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foto: broto de alfafa

As proteínas das plantas são facilmente assimiladas pelo corpo humano, são pobres em
gorduras e praticamente não contém gordura saturada e colesterol.

As proteínas são construídas de "blocos" chamados aminoácidos. Dos oito aminoácidos


essenciais, os brotos de feijão (moyashi) são ricos em sete, superando a carne e o ovo em
alguns casos.

O broto de alfafa possui grande quantidade de substâncias bioflavonóides (antioxidantes


naturais produzidos pela planta como mecanismo de proteção) que atuam como
anticancerígenos nas células humanas.

Vitaminas A, C e E previnem a oxidação de gorduras no sangue, inibindo assim a formação de


radicais livres no organismo. Os brotos são boas fontes dessas vitaminas, principalmente A e
C. Possuem também alta concentração de minerais.

São utilizados em dietas por atletas, substituindo a carne, além de ser utilizado como
fitohormônio pelas pessoas que precisam de reposição hormonal e não podem fazê-lo através
de produtos sintéticos.

"Para que uma substância seja assimilável pelo organismo, é necessário que na sua
procedência seja transformada e vitalizada pela passagem em um organismo vivo,
principalmente uma célula vegetal. A célula animal só poderá assimilar o nutriente vitalizado,
quando composto de substância coloidal. Os cristalóides não são assimiláveis e acumulam-se
no organismo produzindo inúmeros distúrbios"[1].

Em breve os brotos cultiváveis estarão em nossa base de dados disponíveis para consulta.

Cultivando brotos
Brotos são uma fonte riquíssima em aminoácidos, vitaminas e outros. (Os brotos são fontes
inestimáveis de vitaminas A, B, C, D, E, G, K, U, aminoácidos, sais minerais e carboidratos[3].

Além disto, não precisam de agrotóxicos, pois são colhidos prematuramente, ainda com
altíssima energia vital.

A alimentação viva - ou raw food - é muito praticada em todo o mundo e pouco difundida no
Brasil, embora bons restaurantes já tenham os germinados em seus cardápios.

Aprenda como germinar brotos em casa, além de aprender sobre as propriedades de cada
espécie, incluindo o broto de grama de trigo (wheatgrass).

:: Como montar o seu germinário

Aqui apresentamos um método simples e rápido, mas muito eficaz, de fazer brotos em casa.

Em geral, os brotos comprados em supermercados ou comidos em restaurantes naturais são


plantados em terra com fertilizantes, o que os torna mais vistosos e bem maiores do que os
colhidos pelo método tradicional, explicado aqui. Se você optar por adicionar fertilizante,
utilize somente o orgânico, extraído da alga marinha Kelps.

O que nós precisamos, basicamente, é de uma vasilha com tampa, que sirva de mini-estufa, e
de um anteparo vazado (escorredor de macarrão ou peneira) que segure os brotos sem reter
a água. A umidade é essencial para os brotos, mas eles não poderiam ficar sempre molhados
porque não respirariam.
Nas lojas de tupperware ou em casas de 1,99 reais, encontramos diversas vasilhas que
podem servir. O quebra- cabeças é apenas na hora de encontrar o escorredor de macarrão ou
a peneira, pois a borda deve servir para manter sua base suspensa (onde ficarão os brotos),
ou seja, não tocando o fundo da vasilha. Isto, porque a água que ficou nos brotos pode
escorrer para o fundo da vasilha - e mantê-los molhados.

Encontramos as duplas dinâmicas vasilha-peneira e vasilha-escorredor em lojas de 1,99 - o


que fez o germinário ter o seu custo bem reduzido, em comparação com os vendidos em casas
especializadas.Conseguimos uma vasilha de 5 litros, com tampa, e um escorredor que tem a
mesmo diâmetro dela. Já a peneira teve que sofrer uma adaptação. Veja, na figura, que ele
fica apoiado pelas curvas da vasilha, não pela borda (como é no caso do escorredor).Veja que
a tampa de nossa vasilha é furada. Isto é necessário porque os brotos devem respirar.
Também há furos na parte lateral inferior da vasilha, logo abaixo da peneira (ou do
escorredor) para que as raízes respirem.Vamos fazer estes buracos? Pegue uma tesoura
grande, de ponta. Abra-a ao máximo. Envolva-a totalmente em duas voltas de um pano de
prato, deixando apenas a ponta mais fina de fora. Agora segure-a firmemente e pressione-a
contra a tampa/vasilha, girando-a vigorosamente para ambos os lados. Os diâmetros dos
furos podem variar de 5 a 8 milímetros.Antes de utilizar a vasilha e o anteparo, sugiro lavá-
los com sabão e um bom banho de água quente (não fervente, para não derreter). Elas ficam
em depósitos que podem ter até ratos (quem sabe? É melhor prevenir, certo?).Quanto à
iluminação: os brotos se adaptaram melhor à germinação com luminosidade ambiente. Tentei
a germinação em ambiente totalmente escuro, mas a diferença foi mínima. O mais importante
é que os brotos germinados mais à luz produzem mais clorofila, o que torna alguns
ligeiramente mais picantes.Escolha um local arejado, iluminado e longe do alcance direto da
luz do Sol para deixar as vasilhas. Outros locais podem causar mofo nos brotos e prejudicar a
sua colheita.O local deve oferecer a alternância do dia e da noite, para que o ambiente natural
seja recriado da melhor forma possível.Para ajudar no empilhamento das vasilhas, eu utilizo
as tampas de cabeça para baixo, mas isto em nada interfere. Pode-se utilizar também uma
fruteira de metal (15 reais, aproximadamente) para o empilhamento das vasilhas.

Aliás, nunca é demais relembrar o fator energia:


Não coloque suas vasilhas no chão, pois a água atrai qualquer tipo de vida - inclusive as
indesejáveis. Coloque a vasilha de baixo sobre um banquinho ou mesa.

Ao manusear seus brotos, tenha pensamentos e sentimentos bons, pois ao final você vai
literalmente "comer o que plantou".

:: Antes de semear:
deixe as sementes de
molho!

As sementes não são colocadas secas no germinário. Separe uma quantidade de sementes
(uma mão medianamente cheia) e coloque-a em uma caneca ou xícara de chá alta.Cubra as
sementes com água filtrada até o dobro da altura que elas alcançaram na xícara. Tampe a
xícara com papel alumínio, guardanapo ou um tecido fino.Lembre-se de furar, com um garfo,
o anteparo que cobre a xícara para que haja respiração. Este anteparo pode ser fixado com
uma "liguinha" de dinheiro.Este molho deve ser de, no mínimo, 8 horas e, no máximo, 24
horas. Alguns relataram que o molho de 24 horas dá mais energia para a germinação. Sem
dúvida, pois algumas sementes já começam a brotar na própria água.Não é preciso trocar a
água da xícara. Ao retirar as sementes da xícara, não é preciso enxaguá-las. Apenas regue-as
após coloca-las no escorredor ou na peneira.

:: Molhando os brotos

Abra a vasilha e retire cuidadosamente o anteparo com os brotos. Jogue a água suavemente
sobre eles, de preferência aparando-a e espalhando-a com a mão e os dedos,
gentilmente.Lembre-se: é só para umedecê-los, não para "limpá-los".

:: Para quem usa a peneira

Após molhar os brotos, coloque o fundo da peneira sobre um pano de prato limpo ou um
papel-toalha para que a água que fica presa entre os poros da peneira seja escoada.Se os
poros da peneira forem muito estreitos, fure com um garfo na extremidade e escoe a água por
lá.

:: Para quem usa o escorredor

Retire o excesso de água que fica nos poros do escorredor batendo-o levemente contra a pia
ou bancada. Embora algumas fontes sugiram lavar os brotos até 6 vezes por dia, a
experiência em Brasília-DF, que é uma região seca, é que 2 vezes por dia são suficientes para
um bom crescimento. Isto varia, claro, com a temperatura e a umidade do ar de sua região.
Atenção: os brotos tendem a crescer também para baixo, entrando nos poros do escorredor
ou da peneira. Exitem duas possibilidades para lidar com esta situação: Quando for lavá-los,
retire estas "encrenqueiras" cuidadosamente, senão elas podem se quebrar. Ou, se preferir,
deixe como está, pois as raízes ficam suspensas e expostas ao ar, portanto mofam menos que
quando retiradas. Porém, algumas serão perdidas na colheita.

:: Como servir os brotos

Transfira os brotos colhidos para uma vasilha funda, com água. Agite a água e os brotos
vigorosamente com as mãos. Os brotos que oferecem cascas deverão soltá-las em grande
parte. A agitação da água também permite limpar os resíduos metabólicos (açúcares) das
superfícies dos brotos, o que evita a formação de gases no seu organismo. Os sabores dos
brotos não são primores para satisfazer nenhum gourmet, mas eles são tão saudáveis que
uma dieta à base de brotos pode melhorar e muito a sua saúde. Portanto, experimente cada
um em separado e veja quais as misturas que você mais gosta. Se você ainda não está
acostumado(a) aos sabores dos brotos, enriqueça a comida do dia a dia ou a salada. Alguns
têm gostos mais picantes, outros mais amenos. Experimente misturá-los ao Tofú (queijo de
soja) com azeite de oliva e orégano (esfregue este entre as mãos antes de jogar sobre a
comida). Se você gosta de um toque doce, experimente cortar cubos pequenos de maçãs
(sem casca e sem sementes) e misture com uvas-passas e com os brotos (inteiros). Misturar
flores comestíveis ("capuxinhos") também dão um toque especial. Outras boas misturas são
tahini (pasta de gergelim), babaganoug (pasta de berinjela com tahini) e a própria berinjela
assada no forno (asse bastante no forno, bata, sem a casca, com algumas gotas de limão e
azeite de oliva, no liquidificador). Ou seja: invente e tente! (e depois envie a receita para
mim, ok? ;) Brotos crus também são bons para misturar a sopas de legumes, principalmente
às mais consistentes (batidas no liquidificador) como a de abóbora com ervilhas. Experimente
a sopa de brotos colhidos a 1 ou 2 dias. Saladas de brotos, temperadas à gosto, também são
opções para quem não os aprecia in-natura Lembre-se que todo alimento cozido perde as
enzimas que ajudam na digestão, assim como boa parte da energia vital. Prefira comê-los
crus ou misturados com cozidos.

:: Algumas dicas sobre brotos

• Os brotos são 80% água, portando utilize, preferencialmente, uma fonte de água
filtrada para molhá-los.

• Antes de comê-los ou cozinhá-los, lave-os com água em abundância para retirar os


resíduos metabólicos. Eles podem causar gases.

• Veja com atenção as observações sobre cada uma das sementes citadas abaixo.
Algumas não devem ser germinadas.

• Para conservar os brotos de um dia para o outro, depois da colheita, coloque-os secos
em um saco plástico, retire o ar e leve-os à geladeira. Não é aconselhável guardá-los
por mais de um dia ou deixá-los de fora, pois perdem suas propriedades facilmente.
Em restaurantes, se você sentir o gosto ou o cheiro meio azedo, prefira não comê-los.

• Para evitar gases, que são causados pela comida que não foi totalmente digerida,
tente o seguinte:

• Mastigue bastante antes de engolir, de preferência misturando muita saliva à comida.

• Evite comer com nervosismo ou estresse.

• Lave sempre – e bem – os brotos antes do consumo. Isto retira os açúcares


(oligossacarídeos, ou carboidratos que produzem poucos monossacarídeos na
hidrólise – processo digestivo) criados na superfície pelos processos metabólicos.

• Misture a eles uma pequena quantidade de gengibre ou açafrão (que é um tipo de


gengibre), seja em pó ou frescos. Isto ajuda a digerir melhor as proteínas dos brotos.

• Gengibre é considerado como um supremo “digestor” de toxinas, segundo a Ayurveda


(referência: Robert Svoboda, "Ayurveda: Life, Health, and Longevity", pg.130)

• Açafrão é considerado a melhor medicina pela Ayurveda (referência: Vasant Lad and
Usha Lad, "Ayurvedic Cooking for Self-Healing", pg. 216)

• Brotos de “fenugeek” são considerados excelentes digestivos. Pode-se adicionar ou


as sementes na mistura de brotos ou os próprios brotos, que crescem rapidamente.

• Erva-doce (funcho) pode ser ingerida como estímulo digestivo:

» Em pó (1 colher de chá), com água morna, 30 minutos antes da digestão;


» Na forma de brotos (demoram para crescer);
» Em sementes hidratadas, mastigadas após a refeição (ficam mais amargas).

• Use temperos anti-gazes em pequenas quantidades, como o coentro e o cominho, em


pó ou hidratados ou em brotos (de 1 a 1,5 dias).

• Coma os feijões maiores somente depois de vários dias de germinação. Prefira os


feijões que são menores (azuki, moyashi etc)

• Evite os brotos de leguminosas, pois eles causam mais gazes.

• Use temperos digestivos em pequenas quantidades, em pó ou hidratados ou em


brotos, como o cardamomo (os frutos dele), a mostarda, o cominho e a canela.
• Use óleos naturais, que são anti-gazes: tahini (óleo de gergelim), brotos de girassol
(antes de germinarem as folhas), abacate, óleo de girassol, nozes em geral.

:: Sementes que são utilizadas para germinar brotos

Geralmente, qualquer semente que você compra para cozinhar servirá para germinar os seus
brotos. Tenha apenas o cuidado de escolher sementes orgânicas (sem agrotóxicos), não-
irradiadas (senão não germinarão) e não-transgênicas.

Elas são facilmente encontradas em lojas de produtos naturais e restaurantes vegetarianos e


geralmente trazem a palavra "orgânica" destacada na embalagem . Desconfie de sementes
encontradas em supermercados ou que não constem como orgânicas.

Além das citadas abaixo, você poderá encontrar outras opções, mas vá com calma até se
acostumar ao plantio.
:: Características de algumas
sementes

Abóbora - {não indicada / faltam dados} - Experimente fritar um


punhado em manteiga ou torrar as sementes no forno (mais saudável) e
temperar com pimenta do reino e sal marinho.[5]

Alfafa - Difícil cultivo. Geralmente plantada na terra. Deve ser comida apenas depois de 6 ou
mais dias.

Amêndoa - Sugestão: fazer leite dos brotos. O leite de amêndoas já é uma delícia.

Amendoim - Recomenda-se retirar a casca para aumentar a digestibilidade. O amendoim


deve ser in-natura, não torrado ou com sal.

Arroz - Não é todo arroz que dá bons brotos e o gosto parece não ser muito apreciado pelos
vegetarianos.

Aveia - Sugestão: fazer leite dos brotos.

Batatas - NUNCA germine, pois a semente é tóxica!

Ervilha - Regra para qualquer broto de leguminosas: Para comê-los crus, colha com pelo
menos 7 a 10 dias de germinação, pois eles podem apresentar resíduos tóxicos se comidos
antes. Para cozinhá-los, colha-os tranqüilamente a partir do primeiro dia.

Feijões azuki, Moyashi, de corda e outros (exceto soja) - Regra para qualquer broto de
leguminosas: Para comê-los crus, colha com pelo menos 7 a 10 dias de germinação, pois
eles podem apresentar resíduos tóxicos se comidos antes. Para cozinhá-los, colha-os
tranqüilamente a partir do primeiro dia. O feijão de corda é o mais gostoso, na minha
opinião (veja foto). O feijão preto não é recomendado para brotos, pois é mais tóxico.

Fenugreek (Feno Grego) - Gosto amargo, é uma erva que tem altas dosagens de proteína e
complexo de vitaminas B. [fonte]. Embora tenha sido muito usada no Oriente Médio para
aumentar a lactação [fonte], foi desaconselhado este uso por pesquisadora norte-
americana [fonte].

Gergelim - Aconselha-se germiná-los sem casca, mas já ouvi que o germinam com casca
mesmo. Como os brotos ficam amargos rapidamente, aconselha-se comê-los em até 1,5 dia.

Girassol - Sabor levemente picante.

Grão de bico - Tende a estragar rápido (ou a falhar na germinação), portanto escolha
sementes mais novas e menores.

Lentilha - A marrom é mais facilmente encontrada. A vermelha parece ser mais difícil. O
broto é muito saboroso. Experimente arroz com broto de lentilha à moda árabe. (Com 500
gramas de lentilha é possível prepararmos de 4 a 5 kg. de brotos. Ganha-se grande
quantidade de Nutrientes com um alimento leve e muito saboroso[3]).

Linhaça (semente do linho) - Difícil cultivo. É considerada laxante, portanto não exagere na
quantidade por refeição.

Milho - Cuidado com sementes tratadas com fungicidas! O broto tem gosto de milho crú
(direto da espiga)

Milho para pipoca - Cuidado com sementes tratadas com fungicidas!

Mostarda - {não indicada / faltam dados}

Painço (milho miúdo) - Cuidado com sementes tratadas com fungicidas!

Rabanete - {não indicada / faltam dados}


:: Outros tipos de germinários

Existem vários tipos de germinários, desde manuais, passando por semi-automáticos e até
totalmente automáticos. Geralmente, os automáticos chegam a alcançar custos altos e não
são facilmente encontráveis no Brasil. Como o nosso clima é bem diferente do europeu e do
norte americano, acho arriscado comprar um vindo destes países.

O mais fácil de fazer e de adaptar é o "saco de linho". Ele forma uma mini-estufa para os
brotos germinarem. Note que o saco é preto, mas o linho provê a respiração dos brotos. O
ritual é simples: coloque a boca do saco na torneira (de um filtro de parede ou com um certo
fluxo d'água) e deixe a água fluir por alguns segundos por entre os brotos. Depois, pendure
novamente o saco em algum lugar arejado, sem vento e sem incidência direta da luz do Sol.

Alguns brotos se adaptam bem, mas outros mofam rapidamente. O aconselhável, para quem
quer utilizar este método, é colher os brotos antes que haja qualquer mofo, ou seja, de 1 a 4
dias do início da germinação.