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Q1001226 Português > Fonologia , Divisão Silábica Ano: 2019 Banca: CONTEMAX Órgão: Prefeitura de

COMO AS MULHERES DOMINARAM O MUNDO.

Conversa entre pai e lho, por volta do ano de 2031 sobre como as mulheres dominaram o mundo.

- Foi assim que tudo aconteceu, meu lho

Elas planejaram o negócio discretamente, para que não notássemos. Primeiro elas pediram igualdade entre os sexos. Os homens, bobos, nem deram muita bola para isso na ocasião. Parecia brincadeira.

Pouco a pouco, elas conquistaram cargos estratégicos: Diretoras de Orçamento, Empresárias, Chefes de Gabinete, Gerentes disso ou daquilo.

- E aí, papai?

- Ah, os homens foram muito ingênuos, sempre acordavam as cinco horas da manhã para trabalhar, enquanto elas

conversavam ao telefone durante horas a o, eles pensavam que o assunto fosse telenovela. Triste engano. De fato, era a rebelião se expandindo nos inocentes intervalos comerciais. "Oi querida!", por exemplo, era a senha que identi cava as líderes. "Celulite", eram as células que formavam a organização. Quando queriam se referir aos maridos, diziam "O regime".

- E vocês? Não perceberam nada?

- Ficávamos jogando futebol no clube, despreocupados. E o que é pior:

Continuávamos a ajudá-las quando pediam. Carregar malas no aeroporto, consertar torneiras, abrir potes de azeitona, ceder a vez nos naufrágios. Essas coisas de homem.

- Aí, veio o golpe mundial?!?

- Sim o golpe. O estopim foi o episódio Hillary-Mônica. Uma farsa. Tudo armado para desmoralizar o homem mais

poderoso do mundo. Pegaram-no pelo ponto fraco, coitado. Já lhe contei, né? A esposa e a amante, que na TV posavam de rivais eram, no fundo, cúmplices de uma trama diabólica. Pobre Presidente

- Como era mesmo o nome dele? - William, acho. Tinha um apelido, mas esqueci

- Tudo bem, papai. Não tem importância. Continue

Desculpe, lho, já faz tanto tempo

- Naquela manhã a Casa Branca apareceu pintada de cor-de-rosa. Era o sinal que as mulheres do mundo inteiro aguardavam. A rebelião tinha sido vitoriosa! Então elas assumiram o poder em todo o planeta. Aquela torre do relógio em

Só os homens disputavam a Copa do Mundo, sabia? Dia de

Londres chamava-se Big-Ben, e não Big-Betty, como agora

des le de moda não era feriado. Essa Secretária Geral da ONU era uma simples cantora. Depois trocou o nome, de Madonna para Mandona

-

Pai, conta mais

-

Bem lho

O resto você já sabe. Instituíram o Robô "Troca-Pneu" como equipamento obrigatório de todos os carros

A

Lei do Já-Prá-Casa, proibindo os homens de tomar cerveja depois do trabalho

E,

é claro, a famigerada semana da TPM, uma vez por mês

- TPM???

- A Temporada Provável de Mísseis

Sim, TPM

nuclear

- Sinto um frio na barriga só de pensar, pai

E quando elas cam irritadíssimas e o mundo corre perigo de confronto

- Sssshhh! Escutei barulho de carro chegando. Disfarça e continua picando essas batatas

Luís Fernando Veríssimo – Disponível em https://www.pensador.com/textos_de_luis_fernando_ verissimo/ - acesso em 01 de março de 2019

Há erro de separação silábica em:

A
A

Que-ri-am

B
B

Nau-frá-gios

C
C

Di-a-bó-li-ca

D
D
E
E

Im-por-tân-cia

Em-pre-sá-ri-as

2
2

Ano: 2019

Banca: AMAUC

Observe as opções apresentadas abaixo e assinale a alternativa que possui uma informação correta quanto à divisão e classi cação silábica:

A
A

pers – pi – caz é uma polissílaba

B
B

bac- té – ri – a é uma polissílaba

C
C

to – u – ca é uma trissílaba

D
D

va – dia – gem é uma trissílaba

E
E

ca – ca – u é uma trissílaba

3
3

Rios que matam e morrem

Há quem diga que as próximas guerras serão travadas pelo controle da água, cuja disponibilidade vem diminuindo por culpa do homem

Os números são alarmantes. Segundo a ONU, há cerca de 1,1 bilhão de pessoas sem acesso adequado à água, ou 1,8% da população do planeta. Se nada for feito, esse número deve chegar a 3 bilhões em 20 anos. A contaminação das águas é responsável por mais de 10 milhões de mortes por ano causadas por doenças como cólera e diarreia, principalmente na África. No Haiti, um dos países mais miseráveis do planeta, muita gente mata a sede com o esgoto que corre a céu aberto. Alguns especialistas chegam a prever que as próximas guerras serão travadas pelo controle da água em vez do petróleo. Não seria uma novidade. No Antigo Egito, o controle das enchentes do Nilo serviu de pretexto para a conquista de civilizações e territórios. Hoje, a maior expressão de luta armada envolvendo a água está no con ito entre Israel e Palestina, que tem como pano de fundo o estratégico vale do rio Jordão.

