CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO AMAPÁ
COMANDO GERAL
Diretoria de Administração Geral - DAG
Divisão de Planejamento e Tecnologia - DPT
1ª Oficina de Elaboração
de Termo de Referência
e Projeto Básico
do CBMAP
Instrutores: Cap QOCBM Edgar
Ten QOABM Jucá
MÓDULO I – ORGANOGRAMA, FUNÇÕES E ATRIBUIÇÕES DA DIRETORIA DE
ADMINISTRAÇÃO GERAL CBMAP
DAG
DPT DOF DAL
SP SAO SM
SI SAF SAG
ST SCC SP
FREBOM SF
MÓDULO I – ORGANOGRAMA, FUNÇÕES E ATRIBUIÇÕES DA DIRETORIA DE
ADMINISTRAÇÃO GERAL CBMAP
1 - DIVISÃO DE PLANEJAMENTO E TECNOLOGIA – DPT
• Seção de Planejamento
• Seção de Informática
• Seção de Telecomunicações
2 - DIVISÃO DE ORÇAMENTO E FINANÇAS - DOF
• Seção de Administração Orçamentária
• Seção de Administração Financeira
• Seção de Contratos e Convênios
• Fundo de Reequipamento do CBMAP-FREBOM
3 - DIVISÃO DE APOIO LOGÍSTICO – DAL
• Seção de Manutenção
• Seção de Almoxarifado Geral
• Seção de Patrimônio
• Seção de Fiscalização
MÓDULO II - FLUXOGRAMA DE PROCESSOS LICITATÓRIOS CBMAP
COMANDO
PGE
GERAL
SETOR DAG CPL
SOLICITANTE
DPT DOF SCC
DAL SF
MÓDULO III - NOÇÕES BÁSICAS DE ORÇAMENTO PÚBLICO
a) Orçamento Público: é uma lei que estima a receita e fixa a despesa.
-Função principal: Instrumento de planejamento.
b) Receitas públicas, pelo enfoque orçamentário, são disponibilidades de recursos financeiros do exercício orçamentário
cuja finalidade precípua é viabilizar a execução das políticas públicas, a fim de atender às necessidades coletivas e
demandas da sociedade. Assim, conceitua-se como receita todo o recebimento ou ingresso de recursos arrecadados pela
entidade com o fim de ser aplicado em gastos operacionais e de administração, ou seja, todo recurso obtido pelo Estado para
atender despesas públicas.
c) Despesa orçamentária, é o conjunto dos gastos públicos autorizados por meio do orçamento ou de créditos adicionais, o
que faz com que a referida despesa não possa ser realizada sem a existência de crédito orçamentário que corresponda a ela
suficientemente. A dotação orçamentária (ou crédito orçamentário) é a parcela do Orçamento Público que o gestor está
autorizado a utilizar com vistas à realização do programa de trabalho do órgão ou da entidade em que atua.
d) Crédito X Recurso: Na técnica orçamentária usa-se o termo Crédito para designar o lado orçamentário e Recurso para
designar o lado financeiro
e) Composição do Orçamento : As despesas fixadas são cobertas pelas receitas públicas:
- arrecadação dos impostos municipais, estaduais e federais (Ex.: ISS, ICMS, IR, IPI...);
- contribuições (Seg. Social e COFINS);
- desconto na folha que o assalariado paga p/financiar sua aposentadoria.
Excesso de Arrecadação: receita arrecadada maior que a receita prevista
Queda de Arrecadação: receita arrecadada menor que a receita prevista
f) Sistema de Planejamento e Orçamento: Também conhecido como Processo de Planejamento Orçamentário, o Sistema
de Planejamento Integrado é formado por três leis:
Plano Plurianual (PPA): Tem por finalidade definir os objetivos e as metas para a elaboração da proposta
orçamentária, o PPA deve ser elaborado pelo Poder Executivo no primeiro ano da gestão do governador eleito, para
vigorar no período dos próximos 4 anos.
Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO): Tem a finalidade de priorizar as metas do PPA e orientar a elaboração do
Orçamento, é elaborado pelo Poder Executivo, tem a vigência anual
Lei do Orçamento Anual (LOA): Tem a finalidade de programar as ações a serem realizadas visando à viabilização
das diretrizes, objetivos e metas programadas no PPA, em consonância com os dispositivos previstos na LDO,
elaborada pelo Poder Executivo, sua vigência é anual.
g) ESTRUTURA/PROGRAMAÇÃO ORÇAMENTÁRIA:
• Organizadas em informações qualitativas e quantitativas:
Qualitativa: Deve responder as perguntas que caracterizam o ato de orçar: quem? (classificação institucional) Em que
área? (classificação funcional) Para quê? (estrutura programática);
Quantitativa: (física e financeira) define quanto se pretende desenvolver do produto (valor), o que adquirir (elemento
de despesa) e com quais recursos é apresentada (fonte)
Ex.: [Link].0004.2322.0.101 .339030
(CLASSIFICAÇÃO ORÇAMENTÁRIA)
36 Órgão: Corpo de Bombeiros
CLASSIFICAÇÃO
Und Orçamentária: Corpo de
101 INSTITUCIONAL
QUALITATIVA
Bombeiros Militar.
06 Função: Segurança Pública CLASSIFICAÇÃO
122 Sub-Função: Adm. Geral FUNCIONAL
Programa: Gerenciamento
0004 Administrativo – Eixo Defesa
CLASSIFICAÇÃO
Social.
PROGRAMÁTICA
Ação: Manutenção de Serviços
2322
Administrativos.
Identificador de Uso (IdUso): Recurso não destinado à
0
QUANTITATIVA
contrapartida.
101 Fonte: Recursos de Transferências da União – RTU.
Natureza da Despesa:
(3) Categoria econômica: despesas correntes.
[Link] (3) Grupo de Natureza: outras despesas correntes
(90) Modalidade de Aplicação: Aplicação direta
(30) Elemento de despesa: Material de Consumo
PRINCIPAIS NATUREZAS DE DESPESA DO CBMAP
33.90.14 Diárias – Pessoal Civil
33.90.15 Diárias – Pessoal Militar
33.90.30 Material de Consumo
33.90.31 Premiações culturais, artísticas, científicas, desportivas e outros
33.90.32 Material de distribuição gratuita
33.90.33 Passagens e despesas c/ locomoção
33.90.37 Locação de mão de obra
33.90.39 Outros serv. terceiros Pessoa Jurídica
33.90.92 Despesas de exercícios anteriores
44.90.52 Equipamentos e material permanente
PRINCIPAIS FONTES DE RECURSO DO CBMAP
101 (36101-
Recursos de Transferências da União - RTU (FPE, IPI, ISO, ICMS-EX ...)
CBMAP)
240 (36301-
Recursos Diretamente Arrecadados - RDA
FREBOM)
203 (36301-
Transferências de Convênios e Aplicações Financeiras – TC
FREBOM)
h) ESTÁGIOS DA DESPESA PÚBLICA: Empenho, liquidação e pagamento.
EMPENHO (art. 58 a 61 da Lei 4320/64): É o ato emanado de autoridade competente que cria para o Estado uma
obrigação de pagamento, pendente ou não do implemento de condição. O valor empenhado é abatido do crédito
orçamentário respectivo e constitui uma garantia para o fornecedor. O empenho é um valor deduzido da dotação
orçamentária, ou seja, do crédito fixado. Empenhar uma despesa consiste em emitir um documento denominado Nota
de Empenho-NE que deve conter: nome do credor, especificação da despesa, valor da despesa e programa de
trabalho (classificação orçamentária). Tipos de empenho: Ordinário (montante conhecido) - Estimativo (sem montante
exato) - Global (montante determinado com entrega parcelada).
