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Material de Estudos

Grupo Toca da Bruxa

Sagrado
Feminino e
Masculino
É impossível olhar e curar o feminino sem
olhar e curar o masculino. Essas são energias
complementares que existem simultaneamente
dentro de todos nós e precisam estar em
O Sagrado equilíbrio dentro e fora de nossos corpos.

Mas se todos temos ambas, o que aconteceu

Feminino e para que nos sentimos tão afastados do equilíbrio


entre essas energias?

O problema é quando as crenças, as histórias,

Masculino os rótulos e protocolos nos invadem e nos deixamos


ser definidos por eles. Perceba, por exemplo, uma
forma como nos foi vendida a energia feminina: por
padrões irreais de beleza e que, às vezes, custam a
saúde e a alegria de muitas mulheres.

Autora: Fernanda Cunha Ou mesmo, repare como a mulher precisou


reprimir seus impulsos para cumprir os protocolos
profissionais e competitivos. Precisou abrir mão do
seu feminino em muitos aspectos para fazer, fazer,
fazer e fazer… negando seus ciclos e necessidades.
Mulheres com o feminino ferido estão com o
masculino igualmente ferido, pois estão em
desequilíbrio.
O masculino equilibrado empodera e não agride,
age e não impõe. Nos homens a energia masculina
desequilibrada vem também através de rótulos como:
homem não chora, homem não sente, homem não dança..
e aí o homem reprime sua energia feminina, criativa e
leve.
Tanto o feminino quanto o masculino dentro dele
ficam igualmente feridos. O que precisamos, é saber
dançar com essas suas forças e honrá-las em nós ao
invés de travar a “guerra dos sexos”.
Imagina que triste seria a energia feminina (da
Em muitas culturas o Sol é reverenciado como um terra) sem o brilho do Sol para equilibrar e fazer brotar
Deus, aquele que brilha, aquele que remove a escuridão, toda a vida que nela existe, mas que só desabrocha com
aquece e coloca nossa energia em movimento. Quando o o Sol?
Sol brilha no céu nos sentimos mais vivos e com mais
energia, a natureza precisa de Sol para fazer seus Quando há muita energia feminina
processos de fotossíntese, para crescer, florescer e (reprimimos a energia masculina) e aí sonhamos,
acolhemos e não conseguimos agir no mundo, já
frutificar.
quando há muita energia masculina que nos coloca em
Nós precisamos do Sol igualmente em processos movimento e ação (mas que em excesso reprime a
vitais como por exemplo para sintetizar a vitamina D. Além feminina que é o sentir, o acolher) passamos a fazer só
por fazer, agimos sem saborear a caminhada, queremos
disso, o Sol nutre nosso ânimo e nos torna mais ativos e
resultados a qualquer custo. Conhece algum padrão
dispostos a agir no mundo. Essa ação é fruto da energia assim?
masculina que há no Sol.
Acredito que podemos buscar sempre o caminho do
meio (equilíbrio), e assim acontece na natureza: temos dia
e noite, a vida e a morte, a primavera-verão e o
outono-inverno, os ciclos da vida, os ciclos do nosso
corpo… Tudo é tão sagrado e perfeito quando em
equilíbrio.

Se entendermos essas energias na natureza,


sairmos dos rótulos e permitirmos que essas energias
fluam dentro de nós. E assim, estaremos honrando tanto o
masculino quanto o feminino e percebemos que tudo já é
sagrado!

Namastê!
Em primeiro lugar, mulheres podem e devem se
encontrar cada vez mais. Não precisam pedir permissão
para tratar de temas de seu interesse. Embora as redes
sociais tenham constituído uma mídia da maior relevância
para o levante feminista testemunhado pela nossa geração,
os discursos de libertação feminina só se consolidam com a
constituição de laços reais.

Nesse sentido, a prática constante de realizar rodas,


que são o formato de encontro mais comum para o estudo
Sagrado Feminino: dos muitos temas que podem ser alocados dentro da
compreensão de Sagrado Feminino, está um passo à frente
de um determinado feminismo que busca disputar espaços
afinal, o que é isso? quase que exclusivamente virtuais.

Mas vamos ao conceito: Sagrado Feminino é apenas


Autora: Maria Gabriela Saldanha um código. Fica um pouco difícil bater em um código,
sobretudo se ele expressa o direito de todas as mulheres a
Fonte: uma religiosidade livre. É ineficaz. Esse código, tão falado
https://medium.com/@mariagabrielasaldanha/sagrado-feminin nos últimos tempos, sempre se fez presente em todos os
o-o-que-%C3%A9-isso-afinal-ffb6cb5782c6
povos, ainda que não identificado dessa forma. Sagrado
Feminino nada mais é do que a face feminina do divino e
todas as coisas onde ela pode ser reconhecida.
Quando nos lembramos que, muito antes da
devastação cristã, povos ameríndios cultuavam divindades
fêmeas, como Coatlicue, IxChel e Senhoras ligadas ao
cultivo de milho, estamos nos re-apropriando de
sabedorias que resgatam múltiplas possibilidades
existenciais para a mulher, na contramão do apagamento
histórico de referências divinas nas quais se espelhavam.

Ora, se você afirma em caráter de dominação que


só existe um Deus e ele é homem, se você aniquila o
espelhamento de seres humanos do sexo feminino em Uma vida em integração com o sagrado, conforme
forças invisíveis, sendo a fé uma necessidade comum a ele era enxergado na natureza, era uma vida
todos os povos, obviamente deixa as mulheres mais
infinitamente mais sustentável do que o capitalismo hoje
facilmente expostas a toda forma de violência, posto que
não participam do divino. nos autoriza.

A maioria das sociedades que foram vítimas dessa


Isso implica dizer que para que sofrêssemos usurpação era matrifocal, como os povos celta e maia, e a
milênios de violência, precisaram nos usurpar, capacidade reprodutiva, que antes era respeitada e
demonizando ou apagando, uma noção de sagrado onde celebrada como uma metáfora do poder de perpetuação
elementos como a dignidade e a liberdade de mulheres da vida nos ecossistemas, passou a ser apropriada pelos
eram colocados acima de qualquer questionamento dos
homens como instrumento de dominação de mulheres.
homens.
Se antes o lugar de mulher era em toda parte, porque em
tudo sobre a Terra se reconhecia o poder feminino, a
exploração da gravidez e da maternidade, sobretudo pela ideia
de pecado original, reservou a existência feminina à
dimensão privada do lar, vergonhosa de seu corpo, de seus
desejos, de seus conhecimentos.

Algumas sociedades, como a grega antiga, galesa,


yorubá e hindu, chegavam a ter dezenas de Deusas. Não é
verdade, no entanto, que em todas as mulheres estivessem
livres de violência, como entre os Vikings, que violentavam
mulheres de outros povos como prática de guerra. No caso dessas duas, povos da Ásia Menor.
Foram, assim, enxugadas de seus significados e
reduzidas para caberem em uma sociedade obcecada
Porém, certamente a existência de um feminino divino pelo estereótipo de feminilidade para fins de dominação.
resguardava possibilidades que hoje não vivenciamos. As Afrodite, que era uma Deusa de Fertilidade ou
mulheres nórdicas, por exemplo, eram as porta-vozes dos Deusa Mãe, passou assim a ser uma Deusa do
Deuses. Isso implica ter voz quase que incondicionalmente à
Amor e da Beleza, concorrendo definitivamente para o
luz do sagrado. O mais perto que conhecemos disso hoje é a
figura de uma Mãe de Santo. Sobre a Grécia, em especial, para empobrecimento de uma zona de interesse feminino por
a qual a mulher não era cidadã, vale lembrar que divindades meio do seu culto. Estudar Mitologia dentro do Sagrado
como Afrodite, Hécate e muitas outras não eram originalmente Feminino, felizmente, nos ensina isso, contribuindo para
gregas, mas reverenciadas por outros povos. a superação de uma ignorância histórica que atravessou
toda a formação do Ocidente.
Antes da existência de Adão e Eva, dizem os hebreus,
existiu uma mulher indomável. Seu nome era Lilith. Não
desejando limitar sua vida à condição de companheira de Adão,
foi banida do paraíso. Para remediar tal insubordinação, Deus
teria criado Eva, não da cabeça de Adão, não dos pés, mas de
sua costela, para que caminhasse ao seu lado e pudesse ser
protegida pelo seu braço.

