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CÁLCULO – I

Manoel Benedito Serra da Costa


CALCULO I

Autor
Manoel Benedito Serra da Costa

2010

2
Costa, Manoel Benedito Serra da / Calculo I-
Duque de Caxias :
Escola Técnica Atenew, 2010.
p.28

1.ª impressão

Al: Francisco de Miranda, lt:09 – qd:01


Jardim Primavera – Duque de Caxias – RJ
25.215 – 425
www.atenew.com.br

3
ÍNDICE

ÍTEM PÁG.

1 – FRAÇÕES ............................................................................................................... 02

Frações próprias: ............................................................................................................ 02

Frações impróprias e números mistos: ........................................................................... 03

A fração como uma parte de um conjunto ...................................................................... 03

A fração como a divisão de uma grandeza contínua em partes iguais ........................... 03

Frações próprias ............................................................................................................. 03

Frações impróprias e números mistos ............................................................................ 03

Frações aparentes ........................................................................................................... 03

Frações equivalentes ....................................................................................................... 03

Simplificação de frações ................................................................................................ 03

Fração decimal ............................................................................................................... 04

Exercícios – 1 ................................................................................................................ 04

2 - NÚMEROS DECIMAIS ......................................................................................... 06

Propriedades dos números decimais ............................................................................... 07

Transformação de fração decimal em número decimal .................................................. 07

Transformação de fração em número decimal ............................................................... 07

Operações com números decimais ................................................................................. 07

Exercícios – 2 ................................................................................................................ 09

3 - MEDIÇÃO E AS UNIDADES DE MEDIDAS .................................................... 09

Exercícios – 3 ............................................................................................................... 12

4 - GRANDEZAS DIRETAMENTE PROPORCIONAIS ...................................... 14

Exercícios – 4 ............................................................................................................... 15

5 - GRANDEZAS INVERSAMENTE PROPORCIONAIS .................................... 16

Exercícios – 5 ............................................................................................................... 17

USO DA CALCULADORA ....................................................................................... 18

Referências Bibliográficas.............................................................................................. 28

4
CÁLCULO – I

1 - FRAÇÕES:

A fração como uma parte de um conjunto.


Neste sentido estamos lidando com objetos discretos (indivisíveis), isto é, que são
contados um a um.
Por exemplo: de um grupo com 12 pessoas, podemos escolher 5 pessoas para fazer
um passeio. Diremos, então, que as pessoas escolhidas representam a fração de 5/12
(cinco doze - avos) do grupo considerado.

A fração como a divisão de uma grandeza contínua em partes iguais.


Neste sentido queremos medir uma grandeza, ou seja, determinar a sua extensão por
comparação com outra, da mesma espécie, denominada unidade.
Medir é comparar. A medida nos diz quantas vezes a unidade escolhida cabe na
grandeza que desejamos medir.
Ao considerarmos a divisão de um todo em partes iguais, temos que:
- o número de partes em que o todo foi dividido dá nome a cada parte. É o
denominador.
- o número de partes consideradas é o numerador.
No símbolo que representa as frações utilizamos dois números naturais separados por
um traço horizontal:
n → numerador
d → denominador e d ≠ 0

Desse modo, os números n e d representam ações sobre o todo e formam um novo

n
número a fração . A seguir vamos comparar os valores do numerador e do
d
denominador para ver os tipos de fração que podemos ter.

Frações próprias:

5
Quando o numerador é menor que o denominador. A fração representa uma parte da
própria unidade.
3 5 1 3
Exemplos: ; ; ; .
7 8 2 5

Frações impróprias e números mistos:


Quando o numerador é maior que o denominador. Tomamos mais de uma unidade.
7 3 9
Exemplos: ; ; .
3 2 5

Frações aparentes:

Quando o numerador é múltiplo do denominador. A fração representará uma ou mais


unidades.
3 6 12
Exemplos: ; ; .
3 2 4

Frações equivalentes:
1
São frações que representam a mesma parte de um todo. Por exemplo, as frações ,
2
2 4
e são equivalentes.
4 8

