CALDEIRARIA

Traçagem e Planificação de Chapas

CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________

Presidente da FIEMG Robson Braga de Andrade Gestor do SENAI Petrônio Machado Zica Diretor Regional do SENAI e Superintendente de Conhecimento e Tecnologia Alexandre Magno Leão dos Santos Gerente de Educação e Tecnologia Edmar Fernando de Alcântara

Elaboração Equipe Técnica do CFP/ACR Unidade Operacional Centro de Formação Profissional “Alvimar Carneiro de Rezende”

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CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________

Sumário
APRESENTAÇÃO.................................................................................................. 6 1. TECNOLOGIA MECÂNICA .............................................................................. 7
1.1. 1.2. 1.3. 1.4. 1.5. 1.6. INTRODUÇÃO................................................................................................................7 CLASSIFICAÇÃO DOS MATERIAIS.............................................................................7 MATERIAIS - CONCEITOS ...........................................................................................8 CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DOS METAIS...............................................................8 LIGAS METÁLICAS .......................................................................................................8 PROPRIEDADES DOS METAIS....................................................................................8

1.6.1. PROPRIEDADES TECNOLÓGICAS..........................................................................9 1.6.2. PROPRIEDADES MECÂNICAS.................................................................................9 1.7. METAIS FERROSOS ...................................................................................................10 1.7.1. AÇOS ........................................................................................................................10 1.7.2. FERROS FUNDIDOS................................................................................................10 1.8. OBTENÇÃO DOS METAIS FERROSOS ....................................................................10 1.8.1. MINÉRIO DE FERRO ...............................................................................................10 1.8.2. TRATAMENTO OU BENEFICIAMENTO DO MINÉRIO ..........................................11 1.8.3. COMBUSTÍVEL ........................................................................................................11 1.8.4. FUNDENTE ...............................................................................................................12 1.8.5. ALTO FORNO...........................................................................................................12 1.8.6. PRODUTOS DO ALTO FORNO...............................................................................13 1.8.7. FERROS FUNDIDOS................................................................................................14

2. CLASSIFICAÇÃO DOS AÇOS ....................................................................... 17
2.1. 2.2. 2.3. 2.4. SISTEMA S.A.E. (SOCIETY OF AUTOMOTIVE ENGINEERS)..................................17 SISTEMA A.I.S.I. (AMERICAN IRON AND STEEL INSTITUTE)................................17 SISTEMA A.B.N.T........................................................................................................18 SISTEMA D.I.N.............................................................................................................20

2.3.1. CLASSES DE AÇOS ABNT .....................................................................................19 2.4.1. DESIGNAÇÃO E NORMALIZAÇÃO DOS AÇOS SEM LIGAS...............................20 2.4.2. DESIGNAÇÃO E NORMALIZAÇÃO DOS AÇOS COM BAIXA LIGA ....................21 2.4.3. DESIGNAÇÃO E NORMALIZAÇÃO DOS AÇOS COM ALTA LIGA......................21

3. NOÇÕES GERAIS DOS TRATAMENTOS
3.1. 3.2. 3.3.

TÉRMICOS DO AÇO ............. 23

FASES DO TRATAMENTO TÉRMICO........................................................................23 FINALIDADES DO TRATAMENTO TÉRMICO DOS AÇOS .......................................23 TIPOS DE TRATAMENTO TÉRMICO DOS AÇOS.....................................................23

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....5............ TÊMPERA ............................................ 8.......4..............................................26 TEMPERATURAS E CORES DE AQUECIMENTO ...............................................4...................FORNOS DE TRATAMENTO ...................... 4...........................................................................24 3........................ DESENHO LINEAR GEOMÉTRICO ....................................................... 36 8..3.... 6................................ 8........ 8.............................................2...........5.............................................28 5............................... INTRODUÇÃO....... 48 4 ...............................3..........................30 RESFRIAMENTO ....6..................2......................................4.......................................... 8.................. 5...............4............3.................................... 5... 6.............................. 31 6...............................4............................... RECOZIMENTO ....................................................................29 CORES DO REVENIMENTO .................................................4...................................................................1..........................4................................ NITRETAÇÃO ..24 3............................................................................................................43 CÍRCULO...................................................24 3................................ 8............4....... 6..............................42 POLÍGONOS REGULARES E IRREGULARES.....24 3...........41 QUADRILÁTEROS...........................................32 SIMBOLOGIA CONVENCIONAL DE TRAÇAGEM ... NOÇÕES DE GEOMETRIA .............. 4........... CEMENTAÇÃO..................1............ LINHA ...30 MANUTENÇÃO DA TEMPERATURA DO REVENIMENTO....44 9......................................................................1................................................ 26 4.........................................................................................31 NORMAS A SEREM OBSERVADAS..................4..27 MEIOS DE RESFRIAMENTO .......2.....24 3.............................7...............31 CUIDADOS NA TRAÇAGEM EM SÉRIE ..........................................................................................................................................1................................................2............ CUIDADOS NA TRAÇAGEM ........................ CARACTERIZAÇÃO GERAL DOS TRATAMENTOS TÉRMICOS ..............................................5..29 AQUECIMENTO DO AÇO PARA O REVENIMENTO.... A TÊMPERA .................................. REVENIMENTO ..............................................................................36 ÂNGULOS ......................................38 POLÍGONOS .................................30 6........................................25 4.............................. REVENIMENTO ..... PASSOS DA OPERAÇÃO...4.....26 MEIOS DE AQUECIMENTO ................................. 4.......................................1..................... PLANIFICAR PEÇAS SIMPLES..................................................................... 5................. PROCESSOS DE EXECUÇÃO....................CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ 3.......................32 7............. NOÇÃO DO FENÔMENO DO REVENIMENTO .......3...34 8....................... 8.... 34 7...........................40 TRIÂNGULOS ............................................3.............................................. 5.............4..........................2..................................................................... 29 5..........................1.....

............16......................72 10.... BIFURCAÇÃO EM “Y” A 120°...............48 DESENVOLVIMENTO PARA A EXECUÇÃO DA PRIMEIRA PARTE ....................... 90 5 ...................................................................... INTRODUÇÃO.......... PLANIFICAÇÃO DE CILINDRO COM UMA BOCA NÃO PARALELA ... PLANIFICAÇÃO DE CILINDRO COM DUAS BOCAS INCLINADAS ..............................89 BIBLIOGRAFIA .....3....48 EXPLICAÇÃO DA SEQÜÊNCIA DE OPERAÇÕES PARA A EXECUÇÃO DOS PROBLEMAS GEOMÉTRICOS...........................1.....................17..................................................65 10.........67 10..6.....................................2..7...... 9.............................................. PEÇA CÔNICA COM BASE CILÍNDRICA E RETANGULAR OBLÍQUA ...........68 10............................ INTERSEÇÃO DE CILINDROS COM DIÂMETROS DIFERENTES .................................................3.......................... TUBO COM INTERSEÇÃO CILÍNDRICA OBLÍQUA.......................................63 10........14...................................................... COIFA ..............................................13............................ CURVA CÔNICA PELO PROCESSO DE TRIANGULAÇÃO.................TAMPO ESFÉRICO ..........82 10............10........................12...........PROCESSO POR CONSTANTES...................76 10.............................................................................................................CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ 9.9................................. PLANIFICAÇÃO DE COTOVELO DE 90° ............. SEGMENTO DE ESFERA ........................ TRANSIÇÃO QUADRADA PARA REDONDA .......................................... CONE CORTADO P/ UM PLANO OBLÍQUO ENTRE A BASE E O VÉRTICE....................64 10.................................................70 10............5............................................78 10............87 10..........................19.....................2.... PLANIFICAÇÃO ..............................83 10................ TRONCO DE CONE (PROCESSO DA GERATRIZ) ........................4..............................................................................67 10..6....66 10..................................................20.69 10...............66 10.................. DESENVOLVIMENTO LATERAL DE UM CILINDRO............... 9...............................11................................................. 64 10.......................... REDUÇÃO EXCÊNTRICA ............. PLANIFICAÇÃO DE COTOVELO DE 45° .......................60 DESENVOLVIMENTO.......8... 9.............49 DIVISÃO DA CIRCUNFERÊNCIA ....................48 PROBLEMAS GEOMÉTRICOS.........................80 10.. 9. 9....70 10...................................18.......... INTERSEÇÃO CÔNICA OBLÍQUA..... INTERSEÇÃO DE UM CILINDRO POR OUTRO DE DIÂMETRO IGUAL . CHAPÉU CHINÊS....1...5......15.........................73 10..4........ CURVA DE GOMOS CILÍNDRICA A 90° ....74 10......................................................

por meio dos diversos materiais didáticos. Peter Drucker O ingresso na sociedade da informação exige mudanças profundas em todos os perfis profissionais.internet é tão importante quanto zelar pela produção de material didático. da conexão de suas escolas à rede mundial de informações . agir. pensar na chamada sociedade do conhecimento”. disseminação e uso da informação. com iniciativa na resolução de problemas. sabe disso. O conhecimento . fazem com que as informações. nas diversas oficinas e laboratórios do SENAI. especialmente naqueles diretamente envolvidos na produção.instrutores e alunos .CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ Apresentação “Muda a forma de trabalhar. tomem sentido e se concretizem em múltiplos conhecimentos. nos embates diários. responder às suas demandas de informações e construir links entre os diversos conhecimentos. cuidar do seu acervo bibliográfico. Vivemos numa sociedade da informação. contidas nos materiais didáticos. Para o SENAI. O SENAI. com conhecimentos técnicos aprofundados. maior rede privada de educação profissional do país. empreendedorismo e consciência da necessidade de educação continuada”. e. na sua área tecnológica. sentir. amplia-se e se multiplica a cada dia. tão importantes para sua formação continuada ! Gerência de Educação e Tecnologia 6 . educa o trabalhador sob a égide do conceito da competência: “formar o profissional com responsabilidade no processo produtivo. consciente do seu papel formativo. Isto porque. Uma constante atualização se faz necessária. flexibilidade e criatividade. coleta. aguçar a sua curiosidade. da sua infovia. O SENAI deseja .

a cada dia. Isto nos coloca. 1. plásticos e resinas. Tecnologia Mecânica 1. desde os metálicos ferrosos e não ferrosos aos não-metálicos. uma gama enorme de materiais é utilizada na Construção Mecânica. • Materiais de alta resistência mecânica. Nesta. polímeros. 7 . Introdução Nos dias de hoje.sintéticos METÁLICOS NÃO-METÁLICOS Ferrosos Aço Ferro fundido Não-ferrosos Alumínio Cobre Zinco Magnésio Chumbo Estanho Titânio Naturais Madeira Asbesto Couro Borracha Sintéticos Vidro Cerâmica Plástico Além desta classificação geral. existem outras. como por exemplo a que agrupa os materiais de acordo com a utilização. • Materiais para a indústria automobilística. Classificação Dos Materiais Os materiais podem ser classificados da seguinte forma: • Materiais metálicos .2.CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ 1. diante de novos materiais ou aplicações de propriedades às vezes surpreendentes para nossos conhecimentos anteriores.1.naturais .não-ferrosos • Materiais não-metálicos . • Materiais resistentes a baixas temperaturas. • Materiais para ferramentas. • Materiais resistentes ao desgaste.ferrosos . tem-se: • Materiais resistentes à corrosão e oxidação. • Materiais resistentes a altas temperaturas.

entre outras. possuindo propriedades metálicas”. quando polidas. 1. Materiais . As propriedades de um metal podem ser tecnológicas ou mecânicas. como óxidos. As primeiras têm grande importância para os processos de conformação. via de regra. inorgânicos. tanto nas propriedades físicas quanto químicas. em relação aos elementos componentes.substâncias químicas elementares. etc. às vezes profundas. pois baseado nelas. As propriedades que têm maior importância. são dimensionadas as peças e estruturas.são materiais não-metálicos.são depósitos de minerais em quantidades suficientes para permitir a exploração econômica. segundo Vicente Chiaverini. dos quais pelo menos um é metal. Minérios . que são “substâncias que consistem em mistura íntima de dois ou mais elementos químicos. boas condutoras de calor e eletricidade e. propriedades químicas. 1. Metais .CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ 1.3. As ligas constituem combinação de dois ou mais tipos de átomos que produzem uma substância que apresenta alterações. sulfetos. Geralmente fazem-se ligas. após queima em altas temperaturas. que formam os depósitos. torção. lustrosas. boas refletoras de luz.são materiais constituídos de longas cadeias macromoleculares. compressão. carbonetos.6. 1. Polímeros . sob o ponto de vista da Construção Mecânica.Conceitos Minerais . Já as 8 .5. Outras características dos metais que podemos observar são densidade.. Macromoléculas são como um grande número de átomos e grande peso molecular.. Cerâmicas . apresenta-se inteira ou parcialmente cristalizada. propriedades térmicas e elétricas. cuja estrutura. Propriedades Dos Metais Uma vez que pretendemos estudar os metais e que esse estudo se dará através de suas propriedades.4. é fundamental que conheçamos exatamente o significado de cada uma dessas propriedades. Ligas Metálicas Os metais raramente são utilizados puros. são as propriedades mecânicas que relacionam a resistência do metal com os esforços de tração. etc. são mais pesados que outras substâncias elementares.substâncias em formas diversas de ocorrência. Características Físicas dos Metais Os metais normalmente apresentam certo grau de ductilidade e plasticidade e.