Ou seja, para lhe pertencer. Lilith, portanto,


representa o feminino insubmisso que existiu antes
da civilização patriarcal. Igualmente, Blodeuwedd, já
estudada aqui, foi criada por dois druídas para ser esposa de Totalidade, nessa acepção, é quando todas as formas
um Deus, mas termina por se libertar desse destino de mera existenciais cabem dentro do feminino, sem que seja
esposa e retorna como coruja — selvagem e sábia — ao seio da preciso renunciar a uma delas, mas compreendendo que
floresta, que simboliza o ventre da terra, o mesmo local de todas podem coexistir e se mostrar fundamentais. Em
liberdade feminina inquestionável do qual parte Lilith. outras palavras, é quando uma mulher não renega
Estudar Mitologia dentro do Sagrado Feminino, ou diminui nenhuma parte do seu ser,
felizmente-parte, nos ensina que a quebra do experimentando amor por si mesma.
estereótipo de feminilidade não é matéria exclusiva do
feminismo.
Assim, temos um feminino ancestral para o qual uma
Sagrado Feminino, para muitas autoras, como Amy
Deméter, que escolheu viver em aversão a qualquer
Sophia Marashinsky, é a vivência de uma forma de totalidade. abordagem masculina, o que seria considerado
Sobre a totalidade, já intuía Clarice Lispector em uma carta “misândrico”, é tão importante quanto uma Kuan Yin,
famosa: “Não pense que a pessoa tem tanta força assim a deusa oriental de absoluta misericórdia, o que se aproxima
ponto de viver qualquer espécie de vida e continuar a mesma. da nossa visão de maternidade, apesar das infinitas formas
Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso — nunca se maternas, inclusive nada dóceis, previstas em outros
sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro”. panteões.
Mas não somente do estudo de Deusas é feito o conceito
de Sagrado Feminino. Porém, o conceito de feminino
divino também comporta práticas, sendo muitas
milenares, que devolvem à mulher de imediato uma
outra relação com o seu corpo, com a sua
alimentação, com o autoconhecimento e a cura.

Restitui, portanto — lembrando da sacerdotisa que por


direito existe em cada uma, uma vez que esse know-how é
Da mesma forma, uma vez que posso conhecer ervas
historicamente nosso, e pode a qualquer momento ser
que curam males diversos, que divido receitas simples para
empregado — um senso de autonomia diante da natureza e de
não precisar encher meus filhos com a indústria
saberes ancestrais, sem deixar as mulheres infinitamente à
farmacêutica, que desenvolvo produtos artesanais que me
espera de um outro sistema de escolhas a ser conquistado
custam pouco, que consigo observar a conexão entre os
politicamente.
meus hormônios e o meu estado emocional, que repenso
meus propósitos de vida à luz de símbolos contidos em
Práticas antigas, como manipular a própria menstruação
oráculos, que tenho autonomia para aplicar reiki, mocha,
ou lubrificação vaginal para fins mágicos, exercidas por
banho de assento, e reconhecendo o trabalho das doulas,
sacerdotisas pagãs, expressavam um nível maior de poder
que diversas terapias alternativas (por força das mulheres
sobre o próprio corpo do que aquele que é dado dentro do
que a mantiveram viva ao longo dos tempos) já são
processo de socialização de gênero das mulheres da minha
adotadas dentro do sistema de saúde, o que estou
geração.
vivenciando é gigantesco em termos de autonomia e me faz
usar elementos ancestrais para construir o meu agora e o
futuro das mulheres que virão depois de mim.
Pelo mesmo fator histórico, não faz muito sentido que
estejamos acusando o Sagrado Feminino de uma banalização.
Nossas críticas recaem sempre sobre as iniciativas de
mulheres. No caso, mulheres que estão fazendo uso de
conhecimentos que sempre lhes pertenceram. Sagrado
Feminino está presente na atividade da curandeira da favela.
Está presente na erveira da cidade pequena. No copo de vela
com água e reza da quilombola. Na mãe evangélica que visita
toda a vizinhança oferecendo o seu apoio emocional por meio
de uma oração. Nas senhoras beatas que se dedicam a novenas Não são inferiores as mulheres que trocam tais
e mais novenas, para curar as mais diversas dificuldades de sabedorias, seja dentro de religiosidades neo-pagãs ou
uma família. numa comunidade da Baixada Fluminense. Nem as que
leem livros como “Mulheres Que Correm Com os Lobos” e
A maioria dos povos que vivem em integração com a “O Anuário da Grande Mãe”, mantendo ativo um
natureza não é cristã, mas politeísta, isto é, também imaginário em torno da mulher selvagem ou da bruxa,
reverenciam Deusas. Além disso, sem as religiosidades das antes demonizada, mas cuja relação com a floresta é
muitas nações indígenas e africanas, cuja presença sacerdotal representativa de autonomia, de usufruir dos recursos à
feminina é predominante. nossa disposição com mais dignidade do que os sistemas de
opressão disseram que poderíamos.
Criar um modo de vida com responsabilidade ambiental
é importante e urgente. As sacerdotisas contemporâneas
perdidas por aí, que agora se encontram nesse processo de Tampouco as autoras dessas obras são dignas de
autonomia, dando-lhe o fôlego de um verdadeiro movimento, menos respeito. Não são inferiores as mulheres que
cuja base é a solidariedade. Um movimento que resgata e mantiveram acesa a chama dessas sabedorias desde
integra mulheres de religiosidades e crenças diversas, porque sempre, as oraculistas e curandeiras que se faziam
sabemos que os diálogos entre mulheres extrapolam as presentes em cortiços e cortes, em feudos e feiras, em
possibilidades demarcadas pelo feminismo. navios ou que nunca saíram de suas comunidades, todas
com o propósito de diminuir o sofrimento humano.
Não existe homogeneidade na busca por
esse Sagrado, não é possível atribuir-lhe um rosto
sujeito a fatores raciais e de classe, porque ele se
encontra em todos os povos, em todos os períodos
históricos. Tentar sujeitar a uma caricatura todas
as mulheres que se aproximam de um exercício
mais livre de sua religiosidade e relação com a
terra é que seria estereotipar.

O único fator que é consenso no Sagrado


Feminino é o de gênero, não como critério
absoluto de exclusão, mas como reconhecimento
de um legado, sem o qual não é possível
começar a dialogar.

É muito fácil dizer que somos as netas das


bruxas que eles não puderam queimar e continuar
dando elementos para que bruxas ainda sejam
queimadas. O Sagrado Feminino não compete com
o Feminismo, ele só o antecipou alguns milênios.
Podemos dizer que foi o seu ventre. Se hoje lutamos
politicamente pelos direitos humanos das mulheres,
tenhamos respeito pelas sacerdotisas de todo o mundo
que asseguraram processos de libertação feminina
muito antes de nós.
Na vida da mulher, ocorre um ciclo vicioso que precisa
ser desfeito. Sofrimento versus aversão à menstruação e, mais
ainda, à menopausa. Menstruação versus sofrimentos esse é o
dilema feminino e podemos dizer que se trata de uma condição

Exercício de imposta pelo machismo induzido por uma força espúria.

As sociedades primitivas estabeleciam uma separação

Libertação do no tocante às atividades de cada sexo, mas não uma


segregação como aquela imposta pelo machismo. Na luta pelo
poder, a mulher foi induzida a renegar sua condição básica, e
isso marcou o predomínio do masculino. Ela vem buscando a

Poder feminino reconquista dos direitos, mas nem sequer têm ciência de que
mais do que direitos ela tem um impressionante poder místico
o qual não é conquistável por bravatas, leis, e domínio civil,
mas sim por mudança de posição diante da vida, da integração
com a Mãe Natureza. Divorciada dela qualquer movimento
tende a falhar porque a causa permanecerá ativa.

O poder pessoal é assinalado por carisma, por simpatia,


Livro: O Sagrado Feminino em suma, pela manifestação de uma força interior que se faz
Autor: José Laércio do Egito sentir pela personalidade marcante, mas sem domínio
ditatorial, ou coisa equivalente, e esse poder a mulher sempre
possuiu, mas que foi recalcado e ela por ignorar certos
princípios é quem mais contribui para a continuação do
processo, e o pior tem sido cada vez mais alimentado por
múltiplos meios de informação.
A subalternidade feminina tem como causa a perda do poder
místico resultante da negação de sua própria condição expressa
pela menstruação, gestação e menopausa. A mulher para se
libertar da condição de submissão e de menosprezo primeiramente
necessita resgatar o poder que nela foi reprimido, e isso pode ser
feito com certa facilidade, contudo requer um tanto de
determinação pessoal.

Embora os exercícios sejam muito simples, ainda assim não


podemos dizer que se trata de processos facilmente obtidos em
curto prazo. O estigma que atinge a mulher na área ginecológica é
decorrência da forma como ela tem sido criada na sociedade
moderna, por várias encarnações.
No passado isso ocorria naturalmente; como
O ciclo vicioso pode ser facilmente quebrado, o que não é não existiam absorventes descartáveis, então a
fácil é a mulher acreditar que os exercícios podem resolver; mulher usava panos que eram lavados para ser
acreditar que é vítima de algo muito sério, que sede seus usados na menstruação seguinte; e isso fazia com
problemas reside no nível energético e não somático. A descrença que ela tocasse no sangue.
Isso a leva à falta de perseverança naquilo que lhe é dito e
ensinado a respeito de sua própria natureza. Basicamente o que Estatísticas têm mostrado que as parteiras e
tem que ser feito é a reintegração da mulher com a Mãe Terra e ginecologistas estão bem menos sujeitas a
com a Lua, e, em especial, com a menstruação. distúrbios genitais em geral, e especialmente à
síndrome da TPM do que as demais mulheres.
Para isso, o primeiro passo é vencer a ruptura pessoal com o Justificam dizendo que isso é decorrência
mênstruo ao qual a mulher foi induzida a ter horror, e nojo. Para delas terem mais acesso aos hormônios, mas a
vencer isso ela deve tocá-lo, não há razão para se lambuzar de verdade é outra. Elas, pela própria profissão, vivem
mênstruo como fazem muitos cultores da “magia negra”, mas para em contacto com sangue menstrual, o que não
vencer a repulsa tem que tocar nele. condiciona o nojo do seu próprio sangue menstrual.
O nojo é uma das causas da desarmonização da mulher com
a natureza feminina, e profissionalmente as ginecologias pelo
contacto constante não têm o nojo comum à maioria das mulheres.

