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Índice

1.Introdução ...................................................................................................................... 2

2.Objectivos ...................................................................................................................... 4

2.1. Objectivo geral .......................................................................................................... 4

2.2. Objectivos Específicos .............................................................................................. 4

3. Metodologia .................................................................................................................. 4

4. Fundamentação teórica ................................................................................................. 4

4.1. Conceito ..................................................................................................................... 4

4.2. Alteração pelo aquecimento ...................................................................................... 6

4.3. Fontes energéticas...................................................................................................... 6

4.4. Estrutural ................................................................................................................... 7

4.5. Protecção mecânica ................................................................................................... 7

4.6. Ácidos graxos ............................................................................................................ 7

5. Principais glicerídeos .................................................................................................... 7

5.1. Lipídeos anfipáticos ................................................................................................... 8

5.2. Esteroides .................................................................................................................. 9

5.3. Cerídios.................................................................................................................... 11

5.4. Carotenoides ............................................................................................................ 12

6. Lipídios e a esclerose múltipla ................................................................................... 12

7. Lipidos Hydrolysable e Não-hydrolysable ................................................................. 13

7.1. Ácidos gordos .......................................................................................................... 13

7.2. Síntese e função dos lípidos no corpo ..................................................................... 14

8. Funções dos Lipídios .................................................................................................. 14

9. Estrutura dos Lipídios ................................................................................................. 15

9.1. Carotenoides ............................................................................................................ 15


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9.2. Ceras ........................................................................................................................ 15

9.3. Fosfolipídios ............................................................................................................ 16

9.4. Glicerídeos ............................................................................................................... 16

10. Classificação dos lipídios ......................................................................................... 17

10.1. Lipídios simples..................................................................................................... 17

10.2. Lipídios compostos ................................................................................................ 18

10.3. Lipídios derivados ................................................................................................. 18

10.4. Ácidos graxos ........................................................................................................ 18

10.5. Ácidos graxos saturados ........................................................................................ 19

10.6. Ácidos graxos monoinsaturados ............................................................................ 19

10.8. Triacilglicerídios .................................................................................................... 19

11. Características ........................................................................................................... 20

12. Funções dos lipídios ................................................................................................. 21

13. Degradação de triagliceróis e ácidos graxos............................................................. 22

14. Importância ............................................................................................................... 23

15. Alimentos ricos em lipídios ...................................................................................... 23

16. Conclusão ................................................................................................................. 24

17. Referencias Bibliográficas ........................................................................................ 25


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1.Introdução

Este trabalho tem por objectivo estudar e conhecer as estruturas dos lípidos nos quais
juntamente com proteínas, ácidos nucleicos e carbohidratos são componentes essências
das estruturas biológicas e fazem parte de um grupo conhecido como biomoléculas.
São definidos por um conjunto de substâncias químicas que ao contrario das outras
classes de compostos orgânicos, não são características por algum grupo funcional
comum, e sim pela sua alta solubilidade em solventes orgânicos e baixa solubilidade em
água.

Os líquidos se encontram distribuídos em todos os tecidos, principalmente nas


membranas celulares e nas células de gordura.
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2.Objectivos

2.1. Objectivo geral


 Compreender a importância dos lipídeos e suas diversas funções no
metabolismo celular

2.2. Objectivos Específicos

 Classificação dos lipídeos: função, estrutura química e propriedades físicas;


 Compreender a diversidade química e função biológica dos lipídeos;
 Identificar as vias de biossíntese de triglicerídeos, colesterol e esteróides;
 Conhecer os possíveis distúrbios relacionados com o transporte do colesterol;
 Conhecer os benefícios e malefícios causados pela ingestão de lipídios

3. Metodologia

Este trabalho foi produzido com base em referências bibliográficas, e sites de Internet

4. Fundamentação teórica

4.1. Conceito
Os lipídios (do grego lipos = gordura) são formados pela associação de um ácido graxo
mais um álcool, geralmente o glicerol.
O ácido graxo é um ácido orgânico que apresenta, pelo menos, 10 átomos de carbono
em sua molécula. Os lipídios são compostos com estrutura molecular variada,
apresentando diversas funções orgânicas: reserva energética (fonte de energia para os
animais hibernantes), isolante térmico (mamíferos), além de colaborar na composição
da membrana plasmática das células (os fosfolipídios).

São substâncias cuja característica principal é a insolubilidade em solventes polares e a


solubilidade em solventes orgânicos (apolares), apresentando natureza hidrofóbica, ou
seja, aversão à molécula de água. Essa característica é de fundamental importância,
mesmo o organismo possuindo considerável concentração hídrica. Isso porque a
insolubilidade permite uma interface mantida entre o meio intra e extracelular.
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Em geral, todos os seres vivos são capazes de sintetizar lipídios, no entanto algumas
classes só podem ser sintetizadas por vegetais, como é o caso das vitaminas
lipossolúveis e dos ácidos graxos essenciais. A formação molecular mais comum dos
lipídeos, constituindo os alimentos, é estabelecida através do arranjo pela união de um
glicerol (álcool) ligado a três cadeias carbónicas longas de ácido graxo.

Dentre os lipídeos, recebem destaque os fosfolipídios, os glicerídeos, os esteroides e os


cerídeos.

