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O BOM ALUNO DE CURSOS À DISTÂNCIA:

• Nunca se esquece que o objetivo central é aprender o conteúdo, e não apenas terminar o curso.
Qualquer um termina, só os determinados aprendem!

• Lê cada trecho do conteúdo com atenção redobrada, não se deixando dominar pela pressa. •

Sabe que as atividades propostas são fundamentais para o entendimento do conteúdo e não
realizá-las é deixar de aproveitar todo o potencial daquele momento de aprendizagem.

• Explora profundamente as ilustrações explicativas disponíveis, pois sabe que elas têm uma função
bem mais importante que embelezar o texto, são fundamentais para exemplificar e melhorar o
entendimento sobre o conteúdo.

• Realiza todos os jogos didáticos disponíveis durante o curso e entende que eles são momentos de
reforço do aprendizado e de descanso do processo de leitura e estudo. Você aprende enquanto
descansa e se diverte!

• Executa todas as atividades extras sugeridas pelo monitor, pois sabe que quanto mais aprofundar
seus conhecimentos mais se diferencia dos demais alunos dos cursos. Todos têm acesso aos
mesmos cursos, mas o aproveitamento que cada aluno faz do seu momento de aprendizagem
diferencia os “alunos certificados” dos “alunos capacitados”.

• Busca complementar sua formação fora do ambiente virtual onde faz o curso, buscando novas
informações e leituras extras, e quando necessário procurando executar atividades práticas que
não são possíveis de serem feitas durante as aulas. (Ex.: uso de softwares aprendidos.)

• Entende que a aprendizagem não se faz apenas no momento em que está realizando o curso, mas
sim durante todo o dia-a-dia. Ficar atento às coisas que estão à sua volta permite encontrar
elementos para reforçar aquilo que foi aprendido.

• Critica o que está aprendendo, verificando sempre a aplicação do conteúdo no dia-a-dia. O


aprendizado só tem sentido quando pode efetivamente.

 
INTRODUÇÃO À
MICROBIOLOGIA.

1
Definição e origem

• Definição:
– mikros + bios + logos

• O que são considerados micro-organismos?


– Organismos unicelulares (?) microscópicos:
• Fungos
• Bactérias
• Protozoários
– Vírus (acelulares)
Maior diversidade da vida é microbiana

Micro-organismos vem se diversificando há cerca de 3,8 bilhões


de anos, ao contrário dos macro-organismos que se diversificam
há apenas 600 milhões anos.
“A maior parte da diversidade microbiana ainda está para ser
descoberta”
Atlas e Bartha,1998

3
1,500 Fungos

Cianobactérias
Archaea e Bacteria
O que é diversidade?

 Variabilidade entre micro-organismos em nível de


espécie (intra-específica) e nos ecossistemas.
– Níveis hierárquicos:
• Organismo
• Ecológica
• Genética
Elementos da diversidade

Hierarquias Diversidade Diversidade Diversidade


Ecológica Genética Organismal

Biomas Populações Reino


Bio-regiões Indivíduos Filo
Paisagem Cromossomos Família
Ecossistema Genes Gênero
Habitat Nucleotídeos Espécie
Nichos População
Populações Indivíduo
A diversidade de micro-organismos
eucariontes inclue:

Protozoários
Algas
Fungos
Nematóides
Micro-artrópodes
Protozoários

~200.000 espécies?
Nematóides

~400.000 espécies
Algas

~400.000
espécies?
Fungos

~1.500.000 spécies
A descoberta dos micro-organismos

Antony van Leeuwenhoek


(1632-1723 sec. XVII e XVIII)
Delft, Holanda
O microscópio de
Leeuwenhoek
Leeuwenhoek

1673-1723:
Esboços de bactérias da cavidade
bucal, observadas por Leeuwenhoek.
Também mostrou a motilidade de
algumas bactérias, no traçado C-D.

