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UNIVERSIDADE CATÓLICA DE ANGOLA

UCAN
FACULDADE DE ENGENHARIA
ENGENHARIA DE PETRÓLEO

DISCIPLINA:
LABORATÓRIO DE PERFURAÇÃO
TEMA:
FLUÍDOS DE PERFURAÇÃO
Introdução
O objectivo de uma operação de perfuração é perfurar, avaliar e
finalizar um poço que produzirá eficazmente petróleo ou gás.

Os fluídos de perfuração desempenham numerosas funções que


contribuem para se alcançar este objectivo. A responsabilidade de
execução destas funções é assumida em conjunto pelo o Engenheiro de
Lama e o pessoal que dirigem a operação de perfuração.

É o dever do pessoal encarregue de perfurarar o poço, incluindo o


representante da companhia operadora (Company Men), a empresa
perfuradora e a equipa da perfuração assegurar a aplicação dos
procedimentos correctos de perfuração.
A obrigação principal do engenheiro de lama é assegurar que as
propriedades da lama são correctas para o ambiente de perfuração
específica. O engenheiro de lama também deve recomendar
modificações das práticas de perfurações que ajudem a alcançar os
objectivos da perfuração.
Funções de Fluídos de Perfuração
As funções de fluídos de perfuração descrevem as tarefas que o fluído de perfuração é
capaz de desempenhar. Embora que algumas delas não são essenciais em cada poço.
A remoção de cascalhos poço e o controlo das pressões das formações são as funções
extremamente importante. Embora a ordem de importância ser determinada pelas
condições do poço e as operações em curso, as funções mais comuns de fluído de
perfuração são as seguintes:

1. Retirar os cascalhos do poço. 8. Transmitir a energia Hidraúlica a

2. Controlar as pressões da formação. ferramentas e a broca.

3. Suspender e descarregar os cascalhos. 9. Asegurar uma avaliação adecuada da

4. Obturar formações permeáveis. formação.

5. Manter a estabilidade do poço. 10. Controlar a corrosão.

6. Minimizar os danos ao depósito. 11. Facilitar a cimentação e a


completação.
7. Esfriar, lubrificar e apoiar a broca e a
coluna de perfuração. 12. Minimizar o impacto Ambiental.
1. Retirar os cascalhos do poço

 Os detritos da perfuração devem ser retirados do poço a medida que são


gerados pela broca. Para este fim, faz-se circular um fluído de perfuração
dentro da coluna de perfuração e através da broca, na qual arrasta e
transporta os detritos até a superfície, subindo pelo espaço anular.