Como exercício para vencer o nojo, olhe para o mênstruo, se


tiver certo grau de sensibilidade, coloque a mão sobre o absorvente
(necessariamente não é preciso tocá-lo), e procure sentir a energia.

Procure sentir o mênstruo não como algo abjeto, mas sim


como um veículo condutor de energia, um dos meios de limpeza do
organismo. Respeite-o, não há mal algum em “bancar a maluca”,
por conversar com ele antes de proceder o descarte natural, Na verdade o período menstrual é quando
entrega à Mãe Terra. existe maior poder por ser o momento em que o
organismo descarta as energias espúrias, e,
Tudo isso tem como objetivo a reeducação mental pela consequentemente mais limpo, rico apenas de
reversão de tudo aquilo que dela se origina em decorrência da energia positiva.
menstruação reprimida. Se a mulher passou a vida repudiando a
menstruação, evidentemente “sua” mente foi condicionada a Isso faz com que ela tenha maior capacidade
obedecer, a agir a seu próprio modo, manifestando mal-estar, natural de encanto, e de sedução. Por certo, com o
tensão, tristeza, ansiedade e outros sintomas que são meros tempo ela vem se sentir mais sedutora, simpática,
reflexos do repúdio. e atrativa, entre outras razões porque está se
desfazendo de energia espúria acumulada durante
A mulher no período menstrual tenta se isolar, não quer sair, um mês e deixando brotar a energia positiva.
se divertir, se aproximar das pessoas, especialmente do sexo
oposto. Ela deve evitar se considerar uma doente, mas, o inverso É no período menstrual que a mulher tem
se sentir uma pessoa em fase de poder, de quem está plena de exacerbada a sua sensibilidade que se não for
energia renovada. Se isso acontece amiúde é porque não sabe que direcionada para um objetivo preciso, com certeza
está fazendo o jogo de perda de poder que lhe foi imposto por se exterioriza como irritabilidade, agressividade,
interesses escusos. mau humor e por fim depressão.
É por conta disso que a mulher pode dar vazão às
capacidades criativas. Deve se direcionar no sentido de criações
artísticas, poéticas, literárias, artesanais, das mais diversas
categorias. enfim de tudo aquilo que lhe dá prazer. Mas, na
verdade, acontece o inverso, por se julgar doente, vítima do seu ,
ela se isola, perdendo, consequentemente, todo o potencial
sensitivo em manifestação.

A mulher de conhecimento entende que o seu maior poder


energético ocorre naquele período em decorrência da própria
hipersensibilidade que vem à tona. O processo natural não inibe a
hipersensibilidade nervosa, apenas a direciona para uma finalidade
programada. Toda pessoa tem habilidades e é nessa fase que ela àquilo que mais deseja. Agindo assim, depois de certo
pode ser mais bem aproveitada. tempo a mulher espera positivamente e não
negativamente a chegada da menstruação porque
Há um exercício que pode ser feito para substituir essa fase
representa o período de coroação de seu trabalho, a
sofrida, por uma construtiva, aproveitando assim para desviar a
ocasião em que ela dará vasão a sua produtividade
hipersensibilidade para um outro objetivo. Por exemplo, se for uma gratificante.
compositora deixa para dar continuidade no período. Assim também
com uma pintura, com uma obra de arte, literária, ou mesmo Tudo aquilo que for muito almeja, prazeroso,
empresarial. ela reserva a principal parte para ser efetivada nessa
fase. Uma das vantagens resulta de ser um período
Por que? - Porque é nessa fase que a mente está mais de maior inspiração, de maior sensibilidade.
estimulada a agir, ela está atuando em nível de sensibilidade muito
elevada. Com este exercício a sensibilidade não é direcionada para A sensibilidade estará sendo direcionada para
a agressividade, para a angústia, mas sim a qualquer tipo de algo, do contrário se manifestará como irritabilidade.
atividade prazerosa. Desde que a pessoa sinta que haverá um Com o tempo a sensibilidade menstrual não
favorecimento de sua capacidade criativa do período, então a desaparecerá mas ela será totalmente endereçado
aquilo que a pessoa mais gosta, por isso a mente
menstruação esperada como uma coisa desagradável vem a ser
ficará condicionada ao prazeroso e naco ao
almejada como aquele período em que será dado prosseguimento
angustiante, desgastante, e deprimente.
Haverá paz entre a pessoa e sua função fisiológica. Embora a Na medida em que a mulher perdeu o vínculo
com a lua a menstruação se tornou aleatória, irregular
ciência oficial não reconheça, nem por isso deixa de existir uma
em frequência em duração, e isso é causa de muitos
forte ligação entre a Lua e a mulher. A mulher perdeu distúrbios ginecológicos, de outros sistemas orgânicos,
completamente essa interação consciente entre seu organismo e em especial no campo psíquico.
sua menstruação. Ela precisa reintegrar essa interação.
Não queremos afirmar que seja alguma força da
Estabeleça um diálogo constante com a Lua, veja-a, lua (também não negamos) que atua no processo, mas é
admire-a, cante canções que falam do luar, permaneça algum mais fácil se aceitar que isso decorra de um
tempo exposta a sua luz. Converse com ela, aja como se ela fosse condicionamento puramente mental.
sua confidente. Na verdade talvez essa comunicação não ocorra Não se pode negar que o mental pode facilmente
como algo objetivo, mas o propósito e condicionar a mente a ser condicionado, o organismo tem os chamados reflexos
interagir de acordo com a fase da Lua. condicionados, muitas funções podem ser condicionadas,
e essa interação entre a mulher e a Lua pode determinar
Nenhum aparelho pode registrar algo referente a esse um condicionamento, regularizando o período, e
diálogo mas indubitavelmente a mente começa a atuar de consequentemente corrigindo muitos distúrbios.
conformidade com o rito lunar. Procure mentalizar sua menstrual
na fase de lua cheia, que assim como ela vai diminuindo também o
seu útero (endométrio), veja a lua como se ela fosse se esvaziando
(minguante) e veja que o mesmo está ocorrendo em seu
organismo, que algo está se exaurindo dela (energia espúria).

Esse processo necessita tempo, mas após poucos anos seu


ciclo estará totalmente em sincronia com a fase da lua, por certo a
menstruação ocorrerá na lua cheia. No passado, em especial em
cultura nativas, a menstruação era uma atividade fisiológica com
duração exata de 28 (ciclo lunar) e a menstruação ocorria
precisamente na lua cheia.
Com certa idade, a mulher entra na idade da
sabedoria (menopausa). Se ela soube conviver com a
menstruação, se em vez de repudiá-la ela a usou como
forma de purificação, de descarrego, então seu organismo
está preparado para dar início a uma nova fase, a fase vital
da sabedoria feminina.

Se, contudo, ela desconhecer o lado “oculto” da


menopausa, se não haja sido instruída pelas matriarcas,
pelas familiares experientes, então ao entrar na menopausa

Menopausa todo o seu corpo está impregnado de energia que ela não
soube descartar em seu devido tempo. Daí o organismo vai
viver sob tensão, “energeticamente intoxicado” cujo preço é
os terríveis problemas psico-emocionais que afligem a vida
de muitas mulheres, podendo em alguns casos chegar ao
nível da loucura.

No passado as velhas eram conselheiras sábias, eram


dotadas de intuição; isso tudo vem se acabando no mundo
Livro: O Sagrado Feminino atual e a razão é a que descrevemos. Nesse caso, quando
chega à menopausa, tudo aquilo que devia haver sido
Autor: José Laércio do Egito eliminado continua retido no organismo, gerando uma
“pressão” tremenda. Por isso a mulher menopáusica é um
poço de problemas, quando deveria estar limpa e apta para
receber influxos diretos da intuição. Mês após mês o
organismo feminino é preparado, expurgado pelo processo
menstrual.

Na verdade ela deveria ver a menstruação apenas


como o término da função reprodutiva, mas o início da
função produtiva, do despertar de muitas potencialidades até
então latentes.
Entender que a expectativa de vida no mínimo ainda é de 30
anos – período do climatério – e que pode ser pleno de beleza
interior, de saúde, sensualidade e bom humor; palavras que
deveriam continuar fazendo parte do seu vocabulário.

O importante é encarar a fase do climatério de maneira


positiva, criar a partir dele uma oportunidade de viver melhor, com
mais sabedoria e mais tempo para dar lugar ao seu lado produtivo.

