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NOTAÇÕES

= {0, 1, 2, 3, ...} i : unidade imaginária; i 2 = − 1


: conjunto dos números inteiros z : módulo do número z ∈
: conjunto dos números reais z : conjugado do número z ∈
: conjunto dos números complexos Re z : parte real de z ∈
∅ : conjunto vazio Im z : parte imaginária de z ∈
[ a, b] = { x ∈ ; a ≤ x ≤ b} I : matriz identidade
( a, b) = ]a, b[ = { x ∈ ; a < x < b} A−1 : inversa da matriz inversível A
 a, b ) = [ a, b[ = { x ∈ ; a ≤ x < b} At : transposta da matriz A
( a, b] = ]a, b] = { x ∈ ; a < x ≤ b} det A : determinante da matriz A
A − B = { x ∈ A; x ∉ B} AC : complementar de A
P ( A) : coleção de todos os subconjuntos de A
AB : segmento de reta unindo os pontos A e B
AB : arco de circunferência de extremidades A e B

Observação: Os sistemas de coordenadas considerados são cartesianos ortogonais.

1. Considere uma população de igual número de homens e mulheres, em que sejam daltônicos 5%
dos homens e 0,25% das mulheres. Indique a probabilidade de que seja mulher uma pessoa
daltônica selecionada ao acaso nessa população.
1 1
A. ( ) B. ( )
21 8
3 5
C. ( ) D. ( )
21 21
1
E. ( )
4

Alternativa: A
De acordo com o enunciado, temos:
número de mulheres: M
número de homens: H = M
número de daltônicos: D = 0,05H + 0,0025M = 0,0525M
P (M D) : probabilidade pedida
Assim:
P (M ∩ D) 0, 0025M 1
P ( M D) = = ∴ P (M D) =
P (D) 0, 0525M 21

SISTEMA DE ENSINO POLIEDRO 1


2. Sejam α , β ∈ tais que α = β = 1 e α − β = 2. Então α 2 + β 2 é igual a
A. ( ) –2 B. ( ) 0
C. ( ) 1 D. ( ) 2
E. ( ) 2i

Alternativa: B
Como α, β ∈ possuem módulo 1, seus afixos pertencem à circunferência λ centrada na origem e
de raio 1.
A expressão α − β = 2 representa a distância entre os afixos de α e β, que também são vértices
consecutivos de um quadrado inscrito na circunferência λ.
Podemos representar a situação na figura a seguir:
Im
β
x
2
y α
λ 1
1
−y 0 x Re

Assim, α 2 + β2 = (x + yi) 2 + (− y + xi) 2 = x 2 + 2xyi − y 2 + y 2 − 2yxi − x 2 ∴ α 2 + β 2 = 0

3. Considere o sistema Ax = b, em que


 1 −2 3  1
   
A= 2 k 6 , b = 6 e k ∈ .
 −1 3 k − 3  0
   
Sendo T a soma de todos os valores de k que tornam o sistema impossível e sendo S a soma de
todos os valores de k que tornam o sistema possível e indeterminado, então o valor de T – S é
A. ( ) –4 B. ( ) –3
C. ( ) 0 D. ( ) 1
E. ( ) 4

Alternativa: A
Sendo Ax = b, vem:
 1x −2y +3z = 1  x

 2x + ky +6z = 6 , com x =  y
 −1x +3y + (k − 3)z = 0  
  z

2 SISTEMA DE ENSINO POLIEDRO


Escalonando o sistema:
 1x −2y +3z = 1 ⋅ ( −2) ⋅ (1)  x −2y +3z = 1
 
 2x + ky +6z = 6 ∼  (k + 4)y =4
 −1x +3y + (k − 3)z = 0  y + kz = 1
 
x −2y +3z = 1  x −2y +3z = 1
 
∼ y + kz = 1 ⋅ ( − k − 4) ∼  y + kz = 1
 (k + 4)y =4 
  ( − k 2 − 4k)z = − k

Para que tenhamos o sistema impossível ou possível e indeterminado, respectivamente:


( SI) : k = −4
( SPI) : k = 0

Logo: T − S = −4 − 0 ∴ T − S = −4

4. Sejam A e C matrizes n x n inversíveis tais que det ( I + C −1 A) = 1 3 e det A = 5. Sabendo-se


que B = 3( A−1 + C −1 ) , então o determinante de B é igual a
t

3n
A. ( ) 3n B. ( ) 2 ⋅
52
1 3n−1
C. ( ) D. ( )
5 5
E. ( ) 5 ⋅ 3n−1

Alternativa: D

B = 3(A−1 + C−1 ) ∴ det B = det 3⋅ (A−1 + C−1 )  = 3n ⋅ det (A−1 + C−1 ) = 3n ⋅ det (I + C−1A) A−1 
t t