Animálculos de Leeuwenhoek
3.1. A geração espontânea de volta
Biogênese X Abiogênese
Pasteur (1822-1895 séc. XIX)
O Experimento de Pasteur

• Pasteur (1822-1895)
O Experimento de Pasteur

• Pasteur (1822-1895)
O Experimento de Pasteur

• Pasteur (1822-1895)
Teoria microbiana das fermentações

Povos antigos usavam a fermentação para


a produção de:
• vinhos: Grécia
• kiu (cerveja de arroz): China (2300 a.C.)
• saquê (vinho de arroz fermentado): Japão
(500 a.C.)
• shoyu (molho de soja)
• leite fermentado
Teoria microbiana das fermentações

• 1850: Pasteur resolve problemas da indústria


francesa de vinhos e estabelece a primeira teoria
microbiana da fermentação.

• PASTEURIZAÇÃO
Teoria microbiana das doenças

• Fracastoro (séc. XVI):


– seres pequenos causadores de doenças, presentes
no ar.
• Plenciz (séc. XVII):
– diferentes doenças eram causadas por diferentes
micro-organismos (parasitismo-> nutrientes a
partir de outro ser)
• Pasteur (séc. XIX) - indústria da seda:
• iniciou um estudo sobre a doença do bicho da seda que estava dando
prejuízos aos fabricantes de seda na França. Neste estudo ele descobriu o
agente infeccioso e também a maneira como este agente era transmitido
e inclusive como prevenir.
Teoria microbiana das doenças

• Robert Koch (1843-1910):


– Concorrente de Pasteur na descoberta do agente do
carbúnculo (antraz):
• descobriu a bactéria Bacillus anthracis em 1876.
É uma doença infecto-contagiosa de origem animal.
Ataca principalmente animais ruminantes herbívoros que pastam em áreas com solo contaminado. O
nome da doença faz referência à mancha negra formada na pele, em caso de contaminações
cutâneas. A palavra “anthrax” vem do grego, que significa carvão.

• Primeiro pesquisador a provar que um micro-organismo era


causador da doença, fazendo o mesmo mais tarde com a
tuberculose
Desenvolvimento de técnicas

• Alemães:
– conceito de meio de cultura: colônias em batatas
– isolamento
– meios: caldos, leite, frutas etc.
• Robert Koch:
– ágar-ágar e a cultura pura
• Julius Petri: placa para cultura
• Paul Erlich: coloração das células
• Joseph Lister: fenol como primeiro desinfetante,
técnicas assépticas
POSTULADOS DE KOCH
1. O organismo patogênico
suspeito deve estar
presente em todos os
casos da doença e
ausente em animais
sadios

2. O organismo suspeito
deve ser cultivado em
cultura pura

3. Células de uma cultura


pura do organismo
suspeito devem causar a
doença em um animal
sadio

4. O organismo deve ser


reisolado e demonstrar-
se idêntico ao original
A idade de ouro (1875-1915)

• Ecologia Microbiana:
– Sergei Winogradski e Martinus Beijerinck

• bactérias autotróficas
• Bactérias-> fixação do N2
• bactérias fotossintetizantes
3.5. A idade de ouro (1875-1915)

• Imunologia:
– primeiras vacinas (Edward Jenner / Pasteur)

• Indústria: fármacos, antibióticos, alimentos


Fleming, Waksman

• Virologia: Iwanovski/Stanley
A classificação dos micro-organismos

• Carl Linaeus (1707-1778):


– Animal x Vegetal
– Sistema binomial

• 1767:
– descoberta dos micro-organismos, sugere:
• Protozoários: Reino Animal
• Outros micro-organismos: Reino Vegetal
A classificação dos micro-organismos

Haeckel e o 3º reino (1866):

Animal

Vegetal

Protista (unicelulares)
A classificação dos micro-organismos

• advento do microscópio eletrônico (1940):


• detalhes da ultra-estrutura das células

• Procariotos x Eucariotos (1960)


A classificação dos micro-organismos

• Whittaker propõe os 5 Reinos (1969)

• tipo de célula: procariótica x eucariótica

• organização celular: unicelular x pluricelular

• nutrição: aborção x fotossíntese x ingestão


Eucariotos

Pluricelulares

Organização
celular

Unicelulares

Procariotos

Fotossíntese Absorção Ingestão Nutrição

O sistema de classificação em cinco reinos de Whittaker (1969)


