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Márcia Dórea

EMENTA

• Introdução de Perfuração e Prospecção


• Classificação de poços
• Projetos de poços terrestre e submarino
• Tipos de sondas terrestre e submarina
• Equipamentos de sondas – sistemas
• Hidráulica do fluido de perfuração
• Reologia do fluido de perfuração
• Transporte de sólidos
• Fluidos de perfuração – funções, características, propriedades e
problemas

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As operações de perfuração visam permitir o acesso às
camadas rochosas de subsuperfície e comprovar a
existência de petróleo. Assim como, permitir uma avaliação
das potencialidades econômicas de uma jazida petrolífera,
através de um teste de formação a poço aberto.
A completação é a fase da exploração do petróleo em que se
instala, no poço, o equipamento necessário para trazer
controladamente à superfície os fluidos desejados.

Também permite a instalação de eventuais equipamentos de


monitoração no poço.

É interessante ressaltar que a completação também é feita nos


poços de observação e injeção.

A complexidade da completação depende de diversos fatores,


tais como a pressão do reservatório, a presença ou não de
água de produção, a existência ou não de múltiplas zonas para
produção, etc.
• Pesquisa prévia do potencial geológico dos
blocos exploratórios
• Aquisição dos blocos exploratórios através de
leilão da ANP para estudo de 3 a 5 anos
• Plano mínimo de exploração junto a ANP
BACIAS SEDIMENTARES BRASILEIRAS

• Área total das bacias


sedimentares brasileiras

6,1 milhões km2

•Exploração de 6% das bacias


• Volume de óleo “in place” – VOIP
• Volume de gás “in place” – VGIP

• A = área de ocorrência identificada pela sísmica


• h = espessura
• Ø = porosidade
• S0 = saturação de óleo ( )

• Volume recuperável Vr = VOIP x Fr ( fator de recuperação )


• Tipos de equipamentos de produção na
superfície
• Tipos de plataformas
• Tipos de poços horizontais, verticais e direcionais
• Quantidade de risers, tubulações, válvulas,...
• Quantos fornecedores podem auxiliar a
produção?

• Declaração de comercialidade - Carta formal a ANP


declarando as condições de exploração e produção
• Da DC até a produção pode durar até 5 anos
 Quanto ao Percurso
 Quanto ao Percurso
 Um poço é dito vertical se a sonda
e o alvo estão situados na mesma
vertical. A inclinação e direção
devem ser controladas para que o
poço atinja a rocha reservatório
dentro do limite tolerado pela
geologia;

 Se, por alguma razão, a sonda e o


alvo não se situam na mesma
vertical, o poço é chamado de
direcional ou horizontal, pois
deveremos afastá-lo
propositadamente da vertical
passando pela sonda a fim de
atingirmos o objetivo.
 Quanto a Finalidade

Exemplo: Poço 7-MRL-68H-RJS


 Quanto a Profundidade
Se perfurarmos um poço
de petróleo sem
interrupção, é intuitivo
que chegará uma
determinada
profundidade em que
suas paredes
desmoronarão, mesmo
sendo as camadas de
sub-superfície rochosas.

Portanto, um poço de
petróleo é perfurado em
fases, isto é, perfura-se
um determinado trecho
e reveste-se com uma
tubulação de aço,
denominada
revestimento de
perfuração ou “casing”.
• Base de assentamento
da sonda
– Ante poço

• Condutor de 20”
– Cravado a ± 10 m
• Perfuração da fase de
12 ¼” até ± 300 m

• Descida do
revestimento de 9 ⅝”
– Revestimento de
subsuperfície
• Cimentação do
revestimento de 9 ⅝”
– Cimentação da
superfície

• Cabeça de
revestimento
• Perfuração da fase de
8 ½” até ± 1000m

• Descida do
revestimento de 7”
• Cimentação do
revestimento de 7”
– Cimentação de
produção
• Início do poço
– Sistemas com cabos
guia

• Descida da Base Única


Temporária (BUT)
• Retirada da coluna de
assentamento da BUT
• Perfuração da Fase 1 (36”)
• Descida do
revestimento de 30” e
base guia permanente
(BGP)
• Perfuração da Fase 2 (26”)
• Descida do revestimento
de 20”
• Descida do BOP
• Assentamento do BOP
• Perfuração de Fase 3 (17½”)
• Por que o poço vai se
afunilando?

– Janela operacional
• Pressão de poros
• Pressão de fratura

Pporos < Ppoço < Pfratura


• Deve-se garantir que a pressão interna do poço fique dentro
da janela operacional.
• A janela operacional se estreita com o aumento da lâmina
d’água.
• TERRESTRE

• MARÍTIMO
Todos os equipamentos de uma
sonda rotativa responsáveis por
determinada função na perfuração
de um poço são agrupados nos
chamados "sistemas" de uma sonda.