   
1 3n−1
∴ det B = 3n ⋅ det (A−1 )⋅ det (I + C−1A) = 3n ⋅ 5−1 ⋅ ∴ det B =
3 5

5. Um polinômio P é dado pelo produto de 5 polinômios cujos graus formam uma progressão
geométrica. Se o polinômio de menor grau tem grau igual a 2 e o grau de P é 62, então o de
maior grau tem grau igual a
A. ( ) 30 B. ( ) 32
C. ( ) 34 D. ( ) 36
E. ( ) 38

Alternativa: B
Sejam P1, P2, P3, P4 e P5 os polinômios fatores de P com graus em PG.
Temos: gr(P1 ) = 2 e gr(P) = 62.

SISTEMA DE ENSINO POLIEDRO 3


Mas: gr(P) = gr(P1 ) + gr(P2 ) + … + gr(P5 ) = 2 + 2q + … + 2q 4 = 62 ∴ q 4 + q 3 + q 2 + q − 30 = 0
Possível solução para a equação: q = 2

Note que a equação q3 + 3q 2 + 7q + 15 = 0 não possui soluções racionais, pois –15, –5, –3, –1, 1, 3,
5 e 15 não são soluções.
Como o grau do polinômio deve ser inteiro positivo, devemos ter q = 2.
Logo: gr(P5 ) = 2 ⋅ q 4 ∴ gr(P5 ) = 32

6. Um diedro mede 120º. A distância da aresta do diedro ao centro de uma esfera de volume
4 3 π cm3 que tangencia as faces do diedro é, em cm, igual a

A. ( ) 3 3 B. ( ) 3 2
C. ( ) 2 3 D. ( ) 2 2
E. ( ) 2

Alternativa: E
Temos a vista lateral do diedro:

60°
60°

4π 3
V = 4 3π = R ∴ R= 3
3
R 3 3
Em AOB: sen 60° = ∴ = ∴ d=2
d 2 d

7. Considere o quadrado ABCD com lados de 10 m de comprimento. Seja M um ponto sobre o


lado AB e N um ponto sobre o lado AD, eqüidistantes de A. Por M traça-se um reta r paralela
ao lado AD e por N uma reta s paralela ao lado AB, que se interceptam no ponto O. Considere
os quadrados AMON e OPCQ, onde P é a intersecção de s com o lado BC e Q é a intersecção
de r com o lado DC . Sabendo-se que as áreas dos quadrados AMON, OPCQ e ABCD
constituem, nesta ordem, uma progressão geométrica, então a distância entre os pontos A e M é
igual, em metros, a
A. ( ) 15 + 5 5 B. ( ) 10 + 5 5
C. ( ) 10 − 5 D. ( ) 15 − 5 5
E. ( ) 10 − 3 5

4 SISTEMA DE ENSINO POLIEDRO


Alternativa: D
x M (10 − x )
A B
x
P
N O s

(10 − x )

D Q C
r
Se as áreas de AMON, OPCQ e ABCD formam uma PG, então x, 10 − x e 10 também formam uma
PG. Assim:
2
(10 − x ) = 10x ∴ x 2 − 30x +100 = 0
(
∴ x1 = 15 − 5 5 ) ( )
e x 2 = 15 + 5 5 > 10 (não é resposta )

(
Logo, AM = 15 − 5 5 m )

8. Considere o polinômio p ( x) = a5 x5 + a4 x 4 + a3 x3 + a2 x 2 − a1 , em que uma das raízes é


x = −1. Sabendo-se que a1 , a2 , a3 , a4 e a5 são reais e formam, nesta ordem, uma progressão
aritmética com a4 = 1 2 , então p (−2) é igual a
A. ( ) –25 B. ( ) –27
C. ( ) –36 D. ( ) –39
E. ( ) –40

Alternativa: A
Como –1 é raiz:
p ( −1) = 0 ∴ −a 5 + a 4 − a 3 + a 2 − a1 = 0 ∴ a 3 =0
−r r
1 1 1
r = a 4 − a3 = − 0 = e a 5 = 1; a1 = −1 e a 2 = − .
2 2 2
1 1
Assim: p ( x ) = x 5 + x 4 + 0x 3 − x 2 + 1
2 2
1 4 1
Logo: p ( −2 ) = ( −2 ) + ( −2 ) − ( −2 ) + 1 = −32 + 8 − 2 + 1 ∴ p ( −2 ) = −25
5 2
2 2