LIQUIDAÇÃO (art. 62 e 63 da L 4320/64): É a verificação do implemento de condição (se foi cumprido). A liquidação
apura a origem e o objeto do que se deve pagar, o valor a pagar e a quem se deve pagar para extinguir a obrigação. A
liquidação terá por base o contrato (se houver), nota de empenho, comprovante da entrega (material, serviço ou obra),
prova de quitação pelo credor das obrigações fiscais. A liquidação compreende as fases:- recebimento (mercadorias ou
serviços) - inspeção ou liberação - controle interno - autorização de pagamento. (Siplag: NL)
PAGAMENTO (art. 64 da Lei 4320/64): É o ato onde a Fazenda Pública satisfaz o credor. Efetuado através da ordem
de pagamento onde a autoridade competente determinada que a despesa devidamente liquidada seja paga. Os
pagamentos serão efetuados através de cheques nominativos, ordens de pagamento, crédito em conta (Ordem
Bancária – OB) ou ainda em títulos da dívida pública. Esse estágio compõe as fases: - Liquidação da obrigação -
Quitação do credor- Contabilização. (Siplag: PD e OB)
MÓDULO IV- NOÇÕES GERAIS SOBRE OS PROCEDIMENTOS LICITATÓRIOS
a) FASE INTERNA (CBMAP): Esta fase compreende em síntese as seguintes etapas:
Setor solicitante: requisição de compra e/ou contratação de serviço com no mínimo de três orçamentos; pesquisa de
mercado demonstrada através de planilhas de formação de custos, preço médio e preço estimado da
aquisição/contratação;
DAG: Documento de instauração de abertura do procedimento licitatório pela autoridade competente, com a
consignação das informações orçamentárias; Elaboração do Projeto Básico/Termo de Referência;
SAO/DOF: Confecção da Nota de Provisão, registrando o limite e a classificação programática orçamentária; a
autorização da despesa e as declarações referentes a Lei de Responsabilidade Fiscal;
SCC: Elaboração da Minuta do Contrato;
CPL: Elaboração da minuta de Edital/minuta de Ata de Registro de Preços (quando for o caso)/Minuta de Justificativa
de Dispensa ou Inexigibilidade de Licitação (quando for o caso); anexação e conferência do check list da PGE/AP;
Remessa dos autos para o Assessor Técnico do CBMAP e posteriormente para a PGE/AP para parecer jurídico.
b) FASE EXTERNA(CBMAP): Esta fase compreende em síntese as seguintes etapas:
CPL: Publicação do Ato Convocatório e seus anexos (termo de referência, minuta do contrato, minuta da ata de
registro de preços...); publicação das justificativas de dispensa e inexigibilidade de licitação (quando for o caso);
Acolhimento e abertura das propostas (certame); fase recursal; análise das propostas e documentação; Adjudicação;
remessa dos autos para PGE/AP; Homologação; assinatura da ata de registro de preços e do contrato (quando for o
caso);
DAG: Consignação das informações orçamentárias para empenhamento da despesa;
DOF: Empenho, Liquidação e Pagamento da despesa;
DAL: Fiscalização, acompanhamento, recebimento e atestação da NF do material ou do serviço.
MÓDULO V – TERMO DE REFERÊNCIA E PROJETO BÁSICO
a) Termo de Referência: É o documento que deverá conter elementos capazes de propiciar avaliação do custo pela
administração diante de orçamento detalhado, definição dos métodos, estratégia de suprimento, valor estimado em planilhas
de acordo com o preço de mercado, cronograma físico-financeiro, se for o caso, critério de aceitação do objeto, deveres do
contratado e do contratante, procedimentos de fiscalização e gerenciamento do contrato, prazo de execução e sanções, de
forma clara, concisa e objetiva. (Art. 9º, § 2°, Decreto n.º 5.450/05-Regulamenta o Pregão na forma eletrônica);
b) Projeto Básico - Conjunto de elementos necessários e suficientes, com nível de precisão adequado, para caracterizar a
obra ou serviço, ou complexo de obras ou serviços objeto da licitação, elaborado com base nas indicações dos estudos
técnicos preliminares, que assegurem a viabilidade técnica e o adequado tratamento do impacto ambiental do
empreendimento, e que possibilite a avaliação do custo da obra e a definição dos métodos e do prazo de execução. ( Art. 6º,
IX, Lei n.º 8.666/93);
c) Relevância dos instrumentos: O Projeto Básico e o Termo de Referência são peças importantes para orientar a
realização de todos os procedimentos administrativos do processo de compras e contratação. Em qualquer licitação de obras
e serviços, se o Projeto Básico/Termo de Referência for falho ou incompleto, a licitação estará viciada e a contratação não
atenderá aos objetivos da Administração.
d) Em quais situações o Projeto Básico deverá ser utilizado?
A lei estabelece que o projeto básico deve estar anexado ao ato convocatório, dele sendo parte integrante, e
deve ser elaborado segundo as exigências contidas na Lei nº 8.666, de 1993. (art. 40 § 2º I), o Projeto Básico
deverá ser utilizado em todas as modalidades de Licitação provenientes da Lei 8.666/93;
Nos casos de contratações diretas por dispensa ou inexigibilidade de licitação é obrigatória a elaboração do
Projeto Básico, no que couber (orientação do Manual do TCU – 4ª ed. 2010).
e) Em quais situações o Termo de Referência deverá ser utilizado?
