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Ministério das Telecomunicações e Tecnologias de Informação

Instituto Nacional de Telecomunicações


Centro de Formação do ITEL

Apostila do curso de Eletrónica Basica

Elaborado por : António João Nhanga Gomes


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Sumário
1. Introdução ............................................................................................................................. 4
1.1. Regras de Segurança ......................................................................................................... 5
2. Unidades de Medida e grandezas elétricas............................................................................ 7
2.1. Grandezas elétricas........................................................................................................ 7
3. Placa para protótipos .......................................................................................................... 11
4. Estudo dos resistores ........................................................................................................... 12
4.1. Características dos resistores....................................................................................... 12
4.2. Código de cores e leitura de resistores ........................................................................ 13
4.2.1. Leitura de resistores especiais e potenciômetros................................................. 13
4.3. Outros tipos de resistores .................................................Erro! Indicador não definido.
4.4. Ohmímetro e teste de resistores .......................................................................... 16
5. O multímetro ou multiteste ................................................................................................. 18
5.1. Como usar o multímetro.............................................................................................. 18
5.1.1. Diferença entre medir a corrente e a tensão. ....................................................... 18
6. Capacitor ............................................................................................................................. 20
6.1. Leitura dos capacitores.....................................................Erro! Indicador não definido.
6.2. Como testar capacitores com o multimetro.....................Erro! Indicador não definido.
6.3. Como testar capacitores com o capacímetro ............................................................... 28
6.4. Capacitores Variáveis.................................................................................................. 23
6.5. Coeficiente de temperatura nos capacitores .....................Erro! Indicador não definido.
7. Estudo dos semicondutores ................................................................................................. 33
6.1 Estudo diodo................................................................................................................ 33
7.1.1. Teste de díodos.................................................................................................... 29
7.1.2. Outros tipos de Díodos.................................................................................... 29
7.2. Estudo dos transístores................................................................................................ 40
7.2.1. Classificação dos transístores de acordo com a potência máxima .......................... 40
7.2.2. Funções dos transístores nos circuitos ................................................................ 40
7.2.3. Teste de transístor ............................................................................................... 41
7.2.4. Sistemas de identificação dos transístores....................................................... 42
7.2.5. Transístor de efeito de campo (FET)............................................................... 42
8. Circuito Integrado (CI ou IC).............................................................................................. 47
8.1. Contagem dos pinos de um CI .................................................................................... 49
8.2. Semicondutores SMD ..........................................................Erro! Indicador não definido.
9. Bobinas ou indutores........................................................................................................... 29
9.1. Careteristicas das bobinas ........................................................................................... 30
9.2. Tipos de bobinas ..................................................................................................... 30
9.3. Identificação de bobinas...................................................................................... 31
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10. Transformador (trafo)...................................................................................................... 50


10.1. Teste de transformador............................................................................................ 50
11. Fonte de alimentação....................................................................................................... 51
12. Outros componentes........................................................................................................ 55
13. Técnicas de soldagem ..........................................................Erro! Indicador não definido.
13.1. Limpeza da ponta do ferro ...........................................Erro! Indicador não definido.
13.1.1. Operação correta de soldagem .................................Erro! Indicador não definido.
13.2. Sugador de solda ..................................................Erro! Indicador não definido.
14. Treinamento com componentes SMD............................................................................. 56
14.1. Tipos de componentes SMD ................................................................................... 57
14.1.1. Resistores, capacitores e jumpers SMD. ............................................................. 57
14.1.2. Eletrolíticos e bobinas SMD ........................................................................... 57
14.2. Dessoldagem de SMD com soprador de ar quente.......Erro! Indicador não definido.
14.3. Soldagem de CI SMD ..................................................Erro! Indicador não definido.
14.3.1. Soldagem de SMD - Passo 1 ...................................Erro! Indicador não definido.
14.3.2. Soldagem de SMD - Passo 2 ...............................Erro! Indicador não definido.
15. Informações de como Diagnóstico e reparação....................Erro! Indicador não definido.
15.1. Passos para detetar avaria.............................................Erro! Indicador não definido.
15.2. Dicas de Reparação ..................................................Erro! Indicador não definido.
16. Bibiliografia .........................................................................Erro! Indicador não definido.
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1. Introdução

A obra que aqui apresentaremos tem como objetivo elevar a Eletrônica a uma
categoria que não lhe corresponde e, para dizer a verdade, tentaremos algo assim. Fórmulas
e cálculos matemáticos à parte, a Eletrônica pode, e deve ser considerada também como uma
arte.

Embora seja certo que os técnicos mais experientes nesta matéria poderiam parecer-
nos um pouco frios e calculadores, não o é menos que a mesma tem uma imperiosa
necessidade de se alimentar de engenho e criação. Daí o nosso interesse em demonstrar, a
partir daqui, duas coisas. A primeira delas é a face oculta e atraente da Eletrônica, o seu
modo de ser, criação, imaginação e uma forma, se acaso atípica, de arte. A segunda, e no
nosso modo de ver ainda mais importante, é a possibilidade de interpretar a Eletrônica, isto
é, de fazer ver aos possíveis problemas e darmos a solução.

Este artigo não é novo, mas os procedimentos para a reparação de equipamentos


eletrônicos em sua maioria são válidos, pois quando reparamos algo, normalmente é algum
equipamento com algum tempo de uso. assim, para aqueles que querem aprender a
consertar, este artigo é de grande utilidade.
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1.1. Regras de Segurança

Este é um dos itens mais importantes quando trabalhamos com qualquer tipo de
circuito ou dispositivo que esteja ligado a uma rede de energia. É claro que estes
procedimentos também são válidos para equipamentos alimentados por baterias onde
existam setores de alta tensão. Eletricidade pode matar e o leitor que trabalha com ela deve
saber disso. Não é o fato de se estar mexendo agora com eletrônica que a eletricidade muda
de temperamento.

Os principais cuidados ao se trabalhar com eletricidade são os seguintes:

* Nunca ligue um equipamento sem ter certeza de que você pode fazer isso em
segurança. Pense bem no que está fazendo, analisando a possibilidade de que ele pode estar
em curto ou ter problemas mais graves.

* Não toque em componentes ou partes que você não sabe para quer servem. Você
pode causar um dano maior ao aparelho, agravando o problema que ele eventualmente
tenha.

* Procure inicialmente por partes danificadas que possam ser visíveis como por
exemplo componentes com sinais de escurecimento, fusíveis queimados, conexões soltas,
etc. A inspeção visual é o ponto de partida para se descobrir problemas num equipamento.

* Tenha cuidado ao manusear partes e ferramentas. Uma chave de fendas que caia
num equipamento ligado pode causar um curto-circuito com danos muito maiores do que
aquele que se pretende corrigir.

* A maioria dos equipamentos modernos trabalha com partes em módulos.


Normalmente, identificando o módulo que tem o problema, basta fazer sua troca para que o
equipamento volte a funcionar normalmente.

* Não confie totalmente nos seus instrumentos. Às vezes uma leitura confusa num
multímetro pode levar o profissional a pensar em problemas que realmente não existem
quando na verdade o problema está no modo como a leitura é realizada. Muitos multímetros
"carregam" os circuitos que estão medindo, modificando as tensões e resistências lidas, o
que leva a falsas interpretações por parte do profissional.

* O multímetro é o mais útil de todos os instrumentos com que os profissionais de


reparação podem contar, mas é preciso saber como usá-los. Se você se interessa pela
profissão procure aprender melhor como usar este instrumento (Sugerimos o livro
Instrumentação - Multímetro do mesmo autor).

* Use sempre pequenos recipientes de plástico como embalagens de filmes


fotográficos, bandejas de ovos e outros para guardar de forma organizada parafusos e
pequenas partes retiradas dos equipamentos em reparo. Use um caderno para anotar
exatamente a posição de cada uma, pois em alguns casos poderá ser muito difícil saber onde
cada um se encaixa depois que o aparelho reparado tiver de ser fechado.

* Não force nenhuma parte do equipamento ao desmontá-lo. Se é preciso fazer força


é porque o movimento na direção correta não está sendo realizado ou existem mais
parafusos para serem retirados. O movimento forçado normalmente leva à quebra de partes
delicadas do equipamento, agravando os problemas.
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* Descarga Eletrostática (ESD) - muitos componentes eletrônicos são sensíveis às


cargas estáticas que podem se acumular no seu corpo. Nunca toque diretamente em seus
terminais, pois isso pode causar sua queima. Um aterramento de seu corpo feito com
pulseiras especiais deve ser previsto quando você for trabalhar com estes componentes.

* Sempre que possível use um esquema ou um manual de fábrica para poder obter
informações importantes sobre o circuito e o funcionamento dos principais componentes.
Nos grandes centros existem "esquemáticas" que são empresas que vendem copias de
diagramas (esquemas) da maioria dos equipamentos eletrônicos nacionais (e mesmo alguns
importados). Muitas delas atendem pelo telefone e internet, enviando os pedidos de
diagramas pelo correio.
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2. Unidades de Medida e grandezas elétricas.

Para melhor conhecermos as grandezas físicas, é necessário medi-las. Há grandezas


cuja medição é muito simples. Por exemplo, para se medir o comprimento, basta apenas
uma régua ou uma trena. Outras grandezas, porém exigem aparelhos complexos para sua
medição.

