efésios 1.11; I João 3.2,3). Alguns
são chamados e capacitados para serem pastores, outros para serem evangelistas e outros doutores, tudo para o
aperfeiçoamento dos santos (Efésios 4.11,12). Cada santo tem uma capacidade para oferecer sacrifícios espirituais
agradáveis a Deus por Cristo pois cada santo é uma construção espiritual de Deus (I Pedro 2.5). Se você é um destes santos
já, saiba que essa realidade da graça de Deus que veio a ser consumada em tempo na sua vida foi programada na
eternidade passada (Isaías 46.10; Atos 15.18). Se você se vê um pecador e se tiver desejo a vir a Cristo venha a Cristo o
Salvador. Se tiver desejo de ministrar a Palavra de Deus publicamente no ministério, prepare-se para tal obra e faça já
aquilo que pode e está ao seu alcance. http://www.palavraprudente.com.br/estudos/calvin_d/tabernaculo/cap03.html
CAP 4 - O TABERNÁCULO
O SUPRIMENTO DAS NECESSIDADES PARA A CONSTRUÇÃO DO TABERNÁCULO
“E ME FARÃO UM SANTUÁRIO, E HABITAREI NO MEIO DELES”, EX 25.8
É útil estudar sobre o tabernáculo pois conhecendo TODAS as Escrituras o homem pode melhorar a sua capacidade de
saber manejar as Escrituras a ponto de ter a aprovação de Deus e não ter do que se envergonhar (II Timóteo 2.15, “Procura
apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.”)
Por isso convém estudar o que diz a Bíblia do tabernáculo. Deus providenciou entre o Seu Povo tudo que foi necessário
para a construção do tabernáculo (“Fala aos filhos de Israel, que me tragam uma oferta alçada”, Êxodo 25.2). A construção
do tabernáculo foi possibilitada pelas ofertas voluntárias do Seu povo. A obra de Deus avança somente pela benção de
Deus sobre as obras de obediência do Seu povo. Se o povo de Deus não prega a Palavra de Deus não verá o fruto da
salvação das almas perdidas sendo trazidas à Luz(Romanos 9.10-15); se o povo de Deus não morre à carne, não será
abençoado com a transformação na imagem de Cristo; se o povo e Deus não contribuem à obra de Deus não terá
mantimento na Sua casa (Malaquias 3.10) nem seria construído este lugar onde Deus desejava encontrar com o Seu povo.
O povo de Deus não pode esperar as bênçãos de Deus nas suas vidas, lares ou igreja se não está empenhado na plena
obediência à vontade de Deus. O tabernáculo somente será uma realidade se o povo de Deus desse ofertas alçadas a Deus
voluntariamente em obediência e amor. Como vai a sua obediência? Assim vai a obra de Deus. Milagrosamente, os
Egípcios, como se fosse todo o salário de 430 anos de escravidão, deram ao povo de Deus jóias de ouro, e jóias de prata, e
roupas (Êxodo 12.35,36). Dessas riquezas, o povo deu voluntariamente para a construção do tabernáculo (Êxodo 35.4-9).
O peso total das ofertas de ouro, de prata e de cobre foi 1¼ toneladas de ouro (valendo no mínimo R$2.322.000,00); 4¼
toneladas de prata (valendo no mínimo R$516.000,00) e mais de 4 toneladas de cobre. As muitas peles, panos e a madeira
de acácia, não esquecendo das pedras preciosas para o tabernáculo valeram quase dois milhões de reais. Somando tudo,
no tabernáculo haveria um valor de quase cinco milhões de reais (2005). Esses valores apontam para à alta estimação que
o Pai tem do Seu Filho. O Pai possuiu o Seu precioso Filho no princípio de Seus caminhos e desde a eternidade e antes do
começo da terra O ungiu. Cristo era cada dia as delícias do Pai e alegrou-Se perante o Pai em todo o tempo (Provérbios.
8.22-30). Cristo é O Filho unigênito do Pai cheio de graça e de verdade (João 1.14) por Quem o Pai se glorificava
continuamente (João 12.28). Em Cristo o Pai escondeu todos os tesouros da sabedoria e da ciência (Colossenses 2.3). A
medida da glória que Cristo tem diante do Pai é verificada pela honra que Ele tem O dado. O Pai exaltou o Filho
soberanamente para que ao Filho se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra e deu-O a
posição honrosa de ser O único caminho pelo qual o pecador arrependido fosse ao Pai (Filipenses 2.9-11; João 14.6). O
valor do tabernáculo aponta à alta estimação que o Pai tem para Seu Filho. E esse Filho exaltado, honrado e estimado foi
dado como oferta alçada e sanguinária voluntariamente pelo Pai no altar da cruz para que os pecadores arrependidos e
com fé nEle pudessem ser salvos, dados uma nova natureza (II Coríntios 5.21). Pecadores arrependidos, confie neste Filho
glorioso do Pai para ser trazido a Deus (I Pedro 3.18). Esses valores também apontam à alta estimação do povo para com o
seu Deus. Quando o cristão tem recordação da grandeza da sua salvação em Cristo é fácil ser generoso para com a obra de
Deus nesta terra (Daniel 11.32. “o povo que conhece seu Deus se tornará forte e fará proezas”; Salmos 9.10; 59.9, “Por
causa da Sua força eu te aguardarei; pois Deus é a minha alta defesa.”). Pela igreja, Deus opera no mundo hoje (Mateus 19,
“E eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra
será desligado nos céus.”) Se vamos servir Deus com a mesma estimação do povo no Velho Testamento, é necessário que
sejamos fiéis com as nossas presenças nos cultos regulares da igreja (Hebreus 10.23-27), participantes alegres com as
finanças dela (II Crônicas 31.4-10; I Coríntios 9.7-14; II Coríntios 9.6-11) e reverentemente obediente à vontade de Deus
em tudo. Será que devem ser menos generosos os que conhecem a graça de Deus para a salvação do que aqueles que
serviram a Deus pelos símbolos e enigmas de Jesus Cristo e eram sob a lei? Nós, que conhecemos melhor as coisas
(Hebreus 11.39,40) e temos a presença do Espírito Santo com vida e poder (Atos 2.14-21), devemos fazer muito mais além
daqueles que O conheceram somente pelos símbolos e tiveram a manifestação limitada do Espírito Santo. Quando o
Cristão focaliza o seu amor nas coisas desta vida, contribuições para a obra de Deus nesta terra tornam-se difícil. Para ser
vitorioso com seu coração no lugar correto para com a obra de Deus, coloque o seu tesouro na obra (Mateus 6.21, “Porque
onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração”; I João 5.3). No caso do tabernáculo, o povo de Deus,
voluntariamente, trouxeram as suas ofertas ao ponto que era “muito mais do que basta” (Êxodo 36.3-7). A sua
generosidade coloca o seu coração no quê? “Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a Sua justiça, e todas estas coisas vos
serão acrescentadas” (Mateus 6.33). Fonte: www.PalavraPrudente.com.br
http://www.palavraprudente.com.br/estudos/calvin_d/tabernaculo/cap04.html
CAP 5 - O TABERNÁCULO - O TABERNÁCULO E DEUS PAI
EX 25.5 - É útil estudar sobre o tabernáculo por que TODAS as Escrituras são proveitosas para ensinar, redargüir,
corrigir e instruir em justiça. Pelo estudo de todas as Escrituras o homem de Deus é feito maduro e perfeitamente
instruído para toda a boa obra (II Timóteo 3.16,17, “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar,
para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído
para toda a boa obra.”). Por isso convém estudar o que diz a Bíblia do tabernáculo. Depois de Deus dar a Moisés os dez
Mandamentos, Deus deu a Moisés o modelo para a construção do tabernáculo e as instruções do uso dele. Há importante
razão dessa ordem de eventos. Pelo pecado do primeiro homem, toda a humanidade passou a ser pecadores (Romanos
5.12). Para convencer o homem do seu pecado, a Lei foi dada. Contudo, Deus continua santo. A santidade e o pecado não
mesclam. Não há trevas nenhuma em Deus e Seus olhos não podem ver o mal (I João 1.5; Habacuque 1.13). Como então
pode o Deus Santo habitar entre um povo pecaminoso sem a justiça desse Deus imediatamente reprovar e consumir o
pecador na sua Santa ira? O tabernáculo responde à essa pergunta: Deus Pai pode habitar entre o Seu povo se tiver um
Mediador adequado e um Sacrifício aceitável entre Ele e o Seu povo. A Lei de Moisés revela ao homem o grau deplorável e
maligno do seu pecado e o tabernáculo ensina do Sacrifício aceitável para todos os pecados que são revelados pela lei
(Romanos 7.12, 13; Gálatas 3.24). Primeiro veio a lei para convencer do pecado. Depois veio a única maneira pela qual o
Pai Santo e Justo pode habitar entre os pecadores, ou seja, por Jesus Cristo (Êxodo 25.8; João 1.14).
CAP 6 - O TABERNÁCULO - O TABERNÁCULO E DEUS FILHO, JESUS CRISTO
JO 1.14 - É útil estudar sobre o tabernáculo pois conhecendo TODAS as Escrituras o homem pode melhorar a sua
capacidade de saber manejar as Escrituras a ponto de ter a aprovação de Deus e não ter do que se envergonhar (II Timóteo
2.15, “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a
palavra da verdade.”) Por isso convém estudar o que diz a Bíblia do tabernáculo. Cristo é a chave principal do
entendimento do tabernáculo. Cada parte do tabernáculo, nas suas cerimônias, sacrifícios e ofertas, instrumentos, móveis,
cortinas, coberturas, sacerdotes, etc. apontam aos atributos e às obras de Cristo, especialmente a da Sua redenção pela
qual qualquer pecador arrependido pode ser levado a Deus. João 1.14, “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos
a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.” A palavra “habitar” no grego significa: fixar a
tenda, morar numa tenda ou tabernáculo (#4637, Strong’s). Deus veio na carne por Cristo para ‘tabernacular’ com os
cristãos do primeiro século, para cumprir muito das figuras e profecias sobre Aquele que viria ser o Cordeiro de Deus para
levar os Seus a Deus (João 1.29; I Pedro 3.18). Espiritualmente, Ele ainda está ‘tabernaculando’ conosco (Mateus 28.20).
Num dia glorioso, depois da segunda vinda de Cristo, a santa cidade, a nova Jerusalém, descerá do céu para Deus estar
com Seu Povo eternamente (Apocalipse 21.1-3, “E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus
com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles, e será o seu Deus”).
Antes de Deus vir estar com Seu povo pela vida e sacrifício literal de Jesus Cristo, Deus veio habitar no meio do Seu Povo
pelo tabernáculo (Êxodo 25.8; Salmos 80.1). Deus sempre habita no meio dos pecadores através do sacrifício e mediação
do Seu Filho. No Velho Testamento essa habitação de Deus entre Seu Povo foi pelo tabernáculo. Cristo é claramente
apresentado no Velho Testamento nas muitas profecias, enigmas e figuras (Hebreus 1.1; I Pedro 1.10-12). Pelo tabernáculo
são figurados gloriosamente os atributos divinos e humanos de Cristo e o propósito de Cristo vir ao mundo ser O sacrifício
definitivo e O sacerdote eterno para que Deus pudesse habitar entre Seu Povo (Êxodo 25.8). Se não aprendamos que
Cristo é o único meio a ter acesso a Deus pelo estudo do tabernáculo (ou qualquer outra parte da Palavra de Deus) pode
ser dito que aquele tempo de estudo foi em vão. Para remir o tempo convém procurar Cristo desde o princípio do livro. Se
já conhece Cristo pessoalmente, o estudo do tabernáculo vai enriquecer o seu relacionamento com Deus por Cristo. Se não
conhece Cristo como Salvador, peça a Deus que pelo estudo da Palavra de Deus o Espírito Santo o convença da Verdade de
Deus em Cristo. Fonte: www.PalavraPrudente.com.br
CAP 7 - O TABERNÁCULO - O TABERNÁCULO E DEUS ESPÍRITO SANTO
JO 16.13,14 - É útil estudar sobre o tabernáculo para aprender mais da nossa Salvação por Cristo. A lei (o Pentateuco)
tem “a sombra dos bens futuros” (a Pessoa e Obra de Cristo) e conhecendo essas sombras perceberemos melhor o Real
(Hebreus 10.1). Por isso convém estudar o que diz a Bíblia do tabernáculo. A habitação de Deus entre o Seu povo pela
pessoa e obra de Cristo não seria conhecida e aproveitada por ninguém se não fosse a presença da pessoa e a obra do
Espírito Santo. O homem naturalmente é espiritualmente morto não podendo, portanto, discernir qualquer verdade que
tenha significado espiritual (I Coríntios 2.14). O homem natural anda em trevas tendo o seu entendimento cegado pelo
deus deste século para que nele, o incrédulo, não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de
Deus (II Coríntios 4.4). O convencimento do pecado, e da justiça e do juízo no coração do pecador é pela obra do Espírito
Santo (João 16.8). Se Deus for habitar entre os pecadores e se Cristo for glorificado entre os homens pecadores, o Espírito
Santo tem que fazer a Sua obra santa e preciosa (João 16.13, 14). Se o tabernáculo é um símbolo da habitação de Deus
entre o Seu povo, e essa pela mediação e sacrifício aceitável de Jesus Cristo, então o símbolo da obra do Espírito Santo
glorificando Cristo será incluído no tabernáculo de uma forma ou de outra. A obra do Espírito Santo nessa maravilhosa
obra da iluminação da verdade nos entendimentos cegados e a realização da salvação e habitação de Deus entre o Seu
povo é simbolizada pelas sete lâmpadas do candelabro (Êxodo 25.31-40). O candelabro no tabernáculo é uma figura de
Cristo como a luz do mundo (João 8.12; 9.5), mas o azeite nas lâmpadas faz manifestar essa Luz ao mundo. Como as
lâmpadas manifestam a luz do candelabro, assim o Espírito Santo manifesta a obra de Cristo. É razoável que o Espírito
Santo seria simbolizado no tabernáculo pois Ele é ativo em revelar Cristo ao mundo. Pelo Espírito Santo, Cristo foi
profetizado (Isaías 42.1-4; Mateus 12.18-21), pelo Espírito Cristo foi concebido no ventre da Maria (Mateus 1.20; Lucas
1.35), e no seu batismo por João o Espírito Santo foi visivelmente presente (Mateus 3.16; Lucas 4.1, 14; João 1.32, 33). Pelo
Espírito Santo, Cristo manifestou-se divino (Mateus 12.28), foi crucificado (Hebreus 9.14) e foi ressuscitado (I Pedro 3.18;
Romanos 8.11). Cristo verdadeiramente foi manifestado no mundo pelo Espírito Santo (I Timóteo 3.16) e tudo disso é
figurado pelo azeite nas lâmpadas do candelabro no tabernáculo. É razoável que o Espírito Santo seria simbolizado no
tabernáculo pois Ele é ativo em revelar Cristo a nós. Pelo Espírito Santo, Cristo é aplicado a nós na salvação (João 3.8;
16.8-11; II Tessalonicenses 2.13). Sem a obra do Espírito Santo A Luz do Mundo nunca seria iluminada em nossos
corações. Pelo Espírito Santo, Cristo é aplicado à nossa vida, na nossa santificação (Romanos 8.4, 14; I Coríntios 6.11; II
Coríntios 3.18; I Pedro 1.2,22). Pelo Espírito Santo temos um culto útil ao Senhor (I Coríntios 12.11) e a segurança que
somos de Deus por Cristo (I João 3.24). Sem a obra do Espírito Santo, Cristo não seria revelado a nós nem seríamos feitos
à imagem de Cristo para manifestarmos Cristo aos outros. Se deseja ter o seu entendimento iluminado para ser
convencido do pecado, e da justiça e do juízo ao ponto de confiar na verdade de Cristo para a sua salvação, peça a Deus
que Ele envie o Espírito Santo ao seu entendimento cego. De outra maneira andará somente em trevas para a sua perdição
eterna. Se deseja que a sua vida Cristã seja eficaz para a pregação da Verdade, peça a Deus que o Seu Espírito ministre pela
Sua vida a Palavra de Deus.
CAP 8 - O TABERNÁCULO - O TABERNÁCULO E O MEDIADOR
“Na realidade, através do tabernáculo, Deus estava criando uma linguagem e conceitos que nos ajudariam a entender o
evangelho. Ao refletirmos um pouco, nos lembraremos quanta forma de linguagem a respeito de Cristo vem diretamente
do tabernáculo e do sistema que o rodeia.” (Crisp). Essa linguagem inclui “aspersão de sangue”, “expiação”,
“propiciatório”, “arca da aliança”, “véu”, “éfode”, “bode expiatório” e outras palavras. Se não estudássemos o tabernáculo,
seríamos ignorantes de grande parte da linguagem da Bíblia. Pelo tabernáculo representar Deus habitando no meio do Seu
povo (Êxodo 25.8), a obra de Mediador na pessoa de Cristo deve ser abertamente manifesta na Sua obra de salvação. Deus
não pode ajuntar-se com o pecador sem um mediador apropriado (I João 1.5; Habacuque 1.13). Existe o apropriado, O
Mediador Jesus Cristo (I Timóteo 2.5,6; João 3.16). O tabernáculo mostra bem essa verdade. O tabernáculo tinha somente
uma porta (Êxodo 38.13-19). Aquela pessoa que desejava encontrar com a justiça de Deus ou O quis agradar com oferta,
tinha que passar pela única porta. A cerca ao redor do tabernáculo impedia qualquer entrada a não ser pela porta. Não
existia outro meio de chegar à presença da glória de Deus senão por essa única porta. Essa porta era estreita (20 côvados =
pouco mais de 9 metros) mas larga suficiente para todos que quiseram entrar e servir Deus conforme a lei. Não era larga
suficiente para toda e qualquer pessoa trazer tudo que possuía. Somente a pessoa arrependida junto com seu sacrifício
podia entrar. A Bíblia revela vezes múltiplas que a Porta Única pela qual nós entramos na presença de Deus é Cristo Jesus
(João 10.7-9; 14.6; Mateus 7.13,14; Atos 4.12). O pecador que está arrependido do seu pecado e quer ter a justiça de Deus
precisa confiar no sacrifício de Cristo. Não há outra maneira de ser aceita por Deus. Como a porta do pátio do tabernáculo
foi única, e por essa entrava o pecador somente com um sacrifício de sangue, assim são descartadas todas as outras formas
que o homem inventa para entrar no céu; batismo, choro, orações zelosas, caridades, celibatarismo, emocionalismo, auto-
flagelação, doações de propriedades, dízimos e ofertas, etc. Pela fé obediente em Cristo vem a justiça de Deus (Romanos
3.22; II Coríntios 5.21). Você já entrou por essa Única Porta com O Sacrifício que Deus aceita para ser perdoado dos seus
pecados? Se já entrou, avance pela pia de cobre para ser continuamente lavado para servir Deus na santificação. A
mediação está ensinada pela verdade que pela tribo de Judá se entrava no tabernáculo. Foi pelo lado leste, ao oriente, que
a única porta do pátio foi colocada (Êxodo 38.13-15). Nesse mesmo lado, na frente da porta do pátio, a tribo de Judá
armava as suas tendas (Números 2.2,3). Esse fato aponta à verdade que o acesso à salvação feita por Deus viria da
linhagem da tribo de Judá. Este não é nenhum outro a não ser Cristo, que é da tribo de Judá (Mateus 1.1-3; Lucas 3.34) e
cumpre todas as profecias neste respeito (Gênesis 49.8-10). O Cordeiro de Deus, que é o único sacrifício que agrada
completamente o Santo Deus (Isaías 53.10,11), O Único Mediador entre Deus e os homens (I Timóteo 2.5,6), O Sumo e
Grande Sacerdote que ministra por nós diante do trono de Deus (Hebreus 4.14-16) é exclusivamente o Jesus Cristo, da
tribo de Judá. O Buda, o Maomé, o Joseph Smith, o Apóstolo Pedro, o Martinho Lutero, etc., não vêm da tribo de Judá e,
portanto, são líderes presunçosos e falsos. A salvação verdadeira vem exclusivamente de Deus pelo Seu Filho, Jesus Cristo
(Atos 4.12, “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os
homens, pelo qual devamos ser salvos.”) Seja salva hoje pelo arrependimento dos seus pecados indo pela fé a Deus pelo
acesso que Ele ordenou, o Jesus Cristo. Se conhece já a verdadeira salvação, tenha um viver santo como é santo Aquele
que vos chamou à salvação, indo a Deus continuamente por Jesus Cristo.
CAP 9 - O TABERNÁCULO - O TABERNÁCULO E O SACRIFÍCIO DE CRISTO
É útil estudar sobre o tabernáculo por que a nossa fé é alimentada pelo estudo de tudo que foi antes escrito (Romanos
15.4, “Porque tudo o que dantes foi escrito, para nosso ensino foi escrito, para que pela paciência e consolação das
Escrituras tenhamos esperança.”; I Pedro 2.2, “Desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite
racional, não falsificado, para que por ele vades crescendo”; João 5.39, “Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter
nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam;”). Por isso convém estudar o que diz a Bíblia do tabernáculo. O
tabernáculo foi o lugar de sacrifícios. O altar de bronze (ou de cobre) foi o primeiro dos móveis encontrados no pátio do
tabernáculo para aquele que quis aproximar-se a Deus. Neste altar foram sacrificados os animais das ofertas trazidas pelo
povo e os cordeiros que os sacerdotes ofertaram cada manhã e tarde (Êxodo 29.36-43). Estes sacrifícios foram queimados
no altar de bronze e o sangue dos animais sacrificados foi espalhado ao redor dele (Levítico 1.3-5). Esses sacrifícios foram
oferecidos pelo povo tendo fé no Cordeiro de Deus que definitivamente viria um dia, para a expiação definitiva dos seus
pecados. Imagine quanto tempo diário foi ativo este altar! Umas três milhões de pessoas ofertaram os animais para serem
a expiação dos seus pecados constantes. O fogo contínuo do altar manifestava o preço terrível do pecado e lembravam o
povo constantemente da abominação que o pecado é para o Santo Deus. O salário do pecado é a morte (Romanos 6.23). A
necessidade de trazer uma oferta pelos pecados martelava continuamente o quanto pecaminoso é o pecador (Romanos
7.13; Hebreus 9.6-9). O altar e os sacrifícios oferecidos nele verdadeiramente apontaram a Jesus Cristo. Deus tem
estabelecido o fato que sem sangue não há remissão (Gênesis 3.21; 4.3, 4; Hebreus 9.16-22). Hoje, somente com sangue do
Inocente, pode o pecador arrependido chegar ao perdão (Isaías 53.10, 11; 55.6, 7). A cruz no monte Calvário era o altar
sobre qual Jesus Se deu, derramando o Seu sangue para ser a expiação de todos os pecados de todos que crêem nEle
(Efésios 2.12-18). Essa expiação é eterna, tanto de dia quanto de noite eternamente (Hebreus 9.11-15; 10.8-14). Se alguém
hoje deseja aproximar-se de Deus, tem que passar com fé no sacrifício de Jesus Cristo que foi dado no altar da cruz. Cristo
é o Justo dado no lugar dos injustos, para levá-los a Deus (I Pedro 3.18). É o sangue de Cristo que nos resgata da nossa vã
maneira de viver (I Pedro 1.18-23). Para os salvos o altar dos holocaustos significa muito também. Ensina-nos que eles
foram comprados de bom preço e, portanto, devem muito a Cristo. Podem pagar essa dívida pelo sacrifício de si mesmo no
Seu serviço (I Coríntios 6.20; 7.23; Gálatas 2.20). Sem sacrifício diário de si, não há serviço prestado a Deus pois é
necessário levar a sua cruz continuamente para seguir nas pisadas do Salvador (Marcos 8.34-38; I Pedro 2.21-25). Como
veio a sua salvação? Tem o que o sacrifício de Cristo comprou? Pela fé agora já entra na presença do Santo Deus pelo
sacrifício idôneo: o sacrifício de Cristo. Já conhece Cristo? Como vai o sacrifício contínuo de si mesmo para a Sua causa?
“Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-Me” (Marcos 8.34).
CAP 10 - O TABERNÁCULO - O TABERNÁCULO E O SANGUE
É útil estudar sobre o tabernáculo por que TODAS as Escrituras são proveitosas para ensinar, redargüir, corrigir e instruir
em justiça. Pelo estudo de todas as Escrituras o homem de Deus é feito maduro e perfeitamente instruído para toda a boa
obra (II Timóteo 3.16,17, “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para
corrigir, para instruir em justiça; Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa
obra.”). Por isso convém estudar o que diz a Bíblia do tabernáculo. A religião verdadeira é uma religião de derramamento
de sangue precioso. Existem as religiões que tem as suas vestes, cerimônias, tradições, batismos, obrigações financeiras e
obras de caridades para ajudar, completar, selar ou operar a salvação. Como foi manifesto pelas ofertas de Caim e Abel a
religião verdadeira requer sacrifícios sanguinários (Gênesis. 4.3-7). Somente pelo sangue do sacrifício idôneo pode existir
a redenção do pecado e a santificação do Cristão no serviço ao nosso Deus. Que o sangue tem algo de importância para
com Deus é percebido até na proibição de comer sangue (Levítico 3.17; 17.13,14). Pode existir essa proibição pela questão
de higiene, saúde ou mesmo a questão de crueldade, mas pode ser também pela preciosidade que o sangue é para com
Deus. Num Salmo que prediz o Messias é relatado que o sangue dos que necessitam Cristo é precioso (Salmos 72.13,14).
Os salvos são estes mencionados neste Salmo caracterizados em abjeta pobreza e necessidade (Mateus 5.3-6). O sangue
deles é precioso para com Deus como também é precioso o sangue de Cristo que os resgatou desta vã maneira de viver (I
Pedro 1.18-21). Você tem se visto pobre de coração, sem capacidade nenhum para agradar a Deus? Para ser salvo da sua
situação desesperada olhe com fé para o Filho de Deus, a oferta propícia e sanguinária que agrada a Deus completamente
(Isaías 53.10,11). Exemplos do uso do sangue no tabernáculo são no sacrifício pacífico (Levítico 3.1,2; Colossenses 1.20),
no sacrifício para os vários tipos de pecado (pecar por omissão, pecado escandaloso – Levítico 4.1-7; pecado coletivo –
Levítico 4.13-18; pecado de um príncipe – Levítico 4.22-25; pecado em geral – Levítico 4.27-30; 5.1-9). Estudando estes
casos em detalhes perceberá que o perdão do pecado e o sacrifício sanguinário de uma oferta propícia são intimamente
interligados. Mesmo que estamos no tempo moderno e não somos judeus, a remissão dos pecados é a mesma hoje para
nós. A única diferença é que o arrependido deve tomar Cristo Jesus como o Cordeiro de Deus como seu sacrifício propício
pela fé para agradar a Deus (Hebreus 9.22-28; Apocalipse 7.14) e não fazer um sacrifício da sua própria imaginação.. Já
está com seus pecados lavados pelo sangue de Jesus? Os que negam a submeter-se ao sacrifício propício e sanguinário que
Deus requer, será como Caim. não aceito diante de Deus e com o seu pecado sempre diante à sua própria porta apesar da
sua sinceridade e intenção. Já está com seus pecados lavados pelo sangue de Jesus? Os que já estão lavados no sangue de
Cristo são comprados de bom preço (I Coríntios 6.20, Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no
vosso corpo, e no vosso espírito os quais pertencem a Deus.”; 7.23, “Fostes comprados por bom preço; não vos façais
servos dos homens.”).
CAP 11 - O TABERNÁCULO - O TABERNÁCULO E O SAL
É útil estudar sobre o tabernáculo para aprender mais da nossa Salvação por Cristo. A lei (o Pentateuco) tem “a sombra
dos bens futuros” (a Pessoa e Obra de Cristo) e conhecendo essas sombras perceberemos melhor o Real (Hebreus 10.1).
Por isso convém estudar o que diz a Bíblia do tabernáculo. Geralmente não se pensa neste mineral sendo usado no
Tabernáculo, mas sal foi usado tanto que houve uma sala no templo permanente somente para guardar o sal (Gill,
comentário sobre Levítico 2.13, Misn. Middot, c. 5. sect. 2.). E, como temos percebido, tudo no tabernáculo representa
Cristo sendo o meio pelo qual o pecador chega-se a Deus, o sal nos ensinará de Cristo e da vida cristã. Antes de um estudo
sobre como o sal representa Cristo será edificante abrir o assunto familiarizando-nos com todos os usos de sal na Palavra
de Deus. Estes usos revelam que sal é usado tanto literalmente quanto simbolicamente. Os usos de sal literalmente. O
primeiro uso de sal na Bíblia é o caso da esposa de Ló sendo transformada numa estátua de sal (Gênesis 19.26). O segundo
uso é parte da cerimônia em ofertar (Levítico 2.13 que rege o uso de sal “em todas as tuas ofertas” no tabernáculo ou no
templo; Ezequiel 43.24; Marcos 9.49, “Porque cada um será salgado com fogo, e cada sacrifício será salgado com sal”).
Levítico 2.13 também menciona o uso de sal para firmar alianças (Números 18.19, “por estatuto perpétuo; aliança
perpétua de sal perante o SENHOR é, para ti e para a tua descendência contigo”; II Crônicas 13.5). Um terceiro uso é do
sal para usos medicinais (Ezequiel 16.4, “E, quanto ao teu nascimento, no dia em que nasceste não te foi cortado o umbigo,
nem foste lavado com água para te limpar; nem tampouco foste esfregado com sal, nem envolta em faixas” que refere à
prática de, com sal numa solução de água, esfregar o recém-nascido para a limpar e secar fazendo que a criancinha seja
protegida de bactérias e que a sua pele seja firmada. Gill, comentário sobre Ezequiel 16.4; II Reis 2.20) Um outro uso de
sal na Bíblia está no contexto de guerra (Deuteronômio 29.23; Juizes 9.45; Jeremias. 17.6). As Escrituras também relatam
o uso de sal no contexto agrícola (Isaías 30.24. o vocábulo “grão puro” refere à adição de sal no cereal para enriquecer a
nutrição dos animais, Gill). As Escrituras incluem o uso de sal no assunto da culinária (Jó 6.6, “Ou comer-se-á sem sal o
que é insípido? Ou haverá gosto na clara do ovo?”). Os usos de sal simbolicamente. As qualidades de sal devem influenciar
a nossa palavra (Colossenses 4.6) e as nossas vidas (Mateus 5.13; Marcos 9.50). Para entender estes usos de sal
simbolicamente devemos entender quais são as qualidades de sal. As qualidades de sal. Primeiramente devemos entender
que sal é bom (Marcos 9.50, “Bom é o sal”; Lucas 14.34). Sal também é necessário para os holocaustos ao Deus dos céus
(Esdras 6.9). Conservação é uma propriedade de sal que geralmente é mais conhecida. Essa qualidade do sal conserva algo
de putrificar, ou preservar algo de mudar (Strong’s). Sal tem a qualidade de trazer um melhor sabor à alimentação (Jó
6.6). Pode também higienizar ou esterilizar (a terra - Deuteronômio 29.23, “E toda a sua terra abrasada com enxofre, e sal
de sorte que não será semeada, e nada produzirá, nem nela crescerá erva alguma”; Juizes 9.45; Jeremias. 17.6; para a
saúde - Ezequiel 16.4; II Reis 2.20-22). Nos costumes do oriente, participar do sal do outro era boa hospitalidade e
promovia boa comunhão (Números 18.19 – comentário de Barnes citado por D. W. Cloud). Freqüentemente temos o aviso
que as nossas vidas devem ter as qualidades boas de sal pois o sal insípido não é proveitoso para nada (Mateus 5.13;
Marcos 9.50; Lucas 14.34). O sal comum não pode tornar insípido mas o sal para o uso agrícola pode (D. W. Cloud,
comentário sobre o sal). Com a umidade, os minerais do sal para agrícola se perdem. Se o sal estocado para a agricultura
não tenha esses minerais, é sem utilidade nenhuma. Mas, tendo os minerais, é proveitoso para adubar a terra. Esse tipo de
sal deve ser aquele referido na afirmação “somos o sal da terra”. Também deve ser um sal desse tipo pois esse tipo de sal
(agrícola) pode perder a sua salgadura. O Significado do Sal. Conhecendo as qualidades de sal podemos entender melhor o
porquê do uso de sal, literalmente ou simbolicamente pela Bíblia. Quando diz que é bom o sal, o contexto refere–se às
qualidades boas do sal (conservação e o impedimento de putrificar aquilo a que o sal é aplicado; comunhão amigável e boa
hospitalidade, a melhora do sabor da comida, a limpeza daquilo que o sal é aplicado e a verdadeira importância de se
manter as suas qualidades boas). A Aplicação do Significado do Sal. Entendendo o significado do sal podemos aprender
muito sobre a proibição: “Não deixarás faltar à tua oferta de alimentos o sal da aliança do teu Deus” e o mandamento: “em
todas as tuas ofertas oferecerás sal” (Levítico 2:13). A aliança que Deus lembra neste versículo é àquela que foi confirmada
com sal com os sacerdotes (Números 25.12, 13). Quando o povo dava as ofertas e, quando os sacerdotes receberam tais
ofertas, o sal junto às ofertas significava que Deus lembrava a Sua aliança do sacerdócio perpétuo. Também lembrava os
sacerdotes da benignidade de Deus de estabelecer tal aliança de paz com eles. O sal junto de todas as ofertas pode
significar que o sacrifício de Cristo é perpétuo, a sua eficácia sendo impossível de mudar (Romanos 8.31-39). A aliança que
O Pai fez com Cristo, como nosso grande e sumo sacerdote, é preservada para sempre e nos incentiva a vivermos vidas
santas (II Coríntios 5.18-21; Hebreus 4.14-16). Cristo é o sacrifício com sal para o pecador ser salvo. O sacrifício de Cristo é
um sacrifício de amor, de Cristo para com o Pai e para com os Seus eleitos (João 13.1; Hebreus 12.2). É também um
sacrifício que limpa completamente o coração da sua corrupção (I Pedro 1.18,19) e remove toda a sua condenação (João
3.16,36; Romanos 5.1). A preservação do pecador arrependido que confia em Cristo também é entendida pelo uso de sal
com o sacrifício pois a segurança e vida eterna vêm por Cristo (João 10.27,28; Filipenses. 1.6). O pecador que se esconda
no sacrifício de Cristo é protegido de não putrificar nunca (João 6.27). Aquele que pela fé tem aplicado o sacrifício de
Cristo à sua situação de condenação, tem comunhão aberta com Deus (Apocalipse 3.20; João 10.9). Quando a Bíblia
exorta-nos a ter sal na palavra (Colossenses. 4.6) ou nas nossas vidas (Marcos 9.49,50) o ensino é para nos restringirmos
àquilo que preserva boas maneiras, morais e virtudes na sociedade e relacionamentos. Devemos trazer à nossa vida as
belezas graciosas de Cristo para que outros vejam a nossa nova natureza por Cristo, e glorificarem a Deus (Mateus 5.16).
Devemos ser vigilantes para não deixar as influências do mundo extrair de nós essas belas qualidades virtuosas de ser um
cristão. De outra maneira não prestamos para nada! Se você quer ser um sacrifício vivo para Deus, tenha sal nas suas
ofertas a Deus. Seja aquela influência saborosa e virtuosa que aponta a Cristo e que condena o mundo das suas más
comunicações. Seja aquela testemunha que honra a casa de Deus com a sua presença, o seu ganho, a sua família e a sua
adoração reverente. Assim sendo, será como Cristo, o sacrifício com sal.
CAP 12 - O TABERNÁCULO - O TABERNÁCULO E O CÉU
HEBREUS 9.23,24 - É útil estudar sobre o tabernáculo para aprender mais da pessoa de Cristo. O espírito da profecia é
Cristo (Apocalipse 19.10, “E eu lancei-me a seus pés para o adorar; mas ele disse-me: Olha não faças tal; sou teu conservo,
e de teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus. Adora a Deus; porque o testemunho de Jesus é o espírito de profecia.”; I
Pedro 1.10,11). O nosso conhecimento de Cristo não é danificado pelo estudo do Velho Testamento, mas é instruído e
fortalecido pelo estudo do Velho Testamento. Por isso convém estudar o que diz a Bíblia sobre o tabernáculo. Pelo
tabernáculo são vistas “as figuras das coisas que estão no céu” (Hebreus 9.23, 24). A morada divina, onde Cristo entrou,
“para comparecer por nós perante a face de Deus” (v. 24) foi representada pelo “santuário feito por mãos”, ou seja, o
tabernáculo (v. 24, “figura do verdadeiro”). Pela exatidão da figura do tabernáculo do Velho Testamento representar o céu,
a verdadeira morada de Deus no céu é chamada “o templo do tabernáculo do testemunho” (Apocalipse 15.5). Como o povo
de Deus entrava no tabernáculo, assim, hoje, podemos entrar no céu. O salmista Davi perguntou: “Quem subirá ao monte
do SENHOR, ou quem estará no Seu lugar santo?” (Salmos 24.3, 4). O “monte do SENHOR” refere-se ao lugar que o
templo de Salomão foi construído (Gill). Davi responde pela inspiração divina: “Aquele que é limpo de mãos e puro de
coração”, ou seja, somente aqueles que se arrependeram dos seus pecados e foram lavados pela fé naquele sangue do
sacrifício que representava o sangue do Cordeiro de Deus, Jesus Cristo. Somente assim pode entrar no templo qualquer
que, na terra, figurava a morada de Deus. Em Cristo podemos hoje, até com ousadia, pela fé neste Cordeiro de Deus que
veio derramar Seu sangue, sermos lavados no Seu sangue e sermos levados à presença de Deus (I Pedro 3.18; João 3.16;
14.6; Hebreus 9.22, “sem derramamento de sangue não há remissão”, v. 24, “Porque Cristo não entrou num santuário
feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para agora comparecer por nós perante a face de Deus;”). Se o
tabernáculo existia ainda, você poderia entrar nele? Realmente, o tabernáculo foi um padrão estabelecido por Deus para
“servir de exemplo e sombra das coisas celestiais” (Hebreus 8.5), ou ser “uma alegoria para o tempo presente” (Hebreus
9.9). Várias verdades da salvação são ensinadas pelo tabernáculo. Por exemplo, a verdade da necessidade do pecador ter
um Mediador e um Sacrifício Aceitável para entrar na presença de Deus e é ensinada repetidamente pelo tabernáculo.
Ninguém pode entrar no santuário do tabernáculo sem o sangue do sacrifício propicio ser oferecido pelo sacerdote
escolhido por Deus. Essa alegoria é cumprida em Cristo, pois, ninguém entra no céu senão pelo sacerdócio de Cristo
oferecendo o Seu próprio sangue diante de Deus. Este sacrifício de Cristo, sendo tanto o Sacerdote escolhido por Deus
para ministrar diante do Seu trono quanto é o Cordeiro que ofereceu o Seu próprio sangue, é o único meio para qualquer
pecador acessar o céu, a morada de Deus. Que Cristo é aceito inteiramente por Deus é entendido por ser dito que Cristo, o
Sacerdote “está assentado nos céus à destra do trono da majestade” (Hebreus 8. 1-5; 9. 1-9). O tabernáculo representa o
céu claramente. No livro de Apocalipse, cena após cena, no céu, revela as coisas tipificadas no tabernáculo terreno
confirmando ainda que o tabernáculo figurava as coisas no céu. Pelo livro achamos “sete castiçais de ouro” representado
as sete igrejas da Ásia (1. 12); “sete lâmpadas de fogo” que representam “os sete espíritos de Deus” (4.5); “o altar”
representando o trono de Deus (6. 9); “um incensário de ouro” que representa “as orações de todos os santos” (8. 3); “o
templo de Deus e a arca da Sua aliança” representando a Sua majestosa presença (11. 19). Conhecer fatos sobre o
tabernáculo nos ensina do céu. Crer Naquele que o tabernáculo figura, nos dá entrada no céu. Tem esperança de estar com
o Santo Deus no Seu lugar santo um dia? Somente por Cristo qualquer pecador vai ao Pai (João 14.6).
CAP 13 - O TABERNÁCULO - NOMES DADOS AO TABERNÁCULO
ÊXODO 25.3, “E ESTA É A OFERTA ALÇADA QUE RECEBEREIS DELES: OURO, E PRATA, E COBRE”
É útil estudar sobre o tabernáculo por que a nossa fé é alimentada pelo estudo de tudo que foi antes escrito (Romanos
15.4, “Porque tudo o que dantes foi escrito, para nosso ensino foi escrito, para que pela paciência e consolação das
Escrituras tenhamos esperança.”; I Pedro 2.2, “Desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite
racional, não falsificado, para que por ele vades crescendo”; João 5.39, “Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter
nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam;”). Por isso convém estudar o que diz a Bíblia do tabernáculo.
Tenda (Êxodo 39.32,33,40).
Santuário (Êxodo 25.8).
Tabernáculo da Congregação (Êxodo 27.21; Levítico 1.1; Números. 1.1; Deuteronômio 31.14)
Tabernáculo do SENHOR (I Reis 2.28)
Tabernáculo do Testemunho (Êxodo 38.21; Números. 17.7,8)
CAP 14 - O TABERNÁCULO - O SIGNIFICADO ESPIRITUAL DO MATERIAL E DAS CORES USADAS NO
TABERNÁCULO - ÊXODO 25.3, “E ESTA É A OFERTA ALÇADA QUE RECEBEREIS DELES: OURO, E
PRATA, E COBRE” – É útil estudar sobre o tabernáculo para aprender mais da pessoa de Cristo. O espírito da profecia
é Cristo (Apocalipse 19.10, “E eu lancei-me a seus pés para o adorar; mas ele disse-me: Olha não faças tal; sou teu
conservo, e de teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus. Adora a Deus; porque o testemunho de Jesus é o espírito de
profecia.”; I Pedro 1.10,11). O nosso conhecimento de Cristo não é danificado pelo estudo do Velho Testamento, mas é
instruído e fortalecido pelo estudo do Velho Testamento. Por isso convém estudar o que diz a Bíblia sobre o tabernáculo.
As Cores
Azul – Natureza Celestial de Cristo, Cristo O Espiritual, ou homem celestial, I Coríntios 15.47,48; João 1.18; Hebreus
7.26; a origem celestial de Cristo.
Púrpura – Realeza, Soberania de Cristo, o “Rei dos reis, e Senhor dos senhores”, Apocalipse 19.16; Marcos 15.17-18.
Carmesim – Sacrifício, Apocalipse 5.9-10; Números 19.6; Levítico 14.4; Heb 9.11-14, 19, 23, 28.
Branca – do linho fino – Perfeição, pureza e santidade de Deus em Cristo, e aos que são lavados no sangue de Cristo (Ap
7.9-17; Sl 132.9).