A classificação dos micro-organismos

• 1965:
– Emile Zuckerkandl e Linus Pauling:
• sugerem a observação de diferenças/semelhanças em
blocos de genes ou de proteínas

• 1960-1970:
– Sequenciamento de proteínas
• Cianobactérias como um grupo separado
A classificação dos micro-organismos

• 1970-1980:
– Carl Woese estuda o gene da subunidade 16S e
18S do rRNA:

ESTUDOS DE EVOLUÇÃO
A classificação dos micro-organismos

• 1977-1980:
– nova árvore da vida

• confirmação de ideias já aceitas:


procariotos x eucariotos

• Surpresa ou revelação!!!:
• 3 domínios
Domínio Archaea

hipertermófilos

Filo Euryarchaeota
Filo Crenarchaeota
Domínio Bacteria
Domínio Eukarya
Estruturas celulares
Bacteria Archaea Eucarya

Tipo de Célula Procarionte Procarionte Eucarionte

Peptidoglicano Se presente, sem


Parede Celular Sem peptidoglicano
presente peptidoglicano

Ligações Ester
Lipídios da
entre cabeças
Membrana Ligações Éter Ligações Ester
polares e caudas
Plasmática
de ácidos graxos

RNA 1, com 4 Muitas, com 8-12 3, com 12-14


Polimerase subunidades subunidades cada subunidades cada

Iniciador tRNA Formilmetionina Metionina Metionina


Impacto dos
micro-organismos
nas atividades dos
seres humanos
Onde encontramos procariotos?

Homem: 1013 células - 1014 procariotos

“FLORA”

MICROBIOTA
A microbiologia como uma carreira

• Farmacêutica
• Biotecnologia: produtos e processos
• Medicina
• Química
• Alimentícia
• Saúde pública
• Laboratórios de pesquisa
• Universidades
FUNDAMENTOS DA MICROBIOLOGIA
A microbiologia é definida como a área da
ciência que dedica-se ao estudo de
organismos que somente podem ser vistos
por meio de um microscópio. Sendo assim
a microbiologia envolve o estudo de
organismos procarióticos( bactérias),
eucarióticos(algas, protozoários e fungos) e
também os seres acelulares( vírus).
BACTÉRIAS
• São microorganismos unicelulares,
procariontes( desprovidos de envoltório
nuclear e organelas membranosas)e em
geral possuem um só cromossomo.
Podem ser encontradas na forma isolada
ou em colônias, podendo viver na
presença de ar( aeróbias) ou na ausência
de ar( anaeróbias) ou ainda serem
anaeróbias facultativas.
BACTÉRIAS CLASSIFICAÇÃO
São classificadas quanto a forma, grau de
agregação, parede celular.
Forma: Podem ser classificadas como:
Cocos - Em forma esférica ou subesférica
Bacilos – Em forma de bastonetes

Vibrião – Em forma de vírgula


Espirilo – Em forma de espiral/ ondulada

Espiroqueta – Em forma acentuada de espiral


Grau de agregação: Podem ser classificadas
como
Diplococo - De forma esférica agrupada por
pares

Estreptococos – Formam um colar


Sarcina – Forma cúbica

Diplobacilos – Bacilos reunidos 2 a 2


Estreptococos – Bacilos alinhados em cadeia

Quanto a parede celular:


Gram positivas – Possuem parede celular grossa,
de várias camadas e compostas
principalmente de peptídeoglicano que
envolve a menbrana citoplasmática. Durante o
processo de coloração elas ficam roxas.
Gram negativas – Possuem parede celular mais
complexa, composta por duas membrana
situadas fora da membrana citoplasmática.
Durante o processo de coloração elas ficam
vermelhas/ rosa pink.
Bacilos álcool ácido resistentes ( BAAR) –
Possuem paredes celular com grande
quantidade de lipídios e por esse motivo não
são facilmente coradas sendo necessário
passar por um processo de descoramento por
uma solução álcool- ácido, por esse motivo
levam esse nome. Sua coloração se torna
laranja/ amarelado.
ESTRUTURA BACTERIANA
• Nucleóide : o cromossoma bacteriano consiste
numa única molécula circular de DNA que
determina as características da célula e
comanda as suas atividades.