Da equivalência de frações temos que: “Multiplicando-se (ou dividindo-se) o numerador


e o denominador de uma fração por um mesmo número, diferente de zero, obtém-se
uma fração equivalente à fração inicial”.
Considerando as frações do exemplo, temos que elas são numerais diferentes para um
mesmo número fracionário. Elas expressam a mesma parte do todo. Desse modo

1 2 4
podemos considerá-las como números iguais. Isto é, = = .
2 4 8

Simplificação de frações:

6
Da equivalência de frações vimos que podemos escrever um mesmo número
fracionário de várias maneiras diferentes. Assim, podemos determinar um conjunto de
frações equivalentes a uma fração irredutível (fração cujo numerador e o denominador
são números primos entre si).
Logo, para obtermos uma fração irredutível equivalente a uma fração dada, basta
dividirmos o numerador e o denominador da fração dada por um mesmo número
natural, divisor de ambos. Este processo é o que chamamos simplificação de frações.

Fração decimal:
São frações cujos denominadores são potências de 10.
Algumas frações podem ser transformadas em frações decimais equivalentes.

2 4 1 25
Exemplos: = e = .
5 10 4 100
2
Porém, há frações que não admitem essa transformação, por exemplo, , pois não
3
existe número natural que multiplicado por 3 dê uma potência de 10.
Uma potência de 10 é formada somente pelos fatores primos 2 e 5. Então, uma fração
irredutível só admite fração decimal equivalente se o seu denominador possui apenas
os fatores 2 ou 5.

Exercícios – 1

1 – Qual a fração cujo denominador é 15 e o numerador 9?

Resposta – _________________________

2 – Um mês tem trinta dias. Escreva a fração do mês correspondente a:

a) 1 dia - ______________

b) 5 dias - ______________

c) 17 dias - ______________

d) 29 dias - ______________

7
3 – Transforme em frações decimais equivalentes:

a) 3 =
4

b) 3 =
25

c) 1 =
5

4 – Indique as frações correspondentes a cada situação:

a) Carolina comeu 3 doces de uma caixa que continha 8 doces.

Resposta __________

b) Janice comprou 7 cadernos de um pacote que continha 10 cadernos.

Resposta __________

5 – Participam de uma conferência 9 brasileiros, 6 ingleses e 4 argentinos. Que fração


do total de membros da conferência representam os brasileiros? E os ingleses? E
os argentinos?

Respostas.

Brasileiros ___________

Ingleses ___________

Argentinos ____________

6 – Uma dúzia de balas deve ser dividida igualmente entre 3 garotos. Que parte
receberá cada um?

Resposta _____________

8
7 – Escreva uma fração equivalente a três quartos, sendo trinta e cinco a soma do
numerador com o denominador.

Resposta _____________

8 – Escreva uma fração equivalente a cinco sétimos cujo numerador seja quinze.

Resposta _____________

9 – Escreva uma fração equivalente a dois terços cujo denominador seja 18.

Resposta _____________

10 – Monte as frações dadas e simplifique-as se for o caso:

a) Seis oitavos. ____________________

b) Doze quinze avos. ____________________

c) Dez dezesseis avos. ____________________

d) Sete trinta e cinco avos. ____________________

e) Quarenta e oito cento e vinte avos. ____________________

f) Cento e noventa e dois duzentos e quarenta avos. ____________________

g) Duzentos e trinta e quatro trezentos e noventa. ____________________

h) Cento e setenta e cinco vinte e cinco avos. ____________________

2 - NÚMEROS DECIMAIS:

Pelo fato de nosso sistema de numeração ser posicional de base 10, podemos
representar as frações na notação decimal, como números decimais. No nosso modo
de representar os números decimais a vírgula (ou o ponto) separa a parte inteira da

9
parte decimal: à esquerda da vírgula está a parte inteira e à direita a sua parte
fracionária ou decimal.

