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Apostila: NoçõesdeContabilidadedeCustospor Dr.AntonioGustavodaMota

ApostiladeContabilidadedeCustos

Assunto:

ApostiladeContabilidadedeCustos Assunto: CONTABILIDADE Autor: DE CUSTOS Prof.Dr.Ant ó
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ApostiladeContabilidadedeCustos Assunto: CONTABILIDADE Autor: DE CUSTOS Prof.Dr.Ant ó
ApostiladeContabilidadedeCustos Assunto: CONTABILIDADE Autor: DE CUSTOS Prof.Dr.Ant ó
ApostiladeContabilidadedeCustos Assunto: CONTABILIDADE Autor: DE CUSTOS Prof.Dr.Ant ó

CONTABILIDADE

Autor:

DE

CUSTOS

Prof.Dr.AntónioGustavodaMota

1

Apostila: NoçõesdeContabilidadedeCustospor Dr.AntonioGustavodaMota

UNESCUNIÃODASESCOLASSUPERIORESDECACOAL

MBA EM FINANÇAS, CONTABILIDADE, AUDITORIA E LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA

AS, CONTABILIDADE, AUDITORIA E LEGISLA ÇÃ O TRIBUT Á RIA NO ÇÕ ESDE CONTABILIDADEDECUSTOS Prof. Dr.
AS, CONTABILIDADE, AUDITORIA E LEGISLA ÇÃ O TRIBUT Á RIA NO ÇÕ ESDE CONTABILIDADEDECUSTOS Prof. Dr.
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NOÇÕESDE

CONTABILIDADEDECUSTOS

Prof. Dr. António Gustavo da Mota

Cacoal (RO) 2002.

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Apostila: NoçõesdeContabilidadedeCustospor Dr.AntonioGustavodaMota

1. CONTABILIDADE DE CUSTOS

1.1. CONCEITO

1. CONTABILIDADE DE CUSTOS 1.1. CONCEITO Contabilidade de Custos é a parte da ci ê ncia
1. CONTABILIDADE DE CUSTOS 1.1. CONCEITO Contabilidade de Custos é a parte da ci ê ncia
1. CONTABILIDADE DE CUSTOS 1.1. CONCEITO Contabilidade de Custos é a parte da ci ê ncia
1. CONTABILIDADE DE CUSTOS 1.1. CONCEITO Contabilidade de Custos é a parte da ci ê ncia
1. CONTABILIDADE DE CUSTOS 1.1. CONCEITO Contabilidade de Custos é a parte da ci ê ncia

Contabilidade de Custos é a parte da ciência contábil que se dedica ao estudo racional dos gastos feitos para se obter um bem de venda ou de consumo, quer seja um produto, uma mercadoria ou um serviço.

Contabilidade de Custos é o ramo da função financeira que acumula, organiza, analisa e interpreta os custos dos produtos, dos inventários, dos serviços, dos componentes da organização, dos planos operacionais e das atividades de distribuição para determinar o lucro, para controlar as operações e para auxiliar o administrador no processo de tomada de decisão.

1.2. ORIGEM E EVOLUÇÃO DA CONTABILIDADE DE CUSTOS

A Contabilidade de Custos nasceu com a Revolução Industrial, e tinha como objetivos:

a) Avaliação de inventários de matérias-primas, de produtos fabricados e de produtos vendidos, tudo ao final de um determinado período. Estoques iniciais (+) Compras (-) Estoques finais (=) Custo das Mercadorias Vendidas

b) Verificar os resultados obtidos pelas empresas como consequência da fabricação e venda de seus produtos.

Nessa época, as empresas possuíam processos produtivos basicamente artesanais, e conseqüentemente os únicos custos produtivos considerados eram o valor das matérias-primas consumidas e da mão-de-obra utilizada. Como consequência do crescimento das organizações, da intensificação da concorrência e da crescente escassez de recursos, surgiu a necessidade de aperfeiçoar os mecanismos de planejamento e controle das atividades empresariais. Além disso, as inúmeras possibilidades de utilização dos fatores de produção determinam uma variedade quase infinita no comportamento dos custos resultantes. É, então, imprescindível, para qualquer empresa ter um sistema de custos, ainda mais numa economia capitalista e concorrencial como a nossa. É difícil tomar decisões confiáveis e ter uma margem de segurança satisfatória, sem o conhecimento dos custos do modo mais real possível. Nesse sentido, as informações relativas aos custos de produção e/ou comercialização, desde que apropriadamente organizadas, resumidas e relatadas, constituem uma ferramenta administrativa da mais alta relevância. Assim, as informações de custos transformam-se, gradativamente, num verdadeiro sistema de informações gerenciais, de vital importância para a administração das organizações empresariais. Essas informações constituem um subsídio básico para o processo de tomada de decisões, bem como para o planejamento e controle das atividades empresariais.

1.3. FINALIDADE DA CONTABILIDADE DE CUSTOS

A Contabilidade de Custos ocupa-se da classificação, agrupamento, controle e atribuição dos custos,

sendo que os custos coletados servem a três finalidades principais:

a) Fornecer dados de custos para a medição dos lucros e avaliação dos estoques.

b) Fornecer informações aos dirigentes para o controle das operações e atividades da empresa.

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c) Fornecer informações para o planejamento da direção e a tomada de decisões.

Em resumo, a Contabilidade de custos, fornece informações para:

1 - A determinação dos custos dos fatores de produção;

2 - A determinação dos custos de qualquer natureza;

3 - A determinação dos custos dos setores de uma organização

4 - A redução dos custos dos fatores de produção, de qualquer atividade da empresa;

5 - À Administração, quando esta deseja tomar uma decisão, estabelecer planos ou solucionar problemas especiais;

6 - O levantamento dos custos dos desperdícios, do tempo ocioso dos operários, da capacidade ociosa do equipamento, dos produtos danificados, do trabalho necessário para conserto, dos serviços de garantia dos produtos;

7 - A determinação da época em que se deve desfazer de um equipamento, isto é, quando as despesas de manutenção e reparos ultrapassarem os benefícios advindos da utilização do equipamento;

8 - A determinação dos custos dos inventários com a finalidade de ajustar o cálculo dos estoques mínimos, do lote econômico de compra e da época de compra;

9 - O estabelecimento dos orçamentos; 10 - A determinação do preço de venda dos produtos ou serviços.