Incapacidade de resistência ao choque. Temperabilidade .Capacidade de resistir a esforços múltiplos.6. Fluência .Capacidade do metal de se deixar trabalhar a frio.Capacidade do metal de resistir a esforços externos estáticos ou lentos (esforços de tração. 9 .Propriedade que os metais apresentam de se deixarem transformar em chapas ou lâminas.Capacidade do metal de retornar à forma inicial. sofrer deformações permanentes.2. Soldabilidade .1. que ocorre em metal que fica sob carga constante. com a profundidade de penetração da têmpera (medida através da dureza). 1. capacidade de absorver energia cinética.Esta propriedade aplica-se mais aos aços e relaciona a capacidade do material em adquirir dureza pela têmpera. Propriedades Tecnológicas Ductilidade .Capacidade de fundir com facilidade e manter determinadas características favoráveis ao processo de fundição. uma vez cessado o esforço mecânico. Tenacidade . por longo tempo.Capacidade do metal de resistir à penetração de esferas e/ou formas pontiagudas. Fusibilidade . Forjabilidade . É sempre acompanhada de alta tenacidade.Deformação lenta. compressão. Propriedades Mecânicas Dureza .6. Resistência mecânica . por meio de prensagem ou martelamento.Característica dos metais de se deixarem transformar em fios. Maleabilidade . A seguir destacam-se os mais importantes. flexão. Resiliência . sob efeito de cargas e tempo também padronizados. 1. Fragilidade . padronizadas. torção.Capacidade do metal de resistir a esforços externos dinâmicos (choques). Fadiga .Propriedade de se deixar conformar a quente. cisalhamento).CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ mecânicas interessam aos processos de obtenção com remoção de cavacos (usinagem). por efeito de solicitações repetidas e cíclicas.Diminuição gradual da resistência de um material. Plasticidade .Capacidade dos metais de se deixarem soldar com maior ou menor facilidade. Elasticidade .

Obtenção Dos Metais Ferrosos Para produção dos aços e ferros fundidos.50% teor de ferro puro 10 . classificando-se como: • Minério pobre . há a presença de outros elementos químicos.67% (comercialmente 2. 1.1. Podem ser. com teores de carbono entre 2. fósforo e manganês. silício. Metais Ferrosos Por metais ferrosos designam-se todas as ligas onde o ferro é o principal elemento da liga.8. 1.74% teor de ferro puro (pouca ocorrência) • Hematita: +/. No entanto. dependendo da forma como o carbono está ligado ao ferro. provenientes dos processos de obtenção.CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ 1. Entre eles: a) Percentagem (teor) de ferro contido no minério. são necessárias matérias-primas como minério de ferro.70% teor de ferro puro • Itabirito: +/. de dois tipos: branco ou cinzento.7. destacamos: • Magnetita: +/. com teores de carbono entre 0.7.008 e 2. fósforo e manganês.1. contendo certos elementos residuais como enxofre. certos elementos residuais como enxofre. Aços São ligas de ferro e carbono. Podem ser divididos em aços e ferros fundidos.11%. e aços ligas.mais de 50% de teor de ferro Dentre os minérios de ferro de ocorrência em nossa região.7.8.5 a 4. Ferros Fundidos São ligas de ferro e carbono.menos de 50% de teor de ferro • Minério rico . provenientes dos processos de obtenção. silício. contendo.55% teor de ferro puro • Limonita: +/. em que. ainda. definido acima. combustível e fundentes. além do carbono. 1. basicamente. Basicamente são de dois tipos: aços carbono.5%). o valor de um minério ou jazida depende de vários fatores. Minério de ferro O minério de ferro é uma substância muito espalhada por toda a natureza. 1.2.60% teor de ferro puro • Chapita: +/.11 e 6.

Esses pós não podem ser carregados nos altos fornos. às vezes carvão.8. Separação eletromagnética . quando o aglomerante se funde e agrega as partículas. Assim se desenvolverem a briquetagem. que produz a pelota.Classificam-se as pedras em tamanho. enquanto o sinter trabalha com partículas maiores (pedrinhas). Desses processos.40 a 10mm).São operações e visam à aglutinação dos finos (pós) produzidos no manuseio. A pelota trabalha com pós. Ainda assim. separando-as em várias granulações. Peneiramento . ou seja. atrapalhando sua marcha normal (passagem de ar). e a pelotização. 1. passa por um beneficiamento. por exemplo.Quebram-se as pedras. depois de extraído na lavra. Combustível Como combustível utiliza-se o carvão mineral ou vegetal. reduzindo-se a quantidade de estéreis. As operações acima são realizadas de forma geral para os minérios de ferro.8. Lavagem . a pelotização.3. Este termo genérico. incluem-se ou excluem-se operações em função das características do minério. visando melhorar suas características. dito também tratamento. que atuam fornecendo: • calor para a combustão. São aquecidos a temperaturas entre 1200 e 1300°C. engloba várias operações a que se submetem os minérios.50% teor de ferro puro b) Natureza das substâncias estranhas (ganga) que o acompanha. a sinterização e a nodulização. os mais utilizados são a sinterização. 1. mais adequado ao carregamento dos altos fornos (+/. Nesses dois processos os pós de minério são misturados a um pouco de fundente. que produz o sinter. realmente. reduzindo-se as quantidades de areia e argila.Aproveitando-se as propriedades magnéticas dos minérios. transporte e armazenagem das cargas.CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ • Jacutinga: +/. deixando-as de tamanhos menores. adequandoos à utilização nos fornos. • carbono para a redução do minério. A diferença básica entre os dois processos está no tamanho (granulação) dos finos. e um aglomerante. Esse tratamento consiste em operações como: Britagem . Aglomeração . 11 . pois compactariam a carga. o teor de fósforo e enxofre que não deve ultrapassar determinados valores. • carbono como principal elemento da liga. Tratamento ou Beneficiamento do Minério O minério de ferro.Lava-se o minério. conforme solicitação ou exigência.2. separa-se o minério de ferro das gangas não-magnéticas.

o que obriga a sua utilização em mistura com o carvão importado na razão de 30% do nacional para 70% do importado. ainda hoje é muito rudimentar. Como fundente se usam várias substâncias. antraceno.8. • tipo de material que se quer eliminar. dolomita. A escolha do fundente depende de vários fatores. benzol. O carvão mineral nacional é de baixa qualidade e de alto teor de cinzas. Só para se ter uma idéia. fluorita. pois têm que ser menores. que varia entre 120 e 140 kg/cm2. quando produz +/.CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ O carvão mineral pode ser classificado como: turfa. 1. Fundente Os fundentes são substâncias que têm como função facilitar a eliminação das impurezas do processo e o fazem combinando-se e tornando-as mais fluidas.20 kg/cm2). linhito. toluol. Esse equipamento. de forma a sobrenadar o banho no alto forno. que cobra sempre mais reflorestamentos e cria vários problemas ambientais e sociais. Recebe um tratamento de coqueificação no qual o carvão é aquecido em fornos herméticos. que resulta em melhores qualidades no gusa produzido. mais líquidas. O que sobra dentro do forno é um resíduo poroso e rico em carbono. Desse óleo destilam-se vários produtos químicos como xilol. aproveitando-se apenas o carvão. O carvão vegetal é o produto de queima da madeira em fornos. O carvão vegetal apresenta como vantagens sobre o coque um teor de enxofre e fósforos mais baixos. que permite produzir +/40 toneladas de gusa. será carregado no alto forno. de nome coque. à temperatura entre 1000 e 1100°C e dele é extraída uma substância oleosa. sub-betuminoso. • tipo de refratário do forno. que se destina à fabricação de produtos carboquímicos. entre eles: • tipo de ganga que acompanha o minério. Outro grave problema é o elevado consumo de madeira. O coque apresenta como vantagens teor calorífico entre 6000 e 8000 kcal/kg e boa resistência ao empacotamento.8. geralmente com 28 a 30 metros de 12 . nafta.5. semi-antrácito e antrácito. um hectare de floresta de eucalipto leva oito anos para atingir o ponto de corte. como calcário. Perdese toda a matéria volátil do processo.4. Alto Forno A metalurgia do ferro consiste basicamente na redução de seus minérios (óxidos) no alto forno.100m3 de carvão. (O processo de transformação da madeira em carvão no Brasil. benzeno.) Como desvantagens apresenta a baixa resistência ao empacotamento (+/. o que reduz sensivelmente a capacidade de produção nos fornos. 1. sem a presença do oxigênio. O produto dessa combustão é que será carregado no alto forno. entre outros. betuminoso.

ao mesmo tempo. até chegar a região da junção dos cones. por ser mais pesado. tendo no topo a goela ou tragante (boca) por onde se processa o carregamento (por esteira ou skip). Nesta região. Para se proceder ao carregamento no forno. que desce pela região chamada de rampa e “goteja” no cadinho. que promovem o fechamento do forno. que.6. será usado como combustível dentro da própria usina. produzindo reações do oxigênio com o carbono.No caminho inverso. fazem junto uma injeção de finos de carvão.CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ altura (daí o seu nome). Depois é recolhido por um sistema de tubulações eu processa uma limpeza e armazena esse gás. onde existem as ventaneiras. pré-aquecendo a carga. passando através da carga. As reações acontecem inicialmente entre o oxigênio e o carbono e depois com o silício. o que contribui para elevar a temperatura na faixa de 1800°C. posteriormente. temos um sistema chamado grande sino e pequeno sino ou grande cone e pequeno cone. que tem como função uniformizar a distribuição da carga do forno. a cerca de 1800°C. no gás. de onde. melhorando o rendimento do alto forno. Esse ar insuflado queima o coque. para otimizar o sistema. A carga vai se pré-aquecendo e. Esse ar é previamente aquecido (nos recuperadores) e sua injeção produz a queima intensa do carvão ou coque. equipamentos que injetam ar dentro do alto forno. vai também reagindo quimicamente com os elementos presentes inicialmente no ar e. basicamente. Algumas dessas reações são exotérmicas. elevando a temperatura e provocando a fusão da carga. enxofre e fósforo. facilitando a separação e eliminação. é composto de. fazendo a temperatura se elevar nessa região. fica no fundo. Alguns processos. 1. onde o produto se separa. sobrenadando o banho de gusa. vai aumentando a temperatura e sofrendo várias reações químicas. de forma que nunca se abrem os dois juntos. Logo abaixo vem a região formada pelo maior tronco de cone. sobe. Nesta região. A marcha do alto forno é composta por dois movimentos em direções opostas. ã medida que o faz. é vazado pelas canaletas. enxofre e o manganês (reações essas que não cabem no âmbito deste estudo) e. hoje em dia. descendo pela cuba.8. a carga funde e escorre pela rampa. depois. silício. Produtos do alto forno 13 . no aquecimento de recuperadores e caldeiras. de tempos em tempos.O ar injetado no alto forno através das ventaneiras é aquecido a temperaturas que variam entre 750 e 850°C. chamada de cuba. 1 . a carga admitida através da goela é distribuída dentro do alto forno. antes e durante a corrida (vazamento). que. Também aí se dispõem o sistema de captação de gases e o distribuidor. o movimento descendente da carga e o movimento ascendente do ar/gás. A partir daí. trocando seu calor. dois troncos de cone unidos pela parte mais larga. manganês. atingindo o cadinho. à medida que a carga desce. A escória mais leve flutua. chamada ventre. chamada zona de fusão. 2 .

É o fundente já combinado com as impurezas do processo. elimina sua utilização na indústria mecânica.) . silício e fósforo.A. manganês e carbono. Após as reações com enxofre. dependendo do fundente usado.São o produto da passagem do oxigênio pelo alto forno. Em função dela. pavimentação de estradas ou para pré-moldados de concreto. ele vira gás. Figura 1 – Esquema do Alto Forno 1. com altos teores de enxofre. Sua composição química é variável. sendo mais leve. caldeiras e fornos. fósforo. além do elevado teor de carbono. do tipo de ganga e do tipo de revestimento. Ferros Fundidos 14 . sobrenada o gusa. Escória . é matéria-prima básica para a produção dos aços e ferros fundidos. utilizado na própria usina. praticamente. Gusa . para aquecimento de recuperadores. É sua composição química que determina sua aplicação. a escória pode ser usada para fabricação de adubos. é recolhido e armazenado e.É o ferro de primeira fusão.7. porém. posteriormente.F. O gusa.CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ Gases do alto forno (G. Isto o torna muito duro e quebradiço e. silício. uma vez que é combustível. cimento ou como brita para lastros.8. facilitando a eliminação.

podendo atingir temperaturas da ordem de 3000°C. muito semelhante ao alto forno. é vazado em moldes. gusa sólido. Cubilô ou Cubilot . Nos fornos elétricos. Nesse equipamento. então.Podem ser de três tipos: a indução. formado quando se afastam as extremidades de duas hastes onde circula corrente elétrica.CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ Obtenção . fósforo. por resistência ou a arco. enxofre. manganês e carbono. silício. uma referência à região do alto forno. Os dois principais processos são o cubilô e o forno elétrico. posteriormente. a carga também é feita por cima. pela queima e pela reação desses elementos com o fundente. O ar insuflado pelas ventaneiras promove a queima do coque e as reações químicas do enxofre. fósforo e manganês. até atingir os teores desejados. sucata e coque.Os ferros fundidos são obtidos a partir do gusa do alto forno. normalmente com skip. O tipo mais utilizado está neste segundo grupo. o tipo mais utilizado para o ferro fundido é o forno a arco Forno a Arco Elétrico . quando. 15 . é vazado em panelas. Figura 2 – CUBILOT (Vista) Figura 3 – CUBILOT (Corte) Fornos Elétricos . onde se consegue a redução dos teores do silício.O nome vem do francês e quer dizer cuba pequena. onde se processa a remoção da escória e a adição de elementos de liga (e a inoculação para se produzir a nodulização nos fofos nodulares) e.O princípio é o arco voltaico. e é composta de fundente. esse arco pode ser obtido entre eletrodos ou entre o eletrodo e a carga.

também utilizados na produção de aços. A carga se faz pela parte superior.É um forno basculante com dois ou três eletrodos de grafite. depois. Esse tipo de forno permite melhor controle sobre o ferro fundido a ser produzido. vem a tampa com os eletrodos e é composta de gusa (sólido.CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ Forno tipo Heroult . principalmente) e sucata. onde. Figura 4 – Forno HEROULT 16 .

