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Sila Tarot: Os Sapos e a Bruxaria!

Quando um sapo pula em sua direção, pode indicar que agora é o momento para
procurar novas oportunidades. A mudança ou transição do sapo no seu ciclo de
crescimento é muito simbólica, tornando este animal dotado de um simbolismo muito
forte. O sapo sofre transformações incríveis para chegar ao destino da vida adulta
completa, e assim somos nós, seres humanos.

O sapo compreende como é sofrer algumas graves dores de crescimento - e por isso
é um animal/ símbolo fantástico para adolescentes, que se esforçam para encontrar o
seu lugar (-adolescentes e jovens em idade adulta) na sociedade.
 
O Sapo na História da Humanidade
 
Para os egípcios, o sapo era um símbolo de vida e fertilidade, já que milhões deles
nasceram depois da anual inundação do Nilo, que trazia fertilidade à terra estéril. Por
conseguinte, na mitologia egípcia , começou a haver um sapo-deusa , que
representava a fertilidade, denominado Heget (também Heqet, Heket), o que significa
sapo. Heget era geralmente representada como um sapo ou uma mulher com cabeça
de sapo, ou, mais raramente, como um sapo no final de um falo (pénis) para indicar
explicitamente a sua associação com a fertilidade.

Em muitas outras culturas, o principal significado simbólico dos sapos e rãs trata-se de
fertilidade. Isso porque observavam que sapos originavam enormes quantidades de
ovos, portanto a sua fácil reprodução possibilitou associá-lo à fertilidade, à
multiplicação, tornando-se um símbolo de fertilidade, bem como um símbolo de
abundância. Em diversas culturas associa-se também o sapo à mulher, à proteção do
lar. Deve usar um sapo como talismã quando houver a necessidade de aumentar,
multiplicar algo, seja dinheiro, fertilidade, opções etc.
 
O simbolismo do sapo e da rã inclui:
1. Sorte
2. Pureza
3. Renascimento
4. Renovação
5. Fertilidade
6. Cura
7. Metamorfose
8. Transições
9. Sonhar
10. Oportunidades

 
Mitos, Superstições e Lendas
 
Os sapos têm sido símbolo de prosperidade, saúde e abundância em algumas
culturas; e de fertilidade noutras. Os irlandeses acreditam que sapos são parentes dos
leprechauns e são capazes de pregar partidas ás pessoas.
 
Os Mojave, nativo-americanos do Sudoeste dos EUA, acreditam que o sapo carrega
um pedaço de madeira na boca e trás fogo para os humanos.
 
O sapo de três pernas da China era o animal de estimação do imortal Liu Hai, deus
chinês da boa saúde. Este sapo é símbolo de riqueza e é sempre retratado com uma
moeda de ouro na boca. Diz a lenda que ele é capaz de transformar o alimento em
ouro.
 
O sapo é um antigo símbolo Egípcio, adotado depois pelos Romanos por causa das
conquistas de território. A deusa Hekt (com cabeça de sapo) é símbolo de nascimento
e fertilidade, e posteriormente, ressurreição.
 
Lendas da China e da índia, dizem que o mundo descansa nas costas de um sapo de
três pernas gigante. Quando ele se move, é a causa dos terremotos.
 
Na China, a rã representa o princípio yin, lunar; o seu espírito é reverenciado por
trazer prosperidade e cura.
 
O sapo tem grande prestígio entre os índios. Elas são apreciadas por prenunciar a
chuva e pelos seus poderes de limpeza e purificação.
 
A associação da rã com a fertilidade é bastante difundida. Os antigos índios anasazis,
que viviam no limite do Arizona com o novo México, nos Estados Unidos, usavam
azeviche e a valiosa turquesa para fazer ornamentos que refletiam a importância da rã
na sua cultura.
 
Diz-se que certos objetos e imagens, curam absorvendo literalmente a doença, que
passa da pessoa para eles. Como os sapos comem aranhas, crê-se que podem
combater o mal e os venenos. Partes do seu corpo eram usadas em poções mágicas
e feitiços.
 
Uma das lendas mais conhecidas na Amazónia é sobre os muiraquitãs feitas pelas
icamiabas (mulheres sem marido) ou amazonas- guerreiras encontradas pelos
espanhóis em plena floresta amazónica. Conta-se que uma vez por ano as guerreiras
escolhiam índios de aldeias vizinhas e, após uma noite de amor, elas mergulhavam
num lago, para ir buscar pedras verdes com as quais faziam os muiraquitãs. O objeto
era dado de presente ao índio, que o usava como amuleto, pendurado no pescoço. O
que sobrou dessa história são os amuletos, encontrados ainda hoje, em toda a região
do baixo amazonas. Feitos de jade, nefreíta e jadeída, estes objetos foram
responsáveis, durante muito tempo, pela hipótese de a Amazónia ter sido visitada por
povos da Ásia: Não há minas de jade no Brasil. Acredita-se que os muiraquitãs trazem
sorte e têm poder de cura. Eles geralmente ganham forma de animais como jaboti,
peixe e especialmente sapos. Existem exemplares destes amuleto em vários museus
do mundo, principalmente na Europa.
 
Curiosidades sobre os Anfíbios (Rãs e Sapos)
 
As Rãs e sapos ganharam um papel sinistro na Europa, onde eram associadas,
geralmente, à manifestações do mal e bruxarias. Todo esse horror aos anfíbios deve-
se ao fato de haver um grande desconhecimento.
 
Infelizmente, a sociedade moderna herdou essa péssima impressão dos europeus
medievais, o que faz com que não seja dada a devida atenção aos anfíbios,
elementos-chave para o equilíbrio do riquíssimo ecossistema, é fabulosa a diversidade
de espécies. A biologia moderna nasceu na Europa, mais precisamente na Alemanha,
e classificou os répteis e anfíbios como sendo animais inferiores às aves e aos
mamíferos por terem sangue frio, termo aliás, criado por eles.

No entanto, nota-se que o fato de possuírem sangue frio é até vantajoso para um ser
vivo. Os animais de sangue frio utilizam diretamente a energia solar para regular a sua
temperatura, não necessitando de grande quantidade de alimentos. Já os animais de
sangue quente, necessitam de uma quantidade enorme de alimentos para gerar a
energia interna utilizada na regulação da temperatura corporal.
Atualmente, já não se empregam os termos sangue frio e sangue quente. Os animais
que regulam internamente a temperatura (aves e mamíferos) são denominados
ENDOTÉRMICOS e os que regulam a temperatura de acordo com as condições do
ambiente (répteis e anfíbios), são denominados EXOTÉRMICOS.
 
 
Benefícios dos anfíbios para o homem
 
Os sapos e rãs, são animais de extrema importância para o equilíbrio da natureza:
eles controlam a população de insetos e de outros animais invertebrados e servem de
comida para muitas espécies de répteis, aves e mamíferos.
 
Se não fossem os anfíbios, o mundo teria tantos insetos (mosquitos,moscas, etc.) que
a espécie humana já teria deixado de existir há muito tempo, pois não seria possível
controlar doenças como o dengue, febre amarela e malária, que são transmitidas pela
picadas de insetos. Sem os anfíbios, a quantidade de pragas nas plantações, seria tão
grande que não haveria veneno suficiente no mundo para as combater e todos
morreriam de fome ou envenenados em poucas semanas.
 
Os sapos e rãs, devem ser numerosos para controlar a quantidade de insetos.
Poluição, agrotóxicos, desmatamento e destruição, para formação de lagoas para
criação de peixes têm reduzido a quantidade de anfíbios e, em certas regiões, já foram
extintos. Por constatações como estas, conclui-se que o extermínio dessas criaturas
traz consequências graves para a natureza, afetando os humanos de forma direta.
 
Os sapos não mordem e não se colam ás pessoas; os discos aderentes são
suficientes apenas para suportar o peso do corpo, de alguns gramas, na vertical. Os
sapos não têm unhas, garras afiadas ou dentes fortes (apenas um serrilhado frágil).
Portanto, não há motivos para os temer. Mesmo que quisessem morder, os sapos não
conseguiriam. Eles não usam a boca para morder ou mastigar os insetos e outros
bichos que comem, como faz a maioria dos animais: usam somente a língua (fixada na
parte da frente da boca, na maioria das espécies) de forma tão rápida que não é
possível acompanhar.
 
Tudo acontece num piscar de olhos: quando o sapo vê o inseto, aproxima-se ou
espera que o inseto venha até ele; a uma certa distância do inseto, projeta o seu corpo
e lança a sua língua, que tem a ponta pegajosa para que o inseto fique colado. Por
fim, o sapo retrai a sua língua, puxa o inseto para dentro da boca e engole-o inteiro,
sem mastigação.
 
O sapo é um anfíbio que vive em ambientes húmidos, principalmente pela
necessidade de seus ovos e girinos. Existem cerca de 4.800 espécies de sapos, e
estes se distinguem das rãs pelas membranas interdigitais menos desenvolvidas e
pela pele mais seca e rugosa. Quase todos os sapos da família Bufonidae tem duas
glândulas na parte de trás da cabeça. Em estado de irritação ou medo, estes sapos
liberam substâncias venenosas destas glândulas. Estas substâncias, chamadas de
bufotoxinas são psicoativas, em maior ou menor escala, dependendo da espécie do
sapo, por isso, são chamados de “Sapos Psicoativos”. São substâncias classificadas
como “Triptaminas Alucinógenas”, que podem causar efeitos alucinógenos quando a
pele ou veneno do sapo são fumados ou assimilados pela língua. Ao contrário da
crença popular, o veneno dos sapos não causa verrugas.
 
Em algumas tradições Xamânicas das Américas, eram usadas combinações destes
venenos para se alcançar comunhão com o Mundo Espiritual e para a transcendência
do Xamã. Na Europa, as bruxas também se utilizavam de bufotenina, assim como de
ervas e fungos alucinógenos, para entrarem em comunhão com Satanás e seguirem
para o Verdadeiro Sabbat, que é o Local de Poder no Outro Mundo, onde ocorre o
Congresso com o Espírito.
 
“No século XVI, os círculos bruxos do noroeste da Espanha utilizavam o sangue do
sapo para confecionar seus unguentos de vôo. Em 1525 Maria de Ituren confessou ter
digerido um unguento de vôo a partir de pele de sapo e tanchagem, sem dúvida
misturados em uma base oleosa. As bruxas suecas fabricavam os seus unguentos
com gordura de sapo, saliva de serpente e plantas venenosas. Os covens alemães
têm a reputação de fritar os sapos para preparar tais unguentos. Os unguentos a base
de gordura de sapos eram também utilizados pelas bruxas húngaras e do Leste da
Europa para chegar ao êxtases do “vôo pelo espírito”.”

 
Os Sapos e a Bruxaria Tradicional
 
 Veja Mais:
O Sapo tem há muito tempo uma conexão com o Mistério, os Segredos e os Poderes
Noturnos. São animais reservados, que aparecem somente durante a noite, e sempre
ligados a ambientes aquáticos e húmidos; o sapo habita tanto na terra como na água,
passando de um ambiente para o outro confortavelmente, o que o torna um ser
associado ao “trânsito entre os mundos” , e ligando-o como mensageiro entre a terra e
o submundo. É interessante notar como esta ideia, do sapo como guardião dos
mundos, está presente em lendas e contos antigos e modernos.
 
Também por habitar em regiões pantanosas, o sapo é especialmente sagrado para as
deidades ctônicas, mais uma associando-o ao mundo inferior. Os artistas da Idade
Média retratavam os sapos em ligação com o Diabo, e por sua vez como Animais
Familiares das Bruxas. É interessante notar que, dentro de muitas das irmandades e
sectos de Bruxaria Tradicional, tanto os sapos, como as serpentes e dragões são os
seres diretamente ligados ao Diabo, uma das muitas máscaras do Senhor Chifrudo
das Bruxas, e ele por muitas vezes aparecia no Sabbat se utilizando da forma de um
desses seres. As bruxas também tomavam a forma de animais para irem ao Sabbat, e
uma das formas mais comuns era a do sapo. Assim como os Xamãs americanos, elas
se transfiguravam nos animais para seus ritos. o símbolo do Diabo pela tradição
heráldica medieval, consistia em três sapos sobre o brasão, o que afirmava a ligação
com os poderes do mundo abaixo.
 
Uma referência sobre uma Associação de Feiticeiros de Espanha, em 1610, onde a
pessoa que era admitida nesta Ordem recebia uma marca em forma de sapo sobre
sua pálpebra e que um sapo de verdade lhe era dado como Familiar, conferindo-lhe
poderes como o da invisibilidade, mudança para a forma de animais variados e o
poder de se transportar para lugares distantes.
 
Até o fim do século XIX, no Oeste da Inglaterra, havia uma tradição de Magia Popular
Medicinal, das quais seus praticantes, conhecidos como Toad Doctors (Médicos-
Sapos) acreditavam na cura de diversas doenças, inclusive e mais propriamente
aquelas causadas por feitiçaria, por meio do uso de um amuleto feito com a perna de
um sapo vivo dentro de um saquinho de musselina e o pendurando em torno do
pescoço da pessoa doente. No Leste da Inglaterra, principalmente no condado de
Essex, há uma tradição mágica de bruxos solitários conhecidos como Toad-Witches
(Bruxos-Sapos). O folclore, mantido até os dias de hoje, reza que há um rito solitário
que visa a obtenção de poderes mágicos, mais propriamente o poder de dominar as
bestas e animais e destes especialmente o Cavalo, que é conferido por meio de um
amuleto feito do osso de um sapo. É dito que este amuleto, o Toad-Bone Charm
(Fetiche-de-Osso-de-Sapo), pode servir como uma chave em todos os assuntos
concernentes da Arte Sábia. O rito de obtenção deste amuleto é considerado dentro
da Bruxaria Tradicional, como uma Iniciação Solitária e Vertical.
 
Ao contrário da tão afamada “auto-iniciação” onde a pessoa faz um ritual e se
considera um Iniciado, a Iniciação Solitária depende de diversos sinais e provações
para ser concluída, e se tais sinais não forem dados, o ritual não é concluído e não há
Iniciação. Dentro dos costumes dos Toad-Witches, aquele que busca a Iniciação deve
procurar um tipo específico de sapo, sacrifica-lo com um espinho de blackthorn
(Prunus spinosa) , e deixar sua carne ser comida pelas formigas para se obter apenas
os ossos. Estes ossos são então ser recolhidos e jogados em uma corrente de água, e
apenas um osso deve voltar para as mãos do praticante. Se o osso do sapo não voltar
o rito não foi bem sucedido, caso o osso retorne para suas mãos, então ele pode
prosseguir nas outras etapas do rito, as quais culminarão no encontro com o Diabo e a
Iniciação em si. O próprio sacrifício do sapo em si já é a primeira das provações para
saber se o rito poderá ou não ser feito pelo praticante.
 
É dito que somente se pode prosseguir neste Mistério se o modo do sacrifício for
revelado por sinais e presságios; é dito ainda que, caso nenhum presságio for
recebido, sabe-se que o rito não deve ser feito, e prosseguir é ser amaldiçoado. As
referências mais antigas do uso dos Toad-Bone Charms aparecem na História Natural
de Plínio, em aproximadamente 77 d.C. Os poderes atribuídos por Plínio ao Osso de
Sapo, entre os quais o de domar animais, seduzir, favorecer o amor e causar a
discórdia, são os mesmos do rito inglês. Vemos aqui claramente um indício da
antiguidade de tal Mistério. Plínio também descreveu como proteger magicamente as
colheitas das tempestades, colocando um sapo em um pote e enterrando-o nos
campos. As referências de Plínio são repetidas por Agrippa em seu Filosofia Oculta,
escrito aproximadamente em 1509 e publicado na Alemanha em 1531.
 
Scot, em Discoverie of Witchcraft, 1584, também cita o uso do osso de sapo como um
amuleto de bruxaria, onde novamente a carne do sapo é devorada por formigas e o
osso usados para se produzir prodígios mágicos, para o bem e para o mal. Segundo a
magia medieval, para tornar-se amado, deve-se colocar um sapo morto num recipiente
de barro, cheio de furos, e colocar este recipiente no topo de um formigueiro. Depois
que as formigas consumirem toda a carne, deve-se moer o osso até virar pó e mistura-
lo com sangue de morcego, e então jogar este pó na comida e bebida da pessoa de
quem se deseja o amor. O pó dos ossos de sapos também era utilizado na magia
medieval para a abertura de portas e cadeados trancados. No Brasil, existe uma
espécie de sapo muito interessante, e que é especialmente sagrado dentro das
manifestações mágicas da Irmandade de Bruxaria Tradicional Via Vera Cruz. Este
sapo é conhecido pelo nome científico Bufo crucifer. Como um sapo da família
Bufonidae ele contém a Bufotenina e é encontrado em florestas densas, rios, pântanos
de água doce, jardins rurais e florestas antigas. Infelizmente é um sapo que está
ameaçado pela perda de habitat natural.
 

 
Ele é especialmente sagrado por carregar em suas costas uma mancha na forma
semelhante de uma cruz – daí seu nome crucifer, “o que carrega a cruz”. Neste
contexto, ele serve como um elo entre céu e inferno. Além do extenso uso do osso de
sapo na Bruxaria, há também uma pedra especial, chamada de Pedra-de-Sapo ou
crepaudina, encontrada na cabeça dos sapos, dotada de poderes ditos mágicos. Nigel
Jackson cita que tal pedra cura todas as picadas e mordidas de animais e que,
colocada sobre um anel, a pedra empalidece quando na presença de venenos.
 
É dito também que tal pedra protege aquele que a usa como amuleto de qualquer tipo
de malefício e feitiçaria. O Sapo é o Animal Familiar da Bruxa, que lhe dá a chave para
o Submundo e lhe confere o Congresso com o Diabo, Mestre Chifrudo do Sabbat. Ele
é o Guardião dos Mundos, é o bruxo e é também o próprio Diabo. A ligação entre os
sapos e as bruxas são muito mais reais e próximas do que apenas o imaginário
popular.
 
 
 
Simbologias do Sapo
 
O sapo simbolizava a fertilidade, a abundância, a riqueza, a prosperidade, a boa sorte,
o êxito, a força, a coragem, a morte, a bruxaria e a magia.
 
É considerado em todas as mitologias como um elemento masculino. Na alquimia, traz
o simbolismo da prima-matéria que sofre uma transformação, sendo que exprime a
cobiça desenfreada que costuma “afogar” a pessoa no seu próprio excesso.
 
O sapo quando morre, fica negro e entra em estado de putrefação, enchendo-se do
seu próprio veneno. O alquimista submetia então essa carcaça ao fogo do processo
alquímico, até a transformar num elixir capaz de matar ou salvar um indivíduo.
 
No cristianismo o sapo simboliza a evolução espiritual, na medida em que possui o
seu ciclo de vida metamórfico divididos em três estágios: ovos, girinos e adultos. Além
disso, na arte cristã o sapo simboliza a Santíssima Trindade.
 
No século XV na Europa, o sapo esteve associado à magia e bruxaria uma vez que as
secreções tóxicas do animal simbolizava o mal, o demoníaco e a morte. Além de ser
animais comuns para as bruxas, o sapo esteve associado ao submundo, a morte,
escuridão e veneno.
 
Por outro lado, na China, o sapo representa o emblema de boa sorte, além de trazer a
chuva. Não obstante, é considerado Yin, a divindade da lua, da noite e da água
figurado no arqueiro que alcança a lua e, por isso, é transformado em sapo.
 
Nas fábulas e histórias populares o sapo simboliza a transformação, o animal feio que
se transforma em príncipe, com o beijo da princesa. Ela na condição de nobre,
desprende-se dos seus preconceitos e dá uma nova vida ao rapaz, seu futuro
pretendente.
 
 
Dentro do imaginário popular, seja nos contos de fadas, na arte lúdica, ou na
superstição, sapos, magia e bruxas estão bastante ligados. É fácil de reconhecer nas
famosas lendas de príncipes que se tornam sapos através dos encantamentos de uma
bruxa, ou nas imagens e retratações feitas por artistas durante a Idade Média, onde a
figura da bruxa muitas vezes era encontrada junto de sapos. Como é sabido dentro
dos meios Tradicionais da Arte, as lendas, contos populares e superstições guardam
resquícios de costumes mágicos antigos, e este ensaio tem a intenção de explanar
sobre as associações mágicas existentes no sapo e a sua importância para a
chamada Bruxaria Tradicional.