1.4. TERMINOLOGIA UTILIZADA

dos produtos ou servi ç os. 1.4. TERMINOLOGIA UTILIZADA a) Gasto - Sacrif í cio financeiro
dos produtos ou servi ç os. 1.4. TERMINOLOGIA UTILIZADA a) Gasto - Sacrif í cio financeiro
dos produtos ou servi ç os. 1.4. TERMINOLOGIA UTILIZADA a) Gasto - Sacrif í cio financeiro
dos produtos ou servi ç os. 1.4. TERMINOLOGIA UTILIZADA a) Gasto - Sacrif í cio financeiro
dos produtos ou servi ç os. 1.4. TERMINOLOGIA UTILIZADA a) Gasto - Sacrif í cio financeiro

a) Gasto - Sacrifício financeiro com que a entidade arca para a obtenção de um produto ou serviço qualquer, sacrifício esse representado por entrega ou promessa de entrega de ativos (normalmente dinheiro).

b) Investimento - Gasto ativado em função de sua vida útil ou de benefícios atribuíveis a futuro(s) período(s).

c) Custo - Gasto relativo a bem ou serviço utilizado na produção de outros bens ou serviços. É reconhecido no momento da utilização dos fatores de produção, para a fabricação de um produto ou execução de um serviço. Ex.: Matéria prima, energia elétrica.

d) Despesa - Bem ou serviço consumido direta ou indiretamente para a obtenção de receitas. Ex.:

Comissão de vendedor.

e) Desembolso - Pagamento resultante da aquisição do bem ou serviço.

f) Perda - Bem ou serviço consumido de forma anormal e involuntária. Ex.: Gasto com mão-de-obra durante período de greve. Material deteriorado por um defeito anormal no equipamento.

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2. ESQUEMA BÁSICO DA CONTABILIDADE DE CUSTOS

1º Passo - A separação entre custos e despesas

2º Passo - A apropriação dos custos diretos

3º Passo - A apropriação (rateio) dos custos indiretos

FLUXO DOS CUSTOS E DESPESAS

o (rateio) dos custos indiretos FLUXO DOS CUSTOS E DESPESAS CUSTOS DEPESAS DESPESAS INDIRETOS DIRETOS RATEIO
o (rateio) dos custos indiretos FLUXO DOS CUSTOS E DESPESAS CUSTOS DEPESAS DESPESAS INDIRETOS DIRETOS RATEIO
o (rateio) dos custos indiretos FLUXO DOS CUSTOS E DESPESAS CUSTOS DEPESAS DESPESAS INDIRETOS DIRETOS RATEIO
o (rateio) dos custos indiretos FLUXO DOS CUSTOS E DESPESAS CUSTOS DEPESAS DESPESAS INDIRETOS DIRETOS RATEIO
o (rateio) dos custos indiretos FLUXO DOS CUSTOS E DESPESAS CUSTOS DEPESAS DESPESAS INDIRETOS DIRETOS RATEIO
CUSTOS DEPESAS DESPESAS INDIRETOS DIRETOS RATEIO VENDAS PRODUTO A PRODUTO B PRODUTO C ESTOQUES CUSTO
CUSTOS
DEPESAS
DESPESAS
INDIRETOS
DIRETOS
RATEIO
VENDAS
PRODUTO A
PRODUTO B
PRODUTO C
ESTOQUES
CUSTO PRODUTOS VENDIDOS

RESULTADO

Custos e Despesas incorridos num mesmo período só irão para Resultado desse período caso toda produção elaborada seja vendida e não haja estoques iniciais e finais.

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EXERCÍCIO FIXAÇÃO 01A

A Industrial Canarinho, industrializa os produtos ALFA e BETA, apresentando em Março/200X, os

seguintes gastos:

Depreciação fábrica

$

65.000,00

Salário operários fábrica

$ 110.000,00

Matéria prima consumida

$ 530.000,00

Seguro

da fábrica

$

25.000,00

Seguro prédio administrativo

$

15.000,00

Honorários da diretoria

$

50.000,00

Manutenção fábrica

$

35.000,00

Correios e telégrafos

$

5.000,00

Comissão s/vendas

$

10.000,00

Juros s/ financiamento

$

15.000,00

Despesas c/ veículos vendedores

$

12.000,00

Energia elétrica fábrica

$

40.000,00

Material de consumo escritório

$

25.000,00

Frete venda

$

15.000,00

-------------------

952.000,00

Frete venda $ 15.000,00 ------------------- 952.000,00 O consumo de mat é ria prima é controlado atrav
Frete venda $ 15.000,00 ------------------- 952.000,00 O consumo de mat é ria prima é controlado atrav
Frete venda $ 15.000,00 ------------------- 952.000,00 O consumo de mat é ria prima é controlado atrav
Frete venda $ 15.000,00 ------------------- 952.000,00 O consumo de mat é ria prima é controlado atrav
Frete venda $ 15.000,00 ------------------- 952.000,00 O consumo de mat é ria prima é controlado atrav

O consumo de matéria prima é controlado através de requisição, estando assim distribuída.

$ 300.000,00

- Produto BETA - $ 230.000,00

- Produto ALFA

-

A mão de obra utilizada na fábrica, cujo controle se realiza através de cartões de apontamento, determina os seguintes valores neste mês:

- Mão de Obra Indireta

- Mão de Obra Direta (MOD)

- $ 30.000,00

- $ 80.000,00, sendo alocado a cada produto os valores:

ALFA $ 45.000,00 e produto BETA $ 35.000,00.

PEDE-SE:

1) Efetuar a separação entre custos de produção e despesas; 2) Efetuar a apropriação dos custos Diretos; 3) Efetuar a apropriação dos custos Indiretos, pelo critério da proporcionalidade do custo direto, aos produtos ALFA E BETA. 4) Efetuar a contabilização dos custos.

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EXERCÍCIO FIXAÇÃO 01B

A empresa INDUSTRIAL, apresentou em determinado período os seguintes gastos, para a produção dos seus três produtos A, B e C.

