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Realização de uma vida: Dame Kiri Te Kanawa • Editor’s choice: os melhores CDs

u OUTUBRo 2017

Guia mensal de música clássica www.concerto.com.br

Antonio
Meneses Violoncelista brasileiro completa
João Marcos Coelho 60 anos e revisita em discos e no
Milan Kundera palco o repertório que o consagrou,
em busca de novos olhares
Jorge Coli
Os sentidos da música

Júlio Medaglia
50 anos de tropicalismo

REPERTÓRIO
Réquiem de guerra, de Britten

FERMATA
Toninho Carrasqueira

BRASIL MUSICAL
Orquestra Ouro Preto ISSN 1413-2052 - ANO XXIII - Nº 243
r$ 16,90

FABIO MARTINO TEMPORADAS 2018


Pianista toca com orquestras brasileiras Osesp e Filarmônica de Minas Gerais
e fala sobre carreira em ascensão lançam suas programações
u EDITORIAL

Prezado leitor,
Ao longo da história, o Brasil produziu alguns músicos que se destacaram no mundo.
Entre os instrumentistas, normalmente nos lembramos de pianistas, que nos últimos 150 anos
de fato formaram uma galeria que concorre em igualdade de condições com os melhores
de todos os tempos – é só pensar, por exemplo, na magistral Guiomar Novaes. Entre os
músicos dedicados às cordas com arco, o número é bem menor. Mas temos a sorte de
conviver hoje com o “maior músico de cordas com arco que o Brasil já produziu”, como
escreve o crítico Irineu Franco Perpetuo. Trata-se do pernambucano Antonio Meneses, que
recentemente completou 60 anos de idade e que neste mês realiza concertos em São Paulo.
O editor-executivo da Revista CONCERTO, João Luiz Sampaio, encontrou-se no Rio de
Janeiro com Meneses e redigiu a matéria de capa desta edição. Leia a partir da página 20 sobre Foto: revista concerto / vânia laranjeira
a vida e as realizações desse artista excepcional, bem como sobre seus planos e seu novo CD,
gravado pela Avie Records da Grã-Bretanha e lançado agora no Brasil pelo selo CLÁSSICOS.
Fabio Martino é um dos expoentes da nova geração de pianistas brasileiros. Vencedor de
importantes prêmios nacionais e internacionais e, agora, aos 29 anos, radicado na Alemanha, COLABORARAM NESTA EDIÇÃO
Martino desenvolve uma carreira internacional de sucesso. Neste mês, ele estará no Brasil
Camila Frésca, jornalista e pesquisadora
para apresentações com as filarmônicas de Minas Gerais e Goiás e com a Orquestra de Brasília,
interpretando obras de Villa-Lobos e Beethoven. Para saber das ideias e dos planos desse Harry Crowl, compositor e musicólogo
jovem pianista, a jornalista Camila Frésca realizou a entrevista publicada na página 14. Irineu Franco Perpetuo, jornalista
e crítico musical
Herdeiro de uma rica tradição musical, o flautista Toninho Carrasqueira, seguindo os João Luiz Sampaio, jornalista
passos do pai João Dias, tornou-se um dos principais flautistas brasileiros de sua geração. e crítico musical
Há muitos anos, porém, Toninho deixou de lado a carreira de músico de orquestra para João Marcos Coelho, jornalista
se tornar professor, explorar novos repertórios de câmara e alargar seu campo de atuação e crítico musical
também em direção à música popular. Na seção Fermata desta edição, Toninho fala de seu Jorge Coli, professor e crítico musical
livro Divertimentos-descobertas, no qual defende um novo método de ensino de música Júlio Medaglia, maestro
“que rejeita o conceito mecanicista de educação como mero treinamento repetitivo”.
Também a Orquestra Ouro Preto, criada no ano 2000 e dirigida pelo maestro Rodrigo
memória musical
Toffolo, tem investido em repertórios alternativos e novas formas de diálogo com o público.
Há 20 anos na Revista CONCERTO
O grupo, cujo segundo volume do CD Latinidade recentemente foi finalista do Prêmio da
Música Brasileira, realiza concertos em São Paulo (Teatro Alfa, 31 de outubro; Sala São Paulo, Contraponto: Osesp – O sonho não acabou
19 de novembro), como você poderá ler na seção Brasil Musical desta edição, na página 27. Estreou na cidade de São Paulo no dia 12
de setembro a nova Orquestra Sinfônica
Na seção Gramophone, página 24, a Revista CONCERTO publica uma matéria do Estado de São Paulo – Osesp. Com 83
sobre a cantora Kiri Te Kanawa, que acaba de vencer o prêmio Realização de uma vida do músicos, dos quais 16 são instrumentistas
Gramophone Awards (na página 6 você pode consultar os demais vencedores do certame, de cordas convidados do leste europeu,
mais importante premiação do mercado fonográfico internacional). Na página 51, você pode a Osesp apresentou um concerto
se informar sobre os principais lançamentos de CDs e DVDs conforme a escolha do editor – histórico para a vida cultural brasileira.
O público, incialmente frio e formal, no
entre eles, o CD Brahms, de Nelson Freire, cuja resenha completa publicamos na página 7.
final entusiasmou-se com a competente
Leia ainda a seção Repertório (sobre o Réquiem de guerra de Britten, que será apresentação da orquestra. [Comentário
interpretado pela Osesp e pela Amazonas Filarmônica) e os textos de nossos colunistas sobre concerto regido por John Neschling
com solos de Antonio Meneses.]
João Marcos Coelho, Jorge Coli e Júlio Medaglia. Na página 18, publicamos também
um texto de Opinião do compositor e musicólogo Harry Crowl, que aborda a questão Em conversa – Sergio Assad, violonista,
da escravidão e da contribuição do negro à música no período colonial e imperial, em em entrevista a Sidney Molina
“Com o passar dos anos, fui retomando
contraponto ao texto escrito pelo maestro Júlio Medaglia em nossa última edição, que
lentamente a atividade de escrever música.
causou intensa polêmica (leia a seção Cartas na página 4). Eu não defendo o nacionalismo, eu inclusive
Nathalie Stutzmann, Orquestra do Capitólio de Toulouse, ópera Don Giovanni gosto muito de Stockhausen. Fazer música
nos moldes de Stockhausen no Brasil, porém,
no Theatro São Pedro, Bienal de Música Brasileira Contemporânea no Rio
é não ser um compositor brasileiro. Nossa
de Janeiro – grandes atrações movimentam a agenda clássica em música tem um forte apelo rítmico, resultado
outubro. Acompanhe o Roteiro Musical ilustrado (a partir da da influência africana, por exemplo. Não há
página 30), escolha seu programa e participe da temporada. como negar a importância e a interferência
Desejamos um ótimo CONCERTO. dessa grande mistura que nós somos.”
Roteiro musical de outubro de 1997
• Ópera Tosca, no Theatro Municipal
de São Paulo
• Cravista Gustav Leonhardt toca no
Teatro Cultura Artística
Nelson Rubens Kunze • Eva Marton e Renata Scotto cantam no
diretor-editor Theatro Municipal do Rio de Janeiro

2 Outubro 2017 CONCERTO


u ÍNDICE @RevistaConcerto ConcertoRevista concerto.com.br

20

u outubro 2017 nº 243

2 Editorial

28 4 Cartas

6 Contraponto
As notícias do mundo musical

14 8 Temporadas 2018
Conheça as programações da Orquestra Sinfônica do Estado
de São Paulo e da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais

12 Atrás da Pauta
50 anos de tropicalismo, por Júlio Medaglia

52 14 Em Conversa
O pianista Fabio Martino fala sobre os concertos que realiza
no Brasil e os desafios da carreira de solista, por Camila Frésca

16 Notas Soltas
8 Os sentidos da música, por Jorge Coli

18 Opinião
Harry Crowl escreve sobre a presença do negro na música brasileira

20 Capa
O violoncelista brasileiro Antonio Meneses completa 60 anos
com novos projetos, por João Luiz Sampaio

26 Música Viva
A história da música segundo Milan Kundera,
por João Marcos Coelho

27 Brasil Musical
Orquestra Ouro Preto faz concertos em São Paulo

28 Repertório
Réquiem de guerra, de Benjamin Britten

24 30 Roteiro Musical São Paulo

40 Roteiro Musical Rio de Janeiro

44 Roteiro Musical Brasil

52 Lançamentos de CDs
Consulte os novos lançamentos e os títulos à venda
Uma seleção exclusiva do melhor
da revista Gramophone 54 Livros

24 Gramophone Awards 54 Outros Eventos


Realização de uma vida: Dame Kiri Te Kanawa 55 Classificados
51 Editor’s Choice 56 Fermata
Os melhores lançamentos do mês Música como vida: a trajetória do flautista Toninho Carrasqueira

Outubro 2017 CONCERTO 3
u CARTAS

Júlio Medaglia e a escravidão A política afirmativa, posta em debate nos


governos “que nos deixaram”, une, justamente,
Gostaria de manifestar o meu repúdio ao artigo os brasileiros, ao abrir as portas da universidade Clássicos Editorial Ltda.
de Júlio Medaglia intitulado “A contribuição do para uma população que passou séculos nos Nelson Rubens Kunze (diretor)
negro na cultura do Brasil”, publicado na edição lugares mais indignos de nossa sociedade. Cornelia Rosenthal
de setembro de 2017 da Revista CONCERTO Mirian Maruyama Croce
Luciano Morais, violonista, por e-mail
(página 8). Dizer que “foi oferecida ao negro,
tanto de origem africana quanto aos aqui A democracia racial é um mito que, assim como
nascidos, a possibilidade de se desenvolver a caverna de Platão, faz com que lutemos contra
cívica e culturalmente” não é realidade! No ilusões em vez de lutar contra a realidade.
Brasil, a escravidão criou uma imensa barreira Flávio Magalhães Piotto Santos , por e-mail
entre donos brancos e escravos negros,
impossibilitando a estes a livre manifestação de O Brasil foi o último país a abolir a escravidão nas
sua cultura, crença e linguagem. O que houve Américas, uma posição nem um pouco honrosa. Guia mensal de música clássica
foi, na realidade, uma profunda aculturação do [...] É necessário começar a fazer justiça histórica
www.concerto.com.br
negro no Brasil. Além disso, dizer que as cotas através da autocrítica e, para isso, contar a
raciais no Brasil não são necessárias é não levar história como ela realmente aconteceu. OUTUbrO 2017
em consideração a imensa dívida histórica racial Johanna Katharina Hirschler, por e-mail Ano XXIII – Número 243
que o Brasil tem com a sua população negra e Periodicidade mensal – ISSN 1413-2052
mestiça. [...] As cotas raciais são uma tentativa Brilhante a coluna de Júlio Medaglia na edição
Redação e Publicidade
de buscar uma maior integração do negro nas de setembro. Em poucas linhas sintetizou a Rua João Álvares Soares, 1.404
diversas camadas da sociedade. enorme contribuição do negro para a cultura do 04609-003 São Paulo, SP
Brasil. O maior escritor dos dois últimos séculos, Tel. (11) 3539-0045 – Fax (11) 3539-0046
Tadeu Moraes Taffarello, por e-mail
o grande músico, o melhor escultor, o poeta – e-mail: concerto@concerto.com.br
Neste texto é possível observar não apenas todos negros. Ainda bem que nasceram aqui! diretor-editor
um desconhecimento a respeito da história da Neli Aparecida de Faria, por e-mail Nelson Rubens Kunze (MTb-32719)
África e também da realidade dos negros no editor executivo
Brasil, mas também um desrespeitoso descaso João Luiz Sampaio
com as lutas travadas pelos movimentos sociais A Revista CONCERTO ainda recebeu cartas coordenação editorial
e a aplicação das necessárias politicas públicas críticas ao artigo do maestro Júlio Medaglia Cornelia Rosenthal
no sentido de diminuir a desigualdade. de Paulo C Ramos, Álvaro Rodrigues, William coordenação de produção
Oliveira da Silva, Vera Daian, Laura Mello, Vanessa Solis da Silva
Dra. Camila Rodrigues, historiadora, por e-mail revisão Thais Rimkus
Eduardo Carlos Pereira Barbosa, Paul Wegmann
Parece-me que o maestro Júlio Medaglia tinha e Paula P. Andersen. editoração e produção gráfica
Lume Artes Gráficas / Guilherme Lukesic
até boas intenções ao escrever o texto, ao tentar
execução financeira
exaltar os feitos artísticos e literários de negros
Mirian Maruyama Croce
e “mulatos” brasileiros. O que não o impediu,
apoio de produção
no entanto, de escrever algo extremamente Nota do editor: A Revista CONCERTO defende Priscila Martins, Vânia Ferreira Monteiro
injusto, violento e irresponsável com relação a pluralidade de opiniões. Nossos colunistas
à história do país e à história do povo negro atendimento ao assinante
escrevem livremente, seguindo suas próprias Tel. (11) 3539-0048
africano escravizado pelos colonizadores no ideias, e assim deve ser, ainda que seus
Brasil, repleta de conflitos raciais e injustiças textos não reflitam, necessariamente, a Datas e programações de concertos são
sociais fundamentadas na tez da pele, desde a fornecidas pelas próprias entidades promotoras,
opinião da revista.
colônia até hoje! O que mais me espanta é que não nos cabendo responsabilidade por alterações
e/ou incorreções de informações.
os editores da revista o tenham publicado.
Esclarecimento do maestro Júlio Medaglia: Inserções de eventos são gratuitas e devem ser
Paulo Rios Filho, compositor, por e-mail Foi com grande estranheza que tomei conheci- enviadas à redação até o dia 10 do mês anterior
ao da edição, por fax (11) 3539-0046 ou e-mail:
O autor fecha o texto militando contra as mento de reações negativas com relação a meu
concerto@concerto.com.br.
cotas raciais, ignorando dados censitários que texto nesta revista a propósito da participação
afirmam justamente o contrário. Reproduzo aqui do negro na cultura brasileira. Em nenhum Artigos assinados são de respon­sa­bi­li­dade de
um texto de Marcia Lima para a Oxfam: “De momento eu disse que a escravidão no Brasil foi seus autores e não refletem, neces­sariamente,
acordo com os dados censitários, em 2000 a generosa ou mais “boazinha” com os escravos a opinião da redação.
proporção de estudantes de 15 a 17 anos pretos que em outros países, mas afirmei que ela teve
características diferentes. Todas as grandes Todos os direitos reservados.
e pardos que frequentavam o ensino médio era, Proibida a reprodução por qualquer meio
respectivamente, de 28,3% e 31%; em 2010, cidades de Minas na era da mineração possuíam sem a prévia autorização.
esses percentuais passaram a 49,7% e 53,7%. seus teatros com orquestras e ópera e os artistas
No caso do ensino superior, o crescimento eram escravos músicos. E não eram poucos.
também foi muito expressivo: se em 2000 E concluí que, por essa razão, nós possuíamos
apenas 6,3% e 8,4% de estudantes pretos e aproximadamente mais de 150 anos de música Todos os textos e as fotos publicados na seção
pardos entre 18 a 24 anos frequentavam esse erudita que nos Estados Unidos. Lamento, Gramophone são de propriedade e copyright de
nível de ensino, em 2010 esses percentuais também, que a menção final às cotas tenha Mark Allen Group, Grã-Bretanha.
sido compreendida como uma ofensa, onde em www.gramophone.co.uk
passaram a 30,4% e 27,8%, respectivamente.
Ou seja, em dez anos quadruplicou a participação realidade não passava de uma tirada de humor.
Distribuição em Bancas e Redes de Livrarias
da população negra nesse nível de ensino. [...] Total Publicações (Grupo Abril)
Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Edicase Gestão de Negócios
Aplicada (Ipea), com base na Pnad-2007, realizou ue-mail: cartas@concerto.com.br www.edicase.com.br
projeções para a diminuição da desigualdade Cartas para esta seção devem ser remetidas por
racial e apontou que seria necessário manter e-mail: cartas@concerto.com.br, fax (11) 3539-0046
o mesmo ritmo de queda durante ao menos ou correio (Rua João Álvares Soares, 1.404 – CEP
quarenta anos para que se consolidasse uma 04609-003, São Paulo, SP), com nome e telefone.
sociedade racialmente mais igualitária”. (Em razão do espaço disponível, reservamo-nos
o direito de editar as cartas.)
Felipe Merker Castellani, por e-mail
CTP, impressão e acabamento
BMF Gráfica e Editora
4 Outubro 2017 CONCERTO
u CONTRAPONTO Notícias do mundo musical

Percorso Ensemble comemora


IEB tem debates sobre música e política
15 anos com dois recitais Nos dias 5 e 6 de outubro, acontece no Instituto de Estudos
Brasileiros da USP a II Edição das Jornadas Interdisciplinares de
O Percorso Ensemble comemora em 2017 quinze anos de
Estudos sobre Música. O objetivo é estimular o debate sobre as
atividades dedicadas à música contemporânea. Ao longo de sua
relações entre música e sociedade, reunindo e confrontando re-
história, o conjunto, criado pelo maestro e percussionista Ricardo
flexões que vêm ocorrendo dentro e fora do mundo acadêmico.
Bologna, contemplou diferentes correntes estéticas, além de ter
O evento conta com a participação de pesquisadores de diversas
promovido a estreia de diversas obras. Com isso, deu contribuição
áreas, além de artistas, críticos e jornalistas, e terá como tema
fundamental ao cenário clássico brasileiro, defendendo a criação
Música e Política, enfocando aspectos políticos da produção, do
como eixo incontornável da vida musical.
consumo e da crítica musical do século XX. (Leia mais na seção
Para marcar o aniversário, o Percorso fará duas apresentações
Outros Eventos.)
este mês no Sesc Bom Retiro. Na primeira, no dia 25, os músicos
interpretam a Sinfonia nº 4 de Mahler em arranjo de Klaus Simon, com
regência de Ricardo Bologna. Já no dia 26, serão apresentadas obras Vídeo do Instituto Baccarelli é premiado
de Franco Donatoni, Silvio Ferraz, Marcílio Onofre e William Blank, O vídeo “Onde a música transforma”, do Instituto Baccarelli, foi
que rege a apresentação – o compositor fará também master classes. um dos vencedores da primeira edição do Concurso de Vídeos
Nelson Mandela, criado pela ONU Brasil com o tema “A luta
contra a pobreza é uma questão de justiça. Não é um gesto de

divulgação
caridade”. O vídeo foi exibido no Centro Cultural Banco do Brasil
no Rio de Janeiro, no dia 21 de setembro, dia internacional da
paz. O filme foi dirigido por Pedro Gardiani Ferrarini e retrata o
projeto sóciocultural do Instituto Baccarelli, na comunidade de
Heliópolis, com foco em crianças e jovens em situação de vul-
nerabilidade social.

José Eduardo Martins faz palestras e recital


O pianista José Eduardo Martins fará palestras e recital em outu-
bro no Unibes Cultural. As palestras, que acontecem nos dias 9,
16 e 23, terão como tema “O intérprete frente à gravação”. Já o
recital acontece no dia 31 e tem no repertório obras de Kuhnau,
Percorso Ensemble Willy Corrêa de Oliveira, Gilberto Mendes, François Servenière,
Tchaikovsky e Scriabin. (Leia mais na seção Outros Eventos.)

Gramophone premia os melhores Marcelo Bellini vence Festival Tinta Fresca


A obra Menniniana, do compositor paulistano Marcelo Bellini,
da indústria fonográfica foi a vencedora do Festival Tinta Fresca, realizado anualmente
pela Orquestra Filarmônica de Minas Gerais. O segundo lugar foi
A revista inglesa Gramophone divulgou em setembro os vencedores da edição deste para Pandora – fantasia orquestral sobre mito de Hesíodo, do
ano de seu prêmio dedicado aos destaques do mercado fonográfico. O prêmio pelo compositor cearense Caio Facó. A comissão julgadora foi forma-
conjunto da carreira foi dado à soprano Kiri Te Kanawa, que acaba de anunciar sua da pelos compositores Cláudio de Freitas, João Guilherme Ripper
aposentadoria dos palcos, ainda que permaneça trabalhando como professora e em e Ronaldo Miranda.
sua fundação destinada a dar espaço a jovens cantores (leia a entrevista com a artista
na seção Gramophone desta edição, página 24). Já a violinista Isabelle Faust ganhou
o prêmio de Gravação do Ano por seu registro de concertos de Mozart – Faust recebeu Concurso Jorge Antunes anuncia vencedores
a notícia em São Paulo, onde realizava concertos com a Osesp, e gravou, na Sala São A obra Segmentos, de Helder Oliveira, venceu a primeira edição
Paulo, uma fala de agradecimento transmitida na cerimônia de premiação em Londres. do Concurso Nacional de Composição Jorge Antunes, promovido
O Prêmio Especial foi dado à Classic FM; o compositor Colin Matthews recebeu um pela Secretaria de Cultura do Distrito Federal e a Orquestra Sinfô-
prêmio pelo apoio à música contemporânea por meio de sua gravadora NMC; o nica do Teatro Nacional Claudio Santoro. Em segundo lugar ficou
maestro russo Vassily Petrenko foi escolhido o Artista do Ano; já a pianista italiana Thermidor, de Paulo Henrique Raposo; e, em terceiro, Azuis, va-
Beatrice Rana ficou com o Prêmio de Jovem Artista. O selo do ano, de acordo com o júri riações para orquestra, de Carlos dos Santos. As três obras serão
da Gramophone, foi o Signum Classicas, pela qualidade e diversidade de seu catálogo. apresentadas pela orquestra no dia 3 de outubro, em Brasília
O melhor CD orquestral foi o dedicado a Haydn pelo Il Giardino Armonico, com regência (leia mais no Roteiro Musical, na página 45).
de Giovanni Antonini. O pianista Murray Perahia venceu na categoria Instrumental com
as Suítes francesas de Bach. O barítono Matthias Goerne, com o registro de canções Projeto musical recebe prêmio do Iphan
de Brahms com Christoph Eschenbach, ganhou o prêmio de Vocal Solo. Na categoria O projeto Quilombos do Vale do Jequitinhonha: Música e Me-
recital, foi escolhido o disco In war & peace, de Joyce di Donato. E, entre as óperas, mória, realizado em 60 comunidades quilombolas do Vale do
venceu Wozzeck, de Alban Berg, em montagem da Ópera de Zurique. Jequitinhonha pela Nota Musical Comunicação e Mirar Lejos, em
O melhor disco de música de câmara foi a gravação dos quartetos de Bacewicz pelo Minas Gerais, foi escolhido pelo Iphan (Instituto do Patrimônio
Silesian Quartet. Na música barroca, dois vencedores: “Italian Job”, do grupo La Histórico e Artístico Nacional) como um dos oito vencedores da
Serenissima (instrumental) e “Cantatas de Bach”, com o contratenor Iestyn Davies. 30ª Edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, a princi-
Uma coletânea de obras de Dowland foi a escolhida na categoria Música Antiga e, na pal premiação do patrimônio cultural do Brasil. A Nota Musical e
categoria Coral, venceu o Collegium Bach do Japão por sua Missa K 427 de Mozart. O Mirar Lejos é formada pelos jornalistas Evanize Sydow e Sérgio
disco em que o pianista Pierre-Laurent Aimard interpreta obras de George Benjamin, Fogaça. Ao todo, participaram 296 projetos.
regido pelo próprio compositor, conquistou o prêmio de Música Contemporânea (leia
mais em www.gramophone.co.uk/).

6 Outubro 2017 CONCERTO


CD de Nelson Freire é elogiado pela Gramophone
O álbum “Brahms”, do pianista brasileiro Nelson Freire, re- profundidade no cantável nº 4. Essa
cebeu elogiosa crítica na edição de setembro da revista inglesa é uma qualidade que ele também
Gramophone. O CD, lançado pelo selo Decca, é inteiramen- revela na segunda peça do op. 117,
te dedicado ao compositor (o disco pode ser adquirido na Loja enquanto o Capriccio em presto
CLÁSSICOS, www.lojaclassicos.com.br). Leia a seguir o texto, que abre o op. 116 tem energia,
assinado por Harriet Smith: sem jamais parecer apressado, com
“A Terceira sonata de Brahms é o cartão de visita de Nelson Freire exprimindo as ricas texturas
Freire desde seus primeiros dias – de seu recital de despedida do de Brahms com maestria tranqui-
Rio de Janeiro, aos 14 anos, ao seu recital de estreia em LP, para la. Os destaques são muitos – o
a CBS, aos 22. E agora, 50 anos após o lançamento, ele regres- dueto cheio de arrependimen-
sou à obra. Se Freire fosse um pianista típico (por mais ridícula to da seção central do op. 118
que seja essa noção), você poderia esperar que, aos 72 anos, ele nº 2, ou o jeito de conduzir a
demonstraria uma diminuição de aprumo técnico, porém com um final tão calmo a Balada op. 118 nº 3. Sua abordagem do
aumento de gravidade e profundidade. Nem um pouco disso – o op. 118 é diferente da de Volodos, mas não menos estimulante.
que é interessante é como essas duas leituras são fundamental- Espero que a inclusão das obras finais, op. 119, não seja
mente similares. uma indicação de que Freire tenha terminado o que iria
Ao voltar à gravação mais antiga, você se espanta com sua fazer com esse compositor: elas são tocadas com uma bele-
maturidade, com sua combinação de nobreza e um sentido in- za inelutável, sem o menor grau de constrangimento. O nº 1
falível para o andamento. A única grande diferença de duração seduz, desdobrando-se com completa naturalidade, desenhan-
acontece porque agora ele observa a repetição da exposição no do linhas no ar, enquanto o trepidante nº 3 tem uma vivacida-
primeiro movimento. O som de Freire sempre foi algo para se de soberba. Freire confere ao nº 4 não apenas força e fervor,
maravilhar: mesmo no máximo volume e velocidade, não há tra- como um esplendor quase sinfônico em seu colorido, com a
ço de percussividade em seu som – apenas repare no desenvolvi- seção central demonstrando uma qualidade tranquila antes de
mento do primeiro movimento; ou na forma como a melodia do ser banida rapidamente. À guisa de bis, ganhamos uma leitura
movimento lento, como um scherzo, sai da textura de maneira deliciosamente equilibrada da Valsa op. 39 nº 15. Chega de ad-
quase despreocupada (se a primeira versão era elegante, a atual é jetivos. Vá comprá-lo e, na estante, coloque perto de Volodos.”
absolutamente luminosa). Se a imprevisibilidade vertiginosa do [Tradução: Irineu Franco Perpetuo]
final é apenas um pouco mais enlouquecida em 1967, essa ver-
são mais nova não perde nada em jovialidade. O entusiasmo de Brahms
Freire pela peça, palpavelmente, não diminuiu, e é uma alegria. Sonata para piano nº 3, op 5. Peças: op. 76 nº 3 e nº 4;
À sonata, segue-se um buquê de peças tardias de Brahms. op. 116 nº 1 e nº 4; op. 117 nº 2; op. 118 nº 2 e nº 3.
No op. 76 ele saboreia a abertura etérea do nº 3 (menos li- Quatro peças para piano op. 119. Valsa, op. 39 nº 15.
vre no rubato que a luxúria diabólica de Volodos), e encontra Nelson Freire pn / Decca F 483 2154DH (73’ • DDD)

Jocy de Oliveira
TV e Rádio Cultura FM
estreia ópera Confira os destaques da programação de outubro de 2017
A compositora Jocy de Oliveira estreia este mês sua nova TV CULTURA
ópera, Liquid voices. As apresentações acontecem nos dias Clássicos – dia 28, às 21h30. Orquestra Experimental de Repertório e Cisne
20, 21 e 22 no recém-inaugurado Sesc 24 de maio, em São Negro Cia. de Dança; setembro de 2017, Theatro Municipal de São Paulo.
Paulo; e no dia 29, nas ruínas do Teatro do Cassino da Urca,
no Rio de Janeiro. No elenco, estão artistas como a soprano RÁDIO CULTURA FM
Gabriela Geluda e o tenor Luciano Botelho. Cultura FM 40 anos em 40 programas
Liquid voices tem como ponto de partida um episódio Sexta, dia 20 de outubro, em dois horários: às 12h e às 20h.
histórico: em dezembro de 1941, um barco deixou o porto Vibrato – a magia do violino, com o violinista Natan Schwartzman, de
de Constanta, na Romênia, em direção à Palestina, levando a 1989, é o destaque da série especial que reapresenta, semanalmente,
bordo 769 refugiados judeus, número que superava em muito grandes momentos da programação da Cultura FM.
a capacidade da embarcação. Três dias depois, o Struma Tarde Cultura – Música e Informação
chegou a Istambul, mas foi impedido de atracar. Ficou à De segunda a sexta-feira, às 15h. Apresentação: Alfredo Alves.
deriva por meses, até que um submarino soviético o destruiu. Alfredo Alves apresenta Tarde Cultura, faixa diária de duas horas
Houve apenas um sobrevivente. de programação musical ao vivo, com notícias e quadros especiais.
”Não me parece difícil estabelecer um paralelo entre essa
história terrível e os nossos dias, com refugiados sendo Seguindo a Ópera
deixados à deriva, centenas de pessoas, homens, mulheres, Sábado, às 14h. Reapresentação: quarta-feira, às 21h.
crianças, morrendo em mar aberto. A viagem do Struma foi Apresentação: Walter Neiva.
uma viagem sem retorno. Viagens que seguem acontecendo Dia 07, Anna Netrebko; dia 14, homenagem a Leonard Bernstein;
hoje”, explica a compositora, que criou seus personagens dia 21, Jonas Kaufmann; dia 28, Juan Diego Florez.
para estabelecer o diálogo entre as épocas.

Outubro 2017 CONCERTO 7


u TEMPORADAS 2018

Osesp lança programação com novas séries


e integral das sinfonias de Beethoven
Temporada tem grandes solistas e maestros convidados;
flautista Emmanuel Pahud será o artista em residência

Por João Luiz Sampaio

A Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo terá como tema


de sua temporada 2018 “Natureza dos Sons”. “Poucas
culturas têm riqueza natural como a nossa; e poucas também,
gramas. Serão três os compositores a quem a Osesp vai dedicar
ciclos especiais. Rossini será lembrado pelos 150 anos de morte,
com destaque para a Petite messe solennelle. De Stravinsky,
semelhante patrimônio musical. Agora, e de modo cada vez mais o grupo vai tocar obras-chave como A sagração da primavera,
expressivo, a música clássica ganha espaço nesse contexto. Cada o Concerto para violino e a Sinfonias dos salmos. E, de Beetho-
vez mais pessoas cultivam a música de concerto em seu cotidiano. ven, será realizado o ciclo integral das sinfonias, com regentes
É bem verdade, no entanto, que nossa música, tanto quanto nossa como Marin Alsop, Arvo Volmer, Louis Langrée, Isaac Karabt-
natureza, vem sendo ameaçada, de muitos modos, nesse período chevsky e Neil Thomson.
tão complexo. Cuidar da música, como cuidar da natureza, vai-se A temporada começa no dia 8 de março, com Marin Alsop
tornando, mais do que nunca, exercício de convicção: uma práti- regendo a Sinfonia nº 7 de Mahler. A diretora musical vai co-
ca diária de persistência, em tempos de crise. Mas cá estamos, na mandar, ao todo, nove programas diferentes – em março, por
companhia de artistas, parceiros, amigos, espectadores”, explica o exemplo, rege o pianista Nikolai Lugansky no Concerto nº 4,
diretor artístico da Fundação Osesp Arthur Nestrovski. de Beethoven; em junho, a mezzo soprano Anna Caterina
Ao todo serão 112 concertos sinfônicos, sete corais e quinze Antonacci em canções de Berlioz; e, em outubro, o Choros nº 10,
de câmara. E o próximo ano trará uma série de novidades impor- de Villa-Lobos. Entre os regentes convidados, além daqueles já
tantes. Os concertos noturnos passarão a ser realizados às 20h30; citados, destaque para Giancarlo Guerrero (Sinfonia nº 7 de
a venda de ingressos avulsos para todo o ano será aberta já em Bruckner), David Robertson (obras do século XX), Markus Stenz
fevereiro; haverá, a partir de agora, além das séries tradicionais de (Sinfonia nº 4 de Szymanowski), Thierry Fischer (Sinfonia
assinaturas, a série flexível, em que o espectador pode montar sua fantástica de Berlioz).
série de modo personalizado, a partir de quatro concertos. Além O time de solistas também merece atenção especial. O pia-
disso, o ciclo “Viva Villa!”, que será apresentado antes do início da nista Pierre-Laurent Aimard, por exemplo, fica três semanas
temporada, assim como a “Maratona Mozart”, com concertos dos com a orquestra, tocando Ravel com a Osesp, fazendo recital
vencedores do Concurso Jovens Solistas da Osesp, programados com a pianista Tamara Stefanovich e se juntando a ela na série
para outubro, terão ingressos gratuitos. E a série Grandes Clássi- sinfônica com o Concerto para dois pianos de Bartók. Gabriela
cos, composta de cinco concertos com Isaac Karabtchevsky, terá Montero, Igor Levit e Roger Muraro também atuam tanto com
preço único e mais acessível: R$ 50 (e meia-entrada). a orquestra – tocando obras como o Concerto nº 1 de Brahms
O artista em residência da temporada será o flautista fran- e o Concerto para piano de Vasco Mendonça –, como fazendo
cês Emmanuel Pahud, que vai se apresentar com a orquestra recitais solos. Fabio Martino toca von Weber e Mignone; Ste-
e em programas de câmara e fará a estreia latino-americana do ven Osborne, o Concerto nº 2 para piano de Shostakovich. O
Concerto para flauta de Philippe Manoury, compositor visitante violinista Pekka Kuusisto interpreta o concerto de Stravinsky;
de 2018. Nathalie Stutzmann segue como artista associada; a o trombonista Christian Lindberg atua duplamente, como so-
série Osesp 60, com apresentações mais curtas, terá quatro pro- lista e regente. A lista de encomendas inclui obras de Ronaldo
divulgação

Emmanuel Pahud Anna Caterina Antonacci


divulgação

8 Outubro 2017 CONCERTO


Miranda, que receberá homenagem especial pelos seus 70 anos,
e Aylton Escobar. Nicolai Lugansky
O encerramento do ano será com a peça Too Hot to Händel.
“Trata-se de uma adaptação e atualização do famosíssimo Mes-
sias de Händel. Ninguém menos que Mozart já tinha feito uma
atualização da peça e agora temos uma versão dos nossos dias,
incorporando jazz e rhythm and blues”, explica Marin Alsop.

MÚSICA DE CÂMARA
A temporada 2018 marca a volta à programação do Quar-
teto Osesp. O grupo, liderado pelo spalla Emmanuele Baldini,
vai fazer quatro apresentações na Sala São Paulo. O repertório é
variado, com quartetos de autores fundamentais para o gênero
– como Mozart, Beethoven, Bartók – e programas em diálogo
com artistas convidados, como o flautista Emmanuel Pahud e
o violista Antoine Tamestit. A série de música de câmara conta
ainda com recitais especiais dedicados à música brasileira, como

divulgação
os do Duo Gisbranco, dos pianistas Cristóvão Bastos e Leandro
Braga e do pianista e compositor André Mehmari, que tocará sua
obra Estudos brasileiros.
O Coro da Osesp também fará uma série com cinco concer- um disco com as obras encomendadas em 2017; um concerto
tos, três deles regidos por Valentina Peleggi. Em meio ao reper- da Orquestra do Festival de Campos do Jordão e uma seleção de
tório, há espaço tanto para as Vésperas de Rachmaninov até um peças de Francisco Mignone. t
panorama da música da América Latina dos séculos XVI a XXI,
com regência da maestrina venezuelana Maria Guinand, que ASSINATURAS
comanda ainda a estreia de uma obra encomendada ao compo- • 1ª fase: renovação (23/10 a 10/11) e troca (14 a 24/11)
sitor Aylton Escobar. • 2ª fase: novas assinaturas – valor promocional (27/11 a 22/12)
A Osesp também fará novas gravações. Entre os lançamen- e valor integral (26/12 a 12/01)
tos, estão dois discos dedicados ao compositor Leonard Berns- • Mais informações pelo site www.osesp.art.br/assinaturas
tein no ano de seu centenário. Pelo Selo Digital, serão lançados ou pelo telefone (11) 3777-6738
u TEMPORADAS 2018

Orquestra Filarmônica de Minas Gerais


comemora dez anos em 2018
Programação 2018 do grupo tem grandes obras sinfônicas, ópera e time de importantes artistas convidados

Por João Luiz Sampaio

A Orquestra Filarmônica de Minas Gerais completa em 2018


dez anos de atividades. Apesar do pouco tempo, o grupo se
transformou em referência na vida musical brasileira, processo
E, de Gounod (200 anos de nascimento), mais conhecido por
suas óperas, a interessante Sinfonia nº 1.
Entre os homenageados, no entanto, o grande destaque é o
ampliado pela chegada, em 2015, a sua nova sede, a Sala Minas norte-americano Leonard Bernstein, que será tema de um festi-
Gerais. E, para celebrar a primeira década de vida da orquestra, val por conta de seu centenário. A filarmônica vai apresentar, por
a temporada do próximo ano traz um repertório diversificado, exemplo, a ópera Trouble in Tahiti, com direção cênica de André
capaz de mostrar a versatilidade dos músicos, com grandes so- Heller-Lopes e participação do barítono Paulo Szot; a Sinfonia nº
listas convidados. Ao todo, serão oferecidos 57 concertos com 2, com solos do pianista Ronaldo Rolim; a Serenata, com a violi-
33 programas diferentes, divididos por 5 séries de assinaturas nista Rachel Barton Pine; as Danças sinfônicas do musical West
– além da apresentação que celebra oficialmente o aniversário, Side Story e o balé Fancy Free, entre outras obras.
com a obra com a que filarmônica inaugurou suas atividades, a
Sinfonia nº 9 de Beethoven, sob regência de Fabio Mechetti. BRASILEIROS
Em conversa no início do ano com a Revista CONCERTO, A música brasileira também tem destaque especial na pro-
Mechetti, diretor artístico e regente titular do grupo, falava sobre gramação: Marcos Arakaki, por exemplo, rege a Sinfonia nº 2,
o que o guia na hora de montar a programação a ser apresentada. de Camargo Guarnieri; Mechetti, a Sinfonia de Alberto Nepo-
Tudo, ele explica, precisa ter uma razão de ser – e entre essas muceno e o Concerto para oboé e fagote, de João Guilherme
razões estão, em especial, o desenvolvimento da sonoridade, a Ripper; e Isaac Karabtchevsky, a Sinfonia nº 6, de Villa-Lobos.
aposta em novos repertórios e a possibilidade de revisitar, sob A galeria de artistas convidados tem nomes importantes. O
outros olhares e com maior experiência adquirida, peças que já grande destaque são os pianistas: Gabriela Montero (solando no
foram apresentadas em anos anteriores. seu Concerto latino), Ricardo Castro (Concerto nº 2 de Chopin),
Todos esses aspectos dialogam quando se examina a tempo- Dmity Masleev (Concerto nº 1 de Tchaikovsky), Angela Chebg
rada preparada para o ano que vem, além da preocupação em (Concerto de Schumann), Cristian Budu (Totentanz de Liszt),
celebrar aniversários importantes. Pelos 150 anos de Rossini, a Nelson Freire (Noites nos jardins de Espanha, de De Falla, e
filarmônica vai interpretar peças como a Pequena missa solene, Momoprecoce, de Villa-Lobos) e Arnaldo Cohen (Concerto nº 3
com um time de solistas que inclui a mezzo soprano Luisa Fran- de Beethoven). Nas cordas, destaque para o Quarteto Quaterna-
cesconi e o tenor Giovanni Tristacci. Os cem anos da morte de De- glia, tocando o Concierto andaluz, de Rodrigo; para os violonce-
bussy serão lembradas, entre outras, pelo Prelúdio à tarde de um listas Victor Julien-Laferriere (Concerto de Elgar) e Daniel Mül-
fauno. De Francisco Braga, de quem sem lembram os 150 anos ler-Schott (Variações sobre um tema rococó, de Tchaikovsky); e
de nascimento, serão ouvidas Paysages e Episódio sinfônico. para o violinista Vadim Gluzman (Concerto nº 2, de Prokofiev).
A soprano Camila Titinger faz concerto com árias de Mozart e a
Sinfonia nº 4 de Mahler; e a percussionista Evelyn Glennie sola
divulgação / rafael motta

Veni, veni, Emanuel, de James MacMillan.