Cerídeos- classificados como lipídios simples, são encontrados na cera produzida pelas
abelhas (construção da colmeia), na superfície das folhas (cera de carnaúba) e dos frutos
(a manga). Exerce função de impermeabilização e protecção.

Fosfolipídios- moléculas anfipáticas, isto é, possui uma região polar (cabeça


hidrofílica), tendo afinidade por água, e outra região apolar (calda hidrofóbica), que
repele a água.

Glicerídeos- podem ser sólidos (gorduras) ou líquidos (óleos) à temperatura ambiente.

Esteroides- formados por longas cadeias carbónicas dispostas em quatro anéis ligados
entre si. São amplamente distribuídos nos organismos vivos constituindo os harmónios
sexuais, a vitamina D e os esteróis (colesterol).

Entre as principais funções biológicas dos lípidos está o armazenamento de energia, o


facto de se tratar de moléculas estruturais nas membranas e de intervir na sinalização
celular. Cada grama de lípidos armazena 9 quilocalorias de energia, enquanto cada
grama de glicídio ou proteína armazena somente 4 quilocalorias. Os lípidos biológicos
têm origem inteiramente ou em parte a partir de dois tipos de subunidades bioquímicas,
nomeadamente os grupos cetoacil e isopreno.

Apesar de o termo lípidos se utilizar por vezes como sinónimo de gordura, na realidade
possui um significado mais amplo, uma vez que as gorduras constituiriam apenas
os triacilglicerídios. Muitos lipídios contêm ácidos gordos como componente principal
(triglicerídios, fosfolípidos). Os ácidos gordos apresentam uma reacção característica
denominada saponificação quando quimicamente reagidos com álcalis que dá origem a
sabões. Os lipídios com ácidos gordos que apresentam esta reacção de saponificação são
denominados de saponificáveis.
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Dentre os principais marcos históricos de descobertas relacionadas a lipídios, destaca-se


o estabelecimento do modelo de membrana celular. Em 1924, Frick determinou a
espessura da membrana celular através de experimentos de medida da capacitância de
soluções de eritrócitos. Gorter e Grandel realizaram experimentos de extracção lipídica
a partir das membranas celulares e foram capazes de observar a formação de
monocamadas. O modelo de mosaico fluido actualmente conhecido foi proposto por
Singer e Nicolson em 1972.

4.2. Alteração pelo aquecimento


Como as gorduras são usadas em processo de fritura e seguidamente realizado em
recipientes abertos, em temperatura elevada (180 – 200 °C), há o contacto directo com o
ar. Estas condições propiciam modificações físico-químicas nos óleos (como a termo-
oxidação e a rancificação), algumas das quais são perceptíveis pelo próprio
escurecimento das gorduras, o aumento da viscosidade, a formação de espuma e
produção de fumaça. Essas transformações afectam o sabor que a fritura conferem aos
produtos fritos, dificultando a aceitabilidade dos produtos, mas também produzem
efeitos tóxicos como irritação gastrointestinal, a inibição de enzimas, a destruição
de vitaminas e carcinogênese, quando da ingestão contínua e prolongada de produtos
alterados quimicamente e rancificados.

Após uma refeição rica em lipídios, o sangue fica com um aspecto leitoso. É importante
levar em consideração que os alimentos crocantes são os que mais contêm
gordura trans, e evitar o consumo de carne com gordura visível é um cuidado simples e
muito benéfico. O excesso de alimentos adiposos pode resultar em doenças
cardiovasculares. Porém, a ausência destes no nosso corpo pode resultar em raquitismo.
Por isso, é necessário que haja um equilíbrio.

4.3. Fontes energéticas


Fornecem mais energia que os carbohidratos, porém estes são preferencialmente
utilizados pela célula. Toda vez que a célula eucarionte necessita de uma substância
energética, ela vai optar pelo uso imediato de uma glicose, para depois consumir os
lipídios.
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4.4. Estrutural
Os fosfolipídios são os principais componentes das membranas celulares. Do ponto de
vista químico, um fosfolipídio é um glicerídeo combinado a um grupo de fosfato. A sua
molécula lembra um palito de fósforo, com uma “cabeça” polar, e uma haste apolar,
constituída por duas cadeias de ácido graxo. Nas membranas biológicas, eles ficam
organizados em duas camadas, que se incrustam com moléculas de certas proteínas.

4.5. Protecção mecânica


A gordura age como suporte mecânico para certos órgãos internos e sob a pele de aves e
mamíferos, protegendo-os contra choques e traumatismos.

Por causa de sua origem em nossa alimentação, não é difícil se ver uma classificação
trivial e útil na nutrição das gorduras em gordura animal e gordura vegetal. Um exemplo
de gordura animal é a banha de porco, uma gordura vegetal comum é o azeite de oliva.

4.6. Ácidos graxos


São ácidos carboxílicos constituídos de cadeias hidrocarbonadas de quatro a trinta e seis
átomos de carbono e representam uma importante fonte de energia para as células. São
considerados anfipáticos por apresentarem uma extremidade polar (hidrofílica) e uma
extremidade apolar (hidrofóbica).

Em temperatura ambiente (25°C), os ácidos graxos saturados de 12 a 24 átomos de


carbono possuem consistência cerosa, ao passo que os ácidos graxos insaturados do
mesmo comprimento são líquidos e oleosos. Dessa forma, o ponto de fusão dos ácidos
graxos insaturados é menor do que os ácidos graxos saturados.