Comissão de vendedores

$ 100.000,00

Salário fábrica

$ 140.000,00

Matéria prima consumida

$

400.000,00

Salário da administração

$

120.000,00

Depreciação fábrica

$

85.000,00

Honorários da diretoria

$

50.000,00

Manutenção escritório

$

35.000,00

Material de expediente

$

5.000,00

Manutenção fábrica

$

30.000,00

Juros s/ financiamento

$

30.000,00

Embalagem diversas produção

$

15.000,00

Energia elétrica fábrica

$

55.000,00

Uniformes e equipamentos fábrica

$

40.000,00

Frete de venda

$

12.000,00

-----------------------

1.117.000,00

venda $ 12.000,00 ----------------------- 1.117.000,00 O consumo de mat é ria prima é controlado atrav é
venda $ 12.000,00 ----------------------- 1.117.000,00 O consumo de mat é ria prima é controlado atrav é
venda $ 12.000,00 ----------------------- 1.117.000,00 O consumo de mat é ria prima é controlado atrav é
venda $ 12.000,00 ----------------------- 1.117.000,00 O consumo de mat é ria prima é controlado atrav é
venda $ 12.000,00 ----------------------- 1.117.000,00 O consumo de mat é ria prima é controlado atrav é

O consumo de matéria prima é controlado através de requisição, estando assim distribuída.

- $ 180.000,00

- Produto B

- $ 125.000,00

95.000,00

Produto A

Produto C

-

-

-

$

Quanto a mão de obra, pelos apontamentos da empresa, constatou-se os seguintes valores:

- Mão de Obra Indireta

- Mão de Obra Direta (MOD)

- $ 20.000,00

- $ 120.000,00, assim distribuídos:

produto A $ 48.000,00, produto B $ 27.000,00, e produto C $ 45.000,00.

Venda de sua produção por $ 1.378.000,00

PEDE-SE:

1) Efetuar a separação entre custos de produção e despesas; 2) Efetuar a apropriação dos custos Diretos;

3) Efetuar a apropriação dos custos Indiretos, aos produtos observado os seguintes critérios:

a) Proporcional ao custo direto dos produtos;

b) Proporcional a mão de obra direta alocada aos produtos.

4) Efetuar a contabilização dos custos, nos dois critérios de rateio. 5) Fazer a demonstração de resultado

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3. DEPARTAMENTALIZAÇÃO E CENTROS DE CUSTOS

Departamento: É a unidade administrativa para a Contabilidade de Custos, representada por homens e máquinas desenvolvendo atividades homogêneas.

Centros de Custos: Na maioria das vezes um departamento é um Centro de Custos, ou seja, nele são acumulados os custos indiretos para posterior alocação aos produtos ou a outros departamentos. Podem receber a classificação de Produtivos, não produtivos/serviços/auxiliares, etc.

Produtivos, n ã o produtivos/servi ç os/auxiliares, etc. Esta t é cnica de departamentalizar a entidade
Produtivos, n ã o produtivos/servi ç os/auxiliares, etc. Esta t é cnica de departamentalizar a entidade
Produtivos, n ã o produtivos/servi ç os/auxiliares, etc. Esta t é cnica de departamentalizar a entidade
Produtivos, n ã o produtivos/servi ç os/auxiliares, etc. Esta t é cnica de departamentalizar a entidade
Produtivos, n ã o produtivos/servi ç os/auxiliares, etc. Esta t é cnica de departamentalizar a entidade

Esta técnica de departamentalizar a entidade em centros acumuladores de custos é o que denominamos de custeamento ou custos por responsabilidade, que serve para melhor identificar, as responsabilidades, autoridade, custos, objetivos e metas dos centros específicos, possibilitando o controle dos gastos e realizações pelos próprios responsáveis.

Porque Departamentalizar ?

Para uma racional distribuição dos custos indiretos, pois a simples alocação aos produtos, em determinadas empresas, não espelha a correta apropriação dos custos aos produtos.

Síntese do Esquema Básico Completo

Separação entre custos e Despesas. Apropriação dos Custos Diretos diretamente aos produtos. Apropriação dos Custos Indiretos que pertencem, visivelmente, aos Departamentos,

agrupando, à parte, os comuns. 4º Passo - Rateio dos Custos Indiretos comuns e dos da Administração Geral da produção aos diversos Departamentos, quer de produção quer de serviços.

5º Passo -

Escolha da seqüência de rateio dos Custos acumulados nos Departamentos de Serviços e

1º Passo - 2º Passo - 3º Passo -

sua distribuição aos demais Departamentos. 6º Passo - Atribuição dos Custos Indiretos que agora só estão nos Departamentos de Produção aos produtos segundo critérios fixados.

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FLUXO DOS CUSTOS E DESPESAS EM EMPRESAS POR DEPARTAMENTO

Custos de Produção Despesas de Adm. de Vendas e Financeira Indiretos Diretos Alocáveis R Comuns
Custos de Produção
Despesas de Adm. de
Vendas e Financeira
Indiretos
Diretos
Alocáveis
R
Comuns
Diretamente
aos Depart.
Depart.
Serviço A
Vendas
R
Depart.
Serviço B
R
Depart.
Serviço C
R
Produto
X
Depart.
Serviço D
Produto
R
Y
Estoques
R
= Rateio
Custos dos Produtos Vendidos

RESULTADO

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C R Produto X Depart. Serviço D Produto R Y Estoques R = Rateio Custos dos
C R Produto X Depart. Serviço D Produto R Y Estoques R = Rateio Custos dos
C R Produto X Depart. Serviço D Produto R Y Estoques R = Rateio Custos dos
C R Produto X Depart. Serviço D Produto R Y Estoques R = Rateio Custos dos
C R Produto X Depart. Serviço D Produto R Y Estoques R = Rateio Custos dos

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EXERCÍCIO 02A

A indústria FLOR Ltda., produz dois produtos: XA, e YB, apresentando como custos diretos, no mês 03/0X, os seguintes valores:

Produto XA - Produto YB -

$

$

$

400.000,00

700.000,00

-------------------

1.100.000,00

Deverão ser alocados, nos produtos, os seguintes custos indiretos:

Aluguel da Fábrica

$

70.000,00

Depreciação da Fábrica

$

120.000,00

Energia Elétrica

$

50.000,00

Materiais Indiretos

$

40.000,00

Administração da Fábrica

$

90.000,00

Seguros

$

60.000,00

--------------------

$ 430.000,00

Seguros $ 60.000,00 -------------------- $ 430.000,00 A Ind ú stria, adota como crit é rio de
Seguros $ 60.000,00 -------------------- $ 430.000,00 A Ind ú stria, adota como crit é rio de
Seguros $ 60.000,00 -------------------- $ 430.000,00 A Ind ú stria, adota como crit é rio de
Seguros $ 60.000,00 -------------------- $ 430.000,00 A Ind ú stria, adota como crit é rio de
Seguros $ 60.000,00 -------------------- $ 430.000,00 A Ind ú stria, adota como crit é rio de