O repertório sinfônico tem duas sinfonias de Brahms (a Se-
gunda com Karabtchevsky e a Terceira com Cláudio Cruz); a
Quinta de Shostakovich (Arakaki); a Sinfonia nº 3 de Sibelius
(Michal Nesterowicz); a Romântica de Bruckner e a Terceira
sinfonia de Mahler (Mechetti); além de poemas sinfônicos de
Strauss e uma obra fundamental do século XX, Matias, o pintor,
de Paul Hindemith (com regência de Stilian Kirov). Na série Fora
de Série, a filarmônica fará o que o grupo chamou de “Expedi-
ções”: a cada concerto, um olhar panorâmico sobre a música de
países como Itália, França, Alemanha e Brasil. t

ASSINATURAS
• 1ª fase: renovação e indicação de trocas (5/10 a 28/10)
• 2ª fase: trocas indicadas na primeira fase (31/10 a 13/11)
• 3ª fase: vendas para novos assinantes (16/11 a 27/01)
• Mais informações pelo site www.filarmonica.art.br
Orquestra Filarmônica de Minas Gerais na Sala Minas Gerais
ou pelo telefone (31) 3219-9009

10 Outubro 2017 CONCERTO


u Atrás da pauta Por Júlio Medaglia

50 anos de tropicalismo
Memórias do arranjo original da música Tropicália, de Caetano Veloso, que daria origem ao movimento

D esde o início de minha formação


intelectual, segui e tive profunda
admiração pela música popular brasilei-
O radar cultural desses dois baianos,
João e Caetano, um provocando uma im-
plosão de valores em nossa MPB, e outro,
ra urbana, por seu significado no bojo uma verdadeira explosão, mostrava que
de nosso universo cultural – tanto por haviam captado, vanguardisticamente, a
sua originalidade, sua rica diversidade movimentação artística e comportamen-
consequente de nossa santa miscigena- tal de suas épocas, selando momentos-
ção, como pela iluminada inspiração de -chave e extremos de nossa cultura espon-
seus autores, intérpretes talentosos do tânea. E num nível de qualidade artística
espírito de nosso povo. Apesar de me e diversidade de ideias dificilmente vistas
formar como violinista clássico, sempre em outra cultura popular do mundo.
arrisquei alguns passeios amadorísticos Se a rarefação de elementos da bossa
pela hoje chamada MPB. Tive aulas de nova na primeira metade da década de
flauta com o mestre João Dias Carras- 1960 tinha tudo a ver com o cool jazz –
queira, que me permitiam tocar os en- de um Miles Davis; com a Nouvelle Vague
diabrados chorinhos e, com a ajuda do – um cinema com poucas palavras, ima-
Método prático de violão de Canhoto (o “rei dos violonistas” gens, atores e produção; com a economia da poesia concreta – de
de outrora), aprendi os dedilhados que me permitiam executar algumas sílabas ou letras soltas no branco da página; com a pintura
as harmonias das composições e me divertir em festas e piqueni- concretista – de poucos traços e cores esparsa e geometricamente
ques de minha juventude. espalhados na tela; com a arquitetura de Niemeyer – com suas
Em dezembro de 1958, tirando férias na cidade de Franca, discretas linhas em edifícios brancos sobre pilotis, que pareciam
onde meus pais tinham amigos, ao passar na porta de uma loja boiar; com o dodecafonismo – no qual as notas da composição
de discos, ouvi alguns sons que me deixaram paralisado. Numa pareciam ter sido escolhidas meticulosamente com uma lupa e
época em que a música popular vivia submersa no vale de lágri- uma pinça, em obras transparentes que duravam apenas alguns
mas do abolerado samba-canção, em que tudo se passava na base minutos, o tropicalismo, ao contrário, captou a extroversão artís-
do “ninguém me ama/ninguém me quer”, me surpreendeu tica e humana da segunda metade da década de 1960, promoven-
uma gravação em disco de 78 rotações de um cantor desconhe- do a derrocada de valores de todas as manifestações culturais da
cido que cantava baixinho canções nada convencionais, com época. Era John Cage e sua legião de seguidores introduzindo o
harmonias intrincadas e letras coloquiais e de bem-humorado happening e o aleatório na música e fazendo ruir todos os concei-
espírito jovial. Seu nome era João Gilberto. Era o nascimento da tos do construtivismo serialista do segundo pós-guerra; era Merce
bossa nova, essa refinada e riquíssima música de câmara popular Cunningham e Maurice Béjart desarmando os códigos da dança
que me fascinou e ainda hoje encanta milhões mundo afora. Eu clássica por completo; era a pop art de Andy Warhol e o tachismo
me interessei ainda mais pela música popular, mas era hora de de Pollock anarquizando padrões das artes visuais; era Janis Joplin
viajar e estudar na Europa. no rock e Cathy Berberian na música de concerto, distorcendo
Em 1966, depois de me formar em regência sinfônica pela efeitos vocais, introduzindo novas formas de expressão; eram os
Universidade de Freiburg, na Alemanha, voltei ao Brasil para ini- Beatles lançando o LP Sgt. Pepper’s e anarquizando o rock, e Jimi
ciar carreira. Aí me foi dada a oportunidade de compor a música Hendrix, com seu álbum Are You Experienced, desguitarrisando
para uma peça de teatro dirigida por Gianni Ratto, tendo Cacilda a guitarra e fazendo explodir os distorcedores eletrônicos espati-
Becker e Walmor Chagas como atores: Isso devia ser proibido. fando a estética e a linearidade do gênero. Coisas assim.
Era uma espécie de cabaré brechtiano em que os personagens, No tropicalismo, igualmente, tudo ia pelos ares. Nele, tudo
sozinhos no palco, discutiam assuntos pessoais, suas relações cabia, interagia, explodia: a música de vanguarda e a de retaguar-
com o teatro, a cultura contemporânea, a política e os dramas da, a fina e a cafona, a discreta e a comportamental, a intimista e
do dia a dia. Cacilda e Walmor cantavam acompanhados por a social, a lírica e a política, a implícita e a escancarada, o grito e o
um grupo instrumental. Após uma das sessões, fui apresentado melódico, o som e o ruído, a poesia concreta e a de Cuíca de Sto.
a um jovem cantor baiano que fazia sucesso em programas de Amaro, o berimbau e o teremim, o portunhol e o latim, o samba e
televisão, que havia se interessado pela peça. Seu nome era Cae- o rock, o canto e o toque.
tano Veloso. Quando gravei as músicas dessa peça, nos estúdios Numa época como a de hoje, em que o show business in-
da antiga RGE, lá estava ele, curioso e fazendo mil perguntas ternacional massacra a sensibilidade das novas gerações com
inteligentes a todos. Passados alguns dias, Caetano me visitou eventos grosseiros, uma música pop tocada a milhões de deci-
com seu violão e, diante de um velho gravador Grundig, entoou béis e efeitos pirotécnicos atordoantes, conduzidos por um mar­
uma canção para a qual gostaria que eu fizesse o arranjo. Tenho keting que tudo simplifica para que depressa tudo se consuma e,
ainda hoje essa gravação, e nela ouve-se ele dizer, “o nome, por mais rapidamente ainda, se descarte, acontecimentos como es-
enquanto, é Tropicália”. Em outubro de 1967, há exatos cin- ses, de cinquenta anos atrás, aqui narrados, certamente vão ser
quenta anos, portanto, entramos em estúdio, e aquilo que, na lembrados como exemplo de possibilidade de atuação criativa e
primitiva gravação em fita, parecia ser apenas uma nova canção influência de uma expressão de origem popular na movimenta-
popular provocaria um terremoto em nossa MPB. ção das mais variadas faixas culturais e em vários países. t

12 Outubro 2017 CONCERTO


Governo do Estado de São Paulo, Secretaria da Cultura, Teatro
Sérgio Cardoso, Teatro Lírico de Equipe e Cia Ópera São Paulo
Apresentam

LA TRAVIATA
Ópera de Giuseppe Verdi    
Elenco Artístico: Vencedores e premiados do Concurso Brasileiro de Canto Maria Callas
Orquestra RMVale e Ensemble Vocal
Direção musical e regência: Mto. André Dos Santos
Direção Cênica: Paulo Abrão Esper / Cenografia: Giorgia Massetani

APRESENTAÇÕES:
Jacareí: Dia 20 de outubro às 20h no Educamais Jacareí.
São José dos Campos: Dia 25 de outubro às 20h no Teatro Municipal
Taubaté: Dia 27 de outubro às 20h no Teatro Metrópole.
Araras: Dia 28 de outubro às 18h no Teatro Estadual Mto. Paulo  Francisco Paulo Russo.  
São Paulo: Dias 30 de outubro às 20h e dia 01 de novembro às 20h. Teatro Sérgio Cardoso
Informações: ciaoperasp@hotmail.com. / Tel (11) 96462 2800.

Apoio Produção Execução Realização

INFormaÇÕes: 11 5693 4000


www.orquestraouropreto.com.br
u EM CONVERSA

divulgação / Fabio Furtado


Voz própria
Entrevista com o pianista

Fabio Martino
Por Camila Frésca

F abio Martino é um dos principais nomes de uma geração de Você vive na Alemanha há alguns anos.
Como é a vida musical para um jovem
pianistas brasileiros que hoje têm por volta de 30 anos. Uma
pianista por aí? Há boas oportunidades
geração de enorme talento, aliás, que trilha importantes carreiras e perspectivas?
internacionais. Martino nasceu em 1988 e saiu do Brasil aos 20 Eu vim para a Alemanha continuar meus es-
anos de idade para completar seus estudos no instrumento. Desde tudos, terminar o bacharelado, o mestrado e
então, vive em Karlsruhe, Alemanha, onde, depois de ganhar o Konzertexamen, que é uma espécie de dou-
torado em performance. E acabei ficando por
diversos prêmios, constrói uma carreira em ascensão. Neste mês aqui, principalmente porque me casei. Eu me
ele estará no Brasil para apresentações com as Filarmônicas sinto muito bem em Karlsruhe. É muito perto
de Minas Gerais e Goiás, além da Orquestra Sinfônica do Teatro da França, da Suíça, de aeroportos. Hoje, com
Nacional Claudio Santoro, em Brasília. No repertório, concertos para a conectividade, acho que o mais importante é
piano de Villa-Lobos e Beethoven. Enquanto se preparava para ser morar onde se sinta bem, se tenha paz e tran-
quilidade. Eu tenho isso aqui; atravessando a
solista da abertura da temporada da Filarmônica de Stuttgart, Fabio rua, estou numa floresta. As possibilidades são
Martino conversou com a Revista CONCERTO por Skype, falando de muito boas, estou com uma programação boni-
sua formação, seus compromissos e das motivações que o mantêm ta, que vem sendo construída há algum tempo
na carreira. – as coisas não acontecem do nada.

Quais têm sido seus compromissos por aí?


AGENDA No ano passado, fiz minha estreia na Philhar-
Orquestra Filarmônica de Minas Gerais
monie com a Sinfônica de Berlim e na Badische
Fabio Martino – piano / Fabio Mechetti – regente Staatskapelle, uma das orquestras mais antigas
Dias 5 e 6, Sala Minas Gerais (Belo Horizonte) do mundo, aqui em Karlsruhe. Foi um sucesso
Orquestra Filarmônica de Goiás tão grande que o diretor da Filarmônica de Stutt-
Fabio Martino – piano / Neil Thomson – regente gart me convidou imediatamente para abrir a
Dia 8, Centro Cultural Oscar Niemeyer (Goiânia) temporada da orquestra. Depois, em Frankfurt,
Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro ganhei o segundo prêmio no Concurso Inter-
Fabio Martino – piano / Claudio Cohen – regente nacional de Piano, concurso muito importante
Dia 10, Cine Brasília (Brasília) aqui, no qual você é indicado para participar,

14 Outubro 2017 CONCERTO


não há inscrições. Em junho, fui para a China
participar de um concurso internacional de “O verdadeiro artista abre o coração,
concertos. Em duas semanas, tocamos cinco
concertos diferentes com orquestra. No início, escancara o peito. É o que as pessoas
eram cinquenta candidatos do mundo inteiro,
na final ficaram seis. Ganhei um prêmio de querem ao sair da sala de concertos”
US$ 15 mil. Fiquei muito feliz, inclusive por-
que já fui convidado a voltar para a China no
ano que vem. As coisas têm sido uma loucura. música, gosto de me doar pela arte. Quando lindíssimo. Tem harmonias ousadas, e a forma
E acho que cada ano tem um marco em minha pego uma nova peça, primeiro há o trabalho de como Villa-Lobos o trabalha é bem romântica,
trajetória. Farei o concerto de ano-novo com a descobrimento, de conhecer a partitura. Depois, há momentos que lembram as Bachianas nº 4.
Badische Staatskapelle, tocando Gershwin. Em escolher qual caminho a fazer; se tenho dúvidas, Gosto de fazer música brasileira, tenho um ca-
janeiro faço dois concertos com a Sinfônica de testo os caminhos antes de optar por um. Final- rinho muito grande por Villa e Guarnieri – este,
Wuppertal. Termino a temporada em fevereiro, mente, há a memorização e o aperfeiçoamento. pouquíssimo conhecido aqui na Europa. Gosto
na ópera de Magdeburg, tocando Ravel. Neste também dos compositores atuais e, sempre que
ano toco onze concertos diferentes. Mesmo muito bem preparado, é posso, toco. Gravei os estudos do Edino Krie-
necessário se destacar num ambiente ger, já toquei Marlos Nobre, Ronaldo Miranda.
Você se dedica quase exclusivamente aos extremamente competitivo. Como manter Temos muitos compositores de qualidade
concertos com orquestra. É uma escolha? a carreira em andamento e ser lembrado? excepcional pouco executados.
Sim. É minha paixão. Trabalhar com o regente, Isso também é um fator muito importante, de-
com os músicos. É uma troca multiplicada por cisivo. Felizmente, tenho notado que a resposta Você tem alguma preferência de repertório
mil. Em alemão, sou considerado Konzertpia- é sempre muito positiva. Meu CD Passion, por e/ou compositores? Você toca muito
nist, alguém especializado nesse repertório. exemplo, tem vendido muito bem e recebeu alguns autores do início do século XX.
Adoro recitais – no ano passado, fiz um em críticas maravilhosas na Alemanha, nos EUA e É muito difícil saber de qual compositor se
Campos do Jordão –, mas meu foco é orquestra. até na Austrália. Sinto que existe um interesse gosta mais. Eu gosto de muitos, gosto de tocar
muito grande por meu trabalho. Sempre que aqueles pelos quais estou apaixonado no mo-
Você começou na música com cinco anos, me apresento com orquestras, tanto no Brasil mento. Adoro as Variações sobre um tema de
e sua avó era professora de piano. Qual quanto fora, sou convidado a voltar. Existe a Paganini de Rachmaninov; a Variação nº 18,
era a presença da música em sua família? competitividade, sim, mas existe também o re- além de ser muito conhecida, no contexto da
Se ouvia ou se fazia música? conhecimento de um trabalho honesto. No mo- obra é um momento mágico, é um oásis que se
Minha avó dava aulas em casa, apesar de nunca mento em que subo ao palco, as pessoas dizem abre. Também gosto muito do Concerto nº 2
ter sido minha professora (eu não era alfabetiza- que me transformo. Eu sinto isso e sinto que de Prokofiev, é uma obra marcante para mim,
do, e ela sempre teve contato com adultos). Ela levo as pessoas junto nesse momento. toquei-a com a Orquestra de Câmara de São
ensinava a minha irmã em casa, e minha mãe Petersburgo, tem algo de diabólico nela. Meu
também tocava piano. Ouvi-las me fascinava. Além da questão técnica, construir uma repertório é aberto e variado. Sou um artista
Tínhamos uma quantidade enorme de LPs. personalidade musical é um trabalho expansivo, acho que, quando nos propomos a
Karajan, Horowitz, Rubinstein. Todo fim de complexo. Você considera que já possui tocar uma obra, é preciso tocar bem. E, de certa
semana a gente ouvia esses discos. Eu também uma? Ou está em busca? forma, tocar bem uma obra é se especializar: é
ia com frequência, aos domingos, ao Theatro Acho que sempre tive voz própria, isso sempre preciso conhecer a história da peça e do autor,
Municipal de São Paulo – por sinal, ainda não foi muito presente em minha maneira de tocar, aspectos da linguagem.
fiz minha estreia lá e não vejo a hora disso acon- de me expressar. Não só relacionado à música,
tecer. Entrei, em 1997, na Fundação Magda mas também à minha própria aparência no pal- Você tem planos ou sonhos para o futuro
Tagliaferro e devo minha formação ao profes- co. A gravata borboleta, por exemplo, já virou próximo?
sor Armando Fava Filho. Algumas qualidades marca, é a forma como me sinto bem. Com re- Planos todos temos, mas, se são possíveis, é ou-
muito fortes que tenho e que são reconhecidas lação à interpretação, acho que tenho uma voz tra questão. Quando se trabalha com orquestra,
internacionalmente adquiri lá. Tive uma base própria e única. Autenticidade é um ponto mui- as coisas não dependem só de nós. Sou uma
muito sólida, sou bastante grato a esses onze to importante na carreira de qualquer pessoa, pessoa extremamente organizada e procuro
anos de escola Tagliaferro. Aos 14 anos, ganhei não só do músico. Ser autêntico faz com que sempre, quando estudo uma obra, colocar ob-
o Concurso Nacional Magda Tagliaferro e vim as pessoas acreditem em você. O verdadeiro jetivos a cumprir. Assim, mesmo tendo um re-
sozinho para a Alemanha estudar por alguns artista é aquele que abre o coração, escancara o pertório grande, você consegue organizar para
meses. Em 2008, eu me mudei para cá a fim de peito sem medo. É isso que as pessoas querem que tudo fique homogêneo e bem estudado.
terminar os estudos. ao sair de uma sala de espetáculos. Querem sair Tenho o plano de, quando estiver no Brasil to-
transformadas. cando com a Osesp (volto na próxima tempora-
Manter-se como solista internacional da), poder tocar também pela América do Sul,
exige tanto quanto manter-se como atleta Neste mês, você vem ao Brasil para pela América Latina. Construir uma carreira é
de alto rendimento. Como é sua rotina e algumas apresentações, a maioria delas colocar uma pedrinha depois da outra. Às ve-
como você faz para dar conta desse ritmo? tocando o Concerto nº 5 de Villa-Lobos. zes você olha para a frente, não vê nenhuma
Estudo oito horas por dia. Tenho todo um pre- Você já tocou com a Osesp essa mesma pedrinha e pensa: “Cadê a carreira?”. Aí tem
paro físico e mental. Procuro conciliar estudo obra em 2014. Qual é sua relação com a que olhar para trás e ver tudo o que já foi feito.
com esporte, gosto de nadar, fazer atividades obra de Villa-Lobos? Já tocou esse concerto Eu me orgulho, porque tudo o que fiz até hoje foi
que compensem o estresse. Essa rotina funcio- fora do Brasil? por paixão à arte. É o que conta para mim, o que
na muito bem, porque tenho prazer em tocar. Minha estreia dessa obra foi com a Osesp. Em transborda e deixa o público feliz, emocionado.
Quando me sento ao piano, sinto que as horas 2015, toquei-a com a BBC em Belfast e, agora,
passam rápido. Tenho paixão pelo ofício, pela retorno ao Brasil. Estou feliz, é um concerto Obrigada pela entrevista. t

Outubro 2017 CONCERTO 15


u NOTAS SOLTAS Por Jorge Coli

Os sentidos da música
O sentido contido nos sons musicais é crucial para a compreensão de qualquer partitura

A bro um velho texto de um velho autor: “A androginia ina-


preensível”, de Marcel Beaufils. Está num livro intitulado
Música do som, música do verbo, publicado em 1957. Naque-
Jean-Jacques Rousseau

le pós-guerra, triunfava o formalismo em composições e, ainda


mais, em análises musicais. Imperava o que eu apelido de “mal-
dição de Hanslick”, teórico alemão que, no século XIX, decretou
que a música não era capaz de transmitir significações e que seu
objetivo seria estabelecer constelações de sons sem sentido. Essa
teoria perdurou mais do que deveria.
Beaufils marcava, então, uma posição original. Levava a sé-
rio a semântica dos sons, em particular nos vínculos com a pala-
vra. Suas fórmulas eram expressivas e precisas, como “a música
traz sua unidade viva, o som traz sua dualidade contraditória:
sua natureza-som e sua natureza-espírito”. Pode-se dizer que
essa junção resulta em uma terceira unidade, se seguirmos o
pensamento de Jean-Jacques Rousseau, tratando do assunto em
Dicionário da música, cuja primeira edição é de 1767.
Já que palavra e música se juntam numa “língua que lhe é
própria”, na expressão de Rousseau, seria preciso que a musico-
logia encontrasse os instrumentos mentais específicos para sua

reprodução
análise. Esses instrumentos deveriam também dar conta da im-
pregnação semântica dos “puros” sons. Há um belo paralelismo
nos textos de Rousseau e de Beaufils.
O primeiro: “A música, tendo se tornado assim uma terceira cado. Assim se explica que a ópera seja de hábito um corpo len-
arte de imitação, logo teve sua linguagem, sua expressão e seus to e pesado. Do ‘tempo’ vital, levemente estendido, do poema,
quadros completamente independentes da poesia. A própria passamos ao tempo ‘magia’”.
sinfonia aprendeu a falar sem o socorro das palavras, e frequen- Simplifiquei o pensamento de Beaufils. A junção na “ter-
temente os sentimentos que provinham da orquestra não eram ceira língua” que Rousseau conduziu é menos equilibrada no
menos vivos que os saídos da boca dos atores”. pensamento do velho mestre francês. Ele afirma, e com razão,
O segundo: “De início, antes mesmo de atacar o mundo do a supremacia da música sobre o texto. A música, por assim
verbo, a música dispõe dele por toda uma ordem de soberanias dizer, devora as palavras, fagocitando suas significações, suas
absolutas e prévias. Eis uma ária de ópera. A orquestra preludia. forças e suas sonoridades próprias. A ponto de, sabemos, Don
Traça o círculo mágico do ritornelo. Ainda não se trata do poema, Giovanni ser uma ópera de Mozart, não de Da Ponte; de o autor
e já todas as posições foram tomadas: posição de som, de modo, de La traviata ser Verdi, não Piave; e de só um maluco pensar em
desenho e andamento da melodia, ritmo, regime respiratório e montar apenas o texto da Tetralogia de Wagner, sem a música
pulso do tema, cor do timbre. (...) Portanto, uma paisagem de que o acompanha.
funções tonais, dinâmicas, rítmicas, instala-se e constituirá para É verdade, mas apenas um compositor maluco pensaria
o texto uma suntuosa, uma impiedosa prisão. Tudo foi dito antes também em compor um concerto para piano que tivesse o com-
que nada tenha sido dito”. primento de Don Giovanni, um quarteto de cordas que durasse
Nessa fusão ocorre, por assim dizer, um acréscimo de espes- tanto quanto La traviata ou, ainda, uma sinfonia longa como a
sura. O poema, por si, é mais espesso do que a prosa. Exige um Tetralogia.
tempo compassado de leitura, um avanço vagaroso em relação Ou seja, o sentido contido nos sons musicais, seja por de-
à agilidade da prosa. Ao se mesclar com a música, o desenrolar terminantes culturais genéricas, seja por aquisições circunstan-
diminui ainda mais seu passo. É que a palavra simplifica concei- ciais, é crucial para a compreensão de qualquer partitura. Ainda
tualmente, e a música torna mais complexas suas ressonâncias hoje, o império das análises formais, descritivas e tautológicas,
intuitivas. Além da significação, o texto passa por uma hipérbole permanece. Sozinhas, não conseguem iluminar obra nenhuma.
sentimental que ressoa longamente. Beaufils retoma cálculos Ocorre que, para a inteligência de qualquer composição, é preci-
complexos para dizer que, “nesse andar, vinte minutos de canto so uma articulação séria com o campo da cultura, no qual repou-
pressuporiam no máximo dois minutos e meio de texto versifi- sam todas as significações. É mais difícil, mas é muito melhor. t

A música, na leitura de Marcel Beaufils, devora as palavras,


fagocitando suas significações, forças e sonoridades próprias
16 Outubro 2017 CONCERTO
u OPINIÃO

Música e escravidão no Brasil


Sucesso profissional de compositores de ascendência africana conviveu com humilhações e sofrimentos

Por Harry Crowl

A tentativa de relativizar a escravidão no Brasil é, antes de


tudo, uma questão perversa. Não há processo de domi-
nação e consequente supressão da cultura do outro que seja
por ter justiça, como principalmente pella Augusta Protecção
que suplica de vê ser defferido como pede a excepção de usar
Uniforme de Furriel por ser homem Pardo, devendo contentar-
aceitável. São todos ruins. No caso da música de concerto no -se com o seu mesmo de timbaleiro...
Brasil, encontramos alguns exemplos de sucesso profissional No mesmo texto, Curt Lange ainda informa que o compo-
de compositores de ascendência africana, mas há também sitor teve seu soldo reduzido pela metade devido à ousadia de
um imenso rastro de humilhações e sofrimentos que muitos tal súplica (fonte: Francisco Curt Lange, História da música nas
insistem em fingir que não existiu. irmandades de Vila Rica, v. 1, Freguesia de N. sra. do Pilar de
Antes de louvarmos o talento dos compositores de músi- Ouro Preto, Arquivo Público Mineiro, Belo Horizonte, 1979).
ca religiosa nos séculos XVIII e XIX, que muitos ainda chamam Outro caso típico foi o do Padre José Maurício Nunes Garcia
equivocadamente de “barroco mineiro”, devemos lembrar (1767-1830), cujo 250º aniversário celebramos e que conside-
que o sistema colonial desenvolveu uma sociedade de castas e ramos o maior dos compositores do Brasil colonial. Quando da
que uma dessas castas era formada por pessoas denominadas chegada da corte portuguesa ao Rio de Janeiro, em 1808, José
“pardos”, que eram, na maior parte, mulatos originalmente Maurício foi lembrado de seu “defeito físico visível” e, em 1811,
descendentes de senhores de escravos e mulheres escravizadas, dispensado de sua função como mestre de capela real devido à
que, depois de algumas gerações, começaram a se casar entre si. hostilidade de os músicos europeus aceitarem que “um brasileiro,
Entre os pardos, havia um menor número de negros livres e ou- homem de cor”, seguisse frente às atividades de regente e com-
tros libertos e até mesmo alguns brancos sem posses. Para todos positor principal. O “defeito físico visível” era ter sangue negro.
esses, eram destinadas várias atividades profissionais manuais, Os casos mencionados são de músicos que foram educados
longe da então prestigiosa e bem remunerada burocracia colonial para escrever e se expressar dentro do universo do colonizador,
reservada aos brancos. Entre elas, estava a música, que era fun- do qual já faziam parte. Porém, a situação dos escravos – que
damental para a realização dos cultos religiosos. Evidentemente, muitas vezes se reuniam para fazer festa ou celebração dentro
essas atividades davam alguma dignidade a esses homens pardos da cultura africana, que de alguma forma sobrevivera – era bem
e os colocavam acima dos escravos, pois eram homens livres pior. Esses eram reprimidos violentamente, conforme inúmeros
regularmente pagos por seu trabalho. É importante lembrar, por documentos disponíveis em vários arquivos brasileiros.
sua vez, que quando suas posses permitiam, os pardos também A situação não melhorou muito durante o Império. Intelec-
tinham escravos, o que denuncia ainda mais a crueldade do sis- tuais e artistas como Machado de Assis, Carlos Gomes, Lima
tema. Mesmo assim, os brancos viam os pardos como inferiores e Barreto, Cruz e Souza, entre tantos outros, não queriam ser
não lhes dariam nunca as mesmas oportunidades. vistos nem lembrados por suas origens africanas, numa época
Um claro exemplo das constantes humilhações sofridas em que tudo o que não era de origem europeia era considerado
pelos “músicos mulatos” pode ser encontrado na reprodução inferior ou incivilizado. Com o movimento abolicionista, alguns
que Curt Lange faz de um documento guardado no Arquivo Ul- compositores começaram a se aventurar sobre temas negros que
tramarino Português, sobre o compositor Francisco Gomes da podiam ser ouvidos nas ruas e nas áreas rurais. Foi o caso de
Rocha (1754?-1808), militar do Regimento de Dragões, em Vila Dança negra, de 1887, de Alberto Nepomuceno. A partir daí
Rica – solicitação feita pelo compositor no fim da vida, em 1803, veremos uma situação invertida, na qual as obras escritas so-
prestes a se reformar: Francisco Gomes da Rocha “compositor bre temáticas afro-brasileiras serão da autoria de compositores
de muitas marchas compostas para os felizes dias dos annos de brancos, como Francisco Mignone, Camargo Guarnieri e José
VAR (vossa alteza real)”, pediu a sua reforma com o seu soldo Siqueira – mesmo assim, com hostilidade por parte do público e
inteiro, usando uniforme de Forriel por distintivo de honra... da crítica especializada.
A resposta enviada deixava bem claro que o compositor As consequências disso podem ser sentidas até hoje. O nú-
deveria se conformar com o que tinha, apesar de sua conduta mero de compositores de música de concerto no Brasil de origem
exemplar, pelo simples fato de ser pardo: He verdade que o supli- negra ainda é bem pequeno, diferentemente do que ocorre nos Es-
cante tem servido sempre com muita promtidão, e tem muito tados Unidos e na África do Sul. Porém, graças à democratização
boa conducta, assim como tudo o mais que allega, deve porem do acesso à educação nos últimos tempos, vemos esse quadro pro-
advertir-se que He um homem Pardo: parece pois que tanto gressivamente mudar. As ações afirmativas de projetos sociais en-
volvendo orquestras sinfônicas como Heliópolis, Sinfônica Jovem
do Estado de São Paulo, Neojibá (BA), Betim (MG), entre outras,
também têm sido uma contribuição muito importante para isso. t
Músicos foram educados para Harry Crowl, compositor e musicólogo, é professor na Escola

se expressar e escrever dentro de Música e Belas-Artes do Paraná e diretor artístico da Orquestra


Filarmônica da UFPR. Durante os anos 1980, trabalhou na
reconstrução de obras musicais da Coleção Curt Lange, em
do universo do colonizador Ouro Preto, e no Museu da Música de Mariana.

18 Outubro 2017 CONCERTO


u capa

divulgação: revista concerto / vânia laranjeiraS


Novas dimensões
Ao completar 60 anos, Antonio Meneses revisita em discos e no palco o
repertório que o consagrou e segue buscando outros olhares e desafios

Por João Luiz Sampaio

A ntonio Meneses não é de falar muito. Quando nos encontramos no Rio


de Janeiro, no fim de agosto, ele havia acabado de completar 60 anos de
idade – data ainda mais importante porque se soma a outro aniversário, o de 50
anos de violoncelo. Como ele se sente? “Acho que normal”, responde. O tom
lacônico – não sem certo humor, é verdade – parece justo para um artista que
chegou a definir o violoncelo como sua forma de contato com o mundo. E, por
meio da música, Meneses tem dito bastante nos últimos tempos – e de forma
cada vez mais eloquente.
De certa maneira, as celebrações pelo duplo aniversário começaram há al-
guns anos, com o planejamento de gravações que já se colocam entre as mais
importantes de sua carreira. Com a Osesp, registrou o Concerto de Dvorák; no
ano passado, pelo selo inglês Avie Records, lançou o Concerto de Elgar (ao lado
do menos conhecido Concerto de Hans Gál), gravados com a Royal Northern
Sinfonia e o maestro Cláudio Cruz na Inglaterra; e agora, com os mesmos músicos
e também pelo Avie (em lançamento simultâneo no Brasil pelo selo CLÁSSICOS),
saem suas versões para o Concerto de Schumann, o Concerto nº 1 de Saint-
-Saëns e as Variações sobre um tema rococó de Tchaikovsky.

20 Outubro 2017 CONCERTO


A escolha de obras não se deu por acaso. Pelo contrário. emprestado ao motorista que levava os concorrentes para as pro-
Com todos esses discos, somados a álbuns dedicados a Haydn, vas.” Ainda assim, em momento nenhum ele considerou voltar
Meneses agora tem em catálogo gravações dos principais con- para casa. “Meu foco era me tornar um violoncelista melhor.”
certos para violoncelo e orquestra. E era exatamente esse seu ob- Deu certo. Após Stuttgart, Meneses venceu o concurso ARD
jetivo. “Qualquer violoncelista dialoga com essas peças ao longo de Munique. E, em 1982, foi o primeiro prêmio do concorridíssi-
de sua carreira, são pilares incontornáveis, e achei interessante, mo Tchaikovsky em Moscou. “Não muito tempo atrás, participei
nesse momento, gravá-las, oferecer um retrato de como as vejo de um júri, ao lado da violoncelista russa Natalia Gutman, que es-
no atual estágio de minha trajetória”, ele explica. tava julgando no ano em que ganhei o Tchaikovsky. Ela me contou
Uma boa possibilidade de compreensão desse retrato está que foram orientados a dar boas notas para um candidato soviético
no Concerto de Schumann. Ao evitar que o violoncelo suma em e que minha vitória precisou ser discutida com o partido”, lembra.
meio à orquestra, o compositor expõe o instrumento e trabalha “Mas parece que as relações entre a União Soviética e o Brasil
em um acompanhamento em alguns momentos quase camerís- estavam boas, então acabaram aceitando.”
tico. Essa percepção leva, por parte de Meneses, a uma recusa Se a vitória em Munique abriu algumas portas, o triunfo em
do melodrama, substituído por um lirismo que pode ser tam- Moscou escancarou para Meneses a possibilidade de uma grande
bém enérgico, mas que nunca se sobrepõe ao todo, extraindo carreira. Não demorou muito, ele se viu em Berlim para gravar
seu protagonismo da atenção, a cada instante, às possibilidades com Herbert von Karajan o Concerto duplo de Brahms (com a
colocadas pela obra. Isso vale para Schumann, mas não só: “A violinista Anne Sophie-Mutter) e, mais tarde, o Don Quixote,
expressividade em Meneses não vem da autoindulgência, mas de Strauss, ambos para o selo Deutsche Grammophon. “Karajan
da economia de gestos, que amplia de maneira escrupulosa as conhecia cada nota do que regia, e para tudo o que fazia existia
marcas oferecidas pelo compositor”, escreveu em 2013 um crí- uma razão de ser. Isso foi algo que me impressionou, uma lição
tico da revista The Strad sobre seu Concerto de Elgar. que não esqueci.” Pouco depois, Meneses seria convidado para au-
dicionar para o maestro Claudio Abbado, que procurava um violon-
Paixões celista para uma turnê americana com a Sinfônica de Londres. “Ele
Meneses nasceu no Recife, mas se mudou cedo com a ficou sentado no escuro, no fundo da plateia, enquanto eu tocava.
família para o Rio de Janeiro, bairro de Santa Teresa. O pai, João Dava para ver que não estava sozinho. Depois, me contaram que do
Gerônimo, era trompista da Orquestra do Theatro Municipal. A lado dele estava Carlos Kleiber. Ainda bem que só soube depois.”
música era sua vida, tanto fora como dentro de casa. “O amor à No final, Meneses seguiu com o grupo para os EUA.
música foi uma lição importante de meu pai. Ele ouvia muita coi-
sa em casa, além de praticar, ensaiar. Eu me lembro da sensação MENAHEM Pressler
de descobrir, quando comecei a estudar as suítes de Bach, que Entre os encontros musicais de Meneses, um nome funda-
era uma delas que meu pai tocava em um arranjo para trompa, mental seria o do pianista Menahem Pressler. Não apenas pelas
algo que sempre me chamava a atenção.” lições musicais, mas também pela redescoberta, de outra forma,
O violoncelo entrou em sua vida aos 10 anos. Um ano antes, da música de câmara e do papel que poderia ter em sua carreira.
começara a aprender teoria com o pai. Até que um dia ganhou O encontro inicial se deu na forma de um convite para que ele
um presente. “Meu pai me deu um violoncelo e disse que aquele integrasse, nos anos 1990, o Trio Beaux-Arts. “Eu não queria. A
seria meu instrumento. Já tinha uma professora acertada.” A música de câmara sempre esteve presente em minha vida, mas
conta de João Gerônimo foi objetiva. Nas orquestras brasileiras, integrar um grupo significava uma rotina de ensaios e de apre-
sobravam músicos de metal e sopros, mas faltavam os de cordas. sentações muito intensa. Então, recusei.” Mas Pressler pediu
Dona Nydia Otero, colega no Municipal, deu as primeiras aulas a para que se encontrassem pessoalmente, num almoço em Nova
Meneses. Foi paixão à primeira vista? “Não pelo instrumento em York: ele, Meneses e outro candidato ao trio, o violinista coreano
si, mas pelo repertório que eu poderia fazer com ele.” Young Uck. “Conversamos e concordamos que não tomaríamos
Meneses chegou a tocar na Orquestra do Theatro Muni- nenhuma decisão durante o almoço. Mas Menahem era tão
cipal, dividindo a primeira estante com Jaques Morelenbaum. charmoso, tão sedutor na maneira de falar…” Antes mesmo que
Integrou também a Orquestra Sinfônica Brasileira, na época a conta chegasse à mesa, o novo Beaux-Arts já estava formado.
dirigida por Isaac Karabtchevsky. Em 1973, o violoncelista italia- Meneses relembra com carinho as sessões de ensaio do trio,
no Antonio Janigro passou pelo Brasil e aceitou ouvir o menino em que Pressler compartilhava décadas de experiência com o
em seu camarim, após um concerto na Sala Cecília Meireles. repertório, fazendo, como um professor, com que os colegas en-
Meneses entrou, tocou Haydn e saiu com a possibilidade de, trassem em contato com novas e estimulantes ideias. Nada era
assim que terminasse a escola, estudar com Janigro na Alema- imposto. Pelo contrário: o que o pianista sugeria era que, em um
nha. “Mas ninguém quis esperar, nem dona Nydia nem meu pai, processo individual, cada músico buscasse o que chamava de
e eu acabei indo logo em seguida. Sem falar nada além de por- “incrível profundidade” da música, num “processo de escava-
tuguês, sem nunca ter passado o frio que conheceria na Europa, ção” que é inesgotável. “Existia algo a mais, uma dimensão que
nada.” Meneses tinha 17 anos. eu intuía como intérprete, mas não conhecia, não sabia atingir.
Isso aprendi apenas com Menahem.” Tanto no trio quanto em
Concursos e maestros duo, vale lembrar – já que os dois gravaram a integral da obra
Há uma foto de 1975 que revela muito dos primeiros tem- para violoncelo e piano de Beethoven.
pos do violoncelista na Europa. Após vencer o segundo prêmio De certa forma, a música de câmara, com sua atenção aos
em um concurso em Stuttgart, ele posou com seu violoncelo detalhes e ao diálogo entre artistas, refinou em Meneses uma
para a organização. Nada de casacas nem roupas de gala, ape- crença antiga de que é preciso encontrar a técnica com a qual vai
nas uma malha listrada, com mangas obviamente curtas para os se transmitir a expressão. Não é possível separar os dois aspectos
longos braços do artista. “Era um suéter doado. Eu não tinha di- – e o conhecimento do violoncelo como instrumento é também
nheiro para comprar um casaco de frio; aquela era minha melhor o veículo para que o artista entenda aquilo que pretende dizer
roupa”, lembra Meneses, divertindo-se, ao olhar o retrato. Não com a música que interpreta. É um processo extremamente
foi a única dificuldade. “Em Munique, cheguei a pedir dinheiro pessoal, misterioso até, ainda mais quando a serviço da música

Outubro 2017 CONCERTO 21


u capa

de câmara. Mas não há aqui necessariamente um paradoxo. e, há dez anos, encomendou a autores nacionais peças para ser
Basta ouvir Meneses ao lado de outra grande parceira, a pianista apresentadas ao lado das Suítes para violoncelo solo de Bach.
Maria João Pires, na Sonata nº 1 de Brahms, por exemplo, para “Foi um projeto especial, e agora recebo convites para fazer reci-
entender que, no espaço do recital, a individualidade do mú- tais na Europa combinando as peças novamente.”
sico se reafirma ao mesmo tempo que serve à individualidade As suítes de Bach também estarão nos concertos em que a
de quem está ao lado. Osesp vai celebrar, neste mês, o aniversário de Meneses. Em três
Meneses tocou pela primeira vez com Maria João Pires dias, ele tocará as peças, duas por recital, na Sala do Coro; em
em 2010, em Campos do Jordão, e eles seguiram em uma tur- seguida, subirá ao palco principal da Sala São Paulo para, regi-
nê que os levou a palcos como o Wigmore Hall, de Londres. do pela maestrina e contralto Nathalie Stutzmann, interpretar o
No início deste ano, a lista de parceiros, que já incluía Rosana Concerto para violoncelo de Dvorák, que, além de gravar com
Lanzelotte, Celina Szrvinsk, Gérard Wyss e outros músicos a orquestra, ele interpretou com o grupo em 2012, em turnê eu-
notáveis, expandiu-se com o encontro com o pianista e com- ropeia, dividindo as apresentações com o pianista Nelson Freire.
positor André Mehmari. Os dois lançaram, em agosto, um “Estou animado, pois vou interpretar as suítes pela primeira vez
disco em que interpretam de Piazzolla a Bach, passando por em um violoncelo barroco”, explica o músico. E o fato de ter mu-
Tom Jobim e por uma música composta especialmente para dado de instrumento o aproximou de alguma forma da discussão
Meneses por Mehmari: a Suíte brasileira. “Foi minha estreia em torno da música historicamente informada ou o fez repensar
na música popular”, diz o violoncelista, que não poupa elogios as obras? “Acredito que é um olhar diferente, mas acho que ele
ao parceiro, seu estúdio na Cantareira e seu trabalho também tem mais a ver com a sonoridade que me transporta de alguma
como engenheiro de gravação. forma para outro tempo, outra época, e isso faz com que eu
tenha vontade de, para ser sincero, voltar a gravá-las.” Se o fizer,
Bach será seu terceiro registro das peças – algo natural, talvez, para
Outro colega importante é o violinista e maestro Cláudio um músico que, no fim das contas, segue escavando partituras
Cruz, com quem Meneses está prestes a realizar um projeto im- em busca de novas dimensões. t
portante: a gravação, ao lado do pianista Ricardo Castro, dos
trios de Villa-Lobos. No horizonte, há ainda um novo concerto AGENDA
para violoncelo e orquestra escrito por Marlos Nobre, para ce- Antonio Meneses e Osesp
lebrar, em 2019, os 80 anos do compositor. A relação com a Nathalie Stutzmann – regente
música brasileira, por sinal, é um capítulo à parte na trajetória do Recitais solo seguidos de concertos
violoncelista, que já estreou concertos como o de Marco Padilha Dias 26, 27 e 28 de outubro, Sala São Paulo

Em CD, uma narrativa musical fascinante


Por Irineu Franco Perpetuo

H á quem diga que, nos dias de hoje, a idade de 60 anos equivale


ao que eram os 40, décadas atrás, e Antonio Meneses parece
reforçar a tese, com o vigor e produtividade com que comemora a
expressiva, Meneses parece ter a música
de câmara no DNA, mesmo quando está
solando com orquestra. Temos, então,
efeméride. São gravações e concertos por toda parte, aliando uma um solista que jamais se esconde ou
musicalidade depurada pelo decorrer do tempo a um frescor de foge de sua responsabilidade, expondo
quem parece estar começando no caminho de sua arte a cada dia. suas ideias com clareza e personalidade,
Meneses vem prolificamente explorando caminhos inesperados do mas que, ao mesmo tempo, interage de modo sensível e
repertório de seu instrumento, e registrando obras e compositores inteligente com músicos que ele vê não como acompanhadores
que não costumam aparecer com frequência nas salas de concerto subordinados, e sim como parceiros musicais.
ou estúdios de gravação (seu catálogo inclui nomes como Fabian Parceiros musicais do mais alto quilate, por sinal. A Royal Northern
Müller, Hans Gál, Cassadó , Duport e David Popper, dentre muitos Sinfonia, que visitou o Brasil em junho, e já gravou com Meneses,
outros) mas, para essa ocasião, resolveu escolher, a dedo, três é daquelas orquestras britânicas de alto profissionalismo e
obras fundamentais da literatura violoncelística: o único concerto resposta rápida, sem medo de dificuldades técnicas. E Cláudio
de Schumann, o primeiro concerto de Saint-Saëns e as Variações Cruz conseguiu a proeza de, sem negligenciar o violino, no qual
rococó, de Tchaikovsky. continua sendo o paradigma máximo de excelência no Brasil,
Isso acaba tornando o álbum de grande interesse para todos os transformar-se em um regente sólido e respeitável.
públicos. Enquanto o “leigo” tem uma magnífica oportunidade Muito bem pensada e construída tanto como programa, quanto
de introdução ao universo de Meneses, em obras “acessíveis” à como narrativa, a jornada musical de Meneses nos leva do
primeira audição, o “especialista” desfruta do privilégio de poder mundo introspectivo de Schumann ao virtuosismo de Tchaikovsky,
conhecer a visão do maior músico de cordas com arco que o Brasil passando pela cintilância de Saint-Saëns. Assim dispostas, as
já produziu de peças que constituem algo como a espinha dorsal obras funcionam como três movimentos de uma grande partitura,
de seu instrumento no século XIX. Nesse sentido, para além de três atos de uma ópera, de uma peça teatral, ou capítulos de um
objeto de deleite estético, o disco nasce também com missão de grande romance cujo protagonista domina os idiomas musicais de
documento, e de formação de um legado. Alemanha, França e Rússia como se fossem seus, traduzindo-os
Só que, quando se fala em documento ou legado, parece que se com toda fluência e familiaridade para o português brasileiro do
trata de algo estático, engessado, coisa que esse novo CD está terceiro milênio. O aniversário é de Meneses, mas quem ganha o
muito longe de ser. Dono de uma sonoridade gloriosa, sutil e presente somos todos nós. (Leia mais sobre o CD na página 53.)