Citoplasma : solução aquosa na qual estão


suspensos todos os componentes internos;
pode conter substâncias úteis para a célula
como enzimas e substâncias de reserva.
• Ribossomas: pequenos corpos granulares,
com os quais ocorre a síntese de proteínas;
movem-se livremente no citoplasma.

• Menbrana Plasmática: envolve a célula


bacteriana controlando as trocas de
substâncias com o exterior; pode formar
invaginações para o interior em cuja superfície
se realizam processos como a respiração ou a
fotossíntese.
• Parede celular: invólucro semi-rígido que dá
forma às bactérias e as protege contra vírus e
substâncias tóxicas. É formada por
polissacarídeos e polipeptídeos.

Cápsula: de aspecto gelatinosos, protege a


bactéria da dessecação, dos vírus
bacteriófagos, células fagocitárias e
anticorpos. Alguns antibióticos, como a
penicilina, atuam inibindo a produção de
cápsulas.
• Píli ou Fímbrias: numerosos apêndices
filamentosos, de natureza proteica, muito
mais curtos e finos do que os flagelos;
facilitam a aderência da bactéria a substratos
sólidos ou aos tecidos dos organismos
parasitados.

• Flagelo: as bactérias podem apresentar um


número variável de flagelos, os quais, rodando
sobre a sua base, permitem que a célula se
movimente.
METABOLISMO CELULAR
• Podem ser:

Bactérias Aeróbias: São bactérias que vivem na


presença de oxigênio ( O2)

Bactérias Anaeróbias : São bactérias que vivem


na ausência de oxigênio ( O2)

Bactérias Autotróficas: São bactérias que


produzem seu próprio alimento, através da
Luz solar no processo chamado fotossíntese,
mas as bactérias não possuem cloroplasto e
sim bacterioclorofila.

Fototróficos: São bactérias que utilizam CO2


como principal fonte de carbono e são
conhecidos como heterotróficas ( não possui
capacidade de produzir seu próprio alimento)
• Quimiotrófico: São bactérias que utilizam CO2
como fonte de carbono e oxidam compostos
orgânicos ou elementos químicos para a
obtenção de energia. Esse tipo de bactéria é
conhecida como autotrófica ( são capazes de
produzirem seu próprio alimento)
NUTRIÇÃO BACTERIANA
• São divididas em macronutrientes e
micronutrientes.

Macronutrientes: São eles


Carbono: Presente na maioria das substâncias
que compõe a celula.
Oxigênio: Também é um elemento importante
em várias moléculas orgânicas e inorgânicas
• Hidrogênio: Constitui um elemento comum de
todo material celular

Nitrogênio: É componente de proteínas e ácidos


nucleicos, além de vitaminas e outros
compostos celulares.

Enxofre: Faz parte de aminoácidos, vitaminas e


grupos protéicos de várias proteínas
importantes.
• Fósforo: Podem estar envolvidas com o
armazenamento de energia ou atuar como
reguladores de processos metabólicos.

Micronutrientes: Os elementos ferro, magnésio,


manganês, cálcio, zinco, potássio, sódio,
cobre, cobalto entre outros são encontrados
sempre na forma inorgânica. São necessários
ao desenvolvimento microbiano, mas em
quantidades variáveis dependendo do
elemento e do microorganismo considerados.
FASES DE CRESCIMENTO BACTERIANO
• Suas fases são:

Fase Lag: No início, durante um período de


tempo o número de células sofre pequenas
variações, devido as bactérias não se
reproduzirem imediatamente quando
colocadas em um novo meio de cultura. Esse
período pode se estender por horas ou vários
dias
• Fase Log: Passado a fase lag as células iniciam
o processo de divisão celular. Neste estágio o
tempo de geração atinge valores constantes e
é também neste estágio o período de maior
atividade metabólica. Na fase log a colônia é
extremamente sensível a variações ambientais
podendo comprometer fases importantes do
desenvolvimento bacteriano.

