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De: Jorge Amado

PERSONAGENS:

   

   
   

Gato Malhado
Personagem principal. olhos pardos que refletiam maldade, feio, corpanzil forte e
ágil, de riscas amarelas e negras. Tinha meia-idade, egoísta, mau humorado,
convencido. Vivia como se fosse um vagabundo, carente de carinhos. A
caraterização indireta verifica-se pela maneira como as personagens reagiam após
o Gato ter conhecido a Andorinha, porque, até então, ninguém lhe dava atenção e
afeto. Escrevia-lhe sonetos (plagiados), falava bem com aqueles que ele tratava
mal. Mesmo assim, a sua fama de mau persegue-o até ao fim da obra.

Andorinha Sinhá
Personagem principal. A Andorinha é risonha, alegre, aventureira, bela, gentil, uma
jovem que adora conversar e mantinha boas relações com todos. A sua vida era
cristalina até que conheceu o Gato Malhado. A Andorinha viu-o como um desafio:
ouvira falar muito mal dele, e até fora proibida de chegar perto dele, mas essa
situação aguçou-lhe mais a vontade de conhecê-lo melhor. O narrador acha-a
“louquinha” por esta querer falar com o inimigo. 

Cobra Cascavel
Figurante. É um animal que, por si só, tem uma carga simbólica poderosa e
importante. É o animal mais temível de todos. Morava fora do parque e foi
afugentada pelo Gato.

Manhã e Tempo
A Manhã é vista como uma figurante. É uma funcionária relapsa, preguiçosa,
fanática por uma boa história, distraída, sonhadora. Ela apaga as estrelas e acende
o Sol. 

O Tempo, também figurante, é o Mestre de tudo e de todos.


Rouxinol
Personagem secundária. É belo, gentil, raça volátil. É o professor de canto da
Andorinha e pretendente. É com ele que a Andorinha vai casar. Ele desperta
ciúmes no Gato, porque é uma ave.

Velha Coruja
Figurante. Sabia a vida de todos no parque e é com ela que o Gato falava mais.

Reverendo Papagaio
Personagem secundária. Tinha passado algum tempo num seminário e dava aulas
de religião. Por debaixo da capa religiosa, é um hipócrita, covarde e devasso, que
fazia propostas indecentes ao público feminino. É o único que falava "a língua dos
homens".

Galo Don Juan de Rhode Island


Personagem secundária. O Galo, polígamo, “maometano”, devasso orgulhoso
(nota-se até no nome!). Foi o juiz do casamento da Andorinha e do Rouxinol.

Sapo Cururu
Personagem secundária. Companheiro do Vento, o Sapo é quem conta a história
da obra ao narrador. Ele é visto como um ilustre, um intelectual, um académico,
que vai denunciar para o leitor que o Gato plagiou sonetos. 

Cães
Figurantes. Serviam para ajudar a compor o ambiente do parque.

Pata Pepita e o Pato Pernóstico


São figurantes.  Ajudam a compor o ambiente no que diz respeito à vida social do
parque. Uma das frases que eu acho importante para ilustrar a condenação do
amor do Gato e da Andorinha vista pelas personagens é dita pela Pata: “pata com
pato, andorinha com ave, gata com gato”.

Pombo-Correio
Personagem secundária. Fazia longas viagens, levando a correspondências do
parque. Tinha boa índole, mas era visto como um tolo porque a Pomba-Correio
traia-o com o Papagaio

OUTRAS PERSONAGENS

Vaca Mocha
Personagem secundária. É vista como uma figura com muito prestígio, respeitada
por todos, pois era descendente de um touro argentino. É tranquila, circunspecta,
um pouco solene e irónica. No entanto, possuía um temperamento vingativo e um
humor variável. Sua língua é uma mistura de português com espanhol para dar um
certo prestígio, mas a sua língua é o português.

Vento
Não posso deixar de referir quem originou a história do Gato Malhado e da
Andorinha Sinhá: o Vento. É  um figurante na história. É um velho atrevido,
ousado, aventureiro, alegre, dançarino de fama. Ele soube desta  história de amor
através de suas aventuras e resolve contar a Manhã para cortejá-la.

Pequeno Resumo:

     O Tempo prometera a Manhã uma rosa azul se a história que ela lhe contasse fosse boa.
Era uma história de amor entre o Gato Malhado e a Andorinha Sinhá.
          Gato Malhado era um gato já velho, mal-humorado e muito mau. Um dia, todos os
animais do parque fugiram do gato mas uma jovem andorinha permaneceu num galho de
uma árvore. Tiveram um pouco a conversar, ou melhor discutir.
          Desde ai, o Gato Malhado só pensava na Andorinha Sinhá e vice-versa. Numa manhã
ele passeou pelo parque e os seus pés levaram-no até a casa da Andorinha. A partir daí
todos os dias se encontravam para passear e conversar. Já no fim do Verão, o Gato disse a
Andorinha que até casava com ela, ao qual ela respondeu que andorinhas não se casavam
com gatos. Depois disso, a Andorinha andou desaparecida.
          Andou pela boca dos animais um boato que a Andorinha namorava com o Gato, e
todos criticavam ambos.
          Algum tempo mais tarde, já no Outono, o Gato soube que a Andorinha estava de
casamento marcado com o Rouxinol,  muito amigo dela. Desde então, o Gato Malhado,
passou a andar triste e mal-humorado para todos.
          Revoltado, o Gato matou alguns dos animais que começaram com os boatos.
          Já no Inverno, ocorreu o casamento do Rouxinol com a Andorinha Sinhá. Era tanta a
tristeza do Gato Malhado, que ele decidiu caminhar até ao Fim do Mundo. Este viu a
Andorinha, pela última vez no casamento, ela também o viu. Na cara dela via-se também
tristeza, pois gostara também do Gato, mas fora obrigada a casar com o Rouxinol.
         A Andorinha Sinhá deixou cair uma pétala de rosa do seu buquê sobre Gato, a qual
ele colocou  no peito, parecendo uma gota de sangue.
         Quando o gato saiu de lá, a pétala brilhou e encaminhou-o até ao Fim do Mundo.

Trabalho realizado por : Dante Miguel nº4 7ºC