Instituto Agrário de Bilibiza/Ocua
Departamento de Florestas e Fauna Bravia
Curso: Florestas e Fauna Bravia
Formanda: Supervisora:
Nelta Milde Semiao Chauqui Lérida Palmira
Código:
10090820
Relatório de Estagio
Biliza/Ocua, 2022
Actividades desenvolvidas
Com a apresentação dos estudantes do Instituto Agrário de Bilibiza nos Serviços Provinciais do
Ambiente de Niassa (SPAN). Tivemos uma pequena indução e capacitação de uso de alguns
instrumentos, portanto dos quatro (4) meses de estágio as actividades desenvolvidas por nos
nessa instituição foram de acordo com os departamentos existente na mesma, sendo os seguintes
departamentos:
Departamento do Meio Ambiente;
Departamento de plantações Agro-florestais;
Departamento da conservação de fauna;
DEPAQUA (Na repartição de fiscalização de recursos naturais).
Começamos no departamento de conservação de fauna no mês de Janeiro, tendo aqui aprendido
sobre como conservar as áreas e de uso sustentável, assim protegendo locais naturais específicos
com valores espirituais ou culturais e sua biodiversidade.
No distrito de Mecula tem um zona dentro da reserva tem um local histórico, em que a população
usa aquele local para poder fazer pedidos tais como:
Ter filhos;
Saúde;
Emprego;
Casa melhorada e entre outros pedidos ou necessidades da população.
No mesmo mês de Janeiro, passamos a desenvolver certas actividades:
Licenciar e fiscalizar as actividades do sector nos termos da Lei;
Propor a criação de áreas de conservação nos termos da Lei.
Neste sector realizamos a teoria de actividades tais como:
Palestras sobre CITES;
Noções básicas sobre CITES.
CITES – Conservação Sobre Comercio Internacional das Espécies da Fauna e Flora Selvagens
Ameaçadas, também conhecida como convenção de Whashington, por ter sido assinado nessa
cidade. CITES – foi assinado a 03 de Marco de 1973 e entrou em vigor a 01 de Abril de 1975 e
fazem parte dessa organizacao183 países, incluindo Moçambique.
O objectivo das CITES é de conservação e uso sustentável, também é de assegurar que a fauna e
flora selvagens, sujeitas ao comércio internacional, não seja explorada de forma não sustentável.
O funcionamento das CITES, é de seguinte maneira, esta organização estabelece o quadramentro
legal internacional e mecanismo de procedimento comum para prevenir o comércio internacional
em espécies ameaçadas, para a efectiva regulação do comércio internacional.
Conflito entre homem e fauna tem forma de debater, considerado triagem, choque ou então
disputa de recursos naturais, como por exemplo: terra no caso que quando o homem prefere
realizar as suas actividades de cultivo do solo no local onde servia de habitat da fauna, o homem
entra em conflito tanto como para o animal porque haverá disputa daquele recurso que é a terra.
Alimentação – quando o homem realiza actividades tais como cultivo da terra, residência,
expansão territorial, sempre haverá disputa porque o animal irra precisar do mesmo recurso para
sua alimentação, por tanto os animais acabam invadindo naquela área, quando faz machamba
próximo dos rios.
Prevenção do conflito entre homem e fauna:
Ordenar território;
Criação de núcleo de sensibilização nas comunidades;
Criação de abelhas e fazer machambas em bloco para permitir fazer a patrulha.
Mitigação do conflito entre homem e a fauna, fase de afugentamento podendo ser feita usando
áceros, vedação da área entre outros meios, quando causa prejuízos enormes o animal tem que
ser sacrificado, fazendo-se uma base do tipo:
Fazer placa de aviso de perigo;
Palestras nas comunidades.
Formas de como afugentar um Leão:
Estratégia de prevenção: garantir a construção de residência resiliente ou então curral
forte;
Construção de capoeira arredondado de arame de fazer lareira e estra no meio.
