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O espaço geográfico

S.A.
IESDE Brasil

A o observar as paisagens você pode perceber


algumas mudanças que foram ocorrendo, ao
longo do tempo, num determinado espaço: o
da cidade de São Paulo. Algumas mudanças foram po-
sitivas, e outras, causaram problemas.
Hoje, de forma mais intensa, o espaço das socie-
dades humanas se altera, se organiza e se reorganiza mais
rapidamente. De qualquer forma, sempre foi através do
trabalho que os homens se apropriaram da natureza,
produzindo e elaborando espaços diferenciados. Esses
espaços resultam das necessidades e das atividades
produtivas e sociais que se estabelecem ao longo de
suas construções.
s.

Reconhecermos e nos comprometermos com o nos-


i
Nani Gó

so espaço de vivência é condição fundamental para o


pleno desenvolvimento das sociedades. E, é no estudo
geográfico que encontraremos a base para a compre-
ensão e reflexão de nosso mundo, para que possamos
atuar nele de forma mais consciente e positiva.
Você tem conhecimento de algumas mudanças
recentes ocorridas em sua cidade? Converse com pessoas
mais velhas de sua família sobre as mudanças ocorridas e
pesquise imagens que as demonstrem.

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Introdução à Geografia
e noções de espaço
A Geografia é um dos saberes mais antigos da humanidade, pois compreender o espaço em
que se vive, em todos os aspectos e dimensões, sempre foi de grande interesse dos homens.
Se formos analisar a origem da palavra Geografia, teremos: Geo = Terra/ grafia = escrita;
descrição. Poderíamos, então, considerar essa ciência como uma simples descrição da Terra?

No século III antes de Cristo, o filósofo grego Eratóste-


nes (276 a.C. – 194 a.C.) criou a palavra geografia (Geo, Ter-
ra; grafia, escrita) advinda dos conhecimentos que se adquiria
sobre nosso planeta na época. Eratóstenes, dentre os vários
estudos que realizou, destacou-se pelo cálculo que fez da
circunferência da Terra (quase com exatidão), concluindo,
então, sua esfericidade. Em 240 a.C., Eratóstenes tornou-se
diretor da famosa Biblioteca de Alexandria, no Egito.

A ciência geográfica, além de descrever um fenômeno, é a ciência que interpreta e analisa


os fatos produzidos pelos homens através da sua relação com a natureza.
Assim, a Geografia deve priorizar a análise do homem enquanto um ser que utiliza os
recursos naturais de acordo com as suas necessidades, construindo um tipo especial de espaço: o
geográfico. O espaço geográfico é o cenário no qual os homens se relacionam entre si, produ-
zindo uma determinada cultura. Dessa forma, a Geografia se preocupa com as questões sociais,
territoriais, políticas, culturais e ambientais do espaço, na medida em que ela interage com
várias outras ciências.
Muitos geógrafos dividem a Geografia em:
Geografia física: estuda o espaço elaborado pela natureza, independente da ação
humana. Essa área de estudo compreende, por exemplo, a climatologia (clima) e a
geomorfologia (relevo).
Geografia humana: compreende o estudo explicativo do espaço elaborado pelo ho-
mem. Conta também, com diversos ramos, entre eles, a Geografia da população e a
Geografia agrária.
Apesar dessa divisão, a relação entre o homem e a natureza é tão íntima e complexa
que, em muitos casos, não conseguimos definir onde começa o físico ou o humano, pois
ambas as categorias se relacionam a quase todo momento. Da mesma forma que não po-
demos estudar o espaço físico sem considerar a ação direta ou indireta dos homens sobre
os espaços.
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Assim, é através do estudo geográfico que podemos compreender e discutir os problemas
reais do mundo. Por exemplo, se analisarmos os aspectos problemáticos do nosso planeta, iden-
tificaremos uma série de conflitos de ordem social, como a fome, a violência, a falta de saúde
e educação, as guerras e outros que causam sofrimento a uma grande parcela da população dos
países mais pobres. Identificamos, ainda, por outro lado, uma minoria populacional com acesso
a vários benefícios que a modernidade tecnológica oferece.

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Reconhecer e promover mudanças nas relações existentes entre os homens e o espaço,
para melhor agir sobre ele, é um dos principais papéis da Geografia. Pois, para transformar o
mundo, é preciso conhecer o espaço habitado. Para isso, ela dispõe de técnicas e métodos
próprios, auxiliados pela produção e interpretação de mapas, que facilitam na compreensão dos
fenômenos.

Noções de espaço: conceitos e mudanças


Quando afirmamos que as sociedades humanas modificam e organizam o seu espaço de vivência,
estamos nos referindo às transformações que ocorreram, primeiramente, no espaço natural. Esse
espaço natural, também chamado de primeira natureza se transforma em uma espécie de segunda
natureza, correspondente à natureza humanizada, que denominamos de espaço geográfico.
Assim, podemos conceituar o espaço geográfico como sendo aquele que resulta da ação dos
seres humanos sobre a natureza.
Observe isso nas paisagens a seguir.
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Fernando de Noronha, Dois Irmãos, Praia do Sancho.

O espaço natural é formado por elementos criados pela evolução e dinâmica da própria
natureza, sem a interferência humana, são os chamados elementos naturais.

Belo Horizonte, Minas Gerais.

Já o espaço humanizado compreende elementos criados pelas sociedades humanas; são os


denominados elementos humanizados ou culturais. É através do trabalho que os homens modificam
a natureza, por isso o espaço geográfico é resultado de uma ação coletiva, e não individual.
Agora, observe e analise estas duas fotos abaixo.
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Nani Góis.

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Largo da Ordem, em Curitiba (PR), antigamente. Largo da Ordem, em Curitiba (PR), atual.
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Discuta com seus colegas:
A que lugar se referem as fotos?
Que diferenças vocês podem perceber entre os elementos dessas paisagens? E que
semelhanças?
Por que ocorreram modificações? Como podem ter ocorrido?
Certamente, você percebeu que um espaço pode ser formado por elementos criados em
momentos históricos distintos. Há algumas edificações, por exemplo, na paisagem da segunda
foto, que foram construídas há mais de cem anos, e outras, recentemente.
Portanto, os espaços, também, refletem as mudanças que foram ocorrendo ao longo do
tempo em uma determinada sociedade. Os elementos mais antigos permitem conhecer a história
desses lugares e são importantes registros históricos.
Cada sociedade construiu e constrói um tipo característico de espaço, integrado com o
meio natural em que se insere e de acordo com suas crenças e ideias. Isso se percebe nas dife-
rentes habitações, métodos de sobrevivência, produção de bens etc.

Klaus Denecke Rabello.

Rio de Janeiro – orla da praia.


Nas cidades, principalmente, através dos diferentes tipos de bairros ou de moradias, é
possível, também, percebermos a desigualdade de renda existente na população.

O pai da Geografia moderna


Com suas expedições, o alemão
Alexander von Humboldt colocou a disciplina no centro das discussões
Naturalista, explorador e reconhecido como um dos “pais” da Geografia moderna,
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Alexander von Humboldt (1769-1859) trouxe enormes contribuições a diferentes áreas


do conhecimento, como a geologia, a climatologia, a oceanografia e a biogeografia.

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Descendente de família nobre de Berlim, Humboldt nasceu durante o período em que
a Alemanha ainda lutava por sua unificação. Estudou Filosofia, História e Ciências Na-
turais nas Universidades de Göttingen e Frankfurt. Anos mais tarde, passou a se dedicar
às pesquisas científicas.
Mais que um mero técnico de gabinete, Humboldt dedicou-se à investigação de campo.
Assim, participou de inúmeras expedições pela Europa, Ásia e América Latina. Em sua
primeira expedição, acompanhou George Foster – importante naturalista – em uma jor-
nada ao longo do vale do Reno. Daí surgiu o seu primeiro estudo, chamado Observações
sobre o Basalto do Reno.
Do século XVIII para o XIX, Humboldt viajou pela América Latina com o botânico
francês Aimé Bonpland. Em sua expedição pelos rios Orinoco e Amazonas, na Venezuela,
localizou a existência de uma comunicação entre os sistemas dessas duas importantes
bacias hidrográficas da América do Sul. No Equador, escalou o Monte Chimborazo, de 6
mil metros de altitude, um recorde para a época. O naturalista esteve também no Peru,
onde estudou as correntes marítimas, morou por quase um ano no México, além de uma
breve passagem pelos Estados Unidos.
Ao retornar à Europa, foi morar em Paris, cidade na qual passou a publicar seus
estudos e a fomentar a criação de sociedades científicas e geográficas. Dentre os
livros que escreveu destacam-se Quadros da Natureza e Cosmos, obra de cinco volumes,
lançada entre 1845 e 1862, em que Humboldt deixa clara sua visão de que a Geografia
seria uma ciência de síntese, ideia que repercutiria por muitos anos entre os geó-
grafos.
O explorador também se preocupou com as organizações políticas e sociais das
sociedades humanas.[...]
Como resultado de suas investigações, Humboldt contribui para um enorme avanço
das ciências naturais, ao descrever plantas, animais e acidentes geográficos até então
desconhecidos dos europeus. [...]
Em seus últimos anos de vida, Humboldt voltou para Berlim, onde, além de lecionar,
se tornou conselheiro da Prússia. Morreu em maio de 1859, meses antes de completar 90
anos, deixando enorme legado para a Ciência. Junto com outro alemão, Karl Ritter, deu
o pontapé inicial à Ciência Geográfica.
(Vitiello, Márcio Abondanza. Revista Discutindo Geografia. Editora Escala Educacional. Ano 3, n. 13,
p. 18 e 19. 2007)

1. Conceitue:
a) primeira natureza:
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b) segunda natureza:

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Solução:
a) Compreende o espaço não modificado pela ação do homem.
b) Formado por elementos criados pela evolução e dinâmica da própria natureza.

2. O que é Geografia? Qual a sua importância na atualidade?


Solução:

A Geografia é a ciência que se preocupa em estudar o espaço geográfico. É através dela


que podemos compreender as relações dos homens entre si e a natureza. É nas aulas
de Geografia que podemos discutir sobre os reais problemas do mundo.

3. Diferencie Geografia física de Geografia humana. Com exemplos.


Solução:

A Geografia física estuda o espaço elaborado pela natureza, independente da ação


humana. Por exemplo, a climatologia (clima). A Geografia humana compreende o estudo
explicativo do espaço elaborado pelo homem. Por exemplo, Geografia da população.

1. O homem é um ser social que:


a) modifica a natureza visando, exclusivamente, a melhoria das condições de vida de
toda a humanidade e, também, dos animais.
b) não depende da natureza para sobreviver.
c) é dotado de inteligência e é o único animal que não agride a natureza.
d) modifica a natureza para criar um ambiente próprio, diferenciado e artificial.
e) devolve à natureza tudo aquilo que dela extraiu.

2. Assinale V quando a afirmativa for verdadeira ou F quando for falsa.


( ) A natureza primitiva ou primeira natureza é formada por elementos artificiais.
( ) Podemos afirmar que a Geografia ensinada nas escolas, atualmente, refere-se
apenas à descrição da Terra.
( ) Por meio do trabalho os homens modificam os espaços.
( ) Muitas cidades brasileiras possuem, no mesmo espaço, construções antigas
e recentes.
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3. Represente, por meio de desenhos, uma tira que demonstre o processo de formação
de um espaço geográfico, partindo de um espaço natural.

4. Agora, utilizando palavras do quadro, redija um texto explicativo de sua tira feita no
exercício anterior.

espaço artificial – natureza – trabalho – espaço natural –


necessidade – sociedade

5. Discuta com seus colegas e professor e escreva porque a Geografia é importante na


formação de sua cidadania.
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6. Liste alguns contrastes sociais e econômicos existentes no espaço de sua cidade.

7. Procure em jornais, revistas ou internet imagens e informações relacionadas a algum


problema ambiental que tenha ocorrido no lugar onde você mora, ou próximo dele.
Recorte as imagens, cole-as no seu caderno e faça um comentário sobre as causas e
consequências desse problema ambiental.

8. Analise a frase abaixo:

“Na verdade, pode-se afirmar que não existem mais espaços naturais totalmente li-
vres da ação direta ou indireta do homem”.

A frase está:
a) totalmente errada.
b) parcialmente errada, porque a Antártida está totalmente livre da ação do homem.
c) certa.

Após escolher sua opção de resposta, justifique-a.

Auxiliado pelos seus professores de História e Arte, pesquise telas de artistas que regis-
traram, no passado, paisagens do Brasil. Pesquise a respeito desses lugares, procurando saber
de que lugar se tratava, quando foi feita a obra, quais eram as características do lugar e que
mudanças ocorreram ao longo dos anos. Depois, você e seus colegas poderão, também, produzir
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uma obra registrando uma determinada paisagem de sua cidade.

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Sugestão de filme:
A MÁQUINA do Tempo (The Time Machine). Direção de Simon Wells. Estados Unidos da Améri-
ca: Columbia Tristar, 2002.
Determinado a provar que a viagem no tempo é possível, um cientista consegue criar uma
máquina do tempo e, ao testá-la, viaja mais de 800 mil anos no futuro. Dirigido por Simon Wells
(O Príncipe do Egito) e com Guy Pearce, Jeremy Irons, Mark Addy e Orlando Jones no elenco.
Recebeu uma indicação para o Oscar.

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O espaço sideral

[...] Aos poucos, as estrelas começaram a brilhar


com mais intensidade e, impulsionadas pelos
acordes da melodia, exibiam-se salpicando de lu-
zes e cores o manto negro do céu. Era um cenário
deslumbrante para o balé celestial.
.
NASA

Os planetas aceleraram seus movimentos, atraindo


suas luas para a dança.

A Terra, toda de azul, girava solene com seu satélite


prateado, enquanto Mercúrio, amante da velocidade,
rodopiava incansável em torno do Sol.

O planeta Marte tentava ofuscar Antares, sua rival, a


estrela gigante vermelha da constelação de Escorpião,
refletindo ainda mais o vermelho do seu solo.

O gigante Júpiter, alternando o colorido de suas


faixas, na cadência da música, oferecia um show
muito especial. Rodeado por suas 17 luas, desper-
tava a admiração da Estrela-Dalva, como é chamado
Vênus, o mais brilhante de todos os planetas.
NASA.

Saturno, o mais envaidecido por ter sido eleito


o mais belo astro do Sistema Solar, evolucionava
majestoso pelo espaço, desfilando sua leveza e o
colorido dos seus anéis.

Urano, em passo cadente, entregava-se ao baila-


do com suas 15 luas. (...)

(Rangel Netto, Edgar. A Dança dos Planetas.


São Paulo: FTD, 1999. p. 26-28)

O
NASA.

trecho do livro acima traz, de forma lúdica, um


pouco do espetáculo do movimento dos astros
no espaço sideral. Nesse módulo você está
convidado a estudar sobre esse espaço tão grandioso e
misterioso.

Em se tratando da composição do espaço, converse com


seus colegas sobre o que chama mais sua atenção e ex-
EF2_6A_GEO_002 plique por quê.
A origem do Universo
e o Sistema Solar
O tema da origem do Universo é um dos mais instigantes na história da ciência. Desde
Aristóteles, inúmeros cientistas dedicaram-se por meio da observação das estrelas e do cálculo
matemático, a explicar como e por que o Universo teria se formado. Essas perguntas ainda estão
longe de serem respondidas com precisão pela ciência. Dessa maneira, é na religião que muitas
pessoas se apoiam para a explicação da existência do Universo.
Porém, a teoria mais aceita entre a comunidade científica para explicar a formação do
Universo é a teoria do Big Bang.
Mas, o que é uma teoria científica?
Uma teoria científica representa aquilo que conhecemos sobre um determinado assunto,
num determinado momento, pelo menos até que surja um novo fato que contrarie ou confirme
o que já foi estudado. Por isso, o conhecimento é a soma de tudo que adquirimos no decorrer
da história da humanidade.
Voltamos, então, à teoria do Big Bang (do inglês big: grande, e bang: explosão, estrondo).
Segundo essa teoria, todo o Universo surgiu de um único ponto, muito pequeno, denso e
quente que continha tudo o que hoje podemos observar em todo o Universo. Não existia espaço
e tempo. O próprio espaço foi criado no momento de sua explosão, ocorrida há aproximadamente
15 bilhões de anos, quando se formou o Universo, e este começou a existir.
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Simulação do Big Bang.


Após a explosão, o Universo era pequeno e muito quente, com o passar do tempo houve
sua expansão e resfriamento e a maioria dos cientistas acredita que essa expansão continua
ainda hoje, embora, haja outro grupo que discorde.
A explosão originou nuvens de poeiras cósmicas e gases que se espalharam pelo Universo.
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A partir dessas nuvens originaram-se as galáxias que compreendem aglomerados gigantescos


de estrelas e outros corpos celestes.

2
Nas galáxias houve junção de gases e poeira cósmica que foram “atraídos” formando es-
trelas que passaram a emitir luz e calor, como o Sol, por exemplo.
Assim, galáxias são partes do Universo onde se agrupam bilhões de estrelas e outros
astros (planetas, satélites, asteroides etc.).
A galáxia onde está o nosso planeta, a Terra, e o Sol chama-se Via Láctea.
Observe a ilustração abaixo.

NASA.
Quase todos os corpos celestes que podemos ver à noite, a olho
nu, fazem parte da Via Láctea, em sua maioria, são estrelas.
As estrelas são astros que possuem luz própria, pois irradiam muita energia. A estrela
mais próxima da Terra é o Sol. Calcula-se que na Via Láctea existam bilhões de estrelas, algumas
parecidas com o Sol e outras de dimensões e colorações diversas.

O Sistema Solar
Como você pôde perceber, nosso Planeta não está sozinho no espaço sideral. Ele pertence
a um sistema de astros, o Sistema Solar.
O Sistema Solar é um conjunto formado por dezenas de astros que giram ao redor de
uma estrela, o Sol. Acredita-se que os planetas do Sistema Solar tenham se formado há mais
ou menos 4,6 bilhões de anos e cerca de 10 bilhões de anos após o Big Bang. Todos eles se
formaram a partir de fragmentos ou detritos do Sol, foram atraídos pela gravidade dessa estrela
e passaram a girar ao seu redor (translação).
O Sistema Solar é formado atualmente por oito planetas conhecidos, dezenas de satélites
naturais conhecidos, asteroides, meteoros e cometas. Observe a ilustração abaixo:
NASA.

Terra Urano
Mercúrio
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Vênus Marte Netuno


Júpiter Saturno

O Sistema Solar está localizado na periferia da Via Láctea.


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Plutão foi descoberto por Clyde Tombaugh em 1930. Logo em seguida, já foi consi-
derado um planeta. Depois de anos de estudo, ficou comprovado que a massa de Plutão
é muito pequena, sendo menor até mesmo que a da Lua terrestre. Durante a 26.ª Assem-
bleia Geral da União Astronômica (UAI), em 2006, ficou decidido que Plutão não faz mais
parte do grupo dos nove planetas. Ele passa a ser considerado um “planeta-anão”.

Todos os planetas do Sistema Solar possuem um núcleo de ferro e rocha e são cercados por
uma atmosfera gasosa. Mas isso não quer dizer que eles são iguais. Alguns quase não têm atmosfera.
Já outros têm uma camada tão grande de hidrogênio em volta que parecem grandes bolas de gás.
Os planetas que estão no primeiro grupo são: Terra, Mercúrio, Vênus e Marte. Esses planetas
são menores que os outros e sua atmosfera é bem fina se comparada com o tamanho do planeta.
No outro grupo estão Júpiter, Saturno, Urano e Netuno, que são planetas muitos maiores.
São feitos quase que só de gás hidrogênio, que forma sua atmosfera.
Todos os planetas circulam ao redor do Sol, mas com velocidades e trajetos diferentes. A
esse movimento chamamos translação; é ele que determina a duração do ano em cada planeta.
Os planetas fazem também o movimento de rotação, que é girar ao redor do seu próprio
eixo, como faz um pião; é ele que determina a duração do dia em cada planeta.
Abaixo uma pequena história de cada planeta.

Mercúrio
É o planeta mais próximo do Sol e um dos menores do Sistema Solar. Possui atmos-
fera, sua superfície é rochosa e possui crateras.

Vênus
Depois do Sol e da Lua, Vênus é o astro mais brilhante do céu e o planeta mais próximo
da Terra. É bem visível e muito conhecido como Estrela-D’alva ou estrela da manhã e estrela
vespertina. Seu diâmetro é quase igual ao da Terra e sua superfície, de extensas planícies,
é mais plana que a superfície terrestre. Também é muito quente. Apresenta temperaturas
em torno de 500°C e o ar é cerca de 100 vezes mais pesado que o da Terra.

Marte
É o planeta vermelho do Sistema Solar. Possui atmosfera rarefeita, indícios de vapor
de água, predomínio de planícies, muitos vulcões e dois satélites naturais: Fobos e Dei-
mos. É o planeta mais parecido com a Terra.

Júpiter
É o maior planeta do Sistema Solar. Possui um campo magnético muito forte, uma atmos-
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fera agitada por ventos violentos (furacões). É quase todo feito de hidrogênio gasoso.

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Saturno
É o segundo planeta do Sistema Solar, conhecido como o planeta dos anéis. Possui
muitos anéis e o maior satélite do Sistema Solar, Titã.

Urano
Esse planeta é azul-turquesa, com anéis de cor clara e tão finos que parecem véus.
São feitos de pó de rochas.

Netuno
Também é azul, mas não tão vibrante quanto Urano. Parece ser o mais gasoso
dos planetas.

Como se forma um planeta


A teoria mais aceita é que esses corpos celestes surgem a partir da concentração de
discos de gás e poeira cósmica resultantes da formação de uma estrela. Com o tempo,
a massa de poeira e gás se aglutina em pequenas rochas, que se fundem em rochas
maiores. Isso ocorre até que o planeta tenha massa suficiente para gerar sua própria
gravidade e se manter coeso. Em geral, o processo para quando o planeta atinge uma
massa semelhante à da Terra. Alguns planetas continuam atraindo gás e se transformam
em gigantes gasosos, como Júpiter e Saturno.

Nascimento, vida e morte de uma estrela


As estrelas nascem de nuvens de gás e poeira cósmica, as nebulosas.
O brilho decorre da queima de elementos como o hidrogênio e o hélio, presentes em
seu núcleo. As estrelas morrem quando esses “combustíveis” se esgotam. Uma galáxia
reúne 1 trilhão desses astros. Eles são classificados de acordo com a massa, a luminosi-
dade e a temperatura, que determina sua cor.

Sol
É uma estrela-anã amarela.
A temperatura na superfície chega a 6 000 graus Celsius (ºC). Está na meia-idade
– ou seja, em 5 bilhões de anos se transformará numa gigante vermelha.
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5
Temperatura no núcleo – 15 milhões de graus.
Idade – 4,6 bilhões de anos.

NASA.
Anã vermelha
O tipo mais comum na vizinhança do Sol. O recém-descoberto planeta GL 581c or-
bita uma delas, a Gliese 581.
Luminosidade – até 1 milésimo da do Sol.
Temperatura no núcleo – entre 1 e 10 milhões de graus.
Idade – de 100 bilhões a 1 trilhão de anos.
(VEJA. Editora Abril. p. 87. 2 maio 2007)

1. Explique o que é uma teoria científica.


Solução:

Conjunto organizado de ideias, de conceitos e de leis científicas resultantes de estudos


realizados por pesquisadores.

2. Qual a teoria mais aceita sobre o surgimento do Universo? Justifique.


Solução:

A teoria mais aceita sobre o surgimento do Universo é a do Big Bang. Segundo essa
teoria, todo o Universo surgiu de um único ponto, muito pequeno, denso e quente que
continha tudo o que hoje podemos observar em todo o Universo. Não existia espaço e
tempo. O próprio espaço foi criado no momento de sua explosão, ocorrida há aproxi-
madamente 15 bilhões de anos, quando se formou o Universo, e este começou a existir.
Após a explosão, o Universo era pequeno e muito quente, com o passar do tempo houve
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sua expansão e resfriamento e a maioria dos cientistas acredita que essa expansão
continua ainda hoje, embora haja outro grupo que discorda.

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3. Por que o Sol atrai todos os demais corpos celestes do Sistema Solar, fazendo-os
gravitar ao seu redor?
Solução:

Porque reúne mais massa do que todos os planetas do Sistema Solar reunidos. Devido
a sua grande massa, possui maior atração gravitacional.

1. Observe o esquema do Sistema Solar e complete a legenda com os nomes dos planetas
conhecidos:

NASA.
a b c d
g h
f
e

a) e)
b) f)
c) g)
d) h)

2. Qual é a estrela mais próxima da Terra?

3. Qual é a temperatura no núcleo e na superfície dessa estrela?


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4. Escreva um texto explicando:
a relação que o Sol mantém com os planetas do Sistema Solar;

a relação que o Sol mantém com o planeta Terra.

5. Observe a imagem, leia o texto e responda.


NASA.

Os buracos negros são áreas dentro do Universo onde


não há estrelas, planetas, cometas, asteroides etc. Enfim,
são áreas praticamente “vazias”.

“Quando se fez um cuidadoso mapa tridimensional da


distribuição das galáxias por todo o espaço que nos cerca,
descobriu-se que existem enormes ‘buracos’, onde há poucas
galáxias [...]. É como se o Universo fosse um queijo suíço ou
uma esponja cheia de buracos. O tamanho desses ‘buracos’
Buraco negro. varia entre 50 e 150 milhões de anos-luz”.
(MARTINS, Roberto de Andrade. O Universo: teorias sobre sua origem e evolução. São Paulo: Moderna, 2001,
p. 165)
a) O que são os “buracos” mencionados no texto?
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b) O que é uma galáxia?

c) Em qual galáxia se situa o planeta


Terra?

6. Pesquise sobre a origem do nome Via Láctea, atribuído para nossa galáxia. Apresente
suas conclusões aos colegas.

7. Pesquise e responda: o que é ano-luz ?

8. “Guarde este nome: GL 581c. Parece esquisito, mas é assim que se chama o planeta
que os cientistas acabam de descobrir.

O novo planeta que não fica em nosso Sistema Solar e está muito longe daqui. A
notícia é importante porque ele é mais parecido com a Terra do que qualquer outro
corpo celeste conhecido”.
(RECREIO n. 375, p. 18. 17 maio 2007)

Pesquise na internet ou em jornais e revistas mais informações sobre esse planeta e


como os cientistas perceberam sua existência.
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Auxiliados pelos professores de Ciências e Matemática vocês farão uma mostra do Universo.
Partindo dos conhecimentos adquiridos em aula e em suas pesquisas, elaborem maquetes para
representar o Sistema Solar. Utilizem materiais diversos, usem a criatividade e apresentem o
trabalho para as outras classes da escola. Mãos à obra!

Sugestões de sites:
Para você pesquisar mais sobre o Universo:
<www.canalkids.com.br/cultura/ciencias/astronomia/planetas.htm>
<www.planetario.utg.br>

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A Lua

H á muitos e muitos anos, em uma pequena aldeia


da costa, viviam um homem e sua mulher. Depois
de um longo período, o casal teve dois filhos: um
menino e uma menina. Os irmãos se davam muito bem,
para alegria dos pais. Um não se separava do outro.
ce.
Digital Jui

O tempo foi passando e as crianças crescendo.


Quando os dois irmãos se tornaram adultos, aconteceu
algo surpreendente: eles não paravam de brigar. Os pais
dos jovens ficaram tristes e espantados. Não conseguiam
entender como os filhos, de uma hora para outra, torna-
ram-se inimigos.
Na verdade, quem se transformou foi o filho, que
tinha inveja da beleza da irmã e, por isso, vivia a per-
segui-la. A menina, por sua vez, já estava cansada das
implicâncias do irmão e não sabia mais o que fazer para
escapar de suas maldades. Mas um dia ela teve uma ideia:
— Vou fugir para o céu. Só assim escaparei do meu
irmão.
A menina então se transformou em Lua.
Quando o rapaz descobriu que a irmã tinha fugido,
.
NASA

ficou muito triste e arrependido.


— Se ela foi para o céu, eu irei também. Não posso
ficar sem a minha irmã.
E foi isso que aconteceu. O rapaz conseguiu ir para
o céu, só que em forma de Sol, e não parou de cor-
rer atrás da menina. Às vezes, ele a alcança e consegue
abraçá-la, causando então, um eclipse lunar.
(LÉVI-STRAUSS, Claude. O Cru e o Cozido apud CASTRO,
Daniele. Ciência Hoje das Crianças. Adaptado.)
A lenda esquimó acima explica o surgimento de dois
astros no céu: o Sol e a Lua. O que você já ouviu falar
sobre a influência da Lua no cotidiano das pessoas? Con-
verse com seus colegas. Você já estudou muitas coisas
sobre o Sol e Sistema Solar, e agora, neste módulo, es-
tudaremos sobre a Lua, suas características e movimen-
tos.

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O satélite natural da Terra
Você sabia que...

Como a Lua gira em torno dela mesma e de nosso planeta, uma parte dela nun-
ca está virada para a Terra. No passado, diziam que ali havia seres misteriosos
e essa região ganhou o apelido de face oculta da Lua. Em 1959, uma nave russa
fez uma foto de lá e provou que não há nada de estranho.
Enquanto investigam a Lua, os astrônomos observam outras coisas, como aviões
que passam em frente aos telescópios, meteoros e satélites artificiais que
passeiam ao redor da Terra.

Ficha da Lua
Diâmetro aproximado:

Digital Juice.
3 476 quilômetros.
Distância da Terra:
384 mil quilômetros.
Superfície:
Poeira, pedras e crateras.
Temperatura na superfície:
233 graus Celsius negativos (mínima) e 123 graus Celsius (máxima).
Atmosfera: não tem.
Água: não há sinais, mas pode existir gelo nos polos.

Mesmo constituindo um corpo menor do que a Terra, a Lua influencia em vários fenô-
menos terrestres, como as marés. A Lua atrai as águas situadas diretamente abaixo dela. Do
lado oposto da Terra, ao mesmo tempo, ocorre também uma elevação das águas. Essa elevação
acontece para manter nosso Planeta em equilíbrio no espaço.
A amplitude das marés varia de acordo com a posição, as fases e a distância da Lua em relação
à Terra. Depende, também, da distância do Sol. Assim, as marés altas e baixas são mais amplas nas
fases de Lua cheia e nova. Isso ocorre porque, nessas fases, o Sol e a Lua estão alinhados com a
Terra. São as marés de sigízia provocadas pela atração combinada do Sol e da Lua.

Movimentos da Lua
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Você, certamente, já percebeu que a Lua também se movimenta pelo céu.

2
A Lua realiza um movimento de revolução ao redor da Terra. Esse movimento leva, apro-
ximadamente, 28 dias para se realizar completamente. Além desse movimento, a Lua realiza
outros dois: a rotação, que é um movimento lento em torno de um eixo imaginário (o mesmo
movimento que forma os dias e as noites na Terra); e a translação, que é um movimento que a
Lua realiza ao redor do Sol, pegando uma espécie de “carona” na translação terrestre.
Observando o céu à noite, você já percebeu que a Lua realiza um movimento aparente
no céu, surgindo na direção leste e desaparecendo no oeste, assim como o Sol? Isso acontece
porque a Terra gira no seu eixo imaginário.
De acordo como a Lua se posiciona, em virtude do seu movimento, em relação ao Sol e à
Terra, temos as diferentes fases da Lua:

Lua nova ou novilúnio


A Lua nova é a fase que ocorre quando a Lua se encontra na

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conjunção, isto é, entre o Sol e a Terra. Nessa fase, a metade da
Lua voltada para a Terra é a não iluminada (noite na Lua). Por essa
razão, a sua imagem é escura, cinza ou azulada e sem luar (brilho
refletido).
A Lua nova pode ser vista apenas durante o dia, principalmente
bem de manhã ou bem à tarde, e mais ou menos na direção do Sol. Lua nova.

Lua crescente ou quarto crescente


Uma semana após a Lua nova, ocorre a fase da Lua crescente, quan-
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do a Lua se encontra em quadratura, fora do alinhamento Terra–Sol.


Nessa fase, a metade da Lua voltada para a Terra é parcialmente
iluminada. Por essa razão, a sua imagem é a de meia-lua, lembrando-nos
a letra C.
A Lua crescente é vista no período da tarde e na primeira metade da
Lua crescente.
noite, isto é, depois do meio-dia e antes da meia-noite.

Lua cheia ou plenilúnio


A Lua cheia ocorre uma semana após a fase de Lua crescente, quando a Lua se encontra
em oposição ao Sol, isto é, no alinhamento Sol–Terra–Lua.
Nessa fase, a metade da Lua voltada para a Terra, e também para
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o Sol, é totalmente iluminada (dia na Lua).


Por essa razão, a sua imagem é a de Lua cheia, refletindo, de toda
a sua face voltada para a Terra, a claridade que recebe do Sol, chamada
de luar.
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A Lua cheia pode ser vista durante toda a noite, do anoitecer ao


Lua cheia.
amanhecer.

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Lua minguante ou quarto minguante
Uma semana depois da Lua cheia é a fase da Lua minguante, quando a Lua se encontra em
outra quadratura, oposta à de Lua crescente, novamente fora do alinhamento Terra–Sol.

IESDE Brasil S.A.


Nesta última fase, a metade da Lua voltada para a Terra é
parcialmente iluminada. Por essa razão, a sua imagem é a de outra
meia-lua, agora parecida com a letra D, que lembra decrescente ou
minguante.
A Lua minguante é vista na segunda metade da noite e no
período da manhã, isto é, após a meia-noite e antes do meio-dia.

Lua minguante.

As fases da Lua

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Eclipses
Você já presenciou um eclipse? Sabe por que ele ocorre?
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Eclipse é um fenômeno que decorre do alinhamento de


três astros, podendo haver ocultação parcial ou total de um
deles. Portanto, existem eclipses totais e parciais.
Eclipse solar – ocorre durante a Lua nova, quando a po-
sição dos três astros é a seguinte: Terra–Lua–Sol. Portanto, a
Lua pode projetar sua sombra sobre a Terra. Nos pontos da su-
perfície terrestre atingidos pelo cone de sombra da Lua, ocor-
re eclipse total; nos pontos atingidos pela penumbra, ocorre
eclipse parcial.
O eclipse solar é de grande importância para observação Eclipse do Sol: a Lua se interpõe entre a Terra
e o Sol, impedindo total ou parcialmente que
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e estudo da coroa solar, da cromosfera e das protuberâncias se veja o Sol.


solares.

4
Eclipse lunar – ocorre durante a Lua cheia, quando a posição dos astros é a seguinte:
Sol–Terra–Lua. Nesse caso, é a Terra que projeta sua sombra sobre a Lua.

Anthony Ayiomamitis.
Eclipse lunar: a Terra projeta sua sombra na
Lua fazendo-a “desaparecer”.

Os eclipses mais frequentes são os do Sol. De modo geral, para cada dois eclipses da Lua,
correspondem três eclipses do Sol. No espaço de um ano, não pode haver mais do que sete
eclipses, nem menos que dois.

Viagem à Lua
Nos Estados Unidos, as pessoas costumam se dividir em dois grupos. Quem nasceu
antes de 1969 e quem nasceu depois. O dia 20 de julho de 1969 foi um marco na história
norte-americana, e na do resto do mundo também: foi o dia em que o homem finalmente
pisou na Lua, o único satélite natural da Terra, distante 384 400 quilômetros de nós.
A façanha foi realizada por dois astronautas norte-americanos, Neil Armstrong e
Edwin Aldrin, integrantes da missão Apollo 11. Milhões de pessoas acompanharam a
chegada do homem à Lua pela televisão, que transmitiu as cenas via satélite. Mas até
hoje tem gente que não acredita. Parecia mesmo incrível que a tecnologia pudesse rea-
lizar uma façanha como aquela.
Um dos foguetes mais poderosos criados pelo homem até hoje é exatamente o
Saturno V, que levou a nave Apollo 11 para a Lua. Ele tinha 110 metros de altura e pesava
cerca de 3 milhões de quilos. Para encher o tanque do Saturno V, seriam necessários 125
caminhões-tanque!

Pegadas lunares e eternas


A Apollo 11 era formada por três módulos: o módulo de comando, o módulo de ser-
viços e o módulo lunar.
O módulo de comando chamava-se Columbia, a cabine onde viajaram os três as-
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tronautas. Sim, porque enquanto Aldrin e Armstrong exploravam a Lua, Michael Collins
permaneceu em órbita, monitorando o trabalho dos dois.

5
O módulo de serviços não era tripulado, mas tinha funções importantíssimas: carre-
gar um motor poderoso o suficiente para levar a tripulação de volta para casa e abastecer
a cabine Columbia com eletricidade e oxigênio.
Já o módulo lunar era a pequena nave que transportou Aldrin e Armstrong até a superfí-
cie da Lua, com uma aterrissagem suave na planície chamada Mar da Tranquilidade. O mesmo
módulo os levou de volta para a Columbia quando a exploração lunar chegou ao fim.
Seis missões tripuladas chegaram à Lua, entre 1969 e 1972. Em algumas delas, os astro-
nautas utilizaram um jipe lunar para explorar locais distantes da área de aterrissagem. Além
de tirarem milhares de fotografias, essas expedições coletaram amostras de rochas e solo.
Também realizaram vários experimentos científicos para descobrir mais sobre a estrutura
interna do nosso satélite natural. As pegadas deixadas pelos astronautas que se aventuraram
por lá vão existir por milhares de anos, porque na Lua não existe vento ou chuva...
(Disponível em: <www.canalkids.com.br>. Acesso em: 25 jul. 2007)

1. As marés altas e baixas são mais amplas em quais fases da Lua, respectivamente? Por
que isso ocorre?
Solução:

As marés altas e baixas são mais amplas, respectivamente, nas fases da Lua cheia e
nova. Isso ocorre porque nessas fases o Sol e a Lua estão alinhados com a Terra, com-
binados pela atração do Sol e da Lua.

1. A Lua é o satélite natural da Terra. Observe a imagem abaixo e explique porque sem-
pre vemos a mesma face da lua.
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6
2. Comente sobre um dos fenômenos causados pela influência da Lua no planeta Terra.

3. Fase na qual a Lua não é visível da Terra durante a noite, pois sua face está voltada
para o Sol e não para a Terra:
a) Lua minguante. b) Lua crescente.
c) Lua nova. d) Lua cheia.

4. Complete a cruzadinha para revisar o seu conhecimento sobre o sistema solar.


1. Planeta conhecido pelos anéis que o circulam.
2. Maior dos planetas.
3. Planeta mais quente do Sistema Solar.
4. Foi rebaixado a planeta-anão.
5. Planeta mais próximo do Sol.
6. Um dos fenômenos terrestres ocasionados pela influência da Lua.
7. Considerado como “Planeta Vermelho”, é o quarto planeta mais próximo do Sol.
8. Um dos primeiros homens a pisar em solo lunar.
9. Fase da Lua na qual pode acontecer um eclipse.
10. Satélite da Terra.
11. Eclipse que ocorre quando a Terra se posiciona entre o Sol e a Lua.
12. Único planeta que possui seu movimento retrógrado.
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7
1. S

2. I

4. T

5. E

6. M

7. A

8. S

9. O

10. L

11. A

12. R

5. Complete:
a) Os eclipses ocorrem durante a Lua _________________, quando a posição dos
três astros é a seguinte: Terra–Lua–Sol. Portanto, a Lua pode projetar sua sombra
sobre a__________________
b) Assinale a alternativa que completa corretamente a frase abaixo.

A Lua realiza um movimento de ______________ ao redor da Terra: A ______________,


que é um movimento lento que ela faz em torno de um eixo imaginário (o mesmo
movimento que forma os dias e as noites na Terra), e a __________________, que é
um movimento que a Lua realiza ao redor do Sol.
a) Revolução / translação / rotação.
b) Rotação / translação / revolução.
c) Rotação / revolução / translação.
d) Revolução / rotação / translação.
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e) Translação / revolução / rotação.

8
6. Segundo a mitologia grega e greco-romana, os planetas receberam nomes atribuídos
aos deuses, sendo que alguns já haviam recebido essas denominações pelos povos
sumérios. Pesquise e escreva em seu caderno sobre a origem do nome dos planetas
em homenagem aos deuses.

7. Observe o esquema e complete as frases:

IESDE Brasil S.A.

a)Quando é Lua nova, nosso satélite está entre o _______________ e a Terra.


b)Quando é Lua cheia, a _________ está entre o ____________ e a ____________.
c) O Sol e a Lua estão alinhados com a Terra nas fases da __________ e
_________ .
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Sugestão de site:
Você pode acompanhar as investigações dos astrônomos. Para conferir imagens e infor-
mações atualizadas, entre no site <http://science.nasa.gov/headlines/y2007/23jan_ltps.htm>

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10
Corpos celestes
te.
pl e
om
Comstock C

Q uando morava em São Paulo e acordava cedo,


bem de madrugada, lá pelas 5h30, para correr
um pouco sem o intuito de competir, eu reparava mui-
tas vezes, quando olhava para o céu, que de repente
uma estrela "caía". E eu, todo contente, na hora fazia
um pedido: na maioria das vezes, o meu desejo era ver
outro desses objetos.
Aí vinha-me uma pergunta: por que uma estrela cai?
O que são as "estrelas cadentes"? Uma estrela que não
aguentou seu peso e de repente caiu? Ou talvez fosse
um controle de população de estrelas, para não ficarem
muitas por aí atrapalhando as constelações... É só de vez
em quando que vemos umas dessas cruzar o céu... Mas
.
SA
NA

será que são mesmo estrelas? E o nosso Sol, será que um


dia vai "cair"?
(GONÇALVES, Diego "Moicano" .
In: Ciência Hoje. Disponível em:
<http://cienciahoje.uol.com.br/controlPanel/materia/view/967>.
Acesso em: 19 set. 2007)
Seja bem vindo ao mundo dos corpos celestes. Nes-
te módulo, você encontrará as respostas para todas as
perguntas acima e aprenderá um pouquinho mais sobre
o nosso Universo!
Converse com seus colegas sobre as seguintes ques-
. tões:
e
ag

- O que você conhece sobre os planetas? Qual cha-


Hubble Herit

ma mais sua atenção?


- O Sol é um planeta ou uma estrela? Por quê?

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Corpos celestes
Cometas

NASA. W. Liller.
Os cometas são astros iluminados que giram ao
redor do Sol, em órbitas elípticas muito alongadas.
Por essa razão, eles são visíveis por nós muito rara-
mente, isto é, após um longo período de tempo. Todo
cometa possui núcleo ou cabeça, coma ou cabeleira e
cauda, quando se encontra próximo do Sol, nas posi-
ções de periélio. Já quando está mais afastado do Sol,
na posição de afélio, o cometa se reduz apenas ao
Cometa Halley. núcleo central ou cabeça, portanto, sem cabeleira (ou
coma) e sem cauda.
A cauda é apenas um rastro luminoso sempre oposto ao Sol e que só existe quando o
cometa se encontra bem próximo dessa estrela.
O cometa mais conhecido é o Halley. Suas últimas aparições ocorreram nos anos de 1910
e 1986. Somente no ano de 2062 ele será visto novamente.

Asteroides
Asteroides são objetos rochosos e metálicos que orbitam ao redor do Sol, mas são
pequenos demais para serem considerados planetas. Os asteroides são encontrados, praticamente,
em todo o Sistema Solar. Entretanto, a maior quantidade deles encontra-se entre as órbitas de
Marte e Júpiter.

Meteoroides, meteoros ou meteoritos


Os meteoroides ou aerólitos são corpos sólidos, de dimensões inferiores às dos asteroides,
que se movimentam no espaço exterior.
Quando atraídos pela força de gravidade da Terra, penetram na atmosfera e, devido ao
atrito e compressão de gases, provocam luminescências (fenômenos luminosos) que são conhe-
cidas como meteoros ou estrelas cadentes.
Por vezes, muitos meteoroides atravessam juntos a atmosfera, ocasionando o fenômeno
da chuva de estrelas ou chuvas de meteoros. Somente quando atingem a superfície da Terra
é que são chamados de meteoritos.
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2
Domínio público.
Chuva de meteoros.

Estima-se que em todo o globo ocorram cerca de 200 mil meteoros visíveis por dia,
e que um mesmo observador, sem sair do lugar, possa ver de cinco a dez meteoros du-
rante uma hora. Calcula-se, também, que em toda a Terra caia cerca de 100 toneladas de
material extraterreno (meteoritos) por dia.

Satélites naturais
Os satélites ou luas são corpos celestes que, devido ao seu menor tamanho e gravidade,
orbitam ao redor de planetas. Assim como a Terra, a maioria dos outros planetas do Sistema
Solar também possui um ou mais satélites naturais.

Satélites artificiais
Sem percebermos, os satélites artificiais estão de olho na Terra e são importantes para
todos nós. Quando você confere a previsão do tempo para saber se vai fazer sol no final de se-
mana, as imagens são feitas e transmitidas por eles. O sinal dos programas de TV é distribuído
pelos satélites artificiais, assim como as chamadas telefônicas.
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3
Istock Photo.
Satélite artifical sobre a órbita da Terra.
Como eles chegam ao espaço?
São enviados por foguetes ou ônibus espaciais e daí lançados para a posição onde
devem ficar.

Onde devem ficar?


Depende da tarefa que vão desempenhar. Os que tiram fotografias para mapas ficam mais
próximos da Terra. Os de previsão do tempo, por exemplo, ficam a milhares de quilômetros da
Terra, de onde são monitorados por computadores.

O que acontece com os satélites depois que terminam seu trabalho?


Alguns perdem altitude, entram na atmosfera da Terra em alta velocidade e, com o atrito,
se desintegram antes de chegar ao solo. Outros permanecem no espaço, girando ao redor da
Terra, e viram “lixos espaciais”.
Acredita-se que existem mais de 23 000 objetos orbitando nosso planeta, e cerca de
3 000 satélites observando a Terra.

Os robôs invadem o espaço


Baratas, eficientes e seguras, as sondas exploram o Sistema Solar no lugar do homem
Thereza Venturoli

Uma coisa inesperada ocorreu com os voos espaciais tripulados: eles se tornaram
desinteressantes. Astronautas de nacionalidades variadas, e até um turista que
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pagou pelo privilégio, entram na órbita da Terra para executar atividades rotineiras –

4
e virtualmente ninguém presta atenção. O espantoso paradoxo da exploração espacial
está no fato de que a emoção e a aventura estão hoje no desempenho de dezenas de
sondas e robôs que vagam pelo Sistema Solar. São essas máquinas automáticas que
alimentam agora o sonho do homem de, no futuro, deixar de estar confinado à Terra. Os
dados que transmitem estão abrindo, literalmente, um novo horizonte no conhecimento.
Na semana passada, cientistas anunciaram ter encontrado, nas imagens produzidas pela
sonda orbital europeia Mars Express, indícios da existência de um mar de gelo perto do
equador marciano. Se a interpretação estiver correta, reforçará a hipótese de Marte ter
abrigado, um dia (ou, para os mais criativos, abrigar ainda), alguma forma de vida.
(VEJA, 2 mar. 2005)

1. O que são cometas?


Solução:

São pedaços de rocha e gelo de tamanhos variados, geralmente com um diâmetro de


poucos quilômetros, que realizam uma órbita elipsoidal ao redor do Sol.

2. Assinale a alternativa correta.

São corpos celestes que, devido ao seu menor tamanho e gravidade, orbitam ao redor
de planetas.
a) Sol. b) Asteroides. c) Estrelas.
d) Satélites. e) Meteoros.
Solução: D

1. São fragmentos de rochas ou metal, com tamanhos que variam desde partículas de
poeira até pedaços maiores, que ao entrar na superfície terrestre se fragmentam.
a) Meteoros. b) Estrelas.
c) Planetas. d) Asteroides.
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5
2. São objetos rochosos e metálicos que orbitam o Sol, mas são pequenos demais para
serem considerados planetas. São encontrados praticamente em todo o Sistema Solar,
entretanto, a maior quantidade deles encontra-se entre as órbitas de Marte e Júpiter.
a) Meteoros. b) Asteroides c) Planetas.
d) Cometas. e) Estrelas.

3. Os corpos celestes são classificados como luminosos e iluminados. Os luminosos pos-


suem luz própria e os iluminados não a possuem, mas recebem a luz de outros astros.
Abaixo, cite alguns exemplos de astros luminosos e iluminados.
a)Luminosos: ______________________________________________________
b)Iluminados: ____________________________________________________

Leia o texto:

Entre Marte e Júpiter, há uma grande faixa de matéria que não chegou a se transfor-
mar em planetas: os asteroides. Hoje, o homem conhece cerca de 600 asteroides, mas a
estimativa é que há muito mais do que se pode ver da Terra. A maioria dos asteroides
que conhecemos são grandes, superiores a 100km de diâmetro. Calcula-se que o homem
conhece 99% dos asteroides grandes, mas os pequenos o homem ainda não conseguiu
observar. Calcula-se que haja mais de 1 milhão de asteroides com diâmetro de até 1km.
A massa total de todos os asteroides é inferior a da Lua. Sem dúvida nenhuma, o maior
de todos os asteroides conhecidos é o 1 Ceres. Tem 914km de diâmetro e cerca de 25% da
massa de todos os asteroides juntos. Logo abaixo estão 2 Pallas, 4 Vesta e 10 Hygiea cujos
diâmetros estão entre 400 e 525km. Todos os outros asteroides conhecidos têm menos
de 340km. Algumas luas do Sistema Solar também são muito parecidas com asteroides, o
que faz os cientistas pensarem que são asteroides capturados pelas órbitas dos planetas.
As pequenas luas de Marte, Deimos e Fobos, as oito luas externas de Júpiter, a lua mais
externa de Saturno, Febe, e algumas luas de Urano e Netuno são as hipóteses mais prová-
veis. Além do Cinturão Principal, os asteroides são também encontrados em outras partes,
e então são chamados de Atens, Amors, Apollos e Troianos, esses últimos localizados per-
to dos pontos de Lagrange de Júpiter. Você pode observar os asteroides com um pequeno
telescópio ou até mesmo com um binóculo, mas nunca a olho nu.
(Disponível em: <members.fortunecity.com/planetarium/asteroides.htm>.)

Com base nesse texto, responda às questões 4, 5 e 6:

4. Quais são os asteroides citados no texto?

5. Sobre o diâmetro dos asteroides, em quais situações eles são classificados em gran-
des ou pequenos?
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6
6. Quais são os outros astros confundidos com os asteroides? Por que os cientistas che-
garam a essa hipótese?

7. No caça-palavras a seguir, localize seis astros do Sistema Solar:

A C K U P L A N E T A S G N M J U I V T
N O S O L P Z U J E X S F R P M F T I L
S M G B N U P M Q S A Z M E T E O R O U
H E U T R G B V D L O A E G C Q X O N T
T T K X E D R G T U M P O Q A E C H B V
U A S E G M I J D A C A D O R F V Z N H
E S T R E L A S R T B V G J O K P M X A

8. O que são estrelas cadentes e como elas são chamadas quando atingem a superfície
da Terra?

9. Quais são as partes de um cometa?

10. Você já possui muitos conhecimentos acerca dos satélites artificiais. Agora, pesquise
por que os satélites são lançados perto da linha do Equador. Apresente suas conclu-
sões para os colegas da classe.
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7
Sugestões de sites:
<www.canalkids.com.br/cultura/ciencias/astronomia/planetas.htm>
<www.planetario.utg.br>
<http://science.nasa.gov/headlines/y2007/23jan_ltps.htm>

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8
Orientação
to.
Istock Pho

E m cima, embaixo, à esquerda e à direita são di-


reções que você está, certamente, acostumado a
ouvir e a seguir. Mas, para se orientar no espaço ter-
restre, em grandes distâncias, ou mesmo para localizar
.
um país num globo terrestre, você fará uso das direções
oto cardeais, das colaterais, de coordenadas geográficas e
Ph
k
outras formas de orientação.
oc
Ist

Converse com seus colegas sobre essas questões:


- Você já utilizou algum tipo de mapa no seu dia a dia,
fora da escola? Conte como foi.
- Como você faz para se orientar quando precisa ir a um
lugar que você não conhece?
- Em relação à entrada principal da escola, de que lado
está o sol quando você chega? E quando você sai?
Saber orientar-se e localizar-se é um dos primeiros
passos para se compreender a realidade em que se vive
s. no espaço e no tempo em que se insere. É sobre esse
ct
je

tema que iremos estudar neste módulo.


Ob
Photo

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Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,


mais informações www.iesde.com.br
Orientando-se
no espaço geográfico
Você já viu algumas placas ou outras indicações semelhantes
Alessandra Haro.
a esta ao lado?
– Você saberia explicar para seus colegas o caminho que faz de
sua casa para escola?
– Saberia dizer se é perto ou longe?
– Quais os elementos naturais ou culturais você costuma observar
na paisagem?
– Que elementos você daria como referência se quisesse que um
de seus colegas fosse a sua casa?
Sinalização das ruas.
À medida que as sociedades humanas foram se expandindo e
dominando os espaços terrestres, houve a necessidade da orientação a cada descoberta.
Para os primeiros homens, por exemplo, encontrar alimentos em um local distante era, muitas
vezes, uma necessidade de sobrevivência. Porém, para retornar à sua aldeia era preciso criar meios
de orientação e utilizar referências naturais para que não se perdesse nas longas caminhadas.
Com o passar do tempo, os homens passaram a fazer uso dos elementos do espaço sideral,
como o Sol, a Lua e outras estrelas para orientarem-se. Assim, com o auxílio dos elementos da
natureza foi possível, também, organizar o tempo.

Os pontos cardeais
A partir do movimento aparente do Sol, ou seja, do movimento que podemos observar
sendo traçado pelo Sol no céu durante o dia, foram criados os pontos cardeais: Norte (N), Sul
(S), Leste (L) e Oeste (O).
Leste (L): o referencial aproximado é a direção onde ocorre o nascimento do Sol pela
manhã. Durante o dia, tem-se a impressão de que o Sol cruza o céu de leste (nascente) para o
oeste (poente), mas, na verdade, é a Terra que gira de oeste para leste, por isso chamamos de
Movimento Aparente do Sol. Também chamado de Oriente, do latim Oriri (nascente).
Oeste (O): o referencial aproximado é a direção onde o Sol desaparece no final da tarde,
oposta ao leste. Também chamada de Ocidente, do latim Ocidere (poente).
Norte (N): Marca a direção do polo norte geográfico da Terra. O referencial astronômico
mais importante é a Estrela Polar. Também chamado de Setentrional ou Boreal.
Sul (S): Marca a direção do polo sul geográfico da Terra. O referencial astronômico mais
conhecido é o Cruzeiro do Sul. Também chamado de Meridional ou Austral.
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Norte
Leste
(Nascente)

Sul
Oeste

Movimento aparente do Sol.

Lado a lado, bem bolado


Pedro Bandeira
Ricardinho andava sem sorte. Acho até que, se ele fosse jogar “cara ou coroa” ou
“par ou ímpar” dez vezes seguidas, ele perderia todas elas.
O caso é que ele tinha aprendido que “em cima” se escreve separado e “embaixo” se
escreve junto. Mas, na hora de escrever suas redações, ele seeeeempre se confundia e
acabava fazendo tudo ao contrário.
Foi queixar-se pra vovó. Afinal, a vovó tinha sido professora a vida inteira e sabia
tudo, tudinho mesmo de todas as coisas.
– É fácil, Ricardinho – ensinou a vovó. – Levante a mão esquerda, bem aberta.
– Assim?
– Não. Essa é a direita.
– Então é essa?
– É claro, você só tem duas, não é? A mão esquerda é a que fica do lado do coração.
– E de que lado fica o coração?
– Do lado dessa pintinha que você tem no rosto.
– Ah, ficou fácil! Mas o que tem a ver mão esquerda levantada com “em cima” e
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“embaixo”?

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– Veja, querido: seus dedos, “em cima”, estão separados e, “embaixo”, eles estão
juntos, grudados na palma, não estão? Quando você ficar em dúvida, é só levantar
a mão aberta, que você nunca mais vai errar! “Em cima” é sempre separado e “em-
baixo” é sempre junto!
Ricardinho achou genial a ideia da vovó. No dia seguinte, na escola, tratou logo de
contar o novo truque para o Adriano, seu melhor amigo na primeira série.
– Tá vendo, Adriano? É só levantar a mão esquerda e...
– Não vai dar certo – respondeu o amigo.
– Por que não?
– Porque, se eu levantar a mão esquerda, como é que eu vou escrever? Eu sou canhoto!
– Bom, então levante a direita, que dá no mesmo.
– E como é que eu sei qual é a direita?
– É fácil. Eu, por exemplo, sei que a minha mão esquerda é esta, que está do lado
da pintinha que eu tenho na cara.
– Mas eu não tenho pintinha nenhuma na cara – discordou o Adriano.
Ricardinho chegou a sugerir que o Adriano pintasse uma pinta na cara com a caneta,
mas Adriano acabou achando mais fácil saber que a sua mão esquerda era aquela com
que ele escrevia e desenhava e a direita era... bom, era a outra!

Para que você possa encontrar os quatro pontos cardeais e orientar-se durante o dia, siga
as seguintes instruções abaixo, posicionando-se em pé e com os braços abertos:
Aponte o braço direito na direção que o Sol nasce pela manhã, assim você terá o leste;
Do outro lado, o braço esquerdo estará apontando para o oeste;
Na sua frente você terá a direção norte;
E, atrás o sul.
Veja no desenho abaixo:
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Os quatro pontos cardeais não são suficientes para nos orientarmos com precisão sobre
todos os lugares da superfície terrestre, por isso faz-se necessário utilizarmos, também, os pon-
tos colaterais. Veja abaixo como encontrá-los na rosa dos ventos.

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NO NE

SO SE

A rosa dos ventos ou rosa dos rumos representa


graficamente as direções cardeais e colaterais.
entre o norte e o leste, está o nordeste (NE);
entre o leste e o sul, está o sudeste (SE);
entre o sul e o oeste, está o sudoeste (SO);
entre o oeste e o norte, está o noroeste (NO).
Durante a noite, no Hemisfério Sul, podemos nos orientar através da constelação do
Cruzeiro do Sul. Precisamos, para isso, prolongar quatro vezes e meia a parte maior da cruz, e
a partir daí estender uma linha imaginária perpendicular até o horizonte, nesse ponto encon-
tramos a direção sul.
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O
EF2_6A_GEO_005

L
N

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Já no Hemisfério Norte, utiliza-se a Estrela Polar para orientar-se em direção norte. Basta
apenas traçar uma linha imaginária perpendicular da estrela até a superfície, indicando assim
o norte.

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Orientando-se pela bússola


Você já deve ter visto um instrumento como este abaixo, não é?
A bússola compreende um importante instrumento

Alessandra Haro.
de orientação no espaço. Inventada pelos chineses, por
volta do século XII, teve grande utilização nos período
das Grandes Navegações, sendo ainda muito utilizada
atualmente.
Esse instrumento é dotado de uma agulha imantada
que aponta sempre para a direção norte. Para obtermos
as demais direções, devemos apenas verificar a graduação
existente na bússola. O princípio do funcionamento da Bússola.
bússola é utilizar o campo magnético nos extremos norte e sul do planeta, sendo a Terra um
grande ímã.
O norte para onde a bússola aponta corresponde ao polo magnético norte da Terra, que
se localiza a aproximadamente a 1 400km oeste do polo norte geográfico. Mas, para quem se
encontra distante dos polos, essa diferença não acarreta erro significativo da direção adotada
pela agulha da bússola.
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As coordenadas geográficas
As coordenadas geográficas são as determinações das medidas de latitude e longitude,
que determinam a posição de um ponto na superfície terrestre.
Mas, para que você entenda melhor é necessário antes estudarmos os paralelos, os meri-
dianos e os hemisférios que podem ser traçados nos desenhos da Terra.

Paralelos
Os paralelos são linhas imaginárias (círculos) traçadas paralelamente ao Equador, ou seja,
são linhas que circundam o Planeta no sentido leste–oeste. Essas linhas são medidas em graus,
partem de 0º, na linha do Equador, e podem seguir até 90º, para norte ou sul. Veja na ilustração
os nomes dos principais paralelos e suas localizações.

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Círculo Polar Ártico (66°33’)

Trópico de Câncer (23°27’)

Oeste Leste
Linha do Equador (0°)

Trópico de Capricórnio (23°27’)

Círculo Polar Antártico (66°33’)

Meridianos
Os meridianos são linhas imaginárias traçadas de norte a sul no Planeta. Cada uma dessas
linhas poderia dividir o Planeta em duas metades. O principal meridiano é o Meridiano de
Greenwich (0º), a partir dele os meridianos variam até 180º, para oeste ou leste.

100° 80° 60° 40° 20° 0° 20° 40° 60°


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Meridiano de Greenwich

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Hemisférios
Baseando-se nas principais linhas imaginárias traçadas na Terra podemos dividir o planeta
em hemisférios, ou seja, em metades de esferas.
Assim, a Linha do Equador (0º) divide a Terra em hemisfério norte e hemisfério sul. E o
meridiano de Greenwich (0º) divide em hemisfério ocidental e oriental.
Observe isso nos desenhos abaixo.

Norte
80°

IESDE Brasil S.A.


IESDE Brasil S.A.
60°

40°

20°

Equador 0°
Ocidente Oriente

20°
100° 80° 60° 40° 20° 0° 20° 40° 60°

40°

60°

80°

Sul
Meridiano de Greenwich
Takasunrise0921.

O Meridiano de Greenwich, na Marco zero, Amapá (PA).


Inglaterra, desenhado na face de
um dos edifícios do Observatório
Astronômico.

Latitudes e longitudes
Como você já estudou, os paralelos cortam perpendicularmente o eixo terrestre, enquanto,
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os meridianos partem dos polos. Entretanto, essas linhas podem cruzar entre si, dessa forma
podemos marcar um ponto na superfície terrestre e teremos sua localização, são então as

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coordenadas geográficas.
A latitude corresponde a distância, em graus, de qualquer ponto da superfície terrestre à
Linha do Equador. Medida em graus pode variar de 0º a 90º graus, e pode ser norte ou sul.
A longitude é a distância em graus, de qualquer ponto da superfície terrestre à linha do
Meridiano de Greenwich. Medida em graus pode variar de 0º a 180º, leste ou oeste.

Norte Norte

IESDE Brasil S.A.


IESDE Brasil S.A.
80°
Latitude Norte
60°
A A
40°

C
20° C

Oeste 0° Leste
Oeste Leste
100° 80° 60° 40° 20° 0° 20° 40° 60°
Longitude
20°
B B
D
40°
D

60°

Latitude Sul 80°


Sul Meridiano de Greenwich
Sul

Latitude Longitude
GPS
Através de um aparelho conhecido como GPS (Global Positioning System) é possível obter
as coordenadas geográficas de um determinado lugar. Esse aparelho eletrônico é muito utilizado
nos serviços de mapeamentos. Ele fornece o posicionamento instantâneo e a velocidade de um
ponto na superfície terrestre, através da comunicação com uma rede de satélites artificiais.

Por que o Primeiro Meridiano (Longitude 0°) passa por Greenwich?


O Primeiro Meridiano é uma linha imaginária que liga o Polo Norte ao Polo Sul, e
Greenwich é uma cidade inglesa localizada às margens do Rio Tâmisa. Nesta cidade, foi
construído o Observatório Real de Greenwich, em 1675, por ordem do Rei Charles II. No
Observatório, o principal telescópio era chamado de The Primary Transit. O meridiano que
passava sobre este instrumento foi adotado como o meridiano de referência para a Grã-
-Bretanha. Em outubro de 1884, 41 delegados de 25 nações se encontraram em Washing-
ton, DC nos Estados Unidos para a International Meridian Conference. Na Conferência, os
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seguintes princípios foram estabelecidos:


era necessário adotar um único meridiano mundial para substituir os inúmeros
que já estavam em uso;
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o meridiano que passava pelo Observatório no Greenwich seria o Primeiro
Meridiano;
que a longitude seria calculada de leste para oeste, a partir deste meridiano
até 180°;
todos os países adotariam um dia universal;
o dia universal seria um Dia Solar Médio e começaria à meia-noite em Greenwich
contado no formato de 0 a 24 horas;
os dias náuticos e astronômicos em todos os lugares começariam à meia-noite;
vários estudos técnicos seriam feitos para regulamentar a aplicação do sistema
decimal para a divisão de tempo e espaço.
A resolução 2, fixando o Meridiano de Greenwich, foi aprovada por 22 votos a 1 (San
Domingo votou contra), França e Brasil se abstiveram. Houve muitas linhas meridianas consi-
deradas como Meridiano Principal. Em 1881, eram consideradas cerca de 14 linhas meridianas
para serem utilizadas em mapas e orientação, incluindo cerca de 9 linhas só em Greenwich.
No pátio do observatório existem algumas barras de metal fixadas no solo e na parede
que marcam um dos locais (talvez o mais famoso) da linha do primeiro meridiano que
passa pelo Transit. Na década de 1950, o observatório foi transferido para Sussex devido à
interferência da poluição e luzes de Londres nas observações estelares. Em 1990, o obser-
vatório foi mais uma vez transferido para a Universidade de Cambridge. A transferência do
observatório não modificou a referência meridiana que permanece no seu local original.

(Disponível em: <www.esteio.com.br>. acesso em: maio 2007)

1. Quais são os pontos cardeais? Como obtê-los a partir do movimento aparente do Sol?
Solução:

São eles: norte, sul, leste e oeste. Para se obter as direções cardeais deve-se estar de pé
com os braços abertos: estende-se a mão direita na direção onde o Sol nasce – leste, o
braço esquerdo aponta para o oeste. Na frente está o norte e, atrás, o sul.

2. Quais são os hemisférios separados pela:


a) Linha do Equador?
b) Linha do Meridiano de Greenwich?
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Solução:
a) Norte e Sul.
b) Oeste e Leste.

3. Defina:
a) latitude:
b) longitude:
Solução:
a) Corresponde a distância em graus, de qualquer ponto da superfície terrestre até a
Linha do Equador. Pode variar de 0º a 90º, norte ou sul.
b) Corresponde a distância em graus, de qualquer ponto da superfície terrestre até a
linha do Meridiano de Greenwich. Pode variar de 0º a 180º, oeste ou leste.

1. Sobre as orientações cardeais, enumere a segunda coluna de acordo com a primeira.


(1) Norte ( ) Oriente
(2) Sul ( ) Ocidente
(3) Leste ( ) Setentrional
(4) Oeste ( ) Meridional
( ) Boreal
( ) Austral
( ) Poente
( ) Nascente

2. Sobre os meios de orientação, complete:

Durante a noite, no Hemisfério Sul, podemos nos orientar pelo _________________


________________________.

No Hemisfério ___________________ utiliza-se a Estrela Polar para orientação.

A ________________________ é um instrumento de orientação dotado de uma agu-


lha imantada que aponta sempre para o norte magnético da Terra.
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3. Complete o desenho da rosa dos ventos com os pontos cardeais e colaterais.

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4. Escreva nas linhas ao lado do globo, os nomes dos paralelos indicados.
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5. Com base na divisão da Terra em hemisférios, pinte os globos identificando os diferen-


tes hemisférios e complete as legendas.
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Equador
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Hemisfério Norte Hemisfério Sul


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Meridiano de Greenwich

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Hemisfério Ocidental Hemisfério Oriental

6. Observe um mapa ou um globo terrestre e indique a localização do território brasileiro


quanto aos hemisférios:
a) Inteiramente no Hemisfério Sul e totalmente no Hemisfério Oriental.
b) Inteiramente no Hemisfério Norte e totalmente no Hemisfério Ocidental.
c) Maior parte no Hemisfério Sul e totalmente no Hemisfério Ocidental.
d) Maior parte no Hemisfério Sul e totalmente no Hemisfério Oriental.

7. Observe o quadro baixo, ele representa os graus da Terra como em um mapa-múndi.


Determine as coordenadas geográficas dos pontos A e J.
180º 160º 140º 120º 100º 80º 60º 40º 20º 0º 20º 40º 60º 80º 100º 120º 140º 160º 180º
90º

80º
G
60º
E

40º
C B

J
20º

Equador F D
0º 0º
Latitude
20º
A

Longitude
Meridiano Principal

40º

60º H

80º I

90º
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A – Latitude: F – Latitude:
– Longitude: – Longitude:
B – Latitude: G – Latitude:
– Longitude: – Longitude:
C – Latitude: H – Latitude:
– Longitude: – Longitude:
D – Latitude: I – Latitude:
– Longitude: – Longitude:
E – Latitude: J – Latitude:
– Longitude: – Longitude:

8. Desenhe com caneta apropriada uma rosa dos ventos em um plástico transparente,
com 4cm x 4cm.

Depois utilize um mapa político do Brasil e descubra as direções cardeais ou colate-


rais para seguir:

Obs.: Você deverá colocar o centro da rosa dos ventos sobre o estado brasi-
leiro que estiver sendo seu ponto de partida.

a) Mato Grosso do Sul para o Mato Grosso: _________________________________


b) Acre para o Amapá: ___________________________________________________
c) Paraná para o Rio Grande do Sul: _______________________________________
d) Rio de Janeiro para Goiás: _____________________________________________
e) Amapá para Rondônia: ________________________________________________
f) Rio Grande do Norte para o Ceará: ______________________________________

Proponha outras direções e desafie também seus colegas através de um jogo encami-
nhado pelo professor.

9. Com o auxílio de seus professores de Ciências ou de Matemática, realize a atividade a


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seguir. É importante que você não tente fazê-la sozinho, pois os materiais utilizados
requerem a presença de um adulto para orientação.

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Construa sua própria bússola!

Você pode fabricar esse instrumento de orientação com materiais simples e baratos.
Que tal construir você mesmo sua própria bússola? Esse instrumento já era usado há
cinco séculos pelos navegadores para se localizar nos oceanos. Pois você pode construir
uma bússola com materiais simples e baratos. A agulha de uma bússola nada mais é do
que um pequeno ímã que gira sobre um eixo. Assim, para construir uma, você precisa,
em primeiro lugar, produzir esse pequeno ímã. Depois, é só montá-lo sobre um apoio, de
forma que possa girar livremente.
Do que você precisa:
um ímã em barra (desses usados para fechar portas de armário, por exemplo,
facilmente encontrado em lojas de ferragens ou de materiais para construção);
grampo metálico daqueles usados para fechar pastas (veja as figuras);
martelo;
um prego;
uma rolha;
uma agulha.
Como fazer:
1) Abra o grampo e dobre suas hastes.
2) Usando o prego e o martelo, faça uma pequena saliência na parte central da cabeça
do grampo. O ponteiro da bússola está quase pronto. Agora só falta imantá-lo.
3) Quando esfregamos um arame ou uma barrinha de aço ou de ferro sobre um
ímã, obtemos novos ímãs. Portanto, pegue o ímã que você adquiriu e esfregue
o grampo contra a lateral dele, tomando muito cuidado para não fazer movi-
mentos de ida e volta durante o processo: esfregue o grampo somente em um
sentido. Repita algumas vezes esse movimento, assim, e, pronto, o grampo
estará imantado e, seu ponteiro, pronto.
4) Para fazer a base da bússola, enfie a agulha na rolha, deixando a ponta para
cima. Equilibre o grampo sobre a ponta da agulha.
5) Pode acontecer de o grampo não ficar perfeitamente equilibrado. Para resolver
esse problema, você pode enfiar pedacinhos de canudos de refresco nas pontas
do grampo, até que o equilíbrio seja atingido.
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6) Falta testar a bússola: aproxime o ímã de uma das extremidades do ponteiro.
Se tudo estiver certo, ela deve ser atraída por um dos pólos do imã e repelida
pelo outro. Se isso ocorrer, sua montagem está em ordem. Agora, afaste da
bússola tanto o ímã como outros objetos metálicos: ela deverá funcionar como
qualquer outra, ou seja, indicando a direção norte-sul.

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1 2

3 4 5

(FERREIRA, Norberto Cardoso. Ciência Hoje das Crianças on-line. São Paulo: Instituto de Física da
Universidade de São Paulo. Disponível em: <www.cienciahoje.uol.com.br>. Acesso em: maio 2007)

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