Propriedades dos números decimais;


(I) Um número decimal não se altera quando acrescentamos ou suprimimos
zeros à sua direita. Exemplo: 0,3 = 0,30 = 0,300; 3,12 = 3,120 = 3,1200
(II) Para multiplicar um número decimal por uma potência de 10, isto é por “10”,
basta deslocar a vírgula n ordens para a direita. (n є IN)
(III) Para dividir um número decimal por uma potência de 10, isto é por “10”,
basta deslocar a vírgula n ordens para a esquerda. (n є IN).

Transformação de fração decimal em número decimal;

Tomamos o numerador da fração decimal e deslocamos a vírgula n ordens para a


esquerda, conforme seja a potência de 10 do denominador.
6 11 125
Exemplos: = 0,6; = 0,11; = 1,25
10 100 100

Transformação de fração em número decimal;


Para transformar uma fração que não está na forma decimal em número decimal, basta
dividirmos o numerador pelo denominador da fração. Com isso pode ocorrer que a
fração:
a) Tenha notação decimal exata, isto é, ela equivale a uma fração decimal. A
divisão é, pois exata.
3 5
Exemplo: = 0,6 e = 1,25 (ver exemplo anterior)
5 4
b) Não tenha notação decimal exata, isto é, ela não é equivalente a uma fração
decimal. A divisão não é exata e gera uma dízima periódica.
1 5
Exemplo: = 0,333... = 0,8333...
3 6

Operações com números decimais;


Salvo o cuidado que se deve ter com a vírgula na notação decimal, há pequena
diferença entre o cálculo com números decimais e o cálculo com os inteiros.

10
I. Para somar ou subtrair decimais:
Devemos conservar as vírgulas em coluna, ou seja, vírgula debaixo de vírgula.
Igualamos o número de ordens decimais, acrescentando zeros à parte
decimal.
Efetuamos a adição ou subtração, mantendo a vírgula alinhada.
Exemplo 1: 10,08 + 1,351 =

10,080 Zero acrescentado


+ 1,351
11,431

Exemplo 2: 10,08 – 1,351 =

10,080 Zero acrescentado


- 1,351
8,729

II. Para multiplicarmos decimais:


Fazemos a multiplicação como se fossem inteiros. Em seguida colocamos a
vírgula no produto, considerando o número de ordens decimais igual à soma
dos números de ordens decimais dos fatores.
Exemplo: 0,81 x 0,52 =

0,81 < 2 casas decimais


x 0,52 _ < + 2 casas decimais
0,4212 < 4 casas decimais

III. Para dividirmos decimais:


Fazemos a divisão como se fossem inteiros. Em seguida colocamos a vírgula,
considerando o número de ordens decimais do quociente igual a diferença
entre o número de ordens decimais do dividendo e do divisor (inclusive se
houver acréscimos de zeros no dividendo).

Exemplo: 2,665 ÷ 1,3 =

2665 1300
65
650 2,05
6500
0000

11
Exercícios – 2

1 – Dada a fração decimal, diga que número decimal ela representa:

a) 45 = ______________
10

b) 869_ = ______________
1000

c) 123 = _______________
100

d) _7_ = ______________ _
1000

e) 961 = ________________
10

2 – Transforme as frações abaixo em números decimais:

a) _3_ = ________________
4

b) _7_ = ________________
5

c) _8_ = ________________
25

d) _7_ = ________________
3

e) _17_ = ________________
6

3 - MEDIÇÃO E AS UNIDADES DE MEDIDAS:

Desde os tempos mais remotos, os homens tiveram que descobrir meios de medir coisas.
Precisavam saber quanta terra eles haviam cultivado que quantidade de trigo poderiam trocar por
flechas, ou que tamanho de tecido precisariam para fazer uma roupa. Enfim, precisavam
comercializar produtos.