Fase estacionária: É a fase onde há o termino


dos nutrientes devido o excesso de produtos
metabólicos tóxicos. Assim o número de novas
bactérias se equivalem ao número de bactérias
mortas.

Fase do declínio ou morte celular: Nesta fase o


número de bactérias mortas excedem o
número de novas bactérias e assim o declínio
no gráfico. Esta fase perdura até que fiquem
pouquissimas bactérias ou ocorrer a extinção
da colônia.
REPRODUÇÃO BACTERIANA
• A reprodução mais comum nas bactérias é a
assexuada e podem ser:
Bipartição ou cissiparidade: Ocorre a duplicação
do DNA bacteriano e uma posterior divisão
em duas células. As bactérias se multiplicam
muito rapidamente por esse processo quando
dispõe de condições favoráveis ( duplica em
20 minutos)
• Esporulação: algumas espécies de bactérias
originam, sob certas condições ambientais,
estruturas resistentes denominadas esporos.
A célula que origina o esporo se desidrata,
forma uma parede grossa e sua atividade
metabólica torna-se muito reduzida. Certos
esporos são capazes de se manter em estado
de dormência por dezenas de anos. Ao
encontrar um ambiente adequado, o esporo
se reidrata e origina uma bactéria ativa, que
passa a se reproduzir por divisão binária.
• Os esporos são muito resistentes ao calor e,
em geral, não morrem quando expostos à
água em ebulição. Por isso os laboratórios,
que necessitam trabalhar em condições de
absoluta assepsia, costumam usar um
processo especial,
denominado autoclavagem, para esterilizar
líquidos e utensílios. O aparelho onde é feita a
esterilização, a autoclave, utiliza vapor de
água a temperaturas da ordem de 120ºC, sob
uma pressão que é o dobro da atmosférica.
Após 1 hora nessas condições, mesmo os
esporos mais resistentes morrem.
• A indústria de enlatados toma medidas
rigorosas na esterilização dos alimentos para
eliminar os esporos da bactéria Clostridium
botulinum. Essa bactéria produz o botulismo,
infecção frequentemente fatal.

• Reprodução sexuada : Para as bactérias


considera-se reprodução sexuada qualquer
processo de transferência de fragmentos de
DNA de uma célula para outra.
• Depois de transferido, o DNA da bactéria
doadora se recombina com o da receptora,
produzindo cromossomos com novas misturas
de genes. Esses cromossomos recombinados
serão transmitidos às células-filhas quando a
bactéria se dividir. A transferência de DNA de
uma bactéria para outra pode ocorrer de três
maneiras: por transformação,transdução e
por conjugação.
• Transformação: Na transformação, a bactéria absorve
moléculas de DNA dispersas no meio e são
incorporados à cromatina. Esse DNA pode ser
proveniente, por exemplo, de bactérias mortas. Esse
processo ocorre espontaneamente na natureza.
Os cientistas têm utilizado a transformação como uma
técnica de Engenharia Genética, para introduzir
genes de diferentes espécies em células bacterianas.
• Transdução: Na transdução, moléculas de DNA
são transferidas de uma bactéria a outra
usando vírus como vetores (bactériófagos).
Estes, ao se montar dentro das bactérias,
podem eventualmente incluir pedaços de DNA
da bactéria que lhes serviu de hospedeira. Ao
infectar outra bactéria, o vírus que leva o
DNA bacteriano o transfere junto com o
seu. Se a bactéria sobreviver à infecção viral,
pode passar a incluir os genes de outra
bactéria em seu genoma.
• Conjugação: Na conjugação bacteriana,
pedaços de DNA passam diretamente de uma
bactéria doadora, o "macho", para uma
receptora, a "fêmea". Isso acontece através de
microscópicos tubos protéicos, chamados pili,
que as bactérias "macho" possuem em sua
superfície.
O fragmento de DNA transferido se recombina
com o cromossomo da bactéria "fêmea",
produzindo novas misturas genéticas, que
serão transmitidas às células-filhas na próxima
divisão celular.
MICROBIOLOGIA
MICROBIOLOGIA
• Definição
– Ramo da biologia que estuda microrganismos, patogênicos ou não
• Bactérias
• Vírus
• Fungos
• Protozoários
• Algas
– Histórico
• Louis Pasteur (1822-1895) Químico
– derrubou geração espontânea
– Aeróbio/anaeróbio
– Pasteurização
– Mudanças nas práticas hospitalares
– Vacinas
» Varicela, antraz e erisipela em porcos
» Raiva (humana)
– Importância:
• Medicina
• Veterinária
• Indústria de alimentos
• Indústria de medicamentos, etc
Bactérias
Fungos
Vírus
Estrutura Célula Eucariota
• Etmologia
– Eu = verdadeiro
– Carion = núcleo
• Organelas celulares envolvidas por membrana
• Estrutura
– Membrana celular
– Núcleo
– Citoplasma
– Organelas (RER, REL, C.Golgi, Ribossomos, Lisossomos,
Mitocôndrias, Plastos)
– Parede celular
– Estruturas locomotoras
• Cílios
• Flagelos
Estrutura Célula Procariota
• Etmologia
– Pro = falso
– Carion = núcleo
• Organelas celulares não envolvidas por membrana
• Estrutura
– Membrana celular
– Citoplasma
– Parede celular
– Estruturas de resistência (esporos)
– Estruturas locomotoras
• Cílios
• Flagelos
– Pili ( = fímbrias)
• Fixação
• Reprodução
Comparação entre células Células Eucarióticas
eucarióticas e Células Procarióticas
procarióticas Vegetal Animal

