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II. 1.

2 – Determinismo e liberdade na ação humana


Texto da página 80 do Manual
Título: Determinismo versus livre-arbítrio
Autor e obra: John Searle: Mente, cérebro e ciência

CONTEÚDO

O autor estabelece a necessidade da consciência como pressuposto básico para se poder falar em
liberdade da vontade, mas considera que, embora condição necessária, a consciência não é condição
suficiente, pois a liberdade da vontade requer que essa consciência seja ativa, não meramente recetiva; que
seja capaz de decisões livres e, acima de tudo, que se empenhe em ações voluntárias e intencionais; há assim
como que uma gradação da consciência, que vai assumindo patamares de complexidade crescente.

INTERESSE DO TEXTO

Searle toma posição face ao problema da liberdade da vontade e do determinismo e toma posição a favor
da liberdade, mas enraíza essa posição mais num sentimento do que numa argumentação, o que só prova mais
uma vez quão difícil a questão é; em certo sentido, é no plano da crença que a questão se situa: assim como
acreditamos no determinismo que rege o mundo físico, temos a crença de que, apesar de tudo, nos resta
alguma margem de liberdade quando agimos intencional e voluntariamente, quando não somos objeto de
coação.

ESTRUTURA DO TEXTO

Este texto apresenta uma estrutura descritivo-sequencial já que o autor descreve numa sequência as
condições que são pressupostas para se poder falar em liberdade da vontade.

PROPOSTA DE EXPLORAÇÃO

Reorganização da informação através do preenchimento do quadro.

DETERMINISMO VERSUS LIVRE-ARBÍTRIO


Condições pressupostas pelo livre-arbítrio Expressões do texto que se lhes referem
1. 1.
2. 2.
3. 3.
4. 4.
QUADRO PREENCHIDO

DETERMINISMO VERSUS LIVRE-ARBÍTRIO


Condições pressupostas pelo livre-arbítrio Expressões do texto que se lhes referem
1. Consciência 1. “Se … alguém construir um robô que cremos ser totalmente
inconsciente, nunca sentiríamos qualquer inclinação a dizer que
ele é livre.”
2. Consciência ativa 2. “Se a vida consistisse inteiramente na receção de perceções
passivas, […] nunca conseguiríamos formar a ideia de liberdade
humana.”
3. Capacidade de decisão racional 3. “A convicção da liberdade humana está essencialmente ligada ao
processo da decisão racional.”
4. Consciência capaz de vontade e intencionalidade 4. “A experiência característica que nos dá a convicção da liberdade
humana, […] é a experiência de nos empenharmos em ações
humanas voluntárias e intencionais.”

OFICINA DE ESCRITA

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