As unidades de medida das grandezas físicas são agrupadas em sistemas de unidades


onde as medidas foram reunidas e padronizadas no Sistema Internacional de Unidades,
abreviado para a sigla SI.

Deve se familiarizar com todas as unidades com os prefixos SI e suas unidades


derivadas, pois elas serão usadas durante todo o curso.
As grandezas formadas com prefixos SI têm múltiplos e submúltiplos. Os principais são
apresentados na tabela a seguir.
Prefixo SI Símbolo Fator multiplicador

Giga G 109 = 1 000 000 000


Mega M 106 = 1 000 000
Quilo K 103 = 1 000
Mili M 10-3 = 0,001
Micro µ 10-6 = 0,000 001
Nano N 10-9 = 0,000 000 001
Pico P 10-12 = 0,000 000 000 001

Grandezas elétricas

Corrente elétrica ( I ) – É o movimento ordenado de cargas elétricas. A unidade de


medida da corrente elétrica é o AMPÈRE (A). Porém muitos circuitos eletrônicos
funcionam com correntes menores que 1 A. Neste caso usamos o MILIAMPÈRE (mA) e o
MICROAMPÈRE (µA). 1 mA = 0,001 A e 1 µA = 0,0.001 A.

Tensão elétrica ( V ) – É a diferença de cargas entre os pólos da pilha ao lado. A


tensão elétrica é medida em VOLT (V). A tensão age como uma força que faz a corrente
elétrica passar pelo circuito. A tensão da pilha é de 1,5 V, a da bateria de carro é 12 V e a da
rede elétrica é 110 ou 220 V.
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Resistência elétrica ( R ) - É a dificuldade oferecida pelos materiais à passagem da


corrente elétrica. A resistência é medida em OHM (Ω). No desenho acima a resistência é
oferecida pelos átomos do cobre, porém este material, devido à sua baixa resistência, é
chamado de condutor. Os de resistência média são semicondutores e os de alta resistência
são isolantes.

Resistor – É o componente formado por um material mau condutor (grafite, níquel-


cromo ou filme metálico) usado para diminuir a corrente e a tensão em determinados pontos
do circuito. O resistor também é medido em OHM (Ω).

Fonte de tensão contínua uma fonte de tensão contínua, como a bateria, provoca uma
corrente contínua no circuito, enquanto que, uma fonte de tensão alternada, como a tomada,
provoca no circuito uma corrente alternada.

Potência elétrica é a capacidade de produzir trabalho, em um circuito simples é


calculada como sendo um produto da tensão pela corrente (Potência = Tensão x Corrente).
Em um circuito de corrente alternada podemos encontrar 3 tipos de potência: ativa, reativa,
total ou aparente.

Potência ativa é medida em kW (kilowatts) e é basicamente consumida na parte


resistiva dos circuitos elétricos, incluindo-se as resistências naturais dos condutores
elétricos. A potência ativa que é consumida em um determinado tempo nos leva a energia
ativa, que é medida em kWh (kilowatts/ hora).

Potência reativa é medida em kVAr. É utilizada basicamente para carga nos


capacitores e para produção de campos magnéticos nas bobinas dos motores e
transformadores. Como não é propriamente consumida, mas temporariamente utilizada e
depois devolvida, as concessionárias de energia elétrica impõe limites a sua utilização.
Como capacitores e bobinas se utilizam da potência reativa em tempos inversos, usa-se
acrescentar capacitores nas instalações elétricas onde há bobinas, para que troquem potência
reativa entre si, melhorando assim o fator de potência e evitando-se multas por parte da
concessionária.

Potência total ou aparente é medida em kVA (kilo Volt Ampére). É a soma vetorial
das potências ativa (kW) e reativa (kVAr).

A frequência é uma grandeza física ondulatória que indica o número de ocorrências


de um evento (ciclos, voltas, oscilações, etc) em um determinado intervalo de tempo .
Alternativamente, podemos medir o tempo decorrido para uma oscilação. Esse tempo em
particular recebe o nome de período (T). Desse modo, a frequência é o inverso do período.

Capacitância ou capacidade elétrica é a grandeza escalar determinada pela


quantidade de energia elétrica que pode ser acumulada em si por uma determinada tensão e
pela quantidade de corrente alternada que atravessa um capacitor numa
determinada frequência. Sua unidade é dada em farad.

Indutância é um circuito constituído de uma ou mais espiras, formando uma bobina


perfeita resistência elétrica igual a zero quando percorrido por uma corrente elétrica produz
um campo magnético, campo este que cria um fluxo que as atravessa.
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Símbolos dos principais componentes eletrônicos.

Veja abaixo os símbolos de outros componentes que não estão na tabela: chaves,
pilhas, bateria, fusível, ci, alto falante e terra ou massa.

Lei de Ohm -Através dela é possível saber o valor da corrente que circula por um
resistor: I = V/R. Por exemplo, se um resistor de 10 Ω é ligado numa fonte de 6 V, a
corrente que passará por ele será: I = 6/10 = 0,6 A ou 600 mA.
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Circuito elétrico é o caminho completo para a circulação de corrente elétrica. Abaixo


vemos um circuito simples formado por uma bateria ligada num LED e um resistor:

Tipos de corrente elétrica a - Corrente contínua (C ou DC) – Mantém sempre o


mesmo valor e o sentido, sendo representada por uma linha reta. É produzida por tensão
contínua de pilhas, baterias e fontes de alimentação.

Corrente alternada (CA ou AC) – Muda de valor e de sentido no decorrer do tempo.


É fornecida pela tensão alternada da rede elétrica.

Corrente pulsante (CP) – Só muda de valor. Este tipo normalmente é obtido pela
retificação da corrente alternada. Veja a representação dos tipos de correntes:

Frequência – É a quantidade de vezes que a C.A. muda de valor e de sentido por


segundo. É medida em HERTZ (Hz). A frequência da rede elétrica é 60 Hz.

A potência é medida em WATT (W). Ela nos dá ideia do gasto de energia de um


aparelho. Por exemplo: um ferro de solda de 60 W gasta mais energia elétrica que um de 30
W. Logo o ferro de 60 W aquece bem mais que o de 30 W. Para saber a potência elétrica de
um aparelho eletrônico basta multiplicar a tensão que ele funciona pela corrente elétrica que
passa pelo mesmo. P = V x I
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3. Placa para protótipos


A ilustração a seguir mostra uma placa para protótipos: Placas para protótipos são
usadas para as montagens de circuitos temporários, sem o uso de soldas. Os terminais dos
componentes são introduzidos nos orifícios da placa, a qual incumbe-se das conexões
básicas. É, na prática, um circuito impresso provisório. Não só os terminais dos
componentes, como também, interligações mediante fios (jumpers) podem ser espetados nos
orifícios dessa placa.

No interior da placa, conjuntos metálicos fazem interligações entre os componentes,


os quais são organizados em colunas e canais, como se ilustra abaixo. Alguns modelos de
tais placas têm a base facilmente removíveis, o que permite observar esses arranjos com
detalhes. De cada lado da placa, ao longo de seu comprimento, há duas colunas completas.
Há um espaço livre no meio da placa e de cada lado desse espaço há vários grupos de canais
horizontais (pequenas fileiras), cada um com 5 orifícios.

Que conexões são necessárias para se montar um circuito? Primeiro, você precisa
conectar uma fonte de alimentação. Em nossas primeiras práticas, tais fontes serão pilhas ou
baterias. A conexão do 0 V (negativo da fonte) deve ser feita com fio preto utilizando o
primeiro orifício da coluna da esquerda. O terminal positivo da fonte deve ser ligado com
fio vermelho, ao primeiro orifício da coluna da direita.
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4. Estudo dos resistores

Como já vimos os resistores têm como função reduzir a corrente elétrica e a tensão
resistor, menor a corrente.

Características dos resistores

Resistência elétrica o valor em ohms indicado no corpo através de anéis coloridos ou


números. Tolerância é indicada em % é a maior diferença entre o valor indicado e o valor
real da peça. Exemplo: um resistor de 100 Ω e 5% pode ter seu valor entre 95 e 105 Ω. E a
Potência depende do tamanho da peça. Para os resistores de grafite temos as potências de
1/16, 1/8, ¼, ½, 1 e 3 W. Os de metal filme são de 1/3, ½, 1, 1.6, 2 e 3W. Os de fio vão de 2
a 200 W.
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Código de cores e leitura de resistores

Os resistores de grafite e metalfilme possuem anéis coloridos no corpo para indicar


Ω, 0 seu valor em Ohms (Ω). Veja abaixo a tabela do código de cores usada para a leitura
destes resistores

Conversão de unidade: Quando o valor de um resistor é maior que 1000 usamos os


múltiplos KILO (K) e MEGA (M). Veja os exemplos abaixo: 2.0Ω = 2K; 10.0.0 Ω = 10M;
6.800Ω = 6K8.

4.1.1. Leitura de resistores especiais e potenciômetros

Resistores de baixo valor (menores que 10 Ω) - Estes tipos tem a 3ª listra do corpo
ouro ou prata. Ao lado vemos o exemplo de dois resistores deste tipo. Quando a 3ª listra é
ouro, divida o valor das duas primeiras por 10 e quando é prata divida por 100.