A Indústria, adota como critério de rateio dos custos indiretos, o tempo de hora/máquina, que cada produto dispende para ser produzido, cujos valores para o mês 03/0X, são

Produto

XA-

300 hm

Produto

YB-

500 hm

 

------------

800 hm

Ao fazer-se uma análise do processo de fabricação, constatou-se que alguns produtos não percorriam todos os departamentos de produção, e portanto não deveriam receber a carga de custo destes departamentos. Após levantamento efetuado, a distribuição de horas/máquinas, assim se apresentou:

PRODUTO

BORDAGEM

ALVEJAMENTO

ACABAMENTO

TOTAL

H/M

H/M

H/M

H/M

XA

180

-

120

300

YB

120

240

140

500

TOTAL

300

240

260

800

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Após a analise das horas/máquinas, procedeu-se a analise dos custos indiretos, cuja distribuição por departamento assim apresenta:

CUSTOS

BORDAGEM

ALVEJAMENTO

ACABAMENTO

TOTAL

INDIRETOS

Aluguel

35.000

20.000

15.000

70.000

Depreciação

30.000

60.000

30.000

120.000

Energia elétrica

20.000

15.000

15.000

50.000

Mat. Indiretos

10.000

20.000

10.000

40.000

Adm. Fábrica

15.000

25.000

50.000

90.000

Seguro

20.200

19.840

19.960

60.000

TOTAL

130.200

159.840

139.960

430.000

Custo Médio p/ Hora/Máquina

130.200

159.840

139.960

430.000

:

:

:

:

 

300

240

260

800

$ 434,00

$ 666,00

$ 538,308

$ 537,50

PEDE-SE:

$ 434,00 $ 666,00 $ 538,308 $ 537,50 PEDE-SE: 1) A distribui çã o dos custos
$ 434,00 $ 666,00 $ 538,308 $ 537,50 PEDE-SE: 1) A distribui çã o dos custos
$ 434,00 $ 666,00 $ 538,308 $ 537,50 PEDE-SE: 1) A distribui çã o dos custos
$ 434,00 $ 666,00 $ 538,308 $ 537,50 PEDE-SE: 1) A distribui çã o dos custos
$ 434,00 $ 666,00 $ 538,308 $ 537,50 PEDE-SE: 1) A distribui çã o dos custos

1) A distribuição dos custos indiretos, com base nas hora/máquinas, por produto, e o custo total. 2) Apropriação dos custos indiretos aos produtos, segundo o custo médio por hora/máquina. 3) Comparação dos custos indiretos, no sistema departamentalizado, e por produto.

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DISTRIBUIÇÃO DOS CUSTOS INDIRETOS SEM DEPARTAMENTALIZAR

 

CUSTOS INDIRETOS

CUSTOS

CUSTO

PRODUTOS

 

$

DIRETOS

TOTAL

TOTAL

       

DISTRIBUIÇÃO DOS CUSTOS INDIRETOS POR DEPARTAMENTO

PRODUTOS

   

CUSTO

TOTAL

TOTAL

     

DIFERENÇA NA DISTRIBUIÇÃO DOS CUSTOS INDIRETOS

  DIFEREN Ç A NA DISTRIBUI ÇÃ O DOS CUSTOS INDIRETOS   CUSTOS INDIRETOS DIFEREN Ç
  DIFEREN Ç A NA DISTRIBUI ÇÃ O DOS CUSTOS INDIRETOS   CUSTOS INDIRETOS DIFEREN Ç
  DIFEREN Ç A NA DISTRIBUI ÇÃ O DOS CUSTOS INDIRETOS   CUSTOS INDIRETOS DIFEREN Ç
  DIFEREN Ç A NA DISTRIBUI ÇÃ O DOS CUSTOS INDIRETOS   CUSTOS INDIRETOS DIFEREN Ç
  DIFEREN Ç A NA DISTRIBUI ÇÃ O DOS CUSTOS INDIRETOS   CUSTOS INDIRETOS DIFEREN Ç
 

CUSTOS INDIRETOS

DIFERENÇA

PRODUTOS

NÃO DEPART

DEPARTAMEN

$

%

TOTAL

       

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EXERCÍCIO 02B

Suponhamos que determinada empresa produza os seguintes produtos A, B, e C, e que tenha alocado aos mesmos, os seguintes custos diretos:

Produto A -

$ 1.500.000,00

Produto B -

$

1.100.000,00

Produto C -

$ 1.300.000,00

--------------------

$

3.900.000,00

Estão para ser alocados, os seguintes custos indiretos:

Depreciação da fábrica

$

350.000,00

Manutenção da fábrica

$

450.000,00

Energia Elétrica

$

950.000,00

Supervisão da fábrica

$

150.000,00

Outros custos indiretos

$

850.000,00

-------------------------

$ 2.750.000,00

$ 850.000,00 ------------------------- $ 2.750.000,00 A base de rateio para estes custos indiretos, é com base
$ 850.000,00 ------------------------- $ 2.750.000,00 A base de rateio para estes custos indiretos, é com base
$ 850.000,00 ------------------------- $ 2.750.000,00 A base de rateio para estes custos indiretos, é com base
$ 850.000,00 ------------------------- $ 2.750.000,00 A base de rateio para estes custos indiretos, é com base
$ 850.000,00 ------------------------- $ 2.750.000,00 A base de rateio para estes custos indiretos, é com base

A base de rateio para estes custos indiretos, é com base no tempo hora/máquina, que cada produto leva para ser produzido:

Produto A

- 400 hm

Produto

B

- 200 hm

Produto

C

- 400 hm

 

------------

1.000 hm

Ao fazer-se uma análise no processo de produção, o Contador de Custos, verificou, que, apesar das horas/máquinas apontadas serem corretas, verificou-se algumas disparidades visto que alguns produtos para a sua produção não necessitavam passar em determinados departamentos. A distribuição, após a analise, assim ficou:

PRODUTO

CORTE

MONTAGEM

ACABAMENTO

TOTAL

A 100

 

hm

50 hm

250

hm

400

hm

B 200

 

hm

-

 

-

200

hm

C -

 

250

hm

150

hm

400

hm

TOTAL

300

hm

300

hm

400

hm

1.000 hm

Após a analise do processo produtivo, a distribuição dos custos indiretos, assim se encontrava:

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CUSTOS

CORTE

MONTAGEM

ACABAMENTO

TOTAL

INDIRETOS

Depreciação

150.000

100.000

100.000

350.000

Manutenção

200.000

60.000

190.000

450.000

Energia elétrica

300.000

280.000

370.000

950.000

Supervisão Fábrica

70.000

20.000

60.000

150.000

Outros CIF

380.100

269.900

200.000

850.000

TOTAL

1.100.100

729.900

920.000

2.750.000

Custo Médio p/ Hora máquina

1.100.100

729.900

920.000

2.750.000

:

:

:

:

 

300 hm

300 hm

400 hm

1000

$ 3.667

$ 2.433

$ 2.300

$ 2.750,00

PEDE-SE:

$ 3.667 $ 2.433 $ 2.300 $ 2.750,00 PEDE-SE: 1) Efetuar a distribui çã o dos
$ 3.667 $ 2.433 $ 2.300 $ 2.750,00 PEDE-SE: 1) Efetuar a distribui çã o dos
$ 3.667 $ 2.433 $ 2.300 $ 2.750,00 PEDE-SE: 1) Efetuar a distribui çã o dos
$ 3.667 $ 2.433 $ 2.300 $ 2.750,00 PEDE-SE: 1) Efetuar a distribui çã o dos
$ 3.667 $ 2.433 $ 2.300 $ 2.750,00 PEDE-SE: 1) Efetuar a distribui çã o dos

1) Efetuar a distribuição dos custos indiretos, com base nas horas/ máquinas por produto, e o custo total. 2) Apropriar os custos indiretos aos produtos, segundo o custo médio por hora/máquina, e o custo total. 3) Comparar os custos indiretos sem a departamentalização com o critério da departamentalização.

14

Apostila: NoçõesdeContabilidadedeCustospor Dr.AntonioGustavodaMota

DISTRIBUIÇÃO DOS CUSTOS INDIRETOS SEM DEPARTAMENTALIZAR

 

CUSTOS INDIRETOS

CUSTOS

CUSTO

PRODUTOS

 

$

DIRETOS

TOTAL

TOTAL

       

DISTRIBUIÇÃO DOS CUSTOS INDIRETOS POR DEPARTAMENTO

PRODUTOS

     

CUSTO

TOTAL

TOTAL

       

DIFERENÇA NA DISTRIBUIÇÃO DOS CUSTOS INDIRETOS

  DIFEREN Ç A NA DISTRIBUI ÇÃ O DOS CUSTOS INDIRETOS   CUSTOS INDIRETOS DIFEREN Ç
  DIFEREN Ç A NA DISTRIBUI ÇÃ O DOS CUSTOS INDIRETOS   CUSTOS INDIRETOS DIFEREN Ç
  DIFEREN Ç A NA DISTRIBUI ÇÃ O DOS CUSTOS INDIRETOS   CUSTOS INDIRETOS DIFEREN Ç
  DIFEREN Ç A NA DISTRIBUI ÇÃ O DOS CUSTOS INDIRETOS   CUSTOS INDIRETOS DIFEREN Ç
  DIFEREN Ç A NA DISTRIBUI ÇÃ O DOS CUSTOS INDIRETOS   CUSTOS INDIRETOS DIFEREN Ç
 

CUSTOS INDIRETOS

DIFERENÇA

PRODUTOS

NÃO DEPART.

DEPARTAMEN.

$

%

TOTAL

       

15

Apostila: NoçõesdeContabilidadedeCustospor Dr.AntonioGustavodaMota

EXERCÍCIO FIXAÇÃO 03B

A empresa INDUSTRIAL, apresentou em determinado período os seguintes gastos, para a produção

dos seus três produtos A, B e C.

Comissão de vendedores

$ 100.000,00

Salário fábrica

$ 140.000,00

Matéria prima consumida

$

400.000,00

Salário da administração

$

120.000,00

Depreciação fábrica

$

85.000,00

Honorários da diretoria

$

50.000,00

Manutenção escritório

$

35.000,00

Material de expediente

$

5.000,00

Manutenção fábrica

$

30.000,00

Juros s/ financiamento

$

30.000,00

Embalagem diversas fábrica

$

15.000,00

Energia elétrica fábrica

$

55.000,00

Uniformes e equipamentos fábrica

$

40.000,00

Despesas de entrega

$

12.000,00

------------------ ---

1.117.000,00

$ 12.000,00 ------------------ --- 1.117.000,00 O consumo de mat é ria prima é controlado atrav é
$ 12.000,00 ------------------ --- 1.117.000,00 O consumo de mat é ria prima é controlado atrav é
$ 12.000,00 ------------------ --- 1.117.000,00 O consumo de mat é ria prima é controlado atrav é
$ 12.000,00 ------------------ --- 1.117.000,00 O consumo de mat é ria prima é controlado atrav é
$ 12.000,00 ------------------ --- 1.117.000,00 O consumo de mat é ria prima é controlado atrav é

O consumo de matéria prima é controlado através de requisição, estando assim distribuída.

- $ 180.000,00

95.000,00

- Produto B

- $ 125.000,00

Produto A

Produto C

-

-

-

$

Quanto a mão de obra, pelos apontamentos da empresa, constatou-se os seguintes valores:

- Mão de Obra Indireta

- Mão de Obra Direta (MOD)

-

$ 20.000,00

$ 120.000,00, assim distribuídos:

- produto A $ 48.000,00, produto B $ 27.000,00, e produto C $ 45.000,00.

A base de rateio para estes custos indiretos, é com base no tempo hora/máquina, que cada produto leva

para ser produzido:

Produto

A

-

400 hm

Produto

B

-

200 hm

Produto

C

-

400 hm

 

----------------

 

1.000 hm

Ao fazer-se uma análise no processo de produção, o Contador de Custos, verificou, que, apesar das horas/máquinas apontadas serem corretas, verificou-se algumas disparidades visto que alguns produtos para a sua produção não necessitavam passar em determinados departamentos. A distribuição, após a analise, assim ficou:

PRODUTO

CORTE

MONTAGEM

ACABAMENTO

TOTAL

A 100

 

hm

50 hm

250

hm

400

hm

B 200

 

hm

-

 

-

200

hm

C -

 

250

hm

150

hm

400

hm

TOTAL

300

hm

300

hm

400

hm

1.000 hm

Os custos indiretos após esta análise foram distribuídos entre os departamentos na seguinte proporção:

16

Apostila: NoçõesdeContabilidadedeCustospor Dr.AntonioGustavodaMota

Corte

-

23%

Montagem

-

43%

Acabamento

-

34%

PEDE-SE:

1) Efetuar a separação entre custo e despesas. 2) Efetuar a distribuição dos custos indiretos, com base nas horas/ máquinas por produto, e o custo total. 3) Calcular o custo médio da hora/máquina dos departamentos. 4) Apropriar os custos indiretos aos produtos, segundo o custo médio por hora/máquina, e o custo total. 3) Comparar os custos indiretos sem a departamentalização com o critério da departamentalização.