Parece incrível que a água seja motivo de tanta disputa. A nal, a Terra não é chamada de “planeta água”? De fato, as águas cobrem 77% da superfície do planeta, mas somente 2,5% são de água doce. E menos de 1% está acessível ao uso pelo homem. Embora a água existente na Terra seja su ciente para todos, há a di culdade de distribuição, a população não para de crescer, e a ação humana vem alterando drasticamente o sistema hídrico. O desmatamento e a impermeabilização do solo nos centros urbanos, por exemplo, quebram o ciclo natural de reposição da água, secando rios centenários. Alguns rios, como o Colorado, nos Estados Unidos, e o Amarelo, na China, muitas vezes secam antes de chegar ao mar. Isso sem falar nos frequentes acidentes, como vazamentos de óleo, que causam verdadeiros desastres ambientais.

A situação é preocupante, mas com algumas mudanças no comportamento de empresários, do governo e da população, é possível reverter o quadro em pouco mais de uma década, segundo o geólogo Aldo Rebouças, professor do Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo e um dos organizadores do livro Águas doces do Brasil.

Nas zonas rurais, muitos produtores aplicam água em excesso ou fora do período de necessidade das plantas. Quanto às indústrias, bastaria que seguissem a lei: 80% dos resíduos industriais nos países em desenvolvimento são despejados clandestinamente em rios, lagos e represas.

Já o usuário doméstico, embora represente a menor fatia de consumo, pode, com sua atitude, in uenciar os volumes consumidos pela indústria e pela agropecuária. Para isso, basta que cada um siga algumas recomendações simples, como varrer a calçada em vez de lavá-la com a água da mangueira, não lavar a louça ou escovar os dentes com a torneira aberta e não transformar o banho diário em uma atividade de lazer.

(Karen Gimenez. Superinteressante. O Livro do Futuro. São Paulo: Abril, mar. 2005. Fragmento adaptado)

A divisão silábica não foi feita corretamente na palavra da alternativa:

A
A

óleo = ó-leo.

B
B

excesso = ex-ces-so.

C
C

diarreia = di-ar-rei-a.

D
D

preocupante = preo-cu-pan-te.

PERSISTÊNCIA

Máxima latina antiga, sábia, “a gota escava a pedra". Se há algo absolutamente frágil rente a uma rocha é uma gota d’água. Não é à toa que circula o ditado 'água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”. A persistência pode estar no campo positivo, isto é, a capacidade de ir adiante, de não desistir, mas também, no negativo: persistir em algo que está equivocado, persistirem algo que seja um desvio de rota.

A noção de persistência, quando colocada gota a gota, traz uma indicação muito séria da forma como a paciência deve

entrar na persistência. Paciência não é lerdeza. E a capacidade de admitir a maturação e dar o tempo necessário aos nossos

processos de conceber, de fazer, seja na nossa carreira, seja no nosso trabalho, seja na família, seja no atingimento de algum objetivo,

A máxima latina “a gota escava a pedra" é uma orientação da natureza para mostrar o valor da persistência quando ela

é positiva, é capaz de ajudar a chegar ao lugar a que se deseja passo a passo.

Não de maneira lerda, não de maneira demorada, mas não desistindo, ou seja, não deixar de lado aquilo que necessita de fôlego, no estudo, na organização da vida, na certeza daquilo que se precisa conseguir.

(CORTELLA, Mário Sérgio. Pensar bem nos faz bem! Vozes p.99)

Falhou a separação de sílabas na palavra em:

A
A

ob-je-ti-vo.

B
B

e-qui-vo-ca-da.

C
C

da-qu-i-lo.

D
D

á-gua

5
5

Ano: 2019

Banca: CETREDE

Está CORRETA a divisão silábica de todas as palavras da alternativa

A
A

Subs-tra-to / pers- pi-caz / ab-ro-gar.

B
B

Ab-sces-so / ab-ru-pto.

C
C

Feld-spa-to / des-in-to-xi-car.

D
D

A-mné-sia / su-bli-nhar / zoo-bi-o-lo-gia.

E
E

In-ex-au-rí-vel / ar-te-rios- cle-ro-se.

6
6

Rios que matam e morrem

Há quem diga que as próximas guerras serão travadas pelo controle da água, cuja disponibilidade vem diminuindo por culpa do homem

Os números são alarmantes. Segundo a ONU, há cerca de 1,1 bilhão de pessoas sem acesso adequado à água, ou 1,8% da população do planeta. Se nada for feito, esse número deve chegar a 3 bilhões em 20 anos. A contaminação das águas é responsável por mais de 10 milhões de mortes por ano causadas por doenças como cólera e diarreia, principalmente na África. No Haiti, um dos países mais miseráveis do planeta, muita gente mata a sede com o esgoto que corre a céu aberto. Alguns especialistas chegam a prever que as próximas guerras serão travadas pelo controle da água em vez do petróleo. Não seria uma novidade. No Antigo Egito, o controle das enchentes do Nilo serviu de pretexto para a conquista de civilizações e territórios. Hoje, a maior expressão de luta armada envolvendo a água está no con ito entre Israel e Palestina, que tem como pano de fundo o estratégico vale do rio Jordão.

Parece incrível que a água seja motivo de tanta disputa. A nal, a Terra não é chamada de “planeta água”? De fato, as águas cobrem 77% da superfície do planeta, mas somente 2,5% são de água doce. E menos de 1% está acessível ao uso pelo homem. Embora a água existente na Terra seja su ciente para todos, há a di culdade de distribuição, a população não para de crescer, e a ação humana vem alterando drasticamente o sistema hídrico. O desmatamento e a impermeabilização do solo nos centros urbanos, por exemplo, quebram o ciclo natural de reposição da água, secando rios centenários. Alguns rios, como o Colorado, nos Estados Unidos, e o Amarelo, na China, muitas vezes secam antes de chegar ao mar. Isso sem falar nos frequentes acidentes, como vazamentos de óleo, que causam verdadeiros desastres ambientais.

