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FEDERAÇÃO PARAENSE DE JUDÔ

Filiada a CBJ – CNPJ 05.086.350/0001-36


End. Rua Santo Antônio, 432, Edifício Antônio Velho, 7º Andar, Sala 709
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APOSTILA FUNDAMENTOS BÁSICOS DE JUDÔ


* Elaborado Pela Comissão Estadual de Graus/FPAJU
Prof. Me. Adaelson Santos, Kodansha 6º Grau
Prof. Mauro Ribeiro, Faixa Preta 5º Grau
Prof. Paulo Nascimento, Faixa Preta 5º Grau

1 – Alguns Pressupostos Históricos

O Judô é uma arte marcial esportiva. Foi criado no Japão, em 1882, pelo
professor Jigoro Kano. Ao criar esta arte marcial, Kano tinha como objetivo criar
uma técnica de defesa pessoal, além de desenvolver o físico, espírito e mente.
Esta arte marcial chegou ao Brasil no ano de 1922, em pleno período da
imigração japonesa no país. O judô foi incluído nas Olimpíadas em 1972, após ter
sido disputado em 1964 (como esporte de apresentação), em Tóquio, por ser o
esporte mais popular do país-sede. A filosofia e a pedagogia subsequente
desenvolvida para o judô se tornaram o modelo para outras artes marciais
japonesas modernas que se desenvolveram a partir de Koryu, (escolas
tradicionais). O judô também gerou várias artes marciais derivadas em todo o
mundo, como o Jiu-Jitsu brasileiro, Krav Maga, Sambo e outras.

1.1 - Decadência e Renascimento do Ju-Jutsu


Em 1864, o Comodoro Matthew Calbraith Perry, comandante de uma expedição
naval americana, obrigou o Japão a abrir seus portos ao mundo com o tratado
"Comércio, Paz e Amizade". Abrindo seus portos para o ocidente, surgiu na Terra
do Sol Nascente uma tremenda transformação político-social, denominada Era
Meiji ou "Renascença Japonesa", promovido pelo imperador Mitsuhyto Meiji
(1868-1912). Anteriormente, o imperador exercia sobre o povo influência e
poderes espirituais, porém com a "Renascença Japonesa" ele passou a ser o
comandante de fato da “Era das Cerejeiras”.

Nessa dinâmica época de transformações e inovações radicais, os nipônicos


ficaram ávidos por modernizar-se e adquirir a cultura ocidental. Tudo aquilo que
era tradicional ficou um pouco esquecido, ou melhor, quase que totalmente
renegado. Os mestres do jujutsu perderam as suas posições oficiais e viram-se
forçados a procurar emprego em outros lugares. Muitos se voltaram então para a
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luta e exibição feitas. A ordem proibindo os samurais de usar espadas em 1876
assinalou um declínio em todas as artes marciais, e com o jujutsu não foi uma
exceção.

Tempos depois existiu uma onda contrária às inovações radicais. Havia terminado
a onda chamada febre ocidental. O jujutsu foi recolocado na sua posição de arte
marcial, tendo o seu valor reconhecido, principalmente pela polícia e pela
marinha. Apesar de sua indiscutível eficiência para a defesa pessoal, o antigo
jujutsu não podia ser considerado um esporte, muito menos ser praticado como
tal. As regras não eram tratadas pedagogicamente, ou mesmo padronizadas. Os
professores ensinavam às crianças os denominados golpes mortais e também os
traumatizantes e perigosos golpes baixos genitais. Sendo assim, quase sempre,
os alunos menos experientes faixas brancas machucavam-se seriamente.
Valendo-se de sua superioridade física, os maiores chegavam a espancar os
menores e mais fracos. Tudo isso fazia com que o jujutsu gozasse de uma certa
impopularidade, especialmente entre as pessoas mais esclarecidas.

1.2 – Origem e Nascimento do Judô.

Jigoro Kano. Um jovem que na adolescência se sentia inferiorizado sempre que


precisava desprender muita energia física para resolver um problema, resolveu
modificar o tradicional ju-jutsu, unificando os diferentes sistemas, transformando-o
em um veículo de educação física. Pessoa de alta cultura geral, ele era um
esforçado cultor de ju-jutsu. Procurando encontrar explicações científicas aos
golpes, baseados em leis de dinâmica, ação e reação, selecionou e classificou as
melhores técnicas dos vários sistemas de jujutsu, juntamente com os imigrantes
japoneses dando ênfase principalmente no ataque aos pontos vitais (ver
Kyusho Jutsu) e nas lutas de solo do estilo Tenshin-Shinyo-Ryu e nos
golpes de projeção do estilo Kito-Ryu. Inseriu princípios básicos como os
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do equilíbrio, da gravidade e do sistema de alavancas nas execuções dos
movimentos corporais lógicos.