Também chegamos aprender elaborar uma auto-notícia ou como fazer um auto noticia usando a
legislação de fauna bravia, indo consequentemente com o seguinte:
Como preencher auto de apreensão;
Aviso de multa;
Vimos também a legislação de fauna bravia.
Quanto as infracções e penalizações do capítulo IV do artigo 33 nas normas gerais do no 1, 2, 3, 4
4 5.
No auto-notícia deve ser lavrado e deve conter o seguinte:
Identificação do infractor e outros agentes;
O preceito legal intrigado;
A previsão da pena e outras consequências;
Circunstância da infracção se é agravante ou atenuante;
Os meios, instrumentos e produtos da infracção;
Data, hora e local da infracção e da actuação se for diverso;
As apreensões efectuadas pelo actuante;
Nome, assinatura e qualidade do actuante;
Indicação de testemunhas caso existir.
Manuseamento de armas de fogo de caca e seus componentes, o tipo de arma é calibre 375, que a
mesma esta no grupo de caca.
Está arma a sua velocidade de munição é de 375 calibre, é feita somente para actividades de caca
e semianual. A mesma é composta por:
Coronha – sustenta a arma;
Manipulo – serve de manipulação;
Sacador – serve como engate de munição;
Sistema de segurança – serve de bloqueio;
Carregador – serve para colocar munições;
Mira de ponta de mira – serve de pontaria;
Ponta de cano – onde sai a munição, depois do desparro.
Tivemos a participação de uma viagem para Meponda com o decorrer da actividade de afugentar
Hipopótamo, sendo Meponda um posto administrativo que pertence a distrito de Lichinga, na
província de Niassa, a 40km da cidade, a viagem foi feita contando com alguns técnicos da
empresa e nos estagiários, durante o decorrer da viagem interpelamos uma viatura de marca
Canter que estava a fazer a exploração ilegal de certas espécies da 4ª Classe, o caminhão foi
encaminhado directamente ao DEPAQUA. Levamos três 3 horas de tempo durante o decorrer da
viagem, chegados ao local tivemos uma interacção directa com o adjunto chefe do posto e alguns
membros da área, nos levando até ao líder do posto, depois de ter falado com o líder, não
tivermos a chance de chegar no local onde o animal esta a causar o conflito ou danos nas
machambas, por ser período chuvosos tem um rio que se atravessa, sendo um obstáculo para
chegarmos ao nosso destino porque o rio estava muito cheio, mas não paramos por ali e nem
levamos muito tempo no posto, um dos técnicos nosso entrevistou um pouco o líder e certas
pessoas sobre o conflito, tendo eles afirmados que de facto o animal tem destruído muitas
machambas, como as de cereais como no caso do arroz, milho, por ser uma fêmea com as sua
crias, tem sido um pouco difícil afugentar, esses foram os comentários dos demais daquele posto.
Fomos divididos em grupos, em que cada grupo contava com alguns estudantes e todos
supervisionados, o nosso era composto por quatro (4) estudantes. Da divisão de grupos saíram
dois grupos, assim, distribuídos em diferentes Departamentos, nos fizemos todo o mês de Janeiro
do ano corrente, estagiando primeiramente no Departamento do Meio Ambiente.
Meio Ambiente
No decorrer do estágio no Departamento do Meio Ambiente, foram desenvolvidas as seguintes
actividades:
Conhecer e aprender tudo que consta na legislação do Meio Ambiente, que com o passar
do mês de Janeiro, o assunto mais abordado foi sobre a Conservação e Preservação do
Meio Ambiente e Avaliação dos Impactos Ambientais:
Guião de licenciamento de um projecto que esta dividido em categorias segundo o
regulamento da Lei do Meio Ambiente do Decreto No 54/2015 de 31 de Dezembro. As
categorias são as seguintes:
Categoria A – envolve projectos que causam impactos Ambientais, tais como por
exemplo as indústrias petrolíferas;
Categoria B – envolve projectos em que causam impactos ambientais de uma
forma indirecta como no caso de Restaurantes, Hotéis, entre outros;
Categoria C – envolve projectos que causam impactos ambientais de fácil
controlo e o seu impacto pode ser controlado, como Barbearias, Salão, e outros.