A situação é preocupante, mas com algumas mudanças no comportamento de empresários, do governo e da população,

é possível reverter o quadro em pouco mais de uma década, segundo o geólogo Aldo Rebouças, professor do Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo e um dos organizadores do livro Águas doces do Brasil.

Nas zonas rurais, muitos produtores aplicam água em excesso ou fora do período de necessidade das plantas. Quanto às indústrias, bastaria que seguissem a lei: 80% dos resíduos industriais nos países em desenvolvimento são despejados clandestinamente em rios, lagos e represas.

Já o usuário doméstico, embora represente a menor fatia de consumo, pode, com sua atitude, in uenciar os volumes consumidos pela indústria e pela agropecuária. Para isso, basta que cada um siga algumas recomendações simples, como varrer a calçada em vez de lavá-la com a água da mangueira, não lavar a louça ou escovar os dentes com a torneira aberta e não transformar o banho diário em uma atividade de lazer. (Karen Gimenez. Superinteressante. O Livro do Futuro. São Paulo: Abril, mar. 2005. Fragmento adaptado)

A divisão silábica não foi feita corretamente na palavra da alternativa:

A
A

óleo = ó-leo.

B
B

excesso = ex-ces-so.

C
C

diarreia = di-ar-rei-a.

D
D

preocupante = preo-cu-pan-te.

7
7

Ano: 2019

Órgão: PC-ES

Utilize o Texto I para responder a questão. Projetos e Ações: Papo de Responsa

O Programa Papo de Responsa foi criado por policiais civis do Rio de Janeiro. Em 2013, a Polícia Civil do Espírito Santo, por

meio de policiais da Academia de Polícia (Acadepol) capixaba, conheceu o programa e, em parceria com a polícia carioca,

trouxe para o Estado.

O ‘Papo de Responsa’ é um programa de educação não formal que – por meio da palavra e de atividades lúdicas – discute

temas diversos como prevenção ao uso de drogas e a crimes na internet, bullying, direitos humanos, cultura da paz e

segurança pública, aproximando os policiais da comunidade e, principalmente, dos adolescentes.

O projeto funciona em três etapas e as temáticas são repassadas pelo órgão que convida o Papo de Responsa, como

escolas, igrejas e associações, dependendo da demanda da comunidade. No primeiro ciclo, denominado de “Papo é um Papo”, a equipe introduz o tema e inicia o processo de aproximação com os alunos. Já na segunda etapa, os alunos são os protagonistas e produzem materiais, como músicas, poesias, vídeos e colagens de fotos, mostrando a percepção deles sobre a problemática abordada. No último processo, o “Papo no Chão”, os alunos e os policiais civis formam uma roda de conversa no chão e trocam ideias relacionadas a frases, questões e músicas direcionadas sempre no tema proposto pela instituição. Por m, acontece um bate-papo com familiares dos alunos, para que os policiais entendam a percepção deles e também como os adolescentes reagiram diante das novas informações. Disponível em . Acesso em: 30/ jan./2019.

Quando se redige um texto manuscrito, é necessário conhecer as regras de separação silábica. Considerando essa

a rmação, assinale a alternativa em que os vocábulos apresentam separação silábica correta.

A
A

Pri-me-i-ro / a-pro-xi-ma-çã-o.

B
B

E-qui-pe / me-i-o.

C
C

Intr-oduz / rea-gi-ram.

D
D

I-ni-ci-a / a-ca-de-mi-a.

E
E

Pro-ce-sso / in-sti-tu-i-ção.

8
8

JOÃO, FRANCISCO, ANTÔNIO João, Francisco, Antônio põem-se a contar-me a sua vida. Moram tão longe, no subúrbio, precisam sair tão cedo de casa para chegarem pontualmente a seu serviço. Já viveram aglomerados num quarto, com mulher, lhos, a boa sogra que os

ajuda, o cão amigo à porta

A noite deixa cair sobre eles o sono tranquilo dos justos. O sono tranquilo que nunca se sabe

se algum louco vem destruir, porque o noticiário dos jornais está repleto de acontecimentos

e amargos.

João, Francisco, Antônio vieram a este mundo, meu Deus, entre mil di culdades. Mas cresceram, com os pés pelas pernas, como os imagino, e os prováveis suspensórios – talvez de barbante – escorregando-lhes pelos ombros. É triste, eu sei, a pobreza, mas tenho visto riquezas muito mais tristes para os meus olhos, com vidas frias, sem nenhuma

participação do que existe, no mundo, de humano e de circunstante. (

)

João, Francisco, Antônio amam, casam, acham que a vida é assim mesmo, que se vai melhorando aos poucos. Desejam ser pontuais, corretos, exatos no seu serviço. É dura a vida, mas aceitam-na. Desde pequenos, sozinhos sentiram sua condição humana, e, acima dela, uma outra condição a que cada qual se dedica, por ver depois da vida a morte e sentir a responsabilidade de viver.

, passando

feltros no

construções que eles mesmos levantaram com suas mãos, graças a pequenas economias, a algum favor, a algum benefício. E não sabem com que amor os estou escutando, como penso que este Brasil imenso não é feito só do que acontece em grandes proporções, mas destas pequenas, ininterruptas, perseverantes atividades que se desenvolvem na obscuridade e de que as outras, sem as enunciar, dependem.

de portas. Não lhes sinto amargura. Relatam-se, descrevem as modestas

João, Francisco, Antônio conversam comigo, vestidos de macacão azul, com perneiras, lavando

,

consertando

Cecília Meireles

De acordo com a divisão da palavra em sílabas, marque a alternativa CORRETA.

A
A

i-nin-ter-rup-tas, obs-cu-ri-da-de.

B
B

per-ne-i-ras, pon-tual-men-te.

C
C

pro-vá-ve-is, obscu-ri-da-de.

D
D

res-pon-sa-bi-li-dade, circuns-tan-te.

Sabendo-se que a divisão silábica obedece a algumas regras básicas é possível a rmar que todas as palavras tiveram suas sílabas separadas CORRETAMENTE em:

A
A

des-mai-a-do / gnós-ti-co / joi-a.

B
B

as-sas-si-no / ca-u-le / U-ru-guai.

C
C

ca-rro-ça / gno-mo / ca-dea-do.

D
D

ad-mi-rar / caa-tinga-ga / gu-el-ra.

10
10

Ano: 2018

Banca: IADES

Órgão: CAU-RO

Considerando vocábulos do texto, assinale a alternativa que apresenta a separação silábica correta. A

Considerando vocábulos do texto, assinale a alternativa que apresenta a separação silábica correta.

A
A

“re-sis-tên-ci-a” (linha 5)

B
B

“ma-te-ri-a-is” (linha 5)

C
C

“a-dver-si-da-des” (linha 10)

D
D

“ca-ra-cte-rís-ti-cas” (linha 17)

E
E

“pro-a-ti-vi-da-de” (linha 21)

11
11

Ano: 2018

Banca: IADES

Órgão: APEX Brasil

Texto 3

Assinale a alternativa correspondente à correta separação silábica de vocábulo do texto. A Ma-i-or B

Assinale a alternativa correspondente à correta separação silábica de vocábulo do texto.

A
A

Ma-i-or

B
B

Co-mér-ci-o

C
C

Po-tên-cia

D
D

Ter-ce-i-ro

E
E

Ex-te-rior

12
12

Ano: 2018

Banca: Quadrix

Órgão: SEDF

- 2018 - SEDF - Professor Substituto - Língua Portuguesa Evanildo Bechara. Moderna gramática portuguesa .

Evanildo Bechara. Moderna gramática portuguesa. 37.ª ed. rev. e ampl. Rio de Janeiro: Lucerna, 2002, p. 57 (com adaptações).

Considerando o tema tratado no texto e a função da linguagem nele predominante, julgue o seguinte item. São dissílabas as palavras “impõe” e “outro”, ao passo que “realidade” tem quatro sílabas.

São dissílabas as palavras “impõe” e “outro”, ao passo que “realidade” tem quatro sílabas. Certo Errado
São dissílabas as palavras “impõe” e “outro”, ao passo que “realidade” tem quatro sílabas. Certo Errado

Certo

Errado

Ano: 2018

Órgão: EMATER-MG

Avalie as a rmações sobre os aspectos morfossintáticos dos períodos citados.

I. Em "Um texto prolixo é aquele que apresenta palavras em excesso para expressar poucas ideias", ao pronunciarmos a palavra destacada, de sete letras, produzimos oito sons.

II. Na sentença "Especialistas têm re etido sobre haver prioridade no combate às fake news, pois há razões bastante para o

público leitor se preocupar com os estragos que elas causam", identi ca-se um erro de concordância".

III. A sentença "Por meio de um comunicado o cial e após decisão unânime, A FIFA aprovou o uso do VAR, sistema de

árbitro de vídeo, em todos os jogos da Copa do Mundo de 2018" constitui um período simples.

IV. No período "Há ainda algumas dúvidas de que a ozonioterapia seja e caz no tratamento de muitas doenças", a oração destacada exerce a função de um objeto indireto.

V. Em "A anamnese, entrevista feita pelo pro ssional quando da realização da consulta, é muito importante como uma

etapa do exame clínico para o diagnóstico da febre amarela", caso se separe em sílabas a palavra em destaque, temos:

ANAM-NE-SE.

Está correto apenas o que se a rma em

I, III e V.ANAM-NE-SE. Está correto apenas o que se a rma em I, II e III. II, IV

I, II e III.Está correto apenas o que se a rma em I, III e V. II, IV e

II, IV e Vapenas o que se a rma em I, III e V. I, II e III. II,

II, III e IV.o que se a rma em I, III e V. I, II e III. II, IV

Ano: 2018

Banca: AOCP

Órgão: FUNPAPA

Tecnologia e seres humanos arti ciais Guilherme Mariano Nossa sociedade está cada vez mais evoluída, isso é um fato, graças a inteligência humana, as tecnologias vem sendo

aprimoradas, tudo para tornar o nosso dia a dia mais simples, rápido e fácil. Vivemos em uma geração de inteligência arti cial, mas será que tanta praticidade e rapidez não tem suas consequências? Notebooks, Iphones, celulares, televisões smart, os gadgets conquistaram o seu lugar no coração da humanidade, que faz questão de manter-se atualizado com tudo o que há de novo e mais moderno em tecnologia nos países de primeiro mundo. Gadget vem do inglês geringonça, dispositivo. São equipamentos com função prática e útil ao cotidiano, porém, além da lógica da nalidade, para muitas pessoas eles têm outra função. Status e superioridade. Esses dispositivos vieram sim trazer muitos avanços positivos, não dá para negar. Mas ninguém pode fazer vista grossa quanto aos problemas econômicos, políticos, sociais e mesmo culturais que esse avanço implantou na sociedade em geral. Considerando-se somente o problema do status, certamente você deve achar que isso está distante de você. Mas todos nós

somos escravos dele, todos não, mas vamos dizer que a maioria. (

Precisamos abrir os olhos para não nos tornarmos escravos desses gadgets que visam facilitar demais as coisas. Na minha opinião, acho que o pior é que sabemos de tal dependência, quando camos sem internet ou sem celular, parece

que nos arranca algo do nosso corpo, não nos sentimos normais, precisamos saber sobre o que o grupo do Whatsapp está conversando, o que está acontecendo no Facebook, o que eu estou perdendo, parece loucura, mas é algo totalmente real. Por isso, cabe a nós fazer bom uso desse arsenal que temos à nossa disposição, seja como usuário comum ou como

pro ssional. Pois tudo em exagero pode ser prejudicial. (

Lembre-se: tais ferramentas são um facilitador e não um

substituto absoluto do que acontece fora da internet. É de total importância conversar pessoalmente com pessoas, mas também é muito prático conversar com pessoas distantes instantaneamente, devemos fazer um elo entre os dois meios, mantendo sempre um equilíbrio. ( ) Nos sentimos carentes de informações e precisamos consumi-las, precisamos nos atualizar toda hora. A confusão se estabelece a ponto de a Associação de Psiquiatria Americana estar disposta a incluir a “ansiedade digital” na lista de doenças psiquiátricas existentes, tratando-a como um vício sem limite, similar a comprar ou jogar. Realmente uma

dependência, é algo a ser tratado. Tente se condicionar a acessar as redes sociais poucas vezes ao dia, como duas vezes

apenas, que tal? (

Reserve um tempo para estar com as pessoas, escute, fale também, dê sua opinião sobre algum

assunto, isso faz muito bem para nós, tanto pra quem ouve, quanto pra quem fala, tudo no seu tempo. Fonte: adaptado de <http://obviousmag.org/i_appear_missing/2016/ tecnologia-e-seres-humanos-arti ciais.html>

)

)

)

Assinale a alternativa que apresenta a classi cação correta quanto ao número de sílabas das seguintes palavras.

A
A

“Carentes” é uma palavra dissílaba, formada, portanto, por duas sílabas (caren-tes).

B
B

“Incluir” é exemplo de uma palavra dissílaba, formada por duas sílabas (in-cluir).

C
C

“Ansiedade” é uma palavra polissílaba (an-si-e-da-de).

D
D

“Uso” é uma palavra formada por, apenas, uma sílaba e é chamada de monossílaba.

E
E

“Comprar” é uma palavra trissílaba (com-pr-ar).

15
15

Ano: 2018

Banca: AOCP

Órgão: FUNPAPA

Tecnologia e seres humanos arti ciais Guilherme Mariano Nossa sociedade está cada vez mais evoluída, isso é um fato, graças a inteligência humana, as tecnologias vem sendo aprimoradas, tudo para tornar o nosso dia a dia mais simples, rápido e fácil. Vivemos em uma geração de inteligência

arti cial, mas será que tanta praticidade e rapidez não tem suas consequências? Notebooks, Iphones, celulares, televisões smart, os gadgets conquistaram o seu lugar no coração da humanidade, que faz questão de manter-se atualizado com tudo o que há de novo e mais moderno em tecnologia nos países de primeiro mundo. Gadget vem do inglês geringonça, dispositivo. São equipamentos com função prática e útil ao cotidiano, porém, além da lógica da nalidade, para muitas pessoas eles têm outra função. Status e superioridade. Esses dispositivos vieram sim trazer muitos avanços positivos, não dá para negar. Mas ninguém pode fazer vista grossa quanto aos problemas econômicos, políticos, sociais e mesmo culturais que esse avanço implantou na sociedade em geral. Considerando-se somente o problema do status, certamente você deve achar que isso está distante de você. Mas todos nós somos escravos dele, todos não, mas vamos dizer que a maioria. ( ) Precisamos abrir os olhos para não nos tornarmos escravos desses gadgets que visam facilitar demais as coisas. Na minha opinião, acho que o pior é que sabemos de tal dependência, quando camos sem internet ou sem celular, parece que nos arranca algo do nosso corpo, não nos sentimos normais, precisamos saber sobre o que o grupo do Whatsapp está conversando, o que está acontecendo no Facebook, o que eu estou perdendo, parece loucura, mas é algo totalmente real. Por isso, cabe a nós fazer bom uso desse arsenal que temos à nossa disposição, seja como usuário comum ou como

Lembre-se: tais ferramentas são um facilitador e não um

pro ssional. Pois tudo em exagero pode ser prejudicial. (

substituto absoluto do que acontece fora da internet. É de total importância conversar pessoalmente com pessoas, mas também é muito prático conversar com pessoas distantes instantaneamente, devemos fazer um elo entre os dois meios, mantendo sempre um equilíbrio. ( ) Nos sentimos carentes de informações e precisamos consumi-las, precisamos nos atualizar toda hora. A confusão se estabelece a ponto de a Associação de Psiquiatria Americana estar disposta a incluir a “ansiedade digital” na lista de doenças psiquiátricas existentes, tratando-a como um vício sem limite, similar a comprar ou jogar. Realmente uma

dependência, é algo a ser tratado. Tente se condicionar a acessar as redes sociais poucas vezes ao dia, como duas vezes

apenas, que tal? (

Reserve um tempo para estar com as pessoas, escute, fale também, dê sua opinião sobre algum

assunto, isso faz muito bem para nós, tanto pra quem ouve, quanto pra quem fala, tudo no seu tempo. Fonte: adaptado de <http://obviousmag.org/i_appear_missing/2016/ tecnologia-e-seres-humanos-arti ciais.html>

)

)

Assinale a alternativa que apresenta divisão silábica correta.

A
A

Sociedade: “so-cie-da-de”.

B
B

Escravos: “es-cra-vo-s”.

C
C

Nosso: “nos-so”.

D
D

Psiquiátricas: “p-si-qui-á-tri-cas”.

E
E

Pois: “po-is”.

A divisão silábica está correta, EXCETO em:

A
A

cor ren tes

B
B

cri pto gra a

C
C

ga fa nho to

D
D

im pres cin dí veis

O valor da fofoca

Walcyr Carrasco

Dos aspectos negativos da fofoca, todos sabemos. Em Os miseráveis, Victor Hugo conta a história de Fantine, que se torna prostituta. Quem só viu o lme ou só assistiu ao musical não sabe muito bem como ela vai para as ruas. O livro conta:

fofoca! Fantine é operária. Mas tem uma lha, sendo solteira, em época de moral rígida. Paga uma família para cuidar da menina, Cosette. Mas não sabe ler. Para enviar os pagamentos e pedir notícias, usa os trabalhos de um homem, que escreve e envia o dinheiro. As amigas descon am. Especulam. O homem não conta, mas uma consegue ver o endereço numa carta. E se dá ao trabalho de ir até o local onde vive Cosette. Volta com a história completa e conta às amigas. A história chega à direção da fábrica e Fantine é demitida por ser mãe solteira. Vende os dentes, os cabelos, torna-se prostituta, morre no hospital. Jean Valjean, que se esconde da polícia, era o dono da fábrica. Culpa-se pela insensibilidade, busca Cosette e a cria. Mas a questão é que a pobre Fantine teve de vender os dentes e se prostituir devido à avidez da fofoca. Hoje, em tempos menos rígidos, a intimidade de uma pessoa, con denciada entre lágrimas, pode virar piada no próximo jantar de amigos. Ou seja: longe de mim defender a fofoca em si. Mas ela tem seu valor, psicológico e criativo.

Simples. A fofoca é uma forma de criar.

Sempre digo que as pessoas têm tanta necessidade de cção na vida como do ar que respiram. Por isso precisam ler

romances, assistir a lmes, novelas. Até mesmo conferir revistas sobre celebridades, uma forma de exercitar a imaginação,

já que a vida real é muito mais árdua do que aparece nas reportagens. Criar também faz parte da natureza humana. Alguns

se contentam botando posts no Instagram, inventando uma vida que não têm, com a taça de vinho emprestada de alguém, num hotel onde não se hospedaram. Outras preferem criar sobre a vida alheia. Aquela mulher que conta à outra sobre uma terceira, colega de escritório.

– Sabe que ela está saindo com um rapaz 20 anos mais jovem? E sustenta!

Pode ser verdade. Ou ela apenas viu a moça com o sobrinho, saindo do trabalho. O resto, inventou. Nem todo mundo é escritor, mas todo mundo pode criar cção. Eu mesmo aprendi muito com a fofoca. Morava em um prédio onde vivia uma mulher já madura. De dia, recebia um, que a sustentava, dava carro, conforto material. De noite, recebia outro, que amava. Era a fofoca do prédio.

Acontece que era feia. Garanto, feia de verdade. Os dois senhores, pavorosos. Aliás, o que ela amava, um velho bem mais feio que o outro, o rico. Eu, que tinha certo preconceito estético, aprendi que beleza não é o mais importante. Havia amor, dinheiro e paixão naquela história de pessoas maduras. A fofoca me fez entender mais da vida. Em outra época, soube que o lho da vizinha não era lho, mas neto. Filho da moça que considerava irmã, mãe solteira. Toda a vila onde morava sabia, menos o menino. Isso me fez entender mais sobre os pais, que são capazes de acolher, dar solidariedade num momento difícil. Suponho que o garoto deve ter levado um susto quando soube. Mas é outra história.

Minha mãe, quando eu era criança, tinha um bazar. Pequeno, típico de interior, em Marília. Era o centro de informações sobre a vida alheia do bairro. Todas as mulheres passavam, comentavam. Eu tentava ouvir. Mamãe me punha para fora quando a história era mais pesada. Isso me ajudou a desenvolver um certo talento. Quando z faculdade de jornalismo, e mais tarde trabalhei no ramo, era ótimo com as perguntas ao entrevistar. Destemido. Fiz sucesso com colunas, jornalismo comportamental. Isso me ajuda até hoje. Quando vou construir uma história, falo com pessoas, converso. Extraio segredos. Conto por meio dos personagens. Vejam que ligação bonita saber da vida alheia tem com o ato de criar.

O que é uma grande biogra a, a não ser a vida de alguém? Uma fofoca autenticada, impressa e aplaudida pela crítica?

Há um porém: a fofoca, mesmo real, passa pelo crivo de quem conta. Pelo meu, pelo seu, pelo nosso olhar. É a velha história – alguém me oferece meio copo de suco de laranja e posso dizer.

– Adorei, ganhei meio copo de suco refrescante.

– Odiei, imagine, me dar só meio copo? Era resto!

Quando ouvir uma fofoca, abra as orelhas. O que alguém diz sobre o outro revela mais sobre quem fala do que sobre o alvo em questão. Uma fofoca, como todo ato de criação, tira a máscara do criador.

Disponível em: https://epoca.globo.com/sociedade/walcyr-carrasco/noticia/2017/10/o-valor-da-fofoca.html. Acesso em: 08 maio 2018.

A divisão silábica está correta, EXCETO em:

A
A

a.lhei.o

B
B

con.

.den.ci.a.da

C
C

cri.a.dor

D
D

so.li.da.rie.da.de

Twitter e Facebook viciam mais do que álcool e cigarro, diz estudo

Se você é daqueles que não desgruda das redes sociais, cuidado: pode estar viciado. De acordo com uma pesquisa feita

na Universidade de Chicago sobre autocontrole e desejo, é mais difícil resistir ao Twitter e Facebook do que ao cigarro e álcool.