(American Iron and Steel Institute) Nesses dois sistemas.40 . como se comprova: % CARBONO AÇO EXTRA DOCE AÇO DOCE AÇO MEIO DOCE AÇO MEIO DURO AÇO DURO AÇO EXTRA DURO TENSÃO DE RUPTURA (Kg/mm2) < 0.15% 0.I. adotam. para se designar um aço qualquer. a um aço doce.A. Carbono 2.30% 0. Sistema A.1. então. surgiram vários processos de designação.70 . porém.I.60 . 2. variando sua tensão de ruptura/ ou a introdução de elementos de liga permite.1.2. (Society of Automotive Engineers) 2. Cromo-vanádio 7.15 .0. a grande variedade de fabricante de tipos e de qualidade de aços tornou necessária a padronização e a classificação deles. daí. mostrou-se falha.0. Assim. dividiram-se os aços em nove grupos: 1.S. buscou-se classificar os aços pela sua composição química.CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ 2. Níquel-Cromo-Molibidênio (baixa liga) 9. Níquel-Cromo-Molibidênio (média liga) 5. apresentar resistência igual à de um aço duro. um código numérico.60% 0. Para tanto. pois o processo de fabricação dos aços (se laminado ou forjado) altera sua resistência. Cromo 6.20% 35 / 45 45 / 55 55 / 65 65 / 75 75 / 100 75 / 100 Essa classificação.0. CLASSIFICAÇÃO DOS AÇOS Em nossos dias. Sistema S. Tungstênio 8. em que os dois primeiros algarismos indicam o grupo ao qual 17 . segundo algum critério. Níquel-Cromo 4. As primeiras classificações consideravam o teor de carbono ou sua resistência à ruptura.E. procurou-se padronizar as composições químicas dos aços e.70% 0.30 .40% 0. Níquel-Cromo-Molibidênio-Silício-Manganês Esses processos.0. Níquel 3.

procede-se como no sistema S.CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ pertence o aço e os dois ou três últimos algarismos. varia muito pouco em relação ao S. Exemplo: Indicam o grupo a que pertence o aço S. com 0. XX XX Esses dois algarismos divididos por 100. Os dois primeiros indicam a classe a que pertence o aço e os demais indicam o teor médio aproximado de carbono. apenas. divididos por 100. Quando o aço apresenta a letra D antes dos algarismos.E.A.S. adição de boro ou de chumbo.I.3. Exemplo: S.grupo 10 .S.35%) recebem a letra L entre o segundo e o terceiro algarismos.I.I.B.A. o sistema A. 2. indicam o teor médio de carbono no aço. colocadas antes dos algarismos.E.I. Quando especificada. Exemplo: A. 1040 . a denominação do aço é feita basicamente através de quatro ou cinco algarismos.15 e 0.40%C médio ABNT 50100 = aço cromo (classe 50XX).A. e C.N.I.NORMA ABNT-NBR 6006) Este sistema foi baseado no sistema S.00% C médio 18 . dão-nos a percentagem de carbono no aço S.A. para classificação de aços. com 1.N.S.E.A. Essa distinção se manifesta pela presença das letras E. para aços produzidos em fornos elétricos. Sistema A. C 1040 No mais. indica-se que a composição química do aço é exatamente igual à estabelecida pela norma alemã DIN: Exemplos: ABNT D 5116 = D.I.I. com 0.E.E.I.S.A.I.A. E 1040 / A.86B45 O sistema A.aço carbono .E.E.40% C médio ABNT 4340 = aço níquel-cromo-molibidênio (classe 43XX).005% mínimo) recebem a letra B entre o segundo e o terceiro algarismos. (Associação Brasileira de Normas Técnicas .. para aços produzidos em fornos SIEMENS-MARTINS.40/10 = 40% de carbono Aços com presença de chumbo (teores de Pb entre 0.10L40 Aços com presença de boro (teores de B = 0. Portanto. é igual ao sistema S.A. Exemplo: S. ressaltando.E. a distinção entre aços produzidos em fornos elétricos e fornos SIEMENS-MARTINS.T. 16 Mn Cr 5 ABNT 1040 = aço carbono (classe 10XX).

0.35% Mo 81XX .25% Mo 47XX .50% Cr.50 / 0.Aços com 0.50% Ni.20% Mo 98XX .25% Mo Aços Cromo 50XX .95% e Mo 0.Aços com 0.Aços com 0.50 a 0. 0. 0.Aços com 1.Aços com 3.45% C médio 2.40% Cr.15 / 1. 0.05% Ni.Aços com 1. 0.Aços com 1.20 a 0.25% Ni.25% Mo 88XX .Aços com 0.82% Ni.50 / 0.00% Ni Aços Níquel Cromo 31XX .Aços com 1.45% Cr.50% Cr.77% Cr Aços Cromo Molibdênio 41XX .80 / 0.65% a 0.12% Mo 86XX .55% Ni.25% Ni.20 a 0. 0.55% Ni.Aços com Cr 0. 0.92 / 0.45% Cr 19 .75% Ni. 0.Aços com 1.07% Cr 33XX .27 / 0.55% Ni.3. 0. 0.25% Mo Aços Níquel Molibdênio 46XX .Aços com 0.35% Mo 93XX . 0.45% Ni. 1.65% Aços Manganês 13XX .12 / 0.Aços com 0.00% Mn máximo 11XX .Aços com 1.50% a 1.80% Cr 32XX . 0.75% Mn Aços Níquel 23XX .50% Ni.25% Aços Níquel Cromo Molibdênio 43XX .Aços com 5.Aços carbono com 1.Aços com 3. 0. Classes de aços ABNT Aços Carbono 10XX .20% Cr. 0.20 / 0.40 / 0.1. 0. 0. 0.12% Mo 94XX .80% Cr.85 a 1.20% Cr.20% Mo 87XX .02% Cr 52XXX .Aços ao nióbio 10XX .0 / 1.Aços com 3.Aços com 0. 0.00% Ni.55% Ni.Aços ao carbono com Mn de 1. com adição de boro e 0.Aços COM 0.Aços com 1.50% Cr.65% Cr 51XX .95 / 1.Aços ressulfaturados e refosforados 14XX .Aços ressulfaturados 12XX . 0. 0.25% Mo 48XX .80% Cr.05 / 1.00% Ni.CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ ABNT 8645 = aço cromo (classe 86XX).Aços com 3.50% Ni 25XX .50% Cr 51XXX .00 a 1.82% Ni.25% Cr 50XXX . 0. 0.Aços com 3.12% Mo 97XX .Aços com 0. 1.57% Cr 34XX .87 / 0.Aços com 1. 1.40% Cr.80 / 0.30% Ni.Aços com 0. 0.

Aços com 0. • Aços com baixa liga (elementos de ligas 5%).45%C aço ao carbono pa-ra beneficiamento C 20 .65 / 0.N.. Na norma alemã D. Para caracterizar a diferença dos aços finos não-ligados. Designação e Normalização dos Aços sem Ligas Aços de baixa qualidade .Aços com 1. sem ligas e que não podem ser tratados termicamente.1.Aço para comentação e beneficiamento. menor do que 0. podem ser tratados termicamente.Aço fino com teor de enxofre mais fósforo.4. 17006 divide os aços em três tipos: • Aços sem ligas.N.80 / 0.10 / 0. 0. 0.01%) 20 0. porém o sistema de designação é bem diferente dos anteriores. • Aços com alta liga (elementos de ligas 5%). 2.40 / 2.4.I. além da letra C.95 / 1. Sistema D.A letra B indica aços ao boro XXLXX .Têm melhor pureza. aço St 37 resistência mínima a ruptura = 37 x 10N/mm2 Aços ao carbono .1% teor de carbono CK aço ao carbono de alta pureza (P + S ≤ 0.82 / 0.05% Cr. os aços também são classificados pela composição química. São designados através das letras St (aço) e da resistência mínima à ruptura.CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ Aços Cromo Vanádio 61XX .01% f .Aço para têmpera a chama e por indução q . colocam-se letras com os seguintes significados: k .2% teor de carbono Cq 45 0. 0.60 / 0.São tipos de aço de baixa pureza.15% Vmin Aços Silício Manganês 92XX .85% Mn. São designados através da letra C (carbono) e da porcentagem do carbono.0% Si.I.65% Cr Aços Ao Boro E Ao Chumbo XXBXX .N.A letra L indica aços ao chumbo 2. adequado para deformação a frio aço ao carbono 10 0. A norma D.I.

Designação e Normalização dos Aços com Baixa Liga São aços que possuem. no máximo. 0.5% Cr 48 Cr Mo V 67 7 = 0. os números apresentam o valor de teor real.48% C 6 4 = 1.4. Aços rápidos para ferramentas são designados da seguinte forma: 21 . 5% de teor de ligas. têm o fator 1. Os fatores são apresentados na tabela a seguir. Todos os elementos. 2. ou seja. como as letras. Designação e Normalização dos Aços com Alta Liga São aços com um teor de liga acima de 5%. • As outras letras definem os elementos de liga. coloca-se um X em frente do teor de carbono.2.CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ 2. Para designá-los. Fator 4 Cobalto Co Cr Mn Ni Si Tungstênio W Fator 10 Alumínio Al Mo Ti Vanádio V Fator 100 Carbono C P S N Fatores para elementos de liga A norma se compõe dos seguintes elementos: • Não se coloca a letra C para o carbono. os números da norma devem ser divididos pelos fatores correspondentes ao elemento químico. • Os números divididos pelos fatores definem o teor dos elementos e são colocados na mesma seqüência. exceto o carbono.7% Mo 10 baixo teor de V Para designar o teor dos elementos de liga.3.4.

1 .05% C 2.5 5% Co 2% V 5% Mo 6% W S 12 .5 5% Co 4% V 1% Mo 12% W 22 .1% C X 5 Cr X 210 Cr 12 Ni Mo 18 18% Cr 13 13% Ni baixo teor de Mo 12% Cr aço rápido aço rápido S 6 .2 .5 . O teor de carbono só pode ser determinado através da especificação do produtor.4 . aço com alta liga aço com alta liga 0.CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ S6-5-2-5 Coloca-se S (aço rápido) no início e os teores das ligas.

Tipos de tratamento térmico dos aços Há duas classes importantes de tratamentos térmicos dos aços. há muitos séculos. não somente as temperaturas mas também a velocidade de variação das temperaturas influem para dar ao aço certas propriedades mecânicas. 1. ou por outro tratamento térmico) as propriedades que ele apresentava anteriormente. por exemplo) que permitam seu emprego em condições mais favoráveis. O estudo da estrutura interna do aço por meio do microscópio e as numerosas experiências feitas para atender às exigências industriais levaram à conclusão de que as mudanças íntimas na estrutura metálica obedecem a condições determinadas. Resfriamento 3. 2.CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ 3.1. por simples aquecimento e resfriamento. 3.3. Manutenção numa temperatura determinada 3.2. Os que modificam as características mecânicas e as propriedades do aço. Fases do tratamento térmico Todo tratamento térmico comporta três fases distintas: 1. Finalidades do tratamento térmico dos aços Qualquer tratamento térmico do aço pode servir: 1. Descobriu-se que. que o aquecimento e o resfriamento do aço modificam suas propriedades. NOÇÕES GERAIS TÉRMICOS DO AÇO DOS TRATAMENTOS É do conhecimento do homem. por exemplo. Aquecimento 2. Para restabelecer no aço (cuja estrutura se alterou pelo trabalho de martelagem ou de laminação. Todo processo no sentido de alterar a estrutura do aço por meio de aquecimento e resfriamento é denominado tratamento térmico. estendendo-se a toda a massa do mesmo. Para dar-lhe propriedades particulares (tais como dureza ou maleabilidade. 3. São: • Têmpera • Revenimento • Recozimento 23 .

Tais processos apenas modificam a estrutura e as características mecânicas de uma camada superficial do aço. mas reduz grandemente a fragilidade. resfriar-se lentamente dentro de cinzas ou areia ou cal viva. deixando-o. Os que modificam as características mecânicas e as propriedades do aço. deixando-o.4. será explicado. Recozimento É o tratamento térmico que se faz aquecendo um aço a uma temperatura igual ou maior que a de têmpera. mas. que seja rico em carbono. São: • Cementação • Nitretação 3. juntamente com um outro material sólido. o torna frágil. bem abaixo do ponto de transformação. resfriado bruscamente pela imersão na água.4.CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ 2. ou por exposição a uma corrente de ar. Particularmente. 3. a seguir. conforme o caso. Têmpera É o tratamento térmico por meio do qual um aço é aquecido até determinada temperatura. no óleo.4. até temperatura acima do ponto de 24 . Revenimento É o tratamento térmico que consiste em reaquecer um aço já temperado. 3. conforme o caso. 3.2. Efeitos principais de recozimento: abranda o aço temperado (isto é. depois.4. líquido ou gasoso.3.4. em seguida. Caracterização geral dos tratamentos térmicos Em poucas palavras. aquecimento e resfriamento. recupera o aço prejudicado pelo superaquecimento.4. ao mesmo tempo. laminados ou forjados e anula tensões internas. Cementação Consiste em aquecer o aço. resfriar-se lenta ou bruscamente. com reações químicas. suprime a dureza da têmpera). em que consiste cada tratamento térmico.1. igual ou acima de uma chamada ponto de transformação do aço e. Efeitos principais da têmpera: endurece o aço. isto é. melhora a estrutura íntima dos aços fundidos. Efeitos principais do revenimento: dá ao aço dureza pouco inferior à da têmpera. 3. depois. por processos termoquímicos. até uma certa temperatura. um recozimento chamado normalização se aplica aos aços depois de fundidos ou laminados ou forjados.

Depois da cementação. 25 . ao ser temperado. se faz juntamente com um corpo gasoso denominado azoto. que pode ser até aço doce. estando as peças e o material cementante dentro de caixas apropriadas. tempera-se o aço cementado.4. sem modificar a estrutura do interior da peça. tem endurecida apenas a sua camada superficial. Nitretação É um processo semelhante à cementação. Em geral. O resfriamento deve ser lento. porém. 3. Efeitos principais da cementação e da nitretação: aumentam a porcentagem de carbono em uma fina camada superficial do aço.5. enquanto a nitretação endurecida apenas a sua camada superficial. o aço que foi cementado. esse tratamento termoquímico é aplicado em aços especiais que contêm certa porcentagem de alumínio para diminuir ou limitar a penetração de azoto na massa do aço. O aquecimento do aço. Desta forma.CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ transformação. enquanto a nitretação endurece também sem necessitar de têmpera. Esse aquecimento se faz durante várias horas.

