Teoria da expressão
Platão e Aristóteles, concluiram que o que havia de comum entre as manifestações artísticas
do seu tempo era o facto de todas corresponderem a uma forma de representação da
realidade.
“Algo representa outra coisa se, e só se, um emissor tem a intenção de que algo esteja em vez
de outra coisa e o recetor compreende essa intenção.”
As representações podem ser imitivas ou não imitivas.
Para Platão e Aristóteles o tipo de representação envolvida na produção artística consistia
simplesmente na imitação. Defendiam que “Algo é uma obra de arte só se é uma imitação.”
Teoria mimetica da arte ou teoria da arte como imitação:
- “Algo é uma obra de arte só se é uma imitação.”
De acordo com esta teoria, a imitação é uma condição necessária, mas não suficiente, para
que algo seja considerado arte.
A teoria mimética tem sido criticada por ser demasiado restrita, pois exclui do conceito de arte
várias obras oriundas das artes não imitativas, como a pintura abstrata, a arte decorativa, a
arquitetura, a música instrumental, a found art e algumas formas de teatro, dança, cinema e
literatura, que não têm qualquer intuito imitativo. Estas obras constituem-se como
contraexemplos óbvios à teoria mimética tal como esta foi defendida por Platão e Aristóteles.
Uma teoria da arte pode ser genericamente formulada como : “Algo é uma obra de arte só se
é uma representação.”
Embora não possamos dizer que toda a arte implica imitação, talvez possamos dizer que toda a
arte implica alguma forma de representação.
Críticas à teoria reprensacionista
É demasiado restritiva (mesmo na sua versão mais lata, a teoria representacionista não
está isenta de objeções, pois, uma vez que existem várias obras de arte que não são de
todo representações, pode considerar-se que,ainda assim, esta teoria é demasiado
restritiva.
Apesar de passar a incluir algumas pinturas abstratas alegando que, embora não
imitem a natureza das coisas, estas, de certa forma, podem representá-la, a teoria
representacionista continua a enfrentar alguns contraexemplos, pois continuam a
existir obras de arte sem qualquer conteúdo representativo.
Platão e Aristóteles usavam o termo “ mimesis” para descrever a natureza da arte mas quando
utilizavam este termo a proposito da arte pensavam em algo mais abrangente do que apenas
uma imitação.
Apesar de toda a imitação ser uma representação, nem toda a representação tem de ser uma
imitação.
A imitação funciona como uma forma de semelhança entre aquilo que imita e a coisa imitada
enquanto que a representação não necessita de qualquer semelhança entre o que representa
e aquilo que é representado.
A ideia de Aristóteles é a de que toda a arte representa algo, ou seja, “ Se uma coisa é arte,
então representa algo”. A representação é uma condição necessária da arte, mas não
suficiente.
Não é verdadeiro que tudo o que representa alguma coisa seja arte, mesmo que toda a arate
represente alguma coisa.
Os artistas eram apreciados pela fidelidade das suas representações.
Texto Paula Mateus
Distinção entre arte em sentido impróprio e a este genuína
arte em sentido inapropriado é quando fazemos uma de três coisas: ou tomamos o artesanato
como se fosse arte, ou confundimos a arte com a magia ou ainda chamamos arte
ao entretenimento.
nem a magia, nem o entretenimento, nem o artesanato são arte genuína
A arte genuína não é um meio para atingir um fim.
U m outro traço distintivo entre ambas é o facto de só o artesanato, e não a arte, requerer a
aplicação de técnicas específicas.
O uso analógico do termo «arte» ocorre quando este se aplica à magia. Como representações
pictóricas ou esculturas.
A arte genuína destina-se a ser contemplada.
também é inapropriado chamar " arte " ao entretenimento.
A spetos que contrariam a ideia do senso comum acerca da arte: São elas as de que a arte não
é um meio para
atingir um fim, não requer a aplicação de técnicas específicas e não se destina a
provocar emoções no auditório.
C ollingwood responde à questão: Mas se não é nada disto, o que é, afinal, a arte? afirmando
que a arte é a expressão imaginativa de emoções
«A experiência estética, ou a actividade artística, é a experiência de expressar
as emoções próprias; e isso que as expressa é uma actividade imaginativa total
chamada indiferentemente linguagem ou arte. Esta é a arte genuína.»
(Collingwood, 1938, p.275)10
E xpressar uma emoção é tornar-se consciente dela, ou melhor, tornar-se consciente
do que ela é exactamente.
O artista não se dirige a um auditório em particular, mas a todos os que possam compreendê-
lo.
A
expressão dá a conhecer ao auditório as emoções sentidas pelo artista e com isto pode
ajudar o auditório a identificar e compreender as suas próprias emoções, mas a obra de arte
nunca é o meio para essa expressão, contrariamente ao que possa parecer.
A expressão que ocorre na obra de arte é espontânea e não pode ser planeada ou
aperfeiçoada através de técnicas.
O artista desconhece a emoção que expressa – a expressão e a consciência da especificidade
da emoção são concomitantes.
o termo «emoção estética» deve aplicar- -se ao resultado de uma expressão bem sucedida de
uma emoção qualquer.