Os principais sistemas são:

 Sustentação de cargas;
 Geração e transmissão de energia;
 Movimentação de carga;
 Rotação ou torque;
 Circulação de fluido;
 Segurança do poço;
 Monitoração das operações de
perfuração;
 Sistema de subsuperfície
(coluna de perfuração).

Filme 1 Filme 2
Estaleiro

- Subestrutura
- Mastro ou torre
- Estaleiro
- Base ou fundação

Mastro ou torre
- Guincho
- Bloco de coroamento
- Catarina
- Cabo de perfuração
- Gancho
- Elevador
- Mesa rotativa
- kelly
- Cabeça de injeção (swivel)
- Top drive
- Motor de fundo
1.Tanque de lama
2.Agitadores de argila
3. Linha de sucção de lama
4. Bomba do sistema de lama
5. Motor
6. Mangueira vibratória
7. Draw-works
8. Standpipe
9. Mangueira da Kelly
10. Goose-neck (Pescoço de ganso)
11. Traveling block
12. Linha de perfuração
13. Crown block
14.Derrick 18.Swivel
15.Monkey board 19.Kelly drive
16.Stand do duto de perfuração 20.Mesa rotatória
17.Pipe rack 21. Superfície de perfuração
22. Bell nipple
23. Ânulo do Blowout preventer (BOP –
sistema de prevenção de fluxo
descontrolado)
24. Dutos do Blowout preventer
25. Linha de perfuração
26. Broca de perfuração
27. Cabeça do Casing
28. Duto de retorno da lama
• Durante a perfuração de um poço de petróleo, o fluido de perfuração circula num
sistema fechado, sendo bombeado pelo interior da coluna de perfuração, passando
pela broca, e voltando para a superfície pelas laterais do poço, o anular.
• Em seguida o fluido passa por peneiras e centrífugas para a retirada dos cascalhos.
Caso haja a necessidade, o fluido sofre uma rápida correção em sua formulação e
volta para o tanque de onde será novamente bombeado para o poço.
Sistema de tratamento e remoção de sólidos
• Tem como objetivos remover os sólidos ou gás carreados pelo fluido e permitir
adicionar aditivos à lama

• Componentes na ordem de tratamento:


– Desgaseificador (gás)
– Peneira vibratória (sólidos grosseiros)
– Desareadores (areia)
– Dessiltadores (silte)
– Mud cleaner (permite recuperar a baritina)
– Centrífugas (partículas ainda menores)

• Mud Cleaner: nada mais é do que um dissiltador com uma peneira para
permitir a recuperação da baritina, um aditivo sólido colocado na lama para
aumentar sua densidade.
• Hidráulica do Poço
– Cálculo de perda de carga
– Cálculo da pressão dinâmica
– Pressão Hidrostática: É á força peso exercida por um
fluido em uma determinada área.

• Como Calcular a pressão exercida por um


determinado volume de fluido??

Na indústria do petróleo:
P = 0,17.ρ.H
Onde: P em psi
ρ em lb/gal
H em m
Como calcular a pressão em um determinado ponto do
poço durante a circulação do fluido??

Pdinamica  Phid  Pasv


Perdas de carga a
serem vencidas
• As perdas de carga são função dos seguintes parâmetros:
– Diâmetro da tubulação
(ou diâmetro equivalente de anulares);
– Viscosidade;
– Densidade do fluido;
– Velocidade do fluido (vazão);
– Rugosidade da formação;
– Comprimento.
• O que são as perdas de carga a serem vencidas?
– Energia perdida pelo fluido sob a forma de calor
durante o escoamento no caminho daquele ponto
até a superfície.
– A dissipação de energia ocorre devido à resistência
interna (atrito) ao escoamento  VISCOSIDADE
É a ciência que estuda a deformação e o fluxo de matéria. Caracteriza o
comportamento do fluido sob uma variedade de condições, incluindo os efeitos
da temperatura, pressão e taxa de deformação.

• Fluidos x Sólidos
– Sólidos: substâncias que se deformam
reversivelmente quando submetidas a
um estado de tensão (elasticidade).
• Módulo de elasticidade

– Fluidos: substâncias que se deformam


contínua e irreversivelmente quando submetidos a um estado de tensão
(escoamento).
• Viscosidade
D.v.
N Re 

D = Diâmetro
V = velocidade do fluido
ρ = peso específico do fluido
μ = viscosidade

NRe < 2100  Escoamento Laminar


2100 < NRe < 3000  Transição
3000 < NRe  Turbulento
– Viscosidade:

É a resistência interna ao escoamento de fluidos (líquidos e


gases), causada pelo atrito interno entre as moléculas do
fluido e também o atrito entre as moléculas do fluido e a
superfície em contato com o mesmo; Quanto mais viscoso
for um fluido, maior é a energia necessária para colocá-lo
(ou mantê-lo) em movimento.
Para que o fluido funcione de maneira satisfatória é necessário que ele seja
pseudoplástico, isto é, seja capaz de apresentar alta viscosidade a baixa taxa
de cisalhamento (para ser capaz de suspender os cascalhos) e baixa
viscosidade a alta taxa de cisalhamento (para ser bombeável).

 Baixas viscosidades em altas vazões


 Altas viscosidades em baixas vazões

 Tixotropia: os fluidos adquirem estado semi-rígido quando estão em repouso


e voltam a adquirir estado de fluidez quando estão novamente em
movimento.
• Um dos objetivos dos fluidos de perfuração é a remoção
do cascalho gerado durante a perfuração;

• Limpeza inadequada do poço: torque excessivo, drag,


prisão de ferramentas;

• Problemas mais acentuados em poços horizontais ou


com inclinação elevada.
• Em poços verticais
– Velocidade de sedimentação (Vs)
– Velocidade do fluido no anular (Va)
– Velocidade de transporte (Vt)
• A velocidade de sedimentação de
partícula tem a mesma direção e sentido
oposto à velocidade do fluido no anular;
• A velocidade resultante tem mesma
direção das duas.
• Transporte de sólidos facilitado.
• Em poços inclinados e horizontais
• Velocidade de transporte:

• Devido ao componente Vs.senθ,


o cascalho tenderá a depositar.
Por isso, uma razão de transporte generalizada é
definida
como:
• A velocidade de sedimentação de partícula não tem a
mesma direção e sentido oposto à velocidade do fluido
no anular;
• Há uma componente que empurra o cascalho em
direção à parede inferior do poço;
• Forte tendência a formação de um leito de cascalhos.
• Principais parâmetros
(Como eles influenciam o transporte de sólidos??)
– Vazão de fluido
– Inclinação de poço
– Propriedades reológicas do fluido
– Concentração de sólidos alimentados
– Excentricidade SIMCARR 2009
– Regime de escoamento Simulador de Hidráulica
– Perfil de velocidade de Perfuração
– Rotação de tubo interno e
– Distribuição de partículas
Carreamento de Cascalhos
– Vazão de sólidos alimentados
PETROBRAS
O fluido de perfuração é uma dispersão coloidal composta de uma fase contínua,
que normalmente é água doce ou salgada, e uma fase dispersa composta de
produtos químicos, tais como: argila, amido, polímeros, materiais adensantes,
obturantes, sólidos finos da formação, etc.
O fluido de perfuração representa de 5 a 15 % do custo da perfuração. Uma incorreta
formulação do fluido pode causar sérios problemas durante a operação, podendo até
mesmo levar à perda do poço. Dentre os problemas relacionados à incorreta
formulação, pode-se destacar:

1. Erosão, inchamento, desmoronamento das paredes do poço;


2. Enceramento da broca;
3. Dano à formação;
4. Perda de circulação;
5. Kick;
6. Prisão da coluna por diferencial de pressão;
7. Desgaste dos elementos de tubulação;
8. Torque e drag;
9. Corrosão dos equipamentos.
1. Erosão, Inchamento, Desmoronamento das Paredes do Poço

 Para cumprir suas finalidades, o fluido de perfuração necessita possuir a capacidade


de não reagir com as formações nas quais entra em contato. Dois tipos de formações
podem ser encontrados:

 Formações com rochas inertes: são aquelas em que as rochas não sofrem
interação com a água do fluido, como por exemplo os arenitos;

 Formações com rochas ativas: são aquelas em que as rochas, devido às suas
características argilosas, podem interagir com o fluido, absorvendo água do
mesmo e causando a hidratação das argilas ou folhelhos, o que gera o
inchamento da rocha.

INIBIÇÃO
QUÍMICA
água doce água do mar

BPH + A.M. = Fluido


2. Enceramento de Broca

 Material argiloso fica aderido aos dentes da broca, dificultando/impedindo o seu


avanço , gerando baixa taxa de penetração (perda de tempo operacional).
3. Dano à Formação

 Redução da permeabilidade natural de um reservatório ao fluxo de hidrocarbonetos


por alguma atividade, material ou circunstância.

 Natureza do dano
 Química: interação de fluidos injetados e rocha reservatório;
 Física: deslocamento de partículas por forças
hidrodinâmicas;
 Biológica: atividade bacteriana.
3. Dano à Formação
4. Perda de Circulação

 Perda descontrolada do fluido de perfuração


para a formação.
Poço Formação

5. Kick

 Influxo indesejado de fluido da formação


(água/óleo/gás) para o poço.
Poço Formação
6. Prisão da Coluna por Diferencial de Pressão
7. Desgaste dos Elementos de Tubulação
8. Torque e Drag

 Torque = dificuldade no giro da coluna devido ao atrito deste com a parede do poço;
 Drag = resistência encontrada durante manobra ou retirada da coluna de perfuração.

9. Corrosão dos Equipamentos


1
Fluidos Iniciais de
Perfuração

2
Fluido Catiônico

3
1 Fluido de Emulsão
Inversa
2

4
3
Drill in
4