Observa a natureza e ela te ensinará a viver. Procure ver que


as modificações do organismo fazem parte do ciclo da natureza,
nenhuma pessoa consciente apela para uso de hormônios criando
para si um ciclo vital em desarmonia com a natureza. Se a natureza Essa forma de agir com certeza acaba
humana fosse feita para manter-se sempre jovem por certo o resultando em conflitos com noras e genros. Ela
envelhecimento não existiria. tem que os filhos estão emancipados, que eles
agora assumem o lugar de gerenciar a vida de seus
próprios filhos e não de serem gerenciados. Isso
O triste não é o envelhecimento com dignidade, mas uma
resulta dela não estar ciente de sua etapa seguinte,
juventude ridícula. O importante é encarar o climatério de maneira
a do exercício da sabedoria da menopausa.
positiva, criando a partir dele uma oportunidade de viver a vida
melhor. Durante o climatério, normalmente os filhos já cresceram e
tornam-se independentes, e muitas mães não entendem isso, não O grande erro atualmente cometido pela
vêem que os animais depois de certa idade se separam das crias. mulher na menopausa é enveredar pelo caminho de
tratamentos hormonais. O hormônio tem um papel
importante, mas puramente de natureza física.
Muitas mães acham que ainda não concluíram a tarefa que
Mantém o tônus, alivia calores, lubrifica mucosas,
de criar filhos e persistem na continuidade prejudicando o
hidrata a pele, protege os ossos, e várias outras
relacionamento dos filhos. Erroneamente no climatério a mulher ou
funções, mas de forma alguma tem ação
se abstrai e entra na depressão, ou deriva sua atenção para os
diretamente sobre o lado energético.
filhos, casados, querendo continuar a manter-se como guia.
Tudo o que ele faz atende somente ao lado físico, nada no
lado espiritual. Mesmo os sintomas físicos da menopausa resultam
da inadaptação, a natureza oferece muitos meios de equilíbrio para
o organismo. Uma mente centrada no lado negativo da menopausa,
com certeza exacerba todos esses sintomas; se ela vê velhice
condiciona o surgimento de velhice, se vê o lado positivo, por certo
os sintomas negativos são acentuadamente minorados.

É no climatério que os potenciais da mulher tendem a


aflorar. Uma análise histórica mostra que as grandes mulheres, os
atos mais nobres e grandiosos, as produções mais vastas e
eficientes se manifestaram exatamente nesse período.

No passado a mulher na idade fértil era vista mais como uma


espécie de “máquina de gerar filhos”, e de cuidar de afazeres
domésticos; sem outro respeito maior, o que vinha a acontecer na
fase da menopausa.

Era então que ela passava a ser considerada, respeitada e


suas opiniões acatadas. Na verdade existiram sociedades em que
havia pitonisas jovens, pois o poder da mulher não se manifesta
somente na menopausa, e sim em todo seu período menstrual, mas
as mais famosas.
Para os Wiccanianos existe um Princípio
inefável e está além de todas as definições. Esse
princípio seria formado de toda a ENERGIA
criadora e latente, com suas parcelas de masculino
e feminino, de luz e escuridão.

Da divisão desse princípio inefável surge a

A Deusa grande energia que dá origem ao Universo e a todas


as formas de vida. O DIVINO PRINCÍPIO
FEMININO OU GRANDE MÃE e, posteriormente,

Tríplice da mãe surge o DIVINO MASCULINO.

A Grande Mãe representa a Energia


Criadora, o Útero de Toda a Criação. É
associada aos mistérios da Lua, da Intuição, da
Livro: Wicca, a bruxaria Saindo Noite, da Escuridão e da Passividade. É o
inconsciente, a parte obscura da mente que deve
das Sombras ser desvendada. A Lua nos mostra sempre uma face
nova a cada uma de suas fases, mas nunca morre (ao
Autor: Millenium contrário do Sol), assim, seria a Senhora dos Vivos
e de tudo que possa ser representado nos mistérios
da Vida Eterna.
Em Wicca, a Deusa se mostra com três fases principais: a Virgem ou
Donzela, a Mãe e a Velha Sábia, sendo que essa última fase é mais relacionada ao
estereótipo da bruxa no imaginário popular. A Deusa é a mãe universal. Nossa
Deusa é fonte de fertilidade e de infinita sabedoria.

A palavra Deusa denota um ser Divino Feminino. Ao longo de milhares de


anos, nossos antepassados adoraram uma Divina Mãe, a Deusa poderosa. Ela é a
Anciã que passa pelos portais da morte, Ela nos doa paz e liberdade e nos reúne
com todos que já se foram.

A Deusa é o Deus, e o Deus é a Deusa. Um não existe sem o outro, um


completa o outro. Já dizia Hermes, o três vezes mago, em sua tábula esmeraldina:
“Tudo há de ter sua parcela feminina e sua parcela masculina”. Corpo e mente se acham ligados entre si e com o todo
(outras pessoas, natureza, até mesmo as estrelas).
Historicamente, existem milhares de Deusas e Deuses diferentes nas
Hipócrates, considerado o pai da medicina, nascido na ilha de
mais variadas culturas; cada região tinha a própria versão dessas divindades. As
Cós, 460 anos a.C. dizia que:
Deusas mãe são universais. Todos os aspectos da Tríplice Deusa representam
“Quem pratica a medicina sem levar em conta o movimento
tipos diferentes de cura e crescimento. Ela já foi descrita como a Deusa Gaea
das estrelas é um palhaço”.
(Gaia), cujo corpo é a própria Terra.
Cada curador e agricultor sabe os perigos de ignorar
Talvez sua maior representação arquetípica seja encontrada nas as influências rítmicas da natureza. Suas conseqüências serão
diferentes fases da lua. Fazendo uma alusão aos aspectos femininos da deidade, gravíssimas. Assim, descobrimos que numerosos fenômenos
presente nas mulheres das sociedades tribais. Seja com qual representação se naturais (maré alta e baixa, nascimento, mudanças climáticas,
apresente, para os Wiccanianos, a Deusa é a fiandeira da rede da vida, a eterna o ciclo feminino e muito mais) têm fundamental ligação com as
mãe que carrega o peso de sua cria, a anciã que caminha pelas encruzilhadas fases lunares.
acompanhada de cães fantasmas, mas antes de tudo, ela é eterna.
Encontraremos em Wicca cinco fases lunares de
Luas da Deusa trabalho mágicko: crescente, cheia, minguante, nova e a
chamada Lua Negra.
Respeitando a sabedoria de nossos ancestrais, lembramos que sua
observação aos ciclos lunares remonta à crença de que esses ciclos exercem
considerável força sobre o ser humano e toda a natureza.
Existem diversos livros para quem tem interesse em

10 Livros sobre aprofundar conhecimentos sobre o Sagrado Feminino. Com


o auxílio das focalizadoras de círculos de mulheres, São
publicações que trazem os arquétipos das deusas,

o Sagrado questionamentos sobre os papeis assumidos pelas


mulheres em um modelo patriarcal de sociedade e
reflexões sobre as luzes e sombras da maternidade,

Feminino entre diversos outros aspectos.

As mulheres que vão em busca do sagrado feminino


muitas vezes são aquelas que sentem um chamado interior e
Autora: Nanda Barreto buscam maior plenitude para suas vidas. Na correria do
dia-a-dia,
"Muitas pessoas querem saber por que as mulheres
Fonte: precisam se reunir em um espaço exclusivo a elas. As
http://portoalegre.nossobemestar.com/posts/385-sagrado-femi mulheres precisam estabelecer outros vínculos e equilibrar a
nino-dicas-leitura-l energia feminina ausente no todo.
A mulher tem uma natureza cíclica e é preciso
resgatar esse conhecimento em um espaço protegido, onde
possam se reconhecer como iguais", defende Andrea.
1. Mulher dos 0 aos 90 (e além) - Joan Boricenko

2. Tendas e Clãs do Sul - Jornadas Femininas de Amor


e Cura - Lúcia Torres

3. Círculos Sagrados para mulheres contemporâneas -


Mirella Faur

4. O poder da parceria - Riane Eisler

5. A Influência da Lua na Nossa Vida Diária - Sasha


Fenton

6. Mulheres que Correm com os Lobos - Clarissa


Pinkola Estes

7. A Idade do Poder. Transformação, Saúde e Beleza


para a Mulher - Márcia De Luca

8. Fiando Palha, Tecendo Ouro. O que os contos de


fada revelam sobre as transformações na vida da
mulher - Joan Gould

9. Mulheres, Mitos e Deusas. O feminino através dos


tempos - Amrtha Robles

10. A Luz Da Deusa - Rae Beth


Um masculino curado é aquele que com
muita coragem, conseguiu resgatar a essência do
feminino sagrado dentro de si, e por isso
consegue honrar e proteger o feminino que se
manifesta fora, na forma de mulher, na forma da
Mãe Terra.