5. Principais glicerídeos
Dentre os glicerídeos, os principais em suas formas naturais e extraíveis são:

 Banha: apresenta-se no tecido adiposo dos animais; constituindo-se de misturas


de glicerídeos de ácidos palmítico, esteárico e oleico.
 Sebo: presente no tecido adiposo dos bovinos. Pelo seu aquecimento se obtém
a margarina natural, constituída principalmente de glicerídeos de ácido palmítico
e esteárico.
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 Manteiga de leite: obtida principalmente de leite de vacas e de cabras e cujos


principais ácidos graxos envolvidos são o ácido palmítico, o esteárico, o oleico,
o capróico(C7H15COOOH), caprílico (C5H11COOOH).
 Manteigas vegetais: as mais comuns são a manteiga de côco, a manteiga de
cacau e a manteiga de cupuaçu.
 Óleo de linhaça: é um óleo usado como um secativo, extraído do linho e
composto principalmente de glicerídeos contendo ácido linoleico e linolênico.
 Óleo de tungue: óleo com propriedades secativas, cujo principal glicerídeo é
o ácido eloesteárico.
 Óleo de oiticica: óleo com propriedades secativas que contém entre outros
ácidos graxos o ácido linoleico.
 O óleo de girassol é produzido industrialmente a partir das sementes de girassol.
Após limpeza, secagem, descasque, tiruração e extração com solvente. Sofre
remoção do solvente e refino, com etapas que incluem desgomagem (remoção
de gomas), branqueamento e desodorização. É essencialmente constituído
por triacilgliceróis (98 a 99%), com um elevado teor em ácidos graxos
insaturados (aproximadamente de 83%), mas reduzido teor em
ácido linolénico (menos de 0,2%). É principalmente rico em ácido linoleico.[8]
 É crescente a disponibilidade de óleo de milho, devido a crescente produção
de etanol a partir do milho dos EUA. Esta grande produção levou ao
desenvolvimento de derivados químicos dos ácidos graxos do óleo de milho,
como os tensoativos e emulsificantes, em substituição aos tradicionais derivados
de óleo de côco, nos cosméticos e produtos de higiene.

5.1. Lipídeos anfipáticos


Incluem os glicerofosfolipídeos, os esfingolipídeos e as esfingomielinas. As
esfingomielinas contêm fosfocolina, ou fosfoetanolanina como seu grupo-cabeça polar,
e são classificados como fosfolipídeos juntamente com os glicerofosfolípideos. Essas
esfingomielinas guardam semelhança, com as fosfatidilcolinas em suas propriedades
gerais e estrutura tridimensional, e pelo fato de não ter carga nos seus grupos cabeça.
Também estão presentes nas membranas plamáticas de células de animais, e são
especialmente importantes na mielina, uma lâmina membranosa que envolve e isola os
axônios em alguns neurônios, daí se dá o nome esfingomielinas.
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Os glicoesfingolipídeos, que ocorrem principalmente na face externa da membrana


plasmática, têm grupos cabeça com um ou mais açucares ligados diretamente ao - OH,
em C-1 da porção ceramida, não contendo fosfato. Os cerebrosídeos, têm um único
açúcar ligado á ceramida, aqueles com galactose são caracteristicamente encontrados na
membrana plásmatica de células em diferentes tecidos neurais. Já os globosídeos, são
glicoesfingolipídeos neutros (sem carga elétrica), com dois ou mais açucares;
usualmente D - glicose, D - galactose ou N - acetil - D galactosamina. Cérebrosídeos e
globosídeos são às vezes, também chamados glicolipídeos neutros, pois não tem carga
em ph 7.

Os gangleosídeos, são os esfingolipídeos mais complexos, apresentam oligossacarídeos


como seus grupos-cabeças polares, e como unidades terminadas em um ou mais
resíduos de ácido N - acetilneuramínico (Neu SAc), também chamado ácido siálico, este
se dá aos gangliosídeos com um resíduo de ácido siálico, estão na série GM (M para
monossérie), aqueles com dois ácidos siálicos estão na série GD (D para di), e com três
ácidos siálicos na série GT, e assim sucessivamente.

5.2. Esteroides
Os esteróis são esteroides com 27 a 29 átomos de carbono, formados por uma cadeia
lateral de oito ou mais átomos de carbono (C) no carbono 17 e um grupo álcool ou
hidroxila (-OH) no carbono 3. Estas substâncias são encontradas em abundância nos
organismos vivos, principalmente em animais e em algumas algas vermelhas. São
solúveis em solventes orgânicos, e possuem um elevado ponto de fusão. O esterol
propriamente dito é um álcool secundário, no qual uma hidroxila está ligada a um
composto tetracíclico. São diferentes dos demais lipídios por apresentarem uma cadeia
circular formando anéis. Pertencem a esse grupo os hormônios: sexuais testosterona e
progesterona. E alguns hormônios supra-renais: aldosterona e cortisol. Todos são
semelhantes sob o aspecto constitucional ao colesterol, do qual derivam.

Entre os esterois destacam-se o colesterol e a vitamina D. O colesterol faz parte da


estrutura das membranas celulares, sendo também um reagente de partida para a
biossíntese de vários hormônios (cortisol, aldosterona, testosterona, progesterona), dos
sais biliares e da vitamina D. Sem colesterol não haveria vida. Os esteroides formam um
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grande grupo de compostos solúveis em gordura (lipossolúveis), que têm uma estrutura
básica de 17 átomos de carbono dispostos em quatro anéis ligados entre si.