22 Outubro 2017 CONCERTO


REALIZAÇÃO DE UMA VIDA
VENCEDORA Dame Kiri Te Kanawa
“Se alguém alcançou

D o sucesso, foi essa
ie Zeit, die ist ein sonderbar da Gramophone), John Steane, comentou,
Ding” [“O tempo é uma coisa a respeito de “Dove sono” (Le nozze di
estranha”], canta a Marechala
em O cavaleiro da rosa, de cantora, com uma das Figaro), de Te Kanawa, que “o legato é
perfeito, o estilo, aristocrático, e o som, o
Hugo von Hofmannsthal e Richard Strauss.
Para Dame Kiri Te Kanawa, uma das mais vozes mais adoráveis mais adorável”, comparando com Meta
Seinemeyer (e isso, vindo de Steane, é um
admiradas Marechalas de nossa época,
tempo não é questão de olhar para trás, dos tempos modernos” elogio verdadeiramente grande).
Faz exatos 25 que a Gramophone
mas para a frente. “Fico entediada ao falar agraciou Dame Kiri como Artista do Ano.
do passado”, diz ela, em uma fala que E 1992 foi extraordinário para ela em
Hofmannsthal facilmente colocaria em termos de gravações: O cavaleiro da rosa,
algum de seus libretos. de Richard Strauss, pela EMI, regido por
Dame Kiri pode ter parado de cantar Haitink; uma segunda gravação das Quatro
em público (“não, não sinto falta”), mas últimas canções para a Decca, junto com
certamente não considera que se aposentou. Solti; O morcego, de Johann Strauss, para
Mantém uma agenda cheia supervisionando a Philips, com André Previn; e um álbum de
sua fundação, organização para ajudar canções de Michel Legrand (somando-se a
futuros cantores. “Alguns alunos me dizem: um catálogo ligeiro considerável, incluindo
‘Como posso retribuir o que você fez por Gershwin, Bernstein, Kern e Rodgers &
mim?’. Respondo: ‘Tenha sucesso!’” E se Hammerstein). Ao festejar a carreira de
alguém alcançou o sucesso, foi essa cantora, Kiri Te Kanawa com o prêmio de “Realização
com uma das vozes mais adoráveis dos de uma vida”, devemos ser gratos por ela
tempos modernos. O grande conhecedor de ter vivido em um dos mais ricos períodos
voz (e um dos colaboradores mais amados de gravações e ter tido a sorte de registrar

24 Outubro 2017 CONCERTO


A KIRI TE KANAWA ESSENCIAL para companhias com grandes
legados operísticos: Decca,
Bernstein
EMI, Philips e CBS/Sony
West Side Story
Bernstein Classical. Ela diz que apreciava
DG (4/85) gravar porque gostava da
ideia de registrar as coisas
enquanto a voz ainda estava
Mozart em boa forma. “Sempre senti
Le nozze di Figaro
que, enquanto estivesse ali, e
Solti
Decca (4/84) ainda tivesse uma qualidade
doce, quanto mais pudéssemos
capturar, melhor. Minha ideia
R. Strauss não era a perfeição, era fazer
Four Last Songs tomadas longas. Tinha que
VPO/Solti ser uma performance, não
Decca (9/91)
um amontoado.” E ela teve a
chance de gravar todos os seus
R. Strauss grandes papéis – alguns mais
Der Rosenkavalier de uma vez, especialmente
Haitink com o aumento do interesse
Warner Classics (8/91) no DVD).
“Sempre disse, conforme
seguia minha carreira,
Verdi que eu jamais chegaria à
Simon Boccanegra
perfeição”, revela. “Nunca
Solti
Decca (5/93) ficou exatamente do jeito que
eu queria. Acho que foi uma
grande realização, sem nunca
Verdi chegar ao ponto perfeito.
Otello Nunca consegui. Mas cheguei
Solti o mais perto que pude. Às
Opus Arte vezes, os colegas eram bons,
às vezes nem tanto. Às vezes,
a regência não era boa. Sempre
tive uma espécie de visão
de polvo das coisas, tentáculos por todas as partes, para ver se estava
dando certo ou errado. Acho que, no MET, deu muito certo em várias
ocasiões. Quando você tem, na plateia, 4 mil pessoas, com 4 mil ideias
diferentes, você não sabe se está cantando para um grupo amigável ou
hostil, então tem que acreditar!”
A voz de Dame Kiri parece ter sido feita para a música de Mozart
e Strauss, e suas gravações das óperas (e das obras corais e canções)
desses compositores continuam sendo bastante apreciadas: sua
Condessa, em Capriccio, foi uma caracterização gloriosa, assim como
Arabella; e, em Mozart, temos Pamina, Condessa Almaviva, Donna
Elvira (particularmente boa sob a batuta de Sir Colin Davis e no clássico
filme de Joseph Losey, com Ruggiero Raimondi como Don Giovanni)
e Fiordiligi, para não falar de uma gloriosa Missa em dó menor e
algumas árias de concerto.
Dame Kiri obteve o que poucos cantores clássicos conseguem:
atrair uma enorme plateia internacional em todos os gêneros, do
musical à grande ópera, abordando tudo com o mesmo espírito. Ela
trabalhou duro, jogou o jogo (programas de televisão, a dupla cômica
Morecambe and Wise, entrevistas constantes) e foi generosa com
seu tempo. Agora ela consegue se dedicar a seu vasto jardim e levar
fotografia: John Swannell / EMI Classics

a vida de que sentiu falta durante sua carreira. Como Frederica von
Stade certa vez lhe disse: “Estamos em um trem de carga e, de vez
em quando, paramos”. Dame Kiri acrescenta: “Era assim. Era como
ficar zanzando por quase cinquenta anos sem parar. Era uma vida
incrível e, ao olhar para trás, penso: ‘Como eu tinha tempo para
alguma coisa?’. Era só a música, preparar e fazer. Não acho que
eu conseguiria fazer isso hoje”. James Jolly
[Tradução: Irineu Franco Perpetuo]. t
u MÚSICA VIVA Por João Marcos Coelho

A história da música segundo Milan Kundera


Em livro de ensaios dos anos 1990, agora relançado, o autor trata de
dilemas que envolvem a criação musical e sua ideia de evolução

É possível contar a história da música em 41


páginas? O escritor tcheco Milan Kundera,
com 88 anos, tenta fazer isso num dos capí-
nunca foi dito) pode ser encontrado numa di-
reção diferente daquela traçada por aquilo que
todo mundo sente como sendo o progresso”.
tulos de Os testamentos traídos, seu livro de Três encruzilhadas extraordinárias das
ensaios, escrito em 1993. Antes de responder tendências e dos problemas históricos da músi-
à pergunta, preciso contar a vocês que esse li- ca podem ser identificadas. A de Bach, que no
vro precioso, fundamental para todo músico do fim da vida “concentrou-se exclusivamente na
século XXI, foi traduzido e lançado pela Nova polifonia pura, deu as costas às preferências do
Fronteira no ano seguinte, 1994, no Brasil. Es- tempo e a seus próprios filhos-compositores”,
gotado, fez por quase vinte anos a alegria dos em “um gesto de desafio para com a história,
sebos por todo o país. Eis que a Companhia uma recusa tácita do futuro”.
das Letras republica aquela edição (a tradução Um século antes dele, Kundera localiza a
é ótima) num belo livro de capa dura com o primeira encruzilhada na obra de Monteverdi,
que parece ser uma delicada aquarela de um “ponto de encontro de duas estéticas opostas,
concerto ao ar livre, da ilustradora francesa as prima e seconda práticas, uma baseada na
Dominique Corbasson. polifonia erudita, a outra, programaticamente
É difícil relatar em poucas linhas a riqueza expressiva, na monodia”.
desse livro, que é mágico ao falar do nascimento A mais próxima de nós, a de Stravinsky,
e da natureza do romance, criatura europeia pa- quando de repente toda a história da música
rida há quatrocentos anos na França por Rabelais está a nosso alcance. Neste momento, o russo
e seu Gargântua e na Espanha pelo Dom Quixo- caráter pessoal, a história de uma arte é uma opera o que Kundera chama de “tribunal dos
te de Cervantes. Por isso, limito-me a sugerir que vingança do homem sobre a impessoalidade sentimentos”, ao dizer que “a música é impo-
vocês comecem lendo o primeiro ensaio (“O dia da história da humanidade”. Daí qualquer tipo tente para expressar o que quer que seja: um
em que Panurge não mais fará rir”) para saber, de censura, como as que presenciamos neste sentimento, uma atitude, um estado psicológi-
por exemplo, que a arte não tem nenhum com- momento no Brasil, ser inadmissível, porque a co”. A gritaria foi geral. Um dos critérios da ban-
promisso com a verdade. “O que se conta nele lógica da arte é antes de tudo a lógica da liber- da sentimental humoristicamente lembrados
(romance) não é sério: quer dizer: nele não se dade do homem. por Kundera é o do camarada Jdanov, formu-
afirmam verdades (científicas ou míticas); nele Bem, tudo é tão estimulante nesse livro lador do “realismo socialista” que baniu tantas
não existe compromisso de fazer uma descrição apaixonante que quase me esqueço de aguçar obras de Prokofiev e Shostakovich, para ficar
dos fatos tais quais eles são na realidade”. a curiosidade de vocês em relação à história da nos mais conhecidos; ele “indignava-se porque
Rabelais faz Gargântua nascer da orelha música segundo Kundera. É uma história de a música deles não podia ser assobiada na saída
de sua mamãe, assim como em Dom Quixote um milênio de dois meios-tempos. “Na história do concerto”.
Sancho Pança leva surras de seu senhor e perde da música, a censura se estende por todo o sé- Não tenho espaço para esmiuçar o modo
e recupera (não se sabe como) cinco vezes to- culo XVIII, com o apogeu simbólico da primeira como Kundera mostra os equívocos de Theo-
dos os dentes. O romance, diz Kundera, é terri- metade marcado por A arte da fuga de Bach, e dor Adorno em sua crítica a Stravinsky no céle-
tório em que o julgamento moral fica suspenso: o começo da segunda, pelas obras dos primei- bre Filosofia da nova música. Uma última dica:
“Suspender o julgamento moral não é a imora- ros clássicos.” sua sacada genial de mostrar como, no século
lidade do romance, é a sua moral”. Não existe Depois de mostrar que, “pelo imenso peso XVI, Clément Janequin e suas composições co-
nada sagrado para a arte. Ele lembra um episó- de sua obra”, Bach foi o primeiro compositor rais descritivas (dos gritos das praças de Paris,
dio hilário de José e seus irmãos, tetralogia de que “se impôs à memória da posteridade” e do canto dos pássaros) não eram superficiais;
Thomas Mann: “Deus, que na Bíblia existe por que, “com ele, a Europa do século XIX desco- pelo contrário, Janequin aborda “o problema
toda a eternidade, torna-se em Mann criação briu não apenas uma parte importante do pas- ontológico fundamental da música: o problema
humana, invenção de Abraão, que o tirou do sado da música, ela descobriu a história da mú- da relação do ruído com o som musical”. Ten-
caos politeísta como uma divindade em prin- sica”, ele anota que naquele momento nasceu tou juntar os sons naturais com os artificiais.
cípio superior, depois única: sabendo a quem a percepção de que a história da música não é “Antecipou o que iriam fazer, no século XX, por
deve sua existência, Deus exclama: ‘É incrível uma sucessão de obras nem de grandes gênios, exemplo, Janácek (estudos com a linguagem
como este pobre homem me conhece. Não mas “uma sucessão de mudanças, de épocas, falada), Bartók e, de modo extremamente siste-
estarei me tornando conhecido através dele? de estéticas diferentes”. mático, Messiaen (composições inspiradas nos
Realmente, devo ungi-lo’”. Kundera, que estudou música a sério, in- cantos dos pássaros).” t
O que vale para a literatura vale igualmen- dica que “a história não é necessariamente um
te para a pintura e a música, alerta Kundera. caminho ascendente (em direção ao mais rico, Para ler:
Elas nasceram da “liberdade do homem, de ao mais culto), que as exigências da arte podem • Os testamentos traídos, de Milan Kundera
suas criações inteiramente pessoais, de suas estar em contradição com as exigências do dia (Companhia das Letras)
escolhas. O sentido da história de uma arte é (dessa ou daquela modernidade)”. E, sobretu- • José e seus irmãos, de Thomas Mann
oposto ao da história, simplesmente. Por seu do, que “o novo (o único, o inimitável, o que (Nova Fronteira)

26 Outubro 2017 CONCERTO


u BRASIL MUSICAL

Valor histórico e modernização


Criada no ano 2000, a Orquestra Ouro Preto acumula conquistas apostando na música
latina e buscando novos repertórios e outras formas de diálogo com o público

Por João Luiz Sampaio

lha signos comuns”, diz Toffolo. “Trabalhar essa versatilidade


é importante para nós na busca pela excelência.”

Produtos
Versatilidade é uma palavra-chave para a orquestra. “Nesse
olhar a respeito do entorno, conversamos com a universidade
e recebemos uma encomenda. O reitor nos procurou para que
fizéssemos um espetáculo que pudesse levar os alunos para a
orquestra. Então, criamos um programa em torno dos Beatles”,
conta Toffolo – esse programa, por sinal, foi gravado em DVD e
será apresentado na Sala São Paulo. Já no Teatro Alfa, a orques-
tra lança seu novo disco, dedicado à música de cinema, com
destaque para autores brasileiros como Tim Rescala e Alexandre
Guerra. “Além disso, resolvemos gravar compositores de fora,
mas que estão longe do mainstream.”
Toffolo se refere aos dois projetos como “produtos” e não
teme a associação entre música clássica e mercado. “Pelo contrá-
rio, eu gosto desse termo, porque ele sugere outra forma de apro-
divulgação

ximação. Você, quando prepara um produto, pensa em criar algo


Orquestra Ouro Preto
que tenha um resultado artístico, mas também mercadológico.
E trabalha para isso. No caso dos Beatles, recebemos um público

S e o diálogo entre o perfil de um conjunto musical e o contex-


to em que ele está inserido é cada vez mais fundamental, no
caso da Orquestra Ouro Preto esses dois aspectos sempre foram
novo. Para você ter uma ideia, nossa página no Facebook foi de
6 mil para 36 mil curtidas. É um novo contingente de pessoas, de
jovens, que conheceram ali a orquestra e voltaram depois para
indissociáveis. “De certa forma, para entender o que fazemos, ouvir Mozart, Tchaikovsky, Villa-Lobos, Shostakovich. Que des-
temos que entender Ouro Preto. Ela não é apenas uma cidade cobrem a importância que essa música pode ter na vida deles”,
do interior de Minas Gerais. Em essência, é um centro cosmo- diz o maestro.
polita, que carrega uma herança cultural gigantesca, tem uma Para Toffolo, a questão é a modernização. “Tudo no mundo
universidade federal, com jovens de diferentes locais, e recebe se modernizou. Os museus se modernizaram, se relacionando
diariamente turistas de todas as partes do mundo”, explica o de forma mais interativa com o público. É isso que falta às or-
maestro Rodrigo Toffolo. “Foi com esse caldeirão de pessoas em questras. Precisamos ouvir mais o público, conversar com ele,
mente que o grupo nasceu.” formar pessoas que serão o sentido da continuidade de nosso
A orquestra fez seu primeiro concerto no ano 2000, com trabalho, ou seja, é para eles que vamos tocar. Uma orquestra
Toffolo e o compositor e bandoneonista argentino radicado em não pode realizar monólogos, ela tem que buscar formas de
Minas Gerais Rufo Herrera ao lado. Dezessete anos depois, o diálogo. Não quero dizer com isso que o nosso é o único cami-
grupo tem no currículo conquistas importantes. Neste ano, o nho correto, de forma nenhuma. Estamos experimentando, por-
segundo volume do disco Latinidade foi finalista do Prêmio da que acreditamos que, sem essa experimentação, não há futuro
Música Brasileira – o primeiro volume havia sido indicado ao possível para o que nós fazemos.”
Grammy Latino em 2007. A orquestra já gravou um documentá- Toffolo também lança, neste mês, um livro dedicado a
rio sobre música mineira para a televisão francesa e realizou tur- apresentar os elementos básicos da música para os jovens, com
nês pela América Latina, por países de língua portuguesa e pelo ilustrações de Ziraldo. “Aqui me preocupei em modernizar a
Brasil – no fim de outubro e em novembro, os músicos visitarão linguagem e o enfoque. Por exemplo, por que falar do maestro,
São Paulo para concertos no Teatro Alfa e na Sala São Paulo. do spalla, enfim, da atividade de uma orquestra de modo tão hie-
Os dois volumes de Latinidade, com obras de autores do rarquizado? Essa hierarquia é inerente a quem faz música, mas
continente, estão ligados à essência conceitual da atividade da para o público é mais interessante saber como os instrumentos
orquestra, oferecida por Herrera. “A gente consome a música soam, como se combinam, e assim por diante”, explica. t
de concerto europeia, não fala de música francesa, italiana, ale-
mã. E Rufo Herrera nos chamou a atenção para isso ao pensar AGENDA
que poderíamos fazer algo parecido, tratando não de música Orquestra Ouro Preto
brasileira, argentina ou peruana, mas de um conceito de latini- Rodrigo Toffolo – regente
dade que une a América justamente pela diversidade, ao con- Teatro Alfa (São Paulo), dia 31 de outubro
trário do que acontece com a música europeia, que comparti- Sala São Paulo, dia 19 de novembro

Outubro 2017 CONCERTO 27


u repertório

Os horrores da guerra
Réquiem de guerra de Benjamin Britten, que será apresentado neste mês em São Paulo
e em novembro em Manaus, dialoga com questões contemporâneas da humanidade

Por Camila Frésca


M y subject is War, and the pity of War. The poetry is in the
pity. All a poet can do today is warn”, anotou Benjamin
Britten na capa da partitura de seu Réquiem de guerra. “Meu as-
tercalou com os poemas de Owen. A obra é dividida em seis
movimentos, nomeados a partir de partes do réquiem. Ao fim,
solistas, coros e orquestra se unem para a conclusão. A duração
sunto é a guerra, e a lástima da guerra. A poesia está na lástima. aproximada é de noventa minutos.
Tudo o que o poeta pode fazer hoje é advertir”. O texto é do Para a estreia, Britten tinha três cantores em mente, cada
poeta Wilfred Owen, que escreveu sobre suas próprias experi- um representando países que lutaram na Segunda Guerra Mun-
ências na Primeira Guerra Mundial e morreu na batalha poucos dial: a soprano russa Galina Vishnevskaya, o tenor britânico
dias antes do fim do conflito. Sua poesia é um dos elementos que Peter Pears e o barítono alemão Dietrich Fischer-Dieskau. Vish-
integram a obra-prima do compositor. nevskaya, esposa do maestro e violoncelista Mstislav Rostropo-
O inglês Benjamin Britten nasceu em 1913; portanto, cres- vich, foi impedida de deixar a União Soviética para se apresentar
ceu e se formou entre as duas guerras mundiais. Seu pacifismo na ocasião (mais tarde, ela executaria e gravaria o trabalho, e
era conhecido, e o músico se manifestou algumas vezes acerca Rostropovich o conduziria muitas vezes).
da futilidade e do custo humano das guerras. Britten compôs Comparado às vanguardas musicais do século XX, o estilo
seu Réquiem de guerra em 1961, para a nova Catedral de São de Britten é mais tradicional e eclético. Ele soube realizar uma
Miguel em Coventry, na Inglaterra. O templo havia sido des- hábil síntese de influências, por vezes contraditórias. Sua músi-
truído em 1940 durante um bombardeio alemão que arruinou ca, por isso, tende a ter comunicação fácil com o público – aliás,
mais de 4 mil casas e três quartos das fábricas da cidade. Nessa o próprio Britten declarou uma vez que escrevia para se comuni-
época, Britten vivia nos Estados Unidos, em exílio voluntário car com seus contemporâneos, não para o “futuro”. O Réquiem
por causa do conflito. “Toda a minha vida foi dedicada a atos de de guerra entrou para o repertório como uma das mais impor-
criação, não posso participar de atos de destruição”, teria dito tantes obras escritas na segunda metade do século XX, contando
ele. Anos depois, no dia 30 de maio de 1962, uma nova catedral com grande engenho musical e profundidade emocional.
foi consagrada, e a obra de Britten, comissionada para a ocasião, Estilisticamente, ela se filia à tradição dos célebres réquiens
teve sua estreia. de Mozart e Verdi, tendo ao mesmo tempo momentos bem ínti-
O Réquiem é um trabalho de grande escala, que exige enor- mos. A obra foi criticada por Stravinsky por ser excessivamente
mes forças musicais. A obra está dividida em três planos dife- conservadora e sentimental. De fato, conta-se que, ao fim da
rentes (em algumas performances, separados fisicamente): dois primeira execução do Réquiem, a maioria dos presentes estava
solistas (tenor e barítono) e uma orquestra de câmara retratam as em lágrimas. Britten insistiu que não deveria haver aplausos ao
vítimas da guerra e cantam a poesia de Wilfred Owen; já um coro término da apresentação, e o que houve foi um silêncio mortal
completo e uma orquestra sinfônica retratam a massa, junto com por quase cinco minutos (diz-se que muitos na plateia ficaram de
a soprano; finalmente, há um coro de meninos acompanhado joelhos para mostrar sua apreciação).
por órgão. Britten adaptou partes do texto da missa de réquiem Quando a primeira gravação foi lançada, no ano seguin-
(trata-se de uma obra não litúrgica), cantadas em latim, e as in- te, vendeu espantosos 200 mil exemplares em cinco meses. À
parte os méritos intrínsecos à obra, a comoção das primeiras
apresentações explica-se também pelas tensões decorrentes
do pós-guerra, como a Guerra Fria, a corrida nuclear e o Muro
de Berlim, que acabava de ser erguido. Em artigo escrito para
o jornal The Guardian em 2011, o tenor inglês Ian Bostridge
afirma que começou a cantar a obra na década de 1990, em
eventos relacionados aos 50 anos do término da guerra. “Nas
mais de cinquenta apresentações de que participei, senti o po-
der do trabalho em se dirigir ao presente, com os propósitos de
Britten triunfando na persistência da mensagem – mesmo que o
bombardeio continue.” t

AGENDA
Réquiem de guerra, de Benjamin Britten
Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo
Marin Alsop – regente
Dias 11 (ensaio aberto), 12, 13 e 14 de outubro, Sala São Paulo
reprodução

Orquestra Amazonas Filarmônica


Luiz Fernando Malheiro – regente
Benjamin Britten Dias 2 e 4 de novembro, Teatro Amazonas (Manaus)

28 Outubro 2017 CONCERTO


Digital Concert Hall
A Filarmônica de Berlim em sua casa.
Acesse pelo Site CONCERTO e ganhe 10% de desconto.
www.concerto.com.br/dch

Filarmônica de Berlim
SÁBADO • 7 DE OUTUBRO • 14H
Simon Rattle – regente / Mitsuko Uchida – piano
Obras de Mozart, Walton e Kodály
SÁBADO • 14 DE OUTUBRO • 14H
Simon Rattle – regente
Obras de Leos Janácek
SÁBADO • 21 DE OUTUBRO • 15H
Yannick Nézet-Séguin – regente
Obras de C.P.E. Bach e Brahms
SÁBADO • 28 DE OUTUBRO • 15H
Tom Koopman– regente
Obras de Bach
©MONIKA RITTERSHAUS / BERLIN PHIL MEDIA
u ROTEIRO MUSICAL São Paulo

u 1 DOMINGO 17h00 Orquestra do Theatro São

divulgação / simon fowler

divulgação / Anja Collins


Pedro. Ricardo Kanji – regente. Ivy
11h00 Orquestra Sinfônica do Szot – Juditha, Paulo Mestre – Holofernes,
Estado de São Paulo. Concertos Ludmila Thompson – Abra, Laura Duarte –
Matinais. Emmanuele Baldini e Mariana Vagaus e Bruno Costa – Ozias. Programa:
Menezes – regentes. Bogdan Hudzelaits Vivaldi – Oratório Juditha Triumphans.
Theatro São Pedro. R$ 20.
– violino. Programa: Mozart – O empresá-
rio K 486: Abertura e Sinfonia nº 33 K 319;
e Mendelssohn – Concerto para violino. 18h00 Nederlands Dans Theater 2.
Sala São Paulo. Entrada franca, quatro ingressos
Paul Lightfoot – direção artística.
por pessoa. A partir de cinco ingressos, R$ 2. Programa: I Knew Then, de Johan Inger;
Sad Case, de Sol León e Paul Lightfoot;
11h00 Orquestra de Cordas e e Cacti, de Alexander Ekman.
Prática de Cordas Ciclo I da Emesp. Teatro Alfa. R$ 50 a R$ 200.
Leonardo Masp Auditório. Entrada franca.
Hilsdorf
12h00 Orquestra Sinfônica u 2 SEGUNDA-FEIRA
Heliópolis. Isaac Karabtchevsky
Nathalie Stutzmann Luiz Fílip – regente. Jean-Louis Steuerman – 14h00 Orquestra Jovem Tom Jobim.
piano. Programa: Rachmaninov – Concerto Nelson Ayres e Tiago Costa – regentes.
para piano nº 2; e R. Strauss – Suíte O Veja detalhes dia 1º às 16h.
Sala São Paulo
cavaleiro da rosa. Leia mais na pág. 36. CEU Vila Curuçá. Entrada franca.
Osesp toca com Antonio Meneses, Theatro Municipal. R$ 10.
15h00 Semana Hespérides. Núcleo
14h00 Orquestra de Câmara L’Estro
Nathalie Stutzmann e Luiz Fílip Armonico. Sérgio Luiz Borgianni –
Hespérides – Música das Américas.
Comemoração dos 15 anos da Associação.
regente e violino e Luiz Carlos Carvalho
A Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo inicia o mês de Recital Canções das Américas. Andrea
– violoncelo. Programa: Vivaldi – Abertura
Kaiser e Heloisa Petri – sopranos, Maria
outubro, nos dias 5, 6 e 7, com a presença de um dos mais destacados de L’Olimpiade e Concerto para violino
Emília Moura Campos e Rosana Civile
violinistas brasileiros da atualidade, Luiz Fílip, integrante da Orquestra e cordas RV 299; Bach – A pequena fuga
– pianos, Douglas Lima – flauta e André
Filarmônica de Berlim. Ele será o solista na estreia do concerto para BWV 578 e Suíte para violoncelo nº 3 BWV
Fabiano de Macedo. Participação: Victor
1009; Mozart – Marcha Alla Turca; Elgar –
violino do compositor Celso Loureiro Chaves, intitulado Museu das Canção da manhã; Wagner – Abertura de
Hugo Gama da Cruz, Elaine Pelegrini –
coisas inúteis. A obra integra o projeto SP-LX, parceria da Osesp com a piano e Coro Adulto da Escola Municipal de
Tannhäuser; Britten – Simple Symphony;
Música. Maíra Ferreira – direção. Programa:
Fundação Gulbenkian, de Lisboa, em Portugal, de onde vem o regente e Brahms – Dança húngara nº 5.
obras de John Cage, Oskar Morawetz, Max
Pedro Neves. Luiz Fílíp também faz recital no dia 8, ao lado do pianista Casa da Don’Anna – Jardim das Orquídeas.
Lifchitz, Silvestre Revueltas, Ginastera,
Cristian Budu, com obras de Kodály, Debussy e Brahms – chance de ver 15h00 Quarteto de Violoncelos Guarnieri, Krieger, Villani-Côrtes e Luís
lado a lado, em diálogo musical, dois grandes nomes da nova geração do Instituto Baccarelli. Concertos Gustavo Petri. Às 16h30: Renato Figueiredo
nacional. na Garagem. Natalia Bueno, Rebeca – piano. Programa: O Romantismo poético
de Leopoldo Miguez. Às 17h30: Rosana
Em seguida, nos dias 12, 13 e 14 (ensaio aberto dia 11), a Osesp Lopes, André Faustino e Tainan Cristina
Civile – piano. Programa: Antonio Ribeiro –
vai interpretar uma das mais importantes obras do repertório do século – violoncelos.
Choque Cultural – Garagem. Entrada franca.
24 Momentos.
XX: o Réquiem de guerra, de Benjamin Britten, na qual o compositor Praça das Artes – Sala Mário de Andrade.
inglês trata dos horrores da guerra (leia mais sobre a obra na página 28). 15h00 Regional de Choro Infanto-
Entrada franca. Continuidade até dia 6.
O time de solistas inclui a soprano Emily Magee, o tenor Nicholas Phan -Juvenil do Guri Santa Marcelina.
e o barítono Jacques Imbrailo. Também participam o Coro Infantil e o Dinho Nogueira – regente. Programa:
u 3 TERÇA-FEIRA
Coro Acadêmico da Osesp, o Coral Jovem do Estado e o Coro da Osesp. obras de Severino Araújo, K-Ximbinho,
Eli do Cavaco, Luiz Gonzaga, Sivuca,
A regência é da diretora musical da orquestra Marin Alsop. Luperce Miranda, Jackson do Pandeiro
15h00 Semana Hespérides. Núcleo
Alsop volta a comandar a orquestra na semana seguinte, nos dias 19, Hespérides – Música das Américas.
e Jacob do Bandolim.
Comemoração dos 15 anos da Associação.
20 e 21, tendo como solista a francesa Nathalie Stutzmann, que canta a Sesc Itaquera. Entrada franca.
Recital Canções das Américas. Adélia Issa
Rapsódia para contralto, coro masculino e orquestra, de Brahms – o pro- e Edna D’ Oliveira – sopranos, Maria Lúcia
16h00 Maria José Carrasqueira
grama, de corte germânico, tem ainda a Abertura trágica do compositor – piano. Recitais de Piano do MuBE. Waldow – mezzo soprano, Ademir Costa,
e o poema sinfônico Uma vida de herói, de Strauss. Programa: Debussy – Suíte Bergamasque; Maria Emília Moura Campos e Rosana
Stutzmann, que também tem se dedicado à regência e nessa condi- Grieg – Noturno op. 54 e Folhas D’Album Civile – pianos e Sandro Bodilon – barítono.
Participação: Carolina Teixeira. Programa:
ção dupla ocupa o posto de Artista Associada da Osesp nas temporadas op. 28; e Ravel – Sonatina.
Auditório MuBE. R$ 30. obras de Gershwin, Harry Somers, Luiz
2017 e 2018, assume a direção do grupo nos dias 26, 27 e 28, regendo Cluzeau Mortet, Guastavino, Carlos
um programa todo dedicado a Dvorák, com o Concerto para violoncelo 16h00 Orquestra Jovem Tom Jobim. Buchardo e Almeida Prado, entre outros.
e a Sinfonia nº 7. O solista será o violoncelista Antonio Meneses, que Nelson Ayres e Tiago Costa – regentes. Praça das Artes – Sala Mário de Andrade.
acaba de completar 60 anos (leia mais sobre o músico na página 20). Participação: Daniel D’Alcantara – trom- Entrada franca. Continuidade até dia 6.

Além de tocar com a orquestra, antes de cada concerto Meneses fará pete e Ted Nasch – saxofone. Gravação
de CD dedicado a Moacir Santos. 19h30 Quinteto de Sopros à
recitais solo com as Suítes para violoncelo de Bach (no dia 26, as nº 1 e Programa: obras de Moacir Santos Brasileira. Música na Biblioteca. Júlia
nº 5; no dia 27, as nº 2 e nº 4; e, no dia 28, as nº 3 e nº 6). Na inter- e Vinicius de Moraes. Pedron – flauta, Tatiana Mesquita – oboé,
pretação, ele vai utilizar um violoncelo barroco que, segundo Meneses, Auditório Ibirapuera. R$ 20. Reapresentação Francisco Júnior – clarinete, Alex Sanches
ofereceu a ele novos olhares sobre as peças. dia 2 às 14h no CEU Vila Curuçá. – fagote e Wesley Medeiros – trompa.
Programa: obras de Amaral Vieira, Haydn,
A Osesp também faz em outubro uma série de apresentações gra- 16h00 Grupo Tons e Floradas. Danzi e Maurício Carrilho.
tuitas nos Concertos Matinais, realizados nas manhãs de domingo. No Espetáculo Ecos da Primavera. Memorial da América Latina – Auditório da
dia 1º, são apresentadas obras de Mozart e o Concerto para violino, Homenagem a Paulinho Paran. Diana Biblioteca Latino-Americana. R$ 2.
de Mendelssohn; no dia 22, Valentina Peleggi comanda a Osesp na Victoria, Marlene Caprino, Susana
Miranda, Lucia Giusti, Waldir Giusti, Hugo 20h00 Ópera Otello, de Verdi.
Abertura trágica, de Brahms, e no Concerto para oboé, de Strauss, com
Sérgio, Eurides Paone e Ziley Crepaldi – Royal Opera House de Londres.
solos de Layla Köhler; e, no dia 29, Nathalie Stutzmann rege a Sinfonia cantores. Jeanette Ribeiro – piano. Cinemark. R$ 50. Verificar locais em
nº 7, de Dvorák, e uma seleção de suas Danças eslavas. Centro Musical Santa Cecília. Entrada franca. www.cinemark.com.br.

30 Outubro 2017 CONCERTO


u ROTEIRO MUSICAL São Paulo

21h00 Artyom Dervoed – violão. Ensaio aberto. Com Eliane Tokeshi – violi-
Cultura Artística. Série Violão. Programa: no, Rogério Wolf – flauta e Rosana Civile
Dias 29 e 31, Sala São Paulo
Nikita Koshkin – Prince’s Toys Suite; – piano. Participação: Heloisa Meirelles
Orquestra de Toulouse, Sokhiev Paganini – Grand Sonata (transcrição
de Dervoed); e Kevin Callahan –
– violoncelo e Otinilo Pacheco – clarinete.
Programa: Tiago Gati – Strata.

e Chamayou fazem concertos The Possessed (dedicado a Dervoed).


Leia mais ao lado.
Praça das Artes – Sala Mário de Andrade.
Entrada franca. Continuidade até dia 6.
Auditório MuBE. R$ 70.
A Orquestra Nacional do Capitólio de Toulouse faz dois con- 21h00 Orquestra Sinfônica do
certos, nos dias 29 e 31, pela temporada da Cultura Artística. O Estado de São Paulo. Osesp 60. Pedro
grupo é um dos mais importantes conjuntos europeus, conhecido u 4 QUARTA-FEIRA Neves – regente. Luiz Fílip – violino.
por suas gravações de referência de óperas francesas, mas também Programa: Celso Loureiro Chaves – Museu
12h45 Wesley de Sousa Sampaio – das coisas inúteis, concerto para violino
pela releitura de todo o grande repertório ocidental – em especial flauta e Alice Emery Pereira Franco (co-encomenda SP-LX Nova Música,
o russo, depois da chegada do maestro Tugan Sokhiev ao posto de Feliciano – harpa. Programa: Bach estreia mundial); e Beethoven – Sinfonia
regente titular, em 2005. – Sonata nº 4 BWV 1033; Debussy – La nº 1. Leia mais na pág. 30.
E é ele que comanda a orquestra nas apresentações, dedicadas Fille aux cheveux de lin; Ravel – Peças Sala São Paulo. R$ 46 a R$ 213.
em forma de Habanera; Jacques Ibert – Reapresentação dia 6 às 21h e dia 7 às 16h30.
não por acaso à música francesa e à música russa. Os programas são
Entr’acte; Vincent Persichetti – Serenade
diferentes. No dia 29, começa com a abertura O carnaval romano, nº 10; Michio Miyagi – Haru No Umi; 21h00 Betina Stegmann – violino e
de Hector Berlioz, e segue com o Concerto para piano e orques- Piazzolla – Oblivion e Bordel 1900; Sérgio Carvalho – órgão e cravo. Série
tra nº 5 – Egípcio, de Saint-Saëns, e Scheherazade, de Rimsky- e Pixinguinha – Sensível. Bach Tema & Contratema. Recital O violi-
-Korsakov. Já no dia 31, duas obras de Shostakovich abrem a noite: Theatro São Pedro – Hall. Entrada franca. no de Bach. Programa: obras de Bach.
a Abertura festiva e o Concerto nº 1 para piano, trompete e cordas. Espaço Cachuera!. R$ 30.
15h00 Semana Hespérides. Núcleo
Na segunda parte, La mer, de Debussy, e a suíte O pássaro de fogo, Hespérides – Música das Américas.
de Stravinsky, em sua versão de 1919. Comemoração dos 15 anos da Associação. u 6 SEXTA-FEIRA
Em ambos os concertos o solista será o pianista francês Bertrand Edelton Gloeden – violão. Programa: obras
Chamayou (no dia 31, ao lado da trompetista Lucienne Renaudin- de Mignone. Às 16h: Recital-Palestra 12h00 Sérgio Martoni – órgão. Lunch
Música popular brasileira e americana para Concert. Programa: obras de Claudio
-Vary). Nome importante do cenário pianístico atual, Chamayou já violão, com Paulo Porto Alegre. Às 17h: Merulo, Giulio Caccini, Gabrieli, Frescobaldi,
recebeu em três ocasiões o prêmio Victoires de la Musique, por Recital-Palestra Abel Carlevaro, com Celso Bernardo Pasquini, Pachelbel, Albinoni,
discos em que exercita não apenas uma técnica invejável como tam- Delneri – violão. Às 18h: Daniel Murray – Bach, Domenico Zipoli, Cimarosa, Mozart,
bém – e principalmente – a imaginação ímpar na hora de combinar violão. Participação: Rosana Civile – piano. Gounod e Michel Lorenc.
repertórios. Programa: obras de Egberto Gismonti, Hospital Santa Catarina – Capela. Entrada
Villa-Lobos e Leo Brouwer. franca. Reapresentação dia 27 às 12h.
A orquestra e o pianista também se apresentam no Rio de Janei- Praça das Artes – Sala Mário de Andrade.
ro (leia mais na página 42). Entrada franca. Continuidade até dia 6. 15h00 Semana Hespérides. Núcleo
Hespérides – Música das Américas.
20h00 Quarteto Osesp. Osesp na Comemoração dos 15 anos da Associação.
divulgação / Marco Borggreve - Warner Classic

Pinacoteca. Emmanuele Baldini e Davi Recital de encerramento. Com Adélia Issa,


Graton – violinos, Peter Pas – viola e Andrea Kaiser, Heloisa Petri – sopranos,
Rodrigo Andrade Silveira – violoncelo. Maria Lúcia Waldow – mezzo soprano,
Programa: Mignone – Quarteto nº 2; e Sandro Bodilon – barítono, Daniel Murray
Debussy – Quarteto em sol menor op. 10. – violão, Eliane Tokeshi – violino, Joaquim
Pinacoteca do Estado de São Paulo. Abreu – percussão, Ricardo Kubala – viola,
Entrada franca.
Rogério Wolf – flauta e Rosana Civile – pia-
no. Participação: Otinilo Pacheco – clarinete
21h00 Bachiana Filarmônica
e Heloisa Meirelles – violoncelo. Programa:
Sesi-SP. João Carlos Martins – regen-
obras de Kilza Setti, Aylton Escobar, Willy
te. Programa: Mascagni – Intermezzo,
Corrêa de Oliveira, Gilberto Mendes, Fabia
de Cavalleria rusticana; e trechos de
Ricci, Daniel Murray, Alexandre Lunsqui,
Tchaikovsky – Sinfonia nº 5; Shostakovich
Tiago Gati e Antonio Ribeiro.
Bertrand Chamayou – Valsa nº 2; Prokofiev – Sinfonia Clássica;
Praça das Artes – Sala Mário de Andrade.
e Mozart – Concertos para piano nº 27 e
Entrada franca.
nº 21. Leia mais na pág. 35.
Sala São Paulo. R$ 30.
17h00 NuSom – Núcleo de Pesquisas
Dia 3, Auditório MuBE em Sonologia da ECA-USP. Concerto de

Premiado violonista russo oferece u 5 QUINTA-FEIRA encerramento. Música e Política: II Edição


das Jornadas Interdisciplinares de Estudos
sobre Música do IEB-USP. Flávia Toni –
recital na série da Cultura Artística 10h00 Orquestra Sinfônica do
Estado de São Paulo. Ensaio aberto. coordenação.
Osesp 60. Pedro Neves – regente. Luiz Espaço das Artes. Entrada franca.
O violonista russo Artyom Dervoed é a atração deste mês da série de Fílip – violino. Programa: Celso Loureiro
violão da Cultura Artística, realizada no auditório do Museu Brasileiro Chaves – Museu das coisas inúteis, 20h00 Pocket Ópera La Cenerentola,
de Escultura. Ele tem no currículo vitórias em, nada mais nada menos, concerto para violino (co-encomenda de Rossini. Academia de Ópera Theatro
37 competições em todo o mundo e já se apresentou em palcos como a SP-LX Nova Música, estreia mundial); São Pedro, Ópera Estúdio Emesp e
e Beethoven – Sinfonia nº 1. Orquestra de Bolsistas do Theatro São
Philharmonie de Berlim e o Carnegie Hall, em Nova York. Pedro. Roseane Soares – direção cênica.
Sala São Paulo. R$ 10. Apresentação às 21h,
Em São Paulo, Dervoed vai apresentar um programa diversificado. dia 6 às 21h e dia 7 às 16h30. José Soares – regente. Renan Branco –
Ele começa com Prince´s Toy Suite, de Nikita Koshkin, compositor e piano. Marcela Rahal – Angelina, Anna
violonista russo cujo trabalho é fortemente influenciado, em suas pala- 15h00 Semana Hespérides. Núcleo Beatriz Gomes – Clorinda, Catarina Taira
Hespérides – Música das Américas. – Tisbe, Daniel Soufer – Ramiro, Lucas
vras, pela música de Shostakovich, Prokofiev e Stravinsky. Em seguida,
Comemoração dos 15 anos da Associação. Nogueira – Dandini, Vinicius Costa – Don
toca a sua própria transcrição para a Grand sonata, de Paganini. E, por Recital Comentado, com Eliane Tokeshi – Magnifico e Anderson Barbosa – Alidoro.
fim, The Possessed, dedicada a ele pelo compositor Kevin Callahan, violino e Ricardo Kubala – viola. Programa: Theatro São Pedro. R$ 15 a R$ 40.
que presta, na obra, uma homenagem a Paganini. obras de Santoro e Guerra-Peixe. Às 17h: Reapresentação dias 7 às 15h e 8 às 17h.