O termo de referência é peça imprescindível de todo e qualquer processo aquisitivo na modalidade de pregão,
quer seja na sua forma presencial ou eletrônica, com ou sem a utilização do Sistema de Registro de Preços.
f) Composição dos itens do TR/PB (segundo o check list da PGE/AP, criado conforme o Decreto Estadual normativo
nº. 2.832/2012):
Objeto da contratação;
Justificativa e finalidade pública;
Do Sistema de Registro de Preços (SRP);
Especificações técnicas (descrição, qtd., preço unt., preço total);
Prazo de Execução;
Fiscalização (servidor ou comissão);
Vistoria (se for o caso);
Local de entrega dos bens ou de execução dos serviços;
Garantias (técnica ou contratual, se for o caso);
Forma de recebimento dos bens/aceitação dos serviços;
Valor estimado;
Deveres do contratante e da contratada;
Condições e prazos de pagamento;
Sanções;
Informações gerais sobre o contrato; e
Classificação orçamentária.
MÓDULO V – TERMO DE REFERÊNCIA E PROJETO BÁSICO
(Atividades Avaliativas)
A atividade avaliativa consistirá em reunir grupos de no máximo 04 pessoas. Os grupos deverão confeccionar
processos licitatórios instruídos com todos os itens necessários para sua formalização (requisição do solicitante até o
encaminhamento da TR/PB para a DOF/CBMAP), de acordo com o treinamento ministrado e com as fontes
bibliográficas sugeridas, conforme segue:
- Grupo A: Registro de Preços para aquisição de bens de informática (consumo e/ou permanente – 10 itens);
- Grupo B: Registro de Preços para a prestação de serviço de manutenção preventiva e corretiva (10 veículos leves do CBMAP);
- Grupo C: Processo de aquisição de materiais de expediente (10 itens) através de Dispensa de Licitação;
- Grupo D: Processo de prestação de serviço através de Inexigibilidade de Licitação (“Curso de formação de pregoeiro” em São
Paulo-SP)
Os trabalhos deverão ser entregues para os instrutores, para correção, no último dia da oficina.
MÓDULO VI – IN 05/2014-MPOG (Pesquisa de Mercado)
e Treinamento no Sistema Banco de Preços
• Tipos de Pesquisa de mercado;
• Preços inexequíveis x Preços elevados;
• Método dos descartes;
• Manual do Sistema Banco de Preços;
MÓDULO VII – CORREÇÃO DE ATIVIDADES AVALIATIVAS
• Objetivos:
Avaliar o desempenho dos alunos e a assimilação das competências desenvolvidas durante o curso;
Correção das avaliações apresentadas, com debates em conjunto com os grupos, sobre os pontos duvidosos
e demais esclarecimentos necessários.
• Instrutores: Cap QOCBM Edgar e 2º Ten QOCBM Jucá
REFERÊNCIAS
Lei 4.320/64 (Lei da Contabilidade Pública)
Lei 8.666/93 (Lei das Licitações Públicas)
Lei Complementar 101/2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal)
Decreto nº. 3.555/2000 (Regulamenta o Pregão)
Lei 10.520/02 (Institui a modalidade de Licitação Pregão)
Decreto nº 5.450/2005 (Regulamenta o Pregão Eletrônico)
Decreto nº 2.648/2007 (Regulamenta o Pregão Eletrônico Amapá)
Decreto nº. 7.892/2013 (Sistema de Registro de Preços)
Lei nº 0789/2003 (cria o Frebom)
Lei nº. 1.761/13 (LOB/CBMAP)
Decreto nº. 7.640/2013 (RLOB/CBMAP)
IN 05/2014-MPOG (Pesquisa de mercado)
Manual do TCU 4ª. Edição
Manual Técnico de Orçamento (Federal e Seplan/RS)
PPA/LDO/LOA – Site do Portal da Transparência/AP
Manual do Banco de Preços
Check List para Licitações PGE/AP
ENCERRAMENTO
“A honestidade implica esclarecer as expectativas das pessoas, tornando-as responsáveis, dispondo-se a transmitir tanto
as más notícias quanto as boas, dando às pessoas um retorno, sendo firme, previsível e justo. Em suma, nosso
comportamento deve ser isento de engano e dedicado à verdade a todo custo.”
“Pensamentos tornam-se ações, ações tornam-se hábitos, hábitos tornam-se caráter, e nosso caráter torna-se nosso
destino.”
“A chave da liderança é realizar as tarefas construindo os relacionamentos”.
(James C. Hunter – “O Monge e o Executivo”)
Obrigado pela atenção!
[Link]@[Link]
[Link]@[Link]