12
As primeiras unidades de medida que o homem utilizou foram baseadas no seu próprio
corpo... Mas estas maneiras de medir eram muito confusas... O processo de medição precisava
ser melhorado e o homem sentiu necessidade de medidas-padrão que fossem mais universais.
Nos antigos sistemas de medida, os nomes das unidades não possuíam relação entre suas
medidas. Já no sistema métrico decimal, o nome dos múltiplos e submúltiplos da unidade indica
claramente o seu valor. Isto porque foram utilizados prefixos gregos para sua denominação.
[Centurión, 2002]
Veja a tabela de múltiplos e submúltiplos da unidade-padrão (U)
Nome Quilo (U) Hecto (U) Deca (U) U Deci (U) Centi (U) Mili (U)
Significado U × 1000 U × 100 U × 10 U U ÷ 10 U ÷ 100 U ÷ 1000

O Sistema Internacional de Unidades define o símbolo e a unidade-padrão para cada


grandeza a ser medida, como a seguir.
Comprimento:

Unidade: Metro (m).

Superfície (área):

Unidade: Metro quadrado (m2)

Fórmulas para cálculo de área de algumas figuras planas:

2
b

Quadrado: A = a Retângulo: A = a x b

a a

Paralelogramo: A = a x h
h

b
r

a+b 2
Trapézio: A = Círculo: A = r
2

a
axh
Triângulo: A =
h

2
13
a
2
Triângulo Equilátero: A = a 3
4

Volume (capacidade):

Unidade: Metro cúbico (m3)

Fórmulas para cálculo de volume de alguns sólidos:

V = a3 (a . a . a)

a = comprimento de um lado.

V=L.C.h
L = largura.
C = comprimento.
h = altura.

V = π . r2. h
r = raio de uma face circular.
h = altura do cilindro.

14
4
V= π r3
3
r = raio da esfera.

Como conduzir as medições.

Para efetuar medidas é necessário fazer uma padronização, escolhendo unidades para
cada grandeza.

Exercícios - 3

Comprimento:

1 – Faça as transformações:

a) 3 km = m

b) 12 m = dm

c) 4 cm = mm

d) 3,5 m = cm

e) 7,21 m = mm

2 – Quanto vale em metros?

a) 3,6 km + 450 m = m

b) 6,8 hm + 0,34 dam = m

c) 16 dm + 54,6 cm + 200 mm = m

d) 2,4 km + 82 hm + 12,5 dam = m

e) 82,5 hm + 6 hm = m

Superfície (área):

15
1 – Um paralelogramo tem 20 cm de base e 17 cm de altura. Qual a sua área.

A=

2 - Temos um triângulo equilátero de lado 6cm. Qual é o perímetro (soma dos lados) e qual é a
área deste triângulo?

A=

P=

3 - Um trapézio tem a base menor igual a 2, a base maior igual a 3 e a altura igual a 10. Qual a
área deste trapézio?

A=

4 - Sabendo que o perímetro (soma dos lados) de um quadrado é 24 cm, qual é a sua área?

A=

5 - Calcule a área e o perímetro (soma dos lados), em metros quadrados dos retângulos descritos:

a) a = 25 m e b = 12 m

A=

b) a = 14 m e b = 10 m

A=

Volume (capacidade):

1 - As arestas de um paralelepípedo reto-retângulo medem 2m, 3m e 5m. Qual é o seu volume?

V=

2 - Uma piscina tem 10 m de comprimento, 7 m de largura e 1,80 m de profundidade. Qual o seu


volume total?

V=

3 - Se o volume total de um cubo é 27 m3, quanto mede sua aresta?

Aresta =

16
4 – Uma esfera tem 2 m de raio, qual o seu volume?

V=

5 – Um cilindro tem 15 cm de raio e 30 cm de altura, qual é o seu volume?

V=

4 - GRANDEZAS DIRETAMENTE PROPORCIONAIS.

A esteira de uma mina tem sua produção de transporte de minério de acordo com a tabela
abaixo:

Tempo (min.) Produção (kg)


05 100
10 200
15 300
20 400

Observe que uma grandeza varia de acordo com a outra. Essas grandezas são variáveis
dependentes. Observe que:

Quando duplicamos o tempo, a produção também duplica.