32 Outubro 2017 CONCERTO


21h00 Orquestra Sinfônica do 15h00 Coro de Câmara de 19h00 Espetáculo musical Das Ruas, 21h00 ORQUESTRA SINFÔNICA DA USP.
Estado de São Paulo. Osesp 60. Pedro Piracicaba e solistas. Ernst Mahle um Orfeu de mochila. Tragédia urbana Ligia Amadio – regente. Luís Afonso
Neves – regente. Luiz Fílip – violino. – regente. Raissa Amaral – soprano, sobre a história de Orfeu e Eurídice. Montanha – clarinete. Programa:
Veja detalhes dia 5 às 21h. Sonia Dechen – contralto e Antonio Tô em Outra Cia. de Teatro. Jorge Guarnieri – Abertura Concertante;
Pessotti e Norberto Viera – tenores. Alves – direção musical e cênica. Copland – Concerto para clarinete;
Participação: Quarteto de Cordas Bruno Gomes – cenografia. Gustavo e Brahms – Sinfonia nº 1.
u 7 SÁBADO Mahle e Anselmo Melossi – con- Medeiros – coreografias. Sala São Paulo.
trabaixo. Quarteto: Samuel Lima e Teatro Paiol Cultural. R$ 30.
08h00 Festival Gran Finale. Ensaios Valdiner Rossi – violinos, Edmur Rossi Apresentações até dia 28, sábados às 19h.
abertos. Corais Infantis. Continuidade às – viola e David Scanavini – violonce- u 8 DOMINGO
12h. Às 13h: Corais Jovens. Continuidade lo. Programa: Mahle – Missa de São 20h00 Pedro e o Lobo, de
às 17h. Francisco. Prokofiev. 08h30 Festival Gran Finale. Ensaios
Centro Cultural Olido. Continuidade até dia 9. Paróquia Imaculada Conceição. Theatro São Pedro. R$ 10. abertos. Corais Infantis. Continuidade às
Entrada franca. 12h. Às 13h: Corais Jovens. Continuidade
11h00 Série Aprendiz de Maestro. às 17h.
20h00 Duo Ana Carolina Sacco –
Série Tucca Música pela Cura. O 16h00 Camerata de Violões Centro Cultural Olido. Continuidade dia 9.
soprano e Bruno Madeira – violão.
Aniversário Surpresa. Sinfonieta Tucca Infantojuvenil, Coral Infantil e
Série Sesi Música Erudita.
Fortíssima. João Maurício Galindo – Coral de Familiares do Guri Santa 11h00 Academia Jovem
Teatro do Sesi Mauá. Entrada franca.
regente. Programa: obras de Rossini, Marcelina. Especial mês das crianças. Concertante. Concertos Matinais.
Vivaldi, Mozart, Tchaikovsky e J. Strauss. Paulo Porto Alegre, Ana Yara Campos Sala São Paulo. Entrada franca, quatro
e Lidiana Mincov – regentes. 20h00 Quinteto Bachiana Sesi-SP ingressos por pessoa. A partir de cinco
Sala São Paulo. R$ 75 a R$ 85. Vendas: Tucca
– Tel. (11) 2344-1051 e www.ingressorapido. Masp Auditório. Entrada franca. e Jean William – tenor. Série Sesi ingressos, R$ 2.
com.br. Venda revertida para a Tucca. Reapresentação dia 8 às 16h no Centro Música Erudita.
Cultural Olido. Teatro do Sesi São Bernardo do Campo. 11h00 Neymar Dias – viola
15h00 Pocket Ópera La Entrada franca. caipira. Música no MCB. Programa:
Cenerentola, de Rossini. 16h30 Orquestra Sinfônica do Bach – Partita nº 3 BWV 1006, Suíte
Veja detalhes dia 6 às 20h. Estado de São Paulo. Osesp 60. 20h00 X Concerto Alphaville de nº 1BWV 1007 e Fuga e Allegro
Pedro Neves – regente. Luiz Fílip – Canto e Piano. Teddy Lorentzíadis BWV 998.
15h00 Ópera Lucia di Lammermoor, violino. Veja detalhes dia 5 às 21h. – apresentação. Keico Sato – soprano Museu da Casa Brasileira. Entrada franca.
de Donizetti. Ópera Comentada. e Marcos Aragoni – piano. Programa:
Orquestra e Coro da Ópera de Lyon. 18h30 Rafael Cesario – violoncelo três canções japonesas. Eiko Senda 11h30 Amy Lin – piano. Série
Evelino Pidò – regente. Don Kent – dire- e Yuri Pingo – piano. Série Concertos. – soprano, Max Uriarte – piano e Concertos. Programa: Mozart – Sonata
ção cênica. Natalie Dessay, Sebastian Na, 100 anos da Revolução Russa. Miguel Geraldi – tenor. Programa: K 311; Schumann – Sonata nº 2;
Ludovic Tezier. Comentários: João Luiz Programa: Rachmaminov – Vocalise Mozart – Cantata K 619; Beethoven – Schubert – Improvisos nº 2 e nº 3 op.
Sampaio. op. 34; Prokofiev – Sonata op. 119; Ariette; Puccini – Excertos de Madama 90; e Liszt – Valsa Mefisto nº 1.
Centro Brasileiro Britânico – Sala Cultura e Shostakovich – Sonata op. 40. Butterfly; e canção de ninar japonesa. Fundação Maria Luisa e Oscar Americano.
Inglesa. Entrada franca. Sesc Vila Mariana – Auditório. R$ 17. Auditório Alphaville. R$ 70. R$ 50.
u ROTEIRO MUSICAL São Paulo

15h00 Daniel Mendes – viola e


Victor Sandoval – clarinete. Instituto
u 11 QUARTA-FEIRA u 14 SÁBADO 11h00 Orquestra Sinfônica
Heliópolis. Concertos Matinais.
Baccarelli. Concertos na Garagem. 12h45 Quarteto de Cordas da 15h00 Ópera Eugene Onegin, Marin Alsop – regente.
Choque Cultural – Garagem. Entrada franca. Orquestra Jovem do Estado. de Tchaikovsky. Ópera Comentada. Sala São Paulo. Entrada franca, quatro
ingressos por pessoa. A partir de cinco
Programa: Dvorák – Quarteto op. 96, Orquestra do Metropolitan Opera House.
16h00 Luiz Filíp – violino e Cristian ingressos, R$ 2.
Americano; e Lacerda – Quarteto nº 1. Valery Gergiev – regente. Deborah Warner
Budu – piano. Recitais Osesp. Programa:
Theatro São Pedro. Entrada franca. – direção cênica. Anna Netrebko, Mariusz
Kodály – Adagio e Meditação sobre um mo- Reapresentação dia 15 às 11h no Clube
11h00 Quarteto de Cordas da
Kwicien e Piotr Beczala. Comentários:
tivo de Claude Debussy; Debussy – Sonata Hebraica e dia 20 às 19h30 na Livraria Orquestra Jovem do Estado.
João Luiz Sampaio.
em sol menor; Eugène Ysaÿe – Sonata para da Vila Fradique Coutinho. Veja detalhes dia 11 às 12h45.
Centro Brasileiro Britânico – Sala Cultura
violino nº 5 op. 27; e Brahms – Sonata nº 3 Inglesa. Entrada franca. Clube Hebraica. Entrada franca.
op. 108. 14h00 Orquestra Sinfônica do Reapresentação dia 20 às 19h30
Sala São Paulo. R$ 85 a R$ 110. Estado de São Paulo, Coro da na Livraria da Vila Fradique Coutinho.
16h30 Orquestra Sinfônica do
Osesp, Coro Infantil da Osesp, Coro Estado de São Paulo, Coros da Osesp
16h00 Carlos Vogt – piano. Recitais Acadêmico da Osesp e Coral Jovem 11h30 Débora Marino – violino e
e Coral Jovem do Estado de São
de Piano do MuBE. Programa: Beethoven do Estado de São Paulo. Marin Cesar Monteiro – piano. Programa:
Paulo. Marin Alsop – regente. Veja
– Sonata nº 2, Ao luar; Schumann – Cenas Alsop – regente. Emily Magee – sopra- obras de Haydn, Mozart, Mascagni e
detalhes dia 12 às 21h.
infantis op. 15; e Liszt – D’aprés une no, Nicholas Phan – tenor e Jacques Bach, entre outros.
lecture de Dante, Fantasia quasi sonata. Imbrailo – barítono. Programa: Britten – Igreja Luterana Martin Luther.
18h30 Dana Radu – piano, Moisés
Auditório MuBE. R$ 30. Réquiem de guerra op. 66. Entrada franca.
Ferreira – violoncelo e Wellington
Sala São Paulo. R$ 10. Apresentação dias Rebouças – violino. Série Concertos.
16h00 Camerata de Violões 12 e 13 às 21h e dia 14 às 16h30. 15h00 Quarteto de Cordas do
Infantojuvenil, Coral Infantil e 100 anos da Revolução Russa.
Programa: Prokofiev – Sonata nº 2 Instituto Baccarelli. Concertos na
Coral de Familiares do Guri Santa 18h00 Quarteto de Cordas da Garagem. Pedro Nascimento e Jaime
Marcelina. Especial mês das crianças. op. 94; e Shostakovich – Trio nº 2
Cidade de São Paulo e Ricardo Herz – op. 67. Feitosa – violinos, Guilherme Santos –
Paulo Porto Alegre, Ana Yara Campos violino. Série Convidados. Ensaio aberto. viola e Giovanni Vaz – violoncelo.
e Lidiana Mincov – regentes. Sesc Vila Mariana – Auditório. R$ 17.
Betina Stegmann e Nelson Rios – vio- Choque Cultural – Garagem. Entrada franca.
Centro Cultural Olido. Entrada franca. linos, Marcelo Jaffé – viola e Angelique 19h00 Alexandre Ficarelli – oboé
Camargo – violoncelo. Programa: reper- e Raiff Dantas Barreto – violoncelo. 16h00 Orquestra Jovem do
16h00 Orquestra de Câmara
tório escrito especialmente para esta Funarte Musical. Funarte em Concerto. A Estado. Cláudio Cruz – regente. Pacho
L’Estro Armonico. Inspiração e
apresentação. música brasileira para oboé e violoncelo. Flores – trompete. Programa: Christian
Harmonia. Sérgio Luiz Borgianni
– regente e violino. Programa: Vivaldi
Praça das Artes – Sala Mário de Andrade. Programa: Vieira Brandão – Duo; Brenno Lindberg – Akbank Bunka, concerto
Apresentação dia 12 às 20h. para trompete; Efraín Oscher – Mestizo,
– Abertura de L’Olimpiade e Concerto Blauth – Duo-Sonatina; Mario Ficarelli –
para violino e cordas RV 299; Boccherini Sonata para violoncelo e Quatro esboços concerto para trompete; e Tchaikovsky –
20h00 Banda Sinfônica de Sinfonia nº 5. Leia mais na pág. 36.
– Célebre Minuetto; Mozart – Marcha Alla para oboé; João Linhares – Dueto; Lacerda –
Cubatão e Coral Zanzalá. Sala São Paulo. R$ 40.
Turca; Elgar – Canção da manhã; Wagner Invenção; e Guerra Vicente – Divertimento.
Celebração dos 80 anos de Moacyr
– Abertura de Tannhäuser; Britten – Funarte – Sala Guiomar Novaes.
Franco. Rodrigo Vitta – regente. 16h00 Eudóxia de Barros – piano.
Simple Symphony; e Brahms – Nailse Machado – regente do coral.
Dança húngara nº 5. 19h00 Espetáculo musical Das Ruas, Programa: Eduardo Souto – O despertar
Participação: Moacyr Franco – cantor. da montanha e Um choro na Praia
Centro de Culturas Negras do Jabaquara. um Orfeu de mochila. Veja detalhes
Programa: obras de Moacyr Franco. Grande; Lacerda – Estudos nº 1 a nº 12;
Reapresentação dia 15 às 10h na Sede dos dia 7 às 19h.
Theatro Municipal.
Escoteiros Tacaúnas-Scouts Brasil. e Gottschalk – Grande Fantasia Triunfal
20h00 Orquestra Jovem do Estado. sobre o hino nacional brasileiro.
17h00 Bachiana Filarmônica
Sesi-SP. João Carlos Martins – regente.
u 12 QUINTA-FEIRA Cláudio Cruz – regente. Pacho Flores – Auditório Mube. R$ 30.
trompete. Programa: Christian Lindberg
Programa: Haydn – Concerto para piano – Akbank Bunka, concerto para trompete;
20h00 Quarteto de Cordas da 20h00 Il Divo. Turnê A night with
e orquestra em ré maior; e Prokofiev – Efraín Oscher – Mestizo, concerto para
Cidade de São Paulo e Ricardo the best of Il Divo. Veja detalhes dia
Pedro e o Lobo. Leia mais na pág. 35. trompete; e Tchaikovsky – Sinfonia nº 5.
Herz – violino. Série Convidados. Betina 14 às 22h.
Theatro Municipal. R$ 50. Leia mais na pág. 36.
Stegmann e Nelson Rios – violinos,
17h00 Pocket Ópera La Cenerentola, Marcelo Jaffé – viola e Angelique Teatro Adamastor. Entrada franca.
de Rossini. Veja detalhes dia 6 às 20h. Camargo – violoncelo. Programa: Reapresentação dia 15 às 16h na Sala São
Paulo.
u 16 SEGUNDA-FEIRA
18h00 Nós Com Voz. Música vocal a repertório escrito especialmente para
cappella. Rita Fucci-Amato – regente. esta apresentação. 20h00 Quinteto de Fagotes. Série
Praça das Artes – Sala Mário de Andrade. 20h00 Orquestra de Cordas Laetare Osesp Masp. Recital e palestra sobre a
Programa: obras do Cancioneiro da e Sylvia Maltese – piano. Muriel
Upsala, canções folclóricas brasileiras obra Composição com fundo amarelo e
21h00 Orquestra Sinfônica do Waldman – regente. Programa: Gerald vermelho, 1945, de Alexander Calder.
e obras de Villa-Lobos, Paulo Vanzolini Finzi – Éclogue; Nilcéia Baroncelli – Adágio
Estado de São Paulo, Coro da Palestrante: Sérgio Molina. Programa:
e Dorival Caymmi, entre outros. (primeia audição mundial); e obras de
Osesp, Coro Infantil da Osesp, Coro Programa: Bach – Kleine Praeledun und
Igreja Nossa Senhora da Esperança. John Ireland e Osvaldo Lacerda.
Acadêmico da Osesp e Coral Jovem Fugen BWV 553 e BWV 560; Roberto
Entrada franca.
do Estado de São Paulo. Marin Centro Brasileiro Britânico – Sala Cultura
Sion – Quadros da Pinacoteca, Sete
Alsop – regente. Emily Magee Inglesa. Entrada franca.
gravuras sonoras; Piazzolla – Suíte
u 9 SEGUNDA-FEIRA – soprano, Nicholas Phan – tenor
22h00 Il Divo. Turnê A night with the
Tango; Bernstein – Abertura Wonderfull
e Jacques Imbrailo – barítono. Town; e Charlie Parker – Donna Lee.
19h00 Festival Gran Finale. Concerto Programa: Britten – Réquiem de best of Il Divo. Urs Buhler e David Miller
Masp Auditório. R$ 50.
Gran Finale. Ruth E. Dwyer (EUA) – regente. guerra op. 66. Leia mais na pág. 30. – tenores, Carlos Marin – barítono e
João Malatian – direção cênica e cenografia. Sala São Paulo. R$ 46 a R$ 213. Frances Sébastien – cantor.
Reapresentação dia 13 às 21h e dia Espaço das Américas. R$ 150 a R$ 650.
Teatro Bradesco. R$ 12,50. Reapresentação
às 20h30. 14 às 16h30. Reapresentação dia 15 às 20h. u 17 TERÇA-FEIRA
13h00 Orquestra de Cordas
u 10 TERÇA-FEIRA u 13 SEXTA-FEIRA u 15 DOMINGO Laetare. Projeto Sons das Igrejas do
Centro. Muriel Waldman – regente.
19h30 Heloísa Meirelles – violoncelo 21h00 Orquestra Sinfônica do 10h00 Orquestra de Câmara L’Estro Sonia Goussinsky – soprano. Programa:
e Darrin Milling – trombone e baixo. Estado de São Paulo, Coros da Osesp Armonico. Concerto Mario HausMusik. Carlos Gomes – Sonata para cordas e
Música na Biblioteca. e Coral Jovem do Estado de São Sérgio Luiz Borgianni – regente e violi- Quem sabe?; e Nepomuceno – Suíte
Memorial da América Latina – Auditório da Paulo. Marin Alsop – regente. Veja no. Veja detalhes dia 8 às 16h. Sede dos Antiga. Realização: Sesc Carmo.
Biblioteca Latino-Americana. R$ 2. detalhes dia 12 às 21h. Escoteiros Tacaúnas-Scouts Brasil. Igreja São Gonçalo. Entrada franca.

34 Outubro 2017 CONCERTO


19h00 Sole Yaya – harpa. Ciclo BMA de 21h00 Companhia L.A. Project (EUA). Theatro São Pedro
Música Erudita. Programa: Bach – Prelúdio Benjamin Millepied – direção artística e
Partita nº 3 e Prelúdio Suíte nº 2; Satie – coreografia. Veja detalhes dia 17 às 21h. Don Giovanni de Mozart ganha
Pieces Froides nº 2; Fauré – Après um rêve
e Impromptu op. 86; Michael Kurek – Moon
Canticle; Pat Metheny – Letter from Home; u 19 QUINTA-FEIRA montagem com elenco nacional
Couperin – Les baricades Mistérieuses; e O Theatro São Pedro apresen-

divulgação / Cassiano Grandi


Penguin Café Ocrhestra. 10h00 Orquestra Sinfônica do
ta, a partir do dia 28 de outubro,
Biblioteca Municipal Mário de Andrade – Estado de São Paulo e Coro da
Auditório. Entrada franca. Osesp. Ensaio aberto. Marin Alsop – sua segunda produção operística da
regente. Nathalie Stutzmann – contralto. temporada do segundo semestre:
19h30 VozeArte – Grupo Coral. Música Programa: Brahms – Abertura trágica Don Giovanni, de Mozart. A ópera
na Biblioteca. Rodrigo Hyppolito – direção op. 81 e Rapsódia op. 53; e R. Strauss – tem no elenco o barítono Leonardo
e regente. Programa: música erudita, fol- Uma vida de herói op. 40.
Neiva (Don Giovanni), os baixos
clórica e popular brasileira e internacional. Sala São Paulo. R$ 10. Apresentação às 21h,
Memorial da América Latina – Auditório da dia 20 às 21h e dia 21 às 16h30. Saulo Javan (Leporello), Anderson
Biblioteca Latino-Americana. R$ 2. Barbosa (Comendador) e Gustavo
21h00 Orquestra Sinfônica do Lassen (Masetto), as sopranos Ro-
21h00 Companhia L.A. Project (EUA). Estado de São Paulo e Coro da Leonardo Neiva
sana Lamosa (Donna Anna) e Carla
Benjamin Millepied – direção artística e Osesp. Marin Alsop – regente. Nathalie
coreografia. Programa: Orpheus Highway, In Stutzmann – contralto. Programa: Brahms Cottini (Zerlina) e a mezzo soprano
silence we speak, Closer e On the other side. – Abertura trágica op. 81 e Rapsódia Luciana Bueno (Dona Elvira). A regência é do maestro convidado Cláu-
Teatro Alfa. R$ 50 a R$ 200. Reapresentação op. 53; e R. Strauss – Uma vida de herói dio Cruz, diretor musical da Orquestra Jovem do Estado.
dia 18 às 21h. op. 40. Leia mais na pág. 30. A produção tem direção cênica de Mauro Wrona e foi estreada em
Sala São Paulo. R$ 46 a R$ 213. Reapresentação
21h00 Trio Opus 12. Clássicos no JazzB. dia 20 às 21h e dia 21 às 16h30.
setembro no Festival do Theatro da Paz, em Belém. “No que diz respeito
Paulo Porto Alegre, Daniel Murray e a Don Giovanni, me impressiona a busca desenfreada em preencher um
Chrystian Dozza – violões. Participação: 21h00 Chick Corea – piano, teclados vazio por meio do escárnio, mas também entendo a realidade de um
Irineu Franco Perpetuo. Programa: re- e compositor e Steve Gadd – bateria. desejo constante de conquista e desafogo da sexualidade, algo que é da
pertório contemporâneo brasileiro e de Série Tucca Concertos Internacionais. Lionel condição humana”, explica Wrona sobre sua concepção, que se apoia em
compositores da década de 50. Curadoria: Loueke – saxofone, Steve Wilson – flauta,
Karin Fernandes e Camila Frésca. Carlitos Del Puerto – baixo e Luisito
cenários de Nicolás Boni, figurinos de Fabio Namatame e design de luz
JazzB. R$ 30. Quintero – percussão. Leia mais na pág. 37. de Caetano Vilela. As récitas acontecem nos dias 28 e 30 de outubro e
Teatro Alfa. R$ 140 a R$ 540. Vendas: Tucca – continuam em novembro, nos dias 1º, 3 e 5.
Tel. (11) 2344-1051 ou pelo e-mail ingressos@ Os alunos da Academia de Ópera do Theatro São Pedro e do Opera
u 18 QUARTA-FEIRA tucca.org.br. Venda revertida para a Tucca.
Studio da Escola de Música do Estado de São Paulo têm dois compromis-
12h40 Ópera Così fan tutte, de
sos em outubro. Com a Orquestra de Bolsistas do Theatro São Pedro, eles
Mozart. Ópera no Hall. Academia de u 20 SEXTA-FEIRA apresentam os principais trechos da ópera La cenerentola, de Rossini,
Ópera Theatro São Pedro e Ópera nos dias 6, 7 e 8 de outubro, com regência de José Soares e direção de
15h00 Orquestra Barroca Emesp.
Estúdio Emesp. Norma Gabriel – direção
Luis Otavio Santos – regente. Veja Roseane Soares. Já na programação Ópera no Hall, com trechos de óperas
cênica. Aleksander Lara – piano. com acompanhamento ao piano, o destaque é, no dia 18, Così fan tutte,
detalhes dia 18 às 20h.
Theatro São Pedro. Entrada franca.
Reapresentação dia 25 às 12h30 na Emesp CEU São Mateus. Entrada franca. de Mozart, com direção de Norma Gabriel.
Tom Jobim.
19h30 Quarteto de Cordas da
20h00 Orquestra Barroca Emesp. Orquestra Jovem do Estado. Veja Dia 4, Sala São Paulo / Dia 8, Theatro Municipal
Luis Otavio Santos – regente. Programa: detalhes dia 11 às 12h45.
Purcell – Excertos de The Fairy Queen, Livraria da Vila Fradique Coutinho. Entrada franca. Bachiana tem duas apresentações
música para Sonho de uma noite de
verão, de Shakespeare; e Händel – 21h00 Orquestra Sinfônica do A Orquestra Bachiana Filarmônica Sesi-SP faz, no dia 4, na Sala São
Concerto Grosso nº 5 op. 3. Estado de São Paulo e Coro da Paulo, um concerto com repertório variado, contemplando diferentes es-
Masp Auditório. R$ 40. Reapresentação dia 20 Osesp. Marin Alsop – regente. tilos e épocas. O programa começa com o Intermezzo da ópera Cavalleria
às 15h no CEU São Mateus, com entrada franca. Nathalie Stutzmann – contralto.
Veja detalhes dia 19 às 21h.
rusticana, de Leoncavallo, e continua com obras de Tchaikovsky (trechos
20h00 Festival Continuum Sonoro. da Sinfonia nº 5), Prokofiev (Sinfonia clássica) e Shostakovich (Valsa
Cristiano Scaglioni e Eva Dialetachi nº 2), além de trechos de dois concertos para piano de Mozart, o nº 21 e
– violinos, Davi Avansini – violão, u 21 SÁBADO o nº 27. A regência e os solos são de João Carlos Martins, que volta a se
Tahyná Oliveira – flauta e Rodrigo apresentar com o grupo, do qual é diretor, no dia 8, no Theatro Municipal
Prado – violoncelo. Programa: Leon 14h00 Banda Marcial de Cubatão.
Programa: temas de filmes e séries de TV.
de São Paulo. Na ocasião, o programa é formado pelo Concerto para
Steidle – Fonossíntese; Thomaz Barreto
– Reminiscência nº 1; Gabriel Xavier – Faculdade Paulus de Tecnologia e piano em ré maior de Haydn e por Pedro e o lobo, em que Prokofiev
Matiz; Raphael Puccini – Genealogia, obra Comunicação – Fapcom. Entrada franca. introduz de maneira lúdica o universo da orquestra.
acusmática; e Gustavo Bonin – Trevas.
Faculdade Santa Marcelina Cultura – Teatro
15h00 Ópera A danação de Fausto,
Laura Abrahão. Entrada franca. de Berlioz. Ópera Comentada. Orquestra
Dia 7, Sala São Paulo
e Coro da Staatskapelle de Berlim. Sylvain
21h00 Chick Corea – piano, teclados
e compositor e Steve Gadd – bateria.
Cambreling – regente. La Fura del Baus.
Paul Groves, Vesselina Kasarova e Willard Ligia Amadio comanda a Osusp
White. Comentários: João Luiz Sampaio.
Série Tucca Concertos Internacionais. Evento A Orquestra Sinfônica da USP recebe dois convidados importantes
exclusivo para assinantes. Lionel Loueke Centro Brasileiro Britânico – Sala Cultura
Inglesa. Entrada franca. para seu concerto do dia 7, na Sala São Paulo: a maestrina Ligia Amadio,
– saxofone, Steve Wilson – flauta, Carlitos
Del Puerto – baixo e Luisito Quintero –
atual diretora da Orquestra Filarmônica de Montevidéu, e o clarinetista
percussão. Leia mais na pág. 37. 16h00 Anderson Beltrão – piano. Luís Afonso Montanha. O programa começa com a Abertura concer-
Sala São Paulo. R$ 140 a R$ 540. Vendas: Tucca
Série Aronne Pianos. Programa: tante de Camargo Guarnieri, seguida do Concerto para clarinete e
Beethoven – Sonata nº 3 op. 10;
– Tel. (11) 2344-1051 e www.ingressorapido.com.
e Chopin – Dois Scherzos.
orquestra de cordas do compositor norte-americano Aaron Copland. Na
br. Venda revertida para a Tucca. Reapresentação
dia 19 às 21h, aberto ao público, no Teatro Alfa. Aronne Pianos. Entrada franca. segunda parte, o grupo interpreta a Sinfonia nº 1 de Brahms.

Outubro 2017 CONCERTO 35


u ROTEIRO MUSICAL São Paulo

Dia 14, Teatro Adamastor / Dia 15, Sala São Paulo 16h00 Orquestra Filarmônica
Santo Amaro. Concerto didático
u 22 DOMINGO
Trompetista venezuelano é solista infantil Magia Orquestral. Silvia 11h00 Orquestra Sinfônica do
Luisada – regente. Estado de São Paulo. Concertos
da Orquestra Jovem do Estado Sesc Santo Amaro. Matinais. Concurso Jovens Solistas.
Valentina Peleggi – regente. Layla Köhler
A Orquestra Jovem do Estado 16h30 Orquestra Sinfônica do

divulgação / juan martinez


Pacho Flores – oboé. Programa: Brahms – Abertura
de São Paulo, grupo ligado à Escola Estado de São Paulo e Coro da trágica; e R. Strauss – Concerto para oboé.
Osesp. Marin Alsop – regente.
de Música do Estado de São Paulo, Sala São Paulo. Entrada franca, quatro ingressos
Nathalie Stutzmann – contralto. por pessoa. A partir de cinco ingressos, R$ 2.
dá continuidade a sua temporada Veja detalhes dia 19 às 21h.
de concertos no dia 15, recebendo 11h00 Orquestra Juvenil Heliópolis.
como solista o trompetista Pacho 17h00 Luciana Bueno – soprano Edilson Ventureli – regente. Justo
Flores. Nascido na Venezuela, ele e Fábio Bezuti – piano. Liederstudio. Gutierrez – violino (3º lugar no Concurso
Espaço Cachuera!. R$ 20. Jovens Solistas Baccarelli / Azusa Pacific
se formou pelo Sistema de Orques-
University). Programa: Khachaturian
tras Juvenis e Infantis do país e 19h00 Luciana Sayure – piano. – Concerto para violino; e Mendelssohn –
desenvolve importante carreira como solista, tendo se apresentado em Funarte Musical. Funarte em Concerto. Sinfonia nº 4, Italiana.
palcos da Europa, dos Estados Unidos e também da Ásia. Programa: Villa-Lobos – Hommage à Masp Auditório. R$ 10.
Em São Paulo, Flores vai interpretar duas peças escritas nas últimas Chopin, Noturno e Ballada; Scriabin
– Sonata op. 6; e Chopin – Improviso 11h00 Coro Acadêmico e Orquestra
décadas: Akbank Bunka, de Christian Lindberg, e Mestizo: Concerto nº 2 op. 36, Mazurca nº 4 op. 17 e Sinfônica da FMU/FIAM-FAAM.
para trompete e orquestra, de Efraín Oscher. A regência é do maestro Fantasia op. 49. Abertura da Semana de Música do Fiam-
Cláudio Cruz, que comanda ainda a interpretação de um dos marcos da Funarte – Sala Guiomar Novaes. -Faam. Rodrigo Vitta – regente. Paulo
literatura sinfônica, a Sinfonia nº 5, de Tchaikovsky. Este concerto ocorre César Rocha – coordenação. Programa:
também dia 14 no Teatro Adamastor, em Guarulhos. 19h00 Espetáculo musical Das Ruas, Beethoven – Abertura Egmont op. 84 e
um Orfeu de mochila. Veja detalhes Sinfonia nº 1; Bach – Cantata BWV 80.
dia 7 às 19h. Museu da Casa Brasileira. Entrada franca.

20h00 Fabio Luz – piano. Recitais 12h15 Orquestra de Câmara L’Estro


Dia 1º, Theatro Municipal / Dia 15, Sala São Paulo /
Eubiose. Programa: Chopin – Scherzo Armonico. Música no Mosteiro. Pratas
Dia 22, Auditório do Masp nº 4 op .54 e Sonata nº 3 op. 58; Scriabin da Casa. Sérgio Luiz Borgianni – regente.
– Folha d’album op. 58, Estudo nº 5 Luciano Nestares e Samuel Moreira de
Sinfônica Heliópolis recebe o op. 42, Affannato e Sonata nº 5 op. 53.
Sociedade Brasileira de Eubiose. R$ 30.
Mello – violinos e Giuliano Dal Medico
– violoncelo. Programa: Vivaldi – Abertura
pianista Jean-Louis Steuerman 20h00 José Artur Souza – piano
de L’Olimpiade; Albinoni – Adágio para
cordas e órgão; Bach – Concerto para dois
e Antonio Carlos de Magalhães
A Orquestra Sinfônica Heliópolis, grupo de ponta do Instituto violinos BWV 1043; Haydn – Concerto para
– cravo. José Artur Souza – piano. violoncelo nº 1; Wagner – Abertura de
Baccarelli, faz sua primeira apresentação do mês no dia 1º de outu- Programa: Mignone – Prelúdio nº 3; Tannhäuser; Britten – Simple Symphony;
bro, no Theatro Municipal de São Paulo, sob regência do maestro Villa-Lobos – A lenda do caboclo, Alma e Brahms – Dança húngara nº 5.
Isaac Karabtchevsky. O programa é aberto pelo Concerto nº 2 para brasileira e Miudinho; Lacerda – Duas Mosteiro de São Bento.
piano e orquestra, de Rachmaninov, obra fundamental na carreira Sonatas, homenagem a Scarlatti e
Oito Variações e Fuga sobre um tema
do compositor, que com ela rompeu um bloqueio criativo provoca- 15h00 Aline Viana – flauta,
de Camargo Guarnieri; e Guarnieri – Mariandeceia Silva – violino e Nicoli
do pelo fracasso de sua Sinfonia nº 1. O solista será o pianista Jean- Improviso nº 2, Canção sertaneja e Martins – viola. Instituto Baccarelli.
-Louis Steuerman. O programa tem ainda a suíte sinfônica criada por Dança brasileira. Antonio Carlos de Concertos na Garagem.
Richard Strauss a partir dos temas de sua ópera O cavaleiro da rosa. Magalhães – cravo. Homenagem ao Choque Cultural – Garagem. Entrada franca.
O grupo volta a se apresentar no dia 15, na Sala São Paulo, com Dia das Crianças. Programa: Lacerda
– Valsinha brasileira; Nepomuceno – 16h00 Coral da Gente do Instituto
Marin Alsop, nos Concertos Matinais da Fundação Osesp. Outro
Barcarola; De Benedictis – Suíte Ciranda, Baccarelli. Maíra Ferreira, Silmara
conjunto do instituto, a Orquestra Juvenil Heliópolis se apresenta no cirandinha e Ária Na Bahia tem...; Drezza e Cláudia Cruz – regentes.
dia 22, no Masp, sob regência de Edilson Ventureli e com o violinista Andersen Viana – Suíte nº 1 para as Juliana Ripke – piano.
Justo Gutierrez, terceiro colocado no Concurso Jovens Solistas crianças (estreia mundial dedicada à Masp Auditório. R$ 10.
Baccarelli/Azusa Pacific, como solista. Antonio Carlos de Magalhães); Cupertino
– Variações sobre um tema infantil; 16h00 Gabriel Oliveira – piano.
e Villa-Lobos – Cirandinhas nº 6 e nº 1; Recitais de Piano do MuBE. Série
entre outros. Laureados. Programa: Bach – Prelúdio
Centro Brasileiro Britânico – Sala Cultura e fuga em lá maior, de O cravo bem
Dias 30 de outubro e 1º de novembro, Teatro Sérgio Cardoso Inglesa. Entrada franca.
temperado vol. 1; Beethoven – Sonata
Nova produção de La traviata, 20h00 Duo Fryvan. Concertos Triade
nº 3; e Liszt – Valsa Mefisto.
Auditório MuBE. R$ 30.
Vioesp. Fredy Pietz e Ivan Sakavicius –
de Verdi, reúne jovens solistas violões. Programa: obras de Duo Fryvan,
Duofel, Edu Lobo e De Falla. u 23 SEGUNDA-FEIRA
A Associação Amigos do Teatro Lírico de Equipe – Cia. Ópera São Triade Instituto Musical. R$ 18.
Paulo, criada em agosto, realiza este mês uma nova produção da ópera La 12h00 CMA-USP e Sérgio Carvalho
22h00 Alexandre Rosa – contrabaixo
traviata, de Giuseppe Verdi, que será apresentada nos dias 30 de outubro – cravo. Coralusp. Programa: Bach –
e convidados. P-Lugar 2017. Korina Concerto Tríplice e Suíte em si menor.
e 1º de novembro no Teatro Sérgio Cardoso. A encenação, com direção Kordova – performer, Marilyn Nunes – Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin –
cênica de Paulo Ésper e direção musical de André dos Santos, à frente atriz, Ricardo Bigio – difusão sonora; e Sala de Música Villa-Lobos.
da Orquestra e Coro Verdi, é resultado da premiação do 15º Concurso Verônica Rosa – musicista. Programa:
Brasileiro de Canto Maria Callas. O elenco é formado, entre outros, pe- Bério – Psy; Silvia de Lucca – Die Berge;
las sopranos Ana Beatriz Machado, o tenor Rodrigo Rangel e o barítono Rael Toffolo – O resto no corpo; e u 24 TERÇA-FEIRA
Shivaprakash – Dramatização musical
Rodolfo Giugliani. A produção também será apresentada em Jacareí (dia para O monólogo do guarda. 19h30 Espetáculo In Diálogos. Música
20), São José dos Campos (dia 25), Taubaté (dia 27) e Araras (dia 28). Cia. Corpos Nomâdes – Espaço Cênico O Lugar. na Biblioteca. Clarinete solo e interven-

36 Outubro 2017 CONCERTO


ções artísticas. José Luiz Braz – Meneses – violoncelo. Programa: Dvorák De 2 a 6, Sala Mário de Andrade
clarinete e criação. – Concerto para violoncelo op. 104 e
Memorial da América Latina – Auditório
da Biblioteca Latino-Americana. R$ 2.
Sinfonia nº 7 op. 70. Núcleo Hespérides completa
Sala São Paulo. R$ 10. Apresentação às 21h,
dia 27 às 21h e dia 28 às 16h30. 15 anos com recitais e palestras
u 25 QUARTA-FEIRA 12h00 Sérgio Carvalho – cravo. Criado em 2002 com o objetivo de pesquisar, reunir, preservar e
Coralusp. Homenagem a Domenico Scarlatti.
12h30 Ópera Così fan tutte, de
divulgar a música das Américas, o Núcleo Hespérides comemora 15 anos
Programa: Scarlatti – Sonatas para cravo.
Mozart. Veja detalhes dia 18 às 12h40. Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin –
de atividades este mês com uma série de recitais e encontros na Sala
Emesp Tom Jobim – Saguão. Entrada franca. Sala de Música Villa-Lobos. Mário de Andrade, na Praça das Artes. A programação vai de 2 a 6 de
outubro e inclui concertos e palestras.
12h45 Trio de Sopros da 19h00 Antonio Meneses – violoncelo. Entre as apresentações, destaque, no dia 3, para obras de John Cage,
Orquestra Jovem do Estado. Recitais Série Especial Bach. Programa:
Programa: Villa-Lobos – Trio; Jaques Ibert Bach – Suítes para violoncelo solo nº 1
Max Lifchitz, Silvestre Revueltas, Alberto Ginastera, Camargo Guarnieri,
– Cinco peças breves; Darius Milhaud – BWV 1007 e nº 5 BWV 1011. Leia mais Edino Krieger e Edmundo Villani-Côrtes, com artistas como Andrea Kai-
Pastorale; e Isang Yun – Rondell. na pág. 30. ser, Heloisa Petri e Rosana Civile; para o recital de Edelton Gloeden,
Theatro São Pedro. Entrada franca. Sala São Paulo. R$ 97. Continuidade dia dedicado a Francisco Mignone (dia 4) e para o encerramento, com
Reapresentação dia 28 às 16h na 27 às 19h e dia 28 às 14h45.
Pinacoteca do Estado.
obras de Kilza Setti, Aylton Escobar, Willy Corrêa de Oliveira, Gilberto
20h00 Quarteto de Cordas da Mendes, Fabia Ricci, Daniel Murray, Alexandre Lunsqui, Tiago Gati e
16h00 Projeto Em Preto e Cidade de São Paulo. Série História do Antonio Ribeiro – entre os intérpretes, a soprano Adélia Issa e o flautista
Branco. Recital da classe de piano do Quarteto de Cordas. Betina Stegmann Rogério Wolf.
Departamento de Música da ECA/USP. e Nelson Rios – violinos, Marcelo Jaffé – A programação de palestras tem, no dia 3, um encontro sobre Mário
Eduardo Monteiro e Luciana Sayure – viola e Angelique Camargo – violoncelo.
coordenação. Programa: Bartók – Quarteto nº 1;
de Andrade e a música, por Tatiana Longo Figueiredo, e exemplos mu-
Departamento de Música da ECA/USP – e Shostakovich – Quarteto nº 3. Leia sicais apresentados ao vivo pelo barítono Sandro Bodilon; uma aula de
Auditório Olivier Toni. mais ao lado. Renato Figueiredo sobre o piano de Elliott Carter; o recital-palestra Mú-
Praça das Artes – Sala Mário de Andrade. sica popular brasileira e americana para violão, por Paulo Porto Alegre;
18h00 Quarteto de Cordas da
Cidade de São Paulo. Série História e Música para duo de violino e viola de Cláudio Santoro e César Guerra
20h00 Carla Corsino Paiva – piano
do Quarteto de Cordas. Ensaio aberto. e Tamara Caetano – soprano. Série
Peixe, com Eliane Tokeshi e Ricardo Kubala.
Betina Stegmann e Nelson Rios Perspectivas Musicais. Programa:
– violinos, Marcelo Jaffé – viola e Schubert – Ellen’s Gesang III, Ganymed,
Angelique Camargo – violoncelo. Du bist die Ruh, Der Musensohn e
Programa: Bartók – Quarteto nº 1; Ständchen; Debussy – Arabesque nº 1
e Shostakovich – Quarteto nº 3.
Praça das Artes – Sala Mário de Andrade.
e Clair de lune; Chopin – Scherzo nº 2 Quarteto da Cidade faz duas apresentações
op. 31; R. Strauss – Morgen e Zueignung;
Apresentação dia 26 às 20h.
Puccini – O mio babbino caro; e Verdi – O Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo realiza dois reci-
Sempre libera. tais em outubro, na Sala Mário de Andrade, com ensaios abertos no
20h30 Eudóxia de Barros – piano. Instituto de Engenharia – Auditório.
Música em Pauta. Programa: Entrada franca, reservas de ingressos pelo
dia antes. No dia 12, o grupo, formado por Betina Stegmann e Nel-
Eduardo Souto – O despertar da Montanha site: www.iengenharia.org.br. son Rios (violinos), Marcelo Jaffé (viola) e Angelique Camargo (vio-
e Um choro na Praia Grande; Lacerda – loncelo), recebe o violinista Ricardo Herz como convidado. Já no dia
Estudos nº 4, nº 10 e nº 12; Chiquinha 20h30 Teatro Experimental de 26, a apresentação integra a série História do Quarteto de Cordas,
Gonzaga – Gaúcho e Atraente; Villa-Lobos Ópera de São Paulo. Luiza Ett,
– Ciranda nº 11; Mignone – Congada; Fernanda Meyer e Graziela Vannucci
com obras de Bela Bartók (Quarteto nº 1) e Shostakovich (Quarteto
Guarnieri – Dansa brasileira; Nazareth – sopranos; Victor Fonseca, Alberto nº 3), dois autores fundamentais para a evolução do gênero.
– Espalhafatoso, Brejeiro, Confidências, Morgado, Henrique Vannucci e Antonio
Odeon e Apanhei-te cavaquinho; e Failde – tenores; João Duarte – baixo e
Gottschalk – Grande Fantasia Triunfal Aluizio Almada Horta Boaretto – piano.
Tucca programa Chick Corea e Aprendiz
sobre o hino nacional brasileiro. Circolo Italiano di San Paolo. Entrada franca.
A série da Tucca tem como atração este mês o pianista Chick
Associação Paulista de Medicina – Auditório
Nobre. Entrada franca, reservas pelo tel. (11) 21h00 Orquestra Sinfônica do Corea. Um dos mais importantes nomes do jazz internacional, ele vai
3188-4281. Estado de São Paulo. Nathalie se apresentar ao lado da banda de Steve Gadd, baterista que é referên-
Stutzmann – regente. Antonio Meneses cia no cenário atual. A apresentação acontece no dia 18, na Sala São
20h30 Fábio Bartoloni – violão. – violoncelo. Programa: Dvorák – Concerto Paulo, para assinantes, e, no dia 19, no Teatro Alfa, para o público em
Programa: obras de Barrios, Ponce para violoncelo op. 104 e Sinfonia nº 7
e Bartoloni. geral. A Tucca também promove o espetáculo da série Aprendiz de
op. 70. Leia mais na pág. 30.
Musicalis Núcleo de Música. Sala São Paulo. R$ 46 a R$ 213.
Maestro, na Sala São Paulo, no dia 7. Desta vez, a trupe comandada
Reapresentação dia 27 às 21h e dia 28 pelo maestro João Maurício Galindo interpreta o episódio O aniver-
21h00 Percorso Ensemble. às 16h30. sário surpresa, com obras de Mozart, Rossini e Vivaldi, entre outros.
Comemoração dos 15 anos do grupo.
Ricardo Bologna – regente. Manuela 21h00 Percorso Ensemble.
Freua – soprano. Programa: Mahler – Comemoração dos 15 anos do grupo. Trio Opus 12 inaugura nova série de câmara
Sinfonia nº 4 (arranjo de Klaus Simon William Blank – regente. Programa:
para soprano e ensemble). Leia mais Franco Donatoni – Arpège; William Blank Uma nova série de apresentações de música de câmara será
ao lado. – Dans L’instant; Silvio Ferraz – Toada inaugurada este mês, no dia 17, com um recital do Trio Opus 12 de
Sesc Bom Retiro. Antes do concerto, haverá nº 2; e Marcilio Onofre – Eiras; entre violões, no JazzB. A ideia nasceu do desejo das curadoras, a jornalista
comentários sobre o repertório. Apresentação outros. Leia mais ao lado.
com outro programa, dia 26 às 21h. Sesc Bom Retiro. Antes do concerto, haverá
Camila Frésca e a pianista Karin Fernandes, de ouvir música em um
comentários sobre o repertório. espaço mais informal, que não fosse exclusivamente dedicado aos
clássicos. Criado em 1977, o Trio Opus 12 é hoje formado por Paulo
u 26 QUINTA-FEIRA Porto Alegre, Daniel Murray e Chrystian Dozza e seu repertório tem
u 27 SEXTA-FEIRA como destaque obras de compositores brasileiros. A apresentação terá
10h00 Orquestra Sinfônica do
Estado de São Paulo. Ensaio aberto. 12h00 Sérgio Martoni – órgão. o jornalista Irineu Franco Perpetuo como mestre de cerimônias.
Nathalie Stutzmann – regente. Antonio Lunch Concert. Veja detalhes dia 6 às 12h.

