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PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ

CENTRO DE CIÊNCIAS JURIDICAS E SOCIAIS

ANDRE DE MEDEIROS BIORA ARAUJO

ANÁLISE INSTITUCIONAL

HOSPITAL UNIVERSITÁRIO CAJURU - HUC

CURITIBA
2011
ANDRE DE MEDEIROS BIORA ARAUJO

ANÁLISE INSTITUCIONAL

HOSPITAL UNIVERSITÁRIO CAJURU - HUC

Trabalho apresentado à disciplina de Estágio


Supervisionado em Serviço Social II - 5º Período
do Departamento de Ciências Jurídicas e Sociais do
curso de Serviço Social da Pontifícia Universidade
Católica do Paraná, sob orientação da Professora
Ilda Lopes Witiuk .

CURITIBA

2011

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ANÁLISE INSTITUCIONAL – HUC

IDENTIFICAÇÃO

Nome: Hospital Universitário Cajuru

Órgão responsável: Associação Paranaense de Cultura

Órgão executor: Aliança Saúde

Endereço: Av. São José, 300 – Cristo Rei

Descrição da Instituição

Hospital filantrópico que iniciou suas atividades em 30 de agosto de 1958,


quando ainda pertencia à União dos Ferroviários do Brasil, sendo na época um dos
10 hospitais de Curitiba, destes, quatro eram destinados a atendimentos específicos
de pacientes com doenças mentais ou infecto-contagiosas e uma maternidade, dos
demais, nem todos atendiam à população em geral.

Mas sua historia é muito anterior a esta data, a instituição iniciou sua historia
em 20/01/1949, com a doação à Rede de Viação Paraná – Santa Catarina (RVPSC)
de dois lotes da Planta Capanema, tendo em 1950 adquirido mais um lote da
Cooperativa dos Ferroviarios. De 1950 a 1955 foi construído o hospital, mas, por falta
de equipamentos e equipe que não foram adquiridos por falta de recursos, ficou sem
funcionar.

Foi em 1956 que a União dos Ferroviarios do Brasil, sob a supervisão direta
da Diretoria Regional Da Rede Paraná, equipou a unidade e passou a operá-la,
fazendo inclusive um convenio com a Prefeitura de Curitiba para prestação de
serviços de Pronto Socorro (PS).

Vale analisar a disposição dos hospitais contemporâneos ao Hospital dos


Ferroviários, o que revela muito sobre uma capital com menos de 500 mil habitantes
que cresceu a partir da região central, a distancia era um transtorno naquela época e
como não haviam serviços de UTI moveis, o próprio hospital recebia ligações de

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pacientes que precisavam de atendimento e iam buscá-los com as ambulâncias de


que dispunha, o que dificultava em muito o acesso de pacientes que moravam em
regiões mais distantes do núcleo central ou de cidades metropolitanas, como
demonstra a figura abaixo:

Em 1977 a Associação Paranaense de Cultura passa a administrar a


unidade, pois precisa de um hospital escola para os cursos de medicina e demais
cursos da área da saúde da PUCPR, recebe o nome de Hospital Cajuru (HUC) pois
na época de sua construção pertencia ao bairro Cajuru, o que devido ao crescimento

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da cidade e a redivisão dos bairros mudou, fazendo parte hoje do bairro Cristo Rei, e
inicia uma nova fase em sua historia.

Em 1988 com a promulgação da Constituição Federal fica definido que:

Art. 196. A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante


políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros
agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção,
proteção e recuperação.

A promulgação da lei define que os estados e municípios devem garantir o


atendimento e o acesso a saúde para que dela necessitar, isso cria as bases para a
criação do SUS, o Sistema Único de Saúde.

Em 1993 passa a ser reconhecido como hospital universitário recebendo


estudantes de diversas áreas ligadas à saúde, na maioria, contribuindo na formação
de novos profissionais, em 1994 implanta seu primeiro mestrado em cirurgia do
trauma, a partir de então se torna referencia no município e região metropolitana no
atendimento a pacientes poli-traumatizados que passam a ser atendidos no maior
Pronto Socorro do Paraná. Salienta-se o fato de ser o único hospital a possuir um PS
exclusivo para atender a emergências odontológicas que foi inaugurado em 03 de
dezembro de 1990.