Todos os vegetais, fungos e Todos os animais e


Distribuição biológica Todas as bactérias
algas protozoários

Membrana nuclear Presente Presente Ausente

Em geral, ausentes,
Outras estruturas exceto os
membranosas além Presentes Presentes mesossomos e as
da membrana celular membranas
fotossintéticas

Microtúbulos Presentes Presentes Ausentes

Ribossomos
80S 80S 70S
citoplasmáticos

Cromossomos DNA + proteínas DNA + proteínas DNA

Quando presentes,
Complexos, quando
apresentam estrutura
Complexos, quando presentes (sistema
Flagelos ou cílios protéica contorcida
presentes respiratório,
simples, não possuem
protozoários ciliados)
cílios

Quando presente,
constituição química Constituição química
Parede celular Ausente
simples (geralmente complexa
celulose)

Fotossíntese Presente Ausente Cianobactérias


REINO
MONERA
Algumas Bactérias de interesse em saúde:
• Staphylococcus aureus
• Sthaphylococcus epidermidis
• Sthaphylococcus saprophiticus
• Streptococcus pneumoniae
Bactérias
• Mycobacterium tuberculosis
• Escherichia coli
• Proteus sp
• Vibrio cholerae
• Klebsiela pneumoniae
• Salmonella sp
• Shigella sp
• Pseudomonas aeruginosa
• Neisseria gonorrhoeae
• Treponema pallidum
• Streptococcus agalactiae
• Mycobacterium leprae
• Clostridium tetani
• Clostridium botulinum
• Helicobacter pylori
Bactérias
• Introdução
– Procariotas
– Unicelulares
– UFC
Bactérias
• Estrutura da célula bacteriana
Bactérias
• Classificação
– Quanto à morfologia
• Cocos
• Bastonetes
• Espirilos
• Vibriões
Estrutura da célula bacteriana
Bactérias
• Classificação
–Quanto às características tintoriais
• Gram
–Positivo
–Negativo
Bactérias
• Técnica de coloração de Gram
Bactérias
• Classificação
–Quanto às características tintoriais
• Ziehl-Nielsen
–Positivo
–Negativo
Bactérias
• Classificação
–Quanto à necessidade de O2
• Aeróbia obrigatória
• Microaerófila (5% O2)
• Anaeróbia
–Obrigatória
–Facultativa
–Quanto à motilidade
• Móvel
• Imóvel
Bactérias