Outubro 2017 CONCERTO 37


u ROTEIRO MUSICAL São Paulo

19h00 Antonio Meneses – violoncelo.


Recitais Série Especial Bach. Programa:
16h30 Orquestra Sinfônica do
Estado de São Paulo. Nathalie
da Reforma Luterana. Programa:
obras de Martinho Lutero, Cavazzoni,
u 30 SEGUNDA-FEIRA
Bach – Suítes para violoncelo solo nº 2 Stutzmann – regente. Antonio Meneses Buxtehude, Telemann, Walther, Bossi, 20h00 Ópera Don Giovanni, de
BWV 1008 e nº 4 BWV 1010. – violoncelo. Veja detalhes dia 26 às Guilmant e Bach. Mozart. Orquestra do Theatro São
Sala São Paulo. R$ 97. Continuidade dia 28 21h. Igreja Luterana Martin Luther. Pedro. Cláudio Cruz – regente. Mauro
às 14h45. Entrada franca.
Wrona – direção cênica. Veja detalhes
18h30 Daniel Grajew – piano. Série dia 28 às 20h.
20h00 Quarteto Ficta. Série Sesi Concertos. 100 anos da Revolução 11h00 Orquestra Sinfônica
Música Erudita. Ligiana Costa – soprano, Russa. Cinepiano Encouraçado Potemkin. do Estado de São Paulo.
20h00 Ópera La Traviata, de Verdi.
Giulia Tettamanti – flautas doces, Programa: Sergei Eisenstein – Trilha do Concertos Matinais. Nathalie
Associação Amigos do Teatro Lírico de
Gilberto Chacur – viola da gamba filme Encouraçado Potemkin; Daniel Stutzmann – regente. Programa:
Equipe/Cia. Ópera São Paulo. Orquestra
e Fernando Cardoso – cravo. Grajew – Carne podre, Tango em Odessa; Dvorák – Seleção de Danças Eslavas
e Coro Verdi. André dos Santos – direção
Teatro do Sesi Osasco. Entrada franca. Dança dos escravos e Um contra todos; e Sinfonia nº 7 op. 70.
musical e regente. Paulo Abrão Esper
Shostakovich – Improvisação sobre Sala São Paulo. Entrada franca, quatro
– direção cênica. Ana Beatriz Machado
21h00 Orquestra Sinfônica do temas da Sinfonia nº 5; Rachmaninov – ingressos por pessoa. A partir de cinco
ingressos, R$ 2. e Tamara Kalinkina (Violetta), Rodrigo
Estado de São Paulo. Nathalie Improvisação sobre Prelúdio nº 5 op. Rangel e Rodrigo Kenji (Alfredo Germont)
Stutzmann – regente. Antonio 23; e Scriabin – Improvisação sobre
11h00 Banda Sinfônica de e Rodolfo Giugliani e Erick Souza (Giorgio
Meneses – violoncelo. Veja detalhes Prelúdio nº 1 op. 2 e Estudo nº 12
Cubatão. Abertura da XVI Semana Germont). Leia mais na pág. 36.
dia 26 às 21h. op. 8.
Eleazar de Carvalho. Rodrigo Vitta – Teatro Sérgio Cardoso. R$ 40 e R$ 50.
Sesc Vila Mariana – Auditório. R$ 17. Reapresentação dia 1º/11 às 20h.
regente. Participação: Roberto
u 28 SÁBADO 19h00 Quarteto Camargo Farias e Sergei Eleazar de
Carvalho – regentes. Programa:
11h00 Orquestra de Cordas
Guarnieri. Série Sesi Música Erudita.
Jan van der Roost – Olympica;
u 31 TERÇA-FEIRA
Elisa Fukuda e Ricardo Takahashi –
Infantojuvenil do Guri. Luís Otávio violinos, Silvio Cato – viola e Joel Samuel Razo – Ride; Roberto Farias
12h00 Vagner Ferreira – piano.
Santos – regente. Jamile Costa Destro de Souza – violoncelo. – Tributo a Bach; e Rodrigo Vitta –
Programa: Bach – Partita em dó menor;
e Sara Nojosa – violinos. Programa: Suíte das Paisagens brasileiras.
Teatro do Sesi Mogi das Cruzes. Guarnieri – Sonatina nº 4; e Villa-Lobos –
Vivaldi – Concerto para dois violinos Entrada franca. Museu da Casa Brasileira. Entrada franca.
Alma brasileira, Impressões seresteiras
e orquestra op. 3; Corelli – Concerto e Dança do índio branco.
Grosso nº 9; e Mozart – Divertimento 19h00 Espetáculo musical Das Ruas, 11h00 Orquestra Filarmônica
Universidade Presbiteriana Mackenzie –
em ré maior. um Orfeu de mochila. Veja detalhes Santo Amaro. Silvia Luisada – Capela. Entrada franca.
Masp Auditório. Entrada franca. dia 7 às 19h. regente. Programa: trilhas de filmes.
Reapresentação dia 29 às 11h no Teatro Paulo Eiró. R$ 20. 19h00 Patrícia Endo – soprano
Teatro Santos Dumont. 20h00 Ópera Don Giovanni, de e Paulo Gori – piano. Ciclo BMA de
Mozart. Orquestra do Theatro 11h00 Orquestra de Cordas Música Erudita. Programa: Ravel – Cinco
14h45 Antonio Meneses – São Pedro. Cláudio Cruz – regente. Infantojuvenil do Guri. Luís Otávio melodias populares gregas e Valsas
violoncelo. Recitais Série Especial Bach. Mauro Wrona – direção cênica. Santos – regente. Jamile Costa Destro nobres e sentimentais; e Berlioz – Les
Programa: Bach – Suítes para violoncelo Leonardo Neiva – Don Giovanni, Saulo e Sara Nojosa – violinos. Veja detalhes nuits d’été.
solo nº 3 BWV 1009 e nº 6 BWV 1012. Javan – Leporello, Rosana Lamosa dia 28 às 11h. Biblioteca Municipal Mário de Andrade –
Sala São Paulo. R$ 97. – Donna Anna, Anderson Barbosa – Teatro Santos Dumont. Entrada franca. Auditório. Entrada franca.
Comendador, Luciana Bueno – Donna
15h00 Ópera Luisa Miller, de Verdi. Elvira, Caio Duran – Don Ottavio, Carla 11h00 Rosemary Mantovani – 19h30 Ensemble de Saxofones
Ópera Comentada. Orquestra e Coro da Cottini – Zerlina e Gustavo Lassen – piano. Emoção e Sentimento. de São Paulo e Ars Quarteto de
Ópera Real de Liège. Massimo Zanetti Masetto. Nicolás Boni – cenografia. Sociedade Filarmônica Lyra. R$ 20. Saxofones. Música na Biblioteca.
– regente. Jean-Claude Fall – direção Fábio Namatame – figurinos. Leia Douglas Braga – direção artística.
cênica. Gregory Kunde e Patricia Ciofi. mais na pág. 35. 12h00 Orquestra de Câmara de
Aldi Sousa – regente. Programa: obras
Comentários: João Luiz Sampaio. São Paulo e Grupo Choronas.
Theatro São Pedro. R$ 30 a R$ 80. de Bach a Bergonzzi e de Debussy a
Centro Brasileiro Britânico – Sala Cultura Reapresentação dias 30 e 1 e 5/11 às Projeto Cameratas. Retratos da Música
Pixinguinha.
Inglesa. Entrada franca. 20h e dia 3/11 às 17h. Brasileira.
Memorial da América Latina – Auditório
Sesc Santo André – Teatro. R$ 17. da Biblioteca Latino-Americana. R$ 2.
16h00 Banda sinfônica Jovem do 20h00 Thayana Roverso – soprano
Estado. Mônica Giardini – regente. e Daniel Gonçalves – piano. Recitais 15h00 Quarteto de Cordas do
20h00 José Eduardo Martins –
Robert Miranda Bispo – flauta. Eubiose. Programa: Fauré – Rêve d’amour Instituto Baccarelli. Concertos na
piano. Programa: obras de Johann
Programa: Reinecke – Concerto para nº 2 op. 5, Mai e Notre amour; Reynaldo Garagem. Lavinia Tatari e Livia Tatari
Kuhnau, Willy Corrêa de Oliveira,
flauta (3º movimento); e John Williams Hahn – À Chloris, L’heure exquise e Si – violinos, Eduardo Oliveira – viola e
Gilberto Mendes, François Servenière,
– Trilhas dos filmes Os cowboys, E.T., mes vers avaient des ailes; Poulenc – Ellionay Feitosa – violoncelo.
Tchaikovsky e Scriabin.
Indiana Jones, A lista de Schindler, Banalités e Les chemins de l’amour; Choque Cultural – Garagem. Entrada franca.
Unibes Cultural. R$ 50.
Super-Homem e Guerra nas estrelas. e Villa-Lobos – Modinha, Canção do
Masp Auditório. R$ 20. carreiro, Na paz do outono e Bachianas 16h00 Renato Figueiredo – piano.
Recitais de Piano do MuBE. Programa: 21h00 Orquestra Nacional do
brasileiras nº 5. Capitólio de Toulouse. Cultura Artística.
16h00 Banda Sinfônica Sociedade Brasileira de Eubiose. R$ 30. Leopoldo Miguez – Cenas íntimas
Infantojuvenil do Guri. Marcos op. 24, Faceira op. 28, Serenata Tugan Sokhiev – regente. Bertrand
Sadao Shirakawa – regente. Programa: op. 33, Peças líricas op. 34 e Allegro Chamayou – piano e Lucienne Renaudin-
20h00 Orquestra Sinfônica de
James Barnes – Abertura Westridge; Appassionato op. 11. -Vary – trompete. Programa: Shostakovich
Santo André. Temporada Sinfônica VII.
Otto Schwarz – Volta ao mundo em 80 – Abertura Festiva op. 96 e Concerto para
Natália Larangeira – regente. Leandro Auditório MuBE. R$ 30.
dias; Johan de Meij – Dança dos Hobbits piano, trompete e cordas nº 1 op. 35;
Lui – percussão. Programa: Edmund
e Hino, de Senhor dos anéis; Nino Rota 21h00 Orquestra Nacional do Debussy – La mer; e Stravinsky – Suíte O
Angerer – Sinfonia dos brinquedos; Leroy
– Romeu e Julieta; Bert Appermont – Capitólio de Toulouse. Cultura pássaro de fogo. Leia mais na pág. 32.
Anderson – The Typewriter; e trilhas
Rapunzel; e Johnnie Vinson – O melhor Artística. Tugan Sokhiev – regente. Sala São Paulo. R$ 50 a R$ 585.
sonoras dos filmes Frozen e O rei leão.
de Henry Mancini. Teatro Municipal de Santo André. Entrada Bertrand Chamayou – piano.
Teatro Paulo Machado de Carvalho. franca, dois ingressos por pessoa, retirada Programa: Berlioz – Abertura O 21h00 Orquestra Ouro Preto.
Entrada franca. na bilheteria às 18h. carnaval romano; Saint-Saëns – Lançamento do CD “Música para Cinema”.
Concerto para piano nº 5, Egípcio; Rodrigo Toffolo – regente. Nelson Ayres
16h00 Trio de Sopros da e Rimsky-Korsakov – Scheherazade. – piano. Programa: trilhas dos filmes A
Orquestra Jovem do Estado. u 29 DOMINGO Leia mais na pág. 32. noviça rebelde, Casa Blanca, Cinema
Veja detalhes dia 25 às 12h45. Sala São Paulo. R$ 50 a R$ 585. paradiso e O carteiro e o poeta; e de
Pinacoteca do Estado de São Paulo. 10h00 Cesar Monteiro – órgão. Reapresentação com outro programa, Charles Chaplin. Leia mais na pág. 27.
Entrada franca. Concerto comemorativo dos 500 anos dia 31 às 21h. Teatro Alfa. R$ 20. t

38 Outubro 2017 CONCERTO


Endereços São Paulo
Aronne Pianos – Sala Giovanni (1000 lugares) – Rua Hungria, 1000 – Mosteiro de São Bento – Largo de São Teatro Bradesco – Bourbon Shopping
Aronne – Rua Doutor Amancio de Jardim América – Tel. (11) 3818-8800. Bento – Centro – Tel. (11) 3328-8799 – Rua Palestra Itália, 500 – 3º piso
Carvalho, 525 – Vila Mariana – Tel. Estacionamento próprio com manobrista (693 lugares) – Perdizes – Tel. (11) 3670-4100 –
(11) 5549-6898 Vendas: tel. (11) 4003-1212 e www.
Departamento de Música da ECA/USP – Museu da Casa Brasileira – Av. Brig.
ingressorapido.com.br (1439 lugares)
Associação Paulista de Medicina – Auditório Olivier Toni – Rua da Reitoria, Faria Lima, 2705 – Jardim Paulistano –
Av. Brig. Luís Antônio, 278 – Tel. (11) 215 – Conjunto Arquitetônico das Artes – Tel. (11) 3032-3727 (220 lugares) Teatro do Sesi Mauá – Av. Presidente
3188-4281 (170 lugares) Cidade Universitária – Tel. (11) 3091-4137 Castelo Branco, 237 – Mauá – Tel. (11)
(138 lugares) Musicalis Núcleo de Música – 4542-8950 (132 lugares)
Auditório Alphaville – Calçada Flor de Rua Dr. Sodré, 38 – Itaim Bibi –
Lótus, 78 – Centro Comercial Alphaville Emesp Tom Jobim – Largo General Tel. (11) 3845-1514 (80 lugares) Teatro do Sesi Mogi das Cruzes – Rua
– Tel. (11) 4196-6585 (262 lugares) – Osório, 147 – Luz – Tel. (11) 3585-9888 Valmet, 171 – Brás Cubas – Mogi das
Sem acesso para deficientes (85 lugares) Paróquia Imaculada Conceição – Cruzes – Tel. (11) 4723-6900 e 4727-
Av. Brigadeiro Luís Antônio, 2071 – 1777 (166 lugares)
Auditório Ibirapuera – Av. Pedro Espaço Cachuera! – Rua Monte Alegre, Bela Vista – Tel. (11) 3288-6565
Álvares Cabral – Portão 3 do Parque 1094 – Perdizes – Tel. (11) 3872-8113 Teatro do Sesi Osasco – Av. Getúlio
Ibirapuera – Tel. (11) 3629-1075 (60 lugares) Pinacoteca do Estado de São Paulo – Vargas, 401 – Tel. (11) 3602-6200
(Plateia interna: 800 lugares, Auditório Alfredo Mesquita – Praça (233 lugares)
Espaço das Américas – Rua Tagipuru, da Luz – Luz – Tel. (11) 3229-9844
Plateia externa: 15 mil lugares, Teatro do Sesi São Bernardo do
795 – Barra Funda – Tel. (11) 3864-5566 (140 lugares)
Foyer: 300 lugares) Campo – Rua Suécia, 900 – Assunção
Ingressos: tel. (11) 2027-0777
Praça das Artes – Sala Mário de – São Bernardo do Campo – Tel.
Auditório MuBE – Av. Europa, 218 –
Espaço das Artes – Rua da Praça do Andrade – Av. São João, 281 – 1º andar (11) 4344-1028
Jardim Europa – Tel. (11) 2594-2601
Relógio, 160 – Cidade Universitária – Centro – Tel. (11) 4571-0401 (200 Teatro Municipal de Santo André –
(192 lugares)
Faculdade Santa Marcelina – Teatro lugares) Rua Delfom Moreira, 4 – Centro –
Biblioteca Brasiliana Guita e José
Laura Abrahão – Rua Dr. Emílio Ribas, Sala São Paulo – Sala de Concertos Santo André – Tel. (11) 4433-0789
Mindlin – Rua da Biblioteca, s/nº –
89 – Perdizes – Tel. (11) 3824-5800 (1500 lugares), Sala do Coro (140 (426 lugares)
Cidade Universitária – Tel. (11)
(300 lugares) lugares) e Sala Carlos Gomes Teatro Paiol Cultural – Rua Amaral
3091-3930 (Coralusp)
Faculdade Paulus de Tecnologia e (120 lugares) – Praça Júlio Prestes Gurgel, 164 – Santa Cecília – Tel.
Biblioteca Municipal Mário de – Campos Elíseos – Tel. (11) 3223- (11) 3337-4517 (210 lugares)
Andrade – Auditório – Rua da Comunicação – Fapcom – Rua Major
Maragliano, 191 – Vila Mariana – Tel. 3966. Ingressos: tel. (11) 4003-1212
Consolação, 94 – Centro – Tel. Teatro Paulo Eiró – Av. Adolfo Pinheiro,
(11) 2139-8500 e www.ingressorapido.com.br.
(11) 3241-3459 (180 lugares) 765 – Santo Amaro – Tel. (11) 5686-
Estacionamento: R$ 28
Funarte – Sala Guiomar Novaes – Al. 8440 (600 lugares)
Casa da Don’Anna – Jardim das Sede dos Escoteiros Tacaúnas-Scouts
Nothmann, 1058 – Campos Elíseos – Teatro Paulo Machado de Carvalho –
Orquídeas – Rua dos Guaianazes, 1149 Brasil – Rua Santa Cruz, 313 – Vila
Tel. (11) 3662-5177 (144 lugares) Alameda Conde de Porto Alegre, 840
– Campos Elíseos – Tel. (11) 2296-6172 Mariana – www.aebp.org.br
Fundação Maria Luisa e Oscar – Santa Maria – São Caetano do Sul –
Centro Brasileiro Britânico – Sala Sesc Bom Retiro – Teatro (291 lugares) Tel. (11) 4220-3924 (1122 lugares)
Americano – Av. Morumbi, 4077 –
Cultura Inglesa – Rua Ferreira de e Auditório (55 lugares) – Al. Nothmann,
Butantã – Tel. (11) 3742-0077 (107 Teatro Santos Dumont – Av. Goiás,
Araújo, 741 – Pinheiros – Tel. (11) 185 – Bom Retiro – Tel. (11) 3332-3600
lugares) Estacionamento: R$ 15 1111 – São Caetano do Sul – Tel.
3039-0575 (157 lugares) (291 lugares) (11) 4221-8347 (388 lugares)
Hospital Santa Catarina – Teatro
Centro Cultural Olido – Av. São João, Sesc Itaquera – Av. Fernando do Espírito Teatro Sérgio Cardoso – Rua Rui
(260 lugares) e Capela (150 lugares) –
473 – Centro – Tel. (11) (11) 3331-8399 Santo Alves de Mattos, 1000 – Itaquera – Barbosa, 153 – Bela Vista – Tel. (11)
Av. Paulista, 200 – Bela Vista – Tel.
(236 lugares) Tel. (11) 2523-9200 3288-0136 (das 15h às 19h) (856
(11) 3016-4133
Centro de Culturas Negras do lugares). Ingressos: tel. (11) 4003-
Igreja Luterana Martin Luther – Av. Rio Sesc Santo Amaro – Auditório (279
Jabaquara – Rua Arsênio Tavolieri, 45 – 1212 – www.ingressorapido.com.br
Branco, 34 – Centro – Tel. (11) 3223-2097 lugares) e Área de convivência (271
Jardim Oriental – Tel. (11) 5011-2421 lugares) – Rua Amador Bueno, 505 – Theatro Municipal de São Paulo –
Igreja Nossa Senhora da Esperança –
Centro Musical Santa Cecília – Rua Santo Amaro – Tel. (11) 5541-4000 Sala principal (1500 lugares) e Salão
Av. dos Eucaliptos, 556 – Moema –
Ana Cintra, 282 – Campos Elíseos – Nobre (150 lugares) – Praça Ramos
Tel. (11) 5531-9519 Sesc Santo André – Rua Tamarutaca,
Tel. (11) 3662-1293 de Azevedo, s/nº – Centro – Tel. (11)
Igreja São Gonçalo – Praça Dr. João 302 – Vila Guiomar – Tel. (11) 4469- 3397-0327. Ingressos: tel. (11) 2626-
CEU São Mateus – Rua Curumatim, Mendes, 108 – Liberdade – Tel. (11) 1200 (302 lugares) 0857 – www.compreingressos.com/
201 – Parque Boa Esperança – Tel. 3106-8119 (110 lugares) theatromunicipaldesaopaulo
Sesc Vila Mariana – Teatro (608 lugares)
(11) 2732-8100 (450 lugares)
Instituto de Engenharia – Av. Dr. Dante e Auditório (128 lugares) – Rua Pelotas, Theatro São Pedro – Sala principal
CEU Vila Curuçá – Av. Marechal Pazzanese, 120 – Vila Mariana – Tel. (11) 141 – Vila Mariana – Tel. (11) 5080-3000 (636 lugares) e Sala Dinorá de
Tito, 3400 – Jardim Miraguaia – 3466-9200 (170 lugares) Carvalho (76 lugares) – Rua
Sociedade Brasileira de Eubiose –
Tel. (11) 6563-6145 Albuquerque Lins, 207 – Barra Funda –
JazzB – Rua General Jardim, 43 – Centro Av. Lacerda Franco, 1059 – Aclimação –
Choque Cultural – Garagem – Tel. (11) 3208-9914. Estacionamento Tel. (11) 3667-0499 – Metrô Marechal
– Tel. (11) 3257-4290 (120 lugares) Deodoro. Ingressos: tel. (11) 2122-
Rua Medeiros de Albuquerque, 250 – no nº 1074 (201 lugares)
Vila Madalena – Tel. (11) 3061-4051 Livraria da Vila Fradique Coutinho – 4070 – www.compreingressos.com
Rua Fradique Coutinho, 915 – Vila Sociedade Filarmônica Lyra – Rua Otávio
Triade Instituto Musical – Rua João
Cia. Corpos Nômades – Espaço Madalena – Tel. (11) 3814-5811 Tarquínio de Sousa, 848 – Campo Belo –
Leda, 79 – Santo André – Tel. (11)
Cênico O lugar – Rua Augusta, 325 – Tel. (11) 5041-2628 (250 lugares)
Masp – Auditório (374 lugares) 2831-4832 (60 lugares)
Tel. (11) 3237-3224
e Pequeno Auditório (72 lugares) – Teatro Adamastor – Av. Monteiro Lobato, Unibes Cultural – Rua Oscar Freire,
Circolo Italiano di San Paolo – Av. Paulista, 1578 – Bela Vista – Tel. 734 – Guarulhos – Tel. (11) 2087-4194 2500 – Sumaré – Tel. (11) 3065-4333
Av. São Luís, 50 – 1º andar – (11) 3251-5644 (700 lugares) (296 lugares)
Consolação – Tel. (11) 3157-2900
Memorial da América Latina – Teatro Alfa – Rua Bento Branco de Universidade Presbiteriana
Clube Hebraica – Teatro Arthur Biblioteca Latino-Americana – Av. Auro Andrade Filho, 722 – Santo Amaro – Mackenzie – Capela (90 lugares) e
Rubinstein (522 lugares), Anne Soares de Moura Andrade, 664 – Portões Ingressos: tel. (11) 5693-4000 – www. Auditório Ruy Barbosa (900 lugares)
Frank (270 lugares), Espaço 2000 2 e 5 – Metrô Barra Funda – Tel. (11) ingressorapido.com.br (1200 lugares). – Rua Itambé, 135 – Higienópolis – Tel.
(400 lugares) e Salão Marc Chagal 3823-4600 (120 lugares) Estacionamento: R$ 45 e R$ 31 (11) 2114-8746

Outubro 2017 CONCERTO 39


u ROTEIRO MUSICAL Rio de Janeiro

Sala Cecília Meireles


u 1 Domingo u 5 quinta-feira
Sala tem música de câmara e 11h00 Grupo Farra dos 12h30 Theodora Geraets – violino,
Brinquedos. Série Criança na Sala. Matias de Oliveira Pinto – violon-
concertos especiais para crianças Programa: obras de Marcelo Caldi, celo e Viviane Taliberti – piano.
Elisa Addor e Daniela Spielmann. Música de Câmara na ABL. Programa:
A música de câmara é o desta- Beethoven – Trio op. 97, Arquiduque.

DIVULGAÇÃO
Sala Cecília Meireles. R$ 20. Reapresentação
que da programação de outubro da dia 8 às 11h. Academia Brasileira de Letras – Teatro
Sala Cecília Meireles, com diferen- 11h00 Quinteto Brasileiro
R. Magalhães Jr.. Entrada franca.
tes formações e um passeio por uma de Metais. Domingos Clássicos 12h30 Patricia Mol – piano.
ampla gama de estilos e períodos. Internacionais. Programa: obras Música no Museu. Programa: obras
A começar, no dia 3, pela rara for- de Guerra-Peixe, Nazareth, de Beethoven, Chopin, Scriabin,
mação de piano (Fany Solter), oboé Pixinguinha e Ary Barroso. Prokofiev e Nazareth.
Sala Municipal Baden Powell. R$ 20.
(Luis Carlos Justi) e clarinete (Cris- Museu Nacional de Belas Artes.
Entrada franca.
tiano Alves), com obras de Schu- 11h30 Daniela Salinas (Argentina)
mann e Bernard Destenay. – piano. Música no Museu. Programa:
19h30 Quarteto Concertante.
obras de Grieg e Rachmaninov.
Um duo de piano e voz é a atra- Museu de Arte Moderna. Entrada franca.
Série Quintas Instrumentais. Paulo
ção do dia 4, com a soprano Stepha- Santoro – violoncelo, Tamara Ujakoya –
nie Boller e a pianista Luisa Splett, Lucas Thomazinho piano, Alexandre Brasil – contrabaixo e
ambas formadas na Suíça, que inter- u 2 Segunda-feira André Frias – bateria. Programa: Gnattali
– Trio; e Bolling – Suíte para violoncelo
pretam também música sul-americana, com autores como Villa-Lobos, 12h30 TAINÁ LUZ – piano. Música no e jazz piano trio.
Ginastera e Carlos Guastavino. Já no dia 6, a atração é o Coull Quartet, Museu. Programa: obras de Schumann Centro de Referência da Música Carioca
formado nos anos 1970 por alunos da Royal Academy of Music, que se e Nazareth. Artur da Távola. R$ 20. Reapresentação dia
19 às 20h30 na Fundação Eva Klabin.
apresenta no Rio de Janeiro ao lado da pianista brasileira Clélia Iruzun. Biblioteca Nacional. Entrada franca.

O violão ganha protagonismo a partir do dia 12, com a XIV Mostra 20h30 Academia Jovem
de Violão Fred Schneiter, que terá a participação de artistas como Gilson u 3 Terça-feira Concertante. Daniel Guedes – regen-
Antunes, Mario Yaniquini e Victor Rodrigues. O violinista Alessandro te. Simone Leitão – direção artística e
12h30 Luiz Bomfim – tenor e piano. Programa: Liduino Pitombeira –
Borgomanero, por sua vez, apresenta no dia 17 o programa O violino solo obra a confirmar; Mendelssohn – Sinfonia
Regina Lacerda – piano. Música no
no Brasil, fruto de uma pesquisa de três anos sobre a produção de autores Museu. Programa: obras de Händel, nº 5, Reforma; e Grieg – Concerto para
do país para o instrumento. E, no dia 21, a série Sala de Música, dedicada Tchaikovsky, Strauss e Brahms. piano. Leia mais na pág. 41.
a recontar a história da música, chega ao final do século XIX, com os Museu da República. Entrada franca. Cidade das Artes – Grande Sala. R$ 30.
Ensaios abertos dias 1 a 5, às 9h e às 14h.
pianistas Lucas Thomazinho e Antonio Vaz Lemes e um time de músicos 18h30 Fany Solter – piano, Luis
cariocas apresentando obras de Stravinsky, Fauré e Bartók (a Suíte para Carlos Justi – oboé e Cristiano
dois pianos e percussão). Alves – clarinete. Série Recitais de u 6 sexta-feira
No mês das crianças, a sala também terá programas destinados ao Guiomar. Programa: Schumann – Três
romanças para oboé e piano e Peças 12h30 Luzia de Mendonça – voz e
público infantil. O primeiro acontece logo no dia 1º e é intitulado Farra percussão, Rodrigo Magno – rabeca,
de fantasia; e Destenay – Trio op. 27.
dos Brinquedos, também nome do grupo liderado pela encenadora Duda Sala Cecília Meireles – Espaço Guiomar Rodrigo Abramovitz – baixo, Rita
Maia e dedicado a apresentar de forma lúdica o universo musical – o con- Novaes. R$ 10. Gama e Péricles Monteiro – percus-
junto volta a se apresentar na sala no dia 8. E, no dia 15, a Orquestra de sões e Jean Philipe – surdo. Música
20h00 NEDERLANDS DANS THEATER 2. no Museu. Brinquedos Cantados –
Solistas do Rio de Janeiro faz apresentação ao lado de artistas circenses, Programa: I New Then, Mutual Comfort, Manifestações Folclóricas.
promovendo o encontro entre a música e o espetáculo do circo. Solo e Sad Case. Centro Sebrae de Referência do Artesanato
Theatro Municipal. R$ 50 a R$ 250. Brasileiro. Entrada franca.
Reapresentação dia 4 às 20h.
20h00 Coull Quartet e clélia
20h00 Ópera Otello, de Giuseppe
iruzun – piano. Série Sala Música de
Dias 7 e 8, Cidade das Artes / Dias 12, 14 e 15, Teatro Riachuelo Verdi. Royal Opera House.
Câmara. Roger Coull e Philip Gallaway
Dia 21, Praia do Forte (Bahia) / Dia 25, Theatro Municipal Cinemark. R$ 50. Verificar endereços em
www.cinemark.com.br. – violinos, Jonathan Barritt – vio-

Petrobras Sinfônica propõe la e Nicholas Roberts – violoncelo.


Programa: Haydn – Quarteto nº 4 op.
u 4 quarta-feira 64; Schumann – Widmung e Quinteto
diálogos entre erudito e popular com piano op. 44; Liszt – Paráfrase de
12h30 Érico Tourinho – piano. concerto sobre Rigoletto, de Verdi; e
A Orquestra Petrobras Sinfônica tem uma série de apresenta- Música no Museu. Programa: obras Mignone – Iara, para piano e quarteto
ções, em outubro, que propõem o diálogo entre o erudito e o popular. de Chopin e Beethoven, entre outros. de cordas. Leia mais ao lado.
Nos dias 7 e 8, na Cidade das Artes, e nos dias 14 e 15, no Teatro Centro Cultural Banco do Brasil. Sala Cecília Meireles. R$ 40.
Riachuelo, o grupo apresenta o programa Balão Mágico Sinfônico, Entrada franca.

com regência de Felipe Prazeres. É ele que comanda também, no 19h00 Stephanie Boller – soprano u 7 sábado
dia 12, no Teatro Riachuelo, um concerto com trechos de trilhas de e Luisa Splett – piano. Programa:
filmes do cineasta Tim Burton, como A noiva cadáver e Alice no país Joachim Raff – Sanges-Frühling; Schoeck 16h00 Orquestra Petrobras
das maravilhas, além da Abertura Tim Burton, de Ricardo Candido. – Abendwolken, Nachtlied e Nachklang; Sinfônica. Série Em Família. Balão
Emil Frey – Dein Abschiedswort nº 1 e Mágico Sinfônico. Felipe Prazeres –
No dia 21, o grupo segue para a Praia do Forte, na Bahia, para con- regente. Juliana Franco – soprano e
Das Leben ein Kampf nº 4; David Hefti
certo em celebração aos 30 anos de patrocínio da Petrobras à orques- – Rosenblätter; e canções de Ginastera, Marcelo Cutinho – barítono. Programa:
tra e aos 35 anos de apoio ao Projeto Tamar. E, no dia 25, no Theatro Villa-Lobos, Guastavino e Diego Haase. DiazCayre – Superfantástico; Vonn/
Municipal do Rio de Janeiro, o grupo recebe o cantor e compositor Sala Cecília Meireles – Espaço Guiomar Gulu – Amigos do peito; Vina/Braga –
Nando Reis, com releituras sinfônicas de suas principais obras, regidas Novaes. R$ 10. Tem gato na tuba; Cernuda/Lacosta –
A galinha magricela; Landa – Ursinho
pelo maestro Isaac Karabtchevsky, diretor artístico da orquestra. 20h00 NEDERLANDS DANS THEATER 2. Pimpão; Thomaz/Rijmenant – Baile dos
Veja detalhes dia 3 às 20h. passarinhos; Bermudez/Alvares – Ai

40 Outubro 2017 CONCERTO


meu nariz; Schock/Segal – Meninos e de Chopin, Mozart e Bach. De 23 a 29, Theatro Municipal e Sala Cecilia Meireles
meninas; Baltazar da Silva/Hermes de Centro Cultural Banco do Brasil. Entrada
Jesus – Coração de papelão; Arantes franca. Reapresentação dia 18 às 12h30. Bienal de Música Brasileira faz
– Lindo balão azul; e Gomez/Giron –
Amigo planeta. Leia mais na pág. 40.
Cidade das Artes. R$ 40. Reapresentação dia
16h00 Evinha (Paris) – canto
e Gérard Gambus – piano.
panorama da produção atual
8 às 11h; e dia 14 às 16h e dia 15 às 11h no Uma voz, um piano. A Bienal de Música Brasileira Contemporânea chega este mês à
Teatro Riachuelo. Teatro da UFF. R$ 60.
sua vigésima segunda edição. O evento, de 23 a 29, um dos mais tradi-
19h30 Harmonitango. Lançamento 17h00 VIII Concurso Nacional de cionais do calendário nacional, tem como objetivo “estimular e refletir
de CD. José Staneck – gaita, Ricardo Violão Fred Schneiter. Prova Final. todas as manifestações da música brasileira de concerto contemporânea,
Santoro – violoncelo e Sheila Zaugy – Programa: Fred Schneiter – Suíte sinuosa. em sua diversidade estética, de linguagens, meios e formações”, contem-
piano. Programa: Piazzolla – Violetango, Sala Cecília Meireles – Espaço Guiomar
Novaes. R$ 5. plando desde obras de música orquestral até a eletroacústica. Quarenta e
Libertango, Meditango, La muerte del
ángel, Milonga del ángel, Fuga y miste-
seis das peças apresentadas foram selecionadas por meio de um edital e as
21h30 Il Divo. Turnê A night with outras 15 foram encomendadas a compositores convidados.
rio, Adiós Nonino e Primavera porteña.
the best of Il Divo. Este ano, o evento faz também algumas homenagens, como ao com-
Centro de Referência da Música Carioca Artur
Vivo Rio. R$ 100 a R$ 650.
da Távola. R$ 20. Reapresentação dia 8 às 17h positor Sergio Roberto de Oliveira, morto em julho deste ano, cujo traba-
na Cidade das Artes. R$ 20.
lho era pautado pela divulgação da criação contemporânea nacional; ao
u 12 quinta-feira musicólogo Vasco Mariz, referência fundamental no estudo da música
u 8 domingo 17h00 Orquestra Petrobras
feita no Brasil, morto em agosto; e ao pesquisador Flávio Silva, cujo traba-
Sinfônica. Petrobras Sinfônica visita lho como Coordenador da Música de Concerto da Funarte foi fundamen-
10h30 Orquestra de Cordas
da Grota. Tim Burton. Felipe Prazeres – regente. tal para garantir a realização de diversas edições da bienal.
Cine Arte UFF. R$ 14. Programa: Ricardo Candido – Abertura O primeiro concerto, no dia 23, no Theatro Municipal do Rio de
Tim Burton; e temas de filmes de Tim Janeiro, terá obras de Paulo Costa Lima, Eli-Eri Moura, Liduíno Pitombei-
11h00 Orquestra Petrobras Burton.
ra, Ronaldo Miranda, Marlos Nobre e Ernani Aguiar, interpretadas pela
Sinfônica. Série Em Família. Balão Teatro Riachuelo. R$ 22.
Orquestra Sinfônica Nacional e o maestro Tobias Volkmann. As apresen-
Mágico Sinfônico. Felipe Prazeres –
regente. Veja detalhes dia 7 às 16h.
18h00 XIV Mostra de Violão Fred tações de música de câmara, a partir do dia 24, contarão com obras de
Schneiter. Gilson Antunes – violão. autores como Oiliam Lanna, Marcos Nogueira, Igor Maia, Patrícia de
11h00 Grupo Farra dos Programa: Ohana – Tiento, Cassadó
Carli, Aylton Escobar, Marcos Lucas, Edino Krieger, Mauricio Dottori,
Brinquedos. Série Criança na Sala. – Leyenda Catalana; João Octaviano
Veja detalhes dia 1º às 11h. Gonçalves – Nocturno; Leo Brouwer Caio Facó, Jorge Antunes, Lucas Filipe Oliveira, Fred Carrilho e Marisa
– Tarantos; Mignone – Valsas 1 e 8; Rezende, entre outros.
11h00 Neti Spzpilman – soprano Villa-Lobos – Valsa de concerto nº 2. Haverá ainda outros dois concertos que contarão com participação
e Maria Luiza Lundberg – piano. Mario Yaniquini (Argentina) – violão. de orquestras. No dia 27, a Orquestra de Câmara da UFRJ, com regên-
Domingos Clássicos Internacionais. Programa: Aguirre – Pedacito de Rio;
cia de André Cardoso, toca Wellington Gomes, Helder Oliveira, Edson
Encontro com Chiquinha Gonzaga. Falu – Rastro de amor; Montaña –
Programa: obras de Chiquinha Gonzaga. Corazón errante; Carlos Gardel – El día Zampronha, Dimitro Cervo, João Guilherme Ripper e Ricardo Tacu-
Sala Municipal Baden Powell. R$ 20. que me quieras; e Cacho Tirao – Milonga chian. E, no dia 29, Ubiratã Rodrigues comanda uma orquestra de cor-
del barbijo. Mario Yaniquini e Victor das na leitura de obras de Marco Antônio Machado, Roberto Victorio,
11h30 Athayde Neves – tenor e Rodrigues (Argentina) – violões. Marcos Cohen, Rodrigo Cicchelli, Ângelo Martins e Armando Lôbo.
Cláudio Vettori e João Pedro Mello Programa: Marcelo Coronel – Milonga
– pianos. Música no Museu. Programa: arrugada e Yerbita Compañera; Heinze –
obras de Chopin, Bach e Nazareth. El prometido; Quique Sinesi – Agostando
Museu de Arte Moderna. Entrada franca. e Milonga para grela. Victor Rodrigues
(Argentina) – violão. Programa: Agustín
17h00 Orquestra Sinfônica Barrios – El último canto; e Antonio
Municipal apresenta O lago dos cisnes
da Unirio. Série Sala Orquestras Lauro – Seis por derecho. O Theatro Municipal do Rio de Janeiro apresenta em outubro
Jovens. Isaac Chueke – regente. Sala Cecília Meireles – Espaço Guiomar o balé O lago dos cisnes. A obra, com música de Tchaikovsky, é
Henrique Rabelo – piano. Programa: Novaes. R$ 10. Continuidade dia 13.
Bach – Oferenda musical BWV 1079; inspirada em lendas folclóricas russas e narra a história de Odette,
Mendelssohn – Concerto para piano princesa transformada em um cisne pela maldição de um feitiço.
nº 2; e Bizet – Sinfonia em dó maior. u 13 sexta-feira No Rio, a coreografia é de Yelena Pankova, segundo Marius Petipa
Sala Cecília Meireles. R$ 20.
15h00 Adriana Ballesté – violão.
e Lev Ivannov. No elenco, estão Claudia Mota, Filipe Moreira,
17h00 Harmonitango. Concertos Música no Museu. Cicero Gomes e Mel Oliveira, além do Corpo de Baile do Theatro
de lançamento do CD. Veja detalhes Centro Cultural Justiça Federal. Entrada franca. Municipal do Rio de Janeiro. O maestro Tobias Volkmann rege a
dia 7 às 19h30. orquestra do teatro nas apresentações, que acontecem entre os
18h00 XIV Mostra de Violão Fred
Cidade das Artes. R$ 20. dias 21 de outubro e 5 de novembro.
Schneiter. Luis Carlos Barbieri
– violão. Programa: Fred Schneiter
u 10 terça-feira – Suíte Sinuosa. Nicolas de Souza Academia Concertante realiza nova etapa
Barros – violão. Lancamento do CD
17h00 VIII Concurso Nacional “Chora, Violão!. Programa: Eduardo A Academia Jovem Concertante apresenta-se no dia 5 de outubro
de Violão Fred Schneiter. Prova Souto – O despertar da montanha; na Cidade das Artes e dia 8 na Sala São Paulo (São Paulo). Composto
Semifinal. Programa: Marcos Lopes Henrique Oswald – Il Neige e Romanza
por quarenta e cinco jovens músicos de seis estados, o grupo vai in-
– Toccata. e Scherzo; Nazareth – Eponina e
Guerreiro; Henrique A. de Mesquita terpretar um repertório “destinado ao público que está começando a
Sala Cecília Meireles – Espaço Guiomar
Novaes. R$ 5. Continuidade dia 11. – Batuque; e Albéniz – Asturias. ir a concertos”, segundo a diretora artística Simone Leitão, e conta
Giordano Passini (Itália) – violão. com duas obras do romantismo: a Sinfonia nº 5 de Mendelssohn, e o
Programa: Ennio Morricone – Film Concerto de Grieg. Também estão previstas duas obras de composi-
u 11 quarta-feira Suite; Johann Kaspar Mertz – Tarantella;
tores brasileiros. A regência é do violinista e maestro Daniel Guedes.
e Mauro Giuliani – Rossiniana nº 1.
12h30 Jorge Potyguara – piano. Sala Cecília Meireles – Espaço Guiomar Os solos no concerto de Grieg serão de Simone Leitão.
Música no Museu. Programa: obras Novaes. R$ 10.