Pesquisadores deram smartphones para 205 adultos e pediram para que eles usassem seus aparelhos, especialmente as redes sociais, sete vezes por dia durante algumas semanas. Quando os voluntários foram recrutados responderam questionários sobre vícios e desejos e, ao nal do processo, participaram de uma nova sondagem sobre o mesmo assunto.

Nos questionários iniciais, os desejos mais relatados pelos participantes foram sono e sexo. Inesperadamente, álcool e cigarro não estavam no topo da lista, como se suspeitava inicialmente. Já no questionário respondido ao nal do estudo, os pesquisadores notaram que, uma vez estimulado a manterem contato constante com a internet, os voluntários haviam adquirido um novo vício: o de navegar na web.

A maioria dos participantes tinha di culdade de parar de veri car suas redes sociais, mesmo quando eles não tinham

tempo ou estavam compromissados com outros assuntos. Outro vício que pode ser notado foi o trabalho. Muitos participantes aproveitavam para usar seus smartphones como uma extensão do trabalho, mesmo quando estavam em

suas horas de lazer.

Diante desse quadro, os pesquisadores puderam veri car que se envolver com redes sociais tornou-se uma atividade tão inerentemente atraente que ela pode acabar deslocando o indivíduo de todas as outras atividades.

Para os pesquisadores, o vício é uma questão de desequilíbrio entre o desejo pessoal de se engajar no comportamento viciante e o desejo con itante, de evitar as consequências negativas de tal comportamento. Como no uso de redes sociais, os aspectos negativos não estão aparentes, o potencial de vício dessas ferramentas é muito maior do que drogas como cigarro e álcool.

Disponível

17770,00TWITTER+E+FACEBOOK+VICIAM+MAIS+DO+QUE+ALCOOL+E+CIGARRO+DIZ+ESTUDO.html Acesso em: 26 fev.2018

em:

http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI293747-

A divisão silábica está correta, EXCETO em:

A
A

ad.qui.ri.do

B
B

com.pro.mis.sa.dos

C
C

fer.ra.men.tas

D
D

ine.ren.te.men.te

19
19

Ano: 2018

Órgão: ITEP - RN

Cuidar de idoso não é só cumprir tarefa, é

preciso dar carinho e escuta

Cláudia Colluci

A maior taxa de suicídios no Brasil se concentra entre idosos acima de 70 anos, segundo dados recentes divulgados pelo Ministério da Saúde. São 8,9 mortes por 100 mil pessoas, contra 5,5 por 100 mil entre a população em geral. Pesquisas anteriores já haviam apontado esse grupo etário como o de maior risco. Abandono da família, maior grau de dependência e depressão são alguns dos fatores de risco.

Em se tratando de idosos, há outras mortes passíveis de prevenção se o país tivesse políticas públicas voltadas para esse m. Ano passado, uma em cada três pessoas mortas por atropelamento em São Paulo tinha 60 anos ou mais. Pessoas mais velhas perdem re exos e parte da visão (especialmente a lateral) e da audição por conta da idade.

Levando em conta que o per l da população brasileira mudará drasticamente nos próximos anos e que, a partir de 2030, o país terá mais idosos do que crianças, já passou da hora de governos e sociedade em geral encararem com seriedade os cuidados com os nossos velhos, que hoje somam 29,4 milhões (14,3% da população).

Com a mudança do per l das famílias (poucos lhos, que trabalham fora e que moram longe dos seus velhos), faltam cuidadores em casa. Também são poucos os que conseguem bancar cuidadores pro ssionais ou casas de repouso de qualidade. As famílias que têm idosos acamados enfrentam desa os ainda maiores quando não encontram suporte e orientação nos sistemas de saúde.

Recentemente, estive cuidando do meu pai de 87 anos, que se submeteu à implantação de um marca-passo. Após a alta hospitalar, foi um susto atrás do outro. Primeiro, a pressão arterial disparou (ele já teve dois infartos e carrega quatro stents no coração), depois um dos pontos do corte cirúrgico se rompeu (risco de infecção) e, por

último, o braço imobilizado começou a inchar muito (perigo de trombose venosa). Diante da recusa dele em ir ao pronto atendimento, da demora de retorno do médico que o assistiu na cirurgia e sem um serviço de retaguarda do plano de saúde ou do hospital, a sensação de desamparo foi desesperadora. Mas essas situações também trazem lições. A principal é a de que o cuidado não se traduz apenas no cumprimento de tarefas, como fazer o curativo, medir a pressão, ajudar no banho ou preparar a comida. Cuidado envolve, sobretudo, carinho e escuta. É demonstrar que você está junto, que ele não está sozinho em suas dores.

Meu pai é um homem simples, do campo, que conheceu a enxada aos sete anos de idade. Aos oito, já ordenhava vacas, mas ainda não conhecia um abraço. Foi da professora que ganhou o primeiro. Com o cultivo da terra, formou uma família, educou duas lhas. Lidar com a terra continua sendo a sua terapia diária. É onde encontra forças para enfrentar o luto pelas mortes da minha mãe, de parentes e de amigos. É onde descobre caminhos para as limitações que a idade vai impondo ("não consigo mais cuidar da horta, então vou plantar mandioca").