9. Sobre a equação polinomial 2 x 4 + ax3 + bx 2 + cx − 1 = 0, sabemos que os coeficientes a, b, c


são reais, duas de suas raízes são inteiras e distintas e 1/ 2 − i / 2 também é sua raiz. Então, o
máximo de a, b, c é igual a
A. ( ) –1 B. ( ) 1
C. ( ) 2 D. ( ) 3
E. ( ) 4
SISTEMA DE ENSINO POLIEDRO 5
Alternativa: C
1 i
A equação polinomial possui a, b e c reais; logo, teremos como raízes ± .
2 2
1
As possíveis raízes racionais da equação são ± e ± 1. Logo, as suas duas raízes inteiras são ±1.
2
Pelo teorema da decomposição, o polinômio é
 1 i  1 i
2 ( x − 1) ⋅ ( x + 1) ⋅  x − +  ⋅  x − −  ≡ 2x 4 − 2x 3 − x 2 + 2x − 1.
 2 2  2 2
Assim, a = −2, b = −1 e c = 2

O maior valor dentre a, b e c é 2.

10. É dada a equação polinomial

( a + c + 2) x3 + ( b + 3c + 1) x 2 + ( c − a ) x + ( a + b + 4) = 0
com a, b, c reais. Sabendo-se que esta equação é recíproca de primeira espécie e que 1 é uma
raiz, então o produto abc é igual a

A. ( ) –2 B. ( ) 4
C. ( ) 6 D. ( ) 9
E. ( ) 12

Alternativa: E
Como a equação é recíproca de 1ª espécie e admitindo que seja de grau 3, temos:
a + c + 2 = a + b + 4  − b + c = 2
 ∴ 
b + 3c + 1 = c − a a + b + 2c = −1
Como 1 é raiz da equação, temos:
(a + c + 2) + (b + 3c + 1) + (c − a ) + (a + b + 4) = 0 ∴ a + 2b + 5c = −7
 − b + c = 2

Assim, resolvendo o sistema a + b +2c = −1 , obtemos a = 4, b = −3 e c = −1.

a +2b +5c = −7
Portanto: a ⋅ b ⋅ c = 12

6 SISTEMA DE ENSINO POLIEDRO


11. Sendo [ −π / 2, π / 2] o contradomínio da função arcoseno e [ 0, π ] o contradomínio da função
arcocosseno, assinale o valor de
 3 4
cos  arcsen + arccos  .
 5 5
1 7
A. ( ) B. ( )
12 25
4 1
C. ( ) D. ( )
15 15
1
E. ( )
2 5

Alternativa: B
 3
 sen α =
3  5 4
Se α = arcsen ⇒  ⇒ cos α =
5 α ∈  − π , π  5
 
  2 2
 4
4 cos β = 3
Se β = arccos ⇒  5 ⇒ sen β =
5 β ∈ [ 0, π ] 5

4 4 3 3 7
Logo: cos ( α + β ) = cos α ⋅ cos β − sen α ⋅ sen β = ⋅ − ⋅ ∴ cos ( α + β ) =
5 5 5 5 25

12. Dada a cônica λ : x 2 − y 2 = 1, qual das retas abaixo é perpendicular à λ no ponto P = ( 2, 3 ) ?

3
A. ( ) y = 3 ( x − 1) B. ( ) y = x
2
3 − 3
C. ( ) y = ( x + 1) D. ( ) y = ( x − 7)
3 5
− 3
E. ( ) y = ( x − 4)
2

Alternativa: E
x
x 2 − y 2 = 1 ⇒ 2x − 2yy’ = 0 ∴ y’ = + (coeficiente angular da reta tangente)
y
1 y 3
Para a reta normal: k n = − =− =−
y’ x 2
3 3
Assim: y − 3 = − ( x − 2) ∴ y = − ( x − 4)
2 2

SISTEMA DE ENSINO POLIEDRO 7


13. O conjunto imagem e o período de f ( x ) = 2 sen 2 ( 3x ) + sen ( 6 x ) − 1 são, respectivamente,

A. ( ) [ −3,3] e 2π B. ( ) [ −2, 2] e
3
π π
C. ( )  − 2, 2  e D. ( ) [ −1,3] e
3 3

E. ( ) [ −1,3] e
3

Alternativa: C

( )
f ( x ) = 2 sen 2 ( 3x ) + sen 6x − 1 = sen 6x − 1 − 2 sen 2 3x = sen 6x − cos 6x
 2 2   π π   π
f ( x ) = 2  sen 6x − cos 6x  = 2  sen 6x cos − sen cos 6x  = 2 sen  6x − 
 2 2   4 4   4
2π π
Portanto: Im ( f ) =  − 2, 2  e T = ∴ T=
6 3

14. Para x ∈ R, o conjunto solução de 53 x − 52 x +1 + 4 ⋅ 5x = 5x − 1 é

{
A. ( ) 0, 2 ± 5, 2 ± 3 }
{
B. ( ) 0, 1, log 5 2 +( 5 )}
 1 1  2  
C. ( ) 0, log5 2, log5 3, log5  
 2 2  2  