Outubro 2017 CONCERTO 41


u ROTEIRO MUSICAL Rio de Janeiro

Dia 30, Theatro Municipal


u 18 quarta-feira 11h30 Paulo Francisco Paes –
piano. Música no Museu. Programa:
obras de Debussy.
Orquestra e pianista francês 12h30 Jorge Potyguara – piano.
Música no Museu. Veja detalhes dia
Museu de Arte Moderna. Entrada franca.

tocam compositores russos 11 às 12h30.


u 23 segunda-feira
Ex-aluno do Conservatório
de Toulouse, o pianista Bertrand
u 19 quinta-feira 19h00 XXII Bienal de Música
Brasileira Contemporânea.
Chamayou é um dos mais cé- 12h00 Quarteto Françaix. Projeto Orquestra Sinfônica Nacional. Tobias
lebres filhos da instituição – e Funarte Musical. Maria Fernanda Volkmann – regente. Programa: Paulo
não por acaso, é com ele que a Gonçalves – oboé e corne inglês, Nikolay Costa Lima – Temuê; Eli-Eri Moura –
Sapoundjiev – violino, Samuel Passos –
Orquestra do Capitólio de Tou- Prismas; Liduino Pitombeira – Concerto
viola e Emília Valova – violoncelo. para piano nº 2; Ronaldo Miranda
louse se apresenta no dia 30, no

divulgação / Marco Borggreve


Teatro Glauce Rocha.
– Transfigurações; Marlos Nobre –
Theatro Municipal, pela série da
Preambulum e Toccata para orquestra;
Dell’Arte. Ele vai interpretar o 18h00 Madrigal do Leme. Música e Ernani Aguiar – Abertura Minas Gerais.
Concerto para piano, trompete no Museu. Programa: obras de Lasso, Leia mais na pág. 41.
Gabrieli, Arcadelt, Jean Mouton,
e cordas, de Shostakovich, acom- Palestrina, Gesualdo, entre outros.
Theatro Municipal. R$ 30. Continuidade até
dia 29 na Sala Cecília Meireles.
panhado da trompetista francesa Centro Cultural Justiça Federal. Entrada franca.
Lucienne Renaudin-Vary. Tugan Sokhiev
19h00 CAMERATA DO UERE. Música
O regente é o russo Tugan 20h30 Quarteto Concertante. no Museu. Participação: Constance
Sokhiev, que além de titular da orquestra, é o atual diretor musical Série Concertos de Eva. Veja detalhes Depretz (França) – violino.
dia 5 às 19h30. Maison de France – Biblioteca. Entrada franca.
do lendário Teatro Bolshoi, em Moscou, na Rússia. No Rio, o progra- Fundação Eva Klabin. R$ 50.
ma se completa com a Abertura festiva, também de Shostakovich,
La mer, de Debussy, e a suíte O pássaro de fogo, de Stravinsky. A u 24 terça-feira
orquestra também se apresenta em São Paulo (leia na página 32). u 20 sexta-feira
19h00 XXII Bienal de Música
15h00 Angela Carvalho – canto Brasileira Contemporânea.
e Claudio Vettori – piano. Programa: Luciano Leite Barbosa –
Música no Museu. Chromaticity; Caeso – Custom; Willian
19h00 Orquestra Sinfônica artistas circenses. Programa: Kabalesky Centro Cultural Justiça Federal. Entrada franca. Billi – Evocação escarlate; Oiliam Lanna
Nacional UFF. Série Alvorada. Tobias – Os comediantes; Brahms – Dança hún- – Vitrais; Marcos Nogueira – Memória;
Volkmann – regente. Programa: gara nº 5; Nino Rota – Amarcord; Noel Igor Maia – Etude-caprice; Gustavo
Shostakovich – Abertura festiva e Rosa – A.E.I.O.U; e Os herois Marvel.
u 21 sábado Bonin – Meu tio Iauaretê; Luã Almeida –
Sinfonia nº 10. Sala Cecília Meireles. R$ 20. Inconstâncias; Patrícia de Carli – Quebra-
Cine Arte UFF. R$ 14. Reapresentação dia
20h00 Lucas Thomazino, Rosana -cabeça; e Aylton Escobar – Behind
15 às 10h30. 11h00 Orquestra Petrobras Diniz e Antonio Vaz Lemes – pia- blinded bars.
Sinfônica. Série Em Família. Balão nos, Bernardo Bessler – violino Sala Cecília Meireles. R$ 10.
Mágico Sinfônico. Felipe Prazeres – e Fernanda Kremer e Rodrigo
u 14 Sábado regente. Veja detalhes dia 7 às 16h. Foti – percussão. Série Sala de Música. 19h00 Coral de MedelLin e
Programa: Stravinsky – Tango; Guarnieri Coral da UERJ. Música no Museu.
16h00 Orquestra Petrobras 11h00 Trio Mignone. Domingos – Tocatta; Fauré – Sonata op. 13; e Clube Hebraica. Entrada franca.
Sinfônica. Série Em Família. Balão Clássicos Internacionais. Afonso Oliveira Bártok – Sonata para dois pianos
Mágico Sinfônico. Felipe Prazeres – – flauta, Ricardo Santoro – violoncelo e percussão. Leia mais na pág. 40.
regente. Veja detalhes dia 7 às 16h. e Mirian Grosman – piano. Programa: Sala Cecília Meireles. R$ 40. u 25 quarta-feira
Teatro Riachuelo. R$ 20 a R$ 60. obras de Mignone.
Reapresentação dia 15 às 11h. Sala Municipal Baden Powell. R$ 20. 20h00 Balé O lago dos cisnes, 12h30 Tereza Virginia – voz,
de Tchaikovsky. Orquestra Sinfônica Júlio Córdoba – violão, Marcos
20h00 Orquestra Sinfonia 11h30 Coro Danneman. e Balé do Theatro Municipal. Tobias Melo – violão e bandolim e Felipe
Brasil. Série Sala Orquestra. Norton Música no Museu. Volkmann – regente. Yelena Pankova Tauil – percussão. Música no Museu.
Morozowicz – direção e regente. José Memorial Getúlio Vargas. Entrada franca. – coreografia. Claudia Mota, Filipe Programa: Victor Júdice na pauta.
Staneck – harmônica, Marcos Nimrichter Moreira, Cícero Gomes e Mel Oliveira – Centro Cultural Banco do Brasil.
– acordeão e Joel Nascimento – bando- 17h00 Newton Nazareth e Banda. Entrada franca.
bailarinos. Leia mais na pág. 41.
lim. Participação: Henrique Cazes – ca- Música no Museu. Homenagem ao Dia
Theatro Municipal. Reapresentação até 5/11.
vaquinho, Humberto Cazes – percussão das Crianças. Programa: Filhotes – a Pet- Informações: www.theatromunicipal.rj.gov.br. 19h00 XXII Bienal de Música
e Glauber Seixas – violão. Programa: -Ópera. Espetáculo multimídia. Brasileira Contemporânea.
Gnattali – Concerto para orquestra de Clube Hebraica. Entrada franca. Programa: Marcos Lucas – Ricercare;
cordas, Concerto para acordeão e or- u 22 domingo Edino Krieger – Cadência; Sergio de
questra de cordas, Canção e dança para u 17 terça-feira 10h30 Quarteto de Cordas da UFF
Oliveira – Aos santos oro; Dottori –
harmônica de boca e orquestra Glaciers; Tauan Sposito – Introspecções
de cordas e Suíte retratos. 18h30 Alessandro Borgomanero e Blas Rivera (Argentina) – saxofo- II; João Marques – Se eu me esquecer
Sala Cecília Meireles. R$ 40. – violino. Série Recitais de Guiomar. ne e piano. Tomaz Soarez e Ubiratã de Ti Jerusalém; Guilherme Bertissolo
Programa: Bach – Partita nº 2 BWV Rodrigues – violinos, Nayran Pessanha – Fumebianas nº 2; Santiago Beis –
1004; Santoro – Fantasia Sul America; – viola e David Chew – violoncelo. Endomysium; Caio Facó – Gesualdo;
u 15 domingo Guerra-Peixe – Música nº 2 e Bilhete de Cine Arte UFF. R$ 14. Luigi Antonio Irlandini – Peace, my
um jornal; Almeida Prado – As quatro heart; Alexandre Schubert – Memento
10h30 Orquestra Sinfônica 11h00 Nadja Daltro – soprano, Mori; e Marco Feitosa – Missa de Nossa
estações; Marcos Salles – Capricho nº 1; e
Nacional UFF. Série Alvorada. Marcelo Coutinho – barítono, Flávio Senhora da Conceição Aparecida.
Flausino Valle – Prelúdios nºs 9, 15 e 22.
Tobias Volkmann – regente. Sala Cecília Meireles – Espaço Guiomar
Augusto – piano, João Daltro – Sala Cecília Meireles. R$ 10.
Veja detalhes dia 13 às 19h. Novaes. R$ 10. violino, Ricardo Santoro e Davi
Oliveira – violoncelos e Igor Levi – 19h30 Orquestra Rio Camerata.
11h00 Orquestra de Solistas do 20h00 Orquestra de Violões flauta. Programa: obras de Bach, Bizet, Quartas Clássicas. Israel Menezes –
Rio de Janeiro. Série Criança na Sala. da AV-Rio. Música no Museu. Rossini, Chopin, Verdi e Massenet. regente. Fernanda Canaud – piano.
Rafael Barro Castro – regente. Com Iate Clube. Entrada franca. Sala Municipal Baden Powell. R$ 20. Programa: Bach – Concerto para piano

42 Outubro 2017 CONCERTO


e orquestra BWV 156; Khachaturian – Vinicius Amaro – Mandinga nº 4;
Dança do Sabre; Bizet – Suíte Carmen e Cadu Verdan – Sobre a angústia.
nº 1; Rossini – Abertura de La scala di Sala Cecília Meireles. R$ 10. Endereços Rio de Janeiro
seta; e Gardel – Por una cabeza.
Teatro Municipal de Niterói. 19h00 Orquestra Rio Camerata. Academia Brasileira de Letras Museu da República – Rua do
Israel Menezes – regente. Luiz – Teatro R. Magalhães Jr. – Av. Catete, 153 – Catete – Tel. (21)
20h00 Orquestra Petrobras Alvarenga – saxofone, Daniel Passuni Presidente Wilson, 203 – Castelo – 3235-2650 (80 lugares)
Sinfônica. Série Convidados. Isaac – violino e Harold Emert – oboé. Tel. (21) 3974-2500 (288 lugares)
Karabtchevsky – regente. Nando Reis – Programa: Händel – Largo de Xerxes; Museu de Arte Moderna –
Biblioteca Nacional – Av. Rio Av. Infante Dom Henrique, 85 –
voz. Programa: Mussorgky – Quadros de Bouvard – Concerto para saxofone;
Branco, 219 – Centro – Tel. (21) Parque do Flamengo – Tel.
uma exposição; Villa-Lobos – Bachianas Bach – Concerto para violino, oboé BWV
3095-3879 (120 lugares) (21) 3883-5600 (200 lugares)
brasileiras nº 4 Prelúdio; e peças de 1060; Khachaturian – Dança do sabre; e
Nando Reis. Leia mais na pág. 40. Rossini – Abertura de La scala di seta. Centro Cultural Banco do Brasil –
Centro Cultural Feso Pro Arte.
Museu Histórico Nacional –
Theatro Municipal. R$ 120 a R$ 240. Rua Primeiro de Março, 66 – Centro
Praça Marechal Âncora – Centro –
– Tel. (21) 3808-2020 (155 lugares)
Tel. (21) 2550-9220 (200 lugares)
u 26 quinta-feira u 29 domingo Centro Cultural Feso Pro Arte –
Museu Nacional de Belas Artes –
Rua Gonçalo de Castro,85 – Alto –
11h00 Yuka Shimisu e Clara Teresópolis – Tel. (21) 2644-5750 Av. Rio Branco, 199 – Centro – Tel.
19h00 XXII Bienal de Música (21) 2240-0068 (100 lugares)
Brasileira Contemporânea. Sverner – pianos, Fernando Centro Cultural Justiça Federal –
Programa: Rossetti – Proceratophrys Thebaldi – viola e Moises Santos Av. Rio Branco, 241 – Centro – Palácio São Clemente –
Boiei; Jorge Antunes – Tríptico – clarinete. Domingos Clássicos Tel. (21) 3212-2550 (142 lugares) Consulado de Portugal – Rua
Bocagiano; Alex Pochat – IXI; Bryan Internacionais. Programa: obras São Clemente, 424 – Botafogo –
de Mignone, Miranda e Villa-Lobos. Centro de Referência da Música
Holmes – Miragens; Csekö – Noite do Carioca Artur da Távola – Rua
Tel. (21) 2544-3570 (200 lugares)
Catete 14; Guilherme Ribeiro – Timbral Sala Municipal Baden Powell. R$ 20.
Conde de Bonfim, 824 – Tijuca – Sala Cecília Meireles – Largo
Verses; Levy Oliveira – Reminiscências; Tel. (21) 3238-3831
11h30 Alda Leonor – piano. da Lapa, 47 – Centro – Tel. (21)
Bruno Santos – Amigos do Ó; Thiago
Música no Museu. Programa: Centro Sebrae de Referência 2332-9223 (835 lugares)
Diniz – Ímã; e Lucas Oliveira – Dentata.
obras de Robert e Clara Schumann, do Artesanato Brasileiro – Praça
Sala Cecília Meireles. R$ 10. Sala Cecília Meireles – Espaço
Mendelssohn e Nazareth. Tiradentes, 71 – Centro – Tel.
Museu de Arte Moderna. Entrada franca. Guiomar Novaes – Rua Teotonio
(21) 2212-7800 (100 lugares)
Regadas, 26 – Lapa – Tel. (21)
u 27 sexta-feira 12h00 Magda Belloti – soprano Cidade das Artes – Av. das Américas, 2332-9223 (150 lugares)
e Graça Alan – violão. Programa: 5300 – Barra da Tijuca – Tel. (21)
12h30 Marcos Leite – piano. obras de Bach e Baden Powell. Sala Municipal Baden
3325-0102. Ingressos: Tel. (21)
Música no Museu. Programa: obras Powell – Av. Nossa Senhora
Fundação Cultural Avatar. Ingressos: 4003-2051 – www.ingressorapido.com.
de Wagner e Nepomuceno. doação de alimentos não perecíveis. de Copacabana, 360 –
br ou Tel. (21) 4003-5588 – www.
Museu Histórico Nacional. Entrada franca. Copacabana – Tel. (21) 2548-
Reapresentação dia 30 às 12h30 no Museu
ticketsforfun.com.br (1238 lugares)
19h00 XXII Bienal de Música 0421 (500 lugares)
da Fazenda Federal. Cine Arte UFF – Rua Miguel de
Brasileira Contemporânea.
Programa: Marco Machado – Frias, 9 – Icaraí – Niterói – Tel. Teatro da UFF – Rua Miguel de
19h00 XXII Bienal de Música (21) 2629-5030 (292 lugares) Frias 9 – Icaraí – Tel. (21) 2629-
Fosforescência; Roberto Victorio –
Brasileira Contemporânea. 5205 e 2629-5206 (346 lugares)
Meridianos; Marcos Cohen – Concertino; Clube Hebraica – Rua das
Orquestra de Câmara da UFRJ.
Cicchelli – Concertino noturno; Ângelo Laranjeiras, 346 – 4º andar – Teatro Glauce Rocha – Av Rio
André Cardoso – regente. Programa:
Martins – Homo machina; e Armando Laranjeiras – Tel. (21) 2557- Branco, 179 – Centro – Telefone
Wellington Gomes – Estilhaços dançan-
Lôbo – Romantic games. 4455 (200 lugares) (21) 2220-0259 (270 lugares)
tes; Helder Oliveira – Resiliens; Edson
Sala Cecília Meireles. R$ 10.
Zampronha – Il respiro del silenzio;
Forte de Copacabana – Museu Teatro Municipal de Niterói
Dimitri Cervo – Rapsódia Maracatu; João
do Exército – Praça Coronel – Rua XV de Novembro, 35 –
Guilherme Ripper – Improviso para violi- u 30 segunda-feira Eugênio Franco, 1 – Posto 6 Centro – Tel. (21) 2620-1624
no; e Tacuchian – Concerto para violino.
– Copacabana – Tel. (21) 2521- (400 lugares)
Sala Cecília Meireles. R$ 10. 12h30 Marcos Leite – piano. 1032 (150 lugares)
Veja detalhes dia 27 às 12h30. Teatro Municipal Ziembinski –
19h00 Quarteto Atlantico, Trio Fundação Cultural Avatar – Rua Heitor Beltrão, s/nº –
Capitu, Luiz Carlos Barbieri 20h00 Orquestra nacional do Rua Doutor Pereira Nunes, 141 Tijuca – Tel. (21) 3234-2003
e Marco Lima – violões e Gnu. Capitólio de Toulouse. Série O Globo/ – Niterói – Tel. (21) 2621-0217 (108 lugares)
Musicâmara. Homenagem a Sergio Dell’Arte Concertos Internacionais. Tugan (55 lugares)
Roberto de Oliveira. Sokhiev – regente. Bertrand Chamayou Teatro Riachuelo – Rua Do
Teatro Municipal Ziembinski. R$ 20. Fundação Eva Klabin – Av. Passeio, 38 – Centro – Tel. (21)
– piano e Lucienne Renaudin-Vary
Epitácio Pessoa, 2480 – Lagoa – 2533-8799 (1000 lugares)
– trompete. Programa: Shostakovich –
Tel. (21) 3202-8550 (80 lugares)
Abertura Festiva e Concerto para piano,
u 28 sábado trompete e cordas nº 1; Debussy – La Iate Clube – Av. Pasteur, 333 –
Theatro Municipal do Rio de
Janeiro – Praça Marechal Floriano
mer; e Stravinsky – O pássaro de fogo, Urca – Tel. (21) 3223-7200
18h00 Miriam Grosman – piano. – Centro – Tel. (21) 2332-9191 –
Suíte. Leia mais na pág. 42. (200 lugares)
Música no Museu. Programa: obras www.ingresso.com (2350 lugares)
Theatro Municipal. R$ 50 a R$ 600.
de Schubert e Chopin. Maison de France – Biblioteca Vivo Rio – Av. Infante Dom
Palácio São Clemente – Consulado de – Av. Presidente Antônio Carlos, Henrique, 85 – Flamengo – Tel.
Portugal. Entrada franca.
u 31 terça-feira 58 – 11º andar – Centro – Tel. (21) 2272-2940 (2000 lugares)
(21) 3974-6699 (90 lugares)
19h00 XXII Bienal de Música 18h00 Grupo Vitória Régia.
Brasileira Contemporânea. Música no Museu. Programa: Memorial Getúlio Vargas – Praça
Programa: Fred Carilho – Eventvm VII;
Daniel Ribeiro – Figura cantabile; Paulo
Floresta Amazônica. Luís de Camões – Glória – Tel. (21) Site CONCERTO
Forte de Copacabana – Museu do Exército.
2557-9444 (116 lugares)
Santana – Curimã; Maryson Borges – Entrada franca.
A Revista CONCERTO
Maat vago, maat penso; Diego Batista Museu da Fazenda Federal – Av. continua aqui:
– Transição; Alexandre Travassos – Ares 19h30 Música Antiga da UFF. Presidente Antonio Carlos, 375 –
Castelo – Tel. (21) 3805-2003 www.concerto.com.br
selvagens; Felipe Ribeiro – Der Zweifel; Programa: música medieval dos
Rodrigo Marconi – O despertar da intra- séculos XIII e XIV. (100 lugares) Confira!
tável realidade; Marisa Rezende – Ciclo; Teatro da UFF. R$ 14. t

Outubro 2017 CONCERTO 43


u ROTEIRO MUSICAL Brasil

u AQUIRAZ, CE u BATATAIS, SP
Sala Minas Gerais
25/10 19h00 Orquestra Bachiana 05/10 20h00 Ópera O barbeiro
Filarmônica de Minas Gerais tem Jovem Tapera das Artes. Série Tapera
Musical. Concertos de Primavera. Ênio
de Sevilha, de Rossini. Ópera Estúdio.
Circuito Sicoob Coocred.
obras de Villa-Lobos e Mahler Antunes – direção musical e regente.
Rita de Almeida e Israeli Silva – violas.
Teatro Municipal – Tel. (16) 3761-2097.

A Orquestra Filarmônica de Programa: Vivaldi – Concerto Grosso RV


u BELO HORIZONTE, MG

divulgação
Minas Gerais recebe, em suas 121; Telemann – Concerto para quatro
violinos em ré menor, Abertura La Lyra
apresentações dos dias 5 e 6 de e Concerto para viola em sol maior;
01/10 19h30 Orquestra OURO
outubro, o pianista Fabio Marti- PRETO. 3º Festival Musimagem Brasil.
Pachelbel – Canon; Bach – Minueto;
Programa: Luiz Bonfá – Manhã de carna-
no. Radicado na Alemanha, ele e Händel – Tema da Suíte Aquática.
val; e Villa-Lobos – Melodia sentimental.
é destaque entre a nova geração Igreja Matriz São José de Ribamar – Tel. (85)
Centro Cultural Banco do Brasil – Teatro I –
3361-1122. A mesma apresentação ocorre dia
de instrumentistas brasileiros e 24 às 19h na Paróquia São Francisco de Assis – Tel. (31) 3431-9400. Entrada franca.
vai interpretar o Concerto para Tel. (85) 3361-4379 – Tapera. Entrada franca.
piano e orquestra nº 5, de Villa- 03/10 20h30 Quarteto Coull e
Clélia Iruzun – piano. Concertos Teatro
-Lobos, sob regência de Fabio u ARACAJU, SE Bradesco. Roger Coull e Philip Gallaway
Mechetti (leia mais sobre Mar- – violinos, Jonathan Barritt – viola e
tino, que também se apresenta Fabio Mechetti 04/10 20h30 Orquestra Sinfônica Nicholas Roberts – violoncelo. Programa:
de Sergipe. Série Laranjeiras III. O ro-
este mês em Goiânia e Brasília, Haydn – Quarteto nº 4 op. 64; Mignone –
mantismo germânico. Guilherme Mannis Iara; e Schumann – Quinteto com piano
na página 14). O programa conta ainda com O coração do curupira, – regente. Programa: Mendelssohn – A op. 44. Celina Szrvinsk – direção artística.
de Lutterbach, e a Sinfonia nº 12 , O ano de 1917, de Shostakovich, bela Melusina e Abertura A gruta de Teatro Bradesco – Tel. (31) 3516-1360. R$ 20.
para marcar os 100 anos da Revolução russa. Fingal; e Schubert – Sinfonia nº 9, A
Mechetti volta a comandar a filarmônica, da qual é diretor ar- Grande. Leia mais na pág. 50. 05/10 20h30 Orquestra Filarmônica
Teatro Atheneu – Tel. (79) 3179-1910. de Minas Gerais. Série Allegro. Fabio
tístico e regente titular, nos dias 19 e 20, quando será interpretada
Mechetti – regente. Fabio Martino –
a Sinfonia nº 6, Trágica, de Gustav Mahler. Estreada em 1906, a 10/10 20h30 Orquestra Sinfônica piano. Programa: Lutterbach – O coração
obra, apesar de escrita em um período de relativa tranquilidade na de Sergipe. Concerto beneficente a do Curupira; Villa-Lobos – Concerto para
vida do compositor, ficou conhecida pelo caráter intenso de seu úl- Associação de Amigos da Oncologia. piano nº 5; e Shostakovich – Sinfonia
Outubro Rosa. Daniel Nery – regente. nº 12, O ano de 1917. Leia mais ao lado.
timo movimento. Desde sua estreia, a Trágica conquistou grandes Programa: Mendelssohn – A bela Melusina Sala Minas Gerais – Tel. (31) 3219-9000.
adimiradores, como os compositores Alexander von Zemlinsky, e Abertura A gruta de Fingal; Beethoven R$ 40 a R$ 105. Reapresentação dia 6 às
Arnold Schönberg e Anton Webern. – Sinfonia nº 5 (1º movimento); Santoro – 20h30, pela série Veloce.
Ponteio; e Guerra-Peixe – Mourão.
Teatro Tobias Barreto – Tel. (79) 3179-1496. 14/10 19h00 Projeto Funarte
Musical. Funarte Concerto. Quarteto
26/10 20h30 Orquestra Sinfônica Guignard: Joanna Bello e Rodrigo
de Sergipe. Série Cajueiros IX. Edilson Bustamante – violinos, Gerry Varona
Salvador, dias 14, 20 e 21 Venturelli – regente. Álvaro Siviero – – viola e Camilla Ribeiro – violoncelo.
piano. Programa: Beethoven – Sinfonia Programa: Bartók – Quarteto de cordas
Neojiba comemora dez anos com nº 7; e Rachmaninov – Concerto para
piano nº 2. Leia mais na pág. 50.
nº 2 op. 17; e Beethoven – Quarteto de
cordas nº 3 op. 18.
série de apresentações em Salvador Teatro Tobias Barreto – Tel. (79) 3179-1496. Funarte – Tel. (31) 3213-3084.

15/10 11h00 Orquestra Filarmônica


Uma série de apresenta- u ARARAQUARA, SP
divulgação

Ricardo Castro de Minas Gerais. Concertos para a


ções vai marcar os 10 anos do Juventude. Era uma vez o mundo das
Neojiba (Núcleos estaduais de 27/10 20h00 Audi Coelum. Sesi Crianças. Marcos Arakaki – regente.
orquestras juvenis e infantis da Música – Série Erudita. Roberto Rodrigues Edinho Moreno – narração, Jordan
– direção musical, regente e pesquisa. Rodrigues e Jennifer Rodrigues – pianos.
Bahia) ao longo do outubro. O Viviana Casagrandi – soprano, Clarissa Programa: Saint-Saëns – O carnaval dos
projeto, dirigido pelo maestro Cabral – mezzo soprano, Guga Costa – animais; e Prokofiev – Pedro e o lobo.
e pianista baiana Ricardo Cas- haute-contre, Ruben Araújo – tenor, Sabah Sala Minas Gerais – Tel. (31) 3219-9000. R$ 6.
tro, tornou-se referência no Teixeira – baixo-barítono, Alexandre Cruz e
país, aliando o ensino à preo- Marcus Held – violinos, Luciana Castilho – 19/10 20h30 Orquestra
flauta doce, Pedro Augusto Diniz – cravo Filarmônica de Minas Gerais.
cupação social. e Iara Ungarelli – viola de gamba. Série Presto. Fabio Mechetti – regente.
O primeiro concerto acon- Teatro do Sesi – Tel. (16) 3337-3100. Programa: Mahler – Sinfonia nº 6,
tece no dia 14, no Santuário Entrada franca. Trágica. Leia mais ao lado.
Nossa Senhora de Fátima, quando o Grupo de instrumentistas de cordas Sala Minas Gerais – Tel. (31) 3219-9000.
R$ 40 a R$ 105. Reapresentação dia 20 às
do Neojiba se une ao violinista Markus Däunert e a Castro para inter- u ARARAS, SP 20h30, pela série Veloce.
pretar obras de Shostakovich, Mahler e Mozart. Já no dia 20 à tarde, no
Teatro Castro Alves, a Orquestra Infantil da Bahia apresenta obras como 28/10 18h00 Ópera La Traviata,
u BERTIOGA, SP
o Batuque, de Lorenzo Fernandez, e o Danzón nº 2, de Arturo Marquez. de Verdi. Associação Amigos do Teatro
Lírico de Equipe/Cia. Ópera São Paulo.
Também no Castro Alves, no dia 20 à noite, sobem ao palco a Orquestra e Coro Verdi. André dos 21/10 20h00 Paulo Pedrassoli –
Orquestra Juvenil da Bahia, a Orquestra Castro Alves, Coros Infantil e Santos – direção musical e regente. Paulo violão. Série Em Concerto. Programa:
Juvenil do Neojiba e a Orquestra Infantil da Bahia para um programa que Abrão Esper – direção cênica. Ana Beatriz Villa-Lobos – Prelúdios nº 2 e nº 3, Choros
Machado e Tamara Kalinkina (Violetta), nº 1, Estudos nºs 2, 4, 7, 8, 10, 11 e
tem como destaque seleções da cantata Carmina burana, de Carl Orff, 12 e Valsa-Choro, Schottisch-Choro e
Rodrigo Rangel e Rodrigo Kenji (Alfredo
além de trechos de sinfonias de Beethoven e Tchaikovsky, entre outros Gavotta-Choro da Suíte popular brasileira.
Germont) e Rodolfo Giuliani e Erick Souza
compositores. E, no dia 21, acontece, na concha acústica da Praça Dois (Giorgio Germont). Leia mais na pág. 36. Curadoria: Camila Frésca.
de Julho, um concerto especial, com a participação de crianças, adoles- Teatro Estadual Maestro Francisco Paulo Fundo Social de Solidariedade – Rua Walter
centes e jovens de todos os núcleos do Neojiba sediados em Salvador. Russo – Tel. (19) 3543-2450 . Entrada franca. Pereira Prado, 77 – Centro.

44 Outubro 2017 CONCERTO


u BIRIGUI, SP 11/10 20h00 lena johnson – piano
e PEDRO BIELSCHOWSKY – violoncelo.
Campinas, dias 21, 22, 27 e 29

06/10 20h00 Duo Ana Carolina Casa Thomas Jefferson – Asa Sul – Tel. (61)
3442-5523. Entrada franca.
Obra de Mario Ficarelli é destaque
Sacco – soprano e Bruno Madeira –
violão. Sesi Música – Série Erudita.
17/10 20h00 Orquestra Sinfônica
da Sinfônica de Campinas
Teatro do Sesi – Tel. (18) 3642-7044.
do Teatro Nacional Claudio A Orquestra Sinfônica de Cam-
Entrada franca. Victor Hugo Toro
Santoro. Claudio Cohen – regente.
pinas interpreta, nos dias 21 e 22,
Clássicos do Cinema.
no Teatro Castro Mendes, o Con-
u BRASÍLIA, DF Cine Brasília – Tel. (61) 3244-1660.
Entrada franca. certo para percussão e orquestra do
03/10 20h00 Orquestra Sinfônica compositor Mario Ficarelli, com a
18/10 20h00 Duo Castelan &
do Teatro Nacional Claudio
Barros – piano a quatro mãos.
participação do Grupo de Percussão
Santoro. Concerto das obras vencedoras da Unicamp. A regência é de Victor
Casa Thomas Jefferson – Asa Sul – Tel.
do 1º Concurso Nacional de Composição
(61) 3442-5523. Entrada franca. Hugo Toro, que interpreta ainda o
Jorge Antunes. Jorge Lisbôa Antunes
– regente. Programa: Jorge Antunes – Prelúdio e Morte de amor de Isol-

divulgação
19/10 19h30 Orquestra Capital
Abertura da ópera A Cartomante; Carlos da, de Wagner, e o poema sinfônico
Philharmonia. Ciclo Sinfônico. Concerto
dos Santos – Azuis, Variações para em homenagem a Mendelssohn. Ivan Morte e transfiguração, de Strauss.
orquestra; Paulo Henrique Raposo – Quintana (Peru) – spalla e violino. Para marcar os 500 anos da
Thermidor; e Helder Oliveira – Segmentos. Programa: Sinfonia nº 3, Escocesa e Reforma Protestante, a orquestra também apresenta, nos dias 27 e 29,
Cine Brasília – Tel. (61) 3244-1660.
Concerto para violino. o oratório Elijah, de Mendelssohn, também sob o comando de Toro,
Entrada franca.
Teatro dos Bancários – Tel. (61) 3262-9021.
R$ 40.
na Igreja do Colégio Liceu Salesiano. Este programa se repete dia 31, na
04/10 20h00 Olga Kiun – piano. Série cidade de Engenheiro Coelho.
Solo Música. Programa: Mussorgsky – 24/10 20h00 Orquestra Sinfônica
Quadros de uma exposição; Rachmaninov do Teatro Nacional Claudio Santoro. Piracicaba, dia 28
– Etudes tableaux nº 5 op. 39; Prokofiev Concerto Húngaro. Claudio Cohen –
– Tocata op. 11 e Romeu e Julieta;
Kabalevsky – Rondó; Shostakovich –
regente. Antal Zalai – violino. Liszt – Os
Prelúdios; Kodály – Dança de Galanta; e
Sinfônica de Piracicaba dedica
Quatro dos 24 prelúdios; Gubaidulina
– Três peças de Musical Toys; Arvo Pärt –
Bartók – Concerto para violino nº 2.
Cine Brasília – Tel. (61) 3244-1660.
concerto à obra de Verdi
Für Alina; e Shchedrin – Basso ostinato. Entrada franca.
Caixa Cultural – Teatro – (61) 3206-9448. A Orquestra Sinfônica de Piracicaba se volta, em seu concerto do dia
R$ 20. 25/10 20h00 Vox Angelis. 28, no Teatro Erotídes de Campos, ao universo da ópera. Mais especifica-
Wilzy. Carioca – regente. mente, às árias e aberturas do compositor italiano Giuseppe Verdi, que ao
04/10 20h00 Regina Stroncek – Casa Thomas Jefferson – Asa Sul – longo do século XIX foi decisivo na busca por uma nova proposta de teatro
soprano. Tel. (61) 3442-5523. Entrada franca.
Casa Thomas Jefferson – Asa Sul – Tel.
musical, em que texto e música se unem tendo como objetivo, mais do que
(61) 3442-5523. Entrada franca. 27/10 20h00 Arthur Lipner – o virtuosismo, o sentido dramático da história narrada.
percussão. Para tanto, o grupo recebe como solista a soprano Eliane Coelho.
06/10 20h00 Hary Schweizer – Casa Thomas Jefferson – Asa Sul – Durante anos cantora do elenco estável da Ópera de Viena, ela é uma
fagote. Tel. (61) 3442-5523. Entrada franca.
Casa Thomas Jefferson – Asa Sul – Tel. das principais sopranos da história do país e hoje se dedica regularmente
(61) 3442-5523. Entrada franca. 31/10 20h00 Orquestra Sinfônica tanto à ópera quanto ao repertório de canções. Ao seu lado, estará o
do Teatro Nacional Claudio maestro Gabriel Rhein-Schirato, que também fará uma palestra antes da
07/10 18h00 Orquestra Sinfônica Santoro. Concerto Esloveno. Slavic apresentação sobre o repertório que será interpretado.
do Teatro Nacional Claudio Soul. Claudio Cohen – regente. Manca
Santoro. Clássicos do Cinema. Green Izmajlova – mezzo soprano.
Movie Festival. Claudio Cohen – regente. Cine Brasília – Tel. (61) 3244-1660.
Esplanada dos Ministérios. Entrada franca.

07/10 21h00 Il Divo. Turnê A night Festival Música Nova faz 51ª edição
with the best of Il Divo. Urs Buhler e u CAMPINAS, SP
David Miller – tenores, Carlos Marin – O Festival Música Nova chega este mês, entre os dias 23 e 27,
barítono e Frances Sébastien – cantor. 07/10 20h00 Orquestra Sinfônica em Ribeirão Preto, à sua 51ª edição, com homenagem ao compositor,
Centro de Convenções Ulysses Guimarães – Municipal de Campinas. Programa maestro e professor Olivier Toni. As apresentações vão acontecer na
Auditório do Planalto – DC, Ala Sul, 1º andar. Sinfônico XI. Programa: Mozart –
R$ 150 a R$ 760.
Sala de Concertos da Tulha na USP e no Teatro Pedro II. O evento tem
Sinfonia Burlesca; Bach – Concerto de
Brandemburgo nº 6 BWV 1051; Dvorák – direção artística de Lucas Galon e a programação deste ano tem como
10/10 20h00 Orquestra Sinfônica Serenata op. 44; e Brahms – Serenata tema a canção sinfônica contemporânea, com a estreia, no dia 24, de
e Quarteto de cordas do Teatro nº 2 op. 16. Leia mais ao lado. quatro obras sob regência de Galon, à frente da USP-Filarmônica. Pela
Nacional Claudio Santoro. Ciclo
Beethoven 190 anos. Claudio Cohen –
Teatro Municipal José de Castro Mendes – primeira vez, o Música Nova vai apresentar uma ópera em sua progra-
Tel. (19) 3272-9359. R$ 30. Reapresentação
regente. Fabio Martino – piano. dia 8 às 11h, R$ 6. mação: Judas em Sábado de Aleluia, composta em 2017 por Galon.
Programa: Beethoven – Quarteto de
cordas nº 2 op. 18, Concerto para piano 07/10 20h00 Marcos Paiva
nº 5 Imperador e Sinfonia nº 8. Quarteto. Improvisos e influências: a Sesi tem programação no interior
Cine Brasília – Tel. (61) 3244-1660. música instrumental brasileira em grande
A programação do Sesi-SP percorre em outubro diversas cidades
Entrada franca. fase. Cesar Roversi – saxofone e clarinete,
Enrique Menezes – flauta, Bruno Tessele do interior de São Paulo, com programas e grupos distintos. Em Rio
11/10 15h00 Orquestra Sinfônica – bateria, Marcos Paiva – contrabaixo, Claro, no dia 6, e em Marília, no dia 7, é apresentado, com a soprano
do Teatro Nacional Claudio composições e arranjos. Programa: Edna Oliveira e a mezzo soprano Mere Oliveira, o programa O negro
Santoro. Concerto Singapura. Claudio Pixinguinha, Marcos Paiva, Gnattali, Jobim na ópera. São Bernardo do Campos recebe, no dia 7, o tenor Jean-
Cohen – regente. Lee-Chin – violino. e Lorenzo Fernandez – Valsa suburbana e
Programa: Zhanghao He and Gang Chen – Velha canção. Curadoria: Carlos Calado. -William e o Quinteto Bachiana Sesi-SP. O Quarteto Françaix, por sua
Butterfly Lover’s. Espaço Cultural CPFL – Auditório Umuarama – vez, toca em São José do Rio Preto, no dia 27, e em Franca, no dia 28.
Santuário Dom Bosco – Tel. (61) 3223-6542. Tel. (19) 3756-8000. Entrada franca.