Tecidos
Linho Fino – Justiça, Cristo é o Justo, e os que são dEle tem a Sua justiça, II Coríntios 5.21; Apocalipse 19.8; I Coríntios
1.30.
Pêlos de Cabras – Útil para servir. Tecido para fazer pano das cortinas para servirem de tenda sobre o tabernáculo,
Êxodo 26.7; 36.14. É também crido que os profetas usavam roupa feita de pêlos de cabra, Zacarias 13.4,5.
Peles de carneiro tingidas de vermelho – Expiação de Cristo, ou a devoção do Sacerdote no seu oficio.
Peles de texugos – Humanidade ou a aparência de Cristo. A santidade que repele toda forma de iniqüidade, Hebreus
7.26. A pele de texugo era sem revelo, manifestando o fato que o homem natural não vê em Cristo nenhuma formosura,
Isaías 53.2; a capacidade de Cristo proteger o Seu Povo, João 10.27,28.
Madeira
Madeira (Acácia) – A humanidade de Cristo, separada de iniqüidade, Sal 16.10; João 14.30.
Azeite
Azeite – O Espírito Santo, ou Sua unção, I João 2.27. O Espírito Santo foi dado a Cristo sem medida, João 3.34. Cristo fez
as Suas obras pela virtude do Espírito Santo, Hebreus 9.14; Sal 45.7; Isaías 11.2-4; Efésios 1.19. Cristo a Luz do mundo,
João 8.12; a Sua sabedoria divina, I Cor 1.30.
Ervas
Especiarias – Fragrância agradável diante de Deus, II Coríntios 2.14-17.
Pedras
Pedras de ônix e pedras de engaste – a preciosidade dos Cristãos a Deus por Cristo, Malaquias 3.17; As perfeições de Cristo
como Sacerdote.
Os Metais Usados no Tabernáculo e o seu Significado
Ouro – Divindade, Apocalipse 3.18; como também Justiça Divina como aquela vista no propiciatório, Êxodo 25.17; a glória
de Deus em Cristo, João 1.14.
A Madeira de Acácia e o Ouro - O tabernáculo foi construído basicamente de dois materiais: ouro e madeira de acácia.
A acácia é uma madeira pesada e dura, quase indestrutível pelo tempo ou pelos insetos. Por isso ela foi excelente para o
uso longo do tabernáculo. A indestrutibilidade dessa madeira representa também que a humanidade de Cristo era
incorruptível, nem o pecado e nem Satanás podendo atingir a Cristo, João 14.30; Lucas 1.35; Atos 2.31 (Salmos 16.10). Se
o ouro significa a divindade e a madeira de acácia representa a humanidade, temos uma figura perfeita de Cristo. A
divindade, pois Cristo é “Deus conosco” (Mateus 1.23), e a humanidade, Deus Jeová em forma de homem. Quando o
apóstolo João contemplava Cristo, o Verbo que se fez carne, a madeira com ouro, ele viu a Sua glória como a glória do
Unigênito do Pai, “cheio de graça e de verdade” (João 1.14). Ele viu Cristo por Cristo ser feito homem (madeira). Ele
percebeu Cristo cheio de graça e de verdade por Cristo ser Deus (ouro). Cristo tomou carne para ser o sacrifício perfeito
para os que se arrependem dos seus pecados e crêem nEle para a salvação. O ouro cobrindo a madeira é significativo: a
morte de Cristo na cruz. Cristo, como homem (madeira de acácia) tomou sobre Si os pecados do Seu Povo (João 10.15,
Assim como o Pai conhece a mim, também eu conheço o Pai, e dou a minha vida pelas ovelhas). Cristo como Deus (ouro)
pode ser o Mediador propício (I Tim 2.5,6) e O Justo dado pelos injustos, para levar os Seus a Deus (Romanos 3.26; I
Pedro 3.18). Cristo tomou sobre Si a cédula que era contra nós nas ordenanças da Lei de Moisés, e a riscou e a tirou do
meio de nós, “cravando-a na cruz” (Colossenses 2.13, 14). Gloriosa foi a obra da redenção por Cristo! Quando Cristo foi
crucificado na cruz, Ele manifestava a Sua glória, a glória do Unigênito Filho de Deus (Mateus 27:54, E o centurião e os
que com ele guardavam a Jesus, vendo o terremoto, e as coisas que haviam sucedido, tiveram grande temor, e disseram:
Verdadeiramente este era Filho de Deus.) Como o centurião viu Cristo, como homem morto na cruz, ele também viu a
glória de Deus nEle, assim o tabernáculo manifestava a humanidade de Cristo cada vez que a madeira de acácia foi usada e
a Sua divindade quando a madeira foi coberta com ouro. Você tem visto pela fé no seu coração Deus enviando Seu Filho
Jesus Cristo ao mundo, nascido de mulher, sob a lei para Deus ser o Justo e Justificador daquele que tem fé em Jesus
(Romanos 3.26)? Você tem participação nesta obra Salvadora de Cristo? Na sua humanidade, o ouro de Cristo é
manifestado? A glória de Deus está sobre você nas horas de aflição (I Pedro 4.14)?
A Prata - Significado da prata é redenção.
De onde veio a prata usada no tabernáculo?
- Veio dos próprios egípcios, Êxodo 3.22; 11.2; 12.35: os adornos do mundo foram derretidos, ou desfeitos, para serem
transformados em uso de adoração: Êxodo 25.3; 35.5; 38.25,26.
- Veio da moeda de expiação, Levítico 5.15; 27.3; 6,16; Êxodo 30.12-16; Números 18.16. Parte do sacrifício para expiação
da culpa por pecar nas coisas sagradas (dízimos, oferta das primícias ou o comer daquele que não deve – Gill) foi o seu
valor, mais uma quinta parte, em prata. Por isso a prata na construção do tabernáculo representa a redenção que Cristo
fez e comprou para nós, Mateus 20.28; I Pedro 1.18,19.
Onde foi usada a prata no tabernáculo?
- Foi usada nas bases das tábuas do tabernáculo – Êxodo 26.19,21,25; 36.24,26,30
- Foi usada nas bases das colunas do véu do tabernáculo que separa o lugar santo do lugar santíssimo – Êxodo 26.31-
33; 36.35-38
- Foi usada nos colchetes das colunas e as suas faixas do pátio – Êxodo 27.9-17; 38.10-18.
- Foi usada nas bases da porta – Êxodo 38.18-20.
Como podemos ver Cristo no uso da prata no tabernáculo?
- Pelo fato que uma fonte de prata foi dos egípcios, podemos dizer que, na salvação, aquilo que era adorno para o mundo,
foi destruído e transformado a ser usado para a glória de Deus. O que antes era usado para servir o pecado à escravidão,
agora, sendo salvos ou libertados pela redenção em Cristo, podemos nos apresentar servos de Deus para ter fruto para
santificação diante dos homens, e por fim a vida eterna com Deus (Romanos 6.16-23).
- Pelo fato que uma fonte da prata foi a moeda das expiações, entendemos que Cristo tem pagado o preço da nossa
redenção, Romanos 3.24, “Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus”; I
Coríntios 1.30; pelo Seu sangue – Efésios 1.7, “pela Sua graça”; Colossenses 1.14; Hebreus 9.12-14, “Nem por sangue de
bodes e bezerros, mas por Seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção.
Porque, se o sangue dos touros e bodes, e a cinza de uma novilha esparzida sobre os imundos, os santifica, quanto à
purificação da carne, Quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus,
purificará as vossas consciências das obras mortas, para servirdes ao Deus vivo?” Sendo que foi “bom preço” dado para a
nossa redenção, que servos santos, separados do mundo, e gratos devemos ser! – I Coríntios 6.18-20; II Coríntios 6.16-18.
Nós éramos transgressores por não termos dados a Deus o que Ele merece, ou seja, o amor, a adoração espiritual, nosso
tempo, esforços, etc. Somos transgressores por não termos amado o nosso próximo como a nós mesmos também. Cristo é
o Redentor, a expiação perfeita e eterna por nós. Cristo foi dado em nosso lugar para restituir-nos e por Quem Deus
perdoa o nosso pecado (Hebreus 10.12-18; II Coríntios 5.21).
– Pelo fato da prata ser usada para fazer as faixas de prata que seguram as tábuas do tabernáculo, entendemos que a
redenção por Cristo é o adorno do Cristão. Sem Cristo não há adorno e prazer. Também podemos aprender que o adorno
do Cristão é Cristo (I Pedro 2.7; 3.4-7). Os que estão em Cristo têm o adorno da igreja, o próprio Cristo. Os sem Cristo não
têm nenhuma beleza de Deus neles e somente verão a glória de Deus em Cristo quando julgado diante de Cristo no último
dia (Atos 10.42; II Timóteo 4.1).
- A base das colunas eram de prata declarando a todos que a redenção por Cristo é o alicerce da esperança de termos
entrada na presença de Deus e de sermos úteis no edifício de Deus (Hebreus 10.19-25). Os que têm Cristo têm alicerce
forte, ou ousadia, para entrar na presença de Deus (Efésios 3.12; Hebreus 4.16). Os sem Cristo, não têm nenhuma
esperança de aproximação de Deus.
- O fato que os colchetes das colunas e as suas faixas das cortinas do pátio nos revelam a verdade que Cristo é tanto a nossa
Justiça quanto o nosso Redentor. Essas duas qualidades nunca devem ser separadas. A justiça nunca poderia ser
imputada a nós sem Cristo ter nos redimido pelo Seu sangue (Romanos 3.24-26; II Coríntios 5.21).
- O pátio tanto impediu qualquer pessoa de chegar a Deus a não ser pela porta que é Cristo quanto preservou os que
estavam dentro no pátio. A prata nos colchetes das colunas que seguram a cortina do pátio manifesta que ninguém possa
entrar na presença de Deus sem Cristo ser o seu Redentor. Uma vez dentro do pátio o Cristão vê que a redenção de Cristo
junto com a Sua justiça nos guarda na presença de Cristo para sempre.
- O que importa não é se tenha os seus próprios meios de adorno, ou o seu próprio alicerce de esperança. O único meio
para restituir ao Deus Santo é o que devemos pela expiação de Cristo – I Pedro 1.18-20. Arrepende-se dos seus pecados e
confie de coração pela fé em Cristo, O Redentor. Salmos 130.7, “Espere Israel no SENHOR, porque no SENHOR há
misericórdia, e nele há abundante redenção”.
- a morte de Cristo como substituto do julgamento de Deus pelos pecados dos Seus, altar de bronze, Êxodo 27.3;
Apocalipse 1.15; a capacidade de Cristo perseverar a ira de Deus por nossos pecados.
Se você tem sido redimido pelo sangue de Cristo, exercite freqüentemente a liberdade com Deus que o sacrifício de Cristo
nos deu. Procure a ajuda em tempo oportuno para vencer o pecado e as tentações do nosso inimigo. Adequada-se
freqüentemente à comunhão com Deus que temos por Cristo.
Proclame este Redentor por Quem qualquer pecador arrependido pode ter acesso a Deus.
O Cobre ou O Bronze
Às vezes, nas versões diferentes da Bíblia, a palavra bronze é usada no lugar da palavra cobre para descrever a mesma
coisa. São palavras similares. Similar pois o bronze é um metal com uma mistura com grande proporção de cobre. O
Significado de Cobre ou Bronze no tabernáculo é julgamento pois muitas das vezes que a palavra ‘bronze’ ou ‘cobre’ é
usada pela Bíblia ela é usada num caso de julgamento. Queremos ver estes usos para entender melhor o uso de cobre e
bronze pelo tabernáculo.
Usos da Palavra ‘Cobre’ ou ‘Bronze’ pela Bíblia
Juízes 16.21 – Quando o servo do Senhor insistiu na desobediência, ele foi entregue ao seu inimigo. Entre as várias
maneiras que o julgamento de Deus foi manifesto, foi o fato que Sansão foi amarrado “com duas cadeias de bronze”. A
falta de capacidade de Sansão se livrar destas cadeias de bronze enfatiza o tanto que este servo do Senhor perdeu pelo seu
pecado. Várias vezes acha-se o uso de “cadeias de bronze”, ou de “grilhões” para representar que um povo foi vencido por
outro (II Samuel 3.34; II Reis 25.7; Lamentações 3.7). Quando o metal de bronze ou de cobre é usado nessas colocações, o
sentido de julgamento pode ser associado com ele. Quando Deus quis provar que o Seu julgamento seria sobre o Seu povo
se não cuidasse de cumprir todos os Seus mandamentos, Ele quebraria a via de comunicação do povo Seu para com Ele
(Deuteronômio 28.15,23, “E os teus céus ... serão de bronze”; I João 1.9; veja também Levítico 26.14, 19). Os ‘céus de
bronze’ também podem significar: a cessação da benção de chuva ou umidade que todas as plantas precisam para produzir
os seus frutos. Seria um julgamento duro. A própria terra sofrerá com a maldição que o povo desobediente chama sobre
eles pelas suas desobediências (Romanos 8.19-22). Se os céus não são hoje de bronze, ou seja, se o julgamento de Deus
não está derramado sobre nós, é por causa da grande misericórdia de Deus, pois não há ninguém que guarda todos os Seus
mandamentos (Rm 2.14). Portanto essa terra, como nós também, merece o julgamento de Deus. Quando terminar a época
da graça de Deus, a via do perdão cessará e o julgamento será derramado (Provérbios 1.20-33; II Pedro 4.17,18). Como vai
a sua alma? Está salva do julgamento vindouro? Cristo é o único Salvador tendo recebido na Sua carne a ira de Deus pelos
pecados daqueles que se arrependem e crêem nEle pela fé (Gálatas 3.13, “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-
se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro;”). Quem está em Cristo, tem
a salvação. Ele é vitorioso sobre o julgamento de Deus (Sal 107.16, “Pois quebrou as portas de bronze, e despedaçou os
ferrolhos de ferro”).
Números 21.9 – Quando a multidão peregrinando no deserto angustiaram-se da vida que Deus o deram, falaram contra
Deus e contra Moisés. Quando eles se esqueceram das bênçãos do Senhor, murmuravam e ficaram ingratos pelo sustento
que Deus supria. Deus enviou serpentes ardentes entre eles para picar o povo. Então morreu muita gente em Israel.
Quando o caminho tornou repleto do julgamento divino, o povo mudou de atitude e confessaram seu pecado. Deus
ordenou que Moisés fizesse uma serpente de metal (#5178, cobre ou bronze, Strong’s) e a colocasse numa haste e
anunciasse essa mensagem “e será que viverá todo o que, tendo sido picado, olhar para ela”. Essa serpente de cobre foi
representante do julgamento de Deus e da salvação do povo picado, ou julgado. A serpente representava tanto julgamento
quanto salvação do julgamento. O Julgamento: É o sentido de julgamento, pois a serpente ardente foi enviada entre o
povo pelo seu pecado. O julgamento levou à morte os que pecaram. Então a serpente de cobre ou de bronze representava o
julgamento de Deus pelo pecado. A salvação, pois a serpente de cobre na haste tinha somente a forma da serpente sem ter
o veneno da serpente. Ela também foi o alvo da fé que Deus estipulou, “e será que viverá todo o que, tendo sido picado,
olhar para ela”. A serpente de cobre na haste representava tanto o julgamento de Deus quanto a Sua salvação daqueles que
se julgavam merecedores de julgamento divino. Por isso Jesus comparava a Sua morte com esse caso da serpente de cobre.
Cristo, na Sua carne, recebeu o julgamento pleno de Deus na cruz pelos pecados do Seu povo (II Coríntios 5.21) para que
todo aquele que se julga merecedor do julgamento divino mas crê nAquele que Deus deu no seu lugar, ou seja, olhar a
Cristo pela fé, seja salvo, ou seja, não perecerá mas terá a vida eterna (João 3.14-19).
Em Jeremias 6.28; Ezequiel 16.36 (“dinheiro”, a mesma palavra hebraica traduzida em outras passagens como cobre
ou bronze); 22.18,20 entendemos que a palavra ‘bronze’ é usada para descrever a obstinação e corrupção do povo (veja
também Isaías 48.4). Esses usos ensinam desse fato: Quando o povo de Deus não se separa da imundícia ao seu redor, o
julgamento de Deus é clamado. Em Ezequiel 24.11-13 a Palavra de Deus ao profeta de Ezequiel mostra a purificação do seu
povo numa figura de panela sobre as brasas separando a escuma do metal puro. Se você se vê como contaminado,
corrompida pelo pecado, saia da posição de ter a ira de Deus permanecendo sobre você, e corra a Deus confessando os
seus pecados, crendo pela fé em Cristo Jesus, o Justo que foi dado no lugar dos injustos para levá-los a Deus (I Pedro
3.18). Pelos exemplos dados entendemos que o cobre, ou bronze, tem um significado de julgamento. O Pátio do
tabernáculo somente tinha móveis de bronze ou de cobre. O altar dos holocaustos foi coberto de cobre (Êxodo 27.1-8). A
cortina ao redor do tabernáculo tinha colunas e essas colunas tinham bases de cobre (Êxodo 27.9-18). Os vasos usados em
serviço, até os pregos, foram de cobre (Êxodo 27.19). A pia, entre o altar de holocaustos e a porta do tabernáculo eram de
cobre (Êxodo 30.17-21). Estudaremos cada peça do tabernáculo mais tarde, mas podemos já saber que entre a porta do
pátio e a porta do lugar santo há cobre, ou julgamento representado. Essa verdade nos ensina claramente que não
podemos ter nenhuma esperança para entrar na santa presença de Deus sem ter antes o pecado nosso julgado
adequadamente. Cristo é o Cordeiro que Deus tem dado para ser a expiação do pecado. Os que crêem nEle são lavados
pelo Seu sangue e têm entrada livre até a presença de Deus (Hb 4.15,16; 10.19-25). O fato que a justiça dos santos baseia-se
no julgamento de Deus que Cristo sofreu por eles, as colunas das cortinas de linho puro do pátio têm bases de cobre (II Co
5.21).
As Pedras de Engaste - Temos estudado sobre o ouro, prata, e cobre e até um pouco sobre a madeira acácia. Tem sido
útil para o homem de Deus procurar Cristo no tabernáculo. Este estudo sobre essas pedras de engaste não considerará
apenas da obra e do amor de Cristo pelo Seu povo, mas o Seu próprio povo. Através desse estudo perceberemos a obra
mediatária de Cristo nos representando pelo Seu sangue diante de Deus, a nossa posição privilegiada nEle nestas e pelas
pedras de engaste perceberemos a nossa posição antes e depois da salvação. As pedras de engaste que encontramos no
Tabernáculo fazem parte da vestimenta sacerdotal, em especial, a do sumo sacerdote (Ex 28.3,4). As vestes do sumo
sacerdote “são para glória e ornamento” (Ex 28.2). A primeira parte das sete partes das vestes mencionadas é o peitoral
que contém essas pedras de engaste (Ex 28.4). O peitoral, com as suas doze pedras de engaste, era a parte primordial e a
mais cara de todas as vestes. As outras partes das vestes eram secundárias, dando assim bases pelas quais o peitoral se
apoiava.
Simbologia - As pedras de engaste simbolizam a preciosidade dos Cristãos a Deus por Cristo (Malaquias 3.17.). Todo o
povo de Deus individualmente está representado por essas pedras preciosas neste peitoral do sumo sacerdote. As pedras
são doze em número e os nomes de todas as doze tribos estão esculpidas “como selos, cada uma com o seu nome” (Êxodo
28.21). A lição do selo aponta à atitude de Deus para com o Seu povo: Seu Povo é da Sua propriedade particular (Jo 17.6,
“Manifestei o teu nome aos homens que do mundo me deste; eram teus, e tu mos deste, e guardaram a tua palavra”), Seu
Povo é autêntico (Jo 17.7, 8, “têm verdadeiramente conhecido que saí de Ti”, 23, “Eu neles, e Tu em mim, para que eles
sejam perfeitos em unidade”) e o Seu Povo é seguro (Jo 17.11, “as Tuas coisas são Minhas” 24, “Pai ... onde Eu estiver,
também eles estejam comigo”). As pedras de engaste sendo no peitoral e o peitoral sendo sobre o coração do sumo
sacerdote, a serenidade do relacionamento de Deus por Seu povo em Cristo é manifesta. A salvação que vem de Deus pela
obra de Cristo abençoa Seu povo com “todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais” (Ef 1.3). Tão grande salvação é
essa! É relacionamento! Existe uma lição que vem do fato dos nomes das doze tribos sendo esculpidas nas pedras (Ex
28.21). Essa lição nos ensina que cada um dos filhos de Deus é conhecido por Deus individualmente (João 10.3, “chama
pelo nome às Suas ovelhas”; II Timóteo 2.19, “O Senhor conhece os que são Seus”). É palavra fiel e digna de toda a
aceitação que, se você é um filho de Deus lavado pelo sangue de Cristo, você é precioso para com O Pai (Malaquias 3.17).
Cada um destes filhos também é conhecido em amor por Cristo como Mediador deles (João 10.14-16, 27-29). Nenhum dos
filhos de Deus é perdido na multidão de cristãos. Ele conhece os Seus. Tão grande salvação é essa! É posição! Essa lição
nos incentiva a estreitar os nossos laços com nosso Pai celestial por nosso Salvador. Se o sábio Deus tem o prazer de
considerar cada um dos Seus como uma jóia preciosa, cada uma das Suas jóias preciosas deve buscar primeiro este Pai
celestial em tudo que se faz (I Coríntios 6.17-20; II Tm 2.19, “e qualquer que profere o nome de Cristo aparte-se da
iniqüidade”). Também se Deus ama os Seus ardentemente, os Seus devem amar uns aos outros conforme diz o Apóstolo
João na sua primeira epístola capítulo quatro versículo onze, “Amados, se Deus assim nos amou, também nós devemos
amar uns aos outros.”
Posição - As pedras foram engastadas em ouro nos seus engastes enchendo assim o peitoral com “quatro ordens de
pedras” (28.17-20). As doze pedras diferentes foram sárdio, topázio, carbúnculo, esmeralda, safira, diamante, jacinto,
ágata, ametista, berilo, ônix e uma jaspe (veja: Ez 28.13; Apocalipse 21.19, 20). Mesmo que a ciência moderna não saiba
quais exatamente são os nomes atuais dessas pedras podemos saber que eram valiosas e lindas pois as vestes do sumo
sacerdote eram “para glória e ornamento” (Ex 28.3). “Como o peitoral, com os nomes das tribos de Israel, era o adorno
mais brilhante vestido pelo sumo sacerdote, assim são os nomes dos eleitos de Cristo as mais preciosas jóias que Ele tem
tão perto do Seu coração”, (Spurgeon, Till He Come, pg. 86) Ex 28.28,29. “Nunca se separará o peitoral do éfode” (Ex
28.28) como também nunca se separará o amor de Deus pelos Seus (Rm 8.35-39). Quando o sumo sacerdote se vestia do
éfode para se apresentar em obediência diante de Deus, a sua glória e ornamento, os nomes do seu povo perto do seu
coração, necessariamente foram apresentados juntos. Cristo está com Deus O Pai hoje e com os nomes de cada um dos
Seus filhos no Seu coração. Tão grande salvação é essa! É relacionamento, é posição, é eterna!
Valor - O valor destas pedras, no seu lugar engastadas em ouro no peitoral, é alto. Esse valor e glória dos Seus o Pai viu
em amor desde a eternidade passada (Jr 31.3, “amor eterno”; II Tm 1.9, “Que nos salvou, e chamou com uma santa
vocação; não segundo as nossas obras, mas segundo o seu próprio propósito e graça que nos foi dado em Cristo Jesus
antes dos tempos dos séculos”; II Ts 2.13, “por vos ter Deus elegido desde o princípio para a salvação”; I Jo 4.19; Ef 1.4).
Mas o Seu Povo amado desde a eternidade passada não foi sempre com a aparência de alto valor. Alguns eram incrustados
nas camadas de lama nas profundidades do mar e outros foram tirados das minas escuras e longe da luz e do
conhecimento humano. Nas suas formas brutas, as pedras que se tornariam engastadas em ouro no peitoral do sumo
sacerdote e levadas eternamente na presença terrível de Deus (Gn 28.17; Dt 10.17), eram feias e aparentando nenhum
valor. Mas, sendo achadas por aqueles que conhecem seu valor, extraídas da posição original do mundo, carregadas,
lavadas, cuidadosamente cortadas e precisamente lapidadas foram transformadas para serem glória e ornamento nas
vestes do sumo sacerdote. Nisso podemos perceber a benção do amor eterno e particular de Deus pelos Seus. Os Seus,
cada um deles, andavam segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora
opera nos filhos da desobediência. Cada um antes andava nos desejos da carne e fizeram a vontade da carne e dos
pensamentos. Cada um era um filho da ira (Ef 2.1-3). O Salmista, usando outra linguagem, diz que estes estavam num lago
horrível, num charco de lodo (Sl 40.2). Mas o amor eterno de Deus viu estes ‘perdidos’ (Lu 19.10) e os deu ao Seu Filho
Jesus (Jo 6.37-39), que por Sua vez, redimiu estes com Seu próprio sangue na cruz (Jo 17.6-9, 19; II Co 5.21), para trazê-
los a Deus, lavados, santificados e purificados, para serem a Sua glória e ornamento eternamente diante de Deus.
Beleza. A beleza destas pedras de engaste é emprestada. A beleza das jóias não é percebida se a luz não passar por elas.
Deixadas a sós, mesmo cortadas e lapidadas perfeitamente, a sua beleza e valor não são vistas até os raios da luz focalizar
nelas. Cristo é a Luz do mundo (Jo 8.12; 9.5). Ele é a Luz de fora que faz com que as Suas pedras preciosas estejam
brilhantes, gloriosas e adornadas suficientes para estarem sempre diante de Deus. Cristo no Seu Povo faz que sejamos
úteis e gloriosos (Mt 5.16-19; II Pe 4.14). Na medida em que a sua vida seja feita conforme a imagem de Cristo é que a sua
beleza e utilidade são vistas. A vida cristã não tem valor aparte da Luz brilhando por ela. Como é contigo? Você está ainda
num lago horrível, num charco de lodo? Arrependa-se dos seus pecados e creia com fé no Senhor Jesus Cristo para ter os
seus pés postos sobre a Rocha. Já tem sido lapidado pela mão cuidadosa do Senhor mas os hábitos ruins da sua vida velha
ofuscam a sua beleza e adorno ao Senhor diante dos homens? Confesse e abandone tais pecados para voltar a reconhecer
as bênçãos de um relacionamento privilegiado diante de Deus.
As Cores do Tabernáculo - Tudo no tabernáculo tem uma cor, seja o ouro, a prata, o cobre, as peles de animais, as
pedras de engaste, ou a madeira. Pode ser que cada cor tenha um significado especial de Cristo, mas, há quatro cores que
são especificadas, e são estas que queremos considerar agora. As cores são: Azul, Púrpura, Carmesim e a Branca do linho
fino. Essas cores apontam a Cristo particularmente e a àquele que está em Cristo.
Azul - Azul é a cor dos céus, portanto aponta o caráter e a natureza de Cristo como Sumo Sacerdote. Para ser este
supremo Sumo Sacerdote que ultrapassa o do tabernáculo, necessita de ser divino e celestial. Cristo é o Sumo Sacerdote
divino - Hb 4.14, “grande sumo sacerdote, Jesus, Filho de Deus, que penetrou nos céus” Cristo é dos céus – Jo 1.18, “O
Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse O revelou”; I Co 15.47, “O primeiro homem, da terra, é terreno; o segundo
homem, o Senhor, é do céu” - e está nos céus hoje - Hb 8.1, “temos um sumo sacerdote tal, que está assentado nos céus à
destra do trono da majestade.” Existe um mistério grande sobre como Cristo foi tudo que necessitava ser como o perfeito
Sumo Sacerdote (I Tm 3.16, “E, sem dúvida alguma, grande é o mistério da piedade: Deus se manifestou em carne, foi
justificado no Espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo, recebido acima na glória.”) Mesma que haja
mistério acerca da divindade/humanidade de Cristo, não é por isso menos verdadeiro. O caráter, os atributos e as obras do
nosso Salvador na posição de Sumo Sacerdote são maiores do que o nosso entendimento (Is 55.8,9). Quando trata-se de
Cristo, nada é errado se Ele supera a nossa capacidade de entendê-lo. Como Cristo veio dos céus, voltou aos céus e está
hoje intercedendo pelos seus à destra do Pai (Rm 8.34), os em Cristo têm uma vocação celestial (Hb 3.1), uma cidadania
celestial (Jo 3.3-6; Hb 11.16), e uma herança celestial (I Pd 1.4). Vendo que temos um Sumo Sacerdote celestial pelo qual
somos aceito no Amado; Vendo que temos uma vocação celestial; vendo que a nossa herança e cidadania está nos céus,
que tipo de gente devemos ser neste mundo? Neste mundo somos peregrinos, passageiros. Tudo que vale a pena para o
Cristão é celestial! Coloque seu tesouro lá; fixa o seu foco nEle em Quem temos todas as bênçãos espirituais nos lugares
celestiais; desprenda das atrações desta terra que será destruída! Esta lição vem a nós pela cor Azul no tabernáculo.
Púrpura - Púrpura é a cor dos reis (Mc 15.17,18), portanto essa cor manifesta a verdade que Cristo é o Soberano e tem
toda a glória dessa posição Real. Cristo foi profetizado para ser o Príncipe da Paz e reinar “do trono de Davi, cujo
principado e paz não haverá fim” (Is 9.6,7). Cristo tem sido ungido pelo próprio Deus Pai – Sl 2.6, “Eu, porém, ungi o meu
Rei sobre o meu santo monte de Sião.” Pode ser que Cristo não se manifestou já ao mundo a Sua glória como Rei, Ele é Rei
e é Real e se manifestará “Rei dos reis, e Senhor dos senhores” (Ap 19.11-16). Por termos um Salvador que é Senhor e Rei
já nos céus, Quem aparecerá na Sua glória Real um dia e com Quem reinarmos um mil anos (Ap 20.6), convém que
fujamos de tudo que é passageiro e mundano e que busquemos a piedade, segue a justiça, a fé, o amor, a paciência, a
mansidão e guardemos “este mandamento até à aparição de nosso Senhor Jesus Cristo; À qual a Seu tempo mostrará o
bem-aventurado, e Único poderoso Senhor Rei dos reis e Senhor dos senhores; Aquele que tem, ele só, a imortalidade, e
habita na luz inacessível; a quem nenhum dos homens viu nem pode ver, ao qual seja honra e poder sempiterno. Amém.”
(I Tm 6.3-16).
Carmesim - A cor carmesim, pelas escrituras, e especialmente quando se refere ao Cristo, manifesta o Cristo
Sacrificatório e a Sua humildade. A cor carmesim, para os usos no tabernáculo, foi conseguida do corpo da fêmea do
“coccus ilicis” um verme (Sl 22.6, a palavra hebraica para escarlata e carmesim). Nisso entendemos que a cor carmesim no
tabernáculo aponta tanto à humilhação de Cristo quanto à Sua morte. A Sua humilhação é entendida de outra maneira
também. O nome ‘Adão’, uma palavra babilônica, significa ‘vermelha’ por ser feito da terra (# 0121, Strong’s). Portanto,
sendo que Cristo “esvaziou-se a Si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; E, achado na
forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.” (Fl 2.7,8). O Divino sendo feito
homem, “forma de servo” mostra a Sua humildade. Cristo sendo feito homem, mostra a Sua obra de ser o Sacrifício no
lugar do homem que se arrepende e crê nEle. Como o primeiro Adão foi feito alma vivente, Cristo, na qualidade do Único
Salvador, e “o último Adão” foi feito “espírito vivificante”. (I Co 15.45). É Cristo o Sacrificatório, como o “Cordeiro de
Deus”, que tira os pecados de todos que se arrependem e crê nEle (Jo 1.29; 3.14-17). Desde que a cor vermelha que faz
parte das várias partes do tabernáculo (a Porta – Ex 26.36,37; o Véu – 26.31-33) e das vestes do Sumo Sacerdote: do éfode
(28.5,6) e do peitoral (Ex 28.15), entendemos que Cristo é tanto o Mediador idôneo que ministra o sangue do sacrifício
quanto é o Sacrifício cujo sangue redime eternamente todos os pecados dos chamados que recebam a promessa da
herança eterna (Hb 9.11-15, 24-28). O fato que o carmesim fazia parte dos sacrifícios (Lv 14.4; Nm 19.6), entendemos que
é o sangue de Cristo que lava-nos de todo o pecado (I Pd 1.18,19; Ap 1.5). Visto que é Cristo que foi feito pecado e por
Quem os que crêem nEle recebem a justiça de Deus (II Co 5.21), convém que, de coração, confiamos nEle. Pois, em
nenhum outro há salvação pelo qual devamos ser salvos (At 4.12). Visto que é Cristo que foi feito pecado e por Quem os
que crêem nEle recebem a justiça de Deus, convém que pregamos Cristo a todo o pecador (II Co 5.18-20)!
Branca do Linho Fino - A cor branca do linho fino é emblemática da perfeição, pureza, e santidade de Deus em Cristo,
e aos que são lavados no sangue de Cristo. A cor branca refere-se ao efeito da obra de Cristo no lugar do Seu povo. Ele os
faz perfeitos, santos e justos, propícios para serem na presença de Deus. Ap 7. 9-17: “Depois destas coisas olhei, e eis aqui
uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono,
e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas e com palmas nas suas mãos; E clamavam com grande voz, dizendo:
Salvação ao nosso Deus, que está assentado no trono, e ao Cordeiro. E todos os anjos estavam ao redor do trono, e dos
anciãos, e dos quatro animais; e prostraram-se diante do trono sobre seus rostos, e adoraram a Deus, Dizendo: Amém.
Louvor, e glória, e sabedoria, e ação de graças, e honra, e poder, e força ao nosso Deus, para todo o sempre. Amém. E um
dos anciãos me falou, dizendo: Estes que estão vestidos de vestes brancas, quem são, e de onde vieram? E eu disse-lhe:
Senhor, tu sabes. E ele disse-me: Estes são os que vieram da grande tribulação, e lavaram as suas vestes e as branquearam
no sangue do Cordeiro. Por isso estão diante do trono de Deus, e o servem de dia e de noite no seu templo; e aquele que
está assentado sobre o trono os cobrirá com a sua sombra. Nunca mais terão fome, nunca mais terão sede; nem sol nem
calma alguma cairá sobre eles. Porque o Cordeiro que está no meio do trono os apascentará, e lhes servirá de guia para as
fontes das águas da vida; e Deus limpará de seus olhos toda a lágrima.” Ap 19. 7-9, “Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e
demos-lhe glória; porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou. E foi-lhe dado que se vestisse de
linho fino, puro e resplandecente; porque o linho fino são as justiças dos santos. E disse-me: Escreve: Bem-aventurados
aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. E disse-me: Estas são as verdadeiras palavras de Deus.” Deus
veste Seus sacerdotes de justiça, como são vestidos os sacerdotes do tabernáculo (Ex 28.39; Sl 132.9; Zc 3.3,4). Não
podemos pensar que tenhamos a justiça de Deus se estamos fora de Cristo. Temos que ser lavados pelo Seu sangue se
esperamos ser redimidos da nossa vã maneira de viver (I Pd 1.18,19). Entramos em Cristo pelo arrependimento dos
pecados e fé no sacrifício de Cristo em nosso lugar. Nessa maneira o pecador é feito limpo, perfeito, puro e justo diante de
Deus. Está nEle? Se arrependa e creia nEle já! De outra maneira as suas vestes sujas continuam e no fim, será lançado
“nas trevas exteriores; ali haverá pranto e ranger de dentes” Mt 2.13.
As Obreiras destas cores - As Mulheres Sábias fiavam com as suas mãos a lã, seda, linho fino e os pêlos das cabras (Ex
35.25-26). Isso ensina que o material fundamental para os outros trabalhadores dependeria na obra destas mulheres (Ex
38.23; 39.1). Verdadeiramente, o ajuntamento dos irmãos e a união dos irmãos na casa de Deus pode ser em muito
facilitada pela obra das mulheres sábias. Pela oração pelas suas famílias e as da igreja, a sua parte na educação dos filhos
na ausência dos maridos, a submissão que coroa os seus maridos, prepara o espírito da família, dá o exemplo de
santidade, e providencia o material fundamental para os homens vocacionais construírem a casa de Deus (I Tm 2.9-15; I
Pd 3.1-9).
O conjunto destas cores pela Bíblia: Fl 2.6-11
Azul: v. 6 Que, sendo em forma de Deus,
Branca: v. 6 não teve por usurpação ser igual a Deus,
Carmesim: v. 7-8 Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; 8 E,
achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.
Púrpura: v. 9-11, “Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome; 10 Para
que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, 11 E toda a língua
confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.”

Os Quatro Evangelhos
Mateus: Cristo – Rei - Púrpura
Marcos: Cristo – Servo Sacrificatório - Carmesim
Lucas: Cristo – Perfeito Homem - Branca
João: Cristo – Filho de Deus – Azul - (T. H. Epp)

No Tabernáculo
A Porta do Pátio – Filho Divino – Azul (Ex 26.31-33)
A Porta da Tenda – Soberano Divino – Púrpura (Ex 26.36,37)
O Véu do Tabernáculo – Salvador Divino – Carmesim (Ex 27.16,17)
As cortinas do Tabernáculo– Servo Divino – Branca (Ex 26.1-3)
Fonte: www.PalavraPrudente.com.br