Regulamento sobre o processo de Avaliação do impacto ambiental que dita princípios
para avaliação de todos impactos ambientais.
Avaliação do plano de gestão ambiental de um posto de abastecimento de petróleo de
Muembe, avaliando – se o seguinte:
O seu funcionamento;
Número de trabalhadores;
Verificação da existência de assistência medica;
Avaliação de riscos ambientais.
Nessa empresa de Muembe o PGA foi elaborado de acordo com a Lei do meio ambiente, para se
assegurar o desempenho social e ambiental de qualquer projecto, neste caso a monitoria
ambiental é feita e realizada pelos técnicos ambientalistas ou então pelo o responsável da
empresa.
Conhecer e avaliar os documentos necessários para a obtenção de licença, na qual são
seguinte:
Requerimento – dirigido pelo director da Terra, Ambiente e desenvolvimento
rural de Niassa;
Memoria descritiva da actividade e o anteprojecto, envolvendo a descrição total
do projecto;
Justificativa da actividade;
Enquadramento legal das actividades;
Breve informação biofísica e socioeconómico do projecto que influencia da
actividade;
Ficha de informação ambiental preliminar disponível, constante do ANEXO VI
do presente regulamento e derivadamente preenchido;
Apresentação do Duat provisório da área disponível para desenvolvimento de
projecto.
No segundo mês que foi o mês de Fevereiro, tivemos de fazer a troca de departamentos para o
seguinte departamento, que na qual é o Departamento de plantações Agro-florestais, que lá
desenvolvemos as seguintes actividades:
Plantações Agro-florestais
Na fase inicial da nossa chegada no Departamento de plantações Agro-florestais, tivemos certas
aulas teóricas da explicação de como se trabalha naquele sector, onde vimos o seguinte:
Legislação da Floresta;
Regulamento da floresta;
Tipos de licenças;
Os requisitos necessários param a obtenção de uma licença;
Como emitir uma guia de trânsito e guia de escoamento.
Legislação da floresta (Lei No 10/99 de 07 de Junho), "plantações florestais para fins de
conservação."
O estado promove a recuperação de áreas degradadas através de plantações florestais,
preferencialmente nas dunas, bacias hidrográficas e nos ecossistemas frágeis;
Quando a degradação for provocada por desflorestamento, incêndio ou quais quer actos
voluntários, o infractor é obrigado a efectuar a recuperação da área degradada nos termos e nas
condições a serem definidos por regulamento próprio, e independentemente de outros
procedimentos civis e criminais que couberem.
Nas zonas de protecção não é permitido transformar em uma área degradada para outras
finalidades de uso, devendo esta ser recuperada as suas condições anteriores.
Plantação Florestais para fins Comerciais, Industriais e energéticos
O estado promove desenvolvimento de plantações florestais par fins comerciais, industriais e
energéticos. Consoante as características industriais e ecológicas de cada zona, nos termos
regulamentares.
Actividades de plantação de espécies florestais exercidas por qualquer pessoa singular ou plural,
nos termos da Lei, beneficiada de incentivos especiais, asserem definidos por diploma próprio.
Exploração florestal
Essa actividade entende – se como o conjunto de operações ou medidas ligadas a extracção dos
produtos florestais para satisfação nas necessidades humanas de acordo com as normas técnicas
de produção e conservação do património florestal.
Transporte
O transporte de produtos florestais entendido como quais quer vias carecente de guia de trânsito.