• Classificação
– Quanto à temperatura ótima

T°C de crescimento
Categoria
Mínima Ótima Máxima
Termófilas 25 50-60 113
Mesófilas 10 20-40 45
Psicrófilas -5 10-20 30
Bactérias

• Classificação
– Quanto ao pH

pH Categoria
1 a 5,4 Acidófilas
5,4 a 8,5 Neutrófilas
>= 8,5 Basófilas
Bactérias
• Habitat humano
–Trato digestivo (boca ao ânus)
–Trato respiratório (nariz aos pulmões)
–Pele e mucosa
–Olhos
–Ouvidos
–Vagina
–Uretra
Bactérias
• Reprodução Assexuada
–Divisão binária simples
Bactérias
• Reprodução Sexuada
• Conjugação
–Transferência de material genético entre
bactérias
• Transdução
–Participação viral
• Transformação
–Material genético no meio
Bactérias
• Fatores que afetam o crescimento bacteriano
– Nutrientes
– Umidade
– Temperatura
– pH
– Pressão Osmótica e Salinidade
– Pressão Barométrica
– Atmosfera gasosa
Bactérias
• Cultura bacteriana
–Meios de cultura
• Líquidos
• Semi-sólidos
• Sólidos
Bactérias
• Cultura bacteriana
–Tempo de incubação
–Tempo de geração
• 20 min  E coli, Vibrio cholerae,
Staphylococcus e Streptococcus
• 10 min  Pseudomonas sp e Clostridium sp
• 18 a 24 h  Mycobacterium tuberculosis
–Contagem da população bacteriana
• Unidade Formadora de Colônia - UFC
Bactérias
• Curva crescimento bacteriano: 4 fases
• 1) Lag
– Absorção nutrientes
– ↑ atividade enzimática N° de indivíduos ~ constante
– Preparo para a divisão
• 2) Log
– N° indivíduos aumenta de maneira constante

N° células
1 2 4 8 16 32 64 128 256 512 1024 2048
bacterianas
Progressão
2° 2¹ 2² 2³ 2 4 2 5 26 27 28 29 210 211
geométrica (razão 2)
Bactérias
• N° UFC’s após um determinado n° de
gerações é dado por:
–N = No x 2n , onde:
–N = N° de UFC’s após um determinado n° de
gerações
–No = Número de UFC’s inicial
–n = número de gerações
Bactérias
• Exemplos:
– I) 2 UFC’s, daqui a 11 gerações, darão quantas UFC’s?
• N = No x 2n  N = 2 x 211  N = 2 x 2048 = 4096 UFC’s
– II) 1000000 UFC’s, daqui a 9 gerações, serão quantas?
• N=No x 2nN=1000000 x 29N=1106x29=512000000=5,12108 UFC’s
– III) Em quantas gerações 10000 UFC’s alcançam 1000000 UFC’s?
• Os cálculos com UFC utilizam n° muito grandes, o uso de logaritmo é uma
prática comum. Logando os dois membros da equação, tem-se:
– a) Log N = Log No x Log 2n
– b) Log N = Log No x n x Log 2 (Log 2 = 0,301)
– c) Log N = Log No x n x 0,301
– d) n x 0,301 = Log N – Log No
– e) n = (Log N – Log No)/0,301
Bactérias

• Curva de crescimento bacteriano


• 3) Estacionária
– diminui a velocidade de reprodução
– Número de indivíduos ~ constante
• 4) Declínio
– N° indivíduos diminui, tendendo a zero
Curva de Crescimento Bacteriano
Bactérias

• Biofilmes

• Ponto de morte térmica


– < T°C que mata 100 % dos microorganismos em
suspensão em 10 (dez) minutos

• Tempo de morte térmica


– < tempo que mata 100 % dos microorganismos em
suspensão a uma dada temperatura
Sítios de doenças bacterianas em humanos
– Pele
– Ouvido
– Olhos
– Sistema respiratório
– Cavidade oral
– Trato gastrointestinal
– Sistema geniturinário
– Sexualmente transmissíveis
– Circulatório
– Sistema Nervoso Central