CAP 15 - O TABERNÁCULO - A ARCA DA ALIANÇA NO TABERNÁCULO


ÊXODO 25.10-16; 26.33; 37.1-5 - Percebemos uma razão de estudar o Tabernáculo, pois “Na realidade, através do
tabernáculo, Deus estava criando uma linguagem e conceitos que nos ajudariam a entender o evangelho. Ao refletirmos
um pouco, nos lembraremos quantas formas de linguagens a respeito de Cristo vem diretamente do tabernáculo e do
sistema que o rodeia.” (Crisp). Essa linguagem inclui “aspersão de sangue”, “expiação”, “propiciatório”, “arca da aliança”,
“véu”, “éfode”, “bode expiatório” e outras palavras. Se não estudássemos o tabernáculo, seríamos ignorantes de grande
parte da linguagem da Bíblia quando se trata do Evangelho.
O Material - Feita de madeira de acácia e de ouro. Como temos aprendido em outros estudos, a madeira de acácia aponta
à humanidade de Cristo e o ouro à Sua divindade.
As Dimensões - A Arca da Aliança media 116 cm de comprimento por 75 cm de largura e 75 cm de altura. Não era vista
como uma peça grande, mas a sua importância era sem medida.
A Sua Construção - A Arca da Aliança era coberta de ouro, por dentro e por fora. Tinha uma coroa de ouro sobre ela,
esta para segurar o propiciatório. Tinha quatro argolas de ouro fundidas nos quatro cantos e nos dois lados restantes
também. Tinha duas varas de madeira de acácia cobertas de ouro, postas nas argolas, para levar à Arca. Eram para ser
sempre nas argolas. Dentro dela era posto o testemunho, ou seja, a Lei de Moisés.
O Seu Lugar no Tabernáculo - A importância dessa peça é vista pela sua posição no Tabernáculo. Ex 26.33 nos mostra
que a sua posição era atrás do véu que separava o lugar santo do lugar santíssimo.
Os Significados - A Arca da Aliança, em Si, representa a presença de Deus entre os homens. Cristo “é imagem do Deus
invisível” (Cl 1.15). Deus (o ouro) se fez carne (a madeira de acácia) para habitar entre nós (Ex 25.8). Os que estavam com
Jesus no Seu ministério terrestre testemunharam dEle. Eles viram a Sua glória, “como a glória do Unigênito do Pai, cheio
de graça e de verdade” (Jo 1.14). Estes que viram Ele, e ouviram dEle, testificaram dEle para nós “para que também
‘tenhamos’ comunhão” com eles, pois, a comunhão deles era com o Pai, e com Seu Filho Jesus Cristo (I Jo 1.3). Tudo isto
nos ensina que somente há presença de Deus nas nossas vidas, comunhão verdadeira com Deus e com os Cristãos se for
por Aquele que é a imagem do Deus invisível, ou seja, por Jesus Cristo. Repito negativamente: não há salvação completa,
vida espiritual, adoração agradável ou esperança futura senão somente e unicamente por Cristo. A Arca da Aliança
representa a presença de Deus entre os homens, e Cristo é essa presença. A Arca da Aliança, no primeiro relatório das
peças do tabernáculo, era a primeira peça mencionada. As primeiras instruções à Moisés para este santuário onde Deus
habitaria no meio do Seu povo eram de fazer a Arca da Aliança. De fato isso nos ensina que a salvação de Deus para o
homem pecador começa com Deus. O Pai decretou a salvação por Cristo. O Filho fez tudo necessário conforme o que o Pai
decretou. O Espírito Santo aplica o que o Filho fez para todos aqueles que o Pai escolheu. A primeira iniciativa de amor
pelo pecador perdido era no lado de Deus. Nós O amamos porque Ele nos amou primeiro (I Jo 4.19). Quando ainda
éramos pecadores, Deus manifestou Seu amor por nós pela morte de Cristo (Rm 5.8). Se não fosse o amor eterno de Deus
em primeiro lugar pelos perdidos, não haveria a obra do Espírito Santo em os atrair a Ele (Jr 31.3). Cristo é o Alfa e o
Ômega da salvação (Ap 1.11). Cristo é o Autor e consumador da nossa fé salvadora (Hb 12.2). Se a salvação por Cristo não é
a primeira e última esperança do perdão dos seus pecados você não tem a presença de Deus no seu coração. Não pense de
ter uma vida Cristã sem essa presença de Deus entre os homens. Não pense de ter perdão dos seus pecados sem essa: a
presença de Deus entre os homens. Não pense que tem comunhão com Deus sem a presença de Deus entre os homens.
Não pense que pode agradar Deus sem a presença de Deus entre os homens. Sem a presença de Deus entre os homens que
é Cristo, há somente condenação eterna (Jo 3.36). Se estiver carregando a pesada carga da condenação dos seus pecados
venha a essa presença de Deus entre os homens (Mt 11.28-30). Se estiver oprimido pela separação que seus pecados fazem
do seu Deus, venha a essa presença de Deus entre os homens (Is 55.1-3, 6-7). Se já conhece essa presença de Deus entre os
homens, seja alerta para o resto da mensagem pois, essa mensagem te importa em muito. Notamos que a Arca tinha uma
“coroa de ouro ao redor” (v. 11). Essa “coroa” de ouro nos ensina de Cristo. Cristo foi coroado de honra e glória e nós
daremos nossas coroas à Ele (Ap 4.10). Cristo é coroado por Deus soberanamente com um nome sobre todo nome (Fl 2.9-
11). Que essa coroa de ouro foi “ao redor” da Arca da Aliança nos ensina muito também. Isso significa a divindade de
Cristo em tudo que se faz. No Seu ministério terrestre a Sua divindade foi manifestada a todos (Jo 1.14; I Jo 1.1-4). A
divindade de Cristo está em tudo que se faz na obra da Sua redenção. Isso se vê em que Ele deu- Se a Si mesmo a Sua vida
e voltou a tomá-la (Jo 10.17,18). Só Cristo sendo Deus completamente, tudo “ao redor” Ele poderia fazer tal obra. A
divindade de Cristo está vista na Sua salvação, pois Ele nos dá uma “eterna salvação” (Hb 5.9). A Sua intercessão contínua
(Hb 7.25) nos manifesta claramente a divindade de Cristo em tudo que se faz. Nosso servir a Ele é digno de toda parte de
todo nosso viver: conjugal, familiar, social, eclesiástico e empregatício. Notamos que o testemunho foi colocado dentro da
Arca da Aliança (v. 16). Essa verdade da Lei de Moisés dentro da Arca que representa a presença de Deus entre os homens,
nos mostra tanto a obra de Cristo quanto a nossa responsabilidade para com a Lei. É dito de Cristo em Salmo 40.6-8, “A
tua lei está dentro do meu coração”. “A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, de realizar a sua obra” (Jo
4.34). E a vontade de Deus para Cristo em relação a Lei era de cumprir ela: Mateus 5:17 “Não cuideis que vim destruir a lei
ou os profetas: não vim ab-rogar, mas cumprir.” E esta obra Ele consumou na cruz (Jo 19.30). Cristo cumpriu a Lei, pois
estava dentro do “Seu coração”, uma verdade que nos manifesta a Sua voluntariedade em ser esta oferta (Hb 10.5-7; Ex
35.5,21; Lv 1.3). Para o regenerado a lei de Deus é seu prazer: Rm 7.22, “Porque, segundo o homem interior, tenho prazer
na lei de Deus;”; Sl 37.31, “A lei do seu Deus está em seu coração; os seus passos não resvalarão.” (II Co 3.3). O fato que a
Arca da Aliança esteve no lugar Santíssimo nos ensina que não há compartilhamento com qualquer falso deus (Dagom, I
Sm 5.1-7). A colocação da Arca da Aliança no Santo dos Santos não admite adoração criativa (os dois filhos de Aarão, Lv
10.1-11); adoração com a carne (os dois filhos de Eli, I Sm 4.3-11); com a nossa intenção só (Uzá, II Sm 6.1-7); mas,
somente como agrada a Deus, “em espírito e em verdade” (Jo 4.24). A Arca da Aliança no lugar Santíssimo que a nossa
adoração a Deus deve ser pura e as varas cobertas de ouro nos mostra a nossa responsabilidade nessa adoração. As varas
cobertas de ouro e postas nas argolas para nunca serem tiradas nos manifestam a responsabilidade de Cristo para fazer a
vontade de Deus. A Sua lei estava no coração de Cristo. A estimação dessa lei a Cristo se manifestou quando Ele veio fazer
a vontade do Pai (Jo 5.30). A estimação nossa da lei de Deus também está vista em como executamos a nossa
responsabilidade em fazer a vontade de Deus. Deus não pede os nossos sentimentos, emoções, invenções, mas ação
dirigida para cumprir o que Cristo nos ensinou (Mt 7.21-25).
A Arca da Aliança pela Bíblia - Quero examinar os casos da Arca da Aliança nas suas várias situações pela Bíblia e se
Deus nos abençoar podemos ser edificados grandiosamente. Em Josué 3.3-17 o povo de Deus atravessou o Jordão para
entrar na terra prometida. O cristão precisa pôr Cristo em primeiro lugar no seu coração e vida e se espera atravessar o rio
dos desafios e entrar no serviço do Senhor. Em Josué 6.10-21 avistamos a importância da Arca da Aliança na destruição da
cidade. Isso nos instrui à verdade que só podemos vencer o pecado que tão perto nos rodeia tendo Cristo em primeiro
lugar em nossa vida. Em I Sm 5.1-7 aprendemos a impossibilidade de servir dois senhores (Lc 16.13). Também
aprendemos nisso que quando Cristo entra no coração do incrédulo, os deuses falsos cedem lugar. Em Lv 16.2
aprendemos que a aproximação a Deus não é corriqueira, mas com reverência e temor, e isso com o sangue de Cristo (Hc
2.20). No livro de Salmos achamos uma única referência à Arca da Aliança e é referida como sendo “a força do Senhor” (Sl
132.8). Nisso aprendemos que a força e a vitória da vida cristã é Cristo (Fl 4.13; Jo 15.4; I Jo 5.4,5). A Arca da Aliança é a
presença de Deus entre os homens, a força do Senhor, e não é compartilhada com a carne em nenhum aspecto na
adoração ou serviço a Deus. A primeira coisa da salvação é Cristo. Temos responsabilidade de não só saber,mas,fazer a
vontade de Deus (Rm 12.1,2; I Co 1.30). A vontade de Deus para com o pecador é que se arrependa e creia em Cristo Jesus.
Somente dessa maneira pode esperar ter a presença de Deus contigo. A vontade de Deus para o cristão é viver em
obediência da Palavra de Deus pela “força do Senhor”. Que Cristo tem na sua vida a preeminência como a Arca da Aliança
tinha no Tabernáculo.
CAP 16 - O TABERNÁCULO - O PROPICIATÓRIO DE OURO PURO NO TABERNÁCULO
ÊXODO 25.17-22; 37.6-9 - O propiciatório de ouro puro se encontra tanto no Velho Testamento como no Novo
Testamento revelando assim a sua relevância para nós hoje. Não que precisamos nos ocupar de ter uma lâmina de ouro
puro 1.15 m por 70 cm nas nossas casas ou igrejas hoje, mas o significado dessa peça importantíssima no Tabernáculo é
necessário ocupar espaço em nossos corações. É esperado que aprendamos melhor da extraordinária obra de Cristo no
estudo desse propiciatório. O propiciatório é uma peça distinta e separada da Arca da Aliança. Existem mais usos da frase
“Arca da Aliança” pela Bíblia (não menos de 46 vezes) do que o uso da palavra “propiciatório” (não menos de 23 vezes).
Todavia existem oito vezes na Bíblia o “propiciatório” como uma peça separada (Ex 25.17-22; 31.7; 35.12; 39.35; 40.20; Lv
16.2; Nm 7.89; I Cr 28.11). Se os homens santos que o Espírito Santo usou para escrever inspiradamente a Bíblia
minutassem os casos do propiciatório ser usado separadamente da própria Arca, podemos estudar essa peça
separadamente da Arca da Aliança com bom proveito. A posição que o propiciatório ocupava no tabernáculo era sobre a
arca do testemunho no lugar santíssimo (Ex 26.34). Assim é reconhecida a reverência e temor que todos devem ter à
respeito dele, materialmente na época do Velho Testamento e espiritualmente na nossa época. A sua importância também
é sugerida pelo fato que a sua existência no lugar Santo dos Santos era uma referência para a colocação correta de outras
peças (Ex 30.6). O significado espiritual dessa peça deve ter a posição correta em nossas vidas. A posição correta em
nossas vidas é fundamental para todo o resto da nossa comunhão com Deus e para nossa adoração constante à Deus.
A Utilidade do Propiciatório – A Presença de Deus – Ex 25.22, “E ali virei a ti”; Lv 16.2 - A utilidade do
propiciatório de ouro puro era que sobre ele a presença de Deus se manifestava (Lv 16.2). A presença visível do Deus que é
Espírito (Jo 4.24) é Cristo (Cl 1.15, “O qual é imagem do Deus invisível”)! A “expressa imagem da Sua pessoa” é Cristo (Hb
1.3)! Deus aparecia na nuvem sobre o propiciatório e a revelação do Novo Testamento aponta claramente que a presença
de Deus hoje está em Cristo. Por essa razão temos que verificar que Cristo tem o lugar propício na nossa fé se qualquer
pecador quer ser salvo. Não há outro nome dado debaixo do céu (debaixo da “nuvem sobre o propiciatório”, Lv 16.2), dado
entre os homens, pelo qual devemos ser salvos (At 4.12). Não é o Espírito Santo que deve ser crido, nem o Pai, mas sim,
pelo Filho, Jesus Cristo. Deus nunca foi visto por ninguém, mas Deus foi revelado por Cristo (Jo 1.18)! A salvação não é
através de um determinado ‘batismo’, uma cala fria, uma conseqüência, sonho, ou outra qualquer experiência subjetiva
que deve ter destaque. A salvação é somente pelo arrependimento dos pecados e pela fé de coração na Pessoa e obra de
Jesus Cristo o Senhor e Salvador (At 16.30, 31, “E, tirando-os para fora, disse: Senhores, que é necessário que eu faça para
me salvar? 31 E eles disseram: Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa”). Se desejar ter a presença de Deus
na sua vida, é necessário ter Cristo no lugar santíssimo do seu coração. Se desejar gozar da plena presença de Deus no céu
é necessário ser de Cristo. Ninguém vai ao Pai senão por Ele (Jo 14.6).
A Utilidade do Propiciatório – A Comunicação de Deus – Ex 25.22, “e falarei contigo”; Nm 7.89 - A utilidade do
propiciatório de ouro puro é entendida quando se percebe que foi o lugar que Deus comunicava com Moisés, (“falava de
cima do propiciatório”, Nm 7.89). Outra vez percebemos que o propiciatório aponta à uma obra de Cristo. O Novo
Testamento revela claramente que Cristo é essa comunicação de Deus. Cristo é o Verbo eterno! Cristo é o Verbo divino! Jo
1.1 diz “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus”. Um ‘verbo’ é que é parte de um código
usado para transmitir algo entre pessoas. É comunicação. Portanto, a comunicação de Deus para o homem é Cristo! Por
isso Cristo é chamado “Palavra” em I Jo 5.7, Cristo é a “Palavra da vida” tocado, visto e ouvido pelos Apóstolos do Qual
eles testificaram (I Jo 1.1). O apóstolo João revela a vitória final de Deus sobre Satanás, o pecado e de tudo que insta
contra Deus. Essa vitória é somente por Aquele chamado “Fiel e Verdadeiro”; o nome desse que traz a vitória de Deus é a
“Palavra de Deus” (Ap 19.12, 13). Verdadeiramente não ouvimos nada de Deus, não temos nenhuma parte da vitória de
Deus, não tocamos nada de Deus se perdemos a Sua comunicação: o Jesus Cristo. Nesta maneira se vê a extraordinária
importância do significado do propiciatório de ouro puro.
A Utilidade do Propiciatório – A Habitação de Deus I Cr 28.11 - A utilidade do propiciatório de ouro puro é
reconhecida quando entendemos que a soma do Tabernáculo era chamada “a casa do propiciatório” (I Cr 28.11). O
propósito do Tabernáculo era “um santuário” onde Deus prometeu “habitarei no meio deles” (Ex 25.8). Pela totalidade do
Tabernáculo ser resumida como “casa do propiciatório” entendemos a sua extraordinária importância. E apontado a nós
que se esperamos ter a habitação de Deus conosco ou, se desejamos habitar com Deus, será somente por Cristo. Não há
esperança nenhuma a pensar que Deus habita conosco e não podemos esperar habitar com Deus no céu se perdemos
Cristo agora. É do agrado do Pai que toda a plenitude da divindade habitasse em Cristo (Cl 1.19; 2.9). Por isso a lâmina era
de ouro puro. Deus habita em Cristo e pela obra de Cristo na cruz há uma eterna e completa reconciliação com Deus (II Co
5.19-21). Se perdemos o propiciatório perdemos a habitação de Deus! Verifique já se conhece Cristo Jesus como o seu
Senhor e Salvador. Lembre-se que o lugar do propiciatório era no Lugar Santíssimo sozinho com a Arca da Aliança. Deus
não admite compartilhar a Sua presença, a Sua comunicação e a Sua habitação com qualquer outro, seja anjo, homem ou
potestade.
A Significação de Propiciatório – Coberto - A palavra propiciatório simplesmente significa coberto. Há três
passagens no Novo Testamento que mostra essa beleza que Cristo é esse propiciatório de ouro fino sobre o qual habita
Deus. Considerando essas três referências entendemos uma verdade eterna. A primeira referência é Ro 3.25-26, “Ao qual
Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes
cometidos, sob a paciência de Deus; Para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e
justificador daquele que tem fé em Jesus.” A segunda referência é I Jo 2.2 que diz de Cristo, “E ele é a propiciação pelos
nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo.” A terceira passagem é I Jo 4.10 que
diz, “Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós, e enviou seu Filho para
propiciação pelos nossos pecados.” Resumindo essas três passagens aprendemos: Cristo é o propiciador para o pecador
ser feito “propício” (fazer favorável) a Deus, e, pelo sangue de Cristo Deus é feito “propício” (fazer favorável) para com o
pecador. Cristo, sendo o nosso substituto, assumindo os nossos pecados, expiando-se por nossa culpa “cobriu” todos
aqueles que se arrependam e crêem nEle pela fé. Por Cristo ser a propiciação dos nossos pecados a ira de Deus é apagada
ou aplacada. Se tem o sangue de Cristo cobrindo os seus pecados? Não se satisfaça com uma experiência rara ou marcante,
uma mudança radical, um sentimento extraordinário ou por uma palavra de qualquer homem nascido de mulher. Basta
ter o ‘propiciatório’ – Cristo - e terá a presença de Deus contigo, ouvirá a Sua Palavra, será a habitação de Deus e a
habitação de Deus será sua pela eternidade. Se tem o sangue de Cristo cobrindo os seus pecados? Se tiver o propiciatório
sobre os seus pecados, como o propiciatório de ouro puro era entre a nuvem e a lei do testemunho (Ex 25.21; Gl 3.13;
4.4,5), a sua vida deve ser santa como o propiciatório se posicionou num lugar santo. Sem Cristo nada é feito mas por
Cristo podemos fazer tudo que devemos (Fp 4.13). O nosso corpo não é como o Lugar Santíssimo que continha somente a
Arca da Aliança e o propiciatório de ouro puro. Em nosso corpo habita ainda, junto com Cristo, a carne. Por termos a
carne, ainda lutamos em fazer o que deleitamos a fazer, ou seja, a lei de Deus (Rm 7.22). Enchei-vos do Espírito Santo (Ef
5.18) e andai no Espírito (Gl 5.25) e assim não cumpriremos as concupiscências da carne. Nessa maneira seremos
testemunhas melhores.
CAP 17 - O TABERNÁCULO - OS QUERUBINS NO PROPICIATÓRIO DE OURO PURO
ÊXODO 25.18-22; 37.7-9 - É útil estudar sobre o tabernáculo por que não apenas o Novo Testamento ensina-nos de
Cristo mas o Velho Testamento também (Salmos 40.7, “Sacrifício e oferta não quiseste; os meus ouvidos abriste;
holocausto e expiação pelo pecado não reclamaste. Então disse: Eis aqui venho; no rolo do livro de mim está escrito.”;
Hebreus 10.7; Lucas 24.27, “E, começando por Moisés, e por todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava em
todas as Escrituras”, 44, “E disse-lhes: São estas as palavras que vos disse estando ainda convosco: Que convinha que se
cumprisse tudo o que de mim estava escrito na lei de Moisés, e nos profetas e nos Salmos.”). Por isso convém estudar o
que diz a Bíblia do tabernáculo pois o tabernáculo simboliza muito Cristo.
Querubins pela Bíblia - Não devemos confundir querubins com serafins (Is 6.2-6). Estes têm seis asas e
particularmente estão associados com louvor. Os querubins são diferentes em número de asas e em ação. Ainda existem os
anjos ministrantes (Hb 1.14; Dn 6.22; Mt 18.10; Lu 16.22; At 5.19), e arcanjos (Lu 1.19; Dn 9.21; Jd 1.9). Podemos aprender
muito de um assunto examinando como está usado na Bíblia. A primeira referência na Bíblia ao querubim é Gn 3.24. O
seu lugar ao oriente do jardim do Éden, com uma espada inflamada, para guardar o caminho da árvore da vida, ou seja,
para que o homem lançado fora, fique fora. Alguns estudiosos entendem com isso que a obra dos querubins era de
verificar que o julgamento proferido por Deus contra Adão e Eva fosse feito. Pode ser isso mesmo. Também estão
relacionados com a habitação de Deus com Seu Povo - Ex 25.22, “e ali virei e falarei contigo ... do meio dos dois
querubins”; I Sm 4.4, “a Arca da Aliança do SENHOR dos Exércitos, que habita entre os querubins”; II Sm 6.2, “Senhor
dos Exércitos, que se assenta entre os querubins”; II Reis 19.15, “O Senhor Deus de Israel, que habita entre os querubins”;
I Cr 13.6; Sl 80.1; 99.1; Is 37.16. Também estão relacionados com a comunicação de Deus ao Seu povo - Ex 25.22, “e ali
virei e falarei contigo ... do meio dos dois querubins”. Isto é notado na dedicação do tabernáculo por Moisés. Moisés
entrava na tenda da congregação para falar com Deus. Moisés “ouvia a voz que lhe falava de cima do propiciatório,... entre
os dois querubins”, Nm 7.89; I Cr 13.6; Também estão relacionados com o privilégio de ficar próxima da presença
poderosa de um Deus Santo – II Sm 22.11, “E subiu sobre um querubim, e voou” (Sl 18.10); Ez 1.26-28, formar o trono de
Deus; 10.1-22, visão dos querubins; 28.14, Lúcifer. No Novo Testamento a palavra querubins é usada uma vez só como
sendo parte do Tabernáculo – Hb 9.5. Mas seres que poderiam ser querubins estão relatados em Apocalipse 14.6-11 e
outras instâncias do julgamento de Deus sendo derramado.
A Aplicação para Nós Hoje - Somando tudo que fala dos querubins pela Bíblia podemos resumir que eles representam
a autoridade e poder judicial de Deus. Pelo fato que os querubins estão no jardim do Éden, supervisionando que o
julgamento contra o homem seja cumprido devemos aprender que o julgamento dos pecados é certo. O caminho para a
vida eterna é barrado. O pecado do homem causou essa grande separação (Is 59.1-3). Não há como chegar a Deus sem
responder pelo julgamento dos pecados. Pelos querubins serem feito de uma só peça com o propiciatório, e pelo sangue da
expiação ser aspergido nesse, é apontado Cristo Quem de Si deu a Si mesmo na cruz, recebendo assim o julgamento do
pecado de todo pecador arrependido (II Co 5.21; Tt 3.5; I Pd 1.18-21). Se os querubins representam a autoridade e poder
judicial de Deus, por eles serem parte integral do propiciatório, sabemos que o pecador arrependido pela fé em Cristo
pode chegar a Deus, até com ousadia (Hb 10.19). As duas testemunhas testificam dessa verdade. Não há doutrina ou obra
de igreja alguma nem intenção fervorosa e sincera suficiente para ultrapassar a espada inflamada do querubim que guarda
o caminho para a vida. Não há obediência das Escrituras nem há manejo de ofícios em uma igreja verdadeira que podem
substituir o necessário para ser declarado justo por Deus, ou seja, o arrependimento do pecador dos seus pecados e fé de
coração na morte de Cristo. “Sem Mim, nada podeis fazer” (Jo 15.5). A justiça de Deus é satisfeita somente e eternamente
por Jesus Cristo. Você tem como enfrentar a justiça de um Deus Santo? Por ter muitas referências relacionando os
querubins com a habitação, a glória e a presença de Deus e tudo isso no tabernáculo, podemos entender que somente pode
o pecador ir a Deus por Cristo, e, também Deus somente relaciona-se com os remidos por Seu Filho, Jesus Cristo. Os
querubins ensinam a salvação e a santificação.
A Salvação - Somente pode ter o pecador “ousadia para entrar no santuário” se for “pelo sangue de Jesus” (Hb 10.19-23).
Cristo é a verdadeira habitação de Deus, o “Deus conosco” (Mt 1.23). Em Cristo “habita corporalmente toda a plenitude da
divindade” (Cl 2.9). Como Deus habitava “entre os querubins”, Ele habita plenamente na pessoa de Cristo. Se o pecador
não confia de coração em Cristo, o Salvador, deixa de ter esperança de conhecer a habitação de Deus e a glória de Deus.
Ninguém pode entrar na presença de Deus rejeitando Cristo como o Deus conosco e o único Salvador dos pecadores
arrependidos. Ao pecador que é cansado e oprimido pelos seus pecados, a mensagem desde o Velho Testamento é:
Arrependei-vos e crede em Cristo. Apenas por Cristo o pecador terá a presença e a glória de Deus no seu coração como a
presença e a glória de Deus habitavam entre os querubins.
A Santificação - A presença de Deus “entre os querubins” ensina da santificação dos que são salvos para Cristo. Somente
por serem redimidos não quer dizer que os salvos estão sempre propícios para Deus se manifestar neles. O salvo peca e
freqüentemente quebra a comunhão com o Pai. Com pecado em suas vidas, entristecem e extinguem o Espírito Santo e,
portanto, a manifestação da Sua presença se ausenta. Para ter a expressão da presença de Deus na vida é necessário uma
constante sondagem e lavagem pela Palavra de Deus (Sl 139.23, 24; I Jo 1.9). Como diz dos salvos em Hebreus 10,
“Cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé, tendo os corações purificados da má consciência, e o
corpo lavado com água limpa” (v. 22). Tanto mais purificados os salvos, mais conforme à imagem de Cristo estão feitos. O
julgamento dos pecados é feito por Cristo. Ele é nossa justificação (representada pelo propiciatório). Isso nos dá direito
para termos acesso a Deus. Com a constante lavagem, somos purificados para gozar a presença da Sua glória, autoridade e
poder judicial em nossas vidas, ou seja, a manifestação aberta de Cristo em nossas vidas (representado pelos querubins do
propiciatório). Pelos querubins estarem no lugar Santo dos Santos é ensinado que o lugar onde a presença de Deus se
manifesta deve ser reverenciado. Além da nossa santificação pessoal, o culto público que visa agradar Deus merece a mais
alta veneração e acatamento solene. O lugar Santo dos Santos não era lugar de exposição da carne de nenhuma forma. A
invenção do homem e a Arca da Aliança nunca se mesclaram (I Sm 5.2-4; II Sm 6.6-8). Portanto, onde a Palavra de Deus é
aberta e Cristo pregado, a nossa atitude de coração, em qual habita Deus pelo Espírito Santo, deve ser de humilde
submissão e pura adoração que visa obedecer e amar a Sua Palavra. Nada da carne do homem é aceito por Deus. Usamos
os nossos corpos para cultuar a Deus, mas a sensualidade, excitação emocional, gritaria, e, em fim, tudo que é da carne,
não agrada Deus. “Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade”, Jo 4.24.
Considerando que os querubins faziam parte integral do propiciatório de ouro puro, e por eles apontarem a Cristo, a nossa
adoração e a santificação da nossa vida particular devem refletir o respeito do mais alto e solene grau para com a pessoa e
obra de Cristo. Nunca devemos brincar com o nome da divindade, nem usá-lo de forma casual. Cristo é a menina dos
olhos de Deus (Pv 8.30; Zc 2.8). Portanto, para agradar a Deus é lícito todo respeito ao nome de Cristo. Para o cristão
maduro, é precioso (I Pd 2.7). Como vai o seu tratamento de Cristo, por Quem temos a presença manifesta de Deus em
nós? Lembrando ainda mais do fato da Arca da Aliança estar no Santo dos Santos, o nosso manejo do templo dEle, ou seja,
o nosso corpo (I Co 6.19; II Co 6.16), deve ser de separação cuidadosa que não permita nada que desagrade Deus, o
Verdadeiro Santo dos Santos (I Sm 2.2, “Não há santo como o SENHOR”). O que entra nele, o que veste nele, onde se leva
ele, com quem se associa a ele, tudo deve ter a consideração da Sua santidade. A presença de Deus está em nós. Não
contradiz pela sua vida, o que Ele é no seu coração! O Uso de Querubins no Tabernáculo Não Aprova o Uso de
Imagens de Escultura na Adoração Há os que querem consagrar a idolatria pela presença dos querubins no
Tabernáculo. Este estudo que segue é do Pr. Airton Evangelista da Costa. "As imagens dos querubins na arca do concerto
não eram adoradas (Êx 25.18). Não eram padroeiras dos hebreus, não intercediam por eles, nem eram a recordação de
alguém que eles amavam. Eram ornamentos e simbolizavam a presença de Deus (Dt 10.1-3; 2 Cr 5.10; Hb 9.4-5)" (Bíblia
Apologética). Acrescento: Os querubins não eram carregados em procissão; o povo não cantava louvores a eles; não eram
coroados; não eram iluminados por meio de velas; não eram tocados e beijados; não eram reproduzidos para serem
guardados em casa, em redoma, no pescoço, e colocados nas praças e em lugar de destaque; não haviam fábricas de
querubins com fins lucrativos; não eram colocados nas sinagogas. Mais: a igreja primitiva não precisou usar querubins
nem qualquer tipo de imagens. O mesmo raciocínio serve para a serpente de metal, edificada no deserto. Foi destruída
exatamente quando o povo se inclinava a adorá-la. "Ele [rei Ezequias] tirou os altos, quebrou as estátuas, deitou abaixo os
bosques, e fez em pedaços a serpente de metal que Moisés fizera; porquanto até àquele dia os filhos de Israel lhe
queimavam incenso, e lhe chamaram de Neustã [hebraico: pedaço de bronze]" (2 Reis 18.4). Não houve outro que
confiasse tanto no Senhor Deus... “Assim foi o Senhor com ele" (18.5-6). Podemos dizer que quanto mais o rei Ezequias
destruía imagens, mais demonstrava confiança no Senhor e mais o Senhor era com ele. As figuras do Antigo Testamento
eram sombras das coisas futuras (Cl 2.17), mas, vindo Cristo, o sumo sacerdote dos bens futuros, por um maior e mais
perfeito tabernáculo... Entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção. Porque Cristo não entrou
num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro...” (Hb 9.6-24). Portanto, as imagens devem ser queimadas,
quebradas, feitas em pedaços e totalmente destruídas, porque para nada servem. Servem apenas para fomentar uma
idolatria destruidora, que afasta o homem de Deus e o faz confiar mais em pedaços de pau, de mármore, pedra, gesso do
que no Senhor. A proibição de Êxodo 20.4-5: “Não farás PARA TI imagens de escultura, nem semelhança alguma do que
há em cima nos céus... Não te encurvarás a elas nem as servirás” – inclui, de forma bem clara, as imagens de pessoas
falecidas, dos anjos e da Trindade. “Para ti” significa para adoração particular. Por isso, a Palavra acrescenta que não
devemos nos prostrar (“não te encurvarás”, isto é, não fazer gestos de reverência, tirar o chapéu, inclinar o corpo, ajoelhar-
se). Encurvar-se ou ajoelhar-se é a mais visível manifestação de adoração. É a adoração interior, do coração, que se
exterioriza.
Em diversas praças das capitais brasileiras, há imagens esculpidas de homens públicos ou de feitos históricos. Deus não as
proíbe, exceto se forem adoradas como deuses. www.palavradaverdade.com/ Pode você aproximar-se ao Deus de fogo
consumidor? Ele pode ter a Sua presença cabal contigo? Você tem Ele? A manifestação de Deus está contigo?
CAP 18 - O TABERNÁCULO - A MESA COM O PÃO DA PROPOSIÇÃO NO LUGAR SANTO
ÊXODO 25.23-30; 3737.10-16; LV 21.16-24; 24.5-9 - É útil estudar sobre o tabernáculo por que não apenas o Novo
Testamento ensina-nos de Cristo, mas, o Velho Testamento também (Salmos 40.7, “Sacrifício e oferta não quiseste; os
meus ouvidos abriste; holocausto e expiação pelo pecado não reclamaste. Então disse: Eis aqui venho; no rolo do livro de
mim está escrito.”; Hebreus 10.7; Lucas 24.27, “E, começando por Moisés, e por todos os profetas, explicava-lhes o que
dele se achava em todas as Escrituras”, 44, “E disse-lhes: São estas as palavras que vos disse estando ainda convosco: Que
convinha que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na lei de Moisés, e nos profetas e nos Salmos.”). Por isso
convém estudar o que diz a Bíblia sobre o tabernáculo,pois o tabernáculo simboliza muito Cristo. No Lugar Santo foram
três das sete peças de móveis feitas para o tabernáculo. Dentre essas três peças era a mesa da proposição (Nm 4.7; II Cr
29.18), chamada também a mesa de madeira de acácia (Ex 25.23; 37.10), a mesa pura (II Cr 13.11), a mesa do Senhor (Ml
1.12) ou simplesmente, a mesa (Hb 9.2). No templo, a sua importância é notada pois é determinada “a mesa que está
perante a face do Senhor” (Ez 41.22). Mesas pela Bíblia representam aceitação e comunhão (II Sm 9.7-13; Lc 22.30). Essa
mesa da proposição é de grande importância pois “está perante a face do Senhor.” Quem participa desta mesa tem direito
a estar na presença do Senhor. Sabemos que Cristo é o Pão da Vida e por Ele temos ousadia a entrar na presença do
Senhor (Hb 10.19-22). No Lugar Santo só entrava o sacerdote e a sua família. Isso nos ensina que qualquer ministério para
Deus tem que ser por Cristo e em Cristo, o nosso grande sumo Sacerdote. Graças à Deus que por Ele somos feitos
sacerdotes (I Pe 2.9). Só por Cristo entramos no Lugar Santo. Ninguém, melhor intencionado que seja, pode ministrar a
Deus. Não somente entrava o sacerdote e sua família, mas nenhum da sua família “em quem houver alguma deformidade”
se chegava aí (Lv 21.16-24). O ministrante público, que Deus aceita e abençoa, tem que ser um vaso com uma clara
testemunha de Cristo. Porém, quando veio o tempo de comer o pão, toda a família do sacerdote podia comer. Tão claro é o
ensinamento, que Deus deseja santidade nos seus ministrantes públicos quando oferece o pão, ou seja, quando ministra
Cristo, o Pão da Vida (I Tm 3.1-7). Porém, na vivência, alimentação, e confraternização com Deus, no comer do pão, todos
são iguais em Cristo (Cl 3.11, “Cristo é tudo em todos.”). Uma mesa com alimentação atrai a atenção de pessoas e incentiva
o apetite. Também nos promete confraternização. Essa mesa com o pão da proposição não era diferente. Sendo no Lugar
Santo no tabernáculo sabemos que tudo apontava a Jesus Cristo por Quem Deus habita no meio do Seu povo. Essa mesa
com o pão da proposição significava Cristo, o Pão da Vida, pelo qual seu povo, comendo espiritualmente, tenha vida e
comunhão com Deus. Entendendo que somente os sacerdotes e as suas famílias comiam deste pão (Mt 12.4) entendemos
que a comunhão que os cristãos têm entre si é por todos estarem em Cristo (I Jo 1.3). As medidas desta mesa (Ex 25.23), a
sua altura (1,5 côvados) eram iguais à arca da propiciação no Lugar Santíssimo, enquanto a sua largura e o seu
comprimento eram menores do que às da arca. A comunhão que temos em Cristo é realmente comunhão com o próprio
Deus. Porém, a inteira largura e profundidade dessa comunhão são limitadas por estarmos ainda na carne, nessa
peregrinação terrena. Que benção de sermos levados à presença real de Deus por Cristo, e que desafio temos em aprender
tudo que podemos das glórias de Deus em Cristo (II Co 3.18; Cl 3.10). Também podemos entender pelas medidas da mesa
que a mesa do pão da proposição é limitada. Não são todos os que desejam aproximar a ela que podem, mas somente o
sacerdote e a sua família (Mt 12.4; Lv 24.9). Ainda mais, a participação nesta mesa não era para todos os sacerdotes e seus
filhos, mas restrita para o sacerdote que ministrava e sua família. Isso claramente representa que a Ceia do Senhor, na
mesa do Senhor, como ordenança da igreja seja limitada somente aos membros daquela igreja que está administrando-a (I
Co 5.11-13). O pão da proposição significa literalmente “as faces apresentadas” (# 6440, Hebraica, Strong’s). Este “pão
sagrado” (I Sm 21.4-6) e “pão contínuo” (Nm 4.7) significa a aceitação de Deus por todos que comem e deleitam-se com
Cristo (Jo 6.31-40; 10.9). O pecador arrependido que confia pela fé na vitória de Cristo sobre o pecado e a morte como a
sua vitória pode com “rosto descoberto” entrar e sair e achar pastagens (Jo 10.9,10; II Co 3.18). Graças a Deus pela aberta
comunhão com Deus por Jesus Cristo. E essa comunhão aberta com Deus por Cristo não é somente por ter comido Cristo
no passado, mas por comer dEle constantemente. A mesa com o pão foi levantada e carregada junto com o povo aonde
Deus guiava. As argolas representam a eternidade de Cristo e as varas levantando e carregando a mesa representam a
constante presença de Cristo aonde Ele nos guia. Mesmo na presença dos nossos inimigos uma mesa é preparada e assim
temos comunhão plena com Deus mesmo nas adversidades (Sal 23.5). Cada sábado doze pães foram feitos, cada um de
duas dízimas da flor de farinha. Foram colocadas em duas fileiras e sobre cada fileira foi posto incenso puro “para que
seja, para o pão por oferta memorial; oferta queimada” “ao Senhor.” Todas das tribos ao redor do tabernáculo foram
representadas nestes pães. Isso representa claramente que “Cristo é tudo em todos” (Cl 3.11). Cada sábado foi feito novos
pães (Lv 24.5-9). Somos renovados na imagem de Cristo enquanto comemos do conhecimento dEle diariamente (Cl 3.10;
II Co 3.18). Quando a mesa, os seus pertences, e o pão foram mudados para outro lugar, eles foram cobertos (Nm 4.7-8). A
mesa foi somente vista pelos sacerdotes. Os que comem de Cristo são os únicos que vêem a glória da Sua santidade. Uma
pele de texugo cobria por último a mesa nos mostrando que a vida nutrida por Cristo não é vistosa pelo mundo. Como a
pele de texugo protegia a mesa e o pão dos efeitos do deserto, entendemos que a Sua santidade repele tudo o que é
mundano. Cristo é o Pão (Jo 6.35, 48, 53-58, 63). Para o mundo e para nós mesmos morremos, mas por Ele vivemos (Gl
2.20). Tem comido de Cristo?
CAP 19 - O TABERNÁCULO - O CANDELABRO NO LUGAR SANTO
ÊXODO 25.31-40; 26.35; 27.20-21; 37.17-24; LV 24.2, 4 - É útil estudar sobre o tabernáculo para aprender mais da
nossa Salvação por Cristo. A lei (o Pentateuco) tem “a sombra dos bens futuros” (a Pessoa e Obra de Cristo) e conhecendo
essas sombras perceberemos melhor o Real (Hebreus 10.1). Por isso convém estudar o que diz a Bíblia sobre o
tabernáculo. O candelabro se encontra no Lugar Santo e é o objeto principal neste lugar. Somente o sacerdote e a sua
família santificada podem entrar no Lugar Santo. Homem algum entrará na presença de Deus sem Cristo. Sem Cristo é só
trevas. O Lugar Santo é o lugar de comunhão com Deus. É claro que isso representa a verdade que somente os salvos em
Cristo têem: a comunhão verdadeira com Deus (I Jo 1.5-7). O pão da proposição nutre essa comunhão. O altar de incenso
representa a manutenção dessa comunhão e o candelabro representa o poder nesta comunhão. Não entrava no Lugar
Santo nenhuma luz natural. O candelabro era a única fonte de iluminação. Se o Lugar Santo representa a nossa comunhão
e ministério com Deus então a falta de luz natural aponta à verdade que a nossa comunhão com Deus não necessita
nenhuma “luz natural”, ou fruto do raciocínio humano. Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece e Ele é a luz da
minha comunhão com Deus. A falta de “luz natural” no Lugar Santo nos ensina que a mortificação da carne é necessária
para a salvação (At 17.30; I Jo 1.7-9) e posteriormente para comunhão (Gl 2.20; 5.17-24). O candelabro é feito de ouro
puro (Ex 25.31, 39). Não há madeira na sua construção, ou seja, não há nada que representa a humanidade de Cristo nele.
Portanto, o candelabro revela o Cristo divino, a glória de Cristo na presença do Pai em prol dos Cristãos. Também, é
verdade que os cristãos têm acesso ao Pai no Lugar Santíssimo por Cristo ser o nosso ministrante no Lugar Santo (Hb
10.19-23). O candelabro sendo feito de ouro puro representa a verdade que o cristão vive num mundo em trevas, mas por
estar em Cristo, a glória de Deus está neles e podem andar nesta Luz como Ele na luz está. Enquanto Cristo estava no
mundo Ele era a luz do mundo (Jo 9.5) e Ele continua sendo a Luz que o mundo precisa enxergar. Todavia, o candelabro
está vedado ao mundo, então, neste caso, o candelabro não representa Cristo como a Luz do mundo, mas ensina que Ele
está ministrando no céu em prol do cristão para que o Cristo tenha comunhão com Deus enquanto ele está no mundo e
sendo a luz do mundo (Mt 5.14-16). O candelabro não é só feito de ouro puro, mas de ouro batido (v. 31, 36). O candelabro
é a única peça no tabernáculo que é batida. Em comparação, os deuses falsos são feitos por fundição e, portanto fácil é
para o homem ter o seu “deus” (Ex 32.4). Mas este ouro puro batido do candelabro revela uma bela figura de Cristo. Para
Cristo ser o ministrante no céu para o Seu povo que ainda peregrinam na terra, custou muito (Is 53.2-5). O trabalho da
Sua alma custou caro para agradar a Deus. Contudo satisfez Deus completamente (Is 53.10, 11). A Sua divindade (ouro
puro) fez Jesus, o homem, agüentar toda a ira de Deus sobre Ele durante as horas na cruz recebendo aquilo que o pecado
merece na eternidade (Ouro batido). O candelabro sendo feito de ouro batido representa tudo que Jesus Cristo passou
para ser Nosso Senhor e Salvador. Portanto podemos perguntar-nos a nós mesmos: Como pode qualquer obra nossa
comparar àquela operada por Cristo? Também, podemos considerar: É muito se mortificamos e dedicamos as nossas vidas
em santificação a Ele em retribuição? Por sermos comprados de “bom preço” devemos glorificar, pois, “a Deus no vosso
corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus”, I Co 6.20. Versículo 36 diz também que “os seus botões e hastes
serão do mesmo” ouro puro. Pelo candelabro em uma forma representar o povo de Deus reunido na congregação dos
santos (Ap 1.12, 20) uma verdade preciosa é ensinada. Essa verdade diz que o Seu povo, na mente de Deus, já fazia parte
da massa, ou seja, era em Cristo antes da fundação do mundo, (Ef 1.4, 5). O que estava na mente de Deus na eternidade
passada, em tempo, vem a ser efetuado pelos meios que Ele designa, ou seja, a obra do Espírito Santo na pregação da
Palavra de Deus (II Ts 2.13,14). O versículo 36 ainda relata: “os seus botões e hastes serão do mesmo”. Se Ele determinou
que seja do mesmo, então é certeza que serão formados da mesma massa e continuarão sendo feitos do mesmo o tempo
que Ele determina, ou seja, pela eternidade (Jo 3.16; 10.27,28; Rm 8.18-30). Se desejar estar nessa Luz, venha à Luz se
arrependendo e crendo pela fé! A única salvação está em Cristo! A iluminação para a qual essa peça foi designada era
possível através do azeite puro de oliveira (Ex 27.20, 21). O óleo ou azeite puro de oliveira, batido, muitas vezes representa
o Espírito Santo. Neste caso do candelabro, ele tem sete lâmpadas com esse azeite puro de oliveira, batido. Parece que é
simbolizada a obra do Espírito Santo na vida de Cristo, Nosso ministrante diante de Deus no céu. Sete lâmpadas para
serem postas em ordem, de manhã e à tarde, perante o Senhor, manifestam a perfeita e inteira presença do Espírito Santo
em Cristo. Sabemos que o Espírito Santo foi dado a Cristo sem medida, ou seja, sem limitação (Jo 3.34) como pode ser
notado que as Escrituras não dão uma medida para estas lâmpadas. A profecia de Isaías diz que o Rebento do tronco de
Jessé brotará e repousará sobre ele o Espírito do Senhor e assim lista sete características deste Espírito (Is 11.1,2). O
Apóstolo João, em Apocalipse refere a Cristo tendo junto dEle os sete espíritos que estão diante do Seu trono (Ap 1.4). Não
deve ser dúvida nenhuma que a obra de Cristo foi com o poder e presença do Espírito Santo. Foi tanto assim de ser uma
blasfêmia contra o Espírito Santo qualquer ilusão que a obra de Cristo fosse por um outro espírito a não ser do Espírito
Santo de Deus (Lc 12.10). Podemos aprender também pelo fato da iluminação do candelabro ser pelo Espírito Santo que a
vida vitoriosa do cristão nesta peregrinação é pelo poder do Espírito Santo. O Selo do cristão é o Espírito Santo ensinando
assim que temos a marca em nós, que somos propriedade genuína e segura de Deus (Ef 1.13,14). Isso nos conforta. O
Espírito Santo é o penhor nosso também ensinando nessa maneira que as promessas de um futuro glorioso com Cristo no
céu são seguras. Isso nos anima. O Espírito Santo é o poder da Palavra na nossa salvação (Rm 1.16; II Ts 2.13,14). O
Espírito Santo é o poder da nossa luta nas batalhas que temos aqui na terra (Ef 6.12,13; I Jo 4.4; 5.4; I Pe 4.14). Como a
iluminação no Lugar Santo era constante (Ex 27.21) pelo candelabro, nosso brilhar constante na terra é pelo Espírito
Santo nos conformando à imagem de Cristo (II Co 3.18). Ele capacita-nos a fazer as nossas obediências diante dos homens
para a glória do Pai (Mt 5.14-16). Enquanto Cristo estava no mundo Ele era a Luz do mundo (Jo 8.12; 9.5), mas agora,
sendo que Ele está no ‘Lugar Santo’ ministrando em nosso benefício (intercedendo para sempre, Rm 8.34; Hb 7.25), nós
somos a luz do mundo. Essa responsabilidade é atingida somente pela obra do Espírito Santo em nós. Portanto esteja
cheio do Espírito Santo, ou seja, mortifica-se à carne e procura que Ele controla toda parte da sua vida (Ef 5.18). Podemos
aprender da origem das hastes também. O candelabro era a lâmpada central. Deste candelabro central “saíram” as seis
hastes (v. 31, 32). Assim ensina que os Cristãos, que são a luz do mundo, saem de Cristo como Eva saiu de Adão. Quer
dizer, não foi pelas obras de justiça que houvéssemos feitas, ou pela nossa sinceridade, mas, foi segundo a Sua
misericórdia que nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo, que Ele abundantemente
derramou sobre nós por Jesus Cristo Nosso Salvador (Tt 3.5. Ef 2.4-9). Por sermos dEle e por Ele (Fp 2.13, “Porque Deus é
o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade”) somos parte integral do candelabro, ou
seja, de Cristo. Nesta condição brilhamos por Ele. Por ser parte integral de Cristo, aonde Cristo literalmente é, os Seus
serão também (Jo 14.1-3). Aonde vai o cristão, Cristo vai também (I Co 6.15, “Não sabeis vós que os vossos corpos são
membros de Cristo? ...”). Portanto, “Por isso saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; E não toqueis nada imundo, E
eu vos receberei; E eu serei para vós Pai, E vós sereis para mim filhos e filhas, Diz o Senhor Todo-Poderoso”, II Co
6.17,18). Conhece a misericórdia de Deus em Cristo? Não pode brilhar aparte de sair dEle, ou seja, ser parte integral dEle
pelo arrependimento dos pecados e fé em Cristo. Nas hastes tinham um número de copos feitos na forma de amêndoas,
um botão e uma flor (Ex 25.33-35). Sendo a amendoeira usada para estes botões, copos e flores, a mente é levada a pensar
da vara de Aarão que floresceu (Nu 17.6-8). Entendemos por essa representação o fato que Cristo, o Eleito de Deus (Is
42.1), agradou Deus completamente em tudo que fez. Da Sua conceição e nascimento (o copo), pelo Seu batismo e vida na
terra (botões), da morte veio a ressurgir e ascender ao Pai (a flor). Pela obediência perfeita Cristo é exaltado
soberanamente sobre tudo (Fp 2.8-11) e uma linda flor diante do Pai, sim “a rosa de Sarom, o lírio dos vales” (Ct 2.1). Por
Cristo satisfazer Deus completamente Ele assim é declarado o único Caminho, Salvador que pode salvar o pecador
arrependido e fazer este ter o fruto que agrada o Pai e trazer este diante do Pai (I Pe 3.18; Fl 4.13). Em outro lugar é
ensinado que temos que estar na Vara se desejamos ter qualquer fruto que agrada o Pai (Jo 15.1-8). Uma pergunta: A
beleza e adorno da Vida obediente de Cristo estão na sua “haste”? O propósito do candelabro com as sete lâmpadas acesas
é explicado como para “iluminar defronte dEle” (v 37). O candelabro representa Cristo, e as sete lâmpadas representam a
perfeição e poder do Espírito Santo na Sua Pessoa e nas Suas obras todas. Pela Pessoa e obra do Espírito Santo estar sem
medida em Cristo Ele é a glória desta Luz raia perante o Senhor (40.25). Nesse sentido entendemos a importância de
sermos feitos “em Cristo” pois a posição do candelabro é “perante o Senhor”. Em Cristo, não temos uma Luz falha, Cristo
realmente raia “perante o Senhor” e é aceito pelo Senhor Deus (Is 53.11). Deus é luz e não há nEle trevas nenhumas (I Jo
1.5). Tampouco existirá qualquer corrupção na Sua gloriosa presença. Se aspirarmos estar perante o Pai na eternidade
devemos entender que tudo que não tem a imagem de Cristo será consumido (I Co 3.13-15). Deus é um “fogo consumidor”
(Ex 24.17; Is 33.14, “Quem dentre nós habitará com o fogo consumidor? Quem dentre nós habitará com as labaredas
eternas?”; Hb 12.29). Quando aproximamos a Deus, fazemos pelas justiças de Cristo (Hb 10.19). Em tudo disso, é clara a
instrução: Se vamos brilhar por Ele e com Ele perante o Senhor, é necessária a salvação por Cristo que “raia perante o
Senhor”. Os convertidos precisam entender também que se desejam viver “perante o Senhor” é necessária a contínua
mortificação da carnalidade do pecado que habita nos nossos membros (Gl 5-17-24). A glória de Deus está na face de Jesus
Cristo (II Co 4.6) e a glória de Cristo raia perante o Senhor. Que Deus nos concede sabedoria espiritual que nos leva a
detestar qualquer carnalidade para sermos testemunhas da Luz que raia “perante o Senhor”, a glória de Deus na face de
Jesus Cristo! Os espevitadores e apagadores (v. 38) têm lições importantes que exaltam Cristo e ensina-nos da vida Cristã.
Era necessário pôr “em ordem as lâmpadas” (Ex 30.7, 8) toda tarde para que não apagassem durante a noite (I Sm 3.3; Ex
27.20, 21). Para pôr “em ordem as lâmpadas” os espevitadores e apagadores eram necessários. O espevitador era um
instrumento usado para aparar o morrão do candelabro. Por ter um espevitador mencionado no contexto do candelabro
podemos concluir que existiam pedaços de corda nessas lâmpadas. Como isso é normal podemos também entender que o
candelabro precisava de manutenção contínua para brilhar o seu melhor. Sabendo que Jesus Cristo, o Nosso Grande Sumo
Sacerdote, ministrando diante de Deus por nós, nunca brilha um dia menos que outro (Hb 13.8) ou necessita de
manutenção, a lição que os espevitadores e apagadores ensina, é para nós, pois somos a luz do mundo. Nossa vida
espiritual precisa de manutenção, colocada em ordem, ter o ‘morrão’ tirado constantemente. Pela carne estar sempre
conosco, por Satanás não descansar e por causa da carne nos outros somos exortados a pôr “em ordem as lâmpadas” toda
manhã e ao pôr-do-sol. As exortações de Deus que perseveramos no caminho estreito e difícil (Lu 8.15; At 2.42; Tg 1.25; II
Jo 1.9), que mortificamos a carne (II Co 4.10; Cl 3.5), resistimos à tentação (I Co 10.13; Ef 6.13; Tg 4.7), guardamos a fé (Jd
1.3; I Tm 3.9; Ap 14.12), e de confessarmos os pecados (I Jo 1.7-9) não são para manter-nos salvos. Essas exortações são
para manter-nos “em ordem”, para sermos testemunhas brilhantes e úteis para a glória de Deus. Quando o “morrão” é
aparado constantemente, podemos não ser apenas cheios de azeite, o Espírito Santo, mas sermos feitos mais e mais
conformes à imagem de Cristo, a Nossa Luz. O espevitador de mortificar a carne tem sido usado recentemente na lâmpada
da sua haste? O apagador tem sido usado no seu tempo a sós com seu Deus? Você está brilhando ou o seu melhor está
diante de um mundo em trevas? Qual é o pecado que tão perto de você rodeia, ou seja, qual o pecado que mais te
atrapalha? A vitória vem por resistí-lo e buscar a graça de Deus para obedecer e ficares firmes (Ef 6.19; Tg 4.7). Que Deus
nos ajude a usar os espevitadores para manter a Luz brilhando clara e constantemente para o mundo. O candelabro foi
feito de um talento de ouro puro (v. 39). De certo esses 52 quilos de ouro representam a preciosidade e a suficiência de
Cristo como Redentor e Ministrante Divino por nós diante de Deus. Cristo merece todo o louvor de todos para todo o
sempre. Por Cristo brilhar defronte de Deus por nós, não há nada faltando em nossa salvação ontem quando cremos, ou
hoje, ou amanhã. Cristo satisfaz Deus em tudo. Se a Luz do Evangelho te mostra um pecador condenado diante de Deus,
se arrependa dos seus pecados e crê pela fé em Cristo. Cristo é suficiente para te salvar perfeitamente (Hb 7.25). O
candelabro era para ser estritamente feito conforme o modelo de Deus (v. 40). É de extrema necessidade a exatidão da
obediência de Cristo como Redentor. Ele tinha que ser sem nenhuma mancha, ser imaculado e incontaminado para ser
aceito por Deus como o Sacrifício no lugar dos pecadores (Gl 3.13, 15). Cristo cumpriu toda a obra que o Pai O deu para
fazer (Jo 17.4; 19.30) e somos aceitos por Deus no Amado (At 4.12; Ef 1.6). Se esperarmos ser testemunhas idôneas e
brilhar Cristo, precisamos atentar para fazer tudo conforme o Modelo em doutrina, adoração e obediência (Ef 5.1; Hb
6.12). Depois do Pentateuco, o candelabro é mencionado somente duas vezes. Em I Sm 3.3 o candelabro está mencionado
num contexto de julgamento sobre a casa de Eli. Pode nos ensinar que a luz sondadora de Deus trata dos Seus discípulos.
Além da Luz nos guiar, Ela também revela em nós aquilo que é abominável a Deus. (Hb 12.7,8). A segunda vez que o
candelabro é mencionado é Dn 5.5. Neste caso o candelabro está num contexto de julgamento imediato sobre Belsazar.
Sem dúvida nenhuma há nisso uma lição para os não convertidos. A Luz resplendente que manifesta agora o único
caminho ao Pai virá um dia com o esplendor da Justiça. Naquele dia, como Belsazar, o pecador se tremerá. É melhor se
arrepender dos pecados e crê pela fé em Cristo agora do que receber o julgamento imediato de um Fogo Consumidor no
dia do julgamento.
CAP 20 - O TABERNÁCULO - O TABERNÁCULO E AS CORTINAS DE LINHO FINO TORCIDO - EX 26.1-6;
36.8-13 - É útil estudar sobre o tabernáculo por que a nossa fé é alimentada pelo estudo de tudo que foi antes escrito
(Romanos 15.4, “Porque tudo o que dantes foi escrito, para nosso ensino foi escrito, para que pela paciência e consolação
das Escrituras tenhamos esperança.”; I Pedro 2.2, “Desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite
racional, não falsificado, para que por ele vades crescendo”; João 5.39, “Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter
nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam;”). Por isso convém estudar o que diz a Bíblia sobre o tabernáculo.
Também, estudando sobre as cortinas do tabernáculo, saberemos melhor da linguagem bíblica. Quando Davi desejava
edificar um templo ao Senhor, ele argumenta que ele morava em uma casa de cedro “e a arca de Deus mora dentro de
cortinas” (II Sm 7.2; II Cr 17.1). A profecia da destruição de Israel dada por Jeremias menciona “as minhas cortinas” (Jr
4.20; 10.20). A cor da primeira cortina, de linho fino, era branca. É comentado que na Palestina não abunda as cabras
brancas, mas abunda as negras. Por isso a cor da segunda cortina, de pêlos de cabra, é dada como negra, ou morena, por
ser escura (Ct 1.5). Sem estudar sobre as cortinas do tabernáculo essas referências seriam um mistério. Deus começou a
construção do tabernáculo com as cortinas. Entendendo que elas fazem tanto uma cobertura de cima quanto uma
cobertura dos lados vejamos que Ele começou a Sua construção de cima para baixo. As cortinas foram mencionadas antes
das tábuas que elas cobririam. Podemos aprender disso, além da verdade que o Senhor Deus é soberano e faz o que Ele
quer, aprendemos também que aquela habitação do Senhor com os pecadores, necessita principiar com Deus. Desde que
não haja nada bom no homem, uma habitação de um Deus que é um Fogo Consumidor entre os pecadores precisa
começar com Deus, e, juntamente, com a Sua graça. As Cortinas são Duas: As de Linho Fino Torcido e As de Pêlos de
Cabras. Essa lição cuidará das de: Linho Fino Torcido - Ex 26.1-6; 36.8-13. No tabernáculo vejamos as glórias de Cristo de
vários focos: os Seus atributos divinos e humanos (a madeira coberta de ouro), a Sua obra (o altar de bronze, os animais
sacrificados, etc.), a Sua pessoa (o Sumo Sacerdote, o cordeiro, etc.) e a Sua posição diante de Deus (as vestes do Sumo
Sacerdote, como o próprio sacerdote, o propiciatório, etc.). Podemos aprender que a adoração devida a Cristo é da mais
excelente natureza. Por isso, o adorador não tem liberdade de inventar sua própria maneira de adorar ou de modificá-la
com a cultura de qualquer país. Deus deve ser adorado na maneira que Ele rege. Ele especificou que essa adoração, como
Divino, deve ser “em espírito e em verdade” (Jo 4.23, 24). Dessa maneira o homem natural não pode nunca O adorar (Rm
8.7, 8; I Co 2.14). Com a regeneração, o homem torna a ter vivificado o seu espírito, ou seja, o homem novo (Ef 2.1-5; Rm
7.22; Cl 3.10). Através dessa nova natureza espiritual, a adoração devida ao Deus que é Espírito está dada. Relembrando-
nos das glórias de Cristo representadas pelo tabernáculo, entendemos que a adoração a Cristo pede mãos santas (Sl 15.1-5;
I Tm 2.8), reverência (Sl 27.4) pureza de coração e a mortificação de qualquer hábito, associação, pensamento, ou ação
que poderia poluir a adoração de Deus. As cortinas de linho fino torcido enforcarão ainda mais essa santa maneira de
adorar ao Senhor. “E o tabernáculo farás de dez cortinas de linho fino torcido, e azul, púrpura, e carmesim; com querubins
as fará de obra esmerada” (v. 1). Assim começam as instruções para as cortinas, das quais são duas, essa de linho fino, e a
outra sobre essa, de pêlos de cabra (v.7). A cortina de pêlos de cabra faz parte da “tenda” (v. 7). A cortina de linho fino faz
parte do tabernáculo (v. 1). Aquilo que a cortina de linho fino torcido significa, é fundamental para a somatória do
tabernáculo. As cortinas não fazem parte do tabernáculo, mas são o tabernáculo. As cortinas de linho fino torcido eram
dez no total. Cada uma das dez foi enlaçada uma com a outra com cinqüenta “laçadas de azul na orla de uma cortina, na
extremidade, e na juntura” (v. 4). Com cinqüenta “colchetes de ouro” as cortinas eram ajuntadas, uma a outra, “e será um
tabernáculo” (v. 6), ou melhor, uma peça só. O Material - “E o tabernáculo farás de dez cortinas de linho fino torcido, e
azul, púrpura, e carmesim; com querubins as farás de obra esmerada”, (26.1). O Significado - O Linho Fino Torcido,
nota, não é somente linho, mas linho fino, e este, torcido. Este linho fino torcido era superior e especial de qualquer outro
linho. O significado de linho fino é dado em Apocalipse 19.8, “as justiças dos santos”. Quando se vê o linho fino em
qualquer lugar no tabernáculo, seja na cerca, as vestes ou nas cortinas, lembre-se que apontam às “justiças dos santos”.
Talvez se pergunte: Pensei que o tabernáculo aponta a Cristo! Como pode o linho fino apontar às justiças de qualquer
outro a não ser de Cristo? A pergunta é boa, mas a resposta é ainda melhor. Essa resposta ajuntará tudo que o tabernáculo
é, pois essas cortinas são o tabernáculo. O homem não tem diante de Deus uma só justiça nenhuma (Sl 14.3; Rm 3.10,
“Não há um justo, nem um sequer.”) e as nossas tentativas de fazermos justiças próprias para merecer algo diante de Deus
são, para Ele, “como trapo da imundícia” (Is 64.6; Lu 16.15, “E disse-lhes: Vós sois os que vos justificais a vós mesmos
diante dos homens, mas Deus conhece os vossos corações, porque o que entre os homens é elevado, perante Deus é
abominação”; Rm 10.3, “Procurando estabelecer a sua própria justiça, não se sujeitaram à justiça de Deus”). Se o homem
pecador tiver qualquer justiça diante de Deus, é prova que este homem tornou-se um santo, ou quer dizer, tem sido
santificado. O linho fino aponta às justiças dos santos. O homem pecador torna-se santo quando ele se arrepende dos seus
pecados e crê no Senhor Jesus Cristo, o seu Salvador. É nesse ato os homens pecadores evidenciam ser em Cristo, e,
portanto, “feitos justiça de Deus” (II Co 5.21). Essas justiças são consideradas “dos santos” não por que as justiças
originaram deles, mas por que os santos, os lavados pelo sangue de Cristo, são os recipientes das justiças de Cristo. São
“dos santos” por estes lavados pelo sangue são os que são declarados santos por Deus (Ap 7.14, “E eu disse-lhe: Senhor, tu
sabes. E ele disse-me: Estes são os que vieram da grande tribulação, e lavaram as suas vestes e as branquearam no sangue
do Cordeiro”; Fl 3.9, “E seja achado nele, não tendo a minha justiça que vem da lei, mas a que vem pela fé em Cristo, a
saber, a justiça que vem de Deus pela fé;”; At 13.39; I Co 6.11). Então, a justificação do pecador diante de Deus por Cristo é
a possessão abençoada e o adorno exclusivo dos santos, uma declaração aberta da graça de Deus (Rm 3.24-28) e uma
testemunha forte à obra de Cristo. As cortinas de linho fino torcido do tabernáculo apontam tanto às justiças dos santos
quanto às justiças de Cristo, pois Sua justiça é imputada aos que crêem de um coração preparado pelo Espírito de Deus (II
Co 5.21). Nesse sentido, todo o propósito de construir o tabernáculo, para Deus habitar no meio do Seu povo, é
representado pelas cortinas de linho fino torcido. O homem é feito justo pela obra satisfatória de Cristo, e, assim Deus
habita com ele. As justiças dos santos são claras testemunhas das justiças de Cristo, pois por Seu sangue (I Pe 1.18,19) e
pela graça de Deus, qualquer pecador arrependido com fé nEste Salvador, é feito justo como Ele é justo. Isso nos ensina da
nossa responsabilidade de praticar justiça, ou seja, viver uma vida ao nível de um justificado (Ez 18.5-9; Rm 2.13, “Porque
os que ouvem a lei não são justos diante de Deus, mas os que praticam a lei hão de ser justificados”; I Jo 3:7, “Filhinhos,
ninguém vos engane. Quem pratica justiça é justo, assim como ele é justo”). A justiça de Cristo foi exemplificada na Sua
obediência perfeita à Lei de Moisés e a tudo que o Pai O deu para fazer (Jo 17.4, “tendo consumado a obra que Me destes a
fazer”; Fl 2.8, “obediente até à morte”) Essa perfeita obediência foi desde o Seu nascimento (Lu 2.27), O acompanhou pela
Sua juventude (Lu 2.49, 52), e foi duramente provada no deserto por Satanás quando adulto (Lu 4.1-13). Pelo Seu
ministério, mesmo comendo com pecadores, tocando os doentes e os mortos Ele não Se sujou mas continuou sem pecado
e, portanto, justo. A justiça da perfeita obediência de Cristo, mesmo morrendo a morte de um amaldiçoado, foi confessada
tanto pelo malfeitor agraciado (Lu 23.40, “Este nenhum mal fez”) quanto pelo centurião (Lu 23.47, “Na verdade, este
homem era justo”). Então, enquanto o sacerdote ministrava no tabernáculo, a justiça de Cristo, pelas cortinas de linho fino
torcido sendo ao seu redor e ao alto no forro, foi testificada e pregada. A mensagem proclamada por essas cortinas é:
qualquer serviço a Deus somente é possível se primeiro o servo do Senhor tenha sido lavado pelo sangue de Cristo e feito
justo “como Ele é Justo”. O Material Necessário Foi Suprido pelas Obras das Mãos das Mulheres - Com o azul,
púrpura, e carmesim essas cortinas de linho fino torcido foram, junto com os querubins bordados nelas, uma obra
esmerada foi produzida. Essa obra seria impossível se não fosse a obra das mulheres sábias. Elas, nas suas casas, “fiavam
com as suas mãos o azul e a púrpura, o carmesim e o linho fino”, Ex 35.25. Depois elas “traziam o que tinham fiado” para a
obra que o SENHOR ordenara que fosse feita pela mão de Moisés. A ajuda que as mulheres fizeram para o tabernáculo foi
importante. Foi também primeiramente preparada nas suas casas. Isto é uma lição para as mulheres de hoje que desejam
fazer a sua parte importante para a obra do SENHOR, ou seja, para a Sua casa. A lição indispensável é esta: que elas
preparem primeiramente, com as suas mãos, nas suas casas, tudo que era ao alcance e responsabilidade delas. Tendo
trabalhado nisso, elas depois traziam à casa de Deus o fruto do trabalho das suas mãos. Assim a adoração de todos na casa
de Deus foi facilitada. Que seja assim hoje! Que as mulheres, nas suas casas, tenham os seus filhos bem treinados na
doutrina e admoestação do Senhor que o marido tem instruído (Ef 6.4). Que os filhos e o marido sejam vestidos com a
roupa limpa e passada que ela tem preparada antemão (Pv 31.19-22). Que a reverência e a ordem necessárias no culto
sejam ensinadas aos filhos nos lares pelas mães, para que a adoração do Senhor seja dada como o Senhor deseja (Hc 2.20;
I Co 14.40). Que elas, pelo seu comportamento e submissão às suas cabeças, adoram-se a si mesmas primeiramente e
perfumem as suas casas com aquele cheiro suave de um espírito precioso a Deus, ou seja, um espírito de um coração
manso e quieto (I Pe 3.1-6). Que elas, nos seus aposentos em casa, com as portas fechadas, preparem os seus corações pela
oração em prol de si mesma, dos cultos, rogando pela salvação dos da sua família, e orando pelos outros da congregação.
Nessas maneiras, com as obras das suas mãos, preparando tudo ao seu alcance, nas suas casas, as mulheres hoje trazem a
sua participação na obra da casa de Deus. Essas obras importantes das mulheres testemunham de Cristo hoje, como as
cortinas de linho fino torcido, com as cores, preparadas pelas mulheres sábias testemunharam de Cristo no passado no
tabernáculo. O Adorno das Cortinas - "com querubins as farás de obra esmerada”, Ex 26.1. Os querubins são anjos, que
nas suas primeiras presenças relatadas na bíblia foram para representar a severidade do juízo de Deus (“para guardar o
caminho da árvore da vida”, Gn 3.24). Guardar no Hebraico significa observar, vigiar. Eles estavam ali para impedir Adão
e Eva de retornarem e participarem da árvore da vida. Aqui no Tabernáculo, a representação dos querubins nessas
cortinas, tipifica a supervisão da severidade do juízo de Deus sobre tudo o que ocorre dentro do Santuário. Portanto, tenha
o mais maduro temor de Deus quando se entra na casa de Deus para adorar a Deus. Também, os querubins estão entre
aqueles no céu que dobram o joelho em reconhecimento ao Senhorio de Cristo (Fl 2.10; Ap 5.11-14). Portanto é manifesta
pelas presenças dos querubins nessa cortina a verdade que Cristo é verdadeiramente o Cabeça de todas as coisas da igreja
(R. Crisp). Resumindo, através dessa cortina interior, a justiça de Cristo e as justiças dos santos imputadas ao pecador
arrependido pelo sangue de Cristo são gloriosamente manifestas. A divindade (azul) de Cristo, a Sua posição de Rei
(púrpura), e o Seu sacrifício sofredor (carmesim) junto com a glória da Sua Soberania e do Seu juízo perfeito (querubins)
são gloriosamente relembrados por aquele que está dentro do tabernáculo. E por estes somente. Os de fora não vejam
nada destas glórias magnificentes. Isso nos lembra que o homem natural não pode perceber a sua própria condição
pecaminosa nem as obras de justiça feitas por Cristo para com o pecador por este ser espiritualmente cego (I Co 2.14; II Co
4.3, 4). Todavia, para os que crêem, Cristo é precioso (I Pe 2:7, “E assim para vós, os que credes, é preciosa”). O que você
vê quando olha para o Cristo? Se deseja ter as justiças de Cristo imputadas à sua conta, se arrependa dos seus pecados e
creia em Cristo, O Salvador dos pecadores.
CAP 21 - O TABERNÁCULO - A FIXAÇÃO DAS CORTINAS NO TABERNÁCULO - EX 26.3-6; 36.10-13 - É útil
estudar sobre o tabernáculo pois conhecendo TODAS as Escrituras o homem pode melhorar a sua capacidade de saber
manejar as Escrituras ao ponto de ter a aprovação de Deus e não ter que se de envergonhar (II Timóteo 2.15, “Procura
apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.”)
Por isso convém estudar o que diz a Bíblia do tabernáculo. E, as coisas que podemos achar mínimas, podem ser de grande
proveito à nossa edificação e conforto. A fixação das cortinas de linho fino torcido e a de pêlos de cabra foram fixadas uma
a outra de uma maneira especifica e detalhada. Porém, não existem instruções para fixar a coberta de peles de carneiro,
tintas de vermelho, e a de peles de texugo. Eu não sei qual a significação dessa falta de instruções especificas, mas deve ter
um significado. Sobre a fixação das cortinas podemos aprender algumas lições.
As Laçadas de Azul - Como temos estudado anteriormente, onde tiver a cor azul no tabernáculo temos uma lição da
natureza Celestial de Cristo, Cristo O Espiritual, ou o homem celestial (I Co 15.47,48; Jo 1.18; Hb 7.26) bem como a origem
celestial de Cristo. As laçadas de azul que juntaram as cinco cortinas individuais para fazer as cinco numa só cortina
somente podem apontar a espiritualidade dAquele que veio de Deus que une as justiças dos santos,. As justiças dos