{ ( ) (
D. ( ) 0, log 5 2+ 5 , log 5 2+ 3 , log 5 2 − 3) ( )}
E. ( ) A única solução é x = 0

Alternativa: D

( ) (
53x − 52x +1 + 4 ⋅ 5x = 5x − 1 ∴ 5x ⋅ 52x − 5 ⋅ 5x + 4 = 5x − 1 ∴ 5x ⋅ 5x − 1 5x − 4 = 5x − 1 )( )
( )
∴ 5x ⋅ 5x − 4 ⋅ 5x − 1 − 5x − 1 = 0 ∴ (5 2x
)( )
− 4 ⋅ 5x − 1 ⋅ 5x − 1 = 0

5x − 1 = 0 ou 52x − 4 ⋅ 5x = 1
Temos as seguintes equações:
5x − 1 = 0 ∴ x = 0

52x − 4 ⋅ 5x + 1 = 0 ∴ 5x =
4± 2 3
2
∴ 5x = 2 ± 3 ∴ x = log 5 2 ± 3 ( )
4±2 5
52x − 4 ⋅ 5x − 1 = 0 ∴ 5x = ∴ 5x = 2 ± 5.
2
Como 5x > 0, temos que 5x = 2 + 5 ∴ x = log5 2 + 5 ( )
O conjunto solução da equação é: {0; log 5 ( 2+ 5 ) ; log ( 2 ± 3 )}
5

8 SISTEMA DE ENSINO POLIEDRO


15. Um subconjunto D de R tal que a função f : D → R, definida por f ( x) = ln ( x 2 − x + 1) é
injetora, é dado por
A. ( ) R B. ( ) ( −∞,1]
C. ( ) [ 0,1/ 2] D. ( ) ( 0,1)
E. ( ) [1/ 2, ∞ )

Alternativa: C
Sejam x1 ≠ x 2 números reais tais que f ( x1 ) = f ( x 2 ) .
( ) ( )
Desta forma, ln x12 − x1 + 1 = ln x 2 2 − x 2 + 1 implica 2 casos distintos:
1
x12 − x1 + 1 = x 2 2 − x 2 + 1 e x12 − x1 + 1 = .
x2 + x2 + 1
2

No primeiro caso, x12 − x 2 2 − x1 + x 2 = 0 ∴ ( x1 − x 2 ) ⋅ ( x1 + x 2 − 1) = 0.


Temos por hipótese que x1 ≠ x 2 . Assim, para que f(x) seja injetora, basta x1 + x 2 ≠ 1.
O intervalo da alternativa C satisfaz esta condição, pois se x1 ∈ 0, 1  , x 2 ∈  0, 1  e x1 ≠ x 2 ,
 2  2
então x1 + x 2 < 1 e x1 + x 2 ≠ 1.

16. A soma de todas as soluções distintas da equação

cos 3x + 2 cos 6x + cos 9x = 0,

que estão no intervalo 0 ≤ x ≤ π / 2, é igual a


23
A. ( ) 2π B. ( ) π
12
9 7
C. ( ) π D. ( ) π
6 6
13
E. ( ) π
12

Alternativa: E
cos 3x + 2 cos 6x + cos 9x = 0 ∴ 2 cos 6x + (cos 3x + cos 9x) = 0 ∴ 2 cos 6x + 2 cos 6x cos 3x = 0
∴ 2 cos 6x (1 + cos 3x ) = 0
Temos:
π π kπ
I) cos 6x = 0 ∴ 6x = + kπ, k ∈ ∴ x= + ,k∈
2 12 6
 π π π 5π
como x ∈  0,  , os possíveis valores são: , ,
 2 12 4 12

SISTEMA DE ENSINO POLIEDRO 9


π 2kπ
II) cos 3x = −1 ∴ 3x = π + 2kπ, k ∈ ∴ x= + , k∈
3 3
 π π
como x ∈  0,  , o único valor possível nesse caso é:
 2 3
π π 5π π 13π
A soma das soluções é: + + + =
12 4 12 3 12

17. Considere o conjunto D = { n ∈ ; 1 ≤ n ≤ 365} e H ⊂ P ( D ) formado por todos os


subconjuntos de D com 2 elementos. Escolhendo ao acaso um elemento B ∈ H, a probabilidade
de a soma de seus elementos ser 183 é igual a
1 46
A. ( ) B. ( )
730 33215
1 92
C. ( ) D. ( )
365 33215
91
E. ( )
730

Alternativa: A
365 ⋅ 364
Temos n ( D ) = 365. Logo, n ( H ) = C365
2
= = 365 ⋅182
2 ⋅1
Para um elemento B ∈ H devemos ter:
a + b = 183, com a, b ∈ *.
1 + 182 = 183
2 + 181 = 183