Resistores de precisão (5 e 6 faixas) - A leitura começa pela faixa mais fina. O


código é o mesmo. Abaixo vemos como é feita a leitura:
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Os resistores SMD têm 1/3 do tamanho dos resistores convencionais. São


soldados do lado de baixo da placa pelo lado das trilhas, ocupando muito menos
espaço. Têm o valor marcado no corpo através de 3 números, sendo o 3° a
lgarismo o número de zeros. Ex: 102 significa 1.000 Ω = 1 K. Veja abaixo:

Potênciômetros são resistores cuja resistência pode ser alterada ao girarmos ou


deslizarmos um eixo. Trimpots são potenciômetros miniaturas ajustados através de uma
fenda no seu corpo. Os trimpots são ajustados apenas uma vez ou outra e por isto ficam
dentro dos aparelhos, não sendo acessíveis aos usuários. Abaixo vemos alguns

Potenciômetros deslizantes tem a pista reta, sendo usados no controle de volume em


alguns modelos de televisores ou no controle de equalização de som em vários modelos de
aparelhos de som. Abaixo vemos alguns tipos:

Potenciômetros circulares possuem uma pista em forma de uma circunferência. Têm


300º de giro do cursor metálico sobre a pista de grafite. Este tipo é o mais usado nos
aparelhos. Abaixo vemos alguns;
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Curvas dos potenciômetros de acordo com a variação da resistência ao girarmos o


eixo de um potenciômetro, podemos classificá-los em "lineares" ou "logatitmicos",
conforme vemos abaixo:

1. Potenciômetro linear - tem a pista no mesmo diâmetro em todo o percurso. ao


girarmos o eixo a resistência dele varia uniformemente.

2. Potenciômetro logaritmico - tem a pista mais grossa numa ponta e mais fina na
outra. a variação da resistência é feita de forma desigual. este tipo é o usado no controle de
volume de alguns aparelhos eletrônicos (rádios televisores, etc).

Potenciômetro multivolta são potenciômetros que variam sua resistência bem


devagar ao girarmos o seu eixo. Abaixo vemos dois destes componentes:

Potenciômetros estéreos Estes tipos possuem 6 terminais. Cada 3 terminais formam


um potenciômetro, portanto, são dois potenciômetros num só. Pode ter duas pistas de grafite
(duas fileiras de 3 terminais cada) ou uma só pista (6 terminais numa única fileira). São
usados para controlar o volume dos dois canais amplificadores de um aparelho de som
estéreo. Abaixo vemos alguns destes tipos;
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Varistor é um resistor especial que diminui a sua resistência quando a tensão nos
seus terminais aumenta. É usado na entrada de força de alguns aparelhos, protegendo-os de
um aumento de tensão da rede elétrica. Quando a tensão nos terminais ultrapassa o limite do
componente, ele entra em curto, queima o fusível e desliga o aparelho.

Termístor – Este tipo de resistor varia a resistência com a temperatura. Existem os


termístores positivos (PTC) que aumentam a resistência quando esquentam e os negativos
(NTC) que diminuem a resistência quando esquentam. É usado em circuitos que requerem
estabilidade mesmo quando a temperatura de operação aumente.

Barra de resistores - São vários resistores interligados dentro de uma única peça,
tendo um terminal comum para todos. É usado em circuitos que requerem economia de
espaço. Também pode ser chamado de resistor package (pacote de resistores).

Foto resistores – é também chamado de LDR, variam a resistência de acordo com a


luz incidente sobre ele. Quanto mais claro, menor é a sua resistência. São usados em
circuitos sensíveis a iluminação ambiente.

4.2. Ohmímetro e teste de resistores

Uso do ohmímetro a – Como saber se o ohmímetro está com a escala queimada –


Coloque na escala de X1 e segure as pontas pela parte metálica sem encostá-las. Se o
ponteiro mexer, a escala de X1 está com o resistor interno queimado (geralmente de 18 Ω).
Faça a mesma coisa na escala de X10 (resistor desta escala em torno de 200 Ω).

Leitura do ohmímetro - Para usar o ohmímetro, devemos ajustar o ponteiro sobre o


zero através do potenciômetro na escala que for usada (X1, X10, X100, X1K e X10K). Se o
ponteiro não alcançar o zero, é porque as pilhas ou baterias estão fracas. Na leitura
acrescentamos os zeros da escala que estiver a chave. Abaixo vemos como deve ser zerado o
ohmímetro:
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Usar uma escala adequada ao valor da peça, zerar o multímetro e medir. A leitura
deve estar próxima ao valor indicado no corpo dele. Abaixo temos duas regras para escolher
a escala: Veja um exemplo do teste dos resistores abaixo:

4.3. Associações de resistores

A associação é a ligação feita entre vários resistores para se obter um determinado


valor de resistência para o circuito. Podem ser ligados em série, paralelo ou misto.

Associação em série – É aquela na qual todo estão no mesmo fio, um após o outro,
como vemos ao lado. Neste circuito a corrente é a mesma em todos e a tensão se divide
entre eles. A resistência equivalente é a soma dos valores: Rt = R1 + R2

Associação em paralelo – É aquela na qual os resistores são ligados um ao ntos. A


corrente se divide entre lado do outro, aos mesmos por eles e a tensão é a mesma em todos.
Se os dois resistores tiverem o mesmo valor, a resistência equivalente é a divisão de um
deles pela quantidade de peças: Rt = R/n, onde n é a quantidade de resistores em paralelo. Se
forem diferentes, divida o produto pela soma dos valores: Rt = R1 x R2/ R1 + R2.

Dá-se o nome associação mista de resistores à associação que contém,


simultaneamente, associações de resistores em série e em paralelo. O cálculo do resistor
equivalente deve ser feito a partir das associações, em série ou em paralelo, tendo em mente
que devemos ir, pouco a pouco, simplificando o esquema da associação.

EXEMPLO 1: A resistência equivalente do circuito abaixo é de:


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5. O multímetro ou multiteste

É o aparelho usado basicamente para medir corrente, tensão e resistência elétrica. A


função do multiteste é escolhida pela chave AMPERÍMETRO (DCmA) ou (DCA) – Para
medir corrente contínua, VOLTÍMETRO (DCV) – Para medir tensão contínua, ACV – Para
medir tensão alternada e OHMÍMETRO (Ω) Para medir resistência e testar componentes.

Como usar o multímetro

O principal cuidado que o profissional deve ter ao usar o multímetro é de não


sobrecarregá-lo usando escalas indevidas ou com medidas que não correspondam ao
dimensionamento do aparelho. Por exemplo, deve-se cuidar para diferenciar quando se
medem tensões e quando se medem correntes.

Se o multímetro for colocado na escala de correntes e conectarmos suas pontas para


medir uma tensão o instrumento pode queimar. Da mesma forma, se ajustarmos o
multímetro para medir uma tensão da ordem de 100 V colocando-o numa escala que vai até
15 V ele pode queimar-se. Precisamos também observar a polaridade das pontas de prova
quando medimos correntes ou tensões contínuas.

Se invertermos as pontas de prova a agulha tende a deflexionar para a direção errada.


Alguns multímetros possuem uma chave no painel com a indicação +/- ou "pol" que ao ser
acionada desinver-te a ligação das pontas de prova sem que precisemos fazer isso
externamente.
5.1.1. Diferença entre medir a corrente e a tensão.

Nesta medida deve-se ter muito cuidado para escolher a escala apropriada a ser
usada. Se não temos ideia da intensidade da corrente que vamos encontrar num circuito
devemos sempre começar com a maior. Se for usada uma escala menor ou o multímetro
pode danificar-se ou ainda o fusível interno pode queimar.

Como medir tensão contínua – Coloque a chave do multímetro na função de DCV,


escolha a escala mais próxima a cima da tensão a ser medida, ponta vermelha no ponto de
maior tensão e a preta no de menor tensão. Veja abaixo:
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Como medir tensão alternada – Coloque na função de ACV, escala mais próxima
acima da tensão, porém não há polaridade para colocar as pontas. A leitura da mesma forma
que a função DCV. Veja como medir a tensão AC num trafo:

Como medir corrente elétrica-Aqui é um pouco mais difícil. Coloque na função


DCmA ou DCA. Corte uma parte do circuito. Coloque o multímetro em série, com a ponta
vermelha mais próxima do +B. a medida de corrente não é usada nos consertos, devido ao
trabalho de interromper o circuito e aplicar as pontas. Veja ao lado o procedimento:
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6. Capacitor

Capacitores são componentes usados em eletrônica como reservatórios de cargas


elétricas. São formado por duas placas condutoras separadas por um isolante chamado
dielétrico. As placas servem para armazenar cargas elétricas e o dielétrico dá o nome ao
capacitor (cerâmica, poliéster, etc.). Em eletrônica há dois tipos de capacitores fixos:
polarizados (eletrolíticos) e não polarizados. Veja ao abaixo:

Funcionamento do capacitor - aplicando tensão nos terminais do capacitor, ele


armazena cargas elétricas (negativas numa placa e positivas na outra). Enquanto o capacitor
está carregando, passa uma corrente no circuito chamada corrente de carga.quando o
capacitor já está carregado não circula mais corrente. para descarregar o capacitor, basta
ligar um terminal no outro e a corrente que passa chama-se corrente de descarga. Abaixo
vemos o princípio de funcionamento:

Capacitor eletrolítico estes tipos possuem alta capacitância (valor) e são polarizados.
Eles vêm com o valor indicado em microfarad (µf). São usados em filtros ou acoplamento
em circuitos de baixa frequência ou em circuitos temporizadores. De acordo com a posição
dos terminais do capacitor eletrolítico, podemos classificá-lo em radial ou axial.possuem
uma faixa no corpo que na maioriadas vezes indica o pólo negativo dele. Abaixo vemos esse
componente.
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Capacitores de poliéster é formado internamente por uma tirinha de poliéster


enrolada com duas tirinhas de papel metálico. Estes capacitores possuem valor médio,
geralmente entre 1 nanofaraf (nf ou kpf) a 2,2 microfarad (µf). Não tem polaridade e são
usados nos circuitos que trabalham em frequências mais altas. Antigamente estes
capacitores possuiam anéis coloridos no corpo sendo chamados de "zebrinha"hoje em dia
esse tipo não é mais usado. Abaixo vemos alguns modelos.