Santos, que são as justiças de Cristo, são o que são por Cristo ser espiritual e de Deus. O fato que Cristo é dos céus dá à Sua
obra expiatória o aspecto eficaz, eterno e satisfatório para com Deus. O fato que Cristo é dos céus dá às justiças dos santos
a qualidade de segurança e conforto. Como as laçadas de azul uniam cada peça à outra, a espiritualidade de Cristo é o
catalisador, ou seja, o estimulante, o dinamizador, o incentivador das justiças dos santos e da expiação dEle por estes. Sem
Cristo ser do céu, as justiças dos santos seriam suscetíveis a mudanças. Mas Ele é do céu, é de Deus, é Deus (Jo 1.1; 3.13;
10.30). A união das cortinas pelas laçadas de azul aponta ao fato confortadora que as justiças dos santos são tão seguras
quanto Cristo é Celestial. As laçadas de azul mostram a verdade abençoadora que há tanto segurança quanto coerência em
tudo que Deus faz e em todas as obras de Cristo. A profundidade das riquezas da sabedoria de Cristo é imensa. A Sua
ciência, Seus juízos e Seus caminhos são todas inescrutáveis. Porém tudo opera para uma finalidade, a Sua glória, e para o
bem dos Seus chamados. Ninguém pode estovar a Sua mão para impedir ou neutralizar a Sua vontade do Seu eterno
decreto de ser cumprida (Rm 11.33-36; Dn 4.34-37). Os salvos acham conforto e refúgio em saber que há propósito
glorioso em tudo que venha acontecer nas suas vidas em particular e no mundo em geral. As suas “justiças” são
exclusivamente de Cristo? Se tiver apenas uma laçada no meio das suas “justiças” que não é azul, as suas “justiças” não
agüentarão a tempestade da Sua ira no juízo. É mister que Cristo seja único e tudo nas suas “justiças”. Se arrependa dos
seus pecados e creia neste Salvador, Cristo Jesus. Assim terá união com todos os santos em Cristo, pois Ele é a justiça
idônea de cada salvo (II Co 5.21; Rm 3.24-26, “para que ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus”).
Os Colchetes de Ouro - As cortinas eram feitas em peças separadas. Eram dez cortinas de linho fino torcido (Ex 26.3;
36.10). Cada cortina de largura tinha quatro côvados, ou dois metros, e cinco dessas peças eram ajuntadas umas as outras
pelas laçadas de azul. De dez peças separadas foram feitas duas peças maiores. Anteriormente, em uma outra lição,
estudamos que o ouro aponta à divindade de Cristo (Ap 3.18), como também a Justiça Divina em Cristo (Ex 25.17; I Jo
2.2). Manifesta a verdade que Cristo é a plenitude de Deus (Ef 3.19; I Tm 3.16), ou, em outras palavras, a glória de Deus
está em Cristo (Jo 1.14). As justiças dos santos têm a sua ligadura na pessoa de Cristo como Deus. Sem Cristo ser Deus as
nossas justiças nEle seriam invalidas. Mas, como o ouro destes colchetes declara, no meio de outras declarações gloriosas
de Cristo, aquilo que amarra tudo numa só verdade é isso: Cristo é Deus e Ele satisfaz tudo que Deus requer (Is 42.1 “Eis
aqui o meu servo, a quem sustenho, o meu eleito, em quem se apraz a minha alma;”; 53.11, “Ele verá o fruto do trabalho da
sua alma, e ficará satisfeito”; Hb 12.2, “assentou-se à destra do trono de Deus”; Ap 5.9, “Digno és de tomar o livro, e de
abrir os seus selos”). No meio da sua pregação de Cristo, não esqueça da verdade que Cristo é Deus. É esse fato que dá
significado a tudo demais. Qualquer crença que não declara que Cristo é Deus, e sempre foi e será, é uma crença diabólica.
Os Colchetes de Cobre - As cortinas de pêlos de cabra também tinham laçadas e colchetes (Ex 26.10, 11; 36.17, 18).
Porém, essas laçadas não são designadas de ser de azul e as colchetes são designados de não ser de ouro mas de bronze.
Bronze, ou cobre, significa julgamento. O uso de colchetes de cobre para ligar os dois grupos de cinco e seis cortinas de
pêlos de cabras ensina uma importante característica de Cristo. Em todo o tabernáculo próprio, não há menção de cobre
senão nestes colchetes que ligam as cortinas de pêlos de cabras. Haverá julgamento dos nossos pecados ainda depois de
termos Cristo como Salvador? Depois de ser lavado no Seu sangue? Depois de Cristo ministrar por nós como Sumo
Sacerdote e Mediador, Deus nos julgará ainda os nossos pecados? Como é que existe julgamento no lugar santo e lugar
Santo dos Santos? Teremos sobre nós ainda a ira de Deus por nossos pecados? A resposta destas perguntas se acha na
verdade que os colchetes de cobre ajuntam as cortinas não de linho fino torcido, mas as de pêlos de cabra (26.11). Lembre-
se que as cabras, ou bodes, eram usadas exclusivamente para serem sacrificadas nos holocaustos para expiação de pecado.
Os colchetes de cobre nessas cortinas manifestam a verdade que Cristo levou a ira de Deus no julgamento pelos nossos
pecados. Os colchetes de cobre presente entre as glorias de Cristo são um memorial constante que Ele tomou em Seu
corpo toda a ira de Deus que era para nós receber pelo julgamento dos nossos pecados. Não podemos esquecer, em toda a
nossa adoração, a verdade de Cristo receber em Si a morte para expiar os nossos pecados. Talvez por isso as duas
ordenanças da igreja incluem essa verdade também. No céu também existe a memória da morte de Cristo para expiar
nossos pecados. No meio de todas as grandezas, glorias, perfeito louvor, adoração pura e felicidade no céu, existe uma
memória da morte que Cristo levou por nossos pecados. Essa memorial no céu está no corpo de Cristo (Ap 5.2-14).
Eternamente seremos alegremente relembrados tanto do sacrifício necessário para nossos pecados quanto o fato que
Cristo voluntariamente veio para ser este sacrifício idôneo. Uma outra lição que podemos aproveitar destas fixações das
cortinas é: Deus usa coisas pequenas. Essas laçadas azuis e estes colchetes de ouro não eram coisas grandiosas e nem eram
bem visíveis aos que ministravam no tabernáculo. Apesar disso, Deus usa seis versículos em Ex 26 e seis versículos em Ex
36 para descrever essas pequenas partes e o seu uso no tabernáculo. Este número é quase o mesmo número de versículos
Deus usou para descrever as próprias cortinas, as suas cores, as medidas e a composição de cada uma. É manifesta que
Deus importa para os mínimos detalhes naquilo que é referente a habitação dEle junto ao Seu povo. É manifesta também
que existem pequenas peças que são de grande importância na obra de Deus. Deus não despreza as coisas pequenas (Zc
4.10). Ele usou as rãs, as moscas, a peste, úlceras, a saraiva, e os gafanhotos para atormentar e quebrar a vontade do
grande e idolatrado Faraó (Ex 5.1-10.29). Para lançar fora ambos os reis dos Amorreus, pequenos vespões foram utilizados
(Js 24.12; Ex 23.28; Dt 7.20). Foi uma meiga menina para apontar o homem herói valoroso capitão do exercito do rei da
Síria ao homem de Deus para que Deus se mostrasse soberano (II Rs 5.1-3). Um jovem, apascentador de ovelhas, com uma
pedra só, feriu à morte um grande gigante filisteu (I Sm 17.50). E Deus usou os colchetes de ouro para fazer uma só cortina
para fazer a Sua habitação entre o povo, como Ele usa você e eu, cada um um vaso de barro para louvor e glória da Sua
graça, pela qual nos fez agradáveis a Si no Amado (II Co 4.7; Ef 1.6). É o deleite de Deus usar “as coisas loucas deste
mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes; E Deus escolheu
as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são, para aniquilar as que são; Para que nenhuma carne se glorie
perante ele” (I Co 1.27-29). Você é um colchete? O seu trabalho é menos visto do que outros? Considera-se a si mesmo
pobre de talentos ou de possibilidades a serem úteis a Deus? Seja o que for o seu pensamento sobre si mesmo, saiba que
temos responsabilidade de usar o que temos para a Sua glória (I Co 1 ) “Porque, se há prontidão de vontade, será aceita
segundo o que qualquer tem, e não segundo o que não tem”, II Co 8:12. Não merecemos ser usados na obra de Deus, mas
Ele merece tudo que possamos ser na submissão à Sua Palavra. Autor: Pr Calvin Gardner Ortografia e correção
grammatical: Brenda Lia de Miranda 04/2007 Fonte: www.PalavraPrudente.com.br
CAP 22 - O TABERNÁCULO - O TABERNÁCULO E AS CORTINAS DE PÊLOS DE CABRAS - EX 26.7-14;
36.14-18 - Para descrever a obra da criação, Deus nos deu dois capítulos de Gênesis. Para descrever o modelo exato como
Deus desejava o tabernáculo, usou dez capítulos de Êxodo! No Novo Testamento há capítulos inteiros também que tratam
do tabernáculo (Hebreus 9 e 10). Pelo grande volume de instruções dadas sobre o tabernáculo e pelo uso repetitivo da
linguagem do tabernáculo pela Bíblia faz com que o estudante sério da Palavra de Deus seja atencioso a tudo que as
Escrituras ensinam do tabernáculo. Estudando sobre as cortinas saberemos melhor da linguagem bíblica. Quando Davi
desejava edificar um templo ao Senhor, ele argumenta que ele morava em uma casa de cedro “e a arca de Deus mora
dentro de cortinas” (II Sm 7.2; II Cr 17.1). A profecia da destruição de Israel dada por Jeremias menciona “as minhas
cortinas” (Jr 4.20; 10.20). A cor da primeira cortina, de linho fino, era branca. É comentado que na Palestina não abunda
as cabras brancas, mas abunda as negras. Por isso a cor da segunda cortina, de pêlos de cabra é dada como negra (Ct 1.5).
Sem estudar sobre as cortinas do tabernáculo essas referências seriam um mistério. Deus começou a construção do
tabernáculo com as cortinas. Entendendo que elas fazem tanto uma cobertura quanto uma cobertura dos lados vejamos
que Ele começou a Sua construção de cima para baixo. As cortinas foram mencionadas antes das tábuas que elas
cobririam. Podemos aprender disso, além da verdade que o Senhor Deus é soberano e faz o que Ele quer, aprendemos
também que aquela habitação do Senhor com os pecadores, necessita principiar com Deus. Desde que não haja nada bom
no homem, uma habitação de um Deus que é um Fogo Consumidor entre os pecadores precisa ser de Deus com a Sua
graça. As Cortinas são Duas: As de Linho Fino Torcido e As de Pêlos de Cabras. Essa lição cuidará das de: Pêlos de Cabras
- Ex 26.7-14; 36.14-18
A cortina de linho fino fez o tabernáculo (26.1,6), as cortinas de pêlos de cabras serviram de tenda sobre o tabernáculo
(26.7). Compare com Nm 3.25. A palavra ‘tabernáculo’ significa: lugar de habitação. A palavra ‘tenda’ significa: tenda,
como barraca de campanha. O ‘tabernáculo’ foi a habitação de Jeová; a ‘tenda’ é o lugar de encontro do Seu povo. Essa
estrutura foi o lugar que o povo de Deus congregava, mas foi a Sua habitação. Eles visitaram-na enquanto Ele ficou lá. É o
seu coração, sua mente, sua vida um tabernáculo para o Senhor, ou somente uma tenda? É consagrado a Ele ou somente
quando é conveniente?
O Seu Número - Os que gostam de estudar numerologia acharão um rico campo de estudo no tabernáculo. As cortinas
de linho fino eram dez, e as de pêlos de cabras eram onze, ajuntadas em duas partes, de cinco e de seis (26.9). O número
cinco significa ‘a graça’ e o número seis representa ‘o homem’. Não é a nossa intenção trazer essa ciência à Bíblia, mas é
interessante notar essas curiosidades.
O Seu Significado - As ofertas para os israelitas eram muitas. Cada uma tinha o seu propósito e a sua maneira particular
de oferecê-la. Cada animal diferente e cada ingrediente apontavam a uma verdade sobre Cristo. Mas, nas festas quando o
povo era representado coletivamente, os bodes eram os únicos animais usados como expiação pelos pecados. Além desses
holocaustos, os bodes eram sacrificados para outras ofertas não coletivas, mas sempre foram usados para expiação de
pecado.
A Festa da Páscoa – Nm 28.16-31. Notam os versículos 22, “E um bode para expiação do pecado, para fazer expiação
por vós”, e 30, “Um bode para fazer expiação por vós”.
A Festa das Semanas ou do Pentecoste - Lv 23.15-19. Nota o versículo 19, “Também oferecereis um bode para
expiação do pecado, e dois cordeiros de um ano por sacrifício pacífico”.
A Festa das Trombetas – Nm 29.1-11. Nota os versículos 5, “E um bode para expiação do pecado, para fazer expiação
por vós” e 11, “Um bode para expiação do pecado, além da expiação do pecado pelas propiciações, e do holocausto
contínuo, e da sua oferta de alimentos com as suas libações”.
O Dia da Expiação – Lv 16. Essa festa anual das expiações era a festa mais solene de todas. Essa festa pediu dois bodes,
um para ser sacrificado pelo pecado do povo, e o outro para ser levado vivo ao deserto para simbolicamente o pecado do
povo (vs. 5-10, 15-17, 21-22), v. 33, “Assim fará expiação pelo santo santuário; também fará expiação pela tenda da
congregação e pelo altar; semelhantemente fará expiação pelos sacerdotes e por todo o povo da congregação”.
A Festa dos Tabernáculos – Nm 29.12-40. Essa festa era alegre e para agradecer a Deus pelas bênçãos recebidas pelo
ano. Cada um dos oito dias de festa tinha ofertas de novilhos, carneiros, e carneirinhos. Todavia, para expiação do pecado,
cada dia ofertava um bode (16, 19, 22, 25, 28, 31, 34, 38).
Existiam outros holocaustos, além dessas convocações nacionais, quando uma expiação para o pecado era necessária.
Cada um desses outros holocaustos, um bode era ofertado.
Holocausto pelos pecados de um príncipe – Lv 4.22-26 (v. 24, “E porá a sua mão sobre a cabeça do bode, e o degolará
no lugar onde se degola o holocausto, perante a face do SENHOR; expiação do pecado é”).
Holocausto pelos pecados por ignorância de qualquer pessoa – Lv 4.27-35 (vs. 28, 29, “Levítico 4.28 Ou se o
pecado que cometeu lhe for notificado, então trará pela sua oferta uma cabra sem defeito, pelo seu pecado que cometeu”).
Holocausto no dia que o SENHOR aparece – Lv 9 (vs.3, 15).
Ofertas dos príncipes de cada tribo na dedicação do tabernáculo, na consagração do altar – Doze dias de holocaustos – Nm
7.16, 22, 28, 34, 40, 46, 52, 58, 64, 70, 76, 82, “Um bode para expiação do pecado”.
Repetição: Oferta pelos pecados por ignorância – Nm 15.24.
Holocaustos no princípio dos meses – Nm 28.11, 15.
Então, o significado do uso de pêlos de cabras para a cortina da tenda representava Cristo como o holocausto pelos
pecados de Seu povo. O bode que foi usado para fazer expiação do povo de Israel não tinha pecado, mas foi posto sobre ele
os pecados dos outros simbolicamente (Lv 16.22, “22 Assim aquele bode levará sobre si todas as iniqüidades deles à terra
solitária; e deixará o bode no deserto”). Assim o bode representa Cristo! Ele não conheceu pecado, mas foi feito pecado
pelo Seu povo, para que nEle fossem feitas a justiça de Deus (II Co 5.21). O profeta Israel profetizou (Is 53.10), “Todavia,
ao SENHOR agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando a sua alma se puser por expiação do pecado, verá a sua
posteridade, prolongará os seus dias; e o bom prazer do SENHOR prosperará na sua mão”. Assim também foi profetizado
que Cristo cumprirá essa profecia, (Is 53.12), “Por isso lhe darei a parte de muitos, e com os poderosos repartirá ele o
despojo; porquanto derramou a sua alma na morte, e foi contado com os transgressores; mas ele levou sobre si o pecado
de muitos, e intercedeu pelos transgressores”. É interessante notar que somente o sangue do holocausto para a expiação
do pecado foi derramado enquanto o sangue da oferta queimada para outros propósitos foi espargido (Lv 1.5, “Depois
degolará o bezerro perante o SENHOR; e os filhos de Arão, os sacerdotes, oferecerão o sangue, e espargirão o sangue em
redor sobre o altar que está diante da porta da tenda da congregação”; Lv 4.25, “Depois o sacerdote com o seu dedo
tomará do sangue da expiação, e o porá sobre as pontas do altar do holocausto; então o restante do seu sangue derramará
à base do altar do holocausto”). Sem dúvida nenhuma, isso foi uma representação de Cristo pois Ele, como a oferta de
Deus para a expiação dos pecados do Seu povo, derramou Seu sangue (Lucas 22:20, “Semelhantemente, tomou o cálice,
depois da ceia, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue, que é derramado por vós”). O novo testamento, a
revelação do Evangelho (I Co 15.1-4), de Jesus Cristo, é no sangue derramado por Cristo. Nunca terá outro sacrifício
idôneo como Cristo! Todas as representações de cada holocausto de um bode inocente no lugar do culpado apontavam ao
Cristo! Todas as profecias de um Salvador que seria o substituto aceitável por Deus no lugar dos pecadores, apontavam ao
Cristo! Cristo é “o espírito da profecia” (Ap 19.10). Não pode ter nenhum outro! Deus não dividirá essa representação com
ninguém. Não há outro fundamento que pode ser dado (I Co 3.11). Não há outro nome debaixo do céu como o de Cristo (At
4.12, “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens,
pelo qual devamos ser salvos”)! A mensagem da eternidade é: Arrependei-vos e creia em Cristo pela fé! Nisso vimos nessas
referências: Mt 3.2; 9.13; Mc 1.15; Lu 13.1-5; At 2.38; 3.19; 17.30; 20.21; 26.20; Ap 16.9. As cortinas de pêlos de cabras
cobriam o tabernáculo por completo, e vedava a visão de alguém fora a contemplar a glória de Cristo e a da presença de
Jeová. Também é verdade que ninguém pode ver a glória da salvação, da pessoa de Cristo e a de Deus do lado de fora. É
necessário entrar pessoalmente pela fé em Cristo para poder entender e contemplar essas glórias magníficas. Como vai
contigo? Apenas participa nas glórias com o conhecimento do que os outro dizem, ou, conhece por conta própria? Tem se
arrependido e confiado em Cristo como o sacrifício idôneo para a expiação dos seus pecados? Aqueles que já conhecem
Cristo como o Sacrifício Idôneo para expiar seus pecados, quando entram no lugar santo para servir e adorar Deus,
convém lembrarem do grande preço dado para que eles possam servir e adorar o Santo e Justo Deus. Foram comprados de
grande e bom preço. Portanto, “glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus” (I
Co 6.20).
CAP 23 - O TABERNÁCULO - O TABERNÁCULO E AS DUAS COBERTAS - ÊXODO 26.15; 36.19 - É útil
estudar sobre o tabernáculo para aprender mais da pessoa de Cristo. O espírito da profecia é Cristo (Apocalipse 19.10, “E
eu lancei-me a seus pés para o adorar; mas ele disse-me: Olha não faças tal; sou teu conservo, e de teus irmãos, que têm o
testemunho de Jesus. Adora a Deus; porque o testemunho de Jesus é o espírito de profecia.”; I Pedro 1.10,11). O nosso
conhecimento de Cristo não é danificado pelo estudo do Velho Testamento, mas é edificado e fortalecido pelo estudo do
Velho Testamento. Por isso convém estudar o que diz a Bíblia sobre o tabernáculo. Dois versículos, quase iguais, nos dez
capítulos que tratam das instruções do tabernáculo inteiro, são reservados para essas duas cortinas. A primeira coberta é
de peles de carneiro, tintas vermelhas. A segunda, a que ficou por cima de tudo, é de peles de texugos. Nem do
“tabernáculo” são, como foi a cortina de linho fino torcido. Fazem parte da tenda. Será que algo de tão pouca menção pode
nos ensinar algo edificante para nós crescermos no conhecimento de Cristo? As instruções do tabernáculo foram dadas no
monte Sinai depois que Deus deu a Moisés a Sua Lei. A razão do tabernáculo foi para que Deus habitasse no meio do Seu
Povo (Ex 25.8). O modelo dado do tabernáculo e de todos os seus pertences tinha que ser obedecido sem variação
nenhuma (25.9, 40; Hb 8.5). Como antes com a arca de Noé (Gn 6.14-22), e depois com o templo de Salomão (I Cr 28.11,
19), o mesmo é para os de hoje que desejam agradar a Deus, ou seja, Deus requer obediência completa da Sua Palavra (Cl
2.6; I Co 10.31; Mt 28.18-20; Lu 19.13). Como Noé, como Moisés e como Salomão, a nossa obediência a Deus não deve ser
movida pela nossa imaginação. A nossa obediência a Deus deve ser segundo o que Ele nos deu como guia: a Palavra de
Deus (II Pd 1.19; Is 8.20; Lu 16.29-31; At 17.11). Pode ser que outros achem radical a obediência nas coisas mínimas, mas
Deus está glorificado nessas coisas mínimas (I Pd 4.4, “E acham estranho não correrdes com eles no mesmo
desenfreamento de dissolução, blasfemando de vós.”; II Tm 2.5, “E, se alguém também milita, não é coroado se não
militar legitimamente”; I Co 9.24-27, “subjugo o meu corpo, e o reduz à servidão”). É correto para Moisés colocar essas
duas cobertas, mesmo que não saiba o porquê delas. Se for essa lição de obediência perfeita uma das lições que podemos
aprender, então essa lição seguramente aponta a Cristo. Cristo foi obediente em tudo (Fl 2.8, “obediente até a morte, e
morte de cruz”; Jo 17.4, “tendo consumado a obra que me deste a fazer”; 19.30, “Está consumado”). Por isso Deus O
exaltou soberanamente (Fl 2.9). Por isso não há outro nome pelo qual devamos ser salvos (At 4.12). Quando o pecador
confia na morte de Cristo pelos pecados dele, Deus se satisfaz pois o sacrifício de Cristo foi o sacrifício de um Ser perfeito
(Is 53.10, 11; Hb 12.2; Ap 5.9; Rm 3.22-24). Será que Deus está satisfeito com aquilo que você depende para a sua
salvação? Se a base da sua aceitação a Deus não esteja somente em Cristo, não há como agradar ou ir a Deus (Jo 14.6). Os
Materiais das Cobertas - “uma coberta de peles de carneiro, tintas vermelhas, e em cima outra coberta de peles de texugo
”. (Ex 26.14).
A Utilidade das Cobertas - Uma das utilidades dessas cobertas foi a proteção. No deserto por 40 anos, e nas conquistas
em Canaã, e pelas centenas de anos de uso até o reino de Salomão, as preciosidades dessa habitação do Senhor entre o
povo dependia dessas duas cobertas. Houve tantas tempestades de areia e de chuva como longos tempos de frio e de calor.
Não lemos da fabricação de novas cobertas. Então essas deviam ser feitas de material que durava. E eram. Dizem que os
sapatos, feitos das peles de texugo, não envelheceram durante os quarenta anos que Deus fez que eles mais tarde
andassem no deserto (Dt 29.5; compare com Ez 16.10). Assim sendo, podemos dizer que parte da utilidade das cobertas
eram de proteção.
O Significado das Cobertas - A primeira menção do uso de peles para cobrir é Gn 3.21. Com a impossibilidade de Adão
e Eva de cobrirem-se a si mesmos (as obras de qualquer homem nunca podem cobrir satisfatoriamente o resultado dos
seus pecados), Deus os vestiu com túnicas de peles. O sacrifício de um inocente tinha de ser feito para que o homem fosse
coberto diante de Deus satisfatoriamente. Tudo disso aponta bem a Cristo! Ele é o sacrifício único que é inocente,
imaculado e incontaminado para resgatar-nos da nossa vã maneira de viver (I Pd 1.18-21). As cobertas de peles podem
apontar a Cristo dessa maneira. Se você anda envergonhado pelos seus pecados, olhe a Jesus Cristo com fé pois Ele é o
Único dado em qual podemos ser salvos (At 4.12)! As peles de carneiro tingidas de vermelho apontam a Cristo também.
Mesmo que essas peles não foram visíveis do lado de fora ou de dentro, eram importantes para essa habitação de Deus
entre o Seu povo. O carneiro era um animal usado para os sacrifícios de expiação de pecado (Lv 5.15-19) e para a
consagração de algo ao Senhor (Ex 29.15-22). O vermelho somente pode apontar ao sangue do carneiro dado em sacrifício
para a expiação do pecado. Lembramo-nos que foi um carneiro que foi sacrificado no lugar de Isaque na terra de Moriá
(Gn 22.1-13). Abraão profetizou de Cristo nesse episódio quando disse: “Deus proverá o holocausto”. Deus deu o Seu Filho
unigênito no lugar dos pecadores que se arrependam (Jo 3.16; II Co 5.21). Mesmo que esse sacrifício sangrento não pode
ser visto hoje, como não podiam ser vistas as peles de carneiro pintadas de vermelho, assim o sangue do sacrifício de
Cristo tem que ser aplicado ao coração pela fé por todos que esperam entrar no reino de Deus. Se você necessita desse
sacrifício de Cristo, que foi dado no lugar do condenado, corra a Deus pela fé em Cristo e será aceito (Is 55.7, “Deixe o
ímpio o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos, e se converta ao SENHOR, que se compadecerá dele;
torne para o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar”)! A coberta de peles de texugos foi a coberta mais visível pelo
lado de fora. Não era bonita, nem formosa, mas foi muito útil. Pelos quase 500 anos que o tabernáculo foi usado, essa
coberta cobriu-o adequadamente e nunca foi substituída. Mesmo pela grandeza da sua utilidade, nem por isso foi bonita
aos de fora. A beleza do tabernáculo era no seu interior como a beleza do cristão é Cristo no seu coração (Sl 45.13). Essas
verdades apontam a Pessoa de Jesus e à vida Cristã. Jesus não foi fisicamente formoso e não tinha beleza nenhuma que
faria alguém desejar Ele (Is 53.2, “Porque foi subindo como renovo perante ele, e como raiz de uma terra seca; não tinha
beleza nem formosura e, olhando nós para ele, não havia boa aparência nele, para que o desejássemos”; Sl 22.6, 7; Fl 2.8,
“humilhou-se a si mesmo”). A nossa pregação de Jesus também não é vista pelo mundo como algo atraente (I Co 1.18,
“Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus”). Mas é
necessário e útil pregar mesmo assim, como era necessária e útil essa coberta de peles de texugo para proteger o
tabernáculo, mesmo que não fosse linda. A vida Cristã não é vistosa pelo mundo. A vida cristã é uma vida separada do
mundo que testemunha de Cristo (Mt 5.10-16; Jo 3.19-21). Todavia, apesar da falta de percepção espiritual do mundo da
vida cristã, ela continua sendo útil, necessária, e agradável à Deus e aos que sejam dEle. Quando se olhar a Cristo, Ele é
formoso, ou não se acha beleza nEle? A sua percepção de Cristo é uma indicação do seu coração (I Pd 2.7; I Co 2.14). A
mensagem ‘louca’ é a única mensagem que pode salvar o pecador. Corra a Ele se arrependendo dos seus pecados e crendo
nesse Cristo com fé como o Substituto dos seus pecados. Notou que de todas as cortinas e cobertas do tabernáculo,
somente essas duas não foram dadas medidas? Isso pode indicar que não há pecado maior do que o sangue de Cristo pode
cobrir, no caso da coberta de peles de carneiro pintadas de vermelho. A falta de medida dada para a coberta de peles de
texugos pode indicar que não há limite da influência que a vida cristã pode ter diante do mundo (I Pd 3.1,2; 4.14. Pode
indicar também que não há como descrever a necessidade e utilidade de ter Cristo como Salvador.
CAP 24 - O TABERNÁCULO - O TABERNÁCULO E AS SUAS TÁBUAS - EX 26.15-30; 36.20-34- É útil estudar
sobre o tabernáculo para aprender mais da nossa Salvação por Cristo. A lei (o Pentateuco) tem “a sombra dos bens
futuros” (a Pessoa e Obra de Cristo) e conhecendo essas sombras perceberemos melhor o Real (Hebreus 10.1). Por isso
convém estudar o que diz a Bíblia sobre o tabernáculo.
Material: Madeira de acácia – para as tábuas - v. 15; para as travessas – v. 27; Bases – duas bases de prata para cada
tábua, v. 19; Prata – para as duas bases de cada tábua – v. 19, 21, 25; Ouro – para cobrir as tábuas – v. 29; para fazer as
suas argolas – v. 29; para cobrir as travessas - v. 29.
Posição das Tábuas - Verticalmente – v. 15
Medida: Comprimento – dez côvados, v. 16; Largura – um côvado e meio, v. 16.
Estrutura: Cada tábua com dois encaixes, travados um com o outro encaixe – v. 17; Duas bases de prata debaixo de uma
tábua para os seus dois encaixes – v. 19; Os cantos ajuntados por baixo numa argola e também em cima – v. 24; Travessas,
cinco em número para cada um dos dois lados das tábuas do tabernáculo, e para os dois lados do tabernáculo – v.26-27;
Uma travessa central no meio das tábuas, de uma extremidade até à outra – v. 28.
Número: 20 – lado meridional (sul) v. 18; 20 - lado norte v. 20; 6 – lado ocidente (oeste) + dois para os cantos, somando
8 para o lado ocidente – v. 22, 23; Lado oriente (leste) – nenhuma tábua, pois para o lado leste era porta da tenda, uma
cortina – v. 36, 37 e suas cinco colunas com bases de cobre, e, dentro da estrutura, um véu, sobre suas quatro colunas com
bases de prata, separando o lugar santo do lugar santíssimo – v. 31-34.
v. 30, “Então levantarás o tabernáculo conforme o modelo que te foi mostrado no monte”
Significado: Se essas coisas eram feitas, e Deus desejou que fossem escritas essas coisas que foram feitas, e se essas
coisas eram “a sombra dos bens futuros”, ou seja, símbolos da Pessoa e obra de Jesus Cristo, seremos então bem
instruídos se estudássemos esse assunto do Tabernáculo. Como são as tábuas do tabernáculo uma “sombra” de algo bem
no futuro? Essa sombra foi revelada no Novo Testamento? Se já foi, como? O material usado para fazer essas tábuas
aponta a Jesus de várias maneiras. A madeira de acácia, como já estudamos, aponta à humanidade de Jesus. Deus Filho
foi feito homem (Jo 1.1, 14). Este homem-divino é Jesus (Mt 1.23). Ele nasceu de uma mãe virgem, cresceu em estatura e
em conhecimento, e chegou a ser adulto. Como uma árvore adulta passa por todos os tipos de clima, Jesus foi tentado
como nós em tudo e passou pelas tribulações de todos os homens. Não igual às árvores, que podem ser torcidas e
destruídas pelas tempestades, Jesus não se quebrou, ou seja, não pecou, em nenhum caso (Hb 4.15). Por isso somente Ele
pode ser o perfeito Salvador dos pecadores que se arrependem e crêem nEle pela fé nas Escrituras. Como uma árvore de
acácia é completa em si mesmo, podendo se manter com as raízes, se proteger dos insetos com as propriedades da sua
madeira, durar quase perpetuamente, se multiplicar, assim Jesus é um Salvador completo. Ele não precisa de
complementos para salvar o que havia perdido. Pela Sua carne desfez tudo o que era contra o pecador que vem a Ele pelo
arrependimento e fé nEle (Ef 2.15, “Na sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em
ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz”). Quando Deus vê o trabalho de Jesus
Cristo, Ele fica inteiramente satisfeito (Is 53.10, 11). Sem a mãe dEle, sem as ordenanças de qualquer igreja, sem a futura
obediência de qualquer pessoa no céu ou na terra, a salvação por este homem-divino, Jesus Cristo, é completa (Hb 7.25,
“Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles”;
1 Pd 3.18, “Porque também Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus;
mortificado, na verdade, na carne, mas vivificado pelo Espírito;”). A mensagem do evangelho é: “Vinde a Mim, todos os
que estais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei” (Mt 11.28). Pecadores cansados com o pecado estão dirigidos a Cristo!
Vinde a Mim! Venha então se arrependendo do pecado e crendo pela fé na obra completa, perfeita e satisfatória de Cristo!
A habitação de Deus com o Seu povo é pela qualidade de Cristo ser humano, Jesus. O Ouro que cobriu as tábuas aponta a
Jesus como Deus (Mt 1.23, “Deus conosco”; “habita nEle toda a divindade”, Cl 2.9). Sendo Deus Ele pode dar vida nova e
vida eterna para todos que venham a confiar nEle de coração (Jo 10.10, “O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a
destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância”; 3.16, “Porque Deus amou o mundo de tal maneira
que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”; 3.36, “Aquele que
crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece”).
Cristo é Deus e assim sendo, pode salvar todos que venham a Ele pela fé. A habitação de Deus com o Seu povo é pela
qualidade de Cristo ser divino, Deus.
As Bases e Os Encaixes - O Pastor Ron Crisp, nos seus estudos sobre o livro de Êxodo diz o seguinte sobre a prata e os
encaixes: “Os judeus com vinte ou acima de vinte anos deveriam dar metade de um siclo de prata ao Senhor como oferta
de expiação (Êxodo 30:11-16). Isto seria usado no Tabernáculo (Êxodo 30:16). Esta moeda de metade de um siclo era de
muito leve, no entanto, foram recolhidas 603.350, pois representavam o número de homens (Números 1:46). Seis mil
destas moedas formavam um talento. Esta prata que ao ser juntada gerou cem talentos, foi depois transformada em cem
encaixes, pesando um talento cada um. Os 7/12 dos talentos restantes foram deixados para serem utilizados na parede do
pátio. “É muito instrutivo o fato da prata dos encaixes ter vindo do dinheiro da expiação ou redenção. A redenção é o
fundamento de tudo o que Cristo faz pelo Seu povo. Todos necessitavam de redenção. O mesmo valor seria pago tanto pelo
rico quanto pelo pobre (Gálatas 3:13). Estes encaixes de prata eram figuras da verdadeira redenção que Cristo fez por Seu
povo (I Pedro 1:18-19).” Os dois encaixes fixados em bases de prata (cada um 57 quilos de prata), mostram a vida de Cristo
completamente e bem fixada no trabalho dEle de ser o Redentor. A obra de Cristo não foi para outra razão a não ser o
Redentor para os homens perdidos (Jo 4.34). Essa obra Ele consumou integralmente (Jo 17.4, “tendo consumado a obra
que Me deste a fazer”; (19.30, “Estás consumado”; Fl 2.8, “foi obediente até a morte, e morte de cruz”). O pecador é salvo
por Cristo pois Ele foi o sacrifício determinado por Deus, veio em obediência fazer essa obra e por fim, consumou tudo. O
sinal que Deus O aceitou e julgará todos por Ele é entendido pelo fato que Deus O ressuscitou dos mortos e O aceitou no
céu e exaltou-O soberanamente (At 17.31; Fl 2.9-11). A salvação por Cristo é bem fixada! Deus O exaltou para isso e não
aceitará nenhum outro salvador. Os salvos por Cristo são bem fixados! Deus guarda os Seus para não perder nenhum
nunca (Jo 10.28, 29). A habitação de Deus com o Seu povo é alicerçada sobre a obra de Cristo como Redentor.
A Posição das Tábuas e As Cinco Travessas: Poderemos falar do fato que as tábuas foram fixadas verticalmente que
poderia apontar ao fato que Jesus véu do céu e voltou ao céu e levará os Seus ao céu com Ele (Jo 3.13; 6.33, 38, 50-51; I Ts
4.13-18). Poderíamos falar também das cinco travessas que poderiam falar dos vários atributos de Cristo que unifica toda
parte da Sua obra, tais como o amor sem medida, a compaixão pelos pecadores, a Sua justiça perfeita, a onipotência, e a
onisciência. Poderíamos falar da travessa central que foi no meio das tábuas, passando de uma extremidade até à outra
um fato que poderia apontar à verdade do atributo da eternidade de Jesus como Salvador. Ele foi amado pelo Pai da
fundação do mundo junto com os que o Pai Lhe deu (Jo 17.23, 24) e ama os Seus pela eternidade (Rm 8.35-39). Poderia
apontar à graça de Deus que é vista em todas as Suas obras referentes à habitação de Deus para com o Seu povo (Gn 3.15;
Dt 7.7, 8; Jr 31.33, 34; Jo 1.14; At 15.11; Rm 3.24; 11.6; Ef 2.8, 9; II Tm 1.9).
Os Lados do Tabernáculo - O fato que o tabernáculo tinha quatro lados com dois lados iguais de vinte tábuas poderia
nos ensinar o fato que todos os salvos, sejam do ocidente, norte ou sul, de um lado (judeu) ou de outro lado (gentio), todos
são unidos por Cristo (Cl 3.11, “Onde não há grego, nem judeu, circuncisão, nem incircuncisão, bárbaro, cita, servo ou
livre; mas Cristo é tudo em todos”). Não seria fora de cogitação pensar que as tábuas representam os salvos, por serem em
Cristo, são edificados para morada de Deus em Espírito, ou seja, os seus corpos são a habitação de Deus pelo Espírito
Santo (Ef 2.22; I Co 6.19). Devemos frisar que a habitação de Deus entre o Seu povo é por Jesus Cristo. A habitação de
Deus com cada um dos Seus de todas as nações, e línguas, e tribo é feita completa pelo fato de todos eles serem em Cristo e
Cristo neles. Vê a necessidade de estar em Cristo? Está nEle? Entra nEle se arrependo dos seus pecados que te condena e
creia pela fé em Cristo que foi dado por Deus ser o Substituto perfeito dos pecadores. Os que já foram feitos habitação ou
“morada de Deus pelo Espírito Santo” têm a responsabilidade de cuidar da limpeza dessa morada (Rm 12.1, 2, “culto
racional”, “sede transformados pela renovação do vosso entendimento”). Está limpo? Os atributos de Deus em Cristo estão
se manifestando pela sua vida? O adorno de submissão à Sua palavra é visto no seu comportamento? Procure confessar
seus pecados sempre para desfrutar da comunhão de Deus e seja consagrado mais e mais ao Seu Senhor e Salvador, assim
manifestando as belezas de Cristo no seu corpo, a habitação de Deus.
CAP 25 - O TABERNÁCULO - O VÉU DO TABERNÁCULO - ÊXODO 26.31-37 - Entendendo que Deus já está
agradado completamente pelo sacrifício de Cristo, que é bem constado pelo Novo Testamento, por quê voltar ao passado e
estudar as figuras que apontam a este sacrifício de Cristo no Velho Testamento? É útil estudar sobre o tabernáculo para
aprender mais de nossa Salvação por Cristo. A lei (o Pentateuco) tem “a sombra dos bens futuros” (a Pessoa e Obra de
Cristo) e conhecendo essas sombras perceberemos melhor o Real (Hebreus 10.1). Por isso convém estudar o que diz a
Bíblia sobre o tabernáculo. Introdução - O titulo dessa mensagem sobre o véu do Tabernáculo poderia ser: De Separação
À Entrada Ousada. O véu era posicionado entre o santuário, onde o sacerdote ministrava pelos outros, e o lugar
santíssimo, onde Deus habitava entre os querubins sobre o propiciatório da arca do testemunho ou da aliança. Fez
separação entre o que não era santo e Aquele que é santíssimo. O Tabernáculo, com todas as cerimônias ritualísticas, não
passou a ser nada mais além de “a sombra dos bens futuros” (Hb 1.1; 10.1). Por mais bela a sombra esteja, ela não é o
Verdadeiro. O véu do Tabernáculo representava uma triste verdade: o homem é pecador e é vedado O caminho para ele ir
sozinho a Deus (Ex 26.33; Lv 16.2, “que não entre no santuário em todo o tempo, para dentro do véu, diante do
propiciatório que está sobre a arca, para que não morra; porque Eu aparecerei na nuvem sobre o propiciatório”; Is 59.1-3,
“Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós,
para que não vos ouça”; Rm 3.23, “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”). Enquanto o véu ficava no
seu lugar a consciência pesada do homem existia. Enquanto o véu separava o homem pecador do Deus santo, o pecador
teve medo do julgamento do seu pecado por este Deus que é um fogo consumidor (Hb 10.2,3). A entrada ousada na
presença deste Deus é uma realidade hoje através de umas condições, condições estas que foram preenchidas
completamente e somente por Jesus Cristo. O Material Usado na Construção do Véu do Tabernáculo – Ex 26.31 - O véu do
Tabernáculo era feito de linho fino torcido com azul, púrpura, carmesim, com a imagem de querubins de obra prima
bordada nele. Desde que tudo no Tabernáculo eram sombras ou tipos simbólicos de Cristo, esse material apontava ao
Cristo. O azul representava: Natureza Celestial de Cristo, Cristo O Espiritual, ou homem celestial, I Coríntios 15.47,48;
João 1.18; Hebreus 7.26; a origem celestial de Cristo. A púrpura representava: Realeza, Soberania de Cristo, o “Rei dos
reis, e Senhor dos senhores”, Apocalipse 19.16; Marcos 15.17-18. O carmesim representava: Sacrifício, Apocalipse 5.9-10;
Números 19.6; Levítico 14.4; Heb 9.11-14, 19, 23, 28. O linho fino representava: Justiça, Cristo é o Justo, e os que são dEle
tem a Sua justiça, II Coríntios 5.21; Apocalipse 19.8; I Coríntios 1.30. Sendo torcido, era dobrado o fio seis vezes fazendo o
véu grosso e pesado (Gill). O branco, do linho fino torcido representava: perfeição, pureza e santidade de Deus em Cristo,
e aos que são lavados no sangue de Cristo (Ap 7.9-17; Sl 132.9). Os querubins representavam: somando tudo que fala dos
querubins pela Bíblia podemos resumir que eles representam a autoridade e poder judicial de Deus (Gn 3.24). Não há
como chegar a Deus sem responder pelo julgamento dos pecados. Pelos querubins terem presença no véu do Tabernáculo
entende-se que a entrada à presença de Deus é somente através do julgamento dos pecados. Assim aponta ao Cristo: O
Espiritual com natureza celestial (azul), O Soberano (púrpura), O Sacrifício idôneo (carmesim), O Justo (linho fino) e O
Perfeito (branco do linho fino). Cristo, nessas qualidades, deu-Se a Si mesmo na cruz, recebendo assim o julgamento do
pecado de todo pecador arrependido (II Co 5.21; Tt 3.5; I Pd 1.18-21) e repassando à estes as Suas justiças (II Co 5.21; I Pe
3.18).
A Posição do Véu no Tabernáculo – Ex 26.32-35 - O véu do Tabernáculo fazia separação entre o santuário e o lugar
santíssimo. Dentro do véu era a Arca do Testemunho. Fora do véu eram a mesa e o candelabro. O véu do Tabernáculo foi
pendurado debaixo dos colchetes sobre quatro colunas de madeira de Acácia, representando a humanidade
incontaminável de Cristo. Essas colunas eram cobertas de ouro, representando a divindade pura de Deus. Cristo é tanto
homem quanto Deus, fatos declarados pela simbologia destas colunas que existem para que o véu do tabernáculo fosse
pendurado. As bases que fixava as colunas no lugar eram de prata. Prata representa a redenção por ser ela a moeda da
expiação (Levítico 5.15; 27.3; 6,16; Êxodo 30.12-16; Números 18.16). O fundamento destas bases era a redenção. A
redenção, representada pela prata, é a base da encarnação de Cristo, representado pelas colunas. A entrada à presença
terrível de Deus é somente pelo julgamento dAquele que é Celestial, Soberano, o Puro Sacrifício Eterno e Justo, o Único
que pode agradar a Deus, o Seu Filho Unigênito, O Jesus Cristo. A Representação do Véu do Tabernáculo – Hb 10.1-23; Is
53.10-12 - O véu a todos mostrava a separação do homem do Santo Deus. Por Deus ser santo, e o homem ser destituído da
glória de Deus, ou seja, da glória da santidade, há separação (Is 59.1-3). O véu mostrava a maneira de aproximação do
homem pecador para o Santo e Glorioso Deus. Essa aproximação era somente por um sacerdote idôneo e somente com
sangue (Lv 16.14; Jo 9.7, 14). Cristo é Quem foi representado pelo véu do Tabernáculo (Hb 10.19, 20, “Tendo, pois, irmãos,
ousadia para entrar no santuário, pelo sangue de Jesus, Pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou, pelo véu, isto é,
pela sua carne,”; Ef 2.12-16; Cl 2.13-15; 3.7-11). Cristo é a Entrada – Isa 53.10, 11. Por Ele, o pecador arrependido e crente
pela fé em Cristo Jesus, não apenas tem entrada à presença de Deus, mas, ousadia para entrar no santuário, pelo sangue
de Jesus (Hb 10.19). Cristo, em Hb 10.10-23, é o grande Sacerdote que se ofereceu a Si mesmo como o verdadeiro
sacrifício aceitável que purifica os nossos corações da má consciência (v. 12-14, 21, 22). Ele é o sangue que abriu o caminho
pelo véu (v. 19), sendo Ele mesmo o próprio véu e o Caminho novo e vivo a Deus (v. 20; Jo 1.29; 14.6). Tudo o que Ele é foi
aceito pelo Pai e percebemos isso na Sua morte (Mc 15.38, “E o véu do templo se rasgou em dois, de alto a baixo”), na Sua
ressurreição (At 17.30,31, v. 31, “Porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio
do homem que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dentre os mortos), e na Sua ascensão (Jo 7.39; At
2.31-36, v. 33, “De sorte que, exaltado pela destra de Deus, e tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo,
derramou isto que vós agora vedes e ouvis”). Por Cristo ser tudo na aproximação do pecador remido a Deus, somos
incentivados a reter firme a confissão da nossa esperança, a estimular uns aos outros às boas obras e congregar sempre
que temos oportunidade; porque fiel é Ele que prometeu tais bênçãos (v. 23-25). Conclusão - Cristo é a gloriosa e única
entrada à presença de Deus. Ele é somente a entrada para os que se arrependeram dos seus pecados e creram nEle pela fé.
Como é contigo e Deus? É ainda separado, ou tem ousadia para entrar? O diferencial é Cristo, o próprio véu e o caminho
para Deus.
CAP 26 - O TABERNÁCULO - A PORTA DA TENDA - EX 26.36-37; 36.37-38 – Introdução - Pelo
conhecimento de Deus e de Nosso Senhor Jesus, a graça e a paz nos são multiplicadas. Pelo conhecimento de Deus, aquele
que nos chamou pela Sua glória e virtude, foi dado tudo o que diz respeito à vida e piedade (II Pe 1.1-4). Já que o
Tabernáculo representa em figura o verdadeiro (Hb 9.24), convém estudá-lo para crescer no conhecimento dAquele por
Quem somos feitos participantes da natureza divina. Não a ignorância, mas o conhecimento nos trará essas bênçãos. O
Primeiro Véu e O Céu - A “Porta da Tenda” é entendida a ser o ‘primeiro’ véu do Tabernáculo. Essa porta é antes do
“Segundo Véu” (Hb 9.2,3), portanto é o “Primeiro”. Essa porta, o primeiro véu, abria para a primeira parte do Tabernáculo
onde os sacerdotes cumpriam “os serviços” (Hb 9.6-10). Desde que o Tabernáculo representa, em figuras, a nossa salvação
feita no céu, a “Porta da Tenda” e os próprios serviços na tenda nos ensinam verdades espirituais. Como é mister
andarmos no temor de Deus diante de tais verdades gloriosas! O Grande Sumo-Sacerdote, Jesus Cristo, ministrando nos
gloriosos serviços para a nossa salvação e vida espiritual contínua. Ele é a luz do Candelabro; Ele é a nossa nutrição
espiritual no Pão da mesa da proposição; Ele é a fonte da Oração perfumada subindo constantemente do Altar do Incenso
para Deus. Para entrarmos nesse santuário, para crescer espiritualmente, e para servir o verdadeiro Deus, temos de entrar
por Jesus Cristo, a Porta da Tenda. Procurando servir Deus de outra forma traz maldição (Gl 1.8, 9), e condenação (Jo
3.36). Sim, devemos buscar primeiro o reino de Deus (Mt 6.33). Devemos ser espirituais atentando nas coisas que se não
vêem (II Co 4.18), ou seja, devemos andar pela fé. Para ver as glórias do céu e reconhecer todas as bênçãos espirituais nos
lugares celestiais que temos em Cristo, devemos andar no Espírito (Gl 5.16-18, 24-26). Está olhando a Cristo! Está
andando no Espírito?
O Evangelho e A Porta - No Tabernáculo agora e depois no Templo de Salomão, todas as glórias de Deus reveladas por
estas estruturas estavam fora da vista do povo. A gloriosa presença e reluzente glória de Deus estavam escondidas! O
maravilhoso serviço do Sumo Sacerdote, o Mediador, não foi conhecido por perto, pois estava escondido atrás desta Porta
da Tenda. A constante luz do candelabro, a posição do pão da proposição, e o cheiro do incenso poderiam ser apenas
imaginados pelo povo. As figuras são gloriosas em significado, mas o verdadeiro e atual mais glorioso ainda. Tanto a glória
da figura quanto o maravilhoso e estupendo resplendor do Verdadeiro são escondidos de todo o povo a não ser pelo
Evangelho. É pelo Evangelho que todo essa glória é trazida à luz e à revelação. O evangelho é Cristo (I Co 15.1-4)! Cristo, o
“Deus conosco”, é a atual presença da Imagem de Deus e o verdadeiro resplendor da Sua glória (Mt 1.21; Hb 1.3). Cristo é
o Sumo Sacerdote e o Mediador que cumpre todo o serviço no céu (I Tm 2.5,6). Ele é a nossa Luz (Jo 8.12). Cristo é o
nosso Pão, a nossa comida espiritual (Jo 6.53-63). Cristo intercede por nós, assim sendo o nosso Incenso queimando no
altar de incenso e que sobe ao céu (Jo 17.9-11; Hb 7.22-25). Se qualquer pessoa tiver esperança alguma para participar da
natureza Divina, escapar da corrupção que pela concupiscência que há no mundo, é necessário estar em Jesus Cristo. Por
isso o apóstolo Pedro nos ensina que a graça e paz nos são multiplicadas pelo conhecimento de Deus e de Jesus nosso
Senhor. Não podemos conhecer tudo o que diz respeito à vida e piedade sem o conhecimento de Deus por Jesus Cristo. Se
não passarmos pela “Porta da Tenda” não podemos com hecer nem servir Deus (II Pe 1.1-6). A “Obra de Bordador’ e a
“Obra Prima” - Êxodo 26.36 nos diz que a porta da tenda será “de obra de bordador”. Êxodo 26.31 diz que o segundo
véu, ou o véu do tabernáculo, será de “obra prima”. Êxodo 27.16 diz que a porta do pátio será de “obra de bordador”. A
diferença da “obra de bordador” e da “obra prima” tem algo para nos ensinar da vida espiritual. A “obra de bordador” é
uma obra de agulhas e a “obra prima” de tecelagem. A “obra de bordador” fará que a porta tenha somente um lado com
enfeite enquanto a “obra prima” fará que o véu do Tabernáculo tenha ambos dos dois lados com enfeites. O significado
parece ser isso: quando entramos pela Porta do Pátio e pela Porta da Tenda entramos com um olhar intenso para frente,
ou seja, para aquilo que vem depois da nossa entrada. Quando, pelo corpo de Cristo, o Véu do Tabernáculo, entramos
direto na presença de Deus no lugar santíssimo para ficar. Adoramos a Deus constantemente neste lugar glorioso.
Olhamos-nos ao nosso redor contemplando as glórias de Deus e do Seu Filho Jesus Cristo. Relembramos-nos da glória de
Cristo ensinada pelas cores deste Véu e exaltamos Cristo satisfazendo a autoridade e poder judicial representada pelos
querubins neste Véu. Aquilo que nos relembra da autoridade e poder judicial é a imagem do querubim que somente está
feita de obra prima no Véu do Tabernáculo. A ausência do querubim na porta do pátio e na porta da tenda parece nos
ensinar, para o pecador arrependido, a compaixão de Deus. Ao pecador arrependido, já convicto da sua culpa, não é
necessário mostrar o Seu poder judicial. Todavia este necessita a compaixão de Deus através de Jesus Cristo. Ao pecador
cansado do seu pecado Jesus diz: “Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre
vós o Meu jugo, e aprendei de Mim, que Sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas.
Porque o Meu jugo é suave e o Meu fardo é leve”, Mt 11.28-30. Virá a Cristo Jesus?
A Porta da Tenda e A Responsabilidade Pessoal - Há grande valor monetário nos móveis do tabernáculo. Há
grande beleza nas cortinas que cobrem o tabernáculo. Nesta Porta da Tenda, não existe maneira de barrar os ladrões ou
pessoas mal intencionadas de aproveitar criminalmente as suas glórias. A proteção é a vigilância dos próprios sacerdotes.
Isso nos lembra a responsabilidade dos pastores nas suas igrejas e os cristãos dos seus testemunhos. Os pastores devem
olhar por eles mesmos e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo os constitui bispos. Este olhar é para apascentar
aquilo que Cristo resgatou com o Seu próprio sangue (At 20.28). Este olhar não é pelo lado social das ovelhas, mas pelo
lado espiritual delas. As belezas de Deus em Cristo são conhecidas e protegidas pela declaração e obediência à doutrina
que foi dada uma vez aos santos pelos próprios discípulos da Verdade (I Tm 4.16; Jd 1.3). Cristo também Se empenha pois
Ele está conosco “até o consumação dos séculos” e compadecendo por nós perante a face de Deus (Mt 28.20;Hb 9.24).
Deus é glorioso e Onipotente. Ninguém pode mudá-Lo. Todavia, o testemunho nosso dEle pode ser roubado se não
vigiamos a nós mesmos (I Tm 1.19). Portanto, seja vigilante e não ignore os ardis de Satanás (II Co 2.11; I Pe 5.8, 9) nem
confie no seu coração que é enganoso (Jr 17.9).
CAP 27 - O TABERNÁCULO - O ALTAR DE COBRE, OU DO HOLOCAUSTO - ÊX 27.1-8; 38.1-7; HB 10.1-14
Por que estudar o Tabernáculo? É útil estudar sobre o tabernáculo por que a nossa fé é alimentada pelo estudo de tudo que
foi antes escrito (Romanos 15.4, “Porque tudo o que dantes foi escrito, para nosso ensino foi escrito, para que pela
paciência e consolação das Escrituras tenhamos esperança.”; I Pedro 2.2, “Desejai afetuosamente, como meninos
novamente nascidos, o leite racional, não falsificado, para que por ele vades crescendo”; João 5.39, “Examinais as
Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam;”). Por isso convém estudar o que
diz a Bíblia sobre tabernáculo.
O Cobre ou O Bronze - Às vezes, nas versões diferentes da Bíblia, a palavra bronze é usada no lugar da palavra cobre
para descrever a mesma coisa. São palavras similares. Similar por que o bronze ou latão é uma liga de estanho (0-1%),
zinco (14-22%) e de cobre (63-85%). Pela proporção do cobre ser maior nessas ligas, o bronze pode ser traduzido pela
palavra cobre. Às vezes o bronze, quando com uma grande proporção de zinco, é traduzido latão reluzente (Ap 1.15; 2.18).
Cristo e o Altar do Holocausto - O Significado de Cobre ou Bronze no tabernáculo é julgamento, pois muitas das vezes
que a palavra ‘bronze’ ou ‘cobre’ é usada pela Bíblia ela é usada num caso de julgamento. Lembramo-nos que a serpente
ardente, ou seja, feita de metal reluzente (bronze), levantada no deserto representava Cristo levantado na cruz, na ocasião
que foi moído pelas transgressões de todo pecador que se arrepende e crê nEle pela fé (Nm 21.7-9; Jo 3.14-19). Desde que
no rolo do livro, o princípio dele, está escrito de Cristo (Sl 40.7; Hb 10.7), e por causa das Escrituras testificam de Cristo
(Jo 5.39), devemos procurar Cristo no Altar do Holocausto. Quer dizer, se desejamos manejar bem as Escrituras,
procuraremos por Cristo em toda parte do Tabernáculo. Na entrada da Porta Única do Tabernáculo, imediatamente e
assim que entre, se encontra o Altar do Holocausto (termo usado 18 vezes pela Bíblia) que é também conhecido como o
Altar de Cobre (Ex 38.30; 39.39; I Rs 8.64; II Rs 16.14, 15; II Cr 1.5, 6); Altar de Bronze, Ez 9.2, e Altar dos Holocaustos (I
Cr 16.40). É a primeira peça vista das sete peças dos móveis do Tabernáculo. A colocação do Altar do Holocausto logo na
entrada deste lugar onde Deus habita com Seu povo ensina verdades. O pecador arrependido que deseja entrar na
presença de Deus, tem que passar pelo julgamento dos seus pecados primeiramente. Não há como negar tal fato pois
Cristo é a Primeira e a Última mensagem da Palavra de Deus (João o Batista, Mt 3.2; Jesus 4.17; os apóstolos, I Co 15.1-4;
o Alfa e o Ômega, Ap 1.4-8). Se os seus pecados não forem tratados em Cristo primeiramente, não há esperança de
comunhão com Deus (Jo 14.6; At 4.12; Rm 5.12; I Co 3.11). O Altar do Holocausto sendo feito de madeira de acácia e
coberto de cobre representa Jesus tanto como o sacrifício quanto o altar. A sua humanidade é simbolizada na madeira de
acácia, e a Sua divindade, que sustentou a Sua natureza humana no juízo, é simbolizada pelo cobre que cobriu a madeira
(J. Gill). Deus preparou o sacrifício idôneo com um corpo (Hb 10.5, 10). Se qualquer pecador tiver a mínima esperança de
entrar na presença de Deus, a primeiríssima necessidade é tratar com seus pecados, e isso é exclusivamente pelo corpo de
Jesus Cristo. Sim, se estiver cansado da opressão do pecado, venha “a Mim”, diz o Cordeiro de Deus (Mt 11.28; Jo 1.29,
36). O fogo neste Altar do Holocausto era constante, pois os holocaustos eram constantes. Além dos sacrifícios trazidos
durante o dia todo, os sacerdotes ofereceram “dois cordeiros de um ano, cada dia, continuamente”. Um cordeiro foi
oferecido pela manhã, e o outro cordeiro foi oferecido à tarde (Ex. 29.38, 39). Deus desejava um contínuo e ativo sacrifício
para Lhe agradar. Desde que o homem é um pecador contínuo, ele necessita um sacrifício contínuo. Nisso Cristo é tudo
que Deus requer e sempre tudo que o pecador necessita. Cristo é a eterna redenção. Ele ofereceu-se a Si mesmo imaculado
a Deus, “uma vez”, “pelo Espírito eterno”, e está assentado à destra de Deus havendo oferecido “para sempre um único
sacrifício pelos pecados” (Hb 7.25-28; 9.13, 14; 10.10-14). Quem tem os pecados julgados por Cristo tem vida eterna!
Podemos também entender pelo fogo constante que o pecado, aonde for achado, é sempre julgado. “A alma que pecar essa
morrerá” (Ez 18.20). O pecado é sempre odiado pelo Deus em Quem não há trevas nenhumas (I Jo 1.5). Não há outro fim
do pecado a não ser a separação de Deus eternamente (Rm 6.23). O sangue dos sacrifícios dados neste Altar do
Holocausto nunca podia purificar as consciências dos que os ofereceram. Mas o sangue de Cristo, que pelo Espírito
Eterno, Se ofereceu a Si mesmo imaculado a Deus, por Esse sacrifício eterno, tanto os pecados são lavados quantos são
purificadas as consciências. Sendo lavado e purificado por Cristo, os salvos são incentivados a serví-LO com todo louvor de
gratidão (Hb 9.13-15; 10.19-25). As quatro pontas nos seus quatro cantos neste Altar do Holocausto representam a
salvação por Cristo. As pontas são tanto um adorno como também auxílio para segurar o sacrifício (Sl 118.27).
Simbolizaram a força de santidade. Sobre elas foi posto o sangue dos holocaustos (Ex 29.12; Lv 4.7-34). Portanto, quem
oferece um holocausto com fé na representação do sacrifício, a força do sacrifício para com Deus estaria com tal pecador
arrependido. Há um caso bíblico de um, sem ter um coração verdadeiro para com o Altar, que buscou a força e proteção
das pontas, mas este foi destruído (Joabe, I Reis 2.25-34). Outro, com um coração reto, foi confortado (Adonias, I Rs 1.51-
53). Não era somente a ação para com o Altar necessária, mas um coração reto para com Deus para conhecer
pessoalmente o benefício da força da santidade que vem pelo sacrifício de Cristo. As quatro argolas e os varais de madeira
de acácia e cobertos de cobre representam o fato que aonde o povo de Deus for e aonde for a presença de Deus o
julgamento e sacrifício do pecado vão juntos. Sempre que o povo de Deus ora ao seu Pai Celestial, adora o Deus em
Espírito e em verdade, ou de outra forma comunga com Deus onde tudo é feito “em nome de Jesus”. É pelo sacrifício de
Jesus que oramos pois Jesus abriu pelo Seu corpo o véu que separava-nos do lugar santíssimo. Adoramos a Deus
corretamente só se Ele foi julgado por nossos pecados e a nossa comunhão é com o Pai, e com Seu filho Jesus Cristo. É
dito que o Altar do Holocausto era oco e feito de tábuas (Ex 27.8). Oco para receber os sacrifícios e a madeira usada para
queimar os sacrifícios. Feita de tábuas, mas essas eram cobertas com cobre. Cristo, o sacrifício, oferecido por Si mesmo, o
Altar do julgamento de Deus, pelo pecado posto sobre Ele. Neste sacrifício a Sua humanidade foi exposta ao fogo
consumidor de um Deus justo e irado. A Sua humanidade não foi consumida por ser coberta por Sua divindade que O
sustentou nessa hora. Temos um verdadeiro sacrifício peculiar em Cristo. Ele não pode ser substituído, imitado, ou
descartado por ninguém, seja homem bem intencionado ou religião bem estruturada. A obra da salvação é inteiramente
por Jesus, nada restando para o homem fazer. É tudo pela graça, nada pelas obras do pecador. O pecado não julgado em
Cristo é o pecado que ainda está descoberto para ser julgado diante de Deus (Jo 3.36, “Aquele que crê no Filho tem a vida
eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece.”). A chamada do
Evangelho não é, “Faça”, mas, “Arrependa-se e creia nAquele que ‘fez’” (Jo 19.30, “Está consumado”; Hb 12.2, “Jesus, o
Autor e Consumador da fé”). Além do sacrifício de Cristo, o Altar era para ser oco. Tem sido os seus pecados julgados em
Cristo, o Sacrifício idôneo pago no único altar do Holocausto que Deus aceita? Se forem pagos por Cristo, tem uma eterna
redenção. Está livre para servi-Lo com consciência limpa enquanto Ele lê da vida.
CAP 28 - O TABERNÁCULO - O PÁTIO DO TABERNÁCULO E A SUA PORTA - EX 27.9-19; 38.9-20 –
Introdução - Por que estudar sobre o Tabernáculo? “Na realidade, através do tabernáculo, Deus estava criando uma
linguagem e conceitos que nos ajudariam a entender o evangelho. Ao refletirmos um pouco, nos lembraremos quantas
formas de linguagens a respeito de Cristo vem diretamente do tabernáculo e do sistema que o rodeia.” (Crisp). Essa
linguagem inclua “aspersão de sangue”, “expiação”, “propiciatório”, “arca da aliança”, “véu”, “éfode”, “bode expiatório” e
outras palavras. Se não estudássemos o tabernáculo, seríamos ignorantes de grande parte da linguagem da Bíblia.
Local, Tamanho e Material Usado das Cortinas deste Pátio.
Local – ao lado meridional, que dá para o sul, v. 9 - ao lado norte, v. 11 - ao lado do ocidente, v. 12 - ao lado oriental, v. 13
Tamanho – Cumprimento dos lados: Cada lado de 100 côvados, v. 9
Largura: 50 côvados, v. 12, 13, 18
Altura: 5 côvados, v. 18
Material –
Cortinas todas feitas de linho fino torcido, v. 9, 18
Lado norte e sul: 20 colunas, 20 bases de cobre, v. 10, 11, 17-19.
Lado oriente (leste) e ocidente (oeste): 10 colunas no lado ocidente, v. 12 e 6 colunas no lado oriental, v. 13-15, com
4 colunas na porta, v. 16. A soma destas colunas é 60.
Colchetes das colunas e as suas faixas serão de prata, v. 10, 11, 17, 18.
Todas as bases são de cobre, v. 12, 18, 19.
Pregos: de cobre, v. 19.
A Porta do Pátio
Lugar: Lado oriental, onde o sol levanta, v. 13-16
Largura: 20 côvados, v. 13-16 / Cortina de 20 côvados, v. 16
Material: azul, púrpura, carmesim, linho fino torcido, de obra de bordador, v. 16
Número de colunas e bases: 4, v. 16.
As suas Bases são de cobre, v. 17.
Colchetes e faixas são de prata, v.17.
Representação - O Pátio era um lugar especial para servir Deus publicamente. Além dos cultos domésticos (Dt 6.6-9), e a
observação de todas as leis sobre casamento, alimentação, vestimenta, e sobre higiene na vida cotidiana de todos em todo
lugar, ainda assim, tinha um lugar separado para o culto público. Este lugar especial foi delineado pelas cortinas do pátio.
A vida Cristã é manifesta pela nossa família, alimentação, vestimenta, higiene, etc. em todo lugar. Todavia existe um lugar
especial para o culto público. Este lugar especial é onde reúne o Povo de Deus em obediência à Palavra de Deus, a igreja,
que é o corpo de Cristo. Os verdadeiros adoradores não somente adoram a Deus em espírito nas suas vidas particulares
obedecendo a verdade com amor, mas, eles também não deixam a congregação dos santos para adorá-LO em espírito e em
verdade publicamente (Jo 4.24; Hb 10.25). As cortinas do pátio eram brancas, as suas colunas, talvez de madeira, tinham
bases de cobre que reluziram gloriosamente. As suas faixas e os seus colchetes de prata em cada coluna manifestaram a
glória tanto do pátio quanto o serviço ali ministrado. Quem contemplava essa glória de santidade foi forçado a lamentar
por tal glória não fazer parte da sua vida cotidiana nem dos seus pensamentos toda hora. A glória manifesta pelas cortinas
e pelas suas bases era convincente que o pecador não podia servir O Senhor Santo perfeitamente. A lei no coração
convencia todos que eram contaminados por pensamentos alheios e pela desobediência das leis de Deus. A beleza da
santidade requerida, representada pela brancura do linho fino torcido, testificava da separação entre os pecadores e Deus
(Jó 42.6; Is 6.1-5). Vendo as bases de cobre reconhecia que tal santidade era somente pelo julgamento dos seus pecados. A
sua consciência pesava muito e reconhecia que não era apto para servir o Deus glorioso. Todavia, essas cortinas eram
seguradas às colunas com colchetes de prata. Aquele que desejava ser santo, vendo o uso do cobre nessas cortinas e
colunas, percebia que não somente os pecados seriam julgados mas a prata (nos colchetes e faixas) pregava da expiação
dada pelo Cordeiro de Deus. A expiação de Cristo (colchetes de prata) posicionava entre o julgamento (cobre) e a justiça de
Deus (linho fino). Os pecadores arrependidos podiam, pela fé, alegrar-se pela salvação dessa expiação idônea. Estes então
se dirigiam à Única Porta levando um sacrifício idôneo, que, em tipo, representava o sacrifício do próprio Cristo, foi
oferecido diante da porta. Através da fé no que representava este sacrifício idôneo, seus pecados eram remidos e este
tornava participante da justiça de Deus. Essa Porta Única testificava da natureza celestial de Cristo (azul), da Sua
soberania (púrpura), do Seu sacrifício (carmesim), e da Sua pureza (linho fino), ou seja, da Sua santidade (cor branca do
linho). Representando a porta assim o Cristo, o arrependido que buscava agradar a Deus, podia ir a Deus pelas qualidades
de Cristo e poderia adorá-LO em espírito e em verdade. A porta única, que dava acesso ao pátio representa Cristo Que é a
própria e Única Porta que dá acesso à presença de Deus e àquela adoração que Ele deseja (Jo 10.7-9). Jesus é o único por
Quem a salvação é dada e por Quem qualquer serviço ou adoração a Deus é aceita (Jo 14.6). Posso imaginar, se pessoas
naquela época são como hoje, muitas pessoas estão ao redor da Porta Única. Essas sentem-se bem por saber onde a Porta
é localizada. Podem avisar a todo mundo que essa é a Porta Única para ter acesso a Deus. Sentem-se confortadas de
estarem ao redor da Porta Única pois seus pais também estavam aí por muito tempo. Todavia, essas religiosas, as que são
satisfeitas pelas aparências, as que são enganadas pelos que pregam um outro evangelho, essas nunca entram nEla para
terem os pecados expiados. Não conhecem o que é de ter os corações lavados, uma nova natureza e não têem comunhão
com Deus. NÃO SEJA COMO ESTAS! A promessa de Vida Nova é somente para os que entram pela Porta Única (Jo 10.9,
“Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens”). Portanto, arrependei-vos
dos seus pecados verdadeiramente e creia no Senhor Jesus Cristo mesmo. Apenas esses que se arrependem e crêem pela fé
em Cristo Jesus serão salvos verdadeiramente! Somente esses entram pela Porta. Por mais confortável é estar entre os
muitos à porta, estar meramente perto da Porta pode ser um caminho à Morte. As quatro colunas desta Única Porta
podem ser comparadas aos quatro Evangelhos do Novo Testamento e aos quatro animais diante e por detrás do trono de
Deus (Ap 4.6-9). Desde que os quatro evangelhos pregam o Evangelho a todo povo, tanto judeu quanto grego, e desde que
os quatro animais ao redor do trono eram semelhantes aos quatro evangelhos (leão como rei, Mateus; bezerro como Servo,
Marcos; rosto como homem, Filho de Homem, Lucas; águia como Deus, João), as quatro colunas podem representar a
verdade que Cristo é universalmente: o Salvador de qualquer pecador arrependido de “toda a tribo, e língua, e povo, e
nação” (Ap 5.9). As quatro colunas também podem significar que Cristo deve ser pregado “a toda criatura” (Mc 16.15). Se
contássemos todas as colunas nas cortinas do pátio mais as quatro da porta teríamos o número de sessenta. É interessante
que Salomão no seu cântico diz: “Eis que é a liteira de Salomão; sessenta valentes estão ao redor dela, dos valentes de
Israel”, Ct 3.7. As sessenta colunas não somente impedem alguém de entrar na presença de Deus por outra maneira a não
pela Porta Única, como também guarda os que estão dentro do pátio. Pode representar a segurança para os que estão
dentro (Jo 10.27-29; I Pe 1.5, “guardados na virtude de Deus”; Jd 1.24, “àquele que é poderoso para vos guardar de
tropeçar”). Pode representar o juízo sobre os que procurariam entrar por outra maneira (os ladrões e salteadores,
mercenários, professores falsos – Mt 7.21-23; Jo 10.8-13; Gl 1.6-9). Os que entraram pela Porta Única são guardados pelo
O Valente, Cristo. Os que negam a entrar pela Porta Única têm que se encarar os Valentes: a Lei de Moisés - Rm 7.12, 13; a
palavra dos profetas – II Pe 1.19; dos apóstolos – Gl 1.6-9; de Deus – Mt 17.5; de Jesus Cristo – Jo 12.48; e da própria
Bíblia – Ap 20.12. É melhor submeter-se a Deus e ter os Seus Valentes lhe segurando do que contrariar estes Valentes e
encará-los no juízo.
CAP 29 - O TABERNÁCULO - O SACERDÓCIO - EX 27.20-28.3 – Introdução - Para descrever a obra da criação,
Deus nos deu dois capítulos de Gênesis. Para descrever o modelo exato como Deus desejava o tabernáculo, usou dez
capítulos de Êxodo! No Novo Testamento há capítulos inteiros também que tratam do tabernáculo (Hebreus 9 e 10). Pelo
grande volume de instruções dadas sobre o tabernáculo e pelo uso repetitivo da linguagem do tabernáculo pela Bíblia faz
que o estudante sério da Palavra de Deus seja atencioso a tudo que as Escrituras ensinam do tabernáculo.
O Sacerdócio - Os sacerdotes eram uma classe especial apontados a ministrarem a Deus no lugar do povo. Gozaram de
privilégios os quais não eram compartilhados com o povo. Tinham uma aproximação ao Jeová que era peculiar para estes
nessa posição. Tinham uma autoridade e responsabilidade que não eram dados ao povo que eles representaram. Existia