Possui 300 leitos, sendo 20 leitos de Terapia Intensiva (UTI) e 9 leitos de


cuidados intermediário, o HUC destina ao atendimento de clientes de convênios e
particulares 75 leitos em apartamentos e enfermarias com 2 leitos e também um
Pronto Atendimento de Urgência e Emergência. Seus objetivos específicos são:

• Proporcionar atendimento de excelência em saúde à comunidade, atuando


com sustentabilidade econômico-financeira;

• Contribuir para a reabilitação física, psíquica e social da clientela assistida;

• Colaborar na formação acadêmica, oferecendo campo apropriado para


estágios e treinamentos na área de saúde a estudantes e profissionais;

• Proporcionar meios para a realização de pesquisa científica;

• Contribuir para a educação em saúde da comunidade;


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• Fortalecer a vivência cristã e

• Promover a humanização no atendimento em saúde.

Atuam no hospital 1543 profissionais, entre professores dos cursos da área


da saúde da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, corpo clínico, profissionais
da saúde, administrativos e de apoio. No HUC não há serviço terceirizado, a equipe
medica e de enfermagem é formada por profissionais contratados pela APC e por
demais profissionais que prestam serviço ao HUC em regime de plantão através de
contratos específicos, a equipe da limpeza e os seguranças são todos contratados
também pela APC, que há algum tempo não terceriza mais os seus serviços.

Como Hospital de Ensino tem também 109 médicos residentes em


treinamento e estudantes dos cursos da área de saúde como medicina, enfermagem,
fisioterapia, farmácia, odontologia, terapia ocupacional, fonaudiologia e psicologia,
dentre outros de áreas afins, caracterizando uma atuação e formação multidisciplinar
da equipe de saúde. A citação a seguir demonstra por que princípios são regidos as
ações do HUC e qual a sua missão:

“O Hospital Universitário Cajuru, orientado por princípios éticos, cristãos e


maristas, tem por missão atuar na área da saúde, com excelência na
prestação de serviços à comunidade e contínuo desenvolvimento do ensino
e da pesquisa.”

O Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (SIATE),


disponível à população pelo fone 193, existe para prestar atendimento pré-hospitalar
ao traumatizado no perímetro urbano de cidades com mais de 150.000 habitantes.

O atendimento pré-hospitalar é uma área de atuação médica que vem


recebendo atenção diferenciada em nosso meio na última década.

Tem como fundamento proporcionar a detecção rápida de situações de risco


à vida ou função, a intervenção precoce iniciada a partir do local de ocorrência e o
encaminhamento direto ao serviço de saúde com resolução adequada para o caso.
Esta atuação pode diminuir significativamente as seqüelas e mortes resultantes dos
agravos.

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As chamadas causas externas, onde estão incluídos os acidentes de trânsito,


as violências, as quedas, os acidentes domiciliares e de trabalho, constituem hoje a
principal causa de morte na população de 05 a 49 anos nos centros urbanos de
médio e grande porte do país. No Paraná, os acidentes de trânsito são responsáveis
por 43,6% dos óbitos por causas externas, seguidos dos homicídios com 19,7%. Por
outro lado, mesmo não ocorrendo mortes, uma proporção relevante de pessoas são
feridas, diminuindo ou perdendo a sua capacidade produtiva.

Através da portaria interministerial nº 18 de 25/05/1987, foi implantado um


projeto piloto de atendimento ao trauma da região metropolitana de Curitiba - Projeto
Piloto de Atenção ao Acidentado de Tráfego, o que determinou a criação do Serviço
Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência - SIATE.

Em março de 1990 foi assinado um convênio de cooperação técnica para


implantação do sistema de atendimento pré-hospitalar, tendo como participantes a
Secretaria Estadual de Saúde (SESA), a Secretaria Municipal de Saúde e Secretaria
Estadual de Segurança Pública (SESP).

Em maio de 1990 foram iniciadas as atividades do SIATE ainda em fase


experimental, sendo operacionalizada no Corpo de Bombeiros, na central de
operações no quartel central, com as ambulâncias localizadas nos diversos quartéis
do corpo de bombeiros.