91 + 92 = 183
O número de casos favoráveis é, portanto, 91.
91 1
Assim, a probabilidade pedida é =
365 ⋅182 730

ˆ , mede 40º.
18. Considere o triângulo ABC isósceles em que o ângulo distinto dos demais, BAC
ˆ = 15º. Sobre o lado AC , tome o ponto D tal
Sobre o lado AB, tome o ponto E tal que ACE
ˆ vale
ˆ = 35º. Então, o ângulo EDB
que DBC
A. ( ) 35º B. ( ) 45º
C. ( ) 55º D. ( ) 75º
E. ( ) 85º

10 SISTEMA DE ENSINO POLIEDRO


Alternativa: D
A

40°

15°
D x
F

15°
35°
55° 35°
C B
A partir do enunciado, temos:
No ∆ABC: ACB ˆ = CBAˆ = 70º.
O ∆CBE é isósceles, pois a bissetriz BF também é altura e, conseqüentemente, mediana ( CF = FE ) .
O ∆CDE é isósceles, pois DF é altura e mediana; assim: DEF ˆ = 15º.
ˆ + 15º = 90º ∴ EDF
No ∆DEF, temos EDF ˆ = 75º

19. Sejam X, Y, Z, W subconjuntos de N tais que ( X − Y ) ∩ Z = {1, 2,3, 4} , Y = { 5, 6} , Z ∩ Y = ∅,


W ∩ ( X − Z ) = { 7,8} , X ∩ W ∩ Z = { 2, 4} . Então o conjunto  X ∩ ( Z ∪ W )  − W ∩ (Y ∪ Z ) 
é igual a
A. ( ) {1, 2,3, 4,5} B. ( ) {1, 2,3, 4, 7}
C. ( ) {1,3, 7,8} D. ( ) {1,3}
E. ( ) { 7,8}

Alternativa: C
Do exercício, temos:
( X − Y ) ∩ Z = ( X ∩ Z ) − ( Y ∩ Z ) = {1, 2,3, 4}
Como Y ∩ Z = ∅, segue: X ∩ Z = {1, 2,3, 4}
Do mesmo modo, do enunciado:
W ∩ ( X − Z ) = ( W ∩ X ) − ( W ∩ Z ) = ( W ∩ X ) − ( X ∩ W ∩ Z ) = {7,8}
∴ ( W ∩ X ) − {2, 4} = {7,8}
Como ( W ∩ X ) ⊃ { 2, 4} , temos: W ∩ X = { 2, 4, 7,8}
Assim,  X ∩ ( Z ∪ W )  = ( X ∩ Z ) ∪ ( X ∩ W ) = {1, 2,3, 4} ∪ {2, 4, 7,8}
(1)  X ∩ ( Z ∪ W )  = {1, 2,3, 4, 7,8}
Se X ∩ Z = {1, 2,3, 4} e X ∩ W ∩ Z = { 2, 4} , temos que W ∩ {1,3} = ∅
Como W ∩ ( X − Z ) = W ∩ X ∩ Z = {7,8} , temos que Z ∩ {7,8} = ∅

SISTEMA DE ENSINO POLIEDRO 11


Como Y = {5, 6} , temos que Y ∩ {7,8} = ∅
Mas Z ∩ {7,8} = ∅ , logo ( Y ∪ Z ) ∩ {7,8} = ∅
Como W ∩ {1,3} = ∅ e ( Y ∪ Z ) ∩ {7,8} = ∅, segue:
(2)  W ∩ ( Y ∪ Z )  ∩ {1,3, 7,8} = ∅
De (1) e (2), concluímos:
 X ∩ ( Z ∪ W )  −  W ∩ ( Y ∪ Z)  = {1,3, 7,8}

20. Sejam r e s duas retas paralelas distando 10 cm entre si. Seja P um ponto no plano definido por
r e s e exterior à região limitada por estas retas, distando 5 cm de r. As respectivas medidas da
área e do perímetro, em cm2 e cm, do triângulo eqüilátero PQR cujos vértices Q e R estão,
respectivamente, sobre as retas r e s, são iguais a
3 3
A. ( ) 175 e 5 21 B. ( ) 175 e 10 21
3 3
C. ( ) 175 3 e 10 21 D. ( ) 175 3 e 5 21
E. ( ) 700 e 10 21

Alternativa: B

60º −α
60º

60º
α

Temos:

 ⋅ sen (60º − α ) = 10 sen (60º − α) 5
 ∴ = 2 ∴ sen 60º cotg α − cos 60º = 2 ∴ cotg α = 2 = 5

 ⋅ sen α = 5 sen α 3 3
2
1 1 25 1 28 2 7
Temos: 2
= 1 + cotg 2 α ∴ 2
= 1+ ∴ = =
sen α sen α 3 sen α 3 3
5 10 7 10 21
Assim: = = =
sen α 3 3
Portanto:
2
3 3 100 ⋅ 21 175 3
S= = ⋅ ∴ S= cm 2
4 4 9 3
2p = 3 ⋅ ∴ 2p = 10 21 cm

12 SISTEMA DE ENSINO POLIEDRO


{ }
21. Dado o conjunto A = x ∈ ; 3x 2 + 2 x < x 2 , expresse-o como união de intervalos da reta
real.