em co-relação de suma importância entre o Tabernáculo e o Sacerdócio. O sacerdócio fazia parte do modelo divino que
devia ser seguido detalhadamente. Não eram mencionados os sacerdotes na primeira lista de necessidades do Tabernáculo
(Ex 25.1-9). Todavia em Hebreus 8.1-5, o sacerdócio é incluído como fazendo parte integral com os móveis mostrando
assim a importância do sacerdócio. Na verdade, como o Tabernáculo sem os móveis seria inútil, o Tabernáculo com os
móveis seria inútil sem os sacerdotes constantemente ministrando os seus deveres nos lugares santos com os móveis
santos. Há união de propósito em tudo que Deus faz para que tudo opere para a Sua glória.
A Necessidade do Começo do Ritual Sacerdotal - Temos estudado até aqui os móveis do Tabernáculo. Temos
estabelecido o fato que a aproximação do pecador ao Deus Santo é através de um inocente dando a sua vida no lugar do
arrependido pecador. Cristo é esse Inocente (Mt 27.4, 24; II Co 5.21), o Único por Quem o arrependido pecador com fé
tem acesso à própria presença de Deus (Jo 14.6; Hb 10.19, 20). Cristo, sendo Ele o Único Sacrifício Vicário, abriu o
caminho para Deus, sendo Ele o próprio Caminho (Jo 14.6). O pecador arrependido com fé nEste Salvador tem
aproximação plena a Deus eternamente. Essa contínua aproximação, ou seja, essa comunhão mantida com Deus é o que o
sacerdócio representa. Por Cristo preencher todas as qualificações para satisfazer pela Sua vida e Seu sacrifício as
exigências de um Deus Santo, é por Cristo que o perdoado pecador arrependido com fé mantém comunhão com Deus (I Jo
1.3,7; 2.1). Estudando o sacerdócio dirigimos a nossa atenção do sacrifício dado no Altar dos Holocaustos para o serviço do
sacerdote em prol dos perdoados para que tenham comunhão contínua com Deus. Somente os arrependidos que
exerceram a fé no Cordeiro de Deus, o Único Sacrifício que satisfaz a Deus (Is 53.10,11), podem aproveitar do serviço do
Sacerdote no Lugar Santo para que estes tenham comunhão com Deus (Is 53.12, “e intercedeu pelos transgressores”; Jo
17.9-11, 20-24; Hb 7.23-27). Você está entre estes? Essa ordem de eventos, ou seja, o sacrifício idôneo antes da comunhão,
é simbolizada pelo fato que o “azeite puro batido” (Ex 27.20) era descrito e exigido antes da necessidade ou da menção de
“Arão e seus filhos” (Ex 27.21, que por sua vez é a primeira vez que estes são mencionados), que eram os sacerdotes
escolhidos por Deus. Nisso temos uma importante lição: É necessário o povo conhecer a Luz primeiro para depois gozar de
comunhão na presença de Deus. Ter alguém ministrando pelos arrependidos perdoados é necessário. Os salvos por Cristo
Jesus ainda têm enfermidades da carne, a fraqueza em resistir à tentação, ao ponto de serem miseráveis (Rm 7.22-25 ; Gl
5.17). Graças a Deus que a mesma graça que trouxe os salvos à presença de Deus por Jesus Cristo é a mesma graça que os
mantém próximos a Deus pelo ministério contínuo de Jesus Cristo (Hb 7.23-27). Onde está você? Nas trevas do pecado,
sem A Luz de Jesus Cristo, ou em comunhão por Jesus Cristo? A graça de Deus superabunda onde abunda o pecado (Rm
5.20). Provai dela já!
Os Sacerdotes - Em Ex 27.21, nessa primeira vez nas instruções do Tabernáculo são mencionados “Arão e seus filhos”,
lembramo-nos que essa menção é depois que o povo tem o azeite puro de oliveiras para o candelabro. Isso é instrutivo,
pois o sacerdote somente existia para ministrar por aqueles que tinham a fonte da luz, ou seja o Espírito Santo (Jo 17.9-11,
20-24; Hb 7.25, “por eles”). O nome Arão significa ‘aquele que traz luz’ (#0175) e o significado dos nomes dos seus filhos
nos ensina verdades da salvação por Cristo. Nadabe significa ‘generoso’ (#05070), Abiu significa ‘ele é meu pai’ (#030),
Eleazar significa ‘Deus ajudou’ (#0499), e o nome Itamar significa ‘lugar de palmeiras’ (#0385, Léxico Hebreu da Bíblia
Online). O significado dos nomes manifesta que a salvação vem de fora do pecador, dAquele que é Luz sem trevas
nenhumas (I Jo 1.5), vem pela soberania dEste (Rm 9.15-18, 21; I Jo 4.19), em graça ‘generosa’ (Ef 2.4-9), por Aquele que
tem ‘Deus por Pai’, ou seja, por Jesus Cristo (Mt 3.17; 17.5; Jo 3.16). A salvação graciosa de Deus por Jesus Cristo tem a
participação do Espírito Santo que ‘ajuda’ por trazer a fé (Gl 5.22; Jo 3.5-8) resultando na beleza da justiça de Deus por
Cristo (II Co 5.21) e crescimento e fruto que agrada Deus (Jo 15.1-8; Gl 5.22), algo refrescante que a ‘terra das palmeiras’
aponta. Está com a ‘Luz’? Não adianta pensar que pode ter comunhão com Deus se ainda anda em trevas. A ‘luz’ que tem,
veio dAquele que tem Deus por Pai? Não descanse até que assegurou que a luz que há em ti é por Jesus Cristo. De outra
forma “quão grandes serão tais trevas” se a sua luz sejam trevas (Mt 6.23). A salvação sua veio pela graça com a operação
da regeneração do Espírito Santo pela Palavra (Jo 3.5)? Pode saber se a salvação tem o fruto da satisfação do Pai e a
conformidade à imagem do Seu Filho (Rm 8.29). Dessa maneira tem a salvação e comunhão com Deus por seu Filho Jesus
Cristo que dura eternamente (Jo 1.3; Hb 10.10-14, 19-25).
A Necessidade da Cessação do Ritual Sacerdotal - No tempo do Tabernáculo, os sacerdotes eram uma classe
especial apontados a ministrarem a Deus no lugar do povo. Gozaram de privilégios, os quais, não eram compartilhados
com o povo. Tinham uma aproximação ao Jeová que era peculiar para estes nessa posição. Tinham uma autoridade e
responsabilidade que não eram dados ao povo que eles representaram. Todavia, na Cruz, uma mudança radical foi feita.
Essa época de sacerdotalismo medianeiro humano cessou e uma época nova foi inaugurada. O judaísmo cessou e o
cristianismo começou. Isso foi simbolizado por duas ações: a primeira foi quando o sumo sacerdote rasgou as suas vestes
(Mt 26.65) algo contra a lei (Lv 21.10), marcando assim o fim do sacerdócio humano, e, a segunda foi quando o véu do
Tabernáculo rasgou de cima para baixo (Mt 27.51), marcando assim que a barreira entre a presença de Deus e o Seu povo
não existe mais – A. W. Pink, pg. 258. Tem o Sacerdócio de Cristo ministrando por você? A sua comunhão é com o Pai e
com Seu Filho Jesus Cristo? É contínua?
CAP 30 - O TABERNÁCULO - AS VESTES SACERDOTAIS - EX 28.4-35; 39.1-32 – Introdução - A pessoa
elegida por Deus para ser o sacerdote era Arão, e seus filhos que estavam com ele (Ex 28.1). Vestes sagradas seriam feitas
para eles “para glória e ornamento” (Ex 28.2). Essas vestes eram exclusivas para o uso dos sacerdotes (“vestes a Arão para
santificá-lo”, Ex 28.3, 41) quando para com Deus administrarem o ofício sacerdotal (“para que me administre o oficio
sacerdotal”, Ex 28.3, 41). O Tabernáculo representa Cristo o Único Meio pelo qual Deus habita no meio dos pecadores.
Portanto estas vestes nos ensinam de Cristo no Seu oficio do Único Mediador entre Deus e os homens (I Tm 2.5, 6).
Sabemos que as vestes do sumo sacerdote e dos seus filhos “são para glória e ornamento” (Ex 28.2, 40). Cada peça
manifesta a glória de Cristo e ensina-nos como a Sua Pessoa e Seus Atributos são adornos diante de Deus na Sua Obra
Medianeira. Não procure outra lição no estudo destas vestes a não ser de Cristo. O Tabernáculo era “uma alegoria para o
tempo presente”, ou seja, naquele tempo o Tabernáculo servia para a habitação do Senhor (Ex 25.8; Hb 9.9), e era a
“sombra dos bens futuros, e não a imagem exata das coisas” (Hb 10.1). Portanto o Tabernáculo não é um modelo para nós
hoje imitarmos na igreja. Tudo no Tabernáculo era uma representação de Cristo, e quando Cristo veio, todas essas
“sombras” não tinham mais a necessidade de existir. Por isso, não há razão nenhuma para o sacerdotalismo e ritualismo
existirem em nenhuma igreja evangélica hoje.
As Peças em Geral – Ex 28.4, 28, 40-42
O Peitoral, o Éfode com o Urim e o Tumim e as pedras de engaste, o Manto, a Túnica Bordada com os Calções e um Cinto,
e a Mitra com a sua Lâmina de ouro, e, as Tiaras (v.36-39, 40).
Os Materiais – Ex 28.5
As vestes dos sacerdotes eram de ouro, o azul, a púrpura, o carmesim e de linho fino torcido.
A Representação dos Materiais
O ouro representa a divindade de Cristo, o azul aponta o fato que Cristo é dos céus, a púrpura lembra-nos de reis, o
carmesim manifesta a humilhação de Cristo na Sua morte e o linho fino torcido ensina-nos da Sua justiça e a Sua pureza,
pois o linho fino era branco. Imagine a confusão e ilógica que seria para um sacerdote aproximar-se de Deus com qualquer
roupa e de qualquer maneira. A glória da obra e a glória do lugar exigem vestes à nível desta glória. Não adoramos, nem
servimos o Santo Deus sem santidade (Hb 12.14; Sl 66.13) Deus é Espírito e importa a Ele ser adorado em espírito e em
verdade (Jo 4.24). Como é o seu espírito? Lavado? Usado para a Sua glória? A sua adoração espiritual é conforme a
verdade?
As Peças Individualmente Descritas e a Simbologia de Cada Uma – Ex 28.6-43
O Éfode – Ex 28.6-14 - Mesmo sendo o peitoral, com suas pedras de engaste, mencionado primeiro na lista (Ex 28.4), o
éfode é descrito primeiro (Ex 28.6-14). Por isso aprenderemos dele primeiro. O éfode era a parte exterior, a última peça
das vestes sacerdotais, era uma peça comum de todos os sacerdotes (I Sm 22.18). Até Samuel, sendo ainda jovem foi
“vestido com um éfode de linho” (I Sm 2.18). Todavia, para o Sumo Sacerdote, era reservado o éfode com matérias
preciosas. O éfode das vestes sagradas, como o peitoral, era composto de todo o tipo de material reservado para as vestes
sacerdotais (Ex 28.6). O éfode representava a divindade de Cristo (ouro), a origem de Cristo, dos céus (azul), a Sua realeza
(púrpura), a Sua humilhação na morte (carmesim) e a Sua justiça e pureza (linho fino torcido de cor branca). O oficio
sacerdotal cuida da aproximação a Deus do pecador arrependido e a comunhão com Deus pelos pecadores perdoados. Pelo
fato das vestes do sacerdote incluir aquilo que aponta à divindade (ouro), origem celestial (azul), posição de realeza
(púrpura), pureza e justiça (linho fino torcido), beleza e preciosidade (obra esmeralda) e também aquilo que representa a
morte (carmesim), a alta qualificação do sacerdote é ensinada. Deus não aceita aquele que chame a si mesmo para essa
posição (que alguns auto-proclamados apóstolos fazem hoje) e nem qualquer um que a ‘igreja’ possa estabelecer nessa
posição (como faz a igreja católica). Pastor, padre, apóstolo, profeta, presbítero, ancião, freira, monge ou ‘santo’ nenhum
podem servir nesse ofício exclusivo. São todos desqualificados para serem O Mediador aceito por Deus. As vestes
sacerdotais apontam ao alto padrão de qualificações que Deus estipulou para O Mediador que agrada Ele. Aquele em
quem você tem esperança para agradar Deus em seu lugar preenche todas as qualificações que Deus pede para ser aceito
como mediador? Somente Cristo é Mediador qualificado! Ele é Deus (ouro - Mt 1.23, “Deus conosco”; Is 9.6, “Maravilhoso,
Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz”). Cristo veio dos céus (azul - Jo 6.38, “Porque eu desci do
céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou”). Cristo será feito Rei dos Reis no Seu Reino
literal (púrpura - I Tm 6.15; Ap 17.14; 19.16). Somente Cristo é sem pecado e inocente (linho fino torcido - Hb 7.26,
“Porque nos convinha tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores, e feito mais sublime do
que os céus”). Este Mediador é o resplendor da glória de Deus (obra esmeralda - Hb 1.3) e somente Este Substituto, o
Eleito de Deus, poderia satisfazer Deus no lugar dos que o Pai Lhe deu (carmesim - Is 42.1, “meu eleito”; Jo 6.39, “Que
nenhum de todos aqueles que me deu se perca, mas que o ressuscite no último dia”; Is 53.10, 11, “Todavia, ao SENHOR
agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando a sua alma se puser por expiação do pecado, verá a sua posteridade,
prolongará os seus dias; e o bom prazer do SENHOR prosperará na sua mão. 11 Ele verá o fruto do trabalho da sua alma, e
ficará satisfeito; com o seu conhecimento o meu servo, o justo, justificará a muitos; porque as iniqüidades deles levará
sobre si”). Você tem crido nEste? Este lhe representa? As Duas Ombreiras com as Suas Duas Pedras de Ônix, O Cinto do
Éfode e as duas cadeiazinhas de ouro – Ex 28.7-12. Há um modelo exato dado por Deus a Moisés no monte Sinai para o
Tabernáculo e “todos os seus pertences” (Ex 25.9). Segundo este modelo os artífices trabalharam “para que façam tudo o
que te tenho ordenando” (Ex 31.6). As vestes sacerdotais faziam parte deste modelo sagrado (Ex 25.7; 31.10). O fato que o
modelo era detalhado e os artífices capacitados especialmente pelo Espírito de Deus (Ex 31.3-6) nos ensina a “decência e a
ordem” que Deus pede na igreja (I Co 14.40, “Mas faça-se tudo decentemente e com ordem”; I Tm 3.15, “Mas, se tardar,
para que saibas como convém andar na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade”), tanto
adora um Deus de decência e ordem (II Sm 23.5, “Ainda que a minha casa não seja tal para com Deus, contudo
estabeleceu comigo uma aliança eterna, que em tudo será bem ordenado e guardado, pois toda a minha salvação e todo o
meu prazer está nele, apesar de que ainda não o faz brotar”), quanto é por Seu Espírito. Há detalhes na ordem que Deus
pôs todas as coisas e que são importantes a considerar em relação à adoração correta, mas tal assunto não é nosso neste
contexto. O Jesus Cristo é o assunto e estes detalhes apontam às Suas perfeições. As duas ombreiras com as duas pedras
de ônix terão gravados nelas “os nomes dos filhos de Israel” (Ex 28.9-12). Como as pedras preciosas foram minadas da
terra, o povo de Deus, apresentado por Cristo, vem de pó. Sem Cristo estávamos andando “segundo o curso deste mundo,
segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência. 3 Entre os quais todos
nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por
natureza filhos da ira, como os outros também. 4 Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com
que nos amou, 5 Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois
salvos), 6 E nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus; 7 Para mostrar
nos séculos vindouros as abundantes riquezas da sua graça pela sua benignidade para conosco em Cristo Jesus. 8 Porque
pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. 9 Não vem das obras, para que ninguém se
glorie; 10 Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que
andássemos nelas” (Ef 2.2-10). O propósito das duas ombreiras é para unir o éfode (Ex 28.7) e para levar os nomes dos
filhos diante do SENHOR para memória (Ex 28.12). Foi dito de Cristo que o “principado está sobre os seus ombros” (Is
9.6) pois Ele apresenta-nos diante de Si mesmo como Representante e ao Pai como Advogado, “igreja gloriosa, sem
mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível” (Ef 5.25-27). Temos em Cristo a união com Deus e
estamos preciosos diante de Deus. Você é levado por Cristo diante de Deus para memória? Ou somos levados diante de
Deus por Cristo pela graça de Deus ou somos separados dEle com a Sua ira permanecendo sobre nós (Jo 3.36). O Cinto do
éfode era glorioso também. O Alfa e o Ômega, que conversava com João era cingido com um cinto de ouro também (Ap
1.13) mostrando a Sua divindade vista e exercitada em toda direção ao redor dEle. Temos um Grande Sumo Sacerdote em
Jesus Cristo, e tendo tal Representante e Advogado “retenhamos firmemente a nossa confissão” (Hb 4.14).
O Peitoral e As Suas Pedras de Engaste – Ex 28.15-29 - As vestes do sumo sacerdote “são para glória e ornamento”
(Ex 28.2). A primeira parte das vestes mencionadas é o peitoral que contém essas pedras de engaste (Ex 28.4). O peitoral,
com as suas doze pedras de engaste, era a parte primordial e a mais cara de todas as vestes. As outras partes das vestes
eram secundárias, dando assim bases pelas quais o peitoral se apoiava.
Simbologia - As pedras de engaste simbolizam a preciosidade dos Cristãos a Deus por Cristo (Malaquias 3.17.)
Todo o povo de Deus individualmente está representado por essas pedras preciosas neste peitoral do sumo sacerdote. As
pedras são doze em número e os nomes de todas das doze tribos estão esculpidas “como selos, cada uma com o seu nome”
(Êxodo 28.21). A lição do selo aponta à atitude de Deus para com o Seu povo: Seu Povo é de Sua propriedade particular
(Jo 17.6, “Manifestei o teu nome aos homens que do mundo me deste; eram teus, e tu mos deste, e guardaram a tua
palavra”), Seu Povo é autêntico (Jo 17.7, 8, “têm verdadeiramente conhecido que saí de Ti”, 23, “Eu neles, e Tu em mim,
para que eles sejam perfeitos em unidade”) e o Seu Povo é seguro (Jo 17.11, “as Tuas coisas são Minhas” 24, “Pai ... onde
Eu estiver, também eles estejam comigo”). As pedras de engaste estando no peitoral e o peitoral estando sobre o coração
do sumo sacerdote, a serenidade do relacionamento de Deus por Seu povo em Cristo é manifesta. A salvação que vem de
Deus pela obra de Cristo abençoa Seu povo com “todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais” (Ef 1.3). Tão grande
salvação é essa! É relacionamento! Existe uma lição que vem do fato dos nomes das doze tribos sendo esculpidos nas
pedras (Ex 28.21). Essa lição nos ensina que cada um dos filhos de Deus é conhecido por Deus individualmente (João 10.3,
“chama pelo nome às Suas ovelhas”; II Timóteo 2.19, “O Senhor conhece os que são Seus”). É palavra fiel e digna de toda a
aceitação que, se você é um filho de Deus lavado pelo sangue de Cristo, você é precioso para com O Pai (Malaquias 3.17).
Cada um destes filhos também é conhecido em amor por Cristo como Mediador deles (João 10.14-16, 27-29). Nenhum dos
filhos de Deus é perdido na multidão de cristãos. Ele conhece os Seus. Tão grande salvação é essa! É posição! Essa lição
nos incentiva a estreitar os nossos laços com nosso Pai celestial por nosso Salvador. Se o sábio Deus tem o prazer de
considerar cada um dos Seus como uma jóia preciosa, cada uma das Suas jóias preciosas devem buscar primeiro este Pai
celestial em tudo o que se faz (I Coríntios 6.17-20; II Tm 2.19, “e qualquer que profere o nome de Cristo aparte-se da
iniqüidade”). Também se Deus ama os Seus ardentemente, os Seus devem amar uns aos outros conforme diz o Apóstolo
João na sua primeira epístola capitulo quatro versículo onze, “Amados, se Deus assim nos amou, também nós devemos
amar uns aos outros.” Posição - As pedras foram engastadas em ouro nos seus engastes enchendo assim o peitoral com
“quatro ordens de pedras” (28.17-20). As doze pedras diferentes foram sárdio, topázio, carbúnculo, esmeralda, safira,
diamante, jacinto, ágata, ametista, berilo, ônix e uma jaspe (veja: Ez 28.13; Apocalipse 21.19, 20). Mesmo que a ciência
moderna não saiba quais exatamente são os nomes atuais dessas pedras podemos saber que eram valiosas e lindas pois as
vestes do sumo sacerdote eram “para glória e ornamento” (Ex 28.3). “Como o peitoral, com os nomes das tribos de Israel,
era o adorno mais brilhante vestido pelo sumo sacerdote, assim são os nomes dos eleitos de Cristo as mais preciosas jóias
que Ele tem tão perto do Seu coração”, (Spurgeon, Till He Come, pg. 86) Ex 28.28,29. “Nunca se separará o peitoral do
éfode” (Ex 28.28) como também nunca se separará o amor de Deus pelos Seus (Rm 8.35-39). Quando o sumo sacerdote se
vestia do éfode para se apresentar em obediência diante de Deus, a sua glória e ornamento, os nomes do seu povo perto do
seu coração, necessariamente foram apresentados juntos. Cristo está com Deus O Pai hoje e com os nomes de cada um dos
Seus filhos no Seu coração. Tão grande salvação é essa! É relacionamento, é posição, é eterna! Valor - O valor destas
pedras, no seu lugar engastadas em ouro no peitoral, é alto. Esse valor e glória dos Seus o Pai viu em amor desde a
eternidade passada (Jr 31.3, “amor eterno”; II Tm 1.9, “Que nos salvou, e chamou com uma santa vocação; não segundo as
nossas obras, mas segundo o seu próprio propósito e graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos dos
séculos”; II Ts 2.13, “por vos ter Deus elegido desde o princípio para a salvação”; I Jo 4.19; Ef 1.4). Mas o Seu Povo amado
desde a eternidade passada não teve sempre a aparência de alto valor. Alguns estavam incrustados nas camadas de lama
nas profundidades do mar e outros foram tirados das minas escuras e longe da luz e do conhecimento humano. Nas suas
formas brutas, as pedras que se tornariam engastadas em ouro no peitoral do sumo sacerdote e levadas eternamente na
presença terrível de Deus (Gn 28.17; Dt 10.17), eram feias e aparentando valor algum. Mas, sendo achadas por aqueles que
conhecem seu valor, extraídas da posição original do mundo, carregadas, lavadas, cuidadosamente cortadas e
precisamente lapidadas foram transformadas para serem glória e ornamento nas vestes do sumo sacerdote. Nisso
podemos perceber a benção do amor eterno e particular de Deus pelos Seus. Os Seus, cada um deles, andavam segundo o
curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência.
Cada um antes andava nos desejos da carne e fizeram a vontade da carne e dos pensamentos. Cada um era um filho da ira
(Ef 2.1-3). O Salmista, usando outra linguagem, diz que estes estavam num lago horrível, num charco de lodo (Sl 40.2).
Mas o amor eterno de Deus viu estes ‘perdidos’ (Lu 19.10) e os deu ao Seu Filho Jesus (Jo 6.37-39), que por Sua vez,
redimiu estes com Seu próprio sangue na cruz (Jo 17.6-9, 19; II Co 5.21), para trazê-los a Deus, lavados, santificados e
purificados, para serem a Sua glória e ornamento eternamente diante de Deus. Beleza - A beleza destas pedras de engaste
é emprestada. A beleza das jóias não é percebida se a luz não passar por elas. Deixadas a sós, mesmo cortadas e lapidadas
perfeitamente, a sua beleza e valor não são vistas até os raios da luz focalizarem nelas. Cristo é a Luz do mundo (Jo 8.12;
9.5). Ele é a Luz de fora que faz com que as Suas pedras preciosas estejam brilhantes, gloriosas e adornadas o suficiente
para estarem sempre diante de Deus. Cristo no Seu Povo faz que sejamos úteis e gloriosos (Mt 5.16-19; II Pe 4.14). Na
medida em que a sua vida seja feita conforme a imagem de Cristo é que a sua beleza e utilidade são vistas. A vida cristã
não tem valor aparte da Luz brilhando por ela. Como é contigo? Você está ainda num lago horrível, num charco de lodo?
Arrepende-se dos seus pecados e crê com fé no Senhor Jesus Cristo para ter os seus pés postos sobre a Rocha. Já tem sido
lapidado pela mão cuidadosa do Senhor mas os hábitos ruins da sua vida velha ofuscam a sua beleza e adorno ao Senhor
diante dos homens? Confesse e abandone tais pecados para voltar a reconhecer as bênçãos de um relacionamento
privilegiado diante de Deus. O Urim e O Tumim – Ex 28.30 - A Bíblia não explica abertamente a forma, o uso, o
material, ou o significado do Urim e o Tumim. Há o que Deus deseja guardar para Ele, e tais coisas não são para nós.
Todavia, da própria Bíblia (uso das palavras Urim, 7 vezes e Tumim, 5 vezes) podemos saber algumas importantes
verdades, e estas verdades são para nós (Dt 29.29). O que podemos saber sobre o Urim e o Tumim: (1) foram postas “no
peitoral”, Ex 28.30, (2) no hebraico Urim significa “luzes” (#0224, Strong’s), e Tumim significa “perfeições” (#08550,
Strong’s), (3) fazia juízo, ou conhecimento, da vontade de Deus por eles, Nm 27.21; I Sm 28.6, (4) a ausência destes
impedia o ministério do sacerdote, Ed 2.63; Ne 7.65 (5) a presença deles era abençoada, Dt 33.8. Desde que o Urim
significava “luzes” e o Tumim significava “perfeições” é possível que o desígnio deles eram para revelar as perfeições de
Deus e a Sua vontade aos sacerdotes para o povo de Deus. A Lei revelou a perfeição de Deus no Seu caráter e na Sua
essência pelos seus mandamentos e pela simbologia dos seus sacrifícios e cerimônias. Esta simbologia cumpriu-se no
Evangelho, na obra e na pessoa de Jesus Cristo, cheio de “graça e de verdade” (Jo 1.14, 17). “O conhecimento da glória de
Deus” está “na face de Jesus Cristo”, (II Co 4.6). Pela vida de Cristo, a revelação de Deus claramente foi anunciada (Mt
1.21; 3.17; 17.4). A perfeição exigida por Deus, Cristo manifestou na Sua obediência completa a tudo que Deus Pai deu-O a
fazer (Jo 17.4; Fp 2.8-11). Nisso entendemos que Cristo é representado pelo Urim e o Tumim, a revelação da perfeição de
Deus.
Pela morte de Cristo, Deus fez justiça plena, uma revelação da perfeita justiça de Deus operada por Cristo para com o
pecado de todo pecador que se arrepende e crê pela fé nELe (I Pe 3.18, “Porque também Cristo padeceu uma vez pelos
pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus; mortificado, na verdade, na carne, mas vivificado pelo Espírito”).
Nisso entendemos que Cristo é representado pelo Urim e o Tumim, a revelação da perfeição de Deus. Pela ressurreição de
Cristo Deus revelou diante de todos o Seu Salvador pelo qual, com justiça há de julgar o mundo (At 17.31; I Co 15.4-8).
Pela ressurreição de Cristo a perfeita salvação de Deus foi feita (Hb 7.25, “Portanto, pode também salvar perfeitamente os
que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles”). Nisso entendemos que Cristo é representado
pelo Urim e o Tumim. O seu mediador tem o Urim e o Tumim a revelação das perfeições de Deus na sua pessoa, atributos
e obra? Há um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo Homem (I Tm 2.5, 6). Como mencionado, conhecer a
vontade de Deus foi pelo uso do Urim e do Tumim (Nm 27.21). Isso fala de Cristo também. Por Cristo ser o Verbo, a
Palavra de Deus, conhecemos a vontade de Deus. O Pai mostrou tudo o que faz ao Filho, portanto aquele que busca a luz e
a perfeição por Cristo, achará (Jo 5.20; Pv 2.1-6; Cl 2.3). Pelo fato de Cristo ser a comunicação de Deus ao homem, a igreja
neotestamentária é incumbida de pregar Cristo a toda nação, e aos discípulos, ensinar tudo que Ele tem ensinado (I Co
15.1-5; Mt 28.19-20). Tendo essa orientação confiável, a ovelha de Deus pode “entrar e sair” e achar todas as suas
necessidades supridas (Jo 10.9). A Bíblia apresenta os filhos e os servos de Deus no Velho Testamento buscando a
orientação divina e o SENHOR dando-a (Jz 1.1-2; 20.18, 28). Essa busca era através do éfode no qual estava o Urim e o
Tumim (I Sm 23.9-12; 30.7-8). Lembramo-nos que tudo no tabernáculo estava sujeito à ordem divina: “Faça tudo
conforme o modelo” (Ex 25.9, 40; 26.30; 27.8; Nm 8.4; At 7.44; Hb 8.5). A submissão à vontade de Deus é fundamental
para o louvor correto e a adoração que agrada Deus (Jo 4.24; Is 58.3-14). Há uma maneira correta de buscar o SENHOR!
É por Cristo! Ai daquele a quem Deus não se revela (II Sm 28.6; Mt 7.21-23)! Está submissa a Cristo? A sua submissão
será evidente na sua obediência à Palavra de Deus. A sua vida está sendo feita conforme a imagem de Cristo mais e mais?
Somente sendo submissa à palavra de Cristo e sendo feita conforme a Sua imagem podemos esperar ter a revelação de
Deus para o seu caminho, e a conhecer melhor a perfeição de Deus quando busca a orientação divina por Cristo. Jo 8.12-
18, “Falou-lhes, pois, Jesus outra vez, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a
luz da vida. Disseram-lhe, pois, os fariseus: Tu testificas de ti mesmo; o teu testemunho não é verdadeiro. Respondeu
Jesus, e disse-lhes: Ainda que eu testifique de mim mesmo, o meu testemunho é verdadeiro, porque sei de onde vim, e
para onde vou; mas vós não sabeis de onde venho, nem para onde vou. Vós julgais segundo a carne; eu a ninguém julgo. E,
se na verdade julgo, o meu juízo é verdadeiro, porque não sou eu só, mas eu e o Pai que me enviou. E na vossa lei está
também escrito que o testemunho de dois homens é verdadeiro. Eu sou o que testifico de mim mesmo, e de mim testifica
também o Pai que me enviou”. Você adora e ora com o Urim e Tumim? O Manto do Éfode – Ex 28.31-35; 39.22-26 -
Feito de azul, a qualidade de Cristo como Mediador vindo dos céus é exaltada. Nessa qualidade celestial Ele tem a
autoridade do Pai, as Palavras do Pai, as obras do Pai, o agrado do Pai em tudo. Nessa qualidade celestial de Cristo Deus
justifica completamente o pecador que vem a Ele pelo Seu Filho Jesus (Rm 8.1-4). Quem está em Cristo, tem a vida eterna
que é celestial, pois no céu não há mais morte. É importantíssimo ser vestido do Celestial para agradar o Deus do céu para
sempre. O Sacerdote, com este manto: É vestido – v. 32, 35 do peito até os pés; Jó 29.14. Como Deus ‘vestiu’ Adão e
Eva com as túnicas de peles, Cristo é a vestimenta agradável e propícia para todo pecador que se arrepende dos pecados e
vem a Deus pela fé em Cristo (Gn 3.21; Is 61.10, “Regozijar-me-ei muito no SENHOR, a minha alma se alegrará no meu
Deus; porque me vestiu de roupas de salvação, cobriu-me com o manto de justiça, como um noivo se adorna com turbante
sacerdotal, e como a noiva que se enfeita com as suas jóias”). É coberto – v. 35, estará sobre Arão quando ministrar; Is
59.17; o significado da palavra hebraico para manto (#4598, Strong’s) é no senso de cobrir ou cobrindo. Cristo é a justiça
nossa (II Co 5.21). É ouvido – v. 35, para que se ouça ao entrar e quando sair no serviço. Nós oramos por Cristo (Jo 14.13,
14) e entramos neste serviço por sermos em Cristo (Hb 10.19). O nosso serviço nunca é por nós. O Manto: É todo de
azul – Ex 28.31; 39.22. Jesus manifesta ricamente tudo e somente o divinal e celestial. Satanás não tem nada com Ele (Jo
14.30) como o príncipe deste mundo tem aliado com a nossa carne (Rm 7.18, 23). Como Ele agrada o Pai perfeitamente
em tudo que é e faz, o Pai nos faz aceitáveis a Si mesmo completa e eternamente pelo Amado Filho (Ef 1.6). Igreja,
intenções, caridades, sacrifícios, etc. são contaminados pela fraqueza da carne, mas Ele é Deus conosco cujo trabalho O
satisfaz trazendo paz celestial para todo o sempre (Is 53.7-11). Como é importante ter Cristo Jesus como Salvador e
Mediador! Tendo Ele na sua vida, fará tudo novo. Terá um novo cântico, alvos celestiais, e deleite em submeter-se à lei de
Deus. Terá tristeza com o mundo e todo o seu curso, e tremendo desânimo pelas limitações da carne (Rm 7.24). A obra de
Cristo no Seu povo diante de Deus é tão completa quanto necessária. Não barganhe com nada menos da obra dAquele que
é divino por completo (II Co 5.18-21). É peça de roupa usada por Sacerdotes (Arão – Ex 28.31-35; Esdras – Ed 9.3, 5;
todos os levitas – I Cr 15.27), Reis (Saul - I Sm 24.4-11; Davi – I Cr 15.27; Cristo – Ap 19.16), homens de bens (Jó – Jó
1.20; amigos de Jó – Jó 2.12), e por Profetas (Ezequiel – Ez 5.3). Cristo usa esse manto por direito. Ele é o Grande Sumo
Sacerdote que penetrou nos céus (Hb 4.14), o Rei dos Reis (Ap 19.16), e quem está nEle é feito sacerdote e rei (Ap 1.5,6),
tem a mensagem divina como profeta e veste roupa nupcial feita no céu, por ser feito Filho de Deus. É ornamental e
festivo – Jó 29.14; Is 3.22; Is 61.10. Jesus é a beleza da vida Cristã, precioso para os que crêem nEle (I Pe 2.7). A Sua
justiça os cubra e é o único adorno que prezam. É a segunda peça para o sacerdote vestir – 29.5; Lv 8.6-9. Logo depois de
vestir a túnica de linho fino, vestiu-se o manto. Depois da peça que representa a justiça que Cristo ganhou pela Sua obra
na cruz, vem essa peça que denota a divindade e a origem celestial deste Justo. É protegido de dano – 28.32. Como a
justiça de Cristo é eterna, os cobertos por ela são seguros para todo o sempre nada os podendo condenar (Rm 8.1, 31-34,
“Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que nem mesmo o seu próprio Filho
poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas? Quem intentará acusação
contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem é que condena? Pois é Cristo quem morreu, ou antes, quem
ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós”). A religião do homem falhará
mas é celestial e eterna a justiça que vem do céu. Não há dano nenhum para os que estão em Cristo Jesus. É com romãs
coloridas – 28.33 Feitas de fio torcido como o éfode foi feito (39.2, 3). “Um trabalho bordado esmerado”. Significando a
beleza e representação de bom cheiro que Cristo é ao Seu Pai. Os que são de Cristo também têm a beleza do seu perfume,
sendo que a sujeira do fedido pecado das “velhas coisas” do mundo são passadas quando Cristo é vestido (II Co 5.17). O
Cristão, fixo pela graça em Cristo, tem tudo para agradar ao Pai, quando acoplado com o suave e reverente som das
campainhas feitas de ouro puro. É com campainhas de ouro puro entre uma romã e outra – 28.33, 34. A
declaração do Evangelho é música aos ouvidos de Deus pois em Cristo Ele é glorificado (Jo 12.27-28; II Co 2.16; Ef 5.2). O
manto de justiça que o arrependido tem por Cristo somente cheira bem quando tem a harmonia de uma vida conforme a
imagem de Cristo, pois somente dessa forma o som do Evangelho é ouvido (Lc 16.13, “Nenhum servo pode servir dois
senhores; porque, ou há de odiar um e amar o outro, ou se há de chegar a um e desprezar o outro. Não podeis servir a
Deus e a Mamom”). Ter as aparências de justiça sem o ‘som’ que anuncia Cristo pela vida é não ser coberto corretamente
(Jo 10.25-27). É peça importantíssima – 28.35, “para que não morra”. Como a obediência explícita para o sacerdote
ministrar diante de Deus, com ameaça de morte, assim Cristo é perfeito como também a Sua obra. Somente os que
descansam plenamente na pessoa de Cristo têm a importantíssima peça da sua roupa de justiça sem a qual ninguém verá o
Senhor. Hb 12.14, “Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor;”. A Representação do
manto: Muitas são as suas representações. Significa justiça – Jó 29.14; Is 61.10 - sem manto quer dizer que confessa estar
com pecado, portanto, sem justiça – Ez 26.16; Zelo – Is 59.17; Autoridade e proteção - compromisso – Ez 16.8; Ap 19.16 -
Ser com este manto temos autorização para entrar na presença de Deus (Jo 14.6; Hb 10.19-23) e eterna proteção (Jo
10.27-30; Jd 24).
Quem está lhe representando diante de Deus?
Seu mediador tem a autoridade de Deus cobrindo ele?
Seu mediador tem a justiça de Deus cobrindo ele?
Seu mediador tem compromisso contigo?
Seu espírito está descoberto ou coberto? Coberto de justiça?
A Túnica de Linho Fino e O Cinto Bordado – Ex 28.39 e, Os Calções de Linho – Ex 28.42-43
Mesmo que a túnica bordada está na lista depois do manto (Ex 28.4), estudaremos a túnica agora, na descrição desta parte
das vestes sacerdotais a túnica segue a descrição da lâmina de ouro puro (Ex 28.36-39). Nessa passagem a túnica é
descrita apenas como de linho fino e o cinto é feito “de obra bordada”. Todavia, em Ex 39.27, é dito que “de obra tecida”
foram feitas essas túnicas. Obviamente a boa obra bordada era pelo processo de tecelagem. Os calções de linho são
mencionados depois da túnica e do cinto (Ex 28.42, 43). Todavia, desde que o propósito deles era de cobrirem a carne nua
dos lombos até as coxas, foram vestidos antes de tudo. Todavia, desde que os calções cobriram somente os lombos até as
coxas, foi necessário ter a túnica e o cinto também. A túnica, o cinto e os calções eram para o sacerdote e para os seus
filhos. Quer dizer, o que é bom para o sacerdote é bom para os seus filhos. A túnica, os calções e o cinto foram todos feitos
de linho fino. O linho fino sendo branco tem o significado de justiça (Ap 7.14; 19.8, 14). Antes de qualquer coisa aquilo que
Cristo é como o Grande Sumo Sacerdote, Ele é justiça. Essa justiça foi ganha e não imputada. A justiça que Jesus tem é
fruto da Sua obra obediente e vicária na cruz. Cristo, o Justo, foi feito homem e levou sobre Si o pecado de muitos, e pelo
pecado condenou o pecado na carne; para que a justiça da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne,
mas segundo o Espírito. Ele recebeu toda a ira do eterno Deus e satisfez Deus completamente ao ponto que não há
condenação para os que estão em Cristo Jesus (Is 53.10-12; Rm 8.1-4; Fp 2.8-11). Pela Sua obediência em tudo que o Pai
lhes deu a fazer, por ter pagado os pecados do Seu Povo, e por ter a vitória pela Sua ressurreição, Cristo foi feito à justiça
de Deus. A Sua justiça foi obtida pela Sua obra. A nossa justiça é imputada por estarmos em Cristo. Portanto, os que nEle
crêem são feitos a justiça de Deus em Jesus Cristo (Rm 3.21-26; I Co 1.30). Essa justiça é básica para qualquer
relacionamento de paz com Deus como são básicas essas peças nas vestimentas dos sacerdotes. Cristo poderia ser do céu
(manto de azul), ter os Filhos de Deus perto do Seu coração (pedras de engaste no éfode), esconder consigo os mistérios da
vontade de Deus (o Urim e Tumim), mas se faltasse justiça, não poderia ser o Mediador nem o Substituto que é necessário
para representar e remir os Seus. O Mediador que precisamos tem que ser como nós mas sem pecado para agradar o
Santo. Este fato de um inocente morrer para o culpado é ensinado desde o jardim do Éden (Gn 3.21). É também enfatizado
pela Lei de Moisés nas suas cerimônias de holocaustos tanto para adorar o Santo (Lv 24.2-7), quanto ser perdoado por Ele
(Lv 4.20-35). Cristo é como nós, nascido de mulher e sob a lei (Gl 4.4) mas Cristo é sem pecado (I Pe 2.22). Cristo cumpriu
toda a Lei em todos os pontos, na letra e no espírito, na ação e no coração (Jo 17.4; Lc 24.24; Gl 3.13; Fp 2.6-8). Cristo é
como nós para nos representar, e obediente em tudo para nos remir. Sim, Cristo é justiça e nos imputa a nós essa justiça
(II Co 5.21). Ele não poderia ser o nosso Substituto se não fosse feito justiça pela Sua obediência em tudo. De outra forma
seria como nós tendo seus próprios pecados para pagar. Sendo pecador como nós, toda e qualquer obra dEle seria
contaminada pelo pecado. Se não fosse feito justiça. Mas, Cristo se fez semelhante aos homens, mas sem pecado (Fp 2.7;
Mt 4.1-11; Hb 4.15). Ele é Substituto idôneo pois Ele é, para os remidos, e por Deus, feito justiça (I Co 1.30). Contudo, as
Suas justiças são imputadas aos Seus quando estes se arrependem dos seus pecados e crêem pela fé nEle (II Co 5.21). Sim,
Cristo é primeiramente justiça e nessa qualidade pode ser o nosso substituto. Como observamos antes, a túnica de linho
fino também era vestida pelos filhos do Sacerdote (Ex 28.40). Os salvos são feitos conforme a imagem do Salvador (Rm
8.29; Cl 3.10). Os filhos de Deus em Cristo são aceitos por Deus, ou seja, os com a justiça de Cristo imputada a eles podem
entrar e sair diante de Deus com ousadia (Hb 10.19-23). Também, por serem justiça podem ministrar diante de Deus pelos
outros como sacerdotes (Ap 1.5, 6; II Co 5.18-20). Verifique que a sua primeira veste é a justiça de Cristo e não as suas
próprias justiças. Não existem obras de justiça oriundas do homem que satisfazem o Santo dos Santos como satisfaz a
obra completa de Cristo no lugar do pecador. Se não tivermos a justiça de Cristo imputada a nós não temos como ver Deus
(Jo 3.36; Hb 12.14). Se arrependa e creia pela fé em Cristo! Vigiai e orai para que não manche essa veste, pois é a parte
mais básica para um bom testemunho. Aquilo que você é internamente é a sua primeira pregação aos de fora (I Tm 4.12-
16; Mt 7.15-20; Tg 3.8-18). O cinto bordado ou, melhor, tecido, segura essa túnica ao corpo. Pela sua posição, beleza e
utilidade o cinto pode representar a prontidão, força, fidelidade e integridade de Cristo (Gill). A justiça sem a prontidão de
obedecer seria contraditória. Os que têem a esperança de serem vestidos com a justiça de Cristo, precisam examinar se
suas vidas igualam a sua confissão. Se dizem que têem a justiça de Cristo mas não têem vidas no mesmo nível precisam ter
cuidado pois podem ser achados nus (Ap 3.1, 17-19). O conjunto das vestes básicas é completo somente com o cinto tecido.
Este quer nos ensinar que a justiça imputada tem juntamente a prontidão de fazer e a fidelidade em fazer a vontade de
Deus. Como estas vestes eram do sacerdócio, os verdadeiros cristãos precisam estar prontos e ativos no ministério
intercessor diante de Deus pelos outros. Seja pronto para ser um intercessor pelos que estão fora tanto quanto os que já
estão em Cristo (Gl 6.1; I Sm 12.23; Jo 17.9, 20-23). Lembre-se que estas vestes eram “para Me administrarem o oficio
sacerdotal” (Ex 28.4, 41). Para os que aproximam a Ele e ministram diante dEle existem rígidas exigências postas por
Deus. Essas vestes, e apenas essas vestes são aceitas por Deus. O não cumprimento destas exigências resultavam em morte
(Ex 28.35, 43). Porém, nenhum filho de Adão pode cumprir tais exigências (Rm 5.12; Is 59.1-13). Somente Cristo pode (Fl
2.8-9). Os que reconhecem os seus pecados e a condenação justa de Deus; os que estão cansados do engano e da sua
abominação diante de Deus, podem ser lavados pelo sangue de Cristo mediante o arrependimento dos pecados e a fé em
Cristo. Sim, são estes pecadores que são chamados para virem ao Senhor (Mt 11.28-30). Ser lavado pelo sangue de Cristo é
estar vestido com a túnica de linho fino, ou seja, com a justiça de Cristo (Ap 7.14; 19.8). Tentar entrar na presença de Deus
de outra forma seria igual àquele que ousava participar nas bodas sem as vestes de núpcias (Mt 22.11; Ap 19.8). Exigência
divina somente pode ser preenchida com a provisão divina: Cristo. Tem as vestes propícias para entrar na presença de
Deus? A Mitra de Linho Fino – Ex 28.38, A Lâmina de Ouro Puro – Ex 28.36-38 e As Tiaras – Ex 28.40.
As nove vezes que a palavra “mitra” é usada na Bíblia:
Êx 28.4, “Estas pois são as vestes que farão: um peitoral, e um éfode, e um manto, e uma túnica bordada, uma mitra, e um
cinto; farão, pois, santas vestes para Arão, teu irmão, e para seus filhos, para me administrarem o ofício sacerdotal”.
Êx 28.37, “E atá-la-ás com um cordão de azul, de modo que esteja na mitra, na frente da mitra estará”.
Êx 28.39, “Também farás túnica de linho fino; também farás uma mitra de linho fino; mas o cinto farás de obra de
bordador”.
Êx 29.6, “E a mitra porás sobre a sua cabeça; a coroa da santidade porás sobre a mitra”.
Êx 39.28, “E a mitra de linho fino, e o ornato das tiaras de linho fino, e os calções de linho fino torcido”,
Êx 39.31, “E ataram-na com um cordão de azul, para prendê-la à parte superior da mitra, como o SENHOR ordenara a
Moisés”.
Lv 8.9, “E pôs a mitra sobre a sua cabeça; e sobre esta, na parte dianteira, pôs a lâmina de ouro, a coroa da santidade,
como o SENHOR ordenara a Moisés”.
Lv 16.4, “Vestirá ele a túnica santa de linho, e terá ceroulas de linho sobre a sua carne, e cingir-se-á com um cinto de linho,
e se cobrirá com uma mitra de linho; estas são vestes santas; por isso banhará a sua carne na água, e as vestirá”.
Zc 3.5, “E disse eu: Ponham-lhe uma mitra limpa sobre a sua cabeça. E puseram uma mitra limpa sobre a sua cabeça, e
vestiram-no das roupas; e o anjo do SENHOR estava em pé”.
Aprendemos pela examinação destas referências:
- A mitra era para ser posta sobre a cabeça (Ex 29.6; Lv 8.9; 16.4; Zc 3.5), para cobrir (Lv 16.4). Em I Co 11.3-10, o
cobrir denota submissão. Cristo era submisso ao Pai e como Filho completamente submisso em amor fez a obra redentora
que salva os pecadores (Sl 40.7, “Então disse: Eis aqui venho; no rolo do livro de mim está escrito”; Jo 17.4, “Eu
glorifiquei-te na terra, tendo consumado a obra que me deste a fazer”; Lc 22.42, “todavia não se faça a minha vontade, mas
a tua”; Fp 2.7-8, “Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; E, achado
na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz”). Se vamos servir Deus em
qualquer capacidade, e especialmente no oficio de sacerdote, orando e ministrando a Palavra de Deus aos outros, temos
que ser submissos. A nossa submissão não deve ser regida subjetivamente pelos sentimentos ou emoções. Serviço movido
pelas emoções é variável e inconsistente e, portanto, inaceitável. Todavia, submissão objetiva é aceitável por ser movida
pelo entendimento (Mc 12.30, “de todo o entendimento”) e alicerçada na doutrina (Jo 4.24, “Jo 4.24, “Deus é Espírito, e
importa que os que o adorem o adorem em espírito e em verdade”). A sua cabeça na adoração evidencia a submissão?
- O uso da mitra era ordenado pelo SENHOR a Moisés (Ex 39.31; Lv 8.9). Como observado antes, Deus é exigente
na maneira como Ele deve ser servido. Quem serve Ele melhor não é necessariamente o pragmático, líder carismático ou o
inventivo, mas aquele que limita-se a fazer tudo conforme a vontade revelada de Deus. Cristo veio não para fazer a Sua
própria vontade mas a dAquele que O enviou (Jo 5.30, “Eu não posso de mim mesmo fazer coisa alguma. Como ouço,
assim julgo; e o meu juízo é justo, porque não busco a minha vontade, mas a vontade do Pai que me enviou.”; Jo 6.38,
“Porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou”). Por isso, a nossa
mensagem, como a adoração, deve limitar-se àquilo ordenado pelo SENHOR como exemplificou o apóstolo Paulo (I Co
2.1-5).
- A mitra faz parte das vestes santas do sacerdote (Ex 28.4; Lv 16.4). Como a santidade convém na adoração! Sl
29.2, “Dai ao SENHOR a glória devida ao seu nome, adorai o SENHOR na beleza da santidade”; Sl 96.9, “Adorai ao
SENHOR na beleza da santidade; tremei diante dele toda a terra”. A beleza da mitra, era que ela, pela lâmina de ouro, a
coroa da santidade, anunciava o que é precioso diante de Deus, ou seja, a santidade. O cordão de azul que segurava essa
lâmina representa que essa santidade veio do céu. O nosso Mediador foi separado para o Seu ministério mesmo antes da
fundação do mundo. Cristo pode vestir-Se de todas as vestes sacerdotais pois Ele é santo, a beleza diante de Deus. Se
vamos exercitar a nossa vocação de sacerdote convém que seja feita em santidade.
- A uso da mitra foi uso exclusivo do sacerdote quando cumpria o oficio sacerdotal (Ex 28.4, “para Me
administrarem o oficio sacerdotal”; 29.6, “E a mitra porás sobre a sua cabeça”; Lv 16.4, “Vestirá ele”; Zc 3.5, “Ponham-lhe
uma mitra limpa sobre a sua cabeça”). Os filhos usariam as tiaras, que eram de linho e amarradas à cabeça (Ex 28.40)
- A mitra era acompanhada por uma lâmina de ouro puro, a coroa da santidade, e um cordão de azul (Ex
28.36, 37; 39.31; Lv 8.9). A lâmina de ouro, sendo gravada nela “como as gravuras de selos: SANTIDADE AO SENHOR”
(Ex 28.36). Essa lâmina era atada na frente da mitra com um cordão de azul. Estava “sobre a testa de Arão, para que Arão
leve a iniqüidade das coisas santas, que os filhos de Israel santificaram em todas as ofertas de suas coisas santas; e estará
continuamente na sua testa, para que tenham aceitação perante o SENHOR” (Ex 28.38). Cristo é O Santo (Is 47.4, “O
nosso redentor cujo nome é o SENHOR dos Exércitos, é o Santo de Israel”). Cristo é o Santo AO SENHOR (Lc 1.35, “E,
respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por
isso também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus”). Não há santo como Jesus Cristo. Ninguém irá
ao Pai senão por Ele! Somente por ter os pecados lavados pelo sangue de Jesus pode qualquer um ousar entrar na
presença de Deus. Por Cristo ser divino e eterno e imutável santo Ele é O eterno e imutável Mediador com SANTIDADE
AO SENHOR na Sua testa. Neste oficio Ele representa eternamente todos que se arrependem dos seus pecados e crêem
pela fé nEle. Quando Deus olha para você, Ele vê o quê? Se você deseja exercitar eficientemente o oficio sacerdotal, saiba
que precisa da SANTIDADE AO SENHOR coroando a sua submissão a Deus para o bem do outro. Não adianta guardar
iniqüidade no seu coração contra Deus ou seu próximo (Sl 66.18, “Se eu atender à iniqüidade no meu coração, o Senhor
não me ouvirá”; Mt 5.23, 24, “Portanto, se trouxeres a tua oferta ao altar, e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma
coisa contra ti, deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão e, depois, vem e apresenta
a tua oferta”). O seu serviço para com os outros é tão eficiente quanto seu viver na santidade. Os santificados devem andar
como santos, mas, se não andar como deve, Cristo, O Justo, não nos representa. Cristo é nossa lâmina de ouro que nos
apresenta a Deus (I Jo 2.1, “Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um
Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo”).
- Antes de pôr a mitra sobre a cabeça, o sacerdote tinha que banhar a sua carne na água (Lv 16.4). Isto
representa a dedicação total do sacerdote à sua obra sacerdotal. Cristo dedicou-se até a morte (Fl 2.7,8). Se vamos
ministrar pelos outros diante de Deus, é necessário ter a nossa carne constantemente mortificada (Gl 2.20; 5.16, 25; Rm
6.16-23; 12.1-2). A água para nos limpar a carne é a Palavra de Deus. Aquele que medita nas Palavras da vida (Sl 1.2,3),
que come a Palavra de Deus (Jr 15.16), que pensa naquilo que é puro, justo, de boa fama (Fp 4.8,9) nunca tem o sua vigor
murchado, e nunca tem falta do necessário físico, espiritual ou moral. Quando reservamos muito tempo diariamente para
comungar particularmente ao Senhor como ao serviço público convém que primeiramente nos banhemos com a Sua
Palavra.
- A mitra deveria ser limpa (Zc 3.5). Cristo se veste da mais pura e limpa justiça e é determinado O “Justo” (I Jo 2.1).
Se houver alguém aqui se sentindo sujo e manchado, com as suas melhores vestes somente como trapos da imundícia, ou
esteja nu, que venham ser vestidos com as justiças de Cristo e ter suas vestes lavadas no sangue de Cristo. É através do
sangue do Justo que as vestes são branqueadas (Ap 7.14). Somente depois de ser lavado, pode ministrar como sacerdote.
- Como grande parte das vestes, a mitra foi feita de linho (Ex 28.39; 39.28; Lv 16.4). Como o linho fino representa
justiça (Ap 7.14; 19.8,14), Cristo, primeiramente, da parte mais alta, é justiça. Portanto Ele é supremamente digno de
operar como Mediador diante de Deus para com os pecadores (Ap 5.9, 10 “E cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és
de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda a
tribo, e língua, e povo, e nação; E para o nosso Deus os fizeste reis e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra”). Antes de
ministrar para com os outros, verifique que tenha se despojado das suas próprias justiças e tenha vestido a justiça de
Cristo (Cl 3.8-11). Que os Teus sacerdotes “vistam-se” de justiça, e que a sua justiça seja a de Cristo (Sl 132.9)!
CAP 31 - O TABERNÁCULO - O ALTAR DE INCENSO E O SEU INCENSO NO LUGAR SANTO - EX 30.1-10;
30.34-38 - Pelo estudo de todas as Escrituras o homem de Deus é feito maduro e perfeitamente instruído para toda a boa
obra (II Timóteo 3.16,17, “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para
corrigir, para instruir em justiça; Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa
obra.”). Por isso convém estudar o que diz a Bíblia sobre o tabernáculo. O Altar de Incenso é a terceira peça descrita pela
Bíblia no Lugar Santo. Enquanto o candelabro estava no lado sul do tabernáculo e a Mesa de Pão da Propiciação estava no
lado norte, o Altar de Incenso posicionou-se no centro dos dois e “diante do véu que está diante da arca do testemunho”
(Ex 30.6). As suas dimensões quadradas eram de um côvado, tanto o comprimento quanto a sua largura. Eram dois
côvados de altura, meio côvado a mais da Mesa de Pão da Propiciação no Lugar Santo (Ex 25.23) e da Arca da Aliança no
Lugar Santo dos Santos, sem o Propiciatório e os Querubins (Ex 25.10). O material usado na sua composição era madeira
de acácia (Ex 30.1),mas, tudo foi forrado com ouro puro (30.3). Desde que o Lugar Santo era o lugar de comunhão com
Deus e do ministério do Sacerdote na adoração de Deus, o Altar de Incenso e o seu incenso nos ensina da importância do
agrado de Deus com reverência em nossa adoração e comunhão. A presença do Altar de Incenso nesta parte do
Tabernáculo nos ensina que um coração puro faz a nossa adoração e as nossas orações a Deus aceitáveis diante de Deus.
Essa pureza de coração que agrada a Deus não vem dos exercícios da nossa 'religiosidade' mas do Espírito Santo
conformando-nos à imagem de Cristo. Ele não somente nos move à uma obediência maior da Palavra de Deus mas, ajuda-
nos a orar segundo a vontade de Deus (Rm 8.26). No foco da salvação e na vida cristã, não podemos agradar o Pai sem a
Pessoa de Cristo (Jo 14.6) e não há participação em Cristo sem a operação do Espírito Santo (Jo 3.5; II Ts 2.13, 14; Tt 3.5).
Tudo isso operado pela Palavra de Deus (a salvação - Rm 10.17; a vida Cristã - Jo 17.17). Cristo, O Altar do Incenso e O
Perfume das Orações. Cristo é tanto o Altar do Incenso quanto o Incenso queimado nele. Cristo é a madeira e o ouro
do altar pois essa composição manifesta a Sua: Humanidade e Divindade – Hb 2.9, “Vemos, porém, coroado de glória
e de honra aquele Jesus que fora feito um pouco menor do que os anjos, por causa da paixão da morte, para que, pela
graça de Deus, provasse a morte por todos”.; Fp 2.8, 9, “Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a
Deus,7 Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; 8 E, achado na forma
de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz”. Jo 1:14 E o Verbo se fez carne, e
habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade. Aceitação com
Deus pelo Local do Altar – Diante do Véu (30.6) - O fato que o Altar de Incenso e não o Altar de Bronze foi colocado
diante do véu manifesta a presença da misericórdia de Deus para com o pecador na salvação e para com o cristão no seu
andar diário (Is 55.1-7; Sl 89.14, “Justiça e juízo são a base do teu trono; misericórdia e verdade irão adiante do teu
rosto”). A justiça de Deus tem que ser satisfeita para qualquer pecador esperar ter aproximação amável a Deus. A justiça
de Deus se satisfaz com o Sacrifício que Ele deu, Jesus Cristo o Cordeiro de Deus para que o pecador arrependido que tem
fé em Cristo seja salvo eternamente (Jo 1.29; 3.16; Is 53.11; Cl 2.14). O cristão, no seu andar diário, precisa se lembrar
deste sacrifício eterno, feito uma vez, para ser purificado constantemente (I Jo 1.8,9). A Pessoa de Cristo aceitável ao Pai –
Mt 3.17; 17.4; Jo 3.35, “O Pai ama o Filho, e todas as coisas entregou em suas mãos”. As Orações de Cristo aceitáveis pelo
Pai – Jo 12.27, 28, “Agora a minha alma está perturbada; e que direi eu? Pai, salva-me desta hora; mas para isto vim a esta
hora. 28 Pai, glorifica o teu nome. Então veio uma voz do céu que dizia: Já o tenho glorificado, e outra vez o glorificarei”.
Jo 11.42, “Eu bem sei que sempre me ouves” Jo 14.13, 14, “E tudo quanto pedirdes em meu nome eu o farei, para que o Pai
seja glorificado no Filho. 14 Se pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei”. As Orações de Cristo Sempre Diante de
Deus - Hb 7:25, “Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para
interceder por eles”. I Jo 1.8,9, “Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em
nós. 9 Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a
injustiça”. (I Rs 8.46-53). A Reverência em Nossa Adoração - O Altar de Incenso pela sua posição diante do véu que
está diante da Arca do Testemunho, diante do Propiciatório, onde Deus Se ajunta com o Sumo sacerdote (30.6) ensina-nos
que a oração no culto à Deus pede reverência. Note também que o Altar de Incenso foi carregado com varais forradas de
ouro puro (30.4,5). Tudo disso nos ensina que mesmo que por Cristo temos ousadia a entrar na presença de Deus (Hb
10.19; Ef 3.12, “No qual temos ousadia e acesso com confiança, pela nossa fé nele”), não entramos nEsta Presença Augusta
de qualquer jeito. Entramos com louvor à santidade do Seu nome (Mt 6.9, “Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja
o teu nome”). E entramos com reverência, pois, invocamos o “Pai” nosso. É relembrada essa devida reverência no culto
pela ênfase dada à posição do Altar do Incenso em relação da presença de Deus repetidas vezes (“diante do véu que está
diante da arca do testemunho, diante do propiciatório, que está sobre o testemunho, onde Eu me ajuntarei contigo”, 30.6;
“diante do testemunho”, 30.36). É relembrada essa reverência exigente pela ênfase dada por Deus nas instruções também:
Não oferecerá certas coisas (30.9), e a insistência por Deus de instruir que deve ser “coisa santíssima vos será” (30.36) e
“santo será para o Senhor” (30.37).
Cristo - O Perfume do Altar - É Cristo, O Seu Amado, o elemento cheiroso na salvação e no andar diário do cristão. O
sacrifício de Cristo aplaca a ira do Deus justo (Jo 3.16, 36). Cristo é o perfume da vida do cristão pois junto com o sangue
do novilho da expiação para os pecados do Sacerdote (Lv 16.11-14) foram levadas as brasas de fogo do altar e nos seus
punhos o incenso aromático moído para dentro do véu. A nossa pregação de Cristo é um perfume, uma fragrância
agradável para os que chegam ao conhecimento de Cristo. Os que pregam Cristo são perfume diante de Deus, não
importando o ‘sucesso’ da mensagem (II Co 2.14-17). Se pregamos apenas as regras da Lei, a obediência da Palavra de
Deus, as orações fervorosas pelos santos, mártires, à mãe de Jesus, pregamos uma pregação faltando a fragrância que
agrada a Deus. Se pregamos várias encarnações, observação das ordenanças de qualquer igreja, as obras de caridade, e se
abstemos de casamento ou de carnes, o nosso sacrifício a Deus está sendo oferecido com fogo estranho. Fogo estranho é
uma abominação a Deus trazendo a mais séria condenação (Nadabe e Abiú - Lv 10.1-2; 250 rebeldes com Coré – Nm
16.35; Izias o jovem rei – II Cr 26.16-19; Acaz - 28.1-5). Não creia e não pregue qualquer outra salvação senão Cristo! As
conseqüências de não limitar-se a Cristo para TUDO na sua esperança de ser salvo são graves e eternas. As conseqüências
de limitar-se a Cristo para TUDO na sua esperança de ser salvo são doces, fragrantes e eternamente assim. O Coração Puro
na Adoração Aceitável - Especiarias usadas com o incenso manifestam Cristo na Sua plenitude como Intercessor. As
especiarias eram específicas e únicas para este uso no Altar do Incenso (30.37,38). As especiarias, depois de compostas,
eram moídas para serem usadas (30.36). As especiarias eram compostas de proporções exatas mas sem medida exata de
quantia e ensina nisso que não pode ser limitada o quanto Cristo ora por nós (Hb 7:25 Portanto, pode também salvar
perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles”; Hb 7.24, “Mas este, porque
permanece eternamente, tem um sacerdócio perpétuo”). Aromáticas, incenso puro, temperado, puro e santo, moído para
ser coisa santíssima (30.34-38). O Levantar das mãos santas - O Coração Puro nas Orações Aceitáveis - Ap 8:3 E veio
outro anjo, e pôs-se junto ao altar, tendo um incensário de ouro; e foi-lhe dado muito incenso, para o pôr com as orações
de todos os santos sobre o altar de ouro, que está diante do trono. Ap 8:4 E a fumaça do incenso subiu com as orações dos
santos desde a mão do anjo até diante de Deus.
CAP 32 - O TABERNÁCULO - A PIA DE COBRE - EX 30.17-21; 38.8 – Introdução - É útil estudar sobre o
tabernáculo pois conhecendo TODAS as Escrituras o homem pode melhorar a sua capacidade de saber manejar as
Escrituras ao ponto de ter a aprovação de Deus e não ter que se de envergonhar (II Timóteo 2.15, “Procura apresentar-te a
Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.”) Por isso
convém estudar o que diz a Bíblia do tabernáculo.
Material Usado para Fazer A Pia - A única peça do Tabernáculo sem detalhes das suas dimensões. Feita “dos
espelhos das mulheres que se reuniram para servir à porta da tenda da congregação” – Ex 38.8.
Local e Uso da Pia de Cobre - A posição da Pia era “entre a tenda da congregação e o altar”, ou seja o Altar dos
Holocaustos, Ex 30.18. O uso da Pia de Cobre era para Aarão e seus filhos lavar suas mãos e seus pés em água limpa
quando entraram na tenda da congregação, ou quando chegaram ao altar para ministrar, Ex 30.19-21
O Significado da Pia de Cobre - A água na Pia de Cobre, como a água no batismo, representa a obra de Cristo ser
suficiente de lavar-nos da condenação dos nossos pecados. A água do batismo manifesta como Cristo foi sepultado por
nossos pecados e a Sua saída da água como Ele foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai (Rm 6.3-6). Assim
“andemos nós também em novidade de vida”! O fato que a Pia de Cobre era cheia de água e não de sangue representa que
a lavagem constante que o povo de Deus necessitava é para ter comunhão e não para ser re-regenerado repetidamente. O
sangue foi posto no Altar dos Holocaustos. A salvação não precisa ser refeita. Mas a água da Pia de Cobre nos ensina da
necessidade de purificação constante para sermos aptos a servir e comungar com Deus. Isso se entenda também quando
contempla que a Pia era feita dos espelhos das mulheres piedosas. O fato que a Pia de Cobre foi feita dos espelhos das
mulheres que serviram à porta da tenda da congregação deve nos ensinar de Cristo. Como qualquer mulher olha num
espelho, e como as mulheres piedosas servindo ao Senhor ao redor da porta da congregação, os que olham à Palavra de
Deus, que é como um espelho (Tg 1.23-25), se vêem necessitados a serem lavados repetidamente. Contudo que somos uma
vez para sempre justificados pelo sangue de Cristo (I Co 6.11, “E é o que alguns têm sido; mas haveis sido lavados, mas
haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus, e pelo Espírito do nosso Deus”; Hb 10.10,
“Na qual vontade temos sido santificados pela oblação do corpo de Jesus Cristo, feita uma vez”), somos purificados
continuamente quando confessamos nossos pecados, reivindicando o poder do Seu sangue (I Jo 1.8,9; Sl 51.2, “Lava-me
completamente da minha iniqüidade, e purifica-me do meu pecado”; Ef 5.26, “Para a santificar, purificando-a com a
lavagem da água, pela palavra,”; Sl 119.9; Tt 2.14, “O qual se deu a si mesmo por nós para nos remir de toda a iniqüidade, e
purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras”). Assim entendemos como a Pia de Cobre ensina-nos da
salvação de Cristo. Aprendemos também o bom proveito de olharmos continuamente à Palavra de Deus (Sl 119.9, “Com
que purificará o jovem o seu caminho? Observando-o conforme a tua palavra”). Desde que a Pia de Cobre estava entre o
Altar dos Holocaustos e o Santuário, somos também ensinados de Cristo. Entre o fato que Cristo é nosso Sacrifício idôneo
no Altar dos Holocaustos e a verdade que Ele é o Nosso Grande Sumo Sacerdote ministrando por nós diante de Deus,
temos o fato que Cristo, como Sacrifício e Mediador é inteiramente aceitável e santo ou limpo, algo que garante a
satisfação do Pai. Se desejar ser aceita diante de Deus, é necessário ser primeiramente lavado pelo sangue de Cristo (Jo
13.8, “Disse-lhe Pedro: Nunca me lavarás os pés. Respondeu-lhe Jesus: Se Eu te não lavar, não tens parte comigo”). Uma
vez lavado os pés, ou seja, regenerado, não é necessário de lavar repetidamente (Jo 13.10). Todavia, se desejar ter
comunhão com Deus é necessário ser continuamente lavado pela água da Palavra de Deus (Ef 5.25-27). As mãos e os pés
dos sacerdotes tinham que ser lavados constantemente para não morrerem os Sacerdotes quando entraram na tenda para
ministrar nas coisas sagradas, ou para não morrerem quando chegarem ao altar para ministrar, nisso aprendemos da
natureza de Jesus Cristo (Ex 30.20, 21). Por Jesus ser divino e, ao mesmo tempo, ser homem sem pecado, Ele é
completamente e constantemente limpo - I Pe 2.22, “O qual não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano”. A
palavra ‘engano’ “dolos” significa no grego engano, traição, deslealdade, cilada astuta, perfídia, (# 1388, Strong’s). Não há
como Nosso Mediador ser pego na iniqüidade e assim ser condenado e morto algo que resultaria em nós ser deixados sem
nenhuma salvação. A lavagem das mãos e dos pés dos sacerdotes era muito importante ao Senhor; a atenção ou
desatenção ao deste único detalhe fazia a diferença entre a vida ou a morte dos sacerdotes. Tal atenção de Deus Pai sobre
os atributos daqueles que ministravam as coisas sagradas nos ensina várias verdades. Primeiramente a santidade de Deus
Pai Quem exige tal lavagem constate é manifesta (I Pe 1.16, “Porquanto está escrito: Sede santos, porque eu sou santo”).
Em segundo lugar, entendemos a pureza de Cristo Quem o nosso Mediador entre o homem e Deus (I Pe 2.22) e,
finalmente, como o povo de Deus em geral, e o ministrante da Palavra de Deus em particular, devem ser constantemente
adentro da Palavra de Deus para manterem-se capazes de entrar e sair da presença de Deus. O salmista nos relembra da
necessidade de ser limpos quando diz: “Quem subirá ao monte do SENHOR, ou quem estará no seu lugar santo? Aquele
que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega a sua alma à vaidade, nem jura enganosamente. Este receberá a
bênção do SENHOR e a justiça do Deus da sua salvação”, Sl 24.3-5). Note também como Davi ensina essa verdade pela sua
pratica: Sl 26.6, “Lavo as minhas mãos na inocência; e assim andarei, SENHOR, ao redor do teu altar”. Essas três verdades
são enfatizadas pela qualificação: “será por estatuto perpétuo” (Ex 30.21). Cristo não apenas nos lavou dos nossos pecados
pelo Seu sangue (At 20.28; Ap 1.5), que foi aspergido no altar dos holocaustos (Hb 9.11-14; 10.10-14), mas Ele mesmo é
lavado, ou seja, tem mãos santas e pés santos. Isso quer dizer que Ele é imaculado em tudo que opera e em qualquer lugar
que for. Cristo é qualificado para ser O Sumo Sacerdote dos pecadores arrependidos por ser limpo de todo e qualquer
mancha, ruga ou algo irrepreensível (Hb 7.23-27). Se dependermos em Cristo para operar a nossa salvação (as Suas
mãos), temos verdadeira esperança, pois o Seu trabalho satisfaz O Santíssimo Deus Pai (Is 53.10, 11; At 2.29-36). Se
dependermos em Cristo para ir adiante de nós na presença de Deus (os Seus pés), temos uma verdadeira salvação, pois
Cristo está assentado à destra de Deus e é certo que estaremos aonde Ele estiver (Jo 14.3; 17.24; Hb 10.11-13). Nos
atributos de quem depende a sua salvação? Como vão as suas mãos e os seus pés? São lavados?
CAP 33 - O TABERNÁCULO - BIBLIOGRAFIA DO ESTUDO SOBRE O TABERNÁCULO
BARROW, Martyn, (martyn@domini.org) Estudos Sobre o Tabernáculo.http://www.domini.org/tabern
CALVIN, John., Calvin’s Commentaries., Vol. 1, Associated Publishers and Authors Inc, Grand Rapids, sd.
CLOUD, David W., The Fundamentalist Baptist CD-Rom Library 2000, Way of Life Literature, MI
COSTA, Airton Evangelista da, Os Querubins da Arca: Indicação para Adorarmos Imagens?, www.palavradaverdade.com
CRISP, Ron., Estudos sobre o Êxodo. Não publicado.
Dicionário Aurélio Eletrônico Século XXI, Versão 3.0,novembro 1999, Lekton Informática Ltda.,
EPP, Theodore H., Portraits of Christ in the Tabernacle, Back to the Bible, Lincoln, 1976.
GILBERT, Floyd Lee, A Pessoa de Cristo no Tabernáculo, Editora Fiel da Missão Evangélica Literária, São José dos Campos, 2001.
GILL, John, John Gill’s Expositor. Online Bible, Version 7.05b http://onlineBible.org, 1998.
HENRY, Matthew, Comentary of the Whole Bible, Online Bible, Version 7.05b http://onlineBible.org, 1998.
MACLEAR, G. H., A Class Book of Old Testament History,Wm. B. Eerdmans Publishing Company, Grand Rapids, 1971
OLFORD, Stephen F., The Tabernacle: Camping with God, Loizeaux Brothers, Neptune, 1971.
PINK, Arthur W., Gleanings in Exodus, Moody Press, Chicago, sd.
SPURGEON, C. H., Till He Come, Pilgrim Publications, Pasadena, 1978.
THOMPSON, Llewellyn., God’s Method of Worship,sp.,sd.
Autor: Pr Calvin Gardner
Ortografia e correção grammatical: Brenda Lia de Miranda 04/2007
Fonte: www.PalavraPrudente.com.br
O Tabernáculo e o seu Significado hoje !