 A remoção dos detritos (limpeza do poço) depende do tamanho, forma e


densidade dos detritos, unidos a Velocidade de Penetração (ROP); da
rotação da coluna de perfuração; viscosidade; densidade e da velocidade
anular do fluído de perfuração.
Viscosidade
A viscosidade e as propriedades reológicas dos fluídos de perfuração têm um
efeito importante sobre a limpeza do poço. Os detritos se sedimentam
rapidamente em fluídos de baixa viscosidade ( por exemplo água) e são difícil
de circular fora do poço. Em geral, fluídos de maior viscosidade melhoram o
transporte dos detritos.
A maioria das lamas de perfuração são tixotrópicos, quer dizer que se
gelificam em baixas condições estáticas. Esta característica pode suspender os
detritos enquanto que se fazem as conecções das pipes e outras situações
durante as quais não faz circular a lama. Os fluídos que diminuem sua
viscosidade com o esforço de corte e têm alta viscosidade e baixas velocidades
anulares têm demonstrado ser melhores para uma limpeza eficaz do poço.
Velocidade
 Em geral, a remoção dos detritos é melhorada pelas altas velocidade
anulares. Porém, com fluídos de perfuração mais diluídos, as altas
velocidades podem causar um fluxo turbulento que ajuda a limpar o poço,
mas pode produzir outros problemas de perfuração no poço.
 A velocidade na qual um detrito se sedimenta em um fluído se chama
velocidade de caída. A velocidade de caída de um detrito depende da sua
densidade, tamanho e forma, e da viscosidade, densidade e velocidade do
fluído de perfuração. Se a velocidade anular do fluído de perfuração é
maior que a velocidade de caída do detrito, o detrito será transportado até
a superfície.
 A velocidade na qual um detrito ascende pelo espaço anular se chama
velocidade de transporte:
Velocidade de transporte = Velocidade anular – velocidade de caída
Densidade
Os fluídos de alta densidade facilitam a limpeza do poço aumentando as forças
de flutuação que actuam sobre os detritos, as quais contribuem para a sua
remoção do poço. Em comparação com os fluídos de menor densidade, os
fluídos de alta densidade podem limpar o poço de maneira adequada, ainda
que com velocidades anulares baixas e propriedades reológicas inferiores.
Embora, que o peso da lama em excesso do que se requer para equilibrar as
pressões das formações tem um impacto negativo sobre a operação de
perfuração; portanto, este peso nunca deve ser aumentado para efeitos de
limpeza do poço.
Rotação da coluna de perfuração
As altas velocidades de rotação também facilitam a limpeza do poço
introduzindo uma componente circular na trajectória do fluxo anular. Este
fluxo helicoidal (em forma espiral) a redor da coluna de perfuração faz com
que os detritos de perfuração localizado sobre as paredes do poço, donde
existem condições de limpezas de poços deficientes, regressem à regiões do
espaço anular que têm melhores caracteristicas de transporte. Quando é
possível, a rotação da coluna de perfuração constitui um dos melhores
métodos para retirar camadas de detritos em poços com alto ângulo e poços
horizontais.
3. SUSPENSÃO E DESCARGAS DE DETRITOS
 As lamas de perfuração devem suspender os detritos de perfuração, os
materiais densificantes e os aditivos sob uma ampla variedade de
condições, não obstante devem permitir a remoção dos detritos para a
equipa de controlo de solídos.
Os detritos de perfuração que se sedimentam durante condições estáticas
podem causar obturações, que por sua vez, podem produzir entupimento
das pipes ou a perda de circulação. O material densificante que se
sedimenta constitui uma liquidificação e causa grandes variações da
densidade do fluído no poço. A liquidificação ocorre com maior frequência
sob condições dinâmicas em poços de elevado ângulo de inclinação donde
o fluído encontra-se circulando com baixa velocidade anular.
As altas concentrações de sólidos de perfurações são praticamente
prejudiciais para cada aspecto da operação de perfuração. Principalmente a
eficácia de perfuração e a velocidade de penetração (ROP). Estas
concentrações aumentam o peso e a viscosidade da lama, produzindo maior
custos de manuntenção e uma maior necessidade de diluição.
3. SUSPENSÃO E DESCARGAS DE DETRITOS
As altas concentrações de sólidos de perfurações são praticamente prejudiciais
para cada aspecto da operação de perfuração. Principalmente a eficácia de
perfuração e a velocidade de penetração (ROP). Estas concentrações aumentam o
peso e a viscosidade da lama, produzindo maior custos de manuntenção e uma
maior necessidade de diluição. Também aumenta a potência necessária para a
circulação e o torque.
Deve-se manter um equilibrio entre as propriedades do fluído de perfuração que
suspendem os cascalhos e as propriedades que facilitam a remoção dos detritos
por parte da equipa de controlo de sólidos. A suspensão dos detritos requerer
fluídos de alta viscosidade que diminuem sua viscosidade com os esforço de
cortes, ao passo que a equipa de remoção de sólidos geralmente funciona de
forma mais eficaz com fluídos de viscosidade mais baixas.
3. SUSPENSÃO E DESCARGAS DE DETRITOS

Para se realizar um controlo de sólido eficaz, os sólidos de perfuração devem


ser extraídos do fluído de perfuração durante a primeira circulação
proveniente do poço. Ao ser circulado de novo, os detrítos se decompõem em
partículas mais pequenas que são mais dificil de se retirar. Um simples
método para confirmar a remoção de sólidos de perfuração consiste em
comparar a porcentagem de areia na lama na linha de fluxo e no tanque de
sucção.
4. REBOQUE DE FORMAÇÕES PERMEÁVEIS
 A permeabilidade refere-se a capacidade dos fluídos fluirem através das
formações porosas; as formações devem ser permeáveis para que os HC
possam ser produzidos.

 Quando a Hp da lama é maior que a Fp, o filtrado invade a formação e um


reboque se deposita na parede do poço.

 Os sistemas de fluidos de perfuração devem ser projectado para depositar


sobre a formação um reboque fino de baixa permeabilidade, com o fim de
limitar a invasão do filtrado. Isto melhora a estabilidade do poço e evita
muitos problemas de perfuração e produção.
4. REBOQUE DE FORMAÇÕES PERMEÁVEIS

 Os possíveis problemas relacionados com um reboque grosso e a filtração


excessiva incluem condições do poço reduzido, registros de má qualidade,
maior torque e arraste, pipes atolado, perdas de circulação e danos à
formação.

 Em formações muitos permeáveis com elevada porosidade, toda lama


pode invadir a formação, dependendo do tamanho dos sólidos da lama.
Para estas situações será necessário usar agentes como carbonato de
cálcio, celulose moído e uma grande variedade de materiais de perda por
infiltração e outros finos de perda por circulação.
4. REBOQUE DE FORMAÇÕES PERMEÁVEIS

Segundo o sistema de fluído de perfuração a ser usado, vários aditivos podem


ser aplicados para melhorar o reboque, limitando desta maneira a filtração.
Estes incluem a Bentonita, os Polímeros naturais e sintéticos, o Asfalto e a
Gilsonita, e os aditivos desfloculantes orgânicos.

BENTONITA
4. REBOQUE DE FORMAÇÕES PERMEÁVEIS
5. GARANTIR A ESTABILIDADE DO POÇO

 A estabilidade do poço constitui um factor equilibrio completo de factores


mecânicos (pressão e força) e químicos.

 A composição química e as propriedades da lama devem ser combinado


para proporcionar um poço estável até que se possa introduzir e cimentar
o revestimento.

 Independentemente da composição química do fluído e outros factores, o


peso da lama deve estar compreendido entre o intervalo necessario para
equilibrar as forças mecânicas que actuam sobre o poço (Fp, esforços do
poço relacionado com a orientação e a tectónica).

 A melhor estabilidade do poço é obtida quando este mantém seu tamanho


e sua forma cilíndrica original. Ao diminuir ou ampliar de qualquer
maneira, o poço torna-se mais debil e é mais difícil de estabilizar.
5. GARANTIR A ESTABILIDADE DO POÇO

A ampliação do poço gera muitos problemas, incluindo baixas velocidades


anulares, falta de limpeza do poço, maior carga de sólidos, evaliação da
formação deficiente, maior custos de cimentação e cimentação inadecuada.
6. MINIMIZAÇÃO DOS DANOS DA FORMAÇÃO
 A proteção da formação contra os danos que poderiam prejudicar a
produção é muito importante. Qualquer redução da porosidade ou
permeabilidade natural de uma formação produtiva é considerada como
dano na formação.

 Estes danos podem ser gerado como resultado de reboque causado pela
lama e os sólidos de perfuração, ou das interações químicas (lama) e
mecânicas (coluna de perfuração) com a formação.

 O dano provocado à formação é geralmente indicado por um valor de dano


superficial ou pela queda de pressão que ocorre enquanto o poço está
produzindo.
7. ESFRIAMENTO, LUBRIFICAÇÃO E SUSTENTAÇÃO DA BROCA E DA
COLUNA DE PERFURAÇÃO
 As forças mecânicas e hidráulicas geram uma quantidade considerável de
calor por fricção na broca e nas zonas onde a coluna de perfuração roça
contra o revestimento e as paredes do poço.

 A circulação do fluído de perfuração esfria a coluna de perfuração até as


temperaturas mais baixas que as temperaturas do fundo. Para além de
esfriar, o fluído de perfuração lubrifica a coluna de perfuração, reduzindo
ainda mais o calor gerado por fricção.

 As brocas, os motores do fundo e as componentes da coluna de perfuração


falhariam mais rapidamente se não fossem os efeitos refrigerantes e
lubrificantes do fluído de perfuração.
8. TRANSMISSÃO DE ENERGIA HIDRAULICA A FERRAMENTAS E A
BROCA
 A energia hidráulica pode ser usada para maximizar a velocidade de
penetração (ROP), melhorando a remoção de detritos na broca. Esta energia
também alimentam os motores do fundo que fazem girar a broca e as
ferramentas de MWD e LWD.
 Os programas de hidráulica baseiam-se no dimensionamento correcto do bocal
da broca, para utilizar a potência disponível (pressão ou energia) da bomba da
lama de modo a maximar a queda da pressão na broca ou optimizar a força do
impacto do jato sobre o fundo do poço.
 As perdas de pressão na coluna de perfuração quando se utilizam fluídos com
densidade, viscosidades plásticas e conteúdos de sólidos altos. O uso de pipes
ou pipes de conexão com diametro de pequenos diámetro (DI), motores de
fundo e ferramentas de MWD/LWD reduz a quantidade de pressão disponível
na broca.
9. ASSEGURAR A AVALIAÇÃO ADEQUADA DA FORMAÇÃO
 A avaliação correta da formação é essencial para o êxito da operação de perfuração,
especialmente durante a perfuração de poços de exploração. As propriedades químicas
e físicas da lama afectam a avaliação da formação.
 As condições físicas e químicas do poço depois de perfurado também afectam a
avaliação da formação. Durante a perfuração os Mud Loggers controlam a circulação da
lama e dos detrítos para detectar indícios de petróleo e gás. Estes técnicos examinam os
detritos para determinar a composição mineral, a paleontologia e detectar qualquer
indício visual de hidrocarbonetos. Esta informações são registados num registo
geológico (mud log) que indica a litologia, a velocidade de penetração (ROP), a detecção
de gás e os detrítos com hc impregnados, para além de outros geológicos e de
perfuração importantes.
 Os registros eléctricos com cabo são realizados para avaliar a formação de modo a obter
informação adicional. Os registos com cabo incluem a medição de propriedades
eléctricas, sónicas, nucleares e de ressonância magnética da formação, para identificar a
litologia e os fluídos da formação.
9. ASSEGURAR A AVALIAÇÃO ADEQUADA DA FORMAÇÃO

 Ferramentas de LWD estão disponível para obter registros contínuos


enquanto se perfura o poço. Também perfura-se uma secção clíndrica
(core) na zona de produção para realizar avaliação no laboratório de modo
a obter informações desejadas.

 As zonas de potencial produtivas são isoladas e avaliadas mediante a


realização de Testes de Intervalos (FT) ou Testes de Potencial Produtora da
Formação (DST) para obter dados de pressão e amostras de fluído.

 Os registros eléctricos com cabo são realizados para avaliar a formação de


modo a obter informação adicional. Os registos com cabo incluem a
medição de propriedades eléctricas, sónicas, nucleares e de ressonância
magnética da formação, para identificar a litologia e os fluídos da
formação.
9. ASSEGURAR A AVALIAÇÃO ADEQUADA DA FORMAÇÃO

 Todos esses métodos de avaliação da formação são afectados pelo fluído


de perfuração. Por exemplo se os detrítos se dispersarem na lama, o
geológo não terá nada que avaliar na superfície. Ou se transporte dos
detrítos não é bom, será difícil o geológo determinar a profundidade na
qual os detritos são gerados.

 As lamas a base de petróleo, lubrificantes, asfaltos e outros aditivos


ocultaram os indícios de HC no detrítos. Certos registros eléctricos são
eficazes em fluídos condutores, enquanto que outras em fluídos não
condutores.

 O filtrado excessivo pode expulsar o petróleo e o gás das proximidades do


poço, prejudicando os registros e as amostras obtidas pelos testes FT ou
DST.
9. ASSEGURAR A AVALIAÇÃO ADEQUADA DA FORMAÇÃO

 Todos esses métodos de avaliação da formação são afectados pelo fluído


de perfuração. Por exemplo se os detrítos se dispersarem na lama, o
geológo não terá nada que avaliar na superfície. Ou se transporte dos
detrítos não é bom, será difícil o geológo determinar a profundidade na
qual os detritos são gerados.

 As lamas a base de petróleo, lubrificantes, asfaltos e outros aditivos


ocultaram os indícios de HC no detrítos. Certos registros eléctricos são
eficazes em fluídos condutores, enquanto que outras em fluídos não
condutores.

 O filtrado excessivo pode expulsar o petróleo e o gás das proximidades do


poço, prejudicando os registros e as amostras obtidas pelos testes FT ou
DST.
10. CONTROLO DE CORROSÃO

 As componentes da coluna de perfuração e os pipes de revestimento que


estão constantemente em contacto com o fluído de perfuração estão
propensos a várias formas de corrosão. Os gases dissolvidos tais como o
oxigénio, dióxido de carbono e sulfato de hidrogénio podem causar graves
problemas de corrosão, tanto na superfície como no fundo do poço.

 Em geral um 𝑃𝐻 baixo agrava a corrosão. Portanto uma das funções


importante do fluído de perfuração é manter a corrosão num nível
aceitável. Para além de proteger superfícies metálicas contra a corrosão, o
fluído de perfuração não deve danificar os componentes de borracha ou
elastomeros.

 Amostras de corrosão devem ser obtidas durante todas as operações de


perfuração para controlar os tipos e as velocidades de corrosão.
10. CONTROLO DE COROSÃO

 Os inibidores químicos devem ser usados o risco de corrosão é importante.


Os inibidores devem ser aplicados correctamente. As amostras de corrosão
devem ser avaliadas para determinar se está se usando inibidor químico
correcto e se a quantidade é suficiente. Isto manterá a velocidade de
corrosão a um nível aceitável.

 O sulfur de hidrogénio 𝐻2 𝑆 pode causar uma falha rápida e catastrófica da


coluna de perfuração. Este produto também é mortal, mesmo que seja
curto o período de exposição e em baixas concentrações. Quando se
perfura em ambientes com conteúdo de 𝐻2 𝑆 elevado, recomenda-se o
usar fluídos de alto 𝑃𝐻 , combinados com um produto químico
sequestrador de sulfur, tal como o Cinc.
11. FACILITAR A CIMENTAÇÃO E A COMPLETAÇÃO

 O fluído de perfuração deve produzir um poço dentro da qual o tubo de


revestimento pode ser introduzida e cimentada eficazmente, e que não
dificulte a operações de completação. A cimentação é crítica para o
isolamento eficaz da zona e completação bem sucedida do poço.

 Durante a introdução do revestimento, a lama deve permanecer fluente e


minimizar a sucussão e o bombeamento, de modo que não se produza
nenhuma perda de circulação induzida pelas fracturas. Torna-se mais fácil
introduzir revestimento dentro de um poço liso de tamanho uniforme, sem
detrítos ou colapsos.

 A lama tem de ter um reboco fino e liso.


12. MINIMIZAR O IMPACTO SOBRE O MEIO AMBIENTAL
 Com o tempo o fluído de perfuração se converte em um resíduo e deve ser
eliminado em conformidade com os regulamentos ambientais locais. Os fluídos
de baixo impacto ambiental que podem ser eliminados na proximidade do
poço são os mais desejável.
 A maioria dos países têm estabelecido regulamentos ambientais locais para os
resíduos de fluídos de perfuração. Os fluídos a base de água, de petróleo,
anhidros e sintécticos estão sujeitos a diferentes considerações ambientais e
não existe nenhum conjunto único de características ambientais que sejam
aceitáveis para todas as localidades.
 Essa questão deve-se principalmente a condições complexas e variadas que
existem por todo o mundo - localidade e densidade populacional, a situação
geográfica local (costa ou em terra), altos e baixos níveis de precipitações, a
proximidade do local da eliminação com as fontes de águas superficiais e
subterâneas, a fauna e a flora local, e outras condições.
RESUMO

 A recomendação por um sistema de fluído de perfuração deveria estar


baseada na capacidade do fluído para alcançar as funções ensenciais e
minimizar as propriedades antecipados no poço. Embora que as funções
descritas nesta secção sirvam de guia para a selecção da lama, estas
funções não devem constituir a única base para a selecção de um fluído de
perfuração para um poço em particular.

 O processo de selecção deve se fundamentar numa base ampla de


experiência, conhecimento e estudo de melhores tecnologias disponível.
Selecção da lama

 A princípio, a antecipação dos problemas do poço ajuda a seleccionar um


sistema de fluído de perfuração específico para um poço em particular.
Porém, outros factores podem existir, exigindo o uso de um sistema
diferente. O custo, a disponibilidade dos produtos e os factores ambientais
sempre são considerações importantes. Não obstante, a experiência e as
preferências dos representantes da Empresa Petrolífera geralmente são
factores decisivos.

 Muitos poços são perfurados com êxito usando fluídos que foram
seleccionados simplesmente por razão de rendimento. O êxito destes
poços deve-se a Engenheiros de Lama experientes que adaptam o sistema
de fluído de perfuração para satisfazer as condições específicas
encontradas em cada poço.
Propriedades vs. Funcões da lama

 Diferentes propriedades da lama podem afectar uma função particular da


lama. Embora que o engenheiro de lama modifique simplesmente uma das
propriedades para controlar uma função em particular do fluído de
perfuração, é possível que outra função seja afectada.

 Deve-se conhecer o efeito que as propriedades da lama têm sobre todas as


funções, assim como a importância relativa de cada função. Por exemplo a
pressão da formação é controlada principalmente mediante a modificação
do peso da lama, mas o efeito da viscosidade sobre as perdas de pressão
anular e a Densidade Equivalente de Circulação (ECD) devem ser
consideradas para evitar perdas de circulação.
Quando as funções estão em conflito

 A engenharia de fluídos de perfuração quase sempre impõe concessões


mutuas no que se refere ao tratamento e manuntenção das propriedades
necessárias para alcançar as funções requeridas.

 Um poço de alta viscosidade pode melhorar a limpeza do poço, mas


também pode reduzir a eficácia hidráulica, aumentar a retenção dos
sólidos, reduzir a velocidade de penetração e modificar os requisitos de
diluição e tratamento químico.

 Os engenheiro de fluídos de perfuração experientes devem estar


conscientes destas concessões mutuas e saber como melhorar uma função
enquanto minimizam o impacto das modificações das propriedades da
lama sobre as outras funções.