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Projeto Gráfico: Beatriz Kleinen
Diagramação: Clayton Campanattí e Luciano Carvalho AUTORES .::---/

Capa de Beatriz Kleinen ~----:

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Primeira Reimpressão em 2013 da Primeira Edição de 2012.
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ISBN: 978-85-8!29-000-3 I . Aoi'J!>NA MARQUES DE OLNEIPA.
Fonoaudióloga. Mestre em Educação pela Faculdade de Filosofia e Ciências (FFC) da Universidade Estadual ~.::-:

PRÓ-FONO DEPARTAMENTO EDITORIAL Paulista (Unesp) "Júlio de Mesquita Filho"/Marília/São Paulo. Fonoaudióloga do Laboratório de Investigação dos
:;::,.--.-./
Editor Executivo: Heliane Campanatti-Ostiz Desvios da Aprendizagem do Departamento de Fonoaudiologia da FFC da Unesp/MaríliaJSP.
Editores Técnico-Cientffteos: Dirce Capobianco e Tereza Cristina Arbulu de Mattei ·-~~

Editores Técnicos: Leila Brandão e Luciano Carvalho 2. AoRIANE LIMA MoRTAAI MoRET.
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Rua Gêmeos, 22 • Alphaville Conde Comercial Fonoaudióloga. Professora Doutora do Departamento de Fonoaudiologia da Faculdade de Odontologia da
Barueri ·São Paulo· CEP 06473-020 Universidade de São Paulo (USP). Docente do Departamento de Fonoaudiologia da Faculdade de Odontologia de '::.:!
Te!.: (11) 4688-2220 I 4688-2275 I 4688-2485. Fax: (11) 4688·0147 Bauru da USP.
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E-maU: profono@profono.com.br • Sjte: www.profono.com.br • Skype: pro-fono
Copyright, 2013 ' 3. ALINE NASCIMENTO (PATO.
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Fonoaudióloga Clínica. Mestre em Ciências da Reabilitação • Comunicação Humana pelo Departamento
Estão reservados à Pró·Fono Departameil.to,~ditorial todos os direitos deste livro, inclusive tradução para qualquer de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional da Faculdad~ de Medicina da Universidade de São Paulo. -~/

outro idioma. Nenhuma pane do mesmo poderá ser reproduzida, seja qual for o mecanismo, sem autorização
·~
expressa por escrito da Pró-Feno Departamento Editorial. Ocontraventor estará sujeito às penas da legislação. 4. AJ.v... CAAOUNA PAIVA BENTO-GAZ.
Fonoaudióloga. Doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação- Área de Con- <~
centração: Comunicação Humana da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Bolsista pela Coorde-
\:::~,,.../
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) nação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nfvel Superior (Capes).
(Câmara Brasileira do 'l,.ivro, SP, Brasil) .,_..:
5. AJ.v... CRISTINA COELHO.
Planos Terapêuticos Fonoaudiológicos (PTFs) Fonoaudióloga. Mestre em Ciências pelo Programa de Pós-Graduação em Fonoaudiologia da Faculdade de '-:~)

Pró-Fono, (organizadora). •• Barueri, SP Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo. Fonoaudióloga Clínica. é _,I
'-..:··.
Pró-Fono, 2013.
6. AJ.v... GAsR!ElA LOPES PIMENTEL. ::"-/
Vários autores. Fonoaudióloga. Mescranda do Programa de. Pós-Graduação em Ciências da Comunicação Humana da Fa-
~,::-:<·
Bibliografia. culdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Fonoaudióloga no Laboratório de Investigação Fo-
ISBN: 978-85-8129-000-3 noaudiológica em Distúrbios do Espectro do Autismo do Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia •,._....
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Ocupacional da FMUSP.
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1. Fonoaudiologia 2. Fonoaudiologia • 7. J.w. RITA BPJ.NCAUONI. ·~'j:--;'
Planejamento terapêuticos . Fonoaudióloga. Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Distúrbios da Comunicação Humana da
Universidade Federal de Santa Maria. -:_7
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8. AADREA ÜUVEIPA BATISTA.
Fonoaudióloga. Mestre em Educação pela F~culdade de Filosofia e Ciências (FFC) da Universidade Estadual ·"··-"
... ---.
CDD-616. 855 Paulista (Unesp) "Júlio de Mesquita Filho"/Mar11ia;SP. Fonoáudióloga do Laboratório de Investigação dos Desvios
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12-08810 NLM-WM475 da Aprendizagem do Departamento de Fonoaudiologia da FFC da Unesp "Júlio de Mesquita Filho"/Marília/SP.
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Índices para catálago sistemático: 9. ANGElA MARIA DE AMOPJM ÜJ\VAAO.
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1. Planos terapêuticos : Fonoaudiologia : Fonoaudióloga. Especialista em Sfndrome de Down pela Faculdade de Medicina do ABÇ. Fonoaudióloga do ·:':::/
Medicina 6!6.855 Centro Israelita de Apoio Multidisciplinar.
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~~) I o. ANGElA MARIA VK.CARO SILVAAI.VES. 20. DANIELA EvARJsro DOS SANTos GALEA.
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Fonoaudióloga. Mestre em Clínica Fonoaudiológica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Fonoaudióloga. Doutora em Semiótica e Lingufstica Geral pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Hu-
Diretora Responsável pela Clínica da Audição e Linguagem (Clial)/Brasília/DF. manas da Universidade de São Paulo (USP). Fonoaudióloga Colaboradora do Laboratório de Investigação Fono·
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-~· audiológica em Fonologia do Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional da Faculdade ·
I I . BÃf<SAf>A COSTA BEBER. de Medicina da USP.
c-
Fonoaudióloga. Doutoranda em Medicina • Ciências Médicas pela Universidade Federal do Rio Grande do
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Sul. Bolsista pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de N(vel Superior (Capes).

12. BAABAAA CRISTINA :z..v..w,DRÉA MK.HAOO.


21. DANIELLE kz1.w.s DEFENSE-NETRVAL.
Fonoaudióloga. Doutoranda no Laboratório de Investigação Fonoaudiológica do Distúrbio do Espectro do
Autismo da Faculdade de Medicina da Universidade de São.Paulo.
Fonoaudióloga. Doutoranda pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.
22. DANJELLE PEDRONJ Moi'MS.
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13. CAMILA ANDRIOLI IJ..CERDA. Fonoaudióloga. Mestre. Diretora Técnica de Serviço de Fonoaudiologia do Instituto Central do Hospital das
Fonoaudióloga. Aprimoranda em Fonoaudiologia Aplicada à Psiquiatria Infantil pelo Hospital das Clínicas Clinicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Colaboradora do Laboratório de Investigação
-~·' Fonoaudiológica nos Distúrbios do Espectro do Autismo da FMUSP. 23. DEBORA MARIA BEFI-LOPES.
_::_I Fonoaudióloga. Livre-Docente em Fonoaudiologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São
-;::-,
14. CAALAAPAREODA ClELO. Paulo (FMUSP). Professora Associada do Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional

-·- Fonoaud!óloga. Doutora em Lingufstica Aplicada pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do
Sul. Professora do Curso de Fonoaudiologia e do Programa de Pós-Graduação em Distúrbios da Comunicação Hu-
daFMUSP.
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manà da Universidade Federal de Santa Maria. 24. ELJENE SiLVA ARAúJO.
,.~ .... ~
Fonoaudióloga. Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Fonoaudiologia da Faculdade de Odonto·
~.-::

15. CéLIA MARIA GJACHETI. !agia de Bauru da Universidade de São Paulo (FOB·USP).
.-::...; Fonoaudióloga. Livre-Docente em Diagnóstico Fonoaudiológico pela Universidade Estadual Paulista
(Unesp) "Júlio de Mesquita Filho". Professora Adjunto do Departamento de Fonoaudiologia da Faculdade de Filo· 25. EuSABm Glum
sofia e Ciências da Unesp. - Fonoaudióloga. Doutora em Linguística pela Faculdade âeJilosofia, Letras e Ciências Humanas da Univer·
2~ sidade de São Paulo (USP). Pesquisadora Associada do Depaitarc{ento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia
16. CiBELLE AlBUQUERQUE DE LA HJGUERA fl.MATO. Ocupacional da Faculdade de Medicina da USP.
~~'\
Fonoaudióloga. Doutorado em Lingufstica pela Faculdade de Fúosofia, Letras e Ciências Humanas da Uni·
;:_,~. versidade de São Paulo '(USP). Fonoaudióloga do Laboratório de Investigação Fonoaudiológica nos-Distúrbios 26. ERICA MK.~DO DE PAULA.
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do Espectro Audstico do Departamento de Fisioterapia, fonoaudiologia e Terapia Ocupacional da Faculdade de Fonoaudióloga. Doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação da Faculdade
Medicina da USP. de Medicina da Universidade de São Paulo. Bolsista pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível
Superior (Capes).
--- 17. ClÁUDIA DA SILVA.
Fonoaudióloga. Doutoranda em Educação pela Faculdade de Filosofia e Ciências "Júlio de Mesquita Filho"/ 27. FÁBiO HENRIQUE PINHEIRO.
Marília/SE Bolsista pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Fonoaudiólogo. Doutorando em Educação pela Faculdade de Filosofia e Ciências (FFC) da Universidade
EstaduaJ Paulista (Unesp) ~Júlio de Mesquita FUho";Marília!SP. Bolsista pela Coordenação de Aperfeiçoamento
.~·: 18. ClÁUDIA MARIA DE FeúCJO, de Pessoal de Nível Superior (Capes). Membro do Laboratório de Investigação dos Desvios da Aprendizagem do
Fonoaudióloga.-Line<Pocente pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo Departamento de Fonoaudiologia da FFC/Unesp/Marília!SP.
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(FMRP/USP). Professo~ AsSociada do Departamento de Oftalmologia, Otortinolaringologia e Cirurgia de Cabeça
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e Pescoço da FMRP/ÚSP. ...

19. CLAUDIA REGINA FURQUIM DE ANDRADE.


'. 28. fAB[OLA CUSTÓDIO FLABIANO·Ai..MEJDA.
FonoaudiÓloga. Doutora em Qências pela Faculdade ~e Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) .
Fonoaudiólogà do Hospital Universitário da USP.
:::(. Fonoaudiólo~ I1:ofessor Tittilarde Fonoaudiologiado Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Te·
rapia Ocupacionai~<ÍaFaêuldade de Medicina da Universidade de São Paulo. 29. FABJOlA FERRER DEL NERO MECCA.
:~· Fonoaudióloga. Doutora em Educ;ação Especial pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo.
Sócia Diretora da Plenavox Fonoaudj.ologia e Consultoria.
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30. F.ABIOlA SrAAóeoLE jum. 40. jULIANA IZIDRO B.AJ.ESTRO.


Fonoaudióloga. Mestre no Laboratório de Investigação Fonoaudiol6gica do Dia'oirEiO: do EspeCtrO do Autis·
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-
Fonoaudióloga. Pós-Doutorado pelo Depanamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia eTerapia Ocupacional da
Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Fonoaudióloga do Departamento de Fisioterapia, mo da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional da FMUSP.
41 . jULLA.NA ONOFRE DE LIRA.
31. fÃnMAAPAAEaDA GoNÇALVES. Fonoaudióloga. Mestre em Ciências pela Universidade Federal de São Pa~lo. Fonoaudi6loga do Instituto ~

Educador Físico e Psicomotricista. Mestranda em Educação e Saúde na Infância e na Adolescência pela Paulista de Geriatria e Gerontologia José Emúrio de Moraes -Secretaria da Sa11de do Estado de São Paulo.
..._,.
Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Membro do Grupo de Pesquisa do Conselho Nacional de Desenvol·
vime mo Científico e Tecnológico (CNPq) "Processos Perceptuais. e Desenvolvimentais da Audição" - Unifesp. 42. jULIANA PERINA GÂNDARA. '-"·
Fonoaudióloga. Doutoranda em Semiótica e Linguística Geral pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências
32. FEuPE VENhlc1o BARBoSA. Humanas da Universidade de Sã~ Paulo (USP). ColaBoradora do Laboratório de Investigação Fonoaudiológica
Fonoaudiólogo. Doutor em Ciências da Reabilitação Humana pela Faculdade de Medicina âa:'Universidade
de São Paulo (USP). Professor Doutor do Depanamento de Linguística da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências
Humanas da USP.
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em Desenvolvimento da Linguagem e suas Alterações do Departamento de Hsioteraptà1 Fonoaudiologia e Terapia
Ocupacional da Faculdade de Medicina da USP.
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43. l<Ao.JN ?..AZo ÜRTIZ.


33. FERNANDA CHIARION 5.ASsl. Fonoaudióloga. Pós-Doutorado em Neurociências pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Profes-
Fonoaudi6loga. Doutora em Ciências pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). sor Associado do Departamento de Fonoaudiologia da Unifesp.
Fonoaudióloga do Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional da FMUSP.
'•·~..... '-:.'
44. l<Ao.JN ZIUOTTO DIAS.
34. FERNANDA DREUx MIRANDA FERNANDES. Fonoaudióloga. Doutora em Ciências pela Universidade Federal. de São Paulo • Escola PaUlista de Medicina "-'
1
Fonoaudióloga. Livre-Docente em Fonoaudiologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Pau· (Unifesp • EPM). Membro do Grupo de Pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnoló·
' lo (FMUSP). Professora Associada do Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional da gico (CNPq) "Processos Perceptuais e Desenvolvimentais da Audição" da Unlfesp • EPM.
F~SP.
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45. l<Ao.JNE SCHWARZ.
35. FERNANDA VAAGAS FERREIRA. ._..,
Fonoaudióloga. Doutora em Neurociências pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Pro·
_,
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Fisioterapeuta. Mestre em Distúrbios da Comunicação Humana pela Universidade Federal de Santa Maria/ fessor Temporário do Departamento de Odontologia Preventiva e Social da UFRGS.
RS. Professora Assistente do Curso de Fisioterapia dà Universidade Federal do Pampa/RS.
46. KAT'A DE FREITAS h.VAAENGA. ~

36. GABRIELA DE LUCCIA. Fonoaudióloga. Pós-Doutora em Audiologia Infantil e Eletrofisiologia pela Universidade de Manchester (In·
Fonoaudióloga. Doutora em Distúrbios da Comunicação Humana pela Universidade Federal de São Paulo. glaterra) e Universidade de Michigan (EUA). Professora-Associada do Departamento de Fonoaudiologia da Facul- '--'
Professora do Curso de Fonoaudiologia do Centro Universitário de Várzea Grande/Cuiabá/MT. dade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo. ._·

37. GiSELI DONADON GERMANO. 47. LAuRA DAVISON MANGILU. ·'-'"


Fonoaudióloga. Doutora pela Pró-Reitoria em Pesquisa da Faculdade de Filosofia e Ciências (FFC) da Uni· Fonoaudióloga. Doutora em Ciências. Pesquisador Cientifico I dos Laboratórios de Investigação Médica 34 •
'-'
versidade Estadual Paulista (Unesp) "Júlio de Mesquita Filho";Marília;SP. Docente do Departamento de Fonoau· Ciências da Reabilitação • Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
diologia da FFC da Unesp "Júlio de Mesquita Filho";Marília-SP. :__,
48. LEANDRA TABANEZ DO NASCIMENTO SILVA.
~
38. HAYD~E FISZBEIN WERlZNER. Fonoaudióloga. Doutora em Educação Especial pela Universid~e Federal de São Carlos. Fonoaudióloga do
Fonoaudióloga. Livre-Docente em Fonoaudiologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Pau- Centro de Pesquisas Audiológicas do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofacials da Universidade de São ~
lo (FMUSP). Professora Associada do Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional da Paulo.
. ..,......
FMUSP.

39. IDA LICHTIG.


Fonoaudi6loga. Livre-Docente. Professora Associlida do Curso de Fonoaudiologia do Departamento de Fi·
49. l.ENICE DE FAnMA DA SILVA-MUNHOZ.
Fonoaudióloga. Mestranda em Ciências da Reabilitação pela Faculdade de Medicina da Universidade de São
Paulo (FMUSP). Fonoaudióloga Colaboradora do Laboratório em Investigação Fonoaudiológica em S!ndromes e
~:--
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sioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupa~ional dà Faculdade de Medicina da Universidade'de São Paulo. Alterações Sensório-Motoras da FMUSP. '-/
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50. LiLI.AN Ü.SSIA BORNIA jACOB-CORTELETTI. 60. MAACIA RIBEIRO YIEIAA.
,-'· Fonoaudióloga. Doutora em Distúrbios da Comunicação Humana pela Universidade de São Paulo (USP). Fonoaudióloga. Doutoranda em Ciências pelo Programa de Pós-Graduação em Distúrbios da Comunicação
Professora Doutora do Departamento de Fonoaudiologia da Faculdade de Odontologia de Bauru da USP. Humana da Universidade Federal de São Paulo. Fonoaudióloga Responsável Técnic~ do Ambulatório de Especiali-
/-- dades Dr. Milton Aldred (Prefeitura Municipal de São Paulo • Organização Social Associação Congregação Santa ·
/:.:.._;,: SI ' ULI.ANE DESGUALOO PEREIRA.. Catarina).
~~,
Fonoaudióloga. Livre-Docente em Fonoaudiologia pela Disciplina dos Distúrbios da Audição do Departa·
r-·. menta de Fonoaudiologia da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (EPM. Unifesp). 61 ' MARIA CEciLIA BEVILACQUA.

Professora Associada do Departamento de Fonoaudiologia da EPM • Unifesp. Fonoaudióloga. Professora Titular da Universidade de São Paulo (USP);Bauru. Docente do Departamento
de Fonoaudiologia da USP;Bauru.
52. LiLI.ANE PEAAOUD MULHER.
Fonoaudióloga. Doutoranda no Laboratório de Investigação Fonoaudiológi· .. 62. Maria Madalena Canina Pinheiro.
A ca do Distúrbio do Espectro do Autismo da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Fonoaudióloga. Doutora_em Ciências_pelo Programa de Pós-Graduação em Distúrbios da Comunicação
,.-. Humana da Universidade Federal de São Paulo • Escola Paulista de Medicina. Professora Adjunto do Curso de
53. LoURDES BERNADm RoCHA DE SoUZA. Fonoaudiologia da Universidade Federal de Santa Catarina.
p Fonoaudióloga. Pós-Doutorado pela Universidade de São Paulo· Bauru. Professora Adjunto III do Departa·
.-.:. menta de Fonoaudiologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte • Natal. 63. MAAJA NosRE SAMPAIO •
Fonoaudióloga. Mestre em Educação pela Faculdade de Filosofia e Ciências (FFC) de Marilia/SP • Universi·
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54. LUCI.ANA DE OLMIAA PAGAN-NEYES. dade Estadual Paulista (Unesp). Aluna Especial do Doutorado do Programa de Pós Graduação em Educação pela
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Fonoaudióloga. Doutora em Semiótica e Lingufstica Geral pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências
Humanas da Universidade de São Paulo (USP). Fonoaudióloga do Laboratório de Investigação Fonoaudiológica
em Fonologia do Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional da Faculdade de Medicina
. '. FFC de Marília/SP • Unesp.

64. MAAJA REGINA ALVES Oilooso.


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'da USP. Odontologista. Doutorado em Epidemiologia pela University of London. Professora Associada do Departa·
-~-~
menta de Epidemiologia da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo.
'55. LUCI.ANA MENDONÇA AlVES.
Fonoaudióloga. Doutorado em Linguística pela Universidade Federal de Minas Gerais. Pós-Doutorado em 65. MARIA SiLVIA CAANIO. '
...-..:·. Linguística pelo Laboratoire P~ole et Langage- França. Docente do Curso de Fonoaudiologia do Centro Univer· Fonoaudiologa. Doutora em Semi6tica e Lingu!stica Gera!'pelil Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências
sicário Metodista lzabela Hendrix - MO. · Humanas da Universidade de São Paulo. Docente do Curso de FonoaÜdiologia· do Departamento de Fisioterapia,
-·~
Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional da Faculdade de Medicina da Ut\Íversidade de São Paulo.
,·-.· 56. UMA CARVALHO.
LUCI.AN/A REGINA DE
Fonoaudióloga. Mestre. em Comunicação Humana pela Faculdade de Medicina da Universidade de São 66. MAAlANE PERJN DA SILVA.

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Paulo. Fonoaudióloga do Núcleo de Apoio à Saúde da Famriia do Município de São Paulo. Fonoaudióloga. Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Fisiopatologia Experimental da Faculdade
, ..:,;,:,_-.. de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Pesquisadora do Centro de Pesquisas Audiológicas do Hospital
57. MAIAAANELU MAimNS. de Reabtlitação de AnomaliaSCraniofaciais da USP.
Fonoaudióloga. Mestranda da Pós-Graduação em Educação pela Universidade Estadual Paulista (Unesp)
~\
"Júlio de Mesquita Filho"/Marflia/SP. Membro do Grupo de Pesquisa do CNPq "Linguagem, Aprendizagem e Esco· 67. MARINIA LETE PUGUSI.
laridade" da Unesp/Marília/SP. Fonoaudióloga. Doutora em Ciências da Reabilitação pela Faculdade de Medicina da Universidade de São
~-. Paulo (FMUSP). Pesquisadora de Pós-Doutorado pela FMUSP.
~.-\
58. MÁRCIA i<EsKE-SOAREs.
Fonoaudiólo~. Doutora em Linguística Aplicada pela Pontif!cia. Universidade Católi· 68. MARINIA MoRmiN. •
-~~-- ca do Rio Grande do Sul. Professora do Curso de Fonoaudiologia e do Programa de Pós-Ora· Fonoaudióloga. Doutora em Saúde Pública pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo
duaçãó em ~tó+bios da Comunicação Humana da Universidade Federal de Santa Maria. (USP). Esp~cialista em Laboratório do Departamento de ~onoaudiologia da Faculdade de Odontologia da USP/
,_:.-,_
Bauru.
,......:-..:. 59. MARciA MATHIAS oE CAsTRo.,
Fonoaudióloga; Doutora em Ciências pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Professora 69. MARIZETE ILHA CERON.
~
do Curso de Fonoiudiologia da Universidade Guarulhos. Fonoaudióloga. Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Distúrbios da Comunicação Humana da
Universidade Federal de Santa Maria. Bolsista pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pess0al de Nível Superior
'~
(Capes).
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70. MAYSA LUCHESI CEM. 79. SuELLY CEOLJA OuvAN l.JMONGI. '-/
Fonoaudióloga. Doutoranda em Distúrbios da Comunicação Humana pela Uruversidade·Federal de São Fonoaudióloga .. Livre-Docente em Fonoaudiologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São
Paulo. Fonoaudióloga do Centro Integrado de Reabilitação do Hospital Estadual de Ribeirão PretO. Paulo (FMUSP). Professora Associada do Departamento de F!Si.oterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional
dàFMUSP.
71. MILENE ROSSI PEREIM ~ .
Fonoaudióloga. Doutoranda no Laboratório de Investigação Fonoaudiológica nos Distúrbios do Éspectro 80. TEl.MA. /ACOVINo MoNrsRo-LuPERI.
Autístico do Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional da Faculdade de Medicina da Fonoaudióloga. Dout~randa pdo Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação da Faculdade '---
"-"
Universidade de São Paulo. Bolsista pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). de Medicina da Universidade de São Paulo. Bolsista pela Coordenação de Apei:fciiÇbbento de Pessoal de Nível
Superior (Capes).
72. NATALIA FRErrAS Rossi.
Fonoaudióloga. Doutora em Ciências Biológicas (Genética) pelo Instituto de Biociências. da Universidade
Estadual Paulista (Unesp) "Júlio de Mesquita Filho". Pesquisadora do Laboratório de Estudos, Av.aliação..e Diag·
8/. THAIS CoruNA SAio DE ÂNGELO.
Fonoaudióloga. Especialista em Audiologia Clúüca e Educacional pdo Hospital de Reabilitação de Anoma-

"-"
nóstico Fonoaudiológico do Departamento de Fonoaudiologia da Faculdade de FUosofia e Ciências da Unesp. lias Craniofaciais da Universidade de São Paulo (USP). FonoaudiÓioga do Departamento de Fonoaudiologia da
Faculdade de Odontologia de Bauru da USP!Bauru. ·
73. NATÁLIA Fusco. __.
Fonoaudióloga. Mestranda do Programa de Pós- Graduação em Fonoaudiologia pela Universidade Esradual' 82. THAis HELENA fERP.fiM SANTos.
Paulista (Unesp) "Júlio de Mesquita Filho"/Marilia/SP. Bolsisra pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação da Faculdade Fonoaudióloga. Mestranda no Laboratório de Investigação Fonoaudiológica nos Distúrbios do Espectro Au·
de Filosofia e Ciências da Unesp/Maríllà/SP. . tístico do Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional da Faculdade de Medicina da
":.
'· Universidade de São Paulo. Bolsista pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).
74. RENATA RN1os ALVES. -.._._,'
i Fonoaudióloga. Mestrado em Semiótica e Ünguística Geral pela Faculdade de Filos~fia, !.erras e Ciências 83. VEM LúciA Orv.Not CUNHA.
..__..:
'Humanas da Universidade de São Paulo (USP). Fonoaudióloga Colaboradora do Laboratório de Investigação Fo- Fonoaudióloga e Psicopedagoga. Doutora em Educação pelo Programa de Pós-Graduação em Educação da
no.audiológica em Fonologia do Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional da Faculda· Faculdade de Filosofia e Ciências (FFC) da Universidade Estadual Paulista (Unesp) "Júlio de Mesquita Filho"/ ~·

'de de Medicina da USP. Man1ia/SP. Fonoaudióloga Pesquisadora do Laboratório de Investigação dos Desvios da Aprendizagem do Departa·
r menta de Fonoaudiologia da FFC da Unesp "Júlio de Mesquita Filho"/Marílla/SP. '-'
75. RoSANGELA VIANAANDP.ADE. '-'
Fonoaudióloga. Doutora em Ciências pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).
Fonoaudióloga do Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional da FMUSP. ~

~
76. SIMONE APARECIDA ÚPELLINI.
Fonoaudióloga. Livre-Docente. .em Linguagem Escrita pela Faculdade de Filosofia e Ciên· ~·
cias da Universidade Estadual Paulista (FFCtUnesp) "Júlio de mesquita Filho"/MaríliaiSP. Docen·
te do Departamento de .Fonoaudiologia e do Programa de · Pós-Graduação em Educação e .do Pro·
grama de Pós-Graduação em Fonoaudiologia da FFCtUnesp "Júlio de Mesquita Filho"/Marília (SP). .' ~·
=

--·
77. SiMONE oos S.Amos BAMETo.
Fonoaudióloga. Doutora em Distúrbios da Comunicação Humana pela Universidade Federal de São Paulo.
'"""

Professora Assistente do Departamento de Formação Específica em Fonoaudiologia da Universidade Federal Flu· .
minense. ~

78. SoMIA RoM.ANo-SOAAES.


Fonoaudióloga. Mestre em Educação Especial pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo.

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Supervisara Técnica Educacional do Setor de Saúde Escolar e Inclusão da Divisão de Educação do Serviço Social
?'-ft
da Indústria (SESI)!SP. .--:;:,·