Estabeleceu normas de conduta moral e ética (ver código Bushido) a fim de


tornar a aprendizagem mais fácil e racional. Idealizou regras para um confronto
desportivo, baseado no espírito do ippon-shobu (luta pelo ponto completo).
Procurou demonstrar que o jujutsu aprimorado, além de sua utilização para
defesa pessoal, poderia oferecer aos praticantes, extraordinárias oportunidades
para superar as próprias limitações do ser humano.

Jigoro Kano tentou dar maior expressão à lenda de origem do estilo “Yoshin-
Ryu”(Escola do Coração de Salgueiro), que se baseava no princípio de "ceder
para vencer", utilizando a não resistência para controlar, desequilibrar e vencer o
adversário com o mínimo de esforço. Em um combate, o praticante tinha como o
único objetivo a vitória. No entender de Kano, isso era totalmente errado. Uma
atividade física deveria servir, em primeiro lugar, para a educação global dos
praticantes. Os cultores profissionais do jujutsu não aceitavam tal concepção.
Para eles, o verdadeiro espírito do jujutsu era o “shin-ken-shobu” (vencer ou
morrer, lutar até a morte).

Pelas suas ideias, Jigoro Kano era desafiado e desacatado insistentemente


pelos educadores da época, mas não mediu esforços para idealizar o novo
jujutsu, diferente, mais completo, mais eficaz, muito mais objetivo e racional,
denominado de Judo. Chamando o seu novo sistema de Judo, ele pretendeu
elevar o termo "Jutsu" (arte ou prática) para "DO", ou seja, para caminho ou via,
dando a entender que não se tratava apenas de mudança de nomes, mas que o
seu novo sistema repousava sobre uma fundamentação filosófica. Em fevereiro
de 1882, no templo de “Eishoji” de Kita Inaritcho, bairro de Shimoya em Tóquio,
Jigoro Kano inaugura sua primeira escola de Judo, denominada Kodokan
(Instituto do Caminho da Fraternidade), já que "Ko" significa fraternidade,
irmandade; "Do" significa caminho, via; e "Kan", instituto.
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1.3 – O Judô no Brasil

No fim da década de 1910 e no início da década seguinte,Takaharu (ou Takaji)


Saigo, 4° dan de Judô, ensinava a arte na cidade de São Paulo, em sua
academia localizada na Rua Brigadeiro Luís Antônio. Em 1922 e 1923, ele chegou
a fazer demonstrações da arte perante personalidades políticas e militares da
época e teve alunos tanto japoneses quanto não japoneses. Diz-se que Takaharu
Saigo era neto de Takamori Saigo, um dos homens mais importantes da
Restauração Meiji no Japão.

Mitsuyo Maeda, também conhecido Conde Koma, fez sua primeira apresentação
em Porto Alegre. Partiu para as demonstrações pelos estados do Rio de Janeiro e
São paulo, transferindo-se depois para o Estado do pará em outubro de 1925,
onde popularizou seus conhecimentos dessa arte. Outros mestres também faziam
exibições e aceitavam desafios em locais públicos. Mas foi um início difícil para
um esporte que viria a se tornar tão difundido. Essa ida do Conde Koma para o
estado do Pará, resultaria em seu contato com Gastão Gracie, dono de circo
local. Este contato do Mestre japonês com o Clã Gracie e com Luiz França, outro
de seus alunos, originaria num futuro próximo o desenvolvimento do Jiu Jitsu
brasileiro.

Um dos primeiros torneios de judô foi realizado no dia 01 de maio de 1931 na


cidade de Araçatuba, estado de São Paulo. Organizado por Yuzo Abematsu, 4º
dan e ex-professor de judô da Escola Superior de Agronomia de Kagoshima, da
Segunda Escola de Ensino Médio e do Batalhão da Polícia do Exército do Japão,
o torneio incluiu lutas contra boxe e luta greco - romana.

O judô no Brasil passou a ser organizado e largamente difundido a partir de


agosto de 1933, com a fundação da Hakkoku Jûkendô Renmei, a Federação de
Judô e Kendô do Brasil, por ocasião do 25º aniversário da imigração japonesa ao
Brasil. Do lado do judô, foram membros fundadores as seguintes personalidades:
Katsutoshi Naito, Tatsuo Okochi, Teruo Sakata,Zensaku Yoshida e Shigueto
Yamasaki. Nessa época, além dos quatro mestres supracitados, o judô no Brasil
contava também com o mestre Tomiyo Tomikawa e com Shigejiro Fukuoka,
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mestre de jujutsu tradicional. Estes seis mestres eram os principais expoentes do
judô na época, dentro do âmbito da Hakkoku Jûkendô Renmei.

