Tema delimitado: O lúdico como ferramenta no processo de aprendizagem na Educação Infantil.
Problematização: Como utilizar o lúdico como ferramenta no processo de aprendizagem na Educação Infantil?
Objetivo Geral: Compreender a ludicidade como ferramenta no processo de aprendizagem na educação infantil
Objetivos específicos:
Levantar e selecionar referenciais teóricos que discutem a temática.
Definir a ludicidade na educação infantil através dos referenciais teóricos da área.
Discutir como as atividades lúdicas contribuem no processo de aprendizagem na Educação Infantil.
Descrever metodologias que abrangem a utilização do lúdico como ferramenta no processo de aprendizagem na educação infantil.
Justificativa:
Este trabalho visa pesquisar o tema “O lúdico como ferramenta no processo de aprendizagem na Educação Infantil”, que buscará teóricos que relatam sobre a temática de uma forma objetiva.
Esta
pesquisa
tem
como
foco
a
ludicidade
no
processo
de
aprendizagem, discutindo suas vantagens e desvantagens que podem trazer para os alunos da educação infantil.
Para Vygotsky (1987, p.), a aprendizagem e o desenvolvimento estão estritamente relacionados, sendo que as crianças se inter-relacionam com o meio objeto e social, internalizando o conhecimento advindo de um processo de construção.
O lúdico permite, ainda, aprender a lidar com as emoções. Pelo
brincar, a criança equilibra as tensões provenientes de seu mundo cultural, construindo sua individualidade, sua marca pessoal e sua personalidade. Nesse sentido, Pereira (2000, p. 1) compreende ”o ato de brincar como uma forma de conhecimento integrador, próprio da cultura infantil, inclui dentro dele todas as linguagens de representação na relação da criança com seu entorno”. Desta forma, a escola deve facilitar a aprendizagem utilizando-se de atividades lúdicas que criem um ambiente alfabetizador para favorecer o processo de aquisição da autonomia da aprendizagem.
De acordo com Leontiev (2006 p.130) nas brincadeiras „as operações e ações da criança são, assim, sempre reais e sociais, e nelas a
criança assimila a realidade humana. È com base neste pressuposto que através da atividade lúdica, a criança forma conceitos, seleciona idéias, estabelece relações lógicas, integra percepções, faz estimativas compatíveis com o crescimento físico e desenvolvimento e o que é mais importante, vai se socializando. Sendo assim o lúdico possibilita o estudo da relação da criança com o mundo externo, integrando estudos específicos sobre a importância do lúdico na formação da personalidade. Para compreender melhor vamos evidenciar a importância do lúdico como ferramenta no processo de aprendizagem na educação infantil, levantando e selecionando referencias teóricos que discutem essa temática, com base na seleção iremos definir o termo ludicidade e assim faremos uma discussão de como essas atividades lúdicas podem ajudar no processo de aprendizagem e suas metodologias.
O seguinte trabalho é de grande relevância aos educadores, pois,
por meio dele, o educador conhecerá contextos teóricos que relatam o lúdico e
sua relação com o processo de aprendizagem da criança na educação infantil. Assim, buscará valorizar e propiciar as atividades lúdicas em sala de aula, levando as crianças a aprender de forma alegre e divertida, possibilitando o desenvolvimento da mesma em todas as suas potencialidades. De acordo com Gómez, (1997, p.30): “A prática educativa se justifica quando facilita para cada indivíduo um rico processo de aprendizagem e desenvolvimento sem limites conhecidos […]”
Sendo assim esta pesquisa esta inserida na linha de praticas
pedagógicas, pois visa retratar como a ludicidade pode ser utilizada como
ferramenta no processo de aprendizagem.
Fundamentos teóricos
O lúdico é um tema que está presente no dia a dia do contexto
escolar, mas para falar de ludicidade devemos compreender ela como um todo
e Luckesi (apud Ramos, 2000) vem enriquecer o conceito de “Ludicidade”:
“ um ‟fazer‟ humano mais amplo, que se relaciona não
apenas à presença das brincadeiras ou jogos, mas também a um sentimento, atitude do sujeito envolvido na ação, que se refere a um prazer de celebração em função do envolvimento genuíno com a atividade, a sensação de plenitude que acompanha as coisas
significativas e verdadeiras” (pág.52).
Com este conceito é possível perceber a criança em um espaço lúdico, a seguir iremos perceber algumas características que já nascem com o ser humano e outras que ele conquista ao longo da vida.
De acordo com Vygotsky as características humanas não estão
presentes desde o nascimento do indivíduo nem são meros resultados das
pressões do meio externo. Elas resultam da interação dialética do homem e o
seu meio sócio-cultural. As relações psicológicas especificamente humanas se
originam nas relações do indivíduo e seu contexto cultural e social. A
aprendizagem e o desenvolvimento estão inter-relacionados desde o primeiro
dia de vida do indivíduo (VYGOTSKY, 1989 p. 44).
A Educação Infantil não se restringe apenas para a preparação para
o Ensino Fundamental, ela deve favorecer a construção do desenvolvimento
moral, deve respeitar a curiosidade da criança, levando-a a refletir sobre as
perguntas que faz. A Educação Infantil precisa visar o desenvolvimento da
criança em todas as suas dimensões: física, socioeconômica, intelectual e
afetiva; ela não pode estar comprometida através dos seus propósitos e
objetivos, com a situação de sucesso ou insucesso escolar de seus alunos em
outros níveis de seu processo se escolarização (ASSIS, 1999 p. 22).
