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Auditoria Contábil – Planejamento Tributário

Programa Avançado de Capacitação em


Auditoria Contábil Tributária Digital

Módulo 1 – Sistemas Contábeis


Planejamento Tributário

Prof. Pedro Anan Junior

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SECRETARIA DA FAZENDA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Agenda
• Introdução
• Importância do Tema
• Análise dos conceitos
• Evolução do Tema
• Conclusão.

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Currículo – Pedro Anan Junior
• Sócio da Anan Advogados
• Especialista em Direito Empresarial pela PUC-SP
• MBA Controller pela FEA-USP
• Foi Conselheiro do Conselho de Contribuintes e do CARF
• Foi Juiz do Tribunal de Impostos e Taxas de SP
• Foi Conselheiro do Conselho Municipal de Tributos de SP
• Diretor do Conselho Consultivo da APET
• Professor do Curso de Especialização em Direito Tributário na APET,
FAAP, FGV, EPD, Anhanguera, ESA, FUCAPE, JUSPODIVM, ICSS, IBET
• Autor do Livro Fusão, Cisão e Incorporação de Sociedades – Ed.
Quartier Latin
• Coordenador dos Livros Planejamento Fiscal Volumes 1, 2 e 3, IRPJ
ambos da Quartier Latin, IRPF a Luz da Jurisprudência do CARF, ITR a
Luz da Jurisprudência do CARF, e Prestação de Serviços Intelectuais
por Pessoas Jurídicas – ambos da MP Editora

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Planejamento Tributário
• O que é Planejamento Tributário?
• Qual a sua Importância?
• Quais conhecimentos devo ter?
• Quais Cautelas devo seguir?
• O que o Empresário busca?

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Planejamento Tributário
O planejamento tributário é o procedimento adotado:

– Como forma de economia de tributos (reduzir, suprimir,


diferir);

– Onde são projetados os atos e fatos futuros, conforme os


dispositivos legais vigentes;

– obtendo as informações do ônus tributário que incidirão


sobre os mesmos.

Necessário separar o joio do trigo.

Pode ser feito pela PF e PJ

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Planejamento Tributário
• Planejamento Tributário - Importância no
Planejamento Estratégico das Empresas

• No planejamento estratégico

• Diretrizes estratégicas

• Planos de ação.

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• Conceitos relacionados
• Elisão Fiscal, Evasão Fiscal, Simulação,
Fraude a Lei, Abuso de Direito, Abuso de
Forma, Dissimulação, Negócio Jurídico
Indireto, etc.

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• Elisão Fiscal – antes da ocorrência do fato
gerador – lícito
• Evasão Fiscal – após a ocorrência do fato
gerador – ilícito
• Conceitos antagônicos
• Mesma finalidade – Economia tributária.

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• Negócio Jurídico Indireto
– Quando as partes recorrem a negócio jurídico, cuja
forma e disciplina se sujeitam, com o objetivo de
alcançar consciente e consensualmente, finalidades
diversas das que lhe são típicas.
• O negócio é seriamente querido pelas partes;
• As partes visam alcançar um fim diverso do fim típico
do negócio adotado
• A forma e a disciplina jurídica continuam a ser
aquelas do negócio adotado.
- Liberdade Contratual

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Simulação:
 Código Civil
“Art. 167 – É nulo o negócio jurídico simulado, mas subsistirá o que
se dissimulou, se válido for na substância e na forma.
§ 1º Haverá simulação nos negócios jurídicos quando:
I – aparentarem conferir ou transmitir direitos a pessoas diversas
daquelas às quais realmente se conferem, ou transmitem;
II – contiverem declaração, confissão, condição ou cláusula não
verdadeira;
III – os instrumentos particulares forem antedatados, ou pós-
datados.
§ 2º Ressaltam-se os direitos de terceiros de boa-fé em face dos
contraentes do negócio jurídico simulado.

DISCORDÂNCIA ENTRE A VONTADE E A DECLARAÇÃO.


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• Fraude a Lei
– Os contratantes procuram contornar a Lei,
criando mecanismos a fugir a sua aplicação.

• Ex: Ao invés de importar veículo usado, importo as


peças e monto o veículo.

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• Abuso de Direito
– Quando o ato juridico praticado legitimado
pela ordem jurídica, ultrapassa as fronteiras
do exercício regular do direito.

• Ex: Levantar um muro e impedir do vizinho


receber o sol.

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• Abuso de forma
• Ocorre quando os atos ou negócios
jurídicos são praticados utilizando-se
formas anormais, inadequadas ou
atípicas.
• Para tanto é necessário que exista um
descompasso entre a forma jurídica
adotada e a relação econômica que
através dela se exterioriza.
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Artigo 116, parágrafo único do CTN - Lei Antielisão

“A autoridade administrativa poderá desconsiderar atos ou


negócios jurídicos praticados com a finalidade de dissimular a
ocorrência do fato gerador do tributo ou a natureza dos
elementos constitutivos da obrigação tributária, observados
os procedimentos estabelecidos em lei.”
Tentativa com a MP 66/02.
Projeto de Lei 536/2007
MP 585/2015

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PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO

1) Evolução do tema no Conselho de


Contribuintes/CARF
Antiga visão Nova visão
 busca pelo propósito negocial: sob a ótica
 adoção do princípio da tipicidade e da de vista tributário, a validade do negócio
estrita legalidade - teoria de Alberto Xavier e jurídico vincula-se à licitude do negócio no
Antonio Roberto Sampaio Dória; geral, e não à cada etapa individualmente
 o cumprimento dos requisitos legais e considerada;
formais previstos para o negócio jurídico era  a economia de tributo justifica um
suficiente para caracterizar a licitude da planejamento, contanto que respeitada a
operação, ainda que posta a efeito de forma finalidade dos institutos do direito privado;
indireta;
 a subsunção do fato à norma: verificação do
 negócio jurídico indireto era sinônimo de cumprimento dos requisitos formais e
planejamento tributário; materiais para a caracterização do negócio
declarado; e