Resolução:

3x 2 + 2x < x 2
 2
CE: 3x 2 + 2x ≥ 0 ∴ x ∈  −∞, −  ∪ [ 0,+∞ )
 3
Temos:
( ) ( ) ( )
3x 2 + 2x < x 4 ∴ x 4 − x 2 − 2x 2 + 2x > 0 ∴ x 2 x 2 − 1 − 2x ( x + 1) > 0
( )
∴ x ⋅ ( x + 1)  x ⋅ ( x − 1) − 2  > 0 ∴ x ⋅ ( x + 1) x 2 − x − 2 > 0 ∴ x ⋅ ( x + 1) ⋅ ( x − 2 ) > 0
2

+ + − +
−1
Então: x ∈ ( −∞, −1) ∪ ( −1, 0 ) ∪ ( 2, +∞ )
Fazendo a interseção com a condição de existência:
 2
A = ( −∞, −1) ∪  −1, −  ∪ ( 2, +∞ )
 3

22. Determine as raízes em C de 4 z 6 + 256 = 0, na forma a + bi, com a, b ∈ R, que pertençam a


S = {z ∈ ; 1 < z + 2 < 3} .

Resolução:
A equação 4z 6 + 256 = 0 é tal que z 6 = −64 com z = z ⋅ cis θ.
Assim, temos z ⋅ cis 6θ = 64 ⋅ cis 180º ∴ z = 2 e θ = 30º + k ⋅ 60º ; k ∈{ 0;1;2;3;4 e 5}
6

As raízes desta equação são vértices de um hexágono regular ABCDEF inscrito numa
circunferência centrada na origem e de raio 2.
O conjunto S é uma coroa circular centrada no ponto (–2; 0) e de raios 1 e 3.
Esboçando as duas figuras citadas, temos:

Im
B

C A

−3 −2 −1 1 2 Re

D F

SISTEMA DE ENSINO POLIEDRO 13


As distâncias dos pontos B, C, D e E até o ponto (–2; 0) são maiores do que 1 e menores que 3.
Temos, então:
B = 2cis90º = 2i
E = 2cis270º = –2i
C = 2cis150º = 2 (cos 150º + i sen 150º) = − 3 + i
D = 2cis210º = − 3 − i
As raízes da equação que são elementos de S consistem em: ±2i; − 3 ± i

23. Seja f ( x ) = ln ( x 2 + x + 1) , x ∈ R. Determine as funções h, g : R → R tais que


f ( x ) = g ( x ) + h ( x ) , ∀x ∈ R, sendo h uma função par e g uma função ímpar.

Resolução:
Para obtermos as funções g (ímpar) e h (par), vamos utilizar a identidade:
f ( x ) + f ( −x ) f ( x ) − f ( −x )
f (x) ≡ +
2 2
f ( x ) + f ( −x ) f ( x ) − f ( −x )
Temos, então: h ( x ) ≡ ( par ) e g ( x ) ≡ ( ímpar )
2 2
ln ( x 2 + x + 1) + ln ( x 2 − x + 1) 1 1
h (x) = = ln ( x 2 + x + 1) ⋅ ( x 2 − x + 1)  ∴ h ( x ) = ln ( x 4 + x 2 + 1)
2 2 2

g ( x) =
( ) (
ln x 2 + x + 1 − ln x 2 − x + 1 ) ∴ g ( x ) = 1 ln  x 2
+ x + 1
2 2  x 2
− x + 1

24. Sejam α, β, γ, ∈ R. Considere o polinômio p(x) dado por


x5 − 9 x 4 + ( α − β − 2γ ) x3 + ( α + 2β + 2γ − 2) x 2 + ( α − β − γ + 1) x + ( 2α + β + γ − 1) .
Encontre todos os valores de α, β e γ de modo que x = 0 seja uma raiz com multiplicidade 3 de
p(x).