A ser emitido pelos Serviços Provinciais de Florestas e Fauna Bravia. Para a província de Niassa
a guia de trânsito é emitida nos Serviços Provinciais do Ambiente do Niassa na cidade capital
Lichinga, no departamento da floresta ou no departamento de plantações Agro-florestais. Por
exemplo no caso de escoamento de produtos madeireiros é necessário um pedido de autorização
no departamento da floresta para permitir o deslocamento do seu produto, o departamento da
floresta avalia o seu pedido e por sua vez autoriza e emite um guia de trânsito.
Requisitos necessários no preenchimento de um guia trânsito
Requisitos necessários no preenchimento de um guia trânsito são:
O número de guia;
O nome do possuidor da licença;
Número de exploração;
Local e data da emissão da licença;
Validade, quantidade e produto;
O nome da espécie, volume, unidade, medida, total;
Observações;
O designado e o destino do produto.
A duração de uma guia de trânsito depende do destino do produto escoado ou transportado, se
caso for dentro da província a validade é de entre 5 a 6 dias, se for fora da província tem validade
de 10 dias começando a contar com a data da sua emissão.
Chegamos de ver como se preenche guia de autorização, para o efeito, foi necessário preencher-
se uma guia de autorização para o escoamento de produtos florestais de Lichinga para Gurue
com a validade de 10 dias, a partir de 1 de Fevereiro até dia 10 do mesmo mês corrente de 2022.
A guia de autorização pertencia a KEMA, uma das grandes empresas florestais que se encontra
estabelecida dentro da província de Niassa no distrito de Lichinga, fez o escoamento dos
produtos madeireiros de espécie Pinos que pretendia escoar industrializar o produto florestal de
espécie Pinos em:
Barrotes – 669 com o volume de 56,498m3;
Ripas – 200 com o volume de 22,375m3.
Feito o somatório do volume total que foi de 78,873 m3. Para emissão de uma guia de autorização
é necessário sempre consultar o Regulamento da Lei de Florestas e Fauna Bravia, indo de acordo
com o Decreto No 12/2002. De 6 de Junho.
Tipos de Licenças
Licença Simples – é o tipo de licença que só é permitida a pessoas singular, Moçambicanos,
pessoas colectivas constituindo simplesmente ou exclusivamente cidadãos Moçambicanos para
fins comerciais, industriais e energéticos. A licença simples corresponde há uma área,
equivalente o volume de exploração de acordo com o plano de maneio simplificado.
O período de licenciamento para a exploração de produtos de exploração de produtos florestais
madeireiros é feito anualmente devendo os respectivos a serem submetidos ao governo
provincial através dos Serviços Provinciais de florestas e fauna bravia no período de 2 de Janeiro
a 15 de Fevereiro do ano que o requerente pretende realizar a sua exploração. Na província de
Niassa esta actividade de licenciamento realiza – se nos Serviços Provinciais do Ambiente do
Niassa e no Departamento de florestas de Niassa.
Requisitos para licença simples
Requisitos para tratar a tal licença simples são:
O pedido de licença simples é redigido ao governo da província nomeadamente;
Requerimento feito em formulário próprio acompanhado dos seus elementos essenciais
de identificação dos requerentes e da área;
Comprovativo de ser de cidadania Moçambicana (BI), em caso de pessoas singulares;
Comprovativo de ser uma sociedade constituída exclusivamente, por ditados
Moçambicanos, em caso de pessoas colectivas, reforçado pela função dos documentos de
identificação dos sociais;
Esboço topográfico em triplicado a escala de 1.50.000baseado na carta da região com
indicação das picadas existentes, estradas, povoações e outras referências particulares;
Parecer do administrador do distrito, procedido de consultas as comunidades locais,
conforme o procedimento previsto no regulamento;
Plano de maneio simplificado;
Plano de exploração;
Indicação dos previsíveis mercados;
Indicação de número de posto de trabalho, criado de outros benefícios para comunidades
locais;
Declaração do requerente de não ter formulado qualquer outro pedido de licença simples
para ano de execução.
Exploração sob regime de concessão florestal – é uma área de domínio público, com limitações
concedidas a um determinado operador através de contrato de concessão. Este regime de
exploração é destinada para abastecimento de indústrias, e devem seguir um plano de maneio ou
deve conter um plano de maneio aprovado.
A licença de exploração florestal é emitida pela direcção provincial, após a aprovação do pedido
em conformidade com modelo a ser aprovado por despacho de ministros da agricultura e
desenvolvimento rural. Em Lichinga licença de exploração é feita pelos serviços do ambiente de
Niassa no departamento de floresta, na qual entre contara.
Identificação do titular de licença;
Numero, a data de emissão e o prazo da validade da licença;
Área coberta pela licença indicando a dimensão e os seus limites;
Quantidade dos produtos florestais a serem explorados;
O tipo de espécies, a classe e o diâmetro de corte;
As condições especiais de exploração;
Comprovativo do pagamento de caução equivalente a 3 vezes o valor da respectivamente.
Na topografia devera indicar a área de exploração, indicar as coordenadas e os limites
geográficos natural para facilitar a identificação.
Licença de exploração de recursos florestais em terrenos, os ocupantes tem directo de uso e
aproveitamento de terra.
A renovação de licença segundo a legislação do artigo 22 do regulamento da floresta, a licença é
renovada 30 dias antes do seu término, o pedido do respectivo titularão representante.
Na parte pratica, no departamento de florestas e plantações agro-florestal, desenvolvemos as
seguintes actividades:
Deslocamos de Lichinga para Sanga, estimado a 15km da direcção de agricultura via Sanga,
onde culminou o seguinte:
Preparação de substrato
Enchimento dos vasos
Usamos métodos diferentes na quais:
1 Carinha de areia grossa;
2 Carinhas de areia fina/ argila;
1 Carinha de esterco.
Na prepararão de substrato para fruteiras é necessário que a quantidade de argila seja maior para
permitir a retenção da água por muito tempo, realizando assim:
Enchimento dos vasos;
Organização dos vasos.
Abertura de covachos para a cultura de pepino cujo espaçamento entre as plantas era de 5cm em
uma área de 30m. A cultura de pepino após o seu lançamento, tem um ciclo de 2 a 3 meses até
estar pronta. Essas actividades todas foram realizadas por nos na especialidade agro-pecuária e
florestas.
Passamos por um determinado período a operar no viveiro da IIAM de Lichinga, num viveiro
agro-florestal, trabalhando com fruteiras assim como espécies exóticas, tendo feito a organização
dos vasos e lançamento das sementes nos mesmos e realização de monda manual nas fruteiras e
nos pinheiros.
Organização dos vasos de fruteiras, no caso da mangueira seleccionamos e arrumamos os
emergidos separando com os não emergidos.
Trabalhamos com as seguintes espécies: Mangueiras, Pêssego, sendo espécies diferentes, para a
emersão da mangueira leva um período de 30 dias/um mês e para o pêssego leva um período de
duas semanas, sendo necessário aplicação de algumas técnicas como escarificação para permitir
e facilitar o processo germinativo. Operamos com fruteiras e exóticas como: pinheiro e eucalipto,
nativas: Umbawa, Jambire, e Chanfuta.
Fizemos parte de actividades de reflorestamento no distrito de Sanga na Unilurio, este distrito
está localizado a 60km da cidade de Lichinga, na realização dessa actividade usamos as
seguintes espécies:
Chanfuta;
Umbawa;
Jambire;
Eucalipto;
Café.
Tendo feito o seguinte:
Transporte das mudas com uma viatura da instituição;
Demarcação da área;
Abertura de covachos, no espaçamento entre as plantas era de 5m, profundidade de 30cm,
numa área total de 80m.