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,;::::, APRESENTAÇÃO DA ÜBRA E DO PROTOCOLO
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DE APLICAÇÃO DE PLANO TERAPÊUTICO
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'. FoNoAUDIOLÓGICO (PAPTF)
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-.:Z~.~
A obra "Planos Terapêuticos Fonoaudiológicos" Para que os PTFs desta obra mantivessem uni·
~~~ (PTFs) é fruto da colaboração dos fonoaudiólogos boi· formidade em sua apresentação e, também, que fossem
Â), sistas de produtividade 2011 do Conselho Nacional de apresentados de forma clara e objetiva aos fonoaudió·
Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) Jogos clínicos, solicitou·se a todos os autores que escre·
.~-~' que aceitaram o convite da Pró-Fone para autoriá de vessel!l seus Capítulos seguindo um protocolo fechado
Capítulo de acordo com as suas especialidades. Em de tóplcbs"a saber: patologia ou terna do PTF na forma
~J,
contrapartida, estes fonoaudiólogos bolsistas de pro· de título do Capítulo; termos da Classificação Estatística
-~·. dutividade puderam dividir. suas autorias com seus Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à
orientandos ou alunos que já tivessem defendido suas Saúde (CID); 'principais achados; objetivos gerais; ob·
~~. Dissertações ou Teses, ampliando-se assim o esforço jetivos específicos e respecJivas intervenções terapêu·
-~-,...
colaborativo para a efetivação desta realização. ticas; bibliografia sugerida ao fonoaudiólogo clínico;
bibliografia sugerida ao paciente ou responsável.
,~.
..,_ Como resultado final desta compilação de PTFs,
apresenta-se esta obra com 83 autores (16 bolsistas de Por fim, apresenta-se o Protocolo de Aplicação
produtividade do CNPq 2011 e 67 orientandos ou ex· de Plano Terapêutico Fonoaudiológico (PAPTF) des·
·orientandos). O Capítulo 1 aborda a importância do ta obra, por si só auto-explicativo quanto ao seu pre·
~--.,,:
planejamento terapêutico e sua leitura é indispensável enchimento e utilizaÇão. A partir deste PAPTF, os
,...,...:.:.::,:· (Programa Terapêutico: Metas, Planejamento e Bases fonoaudiólogos clínicos poderão planejar, documen·
para Aplicação • Professora Doutora Claudia Regina tar e 'analisar a evolução e a efetividade do processo
......:..··..
Furquim de And;ade). Os·próximos 58 Capítulos, ape· terapêutico. Além disso, os resultados da intervenção
A-..... sar de não esgotarem todas as possibilidades de atuação fonoaudiológica poderão ser potencializados mediante
da Fonoaudiologia, disponibilizam diferentes PTFs em cqmprometimento do paciente e dos seus familiares ao
~: diferentes áreas. serem esclarecidos, sempre que possível, sobre os obje·
tivos terapêuticos.
~

~-

·""""'·
--"
-
I' ·-·
Entretanto, ressalta-se aqui a unportância de '-'
minuciosas avaliações prévias para a utilização deste .__.
PAPTR O fonoaudiólogo deverá ser capaz de analisar
todos os dados levantados de fonna crítica e adaptar o '._/

PAPTF às necessidades de cada paciente, sempre le-


·~
vando em consideração o problema mais significativo e
as prioridades terapêuticas para cada indivíduo. . PROTOCOLO DE APLICAÇÃQ
DE PlANO TEAAPÊUTICO FONOAUDIOLÓGICO (PAPTF) ·;_..,__'

Heliane Campanatti-Ostk. (OtsPONivEL NO CD) ··---...:


DoutÕ~a em Cihlcias da Comunicaçilo
pelo Departamento de Fisioterapia, FOTIOaudiowgia e
Terapia Ocupacional
da Faculdade de Medicina
da Uni~er~idade de Silo Pauh """
Presidente da Pró-FOTIO. Data:
Nome: Data de Nascimento: "·-

I Data da Última Avaliação:


Número Previsto de Sessões:
Data de Início de Aplicação deste FTF:
Data Prevista de Reavaliação:

·~
-~/

r L Plano Terapêutico Fonoaudiológico (PTF) para: 4. Objetivo g e r a l : - - - - - - - - - - -


.. :._.__.....-
(

'~-._~
~

·:~

(sugestão: selecicmar um PTF no Uvro PTFs)-


·-.~'
("'&"Srõo: transcm.oeT um objttiw geral do PTF sdeci:>Mdo no ittm 1)
'd
2. Possíveis classificações diagnósticas (CID):
:~.~
5. Objetivos específicos e respectivas intervenções te·
rapêuticas: -~

(sugestão: mCfa'<T um tetmo ClD do PTF le!.cionodo no ice>il I) (sugestão: trarumver, do PTF stlecicmado no item I, dois ou tr!s
objetivos especificas epelo menos uma inrmenção rerapéutica para ~..:.~

cada objetivo espectfit:o).


'""-:/
3. Principais achados:
(sugestão: ~ do PTF seltcimado no ittm I, dois ou rm achadOs y
clmico. qt« ~as pr;,citxzis dijiadJaJes do~) 5.1. Objetivo específico 1 : - - - - - - - -

3.1.------------ -.,..-
Número de sessões previstas:---------
3.2. _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ __ Intervenções terapêuticas:

.I 3.3. _ _ _ _ _ _ _ _ _ __ 5.!.1. - - - - - - - - - -
'.·~~

.,

...
_.,.
)..

I
~.-'1

:·~r:_
~

.:6.
···~,

A)
5.1.2. - - - - - - - - - - - 5.2.5. - - ' - - - - - - - - - - SUMÁRIO
,.,
.............

~!I
__..,.._,'• 5.1.3. - - - - - - - - - - -
5.3. Objetivo específico 3: - - - - - - - -
~--·.
CMfruLo 1. PLANo TEPAP~vnco FoNoAuoloL6Gico (PTF): METAS, PLANEJAMENTO e BASES PAAAAPuCAÇÁo ......... oo I
Claudia Regina Furquim de Andrade
.~·

5.1.4. - - - - - - - - - - - Número de sessões previstas:--,--------

, lritervenções terapêuticas: FALA EUNGUAGEM .... '' '·'' .. '.' ,, ''' ''''''''''' .. '' .. "' "'' '" .. '. ''' '.'' '""'."'''.'""''' .. , ''' '" .. ' '"" .007
..-..·:
5.3.1.._-_ _ _ _ _ _ _ __
5.1.5. - - - - - - - ' - - - -

.-'-'
v:~~~~~;~~~s~~EN7,~~~~.~~.~:4:;=~~~ ••..•••••..•.•.......•......•..•........•.•009
Haydée Fiszbein Wemner .
...;;..::· Luciana de Oliveira: Pa~n-Neves
5.3.2. - - - - - - - - - - - Renata Ramos Alves '
~ . 5.2. Objetivo específico 2: - - - - - - - -
CMfruLO 3. PTF PAPA EsnMu~o DE SoNs AusENTES Do· INVENTÁRIO
-~)
FoNÉTico EM CRIANÇAS coM TRANSTORNo FoNÓLóGico .................................:.......................................... o19
Número de sessões previstas:--------- 5.3.3. - - - - - - - - - - - Haydée Fiszbein Wertzner
~>
Márcia Mathias de Castro
_.-;.:-:- Intervenções terapêuticas;
...-:.::-, 5.2.1.. _ _ _ _ _ _ _ _ _ __ OffTULO 4. PTF PARA o TRATAMENTO DO DESVIO FoNOLÓGICO coM o UsQ
. 5.3.4. - - - - - - - - - - DO MoDELO DE ÜPOSIÇóES MúLTIPL.AS ................................. :; ...................................................................025
~';
Márcia Keske-Soares ·•.
~
Marizete Ilha Ceron

5.2.2. - - - - - - - - - - - 5.3.5. ---~---~--- CAPíTULO S. PTF PAPA o Uso DA TECNOLOGLo\ CoMPUT.AOOI'JZA.DA NO oei;,o FONOLÓGIC0 ..............................039
"""''· Márc~ Keske-Soares '
~~ Ana Rita Brancalioni

"""\ 5.2.3. - - - - - - - - - - - CMfTuLo 6. PTF PARA ORIENTAÇÃO Aos PAJs DE CRIANÇAS coM TRANSTORNO FoNoLóGIC0 .......................... .' .... 049
/.....;;;:,,
6. Bibliografia indicada ao paciente e/ou responsável:
Haydée Fiszbein Wemner
,---'. L
Daniela Evaristo dos Santos Gaiea
Luciana de Oliveira Pagan-Neves
~-.
5.2.4. - - - - - - - - - - -
(SIIi<Sr.lo: trarucm~eT a bibliografia a ser indicada 110 PTF seltcionado
CAPíTuLO 7. PTF PAPA REMEDLo\ÇÁO FoNoLÓGICA............................................. ,;., ......................................... oss
...-:: Simone Aparecida Capellini
no item I!
~~
Cláudia da Silva

~. .OffTULO 8. PTF PAPAAWSO DE UNGUAGEM ....................... :........................................................................061


Debora Maria Beft-Lopes
Assinatura do fonoaudiólogo:
' ""'· Assinatura do paciente:
Erica Macêdo de Paula
-c-.
Assinatura do responsável:
--"·,
leseada: ao - Ca.ificaçlo EsaáRica lnranadcrW de Doençu e Problanas Rdac:ioliados à Sallde.
---":•,
~.l

~'

"-,-":
CAPITULo 9. PTF PAPA HAsluD.ADes N.A.RPATIVAS NO DISTÚRBIO EsPECIFico DE L1NGUAGEM .................................... 067 CAPh'uLo 21 • PTF PAPA INTERVENçl.o coM CoMPREENSÃo DE LErruAA A PARTIR DO Uso DA TÉCNICA DE CLoze ...... 149
~I
Debora Maria Befi-Lopes Simone Aparecida Capellini'
Ana Carolina Paiva Bento-Gaz Giseli Donadon Germano ~'.:

OPITULo I O. PTF.PI>AA REAsiLrrAÇÃO DA COMPREENSÃ.o NOS DISTÚRBIOS EsPEdFICOS DE ~NGUAGEM ..................... 073 Ü.OfTuLO 22. PTF PI>AA IN;rERVENÇÃO COM HAaiUMlES METAFONOLÓGICAS ElerruPA ....... oo ............................... l59 ~'
Debora Maria Befi-Lopes . Simone Aparecida Capelllni '"i::~ L

Marina Leite Pugli.si Fábio Henrique Pinheiro


~~
ÚPfTuLO 11. PTF PI>AA REABILrrAÇÃO DA MORFOSSINT.AXE NOS DISTÚRBIOS EsPEdFICOS DE UNGUAGEM....................... OBI CAPITULO 23. PTF PAPA INTERVENÇÃO PRECOCE COM A DISORTOGPAFIA.. oo ........................ 00 . . . . . . . . . . . 0000 . . . . . . . . . . . . . . . . . 165
~l~
Debora Maria Befi-Lopes Simone Aparecida Capellini
Teima Iacovino Monteiro-Luperi Andrea Oliveira Batista ~;i

ÜPÍTULO 12. PTF PAPA REAsiLrTA<;l.O FONOLÓGICA NO DISTÚRBIO EsPECIFICO DE UNGUAGEM............................... 089 ÜPITULO 24. PTF PAPA NAAAATIVA ÜIW. DE HISTÓRIAS EM P~-Esc~ COM ·~/
Debora Maria Befi-Lopes AI..TEAAçóes DE l.JNGUAGEM - QUATRO A SEIS ANosoo ............................ oo .. oo ...... oo ............ oo ...... oooo ................. 175
·~_:)
Elisabete Giusti · Célia Maria Giacheti
Nacalia Freitas Rossi
'"'"'
"····'
ÜPÍTULO 13. PTF PAPA REABILITAÇÃO LEXICAL EM Ç)ISTÚRBIO EsPEdFICO DE LINGUAGEM .......................................097 1 "_.:•

~
..__,..:
Debora Maria Befi-Lopes OPiruLO 25. PTF PI>AA REMEDIAÇÃO coM A CoRRESPOND~NCIA FoNEMA- GPAFEMA... oo ............... oo ...... oo ............. l85
Juliana Perina Gândara Simone Aparecida Capellini ~:-~

l
Maíra Anelli Martins
.:-·,~
ÚPITULO 14. PTF PJIMAQUISIÇÓES GNÓSICO-Pi>J.x!CAS NOS DISTÚRBIOS DA LEITUIV\I'ESCRJTA............................... I 03
Liliane Desgualdo Pereira ÚPITULO 26. PTF PAAAALTEPAÇÓES DA PAAGMÁTICA EM CRIANÇAS COM A ~··
Fátima Aparecida Gonçalves SíNDROME DE W1LUAMS - Se1s A Doze ANos ............. oo ............ oo .. oooooo ............ oooo ............ oo ... oo .. oo ............. 19 I
,, 00 . . .

;:::s;J
p Célia Maria Giacheti
OPITuLo 15. PTF PAPA CoMPREENSÃO DE LEITUPA DE PALAv~ E FPASes ........................................ :.................. l 09 Natalia Freitas Rossi
Simone Aparecida Capellini 1 :~/

Adriana Marques de Oliveira 1 ÚPITULO 27. PTF PAPA DESENVOLVIMENTO DA MORFOSSINTAXE NA CRIANÇA COM SINDROME DE DOWNoo .............. 20 I ~·
~
' Suelly Cecilia Olivan Limongi
CAPiTULO 16. PTFPAPA CoMPREENSÃ.o DE LEITuPA DE Tooos NAAAATivos ............ ,.... ,...................................... ll5 ~;
Rosangela Viana Andrade
Simone Aparecida Capellini Lenice de Fatima da Silva-Munhoz :7f
Vera Lúcia Orlandi Cunha
......__.,:
OPiruLo 28. PTF PI>AA o DesENvoLVIMENTO INICIAL oe LINGUAGEM eCOGNIÇÃO NA SfNDROME DE DoWN ........... 209 '•-·"'
ÜPÍTULO 17. PTF PAPA DESENVOLVIMENTO DE NAAAATIYAS EscRITAS.................................................................. 123 Suelly Cecilia Olivan Limongi · ·~-·
Maria Silvia Cárnio
Fabfola Custódio Flabiano·Airneida
Soraia Romano-Soares Angela Maria de Amorim Carvalho '0~

ÚPÍTULO 18. PTF PAPA FLU~NCIA DE LEITUPA....................................... o......................................................... 12 9


Simone Aparecida Capellini
CAPfTu~o 29. PTF DE OruENTAçóes A PROFESSORES DE ENSINO REGuLAR coM ·--·
·::••.•?'

Luciana Mendonça Alves l


·l·
INCLU:>ó.o DE ALuNos DO EsPECTRO Do AUTISMO ...... 00 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 00 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 217 :J;f"
·' AN. Gabriela Lopes Pimentel ."-;.;_í

ÚPfTULO 19. PTF PI>AA INTERVENÇÃO COM A DISORTOGPAFIA..................... ~ ......... oo ................................ oooooo.O•:•I37
1 Danielle Azarias Defense-Netrval \ ... :"l

Simone Aparecida Capellini Fernanda Dreux Miranda Fernandes


-:...-·
Maria Nobre Sampaio t '-C

~
CAPiTuLO 30. PTF DE ÜRIENTAÇOES i'CJS P.AJS DE CRIANÇAS AUTISTASoo ................................. oo.ooooooooooo ................ 223 .'·-'1

ÜPfruLO 20. PTF PI>AA INTERVENÇÃO COM AS HABIUDAQES PERCEPTO-VISO-MOTOPAS....................... ooooooooooooooooOO 143
Danielle Azarias Defense-Netrval
Simone Aparecida Capellini
Natália Fusco
l Juliana lzidro Balestro
Uliane Perroud Mülher
>o-/

Fernanda Dreux Miranda Fernandes \._


...._.,.,;.
·,-r~., i
~..-.. . ' ~

-,:-;-:-~

.~

.. -·
/"'--.

,--- ...
~~·;-.
CAPITULO 31. PTF PAPA LiNGUAGEM coM CRIANÇAS VeRBAJs DO EsPECTRo DO AunsMo .......................................229 AUDIÇÃO.'''".'' ........ '"'."'' .... '.'' •• '.''.' .. "'~.'.'"''''''".'''""'' .. :''''' ... '" ...... '' .. ' .... ''' ... 307
,.....,......./ Milene Rossi Pereira Barbosa
,..~ Thafs Helena Ferreira Santos CAPITULO 40. PLANo DE AÇÃO FoNOAUDIOLÓGICA (PAF) PAAA A CAPACITAÇÃO
r"'"')
Cibelle Albuquerque de Ia Higuera Amato . DOS Â.GENTES COMUNITÁRJOS DE SAÚDE EM SAÚDE AUDITIVA.......................................... : .............................. .309
r.
r- . Fernanda Dreux Miranda Fernandes
Kátia de Freitas Alvarenga
r-..·
Eliene Silva Araújo
O;truLo 32. PTF PAPA LINGUAGEM coM CRIANÇAS NÃo-VeRBAJs DO EsPECTRO DOAUTISM0 ............................... 235 Lilian Cassia Bomia Jacob-Corteletti
-~-; Thafs Helena Ferreira Santos
Milene Rossi Pereira Barbosa CAPITULO 41 .PTF PAAA AoEQl.IAÇÃO DO DesENVOLVIMENTo DE LiNGUAGEM NO ATRASO DA AQuiSIÇÃO DA LisRAS .... .315
~::


,. -:-~.
Camila Andrioli Lacerda
Cibelle Albuquerque de la Higuera Amato
Fernanda Dreux Miranda Fernandes
I
~
Ida Lichtig
Felipe Venâncio Barbosa
·

;;..,.... ··. ~-

.d>
,_,,
. -..-:-:>
CAPtruLO 33. PTF PAPAAc:At.cuUA. ..............................................................................................................241
Karin Zazo Ortiz
Gabriela De Luccia
l
~
CAPITULO 42. PTF PAAAr\QUISIÇÃO E DESENVOLVIMENTO DA UITUPA E EscRITA EM
SuRDos UsUÁRJos DA LfNGUA BRASILEIPA DE SINAIS ..................................................................................... J21
Maria Silvia Cámio
Aline Nascimento Crato
~\
i
i
CAPtruLO 34. PTF PAPAHAs'A.....................................................................................................................251 CAPITULO 43. PTF PAPAAV!>J..'AÇÃO DA TEORIA DA MENTE EM CRIANÇAS SuRDAS ................................................. J29
~
4 Karin Zazo Ortiz Ida Lichtig .>

--~-,
juliana Onofre de Lira
Gabriela De Luccia tl Fabiola Ferrer Del Nero Mecca

CAPíTULO 44. PTF PAAA QU!>J..IDADE DE ViDA DE FAMioo DE CRIANÇAS SuRDAS .................................................. .337
---~- C\oiTULO 35. PTF PAPAAPPJVOA DE FALA........................................................................... ,, ......................... 265 !. Ida Lichtig
--~ Karin Zazo Ortiz · 1 Luciana Regina de Lima Carvalho
Maysa Luchesi Cera l
~--. ',)
CAPITULO 45. PTF PAPA DlmJRBIOS DO PROCESW1ENTO AuDITIVO EM''(f\'ANÇAS COM
"
j
_-:,"· CAPITULO 36. PTF PAAA DEM~NC'A- INTERVENÇÃO EM AsPECTOS COGNITIVOS .....................................................273 )

rJ PERDA AUDITIVA UNILATER/>J.. ••••••••. ,, ••• '.'.'' •• '' ••••• ' •••• ' ••••• ' •••••.••••• ' .••.•••• ':'. ······' .••••• ,' .••••••••••• '' •• '.'' ''' •••••••• ' ••••. 341
Karin Zazo Ortiz ' Liliane Desgualdo Pêi:eira
/:::::.:"~
)uliana Onofre de Ura Márcia Ribeiro Vieira ''
:.-!!:'~):
ÇAPinJLO 37. PTF PAPA DISARTRIAS ...., .................... ,.,, ..................................... , .............................................279 CAPITuLo 46. PlJ PAPA RE(HA)BIUTAÇÃO .EM DISTÚRBIOS DO Pf\OCESSAMENTO AuDITIVO EM loosos .......................... .355
.-.:\ Karin Zazo Ortiz Liliane Desgualdo Pereira
Simone dos Santos Barreto Maria Madalena Canina Pinheiro
;.1:.>

k~ . O;ITULO 38. PTF PAPA Voz NA DoENÇA DE PAAI<INSON: FoNOAUDIOLOG'A INTEGPADA AFISIOTEP.APL/1 .......................293 CAPITULO 47. PTF PAAA REABILITAÇÃO DO DISTÚRBIO DO PROCESSAMENTO AUDITIVO ..... " .............................. "" .. .3 63
Carla Aparecida Cielo Ida Lichtig
,"..::::--
Fernanda Vargas Ferreira Fabiola Ferrer Del Nero Mecca
•"'I'~
,-...·,
CAPinJLO 39. PTF PAPA GAGUEIPA EM ADoLEScENTES e AouLTOS................................ :.................................... JO I CAPITULO 48. PTF PAAA TREINAMENTO AUDITIVO FoRMAL EM DISTÚRBIOS oo PRoCESSAMENTO AuDmvo ............... .369
_..:::::_-~
Fabiola Staróbole }uste . Liliane Desgualdo Pereira
/~·..
Claudia Regina Furquim de Andrade Karin Ziliotto Dias

_.;;:.::, CAPITULO 49. PTF PAPA A FACILITAÇÃO DA CONSTRUÇÃO DA LINGUAGEM DA CRIANÇA


IMPLANTADA ATÉ T ~ANos DE IDADE..................................... ,.................................................................. .375 ·
~:_'!.
Maria Cecília Bevilacqua
~ Adriane Lima Mortari Moret
Thais Corina ·Said de Angelo
OPITULO 50. PTF PAAAhPECTos BIOPSicossocws EM CRJ.ANç.s DE ATé T~ANos úo!TuLo 58. PTF PAAA DISFAGLA.- REslouo/ESTASE DE ALIMENT0 ........................ :............................................475
-
"--'

DE IDADE UsUÁRIAS DE IMPLANTE CocLEAR......... :........................................................................................387 Danielle Pedroni Moraes "--'


Maria Cecilia Bevilacqua Claudia Regina Furquim de Andrade .._.
Marina Morettin
Maria Regina Alves Cardoso OPITULO 59. PTF PAAA P.AAAUslA. FAClA.L PERIFéRICA DE CuRTA DuRAÇAo...........................................................483
Femanda Chiarion Sassi
.,.....,
ÚOITuLO 5 I . PTF PAAA DESENVOLVIMENTO DAS HABILIDADES AuDITIVAS EM CRJ.ANÇAS DE Claudia Regina Furq~ de Andrade
ATé T~s ANos DE IDADE UsuÁRIAS DE IMPLANTE CocLEAR............................................................................403 ·._,
Maria Cecilia Bevilacqua
Angela Maria Vaccaro SUva Alves -.,/
,,
ÍNDICE DE TERMOS- CLASSIFICAÇÃO EsrAT[STICA INTERNAciONÁL :'- :
,._..,
OPITULO 52. PTF PAAA o Uso DA TECNOLOGlA. NA (RE)HMILITAÇÃO DE CRIANÇAS UsuÁRIAS
DE IMPLANTE COCLEAR. ............................................................................................................................421
1
i
DE DoENÇAS E PROBLEMAS RELACIONADOS À SAúDE (CID) .......................................... 489
'--"
l
Maria Cecilia Bevilacqua •
'
:~
Mariane Perin da SUva
~'<,,
Leandra Tabanez do Nascime~to SUva
·----
OPITULo 53. PTF PAAA (RE)HMILITAçÂo I;JE Voz EFALA DE CRJ.ANç.s UsuÁRIAS DE
IMPLANTE CocLEAI\- FAIXA ETÁRIA ATé 5'AI.Jos ........................................ :................................................ ,.431
Maria Cecilia Bevilacqua . "'"'
Lourdes Bemadete Rocha de Souza 1.~..../

Ana Cristina Ccelho ~~

Voz ..........................................................~..................................................... .439


·-
·~

OPtruLO 54. PTF PAAA NóDULos VOCAis EM AouLTos ..................................................................................441 -~·

Carla Aparecida Cielo


~
Bárbara Cesta Beber
-~"

ÚO[TULO 55. PTF PAAA SAúDE VOCAL'D~ PROFESSORES...................................................................................451


~..(
Carla Aparecida Cielo
Karine Schwarz .y

-~

FUNÇÕES DA FACE E DISFAGIA............................................................................... .457 ',':::;:·"'

ÚO[TULO 56. PTF PAAAA REABILITAÇÃO DA FUNÇÃO MASTlGATÓRlA.APÓS CiRURGlA. '>::;!


ORTOGNAnéA- EvrrANDo AREciDIVA MuscuLAA.......................................................................................459
Laura Davison Mangilli -··--
Claudia Regina Furquim de Andrade / ::.-::-,.
·-~/

OP!TuLO 57. PTF PAAA DESORDEM TEMPOROMANDIBULAR...............................................................................469 '-·


Cláudia Maria de Felício
Barbara Cristina Zanandréa Machado
·"'-'·'
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CAPITULO I
--. r.
'
iI
:~· PLANO TERAPÊUTICO FONOAUDIOLÓGICO (PTF):
k~:-r ~r

~)
,d·. METAS, PLANEJAMENTO E BASES PARA APLICAÇÃO

·---
-"""'' Claudia Regina Furquim de Andrade
~·::

0,
~'.'

~\-~'
~-·.

I. PAAADIGMA 5. A significância cl!nica conceitua qual o ganho real


A:":\.
,....:;-:_<.' do indivíduo submetido a um tratamento fonoaudio-
~
lógico: se o tratamento funcionou ou não, se o trata·
.4> mento aplicado foi o mais adequado às características
--~
e necessidades daquele indivíduo, de que forma e em
1. A Fonoaudiologia, como ciência constituída, deve qual grau de satisfação o tratamento atingiu as expec-
....=-:::·. estar baseada nos prindpios da PRÁTICA BASEADA . tativas (do cliente/paciente, sua famflia/vida social e do
EM EVIDÊNCIAS. A prática baseada em evidências próprio terapeuta).
---i-Z~l •,
pressupõe que o clínico use guias e ferramentas em suas ''~.
-'~: decisões clínicas. As decisões clínicas devem ter como ·
base: as evidências cientfficas, a experiência clínica e a
,C,:;
perspectiva sócio-cultural do cliente/paciente.
~-4';~
2. A avaliação da evolução do caso clínico não pode
estar baseada exclusivamente na percepção do terapeu- 11. METAS
/"'l":.-..
ta. O conceito de signillcância clínica - procedimen-
tos efetivos onde as variações de medidas traduzem os
..it:'·
benefícios palpáveis, decorrentes das técnicas e ferra- .
mentas aplicadas - deve ser incorporado ao dia a dia
:-~· 1. O Programa Terapêutico é um plano de trabalho sis-
profissional. · tematizado que deve ser aplicado num determinado
,)"'-'
3. O elemento fundamental para que possa haver a período de tempo.
-~·,
avaliação da signillcãncia clínica é que toda a ação fo- 2. O Programa Terapêutico deve estar inserido num
noaudiológica·- diagn~stica ou terapêutica- possa ser plano de trabalho que contemple: avaliação inicial,
.:::: .
___
avaliada em sua eficácia, eficiência e efeito. ação terapêutica (que é o Programa Terapêutico em
4. A eficácia responde se o tratamento funciona. A si); avaliação periódica e revisões evolutivas e rea-
.~---· eficiência responde se um tratamento funciona melhor listas para novas etapas. .
-~· que outro. O efeito responde de que forma o tratamen-
to altera o quadro inicial do cliente/paciente.
;~',

·A
-~·
'
t,! r I ü Mf!!§. M§!!!N!!) E"""? ,... !Y\.CI99 "-'
~----------------------------~-------------------------~

111. Bases para Aplicação de um 5. Tipologia e gravidade do distúrbio. I OBJETIVO 2: SUPORTE DE PESQUISAS DISPONfvEIS

·.._,_-·

l
'-'
6. Critérios realistas de prognóstico. · SOBRE A ETIOLOGIA ETRATAMENTO DO DISTÚRBIO,
Programa Terapêutico 7. Critérios abrangentes de alta (férias clfnicas, alta
temporária, alta com seguimento).
~I Efeito da Atividade
~
Estratégia
.~
~i O clínico deve conhecer o distúrbio do cliente/paéiente. Com base em sua fonna-
L Consideração das necessidades e da realidade só- ·~ ·,~'

~
ção profissional (geral e específica) deve avaliar se dispõe da capacitação que per·
cio-econômico-cultural do indivíduo. IV. ESTRUTURA PARA Uso DE UM
2. Suporte de pesquisas disponíveis sobre a etiologia e
tratamento do distúrbio.
PROGRAMA TEAA?tUTICO l Preparação do terapeuta. rrúta o atendimento do cliente/paciente. Deve buscar· constante atualliação em
base científica confiáveL Deve buscar formação especf6.ca ou supervisão com pro-
'~

··~/
fissional habilitado caso não esteja capacitado a atuar de forma científica e segura.
3. Parâmetros objetivos de avaliação e controle (medi-
das quantitativas que possam ser comparadas).· J ~~

4. Parâmetros subjetivos de avaliação e controle (me- OBJETIVO J : CONSIDEAAÇÃO DAS NECESSIDADES E DA ,! ·~


didas sobre ganhos pessoais, profissionais, integra- REALIDADE sóao-ECONÓMICO-CULTUPAL DO INDIViDuo. OBJETIVO 3: P.Ai'ÂMETROS OBJETIVOS DE
ção social). . AVALIAÇÃO ECONTROLE (MEDIDAS QUANTITATIVAS
QUE POSSAM SER COMPARADAS).
·~/

;~/
Estratégia Efeito da Atividade
As habilidades do indivíduo serão coilhecidas com base em testes específicos t~
para o distúrbio do indivíduo.
--.y
Testes padroni2ados trazem os valores de referência (o que é encontrado na
Aplicação de testes padroni2a· população em geral e é considerado nonnal ou típico).
'·;;z,--
Estratégia Efeito da Atividade
dos e capazes de quantificar as ·~~
Conhecer como o indivíduo/família entendem e o quanto conhecem sobre o A aplicação de testes objetivos serve como base para detenninar o foco do pro·
Histórico do distúrbio. diferentes áreas avaliadas.
distúrbio. (" grama terapêutico a ser implementado. ~.:::;/
Conhecer qual a experiência do indivíduo/famllia com tratamentos anteriores Estabelece a linha de base de performance no início do programa terapêutico.
Histórico de tratamentos ~/
ou o porquê da busca por tratamento no momento atual (negativa, positiva,
anteriores. Possibilita comparações para a análise e evolução do caso.
busca de tratamento por imposição externa, etc.). ~~/
Conhecer como o indivíduo/família vivem· (condições físicas, sociais, A performance é a habilidade do indivíduo para realizar as diferentes tarefas pro·
·.-~
Variáveis ambientais. econôrrúcas) e como percebem o distúrbio no contexto social (embaraço, postas pelos testes. A competência do indivíduo é inferida através da perfcmnance.
vergonha, preconceito etc.).
......·
I -._./
A performance de um indivíduo é variável em decorrência das diferentes situa·
Impacto db distúrbio na Conhecer o grau de importância que o indivíduo/fanúlia atribuem ao distúrbió , ções e condições pessoais e conversacionais. "'-,~
qualidade de vida. {realista; exagerado; subvalorizado etc.) ·::.,~

Conhecer o que o indivíduoifamília esperam do tratamento (cura, pequena O cálculo da taxa de Perf=nce é estabelecido pela relação entre o resultado '=-::'
Cálculo de Perf=nce. 1

Expectativa com o tratamento. expectativt1Jositiva, alta expectativa positiva, expectativa não compatível com obtido pelo indivíduo na avaliação pré-tratamento (numerador) e o valor mé·
o quadro clfnico ou experiência já vivida). . dio de referência (denominador) para a idade e gênero (base de nonnalidade -~~;'
populacional). Essa relação numérica representa o grau de desvio entre o obtido
Conhecer o que o indivfduo/famflia esperam do profissional (capacidade, --:-::
e o esperado, ou seja, o que é constante para um detenninado grupo e os sinais
Expectativa com o terapeuta. empatia, acolhimento etc.). individuais. Feito o cálculo, quanto mais próximo de um (1) estiver o indivíduo, ~·
.~·

Entender como o profissional é visro (posição hipo ou hiper valorizada, realista etc.). menor o seu grau de desvio, menor o seu grau de comprometimento.
-'
A evolução é a variação da performance ao longo do tempo. É possível avaliar
o efeito do tratamento (ganho ou perda num determinado período de tempo). '-,'

.{ __
.:.:...•
/

Cálculo de evolução. O cálculo de evolução é estabelecido pela relação entre o valor de perfcmnance I
obtida na avaliação pré-programa terapêutico (numerador) e o valor obtido na -"'
.._,
avaliação pós-programa terapêutico (denominador). Essa relação percentual re· \:._,/
presenta o ganho efetivo pós-programa. . .._

2
-
~.
:.~·
~··''

'""'
Pt>NOS T~VT1COS FoNQOIJDIOLÓGK:OS (PTh)
-------12 Ú P']F, Mrns. PVNEJe!:'SNTO EBASES PAAA Mp.c\o
.-'....·)
~

~
ÜS)ETIVO 4: PAAÃMETROS SUBJETIVOS DE AVALIAÇÃO ÜB)ETNO 6: CRITÉRIOS RfAUSTAS DE PROGNÓSTICO E ALTA. ·
~~
E CONTROLE (MEDIDAS SOBRE GANHOS PESSCWS,
,.-.....,.:-.'
PROFISSIONAiS, INTEGAAÇÃO SOCW.) •
.C;;· Estratégia Efeito da Atividade
~,
,o;Gi Esrratégia ,,
ro É uma predição ou medida do desfecho clínico. Quanto melhor for conhecida a
Efeito da Atividade I história natural do distúrbio, mais robusta será a predição do desfecho do caso.
r~.
'""'-•'
Percepção inicial do indivíduo/família e as variações dessa percepção na evolu- 1
~- Consideração das experiências ção do caso. I
O prognóstico considera a antecipação da evolução do caso e dos resultados do
...:......,,
em contexto natural. programa terapêutico proposto.
";::<--,
Contextos importantes: vida pessoal, relacionamento social, valores culturais, : Prognóstico.
.:-.. preferências e rejeições pessoais, sentimentos e emoções . É o que se pode esperar do indivíduo com base no conhecimento prévio que se
-~.,
Percepção inicial do indivíduo/família e as variações dessa percepção na evolu- tem do distúrbio.
Assimilação. ção do caso em relação aos sentimentos e emoções geradas durante e em decor-
O prognóstico deve considerar as variáveis relacionadas à funcionalidade e qua-
~·.· rência do programa terapêutico aplicado.
!idade de vida.
.-~
.-::-.:; Percepção inicial do indivíduo/família e as variações dessa percepção na evolu-
A alta clínica deve ser baseada na compatibilização entre critérios realistas de
Impacto. ção do caso quanto ao feedback social. É a resposta do ambiente (família, traba-
-~~ prognóstico e os resultados da evolução do paciente.
lho, lazer etc.) ao tratamento.
Alta.
'"'
~·'). Percepção inicial do indivfduo/fumilia e as variações dessa percepção na evolução do caso Deve ser considerada a eficácia e o efeito do programa terapêutico.
Localização.
nas situações "prcblema" (condições identiDcadas que pioram o quadro do distúrbio).
.~
;--.._\ A alra deve ser Rlanejada denrro de critério abrangente.
Percepção inicial do indivíduo/família e as variações dessa percepção na evolu-
~J ção do caso em relatos recorrentes, ou seja, frases ou queixas repetidas várias
Padrão recorrente.
vezes desde o iiúcio do rratamento e que não se modificam com a evolução do
caso. Não modificação de ideias preconcebidas. A adoção de um plano terapêutico permite:
V. CONSIDEAAÇÕES

·-~
Saturação.
Indicativos dados pelo indivíduo/família (faltas, compromissos assumidos no ho-
rário da terapia, não compromisso em honrar os pagamentos etc.) que apontam
que não houve adesão ao programa terapêutico.
. adquirir o conhecimento que permitirá uma prática
clíni~a mais eficiente e segura;
. const:'ruir uma rede profissional que permitirá parce•
Indicativos dados pelo indivíduo/família de que está havendo um avanço real de A estruturação de terapias com base na proposta rias produtivas já que todos estarão falando a mesma
..--.

l!ngua;
Transferência. ganho com o programa terapêutico. Éa generalização das modificações que geram de programas terapêuticos·é moderna e beneficia tanto
:.:;;::~:-,
as novas habilidades de comunicação pretendidas com o programa ieràpêutico. o cliente/paciente/família quanto o próprio terapeu- . tomar o fÔ11oaudiólogo clínico um elemento crítico
ta. Um plano terapêutico estruturado na forma pro· e ativo na produção do cpnhecimento (será o fonoau-
,/~~ diólogo clínico que escolherá os melhores programas
posta nesse Capítulo promove a possibilidade efetiva
terapêuticos para o seu cliente/paciente).
-~,:r OBJETIVO 5: nPOLOGIA E GAAV1DADE oo de agregação de conhecimento e de evolução para a
Fonoaudiologia.
DISTÚRBIO.
;~~

Estratégia Efeito da Atividade


-~~. Com Os dados obtidos pelos parâmetros objetivos e subjetivos - tanto na ava-
-::::, liação inicial quanto nas avaliações de controle - é possível estabelecer uma
medida funcional.
'r~·
A medida funcional é um escore individualizado. É uma medida criada para
,.-..., Medida funcional. aquele indivíduo que esta sendo assistido.

:~ A medida funcional pode ser uma escala simples (que vai do menos funcional

:~·.
para o mais funcional) que reflete a experiência individual com o distúrbio.

Essa medida deve associar as avaliações quantitativas e qualitativas permitindo


I,
,:l,
uma visão global do indivíduo.
~ I
'-'
~~·~- ·•
'"'-
VI. BIBLIOGRAFIA SUGERIDA AO. '~·
FONOAUDIÓLOGO CLINICO .'-"

'-'
ANDRADE, CRF de. Fonoaudiologia preveruiva teoria e
vocabulário técnico-cientifico. Lovise, 1996. 165p. '-'

ANDRADE, CRF de - Qualidade de vida, pro· .\


~?""•
grama terapêutico e controle dos tratamentos
em Fonoaudiologia. In: ANDRADE, CRF de; '-'

l
·,- ·'
MARCONDES E (Orgs.). Fonoauàiologia em o'-'
Pediatria. São Paulo: Sarvier 2003. p.l?l-5.
'-"'

ANDRADE, CRF de; A Fonoaudiologia baseada em


evidências. Einstein, v. 2, n. l,'p. 59-60, 2004.
.
P.l.ANOs TERAPÊUTicos FoNOAUDIOLÓGicos (PTFs) ·~'--:->-.

ANDRADE, CRF de. TCC em Fonoaudiclogia: tenha ·~/

sucesso nesse grande desafio. PriFonÇJ, 2012. 76p.


·'""-
;r:---,
ANDRADE, CRF de; JUSTE, E Proposta de análise de
performance e de evolução em crianças com gaguei- FALA E" LINGUAGEM ·-·
ra desenvolvimental. Rev. CEFAC, São Paulo, v. 7, ' .,_..
n.2,p. 158-70,2005. ..i·-
.._,
é'
ASH.O:s National Outcomes Measurement System · ·-'
(NOMS). Disponível em: <www.asha.org/mem-
bers/research/noms/>.
-
.._,
.._..

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~-""'

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PI.'NOS TEJW>ti.11Ícos fONO>iJOK>LÓGICOS (PTfs) i1
- ~·.'

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/-··.·'

Â~~! CAPITULO 2
.-- ,:"""'...... ,

-~~:-,
PLANO TERAPÊUTICO FoNoAUDIOLÓGJco (PTF)
,...-,;,_.c

PARA CRIANÇAS QUE APRESENTAM DIFICULDADE EM


,,
-_,__ PRODUZIR E MANTER o VozEAMENTO Dos SoNs
,....;.....,:_·1

/C"'"'
,_A::-~~

;:;-,
.....:-...- ..
Haydée Fiszbein Wertzner
\

-"""'""' Luciana de Oliveira Pagan-Neves


-,~-;-._
Renata Ramos Alves
.>

~~
"~'

/~:.~
I' CLASSIFICAÇÃO ESTATÍSTICA li, PRINCIPAIS ACHADOS
~-l
,! INTERNACIONAL DE DOEI\!ÇAS E PROBLEMAS
__L~, RELACIONADOS À SAÚDE (CID I 0) 1

~-> , 1. Ausência d~ vibração das pregas vocais na produção


i dos sons plqsivos vozeados.
-~~
2. Ausência d~''Vibração das pregas vocais na produção
F 80.0 Transtorno específico da articulação da fala,
-~'
-, dos sons fricativos vozeados.
3. Diminuição na vibração das pregas vocais durante a
/:;:;:::._.....
produção dos sons plosivos vozeados.
-~
··---:
J.,
.-'-

-h,, '. 1. A> dificuldad., motera.s na fala abordada. neste Cap!tulo estio relacionadas comoa Transtornos E$pec!ficos da Articula>ãoda Fala (FBO.O), Este
diagnóstico, denominado de Transtorno Fonológico, oeotrc quando há uma alteraçlo no wo do siJtcma fono16gico, de causa desconhecida c que pode
ser classificado como de desenvolvimento a~ os 12 anos de idade.
1.1. Uma das princ:il>aiJ caractcr!atlcaJ dO a.mtorno fonológico! sua heterogeneidade em rela>ão aos tipos de ert01 apresentados,l gravidade c à
...:::::.·· dificuldade subjaconte.
1.2. A criança com tranStorno fonológico pode apresentar uma dificuldade maiJ rclacicnada com o processamento motor da fila, ao i$<1 auditivo do som,
ou a um dEficit cognitivo-llngUbtico. h dificuidades presentes no transtorno fonológico podem ainda ser uma mllllifest1çlo da lnter·rclaçlo entre os
~~~
I trb aspeciXlS dcadoo. ' '
13. Dentre os processos fonolÓgicos, considerados como simplifica>ão de regras fonológicas, um doe maiJ ocomntco em crianças falantco do Português
~"., bruileiro Eo de dmozeamento, ou seja, a substitulçlo dos sons fricativos /v/, W,fY peloo SON /f/,/s/,/f/e dos soN plosivos/b/,/d/,/g/ pot /p/, N,lk/,
respectivamente.
1.4. Alguns estudos indicam que a dificuldade de I!Witer o vo:eamento dos sons pode estar relacionada com a dificuldade dci!Wiuten>ão da vibra>ão das
,-...:...... preps vocais, com a diminuiçio da taX3 aniculat6ria ou ainda com a diminuiçio na reali:açlo de movimentos repetit!voa e tipidoa dos articuladores.
1.5, A seleçlo corre ti dos articuladoreo e a diminuiçio da taX3 articulat6ria devem ser avaliadas por melo da, provu de diadococlncsia (DO!C) e de medida
-~-, da taX3 articulat6ria para que o fonoaudióloao,. tertillque de que eaiJ habilidades preebam ser OJt!muladao em crianças com desvozeamento dos sons
loslvoo c frlcativos. · ,
~
l
1.6. 1mport1nte destlc:ar que as csrra~giu e materiais sugeridos neste Capitulo referem-se à produçlo articulat6ria dos sons alvos. !\manto, tlis
cstratqlas devem ser utlllzadu em conjunto com outtu lnteTVcllÇOeo tera~uticaJ apoiadas na lnter-relaçlo entre a produÇJD articulat6ria, a
perccpçlc auditiva e a~ OOjllldvo-linculsda.
-""'
--------------------------~------------------------~ ~ -------------------------------------------------
..._.

4. Diminuição na vibração das pregas· vocais durante a Intervenção terapêutica 2: selecionar o sof· ÜB)ETIVO ESPECIFICO 2: COLETAR AAMOSTf!A DE IntervenÇão terapêutica 4: após o arquivamento
produção dos sons fricativos vozeados. tware para análise de fala 2 que será utilizado para co- iWA PAAA IDENTlFICAÇÃ.O, RECONHECIMENTO E das duas amostras de f2Ia coletadas, selecionar uma das
5. Dificuldade em coordenar movimentos articulató· letar as amostras de fala e para auxiliar no treino de PRODUÇÃ-O DOS SONS FRJCATIVOS VOZE.ADOS. r
três repetições da palavra faka! e solicitar que o sof·
rios em sequêncià. · produção. Veriii~ar se o microfone que será utilizado tware transforme-a em um especcrograma. A partir da
6. Diminuição !).a taxa articulatória. para a coleta dos dad~ não apresenta ruídos durante a visualização do espectrograma, selecionar com os cur·
gravação da amostra de fala3• • 'Intervenção terapêutica 1: utilizando o software sores do software para•:análise de fala o som-alvo pro·
para análise d~ fala· selecionado, posicionar a criança duzido (do início até o final da sua produção). Ainda '--
Intervenção terapêutica 3: gravar no software sentada, de frente para um microfone colocado a 10cm antes de iniciar o trabalho de identificação e reconhe-
selecionado três repetições de cada palavra (elas serão da boca (preferencialmente fixado em um pedestal), cimento das características acústicas dos sons desvo· '--
lll. OBJETIVOS GEAAJs utilizadas como modelo a ser apresentado à criança para assegurar que a amostra de fala coletada este· zeados e vo~ados com a criança, abra o Microsoft -~/

posteriormente) 4• Selecionar a melhor repetição' das ja adequada para a análise. Com a criança sentada ao PowerPoint e deixe separada a sua produção da palavra
três realizadas. lado da terapeuta e o microfone posicionado, realizar uma /'fabf12.
gravação inicial da fala da criança (solicitar que a criança
1. Produzir vozeamento estável nos sons plosivos vo· .fale seu nome) para ajustar o volume de captura do som8•
.....-'

zeados /'o/, /d/, /g/.. Intervenção terapêutica 4: abrir a fotrna de onda


da palavra selecionada e solicitar que o software trans· Após verificar se a forma de onda capturada está sendo OBJETIVO ESPEciFICO 3: IDENTIFICAR E '-'
2. Produzir vozeamento estável T)OS sons fricativos vo· gravad~_com um volume adequado9, iniciar a gravação
forme·a em um espectrograma6• A partir da visualiza- RECONHECER /'S CAAACTERISTICAS ACÚSTICAS
zeados (v/, /z/, /3f. \
ção do espectrogratha, selecionar com os cursores do das palavras previamente selecionadas 10• DOS SONS FRICATIVOS DESVOZE.ADOS. ··--.
3. Promover o aumento no controle motor da fala.
4. Adequar o número de sequências, produzidas por
segundo. .,
software para análise de fala o som-alvo produzido (do
início até o final da sua produção) 1•
.' Intervenção terapêutica 2: a primeira palavra
selecionada para a criança repetir deverá conter uma Intervenção terapêutica 1: a partir dos· arqui·
.-~

'"--"

5. Adequar a taxa articulatória. fticativa desvozeada em posição inicial11 • Se o som sele- vos já gravados pela terapeuta e pela criança com
Intervenção terapêutica_5: abrir separadamen· ·-~
cionado inicialmente for o !f/,' a seguinte ordem deverá suas respectivas amostras de fala, iniciar o trabalho de
te uma nova janela a partir do Microsoft PowerPoint.
ser dada: "Você vai repetir a palavra ;-fak.al três vezes. identificação e reconhecimento das principais carac·
Voltar a visualizar a janela do software para análise de
Cada vez que eu levantar a mão você deve falar/' faka!'. terfsticas acústicas relacionadas aos sons desvozeados.
fala e apertar a tecla print screen (prt se) do seu compu·
Observando a palavra /' faW produzida pela terapeu·
IV OBJETIVOS EsPECÍFicos E REsPECTIVAS . 1:' tador. Colar esta tela copiada em um slide do Microsoft Arquivar a amostra de fala no computador 11 •
· ta; mostrar para a criança a ausência da barra de sono-
----
INTERVENÇÕES TERAPtUTICAS Powerpoint.
Intervenção terapêutica 3: a segunda palavra ridade na posição inicial da palavra13 •
Intervenção terapêutica 6: repetir o mesmo pro· selecionada para a criança repetir deverá conter uma -__;

fricativa vozeada em posição inicial (preferencialmente Intervenção terapêutica 2: associar esta infor·
cedimento para todas as palavras, de modo a terminar ·~,-

ÜBJETIVO ESPEdFICO I : SELECIONAR E PREPAAAR a fticativa vozeada que é par cognato da fticativa des- mação visual à pista proprioceptiva de ausência de
com um arquivo no formato .ppt onde fiquem arqui·
O MATERIAL NECESSÁRIO PAAA O TREINO. vozeada previamente selecionada). No exemplo pro· vibração das pregas vocais. Para tanto, colocar a mão
vades 12 südes, cada um contendo um espectrograma
posto, como o som-alvo escolhido inicialmente foi o da criança apoiada sobre a região da cartilagem tire·
com o som-a! vo em destaque.
!f/, nesta etapa o fonoaudiólogo deverá solicitar que a 6idea do fonoaudiólogo e produzir o som-alvo /f/ de
Intervenção terapêutica 1: selecionar palavras criança repita a palavra com osom-alv0 /v/ por meio da modo prolong~do. Mostrar a ausência de qualquer mo-
que âpresentem os sons fricativos e plosivos vozeados seguinte ordem: "Você vai repetir a palavra /'vah/ tr~s vimentação na região larfngea, indicando a ausência
Uv/, /z/, 13}, !b/, !d/, /gf) e desvozeados ()f/, /s/, /J/, /p/, vezes. Cada vez que eu levantar a mão você deve falar de vibração das pregas vocais na produção deste som. '-

/t/, /k!) em posição inicial de saaba seguidos pelas sete /'vaka!'. Arquivar a amostra de fala no computador. Agora, pedir que a criança produza o !f! prolongado,
·~,

vogais orais do Português brasileiro. posicionando sua própria mão sobre a região da car·
tilagem tireóidea. Enfatizar novamente a ausência de ~
vibração.
~;~

8. Este ajwce é fundamental para que os dados coleta.dos não sejam distorcld~. Algurn.a5 crianças apresentam um volume de voz aumentado c outro ~
2. O Praa~ ~ o mai5 ut!li:ado Pc>r ser uma femmenta ~vd pm wo gratuito na Internet. dimlnu!do, sendo então necc!Sárlo um ajwtc individuaL .·
3. R.comer>la·se o wo de um microfone catdioide unldireclooal. 9. Considera·•• que c volume de captura do som está adequado quando a fonna de onda nAo se apresentar muito reduzida (onda achacada) nem multo alta ~·
4· Sug<>tio: real!m aa trb.repetiçOes com intervalo de dnco aerundos de sU!ncio entre elas. Salvar um arquivo contendo aa tr!s repetiçOes da, palavw (sempicó).
com o IA:lm.·alvo /v/, em aesufda, outro IIIQUivo com aa trb repedçOes du palavw com o ocm-alvo /z/, c :wim por diante. 10. A ordem de coleta e de treino dos sons-alvo sugerida I /f, v/; /s,:/; lf,3f. Ar. palavras contendo cada som-alvo apresentado devem ser ttabalh.ad" por tt!s
S. Entende·se por melhbr repetiçtc a que apr<oenw aus!nda de rufd~e forma de onda deftnida. .sessões coruecutivas. · .';"::-.·'
6. O especttograma·~ um grfftco que mostra uma suc"'lc de espectro& unltárics, em um rqisttc aidimenalonal, que apresenca o tempo no eixo horuontal, 11. O arquivamento da amostra de fala llrnporrante para que o fonoaudiólogc c a criança possam comparar " pnxluçOes realizada. antes c após o treino.
a fioequ!nda no vertia[ e alnteNidacle no conttute da lmpresslo. • 12. Toda." vezes que um novo som.aJvo for scz trabalhado, exeoutar este meomo procedimento. . -.~··
7. O Praatilll marca o trecho selecionado com um sombreado vermelho, tomando clara a v~uallmção do trecho que se quer descacar. 13. A barra de sonoridade pode ser obsemda, na partelnfcrlor do especttcgrama, COiliO um traÇO de cor mais e!CUra (ruldo de mc:ção) presente antes do
Início da fricad.va vo~da, ma! esti awcnce na fricativa desvo:eada.
._.
·-:-.,

111 li .......,
-<~
---~
!'vNos Te.....ru+cos FONOOUOIOLÓG~OS (PTFs) n n PTF PARA Qwps QUE ......,SENT""' DIRC\JlO'OE EM PRODU~· EM.wm o VoiDMENTO 005 SONS

-~>:i
--,1
.---: '; Intervenção terapêutica 3: em seguida, mostrar OBJETIVO ESPECIACO 5: TREINAR A PRODUÇÃO visualização do espetttograma, selecionar com os cur-
OBJETIVO ESPECIFICO 6: COLETAR A AMOSTM DE
-;.J'
,-..:.<...:._,:: para a criança o espectrograrna referente à sua pro· DOS SONS FRICATIVOS VOZEADOS. FNA PARA IDENTIFICAÇÃO, RECONHECIMENTO E sores do software para análise de fala o .som-alvo produ-
dução da palavra-alvo, indicando a região inicial da PRODUÇÃO DOS SONS PLOSIVOS VOZEADOS. zido (do início até o finalda sua produção). Ainda antes
~-::~- palavra e salientando que sua produção, assim corno a de iniciar o trabalho de identificação e reconhecimento
'I da terapeuta, está correta, já que também não há vi· Intervenção terapêutica 1: quando a criança já das características acústicas dos sons desvozeados e vo·
,/..::.::::~
bração das pregàs vocais durante a produção do som· conseguir identificar e reconhecer as principais carac· Intervenção terapêutica I: utilizando o mesmo zeados com a criança, abra o Microsoft PowerPoint e
J ·alvo /f/. terísticas acústicas relacionadas com o desvozeamento software para análise de fala selecionado, posicionar a deixe separada a sua produção da palavra /'patof1 6•
j e com o vozeamento das fricativas, iniciar o treino de criança sentada, de frente para um núcrofone colocado
-~· produção do vozeamento. Ainda com o auxílio do sof- a lOcm da boca (preferencialmente fixado em um pe·
- -

-~>{_·
1,

.... ',
OBJETIVO ESPECIFICO 4: IDENTlFICAR E
RECONHECER 1'5 CAJlACTERiSTICI'S ACÚSTICI'S
tware para análise de fala selecionado, o terapeuta deve
produzir no microfone a fricativa vozeada /v/ por cin·,.
desta!), para assegurar que a amostra de fala coletada
esteja adequada para a análise. Com a criança sentada
OBJETIVO ESPEdFICO 7: IDENTIFICAR E
RECONHECER 1'5 CARACTERJSTIOO ACÚSTICI'S
DOS SONS FRICATIVOS VOZEADOS, co segundos, de forma prolongada. Após o término da ao lado da terapeuta· e o microfone posicionado, rea· DOS SONS PLOSIVOS DESVOZEADOS.