Resolução:
Para que 0 tenha multiplicidade 3, os coeficientes de x0, x1 e x2 devem ser nulos, mas o coeficiente
de x3 deve ser não-nulo (caso contrário, 0 seria de multiplicidade 4). Desse modo:
2α +β +γ −1 = 0 2α +β +γ = 1
   α=0
 α −β −γ +1 = 0 ∴  3β +3γ = 3 ∴ 
 α +2β +2γ −2 = 0  β + γ = 1
  −3β −3γ = −3
Assim, se t ∈ R, temos (0, 1 – t, t).
Para que o coeficiente de x3 seja não-nulo:
α − β − 2γ ≠ 0 ∴ 0 − (1 − t ) − 2t ≠ 0 ∴ t ≠ −1
Portanto, temos:
{( α, β, γ ) ∈ 3
/ ( α, β, γ ) = ( 0,1 − t, t ) , t ∈ }
− {−1}

14 SISTEMA DE ENSINO POLIEDRO


25. Uma matriz real quadrada A é ortogonal se A é inversível e A−1 = At . Determine todas as
matrizes 2 x 2 que são simétricas e ortogonais, expressando-as, quando for o caso, em termos
de seus elementos que estão fora da diagonal principal.

Resolução:
 a b
Como A é simétrica: A =   = At
 b c
−1  a b   a b   a 2 + b 2 ab + bc   1 0 
Temos A ⋅ A = A ⋅ A =  t
 = 2 
= 
 b c   b c   ab + bc b + c   0 1 
2

Temos:
a 2 + b 2 = 1
 2 2
b + c = 1
b ⋅ ( a + c) = 0

(I) b = 0 ∴ a = ±1 e c = ±1
As possíveis matrizes são:
 1 0  1 0   −1 0  −1 0 
 0 1 ,  0 −1 ,  0 1 ,  0 −1

(II) a + c = 0 ∴ a = − c
a 2 + b 2 = 1 ∴ a = ± 1 − b 2 , b ∈[ −1,1]
 ± 1 − b2 b 
Temos :   , b ∈[ −1,1]
 b ∓ 1 − b 2 

 1 0   −1 0
Note que  e do caso (I) é o caso (II) com b = 0.
 0 −1  0 1
Portanto, as possíveis matrizes são:
 1 0   −1 0   1 − b   − 1 − b2 
2
b b
 ,  ,  ,   , b ∈ [ −1,1]
 0 1   0 −1  b 2  
− 1− b   b 2 
1− b 

SISTEMA DE ENSINO POLIEDRO 15


π π
26. Determine todos os valores α ∈  − ,  tais que a equação (em x)
 2 2
x 4 − 2 4 3x 2 + tg α = 0
admita apenas raízes reais simples.

Resolução:
 −π π 
1ª condição: α ∈  ,
 2 2 
Para que a equação dada exiba apenas raízes reais simples, basta que a função
f ( y ) = y 2 − 2 4 3 y + tg α possua zeros positivos simples. Desejamos a seguinte situação:

Basta impor as seguintes condições:


 yv > 0

f ( 0 ) > 0
f ( y ) < 0
 v

2ª condição: y v =−
( −2 3 ) =4
4

3 > 0 ∴ ok
2
3ª condição: f ( 0) > 0 ∴ tg α > 0

( 3) < 0 ∴ ( 3)
2
4ª condição: f 4 4
− 2 4 3 ⋅ 4 3 + tg α < 0 ∴ tg α < 3
Fazendo a intersecção das condições 0 < tg α < 3
 π
Portanto: α ∈  0,  .
 3

27. Em um espaço amostral com uma probabilidade P, são dados os eventos A, B e C tais que:
1 1
P ( A) = P ( B ) = , com A e B independentes, P( A ∩ B ∩ C) = , e sabe-se que
2 16
3
P (( A ∩ B) ∪ ( A ∩ C )) = . Calcule as probabilidades condicionais P (C | A ∩ B) e
10
(
P C | A ∩ BC . )
Resolução:
Do enunciado temos:
1
I) P ( A ∩ B) = P ( A ) ⋅ P ( B) =
4
1
II) P ( A ∩ B ∩ C) =
16

16 SISTEMA DE ENSINO POLIEDRO


1
P ( A ∩ B ∩ C) 16 1
Assim, P ( C | A ∩ B) = = ∴ P ( C | A ∩ B) =
P ( A ∩ B) 1 4
4
Sabemos ainda que:
3 3
III) P ( ( A ∩ B ) ∪ ( A ∩ C ) ) = ∴ P ( A ∩ B) + P ( A ∩ C ) − P ( A ∩ B ∩ C ) =
10 10
3 1 1 9
∴ P ( A ∩ C) = − + ∴ P ( A ∩ C) =
10 4 16 80
Podemos então construir o diagrama abaixo:

A B

1 3 Assim:
1
5 16 (
P A ∩ BC ∩ C )=
1 (
P C|A∩B C
)= 20
1
16 (
P A ∩ BC ) 1 1
+
20 5
20
(
P C | A ∩ BC = ) 1
5

5 2
28. Um triângulo acutângulo de vértices A, B e C está inscrito numa circunferência de raio .
3
Sabe-se que AB mede 2 5 e BC mede 2 2. Determine a área do triângulo ABC.

