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O último desejo

Em uma região de grande prosperidade, onde ocorrem frequentes


cerimônias e festas comemorativas, se encontra o país de
Leondor.

Leondor é um país de extrema riqueza, cercado por diversas


construções monumentais para os deuses adorados pela
população, e por gigantescos portos. Portos esses que
sustentavam a economia do país, além de mantê-lo como um dos
maiores, se não o maior país do mundo.

Em um período monótono, quatro aventureiros de diferentes


nações recebem uma carta. Carta essa que não fora escrita nada
mais nada menos que pelo conselheiro do rei, pedindo para que
os mesmos comparecessem em uma pequena taverna da
redondeza, na primeira lua minguante do mês. Quando chegam
na taverna, os cinco se veêm pela primeira vez. O grupo era
composto por um mago, uma feiticeira, um guerreirro, uma
paladina e um atirador

- Rápido, entrem! - Diz o conselheiro sem se preocupar com as


cortesias, rapidamente os puxando para um alçapão que estava
dentro do quarto dos fundos da taverna.

A taverna estava quase caindo aos pedaços de tão antiga e falida,


sendo até mesmo um bom local para negociações ilegais, porém,
os aventureiros não se preocuparam com isso, e sim com a pressa
do conselheiro. Após passarem pelo alçapão, os seis entram em
uma sala bem conservada, com uma enorme mesa para
conversações.

- Para que você nos chamou aqui? - pergunta a paladina para o


conselheiro.

- Espero que seja algo que valha a pena gastar o tempo com isso -
continua o guerreiro.

- Por favor, eu preciso que vocês me escutem - diz o conselheiro


desesperado - há dois dias atrás a princesa desapareceu em seu
berço, misteriosamente.

- Vocês já investigaram o local? - pergunta a paladina, enquanto o


atirador, o bruxo e a feiticeira vão para o lado de fora da taverna.

- Sim, sim. Já reviramos o quarto da princesa diversas vezes, mas


apenas encontramos uma carta.

- E o que está escrito nessa carta?

- Essa carta não possui o nome de quem a escreveu, mas diz


diretamente ao rei para que ele quisesse ver sua filha novamente,
teria que ir até uma caverna ao leste do reino, sózinho.

- E por quanto faremos isso? - questiona o guerreiro.

- Primeiramente pela estabilidade política do reino, mas também


serão pagados com o que mais agradar ao seus desejos.

- Então que seja, não é como se tivéssemos alguma outra opção -


finalizam o guerreiro e a paladina, em um tom de entusiasmo.

Depois de um bom tempo de viagem, os cinco aventureiros


finalmente encontram a caverna do misterioso indivíduo que
escreveu a carta. Eles imediatamente entram na caverna, sem
nenhuma hesitação. Quanto maior a profundidade na qual se
encontravam, mais escuro ficava, e mais baixas eram as
temperaturas. Surpreendentemente, os cinco escutam um som
animalesco, quando de repente, um urso-coruja aparece e vai na
direção deles. O mesmo estava com um comportamento
totalemente agressivo e imediatamente, o grupo ataca
ferozmente. Para a surpresa do grupo, o urso-coruja era
incrivelmente astuto, e ataca o mago, sem que haja nenhum
movimento de defesa.

- Cuidado! - grita a feiticeira.

O mago leva um ataque fatal e desmaia na mesma hora, enquanto


o resto do grupo consegue matar a fera. Mais à frente da fera,
estava sentado em uma cadeira um bruxo. Bruxo esse que estava
à beira da morte, com uma idade avançadíssima.

- O que significa isso!? - exclama a paladina.

- Olá, eu sou quem vocês procuram, e antes que perguntem


quaisquer coisas, permita-lhe explicar tudo. Eu sou um bruxo que
viveu por diversas eras, e essa a qual estamos agora
provavelmente é a última que verei no no meu tempo de vida
restante. A princesa pela qual vocês vieram resgatar está no
mesmo lugar do qual ela teria sido levada, isso foi apenas uma
magia ilusória. O meu plano era atrair o rei até este beco para que
ele recebesse seu devido fim. Há muito tempo, vejo que Leondor
aparente ser um reino de paz e prosperidade, mas o que a maioria
das pessoas não veêm, são os segredos e atrocidades feitas pela
corte e "ignoradas" pelo rei.
- E para que se dar tanto ao trabalho? - pergunta o atirador.

- Essa foi a opção mais plausível a qual encontrei para parar de


uma vez por todas com essas piadas de mau gosto. Mas pelo que
estou vendo, o meu plano foi um total fracasso e estou
encurralado. Eu tenho somente um pedido à vocês, nobres
aventureiros.

- E o que seria tal pedido? - pergunta o guerreiro.

- Terminem logo com a minha vida. Eu prefiro morrer do que ter


que viver com a existência dessa terrível maldição, a qual vocês
chamam de corte.

O guerreiro impaciente, decapita a cabeça do bruxo, o qual morre


satisfeito com seu destino. Os aventureiros após um tempo de
reflexão antes de decidirem o seu próximo passo, concluem que o
melhor a se fazer era fugir daquele reino, o qual era apenas uma
fachada de um paraíso.

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