Um fator relevante na história do judô foi a chegada ao país de um grupo de


nipônicos em 1938. Tinham como líder o professor Ryuzo Ogawa e fundaram a
“Academia Ogawa”, com o objetivo de aprimorar a cultura física, moral e
espiritual, por meio do esporte do quimono. Apesar de Ryuzo Ogawa ser um
mestre de jujutsu tradicional, chamou de Judô a arte marcial que lecionava
quando este nome se popularizou. Portanto, ensinava um estilo que não era
exatamente o Kodokan Judo, o que não diminui sua enorme contribuição ao
começo do Judô no Brasil. Daí por diante disseminaram-se a cultura e os
ensinamentos do mestre Jigoro Kano e em 18 de março de 1969 era fundada a
Confederação Brasileira de Judô, sendo reconhecida por decreto em 1972. Hoje
em dia o judô é ensinado em academias desportivas e clubes e reconhecido
como um esporte saudável que não está relacionado à violência. Esse processo
culminou com a grande oferta de bons lutadores brasileiros atualmente, que
conseguiram diversos títulos internacionais. É o esporte individual brasileiro que
mais conseguiu medalhas olímpicas.

2 – Princípios Filosóficos do Judô


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O judô sempre foi tido como mais que um esporte por muitos dos seus
praticantes. Isso porque se aprende que o Judô foi criado por Jigoro Kano para
ser uma ferramenta educacional e de desenvolvimento moral, intelectual e físico.
De fato, Jigoro Kano rejeitava a ideia de ver o Judô como um esporte,
principalmente como um esporte olímpico. Sendo ele o primeiro membro asiático
do Comitê Olímpico Internacional e tendo participado ativamente de diversas
Olimpíadas, Jigoro Kano nunca sugeriu e lutou pelo Judô como esporte olímpico,
ao contrário, fazia de tudo para evitar que isso ocorresse. Então se o Judô não é
apenas um esporte, quais valores são ensinados? o site da Federação
Internacional de Judô, encontramos o seguinte: “Além de ser uma das

disciplinas olímpicas mais prestigiadas e universais, o judô é mais que esporte ” –


é também uma ferramenta educacional reconhecida e um modo de vida
enriquecido por um código moral e valores éticos que resistiram firmemente à
prova da vida.

Respeito, honestidade, autocontrole, amizade, cortesia, honra, coragem e


modéstia – os oito valores do código moral do judô (Código Bushido). São
ensinados a todos os judocas desde a primeira vez que entram no dojo.  O judô é,
e sempre será um bastião contra comportamentos ruins e culposos. Qualquer
praticante que “desrespeite os valores do Judô será imediatamente e fortemente
sancionado.” Assim, segundo a própria Federação Internacional de Judô, existe
um Código Moral do Judô que define oito valores morais que devem ser seguidos
por todos os judocas.

2.1 – Os Três Princípios

2.1.1 - Seiryoku Zenyo – Máxima Eficiência do Corpo

A máxima eficiência do corpo humano é alcançada através do aprimoramento


físico e dedicação ao treinamento das técnicas do judô. Mas ela também depende
de todos os aspectos da vida do judoista, como saúde (boa alimentação, repouso
adequado) e espiritual (desenvolvimento intelectual e filosófico). A filosofia básica
do judô foi proposta e estabelecida por Jigoro Kano Shihan. Isto é, o judô ao
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mesmo tempo em que é um esporte de competição é também um caminho para
formação humana Os treinos de condicionamento físico do judô buscam o
aprimoramento de três aspectos:

- a resistência para dar firmeza, elasticidade e poder aos músculos;

- a flexibilidade para dar mobilidade às articulações em conjunto com os


músculos;

- a habilidade para acelerar as funções dos nervos motores, fazendo movimentos


ágeis e estáveis.

2.1.2 - Treinamento Ético

Neste estudo vamos procurar entender como o princípio da máxima eficiência


contribui para o desenvolvimento da ética. Existem pessoas agressivas por
natureza que se irritam pela mais insignificante razão. O Judô pode ensinar a
essas pessoas como se autocontrolar. Através do treinamento, elas aprendem
rapidamente que a raiva é uma perda de energia, que só provoca efeitos
negativos, não só à própria pessoa como também aos outros. O treinamento do
Judô é extremamente benéfico para os que possuem pouca confiança em si,
devido a fracassos anteriores.

O Judô nos ensina a descobrir o melhor caminho para agir. Aprendemos que em
qualquer circunstância, a preocupação é um desperdício de energia. O paradoxo
é que o homem que falha e o que obtém sucesso, estão na mesma posição. Cada
um necessita decidir a próxima ação; escolher o curso que o levará ao futuro. O
aprendizado do Judô dá a cada um, o mesmo potencial para o sucesso, tirando o
homem do estado de letargia e desapontamento. Levando-o a um estado de
vigorosa atividade. Um outro tipo que pode beneficiar-se da prática do Judô
é o descontente crônico, que está sempre pronto a por a culpa de seus
erros nos outros. Essas pessoas apreendem que o modo negativo como sua
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mente pensa é contra o princípio da máxima eficiência e que viver conforme este
princípio é a chave para uma mudança de seu estado mental

2.2. - Jita Kyoei – Bem-estar e Benefícios Mútuos

Os ensinamentos aprendidos com o judô devem ser usados pelo atleta não só
para si mesmo, mas também para trazer bem-estar a todos a sua volta.
Dessa forma, o progresso pessoal só é atingido completamente com ajuda e
solidariedade ao próximo. Durante as lutas, os judocas pregam o espírito de
respeito ao oponente, reconhecendo a dignidade de cada pessoa.
O atleta nunca deve menosprezar o adversário, nem tomar nenhuma atitude de
superioridade.