Outubro 2017 CONCERTO 45


u ROTEIRO MUSICAL Brasil

u CASCAVEL, PR 21/10 18h00 Ópera infantil A


sapateira prodigiosa, de
Curitiba, de 17 a 29 de outubro
05/10 20h00 Orquestra de Câmara Federico Garcia Lorca.
Festival de Ópera do Paraná de Cascavel e Membra Vocal. Israel Centro Cultural Teatro Guaira –
Mini Guaíra – Tel. (41) 3304-7914.
Menezes – regente. Vinicius Batista
apresenta Chiquinha Gonzaga – violino, Michele Coelho – soprano,
Reapresentação dia 28 às 18h.
21/10 20h00 Ópera A solteirona
Greice Strujak – mezzo soprano, Jocimar
O Festival de Ópera do Para- Chiquinha Silva – tenor e Thiago Stopa – barítono. e o ladrão, de Menotti.
ná chega à sua terceira edição. A Gonzaga Programa: Albinoni – Adágio; e Mozart – Capela Santa Maria – Tel. (41) 3321-2846.
abertura oficial, no dia 20, será Concerto para violino K 216 e Missa 23/10 20h00 Hawa, ópera rock.
da Coroação K 317.
com uma nova produção da ópe- Centro Cultural Teatro Guaira –
Teatro Municipal – Rua Rio de Janeiro, 905. Guairinha – Tel. (41) 3304-7914.
ra Cavalleria rusticana, de Mas-

reprodução
R$ 50. Vendas pelo tel. (45) 99922-2304. Reapresentação dias 24 e 25 às 20h.
cagni, símbolo do período verista 23/10 20h00 Marília Teixeira –
na história da ópera italiana. A soprano.
regência, à frente da Orquestra u CURITIBA, PR Capela Santa Maria – Tel. (41) 3321-2846.
Sinfônica da Escola de Música e 05/10 21h00 Il Divo. Turnê A night 25/10 20h00 Ópera A flauta
Belas Artes do Paraná, é de Paulo with the best of Il Divo. mágica, de Mozart.
Barreto e a direção cênica, de Jorge Sada. Serão duas récitas, nos Centro Cultural Teatro Guaira – Guairão – Centro Cultural Teatro Guaira –
Tel. (41) 3304-7914. R$ 100 a R$ 650. Guairão – Tel. (41) 3304-7914.
dias 20 e 22, no Teatro Guaíra e o elenco inclui a mezzo soprano
Marietta Pirágine e o tenor Mar Oliveira. 26/10 20h00 Patrícia Caicedo
06/10 20h00 XXXVI Concurso (Espanha) – soprano.
Outro destaque é a estreia mundial de Festa de São João, de Chi- Latino-Americano Rosa Mística. Centro Cultural Teatro Guaira –
quinha Gonzaga, escrita em 1884 e até hoje inédita. A direção é de Recital de Abertura. Eudóxia de Barros – Guairinha – Tel. (41) 3304-7914.
Gehad Hajar, diretor do festival, e a regência, de Jean Reis. A récita, piano. Programa: Eduardo Souto – O des-
27/10 18h00 Luciano Simões – canto.
pertar da montanha e Um choro na Praia
no dia 28, acontece no Guairinha. Haverá também trechos de óperas Sesc Paço da Liberdade – Tel. (41) 3234-4200.
Grande; Lacerda – Estudos nº 1 a nº 12;
dedicadas às crianças, como João e Maria, de Humperdinck, dia 29. Chiquinha Gonzaga – Gaúcho e Atraente; 27/10 20h00 Ópera La Traviata,
A agenda do festival terá ainda uma série de recitais, em palcos Nazareth – Escorregando; Villa-Lobos – de Verdi. Ópera em Concerto.
como a Capela Santa Maria. Está prevista também a realização do Cirandas nº 11; Mignone – Congada; Centro Cultural Teatro Guaira –
e Guarnieri – Dansa brasileira. Guairinha – Tel. (41) 3304-7914.
I Simpósio Brasileiro de Canto, com a participação de Eliane Sam-
paio, Marilia Teixeira, Luciano Simões e Achille Picchi. Colégio Marista Santa Maria – Tel. (41) 28/10 20h00 Festa de São João,
3074-2500. Entrada franca. Provas do de Chiquinha Gonzaga (estreia
concurso dias 6, 7 e 8. Informações: www. mundial). Coro Lírico de Curitiba,
escolarosamistica.com.br.
Coro Infantil da Escola Padre
Pedro Fuss e Escola de Dança
10/10 20h00 Olga Kiun – pia-
Teatro Guaíra. Jean Reis – regente.
21/10 20h00 Orquestra Sinfônica e regente. Fábio Fagundes – piano. no. Série Solo Música. Programa:
Centro Cultural Teatro Guaira –
Municipal de Campinas. Programa Programa: canções eruditas, temas folcló- Mussorgsky – Quadros de uma exposição; Guairinha – Tel. (41) 3304-7914.
Sinfônico XII. Victor Hugo Toro – regen- ricos e canções populares brasileiras. Rachmaninov – Etudes tableaux nº 5 op.
39; Prokofiev – Tocata op. 11 e Romeu e 29/10 16h00 Ópera infantil João
te. Grupo de Percussão da Unicamp. Hotel Toriba – Tel. (12) 3668-5000. e Maria, de Humperdinck.
Programa: Debussy – Marcha Escocesa; Julieta; Kabalevsky – Rondó; Shostakovich
14/10 19h00 Mere Oliveira – mezzo – Quatro dos 24 prelúdios; Gubaidulina Centro Cultural Teatro Guaira – Guairão –
Ficarelli – Concerto para percussão; Wagner Tel. (41) 3304-7914.
soprano e Antonio Luiz Barker – pia- – Três peças de Musical Toys; Arvo Pärt –
– Prelúdio e Morte de amor; Strauss – Morte
no. Toriba Musical. Programa: Gershwin Für Alina; e Shchedrin – Basso ostinato. 29/10 18h00 Cortina Lírica. Cidadão
e transfiguração. Leia mais na pág. 45.
– Summertime; Bizet – Habanera; Villa- Caixa Cultural – Teatro – Tel. (41) 2118-5111. Cantante. Programa: árias de óperas.
Teatro Municipal José de Castro Mendes –
Tel. (19) 3272-9359. R$ 30. Reapresentação
-Lobos – Melodia sentimental e Canção R$ 20. Capela Santa Maria – Espaço Cultural – Tel.
dia 22 às 11h, R$ 6. de amor; Fauré – Après un rêve; Poulenc – (41) 3321-2846.
Les chemins de l’amour; Tosti – Non t’amo III FESTIVAL DE ÓPERA DO PARANÁ 29/10 20h00 Orquestra Sinfônica
21/10 20h00 Projeto B. Yvo Ursini piú e A Vuchella; Joplin – The sacred tree; De 17 a 29 de outubro da Escola de Música e Belas Artes
– guitarra, Leonardo Muniz – saxofone, e Negro Spirituals. Direção geral: Gehad Hajar do Paraná. Concerto Carmen.
Amilcar Rodrigues – trompete e flugelhorn, Hotel Toriba – Tel. (12) 3668-5000. www.festivaldeopera.org Centro Cultural Teatro Guaira – Guairinha –
Maurício Caetano – bateria e Henrique Leia mais ao lado Tel. (41) 3304-7914.
Alves – baixo. Programa: Nepomuceno 20/10 19h00 Daniel Guimarães –
– Valsa III; Fernandez – Batuque; Ligeti – violino e Antonio Luiz Barker – piano. 17/10 20h00 Coro em Cores e Coro
Música ricercata; Debussy – Des pas sur Toriba Musical. Programa: Schubert – da Cidade de Ponta Grossa. Coros u ENGENHEIRO
la neige; e Ives – Impression of the St. Serenata; Brahms – Dança húngara nº 5; de Óperas e Operetas Brasileiras.
Gaudens in Bostom Common. Fauré – Après un rêve; e obras de Nino Igreja Luterana Bom Pastor em
COELHO, SP
Espaço Cultural CPFL – Auditório Umuarama – Rota e Ennio Morricone. Ponta Grossa – Tel. (42) 3027-4207.
Tel. (19) 3756-8000. Entrada franca. Reapresentação dia 22 às 20h na Capela 31/10 20h00 Orquestra Sinfônica
Hotel Toriba – Tel. (12) 3668-5000.
Santa Maria – Espaço Cultural – Tel. (41) Municipal de Campinas. Victor Hugo
27/10 20h00 Orquestra Sinfônica 21/10 19h00 Duo Restani & Martins. 3321-2846. Toro – regente. Programa: Mendelssohn –
Municipal de Campinas. Victor Hugo Série Jovens Talentos. Mateus Restani – Oratório Elijah. Leia mais na pág. 45.
Toro – regente. Programa: Mendelssohn – piano e Lucas Martins – flauta. Programa: 20/10 20h00 Ópera Cavalleria Igreja da Unasp – Tel. (19) 3858-9035.
Oratório Elijah. Leia mais na pág. 45. Haydn – Andante com variações em fá Rusticana, de Mascagni. Orquestra Entrada franca.
Igreja do Colégio Liceu Salesiano – Tel. (19) menor; Debussy – Syrinx; Georges Hüe Sinfônica da Escola de Música e
3241-9713. Entrada franca. Reapresentação Belas Artes do Paraná, Coro Lírico de
– Fantasia; Gaubert – Noturno e Allegro
dia 29 às 16h.
scherzando; e Schubert – Introdução e Curitiba, Coro da Cidade de Ponta u FLORIANÓPOLIS, SC
Variações sobre Trockne Blumen. Grossa e Grupo Folclórico Giuseppe
u CAMPOS DO Hotel Toriba – Tel. (12) 3668-5000. Garibaldi. Paulo Barreto – regente. 21/10 20h30 Kleber Alexandre –
Jorge Sada – direção cênica. Marietta violão. Jurerê Classic. Clássicos do Violão.
JORDÃO, SP 28/10 19h00 Adriana Bernardes Pirágine (Santuzza), Mar Oliveira Programa: Tárrega – Prelúdios; Miguel
– soprano e Antonio Luiz Barker – (Turiddu), Moisés Albert (Alfío) e Llobet – Canções populares catalãs;
13/10 19h00 Meninas Cantoras piano. Toriba Musical. Programa: trechos Gabriela Bueno (Lolla). Sor – Sonata op. 15b; e Giuliani – Sonata
de Campos do Jordão. Toriba Musical. de árias de Händel, Rossini, Bellini, Verdi Centro Cultural Teatro Guaira – Guairão – brilhante op. 15.
Comemoração da Semana da Criança. e Puccini. Tel. (41) 3304-7914. Reapresentação dia Auditório Jurerê Internacional – Tel. (48)
Mere de Oliveira – direção musical Hotel Toriba – Tel. (12) 3668-5000. 22 às 20h. 3282-2203. R$ 40.

46 Outubro 2017 CONCERTO


u FRANCA, SP u JOÃO PESSOA, PB Vitória, de 7 a 29

28/10 20h00 Quarteto Françaix. 05/10 20h30 Orquestra Sinfônica Festival Sesi de Ópera encena
Sesi Música – Série Erudita. Maria da Paraíba. Concerto Oficial. Carlos
Fernanda Gonçalves – oboé e corne Prazeres – regente. Joel Gisiger – quatro produções em Vitória
inglês, Nikolay Sapoundjiev – violino, oboé. Programa: Kalinikov – O cedro e
Samuel Passos – viola e Emília Valova – a palmeira; R. Strauss – Concerto para O II Festival SESI de Ópera será A ópera O reino de duas cabeças
violoncelo. Programa: Mozart – Quarteto oboé; e Brahms – Sinfonia nº 4. Leia realizado este mês em Vitória, entre
K 370; Britten – Phantasy; Françaix mais na pág. 49. os dias 7 e 29. O objetivo do evento
– Quarteto; Piazzolla – Quatro estações Fundação Espaço Cultural da Paraíba – é propor o diálogo entre artistas ca-
portenhas; e Villa-Lobos – Quarteto nº 1. Sala de Concertos Maestro José Siqueira
– Tel. (83) 3211-6228. R$ 4. pixabas e solistas de peso do cená-
Teatro do Sesi – Tel. (16) 3712-1600.
Entrada franca. rio nacional, além de atuar na busca
06/10 18h00 Orquestra Sinfônica por novas plateias para o gênero.
Municipal de João Pessoa. Laércio
Símbolo dessas preocupações são
u GOIÂNIA, GO Diniz – regente. Paula Bujes – violino
os dois concertos líricos que abrem
e Pedro Huff – violoncelo. Programa:
04/10 20h00 Projeto Músicos Tchaikovsky – O lago dos cisnes; Pedro o evento, no dia 7 e no dia 8: a Gala
Goianos pelo Mundo. Avant Premiére. Huff – Suíte latino-americana; Grieg Lírica e a Galinha Lírica, destinada
Turnê Rússia. Ericka Vilela – direção. – Dia de casamento em Troldhaugen; ao público infantojuvenil.
Instituto Federal de Goiás – Teatro – Tel. Mendelssohn – Sonho de uma noite
(62) 3371-9000.
Em seguida, quatro óperas se-
de verão, Marcha de casamento;
Tchaikovsky – Balé O quebra nozes, rão apresentadas. A primeira delas,
08/10 11h00 Orquestra Marcha dos soldadinhos de brinquedo; com estreia no dia 13, é Il comba-
Filarmônica de Goiás. Neil Thomson Offenbach – Orfeu no inferno, Can can; ttimento di Tancredi e Clorinda,
– regente. Fabio Martino – piano. e Elgar – Salut d’amour.
Programa: Chabrier – Bourrée fantasque;
de Monteverdi, nome fundamental divulgação / ARIANA ROSA
Centro Cultural Ariano Suassuna – Sala Celso
Villa-Lobos – Concerto para piano nº 5; Furtado. Tel. (83) 3208-3546. Entrada franca.
para o desenvolvimento do gênero
Satie – Entr’Acte; e Ravel – Bolero. operístico, com regência de Gabriela Queiroz, à frente da Camerata Sesi,
Leia mais na pág. 49. 19/10 20h00 Orquestra e um elenco composto, entre outros, pelo barítono Inacio de Nonno e a
Centro Cultural Oscar Niemeyer – Tel. Sinfônica da Paraíba. Projeto OSPB soprano Adalgisa Rosa, que também assina a direção cênica.
(62) 3201-4901. nos Bairros. Concerto Oficial. Carlos
Anísio – regente. Giovanna Maropo
Também no dia 13, estreia O reino de duas cabeças, de Jaceguay
– soprano e Daniel Seixas – barítono. Lins. A concepção cênica é do diretor artístico do evento, o barítono Licio
u IJUÍ, RS Participação: Coral Villa-Lobos e Coro Bruno, também responsável pela produção seguinte, com estreia prevista
Sinfônico da Paraíba. Programa: Clóvis para o dia 20: O caixeiro da taverna, do compositor Guilherme Berns-
16/10 20h00 Orquestra Sinfônica Pereira – Missa Nordestina.
de Porto Alegre. Série Interior. tein Seixas, que também responde pela direção musical do espetáculo.
Catedral Basílica de Nossa Senhora das Neves
Evandro Matté – regente. – Tel. (83) 3221-2503. Entrada franca.
A última produção do festival, dias 27 a 29, é da ópera La bohème,
Local a definir. Entrada franca. Informações: de Puccini, um dos títulos mais importantes do repertório, em que o com-
www.ospa.org.br. 26/10 20h30 Orquestra Sinfônica positor se firma como sucessor de Giuseppe Verdi no cenário da ópera
Jovem da Paraíba. Concerto Oficial. italiana. A direção musical é do maestro Leonardo David, diretor geral
Luiz Carlos Durier – regente. Laís
u ITANHAÉM, SP Oliveira – violoncelo. Programa: Sibelius
do evento, e Francisco Mayrink fica responsável pela concepção cênica.
– Varsang op. 16; Franz Neruda – Concerto No elenco, a soprano Janete Dornellas, o tenor Helenes Lopes, o barítono
14/10 19h00 Trio Gerações. para violoncelo nº 2; e Alfredo Casella – Licio Bruno e os baixos Marcos Rosa e Alessandro Santana.
Homenagem ao pintor Benedito Calixto. Suíte Jean Huré op. 13.
Daniel Ribeiro – flauta, Silvana Oliveira Fundação Espaço Cultural da Paraíba –
– violoncelo e Regina Schlochauer – Sala de Concertos Maestro José Siqueira
cravo. Programa: obras de Händel, – Tel. (83) 3211-6228. Entrada franca.
Vivaldi, Kohler e Lacerda. Porto Alegre, dias 10, 21, 22 e 31
Convento Nossa Senhora da Ajuda – Praça
Carlos Botelho, s/nº – Centro. Entrada franca. u JUNDIAÍ, SP Ospa recebe tenor Martin Muehle
u ITAPETININGA, SP
15/10 17h00 Orquestra Municipal
de Jundiaí e Cia. de Teatro de Jundiaí.
e soprano Claudia Riccitelli
Cláudia Feres – regente. Luiza Miana – A criação do compositor alemão
divulgação

06/10 20h00 Orquestra Filarmônica soprano. Paulo Grossi – ator. Programa:


do Senai-SP e Giovanna Maira – Richard Wagner é o tema da apresen-
musical infantil A princesa e o sapo, de
cantora. Sesi Música – Série Erudita. Tom Drummond. tação da Orquestra Sinfônica de Porto
Teatro do Sesi – Tel. (15) 3271-7144. Teatro Polytheama – Tel. (11) 4586-2472. Alegre no dia 10, no Salão de Atos da
Entrada franca. Entrada franca. UFRGS. E, para interpretar trechos de
óperas célebres do autor, o grupo recebe
22/10 19h00 Orquestra Sinfônica
u JACAREÍ, SP de Sorocaba e Cia. Imago. Concerto o tenor Martin Muehle e a soprano
Sinfônico. Projeto Astra-Finamax. Eduardo Claudia Riccitelli, ambos radicados na
20/10 20h00 Ópera La Traviata, Ostergren – regente. Programa: Prokofiev Alemanha. No programa, trechos de Martin
de Verdi. Associação Amigos do Teatro – Pedro e o lobo; e Alfredo Dias – Suíte de Muehle
Lírico de Equipe/Cia. Ópera São Paulo.
Lohengrin, Tannhäuser e A valquíria,
Canções infantis.
Orquestra e Coro Verdi. André dos com regência de Gudni Emilson.
Teatro Polytheama – Tel. (11) 4586-2472.
Santos – direção musical e regente. Paulo R$ 10. No dia 31, também no Salão de Atos, o destaque é Mendelssohn,
Abrão Esper – direção cênica. Ana Beatriz com a Sinfonia nº 2, Ao louvor, com o maestro Manfredo Schmiedt
Machado e Tamara Kalinkina (Violetta), à frente da Ospa e de um time de solistas que inclui a soprano Elisa
Rodrigo Rangel e Rodrigo Kenji (Alfredo u MANAUS, AM Machado e o tenor Maicon Cassânego. O grupo faz ainda dois con-
Germont) e Rodolfo Giuliani e Erick Souza
(Giorgio Germont). Leia mais na pág. 36. 05/10 20h00 Amazonas certos, nos dias 21 e 22, no Auditório Araújo Vianna, com trilhas de
Educamais Jacareí – Tel. (12) 3955-9500. Filarmônica. 20 anos de Amazonas cinema e regência de seu diretor Evandro Matté.
Entrada franca. Filarmônica. Luiz Fernando Malheiro

Outubro 2017 CONCERTO 47


u ROTEIRO MUSICAL Brasil

– regente. Programa: Santoro – Canto


de amor e paz e Ponteio; e Beethoven –
u PARATY, RJ Teatro Municipal Erotídes de Campos – Tel.
(19) 3413-5212. Antes do concerto, às 17h,
03/10 20h00 Jorge Caballero (Peru/
EUA) – violão. Concerto de abertura.
Sinfonia nº 5. Leia mais na pág. 49. haverá uma palestra sobre ópera, com o
Mimo Festival maestro Gabriel Rhein-Schirato. Entrada franca, 04/10 20h00 Daniel Wolff, Paulo
Teatro Amazonas – Tel. (92) 3622-1880. De 6 a 8 de outubro retirada de ingressos dias 25, 26 e 27, das 15h Inda e Marcos Araújo – violões.
Realização: Lu Araújo Produções às 18h. Participação: Ayres Pottoff e Rodrigo
17/10 20h00 Orquestra de Câmara e Musickeria Alquati – violões.
do Amazonas. OCA 15 anos. Marcelo Entrada franca
de Jesus – regente. Elena Koynova – www.mimofestival.com u PONTA GROSSA, PR 05/10 16h00 Marcia Taborda –
violão. Lançamento do DVD “Viola e
violino. Programa: Vivaldi/Max Richter –
As quatro estações. 01/10 19h30 Orquestra Sinfônica Violão em terras de São Sebastião”.
06/10 20h00 Andrea Ernest Dias UFRGS – Salão de Festas. Às 20h:
Teatro Amazonas – Tel. (92) 3622-1880. – flauta e Elodie Bouny (França) – Cidade de Ponta Grossa. Música
nos Bairros. Rafael Rauski – regente. Marco Pereira e Paulo Bellinatti –
violão. Programa: obras de Chiquinha violões. UFRGS – Salão de Atos.
19/10 20h00 Ópera La Traviata, Gonzaga, Dona Ivone Lara, Elodie Programa: Vivaldi – A Primavera.
de Verdi. Ópera em concerto. Bouny, Gnattali, Takemitsu, Schubert, Paróquia Nossa Senhora do Rosário – Rua 06/10 20h00 Alessio Nebiolo (Itália)
Amazonas Filarmônica e Coral do Moacir Santos e Piazzolla. Senador Pinheiro Machado, 51. Reapresentação – violão e Duo Matices: Flor Vega
Amazonas. Luiz Fernando Malheiro dia 15 às 19h30 na Paróquia Nossa Senhora do Guerrero e Hugo Castillo Vargas –
Igreja Matriz de Nossa Senhora dos
– regente. Tamara Kalinkina (Ucrânia) Monte Claro – Tel. (42) 3222-3219. Entrada franca. violões.
Remédios – Tel. (24) 3371-1467.
– soprano, Daniel Umbelino – tenor e
07/10 19h00 Joana Queiroz – 07/10 18h00 Camerata Violões de
Cláudio de Biaggi – barítono.
Teatro Amazonas – Tel. (92) 3622-1880.
clarinete e sanfona. u PORTO ALEGRE, RS Porto. Às 20h: Duo Guilherme
Igreja de Santa Rita – Tel. (24) 3371-8328. Vincens-Michel Maciel e Flávia
Reapresentação dia 22 às 19h.
01/10 18h00 Orquestra Sinfônica Domingues Alves – violões.
08/10 21h30 Tereza Salgueiro
de Porto Alegre. Concerto de Participação: Felipe Karam e Damas
21/10 20h00 Orquestra (Portugal) – soprano. Programa:
Primavera. Evandro Matté – regente. do Violão.
Experimental da Amazonas obras do CD “O mistério”.
Filarmônica e Coral do Amazonas. Praça da Matriz – Palco. Jardim Botânico – Rua Dr. Salvador França, 08/10 20h00 Duo Saldaña-Bravo
1427 – Jardim Botânico. Entrada franca. e Conrado Paulino – violões.
Marcelo de Jesus – regente.
Fabiano Cardoso (Tamino) – tenor, Tamar Concerto de encerramento.
Freitas (Pamina), Katia Freitas (Rainha u PELOTAS, RS 08/10 16h30 Quarteto de Cordas
da Orquestra Sinfônica de Porto
da Noite) e Augusta Bacelar (Papagena)
– sopranos, Emanuel Conde (Sarastro) – 23/10 20h30 I Simpósio Alegre. Série Música no Museu. Geraldo
Moori e Paulo Barcellos – violinos,
u RECIFE, PE
baixo, Josenor Rocha (Papageno) – baríto- Internacional Música e Crítica.
Lembrança dos 80 anos do falecimento Delmar Breunig – viola e Deolindo 18/10 20h00 Orquestra
no e Dhijana Nobre, Raquel de Queiroz e
de Oscar Ganabarino. Trio Arakime: Azambuja – violoncelo. Programa: Villa- Sinfônica do Recife. Concerto Oficial.
Thalita Azevedo (três damas). Programa:
Fernanda Miki – soprano, Mayara -Lobos – Quarteto de cordas nº 1; e Dvorák Marlos Nobre – direção musical e
Mozart – Trechos de A flauta mágica.
Araújo – flauta e Patrick Menuzzi – pia- – Quarteto de cordas nº 12, Americano. regente. Programa: Martinu – Fantasias
Teatro Amazonas – Tel. (92) 3622-1880.
no. Programa: obras de Harry Crowl, Museu de Arte do Rio Grande do Sul – Tel. sinfônicas; e Brahms – Sinfonia nº 3.
(51) 3227-2311. Entrada franca.
31/10 20h00 Orquestra de Câmara Guilherme Bauer, Marcelo Nadruz, Davi Leia mais na pág. 49.
do Amazonas e Sound Lab Trio. Tuchtenhagen e Victor Camargo; e estreia Teatro de Santa Isabel – Tel. (81) 3355-3326.
10/10 20h30 Orquestra Sinfônica Entrada franca.
Marcelo de Jesus – regente. Anderson americana de obra de Victor Ladeira.
de Porto Alegre. Série UFRGS. Festival
Farias – piano, Anderson Cerdeira – ba- Universidade Federal de Pelotas –
Conservatório de Música – Centro das Artes
Wagner. Gudni Emilson – regente. Cláudia
teria e Marcelo Figueiredo – contrabaixo.
Programa: Villa-Lobos – Choros nº 1;
– Tel. (53) 3222-2562. Informações: https:// Riccitelli – soprano e Martin Muehle –
tenor. Programa: Wagner – Aberturas e
u RIBEIRÃO PRETO, SP
simposiomusicaecritica.wordpress.com.
Alexandre Guerra – Lamento para cordas; árias de Lohengrin, Tannhäuser e
André Mehmari – Concerto para jazz trio 01/10 19h00 Ópera O barbeiro de
24/10 19h30 I Simpósio A Valquíria. Leia mais na pág. 47. Sevilha, de Rossini. Ópera Estúdio.
e orquestra de cordas; e Villani-Côrtes – Internacional Música e Crítica. UFRGS – Salão de Atos – Tel. (51) 3308-4303.
Encontro das águas (obra comissionada). Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto
Lembrança dos 80 anos do falecimento R$ 30.
Teatro Amazonas – Tel. (92) 3622-1880.
e Coral Minaz. Gisele Ganade – regente.
de Oscar Ganabarino. Programa: Antenor André Cruz – direção cênica. André Cruz
de Oliveira Monteiro – A loucura de Pierrot. 21/10 20h00 Orquestra Sinfônica
(Rossini), Pedro Vianna (Fígaro), Pedro
de Porto Alegre. Série Araújo Vianna.
u MARÍLIA, SP Universidade Federal de Pelotas –
Conservatório de Música – Centro das Artes Música de Cinema. Evandro Matté –
Coelho (Conde Almaviva), Mariana Cunha
(Rosina), Luís Felipe Sousa (Don Basílio),
– Tel. (53) 3222-2562. regente. Participação: Cia. Municipal
07/10 20h00 Edna Oliveira – sopra- Marcos Pinafo (Bartolo), Eunice Cruz
de Dança de Porto Alegre. Programa:
no, Mere Oliveira – mezzo soprano (Berta), Igor Lourenço (Fiorello), Andrei
trilhas de filmes.
Frateschi (Ambroggio) e Cláudio Frateschi
e Ademir Costa – piano. Sesi Música u PIRACICABA, SP Auditório Araújo Vianna – Av. Oswaldo Aranha,
(Bollacionne).
– Série Erudita. O Negro na Ópera. s/nº – Parque da Redenção. Reapresentação
Programa: Gershwin – Porgy and Bess; dia 22 às 18h. Teatro Minaz – Tel. (16) 3941-2722.
04/10 19h00 Coro de Câmara de
Scott Joplin – Treemonisha; Anônimo Piracicaba e solistas. Ernst Mahle –
– Negro Spirituals; Marlos Nobres – regente. Raissa Amaral – soprano, Sonia 31/10 20h30 Orquestra Sinfônica 07/10 20h30 Orquestra Sinfônica
Dengues da mulata desinteressada; Dechen – contralto e Antonio Pessotti e de Porto Alegre. Série UFRGS. de Ribeirão Preto. Série Concertos
Waldemar Henrique – Abalauê; Villa- Norberto Viera – tenores. Participação: Manfredo Schmiedt – regente. Elisa internacionais. Reginaldo Nascimento –
Lobos – Xangô; Ernani Braga – Kininbá; Quarteto de Cordas Mahle e Anselmo Machado e Paola Leonetti – sopranos e regente. Programa: Beethoven – Abertura
e Hervé Cordovil – Prece a São Benedito. Melossi – contrabaixo. Quarteto: Samuel Maicon Cassânego – tenor. Participação: Egmont e Concerto para piano e orques-
Teatro do Sesi – Tel. (14) 3417-4500. Lima e Valdiner Rossi – violinos, Edmur Coro Sinfônica da Ospa, Grupo Cantabile tra; e Nepomuceno – Sinfonia em sol
Entrada franca. Rossi – viola e David Scanavini – violon- e Coro Universitário da Ulbra. Programa: menor.
Mendelssohn – Sinfonia nº 2, Ao louvor. Theatro Pedro II – Tel. (16) 3977-8111. R$ 40
celo. Programa: Mahle – Missa de São
UFRGS – Salão de Atos – Tel. (51) 3308-4303. a R$ 60. Reapresentação dia 8 às 10h30, pela
Francisco.
u NATAL, RN Santuário Nossa Senhora dos Prazeres – Tel.
R$ 30. série Juventude Tem Concerto, entrada franca.

(19) 3035-7351. Reapresentação dia 8 às 10h


25/10 20h00 Orquestra Sinfônica na Capela do Colégio Dom Bosco Assunção – Tel. IX Festival de Violão da UFRGS 07/10 20h30 Paulo Martelli – violão
do Rio Grande do Norte. Movimento (19) 3437-3877. Entrada franca. De 3 a 8 de outubro barroco. Lançamento de CD. Programa:
Sinfônico. Projeto Quartas Clássicas. Coordenação: Daniel Wolff Bach – Transcrições para violão barroco.
Dian Tchobanov (Bulgária) – regente. 28/10 20h30 Orquestra Sinfônica Entrada franca Teatro Minaz – Tel. (16) 3941-2722.
Ronedilk Dantas – violino. Programa: de Piracicaba. Temporada comemora- Instituto de Artes da UFRGS –
Mendelssohn – Hebrides e Sinfonia nº 4, tiva dos 250 anos de Piracicaba. Gabriel Auditório Tasso Correa 11/10 20h30 Fábrica de Óperas
Italiana; e Saint-Saëns – Concerto para Rhein-Schirato – regente. Eliane Coelho Tel. (51) 3308-4336 do Instituto de Artes da Unesp São
violino nº 3. – soprano. Programa: árias e aberturas de Informações: www.facebook.com Paulo. Abel Rocha – direção.
Teatro Riachuelo – Tel. (84) 4006-3424. óperas de Verdi. Leia mais na pág. 45. FestivalViolaoUfrgs Teatro Minaz – Tel. (16) 3941-2722.

48 Outubro 2017 CONCERTO


20/10 20h30 Eliane Coelho – sopra- para Te Deum; Rossini – Abertura de Manaus, dias 5, 19 e 22
no e Rafael Andrade – piano. Ópera Guilherme Tell; Fernandez – Batuque;
e Outros Cantos. Marquez – Conga del fuego e Danzón Amazonas Filarmônica celebra
Teatro Minaz – Tel. (16) 3941-2722. nº 2; Brahms – Dança húngara; e
28/10 20h30 Ópera Il Campanello,
Ginastera – Malambo.
Teatro Castro Alves – Sala Principal – Tel.
20 anos com concerto especial
de Donizetti. Cia. Minaz. Coral Minaz. (71) 3535-0600. Entrada franca. A Amazonas Filarmônica co-

divulgação
Gisele Ganade – regente. Luís Felipe Luiz Fernando
Souza, Marcos Pinafo, Mariana Cunha, memora, no dia 5, seus vinte anos Malheiro
20/10 19h00 Orquestra Juvenil
Pedro Coelho e Lucas de Paula. da Bahia, Orquestra Castro Alves, de atividades com um programa
Teatro Minaz – Tel. (16) 3941-2722. Coros Infantil e Juvenil do Neojiba especial, regido pelo maestro Luiz
Reapresentação dia 29 às 20h. e Orquestra Infantil da Bahia. Fernando Malheiro: após uma sele-
Concertos do 10º Aniversário do Neojiba. ção de obras de Claudio Santoro, o
Festival Música Nova Programa: Charpentier – Prelúdio para Te
Gilberto Mendes concerto traz ainda com a Sinfonia
Deum; Rossini – Abertura de Guilherme
De 23 a 27 de outubro Tell; Fernandez – Batuque; Marquez – Conga nº 5 de Beethoven.
Direção artística: Lucas Galon del fuego e Danzón nº 2; Brahms – Dança Malheiro volta a comandar o
Leia mais na pág. 45 húngara; Beethoven – Sinfonia nº 5; grupo nos dias 19 e 22, com uma
Tchaikovsky – Marcha eslava; Dvorák – versão em concerto da ópera La traviata, de Verdi, com a soprano Tamara
23/10 20h30 Ensemble Sinfonia nº 9; Stravinsky – Berceuse e finale
Mentemanuque e Orquestra Jovem Kalinkina, o tenor Daniel Umbelino e o barítono Cláudio de Biaggi.
de Pássaro de fogo; Tchaikovsky – Sinfonia
Acadêmica ALMA. Cristina Emboaba nº 4; Gomes – Sonhos percutidos; Villa-
e Reginaldo Nascimento – regentes. Lobos – Miudinho; e Orff – Carmina Burana.
Programa: peças de compositores
Teatro Castro Alves – Sala Principal – Tel.
consagrados e jovens compositores. (71) 3535-0600. R$ 4.
USP Ribeirão Preto – Sala de Concertos da Fabio Martino é solista em Goiânia
Tulha. 21/10 18h00 Integrantes dos
A Orquestra Filarmônica de Goiás recebe, no dia 8, o pianista
24/10 20h30 USP-Filarmônica. Lucas Núcleos do Neojiba. Concertos do
Galon – regente. Programa: canções 10º Aniversário do Neojiba. André brasileiro Fabio Martino para uma apresentação na qual ele vai in-
sinfônicas, com quatro estreias mun- Simões – direção cênica. terpretar o Concerto para piano e orquestra nº 5 de Villa-Lobos
diais. Concha Acústica – Tel. (71) 3535-0600. (leia mais sobre o músico na seção Em Conversa, na página 14). A
Theatro Pedro II – Tel. (16) 3977-8111. regência é de Neil Thomson, que comanda o grupo também em obras
21/10 20h00 Orquestra Petrobras
25/10 19h30 Ópera Judas em Sábado
Sinfônica. Projeto Tamar. Felipe
de Chabrier (Bourrée fantasque), Satie (Entr’acte) e Ravel (Bolero).
de Aleluia, de Lucas Galon e José
Prazeres – regente. Programa: Maycon
Gustavo Julião de Camargo. Ensaio
aberto. Orquestra, Coro e Solistas
Ananias – Petrobras 60 anos; Mateus Brasília faz homenagem a Beethoven
Freire – Abertura da Arca Sinfônica;
da ALMA.
Theatro Pedro II – Tel. (16) 3977-8111.
Bizet – Abertura de Carmen; Villa-Lobos O pianista Fabio Martino, além das apresentações em Goiânia
Apresentação dia 26 às 20h30. – Bachianas brasileiras nº 4 (1º movi- e em Minas Gerais (leia mais na página 44), será solista também da
mento); J. Strauss II – O Danúbio azul op.
27/10 20h30 Luiz Fernando Teixeira 314; Suppé – Cavalaria ligeira; Rossini –
Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro, em Brasí-
e Grupo de Percussão. Programa: Aberturas de La gazza ladra e Guilherme lia. No dia 10, no Cine Brasília, ele interpreta o Concerto para piano
estreia de diversas obras. Tell; Brahms – Danças húngaras nº 1, nº 6 e orquestra nº 5, Imperador, de Beethoven, sob a regência do maes-
USP Ribeirão Preto – Sala de Concertos
da Tulha – Tel. (16) 3602-3136
e nº 5; e Ary Barroso – Aquarela do Brasil. tro Claudio Cohen. O programa, é todo dedicado ao compositor e
Sede do Projeto Tamar – Av. do Farol, s/nº – tem ainda a sua Sinfonia nº 8.
Praia do Forte – Tel. (71) 3676-0321.
u RIO CLARO, SP
u SANTA MARIA, RS Carlos Prazeres rege a Sinfônica da Paraíba
06/10 20h00 Edna Oliveira – sopra-
no, Mere Oliveira – mezzo soprano O maestro Carlos Prazeres, diretor da Orquestra Sinfônica da
20/10 19h00 Orquestra Sinfônica
e Ademir Costa – piano. Sesi Música Bahia, e o oboísta Joel Gisiger se unem para um concerto, no dia 5, da
de Santa Maria. Concertos Didáticos.
– Série Erudita. O Negro na Ópera.
Participação: Abelardo e Animatronics Orquestra Sinfônica da Paraíba. A apresentação, na Sala José Siqueira,
Programa: Gershwin – Porgy and Bess; tem o Concerto para oboé, de Richard Strauss, pilar do repertório
da Companhia Caixa do Elefante.
Scott Joplin – Treemonisha; Anônimo
– Negro Spirituals; Marlos Nobres –
Programa: temas de cinema. para o instrumento, e a monumental Sinfonia nº 4, de Brahms.
UFSM – Centro de Convenções – Tel. (55)
Dengues da mulata desinteressada; 3220-9219. Entrada franca.
Waldemar Henrique – Abalauê; Villa-
Lobos – Xangô; Ernani Braga – Kininbá;
Marlos Nobre interpreta Brahms em Recife
e Hervé Cordovil – Prece a São Benedito. u SANTOS, SP Com regência de Marlos Nobre, a Orquestra Sinfônica do Recife
Teatro do Sesi – Tel. (19) 3522-5650.
Entrada franca.
sobe ao palco do Teatro Santa Isabel no dia 18 para o seu sétimo con-
01/10 20h00 Banda Sinfônica de
certo oficial da temporada. A apresentação dá continuidade ao Ciclo
Cubatão. Série Concertante. Concerto
Brahms 2017, com a interpretação da Sinfonia nº 3 do compositor,
u SALVADOR, BA Jogadas das Vida. Concerto inclusivo com
que será antecedida das Fantasias sinfônicas, de Martinu.
audiodescrição para cegos, intérprete de
14/10 16h00 Grupo de libras e acesso para cadeirantes. Rodrigo
Vitta – regente. Participação: Júlio César
Instrumentistas de Cordas do
Neojiba. Concertos do 10º Aniversário – piano. Programa: Beethoven – Abertura Aleyson Scopel toca no Espírito Santo
do Neojiba. Markus Däunert – violino e Egmont; e Fauré – Pavane.
O pianista Aleyson Scopel será o solista da Orquestra Sinfônica
Ricardo Castro – piano. Programa: obras Teatro Municipal Braz Cubas – Tel. (13)
3226-8000. Entrada franca. do Espírito Santo, nos dias 25 e 26, no Teatro Carlos Gomes, em
de Shostakovich, Mahler e Mozart. Leia
mais na pág. 44. Vitória. Às voltas com projetos como a gravação das Cartas celestes,
04/10 20h00 Banda Marcial de de Almeida Prado, Scopel vai mostrar outra faceta de seu trabalho,
Santuário Nossa Senhora de Fátima – Tel.
Cubatão. Concerto Ternura. Alexandre
(71) 3328-9500. Entrada franca. interpretando o Concerto n° 1 para piano e orquestra, de Tchaiko-
Felipe Gomes – regente. Participação:
20/10 15h00 Orquestra Infantil da Coral Raízes da Serra da Terceira Idade. vsky. O programa, sob regência de Helder Trefzger, se completa com
Bahia. Concertos do 10º Aniversário do Programa: obras Ary Barroso e outros. a Sinfonia nº 2, Os quatro temperamentos, de Carl Nielsen.
Neojiba. Programa: Charpentier – Prelúdio Teatro Coliseu – Tel. (13) 4062-0016.

Outubro 2017 CONCERTO 49


u ROTEIRO MUSICAL Brasil

Aracaju, dias 4, 10 e 26
19/10 20h00 Orquestra Sinfônica
de Sorocaba e Cia. Imago. Concerto
u UBERLÂNDIA, MG
Álvaro Siviero toca Rachmaninov Sinfônico. Projeto Astra-Finamax. Eduardo
Ostergren – regente. Programa: Prokofiev
20/10 20h00 Quarteto Greco-
latino. Concertos Tribanco Uberlândia.
– Pedro e o lobo; e Alfredo Dias – Suíte de Ignacio Gonzalez (Chile) – piano,
O romantismo germânico é o tema da primeira apresentação Canções infantis. Mariana Hernandez (México) –
do mês da Orquestra Sinfônica de Sergipe, no dia 4, no Teatro Athe- Teatro Municipal Teotônio Vilela – Tel. (15) violino, Iberê Carvalho – viola e
neu, em Aracajú. Nela, Guilherme Mannis rege o grupo em obras 3238-2222. R$ 10.
Dimitris Karagiannakidis (Grécia)
de Mendelssohn, com destaque para a Abertura A gruta de Fingal, – violoncelo. Programa: obras de
28/10 19h00 Orquestra
e Schubert, a Sinfonia nº 9, A grande. O mês se encerra, no dia Filarmônica do Senai-SP. Sesi Música
Beethoven, Scriabin e Brahms.
26, também no Tobias Barreto, com o regente convidado Edilson Teatro Municipal – Tel. (34) 3235-1568.
– Série Erudita. Ingressos: doação de um litro de leite.
Ventureli, diretor e maestro do Instituto Baccarelli, de São Paulo, Teatro do Sesi – Tel. (15) 3224-4090.
que se une ao pianista Álvaro Siviero para o Concerto nº 2, de Entrada franca.