SUBSUNÇÃO À LEI LICITUDE DO ATO negócio jurídico indireto continua sendo


=
sinônimo de planejamento tributário, desde
que as partes se submetam aos efeitos de
cada um dos negócios praticados = substância
econômica do negócio.
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 Cuidados:
 Todas as ações ou omissões têm que ser lícitas;
 Têm que acontecer antes da ocorrência do fato gerador
- elisão fiscal;
 Analisar se houve simulação/fraude a lei/abuso de
forma/negócio jurídico indireto/evasão fiscal.
 Analisar se há sustentação econômica (faz sentido o que
o contribuinte fez).
 Não basta somente analisar forma jurídica (papel aceita
tudo)
 Importância das Formalidades/Execução (contratos,
registros, contabilidade, notas fiscais, recibos, etc).
 Conhecer Bem o Negócio ou Operação
 Intimar o contribuintes para não cercear o direito de
defesa
 Elaborar um relatório bem fundamentado.

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Planejamento Tributário
• Caso Grendene
• Ap. Cível 115.475-RS
CRIAÇÃO DE VÁRIAS EMPRESAS PARA OPTAR PELO LUCRO
PRESUMIDO – Constituídas foram, no mesmo dia, de uma só
vez, pelas mesmas pessoas físicas, todas sócias da autora,
oito sociedades com o objetivo de explorar comercialmente,
no atacado e no varejo, calçados e outros produtos
manufaturados em plástico, o mercado interno e no
internacional. Tais sociedade, em decorrência de suas
características e pequeno porte, estavam enquadradas no
regime tributário de apuração de resultados com base no
lucro presumido, quando sua fornecedora única, a Autora,
pagava o tributo de conformidade com o lucro real.
Legitimidade de autuação do Fisco, em relação à receita não
tributada na Autora; reconhece-se à Recorrente apenas o
direito de compensação do imposto pago pelas aludidas
empresas.

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Planejamento Tributário – Caso Santander
AMORTIZAÇÃO DO ÁGIO EFETIVAMENTE PAGO NA AQUISIÇÃO SOCIETÁRIA.
PREMISSAS.
As premissas básicas para amortização de ágio, com fulcro nos art. 7o., inciso III, e
8o. da Lei 9.532 de 1997, são: i) o efetivo pagamento do custo total de aquisição,
inclusive o ágio; ii) a realização das operações originais entre partes não ligadas; iii)
seja demonstrada a lisura na avaliação da empresa adquirida, bem como a
expectativa de rentabilidade futura. Nesse contexto não háespaço para a
dedutibilidade do chamado “ágio de si mesmo”, cuja amortização é vedada para fins
fiscais, sendo que no caso em questão essa prática não ocorreu.
INCORPORAÇÃO DE SOCIEDADE AMORTIZAÇÃO DE ÁGIO ARTIGOS 7o E 8o DA LEI
No 9.532/97. PLANEJAMENTO FISCAL INOPONÍVEL AO FISCO INOCORRÊNCIA.
No contexto do programa de privatização das empresa de telecomunicações,
regrado pelas Leis 9.472/97 e 9.494/97, e pelo Decreto no 2.546/97, a efetivação
da reorganização de que tratam os artigos 7o e 8o da Lei no 9.532/97, mediante a
utilização de empresa veículo, desde que dessa utilização não tenha resultado
aparecimento de novo ágio, não resulta economia de tributos diferente da que seria
obtida sem a utilização da empresa veículo e, por conseguinte, não pode ser
qualificada de planejamento fiscal inoponível ao fisco. (Acórdão 140200.802)

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Planejamento Tributário
Incorporação às Avessas
Acórdão nº 107-07.596 (16/04/2004)
Mantido pela CSRF – Ac. nº 01-05.413 (30/03/2006)

“INCORPORAÇÃO ÀS AVESSAS – GLOSA DE PREJUÍZOS – IMPROCEDÊNCIA. A


denominada “incorporação às avessas”, não proibida pelo ordenamento, realizada entre
empresas operativas e que sempre estiveram sob controle comum, não pode ser tipificada
como operação simulada ou abusiva, mormente quando, a par da inegável intenção de não
perda de prejuízos fiscais acumulados, teve por escopo a busca de melhor eficiência das
operações entre ambas praticadas.”

 legalidade da operação;
Aspectos Relevantes do  dotada de propósito negocial: reorganização estrutural;
Julgamento: e
 submissão aos efeitos do negócio;

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OBRIGADO!

Anan Advogados
Pedro@ananadvogados.com.br

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Referências
• GRECO, Marco Aurélio. Planejamento Tributário, São Paulo: Editora
Dialética, 2004.
• ROCHA, Valdir de Oliveira (org.). Planejamento fiscal – teoria e prática. 2º
Volume. São Paulo: Editora Dialética, 1998.
• HUCK, Hermes Marcelo. Evasão e elisão – rotas nacionais e
internacionais do planejamento tributário. São Paulo: Editora Saraiva, 1997.
• ANAN JR., Pedro. Planejamento Fiscal 1, 2 e 3, São Paulo. Editora
Quartier Latin, 2005, 2009.
• MAGALHÃES PEIXOTO, Marcelo, Planejamento Tributário, São Paulo,
MP Editora 2007.
• MAGALHÃES PEIXOTO, Marcelo, Planejamento Tributário, São Paulo,
Editora Quartier Latin 2004.
• ANAN JR., Pedro. Fusão, Cisão e Incorporação de Sociedades, São
Paulo. Editora Quartier Latin, 2009

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