2.3 - Ju – Suavidade

A suavidade deve ser entendida como a razão. Quanto melhor treinado e


preparado o atleta estiver, melhor uso da lógica ele fará para vencer a luta. Assim,
não há necessidade de aplicação da violência para resolver qualquer conflito,
basta seguir os princípios do judô.

2.4 - Filosofia de Vida

A palavra Filosofia é composta de duas outras palavras de origem grega: Filos,


que significa amor, amizade, e Sofia, que traduzimos como sabedoria ou
conhecimento. Começamos estabelecendo o conceito da filosofia. Filosofia (do
grego, literalmente amor a sabedoria), é o estudo de problemas fundamentais
relacionados a existência, ao conhecimento, à verdade, aos valores morais e
estéticos, à mente e a linguagem. A filosofia tem por objetivo duvidar,
questionar sempre, chegar ao conhecimento verdadeiro através da logica.
A filosofia nos faz sair da escuridão do comodismo e ir encontrar a luz da
sabedoria das soluções. Ela nos faz entender o que é tido como inútil e perceber
com clareza o que é útil. A filosofia serve para entendermos com clareza os
conceitos usados no dia a dia, na ciência, nas artes, na religião.
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A filosofia existe para que as pessoas possam viver melhor. Enfrentar
serenamente o perpétuo vai-e-vem de elevações e quedas, para citar uma grande
frase de um filósofo da Antiguidade. A missão essencial da filosofia é tornar
viável a busca da felicidade. Sempre que fazemos, pensamos, vemos ou vivemos
momentos em nossas vidas, a filosofia está sempre presente, sendo parte
integrante dela, analisando profundamente o passado em sua fonte, ou
descrevendo como deveria ser em seu futuro sendo que o homem é o principal
objeto da filosofia.
Filosofia de vida é a expressão que serve para descrever um conjunto de ideias
ou atitudes que fazem parte da vida de um indivíduo ou grupo.
A filosofia de vida também pode ser definida por uma conduta que rege a forma
de viver de uma pessoa. A filosofia auxilia no desenvolvimento racional de uma
pessoa, fazendo com que uma pessoa desenvolva um pensamento crítico, o que
faz com que essa pessoa por meio de seu conhecimento possa gerar conclusões
a cerca de problemas existentes na sociedade. É possível perceber que os
princípios do judô são aplicados em qualquer área da vida. Os judocas são
formados não apenas como lutadores, mas como cidadãos para agir de forma
correta na sociedade. Com tantos benefícios, o judô oferece uma formação
completa: física, mental, social, espiritual e moral.
2.4.1 - O Judô no Dia a Dia

Como mencionado, essa formação do judoca contribui em vários aspectos,


principalmente se tratando das dificuldades da vida. O judoca que segue a
filosofia da arte marcial ganha confiança e perseverança para enfrentar os
problemas do dia a dia. Que tal aproveitar todos esses benefícios e encontrar
também a disciplina e foco nas artes marciais? Estima-se que mais de 20 milhões
de pessoas pratiquem essa arte marcial por todo o mundo. Um dos motivos pode
ser o fato de que a filosofia do judô transforma vidas. Segundo palavras do seu
criador, “o Judô pode ser resumido como a elevação de uma simples técnica
a um princípio de viver”. Assim, o professor Jigoro Kano defendia a ideia de
que é possível qualquer pessoa adquirir qualidades que fossem favoráveis à vida
de modo geral. Também por esse motivo, os resultados do judô podem ser
sentidos dentro e fora do tatame. Para chegar a esse resultado, o criador do judô
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desenvolveu duas filosofias para serem aplicadas em seu dojô, local onde os
praticantes aprimoram suas habilidades no esporte.

2. 4.2 – Pensamentos – O Espírito do Judô

1) Quem teme perder já está vencido.

2) Somente se aproxima da perfeição quem a procura com constância, sabedoria


e, sobretudo, humildade.

3) Quando verificares com tristeza que não sabes nada, terás feito teu primeiro
progresso no aprendizado.

4) Nunca te orgulhes de haver vencido a um adversário, ao que venceste hoje


poderá derrotar-te amanhã. A única vitória que perdura é a que se conquista
sobre a própria ignorância.

5) O judoca não se aperfeiçoa para lutar, luta para se aperfeiçoar.

6) Conhecer-se é dominar-se, dominar-se é triunfar.

7) O judoca é o que possui inteligência para compreender aquilo que lhe ensinam
e paciência para ensinar o que aprendeu aos seus semelhantes.

8) Saber cada dia um pouco mais e usá-lo todos os dias para o bem, esse é o
caminho dos verdadeiros judocas.