O TABERNÁCULO E O SEU SIGNIFICADO HOJE !

O TABERNÁCULO - No tempo em que o povo de Israel esteve peregrinando no deserto (Ex 40), Deus
mandou construir um Tabernáculo, uma espécie de tenda móvel.

Era um lugar destinado a Sacrifício e Adoração, tenda sagrada que possuía vários utensílios. Todos os detalhes foram
feitos de acordo com o plano divino dado a Moisés (Ex 25.01-09). A obra foi coordenada porBezalel e Aoliabe (Ex
31.01-06).
Em forma retangular, media 18 m de comprimento, por 6 m de largura. O Tabernáculo continuou a ser usado até
que o TEMPLO foi construído em Jerusalém, no tempo do rei Salomão.
TABERNÁCULO E O TEMPLO – Tanto o Tabernáculo quanto o Temploque o substituiu, eram lugar de adoração a
Deus, onde se realizavam o culto público. Era o templo de Deus e a sua habitação, onde Ele manifestava a sua glória e o
seu poder.
A DIFERENÇA MAIOR DE UM PARA O OUTRO – É que o Tabernáculo era portátil, móvel, e o Templo era fixo.
PERÍODO DO TABERNÁCULO – O Tabernáculo serviu ao povo de Israel desde o êxodos do Egito, até o reinado de
Salomão.
PERÍODO DOS TEMPLOS – O primeiro Templo foi construído por Salomão no monte Moriá, em Jerusalém,
substituindo o Tabernáculo, mais ou menos em 959 a.C., e destruído a fogo pelos babilônicos em 586 a. C. (Durou 373
anos) 2 Rs 25.09, 13-17
COMO FOI CONSTRUÍDO O TEMPLO – Nenhum martelo, nem machado, nem instrumento algum de ferro se ouviu
quando o edificaram 1 Rs 06.07
DIMENSÕES DO TEMPLO – Media 27 m de comprimento, 09 m de largura e 13,5 de altura. (Media exatos 243 metros
quadrados).
DIVISÕES DO TEMPLO – Dividia-se em : SANTÍSSIMO LUGAR, ou SANTO DOS SANTOS, que media 09 metros, e
SANTO LUGAR, que media 18 metros.
SEGUNDO TEMPLO – Foi reconstruído por Zorobabel, com o auxilio de Zacarias e do profeta Ageu, 20 anos depois da
volta do povo de Israel do cativeiro babilônico, no mesmo local do primeiro templo, por decreto de Ciro e Dario Ed 06.03,
12.
Obs. 1) Muita coisa foi restaurada do primeiro templo, menos a arca, que simbolizava a presença de Deus.
2) Este segundo templo sobreviveu por quase 500 anos.
TERCEIRO TEMPLO – Roma conquistou Jerusalém, tornou o país tributário dos romanos, e profanou o templo do
Senhor. Constituído rei da Judéia, Herodes tratou de reedificar o templo, tornando-o mais grandioso do que
nos tempos de Salomão.
No reinado de Herodes, nasceu Jesus, em Belém de Judá. Este mesmo templo foi reduzido a cinzas pelos exércitos do
general Tito e seus tesouros levados triunfantemente a Roma.

O TABERNÁCULO DIVIDIA-SE EM TRÊS PARTES DISTINTAS


Átrio ou Pátio exterior
Ø Lugar Santo ou Santo Lugar
Ø Lugar Santíssimo ou Santo dos Santos

1 - ÁTRIO OU PÁTIO EXTERIOR - Área ao redor do Tabernáculo, descoberta e cercada de colunas, dividindo-o dos
alojamentos do povo (Ex 27.09-19), onde ficava a pia de bronze e o altar do sacrifício. Era um lugar próprio para
os sacrifícios, amplo e ao ar livre. Era a área externa do templo, onde todos podiam entrar menos os leprosos, os
impuros e castrados.
Sl 65.04 Bem-aventurado aquele a quem tu escolhes, e fazes chegar a ti,para que habite em teus átrios; nós seremos
fartos da bondade da tua casa e do teu santo templo.
Sl 92.13 Os que estão plantados na casa do SENHOR florescerão nos átrios do nosso Deus.
Sl 96.08 Dai ao SENHOR a glória devida ao seu nome; trazei oferenda, e entrai nos seus átrios.