Capacitores de cerâmica possuem internamente um lâmina de cerâmica. são


usados em circuitos que trabalham com altas frequências. a maioria dos capacitores de
cerâmica usados nos aparelhos eletrônicos possuem baixa capacitância (menos de 10 nf).
Abaixo vemos alguns destes capacitores

Outros tipos de capacitores entre os capacitores menos usados, podemos citar o


capacitor a óleo (foi muito usado antigamente em circuitos de alta tensão) e o capacitor de
"poliestirol" ("styroflex"). A seguir vemos estes tipos:
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Capacitância (valor dos capacitores) é a propriedade do capacitor em armazenar


cargas elétricas, quando aplicamos uma tensão nos seus terminais. é medida em farad (f).
Porém esta unidade é muito grande e na prática apenas são usadas as sub-unidades abaixo:

1 - Microfarad (µf) – é a maior unidade, sendo usada nos capacitores de alto valor
(eletrolíticos)
2 - Nanofarad (nf) ou (kpf) – é mil vezes menor que o µf, sendo usada nos
capacitores comuns de médio valor.
3 - Picofarad (pf) – é um milhão de vezes menor que o µf, sendo usada nos
capacitores comuns de baixo valor.

Lembrando que para aumentar a unidade, a vírgula vai 3 casas para a esquerda e
para diminuir a unidade, a vírgula vai 3 casas para a direita. Como a relação entre elas é
mil, basta levar a vírgula três casas para a esquerda ou para a direita:

Ex: 0,033 µf = 33 nf ; 1.500 pf = 1,5 nf ; 100 nf = 0,1 µf

Tensão de trabalho é a máxima tensão que o capacitor pode receber nos seus
terminais sem estourar. no circuito o capacitor sempre trabalha com uma tensão menor que
a indicada no corpo dele. na troca de um capacitor, sempre o faça por outro com a mesma
tensão ou com tensão superior. veja abaixo:

Leitura dos capacitores comuns

Siga essa regra: o valor é o número indicado no corpo da seguinte forma: menor
que 1 =µ f; maior que 1 = pf. a letra é a tolerância: j = 5%; k = 10%; m = 20%:

Leitura de capacitores de poliéster os capacitores comuns (poliéster, cerâmicos,


styroflex, etc) normalmente usam uma regra para indicação do seu valor através do
número indicado no seu corpo: número menor que 1 = µf ; número maior de 1 = pf ; maior
que 1 seguido da letra n = nf. Observe abaixo:
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Leitura de capacitores de cerâmica – alguns têm três números no corpo, sendo


que o último é a quantidade de zeros a se juntar aos dois primeiros. quando o 3º número
for o “9”, ele significa vírgula:

Leitura de outros capacitores

Leitura dos capacitores zebrinha


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Funções do capacitor no circuito eletrônico

Os capacitores podem ser usados com filtro de fonte de alimentação,


transformando corrente pulsante em contínua e também servem para bloquear c.c. e
deixar passar apenas c.a. quanto maior o valor do capacitor ou a frequência da c.a., mais
fácil para passar pelo capacitor. Também são usados para sintonizar determinados
circuitos. a seguir vemos os circuitos usando capacitores para estas finalidades:

Capacitores Variáveis

Capacitor variável é um tipo especial cuja capacitância em pf pode ser alterada


ao girarmos um eixo. Este eixo movimenta várias placas móveis encaixando-as em
outras placas (fixas). Abaixo vemos dois tipos de capacitores variáveis: antigos e
modernos:

Tipos de variáveis os capacitores variáveis podem ser classificados quanto à sua


construção (variável com núcleo de ar ou com núcleo de plático), quanto as sua secções
(duplo ou quádruplo) e quanto ao seu eixo (comum ou trimmer). a seguir vemos alguns
destes exemplos:
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Trimmers é um tipo de capacitor variável que não possui eixo para ajuste. Portanto
só pode ser ajustado com chave de fenda. Servem para calibração dos rádios am e fm.
Geralmente devem ser ajustados com chave isolada (plástico ou madeira). Abaixo vemos
alguns tipos:

Aplicações do variável são usados nos circuitos sintonizados dos rádios am e fm


(sintonia e oscilador local). Os trimmers são ligados em paralelo com os variáveis para
calibrar estes circuitos. o usuário do rádio só pode mexer no variável para a troca das
estações. o trimmer é ajustado na fábrica. Veja a seguir um circuito de um rádio, procure
os componentes pelo seu simbolo, assim você vai se acostumando com os esquemas
elétricos, já que os reparos são feitos, básicamente comparando as medidas dos aparelhos
com as dos esquemas elétricos.
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Teste de capacitores

Como testar capacitores eletrolítico começar com a menor escala (x1) e medir nos
dois sentidos. Aumente a escala até achar uma que o ponteiro deflexiona e volta. Quanto
maior o capacitor, menor é a escala necessária. Este teste é apenas da carga e descarga do
capacitor. Veja abaixo:

Se o ponteiro não deflexionar ou deflexionar só um pouco, o capacitor está aberto


ou esgotado. Se o ponteiro deflexionar e não voltar, o capacitor está em curto. veja abaixo:

Como testar capacitores comum em x10k, medir nos dois sentidos. no máximo o
ponteiro dará um pequeno pulso se o capacitor tiver valor médio. se tiver valor baixo o
ponteiro não moverá. o melhor método de testar capacitor é medi-lo com o capacímetro ou
trocá-lo. Abaixo vemos como deve ser feito o teste nestes capacitores usando o ohmímetro.

Este teste é válido para qualquer tipo de capacitor não polarizado (cerâmicos,
"styroflex", poliéster, papel, óleo, etc). Apenas os capacitores com valores acima de 4,7 nf
darão um pulso perceptível no ponteiro do multímetro.
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Como testar capacitores com o capacímetro

Descarregue o capacitor, tocando um terminal no outro, escolha uma escala mais


acima do seu valor (independente dele ser comum ou eletrolítico) e coloque nos terminais
do capacímetro (ou nas ponteiras do mesmo se ele tiver). A leitura deverá ser próxima do
valor indicado no corpo. Se a leitura for menor, o capacitor deve ser trocado. Veja este
teste abaixo:

No caso dos capacitores eletrolíticos, podemos colocá-los no capacímetro em


qualquer posição, conforme pode ser visto na figura acima.
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7. Bobinas ou indutores

Bobinas são os componentes de dois terminais passivas que geram um fluxo


magnético, quando eles são distribuídos por uma corrente eléctrica .Elas são feitas através
do enrolamento de um arame de um núcleo de material ferromagnético ou ar.Sua unidade
de medida é o Henry (H) no Sistema Internacional, mas são muitas vezes utilizados
submúltiplos:

mH – mili Henrio uH – micro Henrio nH – nano Henrio

é igual a um milésimo de é igual a um milionésimo é igual a um bilionésimo


Henry. de Henry de Henry

Símbolos:

Bobina Inductancia Bobina com tomas fijas

Bobina com núcleo Bobina com núcleo de bobina reforçada


ferromagnético ferroxcube

Bobina eletromagnética Bobina ajustável Bobina variável

Existem vários tipos de bobinas de núcleo e por tipo de enrolamento. Encontramos


filtros bobinas, circuitos sintonizados e adaptadores de impedância, transformadores, etc.
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7.1. Careteristicas das bobinas

Permeabilidade magnética é uma característica que tem uma forte influência sobre
o núcleo das bobinas de o valor da indutância do mesmo. Materiais ferromagnéticos são
muito sensíveis a campos magnéticos e produzem elevados valores de indutância, mas
outros materiais têm menos sensibilidade a campos magnéticos. O factor que determina o
grau de sensibilidade a estes campos magnéticos é denominado permeabilidade magnética.
Quando este factor é grande o valor da indutância é demasiado.

Dois. Fator de Qualidade (Q): Indutância associada ao valor ôhmico de linha da


bobina. A bobina será boa se a indutância é maior do que o fio - óhmico devido à mesma.
7.2. Tipos de bobinas

Bobina fixa com núcleo de ar: O condutor é enrolado sobre um suporte oco e
subsequentemente removido de modo que este tem uma aparência semelhante à de uma
mola. Usado em altas freqüências. Uma variante do acima é chamada de bobina, e difere
no isolamento dos enrolamentos e a presença de um suporte não necessita de ser cilíndrico.
Usado quando são necessárias muitas voltas. Estes rolos podem ter torneiras
intermediárias, neste caso, pode ser considerado como dois ou mais bobinas enroladas num
suporte comum e ligados em série. Também é usado para altas freqüências.

Bobina fixa com núcleo sólido: Têm valores mais elevados do que a anterior,
devido ao seu alto nível de indutância permeabilidade magnética. O núcleo é geralmente
um material ferromagnético. Os mais utilizados são de ferrite e FERROXCUBE. Quando
manuseada poderes e freqüências a serem eliminados consideráveis são baixos como o
transformador (fontes de alimentação em particular) núcleos são usados. Então, vamos
encontrar as configurações próprias deste último. As secções dos núcleos podem assumir a
forma de EI, M e L. UI.

As bobinas de favo de mel são usadas em circuitos sintonizadores de rádios nas


faixas de média e onda longa. Graças aos valores do formulário sinuoso alto indutivo são
alcançados em um volume mínimo.

Bobinas toroidais são caracterizadas pelo fluxo gerado não se disperse para fora,
como na forma de um fluxo magnético fechado, fornecendo-lhes com alto rendimento e de
precisão é criado.

O indutor de ferrite enrolada em núcleo de ferrite, geralmente cilíndrico, com


aplicações em rádio é muito interessante do ponto de vista prático, uma vez que permite o
uso do conjunto como uma antena, colocando-o diretamente sobre o receptor.
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Bobina de ferrite de Bobinas de ferrite para Bobinas com núcleo


Bobina de ferrite favo de mel SMD toroidais

As bobinas de cobre gravado na placa de circuito impresso tem a vantagem de


baixo custo, mas são dificilmente ajustáveis através do núcleo.

Bobinas ajustáveis também são fabricadas. Normalmente, a variação da indutância


produzida pelo deslocamento do núcleo.

Bobinas blindadas pode ser fixo ou variável, abrangendo a bobina consiste em uma
tampa de metal cilíndrico ou quadrado, cuja tarefa é a de limitar o fluxo eletromagnético
criado pela própria bobina, que pode afetar negativamente nas proximidades para os
mesmos componentes.

7.3. Identificação de bobinas.

As bobinas podem ser identificadas por um código semelhante ao das resistências


ou por cores de serigrafia directa.

As bobinas podem ser identificadas por um código de cores têm uma aparência
semelhante à das resistências.
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Color 1ª Cifra y 2ª Cifra Multiplicador Tolerancia

Preto 0 1 -

Marrón 1 10 -

Rojo 2 100 -

laranja 3 1000 3%

Amarelo 4 - -

Verde 5 - -

Azul 6 - -

Violeta 7 - -

Cinza 8 - -

Branca 9 - -

Ouro - 0,1 5%

Prata - 0,01 10%

None - - 20%

Figura 1 ª e 2 ª figura Multiplicador Tolerância.

O valor nominal das bobinas é marcado no mH microhenry.

O campo magnético produzido pela bobina pode ser contínuo (igual ao de um imã)
ou alternado de acordo com a corrente que passa por ela. No caso da C.A. o campo
alternado induz uma tensão na bobina que dificulta a passagem da corrente. É por isto que
as bobinas dificultam a passagem da corrente alternada.

Indutância – É a propriedade das bobinas em criar o campo magnético e se opor a


C.A. Depende da quantidade de espiras que a bobina tem. As bobinas são medidas em
microhenrys (µH) e as grandes em Henrys (H).
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8. Estudo dos semicondutores

8.1. Estudo diodo

Componente formado por dois cristais semicondutores de silício ou germânio.


Durante a fabricação, os semicondutores recebem a mistura de outras substâncias,
formando assim um cristal p e um outro n. o terminal p recebe o nome de anodo e o n
recebe o nome de catodo. Abaixo vemos o símbolo e aspecto físico.

Funcionamento dos diodos

O diodo só conduz corrente elétrica quando a tensão do anodo for maior que a do
catodo, portanto eles podem funcionar como chave interruptora. Abaixo vemos o esquema
de funcionamento:

Funções dos diodos

No circuito, eles fazem basicamente o papel de chaves liga/desliga. Encontraremos


em fontes de alimentação, estabilizadores, circuitos de proteção, etc. abaixo vemos um
exemplo de diodos funcionando como retificadores de fonte de alimentação
(transformando a corrente alternada em corrente contínua).
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Diodos retificadores

São projetados para trabalharem com altas correntes (1 a para cima). possuem o
encapsulamento de "epoxi" e são encontrados em fontes de alimentação, amplificadores de
potência e outros circuitos de altas correntes.

Alguns representantes desta categoria são: 1n4007 (de 1 a), 1n5404 (para 3 a) e os
da série ske. Nestes, o primeiro número indica a corrente máxima e o segundo, a tensão
máxima. ex: ske1/08 é para 1 a e 800 v. Abaixo vemos o aspécto físico

Diodos zeners

Estes diodos podem conduzir corrente no sentido inverso. Para isto devemos
aplicar tensão igual ou maior que a indicada no corpo dele. Quando um zener está
conduzindo no sentido inverso, ele mantém a tensão constante nos seus terminais.
Portanto ele pode ser usado como estabilizador de tensão ou em circuitos de proteção. a
seguir vemos o funcionamento e alguns tipos de zener: Os zeners padronizados são: 2v4,
2v7, 3, 3v3, 3v9, 4v3, 4v7, 5v1, 5v6, 6v2, 6v8, 7v5, 8v2, 9v1, 10, 12, 13, 15, 16, 18, 20
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Diodos de sinal

São projetados para funcionarem com baixas correntes (menos de 1 a). Possuem o
encapsulamento de vidro, podem ser de silício ou germânio e os encontraremos nos
circuitos chaveadores ou retificadores de baixa corrente. Alguns representantes desta
categoria são: 1n4148, 1n4151, baw62 (silício), 1n60, aa119, oa90 (germânio). Veja
abaixo.

Ponte retificadora

São 4 diodos interligados dentro de uma única cápsula. é usada para substituir os 4
diodos do circuito retificador de muitas fontes de alimentação. Sua principal vantagem é
ocupar menos espaço que os diodos separados. Abaixo vemos a ponte e o seu simbolo.

Teste da ponte retificadora

Use a escala de x1, coloque a ponta preta no terminal + e a vermelha em cada


terminal onde entra a alternada. O ponteiro não deve mexer em nenhum. 19Se mexer
em algum, a ponte está em curto. A seguir coloque a vermelha no – e a preta nos
alternados. o ponteiro também não deve mexer. Se mexer a ponte esta em curto. Veja
abaixo.
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8.1.1. Teste de díodos

Usar a maior escala (X10K ou X1K) e medir o diodo nos dois sentidos. O ponteiro
só deve deflexionar num sentido. Como a ponta preta está ligada no positivo das pilhas, o
ponteiro irá mexer com a preta no ânodo. Observe abaixo.

O teste visto acima é feito com o díodo fora do circuito. No circuito usamos a
escala de X1 e medimos nos dois sentidos. O ponteiro deve mexer mais num sentido e
menos no outro. Se o ponteiro mexer igual nos dois sentidos, devemos tirar o diodo e
medi-lo fora do circuito em X10K.

Com multímetro digital – Usamos escala e medimos nos sentidos. Num


sentido ele indica alguma resistência e no outro nada (aparece apenas o número “1” no
visor).
8.1.2. Outros tipos de Díodos
LED (diodo emissor de luz) – É um diodo especial feito de “arseneto de gálio”.
Funciona da mesma forma que o diodo comum e acende quando diretamente polarizado.
Porém para acender necessitam ao menos de 1,6 V. Como o LED não suporta altas
correntes, sempre há um resistor em série com ele. Veja abaixo:

Diodo Varicap os diodos de junção têm uma região de depleção entre as camadas P
e N. Um diodo varicap é um diodo que tem uma capacidade variável em função da tensão
aplicada. São basicamente diodos construídos especificamente para funcionarem como
condensadores (capacitores) variáveis cuja capacitância varia de acordo com a tensão
aplicada. Um diodo inversamente polarizado pode funcionar como um capacitor
(condensador), cuja capacitância varia de acordo com a tensão aplicada.
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Símbolo Díodo Schottky nos díodos schottky utiliza-se em vez de material


semicondutor tipo P um metal, não haverá lacunas que possam armadilha elétrons vindos
dos outros materiais durante a corrente direta. Diodos de junção metálica e semicondutor
não são recentes. Os primitivos rádios de galena, do início do século XX, usavam um fio
metálico e um cristal de galena (sulfeto de chumbo) para formar um diodo detector de
radiofrequência. Diodos de metal/semicondutor (diodos schottky), são obtidos pela
deposição, por evaporação ou por meios químicos, de uma camada metálica sobre a
superfície de um semicondutor. Normalmente há uma camada de óxido na borda para
evitar efeitos indesejáveis do campo elétrico mais intenso nessa zona.

São diodos de junção PN com elevadas concentrações de impurezas (dopagem) em


ambas as camadas. Nesta situação, a região de depleção é muito estreita, na faixa de
"algumas dezenas de átomos" de espessura.

Diodo Gunn é um diodo usado como oscilador local cobrindo as frequências de


microondas de 1Ghz a mais de 100Ghz.O diodo Gunn tem uma característica bastante
particular: é construído apenas com semicondutor tipo N, ao contrário do par PN. Na
realidade, é um oscilador de microondas. Se denominado Diodo Gunn em homenagem a J
Gunn que, em 1963, descobriu o efeito de produção de microondas por semicondutores N.
São construídos com três camadas. A camada central tem um nível de dopagem menor. O
dispositivo exibe característica de resistência negativa. O material semicondutor pode ser
arsenieto de gálio (GaAs) ou nitreto de gálio (GaN), este último para frequências mais
elevadas.
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Diodo PIN o nome é deve-se à existência de uma camada I ("intrínseca" - silício


sem dopagem) entre as camadas P e N. Quando diretamente polarizado, buracos e elétrões
são injetados na camada intrínseca I e as cargas não se anulam de imediato, ficam ativas
por um determinado período. O efeito resulta numa carga média na camada que possibilita
a condução. Na polarização nula ou inversa, não há carga armazenada e o diodo comporta-
se como um condensador (capacitor) em paralelo com a resistência própria do conjunto.

Fotodiodo é um dispositivo semicondutor que converte luz em corrente elétrica. a


corrente é gerada quando fótons são absorvidos no fotodiodo; uma pequena corrente é
também produzida quando nenhuma luz está presente. Fotodíodo é um
componente eletrónico e um tipo de fotodetector. é uma junção pn designada para
responder a uma entrada óptica.
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9. Estudo dos transístores

O transistor é um componente formado por três cristais de silício, sendo dois N e


um P ou dois P e um N. Abaixo vemos os tipos e símbolos dos transístores comuns usados
em eletrônica (bipolares):

9.1. Classificação dos transístores de acordo com a potência máxima

Transistores de baixa potência – São os transístores pequenos que não suportam


muito calor;

Transístores de média potência – São maiores que os anteriores e muitos possuem


um furo para serem parafusados num dissipador de calor;

Transístores de alta potência – São aqueles que têm os corpos grandes e próprios
para suportarem altas temperaturas. Estes trabalham com dissipadores de calor. Veja
abaixo alguns exemplos dos transístores citados:

9.1.1. Funções dos transístores nos circuitos

Pode funcionar como chave, amplificador de sinais e regulador de tensão, como


vemos abaixo:

Polarização - São as tensões contínuas aplicadas nos terminais do transistor ara ele
funcionar. A polarização do transistor NPN é o contrário do PNP.
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Polarização de um transistor NPN – Tensão mais alta no coletor, média na base e


mais baixa no emissor. A tensão da base é só um pouco maior que a do emissor (no
máximo 0,8 V a mais).

Treinamento de eletrônica básica do transistor PNP – Funcionam com tensão mais


alta no emissor, média na base e tensão mais baixa no coletor. Ao lado vemos a ordem das
tensões para os dois tipos de transístores:

Modos de ligar um transistor no circuito – Um transistor funcionando como


amplificador pode ser ligado no circuito de três formas diferentes: emissor comum – O
sinal entra na base e sai amplificado no coletor, coletor comum – o sinal entra na base e
sai no emissor, porém apenas com ganho de corrente e base comum – o sinal entra no
emissor e sai amplificado no coletor. Observe abaixo:

9.1.2. Teste de transístor

Veja abaixo como é feito o teste em X1. Na página seguinte teremos a explicação
detalhada:

Procurar um terminal que conduz igual com os outros dois. Este é a . Verificar , o
base com qual das pontas na base o ponteiro deflexiona. Se for com a ponta preta
transístor é NPN. Se for com a vermelha na base, o transístor é PNP. Com o mitter digital
a posição das ponteiras é ao contrário. Importante: O ponteiro só deve mexer com uma das
pontas na base. Se mexer com as duas pontas na base, o transístor está em curto. Se não
mexer com nenhuma, o transístor está aberto.
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Como achar o coletor e o emissor de um transístor – Em X10K, coloque a ponta


“invertida” na base e a outra ponta em cada terminal restante. Aquele terminal que o
ponteiro mexer é o emissor. Se o ponteiro mexer nos dois terminais, o transístor está com
fuga ou em curto. Abaixo temos o teste:

Como testar um transístor com o multímetro digital – Usar a escala com o símbolo
do díodo. Colocar a ponta vermelha (se for NPN) ou preta (se for PNP) na base e a outra
ponta nos terminais restantes. Ele deve indicar aproximadamente a mesma resistência nos
dois terminais, sendo que o emissor dará maior resistência que o coletor. Na página
seguinte vemos como deve ser testado um transístor com este tipo de multímetro.

9.1.3. Sistemas de identificação dos transístores

Os sistemas mais usados no mundo são: Europeu, americano e japonês. Veja


abaixo:

Sistema europeu – Começa com letras. Se a 1ª letra for A, a peça é de germânio e


se for B, é de silício. A 2ª letra indica o tipo e a função da peça da seguinte forma: =
diodo, B = diodo varicap, C = transístor de baixa freqüência e baixa potência, D =
transístor de baixa freqüência e média potência, E = diodo túnel, F = transístor de alta
freqüência e baixa potência, L = transístor de alta frequência e alta potência, M =
elemento hall (magnético), N = foto acoplador, P = elemento sensível a radiação, S =
transístor de alta potencia para comutação, = transístor de alta potência para chaveamento,
Y = díodo retificador, Z = U díodo zener.

Sistema americano – Pode começar com 1N se for díodo ou 2N se for transístor.

Sistema japonês - Pode começar com 1S se for díodo ou 2S se for transístor.


Geralmente este prefixo não vem no corpo. Apenas uma letra seguida de um número. Se
aparecerem as letras A ou B, será PNP. Se for C ou D, será NPN. Ex: 2SC1815 é NPN.

9.1.4. Transístor de efeito de campo (FET)


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Possuem os três terminais com nomes diferentes dos transístores comuns: dreno,
source e gate. O dreno trabalha com a tensão mais alta e o source com a mais baixa.
Aplicando uma tensão média no gate, ele cria um campo eletrostático que controla a
corrente dentro do componente. Ele é muito parecido com um transístor comum, porém
seu consumo é menor e sua impedância de entrada é bem mais alta. Veja abaixo:

MOSFET – É um FET com o terminal do gate isolado dos outros dois por uma
fina camada de óxido de silício. Esta camada é sensível a estática. Os MOSFETs de
potência são usado como chaveadores de fontes de alimentação devido ao seu consumo
reduzido e alta impedância de entrada. O código dos MOSFETs pode começar com IRF,
2SK, BUZ, etc. Veja a baixo:

Como testar transístor mosfet

Coloque o multitester em x10k, e verifique se o gate (g) conduz com algum dos
terminais restantes dreno (d) e source (s). Se o gate conduzir com algum dos outros
terminais, o mosfet está em curto. Veja abaixo:

Observe como aplicando a ponta preta no gate, o mosfet dispara, ou seja, passa a
conduzir nos dois sentidos entre dreno e source. Aplicando a ponta vermelha no gate, o
mosfet volta a sua condição inicial, ou seja, só conduz num sentido entre dreno e source
(devido a um diodo interno).
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10. Estudo dos tiristores

Tiristores São dispositivos semicondutores com aplicações em controlo da


potência CA para cargas resistivas indutivas, como motores, solenoides e elementos
aquecedores. Eles são compostos por quatro camadas (PNPN) e podem ter dois, três ou
quatro terminais. Entre a vasta gama de componentes, os principais são: SCR, DIAC,
TRIAC, PUT e SCS. Abaixo vemos o símbolo e o aspecto físico destes dois tipos de
componentes:

Os tiristores mais usados têm o código começando com TIC. Assim o SCR mais
usado é o TIC106 e o TRIAC mais usado é o TIC226. Os SCRs são usados em fontes de
alimentação chaveadas, circuitos de proteção, "flashes" de máquinas fotográficas, etc. Já os
TRIACs são usados para controlar a passagem da corrente alternada em lâmpadas
incandescentes, motores, resistências de chuveiros, etc. Este tipo de circuito controlador
recebe o nome de "dimer". A seguir vamos estudar cada um desses componentes
separadamente.
10.1. Retificador controlado de silício (scr)

Como já explicado, o SCR é um diodo com três terminais: anodo, catodo e gate.
Internamente ele possui 4 cristais de silício interligados, formando uma estrutura PNPN. O
SCR equivale a dois transístores interligados, sendo um do tipo PNP e outro do tipo NPN.
Abaixo vemos o aspecto físico do componente, a estrutura interna e o equivalente com
transístores:

Funcionamento - Abaixo vemos um circuito simples com um SCR. Como podemos


observar, primeiro aplicamos uma tensão maior no anodo e menor no catodo, como em
qualquer diodo. Porém o SCR só conduzirá quando for aplicado um pulso (pequena
tensão) no gate. Quando for retirado o pulso do gate o SCR continuará conduzindo até a
alimentação ser desligada.
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O TRIAC é um componente formado basicamente por dois SCRs internos ligados


em paralelo, um ao contrário do outro. Ele possui três terminais: MT1 (anodo 1), MT2
(anodo 2) e gate (G). Abaixo vemos o símbolo, o equivalente com dois SCRs e o aspecto
físico do TRIAC:

Funcionamento - O TRIAC é usado para chavear corrente alternada. O gate pode


ser disparado com tensão positiva ou negativa. Após o disparo no gate, o TRIAC conduz
até a corrente alternada mudar de sentido. Quando isto ocorre, é necessário outro pulso no
gate. Geralmente o gate do TRIAC é disparado por um diodo chamado DIAC. Este diodo
conduz quando a tensão passa de um certo nível, geralmente 20 ou 30V. Abaixo vemos o
esquema de um "dimer" para controlar o brilho de uma lâmpada incandescente ou motor
elétrico até 200 W. Se o visitante quiser, pode montar este circuito, porém deve colocar o
TRIAC num dissipador de calor:

Tanto o TRIAC quanto o DIAC são componentes próprios para tensão e corrente
alternada. Quando o ponto "A" do circuito fica positivo e "B" negativo, P, R1 e R2
carregam C1 e C2 com tensão positiva. Quando C1 e C2 atingem +30 V nos terminais, o
DIAC entra em condução, dispara o gate do TRIAC e este acende a lâmpada. Quando o
ponto "A" fica negativo, o TRIAC pára de conduzir e apaga a lâmpada. Porém C1 e C2
começam a se carregar com tensão negativa e quando atingem -30 V, o DIAC conduz
novamente, ativa o gate do TRIAC e este acende a lâmpada outra vez. Este ciclo se repete
60 vezes por segundo.

O resultado é que a lâmpada fica acendendo e apagando, porém a vemos aceso o


tempo todo. Quando aumentamos a resistência de P, os capacitores demoram mais para
carregar, o DIAC demora mais para disparar o TRIAC e este mantém a lâmpada mais
tempo desligada. O brilho resultante que enxergamos é mais fraco. Quando a resistência de
P é menor, os capacitores carregam mais rápido, o DIAC aciona o TRIAC mais rápido e
este mantém a lâmpada mais tempo ligada. O brilho que enxergamos agora é muito mais
forte.
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10.2. Como testar o scr a frio

Coloque o mitter na escala de X10K e meça: anodo e catodo nos dois sentidos: o
ponteiro não deve mexer em nenhum. Se o ponteiro mexer, o SCR está em curto. A seguir,
meça o catodo e o gate nos dois sentidos. O ponteiro só deve mexer num sentido. Se mexer
nos dois, ele está em curto. Se não mexer em nenhum, ele está aberto. Agora faça o teste
do disparo: Coloque a ponta preta no anodo e a vermelha no catodo e gate ao mesmo
tempo. O ponteiro deve deflexionar. Agora mantenha a preta no anodo e retire a vermelha
do gate sem retirá-la do catodo. O ponteiro deverá ficar onde está. Se o ponteiro voltar
para o infinito, o SCR está com defeito (não se mantém disparado). Abaixo vemos como é
feito o teste:

O teste do TRIAC também é feito na escala de X10K. Medindo entre o MT1 e


MT2 nos dois sentidos, o ponteiro não deve mexer. Se mexer, o TRIAC está em curto.
Entre MT1 e G o ponteiro só mexe num sentido, igual ao SCR. Porém o TRIAC precisao
de uma tensão um pouco alta para o disparo. Portanto com o mitter não é possível fazer o
teste do disparo neste componente. O teste do DIAC é feito em X10K e o ponteiro não
deve mexer em nehnhum sentido, caso contrário ele estará em curto.

O DIAC (Diode AC) e um dispositivo formado tambem por quatro camadas,


porém pode conduzir nos dois sentidos e para qualquer polaridade de tensao quando o
valor aplicado ultrapassar a tensao de breakover (UBO). O DIAC volta a cortar quando a
tensao ou corrente fica abaixo da tensao de manutencao (UH) ou corrente de manutencao
(IH). Em geral, a tensao de disparo e da ordem de 32 V para a maioria dos DIACs. O
DIAC foi desenvolvido para operar com o TRIAC,
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11. Circuito Integrado (CI ou IC)

O circuito integrado (ou ci) é um circuito eletrônico (ou vários circuitos) dentro de
uma única pastilha de silício. é o principal responsável pela miniaturização dos circuitos
eletrônicos. Dentro de um ci tem normalmente transístores, diodos e resistores ou até
outros componentes como filtro de ceramica.abaixo temos alguns exemplos.

11.1. Estrutura interna do ci

Conforme já explicado um ci possui vários componentes impressos em sua pastilha


de silício usando uma técnica parecida com "silk screen". Os componentes são
basicamente resistores, transístores e diodos. Porém se houver queima de algum deles, a
peça será trocada toda. a quantidade de peças depende do tipo do ci. Para dar uma idéia
abaixo vemos o esquema interno de um ci tba120s (normalmente o esquema interno não
aparece

11.2. Circuito integrado digitais

Estes tipos são encontrados em relógios, calculadoras, microcomputadores,


balanças eletrônicas, ou seja em todos os equipamentos que manipulam dados digitais
chamados "bits". os transístores internos funcionam como "chavinhas" liga/desliga. alguns
tipos tem transístores bipolares dentro, sendo chamados de cis ttl.
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11.3. Circuito integrado analógicos

Estes tipos são usados em rádios, televisores, amplificadores, etc. possuem


internamente transístores (bipolares ou mosfets) funcionando como amplificadores,
osciladores ou reguladores de tensão.

11.4. Circuito integrado de potência

São projetados para trabalharem com grande consumo de energia. Possuem uma
aba metálica para dissipar o calor produzido pela peça. Podem ser usados como saídas
de audío, reguladores de fonte de alimentação, saida vertical de tv.veja abaixo alguns
exemplos.

11.5. Reguladores de tensão

São usados para estabilizar o valor de uma tensão contínua (+b) para alimentar
um determinado circuito eletrônico. Recebem uma tensão não estabilizada mais alta e
fornece uma tensão mais baixa, porém constante. Temos os da série 78 (reguladores
positivos), os da série 79 (reguladores negativos) e o lm 317 (regulador com tensão
ajustável). Exemplo: 7805 é para 5 v, 7806 é para 6 v e assim por diante, sempre os dois
últimos números indicam a tensão de saída da peça. Abaixo vemos alguns.

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11.6. Contagem dos pinos de um CI

CI com uma fileira de pinos – Da esquerda para a direita, com o código para
frente;
CI com duas fileiras de pinos. No sentido anti-horário a partir da direita da “meia
lua” ou a partir do pino marcado com um ponto;
CI com quatro fileiras de pinos – No sentido anti-horário a partir do pino
marcado com um ponto. Veja abaixo:

11.7. Teste de circuitos integrados

O teste dos circuitos integrados é baseado em medidas de tensão e de sinal nos


terminais de entrada e saidas do ci e comparando as medidas com o esquema do
aparelho.um pino de ci com medidas alteradas não significa que o ci está com defeito,
antes de trocar um ci devemos medir todas as peças ligadas nesse pino resistores,
capacitores. Os CIs têm 2 ou 4 fileiras de terminais. Quando tem 2 fileiras, a contagem
começa pelo pino marcado por uma pinta ou à direita de uma "meia lua". Quando têm 4
fileiras, o 1° pino fica abaixo à esquerda do código. Os demais pinos são contados em
sentido anti-horário. Veja abaixo alguns exemplos de circuito integrado SMD:

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12. Transformador (trafo)


Como vemos abaixo, o transformador é formado por duas bobinas próximas,
porém isoladas. Aplicando tensão alternada no primário o trafo cria um campo
magnético alternado e induz uma tensão alternada no secundário, podendo ser maior,
igual ou menor que a do primário:

Os transformadores que tem o primário igual ao secundário são de isolação, os


de secundário menor são redutores e os de secundário maior são elevadores.

Teste de transformador
Na escala de X1 ou X10, medir os terminais aos pares ou aos grupos. Nos
transformadores redutores, o primário tem muito maior resistência que o secundário.
Abaixo vemos como é feito este teste num modelo de trafo:

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13. Fonte de alimentação

Como vemos abaixo a fonte de alimentação transforma a tensão alternada da


rede em tensão contínua para alimentar os circuitos eletrônicos

Filtro - Transforma a tensão pulsante em contínua. É formado por capacitores


eletrolítico acima de 100uF. Abaixo vemos o aspecto físico destes componentes.

Retificador - Transforma tensão alternada em pulsante. É formado por díodos


podendo ser 1, 2 ou 4.

Fonte de meia onda - Possui um único díodo retificador que aproveita apenas
metade da C.A. Veja o abaixo:

Fonte de onda completa - Possui dois díodos ligados num trafo com tomada
central no secundário. Aproveitam todo o ciclo da C.A. Fornece um +B melhor que o da
fonte de meia onda. Veja ao abaixo este tipo de fonte:

Fonte de onda completa em ponte - Possui quatro díodos ligados em ponte que
aproveitam do o ciclo da C.A. Este tipo de circuito não to necessita de transformador
com tomada central. Veja ao lado:

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Diodo zener – Como já vimos ele conduz corrente no sentido inverso quando
plicamos tensão igual ou maior que a indicada no corpo dele. Quando ele conduz, a
mantém a tensão fixa nos seus terminais como observamos abaixo:

Fonte de alimentação estabilizada - Fornece uma tensão constante independente


das variações da rede. Possui um transístor chamado regulador de tensão. A base do
transístor é mantida estável através de um díodo zener. Este transístor fornece a tensão e
a corrente para alimentar o circuito. Veja um exemplo abaixo e indique a tensão em
cada terminal do transístor regulador:

Fontes com CIs da série 78 e 79 – Como podemos ver abaixo estes CIs fornecem
uma tensão estabilizada positiva (os da série 78) ou negativa ( série 79). A nsão de saída
é indicada pelos dois últimos números no seu corpo. A tensão de te entrada pode ser até
o dobro da tensão de saída. Veja abaixo:

Fonte simétrica usando os CIS 78 e 79 – No circuito na página seguinte vai uma


pequena sugestão de uma fonte que pode alimentar um circuito que consuma até 0,5 A
(rádios e gravadores). Usando as extremidades da fonte obtemos 12 V. Usando o fio
central e uma extremidade obtemos 6 V.

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Fonte estabilizada usando o CI LM317 – Como vemos abaixo, o LM317 é um


CI regulador, cuja tensão de saída pode ser ajustada entre 1,25 V até cerca de 37 V. O
ajuste é feito no terminal 1 dele. Também temos o LM337 para tensão negativa.

A tensão mínima de saída é 1,25 V se o pino 1 do CI for ligado à terra. O valor


máximo da saída é determinado pelo cálculo: (R2/R1 + 1) x 1,25. Quanto maior o valor
de R2, maior a tensão máxima da fonte até 35V. Este CI pode suportar até 1,5 A

Com o trimpot na posição de baixo, a tensão de saída será cerca 1,2V. Na


posição de cima basta aplicar o pequeno cálculo para sabermos a tensão máxima de
saída: 4700/ 20 = 21,36. 21,36 + 1 = 2,36. 2,36 x 1,25 = 28. Portanto a máxima tensão
que sai é 28 V. Para este CI trabalhar corretamente, deve ser montado num dissipado de
calor apropriado

Noções de fontes chaveadas – Este é o tipo de fonte mais usado pelos aparelhos
eletrônicos, devido principalmente ao seu menor consumo de energia elétrica. Funciona
baseada num transístor que faz a corrente variar no primário de um trafo chamado
chopper e no secundário dele obtemos as tensões para alimentar o aparelho. Veja na
abaixo o princípio de uma fonte destas.

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Quando o transístor conduz, o chopper cria um campo magnético. Quando ele


corta, a energia magnética armazenada no chopper induz um pulso de tensão no
secundário. Tal tensão é retificada e filtrada, resultando num +B de boa qualidade para
alimentar o aparelho. Neste exemplo, D2 e C2 mantém o oscilador alimentado e desta
forma o funcionamento da fonte. PWM significa modulação por largura de pulso, ou
seja, o valor do +B desta fonte depende da largura dos pulsos na base do transístor.

Quanto mais largos, maior a tensão induzida no secundário e maior o valor do


+B. O circuito de controle altera a largura dos pulsos para corrigir qualquer alteração no
valor do +B.

Esta fonte é usada pelos televisores, DVDs, microcomputadores, Fax, etc. Em


muitos casos no lugar do transístor comum encontraremos um MOSFET funcionando
como chaveado para um menor consumo da fonte. O circuito de disparo pode ser
formado por um CI ou por outros transístores, dependendo do projeto da fonte.

Transformador chaveador (chopper) - Como vemos na figura abaixo, este tipo de


transformador tem núcleo de ferrite, ao contrário dos tipos comuns com núcleo de
lâminas de ferro. É usado em fontes chaveadas onde a frequência de trabalho é alta e o
núcleo de ferrite funciona melhor.

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14. Outros componentes

Relê - É um tipo de chave formada por lâminas (duas ou mais) acionadas pelo
campo magnético de uma bobina próxima. São usados para ligar ou desligar circuitos de
potência mais alta a partir de uma tensão e corrente baixa. Abaixo vemos a estrutura
interna e o princípio de funcionamento:

Como podemos observar, o relê está sendo usado para ligar e desligar uma C
lâmpada de 110 V a partir de uma tensão de 12 V aplicada em sua bobina. O transístor
chaveia a bobina. Se ele não recebe tensão na base, não conduz e a chave do relê
permanece desligada. Se ele recebe tensão na base, conduz e aciona a bobina do relê
que por sua vez acende a lâmpada. Os relês são indicados pela tensão e corrente em sua
bobina. O díodo em paralelo serve para eliminara tensão induzido na bobina quando o
relê desliga. Tal tensão poderia queimar o transístor.

Transístor “Darlington” - São dois transístores e alguns outros componentes


dentro de uma única peça. É usado em amplificadores de alta potência. Desta forma os
transístores internos dividem a corrente e não superaquecem. Dois transístores externos
podem ser ligados para formar um “darlington”. Veja abaixo:

No teste em X1 de um “darlington”, a resistência entre base e emissor deve ser o


dobro da resistência entre base e coletor.

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Fotoacoplador - Também chamado de acoplador ótico, é formado por um LED e


uma foto transístor numa única peça. É um CI de 4 ou 6 terminais. No circuito, ele
transfere uma informação de um ponto a outro sem contato elétrico entre eles.

Cristais osciladores – Têm internamente duas lâminas de cristal de quartzo que


vibram com velocidade constante quando aplicamos uma tensão elétrica nos terminais.
São usados em osciladores que devem trabalhar sempre numa frequência constante. Tal
frequência vem marcada no corpo do cristal. Veja abaixo:

15. Treinamento com componentes SMD

Os componentes SMD ("superficial monting device") ou componentes de


montagem em superfície têm dominado os equipamentos eletrônicos nos últimos anos.
Isto devido ao seu tamanho reduzido comparado aos componentes convencionais. Veja
abaixo a comparação entre os dois tipos de componentes usados na mesma função em
dois aparelhos diferentes:

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15.1. Tipos de componentes SMD

A maioria dos componentes SMD é feita de silício (transistores, diodos, CIs) e


soldada no lado das trilhas, ocupando muito menos espaço numa placa de circuito
impresso. Graças a estes componentes foi possível a invenção to telefone celular,
notebooks, computadores de mão, etc. Veja abaixo o exemplo de alguns tipos de
componentes SMD:

15.1.1. Resistores, capacitores e jumpers SMD.

Os resistores têm 1/3 do tamanho dos resistores convencionais. São soldados do


lado de baixo da placa pelo lado das trilhas, ocupando muito menos espaço. Têm o valor
marcado no corpo através de 3 números, sendo o 3° algarismo o número de zeros. Ex:
102 significa 1.000 Ω = 1 K. Os jumpers (fios) vem com a indicação 000 no corpo e os
capacitores não vem com valores indicados. Só podemos saber através de um
capacímetro. Veja abaixo:

15.1.2. Eletrolíticos e bobinas SMD

As bobinas tem um encapsulamento de epóxi semelhante a dos transistores e


diodos. Existem dois tipos de eletrolíticos: Aqueles que têm o corpo metálico
(semelhante aos comuns) e os com o corpo em epóxi, parecido com os diodos. Alguns
têm as características indicadas por uma letra (tensão de trabalho) e um número (valor
em pF). Ex: A225 = 2.200.000 pF = 2,2 μF x 10 V (letra "A"). Veja abaixo:

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15.1.3. Semicondutores SMD

Os semicondutores compreendem os transistores, diodos e CIs colocados e


soldados ao lado das trilhas. Os transistores podem vir com 3 ou 4 terminais, porém a
posição destes terminais varia de acordo com o código. Tal código vem marcado no
corpo por uma letra, número ou sequência deles, porém que não corresponde à
indicação do mesmo. Por ex. o transistor BC808 vem com indicação 5BS no corpo. Nos
diodos a cor do catodo indica o seu código, sendo que alguns deles têm o
encapsulamento de 3 terminais igual a um transistor. Os CIs têm 2 ou 4 fileiras de
terminais. Quando tem 2 fileiras, a contagem começa pelo pino marcado por uma pinta
ou à direita de uma "meia lua". Quando têm 4 fileiras, o 1° pino fica abaixo à esquerda
do código. Os demais pinos são contados em sentido anti-horário. Veja abaixo alguns
exemplos de semicondutores SMD:

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16. Bibliografia

www.4shared.com/postDownload/CcFKMJcb/Tipos_de_bobinas.html
http://www.ebah.com.br/content/ABAAABgfYAL/treinamento-eletronica-
basica
www.edtecsoft.com
http://www.ufrgs.br/eng04030/Aulas/teoria/cap_04/diviteco.htm

http://w3.ualg.pt/~sjesus/aulas/ac/node23.html

http://www.laercio.com.br/artigos/hardware/hard-052/hard-052.htm

http://www.wikipedia.org.

http://www.areaseg.com/sinais/resistores.html

APOSTILAS
Curso de eletrônica básica (Edmar de Lima).
Treinamento eletrónica básica (Luís Carlos Burgos).
ELETRÔNICA, Roberto Angelo Bertoli – Departamento de Eletro-
Eletrônica – Colégio Técnico Campina – UNICAMP. Setembro de 2000.

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