Passos da operação 1º) Aquecimento lento e uniforme até que o aço adquira por completo a temperatura de têmpera (aproximadamente 50º acima do ponto de transformação). devido às tensões internas. A partir daí.8% de carbono: 735° + 50° .750°C Vermelho cereja escuro Vermelho cereja Vermelho cereja claro 750°C . que se denomina pirômetro.880°C Esse método de avaliação pelas cores.2.6% de carbono: 750° + 50° .650°C 650°C . assim em duas fases. ainda que muito usado. Deixa-se que se resfrie rapidamente até cerca de 400°C.770°C 2º) Manutenção da temperatura de têmpera . Não é aconselhável em têmperas de responsabilidade. conduz a erros até 150°C.785°C • Aços de 0. Eis uma tabela: Castanho escuro Castanho avermelhado Vermelho escuro 520°C . A Têmpera 4.800°C • Aços de 0. Deve-se manter a peça no forno. por meio das cores características por que passa a superfície da peça. a temperatura de têmpera pode atingir aproximadamente os valores a seguir: • Aços de 0. dos quais devam resultar propriedades muito especiais do aço.Entre o momento em que o pirômetro (aparelho indicador da temperatura do forno) mostra a temperatura da têmpera e o momento em que a peça se torna totalmente aquecida.5% de carbono: 720° + 50° . passam alguns minutos.CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ 4. O resfriamento.800°C 800°C .Passa-se a peça o mais rapidamente possível do fogo para o banho de resfriamento. De um modo geral. aproximadamente.1. 2º) A determinação precisa das temperaturas exige um aparelho de medida sensível e delicado.8 a 1.6 a 0. pois depende de apreciações pessoais pouco rigorosas. Temperaturas e cores de aquecimento 1º) Os técnicos ou operários de grande experiência avaliam as temperaturas. como exemplo.780°C 780°C .4 a 0. mais algum tempo: cerca de três minutos para peças delgadas e dez minutos para peças pesadas. portanto. diminui as possibilidades de deformação da peça e de ocorrência de fendas ou fissuras na massa do aço. com grande aproximação. Os tipos usuais são: a) pirômetro termo-elétrico b) pirômetro ótico c) pirômetro de dilatação d) cones fusíveis 26 .580°C 580°C . a temperatura deve baixar lentamente. 3º) Resfriamento . 4.

3. 7). 2º) Ainda em trabalhos comuns. por vezes. Figura 6 – Aquecimento no Forno a Óleo ‘ Figura 5 – Aquecimento na Forja Figura 7 – Aquecimento no Forno Elétrico 27 . usam-se líquidos em elevada temperatura: sais químicos (cloretos e nitratos). 5).fornos de tratamento Térmico 1º) Para trabalhos comuns de tratamento térmico (ferramentas manuais). usa-se o aquecimento. realiza-se o aquecimento na forja. utilizam-se os fornos a óleo (fig. Meios de aquecimento . 3º) Em trabalhos de responsabilidade. durante o tempo necessário. chumbo em fusão. ou a gás (do mesmo tipo). 6). por meio do maçarico de oxiacetileno. 4º) Também em têmperas de responsabilidade. com carvão ligeiramente umedecido e envolvendo bem a peça (fig. ou ainda os fornos elétricos (fig. As peças são mergulhadas totalmente nesses banhos. óleos minerais.CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ 4.

com temperatura de 15 a 20°C (água fria). sendo lento o resfriamento em relação aos dois primeiros fluidos citados. São também usados para a têmpera de aços rápidos. 5º) Banhos de sais químicos ou de chumbo fundido. sendo rápido o resfriamento. que endurece bem o aço. Produz a chamada têmpera seca. 3º) Óleos vegetais e minerais. para fraca velocidade de têmpera. Produz têmpera mais suave. ou de zinco fundido. das quais eles retiram o calor. 4º) Corrente de ar frio. Meios de resfriamento Os fluidos usados na têmpera em têm a finalidade de provocar o resfriamento rápido das peças. É usado. 2º) Solução de água e soda ou cloreto de sódio. Produz a chamada têmpera muito seca.CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ 4.4. um dos seguintes banhos de têmpera: 1º) Água. 28 . em geral. É usada na têmpera de aços rápidos.

as experiências demonstram que. dá-se gradualmente diminuição da dureza e diminuição da fragilidade. A ferramenta temperada e polida na parte a ser revenida é exposta. entretanto. dificultam apreciar a coloração adequada ao revenimento. Reaquecendo-se o aço. 5. Noção do fenômeno do revenimento Devido ao resfriamento rápido. recebendo calor por irradiação. as instruções do fabricante do aço. faz-se o aquecimento em fornos a gás. Comumente. ou chumbo em fusão. isto é. na oficina mecânica. apesar de inferior à de têmpera. 5. mergulhando-se a peça na água ou no óleo ou expondo-a naturalmente ao ar. faz-se cessar o aquecimento. pois. usase um dos processos indicados nas figuras 8 e 9. em banhos de sais minerais.A ferramenta. após a têmpera. em certa temperatura da faixa acima indicada (200° a 325°C). até que uma gota d’água borbulhe na superfície do aço (ou seja. reaquecendo-se após a têmpera. prosseguindo-se no aquecimento. até cerca de 100°C). entre 200° e 325°. revenindo-se. A partir daí.1. Como o controle da temperatura é visual (pelas cores do revenimento). após a têmpera e exposta acima do fogo da forja. Aquecimento do aço para o revenimento Em instalações industriais importantes. que tornam o aço muito frágil. que se desprendem.7% ou mais de carbono). nesse região.2. tal processo sujeita o mecânico a erros. Figura 8 – Aquecimento na Forja Figura 9 – Aquecimento no Bloco 29 Aço de . A ferramenta vai sendo progressivamente aquecida até surgir a coloração que indique o momento de revenir. muito satisfatória a dureza. Nos casos de boa têmpera. o revenimento é um tratamento térmico que só se aplica ao aço temperado. à custa de pequena diminuição da dureza. ou. Um bloco volumoso de aço doce é aquecido ao vermelho.CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ 5. esse reaquecimento apenas alivia as tensões internas. Conforme. Continua. pois.É este o processo mais aconselhável nos trabalhos usuais da oficina. ainda. em fornos elétricos ou em banhos de óleo aquecido. Revenimento ao calor da forja . para as ferramentas manuais comuns. Assim. Revenimento ao calor de um bloco de aço aquecido . pois as fumaças de carvão. sobretudo aos destinados a ferramentas de corte (com 0. praticamente se anula a fragilidade (o aço fica com alta resiliência). ao forte calor que se irradia do bloco. O controle da temperatura se faz por meio de pirômetros. Revenimento O revenimento do aço tem a importante finalidade de anular praticamente a fragilidade que resulta da têmpera do metal. a têmpera produz tensões internas.

entretanto. Deve-se. É este um meio de resfriamento lento. faz-se cessar a exposição ao calor e. Resfriamento Alcançada a temperatura adequada. além do ar.5. que poderá causar fissuras ou fendas. de modo a permitir que o grau de aquecimento se torne uniforme na peça. quando o operário ou o técnico adquire bastante prática. 5.4. Manutenção da temperatura do revenimento Como no caso da têmpera. à simples vista. mantém-se a peça ao calor por alguns momentos. Cores do revenimento Se uma barra temperada for bem polida e depois submetida ao calor. Eis a tabela das cores: Amarelo claro Amarelo palha Amarelo Amarelo escuro Amarelo de ouro Castanho claro 210°C 220°C 230°C 240°C 250°C 260°C Castanho avermelhado Violeta Azul escuro Azul marinho Azul claro Azul acinzentado 270°C 280°C 290°C 300°C 310°C 320°C 5. evitar o resfriamento rápido. Usam-se. As cores do revenimento são úteis para indicar as temperaturas aproximadas. em peças de responsabilidade. deve-se apoiá-las diretamente no bloco aquecido. à medida que aumenta a temperatura. 5. uma vez atingida a temperatura desejada (acusada pelo pirômetro ou pela cor). nota-se que adquire sucessivamente diversas cores. A velocidade de resfriamento não influi no revenimento.3. outros meios de resfriamento tais como a água e o óleo. que evita a criação de tensões internas. 30 .CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ Observação: Tratando-se de peças mais espessas. sempre que possível. São as chamadas cores do revenimento. Resultam das diferentes camadas de óxido que se vão formando em virtude do aquecimento. se deixa a peça resfriar naturalmente ao ar. em geral.

(A) Posição do riscador 1 em relação ao plano perpendicular à chapa (2). Exemplos de burilagem (A) Pontos pra burilagem ao longo de uma reta. é necessário agir com os devidos cuidados para se obter a maior eficácia das ferramentas de traçagem. (B) Posição do riscador em relação ao plano perpendicular à chapa e à direção da traçagem. indicações que possibilitem evitar erros no prosseguimento de traçagem. segundo a direção da traçagem.2. Introdução Nas operações de traçagem. 5 ∅ 10mm (D) Burilagem de um furo ∅ 10mm (fig. Proceder à burilagem das retas traçadas e completar a burilagem dos trechos oblíquos. 2) Figura 11 –Exemplos de Burilagem Figura 10 – Posições do Riscador 31 . O riscador avança no sentido da flecha ao longo da borda da régua (3).1. (B) Burilagem do centro de um furo. etc. Cuidados na Traçagem 6.CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ 6. evitar o desgaste do material e deixar consignadas para eventuais sucessores no trabalho. traçando linhas contínuas e seguras. 6. curvos. Controlar as dimensões transportadas em rela-ção ao desenho a fazer. Sobre o riscador é exercida uma moderada pressão no sentido da flecha (Figura 10). Normas a serem observadas Conservar o riscador em adequada inclinação em relação à superfície a traçar e proceder com firmeza. ∅ 5mm (C) Burilagem do centro de um rufo.

Simbologia Convencional de Traçagem A traçagem completa-se com aplicação sobre o material dos sinais convencionais que indicam o tipo de operação a ser executada na peça. Figura 14 – Aproveitamento (A) Exemplo de traçagem que facilita a operação de corte do material (B) Exemplo de traçagem que dificulta a operação de corte do material (Figura 14 ) 6. Geralmente. As fibras têm a direção do comprimento da chapa. se determine essa direção. É indispensável que a direção das fibras no material traçado esteja em adequado sentido. as chapas têm formato retangular. a fim de que favoreça a operação não diminuindo a resistência do material. é conveniente trabalhar evitando desperdício de material.3. Figura 12 – Aproveitamento (A) Exemplo de traçagem com desperdício de material (B) Exemplo de traçagem sem desperdício de material (Figura 12) (A) Traçagem das peças 1 e 2 trabalhadas no sentido direcional das fibras (B e C) Direção das fibras em sentido adequado para a operação (Figura 13) Figura 13 – Sentido de Dobra A traçagem com moldes deve ser feita de maneira que se possam reproduzir os desenhos das várias peças para uma rápida operação de corte.CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ 6.4. com facilidade. o que permite que. Muitas 32 . Cuidados na Traçagem em Série Na traçagem que se faz com o emprego de moldes.

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indústrias adotam sua simbologia própria, porém, neste conteúdo serão apresentados os sinais convencionais mais usadas na traçagem de chaparia.
SIMBOLOGIA OPERAÇÃO A SER EXECUTADA

= = = = = = = = = =

Furo Esquema Corte de chapas Corte de perfil Número do item do conjunto Furos do lado oposto Furo escareado ou roscado Linha de referência para dobra Linha de referência de centros Limites de contornos das peças

OBS: Estes símbolos são marcados diretamente nas peças com tintas apropriadas.

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7. Planificar Peças Simples
É traçar o desenvolvimento da superfície de uma peça de forma geométrica simples, em um plano. Essa operação é utilizada na construção de armários, cabine de força, painéis de comandos elétricos, etc.

7.1. Processos de Execução
1º passo: Esquadreje uma borda e o topo da chapa. a) Tomar como referência a borda maior e traçar as perpendiculares dos topos, determinando o comprimento total (Figura 15)

Figura 15 – Esquadejamento de Chapa

2º passo: Trace a largura total (Figura 16). a) Determine as linhas de centros. b) Marque a metade para cada lado da largura e do comprimento partindo da linha de centro.

Figura 16 – Esquadejamento de Chapa

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3º passo: Trace as abas e os recortes (Figura 17). a) Trace as alturas das abas nas bordas e nos topos OBS: A medida da altura das abas deve ser tomada na vista de elevação, medindo a diagonal. b) Uma os pontos de intersecção, puncionando-os levemente.

Figura 17 – Limites da Peça

4º passo: Corte o contorno e os cantos. a) Dê acabamento ajustando os cantos e eliminando as rebarbas. Exemplo de distribuição das peças no plano X e seqüências dos cortes com economia de tempo e material.

Figura 18 – Distribuição de Peças

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8. Noções de Geometria
8.1. Linha
8.1.1. Linhas - É o limite de uma superfície; é formada de infinitos pontos e só tem uma dimensão: o comprimento.

8.1.2. Superfície - É o limite que separa uma figura plana, ou um corpo, do resto do espaço. A superfície tem apenas duas dimensões: a largura e o comprimento e pode ser plana ou curva.