Rachmaninov; completa o programa a Sinfonia nº 7, de Beethoven. u VITÓRIA, ES


u TATUÍ, SP 25/10 20h00 Orquestra Sinfônica
CONSERVATÓRIO DE TATUÍ do Estado do Espírito Santo. Série
25/10 20h00 Trama Ensemble Samuel Passos – viola e Emília Valova – Pré-Estreia. Helder Trefzger – regente.
MUSICAL. Ulysses Nicolai – violino, violoncelo. Programa: Mozart – Quarteto Teatro Procópio Ferreira – Tel. (15) 3205-8444
Aleyson Scopel – piano. Programa:
Rossana Gomiero Fonseca – violoncelo K 370; Britten – Phantasy; Jean Françaix Nielsen – Sinfonia nº 2, Os quatro
e Regina Schlochauer – piano. Programa: – Quarteto; Piazzolla – Quatro estações 02/10 20h00 3ª Semana de Música
de Câmara. Salão Villa-Lobos. Entrada temperamentos; e Tchaikovsky –
obras de Turina, Henrique Oswald e portenhas; e Villa-Lobos – Quarteto nº 1. Concerto para piano nº 1. Leia mais
Haydn, entre outros. Teatro do Sesi – Tel. (17) 3224-6611.
franca. Continuidade até dia 6. Favor
confirmar horários. na pág. 49.
Pinacoteca Benedito Calixto – Tel. (13) Entrada franca.
Teatro Carlos Gomes – Tel. (27) 3132-8396.
3288-2260. Entrada franca. 05/10 20h00 Conjunto de Metais. R$ 2. Reapresentação dia 26 às 20h, pela
Entrada franca. série Concertos Sinfônicos.
28/10 18h00 Duo Fábio Pellegatti u SÃO JOSÉ DOS
e Regina Schlochauer – pianos. 15/10 20h00 Mostra Especial de
Programa: obras de Mendelssohn,
CAMPOS, SP Música de Câmara. Entrada franca.
II FESTIVAL SESI DE ÓPERA
De 7 a 29 de outubro
Fauré, Brahms e Piero Schlochauer. 17/10 19h00 Kethin Lasmin da Direção geral: Leonardo David
25/10 20h00 Ópera La Traviata,
Pinacoteca Benedito Calixto – Tel. (13)
de Verdi. Associação Amigos do Teatro Silva – trombone. Recital de conclusão. Direção artísitica: Licio Bruno
3288-2260. Entrada franca. Salão Villa-Lobos. Entrada franca. Teatro do Sesi Jardim da Penha –
Lírico de Equipe/Cia. Ópera São Paulo.
Orquestra e Coro Verdi. André dos 20/10 20h00 Coro Sinfônico. R$ 12. Tel. (27) 3334-7307
28/10 20h00 Audi Coelum. Sesi Ingressos: www.blueticket.com.br
Música – Série Erudita. Roberto Rodrigues Santos – direção musical e regente.
21/10 20h00 Banda Sinfônica. Leia mais na pág. 47
– direção musical, regente e pesquisa. Paulo Abrão Esper – direção cênica.
Dario Sotelo – regente. R$ 12.
Viviana Casagrandi – soprano, Clarissa Ana Beatriz Machado e Tamara Kalinkina
(Violetta), Rodrigo Rangel e Rodrigo 25/10 20h00 Orquestra Sinfônica. 07/10 20h00 Orquestra CAMERATA
Cabral – mezzo soprano, Guga Costa – SESI-ES. Gala Lírica. Concerto de
haute-contre, Ruben Araújo – tenor, Sabah Kenji (Alfredo Germont) e Rodolfo João Maurício Galindo – regente. R$ 12.
Giuliani e Erick Souza (Giorgio Germont). abertura. Leonardo David – regente.
Teixeira – baixo-barítono, Alexandre Cruz 28/10 19h00 Milagros Quiñonez
e Marcus Held – violinos, Luciana Castilho Leia mais na pág. 36. Lima – canto lírico. Recital de 08/10 17h00 Orquestra CAMERATA
– flauta doce, Pedro Augusto Diniz – cravo Teatro Municipal – Tel. (12) 3942-1144. Conclusão. Salão Villa-Lobos. SESI-ES. Galinha Lírica. Programa:
Entrada franca.
e Iara Ungarelli – viola de gamba. Entrada franca. Prokofiev – Pedro e o Lobo op. 67.
Teatro do Sesi – Tel. (13) 3203-4966.
Entrada franca.
29/10 18h00 Felippe Almeida 13/10 20h00 Óperas Il
u SÃO LEOPOLDO, RS de Souza – canto lírico. Recital de Combattimento di Tancredi e
29/10 18h00 Banda sinfônica Conclusão. Salão da Unidade 2. Clorinda, de Monteverdi; e O reino
Jovem do Estado. Mônica Giardini – II Encontro Nacional de Acordeon Entrada franca. de duas cabeças, de Jaceguay Lins.
regente. Robert Miranda Bispo – flauta. Presto-Sesc Reapresentação dias 14 e 15 às 17h.
31/10 19h00 Recital Talentos do
Programa: Reinecke – Concerto para De 4 a 7 de outubro
Canto Lírico. Entrada franca. 20/10 20h00 Ópera O CAXEIRO DA
flauta (3º movimento); e John Williams Coordenação artística: Fernando Ávila
Coordenação geral: Lúcia Passos e TAVERNA, de Guilherme Bernstein.
– Trilhas dos filmes Os cowboys, E.T.,
Reapresentação dias 21 e 22 às 17h.
Indiana Jones, A lista de Schindler, Andrea Guedes u TAUBATÉ, SP
Super-Homem e Guerra nas estrelas. Informações: tel. (51) 3037-7784 27/10 20h00 Ópera LA BOHÈME, de
Sesc. Entrada franca. 27/10 20h00 Ópera La Traviata, Puccini. Reapresentação dias 28 às 16h
05/10 20h00 Sarau. Dia 6 às 20h: de Verdi. Associação Amigos do Teatro e 29 às 17h. t
Luciano Maia – acordeão. Dia 7 às 20h: Lírico de Equipe/Cia. Ópera São Paulo.
u SÃO CARLOS, SP Oscar dos Reis – acordeão. Orquestra e Coro Verdi. André dos
Igreja do Relógio – Rua Osvaldo Aranha, 450 Santos – direção musical e regente.
19/10 20h00 Paulo Pedrassoli – – Centro.
Paulo Abrão Esper – direção cênica. ÓPERA NO CINEMA
violão. Série Em Concerto. Programa: Ana Beatriz Machado e Tamara
Villa-Lobos – Prelúdios nº 2 e nº 3, Choros ESPETÁCULOS CINEMaRK
nº 1, Estudos nºs 2, 4, 7, 8, 10, 11 e u SOROCABA, SP Kalinkina (Violetta), Rodrigo Rangel
e Rodrigo Kenji (Alfredo Germont) e
www.cinemark.com.br
12 e Valsa-Choro, Schottisch-Choro e Rodolfo Giuliani e Erick Souza (Giorgio
06/10 20h30 Duo Siqueira Lima. Ópera Otello, de Verdi
Gavotta-Choro da Suíte popular brasileira. Germont). Leia mais na pág. 36.
Schaeffler Música. Cecília Siqueira e Royal Opera House de Londres
Curadoria: Camila Frésca. Teatro Metrópole – Tel. (12) 3624-8695.
Sesc – Tel. (16) 3373-2300. Entrada franca. Fernando Lima – violões. Programa: Terça-feira, 3 de outubro
Entrada franca.
Scarlatti – Sonatas K 120 e K 1698; Bach
– Abertura em estilo francês; Villa-Lobos Transmissão às 19h30 em:
u SÃO JOSÉ DO – Bachianas brasileiras nº 4; Debussy u TIRADENTES, MG Brasília/ DF, Belo Horizonte/MG,
Campinas/SP, Curitiba/PR, Porto
– Arabesque nº 2 e Clair de lune;
RIO PRETO, SP Gerswhin – I Got Rhythm; Fattoruso 06/10 20h00 Elisa Freixo – órgão. Alegre/RS, Recife/PE e Vitoria/ES.
– Candombe; e Piazzolla – Inverno Participação de artistas convidados. R$ 40.
27/10 20h00 Quarteto Françaix. portenho e Primavera portenha. Música Barroca. Transmissão às 20h em:
Sesi Música – Série Erudita. Maria Teatro Municipal Teotônio Vilela – Tel. (15) Igreja Matriz de Santo Antônio – Tel. (32) Rio de Janeiro/RJ, São Caetano do
Fernanda Gonçalves – oboé e corne 3238-2222. Entrada franca, retirada de ingressos 3355-1676. R$ 40. Apresentações sextas- Sul e São Paulo/SP. R$ 50.
inglês, Nikolay Sapoundjiev – violino, a partir das 19h. -feiras às 20h.

50 Outubro 2017 CONCERTO


Edição Awards 2017 Todos os textos e fotos publicados na seção Gramophone são de propriedade e copyright de Mark Allen Group, Grã-Bretanha. www.gramophone.co.uk

Gravação do mês
Baseado nas Todos tivemos muita
resenhas deste HAYDN. CPE BACH.
satisfação ao acompanhar a
BOCCHERINI
mês, Martin Cello Concertos carreira sempre inquiridora
Cullingford Deutsche de Isserlis – e ao revisitar
Kammerphilharmonie
apresenta Bremen / Steven Isserlis vc
repertório, como aqui, ele nos
as melhores Hyperion fornece uma visão ainda mais
gravações profunda de sua trajetória.

PICKARD SHOSTAKOVICH BARSANTI. HANDEL


Symphony No 5, etc Chamber Symphony, ‘Edinburgh 1742’
BBC National Op 110a R STRAUSS Ensemble Marsyas
Orchestra of Wales Metamorphosen Peter Whelan
Martyn Brabbins Baltic CO / Emmanuel Linn
BIS Leducq-Barôme
Rubicon

Um compositor com uma compreensão A textura de cordas de Strauss é capturada Como diz Lindsay Kemp, é a prova, caso
maravilhosa das possibilidades de colorido de forma atraente pelos microfones; muito alguém precise, de que a música barroca pode
orquestral, algo com que Brabbins e seus adequado, o complemento é igualmente nos surpreender continuamente. Uma incursão
colegas se deliciam claramente nessa gravação impressionante. em um repertório raro – mas por quê? Talvez
de lindo som. esse disco mude isso.

MOZART BRAHMS SCHUBERT


Violin Sonatas, Vol 4 Piano Works ‘Der Einsame’
Alina Ibragimova vn Nelson Freire pn Ilker Arcayürek ten
Cédric Tiberghien pn Decca Simon Lepper pn
Hyperion Champs Hill

Forma-se um ciclo destinado a ser Essa é música com que Freire vem Nosso crítico foi atrás de alguns dos
referência dessa música por bastante tempo, convivendo há muito tempo. O resultado é uma maiores tenores para comparar, e Arcayürek
pelo menos em disco; Ibragimova e Tiberghien gravação de Brahms que deixa a crítica Harriet saiu de cabeça erguida, como membro
voltam a experimentar obras tardias e iniciais Smith sem nenhuma dúvida do brilho da música impressionante de uma tradição contínua.
com a mesma crença e convicção. e de Freire. [Leia a crítica na página 7.]

‘NATURE AND THE SOUL’ ‘CARNEVALE 1729’ ‘STRAVAGANZA


Latvian Radio Choir Ann Hallenberg mez D’AMORE!’
Kaspars Putninš Il Pomo d’Oro Pygmalion
LMIC/SKANI Stefano Montanari vn Raphaël Pichon
Pentatone Harmonia Mundi

Um álbum realmente belo de obras Você se vê em Veneza, no auge das Aqui, o elogio é para o pacote completo
corais da Letônia, interpretadas por cantores festividades, quando Hallenberg traz árias que – performance e apresentação –, que oferece
imersos de forma clara e completa em seus você teria ouvido se estivesse por lá, em 1729: uma visão empolgante e fascinante dos dias
fundamentos musicais e culturais. pesquisa histórica que traz frutos fabulosos iniciais da ópera.
para os ouvidos!

DVD/Blu-ray RELANÇAMENTO/ARQUIVO Em associação com


RAVEL. DELAGE. DUTILLEUX MOZART
Orchestral Works Symphonies Nos 39 & 40
London Symphony Orchestra Staatskapelle Dresden
www.qobuz.com
Sir Simon Rattle Otmar Suitner
LSO Live Berlin Classics
Ouça diversas das
Eis uma chance de observar Rattle e O belo Mozart de arquivo gravações da Escolha
seus colegas de Londres. Como afirma Mark de Suitner é, para Rob Cowan, do Editor online em
Pullinger, os augúrios são bons! digno de ser redescoberto. qobuz.com

Outubro 2017 CONCERTO 51


u CDs

COLERIDGE-TAYLOR SCHUMANN L’ARTE DELLA VARIAZIONE BERIO – MAHLER


BEN-HAIM Beethoven Studies Paganini and Beyond – Matthias Goerne – barítono
Quintetos para clarinete Ghost Variations Critic’s Choice The Synergy Vocals
Klaus Hampl – clarinete Schubert Variations Vários artistas Orquestra Sinfônica da BBC
Quarteto de Roma Olivier Chauzu – piano Lançamento Praga Digitals. Josep Pons – regente
Lançamento Naxos. Importado. Lançamento Naxos. Importado. Importado. R$ 78,10 Lançamento Harmonia Mundi.
R$ 35,30 R$ 35,30 Niccolò Paganini é uma figura Importado. R$ 99,80
O clarinetista Klaus Hampl Não é exagero dizer que a música lendária. Grande virtuose do Conceito e realização musical se
e o Quarteto de Roma têm para piano está no cerne da violino, sua maestria técnica foi unem para fazer deste um disco
desenvolvido importante parceria percepção que temos da trajetória tema das mais diferentes análises precioso. No fim dos anos 1960,
nos últimos anos em alguns dos artística de Robert Schumann. (e teorias, como aquela que a Filarmônica de Nova York
principais palcos europeus. Não Suas obras compõem o repertório sugere um pacto com o diabo). Ele encomendou a Luciano Berio uma
por acaso. O músico e o conjunto, dos maiores pianistas da história – também atuou como compositor, sinfonia para marcar seus 125
afinal, compartilham a mesma e dizer algo novo sobre elas é um deixando temas que, com grandes anos. O resultado foi uma obra
proposta artística de resgatar desafio para qualquer intérprete. dificuldades, entraram para a estimulante. A partir do scherzo
repertórios pouco conhecidos, Perante ele, Olivier Chauzu, história da música. O mais célebre da Sinfonia nº 2 de Mahler, que
como fazem neste disco em formado pelo Conservatório deles é o Capricho nº 24 para foi diretor da orquestra, Berio
que interpretam dois quintetos de Paris, oferece uma resposta violino solo. Prova da importância constrói um discurso musical
para clarinete. O primeiro é do interessante. Ele pesquisou obras da peça é que, ao longo do repleto de referências – e não
britânico Samuel Coleridge-Taylor. do compositor que, mesmo menos tempo, ela ganhou diversas apenas musicais: ao longo de
Escrito no fim do século XIX, ele conhecidas, são símbolos do versões e arranjos, pelas mãos toda a obra, ele utiliza textos
oferece um novo caminho para o universo de referências múltiplas de vários autores. E as principais variados, que vão de escritos de
gênero, tentando (com sucesso) que compunham sua inspiração. estão reunidas neste disco. Claude Lévi-Strauss a trechos
fugir da influência do monumental Uma delas é o trabalho de autores Há, por exemplo, os Estudos de peças de Samuel Beckett. A
quinteto de Brahms. Já a peça com quem Schumann conviveu, transcendentais escritos por Liszt, interpretação de Josep Pons à
de Paul Ben-Haim introduz ao autores que ele admirava, o que na interpretação enérgica do frente da Orquestra Sinfônica
ouvinte uma figura ainda pouco se torna claro em peças como os pianista Geza Anda, que também da BBC, com a participação do
conhecida: nascido na Alemanha, Estudos sobre Beethoven, a partir toca uma das variações compostas grupo coral The Synergy Vocals,
o compositor se mudou para a de um tema da Sinfonia nº 7; ou por Brahms. Thomas Zehetmair retrata a diversidade da música.
Palestina britânica após o início da as Variações sobre um noturno de (violino) e Silke Avenhaus Mas eles vão além, celebrando
Segunda Guerra Mundial; mais Chopin. O resultado da audição, (piano), por sua vez, se unem com outra obra a ligação de Berio
tarde, instalou-se em Israel. Sua na leitura sensível de Chauzu, é na releitura de Szymanowski, e Mahler. Trata-se da gravação
obra é compreendida como uma um diálogo entre mestres, com enquanto a Sinfônica de de uma série de dez canções
tentativa fascinante de diálogo Schumann, enquanto retrabalha Chicago, comandada por Fritz orquestradas pelo italiano,
entre o Oriente e o Ocidente, a música de outros autores, Reiner e com Arthur Rubinstein na voz do barítono Matthias
o que se concretiza em seu abrindo espaço para sua própria como solista, toca a Rapsódia Goerne, grande intérprete de
quinteto. São autores de origens personalidade artística. Destaque sobre um tema de Paganini, de sua geração. São, assim, vários
distintas, mas que se aproximam ainda para as Variações fantasma, Rachmaninov. Diferentes leituras, diálogos musicais, entre gêneros
pelo lirismo com que exploram última obra para piano do por diferentes intérpretes, que e épocas, que ganham vida, por
a combinação da sonoridade compositor, cujo tema principal, exploram, em conjunto, o modo um time irretocável de grandes
envolvente do clarinete com os ele acreditava, lhe foi ditado como uma música, no imaginário artistas, no auge de seus potenciais
instrumentos de cordas. durante o sono, “por um anjo”. dos ouvintes, ganha vida própria. expressivos.

STRAVAGANZA D’AMORE! já existentes, como os intermezzi, números que eram


O nascimento da ópera na corte dos Medici apresentados durante intervalos de peças que evocavam os
Pygmalion / Raphaël Pichon – regente grandes autores da Antiguidade. Pois o maestro Raphaël
Lançamento Harmonia Mundi. Embalagem com livro e dois CDs. Pichon dá a eles, neste disco, com o excelente grupo de
Importado. R$ 236,40 instrumentistas e cantores Pygmalion, protagonismo. A
Se a ópera tivesse uma certidão de nascimento, apresentaria proposta não é recuperar obras completas, mas, sim, criar
como data inaugural a estreia de Daphne, de Jacopo Peri; um discurso musical a partir de fragmentos de intermezzi
seu batismo viria com Euridice, do mesmo compositor; do século XVI, mais especificamente em Florença. Com
e a entrada na maioridade seria assinalada por Orfeo, isso, atenta às práticas de época, a interpretação reconstrói
de Monteverdi. Mas o gênero não surgiu de forma capítulo importante da história da música. Gravação
espontânea. Ele evoluiu de outras formas de teatro musical ganhadora de prêmios como Diapason d’Or.

52 Outubro 2017 CONCERTO


Compre pelo telefone (11) 3539-0048 ou www.lojaclassicos.com.br

ANTONIO MENESES rococó, de Tchaikovsky. A relação de Meneses com


Schumann – Saint-Saëns – Tchaikovsky as obras é antiga, como diz o próprio violoncelista (leia
Antonio Meneses – violoncelo mais sobre o músico na matéria de capa). E a consequência
Royal Northern Sinfonia / Cláudio Cruz – regente é que, à técnica impecável, soma-se uma compreensão
Lançamento Selo Clássicos. Nacional. R$ 35,00 musical ímpar, que se revela na compreensão do caráter
Em agosto, o violoncelista Antonio Meneses completou único de cada peça. Mas não só: impressiona também,
60 anos, 50 deles dedicados à música. E uma série de em todo o disco, a capacidade de estabelecer um diálogo
lançamentos marcam a data. Neste disco, gravado na entre violoncelo e orquestra, enérgico e, ao mesmo tempo,
Inglaterra com a Royal Northern Sinfonia e o maestro lírico, secundado por uma regência que se preocupa em
Cláudio Cruz, ele interpreta o Concerto de Schumann, o abrir espaço para essa conversa. Com certeza, um marco
Concerto nº 1 de Saint-Saëns e as Variações sobre um tema na discografia de Antonio Meneses.

BRAZILIAN LANDSCAPES OSVALDO LACERDA


Michala Petri – flauta doce Obra integral para piano MY FIRST ALBUM
Daniel Murray – violão Vários pianistas Selo Naxos. Importado. R$ 45,30 cada
Marilyn Mazur – percussão Lançamento Paulinas-Comep. A música é fundamental para o desenvolvimento das crianças. E a
Lançamento OUR Recordings. Nacional. Caixa com seis CDs. R$ 108,50 descoberta da obra dos grandes compositores pode ser um exercício
Importado. R$ 99,60 Entre as muitas efemérides extremamente prazeroso. São esses os dois pontos de partida da
No cenário musical brasileiro musicais de 2017, está a data série My First Album, que tem como objetivo apresentar às crianças
do século XX, dois nomes são dos 90 anos de nascimento do o universo da música clássica. Cada volume é dedicado a um
referências fundamentais: compositor Osvaldo Lacerda, que compositor ou um gênero e traz uma combinação entre criações
Heitor Villa-Lobos e Tom Jobim. motiva a importante homenagem célebres e outras menos conhecidas, formando panoramas ricos
Poderíamos dizer que o primeiro, prestada por esta caixa com seis e diversificados, com o uso de transcrições e da interpretação de
no campo erudito, e o segundo, no CDs em que está reunida toda a diversos instrumentos.
popular, mas isso seria aprisioná- sua obra para piano. Lacerda foi
Vol. 1: My First Classical Album. Obras de Vivaldi (As quatro
los em definições que, no fundo, herdeiro direto do nacionalismo
estações), Beethoven (Sinfonia nº 5), Grieg (Peer Gynt), Saint-
não dão conta da diversidade de musical brasileiro, idealizado por
-Saëns (O carnaval dos animais), Dukas (O aprendiz de feiticeiro),
seus trabalhos (e com a qual ambos Villa-Lobos e Camargo Guarnieri,
Prokofiev (Pedro e o lobo), Mozart (A flauta mágica) e outros.
não concordariam). Villa-Lobos, que o pautou ao longo de toda
afinal, bebeu na música folclórica a sua produção. Sua obra, no Vol. 2: My First Mozart Album. Inclui trechos de As bodas de
como inspiração, da mesma entanto, sempre carregou marcas Figaro, Sinfonia nº 40, Uma pequena música noturna, Quinteto
forma que Tom Jobim extraiu de pessoais inconfundíveis, como para clarinete, Rondó alla turca e outros.
Debussy, assim como de Villa- a qualidade do artesanato e a Vol. 3: My First Orchestra Album. Obras de Korsakov
-Lobos, inovações na linguagem transparência de sua escrita. (Sheherazade), Beethoven (Sinfonia nº  3), Bernstein (Candide),
da música popular brasileira. É Criadas ao longo da vida, suas Debussy (Children´s Corner), Shostakovich (Abertura festiva),
desse diálogo que fala o disco – peças para piano são testemunhos Tchaikovsky (O quebra-nozes) e outros.
não apenas com obras de Villa disso, assim como possibilitam um Vol. 4: My First Beethoven Album. Inclui trechos das Sinfonias
(como uma seleção dos Choros) olhar sobre sua própria evolução nº s 5, 6 (Pastoral) e 9, Para Elisa, Fidelio, Sonatas Ao luar e
e de Jobim (Pingue-pongue), como criador. Ainda mais quando Primavera, Concerto para violino e outros.
mas de outros autores que registrada por um time notável de
evidenciam como, nas palavras de intérpretes, liderados pela pianista Vol. 5: My First Ballet Album. Composições de Tchaikovsky
Paulo Bellinati, temos na música Eudóxia de Barros, sua viúva e (O lago dos cisnes e A bela adormecida), Stravinsky (Pássaro
brasileira “uma via de mão dupla grande especialista em sua obra, de fogo), Schubert (Rosamunde), Prokofiev (Cinderella),
que foi gerando uma terceira”: Maria José Carrasqueira, Paola Delibes (Sylvia) e outros.
Egberto Gismonti, Hermeto Tarditi, Paulo Gori, Renato Vol. 6: My First Violin Album. Obras de Paganini (Capricho
Paschoal, Antonio Ribeiro – e o Figueiredo, Sylvia Maltese nº  24), Mozart (Concerto para violino nº  3), Elgar (Salut d´amor),
próprio Daniel Murray, cuja e Valdilice de Carvalho. Um Massenet (Meditação), Sarasate (Fantasia Carmen) e outros.
inspiração como autor se alia a projeto histórico, que celebra uma Vol. 7: My First Piano Album. Obras de Schubert (Marcha
um trabalho de intérprete que das vozes mais importantes da militar), Korsakov (O voo do besouro), Chopin (Valsa do minuto),
faz dele um dos mais importantes música brasileira. Se a presença de Beethoven (Sonata Ao luar) e outros.
violonistas de sua geração, aqui grandes pianistas é uma marca de
Vol. 8: My First Lullaby Album. Obras de Brahms (Canção
ao lado de parceiras sensíveis: a nossa vida musical, projetos como
de ninar), Fauré (Berceuse), Debussy (Clair de lune), Elgar
percussionista Marilyn Mazur esse mostram também a riqueza
(Chanson de nuit) e outros.
e a flautista Michala Petri. da escrita local para o instrumento.

Outubro 2017 CONCERTO 53


u LIVROS Compre pelo telefone (11) 3539-0048 ou www.lojaclassicos.com.br

DIVERTIMENTOS-DESCOBERTAS SCHUBERT: UM COMPÊNDIO


Estudos criativos para o desenvolvimento musical: Christopher H. Gibbs (organização) / Alberto Cunha (tradução)
sopros e cordas friccionadas Edusp. 396 páginas. R$ 62,00. Desconto de 10% para assinantes.
Toninho Carrasqueira E se fosse possível reunir em um só
Edusp. 240 páginas. R$ 84,00. Desconto de 10% para assinantes. volume os principais especialistas sobre
Toninho Carrasqueira é um dos determinado assunto ou compositor, em
mais interessantes músicos do cenário textos que exploram múltiplas facetas do
brasileiro, com uma trajetória ímpar tema em questão? É nesse caminho que
como flautista e professor, quebrando a coleção The Cambridge Companion
limites entre repertórios e celebrando tem produzido livros de referência, que
a diversidade da criação musical. Essa não apenas apresentam informações
experiência se traduz agora em um livro importantes a respeito de diferentes
no qual ele defende uma nova forma de assuntos como acabam sendo também
ensino de música. Carrasqueira propõe um panorama do que se tem discutido e
que o melhor método é aquele criado refletido sobre eles entre os especialistas
pelo próprio aluno, pois isso permite e intérpretes. Um dos volumes da série é
a ele explorar a sua curiosidade, a o dedicado ao compositor Franz Schubert, que ganha agora
fantasia, a imaginação e a liberdade tradução para o português pelas mãos de Alberto Cunha. São
inerente ao fazer musical, dando importância a elementos múltiplos olhares que se somam, formando um retrato completo
como a observação e a improvisação. “É um método que rejeita do autor e sua obra. Leon Botstein, por exemplo, escreve sobre
o conceito mecanicista de educação como mero treinamento a Viena em que viveu Schubert; Christopher Gibbs trata das
repetitivo”, ele explica em entrevista à Revista CONCERTO (leia muitas lendas em torno de sua vida; Charles Rosen, por sua vez,
na página 56). O livro é dividido em três partes. Na primeira, ele aborda a presença do classicismo em suas criações; Susan Youens
contextualiza o aprendizado musical ao longo da história. Na investiga a importância da literatura em seu trabalho; as canções,
segunda, oferece ferramentas e vocabulários que podem levar e o modo como Schubert revoluciona o gênero, são os temas
à auto expressão, dando ao aluno condições de criar melodias, de Kristina Muxfeldt, da mesma forma que há também textos
frases e prelúdios, para improvisar e escrever sua própria música. sobre sua obra para piano, sua música de câmara, suas sinfonias
E, na terceira, estão pequenos estudos didáticos. Acompanha o e óperas. Estão presentes ainda ensaios sobre como o mundo
livro um CD com ilustrações que ajudam a definir o conceito de musical e os intérpretes compreenderam a obra de Schubert ao
um procedimento criativo de estudo. longo dos anos.

u OUTROS EVENTOS

u SÃO PAULO CURSO: Ouvindo a música clássica: a arte de estabelecer das 10h às 13h. 2) O engenhoso universo da música
relações. Com Eduardo Seincman. Reflexão sobre a au- barroca, por Mônica Lucas. Os principais estilos e for-
XXVI CONCURSO DE PIANO SOUZA LIMA. De 1º a 3 de dição de música clássica. Quintas-feiras, de 19 de outu- mas do período, de Monteverdi a Bach. Sábados 14, 21
dezembro. Categorias por idade. Inscrições até 25 de bro a 16 de novembro (exceto dia 2/11), das 19h30 às e 28 de outubro, das 15h às 18h. 3) Música para ver,
novembro. Coordenação artística: Marisa Lacorte. Coorde- 21h30. Valor: R$ 50. Local: CPF Sesc – Rua Dr. Plínio Barre- por Sergio Molina. Uma investigação sobre a relação
nação geral: Antonio Mario da Silva Cunha. Informações: to, 285 – Bela Vista – Tel. (11) 3254-5600. Informações e da música com as artes plásticas, a dança, o cinema e
tel. (11) 3884-9149. Inscrições: www.souzalima.com.br. inscrições: www.sesc.org.br/cpf ou nas unidades do Sesc. a poesia. Sábados 28 de outubro e 11, 18 e 25 de no-
XXVIII CONCURSO DE VIOLÃO SOUZA LIMA. Dias 18 e 19 CURSO: Semestre das óperas sem mortes – Uma série vembro, das 11h às 13h. Preço R$ 360; e R$ 324 para
de novembro. Categorias por idade. Inscrições até 11 de de óperas com final feliz. Com Sergio Casoy. Exibição de assinantes da Revista CONCERTO e da Temporada 2017
novembro. Coordenação artística: Sidney Molina. Coorde- óperas completas em DVD, com comentários. Sextas-feiras da Osesp. Local: Loja CLÁSSICOS Sala São Paulo – Tel. (11)
nação geral: Antonio Mario da Silva Cunha. Informações: das 14h às 16h. Dia 6 de outubro: La serva padrona, de 3337-2719. Informações e inscrições: Revista CONCERTO –
tel. (11) 3884-9149. Inscrições: www.souzalima.com.br. Pergolesi. Dia 20 de outubro: La serva padrona, de Pai- Tel. (11) 3539-0048 – www.concerto.com.br/cursos.
siello. R$ 120 por aula. Local: Condomínio The First Full FACULDADE CANTAREIRA – Música bacharelado e
XXI CONCURSO NACIONAL DE VIOLÃO MUSICALIS. Dias 15 – Rua Batataes, 308. Inscrições e informações: tel. (11)
e 16 de novembro. Dividido em cinco turnos, a partir de 7 licenciatura. Inscrições abertas para o Vestibular de
99973-4079 – www.litaprojetosculturais.com.br. música 2018. Cursos avaliados com conceito máximo
anos, e de música de câmara com violão. Direção artística:
Giacomo Bartoloni. Informações e inscrições: Musicalis Nú- CURSO: Tablaturas: cordas dedilhadas renascentistas e no MEC. Corpo docente reconhecido internacionalmente.
cleo de Música – Rua Dr. Sodré, 38 – Tel. (11) 3845-1514. barrocas. Com Alexandre Ribeiro. Sistemas de notação Aulas práticas individuais. Pós-graduação: especialização
das cordas dedilhadas. Sábado 14 de outubro, das 14h às em educação musical. Estrutura completa e moderno
CONFERÊNCIA: Tácito e Explícito no violão de Villa- 17h. Participação gratuita. Local: CPF Sesc – Rua Dr. Plínio estúdio de gravação. Programas de bolsas de estudo e
-Lobos. Com Paulo Pedrassoli. Terça-feira 17 de outu- Barreto, 285 – Tel. (11) 3254-5600. Informações e inscri- descontos. Local, informações e inscrições: Faculdade
bro, das 15h às 17h. Valor: R$ 15. Local: CPF Sesc – Rua ções: www.sesc.org.br/cpf ou nas unidades do Sesc. Cantareira – Rua Marcos Arruda, 729 – Belém – Tel. (11)
Dr. Plínio Barreto, 285 – Bela Vista – Tel. (11) 3254-5600. CURSO: Uma introdução à música de concerto. Com 2790-5900 – www.cantareira.br.
Informações e inscrições: www.sesc.org.br/cpf ou nas João Mauricio Galindo. Apresentação da linguagem da
unidades do Sesc. GRAN FINALE – Festival Nacional de Corais Infantis e Jo-
música ocidental, a partir de seus compositores mais vens. De 6 a 9 de outubro. Concertos: veja no Roteiro Mu-
CURSO: Comparando argumentos. Com Sergio Casoy. destacados. Segundas-feiras 9, 16, 23 e 30 de outubro, sical. Sexta-feira 6 de outubro, das 9h às 18h: Workshop
Pares de óperas com semelhanças. Dia 3 de outubro: I Lom- das 19h às 20h30. Valor: R$ 270. Local: Unibes Cultural – com a maestrina Ruth E. Dwyer (EUA). Temas: Técnica vo-
bardi alla prima crociata, de Verdi. Dias 10 e 17 de outubro: Rua Oscar Freire, 2500 – Sumaré – Tel. (11) 3065-4333. cal para coro; Arranjo coral e técnicas para leitura a primeira
Jerusalém, de Verdi. Dia 24 de outubro: La favola d´Orfeo, Inscrições: www.unibescultural.org.br. vista. Mesa aberta: Coral infantil ontem, hoje e amanhã?.
de Monteverdi. Dias 31 de outubro e 7 de novembro: Orfeo CURSOS CLÁSSICOS. Cursos de música e ópera. 1) A mú- Local: Centro Cultural Olido – Av. São João, 473 – Centro.
ed Euridice, de Gluck. Terças-feiras, às 14h. Valor: R$ 410 por sica na Reforma Luterana, por Yara Caznok. Reflexão Inscrições (inclui ingresso no concerto) até o próprio dia.
mês. Local: Espaço Cultural Augôsto Augusta – Rua Augusta, sobre eventos que transformaram o repertório sacro oci- Valores: para regentes: R$ 680; para estudantes: R$ 290.
2161 – Tel. (11) 3082-1830 – www.augosto.com.br. dental até os dias de hoje. Sábados 14 e 21 de outubro, Informações: www.granfinalefestival.com.br.

54 Outubro 2017 CONCERTO


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às 13h: Luiz Fílip – violino. Sexta-feira 20 de outubro, das 16h15 às 18h45. Dia 7 de outubro: Britten – Réquiem Heitor Villa-Lobos, com Marilia Teixeira. Quarta-feira 25 de
10h às 13h: Marin Alsop – regência. Inscrições gratuitas de guerra. Valor: R$ 110; R$ 55 para estudantes e alunos outubro, às 9h: Palestra: Ópera: teatro ou espetáculo?, com
para executantes e ouvintes: academia@osesp.art.br – Tel. novos. Local e informações: Espaço Cultural É Realizações Achille Picchi. Às 10h: Palestra e master class: Técnica vo-
(11) 3367-9619 – www.osesp.art.br. – Rua França Pinto, 498 – Tel. (11) 5572-5363 – eventos@ cal de teatro musical para cantor lírico, com Luciano Simões.
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MÚSICA E POLÍTICA: II Edição das Jornadas Interdiscipli- Aplicação prática de noções de fisiologia e acústica de voz à
nares de Estudos sobre Música do IEB. Debate sobre as SEMANA HESPÉRIDES DAS AMÉRICAS. De 2 a 6 de outu- técnica vocal, com Joana Mariz. Sexta-feira 27 de outubro,
relações entre Música e Sociedade. Quinta-feira 5 de ou- bro. Concertos: veja no Roteiro Musical. Terça-feira 3 de às 9h: Palestra e master class: A canção latino-americana
tubro, das 10h às 12h: Música e Feminismos, com Lilian outubro, das 12h às 14h: Oficina de edição de partituras, e ibérica em língua espanhola, com Patricia Caicedo. Às
Campesato, Isabel Nogueira e Ligiana Costa. Mediação: com Valdemir Silva. Às 17h: Palestra: Mário de Andrade 14h: Oficina com Luciana Melamed. Direção: Gehad Hajar.
Camila Frésca. Das 14h às 16h: Música Popular e Políti- e a música, com Tatiana Longo Figueiredo. Quinta-feira Informações e inscrições: www.festivaldeopera.org.
ca, com Walter Garcia, Salloma Salomão Jovino da Silva 5 de outubro, das 12h às 14h: Oficina de edição de partitu-
e Luedji Luna. Mediação: Virgínia Bessa. Sexta-feira 6 de ras, com Valdemir Silva. Às 18h: Palestra: Expondo o piano Pelotas, RS / I SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE MÚSICA E
outubro, das 10h às 12h: Música e Revolução, com Viní- de Elliott Carter, com Renato Figueiredo. Local: Sala Mário CRÍTICA. Dias 23 e 24 de outubro. Concertos: veja no
cius Pastorelli, Natália Ayo Schmiedecke e Pedro Fragelli. de Andrade – Praça das Artes – Av. São João, 281 – Centro. Roteiro Musical. Palestras e comunicações. Programação:
Mediação: Eduardo Sato. Das 14h às 16h: Dimensões Entrada franca. Informações: www.hesperides.mus.br. https://simposiomusicaecritica.wordpress.com.
Politicas da Música Contemporânea Brasileira, com João Porto Alegre, RS / IX FESTIVAL DE VIOLÃO DA UFRGS. De 3
WORKSHOP: A interpretação de canções eruditas em
Marcos Coelho, Livio Tragtenberg e Danilo Pinheiro de a 8 de outubro. Concertos: veja no Roteiro Musical. Mas-
japonês dos compositores Yoshinao Nakata e Ikuma
Ávila. Mediação: Flávia Brancalione. Concerto de encerra- ter classes, cursos e palestras. Coordenação: Daniel Wolff.
Dan. Com Eiko Senda. Domingo 8 de outubro, das 10h às
mento às 17h, veja no Roteiro Musical. Sem inscrição pré- Inscrições: http://www.ufrgs.br/institutodeartes/index.
17h. Local: Sala Mário de Andrade – Praça das Artes. Entrada
via. Local: Auditórios 1 e 2 do IEB-USP – Av. Prof. Luciano php/extensao/musica/ (clicar na opção cursos eventuais).
franca. Aberto ao público. Haverá recital com os partici-
Gualberto, 78 – Cidade Universitária – Tel. (11) 3091-1149.
pantes dia 9 de outubro às 17h: veja no Roteiro Musical. Recife, PE / 1º CONCURSO DE JOVENS SOLISTAS. Homena-
Informações: www.ieb.usp.br/musica-e-politica/.
gem a Clóvis Pereira. Da Orquestra Criança Cidadã (OCC).
OSESP – ORQUESTRA SINFÔNICA DO ESTADO DE SÃO PAULO. u BRASIL Para violinistas de todo o país, duas categorias: A (até 15
Assinaturas 2018. Séries sinfônicas (quatro pacotes); Belo Horizonte, MG / ORQUESTRA FILARMÔNICA DE anos) e B (de 16 a 21 anos). Inscrições até 15 de outubro.
Recitais Osesp; Quarteto Osesp; Coro da Osesp. Renova- MINAS GERAIS. Assinaturas 2018. Cinco séries. Renova- Informações: www.orquestracriancacidada.org.br.
ção: de 23 de outubro a 10 de novembro. Troca: de 14 a ção: de 5 a 28 de outubro. Trocas: de 31 de outubro a 13
24 de novembro. Novas assinaturas: de 27 de novembro Rio de Janeiro, RJ / VIII CIRCUITO MUSICA BRASILIS. Cor-
de novembro. Novas assinaturas: de 16 de novembro a tejos e colagens. Exposição interativa. Até 6 de outubro:
a 22 de dezembro; valor promocional; de 26 de dezembro 27 de janeiro. Vendas de assinaturas: www.filarmonica.
a 12 de janeiro, valor integral, apenas pela internet. A Sesi Itaperuna – Av. Dep. José de Cerqueira Garcia, 883 – Tel.
art.br e na Bilheteria da Sala Minas Gerais, das 12h às (22) 3811-9219. Informações: www.musicabrasilis.org.br.
partir de 6 de fevereiro de 2018: ingressos avulsos para 21h e sábados, das 12h às 18h. Informações: tel. (31)
qualquer concerto da Temporada 2018 na Bilheteria da 3219-9009 – www.filarmonica.art.br. São Leopoldo, RS / II ENCONTRO NACIONAL DE ACORDEON
Sala São Paulo ou pela Ingresso Rápido. O processo de assi- PRESTO-SESC. De 4 a 7 de outubro. Concertos: veja no
naturas será realizado pela internet: www.osesp.art.br/ Campinas, SP / V FESTIVAL DE MÚSICA CONTEMPORÂ- Roteiro Musical. Sarau, mesa redonda, master classes e
assinaturas ou pelo telefone (11) 3777-6738, de segunda NEA BRASILEIRA (FMC). De 20 a 24 de março de 2018. workshop: inscrições encerradas. Quarta-feira 4 de outu-
a sexta-feira, das 9h às 18h, exceto feriados. Homenageados: Egberto Gismonti e Marisa Rezende. bro às 20h: Mesa redonda com Oscar dos Reis, Luciano
Inscrições para apresentação dos trabalhos: até 15 de Maia e Paulo Siqueira. Mediação:  Fernando Ávila. Lo-
PALESTRAS: O intérprete frente à gravação. Com José novembro. Informações: www.fmcb.com.br/inscricoes. cal: Salão Nobre da Prefeitura (antiga) – Praça Tiradentes
Eduardo Martins. Temas: escolha de repertório, local ideal
– Centro. Informações: tel. (51) 3037-7784 e 99145-4992.
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Outubro 2017 CONCERTO 55


u FERMATA

Música como vida

divulgação
Ao completar 65 anos, o flautista Toninho Carrasqueira lança
livro em que propõe um novo método de ensino musical

Por João Luiz Sampaio

N a infância de Toninho Carrasqueira, a música era uma companheira inseparável. Tudo


começou com o pai, João Dias, “flautista que tocava lindamente” e recebia alunos
em casa. “Ele dizia que ensinar exige amor, disponibilidade para o outro. Ele colocava os
alunos mais adiantados para ensinar os mais novos. Aprendi a tocar quase brincando. Lá
em casa, ouvia-se música o tempo todo, minhas irmãs estudavam piano, minhas primas,
violão. Nas noites de quarta, realizavam-se saraus, nos quais se tocava música de Bach,
Händel, Chopin, Villa-Lobos, Patápio Silva, Debussy, Pixinguinha, Nazareth.”
A relação espontânea com o fazer musical pautaria de modo decisivo o músico que
Carrasqueira se tornaria. E também o professor que, em um novo livro, Divertimentos-
-descobertas, defende um novo método de ensino de música, criado pelo próprio aluno,
levando em consideração a curiosidade, a fantasia, a imaginação e, acima de tudo, o
sentimento de liberdade reforçado pela improvisação e o ato de criar. “É um método que
rejeita o conceito mecanicista de educação como mero treinamento repetitivo”, ele diz ao
falar da obra, que olha para o futuro ao mesmo tempo que é uma síntese de sua experiência.
Depois do pai, Carrasqueira trabalhou com professores como Jean-Nöel Saghaard,
Roger Bourdin, Christian Lardé, Fernand Caratgé e James Galway, de quem ele fala com
carinho: “Flautistas maravilhosos, mestres e amigos cujos ensinamentos seguem me
inspirando e iluminando”. Após os estudos no Brasil, mudou-se para a França. “Viver
por quase seis anos na Europa, como estudante e depois como profissional, foi uma
experiência muito enriquecedora musical e humanamente. Ampliou minha visão de
mundo e me fez, inclusive, entender melhor o Brasil.”
De volta ao país, trabalhou em orquestras sinfônicas, mas optou por um caminho
distinto. “O trabalho em uma orquestra é maravilhoso na medida em que você vive
o crème de la crème da produção musical europeia, mas ele exige muito tempo e
impede outros projetos. Além do mais, nas orquestras brasileiras existe uma cultura de
autoritarismo que sempre me incomodou. E o repertório de música de câmara para flauta
é riquíssimo”, ele explica. “Se eu permanecesse nas orquestras, não teria gravado os
discos que gravei, incluindo praticamente toda a música para flauta de Villa-Lobos. Eu não
teria viajado nem compartilhado minha arte com povos de diferentes culturas, e isso foi
maravilhoso, um presente.” Nesse caminho, o flerte com a música popular foi constante –
aliás, foi mais do que um flerte. “Nunca senti nenhuma barreira entre a chamada música
clássica e a música popular. Vejo meu trabalho como o de um ator, que interpreta ora uma
peça de Shakespeare, ora um texto de Garcia Lorca, ora outro de Plinio Marcos.”
Carrasqueira completou em setembro 65 anos e, ao longo de sua trajetória, o
trabalho como professor tem sido marcante. Ele não hesita em elencar motivos que fazem
da música algo importante: ela transforma, nos coloca em sintonia “com as vibrações
superiores de nossa alma”, é alimento, forma de resistência, amplia o universo cultural e
social das pessoas, estimula a razão e a sensibilidade, ensina as pessoas a se expressar. Para
tanto, é preciso desenvolver uma relação livre com ela. E é nessa direção que se articulam
as ideias sobre o ensino em Divertimentos-descobertas.
Carrasqueira fala, por exemplo, na observação e na experimentação. “Elas estão na base
de qualquer aprendizado. A gente aprende melhor o que descobre sozinho. E fica mais feliz
quando cria, inventa”, explica. “A proposta deste livro tem a ver com isso, com estimular
o estudante a criar seu próprio método. Mobiliza o intelecto e a emoção. Um de seus
diferenciais em relação aos métodos europeus do século XIX é propor que a melhor forma de
compreender os elementos da linguagem musical é estudar de forma lúdica e prazerosa.”
O ato de improvisar, assim, ganha importância. “É uma ferramenta valiosa no sentido
de proporcionar ao estudante a observação, a compreensão e a conquista de entidades
expressivas da linguagem musical. Na música, além de ser uma ferramenta essencial para a
VEJA TAMBÉM experimentação e o exercício da linguagem, o improviso é um portal para a autoexpressão,
Seção Livros, página 54: uma ponte de conexão com a intuição, nossa parte mais sábia”, diz. E continua: “O
Divertimentos-descobertas improviso faz parte da natureza humana, está presente em nosso comportamento diário,
De Toninho Carrasqueira (Edusp, 2017) em todas as atividades, em conversas, atitudes e relacionamentos”. Música, afinal, é vida. t

56 Outubro 2017 CONCERTO