CURSO ESPECIAL

INSTRUMENTAÇÃO BÁSICA

MEDIÇÃO DE VAZÃO

SUMÁRIO

1 - MEDIÇÃO DE VAZÃO ................................................................................................................... 1 2 - TIPOS DE MEDIDORES DE VAZÃO ........................................................................................... 1 2.1 - MEDIDORES DE QUANTIDADE .................................................................................................. 1 2.1.1 - Medidores de Quantidade por Pesagem ................................................................................... 1 2.1.2 - Medidores de Quantidade Volumétrica .................................................................................... 2 2.2 - MEDIDORES VOLUMÉTRICOS .............................................................................................................. 3 2.2.1 MEDIÇÃO DE VAZÃO POR PRESSÃO DIFERENCIAL .......................................................... 3
2.2.1.1 CONCEITOS BÁSICOS ...................................................................................................................... 7 2.2.1.2 PLACA DE ORIFÍCIO ...................................................................................................................... 17 2.2.1.3 TUBO VENTURI............................................................................................................................... 21 2.2.1.4 BOCAL .............................................................................................................................................. 23 2.2.1.5 TUBO PITOT ..................................................................................................................................... 24 2.2.1.6 Medidor Tipo Annubar ....................................................................................................................... 26

2.2.2 - Medidores de Vazão por Pressão Diferencial Constante ....................................................... 28 2.3 - MEDIDORES DE VAZÃO EM CANAIS ABERTOS ................................................................................... 33 2.3.1 - Vertedor .................................................................................................................................. 33 2.3.2 - Calha de Parshall ................................................................................................................... 33 2.4 - MEDIDORES ESPECIAIS DE VAZÃO .................................................................................................... 34 2.4.2 - Medidor Tipo Turbina............................................................................................................. 41 2.4.3 - Medidor por Efeito Coriolis.................................................................................................... 42 2.5 - MEDIDORES ULTRA-SÔNICOS .......................................................................................................... 47 EXERCÍCIOS ....................................................................................................................................... 51

1 - MEDIÇÃO DE VAZÃO

A medição de vazão inclui no seu sentido mais amplo, a determinação da quantidade de líquidos, gases e sólidos que passa por um determinado local na unidade de tempo; podem também ser incluídos os instrumentos que indicam a quantidade total movimentada, num intervalo de tempo. A quantidade total movimentada pode ser medida em unidades de volume (litros, mm3, cm3, m3, galões, pés cúbicos) ou em unidades de massa (g, Kg, toneladas, libras). A vazão instantânea é dada por uma das unidades acima, dividida por uma unidade de tempo (litros/min, m3/hora, galões/min). No caso de gases e vapores, a vazão instantânea pode ser expressa, em Kg/h ou em m3/h. Quando se mede a vazão em unidades de volume, devem ser especificadas as "condições base" consideradas. Assim no caso de líquidos, é importante indicar que a vazão se considera "nas condições de operação", ou a 0 °C, 20 °C, ou a outra temperatura. qualquer. Na medição de gases, é comum indicar a vazão em Nm3/h (metros cúbicos normais por hora, ou seja a temperatura. de 0 °C e a pressão atmosférica) ou em SCFM (pés cúbicos standard por minuto - temperatura. 60 °F e 14,696 PSIa de pressão atmosférica). Vale dizer que: 1 m3= 1000 litros 1 pé cúbico = 0,0283168 m
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1 galão (americano) = 3,785 litros 1 libra = 0,4536 Kg

2 - TIPOS DE MEDIDORES DE VAZÃO Existem dois tipos de medidores de vazão, os medidores de quantidade e os medidores volumétricos. 2.1 - MEDIDORES DE QUANTIDADE São aqueles que, a qualquer instante permitem saber que quantidade de fluxo passou mas não vazão do fluxo que está passando. Exemplo: bombas de gasolina, hidrômetros, balanças industriais, etc. 2.1.1 - Medidores de Quantidade por Pesagem São utilizados para medição de sólidos, que são as balanças industriais.

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2.1.2 - Medidores de Quantidade Volumétrica São aqueles que o fluido, passando em quantidades sucessivas pelo mecanismo de medição faz com que o mesmo acione o mecanismo de indicação. São este medidores que são utilizados para serem os elementos primários das bombas de gasolina e dos hidrômetros. Exemplo: disco nutante, tipo pistão rotativo oscilante, tipo pistão alternativa, tipo pás, tipo engrenagem, etc.

Tipo de Engrenagem Tipo Pás Giratórias

Disco Nutante

Tipo Pistão Rotativo

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2.2 - MEDIDORES VOLUMÉTRICOS São aqueles que exprimem a vazão por unidade de tempo. 2.2.1 MEDIÇÃO DE VAZÃO POR PRESSÃO DIFERENCIAL A pressão diferencial é produzida por vários tipos de elementos primários colocados na tubulação de forma tal que o fluido passa através deles. A sua função é aumentar a velocidade do fluido diminuindo a área da seção em um pequeno comprimento para haver uma queda de pressão. A vazão pode então, ser medida a partir desta queda.

Uma vantagem primordial dos medidores de vazão por ∆P, é que os mesmos podem ser aplicados numa grande variedade de medições, envolvendo a maioria dos gases e líquidos, inclusive fluidos com sólidos em suspensão, bem como fluidos viscosos, em uma faixa de temperatura e pressão bastante ampla. Um inconveniente deste tipo de medidor é a perda de carga que o mesmo causa ao processo, sendo a placa de orifício, o qual provoca a maior perda de carga "irrecuperável" ( de 40 a 80% do ∆P gerado)

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A tabela à seguir mostra as características dos vários elementos deprimogênios usados: TIPO DE MEDIDOR DE VAZÃO Líquido Líquido Líquido limpo viscoso sujo Gases/ vapores Líquido corrosivo Lodos ou Temperaturas Temperaturas poupas abrasivas altas criogênicas Limite mínimo de N ° de Reynolds 1.placas de orifício concêntrico flange taps coner taps radius taps vena contracta taps pipe taps . como nos outros casos : Aplicável quando a condição adversa é moderada e usando acessórios adequados v v v v v O v O O v v v v v v v v v O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O >40000 >50000(d) >40000 >80000 >80000 >200000 >2000 >10000 >80000 v v v v O O O O O O >20000 >6000 v v O v v O >25 v v v v v O O v v v v v v v v v v v O v v v v v v v v O v v v v v v v v O O O O O O >8000 >5000 >8000 >6000 >14000 >10000 >10000 >250 4 .Tubo venturi clássico fundido clássico usinado clássico soldado truncado venturi bocal em dutos retangulares .Aerofólio LEGENDA v Recomendado O : Aplicável d: O valor indicado se refere a Rd e não Rp. Placas de orifício excêntrico placas de orifício segmental placas de orifício de 1/4 circulo placas de orifício de entrada cônica .Micro venturi . Tubo de Pitot . bocal de vazão ISA ASME .Elementos deprimogênios .

necs.1 ±2.placas de orificio concêntrico flange taps coner taps radius taps vena contracta taps pipe taps .4 ±1.5:1 3.75 ±0.2 ±2. necs. Qualquer Qualquer Qualquer Qualquer Qualquer Qualquer Qualquer Qualquer 200 300 Qualquer “ 3.Micro venturi .Elementos deprimogênios . Qualquer Qualquer 100 50 200 200 75 800 250 1200 1200 500 3.7 ±1. necs.2 ±2.7 ±1.75 ±0.75 ±0.tubo venturi clássico fundido clássico usinado clássico soldado truncado venturi bocal em dutos retangulares . necs.5:1 Fácil Fácil Fácil Fácil Fácil Fácil Fácil Fácil Fácil não não não não não não não não não necs.7 ±2.0 ±5.5:1 3.Aerofólio Min(mm) Máx(mm) faixa reto 50 50 50 50 50 100 100 25 25 760 1000 760 760 300 350 350 760 ? 3. necs.5:1 Fácil Fácil razoavel/ não não necs.5:1 3. necs.2 ±2. Tubo de Pitot .5:1 3.75 ±1.5:1 mínimo Qualquer 5 . necs.5:1 fácil “ “ “ “ “ muito fácil muito fácil razoável/ fácil não não não não não não não não não necs.5:1 3.7 ±1. necs.75 ±0. pref.75 ±0. necs.5:1 3.5:1 3.5:1 3.5:1 3.5:1 3.5:1 3.75 ±0. necs.2 ±2.75 ±0. necs. Qualquer Qualquer Qualquer Qualquer Qualquer Qualquer Qualquer Qualquer Qualquer 50 50 760 200 3.0 ±5.2 ±1.75 ±1.0 √ √ √ √ √ √ √ √ √ √ √ √ √ √ √ √ √ √ √ √ ∆ ∆ ∆ ∆ ∆ ∆ ∆ ∆ ∆ ∆ ∆ ∆ ∆ ∆ ∆ ∆ ∆ ∆ ∆ ∆ instalação INSTALAÇÃO Filtro Trecho Posição 1.0 ±0.75 ±0.75 ±0.75 ±0.TIPO DE MEDIDOR DE VAZÃO Tamanho ESPECIFICAÇÕES BÁSICAS Largura de Precisão % Escala sinal Facilidade de Padrão ±1.75 ±0.75 ±0.5 ±1. necs.7 ±4.5:1 3.5:1 3. Placas de orifício excêntrico placas de orifício segmental placas de orifício de 1/4 circulo placas de orifício de entrada cônica .5 ±3.75 ±0.0 ±1.4 ±1.75 ±0.5:1 3.5:1 3. necs.75 ±0.5 ±1.5:1 3. necs. bocal de vazão ISA ASME . necs.0 Calibrado ±0.

Tubo de Pitot .Micro venturi .placas de orifício concêntrico flange taps coner taps radius taps vena contracta taps pipe taps .tubo venturi clássico fundido clássico usinado clássico soldado truncado venturi bocal em dutos retangulares .Aerofólio Verificação periódica Verificação periódica Médio + Barato Verificação periódica Médio+ Verificação periódica Médio Verificação Perda de carga Facilidade de fabricação Existência de dados para larga faixa de aplicação Baixa largura de faixa periódica Barato Média Necessidade do elemento secundário Necessidades de longos trechos retos Largamente aceitos Aplicação à fluidos Média erosivos Usinagem mais elaborada que a placa de orifício Baixa perda de carga Baixa Aplicação a fluidos erosivos Custo de fabricação elevado muito baixa Facilidade de instalação Baixa pressão operacional .TIPO DE MEDIDOR DE VAZÃO CONSIDERAÇÕES ECONOMICAS PRINCIPAIS VANTAGENS PRINCIPAIS INCOVINIENTES Manutenção Preço relativo 1. difícil de medir. Placas de orifício excêntrico placas de orifício segmental placas de orifício de 1/4 circulo placas de orifício de entrada cônica .Elementos deprimogênios . bocal de vazão ISA ASME . precisão medíocre Custo de fabricação elevado muito baixa Baixa perda de carga pouco trecho reto 6 .

A massa de fluido ∆m1 que atravessa a seção A1 do plano P no intervalo de tempo ∆t é igual a: ∆m1 = ρ 1 ⋅ A1 ⋅ v1 ⋅ ∆t ∆m1 = ρ1 ⋅ A1 ⋅ v1 ∆t Onde: ∆m1 = fluxo de massa pela seção A1 [Kg/s]. ∆m1 ∆m2 = ∆t ∆t ρ1 ⋅ A1 ⋅ v1 = ρ 2 ⋅ A2 ⋅ v 2 7 . normalmente denominado ∆t por vazão mássica [massa/tempo]. onde não se pode acumular massa no volume compreendido entre as seções 1 e 2. pois neste caso pelo menos a massa específica variaria deixando estar em regime permanente. pode-se afirmar que o fluxo de massa que passa em qualquer plano transversal ao tubo deve ser sempre igual. Baseando-se na figura abaixo.1 CONCEITOS BÁSICOS 2.1. A1 = área da seção transversal do plano P [m²]. Considerando que o intervalo de tempo ∆t tenda a zero. o fluxo de massa no plano P tem que ser igual ao que passa pelo Q.1. v1 = velocidade de escoamento pelo plano P [m/s].1. pode-se afirmar que v1 e A1 são constantes.1 Equação da continuidade Supondo um fluxo em regime permanente na tubulação abaixo. o fluxo de massa pelo plano P é igual ao fluxo de massa do plano Q. Assim. ou seja a velocidade não varia ao longo da seção A1.2.2. Ou seja.2.

l/h. m³/h. 2. ∆L1 = distância que o fluido deslocou.mas.m/s = m³/s] Então. h1 = altura relativa à referência gravitacional Para o plano 2 basta atualizar os sub-índices. O trabalho realizado pela resultante das forças que atuam em um sistema é igual à variação da energia cinética – teorema trabalho-energia. ele deslocase sem atritos e portanto sem perdas de energia. A unidade de medição é dada em volume/tempo. por exemplo.2. v1 = velocidade de deslocamento. m³/s. A1 ⋅ v1 = A2 ⋅ v 2 = cons tan te que é denominado de fluxo volumétrico ou simplesmente de vazão volumétrica. 8 . para fluidos incompressíveis . que não possui viscosidade. o que simplifica a expressão anterior em: A1 ⋅ v1 = A2 ⋅ v 2 [m². ρ1 = ρ 2 .1.2 Equação de Bernoulli Supondo um fluido perfeito (ideal). Dados: F1 = força aplicada à superfície A1 P1 = razão entre F1 e A1.1.

(P1 − P 2) − m ⋅ g ⋅ (h2 − h1 ) = 1 ⋅ m ⋅ v22 − 1 ⋅ m ⋅ v12 2 2 m ρ (P1 − P 2) − m ⋅ g ⋅ (h2 − h1 ) = 1 ⋅ m ⋅ v22 − 1 ⋅ m ⋅ v12 2 2 1 1 2 ρ ⋅ v12 + ρ ⋅ g ⋅ h1 = P 2 + ρ ⋅ v 2 + ρ ⋅ g ⋅ h2 2 2 reagrupando e separando os termos. A1 ⋅ ∆L1 = m ρ . P1 + Esta é a equação de Bernoulli que comprova que o somatório das pressões ao longo de um tubo é sempre constante para um sistema ideal. Então. V = m ρ . Como é de conhecimento. tem-se: WT = ∆E c m ρ simplificando. W2 = − F2 ⋅ d 2 = − P2 ⋅ A2 ⋅ ∆L2 Onde: F2 = P2 ⋅ A2 3 – Trabalho realizado pela força da gravidade. Nesta equação pode-se reconhecer as seguintes pressões: 9 . W3 = F3 ⋅ d 3 = − m ⋅ g ⋅ (h2 − h1 ) O trabalho total realizado sobre o sistema é: WT = W1 + W2 + W3 Logo: WT = P1 ⋅ A1 ⋅ ∆L1 − P2 ⋅ A2 ⋅ ∆L2 − m ⋅ g ⋅ (h2 − h1 ) Mas A1 ⋅ ∆L1 = A2 ⋅ ∆L2 = volume V deslocado pela ação resultante das forças. ou: ∆E c = 1 1 2 ⋅ m ⋅ v 2 − ⋅ m ⋅ v12 2 2 Igualando o trabalho resultante com a variação da energia cinética. E. W1 = F1 ⋅ d1 = P1 ⋅ A1 ⋅ ∆L1 Onde: F1 = P1 ⋅ A1 2 – Trabalho realizado pela força F2.O trabalho realizado por cada componente da força resultante é: 1 – Trabalho realizado pela força F1. substituindo na equação do trabalho resultante tem-se: WT = m ρ (P1 − P 2) − m ⋅ g ⋅ (h2 − h1 ) A variação da energia cinética neste sistema é a diferença da energia final menos a inicial.

1.2. tem-se: D β2 = ou seja: A2 A1 v1 = β 2 ⋅ v 2 Substituindo na equação de Bernoulli e considerando h1 igual a h2: P1 + 1 1 2 ρ ⋅ v12 + ρ ⋅ g ⋅ h1 = P 2 + ρ ⋅ v 2 + ρ ⋅ g ⋅ h2 2 2 P1 1 P2 1 2 + ⋅ v12 + h1 = + ⋅ v 2 + h2 ρ ⋅ g 2⋅ g ρ ⋅ g 2⋅ g P1 − P 2 1 1 2 = ⋅ v2 − ⋅ v12 ρ⋅g 2⋅ g 2⋅ g Onde γ = ρ ⋅ g que é denominado por peso específico.3 Equação básica para elementos deprimogênios Baseado na equação da continuidade para fluido incompressível: A1 ⋅ v1 = A2 ⋅ v2 ====> v1 = A2 ⋅ v 2 A1 Fazendo: β = d . onde d é o diâmetro relativo a A2 e D a A1 .2.1. assim: P1 − P 2 γ P1 − P 2 = 2 v 2 − v12 2⋅ g γ 2 v2 − β 2 ⋅ v2 = 2⋅ g ( ) 2 10 .

reescremos v2 como: 1− β 4 ) v2 = E ⋅ Logo. nas seções 1 e 2.Isolando v2 .β) 11 .Rd. v1 será: P1 − P 2 γ ⋅2⋅ g v1 = β 2 ⋅ E ⋅ P1 − P 2 γ ⋅2⋅ g A equação anterior é puramente teórica. C varia em função do diâmetro (D) da tubulação. principalmente pelo fato de considerar que. chama-se coeficiente de descarga C: C= vazãoreal vazãoteórica vazãoreal = C ⋅ vazãoteórica Os valores de C. Este coeficiente. denominando E = ( 1 . as velocidades são uniformemente distribuídas e respectivamente iguais a v1 e v2. Esta equação pode ser transformada adequadamente para uso prático. são resultados experimentais e para cada tipo de elemento deprimogênio e sistema de tomada de impulso. se incluirmos um coeficiente de correção que leve em consideração todos elementos de um escoamento real. temos 2 v2 − β 2 ⋅ v2 = γ 2⋅ g P1 − P 2 2 ⋅ g 2 v2 = ⋅ γ 1− β 4 P1 − P 2 ( ) 2 2 2 v2 − β 4 ⋅ v2 v2 1 − β 4 = = 2⋅ g 2⋅ g 2 ( ) ( ) v2 = P1 − P 2 γ ⋅ ( 2⋅ g 1− β 4 ) e. A1 C = f(D. do N° de Reynolds (Rd) e da relação dos diâmetros referentes a seção A1 e A2 ( β = A2 ).

Daí: Q = A1 ⋅ v1 Qreal = A1 ⋅ C ⋅ β 2 ⋅ E ⋅ P1 − P 2 γ ⋅2⋅ g 2.1. o método mais utilizado para medir vazão pelo princípio da pressão diferencial variável é através da placa de orifício.4 Malha para medição de vazão Na indústria.1. 12 .2.

Podemos representar esquematicamente esta malha de medição. 13 . Portanto. pois A1 . Q = K ⋅ ∆P podemos simplificar a expressão. Relação entre orifício e tubulação . g . β . assim: onde: K = Constante que depende de fatores como: . γ são constantes. E . através do fluxograma mostrado abaixo: Da equação alcançada no item anterior pode-se concluir que a vazão só irá variar em função de ∆P = P1 − P2 . C . Características do fluido É importante observar. que o ∆P varia quadraticamente em função da vazão Q.

sabe-se que esta malha possui como características: Vazão máxima de 10 m3/H e o ∆P produzido com esta vazão é de 2500 mmH2O.00 ∆P Indicação "Q" ∆P saída do FT do FI escala linear 100 100 100 100 Indicação do FI escala quadrática 100 50 25 25 25 50 0 0 0 0 0 Supondo o fluxograma abaixo.00 100.6 100.0 50. Como saber a pressão de saída do transmissor ( FT ).200 (m3/H .vazão 0.00 75.0 25.0 50.00 Analisando o fluxograma anterior teremos: 0. mmH2O) 50 14 . quando a vazão for 8 m3/H ? Determinação do K: K= Q ∆P Para vazão máxima: K = 10 2500 = 10 = 0.7 86.0 70.

varia linearmente em função do ∆P é quadraticamente em função da vazão.68 PSI Outro método de trabalho. faz-se necessário o uso de um EXTRATOR DE RAIZ QUADRADA. Então: 8 m3/H equivale a 80% da vazão portanto: Q = K x √∆P ∆P = 64 % PFT = (∆P % /100 x 12)+3 ====> PFT = 0. portanto quando é acoplado um indicador para fazer a leitura de vazão vinda do transmissor. sua escala deve ser quadrática para termos leitura direta. baseia-se no cálculo em porcentagem adotando-se K = 10.Daí: ∆P = (Q/K)2 = (8/0. ====> ∆P = (Q/K)2 = ( 80/10)2 = 64 15 .2)2 = 1600 ====> ∆P = 1600 mmH2O Então: Pressão de Saída do FT = PFT PFT = ∆P/Span de ∆P x 12 + 3 = 1600/2500 x 12 = 3 PFT = 10.64 x 12 +3 PFT = 10. Para linearizar o sinal de saída do transmissor em função de vazão. conforme mostrado no fluxograma abaixo.68 PSI O sinal de saída de um transmissor de vazão por pressão diferencial variável.

qual a pressão em sua saída? EFY = 10. 12 + 3 (PSI) Supondo que na entrada do extrator a pressão seja 10.12+3 = 12.6 12 SFY = 12.8.25 - 0----------.15---------. 12 + 3 (PSI) 12 EFY = [(SFY-3)/12]2.6----------.3----------.A pressão de entrada no extrator (EFY). é linearmente proporcional ao ∆P e a pressão de saída do extrator (SFY).3 .9----------.6 PSI 16 .68-3 . é linearmente proporcional à vazão Q.15---------.3----------.12+3 = 0.0 "Q" "SFY" "EFY" ∆p Daí: SFY =√ EFY .68PSI SFY=√10.68 PSI.100 50---------. então: 100-------.

É essencial que as bordas do orifício estejam sempre perfeitas. porque. monel. Costumeiramente são fabricadas com aço inox.Alta perda de carga .. e troca simples .Baixa Rangeabilidade 17 . dependendo do fluido .1.Manutenção. se ficarem.DESVANTAGENS . o mais simples e mais comum empregado é o da placa de orifício. etc. imprecisas ou corroídas pelo fluido. Consiste em uma placa precisamente perfurada.VANTAGENS .2 PLACA DE ORIFÍCIO Dos muitos dispositivos inseridos numa tubulação para se criar uma pressão diferencial.Construção simples .Instalação fácil . latão. a precisão da medição será comprometida. a qual é instalada perpendicularmente ao eixo da tubulação.Econômica .2.2.

Orifício concêntrico Este tipo de placa é utilizado para líquidos. É destinada para uso em fluidos laminados e com alta porcentagem de sólidos em suspensão. Borda Quadrada (Aresta viva): Usado em tubulações normalmente maiores que 6". onde o N° de RD inferior está em torno de 250. B. 18 . gases e vapor que não contenham sólidos em suspensão. disposta em forma de segmento de círculo. Orifíco excêntrico Utilizada quando tivermos fluido com sólidos em suspensão. Não usada em fluxo com baixos N° de RD. Tipos de Borda A. sendo o orifício posicionado na parte de baixo do tubo. C. Orifício segmental Esta placa tem a abertura para passagem de fluido.Tipos de Orifícios A. Borda Arredondada (Quadrante edge ou quarto de círculo): Usado em fluidos altamente viscosos. os quais possam ser retidos e acumulados na base da placa. B.

onde o N° de RD inferior é 25 e em condições severas de viscosidade 19 . Borda com entrada cônica: Usado em aplicações.Borda quadrada Borda arredondada C.

Tipos de tomada de impulso Denominação na literatura inglesa Denominação sugerida em português Distância Distância da da tomada à tomada à face montante K1 face jusante K2 Tomadas Flange taps em flanges 1” 1” Tomadas Radius taps à D e 1/2D 1D 1/2D Vena contracta taps Tomadas de vena contracta 1/2 à 2D Depende de β Corner taps Tomadas de canto Junto Junto Tomadas Pipe taps à2½De 8D 2½D 8D 20 .

A. Tomadas em canto: São construídas no próprio flange e seu uso principal é em tubulações menores que 2". 21 . Seu propósito é acelerar o fluido e temporariamente baixar sua pressão estática. E. B. numa tubulações. A recuperação de pressão em um tubo Venturi é bastante eficiente. como podemos ver na figura a seguir.3 TUBO VENTURI O tubo Venturi.2. O Venturi produz um diferencial menor que uma placa de orifício para uma mesma vazão e diâmetro igual à sua garganta.1. onde os furos das tomadas já são feitos no próprio flange. sendo o centro da tomada de alta pressão entre 1/2 e 2D (em geral 1D) e o centro da tomada de baixa estará no ponto de pressão mínima conforme figura abaixo.15 e 0. Tomadas em flange: São as mais populares. 2. Tomadas D e D/2: Usada em tubulações de 2" a 30" com Reynolds entre 8000 e 400000 para β ‹ entre 0. Tomadas de tubulação: Possui o menor diferencial de pressão entre todas tomadas e perdem muita precisão devido a rugosidade do tubo. sendo seu uso recomendado quando se deseja um maior restabelecimento de pressão e quando o fluido medido carrega sólidos em suspensão. tendo como desvantagem a grande possibilidade de entupimento.75 D. combina dentro de uma unidade simples. Tomadas na vena contracta: Utiliza flanges comuns. dependendo do β. uma curta garganta estreitada entre duas seções cônicas e está usualmente instalado entre duas flanges. C.

50D para 6" < D < 32" .75D α1 = 21° ± 2° α2 = 5° a 15° Em lugar de ser um simples furo.D = Diamêtro interno da tubulação . a tomada de impulso.25D a 0.a = Localização da tomada de impulso de alta pressão 0.r1 = 0 a 1.r2 = 3. é formada por vários furos espaçados em torno do tubo.5 a 3.c = Localização da tomada de baixa pressão = "d"/2 .75D para 4" < D < 6" 0. Eles são interligados por meio de um anel 22 .A figura abaixo.375D . mostra os detalhes de construção de um dispositivo Venturi onde: .b = comprimento da garganta igual a "d" .δ = Diâmetro interno da tomada de impulso 3/16 a 1/2" .25D a 0.d = diâmetro da garganta .

Tipos A. Seu principal uso é em medição de vapor com alta velocidade. Bocal ISA 1932 Neste tipo de bocal as tomadas de pressão são do tipo em canto (corner taps). Isto é destinado para obter-se a média das pressões em torno do ponto de medição. recomendado p/ tubulações > 50mm.8 50mm < D < 500mm 2.32 < β < 0.104 < RD < 107 23 . Possui as limitações de: 0.anular chamado anel piezométrico. O perfil dos bocais de vazão permite sua aplicação em serviços onde o fluido é abrasivo e corrosivo.4 BOCAL O Bocal de vazão (Flow nozzle) é.1. seguindo uma curva elíptica (projeto ASME) ou pseudoelíptica (projeto ISA). em muitos aspectos um meio termo entre a placa de orifício e o tubo Venturi. 2. O perfil de entrada é projetado de forma à guiar a veia fluída até atingir a seção mais estrangulada do elemento de medição.2.

24 . a qual é proporcional ao quadrado da velocidade. O tubo de Pitot é um tubo com uma abertura em sua extremidade.2.1.B.2 < β< 0. Bocal ASME Neste bocal as tomadas são do tipo D e D/2 com as seguintes limitações: 0.5 TUBO PITOT É um dispositivo para medição de vazão através da velocidade detectada em um ponto da tubulação. A diferença da pressão total e a pressão estática da linha nos dará a pressão dinâmica. sendo esta colocada na direção da corrente fluida de um duto.8 50mm < D < 400mm 104 < RD < 107 2.

K = √Pd.2g/γ onde: Pd= Pressão dinâmica = Pressão total . K = Vmedio = (Σ V1.2g/γ .Pd = γ V2/2g ====> V = √Pd. sabe-se que ao centro deste a velocidade é máxima e para saber a velocidade média é necessário usar um fator "K" o qual é determinado em função do N° de Reynolds e rugosidade da tubulação. K Na prática o fator "K" é descoberto.Pressão estática γ = Peso específico do fluido V = Velocidade do fluido no ponto de medição g = Aceleração da gravidade Ao se determinar a velocidade de um fluido em um duto.V1 /10) Vmax Vmax 25 .. Então: Vmedio = Vmax . mantendo-se a vazão constante e medindo-se a velocidade em 10 pontos conforme figura abaixo e em seguida calcula-se a média das 10 velocidades e divide-se pela velocidade máxima encontrando-se o fator "K"..

1.2. os furos sensores na parte fontal sentem a pressão de impacto causada pelo fluido . 26 . O lado de baixa pressão do sinal de ∆P é sentido pelos furos na jusante do annubar e é medida na câmara da jusante . A diferença de pressão é proporcional a raiz quadrada da vazão assim como os medidores anteriores . Após o fluido separar-se em torno do sensor annubar . uma zona de baixa pressão (abaixo da pressão estática no tubo) é criada devido ao formato do sensor . de forma diferente dos dispositivos tradicionais de pressão diferencial . Precisamente localizados . O annubar é projetado para medir a vazão total .2. A parte de alta pressão do sinal de ∆P é produzido pelo impacto do fluido nos furos do sensor .6 Medidor Tipo Annubar O Annubar é um dispositivo de produção de pressão diferencial que ocupa todo o diâmetro do tubo . sendo então separado e fluindo em volta do annubar .

Vapor PA ⋅ ∆P TA Q = Nm3/h PT 801 FT 802 Qmáx=100m3/h Pmáx: 4Kgf/cm2 FY 804 ∆Pmáx=1000mmH2O TT 803 Tmáx=1000C FR 805 Qmáx= 100 m3/h 27 . A equação para efetuar a correção se escreve na seguinte forma: Q=K . Por isso. Kelvin ∆P= pressão diferencial. é preciso efetuar a correção com compensação para essa variação. onde: Q = vazão K = constante PA = pressão absoluta. bar TA = temperatura absoluta.Compensação da Pressão e Temperatura Quando se mede gases e vapores a densidade do fluido variará dependendo da pressão e da temperatura. bar A seguir mostraremos a malha de controle que faz esta correção.

ROTÂMETROS Rotâmetros são medidores de vazão por área variável.1 . o qual é colocado verticalmente na tubulação em que passará o fluido que queremos medir.PRINCÍPIO BÁSICOS 28 . um rotâmetro consiste de duas partes. dispositivos nos quais a área da restrição pode ser modificada para manter constante o diferencial de pressão enquanto muda a vazão. 1) Um tubo de vidro de formato cônico. e a pressão diferencial criada através deles modifica-se com a vazão.Medidores de Vazão por Pressão Diferencial Constante (Área Variável) Os dispositivos de pressão diferencial até agora considerados têm por base restrições de dimensão fixa.2. contudo. em função da vazão medida.2.2 . nos quais um flutuador varia sua posição dentro de um tubo cônico. como por exemplo deste princípio utilizaremos o rotâmetro. 2) No interior do tubo cônico teremos um flutuador que se moverá verticalmente.2.2. Basicamente. Existem. A extremidade maior do tubo cônico ficará voltada para cima. proporcionalmente à vazão do fluido. 2. .

como o flutuador tem uma densidade maior que a do fluido. aumenta. Qualquer aumento na vazão movimenta o flutuador para a parte superior do tubo de vidro e a diminuição causa uma queda a um nível mais baixo. então o flutuador sobe e flutua na corrente fluida. a área anular. o diferencial de pressão devido ao flutuador decresce. Como a área aumente. O flutuador ficará em equilíbrio dinâmico quando a pressão diferencial através do flutuador somada ao efeito do empuxo contrabalançar o peso do flutuador. excede a pressão devido ao peso do flutuador. Quando a vazão começa e o fluido atinge o flutuador. Cada posição do flutuador corresponde a um valor determinado de vazão e somente um. Quando não há vazão. 29 . Com o movimento ascendente do flutuador em direção à parte mais larga do tubo. somada ao efeito de empuxo do líquido. quase que completamente. o empuxo torna o flutuador mais leve. Quando a pressão diferencial. o flutuador permanece na base do tubo e seu diâmetro maior é usualmente selecionado de tal maneira que bloqueie a pequena extremidade do tubo. porém. É somente necessário colocar uma escala calibrada na parte externa do tubo e a vazão poderá ser determinada pela observação direta da posição do flutuador. A área de passagem oferece resistência à vazão e a queda de pressão do fluido começa a aumentar. o empuxo não é suficiente para levantar o flutuador. entre a parede do tubo de vidro e a periferia do flutuador.O fluido passa através do tubo da base para o topo.

Para as condições de equilíbrio empregamos as seguintes equações: W=vf .CONDIÇÕES DE EQUILÍBRIO As forças que atuam no flutuador estão representadas na figura a seguir. y1 F=Cd . y1 . yf E=vf . V^2 2g em que: W = peso do flutuador vf = volume do flutuador yf = peso específico do flutuador yl = peso específico do fluido F = força de arraste do fluido sobre o flutuador E = força de empuxo do fluido sobre o flutuador Cd = coeficientes de arraste do fluido sobre o flutuador V = velocidade do fluido Af = área da seção do flutuador Aw = seção interior do tubo ( livre ) Resolvendo as equações anteriores temos : O valor de Cd depende da viscosidade do fluido e da aerodinâmica do flutuador . Por conveniência incorporamos o termo descarga . passando a expressão anterior para : a este coeficiente de Como a vazão é igual a :Q = V . Af .. Aw temos: 30 .

Cilindro com Borda Saliente de Face Inclinada para o Fluxo . . podemos ver os tipos mais utilizados : 1. assim .Sofre a mínima influência da viscosidade do fluido . abrasão e outras utilizam-se outros tipos de materiais .Para vazões médias e elevadas .Para baixas vazões e pouca precisão . 4. Na figura a seguir .Como todos os dados dentro da raiz são constantes ( temperatura e viscosidade constantes ) podemos concluir que a vazão varia linearmente com a área de passagem . para satisfazer outras exigências tais como resistência à corrosão .Tipos de Flutuadores Os Flutuadores podem ter vários perfis de construção . As tabelas a 31 . 2. na indústria .Sofre menor influência da viscosidade do fluido .Material do flutuador O material mais empregado nos flutuadores é o aço inox 316 . Esférico . 3. no entanto . sofre uma influência média da viscosidade do fluido . sofre uma influência considerável da viscosidade do fluido . . teremos uma escala de leitura também linear. Cilindro com Borda Saliente contra o Fluxo . Cilindro com Borda Plana .

peso específico do líquido e temperatura do líquido .60 2. é necessário aplicarmos fatores para corrigir a vazão lida .Fatores de Correção Se variarmos as condições de trabalho de um rotâmetro já calibrado .seguir . A perda de carga do flutuador pode ser determinada através da seguinte equação : ∆P = Wf -vf.20 4.72 8.Estes fatores são peso específico do flutuador .Perda de Carga no Flutuador A perda de carga do rotâmetro é constante em todo o percurso do flutuador .92 MATERIAL Inox 316 Hastelloy B Hastelloy C Chumbo Tântalo Teflon Titânio g/cm3 8.04 9.20 7.24 8.91 1.02 8.50 . mostram os pesos específicos de diversos materiais empregados em flutuadores : MATERIAL Alumínio Bronze Durimet Monel Níquel Borracha Inox 303 g/cm3 2.y1 Af sendo que : Wf = peso do flutuador vf = volume do flutuador yl = peso específico do líquido Af = área transversal máxima .94 11.38 16.78 8. Podemos achar o fator de correção através da fórmula abaixo : sendo que : yf2 = peso específico do flutuador 2 yf1 = peso específico do flutuador 1 yl1 = peso específico do líquido 1 ou na temperatura 1 32 .84 8.

3 . Quanto maior o No de Reynolds . da viscosidade do fluido e do espaço anular compreendido entre a superfície do flutuador e a parede interna do tubo . de maneira que o fluido seja dirigido de baixo para cima.Vertedor O vertedor mede a altura estática do fluxo em reservatório que verte o fluido de uma abertura de forma variável. .3. É um medir mais vantajoso que o vertedor.2 .yl2 = peso específico do liquido 2 ou na temperatura 2 . sendo este um dos fatores que determinarão o No de Reynolds . 2.MEDIDORES DE VAZÃO EM CANAIS ABERTOS Os dois principais tipos são: o vertedor e a calha de Parshall.1 .Instalação Os rotâmetros são montados verticalmente na tubulação do fluido . porque 33 . menor será a influência devido às variações da viscosidade do fluido. cuja vazão se quer medir .3.Influência da viscosidade Sua magnitude dependerá da forma do flutuador . 2. 2.Calha de Parshall O medidor tipo calha de Parshall é um tipo de Venturi aberto que mede a altura estática do fluxo.

A única restrição.MEDIDORES ESPECIAIS DE VAZÃO Os principais medidores especiais de vazão são: medidores magnéticos de vazão com eletrodos. tipo turbina.4 . fluidos com sólidos em suspensão. já que não possui qualquer do fluido de obstrução. Vortex e Ultra-sônico 2. 2. papel e celulose. polpa de papel.4. 34 . Tem ainda como limitação o fato de fluidos com propriedades magnéticas adicionarem um certo erro de medição. Sua aplicação estende-se desde saneamento até indústrias químicas.1 Medidor Eletromagnético de Vazão O medidor magnético de vazão é seguramente um dos medidores mais flexíveis e universais dentre os métodos de medição de vazão. Sua perda de carga é equivalente a de um trecho reto de tubulação. Medidores magnéticos são portanto ideais para medição de produtos químicos altamente corrosivos. tipo Coriólis . É virtualmente insensível à densidade e à viscosidade medição. em princípio é que o fluido tem que ser eletricamente condutivo. lama. mineração e indústrias alimentícias.apresenta menor perda de carga e serve para medir fluidos com sólidos em suspensão. água.

por exemplo a medição de ácido fluorídrico. Para medição de líquidos limpos com baixa viscosidade o medidor eletromagnético é uma opção. Se o líquido de medição tiver partículas sólidas e abrasivas. a direção do campo magnético. A relação entre a direção do campo magnético. Este medidor não possui obstrução.d. Como o sistema de vedação dos eletrodos não possui reentrâncias. medir fluidos altamente corrosivos como ácidos e bases. a fem induzida no medidor eletromagnético é expressa pela seguinte equação: E=B. apresenta uma perda de carga equivalente a um trecho reto de tubulação.Relação entre a vazão e a fem De acordo com a Lei de FARADAY. ele é praticamente a única alternativa. as aprovações para uso sanitário são facilmente obtidas. uma força eletromotriz é gerada. Como o mesmo possui como partes úmidas apenas os eletrodos e o revestimento. Desta forma. É possível. é possível através de uma seleção cuidadosa destes elementos.. No caso do medidor eletromagnético o corpo móvel é o fluido que flui através do tubo detetor. Outro fluido. e portanto.Aplicação O medidor eletromagnético é um elemento primário de vazão volumétrica. Segundo esta lei. movimento do fluido e fem induzida. independente da densidade e das propriedades reológicas do fluido (newtoniano ou não-newtoniano). quando um objeto condutor se move em um campo magnético.V (1) onde: E: fem induzida (V) B: densidade do fluxo magnético (T) d: diâmetro interno do detetor V: velocidade do fluido (m) (m/s) 35 . . e a fem estão posicionadas uma em relação a outra de um ângulo de 90 graus.Princípio de Funcionamento: Lei de Faraday O medidor eletromagnético de vazão é baseado na Lei de Faraday. como polpa de mineração ou papel. Esta lei foi descoberta por um cientista inglês chamado FARADAY em 1831. pode facilmente ser determinada pela regra da mão direita de FLEMING. particularmente adequado para medição por essa técnica é o da indústria alimentícia. cerca de 165 anos atrás. selecionando-se eletrodos de platina e revestimento de teflon. a vazão. .

De acordo com a equação 1.d /4B torna-se constante.V Q= pi.d Q= pi.d.V (4) (3) Substituindo a equação (3) e (4) na equação (2). se B constante.B Na equação 5. Para a vazão temos a seguinte fórmula: Q=S. E (5) 4.B.V onde: (2) Q: vazão S: área da seção transversal do tubo (m) V: velocidade média do fluido (m/s) Fazendo uso das equações (1) e (2). temos que a fem é proporcional à velocidade. S= pi.d2 E 4. se conhecida. irá representar a vazão Q. podemos determinar que a fem induzida é proporcional à vazão.d. a fem induzida E. então Q será proporcional a E. levando-se em consideração que a densidade de fluxo magnético B é constante. pois pi. 2 36 . Em outras palavras.d2 4 E=B. Q=S.

. Existem vários materiais de fabricação tais como : aço inox . tais como aço ou níquel. . Se isto não for feito a fem será curto-circuitada e dessa forma . para receber a tensão induzida no fluido . um isolante tal como teflon . Se o tubo fosse de material isolante não haveria problema . conectado em série com a resistência interna do fluido Rf. monel . mas . borracha de poliuretano ou cerâmica .Eletrodo Eletrodos são dois condutores instalados na parede do tubo . a relação da tensão de saída à tensão gerada é: 37 . pois as mesmas causam distúrbios no campo eletromagnético. A resistência Rf do fluido entre os eletrodos é dada aproximadamente pela seguinte fórmula: Rf = 1 E. hastelloy . geralmente o tubo é feito de material condutor .Estrutura do Detetor: Revestimento Para se conseguir retirar um sinal elétrico proporcional à vazão . Para evitar que a fem seja curto-circuitada pela parede condutiva do tubo . Na prática o aço inox é o mais usado. que tem uma resistência Rs.Influência da condutividade A influência da condutividade nos medidores de vazão deve ser entendida como se específica a seguir. Desta forma.. é necessário que o interior do tubo seja isolado eletricamente . desta forma é geralmente usado para fabricação do detetor.Tubo detetor O material de fabricação do tubo do medidor não pode ser de substâncias ferromagnéticas. A escolha do material isolante é feita em função do tipo de fluido. .de onde E é a condutividade do fluido em siemens/ metro (S/m) (=mho/m) e de é o diâmetro dos eletrodos. A fem deste gerador é recebida pelo elemento secundário. Considera-se o elemento primário como um gerador simples desenvolvendo uma fem e. platina e outros que dependem do tipo de fluido a ser medido . não estará presente nos eletrodos .

a relação es/e teria passado a 90% ou seja. desde que seja superior aos limites recomendados._____1_______ = 1 . temos: es = 1. Instalação elétrica 38 . é de 1 MΩ o fluido água com condutividade de 0.9%.de) Exemplificando: Se a impedância Rs. que. que depende de determinadas combinações entre o elemento primário e o secundário._1_ = 0. não há problema de influência de condutividade do fluido sobre a precisão da medição.01m. 10-2 . ou seja: um aumento de 100% na condutividade só provocaria uma mudança inferior a 1% na relação. a relação acima passaria a 99.___1___ e (1+Rs. Todavia. Observamos. 10-2 ) 1+100 ou seja. Se a condutividade do fluido fosse aumentada de um fator 10.E.99 e ( 1+ 106 .es = 1 . 99%. se a condutividade tivesse diminuído 10 vezes.01 S/m e o diâmetro de eletrodo de 0. então. a partir de um certo limite de condutividade. 10% de variação.

Formas de Excitação . pois o campo magnético inverte o sentido periodicamente. e muitas vezes são difíceis de serem eliminados. foi com relação à forma de excitação das bobinas. e finalmente a amplificação torna-se simples com amplificadores diferenciais. Os quatro tipos principais de excitação são: corrente contínua. . que são provocados pela indução eletromagnética. não teremos problemas com correntes de Foucault nem com indução eletromagnética que são fenômenos que ocorrem somente quando o campo magnético varia. Não é afetada pelo potencial eletroquímico. corrente alternada . fenômeno de eletrólise entre os eletrodos e outros ruídos. ser imune à eletrólise. ainda é de fácil amplificação. e só é aplicada para casos muitos especiais. . Vamos fazer um comparação técnica entre os quatro tipos citados. ressaltando suas vantagens e desvantagens. . pela corrente de Foucault que provoca o desvio de zero e pelos ruídos de rede que somam-se ao sinal de vazão. influência do potencial eletroquímico. corrente pulsante e freqüência dupla simultânea.Alimentação das bobinas A grande transformação sofrida pelos medidores eletromagnéticos de vazão.. como por exemplo. O ruído da rede é eliminado sincronizando o sinal de amostragem com a freqüência da rede e utilizando-se uma freqüência que seja um submúltiplo par da freqüência da rede. 39 .Excitação em corrente alternada A excitação CA tem as vantagens de não ser afetada pelo potencial eletroquímico. citamos: dificuldade de amplificação do sinal obtido. combina as vantagens dos métodos anteriores e não tem as desvantagens. Entre as desvantagens deste método.Excitação em corrente contínua pulsada A excitação em CC pulsada ou em onda quadrada. mas como durante a medição o campo é constante. temos as desvantagens de vários ruídos surgirem em função da corrente alternada. chamado de ruído de quadratura.Excitação em corrente contínua A excitação em corrente contínua tem a vantagem de permitir uma rápida detecção da variação de velocidade do fluido. metais líquido. nos últimos anos. Por outro lado.

pode ser determinado o diâmetro do medidor magnético para efetuar a medição. enquanto que a componente de baixa freqüência responde principalmente às variações lentas. o medidor. eles têm uma precisão de 1% da escala quando a velocidade que corresponde ao fim da escala de vazão. Devem ser levadas em conta considerações relativas ao compromisso entre a decantação/incrustação e abrasão.Escolha do diâmetro Os medidores magnéticos industriais apresentam um melhor desempenho relativo à precisão. quando a vazão medida corresponde a uma velocidade apreciável. o sinal de vazão é amostrado e filtrado nos seus componentes de baixa e alta freqüência. Assim é obtido o contato elétrico com o fluido para posterior aterramento. Desse modo a componente de alta freqüência responde principalmente às variações rápidas. Estes anéis devem ser de diâmetro interno igual ao medidor e de diâmetro externo menor que a circunferência de furos dos flanges do medidor . 40 . A forma de efetuar o aterramento depende do tipo de medidor (revestimento interno. Se um sinal de vazão em degrau é aplicada ao tubo de medição.Excitação com freqüência dupla simultânea A corrente de excitação de dupla freqüência é aplicada ao tubo de medição. etc.). A seguir essas componentes são somadas reproduzindo o degrau aplicado . Os fabricantes apresentam ábacos de escolha para seus medidores onde. é superior a 1m/s e 2% quando compreendido entre 0. .. conhecendo a velocidade ou a vazão máxima a medir. Quando o medidor é instalado entre tubulações nãometálicas ou revestidas internamente.3 e 1m/s (os valores numéricos citados variam dependendo do fabricante). a tubulação adjacente e um ponto de terra comum é especialmente importante quando a condutividade do líquido é baixa. Uma interligação elétrica permanente entre o fluido. é normal instalar anéis metálicos entre os flanges do medidor e a tubulação. é muito importante atender todos os requerimentos dos fabricantes quanto ao aterramento. o qual gera um sinal de vazão com a mesma forma de onda.Aterramento Por razões de segurança do pessoal e para obter uma medição de vazão satisfatória. Tipicamente.

Quando este se movimenta através do tubo . Uma bobina captadora com um imã permanente é montada externamente fora da trajetória do fluido .2 .Medidor Tipo Turbina O medidor é constituído basicamente por um rotor montado axialmente na tubulação . o rotor gira a uma velocidade determinada pela velocidade do fluido e pelo ângulo das lâminas do rotor .Rotor 8.Sensor Eletrônico de proximidade 7 9 41 . Verifica-se então a indução de um ciclo de tensão alternada .Espaçador externo 7.Mancal 5.Anel de Retenção 10 Porca de Travamento do sensor 11. O rotor é provido de aletas que o fazem girar quando passa um fluido na tubulação do processo . 1-Corpo do Medidor 2. A freqüência dos pulsos gerados desta maneira é proporcional á velocidade do fluido e a Vazão pode ser determinada pela medição/totalização de pulsos .2.4.Espaçador central 6.Suporte Frontal 9.Anel de Retenção do Manual 4. ocorre uma variação da relutância do circuito magnético e no fluxo magnético total a que está submetida a bobina .Suporte Traseiro 3. Á medida que cada lâmina passa diante da bobina e do imã .

4. Usando estes dados obtêm-se o fator médio de calibração K relativo à faixa de vazão específica .densidade. farmacêutica.. O fator é representado pela seguinte expressão: K = 60. pois tem grande aplicabilidade desde indústria alimentícia. viscosidade. o efeito do Coriolis se manifesta causando uma deformação. pressão. petróleo etc.f Q OBS. Abaixo de 2 cSt de viscosidade . para cada turbina . usando água como fluido . Os dados obtidos são documentados e fornecidos junto com a turbina . Numa turbina ideal este valor K seria uma constante independente da viscosidade do fluido medido . que é captada por meio de sensores magnéticos que geram uma tensão em formato de ondas senoidais. .: Relutância: é a dificuldade que um material magnético oferece as linhas magnéticas.Medidor por Efeito Coriolis É um instrumento de grande sucesso no momento. temperatura. Observa-se . Os tubos de medição são submetidos a uma oscilação e ficam vibrando na sua própria freqüência natural à baixa amplitude. um medidor Coriolis possui dois componentes: tubos de sensores de medição e transmissor. o contrário é permeância. quase imperceptível a olho nu. uma torção. de forma que é possível . e sua medição. perfil do fluido. expresso em ciclos(pulsos) por unidade de volume . que é o parâmetro de calibração da turbina . o coeficiente K é aproximadamente constante para freqüências de saída acima de 50 Hz . química. entretanto . o fator K deixa de ser uma constante e passa a ser uma função da viscosidade e da freqüência de saída da turbina . 42 . que à medida que a viscosidade aumenta . papel.Performance Cada turbina sofre uma calibração na fábrica .Influência da viscosidade Como visto acima a freqüência de saída do sensor é proporcional à vazão . 2. condutibilidade. fazer o levantamento do coeficiente de vazão K .3 . independe das variáveis de processo . Resumidamente. isto é. Quando um fluido qualquer é introduzido no tubo em vibração.

um tubo de medição oscila sobre o eixo neutro A-B sendo percorrido por um fluido com velocidade “v”. de freqüência (0 à 10 mil Hz) e até digital RS 232 e/ou RS 485. O transmissor é composto de um circuito eletrônico que gera um sinal para os tubos de vazão. Podemos encontrar o modelo com tubo reto . SDCDs. Um RTD é montado no tubo. neste modelo . e em oposição auxiliam o fluido na região de saída dos tubos O atraso entre os dois lados é diretamente proporcional à vazão mássica. alimenta e recebe o sinal de medida. Estas saídas são enviadas para instrumentos receptores que controlam bateladas. a fim de compensar as vibrações das deformações elásticas sofridas com a oscilação da temperatura. ou para PLCs. propiciando saídas analógicas 4 à 20 mA.As forças geradas pelos tubos criam uma certa oposição à passagem do fluido na sua região de entrada (região da bobina1) . indicam vazão instantânea e totalizada. 43 . etc. monitorando a temperatura deste.

4 MEDIDOR DE VAZÃO TIPO VORTEX .4. é diretamente proporcional á vazão mássica . ocorre a formação de 44 . a qual atua sobre as duas metades do tubo com direções opostas .Princípio de funcionamento Quando um anteparo de geometria definida é colocado de forma a obstruir parcialmente uma tubulação em que escoa um fluido. 2. O método de detecção é o mesmo do sistema anterior .Entre os pontos C-B as partículas do fluido são desaceleradas o que leva a força de Coriólis no mesmo sentido da rotação .Entre os pontos A-C as partículas do fluido são aceleradas de uma baixa para uma alta velocidade rotacional . A força de Coriólis (Fc) . A massa destas partículas aceleradas geram as forças de Coriólis (Fc) oposta a direção de rotação .

V/d (1) St = número de Strouhal Esta equação pode ser aplicada a um medidor vortex.V (2) onde.f (3) Número de Strouhal. Os vórtices também podem ser observados em situações freqüentes do nosso dia a dia. as oscilações das copas das árvores ou dos fios elétricos quando expostos ao vento. St = L/d (4) Logo. Adicionalmente. a seguinte relação é obtida: f = St . conforme pode ser verificado nas expressões acima. que se desprendem alternadamente de cada lado do anteparo. quando medindo vazão em uma tubulação de processo. a vazão volumétrica do fluido pode ser medida pela contagem do número de vórtices. em razão da . teremos: Q=k. neste caso a seguinte expressão também é válida: Q=A.É a relação entre o intervalo “L” entre cada vórtice e a dimensão “d” do anteparo perpendicular ao sentido do fluxo ou seja. a velocidade do fluido seja “V” e a dimensão do obstáculo perpendicular ao sentido do fluxo seja “d”. Q = vazão volumétrica A = área da seção da tubulação Mediante uma simples substituição. e consideramos os parâmetros constantes agrupados em único fator. como por exemplo: • • • movimento correnteza. Este é um fenômeno muito conhecido e demostrado em todos os livros de mecânica dos fluidos.Equações de caracterização: Velocidade do fluxo e a freqüência de vórtices Assumindo que a freqüência de geração dos vórtices provocados por um obstáculo colocado verticalmente no sentido de movimento de um fluido seja “f”. as bandeiras flutuando ao vento.vórtices. como mostrado na figura abaixo. 45 . se o número de Strouhal for constante. oscilatório da plantas aquáticas.

a freqüência “f” de geração de vórtices não é afetada por variações na viscosidade. nesta faixa.Método de detecção dos vórtices As duas maiores questões referentes ao desenvolvimento prático de um medidor de vazão. densidade. que estão situadas na faixa de número de Reynolds entre 2 x 104 e 7 x 106. para a imensa maioria das aplicações industriais. temperatura ou pressão do fluido . todas as expressões anteriores são totalmente válidas. temos que St é constante. são: 46 . Logo. baseado nos princípios anteriormente mencionados. Adicionalmente.Para uma ampla faixa de número de Reynolds que define o regime de escoamento. conforme pode ser verificado no gráfico abaixo.

Vários tipos de sensores têm sido propostos. Isto determinará os limites para as condições de operação do medidor.5 . as quais o medidor seria submetido no processo . com diferentes formas. porém nenhum mostrava-se totalmente adequado para resistir às severas condições de trabalho. foram sistematicamente testados e comparados em diversos fabricantes e centros de pesquisa.MEDIDORES ULTRA-SÔNICOS Os medidores de vazão que usam a velocidade do som como meio auxiliar de medição podem ser divididos em dois tipos principais: . Isto determinará a precisão do medidor. Vortex shedder . A tabela abaixo apresenta a variedade de sensores que estiveram.Medidores a efeito doppler 47 . disponíveis no mercado. Grandeza Detectada Sistema de Detecção Troca Térmica Mudanças na velocidade do fluxo Variações de freqüência ultrasônica Diafragma + Elementos Detecção de Pressão Diferencial Diafragma Capacitivo Mudanças de Pressão Equilíbrio de Movimento Deformações sobre o Vortex shedder Tensão ( Stress ) sobre o Vortex shedder Elementos Piezoelétricos Diafragma Indutivo Strain-gauge Esfera + Indutância Strain gauge Piezoelétricos Tipo de Sensor Termistor Feixe de Ultra-som 2.a) A criação de um obstáculo gerador de vórtices (vortex shedder) que possa gerar vórtices regulares e de parâmetros totalmente estabilizados. b) O projeto de um sensor e respectivo sistema eletrônico para detectar e medir a freqüência dos vórtices. O corte trapezoidal proporciona excelente linearidade na freqüência de geração dos vórtices. além de extrema estabilidade dos parâmetros envolvidos. Sistema sensor .Numerosos tipos vortex de shedder. Um shedder com formato trapezoidal foi o que obteve um desempenho considerado ótimo. ou ainda estão.

os transdutores-emissores projetam um feixe contínuo de ultra-som na faixa das centenas de khz.Medidores de efeito Doppler O efeito Doppler é aparente variação de freqüência produzida pelo movimento relativo de um emissor e de um receptor de freqüência. Existem medidores ultra-sônicos nos quais os transdutores são presos à superfície externa da tubulação. 2.Medidores de tempo de trânsito Ao contrário dos instrumentos anteriores.4. para enviar sinais acústicos que passam no fluido.5.Medidores de tempo de trânsito. Nos medidores baseados neste princípio ( ver figura abaixo ).2 . esta variação de freqüência ocorre quando as ondas são refletidas pelas partículas móveis do fluido.4. antes de atingir os sensores correspondentes. No caso. os medidores de tempo de trânsito devem medir vazão de fluidos 48 . e outros com os transdutores em contato direto com o fluido. 2.. Os transdutores-emissores de ultra-sons consistem em cristais piezoelétricos que são usados como fonte de ultra-som.5.1 . estes instrumentos não são adequados para medir vazão de fluidos que contêm partículas. Estes instrumentos são conseqüentemente adequados para medir vazão de fluidos que contêm partículas capazes de refletir ondas acústicas. Os ultra-sons refletidos por partículas veiculadas pelo fluido têm sua freqüência alterada proporcionalmente ao componente da velocidade das partículas na direção do feixe. Para que a medição seja possível.

um transdutor-emissorreceptor de ultra-sons é fixado à parede externa do tubo. e levemente superior (t2) quando orientada para a montante. 49 . V1 a velocidade média do fluido e V2 a velocidade do som no líquido considerado. temos: 1/t1 = Vs . Nestes medidores ( ver figura abaixo ). O tempo de transmissão é levemente inferior (t1) orientada para a jusante.V1 cos α L 1/t2 = Vs + V1 cos α L A diferença dos tempos de trânsito t1 e t2 serve como base de medição da velocidade V1. Sendo L a distância entre os sensores. Os transdutores transmitem e recebem alternadamente um trem de ondas ultra-sônicas de duração pequena.relativamente limpos. ao longo de duas geratrizes diametralmente opostas. um ângulo α. O eixo que reúne os emissores-receptores forma com o eixo da tubulação.

que são as mais lentas. levando em consideração o perfil padrão em função do número de Reynolds do escoamento. É desaconselhada a aplicação destes instrumentos a produtos que depositam na superfície interna do tubo. Nos medidores de efeito Doppler. as partículas próximas dos sensores. formando uma camada absorvente de energia acústica. Nos medidores de tempo de trânsito. então. possível corrigir a leitura adequadamente. Em ambos os tipos de medidores. a influência da densidade de partículas reflexivas poderá introduzir erros suplementares. 50 . Será. a configuração geométrica do percurso do feixe acústico é perfeitamente definida.Os dois tipos de medidores são complementares. o perfil de velocidades da veia fluida deve ser compensado. efetuando continuamente a média das velocidades numa base de tempo relativamente longa. Quando a quantidade de partículas for muito grande. serão as que mais contribuem na reflexão das ondas. Os circuitos eletrônicos dos instrumentos são previstos para eliminar os efeitos das turbulências. introduzindo um erro para menos. já que o primeiro opera com líquidos que contêm partículas sólidas ou gasosas e o segundo requer fluidos limpos. e dependendo das realizações práticas.

O que são os medidores volumétricos? 51 .Cite 3 exemplos de medidores de quantidade volumétricos.Aonde são utilizados os medidores de quantidade? 8 . 2 .O que são medidores de quantidade? 6 .Para que serve a medição de vazão? 3 . 9 .Defina o que é vazão.Faça a conversão das unidades de vazão volumétrica: a) 32 m3/h = _______________________GPM = _______________________Pé3/h = _______________________m3/min b) 69 GPM c) 78 l/min d) 57 m3/h = _______________________BPH = _______________________Pé3/min e) 47 BPD f) 4 m3/h = _______________________l/h g) 6 GPM = _______________________l/h 4 .Como se divide os medidores de quantidade ? 7 .EXERCÍCIOS 1 .Faça a conversão das unidades de vazão gravimétrica: a) 104 T/dia = ________________________T/h b) 459 Kg/h = ________________________lb/min c) 756 T/h = ________________________Kg/s d) 984 Ib/min = ________________________Kg/h e) 724 Kg/s = ________________________lb/s 5 .

000 m3/h.000 mmH2O 19 .Defina a placa de orifício. 16 . sabendo-se que a vazão máxima de linha é de 5. Dados: Dados: Q max = 600 1/h ∆Pmax = 2.Defina o tubo Pitot. o ∆P máximo é de 50” H2O.Como é composto um medidor por pressão diferencial variável? 11 . FT FY FI 52 .360 mmCA 20 . Qual é o diferencial de pressão aplicado em suas câmaras neste instante? Qual é a vazão.000 mmHg 17 .Calcule o ∆P quando a vazão for 2. 12 . com um diferencial máximo de pressão igual a 81 mmH2O? 21 . Dado: Qmax = 460 m3/h.Cite 3 exemplos de elementos primários de medição de vazão por pressão diferencial. Dados: Dados: Q max = 500 1/h 18 .Um FT indica 36% no seu indicador local. 14 .Calcule a vazão em l/h e GPM quando o ∆P for 81%. sabendo-se que a vazão máxima da linha é de 6.Calcule o ∆P no instante em que a vazão é igual a 120 m3/h. Dados: Dados: Q max = 300 l/min ∆Pmax = 30 mmHG ∆Pmax = 1.Defina o tubo venturi.Calcule a vazão em m3/h quando o ∆P = 36%. Qual é a vazão quando o ∆P for de 20” H2O e qual será a indicação na escala do FI em %.000 m3/h.10 . 13 .Defina o bocal. Dados: Q max = 150 m3/h ∆Pmax = 2. com um diferencial máximo de pressão igual a 100 mmH2O? 22 .Um FT é instalado em uma linha de processo para medir vazão.Um FT indica 49% no seu indicador local. 15 . Qual é o diferencial de pressão aplicado em suas câmaras neste instante? Qual é a vazão.5 l/s.

Calcule o fator de calibração da turbina sabendo-se que a vazão é 42 gpm e a freqüência de saída de pulsos é 715 Hz .Como é composto o medidor de vazão por pressão diferencial constante? 25 . 31 . Qual é a vazão quando o ∆P for de 30” H2O e qual será a indicação na escala do FR em %.23 . Dado: Qmax = 500 m3/h. FT FY FR 24 . 33 . 27 .Qual o princípio de funcionamento do medidor de vazão por Vortex 34 .Qual o princípio de funcionamento da calha de Parshall.Cite dois tipos de medidores em canais abertos.Qual o princípio de funcionamento do vertedor? 28 . o ∆P máximo é de 80” H2O.Qual o princípio de funcionamento do medidor magnético de vazão com eletrodos.Como é constituído basicamente o rotâmetro? 26 .Qual o princípio de funcionamento do medidor tipo turbina.Qual o princípio de funcionamento do medidor de vazão por efeito Coriolis.Qual o princípio de funcionamento do medidor de vazão por Ultra-som 53 . 32 .Um FT é instalado em uma linha de processo para medir vazão. 29 . 30 .

884 0.016667 1 BPH BPD CFH CFS 0.81 8.029167 0.041667 0.124676 7.40287 264.8401.028317 0.7 0.33 1 0.1721 15.23394 1 60 0.8802 127 132.161.09.0066245 0.440.00047195 7.35 1.178108 10.016667 1 60 0.0037854 0.22712 0.3147 2118.2746 256.643.314 2118.00011041 1.480519 6.0208 5.10 -6 -6 -6 4.8657.34 543.00027778 0.686 150.016667 1 63.28982 377.0026497 0.10 1.2857 24 1 4.0283168 0.CONVERSÃO DE UNIDADES UNIDADES DE VAZÃO VOLUMÉTRICA PARA OBTER O RESULTADO EXPRESSO EM m3/h MULTIPLICADOR POR m3/min m3/s GPM BPH BPD pé3/h pé3/min O VALOR EXPRESSO EM m3/h m3/min m3/s Galão por minuto GPM Barril por hora Barril por dia pé /h pé /s 3 3 1 60 3600 0.69901 0.13368 0.0935763 0.42857 1 0.10-6 44.158987 0.7 34.476 35.588579 35.0038990 0.00047195 UNIDADES DE VAZÃO MÁSSICA 54 .614583 0.10 0.3892 22.850.956 9057.

0240 86.01667 1 60 0.041667 1 0.45360 91.4536 27.5310 36.001 3.858 2204.000278 1 0.PARA OBTER O RESULTADO EXPRESSO EM t/dia MULTIPLICADOR POR t/h Kg/h Kg/s Ib/h Ib/min Ib/s O VALOR EXPRESSO EM tonelada/dia tonelada/hora kilograma/hora t/dia t/h kg/h 1 24 0.6 1 60 3600 1.0004536 0.011574 0.6 2.2046 7936.00756 0.276 0.61239 0.63295 41.000126 0.667 1000 1 3600 0.27778 0.03674 132.7433 0.000278 0.65317 39.02722 1.400 0.95 0.1907 0.025516 0.01667 1 kilograma/segundo kg/s libra/hora libra/minuto libra segundo Ib/h Ib/min Ib/s 55 .216 1 632.000612 2.2046 0.6 0.01089 0.

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