8.1.3. Ponto - Apesar de o ponto não ter definição nem dimensão, podemos dizer que é o limite de uma linha. Também é chamado de ponto o centro de uma circunferência.
ponto ponto
• • •

Centro da circunferência (ponto)

8.1.4. Linha reta - É a menor distância entre dois pontos; não possui ângulos nem raios e possui a mesma direção.

8.1.5. Linha quebrada - É aquela que possui ângulos em sua trajetória.

8.1.6. Linha curva - É a linha que não é reta em nenhuma de suas partes e cada ponto dessa linha tem uma direção.

36

CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________

8.1.7. Linha mista - É a linha que possui partes curvas e partes retas formando ângulos.

8.1.8. Linha horizontal - É a linha que está situada no mesmo plano das águas, quando estas estão em repouso.
LINHA HORIZONTAL

ÁGUAS

EM

REPOUSO

8.1.9. Linha vertical - É a linha que tem o mesmo alinhamento do prumo; ou seja, é perpendicular à linha horizontal.

8.1.10. Linha inclinada - É a linha que forma ângulos diferentes de 90° com uma horizontal.
β > 90° α < 90° β α
LINHA INCLINADA LINHA HORIZONTAL

α

β

8.1.11. Linhas paralelas - São linhas cujos pontos permanecem com uma mesma abertura, na sua trajetória.

8.1.12. Linhas oblíquas - São linhas que interceptam outra linha, formando ângulos diferentes de 90°.
β α β α β > 90° α < 90°

β α

37

É o espaço compreendido por dois segmentos de reta que têm origem comum.É a linha formada de vários segmentos de retas consecutivos. 8. Segmento de reta .2. I D B F A C E G H K J 8.É o ângulo cuja abertura é menor que 90°. não pertencentes à mesma reta.Chama-se segmento de reta a distância entre dois pontos distintos situados nesta reta. Ângulo agudo . Linha poligonal . ângulos de 90°.2. e a origem com de vértice. Ângulos 8. ou seja.13. Os dois segmentos que formam o ângulo são chamados lados do ângulo.1. α > 90° = ângulo agudo 38 .2. Ângulo .14.Vértice AB e BC são os lados α .2.CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ 8.1.1. A .15.Abertura do ângulo ONDE 8. Linhas perpendiculares . formando ângulos retos.1. A B Reta R Segmento de reta “AB ou “BA” 8.São linhas que interceptam outra linha.

6.5. em uma circunferência temos um ângulo de 360°.Duas cordas.8.Dois ângulos são complementares quando a soma dos seus ângulos for 90°.É um ângulo cujo vértice é o centro de uma circunferência.É o ângulo cuja abertura é maior que 90°.É o ângulo cuja abertura é de 90°. AB = CD = CORDAS CD AB Centro da circunferência • é o vértice dos ângulos γ = α = β = Ө = 90° 8. α é o complemento de β β é o complemento de α α + β = 90° 39 .É o ângulo cuja abertura é de 180° (duas semi-retas formam um ângulo de 180°).2. α = ângulo central 8.7.2. Ângulos de 3600 .3.2. Ângulo reto . α = 180° = ângulo raso 8. α = 90° = ângulo reto 8.2. Ângulos complementares .2.4. Ângulo obtuso . formam quatro ângulos de 90° (ângulos retos). Portanto. Ângulo central .2. Ângulo raso . α > 90° = ângulo obtuso 8.CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ 8. perpendiculares e que passam pelo centro de uma circunferência.

É uma semi-reta que.11. Ângulos replementares . Polígono .12. divide-o em dois ângulos iguais. α é o replemento de β β é o replemento de α α + β = 360° 8.É uma figura plana formada por uma linha poligonal fechada e pode ser regular ou irregular.2. AB = mediatriz CD = segmento de reta C) = DO = partes do segmento 8. Polígonos 8.CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ 8.9.3. Mediatriz . Polígono de 8 lados 40 .2. Bissetriz .Dois ângulos são suplementares quando a soma de seus ângulos for 180°. α é o suplemento de β β é o suplemento de α α + β = 180° 8.10.1.2.3.É a reta que divide um segmento de reta em duas partes iguais.2.Dois ângulos são replementares quando a soma de seus ângulos for 360°. Ângulos suplementares . partindo do vértice de um ângulo. A = vértice AB e AC são os lados AD = bissetriz α=β 8.

Triângulo isósceles . Polígono irregular 5 lados diferentes 5 ângulos diferentes 8. Triângulos 8. Polígono irregular .É uma figura plana. Triângulo escaleno .3.2. Polígono regular .1.CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ 8.É um polígono regular de três lados e três ângulos iguais.4. Triângulo eqüilátero . formada de lados e ângulos iguais.4.3. formada de lados e ângulos diferentes. 41 . 8.3.É um polígono irregular que tem três lados e três ângulos desiguais.2.É uma figura plana.4. 8.É um polígono irregular que tem dois lados e dois ângulos iguais e um lado e um ângulo diferente.3. Polígono regular 6 lados iguais 6 ângulos iguais 8.4.

CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ 8. Triângulo retângulo .5.É um polígono irregular que tem três lados e três ângulos desiguais. Quadriláteros São polígonos de quadro lados.3. ou seja. O lado menor é a base menor e o lado maior é a base maior. Um dos ângulos é reto.São polígonos irregulares que possuem dois lados paralelos. O lado maior oposto ao ângulo é chamado de hipotenusa e os outros dois lados.É um polígono irregular que tem os lados opostos iguais.5.5. Retângulo . C D A B 8. ABC = RETÂNGULO ^ Lado “a” oposto ao “ A” = hipotenusa ^ Lado “b” oposto ao “ B” = cateto menor ^ Lado “c” oposto ao “ C” = cateto maior “ A = 90°” B + C = 90° A + B + C = 180° OBS: Em qualquer triângulo.2. chamados de cateto maior e cateto menor.5.1.4. Quadrado . D A B 8. Trapézios . fazendo com que os catetos também sejam iguais. Pode haver um caso especial em que os ângulos agudos sejam iguais a 45°. 8.4.É um polígono regular de quatro lados e quatro ângulos C iguais. a soma interna dos ângulos é igual a 180°. 8. chamados de bases do trapézio. de 90°. C D B C D C B D B A A A 42 . paralelos dois a dois e quatro ângulos retos.

2.3. de seis lados e seis ângulos iguais ou desiguais. de sete lados e sete ângulos iguais ou desiguais. Losango .6. Polígonos regulares e irregulares 8. Seus dois ângulos agudos e D obtusos são iguais dois a dois.É um polígono regular ou irregular. Polígono regular Polígono irregular 43 .5.CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ 8. Heptágono .É um polígono irregular.É um polígono regular ou irregular. Sextavado ou Hexágono .6.6.4.1.É um polígono regular ou irregular.5. 1 6 2 Polígono regular Polígono irregular 5 4 3 8. sendo seus lados iguais e paralelos dois a dois. paralelos dois a dois e seus ângulos agudos e obtusos são iguais. 1 5 4 2 Polígono regular 3 Polígono irregular 8. Pentágono .É um polígono irregular de quatro lados iguais. de cinco lados e cinco ângulos iguais ou desiguais.6. C A B 8. Paralelogramo .5. C A B D 8.

.. Octógono ... .. Círculo É a superfície de uma figura plana limitada por uma circunferência........... ......7..É a superfície plana limitada por uma corda e o arco que ele determina sobre a circunferência. λ R AB = Arco AB λ = Comprimento do Arco AB α = Ângulo central α = Ângulo setor R = Raio da circunferência 8. ........ .. B .......... . 1 8 7 6 5 2 3 4 Polígono regular Polígono irregular 8.. Setor Circular . sendo uma interna e outra externa.. .... ........ B λ C R α h AB = Arco AB λ = Comprimento do Arco AB α = Ângulo do segmento R = Raio da circunferência C = Corda h = Altura 8..7. ... . A ...α . . ...... .. r = Raio menor (interno) R = Raio maior (externo) d = Diâmetro menor (interno) D = Diâmetro maior (externo) R r d D 44 ......7.É a superfície plana limitada por duas circunferências.... .... A ... .... ....2......CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ 8.1. ..É um polígono regular ou irregular.. . ..4.... de oito lados e oito ângulos iguais ou desiguais.. ........ ... .... . D = Diâmetro do círculo r = Raio do círculo r Circunferência D 8.... .. Coroa Circular .. .... ....3.É a superfície plana limitada por um ângulo central e o arco que ele determina sobre a circunferência...6........ .7............ Segmento Circular .. ............

.. .. .São aquelas na qual a distância entre seus centros é maior que a soma de seus raios. . 8. quando a distância entre seus centros for menor que a diferença entre seus raios...... que tem todos os seus pontos eqüidistantes a um ponto interior fixo.. ..7....... Setor de Coroa Circular . Circunferências Exteriores . .6. plana.... r r r r r r Centro da circunferência Circunferência 8. .. R Considerando: r R = 20 r = 16 d < 20 + 16 d < 36 d>R+r d 45 .São duas ou mais circunferências que possuem o mesmo centro..É a linha curva..7..São excêntricas...5.7. .......... sendo um interno e outro externo.. Circunferência . R r Considerando: R = 20 r = 16 d < 20 d<4 d<R-r d 8.. Circunferências Excêntricas ..... ..... chamado centro.....7..4.7. Circunferências Concêntricas ........ .8... r α R D r = Raio menor (interno) R = Raio maior (externo) d = Diâmetro menor (interno) D = Diâmetro maior (externo) α = Ângulo do setor d 8. ....É a superfície plana limitada por um ângulo central e por dois arcos. .... fechada.CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ 8..7.

São aquelas na qual a distância entre seus centros é igual à diferença entre seus raios.Arco: É uma parte da circunferência limitada por dois de seus pontos. Ponto de tangência R r Considerando: R = 20 r = 16 d=R-r d = 20 . Circunferências Tangentes Exteriores .7. ou seja. Considerando: R r d R = 20 r = 16 d<R+r>R-r d > 36 d<R+r>R-r d = 5 a 35 8. Linhas da Circunferência F A C B E D G I R H J Ponto de tangência D Centro 1 .CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ 8.16 d=R–r d=4 d 8. ARCO .12.7.AB 2 .11.9.10. Circunferências Secantes . Considerando: R r R = 20 r = 16 d=R+r> d = 20 + 16 d = 36 d=R+r d 8.7.CD 3 .São aquelas cuja distância entre seus centros é igual à soma de seus raios.São secantes quando a distância entre seus centros for menor que a soma dos seus raios e maior que a diferença entre eles.7.Corda: É a reta que liga dois pontos quaisquer na circunferência.Tangentes: É o segmento de reta que intercepta a circunferência em apenas um ponto. CORDA . interceptam em dois pontos. TANGENTE 46 . Circunferências Tangentes Interiores .

. que 8. B F A C A B E D C D C A B 47 .H 7 . Circunferência Inscrita: Uma circunferência é inscrita a um polígono qualquer quando os seus pontos tangenciam os lados desse polígono. FLECHA .7.Flecha: É o segmento de reta que liga o ponto médio da corda perpendicular à mesma até o arco compreendido pela corda. . RAIO – R 6 . intercepta dois pontos na circunferência.FE 5 .7. liga dois pontos na circunferência. passando pelo centro.Secante: É o segmento de reta G.Raio: É a reta que liga o centro a qualquer ponto da circunferência. OBS: O diâmetro é a maior corda da circunferência. DIÂMETRO – D . OBS: O raio é a maior flecha na circunferência.14. C B C A A B A D F E B C D 8. quando os seus pontos tangenciam os vértices desse polígono.CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ 4 .Diâmetro: É a reta que.13. Circunferência Circunscrita: Uma circunferência é circunscrita a um polígono qualquer.

9. apenas a régua e o compasso. 9.CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ 9. 48 . como instrumentos de desenho. OBS: Só inicie o desenho se tiver entendido o enunciado do problema. B . D – Usando caligrafia técnica. problema do exemplo de baixo.Dentro de cada circunferência anotar o número do problema geométrico a ser desenvolvido (começar de zero “0”). previamente divididos. O trabalho que ora vamos fazer está dividido em duas partes: Primeira parte: Execução de 56 problemas geométricos que serão feitos em um caderno de desenho. 2ª fase. os problemas da geometria plana.). seguir as várias fases de execução (1ª fase. Desenvolvimento para a execução da primeira parte A .2.1. etc. colocar o título em cada problema geométrico. Desenho Linear Geométrico 9. com a execução de desenhos na escala natural vista de frente de peças planas.3.Desenhar no canto superior esquerdo de cada retângulo da divizão acima uma circunferência de 12m/m de diâmetro (usar gabarito de circunferência). C . A solução gráfica de um problema se diz puramente geométrica quando nela se usa.Dividir a folha do caderno de desenho em 4 partes iguais. Explicação da seqüência de operações para a execução dos problemas geométricos Dentro de cada retângulo desenhar apenas o produto de cada problema e para que isto aconteça. A régua é usada para traçar retas e o compasso descreve circunferências e arcos de circunferências. Introdução O desenho geométrico tem por finalidade representar as figuras planas e resolver com a régua e o compasso. 3ª fase. Segunda parte: Aplicação prática dos problemas geométricos.

traçando um arco de circunferência que cruze o outro já traçado. colocar ponta seca em “E”. determinado assim o ponto “F”. 49 . Levantar uma perpendicular na extremidade “B” da reta “AB”. 3ª fase: Com a ponta seca em “D” e abertura “R” maior que “DC”. Com a mesma abertura “R”. 2ª fase: Abrir o compasso com a abertura “r” qualquer. colocar a ponta seca em “C” e determinar o ponto “D” e “E”. traçar um arco de circunferência acima ou abaixo de “C” (neste caso acima). Problemas Geométricos 1.Levantar uma perpendicular que passe pelo ponto “C” na reta “AB”.CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ Exemplo nº 0 . Baixar uma perpendicular de ponto “P” dado fora de reta “AB”.4. 1ª fase: Traçar um segmento de reta “AB” e determinar o ponto “C”. 2. 9. Produto: Ligar os pontos “C” e “F” com uma reta (perpendicular ao segmento “AB”).

6. 50 . 5. Construir um ângulo “AOB”. Dividir uma reta “AB” em partes iguais (Neste caso em 5 partes). Traçar a Bissetriz de um ângulo cujo vértice é desconhecido. Traçar uma paralela à reta “AB”. 4. igual a outro lado. Dividir a reta “AB” ao meio e traçar a perpendicular (Mediatriz).CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ 3. Dividir um ângulo “AOB” ao meio (Bissetriz) 8. que passe pelo ponto “P”. 7.