5 min → 100Kg
10 min → 200Kg

Quando triplicamos o tempo, a produção também triplica.


5 min → 100Kg
15 min → 300Kg

Assim:

Duas grandezas variáveis dependentes são diretamente proporcionais


quando a razão entre os valores da 1ª grandeza é igual a razão entre os
valores correspondentes da 2ª

Verifique, abaixo que a razão entre dois valores de uma grandeza é igual a razão entre os dois
valores correspondentes da outra grandeza.

5 = 100 = 1
15 300 3

10 = 200 = 1
20 400 2

17
Exercícios - 4

1 - A quantia de R$1280,00 deverá ser dividida entre 3 pessoas. Quanto receberá cada uma, se a
divisão for feita em partes diretamente proporcionais a 8, 5 e 7?

Resposta =

2 - Calcule o valor de x e y na proporção, x = 2 sabendo que x + y = 42.


y 5
Resposta =

3 - Dividindo-se 70 em partes proporcionais a 2, 3 e 5, a soma entre a menor e a maior parte


será?

Resposta =

4 - Três pessoas montam uma sociedade, na qual cada uma delas aplica, respectivamente, R$
20.000,00, R$ 30.000,00 e R$ 50.000,00. O balanço anual da firma acusou um lucro de R$
40.000,00. Supondo-se que o lucro seja dividido em partes diretamente proporcionais ao capital
aplicado, quanto cada sócio receberá, respectivamente?

1=

2=

3=
5 - Separe em partes proporcionais a 0,2, 2 e 2/3 a quantia de R$ 129,00

1=

2=

3=

5 - GRANDEZAS INVERSAMENTE PROPORCIONAIS.

18
Analisemos a seguinte tabela de velocidade utilizada e o tempo gasto para percorrer certa
distância.

Velocidade Tempo gasto


24 km 10 horas
30 km 8 horas
40 km 6 horas
120 km 2 horas

Observemos que os valores da velocidade utilizada e o tempo gasto para percorrê-la não formam
uma múltipla igualdade de razões:

Mas, se, no entanto, relacionássemos os valores da velocidade utilizada e o inverso do tempo


gasto para percorrê-la, teríamos uma múltipla igualdade de razões, assim:

ou 24 x 10 = 30 x 8 = 40 x 6 = 120 x 2 = 240 = k

O produto K = 240 é o fator, constante ou coeficiente de proporcionalidade. Quando isso ocorre


diremos que os valores da primeira coluna (velocidade) são inversamente proporcionais aos
correspondentes valores da segunda coluna (tempo gasto), ou seja, os números 24, 30, 40 e 120
são inversamente proporcionais a 10, 8, 6 e 2. Com isso, podemos afirmar :

Uma sucessão numérica (a, b, c) é inversamente proporcional à sucessão numérica (m, p, q) se:

Assim : os números 2, 3 e 6 são inversamente proporcionais a 6, 4 e 2, já que :

O fator k = 12 é o fator, constante ou coeficiente de proporcionalidade.

Exemplo - Determine os valores de m e p para que os números 2, m e 12 sejam inversamente


proporcionais a 18 , 4,5 e p.

19
Como os números são inversamente proporcionais podemos escrever: 2 x 18 = 4,5 x m = 12 x p
36 = 4,5m = 12p m=8ep=3

De um modo geral podemos afirmar que as sucessões ( a, b, c ) e ( x, y, z ) serão :

Diretamente Proporcionais se a/x = b/y = c/z

Inversamente Proporcionais se a.xb.y = c.z

Exercícios – 5

1 - A 60 km/h faço o percurso entre duas cidades em duas horas. trafegando a 80km qual o
tempo estimado para percorrer este trajeto?

Resposta =

2 - Um tecelão levou 12 horas para produzir um tapete, à razão de 6 metros por hora. Se ele
trabalhasse à razão de 9 metros por hora, quanto tempo teria levado para tecer o mesmo tapete?

Resposta =

3 - Utilizando copos descartáveis de 175 ml, eu consigo servir 12 pessoas. Se eu utilizar copos de
150 ml, quantas pessoas eu conseguirei servir com o mesmo volume de bebida?

Resposta =

4 - Preciso empilhar uma certa quantidade de caixas. Se eu fizer a pilha com 4 caixas na base,
irei empilhar 6 fileiras de caixas, uma sobre a outra. Se eu fizer a base com 3 caixas, quantas
fileiras irei precisar?
Resposta =

5 - Com o dinheiro que possuo, posso comprar 21 passagens de ônibus ao custo unitário de R$
1,80. Eu soube, porém que o valor da passagem está para aumentar para R$ 2,10. No novo valor,
quantas passagens poderei comprar com a mesma quantia que tenho?

Resposta =

USO DA CALCULADORA

Introdução

20
A matemática é uma ferramenta poderosa que desenvolve o raciocínio lógico e nos ajuda a
resolver problemas e a tomar decisões de forma mais consciente. Uma das decisões que
constantemente precisamos tomar diz respeito ao tipo de cálculo mais adequado a diferentes
situações problema. De maneira geral poderíamos falar em quatro tipos de cálculo que deveriam
ser explorados e exercitados na escola: o cálculo escrito (algoritmos), o cálculo mental exato, o
cálculo mental aproximado (estimativas) e o cálculo feito com ferramentas de apoio, das quais a
mais comum é a calculadora.
Explore situações e estratégias específicas de cada uma dessas modalidades de cálculo, bem
como ter certa margem de liberdade na escolha de que tipo de cálculo seria mais adequado aos
problemas que resolva, de forma semelhante ao que ocorre fora da escola, quando escolhe
livremente o procedimento de cálculo que mais lhe convém. É lógico que a calculadora não deve
ter mais espaço que as outras formas de cálculo na escola, mas ela pode enriquecer muito a
prática, se for mediada.

Objetivos:
Espera-se que ao final destas atividades você seja capaz de perceber quando a calculadora pode
ou não ajudar-lhe a resolver alguns problemas que se apresentam cotidianamente.

Conteúdos específicos
- Utilização adequada da calculadora em situações em que é pertinente;
- Identificação do procedimento mais adequado às diferentes situações-problema que se
apresentam;
- Sistema de numeração decimal;
- Propriedades das operações;
- Funcionamento da calculadora;
- Observação de regularidades;
- Levantamento de hipóteses;
- Diferentes procedimentos de cálculo.

Material necessário:
Calculadora.

Desenvolvimento:

1º passo: Explore livremente, num primeiro momento, com o objetivo de se familiarizar


minimamente com ela.Tente responder as perguntas à seguir:

1 - Quais são as teclas numéricas que aparecem na calculadora?


2 - Quais são as teclas que indicam operações?
3 - Quais são as outras teclas que aparecem? Você as conhece?

Continue à exploração da calculadora com alguns exercícios mais dirigidos, do tipo:

a) Aperte a seguinte seqüência de teclas e observe o que acontece:

5+3 ======
3x2 ======
3x ======

Essa proposta deve ser seguida de uma discussão acerca da função da tecla igual (=) nas
calculadoras, assim como de uma discussão acerca da estrutura de funcionamento das

21
calculadoras, uma vez que você poderá encontrar diferentes resultados apertando essas
seqüências de teclas em diferentes calculadoras.

b) Conheça a utilização das teclas de memória. Experimente a seguinte utilização das teclas de
memória e observe o que acontece:

50 M- 2x5 M+ 3x5 M+ MRC

O que aconteceu?

Veja a utilização das teclas de memória para a resolução de um problema com várias operações:

Fui ao mercado e comprei 3 litros de leite por R$2,20 cada um, 2 pães integrais por R$3,50 cada
e paguei com uma nota de R$20,00. Qual foi o meu troco?
Experimente resolver o problema usando as teclas de memória. Existem também várias maneiras
de utilização das teclas para a resolução desse problema. Uma delas é:

20 M- 3x2,2 M+ 2x3,5 M+ MRC

2º passo: Utilize a calculadora como instrumento de verificação de cálculos feitos de outras


maneiras e, também, como instrumento de auto-correção. Neste passo você poderá resolver
problemas por algoritmos ou por cálculo mental. Depois, a calculadora será utilizada para a
verificação dos cálculos feitos.

Exemplos de problemas:

a) Quantos dias aproximadamente você já viveu desde o seu nascimento?

b) Quantos alunos há em sua escola?

Após a resolução, verifique os cálculos na calculadora. No caso de observar, reflita sobre os


erros.

Uma outra atividade interessante é a realização de vários cálculos serem realizados em duplas.
Um dos alunos realiza os algoritmos conhecidos e o outro utiliza a calculadora. Ao final de cada
cálculo comparam os resultados obtidos e refazem os procedimentos em caso de erro. Nessa
atividade, os alunos podem se surpreender ao ver que nem sempre é aquele que faz os cálculos
escritos que erra, e que mesmo usando a calculadora uma pessoa pode se equivocar nas teclas
pressionadas.

3º passo: Utilize a calculadora como apoio na resolução de problemas complexos, com várias
operações, muitos dados e números grandes. O objetivo desse passo não é a verificação das
técnicas operatórias e, sim, a observação das estratégias e caminhos escolhidos para resolução
dos problemas. Você ganhará tempo com a utilização da calculadora e poderá resolver uma
quantidade bem maior de problemas.

É falsa a impressão de que as pessoas não aprendem e ficam preguiçosas ao utilizarem a


calculadora, pois a calculadora pode facilitar os cálculos, mas só fará os cálculos pensados pelo
aluno, com os dados selecionados por ele.

22
4º passo: Faça um jogo de stop de operações, semelhante ao conhecido stop de palavras, com
cálculos que estejam sendo trabalhados nas aulas. Por exemplo, o cálculo de porcentagens. Nesse
jogo, calcule, usando a tabela abaixo, as várias porcentagens indicadas do número ditado por
você. A utilização da calculadora será livre. Aquele que mais rapidamente preencher toda a linha
de cálculos com o número ditado diz stop e todos os outros devem parar. Conferem-se os
resultados e todos recebem 10 pontos por cálculo feito corretamente.

Tabela: 50% 25% 10% 5% 1% 20% Pontos

Nessa atividade, muito provavelmente você perceberá que aqueles que a realizam por cálculo
mental são mais rápidos e acabam falando stop sempre antes dos que recorrem à calculadora.
Essa constatação ajuda a desmistificar a calculadora como a solucionadora de todos os
problemas relativos a cálculos, destacando o cálculo mental como um procedimento mais rápido
e tão bom quanto a calculadora (ou melhor).

5º passo: Neste passo, você utilizará a calculadora para observar regularidades e formular
algumas explicações sobre o que observou. Execute a lista de cálculos abaixo com a calculadora
preenchendo as tabelas com os cálculos realizados e o registro posterior das “descobertas” feitas.

Número por 0,1 ou 0,5:

96 x 0,1 =

100 ÷ 0,1 =

250 x 0,5 =

124 ÷ 0,5 =

500 x 0,1 =

360 ÷ 0,5 =

Nessa atividade, você deverá concluir que:


- um número multiplicado por 0,1 fica 10 vezes menor do que era;
- um número dividido por 0,1 fica 10 vezes maior do que era;
- um número multiplicado por 0,5 resulta na metade daquele número;
- um número dividido por 0,5 resulta no dobro daquele número.

É lógico que todas essas descobertas devem ser acompanhadas de discussões sobre o significado
dessas operações, por exemplo, discutindo-se que, quando dividimos um número por 0,5,
estamos dividindo aquele número em metades e que como um inteiro tem duas metades, ficamos
com o dobro de metades em relação ao número inteiro.

