Capa da Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos

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Sebenta Multimédia

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Capa da Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos

A Sebenta Multimédia necessita de um browser que suporte frames, JavaScript e Java. Se tiver algum problema com a Sebenta Multimédia entre em contacto com Pedro.Alves@inesc.pt ou com o Professor Victor.Dias@inesc.pt para a sua resolução. Esta Sebenta Multimédia foi concebida por Rita Carreira e Pedro Fonseca em 1996/97 a partir de um original da autoria do Professor Victor da Fonte Dias.

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Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos

Grandezas Eléctricas

Sebenta Multimédia 1 Grandezas Eléctricas 2 Componentes Fundamentais dos Circuitos Eléctricos 3 Resistência Eléctrica 4 Leis de Kirchhoff 5 Métodos de Análise Sistemática de Circuitos 6 Teoremas Básicos dos Circuitos Eléctricos 7 Condensador e Capacidade Eléctrica 8 Bobina e Indutância Electromagnética 9 Análise de Circuitos RC e RL de 1.ª Ordem 10 Análise de Circuitos RC, RL e RLC de 2.ª Ordem 11 Impedância Eléctrica 12 Análise da Resposta em Frequência 13 Bobinas Acopladas e Transformadores

A Ciência Eléctrica estuda o fenómeno da existência e interacção entre cargas eléctricas. Tal como a massa, a carga eléctrica é uma propriedade fundamental da matéria que se manifesta através de uma interacção, designadamente através de uma força. No entanto, a carga eléctrica apresenta a particularidade de se manifestar através de uma força que tanto pode ser de atracção como de repulsão, ao contrário daquela manifestada pelas massas, que, como se sabe, é apenas de atracção. As principais grandezas da ciência eléctrica são a carga, a força, o campo, a energia, a tensão, a potência e a corrente eléctrica. Um dos objectivos deste capítulo é explicar a relação existente entre estas grandezas eléctricas, dando particular atenção às grandezas tensão e corrente eléctrica. Com efeito, a análise de circuitos visa essencialmente a determinação da relação corrente/tensão eléctrica em redes de componentes eléctricos e electrónicos. A lei fundamental da Ciência Eléctrica é a Lei de Coulomb. Esta lei estabelece que duas cargas eléctricas em presença uma da outra se atraem ou repelem mutuamente, isto é, interagem entre si através de uma força. Como grandeza de tipo vectorial, a força eléctrica possui, portanto, uma direcção, um sentido e uma intensidade. A direcção da força coincide com a da recta que une as duas cargas, o sentido é uma função dos sinais respectivos, positivos ou negativos, e a intensidade é uma função do módulo das cargas e da distância que as separa. A interacção à distância entre cargas eléctricas conduz ao conceito de campo eléctrico, o qual nos permite encarar a força eléctrica como o resultado de uma acção exercida por uma carga ou conjunto de cargas vizinhas. Tal como a força, o campo eléctrico é uma grandeza vectorial com direcção, sentido e intensidade. O movimento de uma carga num campo eléctrico, em sentido contrário ou concordante com o da força eléctrica a que se encontra sujeita, conduz à libertação ou exige o fornecimento de uma energia. O acto de se isolarem fisicamente conjuntos de cargas positivas e negativas equivale a fornecer energia ao sistema, comparável ao armazenamento de energia eléctrica numa bateria. Pelo contrário, o movimento de cargas negativas no sentido de partículas carregadas positivamente corresponde à libertação de energia. Em geral, a presença de cargas eléctricas imersas num campo atribui ao sistema uma capacidade de realizar trabalho, capacidade que é designada por energia potencial eléctrica ou, simplesmente, energia eléctrica. Uma carga colocada em pontos distintos de um campo eléctrico atribui valores também distintos de energia ao sistema. A diferença de energia por unidade de carga é designada por diferença de potencial, ou tensão eléctrica. Tensão e energia eléctrica são, por conseguinte, duas medidas da mesma capacidade de realizar trabalho. A taxa de transformação de energia eléctrica na unidade de tempo é designada por potência eléctrica.

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Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos

14 Diportos Eléctricos 15 Amplificador Operacional 16 Transferidor de Tensão e Corrente APÊNDICE-A APÊNDICE-B

O fluxo de cargas eléctricas é designado por corrente eléctrica. Em particular, definese corrente eléctrica como a quantidade de carga que na unidade de tempo atravessa uma dada superfície. Corrente e tensão eléctrica definem as duas variáveis operatórias dos circuitos eléctricos.

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A Sebenta Multimédia necessita de um browser que suporte frames, JavaScript e Java. Se tiver algum problema com a Sebenta Multimédia entre em contacto com Pedro.Alves@inesc.pt ou com o Professor Victor.Dias@inesc.pt para a sua resolução. Esta Sebenta Multimédia foi concebida por Rita Carreira e Pedro Fonseca em 1996/97 a partir de um original da autoria do Professor Victor da Fonte Dias.

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Notas

Victor da Fonte Dias, Professor Auxiliar no Instituto Superior Técnico (IST), Lisboa, ensina disciplinas de electrónica das Licenciaturas em Engenharia Electrotécnica e de Computadores e de Engenharia Aeroespacial. Licenciado, obteve o grau de Mestre em Engenharia Electrotécnica no IST em 1986 e 1989, respectivamente, tendo obtido em 1993 o grau de Doutor na Università degli Studi di Pavia, Itália. De então para cá partilha as actividades de docente no IST e de investigador no INESC, tendo em 1994 sido, também, Professor Convidado na Academia da Força Aérea Portuguesa. O Prof. Victor Dias é autor de diversos artigos publicados em revistas e conferências internacionais, designadamente nos domínios da microelectrónica analógica e mista analógica-digital, e teste e processamento de sinais.

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Ajuda

Geral
A Sebenta Multimédia, para ser visualizada, necessita de um browser que suporte frames. Para utilizar os Simuladores (Capítulo 10 e Capítulo 12) é necessário um browser que interprete Java. Recomenda-se a utilização de uma janela de visualização de largura inferior a 1024 pixeis. Em baixo encontra-se uma imagem relativa à Sebenta Multimédia. São identificados os seus elementos principais, de modo a permitir uma melhor compreensão do texto existente nesta página de Ajuda.

Buttonbars
As três buttonbars que aparecem nas páginas da Sebenta Multimédia encontram-se aqui explicadas.

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Ajuda

Páginas introdutórias

Páginas de Simuladores, Fotografias e Ajuda

Páginas de matéria

Nota : Algumas das setas podem estar inactivas. O botão Capa carrega a capa da Sebenta Multimédia

O botão Índice carrega o índice da Sebenta Multimédia mostrando o índice do capítulo em que o utilizador se encontrava quando carregou no botão. O botão Index carrega o index da Sebenta Multimédia. A ligação é feita para o início do documento, onde o utilizador poderá escolher a letra onde lhe interessa pesquisar. O botão Expandir Janela de Texto faz com que a janela com o texto da Sebenta Multimédia se maximize. Utilizar este botão, quando se tem um pequeno monitor ou a placa gráfica configurada para baixa resolução e/ou se está interessado em ver mais informação no écran. O botão Contrair Janela de Texto deve ser utilizado quando se pretende voltar ao formato original da sebenta, i.e., com o menu na janela do lado esquerdo e o texto na janela do lado direito (ver figura acima). O retorno ao formato original é feito para a capa do capítulo onde o utilizador se encontra. Se chegou até esta página já adivinhou a utilidade do botão Ajuda. Porém, caso seja distraído cá fica a explicação. Este botão disponibiliza-lhe esta página de ajuda. O botão Capítulo Seguinte carrega a capa do capítulo seguinte na janela de texto.

O botão Capítulo Anterior carrega a capa do capítulo anterior na janela de texto.

O botão Secção Anterior carrega a capa do secção anterior na janela de texto.

O botão Secção Seguinte carrega a capa do secção seguinte na janela de texto.

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Ajuda

O botão Documento Anterior carrega o último documento visitado.

Modos de Visualização
A Sebenta Multimédia tem dois modos de visualização, permitindo que o texto seja apresentado de duas maneiras diferentes. Assim, pode optar-se por ter a janela de texto expandida ou contraída, sendo a passagem, de um modo de visualização para outro, uma tarefa muito simples. Basta carregar no botão respectivo da buttonbar.

Janela de Texto Contraída ( Botão

)

Janela de Texto Expandida ( Botão

)

Modos de Navegação
Existem quatro formas principais de navegação na Sebenta Multimédia. Pode partir-se à descoberta do texto a partir do Menu, do Índice, do Index e de um modo sequencial, utilizando as setas da buttonbar. Em baixo apresentam-se imagens elucidativas de cada um destes elementos. Menu Índice

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Ajuda

Index

Setas da buttonbar

Simuladores
O modo de funcionamento de qualquer dos simuladores é relativamente simples. O utilizador insere todos os parâmetros nas caixas colocadas na parte superior da janela de controlo, ou deixa os que estão por defeito, e de seguida pressiona o botão "Executar". A partir deste instante, o simulador entra em execução e uma de duas coisas pode acontecer: 1. se os parâmetros estiverem todos correctos o simulador calcula a resposta e desenha-a no écran, fornecendo informações relevantes na parte inferior da janela de controlo: identificação do tipo de solução, valor do factor de qualidade e das divisões horizontais e verticais; 2. se algum dos parâmetros estiver incorrecto, o simulador fornecerá ao utilizador uma mensagem de erro e abortará a execução da simulação.

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Ajuda

NOTA: Para mais informações consultar o Manual do Utilizador da Sebenta Multimédia.

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3 Corrente e Potência Eléctrica 1.ips.7.4 Varístores 3.2 Associação de Fontes de Corrente 4.2.1.7 Ohmímetro Sumário Exercícios de Aplicação Capítulo 4 4 Leis de Kirchhoff 4.1 Termo-resistências e Termístores 3.5 Fontes de Alimentação e de Sinal 1.2 Amperímetro 1.2 Energia Potencial e Tensão Eléctrica 1.5 Resistências Ajustáveis e Variáveis 3.2 Potência Eléctrica 1.4.2 Exemplo de Aplicação-2 http://ltodi.7.2 Resistências de Película ou Camada Fina 3.3 Campo Eléctrico 1. Força e Campo Eléctrico 1.2 Fonte de Corrente 4.3.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_00/indice.7 Exemplos de Aplicação 4.3 Ponto de Funcionamento em Repouso Sumário Exercícios de Aplicação Capítulo 3 3 Resistência Eléctrica 3.5 Transformação de Fonte 4.4.2.3.6.3.6.2 Força Eléctrica 1.6.1 Associação de Fontes de Tensão 4.1 Resistências de Carvão 3.2.2.1 Energia Potencial Eléctrica 1.2 Distorção Harmónica 2.2 Associação em Paralelo 4.1.2 Tensão Eléctrica 1.1 Circuitos e Componentes Eléctricos 2.5 Efeitos da Temperatura 3.1 Corrente Eléctrica 1.5 Osciloscópio Sumário Exercícios de Aplicação Capítulo 2 2 Componentes Fundamentais dos Circuitos Eléctricos 2.3 Curto-circuito e Circuito Aberto 4.1 Divisor de Tensão 4.1.6.1 Voltímetro 1.2 Divisor de Corrente 4.4 Multímetro 1.3.1.1 Definições 2.1 Fonte de Tensão 4.htm (1 of 4)06-06-2005 12:35:22 .1.3 Divisores de Tensão e de Corrente 4.3 Outros Sensores Resistivos 3.2.4 Resistências Híbridas de Filme Espesso e de Filme Fino 3.3 Associação Série-Paralelo 4.1.6.1 Linearidade 2.1 Exemplo de Aplicação-1 4.1 Lei de Kirchhoff das Tensões 4.3.1 Lei de Ohm 3.1.4 Sinais Eléctricos 1.2 Associação de Resistências 4.3.6 Instrumentos de Medida 1.6.1 Leis de Kirchhoff 4.2 Componentes Fundamentais 2.3 Tipos de Resistências 3.3 Resistências Bobinadas 3.6.2 Lei de Kirchhoff das Correntes 4.6.6 Associação de Fontes 4.2.2.6.3.1 Carga Eléctrica 1.6 Sensores Resistivos 3.Índice Capítulo 1 1 Grandezas Eléctricas 1.2 Lei de Joule 3.6.2 Componentes Lineares e Não Lineares 2.2 Foto-resistências 3.est.2.1 Associação em Série 4.3.3.4 Resistência Interna das Fontes 4.6 Características Técnicas das Resistências 3.1 Carga.3.3 Wattímetro 1.3.

5.3 Exemplos de Aplicação 7.4 Condensadores Electrolíticos 7.2 Característica Tensão-Corrente 7.1 Características i(v) e v(i) 7.4 Divisores Indutivos de Tensão e de Corrente 8.1 Exemplo de Aplicação-1 5.1 Exemplo de Aplicação-1 5.2 Teorema de Thévenin 6.5 Condensadores Híbridos 7.4 Fontes de Tensão Dependentes 5.1.4.3.2.3.4 Exemplos de Aplicação 5.est.1.4 Exemplo de Aplicação-4 4.1 Fontes de Tensão Independentes 5.1 Método dos Nós 5.1.6 Condensadores Variáveis 7.2.5 Tipos de Condensadores 7.2.2 Característica Tensão-Corrente 8.6 Coeficientes de Auto-Indução e de Indução Mútua 8.3 Método das Malhas 5.5 Teorema de Millman 6.5.2.7.3.6 Sensores Capacitivos 7.4 Indutância 8.1 Associação em Série 8.3.3 Fontes de Tensão Dependentes 5.5 Fenómeno da Indução Electromagnética 8.7 Características Técnicas dos Condensadores 7.5 Tipos de Bobinas 8.2 Fontes de Corrente Independentes 5.5 Exemplo de Aplicação-5 Sumário Exercícios de Aplicação Capítulo 5 5 Métodos de Análise Sistemática de Circuitos 5.3 Associação de Condensadores 7.1 Características v(i) e i(v) 8.3 Materiais Magnéticos 8.1 Associação em Paralelo 7.2 Condensadores de Película ou Folha 7.2.1 Condensadores de Mica 7.5.7.8 Códigos de Identificação de Condensadores 7.3.2 Associação em Série 7.3 Associação de Bobinas 8.2 Exemplos de Aplicação 5.3.3 Equivalente de Norton 6.4 Divisores Capacitivos de Corrente e de Tensão 7.5.6 Teorema de Miller Sumário Exercícios de Aplicação Capítulo 7 7 Condensador e Capacidade Eléctrica 7.htm (2 of 4)06-06-2005 12:35:22 .3.1.3 Exemplo de Aplicação-3 4.1 Fontes de Corrente Independentes 5.2 Associação em Paralelo 8.1 Grandezas Magnéticas 8.2 Exemplo de Aplicação-2 Sumário Exercícios de Aplicação Capítulo 6 6 Teoremas Básicos dos Circuitos Eléctricos 6.3.2.4.2 Fontes de Tensão Independentes 5.1 Capacidade Eléctrica 7.1.1 Força e Campo Magnético 8.4 Teorema da Máxima Transferência de Potência 6.ips.1.7.2 Exemplo de Aplicação-2 5.Índice 4.1.2 Fluxo e Densidade de Fluxo Magnético 8.1.7 Instrumentos de Medida da Capacidade Sumário Exercícios de Aplicação Capítulo 8 8 Bobina e Indutância Electromagnética 8.4 Fontes de Corrente Dependentes 5.3 Condensadores Cerâmicos 7.3 Fontes de Corrente Dependentes 5.5.1.1.2 Energia Eléctrica Armazenada 7.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_00/indice.2 Energia Magnética Armazenada 8.5.5.1 Teorema da Sobreposição das Fontes 6.6 Sensores Indutivos Sumário Exercícios de Aplicação Capítulo 9 Capítulo 10 http://ltodi.5.2.

3 Exemplo de Aplicação-3 9.4.3.3 Modelo Eléctrico Equivalente 13.4.1 Auto-Transformador 13. C e L 11.1 Diportos 14.4.1 Bobinas Acopladas 13.2.3.4.1 Fasor e Impedância 11.1 Resposta em Frequência 12.2 Solução Natural 9.4 Solução Forçada Sinusoidal 9.4 Teorema da Máxima Transferência de Potência Sumário Exercícios de Aplicação Capítulo 12 12 Análise da Resposta em Frequência 12.3 Modelo Eléctrico Equivalente 13.2.4.3 Filtros Passa-Banda 12.4 Teoremas Básicos em Notação Fasorial 11.2 Ganhos de Tensão e de Corrente 14.1.1.3.1 Definições 14.1 Transformação de Fonte 11.4.4.ips.2 Transformador Ideal em Carga 13.3.4. em Paralelo.1.1 Circuitos RC e RL 9.2.2 Transformadores com Múltiplos Enrolamentos 13.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_00/indice.4.1.2 Solução Forçada 9.5.1.2 Solução Forçada Sinusoidal Sumário Exercícios de Aplicação Capítulo 11 11 Impedância Eléctrica 11.4 Solução Forçada 10.2.2 Circuito Ressonante Paralelo 12.2.1.3.1.3 Teorema da Sobreposição das Fontes 11.3 Métodos de Análise em Notação Fasorial 11.1 Números Complexos e Sinais Sinusoidais 11.5.3.3 Exemplo de Aplicação 12.3.2.2 Exemplo de Aplicação-2 9.2.1 Circuito Ressonante Série 12. Reactiva e Aparente 11.1.3 Solução Criticamente Amortecida 10.5.2 Diagramas de Bode Canónicos 12.3.4 Filtros Eléctricos 12.1 Circuitos RC e RL 9.2 Diagramas de Bode 12.1.2 Leis de Kirchhoff em Notação Fasorial 11.3.1.2.5.1 Solução Natural 9.1 Filtros Passa-Baixo 12.1.2 Associação de Diportos 14.1 Coeficiente de Indução Mútua 13.4.ª Ordem 9.5 Potência 11.1 Exemplo de Aplicação-1 9.4.4 Solução Sub-amortecida 10.2.1 Topologias Básicas 10. em Cascata e em Modo Híbrido 14.1 Potência nos Elementos R.3 Potências Activa.4.4 Filtros Rejeita-Banda Sumário Exercícios de Aplicação Capítulo 13 13 Bobinas Acopladas e Transformadores 13.2.3 Solução Natural 10.2 Fasor 11.3.1.ª Ordem 10. RL e RLC de 2.htm (3 of 4)06-06-2005 12:35:22 .4 Exemplo de Aplicação-4 Sumário Exercícios de Aplicação 10 Análise de Circuitos RC.3 Associação de Amplificadores em Cascata Sumário http://ltodi.3 Condições Inicial e de Continuidade 9.5 Teorema de Miller 11.1 Função de Transferência 12.2 Associação de Bobinas Acopladas 13.3 Teorema da Sobreposição das Fontes 9.2 Método do Operador-s 10.2 Transformador Ideal 13.1 Método da Substituição 10.2.2 Potência nos Circuitos RC e RL 11.1.3 Notação de Laplace 12.4.2 Circuitos Ressonantes 12.3 Solução Forçada Constante 9.2.3 Tipos e Aplicações dos Transformadores 13.est.2.4 Solução Natural Comutada 9.2 Formulação das Equações 10.1.2 Teorema de Thévenin e Equivalente de Norton 11.1 Associações em Série.1.2 Filtros Passa-Alto 12.4 Teorema de Millman 11.3.3 Impedância Eléctrica 11.5 Energia Armazenada e Dissipada 9.3.2.2 Solução Sobre-amortecida 10.2 Modelos Eléctricos Equivalentes 14.3.1 Solução Forçada Constante 10.4 Exemplos de Aplicação 9.Índice 9 Análise de Circuitos RC e RL de 1.2 Exemplos de Aplicação 14.1 Circuito RC 12.1 Transformador Ideal em Vazio 13.4.1.1 Impedâncias de Entrada e de Saída 14.1 Soluções Naturais Alternativas 10.3 Diportos Amplificadores 14.4.3 Exemplos de Aplicação 14.3 Método das Variáveis de Estado 10.3 Transformadores de Medida Capítulo 14 14 Diportos Eléctricos 14.5 Solução Oscilatória 10.1.2 Soluções Natural e Forçada 9.

3.2.3 Largura de Banda Sumário Exercícios de Aplicação APÊNDICE-A Código de Identificação de Resistências APÊNDICE-B Matrizes e Determinantes http://ltodi.4.3.2 Montagens Básicas 16.2.3.4.1 Ganho e Largura de Banda 15.1 AmpOp Ideal 15.2.3 Circuitos com AmpOps 15.3 Resistências de Entrada e de Saída 15.5 Amplificador de Corrente 16.4.7 Correntes de Polarização 15.est.ips.4.3 Circuitos com Transferidores 16.3.1 Erros de Transferência e Resistências de Entrada e de Saída 16.htm (4 of 4)06-06-2005 12:35:22 .3 Conversor de Tensão em Corrente 16.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_00/indice.4.2 Montagens Básicas 15.4.2.4.3.4 Transformadores de Sinal 13.3.2.4 Diferenciadores de Corrente e de Tensão 16.5 Transformadores de Potência 13.4 Ganho de Modo Comum 15.4 Sensores Relutivos e Electromagnéticos Sumário Exercícios de Aplicação Exercícios de Aplicação Capítulo 15 15 Amplificador Operacional 15.1 Seguidor de Tensão 16.4.1 Amplificador Diferencial 16.3.4 Amplificador da Diferença 15.2 Montagem Não-Inversora 15.2.2.3.6 Tensão de Desvio (offset) 15.4 Parâmetros Reais dos Transferidores 16.4.2 Erros de Desvio e de Polarização 16.1 Seguidor de Tensão 15.2 Somador Inversor 15.3 Amplificador Inversor 15.5 Amplificador de Instrumentação 15.1 Montagem Inversora 15.3.7 Conversores de Impedâncias e de Tensão-Corrente 15.3.4.3.3.3.4 Conversor de Corrente em Tensão 16.6 Filtros Activos 15.2 Taxa de Inflexão 15.5 Conversores de Impedâncias 16.2 Somador 16.Índice 13.6 Filtros Activos 16.5 Tensões de Saturação 15.3.2.4 Parâmetros Reais dos AmpOps 15.6 Amplificador de Tensão 16.5 Tipos de Amplificadores Operacionais Sumário Exercícios de Aplicação Capítulo 16 16 Transferidor de Tensão e Corrente 16.3.3 Integradores de Corrente e de Tensão 16.2 Seguidor de Corrente 16.1 Transferidor Ideal 16.

Por exemplo. R.htm06-06-2005 12:35:23 . o // para o paralelo de elementos eléctricos.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_00/convenco. Q. 0 q q http://ltodi. por vezes representa-se apenas i e v em vez de i(t) e v(t). os fasores da tensão e da corrente. e com o intuito de simplificar a representação das equações. a permitividade do vazio. µ. mas também para o valor médio ou a amplitude das grandezas variáveis no tempo. a resistência eléctrica.est. Por exemplo. são representados em itálico. I …). I. os símbolos • e × para os produtos interno e externo vectorial. m q q caracteres minúsculos em itálico para valores instantâneos das grandezas escalares. v(t). coeficientes e unidades eléctricas e magnéticas rege-se pelas seguintes convenções: q caracteres maiúsculos em itálico para grandezas escalares constantes no tempo. C. a mobilidade dos electrões. parâmetros. etc. as constantes. outros símbolos utilizados são: o espaço ou a sua ausência para o produto escalar. parâmetros e coeficientes são representados com caracteres gregos ou latinos. i (t). No entanto.Convenções A utilização de caracteres na representação de grandezas. No entanto. minúsculos ou maiúsculos em itálico. como por exemplo o vector campo eléctrico o vector força eléctrica. também se representam em estilo romano (Z. etc. As grandezas e as funções complexas. . o / para o cociente. de acordo com as convenções internacionais. caracteres maiúsculos em estilo romano para grandezas vectoriais. ε . constantes. I sin(ωt). Por exemplo.ips. como a impedância. o módulo e a fase das grandezas complexas. a função resposta em frequência e a função de transferência. a capacidade eléctrica. como por exemplo da impedância e da resposta em frequência. V.

Parafraseando o Prof. em anexo. actuadores. isto é. os quais têm. sistemas. o manual de utilização do simulador eléctrico SPICE. A estruturação da disciplina em aulas teóricas. De acordo com este objectivo.Apresentação Este texto constitui o manual de apoio à disciplina de Circuitos e Sistemas Electrónicos da Licenciatura em Engenharia Aeroespacial do Instituto Superior Técnico. à electrónica de aquisição e processamento de sinais. designadamente a http://ltodi. Braga Costa Campos. as funções de Engenheiro Electrotécnico. introduzem-se as variáveis da Ciência Eléctrica. optou-se por uma exposição que desse especial relevo aos conceitos básicos e teóricos da Ciência Eléctrica. sucessivamente. electrónica. visa-se. O texto tem por base um manuscrito que serviu de sebenta durante os anos lectivos de 1995/96 e 1996/97. à electrónica de rádio-frequência. A sequência. cobrir todos os tópicos tratados nas aulas teóricas. à electrónica dos circuitos integrados. a futura maior ou menor simpatia dos alunos pela electrónica. o modo e a intensidade com que os diversos tópicos são tratados aderem na íntegra ao objectivo de formar Engenheiros Aeroespaciais que poderão desempenhar. No Capítulo 1. caso seja necessário. à electrónica digital e de computadores.ips. mas dispõem já de uma sólida formação em Análise Matemática. mas também aos aspectos tecnológicos de maior utilidade prática. à tecnologia electrónica. estruturas. O autor tentou nunca perder de vista o seu público: os alunos do 3º ano da Licenciatura em Engenharia Aeroespacial. Esteve também presente no espírito do autor o facto de esta ser uma disciplina determinante para a eficácia do ramo da licenciatura de que é parte. podendo os licenciados pelo ramo de aviónica desempenhar funções de Engenheiro Electrotécnico. Ramo de Aviónica. ao longo do semestre. etc. Os tópicos tratados nesta disciplina impregnam de forma sub-reptícia as disciplinas subsequentes. que devem rápida e necessariamente tornar-se lugarescomuns nas mentes dos alunos. Álgebra e Física.htm (1 of 3)06-06-2005 12:35:24 .est. nomeadamente pelos tópicos relativos aos dispositivos electrónicos. e de distribuir. materiais. autor do Plano de Estudos da Licenciatura.mecânica de voo. mas de inexorável menor alcance temporal. aerodinâmica. Desta forma. servir de base às aulas teóricopráticas assistidas e apoiar a realização dos trabalhos práticos pelos alunos. teórico-práticas e práticas de laboratório conduziu à opção de organizar a sebenta em 16 capítulos. cada um dos quais apoiado por uma colectânea final de enunciados de problemas. através desta disciplina o seu primeiro contacto com a teoria dos circuitos e a electrónica. telecomunicações e computadores …. é objectivo fundamental a formação de engenheiros com capacidade de integrar as várias tecnologias sectoriais . São os seguintes os tópicos e os comentários de âmbito geral ao conteúdo da sebenta. presumivelmente válidos durante a quase totalidade da vida activa dos futuros Engenheiros. e absorve variados comentários e anotações produzidos durante as próprias aulas.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_00/apresent. Grandezas Eléctricas. uma razão pela qual apresentar as matérias de forma tão atraente e justificada quanto possível é uma obrigação do docente que se propõe contribuir para a eficácia da licenciatura.

a bobina e as fontes independentes e dependentes. em 5. designadamente o condensador e a bobina. consideram-se as Leis de Kirchhoff das correntes e das tensões. introduz-se a análise dos circuitos resistivo-reactivos. Em 11. consideram-se alguns dos principais teoremas dos circuitos. Teoremas Básicos dos Circuitos. Nos Capítulos 7 e 8. a energia. ambos consequência do regime forçado sinusoidal. Análise de Circuitos RC e RL de 1ª Ordem. Resistência Eléctrica. estuda-se em detalhe a resposta em frequência dos circuitos. introduzem-se os conceitos de fasor e de impedância eléctrica. Definem-se as funções amplitude e fase da resposta em frequência. Bobinas Acopladas e Transformadores. abrindo campo e prognosticando a análise no domínio da frequência. neste caso em conjunto com a análise de alguns circuitos e associações elementares de resistências.htm (2 of 3)06-06-2005 12:35:24 . Consideram-se primeiramente os circuitos RC e RL de primeira ordem. Análise de Circuitos RC. nos seus regimes natural e forçado. os Capítulos 7 a 10 encerram o tópico da análise dos circuitos do domínio do tempo. No Capítulo 12. sistematizam-se os nove elementos básicos dos circuitos eléctricos. discute-se a propriedade da resistência eléctrica e apresenta-se alguma informação de carácter tecnológico relativa aos tipos e principais aplicações das resistências. apresentam-se os métodos de análise sistemática de circuitos. como o teorema da sobreposição das fontes. o teorema da máxima transferência de potência e os teoremas de Millman e de Miller. Nestes dois capítulos dá-se especial atenção à compreensão do significado prático das propriedades da capacidade eléctrica e da indutância electromagnética. as principais formas de onda e os respectivos instrumentos de medida. condensador e bobina. apresentam-se os diagramas de Bode exactos e assintóticos respectivos e estuda-se a ressonância nos circuitos eléctricos. apresentam-se os dois elementos reactivos dos circuitos eléctricos. É importante que no fim do semestre os alunos manejem com destreza o significado e as relações entre estas grandezas. estudam-se as bobinas acopladas magneticamente http://ltodi. Leis de Kirchhoff. introduz-se a noção de função de transferência e apresenta-se a entidade filtro eléctrico.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_00/apresent. finalmente. e seguidamente os circuitos com dois elementos reactivos irredutíveis entre si. No Capítulo 9. a tensão. RL e RLC de 2ª Ordem. Componentes Fundamentais dos Circuitos Eléctricos. os métodos de análise sistemática de circuitos e os teoremas básicos. introduzem-se as Leis de Ohm e de Joule. Nos Capítulos 2 a 6 apresentam-se os elementos. a corrente e a potência eléctrica. apesar de nesta disciplina se lidar essencialmente com as variáveis corrente e tensão eléctrica. Seguidamente. Nos Capítulos 7 a 10 introduzem-se os elementos condensador e bobina e. finalmente. Ambos os capítulos contêm um conjunto vasto de informação tecnológica relativa aos tipos e principais aplicações destes dois elementos nos sistemas electrónicos. Mais detalhadamente: em 2. nomeadamente os métodos das malhas e dos nós.Apresentação carga. as metodologias de análise e os teoremas básicos dos circuitos eléctricos resistivos. as leis. em 3. e. neste último caso abrindo as portas para as aulas práticas de laboratório a realizar na disciplina subsequente. o tópico da análise dos circuitos eléctricos resistivo-reactivos. Na segunda parte do capítulo introduz-se a noção de sinal eléctrico. No Capítulo 13. estabelecem-se as relações fasoriais dos elementos resistência. Condensador e Capacidade Eléctrica e Bobina e Indutância Electromagnética. o campo. Considera-se ainda a representação das impedâncias na notação de Laplace. através do estudo do regime forçado sinusoidal. em sequência. generalizam-se as Leis de Kirchhoff das correntes e das tensões. Globalmente considerados. e no Capítulo 10. O Capítulo 6 encerra a primeira parte da sebenta. o condensador. e.est. Impedância Eléctrica. Métodos de Análise Sistemática de Circuitos. genericamente intitulada Análise de Circuitos Eléctricos Resistivos. Nos Capítulos 11 e 12 considera-se a análise dos circuitos no domínio da frequência.ips. em 6. Análise da Resposta em Frequência. designadamente a resistência. a força. em 4.

Apresentação

e o transformador ideal. Inicialmente introduz-se o conceito de indução mútua e as regras de associação de bobinas acopladas, seguindo-se depois o estudo do transformador ideal e a apresentação dos principais tipos e aplicações dos transformadores. No Capítulo 14, Diportos Eléctricos, inicia-se a apresentação do arsenal teórico de suporte ao estudo dos dispositivos electrónicos envolvidos nas subsequentes disciplinas de electrónica. Introduz-se o conceito de diporto eléctrico, apresentam-se os modelos eléctricos alternativos e estudam-se as diversas associações possíveis entre diportos. No fim do capítulo estudam-se ainda os diportos sem coeficiente de realimentação, que funcionam como elo de ligação ao estudo dos amplificadores operacionais. Nos capítulos terminais da sebenta, 15: Amplificador Operacional, e 16: Transferidor de Tensão-Corrente, introduzem-se os dois principais blocos operacionais da electrónica analógica: o AmpOp e o transferidor de tensão-corrente. Oeiras, 25 de Abril de 1996

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Agradecimentos

A realização deste manual contou com a colaboração, consciente ou inconsciente, de um conjunto amplo de familiares, colegas, alunos e instituições, aos quais agradeço sinceramente. À Antonietta e à Alexandra, pela compreensão, incentivo e amor que manifestaram ao longo destes 14 meses de escrita e edição. Aos meus pais e irmãos, pelo incentivo constante. Aos alunos da Licenciatura em Engenharia Aeroespacial, Ramo de Aviónica (1994/95 e 1995/96 e 1996/97) e da Licenciatura em Engenharia Electrotécnica e de Computadores, Ramo de Telecomunicações e Electrónica (1993/94), por terem colaborado na correcção do texto. Ao Engº Pedro Alves e aos alunos finalistas (1996/97) Rita Carreira e Pedro Fonseca, pela admirável Sebenta Multimédia que elaboraram a partir deste texto. Aos meus colaboradores Engºs Carlos Fachada, Jorge Martins, José Rocha, Pedro Paiva, Ricardo Jesus e José Caetano, pelo excelente ambiente de trabalho que me proporcionaram e pelo tempo que roubei às tarefas de orientação dos trabalhos respectivos. Ao Vasco Rosa, pelas vírgulas e acentos que colocou no texto, e ao Prof. Medeiros Silva pelos comentários de âmbito geral que efectuou. Ao Núcleo de Arte Fotográfica do IST, e em particular ao Miguel Serrão e ao Francisco Silva. Ao INESC. À minha Rotring e ao meu portátil, por razões óbvias. Oeiras, 25 de Abril de 1996

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Citação

<< As diversas fases do tratamento de uma ideia ... são para o Leonardo escritor a prova das forças que investia na escrita como instrumento cognoscitivo ... >> Italo Calvino, Seis Propostas para o Próximo Milénio; tradução livre

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Index

A
a.c., alternate-current, 1.4 adaptação de impedâncias, 11.5.3 admitância eléctrica, 11.1.3 alternador, 1.5 ampere, 1.3.1 ampére por metro, 8.1.1 amperímetro, 1.6.2 amplificador, diferença, 15.3.4 diferencial, 16.3.1 instrumentação, 15.3.5, 15.5 inversor, 15.3.3 operacional, 15 tensão, 16.2.6 ampop, 15 análise de sinais fracos, 2.2.1 ânodo, 1.2.1 aproximação de sinais fracos, 2.2.1 associação de fontes, de corrente, 4.6.2 de tensão, 4.6.1 associação de diportos, cascata, 14.2.1 paralelo, 14.2.1 série, 14.2.1 associação de resistências, paralelo, 4.2.2 série, 4.2.1 série-paralelo, 4.2.3 associação de amplificadores em cascata, 14.3.3 auto-transformador, 13.3.1

B
bateria eléctrica, 1.2.1, 1.5 biquadrática de Sallen-Key, 15.3.6 bobina, 2.1.1 , 8.1.1 acoplada, 13.1 associação, 13.1.2 modelo eléctrico equivalente, 13.1.3 associação, série, 8.3.1 paralelo, 8.3.2 característica tensão-corrente, 8.2 condição de continuidade, 8.2.2 energia magnética armazenada, 8.2.2 núcleo, ar, 8.5 ferrite, 8.5 ferro, 8.5 pó de metal, 8.5 buffer, 15.3.1, 15.5

C

D

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Index

cabo coaxial, 7.1 , 8.1.4 caminho fechado, 4.1.1 campo, eléctrico, 1.1.3 eléctrico de oposição, 7.1 magnético, 8.1.1 capacidade eléctrica, 7.1 carga eléctrica, 1.1.1 electrão, 1.1.1 protão, 1.1.1 cátodo, 1.2.1 ciência eléctrica, 1 circuito, aberto, 4.3.3 eléctrico, 2.1.1 electrónico, 2.1.1 linear, 2.2.1 não-planar, 5 planar, 5 ressonante, paralelo ideal, 12.2.2 paralelo real, 12.2.2 série, 12.2.1 CMRR, 15.4.4 código de cores, 7.5.8, A cofactor, B coeficiente, acoplamento magnético, 13.1.1 amortecimento da solução natural, 10.2 auto-indução, 8.1.6 indução mútua 8.1.6 temperatura, 3.5 condensador, 2.1.1 ajustável, 7.5, 7.5.6 associação, paralelo, 7.3.1 série, 7.3.2 característica tensão-corrente, 7.2 cerâmico, 7.5.3 condição de continuidade, 7.2.2, 9.1.3 discreto, 7.5 electrolítico, alumínio, 7.5.4 tântalo, 7.5.4 energia eléctrica armazenada, 7.2.2 fixo, 7.5 híbrido, 7.5, 7.5.5 integrado, 7.5

dB, decibell, 12.1.2 d.c, direct-current, 1.4 densidade, electrões livres, 3.1 fluxo, eléctrico, 7.1 magnético, 8.1.2 determinante, B diagrama de Bode, 12.1.2, 12.3.2 dieléctrico, constante, 7.1 material, 7.1 diferenciador, 15.3.6, 16.3.4 dínamo, 1.5 dipólo eléctrico, 7.1 diporto, amplificador, 14.3 eléctrico, 14 dispositivo, activo, 2.1.1 passivo, 2.1.1 distorção harmónica, 2.2.2 divisor, resistivo, corrente, 4.3.2 tensão, 4.3.1 capacitivo, corrente, 7.4 tensão, 7.4 indutivo, corrente, 8.4 tensão, 8.4

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Index

mica, 7.5.1 papel, 7.5.2 policarbonato, 7.5.2 poliester, 7.5.2 poliphenilenesulfito, 7.5.2 polipropileno, 7.5.2 polistireno, 7.5.2 película ou folha, 7.5.2 SMD, 7.5.2 variável, 7.5, 7.5.6 condução eléctrica, 3.1 condutância eléctrica, 3.1 condutividade eléctrica, 3.1 condutores paralelos, 7.1 constante, dieléctrica, 7.1 tempo, 9.1.2 conversor, corrente-tensão, 16.2.4 digital-analógico, 15.3.2 impedâncias, 15.3.7, 16.3.5 tensão-corrente, 15.3.7, 16.2.3 correntes de polarização, 15.4.7 corrente, desvio, 15.4.7 eléctrica, 1.3.1, fugas, 7.5.7 magnetização, 13.2.1 coulomb, 1.1.1 coulomb por metro quadrado, 7.1 Cramer, B curto-circuito, 4.3.3 virtual, 15.1

E
efeito de joule, 3.2 electrólito, 7.5.4 energia, eléctrica, 1.2.1 dissipada na resistência, 3.2 acumulada no condensador, 7.2.2 magnética acumulada na bobina, 8.2.2 erro, desvio, 16.4.2 polarização, 16.4.2 transferência, 16.4.1 escalão, 1.4 espira, 8.1.1
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F
factor, potência, 11.5.2 qualidade, 10.3.1, 12.2.1, 12.2.2 fasor, 11.1.2 filtro, activo, ampop, 15.3.6 TTC, 16.3.6 eléctrico, passa-alto, 12.4.2 passa-baixo, 12.1.1, 12.4.1 passa-banda, 12.4.3 rejeita-banda, 12.4.4

Index

exponencial complexa, 11.1.1

fluxo, eléctrico, 7.1 linhas, 7.1 magnético, 8.1.2 fonte, alimentação, 1.5 corrente, 2.1.2 corrente controlada por corrente, 2.1.2 corrente controlada por tensão, 2.1.2 sinal, 1.5 tensão, 2.1.2 tensão controlada por corrente, 2.1.2 tensão controlada por tensão, 2.1.2 força, eléctrica, 1.1.2 electro-motriz induzida, 13.1.1 magnética, 8.1.1 foto-resistência, 3.6.2 frequência, angular de oscilação, 10.2 corte, 12.2.1, 12.2.2 ressonância, 12.2.1 transição, 15.4.1 função de transferência, 12.3.1 fusível, 3.2

G
gama de modo comum, 15.4.4 ganho, ampop, 15.4 corrente, 14.3.2 modo comum, 15.4.4 tensão, 14.3.2

H
henry, 8.1.4 higro-resistência, 3.6.3 homogeneidade, 2.2.1

I
ião, 1.1.1 impedância, eléctrica, 11.1.3 acoplada, 13.1.3 indução electromagnética, 8.1.5 indução mútua, 13.1.1 indutância, 8.1.4 integrador, 15.3.6, 16.3.3 isolador, 3.1 isolamento galvânico, 13.2.3

J
joule, 1.2.1, 3.2

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Index

K
Kirchhoff, 4.1

L
largura de banda, 12.2.1, 12.2.2, 15.4, 16.4.3 Lei, Biot-Savart, 8.1.1 Coulomb, 1.1.2 Faraday, 13.1.1, 13.2 Joule, 3.2 Kirchhoff, correntes, 4.1.2 notação fasorial, 11.2 tensões, 4.1.1 Lenz, 13.2 Ohm, 3.1 Saca-Rolhas, 8.1.1 linear por troços, 2.2.1 linearidade, 2.2.1 LVDT, 13.4

M
magneto-resistência, 3.6.3 malha, 5.3 massa, electrão, protão, neutrão, 1.1.1 virtual, 15.1 materiais magnéticos, 8.1.3 matriz, admitâncias, 14.1.2 condutâncias, 5.1.1 impedâncias, 14.1.2 híbridas, 14.1.2 quadrada, B resistências, 5.3.1 simétrica, B transmissão, 14.1.2 máxima transferência de potência, 6.4, 11.5.4 medidor LCR, 7.7 menor, B Miller, efeito, 6.6, 11.4.5 teorema, 6.6, 11.4.5 Millman, 4.6.1, 6.5, 11.4.4 métodos, de análise de circuitos, malhas, 5.3 nós, 5.1 notação fasorial, 11.3 sobreposição das fontes, 6.1

N
não-linear, 2.2.1 newton, 1.1.2, 8.1.1 nó, 4.1.2 Norton, 6.3, 11.4.2 notação, fasorial, 11.1.3 Laplace, 12.3 NTC, 3.6.1 número complexo, 11.1.1

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Index

de formulação de equações diferenciais, substituição, 10.2.1 operador-s, 10.2.2 variáveis de estado, 10.2.3 mobilidade das cargas eléctricas, 3.1 modelo sinais fracos, 2.2.1 montagens básicas, ampop, inversora, 15.2.1, 15.3.6 não-inversora, 15.2.2 TTC, 16.2 multímetro, 1.6.4

O
offset, 15.4.6 ohm, 3.1 ohmímetro, 3.7 ohm-metro, 3.1 osciloscópio, 1.6.5

P
permeabilidade magnética, relativa, 8.1.2 vazio, 8.1.1 permitividade eléctrica, relativa, 7.1 vazio, 1.1.2, 7.1 PFR, ponto de funcionamento em repouso, 2.2.3 piezo-resistência, 3.6.3 pinça amperimétrica, 13.3.3 plano complexo, 12.3.1 polarização, corrente, 2.2.3 dieléctrico, 7.1 tensão, 2.2.3 polinómio característico, 10.3.1 pólo, 12.3.1 porto, 14 primário, 13.2 PTC, 3.6.1 potência eléctrica, 1.3.2 aparente, 11.5.3 bobina, 11.5.1 condensador, 11.5.1 instantânea, 1.3.2, 11.5.1 média, 1.3.2, 11.5.1 reactiva, 11.5.3 real, 11.5.3 resistência, 3.2, 11.5.1

Q

R

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Index

químio-resistência, 3.6.3

rácio de rejeição de modo comum, 15.4.4 raio, electrão, protão, neutrão, 1.1.1 raízes do polinómio característico, 10.3.1 reactância, 11.1.3 recta de carga da fonte, 4.4.1 relação de transformação,13.2.1 resistência, ajustável, 3.3, 3.3.5 bobinada, 3.3.3 carvão, 3.3.1 componente, 2.1.2 discreta, 3.3 eléctrica, 3.1 entrada, ampop, 15.4.3 TTC, 16.4.1 fixa, 3.3 híbrida, 3.3 integrada, 3.3 interna da fonte, 4.4 isolamento, 7.5.7 negativa, 16.3.5 normal, A película ou camada fina, 3.3.2 precisão, A saída, ampop, 15.4.3 TTC, 16.4.1 variável, 3.3, 3.3.5 resistividade eléctrica, 3.1 resposta, frequência, 12.1 natural, 9.1 r.m.s, root mean-square, 11.5.1

S
sinal, eléctrico, 1.4 fraco, 2.2.3 sinusoidal, 11.1.1 secundário, 13.2 seguidor, corrente, 16.2.2 tensão, 15.3.1, 16.2.1 segunda harmónica, 2.2.2 semicondutor, 3.1 sensor, capacitivo, 7.6
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T
taxa de inflexão, 15.4.2 técnica RC-activa, 15.3.6 tensão, desvio, 15.4.6 eléctrica, 1.2.2 tensões de saturação, 15.4.5 teorema, máxima transferência de potência, 6.4, 11.5.4 Miller, 6.6, 11.4.5 Millman, 6.5, 11.4.4 Norton, 6.3, 11.4.2 sobreposição das fontes, 6.1, 11.4.3

Index

indutivo, 8.6 relutivo e electromagnético, 13.4 resistivo, 3.6.1 siemens, 3.1 siemens por metro, 3.1 silístor, 3.6.1 sobreposição, fontes, 6.1, 9.3, 11.4.3 propriedade, 2.2.1 solução, forçada, constante, 9.2.3, 10.4.1 sinusoidal, 9.2.4, 10.4.2 natural, 9.1, 9.1.4, 10.3 somador, 15.3.2, 16.3.2 spin, 8.1.2 super-malha, 5.3.2 super-nó, 5.1.2

Thévenin, 6.2, 11.4.2 Transformação de fonte, 4.5, 11.4.1 termístor, 3.6.1 termo-resistência, 3.6.1 tesla, 8.1.2 Thévenin, 6.2, 11.4.2 transformador, 13.2 auto-transformador, 13.3.1 carga, 13.2.2 ideal, 13.2 medida, 13.3.3 modelo eléctrico equivalente, 13.2.3 múltiplos enrolamentos, 13.3.2 ponto médio, 13.3.2 potência, 13.3.5 sinal, 13.3.4 transformação de fonte, 4.5, 11.4.1 trimmer, 3.3, 3.3.5, 7.5.6 transdutor, capacitivo, 7.6 indutivo, 8.6 relutivo e electromagnético, 13.4 resistivo, 3.6.1 TTC, transferidor de tensão e corrente, 16

V
valor eficaz, 11.5.1 variáveis de estado, 10.2.3 varístor, 3.4 vector coluna, B vector linha, B volt, 1.2.2 volt-ampere, 11.5.3 volt-ampere reactivo, 11.5.3 volt por metro, 1.1.3 voltímetro, 1.6.1

W
watt, 1.3.2, 3.2 wattímetro, 1.6.3 watt-hora (Wh), 3.2 weber, 8.1.2

Z
zero, 12.3.1, 12.3.2

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1.4 Sinais Eléctricos

1.4 Sinais Eléctricos

Na figura 1.6 apresentam-se alguns dos sinais eléctricos mais comuns na análise de circuitos. São eles, a saber: (i) constantes no tempo (Figura 1.6.a), designados pela sigla d.c. (direct-current); (ii) sinusoidais (Figura 1.6.b), designados por a.c.(alternate-current); (iii) rectangulares (Figura 1.6.c); (iv) exponenciais decrescentes ou crescentes (Figura 1.6.d); (v) escalões (Figura 1.6.e); (vi) triangulares (Figura 1.6.f).

http://ltodi.est.ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_01/sinaisel.htm (1 of 2)06-06-2005 12:35:28

1.6 Sinais eléctricos http://ltodi.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_01/sinaisel.est.htm (2 of 2)06-06-2005 12:35:28 .4 Sinais Eléctricos Figura 1.ips.

2 Componentes Fundamentais dos Circuitos Eléctricos Componentes Fundamentais dos Circuitos Eléctricos As fontes são componentes de circuito capazes de colocar em movimento cargas eléctricas. Tendo em mente estes três passos. leis de circuito são as duas Leis de Kirchhoff. São eles.htm06-06-2005 12:35:29 . Uma vez em movimento. que lhes impõem um limite máximo à velocidade. que implementam válvulas unidireccionais. transístores. Exemplos de características tensão-corrente são a Lei de Ohm. a resolução conjunta das equações. a saber: a resistência. das correntes e das tensões. e a relação i=Cdv/dt do condensador. que implementam uma torneira que abre. ou de rede eléctrica. pode identificar-se um conjunto restrito de elementos cuja funcionalidade eléctrica é verdadeiramente fundamental. Estes elementos permitem por si só modelar o comportamento eléctrico dos dispositivos electrónicos. condensadores. ao conjunto dos componentes interligados com um fim determinado. díodos. fecha ou modula um caminho ao fluxo de corrente. http://ltodi. o presente e os capítulos seguintes serão dedicados à apresentação das características tensão-corrente das fontes e dos elementos resistência. atribuindo-se o nome de circuito eléctrico. o condensador e a bobina. As fontes e os obstáculos designam-se genericamente por componentes dos circuitos. que as acumulam. v=Ri. por um lado. como por exemplo resistências. finalmente. a imposição de um conjunto de leis ao nível da rede de elementos (leis de circuito) e. bem como das Leis de Kirchhoff e das metodologias de análise sistemática do conjunto de equações resultante. etc.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_02/compfund.ips.est. Apesar de existir uma enorme variedade de componentes de circuito. Por outro lado. por outro. A análise de um circuito eléctrico comporta três tarefas essencialmente distintas: a imposição da característica tensão-corrente de cada elemento. condensador e bobina. e as fontes independentes e dependentes de tensão e de corrente. as cargas podem ser levadas a superar diversos e variadíssimos obstáculos.

ips. bem como das Leis de Kirchhoff e das metodologias de análise sistemática do conjunto de equações resultante. por um lado. atribuindo-se o nome de circuito eléctrico. e a relação i=Cdv/dt do condensador. que lhes impõem um limite máximo à velocidade. condensador e bobina. as cargas podem ser levadas a superar diversos e variadíssimos obstáculos. que implementam uma torneira que abre. das correntes e das tensões. o condensador e a bobina. As fontes e os obstáculos designamse genericamente por componentes dos circuitos. ao conjunto dos componentes interligados com um fim determinado. Uma vez em movimento. v=Ri. Por outro lado. e as fontes independentes e dependentes de tensão e de corrente. a imposição de um conjunto de leis ao nível da rede de elementos (leis de circuito) e.htm (1 of 2)06-06-2005 12:35:30 . que implementam válvulas unidireccionais.est. fecha ou modula um caminho ao fluxo de corrente.ª Ordem 11 Impedância Eléctrica 12 Análise da Resposta em Frequência 13 Bobinas Acopladas e Transformadores As fontes são componentes de circuito capazes de colocar em movimento cargas eléctricas. pode identificarse um conjunto restrito de elementos cuja funcionalidade eléctrica é verdadeiramente fundamental. A análise de um circuito eléctrico comporta três tarefas essencialmente distintas: a imposição da característica tensão-corrente de cada elemento. São eles. por outro. RL e RLC de 2. transístores. que as acumulam.Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos Componentes Fundamentais dos Circuitos Eléctricos Sebenta Multimédia 1 Grandezas Eléctricas 2 Componentes Fundamentais dos Circuitos Eléctricos 3 Resistência Eléctrica 4 Leis de Kirchhoff 5 Métodos de Análise Sistemática de Circuitos 6 Teoremas Básicos dos Circuitos Eléctricos 7 Condensador e Capacidade Eléctrica 8 Bobina e Indutância Electromagnética 9 Análise de Circuitos RC e RL de 1. Estes elementos permitem por si só modelar o comportamento eléctrico dos dispositivos electrónicos. como por exemplo resistências. Exemplos de características tensão-corrente são a Lei de Ohm. etc.ª Ordem 10 Análise de Circuitos RC. díodos. ou de rede eléctrica. o presente e os capítulos seguintes serão dedicados à apresentação das características tensão-corrente das fontes e dos elementos resistência.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_02/smace_02. a resolução conjunta das equações. http://ltodi. condensadores. Tendo em mente estes três passos. finalmente. a saber: a resistência. leis de circuito são as duas Leis de Kirchhoff. Apesar de existir uma enorme variedade de componentes de circuito.

est.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_02/smace_02.ips.Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos 14 Diportos Eléctricos 15 Amplificador Operacional 16 Transferidor de Tensão e Corrente APÊNDICE-A APÊNDICE-B http://ltodi.htm (2 of 2)06-06-2005 12:35:30 .

o sentido é uma função dos sinais respectivos. é apenas de atracção. comparável ao armazenamento de energia eléctrica numa bateria.est.ips. interagem entre si através de uma força. o movimento de cargas negativas no sentido de partículas carregadas positivamente corresponde à libertação de energia. a força eléctrica possui. A interacção à distância entre cargas eléctricas conduz ao conceito de campo eléctrico. Como grandeza de tipo vectorial. Tensão e energia eléctrica são. ou tensão eléctrica. Tal como a força. conduz à libertação ou exige o fornecimento de uma energia. http://ltodi. como se sabe. um sentido e uma intensidade. uma direcção.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_01/grandeza. em sentido contrário ou concordante com o da força eléctrica a que se encontra sujeita. o qual nos permite encarar a força eléctrica como o resultado de uma acção exercida por uma carga ou conjunto de cargas vizinhas. O acto de se isolarem fisicamente conjuntos de cargas positivas e negativas equivale a fornecer energia ao sistema. o campo. A lei fundamental da Ciência Eléctrica é a Lei de Coulomb. O movimento de uma carga num campo eléctrico. A diferença de energia por unidade de carga é designada por diferença de potencial. a carga eléctrica é uma propriedade fundamental da matéria que se manifesta através de uma interacção. energia eléctrica. duas medidas da mesma capacidade de realizar trabalho. Tal como a massa. a energia. Esta lei estabelece que duas cargas eléctricas em presença uma da outra se atraem ou repelem mutuamente. e a intensidade é uma função do módulo das cargas e da distância que as separa. a análise de circuitos visa essencialmente a determinação da relação corrente/tensão eléctrica em redes de componentes eléctricos e electrónicos. por conseguinte. Uma carga colocada em pontos distintos de um campo eléctrico atribui valores também distintos de energia ao sistema. o campo eléctrico é uma grandeza vectorial com direcção. dando particular atenção às grandezas tensão e corrente eléctrica. Com efeito. que. A taxa de transformação de energia eléctrica na unidade de tempo é designada por potência eléctrica. Em particular. A direcção da força coincide com a da recta que une as duas cargas. a força. designadamente através de uma força. Um dos objectivos deste capítulo é explicar a relação existente entre estas grandezas eléctricas. Pelo contrário. a tensão. portanto. No entanto. a presença de cargas eléctricas imersas num campo atribui ao sistema uma capacidade de realizar trabalho. define-se corrente eléctrica como a quantidade de carga que na unidade de tempo atravessa uma dada superfície. Em geral. a potência e a corrente eléctrica. a carga eléctrica apresenta a particularidade de se manifestar através de uma força que tanto pode ser de atracção como de repulsão. As principais grandezas da ciência eléctrica são a carga. positivos ou negativos. capacidade que é designada por energia potencial eléctrica ou.htm (1 of 2)06-06-2005 12:35:30 . isto é. ao contrário daquela manifestada pelas massas. simplesmente. sentido e intensidade.1 Grandezas Eléctricas Grandezas Eléctricas A Ciência Eléctrica estuda o fenómeno da existência e interacção entre cargas eléctricas. O fluxo de cargas eléctricas é designado por corrente eléctrica.

http://ltodi.est.htm (2 of 2)06-06-2005 12:35:30 .1 Grandezas Eléctricas Corrente e tensão eléctrica definem as duas variáveis operatórias dos circuitos eléctricos.ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_01/grandeza.

Os materiais são designados por condutores.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_03/resistel. resistências cuja função é a conversão de grandezas não eléctricas em grandezas eléctricas. piezo-resistências. e ao contrário do vácuo.ips. semicondutores ou isoladores conforme a oposição que oferecem seja reduzida. variáveis e ajustáveis. a aplicação de um campo eléctrico constante (força constante) sobre uma carga eléctrica conduz a uma velocidade constante nos materiais. situação à qual corresponde uma troca de energia potencial eléctrica por calor. existem resistências sensíveis à temperatura. magneto-resistências.est. etc. Por exemplo. cuja expressão da potência dissipada é p = Ri 2 (3. como sejam as termo-resistências e os termístores. O parâmetro R. Relativamente a estas últimas.1) estabelece a relação existente entre a corrente e a tensão eléctrica aos terminais de uma resistência. média e elevada. Existem resistências fixas.htm06-06-2005 12:35:31 .3 Resistência Eléctrica Resistência Eléctrica A resistência é uma medida da oposição que a matéria oferece à passagem de corrente eléctrica. resistências sensíveis ao fluxo luminoso. é expresso em ohm (note-se que na língua inglesa se distinguem parâmetro resistance do elemento resistor).2) A resistência é um dos elementos mais utilizados nos circuitos. Esta conversão é designada por efeito de Joule. A resistência eléctrica dos materiais pode ser comparada ao atrito existente nos sistemas mecânicos. designadas por foto-resistências. A Lei de Ohm v=Ri (3. designado resistência eléctrica. resistências integradas e resistências discretas. químio-resistências. etc. http://ltodi.

Esta conversão é designada por efeito de Joule.Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos Resistência Eléctrica Sebenta Multimédia 1 Grandezas Eléctricas 2 Componentes Fundamentais dos Circuitos Eléctricos 3 Resistência Eléctrica 4 Leis de Kirchhoff 5 Métodos de Análise Sistemática de Circuitos 6 Teoremas Básicos dos Circuitos Eléctricos 7 Condensador e Capacidade Eléctrica 8 Bobina e Indutância Electromagnética 9 Análise de Circuitos RC e RL de 1. designado resistência eléctrica. etc.ª Ordem 10 Análise de Circuitos RC. Relativamente a estas últimas. média e elevada. a aplicação de um campo eléctrico constante (força constante) sobre uma carga eléctrica conduz a uma velocidade constante nos materiais. e ao contrário do vácuo. designadas por foto-resistências. é expresso em ohm (note-se que na língua inglesa se distinguem parâmetro resistance do elemento resistor).ips. resistências cuja função é a conversão de grandezas não eléctricas em grandezas eléctricas. semicondutores ou isoladores conforme a oposição que oferecem seja reduzida.2) A resistência é um dos elementos mais utilizados nos circuitos. Existem resistências fixas.est. Por exemplo. A resistência eléctrica dos materiais pode ser comparada ao atrito existente nos sistemas mecânicos. resistências integradas e resistências discretas. cuja expressão da potência dissipada é p = Ri 2 (3. O parâmetro R. etc. existem resistências sensíveis à temperatura. piezoresistências. situação à qual corresponde uma troca de energia potencial eléctrica por calor. químio-resistências.htm (1 of 2)06-06-2005 12:35:31 .pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_03/smace_03. como sejam as termo-resistências e os termístores.ª Ordem 11 Impedância Eléctrica 12 Análise da Resposta em Frequência 13 Bobinas Acopladas e Transformadores A resistência é uma medida da oposição que a matéria oferece à passagem de corrente eléctrica.1) estabelece a relação existente entre a corrente e a tensão eléctrica aos terminais de uma resistência. http://ltodi. RL e RLC de 2. magneto-resistências. variáveis e ajustáveis. resistências sensíveis ao fluxo luminoso. A Lei de Ohm v=Ri (3. Os materiais são designados por condutores.

est.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_03/smace_03.htm (2 of 2)06-06-2005 12:35:31 .Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos 14 Diportos Eléctricos 15 Amplificador Operacional 16 Transferidor de Tensão e Corrente APÊNDICE-A APÊNDICE-B http://ltodi.ips.

est. A aplicação conjunta das Leis de Kirchhoff e de Ohm permite obter um conjunto de equações cuja resolução conduz aos valores das correntes e das tensões aos terminais dos componentes.htm06-06-2005 12:35:32 . Ao contrário da Lei de Ohm. Uma associação de componentes eléctricos constitui um circuito quando verifica simultaneamente as Leis de Kirchhoff e as características tensão-corrente dos componentes. ao passo que a Lei das tensões afirma que é nulo o somatório das tensões aos terminais dos componentes situados ao longo de um caminho fechado. Para além de permitir resolver os circuitos. as regras de transformação entre fontes de tensão e de corrente. as três leis referidas possibilitam ainda a derivação de um conjunto de regras simplificativas da análise dos circuitos. as regras dos divisores de tensão e de corrente.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_04/kirchhof. http://ltodi. as regras de associação de fontes de corrente e de tensão. as regras de associação em série e em paralelo de resistências. as Leis de Kirchhoff das tensões e das correntes estabelecem as regras às quais devem respeitar as associações de componentes: a Lei de Kirchhoff das correntes afirma que são idênticos os somatórios das correntes incidentes e divergentes em qualquer nó de um circuito.ips. Designadamente.4 Leis de Kirchhoff Leis de Kirchhoff As Leis de Kirchhoff regem a associação de componentes num circuito. etc. que no caso particular da resistência se designa por Lei de Ohm. cujo âmbito é a resistência.

pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_04/smace_04. as regras dos divisores de tensão e de corrente. as regras de associação de fontes de corrente e de tensão.Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos Leis de Kirchhoff Sebenta Multimédia 1 Grandezas Eléctricas 2 Componentes Fundamentais dos Circuitos Eléctricos 3 Resistência Eléctrica 4 Leis de Kirchhoff 5 Métodos de Análise Sistemática de Circuitos 6 Teoremas Básicos dos Circuitos Eléctricos 7 Condensador e Capacidade Eléctrica 8 Bobina e Indutância Electromagnética 9 Análise de Circuitos RC e RL de 1. Ao contrário da Lei de Ohm. cujo âmbito é a resistência. Para além de permitir resolver os circuitos. as três leis referidas possibilitam ainda a derivação de um conjunto de regras simplificativas da análise dos circuitos. que no caso particular da resistência se designa por Lei de Ohm. as regras de associação em série e em paralelo de resistências. Designadamente. RL e RLC de 2. etc. as Leis de Kirchhoff das tensões e das correntes estabelecem as regras às quais devem respeitar as associações de componentes: a Lei de Kirchhoff das correntes afirma que são idênticos os somatórios das correntes incidentes e divergentes em qualquer nó de um circuito.ª Ordem 10 Análise de Circuitos RC. as regras de transformação entre fontes de tensão e de corrente. http://ltodi.est. ao passo que a Lei das tensões afirma que é nulo o somatório das tensões aos terminais dos componentes situados ao longo de um caminho fechado. A aplicação conjunta das Leis de Kirchhoff e de Ohm permite obter um conjunto de equações cuja resolução conduz aos valores das correntes e das tensões aos terminais dos componentes.ips.htm (1 of 2)06-06-2005 12:35:33 . Uma associação de componentes eléctricos constitui um circuito quando verifica simultaneamente as Leis de Kirchhoff e as características tensão-corrente dos componentes.ª Ordem 11 Impedância Eléctrica 12 Análise da Resposta em Frequência 13 Bobinas Acopladas e Transformadores As Leis de Kirchhoff regem a associação de componentes num circuito.

ips.est.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_04/smace_04.Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos 14 Diportos Eléctricos 15 Amplificador Operacional 16 Transferidor de Tensão e Corrente APÊNDICE-A APÊNDICE-B http://ltodi.htm (2 of 2)06-06-2005 12:35:33 .

est. e obter um sistema de P-equações a P-incógnitas. condensadores e bobinas.1 apenas o primeiro é planar. No método dos nós as incógnitas são as tensões em todos os nós do circuito.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_05/metodos. são suficientes para a posterior determinação das tensões e das correntes em todos os componentes do circuito. trata-se de aplicar de forma sistemática e agregada as Leis de Kirchhoff e as características tensão-corrente dos componentes. São bilaterais os circuitos cuja solução é independente do sentido positivo arbitrado para as correntes e para as tensões nos componentes. sem que os seus ramos se intersectem mutuamente. As tensões nos nós. Designam-se por planares os circuitos cujo esquema eléctrico é passível de representação num plano.htm06-06-2005 12:35:34 . Dos circuitos representados na Figura 5. Figura 5. Em ambos. Outros métodos existem que não exigem o gozo das propriedades anteriormente enunciadas.5 Métodos de Análise Sistemática de Circuitos Métodos de Análise Sistemática de Circuitos Existem dois principais métodos de análise sistemática dos circuitos eléctricos: o método dos nós e o método das malhas. no caso particular da resistência a Lei de Ohm. ou as correntes nas malhas.1 Circuito planar (a) e circuito não planar (b) http://ltodi. os quais serão introduzidos posteriormente no âmbito das disciplinas de Electrónica. ao passo que no método das malhas são as correntes nas malhas constituintes do mesmo. resistências. como sucede com as redes compostas por fontes. Os métodos dos nós e das malhas aplicam-se exclusivamente a circuitos lineares e bilaterais.ips. exigindo-se no segundo daqueles que as redes sejam também planares.

trata-se de aplicar de forma sistemática e agregada as Leis de Kirchhoff e as características tensão-corrente dos componentes. São bilaterais os circuitos cuja solução é independente do sentido positivo arbitrado para as correntes e para as tensões nos componentes. sem que os seus ramos se intersectem mutuamente.1 Circuito planar (a) e circuito não planar (b) http://ltodi.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_05/smace_05. Sebenta Multimédia 1 Grandezas Eléctricas 2 Componentes Fundamentais dos Circuitos Eléctricos 3 Resistência Eléctrica 4 Leis de Kirchhoff 5 Métodos de Análise Sistemática de Circuitos 6 Teoremas Básicos dos Circuitos Eléctricos 7 Condensador e Capacidade Eléctrica 8 Bobina e Indutância Electromagnética 9 Análise de Circuitos RC e RL de 1. As tensões nos nós.Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos Métodos de Análise Sistemática de Circuitos Existem dois principais métodos de análise sistemática dos circuitos eléctricos: o método dos nós e o método das malhas. RL e RLC de 2.est.ips. condensadores e bobinas.ª Ordem 11 Impedância Eléctrica 12 Análise da Resposta em Frequência 13 Bobinas Acopladas e Transformadores 14 Diportos Eléctricos 15 Amplificador Figura 5. resistências. Os métodos dos nós e das malhas aplicam-se exclusivamente a circuitos lineares e bilaterais. os quais serão introduzidos posteriormente no âmbito das disciplinas de Electrónica. No método dos nós as incógnitas são as tensões em todos os nós do circuito. Em ambos.1 apenas o primeiro é planar. no caso particular da resistência a Lei de Ohm. Outros métodos existem que não exigem o gozo das propriedades anteriormente enunciadas. Designam-se por planares os circuitos cujo esquema eléctrico é passível de representação num plano. Dos circuitos representados na Figura 5. como sucede com as redes compostas por fontes. ao passo que no método das malhas são as correntes nas malhas constituintes do mesmo.ª Ordem 10 Análise de Circuitos RC. exigindo-se no segundo daqueles que as redes sejam também planares. ou as correntes nas malhas.htm (1 of 2)06-06-2005 12:35:35 . são suficientes para a posterior determinação das tensões e das correntes em todos os componentes do circuito. e obter um sistema de P-equações a P-incógnitas.

est.htm (2 of 2)06-06-2005 12:35:35 .ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_05/smace_05.Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos Operacional 16 Transferidor de Tensão e Corrente APÊNDICE-A APÊNDICE-B http://ltodi.

enquanto que o teorema da máxima transferência de potência estabelece as condições para uma máxima transferência de energia entre uma fonte e uma resistência. http://ltodi. regras e métodos de análise introduzidas ao longo dos capítulos anteriores.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_06/teoremas. Para além destes. pois permite substituir por uma fonte de tensão ou corrente real um qualquer circuito do qual se pretende saber apenas o efeito causado em dois dos seus terminais de acesso. constituída por uma fonte de tensão e uma resistência em série.6 Teoremas Básicos dos Circuitos Eléctricos Teoremas Básicos dos Circuitos Eléctricos Os teoremas complementam o arsenal de leis. Este teorema constitui um dos resultados mais interessantes da teoria dos circuitos. Por seu lado.ips. ou então por uma fonte de corrente e uma resistência em paralelo. os teoremas de Thévenin e de Norton indicam que do ponto de vista de um par de nós um circuito pode ser condensado numa rede equivalente.htm06-06-2005 12:35:35 . O teorema da sobreposição das fontes indica que a tensão ou a corrente num componente resulta da soma das contribuições parciais devidas a cada uma das fontes independentes presentes no circuito.est. os teoremas de Millman e de Miller fixam um corpo de regras de manipulação e simplificação de circuitos. parcelas que se calculam separadamente umas das outras.

constituída por uma fonte de tensão e uma resistência em série. ou então por uma fonte de corrente e uma resistência em paralelo.Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos Teoremas Básicos dos Circuitos Eléctricos Os teoremas complementam o arsenal de leis.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_06/smace_06. Este teorema constitui um dos resultados mais interessantes da teoria dos circuitos.htm (1 of 2)06-06-2005 12:35:36 .ips. RL e RLC de 2. os teoremas de Millman e de Miller fixam um corpo de regras de manipulação e simplificação de circuitos. enquanto que o teorema da máxima transferência de potência estabelece as condições para uma máxima transferência de energia entre uma fonte e uma resistência. O teorema da sobreposição das fontes indica que a tensão ou a corrente num componente resulta da soma das contribuições parciais devidas a cada uma das fontes independentes presentes no circuito. Para além destes. regras e métodos de análise introduzidas ao longo dos capítulos anteriores. pois permite substituir por uma fonte de tensão ou corrente real um qualquer circuito do qual se pretende saber apenas o efeito causado em dois dos seus terminais de acesso.ª Ordem 11 Impedância Eléctrica 12 Análise da Resposta em Frequência 13 Bobinas Acopladas e Transformadores http://ltodi. Sebenta Multimédia 1 Grandezas Eléctricas 2 Componentes Fundamentais dos Circuitos Eléctricos 3 Resistência Eléctrica 4 Leis de Kirchhoff 5 Métodos de Análise Sistemática de Circuitos 6 Teoremas Básicos dos Circuitos Eléctricos 7 Condensador e Capacidade Eléctrica 8 Bobina e Indutância Electromagnética 9 Análise de Circuitos RC e RL de 1. parcelas que se calculam separadamente umas das outras.est.ª Ordem 10 Análise de Circuitos RC. Por seu lado. os teoremas de Thévenin e de Norton indicam que do ponto de vista de um par de nós um circuito pode ser condensado numa rede equivalente.

htm (2 of 2)06-06-2005 12:35:36 .pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_06/smace_06.ips.est.Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos 14 Diportos Eléctricos 15 Amplificador Operacional 16 Transferidor de Tensão e Corrente APÊNDICE-A APÊNDICE-B http://ltodi.

farad (7. plástico. a adição ou remoção de cargas eléctricas às placas de um condensador equivale a variar a tensão eléctrica aplicada entre as mesmas. A natureza diferencial das equações do circuito conduz à distinção entre soluções natural (regime transitório ou natural) e forçada no tempo. a qual se encontra. mica.htm06-06-2005 12:35:37 . e vice-versa. http://ltodi. electrólitos. ambos no âmbito da análise do regime forçado sinusoidal. condensadores que implementam sensores de temperatura. papel.2) define a característica tensão-corrente do elemento condensador. Este facto introduz a dimensão temporal na análise de circuitos. impondo em simultâneo a necessidade de estudar as condições iniciais e as restrições de continuidade da energia acumulada como base para a resolução das mesmas. A análise de um circuito com condensadores exige a resolução de uma equação diferencial. Hoje existem diversos tipos de condensadores discretos. sendo esta última a base para o posterior estudo dos conceitos de fasor e de impedância eléctrica.ips. etc. portanto. da área e da separação entre os eléctrodos..est.7 Condensador e Capacidade Eléctrica Condensador e Capacidade Eléctrica O condensador é um componente de circuito que armazena cargas eléctricas. de pressão. condensadores fixos ou variáveis. híbridos e integrados: condensadores de ar. ao nível da Lei de Ohm. de humidade. etc. A expressão (7. condensadores de diversas dimensões e para variadas aplicações.1) o qual é uma função das propriedades do dieléctrico.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_07/condensa. cerâmica. De acordo com a relação (7. O parâmetro capacidade eléctrica (C) relaciona a tensão aos terminais com a respectiva carga armazenada q(t) = Cv(t) F.1).

ª Ordem 10 Análise de Circuitos RC. papel. A natureza diferencial das equações do circuito conduz à distinção entre soluções natural (regime transitório ou natural) e forçada no tempo. cerâmica. ao nível da Lei de Ohm. plástico.. De acordo com a relação (7. condensadores que implementam sensores de temperatura. da área e da separação entre os eléctrodos. farad (7. sendo esta última a base para o posterior estudo dos conceitos de fasor e de impedância eléctrica. etc. O parâmetro capacidade eléctrica (C) relaciona a tensão aos terminais com a respectiva carga armazenada q(t) = Cv(t) F. híbridos e integrados: condensadores de ar. A análise de um circuito com condensadores exige a resolução de uma equação diferencial. ambos no âmbito da análise do regime forçado sinusoidal. Hoje existem diversos tipos de condensadores discretos. electrólitos. a qual se encontra. Este facto introduz a dimensão temporal na análise de circuitos. condensadores fixos ou variáveis.htm (1 of 2)06-06-2005 12:35:38 . RL e RLC de 2.ª Ordem 11 Impedância Eléctrica 12 Análise da Resposta em Frequência 13 Bobinas Acopladas e Transformadores o qual é uma função das propriedades do dieléctrico. impondo em simultâneo a necessidade de estudar as condições iniciais e as restrições de continuidade da energia acumulada como base para a resolução das mesmas.1) Sebenta Multimédia 1 Grandezas Eléctricas 2 Componentes Fundamentais dos Circuitos Eléctricos 3 Resistência Eléctrica 4 Leis de Kirchhoff 5 Métodos de Análise Sistemática de Circuitos 6 Teoremas Básicos dos Circuitos Eléctricos 7 Condensador e Capacidade Eléctrica 8 Bobina e Indutância Electromagnética 9 Análise de Circuitos RC e RL de 1. A expressão (7.est. de pressão. e vice-versa. de humidade. mica.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_07/smace_07. http://ltodi. a adição ou remoção de cargas eléctricas às placas de um condensador equivale a variar a tensão eléctrica aplicada entre as mesmas. etc.Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos Condensador e Capacidade Eléctrica O condensador é um componente de circuito que armazena cargas eléctricas.2) define a característica tensão-corrente do elemento condensador.ips. portanto.1). condensadores de diversas dimensões e para variadas aplicações.

est.Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos 14 Diportos Eléctricos 15 Amplificador Operacional 16 Transferidor de Tensão e Corrente APÊNDICE-A APÊNDICE-B http://ltodi.htm (2 of 2)06-06-2005 12:35:38 .pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_07/smace_07.ips.

a força electro-motriz induzida aos terminais de uma bobina é proporcional às variações na corrente respectiva (8. As condições iniciais da corrente. da energia armazenada e dos divisores de tensão e de corrente. e o coeficiente de indução mútua. A unidade de indutância é o henry (H). portanto sob a forma de cargas eléctricas em movimento. weber (8. em conjunto com a imposição da sua continuidade. constituem a informação necessária para determinar os valores das constantes da solução da equação diferencial. a indutância ou coeficiente de auto-indução. À força magnética encontram-se associados o campo magnético. À parte a diferença relativa aos fenómenos subjacentes ao seu funcionamento.htm06-06-2005 12:35:39 . a forma dual das características tensão-corrente do condensador e da bobina indica que os tópicos a tratar neste capítulo devam ser semelhantes àqueles abordados anteriormente. A bobina é um componente que armazena energia sob a forma de um campo magnético. A indutância é o parâmetro que relaciona a corrente eléctrica com o fluxo magnético Φ = Li Wb. Assim.ips.est. e repelem-se no caso contrário. e de acordo com a Lei de Faraday.8 Bobina e Indutância Electromagnética Bobina e Indutância Electromagnética O movimento das cargas eléctricas. A análise de um circuito com bobinas exige a obtenção e a resolução de uma ou várias equações diferenciais. a permeabilidade magnética. e em particular a corrente eléctrica.2) fenómeno que se designa por indução electromagnética (daí o nome alternativo de coeficiente de autoindução dado à indutância).pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_08/bobina. é responsável por um fenómeno de atracção ou repulsão designado por força magnética. Dois condutores percorridos por uma corrente eléctrica atraem-se um ao outro se os sentidos dos respectivos fluxos forem concordantes. A relação (8. em particular no que respeita ao estudo das associações em série e em paralelo de bobinas.1) e é uma função das dimensões físicas e do número de espiras da bobina.1) indica que as variações no fluxo magnético são proporcionais às variações na corrente eléctrica. mas também do material do núcleo. o fluxo e a densidade de fluxo magnético. do fluxo magnético e da energia armazenada. http://ltodi.

1) indica que as variações no fluxo magnético são proporcionais às variações na corrente eléctrica. o fluxo e a densidade de fluxo magnético. a forma dual das características tensão-corrente do condensador e da bobina indica que os tópicos a tratar neste capítulo devam ser semelhantes àqueles abordados anteriormente. constituem a informação necessária para determinar os valores das constantes da solução da equação diferencial. e o coeficiente de indução mútua. À força magnética encontram-se associados o campo magnético. a indutância ou coeficiente de autoindução.Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos Bobina e Indutância Electromagnética O movimento das cargas eléctricas. da energia armazenada e dos divisores de tensão e de corrente.ª Ordem 11 Impedância Eléctrica 12 Análise da Resposta em Frequência 13 Bobinas Acopladas e Transformadores e é uma função das dimensões físicas e do número de espiras da bobina. RL e RLC de 2. a permeabilidade magnética. http://ltodi. As condições iniciais da corrente. portanto sob a forma de cargas eléctricas em movimento. A relação (8.1) Sebenta Multimédia 1 Grandezas Eléctricas 2 Componentes Fundamentais dos Circuitos Eléctricos 3 Resistência Eléctrica 4 Leis de Kirchhoff 5 Métodos de Análise Sistemática de Circuitos 6 Teoremas Básicos dos Circuitos Eléctricos 7 Condensador e Capacidade Eléctrica 8 Bobina e Indutância Electromagnética 9 Análise de Circuitos RC e RL de 1. A análise de um circuito com bobinas exige a obtenção e a resolução de uma ou várias equações diferenciais. Dois condutores percorridos por uma corrente eléctrica atraem-se um ao outro se os sentidos dos respectivos fluxos forem concordantes.ª Ordem 10 Análise de Circuitos RC. Assim. em particular no que respeita ao estudo das associações em série e em paralelo de bobinas. do fluxo magnético e da energia armazenada. weber (8. À parte a diferença relativa aos fenómenos subjacentes ao seu funcionamento. A bobina é um componente que armazena energia sob a forma de um campo magnético. em conjunto com a imposição da sua continuidade. é responsável por um fenómeno de atracção ou repulsão designado por força magnética.htm (1 of 2)06-06-2005 12:35:40 . mas também do material do núcleo.est. e de acordo com a Lei de Faraday.ips. a força electro-motriz induzida aos terminais de uma bobina é proporcional às variações na corrente respectiva (8. A unidade de indutância é o henry (H). e em particular a corrente eléctrica.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_08/smace_08. e repelem-se no caso contrário.2) fenómeno que se designa por indução electromagnética (daí o nome alternativo de coeficiente de auto-indução dado à indutância). A indutância é o parâmetro que relaciona a corrente eléctrica com o fluxo magnético Φ = Li Wb.

pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_08/smace_08.htm (2 of 2)06-06-2005 12:35:40 .Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos 14 Diportos Eléctricos 15 Amplificador Operacional 16 Transferidor de Tensão e Corrente APÊNDICE-A APÊNDICE-B http://ltodi.est.ips.

htm06-06-2005 12:35:40 . As Leis de Kirchhoff e as características tensão-corrente dos elementos conduzem. que determina a dinâmica das variáveis na ausência de fontes independentes (entenda-se na ausência de termo forçado na equação diferencial).est. http://ltodi.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_09/ancir_09. genericamente designado por regime forçado sinusoidal.9 Análise de Circuitos RC e RL de 1. Esta última solução encontra-se directamente relacionada com a forma de onda das fontes independentes. A solução de uma equação diferencial com termo forçado é composta por duas parcelas essencialmente distintas: solução ou resposta natural. a uma equação diferencial linear. em conjunto.ª Ordem Análise de Circuitos RC e RL de 1. cuja solução define a dinâmica temporal das variáveis corrente e tensão eléctrica nos diversos componentes do circuito. e solução forçada. A seu tempo verificar-se-á que o estudo da solução forçada sinusoidal de um circuito abre um campo inteiramente novo à análise de circuitos. A determinação da solução particular de uma equação diferencial exige a consideração das condições inicial e de continuidade da energia armazenada nos condensadores e nas bobinas do circuito. tantas quantas a ordem da mesma.ª Ordem As características tensão-corrente do condensador e da bobina introduzem as equações diferenciais no seio da análise dos circuitos eléctricos.ips. A solução de uma equação diferencial é definida a menos de um conjunto de constantes. revelando-se de particular interesse aquelas impostas por fontes constantes e sinusoidais.

em conjunto. Sebenta Multimédia 1 Grandezas Eléctricas 2 Componentes Fundamentais dos Circuitos Eléctricos 3 Resistência Eléctrica 4 Leis de Kirchhoff 5 Métodos de Análise Sistemática de Circuitos 6 Teoremas Básicos dos Circuitos Eléctricos 7 Condensador e Capacidade Eléctrica 8 Bobina e Indutância Electromagnética 9 Análise de Circuitos RC e RL de 1. Esta última solução encontra-se directamente relacionada com a forma de onda das fontes independentes. RL e RLC de 2. A solução de uma equação diferencial é definida a menos de um conjunto de constantes. genericamente designado por regime forçado sinusoidal. tantas quantas a ordem da mesma. e solução forçada. As Leis de Kirchhoff e as características tensão-corrente dos elementos conduzem. cuja solução define a dinâmica temporal das variáveis corrente e tensão eléctrica nos diversos componentes do circuito.Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos Análise de Circuitos RC e RL de 1.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_09/smace_09. revelando-se de particular interesse aquelas impostas por fontes constantes e sinusoidais.ª Ordem 10 Análise de Circuitos RC.ips. A determinação da solução particular de uma equação diferencial exige a consideração das condições inicial e de continuidade da energia armazenada nos condensadores e nas bobinas do circuito.ª Ordem 11 Impedância Eléctrica 12 Análise da Resposta em Frequência 13 Bobinas Acopladas e Transformadores http://ltodi.ª Ordem As características tensão-corrente do condensador e da bobina introduzem as equações diferenciais no seio da análise dos circuitos eléctricos.htm (1 of 2)06-06-2005 12:35:41 .est. A solução de uma equação diferencial com termo forçado é composta por duas parcelas essencialmente distintas: solução ou resposta natural. A seu tempo verificar-se-á que o estudo da solução forçada sinusoidal de um circuito abre um campo inteiramente novo à análise de circuitos. a uma equação diferencial linear. que determina a dinâmica das variáveis na ausência de fontes independentes (entenda-se na ausência de termo forçado na equação diferencial).

Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos 14 Diportos Eléctricos 15 Amplificador Operacional 16 Transferidor de Tensão e Corrente APÊNDICE-A APÊNDICE-B http://ltodi.ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_09/smace_09.est.htm (2 of 2)06-06-2005 12:35:41 .

Existem também diversos métodos alternativos para formular a equação diferencial escalar de 2. podendo. constituída pelo produto de uma função linear por uma exponencial real negativa. a solução oscilatória. Este último método conduz. finalmente. a solução criticamente amortecida. ambos conducentes directamente a uma equação diferencial de 2. RL e RCL de 2. neste caso constituída por duas exponenciais complexas conjugadas.ª ordem. http://ltodi.ª Ordem Análise de Circuitos RC.10 Análise de Circuitos RC. Neste livro apresentam-se os métodos da substituição e do operador-s.ª ordem que governa o funcionamento de um circuito de 2.ª ordem. Estes três métodos comportam vantagens e inconvenientes no que respeita à complexidade da sua aplicação. distinguir-se os seguintes quatro casos particulares: a solução sobre-amortecida. e que as fontes independentes sinusoidais conduzem a soluções forçadas também de tipo sinusoidal. RL e RLC de 2.ª ordem é composta por duas parcelas essencialmente distintas: a solução natural e a solução forçada pelas fontes independentes. a solução sub-amortecida.ips.ª ordem: os circuitos RLC. com um condensador e uma bobina.ª Ordem Existem três classes principais de circuitos de 2. e o método das equações de estado. definida por duas exponenciais reais.ª ordem. distintas e negativas. no entanto. e os circuitos RC e RL com dois condensadores ou duas bobinas irredutíveis por associação em série ou em paralelo. A solução de uma equação diferencial de 2.htm06-06-2005 12:35:42 . verifica-se que as fontes independentes constantes conduzem a soluções forçadas de tipo também constante.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_10/ancir_10. A solução natural tem em geral a forma de uma soma de exponenciais negativas.ª ordem. e. sistema que seguidamente pode ser resolvido de modo a obter uma equação diferencial de 2.est. a um sistema de equações diferenciais de 1. sendo porém verdadeiro que o método do operador-s tem a vantagem de permitir obter a equação diferencial de um circuito através de processos semelhantes aos utilizados no âmbito das redes resistivas puras. no conjunto designadas por equações de estado do circuito. No que respeita à solução forçada. em primeira instância. definida por duas exponenciais imaginárias puras conjugadas.

ambos conducentes directamente a uma equação diferencial de 2. definida por duas exponenciais imaginárias puras conjugadas. Este último método conduz.ª ordem é composta por duas parcelas essencialmente distintas: a solução natural e a solução forçada pelas fontes independentes. Neste livro apresentam-se os métodos da substituição e do operador-s. com um condensador e uma bobina. RL e RLC de 2. e os circuitos RC e RL com dois condensadores ou duas bobinas irredutíveis por associação em série ou em paralelo.ª ordem.ª ordem: os circuitos RLC. Estes três métodos comportam vantagens e inconvenientes no que respeita à complexidade da sua aplicação.ª ordem.ª ordem. podendo. a solução criticamente amortecida. distintas e negativas. distinguir-se os seguintes quatro casos particulares: a solução sobre-amortecida. A solução de uma equação diferencial de 2. sistema que seguidamente pode ser resolvido de modo a obter uma equação diferencial de 2. e o método das equações de estado.ª Ordem Sebenta Multimédia 1 Grandezas Eléctricas 2 Componentes Fundamentais dos Circuitos Eléctricos 3 Resistência Eléctrica 4 Leis de Kirchhoff 5 Métodos de Análise Sistemática de Circuitos 6 Teoremas Básicos dos Circuitos Eléctricos 7 Condensador e Capacidade Eléctrica 8 Bobina e Indutância Electromagnética 9 Análise de Circuitos RC e RL de 1. sendo porém verdadeiro que o método do operador-s tem a vantagem de permitir obter a equação diferencial de um circuito através de processos semelhantes aos utilizados no âmbito das redes resistivas puras.Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos Análise de Circuitos RC. constituída pelo produto de uma função linear por uma exponencial real negativa. e. http://ltodi.est. definida por duas exponenciais reais. verifica-se que as fontes independentes constantes conduzem a soluções forçadas de tipo também constante. em primeira instância. no conjunto designadas por equações de estado do circuito.ª Ordem 11 Impedância Eléctrica 12 Análise da Resposta em Frequência 13 Bobinas Acopladas e Transformadores Existem três classes principais de circuitos de 2.ª ordem que governa o funcionamento de um circuito de 2.ª ordem.ª Ordem 10 Análise de Circuitos RC. A solução natural tem em geral a forma de uma soma de exponenciais negativas. a solução sub-amortecida.htm (1 of 2)06-06-2005 12:35:43 . neste caso constituída por duas exponenciais complexas conjugadas. e que as fontes independentes sinusoidais conduzem a soluções forçadas também de tipo sinusoidal.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_10/smace_10. RL e RLC de 2. a um sistema de equações diferenciais de 1. no entanto.ips. a solução oscilatória. finalmente. Existem também diversos métodos alternativos para formular a equação diferencial escalar de 2. No que respeita à solução forçada.

est.htm (2 of 2)06-06-2005 12:35:43 .ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_10/smace_10.Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos 14 Diportos Eléctricos 15 Amplificador Operacional 16 Transferidor de Tensão e Corrente APÊNDICE-A APÊNDICE-B http://ltodi.

O facto de as relações fasoriais entre tensão e corrente eléctrica nos elementos R. apesar de entre números complexos. Uma das características mais interessantes dos circuitos lineares é o facto de as soluções forçadas sinusoidais em todos os nós e componentes do circuito apresentarem exactamente a mesma frequência angular da fonte independente.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_11/impedel. Por exemplo. A análise da solução forçada sinusoidal de um circuito conduz aos conceitos de fasor e de impedância eléctrica. sendo. A solução natural é tipicamente constituída por funções exponenciais negativas. permite que a solução forçada sinusoidal de um circuito possa ser estudada recorrendo aos métodos e teoremas típicos da análise dos circuitos resistivos puros. de Thévenin. da sobreposição das fontes e da máxima transferência de potência. desprezando assim a informação relativa à frequência que à partida se sabe ser igual em todos os nós e componentes do circuito. portanto. ao passo que a solução forçada impõe ao circuito uma dinâmica cuja forma é estabelecida por fontes independentes. Por outro lado. de Millman.ips.est. é possível estender a aplicação dos métodos das malhas e dos nós à análise da solução forçada sinusoidal de um circuito. recorrendo ainda aos resultados do teoremas de Norton. verificou-se que as fontes independentes sinusoidais conduzem a soluções forçadas sinusoidais. A principal consequência desta propriedade é a possibilidade de reduzir a análise da solução forçada sinusoidal à identificação das amplitudes e das fases na origem dos sinais.htm06-06-2005 12:35:43 . a impedância eléctrica de um elemento ou circuito mais não é que a relação entre os fasores da tensão e da corrente aos terminais respectivos.11 Impedância Eléctrica Impedância Eléctrica Ao longo dos dois capítulos anteriores constatou-se que a análise no tempo de um circuito com condensadores e bobinas exige a obtenção e a resolução de uma equação diferencial. C e L serem de tipo linear. Por exemplo. O fasor de uma variável sinusoidal é um número complexo com informação relativa à amplitude e à fase na origem. http://ltodi. de Miller. portanto funções que tendem para zero com o tempo. Constatou-se ainda que a dinâmica temporal desta classe de circuitos é composta por duas parcelas essencialmente distintas: a solução natural e a solução forçada pelas fontes independentes do circuito. em geral um número complexo dependente da frequência angular da sinusóide sob análise. cuja amplitude e fase na origem são função da frequência angular (ω) e dos parâmetros do circuito.

desprezando assim a informação relativa à frequência que à partida se sabe ser igual em todos os nós e componentes do circuito.htm (1 of 2)06-06-2005 12:35:44 . da sobreposição das fontes e da máxima transferência de potência.ª Ordem 10 Análise de Circuitos RC. http://ltodi. Por exemplo. O fasor de uma variável sinusoidal é um número complexo com informação relativa à amplitude e à fase na origem. recorrendo ainda aos resultados do teoremas de Norton. O facto de as relações fasoriais entre tensão e corrente eléctrica nos elementos R.Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos Impedância Eléctrica Sebenta Multimédia 1 Grandezas Eléctricas 2 Componentes Fundamentais dos Circuitos Eléctricos 3 Resistência Eléctrica 4 Leis de Kirchhoff 5 Métodos de Análise Sistemática de Circuitos 6 Teoremas Básicos dos Circuitos Eléctricos 7 Condensador e Capacidade Eléctrica 8 Bobina e Indutância Electromagnética 9 Análise de Circuitos RC e RL de 1. C e L serem de tipo linear.est. de Thévenin. em geral um número complexo dependente da frequência angular da sinusóide sob análise. permite que a solução forçada sinusoidal de um circuito possa ser estudada recorrendo aos métodos e teoremas típicos da análise dos circuitos resistivos puros. Por exemplo. Uma das características mais interessantes dos circuitos lineares é o facto de as soluções forçadas sinusoidais em todos os nós e componentes do circuito apresentarem exactamente a mesma frequência angular da fonte independente. RL e RLC de 2. de Miller. apesar de entre números complexos.ª Ordem 11 Impedância Eléctrica 12 Análise da Resposta em Frequência 13 Bobinas Acopladas e Transformadores Ao longo dos dois capítulos anteriores constatou-se que a análise no tempo de um circuito com condensadores e bobinas exige a obtenção e a resolução de uma equação diferencial. portanto. Constatou-se ainda que a dinâmica temporal desta classe de circuitos é composta por duas parcelas essencialmente distintas: a solução natural e a solução forçada pelas fontes independentes do circuito.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_11/smace_11.ips. portanto funções que tendem para zero com o tempo. verificou-se que as fontes independentes sinusoidais conduzem a soluções forçadas sinusoidais. é possível estender a aplicação dos métodos das malhas e dos nós à análise da solução forçada sinusoidal de um circuito. a impedância eléctrica de um elemento ou circuito mais não é que a relação entre os fasores da tensão e da corrente aos terminais respectivos. Por outro lado. A análise da solução forçada sinusoidal de um circuito conduz aos conceitos de fasor e de impedância eléctrica. de Millman. sendo. ao passo que a solução forçada impõe ao circuito uma dinâmica cuja forma é estabelecida por fontes independentes. cuja amplitude e fase na origem são função da frequência angular (ω) e dos parâmetros do circuito. A solução natural é tipicamente constituída por funções exponenciais negativas. A principal consequência desta propriedade é a possibilidade de reduzir a análise da solução forçada sinusoidal à identificação das amplitudes e das fases na origem dos sinais.

pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_11/smace_11.Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos 14 Diportos Eléctricos 15 Amplificador Operacional 16 Transferidor de Tensão e Corrente APÊNDICE-A APÊNDICE-B http://ltodi.est.htm (2 of 2)06-06-2005 12:35:44 .ips.

est. que explicitam a relação existente entre as amplitudes e a diferença entre as fases das sinusóides subjacentes aos fasores. ao passo que na escala vertical se representa a função 20log10(amplitude). entenda-se a representação da amplitude e da fase. e de igualização de amplitude e de fase.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/anresfre. A representação do cociente entre fasores em notação polar. em escala logarítmica. As representações gráficas das funções amplitude e fase da resposta em frequência. que suportam a construção de filtros eléctricos de tipo passa-baixo.ips. cuja unidade se designa por decibell (dB) de amplitude. http://ltodi.12 Análise da Resposta em Frequência Análise da Resposta em Frequência Designa-se por análise da resposta em frequência o estudo da variação com a frequência do cociente entre dois fasores. passa-alto. passabanda. define as funções amplitude e fase da resposta em frequência. rejeita-banda. designam-se por diagramas de Bode de amplitude e de fase.htm06-06-2005 12:35:45 . em vez da amplitude apenas. Nos diagramas de Bode de amplitude. o eixo das frequências (horizontal) representa-se em escala logarítmica (facto que permite abranger num mesmo gráfico uma gama muito mais ampla de frequências). Na variação da amplitude e da fase com a frequência inscrevem-se a selectividade em amplitude e o atraso de fase em frequência.

RL e RLC de 2. em escala logarítmica. passa-banda. define as funções amplitude e fase da resposta em frequência. A representação do cociente entre fasores em notação polar.Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos Análise da Resposta em Frequência Designa-se por análise da resposta em frequência o estudo da variação com a frequência do cociente entre dois fasores. passa-alto. em vez da amplitude apenas. designam-se por diagramas de Bode de amplitude e de fase. o eixo das frequências (horizontal) representase em escala logarítmica (facto que permite abranger num mesmo gráfico uma gama muito mais ampla de frequências). Na variação da amplitude e da fase com a frequência inscrevem-se a selectividade em amplitude e o atraso de fase em frequência. que explicitam a relação existente entre as amplitudes e a diferença entre as fases das sinusóides subjacentes aos fasores.est. cuja unidade se designa por decibell (dB) de amplitude.ips. que suportam a construção de filtros eléctricos de tipo passa-baixo. rejeita-banda. e de igualização de amplitude e de fase. Nos diagramas de Bode de amplitude.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/smace_12.htm (1 of 2)06-06-2005 12:35:46 . Sebenta Multimédia 1 Grandezas Eléctricas 2 Componentes Fundamentais dos Circuitos Eléctricos 3 Resistência Eléctrica 4 Leis de Kirchhoff 5 Métodos de Análise Sistemática de Circuitos 6 Teoremas Básicos dos Circuitos Eléctricos 7 Condensador e Capacidade Eléctrica 8 Bobina e Indutância Electromagnética 9 Análise de Circuitos RC e RL de 1. entenda-se a representação da amplitude e da fase.ª Ordem 11 Impedância Eléctrica 12 Análise da Resposta em Frequência 13 Bobinas Acopladas e Transformadores http://ltodi.ª Ordem 10 Análise de Circuitos RC. ao passo que na escala vertical se representa a função 20log10(amplitude). As representações gráficas das funções amplitude e fase da resposta em frequência.

htm (2 of 2)06-06-2005 12:35:46 .ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/smace_12.est.Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos 14 Diportos Eléctricos 15 Amplificador Operacional 16 Transferidor de Tensão e Corrente APÊNDICE-A APÊNDICE-B http://ltodi.

htm (1 of 2)06-06-2005 12:35:47 . o isolamento galvânico entre partes de um circuito eléctrico.1). a contagem de energia eléctrica. a adaptação de impedâncias em aplicações audio e rádio-frequência.1 Bobinas acopladas As bobinas acopladas e os transformadores são utilizadas em variadíssimas aplicações. a redução da amplitude da tensão ou da corrente eléctrica em instrumentos de medida.ips. Figura 13. Alguns exemplos são a elevação e a redução da amplitude da tensão ou da corrente e a conversão do número de fases em redes de transporte de energia eléctrica. a rectificação de sinais.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_13/boacotra.2 Alternativas no transporte de energia eléctrica: em baixa tensão (a). e entre estas e o número de espiras em cada um dos enrolamentos. em geral de elevada permeabilidade magnética. fluxo magnético e força electro-motriz induzida.13 Bobinas Acopladas e Transformadores Bobinas Acopladas e Transformadores O transformador é um componente de circuito constituído por duas bobinas acopladas magneticamente (ver Figura 13. Uma relação corrente eléctrica. faz com que a ligação seja quase perfeita e as linhas de força sejam quase na totalidade partilhadas por ambos os enrolamentos. em alta tensão (b) http://ltodi. Figura 13. O facto de ambas as bobinas partilharem o mesmo núcleo. a implementação de mecanismos de protecção. permite elevar ou reduzir a amplitude da tensão ou da corrente nas duas bobinas.est. etc.

se opera à sua redução (Figura 13. cuja potência é P linha =R linha I =100 MW.est.13 Bobinas Acopladas e Transformadores Um dos exemplos mais elucidativos da utilidade do transformador é o transporte de energia eléctrica entre as centrais de produção e os centros consumidores. etc. V linha mm2 eR linha =4 kΩ. Estes resultados indicam que a queda linha 2 =R linha I=20 kV e por uma dissipação de de tensão e a potência dissipada na linha são ordens de grandeza superiores àquelas efectivamente utilizadas pelos consumidores. Uma das alternativas para reduzir as perdas por efeito de Joule no transporte de energia eléctrica.2.ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_13/boacotra. e a queda de tensão e as perdas na linha =10 kV e P linha =25 kW. cid admitindo assim que a linha de cobre suporta uma densidade de corrente máxima de 5 A/mm2. e que depois. Admita-se agora que através de um qualquer mecanismo se eleva a tensão de transporte da energia de. a secção exigida para o cid condutor e a respectiva resistência são s=1 são. e que a tensão de alimentação a fornecer à cidade é de V =200 V cid (valor eficaz. o valor eficaz da corrente na linha é de apenas I=S/V =2. A linha apresenta uma resistência eléctrica de R =ρl/s=4 Ω. aproximar os consumidores da central. ou então aumentar drasticamente a secção das linhas de transporte.b).02 linha Ωmm2/m. respectivamente. junto ao centro consumidor. sendo responsável por uma queda de tensão V energia por efeito de Joule. veja-se a Figura 13. Como se vê. o simples facto de se ter elevado a tensão de transporte de 200 V para 400 kV conduz a uma apreciável redução da potência dissipada na linha.a). reduzindo-a depois progressivamente junto aos grandes centros consumidores.5% dos valores de tensão e de potência efectivamente transportados para o centro consumidor. Neste caso. As alternativas a esta solução seriam basicamente três (todas elas impraticáveis): aproximar a central dos consumidores. consiste em elevar drasticamente o valor da tensão de transporte (reduzir drasticamente a corrente na linha). 200 V para 400 kV.htm (2 of 2)06-06-2005 12:35:47 . http://ltodi. aos bairros.5 A.2. aos grandes edifícios. implementada na prática. às povoações. Admita-se então que se pretende transportar uma potência nominal aparente de 1 MVA entre uma central e uma cidade localizada a uma distância de 100 km (200 km de fios eléctricos condutores). A amplitude da corrente (eficaz) a fornecer à cidade pela central é neste caso I=S/V =5000 A. corrente cujo transporte exige fios condutores de secção mínima s=1000 mm2. admitindo que a resistividade do cobre é ρ=0. por exemplo. com perdas que são apenas 2.

2 Alternativas no transporte de energia eléctrica: em baixa tensão (a).2. O facto de ambas as bobinas partilharem o mesmo núcleo. RL e RLC de 2. veja-se a Figura 13. Admita-se então que se pretende transportar uma potência nominal aparente de 1 MVA entre uma central e uma cidade localizada a uma distância de 100 km (200 km de fios eléctricos condutores).ips. a redução da amplitude da tensão ou da corrente eléctrica em instrumentos de medida. Uma relação corrente eléctrica. em alta tensão (b) Um dos exemplos mais elucidativos da utilidade do transformador é o transporte de energia eléctrica entre as centrais de produção e os centros consumidores.ª Ordem 11 Impedância Eléctrica 12 Análise da Resposta em Frequência 13 Bobinas Acopladas e Transformadores 14 Diportos Eléctricos 15 Amplificador Operacional 16 Transferidor de Figura 13. Sebenta Multimédia 1 Grandezas Eléctricas 2 Componentes Fundamentais dos Circuitos Eléctricos 3 Resistência Eléctrica 4 Leis de Kirchhoff 5 Métodos de Análise Sistemática de Circuitos 6 Teoremas Básicos dos Circuitos Eléctricos 7 Condensador e Capacidade Eléctrica 8 Bobina e Indutância Electromagnética 9 Análise de Circuitos RC e RL de 1. e entre estas e o número de espiras em cada um dos enrolamentos. a contagem de energia eléctrica.a).1 Bobinas acopladas As bobinas acopladas e os transformadores são utilizadas em variadíssimas aplicações. corrente cujo transporte cid http://ltodi. faz com que a ligação seja quase perfeita e as linhas de força sejam quase na totalidade partilhadas por ambos os enrolamentos.ª Ordem 10 Análise de Circuitos RC. a adaptação de impedâncias em aplicações audio e rádio-frequência. e que a tensão de alimentação a fornecer à cidade é de V =200 V (valor eficaz.est. o isolamento galvânico entre partes de um circuito eléctrico.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_13/smace_13. A amplitude da corrente cid (eficaz) a fornecer à cidade pela central é neste caso I=S/V =5000 A. etc.1). permite elevar ou reduzir a amplitude da tensão ou da corrente nas duas bobinas. Figura 13. a implementação de mecanismos de protecção. a rectificação de sinais.Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos Bobinas Acopladas e Transformadores O transformador é um componente de circuito constituído por duas bobinas acopladas magneticamente (ver Figura 13. em geral de elevada permeabilidade magnética. Alguns exemplos são a elevação e a redução da amplitude da tensão ou da corrente e a conversão do número de fases em redes de transporte de energia eléctrica. fluxo magnético e força electro-motriz induzida.htm (1 of 2)06-06-2005 12:35:48 .

se opera à sua redução (Figura 13. respectivamente. o valor eficaz da corrente na linha é de apenas I=S/V =2. Neste caso. V linha linha =4 kΩ.02 Ωmm2/m. A linha apresenta uma resistência eléctrica de R =ρl/s=4 Ω. 200 V para 400 kV. aproximar os consumidores da central. Admita-se agora que através de um qualquer mecanismo se eleva a tensão de transporte da energia de. o simples facto de se ter elevado a tensão de transporte de 200 V para 400 kV conduz a uma apreciável redução da potência dissipada na linha.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_13/smace_13. junto ao centro consumidor.2.b).5% dos valores de tensão e de potência efectivamente transportados para o centro consumidor. e a queda =10 kV e P linha =25 kW. e que depois. implementada na prática. Estes resultados indicam que a queda de tensão e a linha 2 I=20 kV e por uma dissipação de energia por efeito de Joule. etc. ou então aumentar drasticamente a secção das linhas de transporte. sendo responsável por linha uma queda de tensão V cuja potência é P linha linha =R =R linha I =100 MW. potência dissipada na linha são ordens de grandeza superiores àquelas efectivamente utilizadas pelos consumidores. As alternativas a esta solução seriam basicamente três (todas elas impraticáveis): aproximar a central dos consumidores.htm (2 of 2)06-06-2005 12:35:48 .est.Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos Tensão e Corrente APÊNDICE-A APÊNDICE-B exige fios condutores de secção mínima s=1000 mm2. por exemplo. aos bairros. cid a secção exigida para o condutor e a respectiva resistência são s=1 mm2 e R de tensão e as perdas na linha são. admitindo assim que a linha de cobre suporta uma densidade de corrente máxima de 5 A/mm2.5 A.ips. consiste em elevar drasticamente o valor da tensão de transporte (reduzir drasticamente a corrente na linha). às povoações. reduzindo-a depois progressivamente junto aos grandes centros consumidores. admitindo que a resistividade do cobre é ρ=0. Uma das alternativas para reduzir as perdas por efeito de Joule no transporte de energia eléctrica. com perdas que são apenas 2. Como se vê. aos grandes edifícios. http://ltodi.

dois dos terminais de acesso encontram-se em curtocircuito. por definição iguais. Figura 14. constituindo assim um diporto com três terminais apenas. Por exemplo. Por exemplo. um diporto contém apenas resistências.htm (1 of 2)06-06-2005 12:35:49 . destas quatro variáveis. mas não fontes independentes de tensão ou de corrente. Ii e Ii´.2. um diporto pode ser caracterizado através de uma matriz de admitâncias http://ltodi.ips. Vi. duas são independentes e duas dependentes. e por uma tensão entre terminais.1). Adiante se verá que. Figura 14. estabelecendo um conjunto de duas equações algébricas que definem todo o desempenho do circuito. ou em geral qualquer rede cujos acessos ao exterior verifiquem as condições acima referidas.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_14/dipoelec.14 Diportos Eléctricos Diportos Eléctricos A grande maioria dos dispositivos e circuitos electrónicos constituem aquilo que em teoria dos circuitos se designa por diporto eléctrico. Por definição. no caso do transístor de junção bipolar representado na Figura 14. bobinas e fontes dependentes.2 Diporto com três terminais Um diporto é caracterizado através de quatro coeficientes organizados numa matriz quadrada. Um diporto é basicamente um circuito cuja ligação ao exterior se efectua através de dois pares de terminais designados por portos (ver Figura 14. A matriz constitui o elo de ligação entre as variáveis independentes e dependentes nos dois portos.1 Diporto eléctrico Exemplos de dispositivos e de circuitos electrónicos que constituem diportos são os transístores de junção bipolar e de efeito de campo. condensadores.est. Cada porto é caracterizado por uma corrente de entrada e de saída. os amplificadores operacionais de tensão e de corrente.

3). As duas equações algébricas em (14. Figura 14.14 Diportos Eléctricos (14.est.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_14/dipoelec.ips.3 Modelo eléctrico equivalente de um diporto http://ltodi.htm (2 of 2)06-06-2005 12:35:49 .1) definem um modelo eléctrico equivalente de um diporto (Figura 14. Outros pares de variáveis independentes conduzem a outras matrizes e outros modelos eléctricos equivalentes. respectivamente.1) a qual pressupõe serem independentes as variáveis V1 e V2 e dependentes as correntes I1 e I2 nos portos. sendo característica de todos eles o possuírem apenas quatro coeficientes e quatro componentes.

destas quatro variáveis. por definição iguais. Adiante se verá que. estabelecendo um conjunto de duas equações algébricas que definem todo o desempenho do circuito. sendo característica de todos eles o possuírem apenas quatro coeficientes e quatro http://ltodi. As duas equações algébricas em (14.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_14/smace_14.est. Por exemplo.Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos Diportos Eléctricos Sebenta Multimédia 1 Grandezas Eléctricas 2 Componentes Fundamentais dos Circuitos Eléctricos 3 Resistência Eléctrica 4 Leis de Kirchhoff 5 Métodos de Análise Sistemática de Circuitos 6 Teoremas Básicos dos Circuitos Eléctricos 7 Condensador e Capacidade Eléctrica 8 Bobina e Indutância Electromagnética 9 Análise de Circuitos RC e RL de 1. Por definição. condensadores. Vi. duas são independentes e duas dependentes.ª Ordem 10 Análise de Circuitos RC. Ii e Ii´. Cada porto é caracterizado por uma corrente de entrada e de saída.3). Outros pares de variáveis independentes conduzem a outras matrizes e outros modelos eléctricos equivalentes. bobinas e fontes dependentes. Um diporto é basicamente um circuito cuja ligação ao exterior se efectua através de dois pares de terminais designados por portos (ver Figura 14.2. dois dos terminais de acesso encontram-se em curto-circuito. mas não fontes independentes de tensão ou de corrente.1) a qual pressupõe serem independentes as variáveis V1 e V2 e dependentes as correntes I1 e I2 nos portos.1) definem um modelo eléctrico equivalente de um diporto (Figura 14.2 Diporto com três terminais Um diporto é caracterizado através de quatro coeficientes organizados numa matriz quadrada. e por uma tensão entre terminais.ips.ª Ordem 11 Impedância Eléctrica 12 Análise da Resposta em Frequência 13 Bobinas Acopladas e Transformadores 14 Diportos Eléctricos 15 Amplificador Operacional 16 Transferidor de Tensão e Corrente APÊNDICE-A A grande maioria dos dispositivos e circuitos electrónicos constituem aquilo que em teoria dos circuitos se designa por diporto eléctrico. A matriz constitui o elo de ligação entre as variáveis independentes e dependentes nos dois portos. ou em geral qualquer rede cujos acessos ao exterior verifiquem as condições acima referidas. RL e RLC de 2.1 Diporto eléctrico Exemplos de dispositivos e de circuitos electrónicos que constituem diportos são os transístores de junção bipolar e de efeito de campo. um diporto pode ser caracterizado através de uma matriz de admitâncias (14. os amplificadores operacionais de tensão e de corrente. no caso do transístor de junção bipolar representado na Figura 14. constituindo assim um diporto com três terminais apenas. Por exemplo.1). Figura 14. um diporto contém apenas resistências.htm (1 of 2)06-06-2005 12:35:50 . Figura 14.

3 Modelo eléctrico equivalente de um diporto http://ltodi.est.ips.htm (2 of 2)06-06-2005 12:35:50 . respectivamente. Figura 14.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_14/smace_14.Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos APÊNDICE-B componentes.

15 Aplificador Operacional Amplificador Operacional Na parte final do capítulo anterior desenvolveram-se dois modelos eléctricos simplificados para os amplificadores de tensão e de corrente sem realimentação. ou AmpOp. e impedância de saída nula.ips.1 Amplificador de tensão: não ideal (a) e ideal (b) A ligação de um amplificador a uma fonte de sinal e a uma carga envolve dois divisores de tensão que reduzem o ganho máximo obtenível. uma de entrada e outra de saída. Os modelos consideravam três elementos apenas: duas impedâncias.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/ampop. e uma fonte de tensão ou de corrente dependente. Com efeito.b. Apesar deste conjunto idealizado de propriedades.htm (1 of 2)06-06-2005 12:35:51 . existem no mercado AmpOps cujo ganho ascende a 106.a redesenha-se o modelo eléctrico do amplificador de tensão então obtido. Figura 15.est. e cujas resistências de entrada e de http://ltodi. é um facto que o AmpOp ideal constitui uma boa aproximação do desempenho eléctrico de uma vasta gama de circuitos integrados utilizados na prática. Se a estas duas propriedades se juntarem um ganho de tensão infinito. verifica-se que a construção de uma cadeia de amplificação optimizada passa pelo recurso a amplificadores de tensão que gozem. pelo menos. das seguintes duas propriedades: impedância de entrada infinita. a não dependência do mesmo com a frequência e a possibilidade de aplicar na entrada e obter na saída quaisquer valores de tensão. Referindo ao esquema eléctrico da Figura 15. Na Figura 15. então obtém-se aquilo que vulgarmente se designa por amplificador operacional ideal.1.1.

15 Aplificador Operacional saída são. Os amplificadores operacionais são constituídos por múltiplos componentes electrónicos e passivos. etc. Este operador possibilita a realização de amplificadores de tensão cujo ganho depende apenas do cociente entre duas resistências. nomeadamente transístores. amplificadores soma e diferença de sinais.. conversores de impedâncias. várias dezenas a centenas de MΩ e algumas unidades ou décimas de ohm. comparadores de tensão. circuitos integradores e diferenciadores de sinal.est. Não é exagero afirmar que. deixando para um manual posterior o estudo detalhado da sua estrutura interna.ips. No entanto. respectivamente. resistências e condensadores.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/ampop. neste texto limita-se o estudo do AmpOp à identificação e utilização prática das propriedades dos seus terminais de acesso. conversores corrente-tensão e tensão-corrente. que em alguns casos particulares implementa uma massa virtual.htm (2 of 2)06-06-2005 12:35:51 . filtros. Os elevados ganho e resistência de entrada do AmpOp estão na origem do designado curto-circuito virtual entre nós. http://ltodi. circuitos rectificadores de sinal. o AmpOp constituiu o paradigma dominante no projecto de circuitos electrónicos analógicos. na actualidade.

ª Ordem 11 Impedância Eléctrica 12 Análise da Resposta em Frequência 13 Bobinas Acopladas e Transformadores Figura 15. e cujas resistências de entrada e de saída são.htm (1 of 2)06-06-2005 12:35:52 . das seguintes duas propriedades: impedância de entrada infinita.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/smace_15.ª Ordem 10 Análise de Circuitos RC. Com efeito.1. http://ltodi. e uma fonte de tensão ou de corrente dependente. então obtém-se aquilo que vulgarmente se designa por amplificador operacional ideal. uma de entrada e outra de saída.a redesenha-se o modelo eléctrico do amplificador de tensão então obtido. RL e RLC de 2.1 Amplificador de tensão: não ideal (a) e ideal (b) A ligação de um amplificador a uma fonte de sinal e a uma carga envolve dois divisores de tensão que reduzem o ganho máximo obtenível. Sebenta Multimédia 1 Grandezas Eléctricas 2 Componentes Fundamentais dos Circuitos Eléctricos 3 Resistência Eléctrica 4 Leis de Kirchhoff 5 Métodos de Análise Sistemática de Circuitos 6 Teoremas Básicos dos Circuitos Eléctricos 7 Condensador e Capacidade Eléctrica 8 Bobina e Indutância Electromagnética 9 Análise de Circuitos RC e RL de 1.ips. a não dependência do mesmo com a frequência e a possibilidade de aplicar na entrada e obter na saída quaisquer valores de tensão. Os modelos consideravam três elementos apenas: duas impedâncias. Se a estas duas propriedades se juntarem um ganho de tensão infinito. existem no mercado AmpOps cujo ganho ascende a 106. ou AmpOp. Na Figura 15.1. e impedância de saída nula.b. pelo menos.Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos Amplificador Operacional Na parte final do capítulo anterior desenvolveram-se dois modelos eléctricos simplificados para os amplificadores de tensão e de corrente sem realimentação.est. Referindo ao esquema eléctrico da Figura 15. é um facto que o AmpOp ideal constitui uma boa aproximação do desempenho eléctrico de uma vasta gama de circuitos integrados utilizados na prática. verifica-se que a construção de uma cadeia de amplificação optimizada passa pelo recurso a amplificadores de tensão que gozem. Apesar deste conjunto idealizado de propriedades.

o AmpOp constituiu o paradigma dominante no projecto de circuitos electrónicos analógicos. conversores corrente-tensão e tensão-corrente. nomeadamente transístores.Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos 14 Diportos Eléctricos 15 Amplificador Operacional 16 Transferidor de Tensão e Corrente APÊNDICE-A APÊNDICE-B respectivamente. na actualidade. No entanto. neste texto limita-se o estudo do AmpOp à identificação e utilização prática das propriedades dos seus terminais de acesso. comparadores de tensão. Não é exagero afirmar que. Os amplificadores operacionais são constituídos por múltiplos componentes electrónicos e passivos.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/smace_15. que em alguns casos particulares implementa uma massa virtual.htm (2 of 2)06-06-2005 12:35:52 . circuitos integradores e diferenciadores de sinal. http://ltodi. etc. Este operador possibilita a realização de amplificadores de tensão cujo ganho depende apenas do cociente entre duas resistências. conversores de impedâncias. deixando para um manual posterior o estudo detalhado da sua estrutura interna. filtros. amplificadores soma e diferença de sinais..est. várias dezenas a centenas de MΩ e algumas unidades ou décimas de ohm. Os elevados ganho e resistência de entrada do AmpOp estão na origem do designado curto-circuito virtual entre nós.ips. resistências e condensadores. circuitos rectificadores de sinal.

pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_16/tranteco. os TTCs são construídos à base de transístores de junção bipolar ou de efeito de campo. outro de entrada ou de saída. Por exemplo. O Transferidor de Tensão e Corrente caracteriza-se por um conjunto de propriedades cuja utilidade do ponto de vista prático não é em nada inferior àquela do AmpOp. um dos quais é de entrada. Os TTCs apresentam duas vantagens principais relativamente aos AmpOps: uma maior funcionalidade. designadamente devido ao facto de disponibilizarem duas fontes controladas. amplificadores de instrumentação de tensão e de corrente. Este facto pode por vezes conduzir os utilizadores a pensarem tratar-se de blocos distintos. senão mesmo superior. uma de tensão e outra de corrente. As limitações intrínsecas destes dispositivos reflectem-se ao nível das propriedades aos terminais. complexidade que no entanto é rapidamente compensada pela elevada gama de configurações e aplicações que possibilita. Convém ainda referir o facto de por vezes certas montagens serem passíveis de realização como uma mas não com outra das variantes comercializadas. naturalmente com as suas vantagens e os seus inconvenientes pontuais. e a natureza não realimentada da maioria dos circuitos que implementam as funções básicas. atribuindo-lhes assim um conjunto de características não ideais cujo conhecimento é crucial durante as fases de projecto detalhado e de teste dos circuitos. A aprendizagem das relações existentes entre as tensões e as correntes nos portos pode por vezes tornar a utilização inicial deste tipo de operacionais relativamente mais complexa. designadamente um menor número de componentes necessários nas montagens e a extrema simplicidade da análise respectiva. facto que de certo modo limita a generalidade das montagens aqui introduzidas. Tal como os AmpOps. Pode mesmo dizerse que o transferidor de tensão e corrente estabelece um paradigma alternativo ao do AmpOp. amplificadores de tensão e de corrente. sendo na realidade apenas variantes bem adaptadas à gama de aplicações visadas. etc. O TTC é basicamente constituído por três portos de acesso.htm (1 of 2)06-06-2005 12:35:52 .est.ips. filtros activos. o TTC apresentado neste capítulo reflecte na íntegra as propriedades dos integrados comercializados pela empresa LTP-Electronics. que no entanto apresentam um número de terminais inferior àquele dos circuitos integrados comercializados pela empresa MAXIM. integradores e diferenciadores de tensão e de corrente. e outro ainda exclusivamente de saída. Convém também salientar o facto de no mercado existirem transferidores de tensão e corrente cujas propriedades. leia-se transferidor ou transportador de corrente. Estes dois factos acarretam um grande número de consequências ao nível prático. somadores de sinais em modo de corrente.16 Transferidor de Tensão-Corrente Transferidor de Tensão e Corrente Ao longo dos últimos anos têm vindo a ser introduzidos no mercado alguns blocos operacionais cuja funcionalidade é distinta daquela característica do AmpOp convencional. número de terminais e designações são por vezes muito diferenciadas. seguidores de tensão e de corrente. designados por Wideband Transconductance Amplifiers. http://ltodi. O TTC permite implementar de forma bastante simples conversores tensão e corrente. cuja designação original em literatura anglosaxónica é current-conveyor. De entre estes operacionais destaca-se o Transferidor de Tensão e Corrente (TTC)1. conversores de impedâncias. designados por current-conveyor amplifiers.

htm (2 of 2)06-06-2005 12:35:52 . À data da realização deste manual não se conheciam outras designações na Língua Portuguesa http://ltodi.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_16/tranteco.est.16 Transferidor de Tensão-Corrente 1 Tradução do autor.ips.

somadores de sinais em modo de corrente. cuja designação original em literatura anglo-saxónica é currentconveyor. designados por current-conveyor amplifiers. As limitações intrínsecas destes dispositivos reflectemse ao nível das propriedades aos terminais. Convém também salientar o facto de no mercado existirem transferidores de tensão e corrente cujas propriedades. etc. O TTC permite implementar de forma bastante simples conversores tensão e corrente. e outro ainda exclusivamente de saída. De entre estes operacionais destaca-se o Transferidor de Tensão e Corrente (TTC)1. conversores de impedâncias. um dos quais é de entrada.ª Ordem 11 Impedância Eléctrica 12 Análise da Resposta em Frequência 13 Bobinas Acopladas e Transformadores http://ltodi. Pode mesmo dizer-se que o transferidor de tensão e corrente estabelece um paradigma alternativo ao do AmpOp.est. integradores e diferenciadores de tensão e de corrente. RL e RLC de 2. Os TTCs apresentam duas vantagens principais relativamente aos AmpOps: uma maior funcionalidade. amplificadores de tensão e de corrente. Tal como os AmpOps. amplificadores de instrumentação de tensão e de corrente. os TTCs são construídos à base de transístores de junção bipolar ou de efeito de campo. e a natureza não realimentada da maioria dos circuitos que implementam as funções básicas. sendo na realidade apenas variantes bem adaptadas à gama de aplicações visadas. senão mesmo superior. seguidores de tensão e de corrente. uma de tensão e outra de corrente.htm (1 of 2)06-06-2005 12:35:53 . número de terminais e designações são por vezes muito diferenciadas.ª Ordem 10 Análise de Circuitos RC.Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos Transferidor de Tensão e Corrente Ao longo dos últimos anos têm vindo a ser introduzidos no mercado alguns blocos operacionais cuja funcionalidade é distinta daquela característica do AmpOp convencional. A aprendizagem das relações existentes entre as tensões e as correntes nos portos pode por vezes tornar a utilização inicial deste tipo de operacionais relativamente mais complexa. leia-se transferidor ou transportador de corrente. filtros activos. outro de entrada ou de saída. Este facto pode por vezes conduzir os utilizadores a pensarem tratar-se de blocos distintos.ips. atribuindo-lhes assim um conjunto de características não ideais cujo conhecimento é crucial durante as fases de projecto detalhado e de teste dos circuitos. O TTC é basicamente constituído por três portos de acesso. naturalmente com as suas vantagens e os seus inconvenientes pontuais. O Transferidor de Tensão e Corrente caracteriza-se por um conjunto de propriedades cuja utilidade do ponto de vista prático não é em nada inferior àquela do AmpOp.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_16/smace_16. o TTC apresentado neste capítulo reflecte na íntegra as propriedades dos integrados comercializados pela empresa LTP-Electronics. designadamente um menor número de componentes necessários nas montagens e a extrema simplicidade da análise respectiva. que no entanto apresentam um número de terminais inferior àquele dos circuitos integrados comercializados pela empresa Sebenta Multimédia 1 Grandezas Eléctricas 2 Componentes Fundamentais dos Circuitos Eléctricos 3 Resistência Eléctrica 4 Leis de Kirchhoff 5 Métodos de Análise Sistemática de Circuitos 6 Teoremas Básicos dos Circuitos Eléctricos 7 Condensador e Capacidade Eléctrica 8 Bobina e Indutância Electromagnética 9 Análise de Circuitos RC e RL de 1. complexidade que no entanto é rapidamente compensada pela elevada gama de configurações e aplicações que possibilita. designadamente devido ao facto de disponibilizarem duas fontes controladas. Por exemplo. Estes dois factos acarretam um grande número de consequências ao nível prático.

ips.est. facto que de certo modo limita a generalidade das montagens aqui introduzidas.htm (2 of 2)06-06-2005 12:35:53 . designados por Wideband Transconductance Amplifiers. Convém ainda referir o facto de por vezes certas montagens serem passíveis de realização como uma mas não com outra das variantes comercializadas.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_16/smace_16. 1 Tradução do autor. À data da realização deste manual não se conheciam outras designações na Língua Portuguesa http://ltodi.Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos 14 Diportos Eléctricos 15 Amplificador Operacional 16 Transferidor de Tensão e Corrente APÊNDICE-A APÊNDICE-B MAXIM.

1 Transferidor de tensão e corrente Os portos gozam das seguintes propriedades: (i) a corrente de entrada no porto-Y é nula.1 Transferidor Ideal 16. definindo assim um x y curto-circuito virtual.1).htm06-06-2005 12:35:54 . tipicamente quatro ou oito. Um TTC é composto por três portos de acesso: um porto de entrada (porto-Y). y (ii) a tensão no porto-X segue a tensão aplicada no porto-Y (v =v ). portanto.est. a seguinte: o porto-Y controla o porto-X e este o porto-Z. é de esperar que o transferidor de tensão e corrente transporte consigo um maior potencial de processamento de sinal quando comparado com o AmpOp convencional. um porto de entrada ou de saída (portoX) e um porto exclusivamente de saída (porto-Z). uma de tensão controlada por tensão e outra de corrente controlada por corrente (Figura 16. Dado o maior número de fontes controladas implementadas. (iii) a corrente no porto-Z é uma cópia daquela presente no porto-X (i =i ). Figura 16. http://ltodi. Estas três propriedades resumem-se na seguinte frase: a tensão aplicada ao porto-Y é transferida para o porto-X. i =0.ips.16. cuja corrente é transferida para o porto-Z.1 Transferidor Ideal Um transferidor de tensão e corrente é basicamente um circuito que implementa duas fontes controladas.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_16/tranfeid. sendo em alguns z x casos uma cópia amplificada por um factor k superior à unidade. A sequência de controlo entre portos é.

2.1 Seguidor de Tensão Considere-se na Figura 16.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_16/montb_16.2 Seguidor de tensão De acordo com as propriedades estabelecidas para o TTC. a conversão de tensão em corrente ou de corrente em tensão. por forma a garantir um caminho para a corrente por este fornecida. http://ltodi. Figura 16.htm (1 of 5)06-06-2005 12:35:55 .2 Montagens Básicas 16.est.1) exigindo-se apenas que o porto de saída em corrente (Z) se encontre ligado a um nó de baixa impedância (por exemplo a massa).2. é possível distinguir seis configurações básicas que implementam outras tantas funções do processamento electrónico de sinais: o seguimento de tensão ou de corrente. a tensão no porto-X segue na íntegra a tensão aplicada no porto-Y.2 Seguidor de Corrente O circuito representado na Figura 16. 16.16.3 implementa um seguidor de corrente. 16.ips.2 Montagens Básicas Apesar da enorme variedade de circuitos que se podem realizar com TTCs. e a amplificação de tensão ou de corrente. (16.2 o esquema eléctrico de um seguidor de tensão implementado com base num TTC.

ips.3 Seguidor de corrente As relações entre as tensões e as correntes nos três portos do transferidor são as seguintes: (16. 16.2. é replicada para o porto-Z.4 Conversor de tensão em corrente Neste caso. e (16.2 Montagens Básicas Figura 16.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_16/montb_16. http://ltodi. Figura 16.2) imposta pela ligação à massa do porto-Y.16.3 Conversor de Tensão em Corrente Considere-se na Figura 16. Assim.est. finalmente. a tensão é inicialmente transferida do porto-Y para o porto-X.3) neste caso definida pela fonte de corrente ligada ao porto-X. seguidamente é convertida numa corrente através da resistência externa ligada ao porto-X e.htm (2 of 5)06-06-2005 12:35:55 . A extrema simplicidade deste circuito contrasta com a complexidade da montagem equivalente implementado com base em AmpOps.4 o esquema eléctrico de um circuito conversor de tensão em corrente.

http://ltodi.5.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_16/montb_16.2 Montagens Básicas (16.ips.6 implementa um amplificador de corrente cujo ganho é definido pelo cociente entre as duas resistências R1 e R2. Figura 16.2.5 Conversor de corrente em tensão Trata-se apenas de converter para tensão a corrente aplicada na entrada (16.4) 16.5 Amplificador de Corrente O circuito representado na Figura 16.5) e seguidamente transferi-la para o porto-X (16.16.6) 16.est.htm (3 of 5)06-06-2005 12:35:55 .2.4 Conversor de Corrente em Tensão Um conversor de corrente em tensão implementa-se como se indica na Figura 16.6 Amplificador de corrente A função destes dois componentes externos é a seguinte: a resistência R1 converte para tensão a corrente da fonte de sinal. Figura 16.

2. verifica-se que a corrente na saída do primeiro transferidor é (16.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_16/montb_16.7): o primeiro para implementar a conversão para corrente do sinal em tensão na entrada.ips. e o segundo para efectuar a sua reconversão para tensão.9) a qual é seguidamente convertida para tensão pela resistência R2 e transferida para o porto-X2 de acordo com as relações (16.7) a resistência R2 converte para corrente a tensão transferida do porto-Y para o porto-X (16.7.2 Montagens Básicas (16.8) corrente que é finalmente transferida para porto-Z.16.7 Amplificador de tensão Referindo ao circuito representado na Figura 16. 16.10) http://ltodi.htm (4 of 5)06-06-2005 12:35:55 .est. Figura 16. A simplicidade deste circuito contrasta com a complexidade do equivalente implementado com base em AmpOps.6 Amplificador de Tensão A realização de um amplificador de tensão exige a utilização de dois transferidores de tensão e corrente (Figura 16.

pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_16/montb_16.est.16. Este resultado deve-se ao facto de o ampop ser em si um amplificador de tensão. ao contrário do TTC que implementa apenas um seguidor de tensão. http://ltodi.htm (5 of 5)06-06-2005 12:35:55 .2 Montagens Básicas Como se pode constatar. a realização de um amplificador de tensão com base em TTCs é menos eficiente que a solução equivalente implementada a partir de ampops.ips.

filtros activos. constata-se que a alternativa TTC requer um número bastante inferior de componentes externos.est.11) a qual de acordo com as propriedades do TTC é transferida para os portos-Z de saída.3 Circuitos com Transferidores Para além das montagens básicas introduzidas. etc.3.8 apresentam-se dois circuitos que implementam. respectivamente. o transferidor de tensão e corrente pode ser utilizado numa gama muito variada de aplicações de processamento de sinais. De seguida resumem-se algumas das aplicações mais comuns do transferidor.8 Conversor de tensão em corrente (a) e amplificador de tensão de instrumentação (b) Em qualquer dos dois circuitos a corrente na resistência R1 é dada pelo cociente (16. Figura 16.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_16/circtran. respectivamente. Figura 16. 16.b.ips. conversores de impedâncias.3 Circuitos com Transferidores 16. a resistência R2 e o transferidor a jusante implementam. ambos de instrumentação. somadores de sinais em modo de corrente.3. designadamente amplificadores de instrumentação. a conversão corrente-tensão e a transferência respectiva para o porto-X.htm (1 of 8)06-06-2005 12:35:58 . 16.2 Somador http://ltodi.8. No caso particular do amplificador de tensão. Quando comparada com a montagem equivalente realizada a partir de AmpOps convencionais (veja-se o amplificador de instrumentação estudado no capítulo anterior).1 Amplificador Diferencial Na Figura 16. integradores e diferenciadores em modo de corrente ou de tensão.16. um conversor de tensão em corrente e um amplificador de tensão.

10 representam-se dois circuitos que implementam as funções de integração em modo de corrente (a) e em modo de tensão (b). As ligações a tracejado indicam a possibilidade de os transferidores poderem encontrar-se ligados nas configurações de seguidor de corrente ou de conversor tensão e corrente.htm (2 of 8)06-06-2005 12:35:58 . a tensão aplicada no porto-Y é transferida para o porto-X. http://ltodi.10 Integradores de corrente (a) e de tensão (b) No circuito em (a).3. podendo assim efectuar a soma mista de sinais em modo de corrente e em modo de tensão.est.3 Integradores de Corrente e de Tensão O transferidor de tensão e corrente permite implementar as funções de integração e de diferenciação em modo de tensão e em modo de corrente. Na Figura 16.9 Somador 16.3 Circuitos com Transferidores A adição de sinais em modo de corrente pode ser efectuada recorrendo a qualquer um dos dois circuitos representados na Figura 16.ips.9. Figura 16.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_16/circtran.16. ao passo que no segundo se efectua a adição dos fluxos de saída de múltiplos portos-Z. Figura 16. No primeiro caso adicionam-se as correntes directamente no porto-X de entrada.

(16. (b).17) 16.a e 16.4 Diferenciadores de Corrente e de Tensão Nas Figuras 16.16. e outro de tensão. ou então (16.3.14) no domínio do tempo.est.12) de onde resultam as correntes nos portos-X e -Z (16.16) corresponde à relação integral (16.b implementa um integrador em modo de tensão.11.10.3 Circuitos com Transferidores (16. Neste caso. transferência para o porto-X derivação com conversão para o http://ltodi. a tensão na entrada é primeiramente transferida para o porto-X. (a).ips. este circuito disponibiliza o resultado sob a forma de uma corrente. Considere-se primeiramente o circuito diferenciador de corrente. seguidamente é convertida para o modo de corrente pela resistência R e transferida para o porto-Z do primeiro TTC (16. Ao contrário do integrador com AmpOps.b representam-se dois circuitos diferenciadores.13) na notação de Laplace. um de corrente.11. O fluxo do sinal é o seguinte: conversão da corrente em tensão pela resistência R. O circuito alternativo representado na Figura 16.15) e finalmente é integrada pelo condensador (C) e transferida no modo de tensão para o porto-X do segundo TTC.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_16/circtran.16) No domínio do tempo a expressão (16.htm (3 of 8)06-06-2005 12:35:58 .

11. http://ltodi.3.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_16/circtran.20) e (16. finalmente. pode facilmente demonstrar-se que (16. por exemplo trocar o sinal de uma resistência ou simular a característica tensão e corrente de uma bobina.htm (4 of 8)06-06-2005 12:35:58 .11 Diferenciadores de corrente (a) e de tensão (b) Assim.b.3 Circuitos com Transferidores modo de corrente pelo condensador C.16. Na Figura 16.21) respectivamente na notação de Laplace e no domínio do tempo. transferência para o porto-Z de saída.18) que no domínio do tempo corresponde a (16. 16.12 representam-se dois circuitos que implementam uma resistência negativa.est.19) No que respeita ao circuito diferenciador de tensão.ips. Figura 16. Figura 16.5 Conversores de Impedâncias A função de um conversor de impedâncias é alterar o valor nominal aparente de um componente. (16. e.

htm (5 of 8)06-06-2005 12:35:58 . Considere-se então o circuito representado na Figura 16.16.25) O princípio apenas introduzido pode ser utilizado na simulação da característica tensão e corrente de uma bobina. Figura 16.12.22) a qual indica tratar-se de uma resistência negativa.3 Circuitos com Transferidores Figura 16.24) igualdade na qual se inscreve a resistência negativa (16.est. é fácil verificar que no caso do circuito representado na Figura 16.12 Resistência negativa No primeiro caso. constituído por três blocos transferidores e diversas resistências e condensadores.a.13.12.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_16/circtran.b (16. a tensão no porto-X é imposta pelo porto-Y ao valor (16. http://ltodi. (16.23) À semelhança do resultado anterior.ips.

16.htm (6 of 8)06-06-2005 12:35:58 .3. em (b) um filtro passa-banda de segunda ordem em modo de tensão.28) Do ponto de vista funcional. de tensão e misto. tendo no entanto um dos seus terminais ligado à massa.est. esta secção limita-se apenas a indicar algumas das arquitecturas existentes.26) verifica-se então que (16.14 consideram-se três filtros com funções de transferência variadas: em (a) um filtro passa-alto de primeira ordem em modo misto de tensão e corrente.16.13 é equivalente a uma bobina cujo coeficiente de auto-indução é L=CR1R2. finalmente.27) ou ainda (16. em (c) um filtro passa-baixo de segunda ordem em modo de corrente.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_16/circtran. Na Figura 16. http://ltodi. Em face da grande variedade de estruturas de filtros possíveis.3 Circuitos com Transferidores Figura 16. e.ips.6 Filtros Activos O transferidor de tensão e corrente permite realizar filtros eléctricos nos modos de corrente.13 Bobina com um terminal ligado à massa Uma vez que a impedância de entrada do circuito é dada pelo cociente (16. o circuito representado na Figura 16.

ª ordem passa-baixo (c) No primeiro filtro a função de transferência é (16.b) obtém-se a partir do sistema de equações http://ltodi. de 2.14 Filtros activos de 1.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_16/circtran.3 Circuitos com Transferidores Figura 16.29) a qual indica tratar-se de um filtro passa-alto com um zero na origem e um pólo à frequência ω =1/RC.16.ips.ª ordem passa-banda (b) e de 2.13.htm (7 of 8)06-06-2005 12:35:58 .est. p A função de transferência do filtro passa-banda (Figura 16.ª ordem passa-alto (a).

o filtro em modo misto de tensão e corrente representado na Figura 16. ao nó de saída. (16.htm (8 of 8)06-06-2005 12:35:58 .ips.30) as quais resultam da aplicação da Lei de Kirchhoff das correntes ao nó do condensador C1. Vo. e ao porto-X do transferidor-1. O cociente entre as tensões nos portos de saída e de entrada do filtro é neste caso (16.est.14.31) Finalmente.c apresenta uma função de transferência do tipo passa-baixo de segunda ordem.16.32) http://ltodi. respectivamente.3 Circuitos com Transferidores (16.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_16/circtran.

15 Modelo eléctrico do transferidor de tensão e corrente De acordo com este modelo. sendo mesmo em alguns casos apenas algumas unidades de kΩ.16 o exemplo de um circuito conversor de tensão em corrente cujo TTC se caracteriza pelo modelo não ideal apenas introduzido (Figura 16. (iii) a resistência de saída da fonte de corrente controlada no porto-Z não é infinita.1 Erros de Transferência e Resistências de Entrada e de Saída Na Figura 16.ips. Os parâmetros que do ponto de vista prático mais interessam os projectistas são as resistências de entrada ou de saída dos três portos de acesso.15 apresenta-se um modelo do transferidor de tensão e corrente mais consentâneo com a realidade.est.4 Parâmetros Reais dos Transferidores Os transferidores de tensão e corrente reais caracterizam-se por um conjunto de parâmetros que degradam de forma irreversível o desempenho idealizado. os três portos de acesso caracterizam-se pelos seguintes parâmetros: (i) a resistência de entrada do porto-Y é finita. tipicamente alguns MΩ.16. a frequência máxima de operação. (ii) a resistência de saída da fonte de tensão controlada no porto-X não é nula.htm (1 of 3)06-06-2005 12:35:59 . sendo tipicamente da ordem de algumas décimas a unidades de ohm. e as tensões e correntes de desvio e de polarização nos portos. http://ltodi.4. os coeficientes de transferência de tensão-tensão e de corrente-corrente entre portos.b).16. Figura 16. apresentando em geral erros que podem ascender a 1%. (iv) os coeficientes de transferência entre portos não são exactamente unitários. 16. Considere-se então na Figura 16.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_16/paratran.4 Parâmetros Reais dos Transferidores 16.

pode facilmente demonstrar-se que o cociente entre a corrente na carga e a tensão na entrada é (16.33) o qual naturalmente difere do valor ideal 1/R1.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_16/paratran.16.ips.16. a função de transferência do circuito é afectado por múltiplos erros. (iii) um erro induzido pelo divisor de corrente no porto-Z. (ii) um erro induzido pela resistência de saída do porto-X. Tendo em conta o esquema eléctrico representado na Figura 16.b. nomeadamente entre o porto-Y e o porto-X. Admitindo valores típicos para os parâmetros do http://ltodi.4 Parâmetros Reais dos Transferidores Figura 16. designadamente: (i) um erro de acoplamento entre a fonte de sinal e o porto-Y. (iv) erros de transferência entre portos.16 Conversor de tensão em corrente De acordo com este pressuposto.est. e entre este e o porto-Z.htm (2 of 3)06-06-2005 12:35:59 .

obtém-se mS (16. 16.4. por exemplo R =100 kΩ.3 Largura de Banda A largura de banda é o principal parâmetro que limita o desempenho em frequência dos TTC. Ao contrário dos anteriores.est. Em alguns dos integrados existentes no mercado estas correntes podem atingir as dezenas de µA. os erros de polarização devem-se essencialmente ao facto de os transístores bipolares exigirem uma corrente não nula na base.4 Parâmetros Reais dos Transferidores transferidor.5%.01. tipicamente 100 a 250 MHz.16.4. A largura de banda neste tipo de operacionais é em geral especificada através da frequência a partir da qual os coeficientes de transferência entre portos se reduzem a 1/√ 2 (-3 dB) do seu valor máximo. De acordo com esta definição. independentemente da existência ou não de sinal aplicado. Por exemplo. http://ltodi.2 Erros de Desvio e de Polarização O desempenho dos transferidores de tensão e corrente é também limitado por um conjunto de parâmetros conhecidos como erros de desvio e de polarização.ips.htm (3 of 3)06-06-2005 12:35:59 . Como tal.34) em contraste com valor ideal de 1 mS. em conjunto com uma iy ox oz x y resistência de conversão R1=1 kΩ. Os erros de desvio tanto podem ser de corrente como de tensão. R =1 MΩ e ε =ε =0. Os TTC são em geral dotados de um terminal de ajuste do erro de desvio. O erro de conversão resulta da ordem de 2. existem no mercado transferidores de tensão e corrente cuja largura de banda ascende a várias centenas de MHz. ao passo que no segundo se trata da tensão de desvio entre os portos-Y e -X. a principal consequência deste facto é a presença de uma corrente não nula no porto-Y. R =10 Ω. uma fonte de sinal de 600 Ω e uma carga de 600 Ω. No primeiro caso trata-se da corrente de desvio do porto-Z. 16. e x y apresentam uma corrente nula quando entre os portos-Y e -X se aplica uma tensão de alguns mV. existem transferidores de tensão e corrente que debitam uma corrente de desvio da ordem dos 30 µA no porto-Z quando se impõe a igualdade v =v =0. Os erros de desvio são geralmente aleatórios de integrado para integrado e dependem do melhor ou pior emparelhamento entre os transístores no seu interior.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_16/paratran.

etc. conversores de impedâncias. http://ltodi.htm06-06-2005 12:36:00 .pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_16/sumar_16. amplificadores de instrumentação de tensão e de corrente. senão mesmo superior. O transferidor permite realizar conversores de tensão em corrente e de corrente em tensão. o transferidor de tensão e corrente apresenta-se como um bloco operacional cuja versatilidade é comparável. somadores.ips. à do AmpOp.est. O transferidor ideal implementa duas fontes controladas: uma de tensão controlada por tensão e outra de corrente controlada por corrente. filtros. amplificadores de tensão e de corrente. Dado o maior número de fontes controladas implementadas.Sumário Sumário O transferidor de tensão e corrente constitui um bloco operacional alternativo ao AmpOp. seguidores de tensão e de corrente. integradores e diferenciadores em modo de tensão e em modo de corrente.

v 2 … v no o s s sk (c) determine a relação entre a corrente i e a palavra digital inscrita nos bit b1. No caso representado em: (a) determine a relação entre a corrente i e a tensão e a corrente v e i o s s (b) determine a relação entre a corrente v e as tensões v 1.ips.1 Considere os circuitos representados na Figura E16.Exercícios de Aplicação Exercícios de Aplicação *16. b3 e b4.1. o (d) determine a relação entre a corrente i e a tensão v .pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_16/exapl_16. o s http://ltodi. b2.est.htm (1 of 5)06-06-2005 12:36:01 .

Mostre que entre as tensões v e v e entre as o s correntes i e i existe uma relação de integração.ips.3 o s o s existe uma relação de diferenciação. o s Figura E16.2 *16.3 Mostre que entre as tensões v e v e entre as correntes i e i nos circuitos representados na Figura E16.htm (2 of 5)06-06-2005 12:36:01 .2.est.Exercícios de Aplicação Figura E16.1 *16.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_16/exapl_16. Figura E16.2 Considere os dois circuitos representados na Figura E16.3 http://ltodi.

Z2=R2 e Z3=1/sC os dois circuitos implementam bobinas cujos valores nominais são. L=-R1R2C e L=R1R2C.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_16/exapl_16.4 *16.5: (a) mostre que as impedâncias de entrada indicadas (Z ) são dadas pelas expressões Z =-Z1Z2/Z3 e Z =Z1Z2/Z3 respectivamente. i Figura E16.ips. Z2=R2 e Z3=R3 os dois circuitos implementam resistências cujo valor nominal depende do quadrado da frequência angular. (c) mostre que no caso em que Z1=1/sC. respectivamente. http://ltodi. isto é.5 Considere os dois circuitos representados na Figura E16. (b) mostre que no caso em i i i que Z1=R1.4 implementa um conversor negativo de impedâncias.htm (3 of 5)06-06-2005 12:36:01 .est. Z =-Z.Exercícios de Aplicação *16.4 Mostre que do ponto de vista dos terminais de entrada indicados o circuito representado na Figura E16.

7.7 A empresa MAXIM comercializa dois circuitos integrados designados por wideband transconductance amplifiers que na prática implementam funções semelhantes às do transferidor de tensão-corrente introduzidos ao longo deste capítulo.5 *16. Nas Figuras E16.b indicam-se os símbolos e as relações entre as variáveis tensão e corrente eléctrica aos terminais do circuito. Figura E16.est.a e E16.16.6 a função de transferência V (s)/V (s) implementa um filtro passao s baixo de segunda ordem.ips.Exercícios de Aplicação Figura E16.c a E.g qual a função implementada e a relação ou função de transferência entre as grandezas indicadas. De acordo com estes pressupostos.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_16/exapl_16.6 Mostre que no circuito da Figura E16.htm (4 of 5)06-06-2005 12:36:01 .7.7. http://ltodi.7.6 *16. determine para cada um dos circuitos representados nas Figuras E16.

7 http://ltodi.htm (5 of 5)06-06-2005 12:36:01 .est.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_16/exapl_16.Exercícios de Aplicação Figura E16.ips.

1. Convém notar que a mesma cor pode ter significados diferentes consoante a resistência seja de precisão ou normal. a 4ª banda indica a tolerância do valor nominal da resistência.2. 10. 10% e 20%. a 3ª banda indica o factor multiplicativo do valor nominal da resistência. 100. Nas resistências normais. vulgo de carvão. COR preto 1ª BANDA 2ª BANDA 3ª BANDA 4ª BANDA 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 1 10 102 103 104 105 106 107 10-2 10-1 ± 1% ± 2% ± 5% ± 10% q castanho 1 vermelho 2 laranja 3 amarelo 4 verde azul violeta branco prata ouro 5 6 7 9 - cinzento 8 http://ltodi. o significado de cada banda é o seguinte: q q a 1ª e a 2ª bandas indicam os dois primeiros algarismos do valor nominal da resistência. bandas ou pontos coloridos. que pode ser 10-2. N1 e N2.htm (1 of 4)06-06-2005 12:36:02 . em particular nas resistências de aglomerado de grafite. . . a qual pode tomar valores típicos de 1%.pt/lveriss/Sebenta_Online/apend_a/apend_a. No entanto. . ao passo que as de precisão são codificadas com base num código de cinco bandas. O código de cores varia conforme as resistências sejam normais ou de precisão: as resistências normais são codificadas com quatro bandas. O significado de cada banda é indicado nas Tabelas A3.1 e A3.ips. 10-1.. 2%. 5%.APÊNDICE-A APÊNDICE-A Código de Identificação de Resistências A informação relativa ao valor nominal e à tolerância de uma resistência discreta encontra-se regra geral gravada no invólucro sob a forma de números. 109.est. de todos estes três sistemas alternativos o das bandas coloridas é aquele de maior divulgação entre os fabricantes de componentes.

COR preto 1ª BANDA 2ª BANDA 3ª BANDA 4ª BANDA 5ª BANDA 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 1 10 102 103 104 105 106 107 ± 1% ± 2% ± 0.est.1 Código de cores das resistências normais (4 bandas) Na Figura A3.1 apresenta-se o exemplo de uma resistência normal cujas bandas apresentam as seguintes cores: 1ª banda: verde (5) 2ª banda: azul (6) 3ª banda: vermelho (2 => 102) 4ª banda: dourado (10%) Figura A3.ips.1 Resistência de carvão de normal Estas bandas codificam a informação relativa a uma resistência de 5.16 kΩ. portanto com um valor nominal compreendido entre 5.6 kΩ e 10% de tolerância.04 kΩ e 6.htm (2 of 4)06-06-2005 12:36:02 .5% - castanho 1 vermelho 2 laranja 3 amarelo 4 verde azul violeta branco 5 6 7 9 cinzento 8 http://ltodi.pt/lveriss/Sebenta_Online/apend_a/apend_a.APÊNDICE-A - - - - ± 20% Tabela A3.

2 Resistência de carvão de precisão normal Trata-se assim de uma resistência de 1 kΩ e 5% de tolerância.5%. N1. .2 Código de cores das resistências de precisão (5 bandas) Nas resistências de precisão o significado de cada uma das cinco bandas é o seguinte: q a 1ª.2 apresenta-se o exemplo de uma resistência de precisão cujas bandas apresentam as seguintes cores: 1ª banda: castanho (1) 2ª banda: preto (0) 3ª banda: preto (0) 4ª banda: castanho (1 => 101) 5ª banda: dourado (5%) Figura A3.. a 4ª banda indica o factor multiplicativo do valor nominal da resistência. 1. 10-1. 109. a 5ª banda indica a tolerância do valor nominal da resistência. Na Tabela A3.ips. 10. A chave para a interpretação da tabela é a seguinte: http://ltodi. que pode ser 10-2.3 indica-se a gama completa dos valores nominais estandardizados para as resistências de carvão. respectivamente. q q Na Figura A. .pt/lveriss/Sebenta_Online/apend_a/apend_a. N2 e N3.est.APÊNDICE-A prata ouro - - - - 10-2 10-1 - ± 5% - Tabela A3. .3. 2% e 5%. 1%. 2ª e 3ª bandas indicam os três primeiros algarismos do valor nominal da resistência. 100.htm (3 of 4)06-06-2005 12:36:02 . que neste caso pode ser 0.

0 20 200 2.7 5.2 82 820 8.82 8.1 1.APÊNDICE-A (i) a gama com tolerância de 5% existe para todos os valores indicados.4 2.3 43 430 0.62 6.27 2.2 1.2 62 620 6.2 62 620 0.0 10 100 1.15 1.16 1.2 22 220 0.2 22 220 2.4 24 240 0.7 47 470 4.0 10 100 0.1 10 11 12 13 13 16 18 20 22 - 0.2 2.11 1.8 18 180 1. (iii) a gama com tolerância de 20% só existe para os valores a cheio.3 13 130 1.9 39 390 0.0 30 300 3.6 1.ips.43 4.47 4.5 75 750 7.6 3.5 75 750 0.24 2.3 33 330 3.6 16 160 1.6 36 360 3.2 82 820 0.6 16 160 0.22 2.pt/lveriss/Sebenta_Online/apend_a/apend_a.3 13 130 1.1 91 910 9.6 36 360 0.6 6.51 5.5 8.1 51 510 0.2 12 120 1.1 1.8 68 680 0.7 27 270 2.3 13 130 0.0 2.3 1.est. (ii) a gama com tolerância de 10% só existe para os valores sublinhados.2 6.9 4.3 4.1 51 510 5.2 12 120 0.3 Gama completa de resistências de carvão http://ltodi.1 91 910 Tabela A3.33 3.30 3.7 27 270 0.91 9.6 56 560 0.8 68 680 6.56 5.4 24 240 2.0 1.3 43 430 4.0 3.18 1.3 3.0 20 200 0.8 7.68 6.75 7.6 56 560 5.8 2.7 3.0 30 300 0. OHMS KILO OHMS MEGA OHMS 1.1 11 110 1.3 13 130 0.13 1.12 1.3 33 330 0.39 3.9 39 390 3.htm (4 of 4)06-06-2005 12:36:02 .7 47 470 0.36 3.3 1.1 5.2 9.20 2.1 11 110 0.8 18 180 0.

. 100. COR preto 1ª BANDA 2ª BANDA 3ª BANDA 4ª BANDA 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 1 10 102 103 104 105 106 107 10-2 10-1 ± 1% ± 2% ± 5% ± 10% castanho 1 vermelho 2 laranja 3 amarelo 4 verde azul violeta branco prata ouro 5 6 7 9 - cinzento 8 http://ltodi. bandas ou pontos coloridos. que pode ser 10-2. O significado de cada banda é indicado nas Tabelas A3.ª Ordem 11 Impedância Eléctrica 12 Análise da Resposta em Frequência 13 Bobinas Acopladas e Transformadores A informação relativa ao valor nominal e à tolerância de uma resistência discreta encontra-se regra geral gravada no invólucro sob a forma de números.ª Ordem 10 Análise de Circuitos RC. Nas resistências normais. .htm (1 of 4)06-06-2005 12:36:04 . ao passo que as de precisão são codificadas com base num código de cinco bandas.. . a 4ª banda indica a tolerância do valor nominal da resistência. 109. de todos estes três sistemas alternativos o das bandas coloridas é aquele de maior divulgação entre os fabricantes de componentes.Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos APÊNDICE-A Código de Identificação de Resistências Sebenta Multimédia 1 Grandezas Eléctricas 2 Componentes Fundamentais dos Circuitos Eléctricos 3 Resistência Eléctrica 4 Leis de Kirchhoff 5 Métodos de Análise Sistemática de Circuitos 6 Teoremas Básicos dos Circuitos Eléctricos 7 Condensador e Capacidade Eléctrica 8 Bobina e Indutância Electromagnética 9 Análise de Circuitos RC e RL de 1. a qual pode tomar valores típicos de 1%. 5%. N1 e N2. vulgo de carvão.ips. em particular nas resistências de aglomerado de grafite. 10-1. 2%. 10% e 20%. Convém notar que a mesma cor pode ter significados diferentes consoante a resistência seja de precisão ou normal.est. No entanto. a 3ª banda indica o factor multiplicativo do valor nominal da resistência.1 e A3. 10.pt/lveriss/Sebenta_Online/apend_a/smace_a. RL e RLC de 2.2. O código de cores varia conforme as resistências sejam normais ou de precisão: as resistências normais são codificadas com quatro bandas. o significado de cada banda é o seguinte: q q q a 1ª e a 2ª bandas indicam os dois primeiros algarismos do valor nominal da resistência. 1.

04 kΩ e 6. portanto com um valor nominal compreendido entre 5.6 kΩ e 10% de tolerância.1 Resistência de carvão de normal Estas bandas codificam a informação relativa a uma resistência de 5. COR preto 1ª BANDA 2ª BANDA 3ª BANDA 4ª BANDA 5ª BANDA 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 1 10 102 103 104 105 106 107 10-2 10-1 ± 1% ± 2% ± 0.Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos 14 Diportos Eléctricos 15 Amplificador Operacional 16 Transferidor de Tensão e Corrente APÊNDICE-A APÊNDICE-B - - - - ± 20% Tabela A3.1 apresenta-se o exemplo de uma resistência normal cujas bandas apresentam as seguintes cores: 1ª banda: verde (5) 2ª banda: azul (6) 3ª banda: vermelho (2 => 102) 4ª banda: dourado (10%) Figura A3.16 kΩ.pt/lveriss/Sebenta_Online/apend_a/smace_a.est.ips.1 Código de cores das resistências normais (4 bandas) Na Figura A3.htm (2 of 4)06-06-2005 12:36:04 .5% ± 5% castanho 1 vermelho 2 laranja 3 amarelo 4 verde azul violeta branco prata ouro 5 6 7 9 - cinzento 8 http://ltodi.

1.htm (3 of 4)06-06-2005 12:36:04 .2 Resistência de carvão de precisão normal Trata-se assim de uma resistência de 1 kΩ e 5% de tolerância. 109.5%.3 indica-se a gama completa dos valores nominais estandardizados para as resistências de carvão. (ii) a gama com tolerância de 10% só existe para os valores sublinhados.. 2ª e 3ª bandas indicam os três primeiros algarismos do valor nominal da resistência. http://ltodi. N1.Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos - - - - - - Tabela A3.2 apresenta-se o exemplo de uma resistência de precisão cujas bandas apresentam as seguintes cores: 1ª banda: castanho (1) 2ª banda: preto (0) 3ª banda: preto (0) 4ª banda: castanho (1 => 101) 5ª banda: dourado (5%) Figura A3. . N2 e N3. 2% e 5%. Na Tabela A3.est.2 Código de cores das resistências de precisão (5 bandas) Nas resistências de precisão o significado de cada uma das cinco bandas é o seguinte: q q q a 1ª. respectivamente.pt/lveriss/Sebenta_Online/apend_a/smace_a.3. 1%. Na Figura A. A chave para a interpretação da tabela é a seguinte: (i) a gama com tolerância de 5% existe para todos os valores indicados. 10. . que pode ser 10-2. 100. .ips. que neste caso pode ser 0. a 4ª banda indica o factor multiplicativo do valor nominal da resistência. a 5ª banda indica a tolerância do valor nominal da resistência. 10-1.

82 8.3 13 130 1.3 13 130 0.91 9.2 22 220 0.6 16 160 1.1 51 510 0.43 4.Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos (iii) a gama com tolerância de 20% só existe para os valores a cheio.2 82 820 8.7 3.0 30 300 0.0 10 100 0.5 8.2 62 620 0.3 33 330 0.3 13 130 1.16 1.2 62 620 6.8 68 680 6.30 3.ips.1 11 110 1.47 4.1 11 110 0.5 75 750 7.20 2. OHMS KILO OHMS MEGA OHMS 1.5 75 750 0.7 47 470 0.3 1.9 39 390 0.0 20 200 0.22 2.htm (4 of 4)06-06-2005 12:36:04 .3 Gama completa de resistências de carvão http://ltodi.0 20 200 2.1 91 910 9.3 43 430 0.4 2.2 82 820 0.2 12 120 1.0 30 300 3.0 2.3 3.15 1.11 1.pt/lveriss/Sebenta_Online/apend_a/smace_a.6 1.1 5.8 18 180 1.0 10 100 1.2 2.7 27 270 2.36 3.6 3.2 6.9 4.3 33 330 3.0 1.6 36 360 0.6 16 160 0.8 7.62 6.13 1.7 27 270 0.9 39 390 3.2 9.18 1.33 3.3 1.3 43 430 4.est.4 24 240 0.7 5.8 2.6 6.2 12 120 0.68 6.6 36 360 3.4 24 240 2.24 2.12 1.6 56 560 0.1 1.51 5.1 91 910 Tabela A3.3 4.1 10 11 12 13 13 16 18 20 22 - 0.2 22 220 2.27 2.8 18 180 0.1 51 510 5.3 13 130 0.75 7.2 1.56 5.1 1.8 68 680 0.39 3.7 47 470 4.0 3.6 56 560 5.

est. Uma matriz com uma só coluna é designada por vector coluna (B.htm (1 of 6)06-06-2005 12:36:06 .APÊNDICE-B APÊNDICE-B Matrizes e Determinantes B.ips. Os índices i e j indicam. a linha e a coluna em que o elemento a se encontra na matriz. ij respectivamente.1) os quais são designados por elementos da matriz e representados por a .pt/lveriss/Sebenta_Online/apend_b/apend_b. ij Uma matriz com m linhas e n colunas é dita rectangular de ordem (m*n). ao passo que uma matriz na qual m=n é dita quadrada. coeficientes ou funções dispostos em linhas e colunas (B. ij ji As matrizes da mesma ordem podem ser somadas ou subtraídas elemento a elemento http://ltodi.3) As matrizes cujos elementos verificam a igualdade a =a são designadas por simétricas.2) e uma matriz com uma só linha é designada por vector linha (B.1 Matrizes Uma matriz é um agregado de números.

um número de linhas e de colunas igual a.5) isto é.8) é equivalente a p = a11x + a12y + a13z q = a21x + a22y + a23z r = a31x + a32y + a33z (B.9) (B.11) B.4) operações que verificam seja a propriedade da comutatividade A+B=B+A seja a da associatividade (A + B) + C = A + (B + C) O produto de matrizes só é possível nos casos em que estas verificam a relação entre ordens C(m*n) = A(m*r) * B(r*n) (B.pt/lveriss/Sebenta_Online/apend_b/apend_b.htm (2 of 6)06-06-2005 12:36:06 .6) (B.est.2 Determinantes Um determinante é um agregado de números. o número de linhas da matriz A e o número de colunas da matriz B. coeficientes ou funções dispostos em linhas e colunas e é utilizado na resolução de sistemas de equações.ips. a matriz A possui o mesmo número de colunas que o número de linhas da matriz B.10) (B.7) (B. tendo a matriz produto. C. http://ltodi.APÊNDICE-B (B. respectivamente. O produto de duas matrizes efectua-se de acordo com a seguinte regra: (B.

APÊNDICE-B (B. m12 e m13 são dados por (B.12) Por exemplo.ips.13) e por (B. Por exemplo. Em geral.pt/lveriss/Sebenta_Online/apend_b/apend_b.14) respectivamente. os menores m11. a expressão do determinante de uma matriz (n*n) é obtido a partir do cálculo dos cofactores e dos menores.htm (3 of 6)06-06-2005 12:36:06 . O menor m é o determinante de uma matriz à qual foram retiradas a linha i e ij a coluna j. no caso do determinante de uma matriz (3*3).15) http://ltodi.est. os determinantes das matrizes de ordem (2*2) e (3*3) são dados por (B.

a32a23)(-1)2 + a21(a12a33 .ips.htm (4 of 6)06-06-2005 12:36:06 .pt/lveriss/Sebenta_Online/apend_b/apend_b.19) em que j é uma qualquer das n colunas da matriz.16) (B.a22a13)(-1)4 (B.17) respectivamente. Por exemplo.APÊNDICE-B (B. no caso de uma matriz (3*3) ∆ = a11c11 + a21c21 + a31c31 = a11 ( a22a33 . os cofactores C são dados por ij (i+j) C = (-1) ij m ij (B.18) A regra de cálculo do determinante de uma matriz (n*n) é (B.est. Por outro lado.20) Um sistema de n equações a n variáveis http://ltodi.a32a13)(-1)3 + a31(a12a23 .

+ a2 i s nn ... Por i s exemplo.. v = a 1i1 + a 2i2 + .. .23) em que ∆ representa o determinante da matriz quando a coluna i é substituída pelo vector coluna [v ].22) As expressões das soluções i do sistema são dadas pela regra de Cramer i (B. .APÊNDICE-B v 1 = a11i1 + a12i2 + . . + a i sn n n nn n (B.. considerando o caso particular de um sistema de três equações.. . .pt/lveriss/Sebenta_Online/apend_b/apend_b. . + a1 i s nn v 2 = a21i1 + a22i2 + . .24) http://ltodi.ips.htm (5 of 6)06-06-2005 12:36:06 .. .est.21) pode ser representado com base numa relação matricial (B. . as soluções i1.. i2 e i3 são dadas por (B.

http://ltodi.htm (6 of 6)06-06-2005 12:36:06 .26) respectivamente.est.ips.APÊNDICE-B (B.25) (B.pt/lveriss/Sebenta_Online/apend_b/apend_b.

ao passo que uma matriz na qual m=n é dita quadrada.ª Ordem 11 Impedância Eléctrica 12 Análise da Resposta em Frequência 13 Bobinas Acopladas e Transformadores 14 Diportos Eléctricos 15 Amplificador B. Uma matriz com uma só coluna é designada por vector coluna (B.ips. coeficientes ou funções dispostos em linhas e colunas (B.3) As matrizes cujos elementos verificam a igualdade a =a são designadas por simétricas. a linha e a coluna em que o elemento a se encontra na matriz.htm (1 of 5)06-06-2005 12:36:07 .est.1 Matrizes Uma matriz é um agregado de números.4) operações que verificam seja a propriedade da comutatividade http://ltodi. respectivamente.2) e uma matriz com uma só linha é designada por vector linha (B.Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos APÊNDICE-B Matrizes e Determinantes Sebenta Multimédia 1 Grandezas Eléctricas 2 Componentes Fundamentais dos Circuitos Eléctricos 3 Resistência Eléctrica 4 Leis de Kirchhoff 5 Métodos de Análise Sistemática de Circuitos 6 Teoremas Básicos dos Circuitos Eléctricos 7 Condensador e Capacidade Eléctrica 8 Bobina e Indutância Electromagnética 9 Análise de Circuitos RC e RL de 1.ª Ordem 10 Análise de Circuitos RC. ij Uma matriz com m linhas e n colunas é dita rectangular de ordem (m*n). ij ji As matrizes da mesma ordem podem ser somadas ou subtraídas elemento a elemento (B.pt/lveriss/Sebenta_Online/apend_b/smace_b.1) os quais são designados por elementos da matriz e representados por a . RL e RLC de 2. Os índices i e j ij indicam.

(B. a matriz A possui o mesmo número de colunas que o número de linhas da matriz B.11) B.Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos Operacional 16 Transferidor de Tensão e Corrente APÊNDICE-A APÊNDICE-B A+B=B+A seja a da associatividade (A + B) + C = A + (B + C) (B.ips.htm (2 of 5)06-06-2005 12:36:07 .8) é equivalente a p = a11x + a12y + a13z q = a21x + a22y + a23z r = a31x + a32y + a33z (B. C. o número de linhas da matriz A e o número de colunas da matriz B. coeficientes ou funções dispostos em linhas e colunas e é utilizado na resolução de sistemas de equações.5) (B.13) http://ltodi. tendo a matriz produto.7) isto é. os determinantes das matrizes de ordem (2*2) e (3*3) são dados por (B.est. respectivamente.9) (B.6) O produto de matrizes só é possível nos casos em que estas verificam a relação entre ordens C(m*n) = A(m*r) * B(r*n) (B.12) Por exemplo.2 Determinantes Um determinante é um agregado de números.pt/lveriss/Sebenta_Online/apend_b/smace_b. O produto de duas matrizes efectua-se de acordo com a seguinte regra: (B. um número de linhas e de colunas igual a.10) (B.

19) http://ltodi. os menores m11.est. no caso do determinante de uma matriz (3*3). O menor m é o determinante de uma matriz à qual ij foram retiradas a linha i e a coluna j. os cofactores C são dados por ij (i+j) C = (-1) ij m ij (B.pt/lveriss/Sebenta_Online/apend_b/smace_b. Em geral.ips. Por exemplo.17) respectivamente.18) A regra de cálculo do determinante de uma matriz (n*n) é (B.15) (B. m12 e m13 são dados por (B.Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos e por (B.16) (B. Por outro lado. a expressão do determinante de uma matriz (n*n) é obtido a partir do cálculo dos cofactores e dos menores.htm (3 of 5)06-06-2005 12:36:07 .14) respectivamente.

. + a i sn n n nn n (B.22) As expressões das soluções i do sistema são dadas pela regra de Cramer i (B.. . . .20) Um sistema de n equações a n variáveis v 1 = a11i1 + a12i2 + .. . + a2 i s nn .ips.. as s soluções i1. Por exemplo. + a1 i s nn v 2 = a21i1 + a22i2 + .a32a23)(-1)2 + a21(a12a33 ..a32a13)(-1)3 + a31(a12a23 a22a13 )(-1)4 (B. i2 e i3 são dadas por http://ltodi.. . Por exemplo. considerando o caso particular de um sistema de três equações.Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos em que j é uma qualquer das n colunas da matriz. ..23) em que ∆ representa o determinante da matriz quando a coluna i é substituída pelo vector i coluna [v ]..pt/lveriss/Sebenta_Online/apend_b/smace_b.21) pode ser representado com base numa relação matricial (B. no caso de uma matriz (3*3) ∆ = a11c11 + a21c21 + a31c31 = a11 ( a22a33 .htm (4 of 5)06-06-2005 12:36:07 .est. . .. v = a 1i1 + a 2i2 + .

htm (5 of 5)06-06-2005 12:36:07 .Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos (B.25) (B.24) (B.26) respectivamente. http://ltodi.pt/lveriss/Sebenta_Online/apend_b/smace_b.ips.est.

Figura 15. http://ltodi.htm (1 of 2)06-06-2005 12:36:08 . a existência de uma tensão finita na saída só é compatível com um ganho infinito desde que a diferença de potencial entre os dois terminais de entrada seja nula.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/ampopid. (iv) ausência de qualquer limitação em frequência e em amplitude.3 ilustra-se o significado prático de um curto-circuito virtual. (iii) ganho de tensão infinito.15. (ii) impedância de saída nula. a possibilidade de estabelecer um curto-circuito virtual entre os dois terminais de entrada do AmpOp.2): (i) impedância de entrada infinita.1 AmpOp Ideal 15. Caracteriza-se pelas seguintes quatro propriedades (Figura 15.1 AmpOp Ideal O AmpOp ideal constitui um modelo simplificado de um amplo conjunto de amplificadores de tensão actualmente existentes no mercado. A natureza virtual deste curto-circuito deve-se à coexistência de uma igualdade entre tensões sem ligação física entre terminais.ips.2 AmpOp ideal A principal consequência do conjunto de propriedades apenas enunciado é.est. Na Figura 15. na prática. Com efeito.

pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/ampopid.htm (2 of 2)06-06-2005 12:36:08 . no caso da montagem em (a) a relação entre as tensões nos nós é (15. a tensão na saída do AmpOp segue a da fonte de sinal aplicada na entrada. Diz-se então que o terminal negativo do amplificador operacional constitui uma massa virtual. que o terminal negativo do amplificador se encontra ao nível da massa.3 Curto-circuito e massa virtual Por exemplo. Por outro lado.ips. http://ltodi. no caso da montagem representada em (b) verifica-se que (15.1) isto é.15.2) ou seja. sem no entanto se encontrar fisicamente ligado a ela.est.1 AmpOp Ideal Figura 15.

http://ltodi.4 Montagem inversora Tendo em conta o facto da existência de um curto-circuito virtual entre os dois terminais de entrada. o que implica a igualdade v =v =0.4.est. existem basicamente as seguintes duas alternativas: (i) uma que assume a presença de um curto-circuito virtual entre os dois terminais de entrada do AmpOp (em conjunto com correntes nulas de entrada). Figura 15. que se destina essencialmente à análise de circuitos com AmpOps reais. e ainda o facto de as correntes nos nós de entrada serem nulas.htm (1 of 4)06-06-2005 12:36:10 + - - + .1 Montagem Inversora Considere-se na Figura 15. e impedâncias de entrada e de saída. i =i =0.2 Montagens Básicas O AmpOp é vulgarmente utilizado em duas configurações básicas: a montagem inversora e a montagem não-inversora. frequência. Adiante se verá que a primeira metodologia é de mais simples aplicação aos circuitos com AmpOps ideais. No que respeita às metodologias de análise de circuitos com AmpOps.ips. neste caso com limitações em ganho. (ii) e uma outra que considera o AmpOp como uma fonte de tensão controlada por tensão e utiliza as metodologias convencionais de análise de circuitos. ao contrário da segunda.15. Os circuitos estudados neste capítulo constituem todos eles ou variações ou combinações destas duas configurações básicas.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/montb_15. 15.2 Montagens Básicas 15.a o esquema eléctrico da montagem inversora do AmpOp.2.

ips. portanto.3) e que.4.htm (2 of 4)06-06-2005 12:36:10 .5) o qual é apenas função do cociente entre os valores das resistências R2 e R1.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/montb_15. Neste caso trata-se de aplicar um dos métodos de análise introduzidos ao longo deste livro.15.8) http://ltodi. por exemplo resolver o sistema de equações (15.4) Como tal.7) de cuja resolução resulta o ganho (15. (15.2 Montagens Básicas verifica-se então que (15.est.6) que equivale a (15.b). O método alternativo de análise consiste em substituir o AmpOp por uma fonte de tensão dependente com ganho finito (Figura 15. o ganho de tensão da montagem é dado por (15.

15.11) conduz à relação de ganho http://ltodi.10) que em conjunto com a equação do divisor resistivo na saída (15.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/montb_15.htm (3 of 4)06-06-2005 12:36:10 .2 Montagem Não-Inversora Considere-se na Figura 15.5 Montagem não-inversora A existência de um curto-circuito virtual entre os nós de entrada do amplificador permite escrever a igualdade entre as três tensões (15.ips.est.9) 15. Figura 15.a a montagem não-inversora do AmpOp.2.5.2 Montagens Básicas cujo limite quando o ganho do AmpOp tende para infinito é (15.

est.12) O ganho de tensão desta montagem é positivo. Pode facilmente demonstrar-se que a aplicação do método alternativo de análise conduz à expressão (Figura 15.2 Montagens Básicas (15. dependente apenas do cociente entre os valores das resistências R1 e R2.15.ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/montb_15.13) cujo limite quando o ganho do AmpOp tende para infinito coincide com a relação (15.b) (15. superior à unidade e. mais uma vez.12) apenas derivada. http://ltodi.5.htm (4 of 4)06-06-2005 12:36:10 .

3. De seguida estudam-se algumas aplicações que permitem ilustrar o enorme potencial prático do amplificador operacional de tensão. 15. filtragem.7 apresentam-se dois circuitos que ilustram a utilidade prática do seguidor de tensão: em (a) a carga encontra-se ligada directamente à fonte.14) entre a entrada e a saída. ao passo que em (b) a fonte e a carga são intercaladas de um seguidor de tensão.3 Circuitos com AmpOps As montagens inversora e não-inversora são utilizadas numa infinidade de aplicações de processamento de sinal. http://ltodi. conversão e simulação de impedâncias. resultado que à primeira vista poderia parecer destituído de aplicação prática. rectificação de sinais. na literatura anglo-saxónica este circuito é designado por buffer.6.ips.3 Circuitos com AmpOps 15.htm (1 of 14)06-06-2005 12:36:14 .15. Figura 15.est. Na Figura 15.1 Seguidor de Tensão O circuito seguidor de tensão constitui uma das aplicações mais comuns do amplificador operacional (Figura 15. cuja tradução para a Língua Portuguesa é circuito amortecedor ou tampão). designadamente de amplificação. conversão tensão-corrente e corrente-tensão. cuja resistência interna introduz um divisor resistivo.6 Circuito seguidor de tensão O seguidor de tensão implementa um ganho unitário (15. etc.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/circampo.

2 Somador Inversor A montagem inversora pode ser utilizada para implementar a soma pesada de sinais eléctricos (Figura 15.3.15. os dois circuitos coincidem quando a resistência R1 é feita tender para infinito. Pelo contrário. no caso do circuito em (b) verifica-se a igualdade (15. e como se indica na Figura 15.15) e é a fonte de sinal quem fornece a potência à carga.ips. Para além do mais.3 Circuitos com AmpOps Figura 15.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/circampo.b.8).16) designadamente como resultado do ganho infinito e das impedâncias de entrada infinita e de saída nula do amplificador operacional. situação durante a qual o valor da resistência R é irrelevante. Com efeito. O circuito seguidor de tensão pode ser encarado como caso limite da montagem não-inversora estudada anteriormente.6. dado ser nula a corrente respectiva. neste caso é o amplificador operacional e não a fonte de sinal quem fornece potência à carga. (15. excepto quando 2 infinito. 15.7 Aplicações do circuito seguidor de tensão Identificam-se as seguintes diferenças entre estes dois circuitos: no primeiro caso a tensão na carga é inferior àquela disponibilizada pela fonte.est. isolador ou tampão. Estas características justificam os títulos de circuito seguidor de tensão.htm (2 of 14)06-06-2005 12:36:14 . http://ltodi.

as palavras digitais 10011 e 00001 (em decimal 19 e 1.17) e a resistência R converte-as na tensão (15. R2=R/2.15.est.18) Uma das aplicações mais interessantes do somador na Figura 15.8 é a realização de um conversor digitalanalógico..3 Circuitos com AmpOps Figura 15. por exemplo R1=R.ips. então a expressão da tensão na saída do AmpOp é k (15.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/circampo..8 Somador inversor A massa virtual do AmpOp implementa a soma das correntesfornecidas por cada uma das fontes de sinal. e as resistências R se encontram pesadas binariamente em função da ordem do bit na i kpalavra.htm (3 of 14)06-06-2005 12:36:14 . (15. R =R/2 1. se se admitir que as fontes de sinal v valem 1 V ou 0 V consoante o valor lógico dos bit i de uma palavra digital.19) Por exemplo. respectivamente) conduzem aos valores da tensão na saída http://ltodi. R3=R/4. Com efeito.

simultaneamente. Um modo de obviar a esta limitação é a utilização do circuito representado na Figura 15. a especificação de um ganho de tensão elevado.3 Amplificador Inversor Uma das limitações da montagem inversora simples é a dificuldade de na prática construir amplificadores com. Naturalmente que se pode sempre dimensionar o valor da resistência R de modo a redefinir a escala de amplitudes da tensão na saída.3.4).9. convida a estabelecer um valor nominal relativamente pequeno para a resistência R .3 Circuitos com AmpOps V e V (15.15.htm (4 of 14)06-06-2005 12:36:14 .ips. Na montagem inversora simples.20) (15.est.22) recomenda exactamente o oposto.21) respectivamente.9 Amplificador inversor de elevados ganho e resistência de entrada determinação da corrente que incide na massa virtual http://ltodi. 15.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/circampo. cuja análise se pode efectuar nos seguintes passos: Figura 15. elevados ganho e resistência de entrada (reveja-se a Figura 15. -R2/R1. ao passo que a exigência de uma elevada resistência de entrada. 1 dada por (15.

4 (15. determinação da tensão no nó de saída do AmpOp (15.24) obtenção da expressão da corrente nas resistências R3 e R . ganho e resistência de entrada elevados. finalmente. simultaneamente. 15.23) determinação da tensão v x (15. http://ltodi.a). e.3.10.28) na qual se inscreve a possibilidade de obter.4 Amplificador da Diferença A utilização conjunta das montagens inversora e não-inversora permite realizar um circuito que implementa a amplificação da diferença entre dois sinais (Figura 15.25) e (15.27) Da relação (15.htm (5 of 14)06-06-2005 12:36:14 .15.est.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/circampo.26) respectivamente.ips.27) resulta a expressão do ganho da montagem (15.3 Circuitos com AmpOps (15.

htm (6 of 14)06-06-2005 12:36:14 .10 Amplificador da diferença A aplicação do teorema da sobreposição das fontes permite identificar as seguintes duas contribuições para a tensão na saída do AmpOp (Figuras 15.10.est.10.ips.29) a qual basicamente coincide com a expressão da montagem não-inversora afectada do divisor resistivo implementado pelas resistências R1 e R2 na entrada.b e 15.15.c): a parcela (15.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/circampo.3 Circuitos com AmpOps Figura 15. e a parcela http://ltodi.

De acordo com as expressões (15. ao passo que.5 Amplificador de Instrumentação O principal inconveniente do amplificador diferença é o compromisso necessário entre o ganho de tensão e a resistência de entrada vista por cada uma das fontes de sinal.ips.est.29) e (15.3 Circuitos com AmpOps (15. o ganho de tensão é dado pelo produto de dois cocientes entre resistências.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/circampo. Neste caso.3. a resistência de entrada vista por cada uma das duas fontes é infinita (coincidem ambas com a resistência de entrada dos terminais positivos dos AmpOps-1 e -2). a tensão na saída é (15. neste caso constituído por dois amplificadores não inversores (AmpOps-1 e -2) e um amplificador diferença (AmpOp-3).31) que no caso particular em que se verifica a igualdade entre os cocientes R4/R3 e R2/R1 se simplifica para (15. Uma alternativa a este circuito é o amplificador de instrumentação representado na Figura 15.11.15. as resistências ligadas ao nó positivo do AmpOp não alteram em nada o funcionamento da montagem inversora).htm (7 of 14)06-06-2005 12:36:14 . como se verá de seguida. neste caso.30). http://ltodi.32) 15.30) relativa à montagem inversora implementada pelas resistências R3 e R4 sobre o sinal v2 (note-se que.

15.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/circampo. nos sentidos indicados. (ii) obtenção das expressões das tensões nos respectivos nós de saída. (15.11 Amplificador de instrumentação A análise deste circuito pode ser efectuada em três passos: (i) determinação das tensões nos nós negativos dos AmpOps-1 e -2. (iii) aplicação da expressão do amplificador diferença para determinar a tensão na saída da montagem.htm (8 of 14)06-06-2005 12:36:14 .3 Circuitos com AmpOps Figura 15. x http://ltodi. as correntes nas resistência R e R são. Assim.33) nos terminais negativo e positivo do AmpOp-1. verifica-se que: (15.est.34) nos terminais negativo e positivo do AmpOp-2.ips.

http://ltodi.6 Filtros Activos O princípio de funcionamento das montagens inversora e não inversora é generalizável aos circuitos com impedâncias. Z1 e Z2 (admite-se a representação das impedâncias na notação de Laplace).37) respectivamente.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/circampo.15.est.htm (9 of 14)06-06-2005 12:36:14 .12.39) relação na qual se inscreve o ganho diferencial (15. cuja diferença (15. em lugar de apenas resistências.38) é aplicada ao amplificador implementado pelo AmpOp-3.3. admitindo que as resistências no amplificador diferença verificam a igualdade R4/R3=R2/R1 (ver as expressões derivadas anteriormente para o amplificador diferença).40) 15.35) a corrente nas resistências R conduz às tensões nas saídas dos AmpOps-1 e -2 x (15. neste caso constituída por um AmpOpe por duas impedâncias. Considere-se a título de exemplo a montagem inversora representada na Figura 15. Assim. obtém-se (15.36) e (15.3 Circuitos com AmpOps (15.ips.

caracteriza-se pela função de transferência (15.htm (10 of 14)06-06-2005 12:36:14 . designado por integrador de Miller.3 Circuitos com AmpOps Figura 15. Figura 15.ips.12 Montagem inversora A função de transferência entre a fonte de sinal e a saída do AmpOp é neste caso (15. no domínio do tempo.42) à qual. corresponde a relação http://ltodi.est.13 Circuitos integrador (a) e diferenciador (b) O circuito em (a).13.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/circampo.41) cuja particularização para s=jω conduz à resposta em frequência do ganho de tensão da montagem. Dois casos particulares da montagem inversora são os circuitos integrador e diferenciador representados nas Figuras 15.15.

44) é integrada pelo condensador.14 apresentam-se dois filtros RC-activos. os amplificadores operacionais em conjunto com resistências e condensadores permitem implementar funções de transferência que na prática constituem filtros.15.est.htm (11 of 14)06-06-2005 12:36:14 . http://ltodi. uma vez que a corrente fornecida pela fonte de sinal (15. a tensão aos terminais deste é (15.3 Circuitos com AmpOps (15. devido ao facto de se utilizarem apenas resistências.45) No que respeita ao circuito diferenciador representado na Figura 15. Na Figura 15. e nunca bobinas.46) à qual no domínio do tempo corresponde a relação (15.b. a função de transferência é (15. Esta alternativa de construção de filtros é vulgarmente designada por técnica RC-Activa.ips. condensadores e amplificadores operacionais.47) Em geral.43) Na realidade.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/circampo.13.

48) enquanto no segundo estamos em presença de um filtro passa-baixo de 2. a função de transferência obtém-se a partir do sistema de equações (15.52) e http://ltodi. cuja função de transferência é (15.ª ordem. vulgarmente designado por biquadrática de Sallen & Key. pelo condensador C2 e pelo AmpOp.3 Circuitos com AmpOps Figura 15.est.htm (12 of 14)06-06-2005 12:36:14 . Neste último caso.c.49) cuja primeira equação resulta da aplicação da Lei de Kirchhoff das correntes ao nó-X.ips. e a segunda do divisor de impedâncias e do seguidor de tensão implementados pela resistência R2.50) ou ainda (15.14 Integrador com limitação do ganho em d..c.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/circampo.51) em que (15.15. (a) e filtro passa-baixo de 2ªordem de Sallen & Key (b) No primeiro caso trata-se de um circuito integrador com limitação do ganho em d. O cociente entre as tensões na saída do AmpOp e da fonte de sinal é (15.

pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/circampo. verifica-se que a resistência R se encontra ligada entre a entrada e a saída do amplificador não-inversor. em particular através do recurso a amplificadores de tensão.3 Circuitos com AmpOps (15.est.ips.55) http://ltodi. em que k é o M ganho de tensão da fonte controlada.15.53) 15. a resistência à direita da fonte de sinal é dada por R =R/(1-k).54) simplifica-se para (15. Referindo agora ao circuito representado na Figura 15.15 Conversor de impedâncias Como se ilustra na Figura 15.b.54) No caso em que R2=R1.htm (13 of 14)06-06-2005 12:36:14 .15 representa-se um circuito que implementa uma resistência negativa.15. Figura 15.15. (11.7 Conversores de Impedâncias e de Tensão-Corrente Na Figura 15. De acordo com o teorema de Miller.3. o valor nominal de uma resistência pode ser alterado através do recurso a fontes dependentes.a. portanto que o seu valor aparente é (15.

Com efeito.htm (14 of 14)06-06-2005 12:36:14 .16. ou seja. na Figura 15. constata-se que a realização de uma fonte de corrente passa pela implementação de uma resistência negativa. por exemplo através do recurso ao conversor de impedâncias da Figura 15. O objectivo é implementar uma fonte de corrente a partir de uma fonte de tensão.b. a aplicação da Lei de Kirchhoff das correntes ao nó de saída da fonte permite concluir que a corrente na carga é independente do valor nominal respectivo.15. ou seja.16.ips.c apresenta-se um circuito que implementa um conversor tensão-corrente.16.15.56) http://ltodi.3 Circuitos com AmpOps Para finalizar a gama de aplicações ilustrativas das potencialidades do AmpOp.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/circampo.a e 15.est. Figura 15.16 Conversor de tensão em corrente Referindo-nos aos esquemas representados nas Figuras 15. construir um circuito que impõe a corrente numa carga independentemente do valor nominal respectivo. que o circuito externo à carga se comporta como uma fonte de corrente de valor (15.

est. que para valores comuns do o o + - ganho. A análise dos efeitos do ganho finito é efectuada com base no segundo dos métodos introduzidos no início deste capítulo. este capítulo limita-se a apresentar aqueles cujos efeitos negativos sobre o desempenho dos circuitos é mais notório.4 Parâmetros Reais dos AmpOps 15. (vii) tensão de desvio (offset). portanto. Assim. 15. de constituir um curto-circuito virtual. como por exemplo A=105 ou mesmo A=106.1 Ganho e Largura de Banda O ganho de tensão é um dos principais parâmetros que caracterizam o desempenho dos AmpOps reais. (viii) correntes de desvio. é da ordem de grandeza das unidades ou dezenas de µV. http://ltodi. a uma tensão (v ) na saída do AmpOp corresponde uma tensão diferencial (v -v )=v /A na entrada.4 Parâmetros Reais dos AmpOps O desempenho real dos circuitos com amplificadores operacionais é degradado por um conjunto de não idealidades inerentes à estrutura interna e aos dispositivos constituintes dos próprios AmpOps. No entanto.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/parampop. (v) ganho de modo comum. deixando. (ii) largura de banda finita. (iv) resistências de entrada (finita) e de saída (não nula).15. O ganho finito tem como consequência a necessidade de uma diferença de tensão não nula entre os terminais positivo e negativo da entrada do AmpOp.ips. (vi) tensões de saturação.4. dado o elevado número de parâmetros vulgarmente utilizados para caracterizar os AmpOps. que basicamente consiste na substituição do AmpOp por uma fonte de tensão controlada. (iii) taxa de inflexão máxima da tensão na saída. designadamente: (i) ganho finito.htm (1 of 15)06-06-2005 12:36:18 .

59) define o erro de ganho (esta aproximação é válida para A>>1).4 Parâmetros Reais dos AmpOps Figura 15.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/parampop.htm (2 of 15)06-06-2005 12:36:18 .ips.17 Efeito do ganho finito do AmpOp Por exemplo. sendo o seu significado prático a redução com a frequência do ganho intrínseco do amplificador. A natureza finita da largura http://ltodi.57) cuja resolução permite obter a expressão do ganho (15.est. Para além do ganho finito. Esta limitação do desempenho é vulgarmente designada por largura de banda finita. os AmpOps reais são também caracterizados por uma resposta em frequência de tipo passa-baixo.17 (15. O erro é inversamente proporcional ao ganho do AmpOp.58) em que (15. no caso da montagem não-inversora representada na Figura 15.15. e directamente proporcional a ganho da montagem em condições ideais.

ª ordem (veja-se na Figura 15.60). frequência de ganho unitário ou ainda produto ganho-largura de banda do AmpOp.est.17 o AmpOp se caracteriza pela função de transferência em (15. dezenas. em primeira aproximação.).ips. se se admitir que na montagem nãoinversora da Figura 15. Por exemplo. centenas ou milhares de hertz.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/parampop. A designação produto ganho largura de banda deve-se ao facto de o produto do ganho em baixa frequência pela largura de banda (a frequência do pólo) coincidir exactamente com a frequência de transição.15.18 o diagrama de Bode assintótico da amplitude da resposta em frequência) (15. que na prática são algumas unidades.60) indica que o ganho do AmpOp vale A só até à frequência ω .c. O parâmetro ω é designado por frequência de u transição. então a resolução do sistema de equações http://ltodi. e basicamente define a frequência a partir da qual o mesmo deixa de se comportar como um amplificador e passa a implementar um simples atenuador de tensão. O desempenho em frequência de um AmpOp pode.60) em que A define o ganho em baixa frequência e ω a frequência do pólo (o ganho em baixa frequência é p vulgarmente designado por ganho d. ser modelizado por uma função de transferência do tipo passa-baixo de 1.htm (3 of 15)06-06-2005 12:36:18 .4 Parâmetros Reais dos AmpOps de banda é consequência dos condensadores e das resistências intrínsecas e parasitas inerentes aos transístores e interligações. A expressão (15. Figura 15.18 Diagrama de Bode de amplitude da resposta em frequência do ganho diferencial de um AmpOp A análise dos efeitos da largura de banda finita do AmpOp nas montagens baseia-se numa metodologia semelhante àquela utilizada anteriormente para o ganho finito. e que a partir daí o p ganho decresce a um ritmo constante de -20dB por década.

a montagem não inversora opera uma troca entre o ganho do AmpOp e a largura de banda do amplificador.62) a qual.63) indica que a montagem não-inversora se caracteriza por um ganho em baixa frequência coincidente com aquele ideal.4 Parâmetros Reais dos AmpOps (15.est.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/parampop.htm (4 of 15)06-06-2005 12:36:18 .61) permite obter a expressão da função de transferência do ganho de tensão (15. esta última coincidente com aquela característica do AmpOp quando u p considerado isoladamente. admitindo que se verifica a relação A>>(1+R2/R1). se simplifica para (15.63) A função de transferência (15.15. apresentando no entanto um pólo à frequência ω A/(1+R2/R1) e uma p frequência de ganho unitário ω =ω A. http://ltodi. Como é patente nas duas curvas representadas na Figura 15.19.ips.

19 esquema eléctrico e diagrama de Bode de amplitude da resposta em frequência da montagem nãoinversora 15.a. http://ltodi. Admita-se então que o AmpOp se caracteriza por uma função de transferência com um só pólo e que os restantes parâmetros são todos ideais.4 Parâmetros Reais dos AmpOps Figura 15. designadamente as resistências de entrada e de saída. A taxa de inflexão é uma característica associada à topologia do amplificador e às correntes utilizadas internamente na polarização.20.4. O significado prático da taxa de inflexão máxima de um AmpOp pode ser facilmente compreendido recorrendo ao circuito seguidor de tensão da Figura 15. reflectindo basicamente o ritmo a que estas fornecem e retiram carga dos condensadores parasitas e de compensação da resposta em frequência. cuja sigla SR se adopta neste livro).est.15.ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/parampop.2 Taxa de Inflexão Define-se taxa de inflexão como o ritmo máximo de variação da tensão na saída de um AmpOp (na literatura anglo-saxónica a taxa de inflexão máxima designa-se slew-rate.htm (5 of 15)06-06-2005 12:36:18 .

o circuito seguidor de tensão comporta-se exactamente da mesma maneira que o circuito RC representado na Figura 15.b.d. Ambos os circuitos se u caracterizam por uma resposta ao escalão do tipo exponencial (Figura 15.20. neste caso admitindo que se verifica a igualdade entre as constantes de tempo RC e 1/ω .c) (15.est.15. No entanto.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/parampop. e naturalmente da dinâmica temporal respectiva.20 Taxa de inflexão máxima Tendo por base este modelo. pode facilmente demonstrar-se que a função de transferência do ganho de tensão da montagem se caracteriza por um pólo à frequência de transição do AmpOp (15. e apresentar uma dinâmica muito distinta daquela esperada para o circuito RC.htm (6 of 15)06-06-2005 12:36:18 .4 Parâmetros Reais dos AmpOps Figura 15. a tensão na saída do seguidor de tensão pode sofrer os efeitos da taxa de inflexão máxima do AmpOp.64) Do ponto de vista da função de transferência.65) em que V representa a amplitude do sinal aplicado e τ a constante de tempo do circuito. a taxa de inflexão máxima (o declive máximo) da tensão na saída encontra-se limitada superiormente http://ltodi.20.ips.20. Figura 15. No AmpOp.

(15. volt por micro-segundo (15. http://ltodi. os AmpOps reais apresentam também uma resistência de entrada finita e uma resistência de saída não nula.15.3 Resistências de Entrada e de Saída Para além do ganho e da largura de banda finita. Por exemplo.ips. é comum encontrar AmpOps cuja resistência de entrada é da ordem das dezenas.htm (7 of 15)06-06-2005 12:36:18 .est. se o sinal aplicado for do tipo sinusoidal.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/parampop. e cuja resistência de saída pode variar entre as dezenas e as décimas de ohm.21).21 Taxa de inflexão 15. Na Figura 15.4. então a igualdade (15.22 apresenta-se o modelo eléctrico de um AmpOp com ganho finito e resistências de entrada e de saída.66) Outra das consequências da taxa de inflexão máxima é a imposição de um limite à frequência máxima dos sinais processáveis sem distorção.68) Figura 15. Por exemplo. de amplitude V e frequência angular ω (Figura 15.4 Parâmetros Reais dos AmpOps V/µs. centenas ou até mesmo milhares de MΩ.67) permite determinar a frequência limite a partir da qual a saída do AmpOp não acompanha devidamente o sinal aplicado na entrada.

b.15. Figura 15.4 Parâmetros Reais dos AmpOps Figura 15. verifica-se que a resolução do sistema de equações (15.22 Modelo eléctrico do AmpOp Considere-se então o circuito seguidor de tensão representado na Figura 15.23.ips.69) permite obter a expressão do ganho de tensão entre a entrada e a saída do seguidor http://ltodi.htm (8 of 15)06-06-2005 12:36:18 .23 Efeito das resistências de entrada e de saída do AmpOp no seguidor de tensão Referindo ao esquema eléctrico representado na Figura 15.23 e admita-se que o AmpOp se caracteriza pelo modelo eléctrico apenas introduzido.est.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/parampop.

4 Parâmetros Reais dos AmpOps (15.72) admitindo neste caso que se verifica A>>1.15.70) merece alguns comentários relativos ao conceito de realimentação. a troca entre o ganho do AmpOp e uma menor resistência de saída da montagem (a ver adiante). Considere-se então a resistência de entrada da montagem seguidora de tensão representada na Figura 15. no presente caso constata-se que a expressão do ganho da montagem é mais complexa que a então derivada.70) simplifica-se i s o o i para (15. diversas consequências ao nível das montagens: (i) a troca entre o elevado ganho de tensão do AmpOp e a possibilidade de definir o ganho da montagem através do cociente entre duas resistências.23. e outro a jusante associado ao acoplamento entre o amplificador e a carga. A realimentação acarreta. http://ltodi.70) No entanto.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/parampop. (iv) e. R <<R e R <<R . ou ainda (15.est. que é responsável pela troca entre o elevado ganho de tensão do AmpOp e o ganho unitário da montagem seguidora de tensão. não inclui os efeitos das resistência de entrada e de saída. (iii) a troca entre o ganho do AmpOp e uma mais elevada resistência de entrada da montagem (a ver adiante). admitindo que se verificam as relações R >>R . ainda. (ii) a troca entre o elevado ganho de tensão do AmpOp e uma maior largura banda da montagem. A expressão (15. assim. em particular devido à impossibilidade de separar os factores relativos aos dois acoplamentos apenas referidos.htm (9 of 15)06-06-2005 12:36:18 . Este facto deve-se à existência de uma realimentação das variáveis do porto de saída para o porto de entrada. naturalmente. Durante o estudo dos diportos amplificadores verificou-se que as resistências de entrada e de saída afectavam o ganho do circuito através de dois divisores resistivos: um a montante. No entanto. devido ao acoplamento entre a fonte e o amplificador. a expressão (15.71) a qual.ips.

ou de modo comum. Considerem-se os dois AmpOps representados na Figura 15.v-)=0. Esta variação da tensão na saída deve-se ao facto de o amplificador na realidade se caracterizar por uma relação do tipo (15.15.75) em que A . é sempre entrada. isto é. respectivamente. http://ltodi. no que respeita à resistência de saída da montagem (Figura 15. 15. mas também do nível médio comum a ambos. mc mc mc mc md ++v-)/2. Naturalmente. pode facilmente demonstrar-se s que (15.est.4. e a tensão (v caracteriza-se um AmpOp através do rácio A/A . o ganho de modo comum. desejável que o AmpOp se caracterize por uma elevada disparidade entre os valores dos ganhos diferencial (A) e de modo comum (A ). que se expressa em mc decibell. mas que os níveis comuns aos terminais são não nulos e distintos. que a resistência de entrada da montagem é aproximadamente A vezes superior à resistência de entrada do AmpOp. Na prática. v ev representam. (v+ . e admita-se que em ambos os casos a tensão diferencial é nula. do sinal aplicado nas entradas. e muito menos idêntica. a tensão de saída de um amplificador operacional depende do nível médio.73) ou seja.htm (10 of 15)06-06-2005 12:36:18 . (v+-v-).4 Parâmetros Reais dos AmpOps Admitindo que a saída do amplificador se encontra em aberto (R=∞ ). a tensão de modo comum na diferencial entre os terminais positivo e negativo. Ao mc mc contrário do que seria de prever com base no modelo do AmpOp até agora considerado.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/parampop.74) indica que a resistência de s saída da montagem é reduzida de um factor cuja ordem de grandeza é o ganho do próprio AmpOp (o tópico da teoria da realimentação será retomado nas disciplinas de electrónica). Por outro lado. O resultado (15.4 Ganho de Modo Comum Na prática. em qualquer dos casos a tensão na saída dos dois circuitos não é nula.74) admitindo que neste caso é nula a resistência interna da fonte v . v 1¹ v 2¹ 0. e que R =0.ips. se caracterize por um rácio A/A tão elevado quanto possível. indica basicamente que a tensão na saída é uma função não apenas da diferença de potencial entre os terminais positivo e negativo da entrada. em vez de referir o ganho de modo comum.24.21) verifica-se que (15. designada Ganho de Modo Comum. Esta dependência.

Como se indica na Figura 15.15. verificando-se sim uma degradação gradual do ganho do AmpOp à medida que a tensão na saída se aproxima dos limites definidos por TS. cuja sigla se adopta neste manual). A utilização plena da gama de tensões disponível tem consequências ao nível da distorção harmónica (ver no Capítulo 2 a secção relativa a este tópico). a gama de tensões permitida é uma ss cc função da arquitectura do amplificador e das tensões de alimentação.25. Common Mode Rejection Ratio.ips.e TS+ (ver a curva a tracejado na Figura 15.htm (11 of 15)06-06-2005 12:36:18 . a relação entre as tensões na saída e nas entradas de um AmpOp é linear apenas na gama compreendida entre as tensões de saturação TS.76) e se designa Rácio de Rejeição de Modo Comum (do ingl. sendo em geral da ordem de 80 a 90% da gama definida pelas tensões de alimentação.e TS+.est.24 Ganho de modo comum de um AmpOp 15. V e V . Como se disse já. consoante a referência e o fabricante.25). seja durante a fase de projecto do circuito. Na prática. Figura 15. através das tensões de alimentação utilizadas. limitada superior e inferiormente pelas tensões de alimentação. preestabelecida seja durante a sua utilização.5 Tensões de Saturação O funcionamento linear de um amplificador operacional é garantido apenas numa gama limitada de tensões na saída. a transição entre as regiões de funcionamento linear e de saturação não é abrupta.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/parampop.4 Parâmetros Reais dos AmpOps (15.4. http://ltodi. Hoje em dia comercializam-se AmpOps cujo CMRR pode variar entre os 75 e os 140 dB.

Nestas condições. apresentado um desvio ∆v 0.26.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/parampop.25 Tensões de saturação de um AmpOp Um outra limitação do AmpOp relacionada com a tensão de alimentação e a estrutura interna do amplificador.26.26. é a gama de modo comum permitida ao sinal na entrada. Hoje em dia comercializam-se os o AmpOps cuja tensão de desvio pode ser tão elevada como algumas unidades ou dezenas de milivolt. cc ss 15.a. Note-se. típico e máximo com que o utilizador deve contar.∆v /A).15. no entanto.c representa-se o modelo equivalente de um AmpOp com tensão de desvio não nula.est. na prática a tensão na saída do AmpOp não é nula. de amplitude (.ips. que a tensão de desvio varia de componente para componente. sob pena de degradar de forma significativa o desempenho do circuito. e por razões que se prendem com a estrutura interna do AmpOp e com o desemparelhamento inexorável entre as características dos seus componentes internos (resistências e transístores essencialmente).b). Este parâmetro indica quais os limites mínimo e máximo entre os quais se deve situar o nível de modo comum das tensões na entrada. cujo módulo se designa por tensão de desvio (é mais habitual a designação tensão de offset. A gama de modo comum é em geral inferior (em alguns casos é idêntica) àquela definida pelas tensões de alimentação.htm (12 of 15)06-06-2005 12:36:18 .6 Tensão de Desvio (offset) Define-se tensão de desvio de um AmpOp como a diferença de potencial necessária entre os terminais de entrada para anular a saída. Pode anular-se o¹ este desvio através da aplicação de uma tensão de correcção entre os terminais de entrada (Figura 15. sendo apenas indicado no catálogo os valores mínimo. http://ltodi. ou tão baixa quanto alguns micro-volt. podendo também ser não simétrica relativamente a V e V .4.4 Parâmetros Reais dos AmpOps Figura 15. cujos terminais de entrada se assumem curtocircuitados (v+-v-=0). o do original em Língua Inglesa). a qual é considerada através da fonte de tensão constante com amplitude V = ∆v /A. Considere-se o AmpOp da Figura 15. Na Figura 15.

pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/parampop. modelo equivalente (c) Na prática a tensão de desvio do AmpOp conduz a uma degradação do desempenho dos circuitos em que é utilizado.est. (a) montagem inversora e (b) circuito integrador Pode facilmente verificar-se que em (a) a tensão na saída é dada por (15.htm (13 of 15)06-06-2005 12:36:18 . podendo mesmo em certos casos ser responsável pelo seu não funcionamento. Figura 15.4 Parâmetros Reais dos AmpOps Figura 15. em (a) uma montagem inversora e em (b) um circuito integrador.77) e que em (b) é http://ltodi.ips.15.27.27 Efeito da tensão de desvio.26 Tensão de desvio do AmpOp (a) e (b). A título de exemplo. considerem-se os dois circuitos representados na Figura 15.

ips. por acção do desemparelhamento inexorável entre componentes. necessitando apenas de alguns componentes adicionais. podendo também ser responsáveis pelo seu não funcionamento. nos catálogos os fabricantes indicam seja o valor médio das duas correntes. assim estas correntes podem tomar valores entre as poucas décimas de pico-ampere e as várias centenas de nano-ampere.htm (14 of 15)06-06-2005 12:36:18 .28 Efeito das correntes de polarização Na prática. válido apenas para as frequências que verificam a relação f> (2π R C)-1.80) que se designa corrente de desvio. 15.4. distintas entre si (estas correntes associam-se à corrente na base dos transístores bipolares. A existência de correntes de polarização no AmpOp conduz a uma degradação do desempenho dos circuitos. erro que por si só pode os conduzir à saturação do AmpOp. I + e I -. no primeiro caso devido essencialmente à utilização de transístores de efeito de campo. Na prática coloca-se uma resistência (R ) em paralelo com o condensador de integração. Figura 15. a natureza própria dos transístores obriga à existência de correntes não nulas através dos terminais de entrada. característica que se associa apenas aos sinais dinâmicos aplicados. também. como sejam resistências e potenciómetros. (15. conduzindo assim inexoravelmente à saturação da tensão na saída do AmpOp. O utilizador pode assim corrigir externamente o erro desvio. am Convém ainda salientar que na prática os amplificadores operacionais dispõem de um terminal de compensação da tensão de desvio. no caso do circuito integrador a tensão de desvio é integrada no tempo.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/parampop.78) No primeiro caso o erro na tensão na saída é constante. A título de exemplo. am obtendo assim um integrador com amortecimento. Figura 15. e às correstes de fuga ou de saturação inversa nos transístores de efeito de campo). de amplitude (1+R2/R1)V .28 apresenta-se um modelo equivalente do AmpOp que contempla a existência destas duas correntes. Pelo contrário. seja a diferença (15.15.est.29 Efeito das correntes de polarização Tal como a tensão de desvio. Na Figura 15.7 Correntes de Polarização Independentemente do facto de os amplificadores operacionais apresentarem uma resistência de entrada não infinita. são. caso o ganho (1+R2/R1) seja muito elevado. as quais.79) que se designa corrente de entrada de polarização. designadas correntes de B B polarização.4 Parâmetros Reais dos AmpOps (15. http://ltodi. Consoante os AmpOps sejam de precisão ou de uso geral.

na maioria dos AmpOps comercializados. a existência das correntes de polarização obriga à utilização de componentes externos adicionais. por cujos terminais de entrada fluem as correntes I + e I -.15.81) que apesar do valor reduzido da corrente I . (15.htm (15 of 15)06-06-2005 12:36:18 . a tensão na saída do AmpOp é afectada por um erro. pode representar.4 Parâmetros Reais dos AmpOps considere-se a montagem inversora da Figura 15. como forma de compensar os erros de tensão induzidos na saída. Nestas condições. Na prática.est. tipicamente resistências.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/parampop. nos B casos em que a resistência R2 é elevada.29. B B Dada a ligação à massa do terminal positivo do AmpOp. a corrente I + B não causa qualquer variação do potencial da massa virtual. uma tensão significativa.ips. http://ltodi.

distingue três grandes classes de componentes – amplificadores operacionais e seguidores de tensão (buffers). as elevadas funcionalidade e desempenho e o enorme mercado conduziram as empresas fabricantes ao desenvolvimento de uma gama variadíssima de componentes alternativos.ips. Uma classificação grosseira permite-nos distinguir quatro classes principais de aplicações: q q q q processamento de sinal. e comparadores de tensão – prosseguindo depois com uma classificação mais fina das diversas variantes. num total de mais de trezentos componentes distintos (incluindo as variedades com 1. amplificação de instrumentação. http://ltodi.5 Tipos de Amplificadores Operacionais O amplificador operacional é sem dúvida um dos componentes mais utilizados em circuitos e sistemas analógicos. Por exemplo. (4) de baixo ruído.est.. de isolamento entre circuitos. nem podendo. seguimento de tensão (os buffers).5 Tipos de Amplificadores Operacionais 15. (2) de uma só tensão de alimentação.htm06-06-2005 12:36:18 . também ele. 2 ou 4 componentes no mesmo encapsulamento). incluindo a própria amplificação. (7) de baixo consumo de potência e (8) de elevada temperatura. visando essencialmente satisfazer de forma abrangente os requisitos particulares das diversas aplicações possíveis. Um outro exemplo. a empresa Texas Instruments distingue no seu catálogo duas grandes classes de componentes – amplificadores operacionais e comparadores de tensão – identificando depois na primeira oito subclasses. comparação de tensão.15. amplificadores de instrumentação. a uma a duas dezenas. ser exaustivo na sua classificação. (3) de elevada gama de sinal (coincidente com as tensões de alimentação). designadamente de (1) precisão. (6) de alta frequência. essencialmente em sistemas de condicionamento e digitalização de sinais provenientes de sensores. etc. (5) de baixa tensão de alimentação. tipicamente 3 V. A simplicidade de utilização. Não querendo. agrupados pelos fabricantes em classes de aplicações cujo número ascende.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/tipampop. em que se incluem as aplicações de ataque a linhas ou cabos coaxiais. de amostragem e retenção de sinais. o catálogo da empresa Precision Monolithics Inc. pode no entanto dizer-se que hoje em dia existem largas centenas de componentes distintos.

os valores não infinito e não nulo das resistências de entrada e de saída. comparadores de tensão. resistência de entrada infinita. As limitações mais relevantes são o ganho e a largura de banda finita. Na prática o desempenho dos AmpOps é degradado por um conjunto de não idealidades inerentes à estrutura interna e ao tipo de dispositivos electrónicos utilizados na sua construção. filtros. conversores corrente-tensão e tensão-corrente.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/sumar_15. etc. Com base no AmpOp podem construir-se amplificadores de tensão cujo ganho é apenas função do cociente entre resistências. O AmpOp ideal constitui uma modelização simplificada dos amplificadores reais actualmente existentes no mercado. a taxa de inflexão máxima da tensão na saída.ips. resistência de saída nula e inexistência de qualquer limitação em frequência ou amplitude. http://ltodi.est. amplificadores soma e diferença. O AmpOp ideal caracteriza-se pelos seguintes parâmetros: ganho de tensão infinito. rectificadores de sinal. o ganho de modo comum. abreviadamente AmpOp. a tensão de desvio e as correntes de polarização. O AmpOp é basicamente um diporto cuja excelência dos parâmetros o fazem assemelhar a um amplificador de tensão ideal. as tensões de saturação na saída e a gama de modo comum do sinal na entrada. circuitos integradores e diferenciadores. é um dos componentes electrónicos mais versáteis actualmente ao dispor dos projectistas de circuitos.htm06-06-2005 12:36:19 . O AmpOp ideal encontra-se na origem dos operadores curto-circuito virtual e massa virtual. respectivamente. conversores de impedâncias.Sumário Sumário O amplificador operacional.

Exercícios de Aplicação Exercícios de Aplicação *15.1.est.1 Determine a expressão da tensão v nos circuitos da Figura E15. o http://ltodi.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/exapl_15.htm (1 of 9)06-06-2005 12:36:21 .ips.

pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/exapl_15.ips.est.Exercícios de Aplicação http://ltodi.htm (2 of 9)06-06-2005 12:36:21 .

htm (3 of 9)06-06-2005 12:36:21 . Determine a expressão da corrente I em função da tensão V aplicada.ips.2 Os dois circuitos representados na Figura E15.2 implementam ambos um conversor tensão-corrente.Exercícios de Aplicação Figura E15.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/exapl_15.est.1 *15. s http://ltodi.

o número inteiro codificado. s Figura E15. http://ltodi.ips. numa outra escala.2 15.4 implementam ambos um conversor digital-analógico de quatro bit.Exercícios de Aplicação Figura E15. b3b2b1b0. Explique o funcionamento de cada um dos circuitos e determine a expressão da tensão v em função dos valores ´0´ ou ´1´ dos o bits das palavras digitais. controlam os interruptores indicados e fazem corresponder na saída do circuito uma tensão cuja amplitude reflecte.est.4 Os dois circuitos representados na Figura E15.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/exapl_15.3 *15.htm (4 of 9)06-06-2005 12:36:21 .3 Determine o ganho de corrente i/i no circuito representado na Figura E15. Os bits das palavras digitais.3.

5 Considere o circuito RLC-activo representado na Figura E15.est.Exercícios de Aplicação Figura E15. i (0)=0 e v (0)=4 L C -4t V.htm (5 of 9)06-06-2005 12:36:21 .5.ips.4 15. Admitindo que vs(t)=e u(t). determine a expressão das repostas natural e forçada da tensão v (t). o http://ltodi.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/exapl_15.

Admitindo que v (t)=u(t)cos(1000t). Figura E15. C1=1µF.htm (6 of 9)06-06-2005 12:36:21 . determine a expressão das repostas natural e forçada da tensão v o (t).pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/exapl_15. C2=125 nF.5 15. R1=1 kΩ e R2=R3=2 kΩ. v 1(0)=v 2(0) S C C =0.Exercícios de Aplicação Figura E15.7.7 Admitindo que V =1∠ 0º. determine o fasor da tensão na saída do AmpOp nos circuitos representados na Figura s E15. http://ltodi.6 Considere o circuito RC-activo representado na Figura E15.6 *15.est.6.ips.

8.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/exapl_15.Exercícios de Aplicação Figura E15.ips. http://ltodi.est.8 Determine a expressão da função de transferência H(s)=V (s)/V (s) para cada um dos circuitos representados na o S Figura E15.7 *15.htm (7 of 9)06-06-2005 12:36:21 .

Exercícios de Aplicação http://ltodi.htm (8 of 9)06-06-2005 12:36:21 .ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/exapl_15.est.

est.Exercícios de Aplicação Figura E15.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/exapl_15.htm (9 of 9)06-06-2005 12:36:21 .ips.8 http://ltodi.

1 Diportos 14.2) Portanto. Um circuito constitui um diporto e os seus terminais portos quando se verificam em simultâneo as seguintes condições: (i) o circuito contém apenas impedâncias e fontes dependentes (quando o circuito possui no seu seio fontes independentes. I1 e I2. I1.1). Por exemplo. de tensão ou de corrente. no segundo caso as variáveis independentes são as tensões nos dois portos. (14. então os terminais de ligação destas àquele devem ser considerados como portos adicionais de acesso ao circuito).14.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_14/diportos. V2 e I2. V1 e V2.htm (1 of 10)06-06-2005 12:36:27 . sendo dependentes as correntes respectivas. prevendo assim a ligação destes a fontes de sinal ou circuitos representados sob a forma de um equivalente de Thévenin ou de Norton. das quatro grandezas V1. http://ltodi.2 Modelos Eléctricos Equivalentes Na Tabela 14.1.3.1 Definições Um diporto é um circuito eléctrico com dois portos de acesso ao exterior (Figura 14.1. (ii) as correntes de entrada e de saída nos portos são iguais. Na Tabela 14. (14.ips. Uma vez que por definição um diporto é um circuito que não contém no seu seio fontes independentes. a sua acção resume-se ao processamento das grandezas eléctricas impostas a partir do exterior.1 indicam-se as equações e os caracteres utilizados na representação das matrizes e dos coeficientes respectivos.est.1 Diportos 14.1 indicam-se as seis alternativas possíveis em matéria de variáveis independentes e dependentes.3) a que corresponde o modelo eléctrico equivalente da Figura 14. duas são independentes (são impostas pelo exterior ao circuito) e as outras duas são dependentes (constituem a reacção do diporto aos estímulos aplicados do exterior). 14. As variáveis independentes e dependentes relacionam-se entre si através de uma matriz cujos coeficientes têm a dimensão de admitância. Por conseguinte.

I 2 V 1 .1 Caracterização de diportos As seis descrições alternativas de um diporto são convertíveis entre si. I1 V2 . as correntes e as tensões nos portos.2 resumem-se as regras de conversão entre descrições alternativas de um diporto.14. Por exemplo.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_14/diportos. V2 I 1 . I2 V 1 .1 Diportos EQUAÇÕES VARIAVEIS VARIÁVEIS MATRIZ ALGÉBRICAS INDEPENDENTES DEPENDENTES I 1 . V 2 V 1 .3) permite obter os coeficientes da matriz de impedâncias de circuito aberto do diporto (14. I2 V1 . a manipulação algébrica do sistema de equações (14. I 1 Tabela 14.4) cujas variáveis independentes e dependentes são. I 2 V 2 . respectivamente.est. V2 I1 . I2 I1 . I2 V1 . V 2 V1 . Na Tabela 14. http://ltodi.ips.htm (2 of 10)06-06-2005 12:36:27 .

14. http://ltodi. Por exemplo. o coeficiente Y11 da matriz coincide com a admitância de entrada do porto-1 quando os terminais do porto-2 se encontram em curto-circuito (a tensão V2 é zero).2 Tabela de conversão de coeficientes Os coeficientes da matriz característica de um diporto.htm (3 of 10)06-06-2005 12:36:27 .4.1 Diportos Tabela 14. podem ser determinados recorrendo ao cálculo dos cocientes (14.5) (14. por exemplo os coeficientes da matriz de admitâncias.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_14/diportos.ips.6) (14.7) e (14.8) os quais correspondem às configurações da Figura 14. e vice-versa para o coeficiente Y22.est.

pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_14/diportos.1 Diportos Figura 14.ips.1.c a 14.5.4 Cálculo dos coeficientes da matriz de admitâncias de curto-circuito de um diporto 14. relativamente ao qual se pretende determinar os coeficientes da matriz de impedâncias de circuito aberto. As equações que caracterizam o diporto são neste caso (14.htm (4 of 10)06-06-2005 12:36:27 .3 Exemplos de Aplicação Considere-se o circuito resistivo representado na Figura 14.est. as correntes I1 e I2 e as tensões V1 e V2. ij http://ltodi.a. respectivamente.9) cujas variáveis independentes e dependentes são.d representam-se as quatro configurações de cálculo dos coeficientes Z da matriz.14. Nas Figuras 14.5.5.

ips.14.10) (14.1 Diportos Figura 14.est.12) e http://ltodi. (14.5 Determinação dos coeficientes da matriz de impedâncias de um diporto Assim.11) (14.htm (5 of 10)06-06-2005 12:36:27 .pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_14/diportos.

14) Figura 14.14.1 Diportos (14.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_14/diportos.htm (6 of 10)06-06-2005 12:36:27 . neste caso construído à base de resistências e de fontes de tensão dependentes. Considere-se agora o circuito resistivo representado na Figura 14.6.5.6 Determinação dos coeficientes da matriz de admitâncias de um diporto http://ltodi. caracterizá-lo com base nas seguintes duas equações algébricas (14. Na Figura 14.13) respectivamente. relativamente ao qual se pretende determinar os coeficientes da matriz de admitâncias de curto-circuito.b representa-se o modelo eléctrico equivalente do diporto. isto é.ips.est.a.

o modelo eléctrico equivalente do diporto é composto por admitâncias e fontes de corrente dependentes. Convém desde já salientar o facto de os diportos sem fontes dependentes apresentarem sempre matrizes de impedâncias ou de admitâncias simétricas.17) e (14.16) (14.15) (14.a apresenta-se um circuito que se pretende caracterizar com base numa matriz de parâmetros híbridos (as variáveis independentes são a corrente no porto-1. as quais correspondem sempre ao cancelamento de uma das duas tensões nos portos.ips.1 Diportos As configurações de cálculo dos coeficientes da matriz encontram-se representadas nas Figuras 14.f. e a tensão no porto-2.b. http://ltodi.est.htm (7 of 10)06-06-2005 12:36:27 . Assim.c a 14.18) respectivamente. à esquerda. Como se indica na Figura 14.6.14.7. (14. Na Figura 14.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_14/diportos. à direita).6.6.

22) e http://ltodi.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_14/diportos.c e 14.19) então as configurações das Figuras 14.7.est.14.1 Diportos Figura 14.20) (14.d permitem obter (14.21) (14.7 Determinação dos coeficientes da matriz híbrida de um diporto Uma vez que as duas equações algébricas características do diporto são (14.htm (8 of 10)06-06-2005 12:36:27 .ips.7.

neste caso.8 pretende-se exemplificar o cálculo dos coeficientes da matriz de transmissão de um diporto.1 Diportos (14. Figura 14. isto é. a corrente e a tensão no porto-2 (à direita).14.htm (9 of 10)06-06-2005 12:36:27 .8 Determinação dos coeficientes da matriz de transmissão de um diporto As variáveis independentes são. http://ltodi. Com o circuito representado na Figura 14.est.ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_14/diportos.23) respectivamente.

1 Diportos (14.htm (10 of 10)06-06-2005 12:36:27 .e se obtém.b a 14.27) e (14.25) (14. respectivamente.8.28) http://ltodi.24) Pode facilmente demonstrar-se que recorrendo às quatro configurações de cálculo indicadas nas Figuras 14.26) (14.14. (14.8.est.ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_14/diportos.

em Paralelo. em paralelo.14. em Cascata e em Modo Híbrido A descrição de um circuito com base numa matriz simplifica a análise das associações em série. tendo em conta (14. Figura 14. (14.2 Associação de Diportos 14.29) e as relações matriciais parciais de cada diporto.29) e que as correntes nos portos do diporto total são dadas pela soma das correntes parciais em cada um dos dois diportos (14. em cascata ou em série-paralelo de diportos.1 Associações em Série. designadamente. as vantagens deste formalismo são assaz notórias no caso da associação em cascata de diportos.est.ips.9 Associação de dois diportos em paralelo Uma vez que os diportos A e B apresentam as mesmas variáveis independentes nos dois portos. Considerem-se então dois diportos associados em paralelo (Figura 14.9).pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_14/assodipo. Como se verá de seguida.htm (1 of 6)06-06-2005 12:36:30 . como é o caso das cadeias de amplificadores.30) conclui-se então que. http://ltodi.2 Associação de Diportos 14.2.

34) Uma associação que se revela de particular interesse na análise de amplificadores.htm (2 of 6)06-06-2005 12:36:30 . Figura 14. que a matriz do diporto total é dada pela soma das matrizes de admitâncias dos diportos associados (14.33) ou seja (14. I1 e I2 na figura.ips.est.31) isto é. as variáveis comuns aos dois diportos são as correntes nos portos.11).10 considera-se a associação em série de dois diportos. Este tipo de associação caracteriza-se pelas igualdades http://ltodi. Se se admitir que cada um dos dois diportos se encontra caracterizado pela matriz de impedâncias respectiva.14.2 Associação de Diportos (14.10 Associação de dois diportos em série Neste caso. enquanto as variáveis tensão de porto total resultam da soma das tensões parciais nos diportos A e B.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_14/assodipo. então (14.32) Na Figura 14. é a ligação em cascata de diportos (Figura 14.

por adição de matrizes parciais. Pretende-se identificar neste circuito a associação em paralelo de dois diportos e obter.2. ou seja (14. então (14. Figura 14.a um circuito resistivo composto por dois portos de acesso ao exterior. é dada pelo produto das matrizes de transmissão parciais de cada um dos circuitos.ips.36) para o primeiro diporto.2 Exemplos de Aplicação Considere-se na Figura 14.35) designadamente entre as tensões e as correntes no porto comum aos dois diportos. a matriz de admitâncias respectiva.14.12.est.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_14/assodipo.2 Associação de Diportos (14. à parte alguns sinais.htm (3 of 6)06-06-2005 12:36:30 .37) ou ainda (14.38) O diporto total é neste caso caracterizado por uma matriz que.11 Associação de dois diportos em cascata 14. http://ltodi. Admitindo que ambos os diportos se encontram caracterizados pela matriz de transmissão respectiva.

14.est.12.5 a 14. As admitâncias de curto-circuito de cada um dos dois diportos são calculadas com base nas expressões 14.12 Associação de dois diportos em paralelo Neste circuito pode identificar-se. que em conjunto definem as matrizes de admitâncias (14.b.8.39) e (14.41) http://ltodi.ips.htm (4 of 6)06-06-2005 12:36:30 .pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_14/assodipo.2 Associação de Diportos Figura 14.40) A matriz de admitâncias total é dada pela soma (14. a associação em paralelo dos dois diportos indicados na Figura 14. por exemplo.

2 Associação de Diportos Considere-se agora o circuito da Figura 14.42) e (14.ips.13.est.a.13. Figura 14. cujas matrizes de transmissão respectivas são (14.43) http://ltodi. no seio do qual se pretende identificar a associação em cascata de dois diportos e obter a matriz de transmissão respectiva por multiplicação das matrizes parciais. podem identificar-se no circuito os dois diportos representados em 14.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_14/assodipo.b.14.htm (5 of 6)06-06-2005 12:36:30 .13 Associação de dois diportos em cascata Neste caso.

44) http://ltodi.14.est.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_14/assodipo.2 Associação de Diportos A matriz de transmissão total é então dada pelo produto (14.ips.htm (6 of 6)06-06-2005 12:36:30 .

14.ips.3 Diportos Amplificadores 14. Analisando o modelo equivalente do diporto (Figura 14. da carga a ele ligada.14. (ii) a corrente na entrada é uma função da corrente na saída e. transferir informação de volta do porto de saída para o porto de entrada. impedância de saída g22 e ganho de tensão g21. e unidireccional quando apenas um deles é nulo.45) em conjunto com o seu modelo eléctrico equivalente. http://ltodi. De acordo com as conclusões anteriores.a. Por conseguinte.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_14/dipoampl. um diporto é bidireccional quando os coeficientes g12 e g21 são não nulos.14. e o diporto no seu conjunto comporta-se como um amplificador de tensão com impedância de entrada 1/g11.a). o que dentro de alguns limites é razoável que aconteça num amplificador de tensão. Admita-se agora que a função do circuito é amplificar ou simplesmente transferir a variável independente do porto-1 (de entrada) para o porto-2 (de saída). isto é.b um diporto amplificador sem coeficiente de realimentação do porto de saída para o porto de entrada. mas não o contrário. como consequência.14. as eventuais cargas ligadas ao porto-2 não exercem influência sobre as variáveis tensão e corrente no porto de entrada. Figura 14.est.14 Amplificador com realimentação (a) e sem realimentação (b) Considere-se agora na Figura 14.3 Diportos Amplificadores Considere-se um diporto caracterizado por uma matriz híbrida (g ) ij (14.htm (1 of 8)06-06-2005 12:36:32 . verifica-se que: (i) a tensão no porto de saída (V2) é uma função da própria corrente (I2) e da tensão no porto de entrada (V1). representado na Figura 14.

48) no caso em que h12=0. à saída do qual se admite ligada uma carga genérica Z.ips. No primeiro caso. com coeficiente de realimentação (a) e sem coeficiente de realimentação (b) Admita-se ainda que se pretende determinar as impedâncias de entrada (pelo porto-1) e de saída (pelo porto-2) nas condições em que a matriz do diporto não apresenta. num primeiro caso.47) no caso em que existe realimentação interna no diporto. e por (14.3. Figura 14. verifica-se que o http://ltodi.46) e a equação da carga.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_14/dipoampl.15 Modelo de parâmetros híbridos (h) de um diporto. num segundo caso. e apresenta.3 Diportos Amplificadores 14. (14. variando assim em função desta.htm (2 of 8)06-06-2005 12:36:32 .est.a o modelo de coeficientes híbridos hij de um diporto.14. ao passo que no segundo caso é apenas função do coeficiente h11.1 Impedâncias de Entrada e de Saída Considere-se na Figura 14. Z . No que respeita à impedância de saída do diporto.15. a impedância de entrada do circuito (diporto e carga) é dada por (14. Tendo em conta as equações algébricas características do diporto. a impedância de entrada é uma função dos quatro coeficientes da matriz e da carga colocada a jusante do diporto. V2=-I2Z. um valor nulo para o coeficiente de realimentação da saída para a entrada.

pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_14/dipoampl. 14.est. no primeiro caso a impedância de saída do porto seria.49) quando o coeficiente de realimentação do diporto é não nulo (h12≠ 0). mas no segundo caso jamais o seria.htm (3 of 8)06-06-2005 12:36:32 .3 Diportos Amplificadores (14. (iii) o ganho de tensão total do circuito constituído pela fonte de tensão a montante.3. A .14. uma função da impedância de saída da fonte de sinal eventualmente ligada na entrada. pelo diporto e pela carga a jusante. e simplesmente (14. V (ii) o ganho de tensão com a saída em carga.ips.a representa-se o circuito de referência utilizado no cálculo destes três ganhos de tensão. A . É comum distinguirem-se os três ganhos de tensão: (i) o ganho de tensão intrínseco do diporto.50) quando h12=0. VT Na Figura 14.16. considerando a situação mais comum de um diporto amplificador sem realimentação.2 Ganhos de Tensão e de Corrente O ganho de tensão é um dos parâmetros mais utilizados na caracterização dos diportos do tipo amplificador. também. A VC . calculado com a saída do mesmo em aberto. Por exemplo. http://ltodi.

3 Diportos Amplificadores Figura 14.14.ips.52) (14. sendo os V restantes dois parâmetros inexoravelmente inferiores. impedância de saída e ganho de tensão intrínseco (b) São os seguintes os ganhos de tensão intrínseco.est. em carga e da ligação em cascata da fonte de sinal ao diporto e à carga (Y=1/Z): (14.htm (4 of 8)06-06-2005 12:36:32 .pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_14/dipoampl. O ganho do circuito coincide com o ganho intrínseco do http://ltodi.53) Constata-se assim que o ganho intrínseco (A ) representa o máximo ganho obtenível com o diporto.16 Amplificador de tensão: modelo de parâmetros híbridos (a) e modelo simplificado baseado nos parâmetros impedância de entrada.51) (14.

e os coeficientes de acoplamento da fonte de sinal ao amplificador e deste à carga. calculado com a saída do mesmo em curtoI circuito. e ganho de corrente intrínseco. a introduzir no Capítulo 15). impedância de saída. A . é comum distinguirem-se nos diportos amplificadores de corrente três parâmetros de ganho de corrente essencialmente distintos (Figura 14. pelo diporto e pela carga a jusante. A . Z .b. Tal como para o ganho de tensão. Os restantes dois I parâmetros são-lhe sempre inferiores em magnitude.a): (i) o ganho de corrente intrínseco do diporto.a. (iii) e o ganho de tensão total do circuito constituído pela fonte de tensão a montante.17. Z . pode facilmente verificar-se que (14.55) (14.17.16.14. Z . corresponde o modelo simplificado do amplificador de tensão representado na Figura 14.est. Z .54) (14. mais uma vez devido aos divisores de corrente introduzidos no acoplamento da fonte de sinal ao diporto e deste à carga.b (adiante se V verá que este coincide com o modelo eléctrico simplificado do amplificador operacional de tensão. Ao conjunto de parâmetros impedância de entrada. impedância de saída. ao conjunto de parâmetros impedância de entrada.3 Diportos Amplificadores diporto apenas quando a impedância de entrada do diporto é infinita e a de saída nula. A .53): o ganho intrínseco do amplificador.56) O ganho intrínseco (A ) representa o máximo ganho de corrente obtenível com o diporto. http://ltodi.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_14/dipoampl. IT Com base no esquema eléctrico representado na Figura 14. Identificam-se três factores na expressão do ganho total (14. A IC . Por outro lado.ips. corresponde i o I o modelo do amplificador de corrente representado na Figura 14. (ii) o ganho de corrente com a saída em carga.17. i o A . e ganho de tensão intrínseco.htm (5 of 8)06-06-2005 12:36:32 .

3 Diportos Amplificadores Figura 14.ips. constituído por dois amplificadores de tensão em cascata e por uma fonte de sinal a montante e uma carga a jusante.16.htm (6 of 8)06-06-2005 12:36:32 .14.17 Amplificador de corrente: modelo de parâmetros híbridos (a) e modelo simplificado baseado nos parâmetros impedância de entrada. Considere-se então o circuito da Figura 14.b manifesta-se de particular interesse na análise de cadeias de amplificadores constituídas por múltiplos diportos ligados em cascata.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_14/dipoampl.est. http://ltodi.3.3 Associação de Amplificadores em Cascata A caracterização de um diporto amplificador por intermédio do modelo simplificado representado na Figura 14.18. impedância de saída e ganho de corrente intrínseco 14.

ips. (ii) a impedância de saída do diporto-1 é nula ou a impedância de entrada do diporto-2 é infinita.14. e entre este e a carga são unitários apenas quando se verificam as seguintes condições: (i) a impedância de entrada do diporto é infinita.est. ou então a impedância de saída da fonte de sinal é nula.b) (14. Quando estas condições não se verificam em simultâneo.18. Os coeficientes de acoplamento entre a fonte de sinal e o primeiro diporto. (iii) a impedância de saída do diporto-2 é nula ou a impedância da carga é infinita.3 Diportos Amplificadores Figura 14. entre o primeiro e o segundo. o ganho da cadeia de amplificação é sempre inferior ao produto dos ganhos intrínsecos de cada um dos diportos constituintes.57) a qual é uma função dos ganhos intrínsecos dos amplificadores.htm (7 of 8)06-06-2005 12:36:32 . http://ltodi. mas também dos divisores de tensão na entrada e na saída de cada diporto.18 Associação em cascata de dois diportos amplificadores de tensão O ganho de tensão total da montagem é dado pela expressão (Figura 14.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_14/dipoampl.

pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_14/dipoampl.14. maximizando o coeficiente de acoplamento com a carga a jusante.3 Diportos Amplificadores Pode então concluir-se que um diporto amplificador de tensão ideal caracteriza-se pelas seguintes propriedades: (i) impedância de entrada infinita.htm (8 of 8)06-06-2005 12:36:32 . http://ltodi. permitindo maximizar o coeficiente de acoplamento com a fonte de sinal a montante.est. (ii) impedância de saída nula.ips.

em modo misto paralelo-série e em cascata podem ser analisadas recorrendo às matrizes parciais características dos diportos. Um diporto é descrito por um sistema de duas equações algébricas. e impedâncias de entrada e de saída. Destas equações podem obter-se as seguintes seis matrizes alternativas: matriz de impedâncias.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_14/sumar_14. Os diportos sem coeficiente de realimentação constituem uma classe particular das redes de quatro terminais.ips.Sumário Sumário Um diporto é um circuito com quatro terminais organizados em dois portos de acesso. matrizes híbridas de tipo h ou de tipo g. ganho de corrente. Nestes casos faz especial sentido determinar os parâmetros ganho de tensão. A cada porto encontram-se associadas duas variáveis. matriz de admitâncias. http://ltodi.htm06-06-2005 12:36:32 .est. em paralelo. As associações de diportos em série. uma tensão e uma corrente. e matrizes de transmissão e de transmissão inversa.

(d) os coeficientes da matriz de transmissão.1.Exercícios de Aplicação Exercícios de Aplicação *14. Figura E14.1 Para cada um dos circuitos representados na Figura E14.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_14/exapl_14. (b) os coeficientes da matriz de admitâncias.ips. determine (admita ω=106 rad/s): (a) os coeficientes da matriz de impedâncias.1 http://ltodi.htm (1 of 3)06-06-2005 12:36:33 .est. (c) os coeficientes da matriz híbrida h.

3 *14.est. Figura E14. Identifique no circuito a associação em paralelo de dois diportos e determine a matriz característica total por adição das matrizes parciais respectivas. Determine: (a) o ganho de tensão e as impedâncias de entrada e de saída respectivas. Figura E14.Exercícios de Aplicação 14.htm (2 of 3)06-06-2005 12:36:33 . (b) desenhe o modelo eléctrico equivalente do amplificador de tensão resultante.2.4 *14.4.4 Considere o circuito representado na Figura E14.2 Considere o circuito da Figura E14. Figura E14.3 Determine o esquema eléctrico do diporto cuja matriz de admitâncias é .5.ips.2 14. http://ltodi.5 Considere o diporto amplificador de tensão representado na Figura E14. em série e em cascata dois destes diportos e determine a matriz característica que mais convenha ao tipo de associação. Associe em paralelo.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_14/exapl_14.

est. Figura E14.htm (3 of 3)06-06-2005 12:36:33 .Exercícios de Aplicação (c) associe em cascata dois destes amplificadores e determine o ganho de tensão intrínseco da associação.ips. Determine: (a) o ganho de corrente e as impedâncias de entrada e de saída respectivas.5 14. (c) associe em cascata dois destes amplificadores e determine o ganho de corrente intrínseco dessa associação.6.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_14/exapl_14.6 http://ltodi. Figura E14. (b) desenhe o modelo eléctrico equivalente do amplificador de corrente resultante.6 Considere o diporto amplificador de corrente representado na Figura E14.

a e admitam-se as seguintes condições de funcionamento: (i) aos terminais da bobina-1 encontra-se aplicada uma fonte de tensão.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_13/bobiacop.1) designado por coeficiente de acoplamento magnético entre enrolamentos.3. caracteriza-se por um coeficiente de autoindução L2 e os seus terminais encontram-se em aberto. (iii) apenas uma parte Φ12(t) do fluxo magnético gerado pela bobina-1 atravessa as espiras da bobina-2.1 Bobinas Acopladas 13. A bobina-1 é constituída por N1 espiras e caracteriza-se por um coeficiente de auto-indução L1. (ii) a bobina-2 é constituída por N2 espiras. A corrente na bobina-2 e o fluxo magnético gerado são ambos nulos.3 Fenómeno da indução mútua http://ltodi. Figura 13.ips.1 Coeficiente de Indução Mútua Considerem-se as duas bobinas acopladas magneticamente representadas na Figura 13.1 Bobinas Acopladas 13. da qual resulta uma corrente eléctrica i1(t) no enrolamento e um fluxo magnético Φ1(t) no núcleo.13. sendo o cociente (13. v1(t).est.htm (1 of 7)06-06-2005 12:36:36 .1.

que a força electro-motriz induzida aos terminais da bobina-2 é.est.htm (2 of 7)06-06-2005 12:36:36 . (13. Das relações (13. ou então (13. também. http://ltodi.7) como o coeficiente de indução mútua entre as duas bobinas acopladas. (13.3) neste caso expressa em função da corrente na bobina e do respectivo coeficiente de auto-indução.1) e (13. no sentido indicado.4) na expressão (13.3) resulta a igualdade (13.ips. henry (13.5). obtém-se (13.13.5) em que Φ12(t) representa a porção do fluxo magnético gerado pela bobina-1 que atravessa as espiras da bobina-2.6) em que se define H. no sentido indicado.1 Bobinas Acopladas A Lei de Faraday estabelece que a força electro-motriz induzida aos terminais da bobina-1 é.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_13/bobiacop.2) aqui expressa em função do fluxo magnético no núcleo e do número de espiras da bobina.4) A Lei de Faraday estabelece. Substituindo as relações (13.2) e (13.

9) respectivamente para as forças electro-motrizes induzidas nas bobinas-2 e -1.htm (3 of 7)06-06-2005 12:36:36 .11) e (13. e admita-se que ambas são percorridas pela mesma corrente.10) A igualdade entre os coeficientes de indução mútua M12 e M21 permite obter as relações (13. http://ltodi.3. obtém-se (13.b).8) e (13.2) a (13.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_13/bobiacop.4. 13.est.1. das quais resulta uma nova expressão para o coeficiente de indução mútua (13. os coeficientes de auto-indução (L1 e L2). o coeficiente de acoplamento magnético (k) e o coeficiente de indução mútua (M). e que os sentidos dos enrolamentos são concordantes em (a) e discordantes em (b). i(t).1 Bobinas Acopladas Considere-se agora o caso oposto em que a fonte de tensão é aplicada aos terminais da bobina-2 e a bobina1 é deixada em aberto (Figura 13.ips. Trocando as siglas 1->2 e 2->1 nas expressões (13.13.7).12) entre o número de espiras nos enrolamentos (N1 e N2).2 Associação de Bobinas Acopladas Considerem-se as duas bobinas acopladas magneticamente representadas na Figura 13.

então ambas as bobinas são sede de fluxo magnético e de força electro-motriz induzida.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_13/bobiacop.4 Associação em série de bobinas acopladas magneticamente A concordância ou discordância entre os sentidos dos enrolamentos representa-se com base num conjunto de pontos colocados num dos extremos das bobinas.b).htm (4 of 7)06-06-2005 12:36:36 .a as forças electro-motrizes induzidas aos terminais das bobinas-1 e -2 são. então os fluxos gerados são discordantes.est. subtraem-se no núcleo e o acoplamento entre as bobinas é dito negativo (vejam-se os casos representados nas Figuras 13. Pelo contrário.5 Fluxos magnéticos gerados por bobinas acopladas Retomem-se então as duas bobinas acopladas magneticamente representadas na Figura 13.4.5.4.13. os fluxos magnéticos gerados no núcleo comum serão concordantes e o acoplamento dito positivo (vejam-se os casos das Figuras 13.a e 13.5.d). Figura 13. se os sentidos das correntes forem contrários entre si. Se os sentidos das correntes nas duas bobinas forem positivos do ponto para a outra extremidade (ou então da outra extremidade para o ponto).c e 13. respectivamente.5. tendo sempre como referência a extremidade onde se localiza o ponto.5. Por exemplo. http://ltodi.1 Bobinas Acopladas Figura 13. Uma vez que ambos os enrolamentos são percorridos por uma corrente.ips. no caso representado na Figura 13.

o comportamento electromagnético das duas bobinas acopladas representadas na Figura 13. se o acoplamento magnético entre as bobinas for perfeito.13.b.1 Bobinas Acopladas (13. k=1.ips.18) http://ltodi.13) e (13. então L - =0 (esta é uma das técnicas utilizadas na construção de resistências bobinadas).3 Modelo Eléctrico Equivalente O comportamento electromagnético de um conjunto de bobinas acopladas pode ser modelizado com base apenas em elementos eléctricos. 13.htm (5 of 7)06-06-2005 12:36:36 . como é o caso representado na Figura 13.est.15) e a indutância total do conjunto de bobinas acopladas e associadas em série (13.6.1.4.17) Em particular.16) Pode facilmente demonstrar-se que no caso em que os enrolamentos das bobinas apresentam sentidos discordantes.a é descrito pelas duas equações de malha (13. Por exemplo.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_13/bobiacop. e as bobinas iguais.14) das quais resultam a força electro-motriz total (13. a indutância total do conjunto é expressa pela soma das seguintes três parcelas (13.

1 Bobinas Acopladas Figura 13.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_13/bobiacop.6.19) o circuito deve também verificar a igualdade (13.7 Reflexão de impedâncias entre bobinas acopladas Neste caso.6 Modelo eléctrico equivalente de duas bobinas acopladas magneticamente que no caso particular do regime forçado sinusoidal se podem representar como (13. para além das equações em (13.19). conforme à Figura 13.b representa-se o modelo eléctrico correspondente ao sistema de equações (13.19) Na Figura 13.7.13. Figura 13.20) cuja resolução conjunta conduz à expressão da impedância vista dos terminais da bobina-1 http://ltodi. Admita-se agora que aos terminais da bobina-2 se liga uma impedância cuja natureza é capacitiva.ips. Z=(RjX).htm (6 of 7)06-06-2005 12:36:36 .est.

13.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_13/bobiacop. Multiplicando e dividindo este termo pelo conjugado do denominador.est. obtém-se (13. a 2 impedância acoplada é resistiva pura (13. Por exemplo.22) ou ainda (13. à frequência de ressonância da parte do circuito do lado da bobina-2.23): a primeira representa a indutância da própria bobina-1.21) A parcela Z refl em (13.24) http://ltodi. respectivamente. capacitivos e resistivos localizadas do lado da bobina-2. e as segunda e terceira representam. isto é quando X=ωL .23) É o seguinte o significado de cada uma das parcelas na expressão (13. as reflexões para o lado da bobina-1 dos componentes indutivos.1 Bobinas Acopladas (13.htm (7 of 7)06-06-2005 12:36:36 .ips.21) designa-se por impedância acoplada e representa a reflexão para os terminais da bobina-1 da indutância da bobina-2 e dos componentes a ela ligados (neste caso a carga Z).

8 representam-se duas bobinas acopladas através de um núcleo de elevada permeabilidade magnética.est.2 Transformador Ideal Na Figura 13.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_13/transfid. Admita-se ainda que as duas bobinas e o núcleo verificam as seguintes quatro propriedades: (i) resistência eléctrica dos enrolamentos nula. (iii) material constituinte do núcleo sem histerese. Figura 13.8 Transformador ideal http://ltodi. (iv) perdas no núcleo nulas (por efeito das correntes de Foucault).ips.13.htm (1 of 6)06-06-2005 12:36:38 .2 Transformador Ideal 13. (ii) acoplamento magnético entre bobinas perfeito (k=1).

(iii) a Lei de Ohm estabelece a presença de uma corrente no secundário.b representa-se um esquema simplificado do transformador ideal (note-se que a localização do ponto nas bobinas e os sentidos das correntes são tais. As Leis de Faraday. i (t)=0 na Fig. que verificam o enunciado da Lei de Lenz).2 Transformador Ideal Este conjunto de bobinas acopladas é vulgarmente designado por transformador ideal. e que a tensão 2 aplicada ao primário. respectivamente.8. à qual se encontra associada um fluxo magnético (13. caso aos terminais deste se encontre ligada uma impedância.1 Transformador Ideal em Vazio Admita-se agora que os terminais do secundário se encontram em aberto.2.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_13/transfid. de Lenz e de Ohm estabelecem a existência e os sentidos das forças electro-motrizes induzidas e das correntes indicados na figura. é de tipo sinusoidal. 13. Em particular: (i) a Lei de Lenz estabelece que a força electro-motriz e a corrente induzidas no secundário são tais. atribuindo-se às bobinas -1 e -2 os nomes de enrolamento primário e secundário. As forças electro-motrizes induzidas aos terminais do primário e do secundário são dadas pelas expressões (nos sentidos indicados) (13.26) em fase com a corrente respectiva.27) e http://ltodi.ips.13. Na Figura 13.8.est. v (t). A corrente no primário apresenta uma forma também 1 sinusoidal (13. que as linhas de força aí geradas contrariam o fluxo magnético estabelecido pelo primário.htm (2 of 6)06-06-2005 12:36:38 .25) designada por corrente de magnetização do núcleo.13. (ii) a Lei de Faraday estabelece a existência de forças electro-motrizes induzidas no primário e no secundário (os fenómenos da indução electromagnética e da indução mútua).

31) pode também ser escrita em função das correntes no primário e no secundário (tendo http://ltodi. Z.29) designa-se por relação de transformação do transformador. atinge-se o equilíbrio quando se repõe a igualdade (13. (iii) o aumento da corrente no primário repõe o fluxo magnético no seu valor inicial. e o desequilíbrio temporário entre tensão aplicada e força electro-motriz induzida resulta num aumento da corrente no primário. 13. que circula através do enrolamento do secundário e gera um fluxo magnético de sentido contrário àquele previamente estabelecido pela corrente de magnetização.htm (3 of 6)06-06-2005 12:36:38 .30) ou seja. Nestas condições.31) A igualdade (13. Ambas as forças electro-motrizes induzidas encontram-se avançadas de π/2 radianos relativamente à corrente de magnetização e ao fluxo magnético gerado pelo primário.28) respectivamente. a força electro-motriz induzida no secundário é responsável pela seguinte conjunto de acontecimentos: (i) a força electro-motriz induzida no secundário conduz à presença de uma corrente através da carga (a Lei de Ohm).2 Transformador Ideal (13. Portanto. instalando-se de novo o equilíbrio no transformador. (ii) o fluxo magnético no núcleo decresce. O cociente entre as forças electro-motrizes induzidas no primário e no secundário (13. Φ=Φ10.13.2 Transformador Ideal em Carga Admita-se agora que aos terminais do secundário se liga uma carga genérica.ips.est.2. a força electro-motriz induzida no primário reduzse (o que equivale a dizer que enfraquece a oposição à passagem de corrente no primário). quando o fluxo gerado pela corrente no secundário é integralmente compensado pelo acréscimo verificado no primário (13.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_13/transfid.

34) se pode aproximar por (13.2 Transformador Ideal em conta os sentidos indicados) (13.ips. na prática verifica-se que a corrente total no primário (13.33) se pode rescrever na forma (13.htm (4 of 6)06-06-2005 12:36:38 . http://ltodi.9 apresenta-se o modelo eléctrico do transformador ideal.32) com base na qual se pode definir o cociente (13.13. Todavia. 13.35) ou seja.36) A relação de transformação das correntes é inversa daquela das forças electro-motrizes induzidas.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_13/transfid. que a relação (13.est.33) entre a amplitude da corrente no secundário e o acréscimo verificado na corrente no primário.2.3 Modelo Eléctrico Equivalente Na Figura 13.

designadamente através da relação entre o número de espiras respectivas (admite-se a notação fasorial).est.2 Transformador Ideal Figura 13.13. (13.37) mas que. O transformador ideal apresenta um conjunto de propriedades cujo interesse prático ultrapassa em muito o das simples bobinas acopladas. o transformador ideal é imune às indutâncias das bobinas do primário e do secundário. é o secundário que impõe a corrente no primário (13.38) naturalmente em função do cociente entre o número de espiras e da carga àquele ligada.10. Ao contrário das bobinas acopladas estudadas anteriormente.39) (ii) representada na Figura 13. Por exemplo: (i) as impedâncias são reflectidas do secundário para o primário de acordo com a relação (13.ips.htm (5 of 6)06-06-2005 12:36:38 .pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_13/transfid.9 Modelo eléctrico do transformador ideal Constata-se assim que é o primário que impõe a tensão no secundário. pelo contrário. Figura 13.10 Reflexão de impedâncias no transformador ideal http://ltodi.

permitindo atribuirlhes nós de referência distintos. Uma das aplicações mais comuns do transformador é a implementação prática do isolamento eléctrico (mas não funcional) entre duas partes de um mesmo circuito. designadamente (13. http://ltodi.htm (6 of 6)06-06-2005 12:36:38 .est.40) (iv) à semelhança de qualquer conjunto de bobinas acopladas. o transformador ideal permite implementar o isolamento galvânico entre partes de um mesmo circuito.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_13/transfid.2 Transformador Ideal (iii) as potências fornecidas pela fonte de tensão ao primário e pelo secundário à carga são idênticas.13.ips.

est. os acessos ao primário e ao secundário são coincidentes ou com as extremidades ou com pontos intermédios do enrolamento.11.11.c. e do tipo elevador no caso contrário (Figura 13. o auto-transformador apresenta um vasto conjunto de vantagens face aos transformadores comuns. a adaptação de impedâncias e a sintonia de filtros RLC em aplicações audio.41) Uma das consequências da coincidência parcial entre os enrolamentos do primário e do secundário é a perda de isolamento galvânico entre as bobinas. à queda de tensão e ao rendimento (menores perdas nos enrolamentos). O auto-transformador é do tipo redutor quando o número de espiras do secundário é inferior ao do primário (Figura 13. com condutores de menor secção).11. sendo um dos terminais do primário sempre coincidente com um dos do secundário. Os auto-transformadores são vulgarmente utilizados na http://ltodi. ao volume..ips. Conforme se ilustra na Figura 13. de rádio frequência e de frequência intermédia. etc.1 Auto-Transformador Um auto-transformador é um transformador cujos enrolamentos primário e secundário coincidem parcialmente. 13.3 Tipos e Aplicações dos Transformadores 13.b).htm (1 of 7)06-06-2005 12:36:40 .pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_13/tiaptran. a relação de transformação é dada pelo cociente entre o número de espiras (13. designadamente no que respeita ao seu custo (um único enrolamento e.3 Tipos e Aplicações dos Transformadores Os transformadores são utilizados num conjunto muito variado de aplicações de processamento de informação e de energia. Figura 13.3.a). o armazenamento de energia em conversores d.13.11 Auto-transformador redutor (a) e elevador (b) Em qualquer dos casos. em certos casos. De entre estas destacam-se a elevação e a redução da tensão ou do número de fases em redes de transporte e distribuição de energia eléctrica.c.-d. No entanto. o isolamento galvânico (estudado na secção anterior). a redução da tensão e da corrente em instrumentos de medida.

nos casos considerados em (c) e (d) os enrolamentos são ligados em série um com o outro. no caso representado em (b) os enrolamentos do secundário são utilizados em circuitos isolados do ponto de vista galvânico.3 Tipos e Aplicações dos Transformadores elevação e na redução da tensão em redes de distribuição de energia eléctrica. Por exemplo.3.htm (2 of 7)06-06-2005 12:36:40 . nos casos ilustrados em (e) e (f) os enrolamentos partilham um nó de referência comum. na adição e na subtracção das forças electromotrizes respectivas. http://ltodi. resultando. e. sendo em geral todos eles sede de fluxo magnético e de força electro-motriz induzida. na sintonia e adaptação entre antenas e pré-amplificadores em receptores de telecomunicações.est.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_13/tiaptran.2 Transformadores com Múltiplos Enrolamentos Os transformadores podem ser construídos com múltiplos enrolamentos primários ou secundários. Os enrolamentos encontram-se acoplados uns aos outros através de um núcleo magnético comum.ips. Na Figura 13.13. portanto constituindo circuitos não isolados do ponto de vista galvânico. 13.12 apresentam-se diversas ligações alternativas de um transformador com dois enrolamentos secundários. finalmente. respectivamente.

N2=N3. exemplo da Figura 13. Com efeito.12 Transformadores com múltiplos enrolamentos secundários O transformador com ponto médio representado na Figura 13. (13.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_13/tiaptran. a igualdade entre as potências aparentes fornecidas pela fonte ao primário e pelos secundários às cargas respectivas (13.12. à expressão http://ltodi.43) ou seja.12. verifica-se que (13.est. no caso particular em que os dois enrolamentos do secundário são idênticos.42) No que respeita à reflexão das impedâncias dos dois secundários para o primário (v. em conjunto com a relações V2=(N2/N1)V1 e V3=(N3/N1)V1.e é vulgarmente utilizado na rectificação de sinais sinusoidais e na geração de sinais diferenciais (sinais com amplitudes idênticas mas sinais contrários).13.ips.3 Tipos e Aplicações dos Transformadores Figura 13.b).htm (3 of 7)06-06-2005 12:36:40 .44) conduz.

designadamente para efeitos da sua medição ou detecção segura em aparelhos de reduzidas dimensões e relativa precisão. talvez no futuro.13 Transformadores de medida de tensão (a) e de corrente (b) http://ltodi. subestações e. 13. Figura 13. Os transformadores de medida podem ser de dois tipos básicos: (i) de tensão.a).45) indicativa de que do ponto de vista do primário as impedâncias são primeiramente reflectidas e seguidamente associadas em paralelo.13. a telecontagem da energia consumida pelos utentes. tendo por objectivo a redução das altas tensões presentes nas linhas e permitir o seu encaminhamento para os locais frequentados pelos operadores e a sua leitura em voltímetros comuns (Figura 13.13. (ii) e de corrente.htm (4 of 7)06-06-2005 12:36:40 . Exemplos da utilização deste tipo de transformadores são os aparelhos de medida da tensão. os fasímetros.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_13/tiaptran. os frequencímetros e os relés de protecção. por razões essencialmente idênticas às anteriores (Figura 13.est. a inserção de sinais de elevada frequência nas linhas de transporte. os contadores de energia eléctrica.b).ips. corrente e potência eléctrica em redes de energia.3 Tipos e Aplicações dos Transformadores (13. designadamente para efeitos de comunicação entre centrais.13.3 Transformadores de Medida Os transformadores de medida destinam-se a efectuar a redução das grandezas tensão ou corrente eléctrica em redes de transporte e distribuição de energia eléctrica.3.

14 Figura 13. Esta solução engenhosa e simples permite que o primário do transformador seja constituído pelo próprio fio condutor. (ii) e na adaptação de impedâncias em amplificadores sintonizados de frequência intermédia http://ltodi.14 Pinça amperimétrica um modo de evitar a interrupção da linha consiste na utilização de uma pinça amperimétrica.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_13/tiaptran. e. (iii) efectuar as medições em escalas reduzidas.htm (5 of 7)06-06-2005 12:36:40 .est. 13. Como se ilustra na Figura 13.13.ips. recorrendo a aparelhos comuns. como é o caso da adaptação entre as resistências de saída de um amplificador audio e de entrada de um alto-falante. protegendo os operadores e permitindo que os aparelhos de medida sejam colocados em locais comuns. cujas linhas de força circulares percorrem o núcleo magnético no qual se encontra enrolada a bobina do secundário (com um elevado número de espiras).3 Tipos e Aplicações dos Transformadores A utilização de transformadores de medida permite atingir três objectivos principais do processo de medição de grandezas eléctricas de elevado valor absoluto: (i) garantir o isolamento galvânico entre a rede de alta tensão ou corrente e o circuito de medida.3. (ii) evitar as interferências electromagnéticas associadas às correntes eléctricas elevadas presentes na linha. A ligação de um transformador de medida de corrente efectua-se colocando em série a linha e o enrolamento que constitui o primário do transformador.4 Transformadores de Sinal Os transformadores de sinal são utilizados em dois tipos principais de aplicações: (i) na transformação de resistências em aplicações audio. a qual abraça o condutor cuja corrente se pretende medir.

filtrar em tipo passa-banda os sinais a processar.est. As vantagens da utilização de transformadores elevadores e redutores de tensão nas redes de transporte e distribuição de energia eléctrica são basicamente duas: redução das perdas por efeito de Joule. implementando a máxima transferência de potência entre fontes de sinal (antenas. e a tensão e a corrente nominais nos dois enrolamentos. visando dois objectivos principais do projecto de um amplificador sintonizado: utilizar os coeficientes de auto-indução dos enrolamentos para. utilizar o coeficiente de indução mútua entre enrolamentos para efectuar transformações de impedâncias.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_13/tiaptran. As bobinas acopladas e os auto-transformadores são vulgarmente utilizados em aplicações de rádio frequência e frequência intermédia.15 Transformador de sinal O projecto da relação de transformação de acordo com a relação (13.5 Transformadores de Potência Os transformadores de potência visam essencialmente a elevação ou redução da tensão de transporte. é comum existirem nas redes de distribuição de energia eléctrica transformadores com as http://ltodi.15 apresenta-se um exemplo típico da utilização de um transformador de sinal em aplicações audio. do peso e do custo das linhas de transporte.ips. distribuição e de consumo em redes de energia eléctrica. esta última tipicamente da ordem de algumas unidades a dezenas de ohm. salientando-se entre eles a potência aparente nominal.htm (6 of 7)06-06-2005 12:36:40 . 13. em conjunto com condensadores criteriosamente dimensionados.3. e redução da secção. O transformador implementa a adaptação entre as resistências de saída do amplificador (R ) e de s entrada do alto-falante (R ). af Figura 13. Na Figura 13. Os transformadores de potência são caracterizados por um conjunto variado de parâmetros. pré-amplificadores) e receptores (pré-amplificadores ou amplificadores). A título de exemplo.46) garante a máxima transferência de potência eléctrica entre o amplificador e o alto-falante.3 Tipos e Aplicações dos Transformadores e rádio-frequência em receptores de telecomunicações.13.

3 Tipos e Aplicações dos Transformadores seguintes características: 20 kVA de potência aparente.).pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_13/tiaptran.400 V. nos transformadores de potência assumem também particular relevo as questões relacionadas com as perdas por efeito de Joule nos enrolamentos e no núcleo (estas últimas associadas às correntes de Foucault) e com o rendimento. tensões nominais de 6000 V e 230 V nos enrolamentos primário e secundário. http://ltodi.55 A-288. ou então 200 kVA. e naturalmente com os sistemas mecânicos de arrefecimento (a seco. ou ainda 630 kVA e 20 kV . etc.6 kV. 47 MVA. Para além destas características. 300 MVA. forçado ou não. 125 MVA.44 A e 87 A. etc. em banho de óleo.7A. Uma segunda classe de aplicações dos transformadores de potência é a conversão do número de fases da tensão.est. Por exemplo.13. entre redes trifásicas e hexafásicas ou dodecafásicas.htm (7 of 7)06-06-2005 12:36:40 . a montagem criteriosa dos enrolamentos no núcleo permite efectuar as conversões entre redes de transporte trifásicas e de consumo monofásicas ou bifásicas. etc. 10 MVA e 30 kV . 1000 V 400 V e 11.ips. e correntes nominais de 3.

da velocidade e da aceleração de objectos. do ingl. e em particular da indução mútua entre bobinas. com algumas variantes. ver Figura 13. Na Figura 13.htm (1 of 2)06-06-2005 12:36:40 .17 Sensor relutivo de deslocamento (designado LVDT. e menos no fenómeno subjacente ao seu funcionamento.12 no ponto 13.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_13/sensreel. A principal diferença reside no facto de o núcleo magnético ser móvel e se encontrar fixo ao objecto cujo deslocamento se pretende medir.16 Alguns transformadores actualmente existentes no mercado Os sensores ditos relutivos associam a variação na grandeza não-eléctrica a uma variação nos coeficientes de indução mútua entre uma bobina primária e um ou vários enrolamentos secundários. Esta classe de transdutores.3. linear variable differential transformer) http://ltodi. a diferença entre estas duas classes de transdutores reside mais na forma como o fluxo magnético é desenvolvido.ips.est. sendo a grandeza não-eléctrica detectada através da medição da variação na amplitude. o torque. cuja variação uma ou várias bobinas acopladas devem detectar sob a forma de uma força electro-motriz induzida. Figura 13. é utilizada quer na medição do deslocamento. uns designados relutivos e outros electromagnéticos. a variação da posição do núcleo altera os coeficientes de indução mútua entre os enrolamentos primário e secundário. Este transdutor caracteriza-se por uma relativa linearidade entre a diferença de potencial medida na saída e o deslocamento operado sobre o núcleo magnético. do inglês Linear Variable Differential Transformer.13. a velocidade.17 apresenta-se o esquema simplificado de um dos transdutores relutivos mais comuns designado LVDT. Como se verá adiante. a força. quer na medição da força exercida. Neste sensor.2 deste capítulo).4 Sensores Relutivos e Electromagnéticos O fenómeno da indução electromagnética.4 Sensores Relutivos e Electromagnéticos 13. a aceleração. entre outras grandezas. a posição. ou da diferença entre as forças electro-motrizes induzidas nas bobinas que constituem o secundário. tendo como consequência a alteração da diferença entre as forças electro-motrizes induzidas nos dois enrolamentos secundários. Figura 13. a pressão. A bobina primária é excitada com uma corrente eléctrica sinusoidal (a qual desenvolve um fluxo magnético sinusoidal no núcleo). Um LVDT é basicamente um transformador com ponto médio (também designado diferencial. é amplamente utilizado para implementar sensores ou transdutores de grandezas não-eléctricas em grandezas eléctricas. Fabricam-se transdutores deste tipo que medem o deslocamento.

designado transdutor linear de velocidade.htm (2 of 2)06-06-2005 12:36:40 . e ao contrário daqueles. A diferença de potencial é tanto mais elevada quanto maior for o ritmo de variação do fluxo magnético. responsável pelo fluxo magnético que atravessa as espiras da bobina fixa. sendo assim induzida uma força electro-motriz aos terminais respectivos.18 indica-se o exemplo de um sensor de velocidade de tipo electromagnético. Figura 13.ips. No entanto.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_13/sensreel. Na Figura 13. os sensores electromagnéticos não são excitados por qualquer corrente eléctrica. portanto crescente com a velocidade de deslocamento do íman.est.4 Sensores Relutivos e Electromagnéticos Tal como os relutivos.13. Ao movimento do íman encontra-se associada uma variação no fluxo magnético total que atravessa as espiras da bobina. Este dispositivo consiste basicamente numa bobina cujo núcleo é um íman móvel.18 Sensor electromagnético de velocidade http://ltodi. os transdutores electromagnéticos associam a variação numa grandeza não-eléctrica a uma variação na força electro-motriz induzida aos terminais de uma ou mais bobinas. limitando-se a detectar as variações no fluxo magnético desenvolvido por exemplo por um íman.

O princípio de funcionamento do transformador baseia-se no fenómeno da indução electromagnética. a adaptação de impedâncias em amplificadores sintonizados em aplicações de rádio-frequência e frequência intermédia. e o coeficiente de indução mútua. O transformador é um dispositivo electromagnético constituído por duas bobinas acopladas através de um núcleo magnético de elevada permeabilidade magnética. ou simplesmente o isolamento galvânico entre partes de um mesmo circuito eléctrico. Os transformadores são utilizados numa gama muito variada de aplicações de processamento de informação e de energia eléctrica. velocidade. o coeficiente de indução mútua relaciona as variações da corrente numa bobina com a força electro-motriz induzida na outra.Sumário Sumário O modelo eléctrico de duas bobinas acopladas é composto por dois parâmetros: o coeficiente de acoplamento. http://ltodi. transformadores com múltiplos enrolamentos no secundário. Salientam-se. e em particular da indução electromagnética mútua entre bobinas. Estes transdutores são designados relutivos e electromagnéticos. binário.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_13/sumar_13. Para além de outros. A principal função de um transformador é elevar ou reduzir as amplitudes da tensão ou da corrente entre as bobinas do primário e do secundário. O transformador caracteriza-se pela relação de transformação de tensão entre o primário e o secundário. e são utilizados na medição de grandezas não-eléctricas. Existem diversos sensores que exploram o fenómeno da indução mútua entre bobinas.htm06-06-2005 12:36:41 . aceleração. o qual é adimensional e contém a informação relativa à melhor ou pior ligação magnética entre as bobinas. transformadores de medida ou de protecção.ips. rT=N2/N1. entre outras. À semelhança do coeficiente de auto-indução. pressão.est. transformadores com ponto médio. ou electromagnética. a adaptação de resistências em aplicações audio. é possível identificar os seguintes tipos de transformadores: auto-transformadores. força. a redução da tensão ou da corrente em instrumentos de medida. tais como deslocamento. a elevação e a redução da tensão e do número de fases em redes de transporte e distribuição de energia eléctrica. com a qual se encontra acoplada. A unidade do coeficiente de indução mútua é o henry (H). etc. transformadores de sinal e transformadores de potência.

Exercícios de Aplicação Exercícios de Aplicação *13.ips.3 Considere o circuito representado na Figura E13. http://ltodi. C Figura E13. (c) determine a impedância de entrada do circuito. Figura E13.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_13/exapl_13.est. Z1=V1/I1.2 Determine o fasor da tensão V no circuito representado na Figura E13.1 13.1.htm (1 of 4)06-06-2005 12:36:42 .1 Determine a indutância equivalente das bobinas acopladas representadas na Figura E13. (b) determine o cociente entre os fasores V2 e V1.3: (a) desenhe o modelo eléctrico equivalente do circuito.2 13.2.

Exercícios de Aplicação Figura E13.6 http://ltodi.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_13/exapl_13.htm (2 of 4)06-06-2005 12:36:42 .4 Considere o circuito representado na Figura E13.4. I1.5 Figura E13.3 *13.ips. V2 e I2 nos circuitos representados na Figura E13.4 13.6 Determine a relação entre o número de espiras no primário e no secundário do auto-transformador representado na Figura E13. Determine a relação entre o número de espiras do transformador necessária para garantir a máxima transferência de potência entre a fonte de sinal e a carga.5 *13. Figura E13.5 Determine os fasores das correntes e das tensões V1.est.

est. Figura E13.7.8.7 Determine a relação de transformação do transformador representado na Figura E13.ips. Figura E13.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_13/exapl_13.htm (3 of 4)06-06-2005 12:36:42 .Exercícios de Aplicação Figura E13. (b) a impedância de entrada vista dos terminais do primário (terminais a-b). de modo a garantir a máxima transferência de potência entre a fonte de sinal e a carga de 4 Ω.9.8 13.7 13. http://ltodi. Determine: (a) a tensão e a corrente na carga.8 Considere o transformador com dois primários representado na Figura E13. Determine: (a) a tensão e a corrente nas cargas.9 Considere o transformador com dois secundários representado na Figura E13.6 *13.

Figura E13.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_13/exapl_13.ips.9 http://ltodi.Exercícios de Aplicação (b) a impedância de entrada vista dos terminais do primário.est.htm (4 of 4)06-06-2005 12:36:42 .

ips. 50Hz-60Hz 15VA (2 saídas de 6 V e 1.Fotografias de Sensores Relutivos e Electromagnéticos Fotografias de Sensores Relutivos e Electromagnéticos Transformador de Alta Frequência (impulsos.8 kV (proof voltage) Corrente Máx. Saída: 200 mA Largura de Banda: 3 kHz a 1 MHz Transformador Audio (elevada performance.165 A) Dois enrolamentos primários Dois enrolamentos secundários Transformador de Tensão Toroidal 230V-240V.: 2.est. dois enrolamentos primários e secundários) Transformador de Tensão 50Hz ou 60Hz 2VA (2 saídas de 6 V e 0.htm06-06-2005 12:36:43 .pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_13/foto_134. utilizado nos circuitos de disparo de tiristores e triacs) Tensão Máx.25 A) Dois enrolamentos secundários Transformador de Isolamento Utilizado em aparelhos de telecomunicações (modems) http://ltodi.

ª ordem A aplicação da regra do divisor de tensão ao circuito permite obter o fasor da tensão aos terminais do condensador (12.1 Circuito RC de 1.1 Circuito RC Considere-se o circuito RC de 1.1. é uma função da frequência e dos parâmetros do circuito.1) a partir do qual se pode definir o cociente entre fasores (12. A resposta em frequência.1 e admita-se que o fasor da fonte de tensão sinusoidal é V =V∠ 0. no formato polar http://ltodi.2) designado por resposta em frequência.est.htm (1 of 11)06-06-2005 12:36:46 .1 Resposta em Frequência 12.ª ordem representado na Figura 12. seja no formato polar. s Figura 12.1 Resposta em Frequência 12.12. Por exemplo. definindo em geral um número complexo cuja representação se pode efectuar seja no formato rectangular.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/respfreq. com parte real e parte imaginária. com amplitude e fase.ips. H(jω).

respectivamente. (12.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/respfreq. p Um exemplo alternativo é a resposta em frequência do cociente entre os fasores da tensão aos terminais da resistência e da fonte de sinal (12.5) em que se define ω =1/RC.htm (2 of 11)06-06-2005 12:36:46 .6) onde se inscrevem as funções amplitude e fase da resposta em frequência. a amplitude e a fase da função complexa H(jω). Por exemplo.est.12. respectivamente.4) e (12.ips.7) e http://ltodi. no caso do circuito RC considerado anteriormente (12.1 Resposta em Frequência (12.3) em que H(ω) e φ(ω) representam.

(ii) à frequência angular ω=ω rad/s a amplitude decresce de um factor de 1/√ 2.4) e (12.5). ao passo p que a fase vale -π/4 radianos.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/respfreq. no limite quando ω → ∞ a amplitude tende para zero e a fase para -π/2 radianos. em particular informação relativa à atenuação ou amplificação da amplitude e ao atraso ou avanço da fase da sinusóide.est.2. ao passo que aqueles que verificam a relação ω>>ω são atenuados p http://ltodi.1 Resposta em Frequência (12. Recorrendo ao exemplo considerado na Figura 12.2 representam-se os diagramas de amplitude e de fase da resposta em frequência definida pelas expressões (12. Figura 12.ips.8) Na Figura 12.12. que os diagramas de amplitude e de fase da resposta em frequência dão uma indicação do modo como os sinais são transferidos entre os componentes (ou nós) considerados.htm (3 of 11)06-06-2005 12:36:46 . assim. Conclui-se. verifica-se que os sinais sinusoidais cuja frequência angular verifica a relação ω<<ω são transferidos quase na íntegra entre a fonte e os terminais do p condensador (na amplitude e na fase).2 Diagramas de amplitude (a) e de fase (b) da resposta em frequência (lineares) Assim: (i) à frequência angular ω=0 rad/s a amplitude da resposta em frequência é unitária e a fase é nula.

2 equivale a 6 dB. em simultâneo com gamas de amplitude que variam de cinco a seis ordens de grandeza. Na tabela 12.4) e (12. ω=ω . http://ltodi.ips. Por exemplo.1.htm (4 of 11)06-06-2005 12:36:46 .12.3 representam-se os diagramas de Bode de amplitude e de fase da resposta em frequência em (12. variam de 100 a 120 dB. quando ω → ∞. amplitude 0 dB e fase nula.9) A vantagem da utilização de escalas logarítmicas. 1/10 equivale a -20 dB. é comum representar no mesmo diagrama gamas de frequência que diferem de 5.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/respfreq.1 Resposta em Frequência e sofrem um atraso de fase crescente.. etc..2 Diagramas de Bode Os diagramas de Bode de amplitude e de fase são representações em escala logarítmica das funções introduzidas na secção anterior.est. a amplitude da resposta em frequência é escalada de acordo com a expressão dB.1 resume-se a conversão entre unidades lineares e dB. 6. . Como tal. Para além do mais.5). deixando passar os sinais de baixa frequência e atenuando os de alta frequência. uma relação de 10 equivale a 20 dB. este circuito constitui um filtro de tipo passa-baixo. amplitude -3 p dB e fase -π/4 radianos. Os pontos notáveis são agora ω=0 rad/s. 12. uma amplitude de -∞ dB e uma fase de -π/2 radianos. e no limite. LINEAR dB LINEAR dB LINEAR dB 1 10 100 1000 1/10 1/100 1/1000 √ 10 √ 1000 1/√ 10 0 1 0 6 5=10/2 20-6=14 20 2 40 4 60 8 -20 1/2 -40 1/4 -60 1/8 10 √ 2 30 √ 8 -10 1/√ 2 50=100/2 40-6=34 12 20=2*10 20+6=26 18 40=10*4 20+12=32 -6 25=5*5 -12 16=4*4 -18 3 9 14+14=28 12+12=24 - -3 -9 - 1/√ 1000 -30 1/√ 8 Tabela 12. uma relação de 100 equivale a 40 dB. na variável ω e na amplitude. até 10 ordens de grandeza (décadas). 4 equivale a 12.1 Tabela de conversão entre unidades lineares e decibell (dB) Na Figura 12. decibell (12. é a de permitir representar no mesmo gráfico gamas de frequência e valores de amplitude cujas ordens de grandeza são muito distintas. isto é. Com efeito.

Considerem-se então as expressões (12.est.htm (5 of 11)06-06-2005 12:36:46 .10) para a amplitude da resposta em frequência.ips. respectivamente (12.5).12.11) para a fase.4) e (12.3 Diagramas de Bode de amplitude (a) e de fase (b) Duas aproximações de grande utilidade na representação da amplitude e da fase da resposta em frequência são os designados diagramas de Bode assintóticos. no caso da amplitude verifica-se que (12.1 Resposta em Frequência Figura 12.12) http://ltodi. e (12. Por exemplo.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/respfreq.

http://ltodi.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/respfreq.14).13) definindo uma assíntota horizontal.b representa-se o diagrama de Bode de fase definido pelas assíntotas (12.est.htm (6 of 11)06-06-2005 12:36:46 .3 representa-se o diagrama de Bode de amplitude definido pelas assíntotas (12.17).14) definindo neste caso uma assíntota com declive -20 dB por década da frequência angular. Considere-se agora a fase da resposta em frequência definida pela expressão (12. Na Figura 12. Na Figura 12.13) e (12.15)-(12.16) e que para ω>10ω p radianos (12.12. centradas na frequência ωp.11).ips. portanto com um declive de -π/4 radianos por década. ou então -6 dB por oitava.15) que para ω=ω p radianos (12. Neste caso verifica-se que para ω<ω /10 p radianos (12. e para ω>>ω por p (12.17) A fase varia de -π/2 radianos em duas décadas de frequência.3.1 Resposta em Frequência expressão que para ω<<ω se pode aproximar por p (12.

htm (7 of 11)06-06-2005 12:36:46 .4 Diagramas de Bode de amplitude (a) e de fase (b) assintóticos A principal vantagem dos diagramas de Bode assintóticos é o permitirem representar de forma quase imediata a amplitude e fase da resposta em frequência. verificase que o diagrama de Bode de amplitude resulta da soma de duas parcelas http://ltodi.est.8).ips.7) e (12. portanto na soma gráfica das assíntotas respectivas.12.1 e expressões (12. respectivamente. Figura 12.1 Resposta em Frequência Figura 12. no caso da resposta em frequência do cociente entre os fasores das tensões aos terminais da resistência e da fonte. A representação da amplitude em escala logarítmica converte o produto e o cociente de factores em somas e subtracções.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/respfreq. Por exemplo.

relativamente ao qual se pretende determinar e representar graficamente os diagramas de Bode de amplitude e de fase assintóticos da resposta em frequência do cociente entre os fasores V e V .20).20) Na Figura 12. da qual se sabe.b representam-se as assíntotas de cada um dos termos em (12.3 Exemplo de Aplicação Considere-se o circuito RC representado na Figura 12. em conjunto com a solução obtida por adição gráfica das assíntotas.18). A resposta em frequência é.5.4. neste caso.htm (8 of 11)06-06-2005 12:36:46 . 12.1 Resposta em Frequência (12.a. s http://ltodi. A fase do produto (cociente) entre números complexos é por si só dada pela soma (diferença) das fases respectivas (eq. em conjunto com a solução obtida por adição gráfica das assíntotas. Considere-se agora a expressão da fase da resposta em frequência.4.est.8)) (12. que para ω=ω a p amplitude vale 0 dB. também.a representam-se as assíntotas de cada uma das parcelas em (12. Na Figura 12.1.(12.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/respfreq.ips.18) das quais se conhece já as assíntotas relativas à segunda parcela.19) corresponde uma única assíntota com declive 20 dB/década. À primeira parcela (12. de tipo passa-alto.12.

est.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/respfreq.12.1 Resposta em Frequência Figura 12.htm (9 of 11)06-06-2005 12:36:46 .ips.5 Diagramas de Bode de amplitude e de fase assintóticos http://ltodi.

O diagrama de Bode de amplitude resulta da diferença entre as seguintes duas parcelas (12. a impedância do condensador tende para zero e transforma o circuito num divisor resistivo puro. que conduz à igualdade V=V . A amplitude e a fase da resposta em frequência são expressas pelo z p cociente (12.5.b e 12.23) respectivamente. trata-se de adicionar graficamente as assíntotas correspondentes às duas parcelas em (12.5.5. Neste caso. quando a frequência angular tende para s infinito.htm (10 of 11)06-06-2005 12:36:46 .est. o cociente entre as amplitudes é dado por 20log10[R2/( R2+ R1)]=-40 dB.1 Resposta em Frequência A aplicação da regra do divisor de tensão permite obter a resposta em frequência (12.c: à frequência angular ω=0 radianos o condensador apresenta uma impedância infinita. A existência de dois patamares na amplitude da resposta em frequência.23).12. explicam-se a partir das Figuras 12.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/respfreq.22) e pela diferença (12.ips. ao passo que no limite.24) cujas assíntotas se encontram representadas na Figura 12.d. A fase do termo no numerador varia de π/2 radianos em duas http://ltodi. No que respeita à fase da resposta em frequência.21) em que ω =1/R2C e ω =1/(R1+ R2)C. designadamente para as baixas e para as altas frequências.

pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/respfreq.ips.12.1 Resposta em Frequência décadas centradas em ω .est.e representa-se o diagrama de Bode de fase assintótico. enquanto o termo no denominador varia de -π/2 radianos nas duas décadas z centradas em ω .5. Na Figura 12.htm (11 of 11)06-06-2005 12:36:46 . p http://ltodi.

6 Circuitos ressonantes série (a) e paralelo (b) O fasor da corrente no circuito é dado pelo cociente (12.est.ips.2.6.2 Circuitos Ressonantes 12.26) ou. A corrente no circuito é máxima quando se verifica a igualdade X =X .25) em que X =ωL e X =1/ωC. cuja fonte de sinal se admite ser de tipo sinusoidal (V =V∠ 0º).1 Circuito Ressonante Série Considere-se o circuito RLC representado na Figura 12.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/circress. isto é. L C L C quando (12. s Figura 12. ainda.27) designada por frequência de ressonância.htm (1 of 11)06-06-2005 12:36:50 .2 Circuitos Ressonantes 12.a. A esta frequência verifica-se a igualdade http://ltodi. (12.12.

29) (12. L e C) à frequência de ressonância. Por exemplo.28) a qual implica uma diferença de fase nula entre os fasores da tensão e da corrente no circuito.30) e (12.33) apesar de a tensão aos terminais de cada um em separado poder atingir amplitudes muito superiores à da própria fonte de sinal. então à frequência ω=106 rad/s a amplitude da tensão s aos terminais dos componentes L e C atinge valores tão elevados quanto 100 V. Considerem-se os fasores das tensões aos terminais de cada um dos componentes (R. por definição de ressonância.htm (2 of 11)06-06-2005 12:36:50 . R=10Ω. se ao circuito representado na Figura 12.6. portanto Q =100.a se atribuírem os valores V=1V.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/circress.32) define o factor de qualidade do circuito.31) em que (12.6.12. Considerando ainda o circuito RLC-série da Figura 12.ips. (12.2 Circuitos Ressonantes (12. constata-se que a potência média dissipada pela resistência na ressonância é http://ltodi.a. L=1mH e C=1nF. Um outro aspecto a ter em conta na ressonância é a dissipação e as trocas de energia que ocorrem nos e entre os componentes do circuito. O somatório dos fasores das tensões aos terminais do condensador e da bobina é. nulo (12.est.

35) e VAr (12. respectivamente.36) ambas Q vezes superiores à potência dissipada por efeito de Joule na resistência.2 Circuitos Ressonantes mW (12. VAr (12.39) http://ltodi. e tende para zero nos limites quando L C a frequência se aproxima de zero ou de infinito.37) Na ressonância. o condensador e a bobina trocam entre si as energias acumuladas.est. Pode também dizer-se s que o factor de qualidade de um circuito é o cociente entre a potência média acumulada nos elementos reactivos e a potência média dissipada por efeito de Joule no componente resistivo (na ressonância) (12. este comportamento em frequência indica tratar-se de um filtro passa-banda centrado na frequência de ressonância.ips. Designam-se por frequências de corte do filtro os valores de ω para os quais a amplitude da resposta em frequência decresce de um factor de √ 2 relativamente ao valor máximo (na figura indicadas pelas siglas ω1 e ω2).34) e que as potências reactivas médias acumuladas na bobina e no condensador são.htm (3 of 11)06-06-2005 12:36:50 . e não com a fonte.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/circress. Considere-se ainda o circuito RLC-série em conjunto com a expressão do fasor da corrente respectiva (12.38) A corrente no circuito é máxima à frequência de ressonância (X =X ). Como se indica na Figura 12.12. e por largura de banda a diferença (12.7.

htm (4 of 11)06-06-2005 12:36:50 . (12.12. http://ltodi.43) Por outro lado.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/circress.ips.41) A frequência de corte ω2 ocorre quando (12.est.42) isto é.40) ou seja (12.2 Circuitos Ressonantes Figura 12.7 Resposta em frequência de um circuito RLC-série ressonante As frequências de corte ocorrem quando se verifica a igualdade (12.

8 Efeito dos parâmetros do circuito sobre a selectividade da resposta em frequência Um outro aspecto característico do circuito ressonante série é a amplitude da resposta em frequência das funções de transferência da entrada para os terminais da resistência. a largura de banda e o valor da corrente na resistência.42) conduz à largura de banda (12. ou seja.htm (5 of 11)06-06-2005 12:36:50 .8 ilustra-se o efeito da variação dos parâmetros R.8. mantém-se fixa a frequência central da banda de passagem e varia-se o factor de qualidade. Por http://ltodi.44) que em conjunto com (12. isto é.ips. mantêm-se fixos a frequência de ressonância e o valor máximo da corrente na resistência. Figura 12.b. No primeiro caso.45) A frequência de ressonância e as frequências de corte verificam a igualdade (12.12.a.46) Na Figura 12. L e C sobre a selectividade da resposta em frequência do circuito ressonante série. do condensador e da bobina.8. representado em 12. Figura 12.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/circress.est. No segundo caso. e varia-se o factor de qualidade e a largura de banda respectiva.2 Circuitos Ressonantes (12. mantêm-se fixas a capacidade do condensador e a indutância da bobina e varia-se o valor da resistência. varia-se o cociente L/C e mantêm-se fixos os valores do produto LC e da resistência.

htm (6 of 11)06-06-2005 12:36:50 . respectivamente.9. no caso da tensão aos terminais da resistência obtém-se (12.2 Circuitos Ressonantes exemplo. http://ltodi.est. é de tipo passa-baixo. verifica-se ainda que: (i) da entrada para os terminais da resistência a resposta em frequência é de tipo passabanda.47) a qual coincide na forma com a resposta em frequência da corrente.49) Como se pode verificar na Figura 12.. (ii) da entrada para os terminais do condensador. nos casos das tensões aos terminais do condensador e da bobina.b.9. quando o factor de qualidade é superior a 10.48) e (12.a. Pelo contrário. Por outro lado.ips. No entanto. obtém-se. as frequências de máximo são praticamente coincidentes com a frequência de ressonância do circuito. os valores máximos das tensões aos terminais do condensador e da bobina não ocorrem exactamente à frequência de ressonância. (iii) e da entrada para os terminais da bobina.12.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/circress. é de tipo passa-alto. (12. e como se indica na Figura 12.

10.9 Comparação das respostas em frequência das tensões aos terminais da resistência. do condensador e da bobina 12. aos terminais do qual se admite http://ltodi.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/circress.htm (7 of 11)06-06-2005 12:36:50 .2.2 Circuitos Ressonantes Figura 12.12.est.2 Circuito Ressonante Paralelo Considere-se agora o circuito RLC-paralelo representado na Figura 12.ips.

Pode facilmente demonstrar-se que o factor de qualidade e a largura de banda são expressos por (12. Por exemplo. à resposta em frequência e à largura de banda.ips.53) respectivamente.52) e por (12.2 Circuitos Ressonantes aplicada uma fonte de corrente sinusoidal cujo fasor é I=I∠ 0.12.est. Figura 12.54) http://ltodi. ao passo que as frequências de corte do filtro passa-banda correspondente são (12. a admitância do circuito (12. designadamente no que respeita à frequência de ressonância.51) à qual a impedância do circuito é máxima.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/circress. ao factor de qualidade.htm (8 of 11)06-06-2005 12:36:50 .10 Circuito RLC-paralelo ressonante Este circuito apresenta um conjunto de características em tudo semelhantes às do circuito RLC-série.50) caracteriza-se pela frequência de ressonância (12.

ips.11. pois neste circuito a resistência e a indutância equivalentes são ambas uma função da frequência.11.11 Circuito RLC-paralelo ressonante com resistência de perdas na bobina Assim.57) http://ltodi.b apresenta duas frequências características essencialmente distintas: a frequência de ressonância. uma vez que (12.a. O circuito equivalente representado na Figura 12. a análise do circuito RLC-paralelo deve ter em conta a resistência de perdas do enrolamento da bobina. R .est. Estas duas frequências não coincidem necessariamente.htm (9 of 11)06-06-2005 12:36:50 .12. conforme se indica na Figura 12. que a resistência equivalente de perdas é uma função da frequência angular.2 Circuitos Ressonantes Na prática. à qual a parte imaginária da admitância do circuito é nula e a frequência de admitância mínima.11. no entanto. Figura 12.b).55) a multiplicação do numerador e do denominador pelo complexo conjugado (R-jωL) conduz ao resultado (12. e que a indutância equivalente é uma função da resistência de perdas. Apesar de esta topologia ser aparentemente distinta L daquela considerada anteriormente.56) Note-se.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/circress. A frequência de ressonância é tal que verifica a igualdade (12. podem facilmente calcular-se os valores da bobina e da resistência equivalente que o reconduzem à rede paralela anterior (Figura 12.

57) que.62) coincide com o factor de qualidade da própria bobina. após simplificação.est.ips.12.60) portanto. O factor de qualidade deste circuito é dado pelo cociente da resistência pela impedância da bobina equivalente (ou da capacidade) à frequência de ressonância (ver Figura 12.61) Contudo. portanto. s (12. Na Tabela 12.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/circress.htm (10 of 11)06-06-2005 12:36:50 .58) ou ainda (12. conduz a (12.b) (12. na maior parte dos casos práticos verifica-se que R Leq <<R e. http://ltodi.2 resumem-se as principais equações que caracterizam os circuitos ressonantes série. paralelo ideal e paralelo real. à conclusão de que ω >ω r Zmax .59) A frequência de máxima impedância do circuito é obtida igualando a zero a derivada da expressão (12.2 Circuitos Ressonantes portanto (12.11.

2 Circuitos Ressonantes RLC-SÉRIE FREQUÊNCIA RESSONÂNCIA (ω ) r RLC-PARALELO RLC-PARALELO (ideal) (real) FREQUÊNCIA MÁX.htm (11 of 11)06-06-2005 12:36:50 . IMPEDÂNCIA (ω ) Zmax FACTOR QUALIDADE (Q) LARGURA BANDA (LB) Tabela 12.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/circress.est.12.2 Equações características dos circuitos ressonantes série. paralelo ideal e paralelo real http://ltodi.ips.

(12.3. permite escrever (12. em notação fasorial pode definir-se a resposta em frequência (12.1 Função de Transferência Considere-se o circuito RL na Figura 12.12. neste caso. em notação fasorial (b) e na notação de Laplace (c) A aplicação da Lei de Kirchhoff das tensões ao circuito permite escrever.64) Por exemplo.12.a e admita-se que a fonte de sinal é sinusoidal.12.htm (1 of 13)06-06-2005 12:36:55 .pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/notalapl. expressa a admitância do circuito vista a partir dos terminais da fonte. no domínio do tempo. Figura 12. admitindo condições iniciais nulas (Figura 12. O cociente http://ltodi.c).b) (12.65) que.12 Circuito RL no domínio do tempo (a). Contudo.3 Notação de Laplace 12.63) e em notação fasorial (Figura 12.3 Notação de Laplace 12.12.66) em que s=σ+jω define uma variável no plano complexo.est.ips. a aplicação da transformada de Laplace à igualdade (12.63).

est.ips. condensador e bobina As funções de transferência são em geral definidas por um cociente de dois polinómios http://ltodi.htm (2 of 13)06-06-2005 12:36:55 .67) designa-se por função de transferência entre as variáveis tensão na entrada e corrente no circuito.3 Notação de Laplace (12.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/notalapl.3 Características dos elementos resistência.70) Na Tabela 12. DOMÍNIO TEMPO v(t)=R. a resposta em frequência coincide com a função de transferência calculada sobre o eixo imaginário (recorde-se que s é uma variável complexa). em notação fasorial e na notação de Laplace.3 indicam-se as características da resistência.i(t) NOTAÇÃO NOTAÇÃO IMPEDÂNCIA FASORIAL LAPLACE FAS. A relação entre a resposta em frequência e a função de transferência é (12. do condensador e da bobina no domínio do tempo. V=RI I=jωCV V(s)=RI(s) I(s)=sCV(s) R COMPONENTE resistência condensador bobina V=jωLI V(s)=sLI(s) jωL sL Tabela 12.12.69) podendo facilmente demonstrar-se que no caso do condensador se obtém (12. Esta igualdade permite escrever as impedâncias dos elementos resistência e bobina na notação de Laplace (12./LAPLA.68) isto é.

a. http://ltodi.est.htm (3 of 13)06-06-2005 12:36:55 . respectivamente.72) As raízes dos polinómios no numerador (-z ) e no denominador (-p ) designam-se por zeros e pólos da função i i da transferência. no caso geral.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/notalapl. raízes que dependem dos parâmetros do circuito e são. por sua vez. podem ser escritos na forma de um produto de factores (12.13.71) que.13.13. números complexos.12.c.3 Notação de Laplace (12.b e 12.ips. Considerem-se então os três circuitos representados nas Figuras 12. 12.

5).ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/notalapl. Finalmente.3 Notação de Laplace Figura 12. no caso do circuito RLC representado na Figura 12.76) podem ser reais.73) e apresenta um pólo real negativo em -1/RC.13 Diagrama de pólos e zeros No primeiro caso.a. Figura 12.5).13.htm (4 of 13)06-06-2005 12:36:55 . Por outro lado.c. negativos e distintos (Q<0. a função de transferência entre as variáveis V (s) e V (s) é expressa pelo s C cociente (12.74) cuja representação na forma de um produto de factores é (12.13. ou ainda complexos conjugados (Q>0.75) em que (12. no caso do circuito da Figura 12. negativos e iguais (Q=0.12.13. reais.est. a função de transferência entre os terminais da fonte de sinal e os terminais da resistência e da bobina é http://ltodi.b. a função de transferência entre a fonte de sinal e a tensão aos terminais do condensador é dada pelo cociente (12.5).76) Os pólos em (12.

nas Figuras 12.14.ips.est. Uma das vantagens da notação de Laplace.14. Considere-se então a função de transferência (12. e dois pólos.c representam-se as amplitudes e os ângulos dos vectores correspondentes à frequência angular ω=0 rad/s. e como indicado o na Figura 12.13. a função de transferência é composta por dois zeros.14. a amplitude e a fase podem ser identificadas com as amplitudes e os ângulos (com o eixo real positivo) dos segmentos que unem os pólos e os zeros ao ponto no eixo imaginário correspondente à frequência angular.14.77) ou seja.d e 12.a). um dos quais na origem.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/notalapl.81) Como se vê nas Figuras 12.e http://ltodi. e em particular da escrita da função de transferência na forma de um produto de factores.80) cuja representação em formato polar é (12. negativos e distintos (Q<0. (12.78) em que z1=0.14.3 Notação de Laplace (12. z2=R/L=ω /Q e p1 e p2 são dados pela expressão (12.76) anterior.5). Neste caso. Por exemplo.14. neste caso considerados como reais. A resposta em frequência coincide com a função de transferência calculada sobre o eixo imaginário (12. nas Figuras 12.79) neste caso com um zero real negativo e dois pólos complexos conjugados (Figura 12.g.12.b a 12. é a possibilidade de a partir do diagrama de pólos e zeros ser possível identificar o andamento da amplitude e da fase da resposta em frequência correspondente.b e 12.c.htm (5 of 13)06-06-2005 12:36:55 .14.

14.14.3. que a fase na origem (ω=0 rad/s) é nula e tende para -π/2 radianos no limite sempre que a frequência angular tende para infinito.14 Determinação gráfica da amplitude e da fase da resposta em frequência 12.f e 12.est.3 Notação de Laplace considera-se a frequência angular ω=1 rad/s. Constata-se.12. e nas Figuras 12.g considera-se o limite quando a frequência angular tende para infinito.ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/notalapl. Figura 12.2 Diagramas de Bode Canónicos http://ltodi.htm (6 of 13)06-06-2005 12:36:55 . assim.

portanto.82) definida pelo cociente entre dois polinómios na variável s. um de ordem-N (numerador) e outro de ordem-D (denominador). Existem. respectivamente. (vi) zeros complexos conjugados. os índices R e R oz op definem o número de zeros e de pólos na z p origem.htm (7 of 13)06-06-2005 12:36:55 . negativos ou positivos. (v) pólos reais negativos. (12. negativos ou nulos. R e R indicam o número de zeros e pólos reais e. Nos sistemas estáveis as raízes podem ser: (i) zeros reais. ou então complexos conjugadas com parte real negativa (os pólos com parte real positiva encontram-se associados a sistemas instáveis). (ii) pólos reais. (iv) zeros reais. Factores Constantes: os diagramas de Bode de amplitude e de fase dos factores constantes são constituídos http://ltodi. nulos ou positivos. ou então complexos conjugados. (iii) pólos na origem.3 Notação de Laplace Considere-se a função de transferência (12.est.ips.12. A forma factorizada de uma função de transferência é. finalmente. sete tipos de factores cujos diagramas de Bode assintóticos interessa identificar: (i) constantes. negativos. (ii) zeros na origem. (vii) pólos complexos conjugados com parte real negativa. C e C representam o número de pares de zeros e de pólos complexos conjugados.83) em que o termo K z p ND define uma constante.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/notalapl. portanto.

84) no caso da amplitude. (12. Figura 12.15 Factores constantes Zeros e Pólos na Origem: os zeros na origem caracterizam-se por uma assíntota oblíqua cujo declive é 20dB por década e por pólo.3 Notação de Laplace por assíntotas horizontais de valor (12. Pelo contrário. z op http://ltodi. e de valor (12.87) Os diagramas de fase dos zeros e dos pólos na origem são constituídos por assíntotas horizontais. (12.est.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/notalapl.86) às quais pertence o ponto ω=1 rad/sec. 0 dB. os pólos na origem caracterizam-se por uma assíntota oblíqua com declive negativo.htm (8 of 13)06-06-2005 12:36:55 .85) no caso da fase.12. no primeiro caso de valor Ro ∗π/2 radianos e no segundo de -R ∗π/2 radianos.ips.

90) e dB/década (12.88) para frequências inferiores ao módulo do zero.2.91) respectivamente para frequências inferiores e superiores ao módulo do pólo (Figura 12.89) para frequências superiores.12.17.16 Zeros e pólos na origem Zeros e Pólos reais: as assíntotas dos diagramas de Bode de amplitude e de fase dos pólos e dos zeros reais foram determinadas na Secção 12.est.htm (9 of 13)06-06-2005 12:36:55 .1. Por exemplo. No caso dos pólos dB (12.3 Notação de Laplace Figura 12. no caso dos zeros dB (12. A fase varia de http://ltodi.ips.b).pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/notalapl. e dB/década (12.

92) em que Q e ωo são.aplicam-se aos zeros complexos conjugados com parte real positiva e negativa. o factor de qualidade e a frequência natural (os sinais + e . neste caso.93) http://ltodi.htm (10 of 13)06-06-2005 12:36:55 . os zeros e os pólos complexos são sempre conjugados dois a dois.12.est.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/notalapl. Figura 12. respectivamente.ips. respectivamente).3 Notação de Laplace π/2 radianos em torno da frequência do zero ou do pólo. A resposta em frequência é. Considere-se então o par de zeros complexos conjugados (12. (12.17 Zeros reais positivos e negativos (a) e pólos reais negativos (b) Zeros e Pólos Complexos Conjugados: Nas funções de transferência com coeficientes reais.

97) isto é. Na expressão da amplitude identificam-se as seguintes duas assíntotas: (12.htm (11 of 13)06-06-2005 12:36:55 .99) para x>>1. e (12. http://ltodi.ips. 40 dB por década para x>>1 (ver Figura 12.93) resultam o o (12.12.3 Notação de Laplace em que x=ω/ω define a frequência angular normalizada a ω . as assíntotas são (12.est.95) respectivamente para a amplitude e para a fase. De (12.96) para x<<1.98) para x<<1.a).18.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/notalapl.94) e (12. No que respeita à fase. e (12.

No diagrama de fase.18 Par de zeros (a) e de pólos (b) complexos conjugados As assíntotas constituem uma boa aproximação dos diagramas de Bode apenas nos casos em que x>>1 ou x<<1.est. para factores de qualidade muito distintos de ½.htm (12 of 13)06-06-2005 12:36:55 .3 Notação de Laplace Figura 12.ips. factores de qualidade elevados conduzem a transições abruptas de amplitude π radianos junto ao valor de x=1. apresentando em particular sobre-atenuações (zeros) ou sobre-elevações (pólos).12. enquanto factores de qualidade inferiores a ½ conduzem a transições relativamente lentas. ou então quando o factor de qualidade é próximo de ½. Como se indica na Figura 12. o diagrama de Bode de amplitude difere substancialmente das assíntotas junto à frequência normalizada x=1.19.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/notalapl. http://ltodi.

3 Notação de Laplace Figura 12.12.ips.est.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/notalapl.19 Par de zeros (a) e de pólos (b) complexos conjugados Simulador da Resposta em Frequência de Circuitos http://ltodi.htm (13 of 13)06-06-2005 12:36:55 .

de telecomunicações. sendo amplamente utilizados na aquisição e processamento de sinais audio. É com base nestes cinco parâmetros que geralmente se especifica a característica de selectividade de um filtro eléctrico. passabanda (c). Nesta disciplina introduzem-se duas das principais técnicas de realização de filtros eléctricos: a técnica passiva. em sistemas de alimentação.4 Filtros Eléctricos 12. condensadores. É comum distinguirem-se os seguintes parâmetros e gamas de frequência na característica de selectividade de um filtro: (i) a banda de passagem. bobinas e transformadores. que define a gama de frequências a rejeitar. que utiliza essencialmente resistências.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/filtelec. rejeitar ou igualizar uma ou várias gamas de frequência de um sinal eléctrico.est. que define a gama de frequências a seleccionar.20): passa-baixo (a). (ii) a banda de rejeição. como sejam a digital e as técnicas amostradas dos condensadores e das correntes comutadas. vídeo e de dados. Os filtros eléctricos podem ser de cinco tipos básicos (ver Figura 12. (iii) as bandas de transição entre bandas de passagem e bandas de atenuação. e a técnica activa.4 Filtros Eléctricos Um filtro tem como função seleccionar. Esta última técnica faz referência a dispositivos electrónicos como o amplificador operacional de tensão e o transferidor de corrente. (iv) a variação máxima na banda de passagem. etc. passa-alto (b).12. Os filtros constituem uma das aplicações mais comuns da electrónica.htm (1 of 15)06-06-2005 12:36:58 .ips. http://ltodi. Convém desde já salientar que existem diversas técnicas alternativas às duas referidas. de controlo. (v) a atenuação mínima garantida na banda de rejeição. rejeita-banda (d) e passa-tudo. e será abordada nos Capítulos 15 e 16.

htm (2 of 15)06-06-2005 12:36:58 . http://ltodi.4 Filtros Eléctricos Figura 12.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/filtelec.12.ª ordem.ips.21 implementam ambos um filtro passa-baixo de 1.4.1 Filtros Passa-Baixo Os circuitos RC e RL da Figura 12.est.20 Filtros eléctricos 12.

101) no caso do circuito RL.ips.22 representam-se dois filtros passa-baixo com atenuação limitada na banda de rejeição.21 Filtros RC e RL passa-baixo de 1. e (12. As bandas de passagem e de transição-atenuação estão compreendidas entre zero e ω e p ω e infinito. designadamente (12.4 Filtros Eléctricos Figura 12. sendo a variação máxima da amplitude na banda de passagem de -3 dB.htm (3 of 15)06-06-2005 12:36:58 .12. respectivamente.100) no caso do circuito RC. p Na Figura 12. http://ltodi.ª ordem As funções de transferência são formalmente idênticas.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/filtelec.est.

A Figura 12. enquanto a atenuação na banda de rejeição é uma função do cociente entre ambos.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/filtelec. designadamente (12. Como se verifica no diagrama de Bode de amplitude assintótico.12.est.ª ordem constituído por uma malha RLC-série. A banda de transição é uma função da separação entre o pólo e o zero. e (12.103) no circuito RL. estes dois filtros definem explicitamente uma banda de transição e uma banda de rejeição na qual a atenuação máxima obtida é aproximadamente constante. http://ltodi.23 mostra um filtro passa-baixo de 2.htm (4 of 15)06-06-2005 12:36:58 .22 Filtros passa-baixo com atenuação limitada A função de transferência é constituída por um pólo e por um zero.102) no circuito RC.ips.4 Filtros Eléctricos Figura 12.

12.4.ips.ª ordem Neste caso a função de transferência possui dois pólos. (12.2 Filtros Passa-Alto Os circuitos RC e RL representados na Figura 12.htm (5 of 15)06-06-2005 12:36:58 .est. e introduzem uma variação máxima na banda de passagem que é uma função do factor de qualidade dos pólos (Figura 12.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/filtelec.ª ordem http://ltodi.12.23 Filtro RLC passa-baixo de 2.23). ao ritmo de 40 dB por década.24 implementam ambos uma função de transferência de tipo passa-alto de 1.104) os quais imprimem uma atenuação crescente com a frequência.4 Filtros Eléctricos Figura 12.

htm (6 of 15)06-06-2005 12:36:58 . sendo a p p atenuação crescente para frequências decrescentes.ª ordem (12.12. as bandas de passagem e de z p z p atenuação-transição encontram-se compreendidas entre ω=ω e infinito e ω=0 e ω=ω . Os dois filtros passa-alto representados na Fig. a variação máxima da amplitude na banda de passagem é de -3 dB. respectivamente.25 impõem um limite à atenuação máxima na banda de rejeição.105) em que ω =ω =1/RC no circuito RC e ω =ω =R/L no circuito RL. Neste caso.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/filtelec.24 Filtros RC e RL passa-alto de 1.4 Filtros Eléctricos Figura 12. http://ltodi. Por outro lado.12.est.ips.

ips.26 considera-se um filtro passa-alto de 2. Finalmente. na Figura 12. http://ltodi.107) no caso do circuito RL.12.ª ordem com atenuação limitada As funções de transferência respectivas possuem um zero na origem e um pólo real.4 Filtros Eléctricos Figura 12.106) no caso do circuito RC.25 Filtro passa-alto de 1. (12.ª ordem.htm (7 of 15)06-06-2005 12:36:58 .pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/filtelec. e (12.est.

htm (8 of 15)06-06-2005 12:36:58 .26 Filtro RLC passa-alto de 2.ips.3 Filtros Passa-Banda Na Figura 12.27 consideram-se dois filtros passa-banda constituídos pela cascata de um passa-alto e de um passabaixo de 1ª ordem. http://ltodi.4.12.ª ordem A função de transferência respectiva é (12.est.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/filtelec.108) 12.4 Filtros Eléctricos Figura 12.

27 Filtros RC e RL passa-banda de 1.109) que para R1<<R2 e C1>>C2 se simplifica para http://ltodi.12.est. em (a) a função de transferência é (12.htm (9 of 15)06-06-2005 12:36:58 .4 Filtros Eléctricos Figura 12.ips.ª ordem Por exemplo.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/filtelec.

ω 2. o divisor de impedâncias constituído pela resistência e pela malha LC apresenta valores sempre inferiores à unidade.111) aproximação que é válida quando L1R1>>L1R2 e L2R2>>L1R2. para frequências angulares superiores ou inferiores à frequência de ressonância. http://ltodi.4 Filtros Eléctricos (12. Pode facilmente demonstrar-se que o circuito RLLR da Figura 12.27. Por outro lado. Na Figura 12.c).28 consideram-se dois filtros passa-banda de 1ª ordem alternativos às topologias em cascata anteriores. sendo mesmo nulos para ω=0 e para ω=∞ .b apresenta uma função de transferência (12.110) O zero na origem e o pólo ω p p1 definem o limite inferior da banda de passagem do filtro.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/filtelec.27. frequência à qual a bobina e o condensador se anulam mutuamente. enquanto o segundo pólo. define o limite superior respectivo (Figura 12. Em ambos os filtros.12.ips.est. Este comportamento em frequência permite associar o circuito a um filtro passa-banda centrado na frequência de ressonância.htm (10 of 15)06-06-2005 12:36:58 . a amplitude da resposta em frequência é unitária em ω=1/√ LC.

htm (11 of 15)06-06-2005 12:36:58 .112) http://ltodi.ª ordem As funções de transferência destes dois filtros são formalmente idênticas.12. designadamente (12.est.ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/filtelec.4 Filtros Eléctricos Figura 12.28 Filtros RLC passa-banda de 1.

explora-se o facto de o somatório das funções de transferência da entrada para os terminais dos diversos componentes do circuito ser obrigatoriamente unitário. um deles de tipo passa-alto e o outro de tipo passabaixo.htm (12 of 15)06-06-2005 12:36:58 . Figura 12. Figura 12.29 Filtro rejeita-banda (por associação em paralelo de filtros passa-alto e passa-baixo) No segundo caso. Os sinais localizados entre as frequências de corte do filtro passa-baixo e do filtro passa-alto são rejeitados por ambos os caminhos. trata-se de estabelecer dois caminhos alternativos entre o terminal de entrada e o terminal de saída do filtro.12. 12.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/filtelec.113) em (b). Nas Figuras 12. e (12. seja superior seja inferiormente. Figura 12.29 e 12.ips.30. No primeiro caso.4.est.30 ilustram-se os dois princípios com base nos quais se podem realizar filtros do tipo rejeita-banda.29. http://ltodi.4 Filtros Rejeita-Banda A função de um filtro rejeita-banda é atenuar uma ou várias gamas de frequências limitadas.4 Filtros Eléctricos em (a).

114) então a sua complementar (12.115) deve necessariamente ser de tipo rejeita-banda.31.30 Filtro rejeita-banda (complementar de um filtro passa-banda) Como se ilustra na Figura 12.31 considera-se um filtro rejeita-banda constituído pelo paralelo de um filtro passa-baixo (L e R ) e pb um filtro passa-alto (C e R ). uma vez que ambas devem verificar a igualdade (12.116) Na Figura 12.4 Filtros Eléctricos Figura 12. dado que a função de transferência da entrada para os terminais da resistência é de tipo passa-banda (12.ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/filtelec.b. Este circuito particular pode ser redesenhado como na Figura 12. esquema no pa qual se identifica uma das malhas RLC ressonantes estudadas anteriormente.htm (13 of 15)06-06-2005 12:36:58 . http://ltodi.est.30.12.b.

31 Filtro rejeita-banda Estes dois filtros rejeita-banda de 1.htm (14 of 15)06-06-2005 12:36:58 .ª ordem caracterizam-se pela função de transferência (12.4 Filtros Eléctricos Figura 12.117) com R=R // R .12.est. A função de transferência (12.31.c). http://ltodi.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/filtelec.ips.117) apresenta dois zeros imaginários puros no numerador. os pb pa ο quais para ω=ω anulam a amplitude da resposta em frequência (Figura 12.

htm (15 of 15)06-06-2005 12:36:58 .ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/filtelec.4 Filtros Eléctricos http://ltodi.12.est.

htm06-06-2005 12:36:59 . A ressonância caracteriza-se pelas frequência de ressonância. Os filtros podem ser de cinco tipos básicos: passa-baixo. rejeição ou igualização de uma ou várias gamas de frequência de um sinal eléctrico. os circuitos apresentam um comportamento semelhante ao de uma rede resistiva pura. e os fasores da tensão e da corrente encontram-se em fase. À frequência de ressonância. passa-banda. O cálculo da função de transferência sobre o eixo imaginário coincide com a resposta em frequência do cociente entre os dois fasores respectivos.ips. rejeita-banda e passa-tudo. Uma função de transferência é uma função complexa definida pelo cociente entre as transformadas de Laplace de duas variáveis de um circuito. Os filtros eléctricos são circuitos cuja função é a selecção. http://ltodi. A representação em formato polar conduz a expressões para a amplitude e para a fase da resposta em frequência.est. factor de qualidade e largura de banda. As raízes dos polinómios do numerador e do denominador de uma função de transferência designam-se por zeros e pólos. respectivamente. A representação gráfica no plano complexo dos pólos e dos zeros designa-se por diagrama de pólos e zeros.Sumário Sumário Designa-se por análise da resposta em frequência o estudo do cociente entre dois fasores em função da frequência. passa-alto.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/sumar_12. cujas representações em escala logarítmica se designam diagramas de Bode. O decibell (dB) de amplitude é dado por 20log10 da amplitude da resposta em frequência.

ips.Exercícios de Aplicação Exercícios de Aplicação *12.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/exapl_12.est.2 Para cada um dos circuitos representados na Figura E12.htm (1 of 4)06-06-2005 12:37:00 .2. http://ltodi.1 Represente os diagramas de pólos e zeros e as assíntotas dos diagramas de Bode de amplitude e de fase da resposta em frequência de cada uma das seguintes funções de transferência: (a) com a=103 rad/s (b) (c) com ω1=106 rad/s (d) (e) (f) *12. Determine também as expressões da amplitude e da fase da resposta s em frequência e represente os diagramas de Bode assintóticos respectivos. determine a função de transferência definida pelo cociente H(s)=V(s)/V (s).

represente o diagrama de pólos-zeros e indique o tipo de filtro que implementam.ips.htm (2 of 4)06-06-2005 12:37:00 .pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/exapl_12.2 12.est. determine a função de transferência respectiva.3. http://ltodi.Exercícios de Aplicação Figura E12.3 Para cada um dos circuitos representados na Figura E12.

ips.est.4 Considere os diagramas de Bode de amplitude e de fase da Figura E12.3 *12.4.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/exapl_12. http://ltodi. Calcule os valores das frequências dos zeros e dos pólos e determine a respectiva função de transferência.Exercícios de Aplicação Figura E12.htm (3 of 4)06-06-2005 12:37:00 .

htm (4 of 4)06-06-2005 12:37:00 .Exercícios de Aplicação Figura E12.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/exapl_12.4 http://ltodi.ips.est.

Simulador da Resposta em Frequência de Circuitos Simulador da Resposta em Frequência de Circuitos http://ltodi.ips.htm06-06-2005 12:37:00 .pt/lveriss/Sebenta_Online/applets/rlcrf/rlcrf.est.

1 Fasor e Impedância 11.1): no formato rectangular P = a + jb em que a e b definem as coordenadas rectangulares do ponto no plano.1 Fasor e Impedância 11.2) (11.4) e http://ltodi.1) (11. e no formato polar P = P∠ θ cuja representação em notação exponencial é P = Pe jθ (11.1.ips.est. o módulo e o ângulo com a horizontal do segmento que une o ponto com a origem.1 Representação de um número complexo nos formatos rectangular (a) e polar (b) (11. respectivamente.3) e em que P eθ definem.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_11/fasorimp.htm (1 of 9)06-06-2005 12:37:05 .1 Números Complexos e Sinais Sinusoidais Os números complexos podem ser representados em dois formatos básicos (Figura 11.11. A conversão entre estes dois formatos baseia-se nas regras Figura 11.

as funções cos(x) e sin(x) podem ser expressas em notação exponencial (11.est. (11.9) e (11.htm (2 of 9)06-06-2005 12:37:05 .6) define uma tensão eléctrica sinusoidal de amplitude máxima V.1 Fasor e Impedância (11.7) e (11.11) e http://ltodi.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_11/fasorimp.ips. uma frequência angular e uma fase na origem. Neste caso. frequência angular ω e fase na origem θ.8) respectivamente. Por exemplo.5) Os sinais sinusoidais são caracterizados por uma amplitude.11. o sinal v(t) = Vcos(ωt+θ) (11. podendo as exponenciais complexas expressar-se nas formas (11.10) Uma notação alternativa para as funções cos(x) e sin(x) consiste na utilização dos operadores Real de e Imaginário de. Por outro lado.

htm (3 of 9)06-06-2005 12:37:05 .17) ou seja.12) Os operadores Real de e Imaginário de gozam das seguintes propriedades: (11. e (11.16) que após aplicação sucessiva das propriedades enunciadas em (11.1 Fasor e Impedância (11.14) relativamente ao operador adição. obtém-se (11.11.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_11/fasorimp.13) e (11.18) ou ainda http://ltodi.15) Recorrendo à notação estabelecida anteriormente. e sabendo que sin(x)=cos(x-π/2). por exemplo (11.est.14) se simplifica para (11. Admita-se então que se pretende derivar o resultado da soma de duas funções sinusoidais.13) relativamente ao operador derivada. (11.ips.

(ii) converte-se a equação para a notação exponencial.ips. A periodicidade da função em (11. através do operador Real de. De acordo com este resultado. efectuando a conversão cos(x) → e (x).pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_11/fasorimp.b) (11.est. (iv) converte-se o resultado da notação exponencial à forma inicial. então nesse plano obtém-se (Figura 11.1 Fasor e Impedância (11. j (iii) trata-se a equação na notação exponencial. 11.19) como seria de esperar por resolução directa de (11.21) valores que se repetem com uma periodicidade T=2π/ω.1.2.2.23) http://ltodi. bastando para tal aplicar o seguinte procedimento: (i) escreve-se a equação com base apenas na função cos(x).15). designada por fasor e representada pelas formas (11. No entanto.2 Fasor Considere-se a função exponencial complexa (11. o tratamento de uma equação com funções sinusoidais pode ser efectuada recorrendo à função exponencial complexa.11. se se considerar um novo referencial que roda no sentido antihorário com uma velocidade angular ω.20) em conjunto com a sua representação no plano complexo (Figura 11.20) indica que o segmento que une o centro do plano complexo aos pontos sobre a circunferência de raio A roda com uma velocidade angular de ω rad/s.22) grandeza que é complexa. Nos instantes t=t a exponencial i complexa vale (11.htm (4 of 9)06-06-2005 12:37:05 .a).

a tensão aos terminais da resistência é também sinusoidal (11. é comum a todo o circuito. em conjunto com a Lei de Ohm correspondente (11.1.1 Fasor e Impedância ou (11.27) e apresenta uma fase na origem idêntica à da corrente.a. a informação relativa à dinâmica temporal pode sempre ser recuperada.est.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_11/fasorimp. por exemplo através da sequência de operações (11.3 Impedância Eléctrica Considere-se a resistência representada na Figura 11.24) Figura 11. de modo a conterem apenas a informação relativa à amplitude e à fase na origem. As metodologias de análise e de representação das grandezas podem. A representação da Lei de Ohm em notação http://ltodi. De acordo com (11. No entanto.ips. portanto. relegando para segundo plano aquela relativa à frequência angular (e ao tempo) que.25) 11. i(t)=Icos(ωt+θ). ser abreviadas.26) e admita-se que a corrente é sinusoidal.11.3.2 Conceito de fasor A importância da notação fasorial na análise do regime forçado sinusoidal deve-se ao facto de nos circuitos lineares excitados por fontes sinusoidais as tensões e as correntes em todos os nós e componentes do circuito serem também sinusoidais e com a mesma frequência angular. como se disse.htm (5 of 9)06-06-2005 12:37:05 .26).

3 Impedância eléctrica da resistência a qual.30) Considere-se agora o condensador representado na Figura 11.11. Neste caso.b.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_11/fasorimp.c) Ω. indica que os fasores da corrente e da tensão na resistência se encontram relacionados pelo parâmetro resistência eléctrica.3.1 Fasor e Impedância exponencial (11.3.28) permite escrever a relação fasorial (11. ohm (11. e dada a natureza real do parâmetro R.est.htm (6 of 9)06-06-2005 12:37:05 .31) e admita-se ainda que a tensão aplicada é sinusoidal. v(t)=Vcos(ωt+θ).29) Figura 11. Designa--se por impedância eléctrica da resistência o cociente entre os fasores da tensão e da corrente (Figura 11.4. cuja característica tensão-corrente é expressa pela derivada (11. Como se indica na Figura 11. os fasores da tensão e da corrente na resistência encontram-se em fase.ips. basicamente. a representação em notação exponencial http://ltodi.

pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_11/fasorimp.33) a qual indica que no condensador o fasor da corrente se encontra avançado de π/2 radianos relativamente ao fasor da tensão (Figura 11.b) Ω.htm (7 of 9)06-06-2005 12:37:05 .34) cujo módulo é inversamente proporcional à frequência angular da sinusóide sob análise.32) permite escrever a relação fasorial entre a tensão e a corrente (11.est. ohm (11.4. A impedância eléctrica do condensador é um número imaginário puro (Figura 11. Figura 11.ips.b).11.5) (11.1 Fasor e Impedância (11.35) conduz à relação fasorial http://ltodi.4 Impedância eléctrica do condensador Por analogia com os resultados anteriores.4. verifica-se que a característica tensão-corrente da bobina (Figura 11.

6.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_11/fasorimp. Neste caso.40) http://ltodi. ohm (11.1 Fasor e Impedância (11.htm (8 of 9)06-06-2005 12:37:05 . (11.ips.37) A relação (11.37) indica que o fasor da tensão na bobina se encontra avançada de π/2 radianos relativamente à corrente.est. Figura 11.36) de onde se obtém a expressão da impedância eléctrica Ω.11.39) e a impedância do conjunto é (11.38) isto é. (11.a e admita-se que a tensão aplicada é sinusoidal.5 Impedância eléctrica da bobina Considere-se o circuito RL representado na Figura 11.

as impedâncias e as admitâncias eléctricas dos componentes resistência.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_11/fasorimp. respectivamente. ao passo que no formato rectangular é (Figura 11. as partes real e imaginária (esta última é vulgarmente designada por reatância).ips.1 Fasor e Impedância A impedância eléctrica de um componente ou de um conjunto de componentes é um número complexo cuja representação no formato polar é (Figuras 11.b). cuja unidade é o siemens (S). respectivamente. condensador e bobina http://ltodi. condensador e bobina. em que R e X representam.est.1 resumem-se as características tensão-corrente no domínio do tempo. Figura 11.c).htm (9 of 9)06-06-2005 12:37:05 . em que Z e ϕ representam o módulo e a fase.6.1 Resistência. DOMÍNIO TEMPO v(t)=Ri(t) NOTAÇÃO IMPEDÂNCIA ADMITÂNCIA FASORIAL (S) (Ω) V=RI I=jωCV V=jωLI jωL R G jωC COMPONENTE resistência condensador bobina Tabela 11. O inverso da impedância designa-se por admitância eléctrica. as relações fasoriais.6 Circuito RL (a) e representação em coordenadas rectangulares (b) e polares (c) da impedância eléctrica Na Tabela 11.6.11.

no circuito da Figura 11.7. Por exemplo.43) ou seja. Por exemplo.7 Leis de Kirchhoff em notação fasorial (11. no âmbito dos circuitos resistivos puros.42) A aplicação conjunta das Leis de Kirchhoff e das relações fasoriais da resistência.44) igualdade na qual se inscreve a expressão da associação em série de impedâncias http://ltodi. permitem obter para as impedâncias exactamente as mesmas regras de associação em série e em paralelo estabelecidas no Capítulo 4. do condensador e da bobina.11.7.est.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_11/lekinofa. (11. o somatório dos fasores de tensão ao longo de um caminho fechado satisfaz a igualdade (Figura 11.a verifica-se que Figura 11. a) (11.ips.2 Leis de Kirchhoff em Notação Fasorial A validade das Leis de Kirchhoff estende-se à análise em notação fasorial do regime forçado sinusoidal.htm (1 of 3)06-06-2005 12:37:07 .2 Leis de Kirchhoff em Notação Fasorial 11.7.41) o mesmo se verificando com o somatório dos fasores das correntes incidentes num qualquer nó de um circuito (Figura 11.b) (11.

11. (11.2 Leis de Kirchhoff em Notação Fasorial (11.46) e (11. são transponíveis para a análise fasorial do regime forçado sinusoidal.50) no caso do divisor de tensão em (a). http://ltodi.51) no caso do divisor de corrente em (b).ips. e (11.48) ou seja.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_11/lekinofa. verifica-se que (11.b permite obter sucessivamente (11.45) Por outro lado.49) Pode ainda demonstrar-se que as regras dos divisores de tensão e de corrente. estudados no Capítulo 4.47) igualdades nas quais se inscreve a expressão da associação em paralelo de admitâncias (11. a aplicação da Lei de Kirchhoff das correntes ao circuito da Figura 11.7.htm (2 of 3)06-06-2005 12:37:07 . e referindo aos dois circuitos representados em 11. Por exemplo.8.est.

11.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_11/lekinofa.ips.2 Leis de Kirchhoff em Notação Fasorial Figura 11.8 Divisores de tensão (a) e de corrente (b) em notação fasorial http://ltodi.est.htm (3 of 3)06-06-2005 12:37:07 .

53) http://ltodi. a aplicação da Lei de Kirchhoff das tensões às malhas-1 e -2 permite escrever a relação matricial (11. Z2 e Z3.9 Método das malhas em notação fasorial (as fases estão especificadas em grau) De acordo com o procedimento estabelecido no Capítulo 5.est. e três impedâncias. naturalmente. São válidas todas as considerações relativas à construção da matriz do circuito e dos vectores coluna das variáveis e das fontes independentes. Em vez de repetir os dois métodos alternativos.ips. optou-se por desenvolver dois exemplos de aplicação cuja resolução ilustra as diferenças existentes na parte numérica da obtenção dos resultados. V 1 e V 2.3 Métodos de Análise em Notação Fasorial Os métodos de análise de circuitos são generalizáveis à análise fasorial do regime forçado sinusoidal. no sentido indicado na figura.11.9.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_11/meannofa. com duas fontes de tensão sinusoidais de igual frequência angular. para além. Z1. A aplicação da regra de Cramer permite obter a expressão do fasor da corrente I1 (11. todas elas especificadas no formato polar.3 Métodos de Análise em Notação Fasorial 11. Considere-se então o circuito representado na Figura 11. Os procedimentos de aplicação dos métodos dos nós e das malhas coincidem na forma com aqueles estabelecidos no Capítulo 5. s s Pretende-se determinar o fasor da corrente na impedância Z1. e naturalmente todos os seus casos particulares. dos diversos casos particulares que permitem identificar a priori o número de equações linearmente independentes e a dimensão da relação matricial a resolver.52) cujas variáveis são os fasores das correntes nas malhas-1 e -2. Figura 11.htm (1 of 3)06-06-2005 12:37:08 .

11.098) mA (11. da indutância. C A aplicação da Lei de Kirchhoff das correntes aos nós-1 e -2 do circuito permite escrever a relação matricial (11.57) cuja solução numérica é V1=1 ∠ -0.2 cos(ωt+0. das resistências e da frequência angular da sinusóide imposta pela fonte de corrente.est.htm (2 of 3)06-06-2005 12:37:08 . A aplicação da regra de Cramer permite obter a expressão do fasor da tensão V1 (11.2 ∠ 0.3 Métodos de Análise em Notação Fasorial a qual.098 ou seja i1(t) = 49. Pretende-se determinar o fasor da tensão V 1 aos terminais do condensador.55) mA (11.58) http://ltodi. por substituição dos valores indicados na Figura 11.927) (11.56) cujas variáveis são os fasores das tensões nos nós-1 e -2. conduz ao valor (a fase é especificada em radianos) I1 = 49.ips.927 No domínio do tempo.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_11/meannofa.9.54) Considere-se agora o circuito representado na Figura 11. a tensão aos terminais do condensador toma então a forma v1(t)= cos(10000t-0. no qual se indicam os valores da capacidade.10.59) (11.

11.10 Método dos nós em notação fasorial http://ltodi.htm (3 of 3)06-06-2005 12:37:08 .pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_11/meannofa.ips.3 Métodos de Análise em Notação Fasorial Figura 11.est.

11.4 Teoremas Básicos em Notação Fasorial

11.4 Teoremas Básicos em Notação Fasorial

11.4.1 Transformação de Fonte
Uma fonte de tensão sinusoidal não ideal, expressa por um fasor de tensão (V ) e por uma impedância (Z ), pode
s s

ser transformada numa fonte de corrente sinusoidal por aplicação da transformação (11.60) e

(11.61)

Figura 11.11 Transformação de fonte em notação fasorial Na Figura 11.12 representam-se alguns exemplos de fontes às quais se aplicou o teorema da transformação de fonte.

http://ltodi.est.ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_11/tebanofa.htm (1 of 10)06-06-2005 12:37:11

11.4 Teoremas Básicos em Notação Fasorial

Figura 11.12 Transformação de fonte em notação fasorial Por exemplo, no caso (b) verifica-se que

(11.62)

e que

(11.63)

em que θ representa a fase na origem da fonte de tensão e ϕ o ângulo do número complexo representativo da
s s

impedância da fonte.

11.4.2 Teorema de Thévenin e Equivalente de Norton
A metodologia de cálculo dos equivalentes de Thévenin e de Norton fasoriais baseia-se num conjunto de procedimentos em tudo semelhantes aos estabelecidos no Capítulo 6, para os circuitos resistivos puros. Na Figura 11.13 apresentam-se diversos circuitos que exemplificam a metodologia de cálculo dos equivalentes de
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11.4 Teoremas Básicos em Notação Fasorial

Thévenin e de Norton em notação fasorial.

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11.4 Teoremas Básicos em Notação Fasorial

Figura 11.13 Equivalentes de Thévenin e de Norton em notação fasorial No circuito da Figura 11.13.a, o fasor da tensão de Thévenin coincide com a tensão em aberto medida entre os terminais a-b,

(11.64)

ao passo que a impedância de Thévenin é expressa por

(11.65)

No caso de 11.13.b, a fonte de corrente de Norton é

(11.66)

e a impedância (11.67) Finalmente, nos circuitos de 11.13.c e 11.13.d obtêm-se, respectivamente, os equivalentes de Thévenin

(11.68)

(11.69)

e

(11.70)

11.4.3 Teorema da Sobreposição das Fontes
A generalização do teorema da sobreposição das fontes à análise fasorial do regime forçado sinusoidal - ou seja,
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11.4 Teoremas Básicos em Notação Fasorial

a adição dos fasores associados a fontes sinusoidais distintas - só pode efectuar-se nos casos em que se verifique uma mesma frequência angular. Na Figura 11.14 visualiza-se a causa desta limitação da aplicação do teorema da sobreposição das fontes: os fasores associados a frequências angulares distintas reportam-se a planos complexos distintos, em particular devido à diferente velocidade angular com que cada plano é suposto girar. Por outro lado, frequências angulares distintas conduzem a valores também distintos para as impedâncias dos elementos condensador e bobina, devendo as contribuições de cada uma das fontes reportar-se aos seus parâmetros próprios.

Figura 11.14 Fasores de sinais sinusoidais com frequências angulares distintas Considere-se então o circuito representado na Figura 11.15.a e admita-se que as duas fontes independentes sinusoidais se caracterizam pela mesma frequência angular.

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11.4 Teoremas Básicos em Notação Fasorial

Figura 11.15 Teorema da sobreposição das fontes (fontes sinusoidais com idêntica frequência angular) De acordo com o teorema da sobreposição das fontes (em notação fasorial), o fasor da tensão V2 é expresso pelo somatório (11.71) em que (Figura 11.15.b)

(11.72)

e (Figura 11.15.c)

(11.73)

ou seja,

(11.74)

O fasor em (11.74) corresponde à expressão no domínio do tempo

(11.75)

Considere-se agora o circuito da Figura 11.16.a e admita-se que as duas fontes de sinal são sinusoidais, mas apresentam frequências angulares distintas, ω1≠ ω2.

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11.4 Teoremas Básicos em Notação Fasorial

Figura 11.16 Teorema da sobreposição das fontes (fontes sinusoidais com frequências angulares distintas) As consequências desta diferença são basicamente duas: (i) as impedâncias dos componentes do circuito diferem consoante a fonte considerada; (ii) os fasores relativos a cada uma das fontes não podem ser adicionados entre si, sendo necessário convertê-los primeiramente para o domínio do tempo. Assim, no caso da fonte Vs (Figura 11.16.b) o fasor da tensão V2 é

(11.76)

subjacente ao qual se encontra a frequência ω1=1000 rad/s, ao passo que no caso da fonte I (Figura 11.16.c) o
s

fasor é

(11.77)

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11.4 Teoremas Básicos em Notação Fasorial

em que ω2=10000 rad/s. No domínio do tempo a tensão v2(t) é expressa por

(11.78)

um resultado distinto daquele obtido em (11.75).

11.4.4 Teorema de Millman
A generalização do teorema de Millman é consequência da validade da transformação de fonte no regime forçado sinusoidal. Como a Figura 11.17 indica visualmente, a aplicação sucessiva da transformação de fonte permite associar e simplificar tanto a associação em paralelo de fontes de tensão não ideais, como a associação em série de fontes de corrente. A informação contida nas figuras é suficiente para constatar a igualdade na forma entre o teorema de Millman em notação fasorial e no domínio do tempo.

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11.4 Teoremas Básicos em Notação Fasorial

Figura 11.17 Teorema de Millman

11.4.5 Teorema de Miller
Considere-se o circuito da Figura 11.18, relativamente ao qual se pretende determinar a impedância equivalente à direita dos terminais a-b.

Figura 11.18 Teorema de Miller
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11.4 Teoremas Básicos em Notação Fasorial

A particularidade deste circuito consiste no facto de a impedância Z se encontrar ligada a dois terminais entre os quais existe uma relação de ganho, conseguido pela fonte dependente -aV . A aplicação da Lei de Kirchhoff das
x

tensões à única malha do circuito permite escrever a igualdade (11.79) na qual se inscreve a impedância à direita dos terminais a-b

(11.80)

A relação (11.80) indica que a impedância Z é dividida pelo factor (1+a), indicativo da tensão que na realidade se encontra aplicada aos terminais. Um resultado de particular interesse inscrito na relação (11.80) é o designado efeito de Miller sobre a capacidade dos condensadores. Como se indica na Figura 11.19, nos casos em que a impedância Z é definida por um condensador, Z=(jωC)-1, o valor aparente da capacidade é amplificado de um factor (1+a)

(11.81)

O efeito de Miller é amplamente utilizado na compensação da resposta em frequência de amplificadores operacionais e na redução do efeito de injecção do sinal de relógio em circuitos amostradores-retentores de sinal.

Figura 11.19 Efeito de Miller sobre a capacidade de um condensador

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11.5 Potência

11.5 Potência

11.5.1 Potência nos Elementos R, C e L
Considere-se o circuito representado na Figura 11.20 e admita-se que o fasor da fonte de tensão é V =V∠ 0.
s

Figura 11.20 Potência dissipada numa resistência no regime forçado sinusoidal Dada a natureza real da resistência, o fasor da corrente no circuito encontra-se em fase com o da tensão

(11.82)

Em valores instantâneos, (11.83) e

(11.84)

que em conjunto conduzem à expressão da potência instantânea

http://ltodi.est.ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_11/potencia.htm (1 of 9)06-06-2005 12:37:14

11.5 Potência

(11.85)

Uma vez que a potência instantânea é periódica no tempo, e em particular com período duplo daqueles característicos da corrente e da tensão (Figura 11.21.b), o valor médio respectivo é dado pelo integral

(11.86)

ou seja,

(11.87)

ou ainda

(11.88)

A potência média dissipada numa resistência pode ainda ser expressa em função do valor eficaz da tensão ou da corrente (também designado valor rms, do inglês root mean square)

(11.89)

valor que no caso dos sinais sinusoidais é dado por

(11.90)

Considere-se agora o circuito da Figura 11.21, cujos fasores da tensão e da corrente se encontram desfasados de π/2 radianos,

(11.91)

http://ltodi.est.ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_11/potencia.htm (2 of 9)06-06-2005 12:37:14

(11.htm (3 of 9)06-06-2005 12:37:14 .2 Potência nos Circuitos RC e RL Considere-se o circuito RC da Figura 11.93) respectivamente.ips. (11.95) O resultado em (11. É facilmente demonstrável que a potência média dissipada numa bobina é identicamente nula.11.b) é expressa pelo produto (11.21 Potência acumulada num condensador no regime forçado sinusoidal 11.22.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_11/potencia.5 Potência ou seja. pelo contrário é um elemento capaz de armazenar e restituir energia à fonte de alimentação.105) indica que o condensador não dissipa energia eléctrica.94) cujo valor médio no tempo é nulo. http://ltodi.5.est. Figura 11. relativamente ao qual se pretende determinar as potências instantânea e média fornecida pela fonte.21. A potência instantânea fornecida ao condensador (Figura 11.92) e (11.

ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_11/potencia. respectivamente.htm (4 of 9)06-06-2005 12:37:14 .22 Potência dissipada num circuito RC De acordo com a metodologia estabelecida anteriormente. As expressões da tensão e da corrente no domínio do tempo são. (11. o fasor da corrente no circuito é expresso pelo cociente (11.11.est.5 Potência Figura 11.96) em que ϕ=artg(-1/ωRC).99) ou ainda http://ltodi.97) e (11.98) A potência instantânea fornecida ao circuito pela fonte é expressa pelo produto (11.

est.htm (5 of 9)06-06-2005 12:37:14 .ips.105) concorda com a conclusão obtida anteriormente para as potências médias dissipadas pelos elementos resistência e condensador.5 Potência (11.11. A potência fornecida pela fonte é. Observando o triângulo das impedâncias da Figura 11. assim.22.102) ou ainda (11.104) isto é. composta por duas parcelas: (i) uma parcela relativa à energia dissipada por efeito de Joule na resistência. que constitui um processo irreversível.101) ou (11. que a potência fornecida pela fonte ao circuito coincide na íntegra com aquela dissipada na resistência (11.103) em que Z define o módulo da impedância do conjunto RC.b verifica-se que (11.105) O resultado expresso por (11.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_11/potencia. http://ltodi.100) cujo valor médio no tempo é (11.

constituído por uma fonte de tensão sinusoidal e uma impedância Z=R+jX (Figuras 11.23 Potências aparente.106) e que. Pode facilmente demonstrar-se que a potência fornecida por uma fonte a um circuito RL coincide com aquela estabelecida em (11.23. Figura 11.5.23 a e b).pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_11/potencia. Estas trocas de energia contribuem apenas para aumentar a amplitude máxima da corrente no circuito. alternadamente acumulada e restituída pelo condensador à fonte.5 Potência (ii) e outra parcela.23.ips. portanto.c) http://ltodi.105). que o fasor da tensão aplicada é (11. 11.11.a.3 Potências Activa. Reactiva e Aparente Considere-se o circuito representado em 11. o fasor da corrente no circuito é (Figura 11. activa e reactiva Admita-se ainda que a parte imaginária da impedância é positiva (hipótese que equivale a considerar a carga como um circuito RL).htm (6 of 9)06-06-2005 12:37:14 .est.

a corrente no circuito encontra-se acima do valor estritamente necessário para transferir a potência que na realidade se transfere. em paralelo com a carga. Este teorema pode ser generalizado ao âmbito da análise fasorial do http://ltodi.d. seja a parte trocada com a parte imaginária. designa-se por potência reactiva o produto VAr. conduzindo assim à redução da parte reactiva da potência. quando a carga e a resistência de saída da fonte apresentam valores idênticos.11. volt-ampere reactivo (11.23. isto é.. 11.4 Teorema da Máxima Transferência de Potência No âmbito dos circuitos resistivos puros.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_11/potencia. Quando o factor de potência é inferior à unidade. os electrodomésticos nas casas etc.est. potência que inclui seja a fracção dissipada na parte resistiva da impedância.5 Potência (11. A correcção do factor de potência é uma das tarefas que mais preocupa as companhias distribuidoras de energia eléctrica.110) é designado por factor de potência da carga e constitui uma medida da eficácia com que a potência é transferida da fonte para a carga. os consumidores de energia eléctrica. a cargas cuja parte imaginária é positiva. volt-ampere (11.5. Por outro lado.htm (7 of 9)06-06-2005 12:37:14 . conduzem em geral a impedâncias com carácter indutivo. sejam eles os motores das fábricas. As potências aparente. em direcções perpendiculares entre si.108) define a potência aparentemente fornecida ao circuito pela fonte. Com efeito.109) que representa a potência alternadamente trocada entre a fonte de tensão e o elemento acumulador de energia. Nestes casos. um condensador de compensação. ao passo que a hipotenusa do mesmo define a potência aparente.ips. As potências activa e reactiva definem os catetos do triângulo. O cociente entre a potência dissipada por efeito de Joule e a potência aparente (11. reactiva e activa (activa no sentido de potência dissipada por efeito de Joule sobre as resistências) definem o triângulo das potências representado na Figura 11. constatou-se que a máxima transferência de potência entre uma fonte e uma carga ocorre quando estas se encontram adaptadas. ocorrendo perdas de energia desnecessárias por efeito de Joule sobre as linhas de distribuição. isto é. o factor de potência pode ser aumentado introduzindo.107) O produto VA.

113) simplifica-se para http://ltodi. o máximo da transferência de potência ocorre certamente quando (11. Neste caso.24.113) Independentemente das partes resistivas da impedância de saída da fonte e da carga.24 Teorema da máxima transferência de potência O fasor da corrente no circuito é dado pelo cociente (11. a expressão da potência média em (11.htm (8 of 9)06-06-2005 12:37:14 . s s s Figura 11.111) cujo módulo é (11.11. e por uma carga complexa.5 Potência regime forçado sinusoidal.est. concluindo-se neste caso que a máxima transferência de potência ocorre quando as impedâncias da fonte e da carga são complexas conjugadas.114) dado que estas podem ser positivas (as bobinas) ou negativas (os condensadores).ips. Considere-se então o circuito representado na Figura 11. Z=R+jX. s ambas positivas.112) De acordo com os resultados obtidos na secção anterior.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_11/potencia. R e R respectivamente. o valor médio da potência activa (de Joule) efectivamente dissipada pela carga é (11. constituído por uma fonte de tensão sinusoidal com impedância de saída Z =R +jX .

no entanto. Significa isto que a escolha da impedância de carga deve ser feita em função da frequência para a qual se pretende maximizar a transferência de potência.htm (9 of 9)06-06-2005 12:37:14 .114). salientar o facto de a adaptação de impedâncias se verificar apenas para uma frequência angular bem definida.b).115) conduz então ao resultado (11. permite escrever a condição de máxima transferência de potência (11.115) expressão que coincide na forma com aquela obtida anteriormente no âmbito da análise dos circuitos resistivos puros.11.25 ilustra-se o significado prático da adaptação de impedâncias entre fonte e carga: a igualdade X=-X equivale a cancelar a parte reactiva do conjunto de impedâncias formado pela fonte e pela carga.est. a reconduzir o circuito à forma encontrada na análise das redes resistivas puras (Figura 11.5 Potência (11.117) Na Figura 11.ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_11/potencia. A determinação do máximo de (11. Convém.25.116) o qual. Figura 11.25 Adaptação de impedâncias http://ltodi. em conjunto com (11. ou s seja.

de Millman e de Miller. O fasor é uma entidade complexa que compila a informação relativa à amplitude e à fase na origem de uma sinusóide de tensão ou corrente. Esta situação é designada por adaptação de impedâncias.ips. ao passo que a impedância eléctrica é o número complexo resultante do cociente entre os fasores de tensão e corrente num componente. as regras de associação série e paralelo de impedâncias e as regras dos divisores de tensão e de corrente são generalizáveis à análise fasorial do regime forçado sinusoidal. da sobreposição das fontes. A máxima transferência de potência entre uma fonte e uma carga complexa ocorre quando a carga e a impedância de saída da fonte são complexas conjugadas. respectivamente.est. As Leis de Kirchhoff das tensões e das correntes. Apenas a resistência é responsável pela dissipação de energia (o efeito de Joule). jωL e 1/jωC. de Thévenin.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_11/sumar_11.htm06-06-2005 12:37:15 . de Norton. sendo nos dois últimos casos uma função da frequência angular sob análise. condensador e bobina apresentam impedâncias dadas por R. Os elementos resistência. http://ltodi.Sumário Sumário O regime forçado sinusoidal estuda as relações existentes entre as amplitudes e as fases das variáveis tensão e corrente eléctrica nos circuitos excitados exclusivamente por fontes sinusoidais. Os elementos condensador e bobina acumulam e restituem energia às fontes. e os teoremas da transformação de fonte. O mesmo sucede com os métodos das malhas e dos nós.

*11. (c) v(t)= 10 cos(10000t+π/2) e i(t)= 0. da fase.2 Considere as seguintes expressões das tensões eléctricas v1(t) e v2(t) aos terminais de dois elementos de um circuito: (a) v1(t)=10cos(10000t) e v2(t)=10cos(10000t+π/2).Exercícios de Aplicação Exercícios de Aplicação *11.htm (1 of 5)06-06-2005 12:37:16 . da parte real e da parte imaginária das impedâncias e admitâncias representadas na Figura E11.01 cos(10000t+π). Em qualquer dos casos. (b) v(t)= 10 cos(10000t+π/2) e i(t)= 0.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_11/exapl_11. *11.3 Efectue os seguintes cálculos: (a) (b) *11.4 Determine o valor do módulo. considere uma frequência f=1000 Hz. Figura E11. Indique qual o tipo de elemento em questão.ips. recorrendo à notação fasorial. Em cada um dos casos determine a expressão da tensão v(t)=v1(t)+v2(t).01 cos(10000t).01 cos(10000t).4.1 Admitindo que a relação entre a corrente e a tensão num componente é dada por: (a) v(t)= 10 cos(10000t) e i(t)= 0.4 http://ltodi.est. (b) v1(t)=10cos(t+π/3) e v2(t)=10cos(t+π/2).

(b) o fasor da corrente fornecida pela fonte de tensão. Por aplicação do método dos nós.7 11. Estabeleça também a expressão da tensão no domínio do tempo.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_11/exapl_11.5 *11.6 Considere o circuito representado na Figura E11. Figura E11. Figura E11.htm (2 of 5)06-06-2005 12:37:16 .5.7 Considere o circuito representado na Figura E11.6 *11. Determine a expressão da corrente i(t) na resistência R. Figura E11.Exercícios de Aplicação 11.ips.est. obtenha a relação matricial relativa às tensões e às correntes nos diversos nós e elementos do circuito.8. Por aplicação do método dos nós ou das malhas.7.8 Considere os circuitos representados na Figura 11. Determine os valores numéricos dos seguintes fasores e impedâncias: (a) a impedância vista à direita dos terminais da fonte. http://ltodi.6. determine o fasor da tensão aos terminais do condensador.5 Considere o circuito representado na Figura E11.

Exercícios de Aplicação Figura E11.htm (3 of 5)06-06-2005 12:37:16 .ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_11/exapl_11.est.8 http://ltodi.

htm (4 of 5)06-06-2005 12:37:16 . Figura E11.Exercícios de Aplicação *11.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_11/exapl_11. Admita que: (a) ω1=ω2=1000 rad/s.est.9 *11.9. determine a expressão da tensão v (t) indicada no o circuito representado na Figura E11. (b) ω1=1000 rad/s e ω2=500 rad/s.ips.10 http://ltodi.10.9 Determine os equivalentes de Thévenin e Norton dos circuitos representados na Figura E11. Figura E11.10 Por aplicação do teorema da sobreposição das fontes.

12.Exercícios de Aplicação 11. Determine o valor da indutância (L) e da resistência (R) para as quais se verifica a máxima transferência de potência entre a fonte e a carga RL.ips. Determine: (a) a potência instantânea transferida para cada elemento.11. http://ltodi. (b) a potência média dissipada por cada elemento.E. (c) a potência activa.11 Considere os circuitos representados na Fig. aparente e reactiva fornecida pela fonte.htm (5 of 5)06-06-2005 12:37:16 .12 Considere o circuito representado na Figura E11. Figura E11. Figura E11.est.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_11/exapl_11.12 Desenhe o respectivo triângulo das potências.11 11.11.

10. as dinâmicas RC e RL representados nas Figuras 10.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_10/topobasi. Dois elementos são irredutíveis entre si quando se não podem associar ou em série ou em paralelo.htm (1 of 2)06-06-2005 12:37:17 . uns de 1.1 Topologias Básicas Um circuito é de 2.1.10.ª ordem.1.f e 10.1. 10.g são todos de 2.10.1.1 apresentam-se alguns circuitos com múltiplos condensadores e bobinas.1.ips.ª e de 2.1 Topologias Básicas 10. apesar de os circuitos energia. e outros porque são constituídos por condensadores ou bobinas irredutíveis entre si por associação em série ou em paralelo. uns porque são constituídos por um condensador e uma bobina.c conterem múltiplos elementos armazenadores de respectivas são ainda governadas por equações diferenciais de 1ª ordem.1 Circuitos de 1.est.ª e outros de 2. duas bobinas ou um condensador e uma bobina).e. Por exemplo. Figura 10. Pelo contrário.ª ordem quando contém dois elementos armazenadores de energia irredutíveis entre si (dois condensadores.b e 10.d.ª ordem. os circuitos representados nas Figuras.ª ordem http://ltodi.1. Na Figura 10.

2 Circuito RC (a). Figura 10.ª ordem pode sempre ser redesenhado numa das três configurações básicas ilustradas na Figura 10.htm (2 of 2)06-06-2005 12:37:17 .pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_10/topobasi. RL ou RLC de 2.1.ips. O bloco central define um subcircuito constituído unicamente por resistências e fontes de tensão ou de corrente.ª ordem representados na Figura 10.ª ordem http://ltodi.10. A título de exemplo.3 redesenham-se os esquemas eléctricos dos quatro circuitos de 2. A representação de um circuito nesta forma permite simplificar a formulação das equações diferenciais que governam a dinâmica temporal respectiva.2.1 Topologias Básicas Independentemente da complexidade aparente da sua topologia. bloco que se encontra ligado nos seus dois portos de acesso a dois elementos armazenadores de energia. qualquer circuito RC. na Figura 10. RL (b) e RLC (c) de 2. vantagem que adiante se verá ser particularmente notória na aplicação do método das variáveis de estado.est.

respectivamente a tensão e a corrente.2 Formulação das Equações 10. A forma (10. x1(t) e x2(t) representam as variáveis associadas à energia nos elementos condensador e bobina.2) transporta consigo o potencial da simulação numérica da dinâmica temporal de um circuito.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_10/formequa.2 Formulação das Equações Existem duas alternativas para a representação das equações que governam o funcionamento de um circuito de 2.1) em que α e ω 2 o são duas constantes designadas por coeficiente de amortecimento e frequência angular de oscilação. As equações (10. (ii) representação na forma de um sistema de equações diferenciais de 1. Neste caso.2) podem ser obtidas por intermédio de três métodos alternativos: o método da substituição.ª ordem: (i) representação na forma de uma equação diferencial linear escalar de 2. De seguida exemplifica-se a aplicação de cada um destes métodos alternativos a diversos circuitos de 2ª ordem. f(t) representa o termo forçado pelas fontes independentes do circuito e x(t) define a variável (tensão ou corrente) cuja dinâmica se pretende estabelecer.10.est. http://ltodi. (10.ª ordem.ips. a matriz A representa a topologia do circuito considerado.1) e (10. f1(t) e f2(t) constituem o vector dos termos forçados pelas fontes independentes no circuito e.2) designadas no conjunto por equações de estado do circuito. o método do operador-s e o método das variáveis de estado.ª ordem (10.htm (1 of 13)06-06-2005 12:37:22 . finalmente.

1 Método da Substituição O método da substituição é geralmente utilizado na análise de circuitos de reduzida complexidade.2 Formulação das Equações Figura 10.4.est.ª ordem 10. http://ltodi.3 Representações simplificadas de quatro circuitos de 2.10.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_10/formequa. Dois exemplos de circuitos deste tipo são as redes representadas na Figura 10.htm (2 of 13)06-06-2005 12:37:22 .2.ips.

respectivamente.htm (3 of 13)06-06-2005 12:37:22 .4) e (10.a.4) em que i(t) e v (t) definem.ips. em conjunto com as características tensão-corrente dos componentes.4 Aplicação do método da substituição Considere-se então o circuito RLC-série sem fontes independentes representado na Figura 10.5) ou ainda (10. então a passagem entre as equações (10. por substituição da característica tensão-corrente do condensador. A aplicação da Lei de Kirchhoff das tensões à malha do circuito permite escrever a igualdade v (t) + v (t) + v (t) = 0 R L C (10.5) deveria ter sido efectuada recorrendo à característica L inversa do condensador.4. i (t). (10.3) a qual.2 Formulação das Equações Figura 10. a corrente na bobina (e no condensador) e a tensão no condensador.6) Caso o objectivo da análise consistisse na determinação da equação diferencial que governa a corrente na bobina. obtém-se C (10. i(t)=Cdv (t)/dt.7) http://ltodi. C No entanto.est.10. se pode reescrever como (10.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_10/formequa.

9) conduz à equação diferencial de 2. De acordo com o exemplo anterior. (ii) substituição da variável não desejada. (10. (iii) quando necessário.10) cuja forma é idêntica àquela estabelecida anteriormente para a tensão aos terminais do condensador.htm (4 of 13)06-06-2005 12:37:22 . v (t).4.est.2 Formulação das Equações isto é.b e admita-se que se pretende determinar a equação diferencial que governa a tensão aos terminais do condensador. A aplicação da Lei de Kirchhoff C das correntes ao nó-X permite escrever a igualdade (10.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_10/formequa. Considere-se agora o circuito RLC-paralelo representado na Figura 10.8) (10.4) na forma (i =i =i) L C (10. através da escrita de (10.12) http://ltodi.10. derivação de ambos os termos da equação diferencial de modo a obter uma equação diferencial de 2. designadamente a tensão aos terminais do condensador e a corrente na bobina. a aplicação do operador derivada às partes esquerda e direita da igualdade (10.8) Neste caso.ª ordem. neste caso recorrendo às características tensão-corrente do condensador ou da bobina. podem identificar-se neste método os seguintes passos: (i) obtenção de uma equação que contém as variáveis relativas aos dois elementos armazenadores de energia.11) ou seja.ª ordem (10.ips.

htm (5 of 13)06-06-2005 12:37:22 .pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_10/formequa. v (t). a substituição da característica tensão-corrente da bobina (10.a.ª ordem (10.ips.15) 10. útil por exemplo para determinar as correntes no condensador e na bobina. a aplicação sucessiva da Lei de Kirchhoff das correntes aos nós-1 e -2 do circuito permite escrever as igualdades http://ltodi.10.14) que.5. ou por intermédio do método dos nós (Figura 10. conduz à equação diferencial de 2.2.2 Método do Operador-s O método do operador-s pode ser aplicado a dois níveis essencialmente distintos: ao nível do sistema de equações resultante da aplicação do método dos nós ou das malhas. C Figura 10.5 Aplicação do método do operador-s A análise deste circuito pode ser feita com base no método das malhas. Neste último caso. ou directamente ao nível das características tensãocorrente dos elementos condensador e bobina.13) permite rescrever (10.b). após derivação.2 Formulação das Equações Neste caso.5.12) na forma (10.est. Considere-se o circuito RLC representado na Figura 10. relativamente ao qual se pretende determinar a equação diferencial que governa a tensão aos terminais do condensador.

ª ordem. expresso em (10.ª ordem (10.20) cuja representação sob a forma matricial é (10.19) No caso particular do sistema de equações diferenciais de 1.17) O método do operador-s consiste basicamente em substituir o operador derivada por uma variável algébrica (10.18) seguido da resolução do sistema de equações e da reconversão da variável algébrica no operador derivada de acordo com a regra (10.htm (6 of 13)06-06-2005 12:37:22 . (10.21) A resolução do sistema de equações em ordem à variável v conduz à expressão C http://ltodi. conduzem ao sistema de duas equações L L C diferenciais de 1.2 Formulação das Equações (10.16) que.est.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_10/formequa.17).10.ips. por substituição das relações v1(t)=v (t)=Ldi (t)/dt e v2(t)=v (t).

k Uma metodologia alternativa à apenas descrita consiste em converter o operador derivada na variável algébrica directamente ao nível das características tensão-corrente dos elementos condensador e bobina. uma vez que (10. Com efeito.est. da corrente na bobina e das respectivas derivadas. finalmente. (ii) conversão do operador derivada numa variável algébrica. reconversão da variável algébrica s no operador derivada de acordo com a regra s k→ k d /dt .24) cuja forma canónica é (10.ips.23) Assim. (iv) rearranjo da expressão na forma xD(s) =N(s). a reconversão da variável algébrica no operador derivada conduz à equação diferencial de 2ª ordem (10.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_10/formequa.2 Formulação das Equações (10.htm (7 of 13)06-06-2005 12:37:22 . (v) e. podem identificar-se no método do operador-s os seguintes cinco passos: (i) obtenção de um sistema de equações diferenciais em função da tensão no condensador. d/dt→ s. (iii) resolução do sistema de equações algébricas em ordem à variável desejada. em que x representa a variável desejada.10. (10.26) e http://ltodi.22) ou seja.25) De acordo com o exemplo anterior.

ips.10.29) Como se indica nas Figura 10. Figura 10. respectivamente.2 Formulação das Equações (10.est.28) e (10. estas relações são tais que os elementos condensador e bobina podem ser encarados como ´resistências´ cujo valor é 1/sC e sL.6.6 Aplicação do método do operador-s Por exemplo.c. c permite escrever o sistema de equações (v2=v ) C http://ltodi. podendo a partir de então ser aplicados os mesmos métodos de análise considerados durante o estudo dos circuitos resistivos puros (em capítulos posteriores ver-se-á que estes parâmetros coincidem com as impedâncias dos elementos escritas na forma de Laplace).27) pode efectuar-se directamente a conversão (10.htm (8 of 13)06-06-2005 12:37:22 .6. a aplicação da Lei de Kirchhoff das correntes aos nós-1 e -2 do circuito representado na Figura 10.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_10/formequa.6.b e 10.

htm (9 of 13)06-06-2005 12:37:22 . uma por cada condensador e bobina irredutível existente no circuito.22).ª ordem.ª ordem contidas no sistema. cuja ordem coincide com o número de equações diferenciais de 1. As variáveis de estado de um circuito coincidem com as grandezas associadas à energia armazenada nos condensadores e nas bobinas. 10.ª ordem a partir de (10.ª ordem representado na Figura 10. constituído por dois condensadores irredutíveis entre si. as equações de estado de um circuito podem sempre ser condensadas numa única equação diferencial. Apesar da sua importância para a simulação numérica de circuitos eléctricos.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_10/formequa.est.7.2.3 Método das Variáveis de Estado O método das variáveis de estado tem como finalidade a obtenção de um sistema de equações diferenciais de 1.31) ou ainda (10.a. http://ltodi.10.32) baseia-se nos mesmos passos estabelecidos anteriormente.30) cuja resolução em ordem à variável v2=v conduz à expressão C (10. respectivamente a tensão e a corrente eléctricas. Considere-se o circuito RC de 2. A obtenção da equação diferencial de 2.32) a qual coincide com aquela obtida em (10.ips.2 Formulação das Equações (10.

opta-se por aplicar a Lei de Kirchhoff das correntes aos nós de ligação dos condensadores ao diporto (nós-1 e -2).b).7. Apesar de não ser estritamente necessário para a aplicação do método.htm (10 of 13)06-06-2005 12:37:22 . por substituição da característica do condensador. as tensões aos terminais dos condensadores C1 e C2.ips.est.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_10/formequa. respectivamente v 1(t) e v 2(t).34) cujas forma canónica e representação sob a forma matricial são http://ltodi. Uma vez que as variáveis de estado são ambas tensões. No presente caso obtêm-se as duas equações (10.10.7 Aplicação do método das equações de estado As variáveis de estado do circuito são.2 Formulação das Equações Figura 10. aconselhaC C se sempre o redesenhar do circuito pondo em evidência a ligação dos dois elementos armazenadores de energia a um diporto constituído unicamente por resistências e fontes de tensão ou de corrente (Figura 10.33) que. se podem reescrever na (10. por definição.

as respectivas derivadas.36) permitem calcular numericamente as variáveis de estado num instante de tempo imediatamente seguinte.htm (11 of 13)06-06-2005 12:37:22 . Esta formulação indica que se num dado instante de tempo (to) forem conhecidas as condições iniciais das variáveis de estado do circuito. então as derivadas C1 C2 expressas pela relação matricial (10. As equações de estado expressas por (10. através da aproximação (10. O ponto (ii) justifica a grande importância dada às equações de estado na simulação numérica em computador de circuitos eléctricos.35) e (10.37) A iteração deste procedimento permite determinar a evolução no tempo das variáveis de estado. t1=to+∆t. as fontes (i) as variáveis de estado.ª ordem.36): . Por exemplo. .2 Formulação das Equações (10.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_10/formequa. (ii) as derivadas das variáveis de estado.ips. independentes e a topologia do circuito encontram-se compiladas em vectores e matrizes distintas.36) respectivamente. por conversão do operador derivada (em ordem ao tempo) numa variável algébrica obtém-se http://ltodi. são dadas em cada instante pelo valor actual das próprias variáveis de estado adicionadas dos efeitos das fontes independentes do circuito.est. no presente caso as tensões v (to) e v (to).10. Podem fazer-se as seguintes considerações relativamente à relação matricial (10. entenda-se o ritmo de variação no tempo das variáveis de estado.36) permitem obter uma equação diferencial escalar de 2.

após reconversão da variável algébrica no operador derivada.ips. Por exemplo.41) que.40) ou seja. (10.39) cuja forma é semelhante àquela obtida por aplicação do método do operador-s.38) que.ª ordem http://ltodi. a resolução deste sistema de equações em ordem à variável v conduz ao cociente de polinómios na variável-s C1 (10.htm (12 of 13)06-06-2005 12:37:22 . conduz à equação diferencial de 2. permite escrever a relação matricial (10.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_10/formequa. após re-arranjo dos seus termos.est.10.2 Formulação das Equações (10.

ips.htm (13 of 13)06-06-2005 12:37:22 .pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_10/formequa.2 Formulação das Equações (10.42) http://ltodi.est.10.

pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_10/solna_10.ips. Esta estabelece a dinâmica temporal de um circuito excitado unicamente pelas energias armazenadas nos condensadores e nas bobinas que o constituem.est.htm (1 of 9)06-06-2005 12:37:26 . (a) sobre-amortecida (b) criticamente amortecida http://ltodi.3 Solução Natural 10. ou imaginárias puras (α =0).43) cujo polinómio característico e raízes respectivas são.3 Solução Natural 10.44) e (10.3. complexas conjugadas(α <ωo). As raízes em (10.45) designa-se por solução natural. respectivamente. reais e iguais (α =ωo). (10.1 Soluções Naturais Alternativas A solução de uma equação diferencial com termo forçado nulo (10.10.45) podem ser de quatro tipos essencialmente distintos: reais e distintas (α >ωo).

(10.8. . constituída em particular pelo somatório de duas exponenciais complexas conjugadas (Figura 10. neste caso definida pelo produto de uma exponencial real negativa por uma função linear (Figura 10.d).ips. (10.8 Soluções naturais alternativas Por conseguinte.48) (iv) oscilatória (α=0). e A1 e A2 são duas constantes a determinar por imposição das condições inicial e de (ii) criticamente amortecida (α =ωo).a).47) (iii) sub-amortecida (α <ωo).10.46) em que continuidade. a solução natural da equação diferencial pode apresentar uma de quatro formas básicas.8.8): (i) sobre-amortecida (α >ωo). (10. http://ltodi.3 Solução Natural (c) sub-amortecida (d) oscilatória Figura 10.8. assim designada por resultar do somatório de duas exponenciais reais negativas (Figura 10.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_10/solna_10.c). dada pelo somatório de duas exponenciais imaginárias puras (Figura 10.8.b).htm (2 of 9)06-06-2005 12:37:26 .est. a saber (ver Figura 10.

3 Solução Natural (10. e a corrente na C bobina. (ii) criticamente-amortecida: α =ωο ⇔ Q=0. L http://ltodi. Figura 10. De acordo com esta definição.10.ª ordem que governam a tensão aos terminais do condensador. v (t).9.5.2 Solução Sobre-amortecida Considere-se o circuito RLC-série representado na Figura 10. ο A distinção entre as diversas soluções alternativas pode ser efectuada com base apenas no cociente (10. (iv) oscilatória: α=0 ⇔ Q=∞ . 10. as quatro soluções alternativas caracterizam-se pelos seguintes factores de qualidade: (i) sobre-amortecida: α >ωο ⇔ 0<Q<0.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_10/solna_10.est.3.ips. (iii) sub-amortecida: α <ωο ⇔ Q>0. i (t).5.50) designado por factor de qualidade.49) e à qual correspondem oscilações sinusoidais de frequência ω .htm (3 of 9)06-06-2005 12:37:26 .5.9 Solução natural sobre-amortecida em conjunto com as equações diferenciais de 2.

51) e (10.56) ou seja.3 Solução Criticamente Amortecida http://ltodi. (10.ips.55) cujas constantes A1 e A2 são determinadas por imposição das condições inicial e de continuidade das energias armazenadas no condensador e na bobina.52) respectivamente. negativas e distintas (10. L Simulador da Solução Natural de Circuitos RLC-série 10.9 representa-se a solução natural sobre-amortecida de um circuito RLC-série (as duas curvas ilustradas referem-se a valores distintos do factor de qualidade.htm (4 of 9)06-06-2005 12:37:26 . i (0)=0).57) Na Figura 10.53) isto é. que as raízes do polinómio característico são reais.10. admitindo sempre nula a corrente inicial na bobina.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_10/solna_10.3. (10.3 Solução Natural (10.est. Admita-se ainda que o factor de qualidade do circuito é inferior a 1/2. (10.54) A dinâmica da tensão aos terminais do condensador tem a forma (10.

62) Na Figura 10. http://ltodi.58) As raízes do polinómio característico são reais.htm (5 of 9)06-06-2005 12:37:26 .10 representa-se a solução natural de um circuito RLC-série criticamente amortecido (as curvas representadas referem-se a pares distintos de condições iniciais.59) e a tensão aos terminais do condensador é (10. ou seja. ).61) de onde resultam as igualdades (10. (10.3 Solução Natural Considere-se de novo o circuito RLC-série e admita-se que os parâmetros R.est.10. negativas e iguais.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_10/solna_10.ips. (10. L e C são tais que o factor de qualidade do circuito é Q=1/2.60) cujas constantes A1 e A2 verificam as relações (10.

66) apresenta oscilações de frequência angular ω =(ωo2-α2)1/2. se obtêm a partir das condições iniciais no condensador e na bobina.3 Solução Natural Figura 10.5.10.ips.3. verifica-se então que a tensão aos terminais do condensador é expressa por (10. (10.4 Solução Sub-amortecida A solução natural sub-amortecida caracteriza-se pela relação α <ωo.est.10 Solução natural criticamente amortecida Simulador da Solução Natural de Circuitos RLC-série 10.66) em que A1 e A2. a solução (10. ou A3 e θ.63) à qual correspondem as raízes complexas conjugadas (10.11. Conforme se ilustra na Figura 10.64) Considerando o mesmo circuito RLC-série dos exemplos anteriores. em alternativa. portanto Q>0.65) ou. (10. d http://ltodi.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_10/solna_10.htm (6 of 9)06-06-2005 12:37:26 .

70) que também se podem escrever na forma (10. as constantes A3 e θ obtém-se a partir do sistema de equações (10. em alternativa.66).67) cuja solução é (10.10.65) ou.ips.htm (7 of 9)06-06-2005 12:37:26 .68) Simulador da Solução Natural de Circuitos RLC-série 10.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_10/solna_10.11 Solução natural sub-amortecida As condições inicial e de continuidade da energia armazenada no condensador e na bobina permitem determinar as constantes A1 e A2 em (10. A solução é expressa pelo somatório de duas exponenciais complexas (10. verifica-se que http://ltodi. no caso das constantes A3 e θ. as constantes A3 e θ em (10.3. α=0 e Q=∞ .3 Solução Natural Figura 10.71) Por exemplo.69) verificando-se em particular R=0.est.5 Solução Oscilatória No regime oscilatório as raízes do polinómio característico da equação diferencial são imaginárias puras (10. Por exemplo.

(10.74) verifica-se que a energia armazenada no condensador (10. correspondentes a condições iniciais distintas.10.72) de onde resultam (10.3 Solução Natural (10. Com efeito.12 Solução natural oscilatória A solução oscilatória apresenta diversas particularidades cuja importância convém desde já referir: as oscilações mantêm-se com amplitude constante ao longo de um intervalo de tempo indefinido.htm (8 of 9)06-06-2005 12:37:26 .pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_10/solna_10. o que permite classificar este circuito como um oscilador sinusoidal. a energia é trocada entre o condensador e a bobina.12 representam-se duas soluções oscilatórias possíveis. se se calcular a corrente na bobina.est.73) Na Figura 10.75) e a energia armazenada na bobina http://ltodi.ips. Figura 10.

htm (9 of 9)06-06-2005 12:37:26 .76) somam um valor constante (10.3 Solução Natural (10.est. Simulador da Solução Natural de Circuitos RLC-série http://ltodi. e vice-versa.ips.77) Os pontos de máximo da energia armazenada no condensador coincidem com os pontos de mínimo (zero) da energia acumulada na bobina.10.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_10/solna_10.

4 Solução Forçada 10. Na Tabela 10. e que se pretende determinar a expressão da tensão aos terminais do condensador para t>0. respectivamente.1 indicam-se as soluções forçadas mais comuns na análise de circuitos eléctricos.4.htm (1 of 7)06-06-2005 12:37:28 .1 Soluções forçadas mais comuns na análise de circuitos eléctricos 10.78) A solução é composta por duas parcelas (10.ips.79) em que x (t) e x (t) definem.10.4 Solução Forçada Os circuitos de 2. a solução natural e a solução forçada pelas fontes n f independentes. C L http://ltodi.a e admita-se que a fonte de corrente independente tem a forma de um degrau com origem em t=0. A solução forçada por si só verifica a equação diferencial (10. i (t)=I . TERMO FORÇADO f(t) SOLUÇÃO FORÇADA xf(t) K Kcos(ωt) Ke Kt Kt2 -at B B cos(ωt) + B sin(ωt) c s Be -at B2t + B1 B3t2 + B2t + B1 Tabela 10.est.1 Solução Forçada Constante Considere-se o circuito RLC na Figura 10.u(t).ª ordem com fontes independentes são governados por equações diferenciais com termo forçado (10.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_10/solfo_10. Admita-se ainda que as condições iniciais do circuito s s são v (0) e i (0).78) e é independente das condições inicial e de continuidade.13.

80) e em que α.4 Solução Forçada Figura 10.81) (10.10.htm (2 of 7)06-06-2005 12:37:28 .83) http://ltodi. (10.b) (10.13 Regime forçado constante Considere-se primeiramente o regime natural do circuito. cuja equação diferencial é (Figura 10.13. respectivamente.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_10/solfo_10. ωo e Q são.est.ips.82) e (10.

84) (10.a ou 10.84). (10.htm (3 of 7)06-06-2005 12:37:28 .13. por si só.13.90) http://ltodi.c).85) cuja solução é t>0 com B constante.89) (10.10. Considere-se agora o regime forçado do circuito (Figuras 10. t>0 cujas constantes A1 e A2 são tais que (10. t>0 em que A1 e A2 são duas constantes. verificar a equação diferencial (10. (10.86) deve.86) (10.4 Solução Forçada A solução natural é neste caso criticamente amortecida.ips.88). e forçada. A solução (10. (10.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_10/solfo_10.85).87) ou seja.est. (10. A equação diferencial com termo forçado é neste caso (10.88) A solução completa do circuito é então dada pela soma das soluções natural.

13.10. respectivamente (veja-se a Figura 10. que a solução natural é sobreamortecida. e que no limite t → ∞ .4 Solução Forçada isto é. e s t>0 (10.d).ips. criticamente amortecida e sub-amortecida. Na tabela 10. SOLUÇÃO NATURAL SOLUÇÃO COMPLETA v (t)=v (t) + v (t) C C-n C-f SOLUÇÃO COMPLETA v (0)=0 .91) Portanto.est.2 expôem-se as soluções completas da tensão aos terminais do condensador nos casos em que o termo forçado é constante e os valores dos componentes são tais.14 comparam-se diversas soluções forçadas constantes de um circuito RLC de 2. Estes resultados indicam que a totalidade da corrente fornecida pela fonte é desviada para a resistência. i (0)=0 C L http://ltodi.92) cujo limite quando t → ∞ é RI . (10.ª ordem (as condições iniciais no condensador e na bobina são sempre nulas).htm (4 of 7)06-06-2005 12:37:28 .93) que neste caso tende para zero quando t → ∞. Na Figura 10. t>0 (10. o circuito se comporta como se os terminais do condensador e da bobina se encontrassem em aberto e em curto-circuito.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_10/solfo_10.

pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_10/solfo_10.ª ordem com termo forçado constante http://ltodi.est.10.htm (5 of 7)06-06-2005 12:37:28 .ips.4 Solução Forçada sobreamortecida criticamente amortecida subamortecida Tabela 10.2 Soluções alternativas de um circuito RLC de 2.

a.95) As constantes B e B são tais que c s (10.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_10/solfo_10.14 Solução forçada constante Simulador da Solução Forçada Constante de Circuitos RLC-série 10.I cos(ωt).ips.10.4.96) isto é.est.htm (6 of 7)06-06-2005 12:37:28 .4 Solução Forçada Figura 10. admitindo desta vez que a fonte de corrente é de tipo sinusoidal.2 Solução Forçada Sinusoidal Considere-se novamente o circuito RLC representado na Figura 10. http://ltodi.13.94) cuja solução completa é (note-se que neste exemplo α =ω ) o (10. A equação diferencial que rege o funcionamento do s s circuito tem um termo forçado sinusoidal (10. i (t)=u(t).

que a solução completa verifica as condições inicial e de continuidade da energia armazenada no condensador e na bobina. as constantes A1 e A2 são tais.est.97) A igualdade em (10.97) exige que se verifiquem em simultâneo as relações (10.htm (7 of 7)06-06-2005 12:37:28 .4 Solução Forçada (10.99) Finalmente.98) cuja resolução conduz às soluções (10.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_10/solfo_10.101) Simulador da Solução Forçada Sinusoidal de Circuitos RLC-série http://ltodi.100) de onde resultam (10.ips.10. (10.

ou então dois condensadores ou duas bobinas irredutíveis entre si. http://ltodi. o método do operador-s e o método das variáveis de estado. fontes constantes conduzem a soluções forçadas constantes e fontes sinusoidais conduzem a soluções forçadas sinusoidais.ª ordem com termo forçado é constituída por duas parcelas: a solução natural. RL e RLC de 2. que define a dinâmica do circuito sujeito apenas à acção das energias armazenadas nos condensadores e nas bobinas. e a solução forçada pelas fontes independentes.ª ordem pode apresentar uma de quatro formas alternativas: sobre-amortecida. A equação diferencial de um circuito de 2. A solução natural de um circuito de 2.est. Os circuitos são de 2.ª ordem pode ser obtida por intermédio de três métodos alternativos: o método da substituição.htm06-06-2005 12:37:29 .Sumário Sumário Os circuitos RC.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_10/sumar_10. sub-amortecida e oscilatória. criticamente amortecida.ª ordem quando contêm um condensador e uma bobina.ª ordem são governados por equações diferenciais lineares escalares de 2.ª ordem. Deste modo.ips. A solução de uma equação diferencial de 2. A dinâmica do regime forçado é função da forma dos sinais aplicados.

4 Determine a equação diferencial que lhe permite obter a expressão da tensão no condensador. Indique o tipo de solução natural e determine a expressão da corrente i(t) para t>0. C para t>0.1 10. Figura E10.htm (1 of 4)06-06-2005 12:37:30 .2.1.3 *10. Figura E10.est.1 Considere o circuito RLC representado na Figura E10.2 10.Exercícios de Aplicação Exercícios de Aplicação *10.ips. http://ltodi. Indique o tipo de solução natural e determine a expressão da corrente i 1(t) para t>0.3 Considere o circuito RL representado na Figura E10. Indique o tipo de solução natural e determine a expressão da tensão v(t) para t>0.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_10/exapl_10. Admita i 1(0)=i 2(t)=0.2 Considere o circuito RLC representado na Figura E10. L L L Figura E10.3. v (t).

Figura E10.4 10.5 10. v (t). http://ltodi.6 Determine a equação diferencial que lhe permite obter a expressão de i(t) para t>0. Figura E10.6 10. v (t).pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_10/exapl_10. Determine a equação diferencial correspondente à tensão v (t) L (utilize o método das variáveis de estado).7 Determine a equação diferencial que lhe permite obter a expressão da tensão no condensador. C1 para t>0.5 Determine a equação diferencial que lhe permite obter a expressão da tensão no condensador.ips.Exercícios de Aplicação Figura E10.htm (2 of 4)06-06-2005 12:37:30 . C para t>0.7 *10.8 Considere o circuito RLC de E10. Figura E10.est.8.

10 *10.10. para t>0.ips.9 10. Figura E10.9 Considere o circuito RLC representado na Figura E10. com v (0)=0 e i (0)=Io.10.est. para t>0.11. C C L http://ltodi.11 Determine a expressão da tensão v (t) no circuito em 10.Exercícios de Aplicação Figura E10.10 Considere o circuito LC representado na Figura E. (b) ao nível dos elementos condensador e bobina. Determine a C L expressão da corrente i (t) e da tensão v (t).8 10. Admita v (0)=V0 e i (0)=0.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_10/exapl_10.htm (3 of 4)06-06-2005 12:37:30 .9. Determine a equação diferencial que lhe permite obter a expressão da corrente i (t): R (a) pelo método do operador-s ao nível do sistema de equações. L C Figura E10.

pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_10/exapl_10.ips.11 http://ltodi.est.htm (4 of 4)06-06-2005 12:37:30 .Exercícios de Aplicação Figura E10.

Simulador da Solução Forçada Constante de Circuitos RLC-série Simulador da Solução Forçada Constante de Circuitos RLC-série http://ltodi.est.ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/applets/rlcsfc/rlcsfc.htm06-06-2005 12:37:31 .

ª ordem com fontes independentes são governados por equações diferenciais com termo forçado (10.ips.79) em que x (t) e x (t) definem. e que se pretende determinar a expressão da tensão aos terminais do condensador para t>0.4.1 indicam-se as soluções forçadas mais comuns na análise de circuitos eléctricos.a e admita-se que a fonte de corrente independente tem a forma de um degrau com origem em t=0..\cap_10\solfo_10.htm (1 of 7)06-06-2005 12:37:40 .4 Solução Forçada Ampliar Capandice Í Index Reduzir Janela Janela CapítuloTexto Secção AjudaCapítuloTexto Sumário 11 9 10.4 Solução Forçada 10.78) e é independente das condições inicial e de continuidade. respectivamente.1 Solução Forçada Constante Considere-se o circuito RLC na Figura 10.10. Admita-se ainda que as condições iniciais do circuito s s são v (0) e i (0). Na Tabela 10.3 Os circuitos de 2.pt/lveriss/Sebenta_Online/applets/rlcsfc/.13.u(t).est.1 Soluções forçadas mais comuns na análise de circuitos eléctricos 10.\. a solução natural e a solução forçada pelas fontes n f independentes.. i (t)=I .78) A solução é composta por duas parcelas (10. C L http://ltodi. A solução forçada por si só verifica a equação diferencial (10. TERMO FORÇADO f(t) SOLUÇÃO FORÇADA xf(t) K Kcos(ωt) Ke Kt Kt2 -at B B cos(ωt) + B sin(ωt) c s Be -at B2t + B1 B3t2 + B2t + B1 Tabela 10.

..\.13.htm (2 of 7)06-06-2005 12:37:40 .pt/lveriss/Sebenta_Online/applets/rlcsfc/.\cap_10\solfo_10.4 Solução Forçada Figura 10.80) e em que α.est.10.82) e (10. ωo e Q são. respectivamente.b) (10.ips.13 Regime forçado constante Considere-se primeiramente o regime natural do circuito. cuja equação diferencial é (Figura 10.83) http://ltodi. (10.81) (10.

(10.htm (3 of 7)06-06-2005 12:37:40 . e forçada. (10.ips..85). A solução (10.90) http://ltodi. A equação diferencial com termo forçado é neste caso (10.4 Solução Forçada A solução natural é neste caso criticamente amortecida.85) cuja solução é t>0 com B constante. verificar a equação diferencial (10. (10.88) A solução completa do circuito é então dada pela soma das soluções natural.\cap_10\solfo_10. (10.10.est. t>0 cujas constantes A1 e A2 são tais que (10. t>0 em que A1 e A2 são duas constantes. por si só.89) (10.88).86) (10.13.c). Considere-se agora o regime forçado do circuito (Figuras 10.87) ou seja.pt/lveriss/Sebenta_Online/applets/rlcsfc/.\..a ou 10.86) deve.13.84).84) (10.

14 comparam-se diversas soluções forçadas constantes de um circuito RLC de 2.93) que neste caso tende para zero quando t → ∞. respectivamente (veja-se a Figura 10. (10.\cap_10\solfo_10. e que no limite t → ∞ . e s t>0 (10. t>0 (10.13. criticamente amortecida e sub-amortecida.htm (4 of 7)06-06-2005 12:37:40 .ips..pt/lveriss/Sebenta_Online/applets/rlcsfc/.est. que a solução natural é sobreamortecida. SOLUÇÃO NATURAL SOLUÇÃO COMPLETA v (t)=v (t) + v (t) C C-n C-f SOLUÇÃO COMPLETA v (0)=0 . i (0)=0 C L http://ltodi.92) cujo limite quando t → ∞ é RI .91) Portanto. Na Figura 10. Estes resultados indicam que a totalidade da corrente fornecida pela fonte é desviada para a resistência. o circuito se comporta como se os terminais do condensador e da bobina se encontrassem em aberto e em curto-circuito.d).2 expôem-se as soluções completas da tensão aos terminais do condensador nos casos em que o termo forçado é constante e os valores dos componentes são tais..10. Na tabela 10.4 Solução Forçada isto é.ª ordem (as condições iniciais no condensador e na bobina são sempre nulas).\.

2 Soluções alternativas de um circuito RLC de 2.ips.htm (5 of 7)06-06-2005 12:37:40 .ª ordem com termo forçado constante http://ltodi.est..4 Solução Forçada sobreamortecida criticamente amortecida subamortecida Tabela 10.\.pt/lveriss/Sebenta_Online/applets/rlcsfc/.\cap_10\solfo_10..10.

4.10..14 Solução forçada constante Simulador da Solução Forçada Constante de Circuitos RLC-série 10.2 Solução Forçada Sinusoidal Considere-se novamente o circuito RLC representado na Figura 10.4 Solução Forçada Figura 10.. A equação diferencial que rege o funcionamento do s s circuito tem um termo forçado sinusoidal (10.est. http://ltodi.95) As constantes B e B são tais que c s (10.13.pt/lveriss/Sebenta_Online/applets/rlcsfc/. admitindo desta vez que a fonte de corrente é de tipo sinusoidal.\cap_10\solfo_10.a.htm (6 of 7)06-06-2005 12:37:40 .94) cuja solução completa é (note-se que neste exemplo α =ω ) o (10.ips.96) isto é.I cos(ωt).\. i (t)=u(t).

10.97) A igualdade em (10..99) Finalmente.\. (10.100) de onde resultam (10. as constantes A1 e A2 são tais.est.97) exige que se verifiquem em simultâneo as relações (10. que a solução completa verifica as condições inicial e de continuidade da energia armazenada no condensador e na bobina.98) cuja resolução conduz às soluções (10.101) Simulador da Solução Forçada Sinusoidal de Circuitos RLC-série http://ltodi.htm (7 of 7)06-06-2005 12:37:40 .\cap_10\solfo_10..4 Solução Forçada (10.pt/lveriss/Sebenta_Online/applets/rlcsfc/.ips.

Simulador da Solução Forçada Sinusoidal de Circuitos RLC-série Simulador da Solução Forçada Sinusoidal de Circuitos RLC-série http://ltodi.est.ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/applets/rlcsfs/rlcsfs.htm06-06-2005 12:37:43 .

htm06-06-2005 12:37:49 .est.ips.Simulador da Solução Natural de Circuitos RLC-série Simulador da Solução Natural de Circuitos RLC-série http://ltodi.pt/lveriss/Sebenta_Online/applets/rlcsn/rlcsn.

\.\cap_10\solna_10. reais e iguais (α =ωo). complexas conjugadas(α <ωo).3 Solução Natural Ampliar Capandice Í Index Reduzir Janela Janela CapítuloSecção CapítuloSecção Texto Texto Ajuda 11 9 10.43) cujo polinómio característico e raízes respectivas são.3.1 Soluções Naturais Alternativas A solução de uma equação diferencial com termo forçado nulo (10. (a) sobre-amortecida (b) criticamente amortecida http://ltodi.htm (1 of 9)06-06-2005 12:38:16 .44) e (10. respectivamente.45) designa-se por solução natural.pt/lveriss/Sebenta_Online/applets/rlcsn/. As raízes em (10. ou imaginárias puras (α =0)..3 Solução Natural 10..45) podem ser de quatro tipos essencialmente distintos: reais e distintas (α >ωo). Esta estabelece a dinâmica temporal de um circuito excitado unicamente pelas energias armazenadas nos condensadores e nas bobinas que o constituem.ips. (10.est.4 10.10.210.

http://ltodi.8.46) em que continuidade.3 Solução Natural (c) sub-amortecida (d) oscilatória Figura 10. constituída em particular pelo somatório de duas exponenciais complexas conjugadas (Figura 10. a solução natural da equação diferencial pode apresentar uma de quatro formas básicas.d).ips. a saber (ver Figura 10.8.c). assim designada por resultar do somatório de duas exponenciais reais negativas (Figura 10. (10. .8..8): (i) sobre-amortecida (α >ωo).\.47) (iii) sub-amortecida (α <ωo). (10. dada pelo somatório de duas exponenciais imaginárias puras (Figura 10. e A1 e A2 são duas constantes a determinar por imposição das condições inicial e de (ii) criticamente amortecida (α =ωo).a).8 Soluções naturais alternativas Por conseguinte.48) (iv) oscilatória (α=0).10.\cap_10\solna_10. (10.htm (2 of 9)06-06-2005 12:38:16 ..est. neste caso definida pelo produto de uma exponencial real negativa por uma função linear (Figura 10.pt/lveriss/Sebenta_Online/applets/rlcsn/.8.b).

2 Solução Sobre-amortecida Considere-se o circuito RLC-série representado na Figura 10.\cap_10\solna_10. (ii) criticamente-amortecida: α =ωο ⇔ Q=0. De acordo com esta definição.5.htm (3 of 9)06-06-2005 12:38:16 . Figura 10. (iii) sub-amortecida: α <ωο ⇔ Q>0. as quatro soluções alternativas caracterizam-se pelos seguintes factores de qualidade: (i) sobre-amortecida: α >ωο ⇔ 0<Q<0. 10.9 Solução natural sobre-amortecida em conjunto com as equações diferenciais de 2.pt/lveriss/Sebenta_Online/applets/rlcsn/..49) e à qual correspondem oscilações sinusoidais de frequência ω .3. v (t).10.ª ordem que governam a tensão aos terminais do condensador. (iv) oscilatória: α=0 ⇔ Q=∞ .\. L http://ltodi. e a corrente na C bobina.est..5.50) designado por factor de qualidade.ips. ο A distinção entre as diversas soluções alternativas pode ser efectuada com base apenas no cociente (10.3 Solução Natural (10. i (t).9.5.

57) Na Figura 10. L Simulador da Solução Natural de Circuitos RLC-série 10..56) ou seja. admitindo sempre nula a corrente inicial na bobina. que as raízes do polinómio característico são reais.pt/lveriss/Sebenta_Online/applets/rlcsn/. (10..10.\.9 representa-se a solução natural sobre-amortecida de um circuito RLC-série (as duas curvas ilustradas referem-se a valores distintos do factor de qualidade.\cap_10\solna_10. negativas e distintas (10.ips.54) A dinâmica da tensão aos terminais do condensador tem a forma (10.53) isto é. Admita-se ainda que o factor de qualidade do circuito é inferior a 1/2.51) e (10.55) cujas constantes A1 e A2 são determinadas por imposição das condições inicial e de continuidade das energias armazenadas no condensador e na bobina.52) respectivamente. (10. (10.htm (4 of 9)06-06-2005 12:38:16 .3 Solução Natural (10.3 Solução Criticamente Amortecida http://ltodi.3. i (0)=0).est.

\.. http://ltodi.pt/lveriss/Sebenta_Online/applets/rlcsn/.htm (5 of 9)06-06-2005 12:38:16 .est. (10.60) cujas constantes A1 e A2 verificam as relações (10.10.10 representa-se a solução natural de um circuito RLC-série criticamente amortecido (as curvas representadas referem-se a pares distintos de condições iniciais.58) As raízes do polinómio característico são reais.61) de onde resultam as igualdades (10.ips. ).3 Solução Natural Considere-se de novo o circuito RLC-série e admita-se que os parâmetros R. negativas e iguais. ou seja. (10.\cap_10\solna_10.. L e C são tais que o factor de qualidade do circuito é Q=1/2.62) Na Figura 10.59) e a tensão aos terminais do condensador é (10.

65) ou. em alternativa.\cap_10\solna_10. (10.est. (10..10 Solução natural criticamente amortecida Simulador da Solução Natural de Circuitos RLC-série 10.11.5.3 Solução Natural Figura 10. d http://ltodi.\.10. Conforme se ilustra na Figura 10.3.66) apresenta oscilações de frequência angular ω =(ωo2-α2)1/2.4 Solução Sub-amortecida A solução natural sub-amortecida caracteriza-se pela relação α <ωo. se obtêm a partir das condições iniciais no condensador e na bobina. a solução (10..ips.64) Considerando o mesmo circuito RLC-série dos exemplos anteriores.63) à qual correspondem as raízes complexas conjugadas (10. verifica-se então que a tensão aos terminais do condensador é expressa por (10.66) em que A1 e A2.pt/lveriss/Sebenta_Online/applets/rlcsn/. ou A3 e θ.htm (6 of 9)06-06-2005 12:38:16 . portanto Q>0.

10.3 Solução Natural

Figura 10.11 Solução natural sub-amortecida As condições inicial e de continuidade da energia armazenada no condensador e na bobina permitem determinar as constantes A1 e A2 em (10.65) ou, em alternativa, as constantes A3 e θ em (10.66). Por exemplo, as constantes A3 e θ obtém-se a partir do sistema de equações

(10.67)

cuja solução é

(10.68)

Simulador da Solução Natural de Circuitos RLC-série 10.3.5 Solução Oscilatória
No regime oscilatório as raízes do polinómio característico da equação diferencial são imaginárias puras (10.69) verificando-se em particular R=0, α=0 e Q=∞ . A solução é expressa pelo somatório de duas exponenciais complexas (10.70) que também se podem escrever na forma (10.71) Por exemplo, no caso das constantes A3 e θ, verifica-se que
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10.3 Solução Natural

(10.72)

de onde resultam

(10.73)

Na Figura 10.12 representam-se duas soluções oscilatórias possíveis, correspondentes a condições iniciais distintas.

Figura 10.12 Solução natural oscilatória A solução oscilatória apresenta diversas particularidades cuja importância convém desde já referir: as oscilações mantêm-se com amplitude constante ao longo de um intervalo de tempo indefinido, o que permite classificar este circuito como um oscilador sinusoidal; a energia é trocada entre o condensador e a bobina. Com efeito, se se calcular a corrente na bobina,

(10.74)

verifica-se que a energia armazenada no condensador

(10.75)

e a energia armazenada na bobina

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10.3 Solução Natural

(10.76)

somam um valor constante

(10.77)

Os pontos de máximo da energia armazenada no condensador coincidem com os pontos de mínimo (zero) da energia acumulada na bobina, e vice-versa.

Simulador da Solução Natural de Circuitos RLC-série

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9.1 Solução Natural

9.1 Solução Natural

9.1.1 Circuitos RC e RL
Designa-se por regime, solução ou resposta natural a dinâmica temporal de um circuito excitado pelas energias armazenadas nos condensadores e nas bobinas que o constituem. Ao contrário dos circuitos puramente resistivos, nos quais a ausência de fontes independentes determina o valor nulo das correntes e das tensões no mesmo, os circuitos RC, RL e RLC sem fontes independentes podem apresentar dinâmicas não nulas como resultado das energias eléctrica e magnética inicialmente armazenadas nos condensadores e nas bobinas. Abordando o tópico de um outro prisma, pode dizer-se que o regime natural é a dinâmica da descarga dos condensadores e das bobinas, designadamente através de elementos dissipadores de energia, como as resistências. Considere-se o circuito RC representado na Figura 9.1.a

Figura 9.1 Circuitos RC (a) e RL (b) de 1ª ordem e aplique-se a Lei de Kirchhoff das correntes ao nó X, i (t) + i (t) = 0
C R

(9.1)

Por substituição das características tensão-corrente dos elementos, i =v /R e i =Cdv /dt, obtém-se a
R R C C

equação diferencial linear de 1.ª ordem

(9.2)

cuja solução determina a dinâmica temporal da tensão e da corrente aos terminais do condensador e da resistência.

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9.1 Solução Natural

Considere-se agora o circuito RL representado em 9.1.b. A aplicação da Lei de Kirchhoff das tensões à malha permite escrever a igualdade v (t) - v (t) = 0
L R

(9.3)

que, por substituição das características tensão-corrente dos elementos, v =Ri e v =Ldi /dt, conduz à
R R L L

equação diferencial linear de 1.ª ordem

(9.4)

As equações diferenciais (9.2) e (9.4) apresentam a forma comum

(9.5)

em que τ=RC em (9.2) e τ=L/R em (9.4) se designam por constante de tempo do circuito. A equação (9.5) é vulgarmente designada por equação diferencial homogénea de 1.ª ordem, sendo a sua solução designada por homogénea, natural ou regime natural do circuito.

9.1.2 Solução Natural
A equação diferencial homogénea em (9.5) pode ser resolvida recorrendo a um de dois métodos alternativos: por resolução da equação em ordem à variável x(t), ou por aplicação da transformada de Laplace. Por exemplo, o primeiro método consiste em resolver a equação diferencial em ordem à variável x (t)

(9.6)

que equivale a

(9.7)

a qual, por integração de ambas as partes,

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9.1 Solução Natural

(9.8)

conduz ao resultado

(9.9)

ou ainda

(9.10)

em que A e B são constantes e A=e . Adiante ver-se-á que a constante A é determinada por imposição das condições inicial e de continuidade da energia armazenada nos elementos bobina ou condensador. Retomando as equações diferenciais (9.2) e (9.4) e o resultado em (9.10), verifica-se que a dinâmica temporal da tensão aos terminais do condensador e da corrente na bobina são expressas pela função exponencial negativa

B

(9.11)

com τ=RC, e

(9.12)

com τ=L/R, respectivamente. As soluções naturais (9.11) e (9.12) são características intrínsecas dos circuitos respectivos. Ambas determinam a dinâmica da descarga da energia armazenada no condensador ou na bobina. O método de resolução de equações diferenciais por aplicação da transformada de Laplace será introduzido no Capítulo 10.

9.1.3 Condições Inicial e de Continuidade
A energia armazenada num condensador ou numa bobina é necessariamente uma função contínua no tempo. Como se concluiu nos Capítulos 7 e 8, a não-verificação da continuidade da energia armazenada nos condensadores e nas bobinas conduz, respectivamente, a valores de corrente e de tensão de amplitude
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9.1 Solução Natural

infinitamente elevados. A imposição da condição de continuidade da energia eléctrica armazenada num condensador

(9.13)

equivale a exigir a continuidade da tensão aos terminais respectivos (9.14) ao passo que a continuidade da energia magnética armazenada numa bobina

(9.15)

equivale a impor a continuidade da corrente (9.16) Considerem-se então os circuitos RC e RL representados na Figura 9.2 e admita-se que são conhecidas a tensão aos terminais do condensador e a corrente na bobina no instante de tempo t=0, v (t=0)=V e i (t=0)
C o L

=I respectivamente.
o

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9.1 Solução Natural

Figura 9.2 Solução natural de circuitos RC (a) e RL (b) de 1.ª ordem isto é, impõe a igualdade A=V . A
o

dinâmica da descarga do condensador é então expressa pela função exponencial negativa (Figura 9.2.a) Por exemplo, no caso do circuito RC verifica-se que

(9.17)

e que a condição de continuidade da energia eléctrica armazenada exige que (9.18)

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9.1 Solução Natural

t>0

(9.19)

Referindo agora o circuito RL representado na Figura 9.2.b, pode facilmente demonstrar-se que a imposição da continuidade da corrente na bobina em t=0 permite obter a solução (b)

t>0

(9.20)

Como se constata, a constante de tempo do circuito constitui uma medida do tempo necessário para a extinção do regime natural respectivo. Verifica-se assim que no instante de tempo t=τ as variáveis v (t) ou
C

i (t) se encontram já reduzidas a uma fracção 1/e do seu valor inicial, ao passo que para t=10τ esta fracção
L

é de apenas 4.5*10-5. Enquanto um circuito RC com capacidade do condensador e resistência, respectivamente, C=1 µF e R=1 MΩ, tem uma constante de tempo t=1 s, o mesmo circuito com C=1 nF e R=1 kΩ revela uma constante de tempo t=1 µs, portanto, um milhão de vezes inferior. Na Figura 9.3 comparam-se os regimes naturais de um mesmo circuito RC com diferentes constantes de tempo.

Figura 9.3 Solução natural de um circuito RC em função da constante de tempo

9.1.4 Solução Natural Comutada
Considere-se o circuito RC representado em 9.4.a. Admita-se que os interruptores S1 e S2 são colocados em condução nos instantes de tempo t=0 e t=t1>0, respectivamente, e que a tensão inicial aos terminais do condensador é v (0)=V .
C o

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9.1 Solução Natural

Figura 9.4 Solução natural comutada Como é patente em (b), durante o intervalo de tempo 0<t<t1 o circuito coincide com a malha RC estudada anteriormente, ou seja,

0<t<t1

(9.21)

a qual, dadas as condições inicial e de continuidade (9.22) conduz à solução

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9.1 Solução Natural

0<t<t1

(9.23)

Considere-se agora o circuito após a comutação em t=t1 do interruptor S2 (c). Neste caso, a tensão aos terminais do condensador é dada pela expressão

t > t1

(9.24)

cuja constante de tempo coincide com o produto da capacidade do condensador pela resistência equivalente vista dos seus terminais, τ2=(R1//R2)C. A imposição das condições inicial e de continuidade da energia armazenada no condensador em t=t1

(9.25)

permite obter o valor da constante A2

(9.26)

e assim escrever a solução final na forma (Figura 9.4.d)

t > t1

(9.27)

A condição (9.25) e a solução (9.27) permitem retirar as seguintes conclusões relativamente à solução natural comutada: (i) a condição inicial da tensão após a comutação do interruptor S2 (Figura 9.4.c) coincide com o valor final da mesma no circuito prévio à comutação (Figura 9.4.b); (ii) para t>t1, o condensador descarrega-se com uma constante de tempo diferente daquela válida durante o intervalo 0<t<t1. Em qualquer dos dois casos, a constante de tempo de descarga é dada pelo produto da capacidade pela resistência equivalente de Thévenin aos terminais do condensador. A Figura 9.4.d ilustra a dinâmica temporal da tensão aos terminais do condensador quando em t=t1=τ1 se

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9.1 Solução Natural

introduz em paralelo com R1 uma resistência de valor nominal R2=R1/10.

9.1.5 Energia Armazenada e Dissipada
Considere-se um circuito RC de 1.ª ordem e admita-se que a tensão inicial aos terminais do condensador é v (0)=V , ou seja, que a energia eléctrica inicialmente armazenada é W =(1/2)CV . Uma vez que a
C o C o 2

descarga do condensador se processa de acordo com a expressão

t>0

(9.28)

verifica-se que ao longo do tempo existe uma igualdade entre as energias perdida pelo condensador

(9.29)

e dissipada na resistência

(9.30)

e que, em particular, no limite quando t → ∞ , a energia armazenada no condensador é totalmente dissipada por efeito de Joule na resistência. É fácil demonstrar que num circuito RL também se verifica uma igualdade entre as energias perdida pela bobina e dissipada pela resistência, neste caso

(9.31)

http://ltodi.est.ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_09/solna_09.htm (9 of 9)06-06-2005 12:38:21

a. e o sinusoidal.htm (1 of 9)06-06-2005 12:38:26 .1 Circuitos RC e RL Considere-se o circuito RC (com fonte independente) representado na Figura 9.2 Solução Forçada 9.ª ordem com fontes independentes A aplicação da Lei de Kirchhoff das tensões à malha permite escrever a igualdade v (t) + v (t) = v (t) R C s (9.9.ips. em conjunto com as características tensão-corrente dos componentes.5 Circuitos RC e RL de 1.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_09/solfo_09. conduz à equação diferencial com termo forçado http://ltodi.33) Por outro lado. 9. a aplicação da Lei de Kirchhoff das correntes ao circuito RL representado na Figura 9. Figura 9.b permite escrever a igualdade i (t) + i (t) = i (t) R L s (9. conduz à equação diferencial com termo forçado (9.2 Solução Forçada Os regimes forçados de maior interesse prático são o constante.32) a qual.34) a qual.est. A análise do regime forçado sinusoidal conduz ao conceito de impedância eléctrica e ao estudo dos circuitos eléctricos no domínio da frequência (a considerar nos Capítulos 11 e 12). por sua vez.5. ou constante mas sequencialmente comutado.5.2.

40) ou seja.2. consoante o circuito seja de tipo RC ou RL. que (9.36) se pode escrever na forma (9.htm (2 of 9)06-06-2005 12:38:26 . respectivamente.37) e verificar que (9. após integração de ambas as partes verifica-se que (9. 9.35) As equações diferenciais (9. Este método consiste em multiplicar ambas as partes da equação diferencial pelo termo e t/τ (9.2 Soluções Natural e Forçada A equação diferencial (9.41) http://ltodi.2 Solução Forçada (9.33) e (9.36) em que τ=RC ou τ=L/R.38) ou seja.est.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_09/solfo_09.36) resolve-se por aplicação do método dos factores de integração.9.35) apresentam a forma comum (9.39) Assim.ips. que (9.

htm (3 of 9)06-06-2005 12:38:26 .2. C o http://ltodi. atrás designada por solução natural. o seu cálculo é independente das condições inicial e de continuidade da energia armazenada nos condensadores e nas bobinas do circuito.ips.9.43) que se designa por solução forçada.3 Solução Forçada Constante Considere-se o circuito RC representado na Figura 9.est. A solução (9.42) que coincide na forma com a solução da equação diferencial homogénea.41) contém duas parcelas essencialmente distintas: a parcela (9.u(t).6.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_09/solfo_09. Para além do mais.a e admita-se que a fonte de tensão v (t) define um sinal s em degrau com origem em t=0 e amplitude V . 9.43) é geral e define explicitamente a solução forçada do circuito. ou seja. e a parcela (9. v (t)= V . Admita-se ainda que no instante de s s s tempo t=0 a tensão aos terminais do condensador é v (0)=V . A forma da parcela (9.2 Solução Forçada em que A é uma constante de integração a determinar por imposição das condições inicial e de continuidade da energia armazenada nos elementos condensador ou bobina.

est.ips.2 Solução Forçada Figura 9.45) http://ltodi. em conjunto com a solução natural. a solução forçada do circuito é expressa por t>0 (9.9.44) que. conduz à solução completa t>0 Por outro lado.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_09/solfo_09.htm (4 of 9)06-06-2005 12:38:26 .46) permite obter o valor da constante de integração (9. a imposição das condições inicial e de continuidade (9.6 Solução forçada constante de um circuito RC De acordo com estes dados.

est.51) indicativa de que a dinâmica temporal de um circuito RC (RL) pode ser determinada recorrendo apenas aos valores inicial e final da tensão (corrente) aos terminais do condensador (bobina). o valor final da tensão aos terminais do condensador é dado pela respectiva tensão em aberto (i =0) (Figura 9.b) t>0 Considere-se agora a expressão da corrente no condensador.ips. Por conseguinte. 9. quando t = ∞ .pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_09/solfo_09.7. v (t) s =u(t).48) (9. C (ii) nos circuitos RL. situação à qual C corresponde a tensão v (∞ )=V . Uma vez que C (9.49) então t>0 (9.6. a tensão aos terminais do condensador pode ser expressa na C s forma t>0 (9.50) cuja amplitude tende para zero quando t → ∞ .a e admita-se que a fonte de sinal é de tipo sinusoidal.c). Com efeito.c. s http://ltodi. Como se indica na Figura 9.6.4 Solução Forçada Sinusoidal Considere-se o circuito RC figurado em Figura 9.V .47) (9.htm (5 of 9)06-06-2005 12:38:26 . o circuito comporta-se como se os terminais do condensador se encontrassem em aberto (i (∞ )=0).9. pode concluir-se que: (i) nos circuitos RC.2 Solução Forçada t>0 e escrever a solução final (Figura 9. o valor final da corrente na bobina é dado pela respectiva corrente de curtocircuito. i (t).6.2.cos(ωt).

v (0)= -1 V.cos(ωt). A solução (9.53) pode ainda ser expressa c s na forma http://ltodi.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_09/solfo_09.53) em que B . R=1 Ω. neste caso.2 Solução Forçada Figura 9. (c)ω=1 rad/s. (9. C=1 F. v (t) = V . B e A são constantes a determinar como adiante se indica. C=1 F.u(t).7 Solução natural e forçada sinusoidal de um circuito RC: (b) ω=0.htm (6 of 9)06-06-2005 12:38:26 .u(t).est.1 rad/s.9. R=1 Ω.ips.41) é t>0 (9. v (t) = V .cos(ωt) s s C s s A equação diferencial característica do circuito é. v (0)= -1 C V.52) cuja solução após aplicação do integral (9.

c s Por exemplo.2 Solução Forçada (9. por c s imposição à solução total das condições inicial e de continuidade da energia armazenada nos elementos condensador ou bobina. no caso de A.51) (9.9.57) em cuja solução se inscrevem as duas constantes (9. por si só. no caso da segunda metodologia. e determinar a constante A impondo as condições inicial e de continuidade à solução total já com B e B definidos. B e A podem ser determinadas de dois modos essencialmente distintos: c s (i) no caso de B e B .ips. (ii) ou então determinar as constantes B e B através da imposição da condição de que a c s resposta forçada constitua.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_09/solfo_09. solução da equação diferencial.54) em que (9.41) e.56) e verificar que a igualdade entre as partes esquerda e direita da mesma conduzem ao sistema de equações (9. directamente por aplicação do integral (9. o cálculo das constantes B e B passa por substituir a solução c s forçada na equação diferencial (9.est.htm (7 of 9)06-06-2005 12:38:26 .58) http://ltodi.55) As constantes B .

pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_09/solfo_09.63) Nas Figuras 9.7 b e c representam-se as dinâmicas temporais de um circuito RC de 1.htm (8 of 9)06-06-2005 12:38:26 . por imposição das condições inicial e de continuidade (9. (9.2 Solução Forçada A substituição das constantes B e B na solução completa permite escrever (a menos da constante A) c S (9.59) ou.60) Finalmente.61) obtém-se a expressão da constante A (9. em alternativa. A frequência do sinal forçado é ω = (10RC)-1 em (b) e ω = (RC) 1 em (c).62) e a solução final (9.ª ordem com condição inicial distinta de zero e termo forçado sinusoidal (mais propriamente um Coseno).est.ips.9. Nesta figura são patentes três características fundamentais do regime forçado sinusoidal: - http://ltodi.

designadamente a mesma frequência.est.ips. (iii) existe uma diferença de fase entre as sinusóides aplicada e medida aos terminais do condensador. a tensão aos terminais do condensador segue a forma sinusoidal da fonte independente.htm (9 of 9)06-06-2005 12:38:26 . http://ltodi. que mais uma vez se constata ser uma função da relação entre a frequência da sinusóide e os parâmetros R e C do circuito.9.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_09/solfo_09. (ii) existe uma diferença entre as amplitudes das sinusóides aplicada e medida aos terminais do condensador. que se constata depender da relação entre a frequência da sinusóide e os parâmetros R e C do circuito.2 Solução Forçada (i) após a extinção da solução natural. Adiante se verá que estas três características constituem o ponto de partida para a análise dos circuitos no domínio da frequência.

representado na Figura 9.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_09/teosobfo.8 Teorema da sobreposição das fontes Admita-se que ambas as fontes são constantes no tempo para t>0. RL e RLC.3 Teorema da Sobreposição das Fontes 9.8. a solução de um circuito RC ou RL com N fontes independentes é composta por (N+1) parcelas. das quais a primeira é a solução natural do circuito e as restantes N as respostas forçadas pelas fontes. Este teorema afirma que a dinâmica de um circuito com condensadores.9.8. b). A aplicação do teorema da sobreposição das C o fontes a este circuito exige que se apliquem consecutivamente os seguintes quatro passos: (i) primeiramente. anulam-se as fontes independentes e determina-se a solução natural (9. Figura 9.ips.est. e que s s s s a tensão inicial aos terminais do condensador é v (0)=V .3 Teorema da Sobreposição das Fontes A validade do teorema da sobreposição das fontes estende-se à análise da dinâmica temporal dos circuitos RC. (ii) seguidamente. bobinas e múltiplas fontes independentes pode ser determinada calculando uma a uma a resposta forçada devida a cada fonte considerada isoladamente. ou seja. v (t)=V .u(t).htm (1 of 3)06-06-2005 12:38:27 . Considere-se então o circuito RC com duas fontes independentes.a.u(t) e i (t)=I . Por exemplo. anula-se a fonte de corrente e determina-se a solução forçada pela fonte http://ltodi.

67) e (9. (9. (iii) anula-se a fonte de tensão e determina-se a solução forçada pela fonte de corrente (coloca-se o condensador em aberto por forma a determinar o valor final da tensão respectiva. (iv) determina-se a constante da solução natural. A. v (t) = Ae -t/τ (9. a constante de tempo é dada pelo produto da capacidade do condensador pela resistência vista dos seus terminais τ = R1C e.c). portanto.68) (9. Figura 9.est. coloca-se o condensador em aberto por forma a determinar o valor final da tensão respectiva.ips.c).b).pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_09/teosobfo.70) http://ltodi.8.8.66) A determinação da resposta forçada pela fonte de tensão. o cálculo da parcela imposta pela fonte de corrente exige que se anule a fonte de tensão independente (Figura 9.66). v (t). neste caso impondo à solução total as condições inicial e de continuidade da tensão aos terminais do condensador.65) C-n (9. que neste caso impõe o valor final (9. No caso presente. exige que se cancele a fonte de corrente s (Figura 9.htm (2 of 3)06-06-2005 12:38:27 .68) A solução total para a tensão aos terminais do condensador é dada pela soma das parcelas (9. A resposta natural do circuito é obtida através do cancelamento de todas as fontes independentes presentes no circuito (Figura 9.d). Figura 9.9.67) Pelo contrário. Neste caso.8. (9.d).3 Teorema da Sobreposição das Fontes de tensão (por exemplo.69) à qual a aplicação das condições inicial e de continuidade (9.8.8.

est.72) Mais uma vez se verifica que a solução total (natural mais forçada) de um circuito RC (ou RL) segue a forma geral (9.73) em que.71) e à solução final (9.9.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_09/teosobfo.htm (3 of 3)06-06-2005 12:38:27 . neste caso.3 Teorema da Sobreposição das Fontes conduz ao valor da constante A da solução natural (9.ips. v (∞) resulta da aplicação do método da sobreposição das fontes ao circuito. C http://ltodi.

4 Exemplos de Aplicação 9.4.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_09/exemp_94. Pretende-se determinar as expressões em função do tempo da tensão e da corrente no condensador.4 Exemplos de Aplicação 9.1 Exemplo de Aplicação-1 Considere-se o circuito RC representado na Figura 9.a e admita-se que os interruptores S1. t=t1 e t=t2.∞).est.9. S2 e S3 comutam de posição nos instantes de tempo t=0. Admita-se ainda que o circuito se encontra na posição indicada em (a) desde t = (. respectivamente.htm (1 of 11)06-06-2005 12:38:31 .9.ips. http://ltodi.

respectivamente.ips.10. após a qual o condensador inicia a sua descarga através da resistência R2.9 Exemplo de aplicação-1: descarga de um condensador Resolução: A corrente no condensador no instante t=0 é nula (Figura 9. A constante de tempo de descarga é neste caso infinita (R=∞).d).c em t=0.9.htm (2 of 11)06-06-2005 12:38:31 .75) e a corrente respectiva 0<t<t1 (9.78) t>t 2 (9.e). e a tensão e a corrente são dadas.b) e a tensão respectiva é (9.9.9. por t1<t<t2 (9.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_09/exemp_94.79) e http://ltodi.77) e por t1<t<t2 Para t>t2 a constante de tempo de descarga é τ=R1C (Figura 9. A tensão aos terminais do condensador é 0<t<t1 (9.74) O circuito é comutado para a configuração representada na Figura 9. e (9.est.4 Exemplos de Aplicação Figura 9.76) Após t=t1 o condensador encontra-se em aberto (Figura 9.9.

9 f e g representam-se as expressões da tensão e da corrente no condensador.∞).4.9.4 Exemplos de Aplicação t>t 2 (9.2 Exemplo de Aplicação-2 Considere-se o circuito RL representado na Figura 9.htm (3 of 11)06-06-2005 12:38:31 . http://ltodi. 9. Admita-se ainda que o circuito se encontra na posição indicada em (a) desde t = (.est.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_09/exemp_94.80) Nas Figuras 9. respectivamente. Pretende-se determinar as expressões em função do tempo da tensão e da corrente na bobina.ips.a e admita-se que os interruptores S1 e S2 comutam de posição nos instantes de tempo t=0 e t=t1.10.

10.4.10.83) respectivamente para a corrente e para a tensão na bobina. Nesta situação são válidas as expressões 0<t<t1 (9.4 Exemplos de Aplicação Figura 9. Neste caso.3 Exemplo de Aplicação-3 Considere-se o circuito RC da Figura 9.81) No instante t=0 o circuito é comutado para a configuração representada na Figura 9.b) (9. os terminais da bobina encontram-se em curto-circuito (d).10 Exemplo de aplicação-2: descarga de uma bobina Resolução: A corrente na bobina no instante t=0 é definida pelo cociente (Figura 9. (9. Nas Figuras 9. a constante de tempo de descarga da bobina é infinitamente elevada (R=0). Em t=t1. para a corrente e para a tensão na bobina.85) 9.10.htm (4 of 11)06-06-2005 12:38:31 .82) e 0<t<t1 (9.c.f representam-se as expressões da corrente e da tensão na bobina.84) e t>t1 respectivamente.11 e admita-se que o sinal v (t) define um degrau com origem em t=0 e s http://ltodi.10. razão pela qual se verificam as igualdades t>t1 (9.9.e e 9.est. em cuja sequência a bobina inicia a sua descarga através da resistência R2.ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_09/exemp_94.

11. então. A constante de tempo do circuito é dada pelo produto (b) (9. respectivamente.11. Pretende-se s C o s estabelecer a expressão da tensão aos terminais do condensador.htm (5 of 11)06-06-2005 12:38:31 .b e 9.est. para t>0.86) ao passo que o regime forçado é expresso pelo divisor de tensão (c) (9. C Figura 9. v (t). http://ltodi.9.87) A solução completa para a tensão aos terminais do condensador é.11 Exemplo de aplicação-3: descarga de um condensador Resolução: As soluções natural e forçada do circuito podem ser calculadas recorrendo aos diagramas simplificados representados nas Figuras 9.4 Exemplos de Aplicação amplitude V .ips. Admita-se ainda que a tensão inicial aos terminais do condensador é v (0)=V >V .c.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_09/exemp_94.

e de imposição das condições inicial e de continuidade da tensão aos terminais do condensador.ips.92) respectivamente. permite obter a equação diferencial C C (9.4 Exemplos de Aplicação (9. Este exercício podia ter sido resolvido recorrendo ao método convencional de obtenção da equação diferencial. de resolução da mesma. a aplicação da Lei de Kirchhoff das correntes ao nó-X permite escrever a igualdade (Figura 9.9. A constante A é determinada por imposição das condições inicial e de continuidade da tensão no condensador (9.42) obtêm-se as soluções natural e forçada (9.89) a qual.htm (6 of 11)06-06-2005 12:38:31 .93) da qual resulta http://ltodi.est.90) em que τ=(R1//R2)C define a constante de tempo do regime natural do circuito.88) cuja representação gráfica em função do tempo se ilustra na Figura 9. Por exemplo. Após resolução do integral (9.a) (9.11.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_09/exemp_94.11.91) e (9. por substituição das características v =v =v x C R2 e i =Cdv /dt.d.

ips. T/2=τ e T/2<<τ.htm (7 of 11)06-06-2005 12:38:31 . http://ltodi. T/2=τ e e T/2<<τ.4 Exemplo de Aplicação-4 Considere-se o circuito RC da Figura 9.est. Pretende-se determinar e representar a expressão da tensão v (t) nos c c seguintes intervalos de tempo: (i) nos dois primeiros intervalos de tempo de duração ∆T=T/2.9.a e admita-se que a forma de onda definida pela fonte de tensão v (t) s é quadrada. (ii) em dois intervalos de tempo consecutivos para os quais t>>T. Admita-se ainda que a tensão inicial aos terminais do condensador é v (0)=0 V.12.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_09/exemp_94.b).95) 9. nos casos em que T/2>>τ .4. com origem em zero e amplitude 5 V (Figura 9.94) e a solução final (9. nos casos em que T/2>>τ.12.4 Exemplos de Aplicação (9.

(9.96) em que τ=RC.est.d).97) resultado que indica que a tensão atinge praticamente o valor de 5 V imposto pela fonte. no caso de igualdade T/2=τ (Figura 9.ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_09/exemp_94. 0<t<T/2. a tensão aos terminais do condensador é forçada a 5 V pela fonte de tensão.12.4 Exemplos de Aplicação Figura 9. Como tal. a tensão aos terminais do condensador varia de acordo com a expressão 0<t<T/2 (9.98) http://ltodi.12. Por outro lado. Nos casos em que T/2>>τ verifica-se que (Figura 9.htm (8 of 11)06-06-2005 12:38:31 .12 Exemplo de aplicação-4 Resolução: Durante o primeiro intervalo de tempo.9.c) (9.

101) Considere-se agora o circuito durante o intervalo de tempo T/2<t<T.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_09/exemp_94. quando T/2<<τ. no caso em que T/2>>τ.9.c) C T/2<t<T (9.104) Por outro lado. pode efectuar-se a aproximação da exponencial pela sua derivada na origem (9. Por exemplo.105) ou seja (Figura 9.e) (9.est.12. portanto.100) isto é. Finalmente. a condição inicial é v (t=T/2)=5 V e (Figura 9.103) isto é. havendo igualdade T/2=τ.12.ips. Neste caso o termo forçado é nulo e T/2<t<T (9.htm (9 of 11)06-06-2005 12:38:31 .102) A constante A é determinada com base na condição inicial em t=T/2. a condição inicial é v (t=T/2)=5(1-1/e) e.4 Exemplos de Aplicação e a tensão atinge um valor que é apenas aproximadamente 2/3 do valor imposto pela fonte.99) e admitir que no intervalo de tempo 0<t<T/2 o crescimento da tensão é aproximadamente linear: 0<t<T/2 (9. que em t=T/2 se verifica a igualdade (Figura 9. http://ltodi. (9. c T/2<t<T (9.d).12.

Quando o equilíbrio é atingido. Uma vez que no fim de cada um dos troços se verificam as igualdades (9. a condição inicial é v (t=T/2) ≈ 5T/(2RC).4 Exemplos de Aplicação (9. Podem então escrever-se as expressões sup inf nT<t<(n+1/2)T (9. as oscilações da tensão v (t) tendem a efectuar-se em C torno da tensão média de 2. (Figura 9. atingindo todavia um regime de equilíbrio durante o qual os troços ascendentes e descendentes se equivalem.111) http://ltodi. sempre que T/2<<τ. Considere-se agora o caso de dois intervalos de tempo consecutivos tais que t>>T e τ=T/2 (Figura 9.5 V.9.106) e (9.htm (10 of 11)06-06-2005 12:38:31 . Troços ascendentes e descendentes consecutivos tendem inicialmente a deslocar-se no sentido vertical.109) e (n+1/2)T<t<(n+1)T (9. os troços exponenciais ascendentes e descendentes encontram-se compreendidos entre dois valores limite designados por V e V .108) As expressões (9.108) indicam que o ponto de partida para o próximo troço ascendente (T<t<3T/2) é superior àquele verificado em t=0.106) Finalmente.12.110) respectivamente para os troços ascendentes e descendentes.12.e) C T/2<t<T (9.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_09/exemp_94.107) isto é.ips. ou seja.g). Como se verá de seguida. (9.est.

2.114) Na Figura 9.est. pode demonstrar-se que no caso em que T/2<<τ os valores superior.112) podem facilmente obter-se os valores de V eV sup inf (9.5 V.9.12. inferior e médio dos troços são.ips. http://ltodi.4 Exemplos de Aplicação e (9.htm (11 of 11)06-06-2005 12:38:31 . aproximadamente.114).pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_09/exemp_94. como se previu anteriormente. Recorrendo a um procedimento semelhante ao apenas utilizado.h representa-se a forma de onda correspondente à expressão (9. (9.113) cujo valor médio é.

das quais a primeira define o regime natural e as restantes N as contribuições das N fontes independentes. A parcela relativa ao regime natural é calculada anulando a totalidade das fontes independentes presentes no circuito. A solução forçada de um circuito RC ou RL de 1. Por exemplo.ª ordem. fontes independentes constantes conduzem a soluções forçadas constantes e fontes independentes sinusoidais conduzem a soluções forçadas também sinusoidais. em particular efectuando o curto-circuito das fontes de tensão e deixando em aberto as fontes de corrente. cuja solução é composta por duas parcelas: a solução natural e a solução forçada. O esvaimento das tensões e das correntes nos circuitos RC e RL tem sempre a forma de uma exponencial negativa. A dinâmica temporal de um circuito RC ou RL é descrita por uma equação diferencial linear de 1.est.htm06-06-2005 12:38:32 . http://ltodi.ips. A solução natural estabelece a dinâmica do circuito na ausência de fontes independentes.Sumário Sumário O condensador e a bobina introduzem as equações diferenciais no seio da análise dos circuitos eléctricos. As restantes N parcelas são calculadas introduzindo uma a uma e isoladamente as fontes independentes.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_09/sumar_09. Ae-t/τ.ª ordem é uma função da dinâmica das fontes independentes em presença no circuito. A solução de um circuito com N fontes independentes é constituída por (N+1) parcelas. Indica o modo como a energia armazenada nos condensadores e nas bobinas se dissipa por efeito de Joule nas resistências do circuito. A validade do teorema da sobreposição das fontes estende-se à análise dos circuitos RC e RL.

1 e admita que em t=0 o circuito já superou o regime transitório correspondente à posição do interruptor indicada.Exercícios de Aplicação Exercícios de Aplicação *9.1 *9.htm (1 of 5)06-06-2005 12:38:33 .2.2 *9.1 Considere o circuito RC da Figura E9.est. Determine a expressão da tensão v (t) após a comutação x do interruptor em t=0. Determine a expressão da tensão v (t) e da corrente i (t) para x x t>0 (V é uma fonte de tensão constante). Figura E9.3. Figura E9.2 Considere o circuito RL representado na Figura E9.3 http://ltodi. Determine a expressão da tensão v (t) após x comutação em t=0 dos interruptores.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_09/exapl_09.ips.3 Considere o circuito RL da Figura E9. s Figura E9.

4 Considere o circuito RC representado em E. s Figura E9. Determine a expressão da tensão e da corrente na resistência R.5 Considere o circuito RC representado na Figura E9.ips. Determine a expressão da corrente i (t) para t>0 L (V é uma fonte de tensão constante).6 Considere o circuito RL representado na Figura E9.6 9.5 9.9.htm (2 of 5)06-06-2005 12:38:33 .pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_09/exapl_09.5.7 Determine a expressão das correntes i 1(t) e i 2(t) no circuito da Figura E9. http://ltodi.Exercícios de Aplicação 9. s Figura E9.est. s Figura E9. Determine a expressão da tensão e da corrente no condensador para t>0 (I é uma fonte de corrente constante). para t>0 (V é uma fonte de tensão constante).6.4 9.7 (I é uma fonte de corrente L L s constante).4.

Figura E9. C Figura E9.est.8 9.ips.10 http://ltodi.9 (V e I são fontes constantes).pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_09/exapl_09. L si s Figura E9.Exercícios de Aplicação Figura E9.10 Determine a expressão da tensão v (t) indicada em E9.8 Determine a expressão da tensão v (t) indicada na Figura E9.9 Determine a expressão da corrente i (t) indicada na Figura E9.10.8 (V é uma fonte de tensão constante.htm (3 of 5)06-06-2005 12:38:33 .9 9.7 *9. x s não utilize o teorema da sobreposição das fontes).

determine: (a) a expressão da tensão e da corrente indicadas na figura. http://ltodi. (b) a frequência de comutação da lâmpada.11. Admita v (0)=5 V.Exercícios de Aplicação 9. respectivamente.est.12 *9. Com base nestes dados.12 Determine a expressão da tensão v (t) indicada na Figura E9. o circuito aberto e uma resistência de valor 1 kΩ (Figura E9. Os modelos equivalentes da lâmpada apagada e acesa são.ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_09/exapl_09. C Figura E9. Admita v (0)=0 V.14).9.13 *9. A lâmpada acende quando a tensão aos terminais supera o limiar de 50 V.14 Uma lâmpada de néon encontra-se acesa ou apagada consoante os valores da corrente e da tensão eléctrica aos seus terminais.11 Determine a expressão da tensão v (t) representada na Figura E9. C C Figura E9.12.11 9.htm (4 of 5)06-06-2005 12:38:33 .13. C C Figura E9. e apaga-se quando a corrente na mesma desce abaixo de 10 mA.13 Determine a expressão da tensão v (t) indicada na Figura E.

9. determine a expressão da corrente i (t) em E9.16 Com base no teorema da sobreposição das fontes. http://ltodi. L 9.Exercícios de Aplicação Figura E9.est. determine a expressão da tensão v (t) representada C na Figura E9.15 Com base no teorema da sobreposição das fontes.htm (5 of 5)06-06-2005 12:38:33 .9.14 9.8.12.ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_09/exapl_09.17 Com base no teorema da sobreposição das fontes. determine a expressão da tensão v (t) indicada na x Figura E9.

a). por exemplo por unidade de 1 comprimento e normalizada relativamente à corrente i2.b). cargas eléctricas em repouso são transparentes do ponto de vista do campo magnético.8.1. Se se considerar a acção exercida pela corrente i sobre o condutor-2.1.htm (1 of 13)06-06-2005 12:38:38 .1.1 Grandezas Magnéticas 8. quanto mais elevadas forem as correntes que os percorrem. obtém-se http://ltodi. Convém lembrar que a ausência de corrente em qualquer dos dois fios condutores determina a ausência da força magnética.est.ips. e de atracção no caso inverso (Figura 8. Considerem-se os dois fios condutores paralelos e imersos no espaço vazio representados na Figura 8. Por conseguinte. A direcção da força magnética e a da corrente eléctrica são perpendiculares entre si. entre os dois fios condutores estabelece-se uma força de índole magnética cuja intensidade é N. em alternativa.1 Força magnética exercida entre dois fluxos de corrente eléctrica Nestas condições.1 Grandezas Magnéticas 8. que a secção é infinitesimal (r<<d) e que ambos são percorridos por correntes eléctricas lentamente variáveis no tempo. i1 e i2. e admita-se que o comprimento (l) é muito superior à distância respectiva (l>>d). A força é tanto maior quanto mais longos e próximos se encontrarem os condutores ou.3) e em que µ =4π10-7 Wb/Am (weber/ampére-metro) define a constante universal designada por o permeabilidade magnética do vazio.1 Força e Campo Magnético A força magnética tem origem no movimento das cargas eléctricas.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_08/grandmag. Figura 8. sendo de repulsão o sentido da força no caso de fluxos discordantes (Figura 8. newton (8. não geram nem são afectadas pelo campo magnético. isto é.1.

campo e força magnética Uma expressão de grande utilidade no estudo do campo e da força magnética é a designada Lei de Biothttp://ltodi. ampére por metro (8.5) como a intensidade do campo magnético criado pelo condutor-1. A corrente. a intensidade da força magnética se pode expressar em função do campo (8.7). O campo magnético e as linhas de força coincidem na direcção respectiva. Estes três vectores são perpendiculares entre si.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_08/grandmag.2 Vectores corrente eléctrica. podendo em particular o vector força ser expresso pelo produto vectorial externo (8.8.4) em que se define A/m.htm (2 of 13)06-06-2005 12:38:38 . neste caso. a relação (8.est. à parte a constante µ .ips. Figura 8. Note-se que. verificando-se serem circulares em torno do condutor. a força e o campo magnético são grandezas vectoriais com intensidade.7) Na Figura 8.6) tem uma forma semelhante àquela relativa à o força eléctrica exposta no Capítulo 1. direcção e sentido.6) Verifica-se assim que. O campo magnético tem uma direcção que em cada ponto do espaço é tangencial à circunferência cujo centro é o condutor. sendo o sentido obtido a partir da conhecida Lei do Saca-Rolhas.2 representam-se as direcções e os sentidos das três grandezas em (8.1 Grandezas Magnéticas (8.

a. o valor total do campo gerado num ponto P é sempre dado pelo integral (cfr. a bobina com N espiras e núcleo cilíndrico (b) e a bobina com N espiras e núcleo toroidal (c).8) em que ar define o versor da direcção do segmento que une a porção infinitesimal de corrente com o ponto P.3. A intensidade do campo pode ainda ser expressa na forma (8.htm (3 of 13)06-06-2005 12:38:38 .4 ilustram-se diversos caminhos fechados de corrente vulgarmente utilizados na realização de bobinas: a espira (a). http://ltodi.10) Na Figura 8. No entanto.ips.9) em que α define o ângulo entre os versores dL e ar. gera no ponto P um campo magnético (8.b) (8.1 Grandezas Magnéticas Savart.est. uma vez que as correntes eléctricas circulam em caminhos fechados. Figura 8. que neste caso é o versor da direcção da corrente.3. Esta lei estabelece a intensidade. Como se indica na Figura 8.3 Campo magnético gerado por um fluxo de corrente a porção dL do condutor.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_08/grandmag.8. Figura 8. a direcção e o sentido do campo magnético criado num qualquer ponto do espaço pela porção infinitesimal de um fio condutor (dL) percorrido por uma corrente eléctrica.

ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_08/grandmag.4 Espira (a).htm (4 of 13)06-06-2005 12:38:38 . a intensidade do campo magnético no interior do núcleo é aproximadamente dada pela expressão http://ltodi.4.8.b). sendo em particular para x=0 (8. N espiras e comprimento l (Figura 8. no caso da espira o integral em (8. e bobinas com núcleo cilíndrico (b) e toroidal (c) Por exemplo.10) conduz à intensidade do campo magnético (8.est.1 Grandezas Magnéticas Figura 8.11) em qualquer dos pontos localizados sobre o eixo respectivo. No caso da bobina com núcleo cilíndrico.12) Em ambos os casos o campo é perpendicular ao plano da espira.

existem materiais cujas correntes ao nível atómico e spin dos electrões contribuem. o campo magnético é circular ao longo do núcleo do toro. r Retomando a Figura 8.16) na qual o termo µ define uma constante designada por permeabilidade magnética relativa do material.4. Finalmente.2 Fluxo e Densidade de Fluxo Magnético Define-se como densidade de fluxo magnético o produto da permeabilidade magnética do meio pelo vector campo magnético T. para aumentar sobremaneira a intensidade do campo relativamente àquele típico do espaço vazio.1 Grandezas Magnéticas (8. Em geral.1. Com efeito. em particular a sua permeabilidade às linhas de fluxo. tesla (8. para a criação de linhas de força magnéticas. Neste caso.c a intensidade do campo magnético é aproximadamente expressa por (8.ips.htm (5 of 13)06-06-2005 12:38:38 . a densidade de fluxo define uma grandeza cuja intensidade se encontra intimamente relacionada com as propriedades magnéticas do material.14) em que r toro define o raio médio da circunferência formada pelo toro.1 em conjunto com a equação (8.13) e é tanto mais válida quanto mais afastados das extremidades e próximos do eixo do núcleo se localizarem os pontos de cálculo do integral. que como se viu é uma grandeza independente da natureza do material no qual se encontra imerso o fluxo de corrente. A direcção do campo no interior do núcleo coincide com o eixo do cilindro. que como se viu estabelece a relação entre a força e o campo magnético.6).est. a densidade de fluxo magnético é expressa pelo produto (8. isto é.8. pode demonstrar-se que na bobina toroidal representada na Figura 8. verifica-se que na totalidade dos fios paralelos a intensidade da força pode também ser expressa com base na relação http://ltodi.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_08/grandmag. também.15) Ao contrário do campo magnético. 8.

pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_08/grandmag. verifica-se que a permeabilidade relativa (µ >1) dos materiais reforça a força magnética exercida entre dois fluxos de r corrente eléctrica.ips. relativamente ao caso do vazio. do mesmo modo que a permitividade relativa o faz relativamente à capacidade de um condensador. Conforme se indica na Figura 8. a relação entre fluxo e densidade de fluxo é Wb. a blindar a força eléctrica exercida entre cargas eléctricas. A grandeza densidade de fluxo magnético é dual da grandeza densidade de fluxo eléctrico. A intensidade da força é. No entanto. portanto. estabelecida no Capítulo 7. weber (8.1 Grandezas Magnéticas (8. Figura 8.5.5 Fluxo e densidade de fluxo magnético De acordo com esta definição.htm (6 of 13)06-06-2005 12:38:38 . No entanto. uma função crescente da permeabilidade magnética relativa do material. ao passo que a permitividade relativa (ε >1) tende a r atenuar. se se analisarem as expressões das forças magnética e eléctrica. e como se verá adiante.17) neste caso em função da densidade do fluxo magnético no meio no qual se encontram imersos os fluxos de corrente. coeficiente que em certos casos pode atingir valores de várias dezenas de milhar de unidades.est. no caso particular em que as linhas de fluxo são perpendiculares à superfície de integração. conduz ao resultado (8.19) http://ltodi. define-se fluxo magnético (Φ) como a quantidade de linhas de força que atravessam perpendicularmente uma dada superfície S.18) a qual. a permeabilidade relativa do meio actua no sentido de aumentar a indutância de uma bobina (µ r >1).8. isto é.

pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_08/grandmag. conduzindo no conjunto a aumentos significativos do campo magnético no interior do material. Nestes materiais verifica-se que por si só os campos criados pelo movimento orbital e pelo spin dos electrões se cancelam mutuamente ao nível de cada átomo. os diversos domínios adoptam orientações aleatórias distintas das iniciais.8. paramagnéticos. o tungsténio. Os materiais deste tipo são fracamente afectados pela presença de um campo magnético aplicado. sendo exemplos típicos o hidrogénio.est.htm (7 of 13)06-06-2005 12:38:38 . etc. Por outro lado. etc. Cada átomo é responsável pela geração de um campo magnético.3 Materiais Magnéticos As fontes de fluxo magnético nos materiais são essencialmente três: movimento orbital dos electrões em torno do núcleo. Os materiais deste tipo apresentam permeabilidades magnéticas relativas inferiores à unidade. em particular devido à acção do spin.ips.1. apesar de no seu conjunto o material apresentar um fluxo nulo como resultado das orientações aleatórias das contribuições individuais. o germânio e a grafite. A não compensação do spin dos electrões é a principal fonte de linhas de fluxo nos materiais ferromagnéticos. etc. Entre os materiais ferromagnéticos mais comuns encontram-se o ferro. manganésio. na sequência da aplicação de um campo magnético exterior. No entanto. No entanto. Nos materiais ferrimagnéticos o alinhamento antiparalelo entre átomos adjacentes não conduz ao cancelamento do campo magnético resultante ao nível microscópico. ferromagnéticos. Os materiais desta classe são vulgarmente designados por ferrites. Este fenómeno conduz ao designado ciclo de histerese do material. antiferromagnéticos e ferrimagnéticos (os materiais diamagnéticos. o oxigénio. designados por domínios magnéticos. o cobre. Os materiais paramagnéticos caracterizam-se pelo não cancelamento ao nível do átomo dos campos magnéticos associados ao movimento orbital e ao spin dos electrões. encontrando-se entre as mais comuns as ferrites de níquel. o cobalto. cobalto. spin dos electrões e spin nuclear. podendo ser globalmente responsáveis por acréscimos fabulosos do campo magnético no interior do material. quando o campo magnético aplicado é suspenso. mas que a intervenção de um campo magnético exterior provoca um desequilíbrio que atrofia o campo magnético resultante. os campos individuais orientam-se em sentidos concordantes. Apesar de em geral apresentarem permeabilidades relativas inferiores aos http://ltodi. magnésio. o hélio. O efeito causado por cada uma destas três fontes. conduzindo a um aumento relativo do fluxo magnético no interior do material. podendo contribuir complexivamente para a criação de um campo magnético remanescente não nulo. mas que devido às respectivas orientações aleatórias somam um campo magnético resultante nulo. o ouro. Entre os materiais deste tipo encontram-se o potássio. é a razão de ser da classificação dos materiais em cinco classes essencialmente distintas: materiais diamagnéticos. o silício. as forças inter-atómicas conduzem a uma orientação comum dos campos magnéticos em volumes relativamente extensos. o níquel. a aplicação de um campo magnético exterior imprime orientações concordantes aos domínios constituintes do material. Os materiais diamagnéticos contribuem para a redução da amplitude do campo magnético aplicado externamente. Os materiais antiferromagnéticos caracterizam-se por um cancelamento inter-átomos adjacentes do campo magnético. A aplicação de um campo magnético exterior imprime uma orientação concordante entre as múltiplas contribuições individuais.1 Grandezas Magnéticas 8. Nestes materiais. paramagnéticos e anti-ferromagnéticos são também designados por não magnéticos). em particular as duas primeiras.

Nestas condições.21) em que x 1 ou 2 define a distância entre o condutor-1 ou -2 e o ponto.6 Indutância de dois condutores paralelos Admita-se então que os condutores são percorridos por correntes eléctricas com sentidos opostos e intensidade idêntica.1. Tendo em conta os sentidos opostos das correntes. a intensidade do campo magnético gerado por qualquer um 1 2 dos dois condutores num ponto P do plano (no plano definido pelos dois condutores) é dada pela expressão (8. repetidos na Figura 8.20) cuja unidade é o henry. que lhes permite reduzir significativamente as perdas por efeito de Joule associadas às correntes parasitas de Foucault. Considerem-se novamente os dois fios condutores paralelos representados na Figura 8. i =i =i.6 para facilitar a sua consulta.htm (8 of 13)06-06-2005 12:38:38 .est.ips.1 Grandezas Magnéticas materiais ferromagnéticos.1. as ferrites distinguem-se pela baixíssima condutividade eléctrica.8.4 Indutância A indutância (L) é o parâmetro que relaciona a corrente eléctrica com o fluxo magnético gerado (8.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_08/grandmag. H. o integral da densidade do fluxo magnético no plano conduz ao resultado (por unidade de comprimento dos condutores e admitindo µ =1) r http://ltodi. Figura 8. 8.

7 Indutância de um cabo coaxial Nos dois casos considerados.8.1 Grandezas Magnéticas (8.est.23) Este procedimento pode ser adoptado para calcular a indutância de qualquer estrutura de correntes eléctricas.7 conduz à indutância por unidade de comprimento (µ =1) r (8. isto é. por exemplo.8). a superfície de integração do fluxo magnético deve ser aquela definida pelas N espiras. no caso das bobinas com N espiras e núcleo cilíndrico ou toroidal. http://ltodi. o plano definido pelos dois condutores paralelos (Figura 8. Por exemplo.ips. calculou-se o integral da densidade de fluxo magnético em superfícies convencionais.htm (9 of 13)06-06-2005 12:38:38 .22) relação na qual se inscreve a indutância por unidade de comprimento H/m.6) e o plano no qual se inscreve o diâmetro dos condutores concêntricos característicos do cabo coaxial. No entanto.24) Figura 8. henry por metro (8. uma superfície N vezes superior àquela definida pela espira individual (Figura 8. como sejam. a aplicação deste procedimento ao cabo coaxial da Figura 8.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_08/grandmag.

8 se relaciona com a corrente na mesma através da relação (l é o comprimento do núcleo sobre o qual existem espiras) (8. existe indução de uma tensão eléctrica aos terminais de um condutor quando: (i) o condutor se move cortando as linhas de fluxo do campo magnético (a).1. (ii) uma espira (ou N espiras) se move num campo constante no tempo mas variável no espaço (conforme se indica em (b).htm (10 of 13)06-06-2005 12:38:38 . o parâmetro indutância é fundamental no estabelecimento da relação entre a corrente eléctrica num condutor e a tensão induzida aos terminais por intermédio do fenómeno da indução electromagnética. que a indutância respectiva é (8.8. o fluxo que atravessa a espira varia em função da posição). mas o fluxo em todas as superfícies que possam vir a ser sede do fenómeno atrás referido (apesar de serem as mesmas linhas de força que atravessam todas as superfícies).est. Como se indica na Figura 8.9. 8.1 Grandezas Magnéticas Figura 8.5 Fenómeno da Indução Electromagnética A indução electromagnética é o fenómeno através do qual se geram tensões e correntes eléctricas a partir das variações na intensidade do fluxo magnético.26) O coeficiente k é idealmente unitário (l>>r). Raciocinando nestes termos. é importante determinar não o fluxo magnético em si. sendo em geral inferior à unidade e dependente do valor particular do cociente l/r.ips. pode demonstrar-se que o fluxo magnético que atravessa as N espiras da bobina representada na Figura 8. Por esta razão.25) isto é. http://ltodi.8 Indutância de uma bobina com N espiras Como se verá de seguida.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_08/grandmag.

isto é. Como tal.a.est.1 Grandezas Magnéticas (iii) o condutor (ou a espira. mas imerso num fluxo variável no tempo gerado pela sua própria corrente (d). à presença de uma corrente no sentido contrário ao do deslocamento.9.). Considere-se o caso relativamente simples do fio condutor representado na Figura 8. O acumular de cargas opostas nas duas extremidades do fio condutor equivale ao estabelecimento de uma tensão eléctrica.ips.htm (11 of 13)06-06-2005 12:38:38 . a qual desloca e acumula as cargas eléctricas negativas num dos extremos do fio condutor (deixando a extremidade oposta vazia de electrões. carregada positivamente). movendo-se em direcção perpendicular às linhas do fluxo magnético.e. Existindo no seio do condutor cargas eléctricas livres (electrões). (iv) o condutor se encontra imóvel.m. ou as N espiras) se encontra imóvel mas o fluxo apresenta variações temporais (c). o seu transporte em conjunto com o condutor corresponde. para todos os efeitos.8. o produto externo do campo pela corrente conduz a uma força magnética no sentido indicado na figura.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_08/grandmag. designada por força electro-motriz induzida (f. http://ltodi.

A Lei de Faraday estabelece que a intensidade da força electro-motriz induzida é (8.6 Coeficientes de Auto-Indução e de Indução Mútua No caso de uma bobina com N espiras a intensidade da tensão eléctrica induzida aos próprios terminais é expressa pela relação (Figura 8.10.9.htm (12 of 13)06-06-2005 12:38:38 .27) 8.1.est.8.20) se pode escrever na forma http://ltodi.1 Grandezas Magnéticas Figura 8.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_08/grandmag.a) (8.ips.28) a qual tendo em conta (8.9 Fenómeno da indução electromagnética A situação (iv) (Figura 8.d) indica que o fluxo magnético gerado por um qualquer fluxo de corrente variável no tempo induz aos terminais da sua própria estrutura uma tensão eléctrica.

aos terminais da segunda bobina é induzida uma tensão eléctrica de intensidade (8.30) em que N é o número de espiras da segunda bobina e k é um coeficiente inferior à unidade representativo 2 da percentagem do fluxo magnético gerado pela bobina-1 e que atravessa a segunda bobina.10. Neste caso.29) Figura 8.b). O tópico da indução mútua entre bobinas será tratado com pormenor no Capítulo 13.8.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_08/grandmag. O factor M é designado por coeficiente de indução mútua. http://ltodi. estabelecendo assim a relação entre as variações da corrente na primeira bobina e a tensão induzida na segunda.10 Coeficiente de auto-indução de uma bobina (a) e de indução mútua entre bobinas (b) O parâmetro L é neste caso mais propriamente designado por coeficiente de auto-indução da bobina. Considere-se agora uma segunda bobina que partilha algum do fluxo gerado pela bobina anterior (Figura 8.ips. no âmbito do estudo do transformador eléctrico.htm (13 of 13)06-06-2005 12:38:38 .est.1 Grandezas Magnéticas (8.

33) http://ltodi. o 8. mas com derivada finita.2.2 Energia Magnética Armazenada A energia magnética armazenada numa bobina é dada pelo integral no tempo da potência fornecida (8.31) permite concluir que: (i) as correntes constantes no tempo não induzem qualquer tensão aos terminais da bobina.1 Características v(i) e i(v) O coeficiente de auto-indução relaciona a tensão aos terminais de uma bobina com as variações na corrente respectiva (8. por substituição de (8.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_08/carateco.2 Características Tensão-Corrente 8. (iii) as correntes sinusoidais induzem tensões também sinusoidais.33) No entanto.htm (1 of 2)06-06-2005 12:38:39 . (iv) as variações infinitamente rápidas da corrente induzem picos de tensão com amplitude infinita.2 Característica Tensão-Corrente 8.est.2. induzem tensões finitas.32) em que i(t ) define o valor inicial da corrente na bobina.ips. A integração de ambas as partes da relação (8. (ii) as correntes variáveis no tempo.31) permite identificar a bobina como um elemento integrador da tensão eléctrica t>t o (8.31) Uma análise sumária da característica (8.8.31) em (8.

39) respectivamente para a corrente eléctrica. e portanto no fluxo magnético e na energia.est.34) que após aplicação do método de substituição para integrais conduz ao resultado (8. sendo que as variações na corrente.2 Características Tensão-Corrente (8. então aquelas variáveis devem necessariamente ser funções contínuas no tempo.37) (8. http://ltodi. resultam do integral da tensão aplicada aos terminais da mesma.36) Convém ter presente que a bobina é um elemento que armazena energia sob a forma de um campo magnético.36) indica que a energia armazenada numa bobina é uma função crescente da corrente eléctrica.ips. Assim.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_08/carateco.htm (2 of 2)06-06-2005 12:38:39 . Assim.38) (8.8. As variações em degrau só são possíveis nos casos em que a amplitude da tensão atinge valores infinitamente elevados. i(-∞ )=0. (8. admitindo que em t=-∞ a bobina se encontrava descarregada. para o fluxo magnético e para a energia magnética armazenada. como é o caso da função delta de Dirac. A equação (8.35) Por exemplo. a valores finitos da tensão aplicada correspondem as condições de continuidade nas variáveis i(t ) = i(t ) Φ (t ) = Φ (t ) e w(t ) = w(t ) + + + - (8.

est.11 Associação de bobinas em série A aplicação da Lei de Kirchhoff das tensões à malha permite escrever a igualdade (8. Figura 8.11.41) conduz à relação (8.40) a qual.43) http://ltodi.1 Associação em Série Considerem-se as k bobinas associadas em série representadas na Figura 8.3 Associação de Bobinas 8.3. em conjunto com a característica tensão-corrente da bobina (8.ips.a.3 Associação de Bobinas 8.8.htm (1 of 3)06-06-2005 12:38:40 .42) em que (8.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_08/assocbob.

45) equivale a (8.3.ips. 8.3 Associação de Bobinas define o coeficiente de auto-indução equivalente série.12.htm (2 of 3)06-06-2005 12:38:40 .47) http://ltodi. em conjunto com a característica tensão-corrente da bobina (na forma integral) (8.12 Associação de bobinas em paralelo A aplicação da Lei de Kirchhoff das correntes permite escrever a igualdade (8.est.46) ou ainda (8.a.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_08/assocbob.8.44) a qual.2 Associação em Paralelo Considerem-se as k bobinas associadas em paralelo da Figura 8. Figura 8.

ips.htm (3 of 3)06-06-2005 12:38:40 .8.est.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_08/assocbob. http://ltodi.48) define o coeficiente de auto-indução da bobina equivalente paralelo (Figura 8.3 Associação de Bobinas em que (8.b).12.

49) que equivale a (8.a.13 Divisores indutivos de tensão (a) e de corrente (b) A aplicação da Lei de Kirchhoff das tensões à malha permite escrever (8.8. Recorrendo à Lei de Kirchhoff das correntes e à característica tensão-corrente da bobina.b. pode demonstrar-se que a corrente na bobina L1 é dada por http://ltodi.50) Tendo em conta (8.51) a qual indica que à maior das bobinas corresponde a maior das quedas de tensão. Figura 8.4 Divisores Indutivos de Tensão e de Corrente 8.4 Divisores Indutivos de Tensão e de Corrente Considerem-se as duas bobinas associadas em série representadas em 8.htm (1 of 2)06-06-2005 12:38:41 .est. a tensão na bobina L1 pode ser expressa na forma (8.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_08/diviindu.13.50).13. Considerem-se agora as duas bobinas associadas em paralelo representadas na Figura 8.ips.

htm (2 of 2)06-06-2005 12:38:41 .ips.4 Divisores Indutivos de Tensão e de Corrente (8.8.52) http://ltodi.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_08/diviindu.est.

mas em aplicações de alta frequência é comum utilizar-se técnicas especiais de enrolamento dos fios condutores. O material e a espessura do fio condutor diferem consoante o tipo de aplicação da bobina. elevadas permeabilidade magnética relativa e resistividade eléctrica. sobretudo em alta frequência.8. com recurso a materiais como o ferro. Em baixas frequências utiliza-se fio de cobre isolado por um verniz. As soluções mais comuns são as ferrites de níquel. o tipo de material constituinte do núcleo. A minimização das correntes de Foucault orienta a escolha entre as diversas alternativas. É comum agrupar os núcleos magnéticos em três classes: de ferro maciço (raros) ou laminado. O objectivo da utilização de um núcleo magnético numa bobina é o aumento do respectivo coeficiente de auto-indução. de cobalto. note-se) e da permeabilidade magnética do meio em que são induzidas as linhas de fluxo. uma maior resistência mecânica. o coeficiente de auto-indução de uma bobina é uma função crescente do número de espiras (ao quadrado. manganésio e magnésio.htm (1 of 2)06-06-2005 12:38:41 . como o plástico ou a fibra de vidro. as bobinas podem ser de quatro tipos essencialmente distintos: com núcleo de ar.14 Algumas bobinas disponíveis É comum caracterizar as bobinas com o seguinte conjunto de parâmetros técnicos: http://ltodi. de pó metálico e de ferrite. a frequência de ressonância própria. que ao se encontrarem isoladas umas das outras interrompem e reduzem a dimensão dos caminhos percorridos pelas correntes. aglutinado e comprimido com um material sintético isolador. às quais se encontra associado o fenómeno da dissipação de calor por efeito de Joule.5 Tipos de Bobinas 8. de manganésio e de magnésio. cobalto. com núcleo de ferro.ips. A dimensão das bobinas com núcleo de ar pode variar entre a fracção e a centena de espiras. As ferrites são basicamente cristais mistos que apresentam. É também usual impregnar as bobinas com um material isolador resistente aos agentes químicos presentes no ar. A redução destas correntes passou inicialmente pela aplicação de núcleos de chapa laminada. simultaneamente. As alternativas à solução laminada são a utilização de um núcleo de pó metálico de dimensões micrométricas. Figura 8. ou então recorre-se às designadas ferrites. Como se referiu ao longo deste capítulo. etc. o ferro-silício. a tolerância do valor nominal. o ferro-níquel e as ferrites de níquel. e com núcleo de ferrite. a resistência do enrolamento (d. podendo esta última ser largamente amplificada. As bobinas com núcleo de ar consistem basicamente no enrolamento de um fio condutor num suporte de material não magnético. em particular com vista a reduzir as consequências negativas do efeito pelicular. também. o factor de qualidade.5 Tipos de Bobinas As bobinas são geralmente classificadas com base num conjunto relativamente amplo de parâmetros: o valor nominal.c. A variação continuada da magnetização do núcleo induz no mesmo um fluxo de correntes eléctricas parasitas. em geral enroladas em camadas sobrepostas. garantindo-se-lhes.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_08/tiposbob. como a humidade.). a corrente máxima. com núcleo de pó de metal. No que respeita ao material do núcleo.est.

c.5 Tipos de Bobinas (i) valor nominal do coeficiente de auto-indução. http://ltodi. (viii) coeficiente de temperatura. (vi) factor de qualidade às frequências de referência. (vii) resistência de isolamento entre as espiras. (iii) resistência do enrolamento (d.). em particular devido ao efeito pelicular e às capacidades parasitas entre espiras.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_08/tiposbob.8. (v) frequência de ressonância intrínseca. (ix) gama de variação do valor nominal (em bobinas com núcleo móvel).est. (iv) corrente máxima.ips. (x) gama de frequências recomendada. (ii) tolerância do valor nominal.htm (2 of 2)06-06-2005 12:38:41 .

principalmente de deslocamento. que equivale ao coeficiente de auto-indução respectivo. de proximidade e de pressão. A variação da indutância é uma consequência da variação do fluxo magnético total gerado pela corrente eléctrica na bobina. O sensor em (a) é constituído por uma bobina cujo núcleo magnético é móvel e se encontra fisicamente ligado ao objecto cujo movimento ou posição se pretende medir. seja devido à variação da distância entre aquela e um objecto externo constituído por uma material de elevada permeabilidade magnética. é a primeira destas variáveis que geralmente se utiliza para detectar as variações nas grandezas a medir.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_08/sensindu. objecto que regra geral é constituído por um material de elevada permeabilidade magnética.est.b. A maior ou menor proximidade do objecto tem consequências sobre o fluxo magnético total desenvolvido pela corrente na bobina. O deslocamento do núcleo altera o fluxo magnético total desenvolvido. a indutância da bobina é alterada por efeito da aproximação ou afastamento do objecto cuja proximidade se pretende detectar.htm06-06-2005 12:38:42 .15. neste caso por variação da relação entre o número de espiras enroladas sobre o núcleo magnético e sobre o ar.ips.15 consideram-se os exemplos de dois transdutores indutivos de deslocamento e de proximidade. Hoje em dia existe uma relativa variedade de sensores indutivos.8. Neste caso. Apesar de a indutância de uma bobina ser uma função da permeabilidade magnética do núcleo e da forma e dimensões físicas respectivas. Figura 8. Na Figura 8.15 Sensores indutivos de deslocamento (a) e de proximidade (b) http://ltodi. seja devido à variação da posição do núcleo no interior.6 Sensores Indutivos 8. Um outro exemplo de sensor indutivo é o detector de proximidade ilustrado na Figura 8.6 Sensores Indutivos Os sensores ou transdutores indutivos associam a variação de uma grandeza não eléctrica a uma alteração da indutância ou coeficiente de auto-indução de uma bobina.

Sumário Sumário A bobina é um componente de circuito cuja função é armazenar energia sob a forma de campo magnético. a tolerância. das dimensões físicas da bobina e da permeabilidade magnética do núcleo. A indutância é uma função do número de espiras. cobalto. A unidade da indutância é o henry (H). O coeficiente de auto-indução (ou indutância) de uma bobina é o parâmetro que relaciona as variações na corrente com a tensão induzida aos seus terminais. Existem bobinas com núcleo de ar. a possibilidade de variar ou sintonizar o coeficiente de auto-indução. a gama de variação possível para a indutância.htm06-06-2005 12:38:42 . o ferro-silício e o ferro-níquel (ferromagnéticos) e as ferrites de níquel. A corrente e a tensão aos terminais de uma bobina relacionam-se por uma derivada. a gama de frequências e o factor de qualidade. ferrimagnéticos e antiferromagnéticos. As principais características técnicas das bobinas são o valor nominal.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_08/sumar_08. magnésio (ferrimagnéticos) apresentam elevados valores de permeabilidade magnética relativa. Os materiais podem ser diamagnéticos. paramagnéticos. de ferro maciço ou laminado. manganésio. Os materiais como o ferro. e a utilização de mecanismos de blindagem do fluxo magnético. ferromagnéticos. a corrente e a energia magnética máxima permitida.ips. http://ltodi. o tipo de material constituinte do núcleo. a resistência de isolamento entre espiras e o coeficiente de temperatura.est. É comum classificar as bobinas consoante a gama de frequências a que se destinam. de pó de metal aglutinado com um material isolador e de ferrite.

1 mm de raio interno e 5 mm de raio externo.8. determine: (a) a corrente na bobina entre t=5 ms e t=10 ms.3 8. (b) a energia magnética armazenada na bobina em t=0 ms.2 Determine a indutância dos seguintes condutores: (a) dois fios condutores paralelos com 10 m de comprimento.4.1 Determine o ritmo de variação do fluxo magnético (dΦ(t)/dt) numa bobina com N=10 espiras e a cujos terminais é induzida uma tensão de 5 V. Figura E8. 8. Desenhe a forma de onda da tensão e da energia magnética armazenada na bobina. Admitindo a forma de o onda da tensão representada na Figura E8. 1 cm de separação e 1 mm de raio.est.3.4 Considere uma bobina de 1 mH cuja corrente varia como indicado na Figura E.3 Considere uma bobina de indutância L=1 µH cuja corrente inicial é i(t )=10 mA.htm (1 of 4)06-06-2005 12:38:44 .pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_08/exapl_08.ips. t=5 ms e t=10 ms. (c) uma bobina cilíndrica com 100 espiras. (b) um cabo coaxial com 10 m de comprimento. 8. http://ltodi.Exercícios de Aplicação Exercícios de Aplicação 8. núcleo com raio de 1 cm e comprimento de 10 cm (k=1).

4 8. Admitindo uma corrente inicial na bobina de i(t )=10 mA. *8.ips.8. 5 mH e 1 mH associadas: (a) em série. determine o valor da tensão induzida aos terminais da mesma. http://ltodi. determine o valor da indutância equivalente aos terminais a-b. (b) em paralelo. *8. Sabendo que o coeficiente de auto-indução da bobina são 2 mH.Exercícios de Aplicação Figura E8.5 8.7 Determine o coeficiente de auto-indução equivalente de três bobinas de valores 10 mH.htm (2 of 4)06-06-2005 12:38:44 .6 A corrente numa bobina cresce linearmente de zero até 5 A num intervalo de tempo de 1 ms. Figura E8.est.5 Considere uma bobina de indutância 1µH cuja tensão aplicada varia como na Figura E.8 Para cada circuito representado na Figura E8.5.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_08/exapl_08. desenhe a forma de onda da corrente e da energia o magnética armazenada.8.

10.8 *8. determine o valor da corrente i indicada.10 Para cada circuito representado na Figura E.ips.est.9 *8.9 Para cada circuito em E.9 determine o valor da tensão entre os terminais a-b.Exercícios de Aplicação Figura E8.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_08/exapl_08. x http://ltodi.8. Figura E8.8.htm (3 of 4)06-06-2005 12:38:44 .

10 http://ltodi.est.htm (4 of 4)06-06-2005 12:38:44 .pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_08/exapl_08.Exercícios de Aplicação Figura E8.ips.

5 MHz Bobina com Núcleo de Ferrite (RF Choke.c. Ressonância: 6.: 5 mA Factor Qualid.7 A Factor Qualidade: 45 @ 15 MHz freq.c.1 MHz http://ltodi. Ressonância: 5. 1 mH) Tolerância: ± 10% resistência d.: 150 @ 150 kHz freq.Fotografias de Tipos de Bobinas Fotografias de Tipos de Bobinas Bobina com Núcleo de Ferrite (100 µH) Tolerância: ± 10% resistência d.: 2 Ω Corrente Máx.: 4 Ω Corrente Máx.8 MHz Bobina com Núcleo de Ferrite (RF Choke.ips.: 200 mA Factor Qualid.est.: 210 mA Factor Qualid. Ressonância: 1.c. Ressonância: 90 kHz Bobina com Núcleo de Ferrite (RF Choke.: 2.: 400 mA Factor Qualidade: 100 @ 1 MHz freq.5 Ω Corrente Máx.: 60 @ 796 kHz Freq. Ressonância: 190 MHz Bobina Núcleo de Ferrite (1 mH) Tolerância: ± 10% resistência d. Ressonância: 3 MHz Bobina com Núcleo de Ferrite (RF Choke.htm (1 of 2)06-06-2005 12:38:46 .c.: 2.: 82 Ω Corrente Máx.c. 1 µH) Tolerância: ± 10% resistência d. 100 mH) Tolerância: ± 10% Resistência d.: 30 Ω Corrente Máx.: 100 @ 50 kHz Freq.: 100 mA Factor Qualidade: 85 @ 800 kHz freq.: 0.c.04 Ω Corrente Máx.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_08/foto_085. 100 µH) Tolerância: ± 10% Resistência d.

08 Ω Corrente Máx.: 0.htm (2 of 2)06-06-2005 12:38:46 .5% Resistência d.ips.: 42 @ 450 MHz Freq.7 nH) Tolerância: ± 0.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_08/foto_085.Fotografias de Tipos de Bobinas Bobinas Híbridas de Filme Fino (2. Ressonância: 10 GHz Suporte para enrolamento de bobina com Núcleo de Ferrite http://ltodi.est.c.: 1 A Factor Qualid.

1 Capacidade Eléctrica 7. o r Considerem-se duas cargas pontuais Q e -Q (Figura 7. e imersas no espaço vazio.3) em que ε =8.4) de direcção radial e sentido divergente. Sabe-se já que a amplitude da força eléctrica de atracção entre as cargas é dada pela expressão (7.1). A intensidade do campo eléctrico o criado pela carga Q à distância r é expressa por (7.85419*10-12 F/m define a permitividade eléctrica do vazio. a permitividade eléctrica do vazio (ε ) e a constante dieléctrica dos materiais (ε ). associa-se o fluxo eléctrico às linhas de força que irradiam ou convergem num corpo carregado electricamente.ips.est. Estas grandezas são o fluxo eléctrico (Ψ).1 Fluxo eléctrico O fluxo eléctrico gerado por uma carga eléctrica de valor Q é.htm (1 of 7)06-06-2005 12:38:48 . positiva e negativa respectivamente. a densidade de fluxo eléctrico (D).7.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_07/capaelec.1 Capacidade Eléctrica Nesta secção introduzem-se as grandezas e constantes eléctricas necessárias à compreensão do conceito de capacidade eléctrica. Por analogia com a teoria do campo magnético. http://ltodi. Figura 7. por definição.

Q. é 2 (7. -Q. Figura 7. coulomb (7. coulomb por metro quadrado (7.1 Capacidade Eléctrica C.ips.1. Ambas as placas se encontram carregadas electricamente.6) medida do quanto densas são as linhas de força numa determinada região do espaço.a o caso de duas placas com área A. de área A=4πr . Por outro lado.8) http://ltodi. o fluxo eléctrico estabelecido entre as placas é (7. no caso da carga Q representada na Figura 7. proporcional à intensidade do campo eléctrico e à permitividade do meio. o que significa que todas as linhas de fluxo irradiantes de uma convergem na outra. uma com cargas positivas. a densidade do fluxo eléctrico na superfície esférica de raio r em torno da carga. e a outra com cargas negativas.2.5) e irradia das cargas positivas e converge nas cargas negativas. paralelas e separadas por um espaço vazio de espessura d.7) portanto. define-se densidade de fluxo eléctrico por unidade de área ao cociente C/m2.2 Condensador de placas paralelas Considere-se agora na Figura 7.a.est. Por exemplo.htm (2 of 7)06-06-2005 12:38:48 .7. De acordo com a definição.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_07/capaelec.

as linhas de força são aproximadamente paralelas. portanto. http://ltodi. e que.9) admitindo que a dimensão das placas é muito superior à distância entre elas. A>>d.est. (7. O campo eléctrico no espaço entre placas é neste caso uniforme e dado pelo cociente (7. permitem expressar a carga nas placas em função da tensão eléctrica respectiva (7.8) e (7.10).htm (3 of 7)06-06-2005 12:38:48 .7.10) A expressão da densidade de fluxo eléctrico. em conjunto com as relações (7.1 Capacidade Eléctrica o qual corresponde à densidade de fluxo (7.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_07/capaelec.7).12) em que F.9). (7.13) define a capacidade eléctrica do condensador.11) ou seja. farad (7. (7.ips.

o raio e a distância entre condutores.4.htm (4 of 7)06-06-2005 12:38:48 . a permitividade relativa do meio é superior à unidade e deve ser considerada na expressão da capacidade eléctrica. dois condutores coaxiais isolados electricamente definem um condensador de capacidade eléctrica (7. Como se exemplifica na Figura 7.14) em que l. respectivamente.3 Símbolos alternativos do condensador Duas quaisquer superfícies condutoras isoladas electricamente definem um condensador.a.4. respectivamente. como a mica. Figura 7. r ext er int definem. enquanto dois condutores paralelos e extensos (Figura 7.b) implementam um condensador cuja capacidade eléctrica é (7.est.1 Capacidade Eléctrica Figura 7.15) em que r e d definem.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_07/capaelec. a capacidade eléctrica de um condensador de placas paralelas é dada pela expressão genérica http://ltodi.. o comprimento e o raio dos condutores externo e interno. etc.4 Capacidade eléctrica de um cabo coaxial (a) e de dois fios condutores paralelos (b) Na derivação da expressão da capacidade eléctrica admitiu-se sempre que as placas do condensador se encontravam imersas no espaço vazio. alguns plásticos. Com efeito.ips. algumas cerâmicas. Nos casos em que o espaço compreendido entre as placas é ocupado por um material com propriedades dieléctricas.7.

A constante dieléctrica é uma medida do campo eléctrico de oposição (di=oposição) induzido no material pelo campo eléctrico aplicado. que se impõe no dieléctrico um campo eléctrico resultante E=V/d.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_07/capaelec. 2.8 5. Admita-se ainda que se fixa a tensão entre as placas. Como se indica nas Figuras 7.7. a água destilada.1 Capacidade Eléctrica (7.5~2. no caso do condensador de mica o campo eléctrico pré-estabelecido pelas cargas nas placas deve ser superior àquele que na realidade existe no seio http://ltodi. De acordo com o fenómeno do campo eléctrico induzido (de oposição). respectivamente.5 Tabela 7.a e 7.est.6 80 1.5). Alguns materiais dieléctricos permitem aumentar de forma drástica a capacidade eléctrica de um condensador. o qual se encontra na origem de um campo eléctrico de sentido contrário àquele aplicado externamente. o papel parafinado. deixando no entanto um conjunto de cargas negativas e positivas acumuladas junto às placas positiva e negativa.1 indicam-se as r constantes dieléctricas características de alguns materiais isoladores.ips. ou seja. O alinhamento dos dipólos eléctricos induzidos é designado por fenómeno de polarização do dieléctrico (Figura 7. MATERIAL εr vácuo ar teflon plástico papel óleo mica 1 2 3 4~6 4 3~7 MATERIAL εr porcelana titanatos Silício fund. etc. como o ar.b. o plástico. por exemplo um com dieléctrico de vazio e outro com dieléctrico de mica. V.1~9.5 50~10000 3.1 2.5. os dipólos induzidos anulam-se reciprocamente no interior do dieléctrico. a carga acumulada e o campo eléctrico no seio do material. 6 8.5. Apesar de os materiais isoladores serem constituídos por átomos ou moléculas às quais dificilmente se subtraem electrões para suportar o fenómeno da condução eléctrica.1 Constante dieléctrica de diversos materiais Uma das interpretações possíveis do efeito causado pelo dieléctrico consiste em equacionar a tensão entre as placas.htm (5 of 7)06-06-2005 12:38:48 . Considerem-se dois condensadores idênticos na forma mas distintos no material do dieléctrico.16) em que ε define a permitividade relativa ou constante dieléctrica do meio. Na Tabela 7. a aplicação de um campo eléctrico a um material com propriedades dieléctricas provoca a deformação das órbitas electrónicas em torno do núcleo e conduz à criação de tantos dipólos eléctricos quantos os átomos ou moléculas deformados.0006 alumina papel parafi. a mica. pyrex polistireno água dest. e o consequente armazenamento de quantidades significativas de carga eléctrica sem que para tal se desenvolvam tensões elevadas aos seus terminais.

a carga acumulada nas placas do condensador de mica é superior. Por conseguinte. responsável pelo campo pré-estabelecido. deve ser também ela superior àquela característica do condensador com dieléctrico de vazio.7. Deste modo. localizadas nas placas. http://ltodi. (ii) no condensador de mica. as consequências da existência de um dieléctrico são basicamente duas: (i) para a mesma tensão aplicada. (ii) para a mesma carga acumulada. É a compensação do fluxo de oposição que induz a acumulação de uma maior quantidade de carga nas placas do condensador de mica. por forma a garantir a mesma tensão entre as placas.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_07/capaelec.18) de onde se pode expressar a permitividade relativa da mica na forma (7. De acordo com o enunciado (i). o fluxo eléctrico é inteiramente gerado nas cargas positivas e converge nas cargas negativas. que no seio do dieléctrico têm sentido contrário àquele pré-estabelecido a partir das placas. (7.1 Capacidade Eléctrica do dieléctrico. uma vez que o campo de oposição actuou reduzindo-o.est.ips.17) ou seja (7.htm (6 of 7)06-06-2005 12:38:48 . a tensão entre os terminais do condensador de mica é inferior.19) O efeito causado pelo dieléctrico pode ainda interpretar-se de uma outra maneira: (i) no condensador de vazio. os dipólos induzidos constituem fontes adicionais de fluxo eléctrico. a carga nas placas.

htm (7 of 7)06-06-2005 12:38:48 .pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_07/capaelec.5 Campo eléctrico de oposição induzido no dieléctrico de um condensador http://ltodi.ips.est.7.1 Capacidade Eléctrica Figura 7.

(iv) a variações infinitamente rápidas da tensão correspondem picos de corrente de amplitude infinita. Admita-se que no instante t=0 são nulas a tensão.21) expressão que é vulgarmente designada por característica tensão-corrente do condensador.est. http://ltodi. isto é.2 Característica Tensão-Corrente 7.htm (1 of 6)06-06-2005 12:38:50 . (iii) a tensões sinusoidais correspondem correntes também sinusoidais. Na Figura 7.ips. que da placa esquerda se retiram electrões (acumulando aí cargas positivas) e que à placa da direita se fornecem electrões. mas com derivada finita. correspondem correntes finitas.21) permite concluir que: (i) a tensões constantes correspondem correntes nulas.20) (7.2. positiva no sentido indicado em (b).7.6 apresenta-se uma interpretação qualitativa da característica tensão-corrente do condensador. Uma análise sumária da característica (7. a carga acumulada e a variação da carga (a corrente) nos terminais de um condensador (a).pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_07/carateco. (ii) a tensões variáveis no tempo.1 Características i(v) e v(i) A capacidade eléctrica equaciona as grandezas tensão e carga eléctrica acumulada num condensador q(t) = Cv(t) As variações na carga acumulada definem a corrente nos terminais de acesso (7.2 Característica Tensão-Corrente 7. Admita-se ainda que a partir de t=0 se injecta no mesmo uma corrente eléctrica (cargas).

O condensador pode ainda ser encarado como elemento integrador de corrente.est. o 7.22) em que v(t ) define o valor inicial da tensão aos terminais do condensador. independentemente do facto de o dieléctrico ser ou não isolador.2 Energia Eléctrica Armazenada A energia eléctrica armazenada num condensador é dada pelo integral no tempo da potência fornecida (7. mas sim a acumulação e remoção de cargas nas placas esquerda e direita. Naturalmente que a existência ou não de uma corrente eléctrica se reflecte na existência ou não de uma variação na quantidade de carga acumulada e na respectiva tensão entre placas.7. o condensador comporta-se como um elemento através do qual circula uma corrente.ips. do ponto de vista dos terminais de acesso ao exterior.21) (7.21) conduz à relação integral t>t o (7.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_07/carateco. a integração de ambos os termos de (7.2.24) que por aplicação do método de substituição para integrais permite obter http://ltodi. Com efeito.6 Corrente eléctrica num condensador Como se indica em (c).2 Característica Tensão-Corrente Figura 7.htm (2 of 6)06-06-2005 12:38:50 . por substituição de (7.23) No entanto. A existência de um movimento de cargas nos terminais de acesso às placas não reflecte a presença de uma corrente eléctrica através do dieléctrico.

25) ou seja (7.3 Exemplos de Aplicação http://ltodi.7.2.27) ou. 7. então as variáveis carga.30) e (7. (7. para a tensão entre placas e para a energia armazenada.ips.26) Por exemplo. v(-∞ )=0. Uma vez que a carga acumulada num condensador resulta do integral da corrente.28) Convém notar que o condensador armazena mas não dissipa energia. Valores finitos da corrente eléctrica têm como consequência as condições de continuidade (7.29) (7. admitindo que em t=-∞ o condensador se encontrava descarregado.htm (3 of 6)06-06-2005 12:38:50 . respectivamente para a carga acumulada.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_07/carateco. tensão e energia devem necessariamente ser uma função contínua no tempo (as variações em degrau só seriam possíveis caso a corrente atingisse valores infinitamente elevados). (7.est.31) em qualquer instante de tempo. por substituição da relação q(t)=Cv(t).2 Característica Tensão-Corrente (7.

ips.est.7 Exemplo de aplicação: variáveis corrente e tensão eléctrica num condensador Resolução: A aplicação da forma integral da característica tensão-corrente do condensador permite escrever a tensão aos terminais na seguinte forma: t<0 0<t<1 1<t<2 2<t<3 3<t<4 http://ltodi.7. Figura 7. a tensão aos terminais do condensador.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_07/carateco.2 Característica Tensão-Corrente Exemplo-1: Considere-se o circuito e o sinal representados na Figura 7.htm (4 of 6)06-06-2005 12:38:50 . e admita-se que em t=0 o condensador se encontra descarregado. Pretende-se determinar e representar graficamente. em função do tempo.7.

est. Figura 7. em função do tempo.8 Exemplo de aplicação-2: corrente. tensões crescentes.a.c.7. carga. A correntes positivas.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_07/carateco. constantes e decrescentes no tempo.htm (5 of 6)06-06-2005 12:38:50 .7. nulas e negativas correspondem.2 Característica Tensão-Corrente t>3 cuja representação gráfica se ilustra em 7. carga e energia armazenada no condensador. respectivamente.8.ips. Exemplo-2: Considerem-se o circuito e a forma de onda da fonte de corrente representados na Figura 7. Pretende-se determinar e representar graficamente. as variáveis tensão. tensão e energia eléctrica num condensador http://ltodi. e admita-se que a tensão inicial aos terminais do condensador é v(t=0)=1 V.

d).8.7.8. A tensão aos terminais do condensador é expressa pelo cociente cuja forma coincide com aquela da carga (Figura 7.c.2 Característica Tensão-Corrente Resolução: À tensão inicial de 1 V correspondem a carga e a energia A carga acumulada em função do tempo é dada pelo integral da corrente que resulta na forma de onda triangular representada em 7.est. Finalmente.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_07/carateco.e).ips. http://ltodi.htm (6 of 6)06-06-2005 12:38:50 .8. a energia armazenada no condensador obtém-se a partir do produto que no presente caso toma a forma de um sinal periódico constituído por arcos de uma equação quadrática (Figura 7.

9.34) ou seja.3 Associação de Condensadores 7.7.34) http://ltodi.ips.32) em conjunto com a característica tensão-corrente (7.1 Associação em Paralelo Considerem-se os k condensadores associados em paralelo da Figura 7. (7.9 Associação de condensadores em paralelo A Lei de Kirchhoff das correntes (7.33) permitem escrever a igualdade (7.est.3.htm (1 of 3)06-06-2005 12:38:52 .a.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_07/assoccon.3 Associação de Condensadores 7. Figura 7.

2 Associação em Série Considere-se a associação em série de condensadores da Figura 7. 7.7.9.3 Associação de Condensadores em que (7.38) http://ltodi.b).10 Associação de condensadores em série A Lei de Kirchhoff das tensões (7.est. Figura 7.ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_07/assoccon.37) permitem escrever a igualdade (7.36) em conjunto com a característica tensão-corrente do condensador (7.10.a.35) define a expressão da associação em paralelo de condensadores (Figura 7.3.htm (2 of 3)06-06-2005 12:38:52 .

b).ips.39) em que (7.10.40) define a expressão da associação em série de condensadores (Figura 7.7.3 Associação de Condensadores que após simplificação conduz à relação (7. http://ltodi.htm (3 of 3)06-06-2005 12:38:52 .pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_07/assoccon.est.

htm (1 of 2)06-06-2005 12:38:52 .41) que equivale a (7.4 Divisores Capacitivos de Corrente e de Tensão 7. Considerem-se agora dois condensadores associados em série (Figura 7.42).est.11.ips.4 Divisores Capacitivos de Corrente e de Tensão Considerem-se dois condensadores associados em paralelo (Figura 7. pode facilmente http://ltodi.11 Divisores capacitivos de corrente (a) e de tensão (b) A aplicação da Lei de Kirchhoff das correntes a um dos nós comuns aos dois condensadores permite escrever a igualdade (7.42) Tendo em conta (7. Figura 7.11.43) a qual basicamente indica que pelo maior dos condensadores flui o maior dos fluxos de corrente. Este resultado é oposto àquele estabelecido anteriormente para o divisor resistivo de corrente.b).a). Neste caso.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_07/divicapa.7. a corrente no condensador C1 pode expressar-se na forma (7.

4 Divisores Capacitivos de Corrente e de Tensão demonstrar-se que a queda de tensão aos terminais do condensador C1 é dada pela expressão (7.htm (2 of 2)06-06-2005 12:38:52 .pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_07/divicapa. http://ltodi.44) que mais uma vez constitui um resultado oposto àquele estabelecido anteriormente para o divisor resistivo de tensão.ips.7.est.

Nesta disciplina dá-se particular atenção ao estudo dos condensadores de tipo discreto e híbrido. Cada alternativa apresenta vantagens e inconvenientes. As placas de metal e de mica são empilhadas e intercaladas umas nas outras (b). da superfície e da distância entre placas.5. No que respeita ao material do dieléctrico e dos eléctrodos. constituindo as folhas de metal pares e ímpares da pilha um e outro dos eléctrodos.a). http://ltodi.7. ou simplesmente um banho de prata depositado sobre a superfície do mesmo. garantindo-se em geral uma determinada precisão no seu valor nominal. Em geral.5 a 1%) e suportarem tensões na gama compreendida entre os 100 V e as várias dezenas de milhar de volt.est. Já a capacidade dos condensadores variáveis pode ser alterada ou ajustada pelo utilizador em função das suas necessidades. deixando-se a cargo de disciplinas posteriores a consideração das alternativas possíveis em matéria de condensadores integrados. designadamente no que respeita à estabilidade com a temperatura (~100 ppm/ºK) e à resistência de isolamento (vários GΩ). os condensadores de mica apresentam excelentes características técnicas. e eléctrodos de metal depositado ou em folha.12.1 Condensadores de Mica Os condensadores de mica são constituídos por um dieléctrico deste material interposto entre duas placas de um material bom condutor (Figura 7. condensadores híbridos e condensadores integrados. resistência do dieléctrico. à tolerância. apresentarem tolerâncias relativamente baixas (0.ips.5 Tipos de Condensadores Tal como as resistências. indutância parasita e respectivo comportamento em frequência. A capacidade dos condensadores fixos é préestabelecida durante o processo de fabrico. cerâmica. o que confere resistência mecânica ao componente e isola os eléctrodos do contacto com o exterior. plástico. linearidade. designadamente no que respeita à gama de valores nominais comercializados. Os condensadores de mica são vulgarmente encapsulados num invólucro de plástico moldado. de cobre ou de prata. É comum os condensadores de mica existirem em gamas compreendidas entre o picofarad e as dezenas de nanofarad. papel. 7. A escolha do tipo de condensador adequado para cada aplicação pode determinar a qualidade do desempenho de um circuito. Os eléctrodos são em geral folhas de alumínio coladas sobre o dieléctrico.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_07/tiposcon. tensão máxima de trabalho. tipicamente de alumínio. Os mecanismos de ajuste da capacidade eléctrica são basicamente a variação das propriedades do dieléctrico.htm (1 of 6)06-06-2005 12:38:53 . a saber: condensadores discretos. os condensadores podem ser agrupados em três classes principais. e electrolíticos de alumínio ou de tântalo (líquido ou sólido). Os condensadores discretos podem ser fixos ou variáveis. coeficiente de temperatura. é comum encontrarem-se no mercado as seguintes variedades de condensadores: dieléctrico de mica. sendo vulgarmente utilizados em aplicações de rádio-frequência. sendo em geral utilizados na sintonia fina de circuitos.5 Tipos de Condensadores 7.

em aplicações de sintonia de equipamentos de telecomunicações.5. em geral de cobre ou de prata. o polipropileno e o poliphenilenesulfito. o polistireno. portanto em ambientes de elevada temperatura. circuitos amostradores e retentores. passando pelas centenas e até ao milhar de volt. acumulação de carga.).pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_07/tiposcon. Os materiais dieléctricos mais utilizados são o papel.htm (2 of 6)06-06-2005 12:38:53 . enquanto os condensadores multicamada são formados por sucessivas folhas de material cerâmico em cuja superfície se encontra depositado um metal bom condutor. Os condensadores de película existem em gamas de valores nominais muito variadas. etc. não encapsulados).ips. ao passo que os de policarbonato são utilizados em aplicações automóveis. os de papel são utilizados na supressão de interferências nas redes de distribuição de energia eléctrica. apresentando por isso dimensões típicas da ordem do milímetro.12 Aspectos tecnológicos da construção de um condensador de mica 7. 7.5. filtragem. supressão de interferências. tipicamente o paládio ou a platina (Figura 7.2 Condensadores de Película ou Folha Os condensadores de película consistem em pilhas de folhas de material dieléctrico intercaladas por eléctrodos metálicos.7.) Os condensadores multicamada destinam-se em geral a aplicações de montagem superficial.5 Tipos de Condensadores Figura 7. etc. para tolerâncias compreendidas entre 1 e 20%. os condensadores com dieléctrico de poliester são recomendados para aplicações gerais de baixa tensão e frequência (acoplamento capacitivo. o poliester.3 Condensadores Cerâmicos Os condensadores cerâmicos são construídos a partir da deposição ou colagem de um metal bom condutor sobre uma cerâmica de elevada constante dieléctrica. cada um deles visando uma gama de aplicações muito bem definida. os de polipropileno utilizam-se em aplicações de alta frequência e tensão. Os condensadores de poliphenilenesulfito são geralmente utilizados em montagem superficial (SMD. Por exemplo. Os condensadores de placa são constituídos por uma folha cerâmica em cuja superfície se encontram colados os eléctrodos. existindo no entanto também versões para aplicações de filtragem.13.est. por exemplo entre as centenas de picofarad e as dezenas de microfarad. http://ltodi. o policarbonato. temporização. e para tensões máximas na gama das dezenas. etc.

O conjunto electrólito-alumínio é inicialmente um bom condutor. propriedade que sofre alteração após a aplicação de uma tensão entre o terminal de alumínio e o electrólito.htm (3 of 6)06-06-2005 12:38:53 . telefone móvel. e apresentam tolerâncias relativamente baixas.ips. Convém ainda salientar o facto de existirem condensadores cerâmicos para aplicações gerais de baixa frequência (receptores TV.7. absorvente e banhado num electrólito. A aplicação de http://ltodi. com constantes dieléctricas relativamente baixas (algumas unidades a centenas) mas de boa qualidade. Por exemplo. A título de exemplo. os condensadores electrolíticos de alumínio líquido são construídos a partir de um conjunto de folhas de alumínio enroladas e intercaladas com um papel fino. e ε =6~250 da classe-1.4 Condensadores Electrolíticos Existem dois tipos principais de condensadores electrolíticos: de alumínio e de tântalo.13 Condensadores cerâmicos: de placa (a) e multi-camada (b) É comum distinguirem-se duas classes de condensadores cerâmicos: (i) condensadores da classe-1. designadamente no que respeita à resistência do dieléctrico e à dependência da capacidade com a temperatura (utilizados essencialmente na construção de osciladores e filtros). da classe-2. os condensadores da classe-1 cobrem a gama de capacidades compreendidas entre 0. em ambos os casos nas variantes sólida e líquida. etc. tipicamente 2%. de elevada constante dieléctrica (algumas centenas a milhares de unidades) mas de piores características técnicas e utilizados essencialmente em aplicações gerais de acoplamento de sinais. 5000 ou 14000. etc.) e para microondas (comunicações via satélite. 7.est. a empresa Philips comercializa condensadores cerâmicos de placas e multi-camada cujas constantes dieléctricas são ε >2000. Os condensadores electrolíticos baseiam o seu princípio de funcionamento na criação de um dieléctrico de espessura micrométrica directamente na superfície de contacto entre dois materiais condutores. (ii) condensadores da classe-2. Por outro lado.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_07/tiposcon. os condensadores da classe-2 apresentam valores nominais compreendidos entre as décimas do picofarad e o microfarad.5.5 Tipos de Condensadores Figura 7. suportam tensões máximas típicas de 100 ou 500 V.). gravadores vídeo. Por r r exemplo. tolerâncias compreendidas entre os -20 e os 80%. e tensões máximas de trabalho entre 63 e 500 V.47 e 270 pF.

htm (4 of 6)06-06-2005 12:38:53 . equipamento industrial. nomeadamente algumas dezenas de volt de máxima tensão de trabalho./ºK.5. o óxido de titânio (ε =12~160). baseiam o seu funcionamento no crescimento de um dieléctrico de óxido fino entre um material condutor e um electrólito. etc. Os condensadores de tântalo. Para além do valor nominal da capacidade e da tensão máxima de trabalho. filtragem. os r titanatos de magnésio e de zinco. Os condensadores electrolíticos são componentes cujos terminais são geralmente polarizados (hoje em dia existem condensadores electrolíticos não polarizados). É a camada de óxido de alumínio criada na superfície de contacto entre o alumínio e o electrólito que constitui o dieléctrico do condensador. resistência de isolamento do dieléctrico da ordem dos MΩ (que é um valor baixo).7. os condensadores electrolíticos contêm na superfície externa uma indicação do terminal positivo (ou negativo) da tensão. tudo sobre um substrato isolante de alumina. reduzidas tensões máximas de trabalho. tipicamente entre as décimas do microfarad e do farad. coeficientes de temperatura superiores ao milhar de p.5 Tipos de Condensadores uma tensão constante entre as duas placas do condensador conduz à formação de uma finíssima camada de óxido de alumínio na superfície de contacto entre o alumínio e o electrólito (de aproximadamente 0. Os materiais dieléctricos mais utilizados são o titanato de bário (ε =1000~3000). adiciona-se um electrólito que estabelece o contacto negativo do condensador. acoplamento.2 e 100 µF. vidro ou safira. e resistência de isolamento do dieléctrico de apenas alguns MΩ. Estes condensadores são construídos a partir de um pó de tântalo comprimido e aquecido de modo a formar um bloco de material de elevada porosidade.1 µm de espessura). Estes condensadores são componentes polarizados. de telecomunicações e automóvel (motores). As condições de funcionamento devem garantir sempre uma tensão positiva entre os terminais positivo e negativo do condensador.p. O material é posteriormente imerso numa solução ácida. As características técnicas são bastante semelhantes às dos condensadores de alumínio. Estes condensadores são construídos por deposição de uma película de material dieléctrico entre dois eléctrodos condutores. processo durante o qual a função do electrólito consiste basicamente em fornecer oxigénio para a reacção química em curso. Aplicação de uma tensão negativa pode conduzir à degradação irreversível das suas propriedades. magnesia. geralmente inferior a 100 V. Os condensadores electrolíticos são utilizados em variadíssimas aplicações: fontes de alimentação. Os condensadores electrolíticos apresentam valores de capacidade geralmente elevados.ips. no caso dos condensadores de filme r http://ltodi. característica geralmente indicada na cápsula do mesmo através de um conjunto de sinais. tolerâncias que podem atingir 50%. quartzo. tolerâncias elevadas (podendo mesmo atingir 100%) e coeficientes de temperatura relativamente elevados.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_07/tiposcon. tipicamente entre 2. que conduz à formação de uma fina película de óxido de manganésio envolvente da elevada superfície de contacto.5 Condensadores Híbridos Os condensadores de filme espesso e de filme fino são utilizados na realização de circuitos híbridos discreto-integrados.est. podendo mesmo explodir. Apesar de existirem condensadores da tântalo de elevada capacidade. temporizadores. estes apresentam dimensões relativamente pequenas quando comparadas com as dos condensadores electrolíticos de alumínio. Seguidamente. tal como os electrolíticos de alumínio. 7.m.

pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_07/tiposcon. cuja superação pode conduzir à destruição do condensador por perfuração do dieléctrico e ao estabelecimento de um curto-circuito entre os eléctrodos. Os trimmers são geralmente de relativa pequena capacidade. (iii) a tensão máxima de trabalho. este tipo de informação (e muito mais) encontra-se explicitada nos catálogos dos componentes. da ordem do milímetro.5. (iv) a corrente de fugas pelo dieléctrico. como sucede com os condensadores electrolíticos.14 ilustram-se alguns condensadores variáveis actualmente existentes no mercado. podendo ser de pressão. de disco. (v) os efeitos da temperatura. (vi) a indutância parasita e a respectiva frequência de ressonância. (ii) a tolerância do valor nominal.14 Alguns condensadores do tipo discreto actualmente disponíveis 7. também especificada através da resistência de isolamento do mesmo.6 Condensadores Variáveis A capacidade de um condensador pode ser alterada por intermédio de dois mecanismos básicos: variação da espessura do dieléctrico.ips. e monóxido de silício. e na sintonia dos circuitos. da ordem das unidades às dezenas de picofarad.5. o dióxido de silício. (viii) a polarização ou não das placas. e cobrem tipicamente uma gama 1 a 10 do seu valor nominal. deve ser acompanhada de precauções no que respeita às características técnicas: (i) a gama de capacidades coberta. http://ltodi. designadamente o coeficiente de temperatura e a gama de temperaturas de trabalho recomendada. no caso dos de filme r fino. tubulares ou de placas. Os condensadores de ajuste fino são vulgarmente designados por trimmers. o pentóxido de tântalo (ε =4~25). Na Figura 7. (vii) a resistência dos terminais de acesso às placas. Figura 7. Em face das aplicações a que se destinam estes condensadores são de dimensão relativamente reduzida. Os condensadores variáveis são utilizados no ajuste fino do desempenho dos circuitos.7 Características Técnicas dos Condensadores A utilização de condensadores em circuitos cuja qualidade e precisão do desempenho são factor primordial.5 Tipos de Condensadores espesso.7. Em geral. 7. ou deslocamento da superfície das placas frente a frente. tipicamente processado pelo fabricante durante a fase de teste.htm (5 of 6)06-06-2005 12:38:53 .est.

5. é comum encontrar-se as características técnicas impressas com base em códigos de letras.7. poliester.est. http://ltodi.htm (6 of 6)06-06-2005 12:38:53 . de tântalo. Na Figura 7. cores ou simplesmente de símbolos geométricos.15 apresenta-se um condensador electrolítico de tântalo sólido cujos valores nominais da capacidade e da tensão máxima de trabalho são impressos com base num código de cores.15 Código de identificação do valor nominal da capacidade e da tensão máxima de trabalho de um condensador electrolítico de tântalo sólido (Philips) 7. No caso dos condensadores electrolíticos de alumínio. de dimensões relativamente elevadas. etc. números ou cores. Já os condensadores cerâmicos..3 16 25 2. mediante um código de letras.5 Tipos de Condensadores sob a forma de tabelas ou de gráficos.ips. bandas e símbolos geométricos. como a tensão máxima de trabalho e a polaridade dos terminais. COR preto 1º DIGITO 2º DIGITO FACTOR (µF) Vmáx (V) 0 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 1 10-3 10-2 10-1 10 1. é comum encontrar-se impresso em algarismos e símbolos convencionais tanto o valor nominal da capacidade.8 Códigos de Identificação de Condensadores É comum o valor nominal e algumas características técnicas dos condensadores serem impressos no invólucro.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_07/tiposcon.5 castanho 1 vermelho 2 laranja amarelo verde azul violeta 3 4 5 6 7 cinzento 8 branco 9 Figura 7. cujas dimensões são bastante reduzidas.6 4 40 6.

da capacidade do condensador.16. a concentração de gases e o nível de líquidos ou sólidos. Os sensores capacitivos permitem medir com grande precisão um grande número de grandezas físicas. de nível de líquidos. mas também detectar a proximidade de objectos. utilizadas por exemplo na construção de transdutores em rotores e estatores de motores.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_07/senscapa.est. o torque. de forma discreta ou integrada. Por exemplo. O deslocamento da película altera a proporção entre as partes dos eléctrodos separadas por ar e pela película de material dieléctrico. de vácuo. etc. de aceleração. a força. Hoje em dia existe uma grande variedade de aplicações que utilizam sensores capacitivos.7. outros na constante dieléctrica. que se traduz numa variação linear da constante dieléctrica do conjunto e. do qual o sensor é parte integrante.a considera-se o caso de um sensor capacitivo de deslocamento. dióxido de carbono. a velocidade e a aceleração linear ou angular de um objecto. a humidade. de compostos químicos como o monóxido de carbono. Na Figuras 7. uns detectando as variações na espessura do dieléctrico.6 Sensores Capacitivos Um sensor ou transdutor capacitivo é um condensador que exibe uma variação do valor nominal da capacidade em função de uma grandeza não eléctrica. http://ltodi. o deslocamento. a pressão e a temperatura.. de força. de fluxo de gases ou líquidos. de humidade. são bastante comuns os sensores capacitivos de pressão.16 apresentam-se os esquemas simplificados de alguns dos sensores capacitivos mais vulgarmente utilizados. (caso dos microfones). por exemplo através da aplicação de uma tensão constante. de deslocamento. Uma vez que um condensador consiste basicamente num conjunto de duas placas condutoras separadas por um dieléctrico. Em 7. em consequência. azoto. as variações no valor nominal da capacidade podem ser provocadas por redução da área frente a frente e da separação entre as placas. Na prática existem diversas variantes deste princípio básico. Neste sensor os dois eléctrodos são fixos e estão separados por uma película fina de um material cuja constante dieléctrica é superior à unidade (ε >1). ou então indirectamente através da variação da frequência de oscilação ou da forma de onda à saída de um circuito. ou por variação da constante dieléctrica do material. A detecção da variação da capacidade é geralmente efectuada através da medição da carga acumulada. que se pode deslocar lateralmente em conjunto com o objecto cujo movimento se pretende r medir. etc.ips. tais como a posição.htm (1 of 2)06-06-2005 12:38:54 . de temperatura. a presença de água e de pessoas.6 Sensores Capacitivos 7.

Como se ilustra na Figura 7. neste caso particular designados transdutores de som. e um segundo eléctrodo metálico e fixo. A vibração do diafragma induz uma variação na capacidade do condensador.6 Sensores Capacitivos Figura 7.htm (2 of 2)06-06-2005 12:38:54 .ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_07/senscapa. os microfones deste tipo são basicamente constituídos por um diafragma que vibra em função da frequência e da amplitude das ondas sonoras incidentes (constituindo um dos eléctrodos do condensador).7. o qual basicamente explora a dependência da constante dieléctrica de alguns materiais com o teor de água no ar ambiente. O dieléctrico é neste caso constituído por uma película fina de um material simultaneamente isolador e higroscópico o qual.est.16. dada a natureza porosa de um dos dieléctricos. se encontra em contacto com o ambiente cuja humidade relativa se pretende medir.16.b ilustra-se o esquema de princípio de um sensor capacitivo de humidade (designado sensor higrométrico). que é posteriormente processado e amplificado electronicamente. de humidade (b) e de som (c) Na Figura 7. O microfone de electrete constitui uma das aplicações mais comuns dos sensores capacitivos de pressão. uma película fina de um material permanentemente polarizado (de elevada constante dieléctrica).c.16 Sensores capacitivos de deslocamento (a). http://ltodi.

a indutância e a resistência eléctrica de um componente.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_07/instmeca. da designação em língua inglesa LCR-meter. voltímetro e ohmímetro. hoje em dia os multímetros incluem já um medidor de capacidades.htm06-06-2005 12:38:54 .7 Instrumentos de Medida da Capacidade A capacidade de um condensador pode medir-se com um medidor-LCR. sendo na maior parte dos casos de tipo digital. Existem medidores-LCR portáteis de uso geral e de precisão para aplicações laboratoriais. em conjunto com as funções de amperímetro.7 Instrumentos de Medida da Capacidade 7. http://ltodi. O medidor-LCR é um instrumento que permite medir a capacidade.ips. No entanto.est.7.

htm06-06-2005 12:38:55 .Sumário Sumário O condensador armazena cargas eléctricas. e das dimensões físicas e da separação entre os eléctrodos. de fluxo de gases ou líquidos. resistência parasita. Existem três tipos básicos de condensadores: discretos.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_07/sumar_07. Os condensadores discretos mais comuns possuem um dieléctrico de mica. de força.est. película (papel. de nível de líquidos. híbridos e integrados. Existem em gamas pré-estabelecidas e apresentam um conjunto de características técnicas a considerar durante o dimensionamento dos circuitos: tolerância do valor nominal. http://ltodi. e é uma função da constante dieléctrica. de deslocamento. cerâmica ou electrólitos de alumínio ou de tântalo. entre outras. variações com a temperatura. tensão máxima de trabalho. corrente de fuga pelo dieléctrico. de aceleração. de temperatura.ips. Existem sensores capacitivos de pressão. de vácuo. o monóxido de carbono. etc.). etc. de agentes químicos como a humidade. A corrente e a tensão eléctrica num condensador relacionam-se por uma derivada. A unidade de capacidade é o farad. A capacidade eléctrica relaciona a tensão com a carga armazenada. polaridade dos terminais. indutância. plástico.

(b) a carga acumulada no condensador.Exercícios de Aplicação Exercícios de Aplicação Capacidade Eléctrica 7.1 Considere um condensador de placas paralelas com as seguintes características: eléctrodos com 10 cm2 de área. r 7.2 mm. Admitindo para a corrente a forma de onda indicada na Figura E7.08 m2 e d=0. (c) a capacidade eléctrica do condensador.1 mm. a capacidade (C) e a constante dieléctrica do meio (ε ).ips. 7. Característica i(v) e v(i) do Condensador 7.4 Duas folhas de alumínio de 15m * 1m encontram-se enroladas uma na outra. carga acumulada Q=2*10-9 C e tensão entre eléctrodos V=10 V.1 mm de espessura. respectivamente. http://ltodi.2 µF e v(t )=10 V.htm (1 of 4)06-06-2005 12:38:56 . r (c) Determine a tensão aos terminais de cada um destes dois condensadores. determine: (a) a intensidade do campo eléctrico no seio do dieléctrico. tendo no meio uma folha de plástico de 0.5 Considere um condensador cuja capacidade e tensão inicial entre eléctrodos são.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_07/exapl_07. respectivamente 2.est.3 Considere um condensador de papel parafinado com as seguintes características: A=0. no caso em que a carga acumulada é Q=1 nC. (b) dieléctrico com constante dieléctrica ε =75. 7.2 Determine a capacidade de um condensador de placas paralelas cuja área e espessura do dieléctrico são A=10 cm2 e d=0. Determine a intensidade do campo eléctrico (E). e: (a) dieléctrico de ar.5mm de espessura e constante dieléctrica ε =3. Admitindo uma tensão de 200 V entre os eléctrodos. dieléctrico com 0. determine: o (a) a tensão aos terminais do condensador em t=5 ms e t=10 ms. Determine a capacidade eléctrica do r condensador e a carga acumulada quando a tensão aplicada é V=5 V. o fluxo eléctrico (ψ).5.

Exercícios de Aplicação (b) a energia eléctrica armazenada no condensador em t=0 ms.7 http://ltodi.6. Figura E7. Desenhe a forma de onda da corrente e da energia eléctrica armazenada no condensador.7 Considere um condensador de 1 mF cuja corrente varia como na Figura E7.6 Considere um condensador de 1 mF cuja tensão aos terminais varia como se indica na Figura E7. desenhe a forma de onda da tensão e da energia eléctrica armazenada no condensador.7. t=5 ms e t=10 ms. Figura E7.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_07/exapl_07. Admitindo uma tensão inicial no condensador de 10 V.5 7.est.htm (2 of 4)06-06-2005 12:38:56 .ips. Figura E7.6 7.

10 *7. determine o valor da corrente i indicada.10.11.htm (3 of 4)06-06-2005 12:38:56 .8 O flash de uma máquina fotográfica possui um condensador de 1 mF que é carregado à tensão de 100 V. Figura E7. x http://ltodi. admitindo todos os condensadores inicialmente descarregados. Determine a carga e a energia eléctrica armazenadas no condensador.9. Admitindo que o disparo do flash corresponde a descarregar o condensador e que esta descarga se efectua durante um intervalo de tempo de apenas 1 ms. Associação de Condensadores *7.est. Figura E7.9 *7.10 Determine o valor da tensão v ab em cada um dos circuitos da Figura E7.Exercícios de Aplicação 7.ips.9 Determine o valor da capacidade equivalente aos terminais a-b de cada um dos circuitos da Figura E7.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_07/exapl_07.11 Para cada um dos circuitos de E7. calcule o valor médio da corrente.

pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_07/exapl_07.ips.11 http://ltodi.htm (4 of 4)06-06-2005 12:38:56 .Exercícios de Aplicação Figura E7.est.

Temp. Gama Temp.c.: ± 100 ppm/ºC Gama Temp.c.: -40 ºC a 85 ºC Condensador de Polystyrene (película) Tolerância: ± 1% Coef. 630 V d.Fotografias de Tipos de Condensadores Fotografias de Tipos de Condensadores Condensador de Mica (eléctrodos de banho de prata) Tolerância: ± 0.: -125 ± 60 ppm/ºC Resistência Isol.: 100 GΩ Tensão Máx.: -200 ppm/ºC Resistência Isol.: -55 ºC a 100 ºC http://ltodi.: 1000 V d.: 500 V d. Temp.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_07/foto_075.est.: 1000 V d.c.c.: -55 ºC a 125 ºC Condensador de Papel Tolerância: ± 20% Tensão Máx.5 pF 1% (>56 pF) Tensão Máx.ips. Temp. Gama Temp. Temp.: 100 GΩ Tensão Máx. Gama Temp.: 250 V a. Condensador de Polypropilene (película) Tolerância: ± 20% Coef.htm (1 of 3)06-06-2005 12:38:58 .c.: -55 ºC a 100 ºC Condensador de Policarbonato (película) Tolerância: ± 5% Coef.: -200 ppm/ºC Resistência Isol.: 100 GΩ Condensador de Polypropilene (película) Tolerância: ± 20% Coef.

: -40 ºC a 85 ºC Condensador Electrolítico (alumínio.03*C*V Gama Temp.: 6.: 10 GΩ Tensão Máx.: 35 V (esq.: 30 GΩ Tensão Máx.: 63 V Condensador Cerâmico (Placa) Tolerância: 0.est.20% Resistência Isol.: -40 ºC a 85 ºC Condensador de Polyester (película) Tolerância: ± 5% Resistência Isol.: 100 a 400 V Gama Temp.: -55 ºC a 125 ºC Resistência Isol.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_07/foto_075. não-polarizado) Tolerância: ± 20% Tensão Máx.Fotografias de Tipos de Condensadores Condensador de Policarbonato (película) Tolerância: ± 5% Resistência Isol.: 100 GΩ Condensador de Polyester (película) Tolerância: ± 10% Resistência Isol. Temp.) Iperdas: 3 µA ou I=0.: -40 ºC a 85 ºC Condensador Cerâmico (Multicamada) Tolerância: ± 10% Coef.: 10 GΩ Tensão Máx. polarizado) Tolerância: ± 20% (≥ 10 pF) Tensão Máx.htm (2 of 3)06-06-2005 12:38:58 .3 V Iperdas: I=0.) 63 V (dto.: 10 GΩ Condensador Electrolítico (alumínio.: 30 GΩ Condensador de Polyester (película) Tolerância: ± 10% Resistência Isol.01*C*V (o maior valor) Gama Temp.: -40 ºC a 85 ºC http://ltodi.: ± 20% Gama Temp.ips.25 pF (<10pF) ± 2% (≥ 10 pF) Resistência Isol.: > 100 GΩ Condensador Cerâmico Tolerância: .: 100 a 400 V Gama Temp.

: 35 V Iperdas: 1 µA ou I=0. polarizado. montagem superficial) Tolerância: ± 20% Tensão Máx.) Iperdas: 3 µA ou I=0. polarizado.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_07/foto_075.) 10 V (dto.: -55 ºC a 85 ºC Condensador Electrolítico (alumínio.Fotografias de Tipos de Condensadores Condensador Electrolítico (tântalo sólido seco.02*C*V (o maior valor) Gama Temp.: 50 V (esq. montagem superficial) Tolerância: ± 2% Tensão Máx.: -55 ºC a 85 ºC Condensador de Sulfito de Polyphenylene (película.c Gama Temp. montagem superficial) Tolerância: ± 10% Tensão Máx.c.01*C*V (o maior valor) Gama Temp. polarizado) Tolerância: ± 20% Tensão Máx. Isol.htm (3 of 3)06-06-2005 12:38:58 .: -55 ºC a 125 ºC Condensador Variável de Polypropylene 1 volta: 2 pF a 10 pF Dimensão: 5 mm Tensão Máx.: -40 ºC a 70 ºC http://ltodi.) Resist.: -40 ºC a 85 ºC Condensador Electrolítico (tântalo sólido.: 50 V (d.: 16 V Iperdas: 0.: 100 V d.est.: 3GΩ Gama Temp.5 µA Gama Temp.ips.

6.1 Método da sobreposição das fontes É fácil mostrar que a tensão aos terminais da resistência R se pode escrever na forma 3 http://ltodi. Na realidade.1. i . o vector coluna das fontes independentes. v . podendo em geral escrever-se na forma (6.1 Teorema da Sobreposição das Fontes Os métodos dos nós e das malhas conduzem a uma relação matricial constituída por três factores principais: o vector coluna das variáveis do circuito.1) inscreve-se um método alternativo para a análise de circuitos. uma de tensão.ips. a matriz característica que contém a informação relativa às resistências e às fontes dependentes e. designado por método da sobreposição das fontes.htm (1 of 4)06-06-2005 12:39:00 .est.1 Teorema da Sobreposição de Fontes 6.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_06/sobrefon. Na expressão (6. s s Figura 6. Este formato é indicativo de que as variáveis do circuito são uma função das diversas fontes independentes.a.1) em que os coeficientes a e b são constantes e dependem apenas das resistências e das fontes dependentes. e outra de corrente. finalmente. esta expressão indica que as variáveis do circuito podem ser obtidas por intermédio da sobreposição (somatório) dos efeitos causados por cada uma das fontes independentes. Considere-se então o circuito representado na Figura 6. i j contabilizadas na matriz característica do circuito. constituído por duas fontes independentes.

b. permitem identificar a contribuição da fonte de corrente (6. Pode então dizer-se que a expressão (6.2).2). conforme se indica na Figura 6. a aplicação da regra do divisor de corrente. cancelar uma fonte de tensão equivale a curto-circuitar os seus dois terminais.6. Neste caso.4) Passo 3: adição dos efeitos causados por cada uma das fontes independentes.1 Teorema da Sobreposição de Fontes (6.1.1. que se confirma coincidir com a expressão indicada anteriormente em (6.2).1).2) resulta da aplicação sucessiva dos seguintes três passos ao circuito representado na Figura 6.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_06/sobrefon.htm (2 of 4)06-06-2005 12:39:00 . em conjunto com a Lei de Ohm.est. Figura 6.c.2 Cancelamento de fontes independentes http://ltodi.1.2) caso particular da forma genérica expressa por (6.a: Passo 1: cancelamento da fonte de corrente e determinação do efeito causado pela fonte de tensão (Figura 6. notese que cancelar uma fonte de corrente equivale a deixar em aberto os seus dois terminais.ips. A aplicação da regra do divisor de tensão permite identificar a contribuição da fonte de tensão (6.3) Passo 2: cancelamento da fonte de tensão e determinação do efeito causado pela fonte de corrente (Figura 6. conforme se vê na Figura 6.

Na Figura 6.6. A expressão da corrente total é.5) e que (6. relativamente ao qual se pretende determinar a expressão da corrente i indicada.ips. http://ltodi. assim.a considera-se um circuito com diversas fontes independentes e dependentes. facilmente se verifica que (6.1 Teorema da Sobreposição de Fontes Uma outra conclusão que se inscreve na relação matricial característica de um circuito é o facto de as fontes dependentes serem contabilizadas como se de resistências se tratassem.htm (3 of 4)06-06-2005 12:39:00 .est.3. para os efeitos causados pela fonte de tensão e pela fonte de corrente.3 Exemplo de aplicação do método da sobreposição das fontes Analisando separadamente os dois circuitos representados em 6. não contribuem com parcelas adicionais para o somatório. isto é.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_06/sobrefon.3 b e c. x Figura 6.6) respectivamente.

htm (4 of 4)06-06-2005 12:39:00 .6.ips.est.7) http://ltodi.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_06/sobrefon.1 Teorema da Sobreposição de Fontes (6.

Como se verifica na Figura 6. constituindo globalmente uma fonte de tensão com resistência interna. É comum distinguirem-se circuitos com fontes independentes (Caso 1). circuitos com fontes independentes e dependentes (Caso 2). então o teorema de Thévenin indica que todo o circuito a montante pode ser reduzido a dois elementos apenas.est.6. e circuitos com fontes dependentes (Caso 3).a. Th Th Figura 6. Caso 1: Equivalente de Thévenin de um Circuito com Fontes Independentes Considere-se o circuito representado na Figura 6.4 Teorema de Thévenin A metodologia de cálculo do equivalente de Thévenin difere consoante o tipo de fontes em presença no circuito.2 Teorema de Thévenin 6.2 Teorema de Thévenin O teorema de Thévenin afirma que.htm (1 of 4)06-06-2005 12:39:01 . O conjunto de componentes v e R é designado por equivalente de Thévenin do circuito.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_06/thevenin.5. quando o objectivo da análise de um circuito se resume a identificar a corrente. a tensão ou a potência a jusante de um par de terminais. relativamente ao qual se pretende determinar o equivalente de Thévenin do subcircuito à esquerda dos terminais a e b indicados.4.ips. http://ltodi. um circuito linear pode sempre ser substituído por uma fonte de tensão com resistência interna. do ponto de vista de um qualquer par de terminais.

9) Caso 2: Equivalente de Thévenin de um Circuito com Fontes Independentes e Dependentes Considere-se o circuito da Figura 6. quando se anulam todas as fontes independentes no circuito (Figura 6.est. http://ltodi. (6.c). integrando fontes independentes e dependentes de tensão.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_06/thevenin.6.htm (2 of 4)06-06-2005 12:39:01 .b).8) (ii) e determinação da resistência equivalente vista dos terminais de saída.5 Equivalente de Thévenin de um circuito com fontes independentes O equivalente de Thévenin calcula-se nos seguintes dois passos (para além da identificação dos terminais e do sentido relativamente ao qual se pretende obter o equivalente): (i) obtenção da tensão em aberto (Figura 6.5.2 Teorema de Thévenin Figura 6.6.ips.5.a. (6.

11) http://ltodi.10) (ii) determinação da corrente de curto-circuito entre os terminais especificados (Figura 6.ips.6.2 Teorema de Thévenin Figura 6.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_06/thevenin.6. (6.6 Equivalente de Thévenin de um circuito com fontes independentes e dependentes O cálculo é composto por três passos: (i) determinação da tensão em aberto (Figura 6. (iii) e cálculo da resistência equivalente de Thévenin através do cociente entre a tensão em aberto e a corrente de curto-circuito.b).c). (6.htm (3 of 4)06-06-2005 12:39:01 .est.6.

htm (4 of 4)06-06-2005 12:39:01 . v .a: (i) aplica-se uma corrente ao circuito. Em x x alternativa.c).13) Figura 6.7.2 Teorema de Thévenin (6. No caso da resistência equivalente do circuito representado na Figura 6. v (Figura 6. A metodologia de cálculo da resistência equivalente exige que se aplique do exterior uma tensão (ou uma corrente).est. e mede-se a tensão aos terminais. (ii) e determina-se a resistência equivalente de Thévenin através do cociente (6.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_06/thevenin. i . pode aplicar-se uma tensão aos terminais especificados.ips.12) Caso 3: Equivalente de Thévenin de um Circuito com Fontes Dependentes O equivalente de Thévenin de um circuito com fontes dependentes caracteriza-se pelo valor nulo da tensão equivalente respectiva.7. e medir a corrente x absorvida pelo circuito (Figura 6. se meça a corrente absorvida (a tensão gerada aos terminais) e se efectue o cociente entre ambas.b).6.7 Equivalente de Thévenin de um circuito com fontes dependentes http://ltodi.7.

3 Equivalente de Norton 6. Tomando como exemplo o circuito representado na Figura 6.8 Equivalente de Norton Caso 1: Equivalente de Norton de um Circuito com Fontes Independentes O cálculo do equivalente de Norton de um circuito com fontes independentes baseia-se num conjunto de procedimentos semelhantes àqueles estabelecidos anteriormente para o equivalente de Thévenin.6. esta transformação permite redesenhar o circuito equivalente de Thévenin com base numa fonte de corrente.ips. Figura 6. Como se indica na Figura 6.9.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_06/norton.8. este equivalente pode ser obtido através de dois processos essencialmente distintos: de forma directa ou por intermédio do cálculo do equivalente de Thévenin seguido da transformação de fonte. http://ltodi. designada por equivalente de Norton.3 Equivalente de Norton A transformação de fonte indica que uma fonte de tensão com resistência interna não nula pode ser substituída por uma fonte de corrente com resistência interna não infinita.est.htm (1 of 5)06-06-2005 12:39:03 . Por conseguinte.

3 Equivalente de Norton Figura 6.7) e (6.est.ips.htm (2 of 5)06-06-2005 12:39:03 .9 Equivalente de Norton de um circuito com fontes independentes num primeiro momento determina-se a corrente de curto-circuito entre os terminais especificados (Figura 6. (6. calculado em (6.16) http://ltodi. verifica-se que.14) e num segundo a resistência vista dos terminais de saída (Figura 6.14) e (6. Se se compararem as expressões (6.c) (6.15) com aquelas relativas ao equivalente de Thévenin.8). e como previsto pela transformação de fonte.6.9.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_06/norton.9.15) admitindo nulas todas as fontes independentes. b) (6.

10.17) Caso 2: Equivalente de Norton de um Circuito com Fontes Independentes e Dependentes A determinação do equivalente de Norton de um circuito com fontes independentes e dependentes exige que se calculem a tensão de circuito aberto e a corrente de curto-circuito entre os terminais especificados. Figura 6.3 Equivalente de Norton e (6.est.htm (3 of 5)06-06-2005 12:39:03 .6.18) para a fonte de corrente equivalente (Figura 6.ips.10.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_06/norton.10 Equivalente de Norton de um circuito com fontes independentes e dependentes obtém-se (6.b). e http://ltodi. Tomando como exemplo o circuito representado na Figura 6.

constituído apenas por fontes dependentes e resistências.htm (4 of 5)06-06-2005 12:39:03 .pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_06/norton.12).20) define a tensão de circuito aberto entre os terminais especificados (Figura 6. sendo.c). Caso 3: Equivalente de Norton de um Circuito com Fontes Dependentes Considere-se o circuito representado na Figura 6. Figura 6.a.11.est.19) para a resistência. por conseguinte.19) coincidem com aqueles obtidos por aplicação da transformação de fonte ao equivalente de Thévenin expresso por (6.6. em que (6.10.ips. É fácil verificar que os resultados (6. http://ltodi.3 Equivalente de Norton (6.11 Equivalente de Norton de um circuito com fontes dependentes O equivalente de Norton de um circuito deste tipo consiste numa resistência apenas.18) e (6.10) e (6.

ips.11 b e c. A resistência equivalente obtém-se através do cociente entre a tensão e a corrente aos terminais de uma fonte aplicada aos terminais especificados.21) http://ltodi. como se indica nas Figuras 6. (6.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_06/norton.6.est.htm (5 of 5)06-06-2005 12:39:03 .3 Equivalente de Norton formalmente idêntico ao equivalente de Thévenin.

respectivamente. http://ltodi. v=v . vamos considerar os casos limite indicados em 6. Antes de passar à determinação das condições necessárias para a maximização da transferência de potência. a maximização da potência transferida para a carga não passa pela maximização nem da tensão nem da corrente na mesma. e uma fonte de tensão com resistência interna (note-se que a fonte de tensão pode representar o equivalente de Thévenin de um circuito mais complexo).12 Casos limite da transferência de potência entre uma fonte e uma carga No caso em que a resistência de carga é infinita. com uma carga resistiva.4 Teorema da Máxima Transferência de Potência Considere-se o circuito da Figura 6. R. Por conseguinte. Pelo contrário. no caso em que a resistência de carga é nula.12.ips. a tensão e a corrente na carga são nula e máxima respectivamente.12 b e c. e que o objectivo do mesmo é maximizar a transferência de potência eléctrica entre a fonte e a carga. Figura 6. a tensão na carga é máxima. Admita-se ainda que este circuito representa a ligação de um amplificador (a fonte de tensão com resistência interna) a uma coluna sonora ou a uma antena (a resistência de carga).a.htm (1 of 3)06-06-2005 12:39:04 . sendo por isso também nula a potência aí depositada.6. representativos das situações de carga infinita e nula.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_06/maxtrpot. mas a corrente e a Th potência fornecidas são nulas.est.4 Teroema da Máxima Transferência de Potência 6.

est.23) ou ainda (6.6.ips. conclui-se que o máximo da potência transferida ocorre quando se verifica a igualdade (6.22) a qual tendo em conta a expressão da corrente e da tensão na mesma se pode escrever na forma (6.4 Teroema da Máxima Transferência de Potência Considere-se então a potência fornecida à carga pela fonte. (6.27) ou ainda (6.htm (2 of 3)06-06-2005 12:39:04 . quando (6.24) Sendo a potência fornecida à carga nula nos limites R=0 e R=∞.28) A máxima transferência de potência entre uma fonte e uma carga ocorre quando se verifica a paridade entre esta e a resistência interna da fonte.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_06/maxtrpot.25) isto é. http://ltodi. mas positiva para qualquer outro valor.26) ou (6.

htm (3 of 3)06-06-2005 12:39:04 .6.ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_06/maxtrpot.est.4 Teroema da Máxima Transferência de Potência http://ltodi.

a).5 Teorema de Millman 6.est. Este tópico foi abordado no Capítulo 4.htm (1 of 3)06-06-2005 12:39:05 . Considerem-se agora as fontes de tensão associadas em paralelo (Figura 6.13.ips.5 Teorema de Millman O teorema de Millman estabelece as regras de associação em paralelo e em série de fontes de tensão e de corrente. cujos parâmetros são dados pelas expressões http://ltodi.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_06/millman. tendo-se então tratado apenas o caso elementar da associação em série e em paralelo de conjuntos de duas fontes. respectivamente. O teorema de Millman estabelece que o conjunto destas fontes pode ser substituído por uma fonte de tensão com resistência interna.6.

6.5 Teorema de Millman Figura 6.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_06/millman.est.29) e http://ltodi.ips.htm (2 of 3)06-06-2005 12:39:05 .13 Teorema de Millman: associação em paralelo de fontes de tensão (a) e associação em série de fontes de corrente (b) (6.

a.6.13.32) http://ltodi. a amplitude da fonte de corrente e a resistência interna respectiva são dadas pelas expressões (6.30) Este resultado encontra-se demonstrado de forma gráfica na Figura. Neste caso. A associação em série de fontes de corrente rege-se pelo dual do teorema de Millman.31) e (6.htm (3 of 3)06-06-2005 12:39:05 .pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_06/millman.est.5 Teorema de Millman (6. demonstrado na Figura 6.b.ips.6.13.

cuja particularidade reside no facto de a resistência R se encontrar ligada entre dois nós de tensões postas em relacão por uma fonte dependente.6.33) a partir da qual se obtém a relação (6. Figura 6.est.14.ips. http://ltodi.6 Teorema de Miller Considere-se o circuito representado na Figura 6.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_06/miller. Este efeito é vulgarmente designado por efeito de Miller.14 Teorema de Miller A aplicação da Lei de Kirchhoff das tensões ao circuito permite escrever a igualdade (6.htm06-06-2005 12:39:06 .6 Teorema de Miller 6.34) indica que a resistência aparente do circuito é (1+a) vezes inferior ao valor real do elemento resistivo utilizado.34) entre a tensão aplicada e a corrente fornecida ao circuito. A expressão (6.

O teorema de Miller conclui que é possível atenuar o valor aparente de uma resistência através da utilização de fontes dependentes. um circuito pode sempre ser substituído por uma fonte de corrente com resistência interna.htm06-06-2005 12:39:06 . O teorema de Thévenin afirma que. de Norton. os teoremas da sobreposição das fontes. do ponto de vista de um par de terminais um circuito pode ser substituído por uma fonte de tensão com resistência interna. isoladamente consideradas.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_06/sumar_06. a tensão ou a potência fornecidas a jusante de um par de terminais de um circuito. de Thévenin. O teorema da máxima transferência de potência conclui que se maximiza a potência depositada numa carga resistiva quando se verifica a igualdade entre as resistências da carga e interna da fonte.ips. do ponto de vista de um qualquer par dos seus terminais. R ) é designada por equivalente de Thévenin do circuito aos Th Th Th terminais especificados. http://ltodi. respectivamente. da máxima transferência de potência. de Millman e de Miller. O teorema de Norton é dual do teorema de Thévenin. O teorema de Millman estabelece as regras de associação em paralelo e em série de fontes de tensão e de corrente. Quando o objectivo da análise se resume a identificar a corrente. O teorema da sobreposição das fontes afirma que a tensão ou corrente num qualquer elemento de um circuito linear e bilateral pode ser determinada a partir da soma das contribuições devidas a cada uma das fontes independentes. A fonte (v . Designadamente.est. o teorema de Thévenin prevê que todo o circuito a montante possa ser condensado numa fonte de tensão (v ) Th e numa resistência (R ).Sumário Sumário Neste capítulo introduziram-se alguns dos principais teoremas dos circuitos eléctricos.

1 Recorrendo ao teorema da sobreposição das fontes.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_06/exapl_06.ips.Exercícios de Aplicação Exercícios de Aplicação Teorema da Sobreposição das Fontes *6. http://ltodi.1.est. determine o valor das correntes e das tensões indicadas em cada um dos circuitos da Figura E6.htm (1 of 6)06-06-2005 12:39:08 .

ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_06/exapl_06.Exercícios de Aplicação Figura E6.est.2.htm (2 of 6)06-06-2005 12:39:08 . http://ltodi.1 Teorema de Thévenin e Equivalente de Norton *6. determine o equivalente de Thévenin aos terminais a e b indicados.2 Considerando os circuitos representados na Figura E6.

3 Determine o equivalente de Thévenin aos terminais a e b indicados nos circuitos da Figura E6. http://ltodi.Exercícios de Aplicação Figura E6.3.ips.2 6.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_06/exapl_06.est.htm (3 of 6)06-06-2005 12:39:08 .

http://ltodi.6 Para cada circuito representado na Figura E6.htm (4 of 6)06-06-2005 12:39:08 .ips. Determine o equivalente de Norton aos terminais a e b indicados.5.4. Determine o equivalente de Norton aos terminais a e b indicados.5 Considere os circuitos da Figura E6.4 *6.est.3 6. Figura E6.4 Considere os circuitos representados na Figura E6.Exercícios de Aplicação Figura E6.5 Teorema da Máxima Transferência de Potência *6.6. determine: (a) o valor da resistência R que maximiza a transferência de potência a partir da(s) fonte(s). Figura E6.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_06/exapl_06.

pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_06/exapl_06.6 Teorema de Millman *6. http://ltodi.ips.Exercícios de Aplicação (b) o valor da máxima potência susceptível de ser transferida.est. determine o valor da fonte de corrente e de tensão equivalente aos terminais da resistência R.7 Utilizando o resultado do teorema de Millman.htm (5 of 6)06-06-2005 12:39:08 . Figura E6.

8.ips.htm (6 of 6)06-06-2005 12:39:08 .est. Figura E6.7 Teorema de Miller *6.8 http://ltodi.8 Determine o valor aparente da resistência R no circuito da Figura E6.Exercícios de Aplicação Figura E6.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_06/exapl_06.

htm (1 of 14)06-06-2005 12:39:13 .ips. (ii) aplicação da Lei de Kirchhoff das correntes a cada um dos (N-1) nós do circuito. Os sentidos arbitrados para as correntes em cada um dos ramos encontram-se indicados na própria figura. O método dos nós consiste na aplicação consecutiva dos seguintes quatro passos: (i) determinação do número total de nós do circuito (N).2 Método dos nós: circuito com fontes de corrente independentes Pretende-se analisar o circuito através do método dos nós. cuja tensão se conhece à partida ou se admite ser 0 V).1 Método dos Nós O método dos nós permite obter a tensão em cada um dos (N-1) nós de um circuito (o N-ésimo nó é definido pela referência.1.1 Método dos Nós 5. 5.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_05/metnos. Esta metodologia é válida para qualquer circuito com fontes independentes e dependentes. Figura 5.5. O sentido arbitrado não deve necessariamente ser coincidente com o sentido real da corrente no circuito.2). conclui-se que são necessárias (N-1)=2 equações para a sua resolução (é comum definir-se a referência como sendo o nó no qual incide o maior número de ramos). (iii) substituição da característica tensão-corrente dos componentes ligados aos nós. As (N-1) variáveis são obtidas por resolução de um sistema de (N-1) equações algébricas linearmente independentes.est. Passo 1: uma vez que o circuito possui três nós (N=3). escolha de um nó de referência e atribuição de um sentido positivo para a corrente em cada um dos ramos.1 Fontes de Corrente Independentes Considere-se um circuito constituído apenas por resistências e fontes de corrente independentes (Figura 5. cuja obtenção se resume à aplicação da Lei de Kirchhoff das tensões aos nós do circuito. http://ltodi. (iv) resolução do sistema de equações para obtenção das tensões nos (N-1) nós do circuito.

htm (2 of 14)06-06-2005 12:39:13 .est. designadamente através das relações (5.5) permite obter as expressões das tensões nos nós-1 e -2.7) respectivamente. definem um sistema de equações algébricas cuja representação matricial é (5.1 Método dos Nós Passo 2: a aplicação da Lei de Kirchhoff das correntes aos nós-1 e -2 do circuito permite escrever as seguintes equações: nó-1 nó-2 (5. em conjunto.4) (5.ips. podem então determinar-se as correntes nas três resistências.2) na forma nó-1 nó-2 que.8) (5.2) Passo 3: a substituição da Lei de Ohm nos termos relativos às correntes nas resistências permite rescrever as equações (5.9) e http://ltodi. (5.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_05/metnos.3) (5. Uma vez conhecidas as tensões v1 e v2.5.5) Passo 4: a resolução do sistema de equações (5.6) e (5.1) e (5.1) (5.

11) (5. as equações algébricas nó-1 nó-2 nó-3 que. em conjunto.est.5. são necessárias (N-1)=3 equações linearmente independentes para a sua resolução. definem um sistema de três equações algébricas cuja representação matricial é (5.13) (5. o qual é composto por diversas fontes de corrente independentes.10) Considere-se agora o circuito representado na Figura 5.3 Exemplo de aplicação do método dos nós A aplicação sistemática dos preceitos do método permite obter os seguintes resultados: Passo 1: uma vez que o circuito contém quatro nós (N=4).1 Método dos Nós (5.14) http://ltodi. Figura 5.12) (5.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_05/metnos. -2 e -3 permite obter.htm (3 of 14)06-06-2005 12:39:13 . após substituição da Lei de Ohm nos termos relativos às resistências.ips. Passos 2 e 3: a aplicação da Lei de Kirchhoff das correntes aos nós-1.3.

respectivamente.19) (ii) as fontes independentes se agrupam num vector coluna http://ltodi. Verifica-se assim que na relação matricial: (i) as variáveis do circuito definem um vector coluna (do qual se exclui o nó de referência). (5. a segunda e a terceira colunas.15)) resulta da expansão do s cociente entre determinantes (5.14) permitir obter as expressões das tensões nos três nós do circuito (ver Apêndice-B). Por exemplo.ips. a expressão da tensão no nó-1 (expressão (5.17) em que ∆ define o determinante da matriz [G].15) (5. [i ].16) e (5.1 Método dos Nós Passo 4: a aplicação da regra de Cramer à relação matricial (5.18) Os exemplos de aplicação apenas considerados permitem derivar um conjunto de regras de construção sistemática da relação matricial característica de um circuito. e ∆1. são substituídas pelo vector das fontes de corrente independentes.est. ∆2 e ∆3 definem os determinantes da matriz [G] quando a primeira.htm (4 of 14)06-06-2005 12:39:13 .pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_05/metnos. designadamente (5.5.

ips. ligadas entre dois nós distintos da referência (Caso 2). que na secção anterior resultavam da aplicação da LKC aos nós referidos. A razão desta redução é simples: as fontes de tensão definem por si só ou a tensão ou a relação entre as tensões em dois nós. definindo em conjunto uma fonte com resistência interna (Caso 3). No entanto. portanto. s http://ltodi. e ligadas em série com uma resistência.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_05/metnos.21) designada por matriz de condutâncias do circuito. é comum distinguir três tipos de ligação das fontes de tensão: ligadas ao nó de referência (Caso 1).est. uma variável a determinar por aplicação da LKC. A matriz é simétrica sempre que os circuitos integrem apenas fontes independentes. (iii) as resistências se agrupam numa matriz quadrada.htm (5 of 14)06-06-2005 12:39:13 . 5.5.2 Fontes de Tensão Independentes A presença de fontes de tensão num circuito tem como principal consequência a redução do número de equações linearmente independentes cuja obtenção exige a aplicação da LKC.20) cujos termos são dados pelo somatório das fontes independentes incidentes no nó correspondente.4. não constituindo.1 Método dos Nós (5. o qual integra uma fonte de tensão independente. Os elementos da diagonal principal da matriz (G ) são dados pelo somatório das condutâncias ligadas ao nó-j.1. Caso 1: Fontes de Tensão Independentes Ligadas ao Nó de Referência Considere-se o circuito representado na Figura 5. enquanto os restantes jj elementos (G com i≠ j) são dados pela soma das condutâncias ligadas entre os nós i e j. ij afectados de um sinal negativo. Por conseguinte. no caso presente verifica-se que a tensão no nó-1 é definida de forma explícita pela fonte de tensão v . (5. A análise do circuito visa obter as expressões das tensões nos nós-1 e -2.

permite obter a equação algébrica (5.24).ips.24) na qual se inscreve a expressão da tensão no nó-2 (5. http://ltodi.25) Identificam-se assim as seguintes alterações relativamente ao método introduzido anteriormente: (i) a dimensão da relação matricial é reduzida de uma unidade. s Caso 2: Fontes de Tensão Independentes Ligadas entre dois Nós Distintos da Referência Na Figura 5. para cada um dos dois nós do circuito podem obter-se as equações nó-1 portanto já resolvida.22) (5.23) (5. por substituição de (5.5. (ii) o vector das fontes independentes integra o efeito da fonte de tensão.5 considera-se o caso de um circuito que possui uma fonte de tensão ligada entre dois nós distintos da referência.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_05/metnos.22).htm (6 of 14)06-06-2005 12:39:13 . conforme indica o termo G2v em (5.4 Método dos nós (Caso 1) Com efeito.est. e nó-2 a qual.1 Método dos Nós Figura 5.

5 Método dos nós (Caso 2) Este facto indicia uma relação entre as tensões respectivas.27) no nó-1.6. e (5. Portanto.est.29) Caso 3: Fontes de Tensão com Resistência Interna Considere-se na Figura 5.ips. é válida a relação matricial (5. entre as equações eventualmente obtidas por aplicação da LKC.26) e. (5. http://ltodi.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_05/metnos. verifica-se que (5. portanto.5.1 Método dos Nós Figura 5. Os nós-2 e -3 definem aquilo que vulgarmente se designa por super-nó ou nó generalizado.28) no super-nó-2-3.a um circuito com uma fonte de tensão com resistência interna.htm (7 of 14)06-06-2005 12:39:13 . Arbitrando a tensão no nó-2 como a incógnita a resolver.

é fácil verificar que a relação matricial respectiva é dada por (5. http://ltodi. designadamente a referência e os nós-1.1 Método dos Nós Figura 5.5.b). Tendo o circuito quatro nós.7. -2 e -3.6 Método dos nós (Caso 3) Sendo o circuito de quatro nós. (ii) transformar a fonte de tensão v e a resistência R4 numa fonte de corrente com resistência s interna (Figura 5.6. No entanto.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_05/metnos.a um circuito que integra simultaneamente fontes de corrente e de tensão independentes. Uma vez que o circuito transformado contém apenas fontes de corrente independentes.7. à partida seria necessário aplicar três vezes a LKC. s (ii) a tensão no nó-3 é definida directamente pela fonte v 2 (Caso-1). No entanto.htm (8 of 14)06-06-2005 12:39:13 . -2 e -3.est.b). designadamente aos nós-1. este circuito apresenta como particularidades: (i) a tensão no nó-1 é definida directamente pela fonte v 1 (Caso-1). e inclui uma fonte de tensão. existem aqui dois modos de reduzir a ordem da relação matricial: (i) constatar que o nó-3 se enquadra no Caso-1 estudado anteriormente. à partida seria necessário aplicar duas vezes a LKC. A segunda alternativa reduz automaticamente o número total de nós do circuito. s (iii) o nó-3 pode ser eliminado por transformação da fonte de tensão v 2 e da resistência R4 s numa fonte de corrente com resistência interna (Figura 5.ips.30) Considere-se na Figura 5.

pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_05/metnos.ips.est.1 Método dos Nós Figura 5.31) equação na qual se inscreve a expressão da tensão respectiva (5.a considera-se um circuito que inclui uma fonte de corrente controlada pela tensão aos terminais de uma resistência.33) e (5.5. Tais alterações devem-se essencialmente ao facto de as fontes dependentes serem uma função da tensão entre nós ou da corrente num elemento .3 Fontes de Corrente Dependentes A inserção de fontes dependentes nos circuitos acarreta apenas alterações ao nível da matriz de condutâncias. então (5.htm (9 of 14)06-06-2005 12:39:13 . uma função das próprias variáveis do circuito.7 Exemplo de aplicação do método dos nós De acordo com as simplificações em (i) e (iii). a análise do circuito resume-se à aplicação da LKC ao nó-2.portanto.1.34) 5. Na Figura 5.32) Caso fosse necessário determinar as tensões nos nós-1 e -3. A aplicação do método dos nós a este circuito baseia-se em dois passos: http://ltodi. (5.8.

1. a inspecção do mesmo permite obter directamente a relação matricial (5.8.1 Método dos Nós Figura 5.37) permite constatar que o efeito devido à fonte dependente incorpora a matriz [G]. 5.b) e aplica-se o método tal como introduzido ao longo das secções anteriores.5.37) A inspecção da relação (5.35) Passo 2: seguidamente introduzem-se os efeitos devidos às fontes dependentes. mais concretamente na linha correspondente ao nó e nas colunas relativas às variáveis que a controlam.ips.36) ou seja (5. só a equação relativa a este nó deve ser redefinida. Assim.4 Fontes de Tensão Dependentes http://ltodi. (5. Uma vez que este circuito não possui fontes de tensão.8 Método dos nós: circuito com fonte de corrente dependente Passo 1: inicialmente anulam-se todas as fontes dependentes (Figura 5.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_05/metnos. Uma vez que no presente caso a fonte dependente se encontra ligada apenas ao nó-1.est.htm (10 of 14)06-06-2005 12:39:13 .

38) A análise do circuito resume-se. mas os seus efeitos incorporam apenas a matriz [G]. e a fonte dependente estabelece uma relação entre a tensão no nó-2 e as variáveis que a controlam.ips.38) se simplifica para (5. Identificamse as seguintes duas particularidades: a fonte de tensão v e a resistência R1 podem ser transformadas numa s fonte de corrente com resistência interna.b). Caso 1: Fontes de Tensão Dependentes Ligadas ao Nó de Referência Considere-se o circuito da Figura 5. podem distinguir-se três tipos de ligação das fontes de tensão dependentes: fontes ligadas ao nó de referência (Caso 1). o que permitirá eliminar o nó-3 (Figura 5.1 Método dos Nós A análise de circuitos com fontes de tensão dependentes integra aspectos comuns às metodologias estabelecidas anteriormente para os circuitos com fontes de tensão independentes e fontes de corrente dependentes: cada fonte de tensão dependente reduz de uma unidade o número de nós aos quais é necessário aplicar a LKC. e fontes de tensão ligadas em série com uma resistência. Figura 5.9. definindo no conjunto uma fonte de tensão com resistência interna (Caso 3).39) a qual tendo em atenção (5. neste caso (5. fontes ligadas entre dois nós distintos da referência (Caso 2). assim.est.9. à aplicação da LKC ao nó-1. aqui designada por i2. (5.9 Método dos nós: circuito com fonte de tensão dependente (Caso 1) Uma vez que o circuito possui quatro nós. em princípio seria necessário aplicar três vezes a LKC.htm (11 of 14)06-06-2005 12:39:13 .5.a.40) ou seja http://ltodi. Tal como para o caso dos circuitos com fontes independentes.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_05/metnos. o qual possui no seu seio uma fonte de tensão controlada pela corrente na resistência R2.

10 Método dos nós: circuito com fonte de tensão dependente entre dois nós distintos da referência (Caso 2) A análise do circuito resume-se.1 Método dos Nós (5. definindo em conjunto um super-nó.43) e (5.40) indica que os efeitos da fonte de tensão dependente se fazem sentir na matriz [G].pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_05/metnos. à aplicação da LKC ao super-nó 1-2. então.42) que após substituição das relações (5.44) ou seja (5.htm (12 of 14)06-06-2005 12:39:13 .10 considera-se o caso de um circuito que integra uma fonte de tensão dependente. da redução operada sobre o número de aplicações da LKC.45) http://ltodi. muito naturalmente. Caso 2: Fontes de Tensão Dependentes Ligadas Entre Dois Nós Distintos da Referência Na Figura 5.5. Figura 5.ips. para além. Esta fonte estabelece uma relação entre as tensões nos nós-1 e-2. facto que permite reduzir para um o número total de aplicações da LKC necessárias. (5.41) A relação (5.est.

No entanto.1 Método dos Nós se pode rescrever (5. dos quais um coincide com a referência. sendo em particular válido (5.est.11 Método dos nós: inclusão de fontes de tensão dependentes com resistência interna (Caso 3) Aparentemente seria necessário aplicar três vezes a LKC. -2 e -3. Figura 5.46) ou ainda (5.5.11.ips. seguida da transformação de fonte do conjunto resistências e fonte de tensão dependente (Figura 5.11. designadamente aos nós-1.a é composto por quatro nós. deste modo obtendo um sistema de três equações a três incógnitas. O circuito simplificado coincide na forma com um dos casos considerados anteriormente.b).pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_05/metnos.47) Caso 3: Fontes de Tensão Dependentes com Resistência Interna O circuito figurado em 5. os nós-2 e -3 podem ser eliminados através da associação em série das resistências R2 e R3.htm (13 of 14)06-06-2005 12:39:13 .48) da qual resulta a expressão da tensão no nó-1 http://ltodi.

est.1 Método dos Nós (5.49) http://ltodi.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_05/metnos.htm (14 of 14)06-06-2005 12:39:13 .5.ips.

2 Exemplos de Aplicação Nesta secção exemplifica-se a aplicação do método dos nós a circuitos que integram fontes de tensão e de corrente independentes e dependentes. o que permite reduzir para dois o número de aplicações da LKC. de acordo com o critério da maximização do número de ramos incidentes).2.51) se pode rescrever na forma http://ltodi.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_05/exemp_52. Deste modo. No entanto. Pretende-se determinar as tensões nos nós do circuito por aplicação do método dos nós. identifica-se neste circuito a existência de uma fonte de tensão independente ligada entre o nó-3 e a referência.2 Exemplos de Aplicação 5.12 Exemplo de aplicação-1 Resolução: Sendo o circuito constituído por quatro nós.htm (1 of 3)06-06-2005 12:39:15 .ips.1 Exemplo de Aplicação-1 Considere-se o circuito com fontes independentes e dependentes representado na Figura 5.50) a qual tendo em conta a igualdade (5. em princípio o método dos nós exigiria a obtenção de três equações por aplicação da LKC (o nó-4 foi escolhido como referência.5. a aplicação da LKC ao nó-1 permite obter a equação algébrica (5. 5. e a presença de uma fonte de corrente dependente.est.12. Figura 5.

A análise do circuito passa.53) que após substituição da igualdade v3=-v se pode rescrever na forma s (5.54) definem a relação matricial (5. Figura 5. -2 e -3. portanto.5.52) Por outro lado. 5.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_05/exemp_52. e fonte de corrente dependente.htm (2 of 3)06-06-2005 12:39:15 .2 Exemplo de Aplicação-2 Na Figura 5.2.13 Exemplo de aplicação 2 Resolução: Neste circuito identificam-se dois casos particulares: fonte de tensão dependente ligada entre o nó-4 e a referência.54) As equações (5.52) e (5. o que permite reduzir para três as aplicações da LKC. http://ltodi.55) cuja resolução permite obter as expressões das tensões nos nós-1 e -2 do circuito.ips.13 considera-se um circuito cujas tensões nos nós se pretende sejam determinadas por aplicação do método dos nós. a aplicação da LKC ao nó-2 permite obter (5.est.2 Exemplos de Aplicação (5. pela obtenção das equações relativas aos nós-1.

59) http://ltodi.56) no nó-2 (5.5. definem um sistema de equações de representação matricial (5.57) e no nó-3 (5.htm (3 of 3)06-06-2005 12:39:15 . no nó-1 (5.est. em conjunto.ips.2 Exemplos de Aplicação Assim.58) as quais.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_05/exemp_52.

verifica-se que a corrente na resistência R4. No circuito representado na Figura 5.5. Uma malha é um caminho fechado cuja particularidade reside no facto de não conter no seu interior outro caminho também fechado. À semelhança do método dos nós.14. A análise de um circuito com M malhas exige a obtenção e a resolução de M equações linearmente independentes.3 Método das Malhas 5. As correntes nas malhas não coincidem necessariamente com as correntes nos componentes do circuito. As equações resultam da aplicação da Lei de Kirchhoff das tensões às malhas do circuito.14 Malhas (a) e caminhos fechados que não constituem malhas (b) Como se afirmou anteriormente.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_05/metmal. uma malha é um caminho cuja representação gráfica não exige a intersecção de qualquer dos ramos do circuito. designadamente i4=(i2-i3).14 dão-se exemplos de caminhos fechados que constituem malhas. e de caminhos que não constituem malhas. nesta sebenta optou-se por apresentar o método das malhas considerando http://ltodi. por exemplo. (ii) aplicação da Lei de Kirchhoff das tensões a cada uma das malhas. De acordo com esta definição. (iv) resolução do sistema de equações. o método das malhas permite obter as correntes em todas as malhas de um circuito. podendo no entanto ser obtidas por adição ou subtracção daquelas. Na Figura 5. é dada pela diferença entre as correntes nas malhas-2 -3.htm (1 of 13)06-06-2005 12:39:20 . a saber: (i) determinação do número total de malhas do circuito e atribuição de um sentido às correntes respectivas. A aplicação do método das malhas baseia-se em quatro passos principais. (iii) substituição da característica tensão-corrente dos componentes ao longo da malha.est.a. (b).ips.3 Método das Malhas Este método permite obter a corrente em cada uma das malhas de um circuito. que após substituição das características tensão-corrente dos componentes permitem obter um sistema de M equações a M incógnitas. (a). Figura 5. no sentido indicado.

63) Em conjunto (5.est. finalmente. com fontes de tensão e de corrente independentes.3 Método das Malhas quatro tipos básicos de circuitos: com fontes de tensão independentes apenas.62) (5. e a sua resolução exige a obtenção de duas equações algébricas linearmente independentes.3.64) http://ltodi.1 Fontes de Tensão Independentes Na Figura 5. Os sentidos atribuídos às correntes nas malhas encontram-se indicados na própria figura. com os quatro tipos de fontes possíveis.60) e (5.63) definem um sistema de duas equações algébricas cuja representação matricial é (5. M=2.15 Método dos malhas De acordo com os preceitos introduzidos anteriormente. com fontes independentes e de tensão dependentes.5. 5.61) Passo 3: a substituição das características tensão-corrente das resistências permite rescrever as equações (5.15 apresenta-se um circuito resistivo com uma fonte de tensão independente. Figura 5. Passo 2: a aplicação da Lei de Kirchhoff das tensões às malhas-1 e -2 permite obter as seguintes duas equações algébricas: malha-1 malha-2 (5.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_05/metmal.60) (5.htm (2 of 13)06-06-2005 12:39:20 .62) e (5. a análise deste circuito com base no método das malhas segue os seguintes quatro passos: Passo 1: o circuito possui duas malhas. e.61) na seguinte forma: malha-1 malha-2 (5.ips.

Repetindo a sequência de quatro passos do método das malhas. http://ltodi. o que indica ser necessária a obtenção de três equações algébricas linearmente independentes para a sua resolução. verifica-se que: Figura 5.3 Método das Malhas Passo 4: A resolução do sistema de equações (5.68) e (5.16. Considere-se agora o circuito representado na Figura 5.64) permite obter as seguintes expressões para as correntes nas duas malhas: (5.65) na primeira malha.65) e (5. Por exemplo. R2 e R3 são (5.66).5.ips.69) respectivamente. e (5.htm (3 of 13)06-06-2005 12:39:20 .16 Método das malhas Passo 1: o circuito possui três malhas.66) na segunda. M=3.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_05/metmal.est. com três fontes de tensão independentes localizadas em outras tantas malhas. as correntes nas resistência R1. O sentido atribuído às correntes nas malhas encontram-se indicados na figura.67) (5. As correntes nos diversos componentes do circuito podem agora ser determinadas em função das expressões (5.

73) Passo 4: a resolução do sistema (5. [v ].70).74) (5.73) através da regra de Cramer permite obter as seguintes expressões para as correntes nas malha (5. respectivamente. os determinantes da 1 2 3 matriz [R] quando a primeira.72) Em conjunto (5.75) e (5. e ∆ . ∆ e ∆ definem. a expressão da corrente na malha-1 resulta da expansão do s cociente entre determinantes http://ltodi.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_05/metmal.71) (5.est.3 Método das Malhas Passos 2 e 3: a aplicação da Lei de Kirchhoff das tensões às malhas-1. respectivamente. e após substituição da Lei de Ohm nos termos relativos às resistências.70) (5. (5.ips.76) em que ∆ define o determinante da matriz [R]. permite obter as seguintes três equações algébricas: malha-1 malha-2 malha-3 (5. -2 e -3.htm (4 of 13)06-06-2005 12:39:20 .71) e (5. Por exemplo. a segunda e a terceira colunas são substituídas.72) definem um sistema de três equações algébricas de representação matricial (5. pelo vector das fontes de tensão independentes.5.

80) designada por matriz de resistências do circuito.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_05/metmal.ips.77) Os dois exemplos considerados permitem derivar as regras de construção sistemática da relação matricial: (i) as variáveis do circuito definem um vector coluna (5.78) (ii) as fontes independentes agrupam-se num vector coluna (5.79) cujos termos são dados pela soma das fontes independentes ao longo das malhas respectivas (iii) as resistências agrupam-se numa matriz quadrada (5.htm (5 of 13)06-06-2005 12:39:20 . Os elementos da diagonal principal da matriz http://ltodi.3 Método das Malhas (5.5.est.

definindo. pertencente a uma só malha.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_05/metmal. neste caso a corrente na malha-2 é definida directamente pela própria fonte de corrente independente. Assim.5. e ligadas em paralelo com uma resistência. comuns a duas malhas (Caso 2).81) esta última já resolvida. para cada uma das duas malhas do circuito podem escrever-se as igualdades malha-1 e malha-2 (5. 5. No entanto.est. uma fonte com resistência interna (Caso 3).3 Método das Malhas (R ) são dados pelo somatório das resistências ao longo da malha j. é comum distinguir três tipos de ligação das fontes de corrente: pertencentes a uma só malha (Caso 1). Figura 5.17 um circuito que integra no seu seio uma fonte de corrente independente. Com efeito. Por conseguinte. portanto.2 Fontes de Corrente Independentes A presença de fontes de corrente num circuito tem como principal consequência a redução do número de equações linearmente independentes cuja obtenção exige a aplicação da LKT. e após substituição de (5.htm (6 of 13)06-06-2005 12:39:20 . enquanto os restantes jj elementos (R com i≠ j) resultam da adição das resistências comuns às malhas i e j.81). juntas. afectada de ij um sinal negativo. i . A matriz é simétrica sempre que os circuitos integrem apenas fontes independentes. não constituindo.3.ips. Caso 1: Fontes de Corrente Independentes Pertencentes a Uma Só Malha Considere-se na Figura 5.82) (5. uma variável do s método. A razão desta redução é simples: uma fonte de corrente define a corrente numa malha ou a relação entre as correntes em duas malhas.82) em (5.17 Método das malhas: circuito com fonte de corrente independente (Caso 1) A resolução do circuito pelo método das malhas passa pela obtenção das correntes nas malhas-1 e -2. obtém-se a expressão da corrente na malha-1 http://ltodi. que na secção anterior resultavam da aplicação da LKT.

83) Caso 2: Fontes de Corrente Independentes Comuns a Duas Malhas Na Figura 5.84) As malhas-2 e 3 definem uma super-malha.85) e (5. O método das malhas resume-se à aplicação da LKT à malha-1 e à super-malha-2-3 (indicada a tracejado na Figura 5.84).18 considera-se um circuito com uma fonte de corrente comum a duas malhas (malhas-2 e -3). respectivamente (5.5.18).htm (7 of 13)06-06-2005 12:39:20 .85) definem um sistema de equações cuja representação matricial é (5.88) http://ltodi.est. designadamente (5.87) As equações algébricas (5.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_05/metmal.3 Método das Malhas (5. Figura 5.86) a qual.ips.85) e (5. tendo em conta (5.18 Método das malhas: circuito com fonte de corrente independente (Caso 2) Esta particularidade indica existir uma relação entre as correntes i2 e i3. se pode escrever na forma (5.

a aplicação da LKT à malha permite obter a expressão da corrente (5. este conjunto de elementos pode ser substituído por uma fonte de tensão com uma resistência em série.3 Método das Malhas Caso 3: Fontes de Corrente com Resistência Interna Considere-se agora o circuito representado na Figura 5.htm (8 of 13)06-06-2005 12:39:20 .pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_05/metmal. facto que reduz directamente para um o número total de malhas do circuito (Figura 5.est. Figura 5. uma vez que http://ltodi.5.b). Figura 5.a. neste caso integrando numa das suas malhas uma fonte de corrente com uma resistência em paralelo.19. O circuito possui três malhas (M=3).19 Método das malhas: circuito com fonte de corrente com resistência interna (Caso 3) Por isso.20 Exemplo de aplicação do método das malhas Assim. mas apresenta a particularidade de as malhas-1 e 3 definirem uma super-malha (Caso-2).19.20 considera-se um circuito que integra uma fonte de corrente independente ligada nas condições anteriormente definidas.ips. De acordo com as regras da transformação de fonte.89) Na Figura 5.

a.ips.3. (5.b) e analisa-se o circuito de acordo com os preceitos introduzidos nas secções anteriores.92) permitem obter o sistema de duas equações algébricas (5.5. Obtém-se http://ltodi.21. Considere-se o circuito representado na Figura 5. Este resultado deve-se ao facto de as fontes dependentes poderem ser expressas em função das correntes nas malhas.21.est.htm (9 of 13)06-06-2005 12:39:20 . Figura 5. tendo uma fonte de tensão controlada.91) e a da malha-2. (5.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_05/metmal.3 Fontes de Tensão Dependentes As fontes dependentes acarretam alterações na matriz de resistências.90) a equação da super-malha.3 Método das Malhas (5.21 Método das malhas: circuito com de fonte de tensão dependente Uma das sequências possíveis para a aplicação do método das malhas é a seguinte: Passo 1: anulam-se as fontes dependentes (Figura 5.93) 5.

5. temos três tipos de ligação das fontes de corrente dependentes: fontes numa só malha (Caso 1).94). http://ltodi.htm (10 of 13)06-06-2005 12:39:20 .22. conduz a (5. 5. Caso 1: Fontes de Corrente Dependentes Pertencentes a Uma Só Malha Considere-se o circuito figurado em 5. apenas esta equação deve ser rescrita. mas os seus efeitos integram apenas a matriz [R].95) Como se pode constatar em (5. que. Assim.95).pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_05/metmal. Tal como nas fontes independentes.3 Método das Malhas (5. substituída em (5. e fontes ligadas em paralelo com uma resistência (Caso 3). mais concretamente na linha correspondente à malha e nas colunas relativas às variáveis que a controlam.94) Passo 2: seguidamente introduzem-se os efeitos devidos às fontes dependentes.ips. fontes comuns a duas malhas (Caso 2).4 Fontes de Corrente Dependentes A análise de circuitos com fontes de corrente dependentes integra aspectos comuns às metodologias estabelecidas anteriormente para os circuitos com fontes de corrente independentes e fontes de tensão dependentes: cada fonte de corrente dependente reduz de uma unidade o número de malhas às quais é necessário aplicar a LKT.est.3. Uma vez que a fonte dependente pertence apenas à malha-3. a inclusão da fonte dependente no circuito acarreta apenas alterações na matriz [R]. possuindo uma fonte de corrente controlada no seio de uma das suas malhas.

22 Método das malhas: circuito com fonte de corrente dependente (Caso 1) A inspecção do circuito permite constatar que a corrente na malha-4 se encontra relacionada com a da malha-1.98) (5.97) (5.99) nas quais se substituíram já as expressões relativas às fontes dependentes.htm (11 of 13)06-06-2005 12:39:20 . a aplicação da LKT às malhas-1. O sistema definido pelas equações (5.est. designadamente (5.23.3 Método das Malhas Figura 5.96) não constituindo. -2 e -3 permite obter três equações algébricas malha-1 malha-2 malha-3 (5.100) Caso 2: Fontes de Corrente Dependentes Comuns a Duas Malhas No circuito representado na Figura 5.5.97) a (5.99) pode então representar-se na forma matricial (5. uma das variáveis do método. portanto.ips.101) http://ltodi. Por conseguinte. as correntes nas malhas-2 e -3 encontram-se relacionadas (5.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_05/metmal.

sendo que a corrente no elemento R1 coincide com a variável de controlo da fonte de tensão dependente.24.105) Caso 3: Fontes de Corrente com Resistência Interna O circuito representado na Figura 5. a aplicação do método passa pela obtenção das equações algébricas relativas às malhas 1. O circuito possui ainda uma outra fonte de corrente com resistência interna. 2. No entanto. 3 e 4.104) cuja representação matricial é (5.est.23 Método das malhas: circuito com fonte de corrente dependente (Caso 2) Por conseguinte. http://ltodi.103) (5. definida pelos elementos i e R1.3 Método das Malhas Figura 5.5.b).pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_05/metmal.a possui uma fonte de corrente dependente em paralelo com uma resistência.htm (12 of 13)06-06-2005 12:39:20 .24. o que desde logo permite reduzir para três o total de malhas do circuito (Figura 5. que em princípio permitia s eliminar da análise mais outra malha.ips. Estes dois elementos podem ser convertidos numa fonte de tensão com resistência interna. é aconselhável reduzir o número de aplicações da LKT através da super-malha-1-3. respectivamente (5.102) (5.

pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_05/metmal. podem obter-se as duas equações algébricas do circuito.107) a partir da malha-2.htm (13 of 13)06-06-2005 12:39:20 . e (5.ips.24 Método das malhas: circuito com fonte de corrente com resistência interna (Caso 3) Como resultado destas simplificações.3 Método das Malhas Figura 5. a relação matricial característica do circuito é (5.106) a partir da super-malha 1-3. Neste caso.108) http://ltodi. designadamente (5.est.5.

s (ii) uma fonte de corrente dependente (gv ).25. Pode então demonstrar-se que a relação matricial característica do circuito simplificado é neste caso dada por (5. x Conforme a Figura 5.4. Figura 5.4 Exemplos de Aplicação 5.25 Exemplo de aplicação-1 Resolução: O circuito tem cinco malhas.109) cuja resolução permite obter as expressões das tensões nas malhas-1.4 Exemplos de Aplicação 5.5.1 Exemplo de Aplicação-1 Recorrendo ao método das malhas.b.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_05/exemp_54.ips. http://ltodi. estas duas particularidades permitem eliminar duas malhas do circuito. mas apresenta as seguintes particularidades: (i) uma fonte de corrente (i ). em paralelo com uma resistência (R2).25. em paralelo com uma resistência (R3). -2 e -3 do circuito.htm (1 of 2)06-06-2005 12:39:21 .est. analise o circuito representado na Figura 5.

analise o circuito da Figura 5. ou.26 Exemplo de aplicação-2 Resolução: O circuito é constituído por quatro malhas e apresenta como particularidades: uma fonte de corrente comum a duas malhas (i ).htm (2 of 2)06-06-2005 12:39:21 .ips.4 Exemplos de Aplicação 5. Optando por transformar a fonte de corrente e a s resistência numa fonte de tensão com resistência interna (Figura 5.est. uma fonte de s corrente com uma resistência em paralelo (i e R1).pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_05/exemp_54. é fácil verificar que as três equações algébricas linearmente independentes do circuito são (5.b).110) http://ltodi. Figura 5. em alternativa.a.26. que permite definir uma super-malha.5.2.2 Exemplo de Aplicação-2 De acordo com o método das malhas.26.

o método das malhas consiste na aplicação da Lei de Kirchhoff das tensões às malhas do circuito. enquanto o método das malhas o faz relativamente às correntes nas malhas. Ambos os métodos consistem na obtenção e na resolução de um conjunto de equações linearmente independentes.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_05/sumar_05. Pelo contrário. O método dos nós permite obter as tensões em todos os nós do circuito.est. No caso do método dos nós. conforme o tipo de fontes independentes e dependentes presentes no circuito. seguida mais uma vez da substituição da Lei de Ohm nos termos relativos aos componentes resistivos. http://ltodi.Sumário Sumário Existem dois métodos principais de análise sistemática de circuitos eléctricos: o método dos nós e o método das malhas. Ambos os métodos se desdobram num conjunto amplo de casos particulares.htm06-06-2005 12:39:22 . as equações são obtidas por intermédio da aplicação da Lei de Kirchhoff das correntes aos nós do circuito. seguida da substituição da Lei de Ohm nos termos relativos aos componentes resistivos.ips.

Exercícios de Aplicação Exercícios de Aplicação Método dos Nós 5.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_05/exapl_05. Figura E5.htm (1 of 3)06-06-2005 12:39:23 .ips.1 Obtenha o sistema de equações algébricas que lhe permite determinar as expressões das tensões em todos os nós dos circuitos da Figura E5.est.1.1 Método das Malhas http://ltodi.

ips.Exercícios de Aplicação *5.htm (2 of 3)06-06-2005 12:39:23 .2 Obtenha o sistema de equações algébricas que lhe permite determinar as expressões das correntes em todos os elementos dos circuitos da Figura E5. http://ltodi.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_05/exapl_05.2.est.

2 http://ltodi.est.ips.Exercícios de Aplicação Figura E5.htm (3 of 3)06-06-2005 12:39:23 .pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_05/exapl_05.

(b. d. c. e. e. e.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_04/leiskirc. b) e (a. c. a).1 Leis de Kirchhoff 4. b. Figura 4. em 4.1) Nos circuitos representados na Figura 4.1 Lei de Kirchhoff das Tensões A Lei de Kirchhoff das tensões (LKT) estabelece que é nulo o somatório das quedas e elevações de tensão ao longo de um caminho fechado de um circuito eléctrico (4.3) indica que são iguais os somatórios das quedas e das elevações de tensão ao longo de um caminho fechado. e. a). b. http://ltodi.htm (1 of 3)06-06-2005 12:39:25 . f. d.1 Leis de Kirchhoff 4. c.1 existem os seguintes caminhos fechados: o caminho ao longo dos nós (a.1.2) ou então (4. c.1 Lei de Kirchhoff das tensões Por exemplo.ips. d.b.1.est. e os caminhos ao longo dos nós (a. d.a.3) A relação (4. a) em 4. b.4. b.1. a) é válida a igualdade (4. para o caminho (a. e.

b. em 4.1.c conduz à igualdade (4.2.ips.5) ou então (4. c e d em 4.4) Figura 4.4.est.2.2 Lei de Kirchhoff das Correntes A Lei de Kirchhoff das correntes (LKC) estabelece que é nulo o somatório das correntes incidentes em qualquer nó de um circuito eléctrico (Figura 4. b.1 Leis de Kirchhoff 4.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_04/leiskirc.c.2 Lei de Kirchhoff das correntes Um nó é um ponto de união entre dois ou mais componentes de um circuito. b.a) (4.6) indica que em qualquer nó de um circuito são idênticos os somatórios das correntes incidentes http://ltodi.htm (2 of 3)06-06-2005 12:39:25 .2 existem os seguintes nós: nós a.2. A aplicação da LKC ao nó b do circuito em 4. ou entre um componente e a massa. c e o nó da massa. e os nós a.2.6) A relação (4. Nos circuitos representados na Figura 4.

http://ltodi.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_04/leiskirc.1 Leis de Kirchhoff e divergentes.4.est.htm (3 of 3)06-06-2005 12:39:25 .ips.

a os elementos R1 e R2 encontram-se associados em série.b.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_04/assocres. permite obter i http://ltodi.3.3 Associação de resistências Considere-se então o circuito representado na Figura 4. em conjunto com a Lei de Ohm e a igualdade i =i.2 Associação de Resistências 4.ips.7) a qual. Figura 4.4. Figura 4.est.4. No circuito representado na Figura 4.3.2.htm (1 of 6)06-06-2005 12:39:27 .1 Associação em Série Dois componentes de um circuito encontram-se associados em série quando um dos seus terminais é comum e ambos são percorridos pela mesma corrente eléctrica. constituído por uma fonte de tensão e um conjunto de resistências associadas em série.4 Associação em série de resistências A aplicação da Lei de Kirchhoff das tensões permite escrever a igualdade (4.2 Associação de Resistências 4. não sucedendo o mesmo com as resistências R1 e R2 do circuito representado em 4.

htm (2 of 6)06-06-2005 12:39:27 . Figura 4.a.8) em que (4.ips.5.2 Associação de Resistências (4. a tensão aos terminais é idêntica.est.9) define a resistência equivalente série. os componentes R1 e R2 encontram-se associados em paralelo.6.6 Associação em paralelo de resistências A aplicação da Lei de Kirchhoff das correntes ao nó comum a todos os componentes permite escrever a http://ltodi. Figura 4.2 Associação em Paralelo Dois componentes de um circuito encontram-se associados em paralelo quando os nós aos quais se encontram ligados são comuns e. o mesmo já não sucedendo com as resistências R1 e R2 em (b).pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_04/assocres. No circuito eléctrico representado na Figura 4. portanto. 4.5 Associação de resistências Considere-se então o circuito representado na Figura 4.2.4.

No entanto.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_04/assocres.12) define a condutância equivalente da associação em paralelo considerada.ips. a associação em paralelo de duas resistências iguais é equivalente a um componente com metade do valor nominal (Figura 4.2 Associação de Resistências igualdade (4.14) ao passo que a associação em paralelo de k resistências iguais equivale a um componente cujo valor nominal é (Figura 4.7.b) (4.est.12) e (4.13) indicam que a associação em paralelo de resistências conduz a um componente equivalente cujo valor nominal é sempre inferior ao menor de entre eles.4.13) As relações (4. em conjunto com a Lei de Ohm e a igualdade v =v.htm (3 of 6)06-06-2005 12:39:27 . Por exemplo.10) a qual. uma vez que G =1/R .7. permite obter a relação i (4.15) http://ltodi. a) (4. a p p resistência equivalente do paralelo pode ser expressa na forma (4.11) em que (4.

como na Figura 4.17) e http://ltodi.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_04/assocres.16) Na maior parte das aplicações práticas.est.7 Casos particulares da associação em paralelo de resistências Por outro lado.2 Associação de Resistências Figura 4. respectivamente.ips. a regra da associação em paralelo é aplicada isolada ou consecutivamente a conjuntos de duas.htm (4 of 6)06-06-2005 12:39:27 . três ou mais resistências.c. Da expressão (4. no caso particular em que os valores nominais das resistências diferem de uma ou mais ordens de grandeza.7.13) resulta que as associações em paralelo de duas e três resistências são. (4.4. pode aproximar-se o paralelo pela menor das resistências R ≈R p (4.

est. (4.8.8.2 Associação de Resistências (4.3 Associação Série-Paralelo A grande maioria dos circuitos é composto por associações mistas série-paralelo de componentes. Admitindo que o objectivo da análise é determinar a corrente fornecida pela fonte de alimentação ao circuito.19) http://ltodi.2.htm (5 of 6)06-06-2005 12:39:27 .4. depois associa-se o resultado em paralelo com a resistência R6 e seguidamente em série com a resistência R5 (Figura.b).4.a.18) 4. e assim sucessivamente até ao resultado final ilustrado na Figura 4.8.8. constituído por oito resistências.ips.8 b a d: primeiro substituem-se as resistências R7 e R8 pelo respectivo equivalente série (Figura 4.c).pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_04/assocres. Considerese a título de exemplo o circuito representado na Figura 4.d. pode então proceder-se às simplificações sucessivas representadas nas Figuras 4.

2 Associação de Resistências Figura 4.8 Associação mista série-paralelo de resistências Após esta simplificação preliminar do circuito.4.est.ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_04/assocres. pode então calcular-se a corrente fornecida pela fonte (4.20) http://ltodi.htm (6 of 6)06-06-2005 12:39:27 .

21).htm (1 of 4)06-06-2005 12:39:29 .est.a.22) Substituindo (4. .22) em (4.3 Divisores de Tensão e de Corrente 4. No caso de duas resistências apenas. obtém-se (4.21) com j=1.2. k.23) para a tensão aos terminais de cada uma das resistências.ips. . constituído por uma cadeia de resistências ligadas em série com uma fonte de tensão. Figura 4.9 Divisores de tensão (a) e de corrente (b) A queda de tensão aos terminais de cada uma das resistências é dada por (4. expressão que é designada por regra do divisor de tensão.1 Divisor de Tensão Considere-se o circuito representado na Figura 4.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_04/diviteco. (4.3.4. . e em que i define a corrente comum a todas as resistências. a expressão do divisor de tensão toma a forma particular http://ltodi.3 Divisores de Tensão e de Corrente 4.9.

ips.htm (2 of 4)06-06-2005 12:39:29 .2.26) 4.28) Substituindo (4.3 Divisores de Tensão e de Corrente (4. (4.est. A corrente em cada uma das resistências é dada por (4. No caso de duas resistências.25) para a tensão aos terminais da resistência R2. .3. a expressão do divisor de corrente toma a forma particular http://ltodi. obtém-se a expressão da corrente em cada um dos componentes (4. constituído por um conjunto de resistências ligadas em paralelo com uma fonte de corrente. Por outro lado.24) para a tensão aos terminais da resistência R1.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_04/diviteco. .29) que neste caso se designa por regra do divisor de corrente. e em que v define a tensão comum a todas elas (4. k. .9.27) com j=1.4.b.27). e (4. a relação entre as quedas de tensão aos terminais das duas resistências coincide com o cociente entre os valores nominais respectivos.28) em (4.2 Divisor de Corrente Considere-se o circuito representado na Figura 4.

32) ou ainda (4.10 a e b.3 Divisores de Tensão e de Corrente (4.33) 4.ips.31) Por outro lado. a relação entre as correntes em duas resistências associadas em paralelo é dada por (4. no primeiro caso representativo de um circuito aberto e no segundo de um curto-circuito.est.3 Curto-circuito e Circuito Aberto Os conceitos de circuito aberto e curto-circuito podem ser entendidos como casos limite do divisor de tensão e de corrente. respectivamente. http://ltodi.3.30) ou ainda (4.4.htm (3 of 4)06-06-2005 12:39:29 .pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_04/diviteco. Considerem-se então as duas redes eléctricas representadas nas Figuras 4.

3 Divisores de Tensão e de Corrente Figura 4.ips. a corrente entre os dois nós interligados coincide com a corrente disponibilizada pela fonte de corrente (4. No curto-circuito (b).est. a queda de tensão entre os dois nós em aberto é (4.4.34) a qual coincide com a tensão disponibilizada pela fonte.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_04/diviteco.35) http://ltodi.10 Circuito aberto (a) e curto-circuito (b) Em (a).htm (4 of 4)06-06-2005 12:39:29 .

ips.c) designam-se por recta de carga da fonte.htm (1 of 3)06-06-2005 12:39:30 .11.a). relativamente à corrente por este absorvida (4.4 Resistência Interna das Fontes 4.4.36) ou.4 Resistência Interna das Fontes 4.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_04/resintfo.1 Fonte de Tensão As fontes de tensão apresentam em geral uma resistência de saída não nula (Figura 4. o que é o mesmo.37) e o gráfico correspondente (Figura 4.11.37) O desvio de tensão é nulo quando a resistência interna da fonte é nula ou quando a carga coincide com um circuito em aberto.4. A principal consequência deste facto é a dependência da tensão relativamente à resistência de entrada do circuito (Figura 4.11.b) (4. A expressão (4. http://ltodi.est.

4. A corrente na carga s (4. Neste caso.2 Fonte de Corrente As fontes de corrente apresentam em geral uma resistência de saída não infinita (Figura 4.39) é tanto mais próxima do valor ideal quanto menor for a tensão desenvolvida pelo circuito (4.a).38) a qual é sempre inferior àquela especificada.ips.est.htm (2 of 3)06-06-2005 12:39:30 .12.11 Fonte de tensão com resistência interna não nula (a).12.c) http://ltodi.4.4 Resistência Interna das Fontes Figura 4.b) (4. ligação de uma fonte a uma carga (b) e recta de carga correspondente (c) 4. i .12.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_04/resintfo. a corrente na carga é dada por (Figura 4.

4. ligação de uma fonte a uma carga (b) e recta de carga correspondente (c) http://ltodi.htm (3 of 3)06-06-2005 12:39:30 .12 Fonte de corrente com resistência interna não infinita (a).ips.est.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_04/resintfo.4 Resistência Interna das Fontes Figura 4.

Figura 4.htm (1 of 2)06-06-2005 12:39:31 . Para que o desempenho do subcircuito seja idêntico nos dois casos.5 Transformação de Fonte O teorema da transformação permite converter fontes de tensão com resistência interna em fontes de corrente.40) e http://ltodi.4.13. Considerem-se os dois circuitos representados na Figura 4.13 Transformação de fonte Uma vez que as Leis de Kirchhoff permitem escrever (4.est.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_04/transfon. de tensão em (a) e de corrente em (b). é necessário que o par de variáveis (v.ips. ambos compostos por um mesmo subcircuito e uma fonte.i) seja comum a ambos os circuitos. tornando irrelevante o tipo de fonte responsável pelo seu estabelecimento.5 Transformação de Fonte 4.

htm (2 of 2)06-06-2005 12:39:31 .pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_04/transfon.42) respectivamente em (a) e em (b).44) http://ltodi.41) ou seja (4.4.13.c) (4.ips.5 Transformação de Fonte (4.est.43) e (4. as regras de conversão entre fontes de tensão e de corrente são (Figura 4.

Com efeito. A tensão disponível aos terminais de uma associação em série de fontes de tensão é dada pela soma das tensões parciais. no caso das fontes de tensão com resistência interna não nula.4.6. Por outro lado. é comum associarem-se em série quatro pilhas de 1. por conseguinte. A associação em série conduz.6 Associação de Fontes 4.14.htm (1 of 4)06-06-2005 12:39:32 .6 Associação de Fontes 4. Um exemplo da associação em série de fontes é a utilização de múltiplas pilhas para alimentar aparelhos electrodomésticos. http://ltodi. considerada isoladamente.a e 4.b. e polaridades discordantes subtraem-se (b).pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_04/assocfon. rádios portáteis.c.ips. Como se indica nas Figuras 4.5 V (correctamente associadas) para definir uma fonte de alimentação de 6 V. como na Figura 4. lanternas. o valor da resistência interna resultante é dado pela soma das resistências internas de cada uma das fontes.14. a adição dos valores nominais das tensões deve ter em conta a polaridade da ligação: polaridades concordantes adicionam-se (a).14. a uma fonte cuja resistência interna é superior àquela característica de cada uma.est. etc.1 Associação de Fontes de Tensão A associação em série de fontes de tensão permite aumentar a diferença de potencial disponibilizada para efeitos de alimentação de um circuito.

Na primeira transformação.c. Esta recomendação é particularmente verdadeira nos casos em que as fontes de tensão apresentam valores nominais bastante diferenciados e resistências internas reduzidas.b pode ser sucessivamente transformado nos circuitos equivalentes representados em (c) e (d). a sua ligação em paralelo define uma malha cuja solução é apenas compatível com a circulação de uma corrente de valor infinito. a introduzir no Capítulo 6. sucessivamente.15.b). a corrente entre as fontes é sempre limitada pelas respectivas resistências internas (Figura 4. e a transformação inversa numa fonte de tensão com resistência interna.ips. o circuito representado na Figura 4. Figura 4.15 Associação em paralelo de fontes de tensão A associação em paralelo de fontes de tensão é o objecto do Teorema de Millman.14 Associação em série de fontes de tensão A associação em paralelo de fontes de tensão é uma operação cuja realização prática necessita de alguns cuidados. Figura 4.15. É facilmente demonstrável que os parâmetros da fonte de tensão resultante são http://ltodi.15.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_04/assocfon. as associações em paralelo das fontes de corrente e das resistências internas. valor que pode ser bastante elevado se estas não dispuserem de mecanismos de protecção. Como se ilustra na Figura 4. De acordo com as regras estabelecidas para a transformação de fonte. efectuando-se depois.15.est.4.6 Associação de Fontes Figura 4. substitui-se cada uma das fontes de tensão pela respectiva fonte de corrente equivalente. no caso particular em que as fontes de tensão são ideais e apresentam valores nominais distintos. Na realidade.a.htm (2 of 4)06-06-2005 12:39:32 .

16.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_04/assocfon. o valor da resistência interna é dada pelo paralelo das resistências internas parciais.6.htm (3 of 4)06-06-2005 12:39:32 . No caso das fontes de corrente reais.b).est. a corrente colocada aos terminais de uma associação em paralelo é dada pela soma das correntes parciais (Figura 4.2 Associação de Fontes de Corrente A associação em paralelo de fontes de corrente rege-se por um conjunto de regras semelhante àquele estabelecido para a associação em série de fontes de tensão.16.46) respectivamente para o valor nominal da tensão e para a resistência interna. o que torna a fonte de corrente mais acentuadamente não ideal. Figura 4.16 Associação em paralelo de fontes de corrente A associação em série de fontes de corrente ideais com valores nominais distintos conduz a uma http://ltodi.6 Associação de Fontes (4.16.a e 4.4. c. Neste caso. Figura 4. 4.45) e (4.ips. que naturalmente deve ter em conta as polaridades respectivas.

b. Figura 4. ou.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_04/assocfon.17. no nó comum às duas fontes deve verificar-se sempre a igualdade i -i =0.17.48) http://ltodi.4. devido à não verificação da Lei de Kirchhoff das correntes.17 Associação em série de fontes de corrente A imposição de correntes distintas pelas duas fontes só é compatível com uma tensão de valor infinito no nó respectivo.htm (4 of 4)06-06-2005 12:39:32 .a. Pelo contrário.6 Associação de Fontes indeterminação no nó de interligação.47) e (4.est.ips. o que 1 2 é o mesmo. i1=i2. a associação em série de fontes de corrente reais pode ser reduzida a uma única fonte equivalente cujos parâmetros são (o Teorema de Millman) (4. Como se indica na Figura 4. e como se indica através da sequência de transformações representadas em 4.

A aplicação da LKT permite escrever a igualdade ou seja A Por outro lado. pode ser determinado directamente a partir da regra de S associação série de resistências.ips.7. a aplicação da regra do divisor de tensão permite determinar a tensão aos terminais da resistência R3 http://ltodi.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_04/exemp_47. o valor da corrente no circuito e a queda de tensão aos terminais da resistência R3.est. relativamente ao qual se pretende determinar o valor da resistência equivalente série.1 Exemplo de Aplicação-1 Considere-se o circuito representado na Figura 4. R . Assim.7 Exemplos de Aplicação 4.18 Exemplo de aplicação-1 Resolução: O valor da resistência equivalente.7 Exemplos de Aplicação 4.4. Figura 4.htm (1 of 6)06-06-2005 12:39:34 .18.

4.7 Exemplos de Aplicação

V

4.7.2 Exemplo de Aplicação-2
Considere-se o circuito representado na Figura 4.19. Pretende-se determinar o valor das quedas de tensão aos terminais da fonte de alimentação e das resistências R2 e R3, e o valor da corrente no circuito.

Figura 4.19 Exemplo de aplicação-2 Resolução: Uma vez que a queda de tensão aos terminais da resistência R1 é

V

então

V

Por outro lado, uma vez que

e

http://ltodi.est.ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_04/exemp_47.htm (2 of 6)06-06-2005 12:39:34

4.7 Exemplos de Aplicação

então

V

e

V

A corrente no circuito é

A

4.7.3 Exemplo de Aplicação-3
Com base nos dados indicados na Figura 4.20, determine as tensões aos terminais da resistência R4 e da fonte de corrente, e a relação entre as correntes nas resistências R3 e R4.

Figura 4.20 Exemplo de aplicação-3 Resolução: A tensão aos terminais da resistência R4 é dada pelo produto da corrente i pelo paralelo das
s

resistências R3 e R4

http://ltodi.est.ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_04/exemp_47.htm (3 of 6)06-06-2005 12:39:34

4.7 Exemplos de Aplicação

V

Por outro lado, a tensão aos terminais da fonte de corrente pode ser obtida a partir do produto da resistência equivalente pela corrente debitada pela fonte

V

Finalmente, a relação entre as correntes nas resistências R3 e R4 coincide com o cociente entre as condutâncias respectivas

4.7.4 Exemplo de Aplicação-4
Considere-se o circuito da Figura 4.21. Determine a tensão aos terminais da resistência R5 e a corrente na resistência R4.

Figura 4.21 Exemplo de aplicação-4 Resolução: Uma vez que um dos terminais da resistência R5 se encontra em aberto, a corrente respectiva é nula e

Por outro lado, dado que a resistência R4 se encontra em paralelo com um curto-circuito, então a corrente respectiva é nula,
http://ltodi.est.ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_04/exemp_47.htm (4 of 6)06-06-2005 12:39:34

4.7 Exemplos de Aplicação

4.7.5 Exemplo de Aplicação-5
Determine o valor da tensão v nos três circuitos representados na Figura 4.22.

Figura 4.22 Exemplo de aplicação-5 Resolução: Dado que nos três circuitos os terminais a e b se encontram em aberto, a corrente fornecida pela fonte de tensão é nula. No primeiro circuito

ou seja V No segundo circuito

que conduz à tensão V Finalmente, no terceiro circuito
http://ltodi.est.ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_04/exemp_47.htm (5 of 6)06-06-2005 12:39:34

4.7 Exemplos de Aplicação

ou seja V

http://ltodi.est.ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_04/exemp_47.htm (6 of 6)06-06-2005 12:39:34

Sumário

Sumário

As Leis de Kirchhoff regem a associação de componentes eléctricos. Estas afirmam como nulos seja o somatório das quedas e elevações de tensão ao longo de um caminho fechado, seja o somatório das correntes incidentes e divergentes num nó de um circuito. A aplicação conjunta das Leis de Kirchhoff e de Ohm conduz a um sistema de equações cuja resolução permite obter as tensões e as correntes em todos os componentes e nós de um circuito. Estas três leis permitem ainda fixar um conjunto de regras de extrema utilidade na análise e na simplificação de circuitos eléctricos: as regras de associação em série e em paralelo de resistências; as regras dos divisores de tensão e de corrente; o circuito aberto e o curto-circuito; a transformação de fonte; e as regras de associação de fontes de tensão e de corrente em série e em paralelo.

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Exercícios de Aplicação

Exercícios de Aplicação

Leis de Kirchhoff
*4.1 Determine o valor da tensão v em cada um dos circuitos representados na Figura E4.1.

Figura E4.1 *4.2 Determine os valores da corrente i e da tensão v1 indicadas na Figura E4.2.

Figura E4.2 4.3 Determine os valores das tensões, correntes e resistência não indicadas explicitamente nos circuitos da Figura E4.3.

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Exercícios de Aplicação

Figura E4.3 *4.4 Determine o valor das correntes não indicadas explicitamente nos circuitos da Figura E4.4.

Figura E4.4 *4.5 Determine o valor das correntes não indicadas explicitamente nos circuitos da Figura E4.5.

Figura E4.5

Associações de Resistências
4.6 Considerando o circuito representado na Figura E.4.6, responda às seguintes questões: (a) i=i5=i6?; (b) se i=2 A e i1=0.5 A, qual o valor de i2?; (c) i1+i2=i3+i4?; (d) se v1=6 V e v =10 V, qual o valor de v3?;
s

(e) determine a expressão da resistência total equivalente do circuito.

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Exercícios de Aplicação

Figura E4.6 *4.7 Determine o valor da resistência equivalente e das correntes e tensões i1,i2, i3 e v no circuito representado na Figura E4.7.

Figura E4.7 *4.8 Determine o valor das correntes e tensões i1, i2, i3, i4, v1 e v2 no circuito da Figura E4.8.

Figura E4.8 4.9 Determine o valor das correntes e tensões i1, i2 i3, v 1 e v2 no circuito da Figura E4.9.

http://ltodi.est.ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_04/exapl_04.htm (3 of 9)06-06-2005 12:39:37

Exercícios de Aplicação

Figura E4.9 4.10 Considere o circuito representado na Figura E4.10. Determine o valor da corrente i e da tensão v indicadas.

Figura E4.10

Divisores de Tensão e de Corrente
4.11 Por aplicação da regra do divisor de tensão, determine o valor da tensão v indicada no circuito representado na Figura E4.11.

Figura E4.11 4.12 Determine o valor das resistências R1, R2, R3 e R4 no circuito da Figura E4.12.

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Exercícios de Aplicação

Figura E4.12 *4.13 Determine o valor das resistências R1, R2 e R3 no circuito da Figura E4.13, admitindo que v2= 3v1 e v3= 4v2.

Figura E4.13 *4.14 Por aplicação da regra do divisor de corrente, determine o valor das correntes indicadas nos circuitos da Figura E4.14.

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Exercícios de Aplicação

Figura E4.14 4.15 Considere o circuito da Figura E4.15. Dimensione o valor da resistência R de modo a obter i2= 4i1.

Figura E4.15 4.16 Considere o circuito da Figura E4.16. Determine o valor das correntes e das tensões indicadas.

Figura E4.16
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17 Admita que uma fonte de tensão de 60 V fornece uma corrente de 1 A a uma carga resistiva de 50 Ω.19.htm (7 of 9)06-06-2005 12:39:37 . a expressão da recta de carga e o rendimento da fonte.99 A quando ligada a uma carga de 100 Ω.20. Determine o valor da resistência interna da fonte.19 Efectue a transformação de fonte em cada um dos circuitos da Figura E4.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_04/exapl_04. 4.est. http://ltodi. Transformação de Fonte *4.Exercícios de Aplicação Resistência Interna das Fontes *4.ips.20 Efectue as associações de fontes representadas na Figura E4.19 4. Figura E4.18 Determine a resistência interna de uma fonte de corrente de 2 A que debita uma corrente de 1.

Exercícios de Aplicação http://ltodi.est.htm (8 of 9)06-06-2005 12:39:37 .pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_04/exapl_04.ips.

20 http://ltodi.ips.Exercícios de Aplicação Figura E4.htm (9 of 9)06-06-2005 12:39:37 .est.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_04/exapl_04.

em que c define a velocidade da luz. já agora. http://ltodi.3) em que xe v definem a posição e a velocidade entretanto adquiridas pelo corpo. e o ritmo de troca de energia na unidade de tempo é constante. talvez seja conveniente explorar um pouco mais a analogia existente entre os sistemas mecânicos e os circuitos eléctricos. A partir desse instante efectua-se uma troca integral entre energia potencial e calor. a partir de uma determinado instante. Nestas condições. que possui uma energia potencial E =mgh e P-ini uma energia cinética E C-ini =0.3. A troca entre energias verifica a relação (3. ou seja. portanto com atrito. Antes de derivar a expressão que relaciona resistência eléctrica e parâmetros físicos.ips.htm (1 of 6)06-06-2005 12:39:39 . Ao longo da queda. sendo o potencial gravítico tanto mais elevado quanto maior for a altitude inicial do corpo. a troca de energia potencial por energia cinética faz-se com perdas. quando E =0. P No caso em que o corpo se move num espaço com atmosfera. Considere-se agora o circuito eléctrico representado na Figura 3. o corpo troca energia potencial por energia cinética. A velocidade do corpo é expressa por m/s. a diferenca de potencial gravítico é V=gh. No espaço sem atmosfera o corpo atinge a velocidade máxima para x=h. a força actuante sobre a massa é F=mg.est. A força e o campo são constantes ao longo de toda a trajectória do corpo.1 Lei de Ohm O fluxo ordenado de cargas eléctricas através de um material.1 Lei de Ohm 3. é limitado pela estrutura interna do mesmo.4) admitindo naturalmente que se verifica sempre v<<c. Admita-se ainda que inicialmente o corpo se encontra a uma altitude h. isto é.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_03/leiohm. num primeiro caso num espaço sem atmosfera e num segundo num espaço com atmosfera.1. o corpo se deslocar com uma velocidade constante. a intensidade do campo gravítico é E=g e. Considere-se então uma massa em queda sob a acção de um campo gravitacional constante. activado pela aplicação de uma diferença de potencial. designada velocidade limite. metro por segundo (3. Outra consequência da força de atrito é o facto de.

os materiais condutores são caracterizados por possuírem uma elevada densidade de electrões livres. da temperatura e do tipo de material.1 Lei de Ohm Figura 3. As cargas eléctricas atravessam o fio condutor com uma velocidade constante.7) em que µ se designa por mobilidade das cargas em questão.2) (3.3. A quantidade de carga que na unidade de tempo atravessa a superfície perpendicular ao fluxo é (Figura 3.8) http://ltodi.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_03/leiohm. que lhes permite suportar o mecanismo da condução eléctrica.6) ou que a densidade de carga livre por metro cúbico é q=ne (valor absoluto). Este parâmetro é em geral uma função do tipo de carga.5) Tal como o corpo em queda livre.1 Resistência eléctrica Admita-se que a diferença de potencial aos terminais da bateria é V e que a intensidade do campo eléctrico ao longo do fio condutor é constante (3. Por exemplo.htm (2 of 6)06-06-2005 12:39:39 . as cargas negativas perdem energia potencial ao dirigirem-se do terminal negativo para o terminal positivo da bateria (energia convertida em energia cinética e calor). basicamente fixada no valor médio das velocidades atingidas nos intervalos entre colisões com os átomos. Admita-se que o material é caracterizado por uma densidade de electrões livres por unidade de volume. ao passo que os materiais isoladores são caracterizados por valores bastante reduzidos deste mesmo parâmetro.ips. Por outro lado. n = número de electrões por metro cúbico (3. cada par material-tipo de carga caracteriza-se por uma relação velocidade-campo (3.est.

siemens (3. obtém-se (3.1 Lei de Ohm Figura 3.9) em que S/m.est. Expressando a tensão em função da corrente.3.7).13) e (3. permite escrever (3.14) http://ltodi. siemens por metro se designa condutividade eléctrica do material.2 Corrente eléctrica a qual.11) em que (3.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_03/leiohm. tendo em conta a relação (3. ou ainda (3.ips.10) S.12) se diz condutância eléctrica do condutor.htm (3 of 6)06-06-2005 12:39:39 .

645*10-8 Ω.1 Lei de Ohm em que Ω. (3. medidos à temperatura de referência de 20 ºC.16) por resistência eléctrica do condutor.3 ilustram-se alguns casos da relação existente entre a resistência eléctrica e o comprimento. à densidade e à mobilidade das cargas eléctricas livres existentes no seu seio. semicondutores e isoladores. secções e resistividades variadas MATERIAL RESISTIVIDADE (@ 20ºC) prata 1. enquanto na Tabela 3.3. Na Figura 3.9). Figura 3. e inversamente proporcional à sua secção.m. De acordo com a expressão (3.1 se apresentam os valores da resistividade eléctrica de alguns materiais condutores.14) são indistintamente designadas por Lei de Ohm. ohm-metro (3.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_03/leiohm.est.m http://ltodi.13) e (3.3 Resistência eléctrica de fios condutores com comprimentos. a resistência eléctrica de um condutor é directamente proporcional ao seu comprimento.15) se designa por resistividade eléctrica do material e Ω.ips. ohm (3. As expressões (3.htm (4 of 6)06-06-2005 12:39:39 . a secção e a resistividade.16).

972*10-7 Ω. que em (c) a tensão aos terminais da resistência é V=RI=5 V e que em (d) o valor da resistência é R=V/I=10 Ω.1 Lei de Ohm cobre ouro alumínio tungsténio níquel ferro constantan nicrómio carbono silício polystirene 1.1 Resistividade eléctrica de diversos materiais condutores. semicondutores e isoladores (a 20 ºC) A Lei de Ohm permite três interpretações distintas: (i) para uma determinada tensão aplicada.485*10-8 Ω.3.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_03/leiohm.5*10-5 Ω.m 2. no caso dos circuitos representados na Figura 3. (ii) para uma determinada corrente aplicada.m 9.m 2. a tensão desenvolvida aos terminais do elemento é proporcional à resistência.m Tabela 3.htm (5 of 6)06-06-2005 12:39:39 .3*103 Ω. Por exemplo.811*10-8 Ω.229*10-7 Ω.m 2.825*10-8 Ω. a corrente é inversamente proporcional à resistência eléctrica do elemento.723*10-8 Ω.m 4.m 3. Figura 3.ips.899*10-7 Ω.m 7.est.4 verifica-se que em (b) a corrente na resistência é dada por I=V/R=5 A.m ~ 1016 Ω. (iii) a resistência de um elemento é dada pelo cociente entre a tensão e a corrente aos seus terminais.m 1.m 5.443*10-8 Ω.4 Símbolo da resistência e Lei de Ohm http://ltodi.

mesmo em dispositivos electrónicos relativamente complexos como o transístor.est. Num dos seus modos de funcionamento.5).ips. o transístor apresenta uma relação tensão-corrente semelhante àquela indicada na Figura 3. é importante associar esta relação linear tensão-corrente à presença de um elemento do tipo resistência. portanto. o que indica.5 Lei de Ohm http://ltodi.3.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_03/leiohm. para todos os efeitos. por exemplo.1 Lei de Ohm A representação gráfica da Lei de Ohm consiste numa recta com ordenada nula na origem e declive coincidente com o parâmetro R (ou G) (Figura 3. que nessa mesma zona o transístor é.htm (6 of 6)06-06-2005 12:39:39 . uma resistência. Apesar de elementar e evidente. Figura 3.5.

um dos seus múltiplos como o kWh. (3. watt No entanto.18) ou ainda (3.6 representam-se graficamente as expressões (3.19) todas elas indistintamente associadas ao enunciado da Lei de Joule. transporte e consumo de energia eléctrica é o watt-hora (Wh) ou.19).6 Potência dissipada numa resistência A energia eléctrica dissipada numa resistência é dada pelo produto da potência pelo intervalo de tempo w = Ri ∆t 2 J.18) e (3. A regra de conversão entre watt-hora e joule é http://ltodi.2 Lei de Joule 3.est. Na Figura 3. ou mesmo o GWh. joule (3. por substituição da Lei de Ohm. Figura 3.2 Lei de Joule A potência eléctrica dissipada numa resistência é dada pelo produto da tensão pela corrente (neste caso adopta-se a representação dos valores instantâneos das grandezas) W. então. a unidade de energia eléctrica utilizada nas redes de produção.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_03/leijoule.3. o MWh.ips.htm (1 of 2)06-06-2005 12:39:40 .17) (3.20) No entanto.

pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_03/leijoule. o qual. A programação das memórias ROM constitui uma das aplicações mais interessantes do princípio de funcionamento do fusível. etc. os fusíveis são constituídos por uma fita de alumínio depositada na superfície da pastilha de silício.ips.est. Com efeito. de acordo com o código a programar na memória.19). Figura 3.htm (2 of 2)06-06-2005 12:39:40 .21) A quantidade expressa pelas relações (3.2 Lei de Joule (3. na unidade de tempo. o calor gerado por efeito de Joule é suficiente para fundir o filamento e interromper max o fornecimento de corrente ao circuito. um dos parâmetros de uma resistência é a sua capacidade de dissipar convenientemente o calor gerado por efeito de Joule. tem por objectivo limitar a potência fornecida a um determinado circuito eléctrico. ou (3.18) ao longo do tempo. fusíveis que são posteriormente fundidos. Neste caso.3. é dissipada sob a forma calor. como se indica na Figura 3. quando a corrente absorvida pelo circuito supera um valor limite pré-estabelecido.7. Neste caso.17) a (3. O desrespeito desta característica pode comprometer a funcionalidade da resistência. I . o fusível é um dispositivo que explora as consequências do efeito de Joule. Existem fusíveis para diversos tipos de aplicações: de valor máximo de corrente.7 Fusível http://ltodi. de actuação rápida (sensíveis aos picos de corrente) ou lenta (sensíveis ao valor médio da corrente). ou não. Como tal.

etc.3 Tipos de Resistências 3. as resistências discretas mais utilizadas na prática são as seguintes: (i) as de carvão.htm (1 of 5)06-06-2005 12:39:41 . na realidade de pasta de aglomerados de grafite. é comum classificar as resistências discretas em fixas. Para além das diferenças tecnológicas de construção. Esta depende essencialmente da aplicação a que se destinam: as resistências ajustáveis são normalmente inacessíveis ao utilizador comum e são utilizadas no ajuste fino do desempenho dos circuitos. deixando a cargo da disciplina Electrónica dos Sistemas Integrados a apresentação das múltiplas alternativas em matéria de resistências integradas. (iii) resistências integradas. resistências de potência. as resistências podem ser agrupadas em três classes principais: (i) resistências discretas. Para além da tecnologia subjacente à sua construção. Apesar da sua enorme variedade. neste caso com dimensões micrométricas e utilizadas na realização de circuitos integrados em tecnologia de silício. as resistências variáveis destinam-se a ser acessíveis ao utilizador comum e são usadas. pelo contrário.ips. ao passo que. A distinção entre resistência ajustável e variável é mínima. por exemplo.1 Resistências de Carvão http://ltodi.3. 3. redes ou agregados de resistências (encapsuladas em invólucros semelhantes aos dos circuitos integrados). é comum utilizarem-se adjectivos como: resistências de montagem superficial (resistências de pequenas dimensões para montagem superficial sobre a placa de circuito impresso). do brilho ou do contraste de um aparelho de televisão. ao passo que aquele relativo às resistências ajustáveis e variáveis pode ser alterado pelo utilizador.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_03/tiposres.3.3 Tipos de Resistências Em função da tecnologia subjacente à sua construção e das aplicações visadas. ajustáveis e variáveis. (iii) as de fio metálico bobinado.est. utilizadas para construir circuitos com componentes discretos em placas de circuito impresso ou de montagem. no controlo do volume de som de um rádio. etc. utilizadas na construção de circuitos híbridos discreto-integrados. que em regra é feito imediatamente após a sua produção. O valor nominal de uma resistência fixa é pré-estabelecido durante o processo de fabricação da mesma. (ii) as de película ou camada fina de material metálico ou de carvão. Este livro limita-se a estudar os grupos de resistências discretas e híbridas. (ii) resistências híbridas.

Figura 3. As resistências de película fina existem numa gama de valores nominais e de máxima potência dissipável muito variada. maior ou menor. 1/3 W. encapsulada num invólucro isolante de material plástico e ligada ao exterior através de um material bom condutor.7 Ω e 22 MΩ. óxido de estanho.) sobre um corpo cilíndrico de material isolante. em geral um material vítreo ou cerâmico.est. sendo o conjunto protegido do exterior através de uma tinta isolante. Na Figura 3. designadamente no intervalo compreendido entre 2. As resistências de carvão existem numa gama muito variada de valores.b).8 Aspectos tecnológicos da construção de uma resistência de carvão O valor nominal de uma resistência de carvão é uma função das dimensões físicas e da percentagem.9. ao passo que nas de maior valor se adopta a solução de construir uma espiral de filme em torno do corpo cilíndrico (Figura 3. Em qualquer dos casos. Por exemplo. ¼ W. ½ W.3 Tipos de Resistências As resistências de carvão são construídas a partir de uma massa homogénea de grafite misturada com um elemento aglutinador. a composição e a espessura da camada determinam o valor nominal da resistência eléctrica implementada.9. 2/3 W. 3. ½ W. etc.8 ilustram-se alguns detalhes relativos à construção deste tipo de resistências. de grafite utilizada no aglomerado (mais grafite é igual a menor resistência).ips. A massa é prensada com o formato desejado. tipicamente inferiores a 10 kΩ.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_03/tiposres.a).htm (2 of 5)06-06-2005 12:39:41 .3.9 Aspectos tecnológicos da construção de uma resistência de película ou camada fina http://ltodi.2 Resistências de Película ou Camada Fina As resistências de película fina são construídas a partir da deposição de uma finíssima camada de carvão ou metal resistivo (níquel-crómio. e para diversos valores da potência máxima dissipável. as resistências de filme fino de carvão existem para os valores estandardizados de 1/10 W. Figura 3. 1 W. 1 W e 2 W. O corpo da resistência é constituído por um material isolante. Nas resistências de menor valor absoluto. o material resistivo é depositado sob a forma de uma camada contínua que une os respectivos terminais de acesso (Figura 3. 3/2 W e 2 W.3. tipicamente ¼ W.

intermédia entre aquelas características dos componentes discretos e integrados. vidro. No que respeita ao isolamento. Os materiais resistivos mais utilizados são os compostos de ruténio. Existem também resistências de filme espesso encapsuladas em suportes semelhantes aos utilizados para os circuitos integrados.a). Existem resistências bobinadas cujas dimensões vão desde alguns milímetros até vários centímetros.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_03/tiposres.).3.ips. e rénio. as extremidades do fio bobinado são ligadas a braçadeiras que permitem a ligação e a fixação da resistência ao circuito.est. magnesia.3. vitrificadas ou cimentadas.4 Resistências Híbridas de Filme Espesso e de Filme Fino As resistências de filme espesso e de filme fino são utilizadas na realização de circuitos híbridos discretointegrados. sendo em geral o conjunto protegido mecanicamente do exterior por um invólucro de material cerâmico selado com silicone (Figura 3.3 Tipos de Resistências 3. quartzo. a dimensão deste tipo de resistências é relativamente reduzida (da ordem do milímetro).3.b). cobre e manganésio.11 Algumas resistências fixas actualmente existentes no mercado http://ltodi. as resistências bobinadas podem ser esmaltadas.10 Aspectos tecnológicos da construção de uma resistência de fio bobinado 3. o nitrato de tântalo e o dióxido de estanho no caso das de filme fino. O material resistivo mais utilizado é o constantan. que consiste basicamente numa liga metálica de níquel.htm (3 of 5)06-06-2005 12:39:41 . Na Figura 3. As resistências deste tipo são construídas por deposição de uma fita de material resistivo sobre um substrato isolante (alumina. disponibilizando neste caso um conjunto variado de resistências independentes ou com terminais comuns. etc.3 Resistências Bobinadas As resistências bobinadas são construídas a partir do enrolamento de um fio metálico resistivo em torno de um núcleo cilíndrico de material isolante (Figura 3. Figura 3.10. Figura 3. irídio. Em face das aplicações a que se destinam.10. fitas cuja espessura é da ordem das dezenas de µm na tecnologia de filme espesso e inferior ao µm (até algumas dezenas de angstrom) no caso das tecnologias de filme fino. As resistências de fio bobinado são comercializadas em gamas de valores nominais inferiores a 100 kΩ.11 ilustra-se um conjunto variado de resistências fixas actualmente existentes no mercado. no caso das resistências de filme espesso. e o níquel crómio. safira. Em alguns casos. cobrindo no entanto uma gama de máxima potência dissipável razoavelmente elevada (tipicamente até uma a duas dezenas de watt).

potenciómetros ou. também designadas por reóstatos.3. Figura 3. por ordem. etc.3 Tipos de Resistências 3. o controlo do brilho ou contraste de um monitor TV.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_03/tiposres. Na base da Figura 3. http://ltodi. trimmers. com escala linear ou logarítmica. o esquema de ligações e um croqui do mecanismo de controlo utilizado. de carvão ou de metal. são utilizadas em aplicações nas quais se exige a afinação ou a variação continuada do valor nominal de uma resistência.est. o ajuste do período de oscilação em circuitos temporizadores.5 Resistências Ajustáveis e Variáveis As resistências ajustáveis e variáveis.12 representa-se o símbolo. simples ou em tandem. as resistências mais estáveis são as de fio bobinado. as de película fina metálica.3.12 Algumas resistências variáveis e ajustáveis actualmente disponíveis 3.htm (4 of 5)06-06-2005 12:39:41 . Na Figura 3. deve ser acompanhada de precauções técnicas.12 encontrará algumas das soluções actualmente comercializadas. em adaptação da designação em língua inglesa. de carvão e as aglomeradas).3. quanto: (i) à tolerância do valor nominal e à sua estabilidade em função das condições de armazenamento e de funcionamento (por exemplo. etc. manípulo ou ranhura. multivoltas ou de volta única. encapsuladas ou desprotegidas. Existem resistências com controlo por tubo rotativo.6 Características Técnicas das Resistências A selecção e utilização de resistências em circuitos nos quais a precisão é um dos factores decisivos do desempenho. Exemplos da aplicação de resistências variáveis são o controlo do volume de som de um rádio.ips. seguindo-se-lhes.

pode conduzir a desempenhos bastante diferentes daqueles previstos no projecto. http://ltodi. seja aos terminais de acesso.3.est. (iv) à tensão máxima aos terminais.ips. seja ao corpo. a máxima potência dissipável e o coeficiente de temperatura.htm (5 of 5)06-06-2005 12:39:41 . em particular a tolerância. (vii) à linearidade. (vi) à gama de frequências recomendada.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_03/tiposres. (iii) ao coeficiente de temperatura. A não consideração de algumas destas características. (v) ao ruído de fundo.3 Tipos de Resistências (ii) à potência máxima dissipável. fora da qual se tornam significativas as capacidades e as indutâncias parasitas associadas.

13.4 Varístores 3. respectivamente.c apresenta-se um circuito que exemplifica a função de um varístor na protecção de um circuito. descargas atmosféricas. Os varístores são em geral ligados em paralelo com o circuito cuja protecção garantem. A elevada não linearidade do varístor é vulgarmente utilizada na eliminação de picos de tensão introduzidos nas linhas de alimentação durante as operações de ligação e desactivação de aparelhos.b) (3. seriam injectados no circuito.est. televisores. automóveis. brinquedos.ips. Na Figura 3. http://ltodi.13. um varístor cujos parâmetros C e β valem.3.22) em que C e β são duas constantes características do material. o qual apresenta uma característica tensão-corrente cuja forma é (Figura 3. Um dos materiais vulgarmente utilizados na construção dos varístores é o óxido de zinco (ZnO). apresenta aos seus terminais uma tensão de 230 V quando a corrente é 1 mA.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_03/varistor. Quando um transitório ocorre.4 Varístores O varístor. Os varístores encontram aplicação em computadores. e 270 V quando a corrente ascende a 100 A.13 a e b). 230 e 0. em inglês VDR.035. etc. voltage dependent resistor. accionamento de termostatos. Por exemplo. absorvendo assim os eventuais picos de corrente que. o valor nominal da resistência reduz-se drasticamente.htm (1 of 3)06-06-2005 12:39:42 . é uma resistência cujo valor nominal é uma função da própria tensão aplicada aos terminais (Figura 3. caso contrário. etc. fundição de fusíveis.

est. protegendo assim o circuito a jusante.13 Símbolo (a). exemplo de aplicação (c) e fotografia de um varístor comercializado Admita-se que em condições normais a tensão aos terminais da fonte de alimentação é V = V + V = RI + CI s R o β mas que em condições anormais apresenta um pico de amplitude ∆V tal.ips.4 Varístores Figura 3.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_03/varistor. http://ltodi.htm (2 of 3)06-06-2005 12:39:42 . características tensão-corrente típicas de um varistor (b). que s V +DV = R(I + ∆I) + C(I + ∆I) ≈ R(I + ∆I) + CI s s β β No entanto.3. uma vez que β <<1 V +∆V ≈ R(I + ∆I) + CI s s β e o pico de tensão é quase na íntegra absorvido pela resistência R.

htm (3 of 3)06-06-2005 12:39:42 .pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_03/varistor.ips.4 Varístores http://ltodi.3.est.

apresentam coeficientes de temperatura negativos. pelo contrário. Por exemplo. apresenta a uma temperatura T um valor A R = R20 [1 + α20(T -20)] A http://ltodi. designadamente devido à degradação da mobilidade e ao não significativo aumento do número de electrões livres disponíveis para a condução (nestes materiais a densidade de cargas livres é.25) . n. dois efeitos: o aumento da energia cinética dos electrões.23) Associados ao aumento da temperatura encontram-se. dependendo em particular da maior ou menor variação dos parâmetros mobilidade. por si só. µ e densidade de cargas livres. em geral. respectivamente. o ouro. o alumínio e o cobre apresentam coeficientes de temperatura positivos. (ii) a resistividade dos materiais isoladores e semicondutores diminui com a temperatura. que eleva a densidade de electrões livres disponíveis para suportar o fenómeno da condução eléctrica. A condutividade de um material pode em geral escrever-se σ (T) = 1/ρ (T) = n(T)µ (T)e (3. metais como a platina. um elemento cuja resistência a 20 ºC e coeficiente de temperatura são. Com efeito.est. semicondutores ou condutores. A dependência da resistividade com a temperatura é vulgarmente especificada através de dois parâmetros alternativos (mas equivalentes): o coeficiente de variação relativa K-1. Em geral. R20 e α20. kelvin-1 (3. Materiais semicondutores como o silício e o germânio. reduz a mobilidade das cargas eléctricas. A função é crescente ou decrescente conforme os materiais sejam isoladores. semicondutores e condutores. ou então a sensibilidade da mesma expressa em ppm/K (partes-por-milhão por grau kelvin).5 Efeitos da Temperatura 3. É a preponderância de um ou outro destes mecanismos que conduz à diferença de comportamentos manifestada pelos materiais isoladores.24) expresso em kelvin-1. e em que R20 representa o valor nominal da resistência medido à temperatura de referência de 20 ºC.3.5 Efeitos da Temperatura A resistividade eléctrica de um material é uma função da temperatura. devido à preponderância do aumento do número de cargas livres sobre a degradação da mobilidade. que.ips. bastante elevada à temperatura ambiente).htm (1 of 2)06-06-2005 12:39:43 (3. e o aumento da agitação térmica dos átomos.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_03/efeitos. ou isoladores como o óxido de silício. pode dizer-se que: (i) a resistividade dos materiais condutores aumenta com a temperatura.

26) . a expressão da resistência em função da temperatura é dada por R=R em que R [1 + ppm*10-6(T .3.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_03/efeitos.4*10-4 8*10-6 Tabela 3. nom define o valor nominal da resistência à temperatura de referência. quando a dependência é especificada em ppm/K.91*10-3 5*10-3 6*10-3 5.93*10-3 3.8*10-3 3.5*10-3 4.2 Coeficiente de temperatura de diversos materiais http://ltodi.4*10-3 3.T )] A ref nom (3.5 Efeitos da Temperatura Por outro lado.ips.htm (2 of 2)06-06-2005 12:39:43 .est. T ref MATERIAL COEFICIENTE TEMPERATURA (α 20) prata cobre ouro alumínio tungsténio níquel ferro nicrómio constantan 3.

Em algumas aplicações destinam-se a medir valores absolutos de temperatura razoáveis. Outros termos vulgarmente utilizados na classificação dos termistores são os seguintes: silístor. para indicar os termístores que manifestam um aumento brusco no valor nominal da resistência a partir de uma temperatura pré-estabelecida. tubo. etc.1 mm e vários centímetros (ver os croquis e as fotografias da Figura 3. em particular devido às elevadas gama e linearidade da característica. A distinção entre termo-resistência e termístor (ou termistência) prende-se com o tipo de material utilizado na sua construção. As termo-resistências de platina são largamente utilizadas em sondas de temperatura de elevada precisão. utilizam materiais condutores como a platina.6 Sensores Resistivos 3. http://ltodi.htm (1 of 4)06-06-2005 12:39:43 . podem destinar-se a medir temperaturas de vários milhares de kelvin.est.ips. (i) as termo-resistências. no caso das resistências com coeficiente de temperatura negativo (negative temperature coefficient. o cobre ou o níquel. anilha ou circuito integrado. e termístor comutado (switched-type). o cobre. RTD.3. que em língua inglesa se designam por resistance temperature detectors. NTC).14). e com diâmetros que podem variar entre 0. o níquel. da centésima de grau. Por outro lado. o ferro. Em alguns casos uma precisão de 1 ºC na medição da temperatura é suficiente. o titânio. Assim.6 Sensores Resistivos 3. em telecomunicações. etc.. Na Figura 3. como é o caso das aplicações médicas. thermal resistors) utilizam misturas de cerâmicas de óxidos semicondutores.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_03/sensores. no caso das PTC (positive temperature coefficient). como o manganésio. ao passo que noutras. Outra distinção importante consiste na precisão da medida de temperatura a efectuar. para designar os termístores do tipo PTC de relativa linearidade.6. como as aplicações industriais. em aparelhagem médica. por vezes envolvendo mesmo condicionadores de sinal e placas de aquisição de dados para digitalização da informação e processamento em computador. em instrumentação para investigação científica. no sector automóvel.14 ilustram-se de forma qualitativa algumas características temperatura-resistência possíveis para as termo-resistências e os termístores. As termo-resistências e os termístores são amplamente utilizados como sondas de temperatura em aplicações industriais. até mesmo. Actualmente existem no mercado termístores em formato de gota. o circuito de revelação do sinal pode ser mais ou menos complexo. o cobalto. disco. ao passo que noutras se exige uma precisão da ordem da décima ou. em aplicações militares.1 Termo-resistências e Termístores As termo-resistências e os termístores são resistências que exibem uma variação do valor nominal em função da temperatura. e de titanato de bário. em electrodomésticos. (ii) e os termístores (ingl. Convém salientar o facto de a grande maioria das termo-resistências e termístores se caracterizarem por relações acentuadamente não-lineares.

Por outro lado.14 Termístores e Termo-resistências 3. deixando atrás de si buracos.6. materiais como o germânio e o arsenieto de índio apresentam maior sensibilidade à radiação de comprimento de onda λ=1.est. uma vez que a resistividade de um material é uma função decrescente da densidade de portadores livres disponíveis.2 Foto-resistências As foto-resistências são componentes de circuito cujo valor nominal da resistência eléctrica é função da intensidade da radiação electromagnética incidente (em língua inglesa são designadas pela sigla LDR. conclui-se ser negativo o coeficiente de luminosidade deste tipo de resistências. Actualmente existem no mercado foto-resistências que cobrem as gamas de radiação electromagnética infra-vermelha.ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_03/sensores.85 µm e λ=3.3. light dependent resistor). designadamente silício. http://ltodi. neste caso função seja da densidade de electrões livres na banda de condução. induz a passagem de electrões da banda de valência para a banda de condução.htm (2 of 4)06-06-2005 12:39:43 .54 µm. telúrio e compostos de cádmio e de chumbo. respectivamente. visível e ultra-violeta. entre outras. arsénio.6 Sensores Resistivos Figura 3. As foto-resistências são geralmente construídas com base em materiais semicondutores. todos eles materiais para os quais a densidade de portadores livres na banda de condução é uma função. Em materiais como o silício a incidência de fotões com comprimento de onda λ=1.1 µm conduz à geração de pares electrão-buraco. germânio. da intensidade e do comprimento de onda dos fotões incidentes. isto é. sendo as diferenças função apenas da maior ou menor amplitude das respectivas bandas proibidas. Assim. seja da densidade de buracos na banda de valência.

que se manifesta através da designada força de Lorentz. As magneto-resistências são utilizadas na construção de cabeças de leitura de fitas e discos magnéticos. etc. regra geral. Existe ainda um vasto conjunto de sensores resistivos designado por químio-resistências.3. etc. instrumentação e equipamento de controlo. sendo esta última devida em particular à dependência da amplitude da banda proibida com o esforço mecânico. a pressão ou aceleração. As piezo-resistências são utilizadas na construção de microfones e de detectores de aceleração.6 Sensores Resistivos Figura 3.htm (3 of 4)06-06-2005 12:39:43 . memorização de informação em sistemas de computadores.est. identificação de padrões em cartões magnéticos. como é o caso dos airbag dos automóveis e dos sensores de fluxo em condutas de líquidos ou gases.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_03/sensores. o fumo de tabaco. os sensores de pressão são passíveis de integração conjunta com os circuitos electrónicos de revelação e processamento de sinal. a variação da mobilidade e da densidade de cargas livres nos materiais. A variação da resistividade com a intensidade luminosa segue uma lei aproximadamente exponencial. Um outro conjunto de sensores resistivos de grande utilidade prática são as piezo-resistências.6. certos agentes químicos como a humidade. etc. Uma das classes mais importantes de sensores resistivos são as magneto-resistências. como indicadores de nível em reservatórios de líquidos.15 Foto-resistências As foto-resistências são amplamente utilizadas em aplicações industriais.3 Outros Sensores Resistivos Para além das aplicações apresentadas anteriormente.15 ilustram-se o símbolo e algumas das foto-resistências actualmente existentes no mercado. permitindo. sendo comum encontrar foto-resistências cujo valor nominal da resistência eléctrica pode variar de um factor de 100 numa gama de intensidades luminosas compreendidas entre 5 e 104 lux. em cujo caso o coeficiente de variação da resistência eléctrica é. a resistividade dos materiais pode ser utilizada para detectar a presença ou a variação de uma quantidade muito variada de grandezas. negativo. o monóxido de carbono. designadamente em aplicações audio. como sejam o campo magnético. assim. Estes sensores são componentes de circuito nos quais o valor nominal da resistência eléctrica é uma função da intensidade do campo magnético no qual se encontram imersas.ips. Esta propriedade tem como causas. Devido à compatibilidade tecnológica com a electrónica de silício. Apesar de a piezo-resistividade ser uma propriedade comum a todos os materiais. realizar numa única pastilha sistemas complexos que incluem as funções de transdução. As magneto-resistências baseiam o seu princípio de funcionamento na interacção existente entre o campo magnético e o fluxo de corrente eléctrica. sistemas de alarme e de controlo à distância. A piezoresistividade é a propriedade dos materiais que caracteriza a dependência da resistividade eléctrica com a deformação mecânica. de instrumentação e militares. vídeo. ela é mais notória nos semicondutores como o silício e o germânio. entre outras. Na Figura 3. Em todos estes http://ltodi. de revelação e de processamento da informação. 3.

pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_03/sensores. em cujo caso são mais propriamente designadas por higro-resistências.htm (4 of 4)06-06-2005 12:39:43 .est. a resistividade é uma função da concentração de agentes químicos presentes no ambiente em que se encontram imersas. o metano. As químio-resistências são em geral construídas a partir da deposição de um óxido metálico num material inerte como o óxido de silício. mas também na detecção de gases como o monóxido de carbono. o hidrogénio. As químio-resistências são utilizadas na medição da humidade relativa do ar. http://ltodi. etc.6 Sensores Resistivos componentes.ips. o etanol. mas também a partir de certos cristais orgânicos ou polímeros condutores. o fumo de cigarro. este tipo de resistências apresenta um coeficiente de variação negativo. Em geral. o dióxido de azoto.3.

para que a medição seja correcta.16). O isolamento eléctrico pode ser obtido de duas maneiras distintas: desligando o componente em questão do resto do circuito. além de outras funções. Como se indica na Figura 3. é necessário que o elemento a medir se encontre devidamente isolado de outros componentes do circuito. Os ohmímetros são regra geral parte integrante de um multímetro.a. Nós em curto-circuito são identificados através da medição de uma resistência relativamente pequena ou nula entre os pontos inquiridos. A situação oposta corresponde à medição de resistências elevadíssimas. Figura 3. ou colocando pelo menos um dos seus terminais no ar (Figura 3.16 Ohmímetro O ohmímetro também pode ser utilizado na identificação de caminhos em curto-circuito (Figura 3.d).7 Ohmímetro O ohmímetro é um instrumento que permite medir a resistência eléctrica de um elemento. mede a tensão aos terminais e efectua o cálculo da resistência. amperímetro e voltímetro.c) ou em circuito aberto (Figura 3. No entanto. A medição efectuada por um ohmímetro baseia-se na aplicação da Lei de Ohm: o ohmímetro injecta no elemento uma corrente pré-estabelecida.16.est. e em particular da massa através do corpo humano.3. constituindo assim uma das múltiplas funções que disponibilizam (é comum os multímetros integrarem as funções de ohmímetro.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_03/ohmimetr.16. a medição da resistência de um elemento é efectuada colocando em paralelo o instrumento e o componente.htm06-06-2005 12:39:44 .16.7 Ohmímetro 3. Deste modo evita-se que o circuito envolvente retire ou injecte no elemento corrente distinta daquela aplicada pelo ohmímetro. relacionadas com o teste de dispositivos electrónicos e a realização de operações sobre as medidas efectuadas). http://ltodi.ips.

sendo a resistividade inversamente proporcional à densidade de portadores livres e à respectiva mobilidade. o esforço mecânico.htm06-06-2005 12:39:45 . de película fina. etc. e integradas. a temperatura. A Lei de Ohm estabelece a relação existente entre tensão. de filme espesso ou fino. amplitude da corrente (ou tensão) e resistência eléctrica. A resistência eléctrica é uma função da resistividade do material e das dimensões físicas do elemento. o campo magnético.ips. a luminosidade. de fio bobinado.est. podem ser de carvão.Sumário Sumário Define-se resistência eléctrica como a oposição que a matéria oferece à passagem de corrente eléctrica. As resistências podem ser fixas. Esta dependência é utilizada na realização de sensores resistivos.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_03/sumar_03. A resistência eléctrica mede-se com um ohmímetro. A Lei de Joule estabelece a relação entre potência eléctrica. a humidade (em geral a densidade de certos agentes químicos). Existem resistências com uma variação do valor nominal com a tensão. ajustáveis ou variáveis. corrente e resistência eléctrica. http://ltodi. No que respeita aos materiais e processos de fabrico.

1 V e 1 mA.ips. 3. 100 m e 2 mm.9 Nas condições do exercício anterior. 3.4 Determine a tensão aos terminais de uma resistência de 1 kΩ percorrida por uma corrente constante de 1 mA.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_03/exapl_03.8 Um aquecedor eléctrico absorve uma corrente de 10 A quando lhe é aplicada uma tensão constante de 100 V. 3. 3. 3. 3. Lei de Joule 3.10 Determine a energia eléctrica dissipada na unidade de tempo por uma resistência de 1 kΩ percorrida por uma corrente de 1 mA. respectivamente. 1 µS e 1 V. ouro e carbono. Compare com o resultado obtido para fios semelhantes de alumínio.Exercícios de Aplicação Exercícios de Aplicação Lei de Ohm 3. Wh e kWh.est. 3. Determine a resistência equivalente e a potência dissipada pelo aquecedor.5 Determine a corrente que percorre uma resistência de 10 kΩ. alumínio.7 Determine o valor da corrente que percorre uma resistência cuja condutância e tensão aos terminais são.htm (1 of 3)06-06-2005 12:39:46 .6 Determine o valor da resistência cuja tensão e corrente aos terminais são. cuja tensão aos terminais é de 5 V. respectivamente. 3. Exprima o resultado em joule.3 Determine o diâmetro de um fio de cobre cujo comprimento é 10 km e cuja resistência é 1 Ω. determine o valor médio da corrente http://ltodi. ouro e carbono considerados no problema anterior.12 Um circuito integrado consome uma potência cujo valor médio no tempo é 10 mW.11 Determine a energia eléctrica dissipada na unidade de tempo por uma resistência de 1 kΩ. determine a energia eléctrica consumida pelo aquecedor durante uma hora. cuja tensão aos terminais se sabe ser de 10 V. Admitindo que o mesmo se encontra alimentado por uma fonte de tensão de 5 V. respectivamente. 3.2 Determine a condutividade e a condutância dos fios de cobre.1 Determine a resistência de um fio de cobre cilíndrico cujo comprimento e diâmetro são. 3.

Indique quais as medições efectuadas correctamente. quimo-resistência e higro-resistência.htm (2 of 3)06-06-2005 12:39:46 .3. Determine o valor da resistência à temperatura TA=200 ºC.21 Na Figura E. Determine qual o valor mínimo de resistência que pode utilizar. http://ltodi. Varístores. Admitindo que este se encontra alimentado por uma bateria de 1.14 Determine a sequência de cores das barras das seguintes resistências de 10%: 220 Ω. Resistências Discretas 3.17 Diga o que entende por termo-resistência e termístor.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_03/exapl_03. Efeitos da Temperatura e Sensores Resistivos 3.16 Uma fonte de corrente debita 10 mA para uma resistência de 1/4 W.ips. Determine qual o valor máximo de resistência que pode utilizar. 68 kΩ e 680 kΩ. 3.2 kΩ. Determine a variação relativa da resistência à temperatura TA=100 ºC. respectivamente.Exercícios de Aplicação consumida.2 V. Ohmímetro 3. determine a duração prevista da mesma se a capacidade respectiva for de 500 mAh. 2.20 O coeficiente de temperatura de uma resistência à temperatura T=20 ºC é de 2000 ppm/K. magneto-resistência.18 Diga o que entende por foto-resistência. 22 kΩ.est. 3. Indique o sinal dos coeficientes de temperatura de cada um deste dois tipos de sensores. 3. 3.21 representa-se o processo de medição do valor nominal de uma resistência. 3.15 Uma resistência de 1/2 W deve ser utilizada num circuito alimentado a 5 V. Explique o significado das siglas NTC e PTC.19 O valor nominal (R20) e o coeficiente de temperatura (α20) de uma resistência são 1 kΩ e 8*10-3 K-1. 3.13 Um aparelho auricular consome uma corrente cujo valor médio no tempo é 1 µA.

21 http://ltodi.htm (3 of 3)06-06-2005 12:39:46 .pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_03/exapl_03.Exercícios de Aplicação Figura E3.est.ips.

: -55 a 250ºC (utilizados em electrodomésticos automóveis.est.10% Gama Temp.: 0.10% Gama Temp.ips.038% Gama Temp.00385 Ω/ºC Estabilidade: +/. medidas e controlo processos) Termístor NTC Encapsulado em vidro 10 kΩ @ 25ºC +/.htm (1 of 2)06-06-2005 12:39:47 .Fotografias de Sensores Resistivos Fotografias de Sensores Resistivos Fotografias de Termístores e Termo-resistências Termístor NTC 380 Ω @ 25ºC e 28 Ω @ 0.3 A Utilizado na protecção de circuitos (limitação de corrente) Termístor NTC Cerâmico 10 kΩ @ 25 ºC +/.: -30 a 125ºC (utilizados na compensação de temperatura.0.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_03/foto_036.: -80 a 150ºC http://ltodi. cobre. medidas) Termistência de Liga de níquel. Temp. manganésio e ferro (bob.: -40 a 150ºC Termístor NTC Dimensão: ~ 1mm 100 kΩ @ 25ºC Gama Temp.) 100 Ω @ 0ºC 138 Ω @ 100ºC Coef.

est.20% Termístor PTC Comutado Dimensão: ~2 mm 100 Ω @ 25ºC 10 kΩ T > 80ºC Fotografias de Foto-resistências Foto-resistência de Sulfito de Cádmio Máxima Sensibilidade: 550 nm 20 MΩ (escuro) 20 kΩ ~ 100 kΩ @ 10 Lux 5 kΩ @ 100 Lux Tensão Máx.: 50 mW Gama Temperatura: -60 ºC a 75ºC Foto-resistência de Sulfito de Cádmio Máxima Sensibilidade: 530 nm 1 MΩ (escuro) 9 kΩ @ 10 Lux 400 Ω @ 1000 Lux Tensão Máx.htm (2 of 2)06-06-2005 12:39:47 . Máx.25 W @ 25ºC http://ltodi.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_03/foto_036. Máx.Fotografias de Sensores Resistivos Termístor NTC Dimensão: ~ 1mm 1 kΩ @ 25ºC Gama Temp.ips.: -40 a 25ºC Tolerância: +/.: 0.: 320 V Pot.: 100 V Pot.

htm06-06-2005 12:39:48 .est.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_03/foto_034.Fotografia de Varístores Fotografia de Varístores Varístor de óxido de zinco http://ltodi.ips.

pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_03/foto_033.: 2 W @ 70ºC Tolerância: 5% C. Isola: 1 GΩ Tensão Máx.: +/. Máx.1% Coef.: 1/8 W @ 70ºC Tolerância: 0. Temp. Temp. Isola: 1 GΩ Tensão Máx.ips.: 1 W @ 70ºC Tolerância: 5% Coef.: 1/4 W @ 70ºC Tolerância: 5% Coef. Temp.: 350 V Resistência de Carvão Pot.15 ppm/ºC Tensão Máx. Máx.: -150/-800 ppm/ºC Resist. Máx.est. Temp.: 250 V Resistência de Carvão Pot.htm (1 of 3)06-06-2005 12:39:51 .: -100/-700 ppm/ºC Resist. Isola: 1 GΩ Tensão Máx. Temp.: -150/-850 ppm/ºC Resist.: -150/-900 ppm/ºC Resist. Máx.: -150/-1000 ppm/ºC Resist.Fotografias de Tipos de Resistências Fotografias de Tipos de Resistências Fotografias de Resistências Fixas Resistência de Carvão Pot.: 200 V http://ltodi.: 1/8 W @ 70ºC Tolerância: 5% Coef.: 250 V Resistência de Carvão Pot.: 700 V Resistência de Película Fina Metálica Pot. Isola: 1 GΩ Tensão Máx.: 500 V Resistência de Carvão Pot. Máx. Máx.: 1/2 W @ 70ºC Tolerância: 5% Coef. Isola: 1 GΩ Tensão Máx. Temp.

: 250 ppm/ºC Tensão Máx.: 0. Máx. Temp.: 250 V Resistência Bobinada (vitreous enamel) Pot. Temp. Tolerância: 2% Coef. Temp. Temp.33 W @ 85ºC Tolerância: 0.: 0. Tolerância: 2% Coef.htm (2 of 3)06-06-2005 12:39:51 . Máx. Temp.: 50 V Fotografias de Resistências Variáveis e Ajustáveis http://ltodi.4 W Tolerância: 5% Coef.: 1/4 W por resist.: 100 V Agregado de 4 Resistências (individuais) Pot. Máx.: 4 W Tolerância: 5% Coef.: 100 ppm/ºC Tensão Máx.: 250 ppm/ºC Tensão Máx.: 200 V Resistência Bobinada (com invólucro cerâmico e núcleo de fibra de vidro) Pot. Temp.1% @ 25ºC Coef.300 ppm/ºC Tensão Máx.Fotografias de Tipos de Resistências Resistência de Película Fina de Cermet Pot.: +/. Máx.: 6 W @ 70ºC Tolerância: 5% C.: +/. Máx.: 1.: 0. Máx.: 3 ppm/ºC Tensão Máx. Tolerância: 2% Coef.ips.: 200~400 ppm/ºC Agregado de 7 Resistências (individuais) Pot. Temp.75 ppm/ºC Tensão Máx.28 W por resist.: 250 V Agregado de 8 Resistências (individuais para montagem superficial) Pot.est.2 W por resist.: 1000 V Resistência Bobinada de elevada precisão Pot.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_03/foto_033. Máx.

.: +/.: 0. Máx.25 W @ 70ºC Tolerância: 10% Coef.: +/. Temp.15 W @ 40ºC Tolerância: 20% Coef.5 W @ 70ºC Tolerância: 10% Coef..pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_03/foto_033.. Máx.: 0.: +/. Máx.: +/. montagem superficial Pot..: 0.Fotografias de Tipos de Resistências Resistência Variável Cermet Multi-volta Dimensão: 10 mm Pot. Temp.150 ppm/ºC Resistência Variável de Carvão Dimensão: 20 mm. Temp.: +/.250 ppm/ºC http://ltodi.: 1 W @ 85ºC Tolerância: 10% Coef. montagem superficial Pot..est.100 ppm/ºC 25 voltas Resistência Variável de Carvão Dimensão: 10 mm Pot. linear Pot.ips.100 ppm/ºC 11 voltas Resistência Variável de Cermet Dimensão: 2 mm.: 0.100 ppm/ºC 1 volta Resistência Variável de Cermet Dimensão: 12 mm Pot.. Máx.20% 1 volta Resistência Variável de Cermet Dimensão: 4 mm. Temp.htm (3 of 3)06-06-2005 12:39:51 .4 W @ 40ºC Tolerância: +/. Máx.: 0.15 W @ 70ºC Tolerância: 25% Coef. Máx. Temp.

armazenam energia eléctrica ou magnética. elementos passivos seriam tanto a resistência. díodos e transístores. De acordo com esta definição.1 Definições Um circuito eléctrico consiste na interligação criteriosa de um conjunto de componentes através dos quais circulam cargas eléctricas.1 Circuito eléctrico Na Figura 2. como a resistência. o condensador. neste caso apenas as fontes. é vulgar referir que um circuito é eléctrico quando integra apenas elementos de tipo passivo. definindo como passivos todos aqueles que dissipam energia. No entanto. o transístor.est.htm (1 of 5)06-06-2005 12:39:52 . a bobina e o condensador. Figura 2. como o processamento de informação representada sob a forma de um sinal eléctrico.1. que tanto pode ser o transporte ou a transformação de energia. alguns autores definem como elementos activos aqueles capazes de fornecer energia. No caso dos circuitos que visam o processamento de informação. todos eles elementos que apenas dissipam ou. bobinas. e passivos os elementos que apenas dissipam energia. os sinais podem constituir uma representação de uma grandeza não eléctrica. o que. não constitui óbice a uma compreensão dos http://ltodi. da célula foto-voltaica.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_02/circuito. como também o díodo. nenhuma destas definições de circuito eléctrico ou electrónico e de elemento passivo ou activo é exactamente rigorosa. etc. Na verdade. distinguir os circuitos eléctricos dos electrónicos com base no tipo de componentes utilizados. que possibilitam a conversão de energia eléctrica bruta em energia com conteúdo informativo. e classificar como circuitos electrónicos aqueles que integram dispositivos semicondutores. Por exemplo. etc. do LED. a pressão.ips. do transístor. É também comum designar por dispositivos activos os elementos capazes de amplificar a energia associada aos sinais.1 ilustra-se um circuito eléctrico constituído por fontes de corrente e de tensão de alimentação e de sinal.1 Circuitos e Componentes Eléctricos 2. um código. a intensidade luminosa. apesar de não rigoroso. Os circuitos visam a realização de um objectivo pré-determinado. É comum. condensadores. transformadores. a velocidade. a bobina e o transformador. de resto. ou seja. como é o caso do díodo.1 Circuitos e Componentes Eléctricos 2. no máximo. resistências. etc.2. como por exemplo a temperatura.

2 representam-se os símbolos e a designação mais comum dos nove componentes fundamentais dos circuitos eléctricos. condensador e bobina serão abordados em pormenor nos Capítulos 3.2 Componentes fundamentais dos circuitos eléctricos As fontes agrupam-se em duas classes essencialmente distintas: fontes independentes.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_02/circuito.2 Componentes Fundamentais Na Figura 2. as fontes de tensão e de corrente independentes e as fontes dependentes.1. de tensão ou de http://ltodi. Figura 2.1 Circuitos e Componentes Eléctricos tópicos tratados ao longo deste livro. O que verdadeiramente importa é distinguir quais os elementos fundamentais dos circuitos. São eles a resistência. Os elementos resistência.2.htm (2 of 5)06-06-2005 12:39:52 . 7 e 8. 2. o condensador e a bobina. respectivamente.est.ips.

Por exemplo. e referindo agora ao exemplo representado na Figura 2.b. (ii) de tensão controlada por corrente.est.htm (3 of 5)06-06-2005 12:39:52 .ips. As fontes controladas podem ser de quatro tipos principais: (i) de tensão controlada por tensão.3. FTCC. Estas fontes são essenciais na modelação do comportamento eléctrico de dispositivos electrónicos como os transístores bipolares e de efeito de campo (a introduzir nas disciplinas de Electrónica).1) AB BA indicando assim que a fonte impõe a tensão aos seus terminais.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_02/circuito. fornece uma corrente cujo valor é apenas função do circuito ao qual se encontra ligada. mas que. a fonte de tensão impõe a relação v =5 V. pelo contrário. FTCT.a.2.2) AB AB Estas impõem a corrente no circuito e deixam a cargo deste a definição da tensão aos seus terminais. ao passo que a característica tensão-corrente do AB elemento resistência estabelece que i=5/R=5 mA. Por exemplo. Figura 2. as fontes de corrente caracterizam-se pelas seguintes duas relações: i =iev =? (2.3 Circuito com fonte de tensão (a) e fonte de corrente (b) Em complementaridade com a fonte de tensão.1 Circuitos e Componentes Eléctricos corrente. As fontes de tensão caracterizam-se por duas relações: v =vei =? (2. http://ltodi. no caso figurado em 2.3. a imposição de uma corrente de 1 A a uma resistência de 100 Ω conduz a uma tensão de 100 V aos terminais da fonte de corrente (v=Ri). Uma fonte dependente é um elemento cuja tensão ou corrente imposta aos terminais é controlada pela tensão ou corrente num outro elemento ou nó do circuito. e fontes dependentes.

htm (4 of 5)06-06-2005 12:39:52 .ips. O coeficiente de ligação entre as variáveis de controlo e controlada pode ser adimensional.est.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_02/circuito.4 Corrente e tensão fornecidas por um conjunto de fontes controladas http://ltodi. FCCT. Em cada uma das figuras indica-se a solução para a tensão e para a corrente aos terminais de cada uma das fontes representadas. Figura 2. Na Figura 2.4 dão-se exemplos de circuitos que contém no seu seio fontes de corrente e de tensão controladas.2. (iv) de corrente controlada por tensão. ou ter as dimensões de ohm (V/A) ou de siemens (A/V).1 Circuitos e Componentes Eléctricos (iii) de corrente controlada por corrente. FCCC.

htm (5 of 5)06-06-2005 12:39:52 .ips.2.1 Circuitos e Componentes Eléctricos http://ltodi.est.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_02/circuito.

sem grande erro.2.ips. o ponto intermédio do intervalo é designado por ponto de funcionamento em repouso. Diz-se então que a característica tensão-corrente do elemento foi linearizada em torno do ponto considerado. por modelo e análise de sinais fracos. Quando a linearidade não é verificada.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_02/compline. para o mesmo conjunto de pontos (i.htm (1 of 4)06-06-2005 12:39:53 . para todo e qualquer par de valores(i. satisfaz as seguintes relações: se i1 = g(v1) (2. na análise de circuitos com transístores. sendo o modelo de cada dispositivo e a análise do circuito correspondente designadas. Um elemento goza da propriedade da sobreposição quando a característica tensão-corrente satisfaz. respectivamente. ser aproximada por uma recta com declive dado pela derivada no ponto central do intervalo. procede-se à consideração de intervalos de valores dentro dos quais a característica tensão-corrente de cada um dos elementos pode. as relações: se i1 = g(v1) e i2 = g(v2) então g(v1+ v2) = i1+ i2 (2. ou seja.6) http://ltodi.5) (2. Por exemplo. Um circuito é linear quando todos os elementos utilizados satisfazem simultaneamente as propriedades da sobreposição e da homogeneidade. como se verá. um elemento goza da propriedade da homogeneidade quando. os quais.4) (2.1 Linearidade Os métodos de análise apresentados ao longo deste livro aplicam-se exclusivamente a circuitos lineares ou linearizáveis por troços.est.2 Componentes Lineares e Não-Lineares 2. são dispositivos fortemente não-lineares.3) Por outro lado.v). procede-se à linearização dos elementos.v). pelo menos para determinada gama de valores da tensão e da corrente.2.2 Componentes Lineares e Não-Lineares 2.

o que demonstra a propriedade da sobreposição. quando o volume de som de um amplificador audio é colocado no máximo da sua escala. respectivamente.2 Distorção Harmónica O principal efeito causado pela não-linearidade de um componente é a distorção harmónica.8) não verifica nem a propriedade da sobreposição. em alternativa. designadamente.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_02/compline. As relações (2. A inspecção das características indica que a resistência é um componente linear. Esta encontrase presente.est. Figura 2. através da geração de sinais agudos cuja frequência se encontra no limite da escala audível.2. e que o transístor constitui um dispositivo não-linear.htm (2 of 4)06-06-2005 12:39:53 .2.5 Característica tensão-corrente de uma resistência (a) e de um transístor de efeito de campo na zona de saturação (b) 2. Pode facilmente demonstrar-se que a característica do transístor te te (2.5 representam-se as características tensão-corrente da resistência e do transístor de efeito de campo. por exemplo. v=ri+c . v2=Ri2 e que (v1+ v2)=(Ri1+ Ri2)=R(i1+ i2). aplicando a definição de linearidade à resistência verifica-se que v1=Ri1.7) para todo e qualquer k real. nem a da homogeneidade.ips. igualdade que demonstra a propriedade da homogeneidade.3) a (2. Na Figura 2. isto é.5) indicam que é linear todo e qualquer elemento cuja característica tensão-corrente apresente a forma da equação de uma recta. fazendo-se sentir. e ainda que se v1=Ri1 então v2=R(ki1)=kRi1=kv1. É vulgar a distorção harmónica constituir um dos parâmetros determinantes do http://ltodi.2 Componentes Lineares e Não-Lineares então g(kv1) = ki1 (2. Com efeito. i=gv+c ou.

B)2 m (2. Em geral.12) Como se pode verificar em (2. e que esta toma a forma sinusoidal v = V cos(2πft) m (2. associada à geração de tons espúrios às frequências múltiplas daquela aplicada na entrada.13) sf em que V define uma tensão constante de amplitude razoavelmente elevada.9) é válida para valores positivos e negativos da tensão aplicada.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_02/compline.12). os elementos não-lineares são modelados por polinómios de ordem superior àquela considerada na relação (2. A deterioração da qualidade do som na saída do amplificador encontra-se. 2.11) que. designado por segunda harmónica.B)2 (2.ips. Admita-se ainda que a relação (2. Considere-se então a característica tensão-corrente i = A(v .2ABV cos(2πft) + 0. o terceiro.2 Componentes Lineares e Não-Lineares desempenho de um determinado circuito ou sistema electrónico. conduzindo assim à geração de harmónicas superiores à segunda. o segundo.6. a corrente no componente é dada por i = A(V cos(2πft) . v.htm (3 of 4)06-06-2005 12:39:53 .9) em que A e B são duas constantes. A distorção harmónica consiste na relação entre as amplitudes das sinusóides às frequências 2f e f.5)[1+cos(2φ)].est. por aplicação da relação cos2(φ)=(0.2. designada por tensão de polarização.9).2. e admita-se que aos terminais do mesmo se aplica uma tensão v=V+v (2. etc. permite efectuar a expansão i = A(0. designadamente terceira. e por um termo à frequência dupla. quarta.3 Ponto de Funcionamento em Repouso O ponto de funcionamento em repouso (PFR) e a aproximação de sinais fracos constituem os dois passos principais da análise de um circuito com componentes não-lineares. o primeiro.10) Nestas condições.5AV cos(4πft) m m m (2. portanto. e vsf um sinal de amplitude relativamente pequena comparada com V. a corrente no circuito é constituída por um termo constante. Considere-se o elemento não-linear representado na Figura 2. designado por sinal http://ltodi. por um termo à frequência do sinal.5V2 + B)2 .

ips. Neste caso. Figura 2. V.htm (4 of 4)06-06-2005 12:39:53 . podendo o sf sf respectivo elemento ser substituído por um dos elementos lineares definidos anteriormente. Como se indica na própria figura. sendo o modelo linear resultante designado por modelo de sinais fracos do dispositivo. A constatação de que o sinal v constitui uma pequena variação em torno de uma determinada tensão de polarização.est. Naturalmente que o coeficiente g definido em (2. A aproximação efectuada é designada por aproximação de sinais fracos. Assim.15) é uma função do ponto de funcionamento em repouso estabelecido para o elemento.2.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_02/compline.14) sf sendo o ponto (V. e admitindo sempre que as variações em torno do PFR são suficientemente fracas.15) em que g define o declive da característica no PFR considerado. à excursão fraca v corresponde uma variação i na corrente no sf sf componente. permite sf aproximar a característica i=g(v) pela sua derivada e escrever i = gv sf sf (2. i=I+i (2.6 Ponto de funcionamento em repouso e regime de sinais fracos http://ltodi.I) designado por ponto de funcionamento em repouso do circuito.2 Componentes Lineares e Não-Lineares fraco. a relação entre i e v é de tipo linear.

htm06-06-2005 12:39:54 . http://ltodi.est. Os elementos são lineares quando verificam simultaneamente as propriedades da sobreposição e da homogeneidade. A linearização de um elemento não-linear comporta dois passos: determinação do ponto de funcionamento em repouso e determinação do modelo de sinais fracos. Os nossos métodos de análise aplicam-se a redes lineares ou linearizáveis por troços. o condensador. Os componentes fundamentais dos circuitos eléctricos são a resistência. a bobina e as fontes de tensão e de corrente independentes e dependentes.ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_02/sumar_02.Sumário Sumário Um circuito eléctrico consiste na interligação criteriosa de um conjunto de componentes através dos quais circulam cargas eléctricas. A principal consequência da não-linearidade de um componente é a distorção harmónica.

5.3 2.5 Considere as características tensão-corrente representados na Figura E2.ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_02/exapl_02.Exercícios de Aplicação Exercícios de Aplicação Circuitos e Componentes Eléctricos 2.est. 2.1 Desenhe os símbolos e indique a característica tensão-corrente das quatro fontes dependentes. condensador e bobina. 2.htm (1 of 2)06-06-2005 12:39:54 .3. Quais de entre elas são lineares? http://ltodi.2 Desenhe os símbolos dos elementos resistência. Figura E2.4 Para cada um dos circuitos representados na Figura E2. determine a potência dissipada nas resistências.3. Qual a energia dissipada durante uma hora? Componentes Lineares e Não-lineares 2.3 Determine o valor da corrente nas resistências dos circuitos representados na Figura E2.

determine a amplitude das harmónicas da tensão v às frequências 20 kHz e 30 kHz.6 Considere um dispositivo electrónico cuja característica tensão-corrente é i =K(v D GS -V )2. i ).Exercícios de Aplicação Figura E2.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_02/exapl_02. para th v >V .htm (2 of 2)06-06-2005 12:39:54 . em que I =10-15 A e s BE V =25 mV. (b) a expressão do parâmetro que liga as amplitudes fracas v e i .7 Considere um dispositivo cuja característica tensão-corrente é i =I (e C s T -1). http://ltodi.est. em que R=1000 Ω e α2=α3=1. e ao qual é aplicada uma tensão v =V+v . C 2. sf vBE/VT 2. sf sf (c) a amplitude da sinusóide de corrente. i .5 2. Determine: (a) o ponto de funcionamento em repouso do dispositivo. em que V=2 V define th GS sf uma tensão constante e v um sinal sinusoidal de amplitude 1 mV. Determine a expressão do parâmetro que liga as amplitudes fracas da tensão e da corrente (v .8 Considere um elemento cuja característica tensão-corrente aos terminais é v=Ri+α2i2+α3i3. e com GS th K=10-3A/V2 sf e V =1 V. Admitindo que a corrente é sinusoidal de amplitude 1 mV e frequência 10 kHz.ips.

neutros do ponto de vista eléctrico.2) (1. ambas constituintes do átomo. Um átomo torna-se num ião negativo quando captura electrões numa das suas órbitas.81*10-15 p n e m.1.est. 1. Q = e = 1.6) indicam que os protões e os neutrões são aproximadamente 2000 vezes mais densos que os electrões. grama (1. são r ≈ r ≈ r = 2. As cargas eléctricas do protão.ips.6) Os valores apresentados em (1. metro (1. que contém um protão e um electrão. Força e Campo Eléctrico 1.6*10-19 p e C. Além dos protões. os electrões e em geral os iões são as entidades responsáveis pelo fenómeno da força eléctrica.3) Q = -e = -1.htm (1 of 3)06-06-2005 12:39:55 . Os protões.6*10-19 Q =0 n as massas em repouso são m ≈ m = 1. etc. Força e Campo Eléctrico 1. assumindo-as esféricas.1 Carga.672*10-24 p e n g.1. o núcleo dos átomos é também constituído por neutrões.1) a (1. que contém dois protões.1 Carga. e positivo quando os perde. do electrão e do neutrão são.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_01/cargafor.1) (1.4) (1. respectivamente.1 Carga Eléctrica A carga eléctrica é uma propriedade fundamental da matéria. São exemplos de neutralidade eléctrica o átomo de hidrogénio. localizando-se os protões no núcleo e os electrões em órbitas envolventes do mesmo. o átomo de hélio. dois electrões e dois neutrões. Os átomos neutros contêm o mesmo número de electrões e de protões. As partículas elementares detentoras desta propriedade são o electrão e o protão. coulomb (1.2 Força Eléctrica A Lei de Coulomb estabelece que duas cargas eléctricas pontuais se atraem ou repelem com uma força cuja http://ltodi.11*10-28 e os raios. Os átomos não neutros são designados por iões.5) m = 9.1.

1 Carga. e o sentido é estabelecido pelo sinal das cargas em presença. e Q . newton (1. direcção e sentido. e de repulsão nos casos contrários.1.3 Campo Eléctrico O campo eléctrico é uma medida da acção que uma carga exerce sobre as cargas eléctricas localizadas no seu raio de acção. Na Figura 1. direcção e sentido da força exercida entre cargas eléctricas.1 Força eléctrica exercida por um protão sobre um electrão (a). A direcção coincide com a recta que une as duas cargas.ips. como é o caso da força de atracção existente entre electrões e protões nos átomos. Força e Campo Eléctrico intensidade é N.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_01/cargafor. num espaço preenchido por múltiplas cargas pontuais a força eléctrica exercida sobre cada uma delas resulta da soma vectorial de contribuições parciais. Figura 1. respectivamente. Em geral. Q e r representam. A força eléctrica é uma grandeza vectorial com intensidade. entre electrões (b) e por múltiplos electrões sobre um electrão (c) (as cargas positivas e negativas são representadas a branco e a cheio.htm (2 of 3)06-06-2005 12:39:55 . respectivamente) 1. os valores absolutos 0 x y das cargas eléctricas e a distância entre as mesmas. A intensidade do campo eléctrico criado por uma carga pontual é expressa por http://ltodi. A força é de atracção quando as cargas apresentam sinais contrários.est.7) em que ε define a permitividade do vazio.1.1 apresentam-se alguns exemplos elucidativos da intensidade.

Figura 1.2). o vector força eléctrica coincide com o produto do escalar carga pelo vector campo. que a intensidade da força mais não é do que o produto da intensidade do campo criado pela carga Q . a um vector força eléctrica de atracção. Cargas positivas têm sentido divergente e cargas negativas têm sentido convergente (Figura 1.9) isto é.ips.1 Carga. O campo eléctrico define uma grandeza x x y de tipo vectorial. tendo em conta (1.9) é válido ao nível vectorial.7).pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_01/cargafor. O produto indicado em (1. Força e Campo Eléctrico V/m. como se esperava.est. multiplicado pelo valor absoluto da carga nele imerso. A direcção do vector campo eléctrico criado por uma carga eléctrica pontual é radial.2 Campo eléctrico criado por cargas eléctricas pontuais http://ltodi. o vector campo eléctrico divergente criado por uma carga positiva quando multiplicado pelo sinal de uma carga negativa conduz.8) a qual.htm (3 of 3)06-06-2005 12:39:55 . Por exemplo. permite constatar que (1. E . ou seja. volt por metro (1. Q .1.

a título de exemplo. O trabalho é realizado pelo campo gravitacional e é dado pelo integral ao longo da trajectória do produto interno entre a força e o deslocamento. joule (1. à realização de um trabalho positivo. Realiza-se trabalho quando se desloca uma massa num campo gravitacional. a massa do corpo e o deslocamento. por exemplo quando se eleva uma massa de 1 kg desde o nível do mar até à altitude de 10 m. à realização de um trabalho que se define como negativo. respectivamente.ips. A definição de energia potencial eléctrica aplica-se a qualquer conjunto de cargas eléctricas sujeitas à acção http://ltodi.htm (1 of 3)06-06-2005 12:39:56 .2 Energia Potencial e Tensão Eléctrica 1. De acordo com (1. sendo a intensidade respectiva uma função do raio da órbita. o deslocamento de uma massa no sentido da força (a queda) conduz à libertação de energia por parte do sistema. J.2. ao passo que o deslocamento da mesma no sentido contrário ao da força (a elevação) corresponde ao fornecimento de energia ao sistema e. constituído.10) No caso particular em que a força é constante e a direcção coincidente com o deslocamento. por um protão e por um electrão.11) em que g.1. por definição.2 Energia Potencial e Tensão Eléctrica 1. energia é a capacidade de realizar trabalho. o caso da queda de uma massa num campo gravitacional. o deslocamento do electrão entre órbitas envolve a realização de um trabalho cujo módulo é (1. a energia libertada é expressa pelo produto (1. O afastamento do i f electrão em relação ao núcleo exige o fornecimento de energia ao sistema. ou seja.10). A força eléctrica entre o protão e o electrão é radial e atractiva. Considere-se. Considere-se então um átomo de hidrogénio. mas também quando se desloca uma carga eléctrica entre dois pontos cujas amplitudes dos campos eléctricos diferem. ao passo que a aproximação ao núcleo envolve a libertação de energia.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_01/energia. como se disse.12) em que r e r definem. respectivamente. os raios das órbitas inicial e final do electrão.1 Energia Potencial Eléctrica Por definição.est. a constante de gravitação terrestre. Em face da existência de uma força de atracção entre as duas cargas. m e h definem.

b).2 Energia Potencial e Tensão Eléctrica de um campo eléctrico. o que permite dizer que o sistema. ou seja. operação que neste caso corresponde ao armazenamento de energia potencial (Figura 1. o trabalho é sempre dado pelo integral da força eléctrica ao longo da trajectória das cargas eléctricas.a. verifica-se que: (i) o transporte de um electrão do terminal negativo para o terminal positivo envolve a libertação de energia. Figura 1. a energia eléctrica em jogo é proporcional à quantidade de cargas transportadas.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_01/energia.2 Tensão Eléctrica A tensão é uma medida da energia envolvida no transporte de uma carga elementar entre dois pontos de um campo eléctrico.3. à partida. Q=-e. verifica-se que o transporte de uma carga elementar negativa. 1.est.1.2.3. que coincide com o cociente entre a energia libertada e a quantidade de carga transportada http://ltodi. que o transporte de duas. corresponde à libertação de uma energia W=eV joule. Retomando o exemplo da Figura 1. A quantidade V. Se se considerar o caso particular representado na Figura 1. dispunha de energia (eléctrica) armazenada (Figura 1. (ii) o transporte de um electrão do terminal positivo para o terminal negativo exige o fornecimento de energia ao sistema. ao passo que a regeneração corresponde à sua separação física.ips.3 Descarga (a) e carga (b) de uma bateria Um reservatório de cargas eléctricas positivas e negativas fisicamente separadas constitui a fonte de energia eléctrica vulgarmente designada por bateria.htm (2 of 3)06-06-2005 12:39:56 . três … N cargas envolve a libertação das energias 2 eV.a). 3 eV … N eV joule. Por outro lado.3. Existe tensão eléctrica entre dois pontos de um campo sempre que o transporte de carga entre esses mesmos dois pontos envolve libertação ou absorção de energia eléctrica por parte do sistema. o transporte de n cargas entre os dois terminais envolve uma energia n-vezes superior àquela envolvida no transporte de uma única carga eléctrica. O fornecimento de energia por parte da bateria corresponde ao deslocamento das cargas eléctricas negativas do terminal negativo para o terminal positivo.3. Em qualquer destes casos. em que se admite um campo eléctrico constante ao longo do fio condutor que une os terminais positivo e negativo.

O transporte de um electrão entre os terminais negativo e positivo de uma bateria é efectuado no sentido da força. envolve a libertação de energia (realização de um trabalho negativo) e indica a presença de uma tensão eléctrica positiva.est. volt (1.2 Energia Potencial e Tensão Eléctrica V. É a normalização relativamente à quantidade de carga transportada que torna a tensão eléctrica numa das duas variáveis operatórias dos circuitos eléctricos.14) isto é.13) designa-se por tensão eléctrica. verifica-se que (1. força e campo eléctrico.1. tendo em atenção as relações entre trabalho. no sentido do terminal positivo para o terminal negativo.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_01/energia.ips. http://ltodi. Por outro lado. portanto no sentido contrário ao do campo eléctrico. que a tensão eléctrica mais não é do que o integral do campo eléctrico experimentado pelas cargas eléctricas no seu transporte entre as posições inicial e final.htm (3 of 3)06-06-2005 12:39:56 .

17) permite contabilizar a quantidade de carga que ao longo do tempo atravessou. o sentido positivo da corrente eléctrica coincide com o do movimento das cargas positivas.16) (1.3.est.3 Corrente e Potência Eléctrica 1.15) e valor instantâneo da mesma à derivada (1. a uma corrente eléctrica no sentido do terminal positivo para o negativo.1.htm (1 of 3)06-06-2005 12:39:57 .a. num dado sentido e desde um instante de tempo infinitamente longínquo.1 Corrente Eléctrica Define-se corrente média como a quantidade de carga eléctrica que na unidade de tempo atravessa uma dada superfície A. Por convenção. ampere (1. por definição.16) A relação complementar de (1.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_01/corrente. constata-se que o movimento dos electrões do terminal negativo para o positivo de uma bateria corresponde.3. a superfície em questão. Considerando o exemplo representado na Figura 1.ips. http://ltodi.3 Corrente e Potência Eléctrica 1.

21) ou seja.est.3 Corrente e Potência Eléctrica Figura 1. tensão.ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_01/corrente.19) podendo também expressar-se a energia em função da potência instantânea através de (1.htm (2 of 3)06-06-2005 12:39:57 . As expressões da potência média e instantânea são. tempo e corrente eléctrica. que a potência mais não é do que o produto da tensão pela corrente eléctrica.3.2 Potência Eléctrica A potência é uma medida do ritmo a que se dissipa ou acumula energia eléctrica. tendo em conta as relações entre trabalho. as duas variáveis operatórias dos circuitos eléctricos.18) e (1. carga. W.20) Por outro lado.4 Sentido positivo da corrente eléctrica 1. http://ltodi. watt (1. respectivamente.1. verificase que (1.

3 Corrente e Potência Eléctrica Figura 1.est.1.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_01/corrente.5 Quadro sinóptico das principais grandezas eléctricas http://ltodi.htm (3 of 3)06-06-2005 12:39:57 .ips.

entre outros.7 ilustram-se algumas das fontes de tensão de alimentação e de sinal existentes.c.c. uma fonte de tensão de alimentação a. ou a. subjacente ao funcionamento das baterias.. designadamente através da indução electromagnética. como é o caso das baterias e dos geradores electromecânicos. estes aparelhos são vulgarmente designados por fontes de alimentação. Por exemplo. constituído. por um transformador. Por exemplo. processo que é subjacente ao funcionamento dos geradores electromecânicos designados por dínamo (d. a amplitude de uma fonte de tensão constante pode ser aumentada ou diminuída usando um conversor d.1.).-d. a amplitude de uma tensão sinusoidal pode ser aumentada ou diminuída por intermédio de um transformador. (iii) efeito fotoeléctrico. A tensão eléctrica pode ser gerada a partir de três mecanismos básicos: (i) reacção química. nomeadamente pela conversão de uma radiação electromagnética (fotões) em electrões livres.c.5 Fontes de Alimentação e de Sinal 1. em particular de tipo sinusoidal. As fontes podem ser agrupadas em duas classes essencialmente distintas: (i) de alimentação.c.c.c pela intervenção de um circuito rectificador.) e alternador (a.est. Na Figura 1. nas aulas práticas de laboratório utilizarse-ão fontes de tensão de alimentação constantes cuja energia provém da rede de distribuição eléctrica. a frequência de oscilação de uma fonte de tensão sinusoidal pode ser alterada com um conversor a. uma ponte rectificadora e um estabilizador. etc. cuja função principal é fornecer energia aos circuitos eléctricos nas formas d.ips.5 Fontes de Alimentação e de Sinal As fontes de tensão e de corrente são componentes essenciais de qualquer circuito eléctrico. e em cujo interior se encontra um circuito rectificador de tensão. triangular e rectangular. (ii) e de sinal.7 Fontes de tensão de alimentação e de sinal As fontes de sinal existentes no mercado são em geral dotadas da capacidade de gerar um conjunto variado de formas de onda.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_01/fontesal.c. processo que se encontra na base do funcionamento das células foto-voltaicas vulgarmente designadas por células solares.. Figura 1. (ii) acção conjunta de uma força mecânica e de um campo magnético.c.c..htm (1 of 2)06-06-2005 12:39:58 . A forma e a amplitude de uma tensão eléctrica podem ser alteradas mediante a utilização de dispositivos e circuitos eléctricos e electrónicos adequados.-a. Estes instrumentos possibilitam também o controlo da amplitude. Apesar de constituírem apenas conversores da forma de onda da tensão ou corrente eléctrica. pode ser convertida numa fonte d. http://ltodi. da frequência e da fase dos sinais gerados.c.

e e 1.est.ips.htm (2 of 2)06-06-2005 12:39:58 . respectivamente.8.8.d. quando a corrente flui do terminal positivo para o terminal negativo. Nas Figuras 1.8 Fonte de tensão de alimentação (a). Os símbolos indicados em (f) são utilizados para representar a referência da tensão eléctrica. 1. isto é. símbolos alternativos da referência da tensão eléctrica (f) http://ltodi.5 Fontes de Alimentação e de Sinal Na Figura 1. fonte de tensão de sinal (d).8.a representa-se o símbolo de uma fonte de tensão de alimentação constante. A potência fornecida ao circuito é positiva quando a corrente abandona a fonte pelo terminal positivo (Figura 1.b).1. a fonte fornece energia (b).8. a fonte acumula energia (c).8.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_01/fontesal.f ilustram-se os símbolos utilizados na representação das fontes de sinal de tensão e de corrente. fonte de corrente (e). e negativa no caso contrário (Figura 1.c).8. Uma fonte de tensão fornece energia quando os electrões circulam (pelo exterior) do terminal negativo para o terminal positivo. Figura 1.

1. como é o caso do voltímetro. No entanto. por isso.1 Voltímetro O voltímetro é um instrumento de medida da amplitude da tensão eléctrica. No passado. característica que garante a não interferência do aparelho no funcionamento do circuito.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_01/instrume.6 Instrumentos de Medida 1.a). todos os voltímetros eram de tipo analógico. Actualmente existe uma grande variedade de voltímetros analógicos e digitais. como é o caso do osciloscópio.6 Instrumentos de Medida Nas aulas de laboratório das disciplinas de electrónica os alunos vão tomar contacto com dois tipos de instrumentos de medida de grandezas eléctricas: de grandezas constantes no tempo.9. através das quais se pode medir a tensão aos terminais de uma fonte de tensão constante. ou ainda entre um qualquer ponto e a referência. sendo em geral uma das múltiplas funções disponibilizadas pelo multímetro. e de medição de grandezas variáveis no tempo. O mesmo é dizer que durante a medição o instrumento constitui um caminho paralelo ao elemento ou circuito a diagnosticar. entre dois quaisquer pontos de um circuito eléctrico.6. do amperímetro. um voltímetro ideal procede à medição da tensão sem absorver qualquer corrente eléctrica (apresenta. cuja selecção condiz com a amplitude prevista para a tensão. uma resistência eléctrica de entrada infinita). 1.ips.est. a amplitude da tensão é indicada através da posição de um ponteiro sobre uma escala graduada. É dotado de duas pontas de prova de acesso ao exterior (Figura 1. de sinais eléctricos.htm (1 of 3)06-06-2005 12:39:59 . isto é. http://ltodi. Nos aparelhos deste tipo. A ligação de um voltímetro ao circuito é de tipo paralelo. do wattímetro e do multímetro.

O wattímetro implementa o produto das grandezas tensão e corrente eléctrica no elemento.ips.htm (2 of 3)06-06-2005 12:39:59 .c). razão pela qual a sua ligação ao circuito é feita simultaneamente em série e em paralelo (Figura 1. o wattímetro ideal mede a tensão sem desvio de qualquer fluxo de corrente. amperímetro (b) e wattímetro (c) 1.9.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_01/instrume.6 Instrumentos de Medida Figura 1. Tal como o voltímetro e o amperímetro. Como se indica na Figura 1. dois dos terminais são ligados em paralelo com o elemento. 1. efectuando a medição da tensão.3 Wattímetro O wattímetro é um instrumento que permite medir a potência eléctrica fornecida ou dissipada por um elemento. Um amperímetro ideal caracteriza-se pela capacidade de medir a corrente sem incorrer em qualquer queda de tensão entre os seus dois terminais. Assim. e mede a corrente sem introduzir qualquer queda de tensão aos seus terminais. a medição de uma corrente eléctrica obriga a que o instrumento seja percorrido pela grandeza a diagnosticar.9.est.6.2 Amperímetro O amperímetro é um instrumento de medida da amplitude da corrente eléctrica.b. e ao contrário do processo de medição da tensão.6.9 Voltímetro (a). http://ltodi. e os dois restantes são interpostos no caminho da corrente.1.

as funções de voltímetro e de amperímetro. memorizar e recuperar sinais. cujos dois terminais devem ser ligados em paralelo com o elemento cuja tensão aos terminais se pretende medir. determinar períodos e frequências de oscilação dos sinais medidos. Figura 1.6.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_01/instrume.ips.11 ilustram-se alguns osciloscópios actualmente comercializados.5 Osciloscópio O osciloscópio é um instrumento de medida que permite visualizar em tempo real a amplitude de uma tensão eléctrica variável no tempo.4 Multímetro O multímetro é um instrumento de medida multifuncional que congrega. de baixo ou elevado preço.1. máximos e mínimos.est.6 Instrumentos de Medida 1.11). etc. entre outras. de baixa ou elevada precisão. Os osciloscópios digitais são os de maior funcionalidade. suspender. em geral dois ou quatro. Actualmente existe no mercado uma enorme variedade de multímetros: de tipo analógico ou digital. designadamente devido à necessidade de associar à medição a dimensão do tempo (Figura 1. Figura 1. podendo ser de tipo analógico ou digital. de pequenas (bolso) ou grandes dimensões. Os osciloscópios são dotados de uma ponta de prova por canal.6. O osciloscópio é de todos os instrumentos o de maior utilidade e complexidade.10 Multímetros 1.11 Osciloscópios http://ltodi.htm (3 of 3)06-06-2005 12:39:59 . Na Figura 1. imprimir ou transferir para um computador o conteúdo do visor. permitindo designadamente somar e subtrair sinais entre canais. calcular valores médios. Os osciloscópios actualmente existentes no mercado dispõem de diversos canais de leitura simultânea.

No âmbito desta disciplina destacam-se o voltímetro. Estas duas grandezas são designadas por variáveis operatórias dos circuitos eléctricos. etc. o escalão e a exponencial. O estudo da Ciência Eléctrica envolve um conjunto variado de conceitos e grandezas. Uma tensão eléctrica pode ser gerada a partir de três mecanismos básicos: através de uma reacção química. de entre as quais se salientam a corrente e a tensão eléctrica. como a corrente entre dois pontos de um circuito. Um sinal eléctrico é uma função matemática representativa da variação temporal de uma grandeza eléctrica. http://ltodi. A carga é uma propriedade fundamental da matéria que se manifesta através de uma força. o multímetro e o osciloscópio. As fontes podem ser de tensão ou de corrente. o wattímetro. a triangular. Existem diversos instrumentos de medida das grandezas eléctricas. O osciloscópio é um instrumento de medida que permite visualizar em tempo real a amplitude de uma tensão eléctrica variável no tempo. a rectangular. o amperímetro. através do fenómeno da indução electromagnética e através do efeito foto-eléctrico. As formas mais comuns dos sinais eléctricos são a constante. cuja intensidade é estabelecida pela Lei de Coulomb. a energia libertada. A grandeza tanto pode ser a tensão eléctrica entre os terminais de uma bateria.Sumário Sumário A Ciência Eléctrica estuda o fenómeno da existência e interacção entre cargas eléctricas.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_01/sumar_01.ips. e de alimentação ou de sinal.htm06-06-2005 12:40:00 .est. a sinusoidal. como ainda a carga armazenada.

1. Considere o metro como a unidade elementar de representação do eixo das abcissas. 1.Exercícios de Aplicação Exercícios de Aplicação 1.4 Represente graficamente e em função da distância a intensidade da força eléctrica existente entre cargas de valor absoluto 1 µC.5*10-10m.2 Considere as cargas eléctricas positivas e negativas representadas na Figura E1.1 Determine o número de cargas eléctricas elementares existentes numa carga de 1 C. 1.2 1.htm (1 of 3)06-06-2005 12:40:00 .est. http://ltodi. r=10 m e r=100 m. Determine a intensidade da força de atracção ou repulsão existente entre cada par de cargas nos casos em que r=1 m.6 (o módulo das cargas positivas e negativas é 1 µC).ips. Figura E1.6 Determine a intensidade.85419*10-12 F/m).5 Determine a intensidade.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_01/exapl_01. 1.3 Determine a intensidade da força eléctrica de atracção existente entre o núcleo de um átomo de hidrogénio e um electrão em órbita à distância r=0. a direcção e o sentido do campo eléctrico existente nos pontos (X) indicados na Figura E1. Indique também a direcção e o sentido da força eléctrica (εo=8.2.5*10-10 m). a direcção e o sentido do campo eléctrico gerado pelo protão do átomo de hidrogénio à distância da primeira órbita possível para o electrão (r=0.

13 Sabendo que a carga que entra no terminal positivo de uma bateria é dada pela expressão q(t)=10*e-t µC.14 Considere uma fonte cuja corrente e tensão instantânea fornecida são dadas pelas expressões i(t)=sin http://ltodi. determine a expressão e o sentido da corrente eléctrica instantânea. Figura E1.est. determine qual a distância a que eles se encontram inicialmente (admita as duas partículas inicialmente em repouso).pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_01/exapl_01.9.ips.10 Sabendo que a energia necessária para afastar para o infinito um electrão de um protão é de 1.1.11 Considere um fio condutor no qual o fluxo de corrente é de 1 mA.9 Considere as fontes de tensão eléctrica representadas na Figura E1. Determine a quantidade de carga que atravessa a sua secção na unidade de tempo. 1. 1.6 Energia Potencial e Tensão Eléctrica 1. Se a energia dissipada durante um intervalo de tempo de 1 ms for 1 J. 1.8 Determine o valor da energia eléctrica libertada durante o transporte de uma carga de 1 C entre os dois terminais de uma bateria de 12 V.htm (2 of 3)06-06-2005 12:40:00 . Corrente e Potência Eléctrica 1. 1. a corrente eléctrica e a potência eléctrica envolvidas no processo.9 1.6*10-18 J.Exercícios de Aplicação Figura E. 1.12 A diferença de potencial entre os terminais de uma bateria eléctrica é de 12 V. determine a quantidade de carga. determine o valor da tensão eléctrica existente entre esses dois pontos.7 Sabendo que o transporte de 625*1016 electrões entre dois pontos envolve a dissipação de 1 J. Indique quais de entre elas fornecem energia.

http://ltodi.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_01/exapl_01.ips.Exercícios de Aplicação (ωt) mA e v(t)=12sin(ωt) V. O facto de a corrente de saída da fonte ser positiva e negativa ao longo do tempo significa que a fonte alternadamente fornece e acumula energia? Justifique a sua resposta.htm (3 of 3)06-06-2005 12:40:00 .est. respectivamente.

htm06-06-2005 12:40:02 .pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_01/foto_016. IST) http://ltodi.ips.est.Fotografias de Instrumentos de Medida Fotografias de Instrumentos de Medida Fotografias de Multímetro Multímetro de precisão Multímetro analógico Multímetro digital Fotografias de Osciloscópio Osciloscópio digital de 4 canais Osciloscópio digital de 2 canais (lab.

IST) Fonte de tensão de alimentação Fonte de tensão de alimentação (lab. IST) http://ltodi.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_01/foto_015.ips.htm06-06-2005 12:40:03 .Fotografias de Fontes de Alimentação e de Sinal Fotografias de Fontes de Alimentação e de Sinal Fonte de tensão de alimentação (lab.est. IST) Fonte de sinal Fonte de sinal (lab.

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