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UNIDADE I

História da Matemática

Prof. Emilio Celso


Objetivos da disciplina e sua vinculação
com o projeto pedagógico e político do curso

 A história da matemática não pode ser considerada como estanque,


sem vinculação pedagógica com disciplinas específicas e muito menos
como mero atrativo inicial para conteúdos específicos.

 Ela deve ser considerada, sobretudo, uma forma de orientação aos profissionais
docentes a respeito da origem de questões ideológicas que perpassam o ensino,
notadamente, a força da visão eurocêntrica da matemática.
A pré-história

 A divisão da história em épocas é apenas por pretensão didática. A história da


matemática se desenvolveu de acordo com condições e necessidades históricas,
ou seja, ela não é linear e nem suas descobertas estiveram sempre relacionadas.
Na verdade, a história da matemática é caótica, muitas vezes completamente
anônima.
A pré-história

 O primeiro momento a ser focado é o da Idade da Pedra (a.C. 5000000-3000 a.C.).


O período designado para essa era é arbitrário, pois não se sabe com certeza
quando a Idade da Pedra começou.
A pré-história

 Os povos da Idade da Pedra eram nômades e viviam da caça de pequenos


animais selvagens, das frutas, castanhas e raízes. Habitavam, em geral, porções
menos inóspitas da África, sul da Europa, sul da Ásia e América Central.

 Nos dois primeiros períodos da Idade da Pedra há poucos registros de avanços


científicos e intelectuais em decorrência da atividade de caça e colheita de frutos
destes povos e dificuldade para sobreviver.
A pré-história

 A sociedade era rígida e as comunidades formadas por clãs ou tribos tinham um


líder ou chefe. Não havia ascensão social e nem rudimentos de política, valendo a
“lei do mais forte”. Os homens caçavam para obter alimento e as mulheres
cuidavam dos filhos, da limpeza e preparavam os alimentos. Os agrupamentos
humanos não eram numerosos, uma vez que a comida era escassa e estragava
rapidamente.

 Por isso era necessário que frequentemente se deslocassem,


o que justifica o caráter nômade das tribos primitivas.
A pré-história

 Mas nesses períodos aconteceu um prelúdio do progresso científico


em decorrência da comercialização já existente entre as pessoas. Elas
comercializavam entre si e havia necessidade de anotar a parte de
cada família na caçada e na colheita.

 Assim, iniciou-se um rudimentar processo de contagem, para o qual eram


utilizados desenhos em cavernas e em pedras, ranhuras em ossos e marcas
em galhos.
A pré-história

 Porém, mudanças climáticas obrigaram os homens e mulheres a se adaptarem


a um ambiente progressivamente hostil e seguir os animais em fuga para lugares
com condições para todas as formas de vida.

 Quando a produção de alimentos passou a ser superior às necessidades locais,


começou a surgir o comércio e as grandes civilizações. Emergem, assim, após
3000 a.C., comunidades agrícolas densamente povoadas ao longo do rio Nilo,
na África, dos rios Tigre e Eufrates no Oriente Médio e ao longo do rio Amarelo,
na China.
A pré-história

 As civilizações que emergiram diferiam amplamente das sociedades de caçadores


e colhedores. A densidade populacional obrigou esses povos a encontrar outros
meios de obter alimentos. Iniciou-se, assim, uma agricultura intensiva.
A pré-história

 Essa espécie de “revolução agrícola” criou novas necessidades, como


o desenvolvimento da engenharia em construções de sistemas de barragens
e irrigações e também registros das estações das chuvas e das enchentes
e traçados de mapas que especificavam as valas de irrigação.
A pré-história

 No interior desses novos agrupamentos, fixados em cidades e sem a necessidade


de se deslocar atrás de alimento, surgiram pessoas – reis, sacerdotes, mercadores
e escribas – que tinham tempo para ponderar sobre os mistérios da natureza e da
ciência.

 O período de 3000 a 525 a.C. testemunhou o nascimento de uma nova civilização


humana, cuja centelha foi uma revolução agrícola.
Matemática primitiva e escrita

 As cidades propiciavam condições para mercados de agricultores e artesãos


trocarem bens, surgindo, assim, uma classe de mercadores.

 Há a criação da escrita, evolução das antigas figuras rupestres, ainda


desordenadas.
Matemática primitiva e escrita

 A invenção dos algarismos é anterior à escrita e estes estiveram relacionados


com o pensamento místico e religioso do homem no decorrer da história. Assim,
a lógica não foi o fio condutor da história da matemática.
Matemática primitiva e escrita

 As pessoas construíram cidades, criaram escritas, utilizaram metais


e desenvolveram empiricamente a matemática básica da agrimensura,
da engenharia e do comércio. A ênfase da matemática primitiva ocorreu
na aritmética e na mensuração prática para assistir atividades ligadas
à agricultura e à engenharia.
Matemática primitiva e escrita

 As novas atividades necessitavam de uma forma de cálculo para um calendário


utilizável, do desenvolvimento de um sistema de pesos e medidas para ser
empregado na colheita, da criação de métodos de agrimensura para o
armazenamento e distribuição de alimentos, da construção de canais e
reservatórios e para dividir a terra e da instituição de práticas financeiras e
comerciais para o lançamento e arrecadação de taxas para propósitos mercantis.
Interatividade

Assinale a alternativa falsa.


a) A matemática primitiva se desenvolveu em função de uma “revolução agrícola”.
b) Análises dos contextos social, histórico e cultural proporcionam uma ação política
mais efetiva na esfera da educação.
c) Há dificuldades em localizar no tempo as descobertas em matemática.
d) A história da matemática é organizada e linear.
e) A matemática se desenvolveu de acordo com condições e necessidades
históricas.
Matemática no Antigo Egito

 O Egito localiza-se no nordeste da África, na região do deserto do Saara. A vida


no Egito sempre dependeu e teve estreita relação com o rio Nilo, que provia a
população de água e dos peixes para sua sobrevivência, além de viabilizar
em suas margens a agricultura e o cultivo do papiro para a escrita.
Matemática no Antigo Egito

 O rio Nilo também possibilitava o transporte e a comunicação entre as diversas


regiões situadas de Norte a Sul e, por ter águas caudalosas, facilitava a
construção de canais de irrigação e diques. No entanto, os fatos de o rio ter
um comportamento bastante regular e do país ser geograficamente protegido
de invasões estrangeiras permitiram um alto grau de estagnação
no desenvolvimento das ciências.
Matemática no Antigo Egito

 O desenvolvimento da ciência e da matemática no Antigo Egito teve estreita


relação com suas necessidades práticas. Os estudos de astronomia e agrimensura
surgiram pela premência que os egípcios tinham em saber quando ocorreriam
enchentes no Nilo e quais seriam suas extensões.
Matemática no Antigo Egito

 Por volta de 4000 a.C. foram desenvolvidas, no Egito, duas formas de escrita: uma
mais simples, denominada demótica, e uma forma mais complexa, a hieroglífica,
composta de símbolos e figuras.
Matemática no Antigo Egito

 A numeração hieroglífica egípcia foi facilmente decifrada a partir da descoberta,


em 1799, pela expedição de Napoleão, da Pedra de Rosetta (antigo porto de
Alexandria). Ela continha uma mensagem em três línguas: demótica, hieroglífica
e grego. Pelo menos tão antigo quanto as pirâmides, o sistema, datando de cerca
de 5000 anos atrás, baseava-se na escala de dez.
Matemática no Antigo Egito

 Neste slide apresentamos uma


imagem da Pedra de Rosetta.

Fonte:
http://commons.wikimedia
.org/wiki/File:
Rosetta_ Stone._(1874)_-
_TIMEA.jpg,
28 de março de 2011.
Matemática no Antigo Egito

 O sistema egípcio era o decimal, ou seja, cada dez símbolos eram trocados por
um símbolo de ordem superior, mas não era posicional: cada símbolo não tinha um
valor relativo, ou seja, um valor que dependia da sua posição dentro do número.
Não havia um símbolo para o zero.
Hieróglifos

 Símbolos do sistema de numeração egípcio e representação do número 1342:

Fonte: BERNARDES, Marisa Resende. História da Matemática. São Paulo: Sol, p. 22.
Matemática no Antigo Egito

 Os conhecimentos e registros históricos sobre a civilização egípcia provêm


principalmente de alguns papiros encontrados a partir do século XIX. Os papiros
mais importantes são o de Rhind, o de Moscou e o de Berlim.
Matemática no Antigo Egito

 Neste slide apresentamos uma imagem do


Papiro de Rhind, que se encontra no
Museu Britânico.

Fonte: http://www.fisica-
interessante.com/image-files/egito-
rhind1.jpg
Acesso em 11 de novembro de 2018
Matemática no Antigo Egito

 O Egito sempre se manteve em um semi-isolamento. Como já foi comentado, a


natureza tranquila do rio Nilo fez com que o desenvolvimento do conhecimento
matemático não tenha sido tão importante quanto aquele alcançado na Babilônia –
o que será comentado no próximo bloco.
Interatividade

Assinale a alternativa falsa.


a) Na cultura egípcia, a escrita hierática foi usada pelos sacerdotes.
b) Na cultura egípcia, a escrita demótica era uma forma simplificada de escrita.
c) O sistema de numeração dos egípcios baseava-se em dez números-chave:
0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9.
d) A natureza tranquila do rio Nilo fez com que as ciências não tivessem muito
desenvolvimento no Egito antigo.
e) Os registros egípcios eram feitos em papiros.
Matemática na Mesopotâmia

 A Mesopotâmia localizava-se no Oriente Médio, na região situada no vale


dos rios Eufrates e Tigre, onde hoje se localizam o Iraque e a Síria. A palavra
Mesopotâmia, em grego, significa “entre rios”. A região foi habitada inicialmente
pelos sumérios que, por volta do ano 4000 a.C., desenvolveram o sistema de
escrita provavelmente mais antigo da história humana.
Matemática na Mesopotâmia

 Como os babilônios utilizavam tabletes de argila, mais resistentes do que


os papiros, há abundância de materiais relativos à Mesopotâmia. No entanto,
eles provêm estranhamente de dois períodos muito distantes no tempo.
Matemática na Mesopotâmia

 Contudo, de forma diversa do que se passava com as águas do rio Nilo, os


períodos de cheia dos rios Tigre e Eufrates eram bastante irregulares, obrigando
a realização de numerosas obras de irrigação e drenagem. Desse modo,
desenvolveu-se a engenharia e a navegação para o transporte de mercadorias.
Matemática na Mesopotâmia

 Os babilônios usavam um sistema numérico sexagesimal, isto é, com base no


número 60. Eles conheciam os resultados das multiplicações e divisões, raízes
quadradas e cúbicas, equações, o processo de fatoração e usavam palavras
como incógnitas num sentido abstrato.
Matemática na Mesopotâmia

 Nos tabletes da Mesopotâmia encontrou-se o sistema de numeração sexagesimal


e as tábuas trigonométricas e, na geometria, o estudo do tronco de cone e do
tronco de pirâmide quadrangular regular; o perímetro da circunferência;
o teorema de Pitágoras e as ternas pitagóricas.
Matemática na Mesopotâmia

 O sistema de numeração usado variava entre o posicional, o decimal


e o sexagesimal e a base 60 era apropriada principalmente para o cálculo
com frações, por conta dos divisores naturais de 60:
1, 2, 3, 4, 5, 6, 10, 12, 15, 20, 30, 60.

 Especula-se que o sistema sexagesimal teve origem provavelmente


na astronomia, especificamente na contagem do tempo, isto é, na divisão
do tempo em horas, minutos e segundos. O sistema seria originário da junção
de dois sistemas mais antigos: o decimal e outro de base seis.
Matemática na Mesopotâmia

 Os povos da Mesopotâmia escreviam em tabletes de argila cozida em fornos ou


ao sol e, para gravar os caracteres, usavam estiletes. Eles desenvolveram uma
escrita que ficou conhecida como cuneiforme, pois as marcas feitas na argila
pareciam pequenas cunhas.

 No próximo slide a figura retrata numerais babilônicos.


Matemática na Mesopotâmia

Fonte:
https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/
matematica/sistema-numeracao-
babilonico.htm acesso em 10/11/2018
Matemática na Mesopotâmia

 Os babilônios desenvolveram a melhor notação para frações conhecida até


a Renascença. A precisão de seus resultados diferia muito pouco daqueles
possibilitados pelo processo atual. Além disso, os matemáticos babilônios
não foram hábeis apenas com sistemas de numeração, mas também no
desenvolvimento de processos algoritmos, entre os quais um para extrair
a raiz quadrada. As operações aritméticas fundamentais eram tratadas
de forma semelhante à atual e com facilidade comparável.
Matemática na Mesopotâmia

 Existem tabelas babilônicas que contêm potências sucessivas de um dado


número, semelhante às atuais tabelas de logaritmos ou, mais propriamente,
de antilogaritmos.

 Apesar de existirem lacunas em suas tabelas exponenciais, os babilônios


utilizavam a interpolação por partes proporcionais para a obtenção
de valores intermediários aproximados.
Matemática na Mesopotâmia

 Em torno de 2000 a.C., a aritmética babilônica já havia evoluído para uma álgebra
retórica bem desenvolvida.

 Eles não só resolviam equações quadráticas, seja pelo método equivalente ao


de substituição numa fórmula geral, seja pelo método de completar quadrados,
mas também discutiam algumas equações cúbicas e algumas equações
biquadradas.
Matemática na Mesopotâmia

 Do ponto de vista matemático, um dos mais importantes documentos que


chegaram até nós é o tablete designado por Plimpton 322. Ele foi escrito no
período babilônico antigo (aproximadamente entre 1900 e 1600 a.C.). A tábula
encontra-se parcialmente danificada, mas o esquema de construção é claramente
discernível.

 O que foi registrado nela constitui profundo significado matemático na teoria


dos números. Sabe-se que, entre outras, a tábula traz a relação entre
os três lados de um triângulo.
 No próximo slide a figura retrata o tablete designado por Plimpton 322 . Sua
designação se deve ao fato de pertencer à coleção de G. A. Plimpton, da
Universidade da Colúmbia, e à sua catalogação sob o número 322.
Matemática na Mesopotâmia

Fonte:
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/c/c2/
Plimpton_322.jpg>, 11 de novembro de 2018
Interatividade

Assinale a alternativa falsa.


Em relação aos povos da Mesopotâmia, é possível afirmar que:
a) Um dos mais importantes documentos é o tablete designado por Plimpton 322.
b) Em torno de 2000 a.C., a álgebra retórica era bem desenvolvida.
c) O sistema de numeração usado variava entre o posicional, o decimal,
o sexagesimal e a base 60.
d) Sua escrita ficou conhecida como cuneiforme.
e) Os documentos eram escritos em papiros.
Matemática na Grécia Antiga

 Nas “pólis” os mercadores eram independentes, mas sabiam que tinham de lutar
por este estado de coisas constantemente. Não havia lugar para uma visão
estática de vida. Adicionalmente, a religião era politeísta – os deuses possuíam
características humanas – e a mitologia era muito importante para os gregos, já
que os mitos e as lendas eram usados para transmitir ensinamentos.
Matemática na Grécia Antiga

 A matemática grega começou a se desenvolver na Jônia, localizada na Ásia


Menor, e tomou impulso a partir dos conhecimentos e descobertas dos egípcios e
dos babilônios, com os quais os gregos tiveram contato por meio de viagens. Mas
a grande diferença estabelecida pelos gregos e esses povos foi o início da
tentativa de se explicar os fenômenos da natureza de forma científica, sem
recorrer a mitos e à religião.
Matemática na Grécia Antiga

 A utilização do raciocínio dedutivo em matemática – que se deve a Tales de Mileto


(640?-564?) e Pitágoras (586?-500 a.C.) – deu origem à criação de uma
matemática organizada, diferente daquela de caráter prático desenvolvida no Egito
e na Mesopotâmia. A lógica foi sistematizada por Aristóteles e Hipócrates de Quios
(a quem se deve o famoso juramento médico hipocrático).
Escola Pitagórica

 A Escola Pitagórica, além de ser centro de estudo de filosofia, matemática e


ciências naturais, era também uma irmandade estreitamente unida por ritos
secretos e cerimônias. Num certo sentido, foi a primeira universidade
do mundo ocidental.

 Os ensinamentos da escola eram inteiramente orais e as descobertas eram


atribuídas ao fundador. Portanto, não se sabe ao certo o que de fato se pode
atribuir ao próprio Pitágoras em relação ao conhecimento produzido.
Escola Pitagórica

 Apesar do misticismo e religiosidade, os pitagóricos eram grandes matemáticos.

 É possível que Pitágoras tenha conhecido na Mesopotâmia as três médias: a


aritmética, a geométrica e a subcontrária (posteriormente denominada harmônica)
e, ainda, a proporção áurea, que relaciona duas delas: “o primeiro de dois números
está para a sua média aritmética como a média harmônica está para o segundo”.
Escola Pitagórica

 A proporção áurea é de grande utilidade em estudos arquitetônicos e artísticos.


Alguns conceitos derivados dela foram utilizados como parâmetros para
determinado padrão estético.

 Alguns exemplos muito conhecidos da aplicação da proporção áurea à concepção


de beleza humana são as obras Homem Vitruviano e Mona Lisa, ambas de
Leonardo da Vinci.
Escola Pitagórica

 Credita-se à Escola Pitagórica a demonstração de um dos mais famosos teoremas


da matemática, que ficou conhecido como O Teorema de Pitágoras, que
demonstra que “num triângulo retângulo, o quadrado sobre a hipotenusa é igual
à soma dos quadrados sobre os catetos”. Esse teorema já era conhecido pelos
babilônios há mais de um século, mas sua primeira demonstração geral pode ter
sido dada por Pitágoras.
Os Elementos, de Euclides

 Por volta de 306 a.C., o Egito tinha Alexandria como sua capital.

 Euclides de Alexandria foi autor da obra “Os Elementos”, da qual apenas a metade
chegou até os nossos dias. Nessa obra, ele sistematizou conhecimentos
acumulados por seu povo nos séculos anteriores, além de diversos teoremas
que ele mesmo demonstrou.
Os Elementos, de Euclides

 Provavelmente, nenhuma obra exerceu influência maior no pensamento científico


do que o livro “Os Elementos”, de Euclides. Ela foi copiada inúmeras vezes, de
forma que erros e variações acabaram sendo incorporados a ela. Suas edições
modernas se baseiam numa revisão feita por Teon de Alexandria, no século IV d.C.

 A primeira tradução de “Os Elementos” foi em árabe.


A Idade Heroica

 Durante a segunda metade do quinto século a.C., uma série de matemáticos


esteve envolvida com problemas que constituíram a base dos desenvolvimentos
posteriores em geometria. Daí esta era ser denominada de Idade Heroica da
matemática.

 Foi por intermédio de Platão e Aristóteles que se soube o que ocorreu na Idade
Heroica grega.
A Idade Heroica

 A importância de Platão está menos em descobertas matemáticas e mais em sua


convicção de que o estudo da matemática fornecia o mais refinado treinamento
do espírito.

 Eudoxo de Cnido foi discípulo de Platão. Suas maiores contribuições na


matemática são: a teoria das proporções e o método de exaustão. Até o
aparecimento de Eudoxo não havia uma definição para os números irracionais.
Interatividade

Assinale a alternativa falsa.


a) Os pitagóricos descobriram os números irracionais.
b) Para os pitagóricos o estudo teórico dos números era denominado “logística”.
c) Povo heleno é denominação dada aos cidadãos da Grécia antiga.
d) O número de ouro é também chamado de razão áurea, seção áurea ou segmento
áureo.
e) Provavelmente nenhuma obra exerceu influência maior no pensamento científico
do que o livro “Os Elementos”, de Euclides.
ATÉ A PRÓXIMA!