9) Praticar Judô é educar a mente a pensar com velocidade e exatidão, bem


como o corpo obedecer com justeza. O corpo é uma arma cuja eficiência depende
da precisão com que se usa a inteligência.

3 – Fundamentos Básicos

3.1 – Terminologias

- Tatame: estrutura usada para amortecer quedas atualmente em material de


borracha ou sintético. Dimensões 1,80 x 0,90 de cumprimento e largura, 0,05 ou
0,07 mm de espessura.
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- Dojo: local de treinamento - O Dojô (sala de treinamento) é um local de
concentração, onde devem ser adotados comportamentos adequados. A higiene
pessoal é também importante; as unhas devem estar cortadas rente, evitando
ferimentos. O judogui deve ser lavado com regularidade e estar sempre em bom
estado. Os praticantes devem também se alimentar, beber e dormir com
moderação.

- Shiai – jo: local de competição

- Judogui (uniforme de judô): composto de Wagui (paletó/casaco), Shitabaki


(calça), Obi (faixa).

3. 1 – Fundamentos

São todos os elementos necessários e indispensável para a formação do judoista,


que tem os seguintes deveres:

- manter o judogui sempre limpo;

- saber dobrar corretamente o judogui;

- observar rigorosamente a higiene pessoal: cabelos, unhas, barbas aparadas;

- saber amarrar corretamente a faixa;

- fazer a saudação quando: ao entrar e sair do dojo ou shiai-jo, ao cumprimentar o


professor, ao convidar um companheiro para o treinamento;

- quando no dojo ou shiai-jo manter a disciplina e o respeito ao local, conservar o


judogui arruamado, sentar sobre os calcanhares ou com as pernas cruzadas

- Rei - Ho/Formas de Saudação: Tradicionalmente, antes e depois dos


treinamentos, os estudantes devem fazer reverências, demonstrando respeito e
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tradição; agradecendo pela oportunidade de desenvolver sua técnica. Estas
reverências podem ser realizadas na posição sentada, mais formal, zarei.

- Ritsu-Rei ou Tachi-Rei: saudação em pé.

- Zarei: saudação sentado.

- Shizei (postura): Existem dois tipos de postura no judô Shizentai, que é a


postura natural do corpo e Jigotai, que é a postura defensiva.

 Shintai (movimentação/deslocamentos)
- Ayumi-ashi, andando normalmente.

- Suri-ashi, andando arrastando os pés.

- Tsugi-ashi (tipo de marcha utilizada apenas em kata), que anda-se colocando


um pé a frente e arrastando o outro, sem ultrapassar o primeiro.

Nota: Os passos devem ser curtos e os pés nunca devem tocar-se. O movimento
pode ser realizado para frente, como para trás, assim como lateralmente ou em
diagonal.

- Tai-sabaki (deslocamento de corpo / tai = corpo; sabaki = deslocamento): é o


termo utilizado para designar o controle do copo. Envolve movimentos de rotação
que devem ser rápidos e naturais. O corpo deve mover-se com suavidade,
mantendo-se sempre o equilíbrio. O domínio do Tai-Sabaki é a chave para a
perfeita execução das técnicas de quedas. A Execução do Tai Sabaki, pode ser:
Mae-sabaki (para frente), Ushiro-sabaki (para trás) ou Yoko-sabaki (para os
lados)

 Kumi-Kata (pegadas, formas de pegar)


Existem inúmeros tipos de pegadas, sendo apenas proibida a pegada por dentro
da manga e por dentro da barra da calça. A pegada pode ser feita no eri (gola),
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sode (manga) e, desde que haja o desequilíbrio do adversário ou o adversário
esteja fazendo a pegada cruzada (manga e gola do mesmo lado), no shitabaki
(calça/ver regras de arbitragem). Pode ser de direita (migui) ou de esquerda
(hidari). Variando entre canhotos e destros, embora para algumas projeções se
use a pegada de lado contrário ao qual se vai atacar.

 Ukemi (amortecimento de quedas)

Os "rolamentos" são fundamentais para a segurança do praticante, a física


explica: estas técnicas "dissipam" a energia cinética que, se fosse transferida na
sua totalidade para os órgãos internos, poderia causar prejuízo à saúde.

Os ukemis (educativos de quedas) são:

- Zempo Kaiten Ukemi → Zempo (rolamento) kaiten ( rotação), logo ukemi que
você rola e gira.

- Ushiro Ukemi → Ushiro ( para trás), logo ukemi para trás.

- Mae Ukemi → Mae ( para frente), logo ukemi para frente.

- Yoko Ukemi → Yoko ( para o lado), logo ukemi para o lado.