No Átrio ou Pátio Exterior, existiam dois importantes objetos

a) O Altar do Sacrifício ou dos Holocaustos – Era o local onde os sacrifícios ao Senhor eram realizados. Media cerca
de 2,20 m de comprimento, por 2,20 m de largura, e 1,30 m de altura. O altar era um tipo da cruz, onde Cristo
iria oferecer a si mesmo como oferta sem mácula diante de Deus, em favor dos pecadores Ex 27.01-08.

b) A Pia ou Bacia de Bronze - Era usada pelo sacerdote para limpar (lavar) suas mãos e seus pés antes de entrar na
tenda da congregação, ou de aproximar do altar para oferecer os sacrifícios. Era um tipo de Cristo, que nos limpa das
impurezas do mundo. Ex 30.17-21.
SACERDOTE – No AT, o SACERDOTE era descendente de ARÃO,separado para servir como oficiante no culto
realizado em primeiro lugar no Tabernáculo e depois no Templo. O Sacerdote era mediador entre Deus e o
povo, oferecendo sacrifícios e orando em seu favor Ex 20.29, Lv 21, 1 Cr 24.
O Sacerdote representava o povo diante de Deus, oferecendo ao Senhor sacrifícios de animais, cereais e incenso em
favor do povo.
SUMO-SACERDOTE – Chefe dos sacerdotes Ex 28, Lv 16 epresidente do Sinédrio, mais alto tribunal religioso
dos Judeus. É um tipo de Jesus Cristo, que, diante de Deus, é representante dos que são salvos, conseguindo o perdão dos
pecados deles Hb 04.14, 05.10, 09.11-28

O Sumo Sacerdote coordenava o culto e os sacrifícios, primeiro no Tabernáculo, e depois no templo. De acordo com
a tradição bíblica, apenas os descendentes de Arão, irmão de Moisés, poderiam ser elevados ao cargo, ainda que
posteriormente esta norma foi abolida.
O Sumo Sacerdote era o responsável pelo Tabernáculo, suas ofertas e funções diárias, e também suas festas
regulares, três vezes ao ano :Páscoa, Pentecostes e Tabernáculos. O primeiro Sumo Sacerdote foi Arão, irmão
de Moisés, e depois dele, os seus filhos...
Altar de bronze era um lugar de morte, de holocausto. Bronze fala do julgamento divino. No altar eram feitos os
sacrifícios de animais para expiar o pecado dos homens, de forma alegórica, na expectativa do verdadeiro sacrifício de
Cristo. Hb 09.13-14 e 22, Lv 17.11, Is 53.07. Jo 01.29, 1 Pe 02.22 e 25, Jo 19.17-18, 2 Co 05.21, Rm 05.08-09.
O que as pessoas precisam entender é que em Cristo temos o perdão de tudo, somos santificados, Deus nos vê
através de Cristo. O problema é que muitas vezes a mentalidade humana ou mesmo o próprio ego, não aceita tão grande
salvação de “graça”, sem que se tenha que pagar um preço, uma penitencia, um sacrifício, então praticam as boas obras,
fazem votos, pagam promessas, andam de joelhos, acendem velas, etc, com a intenção de “ merecer” o benefício ou a
benção.
Mas, é impossível, porque o homem peca desde o principio e não há nenhum que não tenha pecado. Tudo em Cristo é pela
graça. Ef 02.08 Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.
PIA DE BONZE

A bíblia não menciona o seu tamanho ou dimensão. Ela foi feita de bronze polido. Ao olhar dentro da pia, via-se a sua
própria imagem refletida - reluzia.
A passagem pela pia não é opcional, a lavagem de todo tipo de contaminação mundana é obrigatória antes de
entrar no Lugar Santo.
A pia era cheia de água para os sacerdotes lavarem as mãos e os pés, para tirar a terra, que simboliza a
imundície, as paixões do mundo, o contato com o mundo.
Jo 13.10 “Quem já se banhou não necessita de lavar senão os pés, quanto ao mais está todo limpo. Ora, vós estais limpos,
mas não todos”.
Jo 15.03 “Vós já estais limpos, pela Palavra que vos tenho falado”.
Portanto, a renovação é pela lavagem da Palavra, e esta lavagem deve ser feita constantemente, porque é um processo de
redenção da alma.
Rm 12.12 “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que
experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”.
Ef 05.26 “Para que a santificasse, tendo-a purificado por meio da lavagem de água pela Palavra”.
2 - Lugar Santo ou Santo Lugar – A parte interna do Tabernáculo ou do templo, em que ficavam a mesa dos pães
da proposição, o candelabrode ouro e o altar de incenso Hb 09.02, onde somente os sacerdotes podiam entrar
para prestar culto (Ex 29.28-46)
OBJETOS DO LUGAR SANTO

MESA DOS PÃES DA PROPOSIÇÃO – Era utilizada para colocar perpetuamente diante do Senhor, os pães da
proposição. Servia como um símbolo de Deus como provedor de alimento. Essa mesa tinha cerca de 0,90 cm de
comprimento por 0,45 cm de largura, e 0,65 cm de alturaEx 25.23-30.

CANDELABRO DE OURO OU PROPCIATÓRIO – Servia para iluminar o interior do Lugar Santo, e media cerca de
1,10 m de comprimento por 0,65 cm de largura. Era o símbolo do trono de Deus, protegido por querubins.

No dia da Expiação, o Sumo Sacerdote aspergia o sangue do novilho sobre e diante do propciatório (Lv 16.14-
15). A tradição sustenta que essa aspersão era feita na forma de uma cruz Ex 25.31-40.

ALTAR DE INCENSO – Ficava de frente para o véu onde eram queimados incensos (perfumes) produzidos a mando de
Deus, 24 horas. Ex 30.08.Essa queima simbolizava a contínua adoração e as orações do povo de Deus Ex 30.01-
10.

Fp 01.03-04 Dou graças ao meu Deus todas as vezes que me lembro de vós,
Vers. 04 Fazendo sempre com alegria oração por vós em todas as minhas súplicas,
3 - LUGAR SANTÍSSIMO, OU SANTO DOS SANTOS – Aquisomente o Sumo-Sacerdote entrava uma vez ao
ano, para entregar a oferta de expiação (efeito de expiar, cumprimento ou pagamento da pena, divida, culpa). Nossa
culpa foi paga no calvário através de Cristo.
Lv 16.29-34 E isto vos será por estatuto perpétuo: no sétimo mês, aos dez do mês, afligireis as vossas almas, e nenhum
trabalho fareis nem o natural nem o estrangeiro que peregrina entre vós.
Vers. 30 Porque naquele dia se fará expiação por vós, para purificar-vos; e sereis purificados de todos os vossos pecados
perante o SENHOR.

Vers. 31 É um sábado de descanso para vós, e afligireis as vossas almas; isto é estatuto perpétuo.
Vers. 32 E o sacerdote, que for ungido, e que for sagrado, para administrar o sacerdócio, no lugar de seu pai, fará a
expiação, havendo vestido as vestes de linho, as vestes santas;
Vers. 33 Assim fará expiação pelo santo santuário; também fará expiação pela tenda da congregação e pelo altar;
semelhantemente fará expiação pelos sacerdotes e por todo o povo da congregação.
Vers. 34 E isto vos será por estatuto perpétuo, para fazer expiação pelos filhos de Israel de todos os seus pecados, uma
vez no ano. E fez Arão como o SENHOR ordenara a Moisés.
Cl 02.14 Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era
contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz
Is 53.04 Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o
reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido.

DETALHES DO SANTO DOS SANTOS

ARCA DA ALIANÇA OU DO TESTEMUNHO – Era o objeto mais sagrado do Tabernáculo, onde Deus se
manifestava em Israel, onde o Senhor vinha para falar com Moisés e com seu povo.
Era uma espécie de cofre. Nela eram guardadas as Tábuas da Lei, um pote de maná e a Vara de Arão Ex 25.10-15.

Dentro da arca haviam três objetos

a) As Tábuas da Toráh - Isto nos fala da Palavra do Eterno Deus que nos foi dada como uma dádiva , a fim
de que o conheçamos. Esta não é uma Palavra comum. Aqui estão as tábuas que Ele mesmo havia escrito e dado ao povo!
Isso tipifica a pureza da Palavra, escritas em tábuas lavradas por Moisés, porém com conteúdo divino.

As tábuas de pedra da lei, recebidas por Moisés no Monte Sinai, foram colocadas na Arca, que recebeu então o nome
de "Arca da Aliança". Isto aponta para Cristo como aquele que não somente guardou a lei, mas também a tinha em
Seu coração (Sl 40. 07-08, Gl 04.04).
Em Cristo a lei foi completamente honrada, e ao mesmo tempo a misericórdia tornou-se possível.
Sl 85.10 A misericórdia e a verdade se encontraram; a justiça e a paz se beijaram.
Jo 01.17 Porque a lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo.

AS TÁBUAS DA TORÁH – DOS 10 MANDAMENTOS

c) O Maná - Nos fala do alimento diário que foi dado por Deus ao seu povo, enquanto caminhavam no deserto
durante quarenta anos. O alimento era diário, mostrando-nos que a cada dia nos dá o Senhor a sua porção.
Outra coisa interessante é que este alimento originava-se do céu. Era o pão dos anjos que fora dado ao povo a fim de se
alimentarem. Aprendemos que o Eterno nos dá o alimento diário, e se preciso for, seremos socorridos pelo alimento
celestial, trazido pelos próprios anjos a fim de não perecermos. Um pote contendo maná era guardado na Arca. Isto
não somente relembrava Israel da provisão de Deus para com eles, como também apontava para Cristo como o pão da
vida (Ex 16.32-34, Jo 06.48-51).
Jo 06.48 Eu sou o pão da vida. (palavras de Jesus)
Jo 06.51 Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer deste pão, viverá para sempre; e o pão que eu der é
a minha carne, que eu darei pela vida do mundo. (palavras de Jesus)

O MANÁ QUE DEUS MANDAVA


DIARIAMENTE NO DESERTO !

c) A vara de Arão - A vara nos fala da autoridade conferida a alguém. Esta autoridade fora colocada diante do Eterno e
floresceu. Ou seja, nossa autoridade quando colocada diante do Eterno, brota, aparece para que todos vejam e
saibam que nosso ministério foi realmente dado a nós por Deus. A vara de Arão que floresceu foi colocada na Arca. Uma
leitura cuidadosa deNm 16 e 17 mostrará que esta vara era um símbolo e uma prova da autoridade sacerdotal. Na Arca
isto significava que Cristo era o grande sumo sacerdote escolhido por Deus.

OS UTENSÍLIOS DO TABERNÁCULO HOJE


Já falamos sobre as responsabilidades do Sacerdote em relação a si mesmo. Falamos sobre a pureza das vestes,
limpeza das mãos e dos pés, que significam para nós hoje, a nossa vida colocada aos pés de Cristo, sendo
purificados por Ele, pois “nos fez sacerdotes para servirmos a Deus e Pai”. Ap 01.06
Uma coisa que precisamos entender é que haviam muitos Sacerdotes. É tanto que o serviço no templo era dividido, e
cada sacerdote exercia seu ministério com dia e hora marcados. Os Sacerdotes podiam fazer sacrifícios e entrar
no santuário. Mas nunca podiam entrar no Santo dos Santos.

Somente o sumo-sacerdote podia entrar no Santo dos Santos ou Santíssimo Lugar . E em todo o Israel só
havia um sumo-sacerdote. Ele entrava uma vez por ano no Santo dos Santos e ficava frente a frente com a Arca da
Aliança e ali adorava a Deus.
Nós somos os sacerdotes, mas Jesus é o único Sumo-Sacerdote. Hb 09.11-28
Existe no céu, na Presença de Deus, um Tabernáculo. Esse Tabernáculo é o original. O que foi descrito para Moisés
é a cópia do que existe lá.
Quando Jesus morreu, seu sacrifício foi tão grande e tão perfeito que Ele se tornou o Sumo-Sacerdote do
Tabernáculo original, oferecendo o sacrifício perfeito de uma vez por todas. Só Ele poderia fazer isso. E este
sacrifício de sangue nos purifica de todo o pecado. 1 Jo 01.07
Mas e nós, sacerdotes, fazemos o que ? O que ficou para que possa ser feito ? Ficaram os utensílios do
Tabernáculo, que eram usados pelos sacerdotes no santuário, quais sejam :
 No Átrio exterior ficava a pia de bronze e o altar do sacrifício.
 No Santo Lugar ficava a mesa dos pães da proposição, o candelabro e o altar do incenso.
 No Santo dos Santos ficava a arca da aliança.
Nossa função como Sacerdotes, é continuar exercendo o ministério que nos foi dado pelo próprio Cristo. Não me refiro a
um ministério na igreja, mas a um ministério de vida “pois nos fez Sacerdotes para servirmos a Deus e Pai”.
Todos os utensílios ainda estão à nossa disposição.
Nossa maior missão é ser servo, nada mais que isso. Seguidores de Cristo.
Sl 113.01 Louvai ao SENHOR. Louvai, servos do SENHOR, louvai o nome do SENHOR.
Ap 01.06 E nos fez reis e sacerdotes para Deus e seu Pai; a ele glória e poder para todo o sempre. Amém.

A Coroa de Ouro, as Cortinas e as Colunas do Tabernáculo

A Arca da Aliança tinha ainda uma Coroa de Ouro, que chamava a atenção para a majestade de Cristo. Como
sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque, nosso Salvador é, ao mesmo tempo sacerdote e rei (Hb 07.01 e 17).
Alguns se referem a Arca como o trono de Deus na terra.
As Cortinas

As cortinas ficam na parte externa do tabernáculo.


No interior temos o lugar Santíssimo, sendo que na primeira parte temos o lugar Santo. Na parte externa fica o átrio.
Colocaram as colunas no átrio e cortinas brancas, limpas e de linho fino retorcido. Isto é, foi feito com linho fino
retorcido, e assim como todas as partes do tabernáculo representa a Jesus Cristo.
A cortina representa justamente a natureza de Jesus Cristo, branca, limpa e perfeita.
Embora o povo de Israel tivesse vivido durante quarenta anos no deserto, sem a necessidade de roupas e nem de
sandálias. O que isto significa ? No deserto, eles moravam acompanhados da presença de Deus, Ele fez com que os
pés não inchassem e nem as roupas desbotassem. Embora a roupa que eles vestiram por quarenta anos não tivessem
desbotado, ficaram sujas.
Mas, como todo o povo de Israel estava vestindo roupas sujas, este fato nem foi notado. Eles somente perceberam
que a roupa estava suja quando se aproximaram do tabernáculo vendo o muro coberto por cortina branca e
limpa. Da mesma forma, nós humanos, não sabemos o quanto somos sujos e maus, se o Espírito Santo não nos mostrar o
nosso real estado sem a presença de Deus.
O Muro ou as Colunas

O muro do tabernáculo não está coberto de cimento, nem placa de ferro, mas sim por uma cortina.
Na parte central do lado oriente ficava a entrada. Haviam colunas a cada cinco côvados, No total eram sessenta
colunas.
Embora seja pretencioso pensar que podemos nos tornar numa coluna por sabermos muito, da mesma forma
também seria pretencioso pensar que não podemos ser utilizados por Deus por sermos ignorantes. Se Deus nos
utiliza, ele sabe fazer as coisas simples se tornarem bênçãos em suas mãos.
As pessoas que Deus utiliza, não são pessoas que oferecem alguma condição favorável, mas, aquelas pessoas que tem um
coração vazio de si, pronto para se encher de Deus. Ele cuida, treina e capacita seus servos para o que ele bem quer.

Em Jesus Cristo nós temos todos os utensílios do Tabernáculo

A Pia de Bronze serve para a purificação - Após o sacrifício o sacerdote tinha que se purificar, limpar-se para poder
entrar no Santuário. O próprio Cristo foi dado como sacrifício. Hoje a água é a Palavra de Deus
Ef 05.26 Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra,
Jo 15.03 Vós já estais limpos, pela palavra que vos tenho falado.
Os Pães da Proposição - Eram 12 pães, e significavam as 12 tribos de Israel. Seu propósito era que as tribos deveriam
estar constantemente na Presença de Deus e deveriam ser unidas. Como se fossem um só povo. Os 12 pães
assados mostravam que Deus era um com o Seu povo, e que os sacerdotes se uniam para comer os pães, e se
tornarem um. Jesus se referiu a Ele mesmo como sendo o Pão da Vida e disse que, se nós comermos este pão, nós
sempre viveremos.
A natureza do pão é prover alimento físico, e quando você come o pão e o digere, ele se torna parte de você. Da mesma
forma, a Palavra de Deus provê alimento espiritual, e se torna parte de nossa natureza. Essa é uma das funções da
Igreja nos dias de hoje, e é ministério nosso, nos unir com os nossos irmãos.
Sl 133.01 Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união.
Rm 12.05 Assim nós, que somos muitos, somos um só corpo em Cristo, mas individualmente somos membros uns
dos outros.
Jo 17.22 E eu dei-lhes a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um.
O Candelabro de ouro - Era a única fonte de luz no Santo Lugar. Ele ficava do outro lado do santuário. Na parte oposta
aos pães da proposição. Seu propósito primário era dar a luz ali.
Era mostrar a mesa dos pães da proposição e nunca ser mostrado. Nunca deixava de iluminar.
O Candelabro tinha 7 braços com 7 lâmpadas, que ficavam acesas 24 horas, e não podiam se apagar. Ele
iluminava o Lugar Santo, que ficava completamente escuro sem ele.
Esta era uma lembrança constante de que Deus estava com o seu povo. Jesus é o Emanuel (Deus conosco), e veio
para nos mostrar o quanto Deus nos ama e deseja que estejamos com Ele.
Lv 24.02 Ordena aos filhos de Israel que te tragam azeite de oliveira, puro, batido, para a luminária, para manter as
lâmpadas acesas continuamente.
Azeite fala da ação do Espírito Santo em nossa vida, lâmpada fala de pureza, santidade.
Hb 12.14 Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor;
1 Pe 01.15 Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de
viver;
O Altar de Incenso - Nos fala do ministério de Jesus como nosso intercessor, cujas orações em nosso favor, nunca
deixam de subir a Deus. Jesus disse à Pedro, “eu orei por você”. Os quatro chifres falam do ministério de Cristo que se
estende aos quatro cantos da terra.
Ele sempre irá interceder pelos seus, não importa onde estão. Ele pode interceder em nosso favor por causa da obra de
reconciliação na cruz do Calvário. O incenso era abastecido pelo fogo do altar. Também nos fala das orações feitas neste
lugar, que devem subir como aroma agradável a Deus. Este é o local onde o povo de Deus está reunido para adorá-
lo em espírito e em verdade.
Is 59.01 Eis que a mão do SENHOR não está encolhida, para que não possa salvar; nem agravado o seu ouvido, para
não poder ouvir.
Ap 05.08 E, havendo tomado o livro, os quatro animais e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro,
tendo todos eles harpas e salvas de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos.
No Santo dos Santos - Ficava a Arca da Aliança, com seu propiciatório. Ali não havia nenhuma luz natural como a do
sol, e nenhuma luz artificial, mas a própria Glória de Deus a “Shekinah” iluminava o Lugar Santíssimo.
Não havia ali nenhum assento para o homem. Aqui, Jeová sentou-se só, no trono de Glória e Justiça. Como o Sumo
Sacerdote entrava uma vez ao ano,ele entrava com a cabeça curvada, pés descalços. Nenhuma voz humana era
ouvida, só a voz de Deus.
Quando entramos na Presença do Senhor, devemos nos calar para ouvi-lo. Nossos sacrifícios já foram
entregues no Átrio exterior, nossas orações já foram ouvidas no Santo Lugar. Mas na Presença de Deus, é Ele
quem fala, nos orienta, nos ensina e nos conduz.
A reverência faz parte da verdadeira adoração a Deus, reverencia e culto que devem começar em casa, no
amanhecer, durante o dia, muito antes de chegar no Átrio.
Sl 122.01 Alegrei-me quando me disseram: Vamos á casa do SENHOR. (palavras de Davi)
Sl 27.04 Uma coisa pedi ao SENHOR, e a buscarei: que possa morar na casa do SENHOR todos os dias da
minha vida, para contemplar a formosura do SENHOR, e inquirir no seu templo.
Sl 84.10 Porque vale mais um dia nos teus átrios do que, em outra parte, mil. Preferiria estar à porta da casa do
meu Deus, a habitar nas tendas dos ímpios.
Hoje só podemos entrar na presença de Deus porque Jesus se sacrificou por nós. Ele foi o cordeiro que se deixou
imolar pelos nossos pecados. Seu sacrifício rasgou as cortinas que nos separavam de Deus e hoje a nossa
adoração pode ser perfeita.
Louvemos, pois a Jesus pelo seu sacrifício. Só por Ele, nós podemos ser aceitos por Deus e ser chamados
Seus filhos.
O TABERNÁCULO E A IGREJA DO SENHOR, HOJE !
Muitas vezes, quando entramos nos templos hoje, não fazemos idéia das coisas que aconteceram para que
pudéssemos estar aqui, e nos esquecemos da importância eterna e universal que isso teve.
Fazendo um comparativo entre o Tabernáculo e a Igreja dos tempo presente, há de se notar que alguma coisa
não está bem. Não é difícil entender que a verdadeira adoração ao Senhor está muito distante dos moldes do
Tabernáculo.
Precisamos definir melhor qual a nossa postura cristã como igreja, e a posição que precisamos tomar em nossas vidas,
para que o “estar no templo diante de Deus” seja da forma mais correta, tanto diante de Deus como diante
dos homens.
HAVIAM REGRAS PARA A ADORAÇÃO. E HOJE ?
Hb 09.01-10 Ora, também a primeira tinha ordenanças de culto divino, e um santuário terrestre.
Vers. 02 Porque um tabernáculo estava preparado, o primeiro, em que havia o candelabro, e a mesa, e os pães da proposição; ao que se chama o
santuário.
Vers. 03 Mas depois do segundo véu estava o tabernáculo que se chama o santo dos santos,
Vers. 04 Que tinha o incensário de ouro, e a arca da aliança, coberta de ouro toda em redor; em que estava um vaso de ouro, que
continha o maná, e a vara de Arão, que tinha florescido, e as tábuas da aliança;
Vers. 05 E sobre a arca os querubins da glória, que faziam sombra no propiciatório; das quais coisas não falaremos agora
particularmente.
Vers. 06 Ora, estando estas coisas assim preparadas, a todo o tempo entravam os sacerdotes no primeiro tabernáculo, cumprindo os
serviços;
Vers. 07 Mas, no segundo, só o sumo sacerdote, uma vez no ano, não sem sangue, que oferecia por si mesmo e pelas culpas do povo;
Vers. 08 Dando nisto a entender o Espírito Santo que ainda o caminho do santuário não estava descoberto enquanto se conservava em
pé o primeiro tabernáculo,
Vers. 09 Que é uma alegoria para o tempo presente, em que se oferecem dons e sacrifícios que, quanto à consciência, não podem
aperfeiçoar aquele que faz o serviço;
Vers. 10 Consistindo somente em comidas, e bebidas, e várias abluções e justificações da carne, impostas até ao tempo da correção.
Ø No átrio exterior ficava a pia de bronze e o altar do sacrifício.
Ø No santuário ficava a mesa dos pães da proposição, o candelabro e o altar do incenso.
Ø No santo dos santos ficava a arca da aliança.
Trazendo esta imagem para os dias atuais, O versículo 01 de Hb cap. 09, diz que haviam regras para a adoração.
Estas regras não mudaram.
O Átrio exterior - Era como se fosse a parte de fora da igreja. É o local onde vivemos, este mundo exterior. É nesse
local onde os sacrifícios são realizados. Mas, se somos sacerdotes constituídos por Jesus para servir a Deus Pai, que
tipo de sacrifícios temos trazido ?
Como tem sido a nossa vida lá fora, no local onde os sacrifícios devem ser realizados, onde o mundo nos
oberva, onde o nosso exemplo é visto e analisado pelo mundo ?
Mt 05.13-14 Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para
se lançar fora, e ser pisado pelos homens.
Vers. 14 Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte;
O Santuário – É esta parte interior onde nós estamos e somente os sacerdotes entravam. Ou seja, é necessário que
exista uma consciência do lugar onde nós estamos, o que estamos fazendo para Deus, de que forma estamos fazendo,
com que compromisso estamos fazendo.
Se esta consciência não existe em nós, se temos negligenciado ao compromisso de uma vida pura e santa com
Deus, é possível que não sejamos reais sacerdotes ainda, e Santuário é lugar de Sacerdote.
Somente após oferecer os sacrifícios e se purificar na pia de bronze os sacerdotes poderiam entrar no Lugar Santo. Se
somos sacerdotes, será que temos nos purificado antes de entrar na presença de Deus ?Será que temos tido
temor e reconhecimento da pureza e santidade do nosso Deus ? Ou temos entrado como estamos, impuros e sujos,
para adorar a Deus ?
O Santo dos Santos é o lugar da perfeição - É neste lugar que o próprio Deus se revela intimamente e fala
com aquele a quem Ele escolheu, em momentos de pura intimidade. Será que temos experimentado isso de forma pessoal,
ou temos vivido das experiências dos outros ?
É necessário que cada um de nós tenha a sua experiência pessoal com Deus. Não podemos entrar no santíssimo
lugar e sair como se nada tivesse acontecido. Só existe um motivo para virmos ao Santo dos Santos : Adorar a Deus. É
nessa adoração onde Ele se revela e fala.
Deixem a dispersão, a irreverência, as conversas lá fora, onde os sacrifícios são feitos. Deixem os pensamentos
maus, seu cansaço e suas próprias vontades no lugar dos sacrifícios e se purifiquem. Entrem como Sacerdotes que
possuem mãos puras para tocarem no altar de Deus e levar a Sua Palavra para o povo.
DEPOIS QUE JESUS CRISTO MORREU NA CRUZ, O VEU DO TEMPLO SE RASGOU. NAO EXISTE MAIS
TABERNACULO, NAO EXISTE TEMPLO FEITO POR MAOS HUMANAS, MAS NÓS SOMOS O TEMPLO DE
DEUS, MORADA DO ESPIRITO SANTO, GRAÇAS AO SANGUE DE JESUS VERTIDO NA CRUZ QUE NOS DEU LIVRE
ACESSO AO PAI.
Pastor EDUARDO SILVA
Twitter Pastor Eduardo Silva : https://twitter.com/Eduardo50049024
Fontes de pesquisas :
http://inojoza.wordpress.com/2009/10/26/os-utensilios-do-tabernaculo-hoje/
http://biblicasimagens.blogspot.com.br/2009/02/tabernaculo-israelita-deserto.html
"A História Patriarcal"- Parte 1
"A História Patriarcal" Gênesis 11.26 -22.19
As histórias anteriores destacavam-se Adão e Noé como figuras principais cujas vidas serviam como sustentáculo para o
plano divino com suas conseqüências para a humanidade. Agora, o ator principal da próxima cena é Abraão.
O Contexto Histórico
A história propriamente dita começou pouco depois de 3000 a.C., no antigo Oriente Próximo. Uma cultura sofisticada já
havia surgido nos vales dos grandes rios, tanto na Mesopotâmia como no Egito. Na Mesopotâmia, a agricultura estava
adiantada, com drenagem e irrigação desenvolvidas. Cidades eram fundadas e organizadas em cidades-estados Essas
cidades-estados possuíam um sistema administrativo complexo. A escrita já fora desenvolvida. O mesmo ocorria no Egito.
Os numerosos distritos locais no Egito haviam formado dois grandes reinos, um na região do delta, no norte, e outro no
sul. Um faraó poderoso uniu depois o Egito, mas o país sempre foi conhecido com as duas terras. A escrita hieroglífica já
havia superado seus estágios primitivos.
A partir da Quarta Dinastia(c.2600 a.C.), a estrutura administrativa e conhecimento tecnológico permitiram a construção
das grandes pirâmides de Gizé. Além disso, o Egito e a Mesopotâmia já se empenhavam em intercâmbio cultural
significativo, cerca de 1500 anos antes do surgimento de Israel.
Antigo Oriente Próximo
A Mesopotâmia. [Os sumérios foram os criadores da civilização mesopotâmica[1]]. Não possível, segundo os
historiadores, identificar a origem de sua civilização. No âmbito político, consistia em cidades-estados independentes
(Era Dinástica Primitiva, c.2800-2360 a.C.) A vida suméria organizava-se em torno do templo; as autoridades religiosas
e políticas eram bem integradas. Os escribas dos templos já haviam inventado a escrita cuneiforme, e a maioria das
epopéias e narrativas míticas das literaturas assírias e babilônicas posteriores foi primeiro escrita nesse período.
Prosperavam o comércio interno, externo e a vida econômica.
Em meio do domínio sumério, os semitas habitavam a baixa Mesopotâmia nesse período. [Eram chamados acadianos em
razão da cidade-estado da Acade[2]], onde começaram a ganhar ascendência. Profundamente influenciados pela cultura e
pela religião suméria, adaptaram a escrita silábica cuneiforme à sua própria língua. Até que um governante semita, Sargão
I, conquistou o poder e fundou um império que durou 180 anos (2360-2180 a.C.). Sua dinastia controlou toda a
Mesopotâmia. Seu domínio em certas épocas estendeu-se até o Elão, no leste, e o Mediterrâneo, no oeste.

[1] Os sumérios, um povo não-semítico, controlaram a região do Eufrates inferior, ou Suméria, durante o período
Dinástico Antigo, cerca de 2800-2400 a.C. Esses sumérios nos doaram a primeira literatura da Ásia. No mundo da escrita
cuneiforme o sumério era língua clássica, tendo florescido em forma escrita por todo o tempo das culturas babilônicas e
assíria, até cerca do primeiro século d.C., embora tenha sido abandonado como idioma falado em cerca de 1800 a.C. A
origem da escrita suméria continua envolta em obscuridade. Pode ter sido tomada por empréstimo de um povo
anteriormente alfabetizado, a respeito de quem não se dispõe de quaisquer textos discerníveis.
[2] Segundo os historiadores, este povo fundou a cidade de Agade ou Acade, a norte de Ur às margens do rio Eufrates.
Começando com Sargão, essa dinastia semita se apoderou dos sumérios, e assim se manteve na supremacia durante cerca
de dois séculos. Depois de derrubar Lugal-zagisi, Sargão nomeou sua própria filha como sumo-sacerdotisa de Ur, em
reconhecimento ao deus-lua Nanar. Dessa maneira ele estendeu seus domínios por toda a Babilônia, de modo que Jack
Finegan, em (Light from the Ancient Past) , refere-se a ele como “o mais poderoso monarca” que jamais governou a
Mesopotâmia. Seus domínios estenderam-se até Ásia Menor. Que os acadianos não tinham qualquer hostilidade cultural
parece ser refletido no fato que adotaram a cultura dos sumérios. A escrita destes foi adaptada para servir à língua
babilônico-semita. Tabletes desenterrados em Gasur, que posteriormente veio a ser conhecido como Nuzu, ao tempo dos
hurrianos, os mesmo que são chamados horeus na Bíblia, indicam que esse período Acadiano Antigo foi uma fase de
prosperidade, durante o qual, por todo o império, foi usado comercialmente o plano de pagamento por prestações. Um
mapa de argila, encontrado entre os registros, é o mais antigo mapa que o homem conhece. Sob Narã- Sin neto de Sargão,
o domínio acadiano atingiu o seu zênite. Sua estrela de vitória pode ser vista no Louvre de Paris. Dá testemunho de sua
bem sucedida campanha nos montes Zagros. A supremacia desse grande reino semita foi declinando sob governantes
subsequentes. Autor: Pastor João Luiz Marques
"A História Patriarcal"- Parte 2 / "A História Patriarcal" Gênesis 11.26 -22.19

Continuando... Esse império acadiano foi destruído por tribos bárbaras chamadas guti, as quais desceram das montanhas
de Zagros, dominado o leste em c. 2180 a.C. Pouco se sabe do século seguinte, mas em c.2050 a.C., as cidades-estados
sumérias do sul tomaram o poder dos (gutis[1]). Sob a terceira dinastia da [cidade de Ur[2] (Ur III, 2060-1950 a.C.), a
civilização suméria desfrutou a última restauração gloriosa. Ur –ammu, fundador da dinastia, destaca-se por seu código
de leis. Os sumérios e acadianos viviam lado a lado em harmonia racial e cultural. A língua e a cultura acadiana aos poucos
substituíram as sumérias. A língua suméria permanecia apenas como instrumento sagrado e tradicional nas escolas dos
escribas.
O Egito. Após a unificação, um poderoso governo central dominou o Egito por cerca de sete séculos. Essa era é
denominada Antigo Império (c. 2900 a 2200 a.C.). Os resquícios mais notáveis dessa civilização são as pirâmides,
monumentos gigantescos de culto aos faraós mortos. O Egito alcançou sua era áurea com a III e IV dinastia (c. 2700-2500
a.C.). Durante esse período arraigaram-se profundamente os aspectos característicos da cultura singular dos egípcios. Por
causa dos descobrimentos, as obras dos faraós da V e VI dinastia são mais conhecidas. Mas são reflexos pálidos das glórias
da III e da IV dinastia em que, por exemplo, as paredes das pirâmides eram recobertas de fórmulas mágicas e hinos
talhados e pintados com esmero – os textos das pirâmides, as mais antigas das composições religiosas conhecidas. No
século XXIII, o governo central desintegrou-se ante governadores provinciais rivais. O Egito caiu num período de caos
social e ruína econômica conhecido como o Primeiro Período Intermediário (c.2200-2000 a.C.). A literatura do período
reflete em abundância as dificuldades da vida durante a depressão nacional. Por fim, em meados do século XXIII a.C.,
uma dinastia de Tebas, a XI, reunificou a terra e iniciou o Médio Império. Esse foi o segundo período de grandeza egípcia.
Muito Antes de Abraão, o Egito havia experimentado um milênio de civilização progressista. [2] A avançada cultura
suméria da Primeira Dinastia de Ur, a última fase do período Dinástico Antigo, foi descoberta em um cemitério escavado
por C. Leonard Woolley. Os ataúdes de madeira do povo comum, onde foram achados alimentos, bebidas, armas,
instrumentos, colares, caixas de pingentes e braceletes sugerem-nos a idéia de que esses povos antecipavam haver vida
após a morte. Os túmulos reais estavam atulhados de provisões para a vida posterior, pois incluíam instrumentos
musicais, jóias, vestes, carroções e mesmo escravos, que aparentemente bebiamcalmamente da droga particular que lhes
era dada e em seguida se deitavam para dormir. No túmulo do rei Abargi foram encontradas sessenta e cinco vítimas.
Evidentemente era considerado religiosamente essencial o sacrifício de seres humanos, durante o sepultamento de
personagens sagradas, como reis e rainhas, na esperança de que isso lhes garantisse que teriam escravos no após-vida. Na
época em que Deus chamou Abraão de Ur dos caldeus, a civilização suméria já havia emergido, prosperado e desaparecido
de cena. Ur III entrou em colapso pouco depois de 2000 a.C. A dinastia fora enfraquecida pela afluência de novos povos,
em especial os amorreus, que moldariam a história da Mesopotâmia, sul e norte, pelos próximos séculos. [1] A invasão
guta, vinda do norte cerca de 2080 a.C.), pois fim ao domínio da dinastia acadiana. Embora pouco se saiba acerca desses
invasores caucasianos, eles ocuparam a Babilônia durante aproximadamente um século. Um líder de Ereque que na
suméria, derrubou o domínio guta, pavimentando o caminho para o reavivamento da cultura suméria, a qual floresceu
mais notavelmente sob a Terceira dinastia de Ur. O fundador dessa dinastia, Ur Namu ou ammu, erigiu grande zigurate
em Ur. Tijolo após tijolo, escavado dessa imensa estrutura (de 60mx45m na base, e com a altura de mais de 24 m), traz
inscrito o nome do rei Ur Namu, como título de “rei da Suméria e de Acade”. Ali eram adorados, durante a era áurea de
Ur, Nanar, o deus-lua, e sua consorte, Nin-gal, a deusa-lua.
"A História Patriarcal"- Parte 3 / A História Patriarcal" Gênesis 11.26 -22.19
Continuando... A Era Patriarcal., c. 2000-1500 a.C. - Por volta de 1950 a.C., Ur III estava perdendo o poder sob pressão
do afluxo dos povos semitas do oeste, os amorreus. As cidades-estados na Baixa Mesopotâmia tornaram-se rivais. Ao final
desse período, cada cidade-estado da Alta e da Baixa Mesopotâmia era dominada por uma dinastia de amorreus. Embora
a base da população no sul da Mesopotâmia continuasse acadiana, no noroeste os amorreus os expulsaram por completo.
Esse período, embora caótico no campo político e econômico, não foi de trevas. Encontraram-se dois códigos de leis, um
em acadiano, em Eshnunna, e outro em Isin, compilado por Lipit-Ishtar. Ambos apresentam semelhanças consideráveis
com o código da Aliança (Ex 21-23). A Assíria e a Babilônia ocuparam, pela primeira vez, lugar de destaque histórico nesse
período. Em c.1900, a Assíria, governada por uma dinastia acadiana, estabeleceu uma colônia comercial distante, a
noroeste da antiga cidade anatoliana de Kanesh (atual Kultepe, perto de Kayseri, Turquia). Essa colônia é conhecida em
razão dos textos capadócios – alguns milhares de placas descobertas em Kanesh. Essa dinastia de amorreus fundada por
Shamsi-Adad. Por breve tempo, ele dominou a Alta Mesopotâmia, tendo como principal rival a cidade de Mári ( na
margem esquerda do Eufrates). Essa cidade livrou-se do jugo assírio em c.1730 a.C. e tornou-se poderosa durante curto
período. Extensas escavações em Mári trouxeram à luz uma civilização brilhante, documentada por mais de vinte mil
tabuinhas de grande importância para o pano de fundo patriarcal. A Babilônia de Hamurábi (c.1728-1686) foi a cidade que
emergiu vitoriosa. Hamurábi enfrentou não somente Mári e a Assíria, como também Larsa que, sob uma dinastia elamita
(centralizada em Susã, no sudoeste da Pérsia), governava todo o sul mesopotâmico da Babilônia. Numa série de
campanhas brilhantes, Hamurábi derrotou os rivais. Passou a dominar um império modesto desde Nínive ( o extremo
norte do Tigre) até o golfo pérsico. A Babilônia tornou-se o maior centro cultural da época. Uma profusão de textos revela
um nível cultural raras vezes atingido na antigüidade. O mais importante é o Código de Hamurábi, baseado numa tradição
legal de séculos (como demonstram os códigos de Ur-Nammu, Lipt-Isthtar e Eshnunna). No código há numerosos
paralelos notáveis com as leis do Pentateuco. O império de Hamurábi, entretanto, encerrou-se com ele. No governo de
seus sucessores imediatos, a maioria dos estados tributários se desligou. A Babilônia, em particular, defendeu sua
existência contra os cassitas, um novo povo que desceu das montanhas de Zagros, rumo ao leste. Em parte, a causa do
declínio da Babilônia foi a quase total inundação de novos povos na área, provenientes, em especial, do norte. Os
movimentos étnicos causaram uma ruptura tão grande que por aproximadamente dois séculos os acontecimentos não são
documentados. Novos estados e impérios emergiram, sendo o mais importante o dos hurritas. Não eram semitas e
haviam-se estabelecido no noroeste da Mesopotâmia desde o final do terceiro milênio, passando então a dominar com
poder a região. Quando as evidências documentárias ressurgem em c. 1500 a.C., os hurritas controlam o império
deMitani[1], estendo-se desde Alalak até os sopés de Zagros, além do Tigre, rumo ao leste. O orgulhoso estado da Assíria
submete-se a seu controle. Por um tempo, no início do século V, os hurritas competiram com o Egito pelo domínio
mundial. Movimentando-se com os hurritas, mas em número bem menor, estavam os indo-europeus, que parecem ter
sido principalmente uma aristocracia dominante. A maioria dos nomes dos reis do império de Mitani é indo-européia. [1]
Mais ou menos na época em que o povo hicso invadia o Egito e em que a Babilônia florescia sob a Primeira dinastia,
melhor exemplificada por Hamurábi, emergia o novo reino de Mitani, nos platôs da Média. Esse povo indo-irariano se
compunha de dois grupos: a classe comum, denominada hurrianos, e a nobreza, ou classe dominante, intitulada arianos.
Tendo vindo do território a leste de Harã, esse povo mitani foi ampliando constantemente o seu reino para o ocidente, de
tal modo que, em cerca de 1500 a C., haviam chegado às margens do mar mediterraneo. O principal esporte do povo
ariano eram as corridas de cavalos. Tratados escritos sobre o tema da criação e treinamento de cavalos foram descobertos
neste século, em Bogazcói, onde haviam sido preservados pelos hititas que tinham dominado o povo mitani. Por volta de
1500 a C., o poder mitani fez estacar o avanço dos hititas durante cerca de um século.
Autor: Pastor João Luiz Marques
"A História Patriarcal"- Parte 4 / "A História Patriarcal" Gênesis 11.26 -22.19
Continuando... Na Ásia Menor, os hititas alcançaram proeminência. Falavam o indo-europeu, embora empregassem o
sistema cuneiforme para escrevê-lo. Durante o final do terceiro milênio, haviam-se mudado para o centro da Ásia Menor,
começando a ganhar ascendência entre as cidades-estados. Em c. 1550 a.C., criaram um reino na parte central e oriental
da Ásia Menor, com a capital em Hattusa ( atual Bogazkale). Logo entram em conflito com o reino hurrita de Mitani. Foi,
aliás, um prenúncio do que viria: o fim da Primeira Dinastia da Babilônia chegaria em 1530 a.C., não por meio de um
poder mesopotâmico, mas de um assalto relâmpago de Mursilis I, um dos primeiros governantes do Antigo Império
Hitita.
Entretanto, os hititas não foram capazes de estender o império por mais um século. Assim, pouco depois de 1500 a.C., a
Mesopotâmia começava a emergir de um período conturbado. Uma nova ordem política estava tomando forma e logo
provocaria lutas por um império mundial. Voltando ao Egito, o Médio Império, tendo durado quase trezentos anos, foi o
segundo período egípcio de crescimento cultural (c.2100- 1800 a.C.). Ele atinge seu zênite com a XII Dinastia. A capital
ficava, mais uma vez, em Mênfis, centro político entre o norte e o sul e terra reverenciada dos faraós do Antigo Império.
Esse foi o período de grande prosperidade. A literatura e as artes atingiram níveis raramente igualados desde então, com
abundância de literatura sapiencial e crônicas. Desse período vêm os textos de execração, fragmentos de vasos quebrados
em que se escreviam os nomes dos inimigos do Egito. Para concretizar a maldição, os nomes dos inimigos eram escritos
em vasos; os vasos eram virados de boca para baixo e esmagados. O despedaçamento dos nomes escritos no vaso
amaldiçoava, por associação, as pessoas com tais nomes. Esses nomes indicam que o Egito exercecia um leve controle
sobre boa parte de Canaã . Na Segunda metade do século XVII, o Médio Império declinou sob dinastias rivais. Com o país
enfraquecido, povos estrangeiros vindos de Canaã ( mais tarde chamada Palestina) e do sul da Síria infiltraram-se em seus
domínios e por fim conquistaram o poder. Denominados hicsos, um termo egípcio que significa “chefes estrangeiros”, sua
identidade exata ainda é muito debatida. A maioria era com certeza semita oriental (cananeu ou amorreu). Estabeleceram
a capital no norte, na região do Delta. Por cerca de um século (c. 1650-1540 a.C.), durante o Segundo Período
Intermediário, dominaram o Egito e partes de Canaã. É possível que durante esse tempo José e seus irmãos tenham
descido para o Egito. A luta egípcia pela independência desse controle estrangeiro começou no sul, no Alto Egito. Amósis,
fundador da XVIII Dinastia, tomou Avaris e perseguiu os hicsos até a Palestina. Conquistou Saruém no sudoeste da
Palestina (Js 19.6), o centro principal deles na região, após três anos de cerco. Livre novamente, o Egito decidiu que a
melhor defesa seria uma boa ofensiva e se lançou a estender o império até a Ásia pela primeira vez. Essa estratégia
conduziu a um conflito direto com os novos poderes já estabelecidos ali, precipitando uma luta pelo domínio do mundo.
"A História Patriarcal"- Parte 5 / "A História Patriarcal" Gênesis 11.26 -22.19
Continuando... Canaã. O nome Canaã se aplica às terras que jazem entre Gaza, no sul, e Hemate, no norte, ao longo das
costas orientais do mar Mediterrâneo (Gn10-15-19). Os gregos, em seu intercâmbio com Canaã, durante o primeiro
milênio a.C., chamavam seus habitantes de fenícios, nome esse que provavelmente teve origem no termo grego que
significa “púrpura”, que designava a cor carmesim de um corante de têxteis em Canaã. Desde o século XV a.C., o nome
“Canaã vinha sendo aplicado, de modo geral, à província egípcia da síria, ou, pelo menos às costas fenícias, o centro da
indústria da púrpura. Consequentemente, as palavras “cananeu” e “fenício” têm a mesma origem cultural, geográfica e
histórica. Mais tarde essa área veio a ser conhecida como Síria e Palestina. A designação “Palestina” teve origem no nome
“Filístia”. Com a migração de Abraão para Canaã, essa terra se torna o centro das atenções nos desenvolvimentos
históricos e geográficos dos tempos bíblicos. Estando estrategicamente localizada entre dois grandes centros que
abrigavam as mais antigas civilizações, Canaã servia de ponte natural que vinculava o Egito à Mesopotâmia. Em resultado
disso, não é de surpreender que fosse mista a população da região. Cidades de Canaã, como Jericó, Dotã e outras, já
vinham sendo ocupadas desde séculos antes dos tempos patriarcais. Devido ao primeiro grande movimento semita (de
amorreus) para a Mesopotâmia, parece provável que os amorreus lançaram povoadas por toda Palestina. Durante o Reino
Médio, os egípcios estenderam seus interesses políticos e comerciais tão para o norte como a Síria. Muito antes de 1500
a.C., gente de Caftor se estabeleceu na planície marítima. Não menos importantes entre os invasores eram os hititas, que
penetraram em Canaã vindos do norte e que figuravam como cidadãos bem estabelecidos quando Abraão adquiriu a cova
de Macpela (Gn 23). Os refains, um povo até recentemente obscuro, exceto quanto às referências bíblicas, foram há pouco
identificados na literatura ugarítica. Pouco se sabe acerca de outros habitantes que figuram na narrativa do Gênesis. A
designação “cananeu” mui provavelmente abarcava a confusa mescla de povos que ocupavam a região na era dos
patriarcas. Autor: Pastor João Luiz Marques
"A História Patriarcal"- Final / "A História Patriarcal" Gn 11.26 -22.19
A Narrativa Bíblica - A erudição moderna concorda em atribuir aos patriarcas um lugar na história do Crescente Fértil, na
primeira metade do segundo milênio a.C. A assertiva de que a narrativa bíblica consiste tão-somente de lendas fabricadas
tem sido substituída pelo respeito geral pela qualidade de Gn 12-50. Grandemente responsável por essa mudança
revolucionária foi a descoberta e publicação dos tabletes de Nuzu (ou Nuzi), além de outras informações arqueológicas que
vieram à luz desde 1925. Embora nenhuma evidência concreta seja disponível e que nos permita identificar quaisquer
nomes ou eventos específicos com base em fontes externas com aqueles mencionados na narrativa do Gênesis, é fácil
reconhecer que o meio ambiente cultural é o mesmo em ambos os casos. A única evidência em prol da existência de
Abraão procede da narrativa hebraica, mas muitos eruditos do Antigo Testamento reconhecem agora o seu devido lugar
nos primórdios da história dos hebreus. Fato é que a cronologia relativa aos patriarcas continua sendo um ponto
debatido. Dentro desse período geral, a data advogada para Abraão varia do século XXI ao século XV a.C. visto que as
cronologias relativas a esse período estão em estado de fluxo, convém dar atenção a vários pontos de vista quando se fixam
as datas sobre os patriarcas. Com bases em certas notas cronológicas que são dadas nas Escrituras, a entrada de Abraão
em Canaã pode ser calculada como algo que teve lugar em 2091 a.C. Isso dá margem para uns 215 anos para a vida dos
patriarcas em Canaã, 430 anos para a servidão no Egito, e para uma data recuada para o Êxodo do Egito (1447a.C.) A
correlação entre os eventos seculares e os bíblicos, baseados nessa cronologia, tem sido sujeitada a revisões. A teoria que
identifica Anrafael (Gn 14) como Hamurábi[1], requer um reinterpretação dos informes bíblicos juntamente com a
aceitação de uma cronologia babilônica mais baixa. Embora Gordom tenha sugerido uma data posterior, parece que a Era
Patriarcal se ajusta melhor com o período aproximado de cerca de 2000 - 1750 a.C., de acordo com Kenneth A. Kitchen.
Ele frisa que grandes acontecimentos e a história externa, como a densidade da população, os nomes dos reis orientais (cf.
Gn 14), e o sistema de alianças mesopotâmicas são características dessa era. Os nomes pessoais dos patriarcas combinam
bem com os nomes dos documentos mesopotâmicos e egípcios desse período. Também era durante essa época que o
Neguebe era ocupado em certas estações do ano. Entendemos que não é possível reunir a partir das narrativas de Gênesis
12-50 um quadro completo da vida religiosa dos patriarcas. Mesmo assim, há informações suficientes para dar uma
descrição geral e inserir a religião deles em seu contexto cultural. Esse quadro pode ser aumentado pelas redescobertas
arqueológicas com respeito à era patriarcal. [1] Em cerca de 1700 a.C., Hamurábi, que ampliara a pequena aldeia de
Babilônia para tornar-se um grande centro comercial, pôde conquistar Mari, como seus extensos domínios. Não somente
dominou ele o Eufrates superior mas também subjugou o reino de Samsi-Adade I, cuja capital era Assur, no rio Tigre.
Marduque, o deus supremo da Babilônia, obteve reconhecimento proeminente no império. A mais significativa das
realizações de Hamurábi foi seu código legal, descoberto em Susa, em 1901, onde também fora apossado pelos elamitas, ao
cair o reino de Hamurábi. Visto que antigos costumes sumérios haviam sido incorporados nessas leis, é provável que elas
representem a cultura que prevalecia na Mesopotâmia durante os tempos patriarcais. Muitas das cartas de Hamurábi,
dentre as que têm sido achadas, indicam que ele foi um governante eficiente, expedindo ordens com clareza e dando
atenção a detalhes. A Primeira Dinastia da Babilônia(cerca de 1800 – 1500 a.C.) esteve em seu ponto culminante sob
Hamurábi. Seus sucessores foram cedendo gradualmente aos cassitas invasores, os invasores conquistaram a Babilônia
em cerca de 1500 a.C. Autor: Pastor João Luiz Marques
"A História Patriarcal" A Genealogia de Noé a Abraão

GENEALOGIA DE NOÉ A ABRAÃO


HISTÓRIA PÓS-DILUVIANA - ORIGEM DAS NAÇÕES

Após o Dilúvio (2.072 a.C), os descendentes de Sem - 2.172 a.C. (filho de Noé) povoaram as regiões asiáticas, desde as
praias do Mediterrâneo até o oceano Índico, ocupando a maior parte do território entre Jafé e Cão. Foi dentre eles que
Deus escolheu o seu povo, cuja história constitui o tema central das Sagradas Escrituras. Os descendentes de Cão - 2.172
a.C. (filho de Noé) foram notavelmente poderosos no princípio da história do mundo antigo. Constituíam a base dos povos
que mais relações travaram com os hebreus, seja como amigos, seja como inimigos. Eles se estabeleceram na África, no
litoral Mediterrâneo da Arábia e na Mesopotâmia. Os descendentes de Jafé - 2.172 a.C. (filho de Noé) formaram os povos
indo-europeus, ou arianos. Embora não tivessem sobressaído na história antiga, tornaram-se nas raças dominantes do
mundo moderno. Mas ainda houve um fato digno de menção antes de Abraão (1.780 a.C) ou de seu chamado por Deus
com 75 anos de idade (1.705 a.C). Decorridos 120 anos depois do Dilúvio, os habitantes de Sinar, se orgulharam e queriam
chegar ao céu então começaram a construir uma torre, para, talvez, formalizarem algum culto idólatra, essa era a Torre de
Babel (Gn. 11), mas Deus condenou sua arrogância e confundiu-lhes a língua que falavam e os dispersou em várias
regiões. Daí em diante, a torre passou a ser conhecida como Babel, que, em hebraico, significa "confusão". (Gn. 11:1-7,
cf. 9:11). Isso nos dá a entender, talvez, ser este o motivo de se falar tantas diferentes línguas pelo mundo. É bem provável
que a torre de Belus, na cidade de Babilônia, haja sido a culminação de Babel. Constituía-se ela numa pirâmide quadrada
de oito pisos, cuja base media mais de um quilômetro de circunferência. (Gn. 10:10; 11:9).