O colesterol é sintetizado exclusivamente em células animais; nas plantas é substituído


pelo fito esterol. Uma parcela do colesterol precisa ser obtida pela dieta e a outra é
fabricada pelo corpo, principalmente no fígado, que o reúne com triglicerídios e
proteínas para formar os corpúsculos de HDL (lipoproteína de alta densidade) e LDL
(lipoproteína de baixa densidade). Denominados também de “colesterol bom” e
“colesterol ruim” respectivamente.

Os harmónios esteroides ligam-se, activam moléculas de receptores que servem como


factores de transição para a expressão génica. Estas moléculas pequenas e semelhantes
são capazes de ter efeitos muito diferentes, porque as leves diferenças estruturais entre
elas permitem interacções com moléculas receptoras específicas. Os esteroides são
amplamente distribuídos nos organismos vivos e incluem os harmónios sexuais, a
vitamina D e os esteróis, tais como o colesterol.

Existem cinco classes principais de harmónios esteróides sendo eles poderosas


moléculas sinalizadoras que regulam um grande número de funções do organismo.

 Progesterona: preparara o revestimento do útero para a implantação do óvulo


fecundado, também é essencial para a manutenção da gestação.
 Androgênios: são responsáveis pelo desenvolvimento das características
secundárias masculinas.
 Estrogênios: são responsáveis pelo desenvolvimento das características
secundárias femininas. Em conjunto com a progesterona participa do ciclo
ovariano.
 Glicocorticoides: promovem a gliconeogênese e a formação de glicogênio,
estimulam a degradação de lipídios e proteínas.

Vitaminas lipossolúveis

Vitaminas são compostos orgânicos que funcionam como coenzima, ou seja, atuam
ativando as enzimas responsáveis pelo metabolismo celular. Há dois grupos de
vitaminas os lipossolúveis e os hidrossolúveis, são classificadas nesses dois grupos com
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base na sua solubilidade, estabilidade, ocorrência em alimentos, distribuição nos fluidos


corpóreos e na sua capacidade de armazenamento nos tecidos.

As vitaminas lipossolúveis têm um papel fisiológico separado e distinto. Na maior


parte, são absorvidos com outros lipídios em uma absorção eficiente que requer a
presença de bile e suco pancreático. São transportadas para o fígado através da ninfa
como uma parte de lipoproteína e são estocadas em vários tecidos corpóreos, embora
não todas nos mesmos tecidos, nem na mesma extensão e normalmente são excretadas
na urinas. Os tipos de vitaminas lipossolúveis são A, D, E e K

 Vitamina A (Retinol): Necessária para o crescimento normal e para o


funcionamento normal dos olhos, do nariz, da boca, dos ouvidos e dos pulmões.
Previne resfriados e várias infecções, protege os epitélios e a visão. tóxica e
podem surgir sintomas como pele seca e áspera , dores ósseas, articulares e de
cabeça, queda de cabelo, cãibras e sangramentos.
 Vitamina D (calciferol): atua no metabolismo do cálcio e fósforo. Mantém os
ossos e os dentes em bom estado, previne o escorbuto. A sua carência pode
causar problemas nos dentes, raquitismo na infância, osteomalacia no adulto e
osteoporose no idoso.
 Vitamina E (tocoferol): Promove a fertilidade, previne aborto. Atua no sistema
nervoso involuntário e no sistema muscular e nos músculos involuntários. No
homem tem acção antioxidante, evitando a oxidação de compostos celulares.
 Vitamina K (filoquinoma): é anti-hemorrágica, por actuar na coagulação
sanguínea, favorecendo a síntese de protrombiana. A deficiência dessa vitamina
pode causar hemorragias. São encontradas em vegetais verdes, tomate, castanha,
fígados.

5.3. Cerídios
São formados pela união de álcool a uma ou mais moléculas de ácidos graxos.
Compreende as ceras animais e vegetais, sendo mais frequente no reino vegetal. Embora
tenha valor económico, não têm a mesma importância que as gorduras e óleos. As ceras
de carnaúba e de babaçu, por exemplo, constituem bases alternativas para geração de
energia. São encontrados também na secreção de alguns insectos, como a cera das
abelhas.
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5.4. Carotenoides
São pigmentos lipídicos amarelos, vermelhos e laranjas, insolúveis em água e solúveis
em óleos e solventes orgânicos. Estão presentes nas células de todas as plantas, nas
quais desempenham o papel importante no processo de fotossíntese. Os carotenoides
são importantes também para os animais. Por exemplo, a molécula de caroteno de um
carotenoide alaranjado presente na cenoura e em outros vegetais, é matéria-prima para a
produção da vitamina A, essencial a muitos animais. Essa vitamina é importante, por
exemplo, para nossa visão, pois é precursora do retinal, uma substância sensível à luz
presente na retina dos olhos dos vertebrados