.~~::,
I
~~.~,
I

Intervenção terapêutica 1: após certificar-se


de que a criança compreendeu as informações acerca
gravação, visualizando a forma de onda obtida, solici·
tar que o software transforme-a em um espectrograma;
Mostrar para a criança a presença da barra de sonori·.
l
'I
1
lizar uma gravação inicial da fala da criança (solicitar
. que a criança fale seu nome) para ajustar o volume de
captura do som. Após verificar que a forma de onda Intervenção terapêutica 1: a partir dos arquivos
já gravados pela terapeuta e pela criança com suas res-
dade ao longo do espectrograma, indicando que o som 1 capturada está sendo gravada-com um volume adequa·
.. ..,...,..
das pistas visuais e tátil-cinestésicas, iniciar o trabalho J pectivas amostras de fala, iniciar o trabalho de iden·
-~) produzido foi o /v/. Associar novamente a infonnação I do, iniciar a gravação das palavras previamente sele·
l
de identificação e reconhecimento das carac1erlsticas visual à pista tátil-cinestésica. cio nadas H. tificação e reconhecimento das principais caracterís·
Á";:
acústicas dos sons vozeados com a criança. Observando j ricas acústicas relacionadas com os sons desvozeàdos.
-~-':'\ a palavra /'vab/ produzida pela terapeuta, mostrar Intervenção terapêutica 2: em seguida, posicio· ·' Intervenção terapêutica 2: a primeira palavr:tl se· Observando a palavra /'pato/ produzida pela terapeu-
para a criança a presença da barra de sonoridade na nar o microfone em frente à criança, solicitando que
ll lecionada para a criança repetir deverá conter urna pio· ta, mostrar para a criança o silêncio que existe antes do
,::c_-;:., 1
posição inicial da palavra. ela produza o som do /v/ prolongado por cinco segun· J siva desvozeada em posição inicial. Se o som selecionado início do som /p/.
J
dos. A ordem d~da é a seguinte: "Agora é sua vez. Você inicialmente for o /p/, a seguinte ordem deverá ser dada:

,~-

Intervenção terapêutica 2: associar esta infor· vai produzir o som do /v/ bem comprido. Minha mão "Você vai repetir a palavra /'pato/ três vezes. Cada vez Intervenção terapêutica 2: associar esta infor-
-~>.,., mação visual à pista proprioceptiva de presença de vi· vai ficar levantada e você só poderá parar a produção que eu levantar a mão você deve falar /'pato/". Arquivar mação visual à pista proprloceptiva de ausência de vi·
bração das pregas vocais. Para tanto, colocar a mão da quando minha mão abaixar.". Após o término da grava· a amostra de fala no cornputador 15 • br~Ção,das pregas vocais. Para tanto, colocar a mão da
-~~f criança apoiada sobre a região da cartilagem tireóidea ção, visualizando a fonna de onda obtida, solicitar que criança'~'po.iada sobre a região da cartilagem tireóidea
:\
do fonoaudiólogo e produzir o som-alvo /v/ de modo o software transforme-a em um espectrograma. Caso Intervenção terapêutica 3: a segunda palavra se· do fonoaudiÓlogo e produzir o som-alvo /p/. Mostrar
.-~:~ l
prolongado. Mostrar para a criança que para o /v/ ser a criança produza o som sem a barra .d.e sonoridade, I lecionada para a criança rePetir deverá conter uma plo· a ausência de qualquer movirnenJ:ação na região larín·
:""""", produzido é nec~ário "Íigar o motomnho na gargan· mostrar que o som enútido é o !f/. Se estiver correto (a Ij siva vozeada em posição inicial (preferencialmente a fri. gea, indicand6,a ausência de vibração das pregas vocais
.-=:
ta". Agora, pedir para que a criança produza o /v/ pro· criança produziu o /v{), apontar para a presença da bar· cativa vozeada que é par cognato da fricativa desvozeada na produção deste som. Agora, pedir para que a criança
longado, posicionando sua própria ~o sobre a região da ra e reforçar a associação do som à vibração de pregas j previamente selecionada). No exemplo proposto, como produza o /p/, posicionando sua própria mão sobre a
·"""'- cartilagem .tireóidea. Enfatizar a necessidade de "ligar o
motorzinho na garganta" para que o som seja produzido
vocais. Associar novamente a informação visual à pista ll
o som-alvo escolhido inicialmente foi o /p/, nesta etapa região da cartilagem tireóidea. Enfatizar novamente a
ausência de vibração.
tátil-cinestésicã, salientando a necessidade de "ligar o o fonoaudiók>go devf'rá solicitar cjúe a criança repita a
-~·
da maneira correta. motorzinho na garganta" para que o som correto possa
l palavra com o som-alvo /o/ por meio da seguinte ordem:
I
-;: ser produzido. 1 "Você vai repetir a palavra /'bala/ três vezes. Cada vez Intervenção terapêutica 3: em seguida, mostrar
Intervenção terapêutica 3: em seguida, mostrar ~ o espectrograma referente à produção da palavra-alvo
.,i que eu levantar a mão você deve falar /'bala/". Arquivar
--~~- para a criança o espectrograma referente à sua produ· Intervenção terapêutica 3: o mesmo treino deve j a ámostra de fala no computador. realizada pela criança, indicando a região inicial da
-""''.
ção da palavra-alvo, indicando a região inicial da pa· ser realizado nas duas sessões seguintes com a produção de palavra e salientando que sua produção, assim como
.l
lavra e salient3nd<?.é!~~ 6 som produzido por ela está . sílabas repetidas, por exemplo (/vava/J, até chegar na prO• j Intervenção terapêutica 4: após o arquivamento a do terapeuta, está correta, já que também há um
diferente do prodUÍido Pelo terapeuta. ReforÇar o fato silêncio antes do início do som-alvo /p/ na palavra
.-=,
de· que o "moto~ Só está ligado" quando aparece
dução da palavra-alvo incialmente arquivada (/'vah/). l das duas amostras de fala coletadas, selecionar uma das
produzida.
_ __..,.,..,,
no espectro~ ~ barra d<! sonoridade antes do inf.
cio da pala~ (!19"cas() dás palavras que contenham o
~ Intervenção terapêutica 4: realizar o mesmo pro·
cedimento para todas as palavras sugeridas com as sete
I três repetições da palavra /'pato/ e solicitar que o sof·
tware transforme-a em um espectrograma. A partir da

---""'
som-alvo em p(mçloinicial). vogais do Português brasileiro. Na terceira e última ses·
são do· treino com o som-alvo, comparar as produções
I ·!
i
14. A ordem de coleta e de treino doo 10111-alvo sugerida pelu auroras ~: /p,b/; /t,d/; /'r.,g/. lu palavraa contendo çada par de 10m-alvo apresentado devem
ser trabalhadas per ato ....0.. OONeCUt!VU. ·
~
.--,, da palavra-alvo antes e após o treino realizado . 15. O arqu!vomemo da 011101tn de fala ~ Importante pua que o fonoaud!óioso e a aiança pouam comparar u pnx!uções rcolizoâu antes e apól o treino.
16. Todu u.,.... que um novo pardo 10111-alvofw oertraloalhado, executar eote mesmo p~ ·
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ÜBJETNO ESPEdACO 8: IDENTIACAA E.f\ECONHECERAS ÜBJETNO ESPEdACO 9: TREINAR A PRODUÇÃO Intervenção terapêutica 4: realizat·o mesmo pro· aproximadaq:Lente uma seqtiêi:lé!â'POr segundo deve ser
CAAACTER!STICAS ACúSTlCAS DOS SONS PLOSNOS VOZEADOS. DOS SONS PLOSNOS VOZEADOS. cedimento para todas as palavras sugeridas com as sete produzida três vezes pela cnanÇa; .'
vogais do Português brasileiro. Na terceira. e última ses·
são do treino com este som, comparar as produções da Intervenção tetapêutica.·. 2: com um microfone
Intervenção terapêutica 1: após certificar-se Intervenção terapêutica: 1: agora que a criança já palavra-alvo antes e após ,o treino realizado. colocado a 10cm da boca (preferencialmente flxado em
de que a criança compreendeu as informações acerca conseguiu identificar e reconhec~r as principais carac· um pedestal), para assegurar que a amostra de fala cole· ·~·"'-"

das pistas visuais e tátil-cinestésicas, iniciar o trabalho terfsticas acústicas relacionadas com o desvozeamento cada esteja adequada para a anállie, iniciar a gravação
t~ ... -
de identificação e reconhecimento das características e com o vozeamento dos sons plosivos, iniciar o treino ÜBJETNO ESPECIACO I 0: PREPARAR O MATERIAL da produção da criança por um período de 10 segun·
acústicas dos sons vozeados com a criança. Observando de produção do Yozeamento. Ainda com o auxílio do NECE$SÁ.RJO PARA O TREINO DA PRODUÇÃO dos de duração. A ordem deverá ser a seguinte: "Você
--~
a palavra /'bala/ produzida pelo terapeuta, mostrar software para análise de fala selecionado, o terapeuta .PÁ"IDA DA SEQU~NCIA /PAT('It)./. irá repetir a sequência· /pataka/, conforme a gravação
para a criança a presença da barra de sonoridade na deve realizar cinco produções isoladas da plosiva vo· que você ouvir. Não pare de repeti-las enquanto eu não "-..-·
posição inicial da palavra. zeada lo/ no microfone. Após o ténnino da gravação, abaixar a minha mão.21•.
Intervenção terapêutica h utilizar um software
Intervenção terapêutica 2: associar esta infor·
visualizando a forma de onda obtida, solicitar que o
software transforme-a em um espectrograma. Mostrar· para análise de fala e gravar uma amostra de fala re· Intervenção terapêutica 3: · em seguida, ouvir
·---·
mação visual à pista proprioceptiva de presença de vi· para a criança a presença da barra de pré-sonoridade petindo a sequência /patakafl. A gravação deverá ser com a criança suas produções e contar o número de
realizada de duas maneiras diferentes, alterando a velo·
bração das pregas vocais. Para tarit,o, colocar a mão da antes de cada produção do som-alvo, indicando que o
cidade dê repetição da sequência23 • Na primeira repeti·
sequências ppr seguildó que ela produziu. ArquiYar "-
criança apoiada sobre a região da carrUagem rire6idea som produzido foi o (bf. Associar novamente a iriforma· este dado para compÍirações posteriores. Caso a crian·
···~ .: .
do fonoaudi6logo e produzir o som-alvo {b/. Mostre ção visual à pista tátil:cinestésica. ção, o terapeuta deve produzir a sequência /patakal por ça não atinja o valor de uma sequência por segundo, ,.·
para a criança que para o (bf ser proc!uzido é ~eces­ 10 segundos calculando, aproximadamente, uma sequ· repetir ~ treino apresentando a gravação da terapeuta \~--.
sário "ligar o motorzinho na garganta":';A.gora, pedir Intervenção terapêutica 2: em seguida, posicio· ência por segundo. Na segunda repetição o terapeuta correspondente a este valor de referêncla28 • Quando
à criança que produza o /o/, posicionando suà própria nar o microfone em frente à criança, solicitando que deve produzir a sequência /pataka/ por 10 segundos a criança atingir uma sequência por segundo, iniciar --;

mão sobre a região da cartilagem tireóidea. Enfatizar ela realize cinco produções isoladas da plosiva vozeada calculando, aproximadamente, 1,4 sequências por se· a segunda parte do treino mostrando a repetição com
·~.
necessidade de "ligar o motorzinho na ~rganta" para gundo 21. Arquivar estas repetições que serão utilizadas

I
(bf, A ordem dada é a seguinte: "Agora é sua vez. Você aproximadamente 1,4 sequências por segundo, previa·
· que o som seja produzido da maneira correta. vai produzir o som /b(l0, Vou contar com os dedos até posteriormente para o treino com a criança. mente gravada e arquivada pelo terapeuta. A ordem ·~:

o número cinco e s6 quando minha mão estiver com deve ser a mesma da intervenção 2.
Intervenção terapêutica 3: em seguida, mostrar <"os cinco dedos abertos você poderá parar de falar.".

l. ---
para a criança o espectrograma referente à sua produção Ap6s o término da gravação, visualizando a forma de ÜBJETlVO ESPEdACO J I : PROMOVER O AUMENTO Intervenção terapêutica 4: em seguida, ouvir .-..
DO CONTROLE MOTOR DA FALA POR MEIO
da palavra-alvo, indicando a região inicial da palavra e onda obtida, solicitar que o software transforme -a em com a criança suas produções e contar o número de se·
DO AUMENTO DO NÚMERO DE SEQU~NCIAS '~-,...
salientando que 0 som produzido por ela está diferente um espectrograma. Mostrar para a criança a ausência quências por segundo que ela produziu. Arquivar este
POR SEGUNDO NA SEQU~NCIA /PATfWo./.
do produzido pelo terai>euta. Reforçar o fato de que o da barra de pré-soneridade ao longo dO'espectrograma, dado para comparações posteriores. Caso a criança não ~~-~
"motorzinho só está ligado" quando aparece no espec· indicando que o som prOduzido foi o /p/ e não o (bf que \ atinja o valor de 1,4 sequências por segundo realizar
trograma a barra de pré-sonoridaden antes do início da havia sido solicitado. Associar novamente a informa· Intervenção terapêutica 1: posicionar a criança o treino apresentando a gravação da terapeuta corres·
palavra (no caso das palavras que contenham o som-alvo ção visual à pista tátil·cinestésica, salientando a neces- I
sentada ao lado da te'rapeuta em frente a um computa· pendente a este valor de referência28 • Ao término de
:~
em posição inicial). Mostrar para a criança a espfcula de sidade de "ligar o motorzinho na garganta" para que o 1 seis sessões de treino, gravar novamente a sequência·
dor com um software de análise de fala. Explicar para a
plosão do som {b/, salientando que nes~ região acontece som correto possa ser produzido. J ·alvo /pataka/, calculando o número de sequências por
criança que na atividade a ser realizada ela deverá re· ;~,-

a "explosão" do som-alvo e que se "o motor não estiver 1 segundo, para verificar se o treinamento foi efetivo .
.petir as sequências de fala 25 procurando falar do mesmo
ligado", o som que se ouvirá será o /p/ e não o (bf. Intervenção terapêutica 3: o mesmo treino deve i
jeito que ouvir (rápido ou devagar) 26 • A repetição com Avalia~ ainda, se o treinamento auxiliou na produção •'-"
ser realizado nas duas sessões seguintes com a produção j do vozeamento dos sons fricativos e plosivos.
·~·.._,__·
Intervenção terapêutica 4: pode-se ainda reali· de silabas repetidas, por exemplo ((baba/), até chegar
zar a medida do Voice Onset Tll1le (VOT) 18 e mostrar à na produção da palavra-alvo inclalmente arquivada :j 22 . .A. sequ!nclas paliss!Ubic.; ilenwidan> um nlvd mAior de controle motor quando compmda às ~c:W m"""""'biw l medida que um maJor ··:---'
-·~
criança quais são os valores esperados para esta medida (/'bala/) 21 • 1 número de st1abas impllca num maior nllmero de Je<100 artlculatOrlos e pragromaçOes motoras.
~ 23. Em crianças com idade de 8:0 a 10:8 anos, ld um valor de corte estabelecida de 1,4sequ!nclas lpazaka/ par se!IIJII'lo, ..Mo verificada alto poder
em crianças 19•
í d~crimlnatória desta variável entre sujcirao com e sem transtorno fonológico (!ujeitos com ttan>tori>O fonol6glco tendem a produm uma m~ menor
ou igual a 1,4acqu!ncias par !CfUnda).
~
• •• •1'
..-'

11. A exist!ncia do p~·vozeamento e da esplcula de plosão são fundament:ili para que um 10m plosl vo acja identificado como 10noro.
1 24. O rerapeuta paden! treinar a praduç~ aumtntanda a nllmero de~<qu!!l<ias par segundo em funçlo da ldade ela criança. •'-'
'··f
1! 25. Trata·•• de uma atividade envolvendo a diadococ:lnesla oral (DDK), que. mede a capacidade do ixld!vlduo de alterna~ aço.. mUJCUlma diametralmente
18. Ovr::rr é definido como o inttrnlo entre a .altura articulada ela plosão e o início ela vibraçllo das pregas voais. apostas par meia de movimentos repetitivas e rápidos dao :mituladcres e, par Isso, pode aer utili:acla como esaa~ no allmCnto da coordenação dos .'!:(/
19. O valor do VOT para as plosiva.!Vozead" do Portugu!s brasileiro varia de ·120 a ·153 (m!diade ·134) e para., plosivud=ead" Vllriade +lO a gestas articula<Orlas e, eoruequcntemente, eomo um Instrumento auxlllar na estlmulaç!a da connole mo ter ela fala.
+90 (médla de +64), 26. Entende·•• par nlpida a repetiçia de !,4~<qu!ru:las par segunda e, par dewgar, a repetição de 1111\1 sequ!oda por !Cfllndo. ,-·1 '
20. Ao solicitar a produção da criança, cuidar para da !\lo renw proclurlr o som ploslvo /b/ de fonna prolocpda, fazendo eom que fiquem IMi> evidentes" 21. N!a hi problema se a criança Bler pauou rcspintórias ao longa elas repctiçOes. O:>rrlja " repedçOes ao longo ela produ~ da criança para <e wegurar -~
caracter!ltica. acdstica. da vogal /e/ do que da som bolada /b/. de que ela este;. realizando as movimentos artieulatór!os de cada 10m de forma adequada.
21. .!v. silabas repetidas para o treinl> devem ser reali:adas com tadu as vagais da Portugu!s brasileiro. 28. Quando a criança nAo atiz:teir o valor de re(crtnda esper.ado, rea.Um o ttelno em~ seJsOcs con.sccudvaS nos quinze minutos in.lciai:l de cada sw§.o.
~.~
·-'
14 15 ...
" "\-:-~·
.~ ·-w.~'fl<>;l

·<~1 PW<OI TE....mm<:os fONOOU~ICOs (PTFs)


------ó i3 PTF PAM CR~ANCA.S OYE .Af!.esENTAM DtFICU!.DAQE '§'H PIIOOUZJR. EM.&N'rER o VO:zE4MENTO DOS SóNS

~-:".,
,. ~,

~~\
OBjETiVO ESPECIFICO 12: PREPAMR o MATERIAL NECESSÁ'<JO duzida u:na única v~z e ;r~ '-'ada err: o.rquivos separados. V. BIBLIOGRAFIA SUGERIDA AO PAGAN-NEvES; WERTZNER, HE Parâmetros acús·
4:0 PNV\ O TREINO DO AUMENTO DA TAXA. AATICUlATÓPJA, Em seguida, apresentar à criança a gravação realizada ticos das líquidas do português brasileiro no trans·
FoNOAUDIÓLOGO CLíNICO torno fonológico. Pró· Pano Revista de Atualização
,-4'7"~1 pelo fonoaudiólogo na etapa de preparação do material
e dar a ordem para que ela faça o mesmo: '\-\gora é a Científica, v. 22, n. 4, p. 491-6, 2010.
~~
r~
Intervenção terapêutica 1: utilizar um software sua vez. Você irá repetir primeiro a sentença curta: O
para análise de fuJa e gravar uma amostra de fala repe· cachorro fugiu. Quando eu levantar a minha mão você PRESTON, JL; EDWARDS, ML. Speed and accuracy
.""-<""1 tindo uma sentença curta e outra longa 29 • O fonoâudi- ALVES, RR. Diadococinesia oral em CTÍaTlfas com e sem
poderá repetir. •. Após gravar a sentença curta, solicitar transtorno fonológico. 2010. Dissertação (mestrado) of rapid speech output by adolescents with residu-
ólogo deverá repetir uma sentença por vez e gravá-las que a criança produza a sentença longa, por meio da or- al speech sound errors including rhotics. Clinical
/-.:.._"-.
em dois arquivos separadosl 0• lu repetições serão utili- Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas,
dem: ·~ora, você irá repetir uma sentença mais longa: Universidade de São Paulo, São Paulo. Unguistics and Phonedcs, v. 23, n. 4, p. 301-18, 2009.
~-- zadas posteriormente para o treino com a criança. a Maria tem uma bola vermelha. Quando eu levantar a
minha mão você poderá repetir.". Arquivar as duas re- BOUCHER, V; LAMONTAGNE, M. Effects of spe· WALKER, JF; ARCHIBALD, LMD. Articulation rate
/..::.-~ . ::·. petições da criança. in preschool chUdren: a 3 year lon~tudinal study.
OBJETiVO ESPECIFICO 13: PROMOVER O AUMENTO aking rate on the control of vocal fold vibration:
.ç2··.\
clinicai implications of active and passive aspects of Intemational ]oumal of Language & Communication
DO CONTROLE MOTOR DA FAlA POR MEIO
Intervenção terapêutica 3: comparar a repetição devoicing. ]ournal of Speech, l.anguage, and Hearing Disorders, v. 41, n. 5, p. 541-65, 2006.
~b. DO AUMENTO DA TAXA. AATICUlATÓPJA.
da sentença curta realizada pela criança com a do te-
' '_I
Research, v. 44, p. 1005-14, 200L
--+~. rapeuta, mostrando que ela precisa produzir a mesma WERTZNER, HF; SILVA, LM. Velocidade de fala em
·;,~r

Intervenção terapêutica 1: posicionar a criança sentença de maneira mais rápida. Realizar este treino DODD, B; MCINTOSH, B. The input processing, crianças com e sem tránstomo fonológico. Pró- Fono
~~-. sentada ao lado ·da terapeuta em frente a um compu· em três sessões consecutivasl 2• cognidve linguisdc and oro-motor skills of children Revista de Atualk;ação Cient!fica. v. 21, n. 1, p. 19-24,
tador com um software de análi.le de fala. Explicar para with speech difficulty. Intemational]oumal of Speech- zoo9.
~:-~ Intervenção terapêutica 4: em seguida, iniciar o
a criança que será realizada uma atividade em que ela Language Patho!ogy, v. 10, n. 3, p. 169-78, 2008r
treino com a repetição da sentença longa por mais três WERTZNER, HF; PAGAN-NEVES, LO; CASTRO,
-~--
- , deverá repetir duas sentenças diferentes, sendo uma
sessões consecutivas. MM. Análise acústica e índice de estimu\abilidade
curta e outra \onga31 • GURGUE!RA, AL. Estudo acústico dos fonemas sur-
/-~ nos sons líquidos do português brasileiro. Revista
dos e sonoros do português do Brasil, em crianças com
Intervenção terapêutica 5: ao término das seis CEFAC, v. 9, n. 3, p. 339-50, 2007.
~--. Intervenção terapêutica 2: com um microfone distúrbio fonológico apresentando o processo fonológi-
sessões de treino, gravar novamente as duas senten-
colocado a lOcm da boca (preferencialmente fixado co de ensurdecimento. 2000. Dissertação (mestra·
,_..._-. ças (curta e longa) para veriflcar se o treinamento foi WERTZNER, HF; ALVES, RR; RAMOS, ACO.
em um pedestal), para assegurar que a amostra de fala do) Departamento de Lingufstica da Faculdade de
efetivo. Veriflcar ainda, se o treinamento auxiliou na Anál~ do desenvolvimento das habilidades diado-
coletada esteja adequada para a análise, iniciar a gra- Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade
-~7,
vação da sua pr~ução. Cada sentença deverá ser pro·
produção do vozeamento dos sons fricativos e plosivos.
de São Paulo, São Paul'?. cocinéti~as orais em crianças normais e com trans-
~J., torno fo11ológico. Revista da Sociedade Brasileira de
,---.._1
PAGAN, LO; WERTZNER, HR Análise acústica das FonoaudiO!o~, v. 13, n. 2, p. 136-42, 2008.
~.
consoantes líquidas do português brasileiro em
crianças com e sem transtorno fonológico. Revista WERTZNER, HF et a\. Características fonológicas de
___,.'
•.
da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, v. 12, n. 2, crianças com transtorno fonológico com e sem his·
,.~·. p. 106-13; 2007. tórlco de otite média. Revista da Sociedaae Brasileira
de Fonoaudiplogia, v. 12, n. 1, p. 41· 7, 2007.

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29. A1C11tez1Ç1 CU%11 ~"" Labcnt6do ele Jnveodpçio Fonoaudlol6gica em Fooologta da Faculdade ele Mcdldnl ela UmvcnhÍade ele Slo Paulo
,~·~.

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(FMUSP)~~era-kmp. zz " - . . ..•.._.. . ..
~~ JO. O foncoad161op>·~ cúldar'PI'I que 1 ..Jocfclade ele fala lOja o maia naturil poalvel (nlo oe trata ele 111111' r<pedçlo aiiUIODWido ou diminuindo a
veiQCfdacle·cle&JoO,"<'''' ,. •'· ·.• ... '
J l. A taxa utb~Jlb5dj dO'crlaDçu com lriNIDmO f<>nolócic:o t meoor do que criançu c:om deocnvolvfmento ele fala e. !Insuarem l!plcoo.
....-:::.·:.. 32. Recomenda~oeqúe-álO lltiao 1e)1 Rallzado""' 15 mlnutoolniclals de cada seulo.
~ .._./
,,.._

~---'
\__,·
VI. BIBLIOGRAFIA SuGERIDA Ao
PACIENTE ou REsPoNSÁVEL -.__

CAPfTULO 3
WERTZNER, HR Soltando o verbo. Revista Pais e PLANO TERAPÊUTICO FONOAUDIOLÓGICO (PTF)
Filhos, São Paulo; Rio de Janeiro, p. 62-3, 03 jun.
2004. PARA EsTIMULAÇÃo DE SoNs AusENTEs ·:._

WERTZNER, HE Pesquisa avalia desempenho de Do INVENTÁRIO FoNÉTICO EM CRIANÇAS '"._.-'

crianças com transtornos fonológicos. Podcast da


Revista Toque de Cib!cia da UNESP. Disponível em: coM ·TRANSTORNO FoNoLóGICO '··~

•,
<http://www2.faac.unesp.br/pesquisa/lecotec/pro; ~"-~.....-
jetos/toque/podcasts.php?c=409>. Acesso em: 18
maio 2011. '?:.--"'
''

."-"
Haydée ·Fiszbein Wertzner .,_
.,
·•.
. Ni
Márcia Mathias de Castro
'•.-..~ .

'"-:~

t~-
I. CLASSIFICAÇÃO ESTATfSTICA 11' PRINCIPAIS ACI-fADOS
·~~/
é' INTERNACIONAL DE DOENÇAS E PROBLEMAS
RELACIONADOS À SAÚDE (CID I 0) 1 '··~~
:7:-/
L Os sons ausentes podem ser estimuláveis a partir de
pistas auxiliares fornecidas por imitação. Ç.~/

2. A criança com sons ausentes pode ter dificuldade :~


F 80.0 Transtorno específico da articulação da fala.
em utilizar esses sons em situações mais complexas
de comunicação. ·..__-

., 3. A criança é estimulável quando apresenta a habi·


(~ I;' ' ! ; ,11 • ! I { }.~~ ·-.~~
!idade de produzir o' som ausente com o auxílio de
pistas facilitadoras.
4. A criança não é e5timulável quando demonstra dificul-
dade especfflca na produção dos sons ausentes da fala. j_r'
5. Não há diferença entre meninos e meninas quanto à
;·~·
irVJuência da maturação na produção motora da fala.
6. As crianças não estimuláveis requerem um trabalho ~.::?••/
l.· especffico'que as ajude a adquirir esses sons.
·''
·':'"":""'-
Zl 1. AJ dificuldades motoru na fala abordadas neste Capítulo est~o relacionadas com os Trarutomos EspedBcos da Artlculaçto da Fala (F80.0). E.m
(
diagnóotico, denominado de Transtorno Fonológico, ocorre quando hl. uma alteraçio no 1130 do sistema lonolósicri, de causa deoeonheolda e que pode (,'.,_/

"í oer cla..illcado como de deoenvclvimento at6 os 12 """'deidade.


l.l. Uma das principais cancterúticas do trarutomo IOnológ!co! sua heterogeneidade em telaç~ aos tipos de erros opreoeruadoo, l gravidade el
dlficuldade subjacente. ,
'~~--

,·-;:
~~·
1.2. A aiança oom traNtCmO lêoológlco pode apreoentlr uma cliBculdade mais ttladoaada oom o~ lllCCOr da &la, ao /njM w:li!t.oocl:! oom. ou a um
d&it cognitlvc-lingursdco. AJ tli6culdadeo preerues no = o lêoológlco podem linda"",...~ da inta>roiaçlo enae co a& aspeaos c:itldas. !.·,._.,
U. AJ crlanço. podem apresenw o lnventirio lo~tico completo ou potciaL Pa:a os sons all><:nteo ! indicada a avaliaçlo da ..tlmulabilidade de fala. ':'::::::'
1.4. A prova de estimulabUidade ! efetiva para Identificar, dentre eri>nço. com soD< auoenre. do lnventirio, iquelas que slo .,timuláveis ao som ,.,tado.
18 ~
f.'~

:.t+.o~";i
,.~., :~
,-~\..U

-~~ PW<os TElWM1cos FoNOOOIOI.OGJCos (PTF.) Éj


ij PTF ""' EsnMulJ&Iq ce SoNs -"'sEN!!S oo I>MNTAA!o FoN!nco EM Ú!!N9S COM TRANsromo FoNo\.6G•c6
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111. ÜBJETlYOS GEFWS de palavra e dez figur<1S sem esse som par~ iniciar o
treino de percepção auditiva5• Mostrar para a criança
mente na pos'i~ão inicia~ Oferecer à criança um espelho
para que possa ~onitorar o seu 'movimento articulatório e
ÜBJEnvo ESPECIFICO 8: TREINAR A PRODUÇÃO
DOS SONS ADQUII\IDOS EM PAlAVIRAS.
~ \ J :~\
~-~..:~j ~ 1-..
J
as figuras selecionadas e nomeá-las três vezes seguidas 6• pedii para repetir 6 som-alvo em-saabas na posição iniciaL
A)~ · ~--1))-y-,oc:htc). d.-' c". c.U~") Solicitar à criança que indique quais delas começam Estimular com uma espátula as zonàs articulatórias en-
volvidas na produção do som-alvo e pedir para a criança Intervenção terapêutica 1: preparar uma lista de
I. Apresentar para a criança os sons ausentes de seu com o som-alvo selecionado 7•
Á~· I'.

repetir o som em sllabas também na posição inicial9·1°, palavras com o som adquirido, preferencialmente apre-
inventário fonético demonstrando as suas caracte·
sentando diferentes combinações do som-alvo com as
i'''.
_,-:, .:' rfiticas articulatórias e auditivas. r'--~' ' ' '
sete vogais orais e, com o som-alvo em posição inicial
. !f>.
2. Di.tcriminar aÚdil;ivamente QS sons da L!ngua com OBJETIVO ESPEciFICO 3: TREINAR A ATENÇÃO AUDITIVA AO
~-:.·
enfoque n~s sons ausentes. TobCs SOM AUSENTE DO INVE~AFÚ\1. ~E'M"timiÃP.APOIO VISUAL OBJETIVO ESPEciFICO 6: PRODUZIR OS SONS AUSENTES da palavra, treinar essa lista diariamente. O adulto de-
DO INVENTÁRIO FONÉTICO EM PAlAVIRAS. verá repetir a Lista de palavra pre~ente selec_ionada
3. Adquirir os sons ausentes ·do inventário fonético. Tt:t:íV:i
-"""" 4. Utilizar os sons adquiridos em situações comunicativas. G. -~'.
~. ,i )''("\~.:;;;tj,t.( !?••'t I/·: L· r·.~·.,:· (··/'r ~·· ( ;· se a criança não souber ler. Utilizar preferencialmente

-
I '

5. Eliminar os processos fonológicos relacionados com IntervenÇão terapêutica 1: selecionar dez figuras palavras do vocabulário da cria,nça. cro
sejam incluí-
com o som a ser adquirido em posição de saaba inicial Intervenção terapêutica 1: descrever o gesto ar· das palavras desconhecidas, além da Tepetição pode-se
os sons adquiridos.
de palavra e dez figuras sem esse som para iniciar o trei· ticulatório neces.sário para a produção do som ausente explorar o significado dessas palavras13 •
L.!;, b··-ecU.l!--:; ~ \.0' <:)h:) no de percepção auditiva. Pedir para a criança indicar, e pedir que a criança repita o som em palavras, pref~­
"ry'cC-{">L..~ (:' ( ccc::k.J~
t_~' /'
.~;;~
batendo palmas, toda vez que ouvir uma palavra pro· rencialmente na posição inicial. Oferecer à criança um
,...........:., duzida pelo terapeuta e que comece com o som-alvo8• espelho para que possa monito~ar o seu movimento ar- ) -OBJETIVO ESPECIFICO 9: lJTILIZAR O SOM
IV OBJETivos EsPECfFrcos EREsPECTIVAS ticulatório e pedir para repetir o som-alvo em palavras, ) ADQUII\IDO EM SITUAÇOES DE COMUNICAÇÃO. -( 'C (
í..~
/":--:~
preferencialmente na posição inicial. Estimular com
-~·>'
INTERVENÇÕES TEAAPtUTICAS (_
OBJETIVO ESPEciFICO 4: DISCI\IMINAR OS uma espátula as zonas articulatórias envolVidas na pro-
~~ SONS EM SÍLABAS E EM PAlAVRAS. dução do som-alvo e pedir para a criança repetir o s'om Intervenção terapêutica 1: preparar dez figuras
em palavras, preferencialmente na posição inicial11 • com o som-alvo. Elaborar uma atividade de adivinha-
,-Q'~~
ção para que a ci-iança faça perguntas sobre a figura,
0SJETNO ESPECIFICO I : MOSTPM PARA A
;--..::...._.~-~
·CRIANÇA COMO OCORRE A PRODU@ DOS
Intervenção terapêutica 1: preparar duas listas, tentando adivinhar o que é. Realizar uma atividade lú-
SONS AUSENTES DÚEU INVENTÁRIO.
de saabas e de palavras, sendo uma com o som-alvo OBJETIVO ESPECIFIC~ 7: TREINAR A PRODUÇÃO dica em que a criança seja solicitada a elaborar frases
;.23~ seguido das sete vogais orais e, outra, com outro som con~:endo a figura sorteada 11•15 • Com a5 mesmas figuras
DOS SONS ADQUII\ID9S EM SfLABAS. ..
-~
/--?
consonantal qualquer, também seguido das sete vogais o
com so.m-alvo, a criança deverá· elaborar histórias
Intervenção terapêutica 1: o terapeuta deve · orais. O terapeuta deverá selecionar e produzir duas com as, p~avras qué vãÕ sendo sorteadas, intercalan-
;~~.
se sentar em frente à criança e produzir o som-alvoz. saabas em sequência, uma com o som-alvo e uma com Intervenção terapêutica 1: preparar uma lista do com o terapeuta. o terapeuta inicia uma história
Repetir o som cinco vezes, sendo cada emissão feita outro som consonantal. Solicitar à criança que diga se com sílabas contendo o som recentemente adquirido oralmente coi!!'apenas um~ frase utilizando a primeira
~i
com um pequeno intervalo de tempo. os sons são iguais ou diferentes. Em seguida, o tera- seguido das sete vogais orais. O terapeuta produz a sí- figura sorteada i em seguida a criança irá sortear outra
-~-·.
peuta deverá produzir duas palavras (uma com e outra laba e a crian~ repete três vezes cada uma delas. O te· figura e continuar a história'iniciada pelo terapeuta. O
Intervenção terapêutica i: mostrar figuras sem o som-alvo) e pedir para a criança_ informar se são rapeuta deve anotar as saabas mais facilmente produ- terapeuta poderá auxiliar a criança nesta tarefa caso
.....~.... Iguais ou diferentes. zidas pela criança1l. Estimular a criança a treinar mais seja necessário 16 •
com os movimentos de ·língua ou lábios envolvidos
na produção do som alvo ausente 3•1• · as saabas co~ a vogal em que houve maior número
~:
de acertos, mantendo o freino com as demais sílabas.
'.-ct\ OBJETIVO ESPEciFICO 5: PRODUZIR OS SONS l , p" A criança deve ler aüs~~-~!arialtl~~:_~~e~~()._~_!!~er
OBJETIVO ESPEciFICO 2: TREINAR A ATENÇÃO AUDITIVA AO
AUSENTES DO INVENTÁRIO FONÉTIQ( EM SI~AB.;'-í.
J~, j ,ç_ ,·_h-ler, a _lista _d.eve ser lida por 1llll:_a:l._u)_~()-~ ~~ti~ll:Ç_a Ac:ve
'
.~·':
SOM AUSENTE DO INVEN'ftRIO, UTILIZANDO APOIO VISUAL.
:. ··t;, ~·;,·-. .~ .i.~~ •.~·~ .• ·:._:;.~~-~:.-·.:r r:~. ._~ . . . ) :
1 · ( í ,t . repett-la...
Intervenção terapêutica 1: J:iér~~~;~ ;~~~~-
1 . ..0·
~" • '. J ~ .
\- '- -.~ ..._,.-.\ \. t~. c . . (.?).;.. ·•...c~· ~ ..~~-~ ~
culatório necessário para a produção do som ausente e
/'·~
~
Intervenção terapêutica'!: selecionar dez figuras
pedir que a crianÇa repita o Som em saabas, preferencial-
com o som a ser adquirido em posição de saaba inicial 9. Uma criança! ton.!ldmda estimuhlvel se produzir 10% dos at!mulos oferecidos por lmlraçlo.
~':. IO.'Este procedimento deve ser repetido pancada som ausente do inY<ntirio- _
z. Cada um dco ION aUiellta deve ou tnbolhado ~epmdamente. 11. Um ~ ~ =ldmda estimuhlveloe produzir 10% dos at!mulos oferecidos por imita~o.

'
~', J. Repetir O.JIICIIDO proCedll.eruo pca cada IO!Ilauaente. 12. O som voálito seiQinte ~ ~Uaba pode ser ou 1llo fâcil!tador da produçto do iom-alvo pelo fenOmeno da coarticuliçio.
4. Estudoo para o~ b.ulleUo izldkam que rvamen« ooaon.s/p. m, n, r;/ edo au.entes do invenúrio fon~lico de aianças com transtorno fonolóeioo. 13. O. mesmos recunoa utllindoo paria aeleçlo da vopl facil!tadora no rúvel da sllaba devem ser aplicadoo no rúvel da palavra.
~- S. A petcepçJo auditiva âci 1001 da tíla tem panidpaçjo impcmnte no proeesso de aqubiç!o de fala e também na reabili<oçlo.
6. O apoiD vbull fidl!tu ~do 10m e diminui a demanda do ~to auditivo.
ª~- 14. A utililllçlo das palavru-alvo em situações real! de tomunicaçlo lri permitir que a criança reorpnlze u representaçf>el fonclt~Pw e melhore a sua
produçlo. · .
15. É estreita a relaçlo entre a percepção e a produçlo, e no processo de tomunlcaçlo.,.. refinamento se d~ a cada tentadva de ajuste da produçio .
.7. Puoar pca ó olilct!võ:oelul= aperw quando 1 ~ acertar 80% doo e.Umulca. .
_.=.::,
•;1':l
a. A esclmullçlo""' iôcduiiV. pela via auditiva Delta etapa. Quaado I ~ ldentillcar 80'16 das palavtaS, passo: pan o objetivo seiQinte. 16. Repetir todo o processo adma com cada novo som a ser adquirido at~ a normalizaç~ da fala da criança. ·

-"""'
~ r~ ltl'WtVII\.~~\rlnJ n t,3 PTF ffl Esr!wG!o oe SeM .Ai.@N!!s po I!MNT.loc fo:tn:p !N C!wqtcci. T!H§!O!NO fqo,6cço ~

::--.._.....
l
I
"-"
OBJETIVO ESPEdFICO I 0: ADEQUARAS REGf'.AS V. BIBUOGRAFIA SUGERIDA NJ GLASPEY, AM; STOEL-GAMMON, C. Dynamic as-
FONOLÓGICAS ALTERADAS, .AJ'UCANDO O SOM ADQUIRIDO
,._,
FoNOAUDióLoGo CLINICO sessment in phonological disorders: the scaffolding
KJ PROCESSO FONOLÓGICO CORRESPONDENTE.
scale of stimulability. Top larlg. Disord., v. 25, p. 220-
30,2005. ··-
"-"
Intervenção terapêutica 1: escolher o processo
fonológico que está envolvido na regra que será adqui- CASTRO, MM; WERTZNER, HE Estimulabllidade e MCINTOSH, B; DODD, B.i Evaluadon of core voca·
rida17. Preparar pares núnimos com palavras represen- tipos de erros de fala. Rev. Soe. FonoaudioL, v. 11, p. bulary intervention for'' i:reatment of inconsistent ·
táveis por figuras, com e sem a regra fonológica que 1-9,2006. phonological disorder:'tliieê treatment case studies. "-'

será adquirida, com o som-alvo. Utilizar essas palavras Child Lang Teach Thd.; v: 24, p. 307-27, 2008. l
·,._.,
em situações reais de comunicação. Verificar se a crian- CASTRO, MM; WERTZNER, HE Influence of sen-
ça está utilizando a regra fonológica adquirida, tanto sory cues on the stimulability for liquid sounds POWELL, lw. Clirtical forum prologue the use of -,_/

em tarefas de imitação como de nomeação 18. Manter in brazilian portuguese-speaking chUdren. Folia nonspeech oral motor treatments for developmental
uma atividade com os pares núnimos da regra recente- Phoniatr. Lcgop., v. 61, p. 283-7,2009. speech sound production disorders: interventions "--'

mente adquirida nas'sessões terapêuticas subsequentes, and interacdons. Lmguage, Speech, and Hearing ._,
quando um novo processo estam sendo estimulado. CASTRO, MM; WERTZNER, HF. Influência das Services in Schools, v. 39, p. 374-9, 2008.
Repetir todo o processo descrito ~om o novo processo vo~ na estimulabilidade dos sons líquidos. Rev. ._,
fonológico a ser eliminado até a .nonnali2ação da fala CEFAC, v. 11, n. 2, p. 169-74,2009. RVACHEW, S. Stimulability anel treatment success.
da criança 19. '· Top Lang. Disord., v. 25, p. 207-19, 2005. '-"
CASTRO, MM; WERTZNER, HE EstimulabUidade
e inconsistência de fala como provas comple- WERTZNER, HE Fonologia. In: ANDRADE, CRF
mentares ao diagnóstiCo do transtorno fono- et a!. AB.FW: teste de linguagem infantil nas áre- "-..'

lógico. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE as de fonologia, vocabulário; fluência e pragmática.