Tivemos algumas palestras alusivo ao dia das florestas, essa tendo decorrido na UCM de
Lichinga, com o objectivo de sensibilizar, consciencializar a comunidade estudantil e a
população em geral sobre a importância da preservação das florestas:
Destacar boas práticas na gestão dos recursos florestais;
Monitorar e promover o plantio nocivo de árvores.
Nesta palestra tivemos muitos assuntos tratados e discutiu-se sobre vários factores que
contribuem no desaparecimento das nossas florestas, sendo considerado um dos factores, o
aumento da população, que necessita do consumo de mesmos recursos, expansão das cidades.
Queimadas descontroladas também contribui no desaparecimento ou empobrecimento das
florestas, a prática da agricultura para a sobrevivência humana, sem aplicar boas práticas ou
plano de maneio. Exploração ilegal, o desmatamento natural proveniente da acção do homem,
essas actividades fazem com que as florestas estejam em via de extinção. No decorrer da palestra
os estudantes da UCM deram a sugestão de formação de técnicos florestais para poderem ser
responsáveis no ensinamento de como minimizar os riscos de incêndios nas florestas, assim
ensinando a população em geral a fazer e aplicar boas práticas nos campos.
Realizou-se uma visita numa empresa processadora de madeira de espécies exóticas (Pinos),
deslocamos para a tal empresa que é a KEMA, localizada em Niassa, no distrito de Lichinga, a
qual esta especializada nas actividades como: Processamento de Madeira, transformação da
madeira em matéria-prima como: Barrotes, Pranchas, Ripas, Contraplaca-te, Tabua e entre mais.
Usam a casca da madeira para servir de esterco e usam para a preparação da mesma como verniz
para cadeiras, mesas e outros meios, como cama de frango.
Visitamos também o departamento onde a madeira é assegurada em 3 partes, rachada, que por
sua vez ela é processada e lizada, em seguida é colocada para ter uma altura para ter um
comprimento maior como no caso dos Barrotes e tabuas para ter um comprimento desejado. Esta
empresa os produtos usados para essas transformações são obtidos a partir da empresa Green
Resourses Niassa, essa sendo responsável de muitas áreas florestais em Niassa. A KEMA e a
Green Resourses Niassa, tem uma associação, e são empresas de exploração consacional.
Quando chegados ao mês de Baril que foi o nosso último mês de estágio, ficamos a trabalhar no
departamento da AQUA/delegação da AQUA. AQUA – agencia Nacional para Controlo da
Qualidade Ambiental, este departamento é composto por três (3) repartições das quais são:
Repartição de florestas (fiscalização de recursos naturais).
Repartição do ambiente, participa no licenciamento e fiscalização das actividades de
sector por termo da Lei, divulgar a legislação relativa ao ambiente. Controle de qualidade
ambiental
Repartição de contabilidade (gestão financeira da empresa ou da DEPAQUA).
Passados a esse departamento desenvolvemos certas actividades teóricas tais como:
Cubicagem – que é um termo técnico utilizado para referência de medição de madeira ou então
cubicagem quer dizer medir, tendo aprendido como fazer a cubicagem em madeira serrada, em
toros e cubicagem da madeira em pé.
Para fazer a cubicagem ou pra cubicar é necessário uso de alguns instrumentos como:
Fita métrica – utilizado para medir;
Caneta e folha – servem para poder registar os dados obtidos.
Para medir a madeira serrada ou cubicar a madeira como Barrote, Tabua, usa-se a seguinte
formula:
Formula1: => LxExCxQ
L – é a Largura;
E – é a Espessura;
C – é o Comprimento;
Q – é a Quantidade.