6. Lipídios e a esclerose múltipla


A bainha de mielina é uma estrutura membranosa que envolve os axônios das células
nervosas. Ela tem um conteúdo particularmente alto de esfingolipídios e consiste em
diversas camadas de membranas plasmáticas que envolvem as células nervosas.
Diferentemente das demais membranas celulares, a mielina é uma bicamada
inteiramente lipídica com pequena quantidade de proteínas associadas. A sua estrutura
permite a rápida transmissão dos impulsos nervosos entre os segmentos separados
pelos nódulos de Ranvier. Com a perda ou diminuição da eficiência da bainha de
mielina, a transmissão dos impulsos nervosos fica prejudicada. Na esclerose múltipla,
uma doença incapacitante e (por vezes) fatal, a bainha de mielina é destruída de forma
progressiva por placas escleróticas, que afectam o cérebro e a medula espinhal. A
origem dessas placas pode ser auto-imune ou por infecções virais no início da doença
(ainda não se sabe ao certo)

Os lípidos não são solúveis na água como são não-polares, mas são assim solúveis em
solventes não-polares tais como o clorofórmio.

Figura 1

Fonte: Cardoso João


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Os lípidos são compor principalmente dos hidrocarbonetos em seu formulário mais


reduzido, fazendo lhes um formulário excelente do armazenamento de energia, como
quando metabolizados os hidrocarbonetos oxidam para liberar grandes quantidades de
energia.

Os hidratos de carbono adicionais na dieta são convertidos em triglycerides, que


envolve a síntese de ácidos gordos do acetil-CoA em um processo conhecido como o
lipogenesis, e ocorrem no segundo estômago endoplasmic. Nos animais e nos fungos,
punhos multi-funcionais únicos de uma proteína mais destes processos, quando as
bactérias utilizarem enzimas separadas do múltiplo. Alguns tipos de ácidos gordos não
saturados não podem ser sintetizados em pilhas mamíferas, e assim que devem ser
consumidos como parte da dieta, tal como omega-3.

O Acetil-CoA é envolvido igualmente no caminho do mevalonate, responsável para


produzir uma vasta gama de isoprenoids, que incluem lipidos importantes tais como o
colesterol e hormonas esteróides.

7. Lipidos Hydrolysable e Não-hydrolysable


Os lípidos que contêm um grupo funcional do éster são hydrolysable na água. Estes
incluem gorduras, ceras, phospholipids, e glycolipids neutros. As gorduras e os
petróleos são compor dos triglycerides, compo do glicerol (1,2,3-trihydroxypropane) e
de 3 ácidos gordos para formar um triester. Os Triglycerides são encontrados no sangue,
e armazenados em pilhas gordas. A hidrólise completa dos triacylglycerols rende três
ácidos gordos e uma molécula do glicerol.

7.1. Ácidos gordos


Os ácidos gordos são os ácidos carboxylic chain longos (tipicamente 16 ou mais átomos
de carbono) que podem ou não podem conter ligações dobro do carbono-carbono. O
número de átomos de carbono é quase sempre um número uniforme e é geralmente
unbranched. O ácido Oleico é o ácido gordo o mais abundante na natureza.
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Figura 2

Fonte: Paulo 1980

A membrana que cerca uma pilha é campo das proteínas e dos lípidos. Segundo o lugar
e o papel da membrana no corpo, os lípidos podem campo em qualquer lugar 20 a 80
por cento da membrana, com o restante que é proteínas. O colesterol, que não é
encontrado em pilhas da planta, é um tipo de lípido que as ajudas endureçam a
membrana. Crédito de imagem: Instituto nacional de ciências médicas gerais

7.2. Síntese e função dos lípidos no corpo


Os lípidos são utilizados directamente, ou sintetizados de outra maneira, das gorduras
actuais na dieta. Há uns caminhos biossintéticos numerosos a divide e sintetiza lípidos
no corpo. As funções biológicas principais dos lípidos incluem a armazenagem da
energia, porque os lípidos podem ser divididos para render grandes quantidades de
energia. Os lípidos igualmente formam os componentes estruturais das membranas de
pilha, e formam vários mensageiros e moléculas da sinalização dentro do corpo.

Os lipídios ou gorduras são moléculas orgânicas insolúveis em água e solúveis em


certas substâncias orgânicas, tais como álcool, éter e acetona.
Também chamados lípidos ou lipídeos, essas biomoléculas são compostas por carbono,
oxigénio e hidrogénio. Podem ser encontrados em alimentos de origem vegetal e de
origem animal e seu consumo deve ser feito de forma equilibrada.

8. Funções dos Lipídios


Os lipídios apresentam funções importantes para o organismo, confira a seguir:

 Reserva de energia: utilizada pelo organismo em momentos de necessidade, e


está presente em animais e vegetais;
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 Isolante térmico: nos animais as células gordurosas formam uma camada que
atua na manutenção na temperatura corporal, sendo fundamental para animais
que vivem em climas frios;
 Ácidos graxos: estão presentes nos óleos vegetais extraídos de sementes, como
as de soja, de girassol, de canola e de milho, que são usados na síntese de
moléculas orgânicas e das membranas celulares.
 Absorção de vitaminas: auxiliam a absorção das vitaminas A, D, E e K que são
lipossolúveis e se dissolvem nos óleos. Como essas moléculas não são
produzidas no corpo humano é importante o consumo desses óleos na
alimentação.

9. Estrutura dos Lipídios


Os lipídios são ésteres, isso quer dizer que são compostos por uma molécula de ácido
(ácido graxo) e uma de álcool (glicerol ou outro).