Carapicuíba: Pró-Fono, 2004. '·. __.
FONOAUDIOLOGIA, 18., 2010, Curitiba. Anais
... Disponível em: <htrp://www.sbfa.org.br/portaV ._....
<' anais2010>. Acesso em: 12 jun. 2012. WERTZNER, HF; PAGAN-NEVES, LO; CASTRO,
MM. Análise aaísdca e lndice de estimulabilidade ·-~

CASTRO, MM; WERTZNER, HE Speech inconsis- sons líquidos do portugu!s brasileiro. Rev. CEFAC, ,__
tency index in brazilian portuguese-speaking chU- v. 9, p. 339-50, 2007.
dren. Folia Phonúur. Lcgop., v. 63, p. 237-41, 2011. ~__,

WERTZNER, HF et a!. Relações entre medidas fo-


',.._..;1
CASTRO, MM; WERTZNER, HE Estimulabilidade: nológicas em crianças com transtorno fonológico.
medida auxiliar na identificação de dificuldade na Revista da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, no ..._·
produção dos sons. ]. Soe: Bras. Fonoaudiol., São prelo. ·
Paulo, v. 24, n. 1, p. 49-56, 2012. ~'

'~:.

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~;

~-

~-

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·,':'.:';\'
17. A eocolha deve partir dos dados de normaUdade, do cliagnóotico e do som enY<llv!do.
18. Cotuidtl1l·se um.lOtn adquirido quando ele ~ produzido corretamente numa porcentagem •uperior ou iguala 80% d.. ocorr!ncw te.tad... ~i
19. N...a C..e, o PTF eatá IIO'!l!vel da repreoenta~o fonológica {cogni<IY<l•lingtlbtico) enio da equisi>~o dO< sotu (proceswnenco mocor).

~
22
23 1,_.,._.1'
,,
~ :~<\,

~ PWlOS TEMPê.mcos FoNcw.loioloocos (PTFs) i]


-... ........ ~

~·.;.·,

,,.---.., VI. BIBLIOGRAFIA SUGERIDA'AO


.--... .. ~;
....-,.
PACIENTE OU REsPONSÁVEL
,...-. .~-· 'CAPíTUL04

~--­~-"
,...,......,
PLANO TERAPÊUTICo FoNOAUDIOLÓGIC<? (PTF)
,..-...r-o-.... WERTZNER, HF. Soltando o verbo. Revista Pais e
Filhos, São Paulo; 'Rio de Janeiro, p. 62·3, 03 jun. PARA o TRATAMENTO oo DEsVIO FoNoLóGICO
Á~·:· 2004.
~-·;,
coM o Uso oo MoDELO
·--~./·
DE OPOSIÇÕES MúLTIPLAS'
-~----"1..-./J ~....r"\.,.1 --....~ ''-·"....~"\......~~/. . . , __ .!"
...J ..- ·•.
WERTZNER, HF. ·Pesquisa avalia desempenho de
_..::::. -~·. crianças com transtornos fonológicos. Podcast da • '·
l. \.~~·.~- \ ··.,·.\(::r:\(~
J
\'C/ ~-----~ ,("\("';,:·- j_,,1
~:r~ ~.:.. ·' t_.,l ,'.,,)'..._,
Revista Toque de Ciência da UNESP. Disponível em:
-~~.. · <http://www2.faac.unesp.br/pesquisa/lecotec/pro• ·
jetos/toque/podcasts.php?c=409>. Acesso em: 18 Márcia Keske-Soares
Ã::
maio 2011.
Marizete Ilha Ceron
~--~:·
~~

~:.;• J

--9 I. CLASSIFICAÇÃO ESTATfSTICA 11. PRINCIPAIS ACHADOS


~~~-.~-:
,.
INTERNACIONAL DE DoENÇAS E PROBLEMAS
~·.
RELACIONADOS À SAúDE (CID I O)

/.r::::;

l F 80.0 Transtorno especfficô da articulação da fala.


1. D~organização do sistema de sons, isto é, a presença
de poucis .ou muitas substituições e/ou omissões de
sons na fala.

l
2. Ausência de Sçms no inventário fonétlco, em alguns casos.
~:~i
3. Fonemas aus~ntes ou parcialmente adquiridos no sis·
~-- tema fonológico. ,
4. Fala ininteligível, variando conforme a gravidade da
'""" alteração.
r~·· 5. Alterações na fala, em geral sistemáticas.
6. Alterações na fala em idade superior a quatro anos.
.--··..,. 7. Ausência de outros comprometimentos (motores,
· ~euiológice>S, jisiêoiógi~osetéréiüe possam interfe·
/~~
I rir na aquisição e desenvolvimento da fala.
~....

1. O Modelo de Opaiçõcs Múldplas (WIIIl-. Wlla; 20C0b) ~ uma~ dcl mcdclcs que lll:iiUam c:ontraste!, ICIIdo que powisimilaridadc:o com o Modelo
~'- . de Pms Mlnlma, no qual a pn:xluçJo cnadl (omlsdo ou mtltulçio) da criança~ companda CDIIl o alvo adultc. ~estes diferem no liÚmeiO de contrastes
tteiDada, sendo que o Modelo de Pms Mlnlma trdna opCoiç(a oimpks, e o Mcddo de Opoolçoes MO!tiplas c:cnúaua virias~~
~'-, O Modelo de Opoo!,O.. Móltiplas (W'ilJlaras, 2000.; 2000b) ~ deoaito <01110 uma alxxdqem de tnrervençto para aiançu com deMoa fonológicos mais
gnves, ou oeja, para apllcar oote modelo, u criallçu devem aptcoentar váriaJ omla!Oe! e oubodtulçOeo de foriemu em ouu 6oW. Raoalta•,. ainda uma
especillc!dade para aplicar este modelo, a =euidade da a!ança produm apenao um 10m para vúicl ouaoa OON do oistema·alvo adulto. O...a forma,
~-
a intemnçJo ~ diredonada para WiiiU dOuai rubodtulçOeo, uoando um lllllior m!moro de10111 altmdoo, envolvendo a oeleçAode pam de palaVIl! que
contrastam u produ,O.. alteradu com o IOm•alvo em comparaçJo um com o outro.
/"'"'· \ No Bruil, a <Stnltura tcra~ut!ca ut!llzada em pcsquiou para o Modelo de Üposiç6cs Móldplao (Wlllbms, 2000a; ZOOOb) t 1 mcma utili:ada para o
Modelo de Oposiçeca Múltiplas Mod!nâdo (Pasllarln et aL, Z009). A.uim, um c:!clo de tratalilento consiJte na realizaçlo de dnco ....&. de terapia c
uma de ooadqcD>. Cada ICSSio tmptut!ca illlcia e termina com o bombardeio audidvo, que CONiltc em umalbta de aproximadamente ZO palamo que
-~·

l
"I
t lida para a criança. oerulO que esta deve ape1111 ~ nlo preciJando repedr. •
'-"'
PlAAOS T!JWMCOS Fot<oooo.<:x;cos (I'Tfs) &, fJ. FTF mo TMW11NT0 co DW '?9 g;m C9r! o U!o cO Mooap !?E OPO!ICOes Ml!.nM
-._,
-._./

que permitem a nomeação espontânea de vários itens OBJETIVO ESPECIACO 3: REA!.JZA.R .E ANALI!W\ A UNHA na mesma fa.!e. Na (ase produção • nomeação indepen·
111. OBJETIVOS GERAIS lexicais, de forma a obter uma amostra equilibrada DE MSE. dente, 0.! alvo.! devem ~er ~liMO.! pela criança sem ._.,
do sistema fonológico adulto, apresentando todas as o. modelo imediato do terapeuta, não necessariamente
possibilidades de ocorrência para cada consoante, em precisam estar pareados; produção • pares mínimos, os .._..,
todas as posições siláhicas possíveis. Uma das avalia· Intervenção teraP,êutica 1: antes de iniciar o alvos são enfatizados com função contrasti.va dentro da
L Aplicar o MOdelo de Oposições Múltiplas em uma ;~_,
criança com desvio fonológico falante do Português çôes fonológicas que pode ser utilizada é o instrumento tratamento terapêutico propriamente dito, realiza-se a comunicação. Em qJ1q1,1~ .uma dessas etapas, podem
Brasileiro. • &ê,lia~ãoJpnol6gjca da Çriança (AFQ {Yavas et ai., linha de base, na qual se devem escolher seis palavras ser incluídas pistas· tál:ejs; .~~cÍitivas e sinestésicas para ,,_

2. Demonstrar a estrutura terapêutica utilizada para a 1991). Os dados dessa avaliação devem ser gravados de fácil representação por figuras para cada fonema auxiliar a criança na Pe~O, imitação e produção
em gravador digital e transcritos foneticam~e. Após, ausente ou parcialmente adquirido no sistema fonoló- dos alvos, bem como auxiliá-la na realização do ponto .__,
aplicação do modelo.
deve ser realizada a !inâ.lise contrastiva que tem como gico. É imporrante que essas palavras não apresentem e modo articulatórlo do fonema.
3. Analisar o progresso terapêutico. ··~
· princípio comparar o sistema fonológico da criança outras dificuldades à exceção do fonema a ser sondado.

·-
4. Adequar o inventário fonético.
com o do adulto, o qual deve ser adquirido. A parrir Após escolher as palavras, devem-se selecionar as figu-
5. Reorganizar o sistema fonológico.
dessa análise, é possível determinar o i.Ii.ventário foné· ras, as quais a criança tem que nomear sem o modelo 0BJETh'O ESPEdF!CO 5: ESCOLHER OS SONS EPf>J.AVPJ.S
6. Promover a inteligibilidade da fala da criança.
tico e o sist,ema fonológico da criança. do terapeuta. Se a criança não nomear o alvo espqn· PAPA O TRATAMENTO f'á.o M0DE1.0 DE OPOSIÇOES
7. Analisar a ocorrência de generalização.
taneamente, pode-se realizar a imitação retardada, ou MÚLTIPLAS E BOMBARDEIO AUDITIVO. i
~~-__.;

seja, fala-se para a criança o nome esperado para aque-


OBJETIVO ESPECIFIC0•2: OBTER DADOS REFERENTE />C! la figura, mostra outras para ela ir nomeando e, após, ~~----~
INVENTÁRJO FONéllCO ESISTEMA FONOLÓGICO passado algumas, volta-se naquela e pergunte: "Você Intervenção terapêutica 1: seleção dos sons-alvo
lembra que figura é esta?". para a terapia. Os sons-alvo para a terapia são escolhi· ,~._ .....

~PECTIVAS
PRÉ-TRATAMENTO.
IV. OBJETIVOS EsPECfFICOS E A linha de base deve ser gravada e transcrita. dos a partir da análise do sistema fonológico geral e es-
pecfiico da criança. Nesses sistemas, deve-se observar . ·,-:-''
INTERVENÇÕES T ERAP~UTICAS Após, deve-se calcular o percentual de produção cor·
Intervenção terapêutica 1: análise do inventário reta de cada fonema sondado, ou seja, das seis palavras se a criança tem algum fonema de sua preferência em ;
'-·,
fonético. A parrir da ariálise contrastiva, obtém-se o para cada fonema, quantos (percentual) a criança no· que ela produz no lugar de outros como se observa nos
inventário fonético da criança. Considera-se que para meou corretamente. exemplo.! que seguem: \_.;,

OBJETIVO ESPECIFICO I ; DmRMINAR O DIAGNÓSTICO


DE DESVIO FO~O~QGICO .EM UMA CRIANÇA FALANTE DO
t"
um som estar presente nesse inventário tem que ser
p~C),Ç\\I;ido_çpm:tame!!f~_du;~s_p_u .~_:r~s.•. indepen·
lzl 111 ~­ ~

PORTUGU~S BPASILEIRO COM QUEIXA DE TROCAS. NA FA!A.


/si~[J] tgl"':::::: [d]

CJ
dentemente se na posição correta ou errada (Stoel· 0BJET1VO ESPECIFICO 4: APUCAA O MODELO DE OPOSIÇÓES -~

MÚLTIPLAS EM UMA CRIANÇA FAlANTE DO POF\TUG~S


,y/" ly/
Gammon, 1985) (Apêndice 1). ',_,./
BPASILEIRO.
Intervenção terapêutica 1: realização da avalia· Intervenção terapêutica 2: análise do sistema O Modelo de Oposições Múltiplas prevê o trata· . __,
_

ção fonoaudiológjca. Primeiramente, devem·s~ fonológico. Com a análise concrasti~:-obtém:s~·;;·~·;;. menta simult:ãneo de múltiplos fonemas que são subs·
cartar comprome~entos que .possam interferir na téffià .fôn;lógico da criança. Nesse sistema, considera· · Intervenção terapêu.tica 1: nas sessões de tera· tituídos por um único. Para essa criança foi escolhido ·,_
produção correta da fala. Para descartar outros com· ·se um fonema adquirido quando este é produzido pia, os sons-alvo são estimulados por meio de figuras o primeiro grupo de sons para o tratamento por serem
'~/
prometimentos que possam estar .interferlrido na fala corretamente em 80% ou mais das vezes; parcialmente nas seguintes etapas: percepção e produção, proposto sons intermediários (nem muito fáceis e nem tão diff. i
da criança, devem ser rea~adas a seguintes avaliações: por Tyler et ai. (1987) (Anexo 1). Na percepção, ocorre ceis) e por apresentarem grandes percentuais de subs-
adquirido, quando produzido de 40% a 79% das vezes; -~.
"_anª!!m.e.§~;Jingl,l_~. ~9g}PI~~~Y.~ _e expres~iy_~; sis- a familiarização com os desenhos e as palavras-alvo. O tituição, pois o sistema estava bastante comprometido.
~ ausente, quando produzido 39% ou menos das possi·
tema estomatognáticot exame ardculãtóriõ; .discrimi· bilidades (Bernhardt, 1992).
terapeuta apresenta e nomeia as figuras para a criança, Para a escolha dos alv~ de terapia, é importante con· y

naÇão ~~tiva; -~~;.;;clê~~lif~nõlóiica; processamen- O sistema fonológico pode ~er apresentado de além de realizar atividades voltadas para a percepção siderar o sistema fonológiCo da criança, assim como os
-~
.. to .auditivo sixnPIYÍ.Çí!ç!o;_~çãg.Jto.m~~Q,.l!.Çg§gç_o duas formas: o geral, que é anàlisado a partir do total do som. A etapa de produção divide-se em: produ- traços distintivos alterados com maior frequência, pois
~<et~!:P-º.i elo.l!Q}.9.ll1:~!, Nestas avaliações, não devem de reallzações, independe da .posição, e o específico, ção ·imitação de palavra; produção • nomeação inde- estes podem contribuir para uma reorganização mais ~/

ocorrer comprometimentos importantes à exceção de por posições onset iniciai (OI), onset mediai (OM), pendente; e produção ·pares minimos. Para passar de rápida do sistema fonológico (Pagliarin et al., 2009;
alterações no ~~~~9~ o qual será detalha· coda mediJ(êM):eCõaãlUiâl (CF).. AmbaS. ãs'tô; uma fase para outra, a criança deve atingir o objetivo Ceron et ai., 2010). -/

damente avaliado, _conforme indicado a seguir. ~-influenciam na'escóihã-àôiisons·alvo para terapia em 80% das vezes, por exemplo, uma criança que está _._,
--;
~m modelos fonol~gicos. Optou-se neste Capítulo por
sendo estimulada na fase de produção • imitação de Intérvenção terapêutica 2: seleção das palavras·
Intervenção terapêutica 2: ~~~ apresentar uma média das produções em O (onset) e C palavra, no início da sessão seguinte, mostra-se todas -alvo para terapia. Selecionar as palavras para serem :~

O diagnóstico dq desvio fonológicO é realizado pela as figuras-alvo para a criança e esta deve imitar a pro· utilizadas em terapia nem sempre é uma tarefa fácil, pois
(codaY (Apêndice 1). ' ·~/
avaliação fOnológica por meio de desenhos temáticos dução do terapeuta em 80% dos alvos. Se a criança não é difícil conseguir conjuntos de palavras que formem
obtiver os 80% de imitação correta, deve-se continuar pares com significados. As palavras-alvo utilizadas no _:.,~·

·-- ~~...-·
I!,
-----~
'"';:{
_-.,_· ·.)
P~ TElWivrcos f'oNaouOIOL6Glcos (PTfs) n n PTF P.W. o TMT"'"'!N'"O DO DESVIo FoNol6cteo COM o Uso DO Mooao oe OPosx;Oes MOLTIPI)S
-I
;.(~~

'zt tratamen~o desse sujeito foram: ['aJ;] ("acha") x ('as:~] ÜBJETIVO ESPecfFICO 6: ESTIMULAR A PERCEPÇÃO, pois isso faz com que haja ampliftcação da produção. a mesma figura ou pOde ser sorteado quetn irá começar.
;.cj· (~assa") x ['az;] ("asa") x ['a3~] ("aja"). Essas palavras- IMITAÇÃO E PRODUÇÃO DOS ALVOS • PRIMEIRO CICL03• Também pode ser usada a escuta por meio de estetos· Depois o outro jogador coloca outra peça que tenha
j_ -alvo foram representadas por figuras 2 (Apêndice 2). · cópio adaptado para a fala, ou mesmo por meio de am· o mesmo desenho da peça que está na mesa. Se não
-~.}'
Inicialmente, as figuras devem ser apresentadas e plificação a~ditiva utilizando o audiômetro. Essa fase tiver, compra uma, se servir joga, senão, passa a vez.
,-, explicadas para a criança associando a figura com a pala- Intervenção terapêÚtica I: primeira sessão de deve ser realizada até que a criança consiga perceber os Ganha quem primeiro conseguir ficar sem nenhuma
~.:·r
vra-alvo que se deseja, por exemplo, a palavra "aja" está terapia • percepção. Realiza-se o bombardeio auditivo sons e associar as figuras com as palavras-alvo. peça. Cada vez que um jogador for colocar uma peça
Ã~:. representada por um macaco. Nesse caso, explica-se para no início e no final da sessão, o qual deve ser lido para· Pode-se tentar a realização dos sons-alvo isola- na mesa, deve-se dizer qual é o nome da figura que ele

-- /c-;,

.:.-.:.,·:·
a criança que o macaco é ágil/rápido porque ele pula de
galho em galho e não cai; e que toda vez que visualizar
o macaco terá que se lembrar da palavra "ajà', podendo
criança, sem que esta precise repetir. Após o bombar-
deio auditivo, as palavras-alvo representadas por figu.
ras são apresentadas à criança para sua familiarização,
damente em atividades como, por exemplo, solicitar
à criança: "Vamos imitar o barulho a abelha ljz() até
chegar à colmeia?" ou "Vamos fazer o barulho da chuva
irá por no jogo. Como a imitação é o alvo, a criança é
solicitada a imitar_ a produção do terapeuta.
Assim,· inúmeros jogos podem ser adaptados a
prolongar o som-alvo ['as;:~] para a criança ir percebendo por exemplo, a palavra "aja" está representada por (/J() até a água chegar ao rio?" (Apêndice 3).Isso pode esse objeti11o da terapia. Sempre que for necessário,
R,~. um macaco, nesse caso, faz-se necessário explicar que
os diferentes sons. A palavra "acha" foi representada pela ser feito com qualquer som-alvo. pode-se introduzir estímulos de percepção visual, tátil
figura de um gato procurando algo (um rato), assim pode- esta palavra deriva do verbo agir e que o macaco deve No irúcio da sessão seguinte, colocar as figuras e auditiva para auxiliar na imitação correta dos alvos.
-se dizer: "O gato acha que viu um rato", e toda vez que ser muito ágU para pular de galho em galho sem cair. sobre a mesa e solicitar à criança que aponte as que o te· Na sessão seguinte, no irúcio, mostra-se à crian·
ela visualizar essa figura deve lembrar-se da palavra "acha" Mas que cada vez que visualizar o macaco terá que se rapeuta nomear. Se acertar 80% ou mais, deve-se passar ça as figuras-alvo solicitando que repita as palavras. Se
(['aJ::~]). Omesmo foi realizado com as palavras assa e asa.
lembrar da palavr~ "aja". A associação da figura com para a fase produção/imitaçã6 das palavras, caso contrá· acertar 80% ou mais de produção imitativa, deve passar
a palavra-alvo é realizada com todas as figuras selecio- rio deve permanecer na mesma fase (percepção). para a fase produção/nomeação independente das pa·
~..:..... :, Intervenção terapêutica 3: seleção das palavras nadas para a terapia. Para saber se a criança conseguiu lavras, do_ contrário, deve-se permanecer nessa mesma
do bombardeio auditivo. Para o bombardeio auditivo, associar a palavra com a figura, pode-se fazer um jogo Intervenção terapêutica 2: segunda sessão de fase (produção(unitação).
-~.
,-... :: devem ser selecionadas de 15 a 20 palavras diferentes de "adivinhação", no qual o terapeuta fala a palavra e a terapia • produção/imitação. Realiza-se o mesmo-bom· No caso que está sendo apresentado, a criança
das palavras-alvo contendo o som-alvo na mesma po· criança aponta/advinha qual é a figura solicitada. bardeio auditivo da primeira sessão, que deve ser lido não obteve 80% de imitação correta para passar para
~~=:::~ A seguir, trabalha-se com a percepção visu-
sição estimulada. Na seleção do bombardeio auditivo, para a criança no início e no final da sessão. a fase seguinte (produção/nomeação independente),
--'"' deve-Se ter o cuidado para não selecionar palavras que al, tátil e auditiva dos alvos. A percepção visual deve Após, mostra-se para a criança se ela reconhe- dessa forma, permaneceu-se na fase de produção/imi-
, tenham outros so~ diffcei.s~ o~ seja, que a criança não ser trabalhada mostrando a articulação da palavra em cer 80% ou mais das figuras, inicia-se a fase de produ- tação de palavra.
--"" produz. Esta lista de palavras deve ser lida para a criança · frente ao espelho ou por meio de figuras de boca re· ção/imitação das palavras-alvo. O objetivo desta fase
no início e no final de todas as sessões de terapia. Para presentando a articulação-do fonema. Outra maneira é incentivar a criança a repetir a produção correta dos :· ~~ervenção terapêutica 3: terceira sessão de te·
,.~~ .. de se trabalhar é por meio de sites, como por exemplo
esse sujeito, as palavras utilizaâas no bombardeio são: fonemas nestas palavras-alvo. Várias são as atividades rapia • prod~,~ção/nomeação independente. Novamente
-~
http://www.cefala.org/fono]ogia/fonetica_consoantes. que podem auxiliar nesta fase, por exemplo, o jogo de deve ser realizado o bombardeio auditivo no irúcio e
php, em que mostra a articulação de todos os fonemas memória e dominó. no final da sessão. Após, testa-se se a criança consegue
-~·· h./ !si do Português Brasileiro junto com a prõdução (voz) em Ambos. os jogos podem ser confeccionados em imitar correta'mente 80% ou mais das palavras-alvo. Se
['vazu] ("vaso") ['po"fe] ("ponche") imagens dinâmicas, o que auxilia na percepção audi-

,..__"\
['pezu] ("peso") ('puJaw] ("puxão") tiva. Ou, ainda, existem alguns materiais comerciali-
Etil V'mil Acetato (EVA). Para o jogo da memória conseguir, deve-se avançàr para a fase de produção/no-
(Apêndice 4) podem ser utifuadas as figuras-alvo com meação independente. Nesta fase, o objetivo da sessão
('meza] (•mesa") ['paJaw] ("paixão") zados, como o livro "Alfabetização e Reabilitação pelo várias cores ou em vários formatos para aumentar a di- muda, agora os alvos devem ser produzidos sem o mo-
['po:ri] ("posse") ['maJu] ("macho") Método das Boquinhas" Oardini, 2010) ·o qual pode
. 131 ficuldade de 'encontrar os pares; Toda vez que virar a delo imediato do terapeuta. Mas se a criança, ao nome-
~ /s/ ser usado para demonstrar (percepção visual) a produ- figura ou cada vez que encontrar o par, deve-se imitar a . ar, produzir errado, o terapeuta deve fornecer o modelo
['va3en] ("vagem") ['asu] ("aço") ção correta do alvo.
--" palavra que a representa. Uma variação deste jogo para correto, estimulando a criança a produzir o alvo, quer
['na3a] ("naja~) ['pasu] ("passo") Para a percepção tátil da produção dos fonemas, crianças um pouco maiores pode ser a associação da seja por imitação ou espontaneamente.
.~·
['no3u] ("nojo") ['masu] ("maço") pode ser usado chocolate em pó, doce de leite, hóstia, figura com a palavra escrita que ela representa. Vence Nesta fase, podem ser utilizados os mesmos jogos
!'pa3e1 ("pajé~) ['posu] ("poço") entre outrOS, para mostrar o ponto articulatório corre-
~-
o jogo quem conseguir mais pares. Nesta sessão, a pro- citados anteriormente, porém a criança não mais imi·
to. Para aumentar a percepção auditiva, principalmen- posta é a imitaÇão da produção do terapeuta, então o tará o modelo do terapeuta, a não ser que ela nomeie
. ....::.:...._ te quanto à sonoridad~, pode-se utilizar um balão de terapeuta nomeia as palavras e solicita à criança que a palavra-alw de maneira incorreta. Também podem
aniversário cheio. O terapeuta deve articular os fone- repita. ser usados jogos comercializados como: Cara-a-Cara,
-- mas ou· palavras-alvo com o balão próximo à boca, e
a criança deve estar com o balão pr~ximo ao ouvido,
No jogo de dominó (Apêndice 5), também aspa·
lavras-alvo devem ser utifuadas em várias versões para
Banco Imobiliário, Lince, Cara Maluca, Batalha Naua~
etc. desde que consiga adequar o jogo ao objetivo da
dificultar o jogo. No irúclo, são distribuídas sete peças : sessão, ou seja, utilizando as palavras-alvo seleciona-
2. Toclal u ftaUrai·i;il!rmi;·- CapÍtulo finm retindu do banoo ele Imagens a-lto http://1<ww.=hu/.
3. AJ advldadeo ~-~:~da.. CapWio podem ser repeddu em_mab ele uma oesdo, por exanplo, em uma lado foi aabaJhado com 01 para cada participante e sobram algumas para serem. das.
jogao III<DI6Pà •·~ 111pól!ml poclc-oclllbolhar comJD<m6rlao ailha. Ah1da qualquer uma deosu advidodcs pode ocr adaptada pan1 <nbaltw "compradas". Começa o jogo quem tiver uma peça com Em cada sess~o geralmente 'utiliza-se duas ativi-
qualquer UIIÍI~ ~ pJOduçloinomaçlo lndepcndeute ou pmduçiolpares mluimoo.
·- ··--·~-·- . ... w ~----------------------~----~-----------· -_v

'-'

dades diferentes enfocando o objetivo da terapia, nesta


etapa, a nomeação independente e, sempre que neces·
Intervenção terapêutica 4: quarta e quinta ses·
sões de terapia • produção/pares mínimos. Nesta fase,
"aja", porém o sentido atribuído inicialmente para este
alvo foi mantido:
Após aproicimadamente 20 a 25 sessões, sugere·
•se realizar uma reavafutção ~leta do sistema fono·
·-
·,_
lógico da criança para veriilçãi,l!, ~IÍ!lização e esco·
sário, associa-se pistas táteis, auditivas e sinestésicas
para auxiliar a criança na produção das palavras. Várias
atividades podem ser criadas para auxiliar nessa fase.
também deve ser realizado o bombardeio auditivo no
início e no fui3.l de cada sessão. As mesmas palavras
continuam sendo usadas, apenas variando as ativida-
Intervenção terapêutica 5: sondagem, realizada
da mesma maneira que na linha de .base, ou seja, todos
llias de novoS alvos. - · · · · ·· ·· · .
·-
··._/
O jogo de ttUha (Apêndice 6) é um cSminho des para que não se tome repetitivo e cansativo para a os sons não adquiridos (ausentes) e parcialmente ad·
em que os jogadores têm que percorrer com vários obs· criança. Nesta fase, as palavras-alvo são comparadas/ quiridos são testados novamente com figuras, as. quais OBJETIVO ESPEC!RCO 7: ~fiW.VAUAÇÂO
FONOLóGICA. . . .
táculos, entre eles está a produção das palavras-alvo. contrastadas umas com as outras em atividades lúdicas a criança deve nomear sem o modelo do terapeuta. As
·~·
Cada jogador pode ser representado por miniaturas de e, sempre que necessário, associam-se pistas táteis, au· palavras utilizadas para a sondagem podem ser as mes•
"bichos" ou "veículos". Ganha o jogador que chegar ditivas e sinestésicas para auxiliar a criança na produ· mas palavras utili2adas para a linha de base. A sonda· ·-/
primeiro ao final da ttUha passando pelos obstáculos. ção das palavras. gem é gravada e transcrita para depois calcular per· o Intervenção te1'8pêutica 1: a reavaliação fonoló·
gica permite identifiCar' e avaliar modificações nos pa· .......
Para o jogo de bingo (Apêndice 7) são montadas Em cada sessão, geralmente utili2am·se duas centual de produção correta de' cada fonema sondado,
cartelas com as figuras-alvo. Cada jogador deve pegar isto é, por exemplo, foram escolliidas seis palavras para drões de pronúncia da êrlança. A cada 20 ou 25 sessões
atividades diferentes enfocando a produção dos pares
de terapia é necessário' 'í:eSiizar uma reavaliação fono- "-"
uma ou duas cartelas, todas diferentes. Em cima da mínimos contrastando-os. Várias atividades podem ser lbl em OI, após verifica-se quantas (percentual de pa·
mesa ficam fichas a serem viradas com as figuras para criadas para a~ a produção dos pares mínimos, tais lavras) a criança produziu corretamente. · lógica completa, a fiÍn. de verificar a aquisição dos sons
baixo. Cada jogador escollie u~ ficha, a qual deve como: criar histórias com as figuras, completar as frases S.~ na sondagem os sons-alvo forem produzidos
traballiados e as generalizações para outrOs fonemas e
dizer o nome da figura, podendo s~r por imitação ou com a figura certa, desenhar ou pintar o que mellior corretamente em menos de 50% das vezes, repete-se o outras posições, assim Cómo para a escolha de novos
nomeação, dependendo da fase em que está. Após di· completa a frase etc. ciclo com os mesmos alvos em palavras; e novamente na alvos de terapia.
1:_/
Para reavaliar a fala da criança, utiliza-se a mes·
zer o nome da figura, cada jogador deve:.. achar na-' sua A atividade de completar frases para esta etapa sexta sessão, reali2a-se outra sondagem. Se os sons-alvo
cartela aquela figura, já que, às vezes, pode 'ter, nas duas da terapia é interessante, pois se a criança produzir in· forem produzidos corretamente em percentual superior ma avaliação fonoí6~ca usada no pré-tratamento, ou
a 50%, as palavras utilizadas. em terapia devem ser esti· seja, o instrumento AFC (Yavas et a!., 1991), o qual
cartelas a mesma figura. Fica com a ficha quem achar corretamente o alvo, a frase fica sem sentido, havendo
primeiro na sua cartela. Vence o jogo quem completar uma quebra na comunicação. Frases elaboradas para muladas no túvel da sentença. No Modelo de Oposições permite a nomeação espontânea· de vários itens lexi·
Múltiplas são· utilizadoS vários alvos simultaneamente. cais. A reavaliação deve ser gravada e transcrita foneti·
, todas as cartelas primeiro. Durante o jogo o terapeuta essas palavras-alvo podem ser: -~-

pode ir perguntando "Que figuras que você já canse· 1. A borboleta quebrou a __ (assa/asa/acha/aja). Dessa forma, pode acontecer de alguns desses alvos per· camente. Após, realiza-se a análise contrastiva, a qual
guiu?" ou "Quais figuras faltam para você?". Isso auxUia .- 2. O fomo __ (assa/aça!acha/aja) o bolo de choco· manecerem no nível da palavra e outros passarem para permite comparar o sistema fonológico da criança com :.~_./

na ndmeação espontânea das palavras-alvo.


No jogo com boliche, as figuras são coladas em
baixo ou atrás de cada boliche. Junto com a figura pode
late.
3. A mãe __ (assa/aça/acha/aja) seu filho bonito.
4. __ (assa/aça/acha/haja) cuidado com esta criança!
i-~ o nível da sentença. O fonoaudiólogo deve continuar a
terapia com as mesmas palavras-alvo mesmo em níveis
diferentes (palavras ou sentenças) na estimulação.
o do adulto, o qual deve ser. comparado com a avalia-
ção pré-tratamento.
..~

haver uma pontuação, por exemplo, uma figura pode 5. O sabiá voa porque tem _ _ (assa/asa/acha/aja). No caso relatado foi obtido um percentual de
j OBJETIVO ESPEdACO 8: OBTER O INVENTÁRJO FONFnCO ·~
valer um ponto, outra pode valer três pontos. Cada jo· 6. Ela _ (assa/àÇa/acha/aja) que escondi o caderno. produção correta menor que 50% para os sons-alvo, o
ESISTEMA FONOLÓGICO PÓS·TAATAMEmO.
gador tem cinco chances para atirar a bola e acertar os 7. A chutrasqueira _ _ (assa/aça/acha/aja) o churrasco. que indica a necessidade de continuar estimulando no ·_..._.,
boliches; os pontos de cada jogador· vão sendo soma· Se a criança falar o alvo errado, o terapeuta deve nível da palavra. Assim, necessitou-se de mais de um
dos. Pode acontecer de ganhar quem derrubou menos repetir a frase como foi dita, mesmo com sentido erra· ciclo de intervenção para que essa criança reorganizas· ·~
Intervenção terapêutica 1: analisar o inventário
boliches devido à ponruação. Para cada boliche derru • do, para que ela perceba o equívoco em sua fala. Assim, se seu sistema fonológico. fonético e as aquisições obtidas. Pela análise contrastiva, .~
...:.--·
bado deve-se imitar o nome da figura,· poderá corrigir sua fala e, se necessário, o terapeuta Ressaltam•se, ainda, alguns pontos importantes determinam:se os dados do inventário fonético pós· trata·
No jogo de pescarla,:·OS alvos sãci colados em pei· pode associar pistas táteis e sinestésicas pará. ajudar na que devem ser mantidos na estrutura da sessão para dar menta. Um som deve·ser·consid~o presente no inven-
xes de EVA que são inserldós em uma caixa com areia predução correta. D~ssa forma, acriança compreende continuidade ao tratamento, tais como: realizar o bom·
tário fonético quando produzido corretarriente no núnimo
junto com alguns outros brindes como bala,·pirulito ou que diferentes sons determinam diferentes significados, bardeio auditivo no início e no final de cada sessão; duas vezes (Sroei-Gammon, 1985) (Apêndice 1).
alguma "prenda" • algo que o jogador tenha que reali· sendo fundamental empregar o som correto na fala realizar duas àtividades/jogos em cada sessão, sempr~
zar, tipo algum exercício de mobilidade, careta, imitar para ser compreendida. adequados ao objetivo da sessão e à idade da criança;
Intervenção terapêutica 2: analisar o sistema
algum bicho etc. Quando encÓntrar a figura com as Outra atividade geralmente realizada é a de for- reali2ar a sondagem a cada cinco sessões; associar pistas fonológico e as mudanças fonológicas obtidas. Após
'--'

palavras-alvo, o nome deve ser nomeado. mar frases ligando as figuras (Apêndice 8). Neste exem· táteis, auditivas e sinestésicas para auxiliar a criança na realizar a análise contrastiva, determina-se o sistema '-'
No início da sessão seguinte, deve•se solicitar pio, podem ser criadas várias frases como: "O gato acha j
percepção e produção das palavras, sempre que neces· fonológico de acordo como os seguintes critérios: fone·
novamente à criança que nomeie as figuras utilizadas que viu um rato", ou "O gato acha o rato" ou "O for·. 1 sário; e não pular etapas na terapia ao passar de uma '--;"
'j · ma adquirido, quando foi produzido corretamente em
em terapia. Se ela conseguir obter um percentual maior
que 80% de produção correta, tem condições de avan·
çar para a fase seguinte (produção/pares m!nimos).
no assa o pão" ou~ churrasqueira assa a carne" ou ''A
borboleta voa porque tem asa" ou "O macaco é ágil em
cima da árvore". Nessa última frase, o alvo teve que ser
!
j
fase para outra (Anexo 1). Deve-se avaliar se a criança
apresenta o percentual mínimo de 80% de produções
corretas na imítação; por exemplo, pode-se avançar
80% ou mais das vezes; fonema parcialmente adquiri·
do, quando foi produzido de 40% a 79% das vezes; e -
·-..:·'

fonema ausente, qu~do foi prodUzido menos de 39% t~/


modificado pela dificuldade de formar frases com o alvo para a nomeação independente.

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~~- .. 1

(Bemhardt, 1992). Os resultados encontrados no siste· durante o tratamento. Dessa forma, verifica-se o per· ser substituído quando este não comporta a continui· · 1) no sistema fonolÓgico. O sistema fonológico desta
,.~~-~ ma fonológico pós-tratamento devem ser comparados centual de produção correta dos fonemas • alvo para dade da terapia pela mesma proposta. criança também não permitia dar continuidade com a
com os resultados do sistema fonológico pré·tratamen· outras posições em que ocorrem, no pré e pós-trata· Os dados da criança referidos neste Capítulo per· terapia pelo Modelo de Oposições Múltiplas, pois não
~~\ to. Essa comparação possibilita analisar as evoluções/ mento (Apêndice 9). mirem observar que esta criança, mesmo após 25 ses• havia mais várias substituições de fonemas por um úni·
generalizações apresentadas pela criança, ou seja, as sões de terapia, obteve diversas melhoras na fala, mas
Á~~- co som. Assim, a proposta terapêutica para dar segui·
aquisições de fonemas trabalhados ou. !1áo durante a Intervenção terapêutica 3: a generalização den· não o suficiente para receber alta da terapia fonoau· mento ao tratamento deste caso seria a aplicação do
,' '
-,-: terapia. Ainda, mesmo após 20 ou 25 sessões, se hou· tro da classe de sons. Verifica-se a ocorrência desta diológica. Observou-se, ao final deste período, que ain· Modelo de Oposições Máximas, considerando-se que
ver necessidade de continuar a terapia, a reavaliação do generalização quando a criança produz corretamente da apresentava ausência de /fJ no inventário fonético, este Modelo tem como procedimento b contraste de
A
sistema fonológico facilita o delineamento de metas de sons da mesma classe a que pertencem os sons-alvo, bem com!) vários fonemas (lk, g, I, R/) apresentavam-se fonemas em oposição máxima, isto é, fonemas que se
tratamento, planejamento e indicações de novos sons- obtendo-se o percentual de produção correta para ou· parcialmente adquiridos (em verde no Apêndice I) e diferenciam em mais de dois traços distintivos, visando
·aÍvo (Apêndice 1). tros fonemas no caso estudado, fonemas fiicativos pré alguns ausentes (/s, z, li!../) (em vermelho no Apêndice uma maior generalização.
~> e pós-tratamento (Apêndice 9) .
.-
ÜBJETrvü ESPECIFICO 9: ANALIW'- A OCOmNCIA Intervenção terapêutica 4: generalização para
,~:: DA GENERAJ..IZAÇÃO NO il'ATAMENTO PELO outras classes de sons. A generalização para outras elas·
MODELO DE ÜPOSIÇOES MúLTIPLAS.
ses de sons (Apêndice 9) observa-se quando a criança
-~::-
produz corretamente sons de outras classes que não as
,.--: dos sons-alvo. Assim, verifica-se o percentual de pro·
Intervenção terapêutica I: generalização a itens dução correta pré e pós-terapia dos fonemas não ad.
I'~"; lexicais não utilizados no tratamento (outras palavras). quiridos e parcialmente adquiridos em outras classes de J
Os modelos de intervenção fonológica têm como obje· sons.
~;
tivo a ocorrência da generalização, isto é, são baseados
,.~- na premissa de que o contraste-alvo é generalizável
· para outro som foneticamente simUar e que é afeta· ÜB)ETrvo ESPECfFICO J 0: c:RJT~RIOS DE ALTA.
~:_) do pelo padrão al~erado da criança (Williams, 2000b;
,...~::\
Tyle!i 2006): Com a ocorrência da generalização, o V. BIBLIOGRAFIA SUGERIDA AO
tempo de terapia pode ser reduzido (Willi.ams, 2000a). Intervenção terapêutica I: quando as crianças FONOAUDIÓLOGO CLfNICO
-~ A generalização é definida como a extensão ou a trans • com desvio fonológico podem receber alta da terapia?
ferência do aprendizado dos sons tratados em outros Após o período de tratamento planejado, conforme a
-~~ contextos ou palavras não tratadas (Gierut, 2001). A avaliação periódica realizada por meio dà.s sondagens,
~.....
generalização sempre é esperada na terapia fonológica e, finalmente, ao realizar a reavaliação fonológica BERNHARDT, B. Developmental implications of non· GJERUT, JA Complexity in phonological treatrnent:
e são vários os trabalhos que refer.em a ocorrência dos completa e nestas a criança apresenta um inventário linear phonological theory. Clin. Ling. Phon., v. 6, n. clinicai factors. Lang. Speech Hear. Ser. Sch., v. 32, p.
~ vários tipos de generalização (Willi.ams, 2000b; Gierut, fonético completo e o sistema fonológico organizado. 4, p. 259-81, 1992. 229-41, oct. 2001.
2001; Willi.ams, 2005a; . 2005b; Pagliarin et al., 2009; Considera-se que podem ter alta as crianças que reor·
~--.
Pagliarin e Keske·So~. 2010; Ceron e Keske-Soares, . ganizam seu. sistema fonológico e utilizam adequada· CERON, Ml; KESKE-SOARES, M. Análise· dos inven· GIERUT, JA. Phonological intervention: the how or
~-
2012). A generaliiação a itens lexicais .não utillzad~. mente os sons na fala ~;Spontânea, de acordo com o tários fonético e fonológico após aplicação do mo· the what? In: KAMHI, AG; POLLOCK, KE (Ed).
no tratamento (Apêndice 9) deve ser· considerada padrão linguístico da comunidade ein que se inserem. delo de oposições múltiplas.]. Soe. Bras. Fonoaudiol., Phonological disordrn in children: clinicai decision
r"\ quando a criançà. proqllZ corretamente o som-alvo em v. 24, n. 1, p. 91-5. Disporúvel em: <www.scielo.br/ making in assessment and intervention. Baltimore:
outras ·palavras que não a estimulada na terapia. Para Intervenção terapêutica 2: quando não é possí· scielo.php?pid=52179>. Acesso em: 06 jun. 2012. Paul H. Brookes, 2005. p. 201-10.
~'
avaliar este tipo de generalização, obtém-se o percen· vel dar alta da terapia?, Não é possível dar alta se, ao
~~ tua! de produçãó CÓÍThta dos fonemas-alvo pré e pós· realizar a reavaliação fonológica, a criança ainda apre· CERON, MI; KESKE·SOARES, M; GONÇALVES, JARDIN'I, RSR. Alfabetkação com as boquinhas. 3. ed.
·tratamento que ocOtteram para outras palavras não sentar sons ausentes no inventário fonético e/ou desor- GR Escolha dos sons-alvo para terapia: análise · São José dos Campos: Pulso Editorial, 2008. 287p.
~.
utilizadas no tra'tamexlto. · ganização no sistema fonológico e/ou não generalização com enfoque em traços distintivos. Rev. Soe. Bras.
dos sons para .a fala espontânea. FonoaudioL, v. 15, n. 2, p. 270-6, 2010. Disporúvel PÀGLlARIN, KC; p:sKE-SOARES, M. Terapia fo·
Interve~o ·cerapêut,ica 2: generalização para Analisar a reavaliação fonológica é imprescin· em: <~.scielo.br/pdf/rsbf/v 15n2/20.pdf>. nológica em sujeitos com diferentes gravidades do
outras posições tia palavra. Esta generabção pode ser dível para verificar a necessidade de alteralj no tratâ· Acesso em: 12 ago. 2011. deSvio fonológico. Rev. CEFAC, v. 12, n. 6, p. 1084·
observada quari4o o som-alvo é produzido corretamen· mento, os sons e as palavras-alvo tratadas, bem como 8, 2010. Disporúvel em: <WW..V.scielo.br/pdf/rcefac/
..-, te em outras P.9Sições na palavra que não a estimulada o modelo terapêutico utilizado. O modelo pode e deve v12n6{2l.pdf>. 'Acesso em: 25 nov. 2011.
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Anexo 1. Esquema d!IS etapas para estimulação dos
sons-alvo (Tyler et ai., 1987).
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pia. Porto Alegre: Artes Médicas, 1991. 148p.
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Apêndice 2. Palavras-alvo (fonte: <httpi//www.sxc.hu >). Apêndice 5. Jogo de dominó ·incentivar a imitação Apêndice 7. Jogo de Bingo • incentivar a imitação da Apêndice 8. Sugestões de figuras para fonnar frases.
-~') da produção correta das palavras-alvo. produção correta das palavras-al~o.


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Apêndice 3. Ativid~de envolvendo a percepção audi-
tiva e produção do som-alvo.

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Apêndice 6. Jogo de trilha· incentivar a imitação da


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' Apêndice 4. Jogo da memória • incentivar a imitação
~,·. ~·
da produção correta das palavras-alvos e a memória
visual e auditiva.
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Apêndice 9. Percentual de ocorrêncili dos tipos de generalização pré e pós-tratamento e a média obtida. ~:: ·~
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Sons-Alvo
Posição na Sàaba ou % deAcerros (::·
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Fonemas Pré I Pó.!


CAPiTuLO 5 __,
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Generalização a itens /s/OM OM 41,66 40
lexic~ não utilizados
no tratamento
/z/OM OM 28,57 33,34
.
PLANO TEAAPÊUTICO FONOAUDiüdSGICO ,.,.,·,
·"-_../

OM
/J/OM
- (PTF) PARA O Uso DA TECNOLOGIA (
!:.lOM OM 50 100
média 40,07 57,78 CoMPUTADORIZADA NO DESVIO FoNoLóGICO 1 -/

~ Generalização para /s/OM OI 28,57 28,57 \~--~

1 ourras posições na CM o 50
:palavra CF "37;5 25 '-'

I /z/OM OI* . . '--.../

/I/OM OI 60 100 Márcia Keske-Soares


;3JOM OI 25 100 Ana Rita Brancalioni · ç~
--~

'~
média 30,21 60;71
.,
Generalização dentro fricad~, --~
!f/ 50 81,82
de uma classe de sons /s, z, J, 31 ..
.'
(;'

:.--:
média 50 81,82
Generalização para fricativas plosivas !b/ 57,89 92
I
I
I. CLASSIFICAÇÃO ESTAT!STICA 11. PRINCIPAIS ACHADOS (.
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bui:ra classe de sons 77,27 100 INTERNACIONAL DE DOENÇAS E PROBLEMAS
/s, z, J, 31 /d/
43,33 RELACIONADOS À SAúDE (CID I 0) ""'--::'
/kJ 58
·:~~
fgj 33,33 1. Substituições e/ou apagamentos de sons durante o
44,48
processo de aquisição da linguagem, determinando
africada 50 100
a desorganização do sistema de sons em idade supe· '<:.-
!d:,/ rior ao esperado. -~
F 80.0 Transtorno específico da articulação da fala.
nasais '75 100 2. Ausência de sons no Inventário fonético.
.·.~~"..._./
/;p/ 3. Fonemas ausentes ou parcialmente adquiridos no
sisréma fonológico. ·
/m/ 56,25 100 ·.-_/

/N/coda 77,78 100 ·..:.~

71,42 62,5 I. A interVençlo fonoaudiológica propom neste Prf ~ ba.eoda no Moldo de Parei~ Múluw Modl&ado (Bqettl et aL, 200S) que
cantr0.1ta palavn.s que diferem em aperw um fonema. Caao diferir= em poucoo "'9" diadntlvol, formam u Opoolçea Mlntmas, e ae c!ifertrem <tn vários
/n/ 61,53 100 mços, formam u()pool~Málclm>a (Gitru~ 1990).No Modelo de Paret~MúlmasModl&ado,ospmsmfnlmoalncluemapenu -.../

palaVN com significado. Bote Modelo tem como objetivo ptO!!IOVOt a~odo sbttm> fonclóp:oda aial>ço. por melo da~ auditM.
líquidas lmit>çlo da produção e produç!o ~ea dos ~alvo, viando a ~e a melhon. na lntdlaibllidade da fala da aial>ço. (Oieru~ 1990; Bagecti -._/

et al., 2005). Cabe ....altar que, no Modelo de Paru Mlnim~ Mtximas Mod!bio, as aeoaõea ~ t!m dll!lç!o de 45 rninutoo e
/r/ onset o 9,09 a frequ!ru:ia. ~ de dtw ....00. .....,.;,. Sempre no lnldo e no Bnal de cada aesdo tmpéudca ~ realhado o bombudelo auditiVo que cornprtende oito a ._.,
de% palams culdadosamerue sdecionadu para cada !Om·alvo que estl aonde trat2do. Eate Modelo tambán prm! reavallaçoeo peri6cll<u, alinha de baae
/r/ coda o 22,22 que ~ a primeira avaliaçio anteriormente ao lnldo do ttaromento fonooudlolóp:o. e u aondapa, que 11o ...tDodu a cada dn<O ICA6el para avaliar o
N 6,66 55,56 oom-alvo ttahalhodo e 01 que linda nlo ..~ adqulddoo. E.rudos (Mo13 ec ai., 2007; K.o~.SOU.. ec ai., 20C6) clemonaa.rom a ekc!vldade deste Modelo. ~.I
Cons!deraodo o lnteresoe que as a!IIOçaa d=nstram. cada ve: IDalJ--. pela hllomWiea, 01 etmpeueu c= bu.c:ado ompllar IIW esttattpJ,
Ncoda a fim de tomar a terapia c:oda vez aw. aa:aava, e6= e estimulante (Vheb e Rout.um., 2008). Neste""""""" o pta<Dte PTF apreoe!l!>. aintervençlo
for.oaudiológiea, em caoo de d..Yio Wógiec, hueado no Modelo de Pare.~ Múlmao Mod!Scado (llaaett! et al, 2005) com o uao do '~

11./ 11,11 o comput>dot Cabe sall.nw que a ptopo~ta apceoeamda segu. os prindpioo do modelo ~utlcl !lldiado, e w:lllza wrlaç6e& de estta.qpaa para o trabalho
for.oaudiol6glc:o. Todos os jogos ou atiVidades, oprescnladas nc= PTF, fmm elahor>doo no ll>w<rPotnt <XIIII I Wdadc de inaWar e auromaázar oo.,..,
!RI 14,28 72,73 alvo de forma aa:adva com o recuno do compuradat AUm dettas arMiadco, foi utill:ado na lnteMI!Çio tenopéudca o1D{-. FonoSpeal: (Ld.), que~ ·Y
média 42,39 67,78
direciotw!o para tenoplaa de fala ellnguagem, atuando na ~ trelnamtnto e autxxnadzaçlo dos ro.- Bote PTF enb:a os aonH1vo Ir/ e1!J em
- ----
•< OM. por6n as atividades e estratiglas aprooentadas podem aer adaptadas para outros IOIIHivo a oerom tratado~. Esaes fooemu li>ram aeledonadao, poiJ o •'"'-"
_-:-_j
IUjdto para o qual este PTF foi apUcado nao opreseruava, em aeu lnl'<!ltlrlo limidc:o, os foncnas Ir/e&. Alho db!o, no liarema fonol6g!oo, 01 fon<tnu IR/,
*Fonema adquirido na posição de OI no pré-tratamento. OI: Onset Inicial; OM: Onset Media!; CM: Cada I!J e /JiestliVBlllauaentes em On.et lnldal (OI), os funemas Ir/, /R/,1!) e /J/eotmmlUI<IItes em OM, e o fimo:ma Ir/ auaente em Çoda Media! (0.0, Coda "/
Final (CF) e em Onoet Cmnpl= (OC). Em gml. aekcionam·se de ~ a dlla:> parea de palavras, conforme u poodbilidsdes do sistema fono~ e de '-"1
Media!; CF: Ceda Final. parea poso!v.b de se tomarem alVlll <tn funç!o da Idade da aianço e das pn1priu poosihi1idades na Llngua l'brtugu....
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4. Inteligibilidade da fuJa prejudicada. ça possa compreender a representação de cada figura. do o ponto articulat6rio do. fonema, bem como a utili· e,
do o ar na mão também, percebendo visuahnente no
~c:~ 5. Ausência de qualquer comprometimento orgânico Após, a criança é solicitada a clicar na figura que corres· zação de vídeo envoh:endo a articulação (produção) do espelho que o mesmo fica embaçado. Também pode ser

/-
Á~.
---,
que impeça a produção correta dos sons da fala,
como perda auditiva, comprometimento neurológi·
co e anormalidades anatômicas ou fisiológicas nos
ponde à palavra ouvida, que foi apresentada em ~udio.
Utilizou-se nesta atividade, bem como nas demais
atividades apresentadas neste PTF, links de ações associadas
som é apresentada para a criança. Para a percepção t~til,
sensações de vibração e sopro são úteis, bem como uso
de chocolate em pó ou gelatina nos pontos de articula·
realizada treinando a emissão contínua da corrente do
ar próxima à chama de uma vela ou próximo de papéis
finos e picados (Nascimento, 2001; Spinelli, 2002).
mecanismos de produção da fala. às figuras ou às placas, para definir quando a resposta esta· ção. Em crianças em idade escola!; o som-alvo também 2. Exercício com a espátula: empurrar a língua da
-~~-, 6. Desenvolvimento cognitivo adequado para a idade. va correta ou incorreta. Para til, foram empregados c/iparts pode ser relacionado com a letra (fonema • grafema). criança para trás com a espátula e solicitar que faça o
ou gifs animados que representam "vitória", com recurso Para auxiliar a produção dos sons-alvo, quando bico imitando o som [3] (Nascimento, 2001).
de áudio como aplauso ou foguetes para respostas corre· ausente no inventário fonético, são realizadas estraté· 3. Exerdcio com o canudo: morder o canudo entre os
tas. Nas respostas incorretas, foram inseridos clipans ou gifs gias facilitadoras para produção correta. dentes, fazer bico cruzando o canudo, imitir o som [3)
animados nos links de ações que representassem "erro" ou Considerando [r], as seguintes atividades po· (Nascimento,2001),ap6sassíl.abas [3a], [3e], [3e), [3i],
-~ . "negativa" com recurso de ~udio como tente novamente. dem ser realizadas: [3o], [3::~) e [3u) (realizar a atividade com e sem o canu·
111. OBJETIVOS GERAIS
Os c/iparts e os gifs animados foram retirados dos Compaa I. Desenvolver ponto de articulação produzindo es· do). Esta atividade também pode ser realizada com jo·
~' Disc (Cd) Expert Manias: c/iparts estudantis e Corei Mega talos de lingua por meio do contato de sua ponta na gos de corridas como Action Driving Game e 3D Urban
~-(; Gallery Mega e, também, de siles free da internet. região alveolar (Nascimento, 2001; Spinelli, 2002) (re· Madness, disponíveis gratuitamente em http://www.jo·
1. Adequar o inventário fonêtico. Quando a criança compreendeu a atividade, alizar com a "boca aberta"). , guealci.com.br(Jogos·online/corrida/, na qual a criança é
~--"•
2. Reorganizar o sistema fonológico. que é realizada para todos os alvos, passa·se para a ati· 2. Treinar afilamento de lingua (Spinelli, 2002). Essa incentivada a emitir o sorti. [3] e as sílabas enquanto o
3. Desenvolver novos padrões fonológicos . vidade de discriminação auditiva de alvos iguais e ai· atividade pode ser realizada com pirulito, solicitando à carro "percorre" as ruas e trilhas em alta veloéidade.
.~·) vos diferentes. Para esta 'tarefa, são apresentadas duas criança que "lamba" o pirulito com a ponta da língua, Além dessas atividades, a seção de aquisição do
4. Aprimorar a percepção dos contrastes de sonS'.
__ ..:::::;:·'.' 5. Promover a automatização dos padrões corretos de fala. palavras, em áudio, envolvendo os pares mínimos, na imitando a lingua de uma cobra. ~ software FonoSpeak, para os fonemas-alvo, neste PTF /r/
6. Promover melhora na iriteligibilidade da fala . qual a criança é solicitada a ouvir e após clicar em fi. 3. Treinar o controle da contração e descontração da e & em OM, pode ser apresentada. Esta seção é com·
.~·-·., guras iguais, se os alvos forem iguais, ou, em figuras língua (afi.na.versus alarga; afina versus eleva ponta) posta por vídeo, que demonstram o ponto articulatório
diferentes, se os alvos forem diferentes. (Spinelli, 2002). correto de cada fonema associado às vogais (/a, e, ~ o, u/J .
,.-...,_<
A fim de tornar mais atrativo, o bombardeio 4. Exercitar movimentação rápida de ponta de língua • Atividades para associar~ palavras ao som-alvo
.>-·~;·.: auditivo; proposto no Modelo de Pares Mfnimos/ repetir, rapidamente: /te·de/te·de/te-de/te-de/te·de/... e pàra a repetição das pálavras-alvo é realizada confor·
IV. OBJETIVOS EsPEcfFICOS E REsPECTIVAS Oposições Máximas Modificado, foi realizado no com· (Spinelli, 2002). Essa atividade pode ser realizada com me'o.Apêndice I, na qual a· criança é solicitada a cli·
,-)
INTERVENÇÓES TEPÀP~lJfiCAS putador (PowerPoint) por meio da representação de jogos em que a criança é motivada a repetir rapida- car no ieon.e som e ouvir a palavra•alvo e, em seguida,
/~·-
. cada palavra-alvo associada à gravação em vídeo e áu· mente /te·de/te-de/te-de/te-de/te-de .../ aproximando· repeti-la e ~ociar ao som que contém.
dio. Pode ser utilizado com ou sem amplificação por ·se da produção do /re·re·'re·re·re.../ como jogos de
.-.:....;.,., meio da utilização de fones de ouvido.· ·. guerra como 3D Tanks, Sniper no Campo de Batalha, OBJETIVOS ESPEC[FICOS 5, 6 E 7: INCENTIVAR A
OBJETIVO ESPEdFICO I; PROMCMR A PERCEPÇÃO Weapon, Call ofDuty2, Fuga da Zona de Guerra, Alien IMITAÇÃO DA PRODUÇÃO COI'RETA DAS P.AJ.AYRAS-
,-...;;.;.,_·.,
E DISCRIMINAÇÃO AUDITIVA DOS FONEMAS Attack entre outros, disporúveis gratuitamente em ALYO, BEM COMO A MEMÓRIA AUDITIVA EVISUAL. ALÉM

....-....:.
/3/
/rV E EM ÜNSET MEDIAI. (OM), . OBJETIVOS ESPEcfFICOS 2, 3 E 4: PROMOVER A PERCEPÇÃO http://www.quero-jogar.com/jogos-de-guerra.htm. DISSO, ORIENTAR A FAM[LIA QUANTO />OS ASPECTOS DE
AUDrriVA, VISUAL ETÁTIL DOS FONEMAS /P./ E /3/
EM OM, 5. Produzir de· modo continuo. a vogal /a/ e elevar su· DESENVOLVIMENTO E ESTlMUlAÇÃO DA FALA/LINGUAGEM.
,-._ BEM COMO A PRODUÇÃO CORRETA DESSES FONEMAS cessivamente a língua em .direção ao ponto de articula;
Intervenção terapêutica I: as pala~­ EM NivEL DE SOM ISOLADO E EM NivEL SILÁBICO. AlÉM ção (Spinelli, 2002). Essa atiVidade pode ser realizada
/.::.::_, Intervenção terapêutica I: solicita-se à crian·
·alvo (pares nililimÔS) utilizadas ·neste PTF foram: DISSO, PROMOVER AASSOCIAÇÃO DAS PAI.ÀVRAS-ALVO
com batidas de palmas ou com o manômetro. ·
--~.
x
[ma'ril!) (marli) [ma1;siv] (magia); [fe'réw] (feirão) />OS SONS-ALVO EA IMITAÇÃO DAS P.AJ.AVRAS-ALVOl,
6. Vibração de língua • ensinar a vibrar a Ungua associando
ça que clique nos ícones das bocas e imite a produção
x [fe'3éw] (feijão); [~ara) (Nara) x ['na3a] (naja); à vibração dos lábios e apoio do fonema /t/ (Nascimento,
da palavra falada. Em seguida, a criança é estimulada
..-:....< [is'toru] (esroutóf~[lS'~óSUJ (estojo); ['bera] (beira) 2001), associando ao som do telefone [trrmriiiim].
a memorizar a sequência de figuras, e o terapeuta re·
X ['bC33] (be!ja);~~~'fóiam representados por figuras, Intervenção terapêutica 1: além do enfoque na
7. Vibração de língua • ~erir a ponta de uma esp~tula
pete oralmente a ordem das figuras. Após, a criança é
,~._.,;,_.
com graVàçio etiíá~êlli; ~ ~present3ção em PowerPoint. percepção auditiva dos fonemas /r/ e 13/ em OM, é im· incentivada a colocar as figuras na sequência anterior·
acoplada em um massageador na ponta da língua, que
An~ dg:~~ ·iis atividades os pares mínimos portante enfocar a percepção visual e tátil. Para a per·
deve estar em postura próxima necessária para a pro·
mente apresentada. Esta atividade é exemplificada no
""" são apresen1li.iléi~1fanoaudióqo', para que a crian·
: ·-.!.;'.<;-):.<·,,.-:..·;:;.~r. :·: • . , .. .. '
cepção visual, a utilização de fotos de boca representan·
dução do /r/ (Spinelli, 2002). APós, produzir as sílabas:
Apêndice 2.
Além dessa atividade, pode-se criar quebra·
[ra], [ri], [re], [re), [ro], r~J é [ru).'
_.:..:;_,
:.•. ~.;l.:·~~l.~L.i:;.·~·:;.,, ,. . : -c~beça col)l as figuras-alvo e solicitar que a criança
-~.
2. É~~.J.!~."'\~011!' ativfdadtsque buocam faclljtaraprcduçlo do 10111·alvo, t=ham o f'eedbackauditiw e vbtmll.qo, Considerando [3], as atividadeS são:
~·ôiiiã·l!ó:~,.·1àlpla;·dcft.,. ""''""P' como ema- o rocuno da clmera de vldeo acoplada ao CDrllplltodor e ~o l<Ouno monte a figura arrastando as peças. com o mouse. Para
de 'udlo. Ao.~~~ e tudlo, ai&!. de auzi1luem no proccao t=ap!utk:o; ll!llbál do lmportania para r$ttlr u evoluço.. alcan;adu pela 1. TreinO da. . emissão contínua d.a .corrente de BI;. sentin·
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elaborar tal atividad~, acesse <'IÍ>ww.scrapee.nettcriar·
lalpia. . ..

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-quebra·cabeça.han>. Ainda, as figuras-alvo podem possui o [r]. Esta atividade também pode ser reallzada Também, com o mesmo objetivo de promover terapia. Este período ·estünadb'dê·clncó sessões é atti· e-:-
ser editadas e a criança ser Incentivada a pintá-las, com as palavras do bombardeio aud,itivo. a produção espontânea das palavràs-alvo, pode ser bufdo principalmente aOs aitéii~ metodológicos de
pesquisas e é também sugériclo ;pm li prática cl!nica.
,,,
redesenhá-las, no Paint ou no Tux Paint. A próxima atividade é o enfoque da substituição empregado, com o recurso do computador, o Jogo da ~: __,
O trabalho de orientação com a fanúlia é muito de um dos fonemas-alvo para o outro, utilizando os pares Velha. Neste jogo, o "X" e o "O" são substitufdos pelas A sondagem compfêehdéa nomeação espontâ·
importante. Neste aspecto, o fonoaudiólogo ptecisa es- m!nimos e áudio dos fonemas /r/ e !:J. Por exemplo, para o palavras-alvo. Um dos joga,dores fica com as palavras-alvo nea de seis palavras p8ta ~i& fonema alterado no sis·
clarecer acerca do desenvolvimento da fala e da lingua. alvo "feirão", a criança :nruaUza a figura do "feijão",.o te· que contém o fonema [3] e o outro o que contém o fo- tema fonológico inidàli ~íi~ieada posição que ocupa, na
\ ~'-..-'
gem, buscando diminuir a ansiedade dos pais em relação rapeuta explica que nesta palavra há o som (3]. Em segui- nema [r). A fim de auxiliar na diferenCiação, utillza-se sílaba e na palavra. Al~m:'dêSi!as palavras, os pares mf.
à forma da fala de seu ôlho. Também é fundamental que da, o terapeuta incentiVa a criança a pensar como ficaria a cores diferentes, uma para as palavras com· o fonema ,.,.
nimos tratados também são avaliados na sondagem. A '\.. ._..,
os pais sejam orien~dos a estimular a fala correta do fi. palavra, em caso de substituição do som (3] por [r]. [3] e outra para as palavras com o fonema [r]. A produ· seleção das palavras para a sondagem deve considerar
lho, oferecendo sempre o modelo correto das palavras e Na seção automati7:ação do software FonoSpeak, os ção espontânea é incentivada durante o jogo ao serem o ndmero de fonemas que a criança tem difieuldade em "I._/

procurando fazer com que a criança visualize sua face ao jogos podem ser executados sem áudio, e quando sollcitada colocadas as figuras no tabuleiro. produzir, bem. como o tamanho da palavra. Assim, ·cada
Outra atividade Para ptemover a produção espon•
·-~
falar. Listas contendo as palavras do bombardeio auditivo, a produção dos alvos, a criança é incentivada a repetir os palavra selecionada deve. ter apenas o fonema avalia-
com desenhos Infantis atrativos, são entregues à criança e . pares mínimos ap5s a produção do terapeuta. Essa atividade tânea é apresentar as figuras-alvo, em PowerPoint, e soli- do como sendo a linica dificuldade de produção para a ·•.:._.-

solicitado aos pais que leiam tais palavras frequentemente pode ser aplicada ccim a 6nalldade de verificar a produção citar que a criança elabore frases, estórias, com as figuras criança, ainda, a pàlavra não deve ter grande extensão,
para a criança. Se a criança possui. acesso a computado~ o correta dos alvos quando a criança recebe o modelo de pro· ilustradas. Para esta atividade, pode-se Inserir outras ~­ palavras monossflabas e clissllabas devem ser as preferi· ·~--

bombaÍdeio auditivo pode ser ofetecido para trabalho em dução oferecido pelo terapeuta, uma vez que, no Modelo de ras relacionadas com os alvos. Por exemplo: no sliáe que das. As palavras utilizàdas na sondagem não devem ser ,.,',____
casa, bem COmo algumas atividades lxxtem ser disponibili- Pares~ Máximas Modificado, o trabalho contém a (igura do estojo, acrescentar a figura de uma mo· as mesmas do bombardeio auditivo.
zadas ao paciente, quando bem orlen~das. . de produção eSpontânea é Iniciado quando a criança atinge clúla, régua, borracha ou tesoura. Esta atividade pode ser Por meio da sondagem~ possfvel verificar as ge· \.:-:-

Além disso, os pais são orienta'do_s a não é:orrigir ·80% de produções cotretas no nfvel de imitação. gravada em vídeo e áudio, eposterionnente, apresentada nera!izaÇões obtidas pela intervenção terapêutica, que
·;:--.--
ou repreender a criança quando esta fala eirado, e tam· O Jogo do Bingo de Palavras, exemplificado no para a criança. Além disso, atividade de adivinha a partir é definida como a ampllação da produção e do uso cor·
bém a proporcionar atividades recreativas com outras Apêndice 3, é outra atividade que pode ser trabalhada em de descrições, cujas respostas.correspondem às pal~vras­ reto dos sons-alvo treinados em ·outros contextos ou ·--~

crianças. Ainda, são orientados a ler histórias infantis terapia, com o uso do computadot Para tanto, as palavras ·alvo, pode ser realizada, como por exemplo: "O que é o ambientes não treinados. A generalização pode ser es-
para· a criança e a estimulá-la a recontar ou narrar outra do bombardeio auditivo também pode ser incluídas nas que é? Junto com a palavra flor se transforma em passari· trutural ou funcional. A primeira ocorre em diferentes ',.:-_...,.

história ou fato diário. Também os pais são motivados a cartelas. Neste jogo, a criança recebe o estúnulo auditivo nho?" (Resposta: Beija). Essas perguntas são apresentadas situações como quando a criança usa o padrão apren-
brincar com a criança estimulando a fala, a memória e·.- das palavras clicando no {cone som, e caso tenha a figura no PowerPoint, em áudio e com cliparu animados e engra- dido em outras palavras que não foram alvo da terapia;
a atenção, por meio de músicas, atividades e jogos lúdi- em sua carrela ela marca a figura com um círculo preto. çados, a fim de manter a atenção da criança na atividade. quando aprende um som em uma posição na palavra '·~
cos, como quebra-cabeça, cruzadinha, jogo da ·memó- Vence o jogo aquele que, no 6nal da apresentação das !6 Na seção automatização do software FonoSpeak, e o realiza corretamente nas demais posições; quan·
·\::"'-"
ria, trilha, lince, entre outros; as coordenações motoras palavras, tiver marcado maior ndmero de figuras na car· os jogos podem ser jogados, sollcitando que a cada. de- do estende o aprendizado a outros sons pertencentes
ampla e fina poâem ser estimuladas de modo associado tela. Para estimular a produção eSpont§nea das palavras· safio ou troca de fase, a criança nomeie as figuras-alvo, à mesma classe do som que foi aprendido; ou quando f~
com a fala por meio de jogos com bola e com desenhos -alvo, o terapeuta 'faz perguntas do tipo: "Quais as figuras que são apresentadas pelo terapeuta por meio de placas. estende para outras classes de sons {Mota, 2004 i Ceron
e pinturas. Ainda, os pais recebem orientações sobre os que já marcou? Quais figuras faltam para marcar?". Esses jogos também podem ser aplicados solicitando que e Keske-Soares, 2007 i Ceron e Keske-Soares, 2008; \·Y
prejuízos causados por hábitos orais ·viciosos, como uso Outro jogo que tem o objetivo de promover a a criança leia a palavra do desafio, produzindo-a corre· Donicht et ai., 2011). A tíltima analisa a identificação
produção correta dos alvos é o Jog~ Falta na Trilha? ·.~
de chupeta e/ou mamadeira, sucção digital, bem como
a importância da retirada de tais hábitos orais, que In·
terferem diretamente riá evolução da terapia.
Neste jogo a criança é incentivada a produzir as pa·
lavras-alvo pela nomeação espontâneá, quando so~ci­
.' '
tamente, ou em caso de crianças não alfabetizadas, que
repitam a palavra produzida pelo terapeuta (quando o
eruoque é a-imitação da produção) ou que responda per·
das variáveis lncrassujeito, sob uma visão construtivista
da generalização, onde as variáveis anallsáveis podem
ser os aspectos individuais de cada sujeito (aspectos .
y

tada a "seguir a trilha". A elaboraÇão da trilha pode guntas, elaboradas pelo terapeuta, cujos alvos correspon· cognitivos, motores e motivacionais), os quais interfe· ·-"
ser apenas para as palavras-alvo que poss.uem o mesmo dem a palavras que contenham o fonema trabalhado. rem na evolução terapêutica {Meta, 2004).
ÜBJETlVOS ESPecfACOS 8 E 9: ESTIMULAR A CONSO~NCIA
FON~ICA DOS ALVOS /RI E f3/ EM OM. AtiM DISSO,
som-alvo, ou para os pares mínimos, mántendo o con·
traste. O Apêndice 4 ilustra exemplo.
O procedimento da sondagem é fundamental
para estimar os avanços terapêuticos, bem como orien·
_
~-

....._.
.
INCENTIVAR A IMITAÇÃO DA PRODUÇÃO CORRETA DOS SONS- ÜBjETIVO ESPECÍACO I 0: REAVALIAR A FALA DA CRIANÇA tar no processo terapêutico, uma vez que no Modelo de
ALVO EA PRODUÇÃO ESPONTÂNE'A DAS PALAVRAS-ALVO. A AM DE VEPJFICAR A PRODUÇÃO DOS FONEMAS ~--~
Intervenção terapêutica 2: o jogo Encaixe, exem· Pares Mínimos/Oposições Máximas Modificado, quan·
pllficado no Apêndice 5, pode ser trabalhado em tera· ESTIMULADOS E POSSfvEIS GENEAALIZAÇÓES. do a criança apresenta 50% ou mais de ptOduções cor- --~
pia, com o objetivo de promover a produção espontâ· retas, passa-se para o tratamento no nível de sentenças.
Intervenção teràpêutica 1: a criança é solicitada . ..___.
nea das palavras-alvo. Para tanto, a criança é sollcitada A sondagem, que é reallzada pela nomeação es· ·.-s·
a cllcar no !cone som e ouvir com atenção, após ela é Intervenção terapêutica 1: a sondagem, que tem
incentivada a produzir o som-alvo. Em seguida, o tera• a nomear as figuras enquanto as encaixas, seguindo o pontânea dos alvos selecionados e repi'esentados em fi.
modelo apresentado. A elabOração do jogo por ser ape· como finalidade reavaliar a fala da criança, é previs· -~~
peuta nomeia as palavras-alvo e a criança é orientada guras, pode ser aplicada com o recurso do computado~
nas para as pàlavras-alvo que possuem o mesmo som· ta no Modelo de Pares Mínimos/Oposições Máximas
a refletir quais pala~ possui o som-alvo [3) e quais na qual as figuras são apresentadas em PowerPoint e a '~:-;r
-alvo, ou para os pares mfnimo mantendo o contraste. Modificado para ser reallzada após cinco sessões de
criança é sollcltada a responder o nome de cada figu. __ .
·.............-
42 43
·~,..;·
~~

,:~~ PC'NOS T......arrcos ~OG.cos (PTh) Ó n ' PTF '""'o Uso"' TECNOLOCIA COMP\JT"º""""" NO Dw FoNoLOGICo