17

total. 3) Comparar os custos indiretos sem a departamentaliza çã o com o crit é rio
total. 3) Comparar os custos indiretos sem a departamentaliza çã o com o crit é rio
total. 3) Comparar os custos indiretos sem a departamentaliza çã o com o crit é rio
total. 3) Comparar os custos indiretos sem a departamentaliza çã o com o crit é rio
total. 3) Comparar os custos indiretos sem a departamentaliza çã o com o crit é rio

Apostila: NoçõesdeContabilidadedeCustospor Dr.AntonioGustavodaMota

DISTRIBUIÇÃO DOS CUSTOS INDIRETOS SEM DEPARTAMENTALIZAR

 

CUSTOS INDIRETOS

CUSTOS

CUSTO

PRODUTOS

 

$

DIRETOS

TOTAL

TOTAL

       

DISTRIBUIÇÃO DOS CUSTOS INDIRETOS POR DEPARTAMENTO

PRODUTOS

     

CUSTO

TOTAL

TOTAL

       

DIFERENÇA NA DISTRIBUIÇÃO DOS CUSTOS INDIRETOS

  DIFEREN Ç A NA DISTRIBUI ÇÃ O DOS CUSTOS INDIRETOS   CUSTOS INDIRETOS DIFEREN Ç
  DIFEREN Ç A NA DISTRIBUI ÇÃ O DOS CUSTOS INDIRETOS   CUSTOS INDIRETOS DIFEREN Ç
  DIFEREN Ç A NA DISTRIBUI ÇÃ O DOS CUSTOS INDIRETOS   CUSTOS INDIRETOS DIFEREN Ç
  DIFEREN Ç A NA DISTRIBUI ÇÃ O DOS CUSTOS INDIRETOS   CUSTOS INDIRETOS DIFEREN Ç
  DIFEREN Ç A NA DISTRIBUI ÇÃ O DOS CUSTOS INDIRETOS   CUSTOS INDIRETOS DIFEREN Ç
 

CUSTOS INDIRETOS

DIFERENÇA

PRODUTOS

NÃO DEPART.

DEPARTAMEN.

$

%

TOTAL

       

18

Apostila: NoçõesdeContabilidadedeCustospor Dr.AntonioGustavodaMota

MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DOS ESTOQUES

4. MATERIAIS DIRETOS

4.1. O QUE INTEGRA O VALOR DOS MATERIAIS

MATERIAIS DIRETOS 4.1. O QUE INTEGRA O VALOR DOS MATERIAIS Uma regra fundamental da Contabilidade Financeira
MATERIAIS DIRETOS 4.1. O QUE INTEGRA O VALOR DOS MATERIAIS Uma regra fundamental da Contabilidade Financeira
MATERIAIS DIRETOS 4.1. O QUE INTEGRA O VALOR DOS MATERIAIS Uma regra fundamental da Contabilidade Financeira
MATERIAIS DIRETOS 4.1. O QUE INTEGRA O VALOR DOS MATERIAIS Uma regra fundamental da Contabilidade Financeira
MATERIAIS DIRETOS 4.1. O QUE INTEGRA O VALOR DOS MATERIAIS Uma regra fundamental da Contabilidade Financeira

Uma regra fundamental da Contabilidade Financeira é a que estipula a forma de avaliação dos ativos. A regra geral do Custo Histórico diz respeito ao critério de avaliação mais específicos que relatam quais ítens compõem o ativo em questão; por exemplo, após a aquisição de determinada matéria-prima, a empresa incorre em gastos com transportes, segurança, armazenagem, impostos de importação, gastos com liberação alfandegária etc. Como tratar contabilmente esses encargos adicionais ao valor pago ao fornecedor.

A regra é teoricamente simples: Todos os gastos incorridos para a colocação do ativo em condições

de uso (equipamentos, matérias-primas, ferramentas etc.) ou em condições de venda (mercadorias etc.)

incorporam o valor desse mesmo ativo.

Se um material foi adquirido para revenda, integram seu valor no ativo todos os gastos suportados pela

empresa para colocá-lo em condições de venda; se o adquiriu para consumo ou uso, fazem parte do montante capitalizado os gastos incorridos até seu consumo ou utilização. Cabe aqui um comentário com relação a uma aparente diferença de tratamento entre os critérios da empresa comercial e os da industrial. Aquela, ao incorrer em gastos com armazenagem de mercadorias destinadas à venda, não os trata como ativos, e sim como despesas. E a indústria, ao estocar matéria-prima, não considera os gastos com armazenagem como despesas, e sim como acréscimo ao valor dos itens estocados. A diferença reside no fato de a empresa comercial precisar realmente estocar sua mercadoria durante um certo tempo para depois vendê-la, mas, ao colocá-la em seus mostruários, instalações ou depósitos, já as tem em condições de negociação. Só não a vende imediatamente em virtude de sua rotação de estoques, nascida principalmente em função da demanda dos seus clientes, enquanto na indústria a armazenagem é uma fase do próprio processo completo da produção. E tudo o que diz respeito à fabricação é Custo.

Um fato precisa ser relembrado: Despesas Financeiras não integram o custo dos materiais; são debitados diretamente ao Resultado.

4.2. MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DOS MATERIAIS

4.2.1. Preço Médio

O critério mais utilizado no Brasil é o do Preço Médio para avaliação dos estoques. Podemos, no

entanto, fixar pelo menos dois tipos diferentes de Preço Médio: Móvel e Fixo.

Preço Médio Ponderado Móvel: É assim chamado aquele mantido pela empresa com controle constante dos seus estoques e que por isso atualiza seu preço médio após cada aquisição. Preço Médio Ponderado Fixo: Utilizado quando a empresa calcula o preço médio apenas após o encerramento do período ou quando decide apropriar a todos os produtos elaborados no período um único preço por unidade.

19

Apostila: NoçõesdeContabilidadedeCustospor Dr.AntonioGustavodaMota

A legislação fiscal brasileira não está mais aceitando o preço médio ponderado fixo se for calculado

com base nas compras de um período maior que o prazo de rotação do estoque. Realmente não faz sentido avaliar pelo preço médio das compras do ano os estoques adquiridos nos últimos três meses, por exemplo.

4.2.2. Critérios de Avaliação dos Materiais: PEPS (FIFO)

Neste critério é custeado pelos preços mais antigos, permanecendo os mais recentes em estoques. O primeiro a entrar é o primeiro a sair (first-in, first-out). Com o uso desse método, há uma tendência de o produto ficar avaliado por custo menor do que quando do custo médio, tendo-se em vista a situação normal de preços crescentes. Ao se utilizar o PEPS, acaba-se por apropriar ao produto, via de regra, o menor valor existente do material nos estoques. Essa sub avaliação do custo do produto elaborado acaba por apropriar um resultado contábil maior para o exercício em que for vendido. É lógico que o material estocado, avaliado por preços maiores, será apropriado no futuro à produção, mas é provável que então o preço de venda também seja maior.

4.2.3. Critérios de Avaliação dos Materiais: UEPS (LIFO)

Crit é rios de Avalia çã o dos Materiais: UEPS (LIFO) O m é todo de
Crit é rios de Avalia çã o dos Materiais: UEPS (LIFO) O m é todo de
Crit é rios de Avalia çã o dos Materiais: UEPS (LIFO) O m é todo de
Crit é rios de Avalia çã o dos Materiais: UEPS (LIFO) O m é todo de
Crit é rios de Avalia çã o dos Materiais: UEPS (LIFO) O m é todo de

O método de último a entrar primeiro a sair (last-in, first-out) provoca efeitos contrários ao PEPS.

Com a adoção do UEPS, há tendência de se apropriar custos mais recentes aos produtos feitos, o que provoca normalmente redução do lucro contábil. Provavelmente por essa razão, essa forma de apropriação, apesar de aceita pelos princípios contábeis, não é admitida pelo Imposto de Renda brasileiro.

4.3. OS IMPOSTOS NA AQUISIÇÃO DE MATERIAIS

4.3.1. O IPI

Diversas hipóteses existem quanto da aquisição de materiais para a produção. Primeiramente, se a indústria não tem nenhum tipo de isenção ou suspensão do IPI nas matérias-primas mas os tem nos produtos acabados, acaba por ter nesses imposto um acréscimo do próprio material adquirido. Esse caso é comum em algumas indústrias alimentícias, onde se paga IPI na aquisição das embalagens, por exemplo, mas todos os seus produtos estão isentos dele. Não podendo efetuar nenhum tipo de recuperação do imposto pago nas embalagens, acaba arcando com eles como sacrifício seu. Por isso, esse IPI deve ser simplesmente agregado ao custo das embalagens, como se fizesse parte integrante do seu valor, sem necessidade inclusive de sua identificação. Em segundo lugar, na situação normal, a empresa paga IPI na compra de seus materiais e também tem seus produtos tributados. Nesse caso, funciona ela como simples intermediária entre o pagador final do imposto e o Governo Federal. Neste caso a empresa tem o direito a se creditar desse IPI, descontando na hora de pagar para o Governo Federal.

4.3.1. O ICMS

O ICMS tem, de fato, as mesmas características que o IPI. Cada valor pago na compra de materiais

representa um adiantamento feito pela empresa; ao efetuar suas vendas, recebe dos clientes uma parcela a título desse imposto, e, após se ressarcir do que havia adiantado, recolhe o excedente ao governo estadual. Não é, portanto, nem receita o que recebe nem despesas ou custo o que paga. Deve ser contabilizado igualmente ao IPI.

20

Apostila: NoçõesdeContabilidadedeCustospor Dr.AntonioGustavodaMota

EXERCÍCIO 01

A Cia. GERAL, apresentava os seguintes dados em agosto/9X, com relação a seus estoques de Materiais Diretos:

- Estoque inicial de 20 unidades a $ 30,00 p/unidade, a um custo total de $ 600,00.

- Ocorreu a seguinte movimentação de materiais, durante o mês 08/9X:

- 01/08/9X compra de Material Direto - 20 und. a $ 40,00 p/und.

- 05/08/9X requisição material - 10 und.

- 10/08/9X requisição material - 20 und.

- 15/08/9X compra de material - 30 und. a $ 45,00 p/und.

- 20/08/9X requisição material - 10 und.

O valor das vendas em 08/9X, foi de $ 2.500,00

Tanto na compra como na venda incide ICMS de 12%.

PEDE-SE:

Tanto na compra como na venda incide ICMS de 12%. PEDE-SE: a) Avalie os estoques atrav
Tanto na compra como na venda incide ICMS de 12%. PEDE-SE: a) Avalie os estoques atrav
Tanto na compra como na venda incide ICMS de 12%. PEDE-SE: a) Avalie os estoques atrav
Tanto na compra como na venda incide ICMS de 12%. PEDE-SE: a) Avalie os estoques atrav
Tanto na compra como na venda incide ICMS de 12%. PEDE-SE: a) Avalie os estoques atrav

a) Avalie os estoques através dos critérios PEPS, UEPS, e CUSTO MÉDIO PONDERADO MÓVEL, considerando os créditos de ICMS.

b) Determine o Lucro Bruto através dos três critérios.

DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO

 

CUSTO MÉDIO

P E P S

U E P S

Receita Bruta

2.500

2.500

2.500

Impostos (ICMS)

300

300

300

Receita Líquida

2.200

2.200

2.200

Custo Prod. Vendidos

1.356

1.304

1.400

Lucro Bruto

844

896

800

21

Apostila: NoçõesdeContabilidadedeCustospor Dr.AntonioGustavodaMota

 

CUSTO PONDERADO MÉDIO MÓVEL

 

DATA

 

ENTRADA

 

SAÍDA

 

SALDO

Quant.

P.unit.

Vlr. Total

Quant.

P.

unit.

Vlr. Total

Quant.

P.

unit.

Vlr. Total

S.

I.

           

20

 

30,00

600,00

01/08

20

35,20

704

     

40

 

32,60

1.304,00

05/08

     

10

 

32,60

326,00

30

 

32,60

978,00

10/08

     

20

 

32,60

652,00

10

 

32,60

326,00

15/08

30

39,60

1.188

     

40

 

37,85

1.514,00

20/08

     

10

 

37,85

378,50

30

 

37,85

1.135,50

TOTAL

50

 

1.892

40

 

1.356,50

30

 

1.135,5

 

PRIMEIRO A ENTRAR PRIMEIRO A SAIR (PEPS)

 

DATA

 

ENTRADA

 

SAÍDA

 

SALDO

Quant.

P.unit.