São insolúveis em água porque suas moléculas são apolares, ou seja, não têm carga
eléctrica e por esse motivo não possuem afinidade pelas moléculas polares da água.
Tipos de Lipídios e Exemplos

9.1. Carotenoides
São pigmentos alaranjados presentes nas células de todas as plantas que participam na
fotossíntese junto com a clorofila, porém desempenha papel acessório. Um exemplo de
fonte de caroteno é a cenoura, que ao ser ingerida, essa substância se torna precursora
da vitamina A, fundamental para a boa visão. Os carotenoides também trazem
benefícios para o sistema imunológico e atuam como anti-inflamatório.

9.2. Ceras
Estão presentes nas superfícies das folhas de plantas, no corpo de alguns insectos, nas
ceras de abelhas e até mesmo aquela que há dentro do ouvido humano. Esse tipo de
lipídeo é altamente insolúvel e evita a perda de água por transpiração. São constituídas
por uma molécula de álcool (diferente do glicerol) e 1 ou mais ácidos graxos.
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9.3. Fosfolipídios
São os principais componentes das membranas das células, é um glicerídeo (um glicerol
unido a ácidos graxos) combinado com um fosfato.

9.4. Glicerídeos
Podem ter de 1 a 3 ácidos graxos unidos a uma molécula de glicerol (um álcool, com 3
carbonos unidos a hidroxilas-OH). O exemplo mais conhecido é o triglicerídeo, que é
composto por três moléculas de ácidos graxos.

Figura 3: Representação da estrutura da molécula de colesterol e do triglicerídio.

Fonte: Adaptado pelo autor: Fundamentos de Quimica 1 Vol - Waldemar


Saffioti». Estante Virtual. Estante Virtual. Consultado em 8 de janeiro de 2017

Figura 4: Alimentos ricos em lipídios

Fonte:https://web.archive.org/web/20100318062053/http://www.alessandracoelho.com.
br/vitaminas.htm
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A ingestão de lipídios é fundamental, pois ele traz diversos benefícios para a saúde
auxiliando no funcionamento do organismo. Os alimentos ricos em lipídios podem ser
de origem animal e vegetal.

Os alimentos de origem animal fontes de lipídios são:

 Carnes vermelhas
 Peixes
 Ovos
 Leite
 Manteiga

Os alimentos de origem vegetal fontes de lipídios são:

 Coco
 Abacate
 Oleaginosas como castanhas, nozes, amêndoas e gergelim
 Azeite de oliva

10. Classificação dos lipídios

São classificados em três grupos: simples, compostos e derivados.

10.1. Lipídios simples


Glicerídeos: São os óleos e as gorduras, formados pela união do álcool glicerol com
ácidos graxos. As gorduras neutras (triglicerídeos) são encontradas como substâncias de
reserva em quase todos os tipos de células animais, em especial nas adiposas,
acumuladas no tecido sob a pele (hipoderme), principalmente nas aves e mamíferos,
onde agem também como isolante térmico. Os óleos são encontrados com mais
frequência em plantas, especialmente nas sementes de soja, milho, amendoim e algodão.
A diferença fundamental entre óleos e gorduras é que os óleos são líquidos à
temperatura ambiente (20°C), enquanto que as gorduras são sólidas.
Cerídeos: São mais comuns entre os vegetais, embora sejam produzidos também pelos
animais, como é o caso das abelhas. São encontrados na superfície de pétalas de flores,
casca de frutos e folhas, onde atuam como impermeabilizantes, impedindo a perda de
água por evaporação.
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10.2. Lipídios compostos


São formados pela união entre ácido graxo, glicerol e outra substância. Os mais
importantes são os fosfoglicerídeos (fosfolipídios), componentes das membranas
celulares, que além do álcool e do ácido graxo, apresentam o radical fostato na sua
estrutura.

10.3. Lipídios derivados


Destacamos os esteroides, dos quais o mais importante é o colesterol, que é componente
da membrana plasmática das células animais e precursor dos hormônios corticoides das
glândulas suprarrenais e sexuais, como a testosterona e a progesterona

10.4. Ácidos graxos


Os ácidos os graxos são compostos formados por uma longa cadeia linear de carbonos
(cadeia hidrocarbonada), geralmente com número par, apresentando um ácido
carboxílico em sua extremidade.

Os ácidos graxos representam a unidade estrutural dos lipídios, sendo que ocorrem na
natureza como substâncias livres ou esterificadas. A maior parte encontra-se esterificada
como glicerol, dando origem aos triacilgliceróis. Os óleos e as gorduras são misturas
relativamente complexas de triacilgliceróis. As propriedades físicas, químicas e
nutricionais de óleos e gorduras dependem, fundamentalmente, da natureza, do número
de átomos de carbono e da posição dos grupos acila presentes nas moléculas dos
triacilgliceróis,

Os ácidos graxos mais abundantes na natureza apresentam em sua constituição 16 ou 18


átomos de carbono. Estão incluídos entre eles os ácidos, palmítico, esteárico, linoleico e
oleico. Estes ácidos aparecem como os principais constituintes dos triacilglicerois, dos
óleos de soja, dendê, girassol, caroço de algodão, oliva, amendoim, que representam 84
% da produção mundial de óleos vegetais.

De acordo com a cadeia de carbonos que constituem os ácidos graxos, estes podem ser
classificados em: ácido graxo saturado e ácido graxo insaturado.
19

10.5. Ácidos graxos saturados


Estes ácidos são geralmente sólidos à temperatura ambiente. As gorduras contendo
ácidos graxos saturados são chamadas de gordura saturadas. Exemplos de alimentos
ricos em gorduras saturadas incluem banha, bacon, toucinho, manteiga, leite integral,
creme de leite, ovos, carne vermelha, chocolate e gorduras sólidas. O excesso de
ingestão de gordura saturada pode aumentar os níveis de colesterol no sangue e
aumentar o risco de desenvolver doença arterial coronariana.

Os saturados têm o ponto de fusão mais alto e, por isso, encontram-se na forma sólida
em temperatura ambiente; as maiores fontes são as gorduras animais. Já os óleos
vegetais contêm ácidos graxos mono e poliinsaturados, apresentando ponto de fusão
mais baixo e são líquidos em temperatura ambiente. Uma exceção é a gordura de coco,
que tem 90% de saturados. E são os ácidos de cadeia média e curta os responsáveis pelo
baixo ponto de fusão.

10.6. Ácidos graxos monoinsaturados

Os ácidos graxos monoinsaturados são encontrados no abacate, nozes, azeite de oliva e


nos óleos de canola e de amendoim. Pesquisas relatam que o consumo de gorduras
monoinsaturadas é benéfico na redução do colesterol LDL, também conhecido como
"mau" colesterol, como também diminui o risco de se desenvolver doenças cardíacas.

10.7. Ácidos graxos poliinsaturados

Os ácidos graxos poliinsaturados podem ser encontrados em óleo de girassol, óleo de


milho, óleo de soja, óleos de peixe e também em oleaginosas como a amêndoas e a
castanha.

10.8. Triacilglicerídios

Os lipídios mais abundantes na natureza são os triacilglicerídios (também denominados


triacilgliceróis), constituídos por três moléculas de ácidos graxos esterificadas a uma
molécula de glicerol, ou seja, apresentam três grupos acilas ligados a glicerol.
Compostos contendo um grupo acila ou dois destes grupos e glicerol encontram-se em
20

quantidades pequenas nas células, existindo como intermediários das vias de síntese e
degradação de lipídios que contêm ácidos graxos e glicerol.

Os triacilgliceróis são compostos essencialmente apolares, pois as regiões polares de


seus precursores (hidroxilas do glicerol e carboxilas dos ácidos graxos) desaparecem na
formação das ligações éster. Assim, constituem moléculas muito hidrofóbicas, que
podem ser armazenadas nas células de forma praticamente anidra.

As gorduras animais e os óleos vegetais são misturas de triacilgliceróis, que diferem na


sua composição em ácidos graxos e, consequentemente, no seu ponto de fusão. Os
triacilgliceróis das gorduras animais são ricos em ácidos graxos saturados, o que atribui
a esses lipídios uma consistência sólida à temperatura ambiente; os de origem vegetal
ricos em ácidos graxos insaturados, são líquidos. No organismo, tanto os óleos como as
gorduras podem ser hidrolisados pelo auxílio de enzimas específicas, as lipases (tal
como a fosfolipase A ou a lipase pancreática), que permitem a digestão destas
substâncias.

Os óleos vegetais são utilizados para a fabricação de margarinas através de um processo


de hidrogenação, que reduz parte de suas duplas ligações e os tornam sólidos à
temperatura ambiente.

Os triacilgliceróis podem ser hidrolisados, liberando ácidos graxos e glicerol. Se esta


hidrólise é feita em meio alcalino, formam-se sais de ácidos graxos, os sabões, e o
processo é chamado saponificação. Este é o princípio da fabricação de sabões a partir de
gordura animal fervida em presença de NaOH ou KOH.

11. Características

Os lipídios são substâncias químicas de baixa polaridade, por isso, insolúveis em água à
temperatura ambiente, porém, solúveis em compostos ou solventes orgânicos, como o
álcool, o éter, o clorofórmio, a acetona.

Quando metabolizados no interior das células, os lipídios, as proteínas e os


carbohidratos fornecem energia para as actividades do nosso corpo. No entanto, os
lipídios fornecem mais calorias que os outros dois nutrientes.
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Quando ocorre a “queima” de um grama de carbohidrato ou de proteínas, é produzido 4


kcal de energia. Já um grama de lipídio libera 9 kcal. Por isso, os óleos e as gorduras
são restritos nas dietas para emagrecimento.

12. Funções dos lipídios

Reserva energética

Fornecem mais energia que os glicídios, porém, não são preferencialmente utilizáveis
pela célula. Toda vez que a célula necessita de uma substância energética, ela vai optar
pelo uso imediato de um glicídio, para depois consumir os lipídios.

Estrutural
Certos lipídios fazem parte da composição das membranas celulares, que são formadas
pela associação de lipídios e proteínas (lipoprotéicas). Os mais importantes são: os
fosfolipídios e o colesterol.

Isolante térmico
Auxiliam na manutenção da temperatura dos animais endotérmicos (aves e mamíferos)
por meio da formação de uma camada de tecido denominado hipoderme, a qual protege
o indivíduo contra as variações de temperatura.

Metabolismo de Lipídios
Os triagliceróis são os lipídios mais abundantes da dieta e constituem a forma de
armazenamento de todo o excesso de nutrientes, quer este excesso seja ingerido sob a
forma de carbohidratos, proteínas ou dos próprios lipídios. Representam, portanto, a
principal reserva energética do organismo, perfazendo, em média, 20% do peso
corpóreo, o que equivale a uma massa 100 vezes maior do que a do glicogênio hepático.
Os triagliceróis são armazenados nas células adiposas, sob forma anidra, e podem
ocupar a maior parte do volume celular.

O metabolismo lipídico ou metabolismo dos lipídios ocorre no fígado, estes lipídios são
provenientes de duas fontes: dos alimentos ingeridos e da reserva orgânica que é
o tecido adiposo.

Diariamente, ingerimos cerca de 25g-105g de lipídios. Estes lipídios estão geralmente


sob forma de triglicerídeos (TG). O armazenamento de ácidos graxos na forma de TG é
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o mais eficiente e quantitativamente mais importante do que o de carbohidratos na


forma de glicogênio. Quando hormônios sinalizam a necessidade de energia metabólica,
promove-se a liberação destes TG com o objetivo de convertê-los em ácidos graxos
livres, os quais serão oxidados para produzir energia. No entanto, outras formas de
lipídios fazem parte da dieta diária, como os fosfolipídios, o colesterol e as vitaminas
lipossolúveis.

No duodeno, a primeira parte do intestino delgado, sob a ação da bile que é constituída
por sais biliares, produzida no fígado e transportada pelo canal colédoco até o duodeno,
os lipídios da dieta são emulsionados, formando partículas de 500-1000 micra de
diâmetro, contendo principalmente TG.

Estas partículas ativam as lipasespancreáticas, enzimas responsáveis pela digestão de


lipídios. As enzimas encontram-se no suco pancreático, actuando apenas em pH alcalino
(8 a 8,5) que é garantido pelo bicarbonato de sódio (NaHCO3) que também se encontra
no suco pancreático. As lipases quebram os lipídios em ácidos graxos livres e
monoglicerídeos, catalisando a hidrólise dos triglicerídeos com a formação de dois
monoglicéridos e dois ácidos graxos. Os ácidos graxos são os principais mecanismos de
produção de energia.

13. Degradação de triagliceróis e ácidos graxos


A mobilização do depósito de triagliceróis é obtida por acção de lipases, presentes nos
adipócitos, que hidrolisam os triacilgliceróis a ácidos graxos e glicerol, oxidados por
vias diferentes. O glicerol não pode ser reaproveitado pelos adipócitos, que não têm
glicerol quinase, sendo então liberado no sangue. No fígado, por ação da glicerol
quinase, é convertido a glicerol 3-fosfato e transformado em diidroxiacetona fosfato, um
intermediário da glicose ou da gliconeogênese.

O gliceros não pode ser reaproveitado pelos adipócitos, que não têm glicerol quinase,
sendo então liberado no sangue. No fígado, por ação da glicerol quinase, é convertido a
glicerol 3-fosfato e transformado em diidroxiacetona fosfato, um intermediário da
glicólise ou da glicogênese.
23

14. Importância
As moléculas utilizadas pelo corpo para nutrir e para levar a cabo os processos celulares
são proteínas, hidratos de carbono, água, vitaminas, minerais e lípidos. Destes, apenas
proteínas, hidratos de carbono e lípidos fornecer energia na forma de calorias. Lipídios
são mais comummente conhecidos como gorduras, e são capazes de dar duas vezes mais
energia do que a mesma quantidade de proteínas e hidratos de carbono. Além disso, eles
executam funções importantes no corpo e são necessários para que você possa ter a
vida.

15. Alimentos ricos em lipídios


Azeite de oliva

O azeite é um superalimento com altas concentrações de ácidos graxos


monoinsaturados e poli-insaturados, que reduzem os níveis de colesterol LDL, o
colesterol ruim. Além disso, é capaz de normalizar a coagulação do sangue e
controlar o açúcar no organismo, além de ajudar a perder peso. Uma pesquisa do
The Miriam Hospital e da Universidade de Brown, em Providence,

Abacate

Abacate contém gorduras monoinsaturadas que podem inibir o crescimento de


células cancerígenas. Além disso, as gorduras do bem fazem com que o abacate seja
um aliado contra o colesterol.

Nozes

As nozes são ricas em ácidos graxos monoinsaturados e poli-insaturados. Estudos


ainda apontam que o consumo frequente de nozes está associado a um risco
reduzido de doença cardíaca coronária.

Sementes

Sementes, tais como abóbora, gergelim, girassol e linhaça, também são ricas em
gorduras saudáveis, especialmente monoinsaturadas e ácidos graxos poli-
insaturados.
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16. Conclusão

Como jeito de conclusão, os lipídios são compostos com estrutura molecular variada,
apresentando diversas funções orgânicas: reserva energética, além de colaborar na
composição da membrana plasmática das células. Portanto, são substâncias cuja
característica principal é a insolubilidade em solventes polares e a solubilidade em
solventes orgânicos (apolares), apresentando natureza hidrofóbica, ou seja, aversão à
molécula de água. Essa característica é de fundamental importância, mesmo o
organismo possuindo considerável concentração hídrica. Isso porque a insolubilidade
permite uma interface mantida entre o meio intra e extracelular.
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17. Referencias Bibliográficas

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