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12º

Módulo 11 – Aplicações com


Amplificadores Operacionais
Curso Profissional de Técnico de Eletrónica,
Automação e Computadores
Eletricidade e Eletrónica

Eng.º Francisco Martins


Agrupamento de Escolas Francisco de Holanda
12º
ELETRICIDADE E ELETRÓNICA - Módulo 11 – APLICAÇÕES COM
AMPLIFICADORES OPERACIONAIS

1. Introdução. Conceitos
Depois da análise efetuada no módulo anterior, sobre circuitos lineares com realimentação
negativa, vamos estudar aqui fundamentalmente circuitos não-lineares: em malha aberta; em malha
fechada, com realimentação positiva: em malha fechada, com realimentação negativa.
Recordemos aqui a distinção entre circuitos lineares e não-lineares.
Um circuito, com ampops, diz-se linear quando o sinal de saída varia linearmente, isto é,
proporcionalmente com o sinal de entrada. É o que se passa com a realimentação negativa, desde
que não se atinja a saturação, sendo o sinal de saída igual ao de entrada multiplicado por uma
constante finita que é o ganho do amplificador.
Um circuito, com ampops, diz-se não-linear quando o sinal de saída não varia linearmente,
isto proporcionalmente, com o sinal de entrada. É o caso dos circuitos em malha aberta que saturam
facilmente, num sentido e no outro, para diferentes valores da tensão de entrada, não havendo por
isso uma relação linear e unívoca entre os dois sinais. É o que se passa também na realimentação
positiva, que também provoca a saturação do amplificador. É o que se passa ainda com alguns
circuitos, embora com realimentação negativa, mas que originam, na saída, sinais que não têm uma
relação linear com os sinais de entrada, como por exemplo: circuito integrador, circuito diferenciador,
etc.
Recordamos ainda que, no caso do amplificador em malha aberta, apesar de possuir uma
região linear, esta é tão curta que o amplificador geralmente não a utiliza. Com efeito, desde que o
sinal aplicado seja maior do que ± 15 mV (para tensões de alimentação ± 15V), o amplificador satura,
positiva ou negativamente. Este valor de 0,15 mV é, na verdade, muito baixo, tendo em conta a
generalidade das aplicações. Só para circuitos muito específicos, de medida, de tensões muito
baixas, é que se poderia colocar o problema.
São os seguintes os circuitos com funcionamento não-linear que
vamos aqui estudar:
 Comparador de tensões, simples, em malha aberta
 Schmitt trigger
 Comparador de janela
 Integrador
 Diferenciador
 Conversores de formas de onda
 Gerador de PWM
 Retificadores ativos com díodos
Figura 1 - Curva
 Filtros Ativos caraterística de um
amplificador em malha
2. Circuitos não-lineares aberta, com a zona
linear muito curta
2.1. Estudo do circuito comparador de tensões, simples
No circuito comparador, comparam-se duas tensões entre si, para ver qual delas é a maior.
Do resultado dessa comparação, a saída do ampop saturará positiva ou negativamente. Existem
diferentes tipos de circuitos comparadores, funcionando todos, no entanto, em malha aberta.
Vejamos alguns destes circuitos!
2.1.1. Comparador não-inversor com referência nula
Neste circuito comparador, aplica-se o sinal à entrada não-inversora, estando a entrada
inversora ligada à massa (U = 0). O terminal inversor, que não leva o sinal exterior, é o terminal de
referência; como está ligado à massa, diz-se que a tensão de referência (Uref) é nula.
Sendo um circuito de malha aberta, o amplificador saturará facilmente, pois a zona linear é
muito curta.
 O amplificador satura positivamente se Ui > Uref = 0.
 O amplificador satura negativamente se Ui < Uref = 0.

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Isto é, temos as seguintes zonas da curva caraterística deste comparador (ampop ideal):
Ui >  U0 = + Usat
Ui <  U0 = - Usat
Na figura 2, representamos a curva caraterística neste comparador, considerando que o
ampop é ideal ou considerando que
é real. Na generalidade das
aplicações utiliza-se a curva a), em
virtude de a zona linear ser então
desprezável.
Se considerarmos que a
tensão de saturação é Usat = ± 13,5
V ( para uma alimentação de ± 15 V)
e que o ganho do ampop (741, por Figura 2 - Comparador inversor, com referência nula:
exemplo) é de 100 000, então a a) Circuito; b) Curva caraterística (de transferência) com ampop
tensão mínima de entrada para ideal; c) Curva caraterística com ampop real.
provocar a saturação do ampop
será:
± ± ,
, = = = ±0,135

Dentro destes dois limites (+ 0,135mV e - 0,135mV), o ampop


estará na curta zona linear; fora destes dois limites, o ampop estará
na longa zona de saturação (positiva ou negativa).
Recordamos ainda que Usat = Ucc - (1 a 2 V, aproximadamente,
dependendo do ampop utilizado).
Este circuito também é designado detetor de passagem por
zero em virtude de permitir referenciar as passagens por zero do sinal
alternado U, aplicado na entrada. Tem, por isso, muitas aplicações,
em corrente alternada, detetando essas passagens que servirão de Figura 3 - Zona linear e
pontos de referência para diversas ações do circuito. zonas de saturação do
circuito comparador não-
inversor
2.1.2. Comparador inversor com referência nula
Neste caso, é a entrada não-inversora que é ligada à massa, sendo o sinal aplicado à entrada
inversora. O ampop saturará, tal como o anterior, com a diferença de o sinal na saída ser contrário
ao da entrada, isto é:
Ui <  U0 = + Usat
Ui >  U0 = - Usat
Nos circuitos comparadores
(malha aberta), é usual utilizarem-se
díodos de proteção ligados entre as duas
entradas, em antiparalelo, para proteger
o amplificador contra excessos de
tensão. Com efeito, vimos já que basta
uma tensão de 0,135 mV (para Usat =
13,5 V) na entrada para o ampop saturar.
Como o díodo começa a conduzir com
cerca de 0,6 V = 600m V a 700 mV, eles Figura 4 – Comparador inversor, com referência nula: a)
curto-circuitarão qualquer tensão superior Circuito; b) Curva característica
a esse valor, protegendo o ampop. A
resistência R protegerá os díodos das correntes elevadas que ocorrerem nessas situações.

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2.1.3. Aplicações do comparador com referência nula


A - Conversor de qualquer onda em onda quadrada

Se aplicarmos na entrada do comparador (inversor ou não inversor) uma tensão alternada


(sinusoidal, quadrada ou triangular), obtemos, sempre, na saída uma onda quadrada (desde que o
ampop sature obviamente, o que acontece
na generalidade dos casos). Na figura,
aplicámos uma onda sinusoidal Ui na
entrada não-inversora, tendo obtido na
saída uma onda quadrada U0. Se
tivéssemos aplicado uma onda triangular
na entrada, obviamente que a saída
continuava a ser independente, isto é,
onda quadrada. Figura 5 - O comparador utilizado como conversor de
Diz-se, por isso, que o circuito onda sinusoidal em onda quadrada
comparador funciona como conversor de
formas de onda.

B - Interface entre circuitos analógico, e circuitos digitais

Conforme estudámos no módulo anterior, o


Mosfet de Acumulação conduz quando se aplica à
Porta uma certa tensão positiva (UGS > UTH) e não
conduz quando essa tensão é negativa ou UGS < UTH.
Ora, se ligarmos, à Porta do Mosfet de
Acumulação, a saída de um ampop comparador com
referência nula, a tensão Ui aplicada à entrada do
ampop controlará a condução do Mosfet e, portanto, da
carga que ele alimentar, tal como se representa na
figura 6a). Quando a tensão U0, na saída do ampop, for
positiva, o Mosfet de canal N conduzirá e a lâmpada
acenderá; quando U0 for negativa, o Mosfet não
conduzirá e a lâmpada ficará apagada ou apagará.
Na figura 6b), temos dois Mosfets
complementares - um que conduz com tensão positiva
na porta, designado NMOS, e outro que conduz com
tensão negativa na porta, designado PMOS. O
conjunto dos dois tem o nome de CMOS
(Complementar Mosfets). O CMOs alimenta uma carga Figura 6 - Interface entre um circuito
RL, com tensão alternada. Se a carga RL for um motor analógico e um digital: a) Comando de
com dois sentidos de rotação, podemos controlar o carga, com um só sentido de corrente; b)
Comando de carga, com dois sentidos de
sentido de rotação do motor, aplicando à entrada do
corrente.
ampop o sinal adequado: positivo ou negativo.

C - Comparador, com saída limitada

Quando se pretende impor limites aos valores máximos da tensão de saída, podemos utilizar
o circuito representado na figura 7, utilizando dois zeners em série, funcionando em sentidos
contrários, os quais impõem a tensão de saída máxima que pretendermos. No exemplo
representado, utilizamos dois zeners iguais de 4,3 V. Quando um funciona como zener, temos aos
seus terminais 4,3 V e noutro funcionará como retificador, com 0,7 V aos terminais, com um total de:
4,3 V + 0,7 V = 5 V.

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Visto que o circuito é inversor, verifica-se que:
 Quando a entrada for positiva, a saída será
negativa e valerá: - 4,3 V - 0,7 V = - 5 V
 Quando a entrada for negativa, a saída será
positiva e valerá: +4,3 V + 0,7 V = + 5 V
Note que na entrada, temos de aplicar um sinal
mínimo Ui tal que, depois de amplificado, origine uma tensão
de saída > 5 V, para que os zeners funcionem. De outro Figura 7 – Comparador, com saída
modo, eles podem não chegar a funcionar, não aparecendo limitada a 5V
sinal na saída.

2.1.4. Comparador não-inversor com referência não-nula


Frequentemente, a tensão de referência que temos, ou desejamos, no circuito não é nula.
Nesses casos, temos de utilizar um comparador de referência não nula, conforme se exemplifica na
figura 8.
Neste tipo de circuito, as duas entradas têm de ser alimentadas. A tensão de referência pode
ser uma qualquer fornecida por uma fonte ou, mais frequentemente, utiliza-se um divisor de tensão
ou um potenciómetro, alimentados pela tensão UCC, pela tensão UEE, ou por ambas e aplicando-se
uma parte dessa tensão a uma das entradas do ampop.
Nas figuras 8 e 9, representamos dois comparadores com referência não-nula, sendo uma
positiva e outra negativa.

Figura 8 – Comparador não-inversor, com tensão de Figura 9 - Comparador não-inversor, com tensão de
referência positiva: a) Esquema elétrico; b} Curva de referência negativa: a) Esquema elétrico: b) Curva de
+ -
transferência: quando Ui > U ref o ampop satura transferência: quando Ui > U ref , o ampop satura
+ -
positivamente; quando Ui < U ref o ampop satura positivamente; quando Ui > U ref,. o ampop satura
negativamente. negativamente

A tensão de referência é facilmente calculada aplicando a fórmula do divisor de tensão:


= . ( ã ê )
+
= . (− ) ( ã ê )
+

Note que, circulando na malha 1 da figura 8, obtém-se: I = Ucc / (R1 + R2). Verifica-se também
que Uref = R2 . I. Logo, substituindo a 1ª destas duas equações na 2ª, obtém-se a fórmula do divisor
de tensão indicada em cima.
Conforme se compreende, se Ui for uma tensão alternada de amplitude maior que Uref, obtém-
se na saída uma sucessão de impulsos, ora positivos, ora negativos, mas de diferentes amplitudes.

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PROBLEMAS
1) Na figura 10 representa-se um circuito comparador
com tensão de referência diferente de zero.
a) Calcule a tensão de referência.
b) Supondo que Usat = ± 13,5 V, desenhe a curva
de transferência do ampop.
c) Supondo que U2 = - 15 V, calcule a nova tensão
de referência e desenhe a nova curva de
transferência.

2) Resolva problema semelhante ao anterior, supondo Figura 10


que R1 = 12 k e R2 = 3 k.

2.1.5. Comparador com uma única alimentação


Em Sistemas Digitais, utilizam-se geralmente dois níveis de tensão - um nível alto (5 V) e um
nível baixo (0 V) - correspondentes aos estados lógicos 1 e 0, respetivamente. Uma forma simples de
fornecer esses dois níveis de tensão, isto é, esses dois estados lógicos, consiste em utilizar o circuito
comparador com uma única alimentação.
Na figura 11, representa-se este
comparador, só com alimentação positiva (+
5 V) e com o terminal de alimentação
negativa ligado à massa. A entrada não-
inversora é alimentada por um dado sinal Ui;
a entrada inversora é alimentada por uma
dada tensão de referência Uref .
Figura 11 – Comparador com uma única alimentação.
Assim:
 Quando Ui > Uref, o ampop satura positivamente com + 5 V - nível alto (estado lógico
1).
 Quando Ui < Uref, o ampop satura negativamente com 0 V - nível baixo (estado lógico
0).
Nota: O nível alto, neste caso, não seria rigorosamente 5V e o nível baixo também não seria
rigorosamente 0 V.

Se Ui for um sinal variável, teremos na saída do comparador uma dada sequência de 0s e 1s.
2.1.6. Comparador com histerese ou Schmitt Trigger
Conforme vimos, o circuito comparador,
funcionando em malha aberta, necessita de
uma tensão diferencial muito reduzida (> | ±
0,15mV |), para saturar, positiva ou
negativamente (cerca de 13,5 V, se UCC = 15
V). Se o sinal aplicado for alternado, a saída
comutará periodicamente entre + Usat e – Usat.
Ora, acontece que os ruídos (sinais
alternados de amplitudes baixas) que são
captados pelas entradas do ampop (estes Figura 12 - O efeito do ruído num ampop: a) Circuito
funcionam como antenas) atingem e comparador, captando ruído; b) Saída, com ruído - a
ultrapassam frequentemente este diferencial saída que devia ser sempre negativa
mínimo de ± 0,15 mV, provocando a alteração (-Usat), torna-se momentaneamente positiva, devido
do estado de saída esperado, do ampop, isto é, ao ruído captado.

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falseando o resultado esperado, conforme se representa na figura 12.
Para evitar este inconveniente, foi criado o circuito disparador Shmitt Trigger que é um ampop
com realimentação positiva.
Existem duas configurações do Schmitt Trigger - o inversor e o não-inversor.
Analisemos cada uma delas!

A - Schmitt Trigger inversor

Neste disparador, o sinal é aplicado à


entrada inversora (-). O divisor de tensão
existente na malha de realimentação positiva,
ligado à entrada não-inversora, cria na entrada
não inversora uma tensão de viragem (UV) do
sinal de saída (ou tensão de referência Uref) dada
por:
Figura 13 – Schmitt Trigger inversor:
a) Esquema elétrico b) Curva caraterística

= = = = . = . ( é )
+
= = = =− . =− . ( é )
+

=
+

UVS – tensão de viragem superior


UVI – tensão de viragem inferior

Nota: Em vez de UVS (ou Uref), também se dá o nome de UTP (Upper Trigger Point); em vez
de UVI (ou Uref), também se dá o nome de LTP (Lower Trigger Point),

Quando o ampop está saturado positivamente, temos na entrada não-inversora uma tensão
de viragem positiva + B Usat.
Quando o ampop está saturado negativamente, temos na entrada não-inversora uma tensão
de viragem negativa - B Usat.

Interpretemos então o funcionamento deste circuito.


Quando a tensão Ui, aplicada ao terminal inversor (-), for positiva e maior do que B Usat, o
ampop fica saturado negativamente (porque é inversor), com o valor – Usat.
Para que a saída sature, agora, positivamente, com o valor + Usat, será agora necessário que
a tensão de entrada Ui seja negativa e, além disso, seja menor do que – B Usat.
Isto é, o Schmitt Trigger tem uma margem de segurança (largura), entre – B Usat e + B Usat,
sem mudar de estado de saída, o que permite que a maior parte dos ruídos captados pelas entradas
não façam a saída mudar de estado, evitando assim que os resultados sejam falseados. Para
conseguir falsear o resultado da saída, será necessário que o ruído tenha uma amplitude maior do
que 2 B Usat. É esta a grande vantagem do ampop com histerese ou Schmitt Trigger, relativamente
aos restantes amplificadores comparadores.
A curva caraterística do Schmitt Trigger tem o nome de histerese, dada a semelhança
existente com o ciclo de histerese dos materiais ferromagnéticos, com forte saturação.

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B – Schmitt Trigger não-inversor

No Schmitt Trigger não-inversor, o sinal é


aplicado à entrada não-inversora, estando a
entrada inversora ligada à massa. Continua a
haver realimentação positiva, obviamente.
Neste caso, quando a saída está saturada,
temos aplicada ao terminal não-inversor (+) uma
tensão dada por: Figura 14 - Schmitt Trigger não-inversor

= = = = . = . ( =+ )

= = = = − . =− . ( =− )

Assim, para que o ampop sature positivamente, será necessário que Ui > UVS.
Para que o ampop sature negativamente, será necessário que Ui < UVI.
Continuamos a ter uma margem de segurança no funcionamento do disparador, com a
largura do ciclo de histerese igual a UVS + UVI.

PROBLEMAS – Schmitt Trigger


3) - Na figura representa-se um Schmitt Trigger inversor.
Considerando que a tensão de saturação vale ±13,5 V, calcule:
a) As tensões de viragem
b) A largura do ciclo de histerese

4) - Resolver um problema semelhante ao anterior, considerando


que o Schmitt Trigger é não-inversor. Os dados são os mesmos.
Figura 15

2.1.7. Comparadores de janela


O comparador normal deteta apenas quando uma tensão elétrica ultrapassa um determinado
limite. O comparador de janela deteta também quando essa tensão se encontra dentro de dois
limites, um superior e outro inferior.
Existem, basicamente, dois tipos de comparadores de janela. São os comparadores de janela
com:
 Saída baixa entre limites
 Saída alta entre limites

Analisemos cada um deles.

A - Comparador de janela com saída baixa entre limites

O esquema representado na figura 16 permite obter a curva de transferência, com saída


baixa entre os dois limites inferior UVI (ou LTP) e superior UVS (ou UTP).

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O comparador de janela utiliza dois ampops iguais. Ao ampop superior é aplicada ao terminal
(+) uma tensão (fixa) de referência
inferior UVI, suponhamos de 4 V.
Ao ampop inferior é aplicada ao
terminal (-) uma tensão (fixa) de
referência superior UVS,
suponhamos de 6 V.
A tensão Ui é aplicada
simultaneamente ao terminal (-) do
ampop superior e ao terminal (+)
do ampop inferior. Figura 16 - Comparador de janela, com saída baixa (0V)
Quando Ui tiver um valor entre limites
entre 4 V e 6 V, por exemplo 5 V, o
ampop superior satura negativamente, logo, não conduz porque D1 impede. O ampop inferior
também não conduz, porque a entrada (+) tem menor tensão que a entrada (-). Logo, a saída fica
nula.
Quando Ui tiver um valor inferior a 4 V, por exemplo 3 V, o ampop superior satura
positivamente, parque a entrada (+) é superior à entrada (-), logo, o díodo D2 conduz para a carga RL.
O ampop inferior fica saturado negativamente, portanto, não conduz, porque o díodo D2 impede. A
carga RL fica com a tensão + Usat.
Quando Ui tiver um valor superior a 6 V, por exemplo 7 V, o ampop superior satura
negativamente, logo, não conduz. O ampop inferior fica saturado positivamente, portanto, conduz. A
tensão de saída é máxima = + Usat.
As duas tensões de referência - UVI e UVS - podem ser obtidas utilizando potenciómetros ou
divisores de tensão, a partir da tensão + UCC de alimentação dos ampops, conforme vamos
exemplificar no comparador seguinte.

PROBLEMAS – Comparador de Janela

5) – Na figura 16A representa-se um comparador de


janela.
a) Calcule as tensões de viragem UTP e LTP
b) Indique os valores de U0, para:
i) Ui = 5 V
ii) Ui = 2 V
iii) Ui = 8 V

6) Resolva problema semelhante ao anterior, supondo


que R1 = 10 k, R2 = 4 k, R3 = 10 k, R4 = 6 k.
Figura 16A

B - Comparador de janela com saída alta entre limites

Este comparador utiliza um CI LM339 constituído por 4 ampops com saídas em coletor aberto
(<<Open Colector» - O.C.) que necessitam de uma alimentação própria aplicada aos respetivos
coletores dos transístores de saída, com resistências elevadoras (de tensão) externas.
Cada ampop só tem a alimentação positiva (+ UCC), o outro terminal de alimentação
(negativa) está ligado à massa. Desta forma, não necessitam dos díodos utilizados no esquema
anterior.

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Por análise do diagrama de saída, pode ver-
se que a saída é alta (+ Usat) quando Ui se situa entre
os valores das tensões de referência UVI e UVS, ou
seja, no exemplo apresentado, entre 3 V e 5 V. Fora
desta zona, a saída será baixa.
Vejamos porque assim é.
Quando Ui < 3 V, o ampop inferior fica com
saída baixa (teoricamente 0 V), que é a tensão
mínima no ampop, visto que tem o terminal da
alimentação negativa ligado à massa. No ampop
superior, o diferencial positivo de tensão coloca o
transístor de saída deste ampop ao corte (não
conduz). Como as duas saídas estão ligadas entre
si, por um condutor, então existe um curtocircuito Figura 17 – Comparador de janela, com saída
entre elas, com tensão de saída nula: U0 = 0 V. alta entre limites
Quando Ui > 5V, temos uma situação idêntica
à anterior, com os ampops trocados, pelo que a tensão de saída também é nula: U0 = 0 V.
Quando 3V < Ui < 5V, isto é, ambos os diferenciais de tensão de entrada são positivos, pelo
que ambos os ampops têm os seus transístores de saída ao corte (não conduzem). Sendo assim, a
tensão de saída é imposta pela fonte externa: U0 = 5 V.

PROBLEMAS – Comparador de Janela

7) – Na figura 17A representa-se um comparador de janela.


a) Calcule as tensões de viragem UTP e LTP.
b) Indique os valores de U0, para:
i) Ui = 4 V;
ii) Ui = 1 V;
iii) Ui = 7 V

8) Resolva problema semelhante ao anterior, supondo que R1


= 10 k, R2 = 4 k, R3 = 10 k, R4 = 6 k. Figura 17A

2.1.8. Gerador de PWM com ampop comparador


O ampop comparador tem, para além das múltiplas aplicações já referidas, uma outra, muito
importante, que consiste em gerar PWM (Pulse Width Modulation), isto é, Modulação de Largura de
Impulso.
Em que consiste o PWM?

Suponhamos que pretendemos alimentar uma carga R, absorvendo uma dada potência P de
uma fonte de alimentação U, tal como se representa na figura 18.

 Quando K está desligado, a carga R não


absorve qualquer potência P, pois a
intensidade I é nula: P = U I = U x 0 = 0.
 Quando K está ligado, a carga R absorve uma
dada potência P = U I, com I = U / R, ou P = U2
/ R. No caso indicado na figura, temos I =
100V / 1000 = 1 A e P = 100 x 1 = 100 W. Figura 18 – Carga R alimentada por
fonte de tensão U

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Suponhamos agora que pretendemos que a carga R
absorva da fonte de alimentação apenas metade da potência.
Como faríamos?

Bom, uma solução fácil e imediata seria ligar em série


uma outra resistência R' que absorvesse metade da potência,
isto é, 50 W, ficando R a absorver os restantes 50 W. Esta
solução não é, no entanto, nada aconselhável pois
desperdiçaria 50 W, inutilmente, para além do calor gerado.
Como fazer então para reduzir a potência absorvida por
R, sem desperdício de energia?
A solução é encontrada no circuito gerador de PWM.
Vejamos uma forma fácil de compreender o PWM.
Suponhamos o mesmo circuito anterior, constituído pela
fonte U, a carga R e o interruptor K. Suponhamos agora que
ligamos e desligamos K, de tal forma que o tempo em que K
está ligado (ti) é igual ao tempo em que K está desligado (t.).
Obtemos, assim, na carga, uma tensão UR cujo gráfico é o
indicado na figura 19:

t1 - largura de impulso aplicado (K fechado)


t2 - tempo de corte (K aberto)
T = t1 + t2 - período, correspondente a 1 ciclo de
operações (aberto + fechado) Figura 19 – Geração de PWM: a)
Circuito elétrico; b) Diagrama
temporal da tensão UR aplicada à
A frequência destas operações é dada por: f = 1 / T (Hz)
carga, ligando e desligando K -
PWM, com C1 = 50%; c) com C1 =
Ao ciclo de operações ou ciclo de trabalho chama-se, 25%.
em inglês, «duty cycle». O «duty cycle» pode estar, portanto,
ON ou OFF Pode estar a 50%, ON e 50% OFF, 60% ON e 40% OFF, e vice-versa, ou outros valores
quaisquer.
Quando está a 50% - 50%, verifica-se que a tensão média na carga - UR - será também de
50% da tensão máxima da fonte U. Variando os intervalos de tempo – t1 e t2 – de fecho e abertura de
K, obtemos assim tensôes médias de UR na carga, diferentes. Na figura 19b), temos UR = 50% x U;
na figura 19c), temos UR = 25% x U. A ideia é, portanto, a de abrir e fechar o interruptor com
frequência elevada, de forma que o recetor não «sinta» os «tempos mortos» da tensão.
A este sinal obtido variando a largura do impulso de tensão aplicado à carga, durante um
dado período de tempo T, dá-se o nome de Modulação de Largura de Impulso - PWM. Teoricamente,
este circuito não desperdiçará energia; no entanto, não é bem assim. Com efeito, ao cortar a corrente
(OFF), esta não passa bruscamente a zero, mas tem uma certa evolução que depende do tipo de
carga alimentada.
Na prática, o papel do comutador é realizado por componentes eletrónicos, sendo um deles o
ampop comparador.
Com efeito, o ampop comparador permite gerar com muita facilidade o PWM, embora haja
outros componentes que permitem a mesma função.
Aqui, vamos explicar apenas o ampop comparador como gerador de PWM. Existem vários
tipos de circuitos com ampops que permitem gerar o PWM. Em qualquer destes circuitos, temos
sempre um sinal a alternado (sinusoidal, triangular, onda quadrada, etc.) e um sinal de referência,
que geralmente é uma tensão constante (embora também possa ser um outro sinal alternado),
aplicados a um ampop comparador, em malha aberta. O ampop pode ter uma só alimentação
(geralmente a positiva), ficando a negativa ligada à massa, ou pode ter as duas alimentações,
geralmente simétricas.

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Quando o ampop comparador tem uma só alimentação, diz-se que é um gerador de PWM de
simples magnitude. Quando o ampop comparador tem as duas alimentações, diz-se que é um
gerador antifase.
Vejamos os dois tipos de geradores de PWM, com os dois tipos de alimentação.

A – Gerador de PWM de simples magnitude

Na figura representamos um ampop comparador, com uma só alimentação, positiva UCC.


Recordando o funcionamento do circuito comparador, com uma só alimentação:

 Quando Ui > Uref, o ampop satura positivamente (+ Usat).


 Quando Ui < Uref, o ampop fica com saída nula (≡ 0 V), pois UEE = 0 V.

Obtemos, assim, na saída, uma sucessão de impulsos com um dado «duty cycle», a que
corresponde um dado valor médio
da tensão UR aplicada à carga.
Se pretendermos variar o
valor médio de UR, só temos de
variar a resistência R2 que permite
variar a tensão de referência Uref
que é calculada pela expressão:
= . Figura 20 – Gerador de PWM de simples magnitude (uma só
+ alimentação UCC)
Reduzindo R2, reduzimos Uref, logo, aumentamos t1 e aumentamos, portanto, URmedio.
Aumentando R2, aumentamos Uref, logo, diminuímos t1 e diminuímos, portanto, URmedio.
A frequência do sinal Ui deve ser elevada, de modo que a carga não fique muito tempo sem
tensão.
Se a carga for uma lâmpada, uma frequência inferior a 50 Hz provoca uma cintilação que se
nota tanto mais quanto mais baixa for a frequência. Se a carga for um motor, as frequências baixas
provocam trepidações do rotor do mesmo. O sinal de referência deve ter uma frequência, pelo
menos, 5 x maior do que Ui.

B – Gerador de PWM antifase

O exemplo apresentado atrás é designado por PWM de simples magnitude», em virtude de se


controlar mas a magnitude ou amplitude do sinal aplicado à carga.
Existe, portanto, um outro gerador de PWM designado de «Locked anti-phase PWM», em que
o ampop tem as alimentações simétricas (+ UCC e - UCC) que controla, por isso, não só a amplitude,
mas também o sentido da corrente fornecida à carga.
Este tipo de controlo PWM é especialmente utilizado nos motores, pois controla, não só a
velocidade do motor, mas também o sentido de rotação do motor.
Vejamos como!

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AMPLIFICADORES OPERACIONAIS

Figura 20A – Gerador de PWM, antifase, por circuito comparador entre onda sinusoidal e onda triangular
(Multisim)

Se o ampop, em vez de saturar apenas


positivamente, saturar também negativamente,
em virtude de o ampop ter as duas alimentações
- positiva e negativa -, então o ciclo de trabalho
passará a ter alternâncias positivas e negativas,
tal como se representa na figura 21. Na figura
21c), o valor médio da tensão de saída U0 é
positivo; na figura 21d), o valor médio da tensão
de saída U0 é negativo e, portanto, a corrente
também, podendo inverter o sentido de rotação
de um motor.
Este tipo de amplificador com controlo de Figura 21 – a) Gerador de PWM «Locked anti-phase
potência, utilizando o PWM, designa-se por PWM»; b) t1 = t2; c) t1 > t2; d) t1 < t2
amplificador de Classe D, Em módulo anterior,
estudámos os amplificadores de classes A, B e C. Aqui, apresentámos o amplificador de Classe D,
que utiliza o PWM como forma de molificar sinais, envolvendo ampops comparadores, mas que
podem ser gerados utilizando outros componentes e circuitos, conforme veremos mais adiante.

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AMPLIFICADORES OPERACIONAIS

2.2. Circuito Integrador


2.2.1. Introdução
Um circuito integrador é um circuito que realiza a operação matemática designada por
integração, a qual o aluno estudará mais tarde na disciplina de Matemática.
Um circuito diferenciador é um circuito que realiza a operação matemática de diferenciação
ou derivação, tema que o aluno também estudará mais tarde, em Matemática.
A operação diferenciação é inversa da operação integração. Isto é, se se integrar uma dada
função f e, de seguida, se diferenciar a nova função obtida,
obtém-se, no final, a função f original. Portanto, a integração e a
diferenciação anulam-se entre si.
Abordamos, inicialmente, os dois conceitos, em conjunto,
porque estão relacionados entre si, da forma já sugerida.
Suponhamos um circuito elétrico constituído por uma
resistência elétrica e um condensador ligados em série, tal como
se representa na figura 22. De seguida, se aplicarmos, ao circuito,
uma tensão contínua U, ligando o comutador K para a posição 1,
o condensador vai carregando lentamente, com a curva uC que se
exemplifica. A corrente I, proporcional à tensão UR, tem um pico
instantâneo e depois cai lentamente para zero - é a carga do
condensador.
Se invertermos a polaridade da fonte de alimentação, o
condensador irá descarregar-se e carregar-se em sentido Figura 22 – Carga e descarga
contrário. As curvas serão aproximadamente simétricas das de um condensador, com
anteriores. resistência limitadora do tempo
Vejamos agora o que se passa no circuito integrador! de carga

2.2.2. Funcionamento do circuito integrador com um impulso Ui na entrada

Na figura 23 representa-se um circuito integrador que é constituído por um ampop inversor


com realimentação negativa efetuada com condensador C. O sinal é aplicado à entrada inversora,
com uma resistência R ligada em série. Temos, por isso, uma malha RC série entre a entrada e a
saída.
Analisando o esquema elétrico, sabemos que I- = 0 e que U- = 0 (massa virtual, pois a entrada
não-inversora está à massa). Circulando na malha 1, obtemos:

− − 0
= + ⇔ = = = =

Verifica-se que IR = IC, pois, no nó A, temos IR


= I- + IC, com I- = 0.

O facto de se verificar que IR = IC = Ui / R1


significa que o condensador vai carregar-se
linearmente (em vez de ser uma curva como no
circuito da figura 22), pois IC = constante. Circulando
na malha 2, temos:

= + ⇔ = − ( = 0)
conforme se exemplifica na figura 23. Figura 23 – Circuito integrador, com um
impulso (tensão contínua) na entrada

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Isto é, aplicando à entrada uma tensão constante Ui, obtemos, na saída, uma rampa de
declive negativo, desde 0 a –U, em que a tensão de carga UC é dada pela expressão:

= . =− .

com: T - tempo durante o qual se aplica o impulso Ui

A constante de tempo (de carga) do condensador, em malha fechada. é dada por  = R1 C (A


+ 1), em que A é o ganho do ampop em malha aberta. Para que o circuito integrador funcione em
boas condições,  deve ser maior ou igual a 10 vezes o valor de T:  > 10 T.
Se T > R1 C, teremos UC = Ui = - U0.

PROBLEMAS – Circuito Integrador


9) Aplicou-se ao circuito integrador da figura 23A um
impulso de 5 V, durante 2 ms.
a) Calcule a tensão de saída U0.
b) Calcule a constante de tempo , considerando A
= 100000.
c) Calcule a tensão de saída U0, se T = 6 ms.

Figura 23A – Circuito integrador

2.2.3. Funcionamento do integrador com uma onda quadrada e uma onda


sinusoidal na entrada
Uma onda quadrada não é mais do que uma
sequência de impulsos simétricos, de igual amplitude e
duração, ora positivos, ora negativos. Aplicando agora a
onda quadrada ao circuito da figura 24, obtemos, na
saída, uma sucessão de rampas, ora com declive
negativo, ora com declive positivo, tal como se
representa na figura 24b). Esta onda, depois de
estabilizada, não é mais do que a onda triangular.
Isto é, o circuito integrador converte uma onda
quadrada numa onda triangular.
Demonstra-se que a tensão de pico da onda
triangular obtida na saída é dada pela seguinte Figura 24 – Circuito integrador: a) Esquema
expressão matemática: elétrico; b) Conversão de uma onda
quadrada, na entrada, numa onda triangular
,
na saída.
, = − ( )
4

em que Ui,p é a tensão de pico da onda quadrada de entrada.

Se aplicarmos agora um sinal sinusoidal, na entrada, obtemos na saída um sinal também


sinusoidal, mas desfasado de 90° do sinal de entrada, em avanço. Quando estudámos o amplificador
inversor, com realimentação negativa, vimos que o ganho era calculado pela expressão:
= −

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Aqui, neste circuito, em vez de R2, temos um condensador de reatância XC, pelo que o ganho
do circuito integrador vale:
1
= − =− ( )
2

Por análise da fórmula do ganho, concluímos facilmente que, para baixas frequências, o
ganho aumenta bastante, tornando-se o circuito instável e podendo saturar. Para eliminar essa
instabilidade, deve acrescentar-se uma resistência na realimentação negativa, em paralelo com o
condensador C, conforme se exemplifica na figura 25, Este novo circuito tem, por isso, o nome de
circuito integrador prático.
O ganho do circuito integrador prático será:

 + 1
= − =− = − ( = )
1 + (2 ) 2

O cálculo de Au pode ser feito, obviamente, por qualquer das


fórmulas indicadas nesta expressão.
A resistência R2 deve ter um valor tal que R2 > 10 X R1, para
se garantir alguma estabilidade no funcionamento do circuito
integrador, com as frequências baixas. Este circuito é utilizado como
conversor de formas de onda. conforme verernos no seguimento.
Além disso, para que o circuito funcione como integrador deve
verificar-se a seguinte condição fundamental do circuito integrador:

R1 C > 10 x T (com T = 1/f)


Figura 23 – Circuito
À medida que a frequência se aproxima de 0 Hz, o circuito integrador prático
torna-se num amplificador inversor, pelo que a fórmula anterior do
ganho tende para a seguinte:

→ → 0, é, . .

Nesta situação, teremos R2 // XC ≡ R2, que é a fórmula utilizada quando a tensão é contínua
(como se o condensador não estivesse lá). Nesta situação, o circuito apresenta, na saída, um sinal
do mesmo tipo da entrada, deixando de ser um conversor de forma de onda.

A frequência-limite fL, dada pela expressão seguinte, divide o circuito entre integrador e
amplificador inversor:
1
=
2

 Se f < fL  o circuito tenderá a atuar como amplificador inversor


 Se f > fL  o circuito tenderá a atuar corno integrador

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PROBLEMAS – Circuito Integrador prático


10) Na figura 25A representa-se um circuito integrador prático.
a) Supondo que Ui é uma onda quadrada, calcule o ganho e a
tensão de saída, com K desligado.
b) Supondo que Ui é uma onda sinusoidal, calcule:
i) O ganho e a tensão de saída, com K desligado.
ii) O ganho e a tensão de saída, com K ligado.
iii) O ganho e a tensão de saída, com K ligado, se f tende
para zero.
iv) O ganho e a tensão de saída, com K ligado, se f tende
para infinito. Figura 25A – Circuito
v) O valor da frequência-limite fL. integrador prático

11) Resolva um problema semelhante ao anterior, supondo que Ui = 500 mV, R1 = 2,2 k, R2 = 22
k, C = 47 nF.

2.3. Circuito diferenciador


O circuito diferenciador tem alguma
analogia com o integrador, visto ter os
mesmos componentes (R e C), mas
trocados de posição, entre si. Desta forma, a
realimentação é feita pela resistência R2
sendo o condensador ligado à entrada do
sinal.
Tal como vimos anteriormente,
quando se aplica uma tensão contínua a um
condensador, há, inicialmente, um pico de
corrente no circuito que tende
progressivamente para zero. Isto é, ao Figura 26 – Circuito diferenciador: a) Esquema elétrico;
aplicarmos uma tensão positiva Ui, é b) Corrente e tensão de saída, aplicando uma tensão
originada uma corrente IC = IR (pois I- = 0) contínua na entrada.
que tem um pico instantâneo e,
progressivamente, vai tendendo para zero, com uma constante de tempo que depende dos valores
de R2 e de C.
Se em vez de uma tensão contínua, aplicarmos uma onda quadrada na entrada (figura 26A),
o condensador Irá carregar e descarregar ciclicamente, com a frequência da onda quadrada
aplicada. A carga e a descarga serão tanto mais rápidas quanto menores forem os valores de R2 e
de C. Obtemos, assim, uma sucessão de impulsos de corrente (picos), ora positivos, ora negativos,
que podemos aproximá-los mais ou menos, diminuindo ou aumentando, respetivamente os valores
de R2 e de C, isto é, diminuindo ou aumentando a constante de tempo de carga e de descarga.
A tensão na resistência R2 tem uma curva semelhante à da corrente IC = IR, pois UR2 = R2 l2,
isto é, é proporcional a IC e a lR.
Quanto à tensão na saída, Ui, se circularmos na malha 2, obtemos pela lei das malhas:
= ( . ) ⇔ 0= + ⇔ = −

Isto é, a tensão de saída é simétrica da tensão na resistência R2, que, por sua vez, é
proporcional à corrente de carga e de descarga do condensador.
Se aplicarmos uma onda triangular na entrada (figura 26B), obtemos, na saída, uma onda
quadrada, conforme era de esperar, pois a função diferenciação é inversa da função integração. A

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tensão de pico da onda quadrada obtida é calculada pela expressão:
, =4 ,

em que Ui,p é a tensão de pico na entrada.

Se aplicarmos urna tensão


sinusoidal na entrada, obtemos na
saída uma tensão também
sinusoidal, mas desfasada de 90º,
em atraso. O ganho de tensão do
diferenciador inversor é obtido pela
expressão:

= =2

Por análise desta fórmula,


concluímos facilmente que o ganho
varia diretamente com a frequência,
Figura 26A – Uma onda Figura 26B – O circuito
podendo levar à saturação do
quadrada na entrada diferenciador converte uma onda
ampop, a partir de uma dada origina, na saída, uma triangular numa onda quadrada,
frequência, distorcendo o sinal. sucessão de impulsos, ora inversamente ao circuito
Para evitar que isso positivos, ora negativos. integrador
aconteça, liga-se em série com o
condensador uma resistência R1 <
R2 / 10, obtendo-se o circuito
diferenciador prático, geralmente
utilizado, tal como se exemplifica na
figura 27.

Nota: para se obter na saída os


impulsos indicados na figura, R1 e R2,
devem ser mais próximos entre si.

Figura 27 – Circuito Integrador prático

O ganho do circuito diferenciador prático será então:


= =
1
+ +
(2 )

Analisando esta fórmula, verificamos que, à medida que f aumenta, a parcela 1 / (2nfC)2
tende para zero, pelo que o ganho tende agora para um valor constante, evitando a saturação, que é
dado por:
→ ( )
pois XC tende para zero; o circuito fica a funcionar como amplificador inversor.

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Tal como vimos no circuito integrador, também aqui podemos calcular a frequência limite fL,
que separa circuito diferenciador do circuito amplificador inversor:

1
=
2

 Se f < fL  o circuito tenderá a atuar como diferenciador


 Se f > fL  o circuito tenderá a atuar como amplificador inversor

Neste circuito, devem verificar-se as seguintes condições:


1) R1 C < T / 10 (com T = 1 / f)
2) R2 > 10 X R1

O circuito diferenciador, tal como o integrador, é utilizado em conversores de formas de onda,


isto é circuitos que transformam um dado sinal num outro sinal, com forma diferente. No ponto
seguinte vamos analisar alguns conversores de formas de onda.

PROBLEMA

12) Ensaie no Multisim o esquema da figura 27


A, constituído um circuito integrador seguido
de um diferenciador. Aplique uma onda
quadrada na entrada e visualize, no
osciloscópio, as duas saídas. Conclua.
Figura 27A

2.4. Conversares de formas de onda


Fazendo uma síntese dos circuitos já estudados, podemos concluir que aprendemos já
diversas formas de converter formas de onda, umas nas outras. Assim, estudámos já os seguintes
conversores de formas de onda:
• De uma onda qualquer (sinusoidal, quadrada, triangular) numa onda quadrada;
• De uma onda quadrada para onda triangular;
• De onda triangular para onda quadrada;
• De onda quadrada para impulsos.
Recordemos alguns destes conversores.

2.4.1. Conversão de qualquer onda para onda quadrada


O circuito comparador com referência nula Uref = 0 e com duas alimentações (+ Ucc e - Ucc)
transforma qualquer onda aplicada ao terminal não-
inversor numa onda quadrada, conforme se sugere na
figura 28.
• Se Ui > 0, a saída vem saturada
positivamente.
• Se Ui < 0, a saída vem saturada Figura 28 – Conversor de qualquer onda
negativamente. para onda quadrada

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2.4.2. Conversão de qualquer onda em onda quadrada, imune a ruídos


O compara dor Schmitt Trigger permite converter qualquer sinal alternado aplicado na entrada
inversora em onda quadrada, conforme recordamos na figura 28, com uma vantagem em relação ao
anterior que consiste no facto de a conversão se tornar imune a ruídos.
 Sempre que Ui > UVS, o ampop
fica saturado negativamente,
pois é inversor.
 Sempre que Ui < UVS, o ampop
fica saturado positivamente,
pois é inversor.
A tensão de referência Uref no terminal
não-inversor vale UVS ou UVI, consoante o
ampop está saturado positiva ou Figura 29 – conversão de uma onda qualquer em
negativamente, respetivamente. Estes dois onda quadrada.
valores de referência são calculados:

= =−
+ +

A forma do sinal de saída é sempre a mesma, independentemente do sinal de entrada. A


frequência da tensão de saída também é igual à de entrada.

2.4.3. Conversão de uma onda quadrada para triangular


O circuito integrador que estudámos permite
efetuar este tipo de conversão.
A tensão de pico-a-pico de saída Upp,0
relaciona-se matematicamente com a tensão de pico
de entrada Ui, pela expressão:

,
, = . , =
2 2
Figura 30 - Conversão de uma onda quadrada
para triangular, com circuito integrador
com: Upp,0 - tensão de pico-a-pico de saída
Up,i - tensão de pico (amplitude) da
tensão de entrada
f - frequência da tensão de entrada (igual à de saída) = 1 / T.

2.4.4. Conversão de qualquer onda em Impulsos


O comparador, com tensão de referência diferente de zero e com uma só alimentação,
transforma qualquer onda numa sucessão de
impulsos. Na figura 31 representa-se a
transformação de uma onda triangular numa
sucessão de impulsos positivos. O ampop tem só
uma alimentação (UCC).
A tensão de referência é obtida por:
=
+
Figura 31 – Conversão de onda triangular numa
em que Usat = 13,5 V, se UCC = 15 V. sucessão de impulsos positivos.

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2.5. Circuitos Ativos Com Diodos -- Retificadores de precisão


2.5.1. Introdução
Em módulo anterior, estudámos o sistema usual de retificação
simples de uma onda alternada, que consiste em utilizar um d íodo
retificador em série com a carga que se pretende alimentar, num só
sentido, conforme se representa na figura 32.
A retificação completa consiste em utilizar usualmente dois
díodos, em sentidos opostos, se tivermos um transformador com ponto
Figura 32 – Retificação
médio; o outro processo consiste em utilizar 4 díodos ligados em Ponte
simples de uma tensão
de Graetz que já não necessita do ponto médio do transformador. alternada sinusoidal.
Qualquer destes métodos de retificação só fazem sentido se a
tensão a retificar tiver uma amplitude de vários volts, pois, como se sabe, cada díodo só começa a
conduzir se tiver aos seus terminais cerca de 0,7 V (díodos de silício), que é a sua tensão de
arranque UY. Isto quer dizer que, se a tensão a retificar for inferior a 0,7 V, o díodo de silício não
conduz e, portanto, a carga fica sem tensão, conforme se sugere na figura 33.
Conclui-se, portanto, que os processos estudados até aqui não servem para retificar tensões
inferiores a 0,7 V.
Como resolver este problema, quando as tensões que
pretendemos retificar são baixas, na casa dos milivolts, dezenas de
milivolts ou, mesmo, algumas centenas de milivolts, como as que
se obtêm em alguns sensores de medida e que necessitamos
Figura 33 – Para tensões depois de retificar?
iguais ou inferiores a 0,7 V, o A solução para estes casos reside nos designados
díodo não conduz e a carga Retificadores Ativos, os quais utilizam o ampop para ajudar o
fica sem qualquer tensão. díodo, ou díodos, a retificarem,
seja qual for o valor da tensão
de entrada!
Temos dois tipos de retificadores ativos: o Retificador
Ativo Simples e o Retificador Ativo Completo.
Vamos analisar cada um deles.

2.5.2. Retificador Ativo (Ideal) Simples


Na figura 34 representa-se um retificador ativo simples
(ou de meia onda), que não é mais do que um seguidor de
tensão, com um díodo D dentro da malha de retroação negativa.
Ao aplicar-se o sinal alternado Ui, durante o semiciclo
positivo, a tensão na saída do ampop é positiva, pelo que o
díodo conduz. Visto que temos um seguidor de tensão, a tensão
no ponto O é igual, na alternância positiva, à tensão de entrada
Ui. Visto que o ampop tem alimentações próprias, ele fornece os
0,7 V necessários à condução do díodo D.
Durante o semiciclo negativo, o sentido da corrente no
Figura 34 – a) Retificador ativo
ampop inverte­se, pelo que o díodo não deixa passar corrente simples: b) A corrente passa no
em sentido contrário, logo, a carga também não tem corrente, diodo. logo, na carga, ficando com
nem tensão, obviamente (U = R I). tensão na alternância positiva; c) A
Portanto, o segredo deste retificador está todo no facto corrente não passa no diodo, nem
de se tratar de um seguidor de tensão que impõe, na saída, a na carga, ficando a carga sem
tensão de entrada, no sentido que nós queremos e que é tensão, na alternância negativa (lei
estabelecido pelo díodo. de Ohm).

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Este retificador tem, ainda, outra vantagem relativamente ao retificador tradicional e que
consiste no facto de eliminar o efeito da nâo-linearidade da curva caraterística do díodo. Permitindo
assim obter na saída uma curva mais precisa, portanto mais aproximada da tensão de entrada.
Recordamos que no retificador tradicional, sem ampop, a tensão na carga era igual à tensão
de entrada menos a queda de tensão no díodo. a qual é uma tensão variável, não-linear, e que
distorce ligeiramente a curva da tensão de saída.
É por essa razão que este retificador se chama de retificador de precisão.
Na prática, utiliza-se um retificador ainda mais preciso que o anterior e que se representa na
figura 35.
Durante a alternância positiva da tensão de
entrada, conduz o díodo D1, pois fica polarizado
diretamente, com uma resistência interna RD  0, logo, o
ganho do amplificador será zero:

0
= − = =0
10

Portanto, na alternância positiva, a tensão de saída


Figura 35 – Alternativa, mais precisa, do é nula.
circuito da figura 34.
Durante a alternância negativa, conduz o díodo D2,
pela resistência R2, pelo que o amplificador terá, agora,
um ganho unitário:
10
= − = = −1
10

Por isso, na alternância negativa, o sinal de saída será igual ao sinal de entrada, desfasado
de 180º, obviamente.
Este circuito é mais preciso que o anterior, visto que impõe, através das resistências, o ganho
unitário numa das alternâncias e o ganho nulo na outra alternância.

PROBLEMA

13) Faça a simulação, em laboratório virtual, do circuito da figura 35, ligando um osciloscópio na
saída e na entrada.

2.5.3. Retificador ativo completo

Na figura 36 representa-se o retificador ativo


completo, em que cada um dos díodos permite
obter a retificação de cada semiciclo, sendo os dois
semiciclos somados na saída, pelo segundo
ampop.

PROBLEMA

14) Faça a simulação, em laboratório virtual, do


circuito da figura 36, ligando um osciloscópio na
saída e na entrada. Figura 36 – Retificador ativo completo

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2.5.4. Detetor de pico, ativo

O retificador de precisão, utilizado para retificar sinais de muito baixa amplitude, pode ser
utilizado, por isso, para detetar e «guardar provisoriamente» os picos (amplitudes) desses mesmos
sinais. Para isso, basta ligar, à saída do retificador, um condensador que vai ser carregado com o
sinal até atingir o seu valor máximo - a amplitude.
Quando a tensão começa a baixar, o condensador continua com o valor de pico, pois o
condensador não pode descarregar-se para o retificador em virtude de o sentido de condução do
díodo não o permitir.
Se aparecer um sinal de maior amplitude, aí sim, o condensador guardará o novo pico, mais
elevado, Durante as alternâncias negativas, nada acontece, pois o díodo está ao corte.
Se o sinal guardado pelo condensador se destinar a alimentar uma carga RL, o condensador
descarregar-se-á sobre essa carga, com uma constante de tempo dependente de RL e de C.
Convém que a constante de tempo de descarga seja bastante maior do que a constante de tempo de
carga, de forma a evitar que o condensador fique rapidamente sem tensão, ainda antes de receber
nova alternância do retificador.
Essa condição verifica-se se o tempo de descarga for cerca de dez vezes maior que o
período correspondente à frequência do sinal aplicado na entrada.
Se isso não acontecer, devido ao facto de RL ser demasiado baixa, então liga-se um seguidor
de tensão entre o condensador e a carga, tal corno se exemplifica na figura 36A, aumentando a
impedância de entrada do circuito de carga, evitando assim que o condensador se descarregue
rapidamente.

Figura 36B – Detetor de pico, com um


seguidor de tensão, para aumentar a
Figura 36A – Detetor de pico ativo
impedância do circuito de carga, mantendo
assim constante o sinal de saída

2.5.5. Circuito limitador ativo

Na figura 36C representa-se um


amplificador inversor, com dois zener em oposição
e em paralelo com a resistência de realimentação,
Enquanto a tensão na saída não atingir a tensão
de zener (+0,7 V), o circuito funciona como um
amplificador inversor normal. Com ganho Au = - R2
/ R1, obtendo-se, na saída, um sinal desfasado de
180º em relação ao de entrada. Quando a tensão
na saída ultrapassar a tensão de zener (+ 0,7 V),
então o sinal amplificado começa a ser limitado
Figura 36C – Circuito limitador ativo
(ceifado) entre os limites UZ + 0,7 V e - UZ - 0,7 V,
sendo então o ganho: Au = - | UZ + 0,7| / Ui.

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