12 Gerações Pós-Diluvianas - Filhos de Noé


Noé 2.672 a.C. a 1.772 a.C. Gn. 5:29
Sem 2.172 a.C. (Rocha) Gn. 5:32; 6:10 Cão 2.172 a.C. (Quente) "Gn. Jafé 2.172 a.C.
5:32; 6:10; 7:13; 9:18,22" (Beleza) "Gn. 5:32;
6:10"
Elão "Povos da Arábia, de Canaã, Gomer
Assur do Egito e da Etiópia são em Magogue
Arfaxade (Arfaxad) grande parte descendentes Madai
Lude de Cão "Gn. 10:6-14" Javã
Arã (Arão-Aram) "Gn. 10:22; I Cr. Cuche (Cuxe, Cuse) Tubal
1:17" Mizraim Meseque
Pute Tiras "Gn. 10:2"
Canaã "Gn. 10:6"

Elão Assur Lude Cuxe (Cuche - Cuse) "Gn. Mizraim


10:6-8"
Também cidade "Cuxe, também a terra Ludim (ladeus)
"Gn. 14:1,9" circundada pelo rio Anamim (anameus)
GionGn. 2:13" Leabim (leabeus)
Seba Naftuim "Gn. 10:13" (naftueus)
Havilá Patrusim (patruseus)
Sabtá Caslusim (casleus); de onde surgiram os filisteus.
Raamá (Raema) Caftorim "Gn. 10:14" (caftoreus)
Sabtecá "Gn. 10:7"
Ninrode "Gn. 10:8"

Arfaxade 2.070 a.C. Gn. Arã (Aram-Arão) Pute Canaã (Gn. 10:6) Gomer
10:12, 22
Selá (Salá) "Gn. 10:24; Uz "Canaã, também cidade "Ex. 23:31; Js. Asquenáz
11:12 e I Cr. 1:18" Hul 1:4; Sf. 2:5; Mt. 15:22" recebeu este Rifate
Geter nome em honra ao filho de Noé "Ex. Togarma "Gn.
Más 15:15" 10:3"
Sidom
Hete (heteus) "Gn. 10:15"

Selá 2.035 a.C. (Arremesso) Magogue Madai Javã Tubal


Eber (Héber) "Gn. 10:24 e I Cr. 1:18" Elisá
Társis
Quitim
Dodanim "Gn. 10:4"

Eber (Heber) 2.005 a.C. Mesegue Tiras Sebá Havilá


Pelegue (Faleque - Faleg)
Joctã (Joctão) "Gn. 10:25 e I Cr. 1:19"

Pelegue 1.971 a.C Gn. 10:25 - I Cr. 1:


Bíblia Arqueológica NVI, 1ª Edição Maio 2013
"A História Patriarcal" Quem são os filhos de Abraão?
QUEM SÃO OS FILHOS DE ABRAÃO?
Um esclarecimento bíblico sobre a descendência árabe
Os muçulmanos, com aproximadamente 1,3 bilhões de adeptos, são encontrados em centenas de grupos étnicos diferentes
ao redor do mundo e, possivelmente, três quarto das pessoas do mundo muçulmano não possuem antecedentes árabes.
Contudo, o estilo de vida e cultura árabe de Maomé influenciou profundamente o islamismo. A herança bíblica árabe é
geralmente esquecida ou desconhecida por muitos. Talvez saibamos que Ismael se tornou um príncipe árabe e o fundador
de muitas tribos árabes, porém, nosso conhecimento sobre a herança bíblica árabe é superficial. Abraão é o pai de todos os
que crêem. De acordo com as promessas de Deus, cada um é bendito ou maldito, dependendo da sua relação com o pai da
fé. Ao longo da história, cristãos, judeus e muçulmanos buscam ostentar seu vínculo com o pai da fé. A Bíblia é uma
grande fonte de informações a respeito das genealogias árabes. E os árabes são um povo semita (descendentes de Sem),
tanto quanto os judeus (Gn 10.21-32). Segundo algumas fontes de pesquisa, existem, no mínimo, três tipos de árabes no
Oriente Médio: os jotanianos (da linhagem de Jotão, filho de Gideão), os ismaelitas (da união de Abraão com Hagar) e os
queturaítas (da união de Abraão com Quetura). Todos querem pertencer à família de Abraão. Mas todos os árabes são
descendentes de Ismael? Quem são os verdadeiros filhos de Abraão? Os árabes que afirmam ser descendentes de Abraão
por meio de Ismael também estão incluídos nas promessas de bênçãos? Vejamos o que a Bíblia diz.
A família de Abraão - Não podemos subestimar a importância de Abraão para as três grandes religiões monoteístas do
mundo. Jesus era chamado “filho de Davi, filho de Abraão” (Mt 1.1). O Alcorão menciona Maomé como alguém achegado a
Abraão (Surata 3.68). Deus chamou Abraão para sair de sua terra, dos seus parentes e dos seus pais, para uma terra que
ele não tinha idéia de onde seria. E o prêmio da obediência, as bênçãos, seria endereçado a ele e a todas as nações da terra
(Gn 12.1-3). A bênção ou a maldição dos povos dependia da posição que Abraão tomasse. A porta da restauração da
humanidade perdida foi aberta com o “sim” dado pelo profeta a Deus. Foi difícil para Abraão meditar sobre a bênção aos
seus descendentes, visto que ele e sua esposa estavam idosos e, aos do patriarca, a possibilidade de ter um filho tinha se
esgotado. Deus disse que seu filho seria o herdeiro, porém, a paciência de Sara se esgotou primeiro e, “tentando ajudar a
Deus”, pediu a Abraão para tomar a serva egípcia Hagar para que a descendência de Abraão fosse iniciada (Gn 16.2).
Abraão, que tinha 86 anos de idade, teve um momento de fraqueza, chegando a ponto de concordar que realmente deveria
“fazer alguma coisa” para que a promessa de Deus se cumprisse. Obviamente, esse “não” era o caminho que Deus
planejara para dar uma descendência numerosa a Abraão. Imediatamente, começaram os problemas. Sara, a legítima
esposa, passou a ser desprezada aos olhos de sua serva Hagar quando esta constatou a gravidez. Sara, então, culpa Abraão,
que se isenta da responsabilidade deixando a escrava nas mãos de sua esposa que, por sua vez, maltrata tanto a escrava
que Hagar decide fugir para o deserto com o filho. Com a fuga da escrava, parecia que a história tinha se encerrado, mas
Deus não abandonaria Hagar. Ele a amava e também a seu filho. O amor de Deus socorre Hagar no deserto. Um anjo é
enviado para ajudá-la e convencê-la a voltar para as tendas de Abraão. Deus dá um nome para o filho da escrava: Ismael,
que significa “Deus ouve”. Realmente, Deus ouviu o choro de Hagar! A escrava obedeceu a Deus e voltou para sua senhora,
permitindo que Abraão vivesse ao lado de Ismael. Enquanto o menino crescia, Abraão se alegrava, crendo que a promessa
de Deus se cumpriria por intermédio daquele menino, porém, a surpresa bateu à porta daquela família. O filho da
promessa ainda estava por vir e não seria filho de uma escrava, mas da própria Sara, ainda que, fisiologicamente, fosse
algo impossível. Deus não tinha se esquecido da promessa. Nasceu Isaque e, agora, Ismael tinha um rival. Apesar de
Isaque ser o filho prometido, isso não diminuía a tremenda bênção sobre Ismael. Ismael deveria ser abençoado, ser
frutífero, multiplicar-se, não apenas de maneira normal, mas “extraordinariamente”. Ele seria pai de doze príncipes e não
se tornaria apenas uma nação, mas “uma grande nação”.1

A descendência de Ismael - Assim como houve doze patriarcas em Israel e doze filhos de Naor (Gn 22.20), assim
também Ismael, considerado por muitos o patriarca dos árabes, gerou doze príncipes árabes. Uma característica marcante
na vida de Ismael era que ele seria como um “homem bravo” (ACF), “jumento selvagem” (NVI) (Gn 16.12). Ismael haveria
de ser forte, selvagem e livre, e de trato difícil, desprezando a vida na cidade e amando sua liberdade a ponto de não ser
capaz de viver com ninguém, nem com seus próprios parentes. Ismael não desapareceu das páginas da história sagrada e
muito menos ficou sem bênção, meramente por não pertencer à linhagem de Israel. Deus tinha um lugar e um destino
reservados para ele. O Messias, da linhagem de Isaque, também seria o Salvador dos demais descendentes de Abraão e de
todas as famílias da terra. Entretanto, os descendentes de Ismael se tornaram inimigos ferrenhos de Israel, descendentes
de Isaque (Sl 83.1-18). E permanecem assim até os dias de hoje.2 A Bíblia cita os doze filhos de Ismael e afirma que seus
descendentes se estabeleceram na região que vai de Hávila a Sur (região Leste do Egito e região Norte do deserto de Sinai),
na direção de quem vai para Assur (Assíria, região Norte do Iraque). Abraão habitou por um tempo nessa região. Foi
também a habitação dos amalequitas e de outras tribos nômades (Gn 25.18; 1Sm 15.7; 27.8). Além da Bíblia, os
assentamentos, como, por exemplo, os de Quedar, Tema, Dumá e Nebaiote também são conhecidos, há mais de dois
milênios. Nebaiote, o filho mais velho de Ismael, que, em hebraico, significa “frutificação”, era chefe tribal árabe (1Cr
1.29). Sua descendência continuou a ser conhecida por esse nome (Gn 17.20; 25.16). Uma curiosidade histórica é o fato de
que a terra de Esaú ou Edom finalmente caiu sob o controle da posteridade de Nebaiote. Esse clã árabe era vizinho do
povo de Quedar. Ambos os nomes aparecem nos registros de Assurbanipal, rei da Assíria (669-626 a.C.). Embora alguns
estudiosos rejeitem a idéia, possivelmente eles foram os antepassados dos nabateus. Os nabateus eram um povo árabe
cujo reino se expandiu, no passado, até Damasco, capital da Síria, um país árabe. Perto do século 4o a.C., eles estavam
firmemente estabelecidos em Petra, que atualmente é um sítio arqueológico, com ruínas e construções magníficas,
localizado na Jordânia, que também é um país árabe. Quedar, o segundo filho de Ismael, em hebraico significa “poderoso”.
Alguns estudiosos dizem que essa palavra significa “negro” ou “moreno”, uma referência aos efeitos da radiação solar na
pele das pessoas que habitam os desertos quentes do Sul da Arábia, onde vivem os beduínos. O interessante é que, no livro
de Cantares de Salomão (1.5), a esposa diz que “é morena como as tendas de Quedar”. No Antigo Testamento, o termo
Quedar é usado genericamente para indicar as tribos árabes — beduínos (Ct 1.5; Is 21.16,17; 42.11; 60.7; Jr 2.10; Ez 27.21).
No Salmo 120.5, Quedar e Meseque se referem, metaforicamente, a certas tribos bárbaras. Eram negociantes, numerosos
em rebanhos e camelos. Alguns deles eram ferozes e temidos guerreiros. Jeremias predisse o julgamento de Quedar,
dando a entender que seria destruído por Nabucodonosor (Jr 49.28,29). Após serem destruídos parcialmente por
Nabucodonosor e Assurbanipal, eles diminuíram em números e em riquezas e se dissolveram em outras tribos árabes. Os
estudiosos muçulmanos, ao reconstruírem a genealogia de Maomé, fazem-no descendente de Abraão, de Ismael, por meio
de Quedar. Sam Shamoun, apologista cristão, nega que Maomé seja descendente direto de Ismael, baseado em pesquisas
geográficas e étnicas.3 Em face de tudo isso, parece claro que a descendência de Ismael apresentou traços culturais, raciais
e lingüísticos com algumas linhagens árabes existentes nos dias de hoje. Além disso, as próprias evidências históricas
fortalecem a idéia de que os árabes são descendentes de Ismael, mas isso não significa afirmar que a totalidade dos árabes
é descendente de Ismael.
Outras descendências / Descendentes de Jotão - Alguns árabes se referem a si mesmos como descendentes de
Jotão (os árabes lhe chamam de Kahtan) e uma das tribos mais famosas que descendiam dele era Sabá, da qual os
descendentes fundaram o reino de Sabá, no Iêmen, incluindo a renomada rainha de Sabá (chamada pelos árabes de
Bilquis). A visita dessa rainha a Jerusalém, durante reinado de Salomão, é um exemplo de como o povo de Deus teve
influência das “arábias”, mesmo nos tempos do Antigo Testamento. Salomão escreveu um dos salmos messiânicos (Sl 72),
parcialmente, tendo Sabá em mente (veja os versículos 10 e 15). Jesus falou positivamente sobre a rainha de Sabá (Mt
12.42). Aparentemente, pelo menos algumas das tribos semíticas adoravam o Deus de Sem, mesmo sem conhecê-lo
inteiramente.
Descendentes de Ló - No final do capítulo 19 de Gênesis, observamos o aparecimento de duas linhas genealógicas, os
moabitas e os amonitas. Os moabitas foram descendentes de Ló e sua filha mais velha (Gn 19.30-37). Eles eram arrogantes
e inimigos de Israel, mas Deus estava, mais uma vez, usando os babilônios como medida disciplinadora. Isaías
(Capítulos15 e 16) e Jeremias (Capítulo 28) predisseram a queda de Moabe e a redução de um povo arrogante a um povo
débil. Os moabitas viveram em sítios vizinhos aos seus irmãos amonitas. Os amonitas eram descendentes de Amon, filho
mais novo de Ló (Gn 19.38) e da sua filha mais jovem. Em Juízes 3.13, lemos que esse povo se mostrou hostil para com
Israel. Uniu-se em ataque combinado a Israel com outros adversários do povo de Deus. A capital deles era Rabá.
Posteriormente, essa cidade tomou o nome de Filadélfia, em honra a Ptolomeu Filadelfo. Atualmente, chama-se Aman,
capital da Jordânia. A língua deles era semítica. Hoje, todas aquelas regiões são árabes.4 A raça amonita desapareceu
misturada com outras raças semitas. Embora não seja possível afirmar com precisão, podemos supor, juntamente com
muitos estudiosos em genealogias, que há uma grande possibilidade de alguns árabes de hoje serem descendentes não
somente de Ismael, mas também de Ló.
Descendentes de Esaú - Esaú, da linhagem de Isaque, teve como uma de suas esposas Maalate ou Basemate, irmã de
Nebaiote, da linhagem de Ismael (Gn 28.9; 36.3). As “crianças de Isaque” estavam se misturando com as “crianças de
Ismael”, nascendo assim outra linhagem genealógica. Com isso, nasce Reuel, que gerou Naate, Zerá, Samá e Mizá (Gn
36.13). Certamente, muitos árabes hoje apresentam suas genealogias oriundas dessa estranha, mas verdadeira fusão.
Outra descendência de Abraão - Depois que Isaque se casou com Rebeca, Gênesis 25 diz que Abraão desposou outra
mulher, Quetura, e com ela teve outros filhos. Abraão, já em idade avançada, criou outra família! Todos os filhos de
Quetura, eventualmente, tornaram-se chefes das tribos árabes. Uma dessas tribos era Midiã; os midianitas se opuseram ao
Israel do profeta Balaão, porém, nem todos os midianitas eram contra os hebreus. Moisés se casou com Zípora, a filha de
Jetro (Êx 2.16-22), que também era chamado de sacerdote de Mídia. Jetro reconhecia o Deus verdadeiro e até mesmo deu
bons conselhos a Moisés que agradaram a Deus (Êx 18). Os midianistas, certamente, tiveram alguma revelação de Deus
por intermédio de seu pai, Abraão. Portanto, vemos claramente que os árabes em geral, que reivindicam ter Abraão como
pai, certamente pertencem à mesma família e estão ligados a Israel. A revista Veja apresentou uma reportagem em que as
várias populações judaicas não apenas são parentes próximas umas das outras, mas também de palestinos, libaneses e
sírios. A descoberta significa que todos são originários de uma mesma comunidade ancestral, que viveu no Oriente Médio
há quatro mil anos. Em termos genéticos, significa parentesco bem próximo, maior que o existente entre os judeus e a
maioria das outras populações. Quatro milênios representam apenas duzentas gerações, tempo muito curto para
mudanças genéticas significativas. O resultado da pesquisa é coerente com a versão bíblica de que os árabes e os judeus
descendem de um ancestral comum, o patriarca Abraão.5
Os árabes de hoje e as bênçãos dadas à descendência de Abraão - Por conveniência, definimos os árabes como
o povo que fala o árabe, como língua mãe, e que vive na península arábica e regiões circunvizinhas. Hoje, existem
diferentes tipos de etnias dentro da região árabe. Algumas nações se tornaram árabes, pois foram arabizadas, como o
Sudão e a Somália. Outras realmente descendem das linhagens dos antepassados. Mas, afinal, os ismaelitas (filhos de
Ismael) são os árabes de hoje? Flávio Josefo, historiador judeu, declara que Ismael é pai da nação árabe, conforme crêem
os árabes. Segundo Josefo, não podemos descartar a profecia de Isaías, que diz que os ismaelitas adorarão o Messias.6
Raphael Patai, um judeu, declara em seu livro, Semente de Abraão, que o termo “árabe” está contido nas mesmas
inscrições com o termo “Quedar”, filho de Ismael, no século 9 a.C., nas epígrafes assírias. Patai também encontrou provas
que mostram que os árabes foram sinônimos dos “nabateus”, descendentes de Nebaiote. Em verdade, o mundo árabe hoje
é oriundo de um mosaico de etnias, haja vista as diferentes genealogias formadas no decorrer da história. Talvez,
Mahmud, Hassan ou quaisquer outros árabes, sejam descendentes de Ismael, por intermédio da descendência de Nebaiote
ou Quedar, ou até mesmo por Ló, ou pela nova família de Abraão com Quetura. Não podemos também descartar a
possibilidade de os árabes serem descendentes da fusão entre as crianças de Isaque com as de Ismael ou até mesmo por
intermédio de Jotão. Em todas essas possibilidades, encontramos a genética do pai Abraão. A promessa de Deus a Abraão
foi clara e específica: “O seu próprio filho será o seu herdeiro” (Gn 15.4). Mas a grande questão é a seguinte: esta promessa
de descendência deve ser entendida em termos raciais ou espirituais? O apóstolo Paulo esclarece a questão em sua carta
aos gálatas: “Ora, as promessas foram feitas a Abraão e a seu descendente. A Escritura não diz: E a seus descendentes,
como falando de muitos, mas como de um só: E a teu descendente, que é Cristo” (Gl 3.16). Todas as promessas feitas a
Abraão são cumpridas em Jesus. É por meio do maior Filho de Abraão, Jesus, que a bênção falada em Gênesis alcançará
os povos do mundo. A linhagem racial se torna minúscula quando sabemos que podemos ser herdeiros de Abraão, ainda
que não sejamos árabes ou judeus. Jesus nasceu no tempo determinado por Deus (Gl 4.4), como o “descendente” de
Abraão. A relação que temos com Jesus se torna fator determinante se pertencemos realmente a Deus ou não. Paulo
resume isso definitivamente ao declarar: “Se vocês são de Cristo, são descendentes de Abraão e herdeiros segundo a
promessa” (Gl 3.26,27, 29). Louvamos a Deus, pois milhares de árabes encontraram Jesus nestes últimos tempos. E na
Bíblia, além dos versículos já mencionados, existem muitos outros que nos dão a esperança de que os árabes,
eventualmente, serão salvos. Isaías 60.6,7 relata sobre um tempo em que a glória do Senhor será manifestada: “A
multidão de camelos te cobrirá, os dromedários de Midiã e Efá [os descendentes de Abraão por intermédio de Quetura];
todos virão de Sabá [descendentes de Jotão]; trarão ouro e incenso e publicarão os louvores do SENHOR. Todas as
ovelhas de Quedar [descendentes de Ismael] se reunirão junto de ti; servir-te-ão os carneiros de Nebaiote; para o meu
agrado subirão ao meu altar, e eu tornarei mais gloriosa a casa da minha glória”. Finalmente, quando olhamos para o
Novo Testamento, lá estavam os árabes no dia de Pentecoste (At 2.11). Deus, realmente, quer que sua mensagem alcance
os árabes, porque Allahu Mahabba — “Deus é amor”. Temos de acreditar que Deus salvará os árabes, seja qual for a sua
descendência. Que os milhões de árabes possam ser realmente inseridos na descendência espiritual de Abraão, por
intermédio de Jesus, e que a igreja evangélica seja capaz de reconhecer e compreender as promessas dirigidas a esse povo.
O nascimento de Ismael - “Ora Sarai, mulher de Abrão, não lhe dava filhos, e ele tinha uma serva egípcia, cujo nome
era Agar. “E disse Sarai a Abrão: Eis que o SENHOR me tem impedido de dar à luz; toma, pois, a minha serva; porventura
terei filhos dela. E ouviu Abrão a voz de Sarai. “Assim tomou Sarai, mulher de Abrão, a Agar egípcia, sua serva, e deu-a por
mulher a Abrão seu marido, ao fim de dez anos que Abrão habitara na terra de Canaã. “E ele possuiu a Agar, e ela
concebeu; e vendo ela que concebera, foi sua senhora desprezada aos seus olhos. “Então disse Sarai a Abrão: Meu agravo
seja sobre ti; minha serva pus eu em teu regaço; vendo ela agora que concebeu, sou menosprezada aos seus olhos; o
SENHOR julgue entre mim e ti. “E disse Abrão a Sarai: Eis que tua serva está na tua mão; faze-lhe o que bom é aos teus
olhos. E afligiu-a Sarai, e ela fugiu de sua face. E o anjo do SENHOR a achou junto a uma fonte de água no deserto, junto à
fonte no caminho de Sur. “E disse: Agar, serva de Sarai, donde vens, e para onde vais? E ela disse: Venho fugida da face de
Sarai, minha senhora. Então lhe disse o anjo do SENHOR: Torna-te para tua senhora, e humilha-te debaixo de suas mãos.
“Disse-lhe mais o anjo do SENHOR: Multiplicarei sobremaneira a tua descendência, que não será contada, por numerosa
que será. “Disse-lhe também o anjo do SENHOR: Eis que concebeste, e darás à luz um filho, e chamarás o seu nome
Ismael; porquanto o SENHOR ouviu a tua aflição. “E ele será homem feroz, e a sua mão será contra todos, e a mão de
todos contra ele; e habitará diante da face de todos os seus irmãos. “E ela chamou o nome do SENHOR, que com ela
falava: Tu és Deus que me vê; porque disse: Não olhei eu também para aquele que me vê? “Por isso se chama aquele poço
de Beer-Laai-Rói; eis que está entre Cades e Berede. “E Agar deu à luz um filho a Abrão; e Abrão chamou o nome do seu
filho que Agar tivera, Ismael. “E era Abrão da idade de oitenta e seis anos, quando Agar deu à luz Ismael” (Gn 16.1-16).
Notas de referência:
1 FROESE, Arno.Conflito em família no Oriente Médio. www.chamada.com.br
2 MCCURRY, Don. Esperança para os muçulmanos. Ed. Descoberta, p.8-23, 1999.
3 SHAMOUN, Sam. Ishmael is not the father of Muhammad. www.answering-islam.org
4 The Arabs in Bible Prophecy. www.chrisadelphia.org/archive/arabs.html
517/5/2000, p. 86.
Bíblia Arqueológica NVI, 1ª Edição Maio 2013
Por Jeferson Dias
"A História Patriarcal"- Árvore Genealógica
Mateus 1 - Mateus 1 a genealogia de Jesus, um texto basicamente com nomes, acredito eu ser um dos menos lidos da
bíblia, mais o que entender sobre esse texto? Olhando de cara dá pra ver que tudo começa com Abraão, precisava começar
com alguém e começou com ele. Observando os todos os nomes dá pra dizer que eles tiveram histórias interessantes,
olhando a genealogia quero ressaltar alguns pontos. E Jessé gerou o rei Davi. Davi gerou Salomão, cuja mãe tinha sido
mulher de Urias; [Mateus 1:6] Aqui um ponto interessante quando se chega a Davi, esse teve uma vida conturbada, com
guerras, morte, perseguição, profetas, arrependimento, oração, quando se lê a história de Davi perece que estamos vendo
um filme de ação. Mais acontece algo interessante no texto Deus transforma que a principio foi uma “burrada” de Davi em
benção. Salomão é um dos filhos de Bate-Sebá com Davi (o primeiro morreu, ele foi a conseqüência do adultério de Davi
com Bate-Sebá) essa foi mulher de Urias á quem Davi deu um jeito de expor em guerra para que morresse quando ficou
sabendo da primeira gravidez. Interessante como Deus continua a fazer coisas assim em nossas vidas, ele transforma
burradas em benção, as conseqüências do pecado sempre vão existir, pra toda ação sempre vai existir uma reação, mais
Deus em sua infinita misericórdia nos faz ter momentos de alegria em meio à tristeza, em Davi cumpriu sua promessa e a
Bate-Sebá deu a oportunidade de participar dessa árvore ela que estava totalmente fora do plano. Isso é o que Deus fez
conosco, nos deu oportunidade de participar desse plano lindo que a salvação para nossas vidas. Outro ponto legal está
em:
E Jacó gerou José, marido de Maria da qual nasceu Jesus, que é chamado Cristo. [Mateus 1:16] - Aqui nesse ponto tem
algo estranho, a gente vê toda a genealogia até chegar a José, mais Jesus foi concebido pelo Espírito Santo [Mateus 1:19]
Então na verdade Jesus é da linhagem de Maria???? Todas essas coisas aconteceram para que se cumprisse o que o Senhor
falou ao profeta [Mateus 1:22-23]. Essa passagem é legal para paramos de tentar colocar lógica nas coisas de Deus, temos
mania de elaborar um manual de como Deus precisa agir, o que ele tem que fazer, quem ele deve ajudar, todas as coisas
têm um propósito nos planos de Deus, isso quer dizer que nem sempre vamos entender mais devemos obedecer como fez
José. Não existe ordem nas atitudes de Deus, mais com certeza os planos de Deus são maiores pra sua vida. Fiquem na
Paz do Senhor Jesus!!
O SIGNIFICADO ESPERITUAL DO TABERNÁCULO
“0 TABERNÁCULO TIPIFICA A OBRA REDENTORA DE CRISTO PARA LEVAR OS PECADORES A DEUS”
TABERNÁCULO (ÊXODO 25 e 27). Lugar para sacrifício e adoração. Tenda sagrada que possuía vários utensílios, erguida
no deserto durante a peregrinação do povo de Israel (Êxodo 40). Todos os detalhes foram feitos de acordo com o plano
divino dado a Moisés no Monte Sinai (Êxodo 25: 1 ao 40). A obra foi coordenada por Bezalel e Aoliabe. (Êxodo 31: 1 ao 6).
Convém lembrar que Moisés ficou 40 dias e 40 noites para receber a planta do Tabernáculo. O Tabernáculo estava
dividido em uma parte externa chamada “Átrio” ou “Pátio” e, uma interna denominada “Tenda da Presença de Deus”, com
dois compartimentos, o “Lugar Santos”, e o “Lugar Santíssimo” ou “Santos dos Santos”, sendo separado por uma cortina
que recebeu o nome de “Véu”. Para ajudar Moisés, Deus escolheu dois homens: Bezalel para trabalhar com madeira,
couro, prata, bronze, e na lapidação de pedras preciosas e, Aoliabe, para trabalhar com as cortinas, bordados, com linho e
na confecção das roupas do Suma Sacerdote e nas coberturas exteriores do Tabernáculo. MEDIDA: 45,72 (quarenta e
cinco metros e setenta e dois centímetros) por 22,86 (vinte e dois metros e oitenta e seis centímetros) de largura, numa
área de aproximadamente 1045,15 (um mil e quarenta e cinco metros e quinze centímetros quadrados). O Tabernáculo
também é conhecido como: Santuário, Habitação, Tenda Sagrada, Casa de Deus, Santuário Terrestre.
O ÁTRIO - Também conhecido como Pátio. Esta área media aproximadamente 45,72 metros de comprimento por 22,86
metros de largura (1045,15 m2). Era contornada por uma cerca de 2,5O metros de altura com 60 colunas erguidas a cada
2,5O metros. Esta cerca, que impedia a visão do externa, era coberta por 10 metros com 4 colunas erguidas a cada 2,5O
metros e dentro deste espaço, encontrava-se o tabernáculo propriamente dito ou a tenda da Presença de Deus. Havia uma
única entrada para o átrio de 10 metros. Esta entrada tinha uma cortina com as seguintes características: Linho retorcido,
Estofo azul, púrpura e carmesim, cujo o significado era o seguinte:
Única entrada: Jesus, o único Salvador. “Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai,
senão por mim” (João 14: 6).
10 metros: Entrada ampla para todos.
4 Colunas: Simbolizando os 4 evangelhos.
Linho retorcido: Simbolizam o sofrimento de Jesus.
Estofo Azul: Representa a divindade de Cristo.
Púrpura: A realeza de Cristo como soberano Reis e Senhor.
Carmesim:(vermelho) Tipifica o Sangue de Cristo.
Nele se encontra os seguintes utensílios:
# ALTAR DO HOLOCAUSTO ou DE SACRIFÍCIO
O primeiro imóvel encontrado logo após a entrada para o Átrio. Era uma tipificação da cruz de Cristo, e o local onde o
pecado se aproximava de Deus.
#LAVATÓRIO: Também conhecido como “BACIA ou PIA de BRONZE”. Foi feito com os espelhos de metal das
mulheres. Simbolizava a regeneração e a purificação dos pecados.
LOCAL: ÁTRIO ou PÁTIO
OS SACRIFÍCIOS AO SENHOR ERAM REALIZADOS SOBRE ELE (Êxodo 27: 1 ao 8).
Feito de madeira de acácia. Era quadrado, medindo 2,20 centímetros de comprimento por 2,20 centímetros de largura e
1,30 centímetros de altura. Tinha quatro pontas, uma em cada canto, e era revestido de bronze.
Tinha uma grelha de bronze em forma de rede, que chegava até a metade da altura sendo segura por quatro argolas.
Para carregar o altar, foram feitos varais de madeira de acácia também revestidos de bronze.
Os animais eram oferecidos e sacrificados sobre este altar que ficava no ÁTRIO em frente ao TABERNÁCULO. O sangue
do sacrifício era espargido sobre as quatro pontas do altar.
O LAVATÓRIO
A BACIA DE BRONZE / LOCAL: ÁTRIO ou PÁTIO / BACIA COM ÁGUA PARA A PURUFICAÇÃO DOS SACERDOTES.
(Êxodo 30: 17 ao 21). Nela os sacerdotes lavavam suas mãos e pés antes de entrar na tenda da consagração ou de se
aproximar do altar para apresentar as ofertas de alimento, caso não se purificassem eles morreriam.
Era feito de bronze com uma base também de bronze.
A TENDA

Chamada de TENDA DA PRESENÇA DE DEUS, TENDA DA COGREGAÇÃO ou ainda SANTUÁRIO. Era o


TABERNÁCULO propriamente dito. Era como uma caixa de 15,00 metros de comprimento, 5,00 metros de largura e 5,00
metros de altura. Construída com 48 tábuas de 0,75 centímetros. Sendo 20 tábuas em cada lado e 8 nos fundos. Para cada
tábua existiam 2 bases de prata, portanto 96 bases foram usadas em todo o Tabernáculo, ainda foram feitas 15 travessas
de madeira e um travessão central para a fixação das tábuas. Tanto as tábuas, as travessas e o travessão eram cobertas de
ouro. A entrada possuía 5 colunas de madeira de acácia cobertas de ouro com 5 bases de prata e prendedores de ouro para
a fixação das cortinas. A tenda possuía três coberturas: A primeira cobertura era feita de peles finas (texugo). Quem a
olhasse de fora, por seu aspecto rústico, não via beleza alguma que lhe chamasse a atenção. Alem de parecidas com o
deserto – cujo areia elas retinham – eram simples e sem beleza. Simbolizava a pessoa de Jesus. “Porque foi subindo como
renovo perante ele, e como raiz de uma terra seca; não tinha beleza nem formosura e, olhando nós para ele, não havia
boa aparência nele, para que o desejássemos” <-> “Era desprezado, e o mais rejeitado entre os homens, homem de
dores, e experimentado nos trabalhos; e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos
dele caso algum” (Isaías 53:2 e 3), pois quem olhassem o Cristo sem te-lo conhecido e recebido como seu Senhor, nada
podem ver de extraordinário nele. A cobertura do meio era feito de peles de carneiro tingidas de vermelho. Esta cobertura
simbolizava a expiação, pos o vermelho, tipifica o sangue de Jesus derramado na Cruz do Calvário. A terceira cobertura
interior, era confeccionada com 11 cortinas de pele de cabra, com 13,30 centímetros de comprimento por 1,8º centímetros
de largura. Não tingida esta cobertura indica a pureza da justiça de Cristo. Finalmente a Tenda era forrada por 10 cortinas
de linho fino branco, com primorosos bordados em azul. O que simbolizava o caráter celestial de Jesus, figurado na cor do
céu. Era separada internamente por uma cortina, que recebeu o nome de Véu, e subdividia o ambiente, fazendo separação
entre o lugar Santo do lugar Santíssimo, que ficava pendurado a cerca de 9,00 metros da entrada do Tabernáculo. “Estava
no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o conheceu” <-> “Veio para o que era seu, e os seus não o
receberam”(João 1: 10 e11). “Para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta Isaías, que diz: Ele tomou sobre si as
nossas enfermidades, e levou as nossas doenças” (Mateus 8:17). “Dando nisto a entender o Espírito Santo que ainda o
caminho do santuário não estava descoberto enquanto se conservava em pé o primeiro tabernáculo” <-> “Assim também
Cristo, oferecendo-se uma vez para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam
para salvação” (Hebreus 9: 8 e 28).
A CERCA DE 60 COLUNAS
O Tabernáculo estava separado da congregação por uma cerca constituída de 60 colunas de bronze, sobre os quais
apoiava-se um cortinado de linho branco de 2 metros e meio de altura.
O LUGAR SANTO
Ficava após o Àtrio, e era o primeiro compartimento da tenda. No Lugar Santo o acesso era restrito, somente o Sumo
Sacerdote e o Sacerdote tinham permissão para entrar, era um local com área total de 47,50 m2, medindo 10,00 metros de
comprimento por 4,75 metros de largura. Ao lado direito de quem entrava, ficava a MESA dos PÃES das PROPOSIÇÃO ou
MESA DOS PÃES ASMOS, do lado esquerdo ficava o CANDELABRO DE OURO, também conhecido como CASTIÇAL, o
qual o SACERDOTE tinha a obrigação de manter sempre aceso, para tanto à entrada do LUGAR SANTÍSSIMO ou SANTO
DOS SANTOS ficava o ALTAR DE INCENSO.
SIGNIFICADO DO LUGAR SANTO
Acesso restrito: Só entra os remidos. Somente para os passaram pelo sacrifício de Cristo e lavaram-se no LAVATÓRIO
pela PALAVRA DE DEUS.
UTENSILIOS: CANDELABRO DE OURO
Representa a luz do ESPÍRITO SANTO, a igreja que brilha nas trevas. Sua coluna central tipifica Cristo, aquele que nos
sustenta e as hastes laterais simboliza os cristãos ligados a Cristo. (Hebreus 9: 23).
LOCAL: O LUGAR SANTO
SERVIA PARA ILUMINAR O INTERIOR DO LUGAR SANTO (Êxodo 25: 31 ao 40)
Feito de ouro puro, sendo usado 34 quilos de ouro puro em sua feitura, a sua base e a sua haste deveriam ser de ouro de
batido, tendo três braços de cada lado. A haste do candelabro tinha 4 flores com formato de flor de amendoeira, com seus
botões e sua pétalas e, debaixo de cada um dos três pares de braços tinha um botão de amendoeira, e três flores com o
formato de flor de amendoeira, com seus botões e as sua pétalas. A tesoura usada para cortar os pavios das lamparinas e
os cinzeiros também era de ouro puro.
MESA DOS PÃES DE ASMOS ou DA PROPOSIÇÃO
Representa o sustento espiritual. Tipifica Cristo que sustenta com alimentação espiritual. “Nossos pais comeram o maná
no deserto, como está escrito: Deu-lhes a comer o pão do céu” <->”Disse-lhes, pois, Jesus: Na verdade, na verdade vos
digo: Moisés não vos deu o pão do céu; mas meu Pai vos dá o verdadeiro pão do céu” <->” Porque o pão de Deus é
aquele que desce do céu e dá vida ao mundo” (João 6: 31 ao 33).
LOCAL: LUGAR SANTO - Era utilizado para colocar perpetuamente diante do senhor os pães de proposição. Feita de
madeira de acácia com as seguintes medidas: 0,88 centímetros de de comprimento, 0,44 centímetros de largura e 0,66
centímetros de altura. Era revestida de ouro puro com um remate de ouro em sua volta. Em volta da mesa tinha um friso
de 04 dedos de largura e um remate de ouro em volta do friso. Tinha 04 argolas de ouro nos cantos perto de cada pé por
onde passava as varas de carregar. Essas varas eram feitas de madeira de acácia e revestidas de ouro. Os pratos, os copos,
as taças e as jarras que eram usadas para as ofertas de vinho, tambem eram feitas de ouro. A mesa era colocada em frente
a Arca da Aliança, e sobre ela estavam perpetuamente os doze pães sagrados, que eram oferecidos perpetuamente ao
Senhor. Os doze pães representavam as doze tribos de Israel.
ALTAR DO INSENÇO
Símbolo da adoração. O INCENSO SAGRADO queimado nele simboliza o aroma agradável das orações realizadas.
(Apocalipse 8: 3) e (Lucas 1: 9 ao 10).
LOCAL: O LUGAR SANTO - ERA O LOCAL ONDE SE QUEIMAVA O INCENTO AROMATICO (Êxodo 30: 1 ao 10).
A queima do incenso colocado em frente à cortina que ficava em frente da ARCA DA LIANÇA. Era feito em madeira de
acácia, era quadrado e media 0,45 centímetros de cumprimento, 0,45 centímetros de largura e 0,90 centímetros de altura.
Em cada um dos quarto cantos havia uma ponta. Tudo era revestido a ouro puro, assim como o remate em volta da mesa e
as quatro argolas, colocadas duas de cada lado da mesa, logo abaixo de remate. As varas que carregavam o ALTAR DE
INCENSO também eram feitas de madeira de acácia e revestidas de ouro puro. Esse ALTAR deveria ser completamente
santo, por isso uma vez por ano era feita uma cerimônia de purificação do altar sendo colocado em cada uma das quatro
pontas o sangue de animal sacrificado para tirar os pecados do povo. O incenso queimado no ALTAR, não era incenso
comum (veja na página de n.º sobre o INCENSO SAGRADO)
O VEL DO TABERNÁCULO
SEPARAVA O LUGAR SANTO DO LUGAR SANTÍSSIMO (Êxodo 26: 31 10 35).
Sua utilidade seria dividir o LUGAR SANTO do LUGAR SANTÍSSIMO.
Era confeccionado em tecido feito de linho fino e fios de lã azul, púrpura e vermelha e bordada com figuras de
QUERUBINS. Ficava pendurado por argolas de ouro a quatro postes de madeira de acácia revestidos de ouro, que
tinham prendedores de ouro e eram fixados em quatro bases de prata.
OBSERVAÇÃO: A porta de entrada do TABERNÁCULO tinha uma cortina idêntica ao véu, enfeitada com bordados no
lugar dos QUERUBINS. Sendo, suas colunas, em numero de cinco, tinham a base de bronze, e somente parte de cima dos
postes e seus prendedores ou colchetes, eram recobertas de ouro.L
LOCAL: O LUGAR SANTÍSSIMO SANTOS DOS SANTOS
Separada do LUGAR SANTO, pelo VÉU, também conhecido como o GRANDE VÉU, que era tão espesso e fortemente
costurado que precisaria de dez homens para poder rasgá-lo, que cuja passagem por ele era proibida a não ser no dia da
expiação do povo de Israel, encontrava-se o LUGAR SANTÍSSIMO OU SANTO DOS SANTOS. O acesso a esse
compartimento era restrito, somente o SUMO SACERDÓTE tinha permissão para entrar uma única vez ao ano, no dia da
expiação, levando o sangue do sacrifício e espergindo-o sobre o PROPICIATÓRIO. Era um local de 5,00 metros de
cumprimento, onde ficava a ARCA DO TESTEMUNHO ou ARCA DA ALIANÇA, com a tampa chamada de
PROPICIATÓRIO. (Êxoto 34: 33)<-> Mateus 34: 51) <.-> (2.º Corintios 3:13) e (Hebreus 10: 19 e 20).
ARCA DA ALIANÇA

Também conhecida como ARCA DO CONSERTO, era o principal móvel de todo o TABERNÁCULO, era revestido de ouro,
continha as TÁBUAS DA LEI , o POTE de MANÁ e a VARA de ARÃO.
SIGNIFICADOS:
# Revestido de ouro: Representando a glória de Deus. Simbolizava também o TRONO DE DEUS, onde havemos de
comparecer.
# Tábuas da Lei: Aqui guardadas nunca mais se quebraram, demonstrando que Deus vela pela sua PALAVRA.
# Pote de Maná: Simboliza o alimento inesgotável que provem de Deus e não se deteriorará com o tempo.
# A Vara de Arão: A vara que floresce eternamente. Simboliza o ornamento de uma nova vida. Tipifica também um
ministério profundo.
O PROPICIATÓRIO:
Não servia apenas de tampa, mas também era o loca de expiação do pecado do povo de Deus.
SIGNIFICADOS:
# Propiciatório: Demonstrava que o lugar era propício ao homem que se arrepende.
# Ouro Maciço: Tipifica a pureza e o valor do sacrifício de Cristo. Também representava a sua realeza.
# Querubins: Representava a presença de Deus.
# Aspersão: Simboliza o sangue de Jesus que foi espargido uma única vez pelos nossos pecados.
O PROPICIATÓRIO
LOCAL: SANTOS DOS SANTOS OU LUGAR SANTÍSSIMO
Lugar onde os pecados eram cobertos, o lugar da propiciação.
Propriciatório: Do hebraico Kapporet (do verbo Kipper), que significa cobrir e também expiar ou perdoar.
A tampa da ARCA DA ALIAÇA ou TETEMUNHO era o lugar onde o Senhor se encontrava com Moisés, quando vinha lhe
dar ordens. Feito não só para servir de tampa da ARCA DO TESTEMUNHO, mas principalmente para servir de lugar onde
os pecados eram cobertos, sendo o lugar da propiciação, isto é, da intercessão ou lugar do perdão. Feita em ouro puro,
tinha 1,10 centímetros de comprimento por 0,66 centímetros de largura. Em cima tinha dois QUERUBINS de ouro batido,
um em cada ponta da tampa, que formava uma só peça com a tampa. Os QUERUBINS ficavam um de frente para o outro,
olhando para a tampa. As sua asas abertas cobriam a tampa. Era i símbolo do TRONO DE DEUS, protegidos pelos
QUERUBINS. No dia da EXPIAÇÃO o SUMO SACERDOTE aspergia sobre e diante do propiciatório. A tradição sustenta
que essa aspersão era feita em forma de cruz. Naquela época a expiação era feita por Deus pelo seu povo.
LOCAL: O LUGAR SANTÍSSIMO OU SANTOS DOS SANTOS
O MAIS SAGRADO DE TODOS OS UTENSÍLIOS DO TABERNÁCULO. (Êxodo 25: 10 ao 22).
Essa arca era o símbolo da presença de Deus no meio de seu povo, que também é chamada de ARCA DA ALIANÇA.
Recebe o nome de ARCA DO TESTEMUNHO porque continha “AS TÁBUAS DA LEI”, que eram as prescrições
estabelecidas pelo Senhor na aliança do Sinai.
Na ARCA DA ALIANÇA eram guardados: AS TÁBUAS DA LEI, A VARA DE ARÃO e O POTE DE MANÁ.
Era formada por duas partes: O PROPOCIATÓRIO, uma espécie de tampa e a ARCA propriamente dita.
Feita em madeira de acácia medindo 1,10 centímetros de comprimento, por 0,66 centímetros de largura e 0,66
centímetros de altura, era revestida de ouro puro por dentro e por fora. Em toda a sua volta tinha um remate de ouro.
Foram colocados quatro argolas de ouro, uma em cada canto da ARCA, por onde passavam os cabos que a carregavam. Os
cabos que não eram tirados da ARCA, também feitas de madeira de acácia e cobertos de ouro puro. Dentro dessa ARCA
foram colocadas as PEDRAS DA LEI ou TÁBUAS DA LEI, dadas a Moisés no Monte Sinai, um POTE DE MANÁ e a VARA
DE ARÃO.
PEÇAS DA ARCA DO TESTAMENTO
As peças guardadas dentro da ARCA DO TESTAMENTO ou da ALIANÇA eram:
# Tabuas da Lei ou Pedras da Lei: Continham os dez mandamentos para o povo de Israel, fornecido por Deus a Moisés no
monte Sinai. (Êxodo 24.12; Êxodo 31.18; Dt.9.9-11).
# Vara de Arão: Brotava naturalmente como uma prova do florescimento do povo de Israel. (Números 17: 1 ao 11).
# Pote de Maná: O “PÃO DO CÉU”. Que de acordo com Êxodo 16: 32, era guardado como recordação da provisão do
Senhor ao povo de Israel durante os 40 anos no deserto. Era um sinal da ALIANÇA.
flocos de maná na grama. Observação: A mitologia apócrifa judaica sustenta que o vaso do maná na ARCA, tinha sido
escondido por Jeremias, ou levado por um anjo para o céu o momento da destruição de Jerusalém em 586 A.D, onde
permaneceria até que Messias chegasse(Extraído do livro apócrifo 2 Macabeus 2: 4-8)
AS COLUNAS - SUSTENTAVAM E EMOLDURAVAM A ÁREA DO TABERNÁCULO (Êxodo 27: 9 ao 19). Haviam do
lado sul da TENDA vinte e quatro postes de madeira com bases de bronze, e igual quantidade no lado norte. Do lado leste
e oeste haviam dez postes e dez bases que sustentavam um total aproximado de 132,00 metros de cortinas. Na entrada
haviam quatro colunas e quatro base de bronze sustentando uma cortina de 8,80 centímetro. Na entrada da TENDA DA
PRESENÇA DE DEUS existiam cinco colunas de madeira de acácia revestidas de ouro com base de prata, e prendedores
de ouro.
O SACERDOTE - Os únicos que podiam entrar no lugar Santo eram os Sacerdotes, sendo que somente o Sumo
Sacerdote era autorizado por Deus a entrar uma vez por ano no Lugar Santíssimo ou Santos dos Santos. Os primeiros a
serem escolhidos por Deus foram Arão e seus filhos Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar. O Sacerdote era consagrado, isto é,
feito santo ou separado inteiramente para o serviço de Deus, por meio de uma cerimônia especial, uma purificação ritual
que lidava com a purificação exterior de uma pessoa, ela pré figurava o batismo do NT.“Fomos, pois, sepultados com ele
pelo batismo na morte, para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim andemos nós
também em novidade de vida”(Romanos 6: 4). Na cerimônia de ordenação do Sacerdote, o sangue de um carneiro era
aplicado na orelha do Sacerdote, para significar que ele ouviria apenas a palavra de Deus: no polegar para significar que
ele iria cumprir corretamente as obrigações; e sobre o dedo do pé, para indicar que ele andaria no caminho da Justiça.
VESTES SACERDOTAIS - As vestes dos SACERDOTES eram formadas por: Peitoral Manto Sacerdotal Sobrepeliz
Túnica bordada Mitra Cinto.
O MANTO SACERDOTAL: (Êxodo 28: 6 ao 13) Também chamado de ÉFODE. Era feito de fios de lã azul, púrpura e
vermelha, de linho fino e de fios de ouro, enfeitada com bordados. Nas duas pontas do manto, havia duas alças presas nos
dois lados do manto. Tinha. Tinha duas pedras de ágata (ônix) engastadas em ouro, com o nome do filho de Jacó,
representando as doze tribos, sendo seis em uma pedra e seis na outra, por ordem de idade. Essas pedras estavam
colocadas uma nas alças desta estola sacerdotal, por dois engates e duas correntes de ouro puro entrelaçados.
O CINTO: (Êxodo 28: 8). Feito do mesmo material do manto passava pela cintura do manto para prendê-lo e formava
com ele uma só peça.
O PEITORAL: Êxodo 28: 15 ao 30). Era usado pelo Sumo Sacerdote quando este entrava no Lugar Santo. Como o manto,
também era feito de fios de lã azul, púrpura e vermelha e de linho tinto enfeitado com bordados. Era quadrado e dobrado
em dois. Tinha um palmo de comprimento e um palmo de largura. Nele existiam quatro carreiras de pedras preciosas,
sendo a primeira carreira: rubi, topázio e granada; na segunda carreira: esmeralda, safira e diamante; na terceira tinha:
turquesa, safira e ametista e a quarta era formada por: berilo, ônix e jaspe, e eram montadas em engastes de ouro. Em
cada uma dessas doze pedras era gravado o nome de um dos filhos de Jacó para representar as doze tribos de Israel. O
peitoral tinha argolas de ouro que o prendiam através de um cordão azul ás argolas no manto. No peitoral, acima do
coração, era colocado o “URIM e o TUMIM” (perfeições e luzes).
A SOBREPELIZ ou TÚNICA AZUL e BRANCA (Êxodo 28: 31 ao 38). Roupa que era colocada em cima do Manto
sacerdotal ou Êfode, era tecida inteiramente de lã azul, tendo uma abertura para passar a cabeça, que era arrematada por
uma tira de malha. Em toda a sua barra tinha aplicações em forma de romã feitas de fios de lã azul, púrpura e vermelha, e
entre uma romã e outra eram colocados sininhos (campainhas) de ouro, que tinha como finalidade poder ouvir o
sacerdote e saber que ele não estava morto dentro do Lugar Santo. A MITRA: Era um turbante de linho fino, apropriado
para cobrir a cabeça do SUMO SACERDÓTE, em cuja parte dianteira presa por um cordão azul, havia uma placa de ouro
puro gravado:”SEPARADO PARA O SENHOR” (SANTIFICADO AO SENHOR). OBS: Tanto Arão quanto seus filhos e os
demais SACERDÓTES, usavam calções de linho a fim de cobrirem a carne nua (Êxodo 28: 42 e 43), uma vez que expor os
órgãos genitais eram comuns nos cultos cananeus (ver Êxodo 20: 26)
ARTIGOS DE CERIMONIAIS
# INCENSO SAGRADO - O INCENSO SAGRADO era proibido ser usado ou fabricado pelo povo, seu uso era somente
para ser queimado em adoração ao Senhor. Sua formula era composta de partes iguais das seguintes especiarias
aromáticas: # Benjoim # Ônica # Resina Medicinal, e # Incenso puro, e tudo isso era adicionado #Sal, e posteriormente
todos estes ingredientes eram moídos até virar pó. Esse INCENSO era SAGRADO e dedicado ao SENHOR, e se alguém o
usasse era expulso do meio do povo de Deus.
# AZEITE DA UNÇÃO - Sua formula era sagrada e também proibida de ser usada sem que fosse para ungir no serviço
religioso do Senhor. Era feito de: 3 litros e meio de # Azeite, ao qual se misturava seis quilos de #Mirra Líquida, 3 quilos
de # Canela, 3 quilos de # Cana Cheirosa, e 6 quilos de #Cássia. Sua finalidade: Ungir o TABERNÁCULO e seus utensílios.

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