- Happo Kuzushi (direções de desequilíbrio): Kuzushi é um termo japonês para


designar o desequilíbrio intencional de um oponente durante um combate. No
Judo, é considerado um princípio essencial e o segundo de quatro estágios para
o emprego com sucesso de uma técnica de projeção: kumikata (pegada),
kuzushi (desequilíbrio), tsukuri (posicionamento) e kake (execução). O
desequilíbrio é vital para a utilização eficiente da força. É um importante fator na
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execução das técnicas de quedas. Quando um oponente está desequilibrado, fica
impedido de utilizar toda a sua força, perdendo assim o controle sobre si mesmo.
O desequilíbrio é conseguido basicamente, empurrando-se e puxando-se o
adversário; não só com os braços, mas com a utilização de todo o corpo. Existem
oito formas ou posições de desequilíbrio. É indispensável seu entendimento e
utilização para o aprendizado das técnicas de judô.

Obs: podendo também admitir posicionamento intermediário entre as posições demonstradas – Conforme
polígono de sustentação e o Happo Kuzushi direções em que se provoca o desequilíbrio no judô.

4 – Graduação dos Praticantes

A graduação no judô é baseada na habilidade individual dos praticantes e pode


ser outorgada através de exames de promoção de graus, com avaliação de
conhecimentos, conduta ética e eficiência em competições e merecimento
honorífico. São distinguidos pela cor das faixas que dividem os praticantes de
judô em dois grandes grupos. Todo praticante deve usar a graduação que lhe foi
atribuída oficialmente deverá ter um comprovante (certificado), para o participar
do exame de outorga de graus o candidato deve atender todos os requisitos e
critérios estabelecidos pelo regulamento nacional de outorga de graus/CBJ.
Sendo, contudo básico e fundamental a comprovada idoneidade moral.

4.1 Kyus ou Dangais – Alunos não Graduados


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Fonte CBJ/FPAJU: responsabilidade de promoção clubes e associações filiadas as federações de judô dos
estados. Observando os critérios estabelecidos pelo regulamento Nacional de Outorga de Graus

4.2 – Danshas – Alunos Graduados:

Os portadores de graus do 1 o ao 5o Dan, são denominados de Yudanshas. Os


portadores de graus do 6o ao 10o graus, são denominados de kodanshas.

Fonte CBJ/FPAJU: Responsabilidade de promoção do 1o a 5o Dan Federações Estaduais, do 6o ao 9o Dan


Confederação Brasileira de Judô/CBJ. Observando o Regulamento Nacional de Outorga de Graus, 10 o Dan
Federação Internacional de Judô/IJF.

5 – Divisão das Técnicas de Judô


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6 – Técnicas de Projeção (Nague Waza) – Go Kyo


Gokyo – Técnicas Clássicas do Judo: O Gokyo É o estudo do conjunto das
projeções clássicas do Judo. O Gokyo é ao mesmo tempo, a classificação e a
chave do ensinamento da técnica de projeção. Traduz-se: Go, quer dizer “Cinco”
e Kyo, quer dizer “Princípio de Ensinamento“. O Gokyo, é assim, um grupo de
cinco princípios de ensinamento, cinco grupos de oito projeções, classificadas
segundo critérios pedagógicos. O avanço para graduações superiores exige o
aprendizado destas técnicas, gradualmente. Quando Jigoro Kano criou as suas
primeiras técnicas, examinou cada uma delas profundamente. Foi assim que em
1895, codificou o seu primeiro Gokyo. Desta forma, o Gokyo é um
conjunto/programa técnico didático composto de cinco grupos de oito técnicas de
projeção, organizadas de forma pedagógica por Jigoro Kano com ajuda dos
mestres Yokoyama, Yamashita, Nagaoka e Iitsuka. Cada grupo permite o
aprendizado progressivo das diversas projeções, partindo das que exigem
reduzida habilidade e esforço físico, até as que exigem considerável controle da
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força. Abaixo você confere a listagem de todos os golpes do Gokyo, divididos em
suas respectivas etapas. Ao final, você poderá ver vídeos das técnicas.

Go Kyo – Visão Geral

6.1 – Elaboração do Go Kyo: há relatos históricos que a elaboração do GO KYO,


ocorreu por volta de 1895, e contou com um grupo de professores notáveis da
Kodokan sob a supervisão de Jigoro Kano. Teve também, a revisão em 1920, sob
a coordenação de um comitê de professores da Kodokan, desta vez não houve
nenhuma contribuição de Jigoro Kano, que já estava com o seu quadro de saúde
bastante frágil.
6.2 – Katame Waza: é o conjunto de técnicas de artes marciais japonesas que
têm por escopo submeter o oponente a controle completo por meio da aplicação
de golpes/técnicas sobre as articulações e sistema circulatório do corpo. Divide-se
em:

- Ossae Komi Waza: (técnicas de imobilização/retenção ou de controle no solo):


 Hon-kesa-gatame
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 Makura-kesa-gatame
 Tate-shiho-gatame
 Kami-shiho-gatame
 Kata-gatame
 Ushiro-kesa-gatame
 Yoko-shiho-gatame
 Kuzure-kesa-gatame
 Kuzure-yoko-shiho-gatame
 Ushiro-yoko-shiho-gatame
- Kansetsu Waza: (técnicas de chaves em articulações).

 Ude - juji - gatame


 Ude- ude -garame
 Ude - ude - gatame
 Waki - gatame
 Hiza - gatame
 Sankaku – gatame
- Shime Waza: (técnicas de estrangulamentos).

 Hadaka-jime
 Kataha-jime
 Nami-juji-jime
 Okuri-eri-jime
 Kata-juji-jime
 Sucomi-jime
 Egiri-jime
 Sankaku-jime
 Gyaku-juji-jime

6.3 – Renrahu Henka Waza (técnicas combinadas): Algumas combinações


técnicas (Renraku-renka-waza) do Judô, utilizadas  e cobradas em exames de
graduação.
- DE-ASHI-BARAI ⇒ O-SOTO-GARI
- DE-ASHI-BARAI ⇒ IPPON-SEOI-NAGE
- KO-UCHI-GARI ⇒ SEOI-NAGE
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  •    Sasae-tsurikomi-ashi ⇒ O-soto-gari
  •    Uchi-mata ⇒ ko-uchi-gari

  •    O-uchi-gari ⇒ Tai-otoshi

  •    Ippon-seoi-nage ⇒ Ko-uchi-makikomi

  •    Ko-uchi-gari ⇒ O-uchi-gari

  •    Morote-seoi-nage ⇒ Ko-uchi-gari

  •    Ko-uchi-gari ⇒ Uchi-mata

  •    Tai-otoshi ⇒ O-uchi-gari

  •    De-ashi-harai ⇒ O-soto-gari

  •    Koshi-guruma ⇒ O-uchi-gari

  •    O-uchi-gari ⇒ Uchi-mata

  •    Sasae-tsurikomi-ashi ⇒ Ko-soto-gake

  •    Ko-uchi-gari ⇒ Morote-seoi-nage

  •    Harai-goshi ⇒ O-soto-gari

  •    Koshi-guruma ⇒ Ko-uchi-gari

  •    Morote-seoi-nage ⇒ Seoi-otoshi

  •    O-goshi ⇒ Uki-goshi

  •    Ko-soto-gari ⇒ Sukui-nage

  •    O-uchi-gari ⇒ Ko-uchi-gari

  •    Tsurikomi-goshi ⇒ Tai-otoshi

  •    Tai-otoshi ⇒ Uchi-mata

  •    O-soto-Gari ⇒ O-soto-otoshi

  •    Ko-uchi-gari ⇒ Ko-uchi-makikomi

  •    Tai-otoshi ⇒ Ko-uchi-gari

  •    Ippon-seoi-nage ⇒ Kata-guruma

  •    Harai-goshi ⇒ Seo-otoshi

  •    Hane-goshi ⇒ Hane-makikomi

  •    O-uchi-gari ⇒ Harai-tsurikomi-ashi

  •    Ko-soto-Gari ⇒ Tani-otoshi


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  •    De-ashi-harai ⇒ Sode-tsurikomi-goshi

6.4 – Kaeshi Waza: técnicas de contra golpes.

•    Koshi-guruma X Utsuri-goshi

  •    Uchi-mata X Tai-otoshi

  •    Ko-uchi-gari X Sasae-tsurikomi-ashi

  •    O-uchi-gari X Tomoe-nage

  •    Ko-soto-gake X Uchi-mata

  •    O-soto-gari X O-soto-otoshi

  •    O-uchi-gari X O-uchi-gaeshi

  •    Uchi-mata X Sukui-nage (antigo Te-guruma)

  •    Harai-tsurikomi-ashi X Ko-soto-gake

  •    Okuri-ashi-harai X Tsubame-gaeshi (De-ashi-harai)

  •    Harai-goshi X Ko-soto-gake

  •    Koshi-guruma X Tani-otoshi

  •    Tsuri-goshi X Ko-soto-gake

  •    O-soto-gari X Sukui-nage (antigo Te-guruma)