12. 13. Construir um triângulo ISÓSCELES. 11. sendo dados a altura “BC” e o ângulo do vértice “A”. 10. Num ângulo reto “ABC”. 51 . sendo dado o lado “AB”. 60º e 75º. 30º.CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ 9. sendo dados um lado “CD” e a hipotenusa “AB”. Construir um triângulo EQUILÁTERO. Construir um triângulo RETÂNGULO. traçar ângulos de 15º. Dividir um ângulo RETO “ABC” (90º) em três partes iguais.

18. 16. 17. Construir um QUADRADO. Dividir uma circunferência em três partes iguais e inscrever um triângulo EQUILÁTERO. 52 . Construir um PARALELOGRAMA. sendo dados os lados “AB” e “EF” e sua altura “CD”. Determinar o centro de um arco de circunferência “AB”.CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ 14. sendo dado o lado “AB”. Dividir uma circunferência em 4 e 8 partes iguais e inscrever os polígonos. 19. 15. Determinar o centro da circunferência.

Dividir uma circunferência em 5 e 10 partes iguais e inscrever os polígonos. 53 . 22. 23. Dividir uma circunferência em 7 partes iguais e inscrever o polígono. Dividir uma circunferência em 6 partes iguais e inscrever o polígono.CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ 20. Dividir uma circunferência em 9 partes iguais e inscrever o polígono. 21.

Desenvolver um arco de circunferência “AB” menor que 90°. Desenvolver um arco de circunferência “AC” maior que 90°. 26. Dividir uma circunferência em 11 partes iguais e inscrever o polígono. Desenvolver um arco de circunferência “AB” de 180°. (Neste caso.CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ 24. 27. 54 . 25. Divisão da circunferência em qualquer número de partes iguais. maior que 180°. 9 partes). 28.

Traçar uma paralela à curva “AB” com distância “R”. Traçar tangente à uma circunferência no ponto “A”. 31. 55 . 33. Traçar tangentes à uma circunferência de um ponto “A” dado fora da circunferência. Traçar circunferências tangentes entre si e inscritas num ângulo “ABC”. 30. Desenvolver uma circunferência “AA” (360°). 32.CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ 29.

35. traçar tangentes inferiores a duas circunferências de raios R e r dados. 38. Concordar um arco de circunferência de raio “R” dado com duas retas que se encontram. Traçar tangentes exteriores a duas circunferências de raios R e r dados. 37. Concordar uma semicircunferência com duas retas paralelas “AB” e “CD”.CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ 34. 36. 56 . formando um ângulo agudo “ABC” (< 90°). Concordar uma semicircunferência de raio “R” dado com duas retas perpendiculares entre si.

Concordar um arco de circunferência com uma reta “AB” dada. Traçar um arco de circunferência que partindo de um ponto “P” sobre uma reta. 42. 41. 43. Concordar um arco de circunferência de raio “R” dado. 57 . Concordar um arco de circunferência de raio “R” dado com duas retas que se encontram. e que passe por um ponto “P” dado fora da reta. 40. partindo de um ponto “P” sobre a reta e que passe por um ponto “C”. com uma reta “AB” dada.CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ 39. formando um ângulo obtuso “ABC” (> 90°). concorde com uma reta “CD” dada. Concordar um arco de circunferência de raio dado “R” com uma reta “AB” dada. partindo do ponto “P” dado sobre a reta “AB”.

58 . 2º caso (concordância interna). concordando com duas circunferências de raios “R” e “r” conhecidos (1º caso . 47. Concordar um arco de circunferência de raio “r” dado com uma reta “AB” e um arco de circunferência “R” dados (concordância interna). 3º caso (concordância interna e externa). com uma reta “AB” e uma circunferência dadas (Concordância externa). 46. Concordar um arco de circunferência de raio “R” dado.CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ 44. 48. 45. Traçar um arco de circunferência de raio “R1” dado.externa).

Construir uma ELIPSE verdadeira. 59 . Construir uma ELIPSE. Traçar um arco de circunferência de raio “r” dado. sendo dado o eixo maior “AB”.CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ 49. 53. 50. 52. Construir uma falsa ELIPSE. Traçar uma curva reversa de raios iguais. conhecendo os dois eixos “AB” e “CD”. concordando externa e internamente com dois arcos de raios “R” e “R1” conhecidos. 51. concordado duas retas “AB” e ”CD” paralelas dadas. dados dois eixos “AB” “CD”.

061 0.057 Nº de divisões 76 77 78 79 80 Constante 0.059 0.040 0. Divisão da circunferência . Construir uma ELIPSE.433 A = 10.120 0.041 0. sendo dado o eixo menor “AB”.108 0.433 (consultar tabela) D = 25mm A=DxC A = 25 x 0. 55. Exemplo: Determinar a abertura do compasso para dividir uma circunferência de 25mm de diâmetro em 7 partes iguais.116 0.processo por constantes Este processo permite dividir a circunferência pelo cálculo da corda através de constantes.104 Nº de divisões 51 52 53 54 55 Constante 0.040 0.82mm TABELA DE CONSTANTES PARA DIVISÃO DE CIRCUNFERÊNCIA Nº de divisões Constante Nº de divisões 26 27 3 4 5 0. 9.039 60 .058 0. Construir uma OVAL IRREGULAR sendo dado o eixo menor “AB”.587 28 29 30 Constante 0. Multiplicar o diâmetro pela constante correspondente ao número de divisões.111 0.5. Dado: A = Arco = abertura do compasso C = Constante A=DxC D = Diâmetro Nota: Para determinar a abertura do compasso da circunferência divide-se o LADO (arco) pela CONSTANTE.CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ 54.060 0.866 0.707 0.039 0. A=? C = 0.

038 0.037 0.154 D = 30.232 0.083 A = 21 A = 26 D D D D = 21 x 1.433 0.038 0.089 0. isto é.053 0.070 0.047 0.239 0.258 0.033 0.154 CONSTANTE = 1.083 D = 29. que. o caso é diferente. Exemplo: Determinar as distâncias das circunferências das figs.095 0.156 0.042 0.031 Acontece.054 0.064 0.033 0.033 0.4142 CONSTANTE = 1.382 0.092 0.309 0.036 0.CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 0.087 0.045 0.183 0.080 0.136 0.065 0.041 81 82 83 84 85 86 87 88 89 90 91 92 93 94 95 96 97 98 99 100 0.500 0.034 0.073 0.048 0.130 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 0.043 0.044 0. B Multiplicam-se as distâncias entre faces (A) pelas constantes correspondentes.049 0.032 0. às vezes.241 Figura-22 61 .173 0. 19). A Fig19 CONSTANTE = 1.078 0.043 0.050 0.098 0.056 0. 21 e 22. 20.342 0.035 0.051 0.142 0.004 Figura -21 D = 27 x 1.044 0.034 0.036 0.046 0.207 0.033 0.0684 0.084 0.4142 D = 29. porém.032 0.082 0.698 Figura-20 D = 26 x 1. dada a distância entre faces de uma peça de determinado número de lados.071 0.046 0.195 0.052 0.049 0.076 0.055 0. deve o profissional achar o diâmetro correspondente (fig. sabendo-se a distância entre as faces.062 56 57 58 59 60 61 62 63 64 65 66 67 68 69 70 71 72 73 74 75 0.164 0.037 0.065 0.035 0.101 0.149 0.036 0.034 0.281 0.031 0.074 0.

Quantos graus mede meio ângulo reto: ____________________________ 3. A ____________________________ B ____________________________ C ____________________________ D ____________________________ E ____________________________ F ____________________________ G ____________________________ H ____________________________ I ____________________________ J ____________________________ K ____________________________ L ____________________________ M ____________________________ N ____________________________ O ____________________________ P ____________________________ Q ____________________________ R ____________________________ 2. Dê o nome a cada uma das figuras. Quantos graus mede meia circunferência: __________________________ 62 .CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ 30° C A 120° B 90° F D E I J L M G H K + N O P Q R Questionário 1.

sendo: Y .6. na escala natural a vista de frente dos desenhos nº 01 a 06.no seu caderno de desenho. 4. Deixar todas as construções geométricas e reforçar apenas o que interessar. 6. 2. Se necessário. 01 02 92 30 25 40 x 45° 30 5 Furos ∅ 21 41 132 41 44 35 50 26 120 X = 45 Y = 45 190 O A X = 30 Y = 40 197 O A 03 45° 04 75° 15° 75° 3x20=60 25 64 3x20=60 120 75 57 8 Furos ∅ 13 45° 30° 60° 6 Furos ∅ 14 X = 30 Y = 40 210 O A X = 135 Y = 45 o 220 05 20 6 Furos ∅ 18 equidist 06 37 30 • 30 15° 40 o A 150 52 X = 205 Y = 100 177 X = 45 Y = 25 200 A O 95 30 4 Furos ∅18 63 150 0=9 3 x3 0 30 A = 25 90 = 41 25 .CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ 9. 3. Para uma distribuição mais rápida. Usar apenas régua e compasso. Não é necessário cotar.A distância da margem esquerda ao ponto “A”. Desenvolvimento Desenhar.A distância da margem inferior ao ponto “A” X . consultar os problemas geométricos correspondentes. Iniciar o desenho pelo ponto “A”. usar os valores “X/Y” para locar o ponto “A”. OBS: 1. 5.

acrescenta-se uma vez a espessura do material e multiplica-se por 3.142. assim.14 = 376 2º .142 As figuras 23. se acrescentamos 0. O número 117 é o DM encontrado e é ele que deve ser multiplicado por 3.0004 (quatro décimos milésimos) ao 3. subtrai-se uma vez a espessura do material. 120 – 3 = 117. Desenvolvimento lateral de um cilindro Figura . Entretanto. 1º exemplo: Diâmetro indicado no desenho 120mm interno. tanto em funilaria industrial como em caldeiraria. em planificação de chapas.142.23 Figura . 1º exemplo: O diâmetro indicado no desenho é 120mm externo. deve-se sempre usar o diâmetro médio. cujo comprimento é igual ao diâmetro médio encontrado. Verifica-se.1. OBS: Em chaparia é costume usar-se apenas o número 3.120 x 3. 3mm.142. Para confirmar seguem-se dois exemplos: 1º . que é um retângulo. Assim.120 x 3. Planificação 10.CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ 10. espessura do material. 24 e 25 mostram o desenvolvimento lateral de um cilindro.25 Figura . indicado aqui pelas letras DM. 64 . multiplicado por 3.142. Método para se encontrar o DM: Se o diâmetro indicado no desenho for interno. 120 + 3 = 123.142. O número 123 é o DM encontrado e é ele que deve ser multiplicado por 3.142 = 377.142 que dá uma melhor precisão ao diâmetro da peça que será confeccionada. em vez de 3.1416 obteremos o número 3.24 DM DM x 3.14. que obtivemos uma melhor aproximação.

Traçamos na vista de frente uma circunferência auxiliar igual ao ∅ médio. Calcule e trace a planificação do comprimento. G-G’. Determinamos o ∅ médio AB. Observação: . Figura . F-F’. obtendo C. Deixamos. 3. Traçamos em C.Está pronta a vista de frente.A medida LD poderá ser calculada trigonometricamente. Corte o material e faça o ajuste. Z = K-K’ + 5 + E-E’. 10. Dividimos a circunferência em 12 ou mais partes iguais de acordo com o ∅. C = π x ∅ médio. Transportamos. 5. 11. um ângulo de 45°.: E-E’. Planificação de cilindro com uma boca não paralela 1. as V. com o auxílio do arco XY. entre cada intersecção.G. que determina com a altura traçada de A.G. 2. unimos os pontos nas divisões (V. Levantamos por B a altura H.26 Figura – 26. F-F’.CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ 10. Com o auxílio de curvas francesas ou régua flexível. H-H’.2.). I-I’. nas divisões. G-G’. sendo a medida AD = BC + LD. traçando sua mediatriz (linha de centro). J-J’ e K-K’. 12. ou mais partes. J-J’ e K-K’. 8.1 4. . unimos obtendo as verdadeiras grandezas (V. 9. de acordo com o item 5. G) : E-E’. Pelos pontos de divisão da circunferência. I-I’. 6. Calcule e trace a planificação da largura. o ponto D. dividindo nas 12. Figura – 27 65 . 7. o espaçamento de 5mm (K-E’). H-H’.

Planificação de cilindro com duas bocas inclinadas Figura .4.31 66 . Basta que se divida o semicírculo AB em partes iguais e se levantem perpendiculares.28 Esta peça é bastante semelhante às que foram desenhadas anteriormente. com a única diferença de que tem duas bocas inclinadas. O cruzamento das linhas horizontais que partem da Figura 28.30 Figura . Obs: Esta figura também pode ser desenvolvida transportando-se as medidas com o compasso.3. Pelo próprio desenho desta página. em vez de se cruzarem as linhas. Levantam-se perpendiculares também na parte que será desenvolvida (Figura 29).29 Figura . com as verticais da Figura 28 formam as linhas de desenvolvimento EF e CD. marcando os pontos 1-2-3-4-5-6-7 e 1’-2’-3’-4’-5’-6’-7’. 10. Planificação de cotovelo de 90° Figura . verifica-se como é fácil a planificação.CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ 10.

como já foi explicado anteriormente.34 Figura – 34 67 .CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ As Figuras 30 e 31. pelo fato de trabalharem com tubos já prontos.5° formam o cotovelo de 45°.32 Figura . 10.6. não precisam também de maiores explicações. deverão desenvolver os modelos em chapa fina e para isso deverão medir o diâmetro externo do tubo e multiplicá-lo por 3. Assim. que representam o cotovelo de 90°. Planificação de cotovelo de 45° Figura – 32 Figura . 10.5. não sendo necessário explicar-se aqui como se faz o desenvolvimento. porque o cotovelo nada mais é do que dois tubos desenvolvidos com o mesmo grau. Obs: Os encanadores. Basta que se desenvolvam dois tubos de 45°. e solde-se um no outro.33 Figura – 33 O cotovelo de 45° é largamente utilizado em instalações industriais.142. Nas figuras anteriores mostrou-se como se desenvolvem tubos com a face em grau. Interseção de um cilindro por outro de diâmetro igual Figura . dois tubos de 22.

traçam-se linhas horizontasis que cruzarão com as verticais e levantadas anteriormente. levantam-se perpendiculares. e divide-se em partes iguais marcando-se os pontos MN-O-P-Q-R-S-R-Q-P-O-N-M. marcando os pontos 1’-2’-3’-4’-5’-6’-7’.etc. A única diferença é que quando os diâmetros são iguais.35 A interseção de cilindros com diâmetros diferentes. saindo a 90° um do outro. isso não ocorre. é uma das peças mais usadas em funilaria indunstrial e é de fácil confecção. 10. é feita da mesma forma como foi explicado na Figura 34.142 e a medida encontrada marca-se em uma reta CD na mesma diração de AB. A partir destes. um tubo encaixa no outro até a metade e quando os diâmetros são diferentes. como mostra a vista lateral (Figura 36) desenhada acima. também chamada “boca de lobo”. acha-se o diâmetro médio. marcando os pontos 1”2”-3”-4”-5”-6”-7” etc. Depois. partindo dos pontos 1’-2’-3’-4’.7. A seguir.CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ A interseção de dois cilíndros saindo a 90º um do outro. e se divida o arco AB (Figura 34) em partes iguais e marquem-se os pontos 1-2-3-4-5-6-7.. Basta que se trace inicialmente a vista de elevação. multiplica-se por 3. a partir destes pontos levantam-se perpendiculares. até tocar o tubo superior.36 Figura . Terminando. Interseção de cilindros com diâmetros diferentes Figura . unem-se estes pontos com uma régua flexível. 68 .