O Samu 192 faz parte da política nacional de urgências e emergências, de


2003, e ajuda a organizar o atendimento na rede pública prestando socorro à
população em casos de emergência. Com o Samu 192, o governo federal está
reduzindo o número de óbitos, o tempo de internação em hospitais e as seqüelas
decorrentes da falta de socorro precoce. O serviço funciona 24 horas por dia com
equipes de profissionais de saúde, como médicos, enfermeiros, auxiliares de
enfermagem e socorristas que atendem às urgências de natureza traumática, clínica,
pediátrica, cirúrgica, gineco-obstétrica e de saúde mental da população..
É responsável pelo componente Regulação dos Atendimentos de Urgência,
pelo Atendimento Móvel de Urgência da Região e pelas transferências de pacientes
graves da região.
Faz parte do sistema regionalizado e hierarquizado, capaz de atender,
dentro da região de abrangência, todo enfermo, ferido ou parturiente em situação de
urgência ou emergência, e transportá-los com segurança e acompanhamento de
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profissionais da saúde até o nível hospitalar do sistema.


Além disto, intermedia, através da central de regulação médica das
urgências, as transferências inter-hospitalares de pacientes graves, promovendo a
ativação das equipes apropriadas e a transferência do paciente.

A criação destes dois serviços de atendimento no local reduziu sobre maneira


o tempo de espera do paciente pelo atendimento em caso de emergência e reduziu o
numero de óbitos no local, já que essas unidades moveis contam com equipamentos
necessários e equipe qualificada para suporte à vida, permitindo que haja tempo hábil
para o atendimento necessário ao paciente. Assim diminuiu a procura nos casos de
urgência aos hospitais, pois muitos casos podem ser resolvidos no próprio local.

Outra situação que veio a beneficiar o atendimento aos pacientes e


desafogar o gargalo nas unidades de PS como o HUC, foi a criação em Curitiba dos
CMUNS, Centros Municipais De Urgências Medicas, mini- hospitais equipados com o
que há de mais moderno no suporte a vida, são capazes de garantir um atendimento
rápido a situações de urgência e emergência, até que no caso de emergências o
paciente possa ser deslocado a uma unidade de pronto socorro. Os CMUNS
recebem os casos de urgência que não há atendimento nos PS por não
enquadrarem-se na classificação internacional de emergência.

Em 2005 se credencia ao MEC como Hospital de Ensino, e se consolida no


ramo acadêmico, recebendo anualmente um grande numero de estagiários de
diversas áreas, para ensino e pesquisa, como mostram os quadros a seguir:

NÚMERO DE RESIDENTES NO HUC POR ESPECIALIDADE – 2008

Especialidade Nº Médicos Nº Médicos Total


Residentes MEC
Estagiários

Anestesiologia 12 1 13

Clínica Médica 10 2 12

Cardiologia 2 2

Cirurgia Geral 10 5 15

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9

Cirurgia do Trauma 1 1

Cir. 1 1
Videolaparoscópica

Cirurgia Plástica 6 6

Cirurgia Torácica 3 3

Cirurgia Vascular 2 2

Coloproctologia 2 2

Geriatria 6 3 9

Medicina Geral e 20 20
Comunitária

Neurocirurgia 7 1 8

Neurologia 3 2 5

Oftalmologia 6 6

Pneumologia 2 2 4

Ortopedia e 15 10 25
Traumatologia

Radiologia 6 6

Total 114 26 140

FONTE: Hospital Universitário Cajuru/AS

NÚMERO DE ESTAGIÁRIOS DE OUTROS CURSOS NO HUC POR CURSO E INSTITUIÇÃO – 2008

Cursos de Voluntários Curriculares Total


Graduação

PUCPR Outras PUCPR Outras

Grad. 1 300 4 305

9
10

Enfermagem

Téc. 113 135 248


Enfermagem

Espec. 59 59
Enfermagem

Farmácia 1 63 64

Fisioterapia 146 146

Nutrição 1 1

Odontologia 107 139 246

Psicologia 2 5 7

Tec. + Sup. 74 74
Radiologia

Serviço 12 12
Social

Total 111 140 698 213 1.162

FONTE: Hospital Universitário Cajuru/AS

É hegemônica a participação dos alunos da PUCPR no quadro de estagiários


atuando no HUC, mas isso não impede que outros alunos de outras faculdades
ingressem no espaço para ampliação do conhecimento acadêmico e especialização
como demonstrado acima, este é um dos objetivos do HUC, contribuir para a
formação acadêmica, e nessa área o hospital também é referencia, com um quadro
de médicos especialistas em diversas áreas e com a produção de pesquisas e novas
técnicas de intervenção, além dos equipamentos mais modernos no que se refere o
tratamento de pacientes vitimas de trauma.

Entre 1995 e 2011 o hospital e o grupo da APC receberam de convenio


juntos do Ministério da Saúde e de outros órgãos correlatos a quantia de R$
17.633.718 para compra de equipamentos de uso permanente, remédios e
estruturação de suas dependências.

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E como hospital filantrópico, o HUC atende em sua grande maioria cerca de


70% de seus pacientes com recursos do SUS, e o restante de convênios médicos,
mesmo os pacientes vitimas de acidentes, dão entrada no hospital pelo SUS e os
familiares podem ou não optar pela transferência aos convênios caso o possuam.

O repasse das custas pelo SUS é um problema para a APC o que segundo o
grupo, foi um dos fatores determinantes para a ampliação pela qual o hospital passa
com a construção de uma nova ala que pertencera ao então criado Hospital
Marcelino Champagnat que se equiparará aos grandes hospitais do Brasil e resolverá
em grande parte o êxodo de muitos pacientes para hospitais de referencia de outros
estados.

A construção do hospital vem sanar um déficit orçamentários de 85% nas


contas do grupo, já que para cada R$ 1 gasto em assistência, a instituição é
remunerada em no máximo R$ 0,65, já que o SUS segue uma tabela defasada de
repasse de valores. O que acarreta uma sempre constante política de contenção de
gastos que se reflete diretamente no atendimento prestado, de forma direta ou
indireta, ao paciente.

Explorando alguns conceitos de mercado e investindo cerca de 50 milhoes


para sua construção, destes, 10 milhões somente em equipamentos de ultima
geração, o Marcelino Champagnat, com previsão de inauguração em outubro de
2011, será um hospital geral com ênfase em média e alta complexidade, espera-se
também que com sua inauguração, outras dependências do HUC sejam ampliadas e
reformadas como, por exemplo, o Pronto Socorro, que há muito vem sofrendo com o
aumento da demanda e com a falta de espaço para um atendimento melhor.

Fica implícito que o hospital atenderá um segmento mais elitizado da


população, com 118 leitos, 31 de UTI, 390 funcionários e 500 médicos credenciados
em um espaço capaz de realizar 40 mil atendimentos/mês. Já se iniciou a oferta de
locação de 72 consultórios médicos.

A falta de um orçamento estável gera alguns problemas que se refletem em


criticas por parte dos pacientes, já que existe uma procura superior a demanda, o
HUC é obrigado a seguir alguns critérios para classificação de seus pacientes a
serem atendidos no Pronto Socorro. Isso faz com que haja uma morosidade no
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atendimento e em muitos casos, pacientes são encaminhados a Unidades de Saúde


por não se enquadrarem no que é considerado atendimento de emergência, o que
gera conflitos entre pacientes e equipe médica e em alguns casos, pacientes se
evadem do local por conta da demora em serem atendidos.

Fluxo de entrada
Para um melhor entendimento do fluxo de entrada, faz-se necessário
discorrer sobre as definições de urgência e emergência, conforme definidos no meio
médico e nacionalmente aceitos:
O dicionário da língua portuguesa apresenta, para urgência e emergência,
os seguintes significados:
Urgência vem do latim urgentia, que significa qualidade ou caráter de urgente
(do latim urgente: que urge); que é necessário ser feito com rapidez; indispensável;
imprescindível; iminente, impendente; Urgir, do latim urgere, significa ser necessário
sem demora; ser urgente; não permitir demora; perseguir de perto; apertar o cerco
de; tornar imediatamente necessário; exigir, reclamar, clamar; obrigar, impelir.
Emergência vem do latim emergentia, que significa ação de emergir; situação
crítica, acontecimento perigoso ou fortuito, incidente. Emergir, do latim emergere,
significa sair de onde estava mergulhado; manifestar-se, mostrar-se, patentear-se;
elevar-se como se saísse das ondas (Part: emergido e emerso; Antôn: imergir);
Emerso, do latim emersu, que surgiu.

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Pacientes poli-traumatizados,
RECEPÇÃO
trazidos pelos serviços de UTI
Entrada e abordagem do
moveis
paciente

Se não for trauma, segue para Se for trauma abre ficha


o acolhimento

Avaliação da enfermagem e
classificação de risco
Equipe médica de plantão e
emergencistas
Conforme situação e
gravidade

Se não for grave, o paciente é


encaminhado a outras unidades,
como os CMUNS ou outros
recursos disponíveis

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Fluxo interno de atendimento

O HUC segue o padrão americano de classificação de risco, conforme tabela


abaixo:

Vermelho: prioridade zero - emergência , necessitam de atendimento


imediato

Nível I – atendimento médico imediato

Amarelo: prioridade 1 - urgência, atendimento em no máximo 15 minutos

Nível 2 – atendimento am 15 minutos

Verdes:prioridade 2 - prioridade não urgente, atendimento em até 30


minutos

Azuis: prioridade 3 - consultas de baixa complexidade - atendimento de


acordo com o horário de chegada – tempo de espera pode variar até 3 horas de
acordo com a demanda destes atendimentos, urgências e emergências.

Após o atendimento, o paciente recebe alta com ou sem acompanhamento,


conforme orientação médica, com medicação fornecida ou com medicação mais
acompanhamento da US mais próxima de sua residência, pode ainda receber alta com
agendamento para retorno para o ambulatório, feito pela recepção, pode ainda receber
alta médica mais não social e ter a necessidade de ficar o tempo que for necessário
para acompanhamento e avaliação e encaminhamento do Serviço Social.

Objetivos da Instituição

Os objetivos do HUC fundem-se aos da Associação Paranaense de Cultura e


podem ser definidos conforme o fluxograma abaixo:

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O Serviço Social na Instituição


Em 1978 foi contratada a primeira Assistente Social do HUC que iniciou suas
atividades ligada ao serviço social médico e atendia necessidades dos funcionários
do hospital.
Hoje são nove assistentes sociais que se revezam em turnos e atendem a
área clinica e ao Pronto Socorro. No Serviço social clinico atuam 4 assistentes
sociais, inclusive a gestora do setor, Márcia Teresinha da Silveira, que é reponsavel
pela área no que diz respeito ao HUC, no PS são 5 assistentes sociais, sendo 4
regulares e uma folguista, elas se revezam em plantões, já enquadrados na nova
resolução da LEI Nº 12.317, DE 26 DE AGOSTO DE 2010 que prevê uma redução
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da carga horária semanal da categoria, assim atuam duas de manha e duas a tarde
na área clinica, uma em cada turno de cinco horas diariamente no pronto socorro e
duas no período noturno que se dividem em escala de 12 por 36.

Atribuições do Serviço Social na Instituição

1. Em casos de evasão e/ou fuga de pacientes, o Serviço Social busca


averiguar se o paciente retornou para sua residência, bem como acionar seus
familiares e/ou responsáveis avisando-os da situação. Quando necessário,
providenciar o retorno do paciente, via liberação de ambulância da instituição.
Contactar recursos como Serviço da Prefeitura, registrando a ocorrência, orientação
e encaminhamento de familiares a órgãos competentes para também fazer o registro
da não localização.

2. Na transferência hospitalar de pacientes, quando o Serviço de


Emergência não disponibilizar de vagas para internação bem como, quando o
paciente necessitar de especialidades externas – não existentes no HUC. O Serviço
Social a fim de agilizar este processo solicita ambulância para remoção e busca
entrar em contato com seus familiares e/ou responsáveis para acompanhar o
paciente neste processo de remoção, orientando-os e esclarecendo os motivos de tal
procedimento.

3. Pacientes com riscos eminentes identificados pela equipe são


encaminhados para o serviço de psicologia, quando houver, caso contrário, recebem
orientações e encaminhamentos pelo Serviço Social como nos casos de
intoxicações, tentativas de suicídios, etc. (obs.: O Serviço de psicologia não
possui plantão 24 horas, sendo que a noite e finais de semana o hospital não conta
com este serviço.)

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4. Pacientes drogaditos e/ou alcoolistas, orientação ao paciente e aos seus


familiares da importância da continuidade do atendimento. Informando-os sobre os
recursos existentes e como estes se estruturam – CPM, Unidades de Saúde.

5. Em situações de pacientes IGNORADOS, realizando um trabalho de


investigação, desde sua entrada na Emergência – coletando dados com SIATE,
ECOVIA, SAMU e Policia, verificando seus pertences a fim de localizar informações
que possam auxiliar na identificação do paciente, contatando órgãos competentes,
solicitando papiloscopia, anúncio em meios de comunicação, entre outros.

6. Tratando-se de população de rua que se encontra em atendimento na


Instituição, o Serviço Social realiza contatos e encaminhamentos à Órgãos como a
FAS e quando o paciente for de outro estado, contato com a Casa da Acolhida e do
Regresso.

7. Em casos de crianças e adolescentes em situação de risco, o Serviço


Social diante de cada situação aciona o SOS criança, os Conselhos Tutelares e o
SAV, preenchendo também documentações/notificações para a Rede de Proteção.

8. Pacientes idosos que encontram-se em situação de abandono, negligência,


maus tratos, etc. O Serviço Social aciona órgãos como SOS idoso, SAV e Ministério
Público.

9. Pacientes escoltados, quando estes são menores – acionamos seus


familiares, orientando-os quando a DA e quando maiores, com a autorização da
escolta, que não coloque em risco o atendimento, avisamos também seus familiares.

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10. Em casos de mulheres vítimas de agressão, o Serviço Social realiza


entrevista, buscando resgatar e refletir com a paciente esta situação, mostrando a
importância da denúncia do agressor. Orientação e encaminhamento aos
procedimentos legais – como a Delegacia da Mulher, IML.

11. Em situação de acidentes de trabalho, orientando empresas, familiares e


pacientes sobre o Aviso de CAT – Comunicação de Acidente de Trabalho e sobre
direitos trabalhistas.

12. Orientações sobre aquisição de materiais médico-hospitalares, como


muletas, cadeiras de roda, coletes de pucci e gevett, talas, etc.

13. O Serviço Social realiza também pareceres sociais, entrevistas,


contatos e atendimentos telefônicos, encaminhamentos, coleta de dados
através de prontuários, pacientes, familiares, órgãos públicos,etc. Visando conhecer
a realidade social dos mesmos. Realização de declarações para familiares
acompanhantes.

14. O Serviço Social passa informações e orientações em regime de plantão


24 horas para familiares, responsáveis, empresas, empregadores, órgãos como
Conselhos Tutelares, Delegacias e aos próprios pacientes sobre funcionamento da
Instituição, processos de atendimento médico, visitas, pertences, alimentação, etc.

15. Em situações de altas hospitalares e liberações de pacientes, fornece


roupas, solicita ambulância seja do HUC seja do local de origem, viabilizando o
retorno ao meio social.

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16. O Serviço Social libera e controla as alimentações dos familiares e/ou


acompanhantes dos pacientes.

17. Em situações de óbitos, localizando familiares, preparando a família para


receber a notícia, intermediando o contato entre médico e a família, orientando e
providenciando o respaldo da família neste momento. Se necessário encaminhando
ao Serviço Funerário Municipal solicitando o funeral gratuito.

18. Em casos de óbitos, o Serviço Social realiza abordagem de familiares para


a questão de doação de órgãos e tecidos, acionando recursos como a Central
Estadual de Transplantes, equipes de retiradas e providenciando as documentações
necessárias.

19. Em situações de óbito sem familiares – o Serviço Social realiza um


trabalho de investigação na tentativa de localização de familiares. São acionados
serviços como Instituto de Identificação – para exames papiloscópicos, aciona-se
recursos como Prefeituras, Unidades de Saúde, Rádios Locais entre outros. Caso
não se localize os familiares, a assistente social solicita a Lavratura de Óbito por meio
de Parecer Social.

20. Em situações de amputações de membros, orientando os familiares e


paciente sobre o processo a ser realizado, sobre o descarte do membro amputado.

21. Trabalhar em conjunto com outros profissionais repassando informações


importantes sobre a situação social identificada a fim de contribuir no processo de
recuperação do paciente – equipe multiprofissional.

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22. Supervisionar e orientar alunos de Serviço Social.

23. Promover atividades de incentivo a doação e educação continuada


sobre os diversos aspectos relacionados à captação e transplantes de órgãos,
organizando anualmente a Semana Nacional de Captação de Órgãos e Transplantes.

24. Entrega de Valores registrados dos pacientes quando dão entrada no


hospital. Entrega esta, para o paciente no momento da alta hospitalar ou para o
familiar e/ou responsável.

25. Participação em reuniões de comissões do Hospital como CIHDOTT,


Comissão de Óbitos, CIPA, etc.

1 ESTRUTURA HIERÁRQUICA

O principal órgão deliberativo da APC é o Conselho de Administração, cuja


finalidade é estabelecer e controlar os grandes rumos da APC e suas áreas de
atuação. Ele é composto por um Presidente, um Vice-Presidente e cinco
Conselheiros, a saber:

 Ir. Dario Bortolini – Presidente

 Ir. Dávide Pedri – Vice-Presidente

 Adriano Brollo - Conselheiro

 Antônio Benedito de Oliveira - Conselheiro

 Délcio Afonso Balestrin - Conselheiro

 Joaquim Sperandio - Conselheiro

 Jorge Gaio - Conselheiro

O Conselho de Administração da corporação conta ainda com a participação


de convidados permanentes, dentre estes se encontram o Reitor da PUCPR e o
Superintendente Executivo da Associação Paranaense de Cultura.

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Abaixo, tem-se a identificação dos convidados permanentes do Conselho de


Administração:

 Dr. Ir. Clemente Ivo Juliatto - Reitor da PUCPR.

 Dr. Paulo Mussi - Vice-Reitor da PUCPR

 Dr. Marco Antônio Barbosa Cândido - Superintendente Executivo da


APC.

 Dr. Belmiro Valverde Jobim Castor - membro da Academia Paranaense


de Letras, consultor e diretor de grandes empresas nacionais.

 Fernando de Barros Barreto, consultor de gestão empresarial.

 Ir. Frederico Unterberger, Presidente Institucional da Aliança Saúde.

Estas pessoas são membros da comunidade interna e externa que, por sua
relevância e destaque, são chamadas a contribuir com o desenvolvimento da APC e
suas áreas de atuação.

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Organograma da APC:

Diretor da Aliança Saúde


Dr. Álvaro Quintas

Diretor do Hospital Universitário Cajuru


Claudio Enrique Lubascher Astudillo
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Diretor do Hospital de Caridade da Irmandade Santa Casa de Misericórdia


Flaviano Feu Ventorim

Diretor do Hospital Nossa Senhora da Luz


Flaviano Feu Ventorim (interino)

Diretor do Hospital Maternidade Alto Maracanã


Dr. Álvaro Quintas

Diretor do Plano de Saúde Ideal


Antonio Guilherme de Arruda Lorenzi

Organograma do HUC:

Administração geral

Direção Geral: Sr. Claudio Enrique Lubascher


Direção Técnica: Prof. Dr. José Mário Tupiná Machado
Gerente do Centro Cirúrgico, Hospital Dia e Central de Materiais e Esterilização:

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Lilian Rosana Buse


Gerente de Emergência e Paciente Crítico:

Gerente das Unidades de Internação: Ângela Mendes

Gerente de SADT: Rogê Jorge Costa

Relações profissionais estabelecidas algumas impressões e análise

O que se percebe no Pronto Socorro do HUC é um entrosamento da equipe


desde a limpeza à segurança e do serviço administrativo à equipe medica, cada
profissional realiza sua tarefa procurando sempre o bem comum que é proporcionar
um atendimento qualificado ao paciente.

Verdade seja dita, acontecem alguns erros de leitura decorrentes da


heterogeneidade da equipe, o próprio grupo de residência médica por ser flutuante
no sentido de não ser sempre o mesmo e de trabalharem em escalas diversificadas,
dificultam por vezes o atendimento seja pela falta de continuidade ou pela falta de
experiência inerentes de um processo de formação acadêmica.

Podemos refletir sobre médicos que se empenham mais do que outros, não
por se importarem mais, muito provavelmente a razão é justamente a leitura e
importância que dão para cada caso, assim ocorrem perda de prontuários, pacientes
que esperam horas por exame que ainda não foi lançado no sistema ou se angustiam
pela falta de um parecer ou diagnostico que seja de fácil compreensão e objetivo.
Tudo isso não denigre a efetividade do tratamento, já que o HUC é reconhecido pela
qualidade e eficiência de seu tratamento, produzindo material denso sobre pesquisas
e avanços médicos.

É uma discussão já bem reiterada a posição pouco humanista de muitos


médicos, haja vista ter sido publicado pelo Conselho Federal de Medicina um novo
código de ética que prevê essa humanização isso também fazendo parte de varias
campanhas deste e de outros hospitais.

Daí a importância de uma equipe multidisciplinar com a presença de


diferentes profissionais que podem equilibrar a balança e garantir o melhor
atendimento ao paciente e sua família. Nesse sentido, a presença do profissional de
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Serviço Social torna-se vital para uma aproximação adequada entre cada extremo da
situação, garantindo o contato médico-paciente e a efetividade dos direitos destes e
de sua família, bem como sua proteção em casos de abuso ou violência e a
orientação necessária para que seja o menos traumatizante a passagem por essa
situação.

No caso de óbitos, a presença do assistente social mais uma vez torna-se


determinante para acolher a família nesse momento de dor, viabilizar para que de
forma clara a família entenda o que aconteceu e, quando as condições clinicas forem
favoráveis, realizar a abordagem com o propósito de receber a autorização para a
doação de órgãos e tecidos, o que pode garantir uma qualidade de vida melhor a
pessoa que deles necessitam.

O espaço do Pronto Socorro do HUC é um ponto para ser analisado a parte,


a demanda vem crescendo, o numero de acidentes de transito e de entradas
decorrentes da violência urbana exigem muito da equipe. O espaço físico já não
consegue absorver de forma adequada a demanda, exigindo uma iminente
reestruturação.

A ausência de um espaço adequado para a permanência de crianças dentro


do hospital também é um ponto observado que poderia ser mais bem trabalhado pela
administração. Antes de se discutir o investimento de 50 milhões em um novo
hospital que somente atenderá a parte mais rica da cidade, porque essa é a verdade
estampada nos comentários e anúncios, já que o novo hospital atendera em sua
imensa maioria somente planos de saúde de notoriedade reconhecida, poderia se
investir o mínimo necessário para proporcionar conforto a uma mãe que fica com sua
criança no colo a noite toda sem um lugar adequado para ambas descansarem, um
local seguro para que uma criança não fosse obrigada a ver a rotina de um PS,
preservando assim sua saúde mental.

Com tudo isso podemos concluir que o HUC é ainda um dos melhores
hospitais de Curitiba, todavia, deve voltar sua atenção para detalhes que podem fazer
muita diferença e serem tão terapêuticos quanto qualquer intervenção médica, como
respeito, informação e conforto, deve se tornar não um imenso empreendimento

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financeiro, mas um hospital que atenda de forma igualitária e equânime cada


segmento da sociedade.

REFERÊNCIA BIBLIORÁFICA

http://www.pucpr.br/administrativo/universidade/dados/hospital_cajuru.pdf

http://www3.transparencia.gov.br/TransparenciaPublica/jsp/convenios/convenioPorConvenente.jsf

http://www.pucpr.br/saude/alianca/cajuru/index.html

http://www.pucpr.br/apc/apc_provincia/index.php

http://www.pucpr.br/apc/organograma/index.php

http://www.pucpr.br/apc/plano_estrategico/index.php

http://sn122w.snt122.mail.live.com/default.aspx?wa=wsignin1.0

http://www.google.com.br/url?sa=t&source=web&cd=1&ved=0CBgQFjAA&url=http%3A%2F%2Fwww.crh.
saude.sp.gov.br%2Fresources%2Fhumanizacao%2Fdocs%2Fclassificacao_de_risco_mario_gatti.doc&rct=j&q=co
digo%20vermelho%20classifica%C3%A7%C3%A3o%20de%20risco&ei=YwazTZzmBsXUgQey9rmrDw&usg=AFQ
jCNGq3xacJn9PQztqJIFCjspnUxhKRg

http://samu.saude.sc.gov.br/index.php?option=com_content&task=view&id=73&Itemid=142

http://novo.aph.com.br/pr.php

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constitui%C3%A7ao.htm

Holanda, AB. Novo dicionário da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira; 1975. Emergência;
p. 511, Urgência; p. 1431.

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