~~~~.

~'"7)
ra. É importante que a sondagem sej~ gravada {áudio/ sualize a produção do terapeuta e a sua própria pro- efeito de saída (desaparece~; sumir), na qual uma das , alfabetizada, pode• se· apresentar as frases escritas e soli·
~~?; vídeo) e transcrita foneticamente. É Indicado que ésta dução. Crianças alfabetizadas podem ser Incentivadas figuras desaparece do slide. A criança é motivada a res• citar que as leia em voz alta e que digite as novas frases/
transcrição, realizada pelo fonoaudiólogo, por meio da a digitar as frases-alvo. Os objetivos de tais atividades ponder qual a figura que sumiu, para onde ela sumiu, histórias. Tais .atividades também podem ser realizadas
,À~~
percepção auditiva, seja associada à utilização de uma são facilitar a imitação do alvo no rúvel da sentença e por que ela sumiu, ou com quem ela sumiu. Inicia-se no software FonoSpeak na seção de treinamento.
análise instrumental,- como a análise acústica. a memorização das frases para a realização das próxi· a atividade com apenas três figuras, e após, mais figu· Além d~ssas atividades, incentiva-se a produção
~;l
mas atividades. O bombardeio auditivo continua sendo ras são inseridas. Podem-se adicionar efeitos de ênfase espontânea da fala por meio do diálogo e da narração,
~~.\
realizado antes e após as sessões terapêuticas, com os (aumentar/diminiuir, rotação, clarear, entre outras) em que podem ser realizadas por meio da leitura de ebooks,
Ü6jenYO ESPECIFICO I I : PROMOVER A AUTOMATlZAÇÃO mesmos alvos utilizados no rúvel de palavra. algumas figuras, para aumentar a atenção da criança ou pela apresentação de vídeos Infantis, na qual a
DOS PADROES CORRETOS DE PRODUÇÃO DOS FONEMAS /RI na atividade.' criança é motivada a recontar a estória. Também, para
.-=-.:_'
E13/,6EM COMO, MELHOPAA AINTEUGI61UDADE DA iiV,, Intervenção terapêutica 2: as frases-alvo são apre- a produção espontânea, utiliza-se sequência lógica e

-. Intervenção terapêutica 1: nesta Intervenção, a


sentadas, em áudio, faltando apenas a palavra-alvo (pares
núnirnos). A criança é incentivada a produzir a frase com
a paiavra que completa corretamente. Anteriormente, à
OBJETIVOS 12 E 13: INCENTNAA A PRODUÇÃO
NA F.AJ.A ESPONTÂNEA. Al.tM DISSO, VERIFICAR
textos infantis contados por meio de desenh.os em vez
de palavras, como os livros da coleção Bruxinha de Eva
Furnari (Furnari, 201 O; 2009a; 2009b), que podem ser
ênfase das palavras-alvo é no rúvel de sentença. Para realização dessa atividade, o terapeuta pode ler ou execu· A PRODUÇÃO CORRETA PAAA OUTROS ALVO E escaneados e apresentados no computador. Essas ativi·
tal, são elaboradas frases contendo as palavras-alvo que tar os áudios das frases-alvos. Para criança alfabetizadas, CONTEXTOS EA INTEUG161UDADE DE F.AJ.A. dades não são previstas no Modelo de Pares Mínimos/
-.:C:-,
serão trabalhadas nos rúveis de percepção, imitação da esta atividade também pode ser realizada solicitando que Oposições Máximas Modificado, contudo são aplicadas
-~-~ produção e produção espontânea. A seleção das fra- a criança leia as frases e digite a palavra que está faltando com a finalidade de verificar, além da produção cor·
ses deve evitar palaVras difíceis com sons qu~ a criança e que complete corretamente a frase.
Intervenção terapêutica 1: frases elaboradas com reta pari! outros alvos e contextos, a lnteligibilidade
-~·:
tenha dificuldade, exceto os que estão sendo estimula· Os jogos da seção automatização do software as figuras do bombardeio auditlvó são apresentadas em (Collares, 2003) de fala da criança. Todas as produções
,~~~
dos. Além disso, as frases não devem ser muito exten- áudio para a criança que é solicitada a repetir a frase
FonoSpeak podem ser jogados de forma que, nos desa· da criança podem ser gravadas em vídeo e áudio, pois é
sas, para facilitar a memorização das mesmas. As frases .-oovida. Após, as figuras do bombardeio auditivo->são
fios e nas trocas de fase, o terapeuta l~vante placas com uma importante forma de registro, que permite, poste·
elaboradas para as palavras-alvo tratadas foram: apresentadas para a criança,· que é incentivada a ela·
as figuras-alvo e a criança é Incentivada a repetir a fra. riormente, analisar a produção de fala da criança e seus
1. _-_ (Maria/Magia) mãe de Deus. borar frases/histÓrias côm a figura. Caso a criança seja
---" se-alvo produzida pelo terapeuta (se o enfoque for na avanços terapêuticos.
2. Vou no_._ (feirão/fe!jáo) comprar alface. imitação da produção) ou a produzir a frase-alvo que
-""" 3. A_ (N~a/Naja) _é -1.!~ mulher bonita. contém a palavra representada na placa (se o enfoque
4. A__ (béin/beija)c:!fpf$ é linda. for na produção espontânea). Para as crianças alfabe-
-====;~, 5. Guardo os lápis no _:.:.:~.:)estojo/estouro). tizadas, pode-se jogar o Tetris, do software FonoSpeak, .... "~..
_J
--·1
6. A _ (Maria/magia) brilha. selecionàndo os alvos Ir/ e f3/, e solicitar que a criança
I 7. Voucomer..:.2,(f#jão[f~) com carne. leia em voz alta e corretamente a frase de cada desafio.
~o: 8. A _ (Naja/Naíá):~\mia'~bra venenosa.
9. A menina ---.J· • .· :'n;aj&ibefra)
...,,,, o menino.' Intervenção terapêutica 3: inicia-se a sessão
10~ Al que
,~··.
(estouro/estojo} barulhento! terapêutica solicitando que a criança produza a frase-
Primeiramente, .as frases são apie5entadas em
----. ·alvo a partir das figuras-alvo que são apresentadas no
áudio, com as. ~~~;~~ilidades completadas P,C· · PowerPolnt. O terapeuta também incentiva a criança a V. BIBLIOGIWIA SuGERJDA AO
los pares ~:fi!t:~plo: "Vou comer feijão cilm · produZÍr/etaboiar outraS frases com as palavras-alvo. FoNOAUDióLoGo CúNICO
came.Nou to'~r f~ifãi{dctri carne". A finalidade da
·~. A Próxima ati\iidade tàiDbém IncentiVa a produção
atividade é tirar vantagens da co~ão semântica cria·. . ~ .

da. Para esta atividade, a criança é solicitada a ouvir


daS frases-alvo e a produção/élaboração de outras frases
---= a
contendo a palavra-alvo, partir do jogo Qual Cornpleb,
a frase e a julgá-la como correta ou Incorreta: Podem· BAGEm, 'Ij MOTA, HB; I<ESKE-SOARES, M.. CERON, MI; KESKE-SOARES, M. Terapia fonológi·
.--.;..:,,
se utilizar placas para r~ntar correto e Incorreto ilustrado no Apêndice 6. Neste jogo, a criança é lncenti· Modelo de. oposições máximas modificado: uma pro· ca: a generalização dentro de uma classe de sons e
,....._ associando-as aos _links de ações. Além disso, para as na
vada a clicar figura 'que completa a parte recortada, a posta de tratamento para o desvio fonológico. Rev. para outras classes de sons. Reu. CEFAC, v. lO, n. 3,
cnanças maior~, cada frase pode estar escrita nos slides lembrar da frase que contém a figura-alvo e a explicar o que p. 311-20, 2008.