Bifurcação em “Y” a 120° Figura .CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ 10.37 69 .8.

4.CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ 10. primeiro temos que desenhar a figura A e B. Desta forma. com distância igual a altura “H”. Traçamos uma linha de centro marcando perpendicular a ela os diâmetros “D” e “d”.9. Chapéu Chinês Figura . e vamos obter V na linha de centro. então. B.1416 x ∅ da figura A. os pontos A. Ligamos AC e BD. Figura .38 Para o desenvolvimento de um chapéu chinês. 3. C e D.39 70 . 16 Nota: Depois é só cortarmos o contorno externo é a linha 1 teremos o desenvolvimento da peça. prolongando. tomamos a distância R com o compasso que é do vértice P até 1. Tronco de cone (processo da geratriz) 1. traçamos a vista da frente. Obtemos. Marcamos sobre essa circunferência 16 vãos igualmente espaçados que são iguais a: 3. Com essas distâncias traçamos uma circunferência. Ligamos esses pontos até o ponto P da figura C. Depois dividimos a circunferência da figura A em 16 partes iguais.10. Para traçarmos o desenvolvimento. e enrolando 10. Projetamos esses pontos sobre a base da figura B e ligamos esses pontos até o vértice P. P. 2.

2. marcamos o período do desenvolvimento: P = ∅D x π (Diâmetro médio maior x 3.d . foi dividido em apenas 12 partes iguais. Centro em V. Unimos as divisões 1. traça-se o arco maior. executando o mesmo traçado anterior. raio VC ou VD.CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ Figura .40 5. 8. G Figura .d .3. no maior número possível de partes iguais (de preferência 20). Neste caso. 10. 6. α = B2. raio VA ou VB.5 e 6 ao ponto V. Fórmula para calcular setor (corda) de cone e tronco de cone FOMULÁRIO: Corda = seno α G2 2 D = Diâmetro maior d = Diâmetro menor B = Base maior = D .4. Centro em V. Dividimos esse perímetro marcado no arco maior. 2 H = Altura do vértice H= hxB.π : G2 . Traçamos outra linha de centro. 9.π ) 360 ou α = D .14). 180 . traça-se o arco menor.41 71 . b 2 2 G = Geratriz = B + H α = O ângulo do arco do desenvolvimento do cone. 2 b = Base menor = D . Sobre o arco maior. 7.

com abertura de compasso igual a S7. Por esses pontos levantam-se verticais até tocar a base do cone e daí elas serão elevadas até o vértice. Esses pontos serão transportados para o lado G7 do cone. o qual divide-se em partes iguais. Depois.CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ OBS: Quando o α do desenvolvimento for maior de 180°. calcular pelo ângulo oposto. partindo dos pontos A-BC-D-E-F-G (do lado do cone). 72 . a partir desses pontos traçam-se as retas em direção ao vértice S. uma das divisões do semicírculo 1-7. marcando no plano oblíquo os pontos A-B-C-D-E-E-F-G. o qual divide-se em partes iguais 1-2-3-4-5-6-7. traçam-se arcos que cortem as retas traçadas anteriormente. traça-se o arco maior 1’-1’. Cone cortado p/ um plano oblíquo entre a base e o vértice Figura . O cruzamento dos arcos com as retas marcam a linha de desenvolvimento do cone (Figura 42). utilizando-se. para isso.11. 10. Numeram-se no arco maior os pontos 1’-2’-3’-4’-5’-6’-7’-6’-5’-4’-‘3’-2’-1’ e. A seguir.42 Desenha-se a vista de elevação do cone (Figura 42) e o semicírculo 1-7.

44 Figura . Redução excêntrica Figura . Para traçar o desenvolvimento. abre-se o compasso com medida igual a 2-3. traça-se a linha ABC (Figura 45).12. 3 a 4. passa-se para a Figura 45. etc. Volta-se à Figura 43. 4 a 5. E assim. determinando os pontos 1 e 2. centra-se em B da Figura 45 e marca-se o ponto 1. 2 a 3. A seguir. abrese o compasso com medida igual a 1-2 (da Figura 43). o qual deve ser ligado ao ponto A.CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ 10. sendo a altura desejada marcada de B até A. traça-se uma linha vertical e abre-se o compasso com a medida 1ª (Figura 45) e marca-se na Figuraa 46. vão-se transportando todas as medidas.46 Traça-se a vista de planta (Figura 43) e dividem-se ambas as bocas em partes iguais. elevando-o também ao ponto A. centra-se em B e marca-se o ponto 2. 5 a 6.43 Figura .45 Figura . formando as linhas de triangulação. Para se obter a verdadeira grandeza da peça. Liga-se 1 a 2. sucessivamente. Abre-se o compasso com medida igual a uma das divisões da boca maior.. 73 .

). Traçamos as diagonais 1-B. centra-se no ponto 2 da Figura 46 e traça-se outro arco.Y e Z. marcando nela a perpendicular 5E igual à medida H. X-Y.48 VG 2-E/3-E 5-B/5-C 5.47 1. 10.G. centra-se no ponto 2 da Figura 46 e traça-se um pequeno arco. 3.B. Volta-se à Figura 43.X. Coifa . O outro com medida igual a uma das divisões da boca maior. O terceiro passo é o que vai variar as aberturas no transporte das medidas. 4. 3-D e 4-C. 4-A. X-Y Z-W E H • 5 Figura . para esse tipo de traçado devem-se usar três compassos do seguinte modo: um deles fica aberto com medida igual a uma das divisões da boca menor. Obtemos na vista de cima os pontos 1. obtendo as verdadeiras grandezas (V. 6. 7. centra-se no ponto 3 da Figura 46 e traça-se outro arco. 1-D. A medida H será a altura e a K será executada após o término da planificação da peça (usar medidas internas). marcando o ponto 3. pega-se a distância 3ª. abre-se o compasso com medida igual a 2ª.C. marcando o ponto 4. A partir do ponto 5 marcamos as distâncias da vista de cima (planta): Z-W. Ligamos os pontos marcados do ponto E. 2.W. 5-B/5-C.49 74 . Passa-se para a Figura 45. 2C/3B.4. Traçamos uma reta “r”.CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ centra-se no ponto 1 da Figura 46 e traça-se um pequeno arco.13. E assim vai-se traçando o desenvolvimento. 2-E/3-E. o qual liga-se ao ponto 2 através da linha pontilhada. 2-A/3-D. Traçamos as linhas de centro.5ª.2. construindo a partir delas a vista de cima e frente.3. De preferência.D. da Figura 43 para a Figura 46. 2-A. 4 D Z W C 3 X Y E 5 K A 1 W Z r H B 2 1-B/4-C 1-D/4-A 2-C/3-B 2-A/3-D K Figura . 1-D/4-A e 1-B/4-C.Peça perpendicular à base piramidal truncada com um lado Figura . pega-se uma das divisões da boca menor. Volta-se à Figura 43.E.

raio 3-2. 17. (verdadeira grandeza). obtendo o ponto C. Centro em 3. raio 1-2. obtemos o traçado de meia peça. determinamos o ponto D. 11. raio X-Y. Centro em A. determinando o ponto X. determinamos A e D. nos itens 7 a 11. Ligando-se os pontos determinados. Centro em C. Centro de C. 13. (verdadeira grandeza). Centro em X. traçamos arcos.CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ • 2 B 1 A Y • X 8. D Figura . determinamos o ponto 2. Observação: Todos os raios tomados. raio A-B. Traçamos uma linha com medida igual a 3-4. com medida igual a Z-W. D 4 Figura . raio 2-C/3-B. 10. raio C-D. traçamos um arco. Centro em 1 e 4. 9. Centro em C. construindo em 3 uma perpendicular. Centro em Y.50 4 2 B 3 C 14.51 75 . raio 2-C/3-B. traçamos um arco. raio 1-B/4-C. nos itens 13 a 16. deverão ser retirados da vista de cima e da vista V. deverão ser retirados da vista de cima e da vista V. traçamos um arco. Centro em 3. determinamos o ponto B. 12. Observação: Todos os raios tomados. 16. traçamos um arco. 18. G. marcamos Y na perpendicular. Centro em 3. Centro em A. transportamos da vista de cima os pontos 1 e 4. raio Y-A ou Y-D. determinamos o ponto 2. Centro em 1. raio 1-D/4-A. determinamos o ponto B. Traçamos uma perpendicular. 15. Centro em X. Ligando-se os pontos determinados. raio 2-A/3-D. raio 2-A/3D. raio C-D. Centro em 1. traçamos um arco. obtemos o traçado da outra meia peça. G.

164. Para se achar a verdadeira grandeza da peça. a qual também é transportada para a Figura 54.54 Figura . centra-se em E (Figura 54) e marca-se um ponto que será ligado ao ponto F.52 Desenha-se a vista de planta (Figura 52) e divide-se a boca redonda em partes iguais.53 Figura .14. Volta-se à fig. as quais serão ligadas aos cantos da parte quadrada.CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ 10. Transição quadrada para redonda Figura . desenha-se a altura normal da peça (Figura 54) e depois abre-se o compasso com medida A1 (Figura 52). pega-se a medida A2. 76 .

Figura . Para se fazer o desenvolvimento (Figura 55) traça-se a linha de centro G1. por último. então. marcando o ponto 1. como também as linhas 1 e 4 são iguais. Pega-se a medida 2F da Figura 54. se deverá usar a medida AK e D1 para concluir a peça. Abre-se. o compasso com medida AH (Figura 52). centra-se no ponto G (Figura 55) e marcam-se os pontos I e J. centra-se no ponto 1 da Figura 55 e traçam-se dois arcos. passa-se para a Figura 55.55 Figura . Deve-se transportar também o deslocamento da peça indicado na planta com a letra D e na Figura 54 com a letra D1.56 Todo quadrado para redondo deve ter a base e o colarinho para o encaixe dos flanges que serão parafusados na 77 .CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ Sendo a peça concêntrica. E assim por diante. as linhas 2 e 3 (Figura 52) têm a mesma dimensão. Abre-se o compasso com medida 1-2 (Figura 52). centra-se em I e depois em J e traçamse dois arcos que se cruzem na linha de centro. marcando os pontos 2. centra-se em I e J da Figura 55 e traçam-se outros dois arcos que cruzem com os anteriores. Vai-se à Figura 54. até o final da peça quando. pega-se a medida IF.

11. que vai determinar com o prolongamento dos pontos A. Ligamos os pontos de divisão do cilindro 2.I.H. Centro na . Tubo com interseção cilíndrica oblíqua Figura . C e D (cilindro 2). marcamos B’-B’ (duas vezes).5. 2. traçamos o arco AK. centro em A (cilindro 1). raio AB. B. 7. C e D.10.57 1. os pontos E. Dividimos o arco MN em 3 partes iguais.CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ 10. J e L.G. traçamos uma circunferência auxiliar do cilindro 2. perpendicular a ao arco AK.I. Determinamos a posição “h” do cilindro menor.11 e 12) e os pontos auxiliares 1’. 6. traçando-o com o diâmetro médio. Centro na projeção de B”. determinando o diâmetro externo no cilíndrico 1 e seu comprimento “H”.9.F. 3. Centro em O (cilindro 1).G.H.2. 9. obtemos a planificação auxiliar do furo para o cilindro. Traçamos uma linha de centro . ligando. 5.F.6. raio BC marcamos B’-C’.8. traçamos o arco MN com raio igual ao do cilindro 2. no prolongamento de OA. prolongando. 78 . determinando A e A’. Pelo ponto Y.J e L.4. determinando B. dividindo-a em 12 partes iguais (obtendo 1. os pontos E. 4. 10.Desta forma. raio CD marcamos C’-D’. Obtendo dessa forma a interseção dos dois cilindros.15. com um ângulo α.Centro na projeção de C”.3. 8.7. Prolongamos perpendicularmente a do cilindro 2.

