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UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE - UFCG

CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE - CCBS


BIOQUÍMICA MOLECULAR E METABÓLICA

Monitores: Emerson Célio da Nóbrega Casimiro


Sara Elisabete C. de Albuquerque (2015.1-2015.2)

BALANÇO ENERGÉTICO DO GLICEROL:

Glicerol se torna glicerol-3-fosfato por ação da enzima glicerol quinase, com gasto de 1 ATP. De glicerol-3-fosfato
para diidroxiacetona fosfato pela ação da glicerol-3-fosfato desidrogenase com formação de 1 NADH + 1 H +. A partir
daí segue a via glicolítica. Na via glicolítica, até a formação de piruvato, formam-se 1 NADH + H + (gliceraldeído-3-
fosfato para 1,3-bifosfoglicerato) e 2 ATP (1,3-bifosfoglicerato para 3-fosfoglicerato e fosfoenolpiruvato para
piruvato). De piruvato para acetil-CoA, 1 NADH + H +. Uma volta no ciclo de Krebs são 10 ATP. Então, pela contagem
nova (1 NADH = 2,5 ATP): 3NADH + 3H+ + 2ATP + 10ATP – 1ATP = 18,5 ATP. Ele pode pedir o saldo energético bruto -
sem descontar os ATPs gastos na formação do composto - e líquido - descontando os ATPs. Nesse caso, o bruto seria
19,5 e o líquido seria 18,5.

CADEIA TRASNPORTADORA DE ELÉTRONS:

Anunciado gosta de cobrar balanço energético na presença dos inibidores dos complexos da cadeia transportadora
de elétrons. Ele geralmente pede o balanço energético de um composto com todo o complexo funcionando e depois
pede na presença de um ou mais inibidores. Lembrando que os complexos 1 e 2 são independentes, se um deles
para pela ação de um inibidor, o outro continua funcionando e a produção de ATP não para. Lembrar que o
complexo 1 é o do NADH e o 2 é o do FADH 2. Se o complexo 1 estiver inibido, você conta só o saldo energético do
FADH2 e o contrário vale para a inibição do complexo 2, você conta só o saldo energético do NADH. Se os complexos
3 ou 4 forem inibidos, a produção de ATP para. Lembrem que a inibição do complexo 4 é mais grave que a do
complexo 3, porque tanto o cianeto como o CO são tóxicos (impedem a ação do O 2 como aceptor final de e - no
complexo 4). Se a ATP sintase for inibida, a produção de ATP para e o fluxo de prótons também. No entanto, na ação
de um desacoplador, o fluxo de prótons volta a acontecer, mas a produção de ATP continua inibida.

Lembrem que a ação desacopladora do 2,4 – dinitrofenol é diferente da ação da termogenina. O fluxo de prótons
causado pelo 2,4 – dinitrofenol causa aumento exacerbado da temperatura, levando à desnaturação de proteínas e à
morte, consequentemente. A termogenina é um componente do tecido adiposo marrom, abundante em bebês, que
é utilizado como aquecedor natural, ou seja, desempenha um papel puramente fisiológico. É importante lembrar
que a inibição da ATP sintase não é obrigatória para que ocorra a ação de um descoplador. Ele pode agir durante o
perfeito funcionamento da produção de ATP. O ATP também é um inibidor da cadeia transportadora de elétrons,
pois quando a produção de ATP é suficiente para suprir as necessidades energéticas celulares, a ação da cadeia
transportadora de elétrons cessa, pois o ATP é efetor alostérico negativo de várias enzimas da glicólise
(fosfofrutoquinase 1, piruvato quinase) e do ciclo de Krebs (citrato sintase, isocitrato desidrogenase, -cetoglutarato
desidrogenase), e se essas vias forem inibidas, não há ação da cadeia transportadora.

Lembrar também que se o ciclo de Krebs parar antes da sexta reação (de succinato para fumarato pela ação da
succinato desidrogenase com formação de FADH 2), que ocorre no complexo 2 da cadeia transportadora, a formação
de ATP não contará com o FADH 2 produzido nessa reação nem com o NADH + H + produzido na oitava reação do ciclo
(de malato para oxaloacetato).