Ouvir do médico que só estará liberado para suas atividades normais em três meses foi um baque para o meu velho. Ficou amuado, triste. Em um primeiro momento, dei bronca ("pai, a cirurgia foi um sucesso, custa ter um pouco mais de paciência?"). Depois, ao me colocar no lugar desse octogenário hiperativo, que até dois meses atrás estava trepado em um abacateiro, podando-o, mudei o meu discurso ("vai ser um saco mesmo, pai, mas vamos encontrar coisas que você consiga fazer no dia a dia com o aval do médico").

Sim, envelhecer é um desa o sob vários pontos de vista. Mas pode car ainda pior quando os nossos velhos não contam com uma rede de proteção, seja do Estado, da comunidade ou da própria família.

Os números de suicídio estão aí para ilustrar muito bem esse cenário de abandono, de solidão. Uma das propostas do Ministério da Saúde para prevenir essas mortes é a ampliação dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps). A presença desses serviços está associada à diminuição de 14% do risco de suicídio. Essa medida é prioritária, mas, em se tratando da prevenção de suicídio entre idosos, não é o bastante.

Mais do que diagnosticar e tratar a depressão, apontada como um dos mais importantes fatores desencadeadores do suicídio, é preciso que políticas públicas e pro ssionais de saúde ajudem os idosos a prevenir/diminuir dependências para que tenham condições de sair de casa com segurança, sem o risco de morrerem atropelados ou de cair nas calçadas intransitáveis, que ações sociais os auxiliem a ter uma vida de mais interação na comunidade. E, principalmente, que as famílias prestem mais atenção aos seus velhos. Eles merecem chegar com mais dignidade ao nal da vida.

Adaptado de <http://www1.folha.uol.com.br/ colunas/claudiacollucci/ 2017/ 09/1921719-cuidar-de-idoso-nao-e-so- cumprir-tarefa-e-preciso-dar-carinho-e-escuta.shtml 26/09/2017> . Acesso em: 6 dez. 2017.

Assinale a alternativa que apresenta a correta divisão silábica das palavras: amuado, abacateiro, hiperativo e depressão.

A
A

a.mua.do – a.ba.ca.tei.ro – hi.per.a.ti.vo – de.pres.são.

B
B

a.mu.a.do – a.ba.ca.te.i.ro – hi.pe.ra.ti.vo – de.pre.ssão.

C
C

a.mu.a.do – a.ba.ca.tei.ro – hi.pe.ra.ti.vo – de.pre.ssão.

D
D

a.mua.do – a.ba.ca.te.i.ro – hi.per.a.ti.vo – de.pres.são.

E
E

a.mu.a.do – a.ba.ca.tei.ro - hi.pe.ra.ti.vo – de.pres.são.

20
20

Ano: 2018

Órgão: ITEP - RN

Insulto, logo existo

Leandro Karnal

No momento em que eu apenas uso o rótulo,

perco a chance de ver engenho e arte

A crítica e o contraditório são fundamentais. Grande parte do avanço em liberdades individuais e nas ciências nasceu do questionamento de paradigmas. Sociedades abertas crescem mais do que sociedades fechadas. A base da democracia é a liberdade de expressão. Sem oposição, não existe liberdade.

Uma crítica bem fundamentada destaca dados que um autor não percebeu. Um juízo ponderado é excelente. Mais de uma vez percebi que um olhar externo via melhor do que eu. Inexiste ser humano que não possa ser alvo de questionamento. Horácio garantia, com certa indignação, que até o hábil Homero poderia cochilar (QuandoquebonusdormitatHomerus - ArsPoetica, 359). A crítica pode nos despertar.

Como saber se a avaliação é boa? Primeiro: ela mira no aperfeiçoamento do conhecimento e não em um ataque pessoal. A boa crítica indica aperfeiçoamento. Notamos, no arguidor sincero, uma diminuição da passionalidade. Refulgem argumentos e dados. Mínguam questões subjetivas. Há mais substantivos e menos adjetivos. Não digo o

que eu faria ou o que eu sou. Indico apenas como algo pode ser melhor e a partir de quais critérios. Que argumentos estão bem fundamentados e quais poderiam ser revistos. Objetividade é um campo complexo em loso a, mas, certamente, alguém babando e adjetivando foge um pouco do per l objetivo.

Duas coisas ajudam na empreitada. A primeira é conhecimento. Há um mínimo de formação. Não me re ro a títulos, mas à energia despendida em absorver conceitos. Nada posso dizer sobre aquilo do qual nada sei. Pouco posso dizer sobre o que escassamente domino. A segunda é a busca da impessoalidade. Critico não por causa da minha dor, da minha inveja, do meu espelho. Examino a obra em si, não a obra que eu gostaria de ter feito ou a que me incomoda pelo simples sucesso da sua existência. Critico o defeito e não a luz. [ ]

Disponível em:<https://jomalggn.com.br/noticia/insulto-logo-existo-por-leandro-karnal> . Acesso em: 11 dez. 2017.

Assinale a alternativa em que a divisão silábica de todas as palavras está correta

A
A

In-sul-to; ex-pre-ssão; ques-ti-o-na-men-to.

B
B

So-cie-da-des; exa-mi-no; o-bra.

C
C

A-per-fe-i-ço-a-men-to; ques-tõ-es; con-tradi-tó-rio.

D
D

A-va-li-a-ção; li-ber-da-de; ad-je-ti-van-do.

E
E

Ar-gui-dor; su-bs-tan-ti-vos; cer-ta-men-te.

   

Respostas

 

1: E

2: B

3: D

4: C

5: A

6: D

7: D

8: A

9: A

10: E

11: C

12: E

13: B

14: C

15: C

16: B

17: D

18: D

19: E

20: D

E 11: C 12: E 13: B 14: C 15: C 16: B 17: D 18: