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UFTPR – UNIVERSIDADE FEDERAL TECNOLÓGICA DO PARANÁ DEPARTAMENTO DE LETRAS CURSO: LICENCIATURA EM PORTUGUÊS/INGLÊS DISCIPLINA: LITERATURA PORTUGUESA IV PROFESSOR

: RODRIGO XAVIER DATA: 05/12/2010 PLANO DE AULA O SÉCULO XX NA LITERATURA PORTUGUESA Aula N° 5 A GERAÇÃO DE ORPHEU E O MODERNISMO PORTUGUÊS Do Simbolismo a José de Almada Negreiros: “Poeta de Orpheu, Futurista e tudo!”

1) Pré-requisitos: A presente aula é a 5ª do programa do curso que compreende um
total de 18 encontros que versam sobre a Literatura Portuguesa do século XX. Nos encontros anteriores apresentou-se o panorama da produção literária do início do século XX, quando da instauração da República Portuguesa em 1910, que marca a instabilidade social e política do país. Desse momento até a publicação da Revista Orpheu (1913/1915), caracterizou-se a literatura pelo retorno às estéticas passadistas. Faz-se, pois, recomendável que o aluno tenha frequentado as aulas iniciais, que trataram do início do movimento modernista em Portugal, com o lançamento da Revista Águia (1910), sob a direção de Teixeira de Pascoaes, a publicação de A Renascença (1914), que contou com um único número, e a Geração de Orpheu, que contava com um seleto grupo de artistas, incluindo, dentre outros, Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro e Almada Negreiros. Realizou-se a leitura dos poemas publicados no primeiro número de Orpheu, quando se buscou caracterizar o projeto do grupo que dirigia a Revista. Cabe ressaltar a importância de o aluno ter cursado as disciplinas de Teoria Literária I e II, já que lhe serão necessários conhecimentos sobre as coorentes críticas do século XX.

2) OBJETIVO GERAL:
Apresentar os elementos estéticos e o contexto histórico que envolvem o aparecimento do Primeiro Modernismo Português

3) OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
Ao final desta aula, deverá o aluno estar apto a:

a fim de levantar o vocabulário e os recursos estilísticos utilizados pelos poetas.] Cena do Ódio é uma das peças fundamentais do modernismo português. a fim de dar a ver a presença de uma estética moderna. Eduardo Lourenço. auxiliada pelos textos de José Augusto Seabra.. exemplificada nesta aula na produção de Almada Negreiros.. representada no Manifesto Anti.2 Estratégias de ensino: a) Apresentar a leitura de fragmentos de Clepsidra (Camilo Pessanha). Isabel Pires de Lima. no modernismo de 1915.] uma linguagem nova.1 Fundamentação teórica: A partir da leitura da produção de Almada Negreiros. Advém daí a importância de se ler a obra de Almada Negreiros. c) Apontar a relação dos textos de Almada Negreiros com os denominados Movimentos de Vanguarda.a) Elencar os principais elementos que compõem a virada estética na poesia moderna. pequeno-burguês.Dantas. afirmação esta que pode ser consubstanciada pela fala de Eduardo Lourenço (1997) “O inimigo de Almada. b) Relacionar os textos com a temática e o projeto da Geração de Orpheu.. b) Traçar uma breve análise da produção de Almada Negreiros a fim de que se reconheça a crítica “manifesta” produzida no primeiro quarto do século XX. e do Manifesto Anti-Dantas (1915). representa desde o início [..] não é a Cultura e a Civilização nos seus expoentes supremos. Madalena Jorge Dine. é precisamente Almada Negreiros. 15 minutos). (Duração. Massaud Moisés (2002) afirma que “quem..]” obra que “mostra sua indignação contra a crítica conservadora que não soube entender a produção de Orpheu”. Benjamin Abdala Júnior... (Duração. (Duração. 15 minutos). Jorge de Sena e Izabel Margato fundamentou-se o que Fernando pessoa chamou de “arte cosmopolita no tempo e no espaço” (1966). 20 minutos). c) Apontar a crítica à figura do anti-artista. [.” Izabel Margato (2008) vê na obra do artista um “grito de guerra contra tudo o que se opunha ao espírito revolucionário que ele defendia [. . 4) METODOLOGIA DE ENSINO 4. o objecto do seu ódio [. e de um modo particular o burguês lisboeta. do poema “16” de Mario de Sá-Carneiro..” Almada acusa a sociedade burguesa pela sua inatividade e estagnação mental e cultural. 4. é muito concretamente o burguês.

2000. AVALIAÇÃO a) Solicitar aos alunos que preparem um seminário sobre o Primeiro Modernismo Português. Quixote. . Lisboa: D. BIBLIOGRAFIA DINE. Madalena Jorge. Lisboa: Gradiva. b) Projetor multimídia. d) Retroprojetor e transparências (caso não haja disponibilidade do projetor multimídia). São Paulo: Companhia das Letras. 16 (in: Orpheu 1). LOURENÇO.4. 5. c) Fragmentos dos textos: Final (in: Clepsidra). 1978. estabelecendo algumas considerações: 1ª) Relação da geração de Orpheu com a Geração da Semana de Arte Moderna de 1922. Eduardo. 2001.3 Recursos didáticos a) Lousa. 3ª) Os pontos de contato entre a Revista Orpheu (Portugal) e a Revista Klaxon (Brasil). ________________. ________________. Manifesto AntiDantas (1915). no Brasil. Portugal como destino seguido de Mitologia da Saudade. 6. A Nau de Ícaro. O Labirinto da Saudade: psicanálise mítica do destino português. Lisboa: Editorial Presença. 2001. Para uma Leitura da Poesia Modernista. e) Aparelho de som. 2ª) Crítica ao burguês traçando um diálogo entre a poesia de Almada Negreiros e Mário de Andrade.

A Literatura Portuguesa Através dos Textos. SAID. O Laboratório do Escritor. Lisboa: Porto Editora. MOISÉS. MAXWELL. Em Defesa dos Intelectuais. Kenneth. 1984. 2002. São Paulo: Ática. 2006. Clepsidra. 2008. São Paulo: Cultrix. PIGLIA. José António. Petrópolis: Vozes. Óscar. O Império Derrotado: revolução e democracia em Portugal. Gilberto Mendonça. Volumes I. LOPES. SARAIVA. 2006. SARTRE. 1970. Camilo. 1997. Maria Aliete. TELES. 1994. Lisboa: edições Ática. II e III. 1994. Jean-Paul. São Paulo: Companhia das Letras. São Paulo: Companhia das Letras. História da Literatura Portuguesa. Vanguarda Européia e Modernismo Brasileiro. Ricardo. . História de Portugal: Vol. PESSANHA. (Preparação do texto e introdução). São Paulo: Iluminuras. Izabel. ORPHEU. Massaud. Lisboa: Relógio D’Água. VII. Rio de Janeiro: 7 Letras. 2001. Tiranias da Modernidade. Lisboa: Estampa. GALHOZ. Representações do Intelectual: As conferências Reith de 1993. José. MATTOSO. Edward.MARGATO. 1972.