Ligando-se os pontos (com curva francesa). raio 1’-F. 14. 19.59 79 . Ligando-se os pontos obtendo o traçado final (use curva francesa).CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ 12. A’. marcamos F Centro em 3. marcamos L 15. Dividimos este perímetro em doze partes iguais. procedemos da seguinte forma: Centro em 1. raio 7-L. Retirando as medidas da vista de frente. Calculamos o perímetro (∅ médio x π) do cilindro 1.58 16. marcamos J Centro em 7. Marcamos o comprimento H do cilindro. posicionando a dimensão h (vista de frente).4. 18. marcamos G Centro em 4. Figura . obtendo os pontos 1. raio 1-E.2. 13. marcamos E Centro em 2. Calculamos o perímetro (∅ médio x π) do cilindro 2.3. marcamos I Centro em 6. raio 1’-J. Transportamos da vista de frente os pontos A. determinados anteriormente (itens 7 a 11) obtendo o furo para a interseção do cilindro 2. raio Y-H. teremos a planificação do cilindro 2.5. Figura . marcamos H Centro em 5. C’ e D’. raio 1-G.6 e 7. raio 1’-I. B’. 17.

7. RE = R + 1 ∅ médio 2 H = Re x tgα I=Hx2 1. 5-9. Traçamos por A.3.5.60 Figura . traçamos uma circunferência obtendo A e G na reta. Ligamos s divisões da circunferência: 2-12. Centro em 01 raio igual a metade do ∅ médio. 3. Bem como as respectivas dimensões para cálculo. G e O1. os pontos B-B’. obtendo 1. Marcamos na perpendicular G a dimensão H. 80 .10.6.9. D-D’.16. Dividimos a circunferência em 12 partes iguais. obtendo G’. Ligando G’ até 0. Obtemos assim o meio gomo A.CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ 10.A’ e G. C-C’. 6.61 5. obtendo A’ na perpendicular A. Curva de gomos cilíndrica a 90° O desenho do lado representa a curva com 4 gomos completos e 2 meios gomos.2. perpendiculares. 4-10. 6-8. 4. E-E’ e F-F’.4. 3-11. marcando O e O1 com distância igual a R. 2.G’ e suas divisões para transporte. Figura .11 e 12.7. obtendo na ligação GG e OO. Traçamos uma reta.8.

C’ – C-C” . B’ – B-B” . marcamos nas divisões as distâncias: A’ – A-A” . 10. D-D’ .CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ 8. C-C’ . Traçamos uma reta marcando nela os pontos A-A igual ao perímetro (P=∅ médio x π). Para traçar o meio gomo (distância H). D’ – D-D’ . E. 12. Traçar a curva (união dos pontos) utilizando curvas francesas. 11. F-F’ e G-G’ . retiradas do item 7. Dividimos perpendicularmente o perímetro em 12 partes iguais. C. F’ – F-F” e G’ – G-G”. Figura . F e G. 9. B. D. retiradas do ítem 7. Para traçar o gomo completo (distância I). marcamos nas divisões as distâncias: A-A’ . E’ – E-E” . B-B’ .62 81 . E-E’ . obtendo os pontos A.

usa-se o mesmo processo da curva normal. Mostra-se nas Figuras 66 e 67 o desenvolvimento do gomo A e do gomo B. traçam-se nele duas semicircunferências. Copiando o gomo. 3’-3. centra-se primeiro o compasso em S (Figura 63). abre-se o compasso com medida igual a 2-13 (Figura 66) e centrando em O.CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ 10. Curva cônica pelo processo de triangulação Para se achar as divisões dos gomos A-B-C. Copia-se então o gomo B (Figura 65) e para isso é preciso saber copiar os ângulos. cheias e pontilhadas. traça-se o arco EG. Figura .63 82 . centra-se em F e depois em H e traçam-se dois arcos. 3-3’. É preciso então achar as verdadeiras grandezas destas linhas e para isso procede-se como se segue: traça-se uma reta e levanta-se na sua extremidade a perpendicular OP (Figura 64). marcando o ponto R2. centrando então em R2. procede-se da mesma forma. e centrando em R1.17. Depois. Para se desenvolver os gomos C e D procede-se da mesma forma. Então. As alturas 2’-2. 6’-6 são as que vão dos ponto de divisão do semicírculo menor até a base do gomo 8-14. e as distâncias 0-9-13. marca-se o ponto 2’ e ai levanta-se uma perpendicular marcando o ponto 2. 5-5’ e 6-6’ são as distências que vão do semicírculo maior até a base 1-7 do gomo. 0-12-10 e 0-11 são as mesmas que vão dos pontos de divisão do semicírculo maior até a base do gomo 1-7. que serão unidas por linhas em ziguezague. 4’-4 . traça-se o arco FH. centra-se em E e depois em G e traçam-se dois arcos que se cortem marcando o ponto R1. abre-se o compasso com medida FS. Marca-se então os tamanhos das bocas EF e GH e para achar a conicidade. Para achar as verdadeiras grandezas das linhas pontilhadas (Figura 67). 4-4’. com diferença de que as alturas 2-2’. 5’-5. abre-se com medida igual a SG.

CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ Figura .64 Figura .66 83 .65 Figura .66 Figura .67 Figura .

d. b. b. 5.6. determinando no ∅ D1 os pontos a. passando a no ângulo α da peça 2. obtendo os pontos 2. 7. 8. c. Prolongando a base da peça 1.5.5.3. 10. b. projetamos o ponto V. 6. prolongando até determinar o ponto de convergência V (vértice) na (linha de centro). Transportamos as distâncias (∅ D1) a-2. e. 4-10. 12.6. 3.4. e-6. c-4. 7.7’.3. e. 2.68 Figura 69 4.2.2’.5’. d. c.18.7. baixamos perpendiculares na linha X.4’.3’. nas perpendiculares baixadas. Marque o centro 0. Marque o ∅ D1 (médio) e ∅ D2 (médio). da parte cônica (peça 2). 3-11. 11. 84 . Dos pontos a. traçamos uma visita auxiliar. d-5. Unimos os pontos 1”-1 e 7”-7. b-3. Ligamos V aos pontos a. d. marcados no ∅ D1. obtendo o ponto X. Centro em O’. e. prolongando. Interseção cônica oblíqua Figura 68 1. Dividimos o ∅ D1 em 12 partes iguais obtendo os pontos de 1 a 12. bem como a distância h da peça 2. obtendo na vista auxiliar os pontos 1’. a. 5-9 e 6-8.CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ 10. obtendo 1. b.4. para a linha X. Unimos os pontos 2-12. c. Traça-se uma (linha de centro). d. c. 9. Figura . e.6’. marcando o ∅D (externo) e a altura H da peça 1. Unimos o ponto X aos pontos 1.

Centro em V. Ligamos o ponto V aos pontos da divisão do perímetro. Ligando os pontos (curva francesa). Marcamos no arco V-7’.4”5”. Dos pontos 1”. V-3. Para traçarmos o furo na peça 1. Os demais.6.2”.3”.4’.2”. nos pontos 1”.5”. 19.3”. 14.5’. a partir de um ponto qualquer. 2’.6”. 17.7”. os pontos 1”.7”. raios V-1. teremos a interseção das duas peças.2”. (linha do centro) da peça 2.3’.4.7).3”. que determina com os arcos. obtemos a planificação da peça 2.5. 18. são transportados da vista auxiliar. Observação: conforme o ângulo α da peça 2.5”.6”. traçamos arcos. Os pontos são marcados da seguinte maneira: 1’ e 7’ são projetados diretamente.6”. Observar os ∅ também.6’. Dos pontos 2’. 15.2.CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ C L Figura . Ligando-se os pontos 1”. V-7 (marcados na parte cônica da peça 2).69 Figura 70 13.4”. 20.5”.3”.5”6”. 21. V-2. V-6. V-5. marcados na vista auxiliar. Ligamos os pontos e obtemos o furo (curva francesa). levantar os perpendiculares que determinam com os prolongamentos do ponto V.5’.4”. 85 . traçamos perpendiculares em relação a . os pontos 2”. Dividimos esse perímetro (neste caso) em 12 partes iguais (pontos: 1.4’. 16.6”. V-4. 22.2”. o perímetro do ∅ D1 (médio) da parte cônica (menor). pegando toda a parte cônica.7”. Atenção: para cada ponto prolongado.3’.4”. a posição do ponto 6” poderá dar abaixo do ponto 7”.3.6’.3”.4”. traçamos perpendiculares em relação à linha de centro da mesma. existe um respectivo com o mesmo C L número.

marcamos o cálculo do perímetro ∅Dmédio vezes π. Por uma (linha de centro). 24. transportamos o furo obtido no traçado anterior. bem como a altura H. Para planificar a peça 1.71 Figura – 71 86 . Figura .70 Figura 71 23.CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ Figura .

centramos L o retângulo X x Y. C. Peça cônica com base cilíndrica e retangular oblíqua U = 155 Dados U = 60 X = 40 Y = 30 ∅ = 60 T=8 Figura . No alongamento das linhas de centro C e s L vista de cima. 6. Nas extremidades de Y descemos as perpendiculares R e S. definindo o ponto O.CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ 10. D e por transferência os pontos O e W. construímos um ângulo de 30°. 4. Na perpendicular R. L L C ‘ começamos a desenhar a 7. Dividimos a circunferência ∅Z em 12 partes iguais. Com vértice em O e lado perpendicular a R. B. obtendo-se o ponto W na perpendicular S’. traçando uma linha de simetria . 2. obtendo os pontos A. Ligamos os pontos O e W com as extremidades da dimensão ∅ Z. centramos a L circunferência ∅ Z.72 L 1. marcamos a dimensão T. transversal às linhas de centro. paralelas com distância V entre si e L nelas marcamos a altura U. obtendose o perfil da vista de frente. logo abaixo da vista de frente. 10. s 8. numerando os pontos a partir da linha de simetria. No cruzamento da linha de centro C com a linha de simetria L . s 9. No cruzamento da linha de centro’ C ‘ com a linha de simetria L . 5. centramos as dimensões Y e ∅Z. 87 . 3. Perpendicular a cada uma das linhas de centro.19. Traçamos as linhas de centro C e C ‘.73 Figura .

C com (4. 30. 23.).Centro em 5 e 9.8.10). D-9. traçamos arcos. Centro em C e D. 20. Traçamos uma linha base e nela as perpendiculares R e S. 14. traçamos os arcos determinando os pontos 6 e 8. obtendo-se as verdadeiras grandezas (VG). B3. 16. 18.Centro em A e B. 15. traçamos os arcos determinando os pontos 4 e 10.7). 19. raio = (VG) W9. raio = (VG) W – 4. raio = (VG) W – 5.2.74 . Centro em A e B.CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ 11.12.Centro em 2 e 12. traçamos arcos.Centro em 1. raio = P ÷ 12. B2. Ligamos os pontos A com (1. traçamos arcos. Ligamos os pontos marcados ao ponto O.Centro em 3 e 11. 22. Centro em A e B. raio = (VG) 0 – 4.6. raio = P ÷ 12.Centro em 6 e 8. traçamos arcos cruzando-os sobre a linha de centro determinando o ponto 1.10) e W com (10. traçamos os arcos determinando os pontos 7 e 7’.12.3. A-11. raio = P ÷ 12. C7 ou D-7. Transportamos os pontos e seus números para a vista de frente e ligamos os pontos ) com (1. D-8.7) e D com (7. marcamos na linha base as distâncias A-1. Ligamos os pontos marcados ao ponto W.Centro em 4 e 10. B4 transportadas da vista de cima. A partir de S marcamos na linha base as distâncias: C-4.4. 13. traçamos os arcos determinando os pontos C e D.Transportamos da vista de cima a medida X e centrando-a no ponto O determinamos os pontos A e B. raio = (VG) W – 6. traçamos arcos.Em uma linha de centro. 29. D-10 transportadas da vista de cima. 27. raio = OW. 24. A partir de S marcamos na linha base a distância W-7 transportada da vista de cima. Centro em C e D. raio = P ÷ 12 (perímetro da circunferência ÷ 12) traçamos arcos para cada lado.5. A partir da base marcamos as dimensões RO e SW transportadas da vista de frente. A-12. traçamos arcos. 28. 25. 17. traçamos uma perpendicular determinando o ponto O. raio = (VG) O – 1. Centro em A e B. traçamos os arcos determinando os pontos 5 e 9. Centro em C e D. raio = P ÷ 12. raio = P ÷ 12.10). A-10 ou B-1.11. 12.Ligamos o ponto marcado (7) ao ponto W da reta S.9. traçamos os arcos determinando os pontos 2 e 12.Centro em 4 e 10. C-6. 21. B com (1.9.11. raio = (VG) – 2. 88 Figura . 26. A partir de R. traçamos os arcos determinando os pontos 3 e 11. traçamos arcos.8. obtendo-se as verdadeiras grandezas (VG). raio = (VG) 0 – 3. C-5. Centro em A e B.

2. Segmento de esfera . Abrir o compasso com o raio PC. 32. 6.CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ 31. traçar os arcos AB e BC. raio = X ÷ 2. Abrir o compasso com raio Eb. traçamos arcos. Centro em C e D. 10.20. Centro em 7 e 7’. 4. fixar em E e traçar o arco Ab.75 Figura . traçar o arco CD. Traçar os eixos centro. Traçar o trapézio ABCD.77 89 . fixar em H e G.tampo esférico 1. Ligamos os pontos para obter o traçado final da peça. 3. Abrir o compasso com raio HA. fixar nos pontos ADBC e traçar os pontos G e H. 5. traçamos os arcos determinando os pontos W e W’.76 Figura . Abrir o compasso com raio EB. raio = (VG) W – 7. Figura .

1986. Noções de Tratamento Térmicos 2a ed. 2 2a ed. 1987.. Vandir. São Paulo: Hemus. Curso Técnico de Caldeiraria 1a ed.. Holtz.. CH. Lobjois. 90 . CHIAVERINI. 1958.. 1981. 1992. Vicente.. Springer-Verlag. 1976.. Desenvolvimento de Chapas 19a ed. Oddone A. JASCHKE. Tecnologia Mecânica Vol. Etevaldo S. São Paulo: McGraw-Hill. São Paulo: Hemus. Porto Alegre: Sagra-DC Luzzatto.. Berlin: Polígono Ltda. Johann. MARRETO. Elementos Básicos de Caldeiraria 1a ed. São Paulo: Hemus..CALDEIRARIA / Traçagem e Planificação de Chapas ____________________________________________________________ Bibliografia ARAUJO. Desenvolvimento de Chapas 3a ed.