Exemplo: Formula: Resolução
L = 0,19cm LxExCxQ L = 0,19cmxo,7cmx2,50cmx6
E = 0.7cm L = 1,995cm3
C = 2.50cm
Q = 6 Pranchas
Formula2: => d2xПxC Toro
Escoamento das espécies florestais
Escoamento das espécies florestais e faunísticas perante 18 dias de controlo e avaliação do
escoamento dos produtos da fiscalização da cidade de Lichinga, constatou-se que não há registo
de escoamento das espécies exóticas, como no caso do Pinheiro e Eucalyptus da empresa Green
Resourses Niassa, que quase a nível da cidade esta empresa é responsável pela produção,
exploração e escoamento dos produtos para o mercado.
E também há um registo de escoamento das espécies nativas da 3ª e 4ª classe, pois a população
local dedica-se na produção do carvão vegetal, para o consumo e comercialização na cidade.
Dizer que também há escoamento de lenha, não chegam 3 esteres no transporte de carvão, mas
também, não chegam acima de 5 a 6 sacos, mas de outra vez passou-nos um caminha com 30
sacos, este contendo licença e guia de transito, por isso que podemos concluir que a nível da
exploração e escoamento das espécies florestais nativas.
Controle e avaliação de escoamento de produtos florestais e faunísticos
Dizer que Ester são quantidade de lenha, carvão ou área e que entra um quadrado, um Ester lê-se
da seguinte maneira AlxLxLxC mesma 1m2 se for carvão conta-se o numero dos sacos. No caso
da lenha mede-se o comprimento do caminhão e a altura.
Ex.: Um caminhão leva lenha e mede 7m
Dados Formula Resolução
C = 7m AlxLxC Al = 7cmx2.10mx1.50cm
L = 2.10cm Al = 22.05m de lenha
Al = 2.10cm
Carregar um produto florestal de um mesmo posto não
Postura de um fiscal
Usar artigos e equipamento base;
Um fiscal não pode ser deficiente;
Deve ser aprumado e organizado;
Um fiscal deve passar vida militar;
Um fiscal deve ter fita métrica, livro de multa, caneta, etc.;
Deve trabalhar com a legislação;
Um fiscal deve ter idade mínima de entre 18 anos a 40 anos;
Um fiscal deve ser sério no trabalho.
Constitui uma infracção a exploração de recursos florestais e faunísticas sem respectiva
licença de exploração
Transporte de produtos florestais sem respectiva guia de transito;
Desacordo com a Lei da floresta, por exemplo, uma empresa pretendia abater Chanfuta e
Jambire e tratou uma licença de abater Umbila ou então espécies diferente prevista na
licença constitui uma infracção por desacordo com a Lei.
O valor das multas consta nos anexos do decreto no 76, 2011 de 30 de Dezembro,
consoante a infracção cometida pelo infractor
No caso de Carvão a nível nacional é permitido três (3) sacos a cima disso já deve
apresentar guia de transito.
Praticas
Avaliação de escoamento de produtos florestais e faunísticos a nível da cidade de Lichinga a
fiscalização for realizada nos seguintes postos.
Ntoto, Lulimile, Massenger constatou-se que não há registo de escoamento de espécies nativas
em todos os postos de fiscalização, há registo de escoamento de espécies exóticas como: Pinho,
Eucalyptus da empresa KEMA e Green Resourses, quase a nível da cidade de Lichinga.
Índice
Actividades desenvolvidas...............................................................................................................2
Meio Ambiente................................................................................................................................6
Plantações Agro-florestais...............................................................................................................7
Legislação da floresta (Lei N o 10/99 de 07 de Junho), "plantações florestais para fins de
conservação."...................................................................................................................................8
Plantação Florestais para fins Comerciais, Industriais e energéticos..............................................8
Exploração florestal.........................................................................................................................8
Transporte........................................................................................................................................8
Requisitos necessários no preenchimento de um guia trânsito........................................................9
Tipos de Licenças..........................................................................................................................10
Requisitos para licença simples.....................................................................................................10
Escoamento das espécies florestais...............................................................................................15
Postura de um fiscal.......................................................................................................................16
Praticas...........................................................................................................................................17