  •    Koshi-guruma X Yoko-guruma

  •    Tai-otoshi X Ko-soto-gari

  •    Kata-guruma X Tawara-gaeshi

  •    Harai-goshi X Ushiro-goshi

  •    Harai-goshi X Tani-otoshi

  •    Kata-guruma X Hiki-komi-gaeshi

6.5 - GUEIKO (TREINAMENTO): Há as mais variadas formas de treinamentos


para desenvolver as técnicas que compõe o Nage-waza:
- TENDOKU-RENSHIU – Sombra ou treinamento solitário, com ou sem espelho
ou aparelhos, em que se procura lapidar os golpes e melhorar a rapidez.
- UCHI-KOMI - Possível aos pares e também em trio, visando o aprimoramento
das técnicas, da rapidez e da força localizada. Dá-se vulgarmente o nome de
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“entrada”, porque faz o Kuzushi e o tsukuri, para e volta ao início, sem completar
o arremesso.
- YAKO-SOKU-GEIKO – Treino aos pares, livre e bem leve, sem defesa e
movimentando-se “solto”, explorando-se toda e qualquer chance de golpe. Visa
principalmente condicionar os sentidos para o aproveitamento das oportunidades
que vierem a se oferecer durante o combate.
- KAKARI-GEIKO - É o ataque consecutivo de esquerda e direita, com defesa
leve do companheiro, que apenas utiliza o Tai-sabaki. Este treinamento é também
excelente para o condicionamento físico.
- RENRAKU-RENKA-WAZA - Este treinamento permite o estudo e
aperfeiçoamento das técnicas que se concatenam e se completam se combinam.
- KAESHI-WAZA – É o treinamento dos contragolpes.
- RANDORI – É o treinamento livre e completo, onde o atleta emprega todo o seu
conhecimento e capacidade. É onde se testa a própria eficiência para conhecer
os pontos negativos e possibilidades. Pode-se dizer que é a prova final antes do
Shiai.
- SHIAI - É o combate, a meta final para a qual o atleta se prepara por longos
períodos. É onde em poucos minutos ou mesmo segundos todo o esforço pode
ser coroado de êxito ou momentaneamente posto por terra. No caso da derrota o
judoca deve raciocinar, procurar à falha e corrigi-la, para na próxima tentativa
obter a vitória almejada. O valor real do Judô somente aparece como resultado da
prática regular. Para obter-se os benefícios físicos e mentais do Judô, a prática
regular e contínua deve ser observada.

7 – Estudo de Katas

Katas do judô: é o conjunto das técnicas fundamentais, um método de estudo


especial, para transmitir a técnica, o espírito e a finalidade do judô. Segundo
o mestre Jigoro Kano: "Os katas são a estética do judô, sem o qual é impossível
compreender o alcance." O kata oferece ao randori as razões fundamentais de
cada técnica. O kata foi desenvolvido com o propósito de ensinar os aspectos
básicos das técnicas do judô e sua etiqueta apropriada. É através dos katas que o
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uke e o tori podem trabalhar juntos a melhoria da fluência e dos movimentos do
praticante de judo. Os katas são divididos de acordo com as habilidades e
técnicas do judô a serem ensinadas, totalizando oito katas.

 Nage-no-kata: formas fundamentais de projeção.

 Katame-no-kata: formas fundamentais de domínio no solo.

 Kime-no-kata: formas fundamentais de combate real.

 Ju-no-kata: formas de agilidade aplicadas em ataque e defesa, utilizando a


energia de forma mais suave e flexível.

 Koshiki-no-kata: formas antigas é o kata da antiga escola do Jiu-Jitsu.


Executava-se antigamente com armadura de samurai.

 Itsutsu-no-kata: são cinco formas de técnicas. Expressão teórica do judô


baseado na natureza.

 Seiryoku-zenko-kokumin-taiiku-no-kata: é uma forma de educação física,


baseada sobre o princípio da máxima eficácia, visa o treino completo do
corpo.

 Kodokan goshin-jutsu: técnicas de autodefesa.


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Fonte: IFJ/CBJ/FPAJU

Habukareta Waza (técnicas preservadas Shinmeisho No Waza (novas


da primeira versão do Gokyo 1895) técnicas reconhecidas em 1982 e
1987)
 Obi-Otoshi  Daki-Wakare

 Seoi-Otoshi  Hikikomi-Gaeshi
 Morote-Gari
 Yama-Arashi  Tawara-Gaeshi
 Kuchiki-Taoshi
 Osoto-Otoshi  Uchi-Makikomi
 Kibisu-Gaeshi
Técnicas reconhecidas apenas pela IJF e
 Uchi-Mata-Sukashi
não pelo Kodokan
 Daki-Age - Não aceita pela
Kodokan.
 Kouchi-Makikomi
 Tsubame-Gaeshi
 Obitori-gaeshi
 Kouchi-Gaeshi
Kinshi-waza (técnicas proibidas em
 Ouchi-Gaeshi
randori e shiai)
 Osoto-Gaeshi
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 Kani-Basami
 Harai-Goshi-Gaeshi
 Kawazu-Gake

8 – REFERÊNCIAS
Coletânea de obras do Jigoro Kano, vol. 3 - Sobre a Vida, editora SatsukiShobo, 1983,
p.27 I-1.-1)
- O espírito do judô: fazer o melhor uso da energia e prosperar a si e aos outros. Jigoro
Kano, Compêndio Jigoro Kano, vol.1, editora Hon-no-tomo, 1987, p.71, I-1.-2).
- O objetivo do aprendizado prática no judô. - Jigoro Kano, Coletânea de obras do Jigoro
Kano, vol. 2 - Sobre o Judô, editora SatsukiShobo, 1983, p.13.
- Jigoro Kano, Coletânea de obras do Jigoro Kano, vol. 2 - Sobre o Judô, editora
SatsukiShobo, 1983, p.13.
- Jigoro Kano, Compêndio Jigoro Kano, vol.1, editora Hon-no-tomo, 1987, p.71.
Regulamento Nacional de Outorga de Graus. Confederação Brasileira de Judô. Rio de
Janeiro/RJ, 2019.