Vlr. Total

Quant.

P.

unit.

Vlr. Total

Quant.

P.

unit.

Vlr. Total

S.

I.

           

20

 

30,00

600,00

01/08

20

35,20

704

     

20

 

30,00

600,00

20

35,20

704,00

05/08

     

10

 

30,00

300,00

10

 

30,00

300,00

 

20

35,20

704,00

10/08

     

10

 

30,00

300,00

     

10

35,20

352,00

10

 

35,20

352,00

15/08

30

39,60

1.188

     

10

 

35,20

352,00

30

39,60

1.188,00

20/08

     

10

 

35,20

352,00

30

 

39,60

1.188,00

TOTAL

30

 

1.892

40

 

1.304,00

30

 

1.188,00

22

30   39,60 1.188,00 TOTAL 30   1.892 40   1.304,00 30   1.188,00 22
30   39,60 1.188,00 TOTAL 30   1.892 40   1.304,00 30   1.188,00 22
30   39,60 1.188,00 TOTAL 30   1.892 40   1.304,00 30   1.188,00 22
30   39,60 1.188,00 TOTAL 30   1.892 40   1.304,00 30   1.188,00 22
30   39,60 1.188,00 TOTAL 30   1.892 40   1.304,00 30   1.188,00 22

Apostila: NoçõesdeContabilidadedeCustospor Dr.AntonioGustavodaMota

 

ÚLTIMO A ENTRAR PRIMEIRO A SAIR (UEPS)

 

DATA

 

ENTRADA

 

SAÍDA

 

SALDO

Quant.

P.unit.

Vlr. Total

Quant.

P. unit.

Vlr. Total

Quant.

P. unit.

Vlr. Total

S. I.

           

20

30,00

600,00

01/08

20

35,20

704

     

20

30,00

600,00

20

35,20

704,00

05/08

     

10

35,20

352,00

20

30,00

600,00

10

35,20

352,00

10/08

     

10

35,20

352,00

     

10

30,00

300,00

10

30,00

30,00

15/08

30

39,60

1.188,00

     

10

30,00

300,00

30

39,60

1.188,00

20/08

     

10

39,00

396,00

10

30,00

300,00

20

39,60

792,00

TOTAL

50

 

1.892

40

 

1.400

30

 

1.092

23

30,00 300,00 20 39,60 792,00 TOTAL 50   1.892 40   1.400 30   1.092 23
30,00 300,00 20 39,60 792,00 TOTAL 50   1.892 40   1.400 30   1.092 23
30,00 300,00 20 39,60 792,00 TOTAL 50   1.892 40   1.400 30   1.092 23
30,00 300,00 20 39,60 792,00 TOTAL 50   1.892 40   1.400 30   1.092 23
30,00 300,00 20 39,60 792,00 TOTAL 50   1.892 40   1.400 30   1.092 23

Apostila: NoçõesdeContabilidadedeCustospor Dr.AntonioGustavodaMota

EXERCÍCIO 02

A Cia. Bandeirantes, apresentava os seguintes dados, referente ao mês de setembro/9X:

1 - Estoque inicial, consistia de 5000 unidades a $ 32,00 p/unidade.

2 - Incide sobre as compras e venda ICMS de 12%.

3 - As compras e vendas durante o período foram as seguintes:

As compras e vendas durante o per í odo foram as seguintes: Data Compras Pre ç
As compras e vendas durante o per í odo foram as seguintes: Data Compras Pre ç
As compras e vendas durante o per í odo foram as seguintes: Data Compras Pre ç
As compras e vendas durante o per í odo foram as seguintes: Data Compras Pre ç
As compras e vendas durante o per í odo foram as seguintes: Data Compras Pre ç

Data

Compras

Preço Unit.

Vendas

Preço Unit.

---------

-------------

----------------

-----------

----------------

Dia 01

20.000

45,00

-

-

Dia 08

-

-

22.000

55,00

Dia 09

30.000

65,00

-

-

Dia 10

-

-

25.000

89,00

Dia 15

40.000

78,00

-

-

Dia 17

-

-

45.000

112,00

Dia 24

60.000

89,00

-

-

Dia 30

-

-

58.000

120,00

Determinar o lucro bruto, utilizando o método do CUSTO MÉDIO PONDERADO MÓVEL, PEPS, UEPS, levando em conta os créditos de ICMS, e indicar qual dos métodos oferece o maior valor para o lucro bruto.

DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO

 

CUSTO MÉDIO

P E P S

U E P S

Receita Bruta

15.435.000

15.435.000

15.435.000

Impostos (ICMS)

1.852.000

1.852.000

1.852.000

Receita Líquida

13.582.800

13.582.800

13.582.800

Custo Prod. Vendidos

9.724.028

9.721.200

9.860.160

Lucro Bruto

3.858.772

3.861.600

3.722.640

24

Apostila: NoçõesdeContabilidadedeCustospor Dr.AntonioGustavodaMota

EXERCÍCIO 03

A Cia. VARGAS, é uma empresa comercial, que compra e vende determinada mercadoria. Durante o mês de abril/9X, a movimentação do estoque deste produto, foi a seguinte:

 

Unidades

Vlr. Unit.

--------------

-------------

Dia 01/04

Saldo inicial

800

10,00

Dia 05/04

compras

400

12,00

Dia 09/04

vendas

800

18,00

Dia 13/04

compras

1.000

15,00

Dia 16/04

compras

700

16,00

Dia 20/04

vendas

900

19,00

Dia 22/04

vendas

800

20,00

Dia 23/04

compras

1.200

17,00

Dia 26/04

compras

500

18,00

Dia 27/04

vendas

1.000

22,00

Dia 29/04

vendas

500

25,00

1.000 22,00 Dia 29/04 vendas 500 25,00 - Sobre as compras e vendas incide ICMS de
1.000 22,00 Dia 29/04 vendas 500 25,00 - Sobre as compras e vendas incide ICMS de
1.000 22,00 Dia 29/04 vendas 500 25,00 - Sobre as compras e vendas incide ICMS de
1.000 22,00 Dia 29/04 vendas 500 25,00 - Sobre as compras e vendas incide ICMS de
1.000 22,00 Dia 29/04 vendas 500 25,00 - Sobre as compras e vendas incide ICMS de

- Sobre as compras e vendas incide ICMS de 12%

- Determine o valor dos estoques e Lucro Bruto, utilizando-se dos critérios CUSTO MÉDIO PONDERADO MÓVEL, PEPS e UEPS.

DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO