SEMI CONDUTORES
NOMES: Guilherme Rodrigues
Marcus Vinicius Monteiro
TURMA: AIMEI01T
INSTRUTOR: Marcos A. Choquetta
Uberlândia-MG
2019
Diodos
Diodo é um dos elementos básicos da eletrônica como conhecemos, ele é o
componente semicondutor mais simples existente e base para circuitos e até
mesmo outros componentes como os transistores que revolucionaram a
eletrônica, ele é formada pela junção de dois materiais semicondutores que
basicamente são isolantes que foram dopados e se tornaram condutores, e é a
junção do material que confere ao diodo sua capacidade tão especial de
conduzir ou não corrente elétrica.
O diodo é o mais simples dos semicondutores. Ele permite que a corrente flua
em uma das direções mas impede que flua na outra, isso devido a junção dos
cristais dopados de silício N (cátodo) e P (ânodo) a figura exemplifica a ligação
de um diodo.
Na imagem o cristal N é um condutor por si só já que tem possui elétrons livres
e o cristal P também, porem apenas a união dos dois não conduz corrente
elétrica, se ligarmos o termina positivo da bateria no terminal N do diodo, os
elétrons serão atraídos ao terminal da bateria bem como os buracos do cristal
P serão atraídos para o terminal negativo da bateria, sendo assim a corrente
não fluirá pelo diodo.
Porem se invertemos a conexão da bateria, teremos corrente fluindo já que os
elétrons livres no cristal tipo N serão repelidos pelo terminal negativo da bateria
e os buracos do cristal P serão repelidos pelo pólo positivo da bateria, sendo
ambos empurrados para a junção entre os cristais, nesse momentos elétrons
livres e os buracos se encontram os elétrons livres preenchem os buracos,
sendo assim os elétrons livres e os buracos deixam de existir e novos buracos
e elétrons são empurrados para a junção, fazendo assim que flua corrente pela
junção. por si só o movimento dos elétrons entre os cristais cria uma diferença
de potencial que para os diodos de silício é de 0,7V.
Um dispositivo que bloqueia a corrente em uma direção e permite a passagem
em outra, pode ser utilizada nas mas diversas aplicações, esse é o caso do
diodo. Por exemplo em dispositivos que utilizam baterias para evitar inversão
de polaridade, ou mesmo em circuitos retificadores que converter a tensão
alternada em corrente continua, mas a maior aplicação dos semicondutores e
obviamente do diodo é o transistor que tem muito em comum.
Porem o diodo como todos os outros componentes eletrônicos não possuem
características totalmente idéias, ou seja, no diodo ideal toda corrente reversa
aplicada aos seus terminais deveria ser bloqueada mais isso não acontece na
vida real devido a suas características construtivas, sua curva característica
pode ser vista no gráfico.
Em um diodo ideal quando reversamente polarizado deverá bloquear
totalmente a corrente, porem em um diodo real uma pequena corrente de fuga
aparece da ordem de micro ampere. Outro ponto é aplicação demasiada de
tensão reversa na junção do diodo, sendo que se ultrapassar o limite
construtivo a barreira pode se romper e o diodo passar a conduzir. Para
polarizar o diodo é necessária uma pequena tensão que para os diodos de
silício é em torno de 0,7V
Exemplo:
Um exemplo de diodo comum é o 1N4007, muito usado em diversos projetos
de eletrônica, algumas de suas características são:
Pico máximo suportado de tensão reversa 1000V
Máxima tensão reversa RMS 700V
Corrente 1A
Transistor
Transistor é um dispositivo semicondutor, geralmente feito de silício ou
germânio, usado para amplificar ou atenuar a intensidade da corrente elétrica
em circuitos eletrônicos. Os transistores são como blocos fundamentais na
construção de todos os dispositivos eletrônicos modernos, sendo usados em
chips de computadores e smartphones, por exemplo.
Qual a função do transistor?
Os transistores têm duas funções básicas: amplificar a corrente elétrica ou
barrar a sua passagem. Quando na função de amplificador, os transistores são
alimentados por uma baixa corrente elétrica de entrada, amplificando-a e,
assim, produzindo uma corrente elétrica de saída com maior intensidade.
Um exemplo de circuito que utiliza transistores nessa configuração são os
microfones. O som captado pelos microfones produz uma corrente elétrica de
baixa intensidade, em seguida, essa corrente passa através de um conjunto de
transistores, que produz um sinal elétrico bem mais intenso, capaz de acionar
os alto-falantes de uma caixa de som, por exemplo.
Os transistores também podem funcionar como interruptores, ligando ou
desligando a corrente elétrica em um circuito: da mesma forma como eles são
capazes de amplificar a corrente elétrica, eles também são capazes de atenuá-
la, e esse processo pode ocorrer em uma grande velocidade (os transistores
atuais fazem isso bilhões de vezes por segundo).
Essa função fez dos transistores os componentes básicos de todos os chips
eletrônicos, como aqueles presentes em nossos computadores. Todos esses
chips funcionam por meio de uma língua bastante simples, o código binário. Os
computadores são capazes de traduzir um extenso código formado pelos
dígitos 0 e 1 em letras, palavras e imagens. Esses dígitos, 0 e 1, são chamados
de bits e são implementados pelos transistores: quando um transistor encontra-
se ligado (alta corrente), o computador lê o bit 0, quando ele se encontra
desligado (baixa corrente), o computador atribui-lhe o bit 1.
SCR
SCR é um componente eletrônico semicondutor de quatro camadas da família
dos tiristores. Composto, geralmente, por três terminais, dois dos quais
denominados anodo (A) e catodo (K), formam um diodo bipolar, e no terceiro
terminal (que é usado para controle), denominado gatilho, se aplica um pulso
que provoca o "disparo" do dispositivo.
Quando o SCR opera como elemento retificador, seu disparo ocorre
geralmente em sincronismo com a forma de onda da CA que esta sendo
retificada em um certo ângulo pré-determinado pelo projetista. Para a
manutenção do SCR é necessária uma corrente mínima. Depois de disparado,
o SCR continua em condução até que sua corrente se torne menor do que a
corrente de manutenção, ocasionando seu desligamento.
Quando não está em condução, o SCR recebe toda a tensão presente na
entrada (entre os terminais de anodo e catodo) até que ocorra um novo
disparo. Há varios tipos, mas os mais comuns sao o tipo P-N e o N-P-N-P.
Triac
Um Tiristor (TRIAC), é um componente eletrônico equivalente a
dois retificadores controlados de silício(SCR/tiristores) ligados em antiparalelo e
com o terminal de disparo (ou gatilho – Gate) ligados juntos. Este tipo de
ligação resulta em uma chave eletrônica bidirecional que pode conduzir
a corrente elétrica nos dois sentidos. O TRIAC faz parte da família de tiristores.
Um TRIAC pode ser disparado por uma corrente alternada aplicada
no terminal de disparo (Gate). Uma vez disparado, o dispositivo continua a
conduzir até que a corrente elétrica caia abaixo do valor de corte, como o valor
da tensão final da metade do ciclo de uma corrente alternada. Isto torna o
TRIAC um conveniente dispositivo de controle para circuitos de corrente
alternada ou C.A, que permite acionar grandes potências com circuitos
acionados por correntes da ordem de miliamperes.
Também podemos controlar o início da condução do dispositivo, aplicando um
pulso em um ponto pré-determinado do ciclo de corrente alternada, o que
permite controlar a percentagem do ciclo que estará alimentando
a carga (também chamado de controle de fase).
O TRIAC de baixa potência é utilizado em várias aplicações como controles de
potência para lâmpadas dimmers, controles de velocidade
para ventiladores entre outros. Contudo, quando usado com cargas indutivas,
como motores elétricos, é necessário que se assegure que o TRIAC seja
desligado corretamente, no final de cada semi-ciclo de alimentação elétrica.
Para circuitos de maior potência, podemos utilizar dois SCRs ligados em
antiparalelo, o que garante que cada SCR estará controlando um semi-ciclo
independente, não importando a natureza da carga geral.
Mosfet
O transistor MOSFET (acrônimo de Metal Oxide Semiconductor
Field Effect Transistor, ou transistor de efeito de campo metal -
óxido - semicondutor - TECMOS), é, de longe, o tipo mais comum
de transístores de efeito de campo em circuitos tanto digitais quanto
analógicos. Seu princípio básico foi proposto pela primeira vez por
Julius Edgar Lilienfeld, em 1925.
O MOSFET é um dispositivo de 4 terminais, Dreno (Drain), Fonte
(Source), Porta (Gate), Substrato (Bulk) sendo que em circuitos
discretos, normalmente só tem 3 terminais acessíveis, tendo o
substrato ligado à fonte. A dopagem do poço é complementar à dos
terminais. Os parâmetros de dimensionamento mais importantes
são a largura do canal, que condiciona a passagem de corrente no
transistor, sendo proporcional a esta. O é o comprimento do canal
que está relacionado com o tempo de trânsito dos eletrons no canal,
restrigindo assim a resposta em frequência do dispositivo.
IGBT
O IGBT é um semicondutor de potência que alia as características de
chaveamento dos transistores bipolares com a
alta impedância dos MOSFETs apresentando baixa tensão de saturação e alta
capacidade de corrente. O IGBT destaca-se por possuir alta eficiência e rápido
chaveamento. Atualmente é muito utilizado em equipamentos modernos
como carros elétricos ou híbridos, trens, aparelhos de ar condicionado e fontes
chaveadas de alta potência. Devido a seu projeto que permite rápido
chaveamento (liga/desliga), encontra aplicação também
em amplificadores e geradores que necessitam sintetizar formas de onda
complexa através de PWM e filtros passa-baixa.
O IGBT é uma invenção recente. A primeira geração de dispositivos desse tipo
na década de 1980 e início dos anos 90 possuíam chaveamento relativamente
lento e seu desligamento (corte na condução) não ocorria enquanto
existisse corrente fluindo (característica conhecida na língua inglesa
como latchup). A segunda geração de IGBT apresentava melhoria e
atualmente, os dispositivos de terceira geração são muito melhores com
velocidade de chaveamento equiparada à dos MOSFETs além de excelente
tolerância à sobrecarga e durabilidade.[1]
Basicamente, o IGBT pode ser analisado também como um mosfet acionando
um transistor bipolar. Este arranjo apresenta um tiristor parasita, que
normalmente é ignorado devido ao avanço tecnológico realizado na construção
do componente, que não apresenta mais este inconveniente.
LED
O diodo emissor de luz, é usado para a emissão de luz em locais e
instrumentos onde se torna mais conveniente a sua utilização no lugar de
uma lâmpada. Especialmente utilizado em produtos de microeletrônica como
sinalizador de avisos, também pode ser encontrado em tamanho maior, como
em alguns modelos de semáforos. Também é muito utilizado em painéis de
LED, cortinas de LED, pistas de LED e postes de iluminação pública,
permitindo uma redução significativa no consumo de eletricidade
O LED é um diodo semicondutor (junção P-N) que quando é energizado
emite luz visível – por isso LED (Diodo Emissor de Luz). A luz não
é monocromática (como em um laser), mas consiste de uma banda espectral
relativamente estreita e é produzida pelas interações energéticas
do eletrão (português europeu)/elétron (português brasileiro). O processo de
emissão de luz pela aplicação de uma fonte elétrica de energia é
chamado eletroluminescência.
Em qualquer junção P-N polarizada diretamente, dentro da estrutura, próximo à
junção, ocorrem recombinações de lacunas e elétrons. Essa recombinação
exige que a energia possuída pelos eletrões seja liberada, o que ocorre na
forma de calor ou fótons de luz .
No silício e no germânio, que são os elementos básicos
dos diodos e transistores, entre outros componentes eletrônicos, a maior parte
da energia é liberada na forma de calor, sendo insignificante a luz emitida
(devido à opacidade do material), e os componentes que trabalham com maior
capacidade de corrente chegam a precisar de irradiadores de calor
(dissipadores) para ajudar na manutenção dessa temperatura em um patamar
tolerável.
Já em outros materiais, como o arsenieto de gálio (GaAs) ou o fosfeto de gálio
(GaP), a quantidade de fótons de luz emitida é suficiente para constituir fontes
de luz bastante eficientes.
A forma simplificada de uma junção P-N de um LED demonstra seu processo
de eletroluminescência. O material dopante de uma área
do semicondutor contém átomos com um elétron a menos na banda de
valência em relação ao material semicondutor. Na ligação, os iões desse
material dopante (iões "aceitadores") removem elétrons de valência do
semicondutor, deixando "lacunas" (ou buracos), fazendo com que o
semicondutor torne-se do tipo P. Na outra área do semicondutor, o material
dopante contém átomos com um eletrão a mais do que o semicondutor puro
em sua faixa de valência. Portanto, na ligação esse elétron fica disponível sob
a forma de eletrão livre, formando o semicondutor do tipo N.
DIODO ZENNER
Diodo Zener é um dispositivo ou componente eletrônico semelhante a
um diodo semicondutor, especialmente projetado para trabalhar sob o regime
de condução inversa, ou seja, acima da tensão de ruptura da junção PN, neste
caso há dois fenômenos envolvidos: o efeito Zener e o efeito avalanche.[1] O
dispositivo leva o nome em homenagem a Clarence Zener, que descobriu esta
propriedade elétrica.
O diodo Zener difere do diodo convencional pelo fato de receber
uma dopagem (tipo N ou P) maior, o que provoca a aproximação da curva na
região de avalanche ao eixo vertical. Isto reduz consideravelmente a tensão de
ruptura e evidencia o efeito Zener que é mais notável à tensões relativamente
baixas (em torno de 5,5 Volts).