Resolução:
A

M
O
5
5 2
x
y 3
B 2 N 2
C

Sendo M e N os respectivos pontos médios dos lados AB e BC do triângulo ABC inscrito no círculo
de centro O, temos:
5 3 10 10
∆BOM: cos x = = ∴ sen x =
5 2 10 10
3

SISTEMA DE ENSINO POLIEDRO 17


2 3 4
∆BON: cos y = = ∴ sen y =
5 2 5 5
3
10 3 4 3 10 15 10 3 10
Assim, temos que sen(x + y) = ⋅ + ⋅ = =
10 5 5 10 50 10
1 1 3 10
Logo, S∆ABC = ⋅ AB ⋅ BC ⋅ sen(x + y) = ⋅ 2 5 ⋅ 2 2 ⋅ ∴ S∆ABC = 6
2 2 10

29. Seja C uma circunferência de raio r e centro O e AB um diâmetro de C. Considere o triângulo


equilátero BDE inscrito em C. Traça-se a reta s passando pelos pontos O e E até interceptar em
F a reta t tangente à circunferência C no ponto A. Determine o volume do sólido de revolução
gerado pela rotação da região limitada pelo arco AE e pelos segmentos AF e EF em torno do
diâmetro AB.

Resolução:

OA = r
BE = DE = BD = r 3
30°
r 3 r
OM = MA =
2
60° r 3
30° ME =
2

r 3

O volume procurado é a diferença entre os volumes do tronco do cone gerado pelo trapézio MAFE
e o segmento esférico DEA.
π(AM)  π  r 3  2  7πr 3
r
( ) r 3
2
Vtronco = ⋅ (ME) + (AF) + (ME) ⋅ (AF)  = ⋅ ⋅ 
2 2
 + r 3 + ⋅ r 3 =
3 3 2  2  2  8
 
π r   r 3   r   5πr 3
2 2
π(AM)  2 2
Vseg. esférico = ⋅ 3(ME) + (AM)  = ⋅ ⋅ 3     =
+
6 6 2   2   2   24
 
7πr 3 5πr 3 2πr 3
Vsólido = − ∴ Vsólido =
8 24 3

18 SISTEMA DE ENSINO POLIEDRO


30. Considere a parábola de equação y = ax 2 + bx + c, que passa pelos pontos (2, 5), (–1, 2) e tal
que a, b, c formam, nesta ordem, uma progressão aritmética. Determine a distância do vértice
da parábola à reta tangente à parábola no ponto (2, 5).

Resolução:
Sejam a = b − r e c = b + r
Para o ponto ( 2,5) : 5 = ( b − r ) 22 + b ⋅ 2 + ( b + r ) ∴ 7b − 3r = 5
Para o ponto ( −1, 2) : 2 = ( b − r ) ⋅ ( −1) + b ⋅ ( −1) + ( b + r ) ∴ b + 0 ⋅ r = 2
2

Assim: b = 2 e r = 3
Logo: ( a, b, c) = ( −1, 2,5)
Temos: y = − x 2 + 2x + 5 ∴ y = − ( x 2 − 2x + 1) + 5 + 1 ∴ y = − ( x − 1) + 6 ∴ ( x − 1) = − ( y − 6 )
2 2

O vértice é: (1, 6)

Para a reta tangente: y − 5 = k ⋅ ( x − 2 )


Mas: k = y ' = −2x + 2 = −2 ⋅ 2 + 2 = −2
A reta tangente é: y = −2x + 9 ∴ 2x + y − 9 = 0
2 ⋅1 + 6 − 9 5
A distância é: d = ∴ d=
2 +1
2 2 5

SISTEMA DE ENSINO POLIEDRO 19


Comentário da prova de Matemática
A prova de Matemática do ITA apresentou uma boa distribuição dos assuntos. Destacamos o
reaparecimento das questões de probabilidade, sendo a questão 27 de alto grau de dificuldade.
As questões em geral eram trabalhosas e com alto nível de dificuldade, privilegiando os alunos
com visão aprofundada dos conteúdos.

Distribuição de assuntos
Assuntos

Exponencial e Módulo

Funções e Conjuntos
Geometria Analítica

Geometria Espacial

Geometria Plana
Matrizes, Determinantes e Sistemas

Números Complexos
Polinômios

Probabilidade

Trigonometria

0 1 2 3 4 5 6
Número de Questões

O CURSINHO QUE MAIS ENTENDE DE ITA E IME

20 SISTEMA DE ENSINO POLIEDRO