De acordo com o Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil, ela deve primar pela qualidade das interações, considerarem as diversidades culturais, sociais e ambientais para que a criança possa construir uma identidade autônoma e desenvolver todas as habilidades para uma vida social. È exatamente na Educação Infantil que as crianças iniciam seu processo de (des) (re) construção de conhecimentos.
O Plano Nacional de Educação (PNE) completa esta discussão afirmando que a Educação Infantil:
É a primeira etapa da Educação Básica. Ela estabelece as bases da personalidade humana, da inteligência, da vida emocional, da socialização. As primeiras experiências da vida são as que marcam mais profundamente a pessoa. Quando positivas, tendem a reforçar ao longo da vida, as atitudes de autoconfiança, de cooperação, solidariedade, responsabilidade (PNE, p.46)
Pensando dessa forma essa pesquisa buscará relacionar e apropriar o ponto de vista de que a escola é um lugar onde possa ser lúdica e prazerosa.
Segundo Dantas “… o termo lúdico abrange os dois: a atividade individual e livre e a coletiva regrada (Dantas, 2002, p.111). Neste sentido ao utilizar o termo lúdico tenho como referência os argumentos de Dantas, cuja definição está apropriada para ser utilizada neste projeto de pesquisa.
De acordo com Neves:
O lúdico apresenta valores específicos para todas as fases da vida humana. Assim na idade infantil e na adolescência a finalidade é essencialmente pedagógica. A criança mesmo o jovem opõe uma resistência à escola e ao ensino, porque acima de tudo ela não é lúdica, não é prazerosa. (Neves, 2006,
p.13)
Neves vem dizer que a escola não é um lugar lúdico não é prazerosa, mas que esse lúdico pode ser introduzido nesse contexto escolar pois pedagogicamente o lúdico é um meio importante.
Segundo Winnicott :
É a brincadeira que é universal e que é própria da saúde: o
Brincar facilita o crescimento e, portanto, a saúde; o brincar conduz aos relacionamentos grupais; o brincar pode ser uma forma de comunicação na psicoterapia; finalmente, a psicanálise foi desenvolvida como forma altamente especializada do brincar, a serviço da comunicação consigo
mesmo
(Winnicott, 1975; p.63).
outros.
e
com
os
Neste trecho, Winnicott deixa bastante clara sua posição no que se refere ao seu entendimento do que seja o brincar e enfatiza a grande importância no contexto social. Segundo Vygostsky (1994) apud Bertoldo, Ruschel:
A brincadeira possui três características: a imaginação, a imitação e a regra. Elas estão presentes em todos os tipos de brincadeiras infantis, tanto nas tradicionais, naquelas de faz-de-conta, conta ainda nas que exigem regras. (Vygostsky apud Ruschuel, 1994, p. 34)
Sendo assim, os benefícios didáticos do lúdico são procedimentos altamente importantes; mais que um passatempo; é o meio indispensável para promover a aprendizagem disciplinar, o trabalho do aluno e inserir os comportamentos básicos, necessários à formação de sua personalidade.
Procedimentos metodológicos
Esta pesquisa está inserida em uma linha teórica soció- interacionista, pois a pesquisa se dá no desenvolvimento humano através da interação no meio social e cultural.
Para que haja uma coleta de dados será feito uma revisão bibliográfica, sendo a mesma constituída de livros, textos, artigos científicos e monografias que tem como objetivo mostrar a importância da ludicidade no processo de aprendizagem na educação infantil.
Cronograma:
Referências:
D.W.WINNICOTT. O Brincar e a Realidade. Rio de Janeiro: Imago Editora.
1975.
VYGOTSKY, Lev S. (1984). A formação social da
Neto, Luis S.M. Barreto e Solange C. Afeche. São Paulo: Martins Fontes.
Trad. José Cipolla
BERTOLDO, Janice Vida; RUSCHEL, Maria Andrea de Moura. Jogo,
Brinquedo e Brincadeira - Uma Revisão Conceitual. Disponível em:
http://www.ufsm.br/gepeis/jogo.htm. Acesso no dia 21 de maio de 2011.
NUNES, Ana Raphaella Shemany. O lúdico na aquisição da segunda língua.
Disponível em:
http://www.linguaestrangeira.pro.br/artigos_papers/ludico_linguas.htm. Acesso
no dia Acesso no dia 21 de maio de 2011.
NEVES, Lisandra Olinda Roberto. O lúdico nas interfaces das relações
educativas. Disponível em:
http://www.centrorefeducacional.com.br/ludicoint.htm. Acesso no dia 20 de
fevereiro de 2011.
BASSEDAS, Eulália(Org). Aprender e ensinar na Educação Infantil. Porto
Alegre: ARTMED, 1999.
GÓMEZ, A (1997), Qualidade do ensino e desenvolvimento profissional do
docente como intelectual reflexivo [em linha], disponível em <
http://ns.rc.unesp.br/ib/efisica/motriz/03n1/artigo.pdf> [consultado em
20/06/2011].
PEREIRA, Maria Amélia. Derrubaram os últimos jardins para construir prédios. Linhas críticas. Brasília: Inep, jun. 2002, v. 8, n. 14.
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