6º passo: Nesse passo, a calculadora será usada como parte indispensável de uma
problematização que, se feita sem a máquina, seria muito cansativa e aborrecida. Trata-se de um
problema que explora características dos números e operações, colocando-as em primeiro plano,
e que pode ser utilizado para a retomada dos conteúdos já trabalhados.

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a) Escolha um número de 3 algarismos e multiplique-o sucessivamente por 7, por 11 e por 13.

Observe o resultado obtido e compare-o com o número escolhido por você. Faça o mesmo com
outros números de 3 algarismos e observe se isso sempre acontece. O que aconteceu? Por quê?

Ex.:237 x 7 x 11 x 13 = 237.237

b) O que deveríamos fazer para obter o mesmo efeito no resultado, multiplicando números de 2
algarismos? E de 4 algarismos?

Com certeza você se surpreenderá com os resultados obtidos, mas pode ter alguma dificuldade
em descobrir por que isso acontece. A explicação está no fato de que a multiplicação de7 x 11 x
13 resulta em 1001, e daí esse curioso resultado. A percepção de por que a multiplicação de 1001
causa esse efeito no resultado exige do aluno a compreensão de propriedades dos números e
operações.

7º passo: Participe de uma atividade em dupla ou grupo que exija um pouco de cada uma das
habilidades trabalhadas nas atividades anteriores, ou seja, envolve conhecimentos sobre os
números e operações, tomada de decisões, verificação, dedução etc. Trata-se de uma atividade
simples, porém desafiadora.
Usando apenas uma vez cada tecla numérica da calculadora e necessariamente as quatro
operações fundamentais, também apenas uma vez, obtenha o maior número possível. Adapte o
enunciado de acordo com os conteúdos trabalhados. Nessa proposta, você repensará questões
como as abaixo, entre muitas outras:

O que acontece se dividirmos um número por zero? E por 1?


O que acontece se multiplicarmos um número por 9? E por 98?
E se subtraímos 0 ou 1?

Reflita sobre os procedimentos de cálculo mais adequados a cada problema. Por exemplo:

Assinale o procedimento mais adequado, na sua opinião, para a resolução de cada problema
abaixo:

Três amigos foram a uma lanchonete e gastaram 45 reais. Quanto pagou cada um, se eles
dividiram a conta igualmente?

a) Cálculo escrito ( )
b) Cálculo mental ( )
c) Estimativa ( )
d) Uso da calculadora ( )

Uma moto pode ser paga em 39 vezes de 129 reais. Qual é o valor a ser pago pela moto?

a) Cálculo escrito ( )
b) Cálculo mental ( )

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c) Estimativa ( )
d) Uso da calculadora ( )

Um homem ganha R$ 4105,00 e gasta R$680,00 de aluguel, R$550,00 com alimentação,


R$330,00 com transporte e R$2000,00 com saúde e educação. Quanto lhe sobra para outros
gastos?

a) Cálculo escrito ( )
b) Cálculo mental ( )
c) Estimativa ( )
d) Uso da calculadora ( )

Meu carro faz 10 km com um litro de gasolina e tenho ainda ¼ do tanque de combustível. Se o
tanque tem aproximadamente 52 litros, será possível chegar a uma distância de 96 km?

a) Cálculo escrito ( )
b) Cálculo mental ( )
c) Estimativa ( )
d) Uso da calculadora ( )

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Referências Bibliográficas:

Ayres Jr., Frank; Matemática Financeira; São Paulo; McGrawn-Hill do Brasil, 1981.

Centurión, Marília; Números e Operações; São Paulo; Ed Scipione, 2002.

Gonçalves, Dalton. Física do Científico e do Vestibular. RJ: Ao Livro Técnico, 1973.

Rubinstein, Cléa e outros. Matemática para o Curso de Formação de Professores, São Paulo.
Moderna, 1997.

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