-.-.._
/
do PowerPoint e apresentadas juntamente com o áudio
da frase correspondente.
foi recortado em_ cada figura.
Outra ativid3de com enfoque na produção es-
No final~-atividade, a frase co~eta para cada .pontãnea ~.frases é o jogo Quem Sumiu. Neste jogo,
Soe. Bras. Fonoaudiol., v. 10, n. 1, p. 36-42, 2005.

CERON, MI; KESKE-SOARES, M Terapia fonológica:


a generalização a itens nãO u~dos no tratamento
COUARES, LM. Avaliação de inteligibiliàade de fala em
crianças com distúrbios fonológicos: criação de itens
palavra-alvo é ~uzida pelo terapeuta e tepetida ~ia São àp~rttadas para a-'criança algurnàs das Aguras- (outras palavras). Ra! CEFÀC, v. 9, n. 4, p. 453-60, para uma escala. 2003. 75 f. Dissertação (mestra·
criança. Neste momento, é importante que o recurso ·alvo. Em seguida, utilizando o recurso de imimação 2007. do em Distúrbios da Comurücação) Universidade
"- do vídeo (webazm) esteja ligado para que a criança vi· (personalizar animação) do PowerPolnt, adiciona-se Tuiut! do Paraná, 1.lTP, Curitiba. -
.:r.·
-"
-------------------------~ ..:.· W '"'c""Ycrr•o y===•y....._.,..,.,.,., ....,.,.
,.·.
._
~~~
DONICHT, G et ai. O tratamento com os róticos e Apêndice 3. Jogó Bingo de Palavras • atividade de pro•
WREN, Y; ROUI.SrONE, S. A comparison betwenn VIl. AP~NDICES
a genera\ilação obtida em dois modelos de terapia
fonológica.}. Soe. Bras. Fonoaudiol, v. 23, n. 1, p.
computer and tablestop delivery of phonology
therapy. Intematioan1 Joumal of Speech.I..anguage
dução das palavras-alvo. --
71-6,2011.
Pathology, v. 10, n. 5, p. 346-63, 2008.
-~
Apêndice 1. Jogo Palavra ao Som • atividade para as-
sociar as palavras ao som-,alvo.
FONOSPEAK: descrição e demonstração (software). ~~:- •~i a4:: ~4.: a~: ·~: 1~; 6~
s.d. Disponível em: <http://www.ctsinformatica. '~; 10~' u~· ~~~- u~ 14~' 1s~:; 11"1)· '',__.-

com.br/#fonospeak.html{paginaProduto! 10&2 >.

FURNARI, E. Bru:cin~Ja Zu~ e o gato Miú. São Paulo: VI. BiBLIOGfWJA SUGERIDA AO ·._,
Moderna, 2009a. 32p. PACIENTE OU RESPONSÁVEL
,__.
FURNARI, E. O amigo da bruxinha. São Paulo:
Moderna, 2009b. 32p. "-"

E-BOOKS INFANTIS. Disponível em: <http://www. ·~'


FURNARI, E. Bruxinha Z~. 'São Paulo: Moderna, idealdicas.com/top/?site= http:/.fwww. terra.com.br/
2010. 34p. ' virtualbooks >.

GIERUT, J. Differentiallearning ofph,çmological oppo· FURNARI, E. Bnccinha Z~ e o gato Miú. São Paulo:
·-,
sitions. ]. Speech Hear. Dis., v. 33, p:·s40-.?, 1990. Moderna, 2009a. 32p.
Apêndice 2. Jogo Memorizando a Sequência - incenti-
Apêndice 4. Jogo Falta na Trtlhal • atividade de produ·
ção das palavras-alvo.
·-,_.
KESKE·SOARES, M et a!. Eficácia da terapia para des· FURNARI, E. 0 amigo da bruxinha. São Paulo: var a imitação da produção correta das palavras-alvos e
vios fonológicos corh diferentes modelos terapêuti· Moderna, 2009b. 32p. a memória auditiva e visual. ·~,-_../

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121-97. ~~

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PvNos TEIW!vncos FONOIUCIOI.ÓGK:OS {PTFs) E]
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Apêndice 5. Jogo Encaixe • atividade para produção Apêndice 6. Jogo Qual Completa?· atividade para pro·
-~:~ espcntânea. dução de frase.
~-­
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ÜIP[TULO 6
-.~j
PLANO TERAPÊUTICO FoNOAUDIOLÓGICO (PTF)
,.-..,
PARA ORIENTAÇÃO AOS PAIS DE CRIANÇAS. /
...:;..:, coM TRANSTORNO FoNOLÓGICO
,~·.

~-~~

--~­
...:~ Haydée Rszbein Wertzner
-~> Daniela Evaristo dos Santos Galea
-= Luciana de Oliveira Pagan-Neves
-~·.
.>
-,~~

~~~~ I. CLASSIFICAÇÃ-O ESTAT[STICA li. PRINCIPAIS AcHADos 2

I INTERNACIONAL DE DOENÇAS E PROBLEMAS


RELACIONADOS À SAÚDE (CID I 0) 1
/'"",;;;;:•;-

I 1. Não há diferença entre ós gêneros masculino e fe·


minlno durante o período em que ocorre a aquisição

••
~
fonológica
/.--1'.
_,' 2. Os sons ptosivos /p, b, t, d, 1::, g/ são adquiridos antes
F 80.0 Transtorno especffico da articulação da fala. dos fricatiVqs /~v, s,-z, f, 3f.
,.S... 3. O arquifonema /S/ é adquirido antes do IR/.
·.:·.· . 4. Dentre as líquidas o N, é o primeiro a ser adquirido,
.-~'.
seguido pelas líquidas !IJ e /r/.
5. Os sons ,nasais, bem como a fricativa velar /x/, são
·.'oi
a4gujridos 'aos três anos de idade.
_ ....._,
.....
-/::.:00...
I. At. diBculdadea motcnu na fala abordadas neote Caprtulo estio reladcnadu com 01 TIIINtcmol Espedllcoa da Arêcula;to da Fala (FBO.O). Este

- diqnóadco, dencmlnado de Tramtcmo li>DDI6ifco, ocorre quando h4 Ul!lll a!tera;to no UIO do mcema fonológico, de causa deKOnheclda e que pode
ser clasoillcado como de deoenvolvimento a~ 01 1Z U\01 de idade.
1.1. Uma du prirldpall c:anctetúdcu do"""'"""" fonoi6Jico E1ua heterojieocldade "" relaçlo a01 tipoo de em>~ apreocruadoo, l~~t~v!dade e l

-- ;::;;;;o...
difteuldade oubjacente. '
1.2. A criança com t!ODJtorno foDDióglco pode apresentar uma d!Bculdade mais reladona.da com o proc:euomeoto motor da fala, ao lnpv: auditivo do 10m,
ou a um dalcü: cognlt!Vo·llnguútico. At. dificuldades pruentes 110 =torno fo110lógico podem ainda oer uma lllllllfestaçlo da lnter·rela;to entre os
tr!s aspecto~ citadca.
IJ. M 01 5:0 anos deidade •• criaoça3 em desenvolvimento nonoal de fala ellnguageru devem oer capa:es de prodw:!r rod01 os ION da l.rngua oa posição
adequada dentro da palavra.
""' 1.4. O refizwneotc da produçAo doi ION da f3!a atootece a~ a Idade adulta.
I .S. A avallaçAo de criaoça3 com suspeita de traMemo fonolórico l feita por melo de diver101 testes que avaliam nAo IÓ os ION presentes e awentes no
/'""- lnveuttrio fooltlco, tnas tamblrn diferentes upectoo da aqubição e de~envolvln=tc lingu~t!co da criança.
I ,6, A d!Bculdade na aqulli;io du reli"' fonolóriw pode acam:w alceno;io oo aprendilado da leitura e da eocrita.
I. 7. O modelo ceraplulico a 11er utill:aclo pelo fonoaucl!6logo na terapia do traNtcrno foDDlórico depende da principal úea alterilda.
2. Prindpall aehadoa oo deoenvolv!mento 110rmal da criança.

.--. 4~
----------------------~
'!:.

.~~s:
. >;:~ •.
t!------------------------------------~tult~eM~~~~~AQS~r~~q~~~~an~~~~~~~~~ ·-
f~

Intervenção terapêutica 4: conversar com a OBJETIVO ESPEC!ACO 5: DISCRIMINAR os SONS DA FAlA, 0BJETNO ESPEdRCO 7: INCENiNAA EDESE!IIVOLVCR
6. Os sons sonoros /b, d, g, v, z, :J são adquiridos antes AS HIIBIUDADES ,oiJ.JQfTNAS PARA sONs NÃO-VERBAIS.
~<'::;-

dos três anos de idade. criança sempre de frente para ela a fim de favorecer a
·:_~----
7. A estrutura Consoante • Vogal (CV) é adquirida observação dos movimentos da boca durante a produ·
ção dos sons. Intervenção terapêutica 1: apresenrar à criança
antes dos outros tipos de sflabas.
dez figuras, sendo cinco Iniciadas pelo som /f/ e outras
In~ tera~~UCa 1: Para que a criança ·~

8. Os encontros consonantals (estrutura Consoante •


Intervenção teràpêutica,5: canrar músicas e ges· cinco pelo som r;/, por exemplo. o adulto deve pro• seja capaz de:' ~tffif"t~~~nÇa e a ausência de -~
Consoante • Vogal- CCV) são as tíl timas estruturas ruído e de ~@~ tipos de sons, fazer a
ticular em frente à criança. duzir uma a uma o nome da$ fliuras e solicirar que a
a serem adquiridas. br!néacleirà dé ~Qiê9 e ·~;a~. EXp~ à criança que \~-
criança separe as figuras produzidas em dois grupos, de
acordo com o som inicial.
toda vez que ela -~_&tar
.. ·· . •lf·
obBrulhd
...
da colher batendo
.·. .·':.::!7'
na tampa dá ~~~la deve abi1!xar (morto) e quan·
ÜBJETIVO ESPEC!ACO 2: PROMOVER O USO
DE DIFERENTES ESTRUTUPAS SILÁBICAS. do ouvir o bárulhO.di•~lher batendo no chão, ela deve ~ .....~
Intervenção terapêutica 2: realizar a mesma
111. ÜBJETIYOS GERAIS atividade proposta na .intervenção terapêutica 1, in·
lev~tar (vivo). AitJnar <is ~tes tipos de ruído
-produzidos. ·, ~/
serindo as palavras tnibalhadas em frases para que a
Intervenção terapêutica 1: durante atividades criança aponte a figura referente à frase produzida. Por -:~>
ltídícas, escolher palavras de extensão e de tipos de es· exemplo: produzir a: frase "A vaca está na casa" e s<Íli· lntervençã(i:zi~:ra~lltica. 2: fazer ruídos(por
exemplo, bai:er à'poiU, iiirasw uma cadein no chão,
1. Estimular a produÇão dos SOI)S da fala do Português truturas silábicas diferentes. cirar q1,.1~ a criança aponte para a nguia da "vaca" ou -.~

brasileiro. \ , da "faca".
bater com Uma colhet na tam.pa de uma
panela) e pedir
2. Empregar os sons da fala em si~ de fala espontânea. Intervenção 'terapêutica 2: realizar atividades que a criança ideniW\~e qii! foi o núdo produzido. ·:-:..:-
3. Empregar palavras com as diferentes estruturas silá·
bicas do Português brasileiro em sittlàções cotidianas.
como ttav~·línguas para facilitar a produção de dife-
rentes tipos de sons. OBJETIVO ESPECIFICO 6: INCENTIVAR A lntervençâoJ~~pêutica 3: para trabalhar com
a habilidade de;~Ção·5onora,·colocar a criança
--
4. Perceber os sons da fala. . PRODUÇÃO DOS SONS DA FALA. ·"_:::
5. Discriminar os diferentes sons da fala. Intervenção terapêutica 3: promover atividades sentada em u~\:iósi~ é:enttâl no chão da sala e re·
~~-
em que a criança seja solicitada a lembrar de outras pa· produzir um dOS' t\irdOs' previamente identificados pela
lavras que comecem com a mesma estrutura proposta Intervenção terapêutica 1: realizar atividades criança. Sollci~,.\llle ela~ de onde está vindo o ru· i~:

pelo adulto (por exemplo, pedir para a criança produzir lúdicas que favoreçam o espaço comunicativo como, !do (da sua frent~. de suas Costas, do lado direito, do
lado esquerdo o~ de~ de.sua c8beça). Alternar as
i'i-!
.- três palavras que comecem igual a prato, ou igual a pa· por exemplo, jogos de adivinhação . "-'>'
IV. OBJETIVOS EsPEdFICOS E RESPECfiVAS lito, ou igual a parto). · posições e os obj~tos. ·.~-
INTERVENÇÕES TERAP~UTICAS Intervenção terapêutica 2: cantar músicas popu·
lares já conhecidas pela criança, fazendo urna pausa em . Intervenção terapêutica 4: para dificultar, repro· :;:;i
OBJETIVO ESPEC[FIC.O 3: PROMOVER O : determinados momentos para a criança completar com duzir novamente os ruídos em diferentes locais da casa ..._<
CONHEOMENTO ESPECfACO DOS SONS. a palavra faltante. e pedir para a criança localizar de onde vem o ruído. ~ ..'""
OBJETIVO ESPECIFICO I: FAVORECER A Alternar os cômodos e os objetos. .._.,
-..:...:.v'
AQUISIÇÃO DAS REGPAS FONOLÓGICAS. Intervenção terapêutica 3: apresentar para a
Intervenção terapêutica 1: selecionar um de· ;_._.-;
criança diversas figuras e solicitar que ela realize a pro· .~--
terminado som que a criança não produza e elaborar dução do nome das figuras. OBJETIVO ESPECiFICO 8: INCENTIVAR E DESENVOLVER
Intervenção terapêutica 1: sempre produzir as uma lista de dez palavras que apresentem este som em AS HABIUDADES AIJDmYAS PARA SONS VERIWS.
·::-:,
palavras corretamente para que a criança, aos poucos, posição inicial de palavr~. Ler essas dez palavras para a Intervenção terapêutica 4: propor à criança uma -~.:
seja capaz de intemalliar .as regras fonológicas necessá· criança posicionando-a de frente para você. atividade em que produza o nome das figuras inseridas
rias para a produção de uma determinada palavra. em estruturas maiores, como por exemplo, em frases e Intervenção terapêutica 1: ler para a criança .,.:_;:,•,

históriaS. uma lista de dez palaVras que sejam iniciadas pelo mes· .-..;
Intervenção terapêutica 2: caso a criança apre· OBJETIVO ESPECfACO 4: lbENnACAA OS SONS DA FALA. mo som.
sente um som especffi.co com dlficuldade, mostrar para Intervenção terapêutica 5: promover atividades _·_;..,_~·
a criança figuras e objetos que contenham este som, de soletração de palavras. Intervenção terapêutica 2: em seguida, introdu·
"--:<
repetindo corretamente as palavras. Intervenção terapêutica 1: para facilitar a iden· zir a esta lista uma palavra que comece com outro som, ::._~,)

tificação dos sons da fala, associar cada som a uma ati, l diferente das demais, e pedir que a criança levante a
Jl ·;_:;{
Intervenção terapêutica 3: expor a criança· a vidade b1dica. Como exemplo, produzir o som /vi pro· mão quando escurar a palavra que começa diferente
palavras diferentes das que está acostÚmada a escurar longado e movimenrar um carrinho. das outras. Esta atividade pode ~r reali:ada em con· ''-"
. '
"""~
diariamente. junto com outras aJ;ividades motóras, como por exem-
~~

.-~

50 5I
~ Pw.os TEIW'!Vncos FoNCWJOIOt6GiCOS (PTFs) iJ u. PTF """ O•EN!!CI<? !OS p..,. C! Q!.wc<s COM TIWJSl'CIINC foNCI.ÓGICO
,....,~
.--.. ')
~.~~___. .....,
..-, -~.[
I

r<-·\ plo, bater palmas, jogar uma bolinha· para cima, pular, Intervenção terapêutica 2: realizar a mesma ati- V. BIBLIOGRAFIA SUGERIDA AO VI. BIBLÍOGPÁFJA SuGERIDA Ao
entre outras. vidade relatada na intervenção t~rapêutica 1, solicitan- FONOAUDIÓLOGO CLfNICO PACIENTE OU REsPONSÁVEL.
-c':;J
do que a criança repita as duas palavras (dentre as três
Intervenção terapêutica 3: realizar a mesma ta· produzidas) que começam com a mesma letra.
~"':;
refa proposta na intervenção terapêutica 2 com pala-
/~~ vras que rimem. Intervenção terapêutica 3: realizar um jogo de ANDRADE, CRF et ai. ABFW: teste de linguagem in· WERTZNERHF. Soltando o verbo. Revista Pai.s e Filhos,
memória verbal. Selecionar o som que se deseja traba· fantil nas áreas de fonologia, vocabulário, fluência e São Paulo; Rio de Janeiro, p. 62-3, 03 jun. 2004.
·~.::, lhar e produzir uma palavra que apresente este som em
Intervenção terapêutica 4: pedir para a criança pragmática. São Paulo: Pró-Feno, 2004. ·
localizar um determinado som dentro de uma palavra posição inicial de palavra, por exemplo "vaca". Na se- WERTZNER HR Pesquisa avalia desempenho de
Á
lida em voz alta pelo adulto. quência, pedir à' criança que repita a palavra que você GALEA, DES~ AnáliSe do ~tema f=l6gico em crianças crianças com transtornos fonológicos. Podcast da
,---.. ,' produziu acrescentando outra iniciada pelo mesmo de 2; 1 a 3;0 OTUJS de idade. iOOJ. 97 f. Dissertação Revista Toque de Ciência da UNESP. Disponível em:
Intervenção terapêutica 5: solicitar que a crian· som, "vaca", "vaso". Seguir com a atividade intercalan- (mestrado em Semiótica e Linguística Geral) <http://www2.faac.unesp.br/pesquisa!lecotec/pro·
:~·
ça localize um determinado som dentro de uma frase do a produção das palavras entre o aduito e a criança. Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas, jetos/toque/podcasts.php?c=409>. Acesso em: 18
....:.::·· ou contexto linguístico maior. Urúversidade de São Paulo; São Paulo. maio 2011.

.-,·~ Intervenção terapêutica 6: produzir palavras que . OBJETIVO ESPECIFICO I 0: INCENTIVAR E DESENVOLVER GALEA, DES. Perellrso da ~ao dos encontros con-
apresentam apenas um som diferente (por exemplo, M. HABILIDADES DE LEITUPA E ESCRJTA. sonantais, fonemas e estruturas silábicas em crianças de
---_;
pato x bato; tia x dia; cola x gola; faca x vaca; cinco x 2:1 a 3:0 anos de idade. 2008. 226 f. Tese (doutora-
~J zinco) e p~ir que a criança diga se elas são iguais ou do em Semiótica e Linguística Geral) Faculdade de
Intervenção terapêutica 1: selecionar cinco figu-
diferentes. ·,. Filosofia Letras e Ciências Humanas, Universi~ade
~- ras que possuam o mesmo som em posição inicial de
de São Paulo, São Paulo.
Intervenção terapêutica 7: para dificultar a ativi· palavra. Escrever separadamente o nome de cada figura
..-~::::.·:o,
dade. proposta na intervenção terapêutica 6, alterne a e pedir que a criança associe o nome da figura (escrira) WERTZNER, HF; CARVALHO, IAM. Ocorrências
. . .,:.;::>.
produção das palavras de modo a repeti-las de maneira à figura apresentada. de "erros" nos fonemas fricativos durante o processo
-:.._··.
igual e, na sequêncla, diferente. Utilize as mesmas es· . de aquisição do sistema fonológico. ]omal Brasileiro
tratégias para a repetição de sílabas (pa x ba; pa x pa; Intervenção terapêutica 2: realizar jogos de de Fcmoaudiologia, Curitiba, v. 2, n. 2, p. 67· 74, 2000.
ba x ba e assim por diante). caça-palavras e cruzadinhas, especificando para a ~- ..
.-..:::.....-.
criança o som Inicial de cada palavra que ela deve
WERTZNER, HF; GALEA, DES; ALMEIDA, RC.
,·-,:", Intervenção terapêutica 8: gravar a fala da crian· encontrar e escrever.
Uso do processo fonológico de simplificação de ve-
/-, ' ça nomeando figuras com os sons dafala. Em seguida, lar em crianças de 2; 1 a 3;O anos de idade. ]orna!
reproduzir o áudio e pedir à criança para indicar se cada Intervenção terapêutica 3: realizàr as mesmas .
Brasileiro de Fcmoaudiologia, Curitiba, v. 8, p. 233-8,
atividades das intervenções terapêuticas l e 2, sele-
-.Ir uma das figuras foi nomeada adequadamente. 2001.
cionando outros sons em outras posições de palavras .
.-..-.:..._
WERTZNER, HF; GALEA, DES; TERUYA. NM.
OBJETIVO ESPEC!ACO 9: INCENTIVAR E DESENVOLVER Intervenção terapêutica 4: apresentar separada-
Acquisition of the fricative phonemes in brazilian
mente as letras de uma sílaba, por exemplo, ~presentar
M. HABIUDAOES DE. MET,AFQNOLOGIA, children. The ASHA Leader: american speech· lan·
a letra "v" e tapar com a mão e, na sequência, apresen·
,..~-, guage-hearing association, Washington (DC), v. 7 ,
Intervenção t~!'BPê!ltica 1: selecionar duas pala· tara letra "a" rapando-a em seguida. Pedir para a crian·
n. 15, p. 158, 2002.
/ ............. vras que apresen~ ,a mesma letra em posição inicial ça dizer que saaba formou. Aumentar gradativamente
(por exemplo,· vaca-~ y;aso) e uma iniciada por outra as apresentações de saabas para palavras monossilábi-
,'.:::&;;;,;,· YAVAS, M. Padrões de aquisição da fonologia do por·
letra (por exemplo; s~po)iLer para a criança as três pa· cas, dissilábicas, trissilábicas e polissilábicas.
tuguês. Letras de Hoj~, Porto Alegre, v. 23, p. 7-30,
--- lavras e pedir que $.diga qual das palavras produzidas
não começa com a lllesma letra. Aumentar gradativa-
1988.
mente o número de palavras.

·----

,--._ 52
------------------------~ ·.'-""

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--

ÚP[TULO 7

PLANO TERAPÊUTICO FoNOAUDIOL9Gico (PTF) ··-


:·. ___.
PARA REMEDIAÇÃO FoNOLóGICA (~~

..._,...
'
...
Simone Aparecida Capellini {

< ._../
Cláudia da Silva :·.
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·-~'

;'
·---_/·.
I. CLASSIFICAÇÃO ESTAT[STICA 2. Caracterizado por alterações cognitivas, de lingua· ·-:~,
gem, atenção e percepção.
INTERNACIONAL DE DOENÇAS E PROBLEMAS
3. Falhas no a~ionamento de mecánismos cognitivos \:,__.,
RELACIONADOS À SAúDE (CID I0) necessários para o processo de aprendizagem.
~.~
4. Alteração em habilidades responsáveis por analisar,
sintetizar, marúpular, estocar e evocar infonnações ·~::-'
r fonológicas e silábicas.
5. Alteração em habilidades fonológicas que interfe- ··,y
F 81.0 Transtorno específico de leitura.
rem na sensibilidade para a estrutura dos sons da
F 81.9 Transtorno não especificado do desenvolvirnen· ''")-'"
linguagem.
to das habilidades escolares.
i· 6. Déficit fonológico na decodificação de palavras e -~-/

i não-palavras, oriundo de alteração no mecanismo


de conversão letra/som.
7. Alteração no processamento fonológico, incluindo
'-'
a memória e a consciência fonológica.
li. PRJNCIPAIS AcHADOS 8. Déficit na habilidade de refletir e manipular os seg· ~~
mentes da fala, abrangendo a capacidade de operar
com ~s, aliteração, ~ílabas e fonemas. . -...~-

9. Dificuldade em sustentar a atenção, o que interfere ~:~~


l. Baixo desempenho acadêmico, com dificuldades na percepção ao som da fala em associação ao domf·
que podem ser transitórias (dificuldade de aprendi· nio do mecaniSmo de conversão graferna fonema. -~

zagem) ou pennanentes (transtorno de aprendiza· lO.Alterações comportamentais podem estar presentes


-~~
gem ou dislexia). e ser associadas aos problemas de aprendizagem.
~

'3-'

·-:~,·

··~:

54 ;~j
~~
i'lJ.Nos T~os FONO><Jo01.6Gic:os (J'TFs) {2.
~:- {2 PTF ...... Re1EO!.!CÀO FONOLÓGICA.
~~-~

,"'_::..r~:::
. '
Á~-~)
'i 111. OBJETIVOS GERAIS que identifique, sem auxílio, os sons do alfabeto. das palavras que são cónstiruídas com o fonema que será
OBJETIVO ESPEciFICO 4: TAABAI.HAA O CONCEITO DE
~) Nas aplicações iniciais, serão necessárias interfe· RJMA 1 , OU SEjA, 'A PERCEPÇÃO SONOPA, POR MEIO DA trabalhado, lembrando sempre da· sua representação.
rências mais frequentes do aplicador, até que a criança IDENTIFICAÇÃO DE PN.AVPAS QUE TERMINEM COM A Procurar selecionar palavras que não apresentam sílabas
-~) consiga realizar de forma independente a relação letra/ MESMA SEGMENTAÇÃO SONOPA. com encontro consonantal (Consoante • Consoante •
I. Trabalhar as habilidades fonol6gicas necessárias som.
.•... """'1
--~'' Vogal· CO/), exemplos: placa, frase, prato, blusa; e com
para o aprendizado da leitura e da escrita.
estruturas silábicas compostas por Consoante ,Vogal
~-· 2. Trabalhar a correspondência ·letra/som, ensinando Intervenção terapêutica 1: o aplicador deve· -Consoante (CVC), exemplos: canta, verde. Assim, a

-~ . :.
o nome das letras do alfabeto e seus corresponden·
tes sonoros de forma isolada e dentro de palavras.
3. Desenvolver a sensibilidade fonol6gica, buscando
OBJETIVO ESPEciFICO 2: TAA8ALHAR A NOÇÃO DE PAlAVI'AS
DENTF\0 DE UMA FF\ASE,
rá apresentar oralmente pares de palavras e solicitar
que a criança identifique a terminação sonora, ou
seja, palavras que apresentam rima em sua pronúncia.
produção dos fonemas não irá dificultar na percepção
da criança para a produção da palavra.
auxiliar o escolar a refletir sobre os segmentos que Após a identificação da terminação sonora dos pares
·-'-- compõem a fala, e que serão decodificados e ~cidi· Intervenção terapêutica 1: o aplicador deverá de palavras, a criança deve~á produzir uma nova rima OBJETIVO ESPEciFICO 7: TflA8ALH.AR A SEGMENTAÇÃO
ficados no processo 'de aprendizado da leitura e da apresentar, oralmente, seiS fia~es afirmativas para que a (Apêndice 4). FON~MICA, ENSINANDO A CRIANÇA A DESMEMBF\AF\
~-· escrita. criança segmente cada frase em palavras, marcando-as PN.AVI'AS EM FONEMAS.
4. Desenvolver a percepção dos segmentos fonêmicos por palmas. Inicialmente devem ser oferecidas à crian·
e stlábicos, auxiliando o escolar na produção de no· ça frases curtas com palavras de alta frequência e com- OBJETIVO ESPECIFICO 5: TF\ABALHAA A IDENTIFICAÇÃO
....., vas palavras. postas por sílabas simples em sua estrutura (consoante E DISCRIMINAÇÃO DE FONEMAS ISOlADoS DENTF\0 DE Intervenção terapêutica 1: o aplicador deverá
5. Trabalhar a percepção sonora; segmeo,tação, sub- • vogal) pois, dessa forma, ficará mais fácil a memori- PN.AVF\AS. apresentar oralmente à criança uma palavra e solicitar
-~·~-.
tração, substituição, transposição, análise e st:ntese zação da frase para a sua decomposição (Apêndice 2). que a mesma diga todos os fonemas que compõem esta
~-, fonêmica, buscando facilitar a aquisição do princ!· Esra atividade. trabalha com a noção de pala- palavra (Apêndice 7).
pio alfabético. vra, atenção e memorização pois, além da percepção Intervenção terapêutica 1: o aplicador dev.trá Esta atividade também pode ser realizada com o
....:.::::::-. e aprendizado do conceito de palavra e sua extensão, apresentar oralmente um fonema e solicitar que a crian- uso de figuras, onde o aplicador irá oferecer uma figura
auxilia para que, futuramente, a criança não apresente ça identifique o mesmo e, em seguida, mencione uma à criança, solicitar que ela identifique/nomeie a figura
erros de hipossegmentação e hiperssegmetação na pro- palavra que comesse com o som apresentado. Ap6s a e, em seguida, realize a segmentação.

- ~:.
IV. ÜBjtnYOS ESPECfFICOS E RESPECTIVAS
dução da escrita. produção da palavra, deverá ser apresentada oralmente
uma nova palavra e a criança deverá ser questionada se
há ou não o fonema alvo naquela palavra (Apêndice 5).
Atenção à seleção das palavras ou figuras.
Recomendam-se os mesmos cuidados para a seleção do
materlalu~izado, de acordo com as orientações ofere·
INTERVENÇÕES TERAP~UTICAS OBJETIVO ESPECIFICO 3: TAA8ALHAR A IDEN11FICAÇÃO Os fonemas devem ser apresentados seguindo a cidas para à atividade de síntese fonêmica .
.·-"':·< DE SIIJIPAS COM A FORMAÇÃO DE NOVAS PN.AVI>AS. ordem do desenvolvimento da fala e linguagem (/p/,
~\.::;
___ ;,
/r/, lk/, !o/, /d/, /g/, /m/, /n/,~!, /s/, /x/, /v/, /z(J.
I
ÜBJETIVO ESPEciFICO 8: TPABALHAA A SUBTPAÇÃO DE
..::..::::::.-· •. OBJETIVO ESPECIFICO I : TfiABAl.HM\ A IDENTIFICAÇÃO Intervenção terapêutica 1: o aplicador deverá FONEMAS PAAA A FORMAÇÃO DE NOVAS PN.AVI'AS.
DAS LETPAS DO ALFABETO. EARELAÇÃO LEnWSOM apresentar oralmente duas palavras para a identifica- OBJETIVO ESPECIFICO 6: TF\ABALHAA A SÍNTESE FON~MICA,
---~~: DOS GRN'E/:'1AS COM REPREsENTAÇÃO UNivoCA.
ção de sílabas iguais no mício de palavra e, logo depois, OU SEJA, A FORMAÇÃO DE PN.AVPAS POR MEIO DA JUNÇÃO
-" solicitar à criança a formação de novas palavras com a DOS SONS DAS LETRAS. Intervenção terapêutica 1: o aplicador deverá
sílaba em posição inicial, mediai e final (Apêndice 3). apresentar palavras oralmente à criança, e solicitar que
~. Intervenção terapêutica 1: devem ser apresen· O aplicador deve certificar-se que a criança a mesma retire o fonema alvo trabalhado da posição
:' tadas em folha de papel A4, caix;
alta, negrito, fonte
compreende o que é uma sílaba, pois devido ao concei· Intervenção terapêutica 1: o aplicador ·deverá final, formando assim uma nova palavra. Em seguida,
~-:· Arial14, todas as letras do alfabeto qu~ possuem ape· to utilizado, se desconhecido para a mesma, ela pode apresentar oralmente palavras segmentadas em sons e deve ser apresentada urna outra palavra oralmente e
nas um fonema como correspondente, de acordo com apresentar dificuldades para realizar a atividade pro- a criança deve ser instruída a realizar a junção dos· sons
,..~~
deve ser solicitado que a mesma retire o fonema inicial,
a ordem de aquisição e desenvolvimento da fala e da e a identificar cada pala~ (Apêndice 6).
posta por não compreender o que está sendo solicitado. formando uma nova palavra (Apêndice 8).
~-- linguagem, sendo elas: P, T. K, B, D, G, M, N, F, S, X, Deve haver um cuidado especial para a seleção
Deve-se ter atenção especial na seleção das síla·
.V. Z (Apêndice 1).
.--... A criança deve nomear as letras, ap6s certificar-
bas que serão trabalhadas, pois o aplicador deve certifi·
car-se que é possível a produção de novas palavras "re·
.-.. ·se de que a mesma reconhece todas as letras apresen· ais" com a sílaba alvo no início, meio e final da palavra,
tadas. O aplicador deve apresentar os sons correspon· e que esta sílaba não sofre alteração quando disposta
/-· dentes às letras e solicitar que a criança reproduze jun·
em diferentes posições e em diferentes palavras.

-~-
tamente com ele, para em seguida, solicitar à criança

56
!. Cb.sotlicamoo <01110 rima ., palavtaa que tmnlnam CDI11 1 meom1 oegmen<açlo 1011010, e nJo palavtaa que 1preaentam 1 mesma allab1 em poaiçlo Mal.
·--------n ili)(,,i'l·'' w ' ...
,.~·

'~
'-'

'-"
OBJETIVO ESPEciFICO 9: Tf'..A&.LHAA A SUBSTITUIÇÃO OBJETIVO ESPECfACO I 0: TRAB.Al.HAA A TRANSPOSIÇÃO
.··,;-·
V. BIBLJOGfWIA SuGERIDA AO SANTOS, MR; SIQumRA, M. ~fonológica e
DE FONEMAS PARA A FORMAÇÃO DE NOVAS PALAVRAS. DE FONEMAS COM O USO DE NÃO-PAlAVRAS .;.'~.~ memória. Rtu Fono Atual., v. 5, n. 20, p. 48-53, 2002. ._.
FoNOAUDióLoGo CLfNICO ;,.
PARA A FORMAÇÃO DE PALAVRAS REAJS.
·._.,
SILVA, C; CAPELLINI, SA. EfiCácia do programa
Intervep.ção terapêutica 1: o aplicador deverá de remediação f0riol6giei e l~itura no disttírbio de .._/
apresentar palavras oralmente à criança, e deverá so- Intervenção t'erapêuti,ca 1: o aplicador deve· ANTHONY, }L; LONIGÀN, C}. The nature of pho- aprendizagem. Pró-F~; :V: 22, n. 2, p. 131-8,2010.
licitar que a mesma retire o fonema inicial ou mediai rá apresentar não-palavras à criança e solicitar que
nological awareness: converglng evidence from four
e o substitua por outro fonema que será oferecido pelo a mesma organize os fonemas na ordem inversa da SILVA, C; CAPELLINI, SA:Desempe~o cognitivo-
aplicador, formando novas palavras (Apêndice 9).
Certifica-se de que a substituição do fonema de-
não-palavra apresentada, formando assim uma pala-
vra real (Apêndice 10). ·
studies of preschool and early grade school children.
] Educ Psychol, v. 96, n. 1, p. 43-55, 2004. -lingufstico de escolares' 2om distltrbio de aprendiza-
gem. PsicoL ~.v. to; n. I, p. 131-7, 2011.
,_
··~

sejado não irá al~erar a produção das palavras, alteran- A seleção das não·palavtis deve ser cuidadosa,
CAPELLINI, SA; CONRAOO, TIBT. Desempenho
do assim seu sentido e/ou compreensão. para que a sua produção, na ordem inversa, dê origem VAN WEERDENBURG, .M et ai. Predicting word
de escolares com e sem dificuldades de aprendiza-
a urna palavra real sem a alteração dos fonemas uti- gem de ensino particular em habilidade fonológica, decoding and word spelling development in chil~
'-.'
lizados, lembrando que não-palavra remete a palavras dren with specüic language impairment.] Commun
nomeação rápida, leitura e escrita. &ti. CEFAC, v.
inventadas que não apresentam como origem uma pa· 11, n. 2, p. 183-93, 2009. Disord, v. 44, n. 3, p. 392-411, 201 L '·'--<
lavra real.
GERSONS-WOUENSBERGER, !X:M; RUI}SSENMRS, ZUCOLOTO, KA; SISTO, FE Dificuldades de apren-
dizagem em escrita. e compreensão em leitura.
·-
WAJ]M. Definition and treatment of dyslexia: a repore by ·,_._
.,, the committee on dyslexia of the health council of the ne- InteraÇdo Psicol., v. 6, n. 2, p.157-66, 2002.
\.~.-
therlands.J Leam Disabil, v. 30, n. 2, p. 209-13, 1997.

KAMPS, D et a!. Effects of small-group reading insttuc·


·~~
tion and curriculum differences for students most at
risk in kindergarcen: two-year results for seconda- ,_.
<' ryand tertiary-level interventioons. 1 Leam Disabil, VI. BIBLIOGRAFIA SUGERIDA AO
v. 41, n. 2, p. 101·14, 2008. PACIENTE OU REsPONSÁVEL· ...:.~

LAMPRECHT, RRL. Aquisiçdo fonológica do pO'rtllgUês: '--'


; perfil de desenvolvimento e subsídios para terapia. ."'::;'_,.....

Porto Alegre; Artmed; 2004. CAPELLINI, SA et ai. Dificuldades de aprenditagem:


·:::":.":"-'
manual de orientação para professores e informati·
RESCHLY, D]. Learning disabilities identlfication: pri· vo para familiares. Marília: Fundepe Editora, 2007. -~-
mary intervention, secondary intervention, and then
what? 1Leam Disabil, v. 38, n.: 6, p. 510-5, 2005. ·~

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A.;., "".···
P"""" ToWàmcos FONCl>UliotÓGICOS (PTFs) Ó
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,:-. VI/. APtNDICES Apêndice 6. Sfntese fonêmica.


~-:'

.-. v-i-d-a
,-...__.' Apêndice !. Identificação das letras do alfabeto e sua b-o-n-i-t-a CAPíTULO 8
relação letra/som. f-a-c-a
--.
P T K 8 b G MN F S X
b-a-1-a
c-a-b-e-1-o
PlANO TERAPÊUTICO FoNOAUDIOLÓGICO (PTF)
vz PARA ATRASO DE LINGUAGEM 1
.~

--- Apêndice 7. Segmentação fonêmica.


Apêndice 2. Noção de palavras dentro de frase.
,~·.
uva
O pato mora no lago. lobo
...-.__:
bolo
Debora Maria Befi-Lopes
Fofura é uma.foca bonita•
O sapo mora no mato.. .. nota Erica Macêdo de Paula
.----' A mola pulou no pé do cavalo. dado
~-·;:
A peruca do macaco é amarela.
.:--. O menino pegou balas e chocolates .
--...;
Apêndice 8. Subtração inicial e final de fonemas.
I. ClASSIFICAÇÃO ESTATÍSTICA 3. Vocabulário expressivo abaixo do esperado.
:~~
Apêndice 3. Identificação e manipulação de srtabas Inicial Final 4. Produção de frases curtas.
INTERNACIONAL DE DOENÇAS E PROBLEMAs
para a fonnação de palavras. 2ato- ato mesa- mês 5. Uso demasiado de gestos e vocalizações.
yida-ida peçl! ·pés RELACIONADOS À SAÚDE (CID I O) 6. Alta ocorrência de processos fonológicos (observados
-·"··<: vaso-vaca s;alça- alça nó§-nó no desenvolvimento de linguagem e idiossincráticos).

,.,
.~·:..

I
batom- baleia
caju-casá
sabão - sapo .
toca -oca
· filha - ilha
pa•- pá
Uffil!-Um

Apêndice 9. Substituição de fonemas.