O Sagrado Mesmo que durante toda a sua vida


tenham visto o corpo da mulher sendo

Masculino propaganda de todo tipo de produto (de carro a


cerveja), não escolhem suas parceiras pela
medida do silicone, pelos músculos definidos do
abdome ou por uma bunda perfeita... mas pelo
Autora: Morena Cardoso gosto, pelo cheiro, pelo ritmo, pela frequência e
conexão da alma, mente e coração.
Fonte:
https://www.danzamedicina.net/blog/sagra Mesmo que a pornografia tenha regido os
domasculino primeiros movimentos desta sexualidade, o
masculino curado já não mais se alimenta de
uma psicogênese de fantasias, mas sim de
verdadeiras sensações, o que permite que ele
realmente se empenhe em conhecer seu corpo e
o corpo de uma mulher.
Ao se relacionar intimamente, o Masculino Curado se aceita
vulnerável; mesmo que "homem não chore", este é capaz de entrar
em contato com suas emoções, é capaz de externalizar o que sente e
de receber os processos internos de outros.

Assim, é totalmente auto responsável na cura e manutenção de


suas relações. Estes homens, ao terem filhos, sabem que o cuidado
não é de exclusividade da mãe; mesmo tendo tido uma infância de
carrinho para meninos e bonecas para meninas.

Ao ver sua mulher parideira, o masculino curado honra e


admira ainda mais sua parceira, mesmo que tenham dito a ele que a Ele sabe o momento de se retirar, e sabe de
medicina faz o trabalho mais bem feito. Mesmo não tendo sido sua importância como pilar de manutenção da
estimulados a se conectar com a Mãe Terra, estes homens são sabedoria na família e em toda a sociedade.
cuidadores, prezam pela sustentabilidade, pelo consumo consciente.
Eu honro e me curvo diante deste masculino
Por conhecer da Mãe Terra, se tornam capazes de honrar e sagrado, que se cura, que tanto se arrisca a
respeitar os movimentos cíclicos das mulheres. Compreendem os reinventar-se, a criar uma nova história, a romper as
ciclos de impermanência da vida, desenvolvendo consciência, crenças e padrões. E convido a todas as mulheres a
estabilidade e equanimidade em seus processos. Compreendem seus fazerem o mesmo, abrindo espaço e dando coragem
próprios ciclos de vida; assumindo seus papéis e as responsabilidade para que estes amigos, filhos, pais e companheiros
de cada novo momento. possam se redescobrir dentro desta sociedade... de
homens e mulheres patriarcais.
Indo além da ditadura da juventude, este homem cíclico se
permite também envelhecer; não precisa de mulheres mais jovens e Por todas as nossas relações, Aha Metakiase!
nem de carros maiores.
O Sagrado Masculino é o resgate da energia
masculina, há muito tempo perdida. Não tem a ver com
heterossexualidade, nem com homossexualidade, tampouco
com machismo e superioridade sobre qualquer coisa. O
Sagrado Masculino é algo maior, que vem de dentro da

O Sagrado pessoa e se liga ao grande Deus Sol. Nele está contido


todos os arquétipos masculinos, dos deuses da guerra aos
deuses da sabedoria, dos deuses mensageiros e jovens aos
anciões e guardiões dos infernos.

Masculino Entretanto, o homem moderno perdeu sua essência


masculina. Ele gasta seu tempo sendo ou fingindo um
estereótipo criado por uma sociedade hipócrita, baseada no
cristianismo. O Cristianismo destruiu o símbolo fálico,
transformando-o em algo sujo, repugnante e vergonhoso.
O Homem foi destituído de seu sagrado falo, sendo assim
desligado do grande Deus Sol. O sêmem sagrado, princípio
Escrito por: da vida, foi transformado em algo impuro e asqueroso.

Instituto Filosofia Oculta Cultuar o Sagrado Masculino é, acima de tudo, um


reencontro com o Eu interior. É cultuando o Sagrado
Fonte: Masculino que começamos a ativar a centelha divina que há
dentro de cada um de nós. Há, assim como no Sagrado
https://institutofilosofia.jimdofree.com/o-sagra Feminino, três faces do Sagrado Masculino:
do-masculino/
Seher (O Jovem): O Jovem é representado pela carta
número 0 do Tarot, O Louco. É representado pelo Sol da Manhã
com toda a sua energia. É aventureiro, quer experimentar
através de erros e acertos, quer dominar o mundo a sua volta.
Essa fase é acompanhada dos arquetipos de deuses jovens
como Marassa, Horus, Bellenos, Apolo, Thor, Òsògiyón, Òsóòsi,
entre outros.
Lu (O Homem): O Homem é representado pela carta 4 do
Tarot, O Imperador. Ele é o Sol do meio-dia, vigoroso e quente.
Ainda é aventureiro, mas caminha com os pés bem no chão.
Dada as experiências boas e ruins, agora é muito mais realista realmente é, livre e conhecedor de si mesmo. Os
consigo mesmo, conhece seus limites, pensa muito nas suas deuses dessa fase são Hades, Cronos, Òsààlá,
escolhas e já é capaz de tecer "bons" conselhos aos mais Damballa, Omolú, Uttu, Gir, Odin, entre outros.
jovens. Seu aspecto protetor e seu poder fálico estão no auge.
Assim como o Sagrado Feminino está
Alguns deuses que regem essa fase são Hélios, Osíris, Marduk,
ligado às fases lunares e aos Esbás, o Sagrado
Ògún, Sàngó, Òbalùwàiyé, Min, Gilgamesh, Dionísios, Baal,
Masculino está intimamente ligado às estações
entre outros.
do ano e aos Sabás.
Rabi (O Ancião): O Ancião é representado pela carta 9 do
Tarot, O Eremita. É, agora, o Sol do final da tarde, O Verão é o ápice de poder masculino,
aparentemente brando, mas ainda pode queimar. Há aqui uma quando ele está em sua plena forma energética.
transição para a noite, para o lado escuro e, portanto, para o O Outono representa o recarregar das energias
mistério. Além de representar o encontro com o feminino (Noite, masculinas, ele já se doou no Verão e agora
umidade, Lua), também representa um encontro com a propria precisa se recolher no útero cósmico afim de se
sombra. Essa é a fase na qual o homem pode ser quem proteger e se revitalizar.
Mas com a chegada do Inverno, o homem morre e dá lugar
ao poder feminino. Esse é o momento em que nós, homens, nos
recolhemos ainda mais no fundo da terra, uma postura
necessária para podermos resurgir novos e revigorados, graças
ao poder da grande Mãe. Na Primavera, crenças ao poder
feminino, que é infinito, nós renascemos, como crianças, para
evoluirmos e alcançarmos nosso ápice novamente, o Verão.

O Ciclo do Sagrado Masculino é anual, enquanto o


Sagrado Feminino é mensal, e os dois formam a dança
sagrada cósmica, simbológica, simbiótica, mas imutável.

O Sagrado Masculino é um culto falocêntrico, panteísta e


obrigatório aos que querem unir-se à divindade. Todos nós
devemos nos reconectar à nossa essência, à energia que nos
formou e nos mantém, para que mantenhamos a vitalidade
sagrada.
O que é o Sagrado Masculino?

Como seres únicos, não existe uma definição para “sagrado


masculino”. Mas podemos dizer que o sagrado masculino é um
movimento que tem ganhado cada vez mais força, onde
homens buscam se reconectar com o que eles são em sua
essência! Livres de preconceitos, esteriótipos e máscaras com que

O que é Sagrado
tiveram contato ao longo de suas vidas.

“A palavra sagrado vem do sancro, que significa santo,

Masculino + 7 passos
divino.
E o sagrado masculino vem de conhecimentos onde se
considera que este sagrado é a própria alma do homem intacta,
diante de todo esse processo caótico que o mundo normal nos

para se reconectar! traz. Então, quando tocamos no sagrado masculino, tocamos


também na alma do homem. E essa alma também toca Deus,
seja qual deus for.
Todos nós temos um sagrado dentro de nós, que é a
nossa própria alma. E essa alma faz contato com a energia
masculina.
O sagrado masculino é a alma do homem, que está em todos
nós. Livre dos nossos medos, dogmas, paradigmas. É a nossa
capacidade de atingir níveis superiores de conhecimento,
de fazer um movimento transcedental.

Autor: Rodrigo Roncaglio e Liana Energia masculina tem a ver com a nossa energia primordial.
Uma frequência de onda, pela qual o homens e mulheres
conseguem manifestar a sua força e poder pessoal.
Chiaradia Sagrado masculino é a frequência com que o homem
estabelece a conexão com seu sagrado, e transfere este sagrado
Fonte: https://guiadaalma.com.br/sagrado-masculino/ para fora.”
Tulio Caminha • facilitador do Movimento Guerreiros do Coração.
As Energias Masculina e Feminina:

“Energia masculina e feminina, no fundo, é uma


energia só, em um nível mais amplo de realidade.
Mas no nível de manifestação onde vivemos, ele se
apresenta em duas vertentes. E isso não apenas nos
humanos, mas em tudo que é manifestado. Os
orientais chamam isso de yin e yang. As energias
masculinas e femininas estão presentes em todos nós:
homens, mulheres.”
Fabiano Lauser – Terapeuta com processos de Se pararmos para analisar, para tudo em
transformação individuais e coletivos. nossa vida existe dualidade: felicidade –
tristeza, agressividade – suavidade, mentira –
verdade.
Podemos pensar no sagrado feminino e masculino como
duas polaridades que se complementam e são essenciais. A psicologia diz que na parte feminina
Estas duas energias estão presentes em todos os seres existe uma psique feminina que se chama
humanos, independente de sexo, gênero ou orientação “Ânima”, e a parte masculina na psique
sexual. feminina que se chama “Animus”.
O Taoísmo e a Medicina Tradicional chinesa Nas religiões e cultos sempre temos os
representam essa dualidade como Yin (feminino) e Yang arquétipos de masculino e feminino: Adão e
(masculino), opostos complementares: Eva, Pachacamac e Pachamama, Osíris e Ísis,
Apolo e Ártemis, Lissá e Mawu, Shiva e Parvati.
● Yin ☯  Lua, Escuridão, Noite, Frio, Úmido
● Yang  ☯  Sol, Claridade, Dia, Quente, Seco Podemos fazer uma analogia à estas
polaridades pensando também em nossos lados
do cérebro.
O direito é dito como intuitivo, criativo, sensível e
artístico. Já o esquerdo é analítico, racional, lógico e
matemático.

Todos temos uma individualidade, nossas próprias


características pessoais, e tendemos a estar mais conectamos
com alguns traços destas energias opostas. Mas quando uma
destas polaridades está em grande desequilíbrio, isso pode
ser um problema para o indivíduo.

Masculinidade tóxica: O desequilíbrio na As pessoas supõem que porque o cérebro é


biológico qualquer diferença dos sexos nos cérebro

energia masculina em nossa sociedade deve ser inerente. Mas o cérebro é plástico, ele muda
com as experiências.

Quando estamos demasiadamente conectados com Seja empatia, agressividade, habilidade espacial
nossa energia masculina, tendemos a usar a força com ou habilidade verbal, as coisas que a criança faz
agressividade e impulsividade em nosso comportamento. Há mais, é nisso que ela vai ser boa.
milhares de anos, vemos uma sociedade sendo construída Os pais, antes mesmo de a criança nascer,
pelo patriarcado, com o uso da força, violência, humilhação, começam a pensar nela de forma diferente. Decoram
agressão e dominação. o quarto de maneira diferente, compram roupas
diferentes. Então a noção de que existe criação
“Por toda a história sempre houve essa crença, de que homens e neutra em termos de gênero, ou que os pais não são
mulheres são criaturas fundamentalmente diferentes. Sexo é um termo responsáveis por diferenças de gênero é uma
biológico. Se refere aos cromossomos que você tem: dois x para as impossibilidade psicológica.”
fêmeas, y e x para os machos. Gênero é uma construção social. Há
expressões de masculinidade e feminilidade e ambos são Dr. Lise Eliot – Neurocientista no documentário The
espectros que têm interseções. Mask you Live in
Ouvimos desde crianças que homens não choram, que
mostrar emoções é demonstrar fraquezas, que devemos aprender a
ser homens de verdade, machos, durões. Palavras como “viadinho”,
“chorão”, “filhinho da mamãe” são comuns para tentar nos
humilhar. Aprendemos que rosa é cor de menina e meninos devem
brincar de guerra, carrinho, socos. Crescemos com videogames
violentos e hiper-masculinizados, músicas machistas, termos
homofóbicos e percepções sexistas.

“Como meninos, aprendemos cedo a reprimir emoções. Não podemos falar


sobre ter medo, sobre nossas dores. Podemos falar sobre estar furioso e ter
raiva. Não podemos falar sobre tristeza.”
Tony Porter – Educador e Ativista no Quando chegamos na juventude, dizem que
documentário The Mask you Live in precisamos provar para quem está ao nosso redor que
somos melhores, que precisamos beber mais que
“Dos 11 aos 14 anos meninos contam histórias intensas sobre outros outro, falar sobre mulheres como objetos, que
meninos, e como querem ser amigos deles e dividir segredos. Quando eles têm
usamos a violência para resolver problemas, que
15, 16, 17 a linguagem muda. você ouve meninos falando sobre dificuldades
nas amizades, sobre ser magoado e traído por outros meninos. Eles querem devemos ter habilidades atléticas.
ter amizades íntimas, mas não sabem como achar estas amizades.
Na vida adulta, devemos sustentar a casa,
Eles realmente acreditam nesta cultura que desvalorizam tudo que é sermos os pais de família e não nos deixar ser
“feminino”. Então é feminino se relacionar, se emocionar, estas coisas cruciais, mandados pelas mulheres. Aprendemos que
ter empatia. então, meninos começam a desvalorizar a parte relacional de si
mesmos, suas necessidades e desejos relacionais.
masculinidade, conquistas sexuais e sucesso
financeiro andam juntos. E vemos estas coisas sendo
Então a perda de intimidade nas amizades, que deixa muitas vezes os reproduzidas em filmes, propagandas, cultura.
meninos sentindo-se muito solitários e isolados, leva-os a entrar numa cultura
de masculinidade que faz estas equações bizarras que a intimidade masculina Somos criados para viver em moldes dentro da
tem que ser sexual. Começam a dizer coisas como “Eu sou íntimo dele, sem sociedade. Por isso, as vezes é difícil dentro das
viadagem”. nossas crenças limitantes que aceitemos nos conhecer
Dra. Niobe Way- psicóloga e educadora no
documentário The Mask you Live in
e perceber que temos vulnerabilidade, sentimentos,
sensibilidade.
Nos fechamos em torno de nossas emoções, criando
máscaras. E para muitos homens, um dia toda esta repressão
interna se transforma em vícios, agressividade, depressão.

A Máscara que usamos e suas consequências


O documentário The Mask you Live in (A Máscara que você
vive, na Netflix) é um documentário de 2015, da diretora Jennifer
Siebel Newsom, que fala sobre a crise das crianças americanas e
como educar uma geração de homens saudáveis.

São feitas entrevistas com especialistas, mostradas ● 35% dos homens universitários pensam na
pesquisas e experimentos sobre as consequências que a possibilidade de estuprar se soubessem que não
masculinidade tóxica está causando nos homens e na sociedade. seriam pegos. 1 em cada 5 mulheres
universitárias é vítima de violência sexual ou de
Algumas estatísticas nos Estados Unidos, segundo o documentário:
sua tentativa.
● Apenas 22 estados norte-americanos requerem
● 1 em cada 4 meninos diz que sofre bullying na escola e apenas
educação sexual nas escolas públicas.
30% deles notifica a um adulto;
● Menos de 50% dos homens e meninos com
● Aos 12 anos 34% dos meninos já começou a beber e a maioria
problemas de saúde mental buscam ajuda. A
experimenta drogas aos 13 anos;
cada dia, 3 ou mais meninos cometem suicídio. A
● 99% dos meninos joga videogame e 90% dos jogos
taxa de suicídio de meninos em comparação ao
apropriados para crianças de 10 anos contém violência;
de meninas, é 3x maior dos 10 aos 14 anos, 5x
● Um menino passa 40 horas por semana vendo TV, 15 horas por
maior dos 15 aos 19 anos e 7x maior dos 20 aos
semana jogando video game e 2 horas vendo pornografia.
24 anos.
● 68% dos jovens vê pornografia semanalmente. 83% dos
● Crianças abusadas e negligenciadas têm 9 vezes
meninos já viram sexo grupal online, 39% sadomasoquismo,
mais chances de se envolver em crimes. A cada
18% estupro. Sendo que, a exposição à pornografia aumenta a
hora mais de 3 pessoas são mortas por armas,
agressão sexual em 22% e aumenta a aceitação de mitos do
90% dos responsáveis são homens e quase 50%
estupro (como mulheres querem ser violentadas) em 31%. A
têm menos de 25 anos.
cada 9 segundos uma mulher é espancada ou atacada.
“Passei 10 anos trabalhando nas cadeias de São Francisco, em um
programa que incluía um projeto de desconstruir e reconstruir o que
chamamos de “crença no papel masculino”, ao qual, acredito, quase 7 passos para se reconectar
todos os homens na sociedade são expostos. Homens são definidos
como superiores e mulheres como inferiores. E para ser um homem de com seu Sagrado Masculino
verdade, você tem que dominar outros homens. Em outras palavras, é
uma receita para a violência.” Percebemos que a masculinidade tóxica é algo
Uma criança sabe que não é amada quando é espancada. Ou se é presente de maneira intensa em nossa sociedade.
simplesmente negligenciada, ignorada, abandonada. Os homens com Precisamos mudar este paradigma e aceitar que sentir é
quem trabalhei nas prisões sofreram todos estes tipos de abuso na algo humano. Precisamos nos reconectar com nosso ser
infância. Dizer que eles foram dominados pela vergonha é dizer que humano.
eles não tinham orgulho ou amor próprio.
Seja violência homicida ou suicida, as pessoas se voltam para Neste sentido, percebo que a Sagrada Feminina
comportamentos violentos somente quando estão se sentindo tem avançado até mais rápido que o masculino. As
dominados pela vergonha e humilhação.” mulheres compartilham, se conectam com seus ciclos, se
abrem para seus sentimentos, estatisticamente
Dr. James Gilligan – Psiquiatra e educador procuram mais por terapia.

Homens, vamos nos abrir também e mudar essa


Estes números são assustadores. E no Brasil não são muito cultura imposta e destrutiva?
diferentes do que nos Estados Unidos. Diariamente ouvimos
notícias similares sobre violência. Percebemos que estas máscaras “A energia masculina só está equilibrada dentro
do homem quando ele reconhece e faz contato
que criamos, apenas nos afetam
com a sua energia feminina. Quando ele não faz
isso, ele tem a sua energia em desequilíbrio e
pode personificar os estereótipos que nós temos
na nossa sociedade, como o machista, o
cabra-macho, o agressivo.”

Tulio Caminha
1. Descobrir o sagrado interno

Segundo Tulio Caminha, o primeiro passo em direção à


mudança é que cada homem olhe dentro de si e tente localizar
onde está o seu sagrado masculino. E o que para ele é sagrado e
importante neste momento de vida: a família, o trabalho, o
relacionamento? O que você pode trazer de fertilidade para realizar
de uma melhor maneira isso na sua vida?

Para Fabiano Lauser, “se conectar com o seu sagrado, é ser


um ser humano melhor. É se conectar com a sua medicina!” E cada
pessoa deve encontrar a sua própria medicina, que é aquilo que nos
energiza e revitaliza! Pode ser meditar, ler, correr, você deve
2. Buscar ajuda
sentir.
Tire crenças limitantes que você tem sobre fazer
“Hoje em dia temos muitas trocas velozes de informação e terapia. Terapia é para todas pessoas que buscam
comunicação. Mas o contato interno, ao meu ver, é o grande salto de
desenvolvimento humano, autoconhecimento e evolução
expansão da consciência.
Em livros de autoajuda, espiritualidade, diferentes linhas religiosas, pessoal.A terapia pode te auxiliar a entender o que você
são faladas em diferentes palavras coisas muito semelhantes: busque no está sentindo, quebrar crenças que te limitam, entender
seu interior a resposta! a raiz dos seus traumas e medos, aliviar emoções
O grande desafio do nosso momento e era é a capacidade de reprimidas. A ter um masculino curado e conectado com
interiorização, entrar dentro da gente. Essa busca por descobrir e seu feminino.
perceber quem somos em nossa autenticidade.
Recebemos muitas máscaras, expectativas e condicionamentos. ● Constelação Familiar: ajuda a compreender
Precisamos nos esculpir como uma estátua, ir lapidando e tirando todas
as camadas que não nos pertencem. Máscaras que a sociedade,
e honrar nossa ancestralidade e família;
relacionamentos, família e até nós mesmos colocamos sobre nós. Quando ● Thetahealing: auxilia a retirar traumas e
você tirar tudo, o que restar vai ser você mesmo, o masculino da alma.” crenças que limitam, e a encontrar uma
maneira mais leve de encarar a vida;
Fabiano Lauser ● Coaching da Alma: processo para trilhar a
jornada com mais consciência.
“Torna–te quem tu és” Nietzsche
3. Participar de Círculos Masculinos

Os círculos masculinos (ou mistos) são excelentes para que


os homens possa buscar um ponto de referência e um norte. Um
mapa para se localizar, aprender a ressignificar e o que é ser
homem com outros homens.

A revolução dos homens contra o machismo não vai se dar na esfera


social, como foi a das mulheres. Porque a repressão do machismo
contra as mulheres é na expressão social delas. A repressão do
machismo contra os homens se dá na esfera íntima. O homem precisa
abrir mão desse lugar. A revolução dos homens se dá internamente,
quando começa a falar sobre sentimento com outros homens. Começa
a falar das suas brochadas, das suas dificuldades emocionais, das
suas fragilidades, entendendo que isso não tem nada a ver com “O principal problema que eu vivi, foi falta de
orientação sexual, com hétero ou homossexualidade. É aí que está a referência do que é um aspecto saudável de um
revolução do homem.” homem. E o nosso principal trabalho com o
Fabio veronesi – psicoterapeuta e autor do livro “O Homem Mikael é semear e multiplicar estas referências.”
Pró-Feminino Fabiano Lauser

Nos círculos, a intenção é compartilhar a verdade, ou chegar “Nos nossos grupos temos tido uma resposta
o mais próximo disso. Criar um campo para isso: para que homens muito bonita, de muita força. É um tema urgente
possam compartilhar o que estão sentindo e se sentir à vontade. em nossa sociedade. Tem muitos homens
percebendo que é um grande sofrimento manter
Em geral, estamos acostumados a não querer ver nossos certas crenças limitante e querem se
sentimentos mais complicados e taxados como negativos, como a desvencilhar disso por conta de um motivo
tristeza, por exemplo. Mas nos círculos, a intenção é justamente maior, que é encontrar a sua verdade.” Bruno
Evangelista – cofundador do Mikael Masculino da
falar em direção a sua verdade. Ou então, se identificar, perceber
Alma
que não está sozinho, ao ouvir o outro. Sem julgamentos,
expectativas, medos. Isto é uma grande passo para a cura e alívio!
4. Ser uma referência

Quando você desperta para o melhor de você, não guarde


isto apenas para si. Tenha coragem de compartilhar e ser uma
referência saudável para outros homens e meninos.

Neste momento, muitos homens querem se expressar de


uma nova maneira, mas estão sem referência de homens fortes, a
partir de um novo significado do que é ser forte. Segundo
pesquisas, grande parte dos homens que estão hoje nas prisões,
não tiveram a figura saudável de um pai presente em suas vidas.

Que tal você ser uma referência de irmão, filho, pai, avô,
6. Apoiar a igualdade
amigo, chefe, marido, colega amoroso? Ter empatia por quem está
ao seu redor? Perceber que todos somos igualmente humanos?
Se você quer deixar de viver uma masculinidade
5. Apoiar outros homens a reconectarem tóxica, precisa também deixar de ter atitudes machistas
e preconceitos. Feminismo não é o oposto do machismo.
Como vimos, a maioria dos homens, guarda todos seus Feminismo é um conjunto de movimentos políticos,
sociais, ideologias e filosofias que têm como objetivo
sentimentos para si, sofrendo com isso. Muitas vezes, a única coisa
comum a igualdade entre todos gêneros.
que uma pessoa precisa é ser ouvida e sentir-se segura para
compartilhar isto. É triste falar, mas eu e a Liana sentimos a
diferença que as pessoas têm de tratamento com nós, ao
Vamos deixar as conversas tóxicas de lado, e nos abrir mais expormos ideias e (principalmente) ao nos
para expressar nossas emoções entre amigos? Isso sim é apresentarmos como empreendedores.
irmandade.
Este é o tipo de atitude sexista que não tem mais
Você também pode ajudar meninos, jovens e adolescentes vez em um novo mundo! O mesmo vale para outros
próximos de você, que não tem essa referência de masculinidade preconceitos com identidade de gênero e etnia.
saudável, ou com quem contar.
7. Se conectar com os seus ciclos

Energeticamente, o corpo do homem é regido pelo Sol e


pelas estações do ano. E é importante nos conectarmos com
estas fases e arquétipos que nos regem para entrarmos em contato
ainda maior com nosso sagrado masculino.

● Inverno: Arquétipo da Morte e Renascimento.


Introspecção
● Primavera: Arquétipo da Criança Interior. Mudanças,
crescimento, desabrochar
● Verão: Arquétipo do grande pai, do guerreiro. Máxima
energia e poder.
● Outono: Arquétipo do ancião, mago, sábio. Recolhimento
e intuição

Robert Gillette também divide em 4 arquétipos o


homem maduro: Rei, Amante, Guerreiro e Mago.

Você pode se conectar mais com os seus ciclos através de


um Diário Solar ou Mapa Solar, que funciona como um registro e
auto observação de como estão os seus sentimentos em cada ciclo
da sua vida.

Os Deuses são representações da energia masculina em suas Deuses do Sagrado Masculino: Apolo,
diversas formas e características e podem nos guiar para o que Osíris, Zeus, Krishna, Shiva, Ogum, Brahma,
precisamos desenvolver em determinado momento de nossas vidas. Dionísio, Eros, Hórus, Anúbis, Thot, Hermes e
muitos outros! Reconecte-se!
Bibliografia Sagrado Masculino – Leituras sugeridas

● O Homem Pró-Feminino: Como o machismo prejudica os


homens – Fábio Veronesi
● João de Ferro: Um livro sobre homens – Robert Bly
● O caminho do homem autêntico – David Deida
● O cavaleiro preso na armadura: Uma fábula para quem
busca a Trilha da Verdade – Bobby Fischer
● Sejamos todos feministas – Chimamanda Ngozi Adichie
● He: a chave do entendimento da psicologia masculina –
Robert A Johnson
● Rei, Guerreiro, Mago, Amante – Robert Moore Douglas
Gillette
● Sob a sombra de Saturno: a ferida e a cura dos homens –
James Hollis

Documentários sugeridos

● The Mask you Live in (2015)


● Precisamos falar com os homens? Uma jornada pela
igualdade de gênero (2017 – ONU)
● Brené Brown: o Poder da Coragem (2019)
● O silêncio dos Homens (2019)
Conectar-se diretamente com o Deus é de suma
importância no resgate de qualidades humanas esquecidas no
tempo. A exemplo da importância do número 3, o Deus
também apresenta seu tríplice
aspecto, cada qual com sua importância em relação à formação
do homem social.

Passemos a Eles:

O Cornífero
Frequentemente chamado de o Doador da Vida,
Mestre da Morte e Ressurreição, Deus das Sementes, Deus
da Fertilidade. Pode ser reconhecido como Cernunnos, Pã,

O Deus Tríplice: Adônis e Osíris. Ele também é o Inefável. Retratado


incontáveis vezes em paredes de cavernas que datam do
Paleolítico,
bem como em expressões artísticas e religiosas das mais
diversas civilizações, o Cornífero sempre foi o símbolo maior
Livro: Wicca, A bruxaria saindo do Divino Masculino.

das Sombras Os Chifres sempre foram o sinal pagão de algo Divino.


Na Babilônia, por exemplo, o grau de importância dos Deuses
era entendido ao número de chifres a Ele atribuídos.
Autor: Millenium Alexandre, o Grande, declarou-se Deus ao tomar o trono do
Egito tendo encomendado uma pintura sua ornada de chifres.

A interação com a Fauna mostra-se uma vez que o


Deus Cornífero não é só o aspecto do Caçador, mas também é
visto como sendo a própria caça. Nesse aspecto ele deve ser
reconhecido como o animal do sacrifício, sacrificado para que
possamos sobreviver durante os períodos de Samhain.
Nessa faceta, o Deus também apresenta um lado mais obscuro. Um
outro nome dado ao Deus Cornífero é “O Caçador”. O Grande Deus não
só é um símbolo doador da vida, mas na sua retirada também, onde
podemos perceber o eterno ciclo de nascimento, morte e
renascimento. Ele às vezes é representado carregando um arco de caça.

Durante a expansão do cristianismo, cristãos adotaram a imagem


do Deus Cornífero para a representação do seu diabo, cuja descrição
física incluía os pés de animal e os chifres. Com essa atitude, a Igreja
Cristã tentava demonstrar ao pagão que sua fé no paganismo era ruim, má.
Porém, o diabo é a representação do Mal Absoluto, enquanto o Deus
Cornífero não é visto dessa forma.
Já escrevia o grande mitólogo Joseph Campbell
O Cornífero é uma força da natureza, não completamente
em seu trabalho “Primitive
beneficente ou maleficente. No seu papel de Pai, Ele dá a vida. Já
Mythology”:
em sua morfologia de Caçador, Ele a toma, em forma de sacrifício
“Para os primitivos povos caçadores, os animais
necessário para a continuidade da raça.
selvagens eram manifestações do desconhecido. A fonte
Os primeiros clãs humanos sobreviveram graças, em grande parte de perigo e sobrevivência foi associada psicologicamente
aos caçadores e guerreiros. Caçava-se o gamo, que fornecia o alimento, à tarefa de compartilhar o mundo silvestre com esses
agasalho e instrumentos confeccionados com chifres e cascos. O alce de seres. Ocorreu uma identificação inconsciente, que se
tornou um símbolo de previsões, e na sua natureza de líder e protetor da manifestou nos místicos totens meio humanos, meio
amada, os caçadores primitivos identificaram algo próprio do clã. animais das antigas tribos.
Os animais tornaram-se tutores da humanidade.
A rivalidade entre os machos pelas fêmeas, era, em muitos Por meio de imitações, as naturezas separadas de
aspectos, simbólica das paixões com que os próprios homens lutavam. humanos e animais foram derrubadas e criou-se a União.
Resgatar a face cornífera do Deus é um resgate dos Mistérios O mesmo é verdade acerca das posteriores comunidades
Masculinos. agrícolas, que viram os ciclos de vida e morte dos
humanos refletidos nos ciclos das colheitas”.
O Green Man
Quando adentramos nas sombras da floresta mística, encontramos um
rosto que olha fixamente para nós: o Green Man, mascarado com folhagens e
galhos que formam seu rosto e saem de sua boca. O Green Man é um símbolo
pré-cristão encontrado gravado na madeira e na pedra de templos e sepulturas
pagãs, de igrejas e de catedrais medievais, e usado como ícone arquitetural da
era Vitoriana, em uma área que se estende da Irlanda até o Leste da Rússia.

Embora encontrado geralmente como um antigo símbolo celta, na verdade,


suas origens e o significado original são encobertos no mistério. O nome data de
1939, quando a senhora Raglan (folclorista) encontra uma conexão entre as caras
folhadas das igrejas inglesas e os contos do homem verde (ou “Jack, o verde”) do Ele eventualmente tornou-se o popular deus do vinho e
folclore irlandês. da alegria, e milagres do vinho eram reputadamente
Ele é o Mestre da Colheita e de toda a Natureza cultivada. Está representados em certos festivais de teatro em sua
relacionado aos grãos e ao desenvolvimento da agricultura. É o dominador da homenagem. Dionísio também é caracterizado como uma
vida e do crescimento das plantas. Ele é nossa parcela do sátiro que nos traz divindade cujos mistérios inspiram a adoração ao êxtase e
alegria, a felicidade. Está associado aos excessos e ao êxtase provocado pelo o culto às orgias. Estas celebrações frenéticas, que
vinho, tão sagrado pelas culturas primitivas. provavelmente se originaram com festivais primaveris,
ocasionalmente, traziam libertinagem e intoxicações. Essa foi
Nessa face, Ele assume vários papéis, principalmente o de Filho, e
uma forma de adoração pela qual Dionísio tornou-se popular no
Amante da Deusa. Diversas deidades ao longo da história humana representaram
séc. 11 a.C., na Itália, onde os mistérios dionisíacos eram
bem as características do Green Man. Abaixo, demonstramos algumas delas:
chamados de Bacanália e, posteriormente, bacanais (os quais
Dionísio hoje, são sinônimo de orgias).

Deus do vinho e da vegetação, que mostrou aos mortais como cultivar as Sileno
videiras e fazer vinho. Foi identificado como o romano Baco. Filho de Zeus,
O sátiro Sileno era um seguidor fiel de Dionísio. Gordo, feio e
Dionísio normalmente é caracterizado como um deus da vegetação
beberrão, Sileno era extremamente sábio e passou grande
especificamente das árvores frutíferas, - frequentemente, representado em
parte de sua sabedoria ao deus. Nos festejos,costumava estar
vasos bebendo em um chifre com ramos de videira.
bêbado demais e recebia ajuda de alguns sátiros, ou seguia no
lombo de um asno. Seus homônimos, os silenos, eram seres
com aspectos de sátiros.
O Ancião
O Ancião é a última das faces do Deus e personifica a fonte máxima do
conhecimento. É o senhor da Magia e da Morte. É ele que conduz os espíritos dos
homens a Summerland. Está relacionado ao princípios dos tempos quando tudo era
“escuridão”. Conhece todos os segredos do Universo. Está relacionado ao
renascimento e à ligação com os outros mundos.

É a face ancião que reverenciamos em Samhain. Nessa época, com sua


sabedoria infinita reconhecemos a importância da Morte como decorrência da
vida. Segura em suas mãos o cajado, o elo de ligação entre a terra e o céu.
Entre o sólido e o etéreo. Mede seus passos com o cuidado do conhecedor dos
caminhos e de como podem ser traiçoeiros.

Devido ao aspecto idoso, é a personificação que representa o


conhecimento de todos os mistérios que só a experiência pode proporcionais.
É o Deus da Sabedoria, do bem e do mal não-absolutos. É a ele quem devemos
recorrer e reverenciar nos momentos de dificuldade e anulação de qualquer tipo
de malefício. Ele é o Deus da paz e do caos. Da harmonia e da desarmonia. O
Ancião já passou pela jovialidade e energia do Cornífero, e pela maturidade,
entusiasmo e força animal do Green Man. Acumulou toda a experiência que só o
tempo pode proporcionar e distribuir a sabedoria por todo o mundo.

Alguns Deuses podem ser associados ao Ancião:

DAGDA: O “Deus Eficaz” é o nome pelo qual era chamado o deus-chefe Eochaid TEUTATES: O Deus da intuição e do conhecimento celta.
Ollathair. Dagda era uma deidade: dos magos é o primeiro e o mais poderoso, Conhecer e, principalmente, alinhar-se à energia da Deusa e
grande guerreiro, habilidoso artífice, e o mais esperto de todos que possuem a do Deus, representados em seus aspectos tríplices, é um
vida e a morte. desenvolvimento fundamental a qualquer um que queira sentir
e principalmente compreender a Wicca.