F 80.1 Transtorno expressivo de linguagem.
7. Déficit de memória operacional fonológica.
8. Estruturação gramatical simplificada.
9. Difi'<uldades pragmáticas • pouca utilização do meio
com~iücativo verbal.
rarefa - tapete F 80.9 Transtorno não especificado do desenvolvimen·
~i !O.Discursos curtos e frequentemente com coesão e co·
to da fala ou da linguagem:
-~i.: saco (/k) por /p/): sapo erência inadequadas.
Apêndice 4. Percepção sonora com rimas.
.-~....:
sino (/s/ por o /p/) : pino
.-.:,:
vilã-ma orelha (/r/ por /v() : ovelha
. ....:..:: md-cfl.l mato (/m/ por /r/): rato
pol]Q-aniQ pia (/p/ pór /d/): dia ·
.-: CQIIQ - mQI:l:Q 11. PRINCIPAIS ACHADOS 111. OBJETIVOS GEPAIS
:z.·., IIWQ- p.atQ
Apêndice 10. Transposição fonêmica .
.-·..;.;;;.: ... Os Objetivos Gerais serão apresentados na or·
mis ·sim !. Atraso na aquisição e desenvolvimento da linguagem.
Apêndice 5. Identificação e discriminação de fonemas. dem em que devem ser trabalhados:
alé ·ela 2. Brincadeiras simbólicas pouco elaboradas.
~;
/p/= óva ·avó L Neste Capitulo abordarc:mcs o' Plano Tcap!utico Fonoaudiol6gico (PTF) para u CtiançaJ diagnosticadas com Atraso de Linguagem.
pato ola ·alô O diagnóstico de Atruo de Linguagem ocorre quando se observa um d~c!t no desenvolvimento da IJniuagem, nlo decorrente de nenhum outrO fator,
como, pot exemplo, deflci!nc!a auditiva ou a!IUO cognitivo (Befi.Lopa, 2004~. ·
~ batata amú ·uma A. aiançol com esse diqn6sàco scalmcnto aprwntom as SC8Uin1<0 ~ l!ngu!sticu (Bcfi·l<>pcs c Palmkri, 2COO; Bc!l-l<>pcs e Talduch!, 2COO; Palmkri,
2002; Bc!l-Lcpes et oL, 200Sa; Befi..Lcpes et oL, 200Sb; Bdl-l.cpes et oL, 2006a; Bcfi.l<>pcs et oL, 20C6b; Bcfi..Lcpes et oL, 2010): ~no desenvolvimento da
padaria lllllturidode limb5lica; dificuldadeo pragmáticas, dccc!zen= puramente do lll!UO lloguútico; alterBÇOcs ~ dcsvianta {simpli&:açoeo nlo obsemdas no
-~·.
sabonete pnxaso DOI'II1S! de Q<jUislçi:> de linguagom); V<Xabulm1o n:strito deccrrena: de dificuldades em adqu!rlrncvu polams, c:ao ~ 1110 deawiado de dêiticos,
pc:i&aies es=o repttSentalivol; ~de mem6da opomdcnal ~ e cstru!UI>Çio ar=adcal simpliB<:oda, pouco variada e aa! mesmo incorm>.
-~ tapete Os Atruos de LÚ~g\!2iom, em conjunto com o Dlllllrbic Eopcdâco de Linguagem {DEL), compõem as dwnadu Alwaçm EspecUicu de Linguagem.
Quando o a!IUO na aquiJiçlo inlcW da lla&\lagem ~ superado a~ os cinco anos, c:arac:teriza•oe apenas c:omo um Atraso de Llnguagem. Por outro lado,
pan a1aumas c:rlanças, um arruo na aquis!çlo IJniu!stica c:onl!gura-se c:omo o primeiro indicativo de um di>tórbio de lir>iuaecm que id persistir ao longo
·-" dos anos, interferindo na comUI!ÍCiçlo e no desempenho acadtmico, c:onllgunndo o DEL (Resc:or!a, 2002; Dalc et ai., 2003).
;;....:.._, 60
i:! P1F IM\AOOO PE l.t!cõ.wj!M
·.__,
t.3
"-"

..... balhada por meio de atividade lúdica. A criança deverá


produzir. Esse tipo de esttatégia é denominada "in fonologj".
1. Trabalhar a maturidade simbólica,· para que a crian- Intervenção terapêutica 2: quando a criança for
sempre ser estimulada a utilizar o ~io verbal, pocranto ·~·.,___
-
ça seja capaz de realizar brincadeiras simhólicas mais capaz de imitar uma ação, a intervenção passará a visar a
elaboradas, o que influenciará diretamente na aqui· elaboração da brlncade!Ia simbólica por pa.r.e da criança. Intervenção terapêutica 3: existem diversos jo· a brincadeira e os brinquedos Selecionados devem ne· (._/
sição de linguagem. No início, o fonoaudiólogo pode sugerir açées e auxiliar gos e atividades que podem ser utilizados no trabalho cessariamente propiciai uma.·~ futeração paciente/
terapeuta. Como a criança é8ih Atraso de Unguagem '·--.-:
2. Aumentar o repertório lexical da criança. a criança, posteriormente a criança passar:í. a elaborar de aquisição lexical, como por exemplo, atividades ·de
3. Aprimorar a pragmática, aumenrando a utilização do tudo sozinha. Em um pióx1mo momento, espera-se que a pintura, de colagem, jog~· de meniória e jogos de as· muitas vezes possui difiCijlclad~ COil\ diferentes aspectos
meio verbal em detrimento dos meios vocal e gestual. criança utilize também objetos substitutoS na brincadeira,
,· ' '
sociação semântica. Independente da atividade, é im· lingufsticos, o terapeuta ·devé':olhár .todas as áreas em
conjunto na hora de elaborar sua intervenção. No caso
,.· --·
4. Adequar a fonologia, partindo da discriminação au· por exemplo, utilizar peças de lego como comida ou um portante trabalhar poucos vocábulos por sessão e, se "':-;
ditiva para produção do fonema isolado, na sílaba, na · lápis como foguete. Épreciso estar atento aos brinquedos possível, dentro de uma mesma categoria semântica. específico da pragmática, onde o objetivo é estimular a
\~~
palavra e posteriormente na fala espontânea. utilizados na intervenção. Vale a pena utilizar os mesmos troca de turno .e a verbali:záção, é necessário .analisar a
prova de vocabulário e· de fóhologia; para propor uma .. '~
5. Trabalhar a memória operacional fonológica. brinquedos e repetir a brincadeira em mais de uma sessão, Intervenção terapêutica 4: passar para os pais uma ·~~

6. Aumentar o domínio das estruturas gramaticais da para observar a evolução do paciente. Ao final da inter- lista com bs vocábulos que focam trabalhados nas sessões, tarefa com objetoS que a criança seja capaz de nomeat ,.
~...:~
Ungua. venção, espera-se que a criança seja capaz de realizar uma para que o aprendizado desses seja reforçado em casa. Por
7. Aumentar a extensão dos enunciados. brincadeira com vários elementos interligados. exemplo, se durante a sessão foram tiabalhados alguns Intervenção terapêutica 2: orientar os pais para
':-'/

8. Trabalhar o discurso, para que esse seja realizado alimentos, os pais podem levar a criança ao supermercado que esses realliem briné:àdeira! semelhantes em casa
com coesão e coerência adeq~a~as. Intervenção terapêutica 3: ao Bnal das sessões, sem- para comprarem juntos os mesmos alimentos. e também exijam que a criança, quando ela for capaz, '--;
pre relatar aos pais o .que foi feito e solicitar que eles repro· interaja verbàlmente. ·
·~ ..._.....·;./
duzarn a brincadeira em casa para otimizar o aprendizado. ·~

·., 0BJrnYO ESPECfACO 3: CATEGOPJZA,ÇÃO SEMÂNTICA COM i


~,~,'
O OBJETIVO DE ORGANIZAR O SISTEMA l.EXICAL. OBJETIVO ESPECIACO 5: TAABALHAR A DISCRIMINAÇÃO

IV. OBJETivos EsPEdFICOs EREsPEênvAS OBJETIVO ESPEdACO 2: AUMENTAR O REPERTÓRIO


AUDITNA, COM O PROPÓSITO ESPECIFiCO DE ADEQUAR A
-~~:
FoNOLOGIA.
INTERVENÇÕES TEAAPtUTICAS2 LEXICAL DA CRIANÇA NO OMPO SEMÂNTICO EM
·,~-/
QUE ELA DEMONSTRA TER MAIOR DIFICULDADE". Intervenção terapêutica 1: iniciar o trabalhodeca-
tegorização solicitando que a criança "separe"/'arrume"
Intervenção terapêutica 1: as atividades de dis· '·'-"
objetos de categorias superordenadas (animais x vestu-
Intervenção terapêutica 1: realizar brincadeira criminaçáo auditiva devem ser realizadas com base na
OBJETIVO ESPEdF!CO I : TORNAR A BRINCADEIRA
<" ário), para depois categorizar objetos da mesma catego- i.,~

lúdica com os vocábulos selecionados, atribuindo ftm- prova de Fonologia da criança. Na atividade, será tra·
SIMBÓLICA MAIS ELABORADA3• ria semântica, iniciando pelos co-hipõnimos distantes
çées e descrevendo os traços semânticos para facilitar o (animais da fazenda x animais selvagens) e finalizando
balhada a discriminação do fonema que a criança tem
aprendizado. Durante a brincadeira, solicitar que a crian· o trabalho com os co-hipõnimos próximos (animais de dificuldade de produzir, por exemplo, caso o paciente
··~·'!
ça nomeie os vocábulos para verificar o aprendizado. Na realize frontalização de velar de maneira produtiva,
Intervenção terapêutica 1: no início da inter- estimação· cachorros x gatos).
será preciso trabalhar a discrlminação dos fonemas /ti
venção, caso a criança não seja capaz de produzir uma sessão seguinte realizar a mesma atividade e averiguar se
x (kJ e /di x (g(. O terapeuta deve iniciar solicitando à
~
brincadeira com elementos simbólicos, o terapeuta a criança adquiriu o novo vocabulário. Com base nesse Intervenção terapêutica 2: realizar atividades de
criança que discrimine inicialmente apenas o fonema, :~
deve realizar a ação e solicitar que o paciente apenas resultado, decidir se o trabalho terá continuidade com os categorização em que a própria criança deve criar suas
mesmos vocábulos ou se novos poderão ser inseridos. categorias. Para esse trabalho, podem ser utilizadas pe- posteriormente sílabas contendo o fonema e, por úl- •,
repita; a complexidade das ações r~alizadas pelo fono- ~~.;

ças de diferentes formas, cores e tamanhos e a criança timo, pares mínimos de palavras que iniciam com os
audiólogo aumenta conforme a criança melhora seu
lnterverlÇão terapêutica 2: caso a criança possua um deve organizá-las da maneira que achar mais pertinen- fonemas. Em todas as etapas a ordem dada é sempre a ·,,._,./
desempenho. Exemplo: terapeuta alimenta uma bo·
repert6rio fonológico limitsdo, é interessante selecionar os vo- te; Durante todo o processo, o terapeuta deve auxiUar mesma: "Fale-me se o som/sílaba/palavra é igual ou di-
neca, criança imita; terapeuta alimenta uma boneca e
ferente". Para estimular a criança, essa atividade pode ~
depois dá banho, criança imita. cábulos de acordo com os fonemas que a criança é capaz de o paciente e questionar. a lógica utilizada por ele.
ser realizada em conjunto com uma brincadeira.
2. Observações importantes:
2.1.N1o ~ poos!ve! preebar o nllmero ele oe»ôcs necesW!as para estimular cada habilldaele, pot. isso dependerá da evolução do paciente, por~m crianças OBJETIVO ESPECIFICO 4: AUMENTAR A UTIUZAÇÃ.O DO MEIO Intervenção terapêutica 2: realizar bombarde- ,::::·
com Atraso de Unguagem ttndem a apmentar uma evoluçAo nlplda. amento auditivo. Elaborar uma lista de palavras que
2:1.Em uma tnOSml sessAo ~ poosívelestimular diferentes habilldades, at~ mesmo para tomar a sessão mais dlol.m!ca. e Interessante, encretanto ~ precuo VERIBAL E A TROCA DE TURNO COM O INTUITO DE .....__
,~·

olhar a avallaçlo COI!lpleta da criança para ~ekdonar quais do as prioridades. Dessa fol'mll, em uma mesma ...,lo o fonoaudiólogo pode realizar MELHORAR A PRAGMÁTICA. contenham o fonema que deve ser adquirido pela
advidadta de vocabul4rio, fonologia e pragaadca. Po~m deve-se ter eonsei!nci2 de que, por exemplo, 1e uma criança não coruegue construir Era.es, não
será possível realizar uma atividade ele iwradva. criança na sílaba inicial. Ler a lista em todas as sessões :~
2J.Em !tidas as atividades proposw, o terapeuta elevem conrrolar a velocidade de fala (reduzida), para que o paciente tenha um tempo maior para e solicitar que os pais façam o mesmo diariamente.
proe..aar ao infonnaçõO.. · Intervenção terapêutica P: a pragmática será tra· -:-----
.:~·
3. A maturidade limb6Uca deve ..r estimulada por meio de advldadel~diea. Os brinquedos selecionados devem estar de, acordo com o propósito da
lntervonçlo, portanto elevem favoreeer uma brineadelra llmb6Uca. O material mala Indicado ~ composto por objeto< r<ais do dia a dia (miniaturas de
móveb, alimentoa, roupas ett.), anlmaiJ (mlnlaruras e fantoches) e pessoss (bonecos e f.mtoc:hes).
5. Duas observaçOes imporunt., para esse trabalho: oa gestos e as vocalinço.. não devem ser ace!ros em todos os 1n0mento<; atMdades que a crianÇa ~ ~~~{
4, Por exemplo, vestuirio ou metoa de transporte. Independente da lnrervençlo tera~uriea que senl reali:ada, ~ Importante que sejam trabalhadoa poucos
capa: de realizar sotlnha não são adequadas para ess< tipo de intervenção. '
vocábuloa por sessAo, de quaao a sob, para que a criança possa :wlmilá-loa.
:§J-
62 63
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PL.ANos TEIW'Micos FoNO>UoiOI.óc;~os (PTfs) 8 8 PTF•mAW!IJoelJNCtJ)G<M

;:;::-~_-:. I

>.t......::; ÜB)ETIVO ESPECIFICO 6: Ti'ABAU-IAA A FONOLOGIA para as polisst1abas. As não-palavras selecionadas devem Por exemplo, entregue para a criança a figura de uma pessca IntervenÇão terapêutica 2: reconto de histórias.
;;s.:.""o - PRODUÇÃO DOS FONEMAS-ALVo!. conter semente fonemas que a criança é capaz de produ- nadando, ela poderá falar: "Ele está nadando.". Conforme o O fonoaudiólogo lê junto com a criança um livro, mos·
mExemplo de não-palavras: topi/quifopa,tn;openica. progresso da criança, aumente a complexidade das figuras trando as figuras e, posteriormente, solicita que ela,
~:~ para que ela precise elaborar frases mais extensas, subordi- sozinha, recente a história. Se necessário, o terapeuta
Intervenção terapêutica 1: mostrar para a crian· Intervenção terapêutica 2: a lista de não-pala· nadas e coordenadas. Proponha para a criança utilizar os se· deve fazer correções durante a narrativa da criança.
~.,
.- ·,1 ça o ponto articulatório do fonema-alvo e solicitar que vras utilizada em terapia deve ser passada para os pais, guintes elementos: mas, entretanto, porque, já que etc.
e!a produza o fonema isoladamente. para que eles reforcem em casa o trabalho realizado em Intervenção terapêutica 3: elaboração de história.
-~

terapia. Passar para casa somente a lista que a criança Intervenção terapêutica 3: atividade de elabora· Utilizando um livro somente com figuras, solicitar que a
Intervenção terapêutica 2: quando a criança for consegue acertar, pelo menos, 50%. ção de frases a partir de brincadeira lúdica. Elaborar uma criança conte a história. lrúcialmente o fonoaudiólogo
capaz de realizar a produção isolada do fonema, deve· pode dar um exemplo e auxiliar o paciente. Também é
--....-
__ brincadeira com a criança em que um boneco/fantoche/
rão ser realizadas atividades em que ela deve ·nomear ÜB)ETIVO ESPECÍFICO 8; AUMENTAR O DOMÍNIO animal execute uma ação. Posteriol'mente, solicitar que interessante utilizar histórias em que a criança precise fa.
/-....- figuras/objetos que contenha!ll o fonema-alvo na st1aba DAS ESTRUTURAS GRAMAnCAJS DA LiNGUA7• a criança elabore uma frase explicando o que observou. zer inferência e solucionar problemas. Para isso, o fone·
. inicial, mediai e final, sempre obedecendo essa ordem. audiólogo pode fazer perguntas como: "O que você acha
~Y~
i que ele deve fazer agora? O que você faria se isso aconte·
~
Intervenção terapêutic~ 3: al'ós a nomeação de Intervenção terapêutica 1: por meio de brincadei· ÜBJETIVO ESPECÍFICO [ 0: APRIMORAR A QUNJDADE cesse com você? Você mudaria o final da história?".
--.;:~
palavras, a criança passará a utilizar o fonema-alvo em ra lúdica controlada, o fonoaudiólogo deve realizar ações, DO DISCURSO - EXTENSÃO, COESÃO E COEI\tNCIA.
~-- frases, em atividades de repetição e elaboração. evidenciá-las para a criança, nomeá-las e sclicitar que a Intervenção terapêutica 4: elaboração de história
criança ~ repita. Exemplo: aprendizado da preposição a partir de recanto de ações. Elaborar uma brincadeira
.A'.~ Intervenção terapêutica 4: a última etapa para a "com". Terapeuta brinca de fazer "comidinha" e fala para Intervenção terapêutica 1: o discurso pode ser tra· com a ci:iança, por exemplo, levar o carro no posto, abas·
R:,
aquisição do fonema é a utilização do mesmo em fala es- a criança: "Estou fazendo a comida com a panela",- depois, balhado utilizando sequências lógico-temporais. Antes da tecê-lo e lavá-lo, e sclicitar que ela narre o que foi feito.
pontânea. lnicialrnente, a fala pode ser mais controlada, pede para ela repetir o que foi dito. É necessário criar di- elaboração do discurso por parte da criança, é nece!sário Além de brincadeiras, o fonoaudi6logo também pode so·
r...:;:-' utilizando, por exemplo, um livro de histórias. Por fim, o te· ferentes situações em que o uso do "com" seja necessário. que ela seja capaz apenas de organizar as figuras correta· licitar que a criança explique, por exemplo, como se faz
rapeuta deverá apenas monitorar a produção do fonema na mente, respeitando a ordem cronológica dos aconteci· para escovar os dentes, como se faz um suco de laranja
...:.:o.::.--.
fala espontânea e corrigir a criança sempre que necessário. Intervenção terapêutica 2: fazer a mesma inter- mentos. Em seguida, o paciente. deverá nanar os aconte· ou o caminho que ela faz para ir à escola.
Todas as intervenções propostas nesse item podem ser rea· venção descrita anteriormente, porém solicitar que a cimentos observados. Frequentemente, a criança apenas
----:. lizadas com diferentes brincàdeiras, apenas para estimular a descreve o que está vendo. Cabe ao fonoaudiólogo mos·
criança complete a sua fala. Exemplo: "Estou fazendo a .. Intervenção terapêutica 5: sclicitar aos pais que
.z:: criança, sem que tirem o foco do objetivo principal. comidUiha " trar a ela como elaborar uma narrativa, interligando os leiam óti"'~ntem urna história para a criança diariamente.
:~.-
elementos, observando as relações causais e produzindo
:I . Inte!'Venção terapêutica 5: quando a criança já Intervenção terapêutica 3: monitorar a fala da uma narrativa com início, ll).eio e fim, coesão e coerência.
--~·:. estiver produMdo o fone~ corretamente em terapia, criança, verificar se ela está usando os elementos gra·
passar para os pais uma lista de figuras que deverão ser maticais de forma correta e, se necessário, corrigi-la.
-""". nomeadas pelo paciente diariamente.
-~:\
·'; ÜBJETIVO ESPECÍFICO 9: AUMENTAR A EXTENSÃO DOS
----::1 ÜB)ETIVO ESPEdACO 7: Ti'ABAU-IAA A MEMÓRIA ENUNCIADOS.
OPEI'ACJONAL FONOLÓGICA COM O OBJETIVO DE
/-::
ORGANIZA'\ o SISTEMA f'9NOLÓGICO DA CRIANÇA. V. B!BLIOGFWIA SUGERIDA AO
Intervenção terapêutica 1: atividade de repetição FONOAUDIÓLOGO CLfNICO
,~-.
de frases. O fonoaudi6logo irá elaborar frases, com grau
/~'- IntervenÇãO ~pêutlca 1: realizar atividade de re· crescente de diiiculdade, e solicitar que a criança as repita.
petição de ~·PâJá~O ~deve ser iniciado com
,.:...:;;.;.,,
a repetição de i@i:~~ dissl1abas. Quando a criança Intervenção te!apêutlca 2; atividade de elaOOração de BEFI-WPES, DM. Alterações do desenvolvimen· BEFI-LOPES, DM. Alterações do desenvolvimento
)
i=.:.
esti:ver g~....,.;;;~;,:-'''"''
~~~.. Jl91;i,V:O __
lta de 90%
__ das repeoçoes,
.• pas· .fraSes à partir de figuras. Utilizar figuras de ação e sclicitar to da linguagem. In: LIMONGI, SCO (Org.). da linguagem: prfncipios de avaliação, dia.gnós-
sar para a ~tiçãp das não-pálavras trisstlabas e, por flm,
.. .. -~·":;·;},;' ;'- ...... ; .
que a criança elabore uma fràse a partir do que está vendO. Fonoaudiologia info-rma&ãD para f~. Linguagem: tico e intervenção. In: LIMONGI, SCO (Org.).
r~. desenvolvimento normal, alterações e distúrbios. Rio Fonoaúdiologia: informação para a formação • pro·
6, Qumlo &~:atlvcr dllcdmkw.lo o foaema alw (quo ela 10111 dlBculdad. d. p!OdÚzir) .;. palavras, tm inldo a próxima etapa para adequar
de Janeiro: Guanabara KOOgan, 2003. v.l, p. 19-32. cedimentos terapeuticos em linguagem. Rio de
~'.
··=·~~~produçlodom...... . . . . . '. . . Janeiro: Guanabara Koogan, 2003. v. 1, P; 1·12.
7. Grande ponl:dü é:rluiçu C01D Alzaoa de 1Jnsua8em ..,. diflculdade com pabvru d. clwe fechada (prepoo!çlo, pro110111e, artigo, advábio e
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conjiUIÇio}-e ........... elaoeu=o que dcvao ... priorizadoo ..... inurvençlo•

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..,--_:
.._~·

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simples, com presença de maior número de erros


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predicting persistent and transient language diffi. gramaticais, ausência de marcadores temporais, uso
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com. br/vi verme nte/reportagens/poucas_palavras.
html>. Acesso em: 08 jun. 2012. 46, n. 3, 544·60, 2003. ·-:-
1. A nattativa ~uma tarefa complexa que rc:quer integt2~o lingu~tka, cognitiva elubilldades sodaia (Botting. 2002). é catiCterl:ada como sendo
uma se:qu!ncla de friU~ relaCionadas temporalmente que se referem a um determinado wunto. A namtlva inclui tanco lnformaçOc.s acerca du
PALMIER!, TM. Comparação entre o desempenho fone· carncteruticu e evento~ da hbtória, ou seja, o enredo, como 01 comenWioo do narrador da hbtóda (Labov e Waleal:y, 1967). ~/

De"a forma, o.s '-'!"<to.! rc:quuitadoa pm a prccluçlo de uma boa rwradva envolvem complexa habllidad.. lingu!st!cu, cognidva.s e afet!vo-lOCials.
VIl. REFE~NCIAS. BIBLIOGRÁFICAS UTILIZADAS
lógico e lexical de crianças com alteração do desenvol· l.lngui>dcamenre, a criança deve, no nlvellexicol, fornecer u informaçOes a reope!to da.s catiCterúdas e eventoo da hbtória, ll.lando adequada "trutura ._,
vimento da linguagem. 2002. Dissertação (mestrado) morlo,.intádca par-a ardcular a sequ!ncia dos eventos e suas relaç6ea tempomb. (Ãgn!t!vamenre, a aianÇII nec<SI!ta infcrit a motivação da.s aç6c:s vindB.I
PARA ELABORAÇÃO DESTE CAPÍTULO Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Huma nas, do.s proragonbra. e as rdaç6e.!l6gicas entre oa eventos e o rema da hbtória (l.abov e Waletzky, 1967; Labov, 1972). E, !lnaJmenre, considerando os
upecros sociais, remos a nec"'!dade de adequaç~o da rwradva aoa ouvintes (krnan. 19.77).
Universidade de São Paulo, São Paulo. A produção namtiva envolve coorden2çio de habilidades morl""irutdcas e sem!ruicas dentro de um sistema que inclui cotu!deraçOes pmgm.!ticas e
convençlles culturai>, govemaodo como a informa~o deve ser apresentada dentro do contexto para informar adc:quadamenre o ouvinte (Paul e SmJth, ·'"-:'
1993; Hughes et ai., 1997; Fey et ai., 2004; Pr!ce et ai., 2006).
BEFI-LOPES, DM. A~aliação, diagnóstico e aspectos RESCORLA, L. Language and reading outcomes to Estudos apontam que há diferença. quandtati= e qualltadva.s elas narrativa.s produ:idas por crianças com l)i,túrhio Específico de linguagem (DEL)
terapêuticos nos distúrbios específicos de linguagem. age 9 in late·talking toddlers. ] Speech Lang Hear quando compmdu às rcallzada.s por aiançu em desenvolvimento típico de linguagem (McFadden e Oillam, 1996; Newman e Mc:Grego~ 2006; Befi ·v
-/

Lopes et ai., 2008).


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adequar tab habilidades visando prondr uma boa P<ifonnmu:• delfn&uasern futura (PaUl e Smirh, 1993; D!clcin.on et ai., 2001; Gr!ffin er ai., 2004;
SCO.. Tratado de .fonoaudiologia. São Paulo: Rocca, Pankratz" ai., 2007). -._,·
2004.p.987-1000.. N..te Cap!tulo, !remoa abordar o Plano Terap!utico Fonoaudiológ!co (PFTJ para u crianças diagnosdcaclas com DEL que apresentem d~ficlts rw .:..:_..,r
habilidades namtiva.s. ·
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PLM:>S TEJW>àmcos FONOoUOIOLóc;ICOS (PTFs) D D PTF '"""' HABiuOAOes NAAMr....s NO DW"'o EsPEciACO OE lJNGU.oa1
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mes e conjunções e menor diversidade e sofisticação audiólogo, faça o que será.solitado para a criança. Então OBJETIVO ESPECIFICO 2: ESTABELECER UGAÇÃO livros infantis, p~quenos filmes e desenhos animados
4
vocabular (Liles e Purcell, 1987; Gillan e Johnston, ·mostre para a criança as cenas, identifique a primeira fa- ENTRE EPISÓDIOS, FATOS E CENAS , (no caso da disponibilidade de equipamentos eletr6ni·
_;;:;~·,: cos no local de trabalho). Ap6s a seleção da história, a
1992; Scott e Windsor, 2000; Greenhalgh e Strong, zendo uma breve descrição e depois descreva as demais
,/'""\
.......__, 2001; Fey et aL, 2004; Newman e McGregor, 2006; cenas e solicite que a criança mostre qual seria a segun- mesma deverá ser contada para a criança dando ênfase
Luo e Tunler, 2008). da cena da história. Caso a criança não saiba identificar Intervenção terapêutica 1: para se estabelecer li- (aumento do volume de voz do terapeuta) nos elemen•
,-..,
,__J..:.:.,_.;
3. Menor adequação de coesão, mais episódios incom• a cena correta, descreva novamente a primeira cena e as gação entre episódios, fatos e cenas, é necessário o uso de tos gramaticais que estabelecem relação entre as cenas,
pletos e menor elaboração episódica (LUes, 1985; demais cenas mostrand<;> para a criança~ a cena descri- conjunções coordenativas, sendo estas: aditivas (e), ad- coino por exemplo, ao invés de dizer: "O menino esta-
~)
Liles e Purcell, 1987; Merritt e Liles, 1987; Strong e ta relaciona-se diretamente com a primeira ou não. Se versativas (mas), alternativas (ou), explicativas (porque), va andando. O menino tropeçou na pedra. O menino
Shaver, 1991; Purcell e Liles, 1992; Paul et al., 1996; ainda assim a criança não saiba identificar as cenas sub- conclusivas (por isso) e conjunçõeS subordinativas, sen· caiu no chão. O menino se machucou", ou seja, contar
Ukrainet:z et al., 2005; Ukrainet:z e Gillam, 2009). sequentes, reproduza a história na forma de um teatro, do estas: integrantes (que, se), causal (porque, por isso), a história em frases curtas separadamente, podemos di-
--- usando como aÍJoio fantoches e depois reinicie a tarefa comparativa (do que), concessiva (embora), condicional
(desde que), conforrnativa (conforme), consecutiva (de
zer: "0 menino estava andando E não viu a pedra no
chão POR ISSO ele caiu E se machucou''. Depois de
com as sequências lógico-temporais.
Após este processo, mostre ouna sequência lógico- modo que), final (para que), proporcional (à medida que), contar a história para a criança, peça para ela recontar
.~-.--.

•temporal que contenha o mesmo número de cenas que a temporal (quando). No desenvolvimento da linguagem, o da mesma maneira e chame sua atenção para o uso
sequência dada como exemplo. Identifique a primeira cena uso das conjunções coordenativas ocorre anteriormente de palavras, no caso conjunções que estabeleçam re-
,-"'""'-:,'· 111' ÜBJETIYOS GEPAJS se comparado às conjunções subordinativas. No processo lações. Como colocado anteriormente, primeiramente
e peça para a criança ordenar as cenas cronologicamente.
de reabilitação, devemos seguir ~s passos do desenvolvi- deve-se estimular o uso de· conjunções coordenativas
--- É recomendável que se inicie a intervenção com
sequências lógico-temporais com poucas cenas (inicie mento da linguagem, trabalhando primeiramente as con- e, posteriormente, o uso de conjunções subordinativas.
A>. com três cenas e de acordo com a facilidade da criança junções coordenativas e, posteriormente, as subordinati-
1. Adequar as habilidades narrativas visando melho-
..~\ aumente o número de cenas), e que retratem o coti- vas. Então, antes de planejar aS interveções terapêuticas, Intervenção terapêutica 3: ao final das sessões,
rar o desempenho social do paciente em situações
-----_;
diano da criança (exemplo: hora de dornúr, hora do a análise da fala espontânea da criança mosnará se ~la sempre relatar aos pais o que foi feito e solicitar que
comunicativas.
.:.e~ lanche, ida ao dentista ou médico, fazer compras, ir a faz uso de conjunções coordenativas e subordinativas de eles reproduzam a atividade em casa, para otimizar o
\ :-,_
praia), Note que é possível aproveitar esta intervenção maneira correta ou não e qual sua frequência. A partir aprendizado.
,.Q, desta análise, poderemos decidir se será necessário um
e trabalhar em conjunto o vocabulário expressivo de
algum campo semântico que possa estar deficitário. trabalho específico com os tipos de conjunções ou se po-
rv. OBJETIVOS EsPECiFICO$ E REsPECTIVAS deremos propoç atividades que estimulem a produção de ÜB)E'IWO ESPECIFICO 3: ESTABELECER RELAÇÃO DE
·-'-. 2 conjunções de maneira mais global, como na intervenção CAUSAI.IDAD~ ENTRE FATOS, EPISÓDIOS OU CENAS 5•
INTERVENÇÕES TEAAPÊUTICAS Intervenção terapêutica 2: quando a criança for
capaz de sequenciar cronologicamente as sequência terapêutica 2descrita neste Objetivo Específico 2.
-~·
lógico-temporais, podemos organizar de maneira ina- Pensando num trabalho específico com as con-
_,_ Intervenção terapêutica 1: utilizando sequências
--- OBJETIVO ESPECIFICO I : SEQUENCIALIZAR EPISÓDIOS,
dequada uma sequência lógico-temporã! e solicitar que
descubra onde está o erro. Esta tarefa demanda muita
junções, pode-se sugerir que sejam apresentadas duas
frases, representadas graficamente por desenhos ou lógico-temporaiS\ o terapeuta poderá fazer perguntas
que estimulem a criança a' estabelecer ligações entre
~:- FATOS E CENAS3• atenção por parte da criança, além de estimular que não, e que seja solicitado que a criança transforme as
duas frases em somente uma, como por exemplo, ':A os episódios, como por exemplo, numa história em que
.::::.:.; ela organize mentalmente a ordem dos acontecimentos
menina saiu para brincar. A menina voltou porque um menino aparece machucado após tropeçar numa
·• fazendo com que estabel~ça relações de causalidade.
·.-:) . Intervenção ~rapêutica 1: no início da interven- estava chovendo • A men,ina saiu para brincar, mas pedra e cair no chão, podemos perguntar à criança:
. -.-;
ção, mostramos para
-~- Crian~ as figuras que formam à Intervenção terapêutica 3: ao 6na! das sessões, sem- voltou porque estava chovendo.". Outia atividade in· "Por que o menino está machucado? Por que o menino
'-·
'"" história selecionada. Muitas crianças terão dificuldade,; pre relatar aos paiS o que foi feito e solicitar que eles repro- teressante é propor que a criança complete as frases: caiu no chão? Por que o menino tropeçou?", Caso a
criança não saiba responder as perguntas, o terapeuta
... j de compreender ordens·-muito longas, por este motivo é duzam a atividade em casa, Para otimizar o aprendizado. A menina deixou o doce na mesa e,______.
/-: deverá dar uma resposta como exemplo e retomar a
indicado que primeiramente o terapeuta, no caso fono- Vou comprar um lanche ou _________.
--
~
·--·-··-·--------··-·--·-·~,-

2. Oboemç6et lmpot!antes:
__ ..._

2.1. Nlo ~ polllvel predaar.o nlllnero ele w.sOes newoúiao para estimular cada upecto, poil lua dependeri da evcluçlo e sravidade do· quadro cl!nico do
A mãe ficou contente porque________.
Amanda saiu para brincar mas.________.
atividade.

Intervenção terapêutica 2: o terapeuta deverá


paciente. . ·· · _ .

-. 2.2. Élundam=tal- teilliar avallaçlo ele todoo cooubsbtemu da ~ (ptasmádoo, fonológico, láico sem1ntico, morfculnttdco) anteriormente ao
proceuc deln~ vtaando dotar 01 upectoo que devem oer priorizadoo. Neste sentido, prlmeinmente o paciena: ucceulaa ...- c:apoz de produ:ir
fruadln~~~~~voo, verbos e clcmeniDI eramadcals den!rO de um contexto, para que se poooa Investir cspcdficamcnce tw habilidade!
Intervenção terapêutica 2: o terapeuta deve-
rá selecionar uma história que pode ser representada
orientar os pais da criança a realizar perguntas sempre
que contarem uma história para a criança, garantindo
--~ narra~. ! . . . . . ~· ~ ·
por sequência lógico-temporal, teatro com fantoches, que as relações de causalidade tenham ficado claras,
2J. A aclcçio do'IÍÍIIê:riâl'11Üdo com a criança deve atender "' seeulntes c:ritb!OI: idade (criança~ maiJ novu tendem a oc intcr.sw por advidada que
envolvem obj~~) c coDdlçlo IOdocconOmlca cultural (dcvcmoo priori2ar materiaiJ que façam pvtc do ocu coddiaoo);
~ 2.4. Em todu u'ati'V)illdà prq.i1tis, o~mpcúta dovm conaolar • velocidade ele fala (rcdu:ida), para que o p~te tenha 1110 tempo atalor para
proccuaru~. S. Material: sequ!nciu lóiico·tcmporaio, fantochca, UV!OIInfantb, fUmes, desenho. animados.
;:~
J, Matcrtal: ~ 16iico·temponls. 4. Material: sequhu:iu lóiico-tcmporall, fantoches, livros Infantis, fUm.., dcseMc. animados.

....:_.
~- <O
:
~--------------------------------------~~~~~~~~~~g:~~~~~

"-"'·

·"--
OBJETIVO ESPECIFICO 4: REALIZAR NAAAATIVA COM Intetvenção terapêutica 4: o terapeuta poderá ler V. 81BLIOGAAFIA SUGERIDA AO VI. BIBLIOGAAFIA SUGERIDA AO
COESÃO ECOE~NCIA ADEQliAOA À I~.
~-:
um livro ele acordo com interesse e faixa etária da crian·
FoNOAUDióLoGo CúNICO PACIENTE ou REsPONSÁVEL
ça e, post~ente, solicitar que a criança recente. Se ~.:

houver difcculdades no reconro,. cabe ao terapeuta mediar


Intervenç!io terapêutica 1: podemos iniciar a in· tal situação, evidenciando' para a criança os fatos que dei· ·~

tervenção terapêutica logo no Início da sessão pergun· xaram de ser menciónados ol,l que lkaram incompreensí- BEFI-LOPES, DM. Alterações do desenvolvimen· COMO CONTAR fllSTQRIAs. Disponível em:
tando para a criança: "0 que fez antes de vir à terapia? veis, modeL'!IIdo a fala da criança para o posterior recanto. to da linguagem. In: LlMONG!, SCO (Org.). < http://pt.scribd.colllf4oc/7284415/Como·
O que fez na escola no dia anterior? Como foi a festa Quando for observado muita dificuldade de recanto, uma Fonoaudiologia informaçíio para [ormaçao. Linguagem: Contar-Historias>. Acesso em: 19 jml. 2012. '--::-
do seu aniversário? Como foi a festa do Dia das Mães? estratégia que pode aüxiliar é solicitar que a criança repro- desenvolvimento normal, alterações e distúrbios.
Como foi o Dia das Crianças?", dentre outras pergun· duza antes a história por meio de teatro com fantoches. CONTANDO HISI'ÓIÜA Dispoofvel em: <'nnp://www.
Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003. v. 1, p.
tas pertinentes à vivência e ao interesse da criança. contandohlstoria.com/>. ~em: I9 jun. 2012.
19-32.' ~~·
Observar que, para a produção de narrativas nestes Intervenção te~pêtica 5:. o uso de pequenos filmes
casos citados, é necessário· que a criança compreenda ou desenhos animados auxilia a estimulação da produção BEFI-LOPES, DM. Alterações do desenvolvimento DICAS PARA PAIS E EDUCADORES • DICAS DE ·...:::::-~-
pronomes interrogativos (por que, onde, qual, quanto, narrativa. Sugere-se elaOOrar junto com o paciente estraté- da linguagem: príncipios de avaliação, diagnós- EDUCAÇÃO INFANTIL E INFORMÁTICA.
quando, quem, como) para poder responder correta· gias que facilitem a compreensão da história, como respon· tico e intervenção. In: LIMONGI, SCO (Org.). Disponível em: <http://sitededicas.nelO.uol.com. ··~..;.t'

mente. Sendo assim, é necess~o avaliar tal aspecto, ou der perguntas pontuais a respeito da história apresentada, For.otp.«liologia: informação para a formação • proce· br/ctrad.htm>. Ac~so em: 19 jun. 2012.
:~::~".
seja, verificar se a criança compreende e ptoduz dentro como por exemplq: "Quais os personagens? Qual o cenário dime~tos terapeuticos em linguagem. Rio de Janeiro: JOGOS EVÍDEOS. Disponível em: <http://di.scoveryki-
do contexto corretamente os pronomes interrogativos da história? Qual a prcblemárica existente? Qual a solução Guanabara Koogan, 2003. v. I, p. 1·12. '•.'(::;::,:.
dsbrasil.uol.eom.br/>. Acessei em: 19 jun. 2012.
anteriormente citados e, se ho~ver dificu1dades, é ne-
cessário ttabalhar, por meio de ex~'itiplos, cada prono·
me interrogativo que a criança tem difk~ldade.
enconttada para resolver o problema existente?", e, por fim,
"Qual o desfecho Sna!. da história?". Então, após a apresen·
tação de uma história, independente do recurso usado, m-
BEFI-LOPES, DM. Distúrbio do de5envolvimen·
to da linguagem oral. In: ANDRADE, CRF de;
MARCONDES, E (Org.). Fonoawliologia em
QUADRINHOS • HISTÓRIA SERIADA Disponível
em: <http://www.monica.eom.br/c.omics/seriadas.
·-
~J.
me, desenho ou leitura, o paciente deverá responder estas htm>. Acesso em: 19 jun. 2012.
Intervenção terapêutica 2: uma estratégia para perguntas que facilitarão a elaboração do recanto.
Pediatria. São Paulo: Sarvier, 2003. p. 79-88. ;;;:::;
o trabalho específico com pronomes interrogativos é o BEFI-LOPES, DM. Avaliação diagnóstica e aspectos i~-::-.
uso de uma trilha com diversas figuras em que a criança Intervenção terapêutica 6: orientar os pais a respeito terapêuticos nos distúrbios específicos de lingua·
deve fazer uma pergunta para o terapeuta, utilizan~o da importancia do estímulo em casa, mostrando a eles que gem. In: FERNANDES, FDM; MENDES, BCA; '·:Z:::·
um pronome interrogativo preestabelecido juntamente a todo memento que estiverem com seus filhos é hora de NAVAS, ALPGP (Org.). Tratado de Fonoaudiologia.
com as figuras da trilha. Por exemplo, temos a figura do estimulá-los. Muitos pais acreditam que, somente contando 2. ed. São Paulo: Roca, 2009. v. 1, p. 314-22. VIl. REFERtNCIAS BIBLIOGRÁFICAS UTILIZADAS ·?:;":
cavalo e a pergunta é "Por que": a criança poderá fazer histórias de livros, estão estimulando seus illhos e, na ver· PAAA ELABORAÇÃO DESTE CAPiTULO "-""'
·-...;,,.!
a seguinte perguO:ta: "Por que o cavalo está machuca- dade, pode-se estimular com ações Simples como tomar há- BEFI-LOPES, DM. Distúrbios específicos de lingua·
do?". Nesta atividade, ora a criança faz perguntas, ora bito perguntar à criança como foi seu dia na escola, contar • ' gem. In: LOPES-HERRERA, SA; MAXIMINO,
o terapeuta poderá fazê-las. a ela fatos ocorridos no seu dia a dia ou da sua infância. Se LP (Org.). Fonoaudiologia: intervenções e alterações
caso não conseguir compreender parte da história contada da linguagem oral infantil. Ribeirão Preto: Novo BEFJ.LOPES, DM; BENTO, AC; PERISSINOTO, J. ~'

.Intervenção terapêutica~: utilizando fantoches, pela criança, é importante que os pais façam perguntas para Conceito, 2011. p. 31-50 . Narration of stories by children with specific lan· _.,
'C......:.'
o terapeuta pode propor à criança a realização de um entender o que foi dito e organizem a história da criança, guage impairment. Pró-Fono, v. 20, n. 2, p. 93-8,
HAGE, SRV; GUERREIRO, MM. Distúrbio espe- 2008.
teatro que envolva diálogo entre os personagens. Isto solicitando posteriormente que ela recente novamente a· '::::::..··
cífico de linguagem. In: FERNANDES, FDM;
facilitará a narração de história por meio de disc4rso partir do modelo do adulto. Outra questão importante é
MENDES, BCA; NAVAS, APGP (Org.). Tratado BOTIING, N. Narrative as a clinicai tool for the as· "'-''
direto. orientar os pais em relação ao uso correto da Lfngua ao fala. . -·
de Fonoaudiologia. 2. ed. São Paulo: Roca, 2009. p. sessment of linguistic and pragmatic impairments. ._..
rem com seus filhos, prestar atenção na marcação do plural Child Lang Teach Ther, v. 43, p. 9I 7-31, 2002. T.:_,/
456-64.
no artigo e no substantivo por exemplo, pois somente dessa
forma a criança reproduzirá. de maneira semelhante. TAMANAHA, AC; PERISSINOTO, }; ISOTANI, DICKINSON, DK; TABORS, P (Eds.). Beginning lite- ~f-
SM. Atrasos de linguagem. In: LOPES-HERRERA, . racy with /anguage. Baltimore: Brookes, 2001.
,~; .•
SA; MAXIMINO, LP (Org.). Fonoaudiologia: in·
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of children with langilage lmpairment.] Speech Lang
Ribeirão Preto: Novo Conceito, 201!. p. 19-30.
Hear Res, v. 4I, p. I301-18, 2004. .__...
'-''·

,_·
-.......:.....•
6. Reconto de bis~ stmpl., e elaboraç~o oral de frues a partir de temas preestabelecidO! e reconto de atividad., e experiências vividas no cotidiano.
,..._..,,-
j~·.w

70 71
~
-~~~ P\.<N01 TEIWivncOI FoNQOj)OIOI.óc;COI (1'TFs) Ó

~:
r·--
,-._
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In children With àttention deficit hyperactivity di· reolaa;io do diqn6rtico implique necworiamcnte em um desempenhq aqu~m do esperado em duu ou maio 4rcao da llosuagcm. 01 DEU variam
UKRAINETZ, TA; GILLAM, RB. The expressive ela- subltancblmcnte em tennoo de pavidade c da modal!dade acometida. ~ po&S{vel que o co_,.edmentc seja rcstrlm l modalidade cxprc55iva
-~. sorder and language impainnent: appllcation of the (dbtúrblol expressivos) ou, t101 casoe geralmente maio giaveo, abrangente l comprecnslo (dinátbloo mlstoo) •. Eate Capitulo tratad exclwlvamente dos
boration of imagina tive narratives· by chUdren with
causal network model. Cün Linguist Phon, v. 22, n. DEUmi>toa. .
--=, specific lariguage impairment. J Speeçh Lang Hear AJ alteraçõea de'comprecNio poSsUem nonnalmcnte uma origem comum u alccraçõea expressiva.!, poli em amboa 01 CIIOI h1 uma dificuldade
1, p. 25-46, 2008. em dominar o c6dieo lingu!.tloo oral (Bbhop, 2005). AJ difu:uldadea semlntlcu.lexicab e gramadi:a!J apresentada pan compteender sentenças
Res, v. 52, p. 883-98,2009.
são normalmente semelhantes u encollàadai P"' produzir frases e exptessar idelas. úao Erelevante quando se protcllde propor um planejamento
--·
-.
MCFADDEN, TU; GILLAM, R. An examination of tmphtloo, pois frequcn~ ~,olij~):l~ n1o tedo como enfoque ~wlvo.~ ~recn&lo, mu o Píocàoo 1m&ulad<o subjacente.
UKRAINETZ, TA et ai. The development of expressi· Finalmente, Erelevante meilcicaar llmpcrtAnd& de se utiliiir meio& objetivos panaYiliar a compreelldo de llnaua&= A almça com DEL mi>to
the quality ofnarratlves produced by children with aprende a utilhar excwlwmenté iertcl e eipreuOes fidalJ pn sel:omun!ar. Naturalmente, 1'"'11' oboUvar comate!IÇio u plstu contatuais
ve elaboration in ficdonal narratives.] Speech Lang
~~-~~d~. Lang Speech Hear Serv Sch, v. 27, Hear Res, v. 48, p. 1363· 77. 2005.
c verbolo usodadu l comunicl;io, e ut!llza;u com maio ~ia para compreender a m e - (Bôldns el al, 2010). A pvallaçlo acuroda
da compreensiÕ, portanto, deve pnntlr que'eotal pistu ~ vetbolo (exemplo: pt~cula; aponlllr ou alhar pano que t 101idtado) nlo cstejllll1
p. 48·57, 1996. · dispotúvcll, • Sm de ldo:ntlfiar a real competenda lii>gu!sda da criança.

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n m .... !'.&!aa!!>clo º' Cç>r!o&t6!o NC!S p,m.o.çs E?pcos º' I.JNqJ!úe1
.
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111. OBJETIVOS GEAAJS2 associadas à nova palavra, mais chances a criança terá aprendida, entretanto, deve sex: "descartada". Ao in· OBJETIVO ESPECIFICO 2: COi"!PREI:NDER PRONOMES ,;'=~·
de annazená-las e evocá-las corretamente. Por isso, o vés de mudar completamente o foco para outras pa~, PESSQoiJS, POSSESSIVOS, INTEAAoGAMS, DENTRE OUTROS 5•
::·. h··~;-.J' ':·"...
trabalho de ampliação lexical não pode ser um simples lavras I eampos semânticos, é intereSsante incorporar '
~~,·

trabalho de repetição. Ao contrário, deve e.star sempre as palavras aprendiCias ao contexto do novo trabalho. IntervenÇão terapêuilci.''l: pronomes pessoais.
\~
1. Ampliar o. vocabulário. vinculado ao uso funcional, e deve ser associado a al- Exeinplo: se já foi trabalhado o campo "animais", e o Em uma brincadeira, o. [!:~peuta prppõe que a cada
2. Aprimorar a memória operacional. gum tipo de brincacteira/ativjdade lúdica. novo enfoque passou a ser 0alimentos", podem ser cria· momento alguém deve~: exe~tar uma ação diferente ··-~·
3. Compreender palavras de classe fechada (pro no· das situações em que os animàis vão comer diferentes (exemplo: "É hora de ~~~r~. "S~be quem vai comer
mes, preposições, conjunções etc.). Intervenção terapêutica 2: uma das formas frutas. primeiro I você/eu/ele,(ela),;. A, criança deve então dar ',:::;..
4. Compreender frases simples com estrutura "Sujeito mais efetivas de se trabalhar a categorização·semãn- comida para a pessoa iÍ:!dicadapelo terapeuta. ·,~!
• Verbo • Objeto" (SVO), sem apoio visual/contex· tica diz respeito à identificação das semelhanças e Intervenção terapêutica 4: o trabalho com ver·
tua!. diferenças entre os it~ns. Mesmo dentro de um úni- bos exige o foco na ação. É necessário que o terapeuta Intervenção terapêutica 2: pronomes possessivos. ··~
5. Compreender frases coordenadas e subordinadas, co campo semân!=ico (exemplo: "animais"), é sem- execute as ações enquanto·as nomeia, pata que a ctian· O terapeuta propõe uma ~tiyidade ein que a criança deve
sem apoio visual/contextual. pre possível salientar as .diferenças (alguns animais ça identifique corretamente o alvo. Alternativamente, adivinhar "de quem é o ~· (exemplo: adesivos para ~
6. Compreender histórias simples e complexas, literais voam, outros nadam ou andam) e as semelhanças outros personagens e a própria criança podem execu- colar em um desenhÓ). O ~Peuta pega três cartões e faz ~-
e inferenciais. (todos os. que têm quatro patas, todos os que vivem tar a mesma ação, pois assim énfatiza·se o verbo e não um desenho re~ta!ivo da. criança, no primeiro; dele
na flo~esta). Agrupar e reagrup~r os itens dando os agentes da ação. O trabalho com antônimos (abrir/ mesmo, no segundo; e dos. dois, no tereeiro. Os cartões são ~~~_/

nomes aos gtupps formados é extremamente im· fecha~ dormir/acordar) e o contraste entre verbos se• organizados eni. &ente à criança, que deve seledonar o dese·
~~
portante para que a criança refine as informações melhantes (pegar x puxar) costuma ser muito útil para nho correto dependendo do que o terapeuta diz (exemplo:
semânticas. Isso também é válido para palavras me· que a criança compreenda .o significado exato do ver· o presenie é seU/meu/nosso). A(s) pessoa(s) indicada(s) i~t:?
IV OBJETIVOS EsPECfF1cos El~ESPECTIVAS nos concretas, como os adjetivos. O enfoque nas se· bo, e possa generalizá-lo para as situações pertinentes. recebe(m) o adesivo. Este trabalho pode ser expandido
INTERVENÇÕES TEAAPtUTICAS3 ., melhanças e diferenças é o que vai permitir que a A ação deve ser sempre nomeada enquanto é execu- para a modalidade expressiva se a tmtíeuta selecionar o ~~'
criança identifique corretamente o alvo (exemplo: a tada, mas pode ser adicionalmente antecipada (exem· que
desenho e solicitar àcriança diga de quem é o presente.
·v·.
cor azul, no caso da apresentação de uma bola azul), plo: eu vou pegar esse boneco) ou comentada (exem·
e não o substantivo relacionado (exemplo: a bola). plo: n6s pegamos o boneco mais legal!) • ver Objetivo Intervenção terapêutica 3: pronomes interroga· ·:~ ...
. OBJETIVO ESPECJFICO I: AMPLW\ O VOCABUl.Áf\10 4• Específico 3. tivos. Este é talvez um dos mais diaceis de serem rra-
... .--...·
·.-,;:.:.r.'
Intervenção terapêutica 3: papel da repetição . balhados, pois nãÓ há uma forma simples de indicar
Se a criança apresenta DEL é porque precisa de um Intervenção terapêutica 5: quando o trabalho objetivamente a que o pronome ae refere. Um melo '-
Intervenção terapêutica 1: trabalhar com subs- '··
direcionamento pàra aprender aquilo que outras crian· apresenta pouca evolução, é possível que a dificuldade comumente utili2ado é dar opções para a criança esco·
tantivos concretos. A aquisição lexical depende em ças conseguem aprender naturalmente. É imprescindí- lhe~ no meio da brincadeira. Exemplos: "Qual desses a ~~~
tenha a ver com a quantidade de estímulos. Nunca é
grande parte da categorlzação semântica. É interes- vel que as novás palavras sejam repetidas em diversos gente pode vestiil (bola, carrinho, boneca)/ Quem tem
recomendável apresentar mais do que três ou quatro
sante, no momento da apresentação dos novos vocá- contextos a fim de que a criança tenha mais chances cabelo comprido? (PedrÓ, Henrique ou Bruna)". Para ~~·
novas palavras em uma única sessão, mas é possível
bulos, que o terapeuta selecione um campo semântico
especlfico (exemplo: "animais", "alimentos" etc.) e que
de identificá-las e armazená-las. O número de repeti;
ções necessárias depende do julgamento do terapeuta:
que em situações específicas, seja necessário redUzir aumentar a complexidade, é possível misturar as op-
ções. Exemplo: "Quem vai para a escola? (Pedro, bola,
·-v
ainda mais o número de itens. Inserir um novo estímu-
mantenha este enfoque até que os primeiros objetivos em cada sessão, é necessário criar oportunidades para lo em meio a estímulos já.conhecidos pela criança (ao carro ou Bruna) •. -:.:. . >'
sejam atingidos (palavras nomeadas/identificadas cor· que a criança identifique e nomeie a palavra correta invés. de apresentar todos"os novos itens simultanea- ---r;
retamente). O critério de seleção do campo semân· (respectivamente, vocabulário receptivo e expressivo). mente) pode facilitar o aprendizado.
rico deve ser norteado pelos· resultados da avaliação. Acertos constantes (e não aleatórios) são indicativos ~~-

Quanto mais ricas forem as informações semânticas de que o objetivo foi alcançado.' Nenhuma palavra

2. Os Objetivo. Gmis foram conc:ebidoo tendo como parâmeuo o planejamento terap~utico de uma crian;a que apresente diflculdades de compreensão
em todos os nlveis. ~ nece,.llria uma avaUa;ão precisa das habilidades de compreensão da crian;a a fim de iniciar o processo terapMico do estágio
.' '-'

~.7:)
mais adequado.
3. Observa;Oes: ·~,: .)
3.1 Muitoa doa objedvtll e intervtnçOes selruerpOem ou se complementam, indicando que o uabalho simultâneo~ poss!vele ar~ desejllv\Õ. A div~ão de
aiguru itena e.m t6pkos esped!koo foi feita para salientar cada aspecto uoladamente.
3.2 Para todos oa objetivos, ~ rec:omendivel que oterapeuta controle sua velocidade de fala. Espeda!mente quando se pmende trabalhar a compreensão, a
falalenr!Acada e bem artiCulada ~ fadlitadora, pois oferece mais tempo para que a crian;a prowse as informaçcles. ·
3.3 O crit~.rio de eocol!li doa objOtlvoa levou em considel"llçlo os detMndu mais frequentes em terapia. Sendo osslm, h4 uma s&le de estrutur&J frasaiJ que ,~:3)
nlo foram éont<mpladu noa objctiVIla mencionados, mas podem eventualmente c:on.stitulr foco da tcr:opla em casos isoW!oa. S. Os pronomes ~o palams que aubstituem ou podem rubsdtu~ nomea. Scomum quo a1an;u c:om DEL omltam estu palavru ou n1o u compreendam.
4. O reconbedmento lcxicaJ. ~ lmpresc!ndtvel para que a criança seja apaa de compreender senteru;as. A. atividade. de amplia ;lo do voabulir!o pob a fun;lo roferendal pode nlo estar necessarlimerue clua. O trabalho <m~udco deve ter )Uitamente este enfoque. Slo cl,esaitca IW exemplos de
devem visar rodo. oa dpoa de palavtU (aubstantiwa, adjetivos, verbot etc.), inic!aodo doa !rena mais conc:ret01 para os mau abstratoo. Para maiOres como rr.abalhar este objetivo, mas as estratégias apresentadas ~o tio simples que podem aer Implementados de d!Venu iimllsa durante 1 interaçlo com a :<.."'. J;
informa;Oes, ver·m para Rtabilita;lo l.eodal em Distlltbio Especlflco de Unguagem.
criança.
.:~·~;i'
74 75
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Pl.'NOS TE1W'Mlcos FONa.u:>IOLOOCOS (PTFsl PTF '""' 1\wJUT>d<? ""COMPmNSlo NOS D!S'!\)I>BIOS EsPEdFICOS DE UNGUOGEM

:·~··!

-~--~~
OBJETIVO ESPECIFICO 3:
COMPREENDER MORFEMAS primeiro momento, oferecer pistas visuais para que a pacientes da ação (exemplo: bola•. cadeira, carro ou até pois estabelecem'rela~ões extremamente simples entre
as orações, e por esta razão devem ser as primeiras a
~) GRAI'VITlCAIS E NOMINAJs6. criança entenda e execu te a tarefa. Com a melhora do mesmo outros personagens). O terapeuta fala a ação e
desempenho, as pistas visuais são removidas e a criança a criança tem q~e representá-la, selecionando adequa· serem trabalhadas.
~~....
,~)· deve lembrar-se exclusivamente das informações ver· damente os objetos de cada classe, na ordem correta.
Intervenção terapêutica 1: morfemas gramati· bais. Por exemplo, no contexto de uma brincadeira de Os objetos podem ser alterados e inclusive o terapeuta Intervenção terapêutica 2: para trabalhar os ou·
,C: cais. Para qu~ a criança preste atenção exclusivamen• tros tipos de orações coordenadas, é preciso explicar e
escolinha, a "professora" solicita duas tarefas consecuti· e a criança podem trocar de tarefa.
_Ã-~ te nos morfemas gramaticais, é interessante utilizar vas. A criança tem que ouvir as duas ordens, processar exemplificar os diferentes tipos de relações transmitidas
estruturas frasais extremamente simples (exemplo: "A as informações e finalmente executar as ações com os pelas conjunções "mas", "porque", "então", "ou". Este
-~ mernna caiu") e então promover diversas variações. trabalho é extremamente difícil de ser realizado, pois se
personagens (exemplo: o menino de camiseta azul vai 6: COMPREENDER FPASES SIMPLES
OBJETIVO ESPEcfFICO
-~-
Exemplo: em uma situação de brincadeira com fanto· desenhar e a menina de vestido vai pular corda). A ta· COM ESTRUTURA SVQI (OBJETO INDIRET0)9. trata de um cot,'lhecimento geralmente implícito. É ne·
ches, a terapeuta sugere que a cada momento um per· refa aumenta em complexidade à medida que aumenta cessário q~e a criança tenlul uma boa maturidade cog·
~:., sonagem executará a ação (flexões de número e pes· o número de· ordens e de perguntas que a criança deve nitiva para realizar este tipo atividade, caso contrário,
soa): "A menina caiY", "Eu caf, "Os meninos ca!mm". responder/interpretar antes de executá· las. Para facili· Intervenção terapêutica 1: a preposição só ad· a resposta terapêutica será pouco satisfatória. Fornecer
;Z~·~,·
Alternativamente, o mesmo personagem pode ser o tar a atividade, a "professora" pode inicialmente execu· quire sentido em conjunto com o verbo. É o verbo que exemplos é essencial e muito mais. produtivo do que
agente de todas as ações, que ocorrem em diferentes . tar as· açõeS enquanto profere as ordens, fornecendo as determina "se" e "qual" preposição deve ser utilizada. meramente buscar exPlicações. Por exemplo, para tra·
~j · É recomendável iniciar o trabalho com um tipo de pre· balhar relações adversativas, podemos representar uma
momentos (flexões de tempo e modo): "Cuidado!! A · pistas visuais adicionais.
menina vai cair", '~!! A menina está caindQ", "Você posição por vez.. Exemplo: "pàra" atnbuindo sentido história (por meio de desenhos, miniaturas, etc) e fazer
.rr'. . . viu?? A menina já càiY". Intervenção terapêutica 2: com crianças a par· de destino, "de" atribuindo sentido de meio etc. Por perguntas pontuais em conjunto para ajudar a crian·
·~~
tir de quatro a cinco anos, é possível trabalhar a me· exemplo, "voltar de ... (carro)" tem um enfoque dife· ça a entender em que contexto utilizar o "mas", como
~: Intervenção terapêutica 2: morfetnas nominais. mória por meio de jogos ou brincadeiras com regras. rente de "voltar para... (casa)". São esses enfoques que exemplo: "0 que a Maria está fazendo? I (está indo pra
Neste ponto devem ser enfatizadas as variações de.gê· Brincadeiras tradicionais, nas quais a criança deve re • devem ser apresentados à crianÇa, de forma que-leia casa) I E o que aconteceu no. caminho? ( (furou o pneu
(~·~
nero e número, dentre outras. É necessário explicar os ter as informações faladas até o momento e acrescentar compreenda qual preposição deve ser usada para qual do carro) I Maria conseguiu chegár em casa? (não ...
,..;...:.··.
conceitos de feminino/masculino, singular/plural, sem· novas idéias em seguida, são bastante adequadas para propósito (sempre em conjunto com o verbo). Fazendo Maria estava indo. pra casa mas não conseguiu chegar
pre exemplificando com objecos/miniaturas. Exemplo: este propósito. Exemplo: brincadeiras como "Eu fui à este trabalho "temático", é possível utilizar a lógica do lá)". Ou seja, quando a gente tenta fazer alguma coisa
em um jogo motor, a criança só pode arremessar .a lua/feira e levei/comprei um ... ". Objetivo.Especffico 3 para elaborar as estratégias tera· e não consegue, utilizamos o "mas".
bola/colocar a vareta/aPertar o botão quando a pala· pêuticas.
'~~ vra estiver no fetnin4w (ou no plural). Inicialmente, . '·~,_
-~-\ o terapeuta pode SPfeSen~ a. miniatura simultanea· ÜBJETIVO ESPECfACO 5: COMPREENDER FPASES SIMPLES Intervenção terapê~tica 2: durante o início do OBJETIVO ESPEC[FICO 8: COMPREENDER SEQU~NCIAS
11
mente (homenl/miillier; um/maiS que um persona· COM ESTRUTURA SVOD (OBJETO DIRETO)8 •. trabalho, é provável· que a criança apresente bastante LÓGICO-TEMPORAIS ,

.
,&::•
:J gem). Muitas vé:zes .é i:u:'c~ário reforçar o fonema que dificuldáde. Uma fo~ de facilitar o entendimento é
transmite esta lntêimaÇiô morfolÓgica (a vogal final no fornecer as alternativas para que a criança escolha a
caso do gênero; o arquio~e~· /S/ ou a ausência dele
~.
Intervenção terapêutica 1: a lógica deste trabalho opção correta (exemplo; "O que você acha? 'Voltou Intervenção terapêutica ·1: é possível trabalhar
' é muito semelhante à descrita no Objetivo Específico 3 uma sequência lógico-temporal por meio de brincadei·
... ~
no case;> do rÚ1mero). · para casa' ou 'voltou de casa'"?) .
(morfemas gramaticais). A criança tem que reconhecer ra (representaç~o d~ uma história com brinquedos) ou
OBJETIVO ESPecfACO 4: APPJMOAAR A MEMÓPJA a estrutura SVO e ser capaz de alternar entre diferentes . de figuras qu·e repres~ntam .cenas. Ambps i:êm vanta·
OPERACIONAL VERBAL7• conteúdos. Em uma brincadeira com fantoches, minia • OBJETIVO ESPEcfFICO 7: COMPREENDER SENTENÇAS ' gens e desvaptagens."'A grande vantagem de trabalhar
..-~~
"' curas e desenhos, o terapeuta separa os objetos em três COOROENAOAS 10, a sequência de eventos. no formato de brincadeira é
' classes distinta.S: a dos que serão os agentes (exemplo: que a criança entenderá mais facilmente que uma pe·
-~"
Intervenção terapêutica 1: nos casos muito gra· menina, menino, mamãe, papai, cachorro, gato etc.); a .Intervenção terapêutica 1: utilizando os mesmos quena história está sendo narrada. Por outro lado, é
.Q\ ves, atividades de :~inória operacional são geralmente dos verbos (desenhos de ação ·exemplo: um pé fazendo recursos lúdicos com fantoches e miniaturas, o terapeu· possível q~e ela preste mais atenção às pistas visuais
muito difíceis para as 'crianças. É importante, em um o movimento de chutar); e a classe dos que serão os ta pode criar uma atividade em que os personagens re· do que à narrativa verbal, o que não constitui o oh·
·~; ali.zam mais do que uma ação. Al orações coordenadas jetivo terapêutico. Alternativamente, quando se uti·
_.-_.:h.( 6. A cd8Ziça em dac=volvlmemo tlpko aprende u ~qr~~ morfolóel<u por lmlloçlo e cleduçlo. A criança com DEL, no entmto; necessita que alaumas aditivas são as mais simples de serem compreendidas, IÍ.Zam sequências de figuras para representar evento~.
1qr11 ~:Obocrvoçlo: pará lllldar este tllbalho, ~ necéodrlo que a criança ji possua um repertório 1exical razooivel, 'C!pCciabnente de
.I vetboo e ouJ>o~ · · ·
...-..=::.:,,
7. Emboi. a~ OCOrra em tempo ml !niniu= precisa esperar a frase acabar pora endo iniciar o proces.,mento dalrúormação), a memória
o~~:)Ài~fimdamenraloa ~ele&.... compbu, especialmente ele oraç6es coordenadas e subordinada.. A memória 9. A diferença entre este objetivo e o anterior cllz respeito b P"l''•ições.·A estruturo &asa!~ t111balhada da .,..m.. forma, mas deve ser feito um t111balho
a Pelo armizcoimenlc de detennimdas inforuiaçOes enquanto outru do processada. Portanto, atividades que apresentam tarefo. especial com as prepoaiçW a fim ele que a aiança entenda a obrigatorie<laele ele utiliú.·las.
~~ 10. O tr>balho com a memórll operacicnll começa a fazer efeito a partir deste estágio, po~ pwa a ser necessário que a criança memorize mais do que uma
_ _ . .verbalJ) 1lo ....lenta pora se trabalhar a .....&!a operacional verbo!.
8. AJ Era... ~.devem sempre estar ele acordo com o r~ lexical da aiança. Nesta etapa, o intuito~ que a criança aprenda as relações oraçlo simultane~mente. Nesa etapa, ~ !nk!ado o trabalho com as conjunções.
~' ten>Jdcu, 'óU'iO)I, qúeiii do oi qentes e pacientes da açlo. ÉImportante Wlentar que crande pane do t111balho ~ focado no verbo, no açio. 11. Compreender a relaçio entre evento~ ~ impres<:indlvd para que a criança seja capu de entender ou nanw uma história.

A 77
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há uma maior formalização da atiVidade, garantindo tos principais da história. Ele pode contar a história em ::~:L melhor decisão. A dificuldade em realizar inferências
' .. ;\,· ·--~---
que a criança precisa necessariamente prestar atenção pequenos trechos (pausadamente, para que a criança pode estar vinculada a uma dificuldade em planejar e
no que o terapeuta diz para selecionar a cena corre· tenha tempo para processar as informações), fazendo imaginar eventos futuros, por isso o ato de oferecer ai· :,~,

ta. A desvantagem deste procedimento é que às vezes perguntas especfil.cas para garantir que a criança está temativas pode ser bem sucedido. .
a criança responde de forma satisfatória, porém "me· compreendendo cada trecho. '·-~

cânica", sem compreender que se trata de uma única


história. Portanto, especialmente no início do trabalho, Intervenção terapêutica 2: sempre que a crian·
é relevante utilizar os dois recursos em uma mesma ses· ça apresentar dificuldades, é interessante pedir para a -~~

são: uma mesma história inicialmente apresentada com . criança colocar-se na posição do personagem, e fazer
·.::y/
apoio de miniaturas, em seguida por meio de figuras. perguntas como "O que você faria se acontecesse isso
com você?". ~.:::-,/

Intervenção terapêutica 2: trabalho da sequência


lógico-temporal por meio de brincadeira. O terapeuta ·~----
narra uma sequência de três/quatto ações, a criança ÜSjETIVO ESPECIFICO J 0: ?.EALIZAJ\ INF~NCIAS E
··""-~
tem que selecionar. os petlionagens corretos e realizar DEDUÇ0ES 13 •
as ações. Naturalmente, uma sequência de eventos não ··,~~·
será uma mera adição de cenaà, mas deverá haver o
estabelecimento .de relações causais, conclusivas, expli· Intervenção terapêutica 1: compreender duplo ;·~--

cativas, dentre outras. Mesmo qu·e~ criança execute a sentido. Á criança com DEL apresenta normalmente
\.~'·
tarefa corretamente, é interessante -~e'tomar a história muita dificuldade para entender explicações formais
para tomar explícitas algumas relações. '&cemplo: A complexas, sendo sempre indicacfo fornecer exemplos ~.:.z;--::

Maria saiu correndo, tropeçou na bola, caiu no chão pontuais para ~da situação. O terapeuta pode criar si- V. BIBLIOGRAFIA SUGERIDA AO ..
e machucou o cotovelo. Por que a Maria machucou o tuações em que a criança deve compreender palavras =~
FoNOAUDJóLOGO CúNrco
cotovelo? com duplo sentido. Exemplo: a criança tem que ima·
t~.·
ginar duas situações em que é possível usar a palavra
Intervenção terapêutica 3: trabalho da sequênciá "!llanga". Após discutir as. duas situações possíveis, o 6-,
lógico-temporal com figuras. O terapeuta .narra uma terapeuta começa ·a propor uma série de frases em que BEFI-LOPES, DM; RODRIGUES, A; PUGLISI, LEONARD, Ui; DEEVY, P. Tense and aspect in sen·
sequência de três/quatro ações e a criança tem que a criança deve adivinhar qual é o sentido apropriado ML. Aquisição do morfema de número em crian· tence interpretation by children with specific lan· '<~"
organizar as figuras na ordem correta. Se a criança tiver (comprar a manga; comer a manga; sujar a manga). ças em desenvolvimento normalde linguagem. guage impairment. ] Child l.ang., v. 37, n. 2, p. ~)-·

dificuldade, o terapeuta pode segmentar a história e Para dificultar, podem ser inseridas situações em que a Pró-Fono R. Atual. Cienc., v. 21, n. 2, p. 171·4, 395-418, mar. 2010. Disponível em: <http://www.
narrar apenas duas ações por vez, enquanto a criança criança deve pedir mais informações a {im de esclarecer 2009. Disponível em: <http://www.sci~lo.br/ joumals,cambridge.org/action!displayFulltext? type ~·-----
•c..:;;,>'

organiza as cenas. É muito importante ter clareza de ambiguidades (cortar a manga). pdf/pfono/v2ln2/v21n2a15.pdf>. Acesso em: = l&pdftype= l&ftd=7247476&jid= JCL&volum
·,,~

que a criança entenda conceitos como antes/depois 05 jun. 2012. eld=37&lssueld=02&.aid=7247468>. Acesso em:
primeiro/ííltimo, pois é comum 9bservar dificuldades Intervenção terapêutica 2: sempre que a criança 05 jun. 2012. -~/
com noções de temporalidade. apresentar dülculdade com deduções e inferências, é BE:t•HO, ACP; BEFI-LOPES, DM. Organização e nar·
interessante pedir para que ela se coloque na posição ração de histórias por escolares em desenvolvimen· PAULA, EM; BEFI-LOPES, DM. Estratégias de reso· "-;·'

do personagem e tente imaginar "Como ela se senti· to típico de linguagem. Pró· Fono R. A!Wll. Cient., lução de conflito em crianças em desenvolvimento
I OBJETIVO ESPECIFICO 9: COMPREENDER HISTÓRI.AS ria se acontecesse isso com ela?''. Frequentemente a v. 22, n. 4, p. 503-8, 2010. Dispon!vel em: <http:// normal de linguagem: cooperação ou indiviclualis·
I
ESTII.UTURADAS 12 • criança apresentará dificuldade. para responder ques· w\vw.scielo.br/pdfi'pfono/v22n4/24.pdf>. Acesso mo? Rev. Soe. Bras. Fonoaudiol., v. 16, n. 2, p. !98-
i :.:.~·

tões simples como esta, e nestes casos é preferível que 203, 2011. Dispon!vel em: <http://www.scielo.br/
I o terapeuta forneça opções para solucionar problemas
em: 05 jun. 2012.
pdf/rsbf/v16n2/14.pdf>. Acesso em: 05 jun. 2012.
'-•'
··~~
i Intervenção terapêutica 1: o terapeuta pode se· (algumas pertinentes e outras impertinentes). A partir
li lecionar um livro de histórias que contenha apenas al· da escolha da criança, pode ser simulado o desfecho
FORTIJNATO·TAVARES, T et ai. Processamento
linguístico e processamento auditjvo temporal em PUGLISI, ML. Compreensão qe sentenças em crianças
:~~~

gumas "ilustrações-chave" referentes ao tema ou even· daquela situaçã~, mostrando à criança qual pode ser a crianças com disturbio específico de linguagem. Pró· com desenvolvimento normai de linguagem e com >~:-/
•..V
\! Fono R. A!Ulll.'Óent., v. 21, n. 4, p. 279-84, 2009. distúrbio específico de linguagem. Rev. Soe. Bras.
"--
íi 12. Se a aionça atingiu o objetivo anterio~ ~ !'O"lvd iniciar o trawho com histórias moi; complexa. que pol5Uem 'começo, meio e flm'. Éevidente que a Fonoauàiol., v. 15, n. 2, p. 312, 2010. Dispon!vel ·~""~
....

complex!dode pode ..nu bastante entre a. histórias, nw a !dela principal ~ que a criança ••la capaz de compteender a ordem cronol6gica, "' principais Dispon!vel em: <http://www.scielo.br/pdf/pfono/
eventos e a rela~o entre"' eventoo. v21n4/03.pdf>. Acesso em: 05 jun. 2012. em: <http://www.scielo.br/pdf/rsbf/v 15n2/.30.pdf>.
13. Para que a criança compreenda dWogos, ~ net..,árlo que ela seja capaz de se <alocar no lugar do outro, de realiru deduçOe• e infer!new, pois ~~
\· · frequentemente h' infonnaçO.. lmplldw no dboune. Acesso em: 05 jun. 2012.
'~;i
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PCONOS r.......Ev,cos FoNOA<JCli<X6GJc:os (PTFs) t3
,-"-'.,

,:.~.:::::\
i"""":-'
,-. .:. . . . ~>:
PUGLISI, ML; BEFI-LOPES, DM; TAKIUCHI N.
Vil. REFERÊNCIAS BIBL/OGAAFICAS UTILIZADAS
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.>

~...
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gesture%20proofs.pdt>. Acesso.em: OS jun. 2012. 6. Omissão ou inversão de elementos nas sentenças.
'~-

--~~ 1, 1\J crlan,as com Dlsrorbio E,peclfico de Linguagem (DEL) caracterizam um grupo heterog!neo de crianç01 com dillculdades específicas de linguagem
(Swk e Tallal, 1981; B!shop, 1992).;., manlfestaçõeslingufstiw encon110d01 noo Da RO heterogeneas, pois dependem de divenos fatores como a
/..;.;;,.'.
graVidade do quadro, os sub.istemas da linguagem que estio alterados, enue outtoa, al~m do fato de as manifestações se =fonnarem à medida que a
crlança se desenvolve (Crespo·Eguíla: e Narbona, 2003; Befi-Lopes, 2009; Hage, 2004).
A dificuldade grauÍatical ~uma dai marcas mais caracter!stiw de muitas crianças com DEL (Oetting eRice, 1993; Rlce e Oetting,l993; B!shop, 1997;
-~ Cond-Rarruden e jones, !997i Leonard et a!., 2000; Hayiou-Thomu et al, 2004; PawloMica er al, 2008), que pareeem pasair por um período de
imaruridade giii1Uidcalesterulldo, ou oeja, pennanccem por Dl2b tempo do que u crianç2s em Desenvolvimento Nonnal de Linguagem, =do
~
estrururas de oenten,as imaruru (Rice er al.,.1998; Leonard et al, 2008),
No Portueu& do Brasil, verifica-se que ai crianças COID oa apresentam atraso auo!mente de um ano no aparecimento das primelru palavns e falham
na gnnde expansio vocabulal; demoNtrlrÍl diiicWdade em adquirir detcnlllnadoo concetrco. principalmenre oo relaclonadoo aos conceitos abstrato• e
,,c.:.;;_, figurativooe:dl&uldades em combinar o~ das palavraa para forma 11et1tenÇU (Bdi.Lcpes e Galea, 2000; Beâ·Lcpes e Rodrieues, 2001;
. . ~
2004). .. 200i). Mostraiii•se
Rodneues, . .... meuil
- . hAbeb
. . em aplicar
. WorDiaçee.
. . anovos
adQWrldli . .ou. seja,
. . exemploo, . generall:ar
. rep (l.eonard
. er al.,
À Cl!iUcos e pesquisadores atualmente !!in demcnitrOdo enormelntetesse em esrudoo quelnvestipm habllidadesllngubtias, especWmente gramaticais
(Rlce er al, 2000; BotÍillg e Conti·Rarruden. 2001; Conti·Rarruden. 2003; I.eonard er al, 2007). · ,
J.,, 14. S.,..rlode olatàu'limo que podem,.. utllbadoo em cua peloo pais ou responsáveis para estimular a compreen.sio de oentenças e hist6rios na criança. Neste capitulo iremos abordar o PFI' pmu crian,as dl.&nosticadas com Dlstód>lo Espedfico de Linguagem que apresentem alterações no iubst.tel'll2
•1:.1 Morfosstntldto. . · •· .
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---------------------------u -~4;:';.'. E3 f"lr"tNY.NiM!!Jiec.tyU:.I~IU!!\JV:!TN!ZNJ!I'A'lJS!l>~tl!iUI'«..l.W.ii:M ~
·~

lo.~

Intervenção terapêutica 3: informar a fanúli.a Uma varlâção para e5te ii.tló de intervenção é um
7. Sentenças com erros de concordâD.cia verbal, nume· tante descrever as funções e os traços semânticos para
· tabuleiro do tipo trilha, eb.Éóra:~o'dé ~a conter
'·..:.,_.-
ral e de gênero. facilitar a elaboração das diferenças entre os vocábulos. sobre a intervenção que foi realizada em cada sessão,
especificando inclusive o campo semântico e os vocá· instruções de atividades d~'~ó; que deverão ser repre• ,.,_,
.8. Discursos reduzidos e pouco elaborados, com coesão Estes deverão ser nomeados diversas vezes para que a
bulas que estão sendo abordados, para que eles possam sentadas ou cumpridas todas às' vbs que os participan·
e coerência prejudicadas. criança seja exposta aos novos vocábulos repetidas ve·
inserir a criança nas atividades de rotina da casa e da tes esrlverem em detenninaqas casas do tabuleiro.
zes, para depois ser solicitada a nomeá-los. A atividade
com os mesmos vodbulos de:verá ser realizada até que própria criança, relacionadas com o campo semântico ·..,r
trabalhado, expondo a criança aos vocábulos. Intervenção terapêutica 4: informar a famllia sobre
a criança demonstre que já dominou os vocábulos se-
a intervenção que foi·~ em cada ~o, especifi- ~~/
lecionados. A substituição de vocábulos na atividade
111. ÜB)ET!VOS GEAAJS2 sem que a criança tenha conseguido apreender nome,
cando os verbos que estãdSiiildo abordado, para que eles
~/
OBJETIVO ESPEciFICO 2: TRABALHAR OVOCASUlÁ'\10 possam estimular e eXPOt ii ~ acis verbos durante as
· função e traços semânticos poderá dificultar a aquisi·
O
DE VERBOS, AUMENTANDO REPERTÓRIO DA CRIANÇA atividades de rotina da casa edà própria criança.
ção das novas palavras e tornar o processo mais lento. \~-
PAPA QUE, GRADUALMENTE, ESTA SEJA CAPR. DE UTILIZAR
!. Aumentar o vocabulário, explorando todas as elas· '<ffiSOS MAIS ESPECIFICO$ A CADA SITUAÇÃ01• '-":':':·....-
ses de palavras e categorias semânticas. Intervenção terapêutica 2: atividades de jogos
ÜBJETTVO ESPEdFICO 3: Tf>.ABALHAR 1>5 PALAIJ!>.AS
2. Aumentar a extensão das sentenças. com figuras pré-selecionadas. Para essas atividades, po· 5 ·_"-':
DE ClJoSSE FEO\ADA •
3. Aumentar a complexidade ,das sentenças, estrUtU· de-se elaborar uma infinidade de jogos compostos por Intervenção terapêutica I: atiVidade de brinca·
cartões com as figuras dos vocábulos que estão sendo ~
rando·as de forma adequadà>~ completa. deira lúdica com miniaruras e brinquedos que possibi·
4. Trabalhar a concordância de verbos, de gênero e de trabalhados: jogo da memória, em que a regra exigirá Ütem a representação das ações dos verbos que serão Intervenção tetapêÚti.ca 1: atividade de brinca· .·.~:

número. que cada cartão escolhido pelos jogadores seja nomea· trabalhados. Para essa atividade, é importante fornecer deira lúdica com miniaturas e brinquedos que possibili·
do. Bingo de figuras, em que as figuras sorteadas serão ,._,
5. Trabalhar a elaboração discursi~à';··para uma produ· o maior número possível de informações sobre o verbo, te a representação e descrição de ações cujo enunciado .. ·~

ção coerente e c